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MONITORIA – FILOSOFIA – FILOSOFIA ANTIGA 1

1. (Enem (Libras) 2017) Alguns pensam que Protágoras de Abdera pertence também ao grupo daqueles
que aboliram o critério, uma vez que ele afirma que todas as impressões dos sentidos e todas as opiniões
são verdadeiras, e que a verdade é uma coisa relativa, uma vez que tudo o que aparece a alguém ou é
opinado por alguém é imediatamente real para essa pessoa.

KERFERD, G. B. O movimento sofista. São Paulo: Loyola, 2002 (adaptado).

O grupo ao qual se associa o pensador mencionado no texto se caracteriza pelo objetivo de

a) alcançar o conhecimento da natureza por meio da experiência.


b) justificar a veracidade das afirmações com fundamentos universais.
c) priorizar a diversidade de entendimentos acerca das coisas.
d) preservar as regras de convivência entre os cidadãos.
e) analisar o princípio do mundo conforme a teogonia.

2. (Enem 2015) Trasímaco estava impaciente porque Sócrates e os seus amigos presumiam que a justiça
era algo real e importante. Trasímaco negava isso. Em seu entender, as pessoas acreditavam no certo e
no errado apenas por terem sido ensinadas a obedecer às regras da sua sociedade. No entanto, essas
regras não passavam de invenções humanas.

RACHELS. J. Problemas da filosofia. Lisboa: Gradiva, 2009.

O sofista Trasímaco, personagem imortalizado no diálogo A República, de Platão, sustentava que a


correlação entre justiça e ética é resultado de

a) determinações biológicas impregnadas na natureza humana.


b) verdades objetivas com fundamento anterior aos interesses sociais.
c) mandamentos divinos inquestionáveis legados das tradições antigas.
d) convenções sociais resultantes de interesses humanos contingentes.
e) sentimentos experimentados diante de determinadas atitudes humanas.

3. (Enem 2017) Uma conversação de tal natureza transforma o ouvinte; o contato de Sócrates paralisa e
embaraça; leva a refletir sobre si mesmo, a imprimir à atenção uma direção incomum: os temperamentais,
como Alcibíades, sabem que encontrarão junto dele todo o bem de que são capazes, mas fogem porque
receiam essa influência poderosa, que os leva a se censurarem. E sobretudo a esses jovens, muitos quase
crianças, que ele tenta imprimir sua orientação.

BRÉHIER, E. História da filosofia. São Paulo: Mestre Jou, 1977.

O texto evidencia características do modo de vida socrático, que se baseava na

a) contemplação da tradição mítica.


b) sustentação do método dialético.
c) relativização do saber verdadeiro.
d) valorização da argumentação retórica.
e) investigação dos fundamentos da natureza.

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4. (Enem PPL 2016) O aparecimento da pólis, situado entre os séculos VIII e VII a.C., constitui, na história
do pensamento grego, um acontecimento decisivo. Certamente, no plano intelectual como no domínio
das instituições, a vida social e as relações entre os homens tomam uma forma nova, cuja originalidade
foi plenamente sentida pelos gregos, manifestando-se no surgimento da filosofia.

VERNANT, J.-P. As origens do pensamento grego. Rio de Janeiro: Difel, 2004 (adaptado).

Segundo Vernant, a filosofia na antiga Grécia foi resultado do(a)

a) constituição do regime democrático.


b) contato dos gregos com outros povos.
c) desenvolvimento no campo das navegações.
d) aparecimento de novas instituições religiosas.
e) surgimento da cidade como organização social.

5. (Pucpr 2015) Leia os enunciados abaixo a respeito do pensamento filosófico de Sócrates.

I. O texto Apologia de Sócrates, cujo autor é Platão, apresenta a defesa de Sócrates diante das acusações
dos atenienses, especialmente, os sofistas, entre os quais está Meleto.
II. Sócrates dispensa a ironia como método para refutar as acusações e calúnias sofridas no processo de
seu julgamento.
III. Entre as acusações que Sócrates recebe está a de “corromper a juventude”.
IV. Sócrates é acusado de ensinar as coisas celestes e terrenas, a não acreditar nos deuses e a tornar mais
forte a razão mais débil.
V. Sócrates nega que seus acusadores são ambiciosos e resolutos e, em grande número, falam de forma
persuasiva e persistente contra ele.

Assinale a alternativa que apresenta apenas as afirmativas CORRETAS.

a) II, IV e V.
b) I, III e IV.
c) I, III e V.
d) II, III e V.
e) I, II e III.

6. (Ufsj 2012) Sobre a ética na Antiguidade, é CORRETO afirmar que

a) o ideal ético perseguido pelo estoicismo era um estado de plena serenidade para lidar com os
sobressaltos da existência.
b) os sofistas afirmavam a normatização e verdades universalmente válidas.
c) Platão, na direção socrática, defendeu a necessidade de purificação da alma para se alcançar a ideia de
bem.
d) Sócrates repercutiu a ideia de uma ética intimista voltada para o bem individual, que, ao ser exercida,
se espargiria por todos os homens.

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7. (Ueg 2011) No século V a.C., Atenas vivia o auge de sua democracia. Nesse mesmo período, os teatros
estavam lotados, afinal, as tragédias chamavam cada vez mais a atenção. Outro aspecto importante da
civilização grega da época eram os discursos proferidos na ágora. Para obter a aprovação da maioria, esses
pronunciamentos deveriam conter argumentos sólidos e persuasivos. Nesse caso, alguns cidadãos
procuravam aperfeiçoar sua habilidade de discursar. Isso favoreceu o surgimento de um grupo de filósofos
que dominavam a arte da oratória. Esses filósofos vinham de diferentes cidades e ensinavam sua arte em
troca de pagamento. Eles foram duramente criticados por Sócrates e são conhecidos como

a) maniqueistas.
b) hedonistas.
c) epicuristas.
d) sofistas.

8. (Unimontes 2010) Via de regra, os sofistas eram homens que tinham feito longas viagens e, por isso
mesmo, tinham conhecido diferentes sistemas de governo. Usos, costumes e leis das cidades-estados
podiam variar enormemente. Sob esse pano de fundo, os sofistas iniciaram em Atenas uma discussão
sobre o que seria natural e o que seria criado pela sociedade.

(GAARDER, J. O Mundo de Sofia. São Paulo: Companhia das Letras, 1995).

Sobre os sofistas, é incorreto afirmar que

a) eles tiveram papel fundamental nas transformações culturais de Atenas.


b) eles se dedicaram à questão do homem e de seu lugar na sociedade.
c) eles eram mercenários e só visavam ao lucro na arte de ensinar.
d) eles foram os primeiros a compreender que o “homem é medida de todas as coisas”.

9. (Unicentro 2012) Sobre o pensamento socrático, analise as afirmativas e marque com V, as verdadeiras
e com F, as falsas.

( ) Sócrates é autor da obra Ética a Nicômaco.


( ) O pensamento socrático está escrito em hebraico.
( ) A ironia e a maiêutica são as bases de sua filosofia.
( ) Sócrates não criticou o saber dogmático, sendo, por isso, conselheiro dos governantes de Atenas.
( ) Os diálogos platônicos são importantes textos filosóficos que relatam, na maioria, o pensamento de
Sócrates.

A partir da análise dessas afirmativas, a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo, é
a

a) F V F V V
b) V F V V F
c) F F V F V
d) V F F F V
e) F V V V F

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MONITORIA – FILOSOFIA – FILOSOFIA ANTIGA 1
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Texto 1

Porque morrer é uma ou outra destas duas coisas: ou o morto não tem absolutamente nenhuma
existência, nenhuma consciência do que quer que seja, ou, como se diz, a morte é precisamente uma
mudança de existência e, para a alma, uma migração deste lugar para um outro. Se, de fato, não há
sensação alguma, mas é como um sono, a morte seria um maravilhoso presente. […] Se, ao contrário, a
morte é como uma passagem deste para outro lugar, e, se é verdade o que se diz que lá se encontram
todos os mortos, qual o bem que poderia existir, ó juízes, maior do que este? Porque, se chegarmos ao
Hades, libertando-nos destes que se vangloriam serem juízes, havemos de encontrar os verdadeiros
juízes, os quais nos diria que fazem justiça acolá: Monos e Radamante, Éaco e Triptolemo, e tantos outros
deuses e semideuses que foram justos na vida; seria então essa viagem uma viagem de se fazer pouco
caso? Que preço não seríeis capazes de pagar, para conversar com Orfeu, Museu, Hesíodo e Homero?

(Platão. Apologia de Sócrates, 2000.)

Texto 2

Ninguém sabe quando será seu último passeio, mas agora é possível se despedir em grande estilo.
Uma 300C Touring, a versão perua do sedã de luxo da Chrysler, foi transformada no primeiro carro
funerário customizado da América Latina. A mudança levou sete meses, custou R$ 160 mil e deixou o
carro com oito metros de comprimento e 2 340 kg, três metros e 540 kg além da original.
O Funeral Car 300C tem luzes piscantes na já imponente dianteira e enormes rodas, de aro 22,
com direito a pequenos caixões estilizados nos raios. Bandeiras nas pontas do capô, como nos carros de
diplomatas, dão um toque refinado. Com o chassi mais longo, o banco traseiro foi mantido para familiares
acompanharem o cortejo dentro do carro. No encosto dos dianteiros, telas exibem mensagens de
conforto. O carro faz parte de um pacote de cerimonial fúnebre que inclui, além do cortejo no Funeral Car
300C, serviços como violinistas e revoada de pombas brancas no enterro.

(Funeral tunado. Folha de S.Paulo, 28.02.2010.)

10. (Unesp 2010) Confrontando o conteúdo dos dois textos, pode-se afirmar que:

a) embora os dois textos transmitam concepções divergentes acerca da morte, eles tratam de visões
concernentes à mesma época, a saber, a sociedade atual.
b) sob o ponto de vista filosófico, não há diferenças qualitativas entre uma e outra concepção sobre a
morte.
c) os comentários do texto grego sobre a morte são coerentes com uma filosofia de forte valorização do
corpo em detrimento da alma, e do mundo sensível sobre o mundo inteligível.
d) o texto de Platão evidencia uma cultura monoteísta, enquanto que o segundo é politeísta.
e) enquanto no primeiro texto transparece a dignidade metafísica da morte, no segundo sugere-se a
conversão do funeral em espetáculo da sociedade de consumo.

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MONITORIA – FILOSOFIA – FILOSOFIA ANTIGA 1

GABARITO

1. C 2. D 3. B 4. E 5. B
6. A 7. D 8. C 9. C 10. E

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MONITORIA – SOCIOLOGIA – AUTORES CLÁSSICOS 2
1. (Ueg 2018) O sociólogo Max Weber desenvolveu estudos sobre a ética protestante e o espírito do
capitalismo. A esse respeito tem-se o seguinte:

a) a tentativa de constituir uma ciência da sociedade promoveria um processo de pesquisa multidisciplinar


e não especializado e por isso Weber concebia a economia como determinante da cultura e o
capitalismo determinante do protestantismo.
b) o processo de racionalização era o fio condutor da análise do capitalismo ocidental por parte de Weber
e por isso ele analisou o papel da ética protestante, que apontaria um primeiro momento de
racionalização na esfera religiosa.
c) Weber considerava que as ideias dominantes eram as ideias da classe dominante, que, na modernidade,
era a classe capitalista, e por isso a ética protestante desenvolvida pelos comerciantes gerou o espírito
do capitalismo.
d) a inspiração na dialética idealista hegeliana fez com que Weber focalizasse a questão cultural e
desenvolvesse um determinismo cultural segundo o qual o modo de produção capitalista seria produto
do protestantismo.
e) a concepção weberiana surgiu a partir de uma síntese da filosofia kantiana e marxista e por isso ele focaliza o
processo de formação do capitalismo ao lado do desenvolvimento do protestantismo e do apriorismo.

2. (Ufu 2017) Para Fernando José Martins, no “fenômeno contemporâneo das ocupações das escolas: os
estudantes de São Paulo lutaram para que sua escola não feche, ou por melhores condições nas escolas
do Rio de Janeiro, ou contra a gestão privada das escolas em Goiás, o passe livre e aumento da merenda
no Ceará, ou, no caso paranaense, sobre a reforma do Ensino Médio, que subtrai a obrigatoriedade de
elementos curriculares fundamentais.”

Disponível em: <http://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos/o-carater-pedagogico-da-ocupacao-das-escolas-


4qd45ib0p7hy6mli685kqzsxg>. Acesso em: 22 abr. 2017.

Avaliando o movimento das ocupações a partir do conceito de ação social em Weber, pode-se afirmar
que o tipo de ação social prevalecente é:

a) Ação afetiva c) Ação tradicional


b) Ação racional em relação a fins d) Ação altruísta em relação a valores

3. (Enem 2ª aplicação 2016) Texto I

Cidadão

Tá vendo aquele edifício, moço? “Tu tá aí admirado


Ajudei a levantar Ou tá querendo roubar?”
Foi um tempo de aflição Meu domingo tá perdido
Eram quatro condução Vou pra casa entristecido
Duas pra ir, duas pra voltar Dá vontade de beber
Hoje depois dele pronto E pra aumentar meu tédio
Olho pra cima e fico tonto Eu nem posso olhar pro prédio
Mas me vem um cidadão Que eu ajudei a fazer.
E me diz desconfiado

BARBOSA, L. In: ZÉ RAMALHO. 20 Super Sucessos. Rio de Janeiro: Sony Music, 1999 (fragmento).

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MONITORIA – SOCIOLOGIA – AUTORES CLÁSSICOS 2
Texto II

O trabalhador fica mais pobre à medida que produz mais riqueza e sua produção cresce em força e
extensão. O trabalhador torna-se uma mercadoria ainda mais barata à medida que cria mais bens. Esse
fato simplesmente subentende que o objeto produzido pelo trabalho, o seu produto, agora se lhe opõe
como um ser estranho, como uma força independente do produtor.

MARX, K. Manuscritos econômicos-filosóficos (Primeiro manuscrito).


São Paulo: Boitempo Editorial, 2004 (adaptado).

Com base nos textos, a relação entre trabalho e modo de produção capitalista é

a) baseada na desvalorização do trabalho especializado e no aumento da demanda social por novos postos
de emprego.
b) fundada no crescimento proporcional entre o número de trabalhadores e o aumento da produção de
bens e serviços.
c) estruturada na distribuição equânime de renda e no declínio do capitalismo industrial e tecnocrata.
d) instaurada a partir do fortalecimento da luta de classes e da criação da economia solidária.
e) derivada do aumento da riqueza e da ampliação da exploração do trabalhador.

4. (Upe 2015) Leia os textos a seguir:

TEXTO 1

Toda maneira de agir, fixa ou não; suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior; ou então,
ainda que seja geral na extensão de uma sociedade dada, apresentando uma existência própria,
independentemente das manifestações individuais que possa ter.

SILVA, José Otacílio da. Elementos da Sociologia Geral. 2. ed. Cascavel: Edunioeste, 2006, p. 102.

TEXTO 2

A interação entre torcedor e jogador constitui-se em um fenômeno social, pois seus agentes têm um ao
outro como referência para seus atos. Do mesmo modo, podem ser tratadas todas as interações
existentes no âmbito do esporte, que, no geral, tomam o comportamento do jogador como referência,
orientando seus atos a partir desse parâmetro.

DIAS, Reinaldo. Introdução à Sociologia. 2. ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall, 2010, p. 15.

Os estudos sociológicos se baseiam em vários objetos que são temas específicos de investigação.

Os objetos de estudos descritos nos textos 1 e 2 são, respectivamente,

a) dialética e materialismo.
b) fato social e ação social.
c) fato social e materialismo.
d) positivismo e funcionalismo.
e) funcionalismo e sociologia compreensiva.

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5. (Enem PPL 2015) O impulso para o ganho, a perseguição do lucro, do dinheiro, da maior quantidade
possível de dinheiro não tem, em si mesma, nada que ver com o capitalismo. Tal impulso existe e sempre
existiu. Pode-se dizer que tem sido comum a toda sorte e condição humanas em todos os tempos e em
todos os países, sempre que se tenha apresentada a possibilidade objetiva para tanto. O capitalismo,
porém, identifica-se com a busca do lucro, do lucro sempre renovado por meio da empresa permanente,
capitalista e racional. Pois assim deve ser: numa ordem completamente capitalista da sociedade, uma
empresa individual que não tirasse vantagem das oportunidades de obter lucros estaria condenada à
extinção.

WEBER, M. A ética protestante e o espírito do capitalismo.


São Paulo: Martin Claret, 2001 (adaptado).

O capitalismo moderno, segundo Max Weber, apresenta como característica fundamental a

a) competitividade decorrente da acumulação de capital.


b) implementação da flexibilidade produtiva e comercial.
c) ação calculada e planejada para obter rentabilidade.
d) socialização das condições de produção.
e) mercantilização da força de trabalho.

6. (Unioeste 2013) O Manifesto do Partido Comunista, escrito por Marx e Engels no ponto de inflexão
entre as reflexões de juventude e a obra de maturidade, sintetiza os resultados da concepção materialista
da história alcançados pelos dois autores até 1848. A dinâmica do desenvolvimento histórico é então
concebida como resultante do aprofundamento da tensão entre forças produtivas e relações de
produção, que se expressaria através da luta política aberta.

Com base na concepção materialista da história defendida por Marx e Engels no Manifesto, selecione a
alternativa correta.

a) A história das sociedades humanas até agora existentes tem sido o resultado do agravamento das
contradições sociais que, uma vez maturadas, explode através da luta de classes.
b) A história das sociedades humanas é o resultado dos desígnios da providência que atuam sobre a
consciência dos homens e forjam os rumos do desenvolvimento social.
c) A história das sociedades humanas é o resultado de acontecimentos fortuitos e casuais, independentes
da vontade dos homens, que acabam moldando os rumos do desenvolvimento social.
d) A história das sociedades humanas é o resultado inevitável do desenvolvimento tecnológico, que não
só aumenta a produtividade do trabalho, como elimina o antagonismo entre as classes sociais.
e) A história das sociedades humanas é o resultado da ação desempenhada pelos grandes personagens
que, através de sua emulação moral, guiam as massas no sentido das transformações sociais pacíficas.

7. (Enem 2013) Na produção social que os homens realizam, eles entram em determinadas relações
indispensáveis e independentes de sua vontade; tais relações de produção correspondem a um estágio
definido de desenvolvimento das suas forças materiais de produção. A totalidade dessas relações
constitui a estrutura econômica da sociedade — fundamento real, sobre o qual se erguem as
superestruturas política e jurídica, e ao qual correspondem determinadas formas de consciência social.

MARX, K. “Prefácio à Crítica da economia política.” In: MARX, K.; ENGELS, F. Textos 3. São Paulo: Edições Sociais, 1977
(adaptado).

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Para o autor, a relação entre economia e política estabelecida no sistema capitalista faz com que

a) o proletariado seja contemplado pelo processo de mais-valia.


b) o trabalho se constitua como o fundamento real da produção material.
c) a consolidação das forças produtivas seja compatível com o progresso humano.
d) a autonomia da sociedade civil seja proporcional ao desenvolvimento econômico.
e) a burguesia revolucione o processo social de formação da consciência de classe.

8. (Unimontes 2012) A perspectiva weberiana de estudos sociológicos fundamenta-se na possibilidade


de o cientista compreender a ação social do indivíduo, ou seja, em atores sociais capazes de conduzir suas
próprias ações, que têm motivações e sentidos. Para ele, a ação social e suas diferentes motivações levam
a quatro categorias ou tipologias. Assinale as colunas correspondentes às características de cada uma.

1- Ação social racional em relação a fins


2- Ação social racional com relação a valores
3- Ação social tradicional
4- Ação social afetiva

( ) O agente tem motivações e inspirações imediatas como, por exemplo, de medo, de ódio ou
entusiasmo.
( ) São modos de condutas que obedecem a estímulos habituais, de modo que ocorrem e são
praticadas por vários agentes como um costume.
( ) O agente possui um comportamento fiel às suas convicções como, por exemplo, na política ou no
exercício da liberdade religiosa.
( ) O agente disporá de todos os meios necessários para atingir um fim preestabelecido como, por
exemplo, quando ele está praticando uma ação no mercado.

A sequência correta é

a) 3, 2, 4, 1.
b) 2, 1, 4, 3.
c) 4, 1, 2, 3.
d) 4, 3, 2, 1.

9. (Ufu 2013) E se, em toda ideologia, os homens e suas relações aparecem invertidos como numa câmara
escura, tal fenômeno decorre de seu processo histórico de vida, do mesmo modo porque a inversão dos
objetos na retina decorre de seu processo de vida diretamente físico.

MARX, Karl, A ideologia alemã. São Paulo: Hucitec, 1987. p. 37.

Com essa famosa metáfora, Marx realiza a definição de ideologia como inversão da realidade, da qual
decorre para ele
a) a alienação da classe trabalhadora.
b) a consciência de classe dos trabalhadores.
c) a existência de condições para a práxis revolucionária.
d) a definição de classes sociais.

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10. (Interbits 2012) Segundo a concepção materialista da história, na produção da vida os homens geram
também outra espécie de produtos que não têm forma material: as ideologias políticas, concepções
religiosas, códigos morais e estéticos, sistemas legais, de ensino, de comunicação, o conhecimento
filosófico e científico, representações coletivas de sentimentos, ilusões, modos de pensar e concepções
de vida diversos e plasmados de um modo peculiar.

QUITANEIRO, T. Um toque de clássicos: Marx, Weber e Durkheim. 2.ed. rev. amp. Belo Horizonte: Editora UFMG, 2002, p. 37.

Na abordagem marxista, essa outra espécie de produtos imateriais que são derivados da produção da
vida material humana corresponde à:

a) Infraestrutura da sociedade.
b) Superestrutura da sociedade.
c) Ideologia.
d) Luta de classes.
e) Representação coletiva.

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GABARITO

1. B 2. B 3. E 4. B 5. C
6. A 7. B 8. D 9. A 10. B

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MONITORIA – GEOGRAFIA – INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA
1. (Enem 2017) O fenômeno da mobilidade populacional vem, desde as últimas décadas do século XX,
apresentando transformações significativas no seu comportamento, não só no Brasil como também em
outras partes do mundo. Esses novos processos se materializam, entre outros aspectos, na dimensão
interna, pelo redirecionamento dos fluxos migratórios para as cidades médias, em detrimento dos
grandes centros urbanos; pelos deslocamentos de curta duração e a distâncias menores; pelos
movimentos pendulares, que passam a assumir maior relevância nas estratégias de sobrevivência, não
mais restritos aos grandes aglomerados urbanos.

OLIVEIRA, L. A. P.; OLIVEIRA, A. T. R. Reflexões sobre os deslocamentos populacionais no Brasil. Rio de Janeiro: IBGE, 2011
(adaptada).

A redefinição dos fluxos migratórios internos no Brasil, no período apontado no texto, tem como causa a
intensificação do processo de

a) descapitalização do setor primário.


b) ampliação da economia informal.
c) tributação da área residencial citadina.
d) desconcentração da atividade industrial.
e) saturação da empregabilidade no setor terciário.

2. (Uepg 2017) Sobre o processo de industrialização brasileira, assinale o que for correto.

01) Nos anos 1990, os governos social-democratas, no Brasil, foram marcados por políticas de Fernando
Collor de Mello e FHC que visavam fortalecer as estatais brasileiras ligadas às comunicações e energia.
02) No governo Getúlio Vargas houve um processo de criação de empresas ligadas à mineração, caso da
Companhia Siderúrgica Nacional e da Companhia vale do Rio Doce, da empresa de energia, a
Petrobras, além da legislação trabalhista, a CLT.
04) O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) contribuiu para internacionalizar mais a indústria
nacional, atraindo capital estrangeiro e tendo como carro chefe dessa política montadoras de
automóveis multinacionais.
08) Apesar do período conhecido como Milagre Econômico (1968-1973), onde o Brasil cresceu a altas
taxas, porém com endividamento externo em expansão, a ditadura militar no país teve que conviver
com a "década perdida" nos anos 1980, com alta inflação e até retração da atividade industrial o que
contribuiu com o fim do regime militar.
16) A Crise de 1929, que como desdobramento no Brasil gerou a Crise do Café, gerou sérios problemas ao
modelo agrário-exportador brasileiro. Diante disso, inicia-se um período mais organizado de
industrialização do país, pois até então, as fábricas eram incipientes em território nacional.

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MONITORIA – GEOGRAFIA – INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA
3. (Col. naval 2016) Uma das características da indústria brasileira é ter grande parte do seu parque
industrial concentrada na Região Sudeste. No entanto, nas últimas décadas, teve início uma nova
tendência: a desconcentração industrial. Sendo assim, com relação ao Modelo Econômico Brasileiro,
assinale a opção correta.

a) Até os anos 1930, a economia brasileira possuía uma forte integração nacional, uma vez que o parque
industrial se encontrava concentrado no estado de São Paulo, que comandava o eixo econômico do
país.
b) Em relação ao modelo de industrialização clássica, tal qual ocorreu na Europa, a industrialização
brasileira aconteceu de forma tardia, tendo como ponto de partida o desenvolvimento das indústrias
de bens de produção.
c) Nas décadas de 1930 e 1940, várias montadoras multinacionais de automóveis se instalaram no ABC
Paulista, cuja ampla malha ferroviária ofereceu o principal suporte para o recebimento de matérias-
primas e escoamento da produção.
d) A partir da década de 1950, seguindo as imposições neoliberais, e na tentativa de reduzir custos, as
indústrias que antes se concentravam no entorno das cidades menores, estão se deslocando para os
centros metropolitanos.
e) O neoliberalismo, a partir dos anos 1990, associado à expansão da rede de transportes do país,
possibilitou a várias cidades de médio porte se tornarem mais atrativas aos interesses de complexos
industriais cada vez mais ávidos por lucros.

4. (Unesp 2016) Caracteriza-se como o maior vetor de ocupação territorial no Brasil a partir de meados
do século XIX, sendo explicativa da gênese da concentração produtiva e populacional ainda existente na
atual conformação do território nacional. Estabeleceu-se no vale do Rio Paraíba, avançando por décadas
sobre áreas de floresta Atlântica. Cabe assinalar que tal avanço ocasionou um surto urbanizador na região
Sudeste do Brasil, no qual as ferrovias ganharam peso fundamental como agente modernizador e indutor
da ocupação de novas áreas.

(Antonio C. R. Moraes. Geografia histórica do Brasil, 2011. Adaptado.)

A atividade econômica associada à formação territorial do Brasil a qual o excerto se refere é

a) a industrialização.
b) a cafeicultura.
c) a mineração.
d) a pecuária.
e) a silvicultura.

5. (Ufrgs 2015) A política para o desenvolvimento do governo Getúlio Vargas, no período do Estado Novo,
priorizou

a) a tecnificação da agricultura para exportação.


b) a promoção da indústria de base, a exemplo da siderurgia.
c) a estatização dos meios de comunicação, com o surgimento da Embratel.
d) a produção de bens de consumo, a exemplo da indústria automotiva.
e) a privatização dos setores industriais de base.

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MONITORIA – GEOGRAFIA – INDUSTRIALIZAÇÃO BRASILEIRA
6. (Uem 2015) Sobre indústrias e industrialização no Brasil, assinale a(s) alternativa(s) correta(s).

01) As indústrias de base, também conhecidas como indústrias de bens de produção, são aquelas que
destinam suas mercadorias para a produção ou para o transporte de outras mercadorias. A siderurgia
e a petroquímica básica são exemplos desse tipo de indústria.
02) As indústrias de bens de consumo são aquelas que destinam suas mercadorias para o consumidor
final. É o caso das indústrias têxteis e alimentícias.
04) No Brasil, durante a Segunda Guerra Mundial e no pós-guerra, a concentração geográfica industrial se
intensificou com a implantação das indústrias de bens de produção e de bens de consumo duráveis na
região Sudeste.
08) O período da Segunda Guerra Mundial realçou no Brasil a dependência nacional dos bens de produção
importados e estimulou a substituição dessas importações por produções nacionais. Foi o período
marcado pela substituição de importações.
16) Meios de produção são as matérias-primas agrícolas e minerais utilizadas para a produção de
mercadorias para o consumo e de ferramentas como instrumentos de trabalho (exemplo: aço na
fabricação de enxadas e de outras ferramentas).

7. (Ifsc 2014) Os pontos indicados no mapa a seguir indicam a presença de indústrias no Brasil.

Leia e analise as afirmações abaixo:

I. As áreas com a maior concentração industrial também são as que possuem as maiores concentrações
demográficas.
II. Na Região Norte a presença de firmas industriais é maior no estado do Maranhão do que em Tocantins.
III. Em relação à distribuição industrial no Brasil é possível afirmar que há indústrias em todos os estados.
IV. A Região Sudeste é a região com a maior concentração de indústrias.
V. Podemos destacar, entre as firmas industriais mais importantes na Região do Centro-Oeste, as de
produtos alimentícios.

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Assinale a alternativa CORRETA.

a) Apenas III, IV e V são verdadeiras.


b) Apenas I, III, IV e V são verdadeiras.
c) Apenas I, II, e V são verdadeiras.
d) Apenas IV e V são verdadeiras.
e) Todas as afirmações são verdadeiras.

8. (Ufsj 2013) Observe a imagem abaixo.

A montadora Ford, de capital norte-americano, anunciou hoje (04/01/2012) a produção global de um


modelo de utilitário esportivo, o EcoSport, projetado por cerca de 1,2 mil engenheiros brasileiros e
argentinos no centro de desenvolvimento da companhia em Camaçari, na Bahia. O carro, que deverá ser
vendido em 100 países, será produzido nas fábricas da Ford na Bahia, na Tailândia e na Índia.

Fonte: http://agenciabrasil.ebc.com.br/noticia/2012-01-04/modelo-de-carro-concebido-no-brasil-vira-produto-global.
Acesso em 27/08/2012.

Assinale a alternativa que apresenta características da produção industrial atual representada pelo
lançamento do Novo Ecosport.

a) Estreita relação entre pesquisa e tecnologia e desconcentração industrial na produção de produtos


globais.
b) Rígida padronização (estandartização) dos produtos com o objetivo de atender o gosto dos clientes.
c) Produção baseada no modelo just in time, que exige grandes almoxarifados no interior das fábricas.
d) Linha de produção fordista, com eliminação da terceirização na produção e na incorporação de mão de
obra pouco qualificada de países em desenvolvimento.

9. (Unicamp 2012) O Brasil experimentou, na segunda metade do século 20, uma das mais rápidas
transições urbanas da história mundial. Ela transformou rapidamente um país rural e agrícola em um país
urbano e metropolitano, no qual grande parte da população passou a morar em cidades grandes. Hoje,
quase dois quintos da população total residem em uma cidade de pelo menos um milhão de habitantes.

(Adaptado de George Martine e Gordon McGranahan, “A transição urbana brasileira: trajetória, dificuldades e lições
aprendidas”, em Rosana Baeninger (org.), População e cidades: subsídios para o planejamento e para as políticas sociais.
Campinas: Nepo / Brasília: UNFPA, 2010, p. 11.)

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Considerando o trecho acima, assinale a alternativa correta.

a) A partir de 1930, a ocupação das fronteiras agrícolas (na Amazônia, no Centro-Oeste, no Paraná) foi o
fator gerador de deslocamentos de população no Brasil.
b) Uma das características mais marcantes da urbanização no período 1930-1980 foi a distribuição da
população urbana em cidades de diferentes tamanhos, em especial nas cidades médias.
c) Os últimos censos têm mostrado que as grandes cidades (mais de 500 mil habitantes) têm tido
crescimento relativo mais acelerado em comparação com as médias e as pequenas.
d) Com a crise de 1929, o Brasil voltou-se para o desenvolvimento do mercado interno através de uma
industrialização por substituição de importações, o que demandou mão de obra urbana numerosa.

10. (Enem 2012) A partir dos anos 70, impõe-se um movimento de desconcentração da produção
industrial, uma das manifestações do desdobramento da divisão territorial do trabalho no Brasil. A
produção industrial torna-se mais complexa, estendendo-se, sobretudo, para novas áreas do Sul e para
alguns pontos do Centro-Oeste, do Nordeste e do Norte.

SANTOS, M.; SILVEIRA, M. L. O Brasil: território e sociedade no início do século XXI. Rio de Janeiro: Record, 2002 (fragmento).

Um fator geográfico que contribui para o tipo de alteração da configuração territorial descrito no texto é:

a) Obsolescência dos portos.


b) Estatização de empresas.
c) Eliminação de incentivos fiscais.
d) Ampliação de políticas protecionistas.
e) Desenvolvimento dos meios de comunicação.

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GABARITO

1. D 2. 02 + 04 + 08 + 16 = 30. 3. E 4. B 5. B
6. 01 + 02 + 04 + 08 = 15. 7. B 8. A 9. D 10. E

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MONITORIA – GEOGRAFIA – ESPAÇO RURAL
1. (Enem 2017) Com a Lei de Terras de 1850, o acesso à terra só passou a ser possível por meio da compra
com pagamento em dinheiro. Isso limitava, ou mesmo praticamente impedia, o acesso à terra para os
trabalhadores escravos que conquistavam a liberdade.

OLIVEIRA, A. U. Agricultura brasileira: transformações recentes. In: ROSS, J. L. S. Geografia do Brasil. São Paulo: Edusp, 2009.

O fato legal evidenciado no texto acentuou o processo de

a) reforma agrária.
b) expansão mercantil.
c) concentração fundiária.
d) desruralização da elite.
e) mecanização da produção.

2. (Enem 2013) Texto I

A nossa luta é pela democratização da propriedade da terra, cada vez mais concentrada em nosso país.
Cerca de 1% de todos os proprietários controla 46% das terras. Fazemos pressão por meio da ocupação
de latifúndios improdutivos e grandes propriedades, que não cumprem a função social, como determina
a Constituição de 1988. Também ocupamos as fazendas que têm origem na grilagem de terras públicas.

Disponível em: www.mst.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado).

Texto II

O pequeno proprietário rural é igual a um pequeno proprietário de loja: quanto menor o negócio mais
difícil de manter, pois tem de ser produtivo e os encargos são difíceis de arcar. Sou a favor de propriedades
produtivas e sustentáveis e que gerem empregos. Apoiar uma empresa produtiva que gere emprego é
muito mais barato e gera muito mais do que apoiar a reforma agrária.

LESSA, C. Disponível em: www.observadorpolítico.org.br. Acesso em: 25 ago. 2011 (adaptado).

Nos fragmentos dos textos, os posicionamentos em relação à reforma agrária se opõem. Isso acontece
porque os autores associam a reforma agrária, respectivamente, à

a) redução do inchaço urbano e à crítica ao minifúndio camponês.


b) ampliação da renda nacional e à prioridade ao mercado externo.
c) contenção da mecanização agrícola e ao combate ao êxodo rural.
d) privatização de empresas estatais e ao estímulo ao crescimento econômico.
e) correção de distorções históricas e ao prejuízo ao agronegócio.

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3. (Enem 2009) Apesar do aumento da produção no campo e da integração entre a indústria e a
agricultura, parte da população da América do Sul ainda sofre com a subalimentação, o que gera conflitos
pela posse de terra que podem ser verificados em várias áreas e que frequentemente chegam a provocar
mortes.

Um dos fatores que explica a subalimentação na América do Sul é

a) a baixa inserção de sua agricultura no comércio mundial.


b) a quantidade insuficiente de mão de obra para o trabalho agrícola.
c) a presença de estruturas agrárias arcaicas formadas por latifúndios improdutivos.
d) a situação conflituosa vivida no campo, que impede o crescimento da produção agrícola.
e) os sistemas de cultivo mecanizado voltados para o abastecimento do mercado interno.

4. (Enem 2005) Considerando os conhecimentos sobre o espaço agrário brasileiro e os dados


apresentados no gráfico, é correto afirmar que, no período indicado,

a) ocorreu um aumento da produtividade agrícola devido à significativa mecanização de algumas lavouras,


como a da soja.
b) verificou-se um incremento na produção de grãos proporcionalmente à incorporação de novas terras
produtivas.
c) registrou-se elevada produção de grãos em virtude do uso intensivo de mão de obra pelas empresas
rurais.
d) houve um salto na produção de grãos, a partir de 91, em decorrência do total de exportações feitas por
pequenos agricultores.
e) constataram-se ganhos tanto na produção quanto na produtividade agrícolas resultantes da efetiva
reforma agrária executada.

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TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Em uma disputa por terras, em Mato Grosso do Sul, dois depoimentos são colhidos: o do proprietário de
uma fazenda e o de um integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terras:

Depoimento 1
A minha propriedade foi conseguida com muito sacrifício pelos meus antepassados. Não admito invasão.
Essa gente não sabe de nada. Estão sendo manipulados pelos comunistas. Minha resposta será à bala.
Esse povo tem que saber que a Constituição do Brasil garante a propriedade privada. Além disso, se esse
governo quiser as minhas terras para a Reforma Agrária terá que pagar em dinheiro, o valor que eu quero.
(proprietário de uma fazenda no Mato Grosso do Sul)

Depoimento 2
Sempre lutei muito. Minha família veio para a cidade porque fui despedido quando as máquinas chegaram
lá na Usina. Seu moço, acontece que eu sou um homem da terra. Olho pro céu, sei quando é tempo de
plantar e de colher. Na cidade não fico mais. Eu quero um pedaço de terra, custe o que custar. Hoje eu
sei que não estou sozinho. Aprendi que a terra tem um valor social Ela é feita para produzir alimento. O
que o homem come vem da terra. O que é duro é ver que aqueles que possuem muita terra e não
dependem dela para sobreviver, pouco se preocupam em produzir nela.

(integrante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de Corumbá - MS)

5. (Enem 1998) A partir da leitura do depoimento 2, quais os argumentos utilizados para DEFENDER A
POSIÇÃO DE UM TRABALHADOR RURAL SEM TERRA?

I. A distribuição mais justa da terra no país está sendo resolvida, apesar de que muitos ainda não têm
acesso a ela.
II. A terra é para quem trabalha nela e não para quem a acumula como bem material.
III. É necessário que se suprima o valor social da terra.
IV. A mecanização do campo acarreta a dispensa de mão de obra rural.

Estão corretas as proposições:

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) II e IV, apenas.
d) I, II e III, apenas.
e) III, I e IV, apenas.

6. (Enem 2010) Coube aos Xavante e aos Timbira, povos indígenas do Cerrado, um recente e marcante
gesto simbólico: a realização de sua tradicional corrida de toras (de buriti) em plena Avenida Paulista (SP),
para denunciar o cerco de suas terras e a degradação de seus entornos pelo avanço do agronegócio.

RICARDO, B.; RICARDO, F. Povos indigenas do Brasil: 2001-2005. São Paulo: Instituto Socioambiental, 2006 (adaptado).

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A questão indígena contemporânea no Brasil evidencia a relação dos usos socioculturais da terra com os
atuais problemas socioambientais, caracterizados pelas tensões entre

a) a expansão territorial do agronegócio, em especial nas regiões Centro-Oeste e Norte, e as leis de


proteção indígena e ambiental.
b) os grileiros articuladores do agronegócio e os povos indígenas pouco organizados no Cerrado.
c) as leis mais brandas sobre o uso tradicional do meio ambiente e as severas leis sobre o uso capitalista
do meio ambiente.
d) os povos indígenas do Cerrado e os polos econômicos representados pelas elites industriais paulistas.
e) o campo e a cidade no Cerrado, que faz com que as terras indígenas dali sejam alvo de invasões urbanas.

7. (Enem 2004) A grande produção brasileira de soja, com expressiva participação na economia do país,
vem avançando nas regiões do Cerrado brasileiro. Esse tipo de produção demanda grandes extensões de
terra, o que gera preocupação, sobretudo

a) econômica, porque desestimula a mecanização.


b) social, pois provoca o fluxo migratório para o campo.
c) climática, porque diminui a insolação na região.
d) política, pois deixa de atender ao mercado externo.
e) ambiental, porque reduz a biodiversidade regional.

8. (Enem 2012)

Na charge faz-se referência a uma modificação produtiva ocorrida na agricultura. Uma contradição
presente no espaço rural brasileiro derivada dessa modificação produtiva está presente em:

a) Expansão das terras agricultáveis, com manutenção de desigualdades sociais.


b) Modernização técnica do território, com redução do nível de emprego formal.
c) Valorização de atividades de subsistência, com redução da produtividade da terra.
d) Desenvolvimento de núcleos policultores, com ampliação da concentração fundiária.
e) Melhora da qualidade dos produtos, com retração na exportação de produtos primários.

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9. (Enem 2011) No Estado de São Paulo, a mecanização da colheita da cana-de-açúcar tem sido induzida
também pela legislação ambiental, que proíbe a realização de queimadas em áreas próximas aos centros
urbanos. Na região de Ribeirão Preto, principal polo sucroalcooleiro do país, a mecanização da colheita já
é realizada em 516 mil dos 1,3 milhão de hectares cultivados com cana-de-açúcar.

BALSADI, O. et al. Transformações Tecnológicas e a força de trabalho na agricultura brasileira no período de 1990-2000.
Revista de economia agrícola. V. 49 (1), 2002.

O texto aborda duas questões, uma ambiental e outra socioeconômica, que integram o processo de
modernização da produção canavieira. Em torno da associação entre elas, uma mudança decorrente
desse processo é a

a) perda de nutrientes do solo devido à utilização constante de máquinas.


b) eficiência e racionalidade no plantio com maior produtividade na colheita.
c) ampliação da oferta de empregos nesse tipo de ambiente produtivo.
d) menor compactação do solo pelo uso de maquinário agrícola de porte.
e) poluição do ar pelo consumo de combustíveis fósseis pelas máquinas.

10. (Enem 2010) A maioria das pessoas daqui era do campo. Vila Maria é hoje exportadora de
trabalhadores. Empresários de Primavera do Leste, Estado de Mato Grosso, procuram o bairro de Vila
Maria para conseguir mão de obra. É gente indo distante daqui 300, 400 quilômetros para ir trabalhar,
para ganhar sete conto por dia. (Carlito, 43 anos, maranhense, entrevistado em 22/03/98).

Ribeiro, H. S. O migrante e a cidade: dilemas e conflitos.


Araraquara: Wunderlich, 2001 (adaptado).

O texto retrata um fenômeno vivenciado pela agricultura brasileira nas últimas décadas do século XX,
consequência

a) dos impactos sociais da modernização da agricultura.


b) da recomposição dos salários do trabalhador rural.
c) da exigência de qualificação do trabalhador rural.
d) da diminuição da importância da agricultura.
e) dos processos de desvalorização de áreas rurais.

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GABARITO

1. C 2. E 3. C 4. A 5. B
6. A 7. E 8. A 9. B 10. A

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1. (Mackenzie 2012)

A charge refere-se

a) à organização do Governo Geral, em 1549, dividindo o território brasileiro em extensos lotes de terras,
entregues, por sua vez, a nobres portugueses responsáveis pelo início efetivo da colonização do Brasil.
b) às dificuldades encontradas pelo coroa portuguesa no início da colonização do Brasil, uma vez que, em
virtude, dentre outros, do fracasso das Capitanias Hereditárias, a colônia sofria constantes ataques de
piratas europeus.
c) ao fracasso do Governo Geral, em virtude da corrupção existente na corte portuguesa, transferida para
o Brasil, responsável pela concessão de privilégios aos piratas franceses no comércio do pau-brasil.
d) ao Governo Geral, responsável pela efetivação da colonização brasileira, por meio de incentivos aos
bandeirantes paulistas, para que ultrapassassem os limites de Tordesilhas e expulsassem os piratas
franceses fixados no litoral.
e) às dificuldades encontradas pela coroa portuguesa na efetiva organização da exploração da colônia,
uma vez que a abundância de metais preciosos ali despertou, nos piratas europeus, o interesse pelas
terras lusas na América.

2. (Mackenzie 2009) "Os bandeirantes foram romantizados (...) e postos como símbolo dos paulistas e do
progresso, associação enobrecedora. A simbologia bandeirante servia para construir a imagem da
trajetória paulista como um único e decidido percurso rumo ao progresso, encobrindo conflitos e
diferenças."
(Abud, K. Maria. In: Matos, M. I. S. de São Paulo e Adoniram Barbosa)

Ainda que essa imagem idealizada do bandeirante tenha sido uma construção ideológica, sua importância,
no período colonial brasileiro, decorre:
a) de sua iniciativa em atender à demanda de mão de obra escrava do Brasil Holandês, durante o governo
de Maurício de Nassau.
b) de sua extrema habilidade para lidar com o nativo hostil, garantindo sua colaboração espontânea na
busca pelo ouro.
c) de sua colaboração no processo de expansão territorial brasileira, à medida que ultrapassou o Tratado
de Tordesilhas e fundou povoados, garantindo, futuramente, o direito de Portugal sobre essas terras.
d) de sua atuação decisiva na Insurreição Pernambucana, que resultou na expulsão dos holandeses do
nordeste, em 1654, considerada como o primeiro movimento de cunho emancipacionista da colônia.
e) da colaboração dos mesmos na formação das Missões Jesuíticas, cujo objetivo era a proteção e
catequização de índios tupis, obstáculo à ocupação do território colonial.
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MONITORIA – HISTÓRIA – ESTRUTURA COLONIAL BRASILEIRA
3. (Ufmg 2010) Leia este trecho do documento:

Eu el-rei faço saber a vós [...] fidalgo de minha casa que vendo eu quanto serviço de Deus e meu é
conservar e enobrecer as capitanias e povoações das terras do Brasil e dar ordem e maneira com que
melhor e seguramente se possam ir povoando para exaltamento da nossa santa fé e proveito de meus
reinos e senhorios e dos naturais deles ordenei ora de mandar nas ditas terras fazer uma fortaleza e
povoação grande e forte em um lugar conveniente para daí se dar favor e ajuda às outras povoações e se
ministrar justiça e prover nas coisas que cumprirem a meus serviços e aos negócios de minha fazenda e a
bem das partes [...]

É CORRETO afirmar que, nesse trecho de documento, se faz referência

a) à criação do Governo Geral, com sede na Bahia.


b) à implantação do Vice-Reinado no Rio de Janeiro.
c) à implementação da Capitania-sede em São Vicente.
d) ao estabelecimento de Capitanias Hereditárias, no nordeste.

4. (Ifsp 2012) O mundo dos escravos não era homogêneo. Distinguia-se, em primeiro lugar, entre o cativo
recém-chegado da África, o ‘boçal’, e o ‘ladino’ – africano já aculturado e entendendo o português. Os
africanos eram, como um todo, opostos aos ‘crioulos’ nascidos no Brasil. Havia ainda distinções
reconhecidas entre ‘nações’ africanas de origem, diferentemente valorizadas. E, dada a mestiçagem, a
pele mais ou menos clara também era fator de diferenciação. Os mulatos e os negros, sobretudo os
africanos, submetidos à dura labuta dos campos e outras tarefas pesadas.

(Ciro Flamarion Santana Cardoso. “O trabalho na colônia”. In Maria Yeda Linhares (org). História Geral do Brasil. Rio de
Janeiro, Campus, 1990)

Tomando por base o texto, é correto concluir que, no Brasil Colônia,

a) independentemente da origem e da cor da pele, havia uma igualdade plena entre todos os escravos
brasileiros.
b) os negros recém-chegados da África eram poupados dos trabalhos mais árduos e perigosos, pois tinham
maior valor.
c) quanto mais rebeldes, mais castigados e menos submetidos a trabalhos árduos eram os escravos.
d) o único fator de diferenciação entre os escravos era o idioma, ou seja, compreender e falar o português.
e) havia diferentes graus de hierarquia entre escravos africanos, escravos nascidos no Brasil e mestiços.

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Do Brasil descoberto esperavam os portugueses a fortuna fácil de uma nova Índia. Mas o pau-
brasil, única riqueza brasileira de simples extração antes da “corrida do ouro” do início do século XVIII,
nunca se pôde comparar aos preciosos produtos do Oriente. (...) O Brasil dos primeiros tempos foi o
objeto dessa avidez colonial. A literatura que lhe corresponde é, por isso, de natureza parcialmente
superlativa. Seu protótipo é a carta célebre de Pero Vaz de Caminha, o primeiro a enaltecer a maravilhosa
fertilidade do solo.

(MERQUIOR, José Guilherme. De Anchieta a Euclides − Breve história da literatura brasileira.


Rio de Janeiro: José Olympio, 1977, p. 3-4)

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5. (Puccamp 2017) A colonização portuguesa, no século XVI, se valeu de algumas estratégias para usufruir
dos produtos economicamente rentáveis no território brasileiro, e de medidas para viabilizar a ocupação
e administração do mesmo. São exemplos dessas estratégias e dessas medidas, respectivamente,

a) a prática do escambo com os indígenas e a instituição de vice-reinos, comarcas, vilas e freguesias.


b) a implementação do sistema de plantation no interior e a construção, por ordem da Coroa, de extensas
fortalezas e fortes.
c) a imposição de um vultoso pedágio aos navios corsários de distintas procedências e a instalação de
capitanias hereditárias.
d) a introdução da cultura da cana-de-açúcar com uso de trabalho compulsório e a instituição de um
governo geral.
e) o comércio da produção das missões jesuíticas e a fundação da Companhia das Índias Ocidentais.

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GABARITO

1. B 2. C 3. A 4. E 5. D

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MONITORIA – HISTÓRIA – IDADE MÉDIA
1. (Enem 2011) Se a mania de fechar, verdadeiro habitus da mentalidade medieval nascido talvez de um
profundo sentimento de insegurança, estava difundida no mundo rural, estava do mesmo modo no meio
urbano, pois que uma das características da cidade era de ser limitada por portas e por uma muralha.

DUBY, G. et al. “Séculos XIV-XV”. In: ARIÈS, P.; DUBY, G. História da vida privada da
Europa Feudal à Renascença. São Paulo: Cia. das Letras, 1990 (adaptado).

As práticas e os usos das muralhas sofreram importantes mudanças no final da Idade Média, quando elas
assumiram a função de pontos de passagem ou pórticos. Este processo está diretamente relacionado com

a) o crescimento das atividades comerciais e urbanas.


b) a migração de camponeses e artesãos.
c) a expansão dos parques industriais e fabris.
d) o aumento do número de castelos e feudos.
e) a contenção das epidemias e doenças.

2. (Enem 2014)

Sou uma pobre e velha mulher,


Muito ignorante, que nem sabe ler.
Mostraram-me na igreja da minha terra
Um Paraíso com harpas pintado
E o Inferno onde fervem almas danadas,
Um enche-me de júbilo, o outro me aterra.

VILLON. F. In: GOMBRICH, E. História da arte. Lisboa: LTC. 1999.

Os versos do poeta francês François Villon fazem referência às imagens presentes nos templos católicos
medievais. Nesse contexto, as imagens eram usadas com o objetivo de

a) refinar o gosto dos cristãos.


b) incorporar ideais heréticos.
c) educar os fiéis através do olhar.
d) divulgar a genialidade dos artistas católicos.
e) valorizar esteticamente os templos religiosos.

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MONITORIA – HISTÓRIA – IDADE MÉDIA
3. (Enem 2008) A Peste Negra dizimou boa parte da população europeia, com efeitos sobre o crescimento
das cidades. O conhecimento médico da época não foi suficiente para conter a epidemia. Na cidade de
Siena, Agnolo di Tura escreveu: "As pessoas morriam às centenas, de dia e de noite, e todas eram jogadas
em fossas cobertas com terra e, assim que essas fossas ficavam cheias, cavavam-se mais. E eu enterrei
meus cinco filhos com minhas próprias mãos (...) E morreram tantos que todos achavam que era o fim do
mundo."

Agnolo di Tura. The Plague in Siena: An Italian Chronicle. In: William M. Bowsky, The Black Death: a turning point in
history? New York: HRW, 1971 (com adaptações).

O testemunho de Agnolo di Tura, um sobrevivente da Peste Negra que assolou a Europa durante parte do
século XIV, sugere que

a) o flagelo da Peste Negra foi associado ao fim dos tempos.


b) a Igreja buscou conter o medo, disseminando o saber médico.
c) a impressão causada pelo número de mortos não foi tão forte, porque as vítimas eram poucas e
identificáveis.
d) houve substancial queda demográfica na Europa no período anterior à Peste.
e) o drama vivido pelos sobreviventes era causado pelo fato de os cadáveres não serem enterrados.

4. (Upf 2016) De forma geral, sobre a economia medieval, é correto afirmar que:
a) A moeda era largamente utilizada, o artesanato era a base da economia e, devido à forte influência
religiosa, as riquezas eram bem distribuídas entre todos os habitantes.
b) A economia era baseada na agricultura, prevalecendo o sistema de trocas de mercadorias, com pouco
uso da moeda, e as relações comerciais com outras regiões e feudos era pequena.
c) A pecuária era a base da economia, as terras tinham pouco valor econômico e todos os integrantes da
sociedade estavam isentos de impostos.
d) O artesanato era a base da economia, com os servos recebendo salários dos senhores feudais, e a
maioria das terras estava concentrada nas mãos da Igreja Católica.
e) A economia era baseada no comércio; a intensa troca de mercadorias fazia com que as terras ficassem
supervalorizadas.

5. (Ifba 2016) Leia com atenção o texto sobre a Idade Média.

Idade Média: “Idade das Trevas” ou uma “Belle Époque”?


Contexto Europeu do século X ao século XIII

“Idade das Trevas” foi o termo adotado pelo humanistas do século XVII, quando generalizaram toda a
civilização da Europa do século IV ao século XV como um tempo de ruína e flagelo. Esta ideologia de
obscuridade das trevas é resultado de fatos e acontecimentos negativos ocorridos no longo período da
Idade Média, tais como as guerras, as invasões bárbaras, as crises da agricultura, as epidemias, 1a
imposição da Igreja, a inquisição em relação aos hereges, a centralização da economia restrita aos feudos,
as desigualdades sociais, dentre outros aspectos, mas que não justificam criar uma terminologia
pejorativa para uma gigante e envolvente civilização que, em contraste com esse lado negativo, muito
criou, muito inventou e muito desenvolveu, lembrando que o período medieval é o carro chefe da
historiografia contemporânea.

Disponível em: http://meuartigo.brasilescola.com;historia/idade-media-idade-trevas.htm. Acesso em: 22.09.2015.

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MONITORIA – HISTÓRIA – IDADE MÉDIA
Assinale a alternativa correta, considerando o período da Idade Média:

a) apesar da existência de servos, a Idade Média tinha nos escravos sua principal força produtiva.
b) nos Feudos, durante a Idade Média, surgiu a burguesia como classe econômica, porém, o poder da
Igreja fez com que a burguesia tivesse pouca importância.
c) o pensamento medieval expressado no texto foi dominado pela burguesia, sobretudo no que se refere
aos assuntos científicos, pois só as corporações de ofício tinham acesso a este conhecimento.
d) o texto aponta que o uso do termo “Idade das Trevas” não seria o melhor para definir a Idade Média,
pois, apesar dos problemas e desigualdades sociais, esse período deixou grandes legados para a História
Contemporânea.
e) o trecho “a imposição da Igreja, a inquisição em relação aos hereges...” (ref. 1) demonstra o poder da
Igreja como classe dominante nos campos da economia e da política, cabendo aos servos somente o
direito ao voto, porém, sem direito a se eleger a nenhum cargo político.

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MONITORIA – HISTÓRIA – IDADE MÉDIA

GABARITO

1. A 2. C 3. A 4. B 5. D

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MONITORIA – FÍSICA – LANÇAMENTOS E QUEDA LIVRE
TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Lucy caiu da árvore

Conta a lenda que, na noite de 24 de novembro de 1974, as estrelas brilhavam na beira do rio
Awash, no interior da Etiópia. Um gravador K7 repetia a música dos Beatles “Lucy in the Sky with
Diamonds”. Inspirados, os paleontólogos decidiram que a fêmea AL 288-1, cujo esqueleto havia sido
escavado naquela tarde, seria apelidada carinhosamente de Lucy.
Lucy tinha 1,10 m e pesava 30 kg. Altura e peso de um chimpanzé. 1Mas não se iluda, Lucy não
pertence à linhagem que deu origem aos macacos modernos. Ela já andava ereta sobre os membros
inferiores. Lucy pertence à linhagem que deu origem ao animal que escreve esta crônica e ao animal que
a está lendo, eu e você.
Os ossos foram datados. Lucy morreu 3,2 milhões de anos atrás. Ela viveu 2 milhões de anos antes
do aparecimento dos primeiros animais do nosso gênero, o Homo habilis. A enormidade de 3 milhões de
anos separa Lucy dos mais antigos esqueletos de nossa espécie, o Homo sapiens, que surgiu no planeta
faz meros 200 mil anos. Lucy, da espécie Australopithecus afarensis, é uma representante das muitas
espécies que existiram na época em que a linhagem que deu origem aos homens modernos se separou
da que deu origem aos macacos modernos. 2Lucy já foi chamada de elo perdido, o ponto de bifurcação
que nos separou dos nossos parentes mais próximos.
Uma das principais dúvidas sobre a vida de Lucy é a seguinte: ela já era um animal terrestre, como
nós, ou ainda subia em árvores?
3Muitos ossos de Lucy foram encontrados quebrados, seus fragmentos espalhados pelo chão. Até

agora, se acreditava que isso se devia ao processo de fossilização e às diversas forças às quais esses ossos
haviam sido submetidos. Mas os cientistas resolveram estudar em detalhes as fraturas.
As fraturas, principalmente no braço, são de compressão, aquela que ocorre quando caímos de
um local alto e apoiamos os membros para amortecer a queda. Nesse caso, a força é exercida ao longo
do eixo maior do osso, causando um tipo de fratura que é exatamente o encontrado em Lucy. Usando
raciocínios como esse, os cientistas foram capazes de explicar todas as fraturas a partir da hipótese de
que Lucy caiu do alto de uma árvore de pé, se inclinou para frente e amortizou a queda com o braço.
4Uma queda de 20 a 30 metros e Lucy atingiria o solo a 60 km/h, o suficiente para matar uma

pessoa e causar esse tipo de fratura. Como existiam árvores dessa altura onde Lucy vivia e muitos
chimpanzés sobem até 150 metros para comer, uma queda como essa é fácil de imaginar.
A conclusão é que Lucy morreu ao cair da árvore. E se caiu era porque estava lá em cima. E se
estava lá em cima era porque sabia subir. Enfim, sugere que Lucy habitava árvores.
Mas na minha mente ficou uma dúvida. Quando criança, eu subia em árvores. E era por não sermos
grandes escaladores de árvores que eu e meus amigos vivíamos caindo, alguns quebrando braços e
pernas. Será que Lucy morreu exatamente por tentar fazer algo que já não era natural para sua espécie?

Fernando Reinach
adaptado de O Estado de S. Paulo, 24/09/2016.

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MONITORIA – FÍSICA – LANÇAMENTOS E QUEDA LIVRE
1. (Uerj 2018) Considere que Lucy tenha caído de uma altura igual a 20 m, com aceleração constante,
atingindo o solo com a velocidade de 60 km h.

Nessas condições, o valor da aceleração, em m s2 , corresponde aproximadamente a:

a) 3
b) 7
c) 11
d) 15

2. (Unesp 2017) No período de estiagem, uma pequena pedra foi abandonada, a partir do repouso, do
alto de uma ponte sobre uma represa e verificou-se que demorou 2,0 s para atingir a superfície da água.
Após um período de chuvas, outra pedra idêntica foi abandonada do mesmo local, também a partir do
repouso e, desta vez, a pedra demorou 1,6 s para atingir a superfície da água.

Considerando a aceleração gravitacional igual a 10 m s2 e desprezando a existência de correntes de ar e


a sua resistência, é correto afirmar que, entre as duas medidas, o nível da água da represa elevou-se

a) 5,4 m.
b) 7,2m.
c) 1,2 m.
d) 0,8 m.
e) 4,6 m.

3. (Fac. Albert Einstein - Medicin 2017) Na modalidade esportiva do salto à distância, o esportista, para
fazer o melhor salto, deve atingir a velocidade máxima antes de saltar, aliando-a ao melhor ângulo de
entrada no momento do salto que, nessa modalidade, é o 45. Considere uma situação hipotética em
que um atleta, no momento do salto, alcance a velocidade de 43,2km h, velocidade próxima do recorde
mundial dos 100 metros rasos, que é de 43,9 km h. Despreze o atrito com o ar enquanto ele está em
“vôo” e considere o saltador como um ponto material situado em seu centro de gravidade.

Nessas condições, qual seria, aproximadamente, a distância alcançada no salto?

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Adote o módulo da aceleração da gravidade igual a 10 m s2 .
Dados: sen 45  cos 45  0,7

a) 7 m
b) 10 m
c) 12m
d) 14 m

4. (Ufjf-pism 1 2016) Galileu, em seu livro “Diálogo sobre os Dois Principais Sistemas do Mundo”,
apresentou a independência dos movimentos para, entre outras coisas, refutar a imobilidade da Terra.
Em um de seus exemplos, ele descreve o seguinte: imagine um canhão na posição horizontal sobre uma
torre, atirando paralelamente ao horizonte. Não importa se a carga da pólvora é grande ou pequena, e o
projétil caia a 100 m ou 500 m, o tempo que os projéteis levam para chegar ao chão é o mesmo.

(Texto adaptado do Livro Diálogo sobre os dois Principais Sistemas do Mundo).

Em relação ao texto e à independência dos movimentos, julgue os itens abaixo:

I. o texto apresenta uma ideia errada, pois a bala de canhão que percorre o maior trajeto permanece por
maior tempo no ar;
II. os tempos de lançamento das duas balas de canhão são os mesmos quando comparados ao tempo de
queda de uma terceira bola que é abandonada da boca do canhão e cai até a base da torre;
III. o texto não apresenta uma ideia correta sobre o lançamento de projéteis, pois quanto maior a carga,
maior o tempo que a bala de canhão permanece no ar;
IV. o movimento da bala de canhão pode ser dividido em dois movimentos independentes: um na vertical,
e outro na horizontal.

Os seguintes itens são CORRETOS:

a) I, II e III
b) II e IV.
c) II, III e IV
d) I, II e IV
e) I e IV

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MONITORIA – FÍSICA – LANÇAMENTOS E QUEDA LIVRE
5. (Ucs 2016) Quando um jogador de futebol é muito veloz, uma forma divertida de se referir a essa
qualidade é dizer que ele é capaz de cobrar escanteio para a área adversária e ele mesmo correr e
conseguir chutar a bola antes de ela tocar o chão. Suponha um jogador ficcional que seja capaz de fazer
isso. Se ele cobrar o escanteio para dentro da área fornecendo à bola uma velocidade inicial de 20 m s,
fazendo um ângulo de 60 com a horizontal, qual distância o jogador precisa correr, em linha reta, saindo
praticamente de forma simultânea à cobrança de escanteio, para chutar no gol sem deixar a bola tocar
no chão? Para fins de simplificação, considere que a altura do chute ao gol seja desprezível, que
sen 60  0,8, cos60  0,5, e que a aceleração da gravidade seja 10 m s2 .

a) 6 m
b) 12 m
c) 24 m
d) 32 m
e) 44 m

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GABARITO

1. B 2. B 3. D 4. B 5. D

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MONITORIA – FÍSICA – GASES IDEAIS
1. (Unicamp 2017) Fazer vácuo significa retirar o ar existente em um volume fechado. Esse processo é
usado, por exemplo, para conservar alimentos ditos embalados a vácuo ou para criar ambientes
controlados para experimentos científicos. A figura abaixo representa um pistão que está sendo usado
para fazer vácuo em uma câmara de volume constante VC  2,0 litros. O pistão, ligado à câmara por uma
válvula A , aumenta o volume que pode ser ocupado pelo ar em VP  0,2 litros. Em seguida, a válvula A
é fechada e o ar que está dentro do pistão é expulso através de uma válvula B, ligada à atmosfera,
completando um ciclo de bombeamento.

Considere que o ar se comporte como um gás ideal e que, durante o ciclo completo, a temperatura não
variou. Se a pressão inicial na câmara é de Pi  33Pa, a pressão final na câmara após um ciclo de
bombeamento será de

a) 30,0 Pa.
b) 330,0 Pa.
c) 36,3Pa.
d) 3,3Pa.

2. (Enem 2015) Uma pessoa abre sua geladeira, verifica o que há dentro e depois fecha a porta dessa
geladeira. Em seguida, ela tenta abrir a geladeira novamente, mas só consegue fazer isso depois de
exercer uma força mais intensa do que a habitual.

A dificuldade extra para reabrir a geladeira ocorre porque o (a)

a) volume de ar dentro da geladeira diminuiu.


b) motor da geladeira está funcionando com potência máxima.
c) força exercida pelo ímã fixado na porta da geladeira aumenta.
d) pressão no interior da geladeira está abaixo da pressão externa.
e) temperatura no interior da geladeira é inferior ao valor existente antes de ela ser aberta.

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MONITORIA – FÍSICA – GASES IDEAIS
3. (Ufpr 2013) Segundo o documento atual da FIFA “Regras do Jogo”, no qual estão estabelecidos os
parâmetros oficiais aos quais devem atender o campo, os equipamentos e os acessórios para a prática do
futebol, a bola oficial deve ter pressão entre 0,6 e 1,1 atm ao nível do mar, peso entre 410 e 450 g e
circunferência entre 68 e 70 cm. Um dia antes de uma partida oficial de futebol, quando a temperatura
era de 32°C, cinco bolas, identificadas pelas letras A, B, C, D e E, de mesma marca e novas foram calibradas
conforme mostrado na tabela abaixo:

Bola Pressão (atm)


A 0,60
B 0,70
C 0,80
D 0,90
E 1,00

No dia seguinte e na hora do jogo, as cinco bolas foram levadas para o campo. Considerando que a
temperatura ambiente na hora do jogo era de 13°C e supondo que o volume e a circunferência das bolas
tenham se mantido constantes, assinale a alternativa que apresenta corretamente as bolas que atendem
ao documento da FIFA para a realização do jogo.

a) A e E apenas.
b) B e D apenas.
c) A, D e E apenas.
d) B, C, D e E apenas.
e) A, B, C, D e E.

4. (Unirio 2009) Exploração e Produção do Pré-sal.


“As reservas de gás do campo de Tupi podem chegar a 1,6 bilhão de barris, de acordo com a Petrobras.”

Gazeta Mercantil

Embora a notícia acima seja alvissareira, ela não é clara do ponto de vista termodinâmico. Isto porque
não são fornecidos os valores da pressão e da temperatura, para os quais é calculado o volume do gás.
Admita que um volume desse gás é coletado no pré-sal a uma temperatura de 57 °C e a uma pressão de
275 atm e que esta quantidade de gás é liberada ao nível do mar a uma temperatura de 27 °C. Pode-se
afirmar que, para calcular o volume de gás liberado ao nível do mar, deve-se multiplicar o volume inicial
de gás coletado, pelo fator

a) 625
b) 500
c) 375
d) 250
e) 125

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5. (Acafe 2015) Em algumas situações de resgate, socorristas do SAMU podem usar cilindros de ar
comprimido para garantir condições normais de respiração em ambientes pouco ventilados. Tais cilindros,
cujas características estão indicadas na tabela a seguir, alimentam máscaras que se acoplam ao nariz e
fornecem para a respiração, a cada minuto, cerca de 40 litros de ar, a pressão atmosférica e temperatura
ambiente.

CILINDRO PARA RESPIRAÇÃO

GÁS ar comprimido

VOLUME 9 litros

PRESSÃO INTERNA 200 atm

A alternativa correta que apresenta, nesse caso, a duração do ar desse cilindro, em minutos, é de
aproximadamente:

a) 60
b) 45
c) 15
d) 30

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GABARITO

1. A 2. D 3. D 4. D 5. B

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MONITORIA – QUÍMICA – CONCEITOS BÁSICOS DE TABELA E LIGAÇÕES INTERATOMICAS

1. (Pucrj 2013) Cristais de NaF e MgF2 dissolvidos em água se dissociam nos íons F–, Na+ e Mg2+.
Uma característica desses íons é que eles possuem em comum:

a) o mesmo nº de prótons no núcleo.


b) a localização no mesmo período da tabela periódica dos elementos.
c) o mesmo nº de elétrons na eletrosfera.
d) a localização no mesmo grupo da tabela periódica dos elementos.
e) o mesmo nº de nêutrons no núcleo dos seus isótopos mais estáveis.

2. (Ufrgs 2018) Na coluna da direita, estão listados cinco elementos da tabela periódica; na da esquerda,
a classificação desses elementos.

Associe a coluna da direita à da esquerda.

( ) Alcalino 1. Magnésio
( ) Halogênio 2. Potássio
( ) Alcalino terroso 3. Paládio
( ) Elemento de transição 4. Bromo
5. Xenônio

A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

a) 1 – 2 – 3 – 4.
b) 2 – 4 – 1 – 3.
c) 2 – 4 – 3 – 5.
d) 3 – 2 – 4 – 5.
e) 4 – 2 – 1 – 3.

4. (Mackenzie 2017) Assinale a alternativa que apresenta compostos químicos que possuam,
respectivamente, ligação covalente polar, ligação covalente apolar e ligação iônica.

a) H2O, CO2 e NaC .


b) CC 4 , O3 e HBr.
c) CH4 , SO2 e HI.
d) CO2 , O2 e KC .
e) H2O,H2 e HC .

5. (Ifsul 2017) As ligações químicas existentes na formação das substâncias NaC , HC e C 2 são,
respectivamente,

a) iônica, covalente polar, covalente apolar.


b) iônica, covalente apolar e covalente polar.
c) covalente polar, covalente apolar e iônica.
d) covalente apolar, covalente polar e iônica.

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MONITORIA – QUÍMICA – CONCEITOS BÁSICOS DE TABELA E LIGAÇÕES INTERATOMICAS

6. (Fuvest 2018)

Analise a tabela periódica e as seguintes afirmações a respeito do elemento químico enxofre (S):

I. Tem massa atômica maior do que a do selênio (Se).


II. Pode formar com o hidrogênio um composto molecular de fórmula H2S.
III. A energia necessária para remover um elétron da camada mais externa do enxofre é maior do que
para o sódio (Na).
IV. Pode formar com o sódio (Na) um composto iônico de fórmula Na3S.

São corretas apenas as afirmações

a) I e II.
b) I e III.
c) II e III.
d) II e IV.
e) III e IV.

7. (Uefs 2017)

Elemento
1ª E.I. 2ª E.I 3ª E.I.
químico
X 520 7.297 11.810
Y 900 1.757 14.840

A energia de ionização é uma propriedade periódica muito importante, pois está relacionada com a
tendência que um átomo neutro possui de formar um cátion. Observe na tabela os valores de energias de
ionização (E.I. em kJ mol) para determinados elementos químicos.

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MONITORIA – QUÍMICA – CONCEITOS BÁSICOS DE TABELA E LIGAÇÕES INTERATOMICAS

Com base nas variações das energias de ionização apresentadas na tabela, analise as afirmativas e marque
com V as verdadeiras e com F, as falsas.

( ) X é um metal e possui 3 elétrons na camada de valência.


( ) Y é um metal e possui 2 elétrons na camada de valência.
( ) X pertence ao grupo 1 e Y, ao grupo 2 da Tabela Periódica, formando com o enxofre substâncias de
fórmula molecular, respectivamente, X2 S e YS.
( ) Se X e Y pertencem ao mesmo período da Tabela Periódica, com ambos no estado neutro, Y possui
maior raio atômico que X.

A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a

a) V – V – F – F d) F – F – V – V
b) V – F – V – F e) F – V – V – F
c) F – V – F – V

8. (Espcex (Aman) 2017) Munições traçantes são aquelas que possuem um projétil especial, contendo
uma carga pirotécnica em sua retaguarda. Essa carga pirotécnica, após o tiro, é ignificada, gerando um
traço de luz colorido, permitindo a visualização de tiros noturnos a olho nu. Essa carga pirotécnica é uma
mistura química que pode possuir, dentre vários ingredientes, sais cujos íons emitem radiação de cor
característica associada ao traço luminoso.

Um tipo de munição traçante usada por um exército possui na sua composição química uma determinada
substância, cuja espécie química ocasiona um traço de cor correspondente bastante característico.

Com relação à espécie química componente da munição desse exército sabe-se:

I. A representação do elemento químico do átomo da espécie responsável pela coloração pertence à


família dos metais alcalinos-terrosos da tabela periódica.
II. O átomo da espécie responsável pela coloração do traço possui massa de 137 u e número de nêutrons
81.

Sabe-se também que uma das espécies apresentadas na tabela do item III (que mostra a relação de cor
emitida característica conforme a espécie química e sua distribuição eletrônica) é a responsável pela cor
do traço da munição desse exército.

III. Tabela com espécies químicas, suas distribuições eletrônicas e colorações características:

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Considerando os dados contidos, nos itens I e II, atrelados às informações da tabela do item III, a munição
traçante, descrita acima, empregada por esse exército possui traço de coloração

a) vermelho-alaranjada.
b) verde.
c) vermelha.
d) azul.
e) branca.

9. (Mackenzie 2017) Em dezembro de 2016, a IUPAC (International Union of Pure and Applied Chemistry)
oficializou a nomenclatura dos novos elementos químicos, presentes no sétimo período da tabela
periódica. Assim, os elementos 113 (grupo 13), 115 (grupo 15), 117 (grupo 17) e 118 (grupo 18)
passaram a ser denominados, respectivamente, de Nihonium (Nh), Moscovium (Mc), Tennessine (Ts) e
Oganesson (Og). Pode-se afirmar que o elemento.

Dado: Número atômico (Z): O  8.

a) Nh forma o íon Nh3 .


b) Mc é um metal de transição.
c) Ts é um elemento representativo e pertence ao mesmo grupo do oxigênio.
d) Og é um gás nobre e apresenta configuração da camada de valência 6s2 6p6 .
e) Nh pode combinar-se com um halogênio (X), formando o composto hipotético NhX3.

10. (Uepg 2016) Sobre a configuração eletrônica e a Teoria do Octeto, assinale o que for correto.

01) O átomo de número atômico 15, ao perder 3 elétrons, adquire a configuração de gás nobre.
02) Os halogênios, como o flúor e o cloro, atingem o octeto quando recebem elétrons na camada de
valência.
04) Os metais alcalinos terrosos adquirem configuração eletrônica de gás nobre quando formam íons com
número de carga 2.
08) Átomos dos elementos do grupo 1 da tabela periódica, como o sódio e o potássio, possuem uma
tendência acentuada a perder elétrons da camada de valência.

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GABARITO

1. C 2. B 3. A 4. D 5. A
6. C 7. E 8. B 9. E 10. 02 + 04 + 08 = 14.

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MONITORIA – QUÍMICA – RECONHECIMENTO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS
1. (Ufpr 2017) Poucos meses antes das Olimpíadas Rio 2016, veio a público um escândalo de doping
envolvendo atletas da Rússia. Entre as substâncias anabolizantes supostamente utilizadas pelos atletas
envolvidos estão o turinabol e a mestaterona. Esses dois compostos são, estruturalmente, muito similares
à testosterona e utilizados para aumento da massa muscular e melhora do desempenho dos atletas.

Quais funções orgânicas oxigenadas estão presentes em todos os compostos citados?

a) Cetona e álcool.
b) Fenol e éter.
c) Amida e epóxido.
d) Anidrido e aldeído.
e) Ácido carboxílico e enol.

2. (Usf 2016) O remédio conhecido como Isordil® é de uso contínuo para os pacientes que possuem algum
tipo de doença coronariana. Esse medicamento tem seu uso relacionado a ataques cardíacos e é indicado
no tratamento posterior ao infarto. Seu efeito ativo é derivado do nitrato de isosorbida, cuja fórmula
estrutural é apresentada a seguir.

A respeito da estrutura de tal substância, são realizadas as seguintes afirmações:

I. Nessa substância, é possível encontrar a função orgânica amina.


II. Há quatro átomos de carbonos quirais em sua estrutura.
III. Dentre outras funções oxigenadas, uma das encontradas é a função cetona.
IV. O composto apresenta dois grupos funcionais dos ésteres.
V. Há um único átomo de carbono hibridizado em sp2 que também é carbono terciário.

Das afirmações realizadas, são corretas

a) apenas I, III e V. d) apenas II e IV.


b) apenas II, IV e V. e) apenas I, II e IV.
c) apenas III e V.

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MONITORIA – QUÍMICA – RECONHECIMENTO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS
3. (Unemat 2010) As funções oxigenadas estão intimamente ligadas ao perfume, ao sabor e ao aroma
dos produtos que usamos em nosso dia.

Do ponto de vista químico, algumas substâncias encontradas nos perfumes são:

As funções orgânicas do geraniol e do citral são, respectivamente:

a) éter e aldeído.
b) éster e éter.
c) cetona e aldeído.
d) cetona e álcool.
e) álcool e aldeído.

4. (Ifpe 2018) O ácido salicílico foi originalmente descoberto devido às suas ações antipirética e
analgésica. Porém, descobriu-se, depois, que esse ácido pode ter uma ação corrosiva nas paredes do
estômago. Para contornar esse efeito foi adicionado um radical acetil à hidroxila ligada diretamente ao
anel aromático, dando origem a um éster de acetato, chamado de ácido acetilsalicílico (AAS), menos
corrosivo, mas, também, menos potente.

A estrutura química do ácido salicílico, representada acima, apresenta

a) funções orgânicas fenol e ácido carboxílico.


b) um carbono com hibridação sp3 .
c) funções orgânicas éster e álcool.
d) fórmula molecular C6H2O3.
e) funções orgânicas fenol e álcool.

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MONITORIA – QUÍMICA – RECONHECIMENTO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS
5. (Ufjf-pism 2 2017) O gengibre é uma planta herbácea originária da Ilha de Java, da Índia e da China, e
é utilizado mundialmente na culinária para o preparo de pratos doces e salgados. Seu caule subterrâneo
possui sabor picante, que se deve ao gingerol, cuja fórmula estrutural é apresentada a seguir:

Quais funções orgânicas estão presentes na estrutura do gingerol?

a) Éster, aldeído, álcool, ácido carboxílico.


b) Éster, cetona, fenol, ácido carboxílico.
c) Éter, aldeído, fenol, ácido carboxílico.
d) Éter, cetona, álcool, aldeído.
e) Éter, cetona, fenol, álcool.

6. (Enem 2012) A produção mundial de alimentos poderia se reduzir a 40% da atual sem a aplicação de
controle sobre as pragas agrícolas. Por outro lado, o uso frequente dos agrotóxicos pode causar
contaminação em solos, águas superficiais e subterrâneas, atmosfera e alimentos. Os biopesticidas, tais
como a piretrina e coronopilina, têm sido uma alternativa na diminuição dos prejuízos econômicos, sociais
e ambientais gerados pelos agrotóxicos.

Identifique as funções orgânicas presentes simultaneamente nas estruturas dos dois biopesticidas
apresentados:

a) Éter e éster.
b) Cetona e éster.
c) Álcool e cetona.
d) Aldeído e cetona.
e) Éter e ácido carboxílico.

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MONITORIA – QUÍMICA – RECONHECIMENTO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS
7. (Espcex (Aman) 2016) O composto denominado comercialmente por Aspartame é comumente
utilizado como adoçante artificial, na sua versão enantiomérica denominada S,S-aspartamo. A
nomenclatura oficial do Aspartame especificada pela União Internacional de Química Pura e Aplicada
(IUPAC) é ácido 3-amino-4-[(benzil-2-metóxi-2-oxoetil)amino]-4-oxobutanoico e sua estrutura química
de função mista pode ser vista abaixo.

A fórmula molecular e as funções orgânicas que podem ser reconhecidas na estrutura do Aspartame são:

a) C14H16N2O4 ; álcool; ácido carboxílico; amida; éter.


b) C12H18N2O5 ; amina; álcool; cetona; éster.
c) C14H18N2O5 ; amina; ácido carboxílico; amida; éster.
d) C13H18N2O4 ; amida; ácido carboxílico; aldeído; éter.
e) C14H16N3O5 ; nitrocomposto; aldeído; amida; cetona.

8. (Fuvest 2011) Em 2009, o mundo enfrentou uma epidemia, causada pelo vírus A(H1N1), que ficou
conhecida como gripe suína. A descoberta do mecanismo de ação desse vírus permitiu o desenvolvimento
de dois medicamentos para combater a infecção, por ele causada, e que continuam necessários, apesar
de já existir e estar sendo aplicada a vacina contra esse vírus. As fórmulas estruturais dos princípios ativos
desses medicamentos são:

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MONITORIA – QUÍMICA – RECONHECIMENTO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS

Examinando-se as fórmulas desses compostos, verifica-se que dois dos grupos funcionais que estão
presentes no oseltamivir estão presentes também no zanamivir.

Esses grupos são característicos de

a) amidas e éteres.
b) ésteres e alcoóis.
c) ácidos carboxílicos e éteres.
d) ésteres e ácidos carboxílicos.
e) amidas e alcoóis.

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MONITORIA – QUÍMICA – RECONHECIMENTO DE FUNÇÕES ORGÂNICAS
GABARITO

1. A 2. B 3. E 4. A 5. E
6. B 7. C 8. A

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MONITORIA – BIOLOGIA – PROTEÍNAS
1. Na presença de certos solventes, as proteínas sofrem alterações tanto em sua estrutura espacial
quanto em suas propriedades biológicas. No entanto, com a remoção do solvente, voltam a assumir sua
conformação e propriedades originais.

Essas características mostram que a conformação espacial das proteínas depende do seguinte tipo de
estrutura de suas moléculas:

a) primária c) terciária
b) secundária d) quaternária

2. Sobre proteínas que foram desnaturadas sob condições de elevadas temperaturas, é correto afirmar
que

a) tiveram sua estrutura primária rompida irreversivelmente.


b) apesar de modificadas, permaneceram com sua estrutura primária, composta pela sequência de
aminoácidos ligados entre si.
c) foram temporariamente modificadas, podendo assumir sua conformação espacial original em
condições ideais de temperatura.
d) se tornaram inadequadas para o consumo humano, já que foram estruturalmente alteradas.

3. Na indústria têxtil, é uma prática comum aplicar goma aos tecidos no início da produção, para torná-
los mais resistentes. Esse produto, entretanto, precisa ser removido posteriormente, no processo de
desengomagem. Nesse processo, os produtos têxteis são mergulhados em um banho aquoso com uma
enzima do grupo das amilases.

Os gráficos nas figuras 1 e 2 representam a eficiência da atividade dessa enzima em diferentes valores
de temperatura e pH.

Com base nas informações apresentadas, está correto afirmar que, para se obter a máxima eficiência da
ação da enzima no processo industrial citado no texto, seria necessário manter o banho aquoso de
desengomagem a

a) 50 C e pH ácido, sendo que a enzima age especificamente sobre proteínas.


b) 50 C e pH ácido, sendo que a enzima age especificamente sobre polissacarídeos.
c) 50 C e pH básico, sendo que a enzima age especificamente sobre polissacarídeos.
d) 70 C e pH ácido, sendo que a enzima age especificamente sobre polissacarídeos.
e) 70 C e pH básico, sendo que a enzima age especificamente sobre proteínas.
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MONITORIA – BIOLOGIA – PROTEÍNAS
4. Observe o desenho abaixo e assinale a opção INCORRETA:

a) Os reguladores são sequências de DNA não codificantes, que exercem função reguladora da síntese de
proteínas, interagindo com os genes ou entre si.
b) Se o tamanho médio de um gene humano é de 3 mil pares de bases nitrogenadas, o tamanho médio
de suas proteínas será de 1 mil aminoácidos.
c) Os genes A e B são conhecidos como DNA codificantes, pois são responsáveis pela codificação das
proteínas de um indivíduo.
d) O número de tipos de proteínas do corpo de uma pessoa é muito superior ao número de genes que ela
possui.

5. Sabendo como ocorre o processo de síntese de proteínas em uma célula, é correto afirmar que

a) as mitocôndrias não têm nenhuma relação com a síntese de proteínas, tendo em vista que esta ocorre
nos ribossomos.
b) todas as células sintetizam sempre os mesmos tipos de proteínas, nas mesmas quantidades.
c) o RNAt, durante a síntese de proteínas, tem a função de levar os aminoácidos às mitocôndrias.
d) a sequência de bases nitrogenadas ao longo da molécula de RNAm determina a sequência dos
aminoácidos a serem incorporados na cadeia polipeptídica.
e) um RNAm que possua apenas um tipo de códon em sequência, condicionará a síntese de mais de uma
cadeia polipeptídica com um único tipo de aminoácido.

6. As proteínas observadas na natureza evoluíram pela pressão seletiva para efetuar funções específicas,
e suas propriedades funcionais dependem da sua estrutura tridimensional.

Sobre essas biomoléculas, é correto afirmar que

a) a estrutura tridimensional das proteínas surge porque sequências de aminoácidos em cadeias


polipeptídicas se enovelam a partir de uma cadeia enovelada em domínios compactos com estruturas
tridimensionais específicas.
b) as cadeias polipeptídicas das proteínas são normalmente compostas por 20 aminoácidos diferentes
que são ligados não covalentemente durante o processo de síntese pela formação de uma ligação
peptídica.
c) as interações que governam o enovelamento e a estabilidade das proteínas são: interações não
covalentes, forças eletrostáticas, interações de Van de Waals, pontes de hidrogênio e interações
hidrofóbicas.
d) os 20 aminoácidos que compõem proteínas possuem em comum somente o Carbono alfa e o
grupamento amino (NH2 ).

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MONITORIA – BIOLOGIA – PROTEÍNAS
7. O bom funcionamento de nosso organismo depende em parte de rotas metabólicas correlacionadas
e controladas. Glicose, lipídeos e proteínas podem servir como fontes de energia para nosso corpo.

Diante da decisão de uma pessoa perder peso rapidamente, foram feitas as afirmações a seguir.

I. As proteínas possuem funções essenciais ao organismo, como enzimas e elementos estruturais, não
sendo então armazenadas como fonte primordial de energia.
II. As gorduras apresentam maior conteúdo energético por unidade de massa do que os carboidratos.
III. Os músculos podem utilizar tanto suas reservas de glicogênio como ácidos graxos para a produção
aeróbica de ATP.
IV. Na gliconeogênese alguns aminoácidos podem ser desaminados e usados para produzir glicose para o
cérebro, que depende de glicemia adequada para o bom funcionamento.

Estão CORRETAS as afirmações:

a) I, II, III e IV. c) I, III e IV, apenas.


b) II, III e IV, apenas. d) I, II e III, apenas.

8. Sobre as proteínas e sua formação, é correto afirmar que

a) leite, ovos e pão são reconhecidos como alimentos ricos em proteínas.


b) as ligações peptídicas, que formam as proteínas, ocorrem entre os grupos carboxila de aminoácidos
diferentes.
c) são formadas pela união de vários aminoácidos por meio de ligações glicosídicas.
d) não apresentam função energética.
e) apresentam função plástica, também conhecida como função construtora.

9. O aumento da atividade industrial, embora tenha trazido melhorias na qualidade de vida, agravou os
níveis de poluição do planeta, resultantes, principalmente, da liberação de agentes químicos no ambiente.
Na tentativa de minimizar tais efeitos, diversas abordagens vêm sendo desenvolvidas, entre elas a
substituição de agentes químicos por agentes biológicos. Um exemplo é o uso, na indústria têxtil, da
enzima celulase no processo de amaciamento dos tecidos, em substituição aos agentes químicos.
Considerando os conhecimentos sobre estrutura e função de proteínas, é correto afirmar que essas
moléculas biológicas são úteis no processo industrial citado devido à sua

a) insensibilidade a mudanças ambientais.


b) capacidade de uma única enzima reagir, simultaneamente, com diversos substratos.
c) capacidade de diminuir a velocidade das reações.
d) alta especificidade com o substrato.
e) capacidade de não se reciclar no ambiente.

10. Todas as atividades celulares dependem, de certa forma, da ação de proteínas, entre as quais,
algumas são especiais e denominadas enzimas, cuja função é

a) catalisar as reações biológicas. c) servir como depósito temporário de glicose.


b) promover a adesão entre as células. d) lubrificar as juntas esqueléticas dos animais.

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MONITORIA – BIOLOGIA – PROTEÍNAS

GABARITO

1. A 2. B 3. B 4. B 5. D
6. C 7. A 8. E 9. D 10. A

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MONITORIA – BIOLOGIA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS
1. "O fenômeno da maré vermelha ocorre em determinadas condições ambientais. Certas algas marinhas
microscópicas de cor avermelhada produzem substâncias altamente tóxicas e, como proliferam
intensamente, formam enormes manchas vermelhas no mar. A grande concentração de toxinas
produzidas por essas algas provoca grande mortalidade de animais marinhos".

O fenômeno acima descrito constitui uma relação ecológica do tipo

a) mutualismo.
b) competição.
c) predatismo.
d) parasitismo.
e) amensalismo.

2. Nicho ecológico é o conjunto de recursos e condições em que um indivíduo ou população vive e se


reproduz. Todo nicho apresenta uma faixa de tolerância aos fatores ecológicos dentro da qual a existência
da espécie é possível. Alterações nessa faixa podem ocorrer quando duas espécies diferentes exploram
nichos ecológicos semelhantes. Os gráficos abaixo exemplificam uma dessas alterações em determinada
população.

A relação ecológica interespecífica capaz de provocar o estreitamento do nicho preferencial apresentado


nos gráficos é denominada:

a) predação c) mutualismo
b) parasitismo d) competição

3. Considere o quadro abaixo sobre vários tipos de relacionamentos entre os seres vivos.

Tipo de relacionamento Relação ecológica


A. Interespecífica não obrigatória em que ambas as espécies envolvidas obtêm
I. Protocooperação
benefícios.
B. Interespecífica em que as espécies envolvidas são obrigatoriamente associadas
II. Mutualismo
trocando benefícios.
III. Competição C. Interespecífica que disputam os mesmos recursos do meio.
D. Intraespecífica em que os indivíduos envolvidos cooperam, mas não estão
IV. Sociedade
unidos.
E. Interespecífica em que apenas uma das espécies envolvidas é beneficiada em
V. Comensalismo
termos de alimento, enquanto a outra não sofre prejuízo.

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MONITORIA – BIOLOGIA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS
Os relacionamentos corretos são:

a) I-A, II-B, III-C, IV-D e V-E


b) I-B, II-A, III-D, IV-E e V-C
c) I-C, II-A, III-B, IV-D e V-E
d) I-D, II-A, III-C, IV-E e V-B
e) I-B, II-C, III-A, IV-E e V-D

4. As relações ecológicas são interações entre os seres vivos que vivem em um determinado ambiente.
Essas interações podem trazer ou não benefícios para os envolvidos.

Assim, correlacione as colunas a seguir.

1.Amensalismo
2. Esclavagismo
3. Inquilinismo
4. Competição
5. Parasitismo

( ) Relação ecológica em que uma espécie vive às custas de outra espécie, causando-lhe prejuízos.
( ) Relação desarmônica interespecífica em que o desenvolvimento ou o próprio nascimento de
indivíduos de uma espécie é prejudicado devido à secreção de substâncias tóxicas produzidas por
outra espécie.
( ) Associação entre seres vivos em que apenas um dos participantes se beneficia obtendo abrigo ou,
ainda, suporte no corpo da espécie hospedeira, sem causar qualquer prejuízo ao outro.
( ) Relação desarmônica, podendo ser intra ou interespecífica, em que há disputa por recursos ou por
fatores do ambiente que, geralmente, encontram-se em quantidades limitadas.
( ) Relação ecológica desarmônica na qual um ser vivo se beneficia explorando as atividades, o trabalho
ou os produtos produzidos por outro ser (da mesma espécie ou não).

A sequência correta, de cima para baixo, é:

a) 2 – 4 – 1 – 5 – 3
b) 5 – 1 – 3 – 4 – 2
c) 4 – 3 – 5 – 2 – 1
d) 1 – 5 – 2 – 4 – 3

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MONITORIA – BIOLOGIA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS
5. A tabela abaixo está representando os ganhos e perdas individuais nas relações ecológicas. O sinal ()
indica que os indivíduos da espécie são beneficiados. O sinal () indica que os indivíduos da espécie são
prejudicados. O número (0) indica que não há benefício nem prejuízo para os indivíduos da espécie. Com
base nas relações ecológicas entre os seres vivos, verifique se os sinais mostrados na tabela estão certos
e assinale o que for correto.

Relação Efeito sobre as espécies


ecológica Espécie A Espécie B
Inquilinismo  0
Herbivoria  
Predação  
Comensalismo  0
Parasitismo  

01) No comensalismo, a tabela mostra que A é comensal de B. A espécie B não sofre benefício nem
prejuízo com a relação.
02) No inquilinismo, a tabela mostra que A é inquilino de B. Entretanto, por se tratar de uma relação
ecológica negativa, a espécie B deveria estar marcada com o sinal ().
04) A predação é uma relação ecológica positiva em que a espécie A mostrada na tabela é a predadora.
08) A herbivoria é uma relação intraespecífica negativa. Na tabela, A é a planta e B é o herbívoro.
16) O parasitismo é uma relação ecológica negativa. Na tabela, a espécie A é parasita e impõe um prejuízo
à espécie B.

6. Existem bactérias que inibem o crescimento de um fungo causador de doenças no tomateiro, por
consumirem o ferro disponível no meio. As bactérias também fazem fixação de nitrogênio, disponibilizam
cálcio e produzem auxinas, substâncias que estimulam diretamente o crescimento do tomateiro.

PELZER, G. Q. et al. “Mecanismos de controle da murcha-de-esclerócio e promoção de crescimento em tomateiro mediados


por rizobactérias”. Tropical PIant Pathology, v. 36, n. 2, mar. abr. 2011 (adaptado).

Qual dos processos biológicos mencionados indica uma relação ecológica de competição?

a) Fixação de nitrogênio para o tomateiro.


b) Disponibilização de cálcio para o tomateiro.
c) Diminuição da quantidade de ferro disponível para o fungo.
d) Liberação de substâncias que inibem o crescimento do fungo.
e) Liberação de auxinas que estimulam o crescimento do tomateiro.

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MONITORIA – BIOLOGIA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS
7. As figuras abaixo mostram o crescimento populacional, ao longo do tempo, de duas espécies de
Paramecium cultivadas isoladamente e em conjunto. Os resultados desse experimento embasaram o que
é conhecido como Princípio de Gause.

Considere o tipo de relação ecológica entre essas duas espécies e indique a afirmação correta.

a) A espécie P. aurelia é predadora de P. caudatum.


b) P. aurelia exclui P. caudatum por competição intraespecífica.
c) P. aurelia e P. caudatum utilizam recursos diferentes.
d) P. aurelia exclui P. caudatum por parasitismo.
e) P. aurelia exclui P. caudatum por competição interespecífica.

8. O número de casos de malária na Amazônia Legal caiu 31% e, no estado do Pará 21% no primeiro
semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2010. A malária é uma doença infecciosa aguda,
causada por protozoários do gênero Plasmodium que invadem células e multiplicam-se em seu interior.
A transmissão ocorre por meio da picada da fêmea do mosquito do gênero Anopheles, que se infecta ao
sugar o sangue de uma pessoa doente, sendo que o macho do mosquito se alimenta da seiva de vegetais.

(Modificado de Casos de malária caem 31% em um ano – 05/09/2011.


http://portal.saude.gov.br/portal/aplicacoes/noticias/default.cfm?pg=dspDetalheNoticia&id_area=1498&CO_NOTICIA=13261)

A situação descrita sobre a endemia amazônica, apresentada no texto, permite afirmar que:

a) O protozoário exerce no homem uma alelobiose do tipo predatismo.


b) O transmissor da malária apresenta uma relação de parasitismo intracelular.
c) A relação ecológica entre o Plasmodium e o Anopheles é considerada intraespecífica.
d) O macho do gênero Anopheles ocupará, numa cadeia alimentar, o segundo nível trófico.
e) A relação ecológica entre a fêmea do mosquito Anopheles e o homem é mutualística.

9. As plantas de maracujá possuem a capacidade de produzir néctar em estruturas localizadas ao longo


do caule, pecíolos e folhas. A presença dessas estruturas promove a atração de algumas formigas que se
alimentam do néctar. Essas formigas promovem a proteção do maracujazeiro contra herbívoros. A relação
ecológica interespecífica existente entre o maracujazeiro e essas formigas pode ser definida como

a) Protocooperação. d) Mutualismo.
b) Comensalismo. e) Predação.
c) Inquilinismo.
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MONITORIA – BIOLOGIA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS
10. O crustáceo do gênero Pagurus, conhecido como caranguejo-eremita, ao contrário de outros
caranguejos, não têm a carapaça rígida, conhecida como exoesqueleto. Assim, para proteger seu delicado
abdome, ocupa uma concha vazia de molusco, a qual arrasta consigo ao se deslocar pelo fundo do mar,
abandonando-a apenas para trocá-la por outra maior.

Sobre a concha ocupada pelo caranguejo-eremita é frequente se encontrarem uma ou mais anêmonas-
do-mar, que se beneficiam da associação com o caranguejo por ganharem mobilidade e aproveitarem as
sobras de alimentos.

O caranguejo-eremita, por sua vez, beneficia-se dos mecanismos de defesa das anêmonas-do-mar, cujos
tentáculos têm substâncias urticantes e capazes de provocar queimaduras em eventuais predadores.

A relação ecológica que o caranguejo estabelece com as anêmonas-do-mar é denominada

a) protocooperação.
b) comensalismo.
c) amensalismo.
d) parasitismo.
e) inquilinismo.

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MONITORIA – BIOLOGIA – RELAÇÕES ECOLÓGICAS

GABARITO

1. E 2. D 3. A 4. B 5. 01 + 16 = 17.
6. C 7. E 8. D 9. A 10. A

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MONITORIA – PORTUGUÊS – MORFOLOGIA BÁSICA
1. O vocábulo OSTENTANDO apresenta em sua estrutura os seguintes elementos mórficos:

a) o radical OSTENTA e o prefixo –NDO.


b) O radical OSTENT-, a vogal temática –A, o tema OSTENTA e a desinência –NDO.
c) O prefixo OS-, o radical TENT-, a vogal temática –A e a desinência –NDO.
d) O radical OSTENTA, o tema OSTENT- e a desinência –NDO.
e) O radical –NDO, o tema OSTENT- e a vogal temática –A.

2. (Enem 2015) TEXTO I

Um ato de criatividade pode contudo gerar um modelo produtivo. Foi o que ocorreu com a palavra
sambódromo, criativamente formada com a terminação -(ó)dromo (= corrida), que figura em hipódromo,
autódromo, cartódromo, formas que designam itens culturais da alta burguesia. Não demoraram a
circular, a partir de então, formas populares como rangódromo, beijódromo, camelódromo.

AZEREDO, J. C. Gramática Houaiss da língua portuguesa. São Paulo: Publifolha, 2008.

TEXTO II
Existe coisa mais descabida do que chamar de sambódromo uma passarela para desfile de escolas de
samba? Em grego, -dromo quer dizer “ação de correr, lugar de corrida”, dai as palavras autódromo e
hipódromo. É certo que, às vezes, durante o desfile, a escola se atrasa e é obrigada a correr para não
perder pontos, mas não se desloca com a velocidade de um cavalo ou de um carro de Formula 1.

GULLAR, F. Disponível em: www1.folha.uol.com.br. Acesso em: 3 ago, 2012.

Há nas línguas mecanismos geradores de palavras. Embora o Texto II apresente um julgamento de valor
sobre a formação da palavra sambódromo, o processo de formação dessa palavra reflete

a) o dinamismo da língua na criação de novas palavras.


b) uma nova realidade limitando o aparecimento de novas palavras.
c) a apropriação inadequada de mecanismos de criação de palavras por leigos.
d) o reconhecimento da impropriedade semântica dos neologismos.
e) a restrição na produção de novas palavras com o radical grego.

TEXTO

ANTES DO NOME

Não me importa a palavra, esta corriqueira. cujo Filho é Verbo. Morre quem entender.
Quero é o esplêndido caos de onde emerge a A palavra é disfarce de uma coisa mais grave,
sintaxe, surda-muda,
os sítios escuros onde nasce o "de", o "aliás", foi inventada para ser calada.
o "o", o "porém" e o "que", esta incompreensível Em momentos de graça, infrequentíssimos,
muleta que me apóia. se poderá apanhá-la: um peixe vivo com a mão.
Quem entender a linguagem entende Deus Puro susto e terror.

(Adélia Prado - Bagagem)

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MONITORIA – PORTUGUÊS – MORFOLOGIA BÁSICA
3. (Cesgranrio 2000) As palavras INCOMPREENSÍVEL e INFREQUENTÍSSIMOS possuem o mesmo prefixo
com valor semântico idêntico. Porém, seus sufixos apresentam funções distintas, uma vez que - (í)vel
forma adjetivo a partir de:

a) verbo e -íssimo atribui um valor de grau ao adjetivo.


b) verbo e -íssimo atribui um valor de grau ao substantivo.
c) substantivo e -íssimo atribui um valor de grau ao adjetivo.
d) substantivo e -íssimo forma adjetivo a partir de adjetivo.
e) adjetivo e -íssimo forma adjetivo a partir de verbo.

TEXTO

UMAS E OUTRAS

Se uma nunca tem sorriso Tem tanta calçada pra se caminhar.


É pra melhor se reservar Mas toda santa madrugada
E diz que espera o paraíso Quando uma já sonhou com Deus
E a hora de desabafar E a outra, triste enamorada.
A vida é feita de um rosário Coitada, já deitou com os seus,
Que custa tanto a se acabar O acaso faz com que essas duas,
Por isso, às vezes ela para Que a sorte sempre separou,
E senta um pouco pra chorar Se cruzem numa mesma rua
Que dia! Nossa! Olhando-se com a mesma dor.
Pra que tanta conta Que dia! Nossa!
Já perdi a conta de tanto rezar. Pra que tanta conta
Se a outra não tem paraíso Já perdi a conta de tanto rezar...
Não dá muita importância, não. Que dia! Puxa!
Pois já forjou o seu sorriso Que vida danada
E fez do mesmo profissão Tem tanta calçada para se caminhar.
A vida é sempre aquela dança Outro dia! Puxa!
Onde não se escolhe o par Que vida comprida
Por isso, às vezes ela cansa Pra que tanta vida
E senta um pouco pra chorar Pra gente viver...
Que dia! Puxa! Que dia...
Que vida danada

BUARQUE DE HOLANDA, Chico. "Umas e outras". In: Grandes sucessos de Chico Buarque. LP, Premier/RGE, 1962. l.2. faixa 6.

4. (Cftce 2007) O item ERRADO, quanto à análise dos elementos mórficos que compõem a forma verbal
"olhando" (linha 30), é:

a) radical: "olh"
b) tema: "olha"
c) desinência número-pessoal: "o"
d) vogal temática: "a"
e) desinência modo-temporal (verbo-nominal): "ndo"

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MONITORIA – PORTUGUÊS – MORFOLOGIA BÁSICA
5. Considerando sua estrutura, a palavra im/plant/a/mos/ apresenta os seguintes elementos mórficos
(morfemas):

a) prefixo + radical + tema + vogal temática + desinência número-pessoal.


b) prefixo + radical + tema + desinência número-pessoal
c) prefixo + radical + desinência número-pessoal.+ desinência modo-temporal
d) prefixo + radical + tema + desinência modo- -temporal
e) prefixo + radical + vogal temática + desinência número-pessoal.

TEXTO

O homem deve reencontrar o Paraíso...


Rubem Alves

Era uma família grande, todos amigos. Viviam como todos nós: moscas presas na enorme teia de
aranha que é a vida da cidade. Todos os dias a aranha que é a vida da cidade. Todos os dias a aranha lhes
arrancava um pedaço. Ficaram cansados. Resolveram mudar de vida: um sonho louco: navegar! Um barco,
o mar, o céu, as estrelas, os horizontes sem fim: liberdade. Venderam o que tinham, compraram um barco
capaz de atravessar mares e sobreviver tempestades.
Mas para navegar não basta sonhar. É preciso saber. São muitos os saberes necessários para se
navegar. Puseram-se então a estudar cada um aquilo que teria de fazer no barco: manutenção do casco,
instrumentos de navegação, astronomia, meteorologia, as velas, as cordas, as polias e roldanas, os
mastros, o leme, os parafusos, o motor, o radar, o rádio, as ligações elétricas, os mares, os mapas... Disse
cero o poeta: Navegar é preciso, a ciência da navegação é saber preciso, exige aparelhos, números e
medições. Barcos se fazem com precisão, astronomia se aprende com o rigor da geometria, velas se fazem
com saberes exatos sobre tecidos, cordas e ventos, instrumentos de navegação não informam mais ou
menos. Assim, eles se tornaram cientistas, especialistas, cada um na sua – juntos para navegar.
Chegou então o momento de grande decisão – para onde navegar. Um sugeria as geleiras do sul
do Chile, outro os canais dos fiordes da Noruega, um outro queria conhecer os exóticos mares e praias
das ilhas do Pacífico, e houve mesmo quem quisesse navegar nas rotas de Colombo. E foi então que
compreenderam que, quando o assunto era a escolha do destino, as ciências que conheciam para nada
serviam.
De nada valiam, tabelas, gráficos, estatísticas. Os computadores, coitados, chamados a dar seu
palpite, ficaram em silêncio. Os computadores não têm preferências – falta-lhes essa sutil capacidade de
gostar, que é a essência da vida humana. Perguntados sobre o porto de sua escolha, disseram que não
entendiam a pergunta, que não lhes importava para onde se estava indo.
Se os barcos se fazem com ciência, a navegação faz-se com sonhos. Infelizmente a ciência,
utilíssima, especialista em saber como as coisas funcionam, tudo ignora sobre o coração humano. É
preciso sonhar para se decidir sobre o destino da navegação. Mas o coração humano, lugar dos sonhos,
ao contrário da ciência, é coisa preciosa. Disse certo poeta: Viver não é preciso. Primeiro vem o impreciso
desejo. Primeiro vem o impreciso desejo de navegar. Só depois vem a precisa ciência de navegar.
Naus e navegação têm sido uma das mais poderosas imagens na mente dos poetas. Ezra Pound
inicia seus Cânticos dizendo: E pois com a nau no mar/ assestamos a quilho contra as vagas... Cecília
Meireles: Foi, desde sempre, o mar! A solidez da terra, monótona/ parece-nos fraca ilusão! Queremos a
ilusão do grande mar / multiplicada em suas malhas de perigo. E Nietzsche: Amareis a terra de vossos
filhos, terra não descoberta, no mar mais distante. Que as vossas velas não se cansem de procurar esta
terra! O nosso leme nos conduz para a terra dos nossos filhos... Viver é navegar no grande mar!
Não só os poetas: C. Wright Mills, um sociólogo sábio, comparou a nossa civilização a uma galera
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que navega pelos mares. Nos porões estão os remadores. Remam com precisão cada vez maior. A cada
novo dia recebem novos, mais perfeitos. O ritmo da remadas acelera. Sabem tudo sobre a ciência do
remar. A galera navega cada vez mais rápido. Mas, perguntados sobre o porto do destino, respondem os
remadores: O porto não nos importa. O que importada é a velocidade com que navegamos.
C Wright Mills usou esta metáfora para descrever a nossa civilização por meio duma imagem
plástica: multiplicam-se os meios técnicos e científicos ao nosso dispor, que fazem com que as mudanças
sejam cada vez mais rápidas; mas não temos ideia alguma de para onde navegamos. Para onde? Somente
um navegador louco ou perdido navegaria sem ter ideia do para onde. Em relação à vida da sociedade,
ela contém a busca de uma utopia. Utopia, na linguagem comum, é usada como sonho impossível de ser
realizado. Mas não é isso. Utopia é um ponto inatingível que indica uma direção.
Mário Quintana explicou a utopia com um verso: Se as coisas são inatingíveis... ora!/ não é um
motivo para não querê-las... Que tristes os caminho, se não fora/ A mágica presença das estrelas! Karl
Mannheim, outro sociólogo sábio que poucos leem, já na década de 1920 diagnosticava a doença da nossa
civilização: Não temos consciência de direções, não escolhemos direções. Faltam-nos estrelas que nos
indiquem o destino.
Hoje, ele dizia, as únicas perguntas que são feitas, determinadas pelo pragmatismo da tecnologia
(o importante é produzir o objeto) e pelo objetivismo da ciência (o importante é saber como funciona),
são: Como posso fazer tal coisa? Como posso resolver este problema concreto em particular? E conclui: E
em todas essas perguntas sentimos o eco intimista: não preciso de me preocupar com o todo, ele tomará
conta de si mesmo.
Em nossas escolas é isso que se ensina: a precisa ciência da navegação, sem que os estudantes
sejam levados a sonhar com as estrelas. A nau navega veloz e sem rumo. Nas universidades, essa doença
assume a forma de peste epidêmica: cada especialista se dedica com paixão e competência, a fazer
pesquisas sobre o seu parafuso, sua polia, sua vela, seu mastro.
Dizem que seu dever é produzir conhecimento. Se forem bem-sucedidas, suas pesquisas serão
publicadas em revistas internacionais. Quando se lhes pergunta: Para onde seu barco está navegando?,
eles respondem: Isso não é científico. Os sonhos não são objetos de conhecimento científico.
E assim ficam os homens comuns abandonados por aqueles que, por conhecerem mares e estrelas,
lhes poderiam mostrar o rumo. Não posso pensar a missão das escolas, começando com as crianças e
continuando com os cientistas, como outra que não a da realização do dito poeta: Navegar é preciso.
Viver não é preciso.
É necessário ensinar os precisos saberes da navegação enquanto ciência. Mas é necessário
apontar com imprecisos sinais para os destinos da navegação: A terra dos filhos dos meus filhos, no mar
distante... Na verdade, a ordem verdadeira é a inversa. Primeiro, os homens sonham com navegar. Depois
aprendem a ciência da navegação. É inútil ensinar a ciência da navegação a quem mora nas montanhas.
O meu sonho para a educação foi dito por Bachelard: O universo tem um destino de felicidade. O
homem deve reencontrar o Paraíso. O paraíso é o jardim, lugar de felicidade, prazeres e alegrias para os
homens e mulheres. Mas há um pesadelo que me atormenta: o deserto. Houve um momento em que se
viu, por entre as estrelas, um brilho chamado progresso. Está na bandeira nacional... E, quilha contra as
vagas, a galera navega em direção ao progresso, a uma velocidade cada vez maior, e ninguém questiona
a direção. E é assim que as florestas são destruídas, os rios se transformam em esgotos de fezes e veneno,
o ar se enche de gases, os campos se cobrem de lixo – e tudo ficou feio e triste.
Sugiro aos educadores que pensem menos nas tecnologias do ensino – psicologias e quinquilharias
– e tratem de sonhar, com os seus alunos, sonhos de um Paraíso.

Obs.: O texto foi adaptado às regras do Novo Acordo Ortográfico.

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6. Quanto ao processo de formação de palavras, o de conversão NÃO está presente na palavra sublinhada
na alternativa

a) Disse certo o poeta: ‘Navegar é preciso’, a ciência da navegação é saber preciso (...)
b) O ritmo das remadas acelera. Sabem tudo sobre a ciência de remar.
c) (...) multiplicam-se os meios técnicos e científicos ao nosso dispor, que fazem com que as mudanças
sejam cada vez mais rápidas (...)
d) Em relação à vida da sociedade, ela contém a busca de uma utopia.
e) A nau navega veloz e sem rumo. Nas universidades, essa doença (...)

TEXTO

Leia um trecho do artigo “Reflexões sobre o tempo e a origem do Universo”, do físico brasileiro Marcelo
Gleiser, para responder a questão.

Qualquer discussão sobre o tempo deve começar com uma análise de sua estrutura, que, por falta
de melhor expressão, devemos chamar de “temporal”. É comum dividirmos o tempo em passado,
presente e futuro. O passado é o que vem antes do presente e o futuro é o que vem depois. Já o presente
é o “agora”, o instante atual.
Isso tudo parece bastante óbvio, mas não é. Para definirmos passado e futuro, precisamos definir
o presente. Mas, segundo nossa separação estrutural, o presente não pode ter duração no tempo, pois
nesse caso poderíamos definir um período no seu passado e no seu futuro. Portanto, para sermos
coerentes em nossas definições, o presente não pode ter duração no tempo. Ou seja, o presente não
existe!
A discussão acima nos leva a outra questão, a da origem do tempo. Se o tempo teve uma origem,
então existiu um momento no passado em que ele passou a existir. Segundo nossas modernas teorias
cosmogônicas, que visam explicar a origem do Universo, esse momento especial é o momento da origem
do Universo “clássico”. A expressão “clássico” é usada em contraste com “quântico”, a área da física que
lida com fenômenos atômicos e subatômicos.
[...]
As descobertas de Einstein mudaram profundamente nossa concepção do tempo. Em sua teoria
da relatividade geral, ele mostrou que a presença de massa (ou de energia) também influencia a passagem
do tempo, embora esse efeito seja irrelevante em nosso dia a dia. O tempo relativístico adquire uma
plasticidade definida pela realidade física à sua volta. A coisa se complica quando usamos a relatividade
geral para descrever a origem do Universo.

(Folha de S.Paulo, 07.06.1998.)

7. O processo de formação de palavras verificado em “estrutural” (2º parágrafo) também está presente
em

a) “futuro” (1º parágrafo).


b) “portanto” (2º parágrafo).
c) “momento” (3º parágrafo).
d) “plasticidade” (4º parágrafo).
e) “origem” (3º parágrafo).

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8. Leia:

“Professor bem-aventurado é aquele que, além de ser um leitor voraz, é crítico a ponto de corrigir-se
constantemente sobre sua forma incomum de pensar o mundo.”

Marque a correta.

a) Composição por justaposição: bem-aventurado.


b) Composição por aglutinação: constantemente.
c) Composição por sufixação: constantemente.
d) Composição por sufixação: incomum.

TEXTO

A PIPOCA
Rubem Alves

A culinária me fascina. De vez em quando eu até me até atrevo a cozinhar. Mas o fato é que sou
mais competente com as palavras que com as panelas. Por isso tenho mais escrito sobre comidas que
cozinhado. Dedico-me a algo que poderia ter o nome de “culinária literária”. Já escrevi sobre as mais
variadas entidades do mundo da cozinha: cebolas, ora-pro-nóbis, picadinho de carne com tomate feijão
e arroz, bacalhoada, suflês, sopas, churrascos. Cheguei mesmo a dedicar metade de um livro poético-
filosófico a uma meditação sobre o filme A festa de Babette, que é uma celebração da comida como ritual
de feitiçaria. Sabedor das minhas limitações e competências, nunca escrevi como chef. Escrevi como
filósofo, poeta, psicanalista e teólogo – porque a culinária estimula todas essas funções do pensamento.
As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar. Nunca
imaginei, entretanto, que chegaria um dia em que a pipoca iria me fazer sonhar. Pois foi precisamente
isso que aconteceu. A pipoca, milho mirrado, grãos redondos e duros, me pareceu uma simples
molecagem, brincadeira deliciosa, sem dimensões metafísicas ou psicanalíticas. Entretanto, dias atrás,
conversando com uma paciente, ela mencionou a pipoca. E algo inesperado na minha mente aconteceu.
Minhas ideias começaram a estourar como pipoca. Percebi, então, a relação metafórica entre a pipoca e
o ato de pensar. Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e
imprevisível. A pipoca se revelou a mim, então, como um extraordinário objeto poético. Poético porque,
ao pensar nelas, as pipocas, meu pensamento se pôs a dar estouros e pulos como aqueles das pipocas
dentro de uma panela.
Lembrei-me do sentido religioso da pipoca. A pipoca tem sentido religioso? Pois tem. Para os
cristãos, religiosos são o pão e o vinho, que simbolizam o corpo e o sangue de Cristo, a mistura de vida e
alegria (porque vida, só vida, sem alegria, não é vida...). Pão e vinho devem ser bebidos juntos. Vida e
alegria devem existir juntas. Lembrei-me, então, de lição que aprendi com a Mãe Stella, sábia poderosa
do candomblé baiano: que a pipoca é a comida sagrada do candomblé...
A pipoca é um milho mirrado, subdesenvolvido. Fosse eu agricultor ignorante, e se no meio dos
meus milhos graúdos aparecessem aquelas espigas nanicas, eu ficaria bravo e trataria de me livrar delas.
Pois o fato é que, sob o ponto de vista do tamanho, os milhos da pipoca não podem competir com os
milhos normais. Não sei como isso aconteceu, mas o fato é que houve alguém que teve a ideia de debulhar
as espigas e colocá-las numa panela sobre o fogo, esperando que assim os grãos amolecessem e pudessem
ser comidos. Havendo fracassado a experiência com água, tentou a gordura. O que aconteceu, ninguém
jamais poderia ter imaginado. Repentinamente os grãos começaram a estourar, saltavam da panela com
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uma enorme barulheira. Mas o extraordinário era o que acontecia com eles: os grãos duros quebra-dentes
se transformavam em flores brancas e macias que até as crianças podiam comer. O estouro das pipocas
se transformou, então, de uma simples operação culinária, em uma festa, brincadeira, molecagem, para
os risos de todos, especialmente as crianças. É muito divertido ver o estouro das pipocas!
E o que é que isso tem a ver com o candomblé? É que a transformação do milho duro em pipoca
macia é símbolo da grande transformação porque devem passar os homens para que eles venham a ser
o que devem ser. O milho da pipoca não é o que deve ser. Ele deve ser aquilo que acontece depois do
estouro. O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer, pelo poder do fogo
podemos, repentinamente, nos transformar em outra coisa − voltar a ser crianças!
Mas a transformação só acontece pelo poder do fogo. Milho de pipoca que não passa pelo fogo
continua a ser milho de pipoca, para sempre. Assim acontece com a gente. As grandes transformações
acontecem quando passamos pelo fogo. Quem não passa pelo fogo fica do mesmo jeito, a vida inteira.
São pessoas de uma mesmice e dureza assombrosas. Só que elas não percebem. Acham que o seu jeito
de ser é o melhor jeito de ser. Mas, de repente, vem o fogo. O fogo é quando a vida nos lança numa
situação que nunca imaginamos. Dor. Pode ser fogo de fora: perder um amor, perder um filho, ficar
doente, perder um emprego, ficar pobre. Pode ser fogo de dentro. Pânico, medo, ansiedade, depressão
– sofrimentos cujas causas ignoramos. Há sempre o recurso aos remédios. Apagar o fogo. Sem fogo o
sofrimento diminui. E com isso a possibilidade da grande transformação.
Imagino que a pobre pipoca, fechada dentro da panela, lá dentro ficando cada vez mais quente,
pense que sua hora chegou: vai morrer. De dentro de sua casca dura, fechada em si mesma, ela não pode
imaginar destino diferente. Não pode imaginar a transformação que está sendo preparada. A pipoca não
imagina aquilo de que ela é capaz. Aí, sem aviso prévio, pelo poder do fogo, a grande transformação
acontece: pum! − e ela aparece como uma outra coisa, completamente diferente, que ela mesma nunca
havia sonhado. É a lagarta rastejante e feia que surge do casulo como borboleta voante.
Na simbologia cristã o milagre do milho de pipoca está representado pela morte e ressurreição de
Cristo: a ressurreição é o estouro do milho de pipoca. É preciso deixar de ser de um jeito para ser de outro.
“Morre e transforma-te!” − dizia Goethe.
Em Minas, todo mundo sabe o que é piruá. Falando sobre os piruás com os paulistas descobri que
eles ignoram o que seja. Alguns, inclusive, acharam que era gozação minha, que piruá é palavra
inexistente. Cheguei a ser forçado a me valer do Aurélio para confirmar o meu conhecimento da língua.
Piruá é o milho de pipoca que se recusa a estourar. Meu amigo William, extraordinário professor-
pesquisador da Unicamp, especializou-se em milhos, e desvendou cientificamente o assombro do estouro
da pipoca. Com certeza ele tem uma explicação científica para os piruás. Mas, no mundo da poesia as
explicações científicas não valem. Por exemplo: em Minas “piruá” é o nome que se dá às mulheres que
não conseguiram casar. Minha prima, passada dos quarenta, lamentava: “Fiquei piruá!” Mas acho que o
poder metafórico dos piruás é muito maior. Piruás são aquelas pessoas que, por mais que o fogo
esquente, se recusam a mudar. Elas acham que não pode existir coisa mais maravilhosa do que o jeito
delas serem. Ignoram o dito de Jesus: “Quem preservar a sua vida perdê-la-á.” A sua presunção e o seu
medo são a dura casca do milho que não estoura. O destino delas é triste. Vão ficar duras a vida inteira.
Não vão se transformar na flor branca macia. Não vão dar alegria para ninguém. Terminado o estouro
alegre da pipoca, no fundo da panela ficam os piruás que não servem para nada. Seu destino é o lixo.
Quanto às pipocas que estouraram, são adultos que voltaram a ser crianças e que sabem que a vida é
uma grande brincadeira...

Disponível em http://www.releituras.com/rubemalves_pipoca.asp.
Acessado em 31 de mai. 2016.

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9. No que tange ao processo de formação de palavras, o termo destacado que se enquadra como
formação-regressiva aparece na opção

a) As comidas, para mim, são entidades oníricas. Provocam a minha capacidade de sonhar.
b) Um bom pensamento nasce como uma pipoca que estoura, de forma inesperada e imprevisível.
c) É que a transformação do milho duro em pipoca macia é símbolo da grande transformação (...)
d) O estouro das pipocas se transformou, então, de uma simples operação culinária (...)
e) O milho da pipoca somos nós: duros, quebra-dentes, impróprios para comer (...)

TEXTO

Leia o excerto do livro Violência urbana, de Paulo Sérgio Pinheiro e Guilherme Assis de Almeida, para
responder à(s) questão(ões) abaixo.

De dia, ande na rua com cuidado, olhos bem abertos. Evite falar com estranhos. À noite, não saia
para caminhar, principalmente se estiver sozinho e seu bairro for deserto. Quando estacionar, tranque
bem as portas do carro [...]. De madrugada, não pare em sinal vermelho. Se for assaltado, não reaja –
entregue tudo.
É provável que você já esteja exausto de ler e ouvir várias dessas recomendações. Faz tempo que
a ideia de integrar uma comunidade e sentir-se confiante e seguro por ser parte de um coletivo deixou de
ser um sentimento comum aos habitantes das grandes cidades brasileiras. As noções de segurança e de
vida comunitária foram substituídas pelo sentimento de insegurança e pelo isolamento que o medo
impõe. O outro deixa de ser visto como parceiro ou parceira em potencial; o desconhecido é encarado
como ameaça. O sentimento de insegurança transforma e desfigura a vida em nossas cidades. De lugares
de encontro, troca, comunidade, participação coletiva, as moradias e os espaços públicos transformam-
se em palco do horror, do pânico e do medo.
A violência urbana subverte e desvirtua a função das cidades, drena recursos públicos já escassos,
ceifa vidas – especialmente as dos jovens e dos mais pobres –, Dilacera famílias, modificando nossas
existências dramaticamente para pior. De potenciais cidadãos, passamos a ser consumidores do medo. O
que fazer diante desse quadro de insegurança e pânico, denunciado diariamente pelos jornais e alardeado
pela mídia eletrônica? Qual tarefa impõe-se aos cidadãos, na democracia e no Estado de direito?

(Violência urbana, 2003.)

10. As palavras do texto cujos prefixos traduzem ideia de negação são

a) “desvirtua” e “transforma”.
b) “evite” e “isolamento”.
c) “desfigura” e “ameaça”.
d) “desconhecido” e “insegurança”.
e) “subverte” e “dilacera”.

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GABARITO

1. B 2. A 3. A 4. C 5. E
6. D 7. D 8. A 9. D 10. D

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MONITORIA – LITERATURA – ROMANTISMO - PROSA E POESIA
1. (FUVEST)“O indianismo dos românticos […] denota tendência para particularizar os grandes temas, as
grandes atitudes de que se nutria a literatura ocidental, inserindo-as na realidade local, tratando-as como
próprias de uma tradição brasileira.”

(Antonio Candido, Formação da Literatura Brasileira)

Considerando-se o texto acima, pode-se dizer que o indianismo, na literatura romântica brasileira:

a) procurou ser uma cópia dos modelos europeus.


b) adaptou a realidade brasileira aos modelos europeus.
c) ignorou a literatura ocidental para valorizar a tradição brasileira.
d) deformou a tradição brasileira para adaptá-la à literatura ocidental.
e) procurou adaptar os modelos europeus à realidade local.

2. (FUVEST)

“Teu romantismo bebo, ó minha lua,


A teus raios divinos me abandono,
Torno-me vaporoso… e só de ver-te
Eu sinto os lábios meus se abrir de sono.”

(Álvares de Azevedo, “Luar de verão”, Lira dos vinte anos)

Neste excerto, o eu-lírico parece aderir com intensidade aos temas de que fala, mas revela, de imediato,
desinteresse e tédio. Essa atitude do eu-lírico manifesta a:

a) ironia romântica.
b) tendência romântica ao misticismo.
c) melancolia romântica.
d) aversão dos românticos à natureza.
e) fuga romântica para o sonho.

3. Leia o poema abaixo e a seguir, responda o que é pedido:

Mocidade e Morte

Oh! eu quero viver, beber perfumes


Na flor silvestre, que embalsama os ares;
Ver minh’alma adejar pelo infinito,
Qual branca vela n’amplidão dos mares.
No seio da mulher há tanto aroma…
Nos seus beijos de fogo há tanta vida…
– Árabe errante, vou dormir à tarde
À sombra fresca da palmeira erguida.

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MONITORIA – LITERATURA – ROMANTISMO - PROSA E POESIA
No trecho acima, de Castro Alves, reúnem-se vários dos temas e aspectos mais característicos de sua
poesia. São eles:

a) identificação com a natureza, condoreirismo, erotismo.


b) aspiração de amor e morte, sensualismo, exotismo.
c) sensualismo, aspiração de absoluto, nacionalismo, orientalismo.
d) personificação da natureza, hipérboles, sensualismo velado, exotismo.
e) aspiração de amor e morte, condoreirismo, hipérboles.

4. (VUNESP) Leia atentamente os versos seguintes:

“Eu deixo a vida com deixa o tédio


Do deserto o poeta caminheiro
– Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um mineiro.”
Esses versos de Álvares de Azevedo significam a:
a) revolta diante da morte.
b) aceitação da vida como um longo pesadelo.
c) aceitação da morte como a solução.
d) tristeza pelas condições de vida.
e) alegria pela vida longa que teve.

5. (UNIFESP) Nos versos, evidenciam-se as seguintes características românticas:

Meus oito anos


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!
(Casimiro de Abreu)

a) nacionalismo e religiosidade.
b) sentimentalismo e saudosismo.
c) subjetivismo e condoreirismo.
d) egocentrismo e medievalismo.
e) byronismo e idealização do amor

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6. Leia as seguintes sentenças sobre a obra Iracema, de José de Alencar.

I. Constitui obra de exaltação da flora e fauna brasileira, mas apresenta o índio como representante de
uma raça inferior e inculta.
II. A obra representa o mito alencariano composto pelo herói, o índio, resistente à colonização e à
presença do ‘outro’, e o branco, colonizador agressivo que deseja destruir o nativo.
III. A personagem Martim, representação do colonizador europeu, apesar de seu amor por Iracema,
resiste à cultura indígena e rejeita a língua e os costumes nativos.
IV. A personagem Iracema, representação do índio exaltado pela literatura do período romântico, pode
ser considerada um símbolo da terra mãe, o Brasil.
V. O romance apresenta, por meio de estilo lírico, uma idealização do índio brasileiro.

Considerando-se as características da obra e os princípios estéticos e ideológicos do período romântico


brasileiro, pode-se afirmar que:

a) somente as sentenças I e II estão corretas.


b) somente as sentenças III, IV e V estão corretas.
c) somente a sentença I está correta.
d) somente a sentença IV está correta.
e) somente as sentenças IV e V estão corretas.

7. Assinale a alternativa correta sobre autores do Romantismo brasileiro.

a) Gonçalves Dias, autor dos célebres Canção do exílio e I-Juca-Pirama, dedicou a maioria de seus poemas
à temática da escravidão.
b) Joaquim Manuel de Macedo, em A Moreninha, afasta-se da estética romântica em muitos pontos, especialmente
no tom paródico adotado pelo narrador que ridiculariza a sociedade burguesa fluminense.
c) Álvares de Azevedo, em A noite na taverna, desvincula-se do nacionalismo paisagista e indianista e
ingressa no universo juvenil da angústia, do erotismo e do sarcasmo.
d) Manuel Antônio de Almeida, em Memórias de um sargento de milícias, vincula-se à estética romântica,
em especial porque se centra em personagens da classe média urbana fluminense.
e) Castro Alves é o principal poeta do indianismo romântico, pois toma o índio como figura prototípica da
nacionalidade.

8. Considere as afirmações a seguir em relação ao romance Senhora, de José de Alencar.

I. A crítica aos valores da burguesia, desenvolvida a partir do mote da “compra” de um marido, aproxima
a obra do Realismo literário.
II. Os trajes suntuosos e os modos aristocráticos que pautam a vida nos salões, e que tanto seduzem o
jovem Seixas, são reprovados de forma ostensiva e continuada pelo narrador, ao longo do texto.
III. A vitória das “razões do coração” sobre o poder do dinheiro, que se verifica no desfecho da narrativa,
demonstra a sobrevivência da visão de mundo romântica do autor.

Está correto o que se afirma em:

a) I apenas. d) I e III apenas.


b) II apenas. e) I, II e III.
c) I e II apenas.
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9. Leia:

No plano estético, presencia-se a reação violenta contra os clássicos: recusando as regras, os modelos, as
normas... Aos gêneros estanques opõem a sua mistura, conforme o livre arbítrio do escritor, à ordem
clássica, a aventura, ao equilíbrio racional, a anarquia, o caos, ao universalismo estético, o individualismo,
ao Cosmos, o “eu” particular... a Natureza se lhe afigura mera projeção do seu mundo interior.

(Massaud Moisés, Dicionário de Termos Literários, Cultrix, p. 463)

O autor está discorrendo sobre o:

a) Barroco
b) Arcadismo ou Neoclassicismo
c) Romantismo
d) Naturalismo
e) Modernismo

10. Leia o trecho do romance A escrava Isaura, de Bernardo Guimarães.

– Não gosto que a cantes, não, Isaura. Hão de pensar que és maltratada, que és uma escrava infeliz,
vítima de senhores bárbaros e cruéis. Entretanto passas aqui uma vida que faria inveja a muita gente livre.
Gozas da estima de teus senhores. Deram-te uma educação como não tiveram muitas ricas e ilustres
damas que eu conheço. És formosa, e tens uma cor linda, que ninguém dirá que gira em tuas veias uma
só gota de sangue africano. [...]
– Mas senhora, apesar de tudo isso, que sou eu mais do que uma simples escrava? Essa educação
que me deram e essa beleza, que tanto me gabam, de que me servem?... São trastes de luxo colocados
na senzala do africano. A senzala nem por isso deixa de ser o que é: uma senzala.
– Queixas-te de tua sorte, Isaura?
– Eu não, senhora; não tenho motivo... o que quero dizer com isto é que, apesar de todos esses
dotes e vantagens que me atribuem, sei conhecer o meu lugar.

Com base no texto e no contexto do qual o fragmento acima faz parte, afirma-se:

I. De acordo com a primeira fala, a cor de Isaura é apontada como uma possível negação de sua origem
africana.
II. Apesar de alguns questionamentos acerca da senzala, a escrava parece resignada ao lugar que ela ocupa
na sociedade da época.
III. A obra A Escrava Isaura, de Bernardo Guimarães, integra um dos momentos cruciais do realismo
literário brasileiro, no qual os autores se mostravam preocupados com a crítica social.

Está/Estão correta(s) a(s) afirmativa(s)

a) I, apenas.
b) II, apenas.
c) I e II, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II, III.

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GABARITO

1. E 2. A 3. A 4. C 5. B
6. E 7. C 8. D 9. C 10. C

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MONITORIA – MATEMÁTICA – RAZÃO E PROPORÇÃO / REGRA DE TRÊS
1. Uma herança foi dividida em exatamente duas partes: x, que é inversamente proporcional a 2, e y,
que é inversamente proporcional a 3.

A parte x é igual a uma fração da herança que equivale a:

3
a)
5
2
b)
5
1
c)
6
5
d)
6

TEXTO PARA A PRÓXIMA QUESTÃO:

Lucy caiu da árvore

Conta a lenda que, na noite de 24 de novembro de 1974, as estrelas brilhavam na beira do rio
Awash, no interior da Etiópia. Um gravador K7 repetia a música dos Beatles “Lucy in the Sky with
Diamonds”. Inspirados, os paleontólogos decidiram que a fêmea AL 288-1, cujo esqueleto havia sido
escavado naquela tarde, seria apelidada carinhosamente de Lucy.
Lucy tinha 1,10 m e pesava 30 kg. Altura e peso de um chimpanzé. 1Mas não se iluda, Lucy não
pertence à linhagem que deu origem aos macacos modernos. Ela já andava ereta sobre os membros
inferiores. Lucy pertence à linhagem que deu origem ao animal que escreve esta crônica e ao animal que
a está lendo, eu e você.
Os ossos foram datados. Lucy morreu 3,2 milhões de anos atrás. Ela viveu 2 milhões de anos antes
do aparecimento dos primeiros animais do nosso gênero, o Homo habilis. A enormidade de 3 milhões de
anos separa Lucy dos mais antigos esqueletos de nossa espécie, o Homo sapiens, que surgiu no planeta
faz meros 200 mil anos. Lucy, da espécie Australopithecus afarensis, é uma representante das muitas
espécies que existiram na época em que a linhagem que deu origem aos homens modernos se separou
da que deu origem aos macacos modernos. 2Lucy já foi chamada de elo perdido, o ponto de bifurcação
que nos separou dos nossos parentes mais próximos.
Uma das principais dúvidas sobre a vida de Lucy é a seguinte: ela já era um animal terrestre, como
nós, ou ainda subia em árvores?
3Muitos ossos de Lucy foram encontrados quebrados, seus fragmentos espalhados pelo chão. Até

agora, se acreditava que isso se devia ao processo de fossilização e às diversas forças às quais esses ossos
haviam sido submetidos. Mas os cientistas resolveram estudar em detalhes as fraturas.
As fraturas, principalmente no braço, são de compressão, aquela que ocorre quando caímos de
um local alto e apoiamos os membros para amortecer a queda. Nesse caso, a força é exercida ao longo
do eixo maior do osso, causando um tipo de fratura que é exatamente o encontrado em Lucy. Usando
raciocínios como esse, os cientistas foram capazes de explicar todas as fraturas a partir da hipótese de
que Lucy caiu do alto de uma árvore de pé, se inclinou para frente e amortizou a queda com o braço.
4Uma queda de 20 a 30 metros e Lucy atingiria o solo a 60 km/h, o suficiente para matar uma

pessoa e causar esse tipo de fratura. Como existiam árvores dessa altura onde Lucy vivia e muitos
chimpanzés sobem até 150 metros para comer, uma queda como essa é fácil de imaginar.

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A conclusão é que Lucy morreu ao cair da árvore. E se caiu era porque estava lá em cima. E se
estava lá em cima era porque sabia subir. Enfim, sugere que Lucy habitava árvores.
Mas na minha mente ficou uma dúvida. Quando criança, eu subia em árvores. E era por não sermos
grandes escaladores de árvores que eu e meus amigos vivíamos caindo, alguns quebrando braços e
pernas. Será que Lucy morreu exatamente por tentar fazer algo que já não era natural para sua espécie?

Fernando Reinach
adaptado de O Estado de S. Paulo, 24/09/2016.

2. Lucy morreu há 3,2 milhões de anos e o tempo de existência da espécie humana é de 200 mil anos.
Para comparar esses intervalos de tempo, admita uma escala linear na qual 3,2 milhões de anos
correspondem a 4 metros.

Nessa escala, o tempo de existência da espécie humana, em centímetros, é igual a:

a) 5
b) 10
c) 20
d) 25

3. Na figura a seguir, estão representados o triângulo retângulo ABC e os retângulos semelhantes I, II e


III, de alturas h1, h2 e h3 respectivamente proporcionais às bases BC , AC e AB .

4h2  3h3
Se AC  4m e AB  3m , a razão é igual a:
h1

a) 5
b) 4
c) 3
d) 2

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4. Distância de frenagem é aquela percorrida por um carro do instante em que seu freio é acionado até
o momento em que ele para. Essa distância é diretamente proporcional ao quadrado da velocidade que
o carro está desenvolvendo no instante em que o freio é acionado.
O gráfico abaixo indica a distância de frenagem d, em metros, percorrida por um carro, em função de sua
velocidade v, em quilômetros por hora.

Admita que o freio desse carro seja acionado quando ele alcançar a velocidade de 100 km/h.
Calcule sua distância de frenagem, em metros.

5. Invenção brasileira para aproveitar o potencial de etanol que o país tem, a tecnologia flex foi
desenvolvida em 2003 para que os veículos pudessem ter rendimento com álcool ou gasolina ou a mistura
entre eles.

Um posto possui 1.000 litros da mistura gasolina-álcool na proporção de 19 partes de gasolina


pura para 6 partes de álcool. Para que a mistura fique com 20% de álcool, é preciso
acrescentar a ela x litros da gasolina pura.
O valor de x é:

a) 140
b) 160
c) 180
d) 200

6. Um anel contém 15 gramas de ouro 16 quilates. Isso significa que o anel contém 10 g de ouro puro
e 5 g de uma liga metálica. Sabe-se que o ouro é considerado 18 quilates se há a proporção de 3 g de
ouro puro para 1 g de liga metálica.

Para transformar esse anel de ouro 16 quilates em outro de 18 quilates, é preciso acrescentar a seguinte
quantidade, em gramas, de ouro puro:

a) 6
b) 5
c) 4
d) 3

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7. No próximo fim de semana, uma pessoa receberá visitas em sua casa, precisando, portanto, comprar
refrigerante. Para isso, ela fez a pesquisa de preços em dois supermercados e montou esta tabela.

Volume da garrafa PET Preço no Supermercado A Preço no Supermercado B


(L) (R$) (R$)
0,5 2,10 2,00
1,5 2,70 3,00
2,0 4,20 3,20
2,5 6,00 4,70
3,0 6,90 5,00

Ela pretende comprar apenas garrafas que tenham a mesma capacidade.

Independentemente de em qual supermercado essa pessoa fará a compra, a fim de ter o menor custo,
ela deverá adquirir garrafas com que capacidade?

a) 500 mL
b) 1,5L
c) 2,0 L
d) 2,5L
e) 3,0 L

8. Os estudantes 1, 2 e 3 concorreram a um mesmo cargo da diretoria do grêmio de uma faculdade da


UNESP, sendo que 1 obteve 6,25% do total de votos que os três receberam para esse cargo. Na figura, a
área de cada um dos três retângulos representa a porcentagem de votos obtidos pelo candidato
correspondente. Juntos, os retângulos compõem um quadrado, cuja área representa o total dos votos
recebidos pelos três candidatos.

Do total de votos recebidos pelos três candidatos, o candidato 2 obteve

a) 61,75%. d) 62,00%.
b) 62,75%. e) 62,25%.
c) 62,50%.

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9. Quatro balões esféricos são preenchidos isotermicamente com igual número de mols de um gás ideal.
A temperatura do gás é a mesma nos balões, que apresentam as seguintes medidas de raio:

Balão Raio
I R
II R2
III 2R
IV 2R 3

A pressão do gás é maior no balão de número:

a) I
b) II
c) III
d) IV

10. A insulina é utilizada no tratamento de pacientes com diabetes para o controle glicêmico. Para
facilitar sua aplicação, foi desenvolvida uma “caneta” na qual pode ser inserido um refil contendo 3mL
de insulina, como mostra a imagem.

Para controle das aplicações, definiu-se a unidade de insulina como 0,01mL. Antes de cada aplicação, é
necessário descartar 2 unidades de insulina, de forma a retirar possíveis bolhas de ar.
A um paciente foram prescritas duas aplicações diárias: 10 unidades de insulina pela manhã e 10 à noite.

Qual o número máximo de aplicações por refil que o paciente poderá utilizar com a dosagem prescrita?

a) 25
b) 15
c) 13
d) 12
e) 8

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GABARITO

1. A 2. D 3. A 4. - 5. D
6. B 7. C 8. C 9. B 10. A

Resposta da questão 4:
Como d é diretamente proporcional ao quadrado de v e 100  2  50, segue que a distância de frenagem
para a velocidade de 100km h é igual ao quádruplo da distância de frenagem para a velocidade de
50km h, ou seja, 4  32  128 m.

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1. Na construção civil, é muito comum a utilização de ladrilhos ou azulejos com a forma de polígonos
para o revestimento de pisos ou paredes. Entretanto, não são todas as combinações de polígonos que se
prestam a pavimentar uma superfície plana, sem que haja falhas ou superposições de ladrilhos, como
ilustram as figuras:

A tabela traz uma relação de alguns polígonos regulares, com as respectivas medidas de seus ângulos
internos.

Nome Triângulo Quadrado Pentágono

Figura

Ângulo
60° 90° 108°
interno

Nome Hexágono Octágono Eneágono

Figura

Ângulo
120° 135° 140°
interno

Se um arquiteto deseja utilizar uma combinação de dois tipos diferentes de ladrilhos entre os polígonos
da tabela, sendo um deles octogonal, o outro tipo escolhido deverá ter a forma de um

a) triângulo.
b) quadrado.
c) pentágono.
d) hexágono.
e) eneágono.

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2. Eva é aluna do curso de Construção Naval do campus Ipojuca e tem mania de construir barquinhos de
papel. Durante a aula de desenho técnico, resolveu medir os ângulos do último barquinho que fez,
representado na imagem a seguir. Sabendo que as retas suportes, r e s, são paralelas, qual a medida do
ângulo  destacado?

a) 52.
b) 60.
c) 61.
d) 67.
e) 59.

3. A figura representa um triângulo ABC, com E e D sendo pontos sobre AC. Sabe-se ainda que
AB  AD, CB  CE e que EBD
ˆ mede 39.

Nas condições dadas, a medida de ABC é

a) 102
b) 108
c) 111
d) 115
e) 117

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4. Um marceneiro deseja construir uma escada trapezoidal com 5 degraus, de forma que o mais baixo e
o mais alto tenham larguras respectivamente iguais a 60 cm e a 30 cm, conforme a figura:

Os degraus serão obtidos cortando-se uma peça linear de madeira cujo comprimento mínimo, em cm,
deve ser:

a) 144.
b) 180.
c) 210.
d) 225.
e) 240.

5. Na figura abaixo, ABCD é um quadrado, BDE é um triângulo equilátero e BDF é um triângulo isósceles,
onde AF = AB. A medida do ângulo  é:

a) 120°
b) 135°
c) 127,5°
d) 122,5°
e) 110,5°

6. Uma ferramenta utilizada na construção de uma rampa é composta pela seguinte estrutura:

- duas varas de madeira, correspondentes aos segmentos AE e AD, que possuem comprimentos
diferentes e formam o ângulo DÂE igual a 45;
- uma travessa, correspondente ao segmento BC, que une as duas varas e possui uma marca em seu ponto
médio M;
- um fio fixado no vértice A e amarrado a uma pedra P na outra extremidade;
- nesse conjunto, os segmentos AB e AC são congruentes.

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Observe o esquema que representa essa estrutura:

Quando o fio passa pelo ponto M, a travessa BC fica na posição horizontal. Com isso, obtém-se, na reta
que liga os pontos D e E, a inclinação  desejada.

Calcule , supondo que o ângulo AÊD mede 85.

7. No triângulo XYZ o ponto D, no lado YZ, pertence à mediatriz do lado XZ. Se XD é a bissetriz do
ângulo interno no vértice X e se a medida do ângulo interno em Y é 105 graus, então, a medida, em
graus, do ângulo interno em Z é

a) 30.
b) 20.
c) 35.
d) 25.

8. Neste triângulo, tem-se AB  AM, MAN


ˆ  70, AMN ˆ  80.
ˆ  30 e ANM

O valor de    é

a) 50.
b) 60.
c) 70.
d) 80.

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9. Na figura a seguir, calcule o ângulo .

Dica: Use o resultado do ângulo externo de um triângulo.

a) 30.
b) 33.
c) 37.
d) 38.
e) 42.

10. A figura representa um trapézio isósceles ABCD, com AD  BC  4cm. M é o ponto médio de AD, e
ˆ é reto.
o ângulo BMC

O perímetro do trapézio ABCD, em cm, é igual a

a) 8.
b) 10.
c) 12.
d) 14.
e) 15.

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GABARITO

1. B 2. E 3. A 4. D 5. C
6. - 7. D 8. C 9. B 10. C

Resposta da questão 6:
Considerando BC / /DF, temos:
ˆ  45  85  180  ADE
ADE ˆ  50

ˆ  180  45  67,5


ADF
2

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