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PLANEJAMENTO ESTRATEGICO

“Planejamento estratégico é o esboço do futuro e a criação e


seleção de meios para atingi-lo, ACKOFF, 1996”. Muito se fala em
Planejamento estratégico, de modo geral, nas empresas. Ultimamente
com a mudança constante dos cenários econômicos no mundo, inclusive
no Brasil, surgem alguns fatores negativos sobre os quais devera se
concentrar a atenção dos administradores, governo, políticos, etc.. Então
o planejamento surge como forma de definir uma direção para resolver
esses fatores, com avaliação interna e elaboração de objetivos e metas.
O planejamento deve ser visto como um instrumento dinâmico de
gestão que contem decisões antecipadas sobre a linha de atuação a ser
seguida no comprimento de sua missão, seja ela qual for, tratando-se de
um instrumento mais flexível que o conhecido planejamento à longo
prazo.
E um planejamento que foi desenvolvido para o Brasil, com o
objetivo de aumentar a escala de investimentos públicos e privados em
infraestrutura, é o PIL – programa de investimento em logística, ele
promove a integração de rodoviárias, ferroviária, portos e aeroportos,
reduzindo custos e ampliando a capacidade de transporte, alem de
promover a eficiência e aumentar a competitividade do País.

PROGRAMA DE INVESTIMENTO EM LOGISTICA

O programa de investimento em logística – PIL é um programa do


governo federal, lançado em agosto de 2012, que visa aumentar a
malha rodoviária e ferroviária de forma a adequa-la as grandezas
geográficas brasileiras, trazendo uma logística mais eficiente e maior
modicidade tarifaria. O programa da continuidade ao processo de
modernização da infraestrutura de transportes do país e também atua na
retomada do crescimento da economia.
A nova etapa do Programa de investimento em logística do ano
de 2015 vai criar uma infraestrutura de transportes mais integrada e
moderna. Concessões de rodoviárias, ferroviárias, portos e aeroportos
vão interligar os principais polos de produção e exportação do país, para
escoar equipamentos, alimentos e matérias-primas com mais agilidade,
menores custos e mais competitividade,
Em parceria com a iniciativa privada, mais de R$ 198 Bilhões
serão investidos em 7 Mil quilômetros de estradas, 7,5 Mil quilômetros
de ferrovias, novos arrendamentos de portos e quatro novos aeroportos
(Porto alegre, Salvador, Florianópolis e Fortaleza), que vão gerar
milhares de novos empregos e desenvolvimento para o país. Neste
contexto, estão previstos R$ 198,4 Bilhões em investimento, sendo R$
69,2 Bi entre 2015-2018 e R$ 192,2 Bi a partir de 2019.
A proposta da segunda etapa do PIL propõe que investir em
novas concessões é o caminho mais eficiente para melhorar a qualidade
dos serviços prestados a população, reduzir custos e fazer com que os
produtos brasileiros se tornem mais baratos e competitivos.
Na região nordeste do país, será investido cerca de 9 Bi com o
PIL, dentre eles estão envolvidos investimentos em:
 Aeroportos:
O aeroporto de Salvador, o mais movimentado da região
Nordeste, terá o maior investimento entre os novos terminais que serão
concedidos pelo governo à iniciativa privada.
 Rodovias e
 Portos.

NORDESTE

Caracterização Geral do nordeste

A população estimada do Nordeste para 2014 era de 54,08


milhões de pessoas, de acordo com a estimativa de IBGE – PNAD,
representando cerca de 30% da população nacional. Seu produto per
capita alcançava, no inicio da presente década, menos da metade do
produto por habitante do Brasil (48,4%). Associado a este ultimo
indicador econômico e a desigual distribuição de renda prevalecente na
região, existe todo um conjunto de índices das condições de vida que
ressaltam as diferenças marcantes entre o Nordeste e o país, em seu
conjunto.
Da perspectiva econômica, de acordo com a estimativa mais
recente (2014) do produto interno bruto a preços de mercado corrente, o
Nordeste registrava um valor equivalente a R$ 595,3 bilhões, o
correspondente, segundo o IBGE, a 11,7% do total do País (R$ 5,52
trilhões). No período de 1985-2014 – caracterizado por grandes
dificuldades econômicas associadas à crise fiscal e financeira, à
vulnerabilidade da economia nacional aos movimentos da economia
mundial e às suas crises, à adoção de políticas restritivas –, para o qual
estão disponíveis as informações oficiais sobre o produto, estimadas
pelo IBGE, a economia regional acompanhou de perto o reduzido
crescimento brasileiro. De fato, neste período as duas economias
apresentaram uma expansão de apenas 2,5% ao ano. Vale registrar
que, à época, a população nordestina expandiu-se a uma taxa anual
próxima de 1,3% e a brasileira a 1,6%, do que decorre uma expansão do
produto per capita nordestino maior que o nacional.
Enquanto o Nordeste apenas acompanhava o ritmo, modesto, de
crescimento da economia brasileira, algumas outras regiões brasileiras
conseguiram, nesta fase de expansão econômica muito reduzida,
registrar crescimento maior que o País e que o Nordeste.

Gráfico 1 - Evolução PIB

Fonte: IPEADATA/IBGE
Mantidos os diferenciais de crescimento do PIB do Nordeste e do
Brasil dos anos recentes, em 2050 a região chegaria a 16,3% do PIB
brasileiro.
É importante considerar, conforme será ressaltado adiante, que o
Nordeste, dependendo mais que as regiões com maior grau de
industrialização dos investimentos públicos, diante da crise fiscal do
setor público, a partir dos anos 80, reduz significativamente sua
capacidade de investimento, traduzidas pela relação entre o valor da sua
formação bruta de capital e o produto interno (coeficiente de
investimentos). Se na fase mais acelerada de crescimento da economia
regional, esta relação alcançou cerca de 20% nos anos 70, chegando 18
a 27,6% em 1976, nos anos 90 situou-se no nível de 15 a 17%. A crise
fiscal, já referida, e o declínio da influência da política regional de
desenvolvimento, explica, em grande parte, este desempenho.

Gráfico 2 – Evolução PIB do Nordeste em relação ao do Brasil:

Fonte: IBGE
A região Nordeste desponta no cenário nacional por seu avanço
econômico acelerado, bem acima da media das demais regiões.
Diversos indicadores confirmam a continuidade da tendência positiva de
aumento da participação da região no Produto Interno Bruto (PIB)
nacional, de elevação do PIB per capita e do incremento do volume de
investimentos direcionados para os Estados Nordestinos.
O Nordeste atingiu 13,6% de participação no PIB nacional, o
maior percentual da serie da historia iniciada em 1990.

Gráfico 3: PIB per capita: 48% do Brasileiro

Fonte: Macroplan/IBGE
Nessas condições, o Nordeste apenas acompanha o crescimento
da economia nacional, conservando a sua participação relativa no PIB
brasileiro e na renda per capita, embora de forma muito segmentada e
diferenciada internamente, convivendo com áreas e sub-regiões
dinâmicas e integradas e espaços estagnados e desarticulados do
movimento geral da economia nacional e regional.

Gráfico 4: Pirâmide etária

Fonte: IBGE/Censo 2010


A Distribuição da Pirâmide Etária do Nordeste – A região conta
com uma maior participação de jovens no total da sua população do que
aquela encontrada para o País como um todo. Tal constatação
representa uma oportunidade, na medida em que as camadas mais
jovens da população tendem a apresentar maior potencial para a
qualificação e requalificação, por se encontrar no ápice de sua
capacidade cognitiva, e menor grau de resistência a mudanças
estruturais, pelo fato de que seus valores e projetos de vida não se
encontram ainda totalmente formados e cristalizados. Por outro lado, as
camadas mais jovens da população apresentam maior propensão ao
empreendedorismo, elemento indispensável à promoção do crescimento
econômico.

Características do crescimento demográfico

As 45 cidades que estão nesta faixa contribuíram com 42,65% do


crescimento da Região, ou, dizendo de outro modo, dos 11,19% que o
Nordeste acresceu em sua população, 4,77% vêm destas cidades.
Apesar de proporcionalmente terem a segunda menor população entre
as faixas, suas contribuições foram maiores até mesmo do que das
grandes cidades e capitais (3,23%), apesar de terem populações
significativamente maiores.

Gráfico 5: Distribuição da população do Nordeste por tamanho


dos municípios (Fonte: Censo 2010).
Uma análise mais detalhada poderia avaliar a dinâmica
populacional regional e 20 se está ocorrendo uma transferência de
população das pequenas para as cidades médias, movimento este que
já foi, em outros momentos, mais significativo do campo e das cidades
pequenas para as grandes cidades.

Migração interna e emigração

Dos 53 milhões de habitantes da Região Nordeste, 6,2 milhões


(11,7%) instalou-se depois de 2000 nos municípios onde foram
recenseados, conforme dados da Amostra do Censo Demográfico de
2010. Este índice varia entre 10,3% da população do Ceará e 14,52% do
Rio Grande do Norte. Grande parte desta população – 63,3% dos novos
moradores – veio de um município do próprio Estado, enquanto os
demais 36,7% são originários de outras unidades da federação (dentro
ou fora do Nordeste) ou de outros países. O Piauí foi o único dos
estados da Região em que os novos moradores vindos de fora do
Estado superam os que mudaram de município dentro do próprio
Estado, 51,2% contra 48,8%. Mas o número de emigrantes de fora do
Estado é bastante expressivo também na Paraíba, 47% e em Sergipe
42,1%, sobretudo porque nestes estados o percentual de novos
moradores nos municípios é mais alto do que o Piauí: 12,3% e 13,46%,
respectivamente. O Rio Grande do Norte impressiona pelo alto número
de pessoas que trocaram de município dentro do próprio Estado:
expandindo o dado da amostra, mais de 300 mil pessoas ou 9,6% da
população.
Nos dados anteriormente apresentados, observa-se um
esvaziamento da área rural e um crescimento para as cidades médias.
Este movimento regional, interno ao próprio estado, pode ocorrer em
cidades polos de porte médio que apresentam melhores serviços e
empregos, por exemplo, sem necessariamente um novo motor
econômico (como a soja e algodão no semiárido) que atrai pessoas de
outras regiões. Apenas um detalhamento destes movimentos migratórios
e a observação de cidades-polo poderia explicar este fenômeno.
Alfabetização

O percentual de alfabetizados na população cresceu


significativamente no Nordeste no período 2000 a 2010, passando de
71,07% para 80,19%. O Gráfico 20 indica o perfil da alfabetização na
população: crescente até 15-16 anos (idade escolar) e gradativa queda
no percentual entre as pessoas mais velhas, uma marca de um alto
índice de analfabetismo em anos anteriores.

Gráfico 6: Proporção de alfabetizados por idade

Fonte: IBGE/Censo 2010


Em 2000 apenas o conjunto de pessoas com idade de 15 anos
ultrapassava os 90% de alfabetizados, com 90,16%; dez anos depois
são 18 anos (entre 11 e 28 anos) com mais de 90% de alfabetizados,
sendo o mais alto índice aquele formado por pessoas de 16 anos, com
96,13%.
Gráfico 7: Proporção de alfabetizados por idade 2000 – 2010

Fonte: IBGE/Censo 2010

O Gráfico 7 indica que houve um considerável aumento de


alfabetizados na faixa de pessoas que estavam com 10 a 15 anos em
2000 (20-25 em 2010). A proporção de alfabetizados continua crescendo
em 1 a 1,5 pontos percentuais até a idade de 40 anos (2010), quando se
compara com os 30 anos em 2000. A partir daí, passam a caminhar
praticamente juntos (diminuindo pouco em vários anos e às vezes
aumentando). O que se observa é que não há uma mudança
significativa quando se compara a proporção de alfabetizados na faixa
de população de 40 a 70 anos em 2010, aqueles que em 2000 estavam
entre 30 e 60 anos. A despeito de mudanças na população, causadas
por migração e mortalidade, a alfabetização para adultos não produziu
uma alteração na proporção de alfabetizados nesta faixa de idade.
Desse fato deduz-se que a melhora é fruto do envelhecimento da
população, uma vez que a proporção de alfabetizados em nível escolar
vem melhorando há décadas.