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Professora: Denise de Freitas Silva

Fluídos mecânicos

 O objetivo é estudar o comportamento


físico dos fluidos e das leis que regem
este comportamento
Aplicações
• Ação de fluidos sobre superfícies submersas. Ex.: barragens.

• Equilíbrio de corpos flutuantes. Ex.: embarcações.

• Estudos de lubrificação.

• Cálculo de instalações hidráulicas. Ex.: instalação de

recalque.

• Cálculo de máquinas hidráulicas. Ex.: bombas e turbinas.

• Instalações de vapor. Ex.: caldeiras.


Definição

 Os materiais encontrados na natureza são:

• Sólidos e

• Fluídos
Definição

• Sólidos : tem forma própria , e quando submetido


à uma força tangencial constante deforma
angularmente até alcançar uma nova posição.
Definição Fluido
 É uma substância que tem a
capacidade de escoar.

 Fluido também pode ser definido como


uma matéria que se deforma
continuamente sob a ação de uma
tensão de cisalhamento
 Os fluidos podem ser líquidos ou gases
Massa específica
- Esta grandeza é característica específica de cada

substância, é conhecida também pelo nome de


densidade absoluta ρ (rô). É definida pela
relação entre a massa e o volume da substância
considerada.
Massa específica

 No SI (Sistema Internacional de Unidade), a massa é


dada em quilogramas e o volume em m3, portanto a
massa específica é expressa em kg/m3.
Densidade absoluta
Tabela1 - Valores típicos de densidade absoluta (massa
específica) à temperatura ambiente (condições
normais)
Exemplo 1

A Figura 1 representa um bloco homogêneo de


ferro. Sabemos que sua massa (m) é igual a 20.000 kg.
Qual a massa específica?

Figura 1 – Bloco Homogêneo


Exemplo 2

 Dado um paralelepípedo de chumbo e outro de


isopor cada um com uma massa de 2 kg, sendo a
massa específica do isopor vale 150 kg/m3 e a do
chumbo 12.500 kg/m3.
- calcular:
 volume necessário de isopor e chumbo, para se
ter 2 kg de cada substância.
Exemplo 2

 Constatamos que, realmente, o volume de isopor é


bem mais elevado do que o de chumbo.

 De maneira geral, quando dizemos que um corpo tem


massa específica elevada ( chumbo), isto significa
que ele contém uma grande massa em um volume
pequeno. Podemos dizer que o corpo é muito denso.
Exemplo 3

A massa específica do álcool é ρ = 0,87 g/cm3. Em um


tanque (Figura 2), com capacidade para 12.000 litros
qual a massa do álcool correspondente?

Figura 2 – Tanque de álcool


Peso específico
 É a razão entre o peso “P” e o volume “V” do corpo
constituído da substância analisada. Designaremos,
simbolicamente, o peso específico pela letra grega γ
(gama).

A unidade de peso
P específico, no SI, é N/m3
Peso específico
 Exemplo 4

Um tubo metálico tem de 10 kg de massa e um


volume tubular de 0,0008 metros cúbicos. Calcular seu
peso específico.
Densidade relativa
 Definiremos, agora, uma terceira grandeza física
denominada densidade relativa.

 A densidade relativa é definida como a relação entre


as massas específicas de suas substâncias.
Densidade relativa
 Em geral, usa-se a água como substância de referência,
de modo que podemos expressar a equação da seguinte
maneira:

 A densidade relativa é uma grandeza adimensional,


e, portanto, o seu valor é o mesmo para qualquer
sistema de unidades.
Lei de Newton da viscosidade
Seja uma força F aplicada sobre uma
superfície de área A, essa força pode ser
decomposta em dois efeitos, uma força
perpendicular (normal) e outra tangente a
superfície.
Lei de Newton da viscosidade
 Tensões de cisalhamento; define-se pelo
quociente entre o modulo da força tangencial e a
área

𝐹𝑡
𝜏=
𝐴
Onde
𝜏 = tensão cisalhamento (N/m2)
𝐹𝑡 = força tangencial (N)
A = área da superfície que sofre a força F
Lei de Newton da viscosidade
 Tensões de cisalhamento; experiência entre duas
placas
Analisando o fluido junto à placa superior este possui
velocidade v0 e o fluido junto à placa inferior possui
velocidade nula, pois esta é fixa. Os pontos de um fluido
em contato com uma superfície fixa, aderem à superfície.
Lei de Newton da viscosidade
 Tensões de cisalhamento

Desta forma, tem-se que o elemento fluido quando


submetido à tensão de cisalhamento (𝜏) sofre uma
taxa de deformação

Assim, a tensão de cisalhamento é proporcional


à taxa de deformação do fluido, ou seja,
Lei de Newton da viscosidade

 Introduzindo a constante de proporcionalidade tem-


se:

 sendo µ o coeficiente de viscosidade absoluta ou


viscosidade dinâmica

 A grandeza µ é propriedade de cada fluido e de suas


condições, como a pressão e a temperatura.
viscosidade dinâmica
- É a propriedade que permite equilibrar as forças externas
com as forças internas, mantendo a velocidade v0
constante.

- É a propriedade física que caracteriza a resistência de um


fluido ao escoamento, a uma dada temperatura.

- É a propriedade associada à resistência que o fluido oferece


a deformação por cisalhamento.

- a viscosidade corresponde ao atrito interno


nos fluidos.
viscosidade dinâmica
Unidades de Viscosidade
 Para a viscosidade dinâmica (µ ) de acordo com o
sistema de medidas adotado, as unidades podem ser
expressas em: [N.s m-2] S.I.

 Frequentemente a viscosidade é expressa em poise


(dina . s . cm-2) em homenagem a Poiseuille .
1cpoise = 0,01 poise
viscosidade cinemática

 É muito comum na engenharia, trabalhar com o


conceito de viscosidade cinemática (ν) que é
definida como sendo a relação entre o coeficiente
viscosidade dinâmica e a massa específica:
viscosidade cinemática
Unidades de Viscosidade cinemática (ν) :
[m2 s-1]

 Frequentemente a viscosidade cinemática é expressa


em stokes (cm2 s-1) em homenagem a Stokes.
1centstoke = 0,01 St
Exemplo 5
 Um pistão de peso (P= 5N) cai dentro de um cilindro
com uma velocidade constante de 3 m s-1. O diâmetro
do cilindro é 10,1 cm e do pistão é 10 cm e o
comprimento (L) é de 6 cm. Determinar a viscosidade
dinâmica do lubrificante colocado na folga entre o
pistão e o cilindro.
Exemplo 6
 Uma placa quadrada de 2,0 m de lado e 30 N de peso
desliza sobre um plano inclinado de 30º sob uma
película de óleo. A velocidade da placa é de 4 m s-1
constante. Qual é a viscosidade dinâmica do óleo se a
espessura da película é 3 mm?
Exemplo 7
 Calcular o gradiente de velocidade para y= 0; 5 e 10 cm
 A Figura abaixo indica o diagrama de velocidades,
(V=a.y2+b.y+c), a velocidade máxima se encontra a y =
10cm.
 Adotar μ = 400 centipoises.
Classificação dos Fluídos
Classificação dos Fluídos
 Os fluidos considerados Newtonianos são aqueles
que possuem a tensão de cisalhamento diretamente
proporcional à taxa de deformação e a viscosidade é
constante para uma data temperatura .

 Como exemplo, podemos citar: água, óleo, ar.


Classificação dos Fluídos
 1º) Não-newtonianos independente do tempo -
Existem três grupos de fluidos que obedecem esse
comportamento.

 Os pseudoplásticos cuja viscosidade decresce com o


aumento da tensão de cisalhamento, para uma data
temperatura. Exemplo: polpa de frutas, caldos de
fermentação, melaços de cana, cremes faciais.
Classificação dos Fluídos
 Os plásticos que exigem uma tensão de cisalhamento
mínima para iniciar o escoamento. Exemplos:lamas de
perfuração de poços de petróleo, gorduras, massa de
batom, sorvetes industrializados.

 Os dilatantes cuja viscosidade aparente aumenta


com o aumento da tensão de cisalhamento. Exemplos:
soluções de amido de milho, soluções de farinha de
milho e açúcar.
Classificação dos Fluídos
 2º) Não-newtoniano dependente do tempo – Nesse
grupo, os fluidos apresentam uma mudança na viscosidade
em função do tempo sob condições constantes de taxa de
cisalhamento.
A viscosidade aparente diminui com o tempo de
aplicação da tensão de cisalhamento voltando a aumentar
quando esta cessa. Como exemplo tem-se: suspensões
concentradas, emulsões, soluções protéicas, petróleo cru,
tintas, ketchup.
Viscosímetros
 Viscosímetro é um instrumento de laboratório
utilizado para medir a viscosidade de fluídos

“a capacidade que ele tem de se movimentar, a sua


resistência no momento”.

 São divididos em dois grupos: primários e secundários.


Viscosímetros

 Viscosímetros primários
 Determinam a viscosidade através da medição direta da

tensão e da taxa de deformação da amostra do fluido.


Viscosímetros
 Viscosímetro rotacional
A Figura abaixo apresenta dois modelos de
viscosímetros rotacional, muito utilizados pela
facilidade de manuseio.
Viscosímetros
 Viscosímetros secundários

Para esse grupo, os viscosímetros inferem a razão


entre a tensão aplicada e a taxa de deformação por
meios indiretos, isto é, sem medir a tensão e
deformação diretamente.
Viscosímetros
 Exemplos:
 o viscosímetro capilar, a viscosidade é determinada

através da medida do gradiente de pressão de um


escoamento laminar em um tubo.
Viscosímetros
 os viscosímetros de Saybolt, está baseado no tempo
de passagem de um determinado volume do fluido
através de tubos capilares em uma temperatura que
varia entre 5ºC e 250°C.
Viscosímetros
 Viscosímetro de esfera (Stokes):

É constituído de um tubo de vidro, cheio de um


determinado líquido que desejamos estudar a viscosidade.
E a viscosidade é medida pelo tempo de queda de uma
esfera em um meio fluido.
Viscosímetros
 Viscosímetro de esfera (Stokes):

 Nesse tubo deixa-se cair uma esfera, medindo o tempo

para ela percorrer uma distância conhecida dentro do


tubo, obtendo assim a velocidade de queda da esfera.
Lei Stokes
 A esfera durante a descida estará submetida às seguintes
forças

 A força de resistência aplicada pelo fluido ao movimento


da esfera Fvisc,
 a força de empuxo E e
 a força peso da esfera P
Lei Stokes
 quando a esfera se move através de um fluido em
repouso, ela está sujeita à ação de uma força resistente
que pode ser determinada através da expressão:

onde:
FR = Força resistente;
µ = Viscosidade dinâmica ou absoluta do fluido;
R = Raio da esfera;
v = velocidade da esfera em relação ao fluido
Lei Stokes
 𝑬=𝝆𝒈∀

 Sendo:
ρ = massa específica;
g = aceleração da gravidade;
4 3
∀ = volume da esfera = 𝜋𝑅 ;
3
Lei Stokes
 Ao aplicar a condição de equilíbrio dinâmico (2ª Lei
de Newton), temos:
Lei Stokes
 Aplicação da Lei de Stokes :

 A lei de Stokes pode ser utilizada em diversas


situações na engenharia como:
 cálculo de sistemas particulados como ciclones, em

linhas de sistemas hidráulicos e pneumáticos,


 determinação do tamanho de partículas para sistemas

de tratamento de água e esgoto,


 determinação da viscosidade de fluidos e outros.
Lei Stokes
 Experiência

 Objetivo do Experimento:
 Determinar a viscosidade absoluta “μ” de um fluido a
partir da velocidade de descida de uma esfera neste
fluido, contido num tubo de vidro vertical.
Lei Stokes
 Procedimento Experimental:
 Medir a massa da esfera na balança e anotar na tabela
do experimento;
 Medir o diâmetro da esfera e anotar;
 Marcar no tubo do Viscosímetro, com uma régua, uma
distância que será percorrida pela esfera;
 Determinar, com o uso do cronômetro, o tempo de
descida da esfera
 Repetir a medida do tempo para outras 2 esferas;
 Repetir o experimento para os outros 2 fluidos.
Medição, incerteza de medição e
desvios
Medição é o conjunto de operações cujo objetivo é
determinar o valor de uma grandeza física.

Todo resultado de uma medição apresenta erros, então


pode-se se dizer que o valor obtido em uma medição estará
sempre associado a uma incerteza inerente ao processo
utilizado.

A palavra incerteza significa dúvida.


Medição, incerteza de medição e
desvios
Incerteza de medição é o, Parâmetro associado ao
resultado de uma medição, que caracteriza a dispersão dos
valores que podem ser fundamentadamente atribuídos a um
mensurando.

A incerteza de medição compreende, em geral,


muitos componentes. Alguns destes componentes podem
ser estimados com base na distribuição estatística dos
resultados das séries de medições e podem ser
caracterizados por desvios padrões experimentais.
Medição, incerteza de medição e
desvios

 Para a apresentação e análise dos resultados obtidos no


experimento da aula prática, onde serão determinados os
valores da viscosidade de três fluidos aplicando a lei de
Stokes, a dispersão que caracteriza a incerteza desses
resultados será dada através dos cálculos dos desvios.
Medição, incerteza de medição e
desvios
 Medida de uma grandeza ou valor mais provável da
medida- M:
É a média aritmética dos valores das medidas obtidas
no processo de medição.

Sendo:
M = o valor mais provável da medida; m1, m2, m3,...,mn as
medidas de uma grandeza; e
n = o numero de medidas
Medição, incerteza de medição e
desvios

 Desvio absoluto - DA: É a diferença positiva ou negativa de


cada uma das medidas e relação à média,

DA = medida – média

 Desvio relativo – DR: É dado pela relação entre o desvio


absoluto e a média
Medição, incerteza de medição e
desvios

 Desvio absoluto - DA: É a diferença positiva ou negativa de


cada uma das medidas e relação à média,

DA = medida – média

 Desvio relativo – DR: É dado pela relação entre o desvio


absoluto e a média
Medição, incerteza de medição e
desvios
 Desvio percentual – DP: É o valor do desvio relativo em
termos percentuais

 Desvio médio absoluto – DMA: É dado pela média


aritmética dos desvios absolutos

 Sendo, DA1, DA2, DA3 e DAn os valores dos desvios


absolutos de cada medida e n o número de medidas
RELATÓRIO A APRESENTAR:
 Introdução

 Objetivo

Descrever sucintamente os objetivos pretendidos na


experiência proposta.

 Materiais e Métodos

Apresentar os conceitos teóricos relativos aos objetivos


apresentados.

Descrever a Lei de Stokes e sua aplicação no experimento.


RELATÓRIO A APRESENTAR:

 Material e Métodos
 Procedimento experimental
Descrever o processo utilizado para determinação da
viscosidade dos fluidos.
 Equipamentos
Apresentar um esquema da montagens identificando e
especificando os instrumentos utilizados.
 Dados obtidos
· Apresentar as fórmulas envolvidas nos cálculos.
· Apresentar as folhas de teste preenchidas.
RELATÓRIO A APRESENTAR:

 Resultados e Discussão

· Fazer uma análise dos dados obtidos, procedimentos de


utilização dos dados, desvios, exatidão dos resultados e
possíveis causas de erro.

· Fazer uma comparação entre os resultados obtidos no


teste com os dados obtidos na fonte de consulta.
RELATÓRIO A APRESENTAR:
 Conclusão
Fazer um comentário claro e ordenado sobre as
conclusões tiradas dos resultados do trabalho.
 Bibliografia:
Relacionar as referências consultadas para a elaboração do
relatório. A elaboração deve obedecer à recomendação da
ABNT. (consultar site:
http://www.pucminas.br/documentos/normalizacao_mo
nografias.pdf )
Folha de Teste:

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