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SUMÁRIO

1. Conceitos iniciais de Direito Administrativo (AMOSTRA)


2. Regime jurídico administrativo (princípios)
3. Organização da Administração Pública
4. Atos administrativos
5. Poderes Administrativos
6. Controle da Administração Pública
7. Serviços Públicos (AMOSTRA)
8. Responsabilidade civil do Estado
9. Conceitos gerais de Agentes Públicos
10. Conceitos gerais de licitação
11. Lei de Improbidade Administrativa
12. Lei do Processo Administrativo

+Bônus: Lei 8.112/1990 em Mapas

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Mais detalhes

 12 capítulos de resumo com mapas e tabelas.


 (FONTES: Baltar e Torres-Juspodium (2016) / Mateus Carvalho -Juspodium(2017)/
Anotações das aulas Fernanda Marilena + bizus de questões)
 FOCO: CESPE E FCC.
 + ou – 100/120 páginas (material em construção)
 PREVISÃO DE FINALIZAÇÃO: 03/12/2018
 Atualizações do Material garantidas até 05/2019.

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DIREITO ADMINISTRATIVO SR2.RESUMO@GMAIL.COM / @SHEYLA.R2


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CONCEITOS INICIAIS DE DIREITO
ADMINISTRATIVO

ESTADO

O Estado é a instituição organizada social, jurídica e politicamente com


personalidade jurídica (possuidora de direitos e obrigações) e poder soberano. Já o
Estado de Direito significa o Estado juridicamente organizado e obediente às próprias
leis.

ELEMENTOS DO ESTADO

O Estado é formado por 3 os elementos indissociáveis e indispensáveis do


Estado:

POVO

ESTADO TERRITÓRIO

GOVERNO

 Povo é o componente humano. É diferente do conceito de População (que é um


conceito estatístico);
 Território geográfico: componente material, espacial ou físico.
 Governo soberano: independência e supremacia

TIPOS DE ESTADO

Estado Unitário
• Centralização Política
Estado Federado
• Descentralização Política;
• Autonomia: autoadministração, autogoverno e auto-organização BRASIL

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ORGANIZAÇÃO DO ESTADO BRASILEIRO

FORMAS DE Estado unitário Comando único e central.


ESTADO Federação Entes políticos com parcela de autonomia.
FORMAS DE Monarquia Monarca e sucessão hereditária
GOVERNO República Representante do povo.
SISTEMAS DE Parlamentarismo Parlamento escolhe 1° ministro (mandato sem prazo)
GOVERNO Presidencialismo Povo escolhe presidente (mandato com tempo certo)

Não confundir, no Brasil é assim:


Decore,
 Forma de Estado: Federação; (o Estado fede!) pois cai
 Forma de Governo: República; (Fo Go na República) muito!
 Sistema de Governo: Presidencialismo; (Sigo o presidente)
 Regime Político: Democracia. (Regime é coisa do demo)

FUNÇÕES DO ESTADO

LEGISLATIVA

FUNÇÕES DO
JURISDICIONAL
ESTADO
POLÍTICA

EXECUTIVA

ADMINISTRATIVA

 Função Política
Está relacionada à superior gestão de política estatal, ou também chamada de
função de governo. Por exemplo, declarar guerra, vetar uma lei faz parte das
atribuições da função política. (Quando a questão falar em Administração
Pública em sentindo amplo, está incluindo a função política)

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 Função Administrativa
Está relacionada à execução de normas para atender o interesse público,
submetido a um regime próprio. Imediata e concreta. A Administração não
pratica atos de governo; pratica tão-somente, atos de execução [Helly Lopes
Meirelles]. É a Administração Pública em sentido estrito.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
SENTIDO AMPLO SENTIDO ESTRITO
Refere-se à função administrativa + Refere-se apenas à função
Função política. administrativa. É o objeto de estudo
do Direito Administrativo.

Funções Típicas X Funções Atípicas

As funções típicas são aquelas exercidas no âmbito por cada poder. Por exemplo,
a função jurisdicional é tipicamente uma função do Poder judiciário. Porém algumas
hipóteses constitucionais permitem que o Poder Legislativo, por exemplo, possa exercer
essa função, no entanto, ela será um função atípica para o Poder Legislativo. Assim como
também é atípica a função de quando o Poder Executivo trata de algum tema via
medidas provisórias. Atenção: as funções atípicas só podem ser estabelecidas através
da Constituição Federal.

Os conceitos de governo e administração não se equiparam; o primeiro refere-se a uma


atividade essencialmente política, ao passo que o segundo, a uma atividade
eminentemente técnica. (ASSERTIVA CESPE- correta)

FUNÇÃO ADMINISTRATIVA

ATIVIDADES ADMINISTRATIVAS

a) Serviços públicos- utilidade e comodidade aos administrados.


b) Poder de polícia- contém ou restringe liberdades.
c) Fomento- estímulo à iniciativa privada.
d) Intervenção- atuação na regulamentação da atividade econômica. Na ótica do
direito público.

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F Fomento
I Intervenção
P Poder de polícia MACETE
S Serviços
Públicos

SENTIDOS DA ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

a) Sentido objetivo, material ou funcional (administração pública): O que a AP faz?


Consiste na natureza da atividade (as quatros atividades previstas lá em cima.).

b) Sentido subjetivo, formal ou orgânico (Administração Pública): Quem é a AP?


Conjunto de órgãos e agentes.

*O CESPE não considera que as pessoas físicas que espontaneamente em caso de


calamidade como integrantes da Administração Pública em sentido subjetivo.

 Administração Pública Extroversa (finalística)


Relação estabelecida entre a Administração Pública com os administrados. Ligada ao
Sentido objetivo da Administração Pública.

 Administração Pública introversa (instrumental)


Relação de um ente público com outro ente público. Serve como meio para a Adm.
Pública finalística.

**Embora a atuação estatal seja pautada pelas regras de direito público, o Estado
também pode figurar em relações jurídicas regidas predominantemente (jamais
exclusivamente) pelo direito privado.

Direito administrativo abarca um conjunto de normas jurídicas de direito público que


disciplina as atividades administrativas necessárias à realização dos direitos
fundamentais da coletividade. (CESPE)

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DIREITO ADMINISTRATIVO

Direito Administrativo é um ramo do direito proximamente relacionado ao direito


constitucional e possui interfaces com os direitos processual, penal, tributário, do
trabalho, civil e empresarial. (Assertiva correta- CESPE)

O Direito Administrativo é o ramo do Direito Público Interno. Não se confunde


com o conceito de ordem pública, pois esse é mais amplo.

FONTES DO DIREITO ADMINISTRATIVO

BIZUS:
* Fontes inorganizadas: Costumes e praxes.
**Doutrina: universalização.
***Jurisprudência: nacionalização.

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TEORIAS DO DIREITO ADMINISTRATIVO

a) Legalista (exegética) – com base apenas em Leis.


b) Poder executivo- Só Poder executivo.
c) Serviço público- Não abrange fomento, nem poder de polícia.
d) Relações jurídicas- Administração e suas leis. Ignora as demais.
e) Teleológico(Finalístico)- Leis e princípios (insuficiente).
f) Residual(Negativo)- Pertence à adm. tudo que não pertence aos demais direitos.
g) Critério da Adm. Pública- Segundo Helly Lopes, é o ramo do direito que envolve as
normas jurídicas disciplinadores da Administração Pública.

SISTEMAS ADMINISTRATIVOS

a) Contencioso Administrativo (Sistema francês)


Restringe o controle do ato administrativo pelo Poder Judiciário. O nosso direito
Administrativo é não contencioso.

b) Sistema Judiciário (Sistema inglês ou jurisdição única)


O controle de todos os atos administrativos pode ser feito pelo Poder Judiciário.
Atenção: Esse é o sistema adotado no Brasil.

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SERVIÇOS PÚBLICOS

CONCEITO

É a atividade exercida pelo Estado ou por delegados sob regime total ou parcial
de direito público, visando a satisfação das necessidades essenciais e secundárias da
coletividade.

ELEMENTOS
MATERIAL
SUBJETIVO
FORMAL

Segundo Mateus Carvalho (2017), para que uma atividade se enquadre na


categoria de serviço público vai depender da soma desses 3 elementos:
a) Material: o serviço público se materializa na prestação da utilidade
b) Subjetivo: o titular do serviço é o Poder Público. O delegado é o titular da
prestação do serviço público.
c) Formal: submete-se ao regime público, total ou parcial.

PRINCÍPIOS DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

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1) GENERALIDADE/ UNIVERSALIDADE:
Pode ser cobrando com alguns desses nomes ou “igualdade entre os usuários”.
Quer dizer que o serviço público deve ser oferecido com a maior amplitude possível e
sem discriminação.

2) CONTINUIDADE DOS SERVIÇOS PÚBLICOS / PRINCÍPIO DA PERMANÊNCIA:

O serviço público deve ser permanente. Não são considerados descontinuidades


a interrupção em situação de emergência ou após aviso prévio por:

a) Razões de ordem técnica ou segurança das instalações


b) Inadimplemento do usuário, considerado o interesse da coletividade.
STJ: ressalva: serviços públicos essenciais ou
indispensáveis à população
3) MODICIDADE:
Os serviços públicos não devem visar a obtenção de lucro. Deve-se cobrar a
menor tarifa possível.

4) ATUALIDADE/ADAPTABILIDADE:
Ligado à eficiência, à conservação e melhoria. Tem a ver com a modernização das
estruturas e tecnologias de prestação de serviços.

5) MUTABILIDADE DO REGIME:
Pode haver mudança no regime de execução do serviço público para atender o
interesse público.

6) CORTESIA
Tem a ver com o bom trato e educação com o usuário.

7) SUBMISSÃO AO CONTROLE
Defende o controle pela própria Administração pública quanto pela sociedade e
pelos poderes de acordo com as limitações constitucionais

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CLASSIFICAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

a) Classificação quanto à titularidade:


★ Serviços Próprios: O Estado tem a titularidade do serviço e a execução é feita de
forma direta por ele (através de seus agentes). Pode ser centralizado (realizado pelo
ente) ou desconcentrada (realizado por órgão).
★ Serviços Impróprios: Realizados de forma indireta. Serviços não exclusivos que
podem ser realizados por terceiros.

b) Classificação quanto aos usuários:

★ Individuais (uti singuli): mesurável para cada indivíduo que utiliza diretamente o
serviço. Custeados através de taxa (compulsória) ou tarifa (facultativa)
Ex: energia elétrica residencial.

★ Gerais (uti universi): usuários não determinados. Custeados através da arrecadação


de impostos
Ex: iluminação pública

c) Classificação quanto à exclusividade:

★Exclusivo: aquele que a administração pública pode delegar.


★Não-exclusivo: o Estado não precisa delegar aos particulares que podem exercer
independente de delegação pública.
Ex: saúde, educação, previdência social.

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d) Classificação quanto ao cunho:

★ Cunho social: Por exemplo, serviços de educação em cunho social.


★ Cunho comercial: Por exemplo, são serviços de ordem econômica os serviços
telefônicos e de internet.

e) Classificação quanto à delegabilidade:

★Delegáveis (pró-cidadão): O estado pode delegar a terceiros ou prestar diretamente.


Há serviços que devem ter delegação obrigatória tais como rádio e tv.

★ Indelegáveis (pró-comunidade): Só o Estado pode prestar.


Ex: serviços postal e correio aéreo nacional.

DELEGAÇÃO DOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Para entidades da
OUTORGA Adm. Indireta, por
lei
Descentr. por serviço
DESCENTRALIZAÇÃO

DELEGAÇÃO Para terceiros

Descentr. por colaboração

PROCURE VER COMO A SUA BANCA JÁ COBROU ISSO:

Segundo Mateus Carvalho, a doutrina majoritária defende que:

Na outorga há a transferência da titularidade e da execução do serviço público e só pode ser feita para
pessoa jurídica de direito público da administração indireta através de lei.
Já na delegação há apenas a transferência da execução do serviço para entidade da Administração
Pública indireta (de direito privado) por lei ou para terceiros através de contrato.

Segundo Baltar e Torres (2016), em ambos os casos há apenas a transferência da execução do serviço
tanto na outorga (delegação legal por lei) quanto na delegação negocial (via contrato ou ato)

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CONCESSÃO

 Deve possuir prazo determinado. Jamais prazo indeterminado;


 Só há concessões para Pessoa Jurídica ou Consórcios. Jamais para Pessoa Física;
 Só quem pode conceder são os entes políticos (União, Estados, DF e municípios)
ou seja, apenas eles são considerados poder concedente;
 A concessão é realizada via contrato através de licitação pública e em regra na
modalidade concorrência. Excepcionalmente pode ocorrer também através da
modalidade leilão caso o objeto de concessão seja “serviços desestatizados”.
 Natureza jurídica das concessões é de contrato administrativo.

TIPOS DE CONCESSÕES

PPP (parceria público-privada) é o contrato


administrativo de concessão, na modalidade
patrocinada ou administrativa. (lei 11.079/04)
Prazo: não menor que 5 anos, não maior que 35
anos.
Valor: Não menos que 20 milhões de reais.
Riscos: repartidos

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Mais detalhes no
capítulo 8

CARACTERÍSTICAS DAS CONCESSÕES COMUNS

REMUNERAÇÃO Paga pelo usuário


RISCOS Conta e risco do concessionário
RESPONSABILIDADE DO Objetiva (em regra)
CONCESSIONÁRIO
RESPONSABILIDADE DO Subsidiária
CONCEDENTE
SUBCONCESSÃO Pode se expressa no contrato e autorizada pelo
poder concedente.
LICITAÇÃO Regra: concorrência. Exceção: leilão (lei
9.497/97) que trata do programa nacional de
desestatização

EXTINÇÃO DO CONTRATO DE CONCESSÃO

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PERMISSÃO E AUTORIZAÇÃO

Segundo Baltar e Torres, a concessão e a permissão são forma negociais de


delegação de serviços públicos. Em relação à autorização, esse é um instrumento
unilateral de delegação (ato administrativo)
A permissão pode ser concedida à pessoa física ou pessoa jurídica via contrato
(precedido de licitação). É precário e pode ser revogado unilateralmente.
A autorização é ato administrativo precário e discricionário. Não Deve ser
precedido de licitação (veja mais detalhes no capítulo que trata de Atos Administrativos)

SÚMULAS RELACIONADAS AO TEMA

Súmula Vinculante 12
A cobrança de taxa de matrícula nas universidades públicas viola o disposto no art. 206,
IV, da Constituição Federal.
Súmula Vinculante 19
A taxa cobrada exclusivamente em razão dos serviços públicos de coleta, remoção e
tratamento ou destinação de lixo ou resíduos provenientes de imóveis não viola o
artigo 145, II, da Constituição Federal.
Súmula Vinculante 27
Compete à Justiça Estadual julgar causas entre consumidor e concessionária de serviço
público de telefonia, quando a ANATEL não seja litisconsorte passiva necessária,
assistente, nem opoente.
Súmula 545 (STF)
Preços de serviços públicos e taxas não se confundem, porque estas, diferentemente
daqueles, são compulsórias e têm sua cobrança condicionada à prévia autorização
orçamentária, em relação à lei que as instituiu.
Súmula 670 (STF)
O serviço de iluminação pública não pode ser remunerado mediante taxa.

Referências:

BALTAR, F.F; TORRES, R.C.L “Direito Administrativo”. Juspodium 6ª edição (2016)


CARVALHO, M. “Manual de Direito Administrativo”. Juspodium. 4ª edição (2017)
SITE STF: http://www.stf.jus.br/portal/jurisprudencia

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