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Universidade Federal do ABC

Métodos Experimentais em Engenharia

Relatório Experimento 03

Breno Parada Souza 21048615


Eduardo Silva Fernandes 21037215
Isabelle Fernandes do Lago 21037714
Victor Hugo Trindade Tenedini 21089316

Agosto 2017

Sumário

1
1. Resumo…………………………………………………………………………3

2. Metodologia………………………………………………..…………………...4
2.1 Materiais ………………………………………………..…………………...4
2.2 Procedimento Experimental ……………………………………………...4
2.3 Diagrama de Ishikawa (Espinha de peixe)……………...…………….....5
2.4 Fluxograma………………………………………………..………….……..6

3. Resultados e discussão……………………………………………………….7
3.1 Experimento com o cronômetro…………………………………………..7
3.2 Experimento com o osciloscópio………………………………………….9
3.3 Experimento com a bola de ping-pong…………………………………..11
3.4 Projeto……………………………………………………………………….12

4. Questões …………….. ……………………………………………………...13

5. Conclusões……………………………………………………………...…....15

6. Apêndice……………………………………………………………………….16

7. Referências bibliográficas……………………………………………………17

2
1. Resumo:

A partir de um esquema montado constituinte de uma peça de granito, um tubo


milimetrado, foram utilizados dois aparelhos diferentes para a determinação do
coeficiente de restituição de uma bola de borracha, a fim de compará-los. O primeiro
métodos foi o uso de um microfone, conectado a um circuito amplificador, que por sua
vez era conectado a um osciloscópio. O segundo, consistiu no uso do aparelho móvel
LG K10, com a aplicativo Lab4Physics, que foi usado para captar o som dos impactos
e gerar um gráfico da Amplitude vs Tempo, assim foi possível obter o coeficiente de
restituição da bola. O coeficiente foi calculado a partir dos 2 primeiros intervalos de
tempo entre as colisões. Com uma outra bola, a de pingue pongue, foi feito um gráfico
do intervalo de tempo entre as colisões em função do número da colisão, foram
utilizados os intervalos de tempo entre as primeiras 15 colisões. Todos os valores
foram comparados com os da literatura e assim pôde-se concluir que o experimento
não foi suficientemente preciso, dada grande discrepância dos valores calculados
com os da literatura, e também que o aplicativo usado no aparelho móvel é bem
menos preciso do que o do osciloscópio, tendo margem de erro de 0,05s

2. Metodologia

2.1. Materiais:

3
• Osciloscópio Tektronix 2022B
• Caixa contendo dois circuitos amplificadores, cada um deles conectado a um
microfone de eletreto.
• Fonte de alimentação (+3V)
• Multímetro digital portátil
• 2 cabos de conexão banana/banana
• 2 cabos de conexão banana/jacaré
• Cilindro de Plástico (cerca de 50 cm de altura e 22 cm de diâmetro): o objetivo
do cilindro consiste em induzir a bola a se deslocar verticalmente após cada
impacto (minimizando assim irregularidades na superfície da base)
• Base de granito
• Cronômetro
•Esfera de borracha
•Bolinha de pingue pongue

2.2. Procedimento:
Primeiramente foi montado um esquema constituinte de uma peça de granito
e um tubo milimetrado, dentro dest sistema foi determinada a altura H de onde as
bolas deveriam ser soltas, no caso, foi sorteado para o grupo a bola de borracha.
Em seguida foi cronometrado o tempo de queda da bola de borracha da altura
H até atingir a peça de granito, o procedimento foi repetido diversas vezes por todos
os integrantes do grupo, a média e sua incerteza foram calculadas e os resultados
foram comparados com a fórmula (1) encontrada na literatura.
2𝐻
𝑡 0 =√𝑔 (1)

Na segunda parte do experimento foram medidos os 2 primeiros intervalos de


tempo entre as colisões com o auxílio de um microfone conectado a um circuito
amplificador, que por sua vez era conectado a um osciloscópio, e, posteriormente, o
experimento foi repetido usando um aparelho móvel LG K-10 com o aplicativo
Lab4Physics, que captou o som dos impactos e converteu os dados em um gráfico
de Amplitude vc Tempo. O procedimento foi repetido diversas vezes e foram
calculadas as médias e as incertezas.

4
Na terceira parte do experimento dentro do mesmo sistema, com o auxílio do
microfone e osciloscópio foram medidos os 14 primeiros intervalos de tempo entre as
colisões de uma bola de pingue pongue com o granito a mesma altura H = 0,58m.
Com os dados obtidos foi possível montar um gráfico que mostra o intervalo de tempo
entre as batidas em função do número da batida.

2.3. Diagrama de ishikawa

2.4. Fluxograma:

5
3. Resultados e discussão

6
3.1 Experimento com o cronômetro
Como mostrado anteriormente foi soltado a bola de borracha no sistema para se
calcular o 𝑡0𝑚 adquirindo-se os seguintes resultados representados na tabela 1.
Tabela 1 de resultados com valores de tempo dois impactos consecutivos.

Repetições Tempo de queda incerteza 𝜎𝑡0𝑚


medido 𝑡0𝑚 (s) (s)
0,26 0,14
Aluno 01 0,36 0,14
0,21 0,14
0,39 0,14
Aluno 02 0,45 0,14
0,23 0,14
0,39 0,11
Aluno 03 0,36 0,11
0,27 0,11
0,34 0,16
Aluno 04 0,30 0,16
0,58 0,16
Media 0,35 0,10

Propagando-se a equação (1) podemos obter a incerteza associada ao 𝑡0𝑐 (tempo


inicial calculado) pela equação (2)
√2
𝜎𝑡0𝑐 = √
2𝑔√𝐻
. 𝜎𝐻 2 (2), sendo 𝜎𝐻 a incerteza associada a altura que foi m

ediada com uma régua ou seja 0,5 milímetros.

Resultado do 𝑡0𝑐 pela equação (1) :𝑡0𝑐 = (0,34 ± 0,05)s


Com estes dois intervalos de tempo podemos calcular o coeficiente de restituição da
bola de borracha com a equação (3)
𝑡1 𝑡0𝑐
𝜀𝐿 = = (3)
𝑡2 𝑡0𝑚

E podemos calcular sua incerteza propagado a equação (4) chegando na equação


(5)

7
2
1 2 𝑡0𝑐
𝜎𝜀𝐿 = √( . 𝜎𝑡0𝑐 ) + ( . 𝜎𝑡 )
𝑡0𝑚 𝑡0𝑚 2 0𝑚

Coeficiente de
restituição obtido pela
literatura 𝜀𝐿
0,97 ±0,54

O valor da incerteza foi exageradamente grande, o grupo atribui isto a dois fatores,
o primeiro e de que a equação fornecida pela literatura não considera a massa e o
segundo é que um ser humano normal não tem um reflexo tão preciso para
conseguir medir algo com um cronômetro na casa dos milisegundos com precisão.

3.2 Experimento com o osciloscópio


Após conseguidos os valores de tempo de dois impactos consecutivos com o
osciloscópio utiliza-se a equação (4) para se obter o coeficiente de restituição da
bola(𝜀 ).
𝛥𝑡𝑛+1
𝜀 = 𝛥𝑡𝑛
(4).

Com estes valores pode-se calcular a incerteza deste coeficiente de restituição


propagando-se a equação (4), obtendo -se esta expressão (5)

2 𝛥𝑡𝑛+1 2
𝜎𝜀 = √ (𝛥1 . 𝜎𝛥𝑡 ) + (− 2 . 𝜎𝛥𝑡𝑛 ) (5), sendo 𝜎𝛥𝑡𝑛 a incerteza
𝑡𝑛 𝑛+1 𝛥𝑡𝑛

associada do primeiro intervalo de


Tempo e 𝜎𝛥𝑡 a incerteza associada
𝑛 +1

ao segundo intervalo de tempo.

Tabela 2 com valores dos intervalos de tempo entre as 2 impactos consecutivos com a bola de borracha.

Repetições Primeiro Segundo Coeficiente de


intervalo de intervalo de restituição 𝜀𝑂𝑆
tempo 𝛥𝑡𝑛 (𝑚𝑠) tempo
𝛥𝑡𝑛+1 (𝑚𝑠)

8
1 570 ±20 450 ±20 0.789±0.037
2 550 ±20 410 ±20 0.745±0.025
3 540 ±20 430 ±20 0.796±0.026
4 510 ±20 420 ±20 0.824±0.028
5 570 ±20 440 ±20 0.772±0.025
6 550 ±20 430 ±20 0.782±0.026
7 530 ±20 400 ±20 0.755±0.026
8 540 ±20 430 ±20 0.796±0.026
9 550 ±20 430 ±20 0.782±0.026
10 540 ±20 420 ±20 0.778±0.026
11 550 ±20 420 ±20 0.764±0.026
12 540 ±20 420 ±20 0.778±0.026
Média 545 ±20 425 ±20 0.780±0.026

Com os dois coeficientes de restituição obtidos pela literatura e pelo osciloscópio


podemos comparar os resultados através do erro normalizado com a equação (6)

𝜀𝑂𝑆 − 𝜀𝐿
𝐸𝑛 = | |(6), sendo 𝜎𝜀𝑂𝑆 e 𝜎𝜀𝐿 as incertezas associadas aos coeficientes de
√(𝜎𝜀𝑂𝑆 )2 + (𝜎𝜀𝐿 )2

restituição obtidos pelo osciloscópio e pela literatura respectivamente expandidas


para 95% da probabilidade(2𝑘).

Erro normalizado𝐸𝑛
0,45
Como o erro normalizado é >1 segundo a norma ISO13528 [2] as medidas são
consideradas compatíveis.
3.3 Experimento com a bola de ping-pong

Tabela 3:valores dos intervalos de tempo entre as 15 primeiras colisões da bolinha de pingue pongue.

n-ésimo Intervalos de tempo


intervalo 𝑛 𝛥𝑡𝑛 (𝑚𝑠)

9
1 610 ±10
2 500 ±10
3 320 ±10
4 300 ±10
5 270 ±10
6 250 ±10
7 240 ±10
8 220 ±10
9 190 ±10
10 180 ±10
11 170 ±10
12 150 ±10
13 140 ±10
14 130 ±10

Gráfico(obtido pelo LabFit)

10
O coeficiente de restituição pode ser obtido através da linearização do gráfico
através do uso da escala logarítmica e determinação do coeficiente angular da reta,
que será o coeficiente de restituição. A curva que melhor se ajusta ao gráfico é a
exponencial, segundo a fórmula dos intervalos de tempo.

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3.4 Projeto
Tabela 4: valores dos intervalos de tempo entre as 2 primeiras colisões com dispositivo móvel e
coeficiente de restituição calculado a partir dos resultados do dispositivo móvel.

Repetições Primeiro intervalo Segundo intervalo Coeficiente de


de tempo(𝑚𝑠) de tempo(𝑚𝑠) restituição 𝜀𝐷𝑀
1 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
2 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
3 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
4 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
5 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
6 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
7 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
8 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
9 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
10 (400 ± 50) (300 ± 50) (0,75 ± 0,16 )
*Obs: como a resolução do aplicativo é de 100 milissegundos colocamos como
incerteza metade na menor medida possível com este aplicativo, pois os resultados
obtidos foram todos iguais porque há falta precisão neste método de coleta de dados.

4. Questões propostas:

1-) É esperado que o valor de t0 mude para diferentes tipos de bolinhas, pois, embora

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o formato seja o mesmo, umas vão encontrar maior resistência do ar do que outras,
por causa de suas dimensões. Por exemplo, se pudéssemos deixá-las cair por
algumas centenas de metros, a menor cairia mais rápido, tendo um t0
consideravelmente menor, devido à velocidade terminal. Da mesma mesma forma
que um paraquedista cai mais lentamente com seu paraquedas aberto do que quando
em queda livre.
Visualmente, será de diferença imperceptível para este experimento, pois a altura foi
pequena, mas, com uma precisão absurda, seria possível detectar algumas
discrepâncias. Porém, nada que pode ser concluído com este experimento em
específico, pois o mesmo não era suficientemente controlado para isso, existindo
diversos fatores que causariam variações maiores do que essa própria diferença que
deveria ser observada.

2-) Resistência do ar, irregularidades da superfície de granito, colisão com o tubo guia,
inclinação da mesa, consideração do granito como um material completamente
inelástico e incertezas associadas à própria constante da gravidade, já que se trata
de um valor médio.

3-) Não podemos comparar os coeficientes de restituição, pois para se obtê-lo a partir
do gráfico de (𝛥𝑡𝑛 × 𝑛) é necessário se obter no mínimo 10 intervalos o que só é
possível com a bola de ping-pong enquanto que a bola sorteada para nosso
experimento foi a de borracha com um coeficiente de restituição diferente do que a
bola de ping-pong.

4-) A superfície da base de granito é irregular, o que faz com que parte da energia
cinética seja direcionada na horizontal após uma colisão, diminuindo assim a altura
máxima que a bolinha percorre na subida. A massa da base de granito não afeta os
resultados, por ser suficientemente grande para que a força de atrito estático entre o
granito e a mesa impeça o movimento horizontal da base ao longo da mesa.

5-) O coeficiente de restituição de uma bolinha de borracha pesquisado é de 0,912


[1], enquanto o nosso ficou na faixa de 0,780. Houve uma discrepância relativamente
grande, sendo que boa parte dos motivos para o mesmo foram justificados na questão

13
4.

6-) Amortecedores de tênis, também pode ser usado para determinar o quão longe
uma rocha que pode se desprender de uma encosta pode ir, além de ser usado na
fabricação de equipamentos esportivos, como bolas de basquete, por exemplo.

5. Conclusão

A partir deste experimento foi possível concluir que o primeiro métodos


utilizando um microfone conectado a um circuito amplificador e a um osciloscópio é
mais preciso para a obtenção de dados do que o segundo, que era constituído de um
aparelho móvel LG K10 e um aplicativo Lab4Physics, que captou o som dos impactos

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e gerou um gráfico da Amplitude vs Tempo. Logo o aplicativo usado no aparelho
móvel apresentou ser bem menos preciso do que o do osciloscópio, tendo margem
de erro de 0,05s.E comparando os coeficientes de restituição obtidos pela literatura e
com o osciloscópio concluímos que apesar de compatíveis o resultado da literatura
não é confiável devido ao método utilizado com base no reflexo do operador e o
cronômetro por isso a incerteza foi tão grande.

6. Apêndice
Tabela 5: tabela para cálculo da incerteza dos operadores pelo reflexo, em que cada aluno deveria tentar
parar o cronômetro ao completar 5 segundos 10 vezes.

Tentativa Aluno 01 Aluno 02 Aluno 03 Aluno 04


(s) (s) (s) (s)
1 4,90 4,68 4,91 5,14
2 4,84 4,26 4,77 5,91
3 4,60 5,24 4,83 4,71

15
4 4,85 5,21 4,85 5,26
5 5,27 5,11 4,80 4,57
6 4,70 5,16 5,95 5,92
7 4,44 5,36 4,85 4,79
8 5,96 5,98 4,89 4,74
9 4,86 5,11 4,78 5,25
10 5,33 4,90 5,13 4,72
Desvio 0,14 0,14 0,11 0,16
padrão (𝜎𝐴𝑋 )

Incerteza combinada utilizada nos cálculos da tabela 2, sem arredondamentos:

Primeiro intervalo = 11,04398918 ms

Segundo intervalo = 10,92328622 ms

7. Referências bibliográficas

[1] http://www.sofisica.com.br/conteudos/Mecanica/Dinamica/fa.php - Acesso em


30/07/2017.

[2]: :International Organization for Standardization,https://www.iso.org/standard/56125.html.


Acesso 29/07/2017 às 21:00.

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