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A escalada é um esporte que utiliza as técnicas e movimentos do

montanhismo. Pode ser praticada tanto individualmente como em grupo


e tem como objetivo exigir o máximo de força e concentração.

Existem várias modalidades de escalada: escalada de bloco, esportiva,


artificial, indoor, tradicional, bigwall, alpina e em alta montanha
(alpinismo). Na escalada a pessoa deve encontrar diferentes meios para
ultrapassar os obstáculos, seja em montanhas ou na parede de uma
academia.

A escalada de bloco consiste em subir uma rocha ou um muro de treino,


onde se privilegia mais a força física de explosão.

A escalada tradicional caracteriza-se pelos pontos de segurança fixados


nas paredes a subir.

Na escalada artificial, o escalador recorre a aparelhos tais como estribo,


grampos, móveis, para auxiliar na sua progressão.

Um dos principais aspectos que atrai na escalada, é o fato de poder ser


praticada em qualquer cidade, já que pode ser praticada em qualquer
lugar que possua uma parede de alpinismo

O surgimento da escalada se deu nos anos 70, com a idéia de um


ucraniano. Durante um rigoroso inverno, esse pendurava pedras em sua
parede para realizar seus treinos. A idéia logo se propagou entre os
escaladores locais, aparecendo então a escalada esportiva.

O primeiro campeonato mundial ocorreu na Itália no ano de 1985. O


obstáculo foi uma parede natural. Já em 1987, o campeonato utilizou-se
de uma parede artificial.

Os equipamentos básicos utilizados na prática do esporte são: cordas,


sapatilha para escalada, capacete. As cordas têm a função de
proporcionar segurança ao praticante. As sapatilhas propiciam equilíbrio.

No Brasil, a escalada começou a ser praticada no final da década de 80.

Fonte
ttps://mundoeducacao.bol.uol.com.br/educacao-fisica/escalada.htm
http://www.cbme.org.br

https://pt.wikipedia.org

Escalada é o esporte ou a atividade de escalar paredes de rocha, especialmente com o


auxílio de cordas e equipamentos especiais. O objetivo é atingir um ponto final ou um
cume de uma face rochosa ou de uma estrutura. Isso é feito utilizando equipamentos
específicos, dependentes da dificuldade da escalada. É um esporte com uma exigência
física elevada que combina ginástica e agilidade com o trabalho mental para executar uma
ascensão ou uma travessia.[1]
Esta atividade pode ser praticada como forma de recreação ou, em níveis mais elevados,
como esporte competitivo. Além disso, algumas atividades comerciais utilizam as técnicas
da escalada no seu cotidiano, como na manutenção de torres de comunicação e pontes.
Também é uma competência necessária para realização de operações militares e resgates
de emergência.

Modalidades
Boulder]
Boulder é uma modalidade de escalada que não utiliza cordas, feita em blocos de pedras,
pequenas falésias ou em muros de escalada indoor, em que uma queda não seria
perigosa para o escalador.[2] A prática de boulder requer poucos equipamentos. É
necessário apenas sapatilha, magnésio e crash pad, para amortecer pequenas quedas.
Pela natureza curta das escaladas em boulders, preza-se muito pela força, técnica e
explosão do escalador.
Escalada esportiva]
Na escalada esportiva, as proteções usadas pelos escaladores durante a progressão são
fixas na rocha, normalmente feitas com grampos ou chapeletas de inox que foram
instaladas na parede previamente pelos conquistadores da via. Por serem proteções mais
seguras e pré existentes na rocha, eliminam a etapa de colocação das proteções móveis
durante a subida, fazendo com que seja requerido menos equipamentos e procedimentos.
Assim como nos boulders, valoriza-se a força, técnica e resistência do escalador.[3] Por
essas características, as vias esportivas geralmente são curtas, entre 20 e 50 metros, mas
não impede que existam vias mais longas, com duas ou mais enfiadas.[4]
Escalada tradicional]
Diferente da esportiva, na escalada tradicional não existem proteções fixas previamente
instaladas na rocha para que a proteção do escalador possa ser feita. Nesta modalidade
utiliza-se equipamentos de proteção móvel que são instalados em fissuras e outras
imperfeições da rocha, que são removidos ao final da atividade.[5] Ela demanda do
escalador maior conhecimento e comprometimento, fazendo o estilo tradicional menos
casual.
Big Wall[]
Ao contrário do que uma tradução direta sugere, um big wall não é definido pela tamanho
da via de escalada, mas sim pelo tempo necessário para ascendê-la. Apesar de serem
geralmente grandes, para ser classificada como big wall a escalada deve durar pelo
menos dois dias na rocha.[4] Ao medir a duração para execução de uma via, é considerado
o tempo que uma cordada normal leva para realizar todas as suas enfiadas. Por isso, é
possível que big walls sejam terminados em poucas horas, mas nem por isso deixam de
ser classificados de tal maneira. Um exemplo são as vias do El Capitan, localizado
em Yosemite. Normalmente, esses big walls são realizados dentro de 2 a 5 dias, em
cordadas normais. Porém, o record de ascensão mais rápida está abaixo de 2 horas na via
The Nose.[6]
O que torna os big walls tão extensos é o fato de que grande parte da escalada é feita em
artificial, o que consome um tempo muito maior para realizar cada enfiada. Além disso, é
preciso realizar bivaques na rocha, um acampamento temporário para os escaladores
pernoitarem. Isso demanda uma carga extra de equipamentos, além de comida e água
para os vários dias de atividade, que precisam ser içados pelos escaladores durante toda
a via.
Alpinismo[
Também conhecida como Escalada Alpina é, provavelmente, o tipo mais difícil de
escalada. Nela, o escalador precisa dominar técnicas de escalada em rocha, neve e gelo,
além de ter conhecimentos de sobrevivência como cozinhar e solucionar emergências
médicas, já que é necessário permanecer dias em um ambiente inóspito de montanha.
Ainda está sujeito às intempéries da natureza, como deslizamentos de pedra, avalanches
e tempestades.[3]
Via ferrata]

São escaladas feitas em estilo artificial em ambientes de montanha. São utilizados cabos
de aço, escadas e pinos metálicos que auxiliam e dão segurança ao escalador durante a
subida. Desta forma, alpinistas podem chegar a lugares que antes só seriam acessíveis
através de escalada convencional. Geralmente as vias ferratas requerem um conjunto
específico de equipamentos, como um par de mosquetões conectados à cadeirinha do
escalador por fitas capazes de absorver impactos. Conforme o escalador progride na via,
ele conecta esses mosquetões nas proteções fixas para garantir a sua segurança, sejam
nos degraus de uma escada ou num cabo de aço.[7]
Escalada indoor]
Como não é possível estar nas montanhas e falésias sempre que desejado, seja por
serem remotas ou por mau tempo, a escalada indoor é a alternativa para escaladores
manterem a forma mesmo longe do ambiente natural ideal. Geralmente isto é feito em
ginásios de escalada, onde existem muros construídos normalmente de madeira com
agarras artificiais de resina para simular ao máximo as paredes de rocha naturais. Com
isso é possível criar boulders e simular escaladas de qualquer dificuldade. Apesar de ser
um investimento relativamente alto, também é possível construir muros artificiais em casa
e adaptar o treinamento à sua necessidade.
As paredes de escalada artificiais criaram uma forma prática para a realização de
campeonatos e torneios, já que é possível construir infinitas vias de diferentes graus de
dificuldade, tudo isso em um local fechado que não está sujeito a eventos climáticos.
solo

Escalada em livre versus escalada em artificial


A escalada é feita em livre quando o escalador utiliza somente suas mãos, pés e o corpo
como ferramentas para progredir na rocha e realizar descansos, quando necessários. Já
na escalada em artificial, se faz uso de equipamentos para auxiliar nos movimentos de
progressão. Estes equipamentos podem ser fixos na rocha, como cabos de aço, grampos
e parafusos, ou móveis, como estribos, pitons e cliffhangers. Os equipamentos artificiais
podem ser usados em cenários onde não seria possível a escalada em livre, como alguns
tetos, ou para vencer um lance de grau mais elevado encontrado durante uma escalada
em livre.[8]

Sistemas de graduação de vias]


A graduação de uma determinada via é dada considerando a dificuldade de sua realização
quando escalada em livre. A graduação é uma medida subjetiva, uma vez que é definida a
princípio pelo escalador conquistador da via, sendo redefinida se necessário pela
comunidade que a frequenta, geralmente devido à modificações na rocha, como quebra de
agarras.[9]
Os principais sistemas de graduação de vias de escalada são o francês e o americano.
Entretanto, há outros sistemas, como por exemplo o inglês, o australiano, o norueguês, o
finlandês, o checo, o brasileiro e o sistema UIAA. Quanto aos sistemas de graduação para
boulder, há o Hueco Thanks (americano) e o Fontainebleau (francês).[10]
O sistema de graduação brasileiro começou a ser concebido na década de 1940 por
pioneiros da escalada no Brasil, iniciando com uma escala que ia do 1º a 5º graus. Nas
décadas posteriores ele foi sendo aprimorado e em 1974 surgiu a subdivisão "sup" e um
ano depois o sistema brasileiro foi oficializado. Depois disso ainda sofreu adaptações nas
décadas de 1980 e 1990.[11]

Equipamentos[]
Os principais equipamentos para a prática da escalada são: sapatilhas ou botas de
escalada, crashpad, mosquetões, baudrier, cadeirinha ou Arnês, freios, fitas e
cordeletes, magnésio, capacete, cordas, camalot, nuts, hexentric, big
bros, tricams e costuras[12], sendo necessário para cada tipo de escalada um conjunto
específico de equipamentos.

 Equipamentos de Escalada

Corda de escalada

Sapatilha

Magnésio

Diferentes tipos de freio (ATC)

Mosquetões

Cadeirinha ou baudrier

Capacetes

Costuras

Praticantes de boulder usando crashpads


Camalots

Nuts

Procedimentos
A escalada é um esporte totalmente orientado à procedimentos e, desta forma, requer
treinamento e memorização das técnicas envolvidas na atividade. Procedimentos como
confecção de nós, encordamento, montagem de paradas, dar segurança e rapel, se não
executados da maneira correta podem ocasionar acidentes graves ou até fatais.
A Confederação Brasileira de Montanhismo e Escalada mantêm um banco de relatos de
acidentes em montanha atualizado.
Uma categoria especial de procedimentos é o auto-resgate. Essas técnicas envolvem
solução de problemas e eventualidades que podem ocorrer durante uma escalada[4] como,
por exemplo, uma queda inesperada em uma parede negativa ou a perda de algum
equipamento essencial para a conclusão da atividade.

Prevenção de acidentes[]
Escalada pode ser uma atividade perigosa se não praticada corretamente. Mesmo
obedecendo todas as boas práticas e executando de forma correta os procedimentos, há
risco de ocorrerem acidentes.
Segundo pesquisa realizada na década de 80,[13] que apesar de ter sido feita há 40 anos
ainda retrata bem o cenário atual, dois terços dos acidentes durante uma escalada são
sofridos pelo guia da cordada, que naturalmente está mais exposto aos riscos. A pesquisa
também mostrou que durante os 10 anos analisando acidentes de escalada no Parque
Nacional de Grand Teton, não houve nenhum registro de acidentes por falha de
equipamentos, apesar de grande parte ser causado por uso inadequado dos mesmos.
Outros fatores que aumentam os riscos de acidentes são a inexperiência dos escaladores
e a tomada errada de decisões.
Por isso, é essencial que o escalador tenha o conhecimento necessário para praticar a
atividade e estar ciente dos riscos envolvidos. Cursos com instrutores qualificados são
indicados, além de atenção, bom senso e perícia na prática do esporte.

Meio ambiente e ética


A Federação Internacional de Escalada e Montanhismo (UIAA) possui diversas diretrizes
que visam tornar a prática dos desportos de montanha mais sustentáveis, sempre
causando o mínimo impacto possível para o meio ambiente e respeitando as normas e
éticas locais. O Manifesto dos Escaladores[14] é um dos documentos da UIAA que possui
boas práticas para que a atividade seja exercida com consciência. São elas:

1. Praticar o desporto sabendo da necessidade de proteger o entorno da montanha


2. Não deixar rastro
3. Sempre trazer de volta o que carregar consigo
4. Respeitar a cultura e estilo de vida dos residentes e comunidades das montanhas
que visitar
5. Atuar com responsabilidade e de acordo com a cultura e as leis do lugar que visito
6. Escalar de forma limpa
7. Oferecer ajuda a outros, incluindo situações que implique não alcançar um cume
ou minhas metas pessoais
8. Usar equipamentos de escalada e montanhismo certificados
9. Respeitar outros montanhistas e compartilhar conhecimentos
10. Escalar considerando meus companheiros
Curiosidade

Escalada na Olimpíada

O processo de fazer com que a escalada fizesse parte dos Jogos Olímpicos
de Verão de 2020 começou no momento em que a União Internacional das
Associações de Alpinismo (Union Internationale des Associations
d’Alpinisme – UIAA) decide deixar de lado as competições. A decisão,
tomada de forma civilizada e amigável em 2006 (sem incluir nenhuma
briga política), foi levando em conta filosofias do montanhismo. Desta
maneira foi criada a International Federation of Sport Climbing (IFSC),
uma federação internacional de escalada esportiva.

No ano seguinte, 2007, o Comitê Olímpico Internacional (COI) deu


reconhecimento parcial ao IFSC. Esta atitude fez com que o sonho de
tornar a escalada olímpica nascesse. Isso porque, de acordo com o estatuto
do COI, um esporte para ser olímpico deve ser “amplamente praticado por
homens, em pelo menos 75 países e quatro continentes, e por mulheres, em
pelo menos 25 países e três continentes”.

O reconhecimento total do COI para a escalada esportiva veio somente em


2010. A partir disso, sendo uma federação reconhecida, o IFSC poderia
postular uma inclusão nas olimpíadas.

O passo seguinte para ser reconhecido como esporte olímpico, foi passar
pelo filtro de seleção do COI. Este filtro existe porque existem outros
esportes que, por não fazerem parte das olimpíadas, também sonham com
este reconhecimento. A primeira tentativa foi em 2011, quando o comitê
executivo do COI inclui a escalada esportiva dentro do shortlist dos
esportes com potencial para serem olímpicos. Entre estes esportes estavam
wushu, karate, baseball, squash, wakeboard, patins e luta greco-romana.
Na ocasião, identificada como sessão 127 e realizada na cidade de Buenos
Aires em 2013, ficou decidido que apenas a luta greco-romana seria
reinserida (a modalidade tinha sido excluída no mesmo ano).

Como a modalidade vinha ganhando bastante cobertura dos meios de


comunicação, especialmente na Europa, a escalada esportiva como negócio
começou a aparecer. Exatamente por este potencial financeiro, foi chamada
para participar da segunda edição dos Jogos Olímpicos da Juventude em
Nanjing como esporte de exibição.

Na ocasião foram oito atletas de cada modalidade (masculino e feminino)


com representantes de Austrália, China, França, Alemanha, Inglaterra,
Itália, Coreia, Rússia, África do Sul e EUA. Todos os atletas foram
escolhidos pelo IFSC e que, na opinião da entidade, melhor representavam
o esporte à época.

No ano de 2015, graças à criação pelo COI do programa de adição de


eventos, foram propostos a inclusão em bloco de 5 modalidades para fazer
parte dos Jogos Olímpicos de Verão de 2020. Desta maneira, na sessão 129
do COI realizado em 2016 na cidade do Rio de Janeiro, foi aprovado a
inclusão da escalada esportiva em Tóquio 2020.
Mas e depois?

omo afirmado no início do artigo, a escalada não é um esporte olímpico. Na


verdade ela está como esporte olímpico, mas nada da certeza de que irá
continuar nos jogos de Paris 2024. É necessário, tanto para o público
quanto para os organizadores de todos os países, que a escalada esportiva
pertence a um programa especial.

Sabendo que os próximos Jogos Olímpicos de Verão serão em Paris, no


ano de 2024, há a esperança de que possa ser novamente incluída. Para que
a escalada esportiva seja incluída novamente existem dois caminhos:

 Entrar novamente como candidata (shortlist) e obter votação


vencedora para ser esporte olímpico
 Participar novamente do programa de adição de eventos

Portanto dependerá do êxito que a escalada esportiva tiver nos próximos


Jogos Olímpicos de Verão em Tóquio. Somente um relativo sucesso de
audiência, identificação do público e, claro, potencial financeiro, farão a
escalada sonhar com permanecer nas olimpíadas.
ortanto este sucesso depende não somente de cada atleta, mas também do
interesse do público, em fazer com que o esporte mostre-se viável. Caso
atletas e público acreditar em sofismas, como o de que a escalada deve
permanecer de nicho, todo o esforço em torno da modalidade será
desperdiçado

A primeira chance de demonstrar este interesse poderá ser testada em


Buenos Aires em outubro deste ano. Nesta data acontecerá a terceira edição
dos Jogos Olímpicos da Juventude. No evento a modalidade de escalada no
formato idealizado pelo IFSC será testada. No local será construído um
muro de escalada em velocidade que seguirá os padrões oficiais e ficará
disponível para os escaladores.

Uma outra chance de testar o formato de competição proposto pelo


IFSC são os Jogos Panamericanos de Lima 2019, evento que somente
podem participar atletas das Américas.