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ITQ SP 093 - Região 574 São Carlos

Indrodução à Bíblia
Estrutura da Bíblia e origem do termo
• Veremos a Bíblia em si como um livro

• Bíblia > “biblos” = grego > livro ou livros (biblioteca)


T
Ó
P • Termo Bíblia usado pela primeira vez por Crisóstomo,
I no séc. IV d.C.
C
O
• Está organizada de acordo com a CATEGORIA dos
1 livros

• Apesar da diversidade histórica e da mentalidade dos


escritores, o ensino é único.
O Espírito Santo

• É o autor da Bíblia – 2 Pe 1.20-21

A FINALIDADE DA BÍBLIA

• 2 Tm 3.16-17

A IDENTIDADE DA BÍBLIA

• Hb 4.12 – identidade e feito

• Bíblia e Espírito Santo são INSEPARÁVEIS!!!!


I. “Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz...

VIVA : tem vida própria que emana de Deus. Produz vida a quem se alimenta dela

EFEICAZ : produz fé com muita qualidade. Tem poder para transformar vidas e
garantir firmeza e segurança

> Revela a natureza do próprio Deus


II. ...e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes...

> Efésios 6:17 = a espada é parte da armadura espiritual

> A espada é uma arma tanto ofensiva quanto defensiva usada para se
proteger do mal ou para atacar o inimigo e vencê-lo.
> dois gumes : tornando-a melhor para perfurar e cortar em
ambos os sentidos
... e penetra até à divisão da alma e do espírito...

Cérebro tem a ver com o que é natural

Espírito : sobrenatural, que nos veio de


Deus e depois da morte, volta pra Ele

> a Bíblia nos mostrar que


precisamos ser governados pelo
Espírito, e não por nossos
sentimentos, vontades, emoções,
pensamentos ou até mesmo pela
nossa própria razão
IV. e das juntas e medulas...

As juntas são a parte mais grossa, dura e


exterior do osso.
As medulas são a parte mais mole, macia,
viva e interior do osso

A Palavra de Deus é como uma espada


bastante afiada, capaz de cortar
diretamente da parte exterior, dura e
grossa do osso até à sua parte interior,
macia e viva.

Mas uma espada pontuda, bem afiada, de


dois gumes (afiados em cada lado da
ponta), penetrará a junta até
alcançar a medula.
V. ...e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração

> sabendo discernir entre o desejo do coração e a voz de Deus

nossas palavras nos edificam ou derrubam, o que é verdade.


Entretanto, nossos pensamentos são os pais de nossas palavras.

Somente haverá condições do homem entender a si mesmo, seus limites,


seus desejos, anseios, vontades, quando conhecer a Deus. E quando
o conhece, pode ver-se por dentro, e quando o homem
conhece sua própria natureza, quem é, o quanto
dependede Deus, render-se-á a Ele.
As 2 grandes divisões da Bíblia e suas seções

• Não dá pra entender porque existe a nação


judaica sem o VT

• Nem podemos entender porque a existe a


igreja sem o NT

• Testamento = aliança ou pacto


Capítulos e versículos da Bíblia
• Originalmente a Bíblia não foi escrita com a
divisão que temos hoje, em capítulos e em
versículos, mas estas divisões ocorreram
posteriormente:

• STHEPEN LANGTON – fez a divisão em capítulos,


falecido em 1228, foi professor da Universidade
de Paris e arcebispo de Cantuária (Inglaterra)

• ROBERT STEPHANUS – fez a divisão em versículos


em 1551, e foi impressor de Paris.
Capítulos e versículos da Bíblia
• Bíblia = 1.189 capítulos e 31.173 versículos

• AT = 929 capítulos e 23.214 versículos

• NT = 260 capítulos e 7.959 versículos

• O maior versículo está no livro de Ester cap.8 v.9


(Antigo Testamento), o menor está no evangelho
de João cap.11 v.35 (Novo Testamento).
* Fonte : Willians Evans
Centro da Bíblia
- Qual é o capítulo mais curto da Bíblia? Salmo 117;

- Qual o capítulo mais comprido da Bíblia? Salmo 119;

- Qual o capítulo que está no centro da Bíblia? Salmo 118;

- Há 594 capítulos antes do Salmo 118. Há 594 capítulos depois do Salmo 118.
Se somar estes dois números totalizam 1188

- Qual é o versículo que está no centro da Bíblia? Salmo 118:8.


• Esse versículo diz algo importante sobre a perfeita vontade de Deus para
nossas vidas. A próxima vez que alguém te disser que deseja conhecer a
vontade de Deus para sua vida e que deseja estar no centro da Sua
Vontade, indique a ele o centro de Sua Palavra,
"Melhor é colocar sua confiança no Senhor teu Deus
que confiar nos homens".
Período da Imprensa

• João Gutenberg, de Mainz, Alemanha, inventou a


imprensa ( maquina de prensa ) em 1450

• O primeiro livro que saiu da prensa foi a Bíblia,


na Vulgata Latina, e foi publicada em 1516 e a
primeira edição referia-se apenas ao NT.

• Entre a invenção da imprensa e o primeiro livro


impresso passaram-se 66 anos.
Domínios Políticos no Período Interbíblico
• Governo Persa – 536 – 331 a.C.
– Liberação dos judeus para que saíssem do cativeiro

• Governo Grego – 330 (323) - 175 a.C.


– Língua universal = grego
– Helenização ( concretização de um objetivo de Alexandre “o grande” que
visava difundir a cultura grega em territórios conquistados )

• Independência – 175 – 63 a.C


– Macabeus

• Governo Romano – 63 a.C.


– Domínio único – cidadania romana
– Paz na terra
– Excelentes estradas (e correios)
Período Interbíblico
• O AT tem um final histórico e profético. A “última
história” está registrada nos livros de Dn, Ed, Et e Ne,
nessa ordem, onde Israel e Judá ficam sob o domínio
persa.; e a “última profecia” nos livros de Dn, Ag, Zc e Ml,
e se refere profeticamente sobre a primeira e a segunda
vinda de Cristo.

• 400 anos de silêncio profético = Deus não inspira nenhum


profeta, mas Deus não fica inativo, mas executa Seus
propósitos redentores em relação à humanidade e ao Seu
povo.
Contribuições do próprio povo judeu

• Manter viva a esperança da vinda do Messias

• Oferecimento da Lei judaica

• Prepararam o caminho para a vinda do


Messias

• Forneceram o AT
Línguas, materiais e instrumentos de
escrita da Bíblia
• 1. Transmissão oral – costume dos povos orientais.
Os contadores de histórias não ousavam distanciar-
T
Ó
se do ponto principal, nem a verdade essencial, pois
P senão seriam condenados pelo povo.
I
C
O • Invenção da escrita em 3000 a.C.
2
• 2. Línguas escritas – maneira mais eficiente
– Hb 1.1
– Jo 1.1 e 14
Escritas primitivas

• Cuneiforme – 1º sistema de escrita – código de


Hamurabi (Anrafel de Gn), na Mesopotâmia em 3200
a.C

• Hieróglifos – em pictogramas, no Egito, mais de 700


sinais

• Alfabeto Hebraico – Idade do Bronze (1525 – 1200


a.C.) vem do alfabeto fenício, com 22 consoantes,
escrito da direita para a esquerda. Mantêm-se até hoje,
• diferentemente das demais.
Materiais, instrumentos de escrita e idiomas usados
• Materiais:
– Tabuinhas de barro – 3500 a.C.
– Pedras – Mesopotâmia, Egito e Palestina (Pedra Roseta)
– Papiro – 2.100 a.C. – tipo de junco/cana que crescia às margens do Nilo, cujas
folhas finas e delgadas eram prensadas (rolos até 44m)
– Vellum ou velino, pergaminho e couro – 4º séc ao 10º séc, desconhecido até 200
a.C – 2 Tm 4.13
– Codéx – códice = rolo feito de folhas de peles de carneiro, ovelha ou cordeiro, a
partir do século XVI, e este foi substituído pelo livro impresso
– Metal – Ex 28.36; Jó 19.24; Mt 22.19,20
– Cera – Is 8.1; 30.8; Lc. 1.63
– Pedras preciosas – Ex 39.6-14
– Cacos de louça – óstracos
– Papel inventado na China no 2º séc d.C., chegou no Turquestão
oriental no 4º séc. e manufaturado na Arábia no 8º séc, chegando
na Europa no 10º séc, e manufaturado ali também e
comumente usado a partir do 13º século.
... Antes da escrita...

> Deus se manifestou também através de:

• Anjos – Gn 18:9, Ap. 8:21


• Urim e Tumim – Ex. 28:30 e Pv 16:33 (lançar sortes)
• Voz da consciência – Rm 2:15
• Natureza – Sl 19:1-6
• Vozes audíveis – 1 Sm 3 ( Samuel )
• Milagres – Jz 6:36-40 ( Gideão )
Os instrumentos de escrita
• Manuscritos – escritos à mão
– hoje apenas fragmentos ou cópias
– Crítica textual = 4 cópias idênticas ao mesmo
– Escrita UNCIAL = letras de forma, maiúsculas,
copiadas lentamente, desligadas, sem espaço
entre palavras ou frases (até 10º séc.) e depois
CURSIVA (até o 15º séc.) : minúsculas, menores,
ligadas entre si, com espaços entre as palavras e
as frases
Os instrumentos de escrita
• Estilo ou “pena de madeira”
– Pontalelte triangular com cabeçote chanfrado para escrever com
entalhes nas tabuinhas de barro ou cera

• Cinzel ou “pena de ferro”


– Para fazer inscrições em pedras

• Pena
– Para escrever em pairo, em couro em velino ou pergaminho; era feita
do caule do papiro e a tinta era feita de pó de carvão e utilizava-se um
tinteiro

• Canivete
– Utilizado para materiais mais fortes e para afinar a pena
As tintas e as penas

• A tinta utilizada no papiro era duradoura, feita de minerais naturais:


o preto vinha do carbono, o vermelho e o ocre vinham do óxido de
ferro; a goma arábica era o material de liga. Para apagar a tinta se
estava fresca utilizava-se água, e se seca raspava-se com uma pedra.

• Para os papiros do AT as penas eram como pincéis de diferentes


tamanhos (15 a 40 cm), cujas pontas eram mastigadas pelos
escribas para que ficassem soltas como pincéis. No NT eram usados
caniços apontados e fendidos como uma caneta de pena. O
trabalho do escriba era artístico, que escrevia afastado do papiro,
como pintores que pintam suas telas. A pena para se escrever no
pergaminho era feita de junco, com ponta metálica ou não.
Os Idiomas Bíblicos
• AT - Família de línguas semíticas
– Hebraico e aramaico (siríaco)
> No hebraico não se pensa somente, sente-se a mensagem
T
Ó > Aramaico: era língua dos sírios em todo o Oriente
P
I • NT – família de línguas indo-européias
C
O
– Grego

3 – Dialeto “Koiné” : grego popular e não o grego clássico

– Judeus dominavam seu idioma,


mais o aramaico e o grego
Influências idiomáticas
• Latim = centurião, tributo, legião

• Na cruz = latim, hebraico e grego


Preparação e preservação dos manuscritos
• Escritos originais = autógrafos (não existem mais, para
não haver idolatria) tanto do AT como NT

• Preservação com Esdras – 2 Rs 22.8 – copistas, escribas


– 586 a.C.

• Encomenda de partes dos livros sagrados

• Manuscritos reescritos = palimpsestos (restaurados)

• Manuscritos de Qunram em 1947 datados do séc. 1


Preparação e preservação dos manuscritos

• Soferim = escribas

• Massoretas = copistas zelosos e criadores doa


centos para a língua hebraica (padronização
do texto hebraico do AT – 500 – 100 a.C.) , e
corrigiram erros dos soferim

• Fizeram o trabalho da alta crítica textual


desde os tempos de Ed.
Os manuscritos da Bíblia e a Crítica Textual

• Não podemos precisar a data dos surgimento


dos manuscritos de escrita hebraica...
T
Ó
P
I
• Os manuscritos originais foram produzidos a
C partir de Moisés
O

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• Septuaginta(LXX): 1ª tradução do AT hebraico
para o grego, feito durante o período
interbíblico
As ameaças ao texto
• Devido às perseguições do Império Romano, as
Escrituras ficaram ameaçadas de extinção e não
foram copiadas sistematicamente até Constantino.

• Com o envio de uma carta do imperador ao bispo


Eusébio de Cesaréia ocorreu a retomada do serviço
sistemático de cópias do NT no Ocidente e a
utilização do pergaminho (de peles).

• Somente a partir da Reforma é que surgiram as


primeiras cópias a disposição do povo.
Os principais manuscritos do AT

• Códice de Lenigrado ou de São Petesburgo – 916 d.C.


• Códice Aleppo – 930 d.C.
• Códice do Museu Britânico – 950 d.C.
• Códice de Lenigrado – 1008 d.C – o maior e mais
completo
• Códice Reucchlin dos profetas – 1105 d.C.
• Fragmentos de Cairo de Veneza – 500 a 800 d.C.,
descobertos em 1890 no Cairo
• Existem mais de 10 mil manuscritos e fragmentos
Os principais manuscritos do NT

• Eram escritos num estilo não-literário,


circulando fora do comércio de livros
• Esforços sérios apenas no séc. IV para revisá-
los
• Muitos absurdos circulavam também....
• Mais de 5 mil manuscritos do NT
• A fidelidade baseia-se nos inúmeros
manuscritos existentes
Papiros bíblicos, óstracos, inscrições e lecionários

• Papiros datam do 1º e 2º séc, apresentados em códices.


• Fragmentos de Jonh Rylands – 117-138 - mais antigo e genuíno
• Papiros de Chester Beatty – 250
• Papiros de Bodmer – 175 – 225
• Códice do Vaticano – 325-350, apresentado após 1475
• Códice sinaítico – 4º séc, descoberto em 1844 e apresentado em 1859
• Códice Frederico Augustanus – 1844
• Códice Alexandrino – 5º séc, provavelmente de 45 d.C
• Códice Efraimita – 345
• Códice Beza ou de Cambridge – 450 ou 550 – o bilingue mais antigo
• Códice Claromontano – 6º séc, 550
• Códice Whasingtoniano – 4º séc ou início do 5º
• Os Minúsculos - - 9º séc ao 15º séc – manuscritos cursivos
• Existem também papiros não bíblicos, sem inspiração, mas relativos à época
Óstracos e Lecionários
> ÓSTRACOS
• Cacos de cerâmica utilizados para escrita nas
classes mais pobres
• Bíblia do pobre – 20 peças

> LECIONÁRIOS
• Livros usados nos cultos das igrejas que
continham textos selecionados para leitura
• Existem milhares
• Tem valor secundário
Remissões patrísticas

• Inúmeras citações bíblicas do NT feita pelos pais da igreja


primitiva (que estiveram ao lado dos apóstolos, fornecendo
informações seguras para a Alta Crítica, sendo eles Papias,
Herácleon, Taciano, irineu, Eusébio e Orígenes)

• No 1º séc os livros do NT haviam sido escritos em sua


maioria e na segunda metade tem início o processo de
seleção

• No 3º séc. surgem os apócrifos do NT

• No 4º séc o NT estava confirmado e reconhecido


Criticismo textual

• Crítica textual é a ciência que tem como


objetivo descobrir e corrigir erros, apurar a
verdadeira redação e a sacralidade do texto
bíblico, tratando 3 questões básicas:
– Genuinidade dos manuscritos
– Confiabilidade dos manuscritos
– Evidências dos manuscritos e as variantes

• 2 grandes grupos: Baixa Crítica e Alta Crítica


Baixa e Alta Crítica
• Baixa crítica se dedica ao trabalho:
– de verificação da forma do texto, mas não ao seu valor
documental
– Aplica critérios de padrão de qualidade aos textos

• Mais importante é saber se a crítica é sadia

• Alta crítica
– Estuda as questões de julgamento quanto aá autoria, data do
texto, estrutura, historicidade e a genuinidade das obras dos pais
da igreja e dos anciãos do 1º séc.
– É a própria essência da introdução à Bíblia e do próprio estudo
das Escrituras
Princípios gerais da crítica textual

• Evidências externas
– Cronologia
– Geografia
– Genealogia

• Evidências Internas
– Questão transcripcional – hábitos dos escribas
– Questão intrínseca – hábitos dos autores
Tipos de criticismo bíblico

• Críticas:
– Histórica
– Textual
– Das fontes
– Literária
– Da forma
– Da redação
– Canônica
– Semiótica
– Da interpretação
– Teologia Da libertação
– Interpretação feminista
– Interpretação fundamentalista
> Autoatividade do Capítulo 4
Para lembrar

6 livros

1 séculos

3 escritores (a 40)