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PAGINA_CAPA_PROCESSO_PJE_0021343-69.2017.5.04.

0018

Poder Judiciário
Justiça do Trabalho
Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região

AÇÃO TRABALHISTA - RITO ORDINÁRIO


RTOrd 0021343-69.2017.5.04.0018
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Processo Judicial Eletrônico

Data da Autuação: 10/11/2017


Valor da causa: R$ 38.000,00
Associados: 0020380-27.2018.5.04.0018

Partes:
AUTOR: PAULO FERNANDO HAEFLIGER - CPF: 582.867.480-34
ADVOGADO: AFONSO CELSO BANDEIRA MARTHA - OAB: RS17006
AUTOR: SUSANA VASCONCELLOS LOPES - CPF: 578.512.630-34
ADVOGADO: AFONSO CELSO BANDEIRA MARTHA - OAB: RS17006
RÉU: FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL -
CNPJ: 92.956.077/0001-58
ADVOGADO: PAULA FERREIRA KRIEGER - OAB: RS57189
Documento assinado pelo Shodo

PODER JUDICIÁRIO
JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
18ª VARA DO TRABALHO DE PORTO ALEGRE
RTOrd 0021343-69.2017.5.04.0018
AUTOR: PAULO FERNANDO HAEFLIGER, SUSANA VASCONCELLOS
LOPES
RÉU: FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO
GRANDE DO SUL

PODER JUDICIÁRIO FEDERAL


JUSTIÇA DO TRABALHO
TRIBUNAL REGIONAL DO TRABALHO DA 4ª REGIÃO
18ª VARA DO TRABALHO DE PORTO ALEGRE
Avenida Praia de Belas, 1432, Prédio 2 - 5° andar, Praia de Belas, PORTO ALEGRE - RS - CEP: 90110-904 -

SENTENÇA

PROCESSO Nº: 0021343-69.2017.5.04.0018


AUTOR: PAULO FERNANDO HAEFLIGER e outros
RÉU: FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL

RELATÓRIO

PAULO FERNANDO HAEFLIGER ajuíza ação trabalhista contra FUNDACAO DE


ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO RIO GRANDE DO SUL, em 10/11/2017, postulando,
parcelas exclusivamente nos anos de 2012/2014, reflexos das diferenças salariais reconhecidas pelo
comando decisório da reclamatória trabalhista nº 0020429-10.2014.5.04.0018, nas parcelas salariais do
adicional de incentivo/incentivo socioeducativo, adicional de incentivo à capacitação e mesmo nas horas
dobradas com reflexos nas férias e 13º salários (pedido "a); diferenças salariais dos reflexos aqui apurados
nas horas extras (diurnas, noturnas e de intervalos), como determina os preceitos da Súmula nº 264 do c.
TST, com reflexos em repousos semanais remunerados e feriados, bem como nas férias e gratificações
natalinas (pedido "b") e FGTS sobre os pedidos (pedido "c"). Requer, ainda, a concessão do benefício da
Assistência Judiciária Gratuita e honorários advocatícios, com base na lei (pedido "c").

Na causa de pedir informa e denuncia que: "(...) Moveram reclamatória trabalhista contra a reclamada,
sob o número 0020429-10.2014.5.04.0018, requerendo correção no pagamento de seus salários
decorrentes de descumprimento de percentual devido a título de reajuste, em razão de norma coletiva
descumprida, demanda essa já certificada trânsito em julgado e levada à folha de pagamento na
competência de junho/2017, com cálculos de liquidação apurados até a competência anterior, na forma
das cópias em anexo. 3. O pedido feito naquela demanda não englobou consideração da referida
diferença de 11,84% no adicional de incentivo/incentivo socioeducativo(a/c abril/10, Lei 13419/10),
adicional de incentivo à capacitação(a/c janeiro/14, Lei 14474/14) e mesmo nas horas dobradas e
decorrentes dessas diferenças na base de cálculo das horas extras(diurnas, noturnas e de intervalos) o
que é feito, agora, devendo ser pago aos autores, tais diferenças ".

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: PAULO ERNESTO DORN


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Número do processo: RTOrd 0021343-69.2017.5.04.0018 ID. e31e8f6 - Pág. 1
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Data de Juntada: 28/06/2018 19:05
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Dá à causa o valor de 38.000,00, em novembro de 2017.

Citada a demandada, apresenta defesa escrita com documentos. Preliminarmente, invoca a prefacial de
coisa julgada com relação aos pedidos "a" e "b", considerando o postulado no Processo nº
0020429-10.2014.5.04.0018, e requer a extinção do feito sem julgamento do mérito por violação ao artigo
100, § 8º, da CRFB/88, em decorrência do fracionamento da execução. No mérito, requer a incidência do
prazo prescricional prevista no inciso XXIX do artigo 7º da Constituição da República. Defende ser
improcedente "(...) Improcede o pedido "b" da inicial, "de diferenças salariais dos reflexos aqui apurados
nas horas extras (diurnas, noturnas e de intervalos), como determina os preceitos da Súmula 264/TST,
com reflexos em RSR e nas férias e 13º salários." Isso porque as diferenças salariais deferidas, ao serem
integradas na base de cálculo das horas extras, não geram novos reflexos sobre adicional de incentivo. É
dizer, as horas extras, ainda que aumentadas pelo reajuste do básico, não integram a base de cálculo dos
adicionais supra, pelos motivos a seguir delineados. O adicional de incentivo sócio-educativo não sofre
qualquer reflexo do aumento das horas extras porque é calculado em 18% ou 25% do salário básico
percebido pelo empregado, conforme previsto nas Leis Estaduais 13.419/10 e 14.474/14. Assim, na
esteira dos documentos anexos, que comprovam o ora alegado, não há nada a deferir quanto ao pedido
"b" da inicial. REFLEXOS DOS REFLEXOS. Oj 934 DA sdi1 DO tst Especialmente indevidos os reflexos
pretendidos em RSR, férias e 13º salários pelo aumento da média remuneratória. De fato, não são
devidos tais "reflexos dos reflexos" porque constituem bis in idem, na linha do entendimento
jurisprudencial consagrado na Orientação Jurisprudencial n.º 394 da SBDI-1 do TST. DO FGTS SOBRE
OS PEDIDOS. Improcedente a pretensão acessória de condenação no FGTS incidente sobre os pedidos,
pois indevida qualquer parcela do principal. Nada a deferir, também no ponto (...)". Deduz, a seguir, os
requerimentos de praxe.

Possibilitada manifestação acerca da documentação que acompanhou a defesa.

Instadas as partes, não manifestaram as partes interesse na produção de outras provas.

Por provocação vieram os autos conclusos.

É o relatório.

FUNDAMENTAÇÃO

PRELIMINARMENTE

I - Da coisa julgada. Da carência de ação (ausência de interesse processual).

Pelo que se afere das cópias da notificação e inicial referente ao Processo nº 0020429-10.2014.5.04.0018
(fls. 08/86) a parte autora teve deferido o pagamento de "a) diferenças salariais, a partir de julho de
2011, em valor equivalente à aplicação do percentual de 11,84% sobre o salário básico, em parcelas
vencidas e vincendas (até a inclusão em folha de pagamento), com reflexos em horas extras,
remuneração dos períodos de férias com 1/3, 13ºs salários, adicional de penosidade, quinquênios e
FGTS, com juros e correção monetária, conforme valores a serem apurados em liquidação do feito;
b)honorários assistenciais de 15% sobre o valor bruto da condenação. Ficam autorizados os descontos
previdenciários e fiscais. Custas de R$1.000,00 sobre o valor de R$50.000,00 ora arbitrado à
condenação, pela ré".

Tais parcelas foram liquidadas e implantadas em folha de pagamento em agosto de 2017 (fl. 87).

À exceção da verba adicional de incentivo à capacitação, não são outras as matérias deduzidas na presente
demanda, onde a parte autora, postula o pagamento de reflexos das diferenças salariais reconhecidas no
Processo nº 0020429-10.2014.5.04.0018 no adicional de incentivo/incentivo socioeducativo e mesmo nas
horas dobradas com reflexos nas férias e 13º salários (pedido "a), bem como diferenças salariais dos
reflexos apurados nas horas extras (diurnas, noturnas e de intervalos), com reflexos em repousos semanais
remunerados e feriados, bem como nas férias e gratificações natalinas.

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Já houve, conforme demonstrado, pronunciamento judicial acerca da controvérsia mantida entre as partes
no presente feito, à exceção da parcela adicional de incentivo à capacitação, conforme referido. Existe
carência de ação da autora por ausência de interesse processual. Eventual entendimento contrário acarreta
reexame da matéria, com possibilidade, inclusive, caso não acolhido o pleito da autora, em prejuízo ao
direito já reconhecido.

Frente ao exposto, julgo extinto o presente feito, quanto aos reflexos das diferenças salariais reconhecidas
na reclamatória trabalhista nº 0020429-10.2014.5.04.0018, nas parcelas salariais do adicional de
incentivo/incentivo socioeducativo, e mesmo nas horas dobradas com reflexos nas férias e 13º salários
(pedido "a), bem como diferenças salariais dos reflexos apurados nas horas extras (diurnas, noturnas e de
intervalos), com reflexos em repousos semanais remunerados e feriados, bem como nas férias e
gratificações natalinas (pedido "b"), com amparo no inciso VI do artigo 485 do CPC.

MÉRITO

I - Das normas processuais.

Inviável, frente à natureza híbrida das normas previstas na Lei nº 14.467/2017 que dizem com direitos e
obrigações específicas, a adoção da teoria do isolamento dos atos processuais, como estabelecida na parte
inicial do artigo 14 do CPC.

Adoto, buscando o resguardo das situações jurídicas consolidadas mencionado na parte final do mesmo
dispositivo, a teoria da unidade processual, para fins de reconhecer a vigência das regras estabelecidas no
texto parcialmente alterado pela lei supra mencionada. Iniciado o procedimento quando da vigência de
determinado texto legal, aplica-se em relação a este, observada a fase do processo (conhecimento), as
mesmas normas em vigor quando do ingresso da ação.

II - Da prescrição.

Prescritas as parcelas postuladas cuja exigibilidade seja anterior a cinco anos da propositura da ação, ou
seja, anteriores a 10.11.2012, a partir do disposto no inciso XXIX do artigo 7º da Constituição da
República

III - Da violação do artigo 100, § 8º, da CRFB/88. Do fracionamento da execução.

Alega a reclamada que a presente ação nada mais é do que uma tentativa de fracionar o valor total que
tem a receber, de forma a escapar do sistema de precatórios, com absoluta infringência ao contido no
artigo 100, § 8º, da CRFB/88.

Ainda que este seja o desiderato da parte autora, existe a faculdade desta vir a cumular pedidos ou não em
determinada ação. Já quanto à forma de execução dos valores decorrentes de eventual procedência,
considerando a condição peculiar da reclamada, é ditada em lei. Sequer existe disposição das partes
quanto ao aspecto.

Não identifico, portanto, qualquer ofensa à norma constitucional indicada pela reclamada.

IV - Das diferenças de Adicional de Incentivo à Capacitação.

Não há controvérsia no sentido de que a autora logrou ter reconhecido em sede de demanda judicial -
Processo nº 0020429-10.2014.5.04.0018 - "diferenças salariais, a partir de julho de 2011, em valor
equivalente à aplicação do percentual de 11,84% sobre o salário básico, em parcelas vencidas e
vincendas (até a inclusão em folha de pagamento), com reflexos em horas extras, remuneração dos
períodos de férias com 1/3, 13ºs salários, adicional de penosidade, quinquênios e FGTS"(fl. 17).

Referida decisão transitou em julgado (fl. 39).

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Conforme consta no registro funcional, o autor passou a perceber 15% de adicional de incentivo à
capacitação em fevereiro de 2014 (fl. 260). Já a base de cálculo de tal parcela é o salário básico.

Assim, reajustado o salário básico a partir do quanto determinado na decisão transitada em julgado,
resulta devido, da mesma forma, diferenças de Adicional de Incentivo à Capacitação em decorrência do
aumento da base de cálculo.

Segundo o que resta comprovado nos autos a diferença salarial deferida foi apurada no período de julho
de 2011, tendo sido implantada em folha de pagamento em julho de 2017 (fl. 87).

As diferenças postuladas são devidas desde a exigibilidade da verba Adicional de Incentivo à


Capacitação, ou seja, fevereiro/2014.

Defiro à parte autora, frente ao exposto, diferenças de adicional de incentivo à capacitação a partir dos
reflexos das diferenças salariais deferidas na ação trabalhista nº Processo nº 0020429-10.2014.5.04.0018,
de fevereiro a dezembro/2014, inclusive, nos limites do pedido, com reflexos em horas extras (diurnas,
noturnas, dobradas e de intervalos), férias acrescidas de 1/3 e gratificações natalinas.

Deverá à empregadora, por fim, pagar a autora os valores correspondentes aos depósitos do FGTS
incidentes sobre as parcelas de natureza remuneratória ora deferidas, porquanto mero consectário legal.

V - Da assistência judiciária gratuita.

Não comprovado o preenchimento dos requisitos legais que autorizam a concessão do benefício da
Assistência Judiciária Gratuita, nos exatos termos da Lei n. 5.584/70, indefere-se o requerimento
produzido na peça inicial.

Em sede de Processo do Trabalho existe previsão legal (caput do artigo 791 da CLT) no sentido de que os
litigantes - empregado e empregador - possuem capacidade postulatória em concomitância com a
capacidade de ser parte e estar em juízo, ou seja, a parte está investida do "jus postulandi", sendo a
contratação de profissional mera faculdade e não exigência. Esta premissa afasta a incidência do artigo 85
do CPC.

É de se gizar, em compasso com o entendimento jurisprudencial majoritário, consubstanciado nos


Enunciados 219 e 329 do c. TST, que o disposto no artigo 133 da CRFB/88 e no novo Estatuto do
Advogado, acerca da indispensabilidade do Advogado à administração da Justiça, não acarreta qualquer
alteração no quadro legal acima exposto.

Presente o conteúdo da declaração trazida com a inicial e o disposto no § 3º do artigo 790 da CLT,
concedo à autora os benefícios da Justiça Gratuita.

VI - Dos descontos fiscais e previdenciários.

Autorizam-se os descontos previdenciários e fiscais requeridos na defesa, porquanto previstos em normas


de ordem pública de incidência cogente.

VII - Da compensação.

Deferidas diferenças, nada existe a compensar/abater.

VIII - Dos juros. Da atualização.

O critério de contagem de juros e atualização das parcelas deferidas é atinente a fase de liquidação,
incidindo os textos legais vigente na ocasião, razão pela qual não são fixados na sentença.

DISPOSITIVO

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Ante o exposto, nos termos da fundamentação, preliminarmente, julgo extinto o feito, quanto aos reflexos
das diferenças salariais reconhecidas na reclamatória trabalhista nº 0020429-10.2014.5.04.0018, nas
parcelas salariais do adicional de incentivo/incentivo socioeducativo, e mesmo nas horas dobradas com
reflexos nas férias e 13º salários (pedido "a), bem como diferenças salariais dos reflexos apurados nas
horas extras (diurnas, noturnas e de intervalos), com reflexos em repousos semanais remunerados e
feriados, bem como nas férias e gratificações natalinas (pedido "b"), com amparo no inciso VI do artigo
485 do CPC. No mérito, julgo PROCEDENTE, EM PARTE a ação trabalhista movida por PAULO
FERNANDO HAEFLIGER contra FUNDACAO DE ATENDIMENTO SOCIO-EDUCATIVO DO
RIO GRANDE DO SUL, para condenar a entidade ao pagamento das parcelas abaixo:

a) diferenças de adicional de incentivo à capacitação a partir dos reflexos das diferenças salariais
deferidas na ação trabalhista nº Processo nº 0020429-10.2014.5.04.0018, de fevereiro a dezembro/2014,
inclusive, nos limites do pedido, com reflexos em horas extras (diurnas, noturnas, dobradas e de
intervalos), férias acrescidas de 1/3 e gratificações natalinas;

c) FGTS incidentes sobre as parcelas de natureza remuneratória deferidas na presente decisão.

Os valores serão apurados em liquidação, observados os critérios da fundamentação com acréscimo de


juros e correção monetária, na forma da lei. Os valores relativos ao FGTS deverão ser depositados na
conta vinculada da parte autora. Isenta a reclamada do recolhimento das custas, fixadas em R$ 60,00 a
partir do valor provisório dado à condenação (R$ 3.000,00) a partir do disposto no artigo 790-A da CLT.
Concedido à parte autora o benefício da justiça gratuita. A responsabilidade pelo recolhimento das
contribuições previdenciárias é atribuída à parte reclamada, que fica autorizada, se for o caso, a deduzir
do crédito da parte reclamante o percentual correspondente ao empregado, nos termos da legislação
previdenciária, em conformidade com o disposto no § 3º do artigo 832 da CLT, introduzido pela Lei nº
10.035 de 25 de outubro de 2000. Para os fins do mencionado dispositivo legal, deverá incidir a
contribuição previdenciária sobre as parcelas de natureza jurídica remuneratória ora deferidas, em
conformidade com a Lei nº 8.212/91, quais sejam: diferenças de adicional de incentivo à capacitação,
com reflexos em horas extras (diurnas, noturnas, dobradas e de intervalos), férias gozadas acrescidas de
1/3 e gratificações natalinas. Adotando o Magistrado que prolatou a presente decisão o entendimento
vertido na Súmula 303 do c. TST e considerando o valor da condenação, não se determina remessa dos
autos ao egrégio TRT da 4ª Região para o reexame necessário. Intimem-se as partes. Transitada em
julgado, cumpra-se. Nada mais.

PORTO ALEGRE, 28 de Junho de 2018

PAULO ERNESTO DORN


Juiz do Trabalho Substituto

Assinado eletronicamente. A Certificação Digital pertence a: PAULO ERNESTO DORN


https://pje.trt4.jus.br/primeirograu/Processo/ConsultaDocumento/listView.seam?nd=18062816523087500000054365823
Número do processo: RTOrd 0021343-69.2017.5.04.0018 ID. e31e8f6 - Pág. 5
Número do documento: 18062816523087500000054365823
Data de Juntada: 28/06/2018 19:05
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