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A autocura é quando você trabalha o organismo e contribui para que

as partes saudáveis do corpo auxiliem a sanar os problemas das


áreas que estão doentes. E o detox é a melhor forma de conseguir
esses benefícios.

Vamos começar a desvendar os segredos para a autocura por um


lugar com o qual você está bastante acostumado: a sua casa. Ou
mais especificamente, os alimentos que chegam nela.

O agrotóxico Glifosato, responsável por eliminar ervas daninhas


nas plantações, domina mais da metade do mercado mundial
de herbicidas e, segundo a consultoria Grand View Research,
movimentará U$S 8,5 bilhões em 2020.

Isto é, se você não é um consumidor de alimentos orgânicos, o


Glifosato, que já foi associado a riscos de câncer pela Agência
Ambiental dos Estados Unidos (EPA, na silgla e inglês), está grudado
nos produtos que estão indo para a sua geladeira.

No entanto, existe uma fórmula simples e caseira para tirar o


agrotóxico dos seus alimentos.

É a Fórmula 5211. Ela ganhou esse nome porque são 5 ml de Iodo a


2% para 1 litro d’água por 1 hora.

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Como aplicar a Fórmula 5211
Para fazer a fórmula 5211, siga este passo a passo:
• Para cada litro d’água, coloque 5 ml de Iodo a 2%, uma
substância que você pode adquirir em qualquer farmácia;
• Em uma vasilha com a solução, coloque as frutas e vegetais
que você consumirá;
• Tampe e deixe por uma hora em um ambiente escuro;
• Lave novamente os alimentos e eles estarão prontos para
consumo.

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Não são só os alimentos que chegam a sua casa que podem estar
contaminados. As embalagens de plásticos que conservam sua água
também podem ter substâncias ofensivas, como bisfenol A e fitalatos.

Os plásticos, especialmente os moles, contém muitos compostos


que são considerados xenoestrogênicos, ou seja, substâncias
estranhas ao organismo que funcionam como hormônios femininos e
são liberadas na água quando o plástico recebe calor.

Um estudo feito pelo centro de Controle e Prevenção de Doenças


dos EUA concluiu que mais de 90% dos americanos traziam essa
substância na urina.

Portanto, as recomendações são:

•  dê preferência às garrafas de vidro e;


•  evite garrafas d’água de plástico que vieram de outros estados.
Isso porque a probabilidade de ela ter sido transportada sob o
sol e ter liberado toxinas na água é maior.

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O vidro ou a cerâmica também devem ser os materiais das suas
panelas.

Não adianta investir no banquete e economizar no palito. Não adianta


investir em alimentos orgânicos, por exemplo, e cozinhar em panelas
de alumínio.

Segundo uma pesquisa realizada na Escola de Engenharia de São


Carlos (EESC), da USP, alimentos preparados em panelas de alumínio
e aço inox podem absorver metais durante o cozimento e afetar a
saúde humana.

“O metal causa inflamações, seu vapor afeta gravemente os pulmões


e há estudos que mostram uma concentração de alumínio no
cérebro de pessoas que morreram com mal de Alzheimer”, explica a
engenheira Elaine Cristina Bocalon, uma das autoras do estudo.

A pesquisa também constatou que essa transferência – que depende


do tipo de utensílio, da água corrente e de alguns alimentos – cresce
com uma maior quantidade de sal. Aumentando-se a salinidade, por
exemplo, de 10 para 50 gramas por 4 litros, a concentração de metais
na água subiu 25%.

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Siga estas dicas e evite a intoxicação

No que diz respeito à intoxicação, fique atento às seguintes dicas:

•  Nunca aqueça comida em plásticos no micro-ondas. Mesmo


que afirme que é próprio para utilizar no micro-ondas. Em vez
disso utilize suportes de vidro
•  Evite o Teflon e outros utensílios com propriedade
antiaderentes. Utensílios em aço são uma alternativa mais
barata, duradoura e saudável;
•  Compre a água e outras bebidas engarrafadas em vidro ao
invés de plástico;
•  Evite o consumo de alimentos enlatados;
•  Não beba líquidos em copos ou canecas de plástico;
•  Cuidado com a cerveja e o refrigerante em lata por conta da
embalagem plástica.

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Agora vamos discutir o porquê você deve tirar o refrigerante de
vez da sua casa e como isso vai fazer uma grande diferença na sua
saúde.

E não é só por conta do excesso de açúcar. Um dos grandes


problemas do refrigerante está no seu pH.

O pH é uma escala logarítmica que indica a acidez, neutralidade ou


alcalinidade das substâncias. Os valores variam de 0 a 14 e funcionam
desta maneira: quanto menor o valor, mais ácido (pH de 0 a 6,9).

O pH do refrigerante é de 2,5, o que significa que ele é cem mil vezes


mais ácido que o sangue que é em torno de 7,4.

Além disso, segundo o Inca (Instituto Nacional do Câncer), grande


parte destas bebidas contêm a substância 4-MI (4-metil-imidazol),
classificada como possivelmente cancerígena pela Agência
Internacional para Pesquisa em Câncer, da Organização Mundial da
Saúde.

Em outra pesquisa recente, cientistas canadenses da Universidade


Laval descobriram que as mulheres que mantêm o hábito de beber
refrigerantes em torno de três vezes por semana têm mais chances
de desenvolver câncer de mama.

E ele ainda vai destruir seus ossos. Dentro do organismo, existem


duas principais células que garantem a boa formação óssea. São
elas:

a) Osteoblasto: responsável pela produção do osso.


b) Osteoclasto: responsável pela morte natural do osso.

A dinâmica das ambas são de extrema importância para a vida útil e


morte natural do tecido ósseo.

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A osteoclasto é estimulada pelo ambiente corporal ácido. E o
refrigerante, com seu pH é poderoso ativador desta partícula,
fomentando o aparecimento da osteoporose prematura.

Portanto, a recomendação é sempre evitar o consumo de qualquer


tipo de bebida colorida e açucarada.

Até o suco de caixinha que acreditamos ser menos pior que


refrigerante pode causar problema no organismo, por apresentar pH
em torno de 3 a 4.

Lembre-se: o ideal e o melhor para matar a sua sede é a água.


Porém, tome cuidado com as marcas que vendem o líquido abaixo
do pH requisitado pelo nosso sangue que é 7,4.

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Pensando no refrigerante, então devo evitar todas as substâncias
ácidas? Não é bem assim.

Quando você mede o pH do limão, é ácido, com valor em torno de 2


a 3 e cai no estômago como ácido.

Porém, devido à grande quantidade de minerais, quando ele é


absorvido pelo organismo, ele se torna alcalinizante – e, por incrível
que pareça, faz parte de uma dieta alcalina.

A dieta alcalina tem sido apontada como grande promissora no


tratamento de doenças crônicas, por exemplo, câncer.

Já foi comprovado pelo cientista Otto Heinrich Warburg, autor de “A


Causa Primária do Câncer” e ganhador de Prêmio Nobel de Medicina
em 1931, que uma das condições da instalação do câncer é o sangue
e consequentemente o tecido ácido.

E o limão contribui sobremaneira para a manutenção do pH do nosso


sangue que precisa estar com pH de 7,35 a 7,45.

Então, além de garantir a acidez do estômago, mantenha o seu


sangue alcalinizado com suco de limão e diminua o risco de ter uma
deficiência de vitamina C.

Assim, a recomendação é espremer um limão e um copo d’água


todas as manhãs, ainda em jejum para receber os nutrientes e
ainda proteger a acidez necessária para o bom funcionamento do
estômago.

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Alguns alimentos que fazem parte do dia a dia do brasileiro e
parecem inofensivos para alguns, como a batata frita, mandioca
frita e macaxeira frita, aipim, podem estar te colocando no alvo da
doença.

E não é somente a fritura que traz riscos à saúde.

Esses alimentos possuem um aminoácido chamado asparagina.


Associada à alta temperatura libera uma substância chamada
acrilamida.

A Agência de Normas Alimentares da Grã-Bretanha (FSA, na sigla


em inglês) alertou em comunicado de 2017 que estudos em animais
apontaram que, em quantidades elevadas, a acrilamida pode ser
tóxica para o DNA e levar ao surgimento de tumores.

Por isso, fique atento:

•  Toste, frite ou asse o alimento até que atinjam, no máximo,


uma cor dourada;
•  O ideal é evitar consumi-los quando estiverem com uma
coloração marrom.

A recomendação é que antes de fritar, você coloque a batata em um


recipiente com três medidas de água para uma de vinagre, por 15
minutos. Essa receita simples pode reduzir em até 75% a formação
de acrilamida.

Além de reduzir as frituras e minimizar ao máximo a ingestão destas


substâncias, outra forma importante para eliminar acrilamida e
seus derivados do corpo é estimular a desintoxicação por meio
da glutationa, aumentando os níveis de vitaminas do complexo B,
selênio e antioxidantes.

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A lei de Pfeiffer diz que para cada medicamento que beneficia um
paciente, há uma substância natural que produz o mesmo efeito.

Nesse sentido, nada melhor do que esse pensamento para introduzir


um tema que ainda é polêmico: o uso do sol para te proteger de
doenças, entre elas o câncer de pele.

Isso mesmo.

O discurso que você sempre ouve é para que se proteja do sol a todo
custo para evitar câncer de pele, certo?

Mas agora pense comigo:

Em 1900 – 75% das pessoas trabalhavam ao ar livre

Em 2010 – Esse número caiu para 10%

No entanto, em 1900 havia poucos registros de câncer de pele e hoje


em dia, é o câncer de maior incidência no Brasil e no mundo.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, no ano 2030,


existirá 27 milhões de casos novos de câncer, 17 milhões de mortes
pela doença e 75 milhões de pessoas vivendo com câncer.

Tudo indica que, privar-se do sol, não vai te proteger do câncer de


pele. O que você deve fazer é o uso inteligente dele: a helioterapia
para que você obtenha os níveis suficientes de vitamina D3.

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Exposição solar de maneira inteligente e terapêutica
Calcule o tempo necessário, nas condições particulares em que você
pega Sol, que leva para você conseguir uma cor levemente rosada
(conhecida como uma dose eritematosa mínima=1MED).

Depois, sem aplicar o protetor solar, exponha braços, pernas e


tronco (se possível) por, aproximadamente, 50% do tempo calculado.
O protetor solar absorve a radiação ultravioleta, a mesma que é
necessária para produzir vitamina D3. Então, se você usar um protetor
de fator 30, ele vai absorver aproximadamente 98% da radiação,
reduzindo a habilidade do seu organismo em produzir vitamina D3 de
95 a 98%.

Essa exposição, de 2 a 3 vezes por semana, seria suficiente para


produzir a quantidade de vitamina D3 que necessitamos para nos
manter saudáveis.

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Vitamina D3 por meio da alimentação
Além da exposição solar, é possível obter um pouco da vitamina D3
por meio da alimentação. Mas só um pouco.

Gema de ovo: 20 UI / gema

Leite: 100 UI / 200ml

Salmão selvagem: 600 UI / 100g

Cogumelos desidratados no Sol: 1600 UI / 100g

O sol, leitor, auxilia na produção de vitamina D3, um dos


componentes mais essenciais do seu corpo.

Essa vitamina é tão importante que pode ser uma das saídas para
as doenças crônicas e autoimunes, que são muito incidentes nas
pessoas com faixa de idade avançada.

O mais importante é: deixe para trás a ideia de que o sol é o nosso


inimigo! Ele nunca foi e nunca será um vilão, se soubermos utilizá-lo
com segurança.

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