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annaPONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS


Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais
Curso de Ciências Contábeis
Trabalho de Conclusão de Curso I
7º Período Manhã e Noite

PROJETO DE MONOGRAFIA:
planejamento, estrutura e apresentação do projeto segundo as normas
da ABNT

Professores Anna Florência de Carvalho Martins Pinto


Marcelo José Caetano

Belo Horizonte
01 março 2010
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SUMÁRIO

1 PLANO DE ENSINO DE TRABALHO DE CONCLUSÂO DE CURSO I DO 7º PERÍODO DO


CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS MANHÃ........................................ 03

02 CONCEITOS FUNDAMENTAIS ................................................... 08

03 PESQUISA .......................................................... 10

04 PROJETO DE PESQUISA ............................................... 15

05 APRESENTAÇÃO DE TRABALHOS ACADÊMICOS .............................. 85

06 REFERÊNCIAS - NBR 6023 AGO. 2002 ABNT ............................. 97

07 CITAÇÕES EM DOCUMENTOS-APRESENTAÇÃO ............................... 11

08 NOÇÕES PRELIMINARES..................................... 13

09 PESQUISA, METODOLOGIA CIENTÍFICA E TIPOS DE PESQUISA .... 4

10 O QUE É UMA MONOGRAFIA .................................

11 POR QUE ESCREVER UMA MONOGRAFIA? ........................ 4

12 PROCESSO DE UMA MONOGRAFIA .............................5


12.1 O planejamento da pesquisa .............................5
12.2 A estrutura do projeto de monografia .................. 6
13 DEFINIÇÃO DOS TERMOS .................................... 8
14 LOGÍSTICA DA PESQUISA .................................. 13
15 FICHAMENTOS ............................................ 14
16 TIPOLOGIA DA PESQUISA .................................. 16
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ASSUNTO: Plano de Ensino da disciplina: Trabalho de Conclusão de Curso


(28494) do 7º Período do Curso de Ciências Contábeis (13) Manhã
e Noite: carga horária : 32 horas

EMENTA

Elaboração de projeto de um projeto de pesquisa sobre um tema


estudado ao longo do curso, com o objetivo de produzir o Trabalho de
Conclusão de Curso.

OBJETIVOS GERAIS

Fornecer os pressupostos básicos de iniciação à pesquisa e do


trabalho acadêmico que possibilitem ao aluno melhor convivência
acadêmica e aumento do nível de aproveitamento nos estudos, e como
conseqüência, no Curso.
Conscientizar o aluno da importância da formação de hábitos
de estudo científico que lhes possibilitem o desenvolvimento de
uma vida intelectual disciplinada e sistematizada, garantindo-lhe
assim, maior aproveitamento e produtividade nos estudos.
Levar o aluno a praticar o conteúdo metodológico estudado
através de exercícios e práticas, com o objetivo de adquirir
instrumental adequado à pesquisa e ao trabalho acadêmico.
Conscientizar o aluno da importância da elaboração de projeto
pesquisa como condição necessária para desenvolvimento de qualquer
tipo de pesquisa e consequentemente de trabalho acadêmico.
Estimular o aluno a produção e elaboração de pesquisas e de
trabalhos acadêmicos de qualidade e de acordo com as orientações
da ABNT, incentivando-o a tornar cidadão crítico e criativo, capaz
de perceber e buscar alternativas de soluções para problemas da
sociedade em constantes mudanças.
Conscientizar, através da instrumentalização da pesquisa e do
trabalho científico, de que a universidade é por excelência o
centro do desenvolvimento do raciocínio lógico e do espírito crítico
e observador do aluno.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS

Conceituar e diferenciar método, técnica, método científico,


pesquisa, ciência e metodologia científica.
4

Determinar a relação entre pesquisa e ciência.


Conceituar pesquisa, destacar sua importância no nível de graduação
e identificar as suas modalidades.
Identificar, caracterizar e diferenciar as fases de uma pesquisa e os
elementos constitutivos de um projeto de pesquisa.
Definir, caracterizar e diferenciar os tipos de trabalhos
acadêmicos nos cursos de graduação e pós-graduação.
Identificar e caracterizar as etapas do trabalho acadêmico.
Caracterizar e aplicar os processos da técnica de leitura
analítica para análise e interpretação de textos teóricos e
científicos.
Identificar, distinguir e aplicar as diversas técnicas de
documentação para elaboração do trabalho acadêmico.
Identificar as características e normas gerais da linguagem e
redação científica e aplicá-las na produção de trabalhos acadêmicos.
Aplicar as normas de referências da ABNT.
Identificar a estrutura e as orientações metodológicas segundo a ABNT para
a elaboração de.projeto de pesquisa bibliográfica
Elaborar projeto de pesquisa bibliográfica aplicando as normas técnicas.

UNIDADES DE ENSINO

1- Fundamentos básicos
1. 1- Informação
1. 2- Conhecimento
1. 3- Ciência
1. 4 –Conhecimento científico
1. 5- Pensamento lógico
1 6- Método
1. 7- Método científico
1 .8- Técnica
1. 9- Pesquisa
1.10- Metodologia científica

2- Pesquisa
2.1- Conceituação
2.2- Relação sujeito, objeto e construção do conhecimento
2.3- Construção do conhecimento científico
5

2.4- Percepção de problemas de pesquisa


2.5- Modalidades de pesquisa
2.6- Estrutura do Projeto de pesquisa
2.6. 1- Introdução
2.6. 2- Tema
2.6. 3- Objeto (delimitação do tema)
2.6. 4- Título
2.6. 5- Problema
2.6. 6- Objetivos
2.6.1- Objetivo geral
2.6.2 Objetivos específicos
2.6. 7 Referencial teórico
2.6. 8 Metodologia de pesquisa (tipos e técnicas de pesquisa)
2.6. 9 Cronograma
2.6.10 Referências

PROCEDIMENTOS DIDÁTICOS

O conteúdo programático será trabalhado através dos procedimentos:


1- Exposição oral, tempestade cerebral e técnica do cochicho
2- Acompanhamento das aulas na apostila do Curso
3- Leitura analítica de textos e fichamentos.
4- Aula na biblioteca da PUC Minas

PROCEDIMENTOS DE AVALIAÇÃO

l- Atividades realizadas durante todo o semestre letivo: avaliação


qualitativa:
Valor: 40 pontos: somatório de todas as atividades realizadas
durante o semestre letivo.

2- Projeto de Trabalho de Conclusão de Curso

2.1- Entrega à Profª Anna Florência (M): 27 maio 2010: 5ª feira


2.2- Entrega ao Profº Marcelo (Noite): 25 maio 2010: 3ª feira
2.3- Entrega ao CGTP: Manhã: 17 junho 2010: 5ª feira
Noite: 15 junho 2010: 3ª feira
2.4- Valor do projeto: 60 pontos
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3- Reavaliação
3.1- Entrega do projeto corrigido pelo aluno:
3.1.1- Profª Anna Florência (M): 17 junho 2010: 5ª feira
3.1.2- Profº Marcelo (Noite): 15 junho 2010: 3ª feira
3.2- Valor: 60 pontos

4- Entrega ao CGTP: Manhã: 17 junho 2010: 5ª feira


Noite: 15 junho 2010: 3ª feira

BIBLIOGRAFIA

ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à Metodologia do Trabalho


Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 5. ed. São Paulo:
Atlas, 2001. 174 p.

BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFEL, Neide Aparecida de Souza. Fundamentos de
metodologia. 2. ed. ampl. São Paulo: Mc Graw-Hill, 2000. 122 p.

BARROS, Aidil Jesus Paes de; LEHFEL, Neide Aparecida de Souza. Projeto de
pesquisa. Petrópolis, RJ.: Vozes, 1990. 120 p.

BARROS, Severino Antônio; AMARAL, Emília. Escrever é desvendar o mundo. 3. ed.


Campinas: Papirus, 1988. 180 p.

CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. Ed. São Paulo: Pearson


Prentice Hall, 2006.

CERVO, Amado Luiz; BERVIAN, Pedro Alcino. Metodologia Científica. São Paulo: Mc
Graw-Hill do Brasil, 1976. 158 p.

D’ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do trabalho intelectual. 2. ed. São Paulo:


Atlas, 2000.

GALLIANO, A. Guilherme. O método científico: teoria e prática. São Paulo:


HARBRA, 1979. 200 p.

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projeto de pesquisa. 3. ed. São Paulo: Atlas,
1991. 159 p.

HAIR JÚNIOR, Joseph F. et al. Fundamentos de métodos de pesquisa em


Administração. Porto alegre; Bookman, 2005. 471 p.

KOCHE, José Carlos. Fundamentos de Metodologia Científica: teoria da ciência e


prática da pesquisa. 14. ed. rev. e ampl. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. 103 p.

LAKATOS, Eva Marina; MARCONI, Marina de Andrade. Metodologia do Trabalho


Científico. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1987. 198 p.

MAGALHÃES, Gildo. Introdução à Metodologia Científica: caminhos da ciência e


tecnologia. São Paulo; Ática, 2005. 263 p
7

MARCANTONIO, Antonia T.; SANTOS, Martha dos; LEHFELD, Neide Aparecida de Souza.
Elaboração e divulgação do trabalho científico. São Paulo: Atlas, 1993. 92 p.

MARION, José Carlos; DIAS, Reinaldo, TRALDI, Maria Cristina. Monografia para os
cursos de Administração, Contabilidade e Economia. São Paulo: Atlas, 2002.135 p.

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos,


resumos, resenhas. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2003. 323 p.

OLIVEIRA, Silvio Luiz de. Tratado de Metodologia Científica. São


Paulo: Pioneira, 2001.

PARRA FILHO, Domingos; SANTOS, João Almeida. Metodologia Científica. 4. ed. São
Paulo: Futura, 2001. 277 p.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Pró-reitoria de


Graduação. Sistema de Bibliotecas. Padrão PUC de normalização:
normas da ABNT para apresentação de trabalhos científicos, teses,
dissertações e monografias. Elaboração Helenice Rêgo dos Santos
Cunha. Belo Horizonte: fev. 2007. 64 p.
REY, Luis. Planejar e redigir trabalhos científicos. São Paulo: Edgar Blucher,
1997. 247 p.

RUDIO, Franz Victor. Introdução ao projeto de pesquisa científica. 2. ed.


Petrópolis: Vozes, 1979. 124 p.

RUIZ, João Álvaro. Metodologia Científica: guia para eficiência nos estudos. 4.
ed. São Paulo: Atlas, 1996. 177 p.

SÁ, Elisabeth de et al. Manual de normalização. Petrópolis: Vozes, 1996. 184 p.

SALOMON, Délcio Vieira. Como fazer monografia. 9. ed. Belo Horizonte:


Interlivros, 1999. 301 p.

SALVADOR, Ângelo Domingos. Métodos e técnicas de pesquisa bibliográfica. 11.


Porto Alegre: Sulina, 1986. 239 p.

SEVERINO, A. Metodologia Trabalho Científico. 22. ed. São Paulo: Cortez, 2002.
235 p.

SILVA, Antonio Carlos Ribeiro de. Metodologia da pesquisa aplicada à


Contabilidade; orientações de estudos, projetos, relatórios, monografias,
dissertações, teses. São Paulo: Atlas, 2003.181 p.

SILVA, José Maria da; SILVEIRA, Emerson Sena da. Apresentação de trabalhos
acadêmicos. 2. ed. Juiz de Fora: Juizforana, 2003. l67 p.

VERGARA, Sylvia Constant. Projetos e relatórios de esquisa em Administração. 10.


ed. São Paulo: Atlas, 2009.

VIANNA, Ilca Oliveira de Almeida. Metodologia do trabalho científico: um enfoque


didático da produção científica. São Paulo: E.P.U., 2001. 294 p.
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CONCEITOS FUNDAMENTAIS

CONCEITOS FUNDAMENTAIS

Anna Florência Martins Pinto


Marcelo José Caetano

1- INFORMAÇÃO (HOUAISS, 2001, p. 1.614)


1.1- Ato ou efeito de informar.
1.2- Comunicação ou recepção de um conhecimento ou juízo.
1.3- Conhecimento obtido por meio de investigação ou instrução;
esclarecimento, explicação, comunicação, indicação ou
informe.
1.4- Acontecimento ou fato de interesse geral tornado do conheci-
mento público ao ser divulgado pelos meio de comunicação,
notícia.

2- CONHECIMENTO (HOUAISS, 2001, p. 803)


2.1- É o ato ou a atividade de conhecer (perceber e incorporar à
memória algo), realizado por meio da razão e/ou da experiên-
riência.
2.2- É uma relação de apropriação que implica na incorporação das
propriedades, qualidades e características dos objetos, em
uma operação onde os conteúdos intrínsecos dos objetos são
reconhecidos, isto é, são conceituados e singularizados.

3- CIÊNCIA
3.1- Vem da palavra latina scientia, que significa conhecimento.
3.2- É o conhecimento ou um sistema de conhecimento que abarca
verdades gerais ou a operação de leis gerais especialmente
obtidas e testadas através do método científico.

4- CONHECIMENTO CIENTÍFICO (CARNIELLI, 1990, p. 192).


4.1- Consiste num conjunto de proposições elaboradas pela mente
Humana e sustentadas, pelo menos provisoriamente, pela
experiência.
4.2- É preciso também que tais proposições estejam relacionadas e
concatenadas entre si, do contrário, ficam isoladas, não
constituem propriamente ciência particular independente.
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5- PENSAMENTO LÓGICO
5.1- O pensamento lógico submete seus procedimentos a métodos,
isto é, a regras de verificação e de generalização dos
conhecimentos adquiridos; a regras de ordenamento e sistema-
tização dos procedimentos e dos e resultados, de modo que um
conhecimento novo não pode simplesmente acrescentar-se aos
anteriores (como no bricolage que em antropologia, consiste
na união de vários elementos para formação de um único e
individualizado), mas só se junta a eles se obedecer a
certas regras e princípios intelectuais.
5.2-

Todo trabalho científico, seja ele uma tese, um texto


didático, um artigo, uma resenha, tem que ter uma cons-
trução lógica, tornando-se uma totalidade de inteligibi-
lidade, estruturalmente orgânica, formando uma unidade
autônoma, inteligível para qualquer leitor que não tenha
participado de sua elaboração (SEVERINO, 1994, p. 78).

6- MÉTODO
6.1- A palavra método vem do grego: methodos: “meta” = ao largo;
“odos” = caminho. Então, tem-se método como o “caminho para chegar a um
fim.”(GALLIANO, 1977, p. 6).
6.2- “É um conjunto de etapas, ordenadamente dispostas, que
precisam ser vencidas na investigação da verdade, no estudo
de uma ciência ou para alcançar determinado fim.” (GALLIANO,
1977, p. 6)
6.3- “É o conjunto de processos racionais, para fazer qualquer
coisa ou obter qualquer fim teórico ou prático.” (NASCENTES
apud. GALLIANO, 1979, p. 5).
6.4- “Não existe um único método de pesquisa científica, pois ele
varia conforme o assunto e a finalidade.”(D’ONOFRIO, 2000:
p. 26).

7- Técnica
7.1- “É o modo de fazer de forma mais hábil, mais segura, mais
perfeita algum tipo de atividade, arte ou ofício.”(GALLIANO,
1979, p. 5).
7.2- Por analogia, pode-se dizer que método é a estratégia da
ação, ele indica o que fazer, é o orientador geral da
atividade. A técnica é a tática da ação. Ela resolve o como
10

fazer a atividade, soluciona o modo específico e mais


adequado pelo qual a ação se desenvolve em cada etapa
(GALLIANO, 1977, p. 6)

REFERÊNCIAS

GALLIANO, A. Guilherme. O que é método. In: GALLIANO, A. Guilherme O método


científico: teoria e prática. São Paulo: HARBRA, 1979. 200 p.
11

1- O QUE É UMA MONOGRAFIA?


1.1-É um estudo detalhado sobre um tema ou objeto de conhecimento;
1.2-É um tipo de trabalho muito comum como exigência para a
diplomação em cursos de graduação e pós-graduação (lato sensu e
stricto sensu);
1.33-É um relatório científico baseado em pesquisa bibliográfica ou
trabalho de campo.

2 POR QUE ESCREVER UMA MONOGRAFIA?


a. É uma exigência para a diplomação em cursos de graduação
ou pós-graduação;
b. A monografia valoriza o trabalho científico demonstrando,
se bem realizada, que foi utilizada uma metodologia
científica apropriada à investigação do objeto de
pesquisa;
Para garantir, através de uma publicação adequada e
sustentada em critérios normativos apropriados,
confiabilidade ao estudo realizado

1. O PLANEJAMENTO DE UMA PESQUISA depende basicamente de três fases:


12

1.1. Fase decisória: referente à escolha do tema, à definição


e à delimitação do problema de pesquisa;
1.2. Fase construtiva: referente à construção de um plano de
pesquisa e à execução da pesquisa propriamente dita;
1.3. Fase redacional: referente à análise dos dados e
informações obtidas na fase construtiva. É a organização das
idéias de forma sistematizada visando à elaboração do
relatório final.

O PROJETO DE PESQUISA (PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO):

i. No Projeto defini-se:
1.1. O que fazer – definição do tema ou problema
1.2. Porque fazer – justificativa da escolha do tema ou
problema
1.3. Para quem fazer – objetivos
1.4. Onde fazer – local/campo da pesquisa
1.5. Como fazer – metodologia
1.6. Com que fazer – recursos necessários
1.7. Quando fazer – cronograma de execução

ESTRUTURA DO PROJETO DE TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO:

1. Introdução É preciso contextualizar o assunto, delimitar o tema e


apresentar a problemática (as questões fundamentais) que
norteia(m) sua investigação:
1.1. Título;
1.2. Tema;
1.3. Histórico da sociedade empresária;
1.4. Problema;
1.5. Hipótese.

2. Objetivos: é preciso deixar claro o que se quer fazer e onde se


quer chegar com o trabalho proposto. Esta clareza define a
exeqüibilidade da proposta e garante um norte seguro para sua
realização no prazo estipulado no cronograma.
2.1. Objetivo(s) Geral(is): Indique de forma genérica qual o
objetivo a ser alcançado.
13

2.2. Objetivos Específicos: Detalhe o objetivo geral mostrando


o que pretende alcançar com a pesquisa. Torne operacional
o objetivo geral indicando exatamente o que será realizado
em sua pesquisa.
Dicas importantes:
Os objetivos existem para ser um alvo a alcançar. Desta
maneira, nada de propor metas que não possam ser conquistadas
e/ou que sejam difíceis de realizar.
É preciso deixar claro o que se quer fazer e onde se quer
chegar com o trabalho proposto. Esta clareza define a
exeqüibilidade da proposta e garante um norte seguro para sua
realização no prazo estipulado no cronograma.
Na verdade, mais do que ser claro é preciso ser realista,
definindo o que se quer alcançar conforme o tempo que se tem
para realizar o trabalho;
Gonçalves, afirma em seu blog
(http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/2008/11/objetivos-
gerais-e-especficos.html) que a “definição clara (dos
objetivos) ajuda em muito na tomada de decisões quanto aos
aspectos metodológicos da pesquisa, afinal, temos que saber o
que queremos fazer, para depois resolvermos como proceder para
chegar aos resultados pretendidos”.
Os objetivos devem se desdobrar em gerais e específicos
(definindo as meta das pesquisa):
O autor do projeto deve responder a seguinte pergunta para
definir seus objetivos: o que pretendo obter, onde pretendo
chegar com minha proposta de trabalho?

2.3. VERBOS PARA OBJETIVOS:


CONHECIMENTO COMPREENSÃO APLICAÇÃO ANÁLISE SÍNTESE AVALIAÇÃO
Apontar Descrever Aplicar Analisar Coordenar Apreciar
Assinalar Discutir Demonstrar Calcular Conjugar Aquilatar
Citar Explicar Empregar Comparar Construir Avaliar
Definir Expressar Esboçar Contrastar Criar Calcular
Identifica
Escrever Ilustrar Criticar Enumerar Escolher
r
Interpreta Esquematiz
Inscrever Localizar Debater Estimar
r ar
Inventaria Diferencia
Marcar Narrar Formular Julgar
r r
14

Relacionar Reafirmar Operar Distinguir Listar Medir


Registrar Revisar Praticar Examinar Organizar Selecionar
Experiment
Relatar Traduzir Traçar Planejar Validar
ar
Transcreve
Sublinhar Usar Investigar Reunir Valorar
r

3. Justificativa: é a apresentação dos argumentos que sustentam a


importância do estudo que se quer realizar. Em outras palavras, é
o conjunto de justificativas que demonstram a relevância do tema
e da(s) hipóteses levantadas pelo pesquisador. Deve-se tomar
bastante cuidado em sua elaboração, pois não se deve responder ou
concluir o que vai ser investigado no trabalho de pesquisa. A
justificativa deve ressaltar a importância do tema a ser estudado
e/ou a necessidade de se levar a efeito tal empreendimento. Ela
não precisa ser longa, mas precisa deixar claro as razões que
definiram a escolha do tema/objeto. Siga um roteiro: Quais foram
as motivações pessoais? Qual é a relevância acadêmica do
tema/objeto? Que autores trataram do assunto? Que considerações
acadêmicas preliminares posso fazer sobre tema que escolhi?

4. Referencial Teórico (Revisão bibliográfica1): o problema precisa


ser inserido no contexto da bibliografia científica. O autor da
proposta deve indicar que linhas teóricas sustentarão sua
pesquisa. Dentro do possível, deve apontar os avanços e as
lacunas no conhecimento sobre o tema/objeto de sua pesquisa;

5. Metodologia: deve-se definir qual será a metodologia utilizada e


os procedimentos para coleta de dados. É necessário deixar claro
se a pesquisa será exploratória ou descritiva, se os dados serão
coletados por meio de pesquisa de campo ou se serão empregadas
pesquisa documental e bibliográfica;

6. Cronograma (calendário das etapas que serão cumpridas durante a


realização da pesquisa);

7. Bibliografia (listar, em ordem alfabética, as obras que já foram


lidas e as que ainda serão estudadas; a referência deve ser
1
É uma análise comentada do que já foi escrito sobre o tema de sua pesquisa
procurando mostrar os pontos de vista convergentes e divergentes dos autores.
15

informada, conforme as normas da ABNT – vide PINTO, Anna


Florência Martins. Normas e Referências Bibliográficas. Belo
Horizonte: PUC Minas, 2002. (texto policopiado).

Para saber mais – consulte o site:


http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/ - blog do Prof. José
Artur Teixeira Gonçalves, professor de Metodologia da Pesquisa
Científica desde 1999. Doutor na área de Ciências Humanas pela
UNESP e pesquisador.

DEFINIÇÃO DE TERMOS - DELINEAMENTO DO TEMA, DEFINIÇÃO DO OBJETO,


FORMULAÇÃO DO PROBLEMA, LEVANTAMENTO DE HIPÓTESES E DEFINIÇÃO DE
OBJETIVOS:

PRIMEIROS PASSOS:

A ELABORAÇÃO DO PRÉ-PROJETO:
A elaboração de um projeto de pesquisa pressupõe, antes de mais
nada, uma revisão de bibliografia. Não é possível planejar o
que se vai pesquisar sem se verificar previamente se existem
bases bibliográficas e documentais para realizar seu trabalho
de investigação. Deste modo, não proponha nada sem antes fazer
uma pesquisa prévia das condições objetivas à execução de sua
pesquisa.

REVISÃO BIBLIOGRÁFICA (PRÉVIA):


Provavelmente, a escolha de seu tema se deveu a sua afinidade
com o assunto. Muitas pessoas escolhem seu objeto motivados
pelo trabalho que realizam, reconhecem o assunto com intrigante
e merecedor de uma investigação mais ampla, têm curiosidade por
saber um pouco mais sobre uma certa área de conhecimento etc.
Estas escolhas são muito bem-vindas, mas não são suficientes
para determinar sobre o que se vai pesquisar. É preciso ser
16

realista. Deve-se fazer uma revisão bibliográfica prévia a fim


de se saber claramente se existem recursos suficientes que
permitam o desenvolvimento de seu trabalho no prazo
determinado.

ITENS DO PRÉ-PROJETO DE MONOGRAFIA


Autor(a):
Título provisório;
Tema (amplo);
Delimitação do tema (objeto);
Motivações pessoais e acadêmicas (justificativa);
Esboço de problemática - o que se quer perguntar ao objeto?
Hipótese(s) de trabalho – o que é possível responder sobre o
objeto?
Objetivos gerais e específicos.

Na primeira fase de elaboração do projeto de TCC é fundamental


que você defina com bastante clareza e realismo com o que quer
trabalhar em sua monografia. É necessário que tenha um objeto, um
problema e hipótese(s) bem definidos e lhe possibilitem, de fato, um
bom esforço de pesquisa e, evidentemente, criem as condições
excelentes para o sucesso de sua dissertação. Fique atento aos
seguintes aspectos:

1. A escolha do tema é o mais importante na fase inicial da


elaboração do projeto. Não raramente, eles são escolhidos sem uma
consulta prévia às fontes de consulta disponíveis. Evidentemente,
você deve definir um assunto com o qual tenha alguma predileção e
afinidade. Contudo, não escolha com o que quer trabalhar sem
procurar saber sai pesquisa poderá ser feita no prazo adequado e
com a qualidade acadêmica necessária. Neste sentido, é
fundamental que: escolha a partir de sua predileção e afinidade
com o tema e conforme condições reais de pesquisa. Não adianta
ter um bom tema, mas não possuir uma boa bibliografia (livros
e/ou periódicos) disponível para sustentar sua investigação a fim
de lhe permitir realizar um bom trabalho monográfico.

DICAS IMPORTANTES:
Marco teórico de referência: nenhum trabalho é possível sem
antes ter-se feito a terraplenagem da superfície;
É preciso ter certeza de que as fontes de consulta e o quadro
metodológico da pesquisa estejam ao alcance;
17

Julgar se vale a pena explorar determinado tema. Um trabalho


sério de pesquisa implica sempre um grande investimento:
É preciso muito cuidado na escolha do tema. Deve-se evitar os
dois extremos – banalidade e excentricidade.
O assunto escolhido não pode ( e não deve) visar a um resultado
óbvio, que não acrescente nada de interessante na área de
conhecimento escolhida;
Do mesmo modo, não deve ser excessivamente técnico, hermético,
inteligível apenas para especialistas.
É preciso que se considere a dosagem dos tópicos do tema, tendo
em vista o tempo disponível. Quanto menor for o prazo atribuído
ao trabalho, mais restrita deve ser área de abrangência do
tema.

1.1. O TEMA DA MONOGRAFIA

RAMOS DAS CIÊNCIAS CONTÁBEIS:


 Contabilidade administrativa
 Contabilidade agrícola
 Contabilidade ambiental
 Contabilidade analítica
 Contabilidade aplicada
 Contabilidade atuarial ou previdenciária
 Contabilidade bancária
 Contabilidade comercial
 Contabilidade de custos
 Contabilidade departamental ou divisional
 Contabilidade de recursos humanos
 Contabilidade de seguros
 Contabilidade de transportes
 Contabilidade doméstica
 Contabilidade dos serviços
 Contabilidade estratégica
 Contabilidade financeira
 Contabilidade fiscal
 Contabilidade geral
 Contabilidade gerencial
 Contabilidade gráfica
 Contabilidade hospitalar
 Contabilidade hoteleira
 Contabilidade imobiliária
 Contabilidade industrial
 Contabilidade internacional
 Contabilidade mercantil
 Contabilidade nacional
 Contabilidade orçamentária
 Contabilidade pública
 Contabilidade rural
 Contabilidade superior
 Contabilidade teórica
18

 Contabilidade tributária

TÉCNICAS CONTÁBEIS
 escrituração
 demonstrações contábeis
 auditoria
 análise de balanço

NUCLEAÇÃO DO CURSO DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS


CONTABILIDADE GERAL – COORD.: JOSÉ LUIZ FARIA

Contabilidade Introdutória
Contabilidade Básica
Contabilidade Intermediária
Contabilidade Avançada
Teoria Básica da Contabilidade
Teoria Avançada da Contabilidade

CONTABILIDADE APLICADA – COORD.: ADALBERTO GONÇALVES

Contabilidade das Instituições Financeiras e Mercado de Capitais


Contabilidade de Custos
Contabilidade Internacional
Auditoria
Perícia Contábil
Contabilidade de Entidades de Entidades de Previdência e Seguradoras
Contabilidade Governamental
Análise das Demonstrações Contábeis

CONTROLADORIA E GESTÃO - COORD.: SILVANA SANTOS


Planejamento e Gestão Governamental
Controladoria em Agronegócios
Análise de Custos
Contabilidade e Orçamento Empresarial
Logística das Organizações
Gestão de Controladoria
Planejamento e Gestão Estratégica
Administração Financeira
Matemática Financeira
Microeconomia
Métodos Quantitativos

CONTABILIDADE FISCAL E TRIBUTÁRIA – COORD.: FÁTIMA DRUMOND


Direito Empresarial
Direito do Trabalho e Legislação Previdenciária
Direito Tributário
19

Sistemas Contábeis I
Sistemas Contábeis II
Contabilidade Fiscal e Tributária
Planejamento Fiscal e Tributário

2. A definição do objeto implica em uma delimitação do tema e é


influenciada pelo tempo disponível para a realização do trabalho
de investigação e a produção da monografia. Pense nisto ao
escolher o que quer pesquisar e sobre o que irá escrever. Faça
uma boa revisão bibliográfica para planejar seu esforço de
pesquisa no próximo semestre. Consulte livros e periódicos e
mensure as facilidades e dificuldades principais que serão
enfrentadas em seu trabalho.

ALGUNS SÍTIOS IMPORTANTES – CIÊNCIAS

CONTÁBEIS E ÁREAS AFINS:

http://bib.pucminas.br/pergamum/biblioteca/index.php?resolution
2=1024_1 – Link do Portal PUC Minas para a biblioteca dessa
IES.

http://www.periodicos.capes.gov.br/portugues/index.jsp -
Portal Capes de periódicos. Nele foram reunidas revistas
acadêmicas de diversas áreas do conhecimento, inclusive as
ciências sociais aplicadas

http://www.manualdocontador.com.br/site/ - Portal de Ciências


Contábeis. No menu há uma lista extensa de temas contábeis,
legislação e diversas outras informações afins.

http://scholar.google.com.br/ - site de busca do Google


especial para pesquisa acadêmica.

http://www.iceg.pucminas.br/espaco/revista/index_n.asp - Link
para a revista E&G - criada em 2001 pelo Instituto de Ciências
Econômicas Gerenciais – ICEG, a revista Economia e Gestão
consolida-se como uma produção conjunta do ICEG e do Programa
de Pós-graduação em Administração – Mestrado Profissional em
Administração da PUC Minas.

http://www.crcmg.org.br/pub_revista.asp - link do CRC MG para a


Revista Mineira de Contabilidade. Não existe a opção para
acessar os artigos publicados no periódico, mas é possível,
através dele, consultar títulos do números publicados e, a
inda, solicitar a assinatura desta publicação. A assinatura
anual para estudantes (4 números) custa R$ 20,00 (vinte reais).

http://www1.ethos.org.br/EthosWeb/Default.aspx - site do
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social. Ele não
20

aborda os temas clássicos das Ciências Contábeis, mas pode ser


útil àqueles alunos que desejarem investigar temas relacionados
a ética profissional, contabilidade ambiental e outros temas
afins.
http://www.swisscam.com.br/files_legais/Apresentacao%20-
%20Profa.%20Araceli.pdf – texto em PDF sobre Contabilidade
Ambiental, Aracéli Cristina de Souza Ferreira, especialista
neste tema e autora de diversos livros na área.

3. A elaboração do problema depende de uma revisão bibliográfica


prévia. Não dispense uma vista à biblioteca nesta fase, pois este
é o item mais importante de seu trabalho. Ele orientará todo seu
esforço de pesquisa e definirá se terá (ou não) sucesso na
realização de sua investigação e, conseqüentemente, na produção
de sua monografia. Não pense problemas que não possam ser
respondidos no prazo disponível para a realização de seu TCC.

3.1. Uma problemática bem definida nos oferece boas hipóteses.


Depois que você elaborar seu problema, procure respondê-lo a fim
de encontrar sua(s) hipótese(s) de trabalho. Considere o
problema e a hipótese como faces de uma mesma moeda

3.2. O delineamento do tema de uma pesquisa científica depende, em


grande medida, da formulação adequada de problemas;

3.3. De fato, não há investigação científica sem o delineamento de


um tema e, evidentemente, sem a elaboração de um problema;

3.4. Os problemas nos ajudam a delimitar o objeto de nossa


investigação.

3.5. Os problemas possuem, dentre outras, as seguintes


características:

3.6. Podem ser postos em termos interrogativos;

3.7. Relacionam duas ou mais variáveis entre si;

3.8. Correspondem a fenômenos, isto é, a realidades que se repetem


no tempo/espaço e podem ser observadas e analisadas.

4. O PROBLEMA:
4.1. É o fato ou fenômeno que ainda não possui resposta ou
explicações. Trata-se de uma questão ainda sem solução e que é
21

objeto de discussão, em qualquer área de domínio do conhecimento.


A sua solução, resposta ou explicação só será possível por meio
da pesquisa ou da comprovação dos fatos que, no caso da
monografia, antecede a hipótese. O problema delimita a pesquisa e
facilita a investigação;
4.2. Procedimentos para avaliar o problema:
4.2.1. Escolher um tema que chame a atenção e precise de
resposta;
4.2.2. Buscar (e compilar) as informações relacionadas ao
problema;
4.2.3. Analisar a relevância das informações;
4.2.4. Estudar possíveis relações entre as informações que
possam contribuir e esclarecer o problema;
4.2.5. Propor diversas explicações – hipóteses – para as CAUSAS
DO PROBLEMA;
4.2.6. Estabelecer a relevância das explicações, utilizando como
método a observação e a análise;
4.2.7. Procurar relações entre as explicações que procuram
contribuir para solucionar o problema;
4.2.8. Procurar relações entre os dados e as explicações;
4.2.9. Analisar.

4.3. FORMULAÇÃO DO PROBLEMA:

Pense sobre isto:


De onde você tirou o problema, em que medida é um verdadeiro
problema, em que medida sua solução é desejável e através de
que pergunta traduzi-lo de maneira operacional?
O ângulo sob o qual você deseja abordá-lo; com os quais
intenções? E, para isso, o que você selecionou de sua revisão
da literatura: no plano do saber; disponível e lacunar, dos
conceitos, das teorias, se for o caso, das formas de considerar
tais problemas. Aí está o essencial de sua problemática. Seja
crítico! (LAVILLE; DIONNE, 1999, p.85).

4.3.1. É necessário definir uma problemática na qual o tema


escolhido ou hipótese adquira sentido. No aspecto geral, uma
problemática pode ser considerada como a colocação dos
22

problemas que se pretende resolver dentro de certo campo


teórico e prático. Um mesmo tema (ou assunto) pode ser
enquadrado em problemáticas diferentes.
4.3.2. No âmbito das CIÊNCIAS SOCIAIS aplicadas os problemas
colocados são inicialmente de ordem prática, trata-se
conseqüentemente de procurar soluções para se chegar a
alcançar objetivos ou realizar uma possível transformação
dentro da solução observada
4.3.2.1. Análise e delimitação da situação inicial;
4.3.2.2. Identificação de todos os problemas a serem
resolvidos;
4.3.2.3. Planejamento das ações correspondentes;
4.3.2.4. Execução e avaliação das ações.

GRUPOS DE PESQUISA (E ORIENTAÇÃO) EM CIÊNCIAS CONTÁBEIS – PUC


MINAS:
Geral;
Estratégica;
Aplicada;
Auditoria e Perícia;
Custos;
Gestão.

BIBLIOGRAFIA:
OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Tratado de Metodologia Científica
(projetos de pesquisa, TGI, TCC, Monografias, Dissertações e Teses).
São Paulo: Pioneira/Thomson Learning, 1998.

LOGÍSTICA DE PESQUISA

1. Uma vez definido o tema da pesquisa e traçado um plano provisório


de trabalho, começa a segunda fase:
1.1. Definição de termos (palavras-chaves, conceitos-chave):
1.1.1. O objetivo principal da definição dos conceitos é
torná-los claros, compreensivos e adequados;
1.1.2. Os termos escolhidos devem ser definidos e adequados
à sua problemática, hipótese e objetivos. Eles não
devem apenas ser apresentados em sua significação, mas
23

demonstrados quanto aos usos e relevância em seu


projeto;
1.1.3. Pesquise autores que tenham trabalhos relevantes
sobre o assunto que você escolheu;
1.1.4. Faça os estudiosos do tema que escolheu para sua
dissertação dialogarem entre si. Mostre as
convergências e as divergências existentes entre os
conceitos que cada autor apresenta e demonstre porque
escolheu esta ou aquela definição.
2. Referencial Teórico:
2.1. Se você escolheu seu tema e o delimitou, a partir de uma
boa revisão bibliográfica, não terá problema para realizar
seu REFERENCIAL TEÓRICO, pois a consulta à literatura
apropriada, isto é, aos títulos e autores adequados o
orientaram até aqui e lhe permitirão prosseguir, com
segurança, na realização de seu trabalho;
2.2. Caso contrário, se as dificuldades para a realização do
referencial teórico persistem, sua definição do objeto não
foi bem realizada e necessita de uma revisão bibliográfica
para sustentar suas pretensões de pesquisa. Elas se devem, na
maioria das vezes, aos seguintes motivos:
2.2.1. A definição do tema e a delimitação do objeto não
foram o resultado de um bom trabalho de revisão
bibliográfica;
2.2.2. O tema e, principalmente o objeto de estudo não
possui uma literatura e/ou base documental suficiente
para sua investigação;
2.2.3. A escolha do tema e da descrição do objeto não foram
acompanhadas por uma revisão bibliográfica, pois foram
definidos sem quaisquer consultas aos títulos e autores
adequados.

A FEITURA DE UMA MONOGRAFIA

A feitura de qualquer monografia reduz-se fatalmente à


estruturação de três partes fundamentais: a introdução, o
desenvolvimento e a conclusão que seguem aproximadamente o processo
dialético da tese, antítese e síntese. Quer dizer, coloca-se o
24

tema, problema ou hipótese de trabalho; analisam-se argumentos e


opiniões pró ou contra; conclui-se tentando uma síntese das razões
opostas. Todo trabalho intelectual sério, bem feito, implica a
superação das contradições existentes sobre a questão proposta: o
estudo do passado, do que já foi dito sobre o assunto, é
indispensável para o aprofundamento do tema com fim de acender novas
luzes. Como salienta Salomon (1994, p. 238), neste retorno, o
passado reencontrado não é repetido, mas modificado, superado, pois
o mito do ‘eterno retorno’ é apenas uma ilusão metafísica: a lei da
natureza, do pensamento e da arte está centrada na aspiral e não no
círculo. O material recolhido no fichamento temático deve ser
analisado, selecionado e estudado com olhos postos na elaboração das
três partes relacionadas. É preciso separar as fichas que tratam da
introdução e da conclusão das que contêm o material do corpo da
pesquisa. Estas, por sua vez, serão divididas nos vários tópicos que
constituirão os capítulos do trabalho, para depois introduzi-lo e
concluí-lo, muito embora, na apresentação final do trabalho, a parte
introdutória venha antes. E isto porque não se pode prometer aquilo
que talvez não se consiga fazer. Somente após a seleção e a análise
de todo o material conseguido e de profunda reflexão do pesquisador
sobre esse material, é que se pode organizar o PLANO DEFINITIVO DO
TRABALHO, com o sumário das várias partes a serem redigidas.

D´ONOFRIO, Salvatore. Metodologia do Trabalho Intelectual. 2.ed.,


São Paulo: Atlas, 2000. p. 52.
25

TIPOLOGIA DE PESQUISA CIENTIFICA:

Pesquisa é a construção de conhecimento original de acordo com


certas exigências científicas. Para que seu estudo seja considerado
científico você deve obedecer aos critérios de coerência,
consistência, originalidade e objetivação. É desejável que uma
pesquisa científica preencha os seguintes requisitos: “a) a
existência de uma pergunta que se deseja responder; b) a elaboração
de um conjunto de passos que permitam chegar à resposta; c) a
indicação do grau de confiabilidade na resposta obtida” (GOLDEMBERG,
1999, p.106).

PESQUISA, E TIPOS DE PESQUISA .

Pesquisa científica é a realização concreta de uma investigação


planejada e desenvolvida de acordo com as normas consagradas pela
metodologia científica (GALLIANO, 1977, p. 6)

1.1. Os tipos de pesquisa apresentados nas diversas classificações


não são estanques. Uma mesma pesquisa pode estar, ao mesmo
tempo, enquadrada em várias classificações, desde que obedeça
aos requisitos inerentes a cada tipo. Realizar uma pesquisa com
rigor científico pressupõe que você escolha um tema e defina um
26

problema para ser investigado, elabore um plano de trabalho e,


após a execução operacional desse plano, escreva um relatório
final e este seja apresentado de forma planejada, ordenada,
lógica e conclusiva.

AS PESQUISAS PODEM SER, QUANTO À SUA NATUREZA, BÁSICAS OU APLICADAS:


1. As pesquisas básicas objetivam gerar novos conhecimentos
relevantes para o avanço da ciência, sem a pretensão de uma
aplicação prática previsível. Elas envolvem verdades e interesses
universais e necessários.
2. As pesquisas aplicadas têm por objetivo a geração de
conhecimentos para uma aplicação prática dirigida à solução de
problemas específicos. Elas envolvem verdades contingentes e seus
interesses são locais.
Segundo Gil (1991), citado por (Silva, 2004: p. 14), AS PESQUISAS PODEM
SER DEFINIDAS, SEGUNDO SUA ABORDAGEM, COMO QUANTITATIVAS OU QUALITATIVAS:

1. As pesquisas quantitativas pressupõem a quantificação ou tradução


em números das opiniões e informações coletadas a fim de
classificá-las e analisá-las. Elas requerem o uso de recursos e
técnicas estatísticas (percentagens, médias, modas, mediana,
desvio padrão, coeficiente de correlação, análise de regressão e
outras).
2. As pesquisas qualitativas consideram que existe uma relação
dinâmica entre a realidade o sujeito, compreendendo que há um
vínculo indelével entre o mundo objetivo e a subjetividade do
sujeito que não podem (ou não devem) ser interpretados
quantitativamente. Prescindem do uso de métodos e técnicas
estatísticas. O ambiente natural é a fonte direta para coleta de
dados e o pesquisador é o instrumento-chave. São descritivas e
tendem a analisar seus dados indutivamente. O processo e seus
significados são o foco principal de abordagem.

QUANTO AOS OBJETIVOS, AS PESQUISAS PODEM SER EXPLORATÓRIAS, DESCRITIVAS E


EXPLICATIVAS:

1. As pesquisas exploratórias visam proporcionar maior intimidade


com o problema,visando torná-lo explícito ou com o intuito de
elaborar hipóteses de trabalho. Elas envolvem levantamento
27

bibliográfico, entrevistas, análise de exemplos que estimulem a


compreensão. Geralmente, assumem, as formas de pesquisa
bibliográfica e estudos de caso;
2. As pesquisas descritivas objetivam a descrição de características
de determinada população ou fenômenos ou pretendem estabelecer
relações entre variáveis. Elas envolvem o uso de técnicas de
coletas de dados: questionário e observação sistemática.
Normalmente, assumem a forma de levantamento;
3. As pesquisas explicativas pretendem verificar que fatores são
determinantes ou contribuem para a ocorrência de certos
fenômenos. Elas visam aprofundar os conhecimentos da realidade,
pois almejam explicar a razão, isto é, o porquê das coisas.
Assumem, geralmente, as formas de pesquisa experimental e
pesquisa ex-post-facto.

QUANTO AOS PROCEDIMENTOS TÉCNICOS AS PESQUISAS PÕEM SER BIBLIOGRÁFICA, DOCUMENTAL


OU EXPERIMENTAL:

1. As pesquisas são bibliográficas quando realizadas a partir de


acervo bibliográfico já publicado, constituído por livros,
artigos de periódicos e, atualmente, material disponibilizado na
Internet.
2. As pesquisas são documentais quando elaboradas a partir de
materiais que não recebera um tratamento analítico.
3. As pesquisas são experimentais quando se define que um objeto de
estudo, seleciona-se as variáveis que seriam capazes de
influenciá-lo, define-se as formas de controle e de observação
dos efeitos que estas variáveis produzem nele.
4. Os estudos de caso envolvem o estudo aprofundado e conclusivo de
objeto(s) de forma que seja possível o seu amplo detalhado
conhecimento.

BIBLIOGRAFIA:
SILVA, Cassandra Ribeiro de O. e. Metodologia e Organização do
projeto de pesquisa. Texto em meio
eletrônico:www.cefetce.br/Pesquisa/dippg/metodologia/Metodologia%20e
%20Organiza%E7%E3o%20de%20pesquisa_apostila.pdf, acesso em 09 de
setembro de 2009

GIL, Antônio Carlos. Como elaborar projetos de pesquisa. 3º ed. São


Paulo: Atlas, 1996. 159p.
28

BIBLIOGRAFIA GERAL

ALVES, Rubem. Filosofia da ciência introdução ao jogo e suas regras.


São Paulo: Loyola, 2000.

CARLO, Ivan. Problema Científico. Disponível em


http://ivancarlo.blogspot.com/2008/06/problema-cientfico.html,
acesso em: 27 de junho de 2008.

CASTRO, Cláudio de Moura. A prática da pesquisa. 2. ed., São Paulo:


Pearson Prentice Hall, 2006.

COSTA, Sérgio Francisco. Método científico (os caminhos da


investigação). São Paulo: Harbra, 2001.

GALLIANO, A. Guilherme. O método científico teoria e prática. São


Paulo: Harbra, 1986.

GOLDENBERG, Mirian. A arte de pesquisar. Rio de Janeiro: Record,


1999
http://metodologiadapesquisa.blogspot.com/, acesso em 29 de agosto
de 2009.

http://projetos.inf.ufsc.br/arquivos/Metodologia da Pesquisa 3a
edicao.pdf, acesso em 26 de setembro de 2009.
http://sbi-web.if.sc.usp.br/metodologia_pesquisa_cientifica.pdf,
acesso em 26 de setembro de 2009.

HUBNER, Maria Martha. Guia para elaboração de monografias e projetos


de dissertação (de Mestrado e Doutorado). São Paulo: Pioneira, 1998.

HÜBNER, Maria Martha. Guia para elaboração de monografias e projetos


de dissertação de mestrado e doutorado. São Paulo: Pioneira, 1998.

OLIVEIRA, Sílvio Luiz de. Tratado de metodologia científica. São


Paulo: Pioneira, 2001.

PINTO, Anna Florência de Carvalho Martins. Modalidades de trabalho


acadêmicos em curso de graduação. Belo Horizonte: PUC Minas, 2008.
(texto policopiado).

TIPOS DE PESQUISA
Anna Florência Martins Pinto

O planejamento de uma pesquisa depende tanto do problema a ser


estudado, da sua natureza e situação espaço-temporal em que se
29

encontra, quanto da natureza e nível de conhecimento do pesquisador


(KÖCHE, 1987, p. 122). Isso significa que pode haver vários tipos de
pesquisa. Cada tipo possui, além do núcleo comum de procedimentos,
suas peculiaridades próprias. Não cabe, neste texto, enumerar todos
os aspectos que a pesquisa possa abordar ou transcrever todas as
classificações já apresentadas. A seguir serão caracterizados a
pesquisa a experimental e os vários tipos de pesquisa descritiva.

1 Pesquisa experimental

A pesquisa experimental é mais freqüente nas ciências


tecnológicas e nas ciências biológicas. Tem como objetivo demonstrar
como e por que determinado fato é produzido (ALMEIDA, 1996, p. 106-
107).
Portanto, na pesquisa experimental o pesquisador procura
refazer as condições de um fato a ser estudado, para observá-lo sob
controle. Para tal, se utilizam de local apropriado, aparelhos e
instrumentos de precisão para demonstrar as causas ou o modo pelo
qual um fato é produzido, proporcionando assim o estudo de suas
causas e efeitos (KELLER; BASTOS, 1991, p. 54).

2 Pesquisa descritiva

Tal pesquisa observa, registra, analisa e ordenam dados, sem


manipulá-los, isto é, sem interferência do pesquisador. Assim, para
coletar tais dados, utiliza-se de técnicas específicas, tais como:
entrevista, formulário, questionário e observação, leitura analítica
(ALMEIDA, 1996, p. 104).

A diferença entre a pesquisa experimental e a pesquisa


descritiva é que esta procura classificar, explicar e interpretar
fatos que ocorrem espontaneamente, enquanto a pesquisa experimental
pretende demonstrar as causas ou o modo pelo qual um fato é
produzido.
A pesquisa descritiva pode assumir diversas formas, entre as
quais se destacam: pesquisa bibliográfica, documental, de campo, de
opinião, de motivação, exploratória, histórica e estudo de caso.
30

2.1 Pesquisa bibliográfica

Segundo Lakatos e Marconi (1987, p. 66) a pesquisa bibliográfica trata-se


do levantamento, seleção e documentação de toda bibliografia já publicada sobre
o assunto que está sendo pesquisado em livros, enciclopédias, revistas, jornais,
folhetos, boletins, monografias, teses, dissertações e material cartográfico.
Pretende-se, assim, colocar o pesquisador em contato direto com todo material já
escrito sobre o mesmo.
Segundo Cervo e Bervian (1976, p. 69) qualquer tipo de pesquisa
em qualquer área do conhecimento, supõe e exige pesquisa
bibliográfica prévia, quer para o levantamento da situação em
questão, quer para a fundamentação teórica.
Assim, afirmam que a pesquisa bibliográfica é um excelente meio de
formação e juntamente com a técnica de resumo de assunto ou revisão de
literatura, constituí geralmente o primeiro passo de toda pesquisa científica.
Por isso, os universitários devem ser incentivados a usarem métodos e técnicas
científicas para realizá-la, tanto independente quanto como parte complementar
de qualquer tipo de pesquisa descritiva ou experimental.

2.2 Pesquisa documental

É a que efetua tentando resolver um problema ou adquirir


conhecimentos a partir do emprego de informações retiradas de
material gráfico e sonoro.
Segundo Lakatos e Marconi (1996, p. 57) tais informações são
provenientes de órgãos que as realizaram e englobam todos os
materiais escritos ou não. Podem ser encontrados em arquivos
públicos e particulares, assim como em fontes estatísticas
compiladas por órgãos oficiais e particulares. Incluem-se aqui como
fontes não escritas: fotografias, gravações, imprensa falada (rádio
e televisão), desenhos, pinturas, canções, objetos de arte, folclore
etc.

2.3 Pesquisa de campo


31

É a pesquisa em que se observa e coleta os dados, tal como


ocorrem espontaneamente, no próprio local em que se deu o fato em
estudo, caracterizando-se pelo contato direto com o mesmo, sem
interferência do pesquisador (LAKATOS; MARCONI, 1996, p. 75).

1.4 Pesquisa de opinião

Consiste em procurar saber atitudes, pontos de vista e


preferências que as pessoas têm a respeito de algum assunto, com o
objetivo de tomar decisões. “Visa identificar a opinião de uma
comunidade, constatar as falhas, descrever condutas e reconhecer
interesses e outros comportamentos, para a tomada de decisões.”
(ALMEIDA, 1996, p. 105).

2.5 Pesquisa de motivação

Para Almeida (1996, p. 105), a pesquisa de motivação coleta e


analisa razões do comportamento de um grupo ou comunidade, tendo
como objetivo a identificação das mesmas, frente a uma situação
peculiar.

2.6 Pesquisa exploratória

A pesquisa exploratória consiste no passo inicial de qualquer


investigação, contribuindo assim com a aquisição de embasamento para
realizar posteriores pesquisas, pela experiência e auxílio que traz.
Limita-se a definirem objetivos e buscar maiores informações e
idéias novas sobre o tema em questão, familiarizando-se com ele.

1.7 Estudo de caso

Consiste em coletar e analisar informações sobre um determinado indivíduo,


família, grupo ou comunidade, a fim de estudar aspectos variados de sua vida, de
acordo com o assunto da pesquisa (ALMEIDA, 1996, p. 106).
2.8 Pesquisa histórica
32

Consiste em descrever e comparar usos, costumes, tendências e


diferenças, através da documentação do passado (ALMEIDA, 1996, p.
106).
Em síntese, a pesquisa descritiva, trabalha sobre os dados
colhidos da própria realidade. A coleta de dados é uma das
atividades da pesquisa descritiva e utiliza de diversos
instrumentos. Porém, a coleta e o registro de dados não constituem,
por si só, uma pesquisa. É apenas uma etapa. A pesquisa, seja qual
for o tipo, resulta da execução de várias tarefas, desde a escolha e
delimitação do assunto até o relatório final.

REFERÊNCIAS

ALMEIDA, Maria Lúcia Pacheco de. Tipos de pesquisa. In: ALMEIDA, Maria Lúcia
Pacheco de. Como elaborar monografias. 4. ed. rev. e atual. Belém: Cejup, 1996.
Cap. 4, p. 101-110.

ALMEIDA JÚNIOR, João Baptista de. O estudo como forma de pesquisa. In: CARVALHO,
M. Cecília (Org.). Construindo o saber. Campinas: Papirus, 1988. p. 107-129.

ASTI VERA, Armando. A pesquisa e seus métodos. In: ASTI VERA, Armando.
Metodologia da pesquisa científica. Porto Alegre: Globo, 1976. p. 7-13.

BARROS, Aidil; LEHFELD, Neide. A pesquisa científica. In: BARROS, Aidil;


LEHFELD, Neide. Fundamentos de metodologia. 2. ed. ampl. São Paulo: Mc Graw-Hill
do Brasil, 2000. p. 87-121.

CERVO, Amado; BERVIAN, Pedro. A pesquisa. In: CERVO, Amado; BERVIAN,


Pedro. Metodologia Científica. São Paulo: Mc Graw-Hill do Brasil,
1976. p. 65-70.

KELLER, Vicente; BASTOS, Cleverson. Pesquisa científica. In: KELLER, Vicente;


BASTOS, Cleverson. Aprendendo a aprender. 2. ed. Petrópolis: Vozes, 1991. p. 54-
58.

KÖCHE, José Carlos. Tipos de pesquisa. In: KÖCHE, José Carlos. Fundamentos de
Metodologia Científica. 14. ed. rev. e ampl. Petrópolis: Vozes, 1997. p. 122-
126.

LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Pesquisa. In:


LAKATOS, Eva Maria; MARCONI, Marina de Andrade. Técnica de pesquisa.
3. ed. rev. e ampl. São Paulo: Atlas, 1996. p. 15-123.

PROJETO DE PESQUISA

Anna Florência de C. Martins Pinto


33

Todo trabalho científico nasce de uma dificuldade ou


questionamento que deve ser cuidadosamente formulado. Assim, o
pesquisador inicia o planejamento de seu estudo do qual resultará
num projeto de pesquisa.
Pesquisa não se traduz no simples ato de abordar um problema
através da aplicação direta de questionários ou de outro instrumento
qualquer. Tal atitude é considerada como improvisação, como falta de
planejamento da pesquisa. Sem um projeto de pesquisa, os
pesquisadores lançam-se a um trabalho inseguro, desordenado,
resultando em desperdício de esforços, tempo e recursos (BARROS;
LEHFELD, 1997, p. 18).
De acordo com Lakatos e Marconi (1987, p. 99) em uma pesquisa
nada se faz ao acaso. Desde a escolha do tema, fixação dos
objetivos, determinação da metodologia, coleta de dados, sua análise
e interpretação para a elaboração do relatório final, tudo é
previsto no projeto de pesquisa. Este, portanto, deve responder às
questões fundamentais:

a) o que fazer? definição do tema e problema;


b) por que fazer? justificativa da escolha do tema;
c) para que fazer? propósito do estudo – objetivos;
d) quando fazer? cronograma de execução;
e) onde fazer? local - campo da pesquisa;
f) com que fazer? recursos – custeio;
g) como fazer? Metodologia;
h) feito por quem? pesquisador (es).

Não existe uma regra formalizada quanto à relação de itens que devem
compor um projeto de pesquisa. Dependendo do tipo de pesquisa a ser
desenvolvida e a metodologia adotada pelo pesquisador, o projeto
pode apresentar diferente estrutura, como também, diferente
nomenclatura da mesma.

ESTRUTURA DO PROJETO DE MONOGRAFIA

1 INTRODUÇÃO
1.1 Tema
34

1.2 Objeto (delimitação do tema)


1.3 Título
1.4 Problema
1.5 Objetivos
1.5.1 Objetivo geral
1.5.2 Objetivos específicos

2 REFERENCIAL TEÓRICO

3 METODOLOGIA DE PESQUISA (Tipos e técnicas de pesquisa)

4 CRONOGRAMA

REFERENCIAS

A seguir serão apresentadas orientações de como elaborar cada


parte do Projeto de Monografia

1 CAPA (Fonte 12 para toda a capa)

Proteção externa do trabalho, contendo os dados essenciais que


o identificam: nome da Instituição (letras maiúsculas negritadas),
Instituto e Curso centralizados na margem superior com letras
minúsculas negritadas e espaço simples entre eles.
O Título do projeto ou monografia vem centralizado no meio da
folha com letras maiúsculas negritadas e fonte 14.
O subtítulo vem separado do título por dois pontos e espaço de
1,5 entre eles, letras minúsculas, exceto a inicial, sem negrito.
Quando o título e/ou subtítulo ocuparem mais de uma linha,
deve-se usar o espaço simples entre elas.
O nome completo do autor ou autores vem alinhado a partir do
meio da folha para a direita com letras minúsculas e espaço simples
entre eles.
O local e data de entrega do trabalho são centralizados na
margem inferior com letras minúsculas negritadas.

2 FOLHA DE ROSTO (Fonte 12 para toda a folha de rosto)


35

O nome completo do autor vem centralizado na margem superior


com letras minúsculas sem negrito, em ordem alfabética e espaço
simples entre as linhas dos mesmos.
As normas para título e subtítulo são as mesmas da capa.
A nota de apresentação consiste em indicar a natureza
acadêmica do trabalho, contendo nome da Disciplina, Curso, Instituto
e Instituição em que é apresentado, vindo logo abaixo do título ou
subtítulo, em letras minúsculas sem negrito, exceto a inicial e
nomes próprios, a partir da metade da folha até a margem direita.
Entre as linhas da nota usa-se o espaço simples.
O nome completo do professor ou orientador vem com letras
minúsculas, exceto a inicial, sem negrito e um enter de espaço
simples em relação à nota de apresentação.
O local e data de entrega são centralizados na margem inferior
com letras minúsculas, exceto as iniciais, sem negrito.

3 SUMÁRIO

Consiste na enumeração arábica das partes que compõem o


projeto, na mesma ordem e grafia em que aparecem no mesmo, sendo os
títulos das mesmas, diferenciados tipograficamente conforme a
divisão utilizada e fonte 12.
A palavra sumário vem centralizada na margem superior, com
letras maiúsculas negritadas tamanho 12 e sem indicativo numérico.

4 TEMA

5 OBJETO

6 PROBLEMA

Consiste na apresentação do problema que deu origem a pesquisa. Problema é


uma questão que envolve uma dificuldade teórica ou prática para o qual se deve
encontrar uma solução.
A primeira etapa da pesquisa é a formulação do problema ou
formulação de perguntas. Enquanto o assunto permanece assunto, não
se iniciou a investigação propriamente dita. O assunto escolhido
será questionado pela curiosidade e reflexão do pesquisador, que o
36

transformará em problema. As perguntas devem ser formuladas de tal


maneira que haja possibilidade de resposta através da pesquisa.
Uma boa formulação do problema supõe-se conhecimentos prévios
do assunto, além de uma imaginação criadora que, em grande parte, é
responsável pelo progresso da ciência.

7 OBJETIVOS

Consiste na identificação dos objetivos gerais e específicos,


definindo com precisão o que pretende alcançar com a realização do
presente estudo, o que propõe fazer, que aspectos pretendem analisar
no desenvolvimento do assunto.

O objetivo geral está ligado a uma visão global e abrangente do


tema, definindo, de modo geral, o que se pretende alcançar com a
execução do projeto.
Os objetivos específicos apresentam caráter mais concreto. Tem
função intermediária e instrumental, permitindo, de um lado, atingir
o objetivo geral e de, outro, aplicá-lo em situações particulares.

8 REFERENCIAL TEÓRICO

Consiste na identificação dos elementos de fundamentação


teórica da pesquisa e, também, a definição dos conceitos empregados.
Assim, o pesquisador deverá apresentar a contextualização do tema e
a síntese dos elementos teóricos, que darão suporte para a
realização da pesquisa, utilizando-se para escrever o referencial
teórico as normas da ABNT de citação direta e indireta.
Na contextualização do tema apresenta a evolução histórica do
mesmo, onde se busca identificar: sua natureza, sua origem, seu
desenvolvimento ao longo do tempo e em que estágio do conhecimento
se encontra.
Na síntese apresenta a fundamentação teórica do tema, como também, define
os conceitos, esclarece-os e indica seu emprego na pesquisa.
Os conceitos podem ter significados diferentes de acordo com o quadro de
referência ou a ciência que os emprega. Além disso, uma mesma palavra pode ter
vários significados dentro da própria ciência que a utiliza. Dessa forma a
definição dos termos esclarece e indica o emprego dos conceitos na pesquisa.
37

No referencial teórico é imprescindível que o autor do


projeto ou do trabalho mostre que obras foram citadas no decorrer,
utilizando-se para tal, as normas da ABNT de citação direta e
indireta.

9 METODOLOGIA

Consiste em citar e descrever os instrumentos (técnicas) a


serem utilizados na pesquisa, as informações que se pretendem obter
com eles e como serão usados ou aplicados para obter tais
informações.

9.1 Coleta de dados

Nesta fase pretende-se obter informações da realidade. Assim, numa


pesquisa, em geral, nunca se utiliza apenas um instrumento, mas, na maioria das
vezes, há uma combinação de dois ou mais deles, usados concomitantemente.
A seguir, serão identificados e descritos alguns destes instrumentos que
poderão ser utilizados em uma pesquisa.

9.1.1 Coleta documental

A coleta documental consiste na utilização de fontes de dados coletados


por outras pessoas, podendo constituir-se de material já elaborado ou não.
Divide-se em pesquisa documental e bibliográfica (Ver texto: Pesquisa, nesta
apostila).

9.1.2 Observação

Para Lakatos e Marconi (1996, p. 79) “a observação é uma


técnica de coleta de dados para conseguir informações e utiliza os
sentidos na obtenção de determinados aspectos da realidade.”. Não
consiste apenas em ver e ouvir, mas também em examinar fatos que se
desejam estudar, utilizando-se de instrumentos para o registro das
informações desejadas.
Para tornar a simples observação numa técnica científica, deve
planejá-la mostrando-se com precisão como deverá ser feita, que
38

dados registrar e como registrá-los. No registro poderá utilizar-se


de vários instrumentos tais como: anotações em fichas, quadros,
gráficos, formulários, dispositivos mecânicos etc.
Ao aplicar a técnica de observação, o pesquisador examina o fato sem nele
interferir, controlando as idéias pré-concebidas que podem surgir. Assim, deve
acompanhar, em silêncio, como simples espectador imparcial, retirando de forma
clara e precisa todo o conhecimento do fato, anotando tudo o que for pertinente
a ele e repetindo tantas vezes quantas for necessário, o exame do mesmo.
Rudio (1978, p. 72-73) recomenda que ao ser planejada uma
observação deve-se indicar o campo, o tempo e a duração da mesma,
como também, os instrumentos a serem utilizados e como serão
registradas as informações obtidas.
A indicação do campo serve para selecionar, limitar e identificar o que
vai ser observado. E só pode ser definido quando se temem, para determiná-la, a
formulação de um problema, enunciado na forma de uma indicação que deve ser
respondida.
O campo da observação deve abranger três elementos: a população (a que ou
a quem observar), as circunstâncias (quando observar) e o local (onde observar).
Do ponto de vista científico, a técnica de observação oferece uma série de
vantagens e limitações, como as outras técnicas de pesquisa, havendo, por isso,
necessidade de se aplicar mais de uma técnica ao mesmo tempo (LAKATOS; MARCONI,
1996, p. 80).

9.1.3 Entrevista

A entrevista consiste numa técnica de conversação direta, dirigida por uma


das partes, de maneira metódica, objetivando a compreensão de uma situação,
requerendo do pesquisador uma idéia clara da informação que necessita. Exige
também algumas medidas, tais como: planejamento da entrevista, conhecimento
prévio do entrevistado, local e hora e organização do roteiro ou formulário de
acompanhamento da mesma.
Para maior êxito da entrevista, Lakatos e Marconi (1996, p. 87-88) sugerem
observar algumas normas sobre como fazer o contato inicial com o entrevistado, a
formulação de perguntas, o registro de respostas e o término da mesma.
O pesquisador deve entrar em contato com o entrevistado e estabelecer,
desde o primeiro momento, uma conversação amistosa, explicando a finalidade da
pesquisa, seu objetivo, relevância e ressaltando a necessidade de sua
39

colaboração. É importante obter e manter a sua confiança, assegurando-lhe o


caráter confidencial de suas informações.
Deve-se evitar todo tipo de pergunta que sugira resposta. Para
não confundir o entrevistado deve-se fazer uma pergunta de cada vez
e, primeiro, as que não tenham probabilidade de serem recusadas.
Deve-se permitir ao entrevistado restringir ou limitar suas
informações.
As respostas, se possível, devem ser anotadas no momento da
entrevista, para maior fidelidade e veracidade das informações,
devendo ser anotadas com as mesmas palavras usadas pelo
entrevistado, evitando-se sintetizá-las. A anotação posterior
apresenta duas inconveniências: falha de memória e/ou distorção do
fato, quando não se guardam todos os elementos. O uso do gravador é
ideal, se o entrevistado concordar com a sua utilização. Deve
prestar atenção aos itens que o entrevistado deseja esclarecer sem
manifestar as suas opiniões. Não deve apressá-lo e dá-lhe tempo
suficiente para suas conclusões.
A entrevista deve terminar como começou, isto é, em ambiente de
cordialidade, para que o pesquisador, se necessário, possa voltar e
obter novos dados, sem que o entrevistado se oponha a isso.

9.1.4 Questionário

O questionário constitui-se de uma série ordenada de perguntas, que devem


ser respondidas por escrito, tendo como objetivo adquirir informações sobre o
objeto em estudo. Pode ser aplicado pessoalmente ou enviado pelo correio ou um
portador, não devendo ser longo demais para não cansar e desanimar quem está
respondendo.
No começo do questionário devem ser colocadas as indagações que
caracterizam o informante e necessária à pesquisa: sexo, idade, estado civil,
profissão etc. Deve-se também indicar se há ou não necessidade do informante
escrever seu nome.
Ao elaborar um questionário deve ter preocupação com o aspecto material e
a estética do mesmo, observando: tamanho, conteúdo, organização, clareza de
apresentação das questões, facilidade de manipulação, espaço suficiente para as
respostas, a disposição dos itens de forma a facilitar a computação dos dados e
estimular o informante a responder.
40

Quanto ao vocabulário, as perguntas devem ser formuladas de maneira


objetiva, precisa, em linguagem acessível ou usual do informante, para serem
entendidas com facilidade. Devem-se evitar perguntas “tendenciosas”, isto é, que
pelo seu enunciado orientam a resposta.
Quanto à forma, as perguntas, em geral, são classificadas em três
categorias: abertas, fechadas e de múltipla escolha (RUDIO, 1978, p. 92-94).
As perguntas abertas são as que permitem ao informante responder
livremente, com frases ou orações, usando linguagem própria e expressando
opiniões. Permite investigações mais profundas e precisas, mas o processo de
tabulação, o tratamento estatístico e a interpretação são mais difíceis,
cansativos e demorados.
As perguntas fechadas são aquelas que o informante escolhe sua resposta
entre duas opções: sim e não. Este tipo de perguntas, embora restrinja a
liberdade das respostas, facilita o trabalho do pesquisador e também a
tabulação: as respostas são mais objetivas.
As perguntas de múltipla escolha são as que apresentam uma
série de possíveis respostas, abrangendo várias partes do mesmo
assunto. Permite uma exploração em profundidade e de fácil
tabulação.
A combinação de múltipla escolha com as de respostas abertas possibilita
mais informações sobre o assunto, sem prejudicar a tabulação.
A principal limitação do questionário está relacionada com a sua
devolução, além do que o grau de confiabilidade das respostas obtidas pode
diminuir em razão de que nem sempre é possível confiar na veracidade das
informações.

9.1.5 Formulário

A técnica de formulário consiste num conjunto de questões, enunciadas como


perguntas, de forma organizada e sistematizada, tendo como objetivo alcançar
determinadas informações, obtidas em entrevistas, questionários ou observações.
Rudio (1988, p. 94-95) recomenda que antes de começar a redigir o
formulário (tanto para o questionário como para a entrevista ou observação) é
necessário definir exatamente e com precisão quais são as informações a serem
obtidas, para que nele só sejam feitas perguntas pertinentes e relevantes, que
serão apresentadas de modo ordenado e numa seqüência lógica, que dê unidade e
eficácia às informações que se pretende obter.
41

Tanto cuidado com a pertinência quanto com a relevância das perguntas


justificam-se em relação aos esforços do pesquisador, em construir e aplicar o
formulário como também o trabalho do informante para responder.
Recomenda também que, ao determinar a ordem das perguntas, sejam
primeiramente colocadas as mais fáceis, e por último, as mais difíceis, ajudando
o informante no desenvolvimento do pensamento lógico, à medida que vai dando
suas respostas.
Do mesmo modo devem-se colocar no início as perguntas mais impessoais e
comuns deixando para o final as perguntas que exigem respostas de cunho mais
íntimo.
Ao elaborar um formulário devem-se levar em conta alguns aspectos que
facilitarão o seu manuseio e sua posterior tabulação:
a) o tipo, o tamanho e o formato do papel;
b) a estética e o espaçamento;
c) espaço suficiente para redação das respostas de cada item ou perguntas;
d) numeração dos itens ou das perguntas;
e) a forma de impressão do formulário;
f) a mesma forma de registro para assinalar respostas em todo instrumento;
g) a redação simples, clara e concisa dos itens ou das perguntas.

10 REFERÊNCIAS

Listam-se, em ordem alfabética e sem indicativo numérico, as


referências pertinentes a todas as citações feitas no projeto de
pesquisa ou na monografia, de acordo com as normas vigentes da ABNT,
usando espaço simples entre as linhas das mesmas e dois espaços
simples para separá-las entre si.

11 CRONOGRAMA

A elaboração do cronograma responde à pergunta quando? A pesquisa deve ser


dividida em partes, fazendo-se a previsão do tempo necessário para passar de uma
fase a outra.

REFERÊNCIAS

BARROS, Aidil; LEHFELD, N. Aparecida. O projeto de pesquisa. In: BARROS, Aidil;


LEHFELD, N. Aparecida. Projeto de pesquisa. Petrópolis: Vozes, 1997. p. 18-71.
42

LAKATOS, Eva; MARCONI, Marina. Projeto e relatório de pesquisa. In: LAKATOS,


Eva; MARCONI, Marina. Metodologia do Trabalho Científico. São Paulo: Atlas,
1987. Cap. 4, p. 80-100.

LAKATOS, Eva; MARCONI, Marina. Técnicas de pesquisa. In: LAKATOS, Eva; MARCONI,
Marina. Técnicas de pesquisa. 2. ed. São Paulo: Atlas, 1996. Cap. 3, p. 67-82.

PARRA FILHO, Domingos; SANTOS, Almeida. Conclusão. In: PARRA FILHO, Domingos;
SANTOS, Almeida. Metodologia Científica. São Paulo: Futura, 2001. p. 237-238.

RUDIO, Franz. O projeto de pesquisa. In: RUDIO, Franz. Introdução ao projeto de


pesquisa científica. Petrópolis: Vozes, 1978. p. 70-104.

Assunto: EDITORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA


43

EDITORAÇÃO DO PROJETO DE PESQUISA

Anna Florência Martins Pinto

1- Formato
1.1- O projeto de monografia deve ser digitado na cor preta, em
papel formato A4.

2- Tipo e tamanho de letra


2.1- A ABNT não prevê tipo de letra. Sugere-se a utilização do
tipo de letra courrier new ou outra a escolha do professor.
2.2- Deve-se usar fonte tamanho 12 para todo o projeto.

3- Margem
3.1- Margem superior e esquerda: 3 cm e inferior e direita: 2 cm.

4- Espaços de entrelinhamento
4.1- O texto deve ser digitado em espaço de 1,5 de entrelinhas.
4.2- As citações diretas (cópia) com mais de 3 linhas e as
referências devem ser digitadas em espaço simples de entrelinhas.
4.3- Entre os títulos das partes e seu texto e entre o texto que
o antecede, deve-se dar espaços de entrelinhas de 1 enter de
espaço de 1,5.

5- Parágrafos
5.1- Os parágrafos do texto devem ser recuados a um tab (1,25) a
partir da margem esquerda, sem espaços de entrelinhas entre
eles.
5.2- Os parágrafos da citação direta com mais de três linhas
devem ser recuados a 4 cm, a partir da margem esquerda.

6- Paginação
6.1- A capa não é contada.
6.2- Todas as páginas que compõem o trabalho a partir da capa são
contadas seqüencialmente, mas nem todas são numeradas, tais
como as páginas preliminares (folha de rosto, folha de
aprovação, dedicatória, agradecimentos, epígrafe, resumo,
listas e a primeira página do sumário).
6.3- A numeração das páginas deve aparecer a partir da primeira
44

página do texto, sendo todo trabalho numerado em seqüência,


incluindo apêndices e anexos.
6.4- A numeração das páginas é feita em algarismos arábicos e
dentro da margem direita superior.

7- Seções do texto de um trabalho acadêmico


7.1- O texto de um trabalho acadêmico pode ser dividido em partes
chamadas de seções.
7.2- As principais divisões do texto são chamadas de seções
primárias. Estas se subdividem em seções secundárias, que se
subdividem em terciárias, que se subdividem em quartenárias,
que se subdividem em quinárias e assim por diante.
7.3- Deve-se evitar o excesso de subdivisões de um texto, porque
torna-o muito fragmentado o que interrompe a fluidez da
leitura.
7.4- Os títulos das seções são numerados progressivamente em
algarismos arábicos, alinhados à margem esquerda, dando
espaço de um caractere entre a numeração e o título.
7.5- As seções primárias iniciam-se em uma nova folha, na margem
superior e ao lado da margem esquerda, exceto para artigo
científico.
7.6- Os títulos de cada nível de seção devem ser diferenciados
tipograficamente, sendo utilizado a fonte 12 para todos eles.
7.6.1- Usar letras maiúsculas negritadas para as primárias.
7.6.2- Usar letras minúsculas negritadas, exceto a inicial,
para as seções secundárias.
7.6.3- Usar letras minúsculas negritadas, exceto a inicial,
itálicas para as seções terciárias.
7.6.4- Usar letras minúsculas, exceto a inicial, negritadas,
e sublinhadas para as seções quartenárias.
7.6.5- Usar letras minúsculas sem negrito, exceto a inicial,
para as seções quinárias.
8- Uso de aspas
8.1- Em expressões de idioma vernáculo usuais apenas no meio
profissional.
8.2- Em termos utilizados com significado diferente, como gírias
e apelidos ou ainda com sentido irônico.
45

9- Uso de itálico

9.1- Palavras e frases em língua estrangeira e expressões latinas.


9.2- Nomes de espécies em Botânica, Zoologia e Paleontologia.
9.3- Títulos de obras citados dentro do texto.

10- Uso de negrito


10.1- Letras ou palavras que mereçam ênfase, quando não for
possível dar realce pela redação.
10.2- Títulos de obras nas referências.

11- Abreviaturas e siglas


11.1- Quando aparecem pela primeira vez no texto, deve-se
escrever seu nome por extenso, acrescentando-se a
abreviatura ou sigla, entre parênteses.
11.2- Exemplo: Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Outras vezes que aparecer no texto, escreve-se apenas
ABNT.
11.3- O uso de abreviaturas em textos corridos deve ser evitado
ao máximo.

12- Notas de rodapé (notas explicativas)


12.1- Devem ser digitadas dentro das margens.
12.2- Devem ser separadas do texto por um espaço simples e por
um filete de 3 cm, a partir da margem esquerda.

13- Alíneas
13.1- As alíneas são divisões enumerativas referentes a um
período de parágrafos.
13.2- Exemplo de configuração de alíneas:
a) o texto anterior à primeira alínea termina com dois pontos;
b) iniciam no recuo de parágrafo (um tab: 1,25) e entre suas
linhas e elas usa-se o espaço de l,5;
c) são enumeradas com letras minúsculas em ordem alfabética,
seguidas de sinal de fechamento de parênteses;
d) o texto da alínea inicia-se com letra minúscula exceto
quando começar com nomes próprios;
e) a segunda linha e as seguintes são alinhadas sob a primeira
46

letra da palavra acima;


f) separa-se uma alínea da outra usando ponto e vírgula e a
última alínea termina com ponto.

14- Ilustrações
14.1- As ilustrações compreendem desenhos, esquemas, gráficos,
fluxogramas, fotografias, mapas, organogramas, gravuras,
retratos, imagens, plantas e outros.
14.2- Devem ser colocadas o mais perto possível do texto a que
se referem.
14.3- Devem ser mencionadas dentro do texto na forma cursiva ou
abreviada entre parênteses e letras maiúsculas. Exemplos:
Pode-se verificar este crescimento na Figura 2.
ou
O índice de crescimento da indústria alimentícia foi de 3%
ao ano (FIG. 2).
14.4- As legendas devem vir na parte inferior, seguida de seu
número em algarismos arábicos, título (letras minúsculas
negritadas)e fonte consultada(SOBRENOME ou AUTOR ENTIDADE,
ano), fonte 10 e espaço simples entre suas linhas.
14.5- Exemplos:

Figura 4: Estrutura de relatórios administrativos


Fonte: VIEIRA, 2006
ou
Figura 5: Mapa da densidade demográfica de Mariana, 2007
Fonte: FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO, 2007
14.6- As ilustrações elaboradas pelo autor do trabalho ou seja
construída a partir dos resultados de sua pesquisa, deve-
se utilizar como fonte as expressões: dados da pesquisa,
arquivo pessoal, foto do autor etc.
Exemplo:
Figura 2: Foto da curva de crescimento ósseo
Fonte: Fotos do autor
14.7- Como nas demais citações, a referência completa da fonte
citada vem na lista de referência, ao final do trabalho.
14.8- Recomenda-se colocar as ilustrações de forma centralizada,
dentro das margens e, não sendo possível, pode-se utilizar
letras tamanho menor ou imprimir a ilustração no sentido
47

vertical ou imprimir em folha A3 ou superior e dobrá-la


até atingir o tamanho da folha A4.

15- Tabelas
15.1- Caracterizam-se por apresentar dados numéricos e
estatísticos.
15.2- Contém traços horizontais separando o cabeçalho,sem linhas
de separação de dados e traços verticais separando as
colunas de dados, sem fechamento lateral.
15.3- Colocadas o mais perto possível do texto a que se refere.
15.4- Toda tabela deverá conter título conciso(letras minúsculas
negritadas) indicando a natureza, a abrangência geográfica
e temporal de seus dados, centralizado na parte superior
número em algarismos arábicos. Exemplo:
TABELA 1
Alfabetização de adulto – Brasil – 2008
15.6- Fontes e notas devem ser colocadas na parte inferior da
tabela, letras minúsculas (exceto autor entidade coletiva)
negritadas, fonte tamanho 10 e espaço simples entre
linhas. Exemplo:
Fonte: Adaptado de INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E
ESTATÍSTICA, 2007
15.7- A totalização dos dados podem ser colocadas antes ou
depois dos dados individuais, devendo observar uma
apresentação uniforme em todo o trabalho.
15.8- Caso a tabela seja maior que a página, em linhas ou
colunas, deve ser dividida em duas ou mais páginas e deve-
se repetir o cabeçalho na página seguinte.
Na parte superior da tabela, junto a linha do cabeçalho e
alinhados a direita deve-se colocar as expressões entre
parênteses: (continua) ou (continuação) ou (conclusão).
15.9- As unidades de medida devem obedecer ao Quadro Geral de
Unidades de Medida da CONMETRO, disponível em:
<http://www.inmetro.gov.br/resc/pdf/RESC000113.pdf>
16- Quadros
16.1- Consistem na forma de apresentação de dados textuais o que
os diferem de tabelas, podendo ser dados esquemáticos,
comparativos ou descritivos.
48

16.2- A formatação dos quadros apresenta traços horizontais e


e verticais em toda sua extensão, separando linhas e
colunas e com fechamento lateral.
16.3- Devem ser inseridos próximo do texto a que se referem.
16.4- As legendas devem aparecer na parte inferior, seguidas de
seu número em algarismos arábicos, título e fonte em letras
minúsculas negritadas, digitados em fonte tamanho 10 e
espaço simples entre linhas. Exemplos:
Quadro 1: Serviços disponíveis
Fonte: Dados da pesquisa
Quadro 2: Dados comparativos entre álcool e gasolina
Fonte: PETROBRÁS, 2008

17- Listas
17.1- Lista de ilustrações (quadros, gráficos, figuras etc.)
17.1.1- Elaborada na ordem apresentada no texto.
17.1.2- Cada item vem designado pelo seu nome específico:
QUADRO 1 ... GRÁFICO 1 ... FIGURA l ...
17.1.3- Vem acompanhada pelo seu número de página.
17.2- Lista de tabelas
17.2.1- Elaborada na ordem em que aparece no texto
17.2.2- Cada tabela vem numerada em algarismo arábico e
com seu respectivo título e número de página:
TABELA 1 Distribuição de Renda ................ 12
TABELA 2 Distribuição da População ............ 15
17.3- Lista de abreviaturas
17.3.1- Relação alfabética das abreviaturas utilizadas no
trabalho, seguidas das palavras ou expressões a
que correspondem, escritas por extenso:
ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas
17.3.2- O título LISTA DE ... Vem centralizado na margem
superior, letras maiúsculas negritadas, tamanho 12
e sem indicativo numérico.
17.3.3- Usar 1 enter de espaço 1,5 entre os seus itens.
ESTRUTURA DO PROJETO DE MONOGRAFIA

1 INTRODUÇÃO
1.1 Tema
1.2 Objeto (delimitação do tema)
1.3 Título
49

1.4 Problema
1.5 Objetivos
1.5.1 Objetivo geral
1.5.2 Objetivos específicos

2 REFERENCIAL TEÓRICO

3 METODOLOGIA DE PESQUISA (Tipos e técnicas de pesquisa)

4 CRONOGRAMA

REFERENCIAS

ORIENTAÇÕES PARA CADA ESTRUTURA DO PROJETO DE MONOGRAFIA:


normas para apresentação de trabalhos científicos, teses,
dissertações e monografia ABNT NBR 14724 de 30.01.2006

1- Capa (obrigatória): Todos os seguintes dados da capa devem ser


digitados em negrito, usando a fonte tamanho 12:
l.1- Nome da Instituição (letras maiúsculas), Instituto, Curso e
Disciplina: centralizados na margem superior, letras
minúsculas e espaço simples entre eles.
1.2- Título do trabalho: centralizado no meio da folha, letras
maiúsculas e fonte 14.
1.3- Subtítulo (se houver):vem separado do título por dois pontos
e espaço simples e letras minúsculas.
1.4- Quando o título e/ou subtítulo ocuparem mais de uma linha,
deve-se usar o espaço simples entre elas.
1.5- Autor(es): nome completo, alinhado a partir do meio para a
direita, letras minúsculas e espaço simples entre eles.
1.6- Local e data de entrega do trabalho: centralizados na margem
inferior e letras minúsculas.

2- Folha de rosto (obrigatória): Contém os seguintes elementos:


2.1- Autor: nome completo, centralizado na margem superior; letras
minúsculas negritadas ou nomes digitados em ordem alfabética
e espaço simples entre suas linhas.
2.2- Título: idem normas da capa.
2.3- Subtítulo (se houver): idem normas da capa.
2.4- Quando o título e/ou subtítulo ocuparem mais de uma linha,
deve-se usar o espaço simples entre elas.
2.5- Nota de apresentação: contém a natureza acadêmica do
50

Trabalho, Disciplina, Período, Curso, Turno, Instituto e


Instituição em que é apresentado.
2.6- A nota de apresentação vem abaixo do título ou do subtítulo,
digitada a partir da metade da folha até a margem direita,
com letras minúsculas sem negrito, exceto a inicial e nomes
próprios. Entre as linhas da nota usa-se o espaço simples.
2.7- Professor ou Orientador: nome completo, letras minúsculas
sem negrito, exceto as iniciais do nome, e dois enter de
espaço simples em relação à nota de apresentação.
2.8- Local e data de entrega do trabalho: centralizados na
margem inferior, com letras minúsculas, sem negrito.

8- Sumário (obrigatório)
8.1- Enumeração do capítulos, partes e seções, que compõem o
trabalho, na mesma ordem e grafia em que aparecem no texto.
8.2- No sumário, os títulos das partes devem ser destacados
gradativamente com letras maiúsculas negritadas; minúsculas
negritadas; minúsculas negritadas e itálicas; minúsculas
negritadas e sublinhadas e minúsculas sem negrito.
8.3- O sumário deve indicar a numeração arábica progressiva das
divisões, o título das mesmas e a respectiva página inicial
de cada divisão e precedida de uma linha pontilhada.
8.4- O sumário deve incluir apenas as partes do trabalho que vem
depois dele (corpo do texto, referência, apêndice e anexo).
As partes preliminares tais como: dedicatória, epígrafe,
agradecimento, resumo e listas não constam do sumário e para
efeito de numeração são contadas, mas não são numeradas.
8.5- A palavra sumário vem centralizada na margem superior, com
letras (12) maiúsculas negritadas, sem indicativo numérico.

10- Corpo do texto (obrigatório)


10.1- A organização do texto do trabalho deve obedecer a uma
seqüência de Introdução, Desenvolvimento e Conclusão,
dividindo-se em seções, conforme a natureza do assunto.
10.2- Ver texto nesta apostila: Estrutura de um trabalho
acadêmico: introdução, desenvolvimento e conclusão.
51

11- Referências (obrigatória)


11.1- Listam-se,em uma única ordem alfabética, independentemente
do suporte físico (livros, periódicos, publicações
eletrônicas ou materiais audiovisuais ) e sem indicativo
numérico, as referências de todas as fontes citadas no
decorrer do trabalho, de acordo com as normas da ABNT.
11.2- Usa-se espaço simples entre as linhas das referências e
2 enter de espaço simples para separá-las entre si.
11.3- Trabalhos acadêmicos que não contém referências das fontes
citadas no decorrer do mesmo,não são considerados de cunho
científico. Assim, por não possuírem, embasamento teórico,
são tratados como obras de ficção.

12- Apêndice(s) e Anexo(s) (opcional)


12.1- Apêndices: documentos elaborados pelo autor do trabalho:
ex: questionário; roteiro de entrevista, formulário etc.
12.2- Anexos: textos ou documentos não elaborados pelo autor do
trabalho. Exemplos: Decretos e leis na íntegra etc.
12.3- Identificam-se por letras maiúsculas consecutivas,travessão
e pelos respectivos títulos, devendo cada um, iniciar em
folha própria, centralizados na margem superior, sem
indicativo numérico e com suas páginas numeradas em
algarismos arábicos e de forma contínua à do texto.Exemplo:
APÊNDICE A – Avaliação formativa ou ANEXO A – Plano de aula
12.4- São citados no texto, entre parênteses, quando vierem no
final da frase. Se inseridos a redação tais palavras vem
livre dos parênteses.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6027: informação e


documentação: sumário: apresentação. Rio de Janeiro: 2003.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 14724: informação e


documentação: trabalhos acadêmicos: apresentação. Rio de Janeiro:
2003.
52

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6024: numeração


progressiva das seções de um documento escrito: apresentação. Rio de
Janeiro: 2003.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Pró-reitoria de


Graduação. Sistema de Bibliotecas. Padrão PUC de normalização:
normas da ABNT para apresentação de trabalhos científicos, teses,
dissertações e monografias. Elaboração Helenice Rêgo dos Santos
Cunha. Belo Horizonte: ago. 2008. 50 p.

Obs. A seguir será apresentado modelo do projeto de monogafia

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS


Instituto de Ciências Econômicas e Gerenciais
Curso de Ciências Contábeis
Trabalho de Conclusão de Curso I
53

TÍTULO DO PROJETO DE MONOGRAFIA

Nome completo do aluno

Belo Horizonte
01 fevereiro 2010
Nome completo do aluno
54

TÍTULO DO PROJETO DE MONOGRAFIA

Projeto de monografia apresentado à


disciplina Trabalho de Conclusão de
Curso I do 7º Período do Curso de
Ciências Contábeis Manhã ou Noite do
Instituto de Ciências Econômicas e
Gerenciais da PUC Minas BH.

Professores: Anna Florência M. Pinto


Marcelo José Caetano

Belo Horizonte
01 fevereiro 2010
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO .............................................. 3
55

1.1 Tema ..................................................


1.2 Objeto ................................................
1.3 Problema ..............................................
1.4. Objetivos ............................................
1.4.1 Objetivo geral ......................................
1.4.2 Objetivos específicos ...............................

2 REFERENCIAL TEÓRICO .....................................

3 METODOLOGIA ................... .........................

4 CRONOGRAMA ..............................................

REFERÊNCIAS................................................

BIBLIOGRAFIA ..............................................

1 INTRODUÇÃO
56

1.1 Tema

1.2 Objeto (delimitação do tema)

1.3 Problema

1.4 Objetivos

1.4.1 Objetivo geral

1.4.2 Objetivos específicos

2 REFERENCIAL TEÓRICO
57

3 METODOLOGIA
58

CRONOGRAMA
59

REFERÊNCIAS
60
61

BIBLIOGRAFIA
62

ASSUNTO: Referências NBR 6023/2002


63

REFERÊNCIAS NBR 6023/2002

Anna Florência Martins Pinto

Referência consiste no conjunto de elementos descritivos de um


documento, retirados do mesmo, que possibilita sua identificação
individual.
A referência é constituída de elementos essenciais e, quando
necessários, acrescida de elementos complementares.
Não se devem confundir referências com bibliografia.
Referências consistem obrigatoriamente em todas as fontes
consultadas e citadas pelo autor do trabalho ao fazê-lo.
Bibliografia consiste nos documentos existentes e conhecidos
pelo autor do trabalho, mas que não foram citados no mesmo.

NORMAS E MODELOS DE REFERÊNCIAS

l LIVROS, FOLHETOS, DICIONÁRIOS, ENCICLOPÉDIAS, CONSIDERADOS NO TODO


NO TODO

SOBRENOME, Prenome do Autor da obra. Título da obra: subtítulo.


Tradução de Nome e Sobrenome do Tradutor. no. ed. Local: Editora,
ano. nº v. ou v. no, no p. (Nome da coleção, número do livro na
coleção).

ARANTES, Antônio Augusto. O que é cultura popular. 2. ed. São Paulo:


Brasiliense, 1981. 84 p. (Primeiros passos, 36).

CHEVALIER, Jean; GHEERBRANT, Alain. Dicionário de símbolos. Tradução


de Vera Silva et al. 4. ed. Rio de Janeiro: J.Olympio, 1991. 996 p.

COUTO, Lúcio da Costa et al. Contos tradicionais de Minas Gerais. 5.


Rio de Janeiro: Ediouro, 1998. 220 p.

DICIONÁRIO enciclopédia Koogan-Larousse-Seleções: léxico comum. Rio


de Janeiro: Larousse do Brasil, 1998. v. 1, 934 p.

ESPÍRITO SANTO, Moacir Santos do. Métodos didáticos em curso de


graduação. 2. ed. rev. Porto Alegre: Ed. das Américas, 2005. 190 p.

FREIRE, Gilberto. Sobrados e mocambos. São Paulo: Nacional, 1936.


405 p.

FREIRE, Gilberto. Sobrados e mocambos. 2. ed. rev. São Paulo:


Nacional, 1938. 410 p.

FUNDAÇÃO JOÃO PINHEIRO. Secretaria de Assuntos Municipais. Plano


Diretor para o Jequitinhonha. Belo Horizonte: 1988. 184 p.
64

PERNAMBUCO. Secretaria da Fazenda. ICM, convênios e protocolos,


1985-1986. Recife: Liceu, 1989. 272 p.

TAVARES JÚNIOR, César Paiva; BRÁS, Bernardo; COIMBRA, Alan Nogueira.


Ciências: entendendo a natureza. 6. ed. [S.l.]: Costa, 1995. 192 p.

TREVISAN FILHO, Lauro Oliveira; CRUZ NETO, Raul dos Santos. Desafios
para a educação no Brasil. Recife: [S.n.], 2005. 148 p.

UNESCO. Guia para redação de artigos científicos. 2. ed. rev. e


ampl. Brasília: Instituto Brasileiro de Informação em Tecnologia,
2008. 192 p.

2 LIVROS, FOLHETOS, DICIONÁRIOS, ENCICLOPÉDIAS, MANUAIS CONSIDERADOS


NO TODO, EM MEIO ELETRÔNICO

KOOGAN, André; HOUAISS, Antônio. Enciclopédia e dicionário digital


98. Direção geral de André Koogan Breikman. São Paulo: Delta:
Estadão, 1998. 5 CD-ROM.

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Sociedade da informação


no Brasil. Brasília: MCT, 2000. Disponível em:
<http://www.socinfo.org.br/livro-verde.htm> Acesso em: 02 jan. 2005.

3 PARTE OU CAPÍTULO CONSULTADO DE OBRAS, TAIS COMO: LIVROS, FOLHETOS


DICIONÁRIOS, ENCICLOPÉDIAS E MANUAIS COM AUTOR OU SEM AUTORIA
DETERMINADA

3.1 Autor da parte ou capítulo consultado é o mesmo da obra

SOBRENOME, Prenome do Autor da parte ou capítulo consultado. Título


da parte ou capítulo consultado: subtítulo. In: SOBRENOME, Prenome
do Autor do livro consultado. Título da obra: subtítulo. Tradução de
Nome e Sobrenome do Tradutor. no. ed. Local: Editora, ano. v. no,
Cap. no, p. inicial-final (Nome da coleção, número do livro).

GARCIA, Nelson Jayr. Classes sociais, ideologia e propaganda. In:


GARCIA, Nelson Jayr. O que é propaganda ideológica. 10. ed. São
Paulo: Brasiliense, 1984. p. 19-27 (Primeiros passos, 77).

GARCIA, Nelson Jayr. Propaganda comercial, eleitoral e ideológica.


In: GARCIA, Nelson Jayr. O que é propaganda ideológica. 10. ed. São
Paulo: Brasiliense, 1984. p. 7-18 (Primeiros passos, 77).

3.2 Parte ou capítulo consultado sem autoria determinada

TÍTULO da parte ou capítulo consultado sem autoria determinada. In:


Título da obra: subtítulo. Tradução de Nome e Sobrenome do Tradutor.
no. ed. Local: Editora, ano. v. no, Cap. no, p. inicial-final (Nome
da coleção, número do livro).
ECONOMIA brasileira. In: Enciclopédia delta universal. Rio de
Janeiro: Delta, 1986. v. 5, p. 2.515-2.517.
65

3.3 Parte ou capítulo consultado com autoria própria

SOBRENOME, Prenome do Autor da parte ou capítulo consultado. Título


da parte ou capítulo consultado: subtítulo. In: SOBRENOME, Prenome
do Autor da obra. Título da obra: subtítulo. Tradução de Nome e
Sobrenome. nº. ed. Local: Editora, ano. v. nº, Cap. no, p. inicial-
final (Nome da coleção, número do livro).

MANNONI, Maud. A Pedagogia, ciência ou política. In: ESCOBAR, Carlos


Henrique de (Org.). Psicanálise e Ciência da História. Rio de
Janeiro: Eldorado, 1974. Cap. 4, p. 111-123.

SOUZA, Augusto Joaquim de. Pedagogia industrial atualizada. In:


ESCOBAR, Carlos Henrique de (Org.). Psicanálise e Ciência da
História. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974. Cap. 3, p. 95-110.

3.4 Parte ou capítulo consultado de obras em meio eletrônico: cd-rom


disquete, online

POLÍTICA. In: Dicionário da Língua Portuguesa. Lisboa: Priberam


Informática, 1998. Disponível em: <http://www.priberam.pt/dlDLPO>
Acesso em: 8 mar. 1999.

4 TRABALHOS ACADÊMICOS: MONOGRAFIA, DISSERTAÇÃO, TESE NO TODO

SOBRENOME, Prenome do Autor do trabalho acadêmico. Título do


trabalho acadêmico: subtítulo. ano. no f. Categoria (Grau e Área de
Concentração) – Instituição, Local.

PINTO, João Pereira. Da reificação à reflexão: diálogo entre a


literatura e a filosofia em São Bernardo de Graciliano Ramos. 1994.
112 f. Dissertação (Mestrado em Letras) – Pontifícia Universidade
Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte.

5 TRABALHOS ACADÊMICOS: MONOGRAFIA, DISSERTAÇÃO, TESE EM PARTE

SOBRENOME, Prenome do Autor da parte do trabalho acadêmico.


Título da parte consultada do trabalho acadêmico. In: SOBRENOME,
Prenome do Autor do trabalho acadêmico. Título do trabalho
acadêmico: subtítulo. ano. no f. Categoria (Grau e Área de
concentração) – Instituição, Local.

PINTO, João Pereira. A questão do sujeito em sua obra. In: PINTO,


João Pereira. A literatura como questionamento do sujeito da
modernidade: Memória do Cárcere, de Graciliano Ramos, e a Peste, de
Albert Camus. 2003. f. 21-65. Tese (Doutorado em Letras) -
Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, Belo Horizonte.
6 ARTIGO DE REVISTA, BOLETIM ETC
SOBRENOME, Prenome do Autor do artigo da revista. Título do artigo:
subtítulo. Título da Revista, Local, v. ou Ano no, n. da revista, p.
inicial-final, data.
66

TÍTULO do artigo da revista sem autoria determinada: subtítuilo.


Título da Revista, Local, v. ou Ano no, n. da revista, p. inicial-
final, data.

FARIA, Valéria Sá; SALGADO NETA, Sandra Margarida. Emprego do método


científico. Revista Pedagógica, Belo Horizonte, v. 1, n. 19, p. 52-
53, jan./fev. 2007.

OS NOVOS rumos da economia. Tendência, Rio de Janeiro, Ano 4, n. 67,


p. 54-56, 14 fev. 1989.

7 ARTIGO E/OU MATÉRIA DE JORNAL

SOBRENOME, Prenome do Autor do artigo do jornal. Título do artigo do


jornal: subtítulo. Título do Jornal, Local, data. Título Suplemento
do Jornal ou Nome ou número ou Letra do Caderno, p. inicial-final.

TÍTULO de artigo de jornal sem autoria determinada. Título do


Jornal, Local, data. Título do Suplemento do Jornal ou Nome ou Letra
número do Caderno, p. inicial-final.

ALVES, Wilson Sales. O Paço da Cidade retorna ao seu brilho barroco:


obra de rara beleza. Jornal do Brasil, Rio de Janeiro, 6 mar. 2006.
Caderno B, p. 6.

CASTRO, Pedro de. Pará de Minas, terceirizar é negócio. Estado de


Minas, Belo Horizonte, 21 maio 2007. p. 3.

OS ADOLESCENTES na família. O Globo, Rio de Janeiro, 14 set. 2001.


Jornal da Família, p. 4.

8 ARTIGO DE REVISTA E JORNAIS EM MEIO ELETRÔNICO

RIBEIRO, Paulo Soares. Adoção à brasileira. Datavenia, São Paulo,


Ano 3. Disponível em: <http://www.davenia.inf.br/frameartig.html>
Acesso em: 10 set. 1998.

SILVA, Ive Gandra da. Pena de morte para o nascituro. O Estado de S.


Paulo, São Paulo, 19 set. 1998. Disponível em:
<http://www.providafamilia.org/pena_morte_nascituro.htm> Acesso em:
29 set. 1998.

UM ARRANJO tributário. Diário do Nordeste Online, Fortaleza, 27 nov.


1998. Disponível em: <http://www.diariodonordeste.com.br> Acesso em:
28 nov. 1998.
67

9 EVENTOS: CONGRESSOS, SIMPÓSIOS, ENCONTROS, CONFERÊNCIAS, JORNADAS


ETC CONSIDERADOS NO TODO

Inclui o conjunto de documentos reunidos num produto final do


próprio evento: atas, anais, entre outras denominações.

NOME DO EVENTO, nº, ano, Local de Realização. Título da Publicação:


subtítulo. Local da Publicação: Editora, ano. v. nº, nº p.

REUNIÃO ANUAL DA SOCIEDADE DE QUÍMICA, 20, 1997, Poços de Caldas.


Química. São Paulo: Sociedade Brasileira de Química, 1999. 180 p.

10 TRABALHO APRESENTADO EM EVENTOS: CONGRESSOS, SIMPÓSIOS ETC

SOBRENOME, Prenome do Autor do trabalho. Título do trabalho: subtí-


tulo. In: NOME DO EVENTO, número, ano, Local de Realização. Título
da publicação: subtítulo. Local de Publicação: Editora, ano. v. no,
p. inicial-final do trabalho.

VIEIRA JUNIOR, Cláudio Valente. Um sistema de gerenciamento de base


de dados. In: SIMPÓSIO BRASILEIRO DE BANCO DE DADOS, 4, 1995,
Manaus. Anais. Manaus: Imprensa Universitária, 1995. p. 9-18.

11 TRABALHO APRESENTADO EM EVENTO EM MEIO ELETRÔNICO

GONÇALVES, Marcelo Rodrigues. Ensino à distancia e a biblioteca


universitária. In: SEMINÁRIO DE BIBLIOTECAS UNIVERSITÁRIAS, 10,
2004, Aracaju. Anais. Aracaju: Primavera, 2004. 1 CD-ROM.

12 ENTREVISTA

12.1 Entrevista não publicada (realizada pelo aluno)

SOBRENOME, Prenome da Pessoa Entrevistada. Título da entrevista.


Local, data.

GOUVEIA SOBRINHO, Marcus de Sá. Entrevista concedida a Vera Costa de


Lima. Belo Horizonte, 20 maio 2007.

12.2 Entrevista publicada

SOBRENOME, Prenome da Pessoa Entrevistada. Título da entrevista.


Nota de entrevista. Referênciação da publicação.

BRANDÃO, Carlos Sávio. Mecânica dos fluidos. Entrevista concedida a


Ione Silveira. Estado de Minas, Belo Horizonte, 16 set. 2007, p. 12.
68

13 DOCUMENTOS JURÍDICOS

13.1 Constituição Federal

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do


Brasil. Brasília: Senado, 1988. 168 p.

13.2 Constituição Estadual

MINAS GERAIS (1989). Constituição do Estado de Minas Gerais. Belo


Horizonte: Inédita, 2001. 258 p.

13.3 Código Civil consultado no todo

BRASIL. Código civil. Organização dos textos e índices por Juarez de


Oliveira. 46. ed. São Paulo: Saraiva, 1995. 913 p.

13.4 Código Civil considerado em parte

FIÚZA, Ricardo. Na escrituração. In: FIÚZA, Ricardo. Novo código


civil comentado. 5. ed. São Paulo: Saraiva, 2006. Cap. 4, p. 96-99.

13.5 Decreto publicado em jornal

BRASIL. Decreto n. 56.725, de 16 ago. 1965. Regulamenta a Lei


n.4.084, 30 junho 1962, que dispõe sobre o exercício da profissão de
Bibliotecário. Diário Oficial, Brasília, 19 ago. 1965. p. 7.

13.6 Lei publicada em revista

BRASIL. Lei n. 7.505, de 02 jul. 1986. Coletânea de Legislação e


Jurisprudência. São Paulo, n. 50, p. 658-662, jul. 1986.

13.7 Lei publicada em livro

BRASIL. Lei n. 9.958, de 12 de Janeiro de 2000. In: ARRUDA, Hélio


Mário de; DIONÍSIO, Sônia das Dores. A conciliação extrajudicial
prévia. Belo Horizonte: Líder, 2002. p. 69-72.

13.8 Portaria publicada em revista

BRASIL. Ministério do Trabalho e Emprego. Portaria n. 1.029, de 11


de agosto de 2003. Revista de Direito do Trabalho, São Paulo, Ano
29, n. 112, p. 299-304, out./dez. 2003.
69

13.9 Resolução publicada em revista

BRASIL. Ministério da Previdência Social. Resolução 4, de 26 de


junho de 2003. Dispõe sobre o impedimento no artigo 23 da Lei
Complementar 108, de 29 de maio de 2001. Revista de Direito do
Trabalho, São Paulo, Ano 29, n. 112, p. 311-312. out./dez. 2003.

14 E-MAIL

VIANNA, Márcia Milton. Catalogação de materiais especiais. [mensagem


pessoal]. Mensagem recebida por: <viannamm@uol.com.br> em 26 out.
2004.

15 NOTAS DE AULA

NUNES, Augusta de Abreu. Psicologia da Aprendizagem. Belo Horizonte:


PUC-Minas-BH, fev. 2005. Notas de aula.

16 PALESTRAS

GOES, Saulo Santos. A avaliação qualitativa da aprendizagem. Toledo,


UFP, 2006. Palestra proferida no III Congresso de Avaliação em
Graduação, patrocinado pelo IPARDES, em Toledo, em 24 ago. 2006.

Material elaborado pela professora Anna Florência de C. Martins


Pinto a partir do estudo realizado das seguintes fontes:

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 6023: informação e


documentação: referências: elaboração. Rio de Janeiro: 2002.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Pró-reitoria de


Graduação. Sistema de Bibliotecas. Padrão PUC de normalização:
normas da ABNT para apresentação de trabalhos científicos, teses,
dissertações e monografias. Elaboração Helenice Rêgo dos Santos
Cunha. Belo Horizonte: ago. 2008. 50 p.
70

Assunto: Citações em Documentos – Apresentação NBR 10520/2002

Citações em Documentos – Apresentação NBR 10520/2002

Anna Florência de C. Martins Pinto

Este texto pretende apresentar as condições exigidas para a


apresentação de citações, que consistem em informações retiradas de
fontes consultadas para a realização de trabalhos acadêmicos.
Assim, ao fazer um trabalho e utilizar-se de tais
informações, estas devem ser indicadas de acordo com as normas de
citação no corpo do trabalho e, de acordo com as normas de
referências, ao final do mesmo, sendo indicadas no texto pelo
sistema de chamada autor-data.
As citações podem ser de dois tipos: citação direta e citação
indireta.

1 CITAÇÃO DIRETA

Consiste na transcrição literal (cópia) de informação extraída


de fontes para esclarecer, ilustrar, complementar ou sustentar o
assunto apresentado. Deve ser transcrita exatamente como consta do
original, entre aspas e contendo os elementos: autor, ano ou data,
volume (se houver) e página da fonte consultada.

1.1 Citação direta de capítulo de livro, até 3 linhas

A citação direta até 3 linhas vem entre aspas e inserida no


próprio parágrafo em que está sendo citada.

Exemplos no texto:
Segundo Ribeiro (1993, p. 18) “inteligência é a capacidade de
fazer distinções. Vimos que uma pessoa é mais inteligente do que a
outra pelo número de distinções que é capaz de fazer no ambiente.”.
“Na comunicação há desperdício de energia quando a mensagem
não produz resultados, não dá em nada.” (SANTOS, 2007, p. 86).

Nas referências ao final do trabalho:

RIBEIRO, Lair. A receita das receitas. In: RIBEIRO, Lair.


Comunicação global. Rio de Janeiro: Objetiva, 1993. Cap. 1, p. 5-21.

SANTOS, Vera dos. Comunicação oral. In: SÁ, Cibele Mendes (Org.).
Comunicação. 10. ed. São Paulo: Universo, 2007. Cap. 5, p. 86-92.
71

1.2 Citação direta de livro no todo, autor entidade coletiva

Exemplo no texto:

“Comunidade tem que poder ser intercambiada em qualquer


circunstância, sem restrições estatais, pelas moedas dos Estados—
membros.”(COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS, 2006, v. 2, p. 34).

Na referência ao final do trabalho:

COMISSÃO DAS COMUNIDADES EUROPÉIAS. A união européia. Luxemburgo:


Serviço de Publicação das Comunidades Européias, 2006. v. 2, 190 p.

1.3 Citação direta de artigo de revista, sem autor

Exemplo no texto:

“A forma truculenta com que o governo de George W. Bush vem


enfrentando as questões externas é motivo de preocupação em todo o
mundo.” (DOUTRINA Bush, out. 2002, p. 11).

Na referência ao final do trabalho:

DOUTRINA Bush. Estado de Minas Economia, Belo Horizonte, n. 54,


p. 11, out. 2002.

1.4 Citação direta de capítulo de livro, com mais de 3 linhas

A citação direta com mais de três linhas deve constituir um


parágrafo independente, recuado a 4 cm da margem esquerda, com letra
tamanho 10, sem aspas e espaço simples entre suas linhas e entre
uma e outra 2 enter de espaço simples. (Opcional: uso do itálico).

Exemplo no texto:

De acordo com Alves (1999, p. 147-148)

Os computadores possuem uma peça chamada disco rígido


que é o lugar onde as informações são salvas. Essa
palavra salvar pertencem ao discurso religioso. Cristo
salva! Seu contrário é perder. Quando uma informação é
salva ela não se perde. O texto está vivo na tela.

Se eu desligar o computador ele some, morre e se perde.


Mas, se antes de desligar eu o salvar, então, mesmo com
o computador desligado, ele estará preservado na memória
do computador.
72

Na referência ao final do trabalho:

ALVES, Rubem. Sobre computadores e Deus. In: ALVES, Rubem. Entre a


ciência e a sapiência. São Paulo: Edições Loyola, 1999. Cap. 4, p.
143-148.

Exemplos de citação direta de artigo de revista com mais de 3


linhas e até 3 linhas:

Alguns..................................................
........................................................
........................................................
................................................. .

Porém...................................................
........................................................
........................................................
............ (SALGADO FILHO, 24 ago. 2008, p. 45-46).

“.............................................................
...................... .” (LIBERDADE de viver, jul. 2008, p. 35).

1.5 Uso do grifo nas citações diretas

Quando na citação direta quer destacar palavras, expressões ou


frases deve-se usar grifo, seguido da expressão grifo nosso, entre
parênteses. Caso o destaque seja do autor consultado, deve-se usar
a expressão, grifo do autor, entre parênteses.

Exemplos no texto de livro consultado no todo:

Salvador et al (2005, p. 47) afirma que “um cientista não é


necessariamente um sábio. Por isso necessita da lógica, das
equações, da tecnologia.” (grifo do autor).
“Acho o casamento uma coisa complicada: histórias, hábitos,
temperamentos e filhos diferentes. Se for para defender cada
diferença o caos se instala.” (SALVADOR et al, 2005, p. 92, grifo
nosso).
Na referência ao final do trabalho:

SALVADOR, Pedro Duarte et al. Bem vindo à vida. 2. ed. São Paulo:
Vivência, 2005. 143 p.
73

2 CITAÇÃO INDIRETA

Consiste na transcrição livre (não cópia) do pensamento do


autor consultado, reproduzindo-o sinteticamente, sem aspas, e
indicando os elementos: autor, data, volume (se houver) e página
(opcional) da fonte consultada.

Exemplos no texto de capítulo de livro e de artigo de jornal:

Polito (1986, p. 65) afirma que os gestos das mãos devem ser
expressivos, mas não exagerados e devem atender a uma necessidade de
afirmação da mensagem.

Os parágrafos 2º e 3º do artigo 11 da Lei nº 9.311/96 prevêem


a quebra do sigilo bancário, bem como o disposto no inciso IV do
artigo 17, que prevê a reposição do valor da exação em caso de
manutenção de “conta-poupança” por prazo superior a noventa dias
(BRASIL, 25 out. 1996, p. 9).

Nas referências ao final do trabalho:

BRASIL. Lei 9.3ll, de 24 de outubro de 1996. Institui a Contribuição


Provisória sobre Movimentação ou Transmissão de Valores e de
Créditos e Direitos de Natureza Financeira. Diário Oficial da União,
Brasília, 25 out. 1996. p. 9.

POLITO, Reinaldo. Os movimentos das mãos. In: POLITO, Reinaldo.


Como falar corretamente. 6. ed. São Paulo: Saraiva, 1986. Cap. 3, p.
44-66.

A pontuação da citação indireta é feita após o sinal de


fechamento de parênteses, valendo o seu uso para qualquer sinal
usado, de acordo com a conveniência da frase ou oração ou período
ou parágrafo.

3 REGRAS GERAIS: CITAÇÕES DIRETAS E INDIRETAS

3.1 Coincidência de sobrenomes de autores e datas

Quando houver coincidência de sobrenome de autores e data,


acrescentam-se as iniciais de seus prenomes. Caso permaneça a
coincidência colocam-se os prenomes por extenso.
74

Exemplos no texto de artigos de jornal e de artigo de revista


pela internet:
“.............................................................
................... .” (MARTINS, A. T. C., 14 nov. 2007, p. 10).
..............................................................
........................... (MARTINS, A. C., 14 nov. 2007, p. 04).
..............................................................
.............................. (SANTANA, Verônica, 20 jun. 2008).
“.............................................................
....................... .” (SANTANA, Vicente, 20 jun. 2008, p. 8).

Nas referências ao final do trabalho:

MARTINS, Anna Carolina. Vida de um educador. Estado de Minas, Belo


Horizonte, 14 nov. 2007. Caderno Feminino, p. 04.

MARTINS, Anna Teresa Castro. Saúde e lazer. Estado de Minas, Belo


Horizonte, 14 nov. 2007. Caderno Bem Viver, p. 10.

SANTANA, Verônica. Inteligência e realidade. Revista Portuguesa de


Pedagogia, São Paulo, v. 46, n. 236, 20 jun. 2008. Disponível em:
<http://www.zubiri.org.works/spanishworks/origemdelhombre.htm>
Acesso em: 20 jan. 2008.

SANTANA, Vicente. Universo feminino. Entrevista concedida a Pedro


Rogério Montezuma. Estado de Minas, Belo Horizonte, 20 jun. 2008.
Caderno Opinião, p. 08.

3.2 Citação de citação

Ao fazer uma citação, dentro dos parênteses, de um autor


citado por outro em sua obra, deve-se usar a expressão apud, que
significa: citado por, conforme, segundo, de acordo etc.

Exemplo no texto de capítulo consultado de livro:

O princípio fundamental do cristianismo é a caridade. A


caridade é uma realidade que deve ser vivida segundo nossa natureza
humana (LALANDE apud LIBÂNIO, 2001, p. 93).

Para a redação de citação de citação dentro do texto deve-se


utilizar palavras do português usual.
75

Exemplo no texto:

Segundo Fritzen citado por Libânio (2001, p. 153) em uma


reunião de grupo, evite monopolizar o debate: reunião é diálogo e
não monólogo. Permita que os outros também participem.

Nas referências ao final do trabalho:

LIBÂNIO, João Batista. Reunião de grupo. In: LIBÂNIO, João Batista.


Introdução à vida intelectual. São Paulo: Edições Loyola, 2001. Cap.
9, p. 143-162.

LIBÂNIO, João Batista. Senso crítico. In: LIBÂNIO, João Batista.


Introdução à vida intelectual. São Paulo: Edições Loyola, 2001. Cap.
6, p. 91-105.

3.3 Citação de entidade coletiva

Quando for fazer citação de entidades coletivas conhecidas por


siglas deve citar o nome da mesma por extenso, acompanhado da sigla
na primeira citação e, a partir daí, apenas a sigla.

Exemplos no texto:

..............................................................
.............................................. (INSTITUTO BRASILEIRO
DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA - IBGE, 2008, p. 22).

De acordo com o IBGE (2008, p. 40):

[...]apenas........................................
...................................................
.............................. .

”.............................................................
...................................... .” (IBGE, 2008, p. 54).

3.4 Citação de fontes do mesmo ano ou data e do mesmo autor

As citações do mesmo autor e mesma data ou ano de publicação


devem ser diferenciadas por letras minúsculas e em ordem alfabética.

Exemplos no texto:
76

“A canção de protesto passa a servir de válvula de escape para


o sentimento de insatisfação da juventude politizada.” (MOREIRA,
2005a, p. 33).

Segundo Moreira (2005b, p. 68) acontece novo endurecimento do


regime: em dezembro de 1968, baixa-se o AI–5, que atribui ao
presidente Costa e Silva a plenitude do poder ditatorial.
“Proliferam-se as canções e ceifa de mandatos.”.

Nas referências ao final do trabalho:

MOREIRA, Paulo de Sousa. Festivais de música popular brasileira. In:


MOREIRA, Paulo de Sousa. Brasil: década de 60. Recife: Paz, 2005a.
Cap. 4, p. 25-40.

MOREIRA, Paulo de Sousa. Governo Costa e Silva. In: MOREIRA, Paulo


de Sousa. Governo militar no Brasil. Recife: Paz, 2005b. Cap. 3, p.
58-69.

4 CITAÇÕES DE DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

Para fazer citações de informações de documentos eletrônicos


devem-se indicar os elementos: autor ou título da fonte sem autoria
determinada, ano ou data e página, caso constem do documento citado.

Exemplos no texto:

..............................................................

.............. (A TEORIA da burocracia de Weber, 24 ago. 2006).

...................................................
...................................................
...................................................
.............. (BRASIL, 20 jun. 2006).

De acordo com Diniz et al (03 abr. 2007)................


...”................................................................
.............................. .”.
Bianco, Salgado e Cabral Filho (2007, p. 67) .................
..........................................................
Para Vianna ..................................................
............................................ .
77

Nas referências ao final do trabalho:

A TEORIA da burocracia de Weber. 24 ago. 2006. Disponível em:


<http://www.geocities.com/tal/ta> Acesso em: 10 set. 2007.

BIANCO, Bruno; SALGADO, Pedro Gonçalves; CABRAl FILHO, Guilherme


Silva. Profissões atuais. São Paulo: Veiga, 2007. 110 p. Disponível
em: <http://www.eca.usp.br/ec/prof/intr> Acesso em: 14 nov. 2007.

BRASIL. Ministério da Ciência e Tecnologia. Sociedade da informação.


20 jun. 2006. Disponível em: <http://www.socinfo.org.br> Acesso em:
14 nov. 2007.

DINIZ, Vera et al. Pena de morte. O Estado de São Paulo, São Paulo,
03 abr. 2007. Disponível em:
<http://www.provifamilia.org/pena_morte.htm> Acesso em: 11 jan.
2008.

VIANNA, Márcia Milton. Catalogação de materiais especiais.[mensagem


pessoal]. Mensagem recebida por: <mmvianna@uol.com.br> em 26 out.
2004.
5 CITAÇÃO DE INFORMAÇÃO ORAL

Os dados obtidos por meio de informação oral (palestras,


debates, comunicações, sala de aula) devem-se ser indicados, entre
parênteses, pela expressão informação verbal, mencionando-se os
dados disponíveis, em nota de rodapé.

Exemplo no texto:
O novo medicamento estará disponível até o final deste
1
semestre (Informação verbal).

Em nota de rodapé:
1
Notícia fornecida por John A. Smith no Congresso Internacional de
Engenharia Genética, em Londres, em outubro de 2001.

REFERÊNCIAS

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS. NBR 10520: informação e


documentação: citações em documentos: apresentação. Rio de Janeiro:
2002.

PONTIFÍCIA UNIVERSIDADE CATÓLICA DE MINAS GERAIS. Pró-reitoria de


Graduação. Sistema de Bibliotecas. Padrão PUC de normalização:
normas da ABNT para apresentação de trabalhos científicos, teses,
dissertações e monografias. Elaboração Helenice Rêgo dos Santos
Cunha. Belo Horizonte: ago. 2008. 50 p.
78

ASSUNTO: Referencial Teórico

REFERENCIAL TEÓRICO
Anna Florência Martin Pinto
Marcelo José Caetano
1- Referencial teórico
1.1- É o quadro teórico, marco teórico e/ou base teórica e concei-
tual de sua pesquisa e, conseqüentemente, de sua monografia.
1.2- É o elemento gerador de seu problema e de sua hipótese e define
a concepção teórica que sustentará o projeto como um todo.

2- Objetivos do referencial teórico


2.1- Esclarecer, através de um diálogo com os autores consultados,
os principais conceitos do seu tema/objeto de pesquisa.
2.2 Definir a base teórica da pesquisa e, evidentemente, do trabalho
monográfico

3- Como fazer o referencial teórico


3.1- Antes de mais nada é preciso definir o tema do projeto
3.2-.Faça isto e procure definir a partir de uma pesquisa preli-
minar (biblioteca, internet e outras fontes de consulta
(presenciais e virtuais) qual será seu objeto de estudo.
3.3- Se você já escolheu seu tema e o delimitou, a partir de uma
revisão bibliográfica, não terá problema para realizar seu
REFERENCIAL TEÓRICO,pois a consulta à literatura apropriada,
isto é, aos títulos e autores adequados o orientaram até
aqui e lhe permitirão prosseguir, com segurança, na realiza-
ção de seu trabalho.
3.4- Caso contrário, se as dificuldades para a realização do
referencial teórico persistem, sua definição do objeto não
foi bem realizada e necessita de uma revisão bibliográfica
para sustentar suas pretensões de pesquisa. Elas se devem,
na maioria das vezes, aos seguintes motivos:
3.4.1- a definição do tema e a delimitação do objeto não
foram o resultado de um bom trabalho de revisão
bibliográfica;
3.4.2- o tema e o objeto de estudo não possuem uma litera-
79

tura e/ou base documental suficiente para sua inves-


tigação;
3.4.3- a escolha do tema e da descrição do objeto não foram
acompanhadas por uma revisão bibliográfica, pois
foram definidos sem quaisquer consultas aos títulos
e autores adequados.

4- como fazer uma revisão bibliográfica


4.1- O primeiro passo consiste em aplicar a Técnica de Leitura
Analítica (SEVERINO, 2002, p. 121-135) em cada fonte
selecionada
4.1.1- Fazer uma leitura geral do texto em questão, para
conhecê-lo e buscar esclarecimentos das dúvidas
encontradas: vocabulário comum e específico, datas,
fatos históricos etc (conhecer e esclarecer o texto =
análise textual).
4.1.2- Identificar o tema (de que se trata o texto?) anotan-
do-o, em destaque.
4.1.3- Sublinhar a(s) idéia(s) principal(is) de cada
parágrafo, abandonando as secundárias (compreender o
texto = análise temática).
4.1.4- Dar título a cada parágrafo (interpretar o texto isto
é, falar com suas próprias palavras = análise
interpretativa)
4.2- O segundo passo consiste em registrar, através de anotações
em fichas, as leituras feitas numa pesquisa bibliográfica.
4.3- Fichar consiste em transcrever anotações em fichas, que
poderão ser utilizadas na futura elaboração de um trabalho,
sendo um meio pelo qual o pesquisador retém o material
levantado.
...4.4- Pode-se observar algumas vantagens na utilização do sistema
de fichas para a documentação dos dados, com o objetivo de
facilitar o estudo e a elaboração de trabalhos, tais como:
4.4.1- facilidade no ato de manusear, remover, renovar ou
acrescentar informações;
4.4.2- ocupam pouco espaço;
........4.4.3- podem ser facilmente transportadas;
80

4.4.4- possibilitam a ordenação e a seleção do assunto; como


também, a obtenção da informação exata,na hora neces-
sária (ANDRADE, 2001, p. 61; MARCONI, 2000, p. 56).
4.5- Existem fichas de tamanho variado que podem ser utilizadas
de acordo com a finalidade das anotações:
4.5.1- Ficha do tipo pequeno (7,5 X 12,5 cm) usada apenas
para indicações bibliográficas;
4.5.2- Ficha do tipo médio (10,5 X 15,5 cm), destina-se a
anotações sucintas;
4.5.3- Ficha do tipo grande (12,5 X 20,5 cm) usadas para
resumos de texto ou obra, planos de aula, seminários
etc.
4.6- De acordo com Andrade (2001, p. 62-64), quanto ao conteúdo,
as fichas se prestam a vários tipos de anotações: fichas de
indicação bibliográfica, fichas de transcrições ou citações,
fichas de apreciação, fichas de esquemas, fichas de resumo,
fichas de idéias sugerias pelas leituras.
4.7- Fichas de indicações bibliográgicas
4.7.1- Destina-se ao registro da referência completa da
fonte, podendo ser por autor e por assunto.
4.8- Fichas de transcrições ou de citações
4.8.1- Destina-se ao registro de citações diretas de idéias
importantes sobre o assunto que está sendo estudado,
extraídas das fontes pesquisadas, que poderão ( ou
não) ser usadas no trabalho.
4.8.2- Para fazer tal ficha devem-se usar as normas da ABNT
sobre citação direta (ver texto: Citações em Documen-
tos – Anna Florência).
4.9- Fichas de apreciação
4.9.1- Consistem em anotações realizadas durante a pesquisa
bibliográfica em que se faz comparações com outras
fontes da mesma área.
4.9.2- Ao fazer ficha de apreciação, deve-se anotar crítica,
comentários e opiniões sobre o que se leu.Tais anota-
ções, auxiliam no tempo que se gastaria para reexami-
nar as fontes bibliográficas.
81

4.10- Fichas de esquemas


4.10.1- Consistem em apresentar, em tópicos ou itens inte-
grados, a síntese das ideias importantes sobre o
tema da fonte selecionada.
4.11- Fichas de resumo
4.11.1- Consistem em apresentar a síntese das idéias prin-
cipais do tema da fonte selecionada, em parágrafos,
contendo apenas uma idéia principal e estruturado
em: 1- Introdução 2- Desenvolvimento 3- Conclusão
4.11.1.1- Ao fazer a introdução deve-se citar o tema e suas
partes,como também o objetivo do texto, utilizan-
do de expressão técnica e verbo na 3ª pessoa.
4.11.1.2- O desenvolvimento conterá síntese interpretativa
de todas as idéias principais do tema, observando
também a linguagem impessoal.
4.11.1.3- A conclusão conterá a síntese de toda temática já
desenvolvida, não cabendo idéia nova, isto é, que
não consta do desenvolvimento e livre de todo
comentário pessoal. Pode-se usar a 3ª pessoa ou a
1ª do plural.
4.11-2. A ficha resumo deve ser redigida com bom estilo e
de preferência com suas próprias palavras, inter-
pretando o pensamento do autor. No caso de trans-
crição literal (cópia) devem-se usar aspas e fazer
fazer a devida referência, segundo as normas de citação
direta da ABNT.
4.12- Fichas de idéias sugeridas pelas leituras
4.12.1- Estas fichas poderão ser elaboradas quando estiver
fazendo o levantamento bibliográfico, e surgirem
ideias para a realização de trabalhos ou para comple-
mentar um tipo de raciocínio, ou de exemplificação
no trabalho que se realiza ou em outro.
4.12.2- A importância de se fazer este tipo de fichas,
anotando tais idéias imediatamente, está no fato de
que, se elas não forem anotadas, poderão ser.
esquecidas.
82

...4.13- Uma observação importante sobre o trabalho em fichas é


nunca misturar assuntos ou autores, isto é, cada ficha deve
conter um assunto relativo a um autor e obra.
4.14- Os tipos de fichas apresentados acima, são os mais comuns e
usados, mas, obviamente, qualquer tipo de anotação, plano
ou sugestão de trabalho, pode ser fichado, de acordo com as
necessidades e objetivos de cada pesquisador (ANDRADE,2001,
p. 64).

5- Exemplos dos diversos tipos de Fichas (SILVA, 2003, p. 82-89;


MEDEIROS, 2003, p. 118-130)

5.1- Exemplo de Ficha de Indicação Bibliográfica: autor

BARROS, Aidil Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida Souza


BARROS, Aidil Paes de; LEHFELD, Neide Aparecida Souza. Proje-
to de pesquisa: propostas metodológicas. Petrópolis: Vozes,
1990. 102 p.

Anna

5.2- Exemplo de Ficha de Indicação Bibliográfica: assunto

Construindo o Saber
CARVALHO, Maria Cecília M. de (Org.). Construindo o saber:
técnica de Metodologia Científica. Campinas: Papirus, 1988.
180 p.

Anna
83

5.3- Exemplo de Ficha de Transcrição ou Ficha de Citação

Transcrição Pensamento Contábil


SCHMIDT, Paulo. Pensamento contábil. In: SCHMIDT, Paulo.
História do pensamento contábil. Porto Alegre: Bookman,
2000. p. 28-32.

“Os primeiros livros impressos deram impulso [...]


sgnificativo para o desenvolvimento da primeira escola de
pensamento Contábil.” (SCHMIDT,.2000, p. 29).

“A Escola Contista teve impulso com os trabalhos


dos Contistas franceses .”(SCHMIDT,.2000, p.30).
Anna

5.4- Exemplo de Ficha de Apreciação

Apreciação Teoria da Contabilidade.


IUDÍCIBUS, Sérgio de. Teoria da Contabilidade. 3. ed. São
Paulo: Atlas, 1993. 230 p.

O livro aborda temas sobre teoria da Contabilidade


discutindo cada ponto do patrimônio, resgata a evolução da
Contabilidade e aborda o núcleo fundamental da teoria con-
tábil.
Os temas abordados seguem as idéias Americanas, o
que pode perceber nas afirmativas realizadas de conceitos,
o que diverge das idéias do profº Antonio Lopes de Sá, que
trabalhou a teoria da Contabilidade numa linha europeia
onde busca a cientificidade da Contabilidade,o que diverge
do pragmatismo americano.

Anna
84

5.5- Exemplo de Ficha Esquema Roteiro Numerado

Esquema roteiro numerado Ética Profissional


SÁ, Antônio Lopes de. Elementos de ética. In: Ética profis-
sional. São Paulo: Atlas, 1998. p. 82-84.

1- Elementos de ética
1.1- Concepção de ética
1.2- Ética como doutrina da conduta humana
1.3- Gênese, formação e evolução ética
2- Consciência ética
3- Virtude como substância ética

Anna

5.6- Exemplo de Ficha de Idéias Sugeridas Pelas Leituras

Ficha de Idéias Sugeridas Pelas Leituras


Metodologia da Pesquisa aplicada à Contabilidade
SILVA, Antonio Carlos Ribeiro da. Metodologia da Pesquisa
aplicada à Contabilidade. São Paulo: Atlas, 2003. 181 p.

A leitura dessa obra sugeriu a ideia de realizar um


estudo comparativo sobre as etapas de um projeto de
pesquisa com as etapas de uma monografia, com o objetivo
de identificar os pontos comuns e os não comuns,facilitan
do assim, a elaboração de futuros projetos e monografias.

Anna
85

5.7- Exemplo de ficha resumo

Resumo O Homem e a Ciência


TUFANO, Douglas. O homem e a ciência. In: TUFANO, Douglas.
Estudos de língua e literatura. 3. ed. ampl. São Paulo:
Moderna, 1985. p. 158.
1 INTRODUÇÃO

O autor aborda os prós e contra da utilização do


desenvolvimento científico para a humanidade.

2 DESENVOLVIMENTO

O desenvolvimento científico tem colaborado para criar


um mundo de justiça, paz e progresso; acabando com doenças,
unindo povos e progredindo a arte.

Mas, sua má utilização tem deixado o homem angustiado


que vê sua própria sobrevivência na terra, correr risco.
Deste modo propõe reavaliação do uso do desenvolvimen-
to científico que não podem ser privilégios de alguns grupos
de pessoas, que estão tomando decisões que dizem respeito a
toda humanidade.

3 CONCLUSÃO

O desenvolvimento científico tem criado um mundo


melhor, mas, sua má utilização tem causado infelicidade e
preocupação no homem, o que deve ser reavaliado.

Anna
86

REFERÊNCIAS

ANDRADE, Maria Margarida. Documentação dos dados: anotações e


fichamentos. In: ANDRADE, Maria Margarida. Introdução à Metodologia
do Trabalho Científico: elaboração de trabalhos na graduação. 5. ed.
São Paulo: Atlas, 2001. Cap. 4, p. 61-71.

MARCONI, Marina de Andrade. Fichamento. In: MARCONI, Marina de Andrade.


Metodologia Científica: para o curso de Direito. São Paulo: Atlas, 2000. Cap. 2,
p. 56-60

MEDEIROS, João Bosco. Fichas de leitura. In: MEDEIROS, João Bosco. Redação
científica. São Paulo: Atlas, 2003. Cap. 2, p. 117-136.

SEVERINO, Antônio Joaquim. Diretrizes para a leitura, análise e interpretação de


textos. In: SEVERINO, Antônio Joaquim. Metodologia Trabalho Científico. 14. ed.
rev. e ampl. São Paulo: Cortez: Autores Associados, 1986. p. 121-135.

SILVA, Antonio Carlos Ribeiro de. Fichamento. In: SILVA, Antonio Carlos Ribeiro
Metodologia da pesquisa aplicada à Contabilidade: orientações de estudos,
projetos, relatórios, monografias, dissertações, teses. São Paulo: Atlas, 2003.
Cap. 4, p. 82-96