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Aula 1 – 5 de julho de 2019

UMA CONVERSA FRANCA ............................................................................. 2


SOBRE O NOSSO GRUPO DO WHATSAPP ....................................................... 2
SOBRE A SUA ENTREVISTA PÓS-APROVAÇÃO ................................................ 2
SOBRE O SEU CONCURSO ............................................................................ 2
NOSSO CALENDÁRIO DE AULAS .................................................................... 3
CÓDIGO DE ÉTICA DO PSICÓLOGO. ............................................................... 6
CÓDIGO DE ÉTICA: RESOLUÇÃO CFP Nº 010/05 ................................................................. 6
RESOLUÇÃO CFP NO 007/2003. .................................................................. 16
A RESOLUÇÃO CFP Nº 007/2003 ................................................................................... 17
DOCUMENTOS PSICOLÓGICOS E AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA .................................................... 26
A POLÊMICA DE CUNHA .................................................................................................. 29
COISAS ESDRÚXULAS QUE PODEM CAIR NA PROVA DE VOCÊS ................................................. 29
RESOLUÇÃO CFP Nº 01/2009. ..................................................................... 30
RESOLUÇÃO CFP Nº 010/2010. ................................................................... 32
ART. 1º - INSTITUIR A REGULAMENTAÇÃO DA ESCUTA PSICOLÓGICA DE
CRIANÇAS E ADOLESCENTES NA REDE DE PROTEÇÃO. .................................. 34
ART. 2° - A REGULAMENTAÇÃO DE ESCUTA PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES, REFERIDA NO ARTIGO ANTERIOR, DISPÕE SOBRE OS
SEGUINTES ITENS, CONFORME TEXTO ANEXO: ............................................ 35
I. PRINCÍPIOS NORTEADORES DA ESCUTA PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E
ADOLESCENTES ENVOLVIDOS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA, NA REDE DE
PROTEÇÃO; .............................................................................................. 35
II. MARCOS REFERENCIAIS PARA A ESCUTA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES
ENVOLVIDOS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA, NA REDE DE PROTEÇÃO; ............. 35
III. REFERENCIAIS TÉCNICOS PARA O EXERCÍCIO PROFISSIONAL DA ESCUTA
PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES ENVOLVIDOS EM SITUAÇÃO DE
VIOLÊNCIA, NA REDE DE PROTEÇÃO; .......................................................... 35
ART. 3° - TODA E QUALQUER ATIVIDADE PROFISSIONAL DECORRENTE DE
ESCUTA PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES DEVERÁ SEGUIR OS
ITENS DETERMINADOS NESTA RESOLUÇÃO................................................. 35
PARÁGRAFO ÚNICO – A NÃO OBSERVÂNCIA DA PRESENTE NORMA CONSTITUI
FALTA ÉTICO-DISCIPLINAR, PASSÍVEL DE CAPITULAÇÃO NOS DISPOSITIVOS
REFERENTES AO EXERCÍCIO PROFISSIONAL DO CÓDIGO DE ÉTICA
PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO, SEM PREJUÍZO DE OUTROS QUE POSSAM SER
ARGUIDOS. .............................................................................................. 35
QUESTÕES ............................................................................................... 37
QUESTÕES COMENTADAS E GABARITADAS .................................................. 52

1
Uma conversa franca
Como é bom estar aqui com vocês! Nessa primeira aula iremos entrar
direto em nosso material. Assistam ao vídeo sobre o nosso concurso.
=]

Sobre o nosso grupo do WhatsApp


Não é obrigatório, mas recomendo muuuuuito! Se você não está, fale com
o Batman. O que ocorre no grupo do WhatsApp, fica no grupo do WhatsApp.

Sobre a sua entrevista pós-aprovação


Não é obrigatório, mas também recomendo muuuuuito! =]

Sobre o seu concurso


Dados sobre o seu concurso:
Banca: Fundação VUNESP
Cargo: Psicólogo
Vagas: 5 (150 no CR)
Carga Horária de Trabalho: 36 horas
Remuneração: R$ 5.684,35
Benefícios:
a) Auxílio Refeição/ Alimentação, para os servidores com carga
horária igual ou superior a 20 (vinte) horas semanais, no valor de R$
982,56 (novecentos e oitenta e dois e cinquenta e seis centavos)
mensais. O Auxílio Refeição/Alimentação somente é devido no mês
seguinte ao da admissão e seu respectivo valor refere-se ao mês
vigente.
b) Vale-Transporte dos servidores municipais, nos seguintes moldes:
• O Vale-Transporte é um benefício opcional, a ser utilizado
dentro dos limites do município de Campinas e concedido
mediante o desconto de 3% (três por cento) dos
vencimentos;
• A concessão do Vale-Transporte é efetuada no mês
seguinte ao da solicitação.
Inscrições: 03 de julho de 2019 à 31 de julho de 2019
Prova Objetiva (15 de setembro) vale 90 pontos
Língua Portuguesa - 10 questões, peso 2
Legislação – 10 questões, peso 1
Conhecimentos Específicos – 30 questões, peso 2

| 2
Prova de títulos (dia 22 de setembro) vale 5 pontos
Experiência profissional (1 ponto por ano, máximo de 5 pontos)
Data da prova objetiva: 15 de setembro (manhã, cidade de Campinas).

8 Motivos para fazer o nosso curso para a Prefeitura de Campinas:


1. Serão 5 vagas
2. Remuneração inicial de R$ 5.684,35 + Benefícios
3. Banca VUNESP (mel na chupeta)
4. Prova só em setembro
5. Sem prova discursiva
6. A prova de títulos valoriza a experiência profissional
7. Tem curso no Psicologia Nova
8. Ninguém possui maior acervo de provas da Vunesp resolvidas e quantidade
de alunos aprovados que nós!

Sobre o nosso curso

Carga Horária Total do Curso: 20 horas/aula (20 blocos de 25 minutos


cada).
Início da liberação das aulas gravadas e escritas: 5/07/2019
Certificado ao final do curso: Sim (após 80% de visualização do
conteúdo).
Preço do certificado: Gratuito.
Professores: Alyson Barros
O curso será ministrado através de vídeo-aulas e pdfs.

Nosso calendário de aulas


Disciplina: Psicologia

Aula Conteúdos Liberação


1 Código de Ética do Psicólogo. 05/07
Resolução CFP no 007/2003.
Resolução CFP nº 01/2009.
Resolução CFP nº 010/2010.
2 Lei Federal No 8.080/1990 – Sistema Único 12/07
de Saúde-SUS (art. 2o a 7o, 16o e 19o e
alterações vigentes).
Política Nacional de Humanização do SUS.
Noções sobre Políticas de Saúde no Brasil.
| 3
Programa Saúde da Família.
NASF (Núcleo Ampliado de Saúde da
Família).
3 Estatuto da Criança e do Adolescente. 19/07
Estatuto do Idoso;
Lei de Inclusão da Pessoa com Deficiência
(Estatuto Pessoa com Deficiência).
4 Reforma Psiquiátrica. 26/07
Lei Federal nº 10.216/2002;
Portarias no 336/2002 e nº 3.088/2011
Ministério da Saúde.
5 Métodos e técnicas de avaliação 02/08
psicológica.
Testes psicológicos.
Tipos de testes: testes de habilidades; testes
de personalidade; técnicas projetivas; testes
psicomotores.
6 Teorias do Desenvolvimento. 09/08
Diagnóstico clínico, organizacional e
psicossocial.
Psicologia familiar.
Psicopatologia e método clínico.
Teorias e técnicas psicoterápicas.
7 Atuação multidisciplinar e comunitária. 16/08
Desenvolvimento e acompanhamento de
equipes.
Psicologia social e os fenômenos de grupo.
Processo grupal e práticas psicoterápicas de
grupo.
Psicologia institucional e atuação do
Psicólogo.
Estratégias de intervenção profissional com
famílias, crianças, adolescentes, idosos,
população em situação de rua, trabalho
infantil, exploração sexual, violência e
abuso sexual da criança e do adolescente.
Psicólogo nas Políticas de Proteção Social.
Gestão de benefícios e Transferência de
Renda.
Psicologia, Direitos Humanos e Democracia.
Plano de Convivência Familiar e
Comunitária;
Lei Orgânica da Assistência Social – LOAS –
| 4
Lei Federal no 8742/1993, e alterações
vigentes;
Política Nacional de Assistência
Social/Sistema Único de Assistência Social –
SUAS –
Resolução CNAS no 145/2004;
NOB/SUAS Resolução CNAS no 130/2005;
Tipificação Nacional de Serviços
Socioassistenciais – Resolução CNAS no
109/2009;
Atuação do Psicólogo no SUAS.
8 Gestão de pessoas nas organizações. 23/08
Ferramentas e metodologias de gestão e
estilos de liderança.
Planejamento estratégico da gestão de
pessoas.
Gerenciamento de conflitos.
Clima e cultura organizacional.
Psicodinâmica do trabalho e promoção de
saúde do trabalhador.
Psicopatologia do trabalho.
Motivação e aprendizagem.
Práticas grupais.
Atuação do psicólogo na interface
saúde/trabalho/educação.
Avaliação e gestão de desempenho.
Política de avaliação de desempenho
individual e institucional.
Gestão do conhecimento e gestão por
competências: abordagens e ferramentas.
9 Fatores psicossociais da DORT e outros 30/08
distúrbios relacionados ao trabalho.
Recrutamento de pessoal.
Seleção de pessoal na área pública:
planejamento, técnicas, avaliação e
controle de resultados.
Política de desenvolvimento organizacional.
Conceitos de talentos.
Orientação, acompanhamento e
readaptação profissionais.
Entrevista de acompanhamento; realocação
em outro posto de trabalho; reabilitação.
10 Teorias psicogenéticas aplicadas à 06/09
| 5
Educação: Jean Piaget, Vygotsky e Wallon.
Função social da escola e da família.
Noções de Psicologia Educacional.
Em função da disponibilidade do professor e da necessidade do curso, poderão
ocorrer eventuais mudanças de calendário. Essas mudanças serão sempre
comunicadas aos alunos.
Vamos começar!

Código de Ética do Psicólogo.


Vamos estudar, portanto, o código de ética. Esse assunto é bem básico e se
você já domina o assunto, pule para as questões, de verdade.

Código de Ética: Resolução CFP Nº 010/05


Vamos direito ao Código de Ética dos Psicólogos. Recomendo várias
leituras atenciosas e muito marcador de texto. Esse tópico está presente em quase
100% dos concursos de psicologia. Sublinharei os pontos principais do texto e
colocarei minhas anotações em vermelho.

CÓDIGO DE ÉTICA PROFISSIONAL DO PSICÓLOGO (Resolução CFP n° 10/2005)


Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca
atender demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela
existência de normas éticas que garantam a adequada relação de cada
profissional com seus pares e com a sociedade como um todo.
Um Código de Ética profissional, ao estabelecer padrões esperados
quanto às práticas referendadas pela respectiva categoria profissional e pela
sociedade, procura fomentar a auto-reflexão exigida de cada indivíduo acerca da
sua práxis, de modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas
conseqüências no exercício profissional. A missão primordial de um código de
ética profissional não é de normatizar a natureza técnica do trabalho, e, sim, a de
assegurar, dentro de valores relevantes para a sociedade e para as práticas
desenvolvidas, um padrão de conduta que fortaleça o reconhecimento social
daquela categoria.
O código de ética prevê todas as situações em que deverá ser
aplicado? Não. Por isso constitui-se como princípios que
fundamentarão a conduta profissional.
Códigos de Ética expressam sempre uma concepção de homem e de
sociedade que determina a direção das relações entre os indivíduos. Traduzem-se
em princípios e normas que devem se pautar pelo respeito ao sujeito humano e
seus direitos fundamentais. Por constituir a expressão de valores universais, tais
como os constantes na Declaração Universal dos Direitos Humanos; sócio-
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culturais, que refletem a realidade do país; e de valores que estruturam uma
profissão, um código de ética não pode ser visto como um conjunto fixo de normas
e imutável no tempo. As sociedades mudam, as profissões transformam-se e isso
exige, também, uma reflexão contínua sobre o próprio código de ética que nos
orienta.
Dois pontos importantes: todo código de ética é determinado
historicamente e o nosso foi influenciado pela Declaração
Universal dos Direitos Humanos.
A formulação deste Código de Ética, o terceiro da profissão de psicólogo
no Brasil, responde ao contexto organizativo dos psicólogos, ao momento do país
e ao estágio de desenvolvimento da Psicologia enquanto campo científico e
profissional. Este Código de Ética dos Psicólogos é reflexo da necessidade, sentida
pela categoria e suas entidades representativas, de atender à evolução do
contexto institucional-legal do país, marcadamente a partir da promulgação da
denominada Constituição Cidadã, em 1988, e das legislações dela decorrentes.
Consoante com a conjuntura democrática vigente, o presente Código foi
construído a partir de múltiplos espaços de discussão sobre a ética da profissão,
suas responsabilidades e compromissos com a promoção da cidadania. O
processo ocorreu ao longo de três anos, em todo o país, com a participação direta
dos psicólogos e aberto à sociedade.
Ô drama do CFP, essa é dispensável.
Este Código de Ética pautou-se pelo princípio geral de aproximar-se mais
de um instrumento de reflexão do que de um conjunto de normas a serem
seguidas pelo psicólogo. Para tanto, na sua construção buscou-se:
Eis a lista dos pressupostos que nortearam a construção do nosso
código de ética que todo candidato deve saber.
a. Valorizar os princípios fundamentais como grandes eixos que devem
orientar a relação do psicólogo com a sociedade, a profissão, as entidades
profissionais e a ciência, pois esses eixos atravessam todas as práticas e estas
demandam uma contínua reflexão sobre o contexto social e institucional.
b. Abrir espaço para a discussão, pelo psicólogo, dos limites e interseções
relativos aos direitos individuais e coletivos, questão crucial para as relações que
estabelece com a sociedade, os colegas de profissão e os usuários ou beneficiários
dos seus serviços.
c. Contemplar a diversidade que configura o exercício da profissão e a
crescente inserção do psicólogo em contextos institucionais e em equipes
multiprofissionais.
d. Estimular reflexões que considerem a profissão como um todo e não
em suas práticas particulares, uma vez que os principais dilemas éticos não se
restringem a práticas específicas e surgem em quaisquer contextos de atuação.
Ao aprovar e divulgar o Código de Ética Profissional do Psicólogo, a
expectativa é de que ele seja um instrumento capaz de delinear para a sociedade
as responsabilidades e deveres do psicólogo, oferecer diretrizes para a sua
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formação e balizar os julgamentos das suas ações, contribuindo para o
fortalecimento e ampliação do significado social da profissão.
Vou destacar as utopias os objetivos:
a) delinear para a sociedade as responsabilidades e
deveres do psicólogo
b) oferecer diretrizes para a sua formação
c) balizar os julgamentos das suas ações
d) contribuir para o fortalecimento e ampliação do
significado social da profissão

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS
I. O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da
dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que
embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
II. O psicólogo trabalhará visando promover a saúde e a qualidade de vida das
pessoas e das coletividades e contribuirá para a eliminação de quaisquer formas
de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
Atente para a expressão “contribuirá para a eliminação”.
III. O psicólogo atuará com responsabilidade social, analisando crítica e
historicamente a realidade política, econômica, social e cultural.
IV. O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo
aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia
como campo científico de conhecimento e de prática.
V. O psicólogo contribuirá para promover a universalização do acesso da
população às informações, ao conhecimento da ciência psicológica, aos serviços e
aos padrões éticos da profissão.
VI. O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com
dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.
Aqui não tem escolha, em situações que o psicólogo presencie a
degradação da psicologia, deve agir obrigatoriamente.
VII. O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os
impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se
de forma crítica e em consonância com os demais princípios deste Código.
Uma dica: decore o VII. Cai na literalidade na maioria das bancas
em que trabalhei,

DAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO


Agora começa a parte boa!
Art. 1º – São deveres fundamentais dos psicólogos:
a) Conhecer, divulgar, cumprir e fazer cumprir este Código;
b) Assumir responsabilidades profissionais somente por atividades para as
quais esteja capacitado pessoal, teórica e tecnicamente;

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c) Prestar serviços psicológicos de qualidade, em condições de trabalho
dignas e apropriadas à natureza desses serviços, utilizando princípios,
conhecimentos e técnicas reconhecidamente fundamentados na ciência
psicológica, na ética e na legislação profissional;
A legislação profissional inclui não só a elaborada para os
profissionais de psicologia como a existente para o contexto de
trabalho do psicólogo (Exemplo, Código de Ética do Poder
Executivo para psicólogos servidores do poder executivo).
d) Prestar serviços profissionais em situações de calamidade pública ou de
emergência, sem visar benefício pessoal;
O que isso realmente significa na prática? Significa que o
psicólogo deve se apresentar para o trabalho em situações de
calamidade pública ou de emergência, mesmo que seja sem
remuneração. Esse preceito está de acordo com o humanismo da
Declaração Universal dos Direitos Humanos.
e) Estabelecer acordos de prestação de serviços que respeitem os direitos
do usuário ou beneficiário de serviços de Psicologia;
Nada de preços ou condições exorbitantes.
f) Fornecer, a quem de direito, na prestação de serviços psicológicos,
informações concernentes ao trabalho a ser realizado e ao seu objetivo
profissional;
Esse “a quem de direito” é o usuário do serviço e/ou seu
responsável.
g) Informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da prestação de
serviços psicológicos, transmitindo somente o que for necessário para a
tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário;
h) Orientar a quem de direito sobre os encaminhamentos apropriados, a
partir da prestação de serviços psicológicos, e fornecer, sempre que
solicitado, os documentos pertinentes ao bom termo do trabalho;
i) Zelar para que a comercialização, aquisição, doação, empréstimo, guarda
e forma de divulgação do material privativo do psicólogo sejam feitas
conforme os princípios deste Código;
j) Ter, para com o trabalho dos psicólogos e de outros profissionais,
respeito, consideração e solidariedade, e, quando solicitado, colaborar
com estes, salvo impedimento por motivo relevante;
k) Sugerir serviços de outros psicólogos, sempre que, por motivos
justificáveis, não puderem ser continuados pelo profissional que os
assumiu inicialmente, fornecendo ao seu substituto as informações
necessárias à continuidade do trabalho;
l) Levar ao conhecimento das instâncias competentes o exercício ilegal ou
irregular da profissão, transgressões a princípios e diretrizes deste Código
ou da legislação profissional.

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Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:
O Artigo 1° e o 2° devem ser relidos até a exaustão. Apesar de
parecerem longos, são de “bom senso” da prática profissional e
fáceis de serem identificados em qualquer prova.
a) Praticar ou ser conivente com quaisquer atos que caracterizem
negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou opressão;
b) Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas,
de orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do
exercício de suas funções profissionais;
c) Utilizar ou favorecer o uso de conhecimento e a utilização de práticas
psicológicas como instrumentos de castigo, tortura ou qualquer forma de
violência;
d) Acumpliciar-se com pessoas ou organizações que exerçam ou favoreçam
o exercício ilegal da profissão de psicólogo ou de qualquer outra atividade
profissional;
e) Ser conivente com erros, faltas éticas, violação de direitos, crimes ou
contravenções penais praticados por psicólogos na prestação de serviços
profissionais;
f) Prestar serviços ou vincular o título de psicólogo a serviços de
atendimento psicológico cujos procedimentos, técnicas e meios não
estejam regulamentados ou reconhecidos pela profissão;
g) Emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico científica;
h) Interferir na validade e fidedignidade de instrumentos e técnicas
psicológicas, adulterar seus resultados ou fazer declarações falsas;
i) Induzir qualquer pessoa ou organização a recorrer a seus serviços;
j) Estabelecer com a pessoa atendida, familiar ou terceiro, que tenha
vínculo com o atendido, relação que possa interferir negativamente nos
objetivos do serviço prestado;
k) Ser perito, avaliador ou parecerista em situações nas quais seus vínculos
pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a qualidade
do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação;
l) Desviar para serviço particular ou de outra instituição, visando benefício
próprio, pessoas ou organizações atendidas por instituição com a qual
mantenha qualquer tipo de vínculo profissional;
m) Prestar serviços profissionais a organizações concorrentes de modo que
possam resultar em prejuízo para as partes envolvidas, decorrentes de
informações privilegiadas;
n) Prolongar, desnecessariamente, a prestação de serviços profissionais;
o) Pleitear ou receber comissões, empréstimos, doações ou vantagens
outras de qualquer espécie, além dos honorários contratados, assim como
intermediar transações financeiras;
p) Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de
serviços;
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q) Realizar diagnósticos, divulgar procedimentos ou apresentar resultados
de serviços psicológicos em meios de comunicação, de forma a expor
pessoas, grupos ou organizações.
Mas Alyson, não podemos realizar diagnóstico? Isso é culpa do tal
do Ato Médico? Não. Veja bem, não podemos realizar diagnóstico
que exponha pessoas, grupos ou organizações.

Art. 3º – O psicólogo, para ingressar, associar-se ou permanecer em uma


organização, considerará a missão, a filosofia, as políticas, as normas e as práticas
nela vigentes e sua compatibilidade com os princípios e regras deste Código.
Parágrafo único: Existindo incompatibilidade, cabe ao psicólogo recusar-se a
prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente.

Art. 4º – Ao fixar a remuneração pelo seu trabalho, o psicólogo:


a) Levará em conta a justa retribuição aos serviços prestados e as
condições do usuário ou beneficiário;
b) Estipulará o valor de acordo com as características da atividade e o
comunicará ao usuário ou beneficiário antes do início do trabalho a ser
realizado;
c) Assegurará a qualidade dos serviços oferecidos independentemente do
valor acordado.

Art. 5º – O psicólogo, quando participar de greves ou paralisações, garantirá que:


a) As atividades de emergência não sejam interrompidas;
b) Haja prévia comunicação da paralisação aos usuários ou beneficiários
dos serviços atingidos pela mesma.

Art. 6º – O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos:


a) Encaminhará a profissionais ou entidades habilitados e qualificados
demandas que extrapolem seu campo de atuação;
b) Compartilhará somente informações relevantes para qualificar o serviço
prestado, resguardando o caráter confidencial das comunicações,
assinalando a responsabilidade, de quem as receber, de preservar o sigilo.

Art. 7º – O psicólogo poderá intervir na prestação de serviços psicológicos que


estejam sendo efetuados por outro profissional, nas seguintes situações:
Olho no lance! Essas 4 condições são vitais para o seu concurso!
a) A pedido do profissional responsável pelo serviço;
Não é a pedido do paciente se o serviço ainda estiver em curso.
b) Em caso de emergência ou risco ao beneficiário ou usuário do serviço,
quando dará imediata ciência ao profissional;

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Ocorre a intervenção, mas o psicólogo que intervir deve dar
imediata ciência ao profissional anterior de sua atuação. Sendo
assim, ele não pede autorização, mas comunica a atuação.
c) Quando informado expressamente, por qualquer uma das partes, da
interrupção voluntária e definitiva do serviço;
Quando informado pelo paciente ou por psicólogo anterior que o
vínculo de atendimento não existe mais.
d) Quando se tratar de trabalho multiprofissional e a intervenção fizer parte
da metodologia adotada.

Art. 8º – Para realizar atendimento não eventual de criança, adolescente ou


interdito, o psicólogo deverá obter autorização de ao menos um de seus
responsáveis, observadas as determinações da legislação vigente:
Ao menos um dos responsáveis deverá autorizar o atendimento
de criança, adolescente ou interdito. Isso não significa que seja
necessariamente um dos pais. Pode ser a avó ou, como expresso
no parágrafo seguinte, o Juiz da Infância e Adolescência, por
exemplo.
§1° – No caso de não se apresentar um responsável legal, o atendimento deverá
ser efetuado e comunicado às autoridades competentes;
§2° – O psicólogo responsabilizar-se-á pelos encaminhamentos que se fizerem
necessários para garantir a proteção integral do atendido.

Art. 9º – É dever do psicólogo respeitar o sigilo profissional a fim de proteger, por


meio da confidencialidade, a intimidade das pessoas, grupos ou organizações, a
que tenha acesso no exercício profissional.

Art. 10 – Nas situações em que se configure conflito entre as exigências


decorrentes do disposto no Art. 9º e as afirmações dos princípios fundamentais
deste Código, excetuando-se os casos previstos em lei, o psicólogo poderá decidir
pela quebra de sigilo, baseando sua decisão na busca do menor prejuízo.
Parágrafo único – Em caso de quebra do sigilo previsto no caput deste artigo, o
psicólogo deverá restringir-se a prestar as informações estritamente necessárias.

Art. 11 – Quando requisitado a depor em juízo, o psicólogo poderá prestar


informações, considerando o previsto neste Código.
E comunicará apenas o necessário.

Art. 12 – Nos documentos que embasam as atividades em equipe


multiprofissional, o psicólogo registrará apenas as informações necessárias para o
cumprimento dos objetivos do trabalho.
Novamente, comunicará apenas o necessário.

| 12
Art. 13 – No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser
comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para se promoverem
medidas em seu benefício.
Novamente, comunicará apenas o necessário.

Art. 14 – A utilização de quaisquer meios de registro e observação da prática


psicológica obedecerá às normas deste Código e a legislação profissional vigente,
devendo o usuário ou beneficiário, desde o início, ser informado.

Art. 15 – Em caso de interrupção do trabalho do psicólogo, por quaisquer motivos,


ele deverá zelar pelo destino dos seus arquivos confidenciais.
§ 1° – Em caso de demissão ou exoneração, o psicólogo deverá repassar
todo o material ao psicólogo que vier a substituí-lo, ou lacrá-lo para posterior
utilização pelo psicólogo substituto.
§ 2° – Em caso de extinção do serviço de Psicologia, o psicólogo
responsável informará ao Conselho Regional de Psicologia, que providenciará a
destinação dos arquivos confidenciais.

Art. 16 – O psicólogo, na realização de estudos, pesquisas e atividades voltadas


para a produção de conhecimento e desenvolvimento de tecnologias:
a) Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos, como pela
divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas, grupos,
organizações e comunidades envolvidas;
b) Garantirá o caráter voluntário da participação dos envolvidos, mediante
consentimento livre e esclarecido, salvo nas situações previstas em
legislação específica e respeitando os princípios deste Código; [desconheço
legislação que preveja essas exceções].
c) Garantirá o anonimato das pessoas, grupos ou organizações, salvo
interesse manifesto destes;
d) Garantirá o acesso das pessoas, grupos ou organizações aos resultados
das pesquisas ou estudos, após seu encerramento, sempre que assim o
desejarem.

Art. 17 – Caberá aos psicólogos docentes ou supervisores esclarecer, informar,


orientar e exigir dos estudantes a observância dos princípios e normas contidas
neste Código.

Art. 18 – O psicólogo não divulgará, ensinará, cederá, emprestará ou venderá a


leigos instrumentos e técnicas psicológicas que permitam ou facilitem o exercício
ilegal da profissão.

| 13
Art. 19 – O psicólogo, ao participar de atividade em veículos de comunicação,
zelará para que as informações prestadas disseminem o conhecimento a respeito
das atribuições, da base científica e do papel social da profissão.

Art. 20 – O psicólogo, ao promover publicamente seus serviços, por quaisquer


meios, individual ou coletivamente:
a) Informará o seu nome completo, o CRP e seu número de registro;
b) Fará referência apenas a títulos ou qualificações profissionais que
possua;
c) Divulgará somente qualificações, atividades e recursos relativos a
técnicas e práticas que estejam reconhecidas ou regulamentadas pela
profissão;
d) Não utilizará o preço do serviço como forma de propaganda;
e) Não fará previsão taxativa de resultados;
f) Não fará auto-promoção em detrimento de outros profissionais;
g) Não proporá atividades que sejam atribuições privativas de outras
categorias profissionais;
h) Não fará divulgação sensacionalista das atividades profissionais.

DAS DISPOSIÇÕES GERAIS

Art. 21 – As transgressões dos preceitos deste Código constituem infração


disciplinar com a aplicação das seguintes penalidades, na forma dos dispositivos
legais ou regimentais:
a) Advertência;
b) Multa;
c) Censura pública;
d) Suspensão do exercício profissional, por até 30 (trinta) dias, ad
referendum do Conselho Federal de Psicologia;
e) Cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho Federal
de Psicologia.

Art. 22 – As dúvidas na observância deste Código e os casos omissos serão


resolvidos pelos Conselhos Regionais de Psicologia, ad referendum do Conselho
Federal de Psicologia.

Art. 23 – Competirá ao Conselho Federal de Psicologia firmar jurisprudência


quanto aos casos omissos e fazê-la incorporar a este Código.

Art. 24 – O presente Código poderá ser alterado pelo Conselho Federal de


Psicologia, por iniciativa própria ou da categoria, ouvidos os Conselhos Regionais
de Psicologia.

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Leu todo o nosso código de ética? Leia de novo. O que tenho para te falar
não é animador: decore o código de ética. Você precisa saber das definições aqui
utilizadas. O código é pequeno, mesmo assim, devo fazer algumas considerações
esquematizadas para você não mais esquecer.
Pontos Principais

Deveres Fundamentais
• Atuar naquilo que é capacitado, com qualidade e seguindo princípios
fundamentais;
• Atuar em situações de calamidade pública
• Fornecer informações (transmitindo somente o que for necessário para a
tomada de decisões que afetem o usuário ou beneficiário);
• Encaminhar quando necessário
• Representar contra exercício ilegal ou irregular da profissão, transgressões
a princípios e diretrizes deste Código ou da legislação profissional.

Vedações
• Praticar atos que caracterizem negligência, discriminação, exploração,
violência, crueldade ou opressão;
• Induzir a convicções políticas, filosóficas, morais, ideológicas, religiosas, de
orientação sexual ou a qualquer tipo de preconceito, quando do exercício
de suas funções profissionais; Induzir qualquer pessoa ou organização a
recorrer a seus serviços;
• Ser cúmplice do exercício ilegal da profissão e de psicólogos com práticas
não reconhecidas;
• Emitir documentos sem fundamentação e qualidade técnico científica ou
interferir na validade e fidedignidade de instrumentos e técnicas
psicológicas;
• Estabelecer vínculos que prejudiquem a qualidade do trabalho (seja no
atendimento ou na avaliação) ou visar benefício próprio.

“Visar benefício próprio”. Quando a questão vier referindo-se ao nosso


código, observe se a situação apresentada sustenta algum caso que vise benefício
próprio (prolongamento das sessões, empréstimos pessoais, estipular o preço
após o início dos trabalhos, porcentagem recebida por encaminhamento, etc.).
Caso isso ocorra, ficará fácil identificar o erro inferido.
Para garantir que o psicólogo vá seguir os preceitos éticos explicitados, a
garantia que o próprio Código Oferece é a capacidade que nós temos de recusar-
nos a prestar serviços e, se pertinente, apresentar denúncia ao órgão competente.
Além disso, podemos intervir no trabalho de outros profissionais nas
seguintes situações:
a) A pedido do outro profissional responsável pelo serviço;
| 15
b) Em caso de emergência ou risco ao beneficiário;
c) Quando o trabalho do outro profissional estiver encerrado;
d) Quando for a metodologia adotada.
Outro ponto importante é que, no atendimento de crianças, adolescentes
ou interditos, ao menos um dos responsáveis deverá autorizar o atendimento. De
que forma ocorre essa autorização? Bom, a legislação vigente não fala nada
específico sobre isso, e, como você deve saber, a autorização verbal acaba sendo
suficiente.
O psicólogo poderá decidir pela quebra de sigilo apenas na situação em
que busque o menor prejuízo. E, mesmo assim, deverá apenas prestar as
informações estritamente necessárias (isso vale para a quase totalidade dos
processos de comunicação oficiais do psicólogo).
O que fazer com os arquivos confidenciais? Essa é fácil, atente para os
dois casos: em caso de demissão ou exoneração do psicólogo, seu material deve
ser passado para quem o vier a substituir ou deve lacrar o material para posterior
utilização; em caso de extinção do serviço de psicologia, o psicólogo informará a
extinção ao Conselho Regional de Psicologia, que ficará responsável pela
destinação do material.
Na hora de fazer propaganda, o psicólogo deve informar seu nome
completo, número de registro e CRP. Além disso:
a) Poderá divulgar qualificação profissional e qualificações,
atividades e recursos relativos a técnicas e práticas que estejam
reconhecidas ou regulamentadas pela profissão;
b) Não poderá divulgar o preço, divulgar expectativa de resultados
(de forma taxativa), se promover em detrimento de outros
profissionais e nem fará sensacionalismo sobre sua atividade
profissional.
E, por fim, a lista das penalidades aplicadas:
a) Advertência;
b) Multa;
c) Censura pública;
d) Suspensão do exercício profissional, por até 30 (trinta) dias, ad
referendum do Conselho Federal de Psicologia;
e) Cassação do exercício profissional, ad referendum do Conselho
Federal de Psicologia.
Observe que o código de ética não estipula os casos em que as
penalidades são aplicáveis. Isso ocorre por meio de outras legislações, julgados,
posicionamentos e pelo julgamento através de comissão de ética para cada caso
apresentado.

Resolução CFP no 007/2003.

| 16
Meus queridos, futuros aprovados no concurso a Prefeitura de Campinas,
procurem esse curso grátis no Psicologia Nova:

Essa é a Resolução vigente.


Alyson, a Vunesp pode cobrar a Resolução antiga?
Pode. Se não houver retificação, a antiga deve vigorar em sua prova. Mas...
Por via das dúvidas, estude a nova. Não quero que você acredite em ganhar ponto
com recurso. Se por um lado estou bastante otimista com o absurdo aumento das
pessoas chamadas ao longo dos anos de vigência do concurso, estou bastante
pessimista que deem provimento aos recursos.
Anyway, estude a resolução nova no curso gratuito que falei e estude
comigo agora a resolução CFP n 7/2003.

A Resolução CFP nº 007/2003


Para estudarmos o restante dos documentos psicológicos, opto por
colocar a resolução CFP n° 007/2003 na íntegra aqui. Ela costuma cair de duas
formas: perguntas literais sobre o que está escrito e como padrão para questões
dissertativas. Por isso, muita atenção nessa hora. Acompanhe comigo os pontos
principais – observe que todos os grifos no texto são meus e que a resolução está
sintetizada para o que nos importa: laudos, pareceres e relatórios psicológicos – e
faça suas próprias anotações.

RESOLUÇÃO CFP N.º 007/2003 - Institui o Manual de Elaboração de Documentos


Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica e revoga
a Resolução CFP º 17/2002.
[...]
CONSIDERANDO a frequência com que representações éticas são
desencadeadas a partir de queixas que colocam em questão a qualidade dos
documentos escritos, decorrentes de avaliação psicológica, produzidos pelos
psicólogos;
CONSIDERANDO as propostas encaminhadas no I FORUM NACIONAL DE
AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA, ocorrido em dezembro de 2000;

| 17
CONSIDERANDO a deliberação da Assembléia das Políticas
Administrativas e Financeiras, em reunião realizada em 14 de dezembro de 2002,
para tratar da revisão do Manual de Elaboração de Documentos produzidos pelos
psicólogos, decorrentes de avaliações psicológicas;
CONSIDERANDO a decisão deste Plenário em sessão realizada no dia 14
de junho de 2003,
RESOLVE:
Art. 1º - Instituir o Manual de Elaboração de Documentos Escritos,
produzidos por psicólogos, decorrentes de avaliações psicológicas.
Art. 2º - O Manual de Elaboração de Documentos Escritos, referido no
artigo anterior, dispõe sobre os seguintes itens:
I. Princípios norteadores;
II. Modalidades de documentos;
III. Conceito / finalidade / estrutura;
IV. Validade dos documentos;
V. Guarda dos documentos.

Art. 3º - Toda e qualquer comunicação por escrito decorrente de avaliação


psicológica deverá seguir as diretrizes descritas neste manual.
Parágrafo único – A não observância da presente norma constitui falta
ético-disciplinar, passível de capitulação nos dispositivos referentes ao exercício
profissional do Código de Ética Profissional do Psicólogo, sem prejuízo de outros
que possam ser argüidos.

MANUAL DE ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS DECORRENTES DE AVALIAÇÕES


PSICOLÓGICAS
Considerações Iniciais
A avaliação psicológica é entendida como o processo técnico-científico de
coleta de dados, estudos e interpretação de informações a respeito dos
fenômenos psicológicos, que são resultantes da relação do indivíduo com a
sociedade, utilizando-se, para tanto, de estratégias psicológicas – métodos,
técnicas e instrumentos. Os resultados das avaliações devem considerar e analisar
os condicionantes históricos e sociais e seus efeitos no psiquismo, com a
finalidade de servirem como instrumentos para atuar não somente sobre o
indivíduo, mas na modificação desses condicionantes que operam desde a
formulação da demanda até a conclusão do processo de avaliação psicológica.
O presente Manual tem como objetivos orientar o profissional psicólogo
na confecção de documentos decorrentes das avaliações psicológicas e fornecer
os subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração qualificada da
comunicação escrita.
As modalidades de documentos aqui apresentadas foram sugeridas
durante o I FÓRUM NACIONAL DE AVALIAÇÃO PSICOLÓGICA, ocorrido em dezembro de 2000.
Este Manual compreende os seguintes itens:
| 18
I. Princípios norteadores da elaboração documental;
II. Modalidades de documentos;
III. Conceito / finalidade / estrutura;
IV. Validade dos documentos;
V. Guarda dos documentos.

I - PRINCÍPIOS NORTEADORES NA ELABORAÇÃO DE DOCUMENTOS


O psicólogo, na elaboração de seus documentos, deverá adotar como
princípios norteadores as técnicas da linguagem escrita e os princípios éticos,
técnicos e científicos da profissão.

1 – PRINCÍPIOS TÉCNICOS DA LINGUAGEM ESCRITA


O documento deve, na linguagem escrita, apresentar uma redação bem
estruturada e definida, expressando o que se quer comunicar. Deve ter uma
ordenação que possibilite a compreensão por quem o lê, o que é fornecido pela
estrutura, composição de parágrafos ou frases, além da correção gramatical.
O emprego de frases e termos deve ser compatível com as expressões
próprias da linguagem profissional, garantindo a precisão da comunicação,
evitando a diversidade de significações da linguagem popular, considerando a
quem o documento será destinado.
A comunicação deve ainda apresentar como qualidades: a clareza, a
concisão e a harmonia. A clareza se traduz, na estrutura frasal, pela seqüência ou
ordenamento adequado dos conteúdos, pela explicitação da natureza e função de
cada parte na construção do todo. A concisão se verifica no emprego da linguagem
adequada, da palavra exata e necessária. Essa “economia verbal” requer do
psicólogo a atenção para o equilíbrio que evite uma redação lacônica ou o exagero
de uma redação prolixa. Finalmente, a harmonia se traduz na correlação
adequada das frases, no aspecto sonoro e na ausência de cacofonias.

2 – PRINCÍPIOS ÉTICOS E TÉCNICOS


2.1 Princípios Éticos
Na elaboração de DOCUMENTO, o psicólogo baseará suas informações na
observância dos princípios e dispositivos do Código de Ética Profissional do
Psicólogo. Enfatizamos aqui os cuidados em relação aos deveres do psicólogo nas
suas relações com a pessoa atendida, ao sigilo profissional, às relações com a
justiça e ao alcance das informações - identificando riscos e compromissos em
relação à utilização das informações presentes nos documentos em sua dimensão
de relações de poder.
Torna-se imperativo a recusa, sob toda e qualquer condição, do uso dos
instrumentos, técnicas psicológicas e da experiência profissional da Psicologia na
sustentação de modelos institucionais e ideológicos de perpetuação da segregação
aos diferentes modos de subjetivação. Sempre que o trabalho exigir, sugere-se uma
intervenção sobre a própria demanda e a construção de um projeto de trabalho
| 19
que aponte para a reformulação dos condicionantes que provoquem o sofrimento
psíquico, a violação dos direitos humanos e a manutenção das estruturas de poder
que sustentam condições de dominação e segregação.
Deve-se realizar uma prestação de serviço responsável pela execução de
um trabalho de qualidade cujos princípios éticos sustentam o compromisso social
da Psicologia. Dessa forma, a demanda, tal como é formulada, deve ser
compreendida como efeito de uma situação de grande complexidade.

2.2 Princípios Técnicos


O processo de avaliação psicológica deve considerar que os objetos deste
procedimento (as questões de ordem psicológica) têm determinações históricas,
sociais, econômicas e políticas, sendo as mesmas elementos constitutivos no
processo de subjetivação. O DOCUMENTO, portanto, deve considerar a natureza
dinâmica, não definitiva e não cristalizada do seu objeto de estudo.
Os psicólogos, ao produzirem documentos escritos, devem se basear
exclusivamente nos instrumentais técnicos (entrevistas, testes, observações,
dinâmicas de grupo, escuta, intervenções verbais) que se configuram como
métodos e técnicas psicológicas para a coleta de dados, estudos e interpretações
de informações a respeito da pessoa ou grupo atendidos, bem como sobre outros
materiais e grupo atendidos e sobre outros materiais e documentos produzidos
anteriormente e pertinentes à matéria em questão. Esses instrumentais técnicos
devem obedecer às condições mínimas requeridas de qualidade e de uso, devendo
ser adequados ao que se propõem a investigar.
A linguagem nos documentos deve ser precisa, clara, inteligível e concisa,
ou seja, deve-se restringir pontualmente às informações que se fizerem
necessárias, recusando qualquer tipo de consideração que não tenha relação com
a finalidade do documento específico.
Deve-se rubricar as laudas, desde a primeira até a penúltima,
considerando que a última estará assinada, em toda e qualquer modalidade de
documento.

II - MODALIDADES DE DOCUMENTOS
1. Declaração *
2. Atestado psicológico
3. Relatório/laudo psicológico [observe que nessa resolução, essas
modalidades são compreendidas como sinônimas, assim, as atribuições de uma são
as da outra]
4. Parecer psicológico *
*A Declaração e o Parecer psicológico não são documentos decorrentes
da avaliação Psicológica, embora muitas vezes apareçam desta forma. Por isso
consideramos importante constarem deste manual afim [quem disse que não
encontramos erros de português em documentos oficiais?] de que sejam
diferenciados.
| 20
Caso afirmem que o Parecer é um produto da avaliação psicológica, o que
você irá responder? Sugiro dizer que não, o parecer não é o instrumento próprio de
comunicação da avaliação psicológica. Parecer não é o documento oficial para
emitir os resultados e as indicações de uma avaliação psicológica.

III - CONCEITO / FINALIDADE / ESTRUTURA

1 – DECLARAÇÃO
1.1. Conceito e finalidade da declaração
É um documento que visa a informar a ocorrência de fatos ou situações
objetivas relacionados ao atendimento psicológico, com a finalidade de declarar:
a) Comparecimentos do atendido e/ou do seu acompanhante,
quando necessário;
b) Acompanhamento psicológico do atendido;
c) Informações sobre as condições do atendimento (tempo de
acompanhamento, dias ou horários).
Neste documento não deve ser feito o registro de sintomas, situações ou
estados psicológicos.

1.2. Estrutura da declaração


a) Ser emitida em papel timbrado ou apresentar na subscrição do documento o
carimbo, em que conste nome e sobrenome do psicólogo, acrescido de sua
inscrição profissional (“Nome do psicólogo / N˚ da inscrição”).
b) A declaração deve expor:

- Registro do nome e sobrenome do solicitante;

- Finalidade do documento (por exemplo, para fins de
comprovação);

- Registro de informações solicitadas em relação ao atendimento
(por exemplo: se faz acompanhamento psicológico, em quais dias,
qual horário);

- Registro do local e data da expedição da declaração;

- Registro do nome completo do psicólogo, sua inscrição no CRP
e/ou carimbo com as mesmas informações.

Assinatura do psicólogo acima de sua identificação ou do carimbo.

2 – ATESTADO PSICOLÓGICO
2.1. Conceito e finalidade do atestado
É um documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada
situação ou estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições
psicológicas de quem, por requerimento, o solicita, com fins de:
a) Justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante;
b) Justificar estar apto ou não para atividades específicas, após
realização de um 
processo de avaliação psicológica, dentro do
| 21
rigor técnico e ético que 
subscreve esta Resolução;
c) Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante, subsidiado na
afirmação atestada do fato, em acordo com o disposto na Resolução
CFP n˚ 015/96.
2.2. Estrutura do atestado
A formulação do atestado deve restringir-se à informação solicitada pelo
requerente, contendo expressamente o fato constatado. Embora seja um
documento simples, deve cumprir algumas formalidades:
a) Ser emitido em papel timbrado ou apresentar na subscrição do
documento o carimbo, em que conste o nome e sobrenome do psicólogo,
acrescido de sua inscrição profissional (“Nome do psicólogo / N˚ da inscrição”).
b) O atestado deve expor:
- Registro do nome e sobrenome do cliente;
- Finalidade do documento;
- Registro da informação do sintoma, situação ou condições
psicológicas que 
 justifiquem o atendimento, afastamento ou falta –
podendo ser registrado sob o 
indicativo do código da Classificação
Internacional de Doenças em vigor;
- Registro do local e data da expedição do atestado;
- Registro do nome completo do psicólogo, sua inscrição no CRP
e/ou carimbo com as mesmas informações;
- Assinatura do psicólogo acima de sua identificação ou do carimbo.
Os registros deverão estar transcritos de forma corrida, ou seja, separados
apenas pela pontuação, sem parágrafos, evitando, com isso, riscos de
adulterações. No caso em que seja necessária a utilização de parágrafos, o
psicólogo deverá preencher esses espaços com traços.
O atestado emitido com a finalidade expressa no item 2.1, alínea b, deverá
guardar relatório correspondente ao processo de avaliação psicológica realizado,
nos arquivos profissionais do psicólogo, pelo prazo estipulado nesta resolução,
item V.

3 – RELATÓRIO PSICOLÓGICO
3.1. Conceito e finalidade do relatório ou laudo psicológico
O relatório ou laudo psicológico é uma apresentação descritiva acerca de
situações e/ou condições psicológicas e suas determinações históricas, sociais,
políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação psicológica. Como todo
DOCUMENTO, deve ser subsidiado em dados colhidos e analisados, à luz de um
instrumental técnico (entrevistas, dinâmicas, testes psicológicos, observação,
exame psíquico, intervenção verbal), consubstanciado em referencial técnico-
filosófico e científico adotado pelo psicólogo.
A finalidade do relatório psicológico será a de apresentar os
procedimentos e conclusões gerados pelo processo da avaliação psicológica,
| 22
relatando sobre o encaminhamento, as intervenções, o diagnóstico, o prognóstico
e evolução do caso, orientação e sugestão de projeto terapêutico, bem como, caso
necessário, solicitação de acompanhamento psicológico, limitando-se a fornecer
somente as informações necessárias relacionadas à demanda, solicitação ou
petição.

3.2. Estrutura
O relatório psicológico é uma peça de natureza e valor científicos,
devendo conter narrativa detalhada e didática, com clareza, precisão e harmonia,
tornando-se acessível e compreensível ao destinatário. Os termos técnicos devem,
portanto, estar acompanhados das explicações e/ou conceituação retiradas dos
fundamentos teórico-filosóficos que os sustentam. [assim, podemos usar termos
técnicos, desde que clarificados]
O relatório psicológico deve conter, no mínimo, 5 (cinco) itens: identificação,
descrição da demanda, procedimento, análise e conclusão.
1. Identificação
2. Descrição da demanda
3. Procedimento
4. Análise
5. Conclusão

3.2.1. Identificação
É a parte superior do primeiro tópico do documento com a finalidade de
identificar:
O autor/relator – quem elabora;
O interessado – quem solicita;
O assunto/finalidade – qual a razão/finalidade.
No identificador AUTOR/RELATOR, deverá ser colocado o(s) nome(s) do(s)
psicólogo(s) que realizará(ão) a avaliação, com a(s) respectiva(s) inscrição(ões) no
Conselho Regional.
No identificador INTERESSADO, o psicólogo indicará o nome do autor do
pedido (se a solicitação foi da Justiça, se foi de empresas, entidades ou do cliente).
No identificador ASSUNTO, o psicólogo indicará a razão, o motivo do
pedido (se para acompanhamento psicológico, prorrogação de prazo para
acompanhamento ou outras razões pertinentes a uma avaliação psicológica).

3.2.2. Descrição da demanda


Esta parte é destinada à narração das informações referentes à
problemática apresentada e dos motivos, razões e expectativas que produziram o
pedido do documento. Nesta parte, deve-se apresentar a análise que se faz da
demanda de forma a justificar o procedimento adotado.

3.2.3. Procedimento
| 23
A descrição do procedimento apresentará os recursos e instrumentos
técnicos utilizados para coletar as informações (número de encontros, pessoas
ouvidas etc.) à luz do referencial teórico-filosófico que os embasa. O
procedimento adotado deve ser pertinente para avaliar a complexidade do que
está sendo demandado.

3.2.4. Análise
É a parte do documento na qual o psicólogo faz uma exposição descritiva
de forma metódica, objetiva e fiel dos dados colhidos e das situações vividas
relacionados à demanda em sua complexidade. Como apresentado nos princípios
técnicos, “O processo de avaliação psicológica deve considerar que os objetos
deste procedimento (as questões de ordem psicológica) têm determinações
históricas, sociais, econômicas e políticas, sendo as mesmas elementos
constitutivos no processo de subjetivação. O DOCUMENTO, portanto, deve
considerar a natureza dinâmica, não definitiva e não cristalizada do seu objeto de
estudo”.
Nessa exposição, deve-se respeitar a fundamentação teórica que sustenta
o instrumental técnico utilizado, bem como princípios éticos e as questões
relativas ao sigilo das informações. Somente deve ser relatado o que for
necessário para o esclarecimento do encaminhamento, como disposto no Código
de Ética Profissional do Psicólogo.
O psicólogo, ainda nesta parte, não deve fazer afirmações sem
sustentação em fatos e/ou teorias, devendo ter linguagem precisa, especialmente
quando se referir a dados de natureza subjetiva, expressando-se de maneira clara
e exata.

3.2.4. Conclusão
Na conclusão do documento, o psicólogo vai expor o resultado e/ou
considerações a respeito de sua investigação a partir das referências que
subsidiaram o trabalho. As considerações geradas pelo processo de avaliação
psicológica devem transmitir ao solicitante a análise da demanda em sua
complexidade e do processo de avaliação psicológica como um todo.
Vale ressaltar a importância de sugestões e projetos de trabalho que
contemplem a complexidade das variáveis envolvidas durante todo o processo.
Após a narração conclusiva, o documento é encerrado, com indicação do
local, data de emissão, assinatura do psicólogo e o seu número de inscrição no
CRP.

4 – PARECER
4.1. Conceito e finalidade do parecer
Parecer é um documento fundamentado e resumido sobre uma questão
focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.

| 24
O parecer tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora, no
campo do conhecimento psicológico, através de uma avaliação especializada, de
uma “questão-problema”, visando a dirimir dúvidas que estão interferindo na
decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige de quem
responde competência no assunto.

4.2. Estrutura
O psicólogo parecerista deve fazer a análise do problema apresentado,
destacando os aspectos relevantes e opinar a respeito, considerando os quesitos
apontados e com fundamento em referencial teórico-científico.
Havendo quesitos, o psicólogo deve respondê-los de forma sintética e
convincente, não deixando nenhum quesito sem resposta. Quando não houver
dados para a resposta ou quando o psicólogo não puder ser categórico, deve-se
utilizar a expressão “sem elementos de convicção”. Se o quesito estiver mal
formulado, pode-se afirmar “prejudicado”, “sem elementos” ou “aguarda
evolução”.

O parecer é composto de 4 (quatro) itens:


1. Identificação
2. Exposição de motivos
3. Análise
4. Conclusão

4.2.1. Identificação
Consiste em identificar o nome do parecerista e sua titulação, o nome do
autor da solicitação e sua titulação.

4.2.2. Exposição de Motivos


Destina-se à transcrição do objetivo da consulta e dos quesitos ou à
apresentação das dúvidas levantadas pelo solicitante. Deve-se apresentar a
questão em tese, não sendo necessária, portanto, a descrição detalhada dos
procedimentos, como os dados colhidos ou o nome dos envolvidos.

4.2.3. Análise
A discussão do PARECER PSICOLÓGICO se constitui na análise minuciosa
da questão explanada e argumentada com base nos fundamentos necessários
existentes, seja na ética, na técnica ou no corpo conceitual da ciência psicológica.
Nesta parte, deve respeitar as normas de referências de trabalhos científicos para
suas citações e informações.

4.2.4. Conclusão

| 25
Na parte final, o psicólogo apresentará seu posicionamento, respondendo
à questão levantada. Em seguida, informa o local e data em que foi elaborado e
assina o documento.

V – VALIDADE DOS CONTEÚDOS DOS DOCUMENTOS


O prazo de validade do conteúdo dos documentos escritos, decorrentes
das avaliações psicológicas, deverá considerar a legislação vigente nos casos já
definidos. Não havendo definição legal, o psicólogo, onde for possível, indicará o
prazo de validade do conteúdo emitido no documento em função das
características avaliadas, das informações obtidas e dos objetivos da avaliação.
Ao definir o prazo, o psicólogo deve dispor dos fundamentos para a
indicação, devendo apresentá-los sempre que solicitado. [caso a banca indique
que o prazo de validade do conteúdo dos documentos seja de 5 anos, ou qualquer
prazo específico, assinale ERRADO. A presente resolução não descreve prazo fixo de
validade dos documentos]

VI - GUARDA DOS DOCUMENTOS E CONDIÇÕES DE GUARDA


Os documentos escritos decorrentes de avaliação psicológica, bem como
todo o material que os fundamentou, deverão ser guardados pelo prazo mínimo
de 5 anos, observando-se a responsabilidade por eles tanto do psicólogo quanto
da instituição em que ocorreu a avaliação psicológica. [não confunda a guarda de
documentos com a validade de documentos]1

Esse prazo poderá ser ampliado nos casos previstos em lei, por
determinação judicial, ou ainda em casos específicos em que seja necessária a
manutenção da guarda por maior tempo.
Em caso de extinção de serviço psicológico, o destino dos documentos
deverá seguir as orientações definidas no Código de Ética do Psicólogo.

Documentos psicológicos e avaliação psicológica


A avaliação psicológica é a base para laudos/relatórios e atestados
psicológicos. Se sua prova falar que o parecer ou que a declaração decorrem de
avaliação psicológica, marque errado! Veja o que a Resolução CFP n°7 de 2003
fala sobre isso:

1
Temos exceção a essa regra? Tecnicamente não, o prazo de guarda será sempre de 5 anos. O que temos é uma
complementação apresentada pela Resolução CFP n˚ 18 de 2008, que trata da avaliação psicológica para porte de
arma. Art. 3˚ – O material técnico utilizado bem como o(s) resultado(s) obtidos deverão ficar sob a guarda do
psicólogo, pelo período mínimo de 5 (cinco) anos, em condições éticas adequadas, conforme determina o item VI
do Manual de Elaboração de Documentos - Resolução CFP 007/2003. Parágrafo único – Para fins de pesquisa,
reteste, respaldo técnico, entre outros, o material poderá ser guardado por tempo indeterminado.

| 26
II - MODALIDADES DE DOCUMENTOS
1. Declaração *
2. Atestado psicológico
3. Relatório / laudo psicológico
4. Parecer psicológico *
* A Declaração e o Parecer psicológico não são documentos decorrentes
da avaliação Psicológica, embora muitas vezes apareçam desta forma. Por isso
consideramos importante constarem deste manual afim de que sejam
diferenciados.
Mas Alyson, o aludido trecho fala apenas que a Declaração e o Parecer
não decorrem de Avaliação Psicológica. De onde você deduziu que o
Psicodiagnóstico não pode ser a base do Parecer e da Declaração? Simples, a
declaração é um documento que serve para declarar:
a) Comparecimentos do atendido e/ou do seu acompanhante, quando
necessário;
b) Acompanhamento psicológico do atendido;
c) Informações sobre as condições do atendimento (tempo de
acompanhamento, dias ou horários).
Para que psicodiagnóstico ai? Não tem sentido. E nem para parecer, que
tem função de apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento
psicológico, através de uma avaliação especializada, de uma “questão problema”,
visando a dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma
resposta a uma consulta, que exige de quem responde competência no assunto.
Ou seja, não é um documento decorrente de avaliação de caso, mas um
documento consultivo/opinativo.
Considerando a referida Resolução, e que o relatório/laudo decorre da
avaliação psicológica, podemos dizer que esse processo deve ser subsidiado em
dados colhidos e analisados, à luz de:
a) um instrumental técnico
i. entrevistas;
ii. dinâmicas;
iii. testes psicológicos;
iv. observação;
v. exame psíquico;
vi. intervenção verbal.
b) referencial técnico-filosófico e científico adotado pelo psicólogo
Para que fique mais claro, veja a natureza desses documentos: de acordo
com a Resolução CFP n°7 de 2003:

| 27
•É um documento que visa a informar a ocorrência de
fatos ou situações objetivas relacionados ao
atendimento psicológico, com a finalidade de declarar:
•a) Comparecimentos do atendido e/ou do seu
DECLARAÇÃO acompanhante, quando necessário;
•b) Acompanhamento psicológico do atendido;
•c) Informações sobre as condições do atendimento
(tempo de acompanhamento, dias ou horários).

•É um documento expedido pelo psicólogo que certifica


uma determinada situação ou estado psicológico, tendo
como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas de
quem, por requerimento, o solicita, com fins de:
•a) Justificar faltas e/ou impedimentos do solicitante;
ATESTADO •b) Justificar estar apto ou não para atividades
PSICOLÓGICO específicas, após realização de um processo de avaliação
psicológica, dentro do rigor técnico e ético que subscreve
esta Resolução;
•c) Solicitar afastamento e/ou dispensa do solicitante,
subsidiado na afirmação atestada do fato, em acordo
com o disposto na Resolução CFP nº 015/96.

•O relatório ou laudo psicológico é uma apresentação descritiva


acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas
determinações históricas, sociais, políticas e culturais,
pesquisadas no processo de avaliação psicológica. Como todo
DOCUMENTO, deve ser subsidiado em dados colhidos e
analisados, à luz de um instrumental técnico (entrevistas,
dinâmicas, testes psicológicos, observação, exame psíquico,
RELATÓRIO intervenção verbal), consubstanciado em referencial técnico-
filosófico e científico adotado pelo psicólogo.
PSICOLÓGICO •A finalidade do relatório psicológico será a de apresentar os
procedimentos e conclusões gerados pelo processo da avaliação
psicológica, relatando sobre o encaminhamento, as
intervenções, o diagnóstico, o prognóstico e evolução do caso,
orientação e sugestão de projeto terapêutico, bem como, caso
necessário, solicitação de acompanhamento psicológico,
limitando-se a fornecer somente as informações necessárias
relacionadas à demanda, solicitação ou petição.

•Parecer é um documento fundamentado e resumido


sobre uma questão focal do campo psicológico cujo
resultado pode ser indicativo ou conclusivo.
•O parecer tem como finalidade apresentar resposta
PARECER esclarecedora, no campo do conhecimento
psicológico, através de uma avaliação especializada,
de uma “questão problema”, visando a dirimir
dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo,
portanto, uma resposta a uma consulta, que exige de
quem responde competência no assunto. | 28
Essa resolução pode ser encontrada aqui: http://site.cfp.org.br/wp-
content/uploads/2003/06/resolucao2003_7.pdf

A polêmica de Cunha
Cunha2, em alguns momentos de seu livro, afirma que o parecer pode
decorrer da avaliação psicológica. Com quem concordar então? Com a papisa do
psicodiagnóstico ou com a Resolução que estudamos? Recomendo ficar com a
Resolução que estudamos, por dois motivos. O primeiro é em função da sua força
normativa, o segundo é pelo fato de que o que Cunha escreveu foi antes do
lançamento da Resolução. Aliás, a Resolução em questão foi lançada no ano em
que Cunha veio a falecer.
Por isso, caso você já tenha resenhado todo o livro Psicodiagnóstico V, o
que eu enfaticamente recomendo, considere a nossa observação.
Por fim, lá na Resolução CFP n˚ 8 de 2010, a que trata da atuação do perito
e do assistente técnico no contexto judiciário por exemplo, temos o seguinte:
Art. 6˚ - Os documentos produzidos por psicólogos que atuam na
Justiça devem manter o rigor técnico e ético exigido na Resolução
CFP n˚ 07/2003, que institui o Manual de Elaboração de Documentos
Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes da avaliação
psicológica.
Assim, quando um juiz envia uma série de questões teóricas para que o
psicólogo perito responda, qual tipo de documento ele deve usar? O parecer.

Coisas esdrúxulas que podem cair na prova de vocês

Nos momentos em que o documento destina-se a outro psicólogo, o relato


pode ser em linguagem técnica, fazendo referência concreta ao material do teste
do qual foi extraída esta ou aquela conclusão. Pode conter uma descrição
minuciosa da estrutura básica da personalidade (ansiedade, defesas, etc.), bem
como o diagnóstico e prognóstico, de acordo com os termos da Psicopatologia.

2
Jurema Alcides Cunha. Psicodiagnóstico-V. 5a edição. Artmed, 2007.

| 29
Nos casos em que os documentos destinam-se a professores, o informe
deverá ser breve e referenciar exclusiva- mente ao que o professor necessita saber.
A linguagem deve ser formal porém cotidiana, procurando não transparecer
intimidades do caso que não se relacionam com o aspecto pedagógico.

Quando o documento destina-se a um advogado o cuidado deve ser


redobrado. Deve ser expresso em termos inequívocos e com afirmação que não
deixem margem para que sejam usadas conforme convier à causa. Uma vez
formulada a conclusão em relação à dúvida que levou a solicitação do estudo, é
conveniente justificar esta conclusão.

Nos casos em que o destino é um empresário, o documento deve sempre


partir das qualidades do avaliando e o informe responderá apenas às condições
exigidas para a classificação e em que nível estão presentes ou se estão ausentes.

Para outros profissionais (médico, fonoaudiólogos, etc.), o psicólogo deve


limitar-se a responder sobre a presença ou ausência de transtornos emocionais,
informando ao profissional apenas o necessário para o encaminhamento do caso.

Fonte: Manual de Avaliação Psicológica – Coletânea ConexãoPsi – Série Técnica.


CRP-08 - Página 40. Disponível no seguinte link:
http://www.old.crppr.org.br/download/165.pdf

Resolução CFP nº 01/2009.


Objetivo: Essa Resolução trata dos registros documentais decorrentes da
prestação de serviços psicológicos.
Pontos principais:
CONSIDERANDO a necessidade de haver um registro das informações
decorrentes da prestação de serviços psicológicos que possibilite a orientação e
a fiscalização sobre o serviço prestado e a responsabilidade técnica adotada;
CONSIDERANDO a necessidade de contemplar de forma sucinta a assistência
prestada, a descrição e a evolução do processo e os procedimentos técnico-
científicos adotados no exercício profissional;
CONSIDERANDO que o registro documental, além de valioso para o psicólogo e
para quem recebe atendimento e, ainda, para as instituições envolvidas, é
também instrumento útil à produção e ao acúmulo de conhecimento científico,
à pesquisa, ao ensino, como meio de prova idônea para instruir processos
disciplinares e à defesa legal;
RESOLVE:

| 30
CAPÍTULO I
DOS REGISTROS DOCUMENTAIS
Art. 1º. Tornar obrigatório o registro documental sobre a prestação de serviços
psicológicos que não puder ser mantido prioritariamente sob a forma de
prontuário psicológico, por razões que envolvam a restrição do compartilhamento
de informações com o usuário e/ou beneficiário do serviço prestado.
§ 1°. O registro documental em papel ou informatizado tem caráter sigiloso e
constitui-se de um conjunto de informações que tem por objetivo contemplar de
forma sucinta o trabalho prestado, a descrição e a evolução da atividade e os
procedimentos técnico-científicos adotados.
§ 2º. Deve ser mantido permanentemente atualizado e organizado pelo
psicólogo que acompanha o procedimento.
Art. 2°. Os documentos agrupados nos registros do trabalho realizado devem
contemplar: [TODO documento deve ter os 4 primeiros pontos, os dois últimos
incisos foram mal colocados nessa lista]
I – identificação do usuário/instituição;
II – avaliação de demanda e definição de objetivos do trabalho;
III – registro da evolução do trabalho, de modo a permitir o conhecimento do
mesmo e seu acompanhamento, bem como os procedimentos técnico-
científicos adotados;
IV – registro de Encaminhamento ou Encerramento;
V – documentos resultantes da aplicação de instrumentos de avaliação
psicológica deverão ser arquivados em pasta de acesso exclusivo do psicólogo.
VI – cópias de outros documentos produzidos pelo psicólogo para o
usuário/instituição do serviço de psicologia prestado, deverão ser arquivadas,
além do registro da data de emissão, finalidade e destinatário”.
Art. 3°. Em caso de serviço psicológico prestado em serviços-escola e campos de
estágio, o registro deve contemplar a identificação e a assinatura do responsável
técnico/supervisor que responderá pelo serviço prestado, bem como do
estagiário.
Parágrafo único. O supervisor técnico deve solicitar do estagiário registro de
todas as atividades e acontecimentos que ocorrerem com os usuários do serviço
psicológico prestado.
Art. 4°. A guarda do registro documental é de responsabilidade do psicólogo e/ou
da instituição em que ocorreu o serviço.
§ 1.° O período de guarda deve ser de no mínimo 05 anos, podendo ser ampliado
nos casos previstos em lei, por determinação judicial, ou ainda em casos
específicos em que seja necessária a manutenção da guarda por maior tempo.
§ 2º. O registro documental deve ser mantido em local que garanta sigilo e
privacidade e mantenha-se à disposição dos Conselhos de Psicologia para
orientação e fiscalização, de modo que sirva como meio de prova idônea para
instruir processos disciplinares e à defesa legal.

| 31
CAPÍTULO II
DOS PRONTUÁRIOS
Art. 5º. Na hipótese de o registro documental de que trata o art. 1º desta
Resolução ser realizado na forma de prontuário, o seguinte deve ser observado:
I – as informações a ser registradas pelo psicólogo são as previstas nos incisos I a
V do art. 2º desta Resolução;
II – fica garantido ao usuário ou representante legal o acesso integral às
informações registradas, pelo psicólogo, em seu prontuário;
III – para atendimento em grupo não eventual, o psicólogo deve manter, além
dos registros dos atendimentos, a documentação individual referente a cada
usuário;
IV – a guarda dos registros de atendimento individual ou de grupo é de
responsabilidade do profissional psicólogo ou responsável técnico e obedece ao
disposto no Código de Ética Profissional e à Resolução CFP nº 07/2003, que
institui o Manual de Documentos Escritos, produzidos pelo psicólogo,
decorrente de avaliação psicológica.
Art. 6°. Quando em serviço multiprofissional, o registro deve ser realizado em
prontuário único.
Parágrafo único. Devem ser registradas apenas as informações necessárias ao
cumprimento dos objetivos do trabalho.

Resolução CFP nº 010/2010.


O Conselho Federal de Psicologia - CFP lançou a Resolução 10/2010, que
regulamenta a escuta psicológica de crianças e adolescentes em situação de
violência. A resolução “Institui a regulamentação da Escuta Psicológica de
Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de violência, na Rede de
Proteção”.

Essa resolução vedava a participação do profissional de psicologia no


depoimento sem dano. O CFP – em minha modesta opinião – inviabilizava o
trabalho de colheita de provas pelo profissional mais capacitado e indicado para
esse trabalho. Alegaram todo aquele blá blá blá clássico do CFP (temos de discutir
mais, social, revitimização, escuta, e depois de discutirmos mais vamos discutir
mais ainda, nota de repúdio, etc.)3.
Mas, como o CFP só serve para propagar o medo nos recém-formados em

3
Na opinião do professor, sim, o CFP é uma instituição milionária, pouco
competente e dominada ideologicamente por uma corrente política. É
uma instituição moribunda.
| 32
psicologia, em 2012 o CFP perdeu4:

A Justiça Federal no Rio de Janeiro suspendeu, em todo o


território nacional, a Resolução nº 10/10, do Conselho Federal de
Psicologia (CFP), que regulamenta a escuta psicológica de crianças e
adolescentes em situação de violência.
A decisão liminar da 28ª Vara Federal ocorreu no dia 9 de julho,
mas a informação só foi divulgada terça-feira(17.07) pela
Procuradoria da República no Rio de Janeiro. A ação foi movida pelo
Ministério Público Federal e pelo Ministério Público do Estado do Rio
de Janeiro.
Pelo entendimento da Justiça, a resolução inviabiliza a
atuação dos psicólogos na inquirição de crianças e adolescentes em
situação de violência, já que impede esses profissionais de fazer
perguntas diretas aos menores.(notícia completa aqui)

Em 2013 o CFP perdeu:

O juiz da 1º Vara Federal da Seção Judiciária do Ceará, após


manifestação e defesa do Conselho Federal de Psicologia e do
Conselho Federal de Serviço Social acerca da validade dos atos
normativos questionados, julgou procedente a ação civil pública e
determinou a suspensão das resoluções em todo o território nacional,
bem como a abstenção dos conselhos de fiscalização de aplicar
penalidades éticas aos profissionais que atuam na escuta psicológica
da criança e do adolescente.
Desse modo, a Resolução CFP nº 010/2010 encontra-se
suspensa em todo o território nacional, e o sistema conselhos em
razão da determinação judicial se absterá de fiscalizar profissionais
em razão da inobservância do ato normativo questionado. (notícia
completa aqui).

Segundo o Ministério Público Federal:

MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL, por meio do Procurador da República


signatário, no exercício das atribuições de Procurador Regional dos
Direitos do Cidadão, e com fundamento nos arts. 129, II e m, da CF e
ar1. 6°, XX, da LC 75/93, e nos termos da Res. CSMPF n. 87/2006,
1352/2010, que tem por objeto apurar a legalidade e a
constitucionalidade das Resoluções n. 09 e 10, de 2010, do Conselho

4
Fonte: Blog do JG: http://bloggjg.blogspot.com.br/2013/05/conselho-
federal-de-psicologia-tem.html
| 33
Federal de Psicologia e instruir a correspondente ação do Ministério
Público Federal, e aqueles que instruem o procedimento
administrativo n. 1398/2010, a ele apensado, em especial as
informações trazidas pelo Centro de Apoio Operacional às
Promotorias Criminais com as representações respectivas, aquelas
fornecidas pelo Conselho Federal de Psicologia em resposta ao Ofício
PRDC n. 5294/2010 por meio do Ofício n. 1637-10/CT-CFP e as notícia
de que a Sociedade Brasileira de Psicologia e a Associação Brasileira
de Psicologia e Medicina Comportamental se posicionam contra as
referidas resoluções;

CONSIDERANDO os fundamentos que orientaram a instauração do


inquérito civil n. 1352/2010 constantes da respectiva portaria, em
especial os seguintes, aplicáveis a ambas as resoluções:

-a Constituição Federal estabelece como regra o livre exercício


profissional, desde que atendidas as qualificações profissionais
que a lei estabelecer (art. 5°, XIII, CF), descabendo aos conselhos
profissionais, por meio de resoluções, estabelecer vedações ao
exercício profissional não previstas em lei;

Nas palavras de João Campos:

O Conselho Federal de Psicologia, ao restringir o trabalho dos


profissionais e o direito da pessoa de receber orientação
profissional, por intermédio do questionado ato normativo,
extrapolou o seu poder regulamentar.

O Conselho Federal de Psicologia, ao criar e restringir direitos


mediante resolução, usurpou a competência do Poder Legislativo,
incorrendo em abuso de poder regulamentar, com graves implicações
no plano jurídico-constitucional.

Pelos motivos expostos, com fundamento no inciso V, do art. 49, da


Magna Carta, pretende sustar a norma contida no parágrafo único,
do art. 3º e o Art. 4º, da Resolução nº 1, de 23 de março de 1999.

Vejamos a Resolução 10/10


Art. 1º - Instituir a regulamentação da Escuta Psicológica de
Crianças e Adolescentes na Rede de Proteção.
| 34
Art. 2° - A regulamentação de Escuta Psicológica de Crianças e
Adolescentes, referida no artigo anterior, dispõe sobre os
seguintes itens, conforme texto anexo:
I. Princípios norteadores da Escuta Psicológica de Crianças e
Adolescentes envolvidos em situação de violência, na Rede de
Proteção;
II. Marcos referenciais para a Escuta de Crianças e
Adolescentes envolvidos em situação de violência, na Rede de
Proteção;
III. Referenciais técnicos para o exercício profissional da Escuta
Psicológica de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de
violência, na Rede de Proteção;
Art. 3° - Toda e qualquer atividade profissional decorrente de
Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes deverá seguir os
itens determinados nesta Resolução.
Parágrafo único – A não observância da presente norma constitui
falta ético-disciplinar, passível de capitulação nos dispositivos
referentes ao exercício profissional do Código de Ética Profissional
do Psicólogo, sem prejuízo de outros que possam ser arguidos.

REGULAMENTAÇÃO DA ESCUTA PSICOLÓGICA DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES


ENVOLVIDOS EM SITUAÇÃO DE VIOLÊNCIA, NA REDE DE
PROTEÇÃO
Considerações iniciais
A escuta de crianças e de adolescentes deve ser – em qualquer contexto –
fundamentada no princípio da proteção integral, na legislação específica da
profissão e nos marcos teóricos, técnicos e metodológicos da Psicologia como
ciência e profissão. A escuta deve ter como princípio a intersetorialidade e a
interdisciplinaridade, respeitando a autonomia da atuação do psicólogo, sem
confundir o diálogo entre as disciplinas com a submissão de demandas produzidas

| 35
nos diferentes campos de trabalho e do conhecimento. Diferencia-se, portanto, da
inquirição judicial, do diálogo informal, da investigação policial, entre outros.

I - Princípios norteadores da Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes


envolvidos em situação de violência, na Rede de Proteção
1. O psicólogo atuará considerando a infância e a adolescência como
construções sociais, históricas e culturais.
2. O psicólogo considerará as relações de poder nos contextos em que atua e
os impactos dessas relações sobre suas atividades profissionais, posicionando-se
de forma crítica, em consonância com os demais princípios do Código de Ética
Profissional.
3. O psicólogo, no atendimento à criança e ao adolescente, deve atuar na
perspectiva da integralidade, considerando a violência como fenômeno complexo,
multifatorial, social, cultural e historicamente construído, implicando em
abordagem intersetorial e interprofissional.
4. O psicólogo buscará, permanentemente, formação ético-política e social, a
fim de se posicionar criticamente frente ao contexto social e cultural das
demandas que lhe são endereçadas.
5. O psicólogo tem autonomia teórica, técnica e metodológica, de acordo
com os princípios ético-políticos que norteiam a profissão.
6. O psicólogo contribuirá para o desenvolvimento da profissão, produzindo
conhecimento, avaliando sua prática e publicizando seus resultados.

II - Marcos referenciais da Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes


envolvidos em situação de violência, na Rede de Proteção
A Escuta Psicológica consiste em oferecer lugar e tempo para a expressão
das demandas e desejos da criança e do adolescente: a fala, a produção lúdica, o
silêncio e expressões não-verbais, entre outros. Os procedimentos técnicos e
metodológicos devem levar em consideração as peculiaridades do
desenvolvimento da criança e adolescente e respeitar a diversidade social, cultural
e étnica dos sujeitos, superando o atendimento serializado e burocrático que
determinadas instituições exigem do psicólogo.
1. O psicólogo realizará o acolhimento, a partir da análise contextual da
demanda, respeitando o direito da criança e do adolescente, pautado no
compromisso ético-político da profissão.
2. O psicólogo, ao realizar o estudo psicológico decorrente da Escuta de
Crianças e Adolescentes, deverá necessariamente incluir todas as pessoas
envolvidas na situação de violência, identificando as condições psicológicas, suas
consequências, possíveis intervenções e encaminhamentos.
2.1. Na impossibilidade de escuta de uma das partes envolvidas, o
psicólogo incluirá em seu parecer os motivos do impedimento e suas possíveis
implicações.

| 36
3. O psicólogo, no acompanhamento, promoverá o suporte à criança, ao
adolescente e às famílias, potencializando-os como protagonistas de suas
histórias.

III - Referenciais técnicos para o exercício profissional da Escuta Psicológica


de Crianças e Adolescentes envolvidos em situação de violência, na Rede de
Proteção
1. O psicólogo, na Escuta de Crianças e Adolescentes, considerará a
complexidade das relações afetivas, familiares e sociais que permeiam o processo
de desenvolvimento. O sigilo deverá estar a serviço da garantia dos direitos
humanos e da proteção, a partir da problematização da demanda endereçada ao
psicólogo.
2. A Escuta Psicológica de Crianças e Adolescentes requer espaço físico
apropriado, que resguarde a privacidade do atendido, com recursos técnicos
necessários para a qualidade do atendimento.
3. O psicólogo, na Escuta de Crianças e Adolescentes, procurará sempre que
possível trabalhar em rede, realizando os encaminhamentos necessários à
atenção integral, de acordo com a legislação.
4. O psicólogo, na Escuta de Crianças e Adolescentes, respeitará o desejo de
livre manifestação do atendido como um momento emancipatório.
5. O psicólogo, na Escuta de Crianças e Adolescentes, deverá fundamentar
sua intervenção em referencial teórico, técnico e metodológico reconhecidamente
fundamentados na ciência Psicológica, na ética e na legislação profissional, de
acordo com a especificidade de cada caso.
6. O psicólogo, na produção de documentos decorrentes do atendimento de
Crianças e Adolescentes em situação de violência, considerará a importância do
vínculo estabelecido com o atendido.
7. O psicólogo, no atendimento à Criança e ao Adolescente, ao produzir
documentos, compartilhará somente informações relevantes para qualificar o
serviço prestado com outros profissionais envolvidos no atendimento,
contribuindo para não revitimizar o atendido.
8. O psicólogo, na Escuta de Crianças e Adolescentes, atuará em equipe
multiprofissional preservando sua especificidade e limite de intervenção, sem
subordinação técnica a profissionais de outras áreas.
9. É vedado ao psicólogo o papel de inquiridor no atendimento de Crianças e
Adolescentes em situação de violência.

Questões
1. Exatus – Prefeitura Municipal do Quarto Centenário – Psicólogo – 2017
Leia as redações a seguir, pertencentes à Resolução CFP 010 de 2005, e marque a
alternativa que possui as palavras que preenchem corretamente tais redações:
| 37
I - É dever fundamental do psicólogo assumir responsabilidades profissionais
somente por atividades para as quais esteja capacitado______, _______ e
________.
II - É dever fundamental do psicólogo prestar serviços psicológicos de _______, em
condições de trabalho ________ e apropriadas à natureza desses serviços,
utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente
fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional.
III - Ao psicólogo é vedado ser ______, _______ ou ______em situações nas quais
seus vínculos pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a
qualidade do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação.
a) Física-emocional-mentalmente; clínica- estéticas; preconceituoso-racista-
homofóbico.
b) Teórica-científica-eticamente; qualidade- humanas; perito-assistente técnico-
parecerista.
c) Teórica-ética-tecnicamente; qualidade- dignas; perito-parecerista-analista
técnico.
d) Pessoal-teórica-tecnicamente; qualidade-dignas; perito-avaliador-parecerista.

2. Exatus – Prefeitura Municipal de Paiçandu – Psicólogo – 2015


O Código de Ética Profissional do Psicólogo, cuja versão mais atualizada data de
27 de Agosto de 2005, tem como intuito estabelecer um padrão de conduta
profissional de acordo com os valores sociais vigentes e estimular a reflexão e
discussão da prática condizente com estes valores. O Código não estabelece
normas técnicas para o exercício da profissão, mas sim princípios e deveres que
sirvam como instrumentos de reflexão para uma boa atuação. Seus artigos estão
baseados:
a) Na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
b) Na Organização Mundial da Saúde.
c) No Sistema Único de Saúde

d) No Código Internacional de Doenças.

3. Exatus – Prefeitura Municipal de Douradina – Psicólogo – 2015


O Código de Ética Profissional do Psicólogo diz, em seu Art. 2º, que é vedado a este
profissional:
a) Participar de movimentos de interesse da categoria que visem à promoção da
profissão.
b) Induzir qualquer pessoa a recorrer a seus serviços.
c) Assumir responsabilidade somente por atividades para as quais esteja
capacitado pessoalmente e tecnicamente.
d) Fornecer ao substituto, quando solicitado, as informações necessárias à
evolução do trabalho.

| 38
4. VUNESP - TJ-SP - Psicólogo Judiciário – 2017
Ao atender uma adolescente, um psicólogo vem a saber que a paciente vem
sofrendo sucessivos maus-tratos. Alertando-a de que comunicará o fato à
autoridade competente, a paciente lhe diz que só relatou os fatos porque ele lhe
havia assegurado sigilo. Nessas circunstâncias, de acordo com o Código de Ética, o
psicólogo deverá
a) passar a informação para outro colega fazer a denúncia.
b) fazer a denúncia de maus-tratos ao Conselho Tutelar.
c) convencer a adolescente a fazer ela mesma a denúncia.
d) resolver o dilema ético sob a perspectiva do menor prejuízo.
e) honrar a palavra empenhada e manter o sigilo sobre os fatos.

5. VUNESP – HCFMUSP - Psicologia – 2015


De acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), é vedado a este
profissional:
a) receber ou oferecer remuneração por encaminhamento de serviços.
b) emitir documentos com informações baseadas em entrevistas.
c) delatar às instâncias competentes o exercício irregular da profissão.
d) divulgar informações contidas no Código de Ética Profissional da categoria.
e) depor em juízo com base em atendimento prestado.

6. VUNESP - Prefeitura de São José dos Campos – SP - Analista em Saúde –


Psicólogo - 2105
Um jovem de dezesseis anos comparece sozinho a um serviço de atendimento em
saúde mental para solicitar atendimento psicológico. O psicólogo desse serviço
a) poderá atender o jovem sem autorização porque este procura
espontaneamente o serviço de saúde.
b) poderá atender o jovem se conseguir uma autorização de pelo menos um de
seus responsáveis legais.
c) poderá atender o jovem desde que consiga autorização de todos os seus
responsáveis legais.
d) deverá comunicar o atendimento às autoridades competentes mesmo obtendo
autorização dos responsáveis.
e) poderá atender o jovem desde que seus responsáveis legais compareçam a
todas as sessões.

7. VUNESP - MPE-ES - Agente Técnico – Psicólogo – 2013


De acordo com o Código de Ética do Psicólogo, os arquivos relacionados aos
atendimentos prestados por um psicólogo demitido de um serviço de Psicologia
deverão ser
a) encaminhados ao Conselho Regional de Psicologia.
b) destruídos pelo psicólogo demitido.
c) levados pelo psicólogo demitido.
| 39
d) lacrados e deixados para o psicólogo substituto.
e) encaminhados à alta administração da instituição.

8. COMPERVE – UFERSA – Psicólogo – 2013


É função do psicólogo comunicar os resultados do seu trabalho. Essa atividade
dever ser essencialmente pautada pela
A) legislação do Conselho Regional ao qual está filiado.
B) legislação especificada pelas Secretarias de Educação e Saúde do município em
que atua.
C) Resolução do CFP 007/2003, que institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo.
D) Código de Ética de sua profissão.

9. COMPERVE – Prefeitura de Mossoró – Psicólogo SMDSJ – 2013

O código de ética do psicólogo, em seu artigo primeiro, estabelece a


responsabilidade geral do psicólogo. Sobre essa responsabilidade, leia as
informações nos itens a seguir.
I Prestar serviços profissionais em situação de calamidade pública ou emergência
sem benefícios pessoais.
II Participar de movimentos de interesse da categoria que visem à promoção
pessoal.
III Sugerir serviços de outros profissionais sempre que se impuser a necessidade de
atendimento, e por motivos justificáveis, não puder ser continuado por quem
assumiu inicialmente.
Estão corretas:
A) I e II.
B) I, II, III.
C) I e III.
D) II e III.

10. COMPERVE – Prefeitura de Mossoró – Psicólogo SMDSJ – 2013


O código de ética do psicólogo, em seu artigo 16, prevê que a realização de
estudos, pesquisas e atividades voltadas para a produção de conhecimento
avaliará o seguinte: Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos,
como pela divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas,
grupos, organizações e comunidades envolvidas;
Das alternativas abaixo, a única que é coerente com essa determinação é:
A) Psicólogos docentes ou supervisores devem orientar e esclarecer seus
estudantes e também exigir destes o cumprimento dos princípios e normas
estabelecidos no art. 526 e 527 do código.
B) O anonimato de pessoas e instituições deve ser mantido, independente do
consentimento expresso das mesmas.
| 40
C) O caráter voluntário da participação deve ser assegurado com total
esclarecimento da implicação da participação dos sujeitos, desde que o sujeito
assujeite-se a participar de todas etapas.
D) O acesso de grupos, pessoas e organizações aos resultados de uma pesquisa
devem ser viabilizados para garantir a qualidade da mesma.

11. COMPERVE – Prefeitura de Mossoró – Psicólogo SMDSJ – 2013


Nos princípios fundamentais do código de ética, no item VII, lê-se: O psicólogo
considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os impactos dessas
relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se de forma crítica e
em consonância com os demais princípios deste Código. Nessa perspectiva, é
correto afirmar:
A) o profissional de psicologia deve compreender-se em um contexto histórico e
social de determinações no qual sua atuação se inscreve.
B) o profissional de psicologia deve evitar concorrer a cargos políticos em âmbito
municipal.
C) o profissional de psicologia carece de parâmetros e instrumentos para avaliar
aspectos institucionais nas organizações nas quais ele trabalha.
D) o profissional de psicologia deve limitar sua crítica aos profissionais que
exerçam cargo de gestor.

12. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Organizacional – 2014


Considerando os princípios fundamentais da prática profissional, a opção que
NÃO corresponde a qualquer dos sete princípios constantes do Código de Ética do
Psicólogo é:
A) O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo
aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia
como campo científico de conhecimento e de prática.
B) O psicólogo considerará as relações políticas nos contextos em que atua e
atenuará os impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais,
posicionando-se de forma neutra em relação aos agentes do poder.
C) O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com
dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.
D) O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da
dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que
embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

13. UFG – Prefeitura de Goiânia – Psicólogo – 2012


Em uma situação hipotética, um psicólogo que tinha por objetivo avaliar
sistematicamente uma nova metodologia de trabalho com usuários de uma
Unidade Básica de Saúde (UBS) protocolou um projeto de pesquisa-ação junto ao
Comitê de Ética de Pesquisa (CEP) de sua instituição. Entre os procedimentos
adotados para o início da coleta de dados de seu estudo, o psicólogo aplicou o
| 41
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que tinha como uma de suas funções
preservar o princípio ético da
(A) não maleficência. 

(B) beneficência. 

(C) autonomia. 

(D) justiça. 


14. UFG – IFG – Psicólogo – 2013


O atual Código de Ética Profissional do Psicólogo, aprova- do pelo Conselho
Federal de Psicologia, entrou em vigor em
(A) 27 de agosto de 2005. 

(B) 14 de abril de 2009. 

(C) 25 de maio de 2011. 

(D) 21 de julho de 2012. 


15. UFG – IFG – Psicólogo – 2013


De acordo com o Art. 7º, do Código de Ética Profissional do Psicólogo, no Brasil, o
psicólogo poderá intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados
por outro profissional da área, quando
(A) o profissional responsável estiver ausente da instituição. 

(B) a parte contratante definir pela interrupção do trabalho. 

(C) o beneficiário do serviço solicitar sua intervenção imediata. 

(D) a metodologia de trabalho for multiprofissional e a intervenção estiver
prevista. 


16. UFG – IFG – Psicólogo – 2013


No Código de Ética Profissional do Psicólogo (Conselho Federal de Psicologia) está
previsto que,
(A) nos deveres fundamentais dos psicólogos, a qualidade dos serviços oferecidos
deve ser assegurada independentemente do valor acordado.
(B) nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional, o
psicólogo registrará apenas as informações necessárias para o cumprimento dos
objetivos do trabalho.
(C) no atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, os responsáveis
devem receber informações que visem à promoção de medidas em seu benefício.
(D) no caso de interrupção do trabalho do psicólogo numa instituição, por
quaisquer motivos, ele deverá entregar os seus arquivos confidenciais à maior
autoridade institucional.

17. UFG – Prefeitura de Caldas Novas – Psicólogo – 2014


Trata-se de princípio fundamental do Código de Ética Profissional do Psicólogo:
(A) conhecer, divulgar e fazer cumprir o Código de Ética Profissional.

| 42
(B) assumir responsabilidades profissionais por atividade para as quais esteja
capacitado pessoal, teórica e tecnicamente.
(C) prestar serviços profissionais em situação de calamidade pública.
(D) atuar com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a
realidade política, econômica, social e cultural.

18. UFG – Prefeitura de Caldas Novas – Psicólogo – 2014


O Código de Ética Profissional do Psicólogo
(A) define que, quando a criança ou o adolescente estiver em risco, pode-se fazer
atendimento não eventual a eles, sem autorização dos responsáveis, desde que
sejam observadas as determinações legais vigentes.
(B) estabelece que o psicólogo poderá intervir na prestação de serviços
psicológicos efetuados por outro profissional, quando se tratar de trabalho
multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada.
(C) encontra-se formalizado por meio da Resolução CFP n. 002/2006 e foi
publicado em 27 de agosto de 2006.
(D) prevê as penalidades de advertência, multa e sus- pensão do exercício
profissional por até 90 dias.

19. AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


Segundo a apresentação do Código de Ética Profissional do Psicólogo, um
Código de Ética serviria para
(A) fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de
modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas
consequências no exercício profissional. 

(B) fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis,
desenvolvendo senso crítico com relação à profissão. 

(C) fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, com
interesse de produção de conhecimento necessário ao estabelecimento da
profissão. 

(D) formalizar a fiscalização da profissão, configurando-se como poder de polícia
e punindo irregularidades. 

(E) normatizar a atuação do psicólogo, que por sua vez passa a normatizar as
demandas para a psicologia. 


20. FAURGS – HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – Psicólogo


Hospitalar – 2007
No que se refere ao Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale as
afirmações abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A missão primordial de um código de ética profissional não é normatizar a
natureza técnica do trabalho, mas assegurar, dentro de valores relevantes para a
sociedade e para as práticas desenvolvidas, um padrão de conduta que fortaleça o
reconhecimento social daquela categoria.
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( ) É dever do psicólogo informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da
prestação de serviços psicológicos, transmitindo todas as informações daí
decorrentes que afetem o usuário ou beneficiário.
( ) É vedado ao psicólogo praticar ou ser conivente com quaisquer atos que
caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou
opressão.
( ) É dever do psicólogo zelar para que a comercialização, a aquisição, a doação, o
empréstimo, a guarda e a forma de divulgação do material privativo do psicólogo
sejam feitos conforme os princípios do código de ética profissional.
( ) Não é dever do psicólogo levar ao conhecimento das instâncias competentes o
exercício ilegal ou irregular da profissão, as transgressões a princípios e diretrizes
do código de ética ou da legislação profissional.
( ) O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos,
compartilhará todas as informações necessárias para qualificar o serviço
prestado, sendo de responsabilidade de quem as receber preservar o sigilo em
relação ao caráter confidencial das comunicações prestadas.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
(A) V–V–F–V–V–F.
(B) V–F–V–V–F–F.
(C) V–F–F–V–V–F.
(D) F–V– V–F–V–V.
(E) F–F–V–F–F–V.

21. FUNIVERSA – SEPLAG/DF – 2014


De acordo com a Resolução CFP n.º 007/2003, que institui o manual de elaboração
de documentos escritos produzidos pelo psicólogo, são modalidades de
documentos decorrentes de avaliação psicológica:
(A) declaração; atestado psicológico; relatório psicológico; e parecer psicológico.
(B) atestado psicológico; relatório/laudo psicológico; e parecer psicológico. 

(C) declaração; atestado psicológico; e relatório/laudo psicológico. 

(D) relatório/laudo psicológico; e parecer psicológico. 

(E) atestado psicológico; e relatório/laudo psicológico. 


22. FUNIVERSA – SEPLAG/DF – 2014


Assinale a alternativa que apresenta a finalidade de um relatório ou laudo
psicológico.
(A) Informar a ocorrência de situações objetivas relacionadas ao atendimento
psicológico.
(B) Descrever situações e(ou) condições psicológicas e suas determinações
históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação
psicológica.
(C) Apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico,
por meio de uma avaliação especializada de uma “questão-problema”, visando a
| 44
dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a
uma consulta, que exige de quem responde competência no assunto.
(D) Afirmar acerca das condições psicológicas de quem, por requerimento, solicita.
(E) Solicitar afastamento e(ou) dispensa do solicitante.

23. FUNIVERSA – IFB – Professor de Psicologia – 2012


Assinale a alternativa correta a respeito da elaboração de um laudo psicológico.
(A) O chefe deve ter acesso ao laudo quanto se trata de um processo de avaliação
de perfil psicológico do candidato a determinado cargo.
(B) Um laudo com o diagnóstico final de um caso clínico deve se basear em testes
de personalidade.
(C) Para ser tratado do estresse pós-traumático, o paciente precisa ser submetido
a uma avaliação psicológica e ter um laudo confirmando o seu diagnóstico.
(D) Um laudo psicológico pode contribuir para a indicação do melhor tratamento e
do prognóstico.
(E) Um laudo descreve em detalhes a história de vida do indivíduo e suas relações
com a queixa que originou a demanda do parecer psicológico

24. Instituto AOCP – EMSERH – Psicologia – 2018


Documento que descreve as situações e condições psicológicas, históricas, sociais
e culturais analisadas no processo de avaliação psicológica, contando com
instrumental técnico e científico adotado pelo psicólogo. Sua finalidade é de
apresentar identificação do cliente, demanda, procedimentos realizados, análises
e conclusões do processo, encaminhamentos, intervenções, orientações e
sugestões sobre o paciente, de acordo com a solicitação. Além disso, nele, o
profissional deve utilizar-se de linguagem científica, detalhada, clara e precisa.
O enunciado refere-se
(A) ao parecer psicológico.
(B) à declaração.
(C) ao atestado psicológico.
(D) ao relatório ou laudo psicológico.
(E) às informações sobre o paciente.

25. Instituto AOCP – EBSERH/HRL-UFS – Psicólogo Hospitalar – 2017


É um documento conciso, minucioso e abrangente, que busca relatar, analisar
e integrar os dados colhidos no processo de avaliação psicológica, tendo como
objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações,
decisões ou encaminhamentos. O enunciado refere-se
(A) à Declaração. 

(B) a Parecer Psicológico. 

(C) a Relatório Psicológico. 

(D) a Laudo Psicológico. 

(E) a Atestado Psicológico.
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26. Instituto AOCP – EBSERH/HRL-UFS – Psicólogo Hospitalar – 2017
Com relação ao relatório psicológico, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Descrição ou Desenvolvimento é o item destinado à narração histórica e sucinta
dos fatos que produziram o pedido do Relatório Psicológico.
b) Independentemente das finalidades a que se destina, o Relatório Psicológico é
uma peça de natureza e valor científicos.

c) Os termos técnicos devem, portanto, estar acompanhados das explicações e/ou
conceituações retiradas dos fundamentos teórico-filosóficos que os sustentam.
d) O Relatório Psicológico é uma apresentação descritiva e/ou interpretativa
acerca de situações ou estados psicológicos e suas determinações históricas,
sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de Avaliação Psicológica.
e) A finalidade do Relatório Psicológico será sempre a de apresentar resultados e
conclusões da avaliação psicológica, entretanto, em função da petição ou da
solicitação do interessado, o Relatório Psicológico poderá destinar-se a
finalidades diversas, como: encaminhamento, intervenção, diagnóstico,
prognóstico etc.

27. Instituto AOCP - EBSERH/HUJB – UFCG – Psicologia Hospitalar – 2017


I - é um documento que visa informar a ocorrência de fatos ou situações
objetivas relacionados ao atendimento psicológico,
II – é um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo e
III – é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições
psicológicas e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais,
pesquisadas no processo de avaliação psicológica.
De acordo com algumas das modalidades de documentos psicológicos,
assinale a alternativa que apresenta corretamente as definições
apresentadas.
(A) I – parecer; II – relatório e III – declaração. 

(B) I – declaração; II – atestado e III – parecer. 

(C) I – atestado; II – parecer e III – relatório. 

(D) I – relatório; II – declaração e III – parecer. 

(E) I – declaração; II – parecer e III – relatório. 


28. Instituto AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


As modalidades de documentos escritos da psicologia são: declaração,
atestado, relatório e parecer. Assinale a alternativa correta em relação às
características de cada um desses documentos. 

(A) A declaração certifica uma determinada situação ou estado psicológico, o
atestado visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica e o
parecer é um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
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campo psicológico. 

(B) A declaração visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o atestado certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica e o parecer é
um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico. 

(C) A declaração visa informar um diagnóstico psicológico baseado nos manuais
de psiquiatria, o atestado certifica uma determinada situação ou estado
psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica e o parecer é um
documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico. 

(D) A declaração visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o atestado certifica uma determinada situação ou
estado psicológico desde que em acompanhamento psiquiátrico para respaldar o
psicólogo, o relatório é o 
 produto da avaliação psicológica e o parecer é um
documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico.
(E) A declaração visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o atestado certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica baseada
estritamente em testes psicológicos e o parecer é um documento fundamentado e
resumido sobre uma questão focal do campo psicológico.

29. Instituto AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


O prontuário em psicologia, documento obrigatório segundo Resolução CFP
001/2009, deve ser preenchido pelo psicólogo que garantirá manutenção da
ética ao seguir qual princípio?
(A) Não criar prontuários informatizados, pois eles podem sofrer invasão de
hackers e comprometer o sigilo. 

(B) Manutenção do sigilo, por isso o armazenamento adequado deve ser por
período mínimo de 5 anos e em local protegido, lembrando que o documento
pertence ao psicólogo. 

(C) Assegurar o sigilo lembrando que o documento é do paciente e o psicólogo
apenas mantém a guarda. O período mínimo de guarda é de 5 anos, podendo se
estender em caso de necessidade, por exemplo, na saúde, a guarda é de 20 anos. 

(D) Apresentação dos casos na íntegra por meio das informações registrados, no
caso de equipe multiprofissional com prontuário único. 

(E) A não permissão de acesso do paciente às informações do prontuário, pois
pode comprometer sua relação com o psicólogo. A guarda dos prontuários deve
ser mantida pelo período mínimo de 5 anos, podendo se estender em caso de
necessidade, por exemplo, na saúde, a guarda é de 20 anos. 


30. Instituto AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


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O parecer psicológico deve ser escrito seguindo as normativas da Resolução
CFP Nº 007/2003 e da Resolução CFP Nº 010/05. Esses documentos são,
respectivamente: 

(A) Código de Ética Profissional e resolução que de ne e regulamenta o uso, a
elaboração e a comercialização de testes psicológicos. 

(B) Manual Unificado de Orientação e Fiscalização - MUORF e o Código de Ética
Profissional. 

(C) Resolução que disciplina a oferta de produtos e serviços ao público e a
resolução que de ne e regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização de
testes psicológicos. 

(D) Resolução que regulamenta a concessão de atestado psicológico para
tratamento de saúde e a resolução que dispõe sobre a atuação do psicólogo como
Perito nos diversos contextos. 

(E) O Manual de Elaboração de Documentos Decorrentes de Avaliações
Psicológicas e o Código de Ética Profissional. 


31. CONSULPLAN – Prefeitura Municipal de Patos de Minas – Psicologia –


2016
A Resolução do CFP nº 007/2003 institui o Manual de Elaboração de Documentos
Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica. Uma das
finalidades dessa Resolução é reafirmar os princípios éticos fundamentais que
norteiam a atividade profissional do psicólogo e os dispositivos sobre avaliação
psicológica contidos no Código de Ética Profissional do Psicólogo. Considerando a
referida Resolução, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Atestado psicológico.
2. Declaração.
3. Parecer psicológico.
4. Relatório/laudo psicológico.
( ) Documento expedido pelo psicólogo que visa informar a ocorrência de fatos ou
situações objetivas relacionadas ao atendimento psicológico.
( ) Apresentação de documento fundamentado e resumido sobre uma questão
focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.
( ) Apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas
determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo
de avaliação psicológica.
( ) Documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas
de quem, por requerimento, o solicita.
A sequência está correta em
A) 2, 3, 4, 1.
B) 2, 4, 3, 1.
C) 3, 1, 2, 4.
D) 3, 2, 1, 4.
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32. Quadrix – Analista Técnico em Psicologia 2012
A Resolução CFP nº 007/2003 institui o Manual de Elaboração de Documentos
Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de Avaliações Psicológicas que
tem por objetivos orientar o profissional na confecção de documentos e
fornecer subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração qualificada
da comunicação escrita.
Conforme os princípios Éticos e Técnicos, considere as seguintes afirmações:
I. A linguagem do documento deve ser extensa, sem restringir informações que
fizerem parte da história de vida do atendido.
II. Não é necessário rubricar as laudas, apenas a última deverá ser assinada
em qualquer modalidade de documento.
III. Na elaboração do documento, o psicólogo deverá basear suas informações
na observância dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
IV. O processo de avaliação psicológica deve ignorar que as questões de ordem
psicológica possuem determinações históricas, sociais e políticas.
Está correto o que se afirma em:
(A) nenhuma das afirmações.
(B) apenas uma das afirmações.
(C) apenas duas das afirmações.
(D) apenas três das afirmações.
(E) todas as afirmações.

33. Quadrix – CRP 1 – Psicólogo Fiscal - 2012


Dentre os documentos elaborados pelo psicólogo, há o Parecer Psicológico
que:
(A) Visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas
ao atendimento psicológico, como o comparecimento ao atendimento e
condições dele.
(B) Tem como finalidade afirmar as condições de quem o solicita para
justificar falta, aptidão ou não para atividades específicas e afastamento do
trabalho.
(C) É um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico, cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.
(D) É um relatório acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas
determinações sociais percebidas no processo de avaliação psicológica.
(E) É um laudo que relata sintomas, diagnóstico e prognóstico, bem como
sugestão de projeto terapêutico.

34. CESGRANRIO – Profissional de Atendimento Integrado Psicólogo –


Secretaria Municipal de Planejamento Tecnologia e Gestão – 2011
O Conselho Federal de Psicologia, pela Resolução CFP no 007/2003, orienta o
profissional psicólogo na confecção de documentos decorrentes das avaliações
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psicológicas e fornece os subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração
qualificada da comunicação escrita. Que documento tem por finalidade
“apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico,
através de uma avaliação especializada, de uma ‘questão-problema’, visando a
dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a
uma consulta que exige de quem responde competência no assunto”?
(A) Declaração
(B) Atestado Psicológico
(C) Parecer
(D) Relatório Psicológico
(E) Prontuário

35. IAUPE/UPENET – FUNAPE – Psicólogo – 2013


Considere a seguinte definição: Parecer é um documento fundamentado e
resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser
indicativo ou conclusivo. O parecer tem como finalidade apresentar resposta
esclarecedora no campo do conhecimento psicológico, através de uma avaliação
especializada, de uma “questão-problema”, visando a dirimir dúvidas que estão
interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige
de quem responde competência no assunto.
Assinale a alternativa que indica o instrumento descrito.
a) Parecer
b) Laudo
c) Entrevista
d) Atestado
e) Declaração

36. IAUPE/UPENET – FUNAPE – Psicólogo – 2013


Todos abaixo são elementos constitutivos da estrutura do laudo psicológico,
EXCETO
a) Procedimento

b) Descrição da demanda

c) Análise

d) Registro da expedição do atestado
e) Conclusão

37. IAUPE/UPENET – Prefeitura de Cupira – Psicólogo Educacional – 2009


Observe a seguinte definição de um tipo de documento utilizado na prática
psicológica: É um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo. Sua finalidade é
apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, através
de uma avaliação especializada, de uma “questão-problema”, visando dirimir

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dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma
consulta, que exige de quem responde competência no assunto.
Assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, o tipo de documento
correspondente a essa definição.
a) Declaração.
b) Parecer.
c) Atestado.
d) Relatório ou Laudo.
e) Prontuário.

38. IAUPE/UPENET – UPE/HUOC – Psicólogo Hospitalar – 2013


Considere a seguinte definição: É um documento expedido pelo psicólogo, que
certifica uma determinada situação ou estado psicológico, tendo como finalidade
afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por requerimento, o solicita,
com fins de, por exemplo, justificar estar apto ou não para atividades específicas,
após realização de um processo de avaliação psicológica.
Assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, a modalidade do
instrumento descrito.
a) Laudo
b) Atestado
c) Declaração
d) Estudo de caso
e) Parecer

39. IAUPE/UPENET – UPE/HUOC – Psicólogo Hospitalar – 2013


Considere, também, esta outra descrição: É um documento, que visa informar
ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas ao atendimento
psicológico, com a finalidade de declarar: a) comparecimentos do atendido e/ou
do seu acompanhante, quando necessário; b) acompanhamento psicológico do
atendido; c) informações sobre as condições do atendimento (tempo de
acompanhamento, dias ou horários). Nesse documento, não deve ser feito o
registro de sintomas, situações ou estados psicológicos.
Assinale a alternativa que identifica o tipo do documento descrito.
a) Relatório
b) Declaração
c) Atestado
d) Parecer
e) Laudo

40. IAUPE/UPENET – HEMPO – Psicólogo – 2013


Considere a seguinte definição: Relato sucinto, sistemático, descritivo e
interpretativo de um exame ou de diversos que descreve ou interpreta dados
acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações históricas,
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sociais, culturais, econômicas etc. Tem o objetivo de apresentar diagnostico ou
prognostico para fornecer orientações e subsidiar decisões ou encaminhamentos.
Não precisa ser indicativo ou conclusivo. Propõe uma caracterização da condição
psicológica do sujeito avaliado.
Assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, o instrumento descrito.
a) Entrevista
b) Parecer
c) Laudo
d) Anamnese
e) Inventário

Questões Comentadas e Gabaritadas


1. Exatus – Prefeitura Municipal do Quarto Centenário – Psicólogo – 2017
Leia as redações a seguir, pertencentes à Resolução CFP 010 de 2005, e marque a
alternativa que possui as palavras que preenchem corretamente tais redações:
I - É dever fundamental do psicólogo assumir responsabilidades profissionais
somente por atividades para as quais esteja capacitado______, _______ e
________.
II - É dever fundamental do psicólogo prestar serviços psicológicos de _______, em
condições de trabalho ________ e apropriadas à natureza desses serviços,
utilizando princípios, conhecimentos e técnicas reconhecidamente
fundamentados na ciência psicológica, na ética e na legislação profissional.
III - Ao psicólogo é vedado ser ______, _______ ou ______em situações nas quais
seus vínculos pessoais ou profissionais, atuais ou anteriores, possam afetar a
qualidade do trabalho a ser realizado ou a fidelidade aos resultados da avaliação.
a) Física-emocional-mentalmente; clínica- estéticas; preconceituoso-racista-
homofóbico.
b) Teórica-científica-eticamente; qualidade- humanas; perito-assistente técnico-
parecerista.
c) Teórica-ética-tecnicamente; qualidade- dignas; perito-parecerista-analista
técnico.
d) Pessoal-teórica-tecnicamente; qualidade-dignas; perito-avaliador-parecerista.
Gabarito: D
Comentários: Copiado e colado de nosso Código de Ética.

2. Exatus – Prefeitura Municipal de Paiçandu – Psicólogo – 2015


O Código de Ética Profissional do Psicólogo, cuja versão mais atualizada data de
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27 de Agosto de 2005, tem como intuito estabelecer um padrão de conduta
profissional de acordo com os valores sociais vigentes e estimular a reflexão e
discussão da prática condizente com estes valores. O Código não estabelece
normas técnicas para o exercício da profissão, mas sim princípios e deveres que
sirvam como instrumentos de reflexão para uma boa atuação. Seus artigos estão
baseados:
a) Na Declaração Universal dos Direitos Humanos.
b) Na Organização Mundial da Saúde.
c) No Sistema Único de Saúde

d) No Código Internacional de Doenças.
Gabarito: A
Comentários: Em nosso Código de Ética, lá na introdução, encontramos a menção
à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

3. Exatus – Prefeitura Municipal de Douradina – Psicólogo – 2015


O Código de Ética Profissional do Psicólogo diz, em seu Art. 2º, que é vedado a este
profissional:
a) Participar de movimentos de interesse da categoria que visem à promoção da
profissão.
b) Induzir qualquer pessoa a recorrer a seus serviços.
c) Assumir responsabilidade somente por atividades para as quais esteja
capacitado pessoalmente e tecnicamente.
d) Fornecer ao substituto, quando solicitado, as informações necessárias à
evolução do trabalho.
Gabarito: B
Comentários: Outra copiada e colada de nosso Código de Ética.

4. VUNESP - TJ-SP - Psicólogo Judiciário – 2017


Ao atender uma adolescente, um psicólogo vem a saber que a paciente vem
sofrendo sucessivos maus-tratos. Alertando-a de que comunicará o fato à
autoridade competente, a paciente lhe diz que só relatou os fatos porque ele lhe
havia assegurado sigilo. Nessas circunstâncias, de acordo com o Código de Ética, o
psicólogo deverá
a) passar a informação para outro colega fazer a denúncia.
b) fazer a denúncia de maus-tratos ao Conselho Tutelar.
c) convencer a adolescente a fazer ela mesma a denúncia.
d) resolver o dilema ético sob a perspectiva do menor prejuízo.
e) honrar a palavra empenhada e manter o sigilo sobre os fatos.
Gabarito: B
Comentários: Isso nem no Código de Ética está, mas no Estatuto da Criança e do
Adolescente.

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5. VUNESP – HCFMUSP - Psicologia – 2015
De acordo com o Código de Ética Profissional do Psicólogo (2005), é vedado a este
profissional:
a) receber ou oferecer remuneração por encaminhamento de serviços.
b) emitir documentos com informações baseadas em entrevistas.
c) delatar às instâncias competentes o exercício irregular da profissão.
d) divulgar informações contidas no Código de Ética Profissional da categoria.
e) depor em juízo com base em atendimento prestado.
Gabarito: A
Comentários: Art. 2º – Ao psicólogo é vedado:
p) Receber, pagar remuneração ou porcentagem por encaminhamento de
serviços;

6. VUNESP - Prefeitura de São José dos Campos – SP - Analista em Saúde –


Psicólogo - 2105
Um jovem de dezesseis anos comparece sozinho a um serviço de atendimento em
saúde mental para solicitar atendimento psicológico. O psicólogo desse serviço
a) poderá atender o jovem sem autorização porque este procura
espontaneamente o serviço de saúde.
b) poderá atender o jovem se conseguir uma autorização de pelo menos um de
seus responsáveis legais.
c) poderá atender o jovem desde que consiga autorização de todos os seus
responsáveis legais.
d) deverá comunicar o atendimento às autoridades competentes mesmo obtendo
autorização dos responsáveis.
e) poderá atender o jovem desde que seus responsáveis legais compareçam a
todas as sessões.
Gabarito: B
Comentários: Tudo bem, a questão endereça para o atendimento eventual. Mas,
não teríamos resposta para a questão. Considerando que seja atendimento não-
eventual, precisamos da autorização de ao menos um dos responsáveis.

7. VUNESP - MPE-ES - Agente Técnico – Psicólogo – 2013


De acordo com o Código de Ética do Psicólogo, os arquivos relacionados aos
atendimentos prestados por um psicólogo demitido de um serviço de Psicologia
deverão ser
a) encaminhados ao Conselho Regional de Psicologia.
b) destruídos pelo psicólogo demitido.
c) levados pelo psicólogo demitido.
d) lacrados e deixados para o psicólogo substituto.
e) encaminhados à alta administração da instituição.
Gabarito: D
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Comentários: Coerente com o Código de Ética, é necessário lacrar os documentos
para que apenas o substituto tenha acesso ao seu teor.

8. COMPERVE – UFERSA – Psicólogo – 2013


É função do psicólogo comunicar os resultados do seu trabalho. Essa atividade
dever ser essencialmente pautada pela
A) legislação do Conselho Regional ao qual está filiado.
B) legislação especificada pelas Secretarias de Educação e Saúde do município em
que atua.
C) Resolução do CFP 007/2003, que institui o Manual de Elaboração de
Documentos Escritos produzidos pelo psicólogo.
D) Código de Ética de sua profissão.
Gabarito: ANULADA
Comentários: Tanto o Código de Ética quanto a Resolução CFP 7/2003 orientam a
comunicação de resultados.

9. COMPERVE – Prefeitura de Mossoró – Psicólogo SMDSJ – 2013

O código de ética do psicólogo, em seu artigo primeiro, estabelece a


responsabilidade geral do psicólogo. Sobre essa responsabilidade, leia as
informações nos itens a seguir.
I Prestar serviços profissionais em situação de calamidade pública ou emergência
sem benefícios pessoais.
II Participar de movimentos de interesse da categoria que visem à promoção
pessoal.
III Sugerir serviços de outros profissionais sempre que se impuser a necessidade de
atendimento, e por motivos justificáveis, não puder ser continuado por quem
assumiu inicialmente.
Estão corretas:
A) I e II.
B) I, II, III.
C) I e III.
D) II e III.
Gabarito: C
Comentários: O psicólogo trabalha com isso: Participar de movimentos de
interesse da categoria que visem à promoção pessoal?
Ainda bem que não.

10. COMPERVE – Prefeitura de Mossoró – Psicólogo SMDSJ – 2013


O código de ética do psicólogo, em seu artigo 16, prevê que a realização de
estudos, pesquisas e atividades voltadas para a produção de conhecimento
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avaliará o seguinte: Avaliará os riscos envolvidos, tanto pelos procedimentos,
como pela divulgação dos resultados, com o objetivo de proteger as pessoas,
grupos, organizações e comunidades envolvidas;
Das alternativas abaixo, a única que é coerente com essa determinação é:
A) Psicólogos docentes ou supervisores devem orientar e esclarecer seus
estudantes e também exigir destes o cumprimento dos princípios e normas
estabelecidos no art. 526 e 527 do código.
B) O anonimato de pessoas e instituições deve ser mantido, independente do
consentimento expresso das mesmas.
C) O caráter voluntário da participação deve ser assegurado com total
esclarecimento da implicação da participação dos sujeitos, desde que o sujeito
assujeite-se a participar de todas etapas.
D) O acesso de grupos, pessoas e organizações aos resultados de uma pesquisa
devem ser viabilizados para garantir a qualidade da mesma.
Gabarito: D
Comentários: art. 526 e 527 do código ? Do Código de Ética? Eita moléstia de
Código grande! Se as pessoas permitirem, o anonimato pode ser descartado. O
sujeito pode assujeitar-se a participar de apenas algumas etapas da pesquisa. E,
por fim, a última, apesar de ser um pouco “aberta” ao não esclarecer o que é
“qualidade”, é a única coerente.

11. COMPERVE – Prefeitura de Mossoró – Psicólogo SMDSJ – 2013


Nos princípios fundamentais do código de ética, no item VII, lê-se: O psicólogo
considerará as relações de poder nos contextos em que atua e os impactos dessas
relações sobre as suas atividades profissionais, posicionando-se de forma crítica e
em consonância com os demais princípios deste Código. Nessa perspectiva, é
correto afirmar:
A) o profissional de psicologia deve compreender-se em um contexto histórico e
social de determinações no qual sua atuação se inscreve.
B) o profissional de psicologia deve evitar concorrer a cargos políticos em âmbito
municipal.
C) o profissional de psicologia carece de parâmetros e instrumentos para avaliar
aspectos institucionais nas organizações nas quais ele trabalha.
D) o profissional de psicologia deve limitar sua crítica aos profissionais que
exerçam cargo de gestor.
Gabarito: A
Comentários: Se toda questão da COMPERVE for assim, todo mundo vai gabaritar
a prova. Ela pede para interpretar, mas oferece 3 alternativas absurdas (B, C e D).

12. COMPERVE – UFRN – Psicólogo Organizacional – 2014


Considerando os princípios fundamentais da prática profissional, a opção que
NÃO corresponde a qualquer dos sete princípios constantes do Código de Ética do
Psicólogo é:
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A) O psicólogo atuará com responsabilidade, por meio do contínuo
aprimoramento profissional, contribuindo para o desenvolvimento da Psicologia
como campo científico de conhecimento e de prática.
B) O psicólogo considerará as relações políticas nos contextos em que atua e
atenuará os impactos dessas relações sobre as suas atividades profissionais,
posicionando-se de forma neutra em relação aos agentes do poder.
C) O psicólogo zelará para que o exercício profissional seja efetuado com
dignidade, rejeitando situações em que a Psicologia esteja sendo aviltada.
D) O psicólogo baseará o seu trabalho no respeito e na promoção da liberdade, da
dignidade, da igualdade e da integridade do ser humano, apoiado nos valores que
embasam a Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Gabarito: B
Comentários: Nunca na vida! Atenuará? Posicionando-se de forma neutra em
relação aos agentes do poder?

13. UFG – Prefeitura de Goiânia – Psicólogo – 2012


Em uma situação hipotética, um psicólogo que tinha por objetivo avaliar
sistematicamente uma nova metodologia de trabalho com usuários de uma
Unidade Básica de Saúde (UBS) protocolou um projeto de pesquisa-ação junto ao
Comitê de Ética de Pesquisa (CEP) de sua instituição. Entre os procedimentos
adotados para o início da coleta de dados de seu estudo, o psicólogo aplicou o
Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, que tinha como uma de suas funções
preservar o princípio ético da
(A) não maleficência. 

(B) beneficência. 

(C) autonomia. 

(D) justiça. 

Gabarito: C
Comentários: Linda questão. Bonita, inteligente e sexy sem ser vulgar! O Termo de
Consentimento Livre e Esclarecido exprime o princípio (bio)ético da autonomia.

14. UFG – IFG – Psicólogo – 2013


O atual Código de Ética Profissional do Psicólogo, aprova- do pelo Conselho
Federal de Psicologia, entrou em vigor em
(A) 27 de agosto de 2005. 

(B) 14 de abril de 2009. 

(C) 25 de maio de 2011. 

(D) 21 de julho de 2012. 

Gabarito: A
Comentários: Sério? Owwww... Queria tanto mostrar meus conhecimentos.. Tudo
bem, o Código de Ética é de 2005.

15. UFG – IFG – Psicólogo – 2013


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De acordo com o Art. 7º, do Código de Ética Profissional do Psicólogo, no Brasil, o
psicólogo poderá intervir na prestação de serviços que estejam sendo efetuados
por outro profissional da área, quando
(A) o profissional responsável estiver ausente da instituição. 

(B) a parte contratante definir pela interrupção do trabalho. 

(C) o beneficiário do serviço solicitar sua intervenção imediata. 

(D) a metodologia de trabalho for multiprofissional e a intervenção estiver
prevista. 

Gabarito: D
Comentários: Mesmo que não queira, não tem como errar. Você lembra as
condições para intervenção no trabalho de outro profissional que prestar serviços
de psicologia?

16. UFG – IFG – Psicólogo – 2013


No Código de Ética Profissional do Psicólogo (Conselho Federal de Psicologia) está
previsto que,
(A) nos deveres fundamentais dos psicólogos, a qualidade dos serviços oferecidos
deve ser assegurada independentemente do valor acordado.
(B) nos documentos que embasam as atividades em equipe multiprofissional, o
psicólogo registrará apenas as informações necessárias para o cumprimento dos
objetivos do trabalho.
(C) no atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, os responsáveis
devem receber informações que visem à promoção de medidas em seu benefício.
(D) no caso de interrupção do trabalho do psicólogo numa instituição, por
quaisquer motivos, ele deverá entregar os seus arquivos confidenciais à maior
autoridade institucional.
Gabarito: B
Comentários: A primeira assertiva trata do art 4º (Das responsabilidades do
psicólogo). O erro da C? Os responsáveis devem receber apenas o essencial (Art.
13 – No atendimento à criança, ao adolescente ou ao interdito, deve ser
comunicado aos responsáveis o estritamente essencial para se promoverem
medidas em seu benefício).
E, por fim:
Art. 15 – Em caso de interrupção do trabalho do psicólogo, por quaisquer motivos,
ele deverá zelar pelo destino dos seus arquivos confidenciais.
§ 1° – Em caso de demissão ou exoneração, o psicólogo deverá repassar
todo o material ao psicólogo que vier a substituí-lo, ou lacrá-lo para posterior
utilização pelo psicólogo substituto.
§ 2° – Em caso de extinção do serviço de Psicologia, o psicólogo
responsável informará ao Conselho Regional de Psicologia, que providenciará a
destinação dos arquivos confidenciais.

17. UFG – Prefeitura de Caldas Novas – Psicólogo – 2014


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Trata-se de princípio fundamental do Código de Ética Profissional do Psicólogo:
(A) conhecer, divulgar e fazer cumprir o Código de Ética Profissional.
(B) assumir responsabilidades profissionais por atividade para as quais esteja
capacitado pessoal, teórica e tecnicamente.
(C) prestar serviços profissionais em situação de calamidade pública.
(D) atuar com responsabilidade social, analisando crítica e historicamente a
realidade política, econômica, social e cultural.
Gabarito: D
Comentários: Você tem que, obrigatoriamente, decorar o que está em cada canto
do Código de Ética. O que está nas letras A, B e C está correto, mas faz parte da
seção DAS RESPONSABILIDADES DO PSICÓLOGO.

18. UFG – Prefeitura de Caldas Novas – Psicólogo – 2014


O Código de Ética Profissional do Psicólogo
(A) define que, quando a criança ou o adolescente estiver em risco, pode-se fazer
atendimento não eventual a eles, sem autorização dos responsáveis, desde que
sejam observadas as determinações legais vigentes.
(B) estabelece que o psicólogo poderá intervir na prestação de serviços
psicológicos efetuados por outro profissional, quando se tratar de trabalho
multiprofissional e a intervenção fizer parte da metodologia adotada.
(C) encontra-se formalizado por meio da Resolução CFP n. 002/2006 e foi
publicado em 27 de agosto de 2006.
(D) prevê as penalidades de advertência, multa e sus- pensão do exercício
profissional por até 90 dias.
Gabarito: B
Comentários: Não pense muito, o que o Código de Ética expressamente prevê? Só
o que está na B. O resto é da criatividade do examinador. =]

19. AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


Segundo a apresentação do Código de Ética Profissional do Psicólogo, um
Código de Ética serviria para
(A) fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de
modo a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas
consequências no exercício profissional. 

(B) fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis,
desenvolvendo senso crítico com relação à profissão. 

(C) fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, com
interesse de produção de conhecimento necessário ao estabelecimento da
profissão. 

(D) formalizar a fiscalização da profissão, configurando-se como poder de polícia
e punindo irregularidades. 

(E) normatizar a atuação do psicólogo, que por sua vez passa a normatizar as
demandas para a psicologia. 

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Gabarito: A
Comentários: Eita que essa foi copiada e colada! O Código de Ética serve para
fomentar a autorreflexão exigida de cada indivíduo acerca da sua práxis, de modo
a responsabilizá-lo, pessoal e coletivamente, por ações e suas consequências no
exercício profissional. 
NÃO desenvolve senso crítico (vide o caso do CFP e dos
CRPs que não servem para nada de útil). Não tem como objetivo a produção de
conhecimento (deixe o pessoal engravatado da academia fazer isso). Formalizar a
fiscalização? De onde?

20. FAURGS – HOSPITAL DE CLÍNICAS DE PORTO ALEGRE – Psicólogo


Hospitalar – 2007
No que se refere ao Código de Ética Profissional do Psicólogo, assinale as
afirmações abaixo com V (verdadeiro) ou F (falso).
( ) A missão primordial de um código de ética profissional não é normatizar a
natureza técnica do trabalho, mas assegurar, dentro de valores relevantes para a
sociedade e para as práticas desenvolvidas, um padrão de conduta que fortaleça o
reconhecimento social daquela categoria.
( ) É dever do psicólogo informar, a quem de direito, os resultados decorrentes da
prestação de serviços psicológicos, transmitindo todas as informações daí
decorrentes que afetem o usuário ou beneficiário.
( ) É vedado ao psicólogo praticar ou ser conivente com quaisquer atos que
caracterizem negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade ou
opressão.
( ) É dever do psicólogo zelar para que a comercialização, a aquisição, a doação, o
empréstimo, a guarda e a forma de divulgação do material privativo do psicólogo
sejam feitos conforme os princípios do código de ética profissional.
( ) Não é dever do psicólogo levar ao conhecimento das instâncias competentes o
exercício ilegal ou irregular da profissão, as transgressões a princípios e diretrizes
do código de ética ou da legislação profissional.
( ) O psicólogo, no relacionamento com profissionais não psicólogos,
compartilhará todas as informações necessárias para qualificar o serviço
prestado, sendo de responsabilidade de quem as receber preservar o sigilo em
relação ao caráter confidencial das comunicações prestadas.
A seqüência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
(A) V–V–F–V–V–F.
(B) V–F–V–V–F–F.
(C) V–F–F–V–V–F.
(D) F–V– V–F–V–V.
(E) F–F–V–F–F–V.
Gabarito: B
Comentários: O psicólogo transmitirá apenas o necessário (segunda assertiva
errada). Não É dever do psicólogo levar ao conhecimento das instâncias
competentes o exercício ilegal ou irregular da profissão, as transgressões a
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princípios e diretrizes do código de ética ou da legislação profissional (penúltima
assertiva errada). O psicólogo em trabalho multiprofissional compartilhará apenas
o necessário para qualificar o serviço (última assertiva errada).

21. FUNIVERSA – SEPLAG/DF – 2014


De acordo com a Resolução CFP n.º 007/2003, que institui o manual de elaboração
de documentos escritos produzidos pelo psicólogo, são modalidades de
documentos decorrentes de avaliação psicológica:
(A) declaração; atestado psicológico; relatório psicológico; e parecer psicológico.
(B) atestado psicológico; relatório/laudo psicológico; e parecer psicológico. 

(C) declaração; atestado psicológico; e relatório/laudo psicológico. 

(D) relatório/laudo psicológico; e parecer psicológico. 

(E) atestado psicológico; e relatório/laudo psicológico. 

Gabarito: D
Comentários: Sim, o gabarito está errado. No gabarito preliminar está a letra (D).
Porém, na vida real, é a letra E.

22. FUNIVERSA – SEPLAG/DF – 2014


Assinale a alternativa que apresenta a finalidade de um relatório ou laudo
psicológico.
(A) Informar a ocorrência de situações objetivas relacionadas ao atendimento
psicológico.
(B) Descrever situações e(ou) condições psicológicas e suas determinações
históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de avaliação
psicológica.
(C) Apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico,
por meio de uma avaliação especializada de uma “questão-problema”, visando a
dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a
uma consulta, que exige de quem responde competência no assunto.
(D) Afirmar acerca das condições psicológicas de quem, por requerimento, solicita.
(E) Solicitar afastamento e(ou) dispensa do solicitante.
Gabarito: B
Comentários: A letra (A) trata da Declaração. A letra (C) trata do parecer. As letras
(D) e (E) tratam do atestado psicológico.

23. FUNIVERSA – IFB – Professor de Psicologia – 2012


Assinale a alternativa correta a respeito da elaboração de um laudo psicológico.
(A) O chefe deve ter acesso ao laudo quanto se trata de um processo de avaliação
de perfil psicológico do candidato a determinado cargo.
(B) Um laudo com o diagnóstico final de um caso clínico deve se basear em testes
de personalidade.
(C) Para ser tratado do estresse pós-traumático, o paciente precisa ser submetido
a uma avaliação psicológica e ter um laudo confirmando o seu diagnóstico.
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(D) Um laudo psicológico pode contribuir para a indicação do melhor tratamento e
do prognóstico.
(E) Um laudo descreve em detalhes a história de vida do indivíduo e suas relações
com a queixa que originou a demanda do parecer psicológico
Gabarito: D
Comentários: Questão um pouco controversa. Na letra (A), o chefe é o “a quem de
direito”? Se for, tem acesso. A Resolução CFP nº 7/2003 deixa isso em aberto para
nós nos lascarmos nas provas. Eu diria que está meio certa!
Indiscutivelmente, porém, a letra (D) é a que está 100% correta.

24. Instituto AOCP – EMSERH – Psicologia – 2018


Documento que descreve as situações e condições psicológicas, históricas, sociais
e culturais analisadas no processo de avaliação psicológica, contando com
instrumental técnico e científico adotado pelo psicólogo. Sua finalidade é de
apresentar identificação do cliente, demanda, procedimentos realizados, análises
e conclusões do processo, encaminhamentos, intervenções, orientações e
sugestões sobre o paciente, de acordo com a solicitação. Além disso, nele, o
profissional deve utilizar-se de linguagem científica, detalhada, clara e precisa.
O enunciado refere-se
(A) ao parecer psicológico.
(B) à declaração.
(C) ao atestado psicológico.
(D) ao relatório ou laudo psicológico.
(E) às informações sobre o paciente.
Gabarito: D
Comentários: Estamos diante do relatório/laudo.

25. Instituto AOCP – EBSERH/HRL-UFS – Psicólogo Hospitalar – 2017


É um documento conciso, minucioso e abrangente, que busca relatar, analisar
e integrar os dados colhidos no processo de avaliação psicológica, tendo como
objetivo apresentar diagnóstico e/ou prognóstico, para subsidiar ações,
decisões ou encaminhamentos. O enunciado refere-se
(A) à Declaração. 

(B) a Parecer Psicológico. 

(C) a Relatório Psicológico. 

(D) a Laudo Psicológico. 

(E) a Atestado Psicológico.
Gabarito: Anulada
Comentários: Obviamente a C e a D estão corretas. Ô banca mais ou menos.

26. Instituto AOCP – EBSERH/HRL-UFS – Psicólogo Hospitalar – 2017


Com relação ao relatório psicológico, assinale a alternativa INCORRETA.

a) Descrição ou Desenvolvimento é o item destinado à narração histórica e sucinta
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dos fatos que produziram o pedido do Relatório Psicológico.
b) Independentemente das finalidades a que se destina, o Relatório Psicológico é
uma peça de natureza e valor científicos.

c) Os termos técnicos devem, portanto, estar acompanhados das explicações e/ou
conceituações retiradas dos fundamentos teórico-filosóficos que os sustentam.
d) O Relatório Psicológico é uma apresentação descritiva e/ou interpretativa
acerca de situações ou estados psicológicos e suas determinações históricas,
sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo de Avaliação Psicológica.
e) A finalidade do Relatório Psicológico será sempre a de apresentar resultados e
conclusões da avaliação psicológica, entretanto, em função da petição ou da
solicitação do interessado, o Relatório Psicológico poderá destinar-se a
finalidades diversas, como: encaminhamento, intervenção, diagnóstico,
prognóstico etc.
Gabarito: E
Comentários: O relatório psicológico não muda sua finalidade em função da
petição ou solicitação do interessado! É o relatório que trata de encaminhamento?
Não!!!!

27. Instituto AOCP - EBSERH/HUJB – UFCG – Psicologia Hospitalar – 2017


I - é um documento que visa informar a ocorrência de fatos ou situações
objetivas relacionados ao atendimento psicológico,
II – é um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo e
III – é uma apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições
psicológicas e suas determinações históricas, sociais, políticas e culturais,
pesquisadas no processo de avaliação psicológica.
De acordo com algumas das modalidades de documentos psicológicos,
assinale a alternativa que apresenta corretamente as definições
apresentadas.
(A) I – parecer; II – relatório e III – declaração. 

(B) I – declaração; II – atestado e III – parecer. 

(C) I – atestado; II – parecer e III – relatório. 

(D) I – relatório; II – declaração e III – parecer. 

(E) I – declaração; II – parecer e III – relatório. 

Gabarito: E
Comentários: Quem declara fatos? A declaração. Quem pode ser conclusivo ou
indicativo? O parecer. Quem considera as determinações históricas e sociais? O
Laudo/relatório.

28. Instituto AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


As modalidades de documentos escritos da psicologia são: declaração,
atestado, relatório e parecer. Assinale a alternativa correta em relação às
características de cada um desses documentos. 

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(A) A declaração certifica uma determinada situação ou estado psicológico, o
atestado visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica e o
parecer é um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico. 

(B) A declaração visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o atestado certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica e o parecer é
um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico. 

(C) A declaração visa informar um diagnóstico psicológico baseado nos manuais
de psiquiatria, o atestado certifica uma determinada situação ou estado
psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica e o parecer é um
documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico. 

(D) A declaração visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o atestado certifica uma determinada situação ou
estado psicológico desde que em acompanhamento psiquiátrico para respaldar o
psicólogo, o relatório é o 
 produto da avaliação psicológica e o parecer é um
documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo
psicológico.
(E) A declaração visa informar a ocorrência de um fato objetivo relacionado ao
atendimento psicológico, o atestado certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, o relatório é o produto da avaliação psicológica baseada
estritamente em testes psicológicos e o parecer é um documento fundamentado e
resumido sobre uma questão focal do campo psicológico.
Gabarito: B
Comentários: A única correta é a B

29. Instituto AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


O prontuário em psicologia, documento obrigatório segundo Resolução CFP
001/2009, deve ser preenchido pelo psicólogo que garantirá manutenção da
ética ao seguir qual princípio?
(A) Não criar prontuários informatizados, pois eles podem sofrer invasão de
hackers e comprometer o sigilo. 

(B) Manutenção do sigilo, por isso o armazenamento adequado deve ser por
período mínimo de 5 anos e em local protegido, lembrando que o documento
pertence ao psicólogo. 

(C) Assegurar o sigilo lembrando que o documento é do paciente e o psicólogo
apenas mantém a guarda. O período mínimo de guarda é de 5 anos, podendo se
estender em caso de necessidade, por exemplo, na saúde, a guarda é de 20 anos. 

(D) Apresentação dos casos na íntegra por meio das informações registrados, no
caso de equipe multiprofissional com prontuário único. 

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(E) A não permissão de acesso do paciente às informações do prontuário, pois
pode comprometer sua relação com o psicólogo. A guarda dos prontuários deve
ser mantida pelo período mínimo de 5 anos, podendo se estender em caso de
necessidade, por exemplo, na saúde, a guarda é de 20 anos. 

Gabarito: C
Comentários: O que está escrito na Resolução CFP nº 7/2003 e o que podemos
deduzir? É regra a guarda de 5 anos. Sim, a guarda pode ser prolongada. Mas...
eiiii.. De onde a AOCP tirou que no caso da saúde a guarda é de 20 anos? Eu não
sei. De onde a AOCP tirou que o documento é do paciente? Eu não sei II – a missão.
Assim, grife a assertiva. É posicionamento da AOCP!

30. Instituto AOCP – Prefeitura de Juiz de Fora – Psicólogo – 2016


O parecer psicológico deve ser escrito seguindo as normativas da Resolução
CFP Nº 007/2003 e da Resolução CFP Nº 010/05. Esses documentos são,
respectivamente: 

(A) Código de Ética Profissional e resolução que de ne e regulamenta o uso, a
elaboração e a comercialização de testes psicológicos. 

(B) Manual Unificado de Orientação e Fiscalização - MUORF e o Código de Ética
Profissional. 

(C) Resolução que disciplina a oferta de produtos e serviços ao público e a
resolução que de ne e regulamenta o uso, a elaboração e a comercialização de
testes psicológicos. 

(D) Resolução que regulamenta a concessão de atestado psicológico para
tratamento de saúde e a resolução que dispõe sobre a atuação do psicólogo como
Perito nos diversos contextos. 

(E) O Manual de Elaboração de Documentos Decorrentes de Avaliações
Psicológicas e o Código de Ética Profissional. 

Gabarito: E
Comentários: Questão Mobral!!!

31. CONSULPLAN – Prefeitura Municipal de Patos de Minas – Psicologia –


2016
A Resolução do CFP nº 007/2003 institui o Manual de Elaboração de Documentos
Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de avaliação psicológica. Uma das
finalidades dessa Resolução é reafirmar os princípios éticos fundamentais que
norteiam a atividade profissional do psicólogo e os dispositivos sobre avaliação
psicológica contidos no Código de Ética Profissional do Psicólogo. Considerando a
referida Resolução, relacione adequadamente as colunas a seguir.
1. Atestado psicológico.
2. Declaração.
3. Parecer psicológico.
4. Relatório/laudo psicológico.

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( ) Documento expedido pelo psicólogo que visa informar a ocorrência de fatos ou
situações objetivas relacionadas ao atendimento psicológico.
( ) Apresentação de documento fundamentado e resumido sobre uma questão
focal do campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.
( ) Apresentação descritiva acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas
determinações históricas, sociais, políticas e culturais, pesquisadas no processo
de avaliação psicológica.
( ) Documento expedido pelo psicólogo que certifica uma determinada situação ou
estado psicológico, tendo como finalidade afirmar sobre as condições psicológicas
de quem, por requerimento, o solicita.
A sequência está correta em
A) 2, 3, 4, 1.
B) 2, 4, 3, 1.
C) 3, 1, 2, 4.
D) 3, 2, 1, 4.
Gabarito: A
Comentários: Por mais que você force a barra, a única que encaixa perfeitamente
é a do gabarito.

32. Quadrix – Analista Técnico em Psicologia 2012


A Resolução CFP nº 007/2003 institui o Manual de Elaboração de Documentos
Escritos produzidos pelo psicólogo, decorrentes de Avaliações Psicológicas que
tem por objetivos orientar o profissional na confecção de documentos e
fornecer subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração qualificada
da comunicação escrita.
Conforme os princípios Éticos e Técnicos, considere as seguintes afirmações:
I. A linguagem do documento deve ser extensa, sem restringir informações que
fizerem parte da história de vida do atendido.
II. Não é necessário rubricar as laudas, apenas a última deverá ser assinada
em qualquer modalidade de documento.
III. Na elaboração do documento, o psicólogo deverá basear suas informações
na observância dos princípios da Declaração Universal dos Direitos Humanos.
IV. O processo de avaliação psicológica deve ignorar que as questões de ordem
psicológica possuem determinações históricas, sociais e políticas.
Está correto o que se afirma em:
(A) nenhuma das afirmações.
(B) apenas uma das afirmações.
(C) apenas duas das afirmações.
(D) apenas três das afirmações.
(E) todas as afirmações.
Gabarito: A
Comentários: Nenhuma das afirmativas está correta. A linguagem deve ser clara e
concisa. É necessário rubricar as laudas e a última deve ser assinada. Na
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elaboração de DOCUMENTO, o psicólogo baseará suas informações na
observância dos princípios e dispositivos do Código de Ética Profissional do
Psicólogo (olha a maldade da QUADRIX, trocou o CEP pela DUDH). O processo de
avaliação psicológica deve considerar que os objetos deste procedimento (as
questões de ordem psicológica) têm determinações históricas, sociais,
econômicas e políticas, sendo as mesmas elementos constitutivos no processo de
subjetivação.

33. Quadrix – CRP 1 – Psicólogo Fiscal - 2012


Dentre os documentos elaborados pelo psicólogo, há o Parecer Psicológico
que:
(A) Visa a informar a ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas
ao atendimento psicológico, como o comparecimento ao atendimento e
condições dele.
(B) Tem como finalidade afirmar as condições de quem o solicita para
justificar falta, aptidão ou não para atividades específicas e afastamento do
trabalho.
(C) É um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico, cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo.
(D) É um relatório acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas
determinações sociais percebidas no processo de avaliação psicológica.
(E) É um laudo que relata sintomas, diagnóstico e prognóstico, bem como
sugestão de projeto terapêutico.
Gabarito: C
Comentários: Segundo a Resolução nº 7 de 2003, parecer é um documento
fundamentado e resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo
resultado pode ser indicativo ou conclusivo.
O parecer tem como finalidade apresentar resposta esclarecedora, no campo do
conhecimento psicológico, através de uma avaliação especializada, de uma
“questão-problema”, visando a dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão,
sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige de quem responde
competência no assunto.

34. CESGRANRIO – Profissional de Atendimento Integrado Psicólogo –


Secretaria Municipal de Planejamento Tecnologia e Gestão – 2011
O Conselho Federal de Psicologia, pela Resolução CFP no 007/2003, orienta o
profissional psicólogo na confecção de documentos decorrentes das avaliações
psicológicas e fornece os subsídios éticos e técnicos necessários para a elaboração
qualificada da comunicação escrita. Que documento tem por finalidade
“apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico,
através de uma avaliação especializada, de uma ‘questão-problema’, visando a
dirimir dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a
uma consulta que exige de quem responde competência no assunto”?
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(A) Declaração
(B) Atestado Psicológico
(C) Parecer
(D) Relatório Psicológico
(E) Prontuário
Gabarito: C
Comentários: A banca disse que era a letra B, mas é a letra C mesmo (parecer).

35. IAUPE/UPENET – FUNAPE – Psicólogo – 2013


Considere a seguinte definição: Parecer é um documento fundamentado e
resumido sobre uma questão focal do campo psicológico cujo resultado pode ser
indicativo ou conclusivo. O parecer tem como finalidade apresentar resposta
esclarecedora no campo do conhecimento psicológico, através de uma avaliação
especializada, de uma “questão-problema”, visando a dirimir dúvidas que estão
interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma consulta, que exige
de quem responde competência no assunto.
Assinale a alternativa que indica o instrumento descrito.
a) Parecer
b) Laudo
c) Entrevista
d) Atestado
e) Declaração
Gabarito: A
Comentários: Essa, nível MOBRAL, foi para saber se o candidato sabia ler a
questão. PELO AMOR DE DEUS! Que questão foi essa?

36. IAUPE/UPENET – FUNAPE – Psicólogo – 2013


Todos abaixo são elementos constitutivos da estrutura do laudo psicológico,
EXCETO
a) Procedimento

b) Descrição da demanda

c) Análise

d) Registro da expedição do atestado
e) Conclusão
Gabarito: D
Comentários: Outra muito fácil. A estrutura do Laudo é a seguinte:
1. Identificação
2. Descrição da demanda
3. Procedimento
4. Análise
5. Conclusão

37. IAUPE/UPENET – Prefeitura de Cupira – Psicólogo Educacional – 2009


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Observe a seguinte definição de um tipo de documento utilizado na prática
psicológica: É um documento fundamentado e resumido sobre uma questão focal do
campo psicológico cujo resultado pode ser indicativo ou conclusivo. Sua finalidade é
apresentar resposta esclarecedora, no campo do conhecimento psicológico, através
de uma avaliação especializada, de uma “questão-problema”, visando dirimir
dúvidas que estão interferindo na decisão, sendo, portanto, uma resposta a uma
consulta, que exige de quem responde competência no assunto.
Assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, o tipo de documento
correspondente a essa definição.
a) Declaração.
b) Parecer.
c) Atestado.
d) Relatório ou Laudo.
e) Prontuário.
Gabarito: B
Comentários: Falou em documento teórico, falou em parecer.

38. IAUPE/UPENET – UPE/HUOC – Psicólogo Hospitalar – 2013


Considere a seguinte definição: É um documento expedido pelo psicólogo, que
certifica uma determinada situação ou estado psicológico, tendo como finalidade
afirmar sobre as condições psicológicas de quem, por requerimento, o solicita,
com fins de, por exemplo, justificar estar apto ou não para atividades específicas,
após realização de um processo de avaliação psicológica.
Assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, a modalidade do
instrumento descrito.
a) Laudo
b) Atestado
c) Declaração
d) Estudo de caso
e) Parecer
Gabarito: B
Comentários: O atestado psicológico tem a função de certificar uma determinada
situação ou estado psicológico.

39. IAUPE/UPENET – UPE/HUOC – Psicólogo Hospitalar – 2013


Considere, também, esta outra descrição: É um documento, que visa informar
ocorrência de fatos ou situações objetivas relacionadas ao atendimento
psicológico, com a finalidade de declarar: a) comparecimentos do atendido e/ou
do seu acompanhante, quando necessário; b) acompanhamento psicológico do
atendido; c) informações sobre as condições do atendimento (tempo de
acompanhamento, dias ou horários). Nesse documento, não deve ser feito o
registro de sintomas, situações ou estados psicológicos.
Assinale a alternativa que identifica o tipo do documento descrito.
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a) Relatório
b) Declaração
c) Atestado
d) Parecer
e) Laudo
Gabarito: B
Comentários: Quem declara? Apenas a declaração uai.

40. IAUPE/UPENET – HEMPO – Psicólogo – 2013


Considere a seguinte definição: Relato sucinto, sistemático, descritivo e
interpretativo de um exame ou de diversos que descreve ou interpreta dados
acerca de situações e/ou condições psicológicas e suas determinações históricas,
sociais, culturais, econômicas etc. Tem o objetivo de apresentar diagnostico ou
prognostico para fornecer orientações e subsidiar decisões ou encaminhamentos.
Não precisa ser indicativo ou conclusivo. Propõe uma caracterização da condição
psicológica do sujeito avaliado.
Assinale a alternativa que identifica, CORRETAMENTE, o instrumento descrito.
a) Entrevista
b) Parecer
c) Laudo
d) Anamnese
e) Inventário
Gabarito: C
Comentários: Finalmente, temos o laudo ou relatório psicológico. Resulta de uma
avaliação psicológica e tem o objetivo de apresentar diagnostico ou prognostico
para fornecer orientações e subsidiar decisões ou encaminhamentos.

Bons estudos! =]
Professor Alyson Barros

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