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FACULDADE ENIAC

Robson da Silva Felix

A migração do GNU/Linux nas empresas

Guarulhos

2012

Robson da Silva Felix

A migração do GNU/Linux nas empresas

Trabalho de conclusão de curso apresentado à Faculdade Eniac, referente ao curso de Sistemas de Informação. Prof. Orientador: CAO JI KAN

Guarulhos

2012

Felix Silva, Robson de

A migração do GNU/Linux nas Empresas Guarulhos, 2012. (número de páginas).

Trabalho de Conclusão de Curso Faculdade Eniac Sistemas de Informação

Prof Orientador: CAO JI KAN

Aluno: Robson da silva Felix Título: A Migração do GNU/Linux nas Empresas

A banca examinadora dos Trabalhos de Conclusão em sessão pública realizada em xx/xx/xxxx, considerou o(a) candidato(a):

( ) aprovado

1) Examinador(a)

2) Examinador(a)

( ) reprovado

1

Dedico este trabalho a Deus, minha esposa e família, que sempre estiveram por perto para me apoiar nos momentos de dificuldade, em especial ao meu saudoso Pai, que pra mim, foi um dos maiores exemplo de vida e perseverança que tive, o qual me incentivou a ingressar nesta jornada.

2

Agradecimentos

Agradeço a Instituição Eniac, e seu corpo docente que sempre estiveram presente, apoiando e ajudando com dicas e informações sobre tendências de mercado, ao prof. Lucio Luzetti e Prof. Nelson Luzetti pela paciência e dedicação para com toda a sala, em especial ao Prof. e orientador CAO JI KAN, que me ajudou a escolher qual o rumo que este trabalho iria tomar. Agradeço aos companheiros de sala Charles Leste e Francisco filho, pelas criticas construtivas, apoio nas dificuldades e até mesmo momentos de descontração, mesmo diante as situações mais difíceis.

3

Não há nada que possa satisfazer o ser humano, se ele não tiver uma família bem estruturada

Macedo Edir

4

Resumo

O software livre tem sido, objeto de atenção por parte dos profissionais e da

imprensa especializada em informática. No Brasil as Empresas de pequeno e médio

porte, possui um importante papel na economia em geral, mais devido aos altos

custos dos recursos da Tecnologia da Informação, estas Empresas se encontram

carentes e sem acesso a tais tecnologias, desta forma a utilização de softwares

livres, pode ser uma boa opção de informatização para estas empresas.

É possível verificar que existem, e estão disponíveis, softwares livres com

sofisticação suficiente para atender a grande parte das necessidades e demandas

de pequenas, medias e também grandes empresas.

Uma grande vantagem na utilização do software livre, é seu código fonte pois

ele pode ser modificado, de acordo com as necessidades da empresa ou usuários.

Também seu uso pode significar redução de custo, sendo possível então, um maior

investimento em equipamentos e infra-instrutora.

Enquanto os softwares proprietários têm um modelo de desenvolvimento

fechado, ou seja apenas uma empresa ou dono pode ter o controle sobre as

funcionalidades, como correção e melhoramento, o software livre utiliza um modelo

aberto, onde qualquer pessoa pode ter acesso ao código fonte e exercer livremente

o direito de utilizá-lo, redistribuir ou alterar o programa.

Palavras chaves: Gnu\Linux, Migração, Software Livre, Empresas.

5

Abstract

Free software has been the object of attention from the press and professionals

specializing in information technology. In Brazil, Small to Midsize, has an important

role in the economy in general, more due to high resource costs of information

technology, these companies are poor and without access to such technologies, thus

the

use

of

free

software

computerization.

it

may

be

a

good

option

for

these

companies

You can check that exist and are available, free software with sophisticated

enough to meet most needs and demands of small, medium and large firms.

A major advantage in the use of free software, its source code is because it can

be modified according to the needs of the business or users. Also its use can mean

cost savings, and you can then invest more in equipment and infrastructure

instructor.

While proprietary software have a closed development model, that is just a

company

or

owner

can

have

control

over

features

such

as

correction

and

enhancement, free software uses an open model, where anyone can have access to

the source code and exercise the right to freely use it, redistribute or modify the

program.

Palavras chaves: Gnu\Linux, Migration, free Software, companies,.

6

Lista de Figuras (opcional)

Figura 01 - Réplica do Calculador Diferencial criado por Charles Babbage

4

Figura 02 - ENIAC - Computador desenvolvido pelo Exército Americano

5

Figura 03: Ken Thompson e Dennis Ritchie no PDP-7 ……………………………

.24

Figura 05: Disquetes usados na época para carregar o SO

28

Figura 06 – Microsoft Word ……………………………………………………………

41

Figura 07 – BrOffice.org Writer ………………………………………………………… 41

Figura 08 Microsoft Excel

41

Figura 09 BrOffice.org Calc

41

Figura 10 Microsoft Power Point

42

Figura 11 BrOffice.org Impress

42

7

Listagem de Tabelas (opcionaL)

1.1 - Softwares equivalentes entre Windows e Linux --------------------------------- 39

1

Sumário

Introdução

1

Objetivo

3

CAPíTULO 1- Historia do Sistema operacional

4

1.1 - O Nascimento dos Sistemas Operacionais

4

1.2 - A primeira geração (1945-1955) válvulas

5

1.3 - A segunda geração (1955-1965) transistores

6

1.4 A terceira geração (1965-1980) CLs e multiplogramação

7

1.5 A quarta geração (1980-presente) Computadores pessoais

8

Capitulo 3 - O surgimento do unix

23

Capitulo 4 Estudo de caso da Empresa M5 Assessoria Contábil para Gnu/Linux

34

Considerações finais

43

Referências bibliográficas

44

Anexos

45

Introdução

Com o avanço da tecnologia, temos hoje sistemas informatizados em qualquer

empresa, desde as corporações, até uma simples banca de revistas, encontramos

computadores e sistemas informatizados. Esta pesquisa pretende mostrar um pouco

da diversificação dos produtos, instabilidade do mercado e domínio destes por

grandes empresas, sabemos que os computadores dependem da utilização de

softwares para seu funcionamento, podendo ser estes software livre ou proprietário.

As pequenas e medias empresas precisam ser ágeis para poderem sobreviver

em um mercado instável, sendo assim precisam adquirir habilidade, competência e

agilidade. Devido às mudanças e às transformações constantes que permeiam todas

as atividades na sociedade baseada na informação e no conhecimento, o grande

2

desafio

dos

administradores

destas

pequenas

empresas

tem

sido

manter

a

capacidade competitiva no mercado, visto que deter o controle sobre informações

importantes para o negócio, se tornou o bem mais valioso de empresas de qualquer

porte. Algumas organizações já adoram o Software Livre, como o Banco do Brasil,

Banrisul, lojas Renner entre outras. Estas empresas viram diferenciais importantes

no Software Livre e o adotaram como o sistema padrão, economizando muitos

recursos

e

indo

a

frente

de

seus

constantemente atualizada.

concorrentes

com

uma

tecnologia

que

é

3

OBJETIVO

O objetivo principal do é compreender a dinâmica de adoção de software livre

nas pequenas empresas, e mostrar que dependendo da rotina, e aplicação usada, é

possícel estar migrando para uma plataforma livre, e confiável diminuindo custos e

investindo

em

colaboradores.

infraestrutura,

para

melhor

performance

da

empresa

e

seus

4

CAPíTULO 1- Historia do Sistema operacional

1.1 - O Nascimento dos Sistemas Operacionais

Segundo Tanenbaum A. S, (2009) os sistemas operacionais vêm passando por

um processo de evolução. Como a historia dos sistemas operacionais é bastante

ligada á qual eles são executados, é importante analisar as sucessivas gerações de

computadores para entendermos as primeiras versões de sistemas operacionais.

O primeiro computador digital foi projetado pelo matemático inglês Charles Babbage

(1792-1871). Embora Babbage tenha empregado a maior parte de sua vida e de sua

fortuna para construir sua maquina ‘maquina analítica’, ele nunca conseguiu vela

funcionando de modo apropriado, pois era inteiramente mecânico e a tecnologia de

sua época não poderia produzir as rodas, as engrenagens e as correias de alta

precisão que eram necessárias. É claro que a máquina não possuía sistema

operacional.

É claro que a máquina não possuía sistema operacional. Figura 01 - Réplica (parte) do Calculador

Figura 01 - Réplica (parte) do Calculador Diferencial criado por Charles Babbage.

Fonte: Google images

5

O

aspecto

importante

e

histórico

foi

que

Babbage

percebeu

que

seria

necessário um software para sua máquina analítica, sendo assim ele contratou uma

jovem chamada Ada lovelace, filha de um famoso inglês Lord Byron, como a

primeira programadora do mundo. A linguagem de programação Ada foi assim

denominada em sua homenagem.

1.2 - A primeira geração (1945-1955) válvulas

Depois dos infrutíferos esforços de Babbage, seguiram-se poucos progressos

na construção de computadores digitais até a Segunda Guerra Mundial, que

estimulou uma explosão de atividades. Segundo Tanenbaum A. S, o professor John

Atanasoff e seu então aluno de

graduação Clifford Berry construíram o que

consideramos o primeiro computador digital em funcionamento, na Universidade do

Estado de Lowa. Ele usava 300 válvulas. Quase ao mesmo tempo, Konrad Zuse, em

Berlin, construiu o computador Z3 de relés. Em 1944, o colossus foi desenvolvido

por um grupo em Bletchley Park, Inglaterra, o Mark foi construído por Howard Aiken

em Harvard e o ENIAC foi construiído pó Willian Mauchley e seu aluno de graduação

J. Presper Eckert na Universidade da Pensilvânia. Alguns eram binários, alguns

usavam válvulas, alguns eram programáveis, mas todos eram muito primitivos e

levavam segundos para executar até o cálculo mais simples.

levavam segundos para executar até o cálculo mais simples. Figura 02 - ENIAC - Computador desenvolvido

Figura 02 - ENIAC - Computador desenvolvido pelo Exército Americano

6

Fonte: Google Images

O

ENIAC

(Eletronic

Numerical

Integrator

and

Computer)

foi

o

primeiro

computador

digital

de

propósito

geral.

Criado

para

a

realização

de

cálculos

balísticos, sua estrutura possuía 18 mil válvulas, 10 mil capacitores, 70 mil resistores

e pesava 30 toneladas. Quando em operação, consumia cerca de 140 quilowatts e

era capaz de realizar 5 mil adições por segundo.

1.3 - A segunda geração (1955-1965) transistores

Segundo Tanenbaum A. S, (2009) a introdução do transistor em meados da

década de 1950 mudou o quadro radicalmente. Os computadores trnaram-se

suficientemente confiáveis para que pudessem ser fabricados e comercializados

com a expectativa de que continuariam a funcionar por tempo suficiente para

executar algum trabalho útil. Pela primeira vez, havia uma clara separação entre

projetistas, fabricantes, programadores e técnicos da manutenção.

O transistor

permitiu

o

aumento

da

velocidade

e

da

confiabilidade

do

processamento, e as memórias magnéticas permitiram o acesso mais rápido aos

dados, maior capacidade de armazenamento e computadores menores. Com o

emprego desta nova tecnologia, os computadores tornaram-se confiáveis a ponto de

ser comercializados. Nesta época, passou a haver uma distinção muito clara entre

as pessoas envolvidas no projeto, na construção, na operação, na programação e

na manutenção destas

máquinas. Elas eram instaladas em salas isoladas e

operadas por pessoal especializado. Somente as grandes empresas e órgãos

governamentais ou universidades podiam pagar os muitos milhões de dólares

necessários à aquisição destas máquinas.

7

Para rodar um JOB (um programa ou conjunto de programas) o programador

escrevia primeiro seu programa em uma folha de papel (em FORTRAN ou em

linguagem de montagem), para depois perfurá-lo em cartões. Depois disso, ele

entregava a massa de cartões a um dos operadores da máquina para que a mesma

fosse processada. Ao final do processamento do programa corrente, um dos

operadores ia até a impressora e retirava o relatório emitido, entregando-o na

expedição, onde ele seria mais tarde retirado pelo programador do job. Então ele, o

operador, escolhia uma nova massa de cartões, entre as que haviam sido entregues

na recepção, e providenciava os recursos necessários ao processamento deste novo

job. Por exemplo, se tal job precisasse do compilador FORTRAN, o operador deveria

providenciar

a

leitura

da

massa

de

cartões

correspondente

ao

compilador

FORTRAN.

Grande

parte

do

tempo

da

máquina

era

gasto

com

operadores

circulando dentro da sala onde ela estava instalada, providenciando recursos

necessários ao processamento de determinadas tarefa.

1.4 A terceira geração (1965-1980) CLs e multiplogramação

Ainda segundo Tanenbaum A. S, (2009) no início da década de 1960, a maioria

dos

fabricantes

de

computador

oferecia

duas

linhas

de

produtos

distintas

e

totalmente incompatíveis. De um lado havia os computadores científicos de grande

escala e orientados a palavras, como o IBM 70994, usado para cálculos numéricos

na

ciência

e

na

engenharia.

De

outro,

existiam os

computadores

comercias

orientados a caracteres, como o IBM 1401, amplamente usados por bancos e

companhias de seguros para ordenação e impressão em fitas.

O desenvolvimento e a manutenção de duas linhas de produtos completamente

independentes representavam uma dificuldade considerável ao fabricante. Além

8

disso, muitos de seus clientes precisavam no início de máquinas simples, mas com o

passar do tempo surgia a necessidade por mais agilidade para rodar programas

antigos desenvolvidos por estas máquinas mais simples e maior capacidade de

armazenamento de armazenamento de informações, e como podemos ver, esta uma

tendência que continua até hoje. A IBM resolveu esses dois problemas com a

introdução do Sistema/360. Tal sistema era comporto de uma série de máquinas,

todas elas compatíveis a nível de software, abrangendo uma faixa que começava no

1401,

e

chegava

até

aquelas

muito

mais

poderosas

que

o

7094.

Estes

computadores, só diferiam no preço e na performance (capacidade máxima de

memória,

velocidade

de

processador,

número

máximo

de

dispositivos

de

entrada/saída etc.). Uma vez que todas estas máquinas tinham a mesma arquitetura

e

o mesmo conjunto de instruções básicas, os programas deveriam ser compatíveis

a

todas elas. Além do que, a série 360 foi projetada para o processamento científico

e

comercial, tentando assim, construir máquinas distintas para cada caso. Nos anos

posteriores a IBM lançou máquinas mais modernas compatíveis com a linha 360,

como as série 370, 43000, 3080 e 3090.

1.5 A quarta geração (1980-presente) Computadores pessoais

Com o desenvolvimento de circuitos integrados em larga escala (large scale

integration

LSI),

que

são

chips

contendo

milhares

de

transistores

em

um

centímetro quadrado de silício, surge a era dos computadores pessoais.

Em

termos

de

arquitetura,

os

computadores

pessoais

(inicialmente

denominados microcomputadores) não eram muito diferentes dos minicomputadores

de classe PDP-11, mas no preço eram claramente diferentes. Se o minicomputador

9

tornou possível para um departamento, uma empresa ou universidade terem seu

próprio

computador,

o

chip

microprocessador

tornou

qualquer ter um computador pessoal

possível

a

um indivíduo

Segundo Tanenbaum A. S, (2009) com a integração em larga escala e o

surgimento dos microcomputadores, surge também o conceito de “user-friendly” para

S.O, que corresponde ao desenvolvimento de sistemas operacinais para serem

utilizados

por

pessoas

sem

nenhum

conhecimento

de

computação

e

que,

provavelmente, não têm nenhum interesse a conhecer algo.

Um outro desenvolvimento interessante que foi bastante impulsionado pelos

microcomputadores é o de sistemas operacionais para redes de computadores, que

consistem em computadores distintos interligados por elementos de comunicação.

1.6 O que é um sistema operacional?

É difícil definir o que é um sistema operacional além de dizer

que

é

um

software que executa em modo núcleo e mesmo isso nem sempre é verdade. Parte

do problema ocorre porque os sistemas operacionais realizam basicamente duas

funções

não

relacionadas:

fornecer

aos

programadores

de

aplicativos

(e

aos

programas aplicativos, naturalmente) um conjunto de recursos abstratos claros em

vez de recursos confusos de hardware e gerenciar esses recursos de hardware

Tanenbaum A. S, (2009). Um sistema operacional é uma coleção de programas que

inicializam o hardware do computador. Fornece rotinas básicas para controle de

dispositivos, gerência e fornece escalonamento de processos e interação de tarefas

e recursos possui gerenciamento de processos, gerenciamento de memória, sistema

de arquivos, entrada e saída dados. O sistema operativo pode ser usado por muitas

10

pessoas ao mesmo tempo sendo um sistema complexo, contendo milhões de linhas

de instruções escritas por programadores.

1.7 Funções do núcleo de um Sistema Operacional

Segundo Jandl, P, Jr. todas as operações que envolvem os processos são

controladas por uma parte do sistema operacional denominada núcleo (core ou

kernel).

A estrutura de um sistema operacional é formada por um conjunto de rotinas

que são procedimentos que oferecem alguns serviços aos usuários do sistema e

suas aplicações, assim com outras rotinas do próprio sistema. O Kernel é um

alocador de recursos, responsável por garantir que todos os acessos tenham

compartilhamento. É o Kernel que faz a interpretação entre as camadas hardware e

software. Ele gerencia e aloca os recursos dos usuários. Controla a execução de

programas de usuários e operações de dispositivos de entrada e saída.

1.8 Sistemas operacionais de computadores de grande porte

No topo estão os sistemas operacionais para computadores de grande porte,

aqueles que ocupam uma sala inteira, ainda encontrados em centros de dados de

grandes

corporações.

Esses

computadores

distinguem-se

dos

computadores

pessoais de grande porte com mil discos e milhares de gigabytes de dados, não é

comum; um computador pessoal com essas especificações seria algo singular

Tanenbaum A. S, (2009).

Os sistemas operacionais de grande porte diferenciam-se dos computadores

pessoais pela capacidade de dispositivos de E/S. Por exemplo, podemos citar a

enorme diferença entre a quantidade de discos e os milhares de gigabytes de dados

11

que um computador de grande porte pode armazenar, enquanto um computador

pessoal armazena algumas centenas de gigabytes apenas.

Os sistemas operacionais para os computadores de grande porte oferecem os

serviços em lote (batch), processamento de transações e tempo compartilhado.

CAPITULO 2 O SOFTWARE LIVRE

O movimento

do

software

livre

começou

quando

Richard

Stallman

em

determinada ocasião, precisou corrigir o driver de uma impressora que não estava

funcionando. Solicitou então, ao fabricante do driver o código fonte do programa

para que pudesse realizar as correções necessárias. Para a sua surpresa, o pedido

foi negado. Daí ele iniciou então um esforço gigantesco para conceder versões

abertas para todas as categorias de softwares existentes, comercializados sem

acesso ao código fonte. Richard Stallman fundou a FSF Free Software Fundation.

A FSF criou os aplicativos por todos os sistemas semelhante ao Unix, como Linux e

FreBSD, os quais são conhecidos e populares hoje.

O software

livre

surgiu

como

algo

revolucionário,

pois

a

partir

de

seu

surgimento muitas coisas mudaram, são milhares de empresas públicas e privadas

que utilizam Software Livre, e instituições como faculdades e escolas, o que

impactou em uma economia altíssima com licenças de software proprietários.

As liberdades do Software Livre não são uma novidade, e a verdade é que elas

regravam o modo como o desenvolvimento de software era praticado durante os

anos 60, época em que os computadores custavam milhões de dólares e eram

poucos ainda. Como o valor da tecnologia estava no hardware, e não no software,

este

era

compartilhado

e

distribuído

livremente

entre

os

hackers10

que

incessantemente trabalhavam nos laboratórios das universidades. Na década de 70

o surgimento dos primeiros PC’s (Personal Computers) ou microcomputadores

12

permitiu que uma maior quantidade de pessoas pudesse usufruir de seus benefícios

e criar, modificar e trocar programas entre si.

Segundo Richard Stallman, quando os usuários não controlam o programa, o

programa controla os usuários. O desenvolvedor controla o programa e, por meio

dele, controla os usuários. Esse programa não livre e “proprietário” é, portanto, um

instrumento de poder injusto. Assim sendo, “software livre” é uma questão de

liberdade, não de preço. Para entender o conceito, devemos pensar

de expressão”.

em “liberdade

GNU

General

Public

License

(Licença

Pública

Geral),

GNU

GPL

ou

simplesmente GPL, é a designação da licença para software livre idealizada por

Richard Stalman no final da década de 1980 no âmbito do projecto GNU da

Software Foundation (FSF).

Free

A GPL é a licença com maior utilização por parte de projetos de software livre,

em grande parte devido à sua adoção para o projeto GNU e o sistema operacional

GNU/Linux.

Um programa é software livre se os usuários possuem as quatro liberdades

essenciais:

A liberdade de executar o programa, para qualquer propósito (liberdade nº 0)

A liberdade de estudar como o programa funciona e adaptá-lo para as suas

necessidades (liberdade nº 1). O acesso ao código-fonte é um pré-requisito para

esta liberdade.

A liberdade de redistribuir cópias de modo que você possa ajudar ao seu

próximo (liberdade nº 2).

13

A liberdade de aperfeiçoar o programa, e liberar os seus aperfeiçoamentos, de

modo que toda a comunidade se beneficie deles (liberdade nº 3). O acesso ao

código-fonte é um pré-requisito para esta liberdade.

Com a garantia destas liberdades, a GPL permite que os programas sejam

distribuídos e reaproveitados, mantendo, porém, os direitos do autor por forma a não

permitir que essa informação seja usada de uma maneira que limite as liberdades

originais. A licença não permite, por exemplo, que o código seja apoderado por outra

pessoa, ou que sejam impostos sobre ele restrições que impeçam que seja

distribuído da mesma maneira que foi adquirido.

A GPL está redigida em inglês e atualmente nenhuma tradução é aceita como

válida pela Free Software Foundation com o argumento de que há o risco de

introdução de erros de tradução que poderiam deturpar o sentido da licença. Deste

modo, qualquer tradução da GPL é não-oficial e meramente informativa, mantendo-

se a obrigatoriedade de distribuir o texto oficial em inglês com os programas.

Historicamente é necessário lembrar que, com o avanço na demanda por

novos softwares decorrente da popularização da informática, um modelo comercial

baseado na venda de programas de computador teve espaço. Esse modelo foi

percebido

por

muitas

companhias,

que

começavam

a

investir

recrutando

programadores para o desenvolvimento de novos aplicativos que vinham lançados

ao mercado corporativo já protegidos por licenças de copyright. Através do dinheiro

que recebiam na forma de royalties, as empresas eram capazes de pagar seus

funcionários e aumentar sua produtividade, lançando cada vez mais softwares

proprietários no mercado.

14

Para Gates era claramente necessário expandir o mercado, com softwares de

qualidade e bem documentados, e para isso, era preciso cobrar pelo tempo investido

nestas tarefas. O conceito de “Software Proprietário” estava sendo aprofundado.

Richard Stallman iniciou em 1985, o projeto GNU, era a tentativa de construir

um sistema operacional totalmente livre, e coberto por uma licença que garantisse a

propriedade intelectual dos seus autores, ao mesmo tempo em que garantisse aos

usuários do sistema as liberdades do Software Livre.

Em 1991, Richard Stallman alcançou seu objetivo, quando o último módulo do

sistema GNU foi desenvolvido por um jovem finlandês da Universidade de Helsinki,

Linus Torvalds. O kernel Linux, núcleo do sistema operacional GNU, foi a peça

chave que permitiu a finalização daquele sistema completamente livre. O kernel

Linux e Linus Torvalds tiveram tanto sucesso que muitas pessoas tendem a

referenciar todo o sistema operacional GNU/Linux chamando-o simplesmente de

Linux.

O nome apropriado para tal deveria ser GNU/Linux, em reconhecimento a

imensa quantidade de trabalho realizada por Richard Stallman e muitos outros, anos

antes do desenvolvimento do kernel.

2.1 Tipos de Softwares

Software Livre ou Open Source: Seu código fonte é distribuído sendo que seus

termos de licença permitem, o software ser modificado e redistribuído com as

mesmas liberdades do software original. Esta abertura e liberdade impede a

comercialização proprietária. Programas que utilizarem o código fonte livre, deverão

sujeitar-se aos termos originais da licença aberta. O Kernel Linux e o Servidor Web

Apache são exemplos deste tipo de software.

15

Software Livre Comercial: A engenharia do software usada por um software

livre não exclui a possibilidade de que este seja usado comercialmente. Software

Livre, pode, também ser, distribuído mediante pagamento, entretanto, essa prática

perde muito de seu efeito pelo di que, a princípio, qualquer um pode distribuir um

software livre também gratuitamente. Esta categoria inclui modelos de negócios em

software

livre

que

são

baseados

em

serviços

de

valor

agregado

como,

empacotamento e venda de diversos softwares livres integrados (distribuições Linux)

e outros que geram receita com serviços complementares á esta atividade, como

venda de hardware específico, serviços e customização de software, temos como

exemplo a tais praticas as distribuições Red Hat e Mandriva.

Freeware: Neste caso, o código fonte não esta disponível, pois ele é distribuído

em sua forma binária (programa execitável) e não pode ser modificado.

No entanto, pode ser copiado e distribuído gratuitamente, no caso do freeware

temos como exemplo os plugins e leitores como Adobe Acrobat e Real Player.

Shareware: Estes são gratuitos, apenas por um determinado período de tempo,

e não permite fazer cópias. Após esse tempo o software deixa de funcionar ou opera

em funcionalidades restrita. Depois do período de avaliação, o software demanda o

pagamento de uma determinada taxa, para funcionar com todos os seus recursos.

2.2 Principais Softwares no mercado

Linux:

Sistema

operacional

que

apresenta

funcionalidades

parecidas

ao

Windows (sistema operacional da Microsoft), tendo ele várias distribuições.

Firebird: É um projeto o qual foi iniciado em julho de 2000, baseado no código

fonte do interbase, liberado pela Borland.

16

PostgreSQL: É um banco de dados, derivado dos projetos Ingres, desenvolvido

no período de 1977 e 1985, e Postgres (1986-1994), ambos da universidade da

Califórnia em Berkeley.

Apache:

Mais

popular

servidor

web

do

mercado,

o

apache

criou

um

ecossistema, com inúmeras ferramentas plugins e módulos que são disponibilizados

de maneira crescente.

MySQL: É um banco de dados relacional que surgiu em 1994, desenvolvido por

uma empresa privada MySQK AB.

OpenOffice: É uma alternativa de software livre para a suíte Office da Microsoft.

É bastante completo e oferece ferramentas similares aos conhecidos Word e Excel.

O OpenOffice é compatível com formato de arquivo Office que são fechados e

proprietários.

Gcc: É um compilador usado para programação de softwares livres.

Perl: É uma linguagem de programação desenvolvida em 1987, muito utilizada

na internet

Python: É uma linguagem de programação com versão integrada com a

linguagem Java.

Mozilla: Navegador para internet desenvolvido em resposta á ação da Microsoft

pela distribuição gratuita de seu navegador explore.

Gnome e KDE: São projetos para melhorar a interface gráfica em desktop para

Linux, com estes ambientes gráficos, o Linux apresenta funcionalidades gráficas

semelhantes ao Windows.

Samba: É um dos mais populares servidores de arquivo e impressão.

FreeBSD: É um sistema operacional desenvolvido pela universidade Berkeley,

na Califórnia, sisetma robusto e bastante utilizado para gerenciar servidores.

17

JFS: É um sistema que funciona integrado ao Linux, esse sistema impede que

dados sejam perdidos, caso haja algum tipo de falha no sistema.

Bind: É um sistema utilizado para efetuar a conversão entre endereços de

internet.

Compiere:

É

um

ERP

escrito

em

linguagem

de

programação

Java,

mundialmente conhecido e voltado para pequenas empresas.

2.3 O Software livre no Brasil e seu Impacto

O Software Livre no Brasil, como também em diversas partes do mundo tem

beneficiado várias empresas e está sendo utilizado em larga escala por órgãos

públicos. O governo brasileiro está estimulando o uso de Software Livre, que

segundo o mesmo, as razões para isso são várias, como independência tecnológica,

nível de segurança proporcionado pelo Software Livre, desenvolvimento local,

independência de fornecedor único.

Segundo

uma

estimativa

da

Linux

Foundation,

mais

de

3

milhões

de

computadores no Brasil utilizam o Sistema Operacional GNU/Linux. E existem várias

comunidades Linux no país, vários projetos destinados a promover, desenvolver e

adicionar

vários

locais

o

SO

Linux.

O

Sistema

OpenSource

está

também

implementado em variados locais de grandes referências, onde é necessário que

haja extrema confiança no sistema adotado devido aos trabalhos e

serviços

efetuados onde estão sendo utilizados, segue alguns casos de empresas utilizam

Linux.

Banco do Brasil: O Banco fortemente conhecido aqui no Brasil adotou de

braços abertos o Software Livre Linux. Ainda em 2011 a migração desta instituição

financeira para Linux estava ainda está em progresso, mesmo tendo seu ponto

18

inicial em meados de 2001 e, em 2010, das 43.343 Caixas Eletrônicos, apenas 20

mil corriam em Linux. Vista pela maioria como uma lenta substituição de seus

(finados) terminais com o sistema operacional IBM OS/2 para Linux, são os

funcionários do Banco do Brasil que facilitam e promovem esta mesma migração,

uma vez que são os próprios responsáveis pela desinstalação do Windows e

instalação do Linux nos sistemas internos, e chegaram a realizar cerca de 1000

instalações por dia.

O Banco do Brasil teve o cuidado de manter o visual anterior e assim como

suas aplicações, de forma a que as mudanças fossem mínimas. Com a migração os

funcionários do Banco não obtiveram reclamações nem dúvidas significativas dos

clientes, o que indica que o Linux se adaptou muito bem às necessidades desde que

estes, por sua vez, também conseguiram se

adaptar facilmente

ao

software

OpenSource no sistema do banco. O BB também utiliza a suíte OpenOffice.org, que

se revelou um tremendo sucesso.

Petrobrás: A Petrobrás é uma das maiores petrolíferas do mundo, além a maior

empresa do Brasil. A nível de valor de mercado, a Petrobrás encontra-se no oitavo

lugar, a nível mundial. Portanto já podemos ter uma idéia da dimensão e importância

desta instituição. E se Linux não fosse um sistema confiável, uma empresa deste

porte não iria confiar em seus serviços. Mas foi isso que a Petrobrás fez, ao

implementar o BrOffice.org em mais de 90 mil das suas máquinas. O BrOffice.org é

um conjunto de aplicações para escritório que podem ser usadas tanto para uso

pessoal como para uso profissional, e a sua licença é GNU/LGPL. Esta alteração

trouxe enormes benefícios à empresa, uma vez que a redução de custos rondou os

40% em licenças de software pago. Márcia Novais, coordenadora de projetos de

Tecnologia da Informação da Petrobrás, adiantou que o BrOffice.org é um software

19

com maturidade tecnológica e é adequado às necessidades da empresa. Esta

alteração contou também com o treinamento dos funcionários para aprendizagem do

novo software [fonte]. Mas as novidades da utilização de OpenSource por uma das

maiores empresas do Mundo não se ficam por aqui. A Petrobrás também adotou o

Linux em seus 252 servidores. O cluster, montado pela IBM, utiliza o sistema

operacional livre que, segundo a IBM, é um sistema que “unifica a capacidade de

execução com simplicidade”.

Casas

Bahia:

As

Casas

Bahia,

empresa

popular

de

eletrônicos

eletrodomésticos no Brasil, deu início à sua alteração de sistema para Linux, desde

2001 e rapidamente reconheceu as mudanças de imediato. O sistema foi migrado

em 550 lojas, e afetou o email, aplicações de escritório e até o relógio, como

menciona Wanderley, diretor de informática das Casas Bahia. Ele próprio ainda

adianta que “Tudo o que dá, a gente coloca em Linux, que é mais estável e barato.”

Este vídeo abaixo mostra como a empresa adotou sua migração para Linux.

Em 2001, a empresa iniciou-se com o Red Hat Linux e Wanderley afirma que a

redução de custos foi monstruosa: “Cheguei a testar 600 terminais ligados a um

servidor, depois dividi por três por segurança. Imagine quanto teria que pagar nessa

situação com todas as licenças de software e maior quantidade de servidores.

Lojas Renner: Uma das maiores redes de departamento do país especializada

em moda, possuía o objetivo em adotar as melhores práticas de TI, alinhadas à

redução de custos e necessidades do negócio. Então as Lojas Renner adotou o

Linux como o sistema padrão em suas Lojas, por decisão de seu diretor de TI, Luis

Agnelo Franciosi que teve a decisão primordial de instalar o Linux nas lojas Renner

em 1997.

20

Daquela época pra cá, muitas coisas mudaram, uma delas talvez a mais

importante seja toda a redução de custos de nossas 53 lojas em 1997 onde houve

um direcionamento crescente e adaptado em continuar a investir em Linux. Devido a

isso,

com

o

crescimento

exponencial

da

loja

e

da

marca,

hoje

os

114

estabelecimentos da loja Renner continuarão a utilizar Linux ainda por muito tempo.

Banrisul: O Banco do Estado do Rio Grande do Sul, ou Banrisul, começou a

testar o software livre em 1998. Passados 5 anos, em 2003, já estava implementado

em todos seus caixas. Atualmente o Banrisul dispõe de 3 mil equipamentos com

Linux. Segundo o gerente da unidade de infraestrutura de tecnologia do Banco, José

Eduardo Bueno,

o

banco foi

o

primeiro “no mundo a usar

Linux nas caixas

eletrônicos”. O Banrisul possui 800 servidores, e o Linux é usado por 600 deles.

Ainda há muitos equipamentos com Windows, mas o objetivo é reduzir de forma

consistente, e, segundo Bueno, a aposta no OpenSource vale muito a pena do ponto

de vista econômico, principalmente quando se fala em "Banco".

Procergs: Esta por sua vez é a maior empresa de informática do Rio Grande do

Sul, também é responsável pelo processamento de dados desse mesmo estado.

Esta empresa caracteriza-se por tentar alcançar sempre mais independência, e

por esse motivo prefere sistemas OpenSource. Segundo indica Carson Janes

Aquistapasse, diretor-executivo da empresa, mais de 50% das aplicações que

servem a mesma, estão desenvolvidas sem pagamento de royalties, e baseiam-se

em linguagens de programação Java e PHP. Apesar de Aquistapasse admitir que “a

migração total é impossível por uma questão de racionalidade”, a Procergs tem o

Linux em 40% dos seus servidores. E o objetivo é realizar uma migração gradual de

todos os computadores para o SO livre passando de 40% para 99,0%.

21

Linux na Educação: A Educação também faz uma forte aposta no software

livre. Em 2009, 10 milhões de alunos do ensino básico receberam 26 mil laboratórios

de

informática,

devido

à

expansão

do

Programa

Nacional

de

Tecnologia

Educacional, ProInfo. Cada laboratório é equipado com um Microcomputador, cinco

terminais de acesso compostos por um monitor, um teclado, um mouse, headphones

e uma entrada USB, além de um estabilizador e uma impressora. Todos estes

computadores são compatíveis com a versão do Linux Educacional 3.0, uma distro

do SO Linux, desenvolvida pelo Ministério do Brasil e baseada no Kubuntu 8.04,

especialmente indicada para responder às necessidades sentidas pela Escola

Pública do país, com conteúdos pedagógicos específicos e pré-selecionados.

Governo Federal: Outro local onde Linux conquistou a confiança foi no Governo

Federal, onde, segundo a Linux Foundation, cerca de 70% das aplicações já

trabalham em software livre. O Governo do Brasil dá sempre prioridade ao software

livre, e só depois a programas proprietários, quando já não há opções OpenSource.

Esta opção parece ter trazido consequências positivas nos cofres do estado, pois

poupou cerca de R$ 370 milhões em 12 meses com a utilização de "Sistemas

operacionais,

navegadores,

leitores

de

e-mails,

e

softwares

OpenSorce

com

diversas finalidades”. Linus Torvalds refere mesmo que “usar Linux não é apenas

redução de custos, mas sim uma questão de controle e autonomia pelo sistema que

se usa. Com os governos, é necessário haver a segurança em usar um sistema que

ninguém pode tirar, do próprio governo, o que ele utiliza, não pode correr o risco de

ficar à mercê de uma empresa internacional.” O Diretor executivo da Fundação, Jim

Zemlin, adiantou também que uma migração para Linux não tem custos muito

elevados a nível de gastos e muito menos a nível de reaprendizagem por parte das

pessoas.

22

2.4 O Software Livre em pequenas empresas

Em um mercado tão competitivo e ao mesmo tempo instável, reduzir custos,

aumentar a competitividade, ter respostas rápidas para os problemas que surgem na

rotina

de

uma

empresa,

no

que

desrespeito

a

uma

pequena

empresa,

é

extremamente importante para que as empresas possam permanecer no mercado e

que tenha crescimento continuo, é necessário soluções inovadoras, que não ofereça

riscos, e que seja também de baixo custo e flexível.

O

Software Livre não é um tipo diferente de software e nem uma espécie

distinta

dentro

do

gênero

software.

Internamente,

em sua

arquitetura,

o

que

chamamos de Software Livre não tem uma substância técnica diferente daquilo que

chamamos

de

software

proprietário.

O

modelo

do

desenvolvimento

do

que

denominamos Software Livre colaborativo, compartilhado e da transmissão de

direitos sobre ele é que são diferentes. Para tal tipo de situação, temos o Software

Livre como uma alternativa que se adequada a necessidades de tais empresas

como modelo de negócio.

O suporte pode ser obtido gratuitamente pela Internet através de fóruns, grupos

de discussões e notícias com uma qualidade igual ou superior ao de sistemas

proprietários que na maioria das vezes são demorados e deficientes. As mensagens

de erros do Linux são muito mais intuitivas do que as mensagens de erros de

sistemas proprietários, e sempre existirá suporte mesmo que alguma distribuição

seja descontinuada, pois qualquer pessoa pode estudar o código fonte e através de

seu conhecimento oferecer suporte gratuito ou pago por outra empresa.

O Linux também pode ser utilizado em computadores com menos poder de

processamento, o que reduz os custos na pequena empresa.

23

Capitulo 3 - O surgimento do unix

A história do Unix começou no final da década de 1960 e início de 1970, em

uma época em que os computadores eram grandes, caros e de difícil acesso a

pessoas comuns. Um pesquisador da AT&T chamado Ken Thompson, que havia

trabalhado no Projeto Multics (Multiplexed information and Computing Service),

utilizou um computador PDP-7 para pesquisar algumas idéias do Multics por conta

própria. Logo Dennis Ritchie, que também trabalhou no Multics, se juntou a ele.

Nesta época havia poucos computadores e vários pesquisadores necessitados de

recursos

para

poderem

dar

andamento

aos

seus

trabalhos,

e

os

sistemas

operacionais da época não satisfaziam às necessidades desses profissionais. Era

então, imprescindível desenvolver um sistema operacional multiusuário, multitarefa,

que pudesse ser convertido para diferentes plataformas de hardware.

Inicialmente o Unix foi escrito em linguagem Assembly, que varia muito de um

computador

para

outro.

A

necessidade

de

converter

o

Unix

para

diversas

plataformas de hardware levou à criação de uma linguagem de programação na

qual, qualquer programa pudesse ser convertido facilmente, com pouca ou nenhuma

alteração, para qualquer uma das plataformas. Essa linguagem foi denominada C,

que mesmo nos dias de hoje, continua moderna e poderosa. Logo o Unix foi

reescrito em C e convertido para as mais diversas plataformas de hardware, sendo

24

executado

atualmente

tanto

supercomputadores.

em

computadores

de

bolso

como

em

No início, o UNIX era distribuído gratuitamente pela AT&T (empresa que o

desenvolveu) para as universidades. Mais tarde, porém, percebendo o sucesso do

Unix no meio comercial, a AT&T logo passou a disponibilizá-lo por um preço muito

alto. Logo em seguida, departamentos de ciência da computação de diversas

universidades no mundo inteiro começaram a desenvolver programas comerciais

para o Unix, criando um grande número de usuários e desenvolvedores de utilitários

e programas.

Entre os vários pesquisadores que desenvolveram o Unix, destaca-se o grupo

da Universidade da California, em Berkeley, que em 1975 licenciou a versão 6 da

AT&T,

fez

diversos

aprimoramentos

e

relançou-o

como

Unix

BSD.

Conseqüentemente, os dois maiores centros de desenvolvimento do Unix são a

AT&T e Berkeley.

de desenvolvimento do Unix são a AT&T e Berkeley. Ken Thompson e Dennis Ritchie Figura 03:

Ken Thompson e Dennis Ritchie

Figura 03: Ken Thompson e Dennis Ritchie no PDP-7. Fonte: Google Image

Com o advento das workstations (estações de trabalho) na década de 80,

surgiram muitas versões comerciais do Unix, como Sun OS e Solaris, da Sun

25

Microsystems, AIX, da IBM, OSF/1 (hoje chamado de digital Unix), da Digital, IRIX,

da Silicon Graphics, e HP-UX, da Hewlett Packard.

Todas essas versões são baseadas nas versões da AT&T e de Berkeley,

freqüentemente

com

muitos

cruzamentos

e

acréscimos,

resultando

em

uma

confusão de versões do Unix, porém, em 1990, o IEEE (Instituto de Engenheiros

Elétricos e Eletrônicos) começou a desenvolver o padrão POSIX (Portable Operating

Systems Interface Unix) para uniformizar as características dos sistemas Unix.

Até meados da década de 80, o Unix ainda não possuía uma interface gráfica

própria. Porém, com o advento do X Window System (sistemas de janela X),

desenvolvido pelo MIT (Massachussets Institute Of Technology), ele passou a dispor

de um sistema gráfico do tipo cliente-servidor e independente de arquitetura do

computador.

Em 1983 é lançado o System V da AT&T e o 4.2 BSD. O SV incluía o pacote

IPC (shm, msg, sem) para comunicação entre processos. Surgiram outras versões

do SV com a inclusão de novas características como sharedlibs no SVR4.

O 4.2BSD foi talvez uma das mais importantes versões do UNIX. O seu

software de conexão de redes tornava muito fácil a tarefa de conectar computadores

UNIX a redes locais. Nessa versão é que foram integrados os softwares que

implementam TCP/IP e sockets.

Em 1988

foi

lançado o SVR4.

Este sistema era um merge de releazes

anteriores do SV, BSD e SunOs, uma implementação decendente de BSD. Neste

releaze foram incorporados as seguintes características:

BSD: TCP/IP, sockets, csh,

SVR3: sysadmin,

26

SunOs: NFS, OpenLook GUI, X11/NeWS, virtual memory subsystem with

memoy mapped files, shared libraries (!= SVR3) ksh

O 4.4BSD foi lançado em 1992 para várias plataformas: HP 9000/300, Sparc,

386, DEC e outras, mas não em VAX. Entre as novas características estão:

Novo sistema de memória virtual baseado em Mach 2.5

Suporte ISO/OSI (baseado em ISODE)

A Sun Microsystem também lançou a sua versão do UNIX a partir do BSD. Isto

ocorreu até a versão SunOs 4.x. A nova versão, SunOs 5.x está baseada no SVR4,

embora tenha herdado algumas características do SunOs 4.x. O novo sistema

operacional da Sun, Solaris 2.x, é um SO que engloba SunOs 5.x, Open Network

Computing e Open Windows. É o solaris que provê o pacote de compatibilidade

entre os BSD/SunOs e o SVR4/SunOs 5.x.

A Microsoft também lançou uma versão do UNIX, chamada XENIX, que rodava

em PCs. Este sistema era inicialmente baseado na Versão 7, depois herdou

características dos SIII e depois do SV.

3.1 A utilização do Unix nos dias de hoje

A proporção é muito diferente do que há 10 anos atrás, onde projetos para

implementação de servidores Unix dominavam o mercado, seguidos por projetos de

implementação com Windows. Uma coisa de lá para cá não mudou, as distribuições

Unix

mais

adotadas

pelo

mercado

brasileiro

ainda

são:

Sun

Solaris

(agora

denominada Oracle America® Solaris™), AIX, HP-UX e Tru64.

Hoje em dia, os sistemas Unix estão muito presentes nos meios profissionais e

universitários graças à sua grande estabilidade, ao seu nível de segurança elevado

e ao respeito dos grandes padrões, nomeadamente em matéria de rede.

27

O motivo pelo qual a maioria das empresas brasileiras utilizam Sun Solaris ou

AIX em seus Datacenter está relacionado diretamente ao valor do hardware e sua

capacidade, o hardware da Sun foi o mais barato durante muito tempo, onde o Sun

Solaris era oferecido praticamente de graça, até pouco tempo atrás era possível

fazer o download do Sun Solaris, mas após a compra da Sun pela Oracle, tudo

mudou.

3.2 Sistemas de Arquivos

São estruturas abstratas que servem para organizar arquivos. Os arquivos por

sua vez, também são estruturas abstratas, mas que servem para armazenar as

informações do usuário.

A entrada e saída de informações é feita por meio de processos que utilizam

instruções de I/O. Normalmente essas informações são armazenadas na memória

principal do computador, porém quando o processo termina essas informações são

perdidas. Como existem situações onde a perda de dados não é aceitável, surgiu

demanda para uma forma de armazenar arquivos de forma persistente. Daí surgiram

as fitas, disquetes e HD‘s.

28

Disquetes de 5¼
Disquetes de 5¼

Figura 05: Disquetes usados na época para carregar o SO.

Fonte: Google Image

Outro motivo é que muitas vezes a capacidade da memória principal não é

suficiente para armazenar a quantidades de dados que precisam estar disponíveis.

Também podemos citar o fato de que se os dados se encontram no domínio da

memória alocada a apenas um processo, o acesso a estes dados estará dificultado e

restrito.

Com

o

uso

de

sistemas

de

arquivos

e

instruções

do

SO

pode-se

compartilhar esses dados com outros processos.

Então, para organizar os arquivos dentro de um dispositivo de armazenamento

como esses surgiram os sistemas de arquivos. Com eles é possível criar condições

padronizadas para que o SO manipule os arquivos de maneira adequada e

garantindo todos os serviços necessários.

3.3 Arquivos Mapeados

Quando um arquivo é aberto por

um processo, o

mesmo passa a ser

totalmente armazenado na memória principal, o que é de longe mais eficiente do

que a manipulação de um arquivo diretamente do disco. Quando pedimos para o

sistema

retornar

as

informações

contidas

em um determinado

espaço

sendo

utilizado por um arquivo mapeado, os dados retornados farão parte do arquivo,

29

funcionando como uma cópia de acesso rápido para o mesmo. Isso ocorre porque o

SO trata arquivos mapeados de forma transparente aos processos.

Esta forma de se trabalhar com arquivos é fundamental em um sistema que

trata tudo como arquivo, como o UNIX. Quando executamos um programa, o mesmo

é todo mapeado em um espaço de memória virtual, assim como todas as bibliotecas

pendentes ao mesmo. Programas ou processos que requisitam um mesmo arquivo

irão compartilhar o espaço em memória usado para mapear o dito arquivo. O mesmo

ocorre quando um ou mais processos requisitam o uso de uma biblioteca, ela será

compartilhada entre os dois processos ocupando apenas um espaço na memória

física.

3.4 Gerenciamento de Memória e Swap

A memória swap ou também chamada em português de memória de troca ou

paginada, é peculiar por funcionar como um extensor da memória física e é baseada

em páginas de dados que são constantemente substituídas quando em desuso, de

acordo com algum tipo de algoritmo especial de troca de páginas. Os tamanhos

dessas páginas varia muito entre implementações, mas é comum adotar um

tamanho entre 4096 e 8192 bytes.

Muito já foi mudado desde os mais antigos sistemas operacionais para os

modernos sistemas UNIX tanto na forma como

3.5 Redes no Unix

A

habilidade

de

se

conectar

com

outras

máquinas

é

uma

parte

muito

importante em todo sistema UNIX. Isto significa se conectar com outras máquinas

30

UNIX bem como máquinas não-UNIX para realizar tarefas como transferência de

arquivos ou logon remoto.

Existem

muitos

comandos

em

um

sistema

UNIX

que

provêem

esta

funcionalidade de logon e transferência de arquivos entre sistemas. Eles são

conhecidos como comandos ARPA, telnet e ftp.

O comando telnet permite logins remotos em um ambiente heterogêneo. De um

sistema UNIX, é possível rodar o telnet para efetuar login em sistemas não-UNIX. Já

o ftp é usado para transferência de arquivos entre sistemas heterogêneos. Estes

comandos

permitem

a

transferência

de

arquivos

entre

dois

sistemas

sem

necessidade de conhecimento sobre o sistema operacional do sistema remoto.

Estes comandos podem ser considerados primitivos se comparados com os

comandos que podem ser usado para comunicação entre sistemas UNIX. Para os

sistemas UNIX, rede não é um extra que necessita ser adicionado ao sistema, mas

uma parte essencial para o mesmo. Para comunicação entre sistemas UNIX, o

mesmo provê uma gama de recursos muito mais avançados.

3.6 A historia do Gnu/Linux

GNU é um sistema operacional Unix-like que é software livre, que respeita a

sua

liberdade.

Você

pode

instalar

o

inteiramente de software livre.

Linux-based

versões

do

GNU

que

são

O Projeto GNU foi iniciado em 1984 para desenvolver o sistema GNU. Um

sistema operacional Unix-like é uma coleção de software de aplicações, bibliotecas e

ferramentas de desenvolvimento, além de um programa para alocar recursos e falar

com o hardware, conhecido como kernel.

31

Utilizar um sistema GNU/Linux é muito mais do que optar por uma solução

isenta de custos de licença. É usufruir uma filosofia que antecedeu o software

proprietário, e que permitiu, por exemplo, que a internet crescesse de forma aberta

como a conhecemos hoje. O sistema GNU/Linux é freqüentemente chamado apenas

pelo seu segundo nome, Linux. Entretanto, essa designação não faz justiça a todos

os desenvolvedores que vêm desenvolvendo o sistema.

GNU, que é um acrônimo recursivo de GNU's not Unix, é um grupo que foi

fundado em 1984 por seu idealizador, Richard Stallman, com o intuito de criar um

sistema operacional ``Unix-Like''. Sendo assim, diversos softwares passaram a ser

criados e mantidos pela comunidade que se formara, entretanto, havia um pedaço

de código essencial que ainda não tinha sido criado: o kernel.

Em 1991, um jovem fnlandês chamado Linus Torvalds disponibilizou para o

mundo a primeira versão do Linux, um kernel ``Unix-Like''. A partir desse ponto, foi

possível unir o kernel - Linux - com os softwares GNU, originando o que chamamos

de GNU/Linux. O mundo GNU/Linux não é apenas um conjunto de programas mas

também uma flosofa de mundo livre e colaborativo, no qual as pessoas podem

utilizar esses softwares livremente e, acima de tudo, aprender com eles, uma vez

que seu código fonte deve ser disponível a todos que queiram melhorá-lo ou apenas

aprender com ele.

3.7 - Definição de programas

Uma forma de definir programas é fazendo uma analogia com receitas de

cozinha, segundo analogia do próprio Richard Stallman. Ambos são uma listas de

passos a serem seguidos cuidadosamente. O que começa o que termina, quando

iniciar, ou quando voltar, preparar algo e reservar para ser adicionado futuramente,

32

sempre para obter certo resultado. E essas receitas são feitas por pessoa quem

cozinham e geralmente trocam receitas com vizinhos e amigos. A receita do

programa de computar é o código-fonte. O amago do software, alterações nos

programas só são possíveis se essa receita, o código fonte, estiver disponível para

qualquer pessoa. Para se ter essa liberdade existe o mundo só software livre.

Ter acesso ao código fonte é ter acesso a tudo aquilo que o programador

escreveu e a linguagem de programação em que ele desenvolveu o sistema.

Sabendo isso podemos trabalhar com o código e fazer uma serie de mudanças,

mais precisas, podemos moldá-la de acordo com a nossa necessidade, focando o

programa para as realizações das tarefas de maior importância.

Isso que fascina os usuários e programadores do GNU Linux e de outros

sistemas Livres, você poder ver o código, fazer melhorias, com a ajuda ou não de

outros, e moldá-lo para ter o melhor desempenho para o seu uso, diferente do

software proprietário onde é o usuário que tem de se adaptar as necessidades dos

programas Tanenbaum A. S, (2009).

3.8 - Ambiente de Redes Linux

Segundo Hunt Craig (2004), na maioria dos casos, o sistema configura o driver

de dispositivos de rede corretamente, sem qualquer ajuda do administrador do

sistema. A maioria dos drivers Ethernet, esperam que os adaptadores usem a

configuração default do fabricante, e se ele o fizerem, nenhuma mudança de

configuração é necessária. Ainda segundo Hunt Craig (2004), um problema até

mesmo mais raro para um adaptador Ethernet é um driver de dispositivo ruim ou

perdido. É possível obter hardware que é tão novo que não há nenhum driver para o

hardware incorporado á distribuição Gnu/Linux.

33

A primeira coisa a ter em mente com relação à configuração de rede no Linux é

que, como quase tudo no sistema, a configuração pode ser feita tanto usando

utilitários gráficos quanto diretamente, através de comandos e da edição dos

arquivos de configuração. Existe uma grande variação com relação aos utilitários de

configuração, já que cada distribuição adota um utilitário diferente, mas os passos da

configuração manual são quase sempre os mesmos, com poucas variações.

34

CAPITULO 4 ESTUDO DE CASO DA EMPRESA M5 ASSESSORIA CONTÁBIL PARA GNU/LINUX

4.1 - Aspectos importantes a serem considerados

Um ponto muito importante, que ninguém aborda, quando é realizada uma

migração de software proprietário para software livre, além é claro, da estabilidade,

segurança e redução de custos, temos que abordar a questão social, pois muitas

pessoas no Brasil, estão tendo acesso a computadores pessoais, graças a sistemas

Linux que vem instaladas em sua máquina, pois o custo do sistema operacional não

está

embutido

na

máquina,

barateando

o

preço

dos

computadores

e

consequentemente causando a inclusão digital.

Outro ponto importante a ser abordado, sobre as divisas que o país perde com

a saída de bilhões de reais, que ainda saem todos os anos (apesar desses valores

terem diminuído), mais ainda temos muito que melhorar nesse quesito. Com o

software livre, quebra esse paradigma, apesar de usarmos softwares que na maioria

das vezes, vem do exterior, mas não precisamos pagar licenças por seu uso,

realizando apenas um download.

Dessa forma, a customização, treinamento, elaboração de manuais, instalação

são feitos por empresas nacionais, esse dinheiro circula dentro do Brasil, gerando

mais empregos e renda para os brasileiros.

35

Outro ponto a ser abordado, é a segurança nacional, pois softwares feitos no

exterior, que ninguém tem acesso ao código-fonte dele, não poderiam conter de

alguma forma, arquivos espiões e deixar as empresas e até o governo brasileiro,

reféns, caso aja alguma segredo de estado?

4.2 - Viabilidade do Software Livre

Uma coisa que é muito questionado durante nas apresentações de Software

Livre, se é viável para as empresas a migração, pois as pessoas sempre citam

vários casos de empresas que tiveram prejuízos financeiros enormes, por trocar seu

software tradicional por um software de código aberto, principalmente sistemas de

ERP/CRM,

sistemas

seguintes motivos:

operacionais

●Alto custo de treinamento;

●Resistência à mudança;

●Falta de suporte local;

e

aplicativos

para

escritório,

alegando

os

●Problemas na migração de arquivos de textos, planilhas eletrônicas;

Esses e outros motivos são alegados, para falar mal da migração ou para

simplesmente não fazê-la.

Nesse e em outros casos, houve falta de planejamento nas migrações, como

pouco treinamento, falta de suporte, algo imposto pela direção, pura e simplesmente

para redução de custos, tempo insuficiente para convencimento da equipe, entre

tantos outros motivos. Algo importante para se citar, foi o caso do Governo Federal,

quando realizou as migrações no Banco do Brasil, tanto nos terminais, quanto nos

desktops dos colaboradores, houve um período de conscientização por parte dos

36

funcionários, um extenso treinamento sobre cada aplicativo, depois um profissional

junto aos colaboradores para retirar as dúvidas do dia a dia.

Outro exemplo é o que fez Itaipu, seguindo o mesmo caminho do Banco do

Brasil e atualmente recebe um dos maiores eventos de Software Livre do mundo, o

Latinoware.

Claro que no mundo ideal, seria, logo de cara, instalar uma distro como o

Ubuntu ou Fedora, nos computadores no final de semana e na segunda-feira, todos

estivessem saíssem usando, mas a gente sabe que não ocorre dessa forma. Para

efetuar a migração é necessário efetuar, um passo a passo de como começar a

migração de software proprietário para software livre.

●Listar quais são os softwares que são essenciais para o funcionamento da

empresa, para que ela não perca negócios e nem os processos internos sejam

comprometidos;

●Depois de listar esses softwares; verificar quais são os softwares livres

compatíveis com os softwares proprietários e que sejam multiplataformas (rodem em

Linux, Windows e Mac OS).

●Verificar

documentação

para

esses

aplicativos

e

baixar

a

versão

em

português, para que o impacto com a mudança seja menor;

●Elaborar um plano de migração, definindo as datas para conscientização,

treinamento, instalação dos aplicativos e profissional capacitado de suporte para

atender essa demanda;

●Instalar um aplicativo por vez, para minimizar o impacto da migração;

●Quando

todos

os

softwares

livres

estiverem

instalados

e

todos

os

colaboradores estiverem adaptados aos novos aplicativos, realizasse a formatação

das máquinas e instalasse uma distro Linux, preferencialmente Ubuntu ou Fedora;

37

Os céticos alegam que os custos com treinamento e instalação dos aplicativos

é mais caro do que deixar a situação como está, mas agora imagine, no curto prazo,

realmente pode sair mais barato deixar exatamente tudo como está, mas e a longo

prazo. Será que o pagamento de licenças com sistemas operacionais, aplicativos

para escritório, editores de imagem, criação de desenhos e outros, não sairá mais

caro.

Outro ponto a ser considerado é o tempo de vida útil do hardware, em algumas

situações, a cada mudança de aplicativo, precisa realizar um upgrade, seja de

memória ou de processador, para que o software funcione corretamente. Em

algumas

situações,

a

cada

lançamento

de

sistema

operacional,

precisa

ser

substituído um computador funcionando, apenas por que o sistema operacional é

incompatível com o computador da empresa.

O Software Livre quebra esse círculo vicioso e aumentando o tempo de vida útil

da máquina, sendo que nesse mesmo período, saíram vários lançamentos de

sistemas operacionais e aplicativos. Nesse caso, a substituição do equipamento

ocorrerá pelo fim da sua vida útil e não por apenas uma troca de aplicativo ou

sistema.

4.3 - Razões para Migrar ao Software Livre

Em qualquer lugar, em qualquer empresa, o novo sempre assusta, durante

qualquer processo de mudança dentro de uma empresa, seja ele reengenharia,

reestruturação, sempre existira aqueles que são contra e aqueles que são ao favor e

usam qualquer erro, para justificar sua ineficiência.

●Preço: A razão principal para que as empresas realizem a migração de um

software proprietário para um software livre, evitando dor de cabeça com licenças;

38

●Estabilidade: Se compararmos qualquer software tradicional com software

livre, veremos que eles são mais leves, portanto consomem menos recursos do

computador e aumentando o tempo de vida dos computadores.

●Segurança: Principalmente em servidores, o foco é segurança. E sistemas

operacionais baseados em software livre, Linux e FreeBSD, tem como foco a

estabilidade e segurança. Sobre os desktops, como ainda os desktops Linux tem

poucos usuários e gera desmotivação nos desenvolvedores de vírus para este

sistema operacional.

●Customização: Quando uma empresa precisar de qualquer alteração no

código-fonte de um software livre, pode ser executada por qualquer pessoa ou

empresa, ao contrário dos softwares comerciais, que precisam de muitos contratos e

advogados para qualquer alteração no aplicativo.

●Questão social: Num país como o Brasil, onde o preço do software chega a

ser proibitivo, o uso de Software Livre está cada dia mais nas escolas públicas e

várias prefeituras espalhadas pelo Brasil. Outro ponto que precisa ser lembrado, que

no Projeto Computador Popular, esses computadores saiam de fábrica com sistema

operacional Linux, diminuindo em quase 50% o preço dos computadores populares.

4.4 - Procurando o Software Livre Ideal

Antes de efetuar a formatação dos computadores de qualquer maneira, temos

que fazer um levantamento da real necessidade da empresa para ver quais são os

aplicativos que a empresa necessita para verificar, qual aplicativo baseado em

software livre pode substituir o software proprietário correspondente.

Em algumas situações, não é viável realizar a migração, apesar dos motivos

listados anteriormente, mas existem alguns softwares específicos que não existe um

39

software correspondente em Software Livre e o rendimento da empresa, não seria o

mesmo.

4.5 Apresentação da M5 Assessoria Contábil

A empresa M5 Assessoria Contábil atua pouco mais de um ano no mercado, é

um escritório de assessoria contábil empresarial, atua com base sólida no mercado,

com integração entre as plataformas do Departamento Pessoal, Contábil e Fiscal.

A Empresa esta sempre atualizada através de cursos, palestras, noticiários,

boletins e mapas fiscais.

Além da exigência legal, as informações contábeis são vitais para as tomadas

de decisões, elaboração de planejamento estratégico, controle do patrimônio e

apuração dos resultados.

A M5 Assessoria Contábil, possui um quadro de 10 funcionários,

na parte de

infraestrutura, possui 14 maquinas sendo 1 servidor e 13 terminais

todas as

maquinas possuem a mesma configuração 500 GB de HD, 4GB de RAM e Windows

7 profissional.

4.6 - APLICATIVOS MAIS UTILIZADOS

A tabela abaixo mostra os softwares utilizados pelos usuários da empresa, e

programas de código livre similares aos mesmos, visto que, a M5 Assessoria

Contábil, por ser uma empresa nova no mercado, e de pequeno porte, não possui

uma

grande

demanda,

os

softwares

do

Windows

utilizados,

possuem

seus

equivalentes que rodam normalmente no Gnu/Linux.

Tipos de Software Windows Gnu/Linux
Tipos de Software
Windows
Gnu/Linux

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Escritório Suíte Office Microsoft Office BrOffice.org Processador de textos Microsoft Word BrOffice.org Write
Escritório
Suíte Office
Microsoft Office
BrOffice.org
Processador de textos
Microsoft Word
BrOffice.org Write
Planilhas
Micosoft Excel
BrOffice.org calc
Apresentação
Microsoft Power Point
BrOffice.org Impress
Multimídia
Gravador de CD/DVD
Nero
Brasero
Internet
Cliente de e-mail
Microsoft Outlook
Evolution
Diagramas
Software para diagrama
Ms Vision
Dia
Projetos
Software para projetos
Ms Project
openproj

Tabela 1 Softwares equivalentes entre Windows e Linux

Abaixo mostra as figuras comparando as interfaces de tais programas que são

muito parecidos em suas funcionalidades.

41

41 Figura 06 – Microsoft Word Fonte: Google images Figura 07 – BrOffice.org Writer Fonte: Google

Figura 06 Microsoft Word

Fonte: Google images

41 Figura 06 – Microsoft Word Fonte: Google images Figura 07 – BrOffice.org Writer Fonte: Google

Figura 07 BrOffice.org Writer

Fonte: Google images

Writer tem todas as características necessárias de um processador de textos

moderno ou de uma ferramenta de editoração.

É simples o suficiente para uma nota rápida, mas poderoso o suficiente para a

criação de livros completos, com conteúdo, diagramas, índices, etc.

livros completos, com conteúdo, diagramas, índices, etc. Figura 08 – Microsoft Excel Fonte: Google images Figura

Figura 08 Microsoft Excel

Fonte: Google images

etc. Figura 08 – Microsoft Excel Fonte: Google images Figura 09 – BrOffice.org Calc Fonte: Google

Figura 09 BrOffice.org Calc

Fonte: Google images

As vantagens do Calc em relação ao Excel são parecidas com as encontradas no

Writer sobre o Word. É que parte delas reside no fato de o programa ser um

software livre, isto é, desenvolvido por um grupo de pessoas e disponível para

distribuição e aprimoramento do código de programação.

42

42 Figura 10 – Microsoft Power Point Fonte: Google images Figura 11 – BrOffice.org Impress Fonte:

Figura 10 Microsoft Power Point

Fonte: Google images

42 Figura 10 – Microsoft Power Point Fonte: Google images Figura 11 – BrOffice.org Impress Fonte:

Figura 11 BrOffice.org Impress

Fonte: Google Images

O Impress é uma ferramenta excelente para a criação de apresentações multimídia

realmente eficientes. Suas apresentações vão brilhar com figuras em 2D ou 3D,

efeitos especiais, animações e ótimas ferramentas de desenho.

43

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A utilização do Linux em Desktops e Notebooks ainda é muito inferior se comparada

com o Windows, na hora de escolher qual o sistema operacional utilizar, facilidade

de uso e interface gráfica são fatores determinantes importantes para o empresas e

usuários.

A Migração na empresa M5 Assessoria Contábil, pelo fato de ser uma micro

empresa não teve muitos problemas para efetuar a migração. Pois todos os

aplicativos estalados eram compatíveis com os arquivos utilizados anteriormente,

visto que a distribuição utilizada foi o Ubuntu incluindo o servidor, mas mudar o

hábito das pessoas que estão acostumadas com o sistema da Microsoft não é uma

tarefa simples, porque ela oferece conforto aos seus utilizadores. MAXWELL (2006,

p. 75-91) diz que a mudança é difícil para todos e todos resistem á ela por medo do

desconhecido, por não ser a hora certa ou por causa da tradição, como se o que

está sendo usado é o melhor, dentro outros motivos. As dificuldades para se

trabalhar com o Linux vão diminuindo gradativamente com o tempo de uso. Os

desenvolvedores do Linux são muitos, pois ele é um sistema que possui o código

aberto, e com o passar do tempo, os problemas de compatibilidade entre softwares,

interface gráfica não tão intuitiva e falta de suporte para alguns hardwares, principais

desvantagens, poderão ser sanados e sua utilização será bem mais popular.

44

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

TANENBAUM, S. A, Sistemas Operacionais Modernos, 2009 3° Edição Tradução: Prof. Dr. Ronaldo A. L Gonçalves, Prof. Dr Luís A. Consularo e Luciana Amaral Teixeira, Revisão Técnica: Prof. Dr. Raphael Y. de Camargo.

Hunt, Craig. Linux Servidores de Rede. Rio de Janeiro, Ciência Moderna, 2004. Tradução:

Deborah Rudiger, Revisão Técnica: Hélio Camargo Soares.

Jandl, Peter, Jr. Notas sobre Sistemas Operacionais. Apostila disponível em http://www.ime.uerj.br/~lino/sistemasOperacionais/SistemasOperacionais-PeterJandlJr.pdf >. Acesso em 19 de novembro de 2012.

FALCÃO, J, Estudo Sobre o Software Livre, Rio de Janeiro, [s.n.], 2005. Disponível em <

www . softwarelivre . gov . br / publicacoes / Estudo FGV . pdf > Acesso em 18 de novembro

2012.

Profa. Carvalho de, Pereira Flávia. Apostila de Introdução a Informática. Apostila disponível em < https://fit.faccat.br/~fpereira/apostilas/apostila_introducao_informatica_mar2007.pdf >.

Profa. Carvalho de, Pereira Flávia. Apostila de Introdução a Informática. Apostila disponível em < https://fit.faccat.br/~fpereira/apostilas/apostila_introducao_informatica_mar2007.pdf >.

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ANEXOS

http://www.gnu.org/ ultimo acesso 22 de novembro de 2012/11 http://www.vivaolinux.com.br/linux/ 22 de novembro de 2012 http://www.ubuntu.com/ 19 de novembro de 2012 http://www.fsf.org/ 19 de novembro 2012

http://escreveassim.com.br/2011/09/16/veja-quais-locais-utilizam-linux-no-brasil/

http://www.top500.org/charts/list/36/osfam

i.top500.org/stats/list/36/osfam

http://pt.scribd.com/doc/31075536/Livro-de-Sistemas-Operacionais-Excelente-pdf

http://cbcc2011.files.wordpress.com/2011/11/som-at-3-ed-2010.pdf

http://cbcc2011.wordpress.com/2011/11/25/162/

http://pplware.sapo.pt/linux/gnulinux-distribuicoes-para-empresas/

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Termo de compromisso e responsabilidade

Autenticidade e exclusividade sob as penas da Lei 9810/98

Pelo presente, o abaixo assinado declara, sob as penas da lei, que o presente trabalho é inédito e original, desenvolvido especialmente para os fins educacionais a que se destina e que, sob nenhuma hipótese, fere o direito de autoria de outrem.

Para maior clareza, firmamos o presente termo de originalidade.

Guarulhos,

de

Nome do aluno

de 2012.