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5FLEXÃO SIMPLES – ARMADURA LONGITUDINAL DE VIGA

5
5.1 Introdução
Uma viga reta, desde que não possua carregamentos horizontais ou inclinados, será
solicitada por momentos fletores e
forças cortantes, como mostrado na
Figura 5.1.

momento
força fletor
cortante

Figura 5.1 – Solicitações em viga


Nas vigas de concreto armado, os momentos fletores e as forças cortantes são
responsáveis pela existência de dois tipos de armadura (Figura 5.2):
− longitudinal, para resistir
armadura para aos momentos fletores; e
momento fletor − transversal, para resistir
A
às forças cortantes.
Neste capítulo só serão
estudadas as armaduras
longitudinais, ou seja, as armaduras
corte necessárias para resistir aos
A AA momentos fletores.
armadura para armadura para
força cortante momento fletor

Figura 5.2 – Armaduras de viga de concreto armado


Segundo o item 18.3.1 da ABNT NBR 6118, as vigas ficam caracterizadas quando:
− l/h ≥ 3 para vigas isostáticas; e
− l/h ≥ 2 para vigas contínuas;
onde:
l é o comprimento do vão teórico (ou o dobro do comprimento teórico, no caso de
balanço); e
h é a altura total da viga.
Vigas com relações l/h menores devem ser tratadas como vigas-parede.

2006 5-1 ufpr/tc405


5.2 Vãos efetivos de vigas
Segundo a 6118, item 14.6.2.4, o vão efetivo (Figura 5.3) pode ser calculado pela seguinte
expressão:
l ef = l 0 + a1 + a 2 Equação 5.1
com
0,5 t1 
a1 = min  
0,3 h 

0,5 t 2 
a 2 = min  
0,3 h 
onde:
lef vão efetivo da viga;
l0 distância entre faces de dois apoios consecutivos;
t comprimento do apoio paralelo ao vão da viga analisada;
h altura da viga.

viga
h

lef

l0 pilar

t1 t2
Figura 5.3 – Vão efetivo de viga

5.3 Estado limite último – domínios da ABNT NBR 6118


5.3.1 Domínios 2, 3 e 4
Quando da apresentação dos domínios da ABNT NBR 6118 (Figura [4.7]) foi visto que as
peças de concreto armado solicitadas somente por momento fletor (vigas) seriam possíveis
apenas nos domínios 2, 3 e 4, como reproduzido na Figura 5.4. Desta Figura deve ser observado
que:
− no domínio 2
! o concreto não chegou ao seu encurtamento limite (3,5‰), possuindo, ainda,
uma certa reserva de capacidade resistente;
! o aço chegou ao seu alongamento máximo (10‰), tendo esgotado sua
capacidade resistente; e
! a viga, se submetida a um carregamento superior ao de projeto, deve apresentar
um quadro de fissuração intensa devido ao excessivo alongamento da armadura
(e do concreto adjacente);
− no domínio 3 (seção subarmada)
! o concreto chegou ao seu encurtamento limite (3,5‰), tendo esgotado sua
capacidade resistente;
! o aço tem seu alongamento compreendido entre εyd e 10‰, possuindo, ainda,
uma boa reserva de capacidade resistente; e
! a viga, se submetida a um carregamento superior ao de projeto, deve apresentar
um quadro de fissuração expressivo devido ao fato da armadura (e o concreto
adjacente) apresentar alongamento considerável;

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− no domínio 4 (seção superarmada)
! o concreto pode estar próximo de ultrapassar seu encurtamento limite (3,5‰),
tendo esgotado, por inteiro, sua capacidade resistente;
! o aço tem seu alongamento compreendido entre 0‰ e εyd, possuindo uma
grande reserva de capacidade resistente; e
! a viga, se submetida a um carregamento superior ao de projeto, não deve
apresentar um quadro de fissuração tão perceptível quanto aos dos domínios 2 e
3 devido ao pequeno alongamento da armadura (e do concreto adjacente).

εc = 3,5‰
0,000

2 MSd
0,259
x
d 3
βx,34

As 4
1,000
x
1,000 βx,34 0,259 βx =
d
βx

βx,34 4 3
CA-25: 0,772
σs sub- 2
CA-50: 0,628 super-
CA-60: 0,585 armada
armada
fyd

εs
εyd 10‰
Figura 5.4 – Domínios possíveis para vigas de concreto armado
As vigas, quando dimensionadas no domínio 4 (superarmadas), podem, em caso de uma
eventual sobrecarga imprevista, ser conduzidas a uma ruptura frágil (sem aviso prévio pois o
concreto rompe bruscamente sem que a armadura tenha esgotado sua capacidade resistente). As
vigas dimensionadas nos domínios 2 e 3 (subarmadas) têm, devido a condições mais adequadas
da posição da linha neutra, garantida boas condições de dutilidade, sendo conduzidas, para uma
condição adversa de carregamento, a rupturas com aviso prévio (a armadura escoa antes do
rompimento do concreto mostrando um quadro visível de deterioração da viga).
O comportamento de viga, se subarmada ou superarmada1, fica definido pela passagem do
domínio 3 para o domínio 4 (Figura 5.4), que corresponde à reta 3-4 definida pela Equação [4.8].
Desta forma é possível estabelecer, matematicamente, a condição para comportamento de viga
subarmada (desejado) e superarmada (a ser evitado), ou seja:

1
As vigas superarmadas possuem, em geral, pouca altura e excessiva armadura (daí o super, no sentido de
excessiva quantidade de armadura), ao passo que as vigas subarmadas têm uma distribuição mais equilibrada de
materiais (daí o sub, no sentido de menos quantidade de armadura).
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0,772 CA − 25

 ≤ β x,34 ⇒ subarmada
 
β x,34 = 0,628 CA − 50 ⇒ β x  Equação 5.2
 > β
  x,34 ⇒ sup erarmada
0,585 CA − 60

5.3.2 Recomendações da ABNT NBR 6118


ABNT NBR 6118, item 16.2.3:
“Em relação aos ELU, além de se garantir a segurança adequada, isto é, uma
probabilidade suficientemente pequena de ruína, é necessário garantir uma boa
dutilidade, de forma que uma eventual ruína ocorra de forma suficientemente avisada,
alertando os usuários.”
ABNT NBR 6118, item 17.2.3:
“Nas vigas, principalmente nas zonas de apoio, ou quando feita redistribuição de
esforços, é importante garantir boas condições de dutilidade, sendo adotada, se
necessário, armadura de compressão que garanta a posição da linha neutra (x),
respeitando-se os limites de 14.6.4.3.
A introdução da armadura de compressão para garantir o atendimento de valores
menores da posição da linha neutra (x), que estejam nos domínios 2 ou 3, não conduz
a elementos estruturais com ruptura frágil (usualmente chamados de superarmados).
A ruptura frágil está associada a posições da linha neutra no domínio 4, com ou sem
armadura de compressão.”
ABNT NBR 6118, item 14.6.4.3:
“A capacidade de rotação dos elementos estruturais é função da posição da linha
neutra no ELU. Quanto menor for x/d, tanto maior será essa capacidade.
Para melhorar a dutilidade das estruturas nas regiões dos apoios das vigas ou de
ligações com outros elementos estruturais, mesmo quando não forem feitas
redistribuições de esforços solicitantes, a posição da linha neutra no ELU deve
obedecer aos seguintes limites:
− x/d ≤ 0,50 para concretos com fck ≤ 35 MPa; ou
− x/d ≤ 0,40 para concretos com fck > 35 MPa.
Esses limites podem ser alterados se forem utilizados detalhes especiais de
armaduras, como por exemplo os que produzem confinamento nessas regiões.”
O dimensionamento e detalhamento de vigas de concreto armado ficam mais simples se for
seguido, para todas as regiões da viga (regiões de apoios e afastadas deles), o prescrito no
item 14.6.4.3 da ABNT NBR 6118. Desta forma, a melhora nas condições de dutilidade das
estruturas fica garantida se for adotado, para a posição da linha neutra, os valores limites (daí o
βx.lim) mostrados na Figura 5.5 e na Equação 5.3.
0,500 f ck ≤ 35 MPa

β x,lim = Equação 5.3
0,400 f ck > 35 MPa

2006 5-4 ufpr/tc405


εc = 3,5‰
0,000

2 MSd
0,259
x
d 3 βx,lim

As 4
1,000
x
1,000 βx,lim 0,259 βx =
d
βx

βx,lim 4 3
0,500 ⇒ fck ≤ 35 MPa
σs 2
0,400 ⇒ fck > 35 MPa
frágil dútil
fyd

εs
εyd 10‰
Figura 5.5 – Condições de dutilidade da ABNT NBR 6118

5.4 Distribuição de tensões na região de concreto comprimido


Conforme visto em [4.1], o diagrama tensão-deformação simplificado de cálculo
(Figura [4.3]) permite, ao longo da altura y, a distribuição constante de tensões σc (região de
concreto comprimido),
εc como mostrado na
σc Figura 5.6.
Rcd
y
x
MSd
MRd
d 0,7‰

As
Rsd
εs
∆l
esforços resistentes solicitações de
de cálculo cálculo

Figura 5.6 – Distribuição de tensões na região de concreto comprimido

2006 5-5 ufpr/tc405


Da Figura 5.6, tem-se:
 ε − 0,7‰ 
y =  c  x Equação 5.4
 εc 
Tendo em vista que nos domínios 3 e 4 o encurtamento do concreto εc é igual a 3,5‰
(Figura 5.4), a Equação 5.4 resulta:
 3,5‰ − 0,7‰ 
y= x
 3,5‰ 
y = 0,8 x Equação 5.5
ABNT NBR 6118, item 17.2.2-e:
“a distribuição de tensões no concreto se faz de acordo com o diagrama
parábola-retângulo, definido em 8.2.10, com tensão de pico igual a 0,85 fcd, com fcd
definido em 12.3.3. Esse diagrama pode ser substituído pelo retângulo de altura
0,8 x (onde x é a profundidade da linha neutra), com a seguinte tensão:
− 0,85 fcd no caso da largura da seção, medida paralelamente à linha neutra, não
diminuir a partir desta para a borda comprimida;
− 0,80 fcd no caso contrário.
As diferenças de resultados obtidos com esses dois diagramas são pequenas e
aceitáveis, sem necessidade de coeficiente de correção adicional.”
Como pode ser observado, a ABNT NBR 6118, item 17.2.2-e, estende o resultado
alcançado pela Equação 5.5 a todos os domínios, inclusive o domínio 2, deixando de ser
necessário representar o valor de y como função da deformação εc (Equação 5.4).
Cabe ao engenheiro responsável pelo projeto estrutural a opção em adotar o procedimento
mostrado Capítulo [4]1, onde a altura do retângulo de tensões de compressão é estabelecida em
função do encurtamento da fibra de concreto mais comprimida e da posição da linha neutra
(y = y(εc, x) ⇒ Equação 5.4), ou adotar a simplificação prevista no item 17.2.2-e da
ABNT NBR 6118, onde a altura do retângulo de tensões de compressão é estabelecida em função
apenas da posição da linha neutra (y = 0,8 x ⇒ Equação 5.5).
Tendo em vista que o prescrito no item 17.2.2-e da ABNT NBR conduz a uma
sistemática de cálculo mais simples, a Equação 5.5 será usada na determinação das
equações de dimensionamento e verificação de armadura longitudinal de vigas de concreto
armado.
Ainda, seguindo o que prescreve o item 17.2.2-e da ABNT NBR 6118, o valor da tensão de
compressão (σc) deve obedecer ao mostrado na Figura 5.7, para a condição y = 0,8 x.

σc = 0,85 fcd σc = 0,80 fcd

x x

y = 0,8 x linha neutra y = 0,8 x linha neutra

Figura 5.7 – Valor de tensão de compressão na região de concreto comprimido

5.5 Variáveis adimensionais - ELU


5.5.1 Elementos geométricos de seções retangulares
Seja a Figura 5.8 onde são mostrados, dentre outros: os esforços resistentes de cálculo (Rcd
e Rsd), a posição da linha neutra (x), a altura do retângulo de tensões de compressão (y), a
distância entre os esforços resistentes de cálculo (z) e a altura útil da viga (d).

1
Ver Exemplo [4.1], item c e Exemplo [4.2], item c.
2006 5-6 ufpr/tc405
εc
0,5 y y = 0,8 x
σc
Rcd
x
MRd MSd
h d z

As
Rsd
bw εs
∆l
esforços resistentes solicitação de
de cálculo cálculo

Figura 5.8 – Solicitação e esforços resistentes em vigas de concreto armado


Da Figura 5.8 e levando-se em conta a Equação 5.5, tem-se:
− posição da linha neutra1
 εc 
x =   d
 εc + ε s 
x εc
βx = =
d εc + ε s
− altura do retângulo de tensões σc2
x
y = 0,8 x = 0,8 d  
 d
y
β y = = 0,8 β x
d
− braço de alavanca entre os esforços resistentes de cálculo Rcd e Rsd
z = d − 0,5 y
z = d − 0,5 (0,8 x )
 x
z = d − 0,4 x = d 1 − 0,4 
 d
z
β z = = 1 − 0,4 β x
d
Agrupando todas as variáveis geométricas β, e criando a variável auxiliar βc, tem-se:
x εc
βx = = posição da linha neutra
d εc + ε s

y
βy = = 0,8 β x altura do retângulo de tensões σc
d
Equação 5.6
z
βz = = 1 − 0,4 β x braço de alavanca entre Rcd e Rsd
d

βc = 0,68 β x βz = 0,68 β x (1 − 0,4 β x ) variável auxiliar

A Equação 5.6 mostra que as variáveis adimensionais βy, βz e βc são funções diretas de βx.
Desta forma, uma vez conhecida a posição da linha neutra (βx), todos os demais elementos

1
Ver Equação [4.3].
2
Ver Equação 5.5.
2006 5-7 ufpr/tc405
geométricos (βy, βz e βc) ficam igualmente definidos. A Equação 5.6 permite agrupar os valores de
β como mostrado na Tabela 5.1.
βx βy βz βc

0,100 0,080 0,960 0,065

0,259 0,207 0,896 0,158

0,585 0,468 0,776 0,305

0,628 0,502 0,749 0,320

0,772 0,618 0,691 0,363

Tabela 5.1 – Valores de βy, βz, e


βc como função de βx
5.5.2 Diagrama adimensional tensão-deformação do aço
Conforme visto em [4.2.2], o diagrama tensão-deformação do aço tem o aspecto mostrado
na Figura 5.9. Nesta Figura optou-se por
σs apresentar este diagrama de forma adimensional,
βs =
fyd com a introdução dos valores de βs e β’s dados
1,0 pela Equação 5.7.
ε s Es
βs =
fyd
ε's εyd εs
3,5‰ εyd 10‰

Es = 210.000 MPa
1,0
σ's
β's =
fyd

Figura 5.9 – Diagrama adimensional tensão-


-deformação do aço

σs ε s Es
βs = = ≤ 1,0
fyd fyd
Equação 5.7
σ's ε 's E s
β's = = ≤ 1,0
fyd fyd

Seja a Figura 5.10 onde são mostrados, dentre outros: os esforços resistentes de cálculo
(Rcd, R’sd e Rsd), a posição da linha neutra (x), a altura útil da viga (d), a posição da armadura
comprimida (d’), o encurtamento da fibra de concreto mais comprimida (εc), o encurtamento da
armadura comprimida (ε’s) e o alongamento da armadura tracionada (εs).

2006 5-8 ufpr/tc405


εc
d'
R’sd σc
A’s y
Rcd x
MSd
MRd
d ε’s

As
Rsd
εs
∆l
esforços resistentes solicitações de
de cálculo cálculo

Figura 5.10 – Alongamento e encurtamento da armadura


Da Figura 5.10 e levando-se em consideração a Equação 5.6, a Figura 5.4 e a Figura 5.9,
tem-se:
− alongamento da armadura tracionada1
 x
 1− 
d− x d ε
εs =   εc = 
 x   x  c
 
 d 
 1 − βx 
ε s =   εc
 βx 
 β X ≤ 0,259
10 ‰
 domínio 2
εs =  Equação 5.8
 1 − β x  β X > 0,259
  × 3,5‰
 β x  domínios 3 e 4
− encurtamento da armadura comprimida2
 x − d'   x − d' 
ε 's =   εc = 


 d − x  εs
 x   
x d  '
x d  '
 −   − 
'
εs =  d d  ε =  d d  εs
 x  c  x 
 d   1− d 
   
 d '
 d '
 βx −   βx − 
ε 's =  d ε = d ε
 βx  c  1 − βx  s
   
   

1
Ver Equação [4.15], Equação [4.16] e Equação [4.17].
2
Ver Equação [4.12], onde foi considerada a convenção de sinais da Figura [4.8].
2006 5-9 ufpr/tc405
 d' 

 xβ − 
β X ≤ 0,259
 d  × 10 ‰
 1 − β x  domínio 2
 
 
ε 's =  Equação 5.9
 d' 
 β x − 
β X > 0,259
 d  × 3,5‰
 β x  domínios 3 e 4
 
 
A associação da Equação 5.7 com a Equação 5.8 e com a Equação 5.9 resulta:
 β X ≤ 0,259
1,0
 domínio 2
σ
βs = s = 
f yd  β X > 0,259
E  1− βx 
 s   × 3,5‰ ≤ 1,0
 f yd  βx  domínios 3 e 4

  d' 
E  βx − 
 d  × 10 ‰ ≤ 1,0 β X ≤ 0,259 Equação 5.10
 s
 f yd  1− βx  domínio 2
  
σ 's   
'
βs = =
f yd 
 d' 
  βx − 
E s  d  × 3,5‰ ≤ 1,0 β X > 0,259
 f yd  βx  domínios 3 e 4
  
  

A Equação 5.10 demonstra que βs e β’s são funções de βx, da relação d/d’ e da categoria do
aço (fyk). Assim como feito para as variáveis βy, βz, e βc (Tabela 5.1), é possível associar os
valores βs e β’s a valores pré-fixados de βx e (d’/d), como mostrado na Tabela 5.2, feita para o aço
CA-501.

CA-50 β’s para (d’/d) =


βx βy βz βc βs 0,05 0,10 0,15

0,100 0,080 0,960 0,065 1,000 0,268

0,259 0,207 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 0,712

0,628 0,502 0,749 0,320 1,000 1,000 1,000 1,000

0,800 0,640 0,680 0,370 0,422 1,000 1,000 1,000

Tabela 5.2 – Flexão simples – CA-50


A Figura 5.4 pode, também, ser apresentada com o diagrama adimensional
tensão-deformação do aço, como mostrado na Figura 5.11.

1
As tabelas completas são apresentadas em 5.16.
2006 5-10 ufpr/tc405
εc = 3,5‰
0,000

2 MSd
0,259
x
d 3 βx,lim

As 4
1,000
x
1,000 βx,lim 0,259 βx =
d
βx

βx,lim 4 3
0,500 ⇒ fck ≤ 35 MPa
βs frágil 2
0,400 ⇒ fck > 35 MPa
dútil
1,0

εs
εyd 10‰

Figura 5.11 – Vigas - domínios e diagrama adimensional do aço

5.6 Indexação de áreas comprimidas


Para a caracterização de áreas comprimidas e correspondentes esforços resistentes de
cálculo (forças e momentos), será usada a seguinte indexação (Figura 5.12):
− índice 1
! área de concreto comprimido de largura bw e altura y;
! força resistente de cálculo (Rcd1) definida pelo produto (bw y) σc; e
! momento resistente de cálculo (MRd1) definido pelo produto Rcd1 z.
− índice 2 ou plica (‘)
! área de armadura comprimida (A’s);
! força resistente de cálculo (R’sd) definida pelo produto A’s σ’s; e
! momento resistente de cálculo (MRd2) definido pelo produto R’sd (d – d’).
− índice 3
! área de concreto comprimido de largura (bf - bw) e altura hf;
! força resistente de cálculo (Rcd3) definida pelo produto [(bf - bw) hf] σc; e
! momento resistente de cálculo (MRd3) definido pelo produto Rcd3 (d – hf/2).

2006 5-11 ufpr/tc405


2
bf εc
d' σc
R’sd
hf Rcd3
A’s
Rcd1 y
3 3 d MRd ε’s x MSd
h
z
1
Rsd
As
εs
bw MRd = MRd1 + MRd2 + MRd3 ∆l
solicitação
de cálculo
esforços resistentes
de cálculo
Figura 5.12 – Indexação de áreas comprimidas

5.7 Armaduras longitudinais máximas e mínimas


5.7.1 Armadura mínima
A ruptura frágil de seções transversais de vigas de concreto armado pode, também, ocorrer
devida a pouca quantidade de armadura. Vigas com baixa taxa de armadura longitudinal têm
comportamento semelhante ao das vigas de concreto simples, onde a ruptura sem aviso prévio
pode ocorrer imediatamente após o aparecimento das primeiras fissuras decorrentes de
solicitações normais (momento fletor).
A ABNT NBR 6118, item 17.3.5.2.1, define a taxa de armadura longitudinal mínima como
sendo:
A s,min
ρmin = Equação 5.11
Ac
e adota os seguintes valores:
 fcd 
0,035 f 
ρmin = max  yd  seções retangulares
0,15% 
 fcd 
0,024 f  seções T
ρmin = max  yd  Equação 5.12
mesa comprimida
0,15% 
 fcd 
0,031 f  seções T
ρmin = max  yd 
mesa tracionada
0,15% 

Nas seções T, a área da seção a ser considerada deve ser caracterizada pela alma
acrescida da mesa colaborante.
Para vigas de seção retangular, a taxa de armadura mínima pode ser expressa por:
 f 
A s,min 0,035 cd 
ρ min = = max  f yd  Equação 5.13
bwh 
0,15 % 

2006 5-12 ufpr/tc405


5.7.2 Armadura máxima
O Capítulo [4] mostrou expressões para a determinação de armadura tracionada (As) e de
armadura comprimida (A’s), sem nenhuma limitação de valores. Esta não limitação para as
quantidades de armaduras pode dar a falsa impressão de que sempre seria possível determinar
um conjunto delas (As e A’s) que, compondo com as dimensões da seção transversal e com as
resistências dos materiais (fcd e fyd), seria capaz de resistir a qualquer solicitação de cálculo. A
ABNT NBR 6118 apresenta valores máximos para as armaduras longitudinais tracionadas ou
comprimidas.
ABNT NBR 6118, item 17.3.5.1:
”A especificação de valores máximos para as armaduras decorre da necessidade de
se assegurar condições de dutilidade e de se respeitar o campo de validade dos
ensaios que deram origem às prescrições de funcionamento do conjunto
aço-concreto.”
ABNT NBR 6118, item 17.3.5.2.4:
”A soma das armaduras de tração e compressão (As + A’s) não devem ter valor maior
que 4% Ac, calculada na região fora da zona de emendas.”
O item 17.3.5.2.4 da ABNT NBR 6118 pode ser representado por:

ρmax =
(A s + A 's )
max
= 4% Equação 5.14
Ac
A aplicação direta da Equação 5.14, para seções T, pode conduzir a vigas de difícil
concretagem (excesso de armadura). A Figura 5.13
bf mostra uma seção retangular e uma seção T, de
mesma altura (h) e mesma armadura tracionada (As).
A’s A’s hf Admitindo-se que a armadura comprimida (A’s) seja de
pequena monta a seguinte situação pode vir a ocorrer:

ρ =
(
A s + A 's
=
A s + A 's ) (
< 4%
)
h ret
Ac bw h

ρT =
(A s )
+ ∑ A 's
=
( )
A s + ∑ A 's
< 4%
As As Ac b w h + (b f − b w )hf

bw bw

Figura 5.13 – Comparativo entre seções


retangulares e T
Como pode ser observado na Figura 5.13, no retângulo bw h as quantidades de armadura
são iguais tanto para seção retangular como para a seção T. Isto nos leva a concluir que a
verificação da taxa máxima de armadura em seções T deve ser feita tanto para a seção total como
para a seção bw h., de tal forma que:


(
A s + ∑ A 's )
≤ 4%
 b w h + (b f − b w )h f
ρT = 
(
 A s + A 's
 ≤ 4%
)
 b w h
Como a concentração de armadura sempre ocorre no retângulo bw h, a verificação da taxa
máxima de armadura em seções retangulares e seções T pode, de modo simplificado, ser feita da
seguinte forma:

ρmax =
(A s + A 's )
max
= 4% Equação 5.15
bw h

2006 5-13 ufpr/tc405


5.8 Vigas de seção retangular sem armadura de compressão
Seja a Figura 5.14 onde são mostrados, dentre outros, a solicitação de cálculo (MSd), os
esforços resistentes de cálculo (Rcd e Rsd), os elementos geométricos referentes à seção
transversal da viga (x, y, z, d, bw e h), as deformações (εc e εs) e a área de armadura (As).

εc y = 0,8 x
σc
Rcd = Rcd1
x
MSd
MRd = MRd1
h 1 d z

As
Rsd
bw εs
∆l
esforços resistentes solicitação de
de cálculo cálculo

Figura 5.14 – Viga de seção retangular sem armadura de compressão


Da Figura 5.14 e considerando as equações anteriormente apresentadas, tem-se:
− elementos geométricos da seção retangular (Equação 5.6)
x = βx d
y = βy d
z = βz d
− valores geométricos adimensionais (Equação 5.6)
β y = 0,8 β x
β z = 1 − 0,4 β x
βc = 0,68 β x β z
− valor adimensional da tensão na armadura tracionada (Equação 5.10)
 β X ≤ 0,259
1,0
 domínio 2
σ
βs = s = 
f yd  β X > 0,259
E  1− βx 
 s   × 3,5‰ ≤ 1,0
 f yd  β x  domínios 3 e 4
− condição de segurança
MRd ≥ MSd
− esforços resistentes de cálculo
Rcd1 = R sd
− momento fletor (binário) devido aos esforços resistentes de cálculo
MRd = MRd1
MRd1 = Rcd1 z = R sd z
− esforço resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido de largura bw
Rcd1 = (b w y )σc
Rcd1 = (b w )(0,8 x )(0,85 fcd )
Rcd1 = 0,68 (b w )(β x d)(fcd )
Rcd1 = 0,68 β x (b w d)(fcd )

2006 5-14 ufpr/tc405


− esforços resistentes de cálculo atuantes nas armaduras tracionadas
R sd = A s σs
Rsd = A s βs fyd
R sd = βs A s fyd
− binário MRd1/Rcd1
MRd1 = Rcd1 z
Rcd1 = 0,68 β x (b w d)(fcd )
z = βz d
β z = 1 − 0,4 β x
β c = 0,68 β x β z = 0,68 β x (1 − 0,4 β x )
MRd1 = [0,68 β x (b w d)(fcd )](βz d)
(
MRd1 = (0,68 β x β z ) b w d2 fcd )
MRd1 = βc b w d2 fcd
(
MRd1 = (0,68 β x )(1 − 0,4 β x ) b w d2 fcd )
)(b
MRd1 = (0,68 β x )(1 − 0,4 β x w d fcd 2
)
MRd1
b w d2 fcd
(
= (0,68 β x ) − 0,272 β2x )
MRd1
β 2x − 2,5 β x + =0
0,272 b w d 2 f cd
MRd1
β x = 1,25 − 1,5625 −
0,272 b w d2 fcd
− binário MRd1/Rsd
MRd1 = R sd z
R sd = βs A s fyd
z = βz d
( )
MRd1 = βs A s fyd (βz d)
MRd1
As =
βz dβs fyd
− equilíbrio dos esforços resistentes de cálculo
Rcd1 = 0,68 β x (b w d)(fcd )
R sd = βs A s fyd
Rsd = Rcd1
βs A s fyd = 0,68 β x (b w d)(fcd )
 0,68 b w d fcd 
βs =   βx
 A s fyd 
 

2006 5-15 ufpr/tc405


− equações principais
MRd ≥ MSd
MRd = MRd1
MRd1 = βc b w d2 fcd
β y = 0,8 β x
MRd1 
β x = 1,25 − 1,5625 − 2
⇒ β z = 1 − 0,4 β x
0,272 b w d fcd β = 0,68 β β
 c x z

1,0 β x ≤ 0,259 Equação 5.16



βs =  Es  1 − β x 
 f  β  × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
 yd  x 
MRd1
As =
β z d βs fyd
 0,68 b w d fcd 
βs =   βx
 A s fyd 
 

5.8.1 Dutilidade
A dutilidade de uma viga fica garantida pela condição estabelecida na Equação 5.3, ou seja:
0,500 f ck ≤ 35 MPa

β x ≤ β x,lim = 
0,400 f > 35 MPa
 ck

A associação da Equação 5.6 com a Equação 5.3 torna possível estabelecer, também,
valores limites de βc que garantam a condição de dutilidade de uma viga, ou seja:
0,272 f ck ≤ 35 MPa

β c ≤ β c,lim = Equação 5.17
0,228 f ck > 35 MPa

Por outro lado, associando MRd1 da Equação 5.16 com a Equação 5.17 torna-se possível
estabelecer, também, valores limites para MRd1 que garantam a condição de dutilidade de uma
viga, ou seja:
0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa

MRd1 ≤ MRd1,lim = Equação 5.18
0,228 b d2 f fck > 35 MPa
 w cd

Tanto a Equação 5.3, como a Equação 5.17, como a Equação 5.18 representam a condição
de dutilidade de uma viga de concreto armado.
5.8.2 Equações para dimensionamento
Considerando as condições de:
− equilíbrio, compatibilidade e segurança (Equação 5.16);
− dutilidade (Equação 5.3 ou Equação 5.17 ou Equação 5.18);
− armadura mínima (Equação 5.13); e
− armadura máxima (Equação 5.15),
o dimensionamento ou a verificação de vigas de seção retangular, sem armadura de compressão,
pode ser representado por:

2006 5-16 ufpr/tc405


0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim =  2
0,228 b w d fcd fck > 35 MPa
MSd ≤ MRd1,lim ⇒ não há necessidade de armadura de compressão
MSd = MRd = MRd1
 MRd1 0,272 fck ≤ 35 MPa
βc = ≤ ⇒ tab ⇒ βz e βs

2
b w d fcd 0,228 fck > 35 MPa
ou
 MRd1 0,500 fck ≤ 35 MPa
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤

2
0,272 b w d fcd 0,400 fck > 35 MPa

 Equação 5.19
β z = 1 − 0,4 β x


 1,0 β x ≤ 0,259
 
βs =  Es  1 − β x  × 3,5‰ ≤ 1,0 β > 0,259
 f  β  x
  yd  x 
  f 
  0,035 cd b w h
MRd1 ≥ A s,min = max fyd
As =   
βz d βs fyd  0,0015 b w h 
≤ A s,max = 0,04 b w h
 0,68 b w d fcd 
βs =   βx
 A s fyd 
 

Exemplo 5.1: Determinar a armadura necessária para a viga abaixo indicada, a qual está
submetida a um momento fletor solicitante de cálculo (MSd) igual a 125 kNm.
Dados:
– concreto: C20; e
– aço: CA-50.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).

MSd = 125 kNm


45 cm

As
5 cm
20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.19. A solução


fica facilitada se for feita a utilização da tabela de flexão simples do CA-50
(item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)

2006 5-17 ufpr/tc405


f ck 2,0
f cd = = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
E s = 210 GPa = 210 000 MPa = 21000 kN/cm 2
b w = 20 cm
d = 45 cm
h = 50 cm
 f 
 0,035 cd b w h
A s,min = max fyd
 
0,0015 b w h 
 1,43 
0,035 × × 20 × 50 = 1,15 cm2 
A s,min = max  43,5 = 1,50 cm2
 2 
0,0015 × 20 × 50 = 1,50 cm 
A s,max = 0,04 b w h
A s,max = 0,04 × 20 × 50 = 40,0 cm2
MSd = 125 kNm = 12 500 kNcm
MRd1,lim = 0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim = 0,272 × 20 × 452 × 1,43 = 15 753 kNcm
MSd < MRd1,lim ⇒ não há necessidade de armadura de compressão
{ 123
12 500 kNcm 15 753 kNcm

MSd = MRd = MRd1 = 12 500 kNcm


b. Linha neutra (βx)
MRd1
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤ 0,500
0,272 b w d2 fcd
12 500
β x = 1,25 − 1,5625 − = 0,373 < 0,500 OK
0,272 × 20 × 452 × 1,43
c. Braço de alavanca (βz)
β z = 1 − 0,4 β x
β z = 1 − (0,4 × 0,373 ) = 0,851
d. Tensão na armadura (βs)
E  1 − βx 
βs = s   × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
fyd  β x 
21000  1 − 0,373  3,5
βs = × × = 2,840 > 1,000 ⇒ βs = 1,000
43,5  0,373  1000
e. Cálculo da armadura (As)
MRd1 ≥ A s,min
As = 
β z d βs fyd ≤ A s,max
12 500 > 1,50 cm2
As = = 7,50 cm2  OK
0,851 × 45 × 1,000 × 43,5 < 40,0 cm
2

A s,cal = 7,50 cm2 ◄ (armadura calculada)

2006 5-18 ufpr/tc405


f. Resolução com uso de tabela
MRd1
βc = ≤ 0,272
b w d 2 f cd
12 500
βc = = 0,216 < 0,272 OK
20 × 45 2 × 1,43
β x = 0,373

βc = 0,216 ⇒ ⇒ β z = 0,851
123
tabela β = 1,000
 s
MRd1 ≥ A s,min
As = 
β z d βs fyd ≤ A s,max
12 500 > 1,50 cm2
As = = 7,50 cm2  OK
0,851 × 45 × 1,000 × 43,5 < 40,0 cm
2

A s,cal = 7,50 cm2 ◄ (armadura calculada)


g. Verificação
 0,68 b w d fcd 
βs =   βx
 A f 
 s yd 
 0,68 × 20 × 45 × 1,43 
βs =   × 0,373 = 1,001 ≅ 1,000 OK
 7,50 × 43,5 

5.9 Disposição da armadura


A distribuição e o posicionamento corretos das armaduras dentro da seção transversal de
uma viga constitui fator de suma importância para a
φl ah durabilidade das estruturas de concreto. A disposição da
armadura dentro da seção transversal da viga não pode
obstruir a colocação do concreto fresco, devendo permitir,
av com relativa folga, a introdução de equipamentos de
φt vibração (Figura 5.15).

dmax

Figura 5.15 – Espaçamento horizontal e


vertical de barras
longitudinais
ABNT NBR 6118, item 18.3.2.2:
”O espaçamento mínimo livre entre as faces das barras longitudinais, medido no plano
da seção transversal, deve ser igual ou superior ao maior dos seguintes valores:
a) na direção horizontal (ah):
− 20 mm;
− diâmetro da barra, do feixe ou da luva;
− 1,2 vez o diâmetro máximo do agregado1;
b) na direção vertical (av):
− 20 mm;
− diâmetro da barra, do feixe ou da luva;
− 0,5 vez o diâmetro máximo do agregado.

1
O correto seria dizer dimensão máxima do agregado. Ver Equação [2.2].
2006 5-19 ufpr/tc405
Para feixes de barras deve-se considerar o diâmetro do feixe: φn = φ √ n.
Esses valores se aplicam também às regiões de emendas por traspasse das barras.”
O item 18.3.2.2 da ABNT NBR 6118 pode ser expresso pela Equação 5.20.
2 cm 
a h ≥ max φ l 

1,2 dmax 
Equação 5.20
2 cm 
a v ≥ max φ l 

0,5 dmax 

Exemplo 5.2: Determinar o máximo momento fletor solicitante de cálculo (MSd) que a viga
abaixo representada pode suportar.
Dados:
– concreto: C20;
– aço: CA-50;
– armadura longitudinal: 5 φ 16 mm;
– armadura transversal: 6,3 mm;
– cobrimento: 3 cm; e
– dimensão máxima do agregado: 19 mm.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).

As

45 cm
MSd

20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.19 e


Equação 5.20, com o auxílio da tabela de flexão simples do CA-50 (item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f 2,0
fcd = ck = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
b w = 20 cm
h = 45 cm
c nom = 3 cm
φ t = 6,3 mm = 0,63 cm

2006 5-20 ufpr/tc405


dmax = 19 mm = 1,9 cm
π × 1,62
A s = A s,ef = 5 × = 10,05 cm2 (armadura efetiva)
4
 f 
 0,035 cd b w h
A s,min = max fyd
 
0,0015 b w h 
 1,43 
0,035 × × 20 × 45 = 1,04 cm2 
A s,min = max  43,5 = 1,35 cm2
 2 
0,0015 × 20 × 45 = 1,35 cm 
A s,max = 0,04 b w h
A s,max = 0,04 × 20 × 45 = 36,0 cm2
1,35 cm 2 < 10,05 cm 2 < 36,00 cm 2 OK
1 424 3 14243 14243
A s,min As A s,max

b. Verificação de ah e av ah
b − (2 c nom + 2 φt + n φl )
ah = w
n −1
bw largura da viga
cnom cobrimento nominal da armadura cnom
φt diâmetro da armadura transversal (estribo)
φl diâmetro da armadura longitudinal av
n número de barras na camada φl
20 − (2 × 3,0 + 2 × 0,63 + 3 × 1,6 )
ah = = 3,97 cm φt
3 −1
2 cm 
ah ≥ max φl 

1,2 dmax 
2 cm 
 ≥
ah ≥ max φl = 1,6 cm  2,28 cm
1,2 dmax = 1,2 × 1,9 = 2,28 cm ycg φt
ah,cal > ah,min OK
{ 123
3,97 cm 2,28 cm (ycg + φt + cnom)
cnom
2 cm 
cg
a v ≥ max φl 
 2 cm
0,5 dmax  (av)
φl
2 cm  d

a v ≥ max φl = 1,6 cm  2,0 cm h
≥
0,5 dmax = 0,5 × 1,9 = 0,95 cm
d = h - (ycg + φt + cnom)
a v = 2,0 cm (valor adotado)
c. Determinação da altura útil (d)1
h
y cg <
10
45
y cg < = 4,5 cm
10

1
ABNT NBR 6118, item 17.2.4.1: “Os esforços nas armaduras podem ser considerados no centro de gravidade
correspondente, se a distância deste cento ao ponto da seção de armadura mais afastada da linha neutra, medida
normalmente a esta, for menor que 10%.” (Ver Figura 5.26)
2006 5-21 ufpr/tc405
y cg =
∑A × y
si i

∑A si

  π × 1,6 2   1,6    π × 1,6 2   1,6 


3 ×   ×    + 2 × 
 
 × 1,6 + 2,0 +
 
  4   2    4  
 2 
y cg = = 2,24 cm < 4,5 cm OK
  π × 1,6 2    π × 1,6 2 
3 ×    + 2 × 
 


  4    4 
(
d = h − y cg + φ t + c nom )
d = 45 − (2,44 + 0,63 + 3,0 ) = 38,93 cm
d. Momento limite (MRd1,lim)
MRd1,lim = 0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim = 0,272 b w d2 fcd = 0,272 × 20 × 38,932 × 1,43 = 11790 kNcm
e. Verificação para valores efetivos
 0,68 b w d fcd 
βs =   βx
 A f 
 s yd 
 0,68 × 20 × 38,93 × 1,43 
βs =   × β x = 1,732 β x
 10,05 × 43,5 
d.1 1ª tentativa
1
βx = = 0,577
1,732
β z = 0,769

β x = 0,577 ⇒ ⇒ βc = 0,302
123
tabela β = 1,000
 s
βs = 1,732 β x = 1,732 × 0,577 = 1,000 Ok
f. Momento solicitante de cálculo (MSd)
MSd = MRd = MRd1
MRd1 = βc b w d2 fcd
MRd1 = 0,302 × 20 × 38,93 2 × 1,43 = 13 090 kNcm > 11790 kNcm
14 4244 3
MRd1,lim

Como o valor MRd1 calculado (13 090 kNcm) resultou maior que o valor limite MRd1,lim
(11 790 kNcm) isto significa que a viga esta com excesso de armadura. Para que sejam
mantidas as condições de dutilidade da seção transversal apresentada é necessário que o
valor de MSd fique limitado ao valor limite. Portanto:
MSd = MRd1,lim = 11790 kNcm = 117,9 kNm
MSd = 117,9 kNm ◄
O valor assumido obedece ao item 14.6.4.3 da ABNT NBR 6118 que limita a 0,500 o
valor de βx (βx,lim) para regiões de vigas próximas a apoios, onde ocorrem momentos
negativos como é o caso deste exemplo.

5.10 Vigas de seção retangular com armadura de compressão


Conforme visto em 5.8, vigas com dimensões adequadas e sem armadura de compressão,
tem comportamento dútil desde que sejam projetadas para suportar momentos solicitantes
inferiores a um determinado limite (MSd ≤ MRd1,lim). Quando os momentos solicitantes ultrapassam
o valor limite, a dutilidade das vigas pode ser garantida com o uso de armadura de compressão,
como mostrado na Figura 5.16. Para tal basta forçar que a linha neutra mantenha-se no domínio 2
ou no domínio 3.

2006 5-22 ufpr/tc405


A manutenção da linha neutra no domínio 2 (0,000 ≤ βx ≤ 0,259) ou no domínio 3
(0,259 ≤ βx ≤ βx,lim) pode ser alcançada com a definição do valor de βx que conduza ao
dimensionamento mais econômico, ou seja, aquele que definir a menor quantidade total de
armadura (menor As + A’s). Em termos práticos, isto nem sempre é possível. A prática comum é
simplesmente adotar para βx o seu valor limite (βx = βx.lim que corresponde a MRd1 = MRd1,lim),
independentemente de qualquer estudo econômico.

2 εc y = 0,8 x
d' σc
R'sd
A's x
Rcd1
MSd
d d-d’ z ε's
h 1 MRd =
MRd1 + MRd2

As Rsd

bw εs
∆l
As Rsd solicitação de
cálculo
v v
esforços resistentes
As2 + As1 Rsd2 + Rsd1 de cálculo
(R’sd) (Rcd1)
Figura 5.16 – Vigas de seção retangular com armadura de compressão
Como mostrado na Figura 5.16, o momento fletor resistente de cálculo MRd (MRd ≥ MSd) é
composto por dois momentos MRd1 e MRd2. No que se refere a MRd1 valem todas as considerações
apresentadas em 5.8. Desenvolvendo, para a Figura 5.16, um raciocínio semelhante ao
apresentado em 5.8, chega-se:
− valor adimensional da tensão na armadura comprimida (Equação 5.10)
  d' 
E  β x −  β X ≤ 0,259
 s d  × 10 ‰ ≤ 1,0

 f yd 1 − β x  domínio 2
  
σ'   
β 's = s = 
f yd 
 d' 
  βx −  β X > 0,259
E s  d  × 3,5‰ ≤ 1,0
 f yd  βx  domínios 3 e 4
  
  
− armadura comprimida
MRd2
A 's =
(
d − d' β 's f yd)
− armadura tracionada
M MRd2  1
A s =  Rd1 + ' 
 β z d (d − d )  β s f yd
− equação de verificação
 0,68 b w d fcd   '  '
βs =  βx +  A s  βs
 A s f yd  A 
   s 

2006 5-23 ufpr/tc405


Desta forma, as vigas de seção retangular com armadura de compressão, podem ser
representadas por:
0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim =  2
0,228 b w d fcd fck > 35 MPa
MSd > MRd1,lim ⇒ há necessidade de armadura de compressão
MRd1 ≤ MRd1,lim ⇒ valor a ser assumido (pode ser MRd1 = MRd1,lim )
MSd = MRd = MRd1 + MRd2
MRd2 = MRd − MRd1
 MRd1 0,272 fck ≤ 35 MPa
βc = ≤ ⇒ tab ⇒ β z , βs e β's

2
b w d fcd 0,228 fck > 35 MPa
ou
 MRd1 0,500 fck ≤ 35 MPa
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤

2
0,272 b w d fcd 0,400 fck > 35 MPa

βz = 1 − 0,4 β x
 1,0 β x ≤ 0,259
 
βs =  Es  1 − β x 
  f  β  × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
  yd  x  Equação 5.21
   d' 
 E  βx − 
  s d  × 10‰ ≤ 1,0 β x ≤ 0,259
  fyd  1 − β x 
 '   
βs =  
  β − d 
'
 
  Es  x d  × 3,5‰ ≤ 1,0
 f  β β x > 0,259

  yd  x

   
 f 
 MRd1 MRd2  1  0,035 cd b w h
As =  + ≥ A s,min = max
 βz d ( 
)
d − d'  βs fyd 
fyd

0,0015 b w h 
MRd2
A 's =
( )
d − d' β's fyd
(A s )
+ A 's ≤ 0,04b w h
 0,68 b w d fcd   ' 
βs =   β x +  A s  β's
 A s fyd  A 
   s

Exemplo 5.3: Determinar a armadura necessária para a viga abaixo indicada, a qual está
submetida a um momento fletor solicitante de cálculo (MSd) igual a 220 kNm.
Dados:
– concreto: C20;
– aço: CA-50;
– armadura transversal: 6,3 mm;
– cobrimento: 3 cm; e
– dimensão máxima do agregado: 19 mm.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).

2006 5-24 ufpr/tc405


MSd = 220 kNm
50 cm

As

20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação da Equação 5.19 ou Equação 5.21


e da tabela de flexão simples do CA-50 (item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f ck 2,0
f cd = = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
b w = 20 cm
h = 50 cm
d = 44 cm (assumido)
d ' = 4 cm (assumido)
c nom = 3 cm
φ t = 6,3 mm = 0,63 cm
dmax = 19 mm = 1,9 cm
 f 
 0,035 cd b w h
A s,min = max fyd
 
0,0015 b w h 
 1,43 
 0,035 × × 20 × 50 = 1,15 cm2 
A s,min = max 43,5 = 1,50 cm2
 2 
0,0015 × 20 × 50 = 1,50 cm 
(A s + A 's )
max
= 0,04 b w h = 0,04 × 20 × 50 = 40,0 cm 2
MSd = 220 kNm = 22 000 kNcm
MRd1,lim = 0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim = 0,272 × 20 × 44 2 × 1,43 = 15 061kNcm
MSd > MRd1,lim ⇒ há necessidad e de armadura de compressão
{ 123
22 000 kNcm 15 061kNcm

MRd1 ≤ MRd1,lim = 15 061kNcm


MRd1 = 15 061kNcm ⇒ valor adotado (corresponde a β c,lim )
MSd = MRd = MRd1 + MRd2 = 22 000 kNcm
MRd2 = MRd − MRd1
MRd2 = 22 000 − 15 061 = 6 939 kNcm

2006 5-25 ufpr/tc405


b. Tabela CA-50
MRd1
βc = ≤ 0,272
b w d2 fcd
15 061
βc = = 0,272 ⇒ seria diferente de 0,272 se MRd1 fosse diferente de MRd1,lim
20 × 442 × 1,43
 β x = 0,500
βc = 0,272  
 β z = 0,800
⇒⇒
{
d' 4  tabela β s = 1,000
= = 0,091 β' = 1,000
d 44   s
M M  1
A s =  Rd1 + Rd2'  ≥ A s,min
 βz d ( )
d − d  βs fyd
 15 061 6 939  1
As =  +  = 13,82 cm2 > 1,50 cm2 OK
 0,800 × 44 ( 44 − 4 )  1,000 × 43,5
A s,cal = 13,82 cm2 ◄
π × 2,0 2
A s,ef = 5 φ 20 mm = 5 × = 15,71cm2 (2 camadas)
4
MRd2
A 's =
( )
d − d' β's fyd
6 939
A 's = = 3,99 cm 2
( 44 − 4) × 1,000 × 43,5
A 's,cal = 3,99 cm2 ◄
π × 1,6 2
A 's,ef = 2 φ 16 mm = 2 × = 4,02 cm2
4
A s,ef + A 's,ef = 15,71 + 4,02 = 19,73 cm2 < 40,0 cm2 OK
c. Verificação para valores calculados
 0,68 b w d f cd   ' 
βs =   β x +  A s  β 's
 A s f yd  A 
   s
 0,68 × 20 × 44 × 1,43   3,99 
βs =   × 0,500 +   × 1,000 = 1,000 OK
 13,82 × 43,5   13,82 
d. Verificação de ah e av para as barras de 20 mm
b − (2 c nom + 2 φt + n φl )
ah = w
n −1 φt
bw largura da viga φl
cnom cobrimento nominal da armadura
φt diâmetro da armadura transversal (estribo) av
φl diâmetro da armadura longitudinal
n número de barras na camada cnom
20 − (2 × 3,0 + 2 × 0,63 + 3 × 2,0 )
ah = = 3,37 cm
3 −1
2 cm  ah
ah ≥ max φl 

1,2 dmax 
2 cm 
 
a h ≥ max φ l = 2 cm  ≥ 2,28 cm
1,2 dmax = 1,2 × 1,9 = 2,28 cm

2006 5-26 ufpr/tc405


ah,cal > ah,min OK
{ 123
3,37 cm 2,28 cm

2 cm 
a v ≥ max φl 

0,5 dmax 
2 cm  d = h - (ycg + φt + cnom)
 
a v ≥ max φl = 2 cm  ≥ 2,0 cm
0,5 dmax = 0,5 × 1,9 = 0,95 cm h
d
a v = 2,0 cm (valor adotado) 2 cm
φl (av)
e. Determinação da altura útil (d)
h
y cg <
10 cg cnom
50 (ycg + φt + cnom)
y cg < = 5,0 cm
10

y cg =

A si × y i
ycg φt
∑A si
  π × 2,0 2   2,0    π × 2,0 2   2,0 
3 ×  ×
  + 2 ×   ×  2,0 + 2,0 +
 
 
 4   2    4   2 
y cg = = 2,60 cm < 5,0 cm OK
  π × 2,0 2    π × 2.0 2 
3 ×    + 2 × 
 


  4    4 
(
d = h − y cg + φ t + c nom ) d' = cnom + φt + 0,5φl
d = 50 − (2,60 + 0,63 + 3,0 ) = 43,77 cm < 44 cm
f. Determinação de d’
φ
d ' = c nom + φ t + l cnom
2 φt
1,6
d ' = 3,0 + 0,63 + = 4,43 cm > 4 cm φl
2 d

g. Cálculo da armadura para novos valores de d e d’


MRd1 = 0,272 b w d2 fcd = 0,272 × 20 × 43,77 2 × 1,43 = 14 903 kNcm
MRd2 = 22 000 − 14 903 = 7 097 kNcm
14903
βc = = 0,272 ⇒ seria diferente de 0,272 se MRd1 fosse diferente de MRd1,lim
20 × 43,77 2 × 1,43

β c = 0,272  β z = 0,800
 
1⇒ ⇒ β s = 1,000
23
d' 4,43  tabela  '
= = 0,101 β s = 1,000
d 43,77 
 14 903 7 097  1
As =  +  = 13,93 cm 2 > 1,50 cm 2 OK
 0,800 × 43,77 ( 43,77 − 4,43 )  1,000 × 43,5
A s,cal = 13,93 cm 2 ◄
π × 2,0 2
A s,ef = 5 φ 20 mm = 5 × = 15,71cm2
4

2006 5-27 ufpr/tc405


7 097
A 's = = 4,15 cm 2
( 43,77 − 4,43 ) × 1,000 × 43,5
A 's,cal = 4,15 cm 2 ◄
 π × 1,6 2   π × 1,0 2 
A 's,ef = 2 φ 16 mm + 1 φ 10 mm =  2 × +  = 4,81cm 2
 4   4 

A s,ef + A 's,ef = 15,71 + 4,81 = 20,52 cm 2 < 40,0 cm 2 OK
h. Resolução para MRd1 <MRd1,lim
d = 43,77 cm (assumido)
d ' = 4,43 cm (assumido)
MRd1,lim = 0,272 b w d2 fcd = 0,272 × 20 × 43,772 × 1,43 = 14 903 kNcm
MRd1 ≤ MRd1,lim = 14 903 kNcm
MRd1 = 10 958 kNcm ⇒ valor adotado
MRd2 = 22 000 − 10 958 kNcm = 11042 kNcm
10 958
βc = = 0,200 < 0,272 OK
20 × 43,77 2 × 1,43

β c = 0,200  β z = 0,864
 
1⇒ ⇒ β s = 1,000
2 3
d' 4,43  tabela  '
= = 0,101 β s = 1,000
d 43,77 
 10 958 11042  1
As =  +  = 13,11cm2 > 1,50 cm2 OK
 0,864 × 43,77 ( 43,77 − 4,43)  1,000 × 43,5
A s,cal = 13,11cm 2 ◄
π × 2,0 2
A s,ef = 5 φ 20 mm = 5 × = 15,71cm2
4
11042
A 's = = 6,45 cm 2
( 43,77 − 4,43 ) × 1,000 × 43,5
A 's,cal = 6,45 cm 2 ◄
π × 2,0 2 π × 1,0 2
A 's,ef = 2 φ 20 mm + 1 φ 10 mm = 2 × + = 7,07 cm 2
4 4
A s,ef + A 's,ef = 15,71 + 7,07 = 22,78 cm2 < 40,0 cm2 OK
i. Comparação de resultados
g.1 valores teóricos (valores calculados de As e A’s)
MRd1 = MRd1,lim = 14 903 kNcm
A s,cal = 13,93 cm2
A 's,cal = 4,15 cm2
A s,cal + A 's,cal = 13,93 + 4,15 = 18,08 cm2
MRd1 = 10 958 kNcm
A s,cal = 13,11cm2
A 's,cal = 6,45 cm2
A s,cal + A 's,cal = 13,11 + 6,45 = 19,56 cm2 + 8,2%
g.2 valores reais (valores efetivos de As e A’s)
MRd1 = MRd1,lim = 14 903 kNcm
A s,ef = 15,71cm2

2006 5-28 ufpr/tc405


A 's,ef = 4,81cm2
A s,ef + A 's,ef = 15,71 + 4,81 = 20,52 cm2
MRd1 = 10 958 kNcm
A s,ef = 15,71cm2
A 's,ef = 7,07 cm2
A s,ef + A 's,ef = 15,71 + 7,07 = 22,78 cm2 + 11%

5.11 Vigas de seção T sem armadura de compressão


5.11.1 Região de concreto comprimido
A região de concreto comprimido, em uma viga de seção T, pode ocorrer de três modos
distintos como apresentado na Figura 5.17.

bf bf bf

hf y y
y

As As As

bw bw bw

y < hf y = hf y > hf

Figura 5.17 – Regiões de concreto comprimido em vigas de seção T


A situação em que toda a mesa está comprimida, corresponde a:
y = hf
y hf
=
d d
Considerando a Equação 5.6, tem-se:
y h
βy = = f
d d
βy h
βx = = f
0,8 0,8 d
 h   h   h  h 
βc = 0,68 β x (1 − 0,4 β x ) = 0,68 f  1 − 0,4 f  = 0,85 2f  d − f 
 0,8 d    0,8 d   d  2
Levando-se em conta as condições estabelecidas na Figura 5.14, cuja região comprimida é
definida pelo retângulo de dimensões bw y, tem-se, pela Equação 5.16:
MRd1 = βc b w d2 fcd
 h  h   h 
MRd1 = 0,85  2f   d − f  b w d2 fcd = 0,85 (b w hf ) d − f  fcd
 d  2  2 
No caso particular em que bw (da Figura 5.14) for igual a bf (da Figura 5.17), e definindo,
para este caso, MRd1 como sendo o momento resistente de cálculo resistido pela mesa
comprimida da seção T, tem-se:
 h 
MRd1 = MRd,mesa = 0,85 (b f h f )  d − f  f cd
 2

2006 5-29 ufpr/tc405


 h 
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd Equação 5.22
 2
Desta forma, para as regiões de concreto comprimido em vigas de seções T, têm-se:
y < h f ⇔ MRd < MRd,mesa

y = hf ⇔ MRd = MRd,mesa Equação 5.23

y > hf ⇔ MRd > MRd,mesa

5.11.2 Seções T sem armadura de compressão: y ≤ hf


Seja Figura 5.18 onde está representada uma viga de seção T em que a solicitação de
cálculo MSd é resistida pelo momento resistente de cálculo MRd, composto somente pelo binário
das forças Rcd e Rsd, sem a necessidade de armadura de compressão.

bf εc y = 0,8 x
σc
Rcd = Rcd1
hf x
MRd = MRd1 MSd
1 d
h z

As
Rsd εs
bw ∆l
esforços resistentes solicitação
de cálculo de cálculo
Figura 5.18 – Vigas de seção T sem armadura de compressão – y ≤ hf
Comparando a Figura 5.14 com a Figura 5.18 pode-se concluir que a viga de seção T sem
armadura de compressão, com y ≤ hf, é equivalente a uma viga de seção retangular de base bf.
Desta forma, introduzindo valores de bf nos lugares de bw apresentados na Equação 5.19 e
considerando:
− a relação entre y e hf (Equação 5.23);
− armadura mínima (Equação 5.12); e
− armadura máxima (Equação 5.15),
as vigas de seção T, sem armadura de compressão, com y ≤ hf, podem ser representadas por:

2006 5-30 ufpr/tc405


 h 
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
MSd ≤ MRd,mesa ⇒ y ≤ hf ⇒ seção retangular equivalente de base b f
0,272 b f d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim =  2
0,228 b f d fcd fck > 35 MPa
MSd ≤ MRd1,lim ⇒ não há necessidade de armadura de compressão
MSd = MRd = MRd1
 MRd1 0,272 fck ≤ 35 MPa
βc = ≤  ⇒ tab ⇒ β y , β z e βs
 b f d2 fcd 0,228 fck > 35 MPa
ou
 MRd1 0,500 fck ≤ 35 MPa
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤

2
0,272 b f d fcd 0,400 fck > 35 MPa
 Equação 5.24
β = 0,8 β
 y x

β z = 1 − 0,4 β x


 1,0 β x ≤ 0,259
βs =  Es  1 − β x 
  f  β  × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
  yd  x 
y = βy d ≤ hf
  f 
  0,024 cd A c 
MRd1 ≥ A s,min = max fyd
As =   
β z d βs fyd  0,0015 A c 
≤ A s,max = 0,04 b w h
 0,68 b f d fcd 
βs =  β
 A s fyd  x
 

Exemplo 5.4: Determinar a armadura necessária para a viga abaixo indicada, a qual está
submetida a um momento fletor solicitante de cálculo (MSd) igual a 220 kNm.
Dados:
– concreto: C20; e
– aço: CA-50.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).
60 cm

10 cm
MSd = 220 kNm

40 cm

As

20 cm

2006 5-31 ufpr/tc405


Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.24 e da tabela
de flexão simples do CA-50 (item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f ck 2,0
f cd = = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
b w = 20 cm
b f = 60 cm
d = 44 cm (assumido)
h = 50 cm
h f = 10 cm
A c = b w h + (b f − b w )h f
A c = 20 × 50 + (60 - 20 ) × 10 = 1400 cm 2
 f 
0,024 cd A c 
A s,min = max  f yd
 
0,0015 A c 
 1,43 
0,024 × × 1400 = 1,10 cm 2 
A s,min = max  43,5 = 2,10 cm 2
 2 
0,0015 × 1400 = 2,10 cm  bf
A s,max = 0,04 b w h
hf
A s,max = 0,04 × 20 × 50 = 40,0 cm 2
MSd = 220 kNm = 22 000 kNcm
d
 h  h
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
 10  As
MRd,mesa = 0,85 × (60 × 10 ) ×  44 −  × 1,43 = 28 443 kNcm
 2 
MSd < MRd,mesa ⇒ y < hf ⇒ seção retangular equivalent e de base b f
{ 1424 3
22 000 kNcm 28 443 kNcm

MRd1,lim = 0,272 b f d2 fcd fck ≤ 35 MPa


2
MRd1,lim = 0,272 × 60 × 44 × 1,43 = 45 182 kNcm
MSd < MRd1,lim ⇒ não há necessidad e de armadura de compressão
{ 123
22 000 kNcm 45 182 kNcm

MSd = MRd = MRd1 = 22 000 kNcm


b. Tabela CA-50
MRd1
βc = ≤ 0,272
b f d 2 f cd
22 000
βc = = 0,132 < 0,272 OK
60 × 44 2 × 1,43

2006 5-32 ufpr/tc405


β x = 0,213

β y = 0,170
βc = 0,132 ⇒ ⇒ 
123 β = 0,915
tabela  z
β = 1,000
 s
y = β y d = 0,170 × 44 = 7,48 cm < 10,0 cm OK
1424 3
hf

MRd1 ≥ A s,min
As = 
β z d β s f yd ≤ A s,max
22 000 > 2,10 cm2
As = = 12,56 cm2  OK
0,915 × 44 × 1,000 × 43,5 < 40,0 cm
2

A s,cal = 12,56 cm2 ◄


π × 2,0 2
A s,ef = 4 φ 20 mm = 4 × = 12,57 cm2
4
c. Verificação para valores calculados
 0,68 b f d f cd 
βs =  β
 A s f yd  x
 
 0,68 × 60 × 44 × 1,43 
βs =   × 0,213 = 1,001 ≅ 1,000 OK
 12,56 × 43,5 
d. Comparação com o Exemplo 5.3, para d igual a 44 cm
60 cm

10 cm
17,6 cm A’s
7,48 cm
34 cm

As As
6 cm
20 cm 20 cm

As = 13,82 cm2 As = 12,56 cm2


A’s = 3,99 cm2

MSd = 220 kNm Seção Retang. Seção T ∆


Ac 1000,0 cm2 1400,0 cm2 40,0%
Acc 352,0 cm2 448,8 cm2 27,5%
A’s 3,99 cm2 # #
As 13,82 cm2 12,56 cm2 -9,1%
As + A’s 17,81 cm2 12,56 cm2 -29,5%
βx 0,500 0,213
Domínio 3 2
e. Observação
Deve ser verificado o valor de d (assumido igual a 44 cm) em função da disposição
da armadura definida por As,ef. Esta verificação pressupõe o conhecimento do diâmetro da
armadura transversal (estribo), cobrimento da armadura e dimensão máxima do agregado
graúdo.

2006 5-33 ufpr/tc405


5.11.3 Seções T sem armadura de compressão: y > hf
Seja Figura 5.19 onde está representada uma viga de seção T em que a solicitação de
cálculo MSd é resistida pelo momento resistente de cálculo MRd, composto pelos binários das
forças Rcd1 / Rsd1 e Rcd3 / Rsd3, sem a necessidade de armadura de compressão.

bf εc y = 0,8 x
σc
hf Rcd3
Rcd1
d x MSd
3 3
h
z MRd =
1 MRd1 + MRd3
As
Rsd εs
bw ∆l
As Rsd
solicitação
v v de cálculo
esforços resistentes
As3 + As1 Rsd3 + Rsd1 de cálculo
(Rcd3) (Rcd1)

Figura 5.19 – Vigas de seção T sem armadura de compressão – y > hf


Como mostrado na Figura 5.19, o momento fletor resistente de cálculo MRd (MRd ≥ MSd) é
composto por dois momentos MRd1 e MRd3. No que se refere a MRd1 valem todas as considerações
apresentadas em 5.8. Desenvolvendo, para a Figura 5.19, um raciocínio semelhante ao
apresentado em 5.8, chega-se:
− armadura tracionada
 
M MRd3  1
A s =  Rd1 + 
 βz d  hf   βs fyd
 d − 
  2 
− equação de verificação

 β x +  0,85 [(b f − b w )h f ] fcd 


 0,68 b w d fcd   
βs = 
 A s f yd   A s f yd 
 
Desta forma, as vigas de seção T, sem armadura de compressão, com y > hf, podem ser
representadas por:

2006 5-34 ufpr/tc405


 h 
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
MSd > MRd,mesa ⇒ y > hf ⇒ seção T
0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim =  2
0,228 b w d fcd fck > 35 MPa
  h 
MRd3 = 0,85 (b f − b w )hf  d − f  fcd
  2 
não há necessidade de
MSd ≤ (MRd1,lim + MRd3 ) ⇒
armadura de compressão
MSd = MRd = MRd1 + MRd3
MRd1 = MRd − MRd3
 MRd1 0,272 fck ≤ 35 MPa
βc = ≤  ⇒ tab ⇒ β y , β z e βs
 b w d2 fcd 0,228 fck > 35 MPa
ou
 MRd1 0,500 fck ≤ 35 MPa Equação 5.25
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤

2
0,272 b w d fcd 0,400 fck > 35 MPa

β = 0,8 β
 y x

β z = 1 − 0,4 β x


 1,0 β x ≤ 0,259
βs =  Es  1 − β x 
  f  β  × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
  yd  x 
y = βy d > hf
    f 
M  1 ≥ A 0,024 cd A c 
MRd3 s,min = max fyd
A s =  Rd1 +    
 βz d  h   βs fyd  0,0015 A c 

 d − f 
  2  ≤ A s,max = 0,04 b w h

 β x +  0,85 [(b f − b w )hf ]fcd 


 0,68 b w d fcd   
βs = 
 A s fyd   A s fyd 
 

Exemplo 5.5: Determinar a armadura necessária para a viga abaixo indicada, a qual está
submetida a um momento fletor solicitante de cálculo (MSd) igual a 320 kNm.
Dados:
– concreto: C20; e
– aço: CA-50.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).

2006 5-35 ufpr/tc405


60 cm

10 cm
MSd = 320 kNm

40 cm

As

20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.25 e da tabela


de flexão simples do CA-50 (item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f ck 2,0
f cd = = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
b w = 20 cm
b f = 60 cm
d = 44 cm (assumido)
h = 50 cm
h f = 10 cm
A c = b w h + (b f − b w )h f
A c = 20 × 50 + (60 - 20 ) × 10 = 1400 cm 2
 f 
 0,024 cd A c 
A s,min = max f yd
 
0,0015 A c 
 1,43 
0,024 × × 1400 = 1,10 cm 2 
A s,min = max  43,5 = 2,10 cm 2
 2 
0,0015 × 1400 = 2,10 cm  bf
A s,max = 0,04 b w h
hf
A s,max = 0,04 × 20 × 50 = 40,0 cm 2
MSd = 320 kNm = 32 000 kNcm
d
 h  h
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
 10  As
MRd,mesa = 0,85 × (60 × 10 ) ×  44 −  × 1,43 = 28 443 kNcm
 2 
MSd > MRd,mesa ⇒ y > h f ⇒ seção T bf
{ 1424 3
32 000 kNcm 28 443 kNcm

MRd1,lim = 0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa


MRd1,lim = 0,272 × 20 × 442 × 1,43 = 15 061kNcm

2006 5-36 ufpr/tc405


  h 
MRd3 = 0,85 (b f − b w )hf  d − f  fcd
  2 
  10 
MdR3 = 0,85 × (60 − 20 ) × 10 ×  44 −  × 1,43 = 18 962 kNcm
  2 
MRd1,lim + MRd3 = 15 061kNcm + 18 962 = 34023 kNcm
MSd < MRd1,lim + MRd3 ⇒ não há necessidade de armadura de compressão
{ 144244 3
32 000 kNcm 34 023 kNcm

MSd = MRd = MRd1 + MRd3 = 32 000 kNcm


MRd1 = MRd − MRd3
MRd1 = 32 000 − 18 962 = 13 038 kNcm
b. Tabela CA-50
MRd1
βc = ≤ 0,272
b w d 2 f cd
13 038
βc = = 0,235 < 0,272 OK
20 × 44 2 × 1,43
β x = 0,415

β y = 0,332
βc = 0,235 ⇒ ⇒ 
123 β = 0,834
tabela  z
β = 1,000
 s
y = β y d = 0,332 × 44 = 14,61cm > 10,0 cm OK
1424 3
hf

 
M MRd3  1 ≥ A s,min
A s =  Rd1 +  
 βz d  h f   β s fyd ≤ A s,max
  d − 
  2  
 
 13 038 18 962  1 > 2,10 cm2
As =  +  = 19,34 cm2  OK
 0,834 × 44  10   1,000 × 43,5 < 40 ,0 cm 2

  44 − 
  2  
A s,cal = 19,34 cm2 ◄
π × 2,5 2
A s,ef = 4 φ 25 mm = 4 × = 19,63 cm 2
4
c. Verificação para valores calculados

 β x +  0,85 [(b f − b w )h f ] f cd 
 0,68 b w d f cd   
βs = 
 A s f yd   A s f yd 
 
 0,68 × 20 × 44 × 1,43   0,85 × [(60 − 20 ) × 10] × 1,43 
βs =   × 0,415 +   = 1,000 OK
 19,34 × 43,5   19,34 × 43,5 
d. Observação
Deve ser verificado o valor de d (assumido igual a 44 cm) em função da disposição
da armadura definida por As,ef. Esta verificação pressupõe o conhecimento do diâmetro da
armadura transversal (estribo), cobrimento da armadura e dimensão máxima do agregado
graúdo.

2006 5-37 ufpr/tc405


5.12 Vigas de seção T com armadura de compressão
5.12.1 Seções T com Armadura de Compressão: y ≤ hf
Nas seções T, a necessidade da armadura de compressão (Figura 5.20) pode vir a ser
necessária, em alguns casos, quando a relação hf / d assume valores maiores que 0,4 para
concretos de classe igual ou inferior a C35, ou 0,32 para concretos de classe superior a C35.

2
bf εc y = 0,8 x
d' σc
R’sd
A’s Rcd1
hf ε’s
d x MSd
h
z
1 Rsd MRd = MRd1 + MRd2
As
εs
bw ∆l
As Rsd
solicitação
v v de cálculo
esforços resistentes
As2 + As1 Rsd2 + Rsd1 de cálculo
(R’sd) (Rcd1)
Figura 5.20 – Vigas de seção T com armadura de compressão – y ≤ hf
Desenvolvendo um raciocínio análogo ao apresentado em 5.8, 5.10 e 5.11, as vigas de
seção T, com armadura de compressão, com y ≤ hf, podem ser representadas por:

2006 5-38 ufpr/tc405


 h 
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
MSd ≤ MRd,mesa ⇒ y ≤ hf ⇒ seção retangular equivalente de base b f
0,272 b f d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim =  2
0,228 b f d fcd fck > 35 MPa
MSd > MRd1,lim ⇒ há necessidade de armadura de compressão
MRd1 ≤ MRd1,lim ⇒ valor a ser assumido (pode ser MRd1 = MRd1,lim )
MSd = MRd = MRd1 + MRd2
MRd2 = MRd − MRd1
 MRd1 0,272 fck ≤ 35 MPa
βc = ≤ ⇒ tab ⇒ β y , β z , βs e β's

2
b f d fcd 0,228 fck > 35 MPa
ou
 MRd1 0,500 fck ≤ 35 MPa
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤ 
 0,272 b f d2 fcd 0,400 fck > 35 MPa
β y = 0,8 β x

βz = 1 − 0,4 β x
 1,0 β x ≤ 0,259
 
βs = Es  1 − β x  × 3,5‰ ≤ 1,0 β > 0,259 Equação 5.26
 f  β  x
  yd  x 
  
 d' 
E  β x − 
  s d  × 10‰ ≤ 1,0 β ≤ 0,259
  fyd  1 − β x 
x
   
β's =   
 
 β −  d'

 Es  x d 
 f  β × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
 
  yd x

   

y = β y d ≤ hf
 f 
 MRd1 MRd2  1  0,024 cd A c 
As =  + ≥ =
 βz d ( 
)
d − d'  βs fyd
A s,min max

f yd
0,0015 A c 

MRd2
A 's =
( )
d − d' β's fyd
(A s )
+ A 's ≤ 0,04b w h
 0,68 b f d fcd   ' 
βs =   β x +  A s  β's
 A s fyd  A 
   s

Exemplo 5.6: Determinar a armadura necessária para a viga abaixo indicada, a qual está
submetida a um momento fletor solicitante de cálculo (MSd) igual a 500 kNm.
Dados:
– concreto: C20; e
– aço: CA-50.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).

2006 5-39 ufpr/tc405


60 cm

25 cm MSd = 500 kNm

25 cm
As

20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.26 e da tabela


de flexão simples do CA-50 (item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f ck 2,0
f cd = = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
b w = 20 cm
b f = 60 cm
d = 44 cm (assumido)
d ' = 4 cm (assumido)
h = 50 cm
h f = 25 cm
A c = b w h + (b f − b w )h f
A c = 20 × 50 + (60 - 20 ) × 25 = 2 000 cm 2
 f 
 0,024 cd A c 
A s,min = max f yd
 
0,0015 A c 
 1,43 
 0,024 × × 2 000 = 1,58 cm 2 
A s,min = max 43,5 = 3,00 cm 2
 2 
0,0015 × 2 000 = 3,00 cm  bf
A s,max = 0,04 b w h
hf
A s,max = 0,04 × 20 × 50 = 40,0 cm 2
MSd = 500 kNm = 50 000 kNcm
d
 h  h
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
 25 
MRd,mesa = 0,85 × (60 × 25 ) ×  44 −  × 1,43 = 57 432 kNcm As
 2 
MSd < MRd,mesa ⇒ y < hf ⇒ seção retangular equivalent e de base b f
{ 1424 3
50 000 kNcm 57 432 kNcm

MRd1,lim = 0,272 b f d2 fcd fck ≤ 35 MPa

2006 5-40 ufpr/tc405


MRd1,lim = 0,272 × 60 × 44 2 × 1,43 = 45 182 kNcm
MSd > MRd1,lim ⇒ há necessidade de armadura de compressão
{ 123
50 000 kNcm 45 182 kNcm

MRd1 ≤ MRd1,lim = 45 182 kNcm


MRd1 = 45 182 kNcm ⇒ valor adotado (corresponde a β x,lim )
MSd = MRd = MRd1 + MRd2 = 50 000 kNcm
MRd2 = MRd − MRd1
MRd2 = 50 000 − 45 182 = 4 818 kNcm
b. Tabela CA-50
MRd1
βc = ≤ 0,272
b f d 2 f cd
45 182
βc = = 0,272 ⇒ seria diferente de 0,272 se MRd1 fosse diferente de MRd1,lim
60 × 44 2 × 1,43
 β x = 0,500
βc = 0,272  
 β y = 0,400
1⇒ ⇒ β z = 0,800
23
d '
4  tabela β = 1,000
= = 0,091  's
d 44  β s = 1,000
y = β y d = 0,400 × 44 = 16,60 cm < 25,0 cm OK
1424 3
hf

 fcd
 MRd1 MRd2  1 0,024 Ac
As =  + ≥
 βz d (
' 
d − d  βs fyd ) fyd
0,0015 A c
 45 182 4 818  1
As =  +  = 32,28 cm2 > 3,00 cm2 OK
 0,800 × 44 ( 44 − 4)  1,000 × 43,5
A s,cal = 32,28 cm2 ◄
π × 2,5 2
A s,ef = 7 φ 25 mm = 7 × = 34,36 cm 2
4
A 's =
MRd2
(d − d )β
' '
( )
⇒ A s + A 's ≤ 0,04b w h
s fyd

4 818
A 's = = 2,77 cm 2
( 44 − 4) × 1,000 × 43,5
A 's,cal = 2,77 cm2 ◄
π × 1,25 2
A 's,ef = 3 φ1, 25 mm = 3 × = 3,68 cm2
4
A s,ef + A 's,ef = 34,36 + 3,68 = 38,04 cm2 < 40,0 cm2 OK
c. Verificação para valores calculados
 0,68 b f d f cd   A 's  '
βs =   β + β
 A s f yd  x  A s  s
   
 0,68 × 60 × 44 × 1,43   2,77 
βs =   × 0,500 +   × 1,000 = 1,000 OK
 32 ,28 × 43 ,5   32,28 
d. Observação
Devem ser verificados os valores de d e d’ em função de As,ef e A’s,ef. Esta verificação
pressupõe o conhecimento do diâmetro da armadura transversal (estribo), cobrimento da
armadura e dimensão máxima do agregado graúdo.

2006 5-41 ufpr/tc405


5.12.2 Seções T com Armadura de Compressão: y > hf
Nas seções T, a necessidade da armadura de compressão (Figura 5.21) pode vir a ser
necessária, em casos, que a altura da região de concreto comprimido (y) ocupe boa parte da
nervura, além da ocupação total da mesa.

2
bf εc y = 0,8 x
d' σc
R’sd
hf Rcd3
A’s
Rcd1
3 3 d ε’s x MSd
h
z MRd = MRd1
1
Rsd + MRd2 + MRd3
As
εs
bw ∆l
As Rsd
solicitação
v v de cálculo
esforços resistentes
As3 + As2 + As1 Rsd3 + Rsd2 + Rsd1
de cálculo
(Rcd3) (R’sd) (Rcd1)
Figura 5.21 - Vigas de seção T com armadura de compressão – y > hf
Desenvolvendo um raciocínio análogo ao apresentado em 5.8, 5.10 e 5.11, as vigas de
seção T, com armadura de compressão, com y > hf, podem ser representadas por:

2006 5-42 ufpr/tc405


 h 
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
MSd > MRd,mesa ⇒ y > hf ⇒ seção T
0,272 b w d2 fcd fck ≤ 35 MPa
MRd1,lim =  2
0,228 b w d fcd fck > 35 MPa
  h 
MRd3 = 0,85 (b f − b w )hf  d − f  fcd
  2 
há a necessidade de
MSd > (MRd1,lim + MRd3 ) ⇒ 
armadura de compressão
MRd1 ≤ MRd1,lim ⇒ valor a ser assumido (pode ser MRd1 = MRd1,lim )
MSd = MRd = MRd1 + MRd2 + MRd3
MRd2 = MRd − (MRd1 + MRd3 )
 MRd1 0,272 fck ≤ 35 MPa
βc = ≤  ⇒ tab ⇒ β y , β z , βs e β's
 b w d2 fcd 0,228 fck > 35 MPa
ou
 MRd1 0,500 fck ≤ 35 MPa
β x = 1,25 − 1,5625 − ≤

2
0,272 b w d fcd 0,400 fck > 35 MPa
β y = 0,8 β x

βz = 1 − 0,4 β x
 1,0 β x ≤ 0,259 Equação 5.27
 
βs = Es  1 − β x  × 3,5‰ ≤ 1,0 β > 0,259
 f  β  x
  yd  x 
  
 d' 
E  β x − 
  s d  × 10‰ ≤ 1,0 β ≤ 0,259
  fyd  1 − β x 
x
   
β's =   
 
 β −  d'

 Es  x d 
 f  β × 3,5‰ ≤ 1,0 β x > 0,259
 
  yd x

   

y = β y d > hf
 
M  f 
M MRd3  1 0,024 cd A c 
A s =  Rd1 + dR 2' +  ≥ A s,min = max  fyd
 β z d (d − d )  hf   βs fyd  
  d −   
0,0015 A c 
  2
MRd2
A 's =
( )
d − d' β's fyd
(A s )
+ A 's ≤ 0,04 b w h

 β x +  A s  β's +  0,85 [(b f − b w )hf ]fcd 


 0,68 b w d fcd   '   
βs =  A 
 A s fyd   A s fyd 
   s

2006 5-43 ufpr/tc405


Exemplo 5.7: Determinar a armadura necessária para a viga abaixo indicada, a qual está
submetida a um momento fletor solicitante de cálculo (MSd) igual a 500 kNm.
Dados:
– concreto: C20; e
– aço: CA-50.
Considerar:
– somente solicitações normais (momentos fletores); e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4 e γs = 1,15).
60 cm

10 cm
MSd = 500 kNm

40 cm

As

20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.27 e da tabela


de flexão simples do CA-50 (item 5.16).
a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
f ck 2,0
f cd = = = 1,43 kN/cm 2
γ c 1,40
f yk = 500 MPa = 50 kN/cm 2
γ s = 1,15 (ELU - combinação normal)
f yk 50
f yd = = = 43,5 kN/cm 2
γ s 1,15
b w = 20 cm
b f = 60 cm
d = 44 cm (assumido)
d ' = 4 cm (assumido)
h = 50 cm
h f = 10 cm
A c = b w h + (b f − b w )h f
A c = 20 × 50 + (60 - 20 ) × 10 = 1400 cm 2
 f 
0,024 cd A c 
A s,min = max  f yd
 
0,0015 A c 
 1,43 
0,024 × × 1400 = 1,10 cm 2 
A s,min = max  43,5 = 2,10 cm 2
 2 
0,0015 × 1400 = 2,10 cm 
A s,max = 0,04 b w h
A s,max = 0,04 × 20 × 50 = 40,0 cm 2
MSd = 500 kNm = 50 000 kNcm

2006 5-44 ufpr/tc405


 h 
MRd,mesa = 0,85 (b f hf ) d − f  fcd
 2
 10 
MRd,mesa = 0,85 × (60 × 10 ) ×  44 −  × 1,43 = 28 443 kNcm
 2 
MSd > MRd,mesa ⇒ y > hf ⇒ seção T bf
{ 1424 3
50 000 kNcm 28 443 kNcm

MRd1,lim = 0,272 b w d 2 f cd f ck ≤ 35 MPa hf

MRd1,lim = 0,272 × 20 × 44 2 × 1,43 = 15 061kNcm


d
 h  h

MRd3 = 0,85 (b f − b w )hf  d − f  fcd
  2 
  10  As
MdR3 = 0,85 × (60 − 20 ) × 10 ×  44 −  × 1,43 = 18 962 kNcm
  2 
MRd1,lim + MRd3 = 15 061kNcm + 18 962 = 34 023 kNcm bf
MSd > MRd1,lim + MRd3 ⇒ há necessidade de armadura de compressão
{ 144244 3
50 000 kNcm 34 023 kNcm

MRd1 ≤ MRd1,lim
MRd1 = 15061kNcm ⇒ valor adotado
MSd = MRd = MRd1 + MRd2 + MRd3 = 50 000 kNcm
MRd2 = MRd − (MRd1 + MRd3 )
MRd2 = 50 000 − (15 061 + 18 962) = 15 977 kNcm
b. Tabela CA-50
M d1
βc = ≤ 0,272
b w d 2 f cd
15 061
βc = = 0,272 ⇒ seria diferente de 0,272 se MRd1 fosse diferente de MRd1,lim
20 × 442 × 1,43
β x = 0,500
 
βc = 0,272  β y = 0,400
 
1⇒ ⇒ β z = 0,800
2 3
d' 4  tabela β = 1,000
= = 0,091  s
d 44  β's = 1,000
y = β y d = 0,400 × 44 = 17,60 cm > 10,0 cm OK
1424 3
hf

 
 
M M dR 2 MRd3  1
A s =  Rd1 + + ≥ A s,min
 β z d (d − d ' )  h  β f
  d − f   s yd
  2
 
 
15 061 15 977 18 962 1
As =  + +  = 30,20cm 2 ≥ 2,10 cm 2 OK
 0,800 × 44 ( 44 − 4)  10   1,000 × 43,5
  44 −  
  2  
A s,cal = 30,20cm 2 ◄
π × 2,5 2
A s,ef = 7 φ 25 mm = 7 × = 34,36 cm 2
4

2006 5-45 ufpr/tc405


MRd2
A 's =
(d − d )β ' '
s f yd
15 977
A 's = = 9,18 cm 2
(44 − 4 ) × 1,000 × 43,5
A 's,cal = 9,18 cm 2 ◄
π × 1,6 2
A 's,ef = 5 φ 16 mm = 5 × = 10,05 cm 2
4
A s,ef + A 's,ef = 34,36 + 10,05 = 44,41cm2 > 40,0 cm2 ⇒ aumentar as dimensões da viga
c. Verificação para valores calculados

 β x +  A s  β 's +  0,85 [(b f − b w )h f ] f cd 


 0,68 b w d f cd   '   
βs =  A 
 A s f yd   A s f yd 
   s
 0,68 × 20 × 44 × 1,43   9,18   0,85 × [(60 − 20 ) × 10] × 1,43 
βs =   × 0,500 +   × 1,000 +   = 1,000
 30,20 × 43,5   30,20   30,20 × 43,5 
OK
d. Observação
Se para a verificação da armadura máxima fosse usada a Equação 5.14 no lugar da
Equação 5.15, teríamos:
( )
A s + A 's max ≤ 0,04 A c
(A s + A 's )
max ≤ 0,04 × 1400 = 56,0 cm2
A s,ef + A 's,ef = 34,36 + 10,05 = 44,41cm2 < 56,0 cm2 OK
Porém, pelas razões apresentadas em 5.7.2, é conveniente seguir a seqüência de
calculo mostrada no item b e aumentar as dimensões da seção transversal da viga.

5.13 Composição de bf
5.13.1 Conjunto laje–viga
Nas estruturas de concreto armado, as vigas de seção T aparecem naturalmente pois o
conjunto laje-viga define este tipo de seção, como mostrado na Figura 5.22.

P1 P2
20 x 20 V1 – 20 x 50 20 x 20

L1 L2 L3
10 cm 10 cm 10 cm
V3 – 20 x 50

V4 – 20 x 50

A A

V2 – 20 x 50
P3 P4
20 x 20 20 x 20
Corte AA
L1 bf V4 L3

hf L2
V3
bw

Figura 5.22 – Conjunto laje-viga

2006 5-46 ufpr/tc405


Deve ser notado que no dimensionamento da armadura longitudinal (armadura de flexão), a
viga de concreto armado composta por nervura (alma) e abas (mesa), como mostrado na
Figura 5.22, só poderá ser considerada como seção T, quando a mesa estiver comprimida. Caso
contrário (mesa tracionada), a viga deverá ser considerada como de seção retangular de base bw.
De modo geral, pode se dizer que a seção T, com a mesa posicionada na parte superior da
viga (T em pé), pode ser usada para o dimensionamento da armadura longitudinal positiva
(momentos fletores positivos da viga V3 da Figura 5.22).
Eventualmente, em construções com lajes rebaixadas (apoiadas na base da viga), é
possível configurar-se seções ⊥ (T invertido da viga V4 da Figura 5.22). Nestes casos, estas
seções poderiam ser usadas no dimensionamento da armadura longitudinal negativa (momentos
fletores negativos, se houverem, na viga V4 da Figura 5.22).
5.13.2 Largura colaborante de vigas de seção T
5.13.2.1 Distância entre pontos de momentos fletores nulos
A consideração da largura colaborante da laje associada à viga (Figura 5.22) deve obedecer
às prescrições da ABNT NBR 6118.
ABNT NBR 6118, item 14.6.2.2:
“A largura colaborante bf deve ser dada pela largura da viga bw acrescida de no
máximo 10% da distância a entre pontos de momento fletor nulo, para cada lado da
viga em que houver laje colaborante.
A distância a pode ser estimada, em função do comprimento l do tramo considerado,
como se apresenta a seguir:
− viga simplesmente apoiada: a = 1,00 l;
− viga com momento em uma só extremidade: a = 0,75 l;
− viga com momento nas duas extremidades: a = 0,60 l;
− viga em balanço: a = 2,00 l.
Alternativamente, o cômputo da distância a pode ser feito ou verificado mediante
exame dos diagramas de momentos fletores na estrutura.
No caso de vigas contínuas, permite-se calculá-las com uma largura colaborante única
para todas as seções, inclusive nos apoios sob momentos negativos, desde que essa
largura seja calculada a partir do trecho de momentos positivos onde a largura resulte
mínima.”
Os valores de a podem ser estabelecidos como:
a=l viga simplesmen te apoiada
a = 0,75 l viga com momento em uma só extremidad e
Equação 5.28
a = 0,60 l viga com momento nas duas extremidad es
a = 2l viga em balanço

A Figura 5.23 mostra os valores simplificados de a, como estabelecidos pela


ABNT NBR 6118.

2006 5-47 ufpr/tc405


l1 l2 l3 l4

a1 = l1

a2 = 0,75 l2 a3 = 0,60 l3 a4 = 2,00 l4


I II III IV

Figura 5.23 – Distância entre pontos de momento fletor nulo


Deve ser observado na Figura 5.23 que para a viga isostática (l1) só tem sentido o uso de
seções T com a mesa posicionada na parte superior da viga (T em pé), pois nesta viga só atuam
momentos fletores positivos. Neste caso:
a = a1 = l 1
Para a viga contínua (l2 + l3 + l4), as seções T com a mesa posicionada na parte superior
da viga (T em pé) podem ser admitidas nos trechos I e III, onde atuam momentos fletores
positivos. As seções ⊥ com a mesa posicionada na parte inferior da viga (T invertido) podem ser
admitidas nos trechos II e IV, onde atuam momentos fletores negativos.
Para o caso em que a viga contínua mostrada na Figura 5.23 tiver, em toda sua extensão,
seção transversal em forma de T com a mesa posicionada na parte superior da viga (T em pé), na
determinação do valor de bf (a ser usado no dimensionamento dos momentos fletores positivos
dos trechos I e III), deve ser tomado para a o menor dos seguintes valores:
a = 0,75 l 2
a≤ 2
a 3 = 0,60 l 3
Para o caso em que a viga contínua mostrada na Figura 5.23 tiver, em toda sua extensão,
seção transversal em forma de ⊥ com a mesa posicionada na parte inferior da viga (T invertido),
na determinação do valor de bf (a ser usado no dimensionamento dos momentos fletores
negativos dos trechos II e IV), deve ser tomado para a o menor dos seguintes valores:
0,25 l 2 + 0,20 l 3
a≤
0,20 l 3 + 2,00 l 4
5.13.2.2 Vigas isoladas e painel de vigas
Na determinação de bf não pode ser apenas considerada a distância a entre os pontos de
momento fletor nulo, como apresentado em 5.13.2.1. Algumas disposições decorrentes da própria
natureza da viga, ou do conjunto delas, devem ser consideradas, como mostrado na Figura 5.24.

2006 5-48 ufpr/tc405


bf

b3 c b1 b1

b4 b2

conjunto de vigas
bw bw

bf

b3 c b3 b1 ≤ 0,5 b2

b4 b4 b3 ≤ b4

viga isolada
bw

Figura 5.24 – Largura de mesa colaborante


As relações entre os valores de a mostrados na Figura 5.23 e os valores de bi apresentados
na Figura 5.24 correspondem a:
0,1a 0,1a
b1 ≤  b3 ≤  Equação 5.29
0,5 b2 b 4

Exemplo 5.8: Determinar o valor de bf para a viga V2.


Considerar:
– vigas simplesmente apoiadas nos pilares.
V1A V1B

P1 P2
40

180 40 740 40
400
V3

V4

L1 L2

V2A V2B
40

P3 P4
L3
120

2006 5-49 ufpr/tc405


Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.28 e da
Equação 5.29.
a. Definição de a (vista longitudinal de V2)
a = a 2 = 0,75 l 2
a = 0,75 × 780 = 585 cm

l1 = 2 m l2 = 7,8 m P4
P3

a2 = 0,75 l2

b. Definição de bf (seção transversal de V2)


b 2 = 400 cm bf
b 4 = 120 cm
0,1a
b1 ≤  b3 b1
0,5 b 2
0,1× 585 = 58,5 cm ⇐ V2 V1
b1 ≤ 
0,5 b 2 = 0,5 × 400 = 200 cm 120 40 400 40
b4 bw b2 bw
0,1a
b3 ≤ 
b 4
0,1× 585 = 58,5 cm ⇐
b3 ≤ 
120 cm
b f = b 3 + b w + b1
b f = 58,5 + 40 + 58,5 = 157 cm
b f = 157 cm ◄

5.14 MSd,min
Uma outra maneira de se determinar armadura mínima em vigas de concreto armado é
usando o conceito de MSd,min.
ABNT NBR 6118, item 17.3.5.1:
”A ruptura frágil das seções transversais, quando da formação da primeira fissura,
deve ser evitada considerando-se, para o cálculo das armaduras, um momento
mínimo dado pelo valor correspondente ao que produziria a ruptura da seção de
concreto simples, supondo que a resistência à tração do concreto seja dada por fctk,sup,
devendo também obedecer às condições relativas ao controle da abertura de fissuras
dadas em 17.3.3.”
ABNT NBR 6118, item 17.3.5.2.1:
”A armadura mínima de tração, em elementos estruturais armados ou protendidos
deve ser determinada pelo dimensionamento da seção a um momento fletor mínimo
dado pela expressão a seguir, respeitada a taxa mínima absoluta de 0,15%:
Md,mim = 0,8 W0 fctk,sup
onde:
W0 é o módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto, relativo
à fibra mais tracionada;
fctk,sup é a resistência característica superior do concreto à tração.“

2006 5-50 ufpr/tc405


Seguindo o prescrito no item 17.3.5.2.1 da ABNT NBR 6118, a equação para a
determinação do momento fletor mínimo1 resulta:
MSd,min = 0,8 W0 fctk,sup f 2
= 0,39 3 fck f ck em MPa  Equação 5.30
 ctk,sup 
para uma taxa mínima de armadura dada por:
A s,min
ρmin = = 0,15% Equação 5.31
Ac
ABNT NBR 6118, item 17.3.5.2.1:
”Em elementos estruturais superdimensionados, pode ser utilizada armadura menor
que a mínima, com valor obtido a partir de um momento fletor igual ao dobro de Md.
Neste caso, a determinação dos esforços solicitantes deve considerar de forma
rigorosa todas as combinações possíveis de carregamento, assim como os efeitos de
temperatura, deformações diferidas e recalques de apoio. Deve-se ter ainda cuidado
com o diâmetro e espaçamento das armaduras de limitação de fissuração.”
Exemplo 5.9: Determinar, para a viga abaixo representada, o momento fletor solicitante de
cálculo mínimo (MSd,min).
Considerar:
– concreto: C20; e
– estado limite último, combinações normais (γc = 1,4).
60 cm

10 cm
MSd,min

40 cm

As

20 cm

Solução: A solução do problema consiste na aplicação direta da Equação 5.30.


a. Dados - uniformização de unidades (kN e cm)
fck = 20 MPa = 2,0 kN/cm 2
γ c = 1,40 (ELU - combinação normal)
2
f ctk,sup = 0,39 3 fck fck em MPa
fctk,sup = 0,39 3 202 = 2,874 MPa = 0,287 kN/cm2
b w = 20 cm
b f = 60 cm
h = 50 cm
h f = 10 cm

1
A ABNT NBR 6118, item 17.3.5.2.1, define o momento fletor mínimo como Md,min, deixando de caracterizá-lo como
momento fletor solicitante de cálculo. Para manter coerência com o desenvolvimento deste Capítulo, na
Equação 5.30, o momento foi definido como sendo MSd,min.
2006 5-51 ufpr/tc405
b. MSd,min
A c = b w h + (b f − b w )h f bf
A c = 20 × 50 + (60 - 20 ) × 10 = 1400 cm 2

(b f h2 ) − [(b f − b w ) (h − hf )2 ] hf
yw = yf
2{[(b f h) − [(b f − b w ) (h − hf )]} cg
(60 × 50 2 ) − [( 60 − 20 ) × (50 − 10 )2 ]
yw = = 30,71cm h
2{[(60 × 50 ) − [( 60 − 20 ) × (50 − 10 )]}
yw
yf = h − yw
y f = 50 − 30,71 = 19,29 cm
 b h3 − [(b f − b w ) (h − hf )3 ]  2 bw
I= f  − Ac yw
 3 
 60 × 50 − [(60 − 20 ) × (50 − 10 )3 ] 
3
2 4
I=  − 1400 × 30,71 = 326 321cm
 3 
I
W0 = W0, w = ⇐ fibra mais tracionada (w)
yw
326 321
W0 = = 10 626 cm 3
30,71
MSd,min = 0,8 W0 fctk,sup
MSd,min = 0,8 × 10 626 × 0,287 = 2 440 kNcm
M Sd,min = 2 4,4 kNm ◄
c. Observação
Se nesta viga estiver atuando um momento fletor solicitante de cálculo inferior a
24,4 kNm, o cálculo da armadura As pode ser feito de duas maneiras:
- considerando um momento fletor solicitante de cálculo igual a 24,4 kNm e
BBBBverificando a taxa mínima de armadura (0,15%) para o As calculado; ou
- considerando um momento fletor solicitante de cálculo igual ao dobro de
BBBB24,4 kNm, sem a verificação da taxa mínima de armadura para o As calculado.

5.15 Disposições construtivas


5.15.1 Dimensões limites
As vigas de concreto armado, de modo geral, não devem possuir largura inferior a 12 cm.
ABNT NBR 6118, item 13.2.2:
”A seção transversal das vigas não deve apresentar largura menor que 12 cm e das
vigas-parede, menor que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitado um
mínimo absoluto de 10 cm em caso excepcionais, sendo obrigatoriamente respeitadas
as seguintes condições:
− alojamento das armaduras e suas interferências com as armaduras de outros
elementos estruturais, respeitando os espaçamentos e coberturas estabelecidos
nesta Norma;
− lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT NBR 14931.”
5.15.2 Armadura de tração nas seções de apoio
Segundo o item 18.3.2.4 da ABNT NBR 6118, as armaduras longitudinais positivas de vigas
devem ser prolongadas até os apoios (Figura 5.25), de tal forma que:
− As,apoio ≥ 0,33 As,vão, se Mapoio for nulo ou negativo de valor absoluto Mapoio≤ 0,5 Mvão;
ou
− As,apoio ≥ 0,25 As,vão, se Mapoio for negativo de valor absoluto Mapoio> 0,5 Mvão; e

2006 5-52 ufpr/tc405


No caso de apoios intermediários, onde não haja a possibilidade de ocorrência de
momentos positivos, as armaduras provenientes do meio do vão deverão se estender, no mínimo,
10 φ além da face do apoio (item 18.3.2.4.1 da ABNT NBR 6118).

0,33 As,vão As,vão 0,25 As,vão

10 φ

Figura 5.25 - Prolongamento de armadura positiva


5.15.3 Concentração de armaduras
Os esforços nas armaduras, tracionadas ou comprimidas, podem ser considerados
concentrados no centro de gravidade correspondente
(Figura 5.26), se a distância deste centro ao ponto da seção
de armadura mais afastada da linha neutra, medida
normalmente a esta, for menor que 10% h (ABNT NBR 6118,
item 17.2.4.1).

h yCG < 0,1 h

CG
yCG

Figura 5.26 - Centro de gravidade


de armaduras
5.15.4 Armadura de pele
Quando a altura de viga superar 60 cm e a armadura longitudinal de tração desta viga for
constituída por aço de alta aderência (η1 ≥ 2,25), é obrigatório o uso da armadura de pele
(ABNT NBR 6118, item 17.3.5.2.3). Esta armadura de pele (armadura lateral) deverá ser
constituída pelo mesmo aço da
armadura longitudinal de tração,
com área mínima igual a
0,10% Ac,alma em cada face da
alma da viga. O espaçamento
entre as barras constituintes da
h ≥ 60 cm armadura de pele não deve
As,pele ≥ 0,1 bw h s ≤ 20 cm superar 20 cm (Figura 5.27).
(por face)

bw

Figura 5.27 - Armadura de pele

5.16 Tabelas de Flexão Simples

2006 5-53 ufpr/tc405


2
CA-25 fyd = 21,7 kN/cm β's para d'/d =
βx βy βz βc βs 0,025 0,050 0,075 0,100 0,125 0,150 0,175 0,200 0,225 0,250
0,010 0,008 0,996 0,007 1,000
0,020 0,016 0,992 0,013 1,000
0,030 0,024 0,988 0,020 1,000 0,050
0,040 0,032 0,984 0,027 1,000 0,151
0,050 0,040 0,980 0,033 1,000 0,255
0,060 0,048 0,976 0,040 1,000 0,360 0,103
0,070 0,056 0,972 0,046 1,000 0,468 0,208
0,080 0,064 0,968 0,053 1,000 0,579 0,316 0,053
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0,130 0,104 0,948 0,084 1,000 1,000 0,890 0,612 0,334 0,056
0,140 0,112 0,944 0,090 1,000 1,000 1,000 0,731 0,450 0,169
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0,160 0,128 0,936 0,102 1,000 1,000 1,000 0,979 0,691 0,403 0,115
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0,190 0,152 0,924 0,119 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,777 0,478 0,179
0,200 0,160 0,920 0,125 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,907 0,605 0,302
0,210 0,168 0,916 0,131 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,735 0,429 0,122
0,220 0,176 0,912 0,136 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,868 0,558 0,248
0,230 0,184 0,908 0,142 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,691 0,377 0,063
0,240 0,192 0,904 0,148 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,828 0,509 0,191
0,250 0,200 0,900 0,153 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,968 0,645 0,323
0,259 0,207 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,774 0,448 0,121
0,260 0,208 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,782 0,456 0,130
0,270 0,216 0,892 0,164 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,878 0,565 0,251
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0,320 0,256 0,872 0,190 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,741
0,330 0,264 0,868 0,195 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,821
0,340 0,272 0,864 0,200 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,897
0,350 0,280 0,860 0,205 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,968
0,360 0,288 0,856 0,210 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,370 0,296 0,852 0,214 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,380 0,304 0,848 0,219 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,390 0,312 0,844 0,224 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,400 0,320 0,840 0,228 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,410 0,328 0,836 0,233 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,420 0,336 0,832 0,238 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,430 0,344 0,828 0,242 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,440 0,352 0,824 0,247 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,450 0,360 0,820 0,251 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,460 0,368 0,816 0,255 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,470 0,376 0,812 0,260 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,480 0,384 0,808 0,264 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,490 0,392 0,804 0,268 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,500 0,400 0,800 0,272 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,510 0,408 0,796 0,276 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,520 0,416 0,792 0,280 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,530 0,424 0,788 0,284 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,540 0,432 0,784 0,288 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,550 0,440 0,780 0,292 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,560 0,448 0,776 0,296 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,570 0,456 0,772 0,299 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,580 0,464 0,768 0,303 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,590 0,472 0,764 0,307 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,600 0,480 0,760 0,310 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,610 0,488 0,756 0,314 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,620 0,496 0,752 0,317 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,630 0,504 0,748 0,320 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,640 0,512 0,744 0,324 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,650 0,520 0,740 0,327 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,660 0,528 0,736 0,330 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,670 0,536 0,732 0,333 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,680 0,544 0,728 0,337 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,690 0,552 0,724 0,340 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,700 0,560 0,720 0,343 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000

2006 5-54 ufpr/tc405


2
CA-50 fyd = 43,5 kN/cm β's para d'/d =
βx βy βz βc βs 0,025 0,050 0,075 0,100 0,125 0,150 0,175 0,200 0,225 0,250
0,010 0,008 0,996 0,007 1,000
0,020 0,016 0,992 0,013 1,000
0,030 0,024 0,988 0,020 1,000 0,025
0,040 0,032 0,984 0,027 1,000 0,075
0,050 0,040 0,980 0,033 1,000 0,127
0,060 0,048 0,976 0,040 1,000 0,180 0,051
0,070 0,056 0,972 0,046 1,000 0,234 0,104
0,080 0,064 0,968 0,053 1,000 0,289 0,157 0,026
0,090 0,072 0,964 0,059 1,000 0,345 0,212 0,080
0,100 0,080 0,960 0,065 1,000 0,402 0,268 0,134
0,110 0,088 0,956 0,072 1,000 0,461 0,325 0,190 0,054
0,120 0,096 0,952 0,078 1,000 0,521 0,384 0,247 0,110
0,130 0,104 0,948 0,084 1,000 0,583 0,444 0,305 0,166 0,028
0,140 0,112 0,944 0,090 1,000 0,646 0,505 0,365 0,225 0,084
0,150 0,120 0,940 0,096 1,000 0,710 0,568 0,426 0,284 0,142
0,160 0,128 0,936 0,102 1,000 0,776 0,632 0,489 0,345 0,201 0,057
0,170 0,136 0,932 0,108 1,000 0,843 0,698 0,553 0,407 0,262 0,116
0,180 0,144 0,928 0,114 1,000 0,913 0,765 0,618 0,471 0,324 0,177 0,029
0,190 0,152 0,924 0,119 1,000 0,983 0,834 0,685 0,536 0,387 0,238 0,089
0,200 0,160 0,920 0,125 1,000 1,000 0,905 0,754 0,603 0,453 0,302 0,151
0,210 0,168 0,916 0,131 1,000 1,000 0,978 0,825 0,672 0,519 0,367 0,214 0,061
0,220 0,176 0,912 0,136 1,000 1,000 1,000 0,897 0,743 0,588 0,433 0,279 0,124
0,230 0,184 0,908 0,142 1,000 1,000 1,000 0,972 0,815 0,658 0,502 0,345 0,188 0,031
0,240 0,192 0,904 0,148 1,000 1,000 1,000 1,000 0,889 0,730 0,572 0,413 0,254 0,095
0,250 0,200 0,900 0,153 1,000 1,000 1,000 1,000 0,966 0,805 0,644 0,483 0,322 0,161
0,259 0,207 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,875 0,712 0,549 0,386 0,223 0,060
0,260 0,208 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,877 0,715 0,552 0,390 0,227 0,065
0,270 0,216 0,892 0,164 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,907 0,751 0,595 0,438 0,282 0,125
0,280 0,224 0,888 0,169 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,935 0,784 0,634 0,483 0,332 0,181
0,290 0,232 0,884 0,174 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,961 0,816 0,670 0,524 0,379 0,233
0,300 0,240 0,880 0,180 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986 0,845 0,704 0,563 0,422 0,282
0,310 0,248 0,876 0,185 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,872 0,736 0,600 0,463 0,327
0,320 0,256 0,872 0,190 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,898 0,766 0,634 0,502 0,370
0,330 0,264 0,868 0,195 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,922 0,794 0,666 0,538 0,410
0,340 0,272 0,864 0,200 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,944 0,820 0,696 0,572 0,447
0,350 0,280 0,860 0,205 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,966 0,845 0,724 0,603 0,483
0,360 0,288 0,856 0,210 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986 0,868 0,751 0,634 0,516
0,370 0,296 0,852 0,214 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,890 0,776 0,662 0,548
0,380 0,304 0,848 0,219 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,912 0,800 0,689 0,578
0,390 0,312 0,844 0,224 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,931 0,823 0,715 0,607
0,400 0,320 0,840 0,228 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,950 0,845 0,739 0,634
0,410 0,328 0,836 0,233 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,968 0,865 0,762 0,659
0,420 0,336 0,832 0,238 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986 0,885 0,784 0,684
0,430 0,344 0,828 0,242 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,904 0,806 0,707
0,440 0,352 0,824 0,247 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,922 0,826 0,730
0,450 0,360 0,820 0,251 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,939 0,845 0,751
0,460 0,368 0,816 0,255 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,955 0,863 0,771
0,470 0,376 0,812 0,260 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,971 0,881 0,791
0,480 0,384 0,808 0,264 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986 0,898 0,810
0,490 0,392 0,804 0,268 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,914 0,828
0,500 0,400 0,800 0,272 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,929 0,845
0,510 0,408 0,796 0,276 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,944 0,861
0,520 0,416 0,792 0,280 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,959 0,877
0,530 0,424 0,788 0,284 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,972 0,893
0,540 0,432 0,784 0,288 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986 0,907
0,550 0,440 0,780 0,292 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,998 0,922
0,560 0,448 0,776 0,296 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,935
0,570 0,456 0,772 0,299 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,949
0,580 0,464 0,768 0,303 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,961
0,590 0,472 0,764 0,307 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,974
0,600 0,480 0,760 0,310 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986
0,610 0,488 0,756 0,314 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,997
0,620 0,496 0,752 0,317 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,628 0,502 0,749 0,320 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,630 0,504 0,748 0,320 0,992 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,640 0,512 0,744 0,324 0,950 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,650 0,520 0,740 0,327 0,910 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,660 0,528 0,736 0,330 0,870 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,670 0,536 0,732 0,333 0,832 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,680 0,544 0,728 0,337 0,795 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,690 0,552 0,724 0,340 0,759 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000
0,700 0,560 0,720 0,343 0,724 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000

2006 5-55 ufpr/tc405


2
CA-60 fyd = 52,2 kN/cm β's para d'/d =
βx βy βz βc βs 0,025 0,050 0,075 0,100 0,125 0,150 0,175 0,200 0,225 0,250
0,010 0,008 0,996 0,007 1,000
0,020 0,016 0,992 0,013 1,000
0,030 0,024 0,988 0,020 1,000 0,021
0,040 0,032 0,984 0,027 1,000 0,063
0,050 0,040 0,980 0,033 1,000 0,106
0,060 0,048 0,976 0,040 1,000 0,150 0,043
0,070 0,056 0,972 0,046 1,000 0,195 0,087
0,080 0,064 0,968 0,053 1,000 0,241 0,131 0,022
0,090 0,072 0,964 0,059 1,000 0,287 0,177 0,066
0,100 0,080 0,960 0,065 1,000 0,335 0,223 0,112
0,110 0,088 0,956 0,072 1,000 0,384 0,271 0,158 0,045
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0,130 0,104 0,948 0,084 1,000 0,486 0,370 0,254 0,139 0,023
0,140 0,112 0,944 0,090 1,000 0,538 0,421 0,304 0,187 0,070
0,150 0,120 0,940 0,096 1,000 0,592 0,473 0,355 0,237 0,118
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0,170 0,136 0,932 0,108 1,000 0,703 0,582 0,460 0,339 0,218 0,097
0,180 0,144 0,928 0,114 1,000 0,760 0,638 0,515 0,392 0,270 0,147 0,025
0,190 0,152 0,924 0,119 1,000 0,819 0,695 0,571 0,447 0,323 0,199 0,074
0,200 0,160 0,920 0,125 1,000 0,880 0,754 0,629 0,503 0,377 0,251 0,126
0,210 0,168 0,916 0,131 1,000 0,942 0,815 0,687 0,560 0,433 0,306 0,178 0,051
0,220 0,176 0,912 0,136 1,000 1,000 0,877 0,748 0,619 0,490 0,361 0,232 0,103
0,230 0,184 0,908 0,142 1,000 1,000 0,940 0,810 0,679 0,549 0,418 0,287 0,157 0,026
0,240 0,192 0,904 0,148 1,000 1,000 1,000 0,873 0,741 0,609 0,476 0,344 0,212 0,079
0,250 0,200 0,900 0,153 1,000 1,000 1,000 0,939 0,805 0,670 0,536 0,402 0,268 0,134
0,259 0,207 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 1,000 0,865 0,729 0,593 0,458 0,322 0,186 0,050
0,260 0,208 0,896 0,158 1,000 1,000 1,000 1,000 0,866 0,731 0,596 0,460 0,325 0,190 0,054
0,270 0,216 0,892 0,164 1,000 1,000 1,000 1,000 0,887 0,756 0,626 0,495 0,365 0,235 0,104
0,280 0,224 0,888 0,169 1,000 1,000 1,000 1,000 0,905 0,779 0,654 0,528 0,402 0,277 0,151
0,290 0,232 0,884 0,174 1,000 1,000 1,000 1,000 0,923 0,801 0,680 0,558 0,437 0,316 0,194
0,300 0,240 0,880 0,180 1,000 1,000 1,000 1,000 0,939 0,821 0,704 0,587 0,469 0,352 0,235
0,310 0,248 0,876 0,185 1,000 1,000 1,000 1,000 0,954 0,840 0,727 0,613 0,500 0,386 0,273
0,320 0,256 0,872 0,190 1,000 1,000 1,000 1,000 0,968 0,858 0,748 0,638 0,528 0,418 0,308
0,330 0,264 0,868 0,195 1,000 1,000 1,000 1,000 0,981 0,875 0,768 0,661 0,555 0,448 0,341
0,340 0,272 0,864 0,200 1,000 1,000 1,000 1,000 0,994 0,890 0,787 0,683 0,580 0,476 0,373
0,350 0,280 0,860 0,205 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,905 0,805 0,704 0,603 0,503 0,402
0,360 0,288 0,856 0,210 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,919 0,821 0,724 0,626 0,528 0,430
0,370 0,296 0,852 0,214 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,932 0,837 0,742 0,647 0,552 0,457
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0,440 0,352 0,824 0,247 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,928 0,848 0,768 0,688 0,608
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0,460 0,368 0,816 0,255 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,949 0,872 0,796 0,719 0,643
0,470 0,376 0,812 0,260 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,959 0,884 0,809 0,734 0,659
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0,490 0,392 0,804 0,268 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,977 0,905 0,833 0,761 0,690
0,500 0,400 0,800 0,272 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,986 0,915 0,845 0,774 0,704
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0,550 0,440 0,780 0,292 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,960 0,896 0,832 0,768
0,560 0,448 0,776 0,296 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,968 0,905 0,842 0,779
0,570 0,456 0,772 0,299 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,976 0,914 0,852 0,790
0,580 0,464 0,768 0,303 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,983 0,923 0,862 0,801
0,585 0,468 0,766 0,305 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,987 0,927 0,866 0,806
0,590 0,472 0,764 0,307 0,978 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,990 0,931 0,871 0,811
0,600 0,480 0,760 0,310 0,939 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,997 0,939 0,880 0,821
0,610 0,488 0,756 0,314 0,900 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,946 0,889 0,831
0,620 0,496 0,752 0,317 0,863 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,954 0,897 0,840
0,630 0,504 0,748 0,320 0,827 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,961 0,905 0,849
0,640 0,512 0,744 0,324 0,792 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,968 0,913 0,858
0,650 0,520 0,740 0,327 0,758 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,975 0,921 0,866
0,660 0,528 0,736 0,330 0,725 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,981 0,928 0,875
0,670 0,536 0,732 0,333 0,694 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,988 0,935 0,883
0,680 0,544 0,728 0,337 0,663 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,994 0,942 0,890
0,690 0,552 0,724 0,340 0,633 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,949 0,898
0,700 0,560 0,720 0,343 0,603 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 1,000 0,955 0,905

2006 5-56 ufpr/tc405


5.17 Simbologia específica
5.17.1 Símbolos base
a distância entre pontos de momento fletor nulo
ah espaçamento horizontal mínimo livre entre as faces das barras longitudinais,
medido no plano da seção transversal
av espaçamento vertical mínimo livre entre as faces das barras longitudinais, medido
no plano da seção transversal
bf largura colaborante da mesa de uma viga
bw largura da alma de uma viga
b1 parte de bf definida pela existência de vigas paralelas
b2 distância entre vigas paralelas, contadas a partir das mísulas, se existirem
b3 parte de bf definida pela existência de lajes em balanço
b4 largura da laje em balanço, contada a partir da mísula, se existir
c cateto vertical de mísula
cnom cobrimento nominal
d altura útil da viga - distância da fibra de concreto mais comprimida até o centro de
gravidade da armadura tracionada
dmax dimensão máxima do agregado graúdo
d' distância da fibra de concreto mais comprimida até o centro de gravidade da
armadura comprimida
fcd resistência à compressão do concreto de cálculo
fck resistência à compressão do concreto característica
fctk resistência característica à tração do concreto
fyd resistência ao escoamento do aço de cálculo
fyk resistência ao escoamento do aço característica
gk valor característico da ação permanente
h altura da viga
hf espessura da mesa de uma viga de seção T
l vão
qk valor característico da ação variável
s espaçamento entre as barras que constituem a armadura de pele
x altura da linha neutra
y altura do retângulo de tensões σc
ycg posição do centro de gravidade da seção transversal de um conjunto de barras
longitudinais (tracionadas ou comprimidas) em relação à geratriz mais afastada da
linha neutra, medida normalmente a esta
yf distância do centro de gravidade de uma seção T à fibra da mesa mais afastada da
linha neutra, medida normalmente a esta
yw distância do centro de gravidade de uma seção T à fibra da alma mais afastada da
linha neutra, medida normalmente a esta
z braço de alavanca do binário de forças Rcd1, Rsd1
Ac área de concreto
Acc área de concreto comprimido
As área da seção transversal da armadura longitudinal tracionada
As,cal área calculada da seção transversal da armadura longitudinal tracionada
As,ef área efetiva da seção transversal da armadura longitudinal tracionada
As1 área da seção transversal da armadura longitudinal tracionada, referenciada ao
binário MRd1
As2 área da seção transversal da armadura longitudinal tracionada, referenciada ao
binário MRd2
As3 área da seção transversal da armadura longitudinal tracionada, referenciada ao
binário MRd3
A's área da seção transversal da armadura longitudinal comprimida
A’s,cal área calculada da seção transversal da armadura longitudinal comprimida
A’s,ef área efetiva da seção transversal da armadura longitudinal comprimida
Es módulo de elasticidade do aço
Gk valor característico da ação permanente

2006 5-57 ufpr/tc405


I momento de inércia
M momento fletor
Mgk momento fletor característico decorrentes de ações permanentes
Mqk momento fletor característico decorrentes de ações variáveis
MRd momento fletor resistente de cálculo
MRd1 momento fletor resistente de cálculo referenciado ao binário Rcd1, Rsd1
MRd2 momento fletor resistente de cálculo referenciado ao binário R’sd, Rsd2
MRd3 momento fletor resistente de cálculo referenciado ao binário Rcd3, Rsd3
MRd1,lim momento fletor resistente de cálculo corresponde ao limite de dutilidade da seção
transversal (βx = βx,lim)
MRd,mesa momento fletor resistente de cálculo referenciado ao binário Rcd2, Rsd2 para a
condição y = hf
MSd momento fletor solicitante de cálculo
Qk valor característico da ação variável
Rcd força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido
Rcd1 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido de área bw y
Rcd3 força resistente de cálculo atuante na região de concreto comprimido de área
(bf - bw) y
Rsd força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada
Rsd1 força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada de área As1
Rsd2 força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada de área As2
Rsd3 força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada de área As3
R'sd força resistente de cálculo atuante na armadura comprimida
W0 módulo de resistência da seção transversal bruta de concreto, relativo à fibra mais
tracionada
β variável adimensional
βc valor adimensional auxiliar
βc,lim valor adimensional auxiliar correspondente ao limite de dutilidade da seção
transversal (βx = βx,lim)
βs valor adimensional que define a tensão de tração referente à armadura As
β’s valor adimensional que define a tensão de compressão referente à armadura A’s
βx valor adimensional que define a posição da linha neutra
βx,lim valor adimensional que define a posição da linha neutra correspondente ao limite de
dutilidade da seção transversal
βy valor adimensional que define a região de concreto comprimido
βz valor adimensional que define o braço de alavanca do binário de forças Rcd1, Rsd1
εc deformação específica do concreto
εs deformação específica do aço à tração
ε's deformação específica do aço à compressão
εyd deformação específica de escoamento do aço
φ diâmetro das barras da armadura
φl diâmetro da barra longitudinal
φt diâmetro da barra transversal (estribo)
γc coeficiente de ponderação da resistência do concreto
γg coeficiente de ponderação para ações permanentes diretas
γq coeficiente de ponderação para ações variáveis diretas
γs coeficiente de ponderação da resistência do aço
ρ taxa geométrica de armadura longitudinal de tração
σc tensão à compressão no concreto
σs tensão à tração na armadura
σ's tensão à compressão na armadura
5.17.2 Símbolos subscritos
alma alma
apoio apoio
cal cálculo
ef efetivo
2006 5-58 ufpr/tc405
lim limite
max máximo
mesa mesa
min mínimo
nom nominal
pele pele
ret retangular
rup ruptura
sup superior
vão vão
T seção T

5.18 Exercícios
Ex. 5.1: Definir a curva MRd x As para a seção abaixo indicada. Mostrar no gráfico os
domínios 2, 3 e 4, bem como o limite entre peça sub e superarmada. Use o eixo vertical para a
área de armadura e o horizontal para o momento fletor.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
90 cm
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, grandes pontes As
(γg = 1,3, γq = 1,5, γc = 1,4 e γs = 1,15).
Escala:
30 cm
− 1 cm2 = 1,0 cm; e
− 10 kNm = 1,0 cm.
Ex. 5.2: Mantidas as condições de dutilidade, determinar a armadura longitudinal para a
seção transversal da viga abaixo representada, a qual deve suportar, simultaneamente, os
momentos fletores Mgk = 80 kNm e Mqk = 25 kNm.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
45 cm
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 As
(γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4 e γs = 1,15).
20 cm
Ex. 5.3: Mantidas as condições de dutilidade, determinar o máximo momento fletor
solicitante de cálculo que a viga de seção transversal abaixo indicada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por 7 barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 8 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 4 cm.
Dados: 90 cm
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
As
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 30 cm
(γg = 1,35, γq = 1,5, γc = 1,4 e γs = 1,15).
Ex. 5.4: Mantidas as condições de dutilidade, determinar a armadura longitudinal necessária
para que a viga abaixo representada.

2006 5-59 ufpr/tc405


Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).

qk = 5 kN/m

gk = 15 kN/m
54 cm

5m
As
6 cm
18 cm

Ex. 5.5: A seção de viga abaixo indicada está submetida a um momento fletor solicitante de
cálculo igual a 150 kNm. Mantendo-se as condições de dutilidade e sabendo-se que a viga terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por 3 barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 5 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm;
pede-se determinar a altura mínima da viga.
Dados:
− concreto: C20; e h
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 18 cm
(γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4 e γs = 1,15).
Obs.:
− não considerar a resistência do porta-estribo (armadura longitudinal superior).
Ex. 5.6: Uma viga de seção retangular de 20 cm x 60 cm, altura útil correspondente a 55 cm,
foi ensaiada à flexão simples em laboratório até atingir o Estado Limite Último. Avaliou-se, ao final
do ensaio, que o braço de alavanca z, entre a resultante de compressão no concreto Rcd e a
resultante de tração na armadura Rsd, deveria ser de 46,2 cm. Tendo em vista que a viga só
possuía armadura longitudinal de tração As, pede-se:
a. o valor das deformações no bordo mais comprimido e na armadura tracionada;
b. o domínio em que viga se encontrava no instante da ruptura;
c. a intensidade do momento fletor de cálculo que levou a viga à ruptura;
d. a armadura longitudinal de tração da viga correspondente à situação de ruína; e
e. o tipo de ruptura (dútil ou frágil) que a peça apresentou (justificar).
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).

2006 5-60 ufpr/tc405


εc
0,5 y y = 0,8 x
σc
Rcd
x
MRd MSd
h d z

As
Rsd
bw εs

Ex. 5.7: Admitindo-se que a distribuição de tensões na região de concreto comprimido seja
triangular e que:
MRd = M Sd
x
βx =
d
MSd
βc =
b w d 2 f cd
determinar, para vigas de seção retangular, βc como função única de βx.
εc
σc = 0,85 fcd

Rcd x
MRd MSd
h d z

As
Rsd
bw εs

Ex. 5.8: Após realizar o dimensionamento a flexão simples de uma viga de concreto armado,
de base 20 cm e altura útil 70 cm, o engenheiro descobriu que não fora considerado no cálculo um
dos três coeficientes de segurança exigidos pela ABNT NBR-6118 (γg, γc, ou γs). Tendo em vista
que, sem a consideração adequada de um destes coeficientes de segurança, obteve-se para
armadura de tração As o valor correspondente a 11,566 cm2, pede-se:
a. qual dos três coeficientes foi desconsiderado no cálculo da armadura As (tomado igual
a 1,0); e
b. qual o valor correto da área da armadura tracionada.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γc = 1,4 e γs =
1,15).

2006 5-61 ufpr/tc405


gk = 30 kN/m

70 cm
8m

As

20 cm
Ex. 5.9: Mantidas as condições de dutilidade, determinar as armaduras longitudinais
necessárias para a viga abaixo representada. A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 5 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Ao final dos cálculos, apresentar um corte longitudinal esquemático indicando as posições
das armaduras positivas e negativas.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).

qk = 10 kN/m

gk = 20 kN/m
70 cm

6m 1,5 m

20 cm

Ex. 5.10: Mantidas as condições de dutilidade, determinar o máximo valor da carga gk que a
viga abaixo representada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior, no meio do vão, constituída por 3 barras de 16 mm; e
− armadura longitudinal superior, nos apoios, constituída por 5 barras de 10 mm.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50; e
− d = h – 6 cm.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
Obs.:
− não considerar a resistência do porta-estribo (armadura de compressão).

2006 5-62 ufpr/tc405


gk

60 cm
2m 6m 2m

20 cm 20 cm
meio apoios
do vão

Ex. 5.11: Mantidas as condições de dutilidade, determinar a máxima carga acidental qk que
a viga abaixo representada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por 3 barras de 20 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).
Obs.:
− não considerar a resistência do porta-estribo (armadura longitudinal superior).

qk

gk = 10 kN/m
60 cm

6m

20 cm

Ex. 5.12: Determinar a menor altura possível para que a viga abaixo representada mantenha
as condições de dutilidade, sem a utilização de armadura de compressão. Para esta condição,
defina sua armadura longitudinal.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
− peso próprio incluído na carga gk.

2006 5-63 ufpr/tc405


qk = 20 kN/m

gk = 10 kN/m
d

5m
As
6 cm
15 cm
Ex. 5.13: Mantidas as condições de dutilidade, determinar a máxima carga permanente Gk
que a viga abaixo representada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por 5 barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
Obs.:
− não considerar a resistência do porta estribo (armadura longitudinal superior).
Gk

qk = 5 kN/m
70 cm
gk = 10 kN/m

2m 3m
20 cm

Ex. 5.14: Determinar, para a viga abaixo representada:


a. a menor altura possível, respeitando as condições de dutilidade e sem a utilização de
armadura de compressão; e
b. as armaduras positivas e negativas da viga, para a altura definida no item a.
A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 20 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 8 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Ao final dos cálculos, apresentar um corte longitudinal esquemático indicando as posições
das armaduras positivas e negativas.
Dados:
− concreto: C30; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, pontes em geral (γg = 1,35, γq = 1,5, γc =
1,4 e γs = 1,15).
2006 5-64 ufpr/tc405
− peso próprio desprezível.

Qk = 100 kN

8m 3m

30 cm

Ex. 5.15: Determinar o menor valor possível para a largura (bw) da viga de seção retangular
abaixo representada de tal forma que sejam mantidas as condições de dutilidade. No meio do vão
e no apoio do balanço somente deverão existir armaduras de tração para resistir aos momentos
fletores. Para a largura mínima determinada, definir as armaduras no meio do vão e no apoio do
balanço. Apresentar um corte longitudinal da viga com o posicionamento das armaduras
calculadas. A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 8 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).
− peso próprio incluído na carga gk.
Obs.:
− a carga concentrada Qk é acidental, o que vale dizer que ela pode atuar ou não.
Qk = 50 kN

70 cm gk = 30 kN/m

8m 2m

bw

Ex. 5.16: Mantidas as condições de dutilidade, determinar o afastamento máximo que as


cargas Gk podem ter dos apoios. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por 5 barras de 12,5 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);

2006 5-65 ufpr/tc405


− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
Gk = 40 kN Gk = 40 kN

55 cm gk = 40 kN/m

As a a
5m
18 cm
Ex. 5.17: Mantidas as condições de dutilidade, determinar o máximo valor da carga móvel
Qk que a viga abaixo representada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior, no meio do vão, constituída por 3 barras de 16 mm;
− armadura longitudinal superior, nos apoios, constituída por 5 barras de 12,5 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, pontes em geral (γg = 1,35, γq = 1,5, γc =
1,4 e γs = 1,15).
Obs.:
− não considerar a resistência do porta-estribo.

Qk
60 cm

gk = 10 kN/m

20 cm 20 cm 1,5 m 4,0 m 1,5 m


meio apoios
do vão

Ex. 5.18: Para a viga abaixo representada, determinar:


a. a menor seção transversal possível para esta viga de tal forma que sejam mantidas as
condições de dutilidade sem o uso de armadura de compressão;
b. a armadura necessária para o máximo momento positivo;
c. a armadura necessária para o máximo momento negativo; e
d. a distância, em relação ao apoio A, onde a armadura necessária para o momento
positivo correspondesse a 2 barras de 16 mm.
A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm;
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm; e
− altura útil (d) igual a 4 vezes a largura da base (bw).
2006 5-66 ufpr/tc405
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50; e
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).

gk = 40 kN/m
A B
h 6m 2m

bw
Ex. 5.19: O carrinho de cargas indicado na figura abaixo suporta um carregamento centrado
de 200 kN. Tendo em vista que a definição da estrutura suporte (viga AB) deverá ser feita para o
carrinho na posição CD, pede-se:
a. a menor altura possível para a viga AB de tal forma que na seção C não exista
armadura longitudinal de compressão e sejam mantidas as condições de dutilidade; e
b. as armaduras necessárias nas seções C e D da viga suporte, definidas a partir da
altura estabelecida no item a.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− d = h – 5 cm.
Obs.:
− ajustar o valor de h para múltiplo de 5 cm; e
− considerar nulos os pesos próprios da viga e do carrinho.

carrinho 200 kN
viga

C D
h
A B

2,4 m 4,0 m 20 cm

1,6 m seção transversal

Ex. 5.20: Para o estado de deformação abaixo indicado, determinar:


a. o valor limite para a carga Qk (valor característico); e
b. a armadura necessária (cm2) para a condição estabelecida no item a.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.

2006 5-67 ufpr/tc405


Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).
Obs:
− peso próprio da viga incluído na carga gk.
Qk

gk = 20 kN/m

M
1m 2m 2m 1m

2,5‰

MSd
45 cm

As
5 cm

20 cm 10‰

estado de deformação na seção M


(posição da carga Qk)
Ex. 5.21: Duas vigas de concreto armado de seções retangulares iguais, mesmo vão, apoios
idênticos, materiais de mesma resistência, porém com taxas longitudinais de armadura desiguais,
foram submetidas, num ensaio de laboratório, ao mesmo tipo de carregamento, como ilustrado na
figura abaixo. Esse carregamento consistiu em duas cargas concentradas, simétricas, aplicadas
simultaneamente, cuja intensidade variou de zero até a carga de ruptura.
Antes da ruptura, observou-se que a Viga 01 deu sinais evidentes de esgotamento da sua
capacidade resistente, apresentando um quadro de fissuração intenso, enquanto que a Viga 02
não apresentou a mesma sinalização e rompeu bruscamente, sem aviso prévio. Observou-se,
também, que a carga de ruptura da Viga 02 foi 47,7% maior que a da Viga 01.
Sabendo-se que a Viga 01 foi armada com 5 barras de 16 mm, determinar:
a. a carga de ruptura (de cálculo) da Viga 01;
b. a carga de ruptura (de cálculo) da Viga 02; e
c. a armadura longitudinal de tração (As) usada na Viga 02.
Dados:
− concreto: σc,rup = fcd = 17,86 MPa;
− aço: σs,rup = fyd = 43,5 MPa;
− bw = 20 cm;
− d = 45 cm; e
− h = 50 cm.
Obs:
− desconsiderar o próprio da viga.

2006 5-68 ufpr/tc405


esmagamento
do concreto

P ⇒ Prupt P ⇒ Prupt P ⇒ Prupt P ⇒ Prupt

5 φ 16 As

2m 4m 2m 2m 4m 2m
VIGA 01 fissuração VIGA 02
intensa

Ex. 5.22: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga abaixo representada:
a. a menor altura (h) possível; e
b. as armaduras necessárias nas seções A, B e C.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− viga de seção retangular, sem armadura de compressão;
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15);
− bw = 15 cm; e
− h = d + 5 cm
Obs:
− peso próprio da viga incluído na carga gk;
− adotar para h valor múltiplo de 5 cm; e
− considerar carregamentos permanentes (valores característicos).

Gk= 120 kN

h
gk = 40 kN/m

3m 3m 3m 3m
bw A B C
Ex. 5.23: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga de altura variável
abaixo representada, os menores valores possíveis para h1 e h2. Para estes valores determinados,
definir as armaduras longitudinais (positiva e negativa) para a seção D. Apresentar uma vista da
viga mostrando as posições das armaduras calculadas.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-25.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− viga de seção retangular, sem armadura de compressão;
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− bw = 20 cm; e
2006 5-69 ufpr/tc405
− hi = di + 5 cm
Obs:
− peso próprio da viga incluído na carga gk;
− adotar para h valor múltiplo de 5 cm; e
− considerar a viga como simplesmente apoiada nos pilares.

h1 h1
h2

Qk = 100 kN
A B C D G

gk = 10 kN/m

1m 1m 1m 3m

Seção A B C D E F G
x (m) 0,0 1,0 2,0 3,0 4,0 5,0 6,0
Mgk (kNm) 0,0 -5,0 -20,0 0,0 10,0 10,0 0,0
Mqk (kNm) (-) 0,0 -100,0 -200,0 -150,0 -100,0 -50,0 0,0
Mqk (kNm) (+) 0,0 0,0 -0,0 75,0 100,0 75,0 0,0
MSd (kNm) (-) 0,0 -147,0 -308,0 -210,0 -130,0 -60,0 0,0
MSd (kNm) (+) 0,0 -5,0 -20,0 105,0 154,0 119,0 0,0

Ex. 5.24: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga de seção transversal
abaixo indicada, o máximo momento fletor solicitante de cálculo que ela pode suportar. A viga
terá:
− armadura longitudinal de compressão (superior) constituída por 2 barras de 12,5 mm;
− armadura longitudinal de tração (inferior) constituída por 3 barras
de 20 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 4 cm. 65 cm
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
25 cm
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).

2006 5-70 ufpr/tc405


Ex. 5.25: Para a seção de viga abaixo indicada, verificar:
a. o momento fletor solicitante de cálculo que corresponderia a condição εs = 7‰; e
b. as condições de dutilidade para as condições estabelecidas no item a.
A viga terá:
− armadura longitudinal de compressão (superior) constituída por
2 barras de 10 mm;
− armadura longitudinal de tração (inferior) constituída por 5
barras de 16 mm; 70 cm
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 5 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 25 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C20; e 20 cm
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).
Ex. 5.26: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga abaixo representada:
a. as armaduras longitudinais de tração e compressão (As e A’s);
b. a armadura longitudinal de tração (As), considerando nula a armadura de compressão;
c. os valores das tensões de tração e compressão nas armaduras definidas no item a; e
d. o valor da tensão de tração na armadura definida no item b.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
Obs.:
− considerar, para o item b, viga superarmada.

4 cm
A’s gk = 30 kN/m

40 cm 6m

As
6 cm
20 cm

Ex. 5.27: A seção transversal da viga abaixo representada está sujeita a um momento fletor
solicitante de cálculo igual a 250 kNm e tem uma relação entre as armaduras de tração e de
compressão tal que:
4 cm
A 's A’s
= 30 %
( A s + A 's )
Com base na condição acima, determine: 40 cm
a. a posição da linha neutra;
b. a deformação da fibra de concreto mais comprimida;
c. o alongamento da armadura tracionada; As
d. o encurtamento da armadura comprimida; 6 cm
e. a tensão atuante na armadura tracionada; 25 cm
2006 5-71 ufpr/tc405
f. a tensão atuante na armadura comprimida;
g. a área da seção transversal da armadura tracionada;
h. a área da seção transversal da armadura comprimida; e
i. as condições de dutilidade.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
Ex. 5.28: Mantidas as condições de dutilidade, determinar a máxima carga acidental qk que
a viga abaixo representada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal de compressão (superior) constituída por 2 barras de 12,5 mm;
− armadura longitudinal de tração (inferior) constituída por 5 barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 5 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).

qk

gk = 10 kN/m
60 cm

6m

20 cm

Ex. 5.29: Para a viga abaixo esquematizada determinar o máximo vão que esta pode
possuir, mantidas as condições de dutilidade. A viga terá:
− no meio do vão:
! armadura longitudinal de compressão (superior) constituída por 2 barras de
12,5 mm;
! armadura longitudinal de tração (inferior) constituída por 3 barras de 16 mm;
− nos apoios:
! armadura longitudinal de tração (superior) constituída por 7 barras de 12,5 mm;
! armadura longitudinal de compressão (inferior) constituída por 2 barras de
16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 5 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e

2006 5-72 ufpr/tc405


− estado limite último, combinações normais, pontes em geral (γg = 1,35, γq = 1,5, γc =
1,4 e γs = 1,15).

Qk = 25 kN

70 cm gk = 10 kN/m

18 cm 18 cm l/3 l l/3
meio apoios
do vão

Ex. 5.30: Um reservatório é suportado pelas vigas V1 e V2 de seção transversal


20 cm x 60 cm, tal como indicado na figura abaixo. O reservatório exerce sobre as vigas igual
carregamento, uniformemente distribuído, no trecho central das vigas (4 m). Cada metro cúbico de
material armazenado no reservatório pesa 10 kN. Mantidas as condições de dutilidade, determinar
qual a máxima altura h permitida para o armazenamento do material. As vigas terão:
− armadura longitudinal de compressão (superior) constituída por 2 barras de 12,5 mm;
− armadura longitudinal de tração (inferior) constituída por 3 barras de 25 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 8 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto:
! classe: C20; e
! peso específico: 25 kN/m3.
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− nulo o peso próprio do reservatório; e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
4m

2 φ 12,5
60 cm
3 φ 25
h

20 cm
seção transversal no
4m meio do vão
(vigas V1 e V2)
4m
V1 V2
4m

2006 5-73 ufpr/tc405


Ex. 5.31: A viga abaixo indicada teve sua armadura positiva dimensionada e detalhada com
cinco barras de 12,5 mm (2 longas + 3 curtas). Dessas cinco barras, duas foram prolongadas até
a extremidade do balanço constituindo-se, portanto, na armadura de compressão para a seção do
apoio A (apoio do balanço). Nessas condições, e mantendo-se as condições de dutilidade,
pede-se determinar
a. a armadura de tração para a seção do apoio do balanço (apoio A), considerando a
armadura de compressão já existente (2 barras de 12,5 mm); e
b. o valor da carga Q2k (valor característico) que determinou as 5 barras de 12,5 mm
existente na seção C.
Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− bw = 20 cm;
− d = 55 cm; e
− d’/d = 0,075.
Obs.:
− considerar as cargas acidentais Q1k e Q2k como independentes (podem atuar
simultaneamente, ou não).
Q1k = 100 kN Q2k

gk = 35 kN/m
A C B

1,2 m 3,0 m 3,0 m

3 φ 12,5 60 cm
2 φ 12,5

Ex. 5.32 A viga abaixo representada, construída com concreto classe C20 e aço CA-50, tem
seção retangular com 20 cm de base e 55 cm de altura. Considerando, no estado limite último,
que:
− a distância entre a força resistente de cálculo atuante na região de concreto
comprimido e a força resistente de cálculo atuante na armadura tracionada,
corresponde a 40 cm; e
− a armadura comprimida é constituída por 2 barras de 10 mm,
pede-se:
a. o domínio de deformação, o encurtamento da fibra de concreto mais comprimido e o
alongamento da armadura mais tracionada, correspondente a este ELU;
b. a intensidade do momento fletor resistente de cálculo, correspondente a este ELU;
c. a área seção transversal da armadura longitudinal tracionada, correspondente a este
ELU; e
d. o tipo de ruína possível (frágil ou dúctil), correspondente a este ELU (justificar a
resposta).
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4 e γs = 1,15).

2006 5-74 ufpr/tc405


εc

5 cm
MSd

45 cm

5 cm
20 cm εs

Ex. 5.33: Determinar, para a viga abaixo representada, o máximo valor que a carga
acidental Qk (móvel) pode assumir, mantidas as condições de dutilidade. A viga terá 25 cm de
largura e 70 cm de altura.
Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− d = 63 cm; e
− d’ = 5 cm.

Qk

gk = 50 kN/m

2m 6m 2m

A B

2 φ20 mm
5 φ20 mm

5 φ20 mm
2 φ20 mm

armadura nos armadura no meio


apoios A e B do vão AB

Ex. 5.34: Mantendo as condições de dutilidade, determinar as armaduras longitudinais


necessárias nas seções B (meio do vão) e C (apoio da direita) da viga de seção retangular abaixo
representada. O carregamento Qk corresponde a uma carga concentrada móvel equivalente a
135 kN (valor característico). Apresentar, ao final dos cálculos, uma vista longitudinal da viga
mostrando a posição das armaduras calculadas.

2006 5-75 ufpr/tc405


Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− bw = 15 cm;
− h = 50 cm;
− d = 45 cm; e
− d’/d = 0,10.
Obs:
− considerar desprezível o peso próprio da viga.

Qk

3,0 m 3,0 m 1,5 m

A B C D

Ex. 5.35: Determinar, para a viga abaixo representada:


a. a menor altura h (número múltiplo de 5 cm), necessária para que a viga esteja na
condição limite de ductilidade nas seções B e C, sem armadura de compressão; e
b. as armaduras longitudinais necessárias na seção do meio do vão AD, mantida a altura
da viga determinada no item anterior.
Dados:
− concreto: C30;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− bw = 20 cm;
− d = h - 5 cm; e
− d’/d = 0,10.
Obs.:
− peso próprio da viga incluído na carga gk.
Qk = 40 kN Qk = 40 kN

gk = 20 kN/m

2m 4m 2m

A B C D
2006 5-76 ufpr/tc405
Ex. 5.36: Para a viga abaixo esquematizada determinar o máximo vão l que esta pode
possuir, mantida as condições de dutilidade. A viga terá:
− no meio do vão:
! armadura longitudinal de compressão (superior) constituída por 2 barras de
10 mm;
! armadura longitudinal de tração (inferior) constituída por 3 barras de 16 mm;
− nos apoios:
! armadura longitudinal de tração (superior) constituída por 3 barras de 16 mm;
! armadura longitudinal de compressão (inferior) constituída por 2 barras de
10 mm.
Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− d = 40 cm; e
− d’ = 4 cm.
Obs:
− peso próprio da viga incluído na carga gk.

gk = 50 kN/m
44 cm

l 2,828 l l

½
2,828 = 8
18 cm 18 cm
meio apoios
do vão

Ex. 5.37: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga abaixo representada,
o máximo momento fletor solicitante de cálculo que a seção pode resistir. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por 7 barras de 20 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados: 100 cm
− concreto: C25; e 8 cm
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e 92 cm
− estado limite último, combinações normais,
edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5, γc = 1,4 e
γs = 1,15).
25 cm

2006 5-77 ufpr/tc405


Ex. 5.38: Determinar a largura da mesa colaborante (seção T) para a viga V4 indicada na
figura. As lajes têm 10 cm de espessura e as vigas têm dimensões 15 cm x 40 cm.
P1 V1 (15x40) P2 P3
V3 (15x40)

V4 (15x40)

V5 (15x40)
400 cm

L1 L2

P4 V2 (15x40) P5 P6
150 cm

L3 L4

280 cm 350 cm

PLANTA DE FORMAS

Ex. 5.39: Mantidas as condições de dutilidade, determinar a máxima carga acidental qk que
a viga abaixo representada pode suportar. A viga terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por 5 barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C25; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).
120 cm
qk
10 cm
gk = 10 kN/m

75 cm
6m

20 cm

Ex. 5.40: Determinar os maiores comprimentos possíveis dos vãos l1 (AB = CD) e l2 (BC) da
viga da figura abaixo considerando que o dimensionamento das seções transversais será feito no
domínio 2 e sem armadura de compressão. Para estes valores definidos de l1 e l2, calcular as
armaduras longitudinais nas seções críticas do balanço AB (máximo momento fletor negativo) e

2006 5-78 ufpr/tc405


do vão BC (máximo momento fletor positivo). Mostrar, esquematicamente, o posicionamento das
armaduras (positiva e negativa) em uma vista longitudinal da viga.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
Obs.:
− determinar o vão l2 somente após a definição do vão l1, ou seja, definir l2,max como
função de l1,max;
− ajustar os valores de l1 e l2 para múltiplos de 5 cm (arredondar para baixo);
− considerar o peso próprio da viga incluído na carga gk ;
− considerar, para a altura útil da viga, a expressão d = h - 5 cm válida para momentos
positivos e negativos; e
− considerar bf = 60 cm, admitindo como verificados os valores b1, b2, b3 e b4.
60

25
gk = 30 kN/m

105
l1 l2 l1

A B C D
20
seção transversal
cm
Ex. 5.41: Determinar as armaduras positiva e negativa da viga abaixo indicada. Apresentar,
ao final dos cálculos, uma vista longitudinal da viga mostrando as posições das armaduras
determinadas com os respectivos valores de As (cm2).
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− d = h – 5 cm.
Obs.:
− peso próprio da viga incluído na carga gk;
− viga isolada a ser considerada como seção T, onde possível; e
− obrigatória a verificação do valor de bf.
60 cm
10 cm gk = 70 kN/m

70 cm 2m 5,657 m 2m

½
20 cm 5,657 = 4 x 2

2006 5-79 ufpr/tc405


Ex. 5.42: A viga da figura abaixo representada terá sua armadura de flexão positiva (inferior)
detalhada com barras de 16 mm. Três destas barras (3 φ 16) serão prolongadas até a
extremidade do balanço, constituindo-se, então, em armadura de compressão para os momentos
fletores negativos atuantes neste balanço. Nestas condições, e mantidas as condições de
dutilidade, determinar:
a. a armadura de flexão necessária para o apoio B, considerando, obrigatoriamente, os
3 φ 16 (inferiores) existentes neste apoio; e
b. o valor mínimo de bf necessário para que a seção transversal correspondente ao meio
do vão AB não necessite de armadura de compressão, considerando, ainda, que a
armadura de tração nesta seção resulte igual a armadura de tração calculada para o
momento negativo do apoio B (item a).
Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− altura útil equivalente a 90% da altura total;
− posições relativas das armaduras superiores iguais as das armaduras inferiores;
− nulo o peso próprio do reservatório; e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15).
bf
Gk = 50 kN

14
gk = 50 kN/m
60

20 7m 2m

seção transversal A B
cm

Ex. 5.43: Mantidas as condições de dutilidade, determinar as armaduras necessárias para o


momento fletor positivo e para o momento fletor negativo da viga V2 abaixo representada.
Apresentar, ao final dos cálculos, um corte longitudinal da viga mostrando as posições das
armaduras calculadas. A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− peso próprio da viga incluído na carga gk.

2006 5-80 ufpr/tc405


gk = 30 kN/m

1,5 m 6,0 m 1,5 m

carregamento da V2
laje

08

V1 V2 V3 42

20 20 20
350 350

dimensões em cm
Ex. 5.44: Determinar as armaduras positiva e negativa da viga isolada abaixo indicada, de
tal forma que sejam mantidas as condições de dutilidade. A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 12,5 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 5 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50; e
− seção transversal:
! bf = 40 cm;
! bw = 15 cm;
! h = 65 cm; e
! hf = 8 cm.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− carregamento constituído por cargas permanentes (valores característicos); e
− peso próprio da viga desprezível.
Obs.:
− verificar o valor de bf (viga isolada); e
− apresentar, ao final dos cálculos, uma vista longitudinal da viga mostrando,
esquematicamente, o posicionamento das armaduras positivas e negativas (indicar os
valores, em cm2, das armaduras calculadas).
bf
100 kN 100 kN
hf
50 kN 50 kN

3m 3m 2m 3m 3m

bw

2006 5-81 ufpr/tc405


Ex. 5.45: Determinar a menor altura possível para a viga V2 abaixo indicada. Não deverá
ser usada armadura de compressão e deverão ser mantidas as condições de dutilidade. A viga
terá:
− armadura longitudinal inferior constituída por barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− peso próprio da viga V2 incluído na carga gk.
V1A V1B

P1 P2
40

180 40 740 40
V4B

V5B
400

10
L1 L2

V2A V2B
40

P3 P4
L3 L4
V4A

V5B
200

V3A V3B
40

P5 P6

qk = 8 kNm

gk = 22 kN/m

2m P3 7,8 m P4

Ex. 5.46: Mantidas as condições de dutilidade, determinar as armaduras positiva e negativa


da viga V1 abaixo indicada. A viga terá:
− armadura longitudinal constituída por barras de 16 mm;
− armadura transversal (estribos) constituída por barras de 6,3 mm;
− dimensão máxima do agregado igual a 19 mm; e
− cobrimento nominal das armaduras igual a 3 cm.
Dados:
− concreto: C30; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);

2006 5-82 ufpr/tc405


− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− peso próprio da viga incluído na carga gk.
bf
8

60
V1 V2

150 25 450 25

qk = 15 kNm

gk = 25 kN/m

2m 8m

Ex. 5.47: O projeto de uma peça pré-moldada deve considerar, além das condições de
trabalho, aquelas decorrentes do processo de montagem. Num desses casos, adotou-se uma viga
de seção T como mostrado abaixo. Mantidas as condições de dutilidade e sabendo-se que a viga
deverá suportar uma carga acidental uniformemente distribuída (em todo vão) de 10 kN/m (valor
característico), pede-se determinar:
a. a armadura longitudinal necessária para a condição de montagem; e
b. a armadura longitudinal necessária para a condição de trabalho.
Apresentar, ao final dos cálculos, uma vista longitudinal mostrando as posições das
armaduras estabelecidas nos itens a e b.
Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− peso específico do concreto igual a 25 kN/m3; e
− d = h – 5 cm (momentos positivos e negativos).
Obs.:
− verificar o valor de bf (viga isolada);
− não considerar armadura longitudinal de compressão; e
− na montagem, considerar somente ao próprio da viga.

2006 5-83 ufpr/tc405


7 cm

83 cm

8 cm

20 cm 20 cm

viga de içamento

operação de
montagem
5m 4m 5m

B C

condição
de trabalho

14 m

A D

Ex. 5.48: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga isolada de seção
transversal constante, abaixo representada, o máximo valor que a carga acidental Qk (móvel)
pode assumir.
Dados:
− concreto: C20;
− aço: CA-50; e
− seção transversal:
! bf = 120 cm;
! bw = 20 cm;
! h = 70 cm; e
! hf = 8 cm.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− d = h – 5 cm (momentos positivo e negativo).
Obs.:
− verificar o valor de bf (viga isolada); e
− peso próprio da viga incluído na carga gk.

2006 5-84 ufpr/tc405


Qk

gk = 20 kN/m

2m 6m 2m

A B

2 φ20 mm 3 φ20 mm

armadura no meio do vão AB armadura nos apoios A e B

Ex. 5.49: Considere que a peça, cuja seção transversal é mostrada abaixo, está solicitada
apenas por um momento fletor de cálculo MSd. Na condição limite de segurança - estado limite
último (MRd = MSd), a linha neutra ficou situada 31,2 cm abaixo da fibra mais comprimida. Nestas
condições, e mantidas as condições de dutilidade, pede-se:
a. o valor do momento fletor solicitante de cálculo MSd (kNm); e
b. o valor da armadura de tração As (cm2) necessária para resistir ao momento fletor MSd.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor); e
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 1 (γg = 1,35, γq = 1,5,
γc = 1,4 e γs = 1,15).
Obs.:
− considerar o valor de bf verificado.

60 cm εc

15 cm
MSd

50 cm

As
5 cm
εs

20 cm
Ex. 5.50 Mantidas as condições de dutilidade, determinar para a viga V1, de seção
transversal constante (seção T), abaixo representada, o máximo valor que a carga acidental Qk
(móvel) pode assumir.
Dados:
− concreto: C25;
− aço: CA-50; e

2006 5-85 ufpr/tc405


− armadura longitudinal inferior: 7 φ 25 mm (34,36 cm2).
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− d = h – 5 cm (momentos positivo e negativo).
Obs.:
− peso próprio da viga incluído na carga gk.

Qk

gk = 20 kN/m

6m

A B
carregamento da V1

bf
8

34,36 cm2 85
V1 V2

150 30 450 30

seção transversal do
conjunto lajes/vigas
(dimensões em cm)

Ex. 5.51 Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga V2 abaixo


representada:
a. o máximo valor possível para bf;
b. o máximo valor possível para o carregamento qk, admitindo-se que a altura da linha
neutra, na seção transversal (seção T) de máxima solicitação, seja igual 1,25 hf; e
c. a armadura longitudinal necessária para as condições estabelecidas no item b.
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− d = h – 5 cm.
Obs.:
− peso próprio da viga incluído na carga gk.

2006 5-86 ufpr/tc405


V1

P1 P2

20
20 780 20

dimensões em cm
V4B

V5B
400
L1

8
55
20 V2 (20 x 55)

P3 P4
L2
V4A

V5B
200

V3
20

P5 P6

qk

gk = 20 kN/m

8m

P3 P4

Ex. 5.52: Mantidas as condições de dutilidade, determinar, para a viga isolada abaixo
indicada, o maior valor possível para a carga acidental móvel Qk (valor característico).
Dados:
− concreto: C20; e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15);
− d = 80 cm;
− d’ = 5 cm; e
− peso próprio da viga igual a 5,357 kN/m (não mostrado na figura).
Obs.:
− admitir, na determinação de bf, b3 = b4.

2006 5-87 ufpr/tc405


Qk

2m 8m 2m

A B C D

60 cm 60 cm

10 cm 10 cm

4 φ 16 mm
75 cm 75 cm
3 φ 20 mm 2 φ 10 mm

25 cm 25 cm
seção transversal seção transversal
meio do vão apoios

Ex. 5.53: A figura abaixo representa a planta de formas de uma escola. Cada laje
corresponde a uma sala de aula. Todas as vigas têm seção transversal de 25 cm x 70 cm, todos
os pilares têm seção de 25 cm x 50 cm e todas as lajes têm espessura igual a 12 cm. Mantidas as
condições de dutilidade, determinar as armaduras longitudinais necessárias para as vigas V04 e
V05, levando-se em consideração, se possível, a colaboração do painel de lajes.
Dados:
− concreto:C20;e
− aço: CA-50.
Considerar:
− somente solicitações normais (momento fletor);
− estado limite último, combinações normais, edificação tipo 2 (γg = 1,4, γq = 1,4, γc = 1,4
e γs = 1,15); e
− d = h – 5 cm;
− vão de cálculo das vigas igual à distância entre os eixos dos pilares; e
− carregamento uniformemente distribuído nas vigas V04 e V05, constituído de:
! peso próprio de cada viga: 5 kN/m;
! reação de uma laje em cada viga: 15 kN/m;
! peso de parede sobre cada viga: 15 kN/m.

2006 5-88 ufpr/tc405


P01 V01 P02 P03 P04
25

L01 L02 L03

V03 V04 V05 V06 800

A B

V02
25
P05 P06 P07 P08
400 400 400
25 25 25 25

12 70

CORTE A-B
(dimensões em cm)

2006 5-89 ufpr/tc405