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CAPÍTULO 2

Os sentidos da Integralidade: algumas reflexões acerca


de valores que merecem ser defendidos
(p. 43-68 de Rubens Araujo de Mattos).

Resumido por DANIELEA RAISE & LUIZ HENRIQUE DA SILVA

INTEGRALIDADE
Muitas formas conceituadas
CAMPOS (2007)

A atenção integral a todo e qualquer tipo de procedimento considerado necessário para intervir
sobre o processo saúde e doença é uma das diretrizes do SUS que alcançaram maior
legitimidade, que os sistemas nacionais, redes de cuidado, redes integradas de atenção, sejam
organizados com base na diretriz da integração sanitária, mais tarde redefinida como
Integralidade.

Lógica de mercado: cada serviço é um ente autônomo, feudo independente, e cabe ao


paciente deslocar-se entre esses serviços para garantir a “integralidade” requerida para o seu
caso.

Tradição do público: investem-se na constituição de um sistema integrado de serviços, com


fluxo regular de regras, pessoas e formas necessárias de comunicação, cujo planejamento e
gestão ficam a cargo do Estado.
HARTZ e CONTANDRIOPOULOS (2004)
A integralidade da atenção é um dos pilares de construção do sistema de saúde, baseada na primazia das ações de
promoção; garantia de atenção nos três níveis de complexidade; articulação das ações de prevenção, promoção e
recuperação; abordagem integral dos indivíduos e das famílias.

O conceito de integralidade remete, portanto, obrigatoriamente, ao de integração de serviços por meio de redes
assistenciais, reconhecendo a interdependência dos atores e organizações, em face da constatação de que
nenhuma delas dispõe da totalidade dos recursos e competências necessários para a solução dos problemas de
saúde de uma população em seus diversos ciclos de vida.

FEUERWERKER e CECÍLIO (2007)


A integralidade é objetivo de rede, e seria conseguida por uma boa articulação entre os serviços.
A integralidade da atenção em cada serviço singular poderia consistir no esforço da equipe em traduzir e atender
as necessidades na sua expressão individual, porém ela nunca será plena em qualquer serviço de saúde singular,
por melhor que seja a equipe, por melhores que sejam os trabalhadores, por melhor que seja a comunicação entre
eles, de modo que a integralidade surge, então, como fruto de uma articulação de cada serviço de saúde a uma
rede muito mais complexa, composta por outros serviços e outras instituições.
Responsabilidade do sistema de saúde, não do usuário.
PAIM e SILVA (2010)
4 perspectivas contempladas pela Reforma Sanitária:
a) como integração de ações de promoção, proteção, recuperação e reabilitação da saúde, compondo níveis de proteção
primária, secundária e terciária;
b) como forma de atuação profissional abrangendo as dimensões biológica, psicológica e social;
c) como garantia da continuidade da atenção nos distintos níveis de complexidade do sistema de serviços de saúde;
d) como articulação de um conjunto de políticas públicas vinculadas a uma totalidade de projetos de mudanças que incidissem
sobre as condições de vida, determinantes de saúde e dos riscos de adoecimento, mediante ação intersetorial.
5 condições de adoção da integralidade:
a) cuidado integral: a pessoa é compreendida na sua totalidade, considerando os aspectos biológicos, psicológicos e
socioculturais;
b) prática integral: organiza e articula processos de trabalho e tecnologias distintos, possibilitando que trabalhos parcelares
resultem numa intervenção mais abrangente e completa;
c) programa integral: permite explicitar objetivos, recursos e atividades contemplando necessidades de diversas ordens,
inclusive os determinantes socioambientais de uma dada situação;
d) políticas públicas integradas: implica na articulação de políticas, programas e projetos, exigindo ação intersetorial e gestão
compartilhada e pactuada;
e) sistema integral: permite o entrosamento de políticas, programas, práticas e cuidados.
MATTOS

Três Sentidos de Integralidade


1- I. Traço da boa medicina
Critica pela Medicina Integral
(Bandeira de luta, imagem-objetivo)
Participação Social/popular
Resposta ao sofrimento do paciente e cuidado para que essa resposta não seja a
redução ao aparelho ou sistema biológico em detrimento do psicossocial; ato de cuidar
integral, democrático.

Crítica à especialidade médica


Modelo escolas: 1) laboratório – ciência básica; 2) hospital - clínica.

Proposta de reformas curriculares (Flexneriana) – 2Eixos básico: a) mudança


radical do básico e ênfase ensino; b) ambulatório e comunidade. (fazer de
saúde coletiva, desenvolvimento crítico - Foucault, Hlich, Canguilhem).
Cenário brasileiro
Medicina Integral ass. Medicina Preventiva
postura de resistência ao regime militar
Movimento sanitário
Renovação teórica – Saúde Coletiva (1979)
Área de...

Premissa:
“considerar as práticas em saúde como práticas sociais, e analisa-las”

Resultado: R.Medicina Geral Comunitária = BPM


2. Programas verticais aos Programas Integrais:modo de
organizar as práticas
superar a fragmentação das atividades no interior das unidades de saúde

SNS dos 70 consolidou uma antiga divisão entre as Instituições:


Saúde Pública do MS Assistência médica do MPS

1. Assistência médica da Previdência em detrimento da Saúde Pública.

Pensada Independentemente – Bandeira de luta pela unificação junto com SUS.

2. Senso comum – Hospitalocêntrico.


Do contexto 1 e 2
Proposta de M.O. (crítica da dissociação entre as práticas de
saúde pública e as assistenciais).

Sentido de Integralidade:
Horizontalidade e Epidemiologia.
Importante Frisar.....
Críticas
Grau de peso da epidemiologia Risco de restrição no
âmbito dos serviços ofertados
3. Integralidade e Políticas Especiais
Respostas governamentais a problemas específicos de saúde -
considerando o grupo populacional; políticas especialmente desenhadas
para dar essas respostas.

Exemplo Magnifico: PAISM.

Crítica.

Nessa esteira (PNSPN).


Consideração Final do autor
Reflexão sobre os diferentes sentidos de Integralidade.
Como a Integralidade concretiza o direito à saúde?

operacionalização a partir de dois movimentos:


a) superação de obstáculos e implantação de inovações no cotidiano dos
serviços de saúde.

b) superação de obstáculos e implantação de inovações nas relações


entre os níveis de gestão do SUS e nas relações destes com a sociedade.