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FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIENCIAS – FTC

CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

RAMON SANTANA NEVES

PISO INDUSTRIAL DE CONCRETO ESTRUTURALMENTE ARMADO


E PISO INDUSTRIAL REFORÇADO COM FIBRA DE AÇO: estudo
comparativo de custo e benefício

Itabuna – BA
2016
RAMON SANTANA NEVES

PISO INDUSTRIAL DE CONCRETO ESTRUTURALMENTE ARMADO


E PISO INDUSTRIAL REFORÇADO COM FIBRA DE AÇO: estudo
comparativo de custo e benefício

Trabalho monográfico submetido à Faculdade de


Tecnologia e Ciências – FTC, como requisito parcial
para obtenção do titulo de Bacharel em Engenharia
Civil.

Orientador: Prof. Esp. Márcio da Silva Souza

Itabuna – BA
2016
RAMON SANTANA NEVES

PISO INDUSTRIAL DE CONCRETO ESTRUTURALMENTE ARMADO


E PISO INDUSTRIAL REFORÇADO COM FIBRA DE AÇO: estudo
comparativo de custo e benefício

Trabalho monográfico submetido à Faculdade de


Tecnologia e Ciências – FTC, como requisito parcial
para obtenção do titulo de Bacharel em Engenharia
Civil e aprovado pela seguinte banca examinadora:

Aprovado em: 02 de Dezembro de 2016.

____________________________________________
Prof. Esp. Márcio da Silva Souza - Orientador
Faculdade de Tecnologia e Ciências - FTC

_____________________________________________
Prof. Dra. Cristiane Pereira de Lima
Instituto Federal Baiano - IFBaiano

_____________________________________________
Prof. Ma. Ludimila Mascarenhas Senhorinho
Instituto Federal Baiano - IFBaiano

Itabuna – BA
2016
Dedico esse trabalho primeiramente a Deus e
segundo a meus pais, minhas irmãs e minha querida
e amada esposa Williane Neves que, com muito
amor, dedicação e carinho, me apoiaram para que
eu pudesse realizar esse sonho.
AGRADECIMENTOS

Agradeço a Deus por ter me permitido desfrutar de cada momento dessa


jornada, me concedeu saúde, paz, inteligência e sabedoria para passar por cada
etapa até chegar a tão sonhada vitória.
Agradeço aos meus pais, Carlos e Gracilda, pela criação, pelo exemplo,
ensinando os valores de um homem, de um servo de Deus, mostrando a cada passo
por onde deveria seguir, mostraram-me o caminho da honestidade, da decência, do
esforço e do compromisso. Também agradeço as minhas irmãs, Lorena e Luisa,
pelo apoio, carinho e orações dedicadas a mim. Através de vocês é que foi possível
trilhar essa jornada.
A minha querida e amada esposa, Williane Neves, que foi a minha base ao
longo do curso, me incentivando a todo o momento, me ajudando a superar as
dificuldades. Sem o seu auxilio eu não teria chegado até aqui.
Agradeço ao meu sogro e sogra Messias e Creuza, por me amarem e
cuidarem de mim como um filho.
Ao meu cunhado, Fábio por ser o principal incentivador para que eu seguisse
por esse caminho, através de você que me inscrevi no vestibular e a partir daquele
momento foi escrita toda essa história. Aos meus cunhados Weudes por estar
sempre ao meu lado a cada trabalho e prova e Wendell por sempre me trazer alegria
e forças para continuar.
Aos meus queridos e fraternos irmãos em Cristo da cidade de Teixeira de
Freitas, Valdecy, Deuzeni, Tércio, Thatyane, Wagner, Juliane, Gleyson e Thalyne,
por serem muito amorosos e conselheiros, possibilitando que eu pudesse vencer as
muitas dificuldades ao longo do curso.
Aos meus amados irmãos em Cristo da cidade de Itabuna, César, Márcia,
Marcos, Gérsika, Thiago, Felipe, Fernanda, Taiane, André, Aline, e Kevilin por serem
sempre presentes, também me ajudando em oração. À Ailena e a Flávio, pela ajuda
na produção do meu trabalho de conclusão de curso. Em especial ao meu querido
cooperador de jovens, irmão e amigo Fernando (in Memoriam) por ter me ajudado
sempre, com sua amizade sincera, seus conselhos e orações.
Sou grato aos engenheiros Francisco França, Francisco Eduardo França e
toda equipe da Castália Empreendimentos pela oportunidade de estágio que me
deram para aperfeiçoar meus conhecimentos. Esses meses que passamos juntos
foram de um enriquecimento muito grande, tanto como pessoa, como profissional.
Aos professores pelos ensinamentos transmitidos, em especial ao meu
orientador Márcio da Silva Souza, sem você não seria possivel concluir essa etapa.
Agradeço a todos os meus familiares, pelo carinho, apoio e torcida para que o
meu sonho se realizasse.
A todos os meus colegas de sala, que confiaram em mim e me deram a
oportunidade de lidera-los ao longo do curso, em especial a Diego, Bruno, Hudson,
Carlos Heberson, Vinicius, Jaime, Adroaldo, Jutaí, Carla e Eva, por tantas manhãs,
tardes e noites acompanhados por vocês, desvendando os assuntos passados pelos
professores, cada um de vocês contribui de forma direta por esse momento.
Agradeço aos profissionais, engenheiro Flavio Grael por contribuir
diretamente para confecção desse trabalho, me passando materiais que foram de
extrema importância. Ao senhor Fernando Molina, diretor da Concrefibra, pela sua
prestatividade, dedicando de seu tempo para tirar muitas dúvidas que surgiram ao
longo desse trabalho, ao engenheiro Sérgio David, diretor técnico da Tecmachinefm,
ao Gilvan, gerente da Hmix e ao Cassinaldo Nunes, da empresa Pré-moldados 5
estrelas, pela boa vontade em prol do conhecimento, passando informações
essenciais para sanar as duvidas referente ao meu tema.
Finalizo agradecendo a todos que contribuíram direta e indiretamente para
realização do meu sonho. Isso tudo só foi possível acontecer porque vocês
estiveram presentes em minha vida.
“Se eu vi mais longe, foi por estar sobre
ombros de gigantes.”
Isaac Newton
RESUMO

No cenário atual da construção civil, o piso industrial possui uma fundamental


importância estratégica em centros de distribuição, plantas industriais e demais
utilizações. A técnica do concreto reforçado com fibras de aço (CRFA) é considerada
uma alternativa à armadura comumente utilizada, podendo proporcionar uma
redução da mão de obra dos armadores resultando em maior agilidade na execução.
Este estudo objetivou comparar o método de execução de piso industrial de concreto
estruturalmente armado (CEA) e o piso industrial reforçado com fibra de aço,
evidenciando o custo e benefício. Foi realizada uma pesquisa bibliográfica a fim de
destacar os principais pontos que diferenciam os dois métodos. Foram elaborados
orçamentos baseando-se em cotações de empresas do ramo e da tabela SINAPI
(Sistema nacional de pesquisa de custos e índices). Por fim foi elaborado um
mapeamento buscando fornecedores com referência a nível nacional próximo a
cidade de Itabuna - BA. Com base na literatura percebeu-se que os métodos de
execução do piso industrial com CEA e CRFA são semelhantes. A fibra de aço
quando adicionada ao concreto eleva a sua resistência a compressão e tração,
tornando-o um material mais dúctil, além de melhorar muito o controle da sua
fissuração. Analisando as cotações obtidas pode-se observar que, ao executar um
piso industrial com as mesmas dimensões (2.000m²) utilizando a fibra de aço no
reforço do concreto é possível obter uma economia de aproximadamente 10,85%.
Assim, é possível concluir que adicionando a fibra de aço na mistura do concreto
obtemos um piso com resistência maior tanto na compressão quanto na tração,
suportando as mesmas cargas que o piso estruturalmente armado com custo e
tempo de execução menor. Entretanto, deve-se estar atento às etapas da execução,
pois, se executado erroneamente é possível ter o fenômeno de afloramento
ocorrendo assim um dispêndio ao valor final.

Palavras-chave: Concreto, economia, pavimento.


ABSTRACT

In the current scenario of civil construction, the industrial floor has a fundamental
strategic importance in distribution centers, industrial plants and other uses. The
steel fiber reinforced concrete (CRFA) technique is considered an alternative to the
commonly used reinforcement, which can reduce the workmanship of the shipowners
resulting in greater agility in the execution. The objective of this study was to
compare the method of execution of industrial floor of structurally reinforced concrete
(CEA) and industrial floor reinforced with steel fiber, evidencing the cost and benefit.
A bibliographical research was carried out in order to highlight the main points that
differentiate the two methods. Budgets were prepared based on quotations from
companies in the industry and from the SINAPI (National Cost and Indexes Research
System) table. Finally, a mapping was elaborated looking for suppliers with reference
to national level near the city of Itabuna - BA. Based on the literature it was noticed
that the methods of execution of the industrial floor with CEA and CRFA are similar.
The steel fiber when added to the concrete raises its resistance to compression and
traction, making it a more ductile material, besides greatly improving the control of its
cracking. Analyzing the obtained quotations it can be observed that, when executing
an industrial floor with the same dimensions (2.000 m²) using the steel fiber in
reinforcement of the concrete it is possible to obtain an economy of approximately
10.85%. Thus, it is possible to conclude that by adding the steel fiber in the concrete
mixture we obtain a floor with greater resistance in both compression and traction,
supporting the same loads as the structurally reinforced floor with cost and less
execution time. However, one should be aware of the execution stages, because if
executed erroneously it is possible to have the upwelling phenomenon, thus incurring
an expenditure of the final value.

Keywords: Concrete, Economy, Pavement.


LISTA DE FIGURAS

Figura 1 – Materiais da mistura do concreto (A – Areia / B – Brita / C – Cimento) .... 17


Figura 2 – Central dosadora de concreto ................................................................. 17
Figura 3 – Composição do concreto armado ............................................................ 18
Figura 4 – Prensa de ensaio de resistência à compressão ...................................... 19
Figura 5 – Viga trincada devido à força de tração na flexão ..................................... 20
Figura 6 – Formatos da fibra de aço ........................................................................ 21
Figura 7 – Piso de concreto com armadura distribuída ............................................ 22
Figura 8 – Piso de concreto estruturalmente armado ............................................... 23
Figura 9 – Concreto com fibra de aço ...................................................................... 23
Figura 10 – Sistema de piso industrial ..................................................................... 25
Figura 11 – Piso industrial de concreto armado ....................................................... 28
Figura 12 – Espaçadores da armadura .................................................................... 30
Figura 13 – Posicionamento das barras de transferência ......................................... 30
Figura 14 - Processo executivo da concretagem do piso industrial em vista de topo 32
Figura 15 – Barras de transferência ......................................................................... 36
Figura 16 – Rollerburg – Rolo assentador de agregados para concreto ................... 37
Figura 17 – Distribuição das tensões no concreto simples, armado e CRFA ........... 44
Figura 18 – Resultado do ensaio de tração na flexão do concreto ........................... 45
Figura 19 – Resultado do ensaio da resistência à compressão e tração na flexão ... 45
LISTA DE TABELAS

Tabela 1: Parâmetros de dosagem do concreto para piso industrial ........................ 33


Tabela 2: Serviços e suas respectivas durações ...................................................... 38
Tabela 3: Planilha orçamentaria de piso com concreto estruturalmente armado ...... 40
Tabela 4: Planilha orçamentaria de piso industrial de CRFA .................................... 41
Tabela 5: Orçamento de piso industrial de concreto armado.................................... 42
Tabela 6: Orçamento de piso industrial de concreto reforçado com fibra de aço...... 42
LISTA DE SIGLAS

ABCP Associação Brasileira de Cimento Portland


CA Concreto Armado
CBR California Bearing Ratio
CRFA Concreto Reforçado com Fibra de Aço
FCK Feature Compression Know
FIHP Federación Iberoamericana del Hormigón Premezclado
ISC Índice de Suporte Califórnia
KG Kilograma
MPA Mega Pascal
NBR Norma Brasileira Registrada
PCA Portland Cement Association
SINAPI Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices
SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO ...................................................................................................... 14
1.1 Objetivos ............................................................................................................ 15
1.1.1 Geral ............................................................................................................... 15
1.1.2 Específicos ...................................................................................................... 15
2 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO ....................................................................... 16
2.1 Histórico da pavimentação industrial no Brasil ................................................... 16
2.2 Concreto ............................................................................................................ 16
2.3 Propriedades mecânicas do concreto ................................................................ 19
2.4 Fibra de Aço ....................................................................................................... 20
2.5 Tipos de pisos industriais ................................................................................... 21
2.5.1 Piso com armadura distribuída ........................................................................ 21
2.5.2 Piso estruturalmente armado .......................................................................... 22
2.5.3 Piso de concreto reforçado com fibras de aço ................................................. 23
2.6 Subleito .............................................................................................................. 24
2.7 Sub-base............................................................................................................ 24
3 METODOLOGIA ................................................................................................... 26
3.1 Material e métodos ............................................................................................. 26
3.2 Procedimento Analítico ...................................................................................... 26
4 RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................ 27
4.1 Piso industrial de concreto estruturalmente armado ........................................... 27
4.1.1 Características técnicas .................................................................................. 28
4.1.2 Execução do Subleito e Sub-base................................................................... 28
4.1.3 Armadura ........................................................................................................ 29
4.1.4 Fôrmas ............................................................................................................ 30
4.1.5 Concretagem................................................................................................... 31
4.1.6 Juntas ............................................................................................................. 33
4.1.7 Pontos positivos e negativos ........................................................................... 33
4.1.8 Equipamentos ................................................................................................. 35
4.2 Piso industrial de concreto reforçado com fibra de aço ...................................... 35
4.2.1 Características técnicas .................................................................................. 35
4.2.2 Concretagem com fibra de aço ....................................................................... 37
4.2.3 Pontos positivos e negativos ........................................................................... 38
4.3 Serviços e Cronograma - Comparativo .............................................................. 38
4.4 Orçamentos - Comparativo ................................................................................ 39
4.4 Comparação de aspectos técnicos entre os dois métodos de execução ............ 43
4.6 Disponibilidade da fibra de aço em locais próximos a Itabuna ........................... 46
4.7 Análise da pesquisa ........................................................................................... 47
5 CONSIDERAÇÕES FINAIS .................................................................................. 48
REFERÊNCIAS ....................................................................................................... 49
ANEXO .................................................................................................................... 55
14

1 INTRODUÇÃO

Um dos materiais de construção mais difundidos no mundo é o concreto. Ele


é encontrado em obras de pequeno, médio e grande porte, tais como: Rodovias,
pontes, casas, edifícios, torres de resfriamento, usinas, obras de saneamento e
plataformas petrolíferas.
A cada ano, é estimado um consumo de 11 bilhões de toneladas desse
material, isso equivale a uma média de consumo de 1,9 toneladas de concreto por
habitante por ano, valor esse que perde apenas para o consumo da água, de acordo
com a FIHP (Federación Iberoamericana del Hormigón Premezclado). O concreto
produzido nas centrais dosadoras no Brasil é estimado em 30 milhões de metros
cúbicos (PEDROSO, 2009).
Santos (2006) reforça a informação dizendo que em comparação com outros
países, o Brasil utiliza o concreto de forma predominante.
A história do modo de como se dimensionava os pisos industriais, em meados
de 1920, se misturava com a dos pavimentos de concreto, cujo dimensionamento é
baseado no limite elástico do concreto. Quatro décadas mais tarde, por volta de
1962, é que surge uma nova base teórica para o dimensionamento de pisos com
placas apoiadas em meio elástico através do limite plástico do material. Esse
trabalho desenvolvido com placas de concreto armado foi muito importante para a
evolução do uso da fibra de aço no concreto.
Em 1990, os pisos industriais ganharam mais notoriedade, passando a ser
considerado como um “equipamento da indústria”, pois, ele é o único componente
que se relaciona diretamente com o processo produtivo, onde permite a locomoção
de pessoas e muitas vezes agem como fundação para equipamentos e máquinas. A
técnica do concreto reforçado com fibras de aço chega ao Brasil como uma
alternativa à armadura comumente utilizada, proporcionando uma redução da mão
de obra dos armadores, podendo também ganhar agilidade na execução.
Usar fibras de aço no concreto apresenta resultados muito interessantes no
que diz respeito ao seu desempenho final, transformando-o em um material com
uma ductilidade maior (RODRIGUES 2007, 2009, 2010).
Marangon (2011) complementa dizendo que a utilização das fibras no
concreto proporciona uma evolução das suas propriedades mecânicas (resistência a
compressão e resistência a tração) e Lopes (2005) diz que a utilização das fibras de
15

aço para reforço do concreto em pisos industriais, coloca esse material como um dos
mais promitentes para uso na estrutura.
No Brasil, uma das principais preocupações dos projetistas e das empresas
de execução de pisos industriais tem sido diminuir os custos e os problemas que são
causados pela necessidade de manutenção dos mesmos. Antes vista como uma
atividade de execução complicada nas etapas finais da obra, o piso industrial passa
a ter uma fundamental importância estratégica em plantas industriais, condomínios,
centros de distribuição e demais utilizações. Além de considerar o dimensionamento
e a complexidade de equipamentos que por ele vão passar, o desempenho e a
durabilidade passam a ser mais exigido pelos contratantes (RODRIGUES, 2010).
Em relação ao problema, apesar dos benefícios com relação à melhora da
sua resistividade (compressão, tração e flexão), o custo do uso da fibra de aço no
concreto, em comparação com o concreto estruturalmente armado, para piso
industrial, é viável?
Considerando esse aspecto, foi desenvolvida uma pesquisa sobre o
custo/benefício da execução de piso industrial com concreto estruturalmente armado
em comparação com o uso da fibra de aço no reforço do concreto.

1.1 Objetivos

1.1.1 Geral

Comparar o método de execução de piso industrial com concreto


estruturalmente armado e reforçado com fibra de aço, mostrando o custo/benefício.

1.1.2 Específicos

• Verificar quanto à disponibilidade da fibra de aço no município de Itabuna ou


localidades mais próximas.
• Mostrar a influência da utilização de fibras de aço no concreto em relação a sua
resistência à compressão e resistência a tração.
16

2 REFERENCIAL BIBLIOGRÁFICO

2.1 Histórico da pavimentação industrial no Brasil

Segundo Rodrigues, Botacini, Gasparetto (2006), no Brasil, em 1920 os


pavimentos eram executados com concreto simples, seguindo as orientações da
PCA (Portland Cement Association). Esse método executivo teve grande
popularidade devido à ABCP (Associação Brasileira de Cimento Portland), pois, ela
realizava muitos simpósios e cursos, baseados nos trabalhos desenvolvidos por
eles.
A pavimentação industrial no Brasil tem uma história recente, com
aproximadamente 30 anos, antes disso não se tinha grande preocupação em seguir
instruções dos projetos a risca. Em meados de 1995 é que começou a surgir novas
técnicas de dimensionamento de pisos industriais, baseados nos trabalhos de
Losberg e Meyerhof, trazendo esse conhecimento da Europa, onde era uma forma
executiva diferente das técnicas norte-americanas, de Westergard, Picket e Ray. A
técnica europeia foca no reforço do pavimento, colocando telas soldadas, protensão
ou fibras de alto módulo, fazendo pavimentos esbeltos com placas de grandes
dimensões. Já a técnica americana utiliza apenas o concreto simples, fazendo
placas de pequenas dimensões com uma rigidez bem elevada (RODRIGUES,
BOTACINI, GASPARETTO, 2006).

2.2 Concreto

O Concreto é feito através de basicamente três materiais e um elemento,


sendo eles o cimento, areia e pedras britadas com a adição de água a sua mistura,
conforme Figura 1. De forma básica, pode-se dizer que o material chamado de
concreto, é uma pedra artificial que, no seu estado fresco e com a ajuda de fôrmas,
se molda ao engenho construtivo do homem. E que depois de endurecido, obtém
uma resistência próxima à de rochas naturais (PEDROSO, 2009).
17

Figura 1 – Materiais da mistura do concreto (A – Areia / B – Brita / C – Cimento)

Fonte: Dados da pesquisa, (2016).

Para que se tenha um controle melhor do concreto, muitas empresas e


construtoras terceirizam o serviço de concretagem para empresas especializadas
nesse tipo de serviço. Empresas essas as quais possuem centrais dosadoras de
concreto, Figura 2. Podendo ser definida como: “Central de concreto: Designação
das instalações onde se efetuam as operações de dosagem e, conforme o caso,
mistura do concreto, de acordo com esta Norma” (ABNT:NBR 7212, 2012, pag. 2).

Figura 2 – Central dosadora de concreto

Fonte: Adaptado de Concrecity – EmpresasCity, (2016).


18

O concreto tem o seu uso aplicado em diversos tipos de obras, possui


fundamental importância no que diz respeito à segurança e integridade da mesma.
Um exemplo de pavimento que utiliza o concreto é o piso industrial. De acordo com
Rodrigues (2010), para se obter um bom concreto para pisos, é necessário que ele
seja produzido de forma homogênea, onde, após o seu endurecimento, possa ter um
resultado satisfatório no que diz respeito as suas propriedades de resistividade
mecânicas (Resistência a tração na flexão e compressão).

Os pisos industriais podem ser de concreto simples, com armadura


distribuída – cuja função é controlar as tensões de retração;
estruturalmente armados, empregando armadura dupla; os
reforçados com fibras; e os protendidos (RODRIGUES, 2007, p. 24).

Quando se tem uma armadura distribuída ao longo das fôrmas e pretende-se


fazer a adição do concreto a esse conjunto, o resultado após a concretagem é
chamado de concreto armado (Figura 3). Azeredo (1997) define da seguinte forma:

Denomina-se concreto armado à associação do aço ao concreto,


com a finalidade de melhorar a resistência desse à determinados
tipos de esforços. Essa associação tornou-se possível graças aos
seguintes fatores: à boa aderência entre ambos os materiais; à
quase igualdade dos respectivos coeficientes de dilatação térmica, e
à proteção do aço contra a corrosão, quando convenientemente
envolvido pelo concreto (AZEREDO, 1997, p.78).

Figura 3 – Composição do concreto armado

Fonte: Construnormas PINI, (2016).


19

2.3 Propriedades mecânicas do concreto

Com o passar do tempo, o concreto mostra algumas variações nas suas


propriedades. Inicialmente, após fazer a mistura dos materiais, ele se apresenta de
forma fluído-viscosa e após certo período ele vai enrijecendo até chegar ao seu
estado endurecido (RODRIGUES, 2010). É necessário conhecer o seu
comportamento e as suas propriedades para assim garantir a sua eficiência.
Segundo a ABNT:NBR 10341 (2006), o módulo de elasticidade do concreto é
um dos parâmetros usados para fazer cálculos estruturais, que liga a tensão
aplicada à deformação instantânea obtida. Podendo assim permitir ter uma noção do
comportamento da estrutura relacionado à desforma ou a outras características
desejadas do concreto.
De acordo a ABNT:NBR 7180 (2016), pode-se dizer que o limite plástico de
solos é o teor de umidade em que o material deixa de ser plástico, e se torna
quebradiço ou quando o material começa a indicar a passagem do estado plástico
(fluído-viscoso) para o rígido e Carvalho (2014), faz a seguinte definição:

A principal característica do concreto é a sua resistência à


compressão, a qual é determinada pelo ensaio de corpos de prova
submetidos à compressão centrada; esse ensaio também permite a
obtenção de outras características, como módulo de deformação
longitudinal (CARVALHO, 2014, p.34).

Para realizar os ensaios com os corpos de prova, devem-se seguir as


instruções estabelecidas na ABNT:NBR 5739:2007 - Concreto – Ensaio de
compressão de corpos de prova cilíndricos. A Figura 4 mostra as maquinas
utilizadas para realização desse ensaio.

Figura 4 – Prensa de ensaio de resistência à compressão

Fonte: A - Adaptada de CORREIA, (2012). / B – Acervo pessoal, (2014).


20

Quando realiza-se essa passagem do estado plástico para o rígido, se


executado dentro das normas, se obtém um material bem dúctil. “Entende-se por
ductilidade a capacidade de deformação da estrutura sem perda significativa de
resistência depois de atingida a sua capacidade elástica” (ORNELAS, 2013, p. ___).
Outra característica é possuir uma baixa resistência à tração, uma força que
age “esticando” a peça. A resistência à tração é aferida como a quantidade de força
necessária para quebrar uma substância por estiramento. Carvalho (2014) define
com o seguinte conceito:

Como o concreto é um material que resiste mal a tração, geralmente


não se conta com a ajuda dessa resistência. Entretanto, a resistência
à tração pode estar relacionada com a capacidade resistente da
peça, como as sujeitas a esforço cortante, e, diretamente, com a
fissuração, sendo necessário, por isso, conhece-la (CARVALHO,
2014, p.36).

Sobre a tração na flexão, Carvalho (2014), diz que é uma deformação que
apresenta um elemento estrutural alongado na direção perpendicular a seu eixo
longitudinal. A Figura 5 mostra o que ocorre quando o concreto sofre flexão.

Figura 5 – Viga trincada devido à força de tração na flexão

Flexão

Fonte: Adaptado de REBELLO, (2005).

2.4 Fibra de Aço

As fibras de aço são feitas através de fios de aço estirado, onde são cortados
em vários tamanhos e diâmetros. Depois de produzidas, elas são classificados em 3
classes, sendo elas: Classe 1, fibra derivada de arame trefilado a frio, classe 2, vindo
da chapa laminada cortada a frio e por fim classe 3, oriunda de arame trefilado e
escarificado (ABNT:NBR 15530, 2007).
21

Em termos técnicos pode-se dizer que as fibras de aço são “filamentos de aço
descontínuos produzidos especificamente para o uso em concretos” (NBR 15530,
2007, pag. 1). “(...) com uma variada gama de formatos, dimensões e mesmo de
tipos de aço” (FIGUEIREDO, 2000, p. 11). A Figura 6 exibe alguns formatos de fibras
de aço.

Figura 6 – Formatos da fibra de aço

Fonte: Adaptado de TECMACHINEFM, (2016).

2.5 Tipos de pisos industriais

O piso industrial pode ser definido como um elemento apoiado, que


devidamente dimensionado e executado, pode suportar altas concentrações de
cargas, atendendo as mais variadas solicitações de carregamento, para tal, deve-se
considerar alguns aspectos estruturais na sua confecção (SENEFONTE 2007, apud
BONASSA, 2010).

2.5.1 Piso com armadura distribuída

O piso com armadura distribuída (Figura 7) é aquele que é utilizado para ter
um melhor controle da retração no concreto e por consequência reforçar a estrutura
do piso. Comumente utilizada na parte superior da placa de concreto, onde as
cargas distribuídas agem com maior intensidade, que por consequência gera
22

momentos negativos. Esse tipo de piso contribui para manter o controle do empeno
da placa de concreto, pois, a armadura não sofre retração no momento em que o
concreto perde água, reduzindo assim o efeito do empenamento (RODRIGUES,
BOTACINI, GASPARETTO, 2006).
O piso com armadura distribuída pode ser executado com placas de concreto
de 30 metros de comprimento por 6 metros de largura, mas, geralmente é utilizado
15 metros de comprimento para esse tipo de piso (OLIVEIRA, 2000).

Figura 7 – Piso de concreto com armadura distribuída

Fonte: Oliveira, (2000).

2.5.2 Piso estruturalmente armado

O piso estruturalmente armado (Figura 8) interliga o que os materiais têm de


melhor, sendo, a alta resistência à tração da barra de aço com a alta resistência a
compressão do concreto, podendo ter placas de concreto com grandes dimensões,
mas com uma espessura menor (BONASSA, 2010).
Rodrigues, Botacini e Gasparetto (2006) afirmam que:

"Em função da sua elevada capacidade resistente, os pisos armados


são empregados na presença de cargas elevadas, como hangares
de aeronaves, pátio de contêineres, áreas de depósito com cargas
pontuais elevadas, etc" (RODRIGUES, BOTACINI E
GASPARETTO, 2006, p. 73).
23

Figura 8 – Piso de concreto estruturalmente armado

Fonte: Oliveira, (2000).

2.5.3 Piso de concreto reforçado com fibras de aço

O uso das fibras de aço no reforço do concreto (Figura 9) é utilizado para ter
um maior controle na fissuração do mesmo, também consegue aumentar
consideravelmente a sua resistência no que diz respeito à tração e compressão.
Rodrigues, Botacini, Gasparetto (2006) complementam dizendo:

Podemos até dizer que a chegada das fibras de aço promoveu uma
verdadeira revolução na engenharia de pavimentação industrial, pois
abriu para nós toda a metodologia de dimensionamento empregada
na Europa, o que possibilitou o aperfeiçoamento das técnicas de
projeto de outros tipos de pavimento, notadamente o armado
(RODRIGUES, BOTACINI, GASPARETTO, 2006, p. 13).

Figura 9 – Concreto com fibra de aço

Fonte: Adaptado de IPT e Neomatex, (2016).


24

2.6 Subleito

Segundo Rodrigues (2010), o subleito é a primeira camada do solo que


recebe as forças que são geradas pelos carregamentos que agem no piso, sejam
elas pontuais ou distribuídas. De forma simples, ele pode ser explicado como um
conjunto de molas, distribuídas de maneira uniforme sob as placas de concreto,
sendo que na medida em que essas placas são carregas, elas começam a sofrer
deformações, que no ponto de origem tem uma concentração maior e vai diminuindo
na medida em que se afasta do ponto de origem. Levy (2009) usa a seguinte
definição:

Denominamos subleito o terreno de fundação preparado para


receber o pavimento industrial. No Brasil, que segue a escola
europeia de trabalhar com pisos delgados, o subleito, que na maioria
das vezes exerce o papel de fundação direta, é uma camada
bastante exigida pela transmissão de esforços do pavimento
industrial ao solo (LEVY, 2009, p. ___).

2.7 Sub-base

Entre o piso industrial e o subleito existe o elemento estrutural chamado de


sub-base, onde, tem como sua principal função fazer o controle das deformações
que são originadas pelo piso, fazendo um controle do comportamento mecânico das
placas com o subleito. De maneira simples, pode-se dizer que é essa estrutura que
fica responsável por transferir qualquer tipo de esforço proveniente das cargas no
piso para a fundação (LEVY, 2009).
De forma mais técnica, Rodrigues, Botacini, Gasparetto (2006, p. 23) dizem
que “As sub-bases são elementos estruturais intermediários entre as placas de
concreto e o subleito, formado pelo terreno natural ou por solo trocado, devidamente
compactado, e são de importância primordial ao desempenho do piso”.
Oliveira (2000) diz que as funções da sub-base são de aumentar a
capacidade de suporte na fundação além de uniformizá-la, evitar os efeitos oriundos
dos solos expansivos sobre o pavimento e impedir o bombeamento dos solos finos,
quando passam as cargas pesadas.
A Figura 10 exibe de maneira muito prática como funciona o sistema do piso
industrial.
25

Figura 10 – Sistema de piso industrial

Fonte: Rodrigues, (2010).


26

3 METODOLOGIA

3.1 Material e métodos

A presente pesquisa foi considerada uma pesquisa bibliográfica exploratória,


onde foi feita uma comparação entre o método de execução de piso industrial com
concreto armado e o método executado com fibra de aço adicionado ao concreto,
mostrando o custo x benefício de cada método.
“Pode-se dizer que estas pesquisas têm como objetivo principal o
aprimoramento de ideias ou a descoberta de intuições.” (GIL, 2002, pag. 41).
Conforme Gil (2002), esse tipo de pesquisa assume a forma de pesquisa
bibliográfica, onde a obtenção dos dados foi feita através de artigos, de mestrados,
tese de doutorado, NBR’s e livros.
Também foi utilizada a técnica de levantamento, que segundo Bertucci
(2015), é quando se faz um levantamento detalhado para obter conclusões em cima
dos dados obtidos.

3.2 Procedimento Analítico

Para elucidar o objetivo geral da presente pesquisa, foi elaborado orçamento,


fazendo cotação com empresa do ramo através de e-mail, acesso a endereços
eletrônicos, telefone e também foi utilizada a tabela SINAPI (Sistema nacional de
pesquisa de custos e índices) e base de preço do mercado atual. Através de revisão
bibliográfica, foram consultados as normas regulamentadores, livros, boletins
técnicos e trabalhos acadêmicos, onde se buscou esclarecer os principais pontos
que divergem os dois métodos de execução, dando ênfase ao que pode mudar com
a adição da fibra de aço no processo de execução do piso industrial.
Também foi feito um mapeamento, através de consulta a site de empresas
especializadas no ramo, buscando os fornecedores, que possuam referência a nível
nacional, mais próximo a cidade de Itabuna.
27

4 RESULTADOS E DISCUSSÃO

Na ultima década o Brasil veio seguindo a mesma linha que o estilo europeu
utiliza na execução de pisos industriais, o emprego desse método executivo remete
a pisos mais econômicos tanto no sentido de custo, como também na manutenção
do mesmo, porém, se exige uma execução minuciosa. (RODRIGUES, BOTACINI,
GASPARETTO, 2006). A presente pesquisa, através de referências bibliográficas,
mostra os principais pontos que diferenciam os dois métodos de execução, trazendo
também um comparativo dos custos.
Para o comparativo foi considerado condições ideais para o solo, que
segundo Rodrigues (2010), pode ser dado com um índice de compactação de 98%
do proctor normal estipulado pela ABNT:NBR 7182:1986 – Solo – Ensaio de
compactação e índices de CBR superior a 6% e expansão inferior a 2% baseados
na NBR 9895:1987 – Solo – Índice de Suporte Califórnia, também foi considerado
uma área de 2.000 m² de piso industrial com suporte para 5 toneladas por m² e uma
espessura de piso de 15 cm.

4.1 Piso industrial de concreto estruturalmente armado

Esse tipo de piso é feito com telas soldadas, segundo a ABNT:NBR


7481:1990 - Tela de aço soldada - Armadura para concreto, diz que os painéis
devem ter um comprimento de 4,2 m a 6 m, ele deve está posicionado a 3 cm da
parte superior e 2,5 cm da parte inferior. A sua principal função é fazer o reforço da
estrutura, agindo no combate de fissuras, causadas pela retração do concreto. No
que diz respeito à transferência de cargas, é feita através de barras de
transferências em junta serrada ou construtiva e na ligação existente entre as
placas, são usadas barras de ligação.
Esse piso tem uma infinidade de utilizações, sendo elas, aeroportos,
indústrias, armazéns, quadras poliesportivas, estacionamentos, depósitos e muitos
outros. Esses tipos de piso podem ter apenas uma tela, ou pode ser utilizado com
tela dupla, o chamado piso estruturalmente armado, podendo ser mais bem
compreendido com a Figura 11.
28

Figura 11 – Piso industrial de concreto armado

Fonte: Adaptado de Pisomold, (2016).

4.1.1 Características técnicas

De acordo com Silva (2012), os pisos executados com placas de concreto


armado podem ter dimensões de até 12 m de largura por 12 m de comprimento, com
um mínimo de 13 cm na sua espessura e em caso de maiores dimensões, deve-se
aumentar a área de aço da tela que fica na parte de cima, esse aumento é sempre
feito baseado na análise das cargas que se pretende resistir.
Segundo o mesmo autor, os materiais comumente utilizados na execução
desse tipo de piso são: brita utilizadas como lastro, lona preta colocada sobre a brita,
espaçadores de plástico, a tela soldada, os espaçadores metálicos, depois as barras
de transferência e de ligação, que são utilizadas no encontro do piso com os pilares
ou paredes (para permitir a movimentação da estrutura), endurecedores e selante de
juntas. Além desses materiais também incorporam a esse processo, estudos de
geotecnia, sondagens, análise de carregamentos e estudo de projetos.

4.1.2 Execução do Subleito e Sub-base

O primeiro passo para executar o piso é a preparação do subleito, onde deve-


se regularizar o local, fazendo a compactação do solo, o seu nivelamento,
considerando os limites de Atterberg e o índice de suporte Califórnia (ISC), pois o
subleito é a camada de solo que apoia o piso.
29

Segundo os autores Rodrigues, Botacini, Gasparetto (2006), o ensaio de


caracterização do solo, conhecido como limites de Atterberg, divide-se em ensaio
granulométrico, realizado com peneiramento e sedimentação além dos índices de
consistência. Os mesmos autores (2006) dizem que o índice de suporte Califórnia
pode ser utilizado como uma alternativa ao coeficiente de recalque, definindo-o
como o ensaio que mede comparativamente a resistência ao cisalhamento do solo,
avaliando através da penetração de um cilindro padronizado na amostra, utilizando
uma brita graduada de boa qualidade. Esse índice também é conhecido como CBR
(Califórnia Bearing Ratio).
O segundo passo é a execução da Sub-base, que segundo Cristelli (2010),
pode ser feita com pedregulhos ou com uma camada de cimento sobre o solo,
sempre atento ao CBR, que deve esta de acordo com especificações do projeto.
Essa camada também tem uma função importante, que é evitar que aconteçam
infiltrações no solo. Entre a Sub-base e a camada de concreto, também é feito um
isolamento com lona a fim de reduzir o atrito desses dois elementos.
De acordo com Choudounsky, Viecili (2007, apud Bonassa 2010), as sub-
bases são muito importantes para obter-se um bom desempenho do piso no que diz
respeito a sua parte estrutural, elas devem ter características bem especificadas e
controladas.

4.1.3 Armadura

Conforme Agnol, Balestrini, Satori (2013), a armadura tem fundamental


importância no desempenho estrutural e na durabilidade do piso, nesse sistema é
ela quem é a principal responsável em combater a fissuração causada pela retração
do concreto. Ela tende a direcionar a fissuração para as juntas, pois é nelas que
contém as barras de transferência que fazem com que as cargas interajam entre as
placas dividindo os esforços atuantes nas mesmas.
O conjunto da armadura é composto pela tela soldada, barra de transferência
e barra de ligação e elas devem seguir espaçamento, feito com espaçadores ou
distanciadores mostrados na Figura 12, e área de aço estipuladas por projeto, o
mesmo deve estar em conformidade com a NBR 7480:2007 – Aço destinado a
armaduras para estruturas de concreto armado – Especificação e com a NBR
7481:1990, já mencionada anteriormente (AGNOL, BALESTRINI, SATORI, 2013).
30

Figura 12 – Espaçadores da armadura


(A - Espaçador tipo caranguejo / B - Distanciador)

Fonte: Adaptado de JeruelPlast, (2016).

4.1.4 Fôrmas

Rodrigues (2010), diz que as fôrmas são feitas por peças de madeira ou
peças metálicas, devem ser colocadas com a menor variação possível, menos de 3
mm a cada 5 m e devem ser bem escoradas, para aguentar todo o esforço de
pressão lateral produzido pelo concreto no processo de concretagem e pelas
máquinas usadas na parte de adensamento, por exemplo, as réguas vibratórias.
O mesmo autor, diz que também tem que ser um material leve para facilitar a
montagem, com a disposição estipulada no projeto baseada nas juntas de
construção e pelas bordas livres. Devem possuir altura ligeiramente menor que a
espessura do piso e também têm que ter aberturas que possam possibilitar o
posicionamento correto das barras de transferência (Figura 13), não ultrapassando
2,5 cm no sentido horizontal e 1,25 cm no sentido vertical, os furos devem ter
diâmetro suficiente para que possam ser retiradas as formas sem interferir nas
barras de transferência.

Figura 13 – Posicionamento das barras de transferência

Fonte: Bonassa, (2010).


31

4.1.5 Concretagem

Segundo Silva (2012), o processo de concretagem é desenvolvido em várias


etapas, desde a sua produção na central dosadora e posterior transporte, onde
nessa fase deve-se está atento às recomendações da ABNT:NBR 12655:2015 –
Concreto de cimento Portland – Preparo, controle e recebimento – Procedimento,
para garantir a resistividade desejada.
Chegando à obra é feito o lançamento, adensamento, o acabamento e a sua
cura. O concreto solicitado na usina deve seguir as especificações da NBR e as
recomendações de projeto com FCK (Feature Compression Know) mínimo de 30
Mpa, o fornecimento do concreto deve ser feito por caminhão betoneira e não deve
ser interrompido, pois a interrupção nessa etapa do serviço poda causar problemas
como emenda de acabamento ou juntas frias. O espalhamento pode ser feito de
forma manual, mas geralmente é feito por máquinas, com um espalhamento em toda
a faixa de execução e nivelado a certa altura para quando for fazer o adensamento e
acabamento todos os pontos do piso tenha a mesma altura determinada no projeto
(SILVA, 2012).
De acordo com Bonassa (2010), apesar de parecer um processo simples, se
fizer o lançamento mal feito, isso pode prejudicar o desempenho final do piso, por
isso é essencial que se evite o tráfego de veículos e equipamentos pesados por
cima da armadura durante a concretagem, evitando, por exemplo, o deslocamento
da mesma.
Bonassa (2010), também diz que o processo na parte de adensamento é feito
por vibração na parte de cima do piso, geralmente utilizando equipamentos como o
Vibro Strike, Laser Screed ou régua vibratória. A regularização do piso é feita com o
rodo de corte, observando a sua regularidade altimétrica longitudinal e transversal. O
acabamento é feito de forma que possa proporcionar ao piso uma superfície plana e
rígida, com boa resistência e durabilidade.
Carvalho e Pitta (1996), ainda informam que a concretagem feita em formato
de xadrez deve ser evitada de todas as formas para o piso industrial, pois pode
prejudicar muito o desempenho do piso. A forma mais segura para se executar o
piso, é concretando por faixas, onde um grande pano é concretado e depois as
placas vêm sendo cortadas, pois dessa forma permite que exista uma continuidade
nas juntas longitudinais.
32

A cura pode ser feita com composto químico, utilizando ou não a lona
plástica, seguindo proporções de 0,2 a 0,5 l/m², o desempenho também se relaciona
a boas condições na fase da cura (SILVA, 2012).
A Figura 14 mostra de forma simplificada todo o processo executivo do piso
industrial, desde o lançamento do concreto no local até o acabamento.

Figura 14 - Processo executivo da concretagem do piso industrial em vista de topo

Fonte: Cristelli, (2010).


33

Para a execução de todo esse processo descrito anteriormente é necessário


que se tenham alguns parâmetros, que são demonstrados na Tabela 1, conforme
abaixo:

Tabela 1: Parâmetros de dosagem do concreto para piso industrial


Parâmetro Limite mínimo
Resistência característica à compressão (fck) 30 MPa
Resistência média à tração (fctm) 4,2 Mpa
Consumo mínimo de cimento 350 kg/m³
Relação água/cimento máxima 0,50
Abatimento (slump test) 100 ± 20 mm
Teor de argamassa (em massa) 48% a 52%
Fonte: Adaptado de Silva, (2012).

4.1.6 Juntas

De acordo com Cristelli (2010), define-se junta como um mecanismo de


descontinuidade estrutural, onde esse mecanismo apresenta a função de
basicamente permitir que os segmentos estruturais se movimentem de maneira
independente. Após o seu selamento, elas impedem a penetração de qualquer
material sólido e até mesmo da água, protegendo o piso para que não possam
atingir a sub-base e subleito, evitando também o esmagamento localizado na região
das bordas.
As juntas podem ser classificadas como juntas de construção, que permite
que as cargas sejam transferidas entra as placas. Juntas serradas, utilizadas para
equilibrar as tensões que surgem através da retração do concreto, evitando a
fissuração da placa. Juntas de encontro, geralmente utilizadas quando o piso se
encontra com outras estruturas, por exemplo, pilares e paredes. E por fim as juntas
de dilatação, utilizadas somente em casos específicos, por exemplo, em pistas com
mudança de direção de tráfego (CRISTELLI, 2010).

4.1.7 Pontos positivos e negativos

Os pisos industriais de concreto estruturalmente armado têm como principais


vantagens, a redução da espessura de concreto necessária para sua utilização e um
34

maior espaçamento entra as juntas, podendo ser executada com placas de grandes
dimensões. Outra vantagem é sua durabilidade e planicidade, pois, se realizado com
os devidos cuidados, ele não deteriora com as intempéries, ação de óleos,
combustíveis e não deforma com a ação das cargas que passam sobre ele, podendo
ser utilizados por mais de 20 anos sem sofrer nenhum tipo de manutenção ou
reparo, além de oferecer um controle da fissuração, parte esse realizada pelo aço
(OLIVEIRA, 2000).
Bastos (2014) corrobora, que essas estruturas de concreto armado
geralmente possuem massa e rigidez suficientes para minimizar efeitos de vibração
ou oscilações que venham a ser causadas pelas ações oriundas das ações de
utilização.
Em contrapartida, a respeito dos aspectos negativos, Figuerola (2006) diz
que, o concreto apresenta baixa resistência a tração, no grau de 10% de sua
resistividade, com isso é necessário que se tenha estruturas com elevados volumes
de concreto, para fazer o cobrimento do aço, por consequência tem-se uma
estrutura com peso próprio muito elevado, somadas os pesos do próprio concreto
com a armadura e isso torna um aspecto negativo, pois ao realizar a fundação deve-
se analisar esse ponto para não ter problema de recalque no futuro, além de
influenciar nos custos da obra.
A área superficial do piso se torna passível de receber os fenômenos que
ocorrem nessa camada, sendo eles a retração e a exsudação. A exsudação aflora
na parte da superfície e cria muitos vazios dentro da estrutura, também contribui
para a diminuição da sua resistência. Já a retração diminui o volume do concreto
que aparece no processo da cura, isso ocorre devido à evaporação da água de
amassamento (BONASSA, 2010).
Segundo Figuerola (2006), outro aspecto negativo pode ser a formação de
vazios ou nichos de concretagem, também conhecido como “bicheiras”. Ocasionada
por erro no detalhamento da armadura, onde a má distribuição das ferragens retém
a brita e deixar passar somente a argamassa ou pelo simples fato de não fazer a
vibração adequada. Se esse fenômeno ocorrer pode afetar severamente a
durabilidade e a resistência do piso.
35

4.1.8 Equipamentos

Os equipamentos utilizados na execução do piso industrial, além dos


comumente conhecidos em todos os tipos de obra, são descritos no Quadro 1.

Quadro 1: Equipamentos e suas utilizações


Equipamentos Utilização
Alisadoras Faz o alisamento e acabamento dos pisos de concreto
(Régua Vibratória) Bull
Utilizada para suavizar a superfície de concreto
Float
Laser Screed Tem como objetivo sarrafear o concreto
Régua de Regularização Faz a regularização do concreto recém-lançado
Corta e retira o excesso de concreto que fica após utilização
Rodo de corte
do sistema de flotação.
Utilizadas para dar acabamento de pisos. Dispensa o uso
Vibro Striker
de trilhos guia.
Fonte: Finiti Equipamentos, (2016).

4.2 Piso industrial de concreto reforçado com fibra de aço

Com a utilização das fibras de aço de pequenas dimensões adicionadas como


reforço em toda a espessura do piso de concreto, pode-se executar o mesmo sem
utilização das armaduras convencionais, as telas soldadas. A fluência e a retração
do concreto praticamente não são afetadas com a adição da fibra de aço, ela
apresenta pouca, ou nenhuma restrição enquanto o concreto permanece sem
fissuração, porém, quando se tem uma restrição na retração, as fibras propiciam um
grande benefício no que diz respeito ao controle da fissuração (SILVA, 2013).
Execução de subleito, sub-base, fôrmas e juntas são processos que já foram
explicados nos subitens 4.1.2 e 4.1.4. Já o Subitem 4.1.3 – Armadura é um
procedimento que não se aplica nesse sistema de execução no que diz respeito à
tela soldada, fazendo uso apenas das barras de transferência.

4.2.1 Características técnicas

Os cimentos utilizados nesse tipo de piso devem ser com baixos teores de
adições. Os agregados que são utilizados nos pisos, devem possuir a dimensão
36

máxima de 1/5 da placa de concreto. Do mesmo modo que ocorre com as telas
soldadas, a utilização da fibra de aço não evita o surgimento de fissuras, porém ela
tem um controle melhor dessa fissuração, deixando-a em níveis praticamente
imperceptíveis (MASIERO, FRANCO, 2010).
Segundo os mesmos autores, para pisos com fibras de aço, utiliza-se
comprimento de placa que chegam a 12 metros, com teor de fibra entre 20 a 25
kg/m². Acima desse espaçamento de juntas, em um sistema que se chama jointless,
é utilizado consumo de 30 kg/m³, em placas de espessura superior a 16 cm e com
fibras com fator de forma acima de 80, com isso é possível executar placas com 30 a
40 metros de comprimento.
As fibras comumente utilizadas nos pisos de concreto são pequenos fios
trefilados. Possuem diâmetro com variação de 0,5 a 1,0 mm e o comprimento pode
variar de 2,5 a 6 cm, também possuem resistência à tração acima de 1.000 MPa,
valores estipulados pela ABNT:NBR 15530:2007 – Fibras de aço para concreto.
Cristelli (2010) diz que as fibras de aço podem ser adicionadas ao concreto
em dois momentos distintos, na usina de concreto ou no caminhão betoneira, porém
se for à segunda opção deve-se ter o cuidado de utilizar um concreto com maior
fluidez, para que se consigo conservar a trabalhabilidade após a colocação das
fibras.
As fibras devem ser o ultimo componente a ser adicionado ao concreto, pois
dessa forma evita-se que se criem aglomerados de fibras ou ouriços. E ainda no que
concerne as barras de transferência (Figura 15), elas são de aço CA 25, com
comprimento de 50 cm e diâmetros que podem variar de 1 a 3,2 cm. São fixadas em
suportes metálicos e o pedaço não engraxado deve sofrer pintura para evitar a
corrosão (CRISTELLI, 2010).

Figura 15 – Barras de transferência


(A – Barra concretada / B – Barras nos espaçadores / C – Barras nas fôrmas)

Fonte: Cristelli, (2010).


37

4.2.2 Concretagem com fibra de aço

Essa etapa é basicamente igual à concretagem do piso industrial com


armadura, descrito subitem 4.1.5 – Concretagem. Segue os mesmos critérios,
porém, como a utilização da fibra de aço, dispensa o uso das telas soldadas.
Masiero e Franco (2010), dizem que não a necessidade de fazer todo o
processo da armação, corte, dobra e posicionamento das telas, por consequência
não existe também a utilização dos espaçadores para apoiar as mesmas. Com isso,
se tem um ganho considerável no tempo de execução e nos custos com esse
material. Ao incorporar a fibra de aço no concreto deve-se observar a velocidade em
que ela é lançada, sendo estipulados 20 kg/min, assim pode-se garantir a
homogeneidade da mistura. Porém Chodounsky e Viecili (2007), dizem que o mais
recomendável é fazer a mistura das fibras ainda na central dosadora, pois se obtém
uma mistura mais homogênea dessa forma.
Um detalhe muito importante que gera preocupação está na ocorrência de
afloramento das fibras de aço na superfície do concreto. Não tem tanta influencia no
que diz respeito à estrutura, pois a quantidade proporcional das fibras para o
concreto é muito grande, mas em termos estéticos deve-se estar atento para que
esse afloramento não ocorra. Utilizando agregados minerais anexados na superfície
do piso, tem-se um aumento da resistência a abrasão e pode evitar o aparecimento
das fibras. Esse recurso não é obrigatório, executando todas as etapas corretamente
obtêm-se resultados satisfatórios (SILVA, 2013).
Ainda sobre esse mesmo problema, acredita-se que, ao utilizar um
equipamento chamado Rollerburg, (Figura 16), onde a sua principal característica é
de comprimir superficialmente o concreto assentando os agregados e
proporcionando um levantamento uniforme e homogêneo da nata de cimento e dos
finos do concreto, pode-se resolver esse fenômeno.

Figura 16 – Rollerburg – Rolo assentador de agregados para concreto

Fonte: Adaptado de Portal dos Equipamentos, (2016).


38

4.2.3 Pontos positivos e negativos

O concreto que utiliza fibra de aço a sua mistura pode ser executado em
menos tempo e ter seus custos de mão de obra reduzidos, em comparação à
solução convencional (de concreto armado), principalmente no que diz respeito a
pisos com altas solicitações de cargas (DAVID, 2016).
Sá, Rocha, Braga (2009), dizem que a fibra de aço se deforma devido a sua
ductilidade, com isso, consegue absorver os esforços que surgem devido à retração
hidráulica do concreto e por consequência a esse fenômeno, ocorre à diminuição da
ocorrência de fissuras.
Porém Moraes Neto (2013), alerta que se deve ter uma atenção especial no
processo do preparo do CRFA (Concreto reforçado com fibra de aço), pois se
executado erroneamente poderá ocorrer à aglomeração das fibras (formação dos
“ouriços”) e uma vez ocorrendo esse fenômeno, por consequência comprometera a
trabalhabilidade da mistura, a durabilidade e o principal, o desempenho mecânico do
concreto. Outro ponto negativo é a possibilidade de surgir o afloramento das fibras
de aço, que caso ocorra, deve ser tratado conforme descrito no subitem 4.2.2 -
Concretagem com fibra de aço.

4.3 Serviços e Cronograma - Comparativo

Com base nos processos relatados anteriormente, a Tabela 2 demonstra de


forma simplificada os serviços com as suas respectivas durações em dias para o
piso de concreto estruturalmente armado e o piso CRFA.

Tabela 2: Serviços e suas respectivas durações


Serviço Duração em dias
Terraplanagem (subleito e sub-base) 4
Ensaios do solo 1
Montagem das fôrmas e armação 1
Armação 1
Concretagem 1
Acabamento 1
Tratamento das juntas 1
Fonte: Adaptado de Silva, (2012) e Silva (2013).
39

O Quadro 1 exibe o comparativo de cronograma entre os dois tipos de


execução de pisos. Sendo o hachurado em preto representando o concreto
estruturalmente armado e a letra X em vermelho representando o concreto reforçado
com fibra de aço.

Quadro 2: Cronograma dos serviços - Comparativo

Dias
Serviços
1 2 3 4 5 6 7
Projeto X X
Terraplanagem (subleito e sub-base) X X

Camada de deslizamento X

Montagem de fôrmas e armação X X

Concretagem X

Acabamento e nivelamento X

Cura do concreto X

Execução das juntas X

Fonte: Adaptado de Silva, (2012) e Silva, (2013).

Devido a não utilização da armadura no piso industrial de concreto reforçado


com fibra de aço, pode-se perceber que a partir do quarto dia, ganha-se tempo em
relação ao processo da concretagem, sendo assim, todas as etapas subsequentes a
esse dia podem ser realizadas antes, o que é fundamental quando se busca
economia.

4.4 Orçamentos - Comparativo

Com intuito de verificar os custos de execução dos sistemas de piso, foi feito
orçamento utilizando como base de dados o SINAPI (Sistema nacional de pesquisa
de custos e índices) e para alguns itens em específico foi utilizada uma base de
preço de mercado, exibido na Tabela 3 e Tabela 4.
40

Tabela 3: Planilha orçamentaria de piso com concreto estruturalmente armado


Valor
Base de Discriminação do Valor
Item Unidade Quantidade unitário
preço serviço total R$
R$
1 Serviços preliminares
SINAPI- Regularização e m²
1.1 BA COD. compactação manual 2.000 4,35 8.700,00
5622 de terreno
SINAPI- Fornecimento e m³
14.266,0
1.2 BA COD. assentamento de brita 200 71,33
0
88549 Drenos e filtros
SINAPI- Fornecimento/Instalaç m²
10.720,0
1.3 BA COD. ão lona plástica preta, 2.000 5,36
0
68053 espessura 150 micras
2 Execução do piso
Forma Tabua para m²
SINAPI-
concreto em fundação
2.1 BA COD. 27 71,68 1.935,36
c/ reaproveitamento
5970
2x
Armação em tela de Kg
SINAPI- aço soldada
63.184,0
2.2 BA COD. nervurada Q-138, Aço 8.800 7,18
0
73994/001 CA-60, 4,2mm, malha
10x10 cm
Preço de Treliça Metálica H=8 Unidade
2.3 200 36,90 7.380,00
mercado cm (1.200 cm)
SINAPI- Corte e dobra de aço Kg
2.4 BA COD. CA-25, diâmetro de 771,2 5,07 3.909,98
92878 12,5 mm. AF_12/2015
Armação utilizando Kg
SINAPI-
aço CA-25 de 12,5 4.773,
2.5 BA COD. 771,2 6,19
mm – Montagem. 73
92885
AF_12/2015
Concreto usinado m³
Preço de 99.000,0
2.6 bombeado FCK 30 300 330,00
mercado 0
Mpa
SINAPI- Lançamento/Aplicação m³
27.519,0
2.7 BA COD. manual de concreto 300 91,73
0
74157/004 em fundações
Preço de Endurecedor de m²
2.8 2.000 4,50 9.000,00
mercado superfície
Preço de Cura química m²
2.9 2.000 1,50 3.000,00
mercado
Preço de Alisamento e m² 24.000,0
2.10 2.000 12,00
mercado polimento do piso 0
Valor total R$ 277.388,07
Fonte: CEF – SINAPI-BA, (2016).
41

Tabela 4: Planilha orçamentaria de piso industrial de CRFA


Valor
Base de Discriminação do Valor total
Item Unidade Quantidade unitário
preço serviço R$
R$
1 Serviços preliminares
Regularização e m²
SINAPI-BA
1.1 compactação manual de 2.000 4,35 8.700,00
COD. 5622
terreno com soquete
SINAPI-BA Fornecimento e m³
1.2 COD. assentamento de brita 2- 200 71,33 14.266,00
88549 Drenos e filtros
Fornecimento/Instalação m²
SINAPI-BA
lona plástica preta, para
1.3 COD. 2.000 5,36 10.720,00
impermeabilização,
68053
espessura 150 micras
2 Execução do piso
Forma Tabua para m²
SINAPI-BA
2.1 concreto em fundação c/ 27 71,68 1.935,36
COD. 5970
reaproveitamento 2x
Preço de Treliça Metálica H=8 cm Unidade
2.2 200 36,90 7.380,00
mercado (1.200 cm)
SINAPI-BA Corte e dobra de aço Kg
2.3 COD. CA-25, diâmetro de 12,5 771,2 5,07 3.909,98
92878 mm. AF_12/2015
SINAPI-BA Armação utilizando aço Kg
2.4 COD. CA-25 de 12,5 mm – 771,2 6,19 4.773, 73
92885 Montagem. AF_12/2015
Preço de Kg
2.5 Fibra de aço (25 Kg/m³) 7.500 4,37 32.775,00
mercado
Preço de Concreto usinado m³
2.6 300 330,00 99.000,00
mercado bombeado FCK 30 Mpa
SINAPI-BA Lançamento/Aplicação m³
2.7 COD. manual de concreto em 300 91,73 27.519,00
74157/004 fundações
Preço de Endurecedor de m²
2.8 2.000 4,50 9.000,00
mercado superfície
Preço de m²
2.9 Cura química 2.000 1,50 3.000,00
mercado
Preço de Alisamento e polimento m²
2.10 2.000 12,00 24.000,00
mercado do piso
Valor total R$ 246.979,07

Também foi feito um orçamento com empresa especializada no ramo,


mostrado na Tabela 5 e Tabela 6, para verificar se o custo do orçamento baseado
nos estudos bibliográficos se confirmara a realidade do mercado atual.
42

Tabela 5: Orçamento de piso industrial de concreto armado


Preço
Unidade de Preço total
Quantidade Material Tipo unitário
medida R$
R$
300 m³ Concreto Fck 30 300,00 90.000,00
300 m² Bombeamento 30,00 9.000,00
2.280 m² Tela Superior Q138 9,30 21.204,00
2.510 m² Tela Inferior Q138 9,30 23.343,00
Montagem
2.000 m² 3,80 7.600,00
Telas
2.200 m² Lona Polietileno 0,80 1.760,00
Endurecedor
2.000 m² Fortcret 4,50 9.000,00
de Superfície
2.000 m² Cura Química Curacret 1,50 3.000,00
200 Peça Treliça H8 32,00 6.400,00
Barra de
1.600 Peça 5/8’ 4,20 6.720,00
transferência
Mão de obra de
2.000 m² 9,50 19.000,00
lançamento
Mão de obra de
2.000 m² 22,00 44.000,00
acabamento
Valor total R$ 241.027,00
Fonte: Dados da pesquisa, (2016).

Tabela 6: Orçamento de piso industrial de concreto reforçado com fibra de aço


Preço
Unidade de Preço total
Quantidade Material Tipo unitário
medida R$
R$
300 m³ Concreto Fck 30 300,00 90.000,00
7.500 Kg Fibra de Aço 5,30 39.750,00
2.200 m² Lona Polietileno 0,80 1.760,00
Endurecedor de
2.000 m² Fortcret 4,50 9.000,00
Superfície
2.000 m² Cura Química Curacret 1,50 3.000,00
60 Peça Treliça H8 32,00 1.920,00
Barra de
1.600 Peça 5/8’ 4,20 6.720,00
transferência
Mão de obra de
2.000 m² 9,50 19.000,00
lançamento
Mão de obra de
2.000 m² 22,00 44.000,00
acabamento
Valor total R$ 215.150,00
Fonte: Dados da pesquisa, (2016).

Analisando os custos levantados no desenvolvimento dessa pesquisa, pode-


se observar que ao executar um piso industrial com as mesmas dimensões
(2.000m²) utilizando a fibra de aço no reforço do concreto ao invés do piso
43

estruturalmente armado, obteve-se uma economia considerável. No primeiro


orçamento baseado com informações do SINAPI, para o piso de concreto
estruturalmente armado obteve-se um valor de R$ 277.388,07, para o piso reforçado
com a fibra de aço obteve-se um valor de R$ 246.979,07. Uma diferença de R$
30.409,00, que equivale a um percentual aproximado de 10,97% de economia,
referente ao primeiro valor.
Analisando os custos levantados na cotação feita por empresa especializada
no ramo de execução de pisos, o custo para o primeiro método saiu por R$
241.027,00, já os custos para execução do segundo método ficou em R$
215.150,00. Nota-se uma diferença de R$ 25.877,00, que em percentual evidencia
uma economia de aproximadamente 10,74%. Temos uma média de 10,85% de
economia ao adotar o sistema que utiliza a fibra de aço adicionada ao concreto.

4.4 Comparação de aspectos técnicos entre os dois métodos de execução

Moraes Neto (2013), explica que o concreto simples é passível de receber


concentrações de tensões quando aparece uma fissura, pois o aparecimento da
mesma representa uma barreira à propagação das tensões. A tela soldada é
importante, pois ajuda no controle da fissuração e serve como principal agente na
transferência das tensões entre as placas.
Figueiredo (2000, apud Moraes Neto, 2013), diz que diferente do concreto
simples, o concreto reforçado com fibra de aço permite uma redistribuição de
esforços, as fibras servem como uma conexão de transferência das tensões nas
fissuras, consequentemente reduz as tensões nas suas extremidades. Esse sistema
é tão eficiente que a fissuração fica praticamente imperceptível.
Para melhor compreensão dos benefícios trazidos pela fibra de aço, a Figura
18 mostra como se comporta a fissuração em 3 tipos de concreto, o simples, o
armado e com adição da fibra de aço.
44

Figura 17 – Distribuição das tensões no concreto simples, armado e CRFA

Fonte: Adaptado de Moraes Neto, (2013).

Em ensaio realizado por Oliveira (2016), foi consideradas fibras com seção
circular e fator de forma de 50 seguindo NBR 15530:2007. A quantidade de fibra foi
de 13,98, 28,00 e 42,00 kg/m³, que representam 1%, 2% e 3% em relação à massa
de concreto de referência, foram feitos CP (corpos de prova) e levados a
equipamento adequado para realizar ensaio de compressão.
O concreto com 1% de teor de ofereceu os melhores resultados de resistência
à compressão, obtendo um valor de 39, 79 MPa, cerca de 20,19% se comparado ao
concreto de referência.
Segundo o ensaio realizado por Tasca et al (2010), foram adicionadas as
quantidades de 30, 60, 90 quilogramas de fibra de aço para 1m³ de concreto, assim
foi adotada as respectivas legendas, de F30, F60 e F90 para diferenciação dos
traços com fibra para o concreto de referencia denominado de REF. Demonstrado
na Figura 20, evidencia-se o ganho de resistência, no ensaio de resistência à tração
na flexão, que foi realizado aos 120 dias onde pode-se verificar que, o ganho de
resistência médio, dos concretos com fibras de aço, foi 33,95% em relação ao
45

concreto sem fibra de aço. O menor acréscimo de resistência foi obtido pelo traço
F30 que atingiu 7,14% em relação ao traço de referência.

Figura 18 – Resultado do ensaio de tração na flexão do concreto


Tração na flexão

Ruptura aos 120 dias


Fonte: Adaptado de Tasca, et al, (2010).

Em análise laboratorial realizada por Fagundes (2014), pode-se realmente


comprovar o ganho de resistência que a fibra proporciona ao concreto, com aumento
na resistência a compressão axial de 35,82% para a relação água/cimento de 0,45 e
ganho na resistência a tração na flexão de 28,05% para a mesma relação
água/cimento, demonstrado na Figura 21.

Figura 19 – Resultado do ensaio da resistência à compressão e tração na flexão

Fonte: Fagundes, (2014).


46

4.6 Disponibilidade da fibra de aço em locais próximos a Itabuna

Nessa etapa foi feito um mapeamento, verificando em que localidades mais


próximas ao município de Itabuna esse material se encontra, listando empresas
renomadas.
AWA Comercial, empresa fundada em Abril de 2012, mesmo com pouco
tempo de existência já executou obras de grande porte como o Aeroporto de
Cumbica em São Paulo, duplicação da BR 116 no Rio Grande do Sul, Uberaba
Shopping e Uberlândia Shopping em Minas Gerais, o Metro de Salvador e muitas
outras. Além de executar também fornece a Fibra de Aço. Fica localizado na Rua
Francisco Reis, nº 970, Bairro Cordeiros, Itajaí, Santa Catarina. O seu centro de
distribuição fica a 2.274 km do município de Itabuna (AWA COMERCIAL, 2016).
TEC-MACHINE FM começou as suas atividades no ano de 2011, no processo
de fabricação de fibras metálicas e desde então fornece esse material para todo
Brasil. Possui laudo atestando a tenacidade do concreto reforçado com fibra de aço
da Falcão Bauer – Centro Tecnológico de controle da Qualidade, mostrado no anexo
1. Essa empresa fica localizada na Rua Pintassilgo, nº 21, Parque São Pedro
Itaquaquecetuba, São Paulo, a uma distancia de 1.595 km de Itabuna (DAVID,
2016).
Belgo Bekaert, surgiu em 1º de Março de 1997, resultado da união da
Arcelormittal S.A, maior grupo siderúrgico do mundo, com a N.V Bekaert, maior
produtor de arames do mundo. Possui diversos segmentos, dentre eles o
fornecimento da fibra de aço, onde desenvolveu sua marca conhecida como Dramix.
Uma de suas filiais fica localizada na Rodovia BR 324, km 525, Distrito Industrial
Subaé, Feira de Santana, Bahia. Essa é a empresa mais próxima da cidade de
Itabuna, distando apenas 345 km (BELGO BEKAERT, 2016).
A Concrefibra está no ramo a mais de 25 anos, trabalha desenvolvendo fibras
de aço, sintéticas e de vidro para reforço do concreto, também possui laudo da
Falcão Bauer e certificação da USP – Universidade de São Paulo, atestando a
qualidade da resistência ao ser adicionada ao concreto. Fica localizado na avenida
das indústrias, 142, Jardim Arco Íris, Dois Córregos, São Paulo. A distância da sua
matriz para a cidade de Itabuna é de 1.687 km (CONCREFIBRA, 2016).
47

4.7 Análise da pesquisa

Através dos estudos verificados neste trabalho, percebeu-se que os métodos


de execução do piso industrial, de concreto estruturalmente armado e do CRFA, são
muito parecidos. O que difere entre eles é a parte da armadura, onde no concreto
reforçado com fibra, não precisa utilizar a mesma, no que diz respeito às telas
soldadas. Com isso, pode-se perceber, devido às cotações realizadas, a redução do
custo para execução desse sistema, tornando-o um piso industrial com melhor custo
beneficio.
Também se observou através da análise dos ensaios realizados descritos no
subitem 4.4, que a fibra de aço adicionada ao concreto eleva a sua resistência a
compressão e tração, tornando-o um material mais dúctil, além de melhorar muito o
controle da sua fissuração, a ponto de torná-la imperceptível. Sendo assim,
evidencia-se que adicionando a fibra de aço na mistura do concreto, obtemos um
piso com resistência maior tanto na compressão quanto na tração, que suporta as
mesmas cargas que o piso estruturalmente armado, com um custo menor e com o
tempo de execução mais rápido.
Porém devem-se observar todas as etapas da execução com muito cuidado,
principalmente na etapa do adensamento, pois se executado erroneamente, pode-se
ter o fenômeno de afloramento das fibras, se isso ocorrer, medidas precisarão ser
tomadas, podendo ocorrer um dispêndio ao valor final.
Ao final foram relacionados os principais fornecedores desse material no país,
indicando a distancia que as empresas ficam em relação ao município de Itabuna,
para facilitar a busca desse excelente material, indicando a Belgo Bekaert como
empresa mais próxima a cidade de Itabuna.
48

5 CONSIDERAÇÕES FINAIS

A presente pesquisa teve como foco comparar dois métodos de execução de


piso industrial, analisando também os custos de cada um, além de evidenciar as
melhorias trazidas ao concreto com a adição da fibra de aço.
A metodologia adotada foi à pesquisa bibliográfica exploratória, sendo
condizente com o que foi proposto e se mostrou suficiente para elucidar essa
comparação entre os dois métodos, conseguindo dar a devidas respostas ao
objetivo geral e objetivos específicos.
Os resultados obtidos servem para mostrar aos construtores e engenheiros
que é possível executar pisos industriais de grandes dimensões sem utilizar
armadura (tela soldada), com uma resistência a tração e compressão igual ou até
mesmo maior do que o piso de concreto estruturalmente armado e ser
economicamente viável.
Por fim, mais estudos devem ser desenvolvidos sobre esse tema de maneira
que se possam evidenciar cada vez mais os benefícios trazidos por esse material.
Como sugestão para novas pesquisas podem ser citados as seguintes, comparação
entre o sistema executado com reforço do concreto com fibra de aço, reforçado com
fibra sintética e utilizando protensão. Avaliar o comportamento do piso industrial
reforçado com fibra de aço ao ser exposto a cargas pontuais excepcionais.
49

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55

ANEXO
56

Anexo I – A: Laudo Falcão Bauer – Tenacidade do concreto reforçado com fibra de aço
57

Anexo I – B: Laudo Falcão Bauer – Tenacidade do concreto reforçado com fibra de aço
58

Anexo I – C: Laudo Falcão Bauer – Tenacidade do concreto reforçado com fibra de aço