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Demonstrações Financeiras e

Sinopses Normativa, Regulatória


e Legislativa
Guia 2017/2018

Fonte de informação e consulta para a elaboração


das demonstrações financeiras do exercício que se
encerra em 31 de dezembro de 2017

www.pwc.com.br
Sumário

Contextos Sinopses Taxas e índices

3
Econômico
34
Normativa e Regulatória
122
Evolução de taxas
Economia deve se recuperar timidamente Nacional de câmbio, índices de
nos próximos anos, mas guarda considerável CPC inflação e taxa de juros
potencial de crescimento, sobretudo no CFC
pós-eleição CVM Taxas de câmbio
IBRACON Índices de inflação
CMN e BACEN Taxas de juros

16
Contábil
SUSEP e CNSP

O fechamento começa bem antes!


60
Internacional

22
Tributário
IASB
FASB

Porque a reforma tributária é necessária


90
Legislativa
Tributos e Contribuições Federais
Tributos e Contribuições Estaduais/Municipais
Atos do Poder Judiciário

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Contexto Econômico

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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Introdução
Economia deve se recuperar timidamente nos próximos anos,
mas guarda considerável potencial de crescimento, sobretudo
no pós-eleição

No entanto, este texto tem intuito de E é baseado nesta interpretação


transmitir a seguinte mensagem ao leitor: central, que o texto pretende abordar
de que o aparecimento de tais sinais a análise e perspectiva de alguns
ambíguos é fenômeno comum à qualquer dos mais importantes indicadores
economia que se encontra neste período macroeconômicos que orientam
de retomada do crescimento e não deve ser os agentes públicos a formularem
interpretado puramente como indício de suas política econômicas, bem como
desestabilização econômica. influenciam os agentes privados a
tomarem suas decisões de investimento,
Ao contrário, a somatória destes consumo e poupança.
resultados certamente resultará em
uma pequena expansão do PIB em 2017, Pois então nas próximas páginas,
redinamização do mercado de trabalho e serão expostos o cenário central (que
Felipe S. Souza estabilização da inflação. envolve premissas do ambiente
Economista Chefe da Lafis Consultoria político-institucional interno, bem como
Sinais estes que indicam que a economia da conjuntura econômica internacional)
brasileira deverá se recuperar com mais em que a Lafis se baseia para analisar e
Com o ano de 2017 praticamente É inegável que, com o passar dos meses, o intensidade nos próximos anos, sobretudo projetar diversas variáveis econômicas
encerrado e com boa parte dos “mix” de bons e maus resultados produzidos após as eleições presidenciais. para os anos de 2017 e 2018.
indicadores econômicos já revelados, o pelos diversos setores produtivos da
que se pôde apreender é que este ano fora economia nacional geraram e ainda geram
marcado por ser um ponto de reversão do uma sensação de estagnação ou baixa
ciclo de retração econômica. dinâmica econômica.

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Interno
O Cenário Central da Lafis para 2017 contempla uma previsão de lenta recuperação
econômica em razão do elevado grau de endividamento das famílias e empresas, além
da redução dos gastos do Governo e a deteriorada confiança dos agentes dada a situação
desfavorável das contas públicas. No entanto, caberá ao setor Agropecuário o papel de
dinamizador do crescimento dado as safras recordes em diversas culturas nesta temporada.

Cenário Para 2018 e próximos anos, o cenário econômico deverá ser marcado um ritmo de crescimento
bem mais consistente e equilibrado, isso pois os índices de endividamento e inadimplência
Central das famílias e empresas deverão estar mais baixos, o quê permite uma volta mais robusta do
consumo e investimento. Além disso, espera-se que o ambiente institucional seja marcado por
(Probabilidade de menores incertezas já que projeta-se uma pacificação política após as eleições de 2018, com
ocorrência: 80%) um Congresso e Executivo mais alinhado às reformas fiscais.

Externo
80%
Cenário que contempla o prolongamento do baixo dinamismo da Zona do Euro, junto à
desaceleração suave do crescimento chinês ao longo do período em análise. Quanto
aos Estados Unidos, espera-se a continuidade da recuperação econômica liderada pelo
novo programa de expansão dos gastos públicos (devendo impactar positivamente nas
exportações de commodities minerais brasileiras), além de prosseguir com sua política de
elevação gradual da taxa básica de juros.

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PIB
Pequeno crescimento econômico marcará o fim de um
longo período de recessão

Após a divulgação dos principais Já o PIB Serviços, apesar de ter sido Crescimento anual – PIB real
indicadores econômicos nos primeiros influenciado positivamente pela renda
trimestres do ano, a Lafis espera que o extra oriunda da liberação do FGTS, 3,0%
PIB tenha um leve crescimento em 2017. deverá sofrer retração devido ao mal
Este crescimento, além de significar um resultado do setor público provedor de 1,9% 1,7%
avanço da economia nacional, marca serviços de Saúde e Educação Pública.
o fim de um longo período de retração 0,5% 0,5%
econômica, visto desde 2015. Deve-se destacar que o setor que mais
contribuirá para a expansão do PIB Geral
2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Vale salientar que o ambiente político será o Agropecuário, que deverá crescer
adverso tornou a retomada da confiança cerca de 14,0% em 2017, dado a forte
dos empresários e consumidores mais expansão da safra agrícola.
lenta, o que acabou afetando o ritmo de Fontes: IBGE; Projeção: Lafis
crescimento econômico no curto prazo. -3,8% -3,6%

Quando olha-se tal dinâmica pela ótica PIB real 2017 - Composição
setorial, a indústria, que deverá fechar
o ano no campo positivo devido a
recuperação da produção automotiva e PIB
Agropecuária
extrativa mineral, ainda será impactada
negativamente pela péssima performance 14%
do segmento da Construção – que deverá
sofrer queda de 5,0% em relação à 2016. PIB
0,5%
PIB PIB
Indústria Serviços
0,1% -0,3%
Fontes: IBGE; Projeção: Lafis

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PIB

Com relação às perspectivas para PIB Industrial 2017 - Composição PIB Serviços 2017 - Composição
o ano de 2018, estas indicam
um cenário de retomada do
crescimento, com redução da taxa Interm.
de desemprego e expansão nos três Financeira
Extrativa
setores que compõem o PIB. Transformação
Mineral -2,1%
No entanto, o conturbado cenário 1,3% 5,3%
político vivido pelo Brasil deverá
permanecer como um entrave PIB Serviços de
Comércio
ao crescimento econômico, Indústria Informação
pois além de esperar que a crise -0,3% 0,2%
política ainda persista, as eleições 0,1%
presidenciais em um ambiente de
grande polarização e desconfiança, Eletr. Gás
Construção Transporte PIB Adm., Saúde,
também deverão afetar o e Água e Correio Serviços e Ed. Públicas
dinamismo do mercado. 1,8% -5,0%
0,4% -0,3% -0,8%

Outros Imobiliário
Serviços e Aluguel

0,3% -0,1%

Fonte: IBGE; Projeção:Lafis

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Inflação - IPCA
IPCA refletiu a queda na atividade econômica,
com alimentos em deflação

A inflação acumulada nos últimos Por outro lado, os itens que mais IPCA – por grupo
12 meses desacelerou rapidamente, impactaram no IPCA Total neste período
passando de 5,35% em janeiro para foram: Habitação (0,81 p.p) muito Categoria Peso mês jan-out. Impacto (p.p.)
2,70% em outubro. No ano o acumulado influenciado pelos aumentos dos preços
100% 2,21
até outubro atingiu 2,21%. Tal de energia elétrica, água e do botijão
movimento é consequência de uma de gás; Saúde e Cuidados Pessoais 1. Habitação 15,36% 0,81
demanda agregada ainda retraída que (0,67 p.p), dado o reajuste nos preços
2. Saúde e Cuidados Pessoais 11,85% 0,67
impede que os formadores de preço de medicamentos ocorrido no período;
aumentem os preços finais, a grande e Transporte (0,41 p.p). 3. Transporte 17,96% 0,41
deflação dos alimentos em virtude da 4. Despesas Pessoais 10,86% 0,38
safra recorde observada em 2017, bem Assim, as previsões da Lafis para 2017
como o ancoramento das expectativas e 2018 apontam para a permanência do 5. Educação 4,83% 0,33
dos agentes em um nível inflacionário IPCA em níveis compatíveis ao centro da
6. Vestuário 5,92% 0,11
próximo ao centro da meta de inflação meta estipulada pelo Banco Central
(4,5% ao ano) no médio e longo prazo. (4,5% ao ano). 7. Comunicação 3,69% 0,06

8. Artigos de Residência 4,10% -0,04

9. Alimentação e Bebidas 25,45% -0,51


IPCA – acumulado 12 meses Acumulado de janeiro a outubro/2017. Fonte: IBGE

5,35%
4,76%
4,57% 4,08% 4,53%
3,60% 3,00% 3,08%
2,71% 2,46% 2,54% 2,70% 2,86%

jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez

2017 2018
Fonte: IBGE; Projeções Lafis (p)
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Política fiscal - Rating do Brasil


Brasil terá longo período de sucessivos déficits primários

Desde 2014, mesmo com a troca da gestão Deste modo, o cenário de deterioração Evolução do resultado primário acumulado no ano

executiva, o Governo vem enfrentando tanto da dívida líquida, quanto da dívida


uma crise de credibilidade devido ao mau bruta, observado principalmente nos três Superávit primário
1,85%
desempenho econômico, bem como a má últimos anos, não será diferente em 2017 e 1,31%
situação das contas públicas. 2018, uma vez que o Governo já anunciou 0,14%
previsão de outro déficit fiscal da ordem -0,19% -0,35%
Assim, com a persistência do cenário de de R$ 167,2 bilhões para este ano, além de 0,27%
estagnação da economia brasileira (que -1,14% -1,13% -2,21%
um déficit previsto de R$ 159 bilhões em -1,63%
limita o crescimento da arrecadação 2018. Tais resultados colocam em xeque, -2,91%
fiscal), bem como as mal sucedidas mais uma vez, a capacidade do Governo -3,06%
tentativas em conter os gastos públicos, as -3,92% -4,09%
de equilibrar as contas públicas de forma a
contas do governo tiveram forte piora nos rever a trajetória de elevação da dívida/PIB.
primeiros meses deste ano e continuaram -6,59%
a registrar sucessivos déficits primários. Déficit primário
mar jun set dez mar jun set dez mar jun set dez mar jun set
2014 2015 2016 2017
Fonte: Banco Central do Brasil
Rating de longo prazo para emissões em moeda estrangeira

Agência Classificação Nota Perspectiva

Moody's Grau especulativo Ba2 Negativa

S&P Grau especulativo BB Negativa

Fitch Grau especulativo BB Negativa

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Política monetária - Selic


A trajetória de redução da Selic e a taxa
de juros de equilíbrio/estrutural

Em sua última reunião ocorrida em Esta, que se configurou como a décima A partir do último índice oficial de
outubro, a direção do Copom decidiu, redução seguida da taxa básica de juros, inflação (IPCA de setembro), divulgado
por unanimidade, reduzir em 0,75 se respalda em dois fatores. pelo IBGE, constatou-se que o IPCA
ponto percentual a taxa de juros básica deve encerrar o ano abaixo da meta
da economia, atingindo o patamar de O primeiro é o cenário inflacionário inflacionária estipulada. Fator que retira
7,50% ao ano. benéfico, com diversos itens a necessidade do Copom de manter
que apresentam uma dinâmica uma taxa básica de juros elevada para
inflacionária muito comedida, ou até limitar um provável choque de demanda
mesmo desinflacionária, inclusive os que pressionaria os preços da economia
componentes mais sensíveis ao ciclo para cima – como visto, a realidade é
econômico e à política monetária. exatamente a inversa.

Evolução da Selic

13,00%
12,25% 12,25%
11,25% 11,25%
10,25%
9,25% 9,25%
8,25%
7,50% 7,50% 7,75%
7,25%

jan fev mar abr mai jun jul ago set out nov dez dez
2017 2018

Em proporção da PEA (%).


Fonte: Banco Central; Taxa de Dezembro projetada pela Lafis

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Política monetária
Selic

...a taxa de juros estrutural deve remunerar


adequadamente os agentes que queiram comprar os
títulos públicos, vis-à-vis o risco intrínseco à estes papéis,
de forma que se possa financiar os dispêndios do Governo.

Assim, não é de se estranhar que tenha “o Comitê vê, neste momento, como
havido mais um corte considerável da adequada uma redução moderada na
Selic. Sabe-se que a intenção do Banco magnitude de flexibilização monetária.
Outro fator que determinou esta decisão oferta e a demanda agregada que levem Central é calibrar sua política monetária Além disso, nessas mesmas condições,
unânime foi expressado no próprio a desencadear um processo de inflação/ objetivando expandir e tornar mais barato o Comitê antevê encerramento gradual
comunicado do Copom: “o Comitê entende deflação que distancie o IPCA observado o crédito, em suas várias modalidades, do ciclo”. No entanto, essa política
que a conjuntura econômica prescreve da meta de inflação previamente se constituindo, assim, em incentivo à baseada em direcionar a taxa Selic
política monetária estimulativa, ou seja, com estipulada pelo Banco Central. Além retomada do consumo e investimento. abaixo da taxa de juros estrutural,
taxas de juros abaixo da taxa estrutural”. disso, a taxa de juros estrutural deve muito provavelmente, não deverá
remunerar adequadamente os agentes Para a próxima reunião, a Lafis prevê persistir ao longo prazo, devendo o
Esta referência expressa a taxa de juros que queiram comprar os títulos públicos, que o Copom continue reduzindo a taxa Copom ajustar a taxa para cima nos
básica que, descontada a inflação, vis-à-vis o risco intrínseco à estes Selic, no entanto em menor magnitude, próximos anos.
garanta uma condução neutra da política papéis, de forma que se possa financiar de forma a encerrar o ciclo de redução
monetária, ou seja, que não impacte na os dispêndios do Governo – como com uma taxa básica de 7,25% a.a. Esta
trajetória do crescimento econômico, investimentos em infraestrutura, folha de perspectiva se baseia firmemente em
desviando-a do PIB potencial, nem cause pagamento, projetos sociais dentre outros. um trecho do comunicado que explicita
um desequilíbrio entre as curvas de

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Câmbio
Câmbio ao sabor das expectativas e incertezas

Evolução da taxa de câmbio (R$/US$) Desde o primeiro dia útil de janeiro até Isto se dá pois existe a percepção de que
fins de novembro, a cotação média do os ativos nacionais (tanto os títulos da
4,34 Real se situou em torno de R$ 3,19/US$, dívida pública que oferecem taxas de
valor que expressa uma valorização de juros comparativamente mais elevadas
3,84 US$ 0,31 em relação à cotação observada em relação às oferecidas por outras
no mesmo período do ano anterior. economias maduras, quanto as ações e
3,34 papéis de companhias brasileiras) ainda
É importante observar que nos meses representam fontes de rentabilidade
de maio e junho, bem como o mês satisfatória e garantem uma boa procura
2,34 de novembro, o câmbio apresentou pela moeda nacional.
desvalorização em relação ao início do
ano (em função da crise política).
4,34
jan abr jul out jan abr jul out
2016 2017 No entanto, deve-se notar que a cotação
média dos meses jan-nov/17, mesmo que
Fonte: BACEN
instável mês a mês, ainda se encontra
em patamar mais valorizado quando se
compara com o mesmo período de 2016.

Taxa de câmbio PTAX BCB (R$/US$) – fim do ano, venda

3,90

3,31
3,26 3,27
2,66
2,34
1,88 2,04
2011 2012 2013 2014 2015 2016 2017 2018
Fonte: BACEN

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Mercado de trabalho
Desemprego começa a recuar

A taxa de desemprego, medida pela Contudo, mesmo com esta inversão da Enquanto isso, o rendimento médio
Pesquisa Nacional por Amostra de curva de desemprego, a Lafis projeta que, efetivo, no acumulado dos nove
Domicílio Contínua, fechou o mês de até fins de 2017 o mercado de trabalho primeiros meses de 2017, apresentou
setembro de 2017 em 12,4%, ou seja 0,6 ainda continuará apresentando taxas crescimento de 1,6% em relação ao
p.p acima dos 11,8% registrados no mesmo mensais de desemprego maiores quando mesmo período do ano anterior (com
mês do ano anterior. comparadas com os mesmos meses do valor médio de R$ 2.142,22).
ano anterior, fechando o ano no patamar
No entanto, quando analisada a curva de 12,7% da população economicamente Isso significa que os trabalhadores
de desemprego ao longo do ano, ativa, patamar 1.4 p.p superior à taxa já estão conseguindo acordos mais
pode-se observar uma inflexão da mesma, observada em 2016 (11,3%), patamar este favoráveis nas negociações de reajuste
que passou a seguir uma trajetória que será rompido somente em 2018. salarial junto aos empregadores, situação
de retomada do nível de emprego na melhor que a observada em 2016.
economia interna. Tal dinâmica acaba por
ser influenciada pela geração líquida de
postos de trabalho, que passou a apresentar Taxa de desemprego mensal
variação positiva no acumulado do
ano até setembro.
13,7 13,6
13,2 13,3
12,6 13,0 12,6 12,7
12,4 12,3
12,8

jan fev mar abr mai jun jul ago set


2017 2018

Em proporção da PEA (%). Fonte: IBGE

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Conclusão

Não há dúvidas entre os agentes nacionais


e estrangeiros que, apesar do longo ...vale ressaltar
período de retração econômica que
prejudicou o ritmo de crescimento, o
que o horizonte
País ainda detém um mercado interno de econômico
grande potencial que representa ótimas
oportunidades para aqueles que desejam projetado para
investir no Brasil, tanto em áreas de os próximos
infraestrutura e indústria de base, como
nas áreas de bens e serviços ligados ao anos contém
consumidor final.
claros traços de
Por fim, não se pode deixar de evidenciar
que, para que se alcance uma taxa
recuperação e de
de crescimento sustentável no longo crescimento.
prazo, o País deverá equacionar alguns
problemas estruturais como as reformas
tributária, previdenciária e trabalhista;
Apesar da economia não ter decolado, o ano Estes dois setores apresentaram bem como definir quais serão os modelos
de 2017 deverá ser lembrado como o ano da resultados os quais alternaram meses de participação, tanto do próprio setor
inflexão, onde o País conseguiu se livrar de de crescimento e de queda da produção público, quanto da iniciativa privada em
um longo período de recessão econômica, e receita resultando, na melhor das setores estruturantes da economia.
passando a vivenciar uma leve retomada. hipóteses, um crescimento insuficiente
para repor as fortes quedas observadas
Mas ainda não há muito o que desfrutar. nos anos anteriores.
A exceção do setor agropecuário e
extrativo mineral, a indústria e sobretudo No entanto, vale ressaltar que o horizonte
o setor de serviços ainda apresentaram econômico projetado para os próximos
resultado ambíguos. anos contém claros traços de recuperação
e de crescimento.

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Resumo

Segue um resumo dos principais fatos deste ano e algumas previsões para 2018:

• Diante de uma demanda agregada ainda • Em sua última reunião, o Copom • Este crescimento, mais do que
retraída, bem como o ancoramento das reduziu, mais uma vez, a taxa Selic. significar um avanço da economia
expectativas inflacionárias dos agentes, O cenário inflacionário benéfico e a nacional, serve para marcar o fim de
a inflação acumulada nos últimos demanda agregada deprimida foram os um longo período de retração
12 meses desacelerou rapidamente, principais fatores que fizeram o Comitê macroeconômica, visto desde 2015.
passando de 5,4% em janeiro para a prescrever uma “política monetária
estimulativa, ou seja, com taxas de • Além do mais, tal resultado
2,70% em outubro. No ano o acumulado
juros abaixo da taxa estrutural”. deverá ser muito influenciado pela
atingiu 2,21%.
significativa expansão projetada
• O Governo vem enfrentando • Quando analisada a curva de desemprego para o PIB Agropecuário.
dificuldades para atingir a meta fiscal ao longo do ano, pode-se observar uma
inflexão da mesma, a partir da qual • Já para 2018, as perspectivas da Lafis
estipulada - que hoje é um déficit da
passou a seguir uma trajetória indicam um cenário de retomada do
ordem de R$ 167,2 bilhões, colocando
de retomada. crescimento econômico, com redução
em xeque mais uma vez, a capacidade
da taxa de desemprego e expansão
do Governo em equilibrar as contas
• Após dois anos de retração do PIB nos três segmentos que compõem o
nacionais de forma a rever a trajetória
Geral, as projeções da Lafis para PIB. No entanto, a política deve
de elevação da dívida/PIB.
2017 apontam para um ano de leve permanecer como um entrave ao
crescimento econômico. crescimento econômico em 2018.

Para 2018, as perspectivas da Lafis indicam um cenário de retomada do crescimento


econômico, com redução da taxa de desemprego e expansão nos três segmentos
que compõem o PIB. No entanto, a política deve permanecer como um entrave ao
crescimento econômico em 2018.

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O fechamento começa bem antes!

É verdade que com a [irreversível!] Essas informações periódicas aos


evolução tecnológica tivemos ganhos administradores não são, e não
extraordinários, e as madrugadas e pizzas podem ser, um mundo à parte das
no escritório diminuíram, mas ainda demonstrações financeiras. Os critérios
Tadeu Cendon estão presentes em um nível, digamos, e formatos das informações contábeis
Sócio de Accounting & têm implicação, seja em maior ou
desnecessário. Teoricamente, o fechamento
Consulting Services
de final de ano não deveria e não precisaria menor grau, nas informações que os
PwC Brasil
ser muito diferente dos fechamentos administradores usam para tomar suas
mensais/trimestrais. Os administradores, decisões e, principalmente, reportar a sua
As empresas têm seus cronogramas para Essa falta de planejamento ficou evidente para as suas tomadas de decisão, ainda que performance, prestar contas. Dito isso, é
preparação de seus orçamentos, forecasts esse ano com o fato de termos três normas tenham seus relatórios periódicos em algum muito importante que os administradores,
e fechamento do exercício. Se não todas, contábeis importantes entrando em vigor no outro formato e/ou critério, que não o das os tomadores de decisão e os stakeholders
a grande maioria. Especialmente com próximo ano ou no seguinte: instrumentos demonstrações financeiras, dependem e em geral entendam, com antecedência,
relação ao orçamento e ao forecast, o financeiros, reconhecimento de receita e esperam da Contabilidade das empresas as implicações que as normas e
trabalho tem dois espectros, o de curto arrendamento mercantil. Com exceção de informações nas quais eles possam confiar e interpretações novas ou modificadas têm
e o de longo prazo. Os dois são muito algumas empresas, a grande maioria ainda que irão refletir os critérios e formatos que sobre as demonstrações financeiras
importantes para a tomada de decisão está tateando os efeitos dessas normas. serão apresentados aos stakeholders. das empresas.
dos administradores das empresas, em
todos os níveis, desde o conselho de Para falarmos de fechamento anual das
administração até o gerente de área, para demonstrações financeiras das empresas,
não nos estendermos muito. Quando vamos lembrar que não é incomum a
o assunto é fechamento contábil, o área Contábil delas, nos meses de janeiro
Os critérios e formatos das informações contábeis têm
sentimento é o de que o planejamento de e fevereiro, ficar trabalhando até tarde, implicação, seja em maior ou menor grau, nas informações
longo prazo é inexistente ou informal e varando as madrugadas, para fechar os
provavelmente insuficiente para grande balanços de fim de ano, para então emitir
que os administradores usam para tomar suas decisões e,
parte das empresas. as demonstrações financeiras da empresa. principalmente, reportar a sua performance, prestar contas.

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Planejamento de longo prazo

São raras as empresas que têm interesse e O planejamento de longo prazo tem Não se pode deixar para tratar dessas questões na última hora, sob pena de
participam das discussões sobre as normas como um dos seus objetivos entender não conseguir comunicar oportunamente e/ou mesmo de ter que adiar o
contábeis quando elas ainda estão com a as alterações que estão em discussão e, fechamento e comprometer o processo de adoção das mudanças. Isso, por
sua proposta de emissão ou modificação uma vez concluída e emitida a norma/ si só, já seria uma boa razão para planejar e iniciar os estudos o mais cedo
na fase inicial. É verdade que nem todas as interpretação contábil nova/revisada, possível. Mas não é só isso. As mudanças previstas podem ter implicações
empresas têm porte e, por consequência, estabelecer os procedimentos internos importantes para as empresas, a depender de sua estrutura financeira, de
estrutura preparada para participar do para compreender, adaptar, se for o caso, seu segmento e de outros aspectos que as façam mais afetadas.
processo e influenciá-lo diretamente. Mas e aplicar adequadamente as mudanças.
isso não as impede de participar de grupos
que possam fazê-lo. Como diz o velho Dependendo das alterações na prática
ditado, a união faz a força. Faça o teste, contábil, pode demandar um grande
olhe para a área Contábil da sua empresa esforço da empresa obter as informações
e veja se ela tem pessoas participando para processá-las corretamente. Isso pode
de grupos de contadores, que têm entre incluir a mobilização de diversas áreas • Revisão dos parâmetros de • Descumprimento de índices
da empresa, quase sempre, no mínimo, avaliação da empresa. Por financeiros previstos em
os seus objetivos discutir as normas exemplo, mudanças contábeis cláusulas contratuais (covenants).
contábeis, especialmente as emissões e de pessoas da área Contábil e da área de podem provocar alterações
as revisões de normas e interpretações. Sistemas. Infelizmente, o mais comum relevantes em indicadores
Mesmo nas empresas que as têm, a é que as informações necessárias para comumente utilizados para avaliar
a avaliação de impactos contábeis não a performance das empresas.
efetividade é provavelmente baixa,
muitas vezes pela infeliz necessidade estejam prontamente disponíveis. Daí a
de, em nosso país, termos que investir importância de planejar no longo prazo,
tempo exagerado para o entendimento e agir tempestivamente.
o cumprimento das exigências fiscais, em
detrimento do queria seria o principal, o
cumprimento das normas contábeis.
• Impacto no cálculo da • Impacto na base de cálculo
participação de administradores e no fluxo de dividendos.
e empregados nos resultados
da empresa.
Como exemplo de
implicações que as
empresas podem ter,
podemos destacar:

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Outro aspecto que também pode Nesse contexto, a nova norma sobre Quanto mais cedo se tem uma ideia do
preocupar os administradores é o reconhecimento de receitas (IFRS impacto das mudanças, melhor para os
potencial impacto tributário decorrente 15) tem sido objeto de discussão administradores, que podem se preparar
da emissão ou da alteração de normas/ em grupos de trabalho envolvendo para explicá-las, comunicá-las com
interpretações. Alguém poderá lembrar autoridades e contribuintes, e tem gerado antecedência, reduzir eventual assimetria
que a combinação das Leis nºs 11.638/07 discussões acaloradas. Assim, ainda informacional e manter o poder de predição
e 12.973/14 trouxe a neutralidade que conceitualmente de fato haja uma dos analistas. É o que se espera de uma
fiscal para as modificações na prática neutralidade fiscal assegurada, há espaço empresa que tenha alguma preocupação
contábil decorrentes dessas novas para interpretação e, nesse sentido, é com a transparência para todos os usuários
emissões/alterações de normas. É bom mapear os riscos. Além disso, é bom das demonstrações financeiras.
verdade, mas o que se tem notado é que lembrar que a neutralidade fiscal está
essas mudanças de prática contábil têm assegurada até que a lei tributária regule
dado transparência a certas práticas a matéria. Desse modo, é importante
contábeis que têm levado as autoridades também ter um entendimento completo
fiscais federais, estaduais e municipais dos impactos da norma para, no momento
a questionar a maneira como essas certo, influenciar nesse processo de
transações vinham sendo tratadas regulação e, em alguns casos, adaptar
pelas empresas. as práticas comerciais para eliminar ou
ao menos reduzir eventual indesejável
impacto (aumento) na carga tributária.

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Envolvimento do nível adequado da administração e dos órgãos de governança

Considerando o explicado acima, é Entretanto, a empresa pode optar por transitar com as
recomendável, senão imprescindível, que variações no valor justo contra o resultado do exercício
o impacto de novas normas entrando em ou contra o patrimônio líquido.
vigor no próximo ano e previstas para os
seguintes seja um dos tópicos a constar Lembrando que, nesse segundo caso, ainda que
na reuniões com os administradores, haja a alienação do ativo, a variação do valor justo,
comitês de auditoria, conselhos e órgãos represada no patrimônio, não transita pelo resultado.
de governança, dependendo do porte É muito importante definir como essa prática contábil,
de cada empresa. Algumas mudanças especialmente as opções existentes, impacta a base de
precisam ser entendidas e, em alguns cálculo de dividendos, e qual a política de pagamento de
casos, podem incluir opções que dividendos que a empresa vai adotar. Assim, a avaliação
precisam ser decididas no nível adequado e a tomada de decisão não podem ser deixadas para a
de governança. Para exemplificar última hora, tampouco a opção contábil que a empresa
a importância do envolvimento da irá adotar pode ficar limitada à Contabilidade. Deve ser
governança da empresa no processo, decidida no nível adequado de governança.
vamos falar da opção que a nova norma
sobre instrumentos financeiros (IFRS 9)
tem com relação a ativos financeiros que
atendem à definição de instrumentos de
patrimônio. Esses instrumentos devem
obrigatoriamente ser mensurados,
subsequentemente à sua aquisição, ...o impacto de novas normas entrando em
ao valor justo.
vigor no próximo ano e previstas para os
seguintes seja um dos tópicos a constar na
reuniões com os administradores, comitês de
auditoria, conselhos e órgãos de governança,
dependendo do porte de cada empresa.

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Conclusão

As empresas deveriam incorporar ao seu dia a dia o procedimento de analisar


antecipadamente as diversas alterações que são feitas nas normas contábeis e
avaliar aquelas que possam ter impacto relevante sobre suas demonstrações
financeiras, confirmando o entendimento com seus pares e auditores. Sem
exageros, o ideal é que esse processo seja feito a partir da publicação da minuta da
elaboração/revisão da norma/interpretação, para que, se for o caso, as empresas
afetadas possam influenciar construtivamente nesse processo. É mais fácil, sem
sombra de dúvidas, influenciar nessa fase do que depois de emitida a norma/
interpretação nova ou modificada.

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Porque a reforma tributária é necessária

Embora se fale muito sobre a necessidade de Em primeiro lugar, as distorções do sistema


uma reforma tributária no Brasil, há pouca tributário brasileiro são responsáveis por
compreensão sobre quais são as distorções uma expressiva redução da produtividade,
do atual modelo tributário, e, portanto, sobre a qual decorre de uma série de fatores:
o que precisa ser reformado. Este texto tem a) organização ineficiente da produção
como objetivo apresentar, de forma bastante (tema que é detalhado a seguir); b)
resumida, os problemas resultantes do trabalho improdutivo (como o alocado no
modelo brasileiro de tributação sobre bens e cumprimento de obrigações acessórias);
serviços, bem como discutir se uma reforma c) insegurança jurídica, que afeta
desse modelo é possível. negativamente o nível de investimento; e d)
aumento do custo do investimento.
Antes de entrar na análise mais detalhada
dessas questões, vale a pena fazer um Em segundo lugar, a estrutura tributária
rápido comentário sobre as consequências brasileira é responsável por importantes Bernard Appy
das disfuncionalidades da atual estrutura distorções distributivas, as quais se Diretor do Centro de Cidadania Fiscal(*)
tributária do país, as quais são de três ordens. manifestam na forma de tributação muito
diferenciada de situações equivalentes e
pela baixa tributação de parcela relevante
das pessoas de alta renda do país. As distorções na tributação dos bens e A seguir é feita uma rápida descrição de
serviços são as principais responsáveis alguns dos principais problemas do sistema
Por fim, uma das características marcantes pelo primeiro e pelo terceiro desses tributário brasileiro, começando com dois
do sistema tributário brasileiro é a absoluta problemas. O segundo relaciona-se mais problemas de caráter geral – a elevada
falta de transparência na tributação a distorções na tributação da renda (e da litigiosidade e o alto custo de conformidade
dos bens e serviços vendidos no país. Ao propriedade) e aos regimes simplificados tributária –, abordando-se em seguida
não saber o quanto pagam de impostos, de tributação. Tratam-se de problemas as questões relativas aos tributos sobre
os consumidores não têm como cobrar relevantes que, no entanto, não serão bens e serviços. No item seguinte é feita
um retorno adequado da aplicação dos tratados neste artigo. uma discussão sobre a viabilidade de uma
recursos por parte dos gestores públicos. reforma tributária no Brasil, finalizando-se
o artigo com alguns comentários finais.
(*) Por meio desta Seção de Contexto Tributário a PwC estimula o conhecimento e debate sobre temas da área tributária a partir de variadas perspectivas e visões de autores convidados
a contribuírem com seus artigos. Portanto, o conteúdo deste artigo reflete exclusivamente a opinião do autor convidado sobre o tema​.​

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Litigiosidade

Há vários indícios de que o grau de A elevada litigiosidade resulta de vários Tabela 1 - Estimativa do contencioso tributário (2016 - R$ bilhões)
litigiosidade sobre matérias tributárias motivos. Por um lado, é a consequência
no Brasil está entre os mais elevados do da grande complexidade da legislação União 3.080
mundo. Algumas estimativas indicam que tributária do país. Por outro lado, a
Dívida Ativa (a) 1.800
o valor do contencioso tributário no Brasil alta litigiosidade decorre do excessivo
alcança cerca de R$ 4 trilhões, quando detalhamento de matérias tributárias na Administrativo federal (CARF e DRJs) (b) 780
consideradas as esferas administrativa e Constituição Federal, o que abre margem
Disc. judic. com suspensão exigibil. créditos 500
judicial da União, estados e municípios para um questionamento excessivo
(ver Tabela 1). Deste valor, algo entre R$ 2 da constitucionalidade da legislação Estados e municípios 1.000
trilhões e R$ 2,5 trilhões (ou seja, algo entre tributária infraconstitucional. Por fim,
Dívida Ativa 700
32% e 40% do PIB) corresponde a valores resulta de deficiências no processo
efetivamente em litígio e o resto a “créditos administrativo tributário, especialmente Tribunais administrativos 300
podres” inscritos na dívida ativa que, da inexistência de um sistema eficaz e Valor total 4.080
provavelmente, nunca serão recuperados. tempestivo de resolução de divergências de
interpretação sobre a legislação tributária. memo: Contencioso/PIB (c) 66%

O alto grau de litigiosidade tributária Fonte: (a) Meirelles (2016); (b) RFB; demais: estimativa de especialistas.
Data da informação: (a) nov2016; (b) fev/2016; demais: 2016.
prejudica o crescimento econômico de (c) Base: PIB estimado para 2016. Elaboração própria.
duas maneiras. Por um lado, implica em
um custo elevado para as empresas e para
o fisco com advogados, procuradores etc.
Por outro lado, e principalmente, gera
uma situação de elevada insegurança
jurídica que acaba prejudicando o
investimento no país.

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Custo de conformidade tributária

Gráfico 1 - Número de horas anuais para a apuração de tributos (2015) Segundo o Banco Mundial, o Brasil é o Não por acaso, o principal determinante
campeão mundial em tempo despendido do resultado encontrado pelo Banco
por uma empresa de médio porte em Mundial é o custo de apuração e
2000
procedimentos burocráticos de apuração pagamento do ICMS. Tal situação
e pagamento de tributos (1958 horas poderia ser mitigada se houvesse maior
anuais, sendo a mediana dos países coordenação entre os estados na definição
1500 das obrigações acessórias e dos critérios
pesquisados de 206 horas). Ainda que
a metodologia do Banco Mundial seja de cobrança do ICMS.
questionável (a Receita Federal estima
1000 este tempo em 600 horas anuais), é É verdade que o Brasil vem avançando
inegável que o custo de conformidade bastante na adoção de sistemas
tributária (custo burocrático de pagar informatizados de emissão de
tributos) é muito elevado no Brasil documentos fiscais (como a nota
500
relativamente a outros países fiscal eletrônica) e de cumprimento de
(ver Gráfico 1). obrigações acessórias (caso do Sistema
Público de Escrituração Digital). Até o
0 A principal razão para o elevado custo momento, no entanto, este processo ainda

Brasil (BIRD)
Brasil (RFB)
de conformidade tributária é a excessiva não se refletiu em uma redução do custo
Dinamarca

Alemanha

Colômbia

Argentina
Austrália

Espanha

Portugal
Bélgica
Austria

França

de conformidade tributária, embora haja


México
Rússia

complexidade da legislação tributária, a


Angola
do Sul
Japão

Bolívia
Unido

África
Reino

Índia

Chile
EUA

qual é amplificada por um modelo que um esforço dos fiscos das três esferas de
concede grande autonomia aos estados e governo nesta direção.
Fonte: Banco Mundial (BIRD): Doing Business, 2017 municípios na gestão de seus tributos.

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Tributação de bens e serviços

As distorções do sistema tributário brasileiro Toda vez que a tributação varia dependendo Por conta desta diferenciação, por exemplo,
que mais prejudicam a produtividade da forma como a produção está organizada, o valor adicionado em um canteiro de
decorrem da estrutura de tributação dos bens cria-se um incentivo a estruturar a produção obras é muito menos tributado que o valor
e serviços no país, a qual compreende cinco de forma a minimizar o custo tributário, adicionado na indústria, o que leva a que se
tributos de caráter geral: ICMS (estadual), ISS o que, muitas vezes, resulta em uma façam muito mais prédios de concreto armado
(municipal), IPI (federal) e as contribuições organização econômica ineficiente. Isso que prédios montados a partir de estruturas pré-
para a seguridade social (Cofins) e para o ocorre no Brasil de muitas formas, como se fabricadas no Brasil. Ou seja, o sistema tributário
Programa de Integração Social (PIS). detalha a seguir. brasileiro induz a opção por uma forma de
construção de prédios que pode não ser a mais
Os tributos sobre bens e serviços respondem Em primeiro lugar, o sistema tributário induz eficiente do ponto de vista econômico.
pela maior parte do custo de conformidade uma má organização setorial da produção,
tributária e estão na origem de parcela na medida em que diferentes setores são
relevante dos litígios tributários no país. Mas tributados de forma distinta, devido à
Quadro 1 - Padrão de incidência tributária setorial
o principal impacto desses tributos sobre a multiplicidade de tributos sobre bens e
produtividade decorre de outra razão, que serviços (ver Quadro 1).
PIS/Cofins
é a distorção que provocam na forma de IPI ICMS ISS
organização da produção. Ñ Cumul. Cumul.

Indústria

Comércio

Serviços
Agropecuária

Construção Civil

Nota: Incidência mais comum para um


empreendimento típico do setor.

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Adicionalmente, a fragmentação da base Ou seja, há muitos caminhões rodando Tais benefícios distorcem os custos de
de incidência cria uma zona cinzenta desnecessariamente pelas (precárias) produção, os preços relativos e a estrutura
entre os vários tributos, especialmente estradas do país por conta de benefícios competitiva da economia brasileira, o
entre o ICMS e o ISS, o que não apenas tributários cuja concessão só é possível que leva a que, em muitos casos, seja
abre possibilidades de arbitragem para porque, nas transações interestaduais, mais importante para as empresas
os contribuintes, como leva a situações parcela do ICMS é cobrada no estado negociar um bom benefício que investir
em que tanto estados quanto municípios de origem. em mecanismos legítimos de competição,
querem tributar o mesmo serviço (caso, como em inovação na melhoria de
por exemplo, dos serviços de streaming ou Vale notar que a guerra fiscal não se justifica produtos e processos.
do download de softwares). Com o avanço mais como política de desenvolvimento
da nova economia esta área cinzenta das regiões mais pobres do país, pois hoje De modo semelhante, os tributos
tende a tornar-se cada vez maior. todos os Estados (inclusive os mais ricos) brasileiros sobre bens e serviços também
concedem incentivos. Isso não quer dizer se caracterizam por uma enorme
Em segundo lugar, ao estimular a guerra que não é necessário que haja uma política quantidade de regimes especiais de
fiscal entre estados, o atual sistema de desenvolvimento regional, mas apenas apuração e pagamento, muitos dos quais
tributário induz uma alocação geográfica que a guerra fiscal não é uma forma eficaz criados para mitigar problemas que não
da produção que pode ser extremamente de política de desenvolvimento regional. existiriam se nosso sistema tributário
ineficiente do ponto de vista econômico. fosse bem estruturado. Mesmo neste
A título de exemplo, atualmente a Em terceiro lugar, todos os tributos sobre caso, no entanto, as distorções são
estrutura de distribuição da maior parte bens e serviços no Brasil se caracterizam grandes, pois os regimes especiais
das grandes empresas varejistas (e dos por uma profusão de benefícios variam entre setores, entre estados
grandes produtores de bens de consumo) tributários, que podem variar de forma e mesmo entre empresas de um
do país está formatada de modo a reduzir significativa entre setores e regiões, ou mesmo estado e um mesmo setor.
o custo tributário, mesmo que isso mesmo entre empresas de um mesmo
implique em maior custo de logística. setor e da mesma região.

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Por fim, o modelo brasileiro de tributação No agregado, as distorções dos tributos


de bens e serviços ainda se caracteriza brasileiros sobre bens e serviços acabam
por um elevado grau de cumulatividade, provocando grandes distorções na
o qual resulta de tributos puramente organização da estrutura produtiva do país,
cumulativos – como o ISS e o PIS/ o que resulta em uma significativa redução
Cofins cumulativo – e de fortes restrições do PIB potencial. Embora seja muito difícil
à apropriação de créditos tributários, dimensionar com precisão esse efeito,
principalmente no caso do ICMS e do PIS/ sabe-se que ele é relevante, provavelmente
...a correção das distorções do modelo Cofins não-cumulativo. A cumulatividade,
além de onerar os investimentos e as
resultando em uma redução da
produtividade do país superior a 10%. Em
brasileiro de tributação de bens e exportações, prejudicando a competitividade outras palavras, a correção das distorções
da produção nacional, gera incentivos do modelo brasileiro de tributação de
serviços poderiam resultar em um para a verticalização artificial da estrutura bens e serviços poderiam resultar em um
aumento do PIB potencial do país da produtiva do país. Neste caso, há uma perda aumento do PIB potencial do país da ordem
de produtividade, pois as empresas tendem de 0,5 ponto percentual a 1 p.p. ao ano, ao
ordem de 0,5 ponto percentual a 1 p.p. a internalizar a provisão de bens ou serviços longo de dez ou vinte anos.
ao ano, ao longo de dez ou vinte anos. que poderiam ser fornecidos de forma mais
eficiente por terceiros.

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É possível uma reforma tributária?

Adicionalmente, um bom IVA é um Se a tributação dos bens e serviços no


imposto totalmente neutro, que não Brasil fosse feita através de um bom IVA,
distorce a forma de organização da não haveria nenhuma das distorções
produção. Como todo o imposto pago identificadas no item anterior, o que
nas etapas anteriores de produção e resultaria em um aumento significativo da
comercialização é recuperado na forma produtividade e do PIB potencial do país.
de crédito tributário, isso significa que a A pergunta que fica é: por que o Brasil
tributação independe da forma como a não faz uma reforma tributária visando
produção está organizada. a substituição do modelo atual por um
modelo baseado em um bom IVA e nas
A tributação através de um imposto do melhores práticas internacionais?
tipo IVA é adotada em praticamente
todos os países relevantes do mundo
(a exceção são os EUA, que possuem
apenas um imposto sobre o consumo
Todas as distorções provocadas pelo geram créditos; c) desoneração completa final). Os melhores IVAs (caso da grande
modelo brasileiro de tributação de bens das exportações de dos investimentos maioria daqueles criados nos últimos
e serviços poderiam ser corrigidas caso o (com manutenção do crédito); d) 25 anos) têm apenas uma alíquota. Os
Brasil tributasse os bens e serviços através ressarcimento tempestivo e integral de IVAs mais antigos (como os da Europa
de um bom imposto não-cumulativo sobre créditos acumulados; e) poucos regimes Ocidental) possuem poucas alíquotas
o valor agregado (IVA). especiais (idealmente nenhum); e f) (geralmente não mais que três). A
cobrança no destino. vantagem da alíquota única é que se evita
As características de um bom IVA a complexidade (e o contencioso) que
estão bem estabelecidas na literatura Um imposto com essas características inevitavelmente resultam da diferenciação
internacional: a) base ampla de bens e é, efetivamente, um imposto sobre o na tributação.
serviços (ou seja, todas operações com consumo (pois é cobrado no destino e
bens e serviços, inclusive o licenciamento as exportações e os investimentos são
e a cessão onerosa de direitos, são desonerados), ainda que recolhido
tributadas); b) crédito amplo, o que ao longo da cadeia de produção
significa que todos os bens e serviços e comercialização.
utilizados na atividade das empresas

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Antes de responder a essa pergunta há O custo político dessas duas mudanças A resposta tem três dimensões. Em primeiro lugar, há uma grande resistência
uma questão adicional: é possível migrar – que melhorariam o sistema atual, mas de empresas a perderem os benefícios e incentivos que possuem atualmente.
para o modelo baseado no IVA através de que ainda assim estariam muito longe Em segundo lugar, há uma resistência dos estados (e municípios), que resulta
uma reforma tributária “fatiada”, ou seja, de resolver a maioria dos problemas em parte dos efeitos da reforma tributária sobre a distribuição da receita entre
através de uma sequência de pequenos existentes – provavelmente não seria os entes federados, e, em parte, da resistência dos governadores à perda do
aperfeiçoamentos nos tributos atuais? A muito menor que o de uma reforma poder de conceder benefícios fiscais. Por fim, e principalmente, a realidade é
resposta é não, por dois motivos. tributária ampla. que a reforma tributária não foi prioridade para nenhum dos governos desde
a redemocratização. Embora algumas propostas de reforma tributária tenham
O primeiro é que uma parte importante A conclusão é que a melhor alternativa sido enviadas pelo Executivo ao Congresso, nenhum governo efetivamente
das disfunções do atual modelo brasileiro para resolver as distorções do atual modelo tratou o tema como prioritário e alocou capital político para sua aprovação.
de tributação de bens e serviços é de tributação de bens e serviços no Brasil
de caráter estrutural. É impossível seria uma reforma tributária ampla, que A compreensão desses pontos ajuda a entender as perspectivas para uma
migrar para um bom tributo do tipo permitisse uma mudança estrutural de reforma do modelo brasileiro de tributação de bens e serviços nos próximos
IVA mantendo-se a base tributária nossos tributos e a migração para um anos. Há alguns dados positivos. Por um lado, um número crescente de
fragmentada entre o ICMS e o ISS, ou modelo do tipo IVA. A pergunta que empresas já aceita discutir a perda de seus benefícios tributários – desde que
mesmo mantendo-se o IPI. remanesce é: por que o Brasil não consegue de forma organizada e com transição – em troca de um sistema tributário mais
fazer uma reforma tributária ampla? simples e favorável ao crescimento.
O segundo motivo é que o custo político
de uma reforma fatiada – e incompleta – De fato, desde a Assembleia Constituinte Por outro lado, a maioria dos estados já entendeu que o modelo atual,
é provavelmente tão grande, ou mesmo de 1988, os especialistas em tributação que estimula uma guerra fiscal fratricida, se tornou disfuncional e vem
maior, que o de uma reforma ampla. Este vêm propondo a adoção, pelo Brasil, de contribuindo para reduzir a receita e agravar a crise fiscal. Provavelmente a
ponto fica claro quando se considera um sistema baseado no modelo do IVA. grande maioria dos estados aceitaria perder o poder de conceder benefícios
a grande resistência de alguns setores Em pelo menos três oportunidades (1995, de ICMS, em troca de uma política federal efetiva e coordenada de
empresariais à adoção ampla do regime 2003 e 2008) foram discutidas propostas desenvolvimento regional.
não-cumulativo no PIS/Cofins, e a grande de reforma tributária ampla, cujo objetivo
resistência dos estados (e de empresas era aproximar a tributação de bens e
preocupadas com o acúmulo de créditos serviços no país desse modelo. Por que
tributários) à redução das alíquotas essas propostas não avançaram?
interestaduais do ICMS.

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Em outras palavras, as condições para A grande novidade da proposta do CCiF Gráfico 2 - Transição para o IBIS
aprovar uma reforma tributária ampla estão, é a transição, tanto para as empresas,
hoje, muito mais favoráveis do que estavam quanto na distribuição federativa da 20%
há vinte ou dez anos atrás. Fica faltando a receita. Para a substituição dos tributos
terceira condição, ou seja, a assunção pelo atuais pelo IBS, sugere-se uma transição
governo da reforma tributária como uma em dez anos, dividida em duas fases. A 15%
prioridade e a alocação de capital político primeira fase seria um período de teste Edição
para sua aprovação. de dois anos, no qual o IBS seria criado Teste
com uma alíquota de 1% (reduzindo-se Transição

Alíquota
Não sei se isso será possível neste 10%
compensatoriamente a alíquota da Cofins),
governo, que já se aproxima do fim, para testar operacionalmente o novo
e, corretamente, tem priorizado a imposto e para conhecer seu potencial
reforma da previdência. Mas espero de arrecadação. 5%
que a reforma tributária seja prioridade
no próximo governo. O que podemos Em seguida haveria uma transição de
fazer, neste período, é aprofundar o oito anos, na qual todas as alíquotas dos
0%
debate e construir uma proposta que seja tributos atuais seriam progressivamente 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10
politicamente viável e, tecnicamente, o reduzidas e a alíquota do IBS seria
mais consistente possível. progressivamente elevada. Como,
após o período de teste, o potencial de PIS/Cofns ICMS ISS IPI IBS
Neste contexto, o Centro de Cidadania arrecadação do novo imposto já seria
Fiscal (CCiF – instituição onde trabalho) conhecido, este modelo permite fazer
vem desenvolvendo uma proposta de a transição sem aumentar ou reduzir a
reforma da tributação de bens e serviços, carga tributária. Ao final da transição
que tem como objetivo substituir cinco os cinco tributos atuais seriam extintos,
tributos atuais – PIS, Cofins, IPI, ICMS permanecendo apenas o IBS.
e ISS – por um único imposto do tipo
IVA, denominado Imposto sobre Bens No Gráfico 2 apresenta-se, de forma
e Serviços (IBS). O IBS teria todas as bastante esquematizada, o modelo de
características de um bom imposto do tipo transição proposto.
IVA estabelecidas na literatura.

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A razão para se propor uma transição longa Pela proposta, ao final da transição, a receita
é que ela permite um ajuste suave dos pertencente aos estados e aos municípios
contribuintes à mudança de modelo. Como seria distribuída pelo princípio do destino
muitas empresas fizeram investimentos (ou seja, nas transações interestaduais
com base em benefícios fiscais que deixarão a receita pertenceria integralmente
de existir, uma transição abrupta tornaria ao estado ou município de destino), o
muitos empreendimentos não competitivos, que é equivalente a distribuir a receita
desvalorizando o capital das empresas e, no proporcionalmente ao consumo. Durante
limite, inviabilizando seu funcionamento e os primeiros vinte anos da transição, no
gerando desemprego. entanto, propõe-se que a receita existente
antes da mudança, corrigida pela inflação,
Já no que diz respeito à distribuição da siga sendo distribuída da forma atual,
receita entre os estados e municípios, a distribuindo-se com base no destino apenas
proposta do CCiF é que a transição seja feita o crescimento real da receita. Nos trinta anos
em um prazo ainda mais longo, de cinquenta seguintes haveria uma gradual convergência
anos. Como a proposta é que o IBS seja um para a distribuição de toda a receita pelo
imposto único, cuja receita seria repartida princípio do destino.
entre a União, os estados e os municípios,
o modelo permite que transição na Como a mudança no sistema tributário
distribuição da receita seja muito suave, de tende a gerar um aumento relevante do
modo a permitir que os estados e municípios PIB potencial, mesmo estados e municípios
ajustem progressivamente suas finanças. potencialmente “perdedores” teriam a perda
compensada pelo efeito do maior crescimento
da economia sobre a arrecadação.

Uma descrição detalhada da proposta


de reforma dos tributos sobre bens e
serviços desenvolvida pelo Centro de
Cidadania Fiscal pode ser acessada pelo
site www.ccif.com.br.

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Comentários finais

A reforma tributária no Brasil é uma A proposta do Centro de Cidadania Fiscal


prioridade. No que diz respeito ao procura ser uma base tecnicamente
aumento da produtividade e do PIB consistente para a reforma dos tributos
potencial, a reforma da tributação de bens brasileiros sobre bens e serviços. As
e serviços é, com certeza, a mais relevante. transições para os contribuintes (de dez
Há uma outra agenda igualmente anos) e para a distribuição federativa da
importante de solução de distorções receita (de cinquenta anos), tem como
distributivas, que passa pela reforma dos objetivo facilitar o ajuste ao novo modelo
tributos sobre a renda e por uma revisão e mitigar resistências. Não se trata de uma
dos regimes simplificados de tributação. proposta fechada, mas de uma base inicial
para uma discussão que, idealmente, deveria
A grande questão é se uma reforma amadurecer ao longo do próximo ano.
ampla dos tributos sobre bens e serviços
é factível. Minha opinião é que as Complementada por uma boa política
resistências – de empresas e dos estados de desenvolvimento regional, e,
e municípios – vêm progressivamente principalmente, por um efetivo
diminuindo. Ficam faltando um bom comprometimento do governo com a
projeto de reforma e o efetivo empenho reforma, trata-se de uma opção viável
do Executivo federal para sua aprovação. para a superação do caos tributário que
caracteriza nosso país.

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


PwC | Guia 2017/2018 33
Sinopse Normativa
e Regulatória
Nacional

CPC, CFC, CVM, Ibracon, CMN,


Bacen, Susep e CNSP

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


PwC | Guia 2017/2018 34
Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC)

Em 2017, mantendo o processo Até a data da elaboração deste


permanente de revisão dos Guia, não houve emissão de novos
pronunciamentos, das orientações e das pronunciamentos técnicos, orientações
interpretações já emitidos, o Comitê técnicas ou interpretações técnicas
de Pronunciamentos Contábeis (CPC) durante o ano de 2017.
incluiu em audiência pública diversos
documentos, os quais têm seus conteúdos Para melhor visualização do universo
resumidos nas páginas seguintes. dos documentos emitidos pelo CPC, a
correlação com as normas internacionais
e as homologações dadas pelos diversos
reguladores, apresentamos a tabela a seguir.

Edison Arisa
Líder de Financial Services
PwC Brasil

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Pronunciamentos, orientações e interpretações emitidos pelo CPC


e homologações dos órgãos reguladores
Pronunciamentos Técnicos
Homologação dos órgãos reguladores
Pronunciamento Técnico Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa
1.374/11
Estrutura Conceitual para Elaboração e/ 3.847 e
CPC 00 (R1) 02.12.11 15.12.11 Framework 675/11 NBC TG Estrutura 4.144/12 517/15 605/14 322/13 AN I
Divulgação de Relatório Contábil-Financeiro 3.848/12
Conceitual
3.847 e
CPC 01 (R1) Redução ao Valor Recuperável de Ativos 06.08.10 07.10.10 IAS 36 639/10 NBC TG 01 (R3) 3.566/08 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
Efeitos das Mudanças nas Taxas de Câmbio 3.847 e
CPC 02 (R2) 03.09.10 07.10.10 IAS 21 640/10 NBC TG 02 (R2) 4.524/16 517/15 605/14 322/13 AN I
e Conversão de Demonstrações Contábeis 3.848/12
3.847 e
CPC 03 (R2) Demonstração dos Fluxos de Caixa 03.09.10 07.10.10 IAS 7 641/10 NBC TG 03 (R3) 3.604/08 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
3.847 e
CPC 04 (R1) Ativo Intangível 05.12.08 02.12.10 IAS 38 644/10 NBC TG 04 (R3) 4.534/16 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
3.847 e
CPC 05 (R1) Divulgação sobre Partes Relacionadas 03.09.10 07.10.10 IAS 24 642/10 NBC TG 05 (R3) 3.750/09 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
3.847 e
CPC 06 (R1) Operações de Arrendamento Mercantil 05.11.10 02.12.10 IAS 17 645/10 NBC TG 06 (R2) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
3.847 e
CPC 07 (R1) Subvenção e Assistência Governamentais 05.11.10 02.12.10 IAS 20 646/10 NBC TG 07 (R1) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
Custos de Transação e Prêmios na 1.313/10 3.847 e
CPC 08 (R1) 03.12.10 16.12.10 IAS 39 649/10 - 517/15 605/14 322/13 AN I
Emissão de Títulos e Valores Mobiliários NBC TG 08 3.848/12
1.138/08 3.847 e
CPC 09 Demonstração do Valor Adicionado (DVA) 30.10.08 12.11.08 - 557/08 - - 605/14 322/13 AN I
NBC TG 09 3.848/12
3.847 e
CPC 10 (R1) Pagamento Baseado em Ações 03.12.10 16.12.10 IFRS 2 650/10 NBC TG 10 (R2) 3.989/11 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
CPC 11 Contratos de Seguro 05.12.08 17.12.08 IFRS 4 563/08 NBC TG 11 (R1) - 517/15 605/14 SUREG 01/09 -
1.151/09 3.847 e
CPC 12 Ajuste a Valor Presente 05.12.08 17.12.08 - 564/08 - 517/15 605/14 322/13 AN I
NBC TG 12 3.848/12
Adoção Inicial da Lei no 11.638/07 1.152/09
CPC 13 05.12.08 17.12.08 - 565/08 - 517/15 605/14 SUREG 01/09 -
e da Medida Provisória no 449/08 NBC TG 13
3.847 e
CPC 15 (R1) Combinação de Negócios 03.06.11 04.08.11 IFRS 3 665/11 NBC TG 15 (R3) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
575/09 alt. 3.847 e
CPC 16 (R1) Estoques 08.05.09 08.09.09 IAS 2 NBC TG 16 (R1) - 517/15 605/14 322/13 AN I
624/10 3.848/12

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Pronunciamentos Técnicos (cont.)


Homologação dos órgãos reguladores
Pronunciamento Técnico Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa
Contratos de Construção (revogado a partir 1.411/12 3.847 e
CPC 17 (R1) 19.10.12 08.11.12 IAS 11 691/12 - - 605/14 322/13 AN I
de 01.01.18) NBC TG 17 3.848/12
Investimento em Coligada, em Controlada 1.424/13 3.847 e
CPC 18 (R2) 07.12.12 13.12.12 IAS 28 696/12 - 517/15 605/14 322/13 AN I
e em Empreendimento Controlado em Conjunto NBC TG 18 (R2) 3.848/12
3.847 e
CPC 19 (R2) Negócios em Conjunto 09.11.12 23.11.12 IFRS 11 694/12 NBC TG 19 (R2) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
1.172/09 3.847 e
CPC 20 (R1) Custos de Empréstimos 02.09.11 20.10.11 IAS 23 672/11 - 517/15 605/14 322/13 AN I
NBC TG 20 (R1) 3.848/12
CPC 21 (R1) Demonstração Intermediária 02.09.11 20.10.11 IAS 34 673/11 NBC TG 21 (R3) - 517/15 605/14 - 322/13 AN I
3.847 e
CPC 22 Informações por Segmento 26.06.09 31.07.09 IFRS 8 582/09 NBC TG 22 (R2) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
Políticas Contábeis, Mudança de Estimativa 3.847 e
CPC 23 26.06.09 16.09.09 IAS 8 592/09 NBC TG 23 (R1) 4.007/11 517/15 605/14 322/13 AN I
e Retificação de Erro 3.848/12
3.847 e
CPC 24 Evento Subsequente 17.07.09 16.09.09 IAS 10 593/09 NBC TG 24 (R1) 3.973/11 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
Provisões, Passivos Contingentes 3.847 e
CPC 25 26.06.09 16.09.09 IAS 37 594/09 NBC TG 25 (R1) 3.823/09 517/15 605/14 322/13 AN I
e Ativos Contingentes 3.848/12
3.847 e
CPC 26 (R1) Apresentação das Demonstrações Contábeis 02.12.11 15.12.11 IAS 1 676/11 NBC TG 26 (R4) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
3.847 e
CPC 27 Ativo Imobilizado 26.06.09 31.07.09 IAS 16 583/09 NBC TG 27 (R3) 4.535/16 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
CPC 28 Propriedade para Investimento 26.06.09 31.07.09 IAS 40 584/09 NBC TG 28 (R3) - 517/15 605/14 SUREG 01/09 322/13 AN I
CPC 29 Ativo Biológico e Produto Agrícola 07.08.09 16.09.09 IAS 41 596/09 NBC TG 29 (R2) - - 605/14 - -
3.847 e
CPC 30 (R1) Receitas (revogado a partir de 01.01.18) 19.10.12 08.11.12 IAS 18 692/12 NBC TG 30 - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
Ativo Não Circulante Mantido para Venda 3.847 e
CPC 31 17.07.09 16.09.09 IFRS 5 598/09 NBC TG 31 (R3) - 517/15 605/14 322/13 AN I
e Operação Descontinuada 3.848/12
3.847 e
CPC 32 Tributos sobre o Lucro 17.07.09 16.09.09 IAS 12 599/09 NBC TG 32 (R3) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
3.847 e
CPC 33 (R1) Benefícios a Empregados 07.12.12 13.12.12 IAS 19 695/12 NBC TG 33 (R2) 4.424/15 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12
CPC 35 (R2) Demonstrações Separadas 31.10.12 08.11.12 IAS 27 693/12 NBC TG 35 (R3) - 517/15 605/14 - -
CPC 36 (R3) Demonstrações Consolidadas 07.12.12 20.12.12 IFRS 10 698/12 NBC TG 36 (R3) - 517/15 605/14 - 322/13 AN I

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Pronunciamentos Técnicos (cont.)


Homologação dos órgãos reguladores
Pronunciamento Técnico Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa
Adoção Inicial das Normas Internacionais de
CPC 37 (R1) 05.11.10 02.12.10 IFRS 1 647/10 NBC TG 37 (R4) - 517/15 605/14 - 322/13 AN I
Contabilidade
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento e 604/09 alt. 3.847 e
CPC 38 02.10.09 19.11.09 IAS 39 NBC TG 38 (R3) - 517/15 605/14 322/13 AN I
Mensuração (revogado a partir de 01.01.18) 684/12 3.848/12
604/09 alt. 3.847 e
CPC 39 Instrumentos Financeiros: Apresentação 02.10.09 19.11.09 IAS 32 NBC TG 39 (R4) - 517/15 605/14 322/13 AN I
684/12 3.848/12
3.847 e
CPC 40 (R1) Instrumentos Financeiros: Evidenciação 01.06.12 30.08.12 IFRS 7 684/12 NBC TG 40 (R2) - 517/15 605/14 322/13 AN I
3.848/12

CPC 41 Resultado por Ação 08.07.10 06.08.10 IAS 33 636/10 NBC TG 41 (R1) - 517/15 605/14 - 322/13 AN I

Adoção Inicial dos Pronunciamentos 1.315/10


CPC 43 (R1) 03.12.10 16.12.10 IFRS 1 651/10 - 517/15 605/14 - 322/13 AN I
Técnicos CPCs 15 a 41 NBC TG 43

CPC 44 Demonstrações Combinadas 02.12.11 02.05.13 - 708/13 NBC TG 44 - - 605/14 - 322/13 AN I

CPC 45 Divulgação de Participações em outras Entidades 07.12.12 13.12.12 IFRS 12 697/12 NBC TG 45 (R2) - 517/15 605/14 - 322/13 AN I
CPC 46 Mensuração do Valor Justo 07.12.12 20.12.12 IFRS 13 699/12 NBC TG 46 (R1) - 517/15 605/14 - 322/13 AN I

CPC 47 Receita de Contrato com Cliente 04.11.16 22.12.16 IFRS 15 762/16 NBC TG 47 - - - - -

CPC 48 Instrumentos Financeiros 04.11.16 22.12.16 IFRS 9 763/16 NBC TG 48 - - - - -


Contabilidade para Pequenas e Médias Empresas IFRS for
CPC PME (R1) 02.09.16 02.09.16 - NBC TG 1000 (R1) - - - - -
com Glossário de Termos SMES

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Orientações Técnicas
Homologação dos órgãos reguladores
Orientação Técnica Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa
561/08 alt. 1.154/09
OCPC 01 (R1) Entidades de Incorporação Imobiliária 05.12.08 17.12.08 - - - 605/14 - -
624/10 CTG 01
Carta-
Ofício-Circular
Esclarecimentos sobre as Demonstrações 1.157/09 -Circular 3.847 e
OCPC 02 30.01.09 30.01.09 - CVM/SNC/SEP - 605/14 -
Contábeis de 2008 CTG 02 DECON 3.848/12
no 01/2009
001/09
Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Ofício-Circular
1.199/09 3.847 e
OCPC 03 Mensuração e Evidenciação (CPC 14 (R1)) 02.10.09 19.11.09 - CVM/SNC/SEP - - 605/14 -
CTG 03 3.848/12
(revogado a partir de 01.01.18) no 03/2009
Aplicação da Interpretação Técnica ICPC 02 às 1.317/10
OCPC 04 03.12.10 16.12.10 - 653/10 - - 605/14 - -
Entidades Brasileiras de Incorporação Imobiliária CTG 04
1.318/10 3.847 e
OCPC 05 Contratos de Concessão 03.12.10 29.12.10 - 654/10 - - 605/14 -
CTG 05 3.848/12
OCPC 06 Apresentação de Informações Financeiras Pro Forma 02.12.11 02.05.13 - 709/13 CTG 06 - - - - -
Evidenciação na Divulgação dos Relatórios
OCPC 07 26.09.14 11.11.14 - 727/14 CTG 07 - - - - -
Contábil-Financeiros de Propósito Geral

Reconhecimento de Determinados Ativos e


Passivos nos Relatórios Contábil-Financeiros
OCPC 08 de Propósito Geral das Distribuidoras de Energia 28.11.14 09.12.14 - 732/14 CTG 08 - - - - -
Elétrica emitidos de acordo com as Normas
Brasileiras e Internacionais de Contabilidade

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Interpretações Técnicas
Homologação dos órgãos reguladores
Interpretação Técnica Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa
1.261/09 3.847 e
ICPC 01 (R1) Contratos de Concessão 02.12.11 15.12.11 IFRIC 12 677/11 - - 605/14 -
ITG 01 3.848/12
Contrato de Construção do Setor Imobiliário 1.266/09
ICPC 02 04.12.09 24.12.09 IFRIC 15 612/09 - - 605/14 - -
(revogado a partir de 01.01.18) ITG 02
Aspectos Complementares das Operações de IFRIC 4, SIC
ICPC 03 04.12.09 24.12.09 613/09 ITG 03 (R1) - - 605/14 - -
Arrendamento Mercantil 15 e SIC 27
Hedge de Investimento Líquido em Operação 1.259/09
ICPC 06 04.12.09 24.12.09 IFRIC 16 616/09 - 517/15 605/14 - -
no Exterior (revogado a partir de 01.01.18) ITG 06
ICPC 07 Distribuição de Lucros in Natura 04.12.09 04.12.09 IFRIC 17 617/09 ITG 07 (R1) - 517/15 605/14 - -
1.398/12 3.847 e
ICPC 08 (R1) Contabilização da Proposta de Pagamento de Dividendos 01.06.12 30.08.12 - 683/12 - 517/15 605/14 -
ITG 08 3.848/12
Demonstrações Contábeis Individuais, Demonstrações
3.847 e
ICPC 09 (R2) Separadas, Demonstrações Consolidadas e Aplicação 26.09.14 27.11.14 - 729/14 ITG 09 - 517/15 605/14 -
3.848/12
do Método de Equivalência Patrimonial
Interpretação sobre a Aplicação Inicial ao Ativo
1.263/09 3.847 e
ICPC 10 Imobilizado e à Propriedade para Investimento 04.12.09 24.12.09 - 619/09 - 517/15 605/14 -
ITG 10 3.848/12
dos Pronunciamentos Técnicos CPCs 27, 28, 37 e 43
Recebimento em Transferência de Ativos de 1.264/09
ICPC 11 04.12.09 24.12.09 IFRIC 18 620/09 - 517/15 605/14 - -
Clientes (revogado a partir de 01.01.18) ITG 11
Mudanças em Passivos por Desativação, 1.265/09
ICPC 12 04.12.09 24.12.09 IFRIC 1 621/09 - 517/15 605/14 - -
Restauração e Outros Passivos Similares ITG 12
Direitos a Participações Decorrentes de Fundos de
ICPC 13 08.07.10 06.08.10 IFRIC 5 637/10 ITG 13 (R1) - 517/15 605/14 - -
Desativação, Restauração e Reabilitação Ambiental
Cotas de Cooperados em Entidades Cooperativas
ICPC 14 05.11.10 - IFRIC 2 - - - - 605/14 - -
e Instrumentos Similares
Passivos Decorrentes de Participação em um Mercado 1.289/10
ICPC 15 08.07.10 06.08.10 IFRIC 6 638/10 - - 605/14 - -
Específico - Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos ITG 15
Extinção de Passivos Financeiros com
ICPC 16 03.12.10 16.12.10 IFRIC 19 652/10 ITG 16 (R1) - 517/15 605/14 - -
Instrumentos Patrimoniais
1.375/11 3.847 e
ICPC 17 Contratos de Concessão: Evidenciação 02.12.11 15.12.11 SIC 29 677/11 - 517/15 605/14 -
ITG 17 3.848/12
Custos de Remoção de Estéril (Stripping)
ICPC 18 01.02.13 19.09.13 IFRIC 20 714/113 ITG 18 - - - - -
de Mina de Superfície na Fase de Produção
ICPC 19 Tributos 26.09.14 27.11.14 IFRIC 21 730/14 ITG 19 - - - - -
Limite de Ativo de Benefício Definido, Requisitos
ICPC 20 26.09.14 27.11.14 IFRIC 14 731/14 ITG 20 - - - - -
de Custeio (Funding) Mínimo e sua Interação

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Revisões Técnicas
Homologação dos órgãos reguladores
Revisão Técnica Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa
Revisão 01 Revisão de Interpretações Técnicas 06.12.13 17.12.13 - 717/13 - - 517/15 - - -
Revisão 01 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 08.01.10 28.01.10 - 624/10 1.273/10 - 517/15 - - -
Revisão 02 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 08.04.11 27.04.11 - - - - 517/15 - - -
Revisão 03 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 06.12.13 17.12.13 - 718/13 - - 517/15 - - -
Revisão 04 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 14.03.14 14.08.14 - 723/14 - - 517/15 - - -
Revisão 05 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 14.03.14 14.08.14 - 724/14 - - 517/15 - - -

Revisão 06 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 26.09.14 27.11.14 - 728/14 - - 517/15 - - -

Revisão 07 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 22.12.14 23.12.14 - 733/14 - - 517/15 - - -


Revisão 08 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 07.08.15 05.11.15 - 739/15 - - 517/15 - - -

Revisão 09 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 04.08.16 22.12.16 - 760/16 - - 517/15 - - -


Revisão 10 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 04.08.16 22.12.16 - 760/16 - - 517/15 - - -
Revisão 11 Revisão de Pronunciamentos Técnicos 02.09.16 28.10.16 - - NBC TG 1000 (R1) - 517/15 - - -

Audiências Públicas CPC


Homologação dos órgãos reguladores
Audiências Públicas CPC Data da Data da IASB CVM CFC BACEN SUSEP ANEEL ANTT ANS Resolução
aprovação divulgação Deliberação Resolução Resolução CMN Circular Despacho Comunicado Normativa

Pronunciamento Técnico CPC 06 - "Operações


Audiência 02 01.06.17 31.08.17 - - - - - - - -
de Arrendamento Mercantil"
Interpretação Técnica ICPC 21 - "Transação
Audiência 03 01.06.17 30.06.17 - - - - - - - -
em Moeda Estrangeira e Adiantamento"
Orientação OCPC 04 - "Aplicação do Pronunciamento
Audiência 04 Técnico CPC 47 às Entidades de Incorporação 01.06.17 30.06.17 - - - - - - - -
Imobiliária Brasileiras"
Audiência 05 Revisão do Pronunciamento Técnico CPC 12 05.10.17 06.11.17

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Pronunciamentos técnicos

CPC 48 - Instrumentos Financeiros


Este documento veio substituir a norma
atualmente vigente sobre Instrumentos
Financeiros (CPC 38) após um longo
processo de revisão das normas
internacionais de contabilidade feito pelo
IASB em relação ao tema.

Estabelece princípios para o


reconhecimento e mensuração de
ativos financeiros e passivos financeiros
que devem apresentar informações
pertinentes e úteis aos usuários de
demonstrações contábeis para a sua
Felipe Brazileiro
Gerente de Accounting
avaliação dos valores, época e incerteza
& Consulting Services dos fluxos de caixa futuros da entidade.
PwC Brasil
Deve-se aplicar este Pronunciamento para
períodos anuais iniciados em, ou após, 1º
Nesta seção, damos sequência ao trabalho CPC 46 – Receita de Contrato com Cliente de janeiro de 2018.
efetuado desde a emissão do nosso Guia Este documento estabelece princípios
de Demonstrações Financeiras de 2016, que uma entidade deve aplicar para
em que elencamos tanto novos normativos apresentar informações úteis aos usuários de
como as revisões efetuadas pelo CPC demonstrações contábeis sobre a natureza,
em pronunciamentos, interpretações e o valor, a época e a incerteza de receitas e
orientações já emitidos, sem a pretensão fluxos de caixa provenientes de contrato com
de ser a referência única para identificar as cliente e substitui o CPC 30 – Receita e outros Ver maiores detalhes destes
alterações realizadas nos pronunciamentos documentos do CPC correlacionados ao pronunciamentos na seção da Sinopse
e seus impactos. reconhecimento de receitas. Normativa Internacional IASB – 1.2
Tópicos cujas normas e interpretações
Desde dezembro de 2016, o CPC divulgou Deve-se aplicar este Pronunciamento para serão aplicáveis para exercícios sociais
dois novos pronunciamentos técnicos, que períodos anuais iniciados em, ou após, iniciados em ou a partir de 2018.
foram reportados no último Guia no item 1º de janeiro de 2018.
Audiência Pública, que são:

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Audiências Públicas

Durante o ano de 2017, foram conduzidas cinco audiências públicas pelo CPC, quatro estão encerradas e uma continua em andamento até a data de fechamento do guia.

Audiência Pública nº 02/2017 - O ativo de direito de uso deve ser Audiência Pública nº 03/2017 - Audiência Pública nº 04/2017 - “Orientação
“Pronunciamento Técnico CPC 06 - mensurado ao custo, e o passivo de “Interpretação Técnica ICPC 21 - Transação OCPC 04 - Aplicação do Pronunciamento
Operações de Arrendamento Mercantil” arrendamento, ao valor presente dos em Moeda Estrangeira e Adiantamento” Técnico CPC 47 às Entidades de Incorporação
O novo Pronunciamento CPC 06, pagamentos futuros do arrendamento. Os Essa interpretação esclarece que a data Imobiliária Brasileiras”
correspondente ao IFRS 16 - Leasing, pagamentos do arrendamento devem ser da transação, para determinar a taxa O CPC propôs rever a OCPC 04 em razão
com vigência para exercícios sociais que se descontados a valor presente com base na de câmbio a utilizar no reconhecimento da aprovação do Pronunciamento Técnico
iniciarem a partir de 1º de janeiro de taxa de juros implícita do arrendamento. inicial do item relacionado ao pagamento CPC 47 - “Receita de Contrato com Cliente” e
2019, alterará de maneira mais substancial Após a data de início, o arrendatário deve ou adiantamento, deve ser a data em que consequente revogação do CPC 30 - “Receitas”
a contabilidade das entidades arrendatárias, mensurar o passivo de arrendamento: (i) uma entidade reconhece inicialmente o e outros documentos correlacionados a partir
sendo também requeridas certas divulgações aumentando o valor contábil para refletir ativo ou passivo não monetário decorrente de 1º de janeiro de 2018.
no caso das entidades arrendadoras. os juros sobre o passivo de arrendamento; da contraprestação antecipada. Caso haja
(ii) reduzindo o valor contábil para múltiplos pagamentos ou adiantamentos, A Orientação revisada destaca a
A entidade arrendatária deve avaliar se o refletir os pagamentos efetuados; e (iii) a entidade deve determinar a data da necessidade de o preparador efetuar seu
contrato é, ou contém, um arrendamento. O remensurando o valor contábil para transação para cada pagamento ou recibo. julgamento considerando todos os fatos e
contrato é, ou contém, um arrendamento se refletir modificações do arrendamento circunstâncias subjacentes a cada contrato
ele transmite o direito de controlar o uso de especificadas no pronunciamento ou para concluir sobre o momento e a forma
ativo identificado por um período de tempo pagamentos fixos, em essência, do reconhecimento da receita considerando
em troca de contraprestação. Na data de revisados, como também especificado o CPC 47 (aplicação do método POC
início, o arrendatário deve reconhecer no pronunciamento. (Percentual de Completude), ou em uma
o ativo de direito de uso e o passivo única vez, na entrega do imóvel para uso
de arrendamento. do cliente). A Orientação também chama a
atenção para o grande volume de distratos
ocorridos nos últimos anos no segmento de
incorporação imobiliária no Brasil.

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Audiência Pública nº 05/2017 - “Revisão Os documentos alterados são: Audiência Pública nº 06/2017 Este pronunciamento considera um
de Pronunciamentos Técnicos CPC 12” Pronunciamento Técnico CPC 49 – plano de benefícios de aposentadoria
(em andamento) Pronunciamentos Técnicos: CPC 01 Contabilização e Relatório Contábil de como a entidade que reporta separada
Este documento estabelece alterações (R1), CPC 02 (R2), CPC 04 (R1), CPC 07 Planos de Benefícios de Aposentadoria dos empregadores/instituidores dos
em diversos pronunciamentos técnicos, (R1), CPC 10 (R1), CPC 11, CPC 15 (R1), (em andamento) participantes no planos. Todos os outros
principalmente em relação à edição do CPC 16 (R1), CPC 18 (R2), Este documento estabelece os princípios pronunciamentos emitidos pelo CPC se
CPC 47 e do CPC 48, da alteração nº aplicados nas demonstrações financeiras aplicam às demonstrações financeiras de
CPC 20 (R1), CPC 21 (R1), CPC 23, CPC
CPC 48 para permitir às seguradoras de planos de benefícios de aposentadoria. planos de benefícios de aposentadoria na
24, CPC 25, CPC 26 (R1), CPC 27, CPC 28,
não aplicarem o CPC 48 até 2021 e da Os planos de benefícios de aposentadoria medida em que não forem substituídos
CPC 31, CPC 37 (R1), CPC 38, CPC 39,
alteração na classificação e na mensuração são referidos como “planos de benefício por este pronunciamento.
CPC 40 (R1), CPC 41, CPC 45, CPC 46.
de transações de pagamento baseado previdenciário”, “planos de pensão”,
em ações do CPC 10, na transferência “planos de aposentadoria” ou “planos de O novo pronunciamento terá vigência
Interpretações Técnicas: ICPC 01 (R1),
de propriedade para investimento do benefício de aposentadoria”. para exercícios sociais que se iniciarem a
ICPC 03, ICPC 06, ICPC 13, ICPC 14 e
CPC 28 e nas alterações anuais do Ciclo partir de 1º de janeiro de 2019.
ICPC 16.
2014 - 2016. Define também as alterações
anuais feitas pelo CPC para compatibilizar Toda as alterações são para vigência a
plenamente pronunciamentos partir de 1º de janeiro de 2018.
anteriormente emitidos aos IFRS.

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Conselho Federal de Contabilidade (CFC)

• NBC TA 800 - Dispõe sobre auditorias


de demonstrações contábeis
elaboradas de acordo com as
estruturas conceituais de contabilidade
para propósitos especiais.

• NBC TA 805 - Dispõe sobre a


auditoria de quadros isolados das
demonstrações contábeis e de
elementos, contas ou itens específicos
das demonstrações contábeis.

• NBC TA 810 - Dispõe sobre trabalhos


para a emissão de relatório sobre
demonstrações contábeis condensadas.

Valdir Coscodai • NBC PA 290 (R1) - Dispõe sobre


Líder de Risk & Quality independência em trabalhos de
PwC Brasil auditoria e revisão.

Adicionalmente, o CFC emitiu alguns


outros normativos relevantes para fins
Aspectos de auditoria Além disso, foram efetuados pequenos desta publicação, os quais estão resumidos
Em 2017, o Conselho Federal de ajustes de redação na norma que trata a seguir.
Contabilidade (CFC) concluiu a atualização de independência (NBC PA 290),
das normas de auditoria, iniciada em principalmente quanto à prestação de
2016, dando nova redação às normas da serviços que não são de asseguração a
série 800, listadas a seguir, para ficarem clientes de auditoria.
alinhadas ao novo padrão de relatório
constante na série 700.

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Aspectos de contabilidade Normas profissionais


Resolução CTG2001 (R3) - Altera o Resolução nº 1.530/2017 - A Resolução
Comunicado Técnico CTG 2001 (R2), que CFC nº 1.530/2017, que revoga a Resolução
define as formalidades da Escrituração CFC nº 1.445/2013, dispõe sobre os
Contábil Digital (ECD) para fins de procedimentos a serem observados pelos
atendimento ao Sistema Público de profissionais e pelas organizações contábeis
Escrituração Digital (SPED). para o cumprimento das obrigações previstas
na Lei nº 9.613/1998 (dispõe sobre crimes
Em agosto de 2017, o CFC alterou o de “lavagem” ou ocultação de bens, direitos e
Comunicado Técnico CTG 2001, incluindo os valores) e alterações posteriores.
itens de 15 a 21 para esclarecer que, depois
de autenticada pelo SPED, somente pode ser A nova Resolução tem por objetivo a
substituída ECD que contenha erros que não simplificação do conteúdo da norma, bem
possam ser corrigidos por meio de retificação como maior clareza em sua aplicação.
de lançamento contábil extemporâneo. Merece destaque a seção VI - “Das
Comunicações ao COAF”, que cita os casos
Além disso, a escrituração substituta, bem de comunicação, ou não, pelo profissional
como o detalhamento dos erros que motivaram de contabilidade, ao COAF.
a substituição da ECD, é de responsabilidade
do profissional de contabilidade que elaborou
a escrituração substituída. A manifestação do
auditor independente no Termo de Verificação
para fins de Substituição, conforme instituído
pela Instrução Normativa SRF nº 1.679/16,
restringe-se apenas às modificações relatadas
no item 16 do CTG 2001 (R3). O CTG esclarece
ainda que apenas é admitida a substituição da
ECD até o fim do prazo de entrega relativo ao
ano-calendário subsequente.

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Comissão de Valores Mobiliários (CVM)


Instruções

Instrução CVM nº 584, de 22 de março Instrução CVM nº 585, de 5 de abril de


de 2017 - Programa de distribuição de 2017 - Regras aplicáveis aos emissores
valores mobiliários estrangeiros e certificados de depósito
A norma dispõe sobre a nova forma de valores mobiliários no âmbito de
de funcionamento dos programas de programas de Brazilian Depositary
distribuição de valores mobiliários Receipts (BDR)
e altera as Instruções CVM nº 400 e A referida instrução altera e acrescenta
480. Este normativo define o mínimo dispositivos à IN CVM 332, 476, 480 e 494.
de requisitos a serem cumpridos pelas
companhias que queiram solicitar o Apresenta possibilidade de distribuição
registro de programa de distribuição de por oferta pública com esforços
valores mobiliários, com o objetivo de, restritos, na qual a negociação deve
no futuro, efetuar ofertas públicas de obrigatoriamente ocorrer em segmentos
distribuição. Um dos requisitos é que a específicos para BDR Nível I de entidade
companhia esteja em fase operacional. de mercado de balcão organizado ou
bolsa de valores. Para realizar oferta
Marco Castro Define que somente podem ser ofertadas pública com esforços restritos de BDR,
Líder da Auditoria no âmbito do programa de distribuição a empresa patrocinadora deve estar
PwC Brasil notas promissórias e debêntures simples, enquadrada na condição de emissor
com ou sem garantia, e sem cláusula estrangeiro ou atender à hipótese de
de permuta por ações ou outros valores dispensa de enquadramento prevista
mobiliários. O emissor que tenha o na regulamentação.
Apresentamos a seguir a sinopse de programa de distribuição cancelado
selecionadas normas, pela relevância por decisão da CVM em decorrência de
dos assuntos, que foram aprovadas eventos citados na instrução somente
pela Comissão de Valores Mobiliários pode solicitar o registro de novo programa
(CVM) desde a emissão do nosso Guia de de distribuição após 12 (doze) meses
Demonstrações Financeiras de 2016 até a contados da decisão de cancelamento do
data de preparação desta publicação. programa de distribuição.

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Instrução CVM nº 586, de 8 de junho Instrução CVM nº 588, de 13 de julho Instrução CVM nº 589, de 18 de agosto de • Necessidade de formalização de política
de 2017 - Mudanças nas regras de registro de 2017 - Regulamentação sobre a 2017 - Alteração na norma de Fundos de de educação continuada para os
de emissores oferta pública de distribuição de valores Investimento em Participações (FIP) componentes das equipes de auditoria,
Incorpora à Instrução CVM nº 480 o dever mobiliários de emissão de empresas de Este normativo altera a Instrução CVM 578, sejam eles responsáveis técnicos,
das companhias de divulgar informações pequeno porte, realizada com dispensa permitindo que os Fundos de Investimentos diretores, gerentes, supervisores ou
sobre a aplicação das práticas de de registro por meio de plataforma em Cotas de Fundos de Investimento quaisquer outros integrantes com
governança previstas no Código Brasileiro eletrônica de investimento participativo - em Participações (FIC-FIP) já existentes função de gerência envolvidos nos
de Governança Corporativa - Companhias Crowdfunding de Investimento possam manter a sua classificação como trabalhos de auditoria.
Abertas. A regra se aplica aos emissores A instrução permite que empresas com fundos de investimento em cotas, desde
registrados na categoria A cujas ações ou receita anual de até R$ 10 milhões realizem que mantenham: (i) em sua denominação • Manutenção de política de educação
certificados de depósito de ações sejam ofertas por meio de financiamento coletivo a expressão “Fundo de Investimento em continuada por parte do profissional
admitidos à negociação em bolsas de valores. na rede mundial de computadores com Cotas de Fundos de Investimento em desde a aprovação no Exame de
Adicionalmente, define que ações, bônus dispensa automática de registro de oferta Participações” e (ii) no mínimo, 90% Qualificação Técnica - específico CVM
de subscrição, debêntures conversíveis ou e de emissor na CVM. Para proteger os (noventa por cento) de seu patrimônio até seu registro na autarquia.
permutáveis em ações ou certificados de investidores, uma das condições é que esse aplicado em cotas de FIP ou Fundos de
• Atuação exclusiva em uma única
depósito desses valores mobiliários emitidos tipo de oferta somente ocorra por meio Ações - Mercado de Acesso.
sociedade de auditoria (seja sócio ou
por emissor em fase pré-operacional de plataformas eletrônicas que passarão responsável técnico).
registrado na categoria A só podem ser pelo processo de autorização na CVM. A Instrução CVM nº 591, de 26 de outubro de
negociados em mercados regulamentados instrução delimita também a utilização 2017 - Alteração na norma sobre registro
• As modificações introduzidas no
entre investidores qualificados. dos recursos captados pelas empresas de e exercício da atividade de auditoria
parágrafo único do art. 11 (atuação
pequeno porte nessa modalidade, que não independente no âmbito do mercado de
exclusiva em uma única sociedade de
poderão ser utilizados para aquisição de valores mobiliários
auditoria, seja sócio ou responsável
valores mobiliários de emissão de outras Entre as disposições trazidas por esta
técnico) e no item VII do art. 25
sociedades ou concessão de créditos a instrução, que altera a Instrução CVM nº 308,
(educação profissional continuada
outras sociedades, como exemplo. destacam-se:
para todos os integrantes da equipe
• A comunicação dos principais assuntos de auditoria com função de gerência)
de auditoria nos relatórios de auditoria serão aplicáveis somente a partir de
passa a ser obrigatória para todas as 1º de janeiro de 2019 para que os
entidades registradas ou supervisionadas profissionais e as sociedades de auditoria
pela CVM. Essa obrigatoriedade, que possam promover as certificações
já era aplicada às companhias listadas, e as adaptações necessárias para o
deverá ser feita nos relatórios de atendimento ao requerido.
auditoria emitidos para demonstrações
financeiras de exercícios encerrados em
ou após 31 de dezembro de 2017.
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Deliberações

Audiência Pública nº 02/2017 - Deliberação CVM nº 764, de 4 de abril


Deliberação CVM nº 762, de de 2017
22 de dezembro de 2016 Revoga a Deliberação CVM nº 753 e
Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 47 estabelece que as sociedades seguradoras,
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, resseguradoras, entidades abertas de
que trata de receita de contrato com cliente previdência privada, entidades fechadas de
(correlação com a norma internacional de previdência complementar e instituições
contabilidade IFRS 15). financeiras ficam dispensadas do registro de
que trata o art. 23 da Lei nº 6.385, de 1976,
Deliberação CVM nº 763, de quando administrem a carteira de fundos de
22 de dezembro de 2016 investimento exclusivos e quando a própria
Aprova o Pronunciamento Técnico CPC 48 seguradora, resseguradora, entidade aberta Rosane Vedova Thiago Valente
do Comitê de Pronunciamentos Contábeis, de previdência privada, entidade fechada Gerente Sênior Gerente de
que trata de instrumentos financeiros de previdência complementar ou instituição de Risk & Quality Risk & Quality
(correlação com a norma internacional de financeira seja o único quotista do fundo cuja PwC Brasil PwC Brasil
contabilidade IFRS 9). carteira administre.

Deliberação CVM nº 772, de 7 de junho Deliberação CVM nº 774, de 28 de junho Deliberação CVM nº 776, de 20 de julho
de 2017 de 2017 de 2017
Delega competência à Superintendência de Delega competência à Superintendência de Regulamenta o Programa de Regularização
Registro de Valores Mobiliários (SRE) para Relações com Investidores Institucionais de Débitos não Tributários (PRD) na CVM,
apreciar pedidos de dispensa dos requisitos (SIN) para autorizar o estabelecimento instituído por meio da Medida Provisória nº
previstos nos incisos I e II do art. 6o da de quórum simples para aprovação, em 780, de 19 de maio de 2017.
Instrução CVM nº 414/04, para colocação assembleia geral de cotistas de fundos de
de CRI lastreados em créditos considerados investimento imobiliário, das matérias em Deliberação CVM nº 782, de 25 de outubro
imobiliários pela sua destinação a que especifica referentes às adaptações de 2017
investidores não qualificados, em ofertas dos seus regulamentos às disposições da Delega competência à SIN para dispensar
públicas de distribuição realizadas no Instrução CVM nº 571, de 25 de novembro certos requisitos de Fundos de Investimento
âmbito da Instrução CVM nº 400/03. de 2015. em Direitos Creditórios Não Padronizados
(FIDC-NP), ficando revogada a Deliberação
CVM nº 535.

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Ofícios-Circulares

Ofício-Circular CVM/SNC/SEP/ nº 01/2017


Este Ofício-Circular teve como objetivo principal orientar sobre aspectos
relevantes na elaboração das demonstrações contábeis de 31 de dezembro de
2016. Entre os assuntos tratados, foi dada ênfase aos testes de impairment,
chamando a atenção para as estimativas de fluxos de caixa futuros,
principalmente no que diz respeito à razoabilidade e à fundamentação das
projeções utilizadas e às divulgações correspondentes. O Ofício também enfatiza
a importância das divulgações das operações de forfait nas demonstrações
contábeis e destaca a importância da avaliação de continuidade da entidade,
com a adequada divulgação das bases de julgamento dos administradores das
companhias e incertezas relevantes existentes. Menção específica também é
feita aos novos Pronunciamentos Contábeis, CPC 47 e CPC 48, com entrada em
vigor em 1º de janeiro de 2018, e IFRS 16, em vigor a partir de 1º de janeiro de
2019. Os administradores devem avaliar e divulgar o potencial impacto dessas
novas normas sobre as demonstrações contábeis da companhia.

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IBRACON - Instituto dos Auditores Independentes do Brasil

Orientação aos auditores independentes O referido CT trouxe esclarecimentos


para a emissão do seu relatório sobre as sobre a aplicação dessas novas normas,
demonstrações contábeis referentes aos por exemplo, a apresentação da seção
exercícios ou períodos que se findam em, “Principais Assuntos de Auditoria”
ou após, 31 de dezembro de 2016 no relatório sobre as demonstrações
(CT nº 01/2017). contábeis individuais e consolidadas,
divulgações que se enquadram na
Com o objetivo de facilitar e promover a definição de “outras informações”,
aplicação das novas normas de auditoria localização geográfica dos parágrafos de
decorrentes da adoção do “Novo Relatório ênfase e de outros assuntos, entre outros.
do Auditor Independente”, o IBRACON -
Henrique Luz
Líder de Clients & Markets Instituto dos Auditores Independentes do Para melhor elucidar as novas orientações
PwC Brasil Brasil emitiu em 13 de janeiro de 2017 o constantes desse CT, cinco novos
Comunicado Técnico (CT) nº 01/2017, a ser exemplos de relatórios do auditor
aplicado aos relatórios de auditoria emitidos foram incluídos, elaborados a partir dos
sobre as demonstrações contábeis referentes modelos de relatórios extraídos da NBC
Com o objetivo de facilitar e promover a aos exercícios ou períodos que se findam TA 700 (ISA 700) e complementados com
aplicação das novas normas de auditoria, em, ou após, 31 de dezembro de 2016. A situações práticas, tanto para entidades
relacionamos a seguir o Comunicado íntegra do CT está disponível no site do listadas como para entidades não listadas.
Técnico emitido pelo Ibracon em 2017. IBRACON (www.ibracon.com.br).

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Sinopse CMN e BACEN

Ao longo de 2017 foram editadas Circular nº 3.816, de 14 de dezembro de


normas importantes a serem adotadas 2016: Dispõe sobre o registro contábil dos
pelas instituições financeiras, tais como efeitos das variações cambiais resultantes da
registro contábil quanto as variações conversão de demonstrações financeiras de
cambiais provenientes da conversão de dependências e de investimentos em coligada
demonstrações financeiras, aprimoramento ou controlada no exterior
do gerenciamento de risco e de capital de As instituições financeiras e demais
bancos, política de conformidade e por instituições autorizadas a funcionar pelo
fim, proposição quanto a convergência da Banco Central do Brasil que detenham
regulamentação contábil para as normas investimentos no exterior devem utilizar,
contábeis internacionais. Abaixo destacamos para fins de consolidação de demonstrações
os principais normativos que apresentam financeiras e apuração e registro do
impacto a partir de 1º. de janeiro de 2017. resultado de equivalência patrimonial, as
demonstrações financeiras da investida no
exterior, em moeda nacional, relativas à
mesma data-base das demonstrações
João Santos
da investidora. Sócio de Financial Services
PwC Brasil
Caso as demonstrações financeiras da
investida no exterior sejam elaboradas em data
diferente daquela em que são elaboradas as
demonstrações da investidora, é facultada a
utilização de demonstrações da investida com
diferença de data de até dois meses, desde que
sejam realizados os ajustes necessários para
o reconhecimento dos efeitos de quaisquer
transações significativas ou de outros eventos
ocorridos entre as diferentes datas.

Os procedimentos contábeis devem ser


aplicados de forma prospectiva a partir
de 1º de janeiro de 2017.

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Resolução nº 4.557, de 23 de fevereiro A atividade de gerenciamento de Resolução nº 4.595, de 28 de agosto Edital de Consulta Pública 54/2017 de
de 2017: Dispõe sobre a estrutura de riscos deve ser executada por unidade de 2017: Dispõe sobre a política de 30 de agosto de 2017: Divulga proposta
gerenciamento de riscos e a estrutura de específica nas instituições, a qual deve conformidade (“compliance”) das de resolução que dispõe sobre os
gerenciamento de capital. ser segregada da unidade executora da instituições financeiras e demais critérios contábeis para a classificação,
As instituições financeiras e demais atividade de auditoria interna, salvo para instituições autorizadas a funcionar pelo mensuração e reconhecimento de
instituições autorizadas a funcionar pelo as instituições enquadradas no Segmento Banco Central do Brasil. instrumentos financeiros pelas
Banco Central do Brasil enquadradas nos 5. Adicionalmente, se fará necessária a Esta Resolução regulamenta a política de instituições financeiras e demais
Segmentos de 1 a 4, devem implementar, indicação de diretor para gerenciamento conformidade (“compliance”) aplicável às instituições autorizadas a funcionar
estrutura de gerenciamento que deve ser de riscos (CRO) responsável pela unidade instituições financeiras e demais instituições pelo Banco Central do Brasil.
unificada para as instituições integrantes específica, como também a constituição de autorizadas a funcionar pelo Banco Central A proposta de resolução dispõe sobre
de um mesmo conglomerado prudencial, comitê de riscos. do Brasil, as quais devem implementar critérios contábeis para a classificação,
adotando uma postura prospectiva e manter política de conformidade mensuração, reconhecimento e baixa
quanto ao gerenciamento de riscos e ao A descrição da estrutura de gerenciamento compatível com a natureza, o porte, a de instrumentos financeiros pelas
gerenciamento de capital. de riscos e da estrutura de gerenciamento complexidade, a estrutura, o perfil de risco instituições financeiras e demais
de capital deve ser evidenciada em relatório e o modelo de negócio da instituição, de instituições autorizadas a funcionar
Conforme o artigo 6º da referida Resolução, de acesso público, com periodicidade forma a assegurar o efetivo gerenciamento pelo Banco Central do Brasil, a fim de
a estrutura de gerenciamento de riscos deve mínima anual, o qual deve ser publicado, do seu risco de conformidade. convergir a regulação contábil aplicável
identificar, mensurar, avaliar, monitorar, em conjunto com as demonstrações ao Sistema Financeiro Nacional com
reportar, controlar e mitigar os riscos de financeiras, com um resumo da descrição Vale ressaltar que a unidade responsável as melhores práticas reconhecidas
crédito, de mercado, de variação das taxas das estruturas de gerenciamento de riscos pela função de conformidade, deve estar internacionalmente, em particular os
de juros para os instrumentos classificados e de gerenciamento de capital, indicando a integralmente segregada da atividade de padrões emanados do International
na carteira bancária (IRRBB), operacional, localização, no sítio da instituição na internet. auditoria interna. Accounting Standards Board (IASB).
de liquidez e socioambiental e demais riscos
relevantes, segundo critérios definidos Consoante ao artigo 67, as estruturas As instituições financeiras e demais
pela Instituição. de gerenciamento de riscos e de instituições autorizadas a funcionar
gerenciamento de capital deverão ser pelo Banco Central do Brasil devem
implementadas, a partir da data de implementar a política de conformidade
publicação desta Resolução: até 31 de dezembro de 2017.

I - em até 180 dias, para as instituições


enquadradas no segmento S1;

II - em até 360 dias, para as instituições


enquadradas no segmento S2, S3, S4
ou S5.

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Com relação aos fundos de investimentos, Instrução CVM nº 577:


apresentamos os principais destaques as Em 7 de julho de 2016, a CVM aprovou
novas instruções da CVM, tais como a 577, alterações no Plano Contábil dos Fundos
que se refere ao plano contábil dos fundos de de Investimento – COFI, anexo à Instrução
investimentos; a instrução CVM 578 e 579, CVM nº 438, de 12 de julho de 2006. Como
com regras de constituição, funcionamento também passa a ser obrigatória a inclusão
e administração dos Fundo de Investimento de nota explicativa sobre análise de
em Participações (“FIPs”), e seus reflexos nas sensibilidade dos investimentos da carteira
divulgações; instrução CVM 591, que destaca dos fundos de investimento.
a aplicação dos principais assuntos de
auditoria para os fundos de investimentos. Além disso, o Administrador deve avaliar
se os ativos da carteira dos FIPs investidos
estão avaliados a valor justo e obter e
documentar as evidências de que o mesmo
foi apropriadamente apurado.

Esta Instrução entrou em vigor na data de


sua publicação, aplicando-se aos exercícios
Fabiano Barbosa Patrícia Alves iniciados em ou após 1º de janeiro de 2017.
Gerente Sênior Gerente de Accounting & Instruções CVM 578 e CVM 579
Financial Services Consulting Services
PwC Brasil
Em 30 de agosto de 2016 foram publicadas
PwC Brasil
as Instruções CVM de nº. 578 (“Instrução
CVM 578”) e da nº. 579 (“Instrução
CVM 579”) que, entre outras, alteram as
regras de constituição, funcionamento e
administração dos Fundo de Investimento
em Participações (“FIPs”), bem como
estabelecem as regras aplicáveis à
elaboração e divulgação das demonstrações
financeiras desses fundos, a fim de as
aproximar às práticas internacionais.

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A seguir apresentamos um resumo das principais alterações:

(a) Instrução CVM 578 • O administrador e demais • A Instrução CVM 578 entrou em (b) Instrução CVM 579
prestadores de serviços, por vigor na data de sua publicação,
• Inclusão de debêntures não ou seja, em 30 de agosto de 2016 • Os fundos passam a ser classificados
estes contratados, na esfera de
conversíveis e ativos no exterior, entre (“Data da Publicação”). Os FIPs e os em duas categorias: “Entidades de
suas respectivas competências,
os ativos elegíveis aos FIPs; Fundos Mútuos de Investimento em Investimento” ou “Não Entidades
responderão perante a CVM por seus
Empresas Emergentes (“FMIEEs”) de Investimento”;
próprios atos e omissões contrários
• Adepender da composição de
à lei, ao regulamento do fundo que já tenham obtido registro • Todos os ativos e passivos do fundo
suas carteiras, os FIPs passam a
ou às disposições regulamentares de funcionamento até a data da devem ser inicialmente reconhecidos
ser classificados nas seguintes
aplicáveis, por eventuais prejuízos publicação da Instrução CVM 578, pelo seu valor justo. Os investimentos
categorias: I – Capital Semente;
causados aos cotistas em virtude inclusive, devem se adaptar à nova em entidades controladas, coligadas
II – Empresas Emergentes; III –
de condutas contrárias à lei, ao norma (i) em até 12 (doze) meses e em empreendimentos controlados
Infraestrutura (FIP-IE); IV – Produção
regulamento ou aos atos normativos após a Data da Publicação, ou (ii) em conjunto, detidos por fundos de
Econômica Intensiva em Pesquisa,
expedidos pela CVM; imediatamente, caso iniciem oferta investimento que sejam qualificados
Desenvolvimento e Inovação (FIP-
pública de cotas registrada ou como entidades de investimento,
PD&I); e V – Multiestratégia; • O prazo de envio à CVM das dispensada de registro na CVM após a devem ser avaliados a valor justo, em
demonstrações financeiras auditadas Data da Publicação.
• Possibilidade de atribuição de uma conformidade com as normas contábeis
dos fundos passou para 150 (cento
ou mais classe de cotas com distintos que tratam de reconhecimento e
e cinquenta dias) da data de
direitos econômico-financeiros, mensuração de instrumentos financeiros
encerramento do exercício social
quanto a fixação da taxa de e de mensuração do valor justo.
do Fundo;
administração e de gestão e, ordem
de preferência no pagamento dos
rendimentos, amortizações e ao saldo
de liquidação do fundo;

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• Os investimentos em entidades • À exceção dos casos em que não ocorreu Instrução CVM nº 591, de 26 de outubro de 2017:
controladas, coligadas e em alteração no critério de mensuração
empreendimentos controlados em dos ativos do fundo, é vedada a • Dentre as alterações realizadas na Instrução CVM n° 308, de 14 de
conjunto, dos fundos de investimento apresentação de período comparativo maio de 1999, o artigo 25, parágrafo VIII, informa que os principais
que não sejam qualificados como nas demonstrações financeiras da assuntos de auditoria deverão ser comunicados nos relatórios
entidades de investimento, devem adoção inicial desta Instrução. de auditoria de demonstrações financeiras de todas as entidades
ser avaliados em conformidade reguladas ou supervisionadas pela CVM, nos termos das normas
com a norma contábil que trata de • Passam a ser obrigatórias, entre profissionais de auditoria independente aprovadas pelo Conselho
investimento em coligada, controlada outras, as seguintes divulgações em Federal de Contabilidade - CFC.
e em empreendimento controlado notas explicativas às demonstrações
financeiras, os critérios contábeis dos • A instrução CVM 591 é aplicável para os fundos com exercício social
em conjunto e de negócios em findo em ou após 31 de dezembro de 2017, sendo facultada a
conjunto (método da equivalência FIPs, tais como os de reconhecimento,
classificação e mensuração de aplicação antecipada.
patrimonial).
ativos e passivos, assim como os
• A adoção da referida norma deve de reconhecimento de receitas,
ocorrer de forma prospectiva, com apropriações de despesas e divulgação
os ajustes da sua primeira adoção de informações nas demonstrações
registrados em contrapartida a rubrica contábeis dos FIPs;
específica do patrimônio líquido.
• A Instrução CVM 579, por sua vez,
• É obrigatória a apresentação denota entrou em vigor na data de sua
explicativa específica, descrevendo: publicação, ou seja, em 30 de agosto
(i) as principais mudanças ocorridas de 2016, contudo será aplicada aos
nas práticas contábeis; (ii) os ajustes períodos contábeis iniciados em ou após
efetuados nos saldos de abertura 1º de janeiro de 2017.
do período de adoção inicial; (e) a
conciliação entre o patrimônio líquido
anterior e o ajustado.

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Superintendência de Seguros Privados (SUSEP) e Conselho


Nacional de Seguros Privados (CNSP)
Introdução

Circular SUSEP nº 544, de 27 de dezembro Provisão para redução ao valor


de 2016 - Altera a Circular nº 517/15, recuperável: na mesma linha da alteração
reforçando procedimentos relacionados anterior, a norma atual mantém em linhas
ao registro de créditos tributários e da gerais os conceitos estabelecidos pela
provisão para redução ao valor recuperável norma anterior (Circular nº 517/15),
Entre outras alterações da Circular com alguns acréscimos; prazo mínimo
nº 517/15, destacamos: semestral para atualização dos respectivos
estudos, revisão do estudo nos casos de
Créditos tributários: em termos alteração nas características do negócio,
práticos, os principais requerimentos utilização de bases históricas que
estabelecidos pela norma anterior se reflitam o histórico de perdas e dos riscos
mantêm vigentes. Entretanto, enquanto de inadimplência, acompanhamento
a norma anterior (Circular nº 517/15) dos valores a receber por período
tratava os créditos tributários de forma suficiente para que haja estabilidade nos
Carlos Matta
Sócio de Financial Services
propositiva (“os créditos tributários recebimentos, criação de grupamentos de
PwC Brasil devem ser registrados...”), a presente análise que melhor reflitam a característica
Em 2017, a Superintendência de Seguros Circular estabelece caráter mais restrito de negócios e tratamento dado para as
Privados (SUSEP) e o Conselho Nacional de norteado pelo desreconhecimento dos parcelas vincendas de um devedor em
Seguros Privados (CNSP) emitiram ao todo créditos registrados. Nesse sentido, o atraso. Por último, reforça que a aplicação
20 normativos entre Circulares e Resoluções, regulador requer que as companhias do referido estudo deverá ser mensal e a
porém sem grandes impactos no processo de revejam seus respectivos estudos de documentação decorrente dessa aplicação
demonstrações financeiras desse exercício. realização e condições de registro dos deverá possibilitar a performance por parte
Em contrapartida, alguns normativos créditos para que passem a contemplar dos auditores independentes e da SUSEP.
emitidos nos exercícios anteriores, 2015 e esse novo conceito de manutenção ou Com isso, o regulador também requer,
2016, com destaque para esse último, trazem desreconhecimento. de forma mais precisa, a atualização dos
aspectos importantes a serem considerados respectivos estudos.
nesse e nos próximos fechamentos.

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Resolução CNSP nº 343, de 26 de dezembro Circular SUSEP nº 543, de 22 de dezembro Provisão técnicas de capitalização: a
de 2016 - Altera as Resoluções CNSP de 2016 - Altera a Circular nº 517/15, em Provisão Matemática para Capitalização
nº 321/15, nº 332/15 e nº 335/15 que específico algumas disposições sobre o (PMC) e a Provisão para Distribuição
tratam das exigências de capital Teste de Adequação do Passivo (TAP), de Bônus (PDB) passam a ter como fato
Entre outras alterações, destacamos: custos iniciais de contratação e provisões gerador de registro o mesmo fato gerador
técnicas de capitalização da contabilização das receitas das operações
Fundos de investimentos imobiliários: torna Entre outras alterações da Circular de capitalização definido pelas normas
mais restritivo o critério para escolha dos nº 517/15, destacamos: contábeis. O prazo para implementação
fundos de investimento imobiliários que dessa alteração é 1º de janeiro de 2017.
poderão ser considerados nos fluxos de Custos iniciais de contratação: extinção
caixa utilizados na mensuração do cálculo da possibilidade de exclusão dos custos Teste de Adequação do Passivo (TAP):
do capital de risco. iniciais de contratação da base de cálculo determina aspectos a serem considerados
da Provisão de Prêmios Não Ganhos no cálculo do TAP, com destaque para o
Patrimônio Líquido Ajustado (PLA): inclui (PPNG). Em razão do potencial impacto aumento do limite temporal de três para
novos requisitos a serem considerados no trazido pela referida exclusão no resultado cinco anos a ser considerado nas premissas
cálculo do PLA de cunho contábil (créditos das Seguradoras, foi concedido um prazo utilizadas pelas companhias, quando
tributários de diferenças temporárias, de adaptação até 31 de dezembro de 2017, o não houver experiência própria nem a
custos de aquisição diferidos não que na prática passa a vigorar a partir de 1º obrigatoriedade de dedução da parcela
diretamente relacionados à PPNG etc.) e de janeiro de 2018. correspondente à diferença entre o valor
de cunho econômico (valor de mercado da de mercado e o valor do registro contábil
carteira mantida até o vencimento, valor dos títulos vinculados em garantia das
ajustado no TAP etc.). Os ajustes contábeis provisões técnicas, registrados na categoria
deverão ser atualizados mensalmente e os “mantido até o vencimento”. O prazo para
econômicos, de forma semestral. implementação dessa alteração é 1º de
janeiro de 2019.

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Provisão de excedente técnico: a A principal mudança se dá pela nomeação


SUSEP passa a adotar o Pronunciamento de um gestor de riscos que será o
Técnico CPA 004 - “Provisão de Excedente responsável por supervisionar a gestão de
Técnico”, elaborado pelo IBA, no que não riscos da Companhia, devendo, no mínimo:
contrarie os demais normativos. O prazo (i) monitorar o perfil de risco e seus
para implementação dessa alteração é 1º níveis de exposição; (ii) avaliar processos,
de janeiro de 2017. metodologias e ferramentas utilizadas;
(iii) avaliar os riscos e os impactos em caso
Circular SUSEP nº 521, de 24 de de mudanças; (iv) analisar se as métricas
novembro de 2015 - Dispõe sobre a definidas pelo Board, no quesito avaliação
Estrutura de Gestão de Riscos (EGR) de desempenho, podem comprometer a
Esta Circular entrou em vigor em 1º de gestão de riscos da Companhia; (v) garantir
janeiro de 2016 e, entre outras alterações a implementação de medidas corretivas
da norma, dispõe sobre a Estrutura de para sanar deficiências na EGR; (vi)
Gestão de Riscos (EGR), a qual deverá ser reportar periodicamente ao Board eventuais
adotada pelas entidades supervisionadas inadequações constatadas; (vii) propor
pela SUSEP, de forma completa, até 31 de ações de conscientização dos funcionários Marcos Botelho Gabriela Vasconcelos
dezembro de 2017. Nesse sentido, apesar em relação aos riscos de suas operações; e Gerente Sênior de Consultora de Risk & Quality
do largo espaço temporal desde sua (viii) orientar aspectos estratégicos para a Risk & Quality PwC Brasil
emissão, em que seus impactos foram se gestão de riscos. PwC Brasil
refletindo desde 2016, a adoção completa
deverá ser efetuada até 31 de dezembro Não obstante, a avaliação de aderência a
de 2017, o que acaba por concentrar a essa Circular entrará no escopo de auditoria
maior parte dos esforços. interna, com periodicidade mínima anual.

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Sinopse Normativa
Internacional

IASB e FASB

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Sinopse Normativa Internacional (IASB)


• Tópicos cujas normas e (b) Alterações no IAS 7 - (c) Alterações no IFRS 12 -
interpretações devem ser “Demonstrações de Fluxos “Divulgação de Participações
aplicadas para o exercício de 2017 de Caixa” em Outras Entidades”
Com entrada em vigor para o exercício de Essa alteração introduz uma O objetivo desta atualização
2017, temos duas pequenas alterações de divulgação adicional que é esclarecer os requerimentos
normas relacionadas com reconhecimento pretende permitir aos usuários de divulgação de juros em
de imposto de renda diferido ativo e com das demonstrações financeiras entidades classificadas como
divulgações adicionais à demonstração avaliar melhor as mudanças held for sale, uma área que no
dos fluxos de caixa. nos passivos decorrentes das IFRS 12 inicialmente não era
atividades de financiamento. abordada. Como o objetivo do
(a) Reconhecimento de Imposto Em suma, as empresas são IFRS 12 é exigir que as entidades
de Renda Diferido (IRD) ativo requeridas a divulgar mudanças divulguem informações que
para perdas não realizadas nos passivos para os quais fluxos permitam aos usuários de
Essa alteração do IAS 12 é na essência de caixa integraram ou comporão suas demonstrações contábeis
um esclarecimento sobre como avaliar as atividades de financiamento avaliar: (i) a natureza de
se o IRD ativo deve ser reconhecido ou na demonstração dos fluxos suas participações em outras
Thiago Oviedo Jacqueline Dilinskir não para resultados não realizados,
Gerente Sênior de Accounting Gerente de Risk & Quality de caixa. Essa alteração é parte entidades e os riscos associados
& Consulting Services PwC Brasil
e não uma revisão ou alteração no integrante do programa disclosure a tais participações; e (ii) os
PwC Brasil conceito da norma. Esse tema é initiative do IASB, que busca efeitos dessas participações
especialmente relevante quando uma melhora contínua sobre sobre a sua posição financeira,
um ativo é avaliado ao valor justo e o que e quanto divulgar nas seu desempenho financeiro
eventualmente tal valor fica abaixo demonstrações financeiras. e seus fluxos de caixa, nesta
Normas Internacionais de Além disso, como usual, temos de sua base fiscal. O que a alteração atualização, o IASB quis deixar
Relatórios Financeiros (IFRS) algumas alterações relacionadas esclarece é que o princípio geral de mais claro que o objetivo
emitidas pelo Comitê de Normas com aprimoramentos anuais, reconhecimento de IRD ativo sempre da divulgação é importante
Internacionais de Contabilidade (IASB) especialmente do ciclo 2014 - 2016. se aplica, isto é, a análise deve ser feita
e não deve desconsiderar
Este ano foi mais um ano de poucas de forma geral e não específica, não divulgação de informações de
atividades relacionadas à revisão A seguir, relacionamos as alterações se pode analisar por uma transação
entidades somente por estarem
ou emissão de novas normas e que julgamos mais relevantes, isolada. Ou seja, ainda que seja provável classificadas como held for sale.
interpretações. Mas ainda existe especialmente para nós aqui no que uma eventual perda vá se reverter
um movimento importante nos dois Brasil. O objetivo desse sumário no futuro, a análise de reconhecimento
próximos anos, resquício de projetos é chamar a atenção para tais de IRD ativo é feita para as
que já estavam em andamento e que alterações e não pretende e não demonstrações financeiras como um
entrarão em vigor em 2018 e 2019. substitui a leitura das modificações todo, considerando expectativa de
em si. lucros futuros tributáveis e diferenças
temporárias tributáveis disponíveis.
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• Tópicos cujas normas e interpretações Classificação de • O modelo de negócio da entidade escolhida, as variações de valor justo não irão
serão aplicáveis para exercícios sociais instrumentos financeiros com relação à administração dos se realizar contra o resultado em qualquer
iniciados em ou a partir de 2018 ativos financeiros. hipótese. Esse é um tema que pode ser
A nova norma modifica as atuais importante no Brasil para algumas empresas.
(a) IFRS 9 - “Instrumentos categorias de ativos financeiros e os • Se os fluxos de caixa contratuais Como não transitará pelo resultado, elas
Financeiros” respectivos requisitos de classificação representam somente pagamentos de precisarão deixar claro como essa opção
O IFRS 9 - “Instrumentos e mensuração. Há uma simplificação principal e dívida (do inglês “SPPI”). afeta a política de pagamento de dividendos.
Financeiros” substitui a norma teórica no IFRS 9 ao determinar que
ativos financeiros sejam mensurados O modelo de negócio da entidade é como a Para passivos financeiros, não tem mudança
anterior sobre instrumentos
subsequentemente ao custo amortizado entidade administra seus ativos financeiros nas categorias e na forma de mensuração,
financeiros: IAS 39. A nova norma
ou ao valor justo. com o objetivo de gerar caixa e criar valor. exceto com relação às variações no valor
traz modificações relacionadas
Em suma, o modelo de negócio de uma justo de passivos financeiros designados
aos requisitos de classificação e
Primeiramente, os ativos financeiros entidade é aquele que determina se os ao valor justo por meio dos resultados. A
mensuração dos instrumentos
são segregados entre instrumentos de fluxos de caixa serão gerados pela coleta parcela dessas variações que for decorrente
financeiros, especialmente
dívida e instrumentos de patrimônio. A dos fluxos contratuais, pela venda desses do risco de crédito da própria empresa
ativos financeiros e impairment
definição sobre se o ativo financeiro é um ativos financeiros ou por uma combinação passa a ser reconhecida no resultado
de instrumentos financeiros,
instrumento de patrimônio deve ser feita desses dois. abrangente exclusivamente, e não se realiza
reintroduzindo, de certa maneira, o
sob o ponto de vista do emissor. contra o resultado no futuro.
novo modelo de perdas esperadas, Para ativos financeiros - instrumentos de
bem como torna os requisitos para Começando pela classificação dos patrimônio líquido a mensuração é sempre
contabilidade de hedge (hedge instrumentos de dívida, o IFRS 9 ao valor justo por meio do resultado.
accounting) menos rigorosos. estabelece três categorias de ativos Entretanto, a administração tem uma
financeiros - instrumentos de dívida: (i) opção irrevogável de mensurar cada um
custo amortizado; (ii) ao valor justo por desses ativos ao valor justo por meio do
meio do resultado abrangente (FVOCI); resultado abrangente (FVTOCI), desde que
ou (iii) ao valor justo por meio do o instrumento não tenha características de
resultado (FVPL). Essa classificação é trading. Essa opção de FVTOCI é definida
determinada considerando os seguintes instrumento por instrumento e, uma vez
dois aspectos:

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Impairment Estágio 1 - Devem ser considerados os Hedge accounting Com relação à utilização de opções de
eventos de inadimplência que têm uma compra para fins de instrumento de
A principal crítica ao modelo de perda probabilidade de ocorrência possível nos 12 As sofisticações das atividades proteção, a nova norma admite que o
incorrida, de acordo com o IAS 39, era meses após a data de divulgação da última relacionadas a hedge exigiram valor justo de uma opção é composto pelo
a de que ele ocasionava um atraso no demonstração financeira. modificações nas orientações que valor intrínseco e pelo valor no tempo (time
reconhecimento de perdas com operações inicialmente estavam estabelecidas no value), e estabelece que as mudanças
de crédito, uma vez que era preciso que Estágio 2 - Inclui instrumentos financeiros IAS 39. Segundo o IASB, investidores no valor justo do componente do valor
houvesse um evento desencadeador para o que tiveram um aumento significativo no argumentavam que o IAS 39 era arbitrário no tempo, que geravam volatilidade no
reconhecimento dessa perda (loss event). risco de crédito desde o reconhecimento e estava muito baseado em regras, resultado, passem a ser diferidas no
inicial, mas ainda não apresentam evidência deixando de ser, portanto, princípio patrimônio, como outros resultados
Na tentativa de sanar essas questões, o objetiva de impairment. lógico, como o IFRS como um todo abrangentes, e então realizadas no
IFRS 9 trouxe uma abordagem híbrida, que pretende ser conhecido.
Estágio 3 - Inclui ativos financeiros que resultado sistematicamente ou no
considera os dois modelos: perda incorrida
já apresentam evidência objetiva de momento da transação, dependendo da
e perda esperada. Essa abordagem usa O modelo proposto pelo IFRS 9 está, em
impairment na data da demonstração sua característica. C Brasil
uma classificação de três estágios para tese, mais alinhado com as atividades de
a contabilização de perdas nos ativos financeira, os quais são analisados gerenciamento de risco das instituições.
financeiros a qual se baseia na mudança individualmente. Nesse caso, é similar ao Uma das alterações refere-se à proteção
da qualidade dos créditos dos ativos modelo atual do IAS 39. de componentes específicos de risco,
financeiros, desde o reconhecimento financeiros ou não financeiros.
inicial. Esses estágios ditarão a forma de as Nos estágios 2 e 3, as perdas esperadas
empresas mensurarem suas perdas e estão são reconhecidas considerando a vida Outra mudança é com relação aos
descritos abaixo: remanescente do contrato. Observe que instrumentos financeiros não derivativos,
o estágio 3 é praticamente o requerido que pelo IAS 39 poderiam ser utilizados
hoje pelo IAS 39. Portanto, os estágios apenas para proteção de risco de
1 e 2 são oportunidades para que o moeda. De acordo com o IFRS 9, ainda é
reconhecimento de perda possa ocorrer mantida essa condição, no entanto esses
mais tempestivamente, além de darem instrumentos, se mensurados a valor justo
orientação quanto à contabilização dos por meio do resultado, podem proteger
juros nesses estágios. outros riscos, que não apenas o de moeda.

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• Existir uma relação econômica entre Divulgações


o item protegido e o instrumento
de proteção. Divulgações extensivas são requeridas,
incluindo reconciliações para os saldos
• O efeito de o risco de crédito não ser de abertura, em relação aos registros
predominante nas variações de valor de impairment, premissas e inputs
resultantes da relação econômica. considerados nas análises, bem como uma
reconciliação, na data de transição, das
• A designação da cobertura do hedge categorias de instrumentos financeiros,
ser consistente com a estratégia de conforme IAS 39 para o IFRS 9.
administração de risco da entidade.
O IFRS 9 se tornará efetiva para os
Há uma crítica de alguns estudiosos e períodos anuais iniciados em ou após
Teste de efetividade do hedge reguladores de que essa flexibilização na 1o de janeiro de 2018. Deve ser aplicada
norma sobre hedge poderá permitir que retrospectivamente, mas informações
Pelo IAS 39, exige-se a demonstração de relações imperfeitas de proteção sejam comparativas não precisam ser
uma efetividade de 80 a 125% (percentual caracterizadas como adequadas. Nesse reapresentadas.
relativo entre a variação do instrumento sentido, administradores e responsáveis
de proteção e o item que se pretende pela governança das empresas terão mais
proteger) tanto nos testes iniciais (para trabalho para ter certeza de que o que está
comprovar que será efetivo) quanto nos sendo feito está adequado e alinhado com
testes ao longo do prazo contratual do a estratégia de administração de risco da
instrumento de proteção (para comprovar empresa como um todo. Considerando o
que ainda é efetivo). Esse percentual de impacto que essa política pode ter sobre os
referência será eliminado na nova norma, resultados das empresas, o envolvimento
e a avaliação passa a ser mais qualitativa, tempestivo da alta administração e da
observando-se as seguintes características: governança é fundamental.

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(a.1) Adaptações no IFRS 4 - “Contratos (b) IFRS 15 - “Receitas de Contratos


de Seguro” decorrentes do IFRS 9 - com Clientes” Passo 1: Acordo entre duas ou mais partes que dá origem a direitos
Identificar o e obrigações executáveis.
“Instrumentos Financeiros” Este pronunciamento é o resultado
contrato Agregar dois ou mais contratos com o mesmo cliente quando:
de um esforço conjunto entre IASB e
O IFRS 4 - “Contrato de Seguro” com o cliente negociados
p em conjunto para um único objetivo comercial; ou
FASB para emitirem uma norma única
também teve uma atualização emitida sobre reconhecimento de receitas. apcontrapartida de um depende do outro; ou
para endereçar as preocupações Essa norma foi emitida em 2014 e os
p bens e serviços são inter-relacionados.
das companhias seguradoras em substitui o IAS 18 e o IAS 11, com
relação às datas de transição ao foco na transferência do controle do Passo 2: Identificar se os bens e/ou serviços estão integrados.
IFRS 9 - “Instrumentos Financeiros”. produto ou serviço, contra o conceito Identificar Caso exista mais de uma obrigação, os elementos devem
Com o objetivo de diminuir as de riscos e benefícios das normas as obrigações ser segregados quando o padrão de entrega for diferente
(elementos) (i.e., venda do ativo e sua instalação).
volatilidades nos resultados das anteriores. Tal norma substituirá
companhias desse segmento, essa separáveis do Elementos vendidos separadamente por um participante de mercado
toda a literatura existente sobre contrato ou pela própria empresa são bens ou serviços distintos e devem
atualização provê duas diferentes reconhecimento de receitas (normas ser separados.
soluções para tais companhias: (i) e interpretações). Embora à primeira
uma isenção temporária à aplicação do vista possa não parecer uma mudança Passo 3: Valor que uma entidade espera receber de um cliente
IFRS 9 para companhias que tiverem profunda em relação às normas Determinar em troca da transferência de bens e serviços.
determinados critérios, até períodos anteriores, o nível de detalhamento o preço Impostos incluídos no preço com o objetivo de repasse
anuais iniciados após 1º de janeiro de sobre a aplicação dos conceitos, da transação ao governo devem ser excluídos.
2021, e (ii) o overlay approach (pelo especialmente em transações mais Valor do dinheiro no tempo e probabilidade de recebimento devem
também ser levados em consideração.
qual a companhia pode reclassificar complexas, é bem maior que a
entre o resultado e outros resultados orientação atualmente existente no
abrangentes a diferença decorrente da Passo 4: Alocação pelo valor relativo dos itens quando vendidos (ou
IFRS, tratando mais adequadamente identificados no passo 2) separadamente (valor real
aplicação do IFRS 9 para determinados Alocar o preço
a evolução das transações nos da transação ou estimado de venda).
ativos financeiros designados). últimos anos. O “coração” do IFRS aos elementos
15 é um modelo de cinco passos, que separáveis
Com a nova norma que trata de a administração deve aplicar para
contratos de seguros (IFRS 17), a determinar o reconhecimento de Passo 5: O modelo passa a ser baseado no controle sobre os ativos
qual substituirá o IFRS 4 (e eventuais receita de contratos com clientes: Reconhecer a e serviços objetos do contrato, porém os riscos e os benefícios
atualizações), já emitida, em vigor receita quando continuam a ser um indicador.
a partir de 2021, tanto a isenção a obrigação A receita de contratos de construção será reconhecida ao longo do
temporária quanto o overlay approach for satisfeita período de construção se houver a possibilidade legal de exigir
o pagamento pelo cliente.
cessarão. A atualização no IFRS 4 é
efetiva para exercícios iniciados após
1o de janeiro de 2018.
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• Entidades devem identificar se,


na venda de bens ou serviços, há É preciso adequar
considerações adicionais incluídas que os processos das
precisarão de tratamento diferenciado.
Por exemplo, bônus de performance e empresas para que
multas - com o IFRS 15, esses valores seja possível capturar
são reconhecidos como receita se não
houver necessidade de reversão em as novas informações
mudanças negativas das estimativas. exigidas pela norma.
As entidades também precisarão revisar
estimativas a cada data de reporte.

A nova norma entra em vigor a partir de


exercícios sociais iniciados em ou após 1º de
janeiro de 2018. As entidades podem aplicar
esse pronunciamento retrospectivamente
para cada período de reporte apresentado
Do ponto de vista prático, estes são os • Há exigências de divulgações ou com os efeitos acumulados da adoção
principais impactos que podem surgir no específicas sobre contratos com clientes, inicial do novo pronunciamento na data de
reconhecimento da receita: julgamentos significativos na aplicação transição, no patrimônio líquido.
das orientações de reconhecimento de
• Em alguns casos, poderá haver Divulgações extensivas são requeridas para
receitas, entre outras.
postergação do reconhecimento providenciar aos usuários das demonstrações
da receita. • É preciso adequar os processos das financeiras informações relevantes de
empresas para que seja possível receita que foi reconhecida contabilmente
• O risco de crédito não é deduzido capturar as novas informações em razão de contratos firmados, bem
da receita bruta no ato da venda, exigidas pela norma. Será necessário como receita que deverá ser reconhecida
quando aplicável. mapear os diferentes tipos de futuramente, relacionada a esses mesmos
transações avaliando cada um deles à contratos. Também deve ser fornecida
• O conceito de ajuste a valor presente informação quantitativa e qualitativa sobre
para vendas a prazo (mais longos) luz do IFRS 15.
os julgamentos feitos pela administração,
continua aplicável. relacionados ao reconhecimento de receitas.

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(c) IFRS 16 - Leases Segundo o IFRS 16, um contrato é, ou A combinação de uma depreciação linear
Em janeiro de 2016, o IASB finalizou contém, um arrendamento se o contrato do direito de uso do ativo e o método
seu projeto referente à contabilização transmite o direito de controlar o uso de da taxa efetiva de juros aplicado sobre o
de contratos de arrendamento, que um ativo identificado por um período passivo de arrendamento resultará em
substitui a IAS 17. Essa norma entra de tempo em troca de contraprestação. uma despesa maior no resultado nos
em vigor em 2019, podendo ser Com essa definição, o IFRS 16 primeiros anos do contrato e em uma
adotada antecipadamente. deve ter impacto significativo nas redução das despesas no final do contrato,
demonstrações financeiras das empresas se comparado com a prática atual.
Pelo IAS 17, os arrendatários são (arrendatárias). Espera-se que muitos
A boa notícia é que o IFRS requeridos a fazer uma distinção entre dos contratos antes fora do balanço Na demonstração dos fluxos de caixa, a
arrendamento financeiro (refletido no passem a integrá-lo, com consequências mudança mais significativa é que a parte da
16 tem diversas opções em balanço patrimonial) e arrendamento relevantes nos índices de balanço, transação que era antes tratada como uma
sua regra de transição, com operacional (fora do balanço incluindo índices de alavancagem. atividade operacional, pelos pagamentos
patrimonial). Já o IFRS 16 requer Dependendo da indústria e do volume de do aluguel, passará a integrar as atividades
o objetivo de facilitar a sua que os arrendatários reconheçam um contratos de arrendamento classificados de financiamento. Somente a parcela
adoção inicial. passivo de arrendamento relacionado como operacionais pela norma anterior, referente a juros poderá eventualmente
com pagamentos futuros e um “direito a aplicação do IFRS 16 pode resultar em permanecer como atividade operacional, a
de uso do ativo” para praticamente um aumento significativo da dívida no depender da política contábil.
todos os contratos de arrendamento. balanço patrimonial.
Há alguma exceção, mas não é A boa notícia é que o IFRS 16 tem diversas
relevante diante da alteração Na demonstração do resultado haverá opções em sua regra de transição, com o
produzida pela norma. No caso a inclusão de juros sobre o passivo de objetivo de facilitar a sua adoção inicial.
dos arrendadores, a contabilização arrendamento ao mesmo tempo que a
permanece praticamente a mesma, depreciação/amortização do direito de A principal mensagem é que a mudança
embora com a atualização das uso do ativo. Se comparado com a atual é muito grande, e as empresas devem
orientações e definição da norma. prática (IAS 17), isso muda não somente ser preparar o mais cedo possível. A
Os arrendadores poderão ser a alocação das despesas, mas também o administração precisa se assegurar de
afetados indiretamente por eventuais total de despesas a reconhecer para cada que as empresas têm ou terão sistemas
mudanças nas negociações de novos período do prazo do contrato. e processos para identificar todos os
contratos por conta do impacto da contratos afetados pela norma, para
norma nas demonstrações financeiras capturar as informações necessárias para
dos arrendatários. Pode haver um mensurar o direito de uso do ativo e o
efeito prático indireto importante para correspondente passivo de arrendamento,
os arrendadores. além de fazer as divulgações requeridas.

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(d) IFRS 2 - “Pagamento (e) IAS 40 - “Propriedade (f) IFRIC 22 - Considerações A questão é, portanto, saber se a data
Baseado em Ações” para Investimento” adicionais sobre transações da transação é a data em que o ativo,
A alteração do IFRS 2 esclarece a Essa atualização, com vigência para em moedas estrangeiras despesa ou renda é inicialmente
base de mensuração dos pagamentos os exercícios sociais iniciados em ou Essa interpretação auxilia na reconhecido ou a data anterior em
baseados em ações liquidados após 1º de janeiro de 2018, esclarece determinação da data da que a contraprestação antecipada
em dinheiro e a contabilização quando ativos são transferidos transação quando ela ocorre em é paga ou recebida, resultando em
de modificações que alteram um de, ou para, propriedades para moeda estrangeira. reconhecimento de um pré-pagamento
prêmio de liquidação de caixa para investimentos. Nessas situações ou renda diferida.
liquidação de capital. de transferência, deve haver, A data da transação determina qual
necessariamente, uma modificação a taxa de câmbio a ser utilizada no A Interpretação fornece orientação
Leis ou regulamentos fiscais de no uso dos ativos. E, para concluir se reconhecimento inicial do ativo, para quando um único pagamento/
determinados países podem exigir a propriedade mudou seu uso, deve despesa ou receita correspondente. recibo é feito, bem como para situações
que o empregador retenha algumas haver uma avaliação do atingimento A questão surgiu e precisou de uma em que vários pagamentos/recibos são
das ações às quais um empregado da definição de propriedade para interpretação do IFRIC, porque o IAS feitos, visando reduzir a diversidade
tenha direito e remeta o imposto às investimento (conforme o IAS 40), 21 exige que uma entidade use a taxa na prática. Segundo ela, a data da
autoridades tributárias em seu nome. amparada por evidências. O principal de câmbio na “data da transação”, transação, para determinar a taxa de
A alteração adiciona uma exceção que objetivo do IASB com essa alteração que é definida como a data em câmbio a utilizar no reconhecimento
exige que o prêmio seja tratado como é deixar claro que uma mudança que a transação se classifica inicial do item relacionado, deve
estabelecido na equidade na sua na intenção da administração para reconhecimento. ser a data em que uma entidade
totalidade. Além disso, ela menciona não é suficiente para mudança no reconhece inicialmente o ativo ou o
que a entidade deve divulgar uma tratamento contábil. Adicionalmente, passivo não monetário decorrente da
estimativa do montante que espera nos casos de mudança de contraprestação recebida inicialmente.
pagar de imposto à autoridade classificação, são fornecidas algumas
tributária, em relação à retenção na orientações sobre como devem ser os Tal Instrução tem vigência para
fonte, informando os usuários sobre tratamentos contábeis. exercícios iniciados em ou após
os fluxos de caixa futuros. A vigência 1o de janeiro de 2018.
dessa atualização é para exercícios
sociais iniciados em ou após 1o de
janeiro de 2018.

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(g) IFRS 17 - “Contratos de Seguro” Esse valor estimado é então remensurado O IFRS 17 é aplicável para exercícios (h) IAS 28 - “Investimento em
Em maio de 2017, o IASB emitiu a cada data-base. O lucro não realizado iniciados em ou após 1o de janeiro de 2021. Coligada, em Controlada e em
o IFRS 17 - Insurance Contracts (correspondente à margem contratual A aplicação antecipada é permitida para Empreendimento Controlado
(“Contratos de Seguro”), iniciando do serviço) é reconhecido ao longo do 2018, quando entra em vigor o IFRS 9 e o em Conjunto”
uma nova era na contabilidade das prazo da cobertura contratada. À parte IFRS 15. Na prática, a adoção antecipada O IAS 28 permite que as entidades
seguradoras. Se por um lado a norma desse modelo geral, o IFRS 17 prevê, no Brasil em geral não acontece, uma vez de investimento escolham mensurar
atual sobre seguros (IFRS 4) permite como forma de simplificar o processo, a que depende de aprovação de reguladores. seus investimentos em empresas
às seguradoras usarem, em certa abordagem de alocação do prêmio. Esse Para evitar inconsistências, historicamente, coligadas ou joint ventures ao valor
medida, as normas locais, o IFRS 17 modelo simplificado é aplicável para certos os reguladores não têm dado essa justo, por meio do resultado. A
define de forma clara e consistente contratos de seguro, incluindo aqueles com possibilidade. O IFRS 17 pode ser aplicado atualização do IASB é apenas para
as práticas contábeis para todas as cobertura de até um ano. Para contratos de retrospectivamente, de acordo com o deixar claro que essa escolha deve
seguradoras, o que irá certamente seguro com características de participação IAS 8, mas ele também tem a previsão da ser feita separadamente, para
aumentar a comparabilidade das direta, a abordagem da comissão variável “abordagem retrospectiva modificada” e da cada coligada ou joint venture, no
suas demonstrações financeiras em se aplica. Essa abordagem é uma variação “abordagem de valor justo”, dependendo momento do reconhecimento inicial.
diferentes países. Espera-se que o do modelo geral. da disponibilidade de informação. Essa atualização entra em vigor para
IFRS 17 tenha impacto relevante nas exercícios iniciados em ou após 1o de
demonstrações financeiras e nos Ao aplicar a abordagem da comissão janeiro de 2018 e deve ser aplicada de
indicadores de performance variável, a participação da seguradora forma retrospectiva.
das seguradoras. nas mudanças no valor justo dos itens
subjacentes é incluída na margem
O modelo geral do IFRS 17 requer contratual do serviço. Como consequência,
que as seguradoras mensurem seus as mudanças no valor justo não são
contratos de seguro, no momento reconhecidas no resultado no período em
inicial, pelo valor total estimado de que ele ocorrer, mas ao longo da vida
fluxo de caixa, ajustado pelo valor remanescente do contrato.
do dinheiro no tempo e pelo risco
explícito relacionado com o risco
não financeiro, além da margem
contratual do serviço.

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Junta de Normas de Contabilidade Financeira (FASB)

O FASB emitiu as seguintes Accounting O Conselho decidiu que uma entidade


Standards Update (“ASU” ou Atualização): deve reconhecer os impactos do
imposto de renda de uma transferência
• ASU 2016-16: Income Taxes - intraentidade de um ativo diferente do
Intra-Entity Transfers of Assets estoque quando ocorre a transferência.
Other Than Inventory (Topic 740) Consequentemente, as alterações nessa
Atualização eliminam a exceção para
Tributos sobre o lucro - Transferências uma transferência intraentidade de um
intraentidade de ativos diferentes de ativo diferente do estoque. Dois exemplos
estoque (Tópico 740) comuns de ativos incluídos no escopo
O objetivo da Iniciativa de dessa Atualização são propriedade
Simplificação é identificar, avaliar e intelectual e imobilizado.
melhorar áreas de princípios contábeis
geralmente aceitos (GAAP) para Com base nos comentários das partes
os quais o custo e a complexidade interessadas sobre os benefícios e custos
podem ser reduzidos, mantendo antecipados, o Conselho decidiu não Kieran McManus
ou melhorando a utilidade das alterar os GAAP para uma transferência Sócio de Capital Markets
intraentidade de estoque. & Accounting Advisory Services
informações fornecidas aos usuários
PwC Brasil
das demonstrações financeiras.
As alterações nessa Atualização não
O GAAP atual proíbe o reconhecimento incluem novos requisitos de divulgação; natureza de cada item de reconciliação as Normas Internacionais de Relato
de impostos de renda corrente e no entanto, os existentes podem ser significativo para entidades privadas) Financeiro (IFRS). Especificamente,
diferido para transferência de ativos aplicáveis ao contabilizar os impostos e também que uma entidade divulgue o International Accounting
intraentidade até que o ativo tenha de renda corrente e diferido para uma os tipos de diferenças temporárias e Standard (IAS) 12 - “Imposto sobre
sido vendido para uma parte externa. transferência intraentidade de um ativo prejuízos fiscais que dão origem a uma o lucro” exige o reconhecimento
Essa proibição de reconhecimento diferente do estoque. Por exemplo, os parte significativa dos impostos sobre o dos impostos sobre o rendimento
é uma exceção ao princípio do GAAP exigem que uma entidade divulgue rendimento diferido. As alterações nessa corrente e diferido resultantes de
reconhecimento abrangente de uma comparação da despesa (benefício) Atualização alinham o reconhecimento uma transferência intraentidade
impostos de renda corrente e diferido com imposto de renda com expectativas dos impactos do imposto de renda de qualquer ativo (incluindo o
de acordo com o GAAP. legais (uma reconciliação de taxa para para as transferências intraentidade de inventário) quando ocorre
entidades públicas ou uma descrição da ativos que não sejam inventários com a transferência. 

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• ASU 2016-17: Consolidation - Interests de decisão e suas partes relacionadas


Held through Related Parties That Are estejam sob controle comum. Se um
André Bonfim Patricia Agostineto under Common Control (Topic 810) único tomador de decisão e suas partes
Gerente Sênior de Capital Markets Diretora de Accounting & relacionadas estiverem sob controle
& Accounting Advisory Services Consulting Services Consolidação - Participações comum, o único tomador de decisão
PwC Brasil PwC Brasil detidas através de partes deve considerar as participações
relacionadas que estão sob indiretas na entidade detida, por
controle comum (Tópico 810) meio dessas partes relacionadas,
Em fevereiro de 2015, o Conselho como equivalentes às participações
Para as entidades públicas, as alterações É permitida a adoção antecipada para emitiu a Atualização 2015- diretas na sua totalidade. As partes
nessa Atualização são efetivas para os todas as entidades desde o início de um 02 - “Consolidação (Tópico interessadas observaram que, ao exigir
períodos anuais que começam após 15 de período anual para o qual as demonstrações 810): Alterações à Análise de que um único tomador de decisão,
dezembro de 2017, incluindo os períodos financeiras (intermediária ou anual) não Consolidação”. Na data efetiva da em circunstâncias que envolvam
intermediários nesses períodos anuais. Para foram emitidas ou disponibilizadas para Atualização 2015-02, um único controle comum, atribua inteiramente
todas as outras entidades, as alterações emissão. Ou seja, a adoção antecipada tomador de decisão de uma entidade a essas participações de certas partes
são efetivas para os períodos anuais que deve ser no primeiro período intermediário de participação variável (Variable relacionadas, o único tomador de
comecem após 15 de dezembro de 2018 e se uma entidade emitir demonstrações Interest Entity (VIE)) é obrigado a decisão pode ser obrigado a consolidar
os períodos intermediários nos períodos financeiras intermediárias. As alterações considerar os interesses econômicos uma VIE, mesmo que tenha pouco ou
anuais que comecem após 15 de dezembro nessa Atualização devem ser aplicadas de indiretos na entidade detida por nenhuma participação variável nela.
de 2019. forma retrospectiva modificada por meio de meio de partes relacionadas de Como resultado, o único tomador de
um ajuste de efeito cumulativo diretamente forma proporcional ao determinar decisão pode fornecer informações
aos lucros acumulados a partir do início do se é o principal beneficiário dessa financeiras que não são úteis para os
período de adoção. VIE, a menos que o único tomador usuários dessa informação.

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O Conselho emitiu essa Atualização para É permitida a adoção antecipada, • ASU 2016-18: Statement of Cash Flows - As alterações nessa Atualização são efetivas
alterar as diretrizes de consolidação em inclusive a adoção em um período Restricted Cash (Topic 230) para entidades públicas para exercícios
relação a como uma entidade que é a intermediário. Se uma entidade adotar iniciados após 15 de dezembro de 2017 e
única tomadora de decisão de uma VIE antecipadamente as alterações em Demonstração dos fluxos de caixa - períodos intermediários nesses exercícios.
deve tratar participações indiretas na um período intermediário, qualquer Caixa restrito (Tópico 230) Para todas as outras entidades, as alterações
entidade realizada por meio de partes ajuste deve ser refletido no início do As partes interessadas indicaram que são efetivas para os exercícios fiscais
relacionadas que estão sob controle exercício fiscal que inclua esse período existe diversidade na classificação e na iniciados após 15 de dezembro de 2018
comum da entidade ao determinar se intermediário. apresentação de alterações no caixa e períodos intermediários nos exercícios
essa é a principal beneficiária dessa VIE. restrito na demonstração dos fluxos fiscais iniciados após 15 de dezembro de
O beneficiário primário de uma VIE As entidades que ainda não adotaram de caixa, conforme o Tópico 230 - 2019. É permitida a adoção antecipada,
é a entidade que possui um interesse as alterações previstas pela Atualização “Demonstração dos fluxos de caixa”. inclusive a adoção em um período
financeiro de controle em uma VIE e, 2015-02 são obrigadas a adotar as intermediário. Se uma entidade adotar
portanto, consolida a VIE. Uma entidade alterações nessa Atualização ao mesmo As alterações nessa Atualização antecipadamente as alterações em um
tem participação indireta em uma VIE se tempo em que adotarem as alterações da exigem que uma demonstração dos período intermediário, qualquer ajuste deve
tiver participação direta em uma parte Atualização 2015-02 e devem aplicar o fluxos de caixa demonstre a alteração ser refletido no início do exercício fiscal que
relacionada que, por sua vez, tenha mesmo método de transição escolhido de caixa restrito durante o período inclua esse período intermediário.
participação direta na VIE. Como parte para a aplicação da Atualização no total de caixa, equivalentes de
de uma iniciativa separada, o Conselho 2015-02. As entidades que já adotaram caixa e valores geralmente descritos
considerará se são necessárias outras as alterações na Atualização 2015-02 são como caixa restrito ou equivalentes
alterações à orientação de consolidação obrigadas a aplicar as alterações nessa de caixa restritos. Portanto, os
para os acordos de controle comuns. Atualização retrospectivamente a todos valores geralmente descritos como
os períodos anteriores relevantes que caixa restrito e equivalentes de
As alterações nessa Atualização são comecem com o exercício fiscal em que caixa restritos devem ser incluídos
efetivas para entidades públicas foram aplicadas as alterações previstas no caixa e equivalentes de caixa ao
para exercícios iniciados após 15 de pela Atualização 2015-02. reconciliar os valores totais do início
dezembro de 2016, incluindo períodos e do final do período, apresentados
intermediários nesses exercícios na demonstração dos fluxos de caixa.
fiscais. Para todas as outras entidades, As alterações nessa Atualização, no
as alterações nessa Atualização são entanto, não fornecem uma definição
efetivas para os exercícios iniciados após de caixa restrito ou equivalentes de
15 de dezembro de 2016 e períodos caixa restritos.
intermediários nos dois exercícios fiscais
iniciados após 15 de dezembro de 2017.

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• ASU 2016-19: Technical Corrections and Improvements • ASU 2016-20: Technical Corrections and
Improvements to Topic 606 - “Revenue from
Correções técnicas e melhorias Contracts with Customers”
Em setembro de 2009, uma vez que a Codificação
de Padrões Contábeis (ASC) do FASB foi estabelecida Correções técnicas e melhorias ao
como fonte dos GAAP para serem aplicados Tópico 606 - “Receita de Contratos com Clientes”
por entidades não governamentais, as partes As alterações nessa Atualização afetam aspectos
interessadas forneceram sugestões para pequenas específicos das orientações emitidas por meio da
correções e esclarecimentos. Atualização 2014-09, conforme descrito na tabela
das páginas seguintes.
As alterações dessa Atualização cobrem uma ampla
gama de tópicos da ASC. O motivo de cada alteração
é fornecido antes de cada uma das alterações para
maior clareza e facilidade de compreensão. As
alterações geralmente se enquadram em um dos
tipos de categorias listadas abaixo:

(1) Alterações relacionadas às diferenças entre


a orientação original e a Codificação de
Normas Contábeis

(2) Esclarecimento da orientação e correções


de referência

(3) Simplificação para melhoria na utilidade e


compreensibilidade da ASC.

(4) Outras melhorias de menor impacto.

A maioria das alterações nessa Atualização não


requer orientação de transição e é efetiva após a
emissão dela.

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Área para correção e melhorias Resumo das alterações

Item 1 As alterações nessa Atualização esclarecem que as comissões de garantia no escopo do Tópico 460 (que não seja
Comissões de garantia do empréstimo garantia de produto ou de serviço) não estão no escopo do Tópico 606. As entidades devem ver o Tópico 815 -
“Derivativos e Hedge” para garantias contabilizadas como derivativos.
O Tópico 606 identifica especificamente uma exceção de escopo para garantias (exceto garantias de produtos
ou serviços) no escopo do Tópico 460 - “Garantias”. As partes interessadas indicaram que algumas alterações
incluídas na Atualização 2014-09 são inconsistentes sobre se as comissões de garantias financeiras estão no
escopo do Tópico 606

Item 2 As alterações nessa Atualização esclarecem que, ao realizar testes de impairment, uma entidade deve (a) considerar
Custos do contrato - teste de impairment as renovações e extensões contratuais esperadas e (b) incluir o montante da contrapartida já recebida, mas não
reconhecido como receita e o valor que se espera receber no futuro.
O Subtópico 340-40 - “Outros Ativos e Custos Diferidos - Contratos com Clientes” inclui orientação sobre
impairment para custos capitalizados de acordo com as provisões de reconhecimento desse Subtópico.
As partes interessadas levantaram algumas questões sobre o teste de impairment desses custos capitalizados.

Item 3 As alterações nessa Atualização esclarecem que os testes de impairment devem ser realizados primeiro em ativos que não
Custos do contrato - Interação com orientações previstas por outros tópicos quanto estejam no âmbito do Tópico 340 - “Outros Ativos e Custos Diferidos”, Tópico 350 - “Intangível - Ágio e Outros” ou Tópico
aos testes de impairment 360 - “Propriedade, Instalação e Equipamento” (tal como ativos do Tópico 330 - “Estoques”), e então ativos no escopo do
Tópico 340, e após grupos de ativos e unidades de reporte no escopo do Tópico 360 e do Tópico 350.
Algumas partes interessadas questionaram sobre a interação do teste de impairment no Subtópico
340-40 com orientações existentes em outros tópicos.

Item 4 As alterações nessa Atualização exigem que a provisão para perdas seja determinada pelo menos no nível do
Provisões para perdas em contratos de construção e contratos de produção contrato. No entanto, as alterações permitem que uma entidade determine a provisão para perdas no nível da
obrigação de desempenho do contrato como uma escolha de política contábil.
Ao emitir a Atualização 2014-09, o Conselho decidiu excluir orientação específica no Tópico 606 para
contratos onerosos. No entanto, o Conselho decidiu manter a orientação sobre a provisão para perdas
em contratos no Subtópico 605-35 - “Reconhecimento de Receita - Contratos Construção e Contratos
de Produção”. Nas alterações da Atualização 2014-09, o nível de teste foi alterado para o nível de obrigação
de desempenho (no nível do segmento). As partes interessadas indicaram que essa alteração, em algumas
circunstâncias, pode exigir que uma entidade realize a avaliação de perdas
em um nível inferior ao da prática atual.

Item 5 As alterações nessa Atualização removem o termo “seguro” da exceção de escopo para esclarecer que todos os
Escopo do Tópico 606 contratos abrangidos pelo Tópico 944 estão excluídos do escopo do Tópico 606.

No Tópico 606 existe uma exceção de escopo para contratos de seguro no escopo do Tópico
944 - “Serviços Financeiros - Seguros”. A intenção do Conselho era excluir do Tópico 606 todos os
contratos que estão no escopo do Tópico 944, e não apenas contratos de seguro (por exemplo, contratos
de investimento que não sujeitam uma entidade seguradora ao risco de seguro).

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Área para correção e melhorias Resumo das alterações

Item 6 As alterações nessa Atualização fornecem isenções opcionais quanto ao requisito de divulgação de obrigações de
Divulgação de obrigações de desempenho remanescentes desempenho remanescentes para situações específicas nas quais uma entidade não precisa estimar a contrapartida
variável para reconhecer a receita.
O Tópico 606 exige que uma entidade divulgue informações sobre suas obrigações de desempenho
remanescentes, incluindo o valor agregado do preço de transação alocado para o desempenho de obrigações As alterações nessa Atualização também expandem as informações que devem ser divulgadas quando uma entidade
não atendidas (ou parcialmente atendidas) no final do período. O Tópico 606 também inclui isenções opcionais aplica uma das isenções opcionais.
dessa divulgação para contratos com duração original de um ano ou menos e com obrigações de desempenho em
que a receita é reconhecida de acordo com o parágrafo 606-10-55-18. As partes interessadas questionaram
se o Conselho pretendia que uma entidade estimasse uma contrapartida variável para fins de divulgação em
circunstâncias nas quais uma entidade não é obrigada a estimar a contrapartida variável para reconhecer a receita.

Item 7 As alterações nessa Atualização esclarecem que a divulgação das receitas reconhecidas a partir de obrigações
Divulgação das obrigações de desempenho de período anterior de desempenho atendidas (ou parcialmente atendidas) em períodos anteriores aplica-se a todas as obrigações de
desempenho e não se limita apenas às obrigações de desempenho com saldos contratuais correspondentes.
O Tópico 606 exige que uma entidade divulgue a receita reconhecida no período referente às obrigações de
desempenho atendidas (ou parcialmente atendidas) de períodos anteriores. As partes interessadas indicaram que a
divulgação resulta em confusão sobre se essa divulgação se aplica apenas às obrigações de desempenho com saldos
contratuais correspondentes ou a todas as obrigações de desempenho.

Item 8 As alterações nessa Atualização melhoram o exemplo 7 em relação aos princípios do Tópico 606.
Exemplo de modificações do contrato

O exemplo 7 do Tópico 606 ilustra a aplicação da orientação sobre as modificações de contrato.


Algumas partes interessadas perceberam inconsistências menores entre o exemplo e as orientações
de modificações de contrato do Tópico 606.

Item 9 As alterações nessa Atualização fornecem uma ligação melhor entre a análise no caso B do exemplo 38 e as
Ativo contratual versus Recebível orientações de apresentação de recebíveis no Tópico 606.

O exemplo 38, caso B, do Tópico 606 ilustra a aplicação da orientação de apresentação sobre ativos contratuais e
recebíveis. Algumas partes interessadas expressaram preocupação de que o exemplo indica que uma entidade não
pode registrar um recebível antes da data de vencimento.

Item 10 A alteração nessa Atualização remove a referência ao termo “passivo contratual” no lançamento contábil
Passivo de reembolso do exemplo 40.

O exemplo 40 do Tópico 606 ilustra o reconhecimento de um recebível e de um passivo de reembolso.


Algumas partes interessadas manifestaram a preocupação de que o exemplo indique que um passivo
de reembolso deve ser caracterizado como um passivo contratual.

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Área para correção e melhorias Resumo das alterações

Item 11 As alterações nessa Atualização reintegram as orientações sobre a provisão de custos de publicidade e também
Custos de publicidade movem as orientações para o Tópico 720 - “Outras Despesas”.

A Atualização 2014-09 para custos de publicidade substitui grande parte da orientação no Subtópico
340-20 - “Outros Ativos e Custos Diferidos - Custos de Publicidade Capitalizados” porque teria entrado em
conflito com as novas orientações de capitalização de custo no Subtópico 340-40. Portanto, uma entidade,
que anteriormente capitalizava os custos de publicidade de acordo com as orientações no Subtópico 340-20,
aplicaria as diretrizes de capitalização no Subtópico 340-40 na adoção da Atualização 2014-09. As orientações
sobre quando reconhecer um passivo foram incluídas no Subtópico 340-20, inadvertidamente substituído pela
Atualização 2014-09.

Item 12 As alterações nessa Atualização: (a) criam um novo Subtópico 924-815 - “Entretenimento - Cassinos -
Contratos de apostas de probabilidades fixas na indústria de casinos Derivativos e Hedge” que inclui uma exceção de escopo da orientação de derivativos para contratos de apostas
de probabilidades fixas, e (b) contêm uma exceção de escopo no Tópico 815 para contratos de apostas de
O Subtópico 924-605 - “Entretenimento - Cassinos - Reconhecimento de receita” atualmente inclui orientação probabilidades fixas emitidos por entidades de apostas (cassinos).
explícita que identifica as apostas de probabilidades fixas como receita de jogos. Essa orientação específica da
indústria foi substituída pela Atualização 2014-09, com quase todas as orientações existentes de receita específica
por indústria no GAAP. Consequentemente, algumas partes interessadas questionaram se os contratos de apostas
de probabilidades fixas estão no escopo do Tópico 606 ou, em vez disso, se deveriam ser contabilizados como
derivativos no escopo do Tópico 815 - “Derivativos e Hedge”.

Item 13 As alterações nessa Atualização alinham as diretrizes para consultores na capitalização de custos do Tópico 946
Capitalização de custos por consultores em fundos privados e fundos públicos tanto em fundos públicos quanto em fundos privados.

Uma alteração posterior incluída na Atualização 2014-09 transferiu a orientação para contabilização de custos
do Subtópico 946-605 - “Serviços Financeiros - Sociedades de Investimento - Reconhecimento de Receita”
para o Subtópico 946-720 - “Serviços Financeiros - Empresas de Investimento - Outras Despesas”. Essa alteração
destinava-se apenas a mover a localização da orientação e não pretendia mudar a prática. No entanto, a alteração
na Atualização 2014-09 poderia ter resultado em inconsistências entre consultores na contabilização dos custos
de ofertas em fundos públicos e fundos privados.

As alterações nessa Atualização afetam a orientação na Atualização 2014-09, que ainda não é efetiva. A data efetiva
e os requisitos de transição para as alterações seguem o mesmo critério dos requisitos efetivos de data e transição
para o Tópico 606 (e qualquer outro tópico alterado pela Atualização 2014-09). A ASU 2015-14 - “Receita de Contratos
com Clientes (Tópico 606): Diferença da Data Efetiva” difere a data efetiva da Atualização 2014-09 por um exercício.

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• ASU 2017-01: Business Combinations Essa condição reduz o número de As entidades públicas devem aplicar de 2018 e períodos intermediários nos
(Topic 805) - Clarifying the Definition transações que precisam ser avaliadas. as alterações nessa Atualização aos períodos anuais que comecem após 15
of a Business Se a condição não for atendida, as períodos anuais que comecem após de dezembro de 2019. As alterações
alterações nessa Atualização: (i) exigem 15 de dezembro de 2017, incluindo nessa Atualização devem ser aplicadas
Combinações de negócios que para ser considerado um negócio períodos intermédios desses períodos. prospectivamente em ou após a data
(Tópico 805) - Esclarecendo a um conjunto deve incluir, no mínimo, Todas as outras entidades devem efetiva. Não são necessárias divulgações
definição de negócio um input e um processo substantivo aplicar as alterações aos períodos na transição.
De acordo com a orientação de que, em conjunto, contribuam anuais iniciados após 15 de dezembro
implementação atual no Tópico 805, significativamente para a capacidade de
existem três elementos em um negócio: criar saída; e (ii) removem a avaliação
insumos, processos e saídas. Enquanto um quanto a um participante do mercado
conjunto integrado de ativos e atividades poder substituir os elementos que
(coletivamente referido como um faltam. As alterações fornecem uma
“conjunto”), que geralmente é um estrutura para auxiliar as entidades a
negócio, contêm saídas, não é necessário avaliar se tanto uma entrada quanto um
que as saídas estejam presentes. Além processo substantivo estão presentes.
disso, todas as entradas e processos que um A estrutura inclui dois conjuntos de
vendedor usa na operação de um conjunto critérios para serem considerados, os
não são necessários se os participantes do quais dependem de um conjunto ter
mercado puderem adquirir o conjunto e saídas ou não. Embora as saídas não
continuar a produzir saídas, por exemplo, sejam necessárias para que um conjunto
integrando o conjunto adquirido com suas seja um negócio, elas geralmente são
próprias entradas e processos. um elemento-chave de um negócio;
portanto, o Conselho desenvolveu
As alterações nessa Atualização fornecem critérios mais rigorosos para conjuntos
uma condição para determinar quando sem saídas.
um conjunto não é um negócio. Essa
condição estabelece que, quando Por fim, as alterações nessa Atualização
substancialmente todo o valor justo dos restringem a definição do termo “saída”
ativos brutos adquiridos (ou alienados) para que ele seja consistente com a
estiver concentrado em um único bem forma como as “saídas” são descritas no Tiago Malheiro
identificável ou em um grupo de ativos Tópico 606. Gerente de Capital Markets
identificáveis semelhantes, o conjunto não & Accounting Advisory Services
é um negócio. PwC Brasil

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• ASU 2017-02: Not-for-Profit Entities justo de acordo com outras orientações. As alterações nessa Atualização mantêm
- Consolidation (Subtopic 958-810): As alterações provenientes da Atualização a forma como os Sócios Principais de
Clarifying When a Not-for-Profit Entity 2015-02 substituíram as orientações NFP atualmente aplicam as diretrizes
That Is a General Partner or a Limited no Subtópico 810-20 e adicionaram de consolidação no Subtópico 810-20
Partner Should Consolidate a For-Profit novas orientações para sociedades ao incluir essa orientação no Subtópico
Limited Partnership or Similar Entity limitadas e entidades jurídicas similares 958-810. As alterações também somam
às orientações de consolidação geral no ao Subtópico 958-810 as orientações
Entidades sem fins lucrativos - Subtópico 810-10 - “Consolidação - Geral”. gerais no Subtópico 810-10 sobre quando
Consolidação (Subtópico 958-810): Assim, uma vez que as alterações na os Sócios Limitados de NFP devem
Esclarecer quando uma entidade Atualização 2015-02 sejam efetivas, os consolidar uma sociedade limitada.
sem fins lucrativos que é um Sócio GAAP exigirão que uma NFP, que seja um
Principal ou um Sócio Limitado Sócio Principal de uma sociedade limitada As alterações nessa Atualização são
deve consolidar uma sociedade com fins lucrativos ou entidade jurídica efetivas para NFPs nos exercícios
limitada com fins lucrativos ou similar, aplique a orientação geral de iniciados após 15 de dezembro de 2016
uma entidade similar consolidação no Subtópico 810-10. e períodos intermediários nos exercícios
O Conselho emitiu essa Atualização iniciados após 15 de dezembro de
para alterar a orientação de Desde a emissão da Atualização 2015-02, 2017. É permitida a adoção antecipada,
consolidação no Subtópico 958-810 - as partes interessadas observaram que a inclusive em um período intermediário.
“Entidades de consolidação sem fins orientação que foi adicionada à orientação Se uma NFP adotar antecipadamente as
lucrativos” para esclarecer quando de consolidação geral no Subtópico 810-10 alterações em um período intermediário,
uma entidade sem fins lucrativos pressupõe que uma entidade primeiro todos os ajustes devem ser refletidos no
(NFP), que é um Sócio Principal ou um percorra a orientação de consolidação início do exercício fiscal que inclua esse
Sócio Limitado, deve consolidar uma de entidade de participação variável período intermediário.
sociedade limitada com fins lucrativos (VIE) antes de aplicar a orientação geral
ou uma entidade jurídica similar. de consolidação. No entanto, as NFP
geralmente não estão incluídas no âmbito
Os GAAP exigem que uma NFP que da orientação de consolidação de VIE.
seja um Sócio Principal de uma Portanto, as partes interessadas observaram
sociedade limitada com fins lucrativos que, quando uma NFP vai diretamente
ou entidade legal similar aplique para a orientação de consolidação geral no
a orientação de consolidação no Subtópico 810-10, a orientação não aborda
Subtópico 810-20 - “Consolidação - quando um Sócio Principal deve consolidar
Controle de sociedades e entidades uma sociedade limitada com fins lucrativos,
similares” a menos que as participações mas sim quando um Sócio Limitado deve
na sociedade sejam mantidas ao valor consolidar a sociedade.

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• ASU 2017-03: Accounting Changes Essa Atualização adiciona o parágrafo 250- Além disso, um registrante deve
and Error Corrections (Topic 250) and 10-S99-6 em relação ao guidance da SEC, descrever o status de seu processo para
Investments - Equity Method and Joint bem como altera outros Tópicos de acordo implementar os novos padrões e as
Ventures (Topic 323): Amendments com esse pronunciamento, incluindo os questões significativas de implementação
to SEC Paragraphs Pursuant to Staff Tópico 326 - “Instrumentos Financeiros - que ainda não foram abordadas.
Announcements at the September 22, Perdas de Créditos”, Tópico 606 - “Receita
2016 and November 17, 2016 EITF de Contratos com Clientes” e Tópico Adicionalmente, essa Atualização
Meetings (SEC Update) 842 - “Arrendamentos”, a fim de que também altera o parágrafo 323-740-
um registrante avalie as ASU que ainda S99-2 em relação ao guidance da SEC
Mudanças contábeis e correções não foram adotadas para determinar as na reunião da EITF de 17 de novembro
de erros (Tópico 250) e divulgações de demonstrações financeiras de 2016, quando se pronunciou sobre a
investimentos - Método de apropriadas sobre os efeitos materiais “alteração do Comentário do Observador
equivalência e joint ventures (Tópico potenciais dessas ASU nas demonstrações da equipe da SEC: Contabilização
323): Alterações aos parágrafos da financeiras quando adotadas. De acordo de Benefícios Fiscais Resultantes de
Comissão de Valores Mobiliários com o Tópico 11.M, se um registrante Investimentos em Projetos Qualificados
Norte-americana (SEC) de acordo com não sabe ou não pode razoavelmente de Habitação a Preços Acessíveis
os pronunciamentos de equipe nas estimar o impacto que a adoção das ASUs devido à emissão da ASU Nº 2014-01,
reuniões do EITF de 22 de setembro referenciadas neste anúncio deverá ter nas Investimentos - Método de Equivalência
...a equipe da SEC espera que de 2016 e de 17 de novembro de 2016 demonstrações financeiras, em seguida, Patrimonial e Joint Ventures (Tópico
as divulgações qualitativas (atualização da SEC) além de fazer uma declaração nesse 323): Contabilidade para Investimentos
Na reunião da Força-Tarefa de Assuntos sentido, ele deve considerar divulgações em Projetos Qualificados de Habitação a
adicionais incluam uma Emergentes (EITF) de 22 de setembro qualitativas adicionais nas demonstrações Preços Acessíveis”.
descrição do efeito das políticas de 2016, a SEC se pronunciou quanto financeiras para ajudar o leitor a avaliar
à “Divulgação do impacto que as o significado do impacto que a norma
contábeis que o registrante normas de contabilidade recentemente terá nas demonstrações financeiras
espera aplicar, se determinado, emitidas terão nas demonstrações do registrante quando adotada. A esse
financeiras de um registrante quando respeito, a equipe da SEC espera que
e uma comparação com as tais padrões forem adotados em um as divulgações qualitativas adicionais
políticas contábeis atuais período futuro (de acordo com o incluam uma descrição do efeito das
Boletim de Contabilidade da Equipe políticas contábeis que o registrante
do registrante. [SAB] da SEC Tópico 11.M)”. espera aplicar, se determinado, e uma
comparação com as políticas contábeis
atuais do registrante.

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De acordo com as alterações dessa Atualização, uma entidade


deverá realizar seu teste de impairment anual, ou interino,
comparando o valor justo de uma unidade de reporte.

No entanto, a perda por impairment As alterações nessa Atualização devem


reconhecida não deve exceder o valor ser aplicadas de forma prospectiva.
total do goodwill atribuído a essa unidade Uma entidade é obrigada a divulgar
de reporte. Além disso, uma entidade a natureza e o motivo da mudança de
deve considerar os efeitos fiscais de princípio contábil após a transição.
qualquer goodwill no valor contábil da Essa divulgação deve ser fornecida no
unidade de reporte ao mensurar a perda primeiro período anual e no período
de impairment do goodwill, se aplicável. intermediário do primeiro período anual
• ASU 2017-04: Intangibles - Goodwill não reconhecidos) na data do teste de
em que a entidade adotou inicialmente as
and Other (Topic 350): Simplifying the impairment seguindo o procedimento O Conselho também eliminou os alterações nessa Atualização.
Test for Goodwill que teria sido necessário para determinar requisitos para qualquer unidade de
o valor justo dos ativos adquiridos e dos reporte, com uma quantia contábil zero Uma entidade pública deve adotar
Intangíveis - Goodwill e outros passivos assumidos em uma combinação ou negativa, realizar uma avaliação as alterações nessa Atualização para
(Tópico 350): Simplificando o teste de negócios. qualitativa e, se falhar esse teste os testes de impairment de ágio
para impairment de goodwill qualitativo, executar o Passo 2 do teste intermediários nos exercícios fiscais
Para simplificar a mensuração De acordo com as alterações dessa
de impairment. Portanto, a mesma iniciados após 15 de dezembro de 2019.
subsequente do goodwill, o Conselho Atualização, uma entidade deverá
avaliação de impairment se aplica a todas Todas as outras entidades, incluindo
eliminou o “Passo 2” do teste de realizar seu teste de impairment anual,
as unidades de reporte. Uma entidade é entidades sem fins lucrativos, que
impairment do goodwill. Ao computar ou interino, comparando o valor justo de
obrigada a divulgar o valor do goodwill estão adotando as emendas nessa
o valor justo implícito do goodwill uma unidade de reporte (reporting unit)
alocado a cada unidade de reporte com Atualização devem fazê-las para seus
no Passo 2, uma entidade deveria com seu valor contábil. Uma entidade
um valor contábil zero ou negativo do testes de impairment de ágio anual ou de
executar procedimentos para deve reconhecer provisão para perda por
patrimônio líquido. Uma entidade ainda qualquer outro período intermediário
determinar o valor justo de seus ativos impairment no valor pelo qual o valor
tem a opção de realizar a avaliação nos exercícios fiscais iniciados após 15 de
e passivos (incluindo ativos e passivos contábil exceder o valor justo da unidade
qualitativa de uma unidade de reporte dezembro de 2021. A adoção antecipada
de reporte.
para determinar se o teste de impairment é permitida para testes interinos ou
quantitativo é necessário. anuais de impairment realizados em
datas de teste após 1º de janeiro de 2017.
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• ASU 2017-05: Other Income Gains and Losses from the As alterações nessa Atualização também esclarecem
Derecognition of Nonfinancial Assets (Subtopic 610-20): que os ativos não financeiros no escopo do Subtópico
Clarifying the Scope of Asset Derecognition Guidance 610-20 podem incluir ativos não financeiros
and Accounting for Partial Sales of Nonfinancial Assets transferidos em uma entidade legal para uma
contraparte. Por exemplo, uma controladora (parent
Ganhos e perdas no desreconhecimento de company) pode transferir o controle de ativos não
ativos não financeiros (Subtópico 610-20): financeiros ao transferir participações em uma
Esclarecimento no escopo da orientação de subsidiária consolidada. Um contrato que inclui
desreconhecimento de ativos e contabilização de a transferência de participações em uma ou mais
vendas parciais de ativos não financeiros subsidiárias consolidadas está no escopo do Subtópico
Essa Atualização esclarece o escopo do Subtópico 610-20 se substancialmente todo o valor justo dos
610-20 - “Outras Receitas - Ganhos e Perdas no ativos prometidos à contraparte em um contrato
Desreconhecimento de Ativos Não Financeiros” e estiver concentrado em ativos não financeiros. Para
adiciona orientação para vendas parciais de ativos fins dessa avaliação, as alterações exigem que uma
não financeiros. O Subtópico 610-20, que foi emitido entidade avalie os ativos subjacentes nas subsidiárias
em maio de 2014 como parte da Atualização 2014- consolidadas para determinar se esses ativos estão no
09 - “Receita de Contratos com Clientes (Tópico escopo do Subtópico 610-20.
606)”, fornece orientação para reconhecer ganhos e
perdas na transferência de ativos não financeiros em As alterações nessa Atualização excluem todas as
contratos com não clientes. empresas e atividades sem fins lucrativos do escopo do
Subtópico 610-20. Portanto, os desreconhecimentos
As alterações nessa Atualização esclarecem que um em todas as empresas e atividades sem fins lucrativos
ativo financeiro está no escopo do Subtópico 610-20 (exceto aqueles relacionados aos meios de transporte
se cumprir a definição de um “ativo não financeiro em de direitos minerais de petróleo e gás ou contratos com
substância”. As alterações definem o termo “ativo não clientes) devem ser contabilizados de acordo com o
financeiro em substância”, em parte, como um ativo Subtópico 810-10 - “Consolidação - Geral”.
financeiro prometido a uma contraparte por meio de
um contrato se substancialmente todo o valor justo dos As alterações nessa Atualização são efetivas para
ativos (reconhecidos e não reconhecidos) prometidos as entidades públicas, para os períodos anuais que
à contraparte como parte de um contrato estiver comecem após 15 de dezembro de 2017, incluindo
concentrado em ativos não financeiros. os períodos intermediários nesse período. As
Se substancialmente todo o valor justo dos ativos entidades públicas podem aplicar as orientações
prometidos à contraparte estiver concentrado em antecipadamente, mas apenas a partir dos períodos
ativos não financeiros, então todos os ativos financeiros anuais que comecem após 15 de dezembro de 2016,
prometidos à contraparte são, em substância, ativos não incluindo os períodos intermediários nesse período.
financeiros no escopo do Subtópico 610-20.
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• ASU 2017-06: Plan Accounting: Defined para alocar ativos líquidos, receita ou trust (ou seja, quando o plano tem As alterações nessa Atualização são
Benefit Pension Plans (Topic 960), perda líquida de investimentos e ganhos uma participação específica e não efetivas para os exercícios iniciados após
Defined Contribution Pension Plans ou perdas para planos participantes; e o proporcional no master trust). As 15 de dezembro de 2018. É permitida a
(Topic 962), Health and Welfare Benefit percentual de participação do plano no alterações nessa Atualização removem adoção antecipada. Uma entidade deve
Plans (Topic 965): Employee Benefit Plan master trust. todos os ajustes devem ser o requisito de divulgar o percentual aplicar as alterações nessa Atualização
Master Trust Reporting (a consensus of refletidos no início do exercício fiscal que de participação no master trust em retrospectivamente a cada período para
the Emerging Issues Task Force) inclua esse período intermediário. planos com participações divididas e o qual as demonstrações financeiras
exigem que todos os planos divulguem são apresentadas.
Contabilidade de planos de No Tópico 960, os investimentos em master o valor monetário de suas participações
pensão: planos de benefício trusts são apresentados em uma única em cada um desses tipos gerais de
definido (Tópico 960), planos de linha na demonstração dos ativos líquidos investimentos, o que complementa o
contribuição definida (Tópico 962), disponíveis para benefícios. Nenhuma requisito existente de divulgação dos
planos de benefícios de saúde e orientação semelhante é fornecida no Tópico saldos do master trust em cada tipo
bem-estar (Tópico 965): reporte de 962 ou 965, o que resultou em diversidade geral de investimentos.
master trust em plano de benefício na prática. Para cada master trust em que
a empregados (um consenso um plano detém uma participação, as Os GAAP atuais não exigem a
da Força-Tarefa para Assuntos alterações nessa Atualização exigem que divulgação por planos de outros
Emergentes) a participação em um plano nesse master ativos e passivos do master trust.
A orientação atual de divulgação trust e qualquer alteração nessa participação Exemplos desses saldos incluem
sobre a participação de um plano de sejam apresentadas em linhas separadas na valores devidos pelos corretores
benefícios a empregado em um truste demonstração dos ativos líquidos disponíveis por títulos vendidos e comprados,
principal (master trust) no Tópico para benefícios e na demonstração das juros e dividendos provisionados,
960 - “Contabilidade de Planos de mutações nos ativos líquidos disponíveis e despesas provisionadas. Algumas
Previdência de Benefício Definido” para benefícios, respectivamente. partes interessadas disseram que a
e no Tópico 962 - “Contabilidade de divulgação desses saldos é necessária
Planos de Previdência de Contribuição Os Tópicos 960 e 962 exigem que os para entender a única linha apresentada
Definida” inclui requisitos para um planos divulguem seu percentual de na demonstração dos ativos líquidos
plano divulgar os seguintes itens: participação no master trust e uma lista disponíveis para benefícios. As
o valor justo dos investimentos dos investimentos detidos pelo master alterações nessa Atualização exigem
detidos pelo master trust por tipo de trust, apresentado por tipo geral, nas que todos os planos divulguem: (1)
investimento em geral; a variação demonstrações financeiras do plano. os saldos de outros ativos e passivos
líquida no valor justo dos investimentos As partes interessadas disseram que a de seus master trust, e (2) o valor
do master trust; o rendimento total divulgação pode ser enganosa quando monetário da participação do plano em
de investimento do master trust por o plano tem uma participação dividida cada um desses saldos.
tipo; uma descrição da base utilizada nos investimentos individuais do master

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• ASU 2017-07: Compensation - Retirement Se uma linha separada ou mais forem usadas A adoção antecipada é permitida no início de
Benefits (Topic 715): Improving the Presentation para apresentar os outros componentes do custo um período anual para o qual demonstrações
of Net Periodic Pension Cost and Net Periodic de benefício líquido, essas linhas devem ser financeiras (intermediário ou anual) não tenham
Postretirement Benefit Cost devidamente descritas. Se uma linha separada sido emitidas ou disponibilizadas para emissão. Ou
ou mais não forem usadas, as linhas usadas na seja, a adoção antecipada deve ocorrer no primeiro
Melhorando a apresentação do custo demonstração do resultado para apresentar período intermediário se um empregador emitir
de pensão periódico líquido e do custo os outros componentes do custo do benefício demonstrações financeiras intermediárias. As
do benefício pós-aposentadoria líquido devem ser divulgadas. As alterações divulgações da natureza e do motivo da mudança
periódico líquido nessa Atualização também permitem que de princípio contábil são necessárias nos primeiros
apenas o componente do custo do serviço seja períodos de adoção intermediários e anuais.
O Conselho emitiu essa Atualização elegível para capitalização, quando aplicável
principalmente para melhorar a apresentação (por exemplo, como custo do estoque fabricado
do custo da pensão periódico líquido e internamente ou um ativo construído pela
do custo do benefício pós-aposentadoria própria entidade).
periódico líquido, exigindo que um
empregador informe o componente do As alterações nessa Atualização são efetivas
custo do serviço na(s) mesma(s) linha(s) para entidades públicas para períodos anuais
como outros custos decorrentes de serviços que comecem após 15 de dezembro de 2017,
prestados pelos empregados pertinentes incluindo períodos intermediários nesses
durante o período. Os outros componentes do períodos anuais. Para outras entidades, as
custo do benefício líquido, conforme definido alterações nessa Atualização são efetivas para
nos parágrafos 715-30-35-4 e 715-60-35-9, períodos anuais que comecem após 15 de
devem ser apresentados na demonstração dezembro de 2018 e períodos intermediários nos
do resultado separadamente do componente períodos anuais que comecem após
do custo do serviço e fora do subtotal do 15 de dezembro de 2019.
resultado da operação, se este for apresentado.

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• ASU 2017-08: Receivables - As alterações não exigem uma É permitida a adoção antecipada,
Nonrefundable Fees and Other mudança contábil nos valores dos inclusive a adoção em um período
Costs (Subtopic 310-20): Premium títulos detidos com desconto; onde o intermediário. Se uma entidade
Amortization on Purchased Callable desconto continua a ser amortizado adotar antecipadamente as alterações
Debt Securities até o vencimento. em um período intermediário,
qualquer ajuste deve ser refletido no
Taxas não reembolsáveis e Para as entidades públicas, as início do exercício fiscal que inclua
outros custos (Subtópico 310-20): alterações nessa Atualização são esse período intermediário.
amortização de prêmio em títulos efetivas para os exercícios fiscais e
de dívida resgatáveis adquiridos os períodos intermediários nesses
Essa Atualização altera o período exercícios fiscais, iniciados após 15
de amortização de certos títulos de dezembro de 2018. Para todas as
de dívida resgatáveis com prêmio, outras entidades, as alterações são
requerendo que o prêmio seja efetivas para os exercícios fiscais
amortizado até a primeira data de que comecem após 15 de dezembro
chamada. De acordo com o GAAP de 2019, e períodos intermediários
atual, as entidades geralmente nos exercícios iniciados após 15 de
amortizam o prêmio como um dezembro de 2020.
ajuste do rendimento durante a
vida contratual do instrumento.

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• ASU 2017-09: Compensation - Stock


Compensation (Topic 718): Scope of
1. 2. Os requisitos atuais de divulgação
no Tópico 718 se aplicam
O valor justo (ou valor calculado ou valor As condições de vesting do prêmio
Modification Accounting independentemente de uma entidade ser
intrínseco, se esse método de mensuração modificado são as mesmas de vesting
obrigada a aplicar a contabilização de
alternativo for usado) do prêmio modificado do prêmio original imediatamente antes
O Remuneração - Remuneração modificação de acordo com as alterações
é o mesmo que o valor justo (ou valor da modificação.
em ações (Tópico 718): Escopo da nessa Atualização.
calculado ou valor intrínseco, se esse método
Contabilidade de Modificação de mensuração alternativo for usado) do As alterações nessa Atualização são efetivas
Essa Atualização fornece clareza e
reduz (1) a diversidade na prática
prêmio original imediatamente antes de 3. para todas as entidades para períodos
o prêmio original ser modificado. Se a A classificação do prêmio modificado anuais e períodos intermediários nesses
e (2) o custo e a complexidade ao modificação não afetar nenhum dos inputs como instrumento de patrimônio ou períodos anuais, que comecem após 15 de
aplicar as orientações no Tópico à técnica de valorização que a entidade usa passivo é igual à classificação do prêmio dezembro de 2017. A adoção antecipada é
718 - “Remuneração - Remuneração para valorizar o prêmio, a entidade não é original imediatamente antes permitida, incluindo a adoção em qualquer
em Ações” para uma alteração nos requerida a estimar o valor imediatamente da modificação. período intermediário, para: (1) entidades
termos ou condições de um prêmio antes e depois da modificação.
de pagamento baseado em ações, públicas para períodos para os quais as
orientando sobre quais mudanças nos demonstrações financeiras ainda não
termos ou condições exigem que uma tenham sido emitidas e (2) todas as outras
entidade aplique contabilização de entidades para os períodos para os quais
modificação prevista no Tópico 718. as demonstrações financeiras ainda não
tenham sido disponibilizadas para emissão.
Uma entidade deve contabilizar
os efeitos de uma modificação, a
menos que sejam cumpridas todas as
seguintes condições:

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• ASU 2017-10: Service Concession Ao aplicar a orientação de receitas


Arrangements (Topic 853): no Tópico 605, as partes interessadas
Determining the Customer of the observaram que não é claro se o cliente
Operation Services dos serviços de operação é o concedente
ou os terceiros usuários em certos acordos
Acordos de concessão de serviço de concessão de serviço. Por sua vez, essa
(Tópico 853): determinando o cliente incerteza resultou em diversidade na
dos serviços de operação prática ao aplicar certos aspectos do Tópico
As alterações dessa Atualização aplicam- 605. Problemas semelhantes também
se à contabilização, por entidades poderiam surgir sob o Tópico 606. As
operacionais, dos acordos de concessão alterações nessa Atualização eliminam
de serviços no escopo do Tópico 853. essa diversidade na prática (esclarecendo
Em um acordo de concessão de serviço que o concedente é o cliente dos serviços
no escopo do Tópico 853, a entidade de operação em todos os casos para esses
operacional não deve registrar a acordos) e permitem uma aplicação
infraestrutura como um arrendamento mais consistente de outros aspectos da
ou como imóveis, instalações e orientação de receita que são afetados por
equipamentos (PP&E). Uma entidade essa determinação do cliente. Para uma entidade pública, uma Para todas as outras entidades que já
operacional deve consultar outros entidade sem fins lucrativos que emitiu adotaram o Tópico 606 antes da emissão
tópicos para registrar os vários Para uma entidade que não adotou ou é um conduit bond obligor de valores dessa Atualização, as alterações nessa
aspectos de um acordo de concessão o Tópico 606 antes da emissão dessa mobiliários que são negociados, listados Atualização são efetivas para exercícios
de serviço. Por exemplo, uma entidade Atualização, a data efetiva e os requisitos ou cotados em uma bolsa ou um mercado iniciados após 15 de dezembro de 2018
operacional deve contabilizar as receitas de transição para as alterações nessa de balcão, e um plano de benefícios para e períodos intermediários nos exercícios
relacionadas aos serviços de construção, Atualização geralmente correspondem empregados que arquive ou forneça iniciados após 15 de dezembro de 2019.
atualização ou operação de acordo à data efetiva e aos requisitos de demonstrações financeiras à Comissão
com o Tópico 605 - “Reconhecimento transição para o Tópico 606 (e qualquer de Valores Mobiliários norte-americana
de Receita” ou Tópico 606 - “Receita de outro tópico alterado pela Atualização (SEC), que já tenham adotado o Tópico
Contratos com Clientes”. 2014-09 - “Receita de Contratos com 606 antes da emissão dessa Atualização,
Clientes (Tópico 606)”). A Atualização as alterações dessa Atualização são
2015-14 - “Receita de Contratos com efetivas para os exercícios fiscais que
Clientes (Tópico 606): Diferimento da comecem após 15 de dezembro de 2017,
Data Efetiva” diferiu a data efetiva da incluindo os períodos intermediários
Atualização 2014-09 por um exercício. nesses exercícios.

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• ASU 2017-11: Earnings Per Share (Topic 260); As partes interessadas afirmaram que a contabilização de As alterações dessa Atualização que se relacionam com o
Distinguishing Liabilities from Equity (Topic 480); instrumentos independentes e embutidos com recursos de reconhecimento, a mensuração e o lucro por ação de certos
Derivatives and Hedging (Topic 815): (Part I) down round, como passivos sujeitos à mensuração do valor instrumentos financeiros independentes classificados como
Accounting for Certain Financial Instruments with justo, de forma contínua cria uma sobrecarga significativa patrimônio que incluem recursos down round afetam as
Down Round Features, (Part II) Replacement of the de reporte e volatilidade desnecessária na demonstração entidades que apresentam lucro por ação de acordo com as
Indefinite Deferral for Mandatorily Redeemable do resultado associada a mudanças no valor do preço da orientações do Tópico 260 - “Lucros por Ações”.
Financial Instruments of Certain Nonpublic Entities ação da própria entidade. As partes interessadas também
and Certain Mandatorily Redeemable Noncontrolling sugeriram que essa contabilização não reflete os aspectos A Atualização também aborda a dificuldade de navegar
Interests with a Scope Exception econômicos do recurso de down round, o qual existe pelo Tópico 480 - “Distinção entre Passivos e Patrimônio
para proteger certos investidores de declínios no preço Líquido” em razão da existência de extenso conteúdo
Lucro por ação (Tópico 260); distinção entre passivos da ação do emissor em determinadas circunstâncias. pendente na ASC do FASB. Tal conteúdo pendente é
e patrimônio líquido (Tópico 480); derivativos Ou seja, a orientação contábil atual exige mudanças no o resultado do diferimento indefinido de requisitos
e hedge (Tópico 815): (Parte I) Contabilização valor justo de um instrumento com um recurso de down contábeis sobre instrumentos financeiros obrigatoriamente
de determinados instrumentos financeiros com round para ser reconhecido nos resultados tanto para resgatáveis de certas entidades privadas e certas
recursos de down round, (Parte II) Substituição os aumentos quanto para as diminuições no preço da participações de não controladores obrigatoriamente
do diferimento indeterminado para instrumentos ação, apesar de que um aumento no preço da ação não resgatáveis. A alteração na Parte II recaracteriza esse
financeiros obrigatoriamente resgatáveis de certas provocará o acionamento dos recursos de down round e diferimento agora apresentado como conteúdo pendente
entidades privadas e determinadas participações de uma diminuição causará um ajuste ao preço de exercício como uma exceção de escopo. Essas alterações não têm
não controladores obrigatoriamente resgatáveis em somente se, e quando, uma entidade se envolver em uma efeito contábil.
uma exceção de escopo oferta de ações subsequente.
A Parte I dessa Atualização endereça a complexidade Para as entidades públicas, as alterações dessa Atualização
da contabilização de certos instrumentos financeiros Assim, essa Alteração muda a análise de classificação são efetivas para os exercícios fiscais e os períodos
com recursos de down round. Os recursos de down desses instrumentos, de forma que o recurso de down intermediários nesses exercícios, começando após 15 de
round são recursos de certos instrumentos vinculados round já não impede a classificação como patrimônio dezembro de 2018. Para todas as outras entidades, as
a ações (ou recursos incorporados) que resultam em ao avaliar se instrumentos estão indexados à própria alterações dessa Atualização são efetivas para exercícios
redução do preço de exercício com base no preço das ação da entidade. A alteração também esclarece sobre iniciados após 15 de dezembro de 2019 e períodos
ofertas futuras de ações. As orientações contábeis os requisitos de divulgação existentes para instrumentos intermediários nos exercícios fiscais iniciados após 15 de
atuais geram custos e complexidades para as entidades classificados como patrimônio. dezembro de 2020. A adoção antecipada é permitida para
que emitem instrumentos financeiros (como garantias todas as entidades, incluindo a adoção em um período
e instrumentos conversíveis) com recursos de down As alterações dessa Atualização que se relacionam com intermediário. Se uma entidade adotar antecipadamente
round que requerem mensuração do valor justo de classificação de instrumentos financeiros (ou recursos as alterações em um período intermediário, qualquer
todo o instrumento ou opção de conversão. embutidos), como passivo ou patrimônio líquido, afetam ajuste deve ser refletido no início do exercício fiscal que
todas as entidades que emitem instrumentos financeiros inclua esse período intermediário.
(por exemplo, garantias ou instrumentos conversíveis)
que incluem recursos de down round.
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• ASU 2017-12: Derivatives and Hedging Além disso, as partes interessadas Para entidades públicas, as alterações nessa
(Topic 815): Targeted Improvements to observam que o efeito da contabilização Atualização são efetivas para exercícios
Accounting for Hedging Activities de hedge nos resultados reportados de iniciados após 15 de dezembro de 2018 e
uma entidade muitas vezes é difícil de períodos intermediários nesses exercícios.
Derivativos e hedge (Tópico 815): entender e interpretar. Para todas as outras entidades, as alterações
Melhorias direcionadas são efetivas para os exercícios fiscais
à contabilidade para atividades As alterações nessa Atualização iniciados após 15 de dezembro de 2019 e
de hedge aplicam-se a qualquer entidade que opte os períodos intermediários nos exercícios
As partes interessadas indicaram por aplicar a contabilidade de hedge iniciados após 15 de dezembro de 2020.
que os requisitos de contabilidade de acordo com os GAAP atuais. As
de hedge nos GAAP às vezes não alterações dessa atualização guardam A adoção antecipada é permitida em
permitem que uma entidade reconheça relação com os tópicos abaixo: qualquer período intermediário após a
adequadamente os resultados emissão da Atualização. Todos os requisitos
econômicos de suas estratégias • Alinhamento de atividades de gestão de e eleições de transição devem ser aplicados
de hedge em suas demonstrações riscos nas demonstrações financeiras às relações de hedge existentes (ou seja, as
financeiras. Essas partes interessadas relações de hedge em que o instrumento de
• Componente do risco de hedge hedge não tenha expirado, sido vendido,
sustentaram que as melhorias no
modelo de contabilidade de hedge • Contabilização do item objeto de hedge rescindido ou exercido, ou a entidade não
são necessárias para facilitar a de valor justo de risco de taxa de juros tenha removido a designação da relação de
apresentação das demonstrações hedge) na data de adoção. O efeito da adoção
financeiras a fim de refletir melhor as • Reconhecimento e apresentação dos deve ser refletido no início do exercício fiscal
atividades de gerenciamento de risco efeitos dos instrumentos de hedge de adoção.
de uma entidade.
• Outras simplificações da contabilidade
de hedge

• Montantes excluídos da avaliação da


efetividade do hedge

• Divulgações

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• ASU 2017-13: Revenue Recognition Essa Atualização adiciona ao texto dos


(Topic 605), Revenue from Contracts tópicos acima os parágrafos da SEC de
with Customers (Topic 606), Leases acordo com um anúncio da equipe da SEC
(Topic 840), and Leases (Topic 842): feito na reunião da EITF de 20 de julho de
Amendments to SEC Paragraphs 2017, especialmente quanto aos aspectos
Pursuant to the Staff Announcement de transição relacionados às Atualizações
at the July 20, 2017 EITF Meeting 2014-09 e 2016-02 pela adoção das
and Rescission of Prior SEC novas normas incluídos nos tópicos
Staff Announcements and mencionados. As alterações incluem
Observer Comments esclarecimentos sobre a aplicabilidade das
regras de transição para uma entidade
Reconhecimento de receita pública no sentido de que a equipe da SEC
(Tópico 605), receita de contratos não se opõe ao fato de que uma entidade
com clientes (Tópico 606), pública que, de outra forma, não atendesse
arrendamentos (Tópico 840) e à definição de uma entidade pública,
arrendamentos (Tópico 842): exceto pelo requisito de incluir suas
Alterações aos parágrafos da SEC de demonstrações ou informações financeiras
acordo com o pronunciamento da no arquivamento de outra entidade na
equipe da SEC na reunião da EITF SEC, adote: (1) o Tópico 606 da ASC para
de 20 de julho de 2017 e rescisão de períodos de relatório anual que começam
anúncios anteriores da equipe da após 15 de dezembro de 2018 e períodos
SEC e comentários do observador de relatório intermediário nos períodos
de relatório anual que começam após
15 de dezembro de 2019, e (2) o Tópico
842 da ASC para os exercícios iniciados
após 15 de dezembro de 2019 e períodos
intermediários nos anos fiscais que
começam após 15 de dezembro de 2020.

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Sinopse Legislativa

O objetivo desta seção é reunir as Foram destacados apenas alguns


principais alterações ocorridas durante pontos dos atos publicados e tratados a
o ano de 2017, relativas à área tributária seguir. As matérias estão resumidas e
e a outras áreas de interesse para o apresentadas segundo a hierarquia dos
desenvolvimento da atividade empresarial. atos legais e, sempre que possível, em
sua ordem cronológica.
Durval Portela Essa coletânea, que não compreende toda
Líder da Consultoria
a legislação publicada no período, foi
Tributária e Societária
PwC Brasil
elaborada com o intuito de ser utilizada
apenas como uma referência. Esse
conteúdo não representa um serviço de
consultoria da PwC. Sua aplicação em
situações concretas deve ser feita com o
apoio de assessores legais, após a análise
do inteiro teor dos referidos atos.

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Tributos e contribuições federais

PERT - Programa Especial A Lei nº 13.496/2017 resultante da I - Débitos no âmbito da RFB: iii) Pagamento em espécie de, no
de Regularização Tributária - conversão da MP 783/2017 institui o mínimo, 20% do valor da dívida
Lei nº 13.496/2017 PERT abrangendo os débitos indicados • Modalidades de liquidação consolidada, sem reduções, em até
Prorrogação da adesão - MP 807/2017 pelo sujeito passivo, na condição de No âmbito da RFB, o sujeito passivo 5 parcelas mensais e sucessivas,
Disciplinamento - IN nº RFB 1752/2017 contribuinte ou responsável. que aderir ao PERT poderá liquidar vencíveis de agosto a dezembro de
e Portaria PGFN nº 1032/2017 os débitos mediante a opção por uma 2017, e o restante:
Em 25 de outubro de 2017, foi publicada a Um novo prazo de adesão ao PERT foi das seguintes modalidades:
Lei nº 13.496/2017, em conversão da MP concedido, até 14.11.2017, por força da a) liquidado integralmente em janeiro
nº 783/2017, instituindo Programa Especial MP nº 807/2017. i) Pagamento em espécie de, no de 2018, em parcela única, com
de Regularização Tributária (PERT) na RFB mínimo, 20% do valor da dívida redução de 90% dos juros de mora
na PGFN. Seguem, resumidamente, as disposições consolidada, sem reduções, em até e 70% (antes: 50%) das multas de
da lei. As novidades em relação à MP 783, 5 parcelas mensais e sucessivas, mora, de ofício ou isoladas;
O prazo de adesão inicial que era até vão sublinhadas, a seguir: vencíveis de agosto a dezembro
31.10.2017, foi prorrogado pela MP de 2017, e a liquidação do restante b) parcelado em até 145 prestações
nº 807/2017 para até 14.11.2017. Poderão aderir ao PERT pessoas com a utilização de créditos de mensais e sucessivas, vencíveis
físicas e jurídicas, de direito público prejuízo fiscal e de base de cálculo a partir de janeiro de 2018, com
De início, recorde-se que, em 5.01.2017, ou privado, inclusive aquelas que se negativa da CSLL ou de outros redução de 80% dos juros de mora
a MP 766/2017 instituiu o Programa de encontrarem em recuperação judicial créditos próprios relativos aos e 50% (antes: 40%) das multas de
Regularização Tributária (PRT) que teve seu e aquelas submetidas ao regime tributos administrados pela RFB. mora, de ofício ou isoladas; ou
prazo de vigência encerrado em 1.06.2017 especial de tributação aplicável às
(Ato do Congresso Nacional nº 32). incorporações imobiliárias. Possibilidade de pagamento c) dividido em até 175 parcelas
em espécie de eventual saldo mensais e sucessivas, vencíveis
O PERT, por outro lado, foi remanescente em até 60 prestações a partir de janeiro de 2018, com
originariamente instituído pela MP adicionais, vencíveis a partir do mês redução de 50% dos juros de mora
nº 783/2017, com prazo de adesão definido seguinte ao do pagamento à vista; e 25% das multas de mora, de
para o dia 31.08.2017. Referido prazo foi ofício ou isoladas, e cada parcela
prorrogado por duas vezes: até 29.09.2017 ii) Pagamento da dívida consolidada será calculada com base no valor
( MP nº 798/2017) e depois até 31.10.2017 em até 120 prestações mensais e correspondente a 1% da receita
( MP nº 804/2017). sucessivas, calculadas a fim de bruta da pessoa jurídica, referente
observar os seguintes percentuais ao mês imediatamente anterior ao
mínimos, aplicados sobre o valor do pagamento, e não poderá ser
da dívida consolidada dispostos inferior a 1/175 do total da
na lei mencionada; dívida consolidada.
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• Nova modalidade (ii) após a aplicação das reduções de Também é controlada a sociedade na
multas e juros, a possibilidade de qual a participação da controladora seja
iv) Pagamento em espécie de, no utilização de créditos de prejuízo igual ou inferior a 50%, desde que exista
mínimo, 24% da dívida fiscal e de base de cálculo negativa acordo de acionistas que assegure, de modo
consolidada em 24 prestações da CSLL e de outros créditos permanente, a preponderância individual
mensais e sucessivas e liquidação próprios relativos aos tributos ou comum nas deliberações sociais e o
do restante com a utilização de administrados pela RFB, com a poder individual ou comum de eleger a
créditos de prejuízo fiscal e de base liquidação do saldo remanescente, maioria dos administradores.
de cálculo negativa da CSLL ou de em espécie, pelo número de
outros créditos próprios relativos parcelas previstas para
aos tributos administrados a modalidade.
pela RFB.
• Uso de prejuízo fiscal e base de cálculo
• Dívida total, sem reduções, igual ou negativa da CSLL
inferior a R$ 15 milhões
Nas hipóteses indicadas acima, poderão
Na hipótese de adesão a uma das ser utilizados prejuízos fiscais e de base
modalidades previstas no item “iii” de cálculo negativa da CSLL apurados até
supracitado, para devedores com 31.12.2015 e declarados até 29.07.2016:
dívida total, sem reduções, igual ou
inferior a R$ 15 milhões: (a) próprios ou do responsável
tributário ou corresponsável
(i) redução do pagamento à vista e pelo débito;
em espécie para, no mínimo, 5%
(antes: 7,5%) do valor da dívida (b) de empresas controladora e
consolidada, sem reduções, em até controlada, de forma direta ou
5 parcelas mensais e sucessivas, indireta, ou de empresas que sejam
vencíveis de agosto a dezembro de controladas direta ou
2017; e indiretamente por uma mesma
empresa, em 31.12.2015,
domiciliadas no País, desde que se
mantenham nesta condição até a
data da opção pela quitação.

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II - Débitos no âmbito da PGFN (b) parcelado em até 145 mensais e sucessivas, vencíveis
a partir de janeiro de 2018, com redução de 80%
O sujeito passivo que aderir ao PERT dos juros de mora, 50% (antes: 45%) das multas de
poderá liquidar os débitos inscritos em mora, de ofício ou isoladas e 100% (antes: 25%) dos
dívida ativa da União, da seguinte forma: encargos legais, inclusive honorários advocatícios; ou

(i) pagamento da dívida consolidada (c) parcelado em até 175 parcelas mensais e sucessivas,
em até 120 parcelas mensais e vencíveis a partir de janeiro de 2018, com redução de
sucessivas, calculadas a fim de 50% dos juros de mora, 25% (antes: 20%) das multas
observar os seguintes percentuais de mora, de ofício ou isoladas e 100% (antes: 25%)
mínimos, previstos na lei, aplicados dos encargos legais, inclusive honorários advocatícios,
sobre o valor consolidado: e cada parcela será calculada com base no valor
correspondente a 1% da receita bruta da pessoa
(ii) pagamento em espécie de, no jurídica, referente ao mês imediatamente anterior ao
mínimo, 20% do valor da dívida do pagamento, e não poderá ser inferior a um cento e
consolidada, sem reduções, em setenta e cinco avos do total da dívida consolidada.
5 parcelas mensais e sucessivas, • Dívida total, sem reduções, igual ou inferior a
vencíveis de agosto a dezembro de R$ 15 milhões
2017, e o restante:
(i) Redução do pagamento à vista e em espécie
(a) liquidado integralmente em para, no mínimo, 5% (antes: 7,5%) do valor
janeiro de 2018, em parcela da dívida consolidada, sem reduções, em até 5
única, com redução de 90% dos parcelas mensais e sucessivas, vencíveis de agosto
juros de mora, 70% (antes: 50%) a dezembro de 2017;
das multas de mora, de ofício
ou isoladas e 100% (antes: 25%) (ii) Após a aplicação das reduções de multas e
dos encargos legais, inclusive juros, a possibilidade de utilização de créditos de
honorários advocatícios; prejuízo fiscal e de base de cálculo negativa da
CSLL e de outros créditos próprios relativos aos
tributos administrados pela RFB, com a
liquidação do saldo remanescente, em espécie,
pelo número de parcelas previstas para
a modalidade.

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III - Vetos presidenciais: • Portaria PGFN nº 1.052/2017 • Ausência de registro


Também em 1.11.2017, foi publicada O empregador que mantiver empregado
Foram vetados os seguintes dispositivos a Portaria da Procuradora-Geral da não registrado ficará sujeito à multa no
da Lei ora tratada: Fazenda Nacional nº 1.052/2017, valor de R$ 3.000,00 (antes: multa de 1
prevendo que a adesão ao PERT ocorrerá salário mínimo regional) por empregado
• Redução a zero das alíquotas do IRPJ/ por requerimento, a ser realizado não registrado, acrescido de igual valor
CSLL/PIS/COFINS incidentes sobre a exclusivamente no sítio da PGFN na em cada reincidência.
receita auferida pelo cedente com a cessão Internet, no período de 1 de agosto a 14
de créditos de prejuízo fiscal e de base de de novembro de 2017. • Transporte na jornada de trabalho
cálculo negativa da CSLL para pessoas O tempo despendido pelo empregado
jurídicas controladas, controladoras Nesse mesmo prazo de 14.11.2017 deve ser desde a sua residência até a efetiva
ou coligadas, bem como sobre a receita apresentada a comprovação do pedido de ocupação do posto de trabalho e para o
auferida pela cessionária na hipótese dos desistência das impugnações, recursos, ações seu retorno, caminhando ou por qualquer
créditos cedidos com deságio. e renúncias de direitos acima aludidos. meio de transporte, inclusive o fornecido
pelo empregador, não será computado na
• Exclusão da base de apuração do IRPJ/ • Programa de Regularização de Débitos jornada de trabalho, por não ser tempo
CSLL/PIS/COFINS da parcela equivalente não Tributários (PRD) - Lei nº 13.494 à disposição do empregador (antes: até
à redução do valor das multas, juros e A Lei nº 13.494, de 25 de outubro de o local de trabalho e para o seu retorno,
encargo legal. 2017, em conversão à MP nº 780/2017, por qualquer meio de transporte, não será
instituiu o Programa de Regularização computado na jornada de trabalho, salvo
IV- Disciplinamento de Débitos não Tributários (PRD), nas quando, tratando-se de local de difícil
autarquias e fundações públicas federais e acesso ou não servido por transporte
• IN RFB nº 1.754/2017 na Procuradoria-Geral Federal, nos termos público, o empregador fornecer condução).
Foi publicada em 1.11.2017, a Instrução desta lei .
Normativa da RFB nº 1.754/2017,
disciplinando as regras de recolhimento • Reforma Trabalhista - Lei nº 13.467/2017
alteradas pela MP e descritas Em 14 de julho de 2017, foi publicada a
acima, prevendo, adicionalmente, Lei nº 13.467, que alterou a Consolidação
que a comprovação da desistência das Leis do Trabalho (CLT), bem como
das impugnações ou dos recursos outras normas trabalhistas.
administrativos e das ações judiciais
e da renúncia às alegações de direito, Alguns dos pontos da nova lei são
deverá ser apresentada à RFB até 14 de alinhados resumidamente a seguir:
novembro de 2017.

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Poderá ser realizada a alteração entre • Fracionamento de férias


regime presencial e de teletrabalho Desde que haja concordância do
desde que haja acordo mútuo entre as empregado, as férias poderão ser
partes, registrado em aditivo contratual. usufruídas em até 3 períodos, sendo
Na hipótese de alteração do regime que um deles não poderá ser inferior
de teletrabalho para o presencial a 14 dias corridos e os demais não
por determinação do empregador, é poderão ser inferiores a 5 dias
garantido o prazo de transição mínimo corridos, cada um, sendo vedado o
de 15 dias, com correspondente registro início das férias no período de dois
em aditivo contratual. dias que antecede feriado ou dia de
repouso semanal remunerado.
As disposições relativas à
responsabilidade pela aquisição, • Autônomos
manutenção ou fornecimento dos A contratação do autônomo,
equipamentos tecnológicos e de cumpridas por este todas as
infraestrutura necessária e adequada formalidades legais, com ou sem
• Trabalho em regime de tempo parcial • Teletrabalho (home office) exclusividade, de forma contínua ou
à prestação do trabalho remoto, bem
É aquele cuja duração não exceda Considera-se teletrabalho a prestação não, afasta a qualidade de empregado
como ao reembolso de despesas arcadas
30 horas semanais (antes: 26 horas de serviços preponderantemente fora prevista no artigo 3º da CLT.
pelo empregado, serão previstas em
semanais), sem a possibilidade de das dependências do empregador,
contrato escrito, e não serão integrados à
horas suplementares semanais, com a utilização de tecnologias de • Jornada Intermitente
remuneração do empregado.
ou, ainda, aquele cuja duração não informação e de comunicação que, por O contrato individual de trabalho
exceda a 26 horas semanais, com a sua natureza, não se constituam como poderá ser acordado para prestação
possibilidade de acréscimo de até 6 trabalho externo, ainda que a realização de trabalho intermitente, que é
horas suplementares semanais. de atividades específicas exijam o aquele no qual a prestação de serviços,
comparecimento do empregado às com subordinação, não é contínua,
• Banco de horas dependências do empregador. ocorrendo com alternância de
Nos termos da referida lei, o banco de períodos de prestação de serviços e de
horas poderá ser pactuado por acordo Essa modalidade de prestação inatividade, determinados em horas,
individual, tácito ou escrito, desde deverá constar expressamente do dias ou meses, independentemente do
que a compensação ocorra no período contrato individual de trabalho, que tipo de atividade do empregado e do
máximo de seis meses. especificará as atividades que serão empregador, exceto para aeronautas, os
realizadas pelo empregado. quais são regidos por legislação própria.
É lícito o regime de compensação
de jornada estabelecido pro acordo
individual, tácito ou escrito, para
compensação no mesmo mês.

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• Remuneração • Demissão por acordo


Dispõe a referida lei que integram o O contrato de trabalho poderá
salário a importância fixa estipulada, ser extinto por acordo entre empregado e
as gratificações legais e as comissões empregador, caso em que serão devidos:
pagas pelo empregador (antes: não
só a importância fixa estipulada, mas a) Por metade: o aviso prévio, se
também comissões, porcentagens, indenizado, e a indenização sobre
gratificações ajustadas, diárias o saldo do FGTS. Nessa hipótese, a
para viagens e abonos pagos pelo extinção do contrato não autoriza
empregador). o ingresso no Programa
de Seguro-Desemprego.
Vale ressaltar que as importâncias, b) Na integralidade: as demais verbas.
ainda que habituais, pagas a título de
ajuda de custo, auxílio-alimentação, Vale ressaltar que a extinção do
vedado o seu pagamento em dinheiro, contratona forma supracitada permite
diárias para viagem, prêmios e abonos a movimentação da conta vinculada do
não integram a remuneração do trabalhador no FGTS, limitada a 80%
empregado, não se incorporam ao do valor dos depósitos.
contrato de trabalho e não constituem
base de incidência de qualquer encargo • Cláusula de arbitragem
Marcelo Gea Evany Oliveira Fernando Lima trabalhista e previdenciário. Nos contratos individuais de trabalho cuja
Assistente de Consultoria Diretora de Consultoria Consultor de Consultoria remuneração seja superior a 2 vezes o limite
Tributária e Societária Tributária e Societária Tributária e Societária A lei considera prêmios as liberalidades máximo estabelecido para os benefícios
PwC Brasil PwC Brasil PwC Brasil concedidas pelo empregador em forma do Regime Geral da Previdência, poderá
de bens, serviços ou valor em dinheiro ser pactuada cláusula compromissória de
a empregado ou grupo de empregados, arbitragem, dede que por iniciativa
em razão de desempenho superior do empregado ou mediante sua
àquele ordinariamente esperado no concordância expressa.
exercício de suas atividades.

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• Contribuição sindical • Terceirização • Reforma Trabalhista -


O desconto da contribuição sindical Fica alterada a Lei nº 6.019/1974, Medida Provisória n° 808/2017
está condicionado à autorização passando a nova lei a dispor que é No dia 14 de novembro de 2017,
prévia e expressa dos que participarem considerado prestação de serviços foi publicada a Medida Provisória
de uma determinada categoria a terceiros a transferência feita pela MP 808, que modificou vários dispositivos
econômica ou profissional, ou de uma contratante da execução de quaisquer de trazidos pela Lei nº 13.467/2017
profissão liberal, em favor do sindicato suas atividades, inclusive sua atividade (Reforma Trabalhista) a qual
representativo da mesma categoria principal, à pessoa jurídica de direito encontrava-se em vigor desde 11 de
ou profissão (antes: a contribuição privado prestadora de serviços que tenha novembro de 2017, em especial aqueles
sindical é devida por todos aqueles capacidade econômica compatível com a estampados na Consolidação das Leis do
que participarem de uma determinada sua execução (antes: empresa prestadora Trabalho (CLT).
categoria econômica ou profissional, de serviços a terceiros é a pessoa jurídica
ou de uma profissão liberal, em favor de direito privado destinada a prestar A Lei nº 13.467/2017 já havia alterado
do sindicato representativo da mesma à contratante serviços determinados e diversos artigos da CLT, bem como alguns
categoria ou profissão). específicos). dispositivos das Leis nº 6.019/1974
(Trabalho Temporário e Terceirização),
• Convenções e acordos coletivos Vale ressaltar que não pode figurar nº 8.036/1990 (FGTS) e nº 8.212/1991
A convenção coletiva e o acordo como contratada, a pessoa jurídica (Custeio da Seguridade Social).
coletivo de trabalho têm prevalência cujos titulares ou sócios tenham, nos
sobre a lei quando dispuserem, entre últimos 18 meses, prestado serviços à A MP em questão trouxe novas alterações
outros direitos especificados, sobre: contratante na qualidade de empregado em artigos da CLT, alguns deles
(i) pacto quanto à jornada de trabalho, ou de trabalhador sem vínculo recém modificados pela própria
observados os limites constitucionais; empregatício, exceto se os referidos Reforma Trabalhista.
(ii) banco de horas anual; (iii) intervalo titulares ou sócios forem aposentados.
intrajornada; e (iv) enquadramento do
grau de insalubridade.

Constituem objeto ilícito de convenção


coletiva ou de acordo coletivo de trabalho,
exclusivamente, a supressão ou a redução
do seguro-desemprego, do salário mínimo,
do valor nominal do 13º salário, número
de férias, entre outros fatores.

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Entre as alterações, destacam-se as seguintes:

• Jornada 12 x 36 horas Será acordada data para pagamento, que não $• Salários
A jornada de 12h de trabalho seguidas poderá ser estipulada por período superior a As ajudas de custo permaneceram sem
por 36h ininterruptas de descanso passa um mês. À ocasião serão quitadas as seguintes natureza salarial, mas ganharam um limitador
a valer apenas com negociação sindical verbas: (i) remuneração; (ii) férias proporcionais quantitativo: 50% da remuneração mensal.
(Convenção Coletiva de Trabalho ou e o 1/3; (iii) 13º salário proporcional; (iv) DSR;
Acordo Coletivo de Trabalho). A exceção e (v) adicionais legais. Os prêmios, assim como as ajudas de custo,
está direcionada ao Setor de Saúde. também permaneceram sem natureza salarial,
A cada 12 meses, o empregado ainda que habituais. A novidade é que também
• Trabalhador autônomo adquirirá direito de usufruir, nos 12 meses ganharam um limitador, mas com característica
A contratação do autônomo, de forma subsequentes, a um mês de férias, o qual temporal: dois pagamentos por ano.
contínua ou não, cumpridas por poderá ser tripartido.
todas as formalidades legais, afasta a O auxílio-alimentação, vedado o seu
qualidade de empregado prevista no O salário do trabalhador intermitente
não poderá ser inferior àquele devido aos pagamento em dinheiro e as diárias
art. 3º da CLT. Vedar-se-á, no entanto, para viagem continuam afastadas
a estipulação de cláusula empregados que exerçam a mesma função
e, decorrido o prazo de 1 ano sem qualquer da natureza salarial.
de exclusividade.
convocação do empregado, será considerado
• Trabalho Intermitente rescindido o contrato de trabalho. Diferentemente das ajudas de custo, dos
O empregado intermitente será admitido prêmios, do auxílio-alimentação e das diárias
via contrato com características próprias. A cessação do contrato de trabalho gerará o para viagem, as gorjetas mantiveram sua
O empregador convocará o empregado pagamento de verbas rescisórias específicas, natureza de salário e, além de integrarem
para o trabalho com, pelo menos, 3 dias sendo que os empregados contratados por a remuneração, ganharam tratamento
corridos de antecedência, enquanto tempo indeterminado, se demitidos, não abrangente e complexo.
o empregado terá 24 horas para poderão prestar serviços para o mesmo
responder ao chamado (o silêncio será empregador como intermitentes durante No novo regramento, tratou-se desde a sua
considerado recusa). 18 meses (regra válida até 31 de dezembro distribuição aos empregados segundo critérios
de 2020.). de custeio e rateio definidos em Convenção
Coletiva ou Acordo Coletivo de Trabalho até
seu lançamento em notas de consumo segundo
a tipologia do regime de tributação federal do
empregador (se diferenciado ou não).

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Trabalho temporário e terceirização - Empresa de trabalho temporário é a Vale ressaltar que o trabalhador Não se configura vínculo empregatício
Lei nº 13.429/2017 pessoa jurídica, devidamente registrada temporário que cumprir o período entre os trabalhadores, ou sócios das
Em 31 de março de 2017, foi publicada no Ministério do Trabalho, responsável supramencionado somente poderá empresas prestadoras de serviços,
a Lei nº 13.429 para alterar a legislação pela colocação de trabalhadores ser colocado à disposição da mesma qualquer que seja o seu ramo, e a/
sobre a contratação de trabalho à disposição de outras empresas tomadora de serviços em novo contrato empresa contratante.
temporário, dispondo, ainda, sobre a temporariamente. temporário após 90 dias do término do
contratação de empresa prestadora de contrato anterior. A nova lei estabelece requisitos mínimos
serviços a terceiros, conforme se expõe, Cabe salientar que o contrato de para o funcionamento da empresa
resumidamente, a seguir: trabalho temporário pode versar sobre A empresa contratante é subsidiariamente prestadora de serviços a terceiros, como,
o desenvolvimento de atividades-meio e responsável pelas obrigações trabalhistas o capital social mínimo, dependendo do
• Trabalho temporário atividades-fim, a serem executadas pelas referentes ao período em que ocorrer o número de funcionários (de R$ 10 mil
Trabalho temporário é aquele prestado empresas de trabalho temporário. contrato temporário e pelo recolhimento para empresa com até 10 empregados, e
por pessoa física contratada por uma das contribuições previdenciárias. de até R$ 250 mil, para aquelas com
empresa de trabalho temporário que Qualquer que seja o ramo da empresa
tomadora de serviços, não existe mais de 100 empregados).
se coloca à disposição de uma empresa • Empresa prestadora de serviços
tomadora de serviços, para atender: vínculo de emprego entre ela e os a terceiros É vedada à contratante a utilização de
trabalhadores contratados pelas Empresa prestadora de serviços trabalhadores em atividades distintas
(i) à necessidade de substituição empresas de trabalho temporário. a terceiros é a pessoa jurídica de daquelas que foram objeto do contrato
transitória de pessoal permanente; ou, direito privado destinada a prestar à com a empresa prestadora de serviços.
A referida lei dispõe que o contrato de contratante, serviços determinados e
(ii) à demanda complementar de trabalho temporário, com relação ao específicos. Ela contrata, remunera A empresa contratante é responsável
serviços (antes: ou para acréscimo mesmo empregador, não poderá exceder e dirige o trabalho realizado por subsidiária pelas obrigações trabalhistas
extraordinário de serviços), ao prazo de 180 dias, consecutivos ou seus trabalhadores, ou subcontrata referentes ao período em que ocorrer a
sendo esta demanda, aquela não. É admitida a prorrogação por até outras empresas para a realização prestação de serviços e o recolhimento das
oriunda de fatores imprevisíveis, 90 dias, consecutivos ou não, além do desses serviços. contribuições previdenciárias.
ou, quando decorrente de prazo supracitado, quando comprovada a
fatos previsíveis, tenha natureza manutenção das condições que o ensejaram.
intermitente, periódica ou sazonal.

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Regime Especial de Regularização Imposto sobre Produtos Industrializados • Tributação em 31 de maio de 2018:
Cambial e Tributária (RERCT) – (IPI) - descontos incondicionais - Para fins de incidência do IRRF,
reabertura - Lei n° 13.428/2017 suspensão de dispositivo legal - Resolução consideram-se pagos ou creditados aos
Em 31 de março de 2017 foi publicada SFe nº 1/2017 cotistas desses fundos, os rendimentos
a Lei n° 13.428, que reinstitui o Regime Em 9 de março de 2017, o Senado correspondentes à diferença positiva entre
Especial de Regularização Cambial e Federal publicou a Resolução nº 1 para o valor patrimonial da cota em 31 de maio
Tributária (RERCT) de recursos, bens ou suspender a execução do §2° do art. 14 de 2018, incluídos os rendimentos
direitos de origem lícita, não declarados da Lei 4.502/1964 que dispõe sobre a apropriados a cada cotista, e o respectivo
ou declarados incorretamente, inclusão dos descontos incondicionais custo de aquisição, ajustado pelas
remetidos, mantidos no exterior ou na base de cálculo do IPI, declarado amortizações ocorridas.
repatriados por residentes inconstitucional pelo Supremo Tribunal
ou domiciliados no País. Federal (Recurso Extraordinário nº Esses rendimentos serão considerados
567.935). pagos ou creditados em 31 de maio
O prazo para adesão ao RERCT é de 2018 e tributados pelo IRRF, às
reaberto por 120 dias, contados da IRRF - tributação dos fundos de alíquotas estabelecidas na forma da Lei nº
regulamentação para a declaração investimento - novas disposições - MP 11.033/2004 (15% a 22,5%). O imposto será
voluntária da situação patrimonial nº 806/2017 retido pelo administrador e recolhido em
em 30 de junho de 2016. Em 30 de outubro de 2017, foi cota única no prazo definido na MP.
publicada a Medida Provisória
Às adesões ocorridas na forma da nova nº 806 dispondo sobre a incidência de • Tributação a partir de 1º de junho de 2018:
lei será aplicada a alíquota de 15% e IR sobre as aplicações em fundos de A partir de 1º de junho de 2018, o IRRF
multa administrativa de 135% sobre o investimento, nos moldes que a seguir, sobre os rendimentos auferidos por qualquer
imposto apurado. resumidamente, se expõe: beneficiário, incluídas as pessoas jurídicas
isentas, nas aplicações nos fundos ora
1 - Fundos de investimento ou tratados, ocorrerá no último dia útil dos
fundos de investimento em cotas, meses de maio e de novembro de cada
quando constituídos sob a forma ano ou no momento da amortização ou do
de condomínio fechado resgate de cotas em decorrência do término
do prazo de duração o ou do encerramento
do fundo, se ocorridos em data anterior.

Os rendimentos serão tributados às alíquotas


da Lei nº 11.033/2004 (15% a 22,5%).

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2 - Cisão, incorporação, fusão ou Cabe salientar que o imposto supra será 3 – Tributação de outros fundos (iv) Fundos constituídos
transformação de fundo de retido pelo administrador do fundo de investimento exclusivamente por investidores
investimento de investimento na data do evento e não residentes no País ou
recolhido em cota única até o terceiro (i) Fundos de investimento imobiliário domiciliados no exterior:
A partir de 1º de janeiro de 2018, na dia útil subsequente ao decêndio da constituídos na forma da Lei tributados à alíquota de 10%
hipótese de cisão, incorporação, fusão ou ocorrência do evento. nº 8.668/93: tributados na forma (Lei nº 8.981/1995).
transformação de fundo de investimento, desta Lei.
consideram-se pagos ou creditados aos • Aplicações de titularidade de (v) Fundos de investimento e fundos
instituições financeiras (ii) Fundos de Investimento em de investimento em cotas que,
cotistas os rendimentos correspondentes Direitos Creditórios (FIDC) e
à diferença positiva entre o valor Os regimes de tributação supracitados na data da publicação dessa
(itens 1 e 2) não se aplicam aos Fundos de Investimento em Cotas MP, prevejam expressamente
patrimonial da cota, incluídos os de Fundos de Investimento em
rendimentos apropriados a cada cotista, rendimentos ou aos ganhos em seu regulamento o término
líquidos auferidos em aplicações Direitos Creditórios (FIC-FIDC): improrrogável até 31 de
na data do evento, e o respectivo custo de permanecem tributados na
aquisição, ajustado pelas amortizações de titularidade de instituição dezembro de 2018: serão
financeira, inclusive sociedade de amortização, na alienação e no tributados na amortização de
ocorridas, ou o valor da cota na data da resgate de cotas.
última incidência do imposto. seguro, previdência e capitalização, cotas ou no resgate, para
sociedade corretora de títulos, fins de encerramento, sem
(iii) Fundos de investimento em ações
valores mobiliários e câmbio, prejuízo das demais disposições
e fundos de investimento em cotas
sociedade distribuidora de títulos e especificadas.
de fundos de investimento em
valores mobiliários ou sociedade de
ações: permanecerão tributados
arrendamento mercantil.
no resgate de cotas.

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4 - Fundos de Investimento em 6 - FIPs não qualificados como entidade IRPJ/CSLL - novas disposições
Participações (FIPs) - qualificados de investimento (CVM) para as operações de exploração e
como entidade de investimento desenvolvimento de campos de petróleo
Esses fundos se sujeitam à tributação ou gás natural - MP nº 795/2017
Serão tributados à alíquota de 15%, aplicável às pessoas jurídicas, ficando Em 18 de agosto de 2017, foi publicada a
na forma prevista pela Lei o administrador responsável pelo Medida Provisória nº 795 (republicada
nº 11.312/2006. cumprimento das demais obrigações em 21.08.2017), dispondo sobre o
tributárias do fundo, incluindo tratamento tributário das atividades
5 - FIPs, Fundos de Investimento as acessórias. de exploração e de desenvolvimento
em Cotas de FIPs e Fundos de de campos de petróleo ou gás natural,
Investimento em Empresas Os rendimentos e os ganhos auferidos e instituindo regime tributário especial
Emergentes – qualificados como pelos fundos ora tratados que não para as atividades de exploração,
entidades de investimento tenham sido distribuídos aos cotistas desenvolvimento e produção
até 02.01.2018 ficam sujeitos à desses produtos, conforme a seguir,
Para fins de apuração do IR (alíquota de incidência do IRRF à alíquota de 15% e resumidamente se expõe:
15%) sobre os rendimentos auferidos serão considerados pagos ou creditados
no resgate de cotas desses fundos aos seus cotistas na mesma data. • Para fins de determinação do lucro
(que devem cumprir os limites de real e da base de cálculo da CSLL,
diversificação e as regras de investimento O administrador do fundo, na data da poderão ser integralmente deduzidas
da CVM), os recursos obtidos pelos retenção, reduzirá a quantidade de as importâncias aplicadas, em cada
fundos na alienação de qualquer cotas de cada contribuinte em valor período de apuração, nas atividades de
investimento serão considerados como correspondente ao IR apurado em exploração e de produção de jazidas de
distribuídos aos cotistas. 2.01.2018. petróleo e de gás natural.

O IR incide sobre referidas • Também é dedutível a despesa de


Essa MP entra em vigor na data de sua
distribuições a partir do momento exaustão decorrente de ativo formado
publicação, produzindo efeitos a partir
em que, cumulativamente, os valores mediante gastos aplicados para
de 1º de janeiro de 2018.
distribuídos, ou considerados como viabilizar as atividades de exploração e
distribuídos passem a superar o de produção de jazidas de petróleo e de
capital total integralizado nos fundos gás natural, na forma definida na MP.
supramencionados.

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• A MP prevê que até 31 de dezembro • Suspenso o pagamento de tributos


de 2019, a parcela do lucro auferido federais na importação ou na aquisição
no exterior por controlada, direta ou no mercado interno de matérias-
indireta, ou coligada, correspondente primas, produtos intermediários
às atividades de afretamento por tempo e materiais de embalagem para
ou casco nu, arrendamento mercantil serem utilizados integralmente no
operacional, aluguel, empréstimo processo produtivo de produto final
de bens ou prestação de serviços destinados às atividades de exploração,
diretamente relacionados às fases de desenvolvimento e produção de
exploração e de produção de petróleo petróleo, de gás natural e de outros
e gás natural, no território brasileiro, hidrocarbonetos fluidos. A MP prevê
não será computada na determinação outros casos de suspensão de tributos.
do lucro real e na base de cálculo da
CSLL da pessoa jurídica controladora • Tais disposições produzirão efeitos a
domiciliada no País. partir de 1º de janeiro de 2018.

• Foi instituído o regime especial de


• Poderá ser considerada a exaustão • Para fins de IR/IRRF, a MP traz novas importação de bens relacionados pela
acelerada dos ativos até 31 de dezembro regras para os casos em que ocorrer RFB, com suspensão do pagamento de
de 2022. Além disso, máquinas, execução simultânea de contrato de (i) Imposto de Importação (II); (ii) IPI
equipamentos e instrumentos afretamento ou aluguel de embarcações e (iii) PIS/COFINS-Importação, cuja
facilitadores aplicados nas atividades de marítimas e de contrato de prestação permanência no País seja definitiva e
desenvolvimento da produção terão sua de serviço, relacionados à exploração destinados às atividades de exploração,
depreciação dedutível, para fins de IRPJ e produção de petróleo ou gás natural, desenvolvimento e produção de
e CSLL, conforme definido na MP. celebrados com pessoas jurídicas petróleo, de gás natural e de outros
vinculadas entre si. hidrocarbonetos fluidos. Esse regime
depende de habilitação perante a RFB.
• É permitido o parcelamento de débitos
referentes à receita de afretamento ou de
aluguel de embarcações

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Contribuição Previdenciária sobre a Receita Repetro - SPED – IN RFB n° 1.743/2017 EFD-Reinf - Instituição - IN RFB nº 1.701/2017
Bruta (CPRB) - manutenção apenas para Como o regime do Repetro sofreu Em 16 de março de 2017, foi publicada a Instrução Normativa RFB nº 1.701
determinados setores - MP nº 774/2017 significativas mudanças com a instituindo a Escrituração Fiscal Digital de Retenções e Outras Informações
Revogada pela MP nº 794/2017 implementação da MP nº 795/2017, em Fiscais (EFD-Reinf), nos moldes que a seguir, resumidamente, se expõe:
Em 30 de março de 2017, foi publicada 26 de setembro de 2017 foi publicada
a Medida Provisória nº 774 para dispor a IN RFB n° 1.743/2017, alterando esse Ficam obrigados a adotar a EFD-Reinf as pessoas jurídicas :
sobre a Contribuição Previdenciária sobre regime aduaneiro especial de utilização
(i) que prestam e que contratam serviços realizados mediante cessão de mão de obra;
a Receita Bruta (CPRB), nos moldes que a econômica destinado aos bens a serem
seguir, resumidamente, se expõe: utilizados nas atividades de exploração, (ii) responsáveis pela retenção do PIS/COFINS e da CSLL;
desenvolvimento e produção das jazidas
Somente poderão contribuir sobre o de petróleo e de gás natural, que passa a (iii) optantes pelo recolhimento da CPRB;
valor da receita bruta, em substituição às ser denominado Repetro-Sped.
contribuições sobre folha (Lei (iv) e físicas que pagaram ou creditaram rendimentos sobre os quais haja
nº 8.212/1991, art. 22, I a III), as O regime destina-se também aos bens retenção do IRRF, por si ou como representantes de terceiros.
seguintes empresas de transporte a serem utilizados nas atividades de
Também adotarão a nova declaração o produtor rural pessoa jurídica e
rodoviário, ferroviário, metroviário, pesquisa e lavra de petróleo, de gás
agroindústria quando sujeitos a contribuição previdenciária substitutiva
construção civil e de obras de natural e de outros hidrocarbonetos, e
sobre a receita bruta proveniente da comercialização da produção rural e as
infraestrutura, bem como empresas nas atividades de exploração, avaliação,
associações desportivas especificadas.
jornalísticas e de radiodifusão sonora e desenvolvimento e produção.
de sons e imagens, todos , nos CNAES Essa obrigação será transmitida ao SPED mensalmente até o dia 20 do mês
especificados na MP. O Repetro-Sped admite a possibilidade
subsequente ao que se refira a escrituração, nos prazos definidos na IN.
de utilização de vários tratamentos
A Medida Provisória nº 794, publicada aduaneiros previstos na IN.
9 de agosto de 2017, revogou a MP
774/2017. A IN descreve as situações em que não se
aplicará o regime, a forma de habilitação
• Processo administrativo sancionador para sua fruição, entre outras disposições.
perante o BACEN e a CVM - Infrações e
penalidades - Lei nº 13.506/2017
Em 13 de novembro de 2017, foi
publicada a Lei nº 13.506, a qual
trata do processo administrativo
sancionador na esfera de atuação do
Banco Central (BACEN) e da Comissão
de Valores Mobiliários (CVM).

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Consolidação da legislação do IRPJ e da Processo de consulta no âmbito da RFB - (i) preços de transferência;
CSLL - IN RFB nº 1.700/2017 Alterações - IN RFB nº 1.689/2017
As orientações do Projeto BEPS, coordenado (ii) Programa de Apoio ao
Em 16 de março de 2017, foi publicada
pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Tecnológico
a Instrução Normativa RFB nº 1.700
Desenvolvimento Econômico (OCDE) da Indústria de Semicondutores
para dispor sobre a determinação e o
adotam, como um de seus padrões (PADIS); ou
pagamento do IRPJ e da CSLL e disciplinar
o tratamento tributário do PIS/COFINS, mínimos para o combate às práticas
(iii) estabelecimento permanente
no que se refere às alterações introduzidas tributárias danosas, a troca de informações
pela Lei nº 12.973/2014. Esse novo ato da compulsória, entre as administrações Dispõe a referida IN que será encaminhado
RFB ainda incorporou algumas das normas tributárias, das rulings que emitem. Entende às administrações tributárias dos países de
contidas no Regulamento do Imposto a Receita Federal, no caso do Brasil, que se domicílio das pessoas supramencionadas,
de Renda (RIR/99) e em instruções enquadram nesse conceito qualquer solução com os quais o Brasil tenha acordo para
normativas, que foram por ela revogadas, de consulta, solução de divergência e ato troca de informações, sumário da resposta
entre outras: declaratório interpretativo. à consulta.

(i) a IN SRF nº 162/1998, que fixava Nesse contexto, foi publicada, em 21 de


prazo de vida útil e taxa de fevereiro de 2017, a Instrução Normativa
depreciação dos bens que menciona; RFB nº 1.689 alterando a IN RFB nº
1.396/2013, que dispõe sobre o processo
(ii) a IN SRF nº 390/2004, que dispõe de consulta relativo à interpretação da
sobre a apuração e o pagamento da legislação tributária e aduaneira e à
CSLL; e classificação de serviços, intangíveis e outras
operações que produzam variações no
(iii) a IN RFB nº 1.515/2014 e suas patrimônio, conforme resumido a seguir:
posteriores alterações, que antes
tratava da matéria. Quando os dispositivos da legislação
tributária e aduaneira ou os fatos a que
será aplicada a interpretação solicitada
abrangerem:

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Licença de comercialização ou distribuição Software as a service – IR/IRRF - Solução de Consulta


de software – incidência de IR/Fonte - nº 191, de 23 de março de 2017
Solução de Divergência nº 18, de 27 Incide imposto de renda na fonte, à alíquota de 15%, sobre
de março de 2017 as importâncias pagas, creditadas, entregues, empregadas
As importâncias pagas, creditadas, ou remetidas ao exterior a título de remuneração de
entregues, empregadas ou remetidas Software as a Service (SaaS), considerados serviços técnicos,
a residente ou domiciliado no exterior que dependem de conhecimentos especializados em
em contraprestação pelo direito de informática e decorrem de estruturas automatizadas com
comercialização ou distribuição de claro conteúdo tecnológico.
software, para revenda a consumidor final,
o qual receberá uma licença de uso do Incide a Contribuição de Intervenção no Domínio
software, enquadram-se no conceito de Econômico - CIDE à alíquota de dez por cento, sobre os
royalties e estão sujeitas à incidência de valores pagos, creditados, entregues, empregados ou
Imposto sobre a Renda na Fonte (IRRF) à remetidos, a cada mês, a residentes ou domiciliados no
alíquota de 15%. exterior, decorrentes de autorizações de uso e acesso
a Software as a Service (SaaS), considerados serviços
técnicos, que dependem de conhecimentos especializados
SOLUÇÃO DE DIVERGÊNCIA em informática e decorrem de estruturas automatizadas
QUE REFORMA A SOLUÇÃO DE com claro conteúdo tecnológico.
DIVERGÊNCIA Nº 27, DE 30 DE MAIO DE (DOU 29 de março de 2017)
2008. (DOU 05 de abril de 2017)

Silvio Carvalho
Sócio de Consultoria
Tributária e Societária
PwC Brasil

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Reembolso de despesas a matriz ou empresa grupo empresarial domiciliado no exterior, SISCOSERV - juros decorrentes de empréstimos
do grupo no exterior – IF/IRRF - Solução de as remessas ao exterior a título de reembolso e financiamentos - desobrigação de registro -
Consulta nº 469, de 21 de setembro de 2017 não sofrem incidência do PIS/COFINS- Portaria Conjunta RFB/SCS nº 2.362/2017
Quando da remuneração por pessoa jurídica Importação, por não caracterizarem Em 10 de julho de 2017, foi publicada, pela
domiciliada no Brasil a sócio-administrador contraprestação por serviços prestados RFB e pela Secretaria de Comércio e Serviços,
ou profissional expatriado residente no pela empresa domiciliada no exterior. a Portaria Conjunta RFB/SCS nº 2.362,
País, com pagamento no exterior realizado dispondo sobre o Sistema Integrado de
por sua matriz ou por empresa do mesmo Solução de consulta vinculada à SC COSIT - Comércio Exterior de Serviços, Intangíveis e
grupo empresarial domiciliada no exterior, nº 378, de 23 de agosto de 2017 Outras Operações que Produzam Variações no
as remessas ao exterior a título de reembolso Patrimônio (SISCOSERV).
não deverão sofrer retenção de imposto de Dispositivos Legais: Lei nº 10.865, de
renda na fonte (IRRF), até o limite 30 de abril de 2004, inciso II do art. 3º. Dispõe a portaria em comento que a
do valor percebido no exterior pelo obrigação de registrar informações no
sócio-administrador ou pelo profissional Assunto: CIDE. SISCOSERV não se estende ao valor dos juros
expatriado da pessoa jurídica domiciliada no decorrentes das operações de empréstimos
Brasil, por não caracterizarem rendimentos Quando da remuneração por pessoa jurídica e financiamentos realizadas entre residentes
da empresa domiciliada no exterior. domiciliada no Brasil a sócio-administrador ou domiciliados no Brasil e residentes ou
ou profissional expatriado residente no domiciliados no exterior, não devendo ser
Solução de consulta vinculada à SC COSIT - País, com pagamento no exterior realizado aplicadas multas, ainda que em relação aos
nº 378, de 23 de agosto de 2017 por sua matriz ou por empresa do mesmo anos-calendário anteriores.
grupo empresarial domiciliado no exterior,
Dispositivos Legais: Regulamento do Imposto as remessas ao exterior a título de reembolso
de Renda, Decreto nº 3.000, de 26 de março não sofrem incidência da CIDE/Remessas
de 1999, alínea “a” do art. 685; para o Exterior por não caracterizarem
como contraprestação por fornecimento de
Assunto: Contribuição para o PIS/COFINS tecnologia, prestação de assistência técnica
(serviços de assistência técnica e serviços
Quando da remuneração por pessoa jurídica técnicos especializados), serviços técnicos e
domiciliada no Brasil a sócio-administrador de assistência administrativa e semelhantes.
ou profissional expatriado residente no
País, com pagamento no exterior realizado Fonte: Site RFB (27.09.2017)
por sua matriz ou por empresa do mesmo

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PIS/COFINS-Importação - exclusão do ICMS • Análise quanto aos valores a Logo, não se admite o duplo Programa Especial de Regularização
da base de cálculo (STF) – procedimentos de restituir/compensar: aproveitamento ou a dupla devolução Tributária (PERT) - inclusão de débitos
restituição e compensação de créditos - PN Segundo o parecer, é dever da dos mesmos valores por meio de duas extintos - retificação e cancelamento
COSIT nº 1/2017 Administração evitar o enriquecimento sistemáticas de utilização de créditos (a de declaração de compensação -
Em 4 de abril de 2017, foi publicado o sem causa e a dupla devolução dos da não cumulatividade e a de repetição impossibilidade - ADI RFB nº 5/2017
Parecer Normativo COSIT nº 1, que trata valores e disciplinar a análise dos do indébito).
dos efeitos da decisão do STF no RE pedidos de restituição, não se podendo Em 21 de agosto de 2017, foi publicado o Ato
nº 559.937, que considerou admitir a dupla devolução de valores No caso das pessoas jurídicas sujeitas ao Declaratório Interpretativo RFB nº 5, para
inconstitucional a inclusão do ICMS e o nos casos em que importâncias regime de apuração cumulativa do PIS/ dispor que não se aplicam a débitos extintos,
valor das próprias contribuições na base equivalentes aos valores indevidos já COFINS, o valor do pagamento indevido ainda que sob condição resolutória de sua
de cálculo do PIS/COFINS-Importação. foram utilizados, espontaneamente, pelo pode ser objeto de pedido de restituição. ulterior homologação as disposições acerca
sujeito passivo ou estão à sua disposição. dos débitos abrangidos, e que podem ser
Em relação a pedidos administrativos de Da mesma forma, nos demais casos objeto de adesão ao Programa Especial de
restituição e compensação de créditos, em que a importação, nos termos da Regularização Tributária (PERT), de que
Em regra, o indébito decorrente do efetivo legislação aplicável à apuração de créditos
o parecer, entre outras considerações, pagamento do PIS/COFINS-Importação trata a MP nº 783/2017.
esclarece o que ao lado se resume: do PIS/COFINS, não implicou a apuração
já foi creditado na forma de desconto de créditos, o pagamento indevido ou Salienta o ato que a retificação
do PIS/COFINS, podendo, inclusive, a maior pode ser objeto de pedido de e o cancelamento da declaração
ter gerado um direito a ressarcimento restituição. Em ambos os casos, o pedido de compensação estão sujeitos à
de eventual diferença de saldo credor de devolução dos valores deve respeitar admissibilidade e deferimento pela RFB.
dessas últimas. Tal saldo é passível de os prazos, os limites e os termos da Além disso, a liberação da retificação
ressarcimento ou de compensação com legislação aplicável à matéria. e do cancelamento da declaração de
outros tributos, nas hipóteses em que a compensação por meio eletrônico não é
legislação das mencionadas contribuições impeditiva de posterior análise e decisão
permite essa utilização, observada a do Auditor-Fiscal da RFB.
legislação específica aplicável à matéria.

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Tributos e contribuições estaduais/municipais


Convalidação de benefícios fiscais concedidos pelos Estados
em desacordo com a Constituição Federal – Lei Complementar nº 160/2017

Em 8 de agosto de 2017, foi publicada a O convênio supracitado poderá ser aprovado


Lei Complementar nº 160, dispondo o que e ratificado com o voto favorável de, no
adiante se resume: mínimo 2/3 das unidades federadas e 1/3 das
unidades federadas integrantes de cada uma
• Remissão de créditos decorrentes das 5 regiões do País.
de benefícios fiscais
Os Estados poderão celebrar Esse convênio deverá ser aprovado pelo
convênio para: CONFAZ no prazo de 180 dias a contar da
data da publicação dessa lei complementar.
(i) deliberar sobre a remissão dos
créditos tributários, constituídos • Condicionantes
ou não, decorrentes das isenções, Os Estados deverão publicar, em seus
dos incentivos e dos benefícios Diários Oficiais, relação com a identificação
fiscais ou financeiro-fiscais de todos os atos normativos relativos às
instituídos em desacordo com isenções, aos incentivos e aos benefícios
a Constituição Federal, por fiscais ou financeiro-fiscais abrangidos
legislação estadual publicada até e efetuar o registro e o depósito, no
a data de início de produção dos CONFAZ, da documentação comprobatória
efeitos dessa lei complementar; correspondente a essas isenções e benefícios.
Esses atos serão divulgados, então, no Portal
(ii) reinstituir respectivas isenções, Nacional da Transparência Tributária, que
incentivos e benefícios fiscais ou será instituído e ficará disponível no site
financeiro-fiscais que ainda se do CONFAZ.
encontrem em vigor.
Isenções e benefícios fiscais que não atendam
a essas exigências deverão ter revogados os
seus respectivos atos concessivos.

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• Prorrogação e concessão de isenções e benefícios • Outras disposições (b) Estender a concessão das
A unidade federada que atender ás exigências de publicação, registro e Os atos concessivos cujas exigências de isenções, dos incentivos e
depósito é autorizada a conceder e a prorrogar essas isenções e benefícios, publicação, registro e depósito forem dos benefícios fiscais ou
nos termos do ato vigente na data de publicação do respectivo convênio, atendidas permanecerão vigentes financeiro-fiscais referidos nessa
não podendo seu prazo de fruição ultrapassar: e produzindo efeitos como normas a outros contribuintes estabelecidos
regulamentadoras nas respectivas em seu território, sob as mesmas
unidades federadas concedentes das condições e nos prazos-limite
31 de dezembro do Àqueles destinados ao fomento das atividades agropecuária isenções e dos benefícios supracitados. de fruição.
15º ano posterior à e industrial, inclusive agroindustrial, e ao investimento em
produção de efeitos infraestrutura rodoviária, aquaviária, ferroviária, portuária, (c) Aderir às isenções, aos incentivos
do respectivo convênio aeroportuária e de transporte urbano. As unidade federadas poderão:
e aos benefícios fiscais ou
(a) Revogar ou modificar o ato financeiro-fiscais concedidos ou
31 de dezembro do Àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das concessivo ou reduzir o seu alcance prorrogados por outra unidade
8º ano posterior à atividades portuária e aeroportuária, vinculadas ao comércio
produção de efeitos internacional, incluída a operação subsequente à da importação, ou o montante das isenções, dos federada da mesma região,
do respectivo convênio praticada pelo contribuinte importador. incentivos e dos benefícios fiscais enquanto vigentes.
ou financeiro-fiscais antes do termo
final de fruição. Tais modificações Ressalvado o disposto nessa Lei
31 de dezembro do Àqueles destinados à manutenção ou ao incremento das
5º ano posterior à atividades comerciais, desde que o beneficiário seja o real não podem resultar em isenções, Complementar, a concessão ou a
produção de efeitos remetente da mercadoria. incentivos ou benefícios fiscais ou manutenção de isenções, incentivos e
do respectivo convênio financeiro-fiscais em valor superior benefícios fiscais ou financeiro-fiscais
ao que o contribuinte podia em desacordo com a LC nº 24/1975,
31 de dezembro do Àqueles destinados às operações e prestações interestaduais usufruir antes da modificação implica a sujeição da unidade federada
3º ano posterior à com produtos agropecuários e extrativos vegetais in natura. do ato concessivo. responsável aos impedimentos previstos
produção de efeitos na lei de responsabilidade fiscal (o
do respectivo convênio
ente não poderá receber transferências
voluntárias, obter garantia, direta ou
31 de dezembro do Demais isenções e benefícios. indireta, de outro ente, ou contratar
1º ano posterior à
produção de efeitos operações de crédito).
do respectivo convênio

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ICMS - Operações com bens e mercadorias • Isenção do imposto • Contribuinte


digitais - Convênio ICMS nº 106/2017 O referido convênio dispõe que as A pessoa jurídica detentora de site ou
Em 5 de outubro de 2017, foi publicado operações com os bens e mercadorias de plataforma eletrônica que realize a
o Convênio ICMS nº 106 para disciplinar digitais de que trata este convênio, venda ou a disponibilização, ainda que
os procedimentos de cobrança do ICMS comercializadas por meio de transferência por intermédio de pagamento periódico,
incidente nas operações com bens e eletrônica de dados anteriores à saída de bens e mercadorias digitais mediante
mercadorias digitais, como softwares, destinada ao consumidor final ficam transferência eletrônica de dados.
programas, jogos eletrônicos, aplicativos, isentas do ICMS.
arquivos eletrônicos e congêneres, que sejam Esse contribuinte deverá inscrever-se
padronizados, ainda que tenham sido ou • Incidência nas unidades federadas em que praticar
possam ser adaptados, comercializadas por O imposto será recolhido nas saídas as saídas internas ou de importação
meio de transferência eletrônica de dados, internas e nas importações realizadas destinadas a consumidor final,
conforme a seguir, resumidamente, por meio de site ou de plataforma apresentando as informações contidas no
se expõe: eletrônica que efetue a venda ou Convênio, podendo, as unidades federadas
a disponibilização,ainda que por exigir a indicação de representante legal
intermédio de pagamento periódico, de em seu território.
bens e mercadorias digitais mediante
transferência eletrônica de dados A unidade federada poderá dispensar
a inscrição, devendo o ICMS, então,
• Local de recolhimento do imposto
ser recolhido pela Guia Nacional de
Na unidade federada onde é domiciliado
Recolhimento de Tributos Federais
ou estabelecido o adquirente do bem ou
(GNRE), ou outro documento estipulado
mercadoria digital.
na legislação dos Estados.

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• Indicação de responsável tributário • Efeitos ICMS - Portal Nacional da Substituição Tributária - instituição -
As unidades federadas poderão Esse convênio entra em vigor na Convênio ICMS nº 18/2017
atribuir a responsabilidade pelo data da publicação de sua ratificação Em 13 de abril de 2017, foi publicado pelo CONFAZ o Convênio ICMS
recolhimento do imposto: nacional, produzindo efeitos a nº 18 instituindo o Portal Nacional da Substituição Tributária, nos moldes
partir do primeiro dia do sexto mês que se expõe, resumidamente, a seguir:
(i) àquele que realizar a oferta, venda subsequente ao da sua publicação.
ou entrega do bem ou mercadoria Tal portal será disponibilizado no sítio eletrônico do CONFAZ, com informações
digital ao consumidor, por meio gerais sobre a aplicação dos regimes de substituição tributária e de antecipação
de transferência eletrônica de do recolhimento do ICMS com o encerramento de tributação, relativos às
dados, em razão de contrato operações subsequentes, nas operações internas e interestaduais com os bens e
firmado com o comercializador; mercadorias.

(ii) ao intermediador financeiro, Vale ressaltar que o disposto nesse convênio não se aplica aos segmentos
inclusive a administradora de de combustíveis, lubrificantes e energia elétrica.
cartão de crédito ou de outro
meio de pagamento; O convênio em comento dispõe que as informações gerais a que se referem
à cláusula primeira serão disponibilizadas por unidade federada de destino,
(iii) ao adquirente do bem ou contendo as informações nele especificadas.
mercadoria digital, na hipótese
de o contribuinte ou os Cabe salientar que as disposições deste convênio não se aplicam aos Estados
responsáveis descritos nos incisos do Espírito Santo e Goiás.
anteriores não serem inscritos na Esse convênio entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos a partir
unidade federada; de 1º de junho de 2017.
(iv) à administradora de cartão
de crédito ou débito ou à
intermediadora financeira
responsável pelo câmbio, nas
operações de importação.

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“Softwares de prateleira” - Comercialização (ii) softwares prontos que, uma vez Portanto, há incidência do ICMS nas ISS - licenciamento ou cessão de direitos
via download ou streaming - incidência de desenvolvidos, são vendidos em operações com softwares, programas, de software - SaaS - Parecer Normativo SF/
ICMS - Decisão Normativa CAT/SP larga escala, com pouca ou nenhuma aplicativos, arquivos e jogos eletrônicos, SP nº 1/2017
nº 4/2017 adaptação às necessidades do padronizados, ainda que sejam ou possam Em 19 de julho de 2017, foi publicado o
Em 21 de setembro de 2017, foi consumidor que os adquire, que estão ser adaptados, independentemente da forma Parecer Normativo do Secretário da Fazenda
publicada a Decisão Normativa CAT sujeitos ao ICMS. como são comercializados. do Município de São Paulo, PN/SF nº 1,
nº 4, Coordenadora de Administração dispondo que o licenciamento ou cessão de
Tributária, da Secretaria da Fazenda Essa decisão dispõe que, no que se refere A decisão dispõe ainda que, no cálculo direito de uso de programas de computação,
do Estado de São Paulo, que dispõe à forma de comercialização, os softwares do imposto incidente nas operações com por meio de suporte físico ou por
sobre o ICMS incidente nas operações não personalizados podem ter suas cópias as mercadorias objeto dessa decisão transferência eletrônica de dados (“download
com software por meio de transferência distribuídas em larga escala por meio físico normativa - exceto jogos eletrônicos, de software”), ou quando instalados em
eletrônica de dados (download ou ou ser negociados em meio digital, tanto por ainda que educativos, independentemente servidor externo (“Software as a Service -
streaming), nos moldes que a seguir, download como por streaming (utilização do da natureza do seu suporte físico e do SaaS”), enquadra-se no subitem 1.05 da
resumidamente, se expõe: software “na nuvem”). equipamento no qual sejam empregados - lista de serviços tributáveis pelo ISS, de que
fica reduzida a base de cálculo de forma que trata a Lei Municipal/SP nº 13.701/2003
Segundo a Decisão, é possível distinguir Essa alteração, no entanto, não tem o a carga tributária resulte no percentual de (“Licenciamento ou cessão de direito de uso
dois tipos de produtos: condão de descaracterizar a natureza 5% do valor da operação. de programas de computação”).
de produto desse tipo de software
(i) softwares desenvolvidos sob (mercadoria). A circunstância de o O enquadramento supracitado independe
encomenda, em relação aos quais há adquirente instalar o software (de loja física de o software ter sido programado ou
preponderância de serviços, já que ou virtual) em sua máquina (download) ou adaptado para atender à necessidade
produzidos especialmente para atender utilizá-lo “na nuvem” por meio de internet específica do tomador (“software por
as especificidades do contratante, que (streaming) não descaracteriza a natureza encomenda”) ou ser padronizado (“software
estão sujeitos ao ISS; e jurídica da operação como comercialização de prateleira ou ‘off the shelf’”).
de software pronto.

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Trabalhista e previdenciário

Contribuições Previdenciárias - aviso Tendo em vista o acima, dispõe a IN que


prévio indenizado - exclusão da base de nas hipóteses de pessoas jurídicas ou
cálculo em face de decisão do STJ - IN contribuintes equiparados que efetuarem
RFB nº 1.730/2017 rescisão de contrato de trabalho de seus
Em 17 de agosto de 2017, foi publicada empregados, e pagarem aviso prévio
a Instrução Normativa RFB nº 1.730, indenizado, até a competência maio de
dispondo sobre as informações a serem 2016, a GPS gerada pelo Sefip deverá ser
declaradas em Guia de Recolhimento do desprezada, e os valores efetivamente
Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e devidos, incluindo as contribuições
Informações à Previdência Social (GFIP). incidentes sobre o aviso prévio indenizado e
sobre o 13º salário correspondente ao aviso
O STJ, no REsp 1.230.957/RS, entendeu prévio indenizado, devem ser recolhidos
que não é possível a incidência de mediante GPS, preenchida manualmente.
contribuição previdenciária sobre o aviso
prévio indenizado. Esse posicionamento foi A partir da competência junho de 2016,
reconhecido pela PGFN na Nota PGFN/CRJ o valor do aviso prévio indenizado
nº 485/2016, vinculando o entendimento não deve ser computado para fins de
no âmbito da Receita Federal. preenchimento da GPS, podendo ser
utilizada a GPS gerada pelo Sefip.

Dispõe, também, a IN em comento


sobre o cálculo das contribuições e de
enquadramento na Tabela de Salário de
Contribuição, relativamente ao valor do
aviso prévio indenizado.

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INSS sobre 1/3 constitucional de férias A nota concluiu o seguinte: 2. Aviso prévio indenizado: mantida a dispensa
e outras verbas - Nota PGFN/CRJ relativa à contribuição previdenciária a cargo
nº 981/2017 1. Terço constitucional de férias: do empregador e do empregado (Nota PGFN/
Em 3 de outubro de 2017, foi aprovada a CRJ 485/2016);
Nota da Procuradoria-Geral da Fazenda (i) em relação ao entendimento do
Nacional PGFN/CRJ nº 981 a qual decidiu, STF, no RE nº 565.160/SC, acerca
da possibilidade de incidência de
3. Afastamento dos 15 primeiros dias que
principalmente, revogar a dispensa de antecedem o auxílio-doença: ausência de
contestar e recorrer quando à contribuição contribuição previdenciária sobre
dispensa (exceto em relação a Recurso
previdenciária a cargo do empregador sobre o ganhos habituais, notadamente,
Especial) relativa à contribuição do
terço constitucional de férias. considerando o fato de a Corte
empregador, mas remanesce a dispensa
Suprema ter qualificado o terço
A Procuradoria destaca que o entendimento concernente à contribuição devida
constitucional de férias como ganho
antes proferido pelo STJ (em julgamento com pelo empregado.
habitual, entende-se que deve ser
efeito repetitivo) sobre o assunto deve ser revogada a dispensa de recurso
superado, em razão da publicação do acórdão especial para o tema incidência
do STF , RE nº 565.160, com repercussão de contribuição previdenciária a cargo
geral, no qual foi fixada a seguinte tese: do empregador;
“A contribuição social a cargo do empregador (ii) revoga-se a dispensa de contestar e
incide sobre ganhos habituais do empregado, recorrer em relação à contribuição a
quer anteriores ou posteriores à Emenda cargo do empregado, mantendo-se,
Constitucional nº 20/1998.” contudo, a dispensa de recurso
extraordinário;

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Atos do Poder Judiciário


Decisões do Poder Judiciário e do CARF

1. Supremo Tribunal Federal (STF) • STF - Direito Tributário - Contribuição


social e ganhos habituais Informativo
• STF - Direito Tributário - Incidência do STF nº 859
ICMS na base de cálculo do PIS/COFINS –
Informativo STF nº 857 Repercussão geral

Repercussão geral A contribuição social a cargo do empregador


incide sobre ganhos habituais do empregado,
O Imposto sobre Circulação de Mercadorias quer anteriores ou posteriores à Emenda
e Serviços (ICMS) não compõe a base de Constitucional nº 20/1998.
cálculo para a incidência da contribuição
para o PIS e da COFINS. Com essa Com essa orientação, o Plenário negou
orientação, o Tribunal, por maioria, deu provimento a recurso extraordinário em
provimento a recurso extraordinário no que se discutia o alcance da expressão
qual se discutia a possibilidade de inclusão “folha de salários” para fins de incidência da
do montante do ICMS gerado na circulação contribuição social.
de mercadoria ou prestação de serviço
no conceito de faturamento, para fins de (...)
incidência da contribuição para o PIS e da
As informações adiante descritas sobre julgamentos do Supremo Tribunal COFINS — v. Informativo 856. RE 565160/SC, rel. Min. Marco Aurélio,
Federal (STF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ) e do Conselho julgamento em 29.3.2017.
Administrativo de Recursos Fiscais (CARF) são resumos não oficiais Vencidos os ministros Edson Fachin, Roberto
extraídos dos seus boletins informativos e das emendas dos acórdãos Barroso, Dias Toffoli e Gilmar Mendes, que
disponíveis nos respectivos sites na Internet. O conteúdo abaixo não negavam provimento ao recurso.
representa uma interpretação da jurisprudência desses tribunais e sua
utilização pressupõe a análise do inteiro teor dos acórdãos feita por RE 574706/PR, rel. Min. Cármen Lúcia,
assessores legais. julgamento em 15.3.2017.

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

• STF - Contribuição social do empregador rural sobre a 2. Superior Tribunal de Justiça (STJ)
receita da comercialização da produção – Informativo
STF nº 859 2ª Turma

• Informativo STJ nº 596 - Destaque - PIS/ COFINS - serviços


Repercussão geral conexos ao frete na exportação - inaplicabilidade de
isenção e suspensão de incidência.
É constitucional, formal e materialmente, a contribuição
social do empregador rural pessoa física, instituída pela As hipóteses de isenção e suspensão de incidência
Lei nº 10.256/2001, incidente sobre a receita bruta relativas às contribuições ao PIS/PASEP e COFINS
obtida com a comercialização de sua produção. previstas nos artigos 14, II, IX § 1°, da MP nº 2.158-35/01;
6°, I e III, da Lei nº 10.833/03; 5°, I e III, da Lei
Com base nesse entendimento, o Plenário, por maioria, nº 10.637/02 e 40, §§ 6º-A, 7º e 8º, da Lei nº 10.865/2004
deu provimento a recurso extraordinário em que se não abrangem as receitas conexas ao frete contratadas
discutia a constitucionalidade do art. 25 da Lei nº em separado do próprio frete de mercadorias destinadas
8.212/1991, com a redação dada pelo art. 1º da Lei à exportação com a entidade Operadora de Transporte
nº 10.256/2001, que reintroduziu, após a Emenda Multimodal de Cargas (OTM) por Empresas Comerciais
Constitucional nº 20/1998, a contribuição a ser recolhida Exportadoras (ECE).
pelo empregador rural pessoa física sobre a receita
bruta proveniente da comercialização de sua produção, (...)
mantendo a alíquota e a base de cálculo instituídas por
leis ordinárias declaradas inconstitucionais em controle REsp 1.577.126-PR, Rel. Min. Mauro Campbell
difuso pelo STF. Marques, por unanimidade, julgado em 6/12/2016, DJe
15/12/2016.
(...)

Vencidos os ministros Edson Fachin (relator), Rosa Weber,


Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio e Celso de Mello,
que negavam provimento ao recurso.

(...)

RE 718874/RS, rel. orig. Min. Edson Fachin, red. p/ o ac.


Min. Alexandre de Moraes, julgamento em 29 e 30.3.2017.

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Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

3. Conselho Administrativo Não basta estimá-lo de forma subjetiva, • PIS/COFINS - Frete no transporte de insumos b) materiais de uso geral: arruela,
de Recursos Fiscais (CARF) é preciso determiná-lo e demonstrá-lo, entre estabelecimentos mesmo contribuinte - mangueira, rodinho, chave allen,
matematicamente, de forma precisa, e impossibilidade de creditamento chave boca, chave fenda, lâmpadas,
• IRPJ – Incorporação às avessas - arquivar a documentação onde isso é feito, parafuso allen, parafuso bucha, parafuso
impossibilidade tudo ao tempo em que é feita a aquisição, EMENTA sextavado, porca inox, retentor,
nunca a posteriori. rolamento, tubo galvanizado e tubo PVC.
EMENTA PIS. CONCEITO DE INSUMO.
INCORPORAÇÃO ÀS AVESSAS. CRÉDITOS DE DESPESAS COM
ÁGIO. RENTABILIDADE FUTURA. DESCONSIDERAÇÃO DOS EFEITOS O termo “insumo” utilizado pelo FRETES ENTRE ESTABELECIMENTOS.
DEMONSTRAÇÃO DO VALOR TRIBUTÁRIOS. legislador na apuração de créditos a IMPOSSIBILIDADE.
ECONÔMICO-FINANCEIRO DA serem descontados da Contribuição para
PARTICIPAÇÃO SOCIETÁRIA Deve ser mantida a glosa de prejuízos o PIS/Pasep e da COFINS denota uma Por não integrarem o conceito de
EM AQUISIÇÃO. EFETIVIDADE fiscais e bases negativas da CSLL nas abrangência maior do que MP, PI e ME insumo utilizado na produção e nem
E CONTEMPORANEIDADE À hipóteses de incorporação às avessas, relacionados ao IPI. Por outro lado, tal corresponderem a uma operação
AQUISIÇÃO. quando uma empresa extremamente abrangência não é tão elástica como no de venda, as despesas com o frete
deficitária, com patrimônio líquido caso do IRPJ, a ponto de abarcar todos contratado para promover a transferência
A lei exige que o lançamento do reduzido, com o intuito de redução de os custos de produção e as despesas de mercadorias entre estabelecimentos
ágio baseado na perspectiva de pagamento de tributos, incorpora uma necessárias à atividade da empresa. da mesma pessoa jurídica não geram
rentabilidade futura seja baseado empresa lucrativa, com patrimônio líquido Sua justa medida caracteriza-se como o créditos do PIS e da COFINS.
em demonstração que o contribuinte seis vezes maior que sua incorporadora, e elemento diretamente responsável pela
arquivará como comprovante da na sequência assume a denominação social produção dos bens ou produtos destinados Recurso Especial do Procurador negado.
escrituração. Embora não houvesse da incorporada e passa a ser administrada à venda, ainda que este elemento não entre
à época dos fatos a exigência de pela incorporada. em contato direto com os bens produzidos, Recurso Especial do Contribuinte provido
demonstração na forma de laudo, atendidas as demais exigências legais. em parte.
a produção e arquivamento de (Acórdão nº 9101003008 - CSRF -
documentação que apresenta de forma 1ª Turma - Sessão de 8 de agosto de 2017) No caso julgado, são exemplos de insumos: (Acórdão nº 9303005527 - CSRF -
objetiva e precisa a demonstração a) os materiais de segurança ou proteção 3ª Turma – Sessão de 16 de agosto de 2017)
do valor econômico-financeiro individual, tais como: avental, bota,
da participação societária em botina, capacete, creme protetor, RE 718874/RS, rel. orig. Min. Edson
aquisição a partir das perspectivas de máscaras, meia, protetor auricular, Fachin, red. p/ o ac. Min. Alexandre de
rentabilidade futura da empresa é ônus protetor facial e botas sete léguas; Moraes, julgamento em 29 e 30.3.2017.
da adquirente e constitui requisito
indispensável para a dedução da
amortização do ágio correspondente.

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• Resgate de ações - impossibilidade de dedução do ágio • Amortização de ágio - interposição de empresa-veículo – indedutibilidade

EMENTA EMENTA

RECOMPRA OU RESGATE DE AÇÕES DE SUA ÁGIO TRANSFERIDO. AMORTIZAÇÃO. INDEDUTIBILIDADE.


PRÓPRIA EMISSÃO. ARTS. 385 E 386 DO RIR/1999.
AQUISIÇÃO DE PARTICIPAÇÕES SOCIETÁRIAS EM Deve ser mantida a glosa de dedução das despesas de amortização do ágio prevista no art. 386 do
SOCIEDADE COLIGADA OU CONTROLADA, COM RIR/1999 se a pessoa jurídica que pagou o ágio (investidora original) transferir o ágio para terceira
ÁGIO OU DESÁGIO. DISTINÇÃO. pessoa jurídica, participando esta terceira da incorporação.

A recompra ou resgate de ações de sua própria ÁGIO ORIUNDO DE AQUISIÇÃO COM USO DE RECURSOS FINANCEIROS DE OUTREM.
emissão, feita ainda que indiretamente por meio de AMORTIZAÇÃO. INDEDUTIBILIDADE.
empresa veículo, não se subsume ao disposto nos
artigos 385 e 386 do Regulamento do Imposto de A hipótese de dedução das despesas de amortização do ágio, prevista no art. 386 do RIR/1999,
Renda RIR/ 1999 (Decreto nº 3.000, de 26 de março requer que participe da “confusão patrimonial” a pessoa jurídica investidora real, ou seja, aquela
de 1999), os quais são específicos para a aquisição de que efetivamente acreditou na “mais valia” do investimento, fez os estudos de rentabilidade futura e
participações societárias em sociedade coligada ou desembolsou os recursos para a aquisição. Não é possível o aproveitamento tributário do ágio se a investidora
controlada, com ágio ou deságio. real transferiu recursos a uma “empresa-veículo” com a específica finalidade de sua aplicação na aquisição de
participação societária em outra empresa e se a “confusão patrimonial” advinda do processo de incorporação
(Acórdão nº 9101002753 - CSRF - 1ª Turma – não envolve a pessoa jurídica que efetivamente desembolsou os valores que propiciaram o surgimento do
Sessão de 4 de abril de 2017) ágio, ainda que a operação que o originou tenha sido celebrada entre terceiros independentes e com efetivo
pagamento do preço.

(Acórdão nº 9101002960 - CSRF - 1ª Turma – Sessão de 4 de julho de 2017)

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• Crédito sobre frete na movimentação • IRPJ - despesas de royalties pagos à empresa 1ª Seção de Julgamento - 4ª Câmara -
de produto acabado entre estabelecimentos domiciliada no Brasil - 1ª Turma
da mesma empresa limites de dedutibilidade
• Multas de natureza não
EMENTA EMENTA tributária aplicadas pelo BACEN – dedutibilidade

CRÉDITOS BÁSICOS. DESPESAS DEDUTIBILIDADE DE DESPESAS COM EMENTA


COM FRETES. PAGAMENTO DE ROYALTIES. LIMITE LEGAL.
VIGÊNCIA. DEFINIÇÃO DO COEFICIENTE LEGAL. É da natureza da prática empresarial submeter-se
As despesas com fretes para transporte ATIVIDADE DE PREPARO E VENDA DE PRODUTOS ao imponderável, inclusive no âmbito dos deveres
de produtos em elaboração e, ou produtos acabados ALIMENTARES. jurídicos. Para o exercício de atividades econômicas, é
entre estabelecimentos do contribuinte, pagas absolutamente necessário atirar-se num vasto campo do
e/ ou creditadas a pessoas jurídicas, mediante O art. 71 da Lei nº 4.506/64 não revogou o art. 74 da imprevisível e suportar as suas consequências, inclusive
conhecimento de transporte ou de notas fiscais de Lei nº 3.470/58, persistindo, portanto, mesmo para as aquelas de índole punitiva. Na verdade, podemos dizer
prestação de serviços, geram créditos básicos de PIS/ beneficiários residentes no país, o limite para dedução com a mais absoluta segurança que é praticamente
COFINS, a partir da competência de fevereiro de 2004, das despesas com pagamento de royalties. Precedente impossível, em muitos setores econômicos, conseguir guiar
passiveis de dedução da contribuição devida e/ ou de do STF. um empreendimento sem arcar com multas impostas pela
ressarcimento/compensação. administração pública. O risco faz parte do negócio, e
A dedutibilidade das despesas com o pagamento suas consequências também, inclusive aquelas de cunho
(Acórdão nº 9303004673 - CSRF - 3ª Turma – Sessão de royalties pelo direito de utilizar a marca do pecuniário punitivo. Desse modo, das multas impostas
de 16 de fevereiro de 2017) franqueador e de fabricar ou comercializar os mesmos pela Administração Pública correlatas ao exercício da
produtos por eles fabricados ou comercializados, atividade do empresário, apenas aquelas decorrentes do
utilizando os mesmos processos de fabricação, descumprimento de obrigações tributárias principais não
comercialização ou de exploração do negócio, são dedutíveis em razão de expressa previsão legal (§ 5º,
relativamente a produtos alimentares, sujeita-se ao art. 41, Lei nº 8.981/95).
limite de 4% da receita liquida das vendas do produto
fabricado ou vendido, conforme previsto na Portaria (Acórdão nº 1401001793 - 1ª Seção de Julgamento -
MF 436, de 1958. 4ª Câmara - 1ª Turma– Sessão de 15 de fevereiro de 2017)

(Acórdão nº 9101002572 - CSRF - 1ª Turma – Sessão


de 13 de março de 2017)

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Evolução de taxas
de câmbio, índices de
inflação e juros
Taxas de câmbio, Índices de inflação e
Taxas de juros

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Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Taxas de câmbio

Dólar norte-americano comercial Euro Libra esterlina Iene

Cotação do último dia do mês Compra Venda Venda Venda Venda

2015
Janeiro 2,6617 2,6623 3,0097 4,0022 0,02264

Fevereiro 2,8777 2,8782 3,2276 4,4474 0,02408


Março 3,2074 3,2080 3,4457 4,7642 0,02675
Abril 2,9930 2,9936 3,3418 4,5889 0,02498
Maio 3,1781 3,1788 3,4941 4,8578 0,02563
Junho 3,1019 3,1026 3,4603 4,8795 0,02541
Julho 3,3934 3,3940 3,7429 5,3065 0,02739
Agosto 3,6461 3,6467 4,0825 5,6028 0,03007
Setembro 3,9722 3,9729 4,4349 6,0054 0,03316
Outubro 3,8582 3,8589 4,2660 5,9408 0,03204
Novembro 3,8499 3,8506 4,0735 5,7940 0,03129
Dezembro 3,9042 3,9048 4,2504 5,7881 0,03243

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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Taxas de câmbio (cont.)

Dólar norte-americano comercial Euro Libra esterlina Iene

Cotação do último dia do mês Compra Venda Venda Venda Venda

2016
Janeiro 4,0422 4,0428 4,3824 5,7634 0,03325

Fevereiro 3,9790 3,9796 4,3234 5,5436 0,03526


Março 3,5583 3,5589 4,0539 5,1181 0,03166
Abril 3,4502 3,4508 3,9484 5,0464 0,03228
Maio 3,5945 3,5951 4,0039 5,2240 0,03246
Junho 3,2092 3,2098 3,5414 4,2511 0,03123
Julho 3,2384 3,2390 3,6183 4,2991 0,03166
Agosto 3,2397 3,2403 3,6116 4,2545 0,03134
Setembro 3,2456 3,2462 3,6484 4,2249 0,03207
Outubro 3,1805 3,1811 3,4811 3,8676 0,03027
Novembro 3,3961 3,3967 3,6002 4,2303 0,02990
Dezembro 3,2585 3,2591 3,4384 4,0364 0,02792

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Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Taxas de câmbio (cont.)

Dólar norte-americano comercial Euro Libra esterlina Iene

Cotação do último dia do mês Compra Venda Venda Venda Venda

2017
Janeiro 3,1264 3,1270 3,3759 3,9216 0,02785

Fevereiro 3,0987 3,0993 3,2753 3,8713 0,02758


Março 3,1678 3,1684 3,3896 3,9729 0,02844
Abril 3,1978 3,1984 3,4850 4,1381 0,02870
Maio 3,2431 3,2437 3,6449 4,1863 0,02930
Junho 3,3076 3,3082 3,7750 4,2993 0,02944
Julho 3,1301 3,1307 3,7027 4,1310 0,02837
Agosto 3,1465 3,1471 3,7435 4,0563 0,02860
Setembro 3,1674 3,1680 3,7430 4,2458 0,02813
Outubro 3,2763 3,2769 3,8140 4,3403 0,02889
Novembro
Dezembro

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Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Índices de inflação

Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - %

Índice de Preços Índice Geral Índice Geral Índice Nacional


ao Consumidor de Preços - de Preços de Preços ao
Fundação Getúlio Disponibilidade Mercado Consumidor
Período Vargas (IPC-FGV ) No mês 12 meses Interna (IGP-DI) No mês 12 meses (IGP-M) No mês 12 meses (INPC) No mês 12 meses
2015
Janeiro 456,773 1,73 7,66 554,835 0,67 4,06 562,482 0,76 3,98 4.227,64 1,48 7,13
Fevereiro 461,193 0,97 7,99 557,803 0,53 3,74 564,004 0,27 3,86 4.276,69 1,16 7,68
Março 467,692 1,41 8,59 564,568 1,21 3,46 569,536 0,98 3,16 4.341,27 1,51 8,42
Abril 470,523 0,61 8,41 569,738 0,92 3,94 576,175 1,17 3,55 4.372,08 0,71 8,34
Maio 473,929 0,72 8,63 572,034 0,40 4,83 578,516 0,41 4,11 4.415,37 0,99 8,76
Junho 477,825 0,82 9,15 575,938 0,68 6,22 582,401 0,67 5,59 4.449,36 0,77 9,31
Julho 480,336 0,53 9,61 579,293 0,58 7,43 586,426 0,69 6,97 4.475,17 0,58 9,81
Agosto 481,401 0,22 9,73 581,618 0,40 7,80 588,042 0,28 7,55 4.486,36 0,25 9,88
Setembro 483,415 0,42 9,65 589,897 1,42 9,31 593,606 0,95 8,35 4.509,24 0,51 9,90
Outubro 487,086 0,76 10,01 600,269 1,76 10,58 604,832 1,89 10,09 4.543,96 0,77 10,33
Novembro 491,965 1,00 10,39 607,441 1,19 10,64 614,051 1,52 10,69 4.594,40 1,11 10,97
Dezembro 496,302 0,88 10,53 610,128 0,44 10,70 617,044 0,49 10,54 4.635,75 0,90 11,28

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Índices de inflação (cont.)

Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - %

Índice de Preços Índice Geral Índice Geral Índice Nacional


ao Consumidor de Preços - de Preços de Preços ao
Fundação Getúlio Disponibilidade Mercado Consumidor
Período Vargas (IPC-FGV ) No mês 12 meses Interna (IGP-DI) No mês 12 meses (IGP-M) No mês 12 meses (INPC) No mês 12 meses
2016
Janeiro 505,142 1,78 10,59 619,476 1,53 11,65 624,060 1,14 10,95 4.705,75 1,51 11,31
Fevereiro 508,998 0,76 10,37 624,366 0,79 11,93 632,114 1,29 12,08 4.750,45 0,95 11,08
Março 511,527 0,50 9,37 627,060 0,43 11,07 635,349 0,51 11,56 4.771,36 0,44 9,91
Abril 514,017 0,49 9,24 629,345 0,36 10,46 637,434 0,33 10,63 4.801,89 0,64 9,83
Maio 517,284 0,64 9,15 636,468 1,13 11,26 642,651 0,82 11,09 4.848,95 0,98 9,82
Junho 518,638 0,26 8,54 646,868 1,63 12,32 653,496 1,69 12,21 4.871,74 0,47 9,49
Julho 520,553 0,37 8,37 644,356 -0,39 11,23 654,641 0,18 11,63 4.902,92 0,64 9,56
Agosto 522,212 0,32 8,48 647,153 0,43 11,27 655,602 0,15 11,49 4.918,12 0,31 9,62
Setembro 522,565 0,07 8,10 647,360 0,03 9,74 656,894 0,20 10,66 4.922,05 0,08 9,15
Outubro 524,341 0,34 7,65 648,213 0,13 7,99 657,927 0,16 8,78 4930,42 0,17 8,50
Novembro 525,222 0,17 6,76 648,561 0,05 6,77 657,752 -0,03 7,12 4933,87 0,07 7,39
Dezembro 526,962 0,33 6,18 653,951 0,83 7,18 661,304 0,54 7,17 4940,78 0,14 6,58

Demonstrações Financeiras e Sinopses Normativa, Regulatória e Legislativa


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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Índices de inflação (cont.)

Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - % Variaçao acumulada - %

Índice de Preços Índice Geral Índice Geral Índice Nacional


ao Consumidor de Preços - de Preços de Preços ao
Fundação Getúlio Disponibilidade Mercado Consumidor
Período Vargas (IPC-FGV ) No mês 12 meses Interna (IGP-DI) No mês 12 meses (IGP-M) No mês 12 meses (INPC) No mês 12 meses
2017
Janeiro 530,621 0,69 5,04 656,778 0,43 6,02 665,542 0,64 6,65 4961,53 0,42 5,44
Fevereiro 532,261 0,31 4,57 657,191 0,06 5,26 666,099 0,08 5,38 4973,44 0,24 4,69
Março 534,785 0,47 4,55 654,709 -0,38 4,41 666,197 0,01 4,86 4989,36 0,32 4,57
Abril 535,452 0,12 4,17 646,573 -1,24 2,74 658,898 -1,10 3,37 4993,35 0,08 3,99
Maio 538,225 0,52 4,05 643,260 -0,51 1,07 652,758 -0,93 1,57 5011,33 0,36 3,35
Junho 536,490 -0,32 3,44 637,079 -0,96 -1,51 648,409 -0,67 -0,78 4996,30 -0,30 2,56
Julho 538,517 0,38 3,45 635,198 -0,30 -1,42 643,766 -0,72 -1,66 5004,79 0,17 2,08
Agosto 539,241 0,13 3,26 636,714 0,24 -1,61 644,383 0,10 -1,71 5003,29 -0,03 1,73
Setembro 539,124 -0,02 3,17 640,654 0,62 -1,04 647,400 0,47 -1,45 5002,29 -0,02 1,63
Outubro 540,884 0,33 3,16 641,279 0,10 -1,07 648,672 0,20 -1,41 5020,80 0,37 1,83
Novembro
Dezembro

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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Taxas de juros

Taxa SELIC - Variação acumulada - Taxa CDI - Variação acumulada -


Período percentual ao mês percentual 12 meses percentual ao mês percentual 12 meses
2015
Janeiro 0,94 11,01 0,93 10,92
Fevereiro 0,82 11,04 0,82 10,97
Março 1,04 11,34 1,04 11,27
Abril 0,95 11,48 0,95 11,42
Maio 0,99 11,62 0,98 11,55
Junho 1,07 11,89 1,07 11,83
Julho 1,18 12,15 1,18 12,09
Agosto 1,11 12,41 1,11 12,37
Setembro 1,11 12,64 1,11 12,60
Outubro 1,11 12,82 1,11 12,79
Novembro 1,06 13,06 1,06 13,04
Dezembro 1,16 13,29 1,16 13,26

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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Taxas de juros (cont.)

Taxa SELIC - Variação acumulada - Taxa CDI - Variação acumulada -


Período percentual ao mês percentual 12 meses percentual ao mês percentual 12 meses
2016
Janeiro 1,06 13,42 1,05 13,40
Fevereiro 1,00 13,62 1,00 13,60
Março 1,16 13,76 1,16 13,74
Abril 1,06 13,88 1,05 13,85
Maio 1,11 14,02 1,11 13,99
Junho 1,16 14,12 1,16 14,10
Julho 1,11 14,04 1,11 14,02
Agosto 1,22 14,16 1,21 14,13
Setembro 1,11 14,16 1,11 14,13
Outubro 1,05 14,10 1,05 14,06
Novembro 1,04 14,07 1,04 14,04
Dezembro 1,12 14,03 1,12 13,99

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Contexto Sinopse Taxas e índices
Econômico Contábil Tributário Normativa e Regulatória Legislativa Taxas de câmbio Índices de inflação Taxas de juros

Taxas de juros (cont.)

Taxa SELIC - Variação acumulada - Taxa CDI - Variação acumulada -


Período percentual ao mês percentual 12 meses percentual ao mês percentual 12 meses
2017
Janeiro 1,09 14,06 1,08 14,03
Fevereiro 0,87 13,92 0,86 13,87
Março 1,05 13,79 1,05 13,75
Abril 0,79 13,49 0,79 13,45
Maio 0,93 13,29 0,93 13,25
Junho 0,81 12,89 0,81 12,86
Julho 0,80 12,55 0,80 12,51
Agosto 0,80 12,08 0,80 12,06
Setembro 0,64 11,56 0,64 11,54
Outubro 0,64 11,11 0,64 11,08
Novembro
Dezembro

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Equipe
Sócios Responsáveis:
Carlos Matta, Durval Portela, Edison Arisa, Fernando Alves,
Henrique Luz, João Santos Kieran McManus, Marco Castro,
Silvio Carvalho, Tadeu Cendón e Valdir Coscodai

Equipe Técnica:
André Bonfim, Carlos Matta, Evany Oliveira, Fabiano Barbosa,
Felipe Brazileiro, Fernando Lima, Jacqueline Dilinskir, Kieran McManus,
Marcelo Gea, Marcos Botelho, Patrícia Agostineto, Patrícia Alves,
Raquel Ramos, Rosane Vedova, Silvio Carvalho, Tadeu Cendón,
Thiago Oviedo, Thiago Valente, Tiago Malheiro e Valdir Coscodai

Colaboradores:
Gabriela Vasconcelos, Luciana Nogueira e Rinaldo Silva

Criação & Design:


Márcio Rosário e Jessica Benzi

Fotógrafo:
Cleuber Dias da Silva
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