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FISIOLOGIA DOS SENTIDOS

ESPECIAIS – A VISÃO I E II

Caroline das Neves Mendes Nunes


Mestra em Patologia
SENTIDOS ESPECIAIS

 Sistemas sensoriais especiais: visão, audição,


olfato e paladar;

ESTÍMULOS

TRANSDUÇÃO
SENTIDOS ESPECIAIS

 Sistemas sensoriais: visão, audição, audição,


olfato e paladar;

ESTÍMULOS

COMPORTAMENTOS REFLEXOS
TRANSDUÇÃO
E SUBCONSCIENTES

PERCEPÇÃO CONSCIENTE
do ambiente que nos cerca
A VISÃO

 Olho  receptor sensorial (câmera fotográfica);

BRILHO
(luminosidade)

 Funções: detectar e interpretar ondas


eletromagnéticas (400 a 750 nm – luz visível).
A VISÃO

 Visão  processo pelo qual a luz refletida dos


objetos em nosso meio externo é transformada em
uma imagem mental.
A VISÃO
1. Cristalino focaliza a luz na retina
A VISÃO
1. Cristalino focaliza a luz na retina

2. Fotorreceptores da retina transduzem a energia


luminosa em sinal elétrico
A VISÃO
1. Cristalino focaliza a luz na retina

3. Vias neurais da retina até


o cérebro processam os sinais
elétricos em imagens visuais

2. Fotorreceptores da retina transduzem a energia


luminosa em sinal elétrico
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ANATOMIA E FUNÇÃO DOS ELEMENTOS
ESTRUTURAIS DOS OLHOS
ÓPTICA DA VISÃO

LUZ FOTORRECEPTORES

 1. Diâmetro pupilar;

 2. Características da lente.
ÓPTICA DA VISÃO

 1. Diâmetro pupilar:

 A quantidade de luz que entra no olho é


diretamente proporcional a área da pupila;
ÓPTICA DA VISÃO

 1. Diâmetro pupilar:

 Variação da abertura: 1,5 a 8 mm de diâmetro.


ÓPTICA DA VISÃO

 Íris  regula a quantidade de luz que entra no


olho na escuridão ou à luz do dia.
ÓPTICA DA VISÃO

 Profundidade de foco  é criada pela constrição


da pupila;

< Diâmetro da pupila



> Raios de luz no centro da lente

> Nitidez da imagem.
ÓPTICA DA VISÃO

 2. Características da lente:

 Refração da luz  quando os raios de luz passam


do ar para um meio com densidade diferente, eles
mudam de direção ou REFRATAM;
ÓPTICA DA VISÃO

 2. Características da lente:

Quantidade de refração é influenciado:

 Proporção dos índices refrativos dos meios;

 Ângulo no qual o raio de luz encontra a superfície


pela qual ele está passando.
ÓPTICA DA VISÃO

 Raios paralelos em uma superfície perpendicular


e angulada.

↓ velocidade

Refratam
ÓPTICA DA VISÃO

 Raios paralelos em uma superfície côncava 


diverge os feixes luminosos (nas bordas).
ÓPTICA DA VISÃO

 Raios paralelos em uma superfície convexa 


converge os feixes luminosos.
ÓPTICA DA VISÃO

 Raios paralelos em uma superfície convexa 


converge os feixes luminosos.

Ponto focal
ÓPTICA DA VISÃO

 Poder refrativo: grau de curvatura da lente


(unidade de medida: dioptria);

 Lente convexa:
ÓPTICA DA VISÃO

 Lente côncava: os raios de luz divergem e não


formam foco em um ponto (distância focal?).
ÓPTICA DA VISÃO

 Para o olho humano,


qualquer objeto a 6 m ou
mais de distância do olho
gera raios paralelos.
ÓPTICA DA VISÃO

 Para objetos mais


próximos, os raios
luminosos não são mais
paralelos;

 O ponto focal está atrás


da retina e a imagem
torna-se imprecisa e fora
de foco.
ÓPTICA DA VISÃO

 Para manter o objeto


próximo no foco, o
cristalino deve tornar-se
mais arredondada
(convexa);

 Os raios luminosos
tornam a convergir sobre
a retina e o objeto entra
em foco.
ÓPTICA DA VISÃO

 ACOMODAÇÃO  processo pelo qual o formato


do cristalino é ajustado para manter os objetos
em foco.
ÓPTICA DA VISÃO

 ACOMODAÇÃO  a tensão nas zônulas ciliares


é controlada pelo músculo ciliar.
ÓPTICA DA VISÃO

 Presbiopia  perda da acomodação pelo cristalino.


ÓPTICA DA VISÃO

 Correção da presbiopia  óculos para leitura ou


bifocais.
ÓPTICA DA VISÃO

 Formação da imagem na lente esférica convexa e


na retina:
ERROS DE REFRAÇÃO

 Hiperopia ou “visão boa para longe”:

 Globo ocular curto demais ou sistema de lentes


fraco demais.
ERROS DE REFRAÇÃO

 Miopia ou “visão boa para perto”:

 Globo ocular longo demais ou grande poder


refrativo do sistema de lentes do olho.
ERROS DE REFRAÇÃO

 Astigmatismo: focalização da imagem em uma


distância diferente da do plano em ângulo reto;

 Curvatura irregular da córnea ou do cristalino.


FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 FOTOTRANSDUÇÃO: conversão da energia


luminosa em sinais elétricos;

Órgão sensorial
do olho
FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA
FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 Camada pigmentar da retina: melanina - o que


impede a reflexão da luz por todo globo ocular;

IMPORTANTE PARA A VISÃO NÍTIDA


FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 Camada pigmentar da retina: vitamina A –


difunde-se livremente pelas membranas celulares
dos bastonetes e cones;

PRECURSORA DE SUBSTÂNCIAS
FOTOSSENSÍVEIS
FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 Fotorreceptores: cones e bastonetes;


FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 Fotorreceptores: cones e bastonetes;


FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 Fotorreceptores: cones e bastonetes;


FOTOQUÍMICA DA VISÃO

 Cones e bastonetes contêm substâncias fotossensíveis


 excitam as fibras do nervo óptico;

 Rodopsina e pigmentos dos cones ou coloridos.

Energia luminosa

Mudança no potencial de membrana


FOTOQUÍMICA DA VISÃO EM CORES PELOS
CONES

 Bastonetes:  Cones:

Retinal Retinal
+ +
Escotopsina Fotopsina
= =
RODOPSINA PIGMENTOS COLORIDOS
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: RODOPSINA E
EXCITAÇÃO DOS BASTONETES

 Fotoativação de
elétrons na porção
retinal da molécula
rodopsina;

 Alteração na
estrutura química do
retinal (cis  trans);
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: RODOPSINA E
EXCITAÇÃO DOS BASTONETES

 Rodopsina ativada
provoca alterações
elétricas nos
bastonetes;
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: RODOPSINA E
EXCITAÇÃO DOS BASTONETES

 Neoformação de
rodopsina:

 ATP e enzima retinal


isomerase.
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: RODOPSINA E
EXCITAÇÃO DOS BASTONETES

 Neoformação de
rodopsina:

 Retinol todo-trans é
uma forma de
vitamana A.
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: RODOPSINA E
EXCITAÇÃO DOS BASTONETES
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: RODOPSINA E
EXCITAÇÃO DOS BASTONETES

Exposição à luz

Potencial receptor

Estado de
Hiperpolarização
FOTOQUÍMICA DA VISÃO EM CORES PELOS
CONES

 Tipos de pigmentos coloridos:

 Pigmento sensível ao azul (pico em 445 nm);

 Pigmento sensível ao verde (pico em 535 nm);

 Pigmento sensível ao vermelho (pico em 570 nm).


VISÃO COLORIDA

Mecanismo tricromático de detecção de cores:

 Diferentes combinações de luzes monocromáticas


VERMELHO, VERDE E AZUL;

O cérebro reconhece a cor de um objeto


interpretando a combinação de sinais
provenientes dos três tipos de cones
FOTOQUÍMICA DA VISÃO EM CORES PELOS
CONES
CEGUEIRA PARA CORES

 Deficiência de um dos tipos de cones:

 Protanopia  perda dos cones vermelhos;


 Deuteranopia  perda dos cones verdes;

 Fraqueza para o azul – raro;

 Cegueira para vermelho-verde  sexo masculino


(distúrbio ligado ao cromossomo X).
CEGUEIRA PARA CORES
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: ADAPTAÇÃO À
LUZ E AO ESCURO

Adaptação à luz ou ao escuro:



[ ] de substâncias fotoquímicas (opsina e retinal)
nos cones e bastonetes;

ADAPTAÇÃO À LUZ ADAPTAÇÃO AO ESCURO


↓ opsina e retinal ↑ opsina e retinal
(↑ vitamina A) (↓ vitamina A)
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: ADAPTAÇÃO À
LUZ E AO ESCURO
FOTOQUÍMICA DA VISÃO: ADAPTAÇÃO À
LUZ E AO ESCURO

 Bastonetes: adaptam-se de maneira lenta e


prolongada ao escuro;

Funcionam com pouca luz e permitem a


visão noturna (objetos são vistos em
preto e branco, em vez de em cores)

 Cones: adaptam-se rapidamente ao escuro.

São responsáveis pela visão de alta


acuidade e pela visão colorida durante o
dia, quando os níveis de luz são mais altos
CIRCUITO NEURAL DA RETINA
FUNÇÃO RECEPTORA E NEURAL DA RETINA

 Região da fóvea retiniana  área de visão mais


acurada e centro do campo visual;

 Vasos sanguíneos, células ganglionares, camadas


nuclear interna e plexiforme deslocadas para o lado.
CIRCUITO NEURAL DA RETINA
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Transmissão dos sinais nos neurônios da retina:

 Condutância eletrônica: fluxo direto de corrente


elétrica por todo percurso;

 Exceção  células ganglionares.


CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Células horizontais: estimuladas pelos cones e


bastonetes na presença de luz, produzindo sinal
INIBITÓRIO;

Fenômeno da inibição lateral

Alta precisão e contraste visual


CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Células bipolares: células bipolares despolarizante e


hiperpolarizantes geram sinais EXCITATÓRIOS e
INIBITÓRIOS;

 Mecanismos: respostas diferentes ao glutamato ou


sinais diretos excitatórios e sinais indiretos inibitório.

Fenômeno da inibição lateral


CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Células amácrinas: 30 tipos identificados e somente 6


com funções caracterizadas;

 Respondem ao início ou fim do sinal, luminosidade,


movimento e direção;

ANALISAR OS SINAIS VISUAIS


CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Células ganglionares:

 Tipo W  diâmetro 10 μm, 8 m/s (40% do total) e


campos visuais amplos;

 Detecção de movimento direcional no campo de


visão e possuem importância para visão dos
bastonetes em condições de escuridão.
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Células ganglionares:

 Células X  diâmetro 10 e 15 μm,14 m/s (55% do


total) e campos visuais pequenos;

 Transmissão dos detalhes finos da imagem visual


e pela visão colorida.
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Células ganglionares:

 Células Y  diâmetro 35 μm, 50 m/s (5% do


total) e campos visuais amplos;

 Respondem ao movimento rápido ou alteração


rápida da intensidade luminosa.
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Excitação das células ganglionares:

Células ganglionares
- Descarga espontânea e
contínua;
- 5 a 40 impulsos/s;

- Sinal visual se sobrepõe


CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Transmissão de sinais
que caracterizam
contrastes na cena
visual - o papel da
inibição lateral:
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Luz uniforme em toda


retina:

Todos os fotorreceptores
são estimulados de modo
igual;

O sinal excitatório
direto por via é
neutralizado por sinais
inibitórios pelas vias
laterais
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Luz intensa no
fotorreceptor central:

Fotorreceptores laterais
no escuro  células
horizontais sem estímulo
e células bipolares são
excitadas;

CONTRASTES
VISUAIS
CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Transmissão de sinais coloridos pelas células


ganglionares:

Cones vermelhos, Excitação Célula


verdes e azuis ganglionar

Sinal para a cor branca


CIRCUITO NEURAL DA RETINA

 Transmissão de sinais coloridos pelas células


ganglionares:

Cone (s) Excitação Célula


específico (s) ganglionar

Inibição

Sinal para a cor específica

Cone (s)
específico (s)
Cones vermelhos Excitação Célula
e verdes ganglionar

Inibição

Sinal para a cor amarela

Cones azuis
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 HALL, J.E.; GUYTON, A.C. Tratado de Fisiologia


Médica. 12ª Ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011.

 SILVERTHORN, Dee U.S, et, al. Fisiologia


Humana: Uma Abordagem Integrada. 5. ed.
Porto Alegre: Artmed, 2012.

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