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UNIVERSIDADE ABERTA DO BRASIL – UAB

UNIVERSIDADE ESTADUAL DE MONTES CLAROS – UNIMONTES


CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA – CEAD
CURSO DE ESPECIALIZAÇÃO LATO SENSU EM EDUCAÇÃO A
DISTÂNCIA

Rachel Leal Alves Lima


Viviane Cristina Medeiros Leite

O PERFIL PROFISSIONAL DO TUTOR NA EDUCAÇÃO A


DISTÂNCIA

Montes Claros - MG
Fevereiro/2019
Rachel Leal Alves Lima
Viviane Cristina Medeiros Leite

O PERFIL PROFISSIONAL DO TUTOR NA EDUCAÇÃO A


DISTÂNCIA

Trabalho apresentado ao curso de pós-


graduação Lato Sensu em educação à distância,
ofertado pela Universidade Estadual de Montes
Claros, no âmbito da Universidade Aberta do
Brasil – UAB – como exigência para obtenção
do grau de Especialista.

Orientador: Prof. Ms. Árlen Almeida Duarte


de Sousa.

Montes Claros - MG
Fevereiro/2019
2

O PERFIL PROFISSIONAL DO TUTOR NA EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA

LEAL ALVES LIMA, Rachel1.


MEDEIROS LEITE, Viviane Cristina2.
SOUSA, Árlen Almeida Duarte de3.

RESUMO

Este estudo teve como objetivo analisar o perfil profissional do tutor na Educação a Distância
(EAD). A relevância social desta pesquisa encontra-se na oportunidade de se identificar e
avaliar as transformações ocorridas durante a expansão da modalidade à distância a fim de se
proporcionar reflexões sobre a identidade profissional dos professores (tutores). Verifica-se
que a EAD promove a construção de novas relações de aquisição do conhecimento, bem
como novas relações de exigências para o trabalho. Desta forma, faz-se necessário destacar
que esta modalidade de trabalho, exige uma formação e capacitação do profissional que
proporcione aos envolvidos neste processo construir novas formas de se aprender e ensinar.
Trata-se de uma revisão integrativa sistematizada, através da revisão da literatura em que o
estudo se embasa em dados bibliográficos. O marco teórico da pesquisa alia-se aos dados
encontrados no Censo EAD.BR e Censo da Educação Superior dos anos de 2014/2015/2016 e
reflexões apontadas por estudos que discutem essa temática. As conclusões deste trabalho
apontam que há poucos estudos que discutam a especificidade do perfil do tutor e desta forma
sobre aspectos como formação inicial e continuada, seu papel no processo de ensino e
aprendizado , bem como sua função pedagógica, didática e metodologia, de gestão e avaliação
do processo educacional na EAD. Portanto, de acordo com os trabalhos científicos utilizados
no embasamento teórico desse trabalho e dados coletados sobre essa temática nota-se uma
necessidade de se propor estudos que revelem e identifiquem o perfil do tutor e suas
influências no processo de ensino e aprendizagem na EAD. Assim, destaca-se a preocupação
em conhecer as atribuições do tutor, tanto presencial como a distância com o intuito de se
redesenhar a função do tutor e traçar o perfil adequado de tutoria nos cursos de EAD.

Palavras chaves: Perfil profissional, Educação a Distância, Tutor.

INTRODUÇÃO

Este trabalho tem como objetivo tecer considerações sobre o tema: O perfil
profissional do tutor na EAD. A EAD configura-se em um renovado cenário educacional de
construção do conhecimento. Para atender a essa nova forma de aprender e ensinar, os
profissionais necessitam de habilidades pedagógicas que estejam em concordância com esta

1
Aluna do curso de pós-graduação em Educação a distância da Universidade Estadual de Montes Claros –
Unimontes; Formada em Pedagogia pela Faculdade ISEIB/Montes Claros –MG e Pós Graduada em Orientação,
Supervisão e Inspeção Escolar pela Faculdade Santo Agostinho/ Montes Claro-MG e Pós graduada em Educação
Especial e Inclusiva pela Faculdade Favenorte. kelleal2006@gmail.com.
2
Aluna do curso de pós-graduação em Educação a Distância da Universidade Estadual de Montes Claros –
Unimontes; Formada em Pedagogia pela Unimontes/Montes Claros-MG e Pós Graduada em
Neuropsicopedagogia pela Faculdade Santo Agostinho/Montes Claros-MG e Pós Graduada em Educação
Especial pela Faculdade Favenorte/Montes Claros-MG. vivianecristinamedeirosleite@yahoo.com.br
3
Professor do curso de pós-graduação em Educação a distância da Universidade Estadual de Montes Claros –
Unimontes. arlenduarte@gmail.com.
3

modalidade de educação. A Educação à Distância requer agora profissionais atualizados com


o novo cenário educacional, cenário que possui suas especificidades didáticas e
metodológicas, espacial e de tempo e principalmente de clientela a ser atendida. Nesta
modalidade de EAD, o profissional estará inserido em um ambiente que conforme preceitua
Brasil (2005):

Caracteriza-se como modalidade educacional na qual a mediação didático-


pedagógica nos processos de ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de
meios e tecnologias de informação e comunicação, com estudantes e professores
desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos, BRASIL
(Decreto Presidencial n. 5.622, de 19 de dezembro de 2005).

A partir disso, verifica-se que a EAD acaba por promover, construir e/ou remodelar
novas relações de construção do conhecimento, bem como novas relações e exigências para o
trabalho. Desta forma, faz-se necessário destacar as novas relações de trabalho que circundam
e identificam a formação, a capacitação e o contexto profissional de atuação docente.
Neste sentido, identificar o perfil do tutor da EAD possibilita que, as novas relações
desta modalidade educativa fomentam e requerem dos profissionais envolvidos neste
processo. No entanto, tem-se a figura do tutor para esta investigação qual possível molde vem
sendo construído para promover a formação e capacitação deste profissional.
No entanto, pensar na construção da identidade profissional do professor-tutor nos
remete a considerar tal função com singularidade, e de modo a reconhecer ou evidenciar
aspectos influenciadores explícitos ou implícitos que fomentarão o profissional mediador dos
processos educativos na EAD a qual, exige dos discentes uma autonomia na aprendizagem,
Munhoz (2003, p. 6) analisa que

são necessários novos relacionamentos interpessoais entre os envolvidos no


processo de ensino e aprendizagem. Nos ambientes virtuais de aprendizagem que
estarão presentes nas comunidades do futuro, se manifesta o desejo das pessoas por
novas formas de relacionamento. O espantoso crescimento da internet aceito como
um dos maiores fenômenos de comunicação em todos os tempos, confirma esta
colocação afirmativa. Estas considerações iniciais têm a finalidade de ressaltar a
importância de uma formação diferenciada do profissional da educação para
trabalhar nos ambientes dos cursos ofertados na modalidade da educação à distância.

É necessário ressaltar que, durante muito tempo o processo educativo foi concebido
dentro de uma perspectiva onde o professor ocupava um espaço de detentor do conhecimento.
O ambiente físico caracterizava-se pela formalidade de espaço e do tempo e lançava mão de
metodologias homogêneas que padronizavam a forma de se ensinar e de aprender. Desta
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forma, a EAD acaba por transformar e modificar papéis, funções e conceitos educacionais que
ainda consideram a EAD como extensão da educação presencial. Para Munhoz (2003, p. 5)

as pessoas que consideram o espaço de aula na educação a distância, como a


continuação daquele espaço eivado pelo desencanto que caracteriza o
relacionamento professor e aluno nos ambientes tradicionais, jamais irão aceitar a
educação a distância como uma abordagem educacional capaz de ensejar o
desenvolvimento do processo de construção do conhecimento, o qual não é mais
individual, mas sim construído deforma conjunta entre os professores especialistas,
os professores tutores e os alunos envolvidos.

Agora, torna-se essencial observar que “a função de tutoria de um curso a distância


requer características que estão além do domínio dos conteúdos e dos meios técnicos,
implicando aportes pedagógicos específicos da função docente” (ALVES; FILHO; SALES,
2012).
Em um sistema de EAD, todos os envolvidos no processo educativo são responsáveis
pela aprendizagem. O papel e as tarefas do professor em EaD difere das do ensino presencial,
pois o “uso mais intenso dos meios de comunicação e informação torna o ensino mais
complexo exige a segmentação do ato de ensinar em múltiplas tarefas, sendo esta
segmentação a característica principal do ensino a distância”. (BELLONI, 2006, p. 79).
Cabe destacar que, os professores devem sempre buscar qualificação para exercerem
suas funções, segundo os Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância -
RQESD (BRASIL, 2007, p. 19),

qualquer que seja a opção estabelecida, os recursos humanos devem configurar uma
equipe multidisciplinar com funções de planejamento, implementação e gestão dos
cursos a distância, onde três categorias profissionais, que devem estar em constante
qualificação, são essenciais para uma oferta de qualidade: docentes, tutores, pessoal
técnico- administrativo (BRASIL, 2007, p. 19).

A motivação por tomar esse assunto objeto de pesquisa encontra-se relacionado à


experiência vivenciada durante a especialização em educação a distância, onde foi possível
vivenciar a dualidade de opiniões entre tutores sobre o papel, formação e atuação do tutor
neste cenário educacional.
Atividades como orientar a aprendizagem, motivar o aluno, conhecer as ferramentas
tecnológicas, ser aberto a críticas, entre outras, são essenciais ao desempenho de um tutor na
EAD conforme preceitua Bentes (2009, p.167),

o professor-tutor assume características inerentes à sua função para trabalhar a


EaD; deve saber lidar com os ritmos individuais diferentes de cada aluno,
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apropriar-se de novas TICs, dominar técnicas e instrumentos de avaliação, ter


habilidades de investigação, utilizar novos esquemas mentais para criar uma nova
cultura indagadora e plena em procedimentos de criatividade e ter disponibilidade
para intervir a qualquer momento.

A relevância social desta pesquisa encontra-se na oportunidade de se analisar o perfil


profissional dos Tutores na EAD, identificando potencialidades e fragilidades a serem
agregadas na formação do mesmo.

Breve conceito de EAD

Pode-se verificar que, em várias literaturas estudadas, utilizam-se diferentes conceitos


para explicar a EAD. No entanto destaca-se o conceito que de Aretio (apud GUAREZI, 2009,
p. 19), o qual descreve esta modalidade como:

EAD é um sistema tecnológico de comunicação bidirecional que substitui a


interação pessoal, em sala de aula, entre professor e aluno como meio preferencial
de ensino pela ação sistemática e conjunta de diversos recursos didáticos e pelo
apoio de uma organização tutorial de modo a propiciar a aprendizagem autônoma
dos estudantes.

Sendo assim, com o objetivo de democratização do acesso ao ensino superior, torna-se


evidente que ao escolher esta modalidade o professor ou aluno mantém uma relação, mesmo
que estejam fisicamente distantes, através dos recursos didáticos como multimeios
tecnológicos. De acordo com o Ministério da Educação no Decreto nº 5622, de dezembro de
2005, que regulamenta EAD, a caracterização desta modalidade de ensino é apresentada como
uma:

modalidade educacional na qual a mediação didático-pedagógica nos processos de


ensino e aprendizagem ocorre com a utilização de meios e tecnologias de
informação e comunicação, com estudantes e professores desenvolvendo atividades
educativas em lugares ou tempos diversos (GUAREZI, 2009, p.20).

Percebe-se que, essa modalidade tem crescido significativamente no Brasil depois da


publicação da Lei de diretrizes e Bases – LDB em 1996 em seu Art. 80. “O Poder Público
incentivará o desenvolvimento e a veiculação de programas de ensino a distância, em todos os
níveis e modalidades de ensino, e de educação continuada”.
Cabe destacar também que com o avanço tecnológico proporcionado pelo crescimento
econômico capitalista, novas ferramentas de comunicação e tecnologia foram inseridas ao
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processo de ensino e aprendizagem a fim de responder as transformações vivenciadas pela


população que precisa se capacitar, mas precisa conciliar trabalho, família e estudos.
É evidente que, desde a inserção da EAD na LDB, pode-se observar uma crescente
procura por esta modalidade conforme afirmam Maia e Mattar (2007, p. 13):

o crescimento do mercado de educação a distância (EaD) é explosivo no Brasil e no


Mundo. Dados estão disponíveis por toda parte: cresce exponencialmente o número
de instituições que oferecem algum tipo de curso a distância, o número de cursos
e disciplinas ofertados, de alunos matriculados, de professores que desenvolvem
conteúdos e passam a ministrar aulas a distância, de empresas fornecedoras de
serviços e insumos para o mercado, de artigos e publicações sobre EaD, crescem as
tecnologias disponíveis, e assim por diante.

Desta forma, o sistema de ensino buscou novas formas de trabalhar as necessidades


educacionais que não podiam ser satisfeitas pelo sistema de ensino tradicional, uma estratégia
democratizadora do acesso à universidade. É claro que, com o avanço das tecnologias o
relacionamento entre professor e aluno venha a ser cada vez mais virtual, porém nesses
ambientes o professor precisa trabalhar com uma visão crítica e didática de todo o cenário
inovador de aprendizagem a fim de construir cursos criativos e de qualidade, procurando
diminuir dificuldades e proporcionando uma linguagem acessível de construção de
conhecimento.
De acordo com Behrens (2000, p. 78):

num mundo globalizado, que derruba barreira de tempo e espaço, o acesso à


tecnologia exige atitude crítica e inovadora, possibilitando o relacionamento com a
sociedade como um todo. O desafio passa por criar e permitir uma nova ação
docente na qual professor e alunos participam de um processo conjunto para
aprender, de forma criativa, dinâmica e encorajadora, e que tenha como essência o
diálogo e a descoberta.

Em meados do século XIX, o tutor começa a ser visto como aquela pessoa que apóia o
aluno individualmente pode-se analisar então que o tutor ou o sucesso da tutoria refletiria o
sucesso da universidade, uma vez que a efetiva dedicação dos tutores seria a causa de tanta
propagação para a modalidade EAD. Entretanto o tutor deixou de ser apenas um apoiador do
processo ensino aprendizagem e passou a ter um papel que hoje é determinante para a EAD.
Ademais Gonzalez (2005, p.25) afirma que

no cenário da Educação a Distância, o papel do tutor extrapola os limites


conceituais impostos na sua nomenclatura, já que ele, em sua missão precípua, é
educador como os demais envolvidos no processo de gestão, acompanhamento e
avaliação dos programas. É o tutor o tênue fio de ligação entre os extremos do
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sistema instituição-aluno. O contato a distância impõe o aprimoramento e o


fortalecimento permanente desse elo, sem o que, perde-se o foco.

Guimarães (1997) salienta que para suprir as necessidades educacionais dos países em
desenvolvimento entram no cenário mundial a EAD, propagando então um novo modelo de
educação que vem para elevar o nível de escolarização, o curso superior à distância. Ele
ressalta que

assim, é neste final de milênio que surgem “os grandes sistemas de educação
superior a distância, primeiramente na Europa e, em seguida, no Canadá, nos
Estados Unidos e na Austrália”, para depois se expandir a todos os países
desenvolvidos e para muitos países em processo de desenvolvimento
(GUIMARÃES, 1997, p. 3).

Diante desta possibilidade de expansão do ensino já no início do milênio, observa-se


no século XXI a solidificação das propostas apresentadas pela modalidade à distância de
ensino. Tomando como base para nossas afirmações dados fornecidos pelo Censo EAD
ABED verifica-se que nos anos de 2014 o número de matrículas na EAD chegavam ao
número de 3,868.206, dando continuidade o ano de 2015 a taxa de matrículas subiu para cerca
de 5,048.912 e 2016 as matrículas representaram 2,956.045 novos alunos da modalidade.
Quanto à diminuição no ano de 2016 o Censo adverte que “em 2016, as instituições que
informaram aumento no número de matrículas foram mais numerosas que as que informaram
uma redução. A equipe do Censo EAD-BR vai desenvolver novas estratégias para reduzir
essa subnotificação nos próximos anos.” (2016, p. 81)
Porém, ainda existe quanto a esse modelo de educação uma desconfiança de que ela
chega para desvalorizar o ensino, de forma que quem faz a opção pela modalidade está
querendo facilidade, ou querem levar o curso relaxadamente, como diz Landim (1997, p. 9)
que

as bases teóricas da Educação a distância ainda são frágeis, porque, realmente, não é
fácil estabelecer fundamentos neste campo, o que se explica, em parte, certamente,
pela falta de um estudo de conjunto das variadas experiências, raramente mal
sucedidas, aliás, que se espalham em dezenas de países, cada qual com suas
peculiaridades, interesses, conveniências e objetivos, não se tendo chegado, ainda, a
envidar esforços nacionais ou internacionais para embasamento teórico das
experiências realizadas separadamente .

Cabe salientar que com a expansão da tecnologia e o avanço da educação em busca de


formar profissionais qualificados a escola e a universidade vem redefinindo um novo cenário
na educação, segundo preceitua Preti (1996, p. 16)
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a crescente demanda por educação, devido não somente à expansão populacional


como, sobretudo às lutas das classes trabalhadoras por acesso à educação, ao saber
socialmente produzido, concomitantemente com a evolução dos conhecimentos
científicos e tecnológicos está exigindo mudanças em nível da função e da estrutura
da escola e da universidade.

Ademais a EAD, passa por mudanças e aperfeiçoamento fazendo com que os


profissionais se qualifiquem cada vez mais para atuarem nesse mercado de trabalho que
cresce aceleradamente. Esse cenário de transformações pedagógicas, metodológicas e
didáticas manifesta a necessidade de um profissional que em parceria com o docente formador
auxilie o processo de ensino e aprendizagem de forma a conduzir o aluno a elaboração e
produção do conhecimento como afirma Castanho (2012, p. 1) “o Brasil tem passado por
diversas transformações no campo educacional, as novas tecnologias têm proporcionado a
disseminação da Educação a Distância (EAD) e uma maior transmissão de informações e
instruções.”

O papel do tutor

Faz-se necessário entender o significado da nomenclatura tutor, para analisar a


importância dessa figura para a EAD. No que tange o Dicionário Aurélio (FERREIRA, 2000,
p. 693): “tutor s. m. 1. Indivíduo legalmente encarregado de tutelar alguém. 2. Protetor”.
No entanto, Lima apud (MORAN, 2006), assinala que o papel fundamental desse novo
professor é de orientador/mediador: orientador/mediador intelectual; orientador/mediador
emocional; orientador/mediador gerencial e comunicacional e orientador/mediador ético.
Essas novas atribuições conferidas ao professor independem do seu espaço de atuação, se
presencial ou a distância. No que diz respeito à EAD, a necessidade do professor assumir
essas novas metodologias e novos papeis pedagógicos, aumenta significativamente.
Nesta perspectiva verifica-se também, de acordo com Vygotsky (2001), que o
processo educativo se dá a partir das relações entre o professor e o aluno, seja ela presencial
ou à distância. No entanto é primordial que tenha um mediador, no caso da EAD, o tutor.

É por isso que no processo de educação também cabe ao mestre um papel ativo: o de
cortar, talhar e esculpir os elementos do meio, combiná-los pelos mais variados
modos para eles realizarem a tarefa de que ele, o mestre, necessita. Deste modo, o
processo educativo já se torna tri lateralmente ativo: é ativo o aluno, é ativo o
mestre, é ativo o meio criado entre eles (VYGOTSKY, 2001, p.72).
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Portanto, em todo processo educativo na EAD, para que o aluno seja protagonista de
sua aprendizagem, faz-se necessário que o ensino seja potencializado através de uma tutoria.
Para Azevedo (2008, p.25)

nesse processo de construção do conhecimento, que envolve diferentes atores e tem


no tutor um personagem fundamental, é necessário entender a aprendizagem como
pessoal, potencializada pelo grupo, com interferência da ação dos orientadores
acadêmicos, visando a obter objetivos bem marcados e definidos.

Entende-se pela função do tutor o profissional responsável por mediar o


conhecimento em um ambiente presencial ou à distância que exerce a função de professor que
possua habilidades a discorrer sobre o assunto, seja no âmbito educacional ou formativo
segundo Arredondo (2012, p.27), o espaço é ampliado

a presença do tutor nos diversos âmbitos educacionais e formativos é cada vez mais
necessária com base na ideia de que a missão da escola não é apenas instruir os
alunos, mas também tornar possível que a educação cumpra seu objetivo de obter o
pleno da pessoa humana.

Percebe se que, a função de tutoria vem crescendo a cada dia, devido a uma demanda
crescente do avanço da tecnológica e pela necessidade de se buscar por um estudo ou
aperfeiçoamento para atender o mercado da EAD, como preceitua Arredondo (2012, p. 27),

a tutoria está presente nos momentos cruciais das pessoas; pode se dizer que a
tutoria é o espaço e o momento em que um indivíduo necessitado de informação,
orientação e ajuda e é intencionalmente por outra pessoa com a devida preparação e
disponibilidade.

Arredondo, Gonzalez e Gonzalez (2011, P. 28-29), definem a tutoria como:

o espaço e o encontro, ou reunião, entre um docente e um ou vários estudantes, com


a finalidade de trocar, analisar, orientar ou avaliar um problema ou projeto, debater
um tema ou discutir um assunto útil para o desenvolvimento pessoal, acadêmico e
profissional de um aluno ou aprendiz. (…) consiste em um processo de ajuda e
acompanhamento durante a formação dos estudantes (ou de aprendizes profissionais,
quando for o caso), que se concretiza mediante a atenção personalizada a um
indivíduo, ou um grupo reduzido, por parte de professores ou mestres competentes
formados para a função tutorial.

Os autores Arredondo, Gonzalez e Gonzalez (2011), nos mostra uma visão mais
ampla, exemplificando a que se propõe essa função de tutoria, naquilo que diz respeito a sua
função meramente de transmissor e facilitador da aprendizagem de conteúdos eleitos pela
instituição formadora.
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Sendo assim, a forma de se adquirir a identidade profissional não acontece do dia para
a noite, demanda tempo e preparação, pois, para tanto se faz necessário ter uma formação de
qualidade, experiência no campo de trabalho ter uma notoriedade perante o meio em que está
inserido para contribuir e auxiliar os indivíduos na construção do conhecimento.

O perfil profissional do tutor

Para identificar o perfil profissional do tutor faze-se necessário primeiramente


compreender que cada profissional passa por um processo de formação e construção de uma
identidade que vai sendo moldada durante todo processo de apropriação profissional. Segundo
Marques (2015, p. 1), entende-se que a identidade profissional

é um conjunto de características próprias e exclusivas, que fazem com que um


indivíduo seja diferente dos demais. Estas características são moldadas de acordo
com as relações sociais, profissionais e contextos cotidianos, que vão moldando a
identidade ao longo do tempo.

Desta forma, o tutor apresenta características que lhe são requisitadas para uma boa
atuação no processo de ensino e aprendizagem. Para exercer de forma efetiva seu papel no
processo educativo o tutor necessita de uma formação de qualidade, especialização na área de
EAD e suas Tecnologias da Informação e Comunicação - TIC’s e habilidades interpessoais
que potencializem o trabalho com o heterogêneo.
Arnaiz apud (SILVA, 2008, p. 41), cita que há três dimensões que devem compor a
atuação do tutor:

1) qualidades humanas, ou seja, ter empatia, maturidade intelectual e afetiva,


sociabilidade, responsabilidade e capacidade de aceitação; 2) qualidades científicas,
ou seja, conhecimento de elementos pedagógicos e didáticos que o auxiliarão no
convívio com seu aluno e no trato com cada um individualmente, e 3) qualidades
técnicas do “saber fazer tutoria”, ou seja, trabalhar com eficácia e em equipe,
envolvendo-se nos projetos e programas criados em prol da formação de seus alunos

Outro ponto a ser observado é a necessidade de se repensar a sala de aula como um


espaço aberto, onde as relações de ensino e aprendizado e consequentemente a construção do
conhecimento diversificou-se devido à ampliação e variedade de ferramentas de elaboração,
produção e divulgação de conteúdos e materiais dos mais diferentes cursos que
redimensionaram a função docente e descentralizaram o saber. Tornando todo o processo de
ensino e aprendizado um processo dinâmico, flexível e democrático.
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MATERIAL E MÉTODOS

Este trabalho foi elaborado a partir de uma Revisão Integrativa Sistematizada. O


estudo surgiu como alternativa para revisar rigorosamente e combinar estudos com diversas
metodologias e integrar os resultados. O método de revisão integrativa permite a combinação
de dados da literatura a respeito de um determinado tópico, realizando então, uma síntese e
análises do conhecimento científico já produzido, ampliando as possibilidades de análise da
literatura para se criar possíveis oportunidades de pesquisa futuras, conforme preceitua os
autores Botelho, Cunha e Macedo (2011, p.133).
Deste modo, os autores Cunha e Macedo (2011, p.133), ainda descrevem que:

a revisão integrativa da literatura permite ao pesquisador aproximar-se da


problemática que deseja apreciar, traçando um panorama sobre a sua produção
científica, de forma a que possa conhecer a evolução do tema ao longo do tempo e,
com isso, visualizar possíveis oportunidades de pesquisa.

E ainda conforme Mendes, Silveira e Galvão (2008), para se elaborar uma revisão
integrativa relevante é necessário que as etapas a serem seguidas sejam claramente descritas.
Para os autores, o processo de elaboração da revisão integrativa encontra-se bem definido na
literatura. Vale ressaltar que, para sistematização e análise dos dados foram tomados como
base de dados o Resumo Técnico do Censo da Educação Superior 2014/2015/2016 e dados do
Censo EAD.BR 2014/2015/2016 que demonstram em qual nível científico se encontra os
tutores bem como qualidades técnicas do “saber fazer tutoria”. No entanto para obter
resultados mais precisos referentes ao perfil profissional do tutor, prossegue-se a pesquisa em
quatro fases, que foram seguidas passo a passo para chegar-se a conclusão deste trabalho.

- 1º Fase: definição da escolha das bases de dados às quais foram feitas as pesquisas e
levantamento de dados em Periódicos (Google Scholar, Portal de Periódicos CAPES e
Scientific Electronic Library Online).
- 2ª Fase: busca e levantamento de referenciais teóricos nos portais citados, através das
palavras-chave “perfil profissional”, “tutores” e “educação à distância”. As palavras foram
utilizadas de forma associada e isolada.
- 3ª Fase: identificação dos estudos selecionados através das buscas, análise e classificação.
Um total de 225 artigos foi encontrado, excluindo as duplicações. Após a leitura do título e
resumo das publicações dos artigos, foram selecionados 22 artigos que forneceram dados e
análises relacionadas ao tema. Após a leitura dos 22 artigos na íntegra, restaram 09 que
12

tratavam sobre o tema e sobre os objetivos propostos. A Tabela 1 apresenta os artigos


selecionados.

Tabela 1 – Título dos trabalhos científicos selecionados. (n=9). 2018.

Ano de
Título
publicação

A Educação à Distância em busca do tutor ideal. 2003

Tutoria como espaço de interação em Educação à Distância. 2004

Formação do tutor para a Educação à Distância: fundamentos epistemológicos. 2008

O professor/tutor e as relações de ensino e aprendizagem na Educação à Distância. 2008

O trabalho do tutor em uma instituição pública de ensino superior. 2012

A tutoria e o tutor nos cursos de pedagogia das instituições de ensino superior parceiras da
2012
Universidade Aberta do Brasil.

Professor ou tutor: uma linha tênue na docência em EAD. 2014

O papel do tutor: a experiência de tutoria no curso semipresencial da pedagogia


2014
UNESP/UNIVESP.

Diagnóstico de competências individuais de tutores que atuam na modalidade à distância. 2014

Fonte: dados coletados. 2018.

- 4ª Etapa: nesta fase elaborou-se a categorização e análise crítica das informações contidas
nos Trabalhos Científicos estudados e selecionadas, conforme amostra contidas no Quadro 2.
Quadro 1 – Trabalhos Científicos selecionados.

Base de
Autores Ano Objetivo do estudo Tipo de pesquisa Principais conclusões
dados
Diagnosticar, empiricamente,
João Paulo Borges; competências individuais Dentre as competências técnicas os tutores destacam a
Exploratório-descritivo, com
Francisco Antônio (técnicas e comportamentais) capacidade de intervenção do tutor no AVA. Concernente à
delineamento operacional baseado
Coelho Junior; necessárias ao desempenho competência comportamental os tutores declaram como
SCIELO 2014 na triangulação metodológica.
Cristiane Faiad; efetivo da função de tutor no competências atitudes de boa convivência, honestidade e
Abordagem de análise qualitativa e
Natália Ferreira da ensino a distância no âmbito da ética, que segundo estes estão desenvolvidas ou
quantitativa.
Rocha. Universidade Aberta do Brasil parcialmente desenvolvidas entre os pesquisados.
(UAB).
Observações sistemáticas de
situações coletadas a partir do
Discutir as relações de
ambiente interativo de trabalho. Identificação de discrepâncias entre as funções tutoriais
Ana Maria Soek; ensino/aprendizagem, mediada
Google Coleta de dados junto aos tutores por quanto à natureza do trabalho executado por esses
Sonia Maria Chaves 2008 pelo trabalho dos tutores, tanto
Scholar escrito (email formais) e, na grande profissionais nas diferentes instituições. Cabendo a cada
Haracemiv. nos momentos presenciais
maioria, por meio do suporte instituição definir a natureza do trabalho tutorial
como à distância.
pedagógico no atendimento online
ou telefônico.
Pesquisa quanti-qualitativa. Analise
Identificação de uma formação profissional diferenciada
Analisar a necessidade da de avaliações das estruturas
com um novo perfil docente para atuação nos ambientes
Google Antonio Siemsen formação diferenciada do tecnológicas e comunicacional
2003 virtuais de aprendizagem, identificando a importância da
Scholar Munhoz. quadro de profissionais para a colocadas a disposição dos alunos
Atividade de tutoria como facilitadora da atividade de
EaD. dos cursos ofertados na modalidade
aprendizagem do aluno distante.
da educação à distância.
Analisar a natureza docente do
trabalho de tutoria na EAD, O artigo revela que, cresce a necessidade de estudos que
Michelle Brust Qualitativa, Explorativa, Descritiva,
utilizando, como referência, os indiquem quais são as principais funções, sua identidade
CAPES Hackmayer; Estrella 2014 Baseado em estudos bibliográfico e
documentos oficiais do profissional do tutor e, sobretudo, a caracterização de sua
Bohadana. pesquisa de campo.
Ministério da Educação e atuação na EaD.
Cultura (MEC)
Cabe ao tutor acompanhar as atividades discentes, motivar
Carlos Alberto de Mostrar que a função do tutor a aprendizagem autônoma, por meio de um processo de
Souza; Fernando José desponta como peça chave no constante interação. Para que o processo educacional
Google Spanhol; Jeane processo de educação EaD, Qualitativa básica, exploratória, aconteça o tutor tem que ter uma base teórico-
2004
Scholar Cristina de Oliveira indispensável ao sistema de baseada em estudos bibliográficos. metodológica pedagógica coerente. No entanto o tutor deve
Limas; Marlei transmissão dos conteúdos e às possuir habilidades de comunicação, competência
Pereira Cassol. estratégias pedagógicas. interpessoal, liderança, dinamismo, iniciativa, entusiasmo,
criatividade, capacidade para trabalhar em equipes etc.
Analisar as características do
trabalho desempenhado por um
dos profissionais que atuam no
O tutor na EaD necessita ter um curso de graduação e que
Ensino a Distância (EAD), o
Qualitativa. Estudo de caso baseado nas análises documentais revelou que dentre os
SCIELO Valdelaine Mendes 2012 tutor, e identificar se esse
em dados bibliográficos. entrevistados, os tutores possuem pelo menos formação em
trabalho pode ser definido
nível de graduação para atuar no curso de graduação.
como uma substituição da
função docente no processo de
formação.
Averiguar as questões Estuda-se o desenvolvimento de teorias que
Edith Gonzáles implicadas na formação do Qualitativa básica baseada em dados tradicionalmente sustentam a educação e a parti das quais
CAPES 2008
Bernal tutor da EaD e qual seu bibliográficos. se podem deduzir os modelos pedagógicos que são a base
estatuto epistemológico. para a formação do tutor.
Embora haja preconceito em relação a modalidade EaD, é
Analisar a importância do tutor
comprovado a possibilidade de um ensino de excelência e
no desenvolvimento das ações
Quantitativa-qualitativa, descritiva, qualidade. Para tanto foi necessário que os professores sem
CAPES Maurício de Sousa 2014 pedagógicas em um curso na
baseada em estudos bibliográficos. formação superior conseguissem a formação adequada para
modalidade
a atuação no magistério e que os professores graduados
à distância.
tiveram uma formação continuada.
Propor uma reflexão acerca da
Os dados analisados indicam que o tutor vem
tutoria e do tutor tomando
compartilhando de responsabilidades docentes pela
como referência dados parciais Qualitativa com delineamento
formação, mas as condições de trabalho e vínculo
da pesquisa de doutorado que descritivo-explicativo, tendo como
institucional que lhe são conferidas na política da UAB são
temos desenvolvido sobre os universo a ser investigado os
Francisnaine Priscila incompatíveis com as funções que assume no processo de
modelos de tutoria dos cursos modelos de tutoria dos cursos de
CAPES Martins de Oliveira e 2012 formação. A legislação vigente não estabelece parâmetros
de Pedagogia das IES parceiras Pedagogia das IES parceiras da UAB
Claudia Maria Lima claros e precisos para definir a função tutorial e o mesmo
da UAB e sobre como e em e os tutores virtuais dos modelos de
parece acontecer no tocante aos marcos institucionais da
que condições o tutor desses tutoria em que tais agentes
tutoria nas IES parceiras. Contudo, se o tutor é um
cursos vem desenvolvendo sua compartilham da docência.
professor, isso exige repensar a forma como tem sido
profissionalidade como um
encarado na política da UAB.
agente da formação.
Fonte: dados coletados. 2018.
14

REVISÃO E DISCUSSÃO

De acordo com os dados coletados entre os profissionais da EAD destacam-se pela


quantidade, os tutores e docentes (Tabela 2).

Tabela 2 – Número de Docentes e Tutores entre os anos de 2014 e 2016.

Função Número de Número de Número de


profissionais 2014 profissionais 2015 profissionais 2016
Docência 11.074 18.769 14.942
Tutoria 17.962 29.380 21.312
Fonte: Censo EAD.BR 2014/2015/2016.

A partir dos dados acima, observa-se que docentes e tutores representam um número
significativo em termos de profissionais empregados pelas instituições que oferecem a EAD.
Contudo, percebe-se que o número de profissionais da EAD em 2016 foi menor do que em
2015, o que segundo o Censo EAD.BR (2016, p. 134) pode ser atribuído tanto a uma redução
dos quadros nas instituições quanto a uma subnotificação.
Em relação à formação acadêmica a Tabela 3 apresenta dados quanto a formação
acadêmica dos tutores no ano de 2014. Percebe-se que o número de profissionais com nível
superior de ensino tem representatividade maior que ensino médio e técnico, entretanto, os
profissionais com especialização representam quase a metade dos profissionais que atuam na
EAD.

Tabela 3 - Formação acadêmica dos Tutores na EAD.


Formação Acadêmica Número de profissionais
Ensino Médio 223
Ensino Técnico 1.310

Bacharelado 1.114
Licenciatura 5.058
Pós Graduação Lato Sensu 4.205
Mestrado 1.456
Doutorado 345
Pós Doutorado 07
Outra 768
Fonte: Censo EAD.BR 2014
15

No que se refere aos dados do ano de 2015 as fontes pesquisadas não ofereceram
dados sobre a formação especifica de tutores atuantes na EAD. O que foi possível identificar,
segundo dados do Censo Superior de Ensino, é que entre os docentes que atuaram neste ano
na modalidade de EAD, 13,2% dos profissionais possuíam especialização, 45,3% de
profissionais eram mestres e 41,5% doutores. Nesta mesma perspectiva, dados observados no
ano de 2016 quanto à formação de profissionais teve como análise a dificuldade em encontrar
profissionais capacitados para trabalhar na EAD. Os dados revelaram que

no Censo EAD.BR 2016, 28% concordaram totalmente que “Encontrar profissionais


capacitados para atuar na EAD é difícil” e 32% concordaram muito com essa frase.
Houve também 26% de informantes que concordaram totalmente que “Oferecer
EAD exige muito investimento em formação docente em serviço” e 29% que
concordam muito com essa afirmação. (CENSO EAD.BR, 2016, p.133)

Observado os dados apontados acima e a preocupação revelada quanto à formação e a


função de tutoria de um curso a distância, nota-se que para a realização desta função, a tutoria
necessita de características que estão além do domínio dos conteúdos ou dos domínios
técnicos. Constata-se que a especificidade da EAD requer o desenvolvimento de habilidades
que se constrói no próprio fazer profissional da tutoria. Para Facchini (2014, p. 2.722)

diante deste novo quadro faz-se necessário capacitar os professores que irão atuar
como tutores não só com as TICs, mas englobando todo o universo escolar da EaD,
incluindo a dinâmica educacional a ser utilizada, bem como o número de alunos que
os tutores irão trabalhar, não para desconstruir os saberes que o professor adquiriu
ao longo de sua trajetória profissional no ensino presencial, mas para reconstruí-los
a partir de novo olhar sobre o processo de ensino aprendizagem.

Desta forma, dados de 2014 avaliam que há uma diferenciação do tempo de atuação na
EAD dos tutores para a atuação docente na modalidade presencial de ensino. A Tabela 4
abaixo traz à luz a afirmação acima.

Tabela 4 – Comparação de tempo de atuação presencial e EAD dos professores tutores.

Anos de Atuação Instituição Instituição Anos de Atuação Instituiçã Instituição


Docente Presencial Pública Privada na EAD o Pública Privada
< ou igual a 05 anos 36,97% 61,04% < ou igual a 02 anos 31,93% 48,05%
06 a 15 anos 32,77% 24,68% 03 a 5 anos 35,29% 32,47%
16 a 24 anos 17,65% 5,19% 06 a 10 anos 26,05% 15,58%
> ou igual a 25 anos 12,61% 9,09% > ou igual a 10 anos 6,72% 3,90%
Fonte: Facchini, 2014, p. 2.726.
16

É possível aferir o que Facchini (2014, p. 2.723) constatou em suas análises que os
dados acima revelam que “o tutor a distância não é caracterizado como um docente, não se
considera um docente, e, por esta condição, não recebe das instituições de ensino superior,
sejam públicas ou privadas, a atenção e cuidado de uma formação para o desenvolvimento de
uma docência.” A autora ainda adverte que

diante deste novo quadro faz-se necessário capacitar os professores que irão atuar
como tutores não só com as TICs, mas englobando todo o universo escolar da EAD,
incluindo a dinâmica educacional a ser utilizada, bem como o número de alunos que
os tutores irão trabalhar, não para desconstruir os saberes que o professor adquiriu
ao longo de sua trajetória profissional no ensino presencial, mas para reconstruí-los
a partir de novo olhar sobre o processo de ensino aprendizagem. (FACCHINI, 2014,
p. 2.722-2.723).

Desta forma, ressalta-se que a especificidade da EAD não configura somente a atenção
a diversidade que encontra-se no atendimento dos alunos desta modalidade, mas há que
conferir também um papel de destaque para a formação destes docentes que também se
enveredaram na modalidade a distância.
No que diz respeito à experiência profissional, Facchini (2014, p. 2.728) analisa que
“o tempo de atuação como docente é importante como um dos atributos do professor, sendo
que a experiência permite que o professor aprenda a ensinar melhor no ano seguinte o que
ensinou no anterior”.
Sendo assim, pode-se compreender que sendo o tutor o profissional mais próximo do
aluno, aquele que orienta e faz o intermédio entre o saber e aprender entende-se que a tutoria
é um dos principais pontos que influenciam no processo de ensino e aprendizagem da EAD.
Professores preparados e adaptados na função de tutor representam um melhor
desenvolvimento dos alunos desta modalidade. Sendo assim, ao se analisar o perfil
profissional do tutor, pode ser possível propor ações que fortaleçam a formação profissional
desse docente.
De acordo com a tabela 01, foram encontrados 09 Trabalhos científicos os quais
escritos entre os anos de 2003 e 2014, percebe-se que existe um consenso entre os autores
sobre o perfil dos tutores na EaD. Com o desenvolvimento da novas TIC’s e sua inserção no
ambiente educacional de ensino e aprendizagem, constata-se que o perfil do tutor é redefinido
requerendo assim deste profissional uma nova forma de atuação profissional. Para Soek e
Haracemiv (2008, p. 9) tratando-se de novas relações de ensino e aprendizagem na
modalidade a distância verifica-se que “o maior desafio para o professor tutor é vivenciar uma
prática tutorial mediada pela tecnologia e valorizar a comunicação presencial e virtual
17

equilibrando a presença e a distância. É preciso integrar o humano e o tecnológico; a integrar


o individual, o grupal e o social”.
No entanto, considera-se que, apesar de haver poucas publicações de trabalhos
científicos relacionados ao tema proposto neste trabalho, verifica-se que há uma preocupação
singular sobre o perfil do tutor na EAD, tanto na tutoria presencial quanto na tutoria à
distância nos trabalhos pesquisados. Para Munhoz (2003, p. 12) “o que podemos observar é
que estas instituições todas estão com uma lanterna na mão, a procurar os professores que
poderão desenvolver estas atividades.” É possível identificar na fala deste autor a preocupação
das instituições de ensino com relação a necessidade de profissionais qualificados para o
trabalho com a modalidade a distância. Soek e Haracemiv (2008, p. 10) advertem ainda que

é fundamental que os profissionais que atuam nessa modalidade de ensino


conheçam e saibam usar as tecnologias de informação e de comunicação para que
possam desenvolver seu trabalho de forma consciente e responsável, promovendo e
incentivando a pesquisa, a criatividade, a cooperatividade e a autonomia dos
sujeitos.

Nesse contexto, Munhoz (2003) ainda analisa a emergência e necessidade da formação


diferenciada do quadro de profissionais para a educação a distância. Segundo o autor os
profissionais devem estar capacitados a prestarem aos estudantes um atendimento
personalizado atuando como participantes ativos de um processo colaborativo de construção
do conhecimento.
De acordo com Souza et al. (2004), com o advento das mídias eletrônicas houve uma
dinamização da Educação a Distância em Instituições de Ensino e, consequentemente, a
compressão do tempo e espaço, na área educacional. E, nesse contexto, o tutor desponta
como peça chave. Cabe a este profissional acompanhar as atividades discentes, motivar a
aprendizagem, orientar e proporcionar ao estudante condições de uma aprendizagem
autônoma, por meio de um processo de constante interação e mediação.
Borges et al. (2014), descreveram a respeito de competências individuais de tutores
que atuam na modalidade à distância, relevantes para o processo de ensino e aprendizado na
EAD. Eles apresentam duas competências que se configuram em competências técnicas e
competências comportamentais, ressaltando que dentre as competências técnicas os tutores
destacam a capacidade de intervenção do tutor no AVA, como forma de potencializar o
ensino e aprendizagem dos conteúdos. Concernente à competência comportamental os tutores
declaram como competências atitudes de boa convivência, honestidade e ética, que segundo
estes estão desenvolvidas ou parcialmente desenvolvidas entre os pesquisados.
18

Bernal (2008) traz à luz as questões implicadas na formação do tutor na EAD devem
atentar-se sobre a base pedagógica para a formação do tutor. Compreender e diferenciar as
especificidades das modalidades a distância e presencial é crucial para o bom
desenvolvimento do trabalho do tutor.
Conforme Haracemiv e Soek (2008) diante do contexto de transformações façam-se
necessário discutir as relações de ensino e aprendizagem nos processos de educação a
distância, especialmente ao que se refere aos aspectos didático-metodológicos, ou seja, as
relações de ensino/aprendizagem, mediada pelo trabalho dos tutores tanto nos momentos
presenciais como a distância, caracterizando-se assim, as diferentes interfaces da EAD.
Ademais faz se primordial a identificação de discrepâncias entre as funções tutoriais quanto à
natureza do trabalho executado por esses profissionais nas diferentes instituições. Cabendo a
cada instituição definir a natureza do trabalho tutorial.
Mendes (2012) contribui para uma analise das características do trabalho
desempenhado pelo tutor na EaD, identificando que o profissional Tutor substitui a função
docente no processo de formação. O trabalho na EAD é fragmentado entre aqueles que
planejam e organizam as disciplinas, os "professores", e aqueles que as executam, interagindo
(virtualmente) com os alunos, os "tutores". No entanto, Mendes (2012) revelou que os tutores
possuem pelo menos formação em nível de graduação para atuar no curso de graduação,
demonstrando assim um perfil de nível superior e condizente para a função de tutoria.
Oliveira e Lima (2012) descrevem que, com a criação da Universidade Aberta do
Brasil (UAB), a educação a distância se consolida como parte dos instrumentos de execução
das políticas docentes de formação de professores da educação básica no Brasil. Sob esta
perspectiva, pode-se inferir que o tutor compartilha responsabilidades docentes pela
formação, mas as condições de trabalho e vínculo institucional que lhe são conferidas na
política da UAB são incompatíveis com as funções que assumem no processo de formação. O
tutor e a tutoria se constituem como elementos essenciais dos novos modelos de formação
docente à distância. No entanto, a legislação vigente não estabelece parâmetros claros e
precisos para definir a função tutorial e o mesmo parece acontecer no tocante aos marcos
institucional da tutoria nas IES parceiras.
As autoras Hackmayer e Bohadana (2014), revelam que até o momento não há um
“currículo” que defina o papel do tutor no trabalho com a EAD, papel este que se torna cada
vez maior e mais indefinido. Mostra que, embora tenha reconhecidamente, uma função
importante e determinante nos cursos à distância, o tutor ainda é um profissional que carece
19

de perfil que lhe confira uma formação definida e um espaço determinado na modalidade. E
ainda alertam que cresce a necessidade de estudos que indiquem quais as suas principais
funções, sua identidade profissional e, sobretudo, a caracterização de sua atuação docente na
EAD. E revelam que os tutores são unânimes em considerar sua atuação como docente,
embora não sejam reconhecidos nem remunerados como tal pela instituição onde atuam.
Portanto, é necessário destacar ainda sobre a necessidade de refletir sobre a atuação do
tutor no processo de aquisição e aperfeiçoamento do conhecimento discente, onde Sousa
(2014) alerta e descreve sobre a importância deste ator no desenvolvimento das ações
pedagógicas em um curso na modalidade à distância. Contextualizando suas ações na
intencionalidade de promover a democratização do ensino superior e possibilidade de uma
formação continuada. Embora a autora, analise que mesmo havendo preconceito em relação à
modalidade EAD, é comprovada a possibilidade de um ensino de excelência e qualidade.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A partir dos dados analisados acima, pode-se aferir que embora a formação
profissional do tutor encontra-se em níveis elevados de especialização, mestrado e doutorado,
ainda assim o mercado de trabalho considera que é difícil encontrar profissionais capacitados
para atuar na EAD. Pode-se então entender que além de uma formação acadêmica elevada tais
profissionais apresentam problemas de ordem formativa específica a sua atuação tutorial de
ensino.
É claro que para uma atuação docente de qualidade é necessário uma boa formação
dos professores, contudo, deve-se atentar também para ações formativas que proporcionem ao
tutor uma sintonia de sua prática docente a sua formação teórica docente, ou seja,
proporcionar uma “adequação” da sua prática ao contexto educacional à distância.
A realização de cursos, seminários, jornadas e trocas de experiências entre tutores e
instituições de ensino podem contribuir para que os aspectos teóricos da docência sejam
incorporados aos aspectos práticos da tutoria a distância, a fim de construir um profissional
capacitado para atuar neste processo educativo diferenciado.
Neste sentido, mesmo os profissionais tutores que atuam na EAD apresentando uma
formação elevada, porém com alguns impasses em sua atuação prática, todos se dedicam ao
ensino de forma a garantir a efetivação do conhecimento pelo aluno, algo comum nesta
realidade de trabalho.
20

Diante das discussões proporcionadas pelos autores estudados e de acordo com os


dados coletados, notam-se ainda poucos estudos que discutem a especificidade do perfil do
tutor e, desta forma, sobre aspectos como formação inicial e continuada, seu papel no
processo de ensino e aprendizagem, bem como sua função pedagógica, didática metodológica,
de gestão e avaliação do processo educacional na EAD. No entanto, é notório que autores,
pesquisadores, instituições e professores tutores têm lançado suas preocupações a identificar,
refletir e propor questionamentos e respostas voltadas para as atribuições do tutor, tanto
presencial como a distância, com o intuito de redesenhar a função do tutor e traçar o perfil
necessário de atuação na tutoria dos cursos de EAD.

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