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Prova Auditor Fiscal de Tecnologia da Informação – AFRF/2005

GESTÃO DE TECNOLOGIA

31- As fontes de alimentação são as responsáveis por fornecer energia elétrica a todos os componentes do
computador. Analise as seguintes afirmações relacionadas às fontes de alimentação e aos componentes
por ela alimentados em um computador:

I. As fontes de alimentação ATX possuem um recurso que permite o desligamento do


computador por software. Para isso, as fontes desse tipo contam com um sinal TTL
chamado Power Supply On (PS_ON).
II. As fontes de alimentação AT possuem um recurso denominado Wake-on-LAN, que permite
ligar ou desligar a fonte via placa de rede, e outro recurso denominado Wake-on-Modem,
que possibilita ligar ou desligar a fonte via modem.
II. O sinal Power Good, recurso existente já no padrão ATX e em algumas fontes AT, tem a
função de comunicar à máquina que a fonte está apresentando funcionamento correto. Se o
sinal Power Good não existir ou for interrompido, indicando que o dispositivo está operando
com voltagens alteradas, geralmente o computador será desligado. O Power Good é capaz
de impedir o funcionamento de chips enquanto não houver tensões aceitáveis.
IV. Para garantir o funcionamento em qualquer computador alguns conectores das fontes AT e
ATX são idênticos, por exemplo, o conector que alimenta a placa-mãe. Ambos possuem 20
vias e podem ser ligados a qualquer placa mãe, seja ela AT ou ATX.

Indique a opção que contenha todas as afirmações verdadeiras.

a) I e II
b) I e III
c) III e IV
d) II e III
e) II e IV

Comentários:

Gabarito B

Fontes de alimentação - Padrão AT e ATX

Partindo da afirmação do enunciado da questão, as fontes de alimentação são


equipamentos responsáveis por fornecer energia aos dispositivos do computador,
convertendo corrente alternada (AC, em inglês, Alternate Current) em corrente
contínua (DC, em inglês, Direct Current ou VDC, em inglês, Voltage Direct
Current), numa tensão apropriada para uso em aparelhos eletrônicos.

Os computadores usam um tipo de fonte conhecido como "Fonte Chaveada".


Trata-se de um padrão que faz uso de capacitores e indutores no processo de
conversão de energia. A vantagem disso é que há menos geração de calor, já que
um mecanismo da fonte simplesmente desativa o fluxo de energia ao invés de
dissipar um possível excesso. Além disso, há menor consumo, pois a fonte
consegue utilizar praticamente toda a energia que "entra" no dispositivo. Por se
tratar de um equipamento que gera campo eletromagnético, as fontes chaveadas
devem ser blindadas para evitar interferência em outros aparelhos e no próprio
computador.

As tensões fornecidas pelas fontes são dependentes do tipo de dispositivos. Por


isso, as fontes de alimentação fornecem, essencialmente, quatro tipos de tensão
(em Volts – V):

Tensão Dispositivos
5V Alimentação de chips, como processadores, chipsets e módulos
de memória.
-5V Aplicada em dispositivos periféricos, como mouse e teclado.
12V Usada em dispositivos com motores, como HDs e unidades de CD
ou DVD .
-12V Utilizada na alimentação de barramentos de comunicação, como o
antigo ISA (em inglês, Industry Standard Architecture).

Os valores da tabela anterior são usados no padrão de fonte conhecido como AT


(em inglês, Advanced Technology). No entanto, o padrão ATX (em inglês,
Advanced Technology Extended), quando lançado, apresentou mais uma tensão:
a de 3,3 V, que passou a ser usada por chips (principalmente pelo processador),
reduzindo o consumo de energia.

As fontes ATX também trouxeram um recurso que permite o desligamento do


computador por software. Para isso, as fontes desse tipo contam com um sinal
TTL (em inglês, Transistor-Transistor Logic) chamado Power Supply On (PS_ON).
Quando está ligada e em uso, a placa-mãe mantém o PS_ON em nível baixo,
como se o estive deixando em um estado considerado "desligado". Se a placa-
mãe estiver em desuso, ou seja, não estiver recebendo as tensões, deixa de gerar
o nível baixo e o PS_ON fica em nível alto. Esse sinal pode mudar seu nível
quando receber ordens de ativação ou desativação dos seguintes recursos:

• Soft On/Off - usado para ligar/desligar a fonte por software. É através


desse recurso que o Windows ou o Linux consegue desligar o computador sem
a necessidade do usuário apertar um botão do gabinete;
• Wake-on-LAN - permite ligar ou desligar a fonte por placa de rede;
• Wake-on-Modem - possibilita ligar ou desligar a fonte por modem.

O sinal PS_ON depende da existência de outro: o sinal 5VSB ou Standby. Como o


nome indica, esse sinal permite que determinados circuitos sejam alimentados
quando as tensões em corrente contínua estão suspensas, mantendo ativa
apenas a tensão de 5 V. Em outras palavras, esse recurso é o que permite ao
computador entrar em modo de descanso. É por isso que a placa de vídeo ou o
HD podem ser desativados e o computador permanecer ligado.
O sinal Power Good é uma proteção para o computador. Sua função é comunicar
à máquina que a fonte está apresentando funcionamento correto. Se o sinal Power
Good não existir ou for interrompido, geralmente o computador desliga
automaticamente. Isso ocorre porque a interrupção do sinal indica que o
dispositivo está operando com voltagens alteradas e isso pode danificar
permanentemente um componente do computador. O Power Good é capaz de
impedir o funcionamento de chips enquanto não houver tensões aceitáveis.

O Power Good é um recurso existente já no padrão AT. No caso do padrão ATX,


seu sinal recebe o nome de Power Good OK (PWR_OK) e sua existência indica a
disponibilização das tensões de 5 V e de 3,3 V.

A potência das fontes de alimentação é uma das principais especificações deste


componente, pois implica diretamente no consumo de energia elétrica pelo
computador. No Brasil, é muito comum encontrar fontes de 300 W (watts), no
entanto, dependendo de seu hardware, uma fonte mais potente pode ser
necessária. Para saber quando isso é aplicável, deve-se saber quanto consome
cada item de seu computador. A tabela abaixo mostra um valor estimado:

ITEM CONSUMO
Processadores topo de linha (como Pentium 4
60 W - 110 W
HT e Athlon 64)
Processadores econômicos (como Celeron e
30 W - 80 W
Duron)
Placa-mãe 20 W - 100 W
HDs e unidades de CD e DVD 25 W - 35 W
Placa de vídeo sem instruções em 3D 15 W - 25 W
Placa de vídeo com instruções em 3D 35 W - 110 W
Módulos de memória 2W - 10 W
Placas de expansão (placa de rede, placa de
5 W - 10 W
som, etc)
Cooler 5 W - 10 W
Teclado e mouse 1 W - 15 W

Esses valores podem variar, pois são valores estimados. Além disso, o consumo
de energia de determinados dispositivos pode depender do modelo e do
fabricante. O importante é analisar a quantidade de itens existentes em seu
computador e adquirir uma fonte que possa atender a essa configuração de
maneira estável. Por exemplo, para uma máquina com processador Athlon 64 FX,
com dois HDs, uma unidade de CD/DVD, placa de vídeo 3D, mouse óptico, entre
outros, uma fonte de 250 W não é recomendável.

Basta somar as taxas de consumo desses itens para notar:


Athlon 64 FX 100 W (valor estimado)
HD (por unidade) 25 W + 25 W (valor estimado)
Unidade de CD/DVD 25 W (valor estimado)
Placa de vídeo 3D 80 W (valor estimado)
Mouse óptico + teclado 10 W (valor estimado)
Total 265 W *

Em placas-mãe padrão AT, o conector possui 12 contatos, que recebem da fonte


tensões de 5 e 12 volts. No padrão ATX, esse conector possui 20 vias (há
modelos com 24 vias) e recebendo também a tensão de 3.3v.

Uma das vantagens é que nas placas ATX, as portas seriais e paralelas, assim
como conectores para o teclado, portas USB e PS/2, formam um painel na parte
traseira da placa, eliminando a tarefa de conectá-las à parte de trás do gabinete
através de cabos e minimizando problemas de mau contanto. Algumas placas com
som e rede onboard também trazem no painel os conectores para estes
periféricos.

Além do tamanho e da disposição mais prática dos encaixes das portas seriais,
paralelas, PS/2 e USB, outra grande diferença do padrão ATX sobre o antigo
padrão AT, é a fonte de alimentação. Enquanto no AT a fonte é “burra” limitando-
se a enviar corrente ou interromper o fornecimento quando o botão liga-desliga é
pressionado, no padrão ATX é utilizada uma fonte inteligente. A fonte ATX recebe
ordens diretamente da placa mãe, o que permite vários recursos novos, como a
possibilidade de desligar o micro diretamente pelo sistema operacional, sem a
necessidade de pressionar o botão liga-desliga, programar o micro para ligar ou
desligar sozinho em um horário pré-programado, entre outros.

O próprio funcionamento do botão liga-desliga num gabinete ATX também é


diferente. Primeiramente, o botão não é ligado na fonte, como no padrão AT, mas
sim ligado ao conector “ATX Power Switch”, um conector de dois pinos da placa
mãe, que fica próximo aos conectores para as luzes do painel do gabinete. O
comportamento do botão ao ser pressionado também é diferente. Estando o micro
ligado, apenas um toque no botão faz o micro entrar em modo suspend. Para
realmente cortar a eletricidade, é preciso manter o botão pressionado por mais de
4 segundos.

Com base nas informações relacionadas às fontes de alimentação e aos


componentes por ela alimentados em um computador, julga-se a veracidade de
cada um dos itens.

O item I está correto, pois as fontes de alimentação ATX possuem um recurso que
permite o desligamento do computador por software. Para isso, as fontes desse
tipo contam com um sinal TTL chamado de Power Supply On (PS_ON).
O item II está incorreto, pois as fontes de alimentação ATX, e não AT como afirma
o item, possuem um recurso denominado Wake-on-LAN, que permite ligar ou
desligar a fonte via placa de rede, e outro recurso denominado Wake-on-Modem,
que possibilita ligar ou desligar a fonte via modem.

O item III está correto, pois o sinal Power Good, recurso existente já no padrão
ATX e em algumas fontes AT, tem a função de comunicar à máquina que a fonte
está apresentando funcionamento correto. Se o sinal Power Good não existir ou
for interrompido, indicando que o dispositivo está operando com voltagens
alteradas, geralmente o computador será desligado. O Power Good é capaz de
impedir o funcionamento de chips enquanto não houver tensões aceitáveis.

O item IV está incorreto, pois uma das diferenças entre os padrões AT e ATX, diz
respeito ao conector da fonte de alimentação. Em placas mãe padrão AT, o
conector possui 12 contatos, que recebem da fonte tensões de 5 e 12 volts. Em
placas padrão ATX, o conector é um pouco diferente, possuindo 20 contatos e
recebendo também a tensão de 3.3v.

32- Analise as seguintes afirmações relacionadas aos componentes funcionais (hardware) de um computador:

I. Em uma placa-mãe, as entradas padrão PCI servem para se encaixar os cabos que ligam
unidades de CD/DVD. Esses cabos, chamados de flat cables, podem ser de 40 ou 80 vias.
Cada cabo pode suportar até duas unidades de CD/DVD.
II. O endereçamento consiste na capacidade do processador de acessar um número máximo
de células da memória. Para acessar uma célula, o processador precisa saber o endereço
dela. Cada célula armazena um byte. Assim, um processador com o barramento de dados
com 16 bits pode acessar duas células por vez.
III. O clock interno indica a freqüência na qual o processador trabalha. Portanto, num Pentium 4
de 2,6 GHz, “2,6 GHz” indica o clock interno, geralmente obtido por meio de um multiplicador
do clock externo. O clock externo é o que indica a freqüência de trabalho do barramento de
comunicação com a placa-mãe.
IV. O setor de BOOT de um HD contém um pequeno software chamado Post, que é
responsável por controlar uso do hardware do computador, manter as informações relativas
à hora e data e testar os componentes de hardware após o computador ser ligado.

Indique a opção que contenha todas as afirmações verdadeiras.

a) I e II
b) II e IV
c) III e IV
d) I e III
e) II e III

Comentários:

Gabarito E

Antes de analisar as afirmações das alternativas, é importante conhecer alguns


conceitos sobre os componentes funcionais (hardware) de um computador.
Padrão PCI e PCI Express

O padrão PCI surgiu no início da década de 1990 e por mais de 10 anos foi o
barramento mais utilizado para a conexão de dispositivos ao computador,
principalmente placas de vídeo, placas de som, placas de rede e modems. O
barramento PCI trabalha com 32 bits por vez, mas há alguns slots PCI com
funcionamento a 64 bits, o que permite atingir a velocidade de 132 MB por
segundo.

Como as aplicações em 3D exigiam taxas maiores, o barramento AGP foi inserido


no mercado, oferecendo taxas que vão de 266 MB por segundo (no padrão AGP
1X) a 2128 MB por segundo (no padrão AGP 8X). Praticamente todas as placas-
mãe com suporte a AGP só possuem um slot desse tipo, já que o mesmo é usado
exclusivamente por placas de vídeo.

O problema é que, mesmo oferecendo velocidades acima de 2 GB por segundo, o


slot AGP 8x não suportará aplicações que estão para surgir e que precisam de
taxas ainda maiores. Além disso, tais aplicações poderão ter outros requisitos que
o AGP não oferece. Ainda, é necessário considerar que, apesar do AGP ter
vantagens bastante razoáveis, seu uso é destinado apenas às aplicações de
vídeo. Acontece que som e rede, por exemplo, também evoluem.

Na busca de uma solução para esses problemas, a indústria de tecnologia


trabalha no desenvolvimento do barramento PCI Express, cujo nome inicial era
3GIO. Trata-se de um padrão que proporciona altas taxas de transferência de
dados entre o computador em si e um dispositivo, por exemplo, entre a placa-mãe
e uma placa de vídeo 3D.

A tecnologia PCI Express conta com um recurso que permite o uso de uma ou
mais conexões seriais, isto é, "caminhos" (também chamados de lanes) para
transferência de dados. Se um determinado dispositivo usa um caminho, então se
diz que este utiliza o barramento PCI Express 1X, se utiliza 4 conexões, sua
denominação é PCI Express 4X e assim por diante. Cada lane pode ser
bidirecional, ou seja, recebe e envia dados.

Cada conexão usada no PCI Express trabalha com 8 bits por vez, sendo 4 em
cada direção. A freqüência usada é de 2,5 GHz, mas esse valor pode variar.
Assim sendo, o PCI Express 1X consegue trabalhar com taxas de 250 MB por
segundo, um valor bem maior que os 132 MB do padrão PCI.

Atualmente, o padrão PCI Express trabalha com até 16X, o equivalente a 4000 MB
por segundo. Certamente, com o passar do tempo, esse limite aumentará. A
tabela abaixo mostra os valores das taxas do PCI Express comparadas às taxas
do padrão AGP:

AGP 1X: 266 MBps PCI Express 1X: 250 MBps


AGP 4X: 1064 MBps PCI Express 2X: 500 MBps
AGP 8X: 2128 MBps PCI Express 8X: 2000 MBps
PCI Express 16X: 4000 MBps

É importante lembrar que a versão de 64 bits do PCI, cujo slot era um pouco maior
que os slots de 32 bits, nunca chegou a ser popular. São raras as placas-mãe que
usam esse tipo. Isso porque os slots de 32 bits, além de mais baratos, tem taxas
de transferência suficientes para a maioria das aplicações. Teoricamente, a
velocidade do barramento PCI equivale à metade do valor do clock externo do
processador. Mas, sabe-se que esse valor também é sujeito às especificações do
chipset das placas-mãe.

Padrão IDE

A IDE (em inglês, Integrated Drive Electronic), Eletrônica de Integração de


Unidade, é um barramento de dados que serve para a conexão do disco rígido,
CD-ROM e outros dispositivos. Existem vários padrões de interfaces IDE, que vão
do antiquado Pio Mode 0, capaz de transmitir à "incrível" velocidade de 3.3 MB/s,
encontrado, por exemplo, em algumas placas de som ISA até o recente ATA 133,
capaz de transmitir a 133 MB/s.

Os HDs IDE são de longe os mais utilizados atualmente, já que todas as placas
mãe atuais trazem duas interfaces IDE integradas. Uma opção são os HDs SCSI,
que apesar de geralmente mais rápidos são muito mais caros e obrigam o usuário
a comprar uma interface SCSI externa.

As interfaces IDE utilizam um barramento de dados paralelo, em que vários bits de


dados são transmitidos de cada vez. Isso explica os cabos de 40 ou 80 vias que
são utilizados. Esses cabos, chamados de "flat cables", podem ser de 40 vias ou
80 vias, sendo este último mais eficiente. Cada cabo pode suportar até dois HDs
ou unidades de CD/DVD, totalizando até quatro dispositivos nas entradas IDE.

Os fabricantes estão popularizando as interfaces Serias ATA, maiores detalhes


serão abordados a seguir, em que é utilizado um barramento de dados serial, que
utiliza cabos com apenas 4 fios. Apesar disso, as interfaces Serial ATA são mais
rápidas que as interfaces IDE atuais além de mais baratas para os fabricantes.

ATA, ATAPI e EIDE

Os conectores na placa-mãe para a instalação de HDs são possíveis também


conectar drives de CD-ROM, DVD, disquete, etc. Estes dispositivos utilizam o
mesmo tipo de cabo utilizado na conexão do HD, o já conhecido flat cable de 40
ou 80 vias. Isso é possível graças ao padrão conhecido como ATAPI (em inglês,
AT Attachment Packet Interface). Na conexão de HDs usá-se uma interface
denominada ATA (AT Attachment). Vale citar que o próprio computador, através
de seu BIOS e/ou chipset da placa-mãe, reconhece quando utilizar a interface
ATA ou a interface ATAPI.

Já o padrão EIDE (em inglês, Enhanced Integrated Drive Eletronic), refere-se a


uma melhora na interface IDE, que consiste em um aumento na velocidade de
transferência de dados do HD e permite que num mesmo conector IDE seja
instalado dois dispositivos. Por exemplo, um HD e um drive de CD-ROM ou
simplesmente dois discos rígidos. A interface IDE vem integrada na placa-mãe
através do chipset. Ela é dividida em dois canais, sendo um principal e o outro
secundário. Com isso, é possível instalar até 4 dispositivos, pois cada IDE
disponível, suporta até dois drives. É importante frisar que a interface EIDE tem
um concorrente: o padrão SCSI, que é bem mais eficiente, porém muito mais caro.
Por esta razão, o padrão SCSI só é usado em aplicações que necessitam de alta
performance.

Tecnologia DMA

Antigamente, somente o processador podia acessar os dados diretamente da


memória. Com isso, se qualquer outro componente do computador precisasse de
algo na memória, teria que fazer este acesso por intermédio do processador. Com
os HDs não era diferente. Como conseqüência havia um desperdício dos recursos
de processamento. Então, foi criado um dispositivo chamado Controlador de DMA
(em inglês, Direct Memory Access). Desta forma, tornou-se possível o acesso
direto à memória pelo HD ou pelos dispositivos que usam a interface IDE, sem
necessidade de auxílio do processador.

A comunicação do computador com os HDs propriamente ditos, é feita por um


circuito conhecido como PIO (em inglês, Programmed I/O). A taxa de transferência
de dados do disco rígido para o computador depende do modo PIO utilizado. Veja
a tabela abaixo:

Modo PIO Taxa de transferência


Modo 1 5,2 MB/s
Modo 2 8,3 MB/s
Modo 3 11,1 MB/s
Modo 4 16,6 MB/s
Modo 5 22 MB/s

Tecnologia SATA

O padrão o SATA (Serial ATA) surgiu com a limitação do padrão IDE/ATA em


gerar mudanças mais profundas.

Assim, como o PCI Express, o SATA é um barramento serial, em que é


transmitido um único bit por vez em cada sentido. Isso elimina os problemas de
sincronização e interferência encontrados nas interfaces paralelas, permitindo que
sejam usadas freqüências mais altas.
O cabo SATA é bastante fino, contendo apenas 7 pinos, em que 4 são usados
para transmissão de dados e 3 são terras, que ajudam a minimizar as
interferências.

Os cabos SATA são bem mais práticos que os cabos IDE e não prejudicam o fluxo
de ar dentro do gabinete. Os cabos podem ter até um metro de comprimento e
cada porta SATA suporta um único dispositivo, ao contrário do padrão
master/slave do IDE/ATA. Por causa disso, é comum que as placas mãe ofereçam
pelo menos 2 portas SATA (ou mais).

O ganho de desempenho permitido pela maior freqüência de transmissão acaba


superando a perda por transmitir um único bit por vez, ao invés de 16 bits nas
transmissões paralelas. Isso, além de mais simples e barato, torna o padrão SATA
mais rápido.

Existem três padrões de controladoras SATA:

• SATA 150, também chamado de SATA 1.5 Gbit/s ou SATA 1500;


• SATA 300, também chamado de SATA 3.0 Gbit/s ou SATA 3000;
• SATA 600, também chamado de SATA 6.0 Gbit/s.

Como o SATA utiliza dois canais separados, um para enviar e outro para receber
dados, tem-se 150 ou 300 MB/s em cada sentido, e não 133 MB/s compartilhados,
como acontece nas interfaces ATA/133.

Os nomes SATA 300 e SATA 3000 indicam, respectivamente, a taxa de


transferência, em MB/s e a taxa bruta, em megabits. O SATA utiliza o sistema de
codificação 8B/10B, o mesmo utilizado pelo barramento PCI Express, em que são
adicionados 2 bits adicionais de sinalização para cada 8 bits de dados. Estes bits
adicionais substituem os sinais de sincronismo utilizados nas interfaces IDE/ATA,
simplificando bastante o design e melhorando a confiabilidade do barramento.
Desta forma, a controladora transmite 3000 megabits, devido à codificação,
correspondem a apenas 300 megabytes.

As controladoras SATA 300 são popularmente chamadas de SATA II de forma que


os dois termos acabaram virando sinônimos. Mas, originalmente, SATA II era o
nome da associação de fabricantes que desenvolveu os padrões SATA (entre eles
o SATA 300) e não o nome de um padrão específico. Da mesma forma, o padrão
de 600 MB/s chama-se SATA 600, e não SATA III ou SATA IV. Mesmo os próprios
fabricantes de HDs não costumam usar o termo SATA II, já que ele é
tecnicamente incorreto.

Adicionalmente, é importante saber que é possível instalar uma controladora


SATA em micros antigos usando o barramento PCI. Porém, uso deste barramento
limita a velocidade da controladora a 133 MB/s.

Existem ainda conversores, chamados de bridges, que permitem ligar um HD IDE


diretamente a uma porta SATA, mas eles são mais difíceis de encontrar e
geralmente mais caros que uma controladora SATA PCI:

Com o lançamento do SATA, os HDs e controladoras IDE/ATA passaram a ser


chamadas de PATA (em inglês, Parallel ATA), ressaltadas as devidas diferenças.

Clock interno e externo

Os termos de processadores K6 II de 500 MHz, Pentium III de 800 MHz, Athlon


XP de 2 GHz e outros são provenientes da informação do clock deles.

O clock é uma forma de indicar o número de instruções que podem ser


executadas a cada segundo (ciclo). Sua medição é feita em Hz (sendo que KHz
corresponde a mil ciclos, MHz corresponde a 1000 KHz e GHz corresponde a
1000 MHz). Assim, um processador Pentium II 800 MHz, indica que o mesmo
pode realizar 800 milhões de ciclos por segundo. Algumas instruções podem