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AESA – Autarquia de Ensino Superior de Arcoverde

CESA – Centro de Ensino Superior de Arcoverde

Espécies de animais Perigosos encontrados no município de


Arcoverde-PE

Iraildson José Viana de Barros Filho


Crislayne Silva Leite
Jéssica Siqueira Albuquerque
Lidnéia Pereira de Siqueira
Merylane Nunes de Lima
Socorro Juliana Antunes

Arcoverde/2007
Projeto de pesquisa realizado pelos alunos do 1º período
De Biologia da AESA – Autarquia de Ensino Superior de
Arcoverde, e CESA – Centro de Ensino Superior de Arcoverde.
Sob as orientações do mestre Ednaldo Bezerra de Sousa.

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Sumário

Introdução...............................................................................................................................04
Problema.................................................................................................................................23
Objetivos.................................................................................................................................23
Hipóteses.................................................................................................................................23
Cronograma.............................................................................................................................23
Referencias Bibliográficas.......................................................................................................24
Anexos.....................................................................................................................................25
Índice........................................................................................................................................35

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Introdução

Serpentes

Atualmente existem no mundo aproximadamente 2.700 espécies de serpentes


conhecidas que estão espalhadas pelos cinco continentes, ilhas e mares, desde a linha do
equador até próximos dos círculos polares, aumentando gradativamente o número de espécies
nas regiões tropicais. Habitam os mais diversos tipos de ambientes, das selvas equatoriais aos
desertos, não sendo encontrada nos pólos, regiões montanhosas muito altas e frias e algumas
ilhas. Na América do Norte não ultrapassam o sul do Canadá. Não ocorrem ao sul da
Patagônia e nos Andes. Na Europa, mais precisamente na Escandinávia, uma espécie de
víbora, se aproxima um pouco do Circulo Ártico. A dispersão vertical se estende desde o nível
do mar até locais próximos ao limite inferior do gelo perpétuo nas altas montanhas, chegando
no limite máximo de aproximadamente 3.000 metros.
No Brasil temos aproximadamente 250 espécies, ou seja, cerca de 10% das espécies
conhecidas. Estão distribuídas por todo território, tanto na parte continental com em algumas
ilhas. No município de Arcoverde-PE existem 13 espécies. Podem ser encontradas nos mais
diversos tipos de ambientes, tanto naturais como aqueles modificados pelo homem. Estas
espécies estão agrupadas em nove famílias, sendo que apenas duas são peçonhentas:

*Características
- Hábitos: Terrícolas, quando são serpentes terrestres.
Arborícolas, quando são serpentes que habitam as árvores.
Aquáticas, quando são serpentes aquáticas.
Subterrâneas, quando são serpentes que vivem em baixo da terra.

SENTIDOS

- Visão
A visão nas serpentes não é um órgão de orientação
de muita precisão. As imagens são interpretadas com
alguma distorção. Podemos dizer que, salvo raríssimas
exceções, as serpentes são míopes.

- Audição
As serpentes não são dotadas de uma audição muito
sensível. Elas não possuem ouvido externo, médio e nem
tímpano. São praticamente surdas. Apesar disto, elas
podem perceber vibrações sonoras propagadas pelo
solo, que são detectadas por um ossículo em seu crânio,
a columella auris.

- Olfato
O olfato é o principal sentido responsável pela
orientação das serpentes. A percepção olfativa é
realizada pela língua bífida. As serpentes captam as
partículas de odor dispersas no ar com a língua e
depois a retraem, levando-a ao céu da boca para

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que o Órgão de Jacobson possa enviar a mensagem
olfativa ao cérebro. As fossas nasais também fazem
parte do aparelho olfativo.

- Tato
O sentido do tato não é muito desenvolvido nas
serpentes. Há um grande número de corpúsculos
sensoriais, táteis, térmicos, vibratórios, distribuídos
por todo o corpo e situados na epiderme sob a
cobertura de escamas. Alguns destes corpúsculos
podem estar relacionados com a corte pré-nupcial,
sendo usados pelo macho para estimular a fêmea
antes da cópula.

- Paladar
O paladar nas serpentes não é desenvolvido. O
sentido é substituído pelo olfato. Elas ingerem suas
presas por inteiro, sem saboreá-las. A língua não
cumpre a função gustativa.
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa

ANATOMIA

Interna
Os órgãos internos estão dispostos de modo a se
adequarem ao formato cilíndrico e alongado do
corpo das serpentes. Através da evolução, as serpentes
tiveram a disposição dos órgãos reorganizada e
melhor adaptada a este formato. Apesar disto, os
processos de deglutição, digestão do alimento e
respiração são dificultados pela falta de espaço e
podem levar o animal à morte por compressão de
órgãos e artérias.
Com o reduzido espaço, os órgãos pares sofreram
um deslocamento evolutivo, onde os órgãos do lado
esquerdo ficaram menores e localizados
posteriormente aos do lado direito.

- Pulmões: a grande maioria das serpentes possui


somente o direito, localizado na parte anterior do
corpo, para evitar problemas de respiração e
circulação quando a serpente se alimenta.

- Glote: a abertura dos pulmões também teve sua


posição modificada. Nos mamíferos, a glote fica no
fundo da garganta e nas serpentes localiza-se mais
à frente, na base da língua, facilitando a respiração
enquanto se alimentam.

- Estômago: a posição do estômago também é estratégica para que, quando cheio


de alimento e gases(devidos à digestão), não comprima os outros órgãos.

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Externa
De modo geral, a anatomia externa das serpentes
apresenta em comum:
- Escamas Córneas
- Pálpebras Fixas
- Elasticidade Bucal
- Troca Periódica de Pele (Ecdise)
- Ausência de Ouvido Externo
- Caudas Diferenciadas
- Ausência de Membros Locomotores

METABOLISMO

As serpentes são animais pecilotérmicos, isto é, sua


temperatura corporal depende da temperatura do
meio ambiente (além dos répteis, são também
pecilotérmicos os peixes e anfíbios). Elas compensam
esta condição procurando uma fonte de calor, como
o sol; movimentando-se e promovendo a queima de
gordura proveniente das reservas nutricionais.
Estas atividades envolvem consumo de energia e
este gasto precisa ser limitado. A evolução natural
alterou os sistemas de alimentação e reprodução,
resultando numa adaptação para resolver o
problema energético.

- Alimentação: As serpentes podem passar meses sem se


alimentar e a freqüência de alimentação está
associada à digestão que pode durar até quinze dias
ou mais. É mais prático e econômico comer grandes
quantidades em um só dia do que sair todos os dias
e comer pouco, pois o gasto de energia com a
alimentação seria muito maior.

- Digestão: No processo digestivo o suco gástrico é muito


forte.São eliminados pelas fezes somente os
pêlos, dentes, unhas, fragmentos de ossos, penas
e peças quitinizadas.

- Excreção: As serpentes perdem pouca água pela urina. A


manutenção de água é importante e a eliminação pela
urina poderia causar rápida desidratação. A urina das
serpentes é pastosa tendo pouquíssima quantidade de
água e grande concentração de ácido úrico.

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DESENVOLVIMENTO

Fêmea
aaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaa
Macho

- Nascimento
Nas serpentes o desenvolvimento dos filhotes
ocorre de duas maneiras distintas: total ou
parcialmente dentro do corpo da mãe,
caracterizando uma situação de oviparidade ou
viviparidade. No Brasil, que é um país tropical,
a maioria das serpentes é ovípara : fazem a
postura de seus ovos com casca resistente e
flexível, em geral com a forma oval longo.
Outras são vivíparas, parindo seus filhotes já
formados. Os recém-nascidos medem cerca de
20cm e podem ser idênticos aos pais ou
apresentar desenhos e cores diferentes dos
adultos, o que lhes dão maior proteção.
Crescendo através das trocas de pele vão
lentamente adquirindo o padrão dos adultos.
Apesar de algumas espécies se reproduzirem
durante todo o ano, o nascimento dos filhotes
geralmente ocorre durante a segunda metade da
época das chuvas.

- Dimorfismo sexual
Nas serpentes os sexos são separados, mas a
distinção entre macho e fêmea nem sempre é
bem aparente. Na sua grande maioria, as
fêmeas são maiores que os machos, condição
que está relacionada à capacidade de
acomodar os filhotes em desenvolvimento ou
ovos. Geralmente os machos apresentam um
afinamento discreto da cauda devido à
presença dos hemipênis alojados no interior
da base da cauda. Já as fêmeas apresentam um
estrangulamento abrupto da cauda na altura
da cloaca.

- Filhotes
A sobrevivência dos recém-nascidos vai depender de
muita sorte, pois não há uma assistência ou um
acompanhamento por parte dos pais, como ocorre com
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outros animais. Desta forma, podemos dizer que as
serpentes são animais solitários. Cada filhote segue o
seu próprio caminho e está à mercê dos muitos
predadores, como gaviões, gambás, siriemas e até de
outras serpentes ofiófagas.
Como mecanismo de defesa, os jovens de muitas
espécies apresentam desenhos e cores diferentes dos
adultos, que auxiliam na sua camuflagem em seu
hábitat. É o caso da Periquitambóia que, quando jovem,
apresenta uma tonalidade vermelha e, quando adulta, é
verde. Outro exemplo é a Muçurana que, quando jovem,
tem a cor vermelha e, quando adulta, é preta.
A Muçurana (Clelia sp.) é um exemplo de serpente ofiófaga,
ou seja, que se alimenta de outras serpentes, mesmo
peçonhentas. Por auxiliar no controle biológico da população
de jararacas foi, por muito tempo, considerada a serpente
símbolo do Instituto Butantan, representando, devido à sua
ofiofagia, a luta do bem contra o mal.

- Crescimento e a troca de pele


A camada externa das escamas das serpentes é
rígida devido à queratina. Como o aumento das
dimensões do corpo não é acompanhado por esta
película, quando o animal cresce é necessário trocála.
As serpentes têm uma pele bem elástica e recoberta
por escamas córneas. A escamação cumpre uma
função protetora do corpo, que está constantemente
exposto às agruras do ambiente. Tem também uma
importância extraordinária, pois é através do número,
disposição e presença ou ausência de certas escamas
que as serpentes são identificadas. Esta camada
externa além de rígida é fina e transparente,
formando uma rede chamada stratum corneum, que
é trocada periodicamente. Esta muda de pele é um
processo crítico relacionado com as glândulas
endócrinas. A freqüência da muda varia segundo o
estado fisiológico, alimentação, saúde e idade.
Durante o processo de muda a serpente diminui sua
atividade. O aspecto da pele se torna opaco devido a
presença de um líquido leitoso entre a pele nova e a
velha. Os olhos também ficam opacos em virtude do
mesmo líquido.
No processo de muda ou ecdise a serpente se
despoja da velha pele, esfregando a ponta do focinho
e o resto do corpo em superfícies ásperas. A capa
epidérmica vai se desenrolando ao contrário até
desprender-se totalmente. Esta capa é a cópia fiel
de toda a escamação do corpo inclusive com os
desenhos de forma bem tênue.

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- Dimensões
As serpentes são animais que nunca param de
crescer. Assim, elas precisam trocar a pele
periodicamente. Quanto mais velha é a serpente,
menor é a taxa de crescimento e logicamente a
freqüência de trocas de pele. O tamanho das
serpentes varia de acordo com a família e espécie.
Algumas são muito pequenas e mal chegam aos
20 cm quando adultas, caso da Cobra-cega.
Outras podem alcançar 10 metros de comprimento
como a Sucuri .

- Longevidade
Não existem meios para se saber que idade uma
serpente pode alcançar em ambiente natural.
Existem registros no quais a idade varia entre 5 e
30 anos de acordo com a espécie. A Sucuri por
exemplo pode viver uns 35 anos. Serpentes em
cativeiro podem viver bem mais do que as
encontradas no habitat natural devido aos cuidados
que recebem e as condições sempre favoráveis
de alimentação. A literatura científica tem registro
de uma Naja que chegou a viver 29 anos.

LOCOMOÇÃO
As serpentes têm a capacidade de deslizar, nadar,
submergir na água ou na areia e escalar planos
inclinados quase verticais desde que sejam
ásperos. A reptação é possível mediante três tipos
de movimentos básicos, e um quarto misto. Sua
progressão é facilitada pela flexibilidade da coluna
vertebral. Por isto as serpentes são os únicos
vertebrados que podem retroceder sobre seu
próprio corpo. As costelas e escamas ventrais,
conectadas por músculos, estão sincronizados para
que se proceda a locomoção.
Os movimentos que as serpentes realizam são:
Movimento Ondulatório Horizontal ou Serpentino,
Movimento Retilíneo, Movimento Sinuoso Lateral
ou "Sidewinding" e Locomoção Mista, conjugação
do Movimento Ondulatório Horizontal e
Movimento Retilíneo.
A velocidade máxima que uma serpente pode
desenvolver é muito variável, em geral não
ultrapassa os 7 km por hora, sendo que em
determinadas situações podem desenvolver maior
velocidade em distâncias curtas.

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Dentição
Dentição

Áglifa (A = ausência; Glifós = canal).


Presença de dentes maciços, nenhum ligado
a glândula de veneno.

Opistóglifa (Opistós = posterior). Além dos


dentes maciços, há um par de dentes
sulcados, inoculadores de veneno, na região
posterior da boca. Raramente mordem com
os dentes de trás, estas serpentes fazem
parte das não peçonhentas. Mas, há casos
de acidentes com inoculação de veneno
através dos dentes posteriores.

Proteróglifa (Protero = anterior). Presença


de um par de dentes pequenos, bem
sulcados e fixos na região anterior da boca.

Solenóglifa (Soleno = móvel). Presença, na


região anterior da boca, de um par de
grandes (51A) dentes móveis, semelhantes
a agulha de injeção, que são projetados
para frente no momento do bote,
inoculando veneno.

IDENTIFICAÇÃO
A diferenciação correta entre serpentes
peçonhentas e não peçonhentas é o primeiro passo
para começar a entender esses animais, prevenir
acidentes e providenciar os primeiros socorros em
caso de acidente. Características morfológicas
não devem ser usadas isoladamente na
identificação das serpentes , como normalmente

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se divulga. Tudo deve ser analisado em conjunto :
forma da cabeça triangular, comprimento e tipo
de cauda, tipo de escamas, padrão de colorido e
de desenhos e até mesmo
as marcas deixadas pelas mordidas.
No Brasil, as serpentes causadoras de acidentes
com potencial para desenvolver quadro clínico
grave, as peçonhentas, estão divididas em quatro
grupos: Botrópico (Jararacas), Laquético
(Surucucus), Crotálico (Cascavéis) e Elapídico
(Corais).
A função venenosa é uma associação entre as
glândulas produtoras de veneno e os dentes
inoculadores; neste sentido as serpentes, de um modo
geral, estão agrupadas de acordo com a dentição.
A identificação prática entre peçonhentas e não
peçonhentas é feita pela presença da fosseta loreal
associada ao tipo de dentição. A única exceção
são as Corais.
Podemos dizer de maneira geral que toda
serpente que tiver fosseta loreal ou colorido
vermelho, preto, branco (ou amarelado) sob a
forma de anéis no corpo, com presas situadas na
parte anterior da boca são peçonhentas, com
exceção das falsas corais que, apesar do colorido
vermelho no corpo, não são peçonhentas.
Tentar diferenciar uma serpente peçonhenta de uma não peçonhenta pela cauda
curta e grossa é
errado, visto que este aspecto apenas diferencia o
sexo da serpente, bem como tipos de cauda variam
conforme a espécie, não sendo isoladamente um
critério de identificação.

Tipos de Cauda

1.“Cauda com escamas eriçadas de uma


surucucu.”
2.“Cauda lisa típica de uma jararaca.”
3.“Cauda de uma cascavel com o guizo.”

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VENENO

Veneno é toda substância


capaz de causar dano ou matar um
organismo. Também é
chamado de toxina. Os
venenos animais
compreendem
uma mistura
complexa de
diversas substâncias
orgânicas e inorgânicas. Não se sabe ao certo a
origem dos venenos, mas acredita-se que as primeiras
substâncias ativas foram provavelmente enzimas
proteolíticas (substâncias capazes de decompor
tecido vivo) que auxiliavam na digestão, fazendo com
que a alimentação fosse um processo mais fácil e
seguro.

Extração
O veneno é produzido por duas glândulas especiais
localizadas na cabeça das serpentes, atrás e abaixo
dos olhos. São na verdade nada mais que glândulas
salivares modificadas, que produzem toxina , como
uma espécie de saliva modificada. Estas glândulas
estão conectadas a dentes especias (presas
inoculadoras) através de pequenos canais ou ductos.
Quando ocorre o bote, o veneno é eliminado pela
contração da musculatura que envolve as glândulas.
A toxina armazenada nas glândulas tem reserva para
vários botes seguidos. Quando se extrai a toxina,
esvaziando as glândulas totalmente, elas voltarão a
estar cheias num período máximo de duas semanas.
Para se obter o veneno, extração, as serpentes são
introduzidas em um recipiente contendo gás do tipo
dióxido de carbono (CO2), para que as mesmas fiquem anestesiadas, diminuindo a
agitação do
animal e oferecendo mais segurança ao técnico
manipulador. Neste processo de narcose, que
acontece em pouco tempo, comprime-se
manualmente as duas glândulas na parte detrás da
cabeça, aplicando-se uma pressão moderada. A
serpente, já com a boca aberta, tem suas presas
apoiadas em um recipiente de vidro envolto em gelo
para onde fluirá o veneno.
As serpentes passam por esse processo de extração
mensalmente, por lotes da mesma espécie. Após a
coleta, o veneno é centrifugado, embalado,

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congelado e estocado para o uso em pesquisas e
também na imunização de cavalos. Posteriormente
os cavalos serão submetidos a uma sangria, para
que com o sangue seja preparado o soro anti-ofídico
específico.
O veneno produzido pelas serpentes é um complexo
enzimático com finalidades principalmente
digestivas, além de seu efeito defensivo contra
predadores e outros animais que representem perigo.
O soro específico para cada grupo de serpentes
peçonhentas brasileiras foi pesquisado e produzido
pelo Dr. Vital Brazil no começo do século XX, com a
utilização e processamento do próprio veneno da
serpente e hoje é produzido em sua quase totalidade
pelo Instituto Butantan, com excelência.

- Remédios
A partir do veneno das serpentes é possível preparar
uma série de medicamentos com várias finalidades
terapêuticas. Cada vez mais pesquisas são realizadas
para um melhor aproveitamento do veneno. Temos
o exemplo da fabricação de anticoagulantes e
hipotensores, já existentes no mercado. Estão em
desenvolvimento, entre outras pesquisas, a investigação de uma cola biológica
cicatrizante,
analgésicos e o uso no tratamento de alguns tipos
de câncer. Convém lembrar que para se obter
estes medicamentos, usa-se frações separadas do
veneno total.
A produção de medicamentos somente é obtida a
partir de pesquisas científicas e tecnológicas em que
é possível evitar efeitos colaterais e com controle de
qualidade. Portanto, o uso de remédios caseiros
obtidos a partir do veneno de animais e a consulta a
charlatães são extremamente perigosos.

- Digestão
O veneno é produzido pelas serpentes como um
complexo enzimático com finalidades principalmente
digestivas, além de seu efeito defensivo contra
predadores e outros animais que representam perigo
para elas.

- Ação
Nas serpentes peçonhentas a capacidade de veneno
está associada às ações tóxicas que neutralizam e
matam a presa durante a captura. Portanto, o veneno
das serpentes peçonhentas é muito mais potente e
perigoso para o homem do que o das serpentes não
peçonhentas. O mecanismo utilizado pelas serpentes

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peçonhentas para injetar veneno são os dentes e a
ação muscular sobre as glândulas.

Aranhas e Escorpiões

São conhecidos atualmente cerca de 85.000 espécies de aracnídeos no mundo,


distribuídas em 100 famílias aproximadamente. Representantes da Classe Arachnida são
encontrados nos cinco continentes. Entre as 38.000 espécies de aranhas conhecidas no mundo,
apenas 20 a 30 são consideradas importantes clinicamente. Os escorpiões estão representados
por 1.500 espécies no mundo, com 25 espécies de interesse médico.
No Brasil os aracnídeos estão representados em aproximadamente 500 famílias com
cerca de 10.00 espécies descritas. As aranhas e escorpiões, estão distribuídos em todos os
ecossistemas brasileiros, estando melhor representados na floresta Amazônica e floresta
Atlântica.

Aranhas
Existem cerca de 4.000 espécies conhecidas no Brasil, e distribuídas em 106 famílias
de aranhas.

HABITAT
Os aracnídeos vivem em ambientes definidos pelas
limitações de fatores abióticos (condições físicas:
temperatura, umidade, vento, intensidade de luz) e
fatores bióticos (condições bioecológicas) como,
tipos de vegetação, suprimento alimentar,
competição e inimigos naturais. São estritamente
terrestres, vivendo em todos os ecossistemas (com
exceção da Antártida) e ambientes como, desertos,
savanas, cerrado, florestas temperadas e tropicais,
além de áreas urbanas e rurais.

ANATOMIA EXTERNA
Os aracnídeos possuem o corpo dividido em
prossoma e opistossoma, sendo que nas aranhas estas
regiões estão unidas pelo pedicélio (estrutura curta
com exoesqueleto flexível, permitindo ampla
movimentação do opistossoma em relação ao
prossoma). O corpo é recoberto por quitina
(substância de consistência sólida e composição
proteica) que impede o crescimento do animal,
necessitando trocar de pele periodicamente. Alguns
possuem glândulas de veneno localizadas
internamente nas quelíceras, pedipalpos ou outras
partes do corpo do animal, utilizadas para defesa ou
imobilização de suas presas.

Prossoma - região anterior do corpo. A cabeça e o


tórax estão fundidos formando o cefalotórax.
Dorsalmente apresentam um conjunto de 2 a 8 olhos

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dispostos em uma elevação -cômoro ocular, encontrados
em caranguejeiras e escorpiões ou em fileiras -
fórmula ocular, nas aranhas verdadeiras.
Estão presentes os seguintes segmentos:
- um par de quelíceras
- um par de pedipalpos
- quatro pares de pernas locomotoras

Fiandeiras - Dispõem-se aos


pares e podem ser compostas
por 2, 4 ou 6, designadas como
anterior, média e posterior.
Estas estruturas são utilizadas
na construção de teias e bolsa
de ovos (ooteca) e na apreensão
das presas.

Quelíceras - situados na região frontal, é o primeiro


par de apêndices do prossoma constituídos dois
segmentos: um basal e uma extremidade diferenciada
de acordo com as ordens. Nos escorpiões são
pequenas, constituídas por um segmento basal e
extremidade em forma de pinça. Nas aranhas, cada
quelícera é composta por um segmento basal e um
ferrão inoculador de veneno. O movimento das
quelíceras distingue os dois amplos grupos de
aranhas: Mygalomorphae e Araneomorphae

Pedipalpos - situados na região anterior do


prossoma, é o segundo par de apêndices, auxiliam na
apreensão de suas presas e durante o acasalamento.
Os escorpiões possuem cinco segmentos nos
pedipalpos, sendo o último artículo (mão) modificado
em pinças com um dedo fixo e outro móvel. Nas
aranhas são compostos por seis segmentos e os
machos apresentam a extremidade dos pedipalpos ou
palpos modificados com função copulatória.

Opistossoma – (abdômen) - região posterior do


corpo, cujo formato varia entre as espécies dos grupos
dos aracnídeos. Está relacionadao com a digestão,
absorção, respiração, excreção e reprodução. Na região
posterior e ventral do abdômen das aranhas estão
situadas as fiandeiras. Nos escorpiões subdivide-se em
duas regiões: mesossoma e metassoma.

Mesossoma (pré-abdômen): formado por


sete segmentos. Ventralmente, nos quatro
primeiros segmentos, estão situados o
esterno, a abertura genital e os pentes,
características usadas para a identificação de
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famílias e espécies e os órgãos respiratórios.

Metassoma (pós-abdômen ou
cauda): formado por cinco segmentos.
Em sua extremidade há um artículo
terminado em ferrão, chamado télson ou
vesícula, onde estão localizadas as
glândulas de veneno.

Alimentação
Os aracnídeos são carnívoros, alimentando-se de
animais vivos como: insetos, aranhas e pequenos
vertebrados como: répteis (lagartos e serpentes),
anfíbios (pererecas, rãs e sapos), peixes, aves e
mamíferos (roedores). Algumas espécies podem
provocar canibalismo. Os aracnídeos capturam suas
presas com os pedipalpos e as imobilizam inoculando
veneno através dos ferrões. Enzimas digestivas são
regurgitadas sobre o alimento que será digerido e
sugado, completando-se a digestão internamente.

Substrato - é o tipo de
material utilizado como refúgio
ou defesa.

Estrato - altura da superfície


do solo utilizado como refúgio
ou forrageamento.

Estratégia - mecanismos
utilizados para garantir a
sobrevivência da espécie.

Hábitos
Os aracnídeos utilizam diferentes substratos,
estratos e estratégias para sua sobrevivência. Habitam
sob rochas, cascas de árvores e troncos em
decomposição enterrados no solo, entre o folhiço,
na copa de árvores e arbustos, dentro de bromélias e
outras plantas onde possam se refugiar e em cavernas.
Podem viver no solo ou ocupar estratos em várias
alturas, baseada nas condições climáticas e
abundância de alimento. Sua atividade pode ser
diurna, crepuscular ou noturna. Algumas espécies
podem ter hábitos sociais ou solitários. Um grande
número de espécies de aranhas da infra-ordem
Araneomorphae são tecedeiras, vivendo desde
estratos de 0,5 metro até estratos arbóreos. Cada
grupo ou espécie utilizará estratégias diferentes
durante suas atividades. Podem ser: fossoriais,

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errantes, arborícolas, ou aquáticas.

Sociais - algumas espécies


vivem em hierarquia entre
machos, jovens e fêmeas.
Aranhas sociais constroem teias
enormes, onde os integrantes
compartilham de todas as
atividades, inclusive a divisão do
alimento respeitando a
hierarquia do grupo.

Tecedeiras - constroem teias com fios de seda de


diferentes espessura e composição. Estas teias podem
ou não ser elaboradas. As dimensões, formato e
refúgios são distintos entre as espécies.

Fossoriais - constroem galerias subterrâneas,


forrando ou não seu interior com fios de seda. Vivem
à espera de presas que passam pela abertura da toca.
Em algumas espécies o acasalamento ocorre dentro
das galerias.

Errantes - termo atribuído, principalmente, à aranhas


e escorpiões. São animais que não possuem sede fixa,
não constroem teias e vivem solitários. Suas atividades
geralmente são noturnas, forrageando os estratos.

Arborícolas - constroem refúgio grudando as folhas


ou galhos com fios de seda ou produzem uma bolsa
de seda. Caçam as presas que se aproximarem do
seu refúgio.

Aquáticas - adaptada a viver submersa na água,


possuem pêlos hidrófobos ao redor do abdômen. A
única espécie no mundo, a Argironeta aquática, ocorre
no Paleártico. Com a imersão da aranha na água,
formam-se bolhas de ar nos pêlos hidrófobos, que
são transferidos para o interior da toca construída
na margem ou barranco dentro d'água.

Reprodução
Os aracnídeos possuem sexo separado e a
fecundação pode ser interna ou externa. Podem
ser ovíparos, vivíparos ou partenogenéticos. Os
machos de aranhas possuem aparelho
copulatório modificado nos pedipalpos. Os
espermatozóides são produzidos por um par de
testículos localizados no abdômen e os
transferem para o aparelho copulador,

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utilizando a teia espermática. Após a cópula a
fêmea guarda o esperma nos reservatórios
(espermatecas) e fecunda os óvulos a cada
oviposição. Nos escorpiões, o material
espermático é armazenado em ovidutos, onde
os óvulos serão fecundados à cada gestação.

Ovíparos - desenvolvem-se indiretamente através


de estágios larvais até a eclosão dos ovos.

Vivíparos - produzem filhotes vivos que se desenvolvem


de ovos contidos no interior do corpo da mãe.

Partenogênese - Fenômeno pelo qual os óvulos


transformam-se diretamente em embriões que dão
origem a novas fêmeas.

Teia espermática - os machos quando atingem a


maturidade tecem uma teia em posição inclinada
presa ao substrato, depositando nela o esperma,
através de uma abertura genital situada na região
ventral do abdômen. O esperma é então transferido
para os reservatórios dos órgãos copuladores, através
de repetitivos movimentos, bombeando o esperma
contido na teia.

Cópula - A cópula ocorre de acordo com os hábitos


de cada espécie. Pode levar minutos, horas ou dias.
As aranhas necessitam de contato direto e a
fecundação é interna. Os machos se aproximam das
fêmeas, tocando-as com seus pedipalpos. Após um
ritual de acasalamento, o macho introduz o órgão
copulatório no epígino da fêmea. Nos escorpiões não
ocorre a cópula propriamente dita. O macho deposita,
através da abertura genital, um espermatóforo
fixando-o num substrato em posição vertical. Então,
conduz a fêmea a posicionar a abertura genital sobre
o espermatóforo, originando uma pressão que ejeta
o esperma, fertilizando-a internamente.

Ovoposição - A fêmea depois de fecundada, tece


uma bolsa onde serão depositados os ovos (ooteca).
Fêmeas de algumas espécies de aranhas, pregam suas
ootecas nas teias ou carregam-na presas às
quelíceras ou ainda aderidas às fiandeiras.

Espermatóforo - Estrutura
tubular quitinizada, com 0,6 a 0,7
centímetros de comprimento,
contendo em sua extremidade

18
o esperma.

DESENVOLVIMENTO
Filhotes
Nos escorpiões, os filhotes nascem através de parto.
À medida que vão nascendo a mãe os recolhe com o
auxílio dos pedipalpos e os ajudam subir em suas
costas, onde permanecem até a primeira troca de
pele. Muitas espécies de aranhas cuidam de suas
ootecas até o nascimento de seus filhotes. Algumas
aranhas como, a aranha de grama, têm o mesmo
comportamento dos escorpiões. Os filhotes de
determinadas espécies dispersam-se por
aeronatismo, liberando um fio de seda e soltando-se
ao vento.

Dimorfismo sexual
É caracterizado por pequenas diferenças na anatomia
externa dos indivíduos, além do tamanho e coloração.
Nas aranhas as fêmeas são maiores do que os machos.
As fêmeas apresentam epígino (abertura genital)
localizado no abdômen e os machos, órgão copulador
nos pedipalpos. Os machos de algumas espécies de
escorpiões presentam a mão dos pedipalpos mais
volumosa com um pequeno orifício entre os dedos,
utilizados para segurar os dedos das fêmeas durante
o ritual de acasalamento.

Crescimento – troca de pele


O corpo dos artrópodos é
revestido por quitina, que compõe
o exoesqueleto. O crescimento do
animal se deve ao desprendimento
do exoesqueleto periodicamente
até atingir a maturidade. Uma nova
pele é formada sob o exoesqueleto
e a endocutícula (camada interna
do exoesqueleto) é digerida e
absorvida. A pressão circulatória
aumenta, rompendo o exoesqueleto
a partir da região frontal do
prossoma.
Movimentos de contração do
animal e o líquido existente entre
as cutículas, fazem a pele velha
deslizar sobre a nova até a sua total
eliminação. O animal estica a nova
cutícula enrugada e úmida, sendo
este o período de seu crescimento.

19
Neste momento a coloração está
alterada, bem mais clara que a cor
real do animal. Seu corpo adquire
aparência gelatinosa, estando
vulnerável ao ataque de predadores.
Após algum tempo, o exoesqueleto
enrijece retomando a cor natural.
As fêmeas de caranguejeiras
continuam a trocar de pele uma
ou duas vezes por ano mesmo
quando adultas.

SENTIDOS
Os órgãos dos sentidos podem ser: receptores
visuais (olhos), mecanoreceptores e quimioreceptores

Visão
Olhos: os aracnídeos recentes possuem olhos mais
desenvolvidos. São ocelos simples semelhantes à
câmara fotográfica. Os olhos podem estar dispostos
em cômoro ocular ou em fileiras -fórmula ocular.

Mecanoreceptores
São formados por pêlos sensoriais pêlos táteis,
espinhos erécteis e tricobótrias e fendas sensoriais.
Os aracnídeos percebem sensações táteis e vibrações
em superfícies diferentes (água, ar e terra).
Pêlos sensoriais: as aranhas possuem pêlos de
revestimento por todo corpo, os quais não possuem
terminações nervosas. Estes pêlos podem ser
hidrófobos, pêlos abdominais especiais para auxiliar
os filhotes a prenderem-se na mãe logo após o
nascimento, pêlos urticantes utilizados como defesa
escópulas e tufos sub-ungueais, localizados na
extremidade dos tarsos, permitindo subir em
superfícies lisas.

Pêlos táteis: Presentes no corpo inteiro, são hastes


que saem da exocutícula e formam "sockets" de
formas diferentes.

Espinhos erécteis: hastes mais espessas da


exocutícula, presentes nas pernas, com três
terminações nervosas. Ficam paralelos à superfície
do corpo. O animal é estimulado pela ereção do
espinho, através do mecanismo hidrostático da hemolinfa (sangue). São importantes
para a defesa e
captura de presas.

Tricobótrias: localizados no tegumento de vários

20
artrópodes, com origem e distribuição diferente em
cada espécie. São receptores de fracas correntes de
ar e de determinações sonoras em diferentes
frequências (Tityus serrulatus).

Fendas sensoriais: órgãos abertos em fendas ou


sensores em ligadas às terminações nervosas. São
responsáveis pelas transmissões mecânicas geradas
pelas vibrações dos substratos, pela gravidade e pelos
movimentos do próprio animal. O conjunto de fendas
forma os órgãos liriformes.

Quimioreceptores
São constituídos por pêlos olfativos e órgãos
tarsais, ligados a terminações nervosas. São
responsáveis pela percepção de odores e paladar,
através de atividades relacionadas as cortes, detecção
de inimigos e presas.

Pêlos olfativos: Haste de exocutícula com cavidade


interna que recebe terminações nervosas, para
percepção dos odores.

Órgãos tarsais: são sensores de umidade e de


ferormônio sexual, localizados na face dorsal de todos
os tarsos.

Escorpiões
São conhecidas aproximadamente 80 espécies de escorpiões distribuídas em 4
famílias. No Brasil, as espécies perigosas pertencem ao gênero Tityus e T. stygmurus.E no
município de Arcoverde-PE existem 3 espécies do mesmo gênero.
Os escorpiões são animais invertebrados. Apresentam o corpo dividido em tronco e
cauda; quatro pares de patas, um par de ferrões (queliceras), um par de pedipalpos (em forma
de pinça e que serve para capturar o alimento); um ferrão no final da cauda por onde sai o
veneno. São também chamados de lacraus, picam com a cauda e variam de tamanho entre 6 a
8,5 cm de comprimento

No mundo todo existem aproximadamente 1.400 espécies de escorpiões até hoje descritas,
sendo que no Brasil há cerca de 75 espécies amplamente distribuídas pelo país. Esses animais
podem ser encontrados tanto em áreas urbanas quanto rurais.

Os escorpiões são carnívoros, alimentando-se principalmente de insetos, como grilos baratas e


outros, desempenhando papel importante no equilíbrio ecológico.

Apresentam hábitos noturnos, escondendo-se durante o dia sob cascas de árvores, pedras,
troncos podres, dormentes de linha de trem, madeiras empilhadas, em entulhos, telhas ou
tijolos e dentro das residências. Muitas espécies vivem em áreas urbanas, onde encontram
abrigo dentro e próximo das casas, bem como alimentação farta. Os escorpiões podem
sobreviver vários meses sem alimento e mesmo sem água, o que torna seu combate muito
difícil.

21
Na área urbana estes animais aparecem em prédios comerciais e residenciais, armazéns, lojas,
madeireiras, depósitos com empilhamento de caixas e outros. Eles aparecem, principalmente,
através de instalações elétricas e esgotos. São sensíveis aos inseticidas, desde que aplicados
diretamente sobre eles. As desinsetizações habituais não os eliminam, pois o produto fica no
ambiente em que foi aplicado e os escorpiões costumam estar escondidos. O fato de
respirarem o inseticida ou comer insetos envenenados não os mata. São resistentes inclusive à
radiação.

Seu aparecimento ocorre principalmente devido a presença de baratas, portanto a eliminação


destas em caixas de gordura e canos que conduzem ao esgoto é a principal prevenção ao
aparecimento dos escorpiões.

Não possuem audição e sentem vibrações do ar e do solo. Enxergam pouco, apesar de terem
dois olhos grandes e vários pequenos. Seus principais predadores são pássaros, lagartixas e
alguns mamíferos insetívoros.

Soros

O soro antiescorpiônico é uma solução purificada de anticorpos específicos para uso no


envenenamento por escorpiões do gênero Tityus. Não pode ser usado para acidentes com
aranhas.

Nos casos benignos, onde a dor é suportável, a soroterapia é dispensada pelo médico após a
aplicação de anestésicos locais e o desaparecimento da dor.

A soroterapia deve ser feita em:

-Crianças menores de 7 anos;

- Adultos idosos;

- Adultos em que a dor persiste após a aplicação de analgésicos locais.

Em acidentes com escorpiões pode ser usado, eventualmente, o soro antiaracnídico


polivalente (que possui uma parte de anticorpos contra o veneno de escorpiões), mas este é,
geralmente, menos usado por causar reações alérgicas e choque.

O soro deve ser aplicado o mais rápido possível, com a maior segurança e presteza. É
inoculado por via endovenosa e só pode ser feito em hospitais, por médicos e enfermeiros
autorizados pelo Ministério da Saúde.

O soro não é fornecido a pessoas para uso em animais ou mesmo para armazenamento em
fazendas. Não é fornecido também para o uso em acompanhamentos em viagens.

22
Problema

Pessoas são picadas por animais peçonhentos no município de Arcoverde-PE, e 0,02%


da população de Arcoverde-PE morrem por falta de atendimento. Por não conhecer
determinado assunto. Por tanto foi determinado pelo, 1º período de Biologia da faculdade
AESA-CESA, sob orientação do mestre Ednaldo Bezerra de Souza, que esse projeto possa ser
divulgado no município de Arcoverde-PE, para que a população tome conhecimento desse
assunto.

Objetivos

- Geral
Que a população de Arcoverde tome conhecimento sobre o determinado assunto citado
no projeto.

- Específico
Para conhecermos melhor e nos aprofundarmos nestas espécies.

Hipóteses

Foi feita uma visita no H.R.A. de Arcoverde-PE, para fazer um levantamento de


quantas pessoas são picadas por animais peçonhentos no referido município, por ano 17% da
população de Arcoverde são picados e uma faixa de 3% dos 17% morrem por falta de
atendimento.
Por esse problema foi levantada a hipótese de que se a população de Arcoverde-PE
tomasse conhecimento desse assunto a que se refere o projeto, fariam o procedimento correto
ao ser picado por um animal peçonhento.

Cronograma
Atividades / Períodos 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15
1 Levantamento de literatura X
2 Montagem do Projeto X X X X X X
3 Coleta de dados X X X X
4 Tratamento dos dados X X X X X
5 Elaboração do Relatório Final X X X X
6 Revisão do texto X X X
7 Entrega do trabalho X

23
Referencias Bibliográficas

Sites da internet: www.google.com.br


www.cade.com.br

24
Anexos

Espécies de serpentes do município de Arcoverde-PE


ELAPIDAE Micrurus corallinus (Coral verdadeira)
Micrurus

Micrurus corallinus (Coral verdadeira)


Comprimento Máx.: 1,00m
Peçonhenta: Sim
Veneno: Neurotóxico
Soro: Anti-elapídico
Alimentação: Pequenos répteis, como sapos e pererecas.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Proteróglifa
Hábito: Diurno

VIPERIDAE, Bothrops e Porthidium (Jararacas)


Bothrops

Bothrops erythomelas (Jararaca da Seca)


Comprimento Máx.: 0,60m
Peçonhenta: Sim
Veneno: Necrosante
Soro: Anti-botrópico
Alimentação: Pequenos répteis, como sapos, e alguns mamíferos, como os ratos e coelhos.
Reprodução: Vivípara
Dentilação: Solenóglifa
Hábito: Noturno

25
Porthidium

Bothrops neuwiedi (Jararaca Pintada)


Comprimento Máx.: 0,80m
Peçonhenta: Sim
Veneno: Necrosante, hemorrágico, coagulante.
Soro: Anti-botrópico
Alimentação: Alguns mamíferos, como os ratos e coelhos.
Reprodução: Vivípara
Dentilação: Solenóglifa
Hábito: Noturno

Crotalus

Crotalus durissus terrificus (Cascavel)


Comprimento Máx.: 1,20m
Peçonhenta: Sim
Veneno: Miotóxico, neurotóxico, coagulante.
Soro: Anti-crotálico.
Alimentação: Alguns mamíferos, como os ratos e coelhos.
Reprodução: Vivípara
Dentilação: Solenóglifa
Hábito: Noturno

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Lachesis

Lachesis muta (Surucucu)


Comprimento Máx.: 2,50m
Peçonhenta: Sim
Veneno: Neurotóxico, coagulante.
Soro: Anti-laquético.
Alimentação: Alguns mamíferos, como os ratos e coelhos.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Solenóglifa
Hábito: Noturno

ANOMALEPIDIDAE, LEPTOYPHLOPIDAE e TYPHLOPIDAE (Cobras Cegas)


Anomalepididae

Liotyphlops beui (Cobra-cega)


Comprimento Máx.: 0,20m
Peçonhenta: Não
Alimentação: Insetos e larvas.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Áglifa
Hábito: Noturno

27
Typhlopidae

Typhlops reticulatus (Cobra Cega)


Comprimento Máx.: 0,50m
Peçonhenta: Não
Alimentação: Insetos e larvas.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Áglifa
Hábito: Noturno

ANILIDAE (Coral Falsa)

Anilius scytale (Coral falsa)


Comprimento Máx.: 1,10m
Peçonhenta: Não
Alimentação: Pequenos répteis, como cobras de duas cabeças.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Áglifa
Hábito: Noturno

28
BOIDAE (Jibóia, sucuri)
Boidae

Boa constrictor amarali (Jibóia)


Comprimento Máx.: 2,50m
Peçonhenta: Não
Alimentação: Répteis, peixes e aves.
Reprodução: Vivípara
Dentilação: Áglifa
Hábito: Noturno

Boidae

Boa constrictor constrictor (Jibóia)


Comprimento Máx.: 4,00m
Peçonhenta: Não
Alimentação: Répteis, peixes e aves.
Reprodução: Vivípara
Dentilação: Áglifa
Hábito: Noturno

29
Boidae

Eunectes murinus (Sucuri ou


Anaconda)
Comprimento Máx.: 10,00m
Peçonhenta: Não
Alimentação: Répteis, de grande porte, como jacarés, peixes, aves e mamíferos, como veado.
Reprodução: Vivípara
Dentilação: Áglifa
Hábito: Diurno

COLUBRIDAE (Cobra cipó, Coral Falsa)

Tropidodryas striaticeps (Cobra cipó / Falsa


Jararaca)

Comprimento Máx.: 1,20m


Peçonhenta: Não
Alimentação: Répteis, como lagartixas e sapos, e mamíferos, como ratos.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Opistóglifa
Hábito: Diurno

30
Colubridae

Oxyrhopus Guibei (Coral Falsa)

Comprimento Máx.: 0,80m


Peçonhenta: Não
Alimentação: Répteis, como lagartixas e pequenas cobras.
Reprodução: Ovípara
Dentilação: Opistóglifa
Hábito: Diurno

Espécies de aranhas existentes no município de Arcoverde-PE

Ctenidae

Phoneutra nigriventer (Aranha Armadeira)


Comprimento Máx.: 15 a 18cm
Peçonhenta: Sim
Soro: Antiaracnídico.
Alimentação: Insetos e pequenos répteis.
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno

31
Sicariidae

loxoceles (Aranha Marrom)


Comprimento Máx.: 3cm
Peçonhenta: Sim
Soro: Antiloxoscélico.
Alimentação: Insetos e pequenos.
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno

Theridiidae

Latrodectus curacaviensis(Viúva Negra)


Comprimento Máx.: 1 a 1,5cm
Alimentação: Insetos e pequenos e larvas.
Peçonhenta: Sim
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno e diurno.

Lycosidae

Lycosa erythrognatha (Aranha de jardim)


Comprimento Máx.: 6 a 8cm
Alimentação: Insetos e alguns répteis, como largatixas.
Peçonhenta: Não
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno e diurno

32
Theraphosidae

Caranguejeira (Caranguejeira)
Comprimento Máx.: 25cm
Alimentação: Insetos e pequenos, répteis e alguns mamíferos, como ratos.
Peçonhenta: Não
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno

Nephila

Nephila clavipes (Aranha de Teia)


Comprimento Máx.: 3 a 5cm
Alimentação: Insetos.
Peçonhenta: Não
Reprodução: Ovípara
Hábito: Noturno e diurno.

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Espécies de Escorpiões encontrados no município de Arcoverde-PE

Buthidae

Tityus bahiensis (Escorpião marrom)


Comprimento Máx.: 7cm
Alimentação: Insetos.
Peçonhenta: Sim
Reprodução: Vivípara
Hábito: Noturno.

Buthidae

Tityus serrulatus (Escorpião amarelo)


Comprimento Máx.: 7cm
Alimentação: Insetos.
Peçonhenta: Sim
Reprodução: Vivípara
Hábito: Noturno.

Buthidae

Tityus stigmurus (Escorpião do Nordeste)


Comprimento Máx.: 7cm
Alimentação: Insetos.
Peçonhenta: Sim
Reprodução: Vivípara
Hábito: Noturno.
34
Índice

1 – Introdução_____________________________________________________________04
2 – Serpentes_____________________________________________________________04
2.1 – Características________________________________________________________04
3 – Sentidos______________________________________________________________04
3.1 – Visão_______________________________________________________________04
3.2 – Audição_____________________________________________________________04
3.3 – Olfato_______________________________________________________________04
3.4 – Tato_________________________________________________________________05
3.5 – Paladar_______________________________________________________________05
4 – Anatomia______________________________________________________________05
4.1 – Interna______________________________________________________________05
4.2 – Externa______________________________________________________________06
5 – Metabolismo___________________________________________________________06
5.1 – Alimentação__________________________________________________________06
5.2 – Digestão_____________________________________________________________06
5.3 – Excreção_____________________________________________________________06
6 – Desenvolvimento________________________________________________________06
6.1 – Nascimento___________________________________________________________07
6.2 – Dimorfismo Sexual_____________________________________________________07
6.3 – Filhotes______________________________________________________________07
6.4 – Crescimento e a Troca de Pele____________________________________________08
6.5 – Dimensões____________________________________________________________09
6.6 – Longevidade__________________________________________________________09
7 – Locomoção_____________________________________________________________09
8 – Dentição_______________________________________________________________10
8.1 – Áglifa_______________________________________________________________10
8.2 – Opistóglifa___________________________________________________________10
8.3 – Proteróglifa___________________________________________________________10
8.4 – Solenóglifa___________________________________________________________10
9 – Identificação___________________________________________________________10
10 – Tipos de caudas________________________________________________________11
11 – Veneno_______________________________________________________________12
11.1 – Extração____________________________________________________________12
11.2 – Remédios___________________________________________________________12
11.3 – Digestão____________________________________________________________13
11.4 – Ação_______________________________________________________________13
12 – Aranhas e Escorpiões____________________________________________________14
13 – Aranhas_____________________________________________________________14
13.1 – Habitat_____________________________________________________________14
13.2 – Anatomia Externa_____________________________________________________14
13.3 – Prossoma____________________________________________________________14
13.3 – Fiandeiras___________________________________________________________15
13.4 – Quelíceras___________________________________________________________15
13.5 – Peldipapos___________________________________________________________15

35
13.6 – Opistossomos________________________________________________________15
13.7 – Mesossoma__________________________________________________________15
13.8 – Matassoma__________________________________________________________16
13.9 – Pêlos Táteis__________________________________________________________20
13.10 – Espinhas Erécteis____________________________________________________20
13.11 – Tricobátiros_________________________________________________________20
13.12 – Fendas Sensoriais____________________________________________________21
13.13 – Quimioreceptores____________________________________________________21
13.14 – Pelos olfativos_______________________________________________________21
13.15 – Órgãos Tarsais_______________________________________________________21
14 – Escorpiões____________________________________________________________21
14.1 – Soros_______________________________________________________________22
15 – Problema_____________________________________________________________23
16.1 – Objetivos___________________________________________________________23
16.2 – Geral_______________________________________________________________23
16.3 – Específico___________________________________________________________23
17 – Hipóteses_____________________________________________________________23
18 – Cronograma___________________________________________________________23
19 – Referencias Bibliográficas_______________________________________________24
20 – Anexos______________________________________________________________25
20.1 - Espécies de Serpentes existentes no Município de Arcoverde-PE________________25
20.2 – Espécies de Aranhas existentes no Município de Arcoverde-PE_________________31
20.3 – Espécie de Escorpiões existentes no Município de Arcoverde-PE________________33

36