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CIV0212 - Instalações elétricas

Prof. Cesar Augusto Bernardi

EMENTA DA DISCIPLINA
Projeto das instalações elétricas prediais em baixa tensão.
Luminotécnica e eficiência energética aplicada as edificações.

OBJETIVO GERAL DA DISCIPLINA


Projetar instalações elétricas prediais em baixa tensão visando a materialização das
construções

OBJETIVOS ESPECÍFICOS DA DISCIPLINA


Relacionar o projeto elétrico com o projeto arquitetônico;
Reconhecer componentes elétricos e suas funções;
Dimensionar instalações elétricas prediais em baixa tensão para uma unidade consumidora;
Detalhar um projeto elétrico, seus circuitos e componentes;
Reconhecer componentes, calcular e especificar um projeto luminotécnico

PROGRAMA DE ENSINO
Grandezas Elétricas;
O Sistema Elétrico;
Materiais e equipamentos;
Normas e símbolos gráficos;
Cargas de Projeto;
Esquemas e circuitos básicos;
Dimensionamento de condutores elétricos
Dimensionamento de sistemas de proteção elétrica: disjuntores, DR e DPS;
Dimensionamento de eletrodutos;
Equilíbrio da carga instalada;
Cálculo da Demanda;
Dimensionamento da entrada de energia elétrica.

SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFÉRICAS:


Aterramento elétrico;
Sistemas de para raios.

REDES PREDIAIS E URBANAS:


Coluna Montante Elétrica;
Diagrama Unifilar da Instalação;
Painel de Medição de Energia em Prédios Coletivos;
Alimentação elétrica predial a partir da concessionária em Baixa tensão.

PROJETOS AUXILIARES:
Instalações Telefônicas;
Instalações de TV a cabo (CATV e CFTV);
Instalações de iluminação de emergência e alarme;
Subestação de Energia Elétrica;
Grupo motor-gerador.

LUMINOTÉCNICA:
Lâmpadas e equipamentos auxiliares;
Técnica de iluminação artificial;
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Dimensionamento luminotécnico;
Método do fluxo luminoso

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

CREDER, H. Instalações Elétricas, 16ª ed. Rio de Janeiro, Livros Técnicos e Científicos, 2016.
COTRIM, A. Instalações Elétricas, 5ª ed. São Paulo, Mc Graw Hill, 2009.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas


– NBR5410, Instalações Elétricas em Baixa Tensão. 2004.
– NBR5419 Sistemas de proteção contra descargas atmosféricas
CAVALIN, G. CERVELIN, S. Instalações Elétricas prediais, 14ª ed. São Paulo, Ed. Erica, 2006.

CRONOGRAMA E AVALIAÇÃO

A Média final na disciplina será obtida através de média harmônica das três avaliações a serem
realizadas durante o semestre, a serem:

Instrumento 01: Aplicação de 02 Provas escritas

Primeira avaliação:
Dia 06 de maio de 2019
Peso desta avaliação é de 33,33% da nota final, inclui conteúdos apresentados até o dia
29 de abril de 2019.

Segunda avaliação:
Dia 01 de julho de 2019
Peso desta avaliação é de 33,33% da nota final, inclui todos os conteúdos apresentados
durante o semestre letivo de 2019-2

Instrumento 02: Desenvolvimento de um projeto de forma não diretamente supervisionada:

O trabalho consiste na elaboração de um projeto de instalações elétricas residenciais,


com peso de 33,33% sobre a nota final do semestre.

Esta tarefa será desenvolvida ao longo do semestre em grupos de 3 ou 4 componentes,


sendo que esta avaliação não poderá ser recuperada.

Haverá momentos para assessoria ao projeto em sala de aula e cada grupo deverá
utilizar-se deste espaço.

Data de entrega do projeto:

primeira etapa: 20 de maio de 2019. (itens a serem definidos)


segunda etapa: 24 de junho de 2019.

Data da avaliação de recuperação: 08 de julho de 2019.

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A Média final será obtida através de média harmônica de todas as avaliações.

Esclarecimentos sobre o projeto elétrico:


a) Os grupos serão formados por 3 integrantes;
b) O projeto arquitetônico será fornecido pelo professor até o dia 31/03/2019.
c) A nota do projeto será individual e levará em consideração a avaliação por pares sobre o
desempenho de cada aluno na construção do projeto;
d) As entregas do projeto fora do prazo serão aceitas, porém, serão penalizadas em 10%, a ser
deduzido da nota da etapa em avaliação.

Composição da nota do projeto:

N=M*I Onde:
N = Nota individual do aluno no projeto
I = índice de avaliação individual
avaliação por par de cada integrante do grupo.
M = Média Harmônica das entregas parciais P1 e P2

M= ____10_____ Onde:
4/P1 + 6/P2
M = Nota média do grupo sobre o projeto
P1 = nota relativo a primeira entrega (peso 40%)
P2 = nota relativo a segunda entrega (peso 60%)

Cálculo do índice individual.

I = Ii / Ig Onde:
Ii = Índice individual do integrante
Ig = Índice geral do grupo

Ig = Ʃ Ap / Nap Onde:
Ig = Índice geral do grupo
Ap = Nota de cada avaliação por pares
Nap = Número de avaliações por pares

Ii = Ʃ Api / Napi Onde:


Ii = Índice individual do integrante
Api = Nota de cada avaliação atribuída ao
integrante
Napi = Número de avaliações por pares recebidas
pelo aluno

Se I > 1,00 então I = 1


I = Ii / Ig Se 0,85 < I < 1,00 então I = I
Se I < 0,85 então I = 0,85

O edital contendo todas as especificações a serem trabalhadas no projeto será entregue


acompanhado de o projeto arquitetônico, no dia 31/03/2019 onde serão detalhados os itens
abaixo apresentados e que fazem parte da construção do referido projeto:

Locação das tomadas, lâmpadas, interruptores e quadros


Lançamento das tubulações, construção do quadro de carga
Lançamento dos condutores dos circuitos de iluminação

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Lançamento dos condutores dos circuitos de tomadas
Desenvolvimento do alimentador principal, ramal de entrada e caixa de medição,
e diagrama unifilar
Construção do memorial descritivo e dos detalhamentos solicitados
Desenvolvimento do projeto telefônico
Desenvolvimento do projeto de CFTV
Desenvolvimento do projeto de CATV
Desenvolvimento do projeto de Alarme
Aglutinação de todas etapas e entrega final.

Itens constantes deste material:

INTRODUÇÃO

1- Informações sobre a disciplina:


Ementa,
Bibliografia,
Programa de ensino,
Cronograma,
Avaliações,

2 - Grandezas Elétricas:
Tensão,
Corrente
Resistência elétrica
Resistividade elétrica
Lei de Ohm
Equipamentos de medição elétricas
Voltímetro
Amperímetro
Ohmímetro
Multímetro
Associação de resistores em série e em paralelo
Tipos de Corrente:
Corrente Alternada
Corrente contínua
Tipos de alimentação elétrica
Alimentação Monofásicas
Alimentação Trifásica

3 - Sistemas Elétricos de Potência


Geração de energia elétricas
Fontes de energia primárias
Conversão de energia mecânica em energia elétrica
Transmissão de energia elétricas
Subestação elevadora
Transmissão em alta e extra alta tensão
Distribuição de energia elétrica
Subestação rebaixadora
Transformador de energia elétricas
Princípio de funcionamento
Tipos de transformadores

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LUMINOTÉCNICA

4 - Cálculo luminotécnico.
Conceitos Básicos de Luminotécnica
Grandezas:
1 – Fluxo luminoso
2 – Rendimento Luminoso
3 – Quantidade de Luz
4 – Intensidade luminosa
5 – Iluminância
6 – Luminância
Temperatura de cor
Índice de reprodução de cores
Projeto Luminotécnico:
Método dos Lumens
Método ponto a ponto
Cálculo para definição de equipamentos de iluminação
Softwares comerciais para projeto luminotécnico

PONTOS DE UTILIZAÇÃO

Pontos de Utilização:
Quantificação;
Localização
Determinação das potencias elétricas
dos pontos de iluminação e
dos pontos de tomadas
Tomadas de Uso Geral (TUG)
Tomadas Especiais (TUE)
Condições para estabelecer a quantidade mínima
Tomadas de Uso Geral (TUGs) e
Tomadas de Uso Específico (TUEs)
Condições para estabelecer a potência mínima
Tomadas de Uso Geral (TUGs):
Tomadas de Uso Especifico (TUEs):
Divisão dos circuitos
Eletrodutos.
Função dos eletrodutos:
Classificação dos eletrodutos
Taxa máxima de ocupação dos Eletrodutos
Ligações elétricas
Acionamento de lâmpadas a partir de interruptores simples
Acionamento de lâmpadas a partir de interruptores paralelos
Acionamento de lâmpadas a partir de interruptores paralelos e intermediários
Acionamento de lâmpadas a partir de Sensor de presença
Condutor Elétrico
Fio
Cabo
Isolantes
Composição da isolação
Rigidez Dielétrica
Tensão de isolação

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Capacidade de temperatura
Terminação dos condutores elétricos
Efeito de mau contato nas conexões elétricas
Padronização de cores para condutores elétricos
Dimensionamento de condutores elétricos
Critérios:
Capacidade de condução de corrente
da Seção mínima,
da Capacidade de condução
da Queda de tensão

SISTEMAS DE PROTEÇÃO ELÉTRICA

6 - Aterramento e proteção de instalações elétricas.


Corrente de falta
Resistência de falta
Tipos de aterramento elétrico: Funcional e de proteção
Objetivos do aterramento
componentes de um sistema de aterramento
aterramento do condutor neutro
Aterramento de simples hastes e aterramento estrutural
Formatos e posições de hastes num sistema de aterramento
potencial de passo
ligações obrigatórias à terra
medição do sistema de aterramento
Classificação das redes de distribuição elétrica: TN-S, TN-C-S, TN-C e T-T

7 - Proteção elétrica;
Proteção básica:
Proteção por isolação
Proteção por invólucro ou barreira
Proteção supletiva
Proteção adicional:
Proteção contra sobrecorrentes e sobretensões:
Proteção contra efeitos térmicos:
Proteção contra Circulação de correntes de falta:
Disjuntores:
Definição segundo a NBR 5459:
Funções do disjuntor:
Funcionamento da proteção por sobrecarga ou sobrecorrente
Funcionamento da proteção por sobretensão
Proteção contra curto circuito
Dimensionamento dos disjuntores
Curvas características dos disjuntores:
Curvas B, C e D e Uso indicado para cada tipo
DR - Disjuntor de modo diferencial
Funcionamento
Aplicação
Dimensionamento
DPS - Dispositivo de proteção contra surtos
Picos de tensão
Funcionamento
Partes do equipamento

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Aplicação
Dimensionamento
Classes I, II e III
Seleção do DPS
Nível de Proteção
Nível de Proteção (Up)
Máxima tensão de operação contínua (Uc)
Sobretensões temporárias
Corrente nominal de descarga (In)
Corrente de impulso (Iimp)
Suportabilidade à corrente de curto-circuito
Ligação / Instalação:
Fusível
Princípio de funcionamento
Classificação segundo a norma IEC 60269-2-1 (NBR 11841)
Principais tipos de fusíveis
Fusíveis cilíndricos (tipo cartucho)
Fusíveis tipo D
Fusíveis NH

SUBESTAÇÃO

8 - Subestação rebaixadora
Tensões de fornecimento de energia elétrica pela concessionária
Normativas da concessionária local para definir o fornecimento de energia
elétrica: GED’s 119, 2855, 2856, 2858, 2859 e 2861, 3738, 4732 e 6120
Enquadramentos para fornecimento em tensão primária ou secundária
Classificação das subestações
Componentes de uma Subestação Abaixadora
Protetores de descargas atmosféricas:
Chaves de seccionamento
Disjuntores
Protetores de circuitos: Relés primários e Relés Secundários
Transformadores de corrente:
Transformadores de força:
Cabos de força
Isoladores e condutores:
Muflas
Cabine de medição
Alvenaria e edícula de abrigo
Entrada de energia - ramal aéreo e ramal subterrâneo
Estudo das cargas
Cálculo da demanda provável para consumidores industriais e não industriais
Exemplo de Projeto de Subestação

PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS

9 - Etapas de desenvolvimento de um Projeto de Instalações Elétricas:


Consulta preliminar (concessionaria)
Previsão de cargas de iluminação
Previsão de cargas de tomadas - TUG e TUE
Divisão da instalação em circuitos
Dimensionamento dos condutores

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Dimensionamento dos dispositivos de proteção
Dimensionamento dos eletrodutos
Quadro de cargas e potência instalada
Cálculo da demanda máxima e dimensionamento do ramal de entrada
Modalidade e limite de fornecimento
Localização do quadro de distribuição
Dimensionamento do sistema de aterramento
Dimensionamento do sistema de proteção contra descargas Atmosféricas

10 – Componentes de um projeto elétrico em Baixa Tensão


Quadro de Cargas
Coluna montante e prumada vertical
Diagrama Unifilar de instalações residenciais e de instalações prediais
Diagrama Multifilar
Detalhamento do quadro de medição
Medição de energia elétrica
Medição individual
Medição de agrupamento
Medição de serviço
Medição totalizadora
Localização
Aterramento do condutor neutro
Ligação à terra e condutor de proteção
Eletrodo de aterramento
Interligação à malha de aterramento
Número de Eletrodos da Malha de Terra
Dimensionamento da Demanda da Entrada

GRANDEZAS ELÉTRICAS:

01 - TENSÃO ELÉTRICA: Diferença de potencial entre dois pontos de um circuito fechado.

Simbologia: V
Unidade de grandeza: v (volts) (Joule / Coulumb)
Instrumento de medição: Voltímetro
Forma de medição da tensão: Conexão do voltímetro em paralelo com o ponto a ser
medido

Fig. 1 – (a) Campo elétrico e diferença de potencial (b) circuito paralelo e medição de tensão
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02 - CORRENTE ELÉTRICA: Fluxo de elétrons num circuito fechado

Simbologia: I
Unidade de grandeza: A (Ampere) (Coulumb / Segundo)
Instrumento de medição: Amperímetro
Forma de medição da tensão: Conexão do amperímetro em série com o ponto a ser
medido

Fig. 2 – (a) Circuito série (b) conexão do amperímetro ao circuito para leitura de corrente (c)
sentido real e sentido convencional da corrente

É importante salientar que a corrente que circula por todas as resistências (e todos os
elementos) num circuito série é a mesma

03 - RESISTÊNCIA ELÉTRICA: É a oposição feita por um material a passagem de corrente


elétrica, divide-se em condutores e isolantes

Simbologia: R
Unidade de grandeza: Ω (Ohm)
Instrumento de medição: Ohmímetro
Forma de medição da tensão: Conexão do ohmímetro em paralelo com o resistor a
ser medido

Fig. 3 – (a) Exemplo de resistências elétricas (b) circuito paralelo e medição de resistência

04 - RESISTIVIDADE ELÉTRICA: É a resistência, em ohms, que um material condutor


apresenta medindo um metro de comprimento e um milímetro quadrado de seção.

R = ρ . _l onde:
s
ρ = coeficiente de resistência (resistividade);
l = comprimento do condutor;
s = área da seção transversal.

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Fig. 4 – Resistor linear cilíndrico

Tabela 1 – Valores de resistividade e condutividade de diferentes materiais

EQUIPAMENTOS DE MEDIÇÃO DE GRANDEZAS ELÉTRICAS

Voltímetro: Equipamento de medição de tensão elétrica. A conexão do voltímetro


deverá ser em paralelo com os pontos a serem medidos.
Podem serem analógicos ou digitais

Fig. 5 – (a) Voltímetro Analógico convencional (b) amperímetro digital

Amperímetro: Equipamento de medição de corrente elétrica. A conexão do amperímetro


deverá ser em série com o circuito a ser medido. Existem equipamentos
que permitem leitura de até 10A e devem serem conectados ao circuito, Há também
equipamentos para leituras de valores maiores de correntes e estes devem envolver o condutor
onde se quer medir o valor da corrente (tipo alicate)

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Fig. 6 – (a) amperímetro convencional (b) amperímetro alicate (c) princípio de funcionamento
do amperímetro alicate.

Ohmímetro: Equipamento de medição de resistência elétrica, A conexão do ohmímetro


deverá ser em paralelo com o resistor a ser medido. Ohmímetro é o
equipamento que faz leituras de pequenas resistências elétricas, tipicamente abaixo de 1MΩ e
Meghômetro são os equipamentos que realizam leituras de grandes valores de resistência, ao
passo que o Telurímetro é o equipamento que mede o valor da resistência de aterramento.

Fig. 7 – (a) Ohmímetro (b) Ohmímetro (c) Meghômetro (d) Telurímetro

Multímetro: Equipamento destinado a realizar leituras de múltiplas variáveis elétricas

Um multímetro possui três partes principais:

Display (Visor)
Botão de Seleção (Chave Seletora)
Bornes onde são conectadas as Pontas de Prova (Ponteiras)

O Visor é onde os resultados das medições são exibidos. Dependendo do modelo do


multímetro, pode ter 3 ou mais dígitos, e um dígito adicional para representar o sinal de
negativo.

O botão de seleção é um botão rotativo, de múltiplas posições, que usamos para selecionar a
função que desejamos medir, e a precisão da escala de medição, e também para desligar o
multímetro quando não em uso, para economizar sua bateria, que geralmente é uma bateria de
9 V.

As ponteiras são conectadas em bornes específicos presentes no multímetro, sendo uma


ponteira geralmente na cor vermelha para representar a polaridade positiva, e outra ponteira na
cor preta, para representar a polaridade negativa.

Comumente, um multímetro possui mais de dois bornes de conexão para as ponteiras, os


quais permitem a medição de outras grandezas quando as ponteira são trocadas de conector.

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Para efetuar essas medições, é necessário conectar as pontas de prova nos bornes corretos.
A figura 5 mostra as funções que são medidas em cada borne, lembrando que a ponteira preta
sempre deve ser conectada ao borne COM, e a vermelha, ao demais bornes, conforme o teste
que se deseja realizar:

Fig. 8 – Multímetro Digital - FONTE: http://www.bosontreinamentos.com.br/

LEI DE OHM

Postula que um condutor ôhmico (que apresenta resistência constante), mantido à


temperatura constante, a intensidade de corrente elétrica será proporcional à diferença de
potencial aplicada entre suas extremidades, ou seja, sua resistência elétrica é constante. É
representada pela seguinte fórmula:

V=I*R (eq.1)

ASSOCIAÇÃO DE RESISTORES:

Em Série
A corrente que circula por todas as resistências é a mesma,
A medição da corrente em Resistores é feita com a utilização do Amperímetro, o
qual deve ser ligado em série com os resistores
A tensão em cada resistor é igual ao produto da corrente pelo valor da resistência
elétrica e a tensão total é igual À soma de todas as tensões do circuito.
(Primeira lei de Kirchoff)
Em Paralelo
A tensão nas resistências associadas em Paralelo é a mesma.
Para a Medição da tensão em Resistores, é utilizado o voltímetro, o qual é ligado
em paralelo com os resistores.
A corrente que parte da fonte é subdividida em cada ramo de resistores e a soma
destas correntes individuais é igual a corrente total que circula pela fonte.

TIPOS DE CORRENTE:

Corrente Contínua: As cargas são movimentadas devido à diferença de potencial (d.d.p.)


nos extremos do circuito.

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Fig. 9 – (a) Circuito de corrente contínua série
(b) Sentido real e sentido convencional da corrente

Com diferença de potencial constante, o movimento das cargas elétricas terá um único sentido
e constante ao longo do tempo.

Um circuito de corrente contínua é aquele cujo sentido da corrente se dá apenas num sentido
do circuito elétrico

Fig. 10 – (a) Forma de onda da corrente contínua


(b) Forma de onda da corrente contínua pulsante

O comportamento da corrente e da tensão em um circuito de corrente contínua pode ser


descrito como uma constante (valor fixo no tempo) ou pulsante (varia no tempo, somente no
semiciclo positivo). A nomenclatura dos condutores de um circuito em corrente contínua é
apresentada:

Condutor Positivo: É o Condutor por onde circula a corrente elétrica desde a geração
até a carga consumidora

Condutor Negativo: É o Condutor por onde a corrente elétrica retorna desde a carga
consumidora até a geração.

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Fig. 11 – Circuito em corrente contínua com alimentação por pilha

CORRENTE ALTERNADA

Se a diferença de potencial variar com o tempo, o fluxo de cargas elétricas vai mudar, de
acordo com a variação na tensão.

Quando esta variação da tensão oscila entre valores positivos e negativos, alternando-se a
polaridade entre positiva e negativa, a corrente elétrica gerada é uma corrente alternada.

Fig. 12 – Sentido da corrente num condutor em função da polaridade

A corrente elétrica alternada varia, geralmente, de forma senoidal com o tempo e pode ser
observada a partir de um Osciloscópio.

Fig. 13 – (a) Osciloscópio apresentando uma leitura em corrente alternada


(b) Forma de onda da corrente / tensão em um circuito de corrente alternada
(c) Equação para determinação do valor da tensão instantânea

Exercício:

Calcular o valor da tensão instantânea em 0,5ms


de um sinal cuja amplitude máxima (pico) é igual
à 317V e sua frequência é de 60hz.
V = Vmax sen (t) e  = 2πf

Fig. 14 - Forma de onda da corrente / tensão


em um circuito de corrente alternada

Nomenclatura dos condutores de um circuito em corrente alternada

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Neutro: Condutor por onde retorna a corrente elétrica desde a carga consumidora até a
fonte geradora de energia.

Fase: Condutor por onde circula a corrente elétrica desde a geração até a carga
consumidora.

Rede monofásica: Composto por 1 condutor Fase e 1 condutor neutro


Circuitos Monofásicos: Um condutor Fase (condutor energizado)
Um condutor Neutro (retorno da corrente)

Circuito monofásico

Fig. 15 – (a) Circuito em corrente alternada com alimentação por fonte geradora
(b) Forma de onda de tensão/corrente em corrente alternada

Rede trifásica: Composto por 3 condutores Fases:


Circuitos Trifásicos: Três condutores Fase (condutores energizados)
A corrente elétrica circula desde a fonte geradora até a carga
distribuída pelas três fases, e retorna desde a carga até a fonte
geradora distribuída pelas três fases, não necessitando do neutro*
para realizar o retorno. *(não possui neutro)

Circuito Trifásico: As três Fases são chamadas de


Fase R, Fase S e Fase T.

Fig. 16 – (a) Gerador de corrente alternada (fases R, S e T)


(b) forma de onda da tensão de um circuito de corrente alternada trifásico
2 - SISTEMA ELÉTRICO DE POTÊNCIA:

O caminho da energia elétricas

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Fig. 17 – As diversas fases no caminho da energia elétrica

A geração industrial de energia elétrica no Brasil é realizada, principalmente, por meio do uso
da energia potencial da água (geração hidrelétrica) ou utilizando a energia potencial dos
combustíveis (geração termelétrica).

De acordo com dados de abril de 2011 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), no
Brasil, cerca de 70,8% (81 007 MW) da energia é gerada por hidrelétricas, pois o nosso país
apresenta um rico potencial hidráulico, que, além do já aproveitado, contém um potencial a ser
explorado, o qual é estimado em mais de 150 000 MW.
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas, 16ª edição. LTC, 02/2016. VitalBook file.
Fontes primárias para geração de energia elétrica:

Queima de combustíveis
Eólica Fotovoltaica
fósseis
Fig. 18 – Fonte de geração de energia elétrica Eólica, Fotovoltaica e Combustível Fóssil

Energia das marés Queima de gás natural Nuclear


Fig. 19 – Fonte de geração de energia elétrica das marés, gás natural e nuclear

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Fig. 20 – Fonte de geração de energia elétrica Geração Hidráulica

Das termelétricas existentes no Brasil, 26,4% são convencionais – 30 072 MW – e 1,8% são
nucleares – 2 007 MW, as quais utilizam combustíveis fósseis (petróleo, gás natural, carvão
mineral etc.), biomassa (madeira, bagaço de cana etc.) e combustível nuclear (urânio
enriquecido). Os geradores de eletricidade necessitam de energia mecânica (cinética) para
fazer girar os rotores das turbinas, nos quais estão acoplados, no mesmo eixo, os rotores dos
geradores de eletricidade. Portanto, a geração precisa de uma turbina (hidráulica ou térmica) e
de um gerador síncrono, montados no mesmo eixo na vertical (Figura 1.2) ou na horizontal.

Para que haja possibilidade de aproveitamento hidrelétrico, duas condições têm de existir:
• água em abundância;
• desnível entre a barragem e a casa de máquinas.
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas, 16ª edição. LTC, 02/2016. VitalBook file.

Fig. 21 - Corte da barragem de uma usina de geração elétrica a partir de energia hidráulica

Fig. 22 - Componentes de uma usina hidrelétrica

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Gerador de corrente elétrica Gerador de corrente elétrica Gerador de corrente elétrica
Espira unitária Espira unitária

Fig. 23 – Modelo de (a) gerador de corrente elétrica (b) e (c) espira unitária

Regra da mão direita Inversão de polaridade


Fig. 24 – Explicação sobre a regra da mão direita

Fig. 25 – Modelo de gerador de corrente elétrica alternada

Indução de corrente em uma espira movimentando-se no interior de um campo eletromagnético


segundo a lei de Lenz que trata do que ocorre com uma espira metálica quando colocada
(imóvel) numa região onde existe um campo magnético variável. Em 1831, Faraday mostrou
que a corrente induzida circula em ambos os sentidos (sentido anti-horário e sentido horário).

Faraday aproximou dois circuitos elétricos e percebeu que no momento em que um deles era
ligado ou desligado, aparecia por um instante de tempo uma corrente no outro circuito.
Percebeu também que o sentido da corrente era diferente se o circuito estava sendo ligado ou
desligado.

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Para confirmar que era um efeito magnético, ele aproximou um ímã, e também observou o
aparecimento de corrente. Essa corrente só se mantinha enquanto o ímã estava em
movimento, e tinha sentido contrário dependendo se o ímã se aproximava ou se afastava. Ele
também manteve o ímã fixo e movimentou o circuito, obtendo os mesmos resultados.

A conclusão de Faraday é que a variação do fluxo magnético que atravessa o circuito produz
uma tensão elétrica, que dá origem a corrente.

Em 1834, Heinrich E. Lenz (1804-1865) define que a força eletromotriz é igual ao negativo da
variação do fluxo magnético no interior da espira, ou seja, esta lei específica o sentido da força
eletromotriz induzida.

A lei de Lenz é uma consequência da conservação de energia. Considere uma espira circular
e um ímã com seus eixos alinhados, com o pólo norte do ímã voltado para a espira, como na
figura 2. Se o ímã se aproxima da espira (figura a), é induzida uma corrente anti-horária na
espira (vista a partir do ímã). Assim, a espira passa a atuar como um eletroímã, com o pólo
norte voltado para o ímã, e eles se repelem. Caso o ímã esteja se afastando (figura b), a
corrente seria no sentido horário, o pólo sul estaria voltado para o ímã, e a força seria de
atração.

Em qualquer um dos casos, a força é contrária ao movimento. Se não fosse assim, um


pequeno movimento em qualquer sentido geraria uma força no mesmo sentido, e a velocidade
(e a energia cinética) iria aumentar indefinidamente, o que não é compatível com a
conservação de energia.

Fig. 26 – Modelo de ímã – pólo Norte e pólo Sul

Para entender o funcionamento de um gerador, considere a quantidade de indução de corrente


que ocorre em uma espira quando a mesma se movimenta através de um fluxo magnético
produzido por dois ímãs com seus pólos contrários voltados entre si.

Indução mínima
Quando o vetor normal à espira se encontra a 90° em relação ao campo magnético (cosϕ = 0)

Indução média
Quando o vetor normal à espira se encontra em um ângulo intermediário entre 0° e 180° em
relação ao campo magnético (0 < cosϕ < 1)

Indução máxima
Quando o vetor normal à espira se encontra a 0° ou a 180° em relação ao campo magnético
(cosϕ = 1)

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Fig. 27 – Modelo de indução de corrente elétrica num campo magnético variável

A partir destas explicações, fica claro observar que a corrente induzida pode ser
representada por uma forma de onda senoidal, onde o semi ciclo positivo indica a circulação de
corrente num sentido da espira, ao passo que o semi ciclo negativo indica a circulação de
corrente no sentido contrário, evidenciando-se desta forma a alternância de sentido de
deslocamento dos elétrons nos condutores.

Fig. 28 – posição da espira em relação a forma de onda de corrente alternada

A matriz energética brasileira em 2013, 2014 e 2015 era composta pelas seguintes fontes de
energia, com a evolução ali apresentada.

Na figura abaixo, pode-se observar o potencial explorado e que ainda pode ser explorado da
geração de energia elétrica no país a partir de recursos hídricos.

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Fig. 29 – matriz energética brasileira

Considerando-se que a matriz energética brasileira é composta basicamente por usinas


geradoras de energia de fonte hidráulica, o Brasil tem enorme potencial de geração de energia
elétrica a partir de fontes limpas, como é o caso da energia hidráulica.

TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA:

Transmissão de energia elétrica é o processo de transportar a energia elétrica entre dois


pontos. O transporte é realizado por linha de transmissão em alta tensão conectando uma
usina ao consumidor.

Transmissão significa o transporte de energia elétrica gerada até os centros consumidores.

Para que seja economicamente viável, a tensão gerada nos geradores trifásicos de corrente
alternada normalmente de 13,8 kV deve ser elevada a valores padronizados em função da
potência a ser transmitida e das distâncias aos centros consumidores.

Desse modo, temos uma subestação elevadora junto à geração. As tensões mais usuais em
corrente alternada nas linhas de transmissão são: 69 kV, 138 kV, 230 kV, 400 kV e 500 kV.

A partir de 500 kV, somente um estudo econômico decidirá se deve ser usada a tensão
alternada ou contínua, como é o caso da linha de transmissão de Itaipu, com ±600 kV em
corrente contínua. Nesse caso, a instalação necessita de uma subestação retificadora – ou
seja, que transforma a tensão alternada em tensão contínua, transmitindo a energia elétrica em
tensão contínua – e, próximo aos centros consumidores, precisa de uma estação inversora
para transformar a tensão contínua em tensão alternada outra vez, a fim de que se permita a
conexão com a malha do sistema interligado.

Nas Figuras vemos em destaque torres de linhas de transmissão, duas em corrente alternada
trifásica e, à frente, uma de corrente contínua (um bipolo de ±600 kV).
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas, 16ª edição. LTC, 02/2016. VitalBook file.

Linhas de transmissão existentes no Brasil no ano de 2015, além das linhas projetadas para
construção e operacionalização

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Fig. 30 – Malha de Linhas de transmissão no Brasil

Linhas de transmissão existentes no Rio Grande do Sul no ano de 2014.

Fig. 31 – Malha de Linhas de transmissão no Rio Grande do Sul

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Fig. 32 - Modelos de torres aplicadas em linhas de transmissão de energia elétrica:

Subestação de energia elétrica.

A parte final de um sistema elétrico é a subestação abaixadora para a baixa tensão, ou seja, a
tensão de utilização (380/220 V, 220/127 V – Sistema trifásico; e 220/110 V – Sistema
monofásico com tape). No Brasil, há cidades onde a tensão fase neutro é de 220 V (Brasília,
Recife etc.); em outras, essa tensão é de 127 V (Rio de Janeiro, Porto Alegre etc.) ou, mesmo,
115 V (São Paulo).

Nas Figuras (30 e 31) está sendo apresentado diversos componentes de uma subestação de
energia elétrica rebaixadora com ligação final para um consumidor, no qual observamos a rede
primária de alta tensão e a rede secundária de baixa tensão além de transformadores
abaixadores.
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas, 16ª edição. LTC, 02/2016. VitalBook file.

Fig. 33 – Componentes de uma subestação rebaixadora / elevadora de tensão elétrica

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Fig. 34 – Componentes de uma subestação rebaixadora / elevadora de tensão elétrica

Exercícios:

1) Uma linha de transmissão conduz 1500 KW de potência elétrica na tensão de 138kV entre a
usina e a unidade consumidora. Calcule a corrente que circulará entre estes dois pontos se o
fator de potência (cosϕ) é 0,92.

2)Uma linha de transmissão conduz 1500 KW de potência elétrica na tensão de 750kV entre a
usina e a unidade consumidora. Calcule a corrente que circulará entre estes dois pontos se o
fator de potência (cosϕ) é 0,92.

DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA:

A Distribuição de energia se caracteriza como o segmento do setor elétrico dedicado a 


entrega de energia elétrica para um usuário final. Pode ser considerado como o conjunto de
instalações e equipamentos elétricos que operam, geralmente, em tensões inferiores a 230 kV,
incluindo os sistemas de baixa tensão.

A distribuição é a parte do sistema elétrico incluída nos centros de utilização (cidades,


bairros, indústrias). A distribuição começa na subestação abaixadora, onde a tensão da linha
de transmissão é baixada para valores padronizados nas redes de distribuição primária, por
exemplo, 13,8 kV e 34,5 kV.
CREDER, Hélio. Instalações Elétricas, 16ª edição. LTC, 02/2016. VitalBook file.

Fig. 35 – Poste com transformador e redes de distribuição de energia elétrica

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Atualmente, o Brasil possui 63 concessionárias do serviço público de distribuição de energia
elétrica

As redes de distribuição dentro dos centros urbanos podem ser aéreas ou subterrâneas. Nas
redes aéreas, os transformadores podem ser montados em postes ou em subestações
abrigadas; nas redes subterrâneas, os transformadores deverão ser montados em câmaras
subterrâneas.

A entrada de energia dos consumidores finais é denominada ramal de entrada (aérea ou


subterrânea).

As redes de distribuição primária e secundária normalmente são trifásicas, e as ligações aos


consumidores poderão ser monofásicas, bifásicas ou trifásicas, de acordo com a sua carga:

Monofásica (2 condutores)
Bifásica (3 condutores)
Trifásica (3 ou 4 condutores)

CREDER, Hélio. Instalações Elétricas, 16ª edição. LTC, 02/2016. VitalBook file.

Distribuição do consumo residencial de


energia elétrica

Fig. 36 – Distribuição do consumo de energia elétrica (a) por seguimento da economia (b) por
equipamentos residenciais

Fig. 37 – Composição do custo da tarifa de energia elétrica residencial

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POTÊNCIA ELÉTRICA

A potência elétrica é definida como a taxa de variação da energia em relação ao tempo


(Cotrim, 2003)

P = (dw / dt) W = (joule /seg)


P=V*I Rede monofásica
P = √ 3 * V * I cosϕ Rede trifásica

Fig. 38 – Potência elétrica

Exemplo:

Qual é a potência necessária para fazer girar um motor elétrico alimentado em tensão de 220v
e a corrente necessária é de 20A

P=V*I P = 220 * 20
P = 4.400 (W) Ou 4,4 kW

Qual é a energia consumida por este motor se o mesmo ficar acionado durante 2 horas?

W=P*t W = 4,4 * 2 W = 8,8 kWh

Funções Tensão e corrente em fase: (cosϕ) = 0

Fig. 39 – Forma de onda da tensão e corrente para uma carga puramente resistiva
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A Potência elétrica é decomposta em 3 diferentes parcelas:

POTÊNCIAS ATIVA, REATIVA e APARENTE

Potência ativa:

Parcela da potência transformada em trabalhoresultado do produto da tensão pela


corrente. (está relacionada a geração de calor, luz e movimento)

Potência reativa:

Parcela da potência que cria e mantém ativos os campos eletromagnéticos das cargas
indutivas presente em motores, transformadores, reatores, etc…. (esta parcela da potência
total não realiza trabalho)
Funções Tensão e corrente defasadas: (cosϕ) ≠ 0

Fig. 40 – Forma de onda da tensão e corrente para uma carga indutiva

Q = V*I*senϕ Unidade de medida: KVAR (kilovolts-Amperes-Reativos.)

Fig. 41 – Potência elétrica ativa, reativa e aparente

Onde Cosϕ é o fator de potência. O fator de potência é a razão entre a potência ativa e a
potência aparente de uma instalação é um indicador do nível de eficiência com que o
consumidor utiliza a energia elétrica.

O fator de potência indica a eficiência do uso da energia.


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-Um alto fator de potência indica uma eficiência alta
-Um fator de potência baixo indica baixa eficiência energética.

Potência Aparente:

Soma vetorial das potências ativa e reativa, também tida como a potência total absorvida
por uma instalação É utilizado na caracterização de equipamentos elétricos, exemplo: motores,
geradores de energia, no-break's, etc...

S = V*I Unidade de medida: KVA (kilovolts-Amperes)


2 2
S= √P*+Q

Empresas com baixa eficiência no consumo de


energia elétrica são multadas pelas
concessionárias de energia elétrica

Fig. 42 – Conta de energia elétrica apresentando o custo com energia reativa


Relações entre as potências ativa, reativa e aparente:

Fig. 43 – Triângulo de Potência

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FORMULÁRIO

LEI DE OHM
Cálculo da tensão: V = R.I (V)
Cálculo da resitência: R=V/I (Ω)
Cálculo da corrente: I= V/R (A)

Exercício:

A potência consumida (ativa) por uma instalação elétrica é de 2400W. Se a tensão de


alimentação é de 220V, calcular a potência aparente e a corrente quando o fator de potência
assumir os valores de:
a) FP = 0,9
b) FP = 0,6

LEIS DE KIRCHOFF:

As leis de Kirchoff são utilizadas para se determinar correntes e tensões e suas relações num
circuito elétrico em relação a tensão e a corrente fornecida pela fonte, usando-se o
conhecimento dos elementos que constituem o circuito e as respectivas equações
características.

São duas as leis de Kirchoff:

1 – Lei dos Nós (relação entre correntes);


2 – Lei das Malhas (relação entre tensões).

LEI DOS NÓS (1a LEI DE KIRCHOFF):

A lei dos nós determina que, em qualquer instante, é nula a soma algébrica das correntes que
entram num qualquer nó.

Fig. 44 – Primeira de Lei de Kirchoff (lei dos nós).

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Note-se que se considerou o as correntes I 1 e I3 como Assimétricas em relação as correntes
I2 e I4 uma vez que o seu sentido de referência representado é o de saída do nó. Obter-se-ia
uma equação equivalente se, no enunciado da lei dos nós, a palavra “entram” fosse ser
substituída pela palavra “saem”.

Uma vez que corrente é o deslocamento de elétricos e estes por sua vez possuem carga
elétrica, é de supor que, se em alguma análise, a soma das correntes que entram no nó não é
nula, isso significaria que o nó está Acumulando cargas.

Devemos ainda considerar que um nó é um condutor perfeito, de dimensões no limite tendendo


a zero, ou seja, ele é um ponto de passagem da corrente elétrica e não pode armazenar carga
elétrica.

Exercício:

Aplicando a Lei dos nós, determine o valor da corrente I 4

Fig. 45 – Primeira de Lei de Kirchoff (lei dos nós).

No circuito representado abaixo, das 3 equações representadas, apenas duas são linearmente
independentes. Existindo N nós no circuito, a Lei dos Nós permite escrever (N-1) equações
linearmente independentes.

Fig. 46 – Aplicação da Primeira de Lei de Kirchoff (lei dos nós).

A primeira equação permite afirmar que a corrente que sai da fonte é igual à corrente que entra
no elemento 1; Em outras palavras, a fonte e o elemento 1 são percorridos pela mesma
corrente. Nesta situação, diz-se que a fonte e o elemento 1 estão ligados em série.

LEI DAS MALHAS (2a LEI DE KIRCHOFF)

A lei das malhas determina que, em qualquer instante, é nula a soma algébrica das tensões
num circuito fechado.

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Fig. 47 – Segunda Lei de Kirchoff (lei das malhas).

Obs.: A representação da Tensão, na literatura internacional é feita com a utilização da letra U


enquanto na literatura nacional, utiliza-se V

TRANSFORMADOR DE TENSÃO

Transformadores são equipamentos utilizados na transformação de valores de tensão e


corrente, além de serem usados na modificação de impedâncias em circuitos elétricos.
O princípio de funcionamento de um transformador é baseado nas leis de Faraday e Lenz, as
leis do eletromagnetismo e da indução eletromagnética, respectivamente.

Conceito de transformador
Demonstra-se que, para uma mesma potência, a tensão elétrica em um condutor é
inversamente proporcional à área da seção transversal deste condutor. Isto quer dizer que,
para uma mesma potência a transmitir, quanto maior a tensão, menor precisará ser a seção do
condutor, e, portanto, menor será seu custo.

Assim, se a potência for transmitida sob uma tensão de 6 000 V, os condutores terão seção
transversal muito menor do que se a tensão for de 220 V, havendo, pois, na primeira hipótese,
economia de material.
NISKIER, Julio. Manual de Instalações Elétricas, 2ª edição. LTC, 11/2014. VitalBook file.

Para se elevar a tensão de modo a transmitir a corrente com economia nas linhas de
transmissão e depois baixar a tensão, para que a energia possa ser utilizada com segurança
nos edifícios ou aparelhos, emprega-se o chamado transformador.

O transformador é o dispositivo que realiza a transformação de uma corrente alternada, sob


uma tensão, para outra corrente alternada, sob uma nova tensão, sem praticamente alterar o
valor da potência. O tipo mais comumente empregado é o transformador estático. Consta
essencialmente de um núcleo de chapas de aço silício MM em torno do qual são enroladas
duas bobinas fixas, B1 e B2, conforme a Fig. 1.11. A bobina B1 tem n1 espiras e acha-se ligada
aos polos do alternador A.

Essa bobina constitui o indutor ou primário do transformador, e a corrente alternada que o


atravessa engendra no circuito magnético MM um fluxo de indução alternativo.

A segunda bobina B2 possui n2 espiras e acha-se ligada à rede de distribuição interna; tem o
nome de induzido ou secundário do transformador, e a corrente que passa por suas espiras é
gerada pela indução a que se acham submetidas.

Denomina-se relação de transformação de um transformador a relação entre a tensão nos


bornes do primário e a existente nos bornes do secundário. A relação de transformação é a
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mesma que a existente entre os números das espiras e inversa à relação entre as correntes
que por elas passam:

U1 = n1 = I2
U2 = n2 = I1

Nos casos mais comuns, a energia é fornecida pelas concessionárias aos prédios em baixa
tensão (220/127 V) ou (380/220 V). Entretanto, em indústrias e prédios de grande potência,
pode vir a ser necessário o suprimento em média tensão, devendo ser construída uma estação
abaixadora de tensão pelo consumidor.

Os transformadores podem ser monofásicos ou trifásicos.

NISKIER, Julio. Manual de Instalações Elétricas, 2ª edição. LTC, 11/2014. VitalBook file.

(a) (b)

Fig. 48 – (a) Partes constituintes de um transformador (b) Representação de um transformador


isolador

A tensão de entrada e a tensão de saída são proporcionais entre si, da mesma forma a relação
de proporcionalidade entre as correntes de entrada e saída é mantida

Tensão de entrada ∞ tensão de saída


Corrente de entrada ∞ corrente de saída

TIPOS DE TRANSFORMADORES:

- Transformador de tensão isolador


- Autotransformador
- Transformador de corrente

Transformador Isolador:

Constituído por duas bobinas acopladas através de um núcleo magnético de elevada


permeabilidade, um transformador basicamente consiste num equipamento que transferem
energia ou potência elétrica de um circuito para outro, e normalmente os valores variam de
corrente e tensão, ou atuam modificando os valores de impedância elétrica.

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O funcionamento ocorre segundo a lei de Faraday, pela indução eletromagnética. Têm-se duas
espirais de fios, que são chamadas de circuito primário e circuito secundário. Enquanto no
primário circula uma corrente alternada que gera um campo eletromagnético, no secundário se
produz uma corrente da mesma forma que o primário, porém, a tensão é alterada.

Eles dependem da variação do fluxo magnético, logo só funcionam em correntes alternadas.


Normalmente, os transformadores servem para elevar ou reduzir a tensão, ou simplesmente o
isolamento galvânico entre partes de um mesmo circuito elétrico.

(www.http://etnatransformadores.com.br/transformador-isolador/ acesso em 27/03/17)

Este modelo de transformador possui os enrolamentos primário e secundário isolados entre si.
É muito utilizado com o objetivo de minimizar os efeitos de sobrecorrentes transitórias na rede
devido ao fato de um circuito indutivo se opor a variação instantânea da corrente, reduzindo
seus níveis ao passar do circuito primário para o circuito secundário do transformador.
Obs.: O enrolamento secundário não possui neutro, o mesmo deverá ser conectado ao ponto
de aterramento para gerar o neutro (0 volt)

Fig. 49 – Esquemático de um transformador isolador

Fig. 50 – Variações de formatos de Representação de um transformador

Fig. 51 – Representação de um transformador dupla entrada e de um transformador de dupla


saída

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Vin=220v
IOut
VOut=220v
IIn
Fig. 52 – Atuação de um transformador isolador na atenuação de um surto de corrente

Auto-Transformador

O número de espiras por volt é obtido dividindo-se o número total de espiras do transformador
pela tensão de entrada.

O número de espiras no terminal de saída é obtido a partir da tensão desejada, multiplicando-a


pelo número de espiras por volt e derivando-se o enrolamento naquele ponto.
Modelo mais, simples de construir e com menor preço. Usado na maioria das aplicações
comerciais.

O autotransformador é uma máquina elétrica que conseguir fazer a mesma indução de


potência, a um circuito, com alteração de tensão e corrente, mas contrário ao transformador
apenas um enrolamento é usado para isso, de acordo com a transformação desejada em
determinada parte do enrolamento será derivado um “TAP” e neste ponto teremos valores
diferentes dos encontrados na entrada do autotransformador.

A constituição diferenciada do autotransformador garante a ele certas ventagens, um melhor


rendimento é encontrado no autotransformador e haverá uma menor queda de tensão nestes
modelos. Outra grande ventagem é um preço reduzido se comparado ao transformador
convencional.

Obs.: o ponto de neutro no primário e no secundário é o mesmo.

Fig. 53 – Representação de um auto transformador

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(a) (b) (c)

Fig. 54 – Transformador (a) monofásico (b) bifásico (c) trifásico

Os transformadores possuem mais de um enrolamento, chamados de Primário e Secundário.

Tipos de transformadores:
Aplicação dos transformadores em sistemas elétricos de potência:

Fig. 55 – Modelo de um sistema de transmissão e distribuição de energia elétrica

A tensão é elevada junto à geração para que as correntes de circulação diminuam e reduzam
as perdas na transmissão.

Como a potência gerada e transmitida um valor fixo, no momento que se eleva o valor da
tensão, consegue-se reduzir o valor da corrente, reduzindo com isto o dimensionamento dos
condutores e as estruturas de sustentação, tornando a transmissão mais barata. Paralelo a
isto, e como benefício adicional, reduzindo a corrente reduz-se as perdas por efeito Joule nos
condutores. Esta redução é de forma quadrática, como pode ser visto nas equações abaixo.

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Aplicações:

(a) (b) (c)

Fig. 56 – aplicação do transformador em (a) Na etapa de geração (b) Na etapa de transmissão


(c) Na etapa de distribuição

Refrigeração de transformadores:

Fig. 57 – sistema de refrigeração de transformadores

O óleo ou o ar (seja qual for o meio em que o transformador estiver imerso) circula pelo
equipamento e pelas aletas externas para realizar a troca de calor entre o interior e o exterior
dos equipamentos.

Configuração de transformadores trifásicos:

(a) (b)
Fig. 58 – configuração de transformadores (a) estrela (b) triângulo

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Fase R

Fase S

Neutro

Fase T

(a) (b)
Fig. 59 – configuração de transformadores em estrela

Tensão de linha e tensão de fase:

Implicações nas redes Monofásicas:

A tensão entre o condutor fase e o


condutor neutro deve ser igual à
tensão entre o condutor fase e o
condutor de proteção
(aterramento)

Fig. 60 – Tomada elétrica padrão Brasil

Fig. 61 – (a) tomada trifásica a 4 fios (b) tensão entre um condutor fase e outro condutor fase

A tensão entre um condutor fase e outro condutor fase é constante, independentemente da


fase considerada

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(a) (b)

Fig. 62 – (a) Alimentação monofásica: 220v com neutro (rede estrela) (b) Alimentação
bifásica: 220v sem neutro (rede triângulo ou delta)

Simbologia e convenções utilizadas:

Regulamentado pela norma NBR 5444 - Símbolos gráficos para instalações elétricas prediais
de fevereiro de 1989

Fig. 63 - Capa da norma NBR 5444/1989 (disponível em


http://ftp.demec.ufpr.br/disciplinas/TM249/Material%20de%20aula/NBR_5444-
1989_Simbolos_Graficos_para_Instalacoes_Prediais.pdf)

Fig. 64- Exemplo de planta baixa contendo projeto elétrico

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Fig. 65 - Termo de cancelamento da norma 5444 (disponível em
http://www.abntcatalogo.com.br/norma.aspx?ID=4116)

Fig. 66 - Norma IEC 60417 (disponível em https://webstore.iec.ch/preview/info_iec60417_DB.pdf)

“Infelizmente, em instalações elétricas não é utilizada, na prática, a norma oficial para os


símbolos de representação de equipamentos em projetos. Livros, projetistas e instituições
relacionados ao assunto empregam, em geral, seus símbolos particulares. Como cada
projetista pode utilizar uma simbologia, é imprescindível em todo projeto a apresentação de
uma legenda com a indicação dos símbolos utilizados”
(Editora Érica - Instalações Elétricas Industriais - Nelson Massao Kanashiro e Norberto Nery -
2a).
Importância: Responsabilidade do projetista em relação a eficiência do que ele projeta;

Há a responsabilidade do projetista em garantir o perfeito entendimento por parte do eletricista


em relação ao projeto construído a fim de que o mesmo seja executado respeitando-se todos
os itens projetados;

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Fig. 67 - Recorte de um projeto elétrico (Fonte: o autor)
Uma planta baixa é elaborada utilizando uma escala. A escala 1:50 indica que a planta tem o
desenho 50 vezes menor que o tamanho real, então para obter a medida real do ambiente
medimos com uma régua o desenho na planta e multiplicamos este valor por 50. Ou seja, 1 cm
no papel do desenho corresponde a 50 cm no prédio

Materiais utilizados em instalações elétricas podem serem dimensionados em diferentes


padrões de medidas, porém o projetista deve registrar as informações no sistema métrico
adotado no país, ou seja, o sistema internacional.

Os eletrodutos são ofertados no mercado, rotineiramente, utilizando-se a informação do


diâmetro nominal do mesmo em polegadas. Para a adequação desta unidade em milímetros, é
apresentada a tabela 1.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)


Nas tabelas 2 e 2a são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para
os eletrodutos utilizados em uma instalação, além dos condutores fase, neutro, proteção e
retorno de uma instalação.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

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Tabela 2a - Dutos e distribuição

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

Na tabela 3 são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para os


diversos tipos de quadros de distribuição de energia elétrica e proteção dos circuitos elétricos
de uma instalação elétrica.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

Na tabela 4 são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para os


diversos tipos de iluminação elétrica utilizados em uma instalação elétrica.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

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Na tabela 4a são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para os
diversos tipos de proteções e chaves de interrupção de circulação de corrente elétrica
utilizados em uma instalação elétrica.
Tabela 4a - Proteções e chaves de interrupção.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)


Na tabela 5 são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para os
diversos tipos de luminárias, refletores e lâmpadas utilizados em uma instalação elétrica.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

Na tabela 5a são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para


complementação dos diversos tipos de luminárias, refletores e lâmpadas utilizados em uma
instalação elétrica.

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Tabela 5a - Luminárias de sinalização e complementos.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

Na tabela 6 são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para


complementação dos diversos tipos de tomadas de forma (de uso geral e especiais) utilizados
em uma instalação elétrica.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

Na tabela 6a são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para


complementação dos diversos tipos de tomadas elétricas utilizados para um fim específico
numa instalação elétrica.

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Tabela 6a - Luminárias de sinalização e complementos.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)


Na tabela 7 são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para
complementação dos diversos tipos de motores e transformadores elétricos utilizados numa
instalação elétrica.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)

Na tabela 8 são apresentados os símbolos gráficos utilizados em projetos elétricos para


complementação dos diversos tipos de acumuladores de energia elétrica utilizados numa
instalação elétrica.

Fonte: ABNT - NBR5444 (1989)


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Conceitos Básicos de Luminotécnica:

As grandezas e conceitos a seguir relacionados são fundamentais para o entendimento dos


elementos da luminotécnica.

As definições são extraídas do Dicionário Brasileiro de Eletricidade reproduzidas das normas


técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas - ABNT.

A cada definição, seguem-se as unidades de medida e símbolo gráfico do Quadro de Unidades


de Medida, do Sistema Internacional - SI, além de interpretações e comentários destinados a
facilitar o seu entendimento.

Luz é uma forma de energia que faz parte do espectro Eletromagnético, a qual excita o nosso
sistema nervoso e nos permitindo ver. O espectro visível da luz foi identificado por Isaac
Newton em 1666.

Fig. 68 – Disco de Newton

A Luz pode ser entendida como uma onda eletromagnética e também pode ser entendida como
uma partícula, conhecida como Fóton, conferindo um comportamento dual a luz.
Radiação é a transmissão da energia através do espaço

Grandezas:

Uma fonte de radiação emite ondas eletromagnéticas.


Elas possuem diferentes comprimentos, e o olho humano é sensível a somente alguns. Luz é,
portanto, a radiação eletromagnética capaz de produzir uma sensação visual. (Figura 1)

A sensibilidade visual para a luz varia não só de acordo com o comprimento de onda da
radiação, mas também com a luminosidade.

Fig. 69 – Espectro eletromagnético

A curva de sensibilidade do olho humano, demonstra que radiações de menor comprimento de


onda (violeta e azul) geram maior intensidade de sensação luminosa quando há pouca luz (p.

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ex. Crepúsculo, noite, etc.), enquanto as radiações de maior comprimento de onda (laranja e
vermelho) se comportam ao contrário. Este fenômeno se denomina Efeito Purkinje. (Figura 2) .

Fig. 70 – Radiações visíveis a olho nu - comprimento de onda

A Figura 66 Fluxo Luminoso é a radiação total da fonte luminosa, entre os limites de


comprimento de onda mencionados (380 e 780 nm)

A Cor resulta de uma fração reduzida da radiação visível, sendo observada pelo olho a partir de
sua reflexão em um objeto.

Fig. 71 – reflexão dos raios eletromagnéticos num objeto

A luz é composta pela combinação de três cores primárias (vermelho, Amarelo e azul), sendo a
base da luminotécnica (estudo das técnicas de fontes de iluminação artificial)
A Luminotécnica serve de base para a definição de lâmpadas que podem atender um
determinado ambiente, a fim de:

1 - Proteger a visão humana,


2 - Diminuir acidentes,
3 - Aumentar o rendimento do trabalho,
4 - Proporcionar conforto,
5 - Proporcionar segurança

A importância da elaboração de um projeto luminotécnico está ligada ao fato de a iluminação


ser responsável por aproximadamente 20% do consumo geral de energia elétrica e em torno
de 40% do gasto dos setores de comércio e serviços. Isto explica o motivo pelo qual se busca
produzir a maior quantidade de luz com o menor gasto de energia elétrica.
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Os dois pontos de maior relevância a serem considerados quando se realiza um estudo
luminotécnico são: A fonte de luz e o objeto a ser iluminado.

Os efeitos e a qualidade da fonte de luz são diretamente relacionados com as seguintes


grandezas fundamentais:

1 – Fluxo luminoso
2 – Rendimento Luminoso
3 – Quantidade de Luz
4 – Intensidade luminosa
5 – Iluminância
6 – Luminância

Fig. 72 - Apresentação das diversas grandezas relacionadas a iluminação

1 – Fluxo luminoso:

Fluxo luminoso é a quantidade de luz emitida em todas as direções por uma fonte luminosa
durante um determinado tempo .

A energia consumida por uma fonte luminosa é convertida parcialmente em luz e parcialmente
em outra forma de energia, como por exemplo o calor, fazendo com que o rendimento de uma
fonte luminosa esteja relacionado a quantidade de luz que este gera em relação à quantidade
de energia elétrica consumida para gerar esta luz.

Fig. 73 - Fluxo luminoso

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É a energia radiante de uma fonte de luz que produz uma sensação luminosa.
Um lúmen é o fluxo luminoso emitido por um ângulo sólido de 1 esferorradiano e uma dada
direção, por uma fonte pontual com intensidade luminosa de 1 candela.

Fig. 74 comparação do Fluxo luminoso emitido por diferentes fontes de luz

2 – Rendimento luminoso:

É a relação obtida entre o fluxo luminoso emitido por uma fonte e a energia elétrica consumida
para gerar esta luz.

Fig. 75 - Exemplo de rendimento luminoso diferenciado entre vários tipos de lâmpadas

Representação: η
Unidade de medida: lumen ̸ watt (lm ̸ W)

Fig. 76 - Evolução no rendimento luminoso das lâmpadas ao longo do tempo

3 – Quantidade de luz ou energia luminosa:

É o fluxo luminoso fornecido por unidade de tempo. Grandeza importante quando é necessário
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garantir-se uma quantidade de lumens por um período fixo de tempo, como por exemplo a luz
emitida por um flash de equipamento fotográfico. 8 – Flash fotográfico

Representação: Q
Unidade: (lm ̸ h)

Fig. 77 - representação da quantidade de luz de um flash fotográfico


4 – Intensidade luminosa:

É definido como a concentração de luz em uma direção específica, irradiada por segundo.
Representada pelo símbolo I e a sua unidade de medida é a candela (cd).

Cálculo: I=ϕ/ω

Fig. 78 representação da intensidade luminosa

5 – Distribuição Luminosa (curva fotométrica)

É a intensidade luminosa irradiada em todas as direções a partir de uma fonte luminosa.


Esta intensidade pode variar em uma dada direção devido à características construtivas da
própria fonte de luz.

É representada por meio de vetores, obtendo-se um corpo chamado sólido fotométrico.


Passando-se um plano pelo eixo de simetria do corpo luminoso obtém-se uma seção limitada
por uma curva, denominada curva de distribuição luminosa ou curva fotométrica

Fig. 79 - Curvas de distribuição luminosa de uma mesma luminária

A curva de distribuição luminosa é apresentada em coordenadas polares para diferentes


planos. Indicam se a lâmpada ou a luminária tem uma distribuição de luz concentrada, difusa,
simétrica, assimétrica, etc...
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Fig. 80 - curva de distribuição luminosa para uma lâmpada fluorescente e uma lâmpada
incandescente

Fig. 81 - Construção de uma curva de distribuição luminosa de uma luminária

6 – Nível de Iluminação ou Iluminância:

É a quantidade de luz ou fluxo luminoso que atinge uma unidade de área de uma superfície por
segundo. Iluminâncias por Classes de Tarefas é definido pela Norma ABNT NBR 5413/1992.

A unidade de medida é o lux, representada pelo símbolo E.


Um lux equivale a 1 lúmen por metro quadrado (lm/m2).

Fig. 82 – Representação espacial da iluminância

Os valores relativos à iluminância são encontrados na norma NBR 5413 - Iluminância de


Interiores, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que segue a tendência das normas
internacionais. É a relação entre o fluxo luminoso que uma superfície recebe e a suas
dimensões.

E=ϕ/S
1 lux = 1lm / 1m² (Lumens por unidade de área)

Tabela 01 - Diferentes níveis de iluminância (lux) para diferentes tarefas (Fonte NBR 5413)
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Iluminância também pode ser definida como a quantidade de luz que chega a um ponto.
Pode ser medido através do uso de um equipamento chamado de Luxímetro e é a principal
referência métrica adotada para definir se um plano de trabalho está iluminado corretamente
(atendendo as normas aplicáveis).

Fig. 83– Luxímetro e medição de níveis de iluminância de um certo ambiente

A distribuição da luminância no campo de visão das pessoas numa área de trabalho,


proporcionada pelas várias superfícies dentro da área (luminárias, janelas, teto, parede, piso e
superfície de trabalho), deve ser considerada como complementação à determinação das
iluminâncias (lux) do ambiente, a fim de evitar ofuscamento.

7 – luminância

É a definição para a intensidade luminosa (cd) produzida ou refletida por unidade de


área (m2) de uma superfície numa dada direção. Ela é representada pelo símbolo L e a
unidade é a candela por metro quadrado (cd/m2).

Expressa por: L = I / S.(cos α),


sendo S.(cos α) a superfície aparente

Luminância também é conhecido como Brilho. É a intensidade luminosa produzida ou


refletida por uma superfície existente.

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Fig. 84 - Conceito de Luminância

A figura 12.1 apresenta a diferença entre Iluminância e Luminância.

Fig. 85 – Diferença entre o Conceito de Iluminância e Luminância

Tabela 02 – quadro resumo das principais grandezas e variáveis envolvidas no âmbito da luminotécnica

Lâmpadas:

Equipamento com a finalidade de transformar energia elétrica em luz visível.

Fig. 86 – funcionamento de uma lâmpada de descarga Fluorescente


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LED (diodo emissor de luz)

As lâmpadas de LED se adaptam ao quarto, à cozinha ou à sala de estar, sua luz não
apresenta tremulação e tem um alto índice de reprodução de cor que assegura que os objetos
sejam observados com suas cores verdadeiras e naturais.

Fig.87 diversas apresentações e formatos do LED

Em 1962, o pesquisador Nick Holonyak Jr. da GE, desenvolveu o primeiro LED capaz de emitir
uma luz visível, vermelha.LEDs verdes e amarelos não demoraram a aparecer, e a tecnologia
ficou limitada a essas três cores durante décadas.

Os LEDs ficaram popularmente conhecidos como indicadores de ligado/desligado em vários


equipamentos eletrônicos, e também em gabinetes de computador. Nos anos 80, tecnologias
de semicondutores permitiram que os LEDs diminuíssem, ganhando novos formatos e
intensificando o brilho da luz. Nessa época, começaram a ser utilizados em semáforos.

O marco na aplicabilidade dos LED só foi em 1993, quando os pesquisadores japoneses Isamu
Akasaki e Hiroshi Amano e o cientista americano Shuji Nakamura inventaram o primeiro LED
azul de alto brilho. A importância dessa descoberta é tanta que não só invadiu os gabinetes de
computador, como possibilitou a criação do LED branco. A partir de então o LED foi
amplamente utilizado na indústria automobilística, usado desde os painel às luzes de
sinalização. Em 2014, o trio ganhou reconhecimento com o Prêmio Nobel de Física.

Nos anos de 1997 e 1998 aparecem as primeiras luminárias voltadas para a arquitetura
produzidas em larga escala: sinalizadores de piso e luzes de emergência. Em 2000, o LED
Luxeon I revolucionou os LEDs com 25 lúmens em um único emissor, marca nunca atingida
antes. Os oito anos seguintes foram marcados por grandes avanços e em 2008, na maior feira
de iluminação do mundo, a Light &Building, em Frankfurt, Alemanha, mostrou uma grande
aplicação dos LEDs em várias situações.

O uso do LED hoje é em residências, áreas comerciais, iluminação de destaque, decorativa,


complementar e até na iluminação pública.

Temperatura de Cor:
Toda lâmpada possui uma determinada temperatura de cor, ou seja, cada modelo de lâmpada
emite uma luz com determinada cor.

Fig. 88 – Ambientes exposto a diferentes lâmpadas com diferentes temperaturas de cor


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Estas cores foram desenvolvidas de acordo com as cores emitidas pelo sol (luz natural): a luz
de tonalidade branca é vista ao meio-dia, enquanto que as luzes de tonalidade amarelada e
alaranjada são vistas ao entardecer.

A temperatura de cor é medida através da unidade Kelvin, que pode variar de 2.000 a 6.100
Kelvin.

Luz Amarela: “Luz Quente”


Temperatura de cor: menor ou igual a 3.000 Kelvin
Luz Branca: "Luz Branca Natural"
Temperatura de cor: maior que 3.000 e menor que 6.000 Kelvin - (5.800
Kelvin é a temperatura de cor da luz obtida com sol ao
meio-dia em céu aberto
Luz Azul violeta: "Luz Fria"
Temperatura de cor: igual ou superior a 6.000 Kelvin

Lâmpadas de 2.800 a 3.000 Kelvin


Apresentam tonalidade branco-amarelada
Sensação: de aconchego;
Uso: ideal para residências, bares, restaurantes
sofisticados - é adequada para quaisquer lugares onde
se deseja obter a sensação de conforto e tranquilidade;

Lâmpadas de 4.000 a 5.000 Kelvin


Apresentam tonalidade branca azulada
Sensação: de estímulo;
Uso: ideal para ambientes que apresentam um ritmo
acelerado de trabalho/ produção, como: como escritórios,
indústrias, oficinas, cozinhas, residenciais e industriais;

Índice de reprodução de cores:

É a capacidade que a fonte luminosa apresenta de reproduzir com fidelidade as cores dos
objetos iluminados por ela. O índice poder ser de 0 (zero) a 100 (cem), sendo que quanto
menor o valor, pior será a reprodução das cores; e quanto maior o valor, a cor mais se
aproxima do real, isto é, como a cor é vista ao estar exposta à luz do Sol.

Fig. 89 – diferença entre iluminação com um IRC bom e um IRC ruim.

Modelos de Lâmpadas e seus IRC:

IRC - 85: a maioria das Fluorescentes compactas - nível bom de Reprodução de Cor;
IRC - 90: Fluorescentes de última geração - nível ótimo de Reprodução de Cor;
IRC - 100: Incandescentes (dicróicas, incandescentes comuns, PAR e Halógenas bipino
duplo) - nível excelente de Reprodução de Cor.

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* Dica: sempre que for necessário enxergar muito bem a tarefa que está sendo realizada (como
maquiagem, escolha de roupas, desenhos à mão), opte por lâmpadas com boa reprodução de
cores.

LUMINÁRIAS

É um equipamento destinado a suportar as lâmpadas e protegê-las contra acidentes, servem


também como instrumento de direcionamento do fluxo luminoso, modificando a luz através dos
seus difusores e refletores.

Difusor: evita que a luz seja direcionada para objetos ou pessoas causando desconforto visual
ou danificando o objeto iluminado.

Fig.90 - Difusor de uma luminária para lâmpadas fluorescentes de 32W

Refletor: Superfície existente no interior da luminária com o objetivo de refletir a luz,


direcionando-a para um sentido desejado.

Fig.91 - Refletor de uma luminária para lâmpadas fluorescentes de 16W

Classificação da luminária, segundo a distribuição do fluxo luminoso emitido

Fig.92 - Diferença entre os diversos tipos de luminária segundo a distribuição de fluxo luminoso
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Fig.93 - Diferença entre os diversos tipos de luminária segundo a distribuição de fluxo luminoso

Classificação da luminária, segundo a distribuição de fluxo luminoso emitido, a intensidade


luminosa e a direção da reflexão da luz.

Fig.94- Diferença entre os diversos tipos de luminária segundo a direção da reflexão do fluxo luminoso

FUNDAMENTOS DOS PROJETOS DE ILUMINAÇÃO:

2.1 Cálculo luminotécnico - Método Lumens:

- Define-se as variáveis a serem utilizadas no projeto, após,


- Planeja-se o sistema de iluminação. Um projeto luminotécnico pode ser resumido em:

Escolha da lâmpada e da luminária mais adequada


Cálculo da quantidade de luminárias
Disposição das luminárias no ambiente
Cálculo de viabilidade econômica
O desenvolvimento de um projeto ocorre a partir de uma metodologia que define o
sequenciamento de cálculos necessários

PASSOS NA EXECUÇÃO:

1) Determinação dos objetivos da iluminação


2) Levantamento das dimensões físicas do local
3) Análise dos fatores de influência na qualidade da iluminação
4) Cálculo da iluminação geral (fator local, de utilização,...)
5) Adequação dos resultados ao projeto
6) Cálculo de controle
7) Definição dos pontos de iluminação
8) Cálculo de iluminação dirigida

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9) Avaliação do consumo energético
10) Avaliação de custos
11) Cálculo de rentabilidade

Este método é utilizado para o dimensionamento de um sistema de iluminação quando se


busca:
a) O Dimensionamento da iluminação geral distribuída
b) A Distribuição (lay out) das luminárias (ambientes internos)

Estas recomendações fornecem a experiência para desenvolver sistemas de iluminação que


economizam energia criando ambientes confortáveis e produtivos

O método dos lumens é o método mais empregado para o projeto e dimensionamento de


sistemas de iluminação interna há mais de meio século. O método foi apresentado em 1950 na
edição do Westinghouse Lighting Handbook.

O método dos lumens é também conhecido como método dos fluxos. Este método baseia-se
na teoria de transferência de fluxo e foi desenvolvido para cálculos rápidos manuais.
Sua finalidade é calcular o valor médio em serviço, da iluminação de um local onde existe
iluminação geral distribuída. Com o emprego do método dos lumens, obtém-se informações
sobre a iluminação para um plano de trabalho horizontal, que ocupa toda a área do ambiente

Figura 95 – Ambiente de trabalho típico

A aplicação do método compreende um processo realimentado, cujo número de interações é


inversamente proporcional a experiência do projetista

Figura 96 – Interações necessárias para definição do projeto luminotécnico

Exemplo:

Dimensionar a iluminação geral distribuída de um ambiente, com as seguintes características e


especificações:
Comprimento: 8,0 m Largura: 6,0 m Altura 2,75 m
Altura do plano de trabalho em relação ao piso: 0,75 m

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Refletância do teto: teto de cor branca (70 %)
Refletância das paredes: parede clara (30 %)
Refletância do piso: piso escuro (10 %)
Nível de iluminação pretendido: 500lux
Luminária escolhida:
Luminária de embutir em chapa de aço com pintura eletrostática em epóxi pó na cor branca.
Ref. Indelpa BNI 512 2x32W

Figura 97 – corte e curva fotométrica da luminária Indelpa BNI 512 2x32W

Figura 98 – Fator de utilização para luminária BNI 512 2x32W


Lâmpada utilizada: fluorescente 32 W com fluxo luminoso de 2700 lm, IRC 85 e 4000K. Ref.
Philips TLDRS32W-S84-25

Figura 99 – Lâmpada Philips ref Philips TLDRS32W-S84-25


Reator eletrônico 2x32W, 127/220V, 50/60 Hz, partida instantânea, fator de fluxo luminoso 1,
fator de potencia 0,99, THD <10% (Total Harmonic Distortion). Ref. Indelpa REV 232

Figura 100 – Reator eletrônico 2x32W para lâmpada Fluorescente


Índice do recinto, também conhecido como fator do local, ou índice do ambiente, é uma

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relação que permite classificar, do ponto de vista luminotécnico, ambientes com dimensões
diversas, considerando uma distribuição padronizada de luminárias. O índice do recinto é a
relação entre as dimensões do local:

para iluminação direta: K= a.b


h(a+b)

para iluminação indireta: K= 3.a.b


2.h'(a+b)
Sendo:
(a) o comprimento do recinto
(b) a largura do recinto
(h) o pé-direito útil e
(h’) o distância do teto ao plano de trabalho

O índice do recinto é uma relação entre áreas e as equações apresentadas anteriormente e


são formas simplificadas da equação geral, e especificas para áreas quadradas e retangulares
É útil conhecer a equação geral, caso os ambientes tenham outras formas:

Determinação do índice do recinto do exemplo


Comprimento: 8,0 m
Largura: 6,0 m Altura (pé direito) 2,75 m
A luminária BNI 512 2x32W é para iluminação direta

H= H−hpltr −hpend
h = 2,75−0,75−0,0
h=2

Fator de utilização:

Ou eficiência do recinto de uma luminária é a relação do fluxo luminoso (lumens) que alcança
uma área específica, oriundo de uma fonte luminosa, e o fluxo luminoso total da fonte.

Para determinar esse fator, recorre-se à tabela de fator de utilização fornecida pelo fabricante
da luminária e cruza-se o fator local (K) com os índice de refletância do ambiente a ser
iluminado

Na primeira linha da tabela, o primeiro algarismo de cada número representa a refletância do


teto, o segundo representa a refletância das paredes, e o terceiro, a do piso

No presente exemplo, os fatores de reflexão ou refletâncias, fazem parte do enunciado


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Nas situações reais, eles precisam ser estabelecidos pelo projetista, que pode utilizar para
esse fim, os valores apresentados na tabela abaixo

Determinação do Fator de Depreciação:

Com o tempo, paredes e tetos ficarão sujos, os equipamentos de iluminação acumularão


poeira e as lâmpadas fornecerão menor quantidade de luz

Na prática, para amenizarmos o efeito desses fatores, admitindo-se uma boa manutenção
periódica, podemos adotar os fatores de depreciação de acordo com o critério indicado na
tabela abaixo:

Determinação do fluxo luminoso de cada luminária – φlumin

φlumin =φnom .Nlampadas .FR

Onde:
φnom é fluxo luminoso nominal da lâmpada utilizada
Nlampadas é o Número de lâmpadas existentes em cada luminária
FR é o fator de fluxo luminoso do reator utilizado

No presente caso temos:

Φlumin = 2700 . 2 . 1 = 5.400 lumens

Determinação do número de luminárias (Nlumin)


Nlumin = a.b.E
φlumin .Fu .Fd

Onde:
φlumin é fluxo total de cada luminária
Fu é o fator de utillização
Fd é o fator de depreciação
E é a iluminância (lux)
a é o comprimento do local (m)
b é a largura do local (m)

Substituindo os valores na equação, encontramos o número mínimo de luminárias para o local


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Nlumin = 8.6.500 = 8,96 luminárias
5400 .0,62 .0,80

Arredondando esse valor, encontramos 9 luminárias.

Iluminamento (iluminância) em função de α (catálogos)

Distribuição das luminárias:

Uma vez calculado o número de luminárias, devemos proceder à sua distribuição sobre uma
planta local. Em locais de planta retangular, as luminárias se distribuem uniformemente, em
filas paralelas aos eixos de simetria do local. A distância máxima de separação entre as
luminárias dependerá do ângulo de abertura do facho de luz e da altura das luminárias em
relação ao plano de trabalho

Quanto mais aberto seja o facho de luz e maior a altura da luminária, mais superfície ela
iluminará, embora seja menor a iluminância resultante no plano de trabalho, de acordo com a
lei do inverso dos quadrados das distâncias.

Fig. 101 – Iluminância num plano de trabalho, com uma ou mais pontos de luz e na distância
próxima e distante

Espaçamento entre as luminárias:

De uma forma geral, para a maioria das luminárias e condições de locais, obtém-se uma
distribuição de luz satisfatória, com um espaçamento das luminárias igual ou inferior à uma vez
e meia a distância entre as luminárias e o plano de trabalho

eL =1,5.h
Onde:
eL é o espaçamento máximo entre luminárias
h é a altura da fonte luminosa ao plano de trabalho

Da mesma forma, vemos que o afastamento da primeira luminária até a parede precisa ser
menor que o afastamento entre as luminárias, normalmente a distância de uma luminária à
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parede, é metade da distância entre as luminárias, na mesma direção

Fig. 102 – posicionamento de 8 luminárias no ambiente

No caso do nosso exemplo, 10 luminárias possibilitam uma distribuição harmoniosa no local,


dispostas em duas filas de 5 luminárias

Fig. 103 – posicionamento de 10 luminárias no ambiente

Adequação dos Resultados ao Projeto:

Se a quantidade de luminárias resultantes do cálculo não for compatível com sua distribuição
desejada, recomenda-se sempre o acréscimo de luminárias e não a eliminação, para que não
haja prejuízo do nível de iluminância desejado

Cálculo de Controle

Definida a quantidade de luminárias desejada, pode-se calcular exatamente a iluminância


media alcanciada pela equação:

Cálculo de Controle:

Definida a quantidade de luminárias desejada, pode-se calcular exatamente a iluminância


média alcançada pela equação:

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Como fica a distribuição das iluminâncias?

Para demonstrar que o dimensionamento pelo método dos lumens não assegura a ocorrência
da iluminância mínimo em todo o plano de trabalho, que no caso do nosso exemplo é de 500
lux, observamos a distribuição de iluminâncias produzida por um programa de cálculo de
iluminação, para as mesmas condições do exemplo

Fig. 104 – Distribuição de iluminância no ambiente utilizando-se 10 luminárias

E como fica com as 9 luminárias?


Repetindo-se o mesmo cálculo para 9 luminárias, encontramos as situações abaixo, que
variam conforme a orientação das luminárias

Fig. 105 – Distribuição de iluminância no ambiente utilizando-se 9 luminárias

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Créditos Prof. Luiz Fernando Gonçalves.

2.1 Cálculo luminotécnico - Método ponto a ponto:

Este método é baseado na lei de Lambert, que diz:

A iluminância produzida em um ponto de uma superfície é proporcional à intensidade luminosa


da fonte na direção da superfície, proporcional ao cosseno do ângulo de incidência que o raio
luminoso faz com a normal ao plano e inversamente proporcional ao quadrado da distância da
fonte à superfície.

Assim, para a utilização desse método temos que conhecer as curvas fotométricas das fontes
de luz, preparadas pelos fabricantes ou desenvolvidas em laboratórios de fotometria.

Onde:
Ep = iluminamento em P em lumens por metro quadrado (lux);
I(θ) = intensidade luminosa da fonte na direção de P em candelas;
D = distância do centro da fonte de luz ao ponto P em metros;
θ = ângulo entre a vertical à superfície receptora e D.

Substituindo a distância D pela altura de montagem da luminância, temos:

Fig. 106 – Método ponto a ponto para um plano vertical e um plano horizontal

Exemplo:

Qual será a Iluminância incidida num ponto a 30º de inclinação do eixo longitudinal da
luminária, que se encontra a uma altura de 2,00 m do plano do ponto, sendo que a luminária
está equipada com 2 lâmpadas fluorescentes LUMILUX® 36W/21?

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Fig. 107 – plano de trabalho em relação a luminária

leitura da curva de distribuição luminosa (CDL), cálculo da intensidade luminosa nos diferentes
pontos e a respectiva iluminância)

Fig. 108 – Curva fotométrica da luminária e tabela de variáveis

lâmpada Lumilúx 36W/21 ϕ = 3350 lm


Luminária para 2 x Lumilúx 36W/21 n =2
0
Na CDL, lê-se: I30 = 340 cd

Como este valor refere-se a 1000 lm, tem-se que:

I300 = 340 cd . (2 . 3350) = 2278 cd


1000

Softwares para projetos de iluminação (Por Luis Lancelle)

Um bom projeto de iluminação não pode ser resolvido tão somente com um bom programa de
computador.

Se fosse assim, não existiria o bom gosto, a sensibilidade, a criatividade, a empatia identificada
em projetos quando comparados com outros.

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Porém, não é dispensável um bom software de cálculo e simulação luminotécnica (nome
correto do sujeito), e muitas são as vantagens que estas ferramentas podem oferecer.

Após a fase criativa do projeto, na qual o lighting designer exibe toda sua arte, alguns outros
rituais devem ser realizados:

Restrições que o conhecimento atual sobre o tema impõe ao projeto luminotécnico, que
necessariamente tem que se recorrer a um bom software para que lhe indique se tudo o que
pensou, em termos de iluminação, está correto.

tarefa visual,
ofuscamento,
efeitos biológicos,
conforto luminoso,
integração luz natural/artificial,
eficiência energética,
sustentabilidade, etc.),

Visualização: É importante também que o resultado desejado pelo lighting designer não
culmine num desastre.

Há um momento em que os conhecimentos das lâmpadas e luminárias, junto com a


imaginação, não são suficientes para perceber como ficou o todo, e nesse momento é
importante o uso da “renderização”.

Apresentação ao cliente: Não há, sem dúvida, nada melhor que chegar ao cliente com o
laptop e mostrar o projeto, fazendo-lhe visualizar, através de “renderizações dinâmicas”, o
resultado do projeto.

Existem mais de 100 produtos:


comerciais ou gratuitos
abertos ou proprietários
de muito simples a extremamente complexos
para luz natural ou luz artificial exclusivamente, ou ambas concomitantemente
num único pacote integrado ou em vários módulos

Este universo é muito grande. Para clarear o panorama, é listado a seguir aqueles que se
entende serem os mais significativos no momento atual, incluindo o site, onde poderão ser
obtidas mais informações, ou, ainda, seu download (versão gratuita ou trial) e dos manuais
correspondentes (se houver).

LUMEN MICRO / LUMEN DESIGNER / SIMPLY LIGHTING


É o mais antigo. Suas primeiras versões são de 1983, e, portanto, foi o mais vendido em EUA.
Desenvolvido pela Lighting Tecnologies, Inc, em Boulder, no Colorado (EUA), foi vendido em
2006 para Musco Sports Lighting – que não o comercializa mais, porém a LightingTecnologies
assegura que continua dando suporte no site:
www.lighting-technologies.com/Support/support.htm
Realmente uma pena, pois é um software bastante bom. Para quem é saudosista e quer fazer
download pode entrar no site: www.zedload.com/lumen-micro-crack-serial-download.html

AGI32
Desenvolvido pela Lighting Analysts Inc, LAI, Littleton, Colorado, EUA, (como podem ver,
Colorado é a terra da iluminação nos Estados Unidos), é um excelente software, rápido,

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amigável e com bom render (o Helio32 de Ian Ashdown). O preço atual do software é de 895
dólares.
A versão trial pode ser obtida no site:
www.agi32.com/index.phpid=2b&laiSID=38b7339cfd6667f2fde45c6643738e3a
www.agi32.com ou www.lightinganalysts.com
E comprar em: www.agi32.com/catalog/index.php?cPath=2

CALCULUX
Desenvolvido pela Philips Electronics, originalmente era constituido pelos módulos Indoor, Area
e Road. Posteriormente, quando a Philips aderiu ao DIALux, descontinuou o módulo Indoor
(normalmente o mais utilizado pelos lighting designers). O módulo Area é adequado para a
iluminação de campos, quadras, ruas, áreas esportivas, parques e fachadas, e o Road para
iluminação viária. O plug-in de produtos é o Philips Products Selector – PS. Seu uso é livre, e
pode ser baixado no site:
www.lighting.philips.com/main/connect/tools_literature/ ou:
www.ecivilnet.com/softwares/calculux_area_iluminacao.htm

O tutorial em:
http://receso-pes.blogspot.com/2010/03/tutorial-del-calculux.html (vídeo) ou:
http://calculux-area.software.informer.com (Area) ou:
http://softwaretopic.informer.com/descargar-tutorial-calculux-road/ (Road)

DIALUX
Desenvolvido pela DIAL GmbH, Alemanha, em 1994, por solicitação de um consórcio de 12
fábricas de luminárias e lâmpadas, atualmente tem mais de 160 fábricas associadas.
Isto faz com que, do ponto de vista de recursos, este software seja imbatível.
É provavelmente o software mais amigável para o usuário (com short-cuts, wizards, tutorials e
outros recursos de ajuda) e tem um excelente render que é o POVRAY.
O software é livre, e para baixar, tanto ele quanto o POVRAY e seus manuais, visite o seguinte
site: www.dial.de/DIAL/es/dialux/download.html

DIALUX evo
Em maio de 2012 a DIAL GmbH lançou na feira Light+Building, em Frankfurt, um novo software
de iluminação denominado sugestivamente de DIALux evo, evocando a ideia de “evolução”.
Apresenta várias inovações e aprimoramentos de recursos existentes em outros softwares,
porem a mais significativa é a que permite realizar o processo projetual de forma integrada,
enxergando o edifício em questão e todos seus ambientes como uma unidade só. Para
maiores detalhes leia o artigo “DIALux evo: evolução?” publicado no nº 62 junho/julho 2013, da
revista Lume Arquitetura.
Pode ser baixado em: www.dial.de/DIAL/en/dialux/download/dialux-evo-2.html

RELUX PRO
Desenvolvido pela Relux Informatik AG, tendo atualmente cerca de 100 fábricas associadas
(similar ao DIALUX). O RELUX SUITE (RELUX PRO e outros) é gratuito e pode ser baixado no
site: www.relux.biz/index.php?option=com_download&Itemid=241&lang=en

RADIANCE - Synthetic Imaging System - SIS


Foi desenvolvido por Gregory Ward Larson, do Lawrence Berkeley National Lab., na
Universidade da Califórnia (UCLA), na Califórnia (EUA), sob a orientação da International
Energy Agency, IEA, EUA, para o sistema operacional Unix.
Trata-se de um instrumento integrado para o cálculo dos efeitos da luz e do desempenho do
sistema de iluminação interna. Foi o primeiro a utilizar o modelo de cálculo denominado Ray
Tracing, com conceitos revolucionários perante o clásico Radiosity. Atualmente, quase todos os

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softwares utilizam um modelo misto entre Radiosity e Ray Tracing. É o mais preciso e rápido,
porém o mais difícil de usar. Tem excelente render, sobretudo quando se usa luz natural.
É gratuito e pode ser baixado no site: http://mac.softpedia.com/get/Graphics/Radiance.shtml

Mas atenção: requer bastante tempo para o aprendizado e um alto nível de interação com o
computador. É absolutamente pouco amigável com o usuário, porém oferece resultados de
rendering extraordinários.

Este software deu origem a vários outros, com interfaces mais "amigáveis" (Desktop
RADIANCE, RAYFRONT, RELUX, etc). Uma versão simplificada do RADIANCE SIS do LBNL,
é o Desktop RADIANCE, que é um aplicativo do AutoCAD, funcionando como interface gráfica
do RADIANCE na plataforma Windows, e usando também o AutoCAD como modelador.
O Desktop Radiance pode ser baixado no site: http://radsite.lbl.gov/deskrad

VISUAL
Desenvolvido por Acuity Brands Lighting, é um conjunto de ferramentas de cálculo de
iluminação e um modelador 3D de fácil uso. Em total são 7 módulos, uma verdadeira colcha de
retalhos.
Pode ser baixado no site: www.visual-3d.com
Seus manuais em: www.visual-3d.com/Downloads/Documents/Documents.aspx

RAYFRONT
Desenvolvido por Georg Mischler da Architectural Lighting Design Software - ALware, é uma
plataforma integrativa com RADIANCE e CAD próprio, usando o RayTracing do RADIANCE.
Pode ser usado tanto como uma extensão do Autocad ou do Intellicad, junto com o modelador
3DSOLAR, ou de forma independente. É muito preciso e rápido, bastante mais amigável que o
RADIANCE, tem excelente render e bons outputs. É livre, e pode ser baixado no site:
www.schorsch.com/en/download/rayfront.html

LIGHTSCAPE
Finalmente, ainda que esteja descontinuado, mencionamos o Lightsacape, de propriedade
atual da Autodesk (Lightscape 3.2, 1999). Ainda que não seja mais atualizado, continua sendo
um excelente software.

Pelas suas características de qualidade possui uma grande quantidade de usuários no mundo.
O software calcula a propagação da luz natural e artificial em ambientes de qualquer
geometria. Em base a Radiósity utiliza também o algoritmo de Ray Tracing, somente para
refinar as técnicas de rendering final, não tendo este nenhuma influência nos resultados
numéricos da simulação.

Podemos citar como vantagens o fato de rodar em Windows, alto realismo das imagens
produzidas e a possibilidade de interação (os cálculos podem ser interrompidos a qualquer
momento, modificar-se os parâmetros e continuar). Pode ser baixado no site:
www.filestube.com/d/download+lightscape

ENERGYPLUS
Desenvolvido por National Renewable Energy Laboratory, sob orientação do U.S. Departmentof
Energy, é um simulador do consumo total de energia de um edifício e do consumo de água.
Pode ser baixado no site: http://apps1.eere.energy.gov/buildings/energyplus
Seus manuais em:
http://apps1.eere.energy.gov/buildings/energyplus/energyplus_documentation.cfm

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DOMUS
O software DOMUS, de simulação higrotérmica e energética de edificações, foi lançado pela
PROCEL em junho de 2013 para subsidiar o desenvolvimento do programa brasileiro de
Regulamentação de Eficiência Energética em Edificações. Pode ser baixado gratuitamente em:
http://www.domus.pucpr.br/#menu3_t

Fontes de consulta:
www.esev.ipv.pt
www.energyefficiencyasia.org
www.lighting.com/content.cfm?id=27448&page=/
www.dee.ufc.br
www.erco.com/.
www.solomanuales.org/
www.indumtec.com.ar/archivos/manual_luminotecnica.pdf
www.asisonline.org/certification/ppt/lighting-powerpoint.ppt
www.cliquearquitetura.com.br

Localização dos pontos de utilização.

A previsão de cargas é a parte inicial de um projeto de instalação elétrica.


Os seus objetivos são determinar a quantidade e a localização dos diversos pontos de
utilização de energia elétrica de uma planta (iluminação, tomadas etc.) com as suas
respectivas potências.

Fig. 109 – planta baixa bidimensional com lay out

Uma previsão de cargas bem feita permite a determinação correta da potência total do
circuito de alimentação, que é fundamental para que no projeto da instalação elétrica possam
ser aplicados os conceitos de economia e segurança, considerando limites adequados de
elevação de temperatura e queda de tensão.

Para a determinação da potência total do circuito de alimentação ou parte dela, devem-se


considerar inicialmente os equipamentos de utilização a serem alimentados com as suas
respectivas potências nominais e, em seguida, as possibilidades de não simultaneidade de
funcionamento desses equipamentos (demanda), assim como a capacidade de reserva para
futuras ampliações da instalação elétrica.

Para qualquer equipamento de utilização, seja ele de iluminação, chuveiro, ar condicionado


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etc., a carga a ser considerada é a potência nominal absorvida ou potência aparente S,
em volt-ampère [VA], que pode ser:

1: Fornecida diretamente pelo fabricante;


2: Determinada a partir das especificações do fabricante como potência
ativa P [Watts], tensão nominal V [Volts],corrente nominal I [Ampére], fator de potência
FP ou cos φ e rendimento η;
3: Estimada a partir de tabelas de equipamentos eletrodomésticos,
eletroeletrônicos e motores com estimativa de potência aparente
(normalmente fornecidas pelas concessionárias).

A Norma Brasileira NBR-5410 estabelece as condições mínimas que devem ser adotadas para:

1 - Quantificação,
2 - Localização e
3 - Determinação das potências elétricas
a - dos pontos de iluminação e
b - dos pontos de tomadas
Tomadas de Uso Geral (TUG)
Tomadas Especiais (TUE)

Iluminação (NBR 5410)

a - Condições para estabelecer a quantidade mínima de pontos de luz:

1 - Prever pelo menos um ponto de luz fixo no teto para cada cômodo
ou dependência, comandado por interruptor de parede.
2 - Em hotéis, motéis ou similares pode-se substituir o ponto de luz fixo
no teto por tomada de corrente com potência mínima de 100 VA, comandada por interruptor de
parede.
3 - Admite-se que o ponto de luz fixo no teto seja substituído por ponto
na parede em espaços sob escada, depósitos, despensas,
lavabos e varandas, desde que de pequenas dimensões e onde a colocação do ponto no teto
seja de difícil execução ou não conveniente.

Iluminação:

b - Condições para estabelecer a potência mínima de iluminação:

1 - Para recintos com área igual ou inferior a 6 m2, atribuir um mínimo de 100 VA.

2 - Para recintos com área superior a 6 m2, atribuir um mínimo de 100 VA para os primeiros 6
m2, acrescidos de 60 VA para cada aumento de 4 m 2 inteiros.

c - A NBR-5410 não estabelece critérios para iluminação de áreas externas em residências. A


definição cabe ao projetista e ao cliente.

d - Os critérios míminos citados podem ser utilizados em alternativa aos requisitos


estabelecidos na Norma ABNT NBR-5413 (Iluminância de Interiores: Procedimento)

Tomadas: (NBR5410)

A- Condições para estabelecer a quantidade mínima de Tomadas de Uso Geral (TUGs) e

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Tomadas de Uso Específico (TUEs):

Tomadas de Uso Geral são as dedicadas à ligação de aparelhos portáteis de iluminação e de


eletrodomésticos, tais como:

televisores,
equipamentos de som,
ventiladores,
aspiradores de pó,
ferro de passar roupa,
geladeiras,
liquidificadores etc.

1- Em salas e dormitórios: um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro,


espaçados tão uniformemente quanto possível.

2- Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de


serviço, lavanderias e locais análogos: uma tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro,
independente da área, sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo
duas tomadas de corrente.

3- Banheiros: no mínimo uma tomada perto do lavatório, com uma distância mínima
de 60 cm do box, independente da área.

4- Subsolos, varandas, garagens ou sótãos: no mínimo uma tomada,independente da área.

5- Em salas e dormitórios: um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração, de perímetro,


espaçados tão uniformemente quanto possível.

6- Cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, cozinha-área de


serviço, lavanderias e locais análogos: uma tomada para cada 3,5 m ou fração de perímetro,
independente da área, sendo que acima da bancada da pia devem ser previstas no mínimo
duas tomadas de corrente.

7- Banheiros: no mínimo uma tomada perto do lavatório, com uma distância mínima
de 60 cm do box, independente da área.

8- Subsolos, varandas, garagens ou sótãos: no mínimo uma tomada,independente da área.

Em cada um dos demais cômodos e dependências prever no mínimo:

a) Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for inferior ou igual a


2,25 m2 (esse ponto pode ser posicionado externamente, a até 0,80 m da porta de
acesso).

b) Um ponto de tomada, se a área do cômodo ou dependência for superior a 2,25 m2 e


igual ou inferior a 6 m2.

c) Um ponto de tomada para cada 5 m, ou fração de perímetro, se a área do cômodo ou


dependência for superior a 6 m2.

B) Condições para estabelecer a potência mínima de Tomadas de Uso Geral (TUGs):

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1) Banheiros, cozinhas, copas, copas-cozinhas, áreas de serviço, lavanderias e locais
semelhantes: atribuir 600 VA por tomada, para as três primeiras tomadas, e 100 VA para cada
uma das excedentes, considerando cada um dos ambientes separadamente.

2) Demais cômodos ou dependências: atribuir 100 VA por tomada.

Deve-se atentar para a possibilidade de que um ponto de tomada venha a ser usado para
alimentação de mais de um equipamento, sendo recomendável, portanto, a instalação da
quantidade de tomadas julgada adequada.

C - Condições para estabelecer a quantidade de Tomadas de Uso Específico (TUEs):

Tomadas de uso específico são aquelas destinadas à ligação de equipamentos fixos ou


estacionários, como, por exemplo:

chuveiros elétricos,
torneiras elétricas,
aparelhos de ar-condicionado,
secadoras e lavadoras de roupa,
fornos de micro-ondas etc.

A quantidade de tomadas de uso específico (TUEs) é estabelecida de acordo com o número de


aparelhos de utilização.

Os pontos de TUEs devem ser localizados no máximo a 1,5 m do ponto previsto


para a localização do equipamento.

D - Condições para estabelecer a potência de Tomadas de Uso Específico (TUEs):

Atribuir, para cada TUE, a potência nominal do equipamento a ser alimentado,


consultando o manual do fabricante ou tabelas fornecidas pela concessionária local

As cargas especiais também atendem aos sistemas de utilidades dos edifícios.

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Exemplo:

Motores para elevadores,


Bombas para recalque d’água,
Bombas para drenagem de águas pluviais e esgotos,
Bombas para combate a incêndio,
Sistemas de aquecimento central etc.

Em prédios de múltiplas unidades consumidoras, em geral, essas cargas são de uso comum e,
portanto, chamadas cargas do condomínio.

A potência dessas cargas é específica e, geralmente, definida pelos fornecedores.

Exemplo:

Elevadores: dois motores trifásicos de 7,5 CV;


Bombas para recalque d’água: dois motores trifásicos de 3 CV (um reserva);
Bombas para sistema
de combate a incêndio: dois motores de 5 CV (um reserva);
Bombas de drenagem
de águas pluviais: dois motores de 1 CV (um reserva);
Portão da garagem: um motor de 0,5 CV.

Exemplo: (FONTE: Lima F. D. L. 12a. ed. Erica, 2011.)

É apresentado uma planta baixa de um pequeno apartamento . Aplicando os conceitos de


previsão de cargas definidos na NBR 5410, determinar seus pontos de utilização.

Fig. 110 – Planta baixa modelo

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Solução:

1 - Sala:
Comprimento: 6,00 m
Largura: 4,00 m Área: 6,00 . 4,00 = 24 m2
Perímetro: (6,00 + 4,00) . 2 = 20,00 m

Potência de Pontos de Iluminação:


- Primeiros 6 m2: 100 VA
- Subsequentes 4 m2: 60 VA
4 m2: 60 VA
4 m2: 60 VA
4 m2: 60 VA
2 m2: (desconsiderar a fração menor que 4 m2 inteiros)

Total: 24m2: 340VA


Quantidade de Pontos de Iluminação:

Visando melhor uniformidade de distribuição do fluxo luminoso, podemos dividir a potência de


iluminação em dois pontos de 200 VA.

Cada ponto pode ser composto de duas lâmpadas de 100 W

(observe que foi usado um total de 400 VA, portanto atendendo ao mínimo de 340 VA).
Quantidade de Tomadas de Uso Geral
Conforme a recomendação, aplica-se o perímetro: 20,00 / 5 = 4 TUGs

Potência das Tomadas de Uso Geral


Para salas e quartos a potência de cada tomada de uso geral será de 100VA.

Tomadas de Uso Específico


Não será prevista nenhuma TUE para esse recinto.

Fig. 111 - Exemplo de Quadro de previsão de cargas

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2.3 Divisão dos circuitos. (Fonte: Creder, H. 16a ed. LTC, 2018.)

Toda a instalação deve ser dividida em vários circuitos, de modo a:


a - Limitar as consequências de uma falta, a qual provocará apenas seccionamento
do circuito defeituoso;

b - Facilitar as verificações, os ensaios e a manutenção;


c - Possibilitar o uso de condutores de pequena bitola (área da seção circular).

Chama-se circuito o conjunto de pontos de consumo, alimentados pelos mesmos condutores e


ligados ao mesmo dispositivo de proteção.
Nos sistemas polifásicos, os circuitos devem ser distribuídos de modo a assegurar o melhor
equilíbrio de cargas entre as fases.

Em instalações de alto padrão técnico, deve haver circuitos normais e circuitos de segurança.

Os circuitos normais estão ligados apenas a uma fonte, em geral, à concessionária local.
Em caso de falha da rede, haverá interrupção no abastecimento.
Esses circuitos são, muitas vezes, chamados de “não essenciais”.
Os circuitos de segurança são aqueles que garantirão o abastecimento, mesmo quando houver
falha da concessionária.

Como exemplo de circuitos de segurança, podem-se citar os circuitos de alarme e de proteção


contra incêndio, abastecidos simultaneamente pela concessionária ou por fonte própria
(baterias, geradores de emergência etc.). Os circuitos de segurança são, muitas vezes,
chamados de “essenciais”.

Devem ser observadas as seguintes restrições em unidades residenciais, hotéis, motéis ou


similares:

a) Circuitos independentes devem ser previstos para os aparelhos com corrente nominal
superior a 10 A (como aquecedores de água, fogões e fornos elétricos, máquinas de lavar,
aparelhos de aquecimento ou para aparelhos de ar condicionado etc.);
b) Circuitos de iluminação devem ser separados dos circuitos de tomadas;
c) São permitidos pontos de iluminação e tomadas em um mesmo circuito, de maneira a se
evitar que os pontos de iluminação não sejam alimentados, em sua totalidade, por um só
circuito, exceto nas cozinhas, copas e áreas de serviço, que devem constituir um ou mais
circuitos independentes;
d) Proteções dos circuitos de aquecimento ou condicionamento de ar de uma
residência podem ser agrupadas no quadro de distribuição da instalação
elétrica geral ou num quadro separado;
e) Quando um mesmo alimentador abastece vários aparelhos individuais de ar
condicionado, deve haver uma proteção para o alimentador geral e uma
proteção junto a cada aparelho, caso este não possua proteção interna própria.
f) Cada circuito deverá ter seu próprio condutor neutro;

g) Circuitos de tomadas deverão ter um condutor de proteção – PE (terra) –


ligado diretamente ao terra da instalação.
O condutor PE pode ser comum a mais de um circuito.
(desde que a bitola do condutor de aterramento seja igual ou superior a bitola do condutor fase
de maior bitola dentre os circuitos atendidos)

h) Circuitos de iluminação instalados em áreas com piso “molhado / frio” ou

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instalados em algumas instalações industriais também deverão ter um
condutor de proteção - PE.

Traçado dos eletrodutos. (Fonte: Lima F. D. L. 12a. ed. Erica, 2011.)

Eletroduto é o componente de uma instalação que propicia um meio envoltório, ou invólucro,


aos condutores elétricos.
Dentre os diversos tipos de condutos, destacam-se os eletrodutos, como aqueles que têm
maior aplicação nas instalações elétricas, sobretudo nas instalações prediais.
Em instalações comerciais ou industriais, além dos eletrodutos, podemos encontrar outros tipos
de conduto, tais como calhas e bandejas metálicas, prateleiras, blocos alveolados, canaletas.

(a) (b) (c)

Fig. 112 – (a) eletroduto de PVC rígido (b) eletroduto de PVC flexível (c) eletroduto metálico
rígido

(a) (b) (c)

Fig. 113 – Exemplo de Aplicação de (a) eletroduto de PVC rígido (b) eletroduto de PVC flexível
(c) eletroduto metálico rígido

Função dos eletrodutos:

- Propiciar aos condutores proteção mecânica.


- Propiciar aos condutores proteção contra ataques do meio ambiente, sobretudo contra
corrosão ou ataques químicos oriundos de ações da atmos- fera ou agentes agressivos
dispersos no meio ambiente (sais, ácidos, gases, óleos etc.).
- Fornecer ao meio uma proteção contra os perigos de incêndio resultantes de eventuais
superaquecimentos dos condutores ou arcos voltaicos.
- Proporcionar aos condutores um envoltório metálico aterrado (no caso de eletrodutos
metálicos), a fim de evitar perigos de
choque elétrico.

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Classificação dos eletrodutos: (Fonte: Gebran, A. P. Bookman, 2017.)

Os eletrodutos são classificados de acordo com o material do qual são feitos, sua espessura,
flexibilidade e formas de conexão, que definem a utilização a que se destinam.
Quanto ao material:
Não metálicos: PVC, fibrocimento, polipropileno, polietileno de alta densidade, plástico com
fibra de vidro. Podem ser rígidos e flexíveis.
Metálicos: aço carbono galvanizado ou esmaltado, alumínio e flexíveis de cobre espiralado.
Podem ser com ou sem costura longitudinal, com paredes de diâmetro e espessura variada.
Possuem suas paredes com acabamento externo e/ou interno, podendo ser fosfatizado,
galvanizado, pintado, revestido, polido ou trefilado.

Quanto à flexibilidade:

Rígidos metálicos: são utilizados, com maior frequência, em instalações externas.


Rígidos não metálicos: utilizados em ambientes que sofrem ação de ácidos e materiais
corrosivos.
Flexíveis: utilizados em instalações embutidas ou instalações em ambientes ácidos e
corrosivos, ou até mesmo em instalações externas sujeitas a forças mecânicas. Entre eles
temos os de PVC (ácido e corrosão) e de cinta de aço galvanizada (esforço mecânico).

Quanto à forma de conexão:


Roscáveis: possuem rosca em sua ponta, permitindo que seja roscável em luvas de conexão.
Soldáveis: em sua extremidade possui uma bolsa que permite ser colado em outra ponta.
Quanto à espessura da parede e a cor correspondente do eletroduto:
Leve: amarelo
Semipesado: cinza
Pesado: preto
Reforçado: azul e laranja

A NBR-5410 estabelece as seguintes prescrições para instalação de condutores em


eletrodutos: (Fonte:Lima F. D. L. 12a. ed. Erica, 2011.)

1 - Os eletrodutos, calhas e blocos alveolados podem conter condutores de mais de um


circuito, nos seguintes casos:

a) Quando as três condições seguintes forem simultaneamente atendidas:


1 - Os circuitos pertençam à mesma instalação, isto é, originem-se do mesmo
dispositivo geral de manobra e proteção, sem a interposição de
equipamentos que transformem a corrente elétrica;

2 - As seções nominais dos condutores fase estejam em um intervalo de três


valores normalizados sucessivos;

3 - Os condutores isolados e os cabos isolados tenham a mesma temperatura


máxima para serviço contínuo.

b) No caso dos circuitos de força e de comando e/ou sinalização de um mesmo equipamento.

Nos eletrodutos, só devem ser instalados condutores isolados, cabos unipolares ou
cabos multipolares, admitindo-se a utilização de condutor nu em eletroduto isolante
exclusivo, quando tal condutor destinar-se a aterramento.

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Taxa máxima de ocupação dos Eletrodutos (Fonte: Gebran, A. P. Bookman, 2017.)

As dimensões internas dos eletrodutos e respectivos acessórios de ligação devem permitir


instalar e retirar facilmente os condutores ou cabos após a instalação dos eletrodutos e
acessórios. Desta forma, a taxa máxima de ocupação em relação à área de seção transversal
dos eletrodutos não deve ser superior a:

- 53% no caso de um condutor ou cabo;


- 31% no caso de dois condutores ou cabos;
- 40% no caso de três ou mais condutores ou cabos.

Fig. 114 – Capacidade máxima de utilização dos eletrodutos

Ao dimensionar um eletroduto, é preciso considerar algumas medidas fornecidas pelos


fabricantes:
De: Diâmetro externo
Di: Diâmetro interno
e: Espessura
DN: Diâmetro nominal
L: Comprimento

Fig. 115 – Dimensionamento dos eletrodutos

Com base na taxa de ocupação, a forma de calcular a quantidade máxima de condutores


consiste em comparar a área interna de um eletroduto com a área total de condutores.
A área útil de um eletroduto (AU) é dada pela fórmula:

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A área total do cabo isolado (AC) é dada pela fórmula:

O número máximo (N) de cabos isolados, de mesma seção, que pode ser instalado em um
eletroduto, é dado pela fórmula:

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Ligações elétricas. (Fonte: Creder, H. 16a ed. LTC, 2018.)

Esquema de ligação de uma lâmpada comandada através de um interruptor simples:

Fig. 116 – Esquema de ligação de uma lâmpada comandada por um interruptor simples com
alimentação monofásica

Os interruptores unipolares, paralelos ou intermediários, devem interromper unicamente o


condutor-fase e nunca o condutor neutro. Isso possibilitará reparar e substituir lâmpadas sem
risco de choque; bastará desligar o interruptor.

Esquema de ligação de uma lâmpada comandada através de um interruptor simples, com


alimentação por dois condutores fase (sistema bifásico)

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Fig. 117 – Esquema de ligação de uma lâmpada comandada por um interruptor simples com
alimentação bifásica

Esquema de ligação de três lâmpadas comandadas através de três interruptores simples, com
alimentação por condutores fase e neutro (sistema monofásico)

Fig. 118 – Esquema de ligação de várias lâmpadas comandadas por um interruptor triplo.
Utilização de interruptores paralelos para ligação de uma lâmpada comandada através de dois
interruptores paralelos, em dois pontos distintos de uma residência (sistema monofásico)

Fig. 119 – Esquema de ligação de uma lâmpada comandada por dois interruptores paralelos.

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Esquema de ligação de uma lâmpada comandada através de dois interruptores paralelos e três
interruptores intermediários, em cinco pontos distintos de uma residência (sistema monofásico)

Fig. 120 – Esquema de ligação de uma lâmpada comandada por dois interruptores paralelos e
três interruptores intermediários.

Vista traseira (ligações) de dois interruptores paralelos e dois interruptores intermediários que
comandam o acionamento de uma lâmpada a partir de quatro locais distintos (sistema
monofásico)

Fig. 121 – Vista das conexões de interruptores intermediários e interruptores paralelos.

Sensor de presença:

Os sensores de proximidade ou presença são dispositivos usados para detectar, sem qualquer
tipo de contato físico, a presença ou ausência de objetos. Emitindo, constantemente, um
campo ou um feixe de radiação eletromagnética, o sensor de proximidade detecta mudanças
no campo e emite um sinal de retorno. Os sensores de proximidade podem ter alta
confiabilidade e longa vida útil devido à ausência de peças mecânicas e à falta de contato físico
entre o sensor e o objeto detectado (https://pt.wikipedia.org/wiki/Sensor_de_proximidade )

Área de cobertura / atuação de um sensor de presença:

A figura 122 apresenta o alcance de detecção de um sensor de proximidade.

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Fig. 122 – ângulo de abertura para detecção por parte de um sensor de proximidade

Fig. 123 - Esquema de ligação de uma ou mais lâmpadas comandada através de sensores de
presença (sistema monofásico).

CONDUTOR ELÉTRICO:

Fig. 124 – diagrama de alimentação de uma residência e as cargas associadas

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Condutor elétrico é o meio utilizado para transportar a energia desde a geração até o consumo.

Sob a ótica da engenharia elétrica, condutor elétrico é um material sobre o qual as cargas
elétricas se deslocam desde a fonte geradora até a carga consumidora.

Por definição, um condutor (elétrico) é um produto metálico, geralmente de forma cilíndrica e


de comprimento muito maior do que a maior dimensão transversal e é utilizado para transportar
energia elétrica ou para transmitir sinais elétricos.

Fig. 125 – Condutores elétricos

No deslocamento da corrente elétrica, a carga distribui-se sobre toda a superfície do material.

Fig. 126 – Seção transversal de um condutor elétrico e circulação de corrente por ele.

Fio é um produto metálico revestido de


material isolante, maciço e flexível, de
seção transversal invariável.

Cabo: Condutor constituído por um


conjunto de fios encordoados, isolados ou
não entre si, podendo o conjunto ser
isolado ou não. Distingue-se em
monopolares ou multipolares

Fio nú é um fio sem revestimento,


isolação ou cobertura.

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Cabo nú é um cabo sem isolação ou
cobertura, constituído por fios nus.

Revestimento é uma camada de metal ou


liga, depositada sobre um metal fins de
proteção, ex “fio estanhado”.

Encordoado é todo o condutor constituído


por um conjunto de fios dispostos
helicoidalmente.

Compactado é todo o condutor


encordoado no qual foram reduzidos os
interstícios entre os fios componentes, por
compressão mecânica, trefilação ou
escolha adequada da forma ou disposição
dos fios.

ISOLANTES ELÉTRICOS:

São materiais que não permitem o movimento de cargas elétricas em seu interior.

Entretanto, se a tensão elétrica aplicada em suas extremidades for superior à sua rigidez
dielétrica, este material tornar-se-á um condutor.

Fig. 127 – Materiais isolantes elétricos

Isolação:
É definida como um conjunto dos materiais não condutores de energia elétrica que são
utilizados para isolar eletricamente o condutor do ambiente que o circunda, ou seja, onde o
mesmo será instalado.

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Geralmente utiliza-se materiais como PVC
para realizar esta função.

Composição da isolação:

Isolamento: Tem sentido quantitativo (tensão de isolamento de 750V, resistência de


isolamento de 5MΩ, etc.)

Cobertura: Camada externa não metálica, para proteção contra agentes externos (vento,
umidade, salinidade, outros...)

Fig. 128 – Constituição do isolamento elétrico de um condutor.

RIGIDEZ DIELÉTRICA:

É a relação entre a máxima diferença de potencial que um material pode suportar sem que
ocorra sua ruptura. Especifica a tensão máxima que pode ser aplicada entre dois pontos, sem
que ocorra o centelhamento, que ocorre quando o material deixa de ser isolante.

Fig. 129 – Rompimento da rigidez dielétrica do ar

Os materiais utilizados com a função de isolação elétrica, além de alta resistividade elétrica,
devem possuir alta rigidez dielétrica.

Seu valor é, geralmente, expresso por V/m ou KV/mm sendo que, a partir deste valor, os
átomos que compõem o material se ionizam e o material dielétrico deixa de funcionar como um
isolante.

Esta variável depende da área específica, porosidade, defeitos e pureza do material, assim
como da freqüência da tensão aplicada, tempo de aplicação da tensão e condições ambientais
(temperatura, umidade, etc...).

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Fig. 130 – Tensão de isolação de um condutor elétrico.

Exemplo de condutores e sua isolação:

Fig. 131 – Características elétricas de condutores.

Terminação dos condutores elétricos:

Todo o condutor deve ser terminado com a utilização de terminais de conexão do tipo pino,
anel, U ou tubular a fim de prover conexão precisa com outras partes da instalação.

Fig. 132 - Exemplos de terminações de condutores:

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Fig. 133 - Exemplos de aplicações das terminações de condutores:

EFEITO DO MAU CONTATO NOS CONDUTORES ELÉTRICOS:

Fig. 134 - Exemplos dos efeitos térmicos provocados por terminações de condutores mal
executadas:

Padronização de cores para condutores elétricos:

Para que exista a compatibilidade entre os cabos com outros equipamentos elétricos e,
portanto, evitar acidentes, o sistema de condutores é identificado por um padrão de cores que

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identifica quais as funções de cada um deles.

A norma NBR-5410 que determina quais as cores que são utilizadas para identificar cabos e
fios, e suas determinadas funções em instalações de baixa tensão (ou seja, de até 1000V em
tensões alternadas ou 1500V em tensão contínua).

Essa norma se aplica para áreas abertas, edifícios ou em instalações temporárias, como
canteiros de obras e feiras, por exemplo. Além disso, novas instalações elétricas ou já
existentes e que estão passando por uma reforma, também devem estar em conformidade com
a NBR-5410, em vista de que pode acontecer a incompatibilidade de cabos e, portanto, a
chance de acidentes elétricos existe.

Cada cabo condutor conta com um material externo que protege os fios internos, isolando-os
em instalações e protegendo-os de possíveis interferências elétricas. Esse material isolante
protege a estrutura e pode diferenciar cada tipo de cabo por meio de uma cor específica,
indicando sua função e onde pode ser aplicado. Além de evitar acidentes, a padronização de
cabos por cores facilita, também, o manuseio destes em futuras manutenções.

Cor azul: Os cabos que são indicados pela cor azul claro, segundo a NBR-5410, são
condutores neutros. Isso significa que são condutores que não possuem tensão e que não
estão carregados. Eles podem ser ligados em instalações monofásicas que demandam
corrente, tais como em ambientes residenciais, por exemplo.

Cor verde ou verde com amarelo: Os cabos indicados com cor verde ou que têm detalhes
em amarelos são condutores de proteção (PE), também conhecidos como “fio terra”. Os
condutores de proteção, normalmente, são conectados na terra, acompanhando todos os
circuitos elétricos com a função de proteger os equipamentos conectados contra possíveis
sobrecargas e choques elétricos.

Cor marrom ou vermelha: cabos indicados com estas cores são condutores que têm um
potencial elétrico, ou seja, que têm carga em relação a terra.

Neutro: Azul claro

Aterramento: Verde tarjado com amarelo


Opcionalmente só verde

Fase: Marron,
Opcionalmente vermelho

Retorno: Preto, branco, etc...

Fig. 135 – Padronização de cores nas instalações elétricas em Baixa Tensão.

Dimensionamento dos circuitos:

Os circuitos elétricos devem serem dimensionados segundo os critérios da Seção


Mínima, Máxima corrente e método de queda de tensão

Para dimensionar-se condutores elétricos, deve-se aplicar diversos itens relativos à escolha da
seção de um condutor e o seu respectivo dispositivo de proteção de acordo com a norma ABNT

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NBR 5410/2004 - r.2008.

Critérios:

Seção mínima - seção 6.2.6


Capacidade de condução - seção 6.2.5
Queda de tensão - seção 6.2.7

As seções mínimas admitidas em qualquer instalação de baixa tensão estão definidas na


tabela 47, item 6.2.6 da norma.

O condutor neutro deve ter, no mínimo, a mesma


seção que os condutores fase quando:

- Em circuitos monofásicos e bifásicos;


- Em circuitos trifásicos quando a seção do condutor
fase for igual ou inferior a 25mm;
- Em circuitos trifásicos quando for previsto a
presença de harmônicos,

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O condutor de proteção (terra) é indicado pela
tabela 15 da Norma 5410 e é dimensionado a
partir da seção dos condutores fase do circuito:

Capacidade de condução de corrente:


(ABNT NBR 5410/2004) SEÇÃO 6.2.

A capacidade de condução de corrente leva em consideração os efeitos térmicos nos


componentes pela passagem da corrente elétrica em condições normais.

O dimensionamento é tratado em tabelas apresentadas na ABNT NBR 5410 seção 6.2.5

Quando as condições do local forem diferentes daquelas especificadas em norma, a corrente


de projeto IB deverá ser recalculada a partir de parâmetros de correção K.

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Método de referência de instalação dos condutores Tabela 39 pág.90:

Exemplo 01:

Avaliar o condutor a ser utilizado para alimentar uma torneira elétrica de 6000W de potência,
quando instalado em uma rede com tensão de 220v, considerando-se que a instalação dos
condutores é feita em eletroduto embutido na alvenaria. (obs: considerar condições padrão (k1,
k2 e k3 =1)

Rede elétrica monofásica: I= P .


Considera-se ϕ=1 V.Cosϕ Cosϕ = 1

I= P = 6000 W = 27,27A
V 220 V

Exemplo 02:

Um circuito elétrico monofásico de 220v alimenta equipamentos de iluminação de com potência


total de 1760 W, fase e neutro e fator de potência unitário. Os condutores estão instalados no
interior de um eletroduto de PVC embutido na alvenaria. Juntamente com este circuito, no duto
ainda se encontram instalados outros quatro condutores isolados de outros 2 circuitos elétricos.
A temperatura ambiente é de 35ºC. Determinar a seção do condutor.

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Consultando-se a tabela 36: Condutor de 1,5 mm 2

Critério tratado na tabela 46 da seção 6.2.7, fixa os limites máximos admissíveis de queda de
tensão nas instalações alimentadas por ramal de baixa tensão

“Em qualquer ponto de utilização da instalação, a queda de tensão verificada não deve ser
superior aos seguintes valores, dados em relação ao valor da tensão nominal da instalação:

a) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT, no caso de


transformador de propriedade da(s) unidade(s) consumidora(s);
b) 7%, calculados a partir dos terminais secundários do transformador MT/BT da empresa
distribuidora de eletricidade, quando o ponto de entrega for aí localizado;
c) 5%, calculados a partir do ponto de entrega, nos demais casos de ponto de entrega com
fornecimento em tensão secundária de distribuição;
d) 7%, calculados a partir dos terminais de saída do gerador, no caso de grupo gerador
próprio.

Cálculo da Queda de tensão

ΔV = V – Vn ΔV(%) = V – Vn * 100
V

Onde: ΔV = Queda de tensão, V = tensão na medição e Vn = tensão na carga

Método 01:

Para obtenção da seção do condutor, para circuitos monofásicos aplica-se a seguinte equação:

Sendo
S = Seção do condutor em mm2
ρ = resistividade do condutor de cobre
P = potência da carga consumida em
Watts
L = comprimento do condutor em
kilometros
E (%) = queda de tensão percentual
U = Tensão em volts
Método 02:

Para fazer uso deste método, é necessário determinar:


1. Maneira de Instalar o Circuito;
2. Material do Eletroduto (Magnético ou Não Magnético);
3. Tipo do Circuito (Monofásico ou Trifásico);
4. Corrente de Projeto, IB, em amperes;

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5. Fator de Potência Médio do Circuito;
6. Comprimento, l, do Circuito, em km;
7. Tipo de isolação do condutor;
8. Tensão, V, do Circuito, em volts;
9. Queda de Tensão, e(%), Admissível.

Cálculo da queda de tensão unitária

𝚫Vunit = e(% ).V


IB.L

(Fonte: Domingos Leite Lima Filho - 12a Edição)

Com o valor da queda de tensão unitária calculado, entra-se na Tabela 10.22, verifica-se o
método de instalação de condutores, e encontra-se o valor cuja queda de tensão seja igual ou
imediatamente inferior à calculada, obtendo desta forma a seção do condutor correspondente:

Com o valor de 𝚫Vunit calculado, entramos em uma das tabelas de queda de tensão para
condutores, que apresente as condições de instalação indicadas no “item método 2”, e nesta
encontramos o valor cuja queda de tensão seja igual ou imediatamente inferior à calculada, en-
contrando a bitola nominal do condutor correspondente.

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Exemplo com condutores da Prismian

Exemplo:

Consideremos um circuito terminal de chuveiro elétrico, com potência de 4500W, alimentado


por uma tensão de 220V e por uma rede monofásica, cujos condutores possuem comprimento
de 15 metros (distância do Quadro de Distribuição do Apartamento à tomada de ligação do
chuveiro).Considerando-se 2% a máxima queda de tensão interna ao imóvel, Dimensione o
circuito.

Obs.: verificar o valor da queda de tensão máxima do CD a carga prevista pelo concessionário
de serviço local antes de realizar os cálculos

Domingos Leite Lima Filho - 12a Edição

Solução:

Maneira de Instalar: Eletroduto Embutido em alvenaria Eletroduto: PVC


Circuito: monofásico
Corrente de Projeto: Ip = 20,45 A
Fator de Potência = 1,00 (carga puramente resistiva)
Comprimento do Circuito: l = 15 m = 0,015 km
Isolação do condutor: PVC
Tensão do circuito: 220 V
Queda de Tensão Admissível: 2 %,
Queda de Tensão Unitária: 𝚫Vunit = 0,02. 220 / 20,45 . 0,015
𝚫Vunit = 14,34 V/A.km - consulta-se a tabela do fabricante

Com este valor entramos na Tabela 7.15, eletroduto PVC, circuito monofásico, fator de potência
= 0,95, e encontramos o valor 10,6 V/A.km, imediatamente inferior ao calculado, que determina
a bitola do condutor de cobre de 4 mm2.
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Memorial Descritivo:

Apresenta uma descrição completa do projeto elétrico, as justificativas, os cálculos, as


especificações dos materiais, onde são descritos o material a ser empregado, as normas para
a sua aplicação e um resumo dos serviços a serem executado além de outras informações
necessárias ao correto entendimento do projeto elétrico, telefônico e de imagem.

São partes constituintes que devem constar obrigatoriamente, mas não somente, os seguintes
itens:

1- Identificação da obra;
2- Descrição da obra;
3- Descrição da entrada de serviço;
4- Descrição do centro de medição;
5- Descrição do alimentador secundário
6- Descrição dos quadros de distribuição;
7– Descrição do sistema de aterramento;
8- Descrição da carga instalada;
9– Memorial de cálculo;
10 - Descrição dos encaminhamentos (eletrodutos);
11 - Descrição dos condutores;
12 - Lista de materiais e orçamento;
13 - Instruções gerais;
14 - Descrição do documento de responsabilidade técnica;
15 - Assinatura do responsável técnico pelo projeto;

Esclarecendo o que diz respeito cada um dos itens supra elencados, segue abaixo a descrição
individual das informações mínimas necessárias para a construção do memorial descritivo de
um projeto elétrico residencial e/ou predial.

Identificação da obra: Apresentação do nome do proprietário e endereço da obra

Descrição da obra: Apresentação da tensão de alimentação, número de fases, tipo de


construção, finalidade, número de pavimentos, área individual e total

Descrição da entrada de serviço: Tipo de tensão (número de fases), bitola dos


condutores alimentadores, identificação do poste, tipo de
encaminhamento entre poste e o centro de medição da unidade
consumidora, descrito detalhadamente com material, dimensões,
curvaturas, caixas de passagens, etc…

Descrição do centro de medição: Apresentação do tipo de caixa utilizada como centro de


medição, dimensionamento do disjuntor de proteção geral,qual é a
forma e como será a interligação do neutro com o sistema de
aterramento.

Descrição do alimentador secundário e dos quadros de distribuição:


Apresentação das especificações (bitola, cor, material,tubulações)
utilizados para instalação do condutor que parte do centro de
medição e segue até os CD's internos, além da apresentação dos
CD's internos (material, capacidade número, tipo e capacidade de
cada disjuntor, DR e DPS), descrever também as características dos
dispositivos de proteção e o lugar onde estes CD's serão instala

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Descrição do sistema de aterramento: Apresentação da descrição do sistema, detalhes
dos condutores utilizados na interligação entre os CD's e o sistema
de aterramento, detalhes do condutor que interligará as hastes de
aterramento, detalhe das hastes de aterramento e dos conectores,
detalhes da caixa de distribuição do sistema de aterramento (T.A.T).
*Se houver pára-raio, deve-se detalhar o mesmo neste item.

Descrição da carga instalada: Apresentação dos quadros de carga


individualizados por CD, Apresentação em separado do valor total
(soma) de todas as cargas elétricas de tomadas de uso geral e de
iluminação constantes no projeto e da soma das potências de
tomadas de uso especial.

Fig. 136 - Exemplo de quadro de carga (Fonte: o autor)

Memorial de cálculo: Apresentação de todos os cálculos realizados no projeto:


– Cálculo da demanda da unidade;
– Cálculo do alimentadores geral e secundário, além das
proteções geral e de cada circuito elétrico projetado
– Cálculo da queda de tensão: (quando necessário)
– Cálculo da corrente de curto circuito (quando necessário)
Exemplo: Cálculo da corrente de projeto do circuito “x”:

Descrição dos encaminhamentos (eletrodutos): Apresentação dos detalhes dos


eletrodutos, suas especificações, dimensões, forma de conexão com
caixas e emendas entre si, além de outros detalhes que for julgado
importante.

Fig. 137 - Exemplo de eletrodutos rígido e flexível utilizado em instalações elétricas.

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Descrição dos condutores: Apresentação dos detalhes dos condutores, suas
especificações, dimensões, forma de conexão com tomadas,
interruptores e disjuntores, Drs e DPS, emendas entre si, além de
outros detalhes que for julgado importante.

Fig. 138 - Exemplo de condutores elétricos

Lista de materiais: Este item já foi discutido anteriormente.

Instruções gerais: Apresentação de toda e qualquer informação necessária para o


correto entendimento por parte do eletricista instalador, com a
profundidade dos detalhes requerida de acordo com o que for
julgado importante pelo projetista.

Descrição do documento de responsabilidade técnica: Apresentação da ART, com


nome do responsável e número do documento

Assinatura do responsável técnico: Finalização do documento com assinatura do


responsável técnico e seu número de registro junto ao órgão de
classe (CREA)

Aterramento e proteção de instalações elétricas.

Ao tocarmos qualquer equipamento que tenha sua carcaça colocada sob tensão, podemos
estar sujeitos a um choque elétrico, que, muitas vezes, pode ser mortal.

O choque elétrico é causado pela passagem da corrente elétrica através do corpo de uma
pessoa.

Quando aterramos um equipamento, qualquer corrente de falta irá escoar para a terra,
protegendo, assim, as pessoas contra o choque, evitando a fibrilação cardíaca que pode levar
à morte.

Outras funções do aterramento são:


sensibilizar equipamentos de proteção;
criar um caminho para as descargas atmosféricas;
diminuir ao máximo a resistência, possibilitando um caminho para as correntes de falta.

Para a realização de um aterramento adequado, devemos elaborar um projeto específico, com


base em dados obtidos e em parâmetros pré-fixados (que podem ser encontrados nas normas
NBR 5.410:2004 e NBR 15.751:2013). Devem ser levadas em conta todas as possíveis
condições de funcionamento do sistema que se quer aterrar.
(Fonte: Gebran, A. P., 2017.)

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A NBR 5410 estabelece as seguintes prescrições fundamentais destinadas a garantir a
segurança de pessoas, de animais domésticos e de bens, contra os perigos e danos que
possam resultar de utilização das instalações elétricas (item 4.1 da NBR 5410):

a - Proteção contra choques elétricos:


Proteção contra contatos diretos;
Proteção contra contatos indiretos.

b - Proteção contra efeitos térmicos:


Proteção contra os riscos de incêndios em materiais e proteção contra queimaduras em
pessoas e animais domésticos, em consequência de temperaturas elevadas e/ou arcos
elétricos.

c - Proteção contra sobrecorrentes:


Proteção contra correntes de sobrecargas.

d - Proteção contra correntes de falta:


Proteção contra consequências negativas dos efeitos térmicos e eletromecânicos que
possam resultar de faltas e/ou curto-circuitos.

e - Proteção contra sobretensões:


Sobretensões oriundas de fenômenos atmosféricos;
Sobretensões resultantes de manobras da instalação, do sistema elétrico etc

(Fonte: Domingos Leite Lima Filho - 12a Edição)

Aterramento é a ligação elétrica intencional com a Terra que visa propiciar um meio favorável e
seguro (de baixíssima resistência elétrica e robustez mecânica conveniente) ao percurso de
correntes elétricas perigosas e indesejáveis.

É o caso das descargas elétricas produzidas por fenômenos atmosféricos (raios) ou ainda por
ocasião das faltas elétricas.

Falta (elétrica) é o contato ou arco acidental entre partes sob potenciais diferentes, e/ou de
uma ou mais dessas partes para a Terra, num sistema ou equipamento elétrico energizado
(NBR 5473). Nessa ocasião e nesse percurso, flui a Corrente de falta, função da Tensão para a
Terra e da Resistência de falta.

A Resistência de falta é a resistência elétrica da parte do circuito percorrido pela corrente de


falta, compreendida entre os condutores considerados ou entre estes e a terra, no local da falta
(NBR 5473).

Tipos de aterramento:

Aterramento funcional:

Consiste na ligação de um dos condutores do sistema elétrico à terra, normalmente o neutro,


com o obje- tivo de garantir segurança e confiabilidade à instalação.

O aterramento funcional assegura uma melhor estabilização da tensão da instalação em


relação à terra durante o seu funcionamento normal e limita as sobretensões que surgem
devido a manobras, descargas atmosféricas e contatos acidentais com fases de tensões mais
elevadas.

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Quanto ao tipo de aterramento funcional um sistema pode ser classificado em:

- diretamente aterrado;
- aterrado por impedância;
- não aterrado ou isolado.
(Fonte: Cruz, E. C. 2012)

Aterramento de proteção.

Trata-se da ligação das massas, isto é, das estruturas metálicas de eletrodomésticos e outros
elementos condutores que não pertencem à instalação elétrica, à terra por meio de um
condutor de proteção, com o objetivo de proteger os usuários de choques elétricos por contato
indireto.

O condutor de proteção usado para esse fim é denominado PE, que vem do termo inglês
Protection to Earth (proteção à terra), mas que, por coincidência, é também a sigla de Proteção
Equipotencial.

Em um sistema elétrico, o aterramento de proteção limita a diferença de potencial entre as


massas, entre as massas e outros elementos condutores estranhos à instalação e entre ambos
e a terra, de modo que seus valores sejam suficientemente seguros em condições
normais e anormais de operação.

Além disso, o aterramento de proteção propicia às correntes de curto-circuito um caminho de


baixa impedância para a terra.

Dependendo das condições da instalação, ela pode ter um sistema de aterramento que
combina os dois tipos, funcional e de proteção.
(Fonte: Cruz, E. C. 2012)

Fig. 139 – pontos de conexão do sistema de aterramento junto às caixas de distribuição.

O aterramento elétrico é um sistema que visa proporcionar:

1. Um caminho de retorno de corrente elétrica à fonte,


2. Um caminho para escoamento para a terra de descargas atmosféricas;
3. Um caminho para escoamento das cargas estáticas geradas nas carcaças dos
equipamentos e nas partes metálicas de uma instalação elétrica.

Objetivos de um sistema de aterramento:

1. Ter uma resistência de aterramento em torno de 5Ω

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2. Manter as correntes de fuga em limites inferiores a 30 mA;
3. Fazer que equipamentos de proteção sejam mais sensibilizados e isolem rapidamente
as falhas `a terra;
4. Proteger o usuário do equipamento das descargas atmosféricas, através de um caminho
alternativo para a terra, de descargas atmosféricas;
5. Descarregar cargas estáticas acumuladas nas carcaças das máquinas ou equipamentos
para a terra;

Fig. 139 – (a) Haste de aterramento (b) superficie equipotencial da haste de aterramento (c)
barramento de equipotencialização B.E.P

Partes componentes de um sistema de aterramento elétrico:

1. Barramento de aterramento ou B.E.P (barra de equipotencialização)


2. Condutor de aterramento
3. Eletrodo de aterramento
4. Terra ou Massa

Barramento de aterramento ou B.E.P (barra de equipotencialização):


É um barramento metálico com a função de integração dos diversos sistemas de aterramentos
aterramentos, de painéis e redes elétricas.

Equipotencialização é diminuir as diferenças potenciais dos diversos elementos existentes


numa instalação elétrica, se possível reduzir a zero.

O item 6.4.2.1.3 da NBR 5410:2004 estabelece que, em qualquer instalação, deve ser previsto
um terminal ou uma BEP (barra de equipotencialização), que deve localizar-se na edificação.

Integração dos aterramentos:

A moderna tecnologia para o dimensionamento de sistemas de aterramento de instalações


industriais/comerciais, conforme estabelecido pelas normas NBR 5410:2004 e NBR 5419:2005,
recomenda a integração dos seus diversos subsistemas, dentre os quais se destacam:

1. o neutro e os condutores de proteção da rede de distribuição de energia;


2. o aterramento do sistema de proteção contra descargas atmosféricas;
3. o aterramento das entradas de sinais e o “plano terra” para o aterramento de instalações
contendo equipamentos eletrônicos (laboratórios, CPDs, estações de telecomunicações,
sistemas de controle de processo etc.);
4. o aterramento de estruturas metálicas diversas (ferragens estruturais, esquadrias,
tubulações, tanques, cercas, racks, painéis etc.).

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Fig. 140 – (a)estruturas conectadas ao B.E.P. e (b) caixa de acomodação do B.E.P.

Tal integração resulta em benefícios para o funcionamento do sistema, devendo, porém, ser
realizada com os devidos cuidados, de modo a evitar interferências indesejadas entre os
diversos subsistemas. Dentre as vantagens da integração dos aterramentos, destacam-se:

•equipotencialização de massas metálicas;


•unificação das referências de terra;
•redução da resistência de aterramento da instalação, em função da maior área da malha.
(Fonte: Creder, Hélio, 2018.)

O item 6.4.2.1.3 da NBR 5410:2004 estabelece que, em qualquer instalação, deve ser previsto
um terminal ou uma BEP, que deve localizar-se na edificação, podendo ser a ele ligados os
seguintes condutores:

1. condutor de aterramento (que interliga o eletrodo de aterramento à BEP);


2. condutores de proteção principais (PE);
3. condutores de equipotencialização principais;
4. condutores terra paralelos (PEC);
5. condutor neutro, se o aterramento deste for previsto neste ponto;
6. barramento de equipotencialização funcional, se necessário;
7. condutores de equipotencialização ligados a eletrodos de aterramento de outros
sistemas (por exemplo, SPDA);
8. elementos condutivos da edificação.

A interligação do neutro da rede externa de distribuição, quando a alimentação for realizada em


baixa tensão, é essencial para a obtenção do grau mínimo de efetividade de aterramento do
neutro, conforme os projetos de redes de distribuição padronizados pelas concessionárias de
energia elétrica.
As conexões para o aterramento de tubulações metálicas devem utilizar cintas / abraçadeiras
do mesmo material do tubo, de modo a evitar corrosão por formação de pares galvânicos. No
caso da canalização de gás, deve ser instalada uma luva isolante próximo à sua entrada na
edificação, de modo a promover a separação elétrica entre a rede pública de gás e a instalação
do consumidor.
(Fonte: Creder, Hélio, 2018.)

Condutor de ligação:

Condutor empregado para conectar o objeto a ser aterrado ao eletrodo de aterramento ou para
efetuar a ligação de dois ou mais eletrodos.

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O sistema de aterramento de uma instalação elétrica deve conter um terminal de aterramento
principal ligado aos seguintes condutores:

• Condutores de aterramento
• Condutores de proteção

Além destes, em função do grau de complexidade da instalação, particularmente em


edificações de uso coletivo, estabelecimentos comerciais de médio e grande porte e indústrias,
o sistema de aterramento pode conter condutores de equipotencialização principal e de
aterramento funcional.

As concessionárias de energia elétrica estabelecem os locais do terminal de aterramento


principal, assim como os valores máximos aceitáveis para a resistência da malha de
aterramento.
(Fonte: Cruz, E. C. 2012)

Fig. 141 – Conexão do eletrodo de aterramento ao condutor de aterramento

Eletrodo de aterramento:

O eletrodo de aterramento é um elemento condutor enterrado no solo e, portanto, ligado


eletricamente à terra.

A Figura mostra um eletrodo de aterramento enterrado no solo por onde escoa uma corrente,
criando um potencial elétrico com valor máximo VT no ponto onde se encontra o eletrodo e que
decresce radialmente no seu entorno até se anular em um ponto distante dele.

Fig. 142 – inserção do eletrodo de aterramento, conectores e conexões da haste ao condutor


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Um sistema de aterramento pode ser composto de uma ou mais hastes. Neste último caso, as
hastes de aterramento devem estar interligadas a fim de equalizar o potencial elétrico em seus
diversos pontos.
(Fonte: Cruz, E. C. 2012)

Terra ou massa:
Composto condutor do solo que envolve o eletrodo de aterramento e tem a função de dispersar
/ descarregar a corrente drenada pelo eletrodo de aterramento

Fig. 143 – Disposição da inserção das hastes no solo, estratificação do solo e conexão do
condutor de aterramento à malha de aterramento

Conexão entre os condutores e eletrodos de aterramento:


A fim de garantir uma boa condutividade elétrica, todos os cabos de aterramento deverão ser
emendados com a utilização de solda exotérmica

Fig. 144 – Sequência de realização de uma solda exotérmica (fusão dos elementos
estruturantes da malha de terra)

Resistência de Aterramento:

Tendo como referência o comportamento de um eletrodo de aterramento, a tensão de


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aterramento é a diferença de potencial entre o ponto do eletrodo e um ponto distante em que o
potencial é nulo, isto é, a tensão de aterramento é VT. Como o eletrodo é percorrido pela
corrente I, a resistência de aterramento é dada por:

RT = VT / I

A qualidade do sistema de aterramento está diretamente vinculada a uma resistência de


aterramento menor possível

A resistência de aterramento depende:

1. da resistividade do solo;
2. do número de eletrodos ligados em paralelo;
3. das dimensões do eletrodo (comprimento e seção);
4. do material do eletrodo;
5. da profundidade do eletrodo no solo.

A NBR 5419 - Proteção de Estruturas contra Descargas Atmosféricas recomenda que a


resistência de ater- ramento seja da ordem de 10 Ω, mas alerta que mais importante do que a
resistência de aterramento são o arranjo e as dimensões do subsistema de aterramento, para
assegurar a dispersão da corrente de descargas atmosféricas na terra sem causar
sobretensões perigosas.
(Fonte: Cruz, E. C. 2012)

Conexão do neutro ao Terra:

Fig. 145 – Esquema de entrada de energia, onde se apresenta o sistema de aterramento do


condutor neutro junto à caixa de medição e conexão do aterramento no centro de distribuição

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Formas de conexão à terra (opções de eletrodo de aterramento):
1. As armaduras do concreto das fundações da própria edificação (preferencialmente); ou
2. Fitas, barras ou cabos metálicos previstos e imersos no concreto das fundações; ou
3. Malhas metálicas enterradas no nível das fundações de modo a cobrir toda a área da
edificação, sendo com- plementadas, se necessário, por hastes verticais e/ou cabos
dispostos radialmente (pés de galinha); ou
4. Anel metálico enterrado circundando o perímetro da edificação, sendo complementado,
se necessário, por hastes verticais e/ou cabos dispostos radialmente (pés de galinha).

Observação: Canalizações de água, gás ou de outras utilidades não podem ser utilizadas como
eletrodos de aterramento.

Conexão à terra utilizando-se hastes ou placas diretamente enterrada;


A haste de aterramento tem uma forma alongada para que possa penetrar no solo e possibilitar
a dispersão da corrente de modo a minimizar as tensões de passo. Ela pode ser cilíndrica,
maciça ou em formato de perfil. As Figuras abaixo mostram padrões comerciais de haste de
aterramento maciça e placas de cobre.
A haste deve ser enterrada de modo que a sua parte superior fique a uma profundidade mínima
de 0,5 m para não sofrer danos externos.

Fig. 146 – Aterramento com placas de cobre

Formatos e posições de hastes num sistema de aterramento elétrico:

• Uma simples haste enterrada no solo, ou diversas hastes instaladas em formatos


• poligonais
• Placas de formas e tamanhos diversos,
• Complicadas configurações de cabos enterrados no solo.

Fig. 147 – Formas de inserção das hastes no solo

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Na elaboração de um projeto de aterramento é importante o conhecimento das características
do solo, principalmente sua resistividade elétrica.

2 - Através de ligação da ferragem estrutural do prédio à malha de aterramento:

Os condutores de descida podem ser criados na estrutura de ferragens do prédio, atendendo


aos requisitos técnicos estabelecidos pela norma brasileira.

Fig. 148 – imagens de um sistema de aterramento estrutural

Fig. 149 – imagens de um sistema de aterramento estrutural

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Fig. 150 – imagens de um sistema de aterramento estrutural

Fig. 151 – imagens de um sistema de aterramento estrutural

Correntes e curvas de potencial em uma haste de aterramento:

Fig. 152 – Superfície equipotencial de eletrodos de aterramento

Passos para se projetar um Sistema de Aterramento:

1. Medição da resistividade do solo em várias profundidades;


2. Fazer a estratificação do Solo em camadas;
3. Escolha do tipo de aterramento;
4. Cálculo da resistência do aterramento;
5. Construção de Sistema de Aterramento;
6. Medição de resistividade (Método de Wenner) - Utilização de Aparelho de medição de
resistividade.

ABNT NBR 15749/09 - medição de resistência de aterramento e de potenciais na superfície do


solo em sistemas de aterramento, deve ser feita utilizando-se o Telurímetro (equipamento que

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mede resistência de terra)

Fig. 153 – (a) Medição do sistema de aterramento elétrico (b) Telurímetro

Fig. 154 – (a) Medição do sistema de aterramento elétrico – função de cada haste de medição

Potencial de Passo: é a diferença de potencial entre dois pontos da superfície do solo


separados pela distância de um passo de uma pessoa, considerada igual a 1 m

Fig. 155 – Potencial de passo

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Ligações obrigatórias à malha de terra:

• Entrada de energia elétrica das unidades consumidoras


• Suportes metálicos da unidade consumidora
• Estruturas dos quadros de distribuição;
• Estruturas das luminárias, eletrocalhas e eletrodutos metálicos
• Estruturas metálicas em geral (telhados, tesouras e vigas metálicas, dentre outras

Fig. 156 – Aterramento das estruturas físicas da alvenaria

As redes de distribuição são classificadas segundo diversos esquemas de aterramento, que


diferem entre si em função da situação da alimentação e das massas com relação à terra.

Os diferentes sistemas são classificados segundo um código de letras na forma XYZ.

X = identifica a situação da alimentação em relação à terra:


T = sistema diretamente aterrado;
I = sistema isolado ou aterrado por impedância.

Y = identifica a situação das massas da instalação com relação à terra:


T = massas diretamente aterradas;
N = massas ligadas ao ponto de alimentação, onde é feito o aterramento.

Z = disposição dos condutores neutro e de proteção:

S = condutores neutro e de proteção separados;


C = neutro e de proteção combinados em um único condutor (PEN).

Fig. 157 – (a) Sistema TN-S (b) sistema TN-C-S

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Fig. 158 – (a) Sistema TN-C (b) Sistema T-T

Fig. 159 – (a) Sistema TN-C

PROTEÇÃO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS:


Proteção básica:
Meio destinado a impedir contato com partes vivas perigosas em condições normais.

a - Proteção por isolação: A isolação das partes vivas, como meio de proteção básica,
destina-se a impedir qualquer contato com partes vivas, que devem ser completamente
recobertas por uma isolação que só possa ser removida através de sua destruição.
b - Proteção por invólucro ou barreira: O uso de barreiras ou invólucros destina-se a
impedir qualquer contato com partes vivas que devem ser confinadas no interior de
invólucros ou atrás de barreiras que garantam grau de proteção no mínimo IPXXB ou
IP2X.

Fig. 160 – (a/b) Centros de distribuição de energia (CD) (c/d) tomadas e plugues elétricos

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Proteção supletiva:

Meio destinado a suprir a proteção contra choques elétricos quando massas ou partes
condutivas acessíveis tornam-se acidentalmente vivas.
Eqüipotencialização e seccionamento automático da alimentação;
Isolação dupla ou reforçada
Uso de separação elétrica individual

Fig. 161 – Pontos de aterramento elétrico em estruturas metálicas

Proteção adicional:
Meio destinado a garantir a proteção contra choques elétricos em situações de maior risco de
perda ou anulação das medidas normalmente aplicáveis, de dificuldade no atendimento pleno
das condições de segurança associadas a determinada medida de proteção e/ou, ainda, em
situações ou locais em que os perigos do choque elétrico são particularmente graves.
Uso de proteção diferencial-residual de alta sensibilidade

Fig. 162 – Proteção contra choques acidentais

Proteção contra sobrecorrentes e sobretensões:


As pessoas, os animais e os bens devem ser protegidos contra os efeitos resultantes de
sobrecorrentes e de sobretensões a que os condutores vivos possam ser submetidos.

Proteção contra efeitos térmicos:


A instalação elétrica deve ser concebida e construída de maneira a excluir qualquer risco de
incêndio de materiais inflamáveis, devido a temperaturas elevadas ou arcos elétricos. Além
disso, em serviço normal, não deve haver riscos de queimaduras para as pessoas e os
animais.

Proteção contra Circulação de correntes de falta:


Condutores que não os condutores vivos e outras partes destinadas a escoar correntes de falta
(PE) devem poder suportar essas correntes sem atingir temperaturas excessivas.

5) Equipamentos de proteção e suas funções:

Proteção contra sobrecorrente e sobretensão:


Disjuntores e fusíveis
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Proteção contra curto circuito:
Disjuntores e fusíveis
Proteção contra Surtos
Dispositivo de proteção contra surtos (DPS)
Proteção contra acidentes devido a choques elétricos
Disjuntor de corrente diferencial (DR)

DISJUNTORES:

Definição segundo a NBR 5459:

"Disjuntor é um dispositivo de manobra (mecânico) e de proteção capaz de estabelecer,


conduzir e interromper correntes em condições normais do circuito, assim como estabelecer,
conduzir por tempo especificado e interromper correntes em condições anormais especificadas
do circuito, tais como as de sobrecarga e de curto-circuito"

Fig. 163 – Disjuntores (a/c) bipolar (b) monopolar (d) tripolar

Funções do disjuntor:

1. Proteger os cabos contra sobrecargas e curto-circuitos;


2. Permitir o fluxo normal da corrente sem interrupções;
3. Abrir e fechar um circuito à intensidade nominal;
4. Garantir a segurança da instalação e dos utilizadores.

Fig. 164 – Vista interna dos componentes de um disjuntor com suas partes constituintes
identificadas

Proteção por sobrecarga ou sobrecorrente:


Em caso de sobrecarga no circuito, a corrente elevada que circula pelo disjuntor aquece uma
tira bimetálica e faz defletir, em resposta ao efeito de aquecimento do fluxo de corrente.
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A tira defletiva força o mecanismo do disjuntor para a posição desligado.

Fig. 165 – Vista interna dos componentes de um disjuntor

Proteção Contra Corrente de Sobrecarga:


Para o dimensionamento de dispositivo de proteção contra correntes de sobrecarga, as
seguintes condições devem ser satisfeitas:
1) IB ≤ IN 2) IN ≤ IZ
3.a) I2 ≤ 1,45 IZ 3.b) I2 ≤ IZ (ver nota)
em que:

IB = corrente de projeto do circuito;


IN = corrente nominal do dispositivo de proteção;
IZ = capacidade de condução de corrente de condutores vivos, de acordo com o tipo de
instalação (buscar em tabela própria);
I2 = corrente convencional de atuação dos dispositivos de proteção em função de IN.

Nota 1:
Entende‐se por corrente convencional de atuação aquela que assegura efetivamente a atuação
do disjuntor dentro do intervalo de tempo previsto.

Nota 2:
A condição 3‐a) é aplicável quando for possível assumir que a temperatura limite de
sobrecorrente dos condutores não venha a ser mantida por um período de tempo superior a
100 horas durante 12 meses consecutivos ou 500 horas ao longo da vida útil do condutor.
Quando isso não ocorre usa‐se a condição 3‐b).

PROTEÇÃO POR SOBRETENSÃO:

Em condições de sobretensão, a corrente energiza o solenóide e atrai fortemente o êmbolo.


O êmbolo mergulhador empurra o pino para fora do fundo do solenóide que atinge a tira
bimetálica que move a alavanca do disjuntor.
Ao mesmo tempo, a parte superior do êmbolo que atinge o contacto move-se forçando, assim,
a parte dos contatos para sua abertura.
O arco elétrico resultante é movido rapidamente, sob a influência da força eletromagnética para
a câmara de extinção de arco, a qual contém um grande número de placas provocando uma
redução rápida da corrente de falha de zero.

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PROTEÇÃO CONTRA CURTO CIRCUITO

Devem ser previstos dispositivos de proteção para interromper toda corrente de curto
circuito nos condutores dos circuitos, antes que os efeitos térmicos e mecânicos desta
corrente possam tornar-se perigosos aos condutores e suas ligações. Um dispositivo com
capacidade inferior é admitido, se outro dispositivo com capacidade de interrupção necessária
for instalado a montante.
A capacidade de interrupção deve ser, no mínimo, igual à corrente de curto-circuito presumida
no ponto da instalação, ou seja:
I int ≥ Icc

I int = capacidade de interrupção do dispositivo de proteção;


Icc = corrente de curto-circuito presumida no ponto de aplicação do
dispositivo de proteção.

Tipos de disjuntores segundo o número de fases a proteger:

a) Unipolares interrompem a corrente de 1 fase;


b) Bipolares interrompem a corrente de 2
fases;
c) Tripolares interrompem a corrente de 3
fases;

Fig. 166 – Disjuntores (a) monopolar (b) bipolar (c) tripolar

Curvas características dos disjuntores:

Se dividem em três tipos de curvas de disparo ou desarme: B, C e D.

A norma de proteção NBR 5410 e NBR 5459-ABNT estabelecem o momento de disparo dos
disjuntores e com isto criou-se produtos para atendimento a cada uma das diferentes curvas,
para aplicações com tempos de aberturas adequados às cargas as quais estão protegendo.

1) Curva B: Devem atuar para correntes de curto-circuito entre três e cinco vezes a
corrente nominal,
2) Curva C: Atuam entre cinco e dez vezes a corrente nominal
3) Curva D: Devem responder para correntes entre dez e vinte vezes a corrente
nominal.

Fig. 167 – Curva característica dos disjuntores (B, C, D)


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Uso indicado:
1) Os disjuntores de curva B são indicados para cargas resistivas com pequena corrente de
partida, como é o caso de aquecedores elétricos, fornos elétricos e lâmpadas incandescentes.
2) Os disjuntores de curva C são indicados para cargas de média corrente de partida, como
motores elétricos, lâmpadas fluorescentes e máquinas de lavar roupas.
3) Os disjuntores de curva D são indicados para cargas com grande corrente de partida, a
exemplo de transformadores BT/BT (baixa tensão).

Critérios para escolha do disjuntor:

1) Tipo (modelo) do disjuntor;


2) Características nominais
- tensão nominal em Vca;
- nível de isolamento;
- curvas características (tempo x corrente)
- corrente nominal;
- frequência nominal;
- capacidade de estabelecimento em curto-circuito;
- capacidade de interrupção em curto-circuito;
- ciclo de operação.

DR – DISJUNTOR DE MODO DIFERENCIAL

Equipamentos de proteção contra correntes de fuga à terra em instalações elétricas de baixa


tensão. Sua finalidade é proteger vidas humanas contra choques elétricos (correntes ≤ 30 mA).
Não protege o circuito contra sobrecorrentes ou curto-circuitos.

A Norma Brasileira de Instalações Elétricas – ABNT NBR 5410 tornou o uso obrigatório do DR
em todo o território nacional conforme lei 8078/90, (art. 39 - VIII, art. 12 e art. 14).

O uso do Dispositivo DR de alta sensibilidade (≤30mA) previne acidentes fatais de origem


elétrica, desligando o sistema elétrico antes da corrente causar danos irreversíveis a saúde da
pessoa que está sendo percorrida por uma corrente elétrica.

Fig. 168 – Curvas características de corrente x tempo e a relação causa x efeito da circulação
de corrente elétrica pelo corpo humano

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A somatória vetorial das correntes que passam pelos condutores ativos no núcleo toroidal é
praticamente igual a zero (Lei de Kirchhoff). Quando houver uma falha à terra (corrente de
fuga) a somatória será diferente de zero, o que irá induzir no secundário uma corrente residual
que provocará, por eletromagnetismo, o disparo do Dispositivo DR (desligamento do circuito),
desde que a fuga atinja a zona de disparo do Dispositivo DR

Fig. 169 – Partes constituíntes e sistema de funcionamento de um DR

Diagrama de ligações do dispositivo DR nos diversos tipos de alimentação elétrica:

Fig. 170 – Forma de ligação do DR em sistemas TN-C, TN-C-S e TT


Para uma instalação que for protegida por um único DR, este deve ser colocado na origem da
instalação.

Fig. 171 – Forma correta de ligação de um DR (em série com o disjuntor

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Fig. 172 – (a) Ligação do DR em redes bifásicas e monofásicas (b) DR instalado no interior de
um quadro CD

DPS – DISPOSITIVO DE PROTEÇÃO CONTRA SURTOS:

DPS é a sigla para Protetor contra Surtos, também conhecido como Supressor de Surtos e
Protetor contra Surtos Elétricos.
Segundo a NBR IEC 61643-1, os DPS's são dispositivos destinados a limitar as sobretensões
transitórias (chamado atenuador de tensão ou supressor de surto) ou a desviar correntes de
surto (chamado comutador de tensão ou curto-circuitante).

Picos de tensão são sobretensões acima de 110% do valor nominal e com duração de curto
prazo.São causados por eventos como descargas atmosféricas (relâmpago) e pode enviar
tensões de linha para níveis superiores a 6.000 volts, o liga e desliga de aparelhos nas
redondezas (principalmente em áreas que tenham indústrias) e grandes oscilações vindas da
rede de distribuição de energia em geral, além de acidentes envolvendo as linhas de
distribuição de energia elétrica

Fig. 173 – Curvas características tempo x tensão com picos de tensão apresentados

Partes constituintes de um DPS:

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Fig. 174 – (a) visual de um DPS (b) vista dos componentes internos de um DPS

DPS - Vista dos componentes internos

Fig. 175 – Vista do elemento Varistor no interior de um DPS

Funcionamento do DPS:

Varistores são resistores com valor de resistência elétrica


dependente da tensão. A sua resistência não é constante e
resulta de uma relação não linear entre tensão e corrente.

Como regra geral o diâmetro do varistor determina o valor de


corrente de impulso suportável a espessura do varistor, a tensão
e a massa do varistor a capacidade de energía.

Os mesmos apresentam alta velocidade de condução e boa


capacidade de corrente

Fig. 176 – Funcionamento de um DPS


CLASSIFICAÇÃO DO DPS:

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Segundo a NBR IEC 61643-1, um DPS é classificado em:
a) Cada nível de proteção conforme as especificações de construção do fabricante e,
b) Principalmente, em função dos parâmetros de ensaio a que é submetido.

CLASSE I, CLASSE II e CLASSE III

Salientando que estes DPS’s devem ser instalados de maneira coordenada, produzindo um
efeito cascata, ou seja, primeiramente, são instalados os DPS's com maior capacidade de
exposição aos surtos, depois os com capacidade média e, finalmente, os DPS mais sensiveis
no equipamento que se deseja proteger.

Classe I:
- DPS destinado à proteção contra sobretensões provocadas por descargas atmosféricas
diretas sobre edificação ou em suas proximidades, com alta capacidade de exposição aos
surtos, com capacidade mínima de 12,5kA de corrente de impulso.

- DPS ensaiado em condições de corrente que melhor simule o primeiro golpe da descarga
atmosférica. Disto resulta a curva comercial curva 10/350.

Aplicado próximo a entrada das edificações, no local em que o condutor adentra a edificação.
Com vínculo direto à BEP (Barra de Equipotencialização Principal). Protege toda a instalação
contra os efeitos de uma descarga atmosférica direta na edificação, na rede de distribuição da
concessionária ou no aterramento da instalação.

Classe II:
- DPS destinado à proteção contra sobretensões de origem atmosférica transmitidas pela linha
externa de alimentação, ou seja, cargas indiretas, assim também contra sobretensões de
manobra, com capacidade mínima de exposição aos surtos, de 5kA de corrente nominal (In).
- DPS ensaiado em condições de corrente que melhor simule os golpes subsequentes das
80
descargas atmosféricas. Tem tempo de frente de 8𝛍s e de cauda 2 0𝛍s. Disto resulta a curva
comercial 8/20.
Aplicado junto aos quadros de distribuição, (principais ou secundários), devem ser vinculados
ao BEP ou BEL [Barra de Equipotencialização Local ou PE (Condutor de Proteção)] mais
próxima São colocados nos CD’s para proteger os circuitos que se originam deste quadro
contra as sobretensões residuais do DPS Classe l.

Classe lII:
- DPS destinado à proteção dos equipamentos eletroeletrônicos, sendo uma proteção pequena,
de ajuste, proporcionando uma menor tensão residual e, consequentemente, uma proteção
efetiva para os equipamentos.

Por ser um dispositivo atenuador de ajuste de tensão, utilizado em níveis internos de proteção,
ensaia-se o mesmo aplicando um impulso de tensão (Ucc) de 1,2/50 𝞺s e um impulso de
corrente (In) de 8/20 𝞺s em curto-circuito.
Aplicado em pontos onde haja equipamentos com maíor sensibilidade, ou seja, proteção com
níveis de energia residual menor que os encontrados nos dispositivos de Classe lI.
Têm a função de proteger os equipamentos eletrônicos contra sobretensões origínadas dentro
da própria instalação, causadas pela variação de tensão que se originam da partida de
motores, acionamento de disjuntores ou outros tipos de comutação.

SELEÇÃO DO DPS

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Os DPS devem atender à IEC 61643-1 e ser selecionados com base, no mínimo, nas seguintes
características:
1. Nível de proteção, ou seja, máxima tensão de operação contínua,
2. Suportabilidade a sobre-tensões temporárias,
3. Corrente nominal de descarga e/ou corrente de impulso e
4. Suportabilidade à corrente de curto-circuito.

Além disso, quando utilizados em mais de um ponto da instalação (em cascata), os DPS
devem ser selecionados levando-se em conta também sua coordenação (NBR 5410, 2004, p.
123).

NÍVEL DE PROTEÇÃO (Up)


É o maior valor de tensão atingido nos terminais de um DPS antes que ele atue. Quando
descarregar uma corrente para a terra, o nível de proteção não pode exceder o valor da tensão
admissível do equipamento a ser protegido.

MÁXIMA TENSÃO DE OPERAÇÃO CONTÍNUA (Uc)


É o valor de tensão que um DPS pode estar permanentemente ligado, sem comprometer o seu
funcionamento. É a tensão nominal do DPS. Deve-se considerar a tensão nominal da rede e as
tolerâncias possíveis. (+/-)
A determinação da máxima tensão de operação contínua do DPS (Uc) depende do
conhecimento do modo de proteção e do esquema de aterramento da instalação deve ser igual
ou superior aos valores indicados na Tabela abaixo:

SOBRETENSÕES TEMPORÁRIAS:
Caracteriza por uma sobretensão de frequência fundamental de duração relativamente longa,
superiores a dezenas de milisegundos.

Corrente nominal de descarga (In) Corrente nominal de descarga (In) são valores de pico da
corrente conduzida por um DPS com a forma de onda 8/20µs.
Essa corrente é usada para ensaio dos DPSs tipo II e III.
A corrente nominal de descarga deve ser estimada, já que os fatores que determinariam o seu
valor são variáveis e de difícil previsão. Como orientação, em quadros de distribuição de casas,
fábricas ou edificações maiores pode-se utilizar um DPS com corrente nominal de descarga de
20 KA (8/20μS) e corrente máxima de 40KA (8/20μS) e em apartamentos ou salas comerciais,
correntes nominais de descarga de 10KA (8/20μS) e corrente máxima de 20KA (8/20μS)

Corrente de impulso (Iimp)


Corrente de impulso (Iimp) é uma corrente padronizada na forma de onda 10/350µs referente a
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um impulso de corrente. Seus parâmetros são: valor de pico, carga, energia específica. Ela
simula o “stress” causado pela corrente do próprio raio. O DPS tipo I deve ter a capacidade de
desviar estas correntes determinadas vezes sem se destruir.

A corrente de impulso depende das características das descargas atmosféricas esperadas na


edificação, e o seu valor será função das características da localização, exposição às
descargas atmosféricas e dimensões da edificação. Valores estes que podem ser obtidos
através da norma ABNT – NBR5419-2005.

SUPORTABILIDADE À CORRENTE DE CURTO-CIRCUITO


Com a possibilidade de falha do DPS, sua suportabilidade a correntes de curto-circuito, deve
ser igual ou superior à corrente de curto-circuito presumida no ponto em que foi instalado.

Conexão do DPS no ponto de entrada de energia ou quadro de medição da U.C.

Fig. 177- Fluxograma de escolha da forma deconexão do DPS à instalação

Ligação / Instalação:

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Fig. 178 - Instalação do DPS no interior da CD

Instalação dos disjuntores, DR’s e DPS’s conjuntamente:

Fig. 179 - Instalação do DPS no interior da CD juntamente com o disjuntor geral e com o DR

FUSÍVEL:

Fusível é um dispositivo de proteção contra sobrecorrente que consiste em um elemento


fusível (elo) ou lâmina de liga metálica de baixo ponto de fusão que se funde, por efeito Joule,
quando a intensidade de corrente elétrica superar, devido a uma sobrecarga ou um curto-
circuito, o valor que poderia danificar o isolamento dos condutores ou danos em outros
elementos do circuito.
Dispositivo fusível compreende todas as partes constituintes do dispositivo de proteção.
De acordo com a aplicação, a norma IEC 60269-2-1 (NBR 11841) utiliza duas letras para a
especificação dos fusíveis. A primeira letra indica em que tipo de sobrecorrente o fusível irá
atuar, e a segunda, que tipo de equipamento o fusível é indicado para proteger, conforme
apresentado a seguir.

De acordo com a aplicação, a norma IEC 60269-2-1 (NBR 11841) utiliza duas letras para a
especificação dos fusíveis. A primeira letra indica em que tipo de sobrecorrente o fusível irá
atuar, e a segunda, que tipo de equipamento o fusível é indicado para proteger:

Por exemplo:

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“aM” – Fusível para proteção de motores (atuação para curto)
“gL/gG” – Fusível para proteção de cabos e uso geral (atuação para sobrecarga
e curto)
“aR” – Fusível para proteção de semicondutores (atuação para curto)

Primeira letra: a - Fusível limitador de corrente, atuando somente na


presença de curto-circuito
g - Fusível limitador de corrente, atuando na presença tanto de
curto-circuito como de sobrecarga

Segunda letra: G - Proteção de linha, uso geral


M - Proteção de circuitos de motores
L - Proteção de linha
Tr -Proteção de transformadores
R - Proteção de semicondutores, ultra rápidos
S - Proteção de semicondutores e linha (combinado)

Principais tipos de fusíveis


Existem diversos tipos de dispositivos fusíveis no mercado; podem-se destacar três tipos
bastante usuais nas instalações: fusíveis cilíndricos, D e NH.

Fig. 180 – Fusíveis (a) cartucho (b) diazed (c) NH

Fusíveis cilíndricos (cartuchos)


São utilizados na proteção principalmente de máquinas e painéis, dispondo de modelos para
as instalações em geral. Devidamente aplicados, podem ser instalados, sem riscos de toque
acidental durante seu manuseio, em seccionadoras fusíveis padrão DIN.

Fig. 181 – (a) Fusíveis cartucho (b) suporte de instalação no fusível (c) barramento de fixação
do suporte de instalação do fusível

Fusíveis D
São utilizados na proteção de curto-circuito em instalações elétricas; são bastante seguros,
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permitindo o seu manuseio, sem riscos de choque acidental.

Ao lado é mostrado um fusível D com seus acessórios. O


parafuso de ajuste, instalado entre a base e o fusível, impede
a substituição do fusível por outro de valor superior de
corrente.
Os fusíveis tipo D possuem categoria de utilização gL/gG, e
são encontrados em três tamanhos (DI, DII e DIII). Atendem
as correntes nominais de 2 a 100 A.

Fig. 182 – Fusível Diazed e suporte de fixação do mesmo

Fusíveis NH
Os fusíveis NH são aplicados na proteção de sobrecorrentes de curto-circuito em
instalações elétricas industriais. Possuem categoria de utilização gL/gG, e são apresentados
em seis tamanhos diferentes. Atendem correntes nominais de 6 a 1250 A. São fusíveis
limitadores de corrente e possuem elevada capacidade de interrupção: 120 kA em até 690
VCA, protegendo, tipicamente, sobrecorrentes de 4 A a 630 A.

Fig. 183 – (a) Fusível NH (b) exemplo de instalação em painél (c) dispositivo de instalação /
retirada do fusível NH

Fig. 184 - Curva tempo x corrente - Fusíveis NH (Cortesia WEG)


SUBESTAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA

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As concessionárias de serviço público de eletricidade estabelecem limites de carga para o
abastecimento dos consumidores em tensão secundária, ou baixa tensão (220/380 ou 127/220
V).
Para alimentação de cargas cuja soma seja superior a estes limites, há necessidade de
instalação de uma subestação abaixadora, a qual deve obedecer aos padrões estabelecidos
pela Concessionária, para que possa ser aprovada.

Fig. 185 – Normas RGE relacionadas as alimentações de unidades consumidoras

A figura 186 ilustra as duas formas de atendimento pela concessionária de serviços de


eletricidade ao consumidor final, sendo as opções em baixa tensão (tensão secundária) ou em
média tensão (tensão primária)

Fig. 186 – Níveis de tensão primária e secundária de fornecimento de energia elétrica

Normativas da concessionária local para definir o fornecimento de energia elétrica:

A Concessionária CPFL possui, dentre outras, as seguintes normativas para definir a forma de
fornecimento de energia elétrica em tensão primária ou secundária

GED 119 - Fornecimento de energia para edificios de uso coletivo


GED 2855 - Fornecimento em tensão primária 15 KV, 25Kv e 34,5Kv
GED 2856, 2858, 2859 e 2861 (igual teor)
GED 3738 - Ligações de clientes
GED 4732 - Fornecimento em tensão primária
GED 6120 - Fornecimento a edifícios de uso coletivo
GED 119:
A alimentação de edifícios de uso coletivos preferencialmente será a partir da rede secundária
da via pública, com ramal de entrada subterrâneo, seguindo os critérios do item 7.2, sendo que
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o projetista particular poderá optar por atendimento através de ramal de ligação aéreo. Abaixo
apresentamos as condições para atendimento com ramal aéreo:

a) Edifícios residenciais com Demanda Calculada igual ou inferior a 200kVA: neste


caso o atendimento será através de um ramal de ligação aéreo.

b) Edifícios residenciais com Demanda Calculada maior que 200kVA até 400kVA:
neste caso o atendimento será através de 2 ramais de ligação aéreo em paralelo ou
ramal de entrada subterrâneo à partir de poste da CPFL, conforme disposto no item 7.2.

c) Edifícios residenciais com Demanda Calculada superior a 400kVA: neste caso o


projetista particular deverá solicitar atendimento através de ramal de ligação
subterrâneo em tensão primária e atender as diretrizes do item 7.3.

d) Edifícios comerciais ou mistos com Demanda Calculada igual ou inferior a


112,5kVA: neste caso o atendimento será através de um ramal de ligação aéreo.

e) Edifícios comerciais ou mistos com Demanda Calculada maior que 112,5kVA até
225kVA: neste caso o atendimento será através de 2 ramais de ligação aéreo em
paralelo ou ramal de entrada subterrâneo à partir de poste da CPFL, conforme
disposto no item 7.2.

f) Edifícios comerciais ou mistos com Demanda Calculada maior que 225kVA até
300kVA: neste caso o atendimento será através de ramal de entrada subterrâneo à
partir de poste da CPFL, conforme disposto no item 7.2.

g) Edifícios comerciais ou mistos com Demanda Calculada superior a 300kVA: neste


caso o projetista particular deverá solicitar atendimento através de ramal de ligação
subterrâneo em tensão primária e atender as diretrizes do item 7.3.

h) Edifícios de uso coletivo para atendimento a clientes em baixa tensão em que haja
uma ou mais unidades de consumo com carga instalada acima de 75kW, esta(s)
recebe(m) em tensão primária através de ramal de entrada subterrâneo e as demais
em tensão secundária. Neste caso haverá uma segunda entrada em média tensão,
sendo que os circuitos internos da instalação deverão ser independentes e deverá
ser preenchido pelo responsável técnico e proprietário das instalações “Termo de
Responsabilidade Consumidor do Grupo A”, constante do documento GED-6120. O
edifício será atendido por no máximo 2 ramais de entrada em pontos distintos e isolados
elétrica e fisicamente, sendo um em tensão primária para atendimento a cliente(s) em média
tensão e outra em tensão secundária para atendimento a cliente(s) em baixa tensão. Devem
tais entradas estarem situadas no mesmo logradouro em postes contíguos.

Nota: No caso acima, deverá ser feita a identificação, através de placa de alumínio, no alto do
poste, junto ao(s) ramal(is) de entrada subterrâneo(s), informando da existência de outra
alimentação do edifício/prédio, com os dizeres: “ATENÇÃO: HÁ OUTRA ALIMENTAÇÃO À
EDIFICAÇÃO”. Tal identificação deve ser legível e indelével, gravado em baixo relevo, com tipo
de altura de 30mm.

Creder, Helio 16a ed. 2018 menciona que A entrada será em alta tensão acima de 11,9 ou 13,2
kV, podendo, dentro de critérios locais, chegar a 69 kV sem entrar em subestações de alto nível
de complexidade e proteção. De acordo com a ANEEL,1 na sua Seção V, parágrafos 12 e 13,
temos a orientação de que compete à distribuidora informar ao interessado a tensão de
fornecimento para a unidade consumidora, observando os critérios de tensão quanto à carga

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instalada e seus limites superiores para a escolha da tensão: secundária em rede aérea para
cargas instaladas, tensão igual ou inferior a 75 kW, e em sistemas subterrâneos até o limite-
padrão de atendimento da distribuidora, e; primária e inferior a 69 kV quando superior a 75 kW
e demanda a ser contratada igual ou inferior a 2 500 kW; e primária igual ou superior a 69 kV
quando a demanda for superior a 2 500 kW.

São muito comuns demandas acima de 75 kW e, por conta disso, é exigida a instalação de
subestação abaixadora. A tensão de entrada mais usual é de 13,8 kV. Por se tratar de uma
instalação de alta tensão, devem ser observadas as exigências definidas na NR10,2 que
aponta critérios claros e obrigatórios para os projetos elétricos, em particular aqueles mais
ameaçadores à segurança: a alta tensão. A NBR 14039:20053 também deve ser considerada
para a elaboração do projeto. Todos devem se conscientizar, desde o nível de projeto até a
operação, de que essa é uma instalação perigosa.

Os tipos construtivos de subestações abaixadoras, nosso caso aqui, podem ser vistos, em
particular, na NBR 14039:2005, que no Capitulo 9 apresenta as classificações como: “de
superfície e acima” (aérea) – mais comum no nosso caso, ou “abaixo do solo” (subterrânea). As
subestações abaixadoras são classificadas como “Subestações de Distribuição” e no nosso
caso aqui como “Abrigadas”, definidas como uma combinação de sistemas de comutação,
controle e de equipamentos dispostos a reduzir a tensão.

O estudo completo de uma subestação foge ao objetivo deste livro. Todavia, vamos apresentar
o desenvolvimento de um projeto que nos conduza ao detalhamento de uma subestação
abaixadora de pequeno porte (300 kVA), com equipamentos mais novos4 para que tenhamos
uma visão global do assunto.

Classificação das subestações:

1. Quanto à FUNÇÃO;
2. Quanto ao NÍVEL DE TENSÃO;
3. Quanto ao TIPO DE INSTALAÇÃO;
4. Quanto à FORMA DE OPERAÇÃO.

Quanto à Função;
Subestações elevadoras:
Localizadas na saída das usinas geradoras. Elevam a tensão para níveis de
transmissão e subtransmissão (transporte econômico da energia);
Subestações rebaixadoras:
Localizadas na periferia das cidades. Diminuem os níveis de tensão evitando
inconvenientes para a população:
Subestações de distribuição:
Diminuem a tensão para o nível de distribuição primária. Podem pertencer à
concessionária ou a grandes consumidores
Subestação de manobra: Responsáveis pelo chaveamento de linhas de transmissão

Subestação conversora: Associadas a sistemas de transmissão em CC


(SE Retificadora e SE Inversora)

Quanto ao Nível de Tensão


Subestação de alta tensão(AT):
Tensão nominal abaixo de 230 kV

Subestação de extra alta tensão (EAT):

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Tensão nominal acima de 230 kV,
Nestes casos são necessários estudos complementares considerando o Efeito Corona

Quanto ao Tipo de instalação:


Subestação a céu aberto:
Construídas em locais amplos ao ar livre z Requerem emprego de
aparelhos e máquinas próprias para funcionamento em condições
atmosféricas adversas (chuva, vento, poluição, etc.)
Subestação em interiores:
Construídas em locais abrigados. Os equipamentos são colocados no
interior de construções não estando sujeitos a intempéries
Subestações blindadas:
Construídas em locais abrigados. Os equipamentos são completamente
protegidos e isolados em óleo, com material sólido, ou em gás (ar
comprimido ou SF 6)

Quanto à Forma de operação:


Subestação com operador:
Exige alto nível de treinamento de pessoal. Uso de computadores na
supervisão e operação local só se justifica para instalações de maior porte
Subestação semi-automáticas:
Possuem computadores locais ou intertravamentos eletro-mecânicos que impedem operações
indevidas por parte do operador local;
Subestações automatizadas:
São supervisionadas à distância por intermédio de computadores

Creder, Helio 16a ed. 2018 apresenta os Componentes de uma Subestação Abaixadora:

Protetores de descargas atmosféricas:


Os para-raios são também equipamentos responsáveis pela segurança das instalações e
atuam durante uma súbita elevação do valor de tensão nominal da rede de distribuição por
ocasião de uma descarga atmosférica. Os raios e chaveamento de equipamentos por vezes
causam essa sobretensão ou descargas. Sua construção resistiva não linear se comporta
como um “curto-circuito” para a “terra” quando a tensão na linha passa dos limites
estabelecidos por projeto como “segura” e faz o “excesso” de energia ser desviado para outro
local – o solo.

Fig. 187 – Dispositivo para-raios utilizado em uma subestação.

Chaves de seccionamento:
São os dispositivos que em geral são operados SEM carga, ou seja, sem corrente elétrica em
suas lâminas e conexões. Possuem normalmente comando simultâneo das três lâminas – ou
fases – através de varas e sistemas mecânicos articulados por pivôs isolados das partes
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energizadas ou através de varas de manobra quando projetadas para acionamento
individualizado. Nesse caso o chaveamento dos circuitos se faz individualmente ou fase a fase
do circuito. Diferentemente das chaves de linhas aéreas, elas possuem mais recursos
mecânicos e, por questões de segurança e operação, devem ser sempre especificadas
como manobra simultânea das lâminas.

Fig. 188 – Dispositivo chave seccionadora utilizado em uma subestação.

Disjuntores
São os equipamentos responsáveis pelas manobras de sistema, interrompendo ou
restabelecendo a carga dos circuitos ou da instalação geral. Essas manobras são por conta de
operação ou proteção contra defeitos. Podem ter como seu meio isolante óleo, ar, vácuo, ou
ainda gás hexafluoreto de enxofre (SF6). Normalmente, e por serem de atuação muito rápida,
possuem dispositivos de acúmulo de energia tipo mola, ou pistões para promover a mudança
de estado de seus contatos. Essa mudança, acontecendo muito rapidamente, garante o menor
tempo de submissão térmica aos contatos causada pela corrente elétrica da carga. Podem
atuar por comando manual – efetuado pelo operador – ou por elementos de proteção. Esses
elementos podem ser diretos ou indiretos.

Disjuntor a óleo Disjuntor a gás: Disjuntor a vácuo: (mais eficiente


(PVO e GVO): contra formação de arco)

Fig. 189 – Dispositivo Disjuntores utilizado em uma subestação. (a) PVO (b) a gás (c) a vácuo

Protetores de circuitos

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Dispositivos responsáveis pela garantia da qualidade de fornecimento de energia e da
integridade de operação dos circuitos e equipamentos que vêm em seguida.

Relés de proteção PRIMÁRIOS: Acionados diretamente pela corrente do circuito de entrada


de linha quando sente uma falta de rede e esta atinge o valor de atuação da proteção envia um
sinal de abertura para o disjuntor associado (disjuntor principal e/ou disjuntor de transferência),

Relés de proteção SECUNDÁRIOS: Responsáveis pelo acionamento dos disjuntores para


proteção geral de média tensão

Fig. 190 – Dispositivo para-raios utilizado em uma subestação.

Transformadores de corrente:
São equipamentos que permitem aos instrumentos de medição e proteção funcionarem
adequadamente sem que seja necessário possuírem correntes nominais de acordo com a
corrente de carga do circuito ao qual estão ligados. Os valores padronizados de corrente
secundária são 5 A ou 1 A.

Fig. 191 – Dispositivo Transformador de corrente utilizado em uma subestação.

Transformadores de tensão:

Equipamentos responsáveis pela conversão da energia elétrica recebida em média/alta tensão


para baixa.

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Fig. 192 – Dispositivo Transformador de tensão utilizado em uma subestação.
Cabos de força:
São os responsáveis pela condução da energia elétrica nas instalações. Podem ser instalados
aéreo ou subterrâneos, isolados ou semi-isolados.
Todos os cabos de força têm necessidade de serem testados quanto a sua condição de
isolamento elétrico.
Os condutores de força, quando instalados subterrâneo, devem serem protegidos
mecanicamente por condutos ou envelopes de concreto. Nesses casos, todas as entradas e
saídas de condutos devem ser realizadas de maneira a assegurar a estanqueidade da
subestação.

Fig. 193 – Cabos de entrada com origem subterrânea para alimentação de uma subestação

As fitas semicondutoras possuem a função de filtrar e uniformizar as diversas linhas de campo


magnético formadas pelos vários condutores que compõem o condutor central.
A blindagem deve ser aterrada para garantir que na ocorrência de uma falha na isolação, a
região ao redor do cabo não fique energizada.

Isoladores e condutores:
Responsáveis pelo isolamento das partes energizadas à massa.
Normalmente fabricados em porcelana, às vezes em resina, determinam o nível de “qualidade”
final da instalação quando analisadas as correntes de fuga que passam por eles. eles.

Fig. 194 – Isoladores poliméricos, de vidro e de porcelana

Muflas:
A mufla elétrica é uma terminação para cabos elétricos, utilizada onde exista uma transição
entre dois tipos mecanicamente diferentes de condutores.

É o dispositivo que serve para isolar um condutor de eletricidade quando este é conectado a:

1. Outro condutor
2. Um equipamento
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3. Um barramento elétrico.

Portanto, a mufla elétrica é utilizada para conectar ou finalizar cabos alimentadores de energia,
sejam eles de alta, média ou baixa tensão.

Fig. 195 – Muflas utilizadas em subestações

Cabine de medição:
Dispositivos usados para garantir que a energia elétrica fornecida será medida dentro de
arranjos elétricos preestabelecidos, e que a sua inviolabilidade será alcançada.
Nela são instalados os medidores de energia, os equipamentos de proteção e de manobra
da subestação. O acesso ao local deve ser restrito.

Fig. 196 – Cabine de medição

Alvenaria e edícula de abrigo


A subestação pode estar instalada em:
1. Abrigada dentro de prédios,
2. Em edícula, específicos para esse fim.
3. Em postes

Alvo de agressão, tanto das condições atmosféricas como por vandalismo deve receber
constantes manutenções.
Sua resistência de terra e suas ligações são objetos de grande importância.

Fig. 197 – Cabine de medição (edícula)


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Entrada de energia:

Ramal aéreo:
Quando a opção é feita por ramal aéreo, como alimentação ou entrada de energia, observar a
NBR 5434,5 (norma específica deste assunto). As distâncias que se seguem entre circuitos de
diversas concessionárias devem ser respeitadas.

O afastamento entre circuitos de alta e baixa tensão são de, no mínimo, 80 a 100 centímetros,
dependendo do nível de tensão primária de alimentação – 13,8 ou 34,5 kV, sempre pelo limite
superior. O afastamento de prédios, paredes, alvenarias, janelas e acessos pelo ser humano, a
norma apresenta outras tabelas de afastamento que definem o espaço geométrico. A norma é
detalhada, mas para distâncias de segurança aproximadas e conservadoras temos:
A = 3 200 mm e B = 2 500 mm. (vertical)
A = 1 200 mm e B = 1 000 mm. (horizontal - sem janelas e sacadas)
Para distâncias menores e particularidades, a norma trata com mais atenção e detalhes.

Ramal subterrâneo
Quando a opção é feita por ramal subterrâneo, não há normas específicas da ABNT sobre isso,
mas as concessionárias são exímias e nesse ponto. Os padrões de orientação ao consumidor
assim são essenciais.
A = 1 200 mm e A = 3 200 mm e
B = 1 000 mm. B = 2 500 mm.

Fig. 198 – afastamento da construção civil em relação a estrutura de energia elétrica aérea

Estudo das cargas:

Depois de desenvolvido o projeto completo de baixa tensão, deve-se fazer um estudo das
cargas, para ser decidido como serão a entrada de energia e o tipo de medição, que
poderá ser em alta ou baixa tensão.

• No caso de prédios de um só consumidor, é normal a medição em A.T.;


• No caso de vários consumidores instalados no prédio, a medição poderá ser em B.T.,
dentro dos padrões do concessionário.

Dados complementares:
São indispensáveis os seguintes dados mínimos para o projeto de uma subestação de entrada:

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• Tipo de prédio: residencial, comercial, industrial etc.;
• Carga demandada em kVA da instalação;
• Decisão sobre o número e potência dos transformadores;
• Previsão do local no subsolo ou pavimento térreo do prédio, com os requisitos
indispensáveis à segurança:

Longe de instalações de gás,


Não haver tubulações de água ou esgoto dentro da cabina de alta tensão,
Aberturas para ventilação de acordo com as exigências da Concessionária,
Portas de entrada amplas e abrindo para fora etc.;
• Planta da subestação;
• Planta de situação do prédio e localização da subestação;
• Localização do poste da Concessionária onde se fará a ligação, e do itinerário do ramal
de entrada;
• Nível de curto-circuito no local (fornecido pela Concessionária);
• Tensão do ramal e classe de isolamento dos equipamentos;
• Tapes de ligações dos transformadores etc.;
• Deve haver um circuito auxiliar para apoio ao combate a incêndio, que deverá estar
localizado na portaria de entrada da edificação.

Cálculo da demanda provável:

Consumidor industrial:
Multiplicar a potência instalada pelos fatores aplicáveis a cada tipo de indústria (ver Fatores de
Demanda Específicos da Concessionária Local).

Consumidor não industrial:


A demanda provável é a soma das diversas parcelas, de acordo com o tipo de carga, sendo
muito prudente que o projetista seja informado das particularidades do consumidor, como, por
exemplo, a entrada e a saída de cargas de potência elevada. Pode-se considerar as seguintes
parcelas em kW e kVA:

D(kVA) = d1 + d2 + d3 + d4 + d5 + d6

onde:

d1 = Demanda das potências de iluminação e tomadas em kW ;


d2 = Demanda dos aparelhos de aquecimento (chuveiros, aquecedores, fornos, fogões
etc.) em kW;
d3 = Demanda dos aparelhos de ar-condicionado;
d4 = Demanda das unidades centrais de ar-condicionado calculada a partir das correntes
máximas totais fornecidas pelos fabricantes e com fatores de demanda de 100%;
d5 = Demanda de todos os motores elétricos e máquinas de solda tipo motor gerador;
d6 = Demanda individual das máquinas de solda a transformador;

Exemplo de Projeto de Subestação:

Para exemplo, vamos considerar uma edificação com a seguinte carga instalada:

Carga instalada de pontos de luz e de tomadas: 86,4 kW

Carga instalada de força:


elevadores: 2 × 10,0 cv cozinha: 2,5 cv + 8,0 kW

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laboratório: 2,5 cv bomba-d’água: 7,5 cv

Ar condicionado central:
Chiller: 2 × 92,5 kW (1 de reserva) bomba-d’água gelada: 8,0 cv
bomba-d’água da torre: 8,0 cv
fan-coils (total): 60,0 cv (20×2,0cv + 4×5,0 cv)

Cálculo da demanda provável

Para o cálculo da demanda provável, temos as seguintes parcelas:

d1 = demanda de luz e tomadas


(consultar Tabela Fatores de demanda para cargas de iluminação e pequenos aparelhos)

até 20 kW 80% 16,0 kW


restantes 66,4 kW 70% 46,2 kW
Soma 62,2 kW

d2 = demanda da cozinha (aquecimento): 5 kW

d4 = demanda do ar-condicionado: Chiller

Chiller: 1 × 92,5 kW 92,5 kW


bombas: 2 × 8,0 cv = 2 × 10,4 20,8 kVA
fan-coils: 20 × 2,6 + 4 × 6,5 78,0 kVA
Total: 191,3 kVA
d5 = demais motores:

2 elevadores 2 x 9,2 x 0,9 16,5 kVA


bomba d’água 7,4 kVA
cozinha e laboratório 5,4 x 0,8 4,3 kVA
total 28,3 kVA

Demanda total:

D(kVA) = d1 + d2 + d4 + d5 = 62,2 + 5 + 191,3 + 28,2 = 286,7 kVA

Isso permite a instalação de um transformador de 300 kVA, com uma reserva de capacidade de
aproximadamente 5%. É aconselhável não deixar muita capacidade ociosa nos
transformadores porque transformadores subcarregados comprometem o fator de potência
total da instalação.

POSTO DE TRANSFORMAÇÃO ABRIGADO – CABINE NA SUPERFÍCIE, EXCLUSIVA PARA


1 TRAFO CPFL DE ATÉ 500kVA

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Fig. 199 – Corte de uma subestação abrigada

Fig. 200 – Planta baixa de uma subestação abrigada

Etapas de desenvolvimento de um Projeto de Instalações Elétricas:

Etapa 1: Consulta preliminar (concessionária)


Etapa 2: Previsão de cargas de iluminação
Etapa 3: Previsão de cargas de tomadas - TUG e TUE
Etapa 4: Divisão da instalação em circuitos
Etapa 5: Dimensionamento dos condutores
Etapa 6: Dimensionamento dos dispositivos de proteção
Etapa 7: Dimensionamento dos eletrodutos
Etapa 8: Quadro de cargas e potência instalada
Etapa 9: Cálculo da demanda máxima e dimensionamento do ramal de entrada
Etapa 10: Modalidade e limite de fornecimento
Etapa 11: Localização do quadro de distribuição

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Etapa 12: Dimensionamento do sistema de aterramento
Etapa 13: Dimensionamento do sistema de proteção contra descargas atmosféricas

A previsão de cargas é a parte inicial de um projeto de instalação elétrica. Os seus objetivos


são determinar a quantidade e a localização dos diversos pontos de utilização de energia
elétrica de uma planta (iluminação, tomadas etc.) com as suas respectivas potências.

Fig. 201 – Exemplos de eletrodomésticos que se utilizam de TEG e TUE

Após a previsão parcial das cargas por categoria, isto é, iluminação e tomadas, podemos
preencher o Quadro de Previsão de Cargas que contém o levantamento detalhado de todas as
cargas relevantes, assim como as potências totais por categoria.

O elemento Quadro de cargas é um elemento gráfico especial, que funciona como uma
planilha de dimensionamento dos circuitos na qual são apresentadas diversas informações
referentes ao dimensionamento dos componentes do projeto, como:

1. número do circuito,
2. localização das cargas,
3. potência de cada circuito
4. seção do condutor,
5. corrente e distribuição de fases
6. Informações sobre as proteções (disjuntor)

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Fig. 202 – Exemplo de quadro de carga

O quadro de cargas pode apresentar as informações que servem de base para a quantificação
de TUG’s, TUE’s e cargas de iluminação

Fig. 203 – Exemplo de quadro de carga

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COLUNA MONTANTE OU PRUMADA VERTICAL

A Coluna montante é uma representação esquemática e sem escala da instalação no plano


vertical. (corte)
Mostra a interligação elétrica existente entre todos os pavimentos da instalação.

Apresenta, basicamente, os seguintes elementos:


1. Postes e Alimentador geral de baixa tensão;
2. Quadro geral de baixa tensão (aterramento incluído);
3. Centros de medidores;
4. Caixas de passagem (externas e internas);
5. Alimentadores dos quadros de distribuição parciais e dos quadros terminais, com
tubulações e condutores identificados e dimensionados

Colunas montantes ou prumadas elétricas deverão ser instaladas exclusivamente em áreas de


uso comum, circulação, etc., não sendo permitida sua instalação em paredes internas de
qualquer unidade consumidora do edifício. Todos os ramais de saída que constituem a
prumada, deverão ser instalados no interior de eletrodutos independentes

Fig. 204 – Imagens de instalações de tubulações de uma coluna montante

Fig. 205 – Diagrama de uma coluna montante (exemplo de projeto)

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Fig. 206 – Diagrama de uma coluna montante (exemplo de projeto)

Diagrama unifilar

É um desenho esquemático do(s) quadro(s) de distribuição.


São construídos a partir das informações contidas nos quadros de distribuição de cargas
constituindo a representação desses quadros em forma de desenho.
São chamados de unifilares quando temos apenas uma linha para representação da saída dos
condutores de cada circuito.
Diagramas multifilares, representam cada condutor de cada circuito através de uma linha
exclusiva, sendo uma representação integral das conexões elétricas existentes no interior de
cada quadro da instalação.

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Fig. 207 – Diagrama Unifilar (exemplo de projeto)

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Fig. 208 – Diagrama Unifilar (exemplo de projeto)

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Fig. 209 – Diagrama Unifilar (exemplo de projeto)

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Fig. 210 – Diagrama Unifilar (exemplo de projeto)

Diagrama Multifilar:

Fig. 211 – Diagrama Multifilar e caixa de disjuntores

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Fig. 212 – Diagrama Multifilar

Fig. 213 - Detalhamento de um quadro de distribuição elétrica

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MEDIÇÃO ELÉTRICA PREDIAL:

O equipamento de medição e acessórios destinados a medir a energia elétrica são fornecidos e


instalados pela concessionária, em conformidade com as disposições atualizadas da
Resolução no 414 da ANEEL.

Fig. 214 – Medidor de energia elétrica

Medição individual: É concedida para unidades consumidoras independentes, residências


individuais, galpões, lojas, boxes e outros, desde que caracterizados como unidades
consumidoras independentes. Essa caracterização se dá pela verificação de endereços
individuais e pelo fato de não pertencer a nenhuma condição de condomínio.

Fig. 215 – Medição individual de energia elétrica

Medição de agrupamento:É concedida por meio de um sistema de medição agrupado, a


boxes, lojas, salas, prédios residenciais, comerciais, mistos e outros, desde que caracterizado
como ligação coletiva. Nesse caso, essa caracterização se dá pela verificação de um endereço
comum a todas as unidades consumidoras, pela existência de um condomínio oficial para a
edificação e de um único ponto de alimentação do qual derivam todas as unidades.

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Fig. 216 – Medição de energia elétrica em agrupamentos

Medição de serviço:Deve ser utilizada sempre em arranjos de medição agrupada (ligação


coletiva), caracterizada pela medição do consumo de energia elétrica das cargas comuns ao
condomínio (iluminação comum da edificação, bombas-d’água, elevadores etc.).

Medição totalizadora: São aplicadas em entradas coletivas sempre que, por conveniência
do Consumidor, não for utilizado o sistema de medição convencional da concessionária
(instalada no piso térreo da edificação, no mesmo ambiente físico e com limites de distância
em relação à via pública).

Fig.217 - Medição em agrupamento – modelo predial

MEDIÇÃO (segundo a GED-13 - pág 23)


Localização: A medição deve ser instalada dentro da propriedade do cliente,
preferencialmente no limite desta com a via pública, em parede externa da própria edificação,
em varandas, em muros divisórios ou em postes. Não serão aceitáveis os seguintes locais:
copas, cozinhas, dependências sanitárias, interior de vitrinas, área entre prateleiras ou
pavimento superior de qualquer tipo de prédio com residência única.

OBRIGATORIAMENTE, em situações de ligações novas e reformas, fica estabelecido que, nas


edificações no alinhamento com a via pública, com recuo frontal e que tenha muro ou gradil ou
outro tipo de construção que impossibilite o acesso direto do leiturista à medição, deverá ser
adotado o padrão com leitura voltado para a calçada

Somente serão aceitas instalações no muro lateral (com caixas tipo II e III), para os casos onde

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não exista muro ou grade em tempo algum que impeça acesso. Permitido exclusivamente para
instalações comerciais.

A medição (poste/caixa do medidor) deve ficar localizada OBRIGATORIAMENTE no limite do


terreno com a via pública (calçada), para facilidade de leitura e acesso ao medidor para
manutenção / instalação. O dispositivo de lacre, deverá ser colocado sempre voltado para o
lado de dentro da propriedade energizada, nunca voltada para a calçada para evitar a ação
dos vândalos.

Fig. 218 – Poste de entrada e medição de energia elétrica

Aterramento das Instalações: todas as entradas de energia elétrica devem prever uma
ligação do condutor neutro ao sistema de aterramento elétrico. O sistema de aterramento
contemplado aqui é o TN-S, onde os condutores de neutro e de proteção são interligados e
aterrados na malha de terra principal da edificação.

Fig. 219 – aterramento do condutor neutro na caixa de medição

Aterramento do condutor neutro: Em cada edificação, junto ao gabinete de medição e/ou à


proteção geral de entrada, como parte integrante da instalação, é obrigatória a construção de
malha de terra, constituída de uma ou mais hastes interligadas entre si por condutor de cobre
de bitola mínima de 25 mm2 (no solo). A ela deverão ser permanentemente interligados o
condutor neutro do ramal de entrada e o condutor de proteção.
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O condutor deve ser de cobre isolado na cor azul.

Fig. 220 – detalhamento do aterramento do condutor neutro na caixa de medição

Ligação à terra e condutor de proteção: Um condutor com a finalidade de proteção deve ser
derivado, sempre que possível, diretamente da malha de terra da instalação, em caso de
impedimento, deverá ser derivado diretamente do B.E.P..
O condutor de proteção deve ser em cobre, isolado nas cores verde-amarelo ou verde, na
bitola padronizada, devendo percorrer toda a instalação interna. A ele deverão ser conectadas
todas as partes metálicas (carcaças) dos aparelhos elétricos existentes, de acordo com as
prescrições da NBR 5410:2004.

Fig. 221 – (a) Conexão dos condutores de proteção ao BEP e (b) à haste de aterramento

Eletrodo de aterramento: Deverá ser empregada haste de aço cobreado, com


comprimento mínimo de 2 (dois) metros e diâmetro nominal mínimo de ¾. Quanto às
condições físicas do local da instalação impedirem a utilização de hastes, deverá ser adotado
um dos métodos estabelecidos pela NBR 5410:2004, que garanta o aterramento dentro das
características dispostas no parágrafo “Aterramento do Condutor Neutro”.
Obs.: No caso de padrão compacto este procedimento é desnecessário, uma vez que o
aterramento é integrado com a ferragem interna do poste. Vide NBR 5.410.

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Fig. 222 – conexão do condutor de proteção à malha de aterramento

Interligação à malha de aterramento:

O condutor de aterramento do neutro, até a malha de aterramento, deverá:

1. Ser em cobre nu, ou com isolação verde tarjada de amarelo de seção mínima
2. dimensionada em função dos condutores do ramal de entrada.
3. Não deverá conter emenda, seccionador ou quaisquer dispositivos que possam
4. causar a sua interrupção.
5. A proteção mecânica dos condutores de aterramento do neutro e de proteção (circuito
de interligação à malha de terra) deverá ser assegurada por meio de eletroduto de PVC
rígido, preferencialmente.
6. Quando utilizado eletroduto metálico, o condutor de aterramento deverá ser conectado
ao mesmo em ambas as extremidades.
7. A interligação dos condutores de aterramento e de proteção ao eletroduto (haste) deverá
ser feita através de conectores especialmente protegidos contra corrosão.

Número de Eletrodos da Malha de Terra:

Os eletrodos (hastes) da malha de terra deverão ser de aço cobreado, do tipo Cooperwell e as
hastes devem ser interligadas entre si por condutor de cobre nu, de seção não inferior a 25
mm2, com espaçamento entre hastes superior ou igual ao comprimento da haste utilizada, e
em número mínimo de uma haste cobreada.

Fig. 223 – disposição das hastes de aterramento em formas geométricas

Como Dimensionar a Demanda da Entrada:


Cada Concessionária de serviços de eletricidade estabelece diferentes critérios para o cálculo
da demanda do ramal de entrada, que será função de fatores peculiares a cada localidade
brasileira. A seguir, são apresentados os critérios adotados pela CPFL - RGE.

DIMENSIONAMENTO DO PADRÃO DE ENTRADA:


O dimensionamento das entradas trifásicas deve ser feito de acordo com a demanda (kVA) da
instalação.

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Fator de Demanda:
O presente cálculo de demanda se aplica a instalações comerciais, escolares, hospitalares e
residenciais. Poderá ser aplicado também às pequenas indústrias atendidas em baixa tensão,
quando o interessado não tiver dados mais precisos quanto a sua demanda prevista.

D=a+b+c+d+e+f+g+h+i

D: demanda total da instalação em kVA

a)Demanda Referente à Iluminação e Tomadas

A1) Instalação Residencial:

Carga instalada mínima, conforme a Tabela 2 e item 12.1.1.

1. fator de demanda, conforme a Tabela 3;


2. fator de potência igual a 1.

A2) Outros Tipos de Instalação

Motéis, Hotéis, Hospitais, Clubes, Casas Comerciais, Bancos, Indústrias, Igrejas e outros.
Carga instalada de acordo com o declarado pelo interessado, devendo separar as cargas de
tomadas e iluminação;

• Fator de demanda para tomadas e iluminação, conforme a Tabela 18;


• Fator de potência para iluminação:
• Projeto com iluminação incandescente ou com lâmpadas que não utilizam reator
• igual a 1;
• Projeto com iluminação a lâmpada fluorescente, néon, vapor de sódio ou mercúrio,
• sem compensação do fator de potência, igual a 0,5;
• Projeto com iluminação a lâmpada fluorescente, néon, vapor de sódio ou mercúrio,
• com compensação do fator de potência igual a 0,95;
• Fator de potência para tomadas igual a 1

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• Demanda Referentes a Chuveiros, Torneiras, Aquecedores de Água de
Passagem e Ferros Elétricos
• Demanda Referente à Aquecedor Central ou de Acumulação (Boiler)
• Demanda de Secadora de Roupa, Forno Elétrico, Máquina de Lavar Louça
• e Forno de Micro-ondas
• Demanda Referente a Fogões Elétricos
• Demanda Referente à Condicionador de Ar Tipo Janela
• Demanda Referente a Motores e Máquinas de Solda a Motor
• Demanda Referente a Equipamentos Especiais
• Hidromassagem.

Exemplo 1:

Considere uma residência de aproximadamente 40 m², contendo 1 quarto, sala, cozinha e


banheiro, e os seguintes aparelhos com potência definida:

1 chuveiro elétrico: 4000 W (adotar potência mínima de 5400 W - nota GED-13)


1 ferro elétrico: 1000 W

Cálculo:
carga de tomadas: 2400W
Pontos de luz (4 cômodos): 400W
1 chuveiro elétrico 4000W
1 ferro elétrico: 1000W
Total: 7800 W ou 7,8 kW

Arredondando-se a unidade em kW imediatamente acima temos que C = 8 kW

Exemplo 2 - Seja uma residência com 180 m² de área construída, possuindo 12 cômodos e
contendo os seguintes aparelhos com potência definida ou de acordo com a placa do
fabricante:

2 ar condicionado de 14000 BTU (Tabela 8): 1900W


4 chuveiros elétricos: 4000W
1 torneira elétrica: 3000W
1 ferro elétrico: 1000W
1 forno elétrico: 1500W
1 máquina de lavar louças: 2000W
1 máquina de secar roupas: 2500W
2 motores trifásicos: 1cv

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Obs.: Os aparelhos com potências inferiores a 1000 W não devem ser relacionados no
pedido de ligação, entretanto, quando existirem aparelhos trifásicos, os mesmos devem
ser relacionados, mesmo que suas potências sejam inferiores a 1000 W.

Cálculo de Carga Instalada:

Carga de Tomadas: Pela Tabela 2 (área construída 180 m²) temos:

2 tomadas de 100 W, mais 3 tomadas de 600 W; Total: 1200 + 1800 = 3000W

Carga de Iluminação:
2 cômodos, sendo 100W mínimo por cômodo, têm: 2 x 100 W =1200W

Carga de Aparelhos Eletrodomésticos:


2 ar condicionado (1900W): 3800W
4 chuveiros elétricos (4000W) 16000W
1 torneira elétrica (3000W): 3000W
1 ferro elétrico (1000W): 1000W
1 forno elétrico (1500W): 1500W
1 máquina de lavar louças (2000W): 2000W
1 máquina de secar roupas (2500W): 2500W
Total 29800W

Motores:

2 motores trifásicos 1 cv (pela Tabela 15), temos: 2x1050 W = 2100 W

Carga Instalada Total: 3000+1200+29800+2100 = 36100 W ou 36,1 kW

Considerando a unidade em kW imediatamente superior, temos C = 37 kW.

Como a demanda foi superior a 36 KW, neste caso deve-se estimar a demanda pelo
dimensionamento da entrada.

Cálculo da Demanda:

D=a+b+c+d+e+f+g+h+i

a)Demanda referente a tomadas e iluminação – Instalação Residencial

Carga Instalada: 3000 W + 1200 W = 4200 W ou 4,2 kW

Pela Tabela 3, temos o fator de demanda = 0,52

Carga instalada x fator de demanda 4200 x 0,52


a = ------------------------------------------------- = ----------------- = 2184VA ou a = 2,18 kVA
Fator de potência 1

b) Demanda referentes a Chuveiros, Torneiras, Aquecedores de Água de Passagem e Ferros


Elétricos.

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Carga Instalada: 4 x 4000 = 16000 W (chuveiro adotar mínimo 5400 W)

1 x 3000 = 3000 W
1 x 1000 = 1000 W

Total = 20000 W ou 20 kW

Pela Tabela 4 e para 6 aparelhos, temos FD = 0,65

20000 W x 0,65
b = ----------------------------- = 13000 VA ou 13,0 kVA b = 13kVA
1

c) Demanda referente a aquecedor central de acumulação (boiler) c=0

d) Demanda de secadora de roupa, forno elétrico, máquina de lavar louça e forno de


microondas.

Carga Instalada:

1x1500 W = 1500 W
1x2000 W = 2000 W
1x2500 W = 2500 W
Total = 6000 W ou 6,0 kW

FD = 0,70; FP = 1 conforme item 15.d

6000 x 0,70
d = ------------------ = 4200 VA ou 4,2 kVA
1

e) Demanda referente a fogões elétricos: e=0

f) Demanda referente a condicionador de ar tipo janela. (Tabela 8)

Carga Instalada em Watts (W): 2x1900 = 3800 W

Pela Tabela 8 temos a carga instalada em VA:

2x2100 VA = 4200 VA
FD = 1, logo f = 4,2 x 1 = 4200 VA ou 4,2 kVA f = 4,2 kVA

g) Demanda referente a motores elétricos e de máquinas de solda a motor.


Pela Tabela 15, temos:

Carga Instalada em kVA = 2 x 1,52 kVA = 3,04 kVA

Pela Tabela 10, temos:

Considerar 1 motor como sendo o maior, FD = 1 e o outro como segundo em potência, logo FD
= 0,50. Então temos:

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g = 1,52 kVA x 1 + 1,52 kVA x 0,5 g = 2,28 kVA

h) Demanda referente a equipamentos especiais h=0


i) Demanda referente à Hidromassagem i=0

Portanto:

Demanda Total = a + b + c + d + e + f + g + h + i

D = 2,18 + 13,0 + 0 + 4,2 + 0 + 4,2 + 2,28 + 0 + 0

D = 25,86 kVA, e arredondando para unidade em kVA acima

D = 26 kVA

Bibliografia:

Creder, Hélio, 1926-2005


Instalações elétricas / Hélio Creder ; atualização e revisão Luiz Sebastião Costa. [Reimpr.]. -
Rio de Janeiro : LTC, 2018.

Cruz, Eduardo C. A., Aniceto, Larry. A. 1960- Instalações Elétricas: Fundamentos, prática e
projetos em instalações residenciais e comerciais-- 2. ed. -- São Paulo : Érica, 2012.

Gebran, Amaury Pessoa, Rizzato. Flávio A. P.. Instalações elétricas prediais [recurso
eletrônico], Porto Alegre : Bookman, 2017.

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eletrônico], Porto Alegre : Bookman, 2017.

Lima F. D. L. 12a. ed. Erica, 2011 12a Edição

Kanashiro M. Nelson e Nery Norberto - Instalações Elétricas Industriais - Editora Érica 2a.

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