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Ásatru de fato!

26 de Junho de 2019, ano 2.269 Runic Age.

Por Grimmwotan
Como todos sabemos, desde a década de 1980 da vulgar era cristã, materiais a
respeito do Ásatru tem sido divulgados em solo brasileiro, com divulgações de
materiais como o “Magia das Runas”, de Michael Howard, Editora Ediouro, e
publicações de revistas como a “Planeta”, em seus melhores tempos.

No entanto, esse material veio, mesmo não sendo, em alguns casos, de boa
qualidade, anexo ás famigeradas doutrinas universalistas do movimento New
Age, que se por um lado foi porta para resgate de alguns sistemas antigos, por
outro foi, igualmente, porta para a intrusão de pensamentos distorcidos na
maioria deles, e o Ásatru foi uma de suas vítimas.

Muita informação distorcido veio a crescer junto com materiais de resgate que
estavam realmente alinhados com o máximo de proximidade da tradição dos
povos germânicos, e muito do que hoje conhecemos como distorção
universitária, se entremeou nesse material.

Tempos depois, com o advento da internet, no início dos anos 2000, pessoas no
Brasil com facilidade de acesso a língua inglesa, efetuaram contato com
pessoas fora do país, visando trazer conhecimento, e, mais precisamente,
vínculos concretos com associações mais antigas de prática de Ásatru, as quais
localizadas nos países de origem ou em países de língua inglesa e alemã.

É bom notar quanto a isso que, a história do cunhar do termo Ásatru se iniciou
com a Ásatrúarfélagið, a qual foi fundada em 1972 por Sveinbjörn Beinteinsson,
e que no ano seguinte a Odinic Rite foi fundada na Inglaterra, com base no
trabalho de Alexander Rud Mills e nos esforços de Elsie Christensen, a chamada
“Mother Folk”, que fundou a Odinist Fellowship em 1970.

No início dos anos 2000, já havia ocorrido a coisa de dez anos a quebra da
associação Viking Brotherhood, gerando o “The Troth” e, na sequência, em
meados de 1994, a “Asatru Folk Assembly“, e desta forma, veio a ocorrer a
primeira forma de falha desencadeada pela atividade universalista, dentro dos
movimentos pretendentes a ser Ásatruár, no Brasil.

Movidos pela política de propaganda torpe e pela distorção existente em larga


escala dentro dos movimentos “New Age”, a maioria esmagadora das pessoas
no Brasil, salvo algumas exceções que não puderam lograr êxito em contatar
outras vertentes , acabaram por se associar com os grupos universalistas
existentes no exterior, e a preconizar os conceitos relativistas destes grupos
como verdades, para quem quisesse ouvir, e para quem inadvertidamente
viesse a tomar contato com essa balbúrdia evangélica nórdica, literalmente um
movimento drogas, paz e amor com hippies usando capacetes com chifres.

Obviamente uma crescente quantidade de críticas as muitas falhas de


apontamentos e atitudes causadas por este tipo de iniquidade veio a ser
publicamente conhecida, e isso gerou a necessidade dos universalistas se
travestirem com outros termos para poderem se dissociar daqueles
universalistas que pensam como eles próprios, e agem como eles próprios, mas
que são mais abertamente escandalosos que eles.

Assim ocorreu uma cisão que frutificou um terceiro grupo, e disso em meados
do ano de 2003 nasceram os grupos que afirmam a si próprios como tribalistas,
se baseando no conceito de “adoção”, que era praticado entre os povos
germânicos, um conceito que dita que, para evitar guerra você toma um dos
filhos do chefe de uma tribo rival de uma mesma área geográfica, e faz um
membro de sua tribo, como um refém, e faz do filho do chefe de sua tribo, refém
deles.

Disso frutificou insidiosamente a aceitação de Thursar em meio a diversos


grupos de proponentes a prática de Ásatru, alegando que o deus das trapaças
foi aceito como membro da tribo dos Aesir, e por causa disso, todos os
conceitos eram relativos em relação ao Ásatru em si mesmo.

Esqueceram-se disso aqueles que advogaram e advogam pelos Thursar, que


esse disto deus das trapaças causou a morte de Balder, e gerou os filhos que
matarão e serão mortos por alguns dos maiores deuses da tradição Ásatruár.

E assim, no Brasil, virou um tabu ser tradicionalista em meio ao Ásatru, virou


um legítimo estigma de extirpação social afirmar-se com propenso aos valores
conservadores presentes no Germania de Tácito, nas Sagas e na Edda, e em
verdade, no Brasil, uma grande quantidade de proponentes a ser Ásatruár, nada
mais são do que praticantes de Magia do Caos, Rokkatruár, Thursatruár ou
Wiccatruár, mesmo que em sua extrema ignorância não o saibam, por terem
sido influenciadas ao erro por pessoas que carecem de hombridade, ou por
pessoas que são mais incultas ainda.

Agora, há a possibilidade de se atuar em conformidade com a tradição


propriamente dita, indo em direção aos conceitos puros e naturalmente
vinculados ao substrato dos povos germânicos, em conformidade com as
pesquisas da Norroena Society e com as diretrizes de grupos sérios, presando
pela ética, pela moral e embasada nas Nove Nobres Virtudes.

Agora, há uma proposta real que visa o vínculo com os grupos sérios,
tradicionalistas vinculados ao conceito folkish, isentos de todas as formas de
publicidade distorcida e deturpada geradas por pessoas depravadas e de
péssima índole, que se comportam como eternos adolescentes, sempre
ansiosos por viverem destituídos de responsabilidades.

Agora, há quem esteja pronto para caminhar adequadamente, em consonância


com o Örlog, visando o bem real dos Ásatruár e não a ganância, a perversão de
seguidores ou a adulteração de textos antigos com vistas a ter razão a qualquer
preço.
Com esta proposta, com este marco em solo Brasileiro, é lançado o início do
Ásatru de Fato, objetivando o bem, os Gödin, o bem estar dos Ásatruár e o
respeito pelos costumes e tradições, acenando para os esforços sólidos de
organizações realmente dignas ligadas ao forn sed, como é o caso da Asatru
Folk Assembly, a qual cresceu em nível mundial, dado os resultados que vem
demonstrando no decorrer do tempo, marca inalienável de seu bom Örlog.

Essa proposta, esse caminho, é a proposta da “Ásatruár Folk Society”!