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Primeira Avaliação de Direito Processual Civil V

Discente: ​Juliana Furlan de Carvalho


RA: 171224541
Turno: ​Diurno
Data limite para a entrega: 22/06/2019

1) CESPE (2018)

Se, em sentença transitada em julgado, for declarada inexistente a obrigação que ensejou a
execução, o exequente:

a) será advertido por praticar ato atentatório à dignidade da justiça.

b) será alvo de comunicação à OAB, a ser determinada pelo juiz.

c) ressarcirá o executado dos danos a este causados.

d) responderá por litigância de má-fé.

e) pagará multa por deslealdade processual.

RESPOSTA: C

2) FEPESE (2017)

Assinale a alternativa ​correta​ de acordo com o Código de Processo Civil.

a) A existência de título executivo extrajudicial não impede a parte de optar pelo processo
de conhecimento, a fim de obter título executivo judicial.

b|) Os títulos executivos extrajudiciais oriundos de país estrangeiro devem ser previamente
homologados pela autoridade judiciária brasileira para estarem aptos para serem
executados.

c) Após iniciado o procedimento executório, o exequente tem o direito de desistir apenas de


toda a execução, vedada a desistência parcial de apenas algumas medidas executivas.

d) Ainda que as partes e o juízo sejam os mesmos para fins de execução, o exequente não
poderá cumular várias execuções quando elas foram fundadas em títulos diferentes.

e) A certidão de dívida ativa da Fazenda Pública da União, dos Estados, do Distrito Federal
e dos Municípios equipara-se ao título executivo judicial para os fins correspondentes aos
créditos nela inscritos.

RESPOSTA: A
3) Instituto AOCP (2018)

Júlio manejou procedimento de execução contra Marco com base em título executivo
extrajudicial contendo obrigação de pagamento de quantia. Marco perdeu o prazo para
embargos à execução e deixou de realizar o cumprimento da obrigação a ele imputada.
Diante do exposto e de acordo com os ditames da legislação processual civil, assinale a
alternativa INCORRETA.

a) Caso Marco aliene seu patrimônio a fim de impossibilitar o pagamento da obrigação,


poderá incorrer em fraude à execução, o que poderá gerar a ineficácia da alienação em
relação ao exequente Júlio.

b) As atitudes de Marco que dificultem a realização de penhora poderão ser classificadas


como ato atentatório à dignidade da justiça, podendo acarretar em multa de até 20% (vinte
por cento).

c) Caso Marco aliene seu patrimônio a fim de impossibilitar o pagamento da obrigação,


poderá incorrer em fraude contra credores, o que poderá gerar a anulação da alienação
com efeitos erga omnes.

d) Caso Marco houvesse manejado embargos à execução e obtido sucesso nesse


procedimento com a declaração de inexistência da obrigação que deu ensejo à execução,
Júlio teria a obrigatoriedade de ressarcir eventuais danos causados pelo procedimento
executivo.

e) Tendo-se em vista que Marco não manejou embargos à execução, Júlio pode desistir de
toda a execução, independentemente da concordância de Marco.

RESPOSTA: C

4) CESPE (2018) adaptada

Julgue o item seguinte, relativo a atos processuais, mandado de segurança e processo de


execução.

Situação hipotética​: Maria é ré em uma execução de título extrajudicial. Nesses autos, um


apartamento foi penhorado. Para manter o bem, Maria, por meio de seu advogado,
requereu a substituição da penhora por fiança bancária no valor equivalente ao débito
executado acrescido de 30%. ​Assertiva​: Nessa situação, o pleito de Maria pode ser
indeferido pelo juiz, mesmo sem a intimação do exequente, por não terem sido cumpridos
todos os requisitos legais para a substituição perseguida.

A assertiva é verdadeira ou falsa? Justifique com base em dispositivo do CPC.


RESPOSTA: ​É​ ​falsa, pois de acordo com o artigo 835, § 2º, do CPC, para fins de
substituição da penhora, o dinheiro é equiparado à fiança bancária desde que em valor não
inferior ao do débito constante da inicial, acrescido de trinta por cento, aplicando-se,
portanto, ao caso em questão.

6)​ Maria celebrou contrato particular de compra e venda com José, mediante o qual
alienaria seu Celta 2004 pelo valor de R$ 7.000,00 ao comprador. Entretanto, haja vista que
Maria celebrou o contrato sem auxílio de advogado, a alienante não incluiu a assinatura de
nenhuma testemunha no contrato, de sorte que este somente contava com as assinaturas
das partes do contrato.

Passado o prazo avençado para o pagamento, José não realizou o pagamento, de sorte
que a dívida exigível restou inadimplida. Ante à inércia do devedor, Maria procura um
advogado para o ajuizamento de Ação de Execução por Quantia Certa.

Maria poderá ajuizar a ação executiva pretendida? Seu contrato de compra e venda
representa título executivo extrajudicial? Responda com fundamento no CPC.

RESPOSTA: ​O contrato não apresenta o requisito específico formal constante do artigo


784, inciso III, do CPC, que determina que que deve conter a assinatura do devedor e
também de duas testemunhas. Assim, considerando a inviabilidade de assinatura a
posteriori de duas testemunhas e considerando, ainda, exclusivamente as disposições do
CPC sobre a matéria, o ajuizamento de ação de execução por quantia certa por Maria não é
adequado, devendo optar pela ação de conhecimento, buscando obter, pois, título executivo
judicial. Porém, se possível, as testemunhas poderão assinar em momento anterior ao
ajuizamento da ação, visto que o Código não ​dispõe​ sobre prazo para tal ato. Nesse caso, a
ação pretendia por Maria seria de possível ajuizamento.

7)​ Quais os requisitos essenciais para que um título executivo extrajudicial possa instruir
uma ação de execução (São 3)? Fundamente com base no CPC.

RESPOSTA: ​Consoante ​dispõe​ artigo 784 do CPC, o título executivo extrajudicial apto a
instruir ação executiva deve conter três requisitos genéricos: certeza, liquidez e
exigibilidade. A certeza se refere à existência da obrigação/prestação, enquanto liquidez se
refere à definição daquilo que é devido e, por fim, exigibilidade, à possibilidade de exigir
imediatamente a obrigação, isto é, quando vencida ou, genericamente, quando não pende
termo, condição ou qualquer outra limitação.

8)​ Imagine que Carlos ajuizou ação executiva contra o devedor Pedro, porém este não fora
regularmente citado. Ao invés de continuar tentando citar o devedor, ainda que por outros
meios, Carlos decidiu requerer a penhora de um veículo cuja propriedade é sabidamente de
Pedro. O juiz da causa, por um lapso, ignorou que o executado não havia sido citado e
deferiu a penhora do imóvel.
Uma semana depois, o advogado de Pedro toma conhecimento do feito executivo que corre
contra seu cliente, bem como da penhora realizada sobre o veículo. O advogado pode
suscitar alguma nulidade do processo? Fundamente com base no CPC.

RESPOSTA: ​Poderá suscitar nulidade por ausência de citação, sua ausência implica em
flagrante violação de requisito essencial de validade do processo, de acordo com os artigos
238 e 239 do CPC; Poderá, também, suscitar a nulidade da execução por ausência de
citação com base no artigo 803, II, do CPC. E, por derradeiro, deve-se ressaltar a
inviabilidade de penhora sem prévia citação para pagamento, prevista no art. 829, do CPC.

9)​ José ajuizou Ação de Execução para Entrega de Coisa Certa contra Ricardo, pleiteando
a entrega de veículo alienado por força de contrato de compra e venda assinado por duas
testemunhas.

Expedido o mandado de citação, o Oficial de Justiça citou Ricardo para que entregasse o
bem no prazo de 15 dias. Entretanto, transcorrido tal prazo, o executado restou inerte. Deve
o Oficial de Justiça aguardar a expedição de novo mandado a fim de que possa proceder na
busca e apreensão do bem? Justifique com fundamento no CPC.

RESPOSTA: ​Não, visto que do mandado de citação já consta ordem de busca e apreensão
do bem, conforme art. 806, § 2º, do CPC, com menção à viabilidade do cumprimento
imediato caso não entregue a coisa no prazo estipulado.

10)​ Vitor, menor impúbere, ajuizou, representado por sua mãe, Ação de Execução de
Alimentos contra seu pai, Tales. Passado o prazo para pagamento sem que o executado
depositasse a quantia devida em juízo, Vitor requereu a penhora de 30% do salário de seu
genitor, porcentagem esta que seria deduzida mensalmente, a fim de satisfazer seu crédito.

Tales, indignado, se opôs à penhora, alegando a impenhorabilidade de seu salário. Tal


defesa se sustenta? Fundamente com base no CPC.

RESPOSTA: ​A defesa de Tales não se sustenta, uma vez que o CPC, em seu artigo 833,
caput disserta sobre bens impenhoráveis, no entanto, no § 2º, dita que os casos de
impenhorabilidade não se aplicam quando do pagamento de prestação alimentícia,
independentemente da origem.
Segunda​ ​Avaliação de Direito Processual Civil V

1)​ Quem são os ​legitimados ​(além do exequente)​ ​para requerer a ​adjudicação​ de um bem
no processo de Execução por quantia certa? Responda com fundamento no CPC.

O credor com garantia real; os credores quirografários concorrentes que hajam penhorado o
mesmo bem; o cônjuge, descendentes ou ascendentes do executado, consoante artigo 876,
§ 5º, do CPC.

2) ​Considere que, em meio a processo de Execução por quantia certa, o juiz tenha fixado
Leilão Judicial dos bens penhorados ​sem determinar o valor mínimo da arrematação.
Diante do silêncio do juiz, qual o mínimo legal (​em %​) para que o lance não seja
considerado preço vil? No caso de arrematação por valor ​inferior ​ao mínimo legal
supracitado, é possível sua anulação? Responda com fundamento no CPC.

De acordo com o parágrafo único do artigo 891 do CPC:


Art. 891. Não será aceito lance que ofereça preço vil.
Parágrafo único. Considera-se vil o preço inferior ao mínimo estipulado pelo juiz e constante
do edital, e, não tendo sido fixado preço mínimo, considera-se vil o preço inferior a
cinquenta por cento do valor da avaliação.
Sim, é possível sua anulação se a arrematação for por valor inferior ao mínimo legal e
encontra respaldo no seguinte artigo do CPC:
Art. 903.
§ 1º Ressalvadas outras situações previstas neste Código, a arrematação poderá, no
entanto, ser:
I - invalidada, quando realizada por preço vil ou com outro vício;