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Aula 02

Direito Processual Penal p/ TJ-PE (Técnico Jud - Áreas Judiciária e Administrativa) -


Com videoaulas

Professores: Renan Araujo, Ricardo Schettini


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AULA 02: ATOS E PRAZOS PROCESSUAIS (FORMA,
TEMPO, LUGAR E MEIOS DE COMUNICAÇÃO DOS ATOS).
NULIDADES. SENTENÇA PENAL (MODALIDADES,
EFEITOS, ETC.). EXTINÇÃO DA PUNIBILIDADE.

SUMÁRIO!
1. ATOS PROCESSUAIS .................................................................................... 3
1.1. Introdução ............................................................................................... 3
1.2. Forma dos atos processuais. Nulidades .................................................... 3
1.3. Tempo dos atos processuais e prazos processuais ................................... 7
1.4. Lugar dos atos processuais ...................................................................... 9
2. COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS .................................................. 10
2.1. Citações ................................................................................................. 10
2.1.1. Conceito................................................................................................ 10
2.1.2. Citação pessoal ...................................................................................... 10
2.1.3. Citação ficta: por hora certa e por edital .................................................... 13
2.2. Intimações ............................................................................................. 15
3. ATOS JURISDICIONAIS NO PROCESSO PENAL ........................................... 16
4. SENTENÇA ................................................................................................. 17
4.1. Requisitos formais ................................................................................. 17
4.2. Sentença penal absolutória .................................................................... 20
4.2.1. Efeitos da Sentença Penal Absolutória ....................................................... 21
4.3. Sentença penal condenatória ................................................................. 22
4.3.1. Efeitos da sentença penal condenatória ..................................................... 24
4.3.2. Efeitos genéricos .................................................................................... 26
4.3.3. Efeitos específicos .................................................................................. 27
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4.4. Princípio da correlação e princípio da consubstanciação ........................ 30


4.4.1. Emendatio libelli ..................................................................................... 31
4.4.2. Mutatio libelli ......................................................................................... 31
4.5. Publicação e intimação da sentença ....................................................... 33
5. PUNIBILIDADE E SUA EXTINÇÃO .............................................................. 35
5.1. Introdução ............................................................................................. 35
5.2. Causas de extinção da punibilidade diversas da prescrição .................... 36
5.3. Prescrição .............................................................................................. 39
5.3.1. Prescrição da pretensão punitiva .............................................................. 39
5.3.2. Prescrição da pretensão executória ........................................................... 45
5.3.3. Disposições importantes sobre a prescrição................................................ 47

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6. EXERCÍCIOS DA AULA ............................................................................... 48!
7. EXERCÍCIOS COMENTADOS ....................................................................... 67
8. GABARITO ............................................................................................... 103

!
Olá, meu povo!

Estudando muito?

Hoje vamos estudar os atos e prazos processuais (para


podermos entender as NULIDADES), bem como as formas de
comunicação dos atos processuais.

Veremos, ainda, a sentença penal e as formas de extinção da


punibilidade.

Bons estudos!
Prof. Renan Araujo

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1.! ATOS PROCESSUAIS !

1.1.! Introdução
Sabemos que o processo não é estático, ou seja, é dinâmico, de
forma que é necessário que haja algum meio através do qual as partes e
o Juiz impulsionem o processo. Isso se dá através da prática de ATOS
PROCESSUAIS.
Os atos processuais podem ser:

∗+,−!∀.,/0−−1∗2−!!

∗+,−!∀.,/0−−1∗2−! ∗+,−!∀.,/0−−1∗2−!
3∗!∀∗.+0! 3,!4125!

Os segundos (atos do Juiz) são chamados, ainda, de ATOS


JURISDICIONAIS, pois através dos atos do Juiz o Estado exerce a
Jurisdição.

1.2.! Forma dos atos processuais. Nulidades


Os atos processuais, em regra, não possuem forma definida. No
entanto, quando a lei expressamente determinar a prática do ato
processual mediante uma determinada forma, ela deve ser cumprida, sob
pena de nulidade.
Uma forma que está expressamente prevista no CPP para TODOS os
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atos processuais é a PUBLICIDADE. Todos os atos processuais devem


ser públicos, nos termos do art. 792 do CPP:
Art. 792. As audiências, sessões e os atos processuais serão, em regra,
públicos e se realizarão nas sedes dos juízos e tribunais, com assistência dos
escrivães, do secretário, do oficial de justiça que servir de porteiro, em dia e
hora certos, ou previamente designados.
§ 1o Se da publicidade da audiência, da sessão ou do ato processual, puder
resultar escândalo, inconveniente grave ou perigo de perturbação da ordem,
o juiz, ou o tribunal, câmara, ou turma, poderá, de ofício ou a requerimento
da parte ou do Ministério Público, determinar que o ato seja realizado a
portas fechadas, limitando o número de pessoas que possam estar presentes.

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Percebam que essa publicidade pode ser restringida, em alguns!
casos, conforme preconiza o §1° do art. 792. Esse dispositivo, embora
anterior à CRFB/88, instrumentaliza o disposto no art. 93, IX da nossa
Carta Maior:
IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei limitar
a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus advogados,
ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito à
intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à
informação; (Redação dada pela Emenda Constitucional nº 45, de 2004)

Outro requisito para a realização de determinados atos é o


recolhimento das custas (valores pagos ao Judiciário em razão da
prestação do serviço Jurisdicional). Porém, caso o acusado seja pobre,
estará dispensado do recolhimento das custas. Nos termos do CPP:
Art. 806. Salvo o caso do art. 32, nas ações intentadas mediante queixa,
nenhum ato ou diligência se realizará, sem que seja depositada em cartório a
importância das custas.
§ 1o Igualmente, nenhum ato requerido no interesse da defesa será
realizado, sem o prévio pagamento das custas, salvo se o acusado for pobre.
§ 2o A falta do pagamento das custas, nos prazos fixados em lei, ou
marcados pelo juiz, importará renúncia à diligência requerida ou deserção do
recurso interposto.
§ 3o A falta de qualquer prova ou diligência que deixe de realizar-se em
virtude do não-pagamento de custas não implicará a nulidade do processo, se
a prova de pobreza do acusado só posteriormente foi feita.

O CPP prevê, ainda, diversas outras regrinhas de menor


importância.1
Porém, em alguns casos, mesmo diante do descumprimento da
forma estabelecida em lei, alguns atos processuais podem não ter sua
nulidade decretada. Isso ocorrerá quando, mesmo diante da
inobservância da forma, o ato atingir sua finalidade sem causar
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1
Art. 793. Nas audiências e nas sessões, os advogados, as partes, os escrivães e os
espectadores poderão estar sentados. Todos, porém, se levantarão quando se dirigirem
aos juízes ou quando estes se levantarem para qualquer ato do processo.
Parágrafo único. Nos atos da instrução criminal, perante os juízes singulares, os
advogados poderão requerer sentados.
Art. 794. A polícia das audiências e das sessões compete aos respectivos juízes ou ao
presidente do tribunal, câmara, ou turma, que poderão determinar o que for conveniente
à manutenção da ordem. Para tal fim, requisitarão força pública, que ficará
exclusivamente à sua disposição.
Art. 795. Os espectadores das audiências ou das sessões não poderão manifestar-se.
Parágrafo único. O juiz ou o presidente fará retirar da sala os desobedientes, que, em
caso de resistência, serão presos e autuados.
Art. 796. Os atos de instrução ou julgamento prosseguirão com a assistência do
defensor, se o réu se portar inconvenientemente.

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prejuízo às partes. Trata-se do princípio do “prejuízo”, ou do “pas!
de nullité sans grief” (Não há nulidade sem prejuízo).2
Vejamos:
Art. 563. Nenhum ato será declarado nulo, se da nulidade não resultar
prejuízo para a acusação ou para a defesa.

Assim, percebam que não basta que o ato tenha sido praticado com
inobservância da forma prescrita em lei para que seja declarado nulo. É
necessário que dessa inobservância de forma tenha derivado
algum prejuízo às partes.3
Mas tem ainda um outro requisito: a própria parte que deu causa à
nulidade não pode invocá-la, ainda que lhe tenha causado prejuízo4.
Trata-se do princípio do “venire contra factum proprium”:
Art. 565. Nenhuma das partes poderá argüir nulidade a que haja dado causa,
ou para que tenha concorrido, ou referente a formalidade cuja observância só
à parte contrária interesse.

A nulidade por inobservância da forma pode ocorrer nos seguintes


casos:
Art. 564. A nulidade ocorrerá nos seguintes casos:
(...)
III - por falta das fórmulas ou dos termos seguintes:
a) a denúncia ou a queixa e a representação e, nos processos de
contravenções penais, a portaria ou o auto de prisão em flagrante;
b) o exame do corpo de delito nos crimes que deixam vestígios, ressalvado o
disposto no Art. 167;
c) a nomeação de defensor ao réu presente, que o não tiver, ou ao ausente,
e de curador ao menor de 21 anos;
d) a intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação por ele
intentada e nos da intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime
de ação pública;
e) a citação do réu para ver-se processar, o seu interrogatório, quando
presente, e os prazos concedidos à acusação e à defesa;
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f) a sentença de pronúncia, o libelo e a entrega da respectiva cópia, com o rol


de testemunhas, nos processos perante o Tribunal do Júri;
g) a intimação do réu para a sessão de julgamento, pelo Tribunal do Júri,
quando a lei não permitir o julgamento à revelia;
h) a intimação das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade, nos
termos estabelecidos pela lei;
i) a presença pelo menos de 15 jurados para a constituição do júri;

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6
! NUCCI, Guilherme de Souza. Manual de processo penal e execução penal. 12.º edição.
Ed. Forense. Rio de Janeiro, 2015, p. 769
7
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Γ
!NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 770

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j) o sorteio dos jurados do conselho de sentença em número legal e sua!
incomunicabilidade;
k) os quesitos e as respectivas respostas;
l) a acusação e a defesa, na sessão de julgamento;
m) a sentença;
n) o recurso de oficio, nos casos em que a lei o tenha estabelecido;
o) a intimação, nas condições estabelecidas pela lei, para ciência de
sentenças e despachos de que caiba recurso;
p) no Supremo Tribunal Federal e nos Tribunais de Apelação, o quorum legal
para o julgamento;
IV - por omissão de formalidade que constitua elemento essencial do
ato.
Parágrafo único. Ocorrerá ainda a nulidade, por deficiência dos
quesitos ou das suas respostas, e contradição entre estas. (Incluído
pela Lei nº 263, de 23.2.1948)

A ocorrência de algum destes vícios de forma gera a nulidade do ato.


Contudo, vocês devem lembrar-se sempre da regra: não há nulidade sem
prejuízo.
Entretanto, aí fica a dica: vocês devem marcar como “CORRETA” a
alternativa que citar algum destes incisos como causa de nulidade,
mesmo sem fazer a ressalva de que haja necessidade de prejuízo, pois
deve-se estar atento à LITERALIDADE DA LEI. Só se deve marcar o
item como errado se houver expressa menção à necessidade de prejuízo.
Pode ocorrer, em determinados casos, de mesmo não tendo sido
adotada a forma legal e, mesmo tendo havido prejuízo, a nulidade não
ser declarada. Isso ocorrerá sempre que se tratar de nulidade relativa,
e esta não for arguida no prazo correto. Vejamos:
Art. 572. As nulidades previstas no art. 564, Ill, d e e, segunda parte, g e h,
e IV, considerar-se-ão sanadas:
I - se não forem argüidas, em tempo oportuno, de acordo com o disposto no
artigo anterior;
II - se, praticado por outra forma, o ato tiver atingido o seu fim;
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III - se a parte, ainda que tacitamente, tiver aceito os seus efeitos.

Vamos esmiuçar este artigo:


Consideram-se sanadas, caso não arguidas no prazo correto, as
seguintes nulidades:
•! A intervenção do Ministério Público em todos os termos da ação da
intentada pela parte ofendida, quando se tratar de crime de ação
pública (ação penal privada subsidiária da pública);
•! Os prazos concedidos à acusação e à defesa;
•! A intimação do réu para a sessão de julgamento, pelo Tribunal do
Júri, quando a lei não permitir o julgamento à revelia;

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•! A intimação das testemunhas arroladas no libelo e na contrariedade, !
nos termos estabelecidos pela lei;

Nestes casos, estas nulidades só geraram a anulação do ato se:


!! A parte não tiver aceitado, ainda que tacitamente, os seus
efeitos.
!! O ato, praticado por outra forma, NÃO tiver alcançado sua
finalidade.
!! Tiverem sido arguidas no prazo oportuno.

CUIDADO! Sobre a nulidade decorrente de inobservância da


competência por prevenção, o STF editou o verbete de súmula nº
706, no sentido de se tratar de nulidade RELATIVA:
Súmula 706
É relativa a nulidade decorrente da inobservância da competência penal por
prevenção.

Caso não tenha sido sanada a nulidade, os atos serão renovados


ou retificados. Por fim, temos o princípio da CAUSALIDADE, segundo
o qual a nulidade de um ato importa, ainda, na nulidade de todos os atos
que dele DIRETAMENTE dependam ou sejam conseqüência5. O Juiz, ao
declarar a nulidade, deve determinar a quais atos ela se estende:
Art. 573. Os atos, cuja nulidade não tiver sido sanada, na forma dos artigos
anteriores, serão renovados ou retificados.
§ 1o A nulidade de um ato, uma vez declarada, causará a dos atos que dele
diretamente dependam ou sejam conseqüência.
§ 2o O juiz que pronunciar a nulidade declarará os atos a que ela se estende.

1.3.! Tempo dos atos processuais e prazos processuais


Os atos processuais se praticam, em regra, EM QUALQUER DIA,
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segundo o CPP. Entretanto, as sessões de JULGAMENTO somente


podem ocorrer em dias úteis (não podem ser marcadas para domingo
ou feriado). Porém, caso tenham se iniciado em dia útil, e não tenham
terminado, prosseguirão mesmo que adentrem em dias não-úteis (isso é
muito comum em julgamentos do Júri, que às vezes duram 03, 04 dias).
Vejamos:
Art. 797. Excetuadas as sessões de julgamento, que não serão marcadas
para domingo ou dia feriado, os demais atos do processo poderão ser
praticados em período de férias, em domingos e dias feriados. Todavia, os

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5
Trata-se, aqui, do que se chama de NULIDADE DERIVADA. NUCCI, Guilherme de
Souza. Op. Cit., p. 771

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julgamentos iniciados em dia útil não se interromperão pela superveniência!
de feriado ou domingo.
Os prazos processuais são contínuos (ou seja, se contam
diretamente, sem diferenciação entre dias úteis e não-úteis), e não se
interrompem em férias, domingos e feriados:
Art. 798. Todos os prazos correrão em cartório e serão contínuos e
peremptórios, não se interrompendo por férias, domingo ou dia feriado.
A referência às “férias” se faz em relação às antigas férias coletivas,
hoje abolidas. Atualmente há o recesso forense, mas, na prática, todos os
prazos são SUSPENSOS neste período.
ATENÇÃO! Essa é a parte mais importante deste tema! A
contagem dos prazos processuais penais se dá EXCLUINDO-SE O DIA
DO COMEÇO E INCLUINDO-SE O DIA DO VENCIMENTO. Vejamos:
Art. 798 (...)
§ 1o Não se computará no prazo o dia do começo, incluindo-se, porém, o do
vencimento.

EXEMPLO: Se José recebeu citação para apresentar resposta à acusação


em 10.01.12, uma quarta-feira. Seu prazo começará a correr no dia
11.01.12, no dia seguinte ao da realização do ato (excluiu-se o dia do
começo).
Porém, se o dia 10.01.12 fosse uma sexta-feira, o prazo só começaria a
correr na segunda-feira, dia 13.01.12, pois embora os prazos não se
INTERROMPAM em domingos e feriados, eles NÃO SE INICIAM
NESTAS DATAS.

Caso o prazo se encerre em dia que não possua expediente forense,


será prorrogado até o dia útil seguinte:
Art. 798 (...)
§ 3o O prazo que terminar em domingo ou dia feriado considerar-se-á
prorrogado até o dia útil imediato.

CUIDADO! Isto só ocorre com os chamados PRAZOS PROCESSUAIS.


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Os prazos que, embora presentes no CPP, sejam considerados prazos


MATERIAIS (referentes ao próprio Direito Material em si, o que às vezes
é difícil de diferenciar) são computados de maneira diversa, incluindo-se
o dia do começo e excluindo-se o do vencimento.6

Mas quando os prazos começam a correr? A partir do momento


em que a parte tomar ciência da decisão que determina a prática do ato.
Esse momento da ciência pode se dar através:
•! De intimação.
•! De audiência na qual a parte seja cientificada do ato.
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Η
!NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 931

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•! Do dia em que a parte manifestar ciência do ato nos!
autos.

O Juiz também possui prazo para a prática dos atos processuais que
lhe caibam (embora na prática...). Esses prazos, que começam a correr
da data da conclusão dos autos ao gabinete do Juiz, são:
Art. 800. Os juízes singulares darão seus despachos e decisões dentro dos
prazos seguintes, quando outros não estiverem estabelecidos:
I - de dez dias, se a decisão for definitiva, ou interlocutória mista;
II - de cinco dias, se for interlocutória simples;
III - de um dia, se se tratar de despacho de expediente.
§ 1o Os prazos para o juiz contar-se-ão do termo de conclusão.
Entretanto, em qualquer caso, podem os Juízes, declarando motivo
justo, excederem estes prazos, em até o dobro (art. 800, §3° do CPP).
Porém, o descumprimento dos prazos pelo Juiz, diferentemente do
que ocorre com os atos da parte, não acarretam a impossibilidade de sua
prática posteriormente, pois não existe “preclusão pro judicato”.
Assim, o ato poderá (e deverá) ser praticado posteriormente, ainda que
depois do prazo. Caso o Juiz exceda os prazos, poderá ser penalizado pelo
Tribunal:
Art. 801. Findos os respectivos prazos, os juízes e os órgãos do Ministério
Público, responsáveis pelo retardamento, perderão tantos dias de
vencimentos quantos forem os excedidos. Na contagem do tempo de serviço,
para o efeito de promoção e aposentadoria, a perda será do dobro dos dias
excedidos.

1.4.! Lugar dos atos processuais


Os atos processuais são praticados, em regra, na sede do Juízo:
Art. 792. As audiências, sessões e os atos processuais serão, em regra,
públicos e se realizarão nas sedes dos juízos e tribunais, com assistência dos
escrivães, do secretário, do oficial de justiça que servir de porteiro, em dia e
hora certos, ou previamente designados.
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No entanto, nada impede que sejam realizados em outros locais, a


critério do Juiz:
Art. 792 (...)
§ 2o As audiências, as sessões e os atos processuais, em caso de
necessidade, poderão realizar-se na residência do juiz, ou em outra casa por
ele especialmente designada.
É muito comum, por exemplo, a oitiva de testemunhas em local
diverso da sede do Juízo, nos casos em que esta possua prerrogativa
de ser ouvida no local que indicar. Vejamos:
Art. 221. O Presidente e o Vice-Presidente da República, os senadores e
deputados federais, os ministros de Estado, os governadores de Estados e
Territórios, os secretários de Estado, os prefeitos do Distrito Federal e dos

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Municípios, os deputados às Assembléias Legislativas Estaduais, os membros!
do Poder Judiciário, os ministros e juízes dos Tribunais de Contas da União,
dos Estados, do Distrito Federal, bem como os do Tribunal Marítimo serão
inquiridos em local, dia e hora previamente ajustados entre eles e o juiz.
(Redação dada pela Lei nº 3.653, de 4.11.1959)

Também não serão realizados na sede do Juízo os atos que devam


ser praticados em outra comarca, país ou perante o Juiz singular, caso
esteja tramitando o processo no Tribunal.
Nesse caso será expedida carta para cumprimento do ato,
podendo se tratar de carta precatória (a ser cumprida em outra comarca),
rogatória (em outro país) ou de ordem (por Juiz subordinado).

2.! COMUNICAÇÃO DOS ATOS PROCESSUAIS

2.1.! Citações

2.1.1.! Conceito
A citação é o ato pelo qual se chama o réu para participar do
processo que em face dele foi movido.7 Trata-se da materialização
suprema do princípio do contraditório e da ampla defesa. O processo só
completa sua formação com a efetivação da citação (art. 363 do CPC)

2.1.2.! Citação pessoal


A citação, em regra, se faz mediante MANDADO DE CITAÇÃO, que
é um documento expedido pelo Juiz da causa, dando ciência ao réu do
processo existente contra ele, e abrindo prazo para que se manifeste. Nos
termos do art. 351 do CPP:
Art. 351. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no
território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado.
97948669116

O MANDADO DE CITAÇÃO deverá conter algumas informações


básicas, que são necessárias para que o réu seja perfeitamente
cientificado da natureza do processo contra ele movido, bem como deverá
cumprir algumas formalidades. Nos termos do art. 352 do CPP:
Art. 352. O mandado de citação indicará:
I - o nome do juiz;
II - o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa;
III - o nome do réu, ou, se for desconhecido, os seus sinais característicos;

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! PACELLI, Eugênio. Curso de processo penal. 16º edição. Ed. Atlas. São Paulo, 2012, p.
601

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IV - a residência do réu, se for conhecida; !
V - o fim para que é feita a citação;
VI - o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer;
VII - a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz.

Perceba, caro aluno, que é necessário que o citando (o acusado)


resida em local sob a Jurisdição do Juiz que está julgando a causa. Caso
ele resida em outro lugar, o mandado deverá ser cumprido mediante
carta precatória.8 Vejamos:
Art. 353. Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz
processante, será citado mediante precatória.

A Carta precatória, à semelhança do Mandado de Citação, também


deverá preencher alguns requisitos:
Art. 354. A precatória indicará:
I - o juiz deprecado e o juiz deprecante;
II - a sede da jurisdição de um e de outro;
III - o fim para que é feita a citação, com todas as especificações;
IV - o juízo do lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer.
Art. 355. A precatória será devolvida ao juiz deprecante, independentemente
de traslado, depois de lançado o "cumpra-se" e de feita a citação por
mandado do juiz deprecado.
§ 1o Verificado que o réu se encontra em território sujeito à jurisdição de
outro juiz, a este remeterá o juiz deprecado os autos para efetivação da
diligência, desde que haja tempo para fazer-se a citação.

Vejam que, expedida a precatória, se o Juízo deprecado (o que


recebeu a carta) verificar que o réu não reside na sua localidade, ELE
NÃO DEVE DEVOLVER OS AUTOS AO JUIZ DEPRECANTE (o que
enviou a carta), mas deve REMETER A CARTA PRECATÓRIA AO JUÍZO
DO LOCAL ONDE O RÉU RESIDE. Assim:
97948669116

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!PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 602/603

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!

A precatória, no caso de urgência, pode ser expedida por via


telegráfica (Hoje quase não se aplica esta regra).
Sendo cumprido o mandado diretamente no Juízo processante ou no
Juízo que recebeu a precatória, em qualquer caso, é indispensável que o
oficial de justiça proceda ao disposto no art. 357 do CPP:
Art. 357. São requisitos da citação por mandado:
I - leitura do mandado ao citando pelo oficial e entrega da contrafé, na qual
se mencionarão dia e hora da citação;
II - declaração do oficial, na certidão, da entrega da contrafé, e sua aceitação
ou recusa.

A citação do militar deve ser feita por intermédio do respectivo


chefe do serviço9, nos termos do art. 358 do CPP. Se se tratar de
funcionário público, será citado pessoalmente, mas o dia e hora
designados para que compareça em Juízo deverão ser comunicados
(mediante notificação) ao seu chefe (art. 359 do CPP). O réu preso,
entretanto, será citado PESSOALMENTE, por força do art. 360 do CPP.
97948669116

ATENÇÃO! O comparecimento espontâneo do acusado sana eventual


nulidade ou falta da citação, desde que não tenha havido prejuízo para a
defesa, nos termos do art. 570 do CPP e do entendimento consolidado do
STJ.10

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PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 608
10
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2.1.3.! Citação ficta: por hora certa e por edital !

Pode ocorrer, no entanto, de o réu não ser encontrado para ser


citado. Quando o réu é citado pessoalmente, diz-se que há CITAÇÃO
REAL. No entanto, caso ele não seja encontrado, será procedida à sua
CITAÇÃO FICTA. A citação ficta pode ser POR HORA CERTA ou POR
EDITAL.
A CITAÇÃO POR HORA CERTA ocorrerá sempre que, a despeito de
residir no local, o réu estiver “fugindo” do oficial de Justiça, ou seja, se
escondendo para não ser citado e procrastinar o processo, nos termos do
art. 362 do CPP:
Art. 362. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de
justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na
forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de
1973 - Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).

A citação por hora certa segue a regulamentação prevista para a


citação no processo civil.
Entretanto, pode ocorrer de o réu não estar se escondendo, mas
simplesmente NÃO RESIDIR NO LOCAL, E NÃO SER CONHECIDO SEU
PARADEIRO. Neste caso, será procedida à citação ficta, na modalidade
CITAÇÃO POR EDITAL. Nos termos do art. 361 e 363, §1° do CPP:
Art. 361. Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o prazo de
15 (quinze) dias.
(...)
§ 1o Não sendo encontrado o acusado, será procedida a citação por edital.
(Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).

O edital de citação é um documento, com informações similares às


do mandado de citação, e é afixado na SEDE DO JUÍZO PROCESSANTE,
pelo período fixado na Lei (no caso, 15 dias). Vejamos:
Art. 365. O edital de citação indicará:
I - o nome do juiz que a determinar; 97948669116

II - o nome do réu, ou, se não for conhecido, os seus sinais característicos,


bem como sua residência e profissão, se constarem do processo;
III - o fim para que é feita a citação;
IV - o juízo e o dia, a hora e o lugar em que o réu deverá comparecer;
V - o prazo, que será contado do dia da publicação do edital na imprensa, se
houver, ou da sua afixação.
Parágrafo único. O edital será afixado à porta do edifício onde funcionar o
juízo e será publicado pela imprensa, onde houver, devendo a afixação ser
certificada pelo oficial que a tiver feito e a publicação provada por exemplar
do jornal ou certidão do escrivão, da qual conste a página do jornal com a
data da publicação.

ATENÇÃO! Com relação à citação por edital, temos duas regrinhas

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jurisprudenciais muito importantes, materializadas nos verbetes de !
súmula nº 351 e 366 do STF:
SÚMULA 351
É NULA A CITAÇÃO POR EDITAL DE RÉU PRESO NA MESMA UNIDADE DA
FEDERAÇÃO EM QUE O JUIZ EXERCE A SUA JURISDIÇÃO.

Súmula 366
NÃO É NULA A CITAÇÃO POR EDITAL QUE INDICA O DISPOSITIVO DA LEI
PENAL, EMBORA NÃO TRANSCREVA A DENÚNCIA OU QUEIXA, OU NÃO
RESUMA OS FATOS EM QUE SE BASEIA.

Contudo, em relação à súmula 351, firmou-se o entendimento no sentido


de que se o réu está preso em local conhecido nos autos do processo,
ainda que em unidade da federação diversa daquela em que corre o
processo, a citação por edital não pode ser realizada:
(...) 02. É ilegal a citação por edital de réu que, conquanto não
estivesse preso em estabelecimento penal da unidade da federação -
o que afasta a aplicação da Súmula 351 do Supremo Tribunal Federal
("é nula a citação por edital de réu preso na mesma unidade da
federação em que o juiz exerce a sua jurisdição") -, tinha o
paradeiro informado no processo.
(...)
(HC 256.981/MG, Rel. Ministro NEWTON TRISOTTO (DESEMBARGADOR
CONVOCADO DO TJ/SC), QUINTA TURMA, julgado em 06/11/2014, DJe
12/11/2014)
Resumidamente:
1 – Réu preso em estabelecimento prisional na mesma UF – Não
pode haver citação por edital.
2 – Réu preso em estabelecimento prisional em UF diversa da do
Juízo em que tramita o processo – Pode ser citado por edital,
DESDE QUE não se saiba seu paradeiro. Se o Juízo conhece o local
em que se encontra preso o acusado, deverá ser citado pessoalmente,
por carta precatória.11 97948669116

Mas e se o acusado citado por hora certa ou por edital


(CITAÇÕES FICTAS) não comparecer para se defender? As
consequências são distintas. Se citado por hora certa, lhe será
nomeado defensor dativo (art. 362, § único do CPP). Caso seja citado
por edital e não apareça para se defender, o processo ficará suspenso,
suspendendo-se, também, o curso do prazo prescricional (art. 366
do CPP), podendo ser realizadas diligências urgentes para evitar

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!PACELLI, Eugênio. Op. cit., p 610

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perecimento de prova, por exemplo, e, ainda, SER DECRETADA SUA!
PRISÃO PREVENTIVA.12
Caso o acusado, citado ou intimado pessoalmente para qualquer ato,
deixar de comparecer a ele sem motivo justo, ou mudar de residência
sem comunicar ao Juízo, o processo seguirá sem que seja intimado dos
atos processuais seguintes (norma muito criticada pela Doutrina).
Por fim, caso o acusado esteja no estrangeiro, sabendo-se seu
endereço13, será citado mediante CARTA ROGATÓRIA, suspendendo-se
o curso do prazo prescricional até seu cumprimento, art. 368 do CPP.
Vejamos o quadro esquemático:

2.2.! Intimações
Diferentemente da citação, que é o ato único mediante o qual o réu é
97948669116

integrado ao processo, as intimações são várias durante o processo,


e ocorrerão sempre que for necessário dar ciência a alguém da
prática de um ato processual.14

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
12
Este procedimento NÃO se aplica aos processos por crime de LAVAGEM DE
CAPITAIS.
13
Importante esta ressalva, pois se o acusado está no estrangeiro, mas NÃO SE SABE
AO CERTO o seu endereço, deverá ser citado por edital. PACELLI, Eugênio. Op. cit., p.
609
14
Boa parte da Doutrina (Ver, por todos, Guilherme Nucci) entende que não há diferença
entre os termos NOTIFICAÇÃO e INTIMAÇÃO. Para estes autores, o próprio CPP não faz
uma distinção clara, de forma que poderiam ser consideradas como sinônimos. Aqueles
que sustentam que há diferença afirmam que a intimação se dá para mera ciência de

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Nos termos do art. 370 do CPP: !
Art. 370. Nas intimações dos acusados, das testemunhas e demais pessoas
que devam tomar conhecimento de qualquer ato, será observado, no que for
aplicável, o disposto no Capítulo anterior. (Redação dada pela Lei nº 9.271,
de 17.4.1996)

O §1° dispõe que a intimação do defensor do acusado, do advogado


do querelante e do assistente será feita mediante publicação no órgão
oficial (Diária oficial), fazendo-se menção ao nome do acusado. Ressalvo
a vocês que se o acusado estiver sendo defendido pela Defensoria
Pública, a intimação deverá ser feita, necessariamente, mediante entrega
dos autos com vista, nos termos do que dispõe a LC 80/94 (Lei Orgânica
Nacional da Defensoria Pública).
Caso não haja órgão de publicação oficial (quase raro atualmente), a
intimação será feita por mandado, por via postal com aviso de
recebimento OU OUTRO MEIO IDÔNEO. Perceba, caro aluno, portanto,
que nada impede que sejam utilizadas outras formas de INTIMAÇÃO.
Não podem ser usadas, entretanto, outras formas de CITAÇÃO. Somente
aquelas!
Nos casos de sujeitos processuais que sejam intimados pessoalmente
(caso da Defensoria Pública, do defensor nomeado e do MP, por
exemplo), a intimação pessoal DISPENSA A NECESSIDADE DE
PUBLICAÇÃO NO ÓRGÃO OFICIAL, nos termos do art. 370, §3° do
CPP:
§ 3o A intimação pessoal, feita pelo escrivão, dispensará a aplicação a que
alude o § 1o. (Incluído pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)

3.! ATOS JURISDICIONAIS NO PROCESSO PENAL


Os atos jurisdicionais podem ser classificados em dois grandes
grupos:
!! Despachos de mero expediente – Aqueles que não possuem 97948669116

carga decisória, servindo apenas para impulsionar o processo;


!! Decisões ou sentenças em sentido amplo – Possuem carga
decisória e se destinam a resolver alguma questão incidental
no processo ou o próprio mérito da ação penal.

O primeiro grupo não traz grandes dificuldades. O problema reside


mesmo é no segundo grupo, no qual existem várias subdivisões, de forma
que devemos conhecer cada uma das espécies, pois o conhecimento da

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algo, enquanto a notificação se dá para convocar alguém a fazer algo. Contudo, como
dito, o CPP não faz essa distinção. NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 600

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natureza de uma decisão influencia em diversos aspectos, dentre eles, na!
caracterização do RECURSO CABÍVEL.
A Doutrina possui inúmeras classificações (cada autor cria uma, para
vender livro ☺). Entretanto, podemos sintetizá-las da seguinte forma:
;<=>!?≅ΑΒ>ΧΒ∆Β=Ε;Β>!

ΧΦ>Γ;∆Η=>!ΧΦ!ΙΦΑ=! ΧΦ∆Β>ΚΦ>!=≅!>ΦΕ<ΦΕΛ;>!
−,%&∋∗∃.∗+!
ΦϑΓΦΧΒΦΕ<Φ!

>ΦΕ<ΦΕΛ;>!ΧΦΜΒΕΒ<ΒΝ;>! ΧΦ∆Β>ΚΦ>!
Ο∆=ΕΧΦΕ;ΛΠ=!=≅!
ΒΕ<ΦΑΡ=∆≅<ΤΑΒ;>!
;Θ>=ΡΝΒΛΛ;=Σ!

ΙΒ><;>!

<ΦΑΙΒΕ;<ΒΝ;>!

ΕΠ=Υ
<ΦΑΙΒΕ;<ΒΝ;>!

>ΒΙΓΡΦ>!

Vamos, adiante, adentrar um pouco mais no estudo das


SENTENÇAS.
97948669116

4.! SENTENÇA

4.1.! Requisitos formais


Os requisitos formais das sentenças definitivas estão previstos no
art. 381 do CPP. Vejamos:
Art. 381. A sentença conterá:
I - os nomes das partes ou, quando não possível, as indicações necessárias
para identificá-las;
II - a exposição sucinta da acusação e da defesa;
III - a indicação dos motivos de fato e de direito em que se fundar a decisão;
IV - a indicação dos artigos de lei aplicados;

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V - o dispositivo; !
VI - a data e a assinatura do juiz.

A ausência de qualquer destes elementos torna viciada a sentença,


sendo passível de anulação. Vamos ver um pouco sobre cada um deles:
(i) Relatório – O relatório compreende os incisos I e II do art. 381 do
CPP. Consiste, grosso modo, num resumo do que foi o processo até
então;
(ii) Fundamentação – A fundamentação é o segundo requisito, e está
previsto nos incisos III e IV do art. 381. A fundamentação é mais que
obrigatória, pois permite às partes (e a todos, pois o processo é público)
saberem os motivos que levaram o Juiz a tomar esta ou aquela decisão. A
ausência de fundamentação, inclusive, atenta contra o contraditório e a
ampla defesa, pois dificulta a vida da parte prejudicada quando esta for
recorrer, pois como irá fundamentar seu recurso se não souber o que
fundamentou a decisão? A fundamentação é tão importante que está
prevista, inclusive, na Constituição. Vejamos o que diz o art. 93, IX da
Constituição:
IX todos os julgamentos dos órgãos do Poder Judiciário serão públicos, e
fundamentadas todas as decisões, sob pena de nulidade, podendo a lei
limitar a presença, em determinados atos, às próprias partes e a seus
advogados, ou somente a estes, em casos nos quais a preservação do direito
à intimidade do interessado no sigilo não prejudique o interesse público à
informação; Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!0Θ)&(∋!/>&<Π%ΠΜ?%>&∋8!&[!ΓΩΟ!()!6ΦΦΓ∴
A única sentença que é proferida sem motivação é aquela
proferida nos julgamentos do Tribunal do Júri, eis que os Jurados
não são obrigados a fundamentar suas decisões, pois julgam de acordo
com sua íntima convicção.
Isso não quer dizer que o Juiz deva, na sentença, abordar cada um dos
argumentos trazidos pelas partes. Significa apenas que ele deve
fundamentar claramente no que ele se baseou para tomar aquela decisão.
Existe uma forma de fundamentação que a Jurisprudência vem aceitando,
chamada “motivação ad relationem”, que é aquela na qual um órgão
97948669116

do Judiciário se remete à decisão proferida por outro para fundamentar a


sua. Explico: Imaginem que o MP, inconformado com a sentença, apela.
No Tribunal, o órgão colegiado que vai julgar o processo, ao proferir o
acórdão, ao invés de gastar páginas e mais páginas fundamentando o
acórdão (sentença proferida pelos Tribunais), apenas faz remição aos
fundamentos da sentença, caso a mantenha. Isso é muito comum e
aceito na Jurisprudência.
(iii) Dispositivo – É a parte da sentença na qual o Juiz expressa sua
decisão, condenando ou absolvendo o réu com base na fundamentação
anteriormente exposta. Este requisito está previsto no inciso V do art.
381. É a parte da sentença em que há, propriamente, A DECISÃO.

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
(iv) Autenticação – É a parte da sentença consistente na data e!
assinatura do Juiz (previsto no inciso VI do art. 381 do CPP). Para a
Doutrina e Jurisprudência majoritária, a ausência de ASSINATURA
torna a sentença inexistente. Há entendimentos em contrário, no
sentido de que seria MERA IRREGULARIDADE, podendo o Juiz,
posteriormente, colocar sua assinatura. A regra de que o Juiz deve
rubricar todas as folhas da sentença constitui mera irregularidade, caso
não observada, nos termos do entendimento do STJ. Esta regrinha está
prevista no art. 388 do CPP:
Art. 388. A sentença poderá ser datilografada e neste caso o juiz a rubricará
em todas as folhas.

Toda e qualquer sentença (condenatória ou absolutória)


possui um efeito inexorável, que é o de colocar um ponto final no
trâmite processual NAQUELA INSTÂNCIA. Assim, podemos dizer que
um efeito de toda e qualquer sentença é o ESGOTAMENTO DA
INSTÂNCIA. Quando Juiz profere uma sentença ele termina sua
participação no processo, não podendo modificá-la, nem mesmo para
sanar nulidade absoluta (que poderia ter sido declarada ex officio).
Entretanto, pode ser que o Juiz tenha trocado uma palavra, a
sentença tenha um erro de digitação...esses pequenos erros, que não são
relacionados ao conteúdo, à ideia da sentença, são chamados de erros
materiais, e podem ser sanados pelo Juiz.
O Juiz poderá, ainda, modificar a sentença após sua prolação quando
da apreciação do recurso de embargos de declaração (que é dirigido ao
próprio Juiz prolator da sentença e não a um órgão superior). Vejamos:
Art. 382. Qualquer das partes poderá, no prazo de 2 (dois) dias, pedir ao juiz
que declare a sentença, sempre que nela houver obscuridade, ambigüidade,
contradição ou omissão.

ATENÇÃO! Vigora no processo penal o princípio da identidade física


do Juiz, que significa, basicamente, que o Juiz que presidir a instrução
deverá proferir a sentença.
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Contudo, existem algumas ressalvas a esta regra. Segundo o STJ15,


algumas situações afastam a obrigatoriedade de que o Juiz que presidiu a
instrução esteja obrigado a proferir sentença, devendo ser relativizada a

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
15
Informativo 483 do STJ:
“Assim, diante da ausência de outras normas específicas que regulamentem o
mencionado dispositivo legal, o STJ entende dever ser admitida a mitigação do
aludido princípio nos casos de convocação, licença, promoção, aposentadoria
ou afastamento por qualquer motivo que impeça o juiz que presidiu a instrução
a sentenciar o feito, por aplicação analógica, devidamente autorizada pelo art. 3º do
CPP, da regra contida no art. 132 do CPC. Ao prosseguir o julgamento, a Turma
concedeu a ordem para anular a sentença proferida contra o paciente. HC 185.859-SP,
Rel. Min. Sebastião Reis Júnior, julgado em 13/9/2011. “
!

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
regra do art. 399, §2º do CPP. Isso ocorrerá nas hipóteses de Juiz: !

•! Promovido
•! Licenciado
•! Afastado
•! Convocado
•! Aposentado
Regra da PLACA (P.L.A.C.A.)!
Além disso, se o Juiz não mais integrar os quadros do Poder Judiciário
(pediu exoneração, por exemplo), obviamente que a sentença não será
proferida por ele.

4.2.! Sentença penal absolutória


É a sentença que julga improcedente a acusação, absolvendo o réu,
por algum dos motivos do art. 386 do CPP. Vejamos:
Art. 386. O juiz absolverá o réu, mencionando a causa na parte dispositiva,
desde que reconheça:
I - estar provada a inexistência do fato;
II - não haver prova da existência do fato;
III - não constituir o fato infração penal;
IV – estar provado que o réu não concorreu para a infração penal; (Redação
dada pela Lei nº 11.690, de 2008)
V – não existir prova de ter o réu concorrido para a infração penal; (Redação
dada pela Lei nº 11.690, de 2008)
VI – existirem circunstâncias que excluam o crime ou isentem o réu de pena
(arts. 20, 21, 22, 23, 26 e § 1o do art. 28, todos do Código Penal), ou
mesmo se houver fundada dúvida sobre sua existência; (Redação dada pela
Lei nº 11.690, de 2008)
VII – não existir prova suficiente para a condenação. (Incluído pela Lei nº
11.690, de 2008)

No primeiro caso (estar provada a inexistência do fato), o Juiz


97948669116

entende ter ficado evidenciado que o fato não ocorreu. No segundo caso é
diferente, o Juiz verifica que NÃO FICOU PROVADA A EXISTÊNCIA
DO FATO, ou seja, ele não diz que o fato não ocorreu, diz apenas que
não houve prova de sua existência, de forma que não se pode condenar o
réu.
No terceiro caso, o fato pode ter ou não ocorrido, isso não importa. O
que importa é que, em abstrato, ainda que tivesse ocorrido, ELE SERIA
ATÍPICO (não tem previsão legal como crime). No quarto caso,
ficou CABALMENTE PROVADO que o réu não participou da infração
penal, embora esta tenha ocorrido. No quinto caso, simplesmente não
ficou provada a participação do réu na infração, ou seja, ele até pode ter
participado, mas o acusador NÃO CONSEGUIU PROVAR ISTO.

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No sexto caso que leva à absolvição, o Juiz reconhece que o fato!
ocorreu, o réu dele participou, o fato é TÍPICO (está previsto como
crime), mas está presente uma causa excludente de ilicitude ou
culpabilidade, ou, ainda, o réu agiu mediante erro de tipo ou erro de
proibição.
No sétimo e último caso, temos uma fundamentação “residual”
para a sentença absolutória, eis que será o réu absolvido SEMPRE QUE
NÃO HOUVER PROVA SUFICIENTE PARA A SUA CONDENAÇÃO.
Trata-se da materialização do princípio do in dubio pro reo.

4.2.1.! Efeitos da Sentença Penal Absolutória


Os efeitos da sentença penal condenatória podem ser principais ou
secundários.
Como efeito principal, temos a IMEDIATA COLOCAÇÃO do réu
em liberdade, caso esteja preso. Esta previsão está contida no art.
386, § único, I do CPP. Vejamos:
Parágrafo único. Na sentença absolutória, o juiz:
I - mandará, se for o caso, pôr o réu em liberdade;

CUIDADO! Este artigo deve ser analisado com muito cuidado. Porque
motivos o réu poderia estar preso quando proferida a sentença
penal? Ora, ele só poderia estar preso provisoriamente (prisão
preventiva). Ora, o simples fato de sobrevir sentença absolutória
(recorrível) não faz com que desapareçam os requisitos que
autorizam a prisão preventiva, de forma que o réu preso só será
colocado em liberdade se o Juiz entender que o fim do processo em
primeiro grau extingue o requisito que autorizava sua prisão (exemplo:
réu foi preso para não coagir testemunhas, logo, já tendo sido estas
ouvidas, não se justifica sua prisão).

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Existe a figura da sentença absolutória IMPRÓPRIA.


A sentença que absolve o réu tem como conseqüência a ausência de
reflexos penais negativos. A essa sentença (normal) se dá o nome de
sentença absolutória própria. Pode ocorrer, no entanto, de o réu ser
absolvido, mas lhe ser imposta medida de segurança, em razão de
sua periculosidade. Essa medida de segurança é aplicada quando o réu é
absolvido por ser inimputável à época do fato, em razão de doença
mental ou desenvolvimento mental retardado ou incompleto.
Havendo a absolvição do réu em razão de sua inimputabilidade, e sendo-

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lhe aplicada medida de segurança, estaremos diante de uma sentença !
absolutória imprópria.16

Os efeitos secundários, por sua vez, estão espalhados pelo CPP.


Vejamos:
•! Levantamento do sequestro incidente sobre bens do
acusado – Está previsto no art. 131, III do CPP.
•! Cancelamento da hipoteca legal e do arresto
determinados sobre o patrimônio ilícito do acusado –
Está previsto no art. 141 do CPP.
•! Restituição integral da fiança eventualmente paga –
Previsão contida no art. 337 do CPP.
•! Impede a propositura de ação civil de indenização pelo
fato (ação civil ex delicto) quando a absolvição: a) for
fundada na presença de excludente de ilicitude; b) Ficar
COMPROVADO que o réu NÃO CONCORREU PARA A
PRÁTICA DO FATO ou que o FATO NÃO EXISTIU.

4.3.! Sentença penal condenatória


É a sentença que reconhece a responsabilidade do réu em
decorrência da infração penal, condenando-o. Exige prova CABAL
(irrefutável) de que o réu tenha participado do crime, pois na dúvida o
réu deve ser absolvido (in dubio pro reo).
O Juiz pode CONDENAR o réu mesmo que o MP, nos crimes de
ação penal pública, requeira sua absolvição. Vejamos o que dispõe o
art. 385 do CPP:
Art. 385. Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir sentença
condenatória, ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição,
bem como reconhecer agravantes, embora nenhuma tenha sido alegada.
97948669116

Quando o Juiz profere uma sentença penal condenatória, ele deve,


ao mesmo tempo:
Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: Ζ]%()!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴
I - mencionará as circunstâncias agravantes ou atenuantes definidas no
Código Penal, e cuja existência reconhecer;
II - mencionará as outras circunstâncias apuradas e tudo o mais que deva ser
levado em conta na aplicação da pena, de acordo com o disposto nos arts. 59
e 60 do Decreto-Lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940 - Código Penal;
Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε
III - aplicará as penas de acordo com essas conclusões; Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!
ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
ςΗ
!NUCCI, Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 616

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
IV - fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração,!
considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido; Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!
()!6ΦΦϑ∴Ε
V - atenderá, quanto à aplicação provisória de interdições de direitos e
medidas de segurança, ao disposto no Título Xl deste Livro;
VI - determinará se a sentença deverá ser publicada na íntegra ou em
resumo e designará o jornal em que será feita a publicação (art. 73, § 1o, do
Código Penal).
Parágrafo único. O juiz decidirá, fundamentadamente, sobre a manutenção
ou, se for o caso, imposição de prisão preventiva ou de outra medida
cautelar, sem prejuízo do conhecimento da apelação que vier a ser
interposta. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε

Devo chamar a atenção de vocês para dois pontos:


!! A lei 11.719/08 alterou a redação do inciso IV do art. 387,
de forma que o Juiz, ao condenar o réu, fixará na sentença
um VALOR MÍNIMO para a reparação do dano na esfera
civil – Isso significa que a sentença condenatória PENAL
pode ser EXECUTADA diretamente no Juízo Cível. Entretanto,
ela só poderá ser executada no Juízo civil após o seu trânsito em
julgado, pois antes disso ela não possui um dos requisitos do
título executivo cível, que é a “CERTEZA”. Além disso, ela
estipula um valor mínimo. Nada impede que a parte promova a
ação de reparação no Juízo cível, visando à condenação do
acusado a um valor maior.
!! A lei 11.719/08 incluiu o § único ao art. 387,
estabelecendo que quando o Juiz proferir sentença
condenatória, deverá decidir acerca da prisão do réu – Ou
seja, quando o Juiz profere sentença condenatória, o RÉU NÃO É
AUTOMATICAMENTE PRESO. A prisão antes do trânsito em
julgado é EXCEÇÃO, de forma que o Juiz, para decretar a prisão
do réu, deve avaliar se estão presentes os requisitos que
autorizam a decretação da prisão preventiva. Não há, portanto,
um efeito automático da sentença condenatória consistente na
97948669116

prisão do réu. Ela será decretada somente se estiverem presentes


os requisitos dos arts. 312 e 313 do CPP.

O STJ, no entanto, entende que o Juiz somente poderá fixar este


valor mínimo para a reparação do dano se houver pedido do
interessado e se o fato for discutido no processo17, para possibilitar

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
17
Com relação a este ponto, existem muitas discussões doutrinárias. PACELLI, por
exemplo, defende que não há necessidade de que haja pedido de fixação do valor
mínimo a título de reparação dos danos, bastando que os danos tenham sido objeto de
discussão no processo (PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 657/658). NUCCI, por sua vez,
defende que o MP não poderia, de fato, pleitear a fixação de valor mínimo para
reparação dos danos, pois não teria legitimidade para tal. Contudo, para o autor, a

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
que o réu se defenda deste ponto específico, em homenagem ao!
contraditório.18

4.3.1.! Efeitos da sentença penal condenatória


A sentença penal condenatória possui efeitos penais e
extrapenais.
Os efeitos penais são aqueles que produzem efeitos na esfera penal
(óbvio, não?). Os efeitos penais podem ser primários ou
secundários.
O efeito penal primário é a PENA, ou seja, a imposição de
pena criminal, eis que este é o objetivo básico e principal da
condenação.
Os efeitos penais podem ser, ainda, secundários. São efeitos penais
secundários aqueles que, embora produzam efeitos na esfera jurídico-
PENAL do indivíduo condenado, esses efeitos refletem em OUTRA
RELAÇÃO JURÍDICO-PENAL.
EXEMPLO: Reincidência. A sentença penal condenatória possui como
efeito penal SECUNDÁRIO, gerar reincidência (e todas as suas
consequências) caso o condenado seja novamente condenado dentro de
um prazo previsto em lei. Trata-se de um efeito que, sem dúvida, atinge
a esfera penal do indivíduo, mas NÃO NO PROCESSO EM QUE FOI
PROFERIDA A SENTENÇA, mas em outro processo.

Outro efeito penal secundário é a inscrição do nome do réu no rol dos


culpados (após o trânsito em julgado, sempre).
Os efeitos extrapenais, por sua vez, são assim chamados por
afetarem diversas outras áreas do Direito (civil, administrativo, etc.). Por
sua vez, dividem-se em genéricos e específicos.
Os efeitos genéricos são aqueles que incidem sobre toda e qualquer
condenação, estando previstos no art. 91 do CP, sendo apenas dois:
97948669116

Obrigação de reparar o dano e confisco:


Art. 91 - São efeitos da condenação: Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
I - tornar certa a obrigação de indenizar o dano causado pelo crime; Ζ.)(∋Ρ=>!
(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
vítima deveria ser intimada para manifestar-se quanto a este ponto (NUCCI, Guilherme
de Souza. Op. Cit., p. 617).
18
(...) para que seja fixado na sentença o início da reparação civil, com base no
art. 387, IV, do Código de Processo Penal, deve haver pedido expresso do
ofendido ou do Ministério Público e ser possibilitado o contraditório ao réu, sob
pena de violação do princípio da ampla defesa.
(...) (AgRg no REsp 1383261/DF, Rel. Ministro SEBASTIÃO REIS JÚNIOR, SEXTA TURMA,
julgado em 17/10/2013, DJe 14/11/2013)!

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!43!()!123!
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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
II - a perda em favor da União, ressalvado o direito do lesado ou de terceiro!
de boa-fé: Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
a) dos instrumentos do crime, desde que consistam em coisas cujo fabrico,
alienação, uso, porte ou detenção constitua fato ilícito;
b) do produto do crime ou de qualquer bem ou valor que constitua proveito
auferido pelo agente com a prática do fato criminoso.
§ 1º Poderá ser decretada a perda de bens ou valores equivalentes ao
produto ou proveito do crime quando estes não forem encontrados ou quando
se localizarem no exterior. (Incluído pela Lei nº 12.694, de 2012)
§ 2º Na hipótese do § 1o, as medidas assecuratórias previstas na legislação
processual poderão abranger bens ou valores equivalentes do investigado ou
acusado para posterior decretação de perda. (Incluído pela Lei nº 12.694, de
2012)

Os efeitos genéricos são automáticos, ou seja, independem de


ser expressamente declarados pelo Juiz na sentença.
EXEMPLO: Se o Juiz condena alguém por roubo, o dever de reparar o
dano causado ocorrerá independentemente de constar na sentença esse
efeito, pois é decorrência natural e automática da sentença.

Já os efeitos específicos são aqueles que recaem apenas sobre


condenações relativas a determinados crimes, e não a todos os
crimes em geral. Estão previstos no art. 92 do CP, sendo:
Art. 92 - São também efeitos da condenação:Ζ.)(∋Ρ=>! (∋(∋! 9)8∋! Χ)%! &[! ΙΕ6ΦΚΟ! ()!
ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!
ΚΕ6ΗϑΟ!()!ς[ΕΓΕςΚΚΗ∴
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a
um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para
com a Administração Pública; Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ΚΕ6ΗϑΟ!()!ς[ΕΓΕςΚΚΗ∴
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4
(quatro) anos nos demais casos. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ΚΕ6ΗϑΟ!()!ς[ΕΓΕςΚΚΗ∴
II - a incapacidade para o exercício do pátrio poder, tutela ou curatela, nos
97948669116

crimes dolosos, sujeitos à pena de reclusão, cometidos contra filho, tutelado


ou curatelado; Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a
prática de crime doloso. Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
Tais efeitos, por sua vez, NÃO SÃO AUTOMÁTICOS, devendo
constar na sentença condenatória, sob pena de não ocorrerem. Isto está
previsto no § único do art. 92 do CP:
Parágrafo único - Os efeitos de que trata este artigo não são automáticos,
devendo ser motivadamente declarados na sentença. Ζ.)(∋Ρ=>! (∋(∋! 9)8∋! Χ)%! &[!
ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
Assim, resumidamente:
EFEITOS DA CONDENAÇÃO

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
!
GERAIS ESPECÍFICOS
•! Obrigação de reparar •! Perda de cargo, função pública ou
o dano mandato eletivo (a) nos crimes
•! Perda em favor da praticados com abuso de poder ou
União dos violação de dever para com a
instrumentos do Administração Pública – pena igual ou
crime (se seu porte superior a 01 ano; b) Nos demais
for ilícito) e dos casos – pena superior a 04 anos.
produtos ou proveitos •! Incapacidade para o exercício do
do crime. pátrio poder, tutela ou curatela, nos
•! São AUTOMÁTICOS crimes dolosos, sujeitos à pena de
reclusão, cometidos contra filho,
tutelado ou curatelado.
•! Inabilitação para dirigir veículo,
quando utilizado como meio para a
prática de crime doloso.
•! Não são automáticos.

4.3.2.! Efeitos genéricos


Obrigação de reparar o dano
Embora as esferas cível e criminal sejam independentes, a
sentença criminal condenatória possui o condão de fazer coisa
julgada na seara cível, tornando certa e indiscutível (naquela
esfera) o dever de reparar o dano. Porém, o valor poderá ser discutido na
esfera cível.
A ocorrência de abolitio criminis ou anistia, embora seja fato que
gere a rescisão da sentença condenatória, extinguindo-se a punibilidade,
NÃO ALTERA OS REFLEXOS CIVIS DA CONDENAÇÃO. Nos termos do
art. 2° do CP:
Art. 2º - Ninguém pode ser punido por fato que lei posterior deixa de
97948669116

considerar crime, cessando em virtude dela a execução e os efeitos penais


da sentença condenatória. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
Essa obrigação de reparar o dano pode, inclusive, ser cobrada
dos herdeiros do falecido19, até o limite do patrimônio a eles
transferido, por força do art. 5°, XLV da Constituição.

Confisco

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
19
Não confundir com a MULTA, que é PENA, e não pode ser cobrada dos herdeiros, nem
mesmo se o falecido tiver deixado patrimônio. Com a morte do condenado, extingue-se
a punibilidade da PENA de MULTA.

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!47!()!123!
!∀#∃∀%&∋(#&)∃∗∗+,−∋(∃.,−∋/∋%01(∃∋234567∋
! !
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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
O confisco é a perda de bens de natureza ilícita em favor da!
União. O confisco recai apenas sobre os instrumentos e sobre o produto
do crime.
O instrumento do crime (instrumenta sceleris) é aquilo de que se
valeu o agente para praticar o delito. Só poderão ser confiscados se se
tratarem de coisas cuja, fabricação, alienação, uso, porte ou detenção
constitua fato ilícito. Assim, um carro utilizado para a prática de um
homicídio doloso por atropelamento não pode ser confiscado, por ao ser
objeto de natureza ilícita. Entretanto, uma arma de fogo sem registro,
com a numeração raspada e cujo possuidor não possua autorização para
tal, deverá ser objeto de confisco.
O produto do crime (producta sceleris) é a vantagem direta
auferida pelo infrator em decorrência da prática do crime.
O proveito do crime, por sua vez, é a vantagem indireta obtida
pelo agente através da especificação do produto do crime
(transformação do ouro roubado em joia), da alienação do produto do
crime (dinheiro decorrente da venda do produto do crime) ou preço do
crime (crime encomendado, por exemplo).
O confisco do produto ou do proveito do crime em prol da União
possui natureza subsidiária, pois, em regra, o produto ou proveito crime
será restituído à vítima, sendo efetuado em prol da União apenas no caso
de ser desconhecida a vítima ou não ser reclamado seu valor.

4.3.3.! Efeitos específicos


Perda do cargo, função pública ou mandato eletivo
Está previsto no art. 92, I do CP:
Art. 92 - São também efeitos da condenação:(Redação dada pela Lei nº
7.209, de 11.7.1984)
I - a perda de cargo, função pública ou mandato eletivo: (Redação dada pela
Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
a) quando aplicada pena privativa de liberdade por tempo igual ou superior a
97948669116

um ano, nos crimes praticados com abuso de poder ou violação de dever para
com a Administração Pública; (Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
b) quando for aplicada pena privativa de liberdade por tempo superior a 4
(quatro) anos nos demais casos. (Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
Como já disse a vocês, estes não são efeitos automáticos,
devendo estar expressos na sentença.
EXEMPLO: se um funcionário público é condenado à pena privativa de
liberdade de 03 anos, pelo crime de peculato, a perda do cargo público
não decorre automaticamente da sentença condenatória, devendo o
Juiz se manifestar expressamente neste sentido.

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!48!()!123!
!∀#∃∀%&∋(#&)∃∗∗+,−∋(∃.,−∋/∋%01(∃∋234567∋
! !
! %8).∀)&∋0+!∀)∀9#∀&∋/∋9#∃,∗∋0+!∀)∀9#∀,∋∃∋,!:∀.∀∗%#,%∀;,∋
! %<=>?≅∋<∋<Α<>ΒΧΒ?=∆∋Β=Ε<ΦΓ≅Η=∆∋
! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
Na primeira hipótese (alínea a), o agente comete o crime contra a!
administração pública, valendo-se da sua condição de funcionário público
(crime funcional). Nesse caso, a perda de cargo, função pública ou
mandato eletivo ocorrerá se for aplicada pena privativa de liberdade igual
ou superior a um ano.
Na segunda hipótese, trata-se de perda de cargo, função pública ou
mandato eletivo em razão da prática de qualquer crime, desde que a
pena privativa de liberdade por tempo superior a quatro anos.
CUIDADO! A pena deve ser superior a quatro anos, e não DE QUATRO
ANOS.

Incapacidade para exercício do pátrio poder, tutela ou


curatela
Trata-se de mais um efeito específico da condenação, pois só
poderá ocorrer na hipótese de prática de crime doloso sujeito à pena
de reclusão, praticado contra filho, tutelado ou curatelado.
Assim, além da necessidade de expressa previsão na sentença
condenatória, outros três são os requisitos para a ocorrência desse efeito:

! O crime deve ser doloso


! Deve ser apenado com reclusão
! Deve ter sido praticado contra filho, tutelado ou curatelado

A sua aplicação, obviamente, não é obrigatória, pois, como vimos,


trata-se de um efeito não-automático da condenação, devendo estar
expressamente consignada na sentença a ocorrência deste efeito.
A perda do pátrio poder, tutela ou curatela se dá de duas formas
diferentes20:
! Em relação à vítima do delito – Em caráter permanente
97948669116

(nunca mais o infrator poderá ter o pátrio poder em relação


àquela pessoa).
! Em relação a outros filhos, tutelados ou curatelados –
Em caráter provisório. Ocorrendo a reabilitação, poderá o
infrator restabelecer o pátrio poder, a tutela ou curatela em
relação aos demais filhos, tutelados ou curatelados.

EXEMPLO: Imagine um caso de estupro, no qual o pai estupra a filha


menor de idade. Condenado, o pai perderá o poder familiar (pátrio
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

! BITENCOURT, Cezar Roberto. Tratado de Direito Penal – Parte Geral. Ed. Saraiva, 21º
edição. São Paulo, 2015, p. 852

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!49!()!123!
!∀#∃∀%&∋(#&)∃∗∗+,−∋(∃.,−∋/∋%01(∃∋234567∋
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! %<=>?≅∋<∋<Α<>ΒΧΒ?=∆∋Β=Ε<ΦΓ≅Η=∆∋
! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
poder) em relação a todos os filhos. No entanto, se posteriormente ele se !
reabilitar, poderá recuperar o poder familiar em relação aos demais
filhos, mas nunca mais poderá recuperar este poder em relação à vítima
do crime.

Inabilitação para dirigir veículo


O art. 92, III do CP diz o seguinte:
Art. 92 - São também efeitos da condenação:Ζ.)(∋Ρ=>! (∋(∋! 9)8∋! Χ)%! &[! ΙΕ6ΦΚΟ! ()!
ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
(...)
III - a inabilitação para dirigir veículo, quando utilizado como meio para a
prática de crime doloso. Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ΙΕ6ΦΚΟ!()!ςςΕΙΕςΚϑΓ∴
Portanto, são dois os requisitos:
! Trate-se de crime doloso;
! O veículo tenha sido usado como meio para a prática do
crime

Por “meio” deve-se entender “meio direto”, aquele que produz


efetivamente o resultado delituoso.
EXEMPLO: Se Andressa mata Bruno, atropelando-o com seu Honda
Civic, o veículo foi utilizado como meio do crime. No entanto, se
Andressa pega seu Honda Civic e se dirige até a casa de Bruno,
esperando-o chegar do trabalho e, quando o vê, o esfaqueia por trás, o
veículo não foi utilizado como meio para a prática do crime, mas como
meio de transporte.

Temos, abaixo, um quadro esquemático para melhor compreensão


do assunto.
97948669116

QUADRO ESQUEMÁTICO

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!4:!()!123!
!∀#∃∀%&∋(#&)∃∗∗+,−∋(∃.,−∋/∋%01(∃∋234567∋
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! %<=>?≅∋<∋<Α<>ΒΧΒ?=∆∋Β=Ε<ΦΓ≅Η=∆∋
! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
EFEITOS DA !
CONDENAÇÃO

PENAIS EXTRAPENAIS

PRIMÁRIOS SECUNDÁRIOS GENÉRICOS ESPECÍFICOS


(AUTOMÁTICOS) (NÃO-
AUTOMÁTICOS)

4.4.! Princípio da correlação e princípio da consubstanciação


O princípio da correlação (ou da congruência)21 prega que a sentença
deve se amoldar ao FATO descrito na denúncia ou queixa, não
podendo o Juiz decidir fora dos limites que lhe foram colocados, pois isso
importaria em violação a outro princípio, o PRINCÍPIO DA INÉRCIA.
Assim, é vedado ao Juiz proferir sentença ultra, citra e extra-petita.
O que seriam essas sentenças? Vejamos:
•! Ultra-petita – É uma sentença na qual o Juiz vai além daquilo
que lhe foi pedido, julgando mais do que fora pedido (ex.:
Indivíduo é acusado por um estupro e o Juiz lhe condena,
também, por um roubo, que não foi narrado na inicial
acusatória). 97948669116

•! Extra-petita – É aquela na qual o Juiz julga fato diverso do


que aquele que lhe foi posto (ex.: O indivíduo é acusado por
estupro e o Juiz lhe condena por roubo, deixando de apreciar o
pedido de condenação pelo estupro).
•! Citra-petita – Aqui o Juiz não analisa, não julga todos os
FATOS narrados na inicial acusatória, deixando de apreciar
algum deles (ex.: O indivíduo é acusado por um estupro e por
um homicídio. O Juiz lhe condena pelo estupro, ficando silente
quanto ao crime de homicídio).

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

! Também chamado de princípio da adstrição da sentença à acusação. NUCCI,
Guilherme de Souza. Op. Cit., p. 608

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!52!()!123!
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! %<=>?≅∋<∋<Α<>ΒΧΒ?=∆∋Β=Ε<ΦΓ≅Η=∆∋
! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
!

O princípio da congruência retira seu fundamento de outro princípio,


o princípio da CONSUBSTANCIAÇÃO, segundo o qual o acusado se
defende dos FATOS QUE LHE SÃO IMPUTADOS, de forma que uma
sentença que extrapole estes limites, além de violar o princípio da
INÉRCIA, viola, ainda, os princípios do contraditório e da ampla defesa.
Existem dois institutos de direito processual penal que buscam dar
efetividade a estes princípios. São eles os institutos da emendatio e da
mutatio libelli.

4.4.1.! Emendatio libelli


Este instituto está previsto no art. 383 do CPP, vejamos:
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou
queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em
conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave. Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!
()!6ΦΦϑ∴Ε
Este instituto (emendatio libelli) possibilita ao Juiz alterar a
“capitulação legal” do fato descrito na denúncia.
EXEMPLO: Imaginem que o Promotor descreva o seguinte fato: “José,
apontando uma arma para Maria, subtraiu-lhe seu relógio”. Este fato
configura um ROUBO (art. 157 do CP). Agora imaginem que o Promotor
qualifique, erradamente, este crime como crime de furto. A emendatio
libelli permite que o Juiz altere a capitulação dada ao fato, sem que o
modifique, mesmo que a nova capitulação preveja pena mais severa
(como é o caso do exemplo).

Pode ocorrer, no entanto, que ao realizar a emendatio libelli, o Juiz


torne o fato uma infração de menor potencial ofensivo. Nesse caso,
procederá o Juiz nos termos do art. 383, §1° do CPP:
97948669116

§ 1o Se, em conseqüência de definição jurídica diversa, houver possibilidade


de proposta de suspensão condicional do processo, o juiz procederá de
acordo com o disposto na lei. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε

Da mesma forma, se o Juiz, em razão da alteração da capitulação do


crime, verificar que houve alteração na competência para julgar o
processo, deverá reconhecer sua incompetência e remeter os autos
ao Juízo competente. Nos termos do art. 383, §2° do CPP:
§ 2o Tratando-se de infração da competência de outro juízo, a este serão
encaminhados os autos. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε

4.4.2.! Mutatio libelli

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!51!()!123!
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! !
! %8).∀)&∋0+!∀)∀9#∀&∋/∋9#∃,∗∋0+!∀)∀9#∀,∋∃∋,!:∀.∀∗%#,%∀;,∋
! %<=>?≅∋<∋<Α<>ΒΧΒ?=∆∋Β=Ε<ΦΓ≅Η=∆∋
! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
O instituto da mutatio libelli está previsto no art. 384 do CPP.!
Vejamos:
Art. 384. Encerrada a instrução probatória, se entender cabível nova
definição jurídica do fato, em conseqüência de prova existente nos autos de
elemento ou circunstância da infração penal não contida na acusação, o
Ministério Público deverá aditar a denúncia ou queixa, no prazo de 5 (cinco)
dias, se em virtude desta houver sido instaurado o processo em crime de
ação pública, reduzindo-se a termo o aditamento, quando feito oralmente.
Ζ.)(∋Ρ=>!(∋(∋!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε
Aqui não há mera alteração da definição jurídica do fato, mas
alteração da definição jurídica do fato em razão do surgimento de
novas provas em relação a fatos que não estavam previstos
inicialmente na peça inicial acusatória.
EXEMPLO: Imaginem que o MP denuncia uma pessoa por homicídio em
face de uma criança. Posteriormente, após a instrução, fica provado que
a homicida era a mãe da criança e estava sob a influência do estado
puerperal (estado que a mãe fica após o parto). Nesse caso, o surgiu um
fato até então desconhecido, que leva à alteração da classificação do
crime de homicídio para INFANTICÍDIO.
OUTRO EXEMPLO: Imaginem que o MP denuncia o acusado por crime
de homicídio simples. Após toda a instrução criminal se descobre que o
crime foi cometido mediante tortura (meio cruel). Nesse caso, surgiu um
fato que qualifica o crime, passando a ser homicídio qualificado (art. 121,
§2° do CP) e não mais homicídio simples.

Em ambos os casos teremos hipóteses de MUTATIO LIBELLI,


devendo o membro do MP ADITAR a denúncia, sendo possibilitado ao
réu se defender destes novos fatos, sob pena de prejuízo ao direito ao
contraditório e à ampla defesa. Vejamos:
§ 2o Ouvido o defensor do acusado no prazo de 5 (cinco) dias e admitido o
aditamento, o juiz, a requerimento de qualquer das partes, designará dia e
hora para continuação da audiência, com inquirição de testemunhas, novo
interrogatório do acusado, realização de debates e julgamento. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!
97948669116

&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε
§ 4o Havendo aditamento, cada parte poderá arrolar até 3 (três)
testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz, na sentença, adstrito
aos termos do aditamento. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε
§ 5o Não recebido o aditamento, o processo prosseguirá. Ζ2&?8Μ≅(>! 9)8∋! Χ)%! &[!
ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε
Mas e se o membro do MP se recusar a aditar a denúncia?
Obviamente, não pode o Juiz fazer isto no lugar do MP, pois essa não é a
sua função. Nesse caso procede-se da mesma forma que no caso de o
membro do MP requerer arquivamento de Inquérito Policial e o Juiz
discordar: O Juiz submete o caso à apreciação do chefe do MP
(Procurador-Geral de Justiça), que decidirá o caso. Isso é o que prevê o
art. 384, § 1° do CPP:

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!54!()!123!
!∀#∃∀%&∋(#&)∃∗∗+,−∋(∃.,−∋/∋%01(∃∋234567∋
! !
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! %<=>?≅∋<∋<Α<>ΒΧΒ?=∆∋Β=Ε<ΦΓ≅Η=∆∋
! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
Art. 384 (...) !
§ 1o Não procedendo o órgão do Ministério Público ao aditamento, aplica-se o
art. 28 deste Código. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε

CUIDADO! O STF entende (com entendimento sumulado) que a mutatio


libelli somente pode ser aplicada na primeira instância (o que não ocorre
com a emendatio libelli, que pode ocorrer em qualquer instância).
Vejamos:
Súmula 453
NÃO SE APLICAM À SEGUNDA INSTÂNCIA O ART. 384 E PARÁGRAFO ÚNICO DO
CÓDIGO DE PROCESSO PENAL, QUE POSSIBILITAM DAR NOVA DEFINIÇÃO JURÍDICA
AO FATO DELITUOSO, EM VIRTUDE DE CIRCUNSTÂNCIA ELEMENTAR NÃO CONTIDA,
EXPLÍCITA OU IMPLICITAMENTE, NA DENÚNCIA OU QUEIXA.

Aplicam-se à MUTATIO LIBELLI as mesmas regras previstas


para a EMENDATIO LIBELLI no que se refere à desqualificação do
crime para outro Juízo ou para crime em que haja possibilidade de
suspensão condicional do processo. Vejamos:
§ 3o Aplicam-se as disposições dos §§ 1o e 2o do art. 383 ao caput deste
artigo. Ζ2&?8Μ≅(>!9)8∋!Χ)%!&[!ςςΕΙςΚΟ!()!6ΦΦϑ∴Ε

A Doutrina se divide quanto à possibilidade de aplicação da MUTATIO


LIBELLI nos crimes de ação penal privada. Parte da Doutrina entende
que não é possível, visto que a Lei fala apenas em “MP” e “Ação Penal
Pública”, o que, em tese, exclui a possibilidade de aplicação do instituto
nos crimes de ação penal privada.
Outra parcela da Doutrina entende ser possível, por entender que a lei
não veda, e que isto não iria de encontro a nenhum princípio
processual.22
97948669116

4.5.! Publicação e intimação da sentença


Segundo o CPP, a sentença é publicada (se torna pública), quando
entregue nas mãos do escrivão. Vejamos:
Art. 389. A sentença será publicada em mão do escrivão, que lavrará nos autos o
respectivo termo, registrando-a em livro especialmente destinado a esse fim.

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
66
! PACELLI, Eugênio. Op. cit., p. 665. NUCCI sustenta que, em se tratando de queixa
(ação penal privada), o querelante até poderia proceder ao seu aditamento, desde que o
fizesse dentro do prazo decadencial de seis meses, contados a partir do momento em
que o querelante toma conhecimento destes fatos novos. Contudo, seria vedado ao Juiz
tomar qualquer iniciativa (como acontece na mutatio libelli) de indicar ao querelante a
possível necessidade de aditamento da queixa.

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!55!()!123!
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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
Até a publicação não há, propriamente, sentença, mas apenas!
expectativa de sentença, pois o ato jurisdicional só se perfectibiliza
coma publicação.
Caso a sentença seja proferida em audiência, considera-se
publicada com a sua mera leitura.
As partes serão intimadas de formas distintas, conforme sua situação
no processo, vejamos:
Art. 391. O querelante ou o assistente será intimado da sentença, pessoalmente ou na
pessoa de seu advogado. Se nenhum deles for encontrado no lugar da sede do juízo,
a intimação será feita mediante edital com o prazo de 10 dias, afixado no lugar de
costume.
Art. 392. A intimação da sentença será feita:
I - ao réu, pessoalmente, se estiver preso;
II - ao réu, pessoalmente, ou ao defensor por ele constituído, quando se livrar solto,
ou, sendo afiançável a infração, tiver prestado fiança;
III - ao defensor constituído pelo réu, se este, afiançável, ou não, a infração, expedido
o mandado de prisão, não tiver sido encontrado, e assim o certificar o oficial de
justiça;
IV - mediante edital, nos casos do no II, se o réu e o defensor que houver constituído
não forem encontrados, e assim o certificar o oficial de justiça;
V - mediante edital, nos casos do no III, se o defensor que o réu houver constituído
também não for encontrado, e assim o certificar o oficial de justiça;
VI - mediante edital, se o réu, não tendo constituído defensor, não for encontrado, e
assim o certificar o oficial de justiça.
§ 1o O prazo do edital será de 90 dias, se tiver sido imposta pena privativa de
liberdade por tempo igual ou superior a um ano, e de 60 dias, nos outros casos.
§ 2o O prazo para apelação correrá após o término do fixado no edital, salvo se, no
curso deste, for feita a intimação por qualquer das outras formas estabelecidas neste
artigo.

Vemos, portanto, que só há obrigatoriedade de intimação


pessoal do réu (para ciência da sentença) quando se tratar de réu
preso. Em se tratando de réu solto, basta a intimação de seu
defensor constituído, tendo sido este o entendimento adotado
pelo STJ, embora haja divergência doutrinária.23 Caso tenha sido
patrocinado por defensor nomeado (aquele que não foi por ele
97948669116

constituído), deverá ser intimado pessoalmente (obrigatório).

ATENÇÃO! Essa obrigatoriedade de intimação pessoal do réu preso,


segundo entendimento do STJ, só se aplica à sentença de primeiro grau,
não se aplicando aos atos a ela posteriores (acórdão, etc.).24
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
23
(...) Consoante o disposto no art. 392, inciso II, do CPP, tratando-se de réu solto,
mostra-se suficiente a intimação do defensor constituído acerca da sentença
condenatória. Precedentes. (...)
(AgRg no AREsp 654.202/SP, Rel. Ministro REYNALDO SOARES DA FONSECA, QUINTA
TURMA, julgado em 24/11/2015, DJe 01/12/2015)
6Γ (...) Na linha dos precedentes desta eg. Corte, "a intimação pessoal do réu preso
somente é exigida para a ciência do teor da sentença condenatória proferida

(>=Ιϑ#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∋∀∀∀#∃%&∋(&∃)∗(+,−+.∋%,%#+,/#0∋!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!∀#∃%&∋!53!()!123!
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!

Em caso de réu preso, portanto, devem ambos ser intimados (o


defensor, seja ele de que natureza for e o próprio réu, pessoalmente).
Neste caso e na hipótese de réu solto que teve sua defesa
patrocinada por defensor nomeado, nos quais é necessária a intimação de
ambos (réu e seu defensor), será considerado como prazo recursal
da defesa aquele que terminar por último (considerando as datas de
intimação do acusado e de seu defensor).
O MP será intimado pessoalmente, sempre.
O querelante (ação penal privada) ou o assistente de acusação
(ação penal pública) será intimado pessoalmente OU por intermédio
de seu advogado. Em não sendo encontrados, a intimação será feita por
edital.
Após a intimação, a parte que restar inconformada com a sentença
poderá recorrer, e o recurso cabível é a APELAÇÃO.

5.! PUNIBILIDADE E SUA EXTINÇÃO

5.1.! Introdução
Quando alguém comete um fato definido como crime, surge para o
Estado o poder-dever de punir. Esse direito de punir chama-se ius
puniendi.
Em regra, todo fato típico, ilícito e praticado por agente culpável, é
punível. No entanto, o exercício do ius puniendi encontra limitações de
diversas ordens, sendo a principal delas a limitação temporal (prescrição).
Desta forma, o Estado deve exercer o ius puniendi da maneira
prevista na lei (através do manejo da Ação Penal no processo penal), bem
como deve fazê-lo no prazo legal.
Para o nosso estudo interessam mais as hipóteses de extinção da
punibilidade. Vamos analisá-las então! 97948669116

O art. 107 do CP prevê que:


Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209,
de 11.7.1984)
I - pela morte do agente;
II - pela anistia, graça ou indulto;
III - pela retroatividade de lei que não mais considera o fato como criminoso;
IV - pela prescrição, decadência ou perempção;

!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
em primeiro grau. Não se estende para as decisões de segunda instância, eis que os
demais chamamentos processuais ocorrem em nome do defensor" (HC n. 286.515/SP,
Sexta Turma, Rel. Min. Maria Thereza de Assis Moura, DJe de 25/2/2015). (...)
(HC 330.783/RS, Rel. Ministro FELIX FISCHER, QUINTA TURMA, julgado em
10/11/2015, DJe 20/11/2015)

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de!
ação privada;
VI - pela retratação do agente, nos casos em que a lei a admite;
IX - pelo perdão judicial, nos casos previstos em lei.

Veremos, primeiro, todas as causas de extinção da punibilidade


diversas da prescrição. Depois, vamos ao estudo da prescrição, que é a
principal delas.

5.2.! Causas de extinção da punibilidade diversas da prescrição


O primeiro caso é bem simples. Falecendo o agente, extingue-se a
punibilidade do crime, pois, como vimos, no Direito Penal vigora o
princípio da intranscendência da pena, ou seja, a pena não pode
passar da pessoa do criminoso. Assim, com a morte deste, cessa o
direito de punir do Estado.
A anistia, a graça e o indulto são modalidades muito parecidas de
extinção da punibilidade. Entretanto, não se confundem.
A anistia exclui o próprio crime, ou seja, o Estado determina que
as condutas praticadas (já praticadas, ou seja, fatos consumados) pelos
agentes não sejam consideradas crimes. A anistia pode ser concedida
pelo Poder Legislativo, e pode ser conferida a qualquer momento
(inclusive após a sentença penal condenatória transitada em julgado).
EXEMPLO: Determinados policiais militares resolvem fazer greve por
melhores salários, condições de trabalho, etc. Na greve, fazem piquetes,
acabam coagindo colegas, etc. Tais pessoas estarão praticando crime.
Contudo, posteriormente, o Poder Legislativo verifica que são pessoas
boas, que agiram no impulso, compelidas pela precária situação da
Corporação e, portanto, decide ANISTIÁ-LOS, ou seja, o Poder Público irá
“esquecer” que tais crimes foram praticados (aqueles crimes praticados
naquelas circunstâncias, ou seja, somente aqueles ali mesmo!).
97948669116

Alguns autores diferenciam a anistia em anistia própria e anistia


imprópria. A anistia própria seria aquela concedida ANTES da
condenação e anistia imprópria seria aquela concedida APÓS a
condenação.
Pode, ainda, ser:
•! Irrestrita ou restrita – Será irrestrita quando se dirigir a
todos os agentes. Será restrita quando exigir do agente
determinada qualidade específica (ser primário, por exemplo).
•! Incondicionada ou condicionada – Será incondicionada
quando não impuser nenhuma condição. Será condicionada
quando impuser uma condição para sua validade (Como, por
exemplo, a reparação do dano causado).

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•! Comum ou especial – A primeira é destinada a crimes!
comuns, e a segunda é destinada a crimes políticos.
Já a Graça e o indulto são bem mais semelhantes entre si, pois
não excluem o FATO criminoso em si, mas apenas extinguem a
punibilidade em relação a determinados agentes (podem ser
todos), e só podem ser concedidos pelo Presidente da República.
EXEMPLO: Imaginemos que, no exemplo da greve dos policiais militares,
o Presidente da República assinasse um Decreto concedendo indulto a
150 dos 300 policiais militares envolvidos. Percebam que o fato criminoso
não foi “esquecido” pelo Estado. Houve apenas a extinção da punibilidade
em relação a alguns infratores. Assim, a ANISTIA atinge o FATO (e
por via reflexa, a punibilidade). A graça e o indulto atingem
DIRETAMENTE A PUNIBILIDADE.

A Graça é conferida de maneira individual, e o indulto é conferido


coletivamente (a um grupo que se encontre na mesma situação).
A anistia só pode ser causa de extinção total da punibilidade (pois,
como disse, exclui o próprio crime). Já a Graça e o indulto podem ser
parciais.
Pode ser extinta a punibilidade, também, pelo fenômeno da abolitio
criminis, nos termos do art. 107, III do CP. Como vimos, a abolitio
criminis ocorre quando surge lei nova que deixa de considerar o
fato como crime.
CUIDADO! Não confundam abolitio criminis com anistia. A abolitio
criminis não se dirige a um fato criminoso específico, já praticado, A
abolitio criminis simplesmente faz desaparecer a própria figura típica
prevista na Lei, ou seja, a conduta incriminada (o tipo penal) deixa de
existir.

Pode ocorrer, ainda, de o ofendido, nos crimes de ação penal


97948669116

privada, renunciar ao direito de oferecer queixa, ou conceder o


perdão ao acusado. Nesses casos, também estará extinta a
punibilidade.
A renúncia ao direito de queixa ocorre quando, dentro do prazo de
seis meses de que dispõe o ofendido para oferecê-la, este renuncia ao
direito, de maneira expressa ou tácita. A renúncia tácita ocorre quando o
ofendido pratica algum ato incompatível com a intenção de
processar o agente (quando, por exemplo, convida o infrator pra ser
seu padrinho de casamento).
O perdão, por sua vez, é muito semelhante à renúncia, com a
ressalva de que o perdão só pode ser concedido quando já ajuizada
a ação penal privada, e que o simples oferecimento do perdão, por si

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só, não gera a extinção da punibilidade, devendo o agente aceitar o!
perdão.
Ocorrendo a renúncia ao direito de queixa, ou o perdão do
ofendido, e sendo este último aceito pelo querelado (autor do fato),
estará extinta a punibilidade.
Em determinados crimes o Estado confere o perdão ao infrator, por
entender que a aplicação da pena não é necessária. É o chamado
“perdão judicial”. É o que ocorre, por exemplo, no caso de homicídio
culposo no qual o infrator tenha perdido alguém querido (Lembram-se do
caso Herbert Viana?). Essa hipótese está prevista no art. 121, § 5° do CP:
§ 5º - Na hipótese de homicídio culposo, o juiz poderá deixar de aplicar a
pena, se as conseqüências da infração atingirem o próprio agente de forma
tão grave que a sanção penal se torne desnecessária. (Incluído pela Lei nº
6.416, de 24.5.1977)
Então, nesse caso, ocorrendo o perdão judicial, também estará
extinta a punibilidade. Além disso, o art. 120 do CP diz que se houver o
perdão judicial, esta sentença que concede o perdão judicial não é
considerada para fins de reincidência (apesar de ser uma sentença
condenatória).

PERDÃO DO RENÚNCIA PERDÃO JUDICIAL


OFENDIDO
Concedido pela Concedida pela Concedido pelo
VÍTIMA VÍTIMA Estado (Juiz)
Somente nos crimes Somente nos crimes Somente nos casos
de ação penal de ação penal previstos em Lei
privada privada
Depois de ajuizada a Antes do97948669116

Na sentença
ação penal ajuizamento da ação
penal
Precisa ser aceito Não precisa ser Não precisa ser
pelo infrator aceito pelo infrator aceito pelo infrator

Nos termos do inciso VI do art. 107, a retratação do agente


também é hipótese de extinção da punibilidade, nos casos em que
a lei a admite. Acontece isto, por exemplo, nos crimes de calúnia ou
difamação, nos quais a lei admite a retratação como causa de extinção da
punibilidade, se realizada antes da sentença. Nos termos do art. 143 do
CP:

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Art. 143 - O querelado que, antes da sentença, se retrata cabalmente da!
calúnia ou da difamação, fica isento de pena.

Há, também, a extinção da punibilidade pela decadência ou pela


perempção. A decadência ocorre quando a vítima deixa de ajuizar a
ação penal dentro do prazo, ou quando deixa de oferecer a
representação dentro do prazo (nos casos de crimes de ação penal
privada e de ação penal pública condicionada à representação,
respectivamente). O prazo é de seis meses a contar da data em que a
vítima passa a saber quem foi o autor do fato.
A perempção, por sua vez, é a extinção da ação penal privada
pelo “desleixo” da vítima (quando deixa de dar seguimento à ação,
deixa de comparecer a alguma ato processual a que estava obrigado,
etc.). Está prevista no art. 60 do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o
disposto no art. 36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o
pedido de condenação nas alegações finais;
IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar
sucessor.!

5.3.! Prescrição
Enfim, a clássica e mais comum hipótese de extinção da
punibilidade: a PRESCRIÇÃO. A prescrição é a perda do poder de exercer
um direito em razão da inércia do seu titular. Ou seja, é o famoso
“camarão que dorme a onda leva”. 97948669116

A prescrição pode ser dividida basicamente em duas espécies:


Prescrição da pretensão punitiva e prescrição da pretensão
executória.
A primeira pode ocorrer quando ainda não há sentença penal
condenatória transitada em julgado, e a segunda pode ocorrer
somente depois de já haver sentença penal condenatória
transitada em julgado. Vamos estudá-las em tópicos separados.

5.3.1.! Prescrição da pretensão punitiva


Aqui o Estado ainda não aplicou (em caráter definitivo) uma sanção
penal ao agente que praticou a conduta criminosa.

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Mas qual é o prazo de prescrição? O prazo prescricional varia de!
crime para crime, e é definido tendo por base a pena máxima
estabelecida, em abstrato, para a conduta criminosa. Nos termos do art.
109 do CP:
Art. 109. A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final, salvo o
disposto no § 1o do art. 110 deste Código, regula-se pelo máximo da pena
privativa de liberdade cominada ao crime, verificando-se: (Redação dada pela
Lei nº 12.234, de 2010).
I - em vinte anos, se o máximo da pena é superior a doze;
II - em dezesseis anos, se o máximo da pena é superior a oito anos e não
excede a doze;
III - em doze anos, se o máximo da pena é superior a quatro anos e não
excede a oito;
IV - em oito anos, se o máximo da pena é superior a dois anos e não excede
a quatro;
V - em quatro anos, se o máximo da pena é igual a um ano ou, sendo
superior, não excede a dois;
VI - em 3 (três) anos, se o máximo da pena é inferior a 1 (um) ano.
(Redação dada pela Lei nº 12.234, de 2010).
Prescrição das penas restritivas de direito
Parágrafo único - Aplicam-se às penas restritivas de direito os mesmos
prazos previstos para as privativas de liberdade. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Assim, no crime de homicídio simples, por exemplo, para o qual a lei


estabelece pena máxima de 20 anos (art. 121 do CP), o prazo
prescricional é de 20 anos, pois a pena máxima é superior a 12
anos. O crime de furto simples, por exemplo, (art. 155 do CP) prescreve
em oito anos, pois a pena máxima prevista é quatro anos.

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CUIDADO! O prazo de prescrição do crime não é igual à pena máxima a


ele estabelecida, mas é calculado através de uma tabela que leva
em consideração a pena máxima!

Mas professor, quando começa a correr o prazo prescricional?


Simples, meus caros. A resposta para esta pergunta está no art. 111 do
CP:
Art. 111 - A prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final,
começa a correr: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - do dia em que o crime se consumou; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

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II - no caso de tentativa, do dia em que cessou a atividade criminosa;!
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
III - nos crimes permanentes, do dia em que cessou a permanência;
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
IV - nos de bigamia e nos de falsificação ou alteração de assentamento do
registro civil, da data em que o fato se tornou conhecido. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
V - nos crimes contra a dignidade sexual de crianças e adolescentes,
previstos neste Código ou em legislação especial, da data em que a vítima
completar 18 (dezoito) anos, salvo se a esse tempo já houver sido proposta a
ação penal. (Redação dada pela Lei nº 12.650, de 2012)

Apenas um comentário em relação a este artigo: A regra, aqui, é de


que o prazo prescricional comece a fluir no dia em que o crime se
consuma.

CUIDADO! Lembrem-se de que o crime se considera praticado (tempo


do crime) quando ocorre a conduta, e não a consumação. Assim:
Tempo do crime – Momento da conduta
Início do prazo prescricional – Momento da consumação
Prestem atenção para não errarem isso, pois esta é uma pegadinha que
pode derrubar vocês no concurso.
EXEMPLO: Em 10.01.2010 José atira em Maria, querendo sua morte.
Maria vai para o Hospital e só vem a falecer em 15.04.2010. No caso em
tela, o tempo do crime é o dia 10.01.2010 (data em que foi praticado o
delito). O início do prazo prescricional, porém, terá como base o dia
15.04.2010, eis que somente nesta data o delito se consumou.
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Como nos crimes tentados não há propriamente consumação (pois


não há resultado naturalístico esperado), o prazo prescricional começa
a fluir da data em que cessa a atividade criminosa, mesmo critério
utilizado para os crimes permanentes.
Na hipótese de pena de multa, como calcular o prazo
prescricional? Se a multa for prevista ou aplicada isoladamente, o
prazo será de dois anos. Porém, se a multa for aplicada ou prevista
cumulativamente com a pena de prisão (privativa de liberdade), o prazo
de prescrição será o mesmo estabelecido para a pena privativa de
liberdade. Isto é que se extrai do art. 114 do CP:
Art. 114 - A prescrição da pena de multa ocorrerá: (Redação dada pela Lei nº
9.268, de 1º.4.1996)

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I - em 2 (dois) anos, quando a multa for a única cominada ou aplicada;!
(Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)
II - no mesmo prazo estabelecido para prescrição da pena privativa de
liberdade, quando a multa for alternativa ou cumulativamente cominada ou
cumulativamente aplicada. (Incluído pela Lei nº 9.268, de 1º.4.1996)

A prescrição da pretensão punitiva pode ser a “ordinária”, que é esta


que vimos até agora (e utiliza a pena máxima prevista como base), mas
também pode ser a “intercorrente”.
A prescrição da pretensão punitiva em sua modalidade
“intercorrente” é aquela que ocorre DEPOIS da sentença penal
condenatória, quando há trânsito em julgado para a ACUSAÇÃO, mas não
para a defesa.
Como assim? Imagine que José tenha sido condenado pelo crime de
homicídio a 06 anos de reclusão. A acusação não recorre, por entender
que a pena está num patamar razoável. A defesa, porém, recorre da
sentença. Neste caso nós temos o chamado “trânsito em julgado para a
acusação”, ou seja, somente a defesa pode “se dar bem” daqui pra frente,
já que quando o Tribunal for apreciar o recurso de apelação não poderá
prejudicar o réu (recorrente), pelo princípio da non reformatio in pejus.
Bom, considerando o exemplo acima, como a defesa não pode ser
prejudicada no julgamento de seu recurso, podemos chegar à conclusão
de que o máximo de pena que José irá receber será 06 anos (a pena
atual). A partir deste momento o prazo prescricional passa a ser calculado
tendo como base esta pena aplicada (e não mais a pena máxima em
abstrato).
Vejam que há uma implicação prática: Neste caso, o prazo
prescricional diminui consideravelmente: Antes, o prazo prescricional
(ordinário) era de 12 anos (pois a pena máxima é de 20 anos). Agora, o
prazo prescricional a ser considerado (intercorrente) será de 12
anos (pois a pena aplicada é de 06 anos. Está entre 04 e 08, nos termos
do art. 109, III do CP).
Vejamos o art. 110, §1º do CP:
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Art. 110 (...)


§ 1º A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação ou depois de improvido seu recurso, regula-se pela pena
aplicada, não podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data
anterior à da denúncia ou queixa. (Redação dada pela Lei nº 12.234, de
2010).!

A prescrição intercorrente, por sua vez, pode ser:


•! Superveniente – Quando ocorre entre o trânsito em julgado
da sentença condenatória para a acusação e o trânsito em
julgado da sentença condenatória em definitivo (tanto para a
acusação quanto para defesa).

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•! Retroativa – Quando, uma vez tendo havido o trânsito em!
julgado para a acusação, se chega à conclusão de que, naquele
momento, houve a prescrição da pretensão punitiva entre a
data da denúncia (ou queixa) e a sentença condenatória.
Vejamos o esquema:

Esse é o sistema que vigora atualmente. Antes da Lei 12.234/10


havia uma outra hipótese de prescrição retroativa, que era a que ocorria
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entre o fato criminoso e o recebimento da denúncia ou queixa.


Atualmente essa hipótese NÃO EXISTE MAIS.
Isso significa que não há mais hipótese de ocorrer prescrição
entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia ou
queixa? Não, não é isso que ocorreu. O que não pode mais ocorrer é a
prescrição RETROATIVA (ou seja, aquela calculada com base na pena
aplicada) entre a data do fato e a data do recebimento da denúncia ou
queixa. Nada impede, porém, que nesse lapso temporal ocorra a
prescrição da pretensão punitiva ordinária (ou comum).
CUIDADO! Tal previsão (vedação à prescrição retroativa tendo como
marco inicial data anterior ao recebimento da denúncia ou queixa) é
muito prejudicial ao réu, pois lhe retira uma possibilidade de ver sua

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punibilidade extinta. Desta forma, NÃO poderá retroagir para alcançar !
crimes praticados ANTES de sua entrada em vigora (Em 2010). Assim,
aos crimes praticados ANTES da Lei 12.234/10, é possível
aplicarmos a prescrição retroativa entre a data da consumação do delito
e o recebimento da denúncia ou queixa.

Vou utilizar um caso exemplificativo para que possamos esclarecer as


diversas hipóteses de prescrição da pretensão punitiva:

EXEMPLO: Marcelo pratica o crime de furto em 01.01.1994. A denúncia


é recebida em 10.06.2001. Marcelo é condenado em 10.07.2006 a 02
anos de reclusão. O MP não recorre (com trânsito em julgado para a
acusação em 25.07.2006), mas a defesa apresenta recurso, que é
julgado e improvido (a pena é mantida), tendo havido o efetivo trânsito
em julgado em 10.01.2014.
Vejamos as hipóteses:
PRESCRIÇÃO COMUM: Como a pena máxima prevista em abstrato
para o furto é de 04 anos, o prazo prescricional seria de 08 anos (art.
109, IV do CP). Entre a data da consumação do delito e o recebimento da
denúncia não ocorreu tal prescrição, eis que se passaram apenas 07 anos
e alguns meses. Também não ocorreu tal prescrição posteriormente (pois
não se passaram mais de 08 anos entre uma interrupção da prescrição e
outra).
PRESCRIÇÃO INTERCORRENTE SUPERVENIENTE: Aqui devemos
considerar como parâmetro a pena efetivamente aplicada (02 anos), de
forma que o prazo prescricional a ser utilizado será de 04 anos (art. 109,
V do CP). Podemos verificar que entre o trânsito em julgado para a
acusação e o trânsito em julgado efetivo (para ambos), passaram-se
mais de 04 anos, de forma que podemos dizer que HOUVE a prescrição
da pretensão punitiva intercorrente SUPERVENIENTE.
PRESCRIÇÃO RETROATIVA: Da mesma forma que a anterior, terá
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como base a pena efetivamente aplicada (02 anos), logo, o prazo


prescricional utilizado será de 04 anos. Podemos verificar que entre o
recebimento da denúncia e a sentença condenatória passaram-se mais de
04 anos (pouco mais de cinco anos). Assim, podemos dizer que
OCORREU a prescrição da pretensão punitiva retroativa.
Neste caso, como a prescrição retroativa ocorreu, e isso podia ser
verificado já em 25.07.06, sequer chegaríamos a ter a prescrição
superveniente (utilizei apenas para facilitar a compreensão).
ATENÇÃO! Como o crime foi praticado antes da Lei 12.234/10, seria
possível reconhecer a prescrição retroativa entre a data da consumação
do delito e data do recebimento da denúncia.

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Como nós acabamos de verificar, existem fatos que interrompem a!
prescrição. São eles:
•! Recebimento da denúncia ou queixa
•! Pronúncia
•! Decisão confirmatória da pronúncia
•! Publicação da sentença ou acórdão condenatórios
recorríveis
•! Início ou continuação do cumprimento da pena
•! Reincidência

Uma vez interrompido o curso do prazo prescricional, este voltará a


correr novamente, do zero, a partir da data da interrupção (salvo no caso
de Início ou continuação do cumprimento da pena).
Além disso, fora as duas últimas hipóteses, nas demais, ocorrendo a
interrupção da prescrição em relação a um dos autores do crime, tal
interrupção se estenderá aos demais.
O CP prevê, ainda, hipóteses nas quais a prescrição não corre, tanto
no que se refere à prescrição da pretensão punitiva quanto à prescrição
da pretensão executória, embora as circunstâncias sejam diferentes para
cada uma delas. Nos termos do art. 116 e seu § único, do CP:
Causas impeditivas da prescrição
Art. 116 - Antes de passar em julgado a sentença final, a prescrição não
corre: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - enquanto não resolvida, em outro processo, questão de que dependa o
reconhecimento da existência do crime; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
II - enquanto o agente cumpre pena no estrangeiro.(Redação dada pela Lei
nº 7.209, de 11.7.1984)
Parágrafo único - Depois de passada em julgado a sentença condenatória, a
prescrição não corre durante o tempo em que o condenado está preso por
outro motivo. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
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Assim, nestes casos, o prazo prescricional não corre, ficando


suspenso. Uma vez resolvida a questão que causava a suspensão,
ele volta a correr de onde parou (diferente da interrupção,
portanto).

5.3.2.! Prescrição da pretensão executória


Como disse a vocês, a prescrição pode ocorrer antes do trânsito
em julgado (prescrição da pretensão punitiva) ou depois do
trânsito em julgado (quando teremos a prescrição da pretensão
executória). Esta última ocorre quando o Estado condena o indivíduo, de
maneira irrecorrível, mas não consegue fazer cumprir a decisão.

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Nos termos do art. 110 do CP: !
Art. 110 - A prescrição depois de transitar em julgado a sentença
condenatória regula-se pela pena aplicada e verifica-se nos prazos fixados no
artigo anterior, os quais se aumentam de um terço, se o condenado é
reincidente. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)

Assim, na hipótese do crime de homicídio, conforme o exemplo dado


anteriormente, antes de transitar em julgado a sentença condenatória, o
prazo prescricional é regulado pela pena máxima cominada ao crime em
abstrato, de acordo com a tabelinha do art. 109 do CP. Após o trânsito
em julgado, o parâmetro utilizado pela lei para o cálculo do prazo
prescricional deixa de ser a pena máxima prevista e passa a ser a
pena efetivamente aplicada.
Assim, se no crime de homicídio simples, que tem pena prevista de
06 a 20 anos, o agente for condenado a apenas 06 (seis) anos de
reclusão, o prazo prescricional passa a ser de apenas 12 (doze) anos, nos
termos do art. 109, III do CP.
O art. 112 do CP estabelece o marco inicial (termo a quo) do prazo
prescricional da pretensão executória:
Art. 112 - No caso do art. 110 deste Código, a prescrição começa a correr:
(Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
I - do dia em que transita em julgado a sentença condenatória, para a
acusação, ou a que revoga a suspensão condicional da pena ou o livramento
condicional; (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
II - do dia em que se interrompe a execução, salvo quando o tempo da
interrupção deva computar-se na pena. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)

Lembrando que o início de cumprimento da pena é causa de


interrupção da prescrição.
O art. 112, I foi (e ainda é) muito criticado na Doutrina (recebendo
algumas críticas na Jurisprudência também). Isto porque ele determina
que o termo inicial da prescrição da pretensão EXECUTÓRIA
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ocorrerá com o trânsito em julgado para a ACUSAÇÃO.


Isso significa que se houver o trânsito em julgado para a acusação
mas não para a defesa (apenas a defesa recorreu), já estaria correndo o
prazo prescricional da PRETENSÃO EXECUTÓRIA.
As críticas, bastante fundamentadas, se dirigiam ao fato de que
considerar a pretensão executória, neste momento, violaria a
presunção de inocência, eis que ainda não houve o trânsito em
julgado para ambas as partes.
Outra crítica, muito importante, se refere ao fato de que a prescrição
é a perda de um direito em razão da INÉRCIA de seu titular. No caso da
prescrição da pretensão EXECUTÓRIA seria a perda do direito de executar
a pena em razão da INÉRCIA do Estado em agir. Contudo, como não

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houve trânsito em julgado para a defesa, o Estado AINDA NÃO PODE!
EXECUTAR A PENA! Ora, se o Estado não pode executar a pena,
como pode ser punido com a perda deste direito, se não podia
exercê-lo??
A “gritaria” não foi aceita pela Jurisprudência, que firmou
entendimento no sentido de que o termo inicial da prescrição da
pretensão EXECUTÓRIA ocorre com o trânsito em julgado para a
acusação.
Contudo, apesar de reconhecer que o termo inicial da prescrição da
pretensão executória ocorre com o trânsito em julgado para a acusação, o
STJ decidiu que antes de haver o trânsito em julgado para AMBAS AS
PARTES a prescrição da pretensão executória NÃO PODE SER
RECONHECIDA.
Resumidamente: O prazo prescricional começa a correr com o
trânsito em julgado para a acusação, mas eventual reconhecimento
da efetiva ocorrência da prescrição (executória) somente terá
cabimento APÓS o trânsito em julgado para ambas as partes.

5.3.3.! Disposições importantes sobre a prescrição


Vou elencar no quadrinho abaixo alguns pontos importantes sobre o
tema:

REDUÇÃO DOS PRAZOS DE PRESCRIÇÃO: Em alguns casos, a Lei


estabelece que o prazo prescricional será reduzido. É o caso do art. 115
do CP, que estabelece que os prazos prescricionais serão reduzidos pela
metade quando o infrator possuir menos de 21 anos na data do
crime ou mais de 70 na data da sentença.
97948669116

AUMENTO DO PRAZO PRESCRICIONAL: Se o condenado é


reincidente, o prazo de prescrição da pretensão EXECUTÓRIA aumenta-se
em um terço. Não se aplica tal aumento aos prazos de prescrição da
pretensão punitiva, conforme SÚMULA Nº 220 DO STJ: “a reincidência não
influi no prazo da prescrição da pretensão punitiva”.

PRESCRIÇÃO EM PERSPECTIVA (ANTECIPADA, PROJETADA OU


VIRTUAL): Tal modalidade, uma criação jurisprudencial, nunca teve
fundamento no CP. Consiste na configuração da prescrição tendo como
base uma eventual futura pena a ser aplicada ao acusado. Assim, o Juiz
analisava o caso e, verificando que o réu, por exemplo, receberia pena
mínima (por ser primário, de bons antecedentes, etc.), utilizava esta
pena mínima como parâmetro para o prazo prescricional. Isto não existe
e atualmente é vedado pelo STJ, que sumulou o entendimento no sentido

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de que isso não possui qualquer previsão legal (SÚMULA Nº 438: “é !
inadmissível a extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão punitiva com
fundamento em pena hipotética, independentemente da existência ou sorte do processo
penal”.)

PRESCRIÇÃOS DAS MEDIDAS SOCIOEDUCATIVAS: Os menores não


são julgados de acordo com as normas do CP, mas de acordo com o
Estatuto da Criança e do Adolescente. Contudo, as normas referentes à
prescrição são aplicáveis às medidas socioeducativas (sanções penais
aplicáveis aos adolescentes). Vejamos a SÚMULA 338 DO STJ: “a
prescrição penal é aplicável nas medidas sócio-educativas”.

Bons estudos!
Prof. Renan Araujo

6.! EXERCÍCIOS DA AULA

01.! (FCC – 2015 – TRE-PB – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA


ADMINISTRATIVA)
Ricardo é denunciado pelo Ministério Público por um crime de roubo
cometido na cidade de Rio Doce no ano de 2013. Recebida a denúncia é
expedido mandado de citação, mas Ricardo não é encontrado no endereço
fornecido durante o curso do Inquérito Policial. O Magistrado determina,
então, a citação do réu por edital. Encerrado o prazo do edital, o réu não
comparece nem constitui advogado. Neste caso, o Magistrado deverá:
a) suspender o processo e poderá determinar a produção antecipada das
provas consideras urgentes e, se o caso, decretar a prisão preventiva de
Ricardo, não havendo suspensão ou interrupção do prazo prescricional.
b) determinar o regular prosseguimento normal do feito e, uma vez que o
réu deveria ter atualizado o endereço fornecido durante a fase policial,
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nomear um advogado dativo para fazer a defesa de Ricardo.


c) suspender o processo e o curso do prazo prescricional, e poderá
determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes e, se
o caso, decretar a prisão preventiva de Ricardo.
d) determinar a suspensão do processo e a interrupção do prazo
prescricional, podendo determinar a produção antecipada de provas
consideradas urgentes e, necessariamente, decretar a prisão preventiva
de Ricardo.
e) decretar a prisão preventiva de Ricardo e suspender o curso do
processo, sem possibilidade de produzir as provas consideradas urgentes
e sem suspensão ou interrupção do prazo prescricional.

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02.! (FCC – 2015 – MPE-PB – TÉCNICO)


Sobre as citações e intimações, nos termos estabelecidos pelo Código de
Processo Penal, é INCORRETO afirmar:
a) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou intimado
pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo
justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo
endereço ao juízo.
b) Verificando-se que o réu se oculta para não ser citado, a citação far-se-
á por edital, com o prazo de 5 dias.
c) Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição
até o seu cumprimento.
d) A intimação do Ministério Público é sempre pessoal.
e) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas
consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva.

03.! (FGV – 2010 – PC/AP – DELEGADO DE POLÍCIA)


Com relação ao tema intimação, assinale a afirmativa incorreta.
A) A intimação do defensor constituído feita por publicação no órgão
incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca deve,
necessariamente, conter o nome do acusado, sob pena de nulidade.
B) A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.
C) No processo penal, contam-se os prazos da juntada aos autos do
mandado ou da carta precatória ou de ordem, e não da data da
intimação.
D) na comarca, a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão, por
mandado, ou via postal com comprovante de recebimento, ou por
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qualquer outro meio idôneo.


E) Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz marcará
desde logo, na presença das partes e testemunhas, dia e hora para seu
prosseguimento, do que se lavrará termo nos autos.

04.! (FGV – 2010 – PC/AP – DELEGADO DE POLÍCIA)


Com relação ao tema citações, assinale a afirmativa incorreta.
A) No processo penal o réu que se oculta para não ser citado poderá ser
citado por hora certa na forma estabelecida no Código de Processo Civil.
B) Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, a citação far-se-á
por carta ou qualquer meio hábil de comunicação.

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C) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir!
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional.
D) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem
motivo justificado.
E) Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado.

05.! (FGV – 2010 – SENADO FEDERAL – ADVOGADO DO SENADO)


Relativamente ao regime legal das citações e intimações, analise as
afirmativas a seguir:
I. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no
território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado; por carta
precatória quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz
processante; e por carta rogatória se estiver no estrangeiro. Em nenhum
caso a prescrição será suspensa.
II. O réu poderá ser citado com hora certa, aplicando-se ao processo
penal as regras estabelecidas no Código de Processo Civil, no caso em
que o réu se oculta para não ser citado.
III. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas
consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva,
respeitado o disposto no art. 312.
IV. O processo não seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem
motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar
o novo endereço ao juízo, suspendendo-se o processo e a prescrição até
que o réu seja encontrado.
Assinale:
A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
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C) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.


D) se todas as afirmativas estiverem corretas.
E) se apenas as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.

06.! (CESPE - 2009 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO -


PRIMEIRA FASE)
No que se refere a citações e intimações, assinale a opção correta.
A) Tratando-se de processo penal, não se admite a citação de acusado
por edital.
B) O réu preso deve ser citado pessoalmente.

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C) É inadmissível no processo penal a citação por hora certa. !

D) Tratando-se de processo penal, a citação inicial deve ser feita pelo


correio.

07.! (FCC - 2011 - TRE-PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
A respeito da citação, considere:
I. Não cabe citação com hora certa no processo penal.
II. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do respectivo
serviço.
III. Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado.
Está correto o que consta SOMENTE em
A) I.
B) I e II.
C) I e III.
D) II e III.
E) III.

08.! (FCC - 2011 - TJ-AP - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE


REGISTROS)
Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado,
A) o processo será arquivado e será extinto quando se expirar o prazo
prescricional.
B) será decretada a revelia e o processo prosseguirá com a nomeação de
defensor dativo.
C) o processo será julgado extinto sem julgamento do mérito.
D) será obrigatoriamente decretada a sua prisão preventiva.
E) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional.
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09.! (FCC - 2009 - MPE-SE - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO


- ESPECIALIDADE DIREITO)
Deve ser pessoal a intimação do
A) advogado do querelante e do defensor nomeado.
B) assistente de acusação e do defensor constituído.
C) defensor nomeado e do Ministério Público.
D) advogado ad hoc e do defensor do querelante.
E) Ministério Público e do defensor constituído.

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10.! (FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO -!
ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS)
Considere as seguintes assertivas sobre as citações e intimações:
I. Verificando-se que o réu se oculta para não ser citado, a citação far-
se-á por edital, com o prazo de 5 (cinco) dias.
II. A intimação do defensor constituído, do advogado do querelante e do
assistente far-se-á, em regra, pessoalmente, mas poderá ser feita por
publicação no órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da
comarca, se assim for requerido.
III. O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem
motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar
o novo endereço ao juízo.
IV. Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz marcará
desde logo, na presença das partes e testemunhas, dia e hora para seu
prosseguimento, do que se lavrará termo nos autos.
De acordo com o Código de Processo Penal, está correto o que consta
APENAS em
A) III e IV.
B) I, II e III.
C) II, III e IV.
D) I e II.
E) I, III e IV.

11.! (FCC - 2007 - TRF-2R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS)
A intimação do defensor nomeado, para qualquer ato do processo, será
A) por mandado, ou por via postal com comprovante de recebimento, ou
por telegrama, ou por e-mail, ou por telefone, se na comarca não houver
órgão incumbido de publicação oficial. 97948669116

B) por publicação no órgão incumbido das publicações oficiais da


comarca.
C) somente por carta registrada com aviso de recebimento (AR), se na
comarca não houver órgão incumbido de publicação oficial.
D) pessoal.
E) preferencialmente por publicação em órgão oficial ou, por qualquer
meio idôneo, se na comarca não existir órgão incumbido de publicação
oficial.

12.! (FCC - 2007 - TRF-2R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS)

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Expedida carta precatória para citação do réu, se ele estiver em território !
sujeito a outro juiz que não o deprecado, este
A) devolverá os autos da precatória ao juízo deprecante com a informação
sobre o paradeiro do réu, mesmo que haja tempo para fazer a citação.
B) remeterá os autos para o juiz da comarca onde se encontra o réu, para
que seja efetivada a diligência, desde que haja tempo para fazer a
citação.
C) mandará o oficial de justiça cumprir a precatória na comarca onde o
réu se encontra.
D) expedirá ofício ao juízo deprecante solicitando aditamento da
precatória com o novo endereço do réu.
E) expedirá ofício ao juízo deprecante comunicando a circunstância e
aguardará resposta com as providências que deva tomar.

13.! (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
Tício está residindo na França, mas em endereço desconhecido. Nesse
caso, a sua citação far-se-á por
A) edital.
B) carta rogatória.
C) carta precatória.
D) carta com aviso de recebimento.
E) hora certa no respectivo consulado.

14.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)


Em relação à citação, segundo a legislação processual penal em vigor
analise as seguintes assertivas:
I. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição
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até o seu cumprimento.


II. Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o prazo de 30
(trinta) dias.
III. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de justiça
certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na forma
estabelecida pelo Código de Processo Civil.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) I e III.

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e) II e III. !

15.! (VUNESP – 2010 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Considere as seguintes situações com relação à citação: réu militar; réu
que não é encontrado; réu que se oculta para não ser citado.
Assinale a alternativa que traz, correta e respectivamente, as
modalidades de citação que estão adequadas às três situações
mencionadas, nos termos dos arts. 351 a 369 do Código de Processo
Penal.
a) Por correio; por hora certa; por edital.
b) Por carta de ordem; por edital; por rogatória.
c) Pessoal, por mandado; por hora certa; por hora certa.
d) Por intermédio do chefe de serviço; por edital; por hora certa.
e) Por intermédio do chefe de serviço; por hora certa; por correio.

16.! (VUNESP – 2011 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Estabelece o art. 366 do CPP que o acusado citado por edital que não
comparece nem nomeia defensor
a) será declarado revel, com consequente nomeação de defensor dativo,
o qual acompanhará o procedimento até seu final.
b) será declarado revel, admitindo-se verdadeiros os fatos articulados na
denúncia ou queixa.
c) terá, obrigatoriamente, decretada prisão preventiva em seu desfavor.
d) terá o processo e o curso do prazo prescricional suspensos.
e) será intimado por hora certa.

17.! (VUNESP – 2007 – TJ-SP


97948669116

– ESCREVENTE TÉCNICO
JUDICIÁRIO)
Todo mandado de citação necessariamente contém:
I. nome completo do réu;
II. subscrição do escrivão e a rubrica do juiz;
III. finalidade.
Está correto o contido em
a) III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.

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e) I, II e III. !

18.! (VUNESP – 2007 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Ao efetuar uma citação por mandado, o oficial de justiça deverá
a) tão somente entregar o mandado ao réu, pessoalmente.
b) após citar pessoalmente o réu, adverti-lo de que caso deixe de
comparecer ao ato sem motivo justificado, ser-lhe-á nomeado um
defensor, e o processo seguirá sem a sua presença.
c) entregar o mandado ao réu pessoalmente e lavrar certidão de sua
aceitação ou recusa.
d) proceder à leitura do mandado ao réu e entregar-lhe a contrafé, e
ainda, certificar a entrega da contrafé e de sua aceitação ou recusa.
e) fazer com que o réu faça aposição de ciente no original do mandado.

19.! (VUNESP – 2007 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
No processo penal, caso o magistrado tenha a informação nos autos de
que o réu se oculta para não ser encontrado para a citação,
a) determinará a citação por hora certa.
b) determinará seja feita a citação por edital.
c) declarará o réu revel.
d) determinará a expedição de mandado de prisão preventiva.
e) determinará, com o prazo de cinco dias, o comparecimento do réu ao
cartório para ser citado pessoalmente sob pena de desobediência.

20.! (VUNESP – 2006 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
A citação por precatória deve ser realizada 97948669116

a) no juízo do lugar do crime.


b) com dia e hora marcada.
c) se o réu estiver no território de outra comarca.
d) a requerimento do Ministério Público.
e) somente nos casos urgentes.

21.! (VUNESP – 2006 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Caso o acusado citado por edital não compareça aos atos do processo
nem constitua defensor,

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a) ficará suspenso o processo, mas continuará fluindo o prazo!
prescricional, podendo ser decretada a prisão preventiva.
b) deverá ser decretada a revelia do acusado, tramitando o processo na
sua ausência e, se for o caso, decretada a prisão preventiva.
c) deverá ser decretada a prisão preventiva e a suspensão do curso do
prazo prescricional.
d) ser-lhe-ão nomeados defensor dativo e curador, que acompanharão,
até o trânsito em julgado, o trâmite do processo durante a ausência.
e) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo
ser determinada a produção das provas urgentes.

22.! (CESPE – 2012 – MPE-TO – PROMOTOR DE JUSTIÇA)


Assinale a opção correta acerca das citações e intimações no processo
penal.
a) Quando não houver órgão de publicação dos atos judiciais no distrito
da culpa, a intimação do MP e do defensor constituído será pessoal.
b) A omissão, no mandado de citação, do teor da acusação constitui
irregularidade a ser sanada na primeira oportunidade de comparecimento
do réu ou seu advogado em juízo.
c) Se o acusado estiver fora do território do juízo processante, a citação
se dará por edital, com prazo de quinze dias.
d) Se o acusado, citado por edital, não comparecer em juízo nem
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo
prescricional.
e) O réu com menos de vinte e um anos e mais de dezoito anos de idade
poderá ser citado pessoalmente ou por meio do seu curador.

23.! (VUNESP – 2012 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Determina o art. 353 do CPP: quando o réu estiver fora do território da
97948669116

jurisdição do juiz processante será citado mediante


a) carta de ordem.
b) publicação em jornal de grande circulação.
c) carta com aviso de recebimento ou telegrama.
d) edital.
e) precatória.

24.! (FCC – 2012 – MPE-AP – ANALISTA)


Plínio é denunciado pelo Ministério Público como incurso no artigo 121, do
Código Penal (homicídio). Expedido mandado para citação pessoal, o

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Oficial de Justiça verifica que o réu Plínio se oculta para não ser citado,!
certificando nos autos. Neste caso,
a) o réu deverá ser citado por hora certa, de acordo com as normas
preconizadas pelo Código de Processo Civil.
b) a citação do réu deverá ser feita via correio com aviso de recebimento.
c) o réu deverá ser citado por edital.
d) a citação do réu deverá ser feita na pessoa de um vizinho, familiar ou
funcionário da empresa ou edifício onde reside.
e) o Oficial de Justiça deverá solicitar ao juiz a Força Policial para que o
mandado citatório seja cumprido, com o uso da força necessária e
moderada.

25.! (FCC – 2012 – TRF2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)


No que concerne à intimação, considere:
I. Far-se-á pessoalmente a intimação do Ministério Público.
II. A intimação do defensor nomeado será feita pelo Diário Oficial.
III. Observados os requisitos legais, será admissível a intimação por
despacho, na petição em que for requerida.
Está correto o que consta SOMENTE em
a) I e II
b) I e III.
c) II e III.
d) I.
e) III.

26.! (FCC – 2014 – TRF 3 – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE


JUSTIÇA)
A defesa de Alyson pretende alegar que o recurso de apelação interposto
pelo Representante do Ministério Público é intempestivo. O termo inicial
97948669116

de contagem do prazo recursal para o Ministério Público se dá;


a) da intimação operada no órgão de imprensa oficial.
b) a partir da entrega dos autos em setor administrativo do Ministério
Público.
c) do momento em que o Representante do Ministério Público apõe seu
ciente nos autos.
d) do termo de vista.
e) do termo de vista ou da intimação operada no órgão de imprensa
oficial, contando-se o termo inicial a partir da data da segunda intimação.

27.! (FGV - 2008 - SENADO FEDERAL – ADVOGADO)

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Relativamente ao regime legal das citações e intimações, analise as!
afirmativas a seguir:
I. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no
território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado; por carta
precatória quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz
processante; e por carta rogatória se estiver no estrangeiro. Em nenhum
caso a prescrição será suspensa.
II. O réu poderá ser citado com hora certa, aplicando-se ao processo
penal as regras estabelecidas no Código de Processo Civil, no caso em
que o réu se oculta para não ser citado.
III. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas
consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva,
respeitado o disposto no art. 312.
IV. O processo não seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem
motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar
o novo endereço ao juízo, suspendendo-se o processo e a prescrição até
que o réu seja encontrado.
Assinale:
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
c) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
e) se apenas as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.

28.! (FGV - 2009 - TJ-PA – JUIZ)


Antônio Pereira é denunciado por crime de roubo. Recebendo a denúncia,
o juiz determina a citação do réu para oferecimento de resposta escrita
97948669116

preliminar, no endereço indicado pelo próprio réu em seu interrogatório


policial. O mandado de citação é negativo, tendo o oficial de justiça
certificado que Antônio não reside naquele local há um mês, sendo que o
atual morador não soube informar seu novo endereço.
Assinale a alternativa que indique como deve agir o juiz.
a) O juiz, como o réu mudou de endereço sem comunicar o juízo, deve
decretar sua revelia e nomear-lhe um advogado dativo para apresentar a
resposta escrita preliminar, prosseguindo-se nos demais termos do
processo.
b) O juiz deve esgotar os meios disponíveis para localizar o réu. Frustrada
sua localização, deve citá-lo por edital, com prazo de quinze dias. Se o
réu não comparecer e não constituir advogado, o juiz deve decretar sua

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revelia e suspender o processo e o curso da prescrição pelo prazo máximo!
de 90 dias, devendo decretar sua prisão preventiva.
c) O juiz deve citar o réu por edital, com prazo de quinze dias. Se o réu
não comparecer e não constituir advogado, o juiz deve decretar sua
revelia e suspender o processo e o curso da prescrição, podendo decretar
sua prisão preventiva.
d) O juiz deve esgotar os meios disponíveis para localizar o réu. Frustrada
sua localização, deve citá-lo por edital, com prazo de quinze dias. Se o
réu não comparecer e não constituir advogado, o juiz deve decretar sua
revelia e nomear-lhe um defensor dativo para apresentar a resposta
escrita preliminar, prosseguindo-se nos demais termos do processo.
e) O juiz deve esgotar os meios disponíveis para localizar o réu. Frustrada
sua localização, deve citá-lo por edital, com prazo de quinze dias. Se o
réu não comparecer e não constituir advogado, o juiz deve decretar sua
revelia e suspender o processo e o curso da prescrição, podendo decretar
sua prisão preventiva.

29.! (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – EXECUÇÃO DE


MANDADOS)
A comunicação processual poderá ser efetuada por meio de diferentes
atos a depender de sua finalidade. Um desses atos é a citação. Sobre o
tema, é correto afirmar que:
(A) a citação válida é causa interruptiva da prescrição penal;
(B) estando o réu fora do território da jurisdição do juiz processante,
caberá sua citação através do correio eletrônico;
(C) o mandado de citação deverá conter necessariamente o nome
completo do réu, bem como sua completa qualificação;
(D) o réu com endereço certo no estrangeiro será citado por carta
precatória;
(E) não é nula a citação por edital que indica o dispositivo da lei penal,
embora não transcreva a denúncia. 97948669116

30.! (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – COMISSÁRIO)


Bruno foi preso em flagrante pela prática do crime de extorsão mediante
sequestro. Com a prisão em flagrante convertida em preventiva, ficou o
réu preso durante toda a instrução, situação que permanece. A
complexidade do caso fez com que o magistrado abrisse prazo para que o
Ministério Público e a Defensoria Pública apresentassem suas alegações
finais escritas, sendo a sentença proferida posteriormente. Dessa decisão,
deverão ser Bruno, o Defensor Público e o Ministério Público intimados,
respectivamente:
(A) pessoalmente, todos;
(B) por edital; pessoalmente; pessoalmente;

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(C) por publicação no órgão oficial competente, todos; !

(D) pessoalmente; por publicação no órgão oficial competente;


pessoalmente;
(E) por edital; por publicação no órgão oficial competente; pessoalmente.

31.! (FGV – 2015 – TJ/SC – TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR)


Marcus, portador de maus antecedentes, foi denunciado pela prática do
crime de receptação cometido em 06.01.2015. Considerando a pena
cominada ao delito, o juiz concedeu a liberdade provisória ao agente,
permitindo que ele respondesse ao processo em liberdade. Ocorre que, no
dia 19.01.2015, Marcus novamente foi preso em flagrante pela prática de
um crime de roubo, na mesma cidade, sendo tal prisão devidamente
convertida em preventiva. No dia 22.01.2015 determinou o juiz, nos
autos da ação penal pela prática do crime de receptação, a citação de
Marcus para apresentação de resposta à acusação. Nesse caso, deverá
ser realizada a citação:
(A) pessoal, pois o réu se encontra preso no momento da realização do
ato;
(B) por carta precatória, pois o réu está na penitenciária e não em sua
residência;
(C) por edital, considerando que o réu não será encontrado em seu
endereço residencial;
(D) pessoal, pois o crime é de ação penal pública, diferente do que
ocorreria se fosse de ação penal privada;
(E) por edital, pois o réu apenas se encontra preso em virtude de ação
penal diversa.

32.! (VUNESP – 2014 – TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO)


Nos termos do art. 351 do CPP, quando o réu estiver no território sujeito
à jurisdição do juiz que houver ordenado a citação, esta se fará por
97948669116

(A) mandado.
(B) meio eletrônico.
(C) qualquer meio que atinja a finalidade.
(D) carta com aviso de recebimento (AR) ou telegrama.
(E) carta simples.

33.! (VUNESP – 2014 – TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO)


Nos termos do quanto expressamente prescreve o art. 366 do CPP, se o
acusado, citado por edital, não comparecer nem constituir advogado,
ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, podendo o
juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas urgentes.

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Nessa hipótese, presentes os requisitos atinentes à respectiva modalidade!
detentiva e com base unicamente no dispositivo de lei citado, está
autorizado o juiz a decretar a prisão do acusado?
(A) Sim, desde que o acusado já tenha sido anteriormente condenado
por outro crime.
(B) Não, nunca.
(C) Sim, a prisão preventiva.
(D) Sim, a prisão temporária.
(E) Sim, desde que o crime seja inafiançável.

34.! (VUNESP – 2014 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)


Considere que é efetivada a citação por hora certa e, mesmo assim, o
acusado não comparece para se defender e nem constitui advogado.
Nessa hipótese
a) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, com
possibilidade de produção antecipada de provas.
b) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional, com
possibilidade de imediata decretação de prisão preventiva.
c) ser-lhe-á nomeado defensor dativo e o processo seguirá seu curso.
d) será tentada a citação por edital, com prazo de 15 (quinze) dias.

35.! (VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO DE POLÍCIA)


No processo penal, as intimações
a) serão sempre pessoais.
b) do defensor constituído serão feitas pelo órgão incumbido da
publicidade.
c) não são obrigatórias quando se trata do Ministério Público.
d) são atos que, se desrespeitados, causam nulidade absoluta do
processo. 97948669116

e) serão pessoais, salvo se o réu estiver preso.

36.! (VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO DE POLÍCIA)


Quando o réu estiver fora do território da jurisdição processante,
a) será citado mediante carta precatória.
b) será citado por hora certa.
c) será julgado à revelia.
d) deverá ser dispensado de comparecer nas audiências, devendo ser
interrogado por videoconferência.

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e) deverá solicitar que o processo seja remetido para a comarca de sua!
residência, a fim de que possa se defender melhor dos fatos que lhe são
imputados na denúncia.

37.! (VUNESP – 2015 – TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO)


Em que momento a lei processual penal (CPP, art. 363) considera que o
processo completa sua formação?
(A) Constituição de defensor após a citação.
(B) Citação do acusado.
(C) Recebimento da denúncia.
(D) Apresentação de resposta escrita.
(E) Juntada do mandado de citação aos autos.

38.! (FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
Sobre a sentença é correto afirmar que:
A) O juiz, ao proferir a sentença condenatória, não poderá fixar em favor
do ofendido valor mínimo para reparação dos danos causados pela
infração, devendo a discussão ser dirimida no juízo cível.
B) Qualquer das partes poderá, no prazo de cinco dias, pedir ao juiz que
declare a sentença, sempre que nela houver obscuridade, ambiguidade,
contradição ou omissão.
C) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou
queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, desde que, em
consequência, não tenha de aplicar pena mais grave.
D) Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir sentença
condenatória, ainda que o Ministério Público tenha opinado pela
absolvição, bem como reconhecer agravantes, embora nenhuma tenha
sido alegada.
E) Havendo aditamento da denúncia, cada parte poderá arrolar até cinco
97948669116

testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz, na sentença,


adstrito aos termos do aditamento.

39.! (FCC - 2010 - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
"A" foi denunciado pela prática de furto, tendo a denúncia narrado que
ele abordou a vítima e, após desferir-lhe socos e pontapés, subtraiu para
si a bolsa que ela carregava. Nesse caso:
A) o Juiz não poderá condenar o réu por roubo, por ser a pena desse
crime mais grave que a do furto.

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B) como o fato foi classificado erroneamente, o Juiz poderá condenar o!
réu por roubo, devendo, antes, proceder ao seu interrogatório.
C) o Juiz poderá dar aos fatos classificação jurídica diversa, condenando o
réu pela prática de roubo.
D) o Juiz poderá dar ao fato classificação jurídica diversa da que constou
da denúncia, dando ao Ministério Público e à Defesa oportunidade para se
manifestarem e arrolarem testemunhas.
E) o processo será nulo se o Juiz condenar o acusado por roubo, porque
violado o princípio da correlação entre a sentença e o pedido.

40.! (FCC - 2010 - TRE-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
O réu foi denunciado como incurso nas penas do artigo 155, "caput", do
Código Penal, porém a prova colhida na fase de instrução demonstra que
ele não subtraiu a coisa alheia mas, sim, apropriou-se de coisa de que
tinha a posse. Nesse caso, o Juiz deverá
A) condenar o réu às penas do artigo 168, "caput", do Código Penal, sem
necessidade de aditamento à inicial, já que os crimes são igualmente
apenados.
B) julgar o processo, atribuindo ao fato definição jurí- dica diversa, ainda
que tenha que aplicar pena mais grave.
C) determinar a abertura de vista dos autos ao Minis- tério Público para
proceder ao aditamento da de- núncia.
D) anular o processo desde o início, pois o réu defen- deu-se de um fato
diferente daquele na verdade ocorrido.
E) condenar o réu às penas do furto, posto que não pode obrigar o
Ministério Público a dar nova defi- nição jurídica ao fato.

41.! (FCC - 2011 - TJ-AP - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE


REGISTROS) 97948669116

O juiz
A) só poderá atribuir definição jurídica diversa, mesmo sem modificar a
descrição do fato contido na denúncia, se implicar na aplicação de pena
igual à do delito previsto na definição jurídica dela constante.
B) sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, poderá atribuir-
lhe definição jurídica diversa, ainda que, em consequência, tenha de
aplicar pena mais grave.
C) para aplicar pena mais grave, mesmo sem modificar a descrição do
fato contida na denúncia, atribuindo- lhe definição jurídica diversa, deverá
baixar os autos para o Ministério Público aditar a denúncia.
D) para aplicar pena mais grave, mesmo sem modificar a descrição do
fato contida na denúncia, atribuindo- lhe definição jurídica diversa, deverá

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encaminhar os autos à Procuradoria-Geral de Justiça, para que outro!
representante do Ministério Público analise eventual aditamento.
E) só poderá atribuir definição jurídica diversa, mesmo sem modificar a
descrição do fato contido na denúncia, se implicar na aplicação de pena
mais branda que a do delito previsto na definição jurídica dela constante.

42.! (FCC - 2009 - TJ-PA - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
Sentença absolutória imprópria é a que
A) concede ao acusado a suspensão condicional da pena.
B) impõe ao acusado somente medida de segurança.
C) substitui a pena privativa da liberdade por multa.
D) substitui a pena privativa da liberdade por pena restritiva de direitos.
E) estabelece o regime prisional aberto para o cumprimento da pena

43.! (FCC – 2012 – TJ-GO – JUIZ)


No tocante à sentença, é INCORRETO afirmar que
a) qualquer das partes poderá, no prazo de 2 (dois) dias, pedir ao juiz
que esclareça a sentença, se houver obscuridade.
b) na sentença absolutória, o juiz aplicará medida de segurança, se
cabível.
c) o juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, poderá
atribuir-lhe definição jurídica diversa, ordenando, neste caso, que o
Ministério Público adite a denúncia.
d) na sentença condenatória, o juiz fixará o valor mínimo para reparação
dos danos.
e) a sentença conterá a exposição sucinta da defesa.

44.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


97948669116

MUNICIPAL)
No que concerne às causas de extinção da punibilidade, é correto afirmar
que
a) a sentença que concede o perdão judicial será considerada para efeito
de reincidência.
b) a perempção constitui a perda do direito de representar ou de oferecer
queixa, em razão do decurso do prazo para o seu exercício.
c) cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada.
d) a renúncia ao direito de queixa ocorre antes de iniciada a ação penal
privada.
e) o indulto deve ser concedido por lei.

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45.! (FCC – 2012 – TJ/GO – JUIZ)


No tocante à prescrição, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo.
b) o prazo é sempre de dois anos no caso de penas restritivas de direitos.
c) não constitui matéria prejudicial da análise do mérito da ação penal.
d) incidirá sobre o total da pena, se reconhecido o concurso material de
infrações, e sobre a pena de cada um, isoladamente, se identificado o
formal.
e) se regula, em abstrato, pelo máximo da pena cominada, menos um
terço, no caso de imputação de crime tentado.

46.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na exclusão,
por lei ordinária com efeitos retroativos, de um ou mais fatos
criminosos do campo de incidência do Direito Penal,
a) o indulto individual.
b) a anistia.
c) o indulto coletivo.
d) a graça.

47.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Com relação às causas de extinção da punibilidade previstas no artigo
107 do Código Penal, assinale a alternativa correta.
a) O perdão do ofendido é ato unilateral, prescindindo de anuência do
querelado.
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles impede,
quanto aos outros, a agravação da pena resultante da conexão.
c) A perempção é causa de extinção de punibilidade exclusiva da ação
97948669116

penal privada.
d) Em caso de morte do réu, não há falar em extinção da punibilidade,
devendo o juiz absolvê-lo com base no método de resolução de conflitos
do in dubio pro reo.

48.! (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM)


Felipe, menor de 21 anos de idade e reincidente, no dia 10 de abril de
2009, foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo. Foi solto no
curso da instrução e acabou condenado em 08 de julho de 2010, nos
termos do pedido inicial, ficando a pena acomodada em 04 anos de
reclusão em regime fechado e multa de 10 dias, certo que houve a

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compensação da agravante da reincidência com a atenuante da!
menoridade. A decisão transitou em julgado para ambas as partes em 20
de julho de 2010. Foi expedido mandado de prisão e Felipe nunca veio a
ser preso.
Considerando a questão fática, assinale a afirmativa correta.
a) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 20 de julho de 2016.
b) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorreu em 20 de julho de 2014.
c) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 20 de julho de 2022.
d) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 20 de novembro de 2015.

49.! (FGV – 2014 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art. 121 do
Código Penal, devendo cumprir pena de seis anos de reclusão. A sentença
penal condenatória transitou em julgado no dia 10 de agosto de 1984.
Dias depois, Francisco foge para o interior do Estado, onde residia,
ficando isolado num sítio. Após a fuga, as autoridades públicas nunca
conseguiram capturá-lo. Francisco procura você como advogado(a) em 10
de janeiro de 2014.
Com relação ao caso narrado, assinale a afirmativa correta
a) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que ainda não
foi ultrapassado o prazo de trinta anos requerido pelo Código Penal.
b) Houve prescrição da pretensão executória
c) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é
imprescritível.
d) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato, pois
Francisco nunca foi capturado. 97948669116

50.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção ativa em
transação comercial internacional (Art. 337-B do CP), cuja pena é de 1 a
8 anos e multa. Devidamente investigado, Eratóstenes foi denunciado e,
em 20/1/2006, a inicial acusatória foi recebida. O processo teve regular
seguimento e, ao final, o magistrado sentenciou Eratóstenes,
condenando-o à pena de 1 ano de reclusão e ao pagamento de dez dias-
multa. A sentença foi publicada em 7/4/2007. O Ministério Público não
interpôs recurso, tendo, tal sentença, transitado em julgado para a
acusação. A defesa de Eratóstenes, por sua vez, que objetivava sua
absolvição, interpôs sucessivos recursos. Até o dia 15/5/2011, o processo
ainda não havia tido seu definitivo julgamento, ou seja, não houve

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trânsito em julgado final. Levando-se em conta as datas descritas e!
sabendo-se que, de acordo com o art. 109, incisos III e V, do Código
Penal, a prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final,
verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo da pena é superior a quatro e
não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o máximo da pena é igual
a um ano ou, sendo superior, não exceda a dois, com base na situação
apresentada, é correto afirmar que
a) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da
pretensão executória, pois desde a publicação da sentença não
transcorreu lapso de tempo superior a doze anos.
b) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após a data
da publicação da sentença e a última data apresentada no enunciado,
transcorreu lapso de tempo superior a 4 anos.
c) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que pressupõe
o trânsito em julgado para a acusação e leva em conta a pena
concretamente imposta na sentença.
d) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda não
ocorreu o trânsito em julgado final, deve-se levar em conta a teoria da
pior hipótese, de modo que a prescrição, se houvesse, somente ocorreria
doze anos após a data do fato.

51.! (FGV – 2010 – OAB – EXAME DE ORDEM)


A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo por base
ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa correta.
a) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em julgado
para a acusação, regula-se pela pena aplicada, não podendo, em
nenhuma hipótese, ter por termo inicial data anterior à da denúncia ou
queixa.
b) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos,
independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da pena de
liberdade aplicada cumulativamente 97948669116

c) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui advogado,


fica suspenso o processo, mantendo-se em curso o prazo prescricional,
que passa a ser computado pelo dobro da pena máxima cominada ao
crime.
d) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no Código
Penal, dentre outras, o recebimento da denúncia ou da queixa, a
pronúncia, a publicação da sentença condenatória ou absolutória
recorrível.

7.! EXERCÍCIOS COMENTADOS

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01.! (FCC – 2015 – TRE-PB – ANALISTA JUDICIÁRIO – ÁREA!
ADMINISTRATIVA)
Ricardo é denunciado pelo Ministério Público por um crime de
roubo cometido na cidade de Rio Doce no ano de 2013. Recebida a
denúncia é expedido mandado de citação, mas Ricardo não é
encontrado no endereço fornecido durante o curso do Inquérito
Policial. O Magistrado determina, então, a citação do réu por
edital. Encerrado o prazo do edital, o réu não comparece nem
constitui advogado. Neste caso, o Magistrado deverá:
a) suspender o processo e poderá determinar a produção
antecipada das provas consideras urgentes e, se o caso, decretar
a prisão preventiva de Ricardo, não havendo suspensão ou
interrupção do prazo prescricional.
b) determinar o regular prosseguimento normal do feito e, uma
vez que o réu deveria ter atualizado o endereço fornecido durante
a fase policial, nomear um advogado dativo para fazer a defesa de
Ricardo.
c) suspender o processo e o curso do prazo prescricional, e poderá
determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se o caso, decretar a prisão preventiva de Ricardo.
d) determinar a suspensão do processo e a interrupção do prazo
prescricional, podendo determinar a produção antecipada de
provas consideradas urgentes e, necessariamente, decretar a
prisão preventiva de Ricardo.
e) decretar a prisão preventiva de Ricardo e suspender o curso do
processo, sem possibilidade de produzir as provas consideradas
urgentes e sem suspensão ou interrupção do prazo prescricional.
COMENTÁRIOS: Neste caso, em cumprimento ao que dispõe o art. 366
do CPP, o Juiz deverá suspender o processo e o curso do prazo
prescricional. Poderá, ainda, determinar a produção antecipada de provas
consideradas urgentes e, se for o caso, decretar a prisão preventiva do
acusado. 97948669116

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

02.! (FCC – 2015 – MPE-PB – TÉCNICO)


Sobre as citações e intimações, nos termos estabelecidos pelo
Código de Processo Penal, é INCORRETO afirmar:
a) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer
sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de residência, não
comunicar o novo endereço ao juízo.
b) Verificando-se que o réu se oculta para não ser citado, a
citação far-se-á por edital, com o prazo de 5 dias.

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c) Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado!
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de
prescrição até o seu cumprimento.
d) A intimação do Ministério Público é sempre pessoal.
e) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo
prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada
das provas consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão
preventiva.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a exata previsão contida no art. 367 do CPP.
B) ERRADA: Neste caso não é cabível a citação por edital, devendo ser
realizada a citação por hora certa, nos termos do art. 362 do CPP.
C) CORRETA: Item correto, nos exatos termos do art. 368 do CPP.
D) CORRETA: Item corretos, nos termos do art. 370, §4º do CPP.
E) CORRETA: Item correto, pois isto é o que prevê o art. 366 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA B.

03.! (FGV – 2010 – PC/AP – DELEGADO DE POLÍCIA)


Com relação ao tema intimação, assinale a afirmativa incorreta.
A) A intimação do defensor constituído feita por publicação no
órgão incumbido da publicidade dos atos judiciais da comarca
deve, necessariamente, conter o nome do acusado, sob pena de
nulidade.
CORRETA: Essa é a previsão do §1° do art. 370 do CPP:
§ 1o A intimação do defensor constituído, do advogado do querelante e do
assistente far-se-á por publicação no órgão incumbido da publicidade dos
atos judiciais da comarca, incluindo, sob pena de nulidade, o nome do
acusado. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
B) A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será
97948669116

pessoal.
CORRETA: A intimação do MP e do defensor nomeado sempre será
realizada pessoalmente, e não por publicação no órgão oficial, nos termos
do art. 370, §4° do CPP:
§ 4o A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.
(Incluído pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
C) No processo penal, contam-se os prazos da juntada aos autos
do mandado ou da carta precatória ou de ordem, e não da data da
intimação.
ERRADA: Nos termos do art. 798, §5°, a do CPP, os prazos no processo
penal, em regra, contam-se da data da intimação, e não da data da
juntada aos autos do mandado:

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§ 5o Salvo os casos expressos, os prazos correrão: !
a) da intimação;
D) na comarca, a intimação far-se-á diretamente pelo escrivão,
por mandado, ou via postal com comprovante de recebimento, ou
por qualquer outro meio idôneo.
CORRETA: Esta é a previsão do art. 370, §2° do CPP:
§ 2o Caso não haja órgão de publicação dos atos judiciais na comarca, a
intimação far-se-á diretamente pelo escrivão, por mandado, ou via postal
com comprovante de recebimento, ou por qualquer outro meio idôneo.
(Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
E) Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz
marcará desde logo, na presença das partes e testemunhas, dia e
hora para seu prosseguimento, do que se lavrará termo nos autos.
CORRETA: Havendo necessidade de adiamento da instrução, o Juiz
deverá designar dia e hora para a continuação, fazendo termo disto nos
autos, do qual sairão intimadas as partes e testemunhas, nos termos do
art. 372 do CPP:
Art. 372. Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz marcará
desde logo, na presença das partes e testemunhas, dia e hora para seu
prosseguimento, do que se lavrará termo nos autos.

04.! (FGV – 2010 – PC/AP – DELEGADO DE POLÍCIA)


Com relação ao tema citações, assinale a afirmativa incorreta.
A) No processo penal o réu que se oculta para não ser citado
poderá ser citado por hora certa na forma estabelecida no Código
de Processo Civil.
CORRETA: O art. 362 do CPP não só autoriza a citação por hora certa
neste caso, como também determina que se apliquem as regras utilizadas
no processo civil;
B) Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, a citação
far-se-á por carta ou qualquer meio hábil de comunicação.
ERRADA: A citação, neste caso, deverá obrigatoriamente se realizar
97948669116

mediante a expedição de carta rogatória, nos termos do art. 368 do CPP:


Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até
o seu cumprimento. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
C) Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo
prescricional.
CORRETA: Essa é a previsão literal do art. 366 do CPP:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)

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D) O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou!
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer
sem motivo justificado.
CORRETA: Se o acusado foi citado ou intimado PESSOALMENTE e não
compareceu ao ato, sem motivo justo, o processo correrá sem a
necessidade de sua intimação para os atos futuros, por força do que
dispõe o art. 367 do CPP;
E) Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado.
CORRETA: O réu preso deverá ser citado pessoalmente, nos termos do
art. 360 do CPP.

05.! (FGV – 2010 – SENADO FEDERAL – ADVOGADO DO SENADO)


Relativamente ao regime legal das citações e intimações, analise
as afirmativas a seguir:
I. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no
território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado; por
carta precatória quando o réu estiver fora do território da
jurisdição do juiz processante; e por carta rogatória se estiver no
estrangeiro. Em nenhum caso a prescrição será suspensa.
ERRADA: Embora a citação inicial se faça por mandado quando o réu
estiver na comarca do Juízo processante, por carta precatória quando em
outra comarca, e por carta rogatória quando fora do país (arts. 351, 353
e 368 do CPP), no caso de o réu ser citado mediante carta rogatória, o
prazo prescricional se suspende até o cumprimento desta, nos termos do
art. 368 do CPP:
Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até
o seu cumprimento. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
II. O réu poderá ser citado com hora certa, aplicando-se ao
processo penal as regras estabelecidas no Código de Processo
Civil, no caso em que o réu se oculta para não ser citado.
97948669116

CORRETA: O art. 362 do CPP não só autoriza a citação por hora certa
neste caso, como também determina que se apliquem as regras utilizadas
no processo civil:
Art. 362. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de
justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na
forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de
1973 - Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).
III. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do
prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção
antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso,
decretar prisão preventiva, respeitado o disposto no art. 312.

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CORRETA: Esta é a redação literal do art. 366 do CPP, que determina a!
suspensão do processo e do prazo prescricional, bem como autoriza a
produção antecipada de provas e decretação da preventiva:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
IV. O processo não seguirá sem a presença do acusado que, citado
ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de
comparecer sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de
residência, não comunicar o novo endereço ao juízo,
suspendendo-se o processo e a prescrição até que o réu seja
encontrado.
ERRADA: Se o acusado foi citado ou intimado PESSOALMENTE e não
compareceu ao ato, sem motivo justo, o processo correrá sem a
necessidade de sua intimação para os atos futuros, por força do que
dispõe o art. 367 do CPP:
Art. 367. O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo
justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo
endereço ao juízo. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)

Assinale:
A) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.
B) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas.
C) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.
D) se todas as afirmativas estiverem corretas.
E) se apenas as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

06.! (CESPE - 2009 - OAB - EXAME DE ORDEM UNIFICADO -


97948669116

PRIMEIRA FASE)
No que se refere a citações e intimações, assinale a opção
correta.
A) Tratando-se de processo penal, não se admite a citação de
acusado por edital.
B) O réu preso deve ser citado pessoalmente.
C) É inadmissível no processo penal a citação por hora certa.
D) Tratando-se de processo penal, a citação inicial deve ser feita
pelo correio.
COMENTÁRIO: É plenamente admissível a citação por edital, nos termos
do art. 361 do CPP, bem como a citação por hora certa (art. 362 do CPP).

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O réu preso, de fato, deve ser citado pessoalmente, por força do que!
dispõe o art. 360 do CPP. A citação inicial, em regra, deve ser feita por
mandado, seja mediante o próprio Juízo processante ou por cumprimento
de carta precatória, arts. 351 e 353 do CPP.
Assim, a alternativa correta é a letra B.

07.! (FCC - 2011 - TRE-PE - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


ADMINISTRATIVA)
A respeito da citação, considere:
I. Não cabe citação com hora certa no processo penal.
II. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do
respectivo serviço.
III. Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado.
Está correto o que consta SOMENTE em
A) I.
B) I e II.
C) I e III.
D) II e III.
E) III.
COMENTÁRIOS: A citação por hora certa é expressamente prevista no
processo penal, art. 362 do CPP. A citação do militar se faz na pessoa do
chefe de serviço (art. 358 do CPP). O réu, mesmo preso, deverá ser
pessoalmente citado, conforme regra do art. 360 do CPP.
Assim, estando corretas as afirmativas II e III, a alternativa correta é a
letra D.

08.! (FCC - 2011 - TJ-AP - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE


REGISTROS)
Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
97948669116

advogado,
A) o processo será arquivado e será extinto quando se expirar o
prazo prescricional.
B) será decretada a revelia e o processo prosseguirá com a
nomeação de defensor dativo.
C) o processo será julgado extinto sem julgamento do mérito.
D) será obrigatoriamente decretada a sua prisão preventiva.
E) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional.
COMENTÁRIOS: Se o acusado citado por edital não comparecer,
determina o art. 366 do CPP que o processo fique suspenso, bem como o
prazo prescricional:

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Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir!
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
Assim, a alternativa correta é a letra E.

09.! (FCC - 2009 - MPE-SE - ANALISTA DO MINISTÉRIO PÚBLICO


- ESPECIALIDADE DIREITO)
Deve ser pessoal a intimação do
A) advogado do querelante e do defensor nomeado.
B) assistente de acusação e do defensor constituído.
C) defensor nomeado e do Ministério Público.
D) advogado ad hoc e do defensor do querelante.
E) Ministério Público e do defensor constituído.
COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 370, §4° do CPP, o MP e o defensor
nomeado (defensor dativo) devem ser intimados pessoalmente, e não
mediante publicação no órgão oficial:
§ 4o A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.
(Incluído pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
Assim, a alternativa correta é a letra C.

10.! (FCC - 2010 - TRF - 4ª REGIÃO - ANALISTA JUDICIÁRIO -


ÁREA JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS)
Considere as seguintes assertivas sobre as citações e intimações:
I. Verificando-se que o réu se oculta para não ser citado, a
citação far-se-á por edital, com o prazo de 5 (cinco) dias.
ERRADA: O prazo da citação por edital é de 15 dias, nos termos do art.
361 do CPP;
II. A intimação do defensor constituído, do advogado do
querelante e do assistente far-se-á, em regra, pessoalmente, mas
97948669116

poderá ser feita por publicação no órgão incumbido da


publicidade dos atos judiciais da comarca, se assim for requerido.
ERRADA: Em regra a intimação destes sujeitos processuais será
realizada mediante publicação no órgão oficial, nos termos do art. 370,
§1° do CPP;
III. O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado
ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de
comparecer sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de
residência, não comunicar o novo endereço ao juízo.
CORRETA: Caso o acusado, citado ou intimado pessoalmente, não
comparecer injustificadamente a algum ato do processo, o processo

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seguirá sem que haja necessidade de sua intimação para os atos !
posteriores, conforme determina o art. 367 do CPP:
Art. 367. O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo
justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo
endereço ao juízo. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
IV. Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz
marcará desde logo, na presença das partes e testemunhas, dia e
hora para seu prosseguimento, do que se lavrará termo nos
autos.
CORRETA: Quando for iniciada a instrução criminal, mas por qualquer
motivo tiver que ser adiada, o Juiz desde logo marcará dia e hora para
seu prosseguimento, saindo as partes e testemunhas devidamente
intimadas, nos termos do art. 372 do CPP:
Art. 372. Adiada, por qualquer motivo, a instrução criminal, o juiz marcará
desde logo, na presença das partes e testemunhas, dia e hora para seu
prosseguimento, do que se lavrará termo nos autos.
De acordo com o Código de Processo Penal, está correto o que
consta APENAS em
A) III e IV.
B) I, II e III.
C) II, III e IV.
D) I e II.
E) I, III e IV.

11.! (FCC - 2007 - TRF-2R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS)
A intimação do defensor nomeado, para qualquer ato do
processo, será
A) por mandado, ou por via postal com comprovante de
recebimento, ou por telegrama, ou por e-mail, ou por telefone, se
na comarca não houver órgão incumbido de publicação oficial.
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B) por publicação no órgão incumbido das publicações oficiais da


comarca.
C) somente por carta registrada com aviso de recebimento (AR),
se na comarca não houver órgão incumbido de publicação oficial.
D) pessoal.
E) preferencialmente por publicação em órgão oficial ou, por
qualquer meio idôneo, se na comarca não existir órgão incumbido
de publicação oficial.
COMENTÁRIOS: A intimação do defensor nomeado e do MP será
realizada pessoalmente, por força do que dispõe o art. 370, §4° do CPP, e
não por publicação no órgão oficial. Vejamos:

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§ 4o A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.!
(Incluído pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
Assim, a alternativa correta é a letra D.

12.! (FCC - 2007 - TRF-2R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA - EXECUÇÃO DE MANDADOS)
Expedida carta precatória para citação do réu, se ele estiver em
território sujeito a outro juiz que não o deprecado, este
A) devolverá os autos da precatória ao juízo deprecante com a
informação sobre o paradeiro do réu, mesmo que haja tempo para
fazer a citação.
B) remeterá os autos para o juiz da comarca onde se encontra o
réu, para que seja efetivada a diligência, desde que haja tempo
para fazer a citação.
C) mandará o oficial de justiça cumprir a precatória na comarca
onde o réu se encontra.
D) expedirá ofício ao juízo deprecante solicitando aditamento da
precatória com o novo endereço do réu.
E) expedirá ofício ao juízo deprecante comunicando a
circunstância e aguardará resposta com as providências que deva
tomar.
COMENTÁRIOS: Caso o réu não se encontre em localidade sob a
Jurisdição do Juiz processante, este expedirá carta precatória ao Juízo do
local onde o réu reside (art. 353 do CPP). No entanto, caso o Juízo
deprecado (o que recebeu a carta) verifique que o réu também não reside
naquela localidade, deverá encaminhar os autos da carta precatória ao
Juízo do local onde efetivamente o réu reside, para que lá seja cumprida a
diligência, nos termos do art. 355, §1° do CPP:
§ 1o Verificado que o réu se encontra em território sujeito à jurisdição de
outro juiz, a este remeterá o juiz deprecado os autos para efetivação da
diligência, desde que haja tempo para fazer-se a citação.
Assim, a alternativa correta é a letra B.
97948669116

13.! (FCC - 2007 - TRF-4R - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
Tício está residindo na França, mas em endereço desconhecido.
Nesse caso, a sua citação far-se-á por
A) edital.
B) carta rogatória.
C) carta precatória.
D) carta com aviso de recebimento.
E) hora certa no respectivo consulado.

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COMENTÁRIOS: A citação do réu que se encontra fora do país deve ser!
realizada, em regra, mediante a expedição de carta rogatória. No entanto,
a carta rogatória só será expedida se o réu possuir endereço conhecido no
exterior. Caso contrário, a citação será realizada por edital. Vejamos:
Art. 368. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de prescrição até
o seu cumprimento. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
(...)
Art. 361. Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o prazo de
15 (quinze) dias.
Assim, a alternativa correta é a letra A.

14.! (FCC – 2011 – TCE-SP – PROCURADOR)


Em relação à citação, segundo a legislação processual penal em
vigor analise as seguintes assertivas:
I. Estando o acusado no estrangeiro, em lugar sabido, será citado
mediante carta rogatória, suspendendo-se o curso do prazo de
prescrição até o seu cumprimento.
II. Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o
prazo de 30 (trinta) dias.
III. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial
de justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora
certa, na forma estabelecida pelo Código de Processo Civil.
Está correto o que se afirma APENAS em
a) I.
b) III.
c) I e II.
d) I e III.
e) II e III.
COMENTÁRIOS: 97948669116

I - CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 368 do CPP;


II - ERRADA: A afirmativa está errada, pois se o réu não for encontrado
será citado por edital, que terá prazo de 15 dias, nos termos do art. 361
do CPP;
III - CORRETA: A citação por hora, certa, de fato, tem lugar quando o réu
se encontra em lugar sabido, mas se furta à citação, ou seja, está
evitando contato com o oficial de justiça, para não ser citado, nos termos
do art. 362 do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

15.! (VUNESP – 2010 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
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Considere as seguintes situações com relação à citação: réu!
militar; réu que não é encontrado; réu que se oculta para não ser
citado.
Assinale a alternativa que traz, correta e respectivamente, as
modalidades de citação que estão adequadas às três situações
mencionadas, nos termos dos arts. 351 a 369 do Código de
Processo Penal.
a) Por correio; por hora certa; por edital.
b) Por carta de ordem; por edital; por rogatória.
c) Pessoal, por mandado; por hora certa; por hora certa.
d) Por intermédio do chefe de serviço; por edital; por hora certa.
e) Por intermédio do chefe de serviço; por hora certa; por correio.
COMENTÁRIOS: O militar deve ser citado por intermédio do chefe de
serviço, nos termos do art. 358 do CPP; O réu que não é encontrado
deverá ser citado por edital, nos termos do art. 361 do CPP; Já o réu que
se oculta para não ser citado deverá ser citado por hora certa, nos termos
do art. 362 do CPP. Vejamos:
Art. 358. A citação do militar far-se-á por intermédio do chefe do respectivo
serviço.
(...)
Art. 361. Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o prazo
de 15 (quinze) dias.
(...)
Art. 362. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de
justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na
forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de
1973 - Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

16.! (VUNESP – 2011 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
97948669116

Estabelece o art. 366 do CPP que o acusado citado por edital que
não comparece nem nomeia defensor
a) será declarado revel, com consequente nomeação de defensor
dativo, o qual acompanhará o procedimento até seu final.
b) será declarado revel, admitindo-se verdadeiros os fatos
articulados na denúncia ou queixa.
c) terá, obrigatoriamente, decretada prisão preventiva em seu
desfavor.
d) terá o processo e o curso do prazo prescricional suspensos.
e) será intimado por hora certa.
COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 366 do CPP, se o acusado for citado
por edital e não comparecer nem constituir defensor, o processo ficará

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suspenso, bem como ficará suspenso o curso do prazo prescricional.!
Vejamos:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

17.! (VUNESP – 2007 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Todo mandado de citação necessariamente contém:
I. nome completo do réu;
II. subscrição do escrivão e a rubrica do juiz;
III. finalidade.
Está correto o contido em
a) III, apenas.
b) I e II, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
COMENTÁRIOS: São requisitos indispensáveis de todo mandado de
citação os previstos no art. 352 do CPP:
Art. 352. O mandado de citação indicará:

I - o nome do juiz;
II - o nome do querelante nas ações iniciadas por queixa;
III - o nome do réu, ou, se for desconhecido, os seus sinais característicos;
IV - a residência do réu, se for conhecida;
V - o fim para que é feita a citação;
97948669116

VI - o juízo e o lugar, o dia e a hora em que o réu deverá comparecer;


VII - a subscrição do escrivão e a rubrica do juiz.
Assim, o nome completo do réu não é requisito indispensável. Estão
corretas, então, apenas as afirmativas II e III.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

18.! (VUNESP – 2007 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Ao efetuar uma citação por mandado, o oficial de justiça deverá
a) tão somente entregar o mandado ao réu, pessoalmente.

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b) após citar pessoalmente o réu, adverti-lo de que caso deixe de!
comparecer ao ato sem motivo justificado, ser-lhe-á nomeado um
defensor, e o processo seguirá sem a sua presença.
c) entregar o mandado ao réu pessoalmente e lavrar certidão de
sua aceitação ou recusa.
d) proceder à leitura do mandado ao réu e entregar-lhe a contrafé,
e ainda, certificar a entrega da contrafé e de sua aceitação ou
recusa.
e) fazer com que o réu faça aposição de ciente no original do
mandado.
COMENTÁRIOS: Nos termos do art. 357 do CPP são requisitos da
CITAÇÃO POR MANDADO a leitura do mandado pelo oficial de justiça, bem
como a entrega da contrafé ao réu, certificando-se a entrega e sua
aceitação ou recusa. Vejamos:
Art. 357. São requisitos da citação por mandado:
I - leitura do mandado ao citando pelo oficial e entrega da contrafé, na qual
se mencionarão dia e hora da citação;
II - declaração do oficial, na certidão, da entrega da contrafé, e sua aceitação
ou recusa.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

19.! (VUNESP – 2007 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
No processo penal, caso o magistrado tenha a informação nos
autos de que o réu se oculta para não ser encontrado para a
citação,
a) determinará a citação por hora certa.
b) determinará seja feita a citação por edital.
c) declarará o réu revel.
d) determinará a expedição de mandado de prisão preventiva.
97948669116

e) determinará, com o prazo de cinco dias, o comparecimento do


réu ao cartório para ser citado pessoalmente sob pena de
desobediência.
COMENTÁRIOS: Se o réu estiver se ocultando para não ser citado,
deverá o Juiz determinar sua citação por HORA CERTA, nos termos do art.
362 do CPP.
Contudo, quando o réu se ocultar para NÃO SER ENCONTRADO (ou seja,
para que ninguém saiba seu paradeiro), o Juiz deverá determinar a
citação por edital, por encontrar-se o réu em local incerto e não sabido.
Vejamos:
Art. 361. Se o réu não for encontrado, será citado por edital, com o prazo de
15 (quinze) dias.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

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20.! (VUNESP – 2006 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
A citação por precatória deve ser realizada
a) no juízo do lugar do crime.
b) com dia e hora marcada.
c) se o réu estiver no território de outra comarca.
d) a requerimento do Ministério Público.
e) somente nos casos urgentes.
COMENTÁRIOS: A citação por carta precatória deve ser realizada se o
réu se encontrar em comarca diversa daquela em que o crime está sendo
processado. Vejamos o art. 353 do CPP:
Art. 353. Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz
processante, será citado mediante precatória.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

21.! (VUNESP – 2006 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Caso o acusado citado por edital não compareça aos atos do
processo nem constitua defensor,
a) ficará suspenso o processo, mas continuará fluindo o prazo
prescricional, podendo ser decretada a prisão preventiva.
b) deverá ser decretada a revelia do acusado, tramitando o
processo na sua ausência e, se for o caso, decretada a prisão
preventiva.
c) deverá ser decretada a prisão preventiva e a suspensão do
curso do prazo prescricional.
d) ser-lhe-ão nomeados defensor dativo e curador, que
acompanharão, até o trânsito em julgado, o trâmite do processo
durante a ausência.
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e) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,


podendo ser determinada a produção das provas urgentes.
COMENTÁRIOS: Neste caso, conforme preconiza o art. 366 do CPP,
ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional. Vejamos:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

22.! (CESPE – 2012 – MPE-TO – PROMOTOR DE JUSTIÇA)

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Assinale a opção correta acerca das citações e intimações no!
processo penal.
a) Quando não houver órgão de publicação dos atos judiciais no
distrito da culpa, a intimação do MP e do defensor constituído será
pessoal.
b) A omissão, no mandado de citação, do teor da acusação
constitui irregularidade a ser sanada na primeira oportunidade de
comparecimento do réu ou seu advogado em juízo.
c) Se o acusado estiver fora do território do juízo processante, a
citação se dará por edital, com prazo de quinze dias.
d) Se o acusado, citado por edital, não comparecer em juízo nem
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do
prazo prescricional.
e) O réu com menos de vinte e um anos e mais de dezoito anos de
idade poderá ser citado pessoalmente ou por meio do seu curador.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A intimação do MP é sempre pessoal, nos termos do art. 370,
§4º do CPP. No caso de não haver órgão de publicação na Comarca, a
intimação do defensor constituído será feita pelo escrivão, por mandado
ou via postal, nos termos do art. 370, §2º do CPP;
B) ERRADA: A entrega da contrafé é requisito da citação por mandado,
nos termos do art. 357, I do CPP, e no caso de descumprimento deste
requisito, haverá nulidade, considerando-se não realizada a citação, nos
termos do art. 564, IV do CPP;
C) ERRADA: Neste caso a citação será feita por carta precatória, nos
termos do art. 353 do CPP;
D) CORRETA: De fato, esta é a previsão contida no art. 366 do CPP:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem constituir
advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas consideradas
urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos termos do disposto
no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
97948669116

E) ERRADA: O réu desta idade será citado pessoalmente, pois é


absolutamente capaz, de acordo com a Lei Civil;
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

23.! (VUNESP – 2012 – TJ-SP – ESCREVENTE TÉCNICO


JUDICIÁRIO)
Determina o art. 353 do CPP: quando o réu estiver fora do
território da jurisdição do juiz processante será citado mediante
a) carta de ordem.
b) publicação em jornal de grande circulação.
c) carta com aviso de recebimento ou telegrama.

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d) edital. !

e) precatória.
COMENTÁRIOS: A resposta é letra E.
Estando o réu fora do território de jurisdição do Juízo que processa a
causa, deverá ser citado mediante carta precatória, nos termos do art.
353 do CPP. Vejamos:
Art. 353. Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz
processante, será citado mediante precatória.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

24.! (FCC – 2012 – MPE-AP – ANALISTA)


Plínio é denunciado pelo Ministério Público como incurso no artigo
121, do Código Penal (homicídio). Expedido mandado para citação
pessoal, o Oficial de Justiça verifica que o réu Plínio se oculta para
não ser citado, certificando nos autos. Neste caso,
a) o réu deverá ser citado por hora certa, de acordo com as
normas preconizadas pelo Código de Processo Civil.
b) a citação do réu deverá ser feita via correio com aviso de
recebimento.
c) o réu deverá ser citado por edital.
d) a citação do réu deverá ser feita na pessoa de um vizinho,
familiar ou funcionário da empresa ou edifício onde reside.
e) o Oficial de Justiça deverá solicitar ao juiz a Força Policial para
que o mandado citatório seja cumprido, com o uso da força
necessária e moderada.
COMENTÁRIOS: Neste caso, o réu deverá ser citado por hora certa, nos
termos do art. 362 do CPP, devendo o procedimento de citação ser
adotado conforme as regras do CPC:
Art. 362. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de
justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa,
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na
forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de
1973 - Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de
2008).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

25.! (FCC – 2012 – TRF2 – ANALISTA JUDICIÁRIO)


No que concerne à intimação, considere:
I. Far-se-á pessoalmente a intimação do Ministério Público.
II. A intimação do defensor nomeado será feita pelo Diário Oficial.
III. Observados os requisitos legais, será admissível a intimação
por despacho, na petição em que for requerida.
Está correto o que consta SOMENTE em

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a) I e II !

b) I e III.
c) II e III.
d) I.
e) III.
COMENTÁRIOS:
I – CORRETA: Esta é a previsão do art. 370, §4º do CPP.
II – ERRADA: A intimação do defensor nomeado também será pessoal,
conforme o já citado art. 370, §4º do CPP:
Art. 370 (...)
§ 4o A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.
(Incluído pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
III – CORRETA: Item correto, por força de previsão expressa no art. 371
do CPP:
Art. 371. Será admissível a intimação por despacho na petição em que for
requerida, observado o disposto no art. 357.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

26.! (FCC – 2014 – TRF 3 – ANALISTA JUDICIÁRIO – OFICIAL DE


JUSTIÇA)
A defesa de Alyson pretende alegar que o recurso de apelação
interposto pelo Representante do Ministério Público é
intempestivo. O termo inicial de contagem do prazo recursal para
o Ministério Público se dá;
a) da intimação operada no órgão de imprensa oficial.
b) a partir da entrega dos autos em setor administrativo do
Ministério Público.
c) do momento em que o Representante do Ministério Público
apõe seu ciente nos autos.
d) do termo de vista.
97948669116

e) do termo de vista ou da intimação operada no órgão de


imprensa oficial, contando-se o termo inicial a partir da data da
segunda intimação.
COMENTÁRIOS: O prazo para a interposição de recurso, pelo MP,
começa a correr da sua intimação. A intimação do MP, por sua vez,
deverá ser pessoal. Vejamos:
Art. 370 (...)
§ 4o A intimação do Ministério Público e do defensor nomeado será pessoal.
(Incluído pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
Mas, quando se perfectibiliza a intimação do MP? A intimação pessoal se
perfectibiliza quando os autos do processo são entregues ao setor
administrativo do MP, independentemente do momento em que o

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membro coloca seu “ciente no processo”. Isto porque a intimação pessoal!
deverá se dar “com vista dos autos”, por força da lei orgânica do MP, de
maneira que eventual demora nos trâmites internos do MP (entre a
entrada dos autos no setor administrativo e sua remessa ao gabinete do
membro) não pode interferir na contagem do prazo.
Este é o entendimento que o STJ passou a adotar (aplicável, por
extensão, à Defensoria Pública):
(...) No mais, à míngua de argumentos novos e idôneos para infirmar
as razões de decidir ora agravadas, proferidas em conformidade com
a jurisprudência sedimentada nesta Corte e no Supremo Tribunal
Federal, no sentido de que o termo inicial para a contagem de
qualquer prazo recursal deve ser o do recebimento dos autos com
vista no setor administrativo do Órgão e não da data da ciência do
membro do Ministério Público aposto no processo, nego provimento
ao agravo regimental.
(STJ - AGRAVO REGIMENTAL NOS EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NOS
EMBARGOS DE DECLARAÇÃO NO AGRAVO EM RECURSO ESPECIAL AgRg nos
EDcl nos EDcl no AREsp 304974 PE 2013/0068276-6 (STJ) Data de
publicação: 25/09/2013)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

27.! (FGV - 2008 - SENADO FEDERAL – ADVOGADO)


Relativamente ao regime legal das citações e intimações, analise
as afirmativas a seguir:
I. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver no
território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado; por
carta precatória quando o réu estiver fora do território da
jurisdição do juiz processante; e por carta rogatória se estiver no
estrangeiro. Em nenhum caso a prescrição será suspensa.
II. O réu poderá ser citado com hora certa, aplicando-se ao
processo penal as regras estabelecidas no Código de Processo
Civil, no caso em que o réu se oculta para não ser citado.
III. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem
97948669116

constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do


prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção
antecipada das provas consideradas urgentes e, se for o caso,
decretar prisão preventiva, respeitado o disposto no art. 312.
IV. O processo não seguirá sem a presença do acusado que, citado
ou intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de
comparecer sem motivo justificado, ou, no caso de mudança de
residência, não comunicar o novo endereço ao juízo,
suspendendo-se o processo e a prescrição até que o réu seja
encontrado.
Assinale:
a) se apenas as afirmativas I e II estiverem corretas.

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b) se apenas as afirmativas II e III estiverem corretas. !

c) se apenas as afirmativas III e IV estiverem corretas.


d) se todas as afirmativas estiverem corretas.
e) se apenas as afirmativas I, III e IV estiverem corretas.
COMENTÁRIOS:
I – ERRADA: A questão erra apenas ao afirmar que em nenhuma destas
hipóteses o prazo prescricional ficará suspenso, pois no caso de carta
rogatória, nos termos do art. 368 do CPP, o prazo prescricional ficará
suspenso até o cumprimento da diligência.
II – CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 362 do CPP.
III – CORRETA: Esta é a exata previsão contida no art. 366 do CPP.
IV – ERRADA: Item errado, nos termos do art. 367 do CPP:
Art. 367. O processo seguirá sem a presença do acusado que, citado ou
intimado pessoalmente para qualquer ato, deixar de comparecer sem motivo
justificado, ou, no caso de mudança de residência, não comunicar o novo
endereço ao juízo. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de 17.4.1996)
O processo, neste caso, segue normalmente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

28.! (FGV - 2009 - TJ-PA – JUIZ)


Antônio Pereira é denunciado por crime de roubo. Recebendo a
denúncia, o juiz determina a citação do réu para oferecimento de
resposta escrita preliminar, no endereço indicado pelo próprio réu
em seu interrogatório policial. O mandado de citação é negativo,
tendo o oficial de justiça certificado que Antônio não reside
naquele local há um mês, sendo que o atual morador não soube
informar seu novo endereço.
Assinale a alternativa que indique como deve agir o juiz.
a) O juiz, como o réu mudou de endereço sem comunicar o juízo,
deve decretar sua revelia e nomear-lhe um advogado dativo para
97948669116

apresentar a resposta escrita preliminar, prosseguindo-se nos


demais termos do processo.
b) O juiz deve esgotar os meios disponíveis para localizar o réu.
Frustrada sua localização, deve citá-lo por edital, com prazo de
quinze dias. Se o réu não comparecer e não constituir advogado, o
juiz deve decretar sua revelia e suspender o processo e o curso da
prescrição pelo prazo máximo de 90 dias, devendo decretar sua
prisão preventiva.
c) O juiz deve citar o réu por edital, com prazo de quinze dias. Se
o réu não comparecer e não constituir advogado, o juiz deve
decretar sua revelia e suspender o processo e o curso da
prescrição, podendo decretar sua prisão preventiva.

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d) O juiz deve esgotar os meios disponíveis para localizar o réu.!
Frustrada sua localização, deve citá-lo por edital, com prazo de
quinze dias. Se o réu não comparecer e não constituir advogado, o
juiz deve decretar sua revelia e nomear-lhe um defensor dativo
para apresentar a resposta escrita preliminar, prosseguindo-se
nos demais termos do processo.
e) O juiz deve esgotar os meios disponíveis para localizar o réu.
Frustrada sua localização, deve citá-lo por edital, com prazo de
quinze dias. Se o réu não comparecer e não constituir advogado, o
juiz deve decretar sua revelia e suspender o processo e o curso da
prescrição, podendo decretar sua prisão preventiva.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, ainda não há provas suficientes de
que o réu esteja em local incerto e não sabido, de forma que deve o Juiz
diligenciar para que seja obtido o endereço do réu (obtendo estas
informações junto a órgãos públicos, como a Receita Federal, o TRE, ou
concessionárias de serviço público, como energia elétrica, telefonia, etc.).
O esgotamento das possibilidades de localização do réu é exigência feita
tanto pelo STJ quanto pelo STF (ver, a respeito: HC 70460/SP).
Uma vez verificado que, de fato, o réu se encontra em local incerto e não
sabido, deverá ser citado por edital. Não comparecendo o réu, nem
constituindo advogado, deverá ser o processo suspenso, e também
suspenso o curso do prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP.
Nada impede, ainda, que seja decretada a preventiva.
Portando, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

29.! (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – EXECUÇÃO DE


MANDADOS)
A comunicação processual poderá ser efetuada por meio de
diferentes atos a depender de sua finalidade. Um desses atos é a
citação. Sobre o tema, é correto afirmar que:
(A) a citação válida é causa interruptiva da prescrição penal;
97948669116

(B) estando o réu fora do território da jurisdição do juiz


processante, caberá sua citação através do correio eletrônico;
(C) o mandado de citação deverá conter necessariamente o nome
completo do réu, bem como sua completa qualificação;
(D) o réu com endereço certo no estrangeiro será citado por carta
precatória;
(E) não é nula a citação por edital que indica o dispositivo da lei
penal, embora não transcreva a denúncia.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A citação não é causa de interrupção da prescrição, nos
termos do art. 117 do CP. O recebimento da denúncia é causa de
interrupção da prescrição, na forma do art. 117, I do CP.

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B) ERRADA: Neste caso deverá ser citado por carta precatória, nos!
termos do art. 353 do CPP.
C) ERRADA: O mandado deverá conter o nome do réu ou, caso não seja
possível, os seus sinais característicos, ou seja, elementos físicos que
permitam sua identificação, nos termos do art. 352, III do CPP.
D) ERRADA: Neste caso será citado por carta rogatória, nos termos do
art. 368 do CPP.
E) CORRETA: Este é o entendimento sumulado do STF, por meio do
verbete de nº 366:
Súmula 366 do STF
NÃO É NULA A CITAÇÃO POR EDITAL QUE INDICA O DISPOSITIVO DA LEI
PENAL, EMBORA NÃO TRANSCREVA A DENÚNCIA OU QUEIXA, OU NÃO
RESUMA OS FATOS EM QUE SE BASEIA.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

30.! (FGV – 2014 – TJ/RJ – ANALISTA – COMISSÁRIO)


Bruno foi preso em flagrante pela prática do crime de extorsão
mediante sequestro. Com a prisão em flagrante convertida em
preventiva, ficou o réu preso durante toda a instrução, situação
que permanece. A complexidade do caso fez com que o
magistrado abrisse prazo para que o Ministério Público e a
Defensoria Pública apresentassem suas alegações finais escritas,
sendo a sentença proferida posteriormente. Dessa decisão,
deverão ser Bruno, o Defensor Público e o Ministério Público
intimados, respectivamente:
(A) pessoalmente, todos;
(B) por edital; pessoalmente; pessoalmente;
(C) por publicação no órgão oficial competente, todos;
(D) pessoalmente; por publicação no órgão oficial competente;
pessoalmente;
(E) por edital; por publicação no órgão oficial competente;
97948669116

pessoalmente.
COMENTÁRIOS: Neste caso, todos serão intimados pessoalmente. O réu,
por estar preso, conforme determina o art. 392, I do CPP. O MP é
intimado pessoalmente SEMPRE, por força do art. 370, §4º do CPP.
Com relação à Defensoria Pública, é um pouco mais complexo. A
Defensoria Pública, de acordo com o CPP, só tem direito à intimação
pessoal quando atua na qualidade de “defensor nomeado”, ou seja,
quando o réu não constitui advogado. Contudo, pode ser que a DP tenha
sido constituída pelo próprio réu como seu patrono, nesse caso, pelo CPP,
ela não teria direito à intimação pessoal.

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Porém, a DP SEMPRE terá direito à intimação pessoal, por força do que!
consta na sua Lei Complementar (Lei Orgânica da DP), mais
especificamente no art. 44, I da LC 80/94.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

31.! (FGV – 2015 – TJ/SC – TÉCNICO JUDICIÁRIO AUXILIAR)


Marcus, portador de maus antecedentes, foi denunciado pela
prática do crime de receptação cometido em 06.01.2015.
Considerando a pena cominada ao delito, o juiz concedeu a
liberdade provisória ao agente, permitindo que ele respondesse ao
processo em liberdade. Ocorre que, no dia 19.01.2015, Marcus
novamente foi preso em flagrante pela prática de um crime de
roubo, na mesma cidade, sendo tal prisão devidamente convertida
em preventiva. No dia 22.01.2015 determinou o juiz, nos autos da
ação penal pela prática do crime de receptação, a citação de
Marcus para apresentação de resposta à acusação. Nesse caso,
deverá ser realizada a citação:
(A) pessoal, pois o réu se encontra preso no momento da
realização do ato;
(B) por carta precatória, pois o réu está na penitenciária e não em
sua residência;
(C) por edital, considerando que o réu não será encontrado em
seu endereço residencial;
(D) pessoal, pois o crime é de ação penal pública, diferente do que
ocorreria se fosse de ação penal privada;
(E) por edital, pois o réu apenas se encontra preso em virtude de
ação penal diversa.
COMENTÁRIOS: A citação, nesse caso, será pessoal, pois se trata de réu
preso:
Art. 360. Se o réu estiver preso, será pessoalmente citado. (Redação dada
pela Lei nº 10.792, de 1º.12.2003) 97948669116

Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

32.! (VUNESP – 2014 – TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO)


Nos termos do art. 351 do CPP, quando o réu estiver no território
sujeito à jurisdição do juiz que houver ordenado a citação, esta se
fará por
(A) mandado.
(B) meio eletrônico.
(C) qualquer meio que atinja a finalidade.
(D) carta com aviso de recebimento (AR) ou telegrama.
(E) carta simples.

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COMENTÁRIOS: A citação, estando o réu no próprio território do Juiz!
que a ordenou, será efetivada por meio de mandado:
Art. 351. A citação inicial far-se-á por mandado, quando o réu estiver
no território sujeito à jurisdição do juiz que a houver ordenado.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

33.! (VUNESP – 2014 – TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO)


Nos termos do quanto expressamente prescreve o art. 366 do
CPP, se o acusado, citado por edital, não comparecer nem
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do
prazo prescricional, podendo o juiz determinar a produção
antecipada das provas consideradas urgentes. Nessa hipótese,
presentes os requisitos atinentes à respectiva modalidade
detentiva e com base unicamente no dispositivo de lei citado, está
autorizado o juiz a decretar a prisão do acusado?
(A) Sim, desde que o acusado já tenha sido anteriormente
condenado por outro crime.
(B) Não, nunca.
(C) Sim, a prisão preventiva.
(D) Sim, a prisão temporária.
(E) Sim, desde que o crime seja inafiançável.
COMENTÁRIOS: O Juiz poderá decretar, neste caso, a prisão preventiva
do acusado, desde que presentes os requisitos para sua decretação,
conforme autoriza o próprio art. 366 do CPP:
Art. 366. Se o acusado, citado por edital, não comparecer, nem
constituir advogado, ficarão suspensos o processo e o curso do prazo
prescricional, podendo o juiz determinar a produção antecipada das provas
consideradas urgentes e, se for o caso, decretar prisão preventiva, nos
termos do disposto no art. 312. (Redação dada pela Lei nº 9.271, de
17.4.1996)
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.
97948669116

34.! (VUNESP – 2014 – DPE-MS – DEFENSOR PÚBLICO)


Considere que é efetivada a citação por hora certa e, mesmo
assim, o acusado não comparece para se defender e nem constitui
advogado. Nessa hipótese
a) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
com possibilidade de produção antecipada de provas.
b) ficarão suspensos o processo e o curso do prazo prescricional,
com possibilidade de imediata decretação de prisão preventiva.
c) ser-lhe-á nomeado defensor dativo e o processo seguirá seu
curso.

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d) será tentada a citação por edital, com prazo de 15 (quinze)!
dias.
COMENTÁRIOS: Neste caso, por se tratar de citação POR HORA CERTA,
deverá ser nomeado ao acusado um defensor dativo, seguindo o processo
seu curso normal, nos termos do art. 362 e seu § único do CPP:
Art. 362. Verificando que o réu se oculta para não ser citado, o oficial de
justiça certificará a ocorrência e procederá à citação com hora certa, na
forma estabelecida nos arts. 227 a 229 da Lei no 5.869, de 11 de janeiro de
1973 - Código de Processo Civil. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de
2008).
Parágrafo único. Completada a citação com hora certa, se o acusado
não comparecer, ser-lhe-á nomeado defensor dativo. (Incluído pela Lei nº
11.719, de 2008).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

35.! (VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO DE POLÍCIA)


No processo penal, as intimações
a) serão sempre pessoais.
b) do defensor constituído serão feitas pelo órgão incumbido da
publicidade.
c) não são obrigatórias quando se trata do Ministério Público.
d) são atos que, se desrespeitados, causam nulidade absoluta do
processo.
e) serão pessoais, salvo se o réu estiver preso.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: As intimações serão, em regra, realizadas mediante
publicação no órgão oficial. Somente em alguns casos serão pessoais.
B) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 370, §1º do CPP.
C) ERRADA: Item errado, pois além de obrigatórias, serão pessoais, por
força do art. 370, § 4º do CPP.
D) ERRADA: Item errado, pois somente gerarão nulidade, em regra, se
97948669116

houver prejuízo à parte, salvo casos excepcionais.


E) ERRADA: Como dito, em regra as intimações serão feitas pela
publicação no órgão oficial. No caso do réu preso, sua intimação sobre a
sentença deverá ser pessoal, por força do art. 392, I do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

36.! (VUNESP – 2014 – PC-SP – DELEGADO DE POLÍCIA)


Quando o réu estiver fora do território da jurisdição processante,
a) será citado mediante carta precatória.
b) será citado por hora certa.

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c) será julgado à revelia. !

d) deverá ser dispensado de comparecer nas audiências, devendo


ser interrogado por videoconferência.
e) deverá solicitar que o processo seja remetido para a comarca
de sua residência, a fim de que possa se defender melhor dos
fatos que lhe são imputados na denúncia.
COMENTÁRIOS: O réu, neste caso, deverá ser citado mediante carta
precatória, nos termos do art. 353 do CPP:
Art. 353. Quando o réu estiver fora do território da jurisdição do juiz
processante, será citado mediante precatória.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

37.! (VUNESP – 2015 – TJ-SP – ESCREVENTE JUDICIÁRIO)


Em que momento a lei processual penal (CPP, art. 363) considera
que o processo completa sua formação?
(A) Constituição de defensor após a citação.
(B) Citação do acusado.
(C) Recebimento da denúncia.
(D) Apresentação de resposta escrita.
(E) Juntada do mandado de citação aos autos.
COMENTÁRIOS: O processo completa sua formação com a CITAÇÃO do
acusado, nos termos do art. 363 do CPP:
Art. 363. O processo terá completada a sua formação quando realizada
a citação do acusado. (Redação dada pela Lei nº 11.719, de 2008).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

38.! (FCC - 2011 - TRE-AP - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
Sobre a sentença é correto afirmar que: 97948669116

A) O juiz, ao proferir a sentença condenatória, não poderá fixar


em favor do ofendido valor mínimo para reparação dos danos
causados pela infração, devendo a discussão ser dirimida no juízo
cível.
ERRADA: Isso é possível, conforme expressa previsão do art. 387, IV do
CPP:
Art. 387. O juiz, ao proferir sentença condenatória: (Vide Lei nº 11.719, de
2008)
(...)
IV - fixará valor mínimo para reparação dos danos causados pela infração,
considerando os prejuízos sofridos pelo ofendido; (Redação dada pela Lei nº
11.719, de 2008).

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B) Qualquer das partes poderá, no prazo de cinco dias, pedir ao!
juiz que declare a sentença, sempre que nela houver obscuridade,
ambiguidade, contradição ou omissão.
ERRADA: O prazo para a interposição dos EMBARGOS DE DECLARAÇÃO é
de apenas dois dias, nos termos do art. 382 do CPP:
Art. 382. Qualquer das partes poderá, no prazo de 2 (dois) dias, pedir ao juiz
que declare a sentença, sempre que nela houver obscuridade, ambigüidade,
contradição ou omissão.
C) O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia
ou queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, desde
que, em consequência, não tenha de aplicar pena mais grave.
ERRADA: O Juiz pode fazer isto (emendatio libelli), ainda que em
decorrência desta prática possa resultar em aplicação de pena mais
grave. Vejamos o que diz o art. 383 do CPP:
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou
queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em
conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave. (Redação dada pela Lei nº
11.719, de 2008).
D) Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir sentença
condenatória, ainda que o Ministério Público tenha opinado pela
absolvição, bem como reconhecer agravantes, embora nenhuma
tenha sido alegada.
CORRETA: Esta é a previsão literal do art. 385 do CPP:
Art. 385. Nos crimes de ação pública, o juiz poderá proferir sentença
condenatória, ainda que o Ministério Público tenha opinado pela absolvição,
bem como reconhecer agravantes, embora nenhuma tenha sido alegada.
E) Havendo aditamento da denúncia, cada parte poderá arrolar
até cinco testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz,
na sentença, adstrito aos termos do aditamento.
ERRADA: Havendo aditamento da denúncia em razão de MUTATIO
LIBELLI, cada parte poderá arrolar até TRÊS testemunhas, no prazo de
cinco dias, conforme §4° do art. 384 do CPP:
§ 4o Havendo aditamento, cada parte poderá arrolar até 3 (três)
97948669116

testemunhas, no prazo de 5 (cinco) dias, ficando o juiz, na sentença, adstrito


aos termos do aditamento. (Incluído pela Lei nº 11.719, de 2008).
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
!
39.! (FCC - 2010 - TRE-RS - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA
JUDICIÁRIA)
"A" foi denunciado pela prática de furto, tendo a denúncia
narrado que ele abordou a vítima e, após desferir-lhe socos e
pontapés, subtraiu para si a bolsa que ela carregava. Nesse caso:
A) o Juiz não poderá condenar o réu por roubo, por ser a pena
desse crime mais grave que a do furto.

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B) como o fato foi classificado erroneamente, o Juiz poderá!
condenar o réu por roubo, devendo, antes, proceder ao seu
interrogatório.
C) o Juiz poderá dar aos fatos classificação jurídica diversa,
condenando o réu pela prática de roubo.
D) o Juiz poderá dar ao fato classificação jurídica diversa da que
constou da denúncia, dando ao Ministério Público e à Defesa
oportunidade para se manifestarem e arrolarem testemunhas.
E) o processo será nulo se o Juiz condenar o acusado por roubo,
porque violado o princípio da correlação entre a sentença e o
pedido.
COMENTÁRIOS: Nesse caso, não há alteração do fato descrito na
denúncia (eis que a denúncia narrou a violência praticada), mas somente
redefinição da capitulação legal do fato. Estamos diante, portanto, de
emendatio libelli, de forma que o Juiz pode dar ao fato classificação
jurídica diversa, AINDA QUE ISSO RESULTE EM APLICAÇÃO DE PENA
MAIS GRAVE. Nos termos do art. 383 do CPP:
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou
queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em
conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave. (Redação dada pela Lei nº
11.719, de 2008).
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

40.! (FCC - 2010 - TRE-AL - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA


JUDICIÁRIA)
O réu foi denunciado como incurso nas penas do artigo 155,
"caput", do Código Penal, porém a prova colhida na fase de
instrução demonstra que ele não subtraiu a coisa alheia mas,
sim, apropriou-se de coisa de que tinha a posse. Nesse caso, o
Juiz deverá
A) condenar o réu às penas do artigo 168, "caput", do Código
Penal, sem necessidade de aditamento à inicial, já que os crimes
97948669116

são igualmente apenados.


B) julgar o processo, atribuindo ao fato definição jurídica diversa,
ainda que tenha que aplicar pena mais grave.
C) determinar a abertura de vista dos autos ao Ministério Público
para proceder ao aditamento da denúncia.
D) anular o processo desde o início, pois o réu defendeu-se de um
fato diferente daquele na verdade ocorrido.
E) condenar o réu às penas do furto, posto que não pode obrigar o
Ministério Público a dar nova definição jurídica ao fato.
COMENTÁRIOS: Percebam que, neste caso, não estamos diante de mera
alteração na classificação do fato, mas de alteração dos fatos descritos na
denúncia, pois a denúncia não narrou este fato (apropriação da coisa
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alheia da qual estava na posse), mas narrou um furto (narrou fatos!
distintos). Assim sendo, estamos diante do fenômeno da MUTATIO
LIBELLI.
Sendo MUTATIO LIBELLI, o Juiz deverá abrir vista ao MP para que este
faça o aditamento da denúncia, caso entenda cabível.
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

41.! (FCC - 2011 - TJ-AP - TITULAR DE SERVIÇOS DE NOTAS E DE


REGISTROS)
O juiz
A) só poderá atribuir definição jurídica diversa, mesmo sem
modificar a descrição do fato contido na denúncia, se implicar na
aplicação de pena igual à do delito previsto na definição jurídica
dela constante.
B) sem modificar a descrição do fato contida na denúncia, poderá
atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em
consequência, tenha de aplicar pena mais grave.
C) para aplicar pena mais grave, mesmo sem modificar a
descrição do fato contida na denúncia, atribuindo- lhe definição
jurídica diversa, deverá baixar os autos para o Ministério Público
aditar a denúncia.
D) para aplicar pena mais grave, mesmo sem modificar a
descrição do fato contida na denúncia, atribuindo- lhe definição
jurídica diversa, deverá encaminhar os autos à Procuradoria-Geral
de Justiça, para que outro representante do Ministério Público
analise eventual aditamento.
E) só poderá atribuir definição jurídica diversa, mesmo sem
modificar a descrição do fato contido na denúncia, se implicar na
aplicação de pena mais branda que a do delito previsto na
definição jurídica dela constante.
COMENTÁRIOS: O Juiz poderá dar ao fato narrado definição jurídica
97948669116

diversa, ainda que disso possa resultar PENALIDADE MAIS GRAVE. Trata-
se da EMENDATIO LIBELLI. Vejamos o art. 383 do CPP:
Art. 383. O juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia ou
queixa, poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ainda que, em
conseqüência, tenha de aplicar pena mais grave. (Redação dada pela Lei nº
11.719, de 2008).
ASSIM, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.
!
42.! (FCC - 2009 - TJ-PA - ANALISTA JUDICIÁRIO - ÁREA
JUDICIÁRIA)
Sentença absolutória imprópria é a que
A) concede ao acusado a suspensão condicional da pena.

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! (>=Ιϑ∋#<Φ≅Φ∋,>≅ΚΛ=∋/∋,ΚΜ≅∋43!
B) impõe ao acusado somente medida de segurança. !

C) substitui a pena privativa da liberdade por multa.


D) substitui a pena privativa da liberdade por pena restritiva de
direitos.
E) estabelece o regime prisional aberto para o cumprimento da
pena
COMENTÁRIOS: A sentença que absolve o réu tem como conseqüência a
ausência de reflexos penais negativos. A essa sentença (normal) se dá o
nome de sentença absolutória própria. Pode ocorrer, no entanto, de o réu
ser absolvido mas lhe ser imposta medida de segurança, em razão de sua
periculosidade. Essa medida de segurança é aplicada quando o réu é
absolvido por ser inimputável à época do fato, em razão de doença
mental ou desenvolvimento mental retardado ou incompleto.
Havendo a absolvição do réu em razão de sua inimputabilidade, e sendo-
lhe aplicada medida de segurança, estaremos diante de uma sentença
absolutória imprópria.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

43.! (FCC – 2012 – TJ-GO – JUIZ)


No tocante à sentença, é INCORRETO afirmar que
a) qualquer das partes poderá, no prazo de 2 (dois) dias, pedir ao
juiz que esclareça a sentença, se houver obscuridade.
b) na sentença absolutória, o juiz aplicará medida de segurança,
se cabível.
c) o juiz, sem modificar a descrição do fato contida na denúncia,
poderá atribuir-lhe definição jurídica diversa, ordenando, neste
caso, que o Ministério Público adite a denúncia.
d) na sentença condenatória, o juiz fixará o valor mínimo para
reparação dos danos.
e) a sentença conterá a exposição sucinta da defesa.
97948669116

COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Este é o prazo previsto no art. 382 do CPP.
B) CORRETA: Esta previsão está contida no art. 386, § único, III do CPP.
C) ERRADA: Não tendo que se modificar a descrição dos fatos, estamos
diante do que se chama de emendatio libelli, podendo o Juiz alterar a
definição jurídica atribuída ao fato sem que haja necessidade de
aditamento da denúncia pelo MP, conforme se pode extrair do disposto no
art. 383 do CPP, ainda que tenha de aplicar pena mais grave.
D) CORRETA: Esta é a previsão contida no art. 387, IV do CPP.
E) CORRETA: Isto encontra-se previsto no art. 381, II do CPP.
Portanto, a ALTERNATIVA INCORRETA É A LETRA C.

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!

44.! (FCC – 2007 – ISS/SP – AUDITOR-FISCAL TRIBUTÁRIO


MUNICIPAL)
No que concerne às causas de extinção da punibilidade, é correto
afirmar que
a) a sentença que concede o perdão judicial será considerada para
efeito de reincidência.
b) a perempção constitui a perda do direito de representar ou de
oferecer queixa, em razão do decurso do prazo para o seu
exercício.
c) cabe perdão do ofendido na ação penal pública condicionada.
d) a renúncia ao direito de queixa ocorre antes de iniciada a ação
penal privada.
e) o indulto deve ser concedido por lei.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: A sentença que concede o perdão judicial não é considerada
para efeitos de reincidência, nos termos do art. 120 do CP:
Art. 120 - A sentença que conceder perdão judicial não será considerada para
efeitos de reincidência. (Redação dada pela Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
B) ERRADA: A perempção é a perda do direito de prosseguir na ação
penal privada em razão de negligência do ofendido na condução da ação.
Vejamos o art. 60 do CPP:
Art. 60. Nos casos em que somente se procede mediante queixa, considerar-
se-á perempta a ação penal:
I - quando, iniciada esta, o querelante deixar de promover o andamento do
processo durante 30 dias seguidos;
II - quando, falecendo o querelante, ou sobrevindo sua incapacidade, não
comparecer em juízo, para prosseguir no processo, dentro do prazo de 60
(sessenta) dias, qualquer das pessoas a quem couber fazê-lo, ressalvado o
disposto no art. 36;
III - quando o querelante deixar de comparecer, sem motivo justificado, a
qualquer ato do processo a que deva estar presente, ou deixar de formular o
97948669116

pedido de condenação nas alegações finais;


IV - quando, sendo o querelante pessoa jurídica, esta se extinguir sem deixar
sucessor.

C) ERRADA: O perdão do ofendido só é cabível na ação penal privada.


Vejamos:
Art. 107 - Extingue-se a punibilidade: (Redação dada pela Lei nº 7.209, de
11.7.1984)
(...)
V - pela renúncia do direito de queixa ou pelo perdão aceito, nos crimes de
ação privada;

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D) CORRETA: A renúncia é a manifestação da vítima, nos crimes de ação!
privada, declarando não ter interesse em ajuizar a ação penal privada,
renunciando a este direito. Por óbvio, só pode ocorrer até o início da ação
penal, pois após o que poderá ocorrer é o perdão do ofendido;
E) ERRADA: O indulto é benefício que deve ser concedido pelo Presidente
da República, conforme previsto na própria Constituição da República;
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.

45.! (FCC – 2012 – TJ/GO – JUIZ)


No tocante à prescrição, é correto afirmar que
a) o dia do começo não se inclui no cômputo do prazo.
b) o prazo é sempre de dois anos no caso de penas restritivas de
direitos.
c) não constitui matéria prejudicial da análise do mérito da ação
penal.
d) incidirá sobre o total da pena, se reconhecido o concurso
material de infrações, e sobre a pena de cada um, isoladamente,
se identificado o formal.
e) se regula, em abstrato, pelo máximo da pena cominada, menos
um terço, no caso de imputação de crime tentado.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O dia do começo se inclui no cômputo do prazo, por se tratar
de prazo material, nos termos do art. 10 do CP;
B) ERRADA: As penas restritivas de direitos prescrevem no mesmo prazo
das penas privativas de liberdade que elas substituíram, nos termos do
art. 109, § único do CP;
C) ERRADA: A prescrição é uma matéria prejudicial à análise do mérito,
na medida em que, caso reconhecida, fica impedida a análise do mérito;
D) ERRADA: Incidirá, em qualquer destes casos, sobre a pena de cada um
deles, isoladamente, nos termos do art. 119 do CP;97948669116

E) CORRETA: Como nos crimes tentados aplica-se a pena do crime


consumado com redução de UM A DOIS TERÇOS, a pena máxima
cominada ao crime tentado é a mesma do crime consumado, MENOS UM
TERÇO, eis que mais que isso não será aplicado ao agente, nos termos do
art. 14, II do CP.
PORTANTO, A ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA E.

46.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Trata-se de causa extintiva da punibilidade consistente na
exclusão, por lei ordinária com efeitos retroativos, de um ou
mais fatos criminosos do campo de incidência do Direito
Penal,
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a) o indulto individual. !

b) a anistia.
c) o indulto coletivo.
d) a graça.
COMENTÁRIOS: A anistia é causa de exclusão do fato criminoso,
mediante lei ordinária e com efeitos retroativos. O indulto e a graça são
concedidos pelo Presidente da República.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

47.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Com relação às causas de extinção da punibilidade previstas no
artigo 107 do Código Penal, assinale a alternativa correta.
a) O perdão do ofendido é ato unilateral, prescindindo de anuência
do querelado.
b) Nos crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles
impede, quanto aos outros, a agravação da pena resultante da
conexão.
c) A perempção é causa de extinção de punibilidade exclusiva da
ação penal privada.
d) Em caso de morte do réu, não há falar em extinção da
punibilidade, devendo o juiz absolvê-lo com base no método de
resolução de conflitos do in dubio pro reo.
COMENTÁRIOS:
A) ERRADA: O perdão é ato bilateral, e deve ser aceito pelo querelado,
nos termos do art. 106, III do CP.
B) ERRADA: Item errado, nos termos do art. 108, parte final, do CP:
Art. 108 - A extinção da punibilidade de crime que é pressuposto, elemento
constitutivo ou circunstância agravante de outro não se estende a este. Nos
crimes conexos, a extinção da punibilidade de um deles não impede, quanto
aos outros, a agravação da pena resultante da conexão. (Redação dada pela
Lei nº 7.209, de 11.7.1984)
97948669116

C) CORRETA: A perempção é um fenômeno que só se aplica às ações


penais privadas, não sendo aplicável às ações penais públicas.
D) ERRADA: A morte do agente é causa de extinção da punibilidade, nos
termos do art. 107, I do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

48.! (FGV – 2015 – OAB – XVI EXAME DE ORDEM)


Felipe, menor de 21 anos de idade e reincidente, no dia 10 de abril
de 2009, foi preso em flagrante pela prática do crime de roubo.
Foi solto no curso da instrução e acabou condenado em 08 de
julho de 2010, nos termos do pedido inicial, ficando a pena

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acomodada em 04 anos de reclusão em regime fechado e multa de!
10 dias, certo que houve a compensação da agravante da
reincidência com a atenuante da menoridade. A decisão transitou
em julgado para ambas as partes em 20 de julho de 2010. Foi
expedido mandado de prisão e Felipe nunca veio a ser preso.
Considerando a questão fática, assinale a afirmativa correta.
a) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorrerá em 20 de julho de 2016.
b) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorreu em 20 de julho de 2014.
c) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorrerá em 20 de julho de 2022.
d) A extinção da punibilidade pela prescrição da pretensão
executória ocorrerá em 20 de novembro de 2015.
COMENTÁRIOS: No caso em tela, a prescrição da pretensão executória
ocorrerá em 05 anos e quatro meses, contados do trânsito em julgado
para ambas as partes.
Isso porque o prazo prescricional a ser utilizado como parâmetro é o de
08 anos, pois a pena aplicada não supera 04 anos (art. 109, IV do CP).
Além disso, em se tratando de prescrição da pretensão executória de
condenado reincidente, este prazo é aumentado em um terço, nos termos
do art. 110 do CP.
Assim, até agora temos um prazo prescricional de 10 anos e 08 meses
(08 anos + 1/3).
Contudo, como o réu era menor de 21 anos na data do fato, este prazo é
reduzido pela metade (art. 115 do CP). Assim, o prazo prescricional será
de 05 anos e 04 meses.
Desta forma, a extinção da punibilidade ocorrerá em 20.11.2015.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA D.
97948669116

49.! (FGV – 2014 – OAB – EXAME DE ORDEM)


Francisco foi condenado por homicídio simples, previsto no Art.
121 do Código Penal, devendo cumprir pena de seis anos de
reclusão. A sentença penal condenatória transitou em julgado no
dia 10 de agosto de 1984. Dias depois, Francisco foge para o
interior do Estado, onde residia, ficando isolado num sítio. Após a
fuga, as autoridades públicas nunca conseguiram capturá-lo.
Francisco procura você como advogado(a) em 10 de janeiro de
2014.
Com relação ao caso narrado, assinale a afirmativa correta

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a) Ainda não ocorreu prescrição do crime, tendo em vista que!
ainda não foi ultrapassado o prazo de trinta anos requerido pelo
Código Penal.
b) Houve prescrição da pretensão executória
c) Não houve prescrição, pois o crime de homicídio simples é
imprescritível.
d) Houve prescrição da pretensão punitiva pela pena em abstrato,
pois Francisco nunca foi capturado.
COMENTÁRIOS: Considerando que o prazo prescricional, aqui, será de
12 anos, pois será utilizada a pena efetivamente aplicada como parâmetro
(arts. 109, III c/c art. 110 do CP), podemos afirmar que já transcorreu
prazo da prescrição da pretensão executória.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA B.

50.! (FGV – 2012 – OAB – EXAME DE ORDEM)


No dia 18/10/2005, Eratóstenes praticou um crime de corrupção
ativa em transação comercial internacional (Art. 337-B do CP),
cuja pena é de 1 a 8 anos e multa. Devidamente investigado,
Eratóstenes foi denunciado e, em 20/1/2006, a inicial acusatória
foi recebida. O processo teve regular seguimento e, ao final, o
magistrado sentenciou Eratóstenes, condenando-o à pena de 1
ano de reclusão e ao pagamento de dez dias-multa. A sentença foi
publicada em 7/4/2007. O Ministério Público não interpôs
recurso, tendo, tal sentença, transitado em julgado para a
acusação. A defesa de Eratóstenes, por sua vez, que objetivava
sua absolvição, interpôs sucessivos recursos. Até o dia
15/5/2011, o processo ainda não havia tido seu definitivo
julgamento, ou seja, não houve trânsito em julgado final.
Levando-se em conta as datas descritas e sabendo-se que, de
acordo com o art. 109, incisos III e V, do Código Penal, a
prescrição, antes de transitar em julgado a sentença final,
verifica-se em 12 (doze) anos se o máximo da pena é superior a
97948669116

quatro e não excede a oito anos e em 4 (quatro) anos se o


máximo da pena é igual a um ano ou, sendo superior, não exceda
a dois, com base na situação apresentada, é correto afirmar que
a) não houve prescrição da pretensão punitiva nem prescrição da
pretensão executória, pois desde a publicação da sentença não
transcorreu lapso de tempo superior a doze anos.
b) ocorreu prescrição da pretensão punitiva retroativa, pois, após
a data da publicação da sentença e a última data apresentada no
enunciado, transcorreu lapso de tempo superior a 4 anos.
c) ocorreu prescrição da pretensão punitiva superveniente, que
pressupõe o trânsito em julgado para a acusação e leva em conta
a pena concretamente imposta na sentença.

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d) não houve prescrição da pretensão punitiva, pois, como ainda!
não ocorreu o trânsito em julgado final, deve-se levar em conta a
teoria da pior hipótese, de modo que a prescrição, se houvesse,
somente ocorreria doze anos após a data do fato.
COMENTÁRIOS: No caso em tela ocorreu a prescrição da pretensão
punitiva superveniente, que ocorre entre o trânsito em julgado para a
acusação e o trânsito em julgado para ambas as partes.
Tal modalidade de prescrição leva em conta a pena efetivamente
aplicada, que não mais poderá ser majorada, dado o trânsito em julgado
para a acusação. Como a pena aplicada foi de um ano de reclusão, o
prazo prescricional será de 04 anos, nos termos do art. 110, §1º do CP.
Entre o trânsito em julgado para a acusação e a data citada na narrativa
já havia transcorrido mais de 04 anos, motivo pelo qual deve ser
reconhecida a prescrição da pretensão punitiva superveniente.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA C.

51.! (FGV – 2010 – OAB – EXAME DE ORDEM)


A respeito do regime legal da prescrição no Código Penal, tendo
por base ocorrência do fato na data de hoje, assinale a alternativa
correta.
a) A prescrição, depois da sentença condenatória com trânsito em
julgado para a acusação, regula-se pela pena aplicada, não
podendo, em nenhuma hipótese, ter por termo inicial data
anterior à da denúncia ou queixa.
b) A prescrição da pena de multa ocorrerá em 2 (dois) anos,
independentemente do prazo estabelecido para a prescrição da
pena de liberdade aplicada cumulativamente
c) Se o réu citado por edital permanece revel e não constitui
advogado, fica suspenso o processo, mantendo-se em curso o
prazo prescricional, que passa a ser computado pelo dobro da
pena máxima cominada ao crime. 97948669116

d) São causas interruptivas do curso da prescrição previstas no


Código Penal, dentre outras, o recebimento da denúncia ou da
queixa, a pronúncia, a publicação da sentença condenatória ou
absolutória recorrível.
COMENTÁRIOS:
A) CORRETA: Esta é a exata previsão do art. 110, §1º do CP.
B) ERRADA: No caso de a multa ser aplicada cumulativamente com pena
privativa de liberdade, prescreverá no mesmo prazo desta, nos termos do
art. 114, II do CP.
C) ERRADA: Se o réu for citado por edital e não comparecer, nem
constituir advogado, ficarão suspensos tanto o processo quanto o curso
do prazo prescricional, nos termos do art. 366 do CPP.

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D) ERRADA: Item errado, pois a publicação da sentença ABSOLUTÓRIA!
recorrível não interrompe a prescrição, nos termos do art. 117 do CP.
Portanto, a ALTERNATIVA CORRETA É A LETRA A.

8.! GABARITO

1.! ALTERNATIVA C
2.! ALTERNATIVA B
3.! ALTERNATIVA C
4.! ALTERNATIVA B
5.! ALTERNATIVA B
6.! ALTERNATIVA B
7.! ALTERNATIVA D
8.! ALTERNATIVA E
9.! ALTERNATIVA C
10.! ALTERNATIVA A
11.! ALTERNATIVA D
12.! ALTERNATIVA B
13.! ALTERNATIVA A
14.! ALTERNATIVA D
15.! ALTERNATIVA D
16.! ALTERNATIVA D
17.! ALTERNATIVA D
18.! ALTERNATIVA D
19.! ALTERNATIVA B
97948669116

20.! ALTERNATIVA C
21.! ALTERNATIVA E
22.! ALTERNATIVA D
23.! ALTERNATIVA E
24.! ALTERNATIVA A
25.! ALTERNATIVA B
26.! ALTERNATIVA B
27.! ALTERNATIVA B
28.! ALTERNATIVA E
29.! ALTERNATIVA E
30.! ALTERNATIVA A

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31.! ALTERNATIVA A !
32.! ALTERNATIVA A
33.! ALTERNATIVA C
34.! ALTERNATIVA C
35.! ALTERNATIVA B
36.! ALTERNATIVA A
37.! ALTERNATIVA B
38.! ALTERNATIVA D
39.! ALTERNATIVA C
40.! ALTERNATIVA C
41.! ALTERNATIVA B
42.! ALTERNATIVA B
43.! ALTERNATIVA C
44.! ALTERNATIVA D
45.! ALTERNATIVA E
46.! ALTERNATIVA B
47.! ALTERNATIVA C
48.! ALTERNATIVA D
49.! ALTERNATIVA B
50.! ALTERNATIVA C
51.! ALTERNATIVA A

97948669116

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