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ESTATUTOS – LUSITANO GINÁSIO CLUBE

CAPITULO I

'DENOMINAÇÃO, NATUREZA, FINS, SEDE E DURAÇÃO DO CLUBE'

Artigo 1º
O 'Lusitano Ginásio Clube', agremiação desportiva, recreativa e cultural, fundado em onze de Novembro de mil novecentos e onze, na freguesia da Sé da cidade de Évora, é uma pessoa colectiva de direito privado e de Utilidade
Pública, e rege-se pelos presentes Estatutos.

Artigo 2º
1.- 'Lusitano Ginásio Clube' adiante designado abreviadamente (nestes estatutos) por L.G.C., é um Clube que tem por objectivo o desenvolvimento e a prática da educação física e de todos os desportos em geral e do futebol em
especial, e também a promoção de actividades de cultura e recreio.
2.- O Clube poderá exercer actividades lucrativas e explorar jogos de azar a que legalmente seja autorizado, nomeadamente o jogo do Bingo, destinando-se as respectivas receitas à prossecução dos seus fins, nos termos que, em cada
caso, vierem a ser estabelecidos nos contratos da respectiva autorização ou adjudicação, carecendo para o efeito da aprovação prévia da Assembleia Geral, depois de obtidos os pareceres do Conselho Fiscal e do Conselho Geral.
3.- O Clube poderá participar no Capital Social de quaisquer sociedades, publicas ou privadas, com ou sem fins lucrativos, podendo participar na Gestão dessas mesmas Sociedades, carecendo para cada caso de prévia aprovação da
Assembleia Geral, depois de obtidos os pareceres do Conselho Fiscal e do Conselho Geral.

Artigo 3º
A sede do Clube é no Campo Estrela à Estrada das Alcáçovas, freguesia da Horta das Figueiras, em Évora, podendo esta contudo ser mudada para qualquer outro local da cidade de Évora, desde que tal seja deliberado em Assembleia
Geral convocada para o efeito.

Artigo 4º
O L.G.C. é formado pelos seus Sócios, Filiais, Delegações e Núcleos.

Artigo 5º
As instalações destinadas a alcançar os objectivos do L.G.C. poderão ser propriedade do Clube ou por este utilizadas por cessão, arrendamento ou outro título legítimo.

Artigo 6º
O L.G.C. é alheio a doutrinas políticas e credos religiosos.

Artigo 7º
1.- A duração do Clube é por tempo indeterminado.
2.- A dissolução do L.G.C. só poderá efectuar-se mediante resolução da Assembleia Geral expressamente convocada para esse fim e quando aprovada por pelo menos três quartos dos sócios existentes à data da realização dessa
Assembleia e que estejam no pleno uso dos seus direitos associativos.

CAPITULO II

'EMBLEMAS, BANDEIRAS, GALHARDETES, GUIÕES E OUTROS DISTINTIVOS'

Artigo 8º
Todos os símbolos do Clube e os equipamentos têm como elementos predominantes a cores verde e branco e o emblema.

Artigo 9º
1.- Os atletas usarão camisolas às riscas verticais verdes e brancas de aproximadamente três centímetros de largura, calções verdes ou brancos que poderão ter vivos na cor contrária, e meias verdes e brancas.
2.- Quando haja necessidade de utilização de equipamento alternativo, as camisolas deverão sempre ostentar as cores verde e branco utilizadas da forma entendida como a mais adequada, exceptuando qualquer forma de riscas,
mantendo-se os calções ou verdes ou brancos podendo levar vivos nas mesmas cores.
3.- As camisolas levarão sempre do lado esquerdo o emblema do Clube.

CAPITULO III

'FILIAIS, DELEGAÇÕES E NÚCLEOS'

SECÇÃO I - Filiais

Artigo 10º
O Lusitano Ginásio Clube pode ter como Filiais os Clubes desportivos que o solicitem.

Artigo 11º
As Filiais do L.G.C. deverão ser agremiações independentes, legalmente constituídas, que adoptem como base o nome o tipo de estatutos do L.G.C e desejem manter com o Clube uma relação íntima de solidariedade desportiva e
cultural, de modo a preservar e desenvolver, na respectiva área de influência, as tradições e o prestígio Lusitanista.

Artigo 12º
Os símbolos e equipamento das filiais deverão ter como elementos fundamentais o nome, as cores verde e branco e o emblema do L.G.C., podendo contudo acrescentar a este emblema a denominação ou sigla da filial.

SECÇÃO II - Delegações

Artigo 13º
O Lusitano Ginásio Clube pode ter como Delegações os Clubes que o solicitem.

Artigo 14º
As delegações do L.G.C. deverão ser agremiações independentes empenhadas em manter com o Clube uma relação de especial amizade e entendimento desportivo.

Artigo 15º
As delegações poderão adoptar símbolos e equipamentos de sua livre escolha, mas tendo sempre como base as cores verde e branco.

SECÇÃO III - Núcleos

Artigo 16º
Os Núcleos do L.G.C. serão agrupamentos de sócios e simpatizantes do Clube que numa determinada área de influência promovem a defesa das tradições e do prestígio do Clube e colaboram na sua difusão.

Artigo 17º
Os Núcleos do L.G.C. poderão ter base local ou outra que se reconheça adequada, tendo orçamento e plano de actividades autónomos.

CAPITULO IV

'RECEITAS E DESPESAS'

Artigo 18º
1.- As receitas do Clube classificam-se em ordinárias e extraordinárias e de financiamento.
2.- Consideram-se receitas ordinárias as que apresentam a característica de regularidade no orçamento, designadamente:
a) O produto da cobrança de quotas ou jóias;
b) As receitas de provas desportivas e de acontecimentos de outra natureza, organizados pelo Clube;
c) Os rendimentos da cedência ou locação de bens próprios e de serviços prestados;
d) O rendimento gerado por actividades sociais e recreativas, organizadas pelo Clube ou nas quais este seja convidado a participar;
e) O resultado da venda de produtos de merchandising, relacionados com o Clube e os seus símbolos;
f) Quaisquer outras receitas que sejam estatutáriamente aceites.
3.- Consideram-se receitas extraordinárias as que pela sua feição imprevisível não apresentam características de regularidade no orçamento.
4.- São receitas de financiamento aquelas que o Clube possa angariar junto de entidades publicas ou privadas com o fim expresso de cobrir despesas de investimento.

Artigo 19º
É expressamente proibida a angariação de fundos sob a forma de donativos ou subscrições por intermédio de sócios, individualmente ou constituídos em comissões seja qual for o seu fim, sem prévia autorização escrita da Direcção.

Artigo 20º
As despesas a realizar pelo Clube deverão sempre visar a prossecução dos seus fins a criação de novas actividades ou a manutenção das actividades já existentes.

Artigo 21º
1.- As despesas do Clube classificam-se em ordinárias e extraordinárias e de investimento.
2.- Consideram-se despesas ordinárias, as que se enquadram com regularidade no respectivo orçamento anual do Clube, como aprovado em Assembleia Geral.
3.- Consideram-se despesas extraordinárias:

a) Os encargos com reajustamento dos quadros de atletas;


b) As despesas relativas a construções e reparações não correntes de equipamentos, bens ou instalações ao serviço do Clube;
c) Os encargos especiais com publicidade;
d) As remunerações eventuais por serviços contratados que não poderem ser inicialmente previstos;
e) Outras não especificadas.

4.- São despesas de investimento aquelas que correspondam à construção, aquisição ou grande reparação de bens, equipamentos, terrenos ou instalações que sejam ou passem a ser propriedade do Clube, ou para sua utilização ainda
que temporária.

Artigo 22º
1.- O somatório das despesas ordinárias, extraordinárias e de investimento do Clube não deverão exceder anualmente as receitas totais inscritas no orçamento que para o exercício do ano económico tenha sido aprovado em
Assembleia Geral.
2.- Havendo excesso na cobrança das receitas previstas, o respectivo saldo poderá ser utilizado no todo ou em parte como contrapartida para despesas sem cobertura orçamental ou preferencialmente para amortização de dividas
contraídas pelo Clube para o que será elaborado o respectivo orçamento suplementar com observância do formalismo expresso no ponto anterior.

Artigo 23º
1.- O ano económico do L.G.C. decorre de um de Janeiro a trinta e um de Dezembro, sendo o dia trinta e um de Março de cada ano a data limite para discussão e votação do Relatório e Contas da Direcção relativos à gerência do ano
anterior.
2.- O projecto de orçamento ordinário para o ano seguinte, deverá ser apresentado pela Direcção juntamente com os pareceres do Conselho Fiscal e do Conselho Geral, para discussão e votação da Assembleia Geral até quinze de
Dezembro.
Na ausência, por motivos imponderáveis, da aprovação, de orçamento ordinário, o Clube será gerido em duodécimos do valor global do orçamento, aprovado para o exercício anterior, até aprovação em Assembleia Geral das contas,
respeitantes ao ano imediatamente anterior e do orçamento para o ano em curso.
3.- O relatório e contas de cada ano, bem como o projecto de orçamento deverão ser disponibilizados para consulta pelos sócios, na sede do clube, com a antecedência mínima de sete dias consecutivos relativamente à data da sua
discussão.
4.- Pode no entanto o Clube adoptar como ano económico, outro período, nomeadamente o representado pelo inicio e fim da época desportiva da Federação Portuguesa de Futebol, para apresentação do orçamento e do relatório e
contas, alterando-se automática e proporcionalmente todas as datas previstas nestes estatutos, relacionadas com a apresentação de contas e orçamento.

CAPITULO V

'SÓCIOS'

SECÇÃO I - Categoria de Sócios

Artigo 24º
Podem ser sócios do Lusitano Ginásio Clube, na categoria que lhe competir, as pessoas que para tal hajam apresentado proposta e satisfaçam as condições estabelecidas nestes Estatutos.

Artigo 25º
Os sócios integram-se nas seguintes categorias:
- Tipo A - Sócios Efectivos os maiores de dezoito anos, que não se enquadram noutros tipos;
- Tipo B - Sócios Menores os menores de dezoito anos;
- Tipo C - Sócios Atletas;
- Tipo D - Sócios Correspondentes;
- Tipo E - Sócios Colectivos;
- Tipo F - Sócios de Mérito;
- Tipo G - Sócios Honorários.

Artigo 26º
Aos sócios do Tipo A que o requeiram e façam prova de que os seus rendimentos não ultrapassam o salário mínimo nacional, será facultada a redução em cinquenta por cento sobre o valor da respectiva quota mensal.

Artigo 27º
São sócios do Tipo E - Sócios Colectivos, as entidades colectivas que sejam admitidas como tal, as quais terão como direitos e deveres os que caso a caso forem definidos pela Direcção.

Artigo 28º
Poderão ser sócios atletas - Tipo C - os desportistas que representem o clube em competições aos quais é reduzido em cinquenta por cento o valor da sua quota, não podendo contudo o valor da quota ser inferior à que corresponde a
um sócio do Tipo B.

Artigo 29º
É facultada a inscrição na categoria de sócio correspondente - Tipo D - aos sócios que residam de forma permanente a mais de cinquenta quilómetros da cidade de Évora.

Artigo 30º
São sócios de mérito - Tipo F - aqueles que, pelos relevantes serviços prestados ao Clube, sejam como tal reconhecidos em Assembleia Geral sob proposta da Direcção devidamente justificada e com prévio parecer do Conselho Geral.

Artigo 31º
São sócios honorários - Tipo G - aqueles que se notabilizam por actos que enriqueçam o prestígio do Clube, do Desporto ou da Educação Física e que sejam como tal reconhecidos em Assembleia Geral, sob proposta da Direcção
devidamente fundamentada e com prévio parecer do Conselho Geral.

Artigo 32º
Os sócios do Tipo B mudarão automaticamente de Tipo logo que completem dezoito anos de idade.

Artigo 33º
A aceitação ou rejeição da proposta de associação no Clube de sócios efectivos, menores, atletas, correspondentes e colectivos é da competência da Direcção do Clube, não sendo a decisão passível de recurso.

Artigo 34º
A admissão de sócios das categorias indicadas no artigo anterior é feita sob proposta de onde conste o nome, filiação, idade, profissão, estado civil e morada, assinada pelo próprio e pelo proponente, o qual deverá ser sócio no pleno
uso dos seus direitos.
A proposta de ser acompanhada de duas fotografias recentes do candidato.

Artigo 35º
1.- Os sócios de mérito não são isentos do pagamento de quotas.
2.- Os sócios honorários poderão, se assim constar da proposta a elaborar pela direcção, ficar isentos do pagamento de quota.

Artigo 36º
Aos sócios honorários e de mérito será passado um diploma especial assinado pelo Presidente da Assembleia Geral.

Artigo 37º
Quando deixam de cumprir os deveres consignados nestes Estatutos os sócios poderão ser demitidos mediante processo sumário organizado pela Direcção, de cuja deliberação poderá haver recurso para a Assembleia Geral.

Artigo 38º
1.- A readmissão de sócios será feita nas mesmas condições da admissão.
2.- Os sócios que pretendam ser readmitidos com a antiguidade que tinham à data da demissão poderão faze-lo desde que efectuem o pagamento das quotas em atraso.
3.- A readmissão do sócio que tenha sido punido com a pena de expulsão é da exclusiva competência da Assembleia Geral sob proposta da Direcção.

Artigo 39º
A todos os sócios é passado o respectivo cartão de identificação.

SECÇÃO II - Direitos dos Sócios

Artigo 40º
Os sócios do Clube, respeitando o estabelecido no artigo 45º, têm os seguintes direitos:
1.- Assistir e participar nas Assembleias Gerais, tendo apenas direito a voto quando forem maiores de dezoito anos e tiverem mais de um ano de associado;
2.- Requerer a convocação de Assembleias Gerais Extraordinárias nos termos previstos nos Estatutos;
3.- Eleger e ser eleito para o desempenho de qualquer cargo social do Clube, nos termos previstos nos Estatutos, desde que sejam maiores de dezoito anos e tenham mais de um ano de filiado, com respeito pelo estipulado no nº. 3 do
artigo 63º;
4.- Representar o Clube se para tal for devidamente mandatado;
5.- Propor a admissão de novos sócios;
6.- Frequentar a sede e demais instalações do Clube e utilizá-las nos termos regulamentares;
7.- Usufruir de todas as regalias de ordem social ou outra, facultadas pelo Clube;
8.- Praticar desporto no Clube nos termos estabelecidos pela Direcção;
9.- Solicitar à Direcção a suspensão de pagamento de quotas quando:
a) Se ausentarem para fora do continente por período superior a um ano;
b) Se encontrarem doentes ou impossibilitados de trabalhar;
c) Se encontrarem na situação de desempregados ou não auferindo salários;
d) Se encontrarem a prestar serviço militar obrigatório;
10.-Tomar conhecimento, dos documentos e livros relacionados com as actividades do Clube, nomeadamente os que se referem aos orçamentos e aos relatórios e contas, que poderá consultar nos sete dias consecutivos que precedem
a Assembleia Geral Ordinária convocada para discutir e votar os mesmos.

Artigo 41º
Os sócios que sejam empregados do Clube ou nele desempenhem qualquer função remunerada não poderão discutir publicamente os actos dos órgãos sociais, bem como não poderão ser eleitos para qualquer cargo social.

Artigo 42º
Os sócios correspondentes têm livre acesso à Sede ou delegações do Clube, podendo ainda ter, quando na plenitude dos seus direitos, acesso às instalações desportivas quando nelas se realizem competições com entradas pagas, em
condições idênticas às dos restantes sócios, sendo o acesso nestas situações limitado a seis vezes por ano civil.

Artigo 43º
Os sócios efectivos podem solicitar a mudança para sócios correspondentes quando, por motivo de mudança de residência permanente tal se justifique.

Artigo 44º
Os sócios das Tipos A, C, E, F e G, disporão nas Assembleias Gerais para eleição de órgãos sociais, de mais um voto por cada período de cinco anos de filiação ininterrupta.

Artigo 45º
O sócio considerar-se-á na plenitude dos seus direitos quando tiver pago a quota do mês anterior àquele que estiver decorrendo, excepto para o acesso às instalações desportivas a partir do dia quinze do mês em curso, quando nelas
se realizem competições com entradas pagas, caso em que a quota do mês deverá estar paga ou o sócio se encontre nas situações previstas no nº. 9 do artigo 40º.

SECÇÃO III - Deveres dos Sócios

Artigo 46º
São deveres dos sócios:
1.-Prestigiar o Clube em todas as circunstâncias e designadamente quando em sua representação ou no exercício de funções para que tenha sido indicado pelo Clube;
2.- Pagar pontualmente as suas quotas e demais contribuições pecuniárias a que seja estatutáriamente obrigado;
3.- Cumprir as disposições dos Estatutos e Regulamentos do Clube;
4.- Exibir o cartão de associado sempre que se justifique ou tal lhe seja exigido;
5.- Desempenhar com zelo e assiduidade, todos os cargos para que forem eleitos ou nomeados;
6.- Defender e conservar o património do Clube;
7.- Indemnizar o Clube de quaisquer danos ou prejuízos causados por si ao próprio Clube ou a terceiros, pelos quais o Clube, directa ou indirectamente possa ser responsabilizado;
8.- Não negociar com o Clube directa ou indirectamente, sempre que investido no exercício de qualquer cargo de gerência ou de fiscalização;
9.- Acatar as resoluções da Assembleia Geral e cumprir as determinações da Direcção;
10.-Informar o Clube, sempre que ocorram factos que determinem a alteração dos dados registados na sua ficha de associado.

SECÇÃO IV - Sanções Disciplinares

Artigo 47º
Todos os sócios estão sujeitos ao poder disciplinar do Clube.

Artigo 48º
As infracções disciplinares que consistem na violação dos preceitos estatutários e regulamentares, serão punidas conforme a sua gravidade, com as seguintes penas:
1.- Repreensão simples;
2.- Repreensão registada;
3.- Suspensão até três meses;
4.- Suspensão de três meses a um ano;
5.- Expulsão.

Artigo 49º
A repreensão simples consiste na comunicação por escrito ao sócio, da sanção que lhe foi aplicada e dos actos por que foi apreciado e punido o seu procedimento.
Esta sanção não constará na ficha de associado.

Artigo 50º
A repreensão registada consiste na comunicação por escrito ao sócio, da sanção que lhe foi aplicada e dos actos por que foi apreciado e punido o seu procedimento. Esta sanção será averbada na ficha do associado.

Artigo 51º
A suspensão temporária consiste na inibição total dos direitos de sócio durante o período estabelecido na sanção, sendo comunicado por escrito ao sócio a sanção que lhe foi aplicada e os actos porque foi apreciado e punido o seu
procedimento, sendo esta averbada na ficha do associado.

Artigo 52º
A expulsão consiste na extinção da qualidade de sócio do Clube, sendo comunicado por escrito ao sócio a sanção que lhe foi aplicada e os actos porque foi apreciado e punido o seu procedimento, sendo esta averbada na ficha do
associado.

Artigo 53º
A aplicação das sanções previstas nos nos. 2, 3, 4 e 5 do Artº. 48º fica dependente de instauração de processo disciplinar.

Artigo 54º
1.- O órgão competente para a aplicação das sanções previstas na presente Secção é a Direcção, com excepção do nº. 5 do Artº. 48º cuja competência è da Assembleia Geral por proposta da Direcção.
2.- Haverá sempre hipótese de recurso, nos casos dos nos. 1, 2, 3, 4 e 5 do Artº. 48º, para a Assembleia Geral, das sanções aplicadas nos casos no nº 1 a 4 do artigo 48º, que apreciará na reunião ordinária que se realize imediatamente
a seguir à apresentação do mesmo.

Artigo 55º
1.- Os sócios que não pagarem as quotas durante seis meses serão notificados por escrito pela Direcção para o domicilio constante da sua ficha de associado, para o fazerem, sob pena de suspensão temporária dos direitos por um
período definido pela direcção.
2.- A suspensão dos direitos dos sócios não requer neste caso, a instauração de processo disciplinar, enquadrando-se na definição dada pelo nº. 4 do artigo 48º.
3.- Se a situação não for regularizada no prazo de três meses a contar da data de fim do período da suspensão, deverá ser proposta a expulsão do sócio.

Artigo 56º
Os atletas e empregados estão igualmente sujeitos ao poder disciplinar do Clube que seguirá para o efeito as normas previstas nos respectivos regulamentos, contratos e legislação aplicável.

SECÇÃO V - Louvores e Galardões

Artigo 57º
O Lusitano Ginásio Clube institui os seguintes louvores e galardões:
1.- Louvor da Direcção;
2.- Louvor da Assembleia Geral;
3.- Atribuição de emblemas especiais do Clube;
4.- Presidente Honorário do Clube.

Artigo 58º
O Louvor da Direcção consiste na comunicação escrita de apreço e reconhecimento por actos praticados em prol do Clube ou do seu prestigio.

Artigo 59º
O Louvor da Assembleia Geral consiste na aprovação pela Assembleia Geral de uma proposta que traduza especial testemunho de reconhecimento por atitudes meritórias.

Artigo 60º
A atribuição de emblemas especiais do Clube a conceder pela Direcção, destina-se a distinguir os sócios que completem vinte e
cinco, cinquenta e setenta e cinco anos de filiação e será feita em cerimónia publica e com a solenidade possível.

Artigo 61º
Poderá ser Presidente Honorário do Clube o sócio que haja desempenhado as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, da Direcção ou do Conselho Fiscal ou outra pessoa individual ou colectiva cujo contributo para o
património ou o prestigio da Clube seja marcadamente relevante, quando a Assembleia Geral o deliberar por maioria de dois terços, sob proposta da Direcção, com prévio parecer do Conselho Geral.

CAPITULO VI

'GERÊNCIA E REPRESENTAÇÃO DO CLUBE'

SECÇÃO I - Órgãos Sociais

Artigo 62º
Os Órgãos Sociais do Lusitano Ginásio Clube são os seguintes:
a) Assembleia Geral;
b) Direcção;
c) Conselho Fiscal;
d) Conselho Geral.

Artigo 63º
1.- São eleitos pela Assembleia Geral, para um mandato de três anos, o Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral, o Presidente e Vice-Presidentes (entre seis e doze) da Direcção, sendo o numero de membros da direcção
sempre em numero impar, e o Presidente e Vice-Presidente do Conselho Fiscal.
2.- A eleição processa-se através de listas que terão que ser apresentadas ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral, até dez dias consecutivos antes da data que for marcada para a realização do acto eleitoral, devendo tais listas
ser subscritas por um mínimo de 2 % (dois por cento) dos sócios efectivos, com um número mínimo de cinquenta e um máximo de cem sócios efectivos, maiores e com mais de um ano da antiguidade de filiação e na plenitude dos seus
direitos.
3.- Os candidatos aos cargos nos órgãos sociais deverão ser sócios efectivos maiores de dezoito anos, ter no mínimo três anos de filiação ininterrupta como associados e estar na plenitude dos seus direitos. Exceptuam-se os sócios
que de acordo com os anteriores estatutos, já fizeram parte de órgãos sociais. Nenhum dos membros propostos por uma lista poderá pertencer ou subscrever outra candidatura.
4.- Nenhum sócio poderá candidatar-se, simultaneamente, a mais de um cargo nos corpos sociais.
5.- Se no prazo definido não surgirem listas elaboradas e apresentadas nos termos dos parágrafos anteriores, caberá conjuntamente aos Presidente e Vice-Presidente da Assembleia Geral em exercício, da forma que melhor
entenderem, mas ouvindo sempre o Conselho Geral diligenciar em tempo útil no sentido de dinamizar a formação, de pelo menos uma lista de Órgãos Sociais a apresentar a sufrágio. Para o efeito será marcado novo acto eleitoral.
6.- Após contagem dos votos recolhidos nas urnas tendo em conta o definido no artigo 44º dos presentes estatutos, considera-se automaticamente eleita a lista que obtiver maior número de votos.

Artigo 64º
1.- A Assembleia Geral para a eleição referida no artigo anterior terá lugar até final do mês de Abril do ano em que findar o mandato, iniciando-se o novo mandato nos quinze dias subsequentes ao acto eleitoral.
2.- A direcção cessante e a eleita deverão manter estreito contacto em relação a decisões a tomar com repercussões importantes na vida do Clube, designadamente nos âmbitos desportivo e financeiro.

SECÇÃO II - Assembleia Geral

Artigo 65º
A Assembleia Geral é a reunião dos sócios efectivos, que se encontrem no pleno uso dos seus direitos, a qual é soberana em todas as suas deliberações que não contrariem as normas estatutárias e legais.

Artigo 66º
1.- A Mesa da Assembleia Geral, à qual cabe a orientação dos trabalhos e o registo em acta do ocorrido, é constituída sempre em numero total de membros impar, por:
a) Um Presidente;
b) Um Vice Presidente;
c) Dois Secretários Efectivos;
d) Um ou até três secretários substitutos.
2.- O Presidente nomeará, de entre os sócios efectivos, pelo período que entender como conveniente, os quatro Secretários de Mesa - dois efectivos e até três suplentes.

Artigo 67º
1.- O Presidente da Mesa da Assembleia Geral é o mais alto representante do Clube.
2.- Na ausência ou impedimento do Presidente, o Vice-Presidente assumirá as funções daquele, com a plenitude de poderes e representação.

Artigo 68º
1.- Na ausência ou impedimento dos Presidente e Vice-presidente, a Assembleia Geral iniciará os trabalhos sob a responsabilidade de um Presidente interino, eleito de entre os sócios efectivos presentes na plenitude dos seus direitos,
sob proposta da Direcção o qual convidará para secretariar, ad-hoc, um ou mais sócios por si propostos.
2.- Quando não haja acordo na Assembleia quanto aos membros para constituir a Mesa, a Assembleia funcionará sob a orientação do sócio presente mais antigo, o qual escolherá para secretariar, ad-hoc, um ou mais sócios presentes
na Assembleia.

Artigo 69º
1.- As Reuniões da Assembleia Geral são ordinárias e extraordinárias.
2.- As Assembleias Gerais são convocadas pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral, através de aviso publicado num jornal da cidade de Évora, com pelo menos quinze dias de antecedência e afixado na sede do Clube em local
visível.
3.- As reuniões ordinárias, que terão carácter obrigatório, são aquelas que se realizam em épocas preestabelecidas e para fins estatutáriamente previstos. Todas as demais são extraordinárias.

Artigo 70º
1.- A Assembleia Geral reúne em sessão ordinária:
a) Para as eleições mencionadas no artigo 63º e para a eleição dos membros do Conselho Geral a que se refere o nº. 4 do artigo 90º;
b) Para apreciar e votar o Relatório e Contas da Direcção e os respectivos pareceres do Conselho Fiscal até a data limite de trinta e um de Março do ano seguinte;
c) Para apreciar e votar o orçamento anual referido no nº. 2 do artigo 23º.
2.- Nestas reuniões e além dos assuntos que obrigatoriamente delas constam a Assembleia Geral poderá ainda deliberar sobre quaisquer outros assuntos que constem da convocatória.

Artigo 71º
1.- A Assembleia Geral reúne em sessão extraordinária quando haja necessidade de discutir e votar, com urgência, assuntos de interesse para a vida do Clube, que estatutáriamente não estejam reservados ás Assembleias Gerais
Ordinárias e que não possam aguardar pela realização de Assembleia Geral ordinária.
2.- A iniciativa da reunião extraordinária pode partir do Presidente da Mesa da Assembleia Geral, de deliberação da Direcção, do Conselho Fiscal e do Conselho Geral ou a pedido de, pelo menos, dois por cento dos sócios efectivos,
maiores de dezoito anos, com mais de um ano de filiação ininterrupta, no mínimo de cinquenta e no máximo de cem sócios, na plenitude dos seus direitos.
3.- Na situação prevista no nº. 2, a reunião deverá ter lugar no prazo máximo de vinte dias, a contar da data da entrada da petição nos serviços administrativos do Clube, mas só poderá realizar-se se estiverem presentes, quando da
abertura da Assembleia, no mínimo, dois terços dos sócios que a requereram.
4.- Na situação prevista no ponto 3, se a Assembleia não reunir as condições para se realizar, os sócios que a tiverem solicitado e não comparecerem, ficarão impedidos de requerer novas Assembleias e de exercerem o seu direito de
voto, em quaisquer outras Assembleias que se realizem durante o período de um ano, a menos que a justificação da sua ausência seja aceite pelo Presidente da Mesa da Assembleia Geral.

Artigo 72º
As Assembleias Gerais reúnem em primeira convocação com a presença da maioria dos sócios efectivos na plenitude dos seus direitos, e meia hora depois, com qualquer numero desses sócios.

Artigo 73º
1.- As deliberações da Assembleia Geral são tomadas por maioria de votos, de acordo com estes Estatutos e sem prejuízo da exigência de maiorias qualificadas por força destes estatutos ou pela lei.
2.- A participação dos sócios nas reuniões da Assembleia Geral è absolutamente pessoal, não podendo, em caso algum, o sócio fazer-se representar no exercício do seu direito de voto. Exceptua-se o caso das Assembleias Gerais
eleitorais em que se aplica a lei geral, conforme o Código Civil.

Artigo 74º
1.- Em caso de empate nas votações, com excepção das realizadas por escrutínio secreto, o Presidente da Mesa da Assembleia Geral tem direito a voto de qualidade, deste que o mesmo lugar não esteja a ser ocupado interinamente
por outro sócio na ausência do titular deste órgão. Nesta circunstância o voto de qualidade será exercido pelo Presidente da Direcção.
2.- Se a igualdade se verificar em votação por escrutínio secreto, a decisão definitiva só poderá encontrar-se através de uma nova votação, que será imediatamente realizada para o efeito ou de nova Assembleia Geral se persistir o
empate, devendo a mesma realizar-se no prazo máximo de quinze dias consecutivos.

Artigo 75º
1.- Compete ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral:
a) Convocar as sessões ordinárias ou extraordinárias da Assembleia Geral;
b) Estabelecer conforme determinado nos estatutos a Ordem de Trabalhos, incluindo na mesma os pontos propostos pelos órgãos sociais ou pelos sócios que a requererem nos temos do artigo 78º;
c) Presidir às sessões das Assembleias Gerais;
d) Assinar com os restantes membros da Mesa, as actas respectivas;
e) Investir os sócios eleitos nos respectivos cargos, assinando conjuntamente com eles os autos de posse;
f) Zelar pelo cumprimento integral das disposições estatutárias;.
g) Representar o Clube em qualquer acto oficial ou particular que, pela sua dignidade, justifique a sua presença;
h) Nomear um associado para dirigir o jornal do Clube e zelar pela sua completa isenção e independência em relação aos diferentes orgãos sociais do Clube e seus associados.
i) Informar a Direcção do numero de listas concorrentes ao acto eleitoral, de modo a que os serviços do Clube disponibilizem a cada uma das listas, se o requererem, um exemplar da listagem de sócios bem como um exemplar dos
cadernos eleitorais
2.- No termo do mandato dos Corpos Sociais ou em circunstancias excepcionais de vacaturas de cargos que possam comprometer o normal funcionamento das actividades do Clube, o Presidente e o Vice Presidente da Mesa da
Assembleia Geral terão poderes, em conjunto, para fazer funcionar o principio estabelecido no ponto 5 do Artigo 63º.
3.- Nas circunstâncias excepcionais referidas no número anterior o Presidente e o Vice presidente da Mesa da Assembleia Geral assegurarão a gestão do Clube até a posse dos novos Corpos Sociais, com a colaboração de associados
de sua escolha.

Artigo 76º
Aos secretários da Mesa da Assembleia Geral compete:
a) Redigir as actas das sessões;
b) Colaborar com o Presidente ou Vice-Presidente na preparação e no desenrolar das sessões;
c) Elaborar o expediente da Mesa da Assembleia Geral subsequente à mesma;
d) Preparar as formalidades que permitam na Assembleia Geral, a realização das eleições conforme o definido nestes estatutos;
e) Executar todas as tarefas que lhe forem cometidas para o bom funcionamento das sessões.

Artigo 77º
Os membros da Mesa da Assembleia Geral reúnem sempre que o Presidente o entender necessário.

Artigo 78º
Sempre que a Assembleia Geral reuna para efeito de eleições a Mesa assegurará a regularidade do escrutínio.
SECÇÃO III - Direcção

Artigo 79º
A direcção é o órgão ao qual compete a administração do Clube, em todos os domínios da sua actividade.

Artigo 80º
1.- A direcção, deverá ter um número impar de membros, sendo composta por um Presidente e no mínimo de seis, até um máximo de doze Vice-Presidentes, eleitos em Assembleia Geral e ainda por um máximo de vinte directores, a
que será atribuída competência específica, entre os quais deverá constar um Secretário Geral e um Tesoureiro, a nomear pelo Presidente da Direcção, sob proposta dos Vice Presidentes.
2.- Ao Presidente, como primeiro responsável pelo Executivo, compete a promoção e a coordenação geral das actividades do Clube.
3.- O Presidente será substituído, nas suas ausências e impedimentos, por um dos Vice-Presidentes, a nomear pelo presidente, ou na falta dessa nomeação, a escolher entre os Vice-Presidentes eleitos.

Artigo 81º
São atribuições da Direcção todos os actos de administração de ordem geral e, designadamente os seguintes:
a) Cumprir e fazer cumprir os Estatutos, Regulamentos e as decisões da Assembleia Geral;
b) Representar o Clube em todos os actos e cerimónias, com excepção daquelas em que a representação caiba ao Presidente da Mesa da Assembleia Geral;
c) Zelar pelos interesses e prestígio do Clube e superintender em todos os seus serviços e actividades;
d) Admitir e despedir empregados ou profissionais de qualquer sector, fixar os seus ordenados e gratificações, prémios ou compensações de qualquer natureza;
e) Deliberar sobre as propostas de admissão de sócios;
f) Autorizar a mudança de categoria de sócio nos termos estatutários;
g) Propor à Assembleia Geral, conjuntamente com o prévio parecer do Conselho Geral, a atribuição dos galardões de Presidente Honorário, Sócio Honorário ou Sócio de Mérito;
h) Franquear o acesso incondicional ilimitado do Conselho Fiscal aos livros e demais documentos que lhe sejam pedidos pelos membros daquele órgão para o exercício das suas funções;
i) Aplicar aos sócios, empregados, atletas ou outros profissionais do Clube, dentro dos limites da sua competência, as punições decorrentes da aplicação dos presentes estatutos ou da Lei Geral;
j) Promover a eliminação de sócios nos termos estatutários;
k) Propor à Assembleia Geral os castigos, recompensas e galardões cuja competência par decidir caiba a este órgão;
l) Outorgar contratos em nome do Clube, no âmbito dos seus poderes, ou em representação da Assembleia Geral, no caso de alienação de património imobilizado cuja decisão depende sempre da aprovação por uma maioria de dois
terços dos sócios presentes com direito a voto;
m) Solicitar a convocação da Assembleia Geral ordinária ou extraordinária, ou do Conselho Geral sempre que o considere necessário aos interesses do Clube;
n) Apresentar anualmente relatório que historie circunstancialmente as actividades do Clube, nomeadamente de natureza desportiva, no ano a que respeita;
o) Apresentar anualmente as contas ao Conselho Fiscal, para parecer, apresentando-as seguidamente à Assembleia Geral;
p) Elaborar anualmente o orçamento das despesas e das receitas para o exercício económico seguinte, dando dele conhecimento ao Conselho Geral, e submetendo-o, acompanhado do parecer do Conselho Fiscal, à apreciação e
votação da Assembleia Geral, no prazo estipulado no artigo 23º destes estatutos;
q) Promover competições desportivas, bem como outras actividades, recreativas ou culturais autorizando e fiscalizando directa ou indirectamente a sua organização;
r) Autorizar a utilização das instalações do Clube por outras entidades, a titulo gratuito ou oneroso;
s) Nomear grupos de trabalho, para o estudo de qualquer assunto de interesse do Clube;
t) Criar escolas de qualquer modalidade desportiva, sendo obrigatório a existência de escolas de futebol;
u) Propor à Assembleia Geral a admissão de qualquer agremiação que pretenda ser Filial, Delegação, ou Núcleo do Lusitano Ginásio Clube;
v) Nomear, se assim o entender, os membros para constituir comissões, para os fins que entender por bem, com o objectivo de defender os interesses do Clube;
w) Disponibilizar no prazo máximo de 48 horas, após a entrada do requerimento, ao mandatário de cada lista concorrente a actos eleitorais, de um exemplar da listagem de sócios, onde conste numero, nome e morada;
x) Disponibilizar no prazo máximo de 48 horas, após a entrada do requerimento, ao mandatário de cada lista concorrente a actos eleitorais, de um exemplar dos cadernos eleitorais onde constem os sócios com direito a voto e em função
da antiguidade o numero de votos de cada sócio;
y) Diligenciar para que pelo menos nos anos terminados em três e oito seja feita a remuneração de sócios efectivos.

Artigo 82º
1.- A Direcção é solidariamente responsável pelos actos da sua administração.
2.- Será da responsabilidade pessoal e solidária do Presidente e dos Vice-Presidentes da Direcção, toda e qualquer despesa efectuada para além de um desvio global superior a dez por cento do valor previamente aprovado em
orçamento ou orçamento suplementar.

Artigo 83º
1.- As reuniões da Direcção serão ordinárias ou extraordinárias e delas serão sempre lavradas actas, cuja redacção incumbirá ao director que apoiar o Vice-Presidente para a gestão administrativa, preferencialmente o Secretário Geral.
2.- As reuniões ordinárias terão a periodicidade que for fixada pelo Presidente, não devendo o intervalo entre as reuniões exceder o período de duas semanas.
3.- As reuniões extraordinárias serão convocadas pelo Presidente sempre que quaisquer circunstâncias justifiquem a sua necessidade.
4.- A reunião de Direcção só estará habilitada a decidir sobre assuntos que estejam para além do expediente se contarem com a presença de pelo menos cinquenta por cento dos membros eleitos.
5.- Caso se verifique empate nas votações o Presidente, terá o voto de qualidade.
6.- Nos actos de relacionamento com as Associações Desportivas, nomeadamente para a inscrição de jogadores, bastará a assinatura de quaisquer três elementos da Direcção.
7.- Os actos que impliquem a contratação ou desvinculação de atletas, terão obrigatoriamente que ser assinados pelo Presidente e pelo Vice-presidente do respectivo escalão.

Artigo 84º
1.- Á excepção das pequenas despesas de expediente normal ou diário, cujo limite e competência será definido em reunião de Direcção, nenhuma outra poderá ser efectuada nem compromisso financeiro assumido, sem os vistos do
Presidente e do Vice-Presidente para a área financeira ou de quem esteja devidamente mandatado para o efeito.
2.- Para obrigar validamente o Clube são necessárias pelo menos três assinaturas, sendo obrigatoriamente uma delas a do Presidente ou do Vice-presidente para a área financeira.

Artigo 85º
As contas de depósito do Clube são movimentadas por meio de cheques assinados nos termos definidos no artigo anterior.
SECÇÃO IV - Conselho Fiscal

Artigo 86º
1.- O Conselho Fiscal será constituído por um Presidente, um Vice-Presidente e três Vogais.
2.- É da competência do Presidente do Conselho Fiscal a designação dos três vogais, dentro dos sócios efectivos, maiores de dezoito anos, podendo estes ser substituídos durante o período do mandato, sendo comunicado na
Assembleia Geral seguinte as substituições bem como os fundamentos das mesmas.

Artigo 87º
1.- Compete ao Conselho Fiscal designadamente:
a) Conferir os saldos de caixa e de depósitos, bem como dos balancetes periódicos de receitas e despesas;
b) Verificar os documentos e a legalidade dos pagamentos efectuados;
c) Examinar periodicamente a escrita do Clube e verificar da sua exactidão;
d) Examinar a origem e a correcção do registo das receitas, de qualquer natureza;
e) Verificar se todas as despesas estão devidamente autorizadas;
f) Assegurar com todo o vigor, o cumprimento das disposições contidas nos artigos 22º e 84º;
g) Relatar, comentar e dar parecer sobre as contas de gerência e sobre o relatório anual, para ser apresentado à Assembleia Geral, bem como sobre o orçamento anual e eventuais orçamentos suplementares;
h) Solicitar a convocação da Assembleia Geral sempre que os interesses do Clube assim o aconselharem.
2.- As deliberações do Conselho Fiscal são tomadas por maioria, devendo desta fazer parte pelo menos um dos membros eleitos.

Artigo 88º
Os membros do Conselho Fiscal têm o direito de assistir a reuniões de Direcção.

SECÇÃO V - Conselho Geral

Artigo 89º
1.- O Conselho Geral e um órgão que reúne quando convocado pelo seu Presidente, quer por deliberação deste, quer a pedido do Presidente da Assembleia Geral, da Direcção ou do Conselho Fiscal.
2.- A actividade deste órgão orienta-se fundamentalmente, para a análise de questões entendidas como de relevância na vida do Clube e ainda para a intervenção em problemas que, na sua opinião, exijam decisões de mais ampla
responsabilidade.

Artigo 90º
1.- O Conselho Geral é um órgão consultivo, sem responsabilidades na gestão, sendo constituído por membros inerentes, membros eleitos e membros convidados.
2.- São membros inerentes os associados que tenham desempenhado, ou desempenhem, as funções de Presidente da Mesa da Assembleia Geral, da Direcção ou do Conselho Fiscal. São ainda membros inerentes dois elementos a
indicar pelo Grupo de 'Os Geraldos', bem como os 10 sócios efectivos mais antigos desde que na plena posse dos seus direitos.
3.- Os sócios efectivos referidos no numero 1, podem renunciar ao direito de pertencer ao Conselho Geral, devendo faze-lo por escrito, entrando para o seu lugar o sócio efectivo seguinte.
4.- São eleitos em lista a apresentar em conjunto com a lista dos restantes órgãos Sociais 10 (dez) associados.
5.- O Presidente da Direcção e o Presidente da Mesa da Assembleia Geral, poderão, em comum acordo, convidar até cinco outros sócios para participar em reuniões do Conselho Geral, podendo este convite referir-se a uma ou mais
reuniões deste órgão.

Artigo 91º
Para orientar os seus trabalhos, os membros do Conselho Geral escolherão entre si um Presidente, um Vice-Presidente e dois Secretários permanentes.

Artigo 92º
1.- Em qualquer votação do Conselho Geral os Presidentes dos órgãos sociais em funções à data da reunião, não tem direito de voto, podendo no entanto participar em toda e qualquer discussão, como membros de pleno direito.
2.- As deliberações do Conselho Geral não são de caracter vinculativo, devendo delas ser dado conhecimento aos associados presentes na Assembleia Geral que se realize em data subsequente a cada reunião do Conselho Geral.

CAPITULO VII

'SECÇÕES DESPORTIVAS, RECREATIVAS E CULTURAIS'

Artigo 93º
O Lusitano Ginásio Clube deve procurar manter na medida dos seus interesses e possibilidades materiais, a prática do maior número possível de modalidades desportivas.

Artigo 94º
A Direcção elaborará e aprovará os regulamentos das Secções correspondentes às várias modalidades desportivas e designará os responsáveis pelas mesmas secções, devendo estes ser sempre sócios do Clube.

Artigo 95º
Poderá a Direcção, de acordo com o estabelecido no Artigo 2º destes estatutos, criar secções de recreio e cultura, regulamentando o seu funcionamento.

CAPITULO VIII

'DISPOSIÇÕES GERAIS'

Artigo 96º
1.- O valor das quotas mensais a pagar pelos associados será fixado em Assembleia Geral.
2.- Em jogos particulares ou oficiais poderá a direcção fixar uma quota suplementar para a entrada de sócios, designada como quota especial.
CAPITULO IX

'DISPOSIÇÕES TRANSITÓRIAS E ENTRADA EM VIGOR'

Artigo 97º
Com a aprovação dos presentes estatutos considera-se que os actuais órgãos sociais, se deverão manter em funções até ao fim do mandato para que estavam eleitos.

Estatutos aprovados em Assembleia Geral Extraordinária de 28 de Novembro de 2002


Escritura pública no Cartório Notarial de Arraiolos em 16 de Abril de 2003
Registo na Conservatória do Registo Comercial de Évora em 24 de Abril de 2003