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Victor 1:21:00 - 1:25:40

A maioria deles, dados clínicos e laboratoriais. Muito simples. Na emergência dá pra fazer, coletar uma gaso, passar
o cateter, uma sonda e ver os sinais vitais do cara.

Premissa de tratamento – primeiro precisamos saber a causa. Não adianta fazer catecolamina no paciente com
choque hipovolêmico, nem encher ele de volume se ele tem um choque neurogênico. Precisamos saber o que tá
causando o quadro. Se eu não tratar a infecção do cara rápido e de maneira agressiva, provavelmente não vou tirar
ele do quadro de choque, pois não estou tratando a causa. O tratamento vai ser baseado de maneira mais eficaz nos
achados fisiopatológicos – Se o problema é distributivo, tenho que achar um jeito de resolver a distribuição; Se o
problema é cardiogênico, tenho que achar um jeito de melhorar o débito; Se for problema volêmico, tenho que
repor a volemia, etc. Suporte de O2 já comentamos, Monitorização e controle hemodinâmico, Reposição volêmica e,
eventualmente, drogas vasoativas.

A reposição volêmica normalmente passa por essas fases. A primeira coisa a fazer é repor cristaloides. Por
que cristaloides? A reposição de cristaloide expande de maneira muito eficiente o espaço intravascular e faça com
que haja uma captação, uma chegada de mais líquido do 3º espaço (se ele tiver 3º espaço), ou eventualmente
interstício (se ele tiver uma alteração distributiva importante). Então cristaloide, para todos os choques, a princípio,
vai funcionar. Uns menos, outros mais, mas vai ter que haver resposta em todos. Não se trata um choque
cardiogênico sem dar soro para o paciente. Tem que dar soro SEMPRE. A quantidade e como que você vai fazer isso
é que vai variar de acordo com a causa, mas faz parte de todos eles repor.
Se o choque for grave e for NECESSARIAMENTE associado com essa hipovolemia, ou com essa diminuição da
pré-carga (chegada do sangue), além de cristaloide, pode-se utilizar algumas substâncias que fazem com que haja
uma melhora dessa chegada, entre elas substâncias hipertônicas, ou coloide, que faz com que aumente ainda mais o
retorno do líquido para dentro do vaso venoso e faça com que esse retorno venoso seja mais eficiente.
Se nada disso funcionar, e principalmente nos casos de choque hipovolêmico, a primeira coisa que você
precisa pensar em repor é sangue. Nós já fomos bem mais intuitivos na reposição de sangue, depois passamos por
uma fase onde para a reposição de sangue precisava-se pensar muito, e agora voltamos a ser mais parcimoniosos na
reposição de sangue. Em 2015 mudou novamente o ATLS – antigamente fazia-se 2000 mL de solução para depois
para pensar em repor sangue. Agora 1000mL de reposição de solução sem melhora/resposta do paciente (sem
diminuição de nenhum daqueles critérios que colocamos como objetivo terapêutico), já repõe sangue. E na hora que
se pede sangue, principalmente em pacientes hipovolêmicos, pode também pedir sal, porque provavelmente esse
paciente segue sangrando (da cabeça, da barriga, do pescoço, etc, mas ele segue sangrando). Então na hora que
precisar de sangue, pode imaginar que o paciente é grave e muito provavelmente só vai responder com intervenção.