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CENTRO UNIVERSITÁRIO DE UNIÃO DA VITÓRIA- UNIUV

CURSO DE ARQUITETURA E URBANISMO

THACYANE CAROLINE IWANUSK

PROJETO DE PESQUISA
CENTRO DE ACOLHIMENTO E BEM ESTAR ANIMAL

UNIÃO DA VITÓRIA – PR
2019
THACYANE CAROLINE IWANUSK

PROJETO DE PESQUISA:
CENTRO DE ACOLHIMENTO E BEM ESTAR ANIMAL

Projeto de pesquisa apresentado como requisito


parcial para a avaliação da disciplina de Pesquisa e
Análise Crítica do curso de Arquitetura e Urbanismo
pelo Centro Universitário de União da Vitória –
UNIUV.

Prof. Ederson Jean Schroeder.

UNIÃO DA VITÓRIA – PR
2019
1 TEMA

Implantação de um Centro de acolhimento e bem-estar animal na cidade de


União da Vitória-PR.

2 PROBLEMA

Atualmente, União da Vitória- PR apresenta uma realidade difícil, quanto ao


grande número de casos de abandono de animais no perímetro urbano e arredores
da cidade, em especial cães e gatos que não possuem um lar, ou um centro de
acolhimento apropriado ao qual possam ser destinados.
Alguns desses animais se encontram em situações precárias, alguns doentes,
outros maltratados pelos seus donos, além dos pets que vivem sozinhos e fechados
seja em casas ou apartamentos. Deste modo pergunta-se: Qual seria a estrutura ideal,
e a importância de criar um Centro de acolhimento e bem-estar animal na cidade de
União da Vitória - PR?

3 OBJETIVOS

3.1 OBJETIVO GERAL

Criar na cidade de União da Vitória- PR um centro de acolhimento e bem-estar


para animais, com fins em diminuir o número de animais abandonados e para a melhor
qualidade de vida na região.

3.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

a) Fazer uma listagem do número de animais, e saber qual a situação que eles se
encontram nas ruas atualmente.
b) Criar meios para que esse projeto seja total ou parcialmente autossustentável.
c) Pesquisar edificações similares, para entender seu funcionamento atendendo as
necessidades dos animais.
d) Propor um projeto arquitetônico inovador, com um programa de necessidades
completo, que são necessários para os cuidados e para poder acolher animais de
pequeno porte.

4 JUSTIFICATIVA

Infelizmente a quantidade de animais nas ruas assustam. Basta notar que em


cada rua aparecem mais de 10 animais diferentes por dia em bairros pequenos, sinal
de que muitos pets estão sem casa e precisam de ajuda. Uma boa solução são os
abrigos para animais, espaços em que os mesmos podem ser levados em casos de
abandono. Como abandono, existem duas situações: cães e gatos que os donos
colocaram nas ruas e os que já nasceram na rua de cruzamento com outros animais
abandonados e por isso não possuem lar.
Os abrigos servem para dar um lar e condições de higiene e alimentação
adequada para os pequenos seres indefesos, bem como os proteger de pessoas que
não são tão amigas dos animais domésticos e tratam com violência os que não podem
se defender. Estes locais, servem tanto para esses animais como para aqueles que
foram jogados na rua, o que não são poucos.
Deste modo, a escolha do tema foi ponderada por diversos motivos: em
primeiro plano o grande número de cães e gatos abandonados nas cidades de União
da Vitória- PR e Porto União- SC (cidades da divisa do estado do Paraná e Santa
Catarina), como também casos de maus tratos aos animais que são resgatados de
seus donos. E, em segundo plano, aos animais que vivem em apartamentos e passam
a maior parte do dia sozinhos.
A proposta é criar um ambiente visando a necessidade desses animais,
garantindo segurança, saúde, e devido aos maus tratos e descaso, poder reconstruir
esse laço de confiança entre o animal e o ser humano. Após o tratamento e
acolhimento, os animais estarão prontos para adoção. Junto com o abrigo, haverá um
espaço para o bem-estar de todos os tipos de animais que vivem em pequenos
ambientes ou sozinhos, esse que funcionará como uma “creche” e “hotel” animal, terá
os serviços pagos para manter os serviços que serão gratuitos para os animais de
rua. Portanto, para ser um projeto executável, a proposta arquitetônica será criar um
centro de acolhimento que seja autossustentável.
Visto que, trazendo esse conhecimento aos acadêmicos do curso de
arquitetura, com o projeto pesquisa sobre a realidade dos animais abandonados,
como tratar os problemas, quais suas principiais necessidades, e a importância de
propor um Centro de acolhimento e bem-estar animal em União da Vitória, sugerindo
um projeto inovador, com um programa de necessidades completo, que são
necessários para os cuidados e para poder acolher esses animais abandonados.

5 FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA

5.1 O QUE É UM CENTRO DE ACOLHIMENTO

Assim como os humanos, os animais também são usuários do espaço


arquitetônico por nós produzido, dessa forma, um abrigo é prioritariamente destinado
ao acolhimento de animais abandonados nas ruas ou em casos de maus tratos,
contando com uma estrutura necessária para cuidar desses animais de modo a serem
protegidos, com a possível destinação desses animais para famílias adotivas.
“Arquitetura é antes mais nada construção, mas construção concebida com o
proposito primordial de ordenar e de criar um espaço para determinada finalidade e
visando a determinada intenção. ” (COSTA, 2004, p.65).

5.2 AÇÃO DO CENTRO DE ACOLHIMENTO

Primeiramente, com informações via telefone ou redes sociais, ou denúncias


feitas por voluntários de que existe animais abandonados em determinado local, ou
que se encontram em situações precárias de maus tratos, para assim ser tomada a
primeira decisão. Nesse caso os voluntários do abrigo vão em busca de encontrar os
animais e conseguir socorrê-los. Quando o animal chega no abrigo, o primeiro
procedimento é certificar-se que o animal desapareceu, ou realmente foi abandonado.
Em seguida, são levados ao consultório veterinário, para ver e tratar a saúde do
animal, ficando por um tempo isolado dos outros pets, até que não tragam risco de
doença para os demais animais e assim possam conviver juntos.
5.3 ABANDONO DE ANIMAIS

Abandonar animais domésticos é um ato cruel. Esses animais são adotados e


depois abandonados por seus donos como se fossem capazes de se defender
sozinhos. Outras pessoas, sequer se importam com o que acontecerá com eles.
Segundo SANTANA e MARQUES (2001), o número de animais abandonados
cresce no período que antecede as festas de fim de ano e as férias escolares, quando
as famílias não têm onde deixar o animal para ir viajar. Fica a pergunta: que tipo de
pessoa tem a coragem de abandonar um ser sabendo que este é totalmente
dependente dos cuidados que recebia? Essas atitudes devem ser levadas em
consideração, pois podem um dia ser direcionadas aos demais seres humanos.
O abandono acaba gerando uma superpopulação de cães e gatos errantes
vivendo nas cidades. De acordo com SANTANA e MARQUES (2001), esse quadro se
agrava a cada dia, pois são milhares de cadelas e gatas tendo filhotes,
aproximadamente, a cada três meses de gestação, dificultando o controle. Essa
superpopulação abre as portas para um grande número de maus tratos em que os
animais são envenenados e passam fome e frio. Devido a essas condições precárias,
cães e gatos de rua se tornam vetores de doenças para a população humana. Então
entram em cena os órgãos municipais responsáveis pelo controle de zoonoses.
SANTANA e MARQUES (2001) afirmam que, os animais ainda são vítimas de maus
tratos após serem recolhidos pelo órgão municipal antes de sofrerem uma morte cruel.

5.4 COMO AMENIZAR ESTE PROBLEMA

Existem pessoas que sentem prazer em maltratar animais. Os motivos são os


mais variados, desde a sensação de poder até sérios problemas mentais. Seja qual
for o motivo, esses atos sempre devem ser denunciados. Os animais não devem
responder por crises de raiva ou stress dos humanos, muito menos pela falta de
conduta de algumas pessoas. É interessante pensar um pouco, pois pessoas que
sentem prazer em maltratar outros seres ou que o fazem por falta de controle
emocional são candidatos a um dia direcionar sua raiva aos outros seres humanos.
Para SANTANA e OLIVEIRA (2007), observam-se muitas arbitrariedades
praticadas pelo homem que aniquilam a dignidade desses seres geralmente
indefesos, promovem todas as modalidades de abusos, maus tratos e crueldade, ou
então, adestram-nos para se tornarem violentos e, assim portá-los, como se fossem
armas.
A situação em que se encontram os animais depende das ações dos seres
humanos. Sendo o homem o único ser “racional”, tem a responsabilidade de zelar pelo
bem-estar dos demais.
Essa situação só pode ser amenizada com a ajuda do poder público, da
população, de voluntários, pessoas que realmente queiram ajudar esses animais
abandonados. Mas ao mesmo tempo enquanto uns fazem de tudo para ajudar, outros
caminham no sentido inverso, não dando a mínima importância para os animais. Um
animal é uma vida e também precisa de cuidados, então o dever de incentivar o não
abandono para deixar que essa situação ocorra.
Algumas pessoas pensam que uma defesa ética dos animais implica
necessariamente em adorar ou se emocionar ao ver um deles, ou mesmo gostar de
tê-los em companhia em casa, Naconecy (2006).
Em União da Vitória – PR, existia o abrigo Koala, que foi interditado e agora
está sob responsabilidade da defesa dos animais – Prefeitura de União da Vitória- PR,
ONGs que ajudam esses animais, mas por questões financeiras não conseguem
atender muitos animais. Também existe os protetores de animais, que se dividem em
grupos e fazem o possível para ajudar, seja com a alimentação, medicamentos, ou
abrigos provisórios.
Os animais não são como nós, mas são suficientemente parecidos conosco
para que sejam incluídos na comunidade moral, Naconecy (2006).

5.5 O CENTRO DE ACOLHIMENTO

O Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado do Paraná (CRMV-


PR), determina que o abrigo possui três objetivos principais: ser um refúgio seguro
para os animais no âmbito de uma política de captura altamente seletiva; funcionar
como local de passagem buscando a recolocação desses animais para lares
definitivos; e ser um núcleo de referência em programas de cuidado, controle e bem-
estar animal.
A Estrutura mínima exigida para um abrigo: Recepção/ Escritório, que é um
local para chegada, cadastro e saída de animais;
Quarentena que é um local destinado aos animais recém-chegados que serão
introduzidos ao abrigo;
Baias com solário que “[...] devem conter uma estrutura interna coberta, feitas
preferencialmente em alvenaria e com área mínima de 1,5 m² por cão [...]” (Souza;
Felipe, 2016, p. 11).
Área de lazer com um ou dois piquetes com grama e árvores para que os cães
possam realizar comportamentos naturais e se exercitarem diariamente;
Depósito de alimentos, que devem ser estocados em sala coberta e fechada,
feita em alvenaria, com boa ventilação e iluminação;
Ambulatório, que “[...] de acordo com a Resolução CFMV n° 1.015/2012, os
ambulatórios veterinários são as dependências para atendimento dos animais
pertencentes exclusivamente ao respectivo estabelecimento, para exame clínico e
curativos [...]” (Souza; Felipe, 2016, p. 13).
Sala de Banho e Tosa e Setor de Sustentação, que deve ser composto por:
lavanderia; almoxarifado para armazenamento de produtos de limpeza; setor de
descarte de resíduos; cozinha; sanitários; e sala para descanso dos funcionários.

6 METODOLOGIA

Essa pesquisa apresenta como objetivo geral: Elaborar um projeto


arquitetônico de um Centro de acolhimento e bem-estar animal, para amenizar o
grande número de animais abandonados, maltratados, e para a melhor qualidade de
vida em União da Vitória PR, para que este seja alcançado por meio da seguinte
metodologia de pesquisa:
Levando em consideração qual a natureza metodológica em que está pesquisa
se enquadra, ela será a de Natureza Aplicada, que segundo Prodanov e Freitas
(2013), o seu objetivo é de gerar conhecimentos para aplicações e soluções práticas
para problemas específicos, e que envolve verdades e interesses locais.
O ponto de vista quanto aos objetivos que esta pesquisa irá se enquadra é a
de Natureza Exploratória, que “tem como finalidade proporcionar mais informações
sobre o assunto que vamos investigar, possibilitando sua definição e seu
delineamento [...]” (Prodanov; Freitas, 2013, p.51).
O procedimento técnico utilizado pela pesquisa será apenas o de Natureza
Bibliográfica, sendo “[...] elaborada a partir de material já publicado, constituído
principalmente de: livros, boletins, monografias, [...]” (Prodanov; Freitas, 2013, p.54).
A abordagem do problema terá o ponto de vista qualitativo, que “[...] considera
que há uma relação dinâmica entre o mundo real e o sujeito, isto é, um vínculo
indissociável entre o mundo objetivo e a subjetividade do sujeito que não pode ser
traduzido em números.” (Prodanov; Freitas, 2013, p.70).

7 CRONOGRAMA

Quadro 1 - Cronograma de execução do Projeto de Pesquisa e Projeto Arquitetônico.


Etapas Período
Mar Abr Maio Jun Jul Ago Set Out Nov Dez
1 Revisão
Bibliográfica
2 Coleta de Dados Não contemplado
em Campo para
o Projeto de
Pesquisa
3 Coleta de Dados
em Campo para
o Projeto
Arquitetônico
4 Conceituação e
Concepção
5 Estudo
Preliminar
6 Pré-banca
7 Anteprojeto
8 Correções e
Acabamentos
9 Banca Final
*Fonte: da autora: 2019.
8 ORÇAMENTO

Quadro 1 - Tabela Orçamentaria de gastos esperados do Projeto de Pesquisa e


Projeto Arquitetônico.
ITEM QUANT. VALOR UNITÁRIO VALOR TOTAL (R$)
(R$)
Plotagens 30 9,00 270,00
Maquete (valor total 1 200,00 200,00
estimado)
Combustível para 1 50,00 50,00
deslocamento até terreno de
situação do Projeto
Arquitetônico
Livros, Revistas - - 0,00
Gastos Inesperados - - 100,00
VALOR TOTAL 620,00
*Fonte: da autora: 2019

9 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

Conselho Regional de Medicina Veterinária. Guia Técnico para Construção e


Manutenção de Abrigo e Canis. Disponível em: < https://www.crmv-
pr.org.br/uploads/publicacao/arquivos/Guia-Canil-e-Abrigo.pdf> Acesso em 18 de
maio de 2019.

SANTANA L. R., MARQUES M. R. Maus tratos e crueldade contra animais nos


centros de controle de zoonoses: aspectos jurídicos e legitimidade ativa do
Ministério Público para propor ação civil pública. Salvador, 2001. Disponível em:
<www.forumnacional.com.br/maus_tratos_CCz_de_ Salvador.pdf> Acesso em 18 de
maio de 2019.

SANTANA L. R., OLIVEIRA T. P. Guarda responsável e dignidade dos animais.


Revista Brasileira de Direito Animal, 2007. Disponível em:
<www.abolicionismoanimal.org.br>. Acesso em 18 de maio de 2019.
NACONECY, M. C. Ética e Animais. Um guia de argumentação filosófica. Porto
Alegre EDIPUCRS, 2006.

PRODANOV. Cleber Cristiano; FREITAS. Ernani Cesar de. Metodologia do


Trabalho Científico: Métodos e Técnicas da Pesquisa e do Trabalho Acadêmico.
Novo Haburgo: FEEVALE, 2013