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HERBERT F.

INMAN

TRABALHO DE EMULAÇÃO
EXPLICADO
10ª Edição – 1953

Tradução
Ir. Luiz Carlos de Mello

São Paulo – Junho, 2005


D EDICADO

Aos meus falecidos pais Fernando Valença de Mello e Sandina


Volpe de Mello.

Aos meus filhos Juliana, Luis Felipe e Marcela, por suportarem


pacientemente, minhas longas ausências do convívio familiar.

Ao amigo de todas as horas o Ir. José Alvarez Coso.

2
AGRADECIMENTOS

É absolutamente imprescindível que eu faça alguns


agradecimentos, pois, sem a colaboração e o estimulante concurso
destas pessoas este singelo trabalho não poderia ter se realizado.
Ao caro Ir. José Alvarez Coso, um amigo constante e
desinteressadamente presente em minha vida, tanto Maçônica quanto
pessoal, especialmente nos momentos mais difíceis. E
especialmente também, por me ter cedido seus originais em língua
inglesa, já que os meus se perderam.
Ao falecido Em.Ir. Rubens Barbosa de Mattos Grão Mestre do
G.O.S.P. pela confiança depositada em meu potencial enquanto
pesquisador e ritualista.
Ao caro amigo, Ir. Roger Cahen por ter possibilitado o primeiro
contato com o texto original impresso, por volta de 1990, e que agora
resulta neste trabalho.

3
P REFÁCIO DO T RADUTOR
Antes de qualquer coisa, se faz necessário salientar que este
trabalho é, apenas e tão somente, a tradução do famoso livro
Emulation Working Explained de Herbert F. Inman. Obra esta que
teve sua primeira publicação em 1929 vindo rapidamente a se tornar
no mais importante e confiável material de consulta, tanto para os
mais exímios conhecedores do Ritual de Emulação quanto para os
iniciantes.
Este trabalho teve inicialmente o intuito por parte do autor — e
segue tendo agora — de oferecer a todos aqueles que almejam obter
conhecimento sobre o Ritual de Emulação e que obviamente dele
necessitam, uma fonte de informação respeitável, segura e digna de
confiança. Uma fonte sobre a qual se possa respaldar o
conhecimento, além daquele que se pode obter pelo estudo do Ritual
impresso, ou ainda uma base sólida, àqueles que pretendam ampliar
aquilo que já conhecem a respeito do Ritual de Emulação. Enfim,
fornecer conhecimento, nas palavras do próprio autor: “para aqueles
que buscam por instrução”.
Ao considerar que infelizmente o autor não se encontra mais entre
nós e sua obra deixou de ser impressa por volta de meados dos anos
de 1960 e, tendo em mente também que muitos dos Irmãos que
buscam praticar o Ritual de Emulação no Brasil, não possuem
intimidade com o idioma inglês, achei por bem traduzir a 10ª Edição
— publicada em 1953 — desta extraordinária obra e disponibilizá-la
aos Irmãos.
Todavia, este material — por ora — deve permanecer com seu
uso restrito, sendo permitido apenas e tão somente o uso interno,
ficando assim, “absolutamente proibida” sua comercialização ou
difusão por todos e quaisquer meios, tanto impressos, magnéticos,
eletrônicos ou outra mídia que porventura possa vir a surgir.
O leitor irá encontrar durante o texto diversas notas explicativas
de rodapé que são parte integrante do texto original, contudo aquelas
que são da lavra deste tradutor estarão precedidas pela notação
“N.T.: — ” facilitando deste modo, a distinção entre o que é nota

4
explicativa do autor e o que é nota explicativa do tradutor. Cabe
observar também, que todas as notas de rodapé estão com suas
referências formatadas na cor vermelha apenas para facilitar a
visualização das mesmas.

L.C.M.
São Paulo - Junho, 2005

5
EMULAÇÃO — TRABALHO
EXPLICADO
Um Manual Prático para Guia dos Oficiais, do
Mestre ao Guarda Externo, nas Lojas do Craft sob a
Jurisdição da Grande Loja Unida Da Inglaterra
POR
HERBERT F. INMAN, L.R., P.P.G.Sc.N., KENT
PM Gibon Lodge, 49; P.M. & D.C. Horus Lodge, 3155
P.M. Lodge of the Men of Kent and Kentish
Men, 4273; and-Kent 3173;
Hon Member Ad Astra Lodge, 3808;
P.Z. & Scribe E - Crays Valley
Chapter, 2147; P.Z. Horus
Chapter, 3155
——
Membro do Committee of the Emulation Lodge of
Improvement, Janeiro 1926-Março 1929
——
Preceptor Horus Lodge of Instruction
——
Preceptor Ad Astra L.I. 1920-1924
Deputy Preceptor Peter Gilkes L.I 1920-1924
Deputy Preceptor St. Bride L.I. 1915-1920

Décima Edição
A. LEWIS (MASONIC PUBLISHERS) LTD.
30-32 Fleet Street London E.C. 4
1953
Todos direitos reservados
TRABALHO DE EMULAÇÃO
EXPLICADO
“Então compreendi pela primeira vez
que a palavra – e gestual – perfeitos do
ritual podiam transmitir significado”

RUDYARD KIPLING,
No Interesse dos Irmãos

8
Primeira edição em Novembro de 1929
Segunda Edição Revisada Setembro 1932
Terceira Edição Revisada Agosto 1935
Quarta Edição Revisada Outubro 1937
Quinta Edição Revisada Dezembro 1939
Sexta Edição Revisada Julho 1942
Sétima Edição Revisada Dezembro 1944
Oitava Edição Revisada Março 1946
Nona Edição Revisada Agosto 1948
Décima Edição Revisada Dezembro 1953

Impresso na Grã Bretanha

9
DEDICADO SOB BENÉVOLA PERMISSÃO

AO

Eminente Honorável
LORD CORNWALLIS, C. B. E.,

DELEGADO DO GRÃO MESTRE


DA GRANDE LOJA UNIDA DA INGLATERRA

GRÃO MESTRE PROVINCIAL


DE KENT

10
P REFÁCIO
W. BRO. THE REV. JOSEPH JOHNSON
P.A.G. CHAPLAIN.

É com grande e verdadeiro prazer que escrevo o prefácio deste


livro. O autor, V.Ir. Herbert F. Inman, L.R., é conhecido por mim
há vários anos nos círculos Maçônicos, e não encontrei Ir. mais sério
e capaz. Desde o início de sua carreira Maçônica tem sido ávido em
adquirir conhecimento sobre a Franco-Maçonaria e estudado
seriamente os diferentes Rituais, como resultado, é um partidário
convicto de Emulação e é conhecido como seu maior e mais
habilitado expoente.
Este livro é um Manual de Instrução e Guia para Maçons, e é
escrito por um trabalhador para trabalhadores em estrita
concordância com o reconhecido sistema da Emulation Lodge of
Improvement. O supremo motivo do Ir. Inman ao escrever este livro
foi estimular Irmãos a tornarem-se proficientes no trabalho das
diferentes Cerimônias da Arte. Assim como todos aqueles que
abraçam a Maçonaria seriamente, ele possui um grande
aborrecimento com a ineficiência e negligência nos trabalhos do
ritual da Arte. Advoga que nos trabalhos de uma Loja de
Cerimônias deve haver completa maestria do Ritual, com precisão
em cada detalhe dos procedimentos.
O autor durante sua longa experiência tem sabido da deplorável
ignorância sobre o correto procedimento que é freqüentemente
manifestado, e como muitos Irmãos sofrem com a carência de uma
competente instrução. O resultado é que os Candidatos não se
impressionam com a Loja de Cerimônias como deveriam, e como
seriam se as Cerimônias fossem feitas com tranqüilidade e dignidade.
Este livro provê uma ampla explanação e um guia confiável a
todos Irmãos que desejam um equipamento adequado para seus
deveres, qualquer que seja sua natureza ou grau. O autor possui
uma longa experiência como Preceptor de diversas Lojas de

11
Prefácio

Instrução, e é reconhecido como um Instrutor experiente nos


trabalhos de Emulação.
Eu li as provas deste livro com imenso prazer e sem hesitação
recomendo-o aos meus Irmãos que, neste e noutros países, estão
desejosos por um verdadeiro guia em seus esforços em adquirir
eficiência no trabalho de Lojas da Arte.

J.J.

12
TRABALHO DE EMULAÇÃO
EXPLICADO
P REFÁCIO DO A UT OR PARA A P RIMEIRA E DIÇÃO
“O Mestre-Eleito me ofereceu um colar; devo começar a
observar o trabalho”.
Quantas vezes ouvimos similares observações de um jovem
Maçom que está para colocar seu pé no mais baixo degrau da escada
do progresso Maçônico! Ele está próximo de ser confiado com uma
posição de grande importância e responsabilidade — todos os Cargos
Maçônicos podem ser assim descritos — e então ele decide que é
tarde para iniciar a busca daquele conhecimento que deveria desde
há muito ter adquirido.
Não é difícil imaginar as desastrosas conseqüências que
certamente surgiriam no mundo externo, dos negócios da vida, para
um homem que houvesse adiado o seu preparo para as
responsabilidades de um alto posto, na esfera de sua particular e
rotineira distração até a sua promoção. Todavia, em Maçonaria,
procrastinação e indiferença também estão inteiramente e
freqüentemente em evidência.
Na Quarta das Antigas Obrigações nos é dito: “Toda promoção
entre Maçons está fundada apenas no real valor e mérito pessoal…
Portanto, nenhum Mestre ou Vigilante é escolhido por antiguidade,
mas por seu mérito”.
Um admirável conselho de perfeição, e que é para ser respeitado,
entretanto, tem por muitos anos sido mais honrado por sua violação
do que por sua observância. Inteiramente comum também é a
prática de promover Irmãos de acordo com sua posição na lista de
Membros da Loja, com pouca ou nenhuma meditação com respeito
às suas qualificações, ou pela maneira com a qual eles
provavelmente se desincumbem dos deveres pertinentes ao seu
Cargo.

13
Prefácio para a Primeira Edição

Neste sentido, os Past Masters veteranos não se podem acreditar


inteiramente livres de censura, já que devem existir muitos que lêem
estas palavras, que conheceram um jovem e zeloso Mestre Eleito
que, desejoso de nomear como seus Oficiais os mais capazes de seus
Irmãos, se permitiu ser influenciado pelo solene aviso de seus
veteranos “causando uma divisão na Loja”, “perturbando a
harmonia,” e assim por diante ad infinitum.
Harmonia e Fraternidade, é óbvio, não devem ser sequer
levemente perturbadas, mas a impressiva dignidade e solene beleza
de nossas Cerimônias e Ritos são de igual importância, e estes
desejáveis efeitos serão obtidos apenas quando o Mestre e seus
Oficiais são eficientes em cada detalhe de suas diversas
responsabilidades.
Uma Loja de Francos Maçons é “uma assembléia de Irmãos
reunida para discorrer detalhadamente sobre os mistérios da Arte”,
tal como nos é lembrado na Secção de abertura da Primeira
Preleção.1 Permita que a estrutura de uma Loja fique insegura em
qualquer de suas partes, e a estrutura toda deverá sofrer, com
conseqüente confusão e indigno desatino durante aqueles sérios
procedimentos que devem sempre ser caracterizados por enobrecida
dignidade, solenemente imponente, e prefeita suavidade na execução.
“Toda promoção entre Maçons é fundada apenas no real valor e
mérito pessoal”.
Há muito a ser feito antes que este conselho de perfeição torne-se
uma regra universal. Porém, muito já foi feito, e há boas indicações
hoje de que Mestres Eleitos e Comitês de Loja estão conferindo uma
consideração mais cautelosa às qualificações dos possíveis futuros
Oficiais. Além disso, com a contínua e rápida expansão no número
de Lojas de Instrução confiáveis, encontramos entre os jovens
membros da Fraternidade um saudável espírito investigativo e um

1
N.T.: — Muita vez no Brasil, optou-se traduzir o vocábulo “Lecture” por
“Leitura” o que é em verdade uma incorreção, pois o termo possui o
significado equivalente a Sermão, Discurso, Palestra, Instrução, Preleção ou
Alocução e, não meramente o ato de ler algo. As Lectures eram feitas
pelos participantes da instrução, daí termos nos utilizado do étimo Preleção.

14
Prefácio para a Primeira Edição

desejo por conhecimento, combinado com uma crescente e salutar


determinação de virem a ser proficientes em seus vários deveres.
Dificilmente também, será possível prestar um alto tributo ao
valioso trabalho feito em nossas Lojas de Instrução; já que,
geralmente os Preceptores são homens ocupados, e o tempo de que
dispõem para as reuniões semanais é usualmente limitado à uma hora
e meia. Então é bem possível que mesmo aquele jovem Maçom,
que freqüenta sua Loja de Instrução com a devida regularidade possa
ainda estar em dúvida sobre muitos pontos em relação aos seus
deveres, completamente aparte das palavras e frases que ele procura
memorizar no seu local de tranqüilo isolamento.
É para estes nossos jovens Irmãos que este pequeno Manual foi
compilado, na sincera esperança de que eles possam encontrar
alguma assistência prática. Não foi escrito com espírito ditatorial,
mas com um desejo apenas, de auxiliar o Oficial recém investido na
sua busca por aquele conhecimento com o qual deverá estar equipado
se ele for refletir a honra na escolha do Venerável Irmão que lhe
conferiu sua nomeação. Espero que as sugestões e as
recomendações de orientação aqui contidas sejam aceitas com o
mesmo espírito fraternal com o qual são espontaneamente oferecidas.
O autor certamente não possui o desejo de assumir arrogantemente
que, por acreditar que um certo método é desejável, então todos os
outros devem necessariamente estar errados.
Salvo nas Cerimônias essenciais da Arte, há consideráveis
modificações em todos os diferentes sistemas de Ritual, vistos por
mim até agora em minhas viagens Maçônicas, e espero que se
compreenda que, no escopo deste pequeno trabalho, encontrei mais
prudente limitar as instruções especificas para uma forma de trabalho
popular e bem conhecida. O autor, durante um longo período de
aprendizagem no qual serviu como Preceptor em varias Lojas de
Instrução que trabalham sob a oficial égide da Emulation Lodge of
Improvement, antes de sua eleição para o corpo de governo daquela
famosa Escola de Ritual Maçônico, pode talvez humildemente falar
com alguma autoridade com relação a isso.
Deve-se compreender, portanto, que em todos os casos onde são
dadas instruções definidas com respeito aos deveres de qualquer

15
Prefácio para a Primeira Edição

Oficial, o foram de acordo com o sistema da Emulation Lodge. Tais


instruções podem ser consideradas como sendo acuradas em cada
detalhe, embora, deva ser notado, que são dadas apenas pela
autoridade pessoal do autor, e não devem em nenhum sentido serem
aceitas como pronunciamentos oficiais do Committee of Emulation
Lodge of Improvement. A Emulation Lodge of Improvement é
governada hoje, como tem sido sempre governada durante mais de
uma centena de anos de sua existência, por um Comitê de
experientes Past Masters; qualquer decisão autorizada daquele
Comitê deve ser obtida apenas através de seu Secretário, no exercício
de seu ofício como tal.
A quantidade de trabalho envolvida na preparação deste Guia foi
maior do que se possa evidenciar por uma rápida passada d’olhos.
Limitações de espaço exigiram drásticas restrições, e a parte não
menos difícil da tarefa foi mais a de julgar o que deveria ser omitido
do que aquilo que deveria ser escrito. Este Manual, é evidente, não
pretende em nenhum sentido ocupar o lugar do Ritual impresso;
deverá ser lido em conjunto com o Ritual.2

2
Nenhuma versão impressa das Cerimônias ou Preleções recebeu em
nenhum momento a sanção oficial ou a aprovação do Committee of the
Emulation Lodge of Improvement. No entanto permanece o fato
indiscutível, de que os trabalhadores de Emulação e das reconhecidas Lojas
de Instrução devem sua proficiência mui largamente ao uso do ritual
impresso. Aprender as Cerimônias meramente ouvindo-as obviamente
demandará muitos anos, e poucos Irmãos conseguem conquistar alguma
aproximação deste padrão de acurada expressão que distingue o trabalho da
maioria dos trabalhadores mais entusiastas de Emulação.
Sem por um momento sequer, questionar a inteligência da atitude adotada
pelo Emulation Committee com relação aos volumes de ritual impresso,
mesmo assim a existência e a utilidade de tais rituais não pode ser ignorada.
Qualquer afirmação de que as Cerimônias de Emulação são aprendidas
independentemente da assistência do ritual impresso não se sustentará
diante de um teste de exame. Um ritual em particular foi usado no passado,
e é usado hoje, por praticamente todos os Preceptores de reconhecidas Lojas
de Instrução, e estes doutos Irmãos sabiamente o tem recomendado aos seus
pupilos. Este mesmo ritual, que foi a primeira publicação há mais de

16
Prefácio para a Primeira Edição

Na esperança de que todos os seus esforços não tenham sido


todos mal sucedidos, o autor agora os oferece com seus fraternos
cumprimentos aos seus Irmãos na Antiga e Honrada Instituição que
se apóia claramente nos fundamentos da prática de todas as Virtudes
Morais e Sociais.

H. F. I.

Novembro, 1929.

setenta anos atrás, tem sido de incalculável beneficio para muitos milhares
de trabalhadores de Emulação por todas as partes do mundo.
O referido ritual é The Perfect Ceremonies of Craft Masonry (publicado por
Messrs A. Lewis, 30-32 Fleet Street, London. E.C.4), recentemente revisado
sob a supervisão pessoal do Preceptor de uma das principais dentre as
reconhecidas Lojas de Instrução. O presente escritor sem hesitação
recomenda este ritual a todos os estudantes desejosos de obter perfeição nas
Cerimônias de Emulação. — H.F.I.

17
C ONTEÚDO
Dedicado.............................................................................................2
Prefácio do Tradutor...........................................................................4
Prefácio.............................................................................................11
Prefácio do Autor para a Primeira Edição........................................13
Prefácio do Autor para a Segunda Edição........................................20
Parte I - Alguns Fatos sobre Emulação
O que é Emulação?...........................................................................22
Emulação e os Grandes Stewards.....................................................32
As Preleções de Emulação................................................................43
A Caixa de Fósforos de Emulação ...................................................48
Comitê de Emulação ........................................................................51
Enquadrar a Loja ..............................................................................57
Algumas Diferenças de Trabalho .....................................................59
Parte II - Os Oficiais da Loja
Os Oficiais da Loja e seus Deveres ..................................................64
Cobridor............................................................................................65
Steward.............................................................................................69
Guarda Interno..................................................................................72
Assistente de Secretário....................................................................83
Organista ..........................................................................................85
Esmoler.............................................................................................87
Assistente de Diretor de Cerimônias ................................................89
Diáconos...........................................................................................91
Segundo Diácono .............................................................................97
Primeiro Diácono ...........................................................................105
Diretor de Cerimônias ....................................................................115
Secretário........................................................................................131
Tesoureiro.......................................................................................137
Capelão...........................................................................................139
Vigilantes........................................................................................142
Segundo Vigilante ..........................................................................147
Primeiro Vigilante ..........................................................................151
Past Master Imediato ......................................................................156
Venerável Mestre ...........................................................................160

18
Venerável Mestre (contin.).............................................................172
Parte III - Miscelânea
A Loja de Instrução ........................................................................188
Fumar no Refreshment ..................................................................198
Os Maçônicos “Não” .....................................................................203
Apêndice.........................................................................................209

19
P REFÁCIO DO A UT OR PARA A S EGUNDA E DIÇÃO
A introdução da Segunda Edição deste Manual tem por primeiro e
agradável dever — expressar sinceros agradecimentos aos seus
Irmãos, não apenas aos de Londres e Províncias, mas também aos
inúmeros Irmãos dos distantes Distritos de além mar, pelas muitas
fraternais e encorajadoras congratulações recebidas em
comunicações expressando apreço pela Primeira Edição.
Muitos correspondentes foram bons ao oferecer sugestões para
temas adicionais a serem incorporados em futuras edições.
Limitações de espaço apenas impedem a adoção de mais do que um
pequeno número destas bem vindas sugestões.
Tem sido comum o desejo de informações mais detalhadas
relacionadas a assuntos ligados com a Emulation Lodge of
Improvement (além do atual Ritual e Cerimonial) e talvez os
capítulos adicionais agora inclusos na Parte I da Segunda Edição
resolvam adequadamente esta questão.
Na Parte II as detalhadas instruções oferecidas como guia aos
Oficiais de Loja foram ampliadas em muitas direções, e o autor
oferece esta Segunda Edição do Manual aos seus Irmãos na
esperança de que possa contar com uma recepção no mínimo tão
gratificante quanto aquela recebida pela Primeira Edição.

H. F. I.

Setembro 1932.

20
PARTE I
ALGUNS FATOS SOBRE
EMULAÇÃO

21
PARTE I
ALGUNS FATOS SOBRE EMULAÇÃO

C APÍT ULO I
O QUE É E MULAÇÃO ?
AO experiente entusiasta de Emulação que despende, talvez, duas
ou três noites por semana em uma reconhecida Loja de Instrução, e
que raramente falta a uma reunião da Emulation Lodge of
Improvement no Freemasons’ Hall, a questão título deste capítulo,
sem dúvida, parecerá supérflua. Aqueles zelosos e industriosos
ritualistas, no entanto, devem lembrar que há muitíssimos Irmãos que
jamais entraram na famosa Lodge of Improvement, Irmãos estes que,
mesmo apesar de poderem se declarar como trabalhadores em
Emulação, possuem um tão profundo conhecimento de Emulação
quanto o derivado do estudo do ritual impresso sob a supervisão de
um Preceptor que, em muitos casos, pode estar tão desinformado
sobre o assunto quanto os seus pupilos que nele procuram por
instrução.
Para informação daqueles Irmãos uma tentativa será feita para
responder a questão que é o título deste capítulo. A resposta deve
necessariamente ser breve, o objeto primário deste Manual segue
sendo o de prover recomendações práticas para aqueles Irmãos que
buscam aperfeiçoar a si mesmos nas Cerimônias de Emulação, mais
do que o de oferecer algo de natureza importante na análise da
história da Emulation Lodge of Improvement.
Não se pode objetar que o jovem Maçom estudante, ávido por
conhecimento, fica freqüentemente desnorteado com a
multiplicidade de rituais Maçônicos que chegam ao seu
conhecimento. Ele ouve sobre ‘Logic’, ‘West End’, ‘Oxford’,
‘Bristol’, ‘Universal’, ‘North London’, e muitos outros assim
chamados ‘trabalhos’ Maçônicos. Sem dúvida ele se surpreende, e
pergunta a si mesmo o que significam todos eles — por que há tantos
— de onde eles vieram. Possivelmente, também, sendo

22
Capítulo I – O que é Emulação

desconhecedor da história do ritual Maçônico, ele mentalmente


agrupe Emulação com o resto, considerando-o como não mais que
um nome imaginário criado por algum imaginativo Irmão na busca
de uma inovação.
Muito brevemente, pode ser explicado que ‘Emulação’ — a
palavra revela por si — é uma forma abreviada de descrever a
Emulation Lodge of Improvement for Master Masons, que se reúne
no Freemasons’ Hall, Great Queen Street, London, W.C.2, nas noites
de Sexta-feira às seis horas, e que é também a palavra usada para
descrever o sistema peculiar de ritual ali ensinado.
A Lodge of Improvement foi fundada em 1823, tendo por objeto
ensinar a forma precisa do ritual estabelecido pela Lodge of
Reconciliation, como aprovado, sancionado, e confirmado pela
Grande Loja Unida da Inglaterra em 5 de Junho de 1816, cuja sanção
foi devidamente registrada nas Atas da Grande Loja daquela data. O
princípio básico da Emulation Lodge é que ninguém tem o direito de
alterar aquele ritual em palavra ou ação até o momento — se alguma
vez o for — em que a Grande Loja possa oficialmente sancionar tal
alteração. A declaração feita repetidamente por muitos eminentes
patrocinadores da famosa Lodge of Improvement é que, a Emulation
ensina hoje — e sempre tem ensinado — aquele particular, ritual
autorizado sem variação.
Como pode um tal pleito tão distante ser substanciado hoje?
Qualquer resposta a esta questão exige alguma referência à condição
sobre o tema existente na Arte da Maçonaria Inglesa durante a parte
inicial do século dezenove, porém tal referência deve
necessariamente ser breve quando o assunto tem que ser exposto fora
do escopo de um único capítulo. É suficiente dizer que antes de
1813 existiram duas Grandes Lojas, — uma estabelecida em 1717,
posteriormente conhecida como a dos Modernos; e outra fundada em
1751, geralmente referida como a dos Antigos. Por mais de sessenta
anos houve uma amarga rivalidade entre os dois corpos, mas em
1813 uma União foi felizmente consumada. Daí o presente título de
Grande Loja Unida da Inglaterra. Estes fatos, é óbvio, são
familiares a todos os estudantes experientes, mas nós os colocamos
aqui para os noviços.

23
Capítulo I – O que é Emulação

É fácil de se compreender que uma tão longa rivalidade não


terminou sem consideráveis dificuldades; novas regras foram
essenciais para o governo da Arte, e o estabelecimento da forma de
ritual a ser usado sob a recém formada Grande Loja foi, muito
naturalmente, uma das questões controversas que foram erguidas em
muitas discussões e diferenças de opinião.
As Cláusulas da União, ratificadas, confirmadas, e seladas em 1º
de Dezembro de 1813, estipularam que haveria daí em diante uma
perfeita unidade de trabalho. Com o propósito de estabelecer tal
unidade de trabalho as Cláusulas avançaram com a provisão da
constituição de uma Loja nomeada de Lodge of Reconciliation, tal
Loja foi composta por um igual número de Maçons exímios de cada
uma das antigas Constituições. Na Cláusula V nós verificamos que
os Irmãos que compuseram a Lodge of Reconciliation foram
autorizados a estabelecer a forma do ritual a ser observado para
sempre.
Aqueles Irmãos da Lodge of Reconciliation não pouparam
esforços para chegarem a conclusões unânimes e satisfatórias, o que
é provado pelo fato de que não foi até 20 de Maio de 1816 que as
Cerimônias decididas por eles foram ensinadas, antes de uma reunião
especial da Grande Loja, a qual o M.W. Grand Master, H.R.H. o
Duque de Sussex,1 presidiu. Na reunião seguinte da Grande Loja,
organizada em 5 de Junho de 1816, as Cerimônias recomendadas
foram aprovadas e confirmadas.
Vemos, então, que em 1816 um método particular de abertura e
encerramento da Loja nos Três Graus, e de Fazer, Passar e Elevar
Maçons foi aprovado e aceito pela Grande Loja Unida para benefício
da Fraternidade Inglesa como um todo. A Cerimônia de Instalação
ficou para uma data posterior quando, em 1827, o Grão Mestre, por
meio de uma Junta de Mestres Instalados, organizou quatro reuniões
e decidiu a única forma de Cerimônia de Instalação que sempre
recebeu o selo de autoridade.

1
N.T.: — M.W. Grand Master, H.R.H. the Duke of Sussex - Mui Venerável
Grão Mestre, Sua Alteza Real o Duque de Sussex.

24
Capítulo I – O que é Emulação

A Lodge of Reconciliation tendo completado o propósito


específico para o qual foi criada, cessou sua existência em 1816, e a
propagação do recém arranjado Ritual de Reconciliação foi
transmitido às Lojas de Instrução que vieram a surgir naquele
período. Daquelas Lojas uma das mais proeminentes foi a United
Lodge of Perseverance, fundada em 26 de Janeiro de 1818, um
pouco mais de um ano após a dissolução da Lodge of Reconciliation.
Esta Loja possuía entre seus membros vários dos Maçons mais cultos
de então, dos quais nove foram os Fundadores da Emulation Lodge
of Improvement em 1823. Outros subseqüentemente juntaram-se a
Lodge of Improvement. Em uma de suas reuniões os Irmãos da
United Lodge of Perseverance tomaram a seguinte resolução: —
“Que as Antigas Preleções e Cerimônias de Iniciar, Passar e
Elevar, como confirmadas pela Grande Loja da Inglaterra, são
aderidas por esta Loja estritamente”.
A Lodge of Reconciliation, como já foi dito, dissolveu-se em
1816, e a Emulation Lodge of Improvement não foi fundada até
1823. Entretanto este intervalo de sete anos é reduzido muito
consideravelmente quando é encontrada confiável evidência que a
Emulation Lodge of Improvement obviamente emanou da antiga
United Lodge of Perseverance. A maioria dos Irmãos da antiga Loja
tornaram-se patrocinadores entusiastas de Emulação, e é razoável se
presumir que aqueles antigos Maçons resolutos, veteranos que
passaram a resolução acima destacada, não permitiriam a mais leve
inovação nos trabalhos das Cerimônias de Reconciliação durante
suas vidas.
Nenhuma revisão da história de Emulação, ainda que breve, seria
completa sem uma referência ao célebre Peter Willian Gilkes, um
famoso instrutor Maçônico cujo nome está inseparavelmente atado
com as atividades iniciais de Emulação. Escrevendo sobre Peter
Gilkes, o falecido Ir. Henry Sadler, Grande Bibliotecário, um notável
historiador e autor Maçônico, disse:
“De fato nós perguntamos se qualquer indivíduo sozinho, antes de
seu tempo, desde então ou ambos, conquistou tal distinção como um
instrutor Maçônico”.

25
Capítulo I – O que é Emulação

Em 6 de Agosto de 1818, V.W. Ir. Edwards Harper, Grande


Secretário, escreveu ao V.M. da Loja 498, Shrewsbury:
“Referindo-me sobre vós ao Peter Gilkes mencionei que ele o
instruiria no método correto adotado desde a União”.
Em 6 de Setembro de 1843, V.W. Ir. W.H. White, Grande
Secretário, escreveu ao V.M. da Loja 523:
“Ir. Gilkes foi um mestre completo em todas as Cerimônias, e
acredito-o como o mais fiel observador delas”.
Ir. Peter Gilkes nasceu em 1765 e faleceu em 1833. Foi iniciado
em 1786 na British Lodge, agora Nº 8, a Loja que concedeu sua
sanção a United Lodge of Perseverance, de cuja Loja Gilkes foi um
membro proeminente. Peter Gilkes esteve presente na primeira
reunião da Emulation Lodge of Improvement; ele tornou-se um
membro imediatamente após e foi Líder do Comitê em 1825.
É digno de nota, mencionar que Gilkes foi um organizador das
reuniões da Lodge of Promulgation, uma Loja constituída em 1809
pela Grande Loja dos Modernos, cujo objetivo era “a Averiguação e
Promulgação dos Antigos Landmarks da Arte”. Colocar um plano
de palavras, isto simplesmente significa que os membros da Lodge of
Promulgation encontravam-se para decidir sobre quais, de seus
próprios costumes e práticas deveriam insistir quando a esperada
União viesse, e em que grau estariam preparados para dar passagem
aos Antigos.
Um cuidadoso estudo dos antigos Registros e Atas nos levam à
conclusão de que a maioria das alterações ultimamente feitas foram
decididas pela Lodge of Promulgation entre 1809 e 1811, uns poucos
anos antes da Lodge of Reconciliation ser constituída. Aquele
eminente e respeitável historiador Maçônico, o falecido Ir. W.B.
Hextall, escreveu:
“A Lodge of Reconciliation adotou mais, as decisões para as
quais a Lodge of Promulgation muito tempo antes não houvera
podido chegar”.
É evidente, então, que Peter Gilkes ficou na posição de Saber
antecipadamente as decisões prováveis de chegarem até a Lodge of
Reconciliation, e que ele organizou aquela Loja (como ele disse em

26
Capítulo I – O que é Emulação

dezenas de ocasiões) não como um pupilo, mas mais particularmente


pela capacidade de um crítico exímio, alguém que já havia
memorizado de “A” a “Z” o recém arranjado alfabeto, o qual os
demais estavam então se empenhando em aprender. Peter Gilkes,
como foi afirmado, tornou-se Líder de Emulação em 1825, posição
que manteve até sua morte em 1833, quando foi sucedido por um de
seus pupilos, o Ir. Stephen Barton Wilson.
As linhas seguintes foram extraídas do relatório do Festival de
Emulação realizado em 1835:
“A reunião foi em particular marcada pela presença das três
principais Preleções em Maçonaria, as quais como é consenso geral,
abandonaram o manto de Peter Gilkes por assim dizer. Sentimo-nos
verdadeiramente orgulhosos de nossa associação com os Irs. Dowley,
Cooper, e S.B. Wilson, e por termos uma elevada opinião de seu
valor para a Sociedade, obtivemos a liberdade de tornar tão público
quanto podemos seu bem merecido caráter de inteligência, fundado
sobre uma cuidadosa adesão aos Landmarks da Ordem, pela estrita
observância de nossas leis e regulamentos, e ainda mais pela
modéstia com a qual receberam a homenagem prazerosamente
oferecida a seus méritos pessoais”.
A partir do fato de que os nomes dos IIr. Wilson, Dowley e
Cooper são mencionados conjuntamente no relatório como os
sucessores de Peter Gilkes no governo da Emulation Lodge of
Improvement, parece uma dedução óbvia que a Loja era controlada
então, como é hoje, por um Comitê de experientes Preceptores,
selecionados pelos membros dentre os mais exímios de seu quadro.
É esta organização de controle através de um Comitê de exímios
que é a maior força do sistema de Emulação; estas provas
convincentes nos permitem segura e precisamente através dos
métodos de Emulação, transmitir o Ritual de Reconciliação
autorizado, desde os primórdios do período pós União até o presente.
Em uma Loja de Instrução comum, à medida que Preceptor sucede
Preceptor há, é claro, uma possibilidade — poder-se-ia pensar com
certeza — de inovações indesejáveis se infiltrarem no trabalho.
Muitas das marcantes diferenças no trabalho ora vistas chegaram
com os anos recentes, tanto pela negligência, ou como resultado da

27
Capítulo I – O que é Emulação

influência pessoal da força de vontade e imaginação de alguns


membros de Lojas.
Na Emulation Lodge of Improvement pode-se afirmar
corretamente que qualquer coisa deste tipo é uma impossibilidade,
pela simples razão de que é sempre — e sempre foi — um Comitê
envoltório, todos com um pensamento, todos muito solenemente
comprometidos em observar e insistir sobre a maior precisão da ata,
e para prevenir o mais leve desvio ou inovação. Sentados à
esquerda de Peter Gilkes em seus dias estavam os IIr. Barton Wilson
e Dowley. Quando Wilson sucedeu Gilkes ele teve consigo os IIr.
Richards e Pike, e, o falecido, Thomas Fenn. Foi Fenn quem se
tornou líder após a morte de Wilson em 1866, e foi apoiado pelos IIr.
Richards e Murton, e subseqüentemente, pelo Ir. Robert Clay
Sudlow. Sudlow sucedeu Fenn em 1883, e teve ao seu lado por
algum tempo os Irs. Spaull e Dawson. Então na sucessão vieram os
IIr. Rushton, Kentish, Lander, e, em 1904, o presente Líder do
Comitê, o Ir. G.J.V. Rankin, que sucedeu Sudlow como Líder em
1914. Na ascensão do Ir. Rankin à Liderança um quarto membro foi
adicionado ao Comitê; tendo o apoio dos IIr. J.H. Jenks, J.J. Black, e
A. Scott. O Ir. Jenks retirou-se em 1916 e foi sucedido pelo Ir. S.
Chalkley, enquanto o Ir. S.A. Knaggs assumiu o lugar do Ir. Scott em
1920. os regentes de Emulação sempre estão vigilantes para
salvaguardar a transmissão do ritual. Nos últimos anos, o trabalho
aumentou enormemente, um grande esforço tem sido feito pelos
membros do Comitê; então, a partir do início de 1926, decidiu-se
ampliar o corpo de governo. Os dois Irmãos eleitos foram os Irs.
A.B. Wilson e Herbert F. Inman. O Ir. Chalkley abdicou em fins de
1928 e foi sucedido pelo Ir. A.J. Peyton. O Ir. Inman abdicou em
Março de 1929, e foi sucedido pelo Ir. H.C. Tasker, que foi eleito em
Janeiro de 1930.
Deste modo vimos que o Emulation Committee tem sempre sido
uma força, uma corrente inquebrantável desde o tempo de Peter
Gilkes, e inovações, então, tem sido tão impossíveis quanto o poder
da natureza humana em criá-las. Deve ser lembrado, também, que
cada membro sucessor do Emulation Committee tem sido
pessoalmente instruído e treinado por seu antecessor, cada um tem

28
Capítulo I – O que é Emulação

que servir um longo período de aprendizado, geralmente como


Preceptor de uma das reconhecidas Lojas de Instrução.
Embora o termo “Emulation Committee” seja geralmente aceito
para se referir àqueles eminentes instrutores que ocupam Assento no
Comitê para tomar o atual controle do trabalho cerimonial nas
reuniões semanais, não se pode perder de vista os inestimáveis
serviços prestados para a Lodge of Improvement pelos muitos e
ilustres Irmãos que ocuparam as posições de Tesoureiro e Secretário.
O Ir. John Hervey, Grande Secretário, foi um membro ativo da
Emulation por quase quarenta anos, e presidiu a Tesouraria por
muitos anos antes de sua morte em 1880. Foi sucedido pelo Ir.
Thomas Fenn, P.G.D., mantendo-se no cargo até 1894. O Ir. Sir
Edward Letchworth, Grande Secretário, que se juntou a Emulation
em 1875, sucedendo ao Ir. Fenn, e encarregando-se como Tesoureiro
até 1917, quando foi seguido pelo presente Grande Secretário, o Ir.
Sir Colville Smith. Esta longa e fechada associação entre a Lodge
of Improvement e Secretários da Grande Loja Unida é em si mesma
um convincente garantia de confiança de Emulation como
reconhecido padrão do Ritual da Arte Inglesa.
Os Secretários de Emulation têm sido numerados dentre os
muitos zelosos e proeminentes Francos-Maçons. Comparações são
geralmente ditas para serem “odiosas”, no entanto deve ser registrado
que nenhum Irmão pode ter prestado maior serviço à Emulation em
seu responsável cargo que o Ir. J. Ernest Frank, P.A.G.S.Wks., que se
retirou em Janeiro de 1931, após permanecer em sua posição por dez
anos. Ele foi sucedido pelo Ir. S.P. Larkworthy, L.R., que foi
infelizmente compelido por razoes privadas a abandonar o cargo
apenas após um ano de serviço. O Ir. Larkworthy foi seguido pelo
Ir. Lieut.-Col. G.P. Orde.
Apenas aqueles que possuem uma íntima associação com o
trabalho da Emulation Lodge of Improvement podem formar uma
justa concepção da vasta quantidade de árduo trabalho deixado para
o Secretário e o Assistente de Secretário. E no último mencionado
cargo o Ir. Frank W. Simmonds, P.A.G.Reg., tem atuado desde 1925,
e é um dos mais populares oficiais na sede.

29
Capítulo I – O que é Emulação

Somente em 23 de Fevereiro de 1894, o falecido Ir. R. Clay


Sudlow, então Líder de Emulação, fez o relato:
“Vemos a confiança em nós depositada como realmente muito
importante — muito sagrada — e falando por mim, e, estou seguro,
falando em nome de meus colegas, posso dizer que a confiança será
mais verdadeiramente, mais honradamente, e mais religiosamente
preservada”.
Ali está preservado, sem dúvida alguma um espírito similar, que
hoje revitaliza os membros do Comitê da Emulation Lodge of
Improvement.
Durante um discurso dado em 1894 pelo V.W. Ir. Sir Edward
Letchworth, então Grande Secretário, proclamou que os registros da
Grande Loja provaram conclusivamente que a Emulation Lodge of
Improvement era vista como o padrão Maçônico de perfeição.
Oito anos mais tarde o mesmo eminente Irmão escreveu:
“O presente trabalho da Emulation Lodge of Improvement é
geralmente aceito como a exemplificação do Ritual autorizado”.
Em 2 de Março de 1923, o M.W. Pro Grão Mestre, o Rt. Hon.
Lord Ampthill, disse no curso de sua fala:
“A Emulation Lodge of Improvement tem por uma centena de
anos mantido uma uniformidade padrão de ritual o qual tem
permanecido inalterado”.
Em 24 de Fevereiro de 1928, o Grande Secretário, V.W. Ir. Sir
Colville Smith, declarou:
“Devemos agradecer a Emulation Lodge of Improvement pela
manutenção do padrão de ritual por mais de um século”.
A breve análise acima, da história e objetivos da Emulation
Lodge of Improvement pode ser suficiente para habilitar o Maçom
novato a responder a questão, título deste capítulo. Emulação, ele
verá, é algo mais que um mero nome dado a um peculiar modo de
trabalho; é o nome de uma famosa instituição Maçônica, influência
que tem se espalhado por toda a extensão do mundo Maçônico de
língua inglesa, — uma instituição que tem, por mais de um século,
um único objetivo a cumprir, o de preservar e transmitir aquele

30
Capítulo I – O que é Emulação

sistema de ritual que recebeu, há cento e sessenta anos atrás, o selo


de aprovação da Grande Loja Unida da Inglaterra.

31
C APÍT ULO II
E MULAÇÃO E OS G RANDES S TEWARDS 1
POR muitos anos tem sido um procedimento costumeiro dos
Grand Stewards ou Past Grand Stewards tomarem parte ativa nos
trabalhos do Emulation Festivals. O programa para estas
demonstrações anuais usualmente consiste de trabalho de Preleção; a
última ocasião quando uma Cerimônia fez parte da programação foi
em 1919, todos os cargos desde o Mestre ao Guarda Interno foram
ocupados por eminentes trabalhadores das Red Apron Lodges2.
Esta íntima e valiosa associação das Red Apron Lodges com o
trabalho de Emulação traz de volta à mente um interessante paralelo
entre a Emulation Lodge of Improvement e a Grand Stewards’
Lodge. Pela grande quantidade de divisões da Arte, não apenas em
Londres e Províncias, mas também em Distritos de Além Mar,
Emulação, como já foi demonstrado acima, é o padrão seguro,
confiável e autorizado, do Ritual e Cerimonial da Arte Inglesa; e em
conseqüência, os membros do corpo de governo da Emulation Lodge
of Improvement são respeitados como os herdeiros e fiéis
depositários do Reconciliation Ritual, tal como foi estabelecido e
oficialmente autorizado pela Grande Loja em 1816. Igualmente,
registros históricos indicam que por alguns anos, antes e após a
União, a Grand Stewards’ Lodge era geralmente vista como a
reconhecida e exemplar guardiã, do ritual aceito. Justamente assim,
nos dias atuais, o Emulation Festival é considerado como sendo a
demonstração anual do ritual, tal como, durante as décadas
imediatamente seguintes à União, foram consideradas as
demonstrações públicas — ou Noites Públicas, como foram
conhecidas — da Grand Stewards’ Lodge, foram as outrora famosas
exibições dos trabalhos de Reconciliação. A proposta daquelas
Noites Públicas durante a primeira parte do século dezenove era
precisamente similar àquelas do Emulation Festivals no século vinte

2
N.T.: — Lojas de Avental Vermelho.

32
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

— disseminar para instrução e aperfeiçoamento da Arte em geral, o


antigo e autorizado ritual.
Como é bem conhecido por todos os estudantes da história de
nossa Arte Ritual, por uns vinte anos após a fusão das Grandes Lojas
rivais, a maior parte da instrução nas recém arranjadas Cerimônias de
Reconciliação foi transmitida por meio das Preleções Maçônicas; e
comparativamente raros foram os ensaios das Cerimônias. Deste
modo, nas apresentações anuais das demonstrações em forma de
Preleção, a Emulation Lodge of Improvement não está apenas
seguindo a prática geralmente — ainda que não invariavelmente —
adotada pela Grand Stewards’ Lodge no passado, está também
perpetuando a prática comum de todas as antigas Lojas de Instrução
que surgiram durante o período imediato à pós União, do qual a
Emulation Lodge of Improvement e a Stability Lodge of Instruction
são hoje as únicas sobreviventes.
Está registrado que, em 1830, Peter Gilkes (então Líder do
Emulation Committee), quando enviando uma petição ao Grão
Mestre, enfatizou que as Preleções da Emulation Lodge of
Improvement foram executadas “de acordo com o costume da Grand
Stewards’ Lodge”. A petição continua: —
“Nós estamos ansiosos para promover e difundir os genuínos
princípios da Arte, de maneira regular e constitucional, e desejando
despertar o interesse por emulação entre os jovens Irmãos, e dar tal
instrução, para que quando eles possam ter a honra de serem
nomeados para qualquer cargo, ou eleitos para a cadeira em uma
Loja Regular, possam estar totalmente competentes para
desempenharem os importantes deveres dos mesmos com aquela
correção e regularidade que é tão essencial à boa direção e governo
de uma Loja”.
Do acima extraído é óbvio (a menos que aceitemos a inacreditável
teoria de que Gilkes incorporou deliberadamente mentiras em sua
petição) que a Emulation Lodge of Improvement esteve, no período
sob discussão, conferindo instrução Maçônica no que era então
geralmente aceito por todos os fiéis Maçons como a maneira regular
e constitucional — i.e. de acordo com o sistema da Lodge of
Reconciliation — preparando deste modo seus pupilos para o correto

33
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

desempenho de seus importantes deveres para os cargos de uma Loja


Regular.
Alguns detalhes interessantes concernentes às Noites Públicas
organizadas pela Grand Stewards’ Lodge são encontrados na história
daquela Loja no período que vai de 1735 a 1920, pela pena daquele
bem conhecido e confiável historiador Maçônico, o Ir. Albert F.
Calvert, P.G. Stwd. Provas convincentes que a Grand Stewards’
Lodge — mesmo antes de se chegar ao Ritual estabelecido — aderiu
fielmente às decisões da Lodge of Reconciliation é fornecido pelo
seguinte extrato das Minutas3 de 21 de Dezembro de 1814:
“O V.M., Vigilantes e Diáconos favoreceram a Loja com o modo
de iniciar, passar, e elevar Maçons de acordo com o plano projetado
pela Lodge of Reconciliation”.
Nenhuma versão impressa ou escrita das Cerimônias ou Preleções
alguma vez foi sancionada ou aprovada pelo Emulation Committee, e
um incidente referido pelo Ir. Calvert sugere que uma política
semelhante existiu mais de um século antes na Grand Stewards’
Lodge, e que um método estritamente oral de ensino foi adotado. A
primeira ocasião na qual uma Preleção foi trabalhada em Secções em
uma Noite Pública (Dezembro de 1820) foi relatada por um visitante
que era Venerável Mestre:
“... publicamente comparando o mesmo com um livro escrito.
Em seguida o Mestre imediatamente chamou o Irmão diante dele e,
após exigir o Manuscrito, reprimiu o Irmão por seu comportamento
impróprio, e declarou sua intenção de comunicar as circunstâncias ao
Board of General Purposes4”.
Várias indicações convincentes são providas pelo Ir. Calvert de
que os procedimentos da Grand Stewards’ Lodge eram fiéis ao plano
estabelecido pela Lodge of Reconciliation. Nas Minutas de 18 de

3
N.T.: — Minutes é um termo que pode ser traduzido por Minutas ou Atas.
4
N.T.: — Board of General Purposes, no Brasil costuma-se traduzir por
Comissão de Assuntos Gerais, porém na Inglaterra é um dos altos corpos da
Grande Loja Unida da Inglaterra, sendo a palavra Board de uso “restrito” da
potência inglesa para designar determinados corpos, daí a tradução algumas
vezes inadequada.

34
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

Janeiro de 1815 vê-se que o Ir. Rev. Samuel Hemming (que foi
Mestre da Reconciliação) aceitou a Capelania da Grand Stewards’
Lodge. Até esta data os membros da Lodge of Reconciliation ainda
estavam ocupados em suas deliberações relativas ao estabelecimento
final do ritual de acordo com as Cláusulas da União, e é uma
suposição razoável que Hemming não teria se identificado tão
proeminentemente com a Grand Stewards’ Lodge, pois não estava
ainda convicto de que o trabalho estava estritamente de acordo com o
sistema peculiar, que então, ele estava auxiliando a formular.
No Festival do Centenário da Grand Stewards’ Lodge, organizado
no Freemasons’ Tavern na quarta-feira, 9 de Dezembro de 1835,
dentre os Irmãos visitantes, estavam inclusos o Ir. W.H. White e o Ir.
Edwards Harper, ambos na época Grandes Secretários da União.
Foi o Ir. Edwards Harper quem, em 1818, escreveu ao Mestre da
Loja 498:
“Ao referi-lo ao Ir. Gilkes mencionei que ele o instruiria no
método correto adotado desde a União”.
Vinte e cinco anos mais tarde (em 1843) o Ir. W.H. White,
Grande Secretário, ele mesmo um Past Grand Steward, escreveu ao
Mestre da Loja 523:
“O Ir. Gilkes foi um Mestre perfeito em todas as Cerimônias”.
Semelhante lógica presume que aqueles dois Grandes Secretários,
que atestaram a extraordinária habilidade de Peter Gilkes’ como um
expoente do Ritual de Reconciliação, não teriam associado a si
mesmos com a Grand Stewards’ Lodge, a menos que estivessem
muito satisfeitos de que estes procedimentos estivessem de acordo
com o sistema oficialmente autorizado.
Retornando ao livro do falecido Ir. Henry Sadler, History of the
Lodge of Emulation, Nº 21, encontramos nas Minutas, datas de 19 de
Junho de 1821, a seguinte e importante entrada:
“O Ir. J. Deans, Jr,. V.M.; o Ir. J. Robinson, J.W.; e o Ir. W.H.
White, P.M., anunciaram à Loja a intenção de formar uma Loja de
Instrução organizada na George and Vulture Tavern, Loja de
Instrução na qual o modo de trabalho está em conformidade com
aquele da Grand Stewards’ Lodge, e expressando seu desejo de

35
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

patrocinar suas reuniões sob a sanção desta Loja, foi unanimemente


resolvido que a permissão será dada para a supracitada Loja de
Instrução para reuniões sob a sanção prazerosa desta Loja”.
É digno de nota que o Ir. White aqui mencionado era o Grande
Secretário, e que o trabalho de Reconciliação não é referido. Em
seu lugar, as palavras usadas são, “o modo de trabalho está em
conformidade com aquele da Grand Stewards’ Lodge”. Aqui está a
convincente evidência de que o trabalho da famosa e representativa
Loja era respeitado pelo próprio Grande Secretário, e que tal trabalho
estava em estrita obediência com as decisões da Lodge of
Reconciliation. Notar-se-á que a entrada acima é datada de dois
anos antes da fundação da Emulation Lodge of Improvement.
Assim, o trabalho de Emulação não pode ser proclamado como o
padrão a ser aderido por, mas sim como temos: “ao modo ... da
Grand Stewards’ Lodge”.
Se, além disso, são necessárias provas, como a aprovação dos
procedimentos para a Grand Stewards’ Lodge pelas autoridades da
Grande Loja, elas estão supridas sob as datas de 1837 e 1849. Para
a Noite Pública do ano anterior o Ir. Edwards Harper, Grande
Secretário, expressou para interesse dos visitantes sua satisfação
pelos procedimentos, e associou a si mesmo com a seguinte moção:
“Que cordiais agradecimentos são devidos ao V.M., Oficiais, e
outros Membros da Grand Stewards’ Lodge pela mui hábil, luminosa
e perspicaz maneira com a qual as Preleções do 2º e 3º Graus foram
agora trabalhadas; através dos quais se dá aos Irmãos instrução e
aperfeiçoamento, que quando continuado e seguido não pode falhar
em servir ao trabalho da Arte digno de profunda admiração e
deleite”.
Para a Noite Pública doze anos mais tarde (Dezembro de 1849) o
Ir. W.H. White, Grande Secretário, propôs um voto de
agradecimento:
“... pelo admirável estilo com o qual as Preleções foram
trabalhadas”.
Provas adicionais de que o trabalho da Grand Stewards’ Lodge
nas primeiras décadas do século dezenove aderindo atentamente ao

36
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

plano estabelecido pela Lodge of Reconciliation tal como são os


trabalhos da Emulation Lodge of Improvement hoje, é fornecido pelo
registro da aprovação do Ir. Stephen Barton Wilson e do Ir. Dr.
Robert T. Crucefix. O Ir. Crucefix, se filiou a Emulation Lodge of
Improvement em 1831, e foi um de seus calorosos sustentáculos até
sua morte em 1850, tomou um cerrado interesse pelo trabalho da
Grand Stewards’ Lodge. Na Noite Pública de Março de 1847 ele
propôs um voto de agradecimento pela gratificação experimentada
pelos visitantes ao ouvirem o trabalho de Preleção no Primeiro Grau.
As Atas da Noite Pública de Março de 1861 registram que um
voto de agradecimento foi passado para o Board of General
Purposes:
“... pela sua liberalidade em permitir o uso do Templo e Órgão
sem o usual pagamento”.
Um paralelo com este voto é encontrado nos registros da
Emulation Lodge of Improvement. Para a reunião da Emulation em
22 de Novembro de 1861:
“Uma carta foi lida pelo Grande Secretário informando a Loja que
o Board of General Purposes tinha então concedido o uso gratuito do
Hall e Templo para o seu 29º Festival Anual. Um voto de
agradecimento ao Board of General Purposes foi determinado que
fosse registrado nas Minutas”.
Nestas duas entradas nós temos evidências materiais que neste
período as autoridades da Grande Loja consideraram a Grand
Stewards’ Lodge e a Emulation Lodge of Improvement dignas de
consideração especial em relação às demonstrações públicas que
ambas estavam conferindo para a educação da Arte como um todo.
Para a Noite Pública da Grand Stewards’ Lodge organizada em
Março de 1861, acima referida, o Ir. Stephen Barton Wilson
secundou o voto de agradecimento aos Oficiais da Loja:
“... pela mui excelente e gratificante maneira pela qual as
Preleções foram executadas”.
Deverá ser notado, que neste período, o Ir. Stephen Barton
Wilson havia sido o Líder do Emulation Committee por
aproximadamente trinta anos, e sua extrema generosidade de

37
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

aprovação deve ser seguramente aceita como um testemunho de peso


na confiabilidade dos trabalhos da Grand Stewards’ Lodge.
Em Janeiro de 1872 os Irmãos da Grand Stewards’ Lodge doaram
cinco Guinéus para o fundo de auxílio das três filhas do falecido Ir.
Stephen Barton Wilson:
“... em testemunho da apreciação pela Loja dos grandes serviços
prestados para a Arte pelo nosso falecido Ir, como Preceptor por
muitos anos da Emulation Lodge e outras Lojas de Instrução”.
Indicações de tais objetivos da Grand Stewards’ Lodge, e da
aprovação do Grão Mestre daqueles objetivos, é fornecida pelo Ir.
Calvert nos seguintes extratos de uma missiva da Loja à H.R.H.5 o
Duque de Sussex em Abril de 1836:
“É absolutamente desnecessário de nossa parte, preocupar Sua
Alteza com qualquer observação sobre os procedimentos que
particularmente caracterizam a Grand Stewards’ Lodge, e sobre a
forma pela qual aqueles procedimentos tem sido conduzidos. A
importância da Grand Stewards’ Lodge está em manter vivo e em
pleno vigor e pureza as várias formas e Landmarks estabelecidos na
Arte, e que são periodicamente exibidos e comunicados aos
Membros da Ordem em geral nas Noites Públicas da Loja, estamos
bem seguros de que o é devidamente percebido por Sua Alteza Real
como o Condutor do Craft... Havendo então passado um Centenário
de sua existência com vantagem para o Craft e crédito para seus
Membros, Mestre, Vigilantes, e Irmãos da Grand Stewards’ Lodge
estamos ansiosos por receber a expressão de aprovação de Sua
Alteza pelos procedimentos, e como um Testemunho de que Sua
Alteza Real é de opinião de que a Loja tem laborado desde sua
instituição, e não sem sucesso, para manter a dignidade e pureza da
Franco-Maçonaria, e disseminado informação entre o Craft em
geral”.
A resposta ao memorial estava contida em uma carta para o
Mestre do Grande Secretário, na qual estavam as ordens do R.W.
Deputy Grand Master, Lord St John Spencer Churchill, que havia

5
N.T.: — H.R.H. (High Royal Highness), ou Sua Alteza Real.

38
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

colocado o documento antes que o M.W. Grão Mestre o fizesse. O


Ir. W.H. White escreveu:
“Sua Senhoria dirigiu-se a mim para lhe dizer que Sua Alteza
Real teve o prazer de expressar ele próprio a grande satisfação pelo
zelo com o qual os Membros da Grand Stewards’ Lodge tem por
todo tempo exercido eles mesmos o promover o interesse geral da
Arte, e pela maneira pela qual seu labor tem sido conduzido para
preservar na devida pureza as várias formas, cerimônias e
Landmarks da Ordem”.
Em Fevereiro de 1838 os Irmãos da Grand Stewards’ Lodge
decidiram solicitar à Comissão de Assuntos Gerais eximirem-se do
débito de 3£ para o uso do New Temple pela Loja em suas Noites
Públicas:
“... fundamentados que tais reuniões são organizadas com o
propósito de disseminar pela Arte em geral o legitimo trabalho das
Preleções, e não para um propósito particular da própria Loja”.
Em Abril de 1839 uma circular assinada pelo Mestre e o
Secretário da Grand Stewards’ Lodge foi encaminhada a dezoito
Lojas com as quais tinham o privilégio de se corresponder, e para
outras, e da qual o trecho seguinte é um extrato notável:
“Nas Noites Públicas em Março e Dezembro as Preleções
manejadas tal como o eram pelos Maçons imemoriais são dadas no
Templo, e são assistidas em todas as ocasiões por uma grande
assembléia da Fraternidade — uma assembléia que cresce a cada
reunião — e os Membros estão desejosos de imprimir nas mentes
dos Irmãos a quem eles agora se dirigem, que considerem a si
mesmos como Public Stewards para a observância dos Landmarks
da Ordem, preparando tal dever como leais representantes do
passado, e sempre na esperança de justificar a confiança neles
depositada por todos os herdeiros dos Stewards”.
O parágrafo precedente provê um impressionante paralelo com
um trecho do discurso do falecido Ir. Clay Sudlow no Emulation
Festival de Fevereiro de 1894. Naquela ocasião o Ir. Sudlow disse:
“Olhamos a confiança que nos foi depositada como
verdadeiramente muito importante — uma mui sagrada confiança —

39
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

e, falando em meu nome, e, estou certo, falando em nome de todos


meus colegas, posso dizer que aquela confiança será muito fielmente,
muito honradamente, e muito religiosamente preservada”.
Que os Irmãos da Grand Stewards Lodge não pouparam esforços
em aperfeiçoar seu trabalho para as demonstrações nas Noites
Públicas, é demonstrado pelo fato de que em Fevereiro de 1840 o
costume foi introduzido, após a nomeação dos Irmãos para as
Preleções para a próxima Noite Pública, fixando em duas noites
anteriores à Noite Pública os ensaios dos trabalhos. Aqui
encontramos um outro paralelo com o costume agora em voga em
Emulation, salvo que para a Lodge of Improvement as datas de
ensaio para o trabalho do Festival não são marcadas na abertura da
Loja, e que seu número é bem maior do que dois.
Nove anos depois, em uma reunião especial da Grand Stewards
Lodge, organizada em Março de 1849, os Irmãos expressaram a
opinião:
“Que aquele expediente, com um intuito de aperfeiçoar o trabalho
das Preleções nas Noites Públicas, que a cada uma das outras
reuniões uma porção, não menor do que três Secções serão
trabalhadas”.
Em meados do século dezenove, os assuntos financeiros da Grand
Stewards Lodge causaram um crescimento sério nas preocupações, e
as Minutas da reunião de Novembro de 1850 registram que:
“O Secretário explicou... que teve uma conversa com M.W.
Grand Master para esclarecê-lo da situação da Loja com respeito ao
número de seus Membros, etc., quando sua Senhoria ficou satisfeito
em expressar seu desejo de ver a Loja renovada”.
O Ir. Calvert relata que no intuito de estimular o interesse da
Fraternidade no trabalho das cerimônias ficou decidido em
Fevereiro de 1850 enviar às Lojas uma carta impressa, informando
os membros que a Grand Stewards’ Lodge organizaria suas Noites
Públicas duas vezes ao ano:
“... com o propósito de conceder uma oportunidade para a Arte
em geral, e mais particularmente aos jovens membros, de ouvirem as
Preleções feitas de acordo com a antiga forma”.

40
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

A primeira e única referência a Grand Stewards’ Lodge of


Instruction está contida em uma entrada nas Atas da Loja, datada de
19 de Março de 1890, quando se recebeu uma petição do Ir. Gordon
Smith, P.G. Stwd., e outros, solicitando à Loja sancionar a concessão
para uma Loja de Instrução:
“Habilitados membros de dezoito Lojas tem o privilégio de
nomear a Grand Stewards para trabalhar as Cerimônias da Arte de
acordo com o Emulation Working para mútua instrução e
aperfeiçoamento”.
O Secretário relatou que escreveu ao Ir. Gordon Smith para entrar
em particularidades e detalhes, mas não recebeu resposta. O V.M. e
os Irmãos então consideraram que a matéria seria deixada em
suspenso.
Pelo acima se pode ver que a Grand Stewards’ Lodge, que
trabalhou as Preleções Maçônicas tão pouco durante a segunda parte
do século dezoito, continuou aquela prática para instrução e
aperfeiçoamento da Arte em geral até após a metade do século
dezenove, e em adição para demonstrar as cerimônias como
deixadas pela Lodge of Reconciliation; além disto, tais
demonstrações foram aprovadas por Hemming, Crucefix, Harper,
White e outros — que assim possuíam em primeira mão o
conhecimento das formas precisas e a linguagem agregada pela
Lodge of Reconciliation.
A íntima e valiosa associação da Grand Stewards com o trabalho
da Emulation Lodge of Improvement, referido desde o início deste
capítulo, foi mantida por décadas. Dentre os ilustres Grand
Stewards que tem sido proeminentes membros do Emulation
Committee estão os IIr. Thomas Fenn, P.G.W., e por dez anos
Presidente da Comissão de Assuntos Gerais; J. Udall, P.G.D.; F.
Hockley: A. A. Richards, D.G.D.C.; J. A. Rucker, P.G.D.; Robert
Grey, P.G.W.; F. T. Rushton; Sir Edward Letechworth, Grande
Secretário; J. Russell, P.G.St.B.; J. H. Jenks, P.G.D.; Angus N. Scott,
P.A.G.D.C.; e Samuel Chalkley, P.A.D.G.D.C.

41
Capítulo II – Emulação e os Grandes Stewards

O falecido Ir. J.S. Granville Grenfell, por quatorze anos Grande


Diretor de Cerimônias, Mestre da Grand Stewards’ Lodge em 1920,
foi um patrocinador declarado de Emulação.
Outro proeminente Past Master da Grand Stewards’ Lodge que
tem prestado valioso suporte para Emulação é o atual Presidente da
Comissão de Assuntos Gerais, o Ir. J. Russell McLaren, que em 20
de Março de 1931 concedeu uma demonstração da Cerimônia de
Instalação para a Lodge of Improvement que foi descrita por um
crítico especialista na Imprensa Maçônica como uma das mais
eruditas e impressionantes cerimônias ouvidas em uma década na
sede da Emulation.
Os nomes de outros Grand Stewards que tem dado suporte e
encorajamento ativos para a Emulation Lodge of Improvement
criariam uma enorme lista.
As Noites Públicas da Grand Stewards’ Lodge foram
descontinuadas (e nunca retomadas) em 1868. Naquele período a
Emulation Lodge of Improvement foi por uns diferentes quarenta
anos, conduzida em trabalho semelhante, de linhas paralelas, e seus
líderes imbuídos da mesma lealdade para com as decisões da Grande
Loja, e a mesma determinação em transmitir o antigo e autorizado
ritual inalterado de geração a geração, tal como foi caracterizado
pelos regentes do antigo corpo.
Há talvez uma pequena dúvida de que se hoje em dia nas Festival
Meetings of the Emulation Lodge of Improvement é encontrado um
interessante eco das antigas Noites Públicas da Grand Stewards’
Lodge.

42
C APÍT ULO III
A S P RELEÇÕES DE E MULAÇÃO
AS PRELEÇÕES Maçônicas foram referidas nalgumas partes do
capítulo anterior, mas o tema é de tamanha importância que merece
maior atenção. Um exame das Minutas da Lodge of Promulgation
revelam a seguinte entrada datada de 13 de Dezembro de 1809:
“... Decide que os Diáconos (ficando provado por dois exames
não serem apenas antigos, mas Oficiais necessários) são
recomendados”.
Antes deste tempo os Diáconos não eram considerados Oficiais
necessários nas Lojas sob a Regular Grand Lodge1, um fato que
fornece uma presumida forte evidência de que as Cerimônias até
aquele período continham muito pouco da natureza cerimonial do
trabalho atual.
A maior parte do trabalho era indubitavelmente feita através de
catecismo, ou, como é compreendido hoje, por meio de Preleções.
As Cerimônias atuais foram reduzidas. A Cerimônia de Iniciação —
então geralmente conhecida como a cerimônia de Fazer um Maçom
— era freqüentemente executada em uma sala separada, conhecida
como Sala de Fazer, após o que, preparados os Irmãos devidamente
para a Loja iam ao trabalho de Preleções.
Para o trabalho de Preleções no século dezoito os Irmãos
usualmente se acomodavam entorno de mesas, distraindo-se com
tabaco e alguma bebida2. Geralmente as perguntas dos Mestres

1
N.T.: — Regular Grand Lodge (Grande Loja Regular) a potência dos
Modernos.
2
N.T.: — O texto original é “... gathered around trestle-tables, enjoying
tobacco and liquid refreshment.” Que significa que nossos antigos Irmãos
se reuniam em torno de mesas feitas de tábuas apoiadas sobre cavaletes
onde se distraiam com tabaco e líquido. O termo refreshment é usado para
designar uma pequena quantidade de comida e bebida como é encontrado
no Cambridge Dictionary: small amounts of food and drink: for example -
He stopped at a bar for a little refreshment.

43
Capítulo III - As Preleções de Emulação

eram endereçadas ao Primeiro Vigilante. Algumas eram


ocasionalmente dirigidas ao Segundo Vigilante, mas estas são
usualmente relatadas quando cobrindo a Loja e no exame e admissão
de visitantes. O Cargo de Guarda Interno era então desconhecido,
os deveres recaiam sobre o Segundo Vigilante. Algumas vezes um
método circular de trabalho das Preleções era adotado e as perguntas
circulavam pelas mesas, cada Irmão respondendo em seguida. Após
as diferentes Secções os Copos eram bebidos, geralmente de ponche,
e “volleys”3 eram ditos com a descarga dos copos. Estes registros
dos antigos e interessantes costumes mostram que o trabalho de
Preleção é de grande antiguidade.
Tal como são conhecidas hoje as Preleções são em número de
três, e são divididas internamente em quinze Secções, sete na
Preleção do Primeiro Grau, cinco no Segundo Grau, e três no
Terceiro Grau. As Secções são todas catequéticas na forma e
contém explanações detalhadas das várias Cerimônias, belamente
combinadas com muitas referências simbólicas expressadas pelas
maiores épocas da Maçonaria e idéias Maçônicas.
As primitivas Preleções foram aparentemente organizadas por
volta da segunda década do século dezoito pelo Ir. Dr. James
Anderson e pelo Ir. Dr. John Desaguliers, porém pouco tempo depois
o Ir. Martin Clare (mais tarde Deputy Grand Master) foi autorizado
pela Grande Loja para preparar um sistema de Preleções “sem
infringir os Antigos Landmarks”. Uns trinta anos mais tarde, por
volta de 1766, aquele grande e distinguido Maçom, Ir. Thomas
Dunckerley foi comissionado para preparar um novo conjunto de
Preleções.
Um outro eminente Maçom que preparou Preleções Maçônicas
foi o Ir. William Hutchinson, algumas vezes chamado de “o pai do

3
N.T.: — Preferi manter o vocábulo em inglês, pois a tradução de “volley”
não se resume a um único vocábulo e poderia produzir erros de
interpretação. O termo segundo o Cambridge Dictionary: "a lot of similar
things that are said or produced, or that happen, quickly one after the other",
ou seja, "um punhado de idéias semelhantes que são ditas ou produzidas, ou
que se sucedem, rapidamente uma após a outra"

44
Capítulo III - As Preleções de Emulação

simbolismo Maçônico”. Hutchinson residia em Barnard Castle,


Durham, e, enquanto trabalhou no Norte, o Ir. Willian Preston estava
igualmente ocupado no Sul em um sistema de Preleções Maçônicas,
que rapidamente substituiu todos os outros.
Ao tempo da União em 1813 foi decidido revisar as Preleções de
Preston, e o dever foi confiado ao Ir. Rev. Dr Samuel Hemming, que
fez diversas alterações.
No capítulo anterior ficou demonstrado que durante as primeiras
décadas do século dezenove a Grand Stewards’ Lodge era a única
autoridade admitida na execução de um reconhecido sistema de
Preleções; e ampla evidência foi provida naquele capítulo para
demonstrar o íntimo elo existente entre a Grand Stewards’ Lodge e a
Emulation Lodge of Improvement. Conforme confiáveis
historiadores Maçônicos as Preleções realizadas pela Grand
Stewards’ Lodge eram as Preleções de Preston (com poucas, se é que
houve alguma, inovações de Hemming) tal como executadas pela
Lodge of Antiquity, Nº 2, a Loja favorita de William Preston. A
partir do forte laço de associação entre a Grand Stewards’ Lodge e a
Emulation Lodge of Improvement é um razoável parecer supor que
estas são as Preleções ouvidas na Emulation Lodge hoje.
Outras fortes evidências que sustentam esta tese podem ser
encontradas na análise das atividades da United Lodge of
Perseverance, fundada em 1818 com o expresso propósito de ensinar
as Cerimônias e Preleções de acordo com o plano deixado pela
Lodge of Reconciliation. Tal como demonstramos no Capítulo I,
não pode haver dúvida cabível de que a Emulation Lodge of
Improvement emanou da United Lodge of Perseverance; e é digno de
ênfase que aqueles Irmãos da United Lodge of Perseverance
solenemente se comprometeram eles próprios em aderir estritamente
às Cerimônias “como confirmadas pela Grande Loja da Inglaterra”, e
às Preleções as quais eles descreveram como “Antigas” no ano de
1821. Pode ser mencionado de passagem que estas Preleções
vieram à luz fortemente semelhante àquelas Preleções conhecidas
por terem sido largamente usadas no século dezoito.
O sistema de ensinar os princípios da Maçonaria por meio de
Preleção ou catecismo não foi abandonado até a época da União, e

45
Capítulo III - As Preleções de Emulação

um exame das Minutas da Lodge of Reconciliation revela que parte


do trabalho naquela Loja se realizou por meio de Preleções. Um
estudo das Minutas das primeiras Lojas de Instrução formadas
durante o período imediato pós União mostra que seus trabalhos
eram quase inteiramente confinados às Preleções por alguns anos.
As Minutas da Stability Lodge of Instruction (fundada em 1817)
mencionam que nenhum outro Trabalho a não ser as Preleções
durante os primeiros dezoito anos de existência da Loja. Nas
Minutas da United Lodge of Perseverance é encontrado que em cento
e quinze ocasiões de cento e trinta nada além do trabalho de Preleção
foi feito. Na maioria das primeiras Lojas o trabalho foi confinado a
Primeira Preleção, o que pode ser explicado pelo fato de naqueles
dias um grande número de Maçons nunca progrediram além do Grau
de Aprendiz.
A adesão ao trabalho de Preleção naqueles primeiros dias é
facilmente entendida quando é lembrado que, salvo por um pequeno
número de eminentes Maçons de elevada habilidade e poderosa
memória — homens tal como Peter Gilkes (Líder da Emulation
Lodge of Improvement) e Philip Broadfoot (Líder da Stability Lodge
of Instruction) — havia provavelmente poucos Irmãos naquele tempo
que estavam habilitados, rápida e completamente, como mestres do
recém arranjado Reconciliation Ritual. Indubitavelmente estes
eminentes instrutores julgaram que o óbvio e mais conveniente
método de imprimir seus ensinos nas mentes de seus pupilos era por
meio de perguntas e respostas.
É uma possibilidade muito difícil, dizer hoje com qualquer grau
de certeza quando os ensaios das Cerimônias, tal como agora
praticados, suplantaram a antiga forma de instrução por Preleção e
quando os antigos Preletores — ou Mestres-Leitores como eram
mais geralmente conhecidos — cederam lugar aos mais modernos
Preceptores; mas, assim como ensinar por Preleção tornou-se raro,
também surgiram poucos dos antigos exímios Mestres-Leitores, e as
Preleções se perderam em muitas direções.
Em praticamente todos os sistemas de trabalho as Perguntas de
Teste feitas a um Candidato a Passagem ou Elevação são meramente
extratos tomados das Preleções de Emulação. Quando o Mestre se

46
Capítulo III - As Preleções de Emulação

oferece para fazer outras perguntas se algum outro Irmão o desejar,


ele está presumindo que o Candidato conhece o conteúdo completo
da Preleção. É interessante notar, também, que na maioria dos
outros trabalhos as explanações da Tábua de Delinear são meramente
extratos das Preleções de Emulação passadas em conjunto.
Foi mencionado que em muitas das antigas Lojas de Instrução o
ensino por Preleção foi mantido confinado à Primeira Preleção por
muitos anos. Isto não foi assim na Emulation Lodge of
Improvement porque por ser uma Loja de Mestres Maçons, adotou o
sistema da outra única Loja de Mestres Maçons — a Grand
Stewards’ Lodge — e devotou igual ou maior tempo para as
Preleções no Segundo e Terceiro Graus. Peter Gilkes peticionou à
Grande Loja para autorizar e governar as Preleções tal como havia
sido feito com as atuais Cerimônias, porém seu esforço foi,
desafortunadamente, um fracasso. Desafortunadamente, porque ali
há a possibilidade de uma pequena dúvida de que, muitas das
mudanças e elaborações que se infiltraram nas Cerimônias
Maçônicas vieram através de importações gotejadas há muito, por
Preleções ilegítimas.
Por este motivo o Comitê de Emulação compreende, o perigo de
tal contaminação das Cerimônias que eles dão a mesma escrupulosa
atenção ao ensino das Preleções hoje tal como o fizeram seus
predecessores no passado, e insistem que qualquer Irmão eleito para
o Comitê deve ser um exímio Mestre Leitor. A infiltração do
trabalho de Preleção para dentro das Cerimônias tem sempre sido um
perigo para a pureza do antigo ritual; somente por uma constante
comparação e estudo das duas, Preleções e Cerimônias juntas, o
perigo pode ser evitado. Em nenhuma outra Escola de Instrução
Maçônica, a segurança é tão rigidamente mantida como na
Emulation Lodge of Improvement.

47
C APÍT ULO IV
A C AIXA DE F ÓSFOROS DE E MULAÇÃO
PROVAVELMENTE nenhuma característica relativa a Emulation
Lodge of Improvement tem sido objeto de críticas mais disparatadas
que a famosa caixa de fósforos de prata, um prêmio concedido pelo
Comitê a um Irmão que obtém sucesso no trabalho de qualquer uma
das Cerimônias da Lodge of Improvement sem erros, quer em
palavras ou ações. Tanto verbalmente como por escrito, críticas nada
construtivas têm sido abundantemente dirigidas com o intuito de
introduzir um ‘espírito de escavar excrescências’ no estudo do Ritual
Maçônico.
Tal crítica pode emanar apenas daqueles que são lamentavelmente
ignorantes de seu objetivo e totalmente estranhos ao verdadeiro
espírito que influencia a grande maioria dos trabalhadores regulares
da Sede da Emulation Lodge. O fato significante de que Irmãos que
tem obtido a invejável recompensa pela perfeita execução de todas as
Cerimônias, continuar a figurar dentre os mais leais e regulares
estímulos em Emulação deveria permitir provar a todos, salvo aos
mais preconceituosos críticos, de que o entusiasmo dos adeptos de
Emulação se baseia em fundamento bem mais seguro e permanente,
do que a mera idéia de uma segurança na gratificação tangível do seu
labor.
Há uns poucos talvez, que são movidos pelo desejo de possuir um
símbolo material de sua proficiência ritualística; o que é, quiçá,
inevitável. Mas uma íntima associação com Emulação que se
estende por muitíssimos anos convenceu o presente escritor que a
repentina retirada da famosa caixa de fósforos diminuiria
insignificantemente a popularidade de Emulação, e que a vasta
maioria dos trabalhadores da Lodge of Improvement são inspirados
por genuíno interesse e amor pelo Ritual Maçônico, combinado com
um louvável desejo em auxiliar, individualmente e coletivamente, na
preservação e propagação do que conscienciosamente acreditam ser a
antiga e autorizada forma de trabalho tal como estabelecida pela
Lodge of Reconciliation. Qualquer espírito de rivalidade que possa

48
Capítulo IV - A Caixa de Fósforos de Emulação

ser engendrado em Emulação pela caixa de fósforos de prata é um


espírito de rivalidade em seu senso saudável. A caixa, quando
ganha, não é vista como um troféu, porém mais especialmente como
um emblema visível de dedicação, luta, e perseverança — uma
lembrança visível da crença de um Irmão de que a Cerimônia
Maçônica é um Rito Solene de tão vital importância quanto de ser
merecedor de performance com acurada dignidade e daquela
perfeição que o ser humano espera alcançar.
Por setenta e quatro anos a caixa de fósforos foi desconhecida na
Emulation Lodge of Improvement. Sua criação veio a surgir por
mero acaso. Foi no outono de 1897 que um bem conhecido membro
de Emulação, o Ir. R.L. Badham, executou a Segunda Cerimônia sem
correção, um esforço que foi posteriormente objeto de comentário
pelo falecido Ir. R. Clay Sudlow, Líder de Emulação por trinta anos.
Um comentário casual do Ir. Sudlow sobre alguém, porém o
acontecimento foi tão evidentemente e suficientemente incomum que
deixou uma impressão em sua mente. Pouco tempo depois ele
perguntou ao Ir. Badham se aceitaria uma pequena lembrança de sua
performance na forma de uma caixa de fósforos de prata. Aquele foi
o nascimento do que desde então veio a ser um mundialmente
famoso emblema Maçônico.
Por alguns anos o Ir. Sudlow foi o doador pessoal da caixa de
fósforos de Emulação. No Festival organizado sob a Presidência do
R.W. Ir. Sir Augustus Webster, Prov. G.M., Hants e Ilha de Wight,
em 7 de Março de 1902, o Ir. Sudlow declarou durante seu discurso:
“Eu posso dizer que a apoteose de um trabalho absolutamente
correto de uma Cerimônia na Emulation Lodge of Improvement é a
caixa de fósforos de prata, na qual é gravado o sucesso obtido; e
assim freqüentemente nos dias de hoje é aquela distinção ganha que
o filantropo ainda pode viver para encontrar por si mesmo na Falida
Corte”.
Na apresentação da Caixa de fósforos de Emulação vêem-se uma
inscrição com o nome do Irmão que a recebe, a Cerimônia que
executou, e a data. Um sucesso subseqüente obtém uma nova
inscrição, conhecida coloquialmente entre trabalhadores de

49
Capítulo IV - A Caixa de Fósforos de Emulação

Emulação como um ‘scratch’1. Após o trabalho perfeito de todas as


Cerimônias as palavras ‘Gravação Completa’ são adicionadas.
Por uns oito anos após seu início a caixa podia ser ganha pelo
trabalho acurado da Primeira Cerimônia sem a Preleção, ou a
Segunda Cerimônia sem a T.D. A Gravação Completa, de qualquer
modo, não podia ser obtida até que estas Cerimônias houvessem sido
acuradamente demonstradas em sua totalidade. Era então possível
para o possuidor de uma caixa com Gravação Completa ter seis
‘scratches’. Somente duas sempre foram completadas, pelo Ir. J.F.
Roberts, P.A.G.D.C., cuja caixa de fósforos pode ser vista no Grand
Lodge Museum.
Aquela caixa de fósforos de Emulação não é um prêmio fácil, o
que pode ser visto pelo número delas que foi ganho durante os
cinqüenta e quatro anos desde que foi instituída. Exatamente 237
Irmãos tiveram sucesso em passar no teste; dos quais 77 Irmãos tem
a distinção de serem detentores da Gravação Completa.

1
N.T.: — O termo scratch significa arranhar; raspar; conseguir com muita
dificuldade, ou seja, obtém-se uma nova inscrição na Caixa de fósforos de
prata apenas com muita dificuldade.

50
C APÍT ULO V
C OMITÊ DE E MULAÇÃO
EM um capítulo anterior foi demonstrado que desde a sua
fundação em 1823 a Emulation Lodge of Improvement nunca ficou
sob o controle de um Preceptor individual, mas sempre foi dirigida
por um Comitê de experientes instrutores selecionados por um corpo
geral de membros dentre os mais exímios de seus membros. Por
aproximadamente noventa anos o Comitê diretor se consistiu de três
Mestres Passados, exceto o Tesoureiro e Secretário. Em 1914 um
quarto membro foi acrescentado, o Comitê assim permaneceu
durante doze anos. Em 1926 foi aumentado para seis.
Durante cento e quatorze anos transcorridos desde a fundação da
Lodge of Improvement nomeações para o Comitê tem sido de
suficiente raridade para despertar um crescente interesse pela Arte
por toda parte. Isto se torna visível pela primeira vez a partir do
estudo do Livro das Atas da Emulation datadas de antes de 1859.
Os registros anteriores àquela data foram desafortunadamente
destruídos, no entanto aqueles disponíveis revelam a interessante
informação de que a maioria dos Irmãos eleita para o Comitê durante
os últimos setenta anos nele serviu por períodos de dez a vinte anos.
Conseqüentemente, porém poucos Irmãos, ainda que sejam
competentes instrutores, podem ter a esperança de receber a distinção
da eleição para o Comitê da Emulation Lodge of Improvement.
O fato de que a longa lista de Lojas de Instrução afiliadas a Lodge
of Improvement inclui Lojas trabalhando na Nova Zelândia, América
do Sul, Índia, África do Sul, China, Estreito da Malásia, Índias
Ocidentais, Gibraltar, Egito, Leste e Oeste da África, e no Continente
Europeu, permitem uma ampla evidência de que o pessoal do
Emulation Committee deve necessariamente ser um tema de
considerável importância entre Francos-maçons, não apenas em
Londres e nas Províncias, mas também para Irmãos nos longínquos
Distritos em todas as partes do mundo.
Em resposta às muitas sugestões recebidas desde a publicação da
primeira edição deste Manual os seguintes detalhes estão anexos

51
Capítulo V - Comitê de Emulação

relacionando os membros passados e presentes do Emulation


Comitê: —

G.J.V. RANKIN, P.G.D.


O Ir. George John Valler Rankin nasceu em Outubro de 1856, e
foi iniciado com trinta e cinco anos na Crichton Lodge, 1641, em
1891. Um Fundador e primeiro Vigilante Sênior da Kirby Lodge,
2818, em 1900. Ele foi instalado como Mestre em 1901. No ano
seguinte foi nomeado Secretário, ficando a frente do cargo por dez
anos. Foi então eleito Tesoureiro, permanecendo naquele cargo até
1924, quando serviu um segundo período como Mestre. Ao deixar a
cadeira ele foi novamente eleito para a Tesouraria, incumbindo-se
daquele cargo até 1935. Membro afiliado da Columbia Lodge,
2397, ele serviu como Mestre em 1902 e 1918, e foi Secretário por
muitos anos. Na Thomas Ralling Lodge, 2508, dirigiu-a como
Mestre em 1904. Ele foi um Fundador e primeiro Mestre da Joseph
Lancaster Lodge, 3439, em 1910. Em 1914 foi nomeado A.G.D.C.1,
sendo promovido ao posto de P.G.D. dez anos após. Ele tem sido
um membro da Comissão de Assuntos Gerais desde 1911.
Contrariamente à crença geral, o Ir. Rankin não era, no início de
sua carreira Maçônica, um partidário do sistema de trabalho de
Emulação; seus primeiros conhecimentos Maçônicos foram
derivados de uma Lodge of Instruction do Sudeste de Londres. No
Emulation Festivals em 1900, 1901, 1902, e 1903 ele ocupou a
cadeira de Vigilante. Ele obteve a Emulation Match-box pela
execução precisa da Primeira Cerimônia (sem a Preleção) em 1899, e
foi igualmente bem sucedido na mesma Cerimônia completa em
1901. Em 1902 fez uma precisa execução da Segunda Cerimônia,
sem a T.D.
O Ir. Rankin uniu-se a Lodge of Improvement em 1895, e foi
nomeado para o Comitê em 1904, havendo previamente atuado por
seis anos como Preceptor da Kirby L.I. Em 1914 ele sucedeu ao
falecido Ir. Clay Sudlow como Líder do Comitê. Ele tem desde

1
N.T.: — As siglas A.G.D.C. e P.G.D. significam respectivamente
Assistente do Grande Diretor de Cerimônias e Past Grande Diretor.

52
Capítulo V - Comitê de Emulação

então presidido a Liderança por dezenove anos, e pode corretamente


ser dito que seu período de direção foi marcado como a época de
maior sucesso na história da Emulação.

J. J. BLACK, P.G.D.
O Ir. John Joseph Black pode corretamente ser descrito como um
veterano da Emulation a quem “a idade não pode debilitar nem o
hábito envelhecer”. Nasceu em 6 de Fevereiro de 1851, foi iniciado
na St. John’s Lodge, 1564, em seu trigésimo primeiro aniversário em
6 de Fevereiro de 1882. No mesmo ano uniu-se a Emulation Lodge
of Improvement, e ele pôde então proclamar um enorme
conhecimento pessoal de Emulação e no ritual e procedimentos mais
que qualquer um de seus colegas.
Foi instalado Mestre na St John’s Lodge em Novembro de 1886,
menos de cinco anos após sua Iniciação, e foi reeleito por um
segundo período no cargo até Janeiro de 1888, o mês de Instalação
foi alterado naquele período. De Janeiro de 1888 até Dezembro de
1918 serviu como Secretário. Em Janeiro de 1906 ele uniu-se a
Wey Side Lodge, 1395, atuando como Mestre em 1909; ele tem sido
Secretário daquela Loja desde 1910.
Em 1916 foi nomeado Past Grande Assistente de Diretor de
Cerimônias, sendo promovido a Past Grande Diácono em 1936. Um
proeminente trabalhador na Província de Surrey, ele foi nomeado
Grande Diácono Provincial em 1898, e promovido a Grande
Vigilante Provincial em 1910. Em 1887 ele foi principalmente
responsável pela formação do Working Emulation Lodge of
Improvement.
Freqüentemente referido pelos aficionados como o ‘Pai’ da
Emulação, o Ir. Black proveu a si mesmo como um ritualista de
habilidade inigualável pouco tempo após a formação da Lodge of
Improvement, onde ele organizou os Registros Completos para o
trabalho perfeito de todas as Cerimônias. Como um trabalhador das
Preleções nos anos ‘oitenta e noventa’ seu registro foi inigualável;
foi selecionado para trabalhar no nono Emulation Festivals em 1883
e em 1894. Foi eleito um membro do Comitê Central em 1913.

53
Capítulo V - Comitê de Emulação

S. A. KNAGGS, P.A.G.D.C.
O Ir. Sydney Angelo Knaggs foi iniciado na Chère Reine Lodge,
2853, Loja da qual é um Past Master. Também é Past Master da St.
Mary’s Lodge, 63. Por muitos anos foi um Preceptor da St Luke’s
Medical Lodge of Instruction e um membro do Comitê da Kirby
Lodge of Instruction. Um ritualista de habilidade incomum, ele
tornou-se proeminente como um trabalhador da Lodge of
Improvement pouco depois de filiar-se em 1910. Obteve a caixa de
fósforos pela perfeita execução da Segunda Cerimônia e T.D. em
1914, repetindo seu sucesso no ano seguinte com a Primeira e
Terceira Cerimônias. Em 1917 conseguiu a Gravação Completa
com uma demonstração sem defeitos da Cerimônia de Instalação.
Foi nomeado G.St.B. em 1923, e promovido a P.A.G.D.C. em 1929.
O Ir. Knaggs foi nomeado para o Emulation Committee em 1920
e é, quiçá, seu representante mais popular dentro do nível e nos
arquivos de membros. Tão rigidamente acurado em temas do ritual
quanto qualquer de seus colegas, ele combina com sua
inflexibilidade de ensino um bondoso espírito de compreensão e uma
fraterna tolerância para com as falhas dos Irmãos menos exímios.
Se, no curso ordinário dos eventos, ele suceder a Liderança em
Emulation como pode ser presumido que será, é uma óbvia profecia
de que ele se encarregará dos deveres daquele responsável cargo com
habilidade, dignidade, e aquela completa ausência de arrogância que
marca o verdadeiro Líder.

A. B. WILSON, P.A.G.Reg.
O Ir. Arthur Bernard Wilson foi iniciado na Burlington Lodge,
96, em 13 de Novembro de 1906 e instalado como Mestre em 4 de
Março de 1913. É um membro filiado e Past Master da St Mary’s
Lodge, 63. Ele recebeu o posto de P.A.G.D.C. em 1924, sendo
promovido a P.A.G.Reg. em 1933. Filiou-se a Emulation Lodge of
Improvement em 1907, vindo a tornar-se um proeminente
trabalhador dois anos mais tarde. Em 1915 ele conseguiu a caixa de
fósforos de prata, dando demonstrações perfeitas das Cerimônias de
Elevação e Instalação durante aquele ano. No ano seguinte obteve a

54
Capítulo V - Comitê de Emulação

Gravação Completa com acuradas exposições das Cerimônias de


Iniciação e Passagem.
Em 1912 o Ir. Wilson foi nomeado (em cooperação com o Ir.
Knaggs) para a Preceptoria da St Luke’s Medical Lodge of
Instruction. Em 1920 tornou-se Preceptor da Navy Lodge of
Instruction, presidindo aquele cargo até sua nomeação para o Comitê
Central em 1926. Ele é um orador fluente com um controle
adequado e metáforas pitorescas e uma capacidade de dizer ‘a idéia
certa’ todas às vezes.

A. J. PEYTON, P.M. 2128


O Ir. Archibald John Peyton tem a distinção de ter sido o único
membro do Comitê de Emulação que traja um avental azul claro.
Ele foi iniciado na United Northern Counties Lodge, 2128, em 1º de
Fevereiro de 1910, mas não chegou à cadeira de Mestre até
Dezembro de 1919, seu avanço Maçônico foi interrompido pelo
serviço militar. Uniu-se a Langton Lodge of Instruction em 1912,
foi nomeado para o Comitê em 1914 servindo desde então até 1920.
De Janeiro de 1922 até Abril de 1924 oficiou como Preceptor da
Wolsey Lodge of Instruction. Tornou-se Preceptor da Ad Astra
Lodge of Instruction em 1924, havendo anteriormente servido como
Deputy Preceptor por três anos.
O Ir. Peyton filiou-se a Emulation Lodge of Improvement em
1920, e logo noticiado como um trabalhador de conspícua
habilidade. Desde sua tentativa inicial ele obteve a caixa de fósforos
de prata pela execução prefeita da Primeira Cerimônia em 1920,
repetindo seu sucesso com as Cerimônias de Passagem, Elevação, e
Instalação em 1921. Foi eleito para o Comitê da Emulation em
1929.

H. C. TASKER, P.A.G.D.C.
O Ir. Harold Charles Tasker nasceu em 1º de Agosto de 1875, e
foi iniciado na Campbell Lodge, 1415, em 1912. Serviu como
Mestre em 1917. Em 1924 foi nomeado Provincial Grand Registrar,
Middlesex’s. Dez anos após recebeu a nomeação para Past
Assistant Grand Director of Ceremonies. Ele foi Preceptor da

55
Capítulo V - Comitê de Emulação

Campbell Lodge of Instruction de 1913 até 1929, e da City Liveries


Lodge of Instruction de 1923 até 1929.
O Ir. Tasker filiou-se a Emulation Lodge of Improvement em
1921, e obteve a caixa de fósforos de prata pela acurada
demonstração da Segunda e Terceira Cerimônias em 1922. Em
1923 ele fez uma execução perfeita da Primeira Cerimônia, e
conseguiu sucesso igualmente na Cerimônia de Instalação em 1924.
Ele desde então compartilha com todos os seus colegas (exceto o Ir.
Rankin) a distinção de possuir a Gravação Completa pela
demonstração de todas as Cerimônias de Emulação. Foi eleito para
o Comitê Central em Janeiro de 1930.

56
C APÍT ULO VI
E NQUADRAR A L OJA
A CRÍTICA contrária mais freqüentemente ouvida com relação ao
trabalho de Emulação é com respeito à ausência de ‘enquadrar’ a
Loja a cada vez que um Oficial ou Membro tem que se mover de
uma parte a outra da Loja. Um dos relatos mais freqüentemente
ouvidos é: “Eu não gosto de Emulação, é desmazelado porque eles
nunca enquadram a Loja”.
Uma tal crítica pode apenas ser dita como tendo sido nascida da
mais absoluta ignorância, mas é sabido que muitas das mais severas
críticas ao sistema de Emulação surgem de Irmãos que jamais
estiveram dentro da Emulation Lodge of Improvement em suas vidas
e que estão, então, dificilmente preparados para assumirem-se a
cargo das críticas. Uma cuidadosa e compenetrada leitura dos
Capítulos XVI e XVII, onde são relacionados os deveres do Segundo
e Primeiro Diáconos demonstrará que escrupulosa atenção é dada ao
‘enquadrar’ a Loja nas Cerimônias de Emulação — naquelas
ocasiões quando ‘enquadrar’ é necessário.
Franco-maçonaria, nos é ensinado, é um ‘sistema peculiar de
moralidade velado em alegorias e ilustrado por símbolos’. O
‘enquadrar’ a Loja tem seu simbolismo durante o real progresso de
uma Cerimônia. No estágio inicial da Cerimônia de Iniciação o
Mestre proclama aos Irmãos do N, L, S, e O. que prestarão atenção
ao Candidato que está para passar diante deles para mostrar que ele é
um Candidato devidamente preparado, e uma pessoa merecedora e
apta para ser feita Maçom. O Candidato tem, então, que ser
conduzido pelo Segundo Diácono pelo N. para o L., e daí pelo S.
para o O. Aqui há ambas, uma simbólica e uma lógica razão para
‘enquadrar’ a Loja, e é então ‘enquadrada’. Similarmente em um
estágio posterior da Cerimônia e em certos estágios nas subseqüentes
Cerimônias.
Naquele ponto em cada Cerimônia onde o Candidato é instruído
pelo Mestre para se retirar com o propósito de restaurar seu conforto
pessoal não há a menor necessidade de ‘enquadrar’. Aquela porção

57
Capítulo VI – Enquadrar a Loja

particular da Cerimônia está então completada, o Candidato tem que


meramente se retirar da Loja e não há razão outra, simbólica ou
lógica, por que motivo seria concedido ‘enquadrar’ de modo
cerimonial. Nem há qualquer razão semelhante quando o Irmão
Secretário ou o Irmão Diretor de Cerimônias pode ter ocasião de
mover-se de uma parte da Loja a outra, na execução de seus deveres
completamente aparte das atuais Cerimônias.
Ordinariamente falando, pode ser posto que nas Cerimônias de
Emulação a Loja é sempre ‘enquadrada’ quando o Candidato a cargo
do Diácono está naquele momento tomando parte em uma cerimonial
ou simbólica porção do trabalho. De outras vezes a Loja não é
assim ‘enquadrada’ e aqueles que tão rapidamente se opõem para
criticar o trabalho de Emulação naquela consideração podem bem
pausar para refletir que, aos olhos dos outros, seu particular e
perpétuo ‘enquadrar’ a Loja, pode possivelmente parecer ser
supérfluo, e talvez um pouco ridículo.
O autor tem que confessar que ainda não foi hábil para encontrar
um Irmão que tenha podido oferecer-lhe uma razão lógica e
convincente para ‘enquadrar’ a Loja todas as vezes que alguém se
move. O costume parece estar baseado em nenhuma outra grande
autoridade ou razão, do que aquele que governa o hábito de se passar
uma garrafa de porto numa particular direção ao jantar.

58
C APÍT ULO VII
A LGUMAS D IFERENÇAS DE T RABALHO
DEPOIS da irritante questão relativa ao ‘enquadrar’ a Loja, a
crítica mais freqüentemente promovida contra o trabalho de
Emulação é a de que ele é ‘breve’ e ‘descortês’, porque a um Oficial
não é ensinado fazer o Sn em cada ocasião na qual um Oficial sênior
a ele se dirige durante uma Cerimônia. Em quase todos os outros
modos de trabalho tal prática é aceita.
Não é o propósito deste capítulo argüir a questão, mas
preferencialmente oferecer recomendações para guia de Irmãos que,
embora desejosos de aderir ao procedimento de Emulação, raramente
ou nunca estão presentes em uma reconhecida Loja de Instrução de
trabalhos de Emulação, e estão conseqüentemente em dúvida de
quando o Sn deverá ser usado. Desafortunadamente seu número é
de uma legião, e para tais Irmãos deve ser encontrada se possível
uma norma indicando a ‘regra do cargo’.
Possivelmente, o indiscutível guia com relação ao uso do Sn no
trabalho de Emulação é lembrar que um junior não mostra o Sn
quando a ele se dirige um sênior, nem tão pouco quando meramente
respondendo a uma pergunta, mas que ele sempre saúda quando ele
próprio é o motivo desse endereçamento de um Oficial sênior.
Uma simples ilustração pode ser encontrada na Cerimônia de
Encerramento da Loja. O V.M. se dirigi ao 2º V: ‘Ir. 2º V,
q.o.c.c.d.t.M.?’ O 2º V está sendo endereçado e não mostra o Sn
quando responde: ‘v.s.L.e.p.c.’ Ele é instruído para ordenar que se
cumpra aquele dever e se dirige ao G.I.: ‘Ir. G.I., v.s.L.e.c.’. O G.I.,
enquanto ouve, não saúda. O G.I., havendo se desincumbido de seu
dever à porta da Loja, retorna à posição, e ele agora deve endereçar-
se a um Oficial sênior. Ele dará o P. e mostrará o Sn. O 2º V por
seu lado deve agora fazer um relatório ao V.M., ele tem que se
reportar a ele, não meramente responder a uma pergunta. Então
após o uso apropriado de seu ele dá o P. e de pé e à O. antes de
falar. Assim a regra é: Quando falando para ou quando meramente
respondendo a uma pergunta, nenhum Sn é feito pelo Oficial junior:

59
Capítulo VII – Algumas Diferenças de Trabalho

quando deliberadamente endereçando-se a um sênior, então o Sn é


usado.
A direção acima se aplica, é claro, apenas durante a Cerimônia
em curso; Emulação não invoca, razões históricas ou quaisquer
outras, como origem de suas decisões para a conduta dos Irmãos
afora das Cerimônias em curso. Em todas as outras ocasiões,
quando endereçado pelo Mestre, um Irmão mostrará cortesia para
com a cadeira se levantando e permanecendo à O.
Um ponto muito similar de diferença entre o trabalho de
Emulação e outros sistemas é encontrado no trabalho do 1º V. Na
maioria dos sistemas o 1º V. salta sobre seus pés e mostra o Sn
quando o V.M. se dirige a ele durante a Cerimônia. Em Emulação o
1º V não incorrerá em erro se ele se lembrar de permanecer sentado
quando endereçado, mas permanecer à O. quando se dirigir ao
Mestre. Por exemplo, após o V.M. haver ‘dirigido umas poucas
perguntas ao Can’ durante o estágio inicial da Cerimônia de
Iniciação, ele se dirige ao 1º V: ‘Ir. 1º V, ordene ao 2ºD que instrua
o Can...’. O 1º V, tendo sido endereçado, permanece sentado.
Noutro ponto inicial, quando o 1º V deve apresentar: ‘O Sr. A.B.,
um Can devidamente preparado...’ ele levanta-se à O. com P. e Sn.
Um terceiro ponto onde Emulação difere da maioria dos outros
trabalhos, e onde os Irmãos que não são freqüentes em comparecer a
suas Lojas de Instrução constantemente falham, é com relação ao
trabalho dos Diáconos. Em muitos sistemas o Diácono mostra o Sn
a todo o momento confundindo o Can. No trabalho de Emulação
isto nunca é feito. Pode haver uma visão mais indigna do que ver
um Diácono agitar sua vara ao de redor enquanto empenha-se em
saudar o V.M. ‘ao passar’? Toda saudação Maçônica será dada com
polidez, precisão militar, e nunca com qualquer implemento à mão.
Diáconos podem ficar incertos neste ponto de como deverão parar
um Can antes de orienta-lo a saudar o V.M. ou nos pedestais dos
Vigs. Deverão lembrar que no trabalho de Emulação uma saudação
nunca é dada ao passar.
Em muitos modos de trabalho é costumeiro ao V.M. dar e
todos os Irmãos se levantarem nas palavras ‘Em D.’ durante a

60
Capítulo VII – Algumas Diferenças de Trabalho

Preleção após a Iniciação, um procedimento que provavelmente


resulta na distração da atenção do Can em meio a uma solene
preleção na qual ele deverá estar aplicando sua mente inteiramente.
Esta interrupção da Preleção nunca deverá ocorrer em uma
Cerimônia de Emulação.
Dois pontos no Terceiro Grau algumas vezes permitem o
surgimento de incertezas nas mentes de supostos trabalhadores de
Emulação que não freqüentam suas Lojas de Instrução. O primeiro
é como será que a Sep…a deverá estar, exposta ou recoberta durante
uma certa parte da Cerimônia. A Sep…a nunca deverá ser
recoberta. A segunda dúvida que freqüentemente surge é com
relação ao correto ponto de restauração das L...s. Isto não deverá ser
feito até após o Can ter se retirado para restaurar o seu conforto
pessoal.
Em alguns modos de trabalho o V.M. retorna uma saudação
quando saudado por um Oficial ou Can, permanecendo sentado
enquanto ele o faz. No trabalho de Emulação o V.M. não errará se
ele lembrar que um Sn nunca é retornado. Em qualquer caso
nenhum Sn Maçônico pode corretamente ser dado enquanto sentado.
Em cada Grau um Can é cuidadosamente instruído com relação à
posição na qual ‘os Sns do Grau são com...s ’. Um Sn é um Símbolo
Maçônico.
Na maioria dos sistemas o Sn mostrado pelos Irmãos durante um
Jur em qualquer Grau é o Sn de Fid. Em Emulação (e em Stability)
os Irmãos mostram o Sn P do Grau em particular, no qual a Loja está
trabalhando. Certamente parece incongruente que o Sn de Fid,
pertencente ao Segundo Grau, deva ser empregado durante o
Primeiro e Terceiro Graus. Emulation e Stability, sendo os únicos
dois sistemas de trabalho que podem propagar absoluta e
razoavelmente a reivindicação de descenderem diretamente do
trabalho autorizado da Lodge of Reconciliation, tal como sancionado
pela Grande Loja Unida em 1816, mostram ser uma razoável
presunção, de que eles são adeptos aos antigos e regulares costumes
em empregar o Sn P do Grau durante um Jur.

61
Capítulo VII – Algumas Diferenças de Trabalho

Durante a Explanação da Segunda T.D. referências são feitas à


‘câmara do meio do Templo’. Trabalhadores de Emulação que
almejam pela perfeição da palavra muitas vezes deixam de lembrar
as duas ocasiões quando a palavra ‘do Templo’ deve ser omitida.
Uma infalível ‘regra de sinalização’ é lembrar que elas são omitidas
quando a palavra ‘chegavam’ é empregada. ‘Depois que nossos
antigos Irmãos entravam no pórtico eles chegavam … que conduzia à
câmara do meio’. ‘Depois que nossos antigos Irmãos alcançavam o
cimo da escada em caracol eles chegavam à porta da câmara do
meio’. Apenas nestas duas instâncias, se omitem as palavras ‘do
Templo’.
Muitos outros casos de diferença de trabalho dão surgimento a
confusão entre trabalhadores inexperientes e podem ser citados, mas
as anteriores estão entre as mais freqüentes. As direções dadas
estão, é evidente, em estrita conformidade com o procedimento de
Emulação, porém os Irmãos serão inteligentes ao lembrar que em
Maçonaria, como em outras esferas da vida, há muita sabedoria no
antigo ditado: “Quando em Roma, faça como os Romanos”.
De qualquer maneira para um jovem Irmão que pode ser um fiel
apaixonado pela prática de Emulação, será pouco recomendado se
empenhar em impor tal prática sobre sua Loja, quando ela é
obviamente indesejável pela maioria dos Irmãos. Se o seu
entusiasmo é tal que não possa induzir a si mesmo em permanecer
como discordante do desejado sistema da maioria de seus Irmãos,
então o único caminho adequado é demitir-se e buscar ser membro
em uma companhia mais afim noutra Loja de Emulação.
Se já é ‘pouco inteligente’ para um entusiasta de Emulação
empenhar-se em forçar seu sistema favorito desnecessariamente
sobre sua Loja, será muito pior ainda adotar uma tal atitude quando é
um convidado em outra Loja. Desafortunadamente algumas vezes
ocorre, todavia tais sobre zelosos entusiastas farão bem em lembrar
que tal conduta é um dês serviço para Emulação, e que a harmonia
Maçônica e tolerância fraternal são de maior valor e de mais vital
importância do que a conspícua e por vezes especial grosseira
insistência sobre alguém de sua crença particular.

62
PARTE II
OS OFICIAIS DA LOJA
E SEUS DEVERES

63
PARTE II

O S O FICIA IS DA L OJA E SEUS D EVERES


O REGULAMENTO 129, do Livro das Constituições, estabelece
que os Oficiais regulares de uma Loja consistem do Mestre seus dois
Vigilantes, um Tesoureiro, um Secretário, dois Diáconos, um Guarda
Interno, e um Cobridor. O Mestre também pode nomear um
Capelão, um Diretor de Cerimônias, um Esmoler, um Organista, um
Assistente de Secretário e Stewards.
A tabela de precedência é a seguinte: —
l. — Venerável Mestre *.
2. — Vigilante Sênior *
3. — Vigilante Junior *
4. — Capelão
5. — Tesoureiro *
6. — Secretário *
7. — Diretor de Cerimônias
8. — Diácono Sênior *
9. — Diácono Junior *
l0. — Assistente de Diretor de Cerimônias
11. — Esmoler
12. — Organista
13. — Assistente de Secretário
14. — Guarda Interno *
15. — Stewards
16. — Cobridor *
* Aqueles marcados com um asterisco são os ‘Regulares’ ou
Oficiais da Loja necessários, enquanto os demais são os Oficiais
‘Permitidos’ que o Mestre pode nomear se assim o desejar.

64
C APÍT ULO VIII
C OBRIDOR
“A todos os pobres e aflitos Maçons de qualquer lugar, dispersos
sobre a face da terra e da água”.
Assim é executado o familiar “Tyler’s Toast”1, e deve ser
lembrado que o Irmão Cobridor ele próprio é freqüentemente, de
alguma maneira, por extensão um pobre e aflito Irmão, quiçá um
digno Past Master idoso que, havendo caído em um difícil momento,
está feliz por reter uma ativa associação com a Arte, e ao mesmo
tempo receber emolumentos por seu Cargo.
“Ele que está colocado no mais baixo degrau da Roda da Fortuna
é igualmente merecedor de nosso respeito”. Do mesmo modo
devemos lembrar que encontramos na Quinta Secção da Primeira
Preleção; enquanto que na Secção final da Terceira Preleção, é
impresso em nossas mentes que, “Irmão entre Maçons é algo mais
do que um nome”.
Não nos esqueçamos então de que, ainda que o Irmão Cobridor
seja um Irmão serviçal, nós o encontramos no Esquadro e dele nos
separamos no Nível. Uma palavra fraternal de cumprimento,
acompanhada por um aperto de mãos, será possivelmente de maior
valor do que uma peça de prata no ‘prato’, e, se o Irmão Cobridor foi
sabiamente escolhido para seu Cargo, não devemos abusar dele
destratando-o em nossos contatos com ele.
O Irmão Cobridor pode realmente invocar antiguidade para seu
Cargo. Ele foi mencionado pela primeira vez nas Minutas datadas
de 8 de Junho de 1732, e referências ao seu Cargo são encontradas
nas Constituições de 1738. Ele não pode ser ‘nomeado’ pelo

1
N.T.: — “Tyler’s Toast” ou o “Brinde ao Cobridor”. Trata-se de um dos
vários brindes que devem ser feitos durante uma Refeição e preferimos aqui
manter o termo no seu original. O “Tyler’s Toast” é o último brinde e é
aquele que encerra o “Jantar”, sendo o momento no qual os Irmãos
lembram-se daqueles ‘que por inevitáveis circunstâncias calamidade ou
infortúnio estão reduzidos ao mais extremo grau de miséria ou desgraça’.

65
Capítulo VIII – Cobridor

Venerável Mestre, partilha com o Irmão Tesoureiro a distinção de ser


um Oficial da Loja ‘eleito’. Uma vez eleito ele pode, se é confiável
e diligente, confiantemente esperar por sua reeleição ano após ano,
há uma possibilidade muito pequena de que qualquer Loja possa
dispensar os serviços de um bom Cobridor.
O Irmão Cobridor deverá ser um homem de impecável caráter,
tato, e maneiras corteses são essenciais, não apenas para estabelecer
contato com Irmãos ilustres que estão em visita à Loja, mas, por ser
próprio da natureza de seus deveres, ele é o primeiro Oficial da Loja
a ter qualquer relacionamento cerimonial com um Candidato que está
buscando admissão em nossa Ordem. A cerimônia de ingresso em
uma Loja é de uma solenidade e beleza únicas, e não se deve
imaginar que o Irmão Cobridor se permitirá qualquer coisa de
natureza jocosa com o Candidato na sala de preparação.
Nalgumas Lojas é costumeiro que o Venerável Mestre delegue ao
Diretor de Cerimônias, ou a algum outro Irmão com habilidade,
auxiliar na preparação do Candidato; porém dentro dos objetivos
deste Manual partimos do pré suposto de que o Cobridor é
perfeitamente competente para superintender tais detalhes, como,
sem dúvida, ele usualmente o é. Igualmente, se presume que desde
há muito ele adquiriu perfeição na fraseologia dos discursos nos
vários Graus.
É inteiramente provável que nosso Irmão Cobridor seja bem
versado nos mistérios da Arte antes mesmo que nossa atenção tenha
sido pela primeira vez dirigida às Três Grandes Luzes. Presumimos,
portanto, que não estamos aqui escrevendo um guia para um jovem
Irmão, e não é o propósito discutir os deveres do Cargo de Cobridor
em detalhes. Basta dizer que aqueles deveres podem realmente ser
descritos de diversos modos; o Cobridor que se desincumbe deles de
modo perfeitamente consciencioso e de maneira eficiente merecerá
eterna gratidão e boa vontade do Irmão Secretário e do Irmão Diretor
de Cerimônias, que certamente encontrar-se-ão aliviados de muitas
ansiedades relacionadas aos detalhes menores.
Se há uma instrução na qual a confusão está apta a erguer-se em
relação aos deveres do Cobridor é com respeito à série de
comunicados dados à porta da Loja. Se tais confusões surgem

66
Capítulo VIII – Cobridor

permitam-nos não sermos por demais rápidos em condenar o Irmão


que guarda a entrada externa, tem que ser lembrado que ele serve a
muitas Lojas e que os costumes Maçônicos variam neste sentido
como noutros. Nós que cremos em um sistema particular estaríamos
sendo igualmente rápidos em condenar todos os demais como
errados.
Em muitas Lojas, mais particularmente nas Províncias, se faz
diferenciação entre um ‘Comunicado’ e um ‘Alarme’, o primeiro
(consistindo das Batidas do Grau no qual a Loja está trabalhando)
sendo usado para um Membro da Loja ou para um Visitante bem
conhecido, enquanto que o último (consistindo de uma batida
simples) é usado para o caso de um estranho buscar admissão. Há
talvez muito a ser dito sobre ambos, por e contra a prática, entretanto
permanece o fato de que, uma única batida não possui significado
Maçônico. No sistema de trabalho de Emulação, com o qual nós
estamos aqui mais particularmente concentrados, de forma alguma
tal comunicado é permitido.
Quando batidas únicas ou ‘Alarmes’ é uma prática, este método
de comunicação é geralmente usado para anunciar a presença de um
Candidato à Iniciação, porém aqui pareceria que há uma razoável
objeção a ser discutida. O Ritual pode não estar atado, mas
permanece indiscutível o fato de que, na segunda Secção da Primeira
das Antigas Preleções, onde se encontra a instrução de que o
Candidato obtém admissão em Loja por três batidas distintas,
batidas estas que aludem à antiga e venerável exortação: “Buscai e o
encontrareis, perguntai e ser-vos-á respondido, batei e abrir-se-vos-
á”.
Quando o Candidato a Passagem aguarda admissão, as batidas do
Primeiro Grau são dadas indicando aos Irmãos em Loja que um
Irmão abaixo do Grau de Companheiro está do lado de fora. De
modo semelhante quando um Candidato a Elevação está buscando
admissão as batidas de Companheiro são dadas para indicar que um
Irmão abaixo do Grau de M.M. está do lado de fora. Como já foi
estabelecido, a batida única não possui significado Maçônico; então,
quando o Candidato é alguém para uma Iniciação, as batidas do
Primeiro Grau devem ser dadas. Na Emulation Lodge of

67
Capítulo VIII – Cobridor

Improvement, uma leve diferença é feita (possivelmente para a


informação do G.I. e do 2º V), as batidas para um Candidato sendo
dadas pelo Cobridor preferencial e deliberadamente mais forte do
que no caso de uma comunicação ordinária.
Talvez a melhor recomendação que pode ser oferecida ao Irmão
Cobridor é de que ele deverá familiarizar-se com o costume de cada
Loja em particular, se prevenindo deste modo contra a confusão e
possível irritação.
Um serviço útil pode ser prestado pelo Irmão Cobridor quando
um Can é liberado pela Loja para restaurar o seu c.p. em qualquer
Grau. É verificar que o Can sabe como dar o P e fazer o Sn
corretamente quando readmitido. No Terceiro Grau pode ser feito
como garantia já que o Can obviamente não saberá o que é esperado
dele. Se o Irmão Cobridor aproveitar esta excelente oportunidade de
transmitir uma pequena fraternal instrução, ambos, Can e 1º D
prevenir-se-ão de muita confusão, e a reentrada do Can será um
acontecimento suave e mais digno do que regra geral o é.
Por uma hora ou mais antes do momento da abertura da Loja o
Cobridor deverá provavelmente estar ocupado. Utensílios e
paramentos devem ser corretamente dispostos, a ante-sala preparada,
e vários detalhes atendidos para que assim tudo possa estar
disponível para o Secretário em sua chegada. Um pouco depois é o
Irmão Cobridor quem é geralmente responsável por verificar quais
assinaturas estão apostas no Livro de Presenças por Membros e
Visitantes. Muitas outras exigências são feitas a ele. A Loja sendo
fechada, utensílios e paramentos devem ser sempre recolhidos e
guardados em local seguro, após o que os serviços do Cobridor são
provavelmente requeridos na sala de refeições. O primeiro a chegar,
ele é o ultimo a partir. Em geral se pode corretamente dizer que ele
é um dos mais penosos Cargos da Loja.
Tendo em mente as palavras de nosso Irmão Primeiro Vigilante
durante o encerramento da Loja, permitir àqueles de nós que estão
mais afortunadamente instalados para ver o encerramento de cada
feliz noite do que o Irmão Cobridor que ‘tem tido sua obrigação’.

68
C APÍT ULO IX
S TEWARD
O jovem Maçom que é nomeado como Steward está conquistando
seu primeiro passo ativo na longa jornada que o conduzirá, o que é
esperado, à exaltada posição ocupada pelo Mestre no Leste. Se
houver, porém apenas um Steward nomeado em sua Loja sua jornada
não será tão longa, depois de tudo, o recém nomeado Steward pode
razoavelmente esperar que sua boa fortuna o levará a alcançar a
promoção para o Cargo de Guarda Interno em futuro próximo.
O Regulamento 129, Livro das Constituições, de qualquer modo,
não estabelece um limite sobre o número de Stewards que o Mestre
pode nomear. Não é incomum em Lojas grandes ao Mestre nomear
quatro ou seis Stewards, embora, note-se, nenhuma designação como
Sênior ou Junior para Stewards é permitida, muito menos ainda
aquela de Steward do Vinho.1
Nas Lojas onde diversos Stewards são nomeados o Irmão que
recebe seu primeiro Colar de Cargo deve forçosamente olhar adiante
como um longo período de aprendizado; será bem cauteloso usar este
intervalo para adaptar a si mesmo para os mais importantes deveres
que podem possivelmente mais degradar sua parte do que prevenir.
Em teoria os deveres do Irmão Steward, como algumas vezes
explicado a ele pelo Venerável Mestre, incluem ‘introduzir visitantes
e verificar que estejam devidamente acomodados’, ‘assistir na coleta
das obrigações e assinaturas’, e ‘geralmente auxiliar os Diáconos e
outros Oficiais na execução de seus respectivos deveres’. Na prática
o Irmão Steward provavelmente descobrirá que a ‘introdução de
visitantes’ é um dever atendido pelo Irmão Diretor de Cerimônias e
seu Assistente, que a ‘coleta de emolumentos e assinaturas’ é
somente um assunto para o Irmão Tesoureiro e o Irmão Secretário, e

1
O termo Steward do Vinho nunca deverá ser aplicado. O autor tem em
mente um incidente em uma Reunião de Consagração quando o recém
instalado Mestre foi admoestado pelo Grande Secretário por aplicar o
termo.

69
Capítulo IX – Steward

que os Diáconos e outros Oficiais requerem pouca ou nenhuma


assistência no ‘desempenho de seus respectivos deveres’.
Ainda assim o Irmão Steward não deve perder de vista o fato de
que é um Oficial da Loja e que pode tornar-se muito útil.
Freqüentemente ocorre que um Oficial esteja ausente, nestes casos é
o Steward que deverá estar qualificado para preencher a lacuna, uma
qualificação que ele pode obter somente por uma diligente presença
em uma Loja de instrução.
Então pode muito bem ocorrer que o recém nomeado Steward
pode igualmente encontrar-se na maravilhosa posição de ocupar uma
cadeira de Vigilante se estiver familiarizado com o trabalho. Neste
sentido tem sido escrito em alguns lugares que nenhum Irmão é
merecedor de ocupar uma cadeira de Vigilante em uma Loja regular
a menos que tenha sido regularmente nomeado para aquele alto
Cargo. Não há nenhuma evidência passível de autoridade para um
tal pronunciamento. O presente escritor bem se lembra de uma
ocasião em sua juventude Maçônica quando atuou em tal posição
muito tempo antes de ter sido igualmente nomeado como o mais
novo Steward.
Desde o início deve ser visto que o Irmão Steward não deve
pensar que seus deveres estão inteiramente limitados a cuidar dos
desejos de seus Irmãos durante o período do Descanso, embora seja
um deles, ele deve estar preparado para responsabilizar-se
alegremente e se desincumbir eficientemente. A proporção de
responsabilidade que recairá sobre ele neste sentido depende
grandemente do costume da Loja. Em muitas Lojas é o Tesoureiro
ou o Secretário que controla tais assuntos como o consumo de vinho
e o valor gasto com relação ao Descanso. É possível, também, que o
Diretor de Cerimônias prefira atender à acomodação e lugar à mesa
dos convidados.
A melhor recomendação que pode ser oferecida ao Irmão Steward
é que ele deverá mostrar a si mesmo estar a todo o momento
preparado e desejoso de prestar toda assistência possível aos seus
Oficiais Sênior, em ambas as situações para o Labor e Descanso.
Ele deverá lembrar, também, que a Jóia do Cargo é a Cornucópia, o

70
Capítulo IX – Steward

emblema de abundância, envolvido pelo Compasso aberto, o símbolo


da moderação.

71
C APÍT ULO X
G UARDA I NTERNO
NAS Lojas sob a Constituição Inglesa o Cargo de Guarda Interno
era certamente desconhecido até o início do século dezenove. A
primeira menção deste Oficial nas Constituições surge em 1815, e a
mais antiga referência conhecida de sua nomeação é encontrada nas
Minutas da Burlington Lodge, agora Nº 96 datada de 14 de
Dezembro de 1814.
Nas primeiras vezes o Guarda Interno era freqüentemente
distinguido pela Trolha como emblema de seu Cargo; assim foi até
1819 quando as Espadas Cruzadas foram designadas a ele nas
Constituições. Nenhuma alteração desde então foi feita, e hoje o
Irmão Guarda Interno é informado, quando está sendo investido com
seu Colar do Cargo pelo Venerável Mestre, que sua Jóia são ‘duas
espadas como uma Cruz de Santo André’1. Seu lugar é ‘junto à
entrada da Loja’ e seus deveres são tão importantes como aqueles de
qualquer outro Oficial; nem mais nem menos.
É para ser lamentado que alguns jovens Maçons exibam uma
tendência a tratar sua nomeação para o Cargo de Guarda Interno de
modo negligente, mesmo apesar dos deveres pertinentes ao mesmo
serem de uma natureza tão simples, porém requerem um mínimo de
preparação e um pouco de consideração séria. Razoável segurança
quanto à responsabilidade pela obrigação de qualquer Cargo é
recomendada; excessiva confiança, por outro lado, freqüentemente
conduz ao estrago, confusão, e conseqüente desastre.

1
N.T.: — O texto em inglês é ‘two swords in saltire’ e a palavra saltire
significa Cruz de Santo André. Se fossem apenas ‘duas espadas cruzadas’
a frase em inglês seria diferente e foi usada pelo autor no parágrafo anterior
quando escreveu: ‘... until 1819 that the Crossed Swords were assigned to
him’. Isto evidentemente demonstra a intenção de deixar claro que são
mais do que espadas cruzadas, mas cruzadas no formato da Cruz de Santo
André.

72
Capítulo X – Guarda Interno

Uma ilustração do grau de perfeição com a qual é possível


conduzir além dos aparentemente simples deveres de Guarda Interno
foi indelevelmente impressa na mente do presente escritor no
Festival Meeting of Emulation Lodge of Improvement, organizado
no Grand Temple at Freemasons’ Hall em Fevereiro de 1919, em
cuja ocasião a posição junto à entrada da Loja foi ocupada por um
experiente Past Master, um membro da Grand Stewards’ Lodge2 que
se desincumbiu dos deveres de seu Cargo com um grau de
impressionante dignidade e soberbo controle que, com toda
probabilidade, tem raramente sido igualado e nunca excedido em
qualquer outra demonstração similar ou noutro lugar.
O Irmão Guarda Interno é o elo de comunicação entre a Loja
propriamente dita e o mundo exterior, e sob nenhuma circunstância
deverá deixar ele seu posto junto à entrada da Loja. Ele está a cargo
da porta da Loja e ninguém deve induzi-lo a perder o controle da
porta enquanto é aberta; a nenhum Irmão qualquer que seja o seu
nível, deverá ser permitido passar entre o Guarda Interno e a porta.
Se o Guarda Interno se habituar a manter presa a porta cada vez que
a abre, então ninguém poderá passar entre ele e seu cargo.
Em um bem disposto Templo ou Salão de Loja a porta deve estar
no Oeste ou quase. Há muitos Salões de Loja onde esta disposição
conveniente não é possível, mas, qualquer que seja a localização da
porta, a posição correta da cadeira do Guarda Interno é logo à
esquerda do pedestal do 1º Vigilante. Todos os comunicados devem
ser dados daquela posição, e não de outra.
Um comunicado à porta pelo Cobridor é um sinal (se nenhum
assunto estiver em curso) para o Guarda Interno levantar, dar o P.,
fazer o Sn do Grau, e informar ao 2º Vigilante que ‘há um
comunicado’3. Ao receber a resposta do 2º V da maneira usual, o
Irmão Guarda Interno descarrega o Sn e vai à porta. Tendo recebido
o anúncio do Cobridor ele fecha a porta, não esquecendo de trancá-

2
W. Bro. G. K. B. Neal, P.G.Srwd.
3
Em todos os casos, quando comunicar ao 2º V., o G.I. deve lembrar de não
voltar seu corpo para o S. O G.I. deverá erguer-se voltado para o L.,
voltando apenas sua cabeça na direção do 2º V. ao se dirigir a ele.

73
Capítulo X – Guarda Interno

la, retorna à posição em frente de sua cadeira, e repete o comunicado


do Cobridor para o Mestre. Em cada caso o Guarda Interno deve
lembrar de não descarregar o Sn até que tenha sido respondido pelo
Mestre ou 2º Vigilante.
Quando o Cobridor dá um comunicado à porta da Loja o Guarda
Interno deve lembrar que ele nunca os reporta diretamente ao
Mestre, mas sempre para o 2º Vigilante. O 2º V responderá
com ou, no caso de um Candidato aguardando admissão, ele
primeiro relatará ao V.M., e dará então ao G.I. as instruções verbais.
Após abrir a porta e receber o comunicado do Cobridor, o G.I. então
se reporta diretamente ao V.M. em todos os casos.
Quando admitindo quer um Membro quer um Visitante o G.I.
deverá informá-lo em que Grau a Loja está trabalhando, instruindo-o
sobre qual é a saudação correta a ser dada. Nenhum Irmão, por mais
elevado que seja seu nível, deverá ser admitido em Loja enquanto o
Mestre não for comunicado sobre ele. O Guarda Interno que nunca
foi chamado a exercer sua autoridade em relação a isto pode
considerar-se como um afortunado; pois temos sabido de Irmãos
Secretários (que deveriam conhecer melhor!) que freqüentemente se
mostram considerando a si mesmos investidos com o direito de
evitarem este dever, em e fora da Loja, de um modo informal. O
Guarda Interno que resolutamente declina de permitir tal
irregularidade pode possivelmente obter o desprazer momentâneo de
ter um Irmão Secretário impaciente diante de si, mas ele não deverá
permitir que tal idéia o detenha na devida execução das
responsabilidades de seus deveres.
O Irmão Guarda Interno deve lembrar que os Irmãos não
‘exigem’ admissão; eles ‘buscam’ ou ‘solicitam’4. De acordo com o

4
Os únicos Irmãos na Maçonaria Metropolitana com poder para exigir
admissão em Loja são o Grão Mestre, o Grão Mestre Adjunto, e o Delegado
do Grão Mestre. Nas Províncias e Distritos, o Grão Mestre Provincial ou
Distrital, e seu Delegado ou o Adjunto do Grão Mestre Provincial ou
Distrital. Nenhum outro Irmão qualquer possui tal direito, a menos que
esteja atuando como o representante do Grão Mestre. Há a impressão
comum em muitos sentidos que um Grande Oficial tem poderes de ‘exigir’

74
Capítulo X – Guarda Interno

sistema de Emulação nenhuma palavra é usada; a fórmula é: ‘V.M. é


o Ir. A.B.’, quando então o V.M. responde: ‘Admita-o’.
Em um único instante o Guarda Interno sempre se dirige ao 2º V
pelo nome, i.e. quando a Loja está sendo aberta no Primeiro Grau.
O 2º V ordenará ao G.I. pelo nome para ver q.a.L.e.d.c.5 Tendo o
G.I. assim feito o relato ao 2º V pelo nome que a.L.e.d.c. No
instante referido não se dá P ou se faz Sn. Em todos os outros casos
o G.I. dá o P., faz o Sn, e se dirige ao seu Oficial Sênior ao Sul como
‘Irmão 2º Vigilante’. O Mestre nunca é endereçado pelo nome.
O Irmão Guarda Interno deve ter o cuidado de lembrar que no
Primeiro Grau apenas o Candidato é descrito como ‘Sr.’ Quando é
anunciado. No Segundo e Terceiro Graus ele é ‘Irmão’. O Guarda
Interno nunca deverá abrir a porta para admitir um Candidato para
qualquer Grau enquanto o Diácono responsável pelo dever de
colocar o B.Aj não o tenha feito, nem enquanto ambos os Diáconos
não houverem chegado à porta para receber o Candidato.
Quando ordenado pelo V.M. para admitir um Candidato o G.I.
deve sempre lembrar de aplicar-lhe à porta o P...l s.s.p.e.n., E., ou C.
de acordo com o Grau. No Primeiro Grau, após usar o P...l o G.I.
deverá erguê-lo ao alto para declarar ao V.M. que foi usado, e então
recolocá-lo sobre o ped do 1º V., onde o 1ºD poderá encontrá-lo no
momento devido6.

admissão, porém isto é errôneo. Nenhum Grande Oficial, por mais alto que
seja seu posto (salvo os acima mencionados), possui qualquer invocação
mais notável para entrar em uma Loja do que um jovem Mestre Maçom; o
Mestre tem o direito de recusar admissão (ver Capítulo XXVI). Tão pouco,
deve ser notado, um Grande Oficial ao visitar uma Loja está investido com
a mais leve autoridade, em virtude de seu nível, para interferir por qualquer
meio nos procedimentos ou questionar como o Mestre controla seus
assuntos. Se seu conselho é pedido, indubitavelmente ele será dado
prazerosamente; se não, então a única coisa que o distingui de outros Irmãos
visitantes é a cor de seu paramento.
5
N.T.: — Em inglês é ‘to see t.t.L.i.p.t’ ou seja, ‘to see that the Lodge is
properly tiled’.
6
É dever do 1ºD., e não do G.I., levar o Pn para o V.M. O último costume,
é uma prática vulgar e algumas vezes é sustentada pela opinião de que o Pn

75
Capítulo X – Guarda Interno

O G.I. fica muitas vezes incerto em relação ao método correto de


aplicar o P...l, E., ou C. No Primeiro Grau a p...ta do P...l deve ser
aplicada no p.e.n. do Can. No Segundo Grau os braços do E.
deverão ser aplicados. No Terceiro Grau as p...tas abertas do C.
simultaneamente sobre ambos os p...tos do Can.
Quando recebendo um Candidato o G.I. nunca sairá da Loja; sua
posição é junto à entrada da Loja, e o Cobridor conduzirá o
Candidato a uma posição tal que o P...l, E., ou C. possa ser
corretamente aplicado enquanto o G.I. está de pé realmente junto à
entrada da Loja.
Quiçá é esperado particularmente muito do Irmão Guarda Interno,
que freqüentemente é um jovem e inexperiente Maçom para contar
consigo mesmo para verificar que os Irmãos Visitantes estejam
corretamente trajados e sem portar jóias indevidas; mas ele deverá ter
sido anteriormente alertado para tais detalhes. De modo semelhante
ele deverá estar alerta para verificar que o Irmão Cobridor não tenha
cometido nenhum erro grave em certas partes importantes de seus
deveres, i.e. que o Candidato está de...te pr...do.
Nenhum trabalho importante do cerimonial deverá a qualquer
tempo ser interrompido com o intuito de se fazer um comunicado;
comunicados dados pelo Cobridor em períodos inconvenientes
deverão ser ignorados. Se estiver em dúvida de se deve dar atenção

é a Ferramenta de Trabalho ou Emblema peculiar do G.I., uma linha de


raciocínio ou conclusão difícil de seguir quando é lembrado que o uso do Pn
no Primeiro Grau é duplicado exatamente pelo uso do E. ou C. no Segundo
e Terceiro Graus. O Emblema ou Jóia do Cargo do G.I., como a ele é
informado pelo V.M. durante a investidura, são 'duas espadas na forma de
Cruz de Santo André'. Há, porém um Oficial da Loja armado, o Cobridor
que guarda a entrada com uma es...da d...a. O Pn. não é uma arma quer de
ataque ou de defesa, não é mais do que um implemento usado com um certo
propósito no Primeiro Grau, como são o E. e C. no Segundo e Terceiro
Graus, e em nenhum sentido a insígnia, emblema, ou ferramenta peculiar do
G.I. O G.I. não deverá deixar seu posto junto à entrada da Loja; mas sim o
1ºD., como mensageiro particular do V.M., está encarregado de conduzir o
Pn. consigo para o L., e colocá-lo sobre o ped. do V.M. pronto para ser
usado em um estágio posterior da Cerimônia.

76
Capítulo X – Guarda Interno

a um comunicado, o Guarda Interno pode tentar atrair a atenção do 2º


V; se nenhum sinal puder vir daquele lado, ele pode talvez ser hábil
em conseguir o olhar do V.M. ou do P.M.I., recebendo daquela
direção uma indicação silenciosa de quando será feito o anúncio do
comunicado ou aguardar um momento mais conveniente.
O Irmão Guarda Interno deverá estudar as notas seguintes que
deverão auxiliá-lo no desempenho de seus deveres.

ABERTURA DA LOJA
1. — O G.I. não fará nenhum Sn ao receber a ordem do 2º V para
verificar q.a.L.e.d.c. O G.I. dirigi-se a porta e dá as do Primeiro
Grau. Ele não abrirá a porta.7 O Cobridor responderá
com similares. O G.I. então retorna a sua posição em frente de
sua cadeira e relata ao 2º V pelo nome: ‘Ir. ..., a.L.e.d.c.’ Até este
ponto não se dá o P. ou Sn.
2. — Quando o V.M. declarou que a Loja ‘devidamente aberta’ e
os Vigilantes deram o G.I. novamente vai até a porta e dá
as do Primeiro Grau, que serão devidamente respondidas pelo
Cobridor.

ABERTURA DA LOJA NO
SEGUNDO GRAU
3. — O G.I. não faz Sn ao receber o comando do 2º V para
verificar que a.L.e.d.c. Ele se dirige a porta e dá as do Primeiro
Grau, que serão respondidas pelo Cobridor. O G.I. então retorna a
sua posição, dá o P., faz o Sn de Ap, e relata: ‘Ir. 2º V, a L.e.d.c.’.
Descarrega o Sn após o comunicado, mantendo a mão aberta.

7
Esta instrução é aplicada na Abertura de todos Graus. O comando do 2º
V para o G.I. ‘verificar’ que a.L.e.d.c. não objetiva significar que o G.I.
deva neste momento abrir a porta. A palavra ‘verificar’ tem por objetivo
algo diferente de perceber com os olhos. As B...s do lado de fora são as
indicações suficientes de que o Cobridor está em seu posto e de que a Loja
está d.c.

77
Capítulo X – Guarda Interno

4. — Quando o V.M. declarou a Loja ‘devidamente aberta no E.’


e os Vigilantes já deram as o G.I. novamente vai a porta e dá
as do Segundo Grau, que serão respondidas pelo Cobridor.

ABERTURA DA LOJA NO
TERCEIRO GRAU
5. — O G.I. não faz Sn ao receber a ordem do 2º V para verificar
s.a.L.e.d.c. Ele vai a porta e dá as do Segundo Grau, que serão
respondidas pelo Cobridor. O G.I. então retorna a sua posição, dá o
P., faz o Sn de Comp, e informa: ‘Ir. 2º V, a.L.e.d.c.’. Descarrega o
Sn após o comunicado, mantendo ambas as mãos abertas.
6. — Quando o V.M. declarou a Loja ‘devidamente aberta no C.’
e os Vigilantes já deram as o G.I. novamente vai a porta e dá
as do Terceiro Grau, que serão respondidas pelo Cobridor.

ENCERRAMENTO DA LOJA NO
TERCEIRO GRAU
7. — O G.I. não faz Sn ao receber a ordem do 2º V para ‘provar
q.a.L.e.c.c.’8 Ele vai a porta e dá as do Terceiro Grau, que
serão respondidas pelo Cobridor. O G.I. então retorna a sua posição,
dá o P., faz o Sn de M.M., e informa: ‘Ir. 2º V., a.L.e.c.c.’.
Descarrega o Sn após o comunicado, mantendo a mão aberta, e não
esquecendo de recuperar.
8. — Quando o 2º. Vig. declarou que a Loja está ‘regularmente
encerrada’ e dá o G.I. novamente vai a porta e dá as do
Terceiro Grau, que serão respondidas pelo Cobridor.

ENCERRAMENTO DA LOJA NO
SEGUNDO GRAU
9. — O G.I. não faz Sn ao receber a ordem do 2º V para ‘provar
q.a.L.e.c.c.’ Ele vai a porta e dá as do Segundo Grau, que serão

8
N.T.: — Em inglês a expressão é ‘prove t.L.c.t.’ ou ‘prove that Lodge is
completely tiled’, i.é, ‘provar que a Loja está completamente coberta’. Daí
termos adotado ‘provar q.a.L.e.c.c.’ como tradução.

78
Capítulo X – Guarda Interno

respondidas pelo Cobridor. O G.I. então retorna a sua posição, dá o


P., faz o Sn de Comp., e informa: ‘Ir. 2º V., a.L.e.c.c.’. Descarrega
o Sn após o comunicado, mantendo ambas as mãos abertas.
10. — Quando o 2º V deu após ‘E Felizes nos Reuniremos
Novamente’, o G.I. novamente vai a porta e dá as do Segundo
Grau, que serão respondidas pelo Cobridor.

ENCERRAMENTO DA LOJA
11. — O G.I. não faz Sn ao receber a ordem do 2º V para ‘provar
q.a.L.e.c.c.’ Ele vai a porta e dá as do Primeiro Grau, que serão
respondidas pelo Cobridor. O G.I. então retorna a sua posição, dá o
P., faz o Sn de Ap., e informa: ‘Ir. 2º V., a.L.e.c.c.’. Descarrega o
Sn após o comunicado, mantendo a mão aberta.
12. — Quando o 2º. Vig. declarou que a Loja está ‘regularmente
encerrada’ e dá o G.I. novamente vai a porta e dá as do
Terceiro Grau, que serão respondidas pelo Cobridor.

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO
1. — Quando o Cobridor dá o comunicado pelo Can. o G.I.
deverá levantar, dar o P., fazer o Sn de Ap., e anunciar ao 2º V: ‘Ir.
2º V, h.u.c.’9 O G.I. deve permanecer de pé e à O. enquanto o 2º V
comunica ao V.M. Ao receber do 2º V as instruções o G.I.
descarrega o Sn, mantendo a mão aberta. Ele então vai a porta,
abre-a e exige do Cobridor: Quem está aí convosco?
2. — Após ordenar ao Cobridor ‘Aguardai, enquanto
comunico...’, o G.I. fechará a porta, não esquecendo de trancá-la,
retorna a posição em frente de sua cadeira, dá o P, faz o Sn de Ap., e
repete ao V.M. o comunicado do Cobridor.

9
N.T.: — Em inglês a expressão é ‘Bro. J.W., t.i.a.r.’, i.é, ‘Bro. J.W. there
is a report’, que usualmente se traduz em português para ‘Ir 2º V batem a
porta do Templo’, mas a tradução mais fiel deve ser: ‘Ir 2º V há um
comunicado’, daí termos usado ‘Ir. 2º V h.u.c.’

79
Capítulo X – Guarda Interno

3. — Quando perguntado pelo V.M. se ele pode assegurar que o


Can está dev. prep. O G.I. responde: ‘Posso, V.M.’. O G.I. não
deverá saudar o V.M. quando der sua resposta.
4. — O momento correto para o G.I. descarregar o Sn é quando o
V.M. diz: ‘... na devida forma’.
5. — O G.I. pega o P...l e vai à porta. Ele não deve abri-la até
que ambos os Diáconos tenham chegado para receber o Candidato.
O G.I. aplica o P...l e pergunta ao Can.: ‘Sentis algo?’ Então ele
ergue o P...l para que o V.M. possa vê-lo. O G.I. deverá colocar o
P...l sobre o ped. do 1º V após usá-lo.
6. — Quando o Cobridor dá o próximo comunicado pelo Can que
está aguardando para ser readmitido para as Preleções o G.I. se
levanta, dá o P., faz o Sn de Ap., e anuncia ao 2º V: ‘Ir 2º V., h.u.c.’.
O G.I. não descarregará o Sn até que o 2º V tenha dado a resposta
com uma . O G.I. então vai a porta para receber o anúncio do
Cobridor, após o que ele fecha a porta, não esquecendo de trancá-la,
retorna para a sua posição em frente de sua cadeira, dá o P., faz o Sn
de Ap., e informa: ‘V.M. é o Can em seu retorno’. O G.I. após a
resposta do V.M. descarrega o Sn e então vai novamente a porta, mas
ele não a abre até que o 2º D chegue para receber o Can.

CERIMÔNIA DE PASSAGEM
1. — Quando o Cobridor faz o comunicado pelo Can o G.I. irá
levantar, dar o P., fazer o Sn de Comp., e anunciar ao 2º V: ‘Ir. 2º V
h.u.c.’ O G.I. deve permanecer de pé e à O. enquanto o 2º V
comunica ao V.M. Ao receber as instruções do 2º V irá descarregar
o Sn, mantendo ambas as mãos abertas. Ele então vai à porta, abre-
a, e exige do Cobridor: ‘Quem está aí convosco?10
2. — Após ordenar ao Cobridor ‘Esperai’, o G.I. procede como
no Primeiro Grau, retorna a posição, dá o P., faz o Sn de Comp., e
repete o comunicado ao V.M.

10
Em cada Grau o G.I. deve lembrar que ele não deverá deixar a Loja para
fazer o exame do Can. Ele deve estar em pé junto à entrada da Loja.

80
Capítulo X – Guarda Interno

3. — Novamente o G.I. deve lembrar de não saudar o V.M.


quando estiver respondendo: ‘Posso, V.M.’11.
4. — O momento correto para o G.I. descarregar o Sn é quando o
V.M. diz as palavras: ‘... na devida forma’.
5. — Agora o G.I. toma do E., e vai à porta, aguarda até que
ambos os Diáconos cheguem antes de abri-la. Ele aplica o E. e
ergue ao alto para que o V.M. possa vê-lo.
6. — Quando o Cobridor faz o comunicado pelo Can que está
aguardando para ser readmitido para a Explicação da T.D. o G.I.
levanta, dá o P., faz o Sn de Comp., e anuncia ao 2º V: ‘Ir. 2º V,
h.u.c.’ O G.I. não descarregará o Sn até que o 2º V tenha
respondido com . O G.I. então vai à porta para receber do
Cobridor o anúncio, após o que fecha a porta, não esquecendo de
trancá-la, retorna a posição em frente de sua cadeira, dá o P., faz o
Sn de Comp., e comunica: ‘V.M., é o Can em seu retorno’.
Descarrega o Sn quando o V.M. houver respondido. O G.I. então
novamente vai à porta, mas não a abre até que o 1º D tenha chegado
para receber o Can.

CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
1. — Quando o Cobridor faz o comunicado pelo Can o G.I. irá
levantar, dar o P., fazer o Sn de M.M., e anunciar ao 2º V: ‘Ir. 2º V
h.u.c.’ O G.I. deve permanecer de pé e à O. enquanto o 2º V
comunica ao V.M. Ao receber as instruções do 2º V irá descarregar
o Sn, mantendo a mão aberta, e na esquecendo de recuperar. Ele
então vai à porta, abre-a, e exige do Cobridor: ‘Quem está aí
convosco?
2. — Após ordenar ao Cobridor ‘Esperai’, o G.I. procede como
no Primeiro e Segundo Graus, retorna a posição, dá o P., faz o Sn de
um M.M., e repete o comunicado ao V.M.

11
A saudação Cerimonial completa ao V.M. de qualquer Oficial é
absolutamente supérflua e fora de lugar. O devido respeito à Cadeira é
demonstrado pela saudação. Nada, além disso, é necessário.

81
Capítulo X – Guarda Interno

3. — O momento correto para o G.I. descarregar o Sn é quando o


V.M. diz as palavras: ‘... na devida forma’.
4. — Agora o G.I. toma o C., e vai à porta, aguarda até que ambos
os Diáconos cheguem antes de abri-la. Ele aplica o C. e ergue ao
alto para que o V.M. possa vê-lo.
5. — Quando o Cobridor faz o comunicado pelo Can que está
aguardando para ser readmitido para completar a Cerimônia o G.I.
irá levantar, dar o P., fazer o Sn de um M.M., e anunciar ao 2º V: ‘Ir.
2º V h.u.c.’ O G.I. não descarregará o Sn até que o 2º V tenha
respondido com . O G.I. então vai à porta para receber do
Cobridor o anúncio, após o que fecha a porta, não esquecendo de
trancá-la, retorna a posição em frente de sua cadeira, dá o P., faz o
Sn de M.M., e comunica: ‘V.M., é o Can em seu retorno’.
Descarrega o Sn quando o V.M. houver respondido. O G.I. então
novamente vai à porta, mas não a abre até que o 1º D tenha chegado
para receber o Can.
Finalmente, o Irmão Guarda Interno, deve prestar atenção ao
Cobridor quando ele lhe anuncia um Irmão Visitante que procura por
admissão. Espantosos e divertidos desatinos são freqüentemente
ouvidos de Guardas Internos nervosos ao anunciar o nível de um
visitante. Em todos os casos de dúvida não se deve ter receio de
perguntar ao Irmão Cobridor para repetir seu anúncio. Nunca se
apresse em executar seus deveres; lembre-se que o seu trabalho é de
igual importância tal como o de seus Oficiais superiores. Dê seus
comunicados lenta e distintamente, mantendo uma atitude ereta e
confiante, e estará fazendo sua parte na direção da preservação
daquela dignidade e decoro que devem caracterizar todos os nossos
procedimentos.

82
C APÍT ULO XI
A SSISTENTE DE S ECRETÁRIO
O IRMÃO ASSISTENTE DE SECRETÁRIO é o sexto na lista dos
Oficiais permitidos, i.e. aqueles Oficiais que, de acordo com o
Regulamento 129 nas Constituições, pode ser nomeado se o
Venerável Mestre assim o desejar. Nas Lojas onde tal
nomeação é feita o nível do Assistente de Secretário é
imediatamente acima do Guarda Interno. A Jóia de seu Cargo
é ‘duas penas formando uma cruz de Santo André com uma
barra sobre ela com a palavra Assistente’.
Como é denotado pelo nome de seu Cargo, o dever do Irmão
Assistente de Secretário é atuar como auxiliar do se seu Oficial
Sênior no Norte. Este auxílio pode ser prestado de diversas
maneiras, porém é muito dependente da personalidade do Irmão
Secretário, tanto quanto dos costumes da Loja, de nenhuma utilidade
seria o empenho de se colocar aqui em detalhes os deveres de um
Assistente de Secretário.
Em algumas Lojas o Cargo torna-se progressivo,1 sendo visto
como o próximo passo na promoção após o Cargo de Guarda Interno.
Onde um tal costume é exercido o jovem Maçom investido com o
Colar de Assistente de Secretário poderá, com toda probabilidade,
acreditar a natureza de seu Cargo é a da sinecura. A carência de
conhecimento e experiência tornam impossível para ele prestar
assistência útil em quaisquer assuntos de importância, e poucos
Secretários de Loja tão pouco possuem tempo ou inclinação para
ensinarem um novo Assistente a cada ano.

1
Estritamente falando, nenhum Cargo pode ser encarado como
‘progressivo’ no sentido de que o Oficial possui qualquer direito de pleitear
progresso do atual para um Cargo mais alto no ano seguinte. O
Regulamento 129, do Livro das Constituições, enfatiza que nenhum Irmão
possui ‘o direito de pleitear avanço por rotação’. A nomeação de todos
Oficiais, exceto o Tesoureiro e o Cobridor, é unicamente de ponderação e
poder do Mestre.

83
Capítulo XI – Assistente de Secretário

Em outras Lojas é adotada a prática de nomear o mesmo


Assistente de Secretário ano após ano. Nestes casos o Irmão
selecionado para a sucessão é um confiável Past Master, e aqui uma
valiosa assistência poderá ser prestada se o Irmão Secretário aceita-
la. A dúvida implicada pelo uso de itálicos não é imaginária porque,
muito estranhamente, há alguns Secretários de Loja que parecem se
ressentir quando é nomeado um Assistente de Secretário,
aparentemente vêem uma tal nomeação como uma censura a suas
próprias habilidades.
Onde um tal estado romanceado existe o Venerável Irmão
Assistente de Secretário muito provavelmente demitir-se-á, pois
espera vestir o Colar do Cargo numa impingida indolência; mas,
onde se obtém felizes condições, ele pode vir a ser um grande e real
auxiliar para o seu Oficial Sênior e um bem para sua Loja.
Com o enorme e continuado crescimento no tamanho de algumas
Lojas o trabalho na mesa do Secretário tem sido proporcionalmente
incrementado. A responsabilidade única pelo desenvolvimento
daquele trabalho deve, é evidente, recair sobre o próprio Irmão
Secretário; porém onde ele aceita a desejável ajuda de um eficiente
Assistente, ele encontrará seu trabalho consideravelmente suavizado
e haverá pouca possibilidade de que os trabalhos da secretaria da
Loja falhem na retaguarda.

84
C APÍT ULO XII
O RGANISTA
O Cargo do Irmão Organista é um daqueles, como estabelecido
no Regulamento 129 das Constituições, que ‘pode’ ser preenchido se
o Venerável Mestre assim o desejar.
Deverá ser preenchido dependendo do talento disponível.
Certamente um Mestre será mais sábio em deixar o Cargo vago do
que nomear um Irmão desprovido de habilidade musical.
Desafortunadamente tais nomeações são feitas, porém o Irmão que
aceita a Lira como o Emblema de seu Cargo sem possuir as
qualificações essenciais que o habilitem a se desincumbir dos
deveres daquele Cargo de um modo eficiente é de certo modo mais
que a origem de embaraço para sua Loja; ele é um aborrecimento.
Nos casos onde nenhum Irmão dotado de habilidade na divina
arte da Música possa ser encontrado entre os membros da Loja, e
onde considerações financeiras ou outras proíbem o compromisso de
um músico pago, o Mestre será mais bem aconselhado em lembrar
que a música não é parte essencial da Maçonaria e de que nossas
cerimônias não podem perder nada de sua solene beleza muito
embora a música esteja inteiramente ausente dos procedimentos.
Presumindo que um Irmão músico experiente esteja disponível,
seus deveres são tais que não podem ser descritos em detalhes no
espaço de uns poucos parágrafos. O acompanhamento das Odes de
Abertura e Encerramento, e o de salmodiar respostas às Preces, são
deveres óbvios. Por outro lado tudo deve ser dependente em grande
extensão dos costumes existentes em qualquer Loja em particular.
De qualquer modo oxalá que o Organista seja um músico
completo, pois ele deve estudar em isolamento o Ritual das várias
Cerimônias se seus esforços forem para ser efetivos. O recém
nomeado Organista que é jovem na Arte fará bem em limitar suas
atividades aos pontos mencionados, e não inserir acidentalmente
música durante as Cerimônias. Posteriormente, ganhando ele
experiência e confiança, estará habilitado a fazer interpolações
musicais com vantagem.

85
Capítulo XII – Organista

Não significará nenhum desrespeito ao Irmão Organista se ele


lembrar que será melhor ser raramente ouvido do que
freqüentemente; ao órgão nunca deve ser permitido obstruir
indevidamente a Cerimônia. Um enorme cuidado é necessário na
interpolação de frases musicais; elas devem ser cuidadosamente
marcadas, e terminarem precisamente no momento certo.
A seleção de combinações musicais para incidentais frases
durante as Cerimônias podem satisfatoriamente ser deixadas aos
cuidados de um músico experiente e que também possua um refinado
senso de oportunidade Maçônica. Há, de qualquer modo, dois
importantes pontos para os quais a atenção do Irmão Organista deve
ser dirigida.
O primeiro é durante a Cerimônia de Iniciação quando, após o
Jur, o Candidato está prestes a ter restaurada a L...z. Neste solene
momento quando os Irmãos, por um sinal do V.M., fazem um certo
movimento, uma ruidosa corda do órgão é freqüentemente ouvida.
Um tal procedimento pode unicamente ser denominado de indigno e
totalmente fora de propósito.
Até mais indesejável é a interposição de suave música secular
seguindo a investidura dos diferentes Oficiais na Reunião de
Instalação. Durante estes procedimentos o presente escritor tem
ouvido o ar de ‘For He’s a Jolly Good Fellow’ vindo do órgão na
investidura do Secretário, e as máculas de ‘Poor Old Joe’1 como
cumprimento pela re-nomeação do Cobridor.
Deve ser admitido que até mesmo Organistas, de considerável
experiência algumas vezes erram neste sentido. O Venerável Mestre
estará agindo sabiamente se gentilmente, porém firmemente
determinar que tais interpolações musicais são indesejáveis e
totalmente fora de lugar.

1
N.T.: — ‘For He’s a Jolly Good Fellow’ pode ser traduzido por ‘Ele é um
Alegre Bom Companheiro’ e ‘Poor Old Joe’ pode ser traduzido por ‘Pobre
Velho Zé’. Está claro que tais músicas são completamente indignas em
qualquer uma de nossas Cerimônias, no entanto, o autor está
exemplificando até que ponto pode chegar o mau gosto de um Organista
insensato.

86
C APÍT ULO XIII
E SMOLER
O Cargo do Irmão Esmoler é um daqueles de origem moderna;
nenhuma menção sobre ele é encontrada nas Constituições até o ano
de 1910. Sua jóia é ‘uma bolsa sobre a qual está um coração’. Na
tabela de precedência o nível do Esmoler está entre o Assistente de
Diretor de Cerimônias e o Organista.
Durante o transcurso da cerimônia de Iniciação somos lembrados
de que há dentre nossos Irmãos aqueles que estão reduzidos ao mais
extremo grau de miséria e aflição. Levar auxílio a estes Irmãos
aflitos é o dever do Irmão Esmoler, e para suplementar fundos a esta
causa digna há o costume na maioria das Lojas de o Esmoler circular
a Caixa de Caridade entre os Irmãos. Se isto deverá ser feito em
Loja Aberta ou postergado até o período de Descanso é uma questão
sobre a qual há divergência de opiniões. A questão é uma daquelas
que devem ser deixadas para o Mestre da Loja, que indubitavelmente
será guiado pela prática existente em sua respectiva Loja.
A questão sobre se os Irmãos visitantes deverão ser convidados
ou permitidos a contribuir com a Caixa de Caridade é outra sobre a
qual há diversas opiniões. Dificilmente se espera que em qualquer
Loja a Caixa de Caridade seja desnecessariamente imposta a um
convidado, porém não pode haver nenhum dano em se permitir a um
Irmão Visitante que dê sua pequena contribuição a uma tão excelente
causa se ele assim o desejar. Quando o presente escritor é
perguntado por um Irmão que está fazendo correr a Caixa de
Caridade se é para passá-la aos Visitantes ele invariavelmente
responde: “Passe-a lentamente”.
Em muitas Lojas existe o costume de fazer do Esmoler um Cargo
progressivo1, para o Irmão que preencheu o Cargo de Guarda Interno
(ou talvez Assistente de Secretário) durante um ano atuar como
Esmoler no próximo. Há muito a ser dito novamente sobre tal

1
Vide nota 1 CAPÍTULO XI sobre o Regulamento 129 do Livro das
Constituições.

87
Capítulo XIII – Esmoler

prática; é altamente improvável que o jovem Maçom, que ainda tem


uns cinco ou seis anos de espera antes de conquistar o nível de um
Mestre Instalado, possa possuir a necessária experiência para
qualificá-lo a se desincumbir dos deveres do Cargo de Esmoler de
um modo eficiente.
Freqüentemente, quando é feito um pedido de auxílio,
considerável experiência é essencial para habilitar o Irmão Esmoler a
decidir se é um caso digno de ser abraçado, pois infelizmente é
verdade que temos em nosso meio Maçônico vadios que buscam
fazer comércio de sua ligação com a Ordem impressionando os
instintos caritativos dos Irmãos.
O Esmoler que é re-nomeado ano após ano, e que então vem a ser
um Oficial permanente da Loja tal como, o Tesoureiro e o
Secretário,2 acumula uma quantidade de experiência que não pode
falhar em auxiliá-lo na execução de seus deveres. De todos os
pontos de vista o Irmão Esmoler deveria ser um Oficial permanente
da Loja e um Past Master experiente.

2
No sentido literal, é óbvio, não há nenhum Oficial de Loja ‘permanente’,
Cada Oficial é nomeado (ou eleito) a cada ano. Todavia, o costume de
muitas Lojas é que tais Oficiais como o Tesoureiro, Secretário, D.C.,
Organista, etc., permaneçam em seus Cargos por longos períodos, deste
modo eles se tornam na prática, se não em teoria, Oficiais um tanto quanto
‘permanentes’.

88
C APÍT ULO XIV
A SSISTENTE DE D IRETOR DE C ERIMÔNIAS
O REGULAMENTO 18, do Livro das Constituições, que o Grão
Mestre deve nomear dois Deputy Grandes Diretores de Cerimônias e
doze Assistant Grandes Diretores de Cerimônias. Deve ser notado
que há uma enorme diferença entre os dois Cargos. O ‘Deputy’,
como sua designação denota, é um Oficial nomeado para atuar no
lugar de seu Oficial Sênior quando a ocasião exige, enquanto
‘Assistant’ é um Oficial auxiliar cujo dever é prestar tanta assistência
quanto pode ser-lhe requerida.
Evidencia-se, então, que em uma Loja Privada nosso Irmão
Assistente de Diretor de Cerimônias seria mais corretamente
designado como ‘Deputy’, já que como uma regra geral, se espera
que ele assuma na ausência do Diretor de Cerimônias.
Assim como no caso do Esmoler e do Assistente de Secretário, o
Cargo de Assistente de Diretor de Cerimônias em muitas Lojas se
torna um Cargo progressivo, o Irmão atuando naquela posição por
um ano, progride para o Cargo de 2º Diácono no ano seguinte,
sempre sob a condição de que o Mestre está satisfeito em promove-
lo.
Há muito para ser dito sobre tal prática e pouco em seu favor. O
jovem Irmão que está trabalhando seu caminho de ascensão passando
por vários Cargos não pode supor que possua a grande experiência
que é essencial para o eficiente desempenho dos muitos deveres de
um Diretor de Cerimônias, e ele está conseqüentemente incapacitado
para atuar naquela posição na ausência de seu Oficial Sênior. Na
noite de Instalação, por exemplo, ele será compelido a estar ausente
da Loja durante a parte mais importante dos procedimentos.
Indubitavelmente o Assistente de Diretor de Cerimônias deveria
ser um Past Master e, onde o Irmão certo tem sido encontrado para o
Cargo, o recém instalado Mestre será prudente ao confirmar a
escolha de seu predecessor pela re-nomeação do detentor anterior do
Cargo.

89
Capítulo XIV – Assistente de Diretor de Cerimônias

Para colocar em detalhes os deveres do Assistente de Diretor de


Cerimônias seria necessária a recapitulação dos pontos que estão
distribuídos no Capítulo XVIII, pois um Assistente eficiente
precisaria ser exímio em todas as passagens dos mistérios da Arte tal
como seu Oficial Sênior. Como já mencionado, é seu dever assumir
na ausência do Diretor de Cerimônias, e ele pode apenas
desempenhar um dever de tal responsabilidade de modo apropriado
se ele for completamente versado na etiqueta Maçônica e na
condução de nossos procedimentos cerimoniais. O Irmão Assistente
de Diretor de Cerimônias deverá ler o Capítulo XVIII
cuidadosamente, e o Mestre as recomendações nele contidas.
Quando o Oficial Junior está atuando em seu posto de Assistente é
essencial que ele deva obter um perfeito entendimento com seu
Irmão sênior e que saiba exatamente o que é esperado dele. De
qualquer forma tomara que ele possa ser um distinto Past Master, o
Assistente de Diretor de Cerimônias deveria sempre estar atento para
não permitir que qualquer excesso de zelo o influencie a ‘entrar na
moda’ e tomar para si qualquer dever exatamente pertencente ao
Diretor de Cerimônias. Qualquer que seja a ação, mesmo que bem
intencionada, será de melhor tom dominá-la do que obter um
lamentável atrito.
Por outro lado, quando uma perfeita compreensão e uma fraternal
boa vontade existe entre o Diretor de Cerimônias e seu Assistente a
porção cerimonial de nossos solenes procedimentos será certamente
conduzida com majestosa dignidade e decoro, e Proveito e Prazer
será o feliz resultado.

90
C APÍT ULO XV
D IÁCONOS
SERIA difícil nestes dias mesmo para o mais imaginativo Irmão
conceber um quadro mental das Cerimônias de nossa Arte sendo
executadas integralmente sem a assistência daqueles nossos Irmãos
que são distinguidos pelo emblema familiar de um Pombo
carregando um Ramo de Oliva, o símbolo da Paz e do
Conhecimento.
Entretanto a adoção geral do Cargo de Diácono, como
conhecemos hoje, é certamente de origem moderna nas Lojas
privadas que trabalham sob a jurisdição da Grande Loja Unida da
Inglaterra. Nas primitivas Lojas Escocesas e Irlandesas os Diáconos
eram oficiais importantes, e nos antigos registros de umas poucas
Lojas Inglesas referências aos Diáconos são encontradas
remotamente nos inícios do século dezoito; todavia estes úteis
Oficiais não eram freqüentemente conhecidos nas Lojas Inglesas
trabalhando sob a Grande Loja Regular até oitenta anos mais tarde.
Foi em 13 de Dezembro de 1809 que os Irmãos da Loja de
Promulgação resolveram que:
“Sob a devida investigação se demonstrou que a existência dos
Diáconos não é apenas antiga, mas que são Oficiais úteis e
necessários, são, portanto recomendados”.
O fato de que, anteriormente àquele tempo, o Irmão Diácono não
havia sido considerado um Oficial necessário na maioria das Lojas
Inglesas sugere que as respectivas Cerimônias de Fazer, Passar, e
Elevar um Maçom devem ter sido de uma ordem extremamente
simples, com muito pouco trabalho de natureza cerimonial.
Nestes tempos modernos, como é bem conhecido, os deveres dos
Diáconos são de máxima importância. Realmente, se qualquer
Cargo em Loja pode ser dito como sendo de maior importância que
outro, é seguramente aquele do Diácono. Muitas vezes se tem dito
que são os Diáconos que fazem ou arruínam o sucesso de qualquer
uma de nossas Cerimônias. Há muito de verdade neste enunciado.

91
Capítulo XV – Diáconos

Mesmo quando apesar do trabalho do Mestre estar imperfeito,


hesitante, e desmazelado, um brilhante e correto trabalho dos
Diáconos fará muito na direção á remoção de uma desfavorável
impressão sobre os procedimentos como um todo. Ao contrário, é
igualmente verdade que, por mais impressivo e excelente que possa
ser o trabalho do Mestre, o efeito total da Cerimônia será
inevitavelmente arruinado, quando os Diáconos desempenham seus
respectivos deveres de uma maneira indolente, hesitante.
Deve ser lembrado que o Irmão Diácono está sob o foco das
atenções praticamente do início ao fim. Ele é o centro do interesse
de todos os olhos, pela simples razão de que ele está continuamente a
cargo do Candidato; e o Candidato é o centro do interesse e atração.
Sem eficiência da parte dos Diáconos nenhum exagero há em dizer
que nossas solenes e belas Cerimônias não possam possivelmente
produzir aquele desejável efeito que elas devem sempre produzir no
coração e mente de um Candidato em qualquer Grau.
Todo Diácono, Sênior ou Junior, deverá possuir um completo
conhecimento do Ritual; para ser eficiente e confiável no
desempenho de seus importantes deveres ele deverá estar tão
familiarizado com o Ritual dos Três Graus quanto o próprio Mestre.
O Diácono que tem a sorte de ser conhecedor do Ritual saberá
exatamente o que fazer, como fazer, e quando fazer. Como
resultado, qualquer hiato estranho aos procedimentos deverá deste
modo ser evitado.
Em muitos sistemas de trabalho os Diáconos recebem freqüentes
incitações aos seus movimentos pelo Mestre, uma forma de
procedimento que dificilmente pode adicionar dignidade a qualquer
solene cerimônia. No trabalho de Emulação, o sistema no qual
estamos aqui concentrados, não possui tais interrupções que
arruínam o suave progresso da Cerimônia. É esperado que o Irmão
Diácono conheça seu trabalho.
Presumindo que o recém investido Diácono, a quem estas
palavras são escritas, adquiriu alguma familiaridade com o
palavreado das Cerimônias, ele desejará provavelmente prosseguir
para fazer a descoberta de que as responsabilidades dos deveres de
seu Cargo são tais que exigem um compreensivo conhecimento dos

92
Capítulo XV – Diáconos

muitos detalhes que não são aprendidos em um Ritual impresso.


Apesar do Ritual impresso poder estar exato na atual fraseologia das
Cerimônias, limitações de espaço impedem a inclusão nele daqueles
direcionamentos essenciais sem os quais o jovem Maçom,
recentemente investido ou a ser investido com um Colar de Diácono,
é deixado em um estado confuso de incerteza.
A seguir recomendações gerais e instruções são oferecidas como
guia aos recém nomeados Diáconos, mas aqui encorajamos nossos
jovens Irmãos que há um lugar e apenas um único lugar onde eles
podem adquirir o conhecimento requisitado para adequá-los ao
devido desempenho das obrigações de seus Cargos. Este lugar,
desnecessário dizer, é uma Loja de Instrução regularmente
constituída, presidida por um competente e confiável Preceptor.

RECOMENDAÇÕES GERAIS AOS DIÁCONOS


1. — Quando dando Instruções
A instrução ao Can para ini... com o p. esq. deverá ser sussurrada
ou falada em voz baixa. Similarmente as instruções de como ele
deverá colocar seus pés para dar os três P. irregulares ao avançar
para o ped do V.M. no Primeiro Grau. Muitas outras instruções
deverão ser faladas deste modo absolutamente distinto.
2. — Quando incitando
Sem murmurar ou resmungar. Falar audível e claramente para
que as indicações possam ser ouvidas por todos os Irmãos e muito já
estará feito para manter a atenção da assembléia concentrada na
Cerimônia.
3. — A Vara do Diácono
O Diácono deve lembrar que sua vara é a ‘Insígnia do Cargo’.
Ele não deve usá-la como um cajado quando perambulando a Loja,
nem tão pouco como uma muleta quando estiver parado.
Dificilmente pode existir uma visão mais indigna em Loja do que a
de um Diácono agarrado a sua vara com ambas as mãos e
dependurado sobre ela. Desafortunadamente um tal espetáculo
também é muito comum. A vara deve ser segura levemente e
naturalmente centralizada, a parte inferior deve guardar uma

93
Capítulo XV – Diáconos

polegada ou mais do piso quando perambulando a Loja, e pousar


suavemente sobre o piso ao parar. O Diácono deve manter sua vara
na perpendicular. Acima de tudo, deverá ser mantida na mão
direita e o Diácono então não poderá errar. As únicas ocasiões
quando um Diácono necessita transferir sua vara para a mão
esquerda é durante os Jurs e Prs quando a m.d. pode estar ocupada de
outro modo. Com uma pequena prática todos os Sns podem ser
dados sem que a vara seja transferida para a m.e. Não é necessário
para o 1ºD. tomar sua vara quando levar o Livro de Atas do
Secretário para o ped do V.M. para assinatura; nem para o 2ºD.
tomar sua vara quando estiver alterando a T.D.; para quaisquer dos
Diáconos quando estiverem atendendo aos deveres relacionados com
um escrutínio. Em todos os outros momentos os Diáconos devem
portar suas varas.
4. — Comportamento em Geral
Manter uma atitude polida, diligente durante toda a cerimônia.
Os Diáconos podem controlar a atenção dos Irmãos através de suas
maneiras. Permanecer alerta. Não permitir que seus pensamentos
se desviem ou que sua vontade perca seus alvos. Seguir o trabalho
do V.M. e Vigs atentamente.
5. — Movimentos de Girar com o Candidato
Muita indecisão é mostrada por Diáconos ao girar para fora do
ped do V.M., e novamente no canto N.O. da Loja. Os Diáconos
devem lembrar sempre de girar de tal modo que interponham a si
mesmos entre o Can e o ped do V.M. A única exceção a esta regra é
imediatamente após ter sido confiado ao Can o T. de P. e a P. de P.
que conduz a um Grau maior.
6. — Sns do Candidato
Nunca permitir a um Can fazer um Sn até que ele tenha dado
primeiro o P. Sempre instruir o Can em sussurro a dar o P. e se
necessário deter um Sn prematuro com sua m.e.
7. — Escrutínios

94
Capítulo XV – Diáconos

Quando há um escrutínio a ser feito o 2ºD. vai adiante com as


bolas1 de votação, o 1ºD. seguindo logo atrás com a caixa. O 2ºD
dará o primeiro voto ao P.M.I., e então prosseguirá descendo pelo S.,
cruzando o O., subindo pelo N., e assim retornando ao L., dando o
último voto para o V.M.2 O 1ºD deverá primeiro submeter a caixa
de escrutínio ao V.M. ou ao P.M.I. para exame antes de proceder à
coleta dos votos. Deve estar absolutamente certo de que a caixa de
escrutínio está vazia antes de coletar os votos.
8. — Abertura e Encerrando a Loja
É dever do Segundo Diácono cuidar das mudanças das T.D.3.
9. — Minutas
Quando o V.M. declara as Minutas confirmadas é o dever do 1ºD
levar o Livro de Minutas da mesa do Secretário, apresentá-las para

1
O costume do Ritual de Emulação é o de usar para os escrutínios bolas
brancas e cubos pretos e uma caixa de madeira com uma tampa articulada
ao meio, de modo que uma das articulações da tampa dê acesso a um
pequeno orifício por onde é depositado o voto e, o votante não possa saber
se foram depositados, bolas brancas ou cubos pretos. Já a outra metade da
tampa articulada ao ser aberta permite fazer a conferencia dos votos.
2
Este é o método seguido pela Emulation Lodge of Improvement. Em
muitas Lojas regulares a prática é o 2ºD dar o primeiro voto ao V.M.
3
Durante a Abertura e Encerramento da Loja em qualquer Grau o 2ºD não
deve deixar o seu lugar antes que o 2º V tenha dado as . É para se
lamentar que em muitas das Lojas de Instrução reconhecidas o 2ºD é
ensinado a cuidar deste dever imediatamente após o V.M. ter dado
as nas Aberturas, ou o 1º V tê-lo feito durante os Encerramentos, como
resultado, nos Encerramentos, o 2ºD é causa de confusão ao se mover pela
Loja enquanto o 2º V está falando. Um cerimonial digno e ordeiro
seguramente exige que ao 2º V seja permitido completar a porção da
Cerimônia sem tal interrupção. A afirmação de que o referido costume
‘economiza tempo’ beira ao ridículo. O tempo ‘economizado’ não pode ser
mais do que dois ou três segundos — uma pobre escusa para o sacrifício do
decoro.

95
Capítulo XV – Diáconos

assinatura, e retorná-las ao Secretario.4 O 1ºD deverá se prevenir de


pousar o Livro de Minutas sobre o L.S.E.
Mais adiante instruções mais detalhadas com relação ao trabalho
dos Diáconos são passadas nos dois capítulos subseqüentes.

4
Na Emulation Lodge of Improvement isto não é feito, assim, portanto as
Minutas não são assinadas.

96
C APÍT ULO XVI

S EGUNDO D IÁCONO
O LUGAR DO SEGUNDO DIÁCONO é à direita do Primeiro
Vigilante, e seus deveres, como lhe são explicados na investidura,
incluem o atendimento aos Candidatos durante a Cerimônia de
Iniciação. Uma pequena reflexão pode mostrar que estas poucas
palavras em itálico remetem ao que talvez possa ser descrito como o
mais importante dever em todo conjunto do Cerimonial Maçônico,
com a única exceção dos deveres do Venerável Mestre.
As primeiras impressões em Maçonaria, como em outras esferas
da vida, são freqüentemente indeléveis. É o Segundo Diácono quem
recebe pelas mãos do Guarda Interno, o cego desamparado a procura
da luz Maçônica. Qualquer sugestão de mau trabalho, de indevido
nervosismo, ou, o que seria muito pior ainda, de leviandade, exibida
pelo Segundo Diácono neste solene ponto de junção pode muito bem
destruir para sempre, as favoráveis impressões do Candidato sobre a
beneficente Fraternidade na qual ele está procurando admissão.
Firmeza gentil, combinada com um completo autocontrole e
conhecimento apropriado, de parte do Segundo Diácono, pode fazer
muito para produzir na mente do Candidato um amor pela Arte que
jamais poderá esmaecer com o passar dos anos.
O Irmão Segundo Diácono bem pode prestar atenção àquelas
impressionantes palavras contidas na Segunda Secção da Primeira
Preleção na qual se conta como o Candidato estando ‘nem despido
nem vestido, nem descalço nem calçado, mas em uma comovente
postura de miséria e hesitação’ foi ‘amigavelmente tomado pela mão
direita’.
Amigavelmente tomado pela mão direita. O Segundo Diácono
deverá se lembrar que as palavras sobre as quais são colocados
ênfase e respeito, não são uma parte sem importância de seu dever,
são para constituir a si mesmo como um guia amigo para o noviço a
seu cargo. Pode-se estar muito amplamente tranqüilo em relação ao
Segundo Diácono se permanecer na mente do Candidato uma bela e

97
Capítulo XVI – Segundo Diácono

durável impressão da solene cerimônia de sua entrada em nossa


Ordem.
Muito pode ser feito através do tato do Segundo Diácono para
auxiliar um Candidato mesmo antes da Cerimônia de sua Iniciação.
No curso de uma breve e amigável conversa na ante-sala o gelo pode
ser quebrado, e umas poucas recomendações fraternais conduzidas, é
claro, sem revelar nada do que deva permanecer oculto. Um
Candidato muito nervoso tende a arruinar uma Cerimônia; alguns
Candidatos antecipam tolices, fazem gracejos — mesmo perigosos.
O Irmão Segundo Diácono pode com muito tato explicar que a
Cerimônia na qual tomará parte é de uma natureza séria e solene e
que não há motivo para medo.
O guia anexo de recomendações relacionadas com a Iniciação e
subseqüentes Cerimônias deve ser cuidadosamente estudado pelo
Segundo Diácono.

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO
1. — Neste Grau, durante a Cerimônia real, a senioridade dos
Diáconos pode-se dizer que é invertida; é o Segundo Diácono quem
está no controle do Candidato, o Primeiro Diácono atua na posição
de assistente quando necessário.
2. — Havendo o V.M. dado a determinação para a admissão do
Cand, o 2ºD toma sua vara em sua m.d. e dirigi-se a porta. Ele
deverá receber o Cand gentilmente, mas sua segurança deve ser
firme; nada está mais apropriado para aumentar a confusão e o
nervosismo do Can do que estar sendo controlado de uma maneira
débil e hesitante. O melhor método de controlar um Cand,
particularmente nos primeiros estágios da Cerimônia de Iniciação, é
o Diácono se certificar de que seu b.e. esteja na frente do b.d. do
Cand. O 2ºD conduz o Cand suavemente ao B.Aj.
3. — O Segundo Diácono deverá prontamente responder a
primeira pergunta do V.M. em voz baixa e clara. Se o Cand
demonstrar hesitação após a primeira determinação do V.M. o 2ºD
avisará que o B.Aj. está diante dele. O 2ºD transfere a vara para a
m.e., eleva-a e coloca a m.d. na atitude correta para a Pr. O
Candidato não usa a m.d. neste Grau. Enquanto o Cand estiver

98
Capítulo XVI – Segundo Diácono

ve...do o 2ºD nunca deverá soltar sua mão exceto durante o Jur e a
Pr.
4. — Após a Pr e subseqüente pergunta o 2ºD auxilia o Cand a se
levantar e aguarda a proclamação do V.M. antes de iniciar a
perambulação. Enquadra cada canto da Loja cuidadosamente,
sussurrando ao Cand no início de cada movimento para c.c.o.p.e.
Nas paradas junto aos Vigilantes as batidas dadas em seus om...os
devem ser dadas firmemente, porém não pesadamente.
5. — Depois da perambulação o 2ºD coloca a m.d. do Cand na
m.e. do 1º V. verifica que o Cand esteja voltado para o L. e toma
lugar em linha a sua esquerda. O Diácono nunca deve ficar oculto
atrás do Cand. O 2ºD deve estar alerta para se encarregar do Cand
outra vez no momento apropriado, e de pé voltado para o L.
enquanto recebe as instruções do 1º V. Nenhum Sn é feito quando
endereçado pelo 1º V.
6. — O 2ºD conduz o Cand diagonalmente (sem enquadrar) até a
posição correta para os três Ps irregulares. Aproximadamente a uma
jarda do ped do V.M. é o suficiente. Dá as instruções claramente,
mantendo-o firmemente seguro, de tal modo que praticamente o
compele a obedecer. O 2ºD não deve usar sua vara aqui para tocar
os p...s do Cand.
7. — Antes de principiar o Jur o 2ºD transfere a vara para sua
m.e., eleva-a, dá o P e faz o Sn de Ap. O momento correto para
des...r o Sn é imediatamente após o Cand haver repetido as palavras
finais do Jur. O 2ºD deve lembrar que quando o Cand é perguntado
pelo V.M. se ele está desejoso de prestar o S...e Jur sua resposta
deverá ser voluntária; ele não deverá prontamente dizer “Eu estou”1.
8. — A restauração da L...z é de extrema importância. O 2ºD
freqüentemente tarda ou se antecipa ao desempenhar um certo dever;
o devido entendimento entre o V.M. e o 2ºD é essencial, se é para ser

1
Se o Cand hesitar o Diácono deverá insta-lo a responder, porém o Diácono
não deverá dizer audível e imediatamente “Responda”. A palavra não é
parte do Ritual e de qualquer forma tal prática é contrária ao trabalho
correto de Emulação.

99
Capítulo XVI – Segundo Diácono

obtida uma efetiva impressão. O 2ºD deve capturar o olhar do V.M.


para indicar que ele está pronto, removendo a ve...da no exato
momento do movimento final do V.M. com o . Se o Cand
permanecer com os olhos dirigidos para o L.S.E. não há necessidade
de o 2ºD tocar sua cab...a.
9. — Após o V.M. haver completado certos deveres, o 2ºD deverá
colocar o Can do lado N do ped. Também não deve tardar nem tão
pouco se antecipar em remover a cor...a. O momento correto para
remove-la é após o V.M. ter dito, ‘... cumprindo assim o seu dever’.
Durante a transmissão o 2ºD deverá estar pronto para auxiliar se
necessário, mas ele não deverá interferir indevidamente.2 O 2ºD não
deve dar o Sn quando o V.M. o fizer. O 2ºD deve ser rápido em
responder a terceira pergunta do V.M. ou o Can poderá responder
voluntariamente e incorretamente. Quando o V.M. der a Pal. o 2ºD
repete-a ao Can, que deverá repeti-la em seguida. Similar repetição
pelo 2ºD e Can é feita quando o V.M. soletra a Pal.
10. — Após a transmissão a Loja deve ser cuidadosamente
enquadrada quando o 2ºD conduzir o Can às paradas nos Vigilantes.
O 2ºD deve lembrar de dar o P e fazer o Sn antes de falar ao 2º V
nesta parada. Similarmente na parada junto ao 1º V. não deverá
transferir a vara para sua m.e. ao dar o Sn. Se a base da vara estiver
levemente inclinada a diante e se permitir descansar a extremidade
superior contra o ombro direito, os Sns de todos os graus poderão ser
dados sem transferir a vara para a m.e. descarregando o Sn antes que
o 2º V responda. Igualmente ao parar junto ao 1º V.3 Durante o
exame pelo 1º V o 2ºD deve lembrar que o Can não deve dar o Sn
quando orientado a aproximar-se. Deverá orientá-lo sussurrando e
prevenindo-se de que ele faça qualquer Sn prematuro, e se necessário
colocando sua m.e. sobre o ombro e. do Can.

2
Neste ponto e no ponto similar no Segundo Grau o Can deverá estar
unicamente sob a direção do V.M. O Diácono não deverá interferir a
menos que seja absolutamente necessário.
3
Quando o Can comunica o T ou S aos Vigilantes neste e nos Graus
subseqüentes o Diácono deverá ajustá-lo com sua m.e. sobre a m.d. do Can,
com o Diácono retendo sua vara na m.d.

100
Capítulo XVI – Segundo Diácono

11. — É dever do 1º V investir o Can com a insígnia distintiva de


um Maçom, porém o 2ºD deverá estar atento para auxiliá-lo se
necessário. Ao concluir a alocução do 1º V o 2ºD deverá voltar o
Can de frente para o L e ficar de pé alinhado à sua direita. Após as
observações do V.M. sobre o avental o 2ºD aguardará instruções para
prosseguir. O 2D deve ter o cuidado de não esquecer de dar as
instruções necessárias ao Can no canto N.E. A posição correta no
canto N.E. é estar alinhado com a frente do ped do V.M.
12. — No canto N.E. o 2ºD não deve deixar o Can sozinho
enquanto procura pela sacola de beneficência; se ela não estiver
próxima é suficiente para o 2ºD estender sua m.e. quando fizer a
primeira pergunta ao Can. O 2ºD deve baixar a sacola de
beneficência (ou sua mão) após o Can haver comunicado que nada
tem a dar. O 2ºD deve lembrar que o Can está freqüentemente
confuso quando perguntado se ele tem ‘alguma coisa a dar...’. Se o
Can não responder o 2ºD deve prosseguir com a segunda pergunta.
O 2ºD deve ficar diretamente de frente para o ped do V.M., dar o P e
fazer o Sn antes de comunicar que ‘Nosso novo Irmão afirma...’
13. — O 2ºD deve estar alerta para levar o Can de frente ao ped
do V.M. no momento correto para a explicação dos Inst...s de Trab,
etc.
14. — Quando o Can é liberado pelo V.M. o 2ºD o conduz
diretamente para a e. do 1º V sem enquadrar. O 2ºD instrui o na a
saudar o V.M. como um M. Então o Can se retira com o 2ºD
acompanhando-o até a porta.
15. — No retorno do Can para a Preleção o 2ºD recebe-o à porta e
o conduz à e. do 1º V, e ordena para saudar o V.M. como M. O Can
não deve ser colocado no centro da Loja a menos que seja
expressamente ordenado pelo V.M. A Posição correta do Can para a
Preleção é no O à e. do 1º V. Na conclusão da Preleção o 2ºD
conduz o Can a um assento e retorna ao seu lugar à d. do 1º V. O
Can não deve ser orientado a saudar após a Preleção.
Nota: Exceto durante uns poucos momentos quando está em
frente do Can para certas perguntas no canto N.E. da Loja o 2ºD

101
Capítulo XVI – Segundo Diácono

nunca deve sob nenhuma circunstância deixar o Can sozinho durante


a Cerimônia.

CERIMÔNIA DE PASSAGEM
1. — O 2ºD deve lembrar que ele está novamente a cargo do
Candidato até que a Loja seja aberta no Segundo Grau, i.e. durante
seu exame pelo V.M. e até que seja transmitido o T de Pas e a P de
Pas pelo V.M. Após o V.M. haver anunciado que ‘O Ir. A.B. é esta
noite um Candidato...’ o 2ºD conduz o Can para o O. à e. do 1º V, e
permanece de pé com ele ambos voltados para o L.4 O 2ºD deve
estar pronto para o exame se for necessário.
2. — Concluído o Exame o 2ºD conduz o Can para o lado N do
ped do V.M. sem enquadrar. O 2ºD repete a P de Pas após o V.M.,
e o Can repete-a após o 2ºD.
3. — Depois de confiados o T de Pas e a P de Pas o 2ºD conduz o
Can diretamente ao O à e. do 1º V sem enquadrar. O Can é
instruído para saudar o V.M. como M. Então ele se retira com o 2ºD
acompanhando-o até a porta.
(A Loja agora é Aberta ou Revertida ao Segundo Grau.)
Estando a Loja aberta no Segundo Grau o Segundo Diácono
imediatamente volta a auxiliar seu Irmão Primeiro Diácono. Há
pouco para o Segundo Diácono fazer durante a Cerimônia de
Passagem, mas os seus deveres devem ser executados com o mesmo
escrupuloso cuidado do que aqueles pertencentes ao Grau anterior.
O Irmão Segundo Diácono deve satisfazer com cuidadosa atenção as
próximas recomendações:
4. — Antes da admissão do Can o 2ºD deve colocar o B.Aj. na
posição correta e dirigir-se para a porta com o 1ºD. Após o 1ºD
haver instruído o Can sobre o método de se avançar o 2ºD deve ter o
cuidado de observar se o B.Aj. está na posição correta para o Can

4
Na Emulation Lodge of Improvement o 2ºD coloca o Can em posição
antes do anúncio do V.M., mas o método indicado acima é a prática seguida
pela maioria das Lojas regulares de Emulação.

102
Capítulo XVI – Segundo Diácono

fazer uso dele sem ter de avançar. Se não estiver o 2ºD deverá
ajustá-lo. O 2ºD toma sua posição à e. do Can.
5. — Durante a Pr o 2ºD transfere a vara para a m.e., eleva-a, e
faz o Sn de R. Após a Pr o 2ºD deve retirar o B.Aj. para permitir ao
1ºD iniciar a perambulação com o Can. Então ele coloca o B.Aj. em
posição antes do ped do 1º V e volta ao seu lugar.
6. — Para o Jur o 2ºD deverá chegar ao ped do V.M.
simultaneamente com o 1ºD e o Can. Ele deve verificar se o b...o e.
do Can está corretamente colocado no â....o do E., e que o an..br..o
do Can esteja for...o um E, apontando para o alto e acima de seu o.e.
O 2ºD deve segurar o E. com sua m.d., transferindo sua vara para a
m.e. É impossível aqui para o 2ºD fazer o Sn de F, mas ele deve
lembrar de estar à Ordem dando o Passo. Depois do Jur o 2ºD
remove o E e baixa o b.e. do Can. O 2ºD retorna ao seu lugar sem
enquadrar.
7. — No retorno do Can à Loja para a Explanação da T.D. o 2ºD
não acompanha o 1ºD à porta. O 2ºD deve aguardar até que o 1ºD
conduza o Can ao pé da T.D., e passa sua vara ao V.M. para usar ao
apontar para os emblemas.

CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
1. — Durante esta Cerimônia o 2ºD está novamente na posição de
auxiliar de seu colega sênior. Imediatamente após a Abertura ou
Reversão da Loja para o Terceiro Grau o 2ºD auxilia o 1ºD a
estender a Sep...a5 e apagar a L...z.6 Quando o V.M. determinar que
o Can seja admitido o 2ºD deverá cuidar do B.Aj. tal como no
Segundo Grau.

5
Os Diáconos devem lembrar que a Sep...a deve estar aberta. A Sep...a
nunca deverá ser coberta durante qualquer parte da Cerimônia.
6
Por ser a Emulation Lodge of Improvement de fato uma Loja de Instrução
a L..z, nunca é apagada. Então isto indica que o Emulation Committee
pode baixar a regra exata de em que ponto isto deva ser feito. As opiniões
variam, mas o método indicado acima é a prática seguida pela maioria das
Lojas regulares em Emulação.

103
Capítulo XVI – Segundo Diácono

2. — Durante a Pr o 2ºD transfere sua vara para sua m.e., eleva-a,


e faz o Sn de Rev. Após a Pr o 2ºD remove o B.Aj. Quando o 1ºD
já iniciou a perambulação com o Can o 2ºD recoloca o B.Aj. em
posição antes do ped do 1º V e segue o 1ºD e o Can. Durante as
perambulações neste Grau o 2ºD deve permanecer imediatamente
atrás do Can, enquadrando cuidadosamente a Loja em cada canto.
3. — Depois da segunda perambulação o 2ºD deverá alinhar-se à
esquerda do Can no O. Após a proclamação do V.M. o 2ºD
novamente retoma sua posição atrás do Can para a terceira
perambulação.
4. — Depois da terceira perambulação, durante a apresentação do
Can pelo 1º V, o 2ºD toma lugar em linha com o Can e o 1ºD,
ficando à esquerda de seu Oficial sênior.
5. — O 2ºD novamente segue atrás do Can quando o 1ºD o
conduz a posição onde é demonstrado o método de se avançar para o
L. O 2ºD toma lugar à esquerda do Can enquanto o 1ºD demonstra
o método. O 2ºD deverá chegar ao ped do V.M. simultaneamente
com o Can e o 1ºD.
6. — Durante o Jur o 2ºD transfere a vara para a m.e., eleva-a, e
faz o Sn P de um M.M. O momento correto de descarregar o Sn é
quando o Can repete as palavras finais do Jur. Lembrar de
recuperar.
7. — Quando o Can já foi auxiliado pelo V.M. o 2ºD deverá
recuar com o Can e o 1ºD até o pé da Sep....a
8. — Após a exortação, quando o V.M. convocar os Vigilantes
para auxiliá-lo, o 2ºD deverá aguardar até que o 1º V chegue
imediatamente atrás dele. Ele então se afasta para o lado e retorna
ao seu lugar à direita do ped do 1º V sem enquadrar.

104
C APÍT ULO XVII
P RIMEIRO D IÁCONO
O LUGAR DO PRIMEIRO DIÁCONO é à direita ou próximo à direita
do Venerável Mestre. A menos que expressamente ordenado pelo
Mestre de outro modo, ele deve ter o cuidado de não se interpor entre
a Cadeira e quaisquer Oficiais da Grande Loja que possam estar
presentes, aqueles distintos Irmãos possuem um prescritivo direito
para ocupar os assentos imediatamente à direita do Mestre.
O Jóia do Cargo do Primeiro Diácono é exatamente similar
àquela de seu colega junior, um Pombo carregando uma Ramo de
Oliveira, embora possa aqui ser mencionado que o emblema de
ambos era originariamente o deus Grego Hermes, arauto e
mensageiro dos deuses, representado com asas no chapéu e
tornozelos, portando um Caduceu adornado com asas para simbolizar
Rapidez, e entrelaçado com um par de serpentes representando
Inteligência e Saúde.
Uma antiga Loja da qual o autor é um Past Master ainda retém o
mensageiro alado como a Jóia do Primeiro Diácono. Muitas Lojas
antigas possuem jóias similares, mas tais figuras, se perdidas ou
destruídas, não devem ser substituídas por uma réplica. Nestes
casos as autoridades estipulam que a nova jóia deve ser o agora
familiar Pombo com um Ramo de Oliveira.
Presumindo que o recém investido Primeiro Diácono tenha
passado pelos cargos iniciais de Guarda Interno e Segundo Diácono,
obtendo uma bem merecida promoção por sua diligência em se
desincumbir das obrigações pertencentes àquelas importantes
posições, é de se supor que agora ele conquistou alguma confiança
em sua própria habilidade e conhecimento, e que ele está justificado
em olhar adiante para próxima promoção a qual buscará ter o
orgulho de ocupar a cadeira de Vigilante no Sul. Porém o ano que
deve transcorrer é de considerável responsabilidade e trabalho para
ele se sua Loja é uma daquelas onde as Cerimônias de Passagem e
Elevação são conduzidas durante o reinado do Mestre atual.

105
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

É verdade que ao Primeiro Diácono não é confiado o cuidado


imediato do Candidato durante a solene e imponente Cerimônia de
Iniciação, mas as duas subseqüentes Cerimônias não são de menor
importância. O segundo estágio, curto quando comparado com os
outros, é de um grande interesse; apesar de raramente se poder dizer
de que haja qualquer Cerimônia Maçônica de beleza e inspiração
mais sublimes do que aquela da Elevação.
Durante cada uma destas Cerimônias é o Irmão Primeiro Diácono
que é pessoalmente responsável pela condução do Candidato, e
muito irá depender da maneira pela qual ele preenche sua importante
função.
O estágio final irá primeiro ser dividido, e com detalhadas
instruções devidamente tabuladas para guia do recém investido
Primeiro Diácono.

CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
1. — O 1ºD há de lembrar que ele está a cargo do Candidato,
desde o início, i.e. antes de a Loja estar aberta no Terceiro Grau.
Após o anúncio pelo V.M. de que ‘O Ir. A.B. é esta noite um
Candidato a ser...’, o 1ºD conduz o Can ao O, à e. do 1º V, e
permanece de pé com ele ambos voltados para o L.1 O 1ºD deverá
estar pronto para auxiliar o Can se necessário.
2. — Ao concluir-se o Exame o 1ºD conduz o Can ao lado N do
ped do V.M. sem enquadrar. O 1ºD repete a P de Pas depois do
V.M., e o Can repete-a após o 1ºD.
3. — Após a Transmissão o 1ºD conduz o Can diretamente ao O à
esquerda do 1º V sem enquadrar. O Can é instruído a saudar o
V.M. como um Comp, primeiro como um Ap. Então ele se retira e
o 1ºD o acompanha até a porta.
(A Loja é Aberta ou Revertida ao Terceiro Grau.)

1
Na Emulation Lodge of Improvement o 1ºD. coloca o Can. em posição no
O antes do anúncio do V.M., porém o método indicado acima é a prática
seguida pela grande maioria das Lojas regulares que trabalham em
Emulação.

106
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

Auxiliado por seu colega junior o 1ºD agora atende a certos


assuntos da preparação; ele deve estender a Sep...a2 e verificar que as
L...s estejam apagadas.
4. — Tendo o V.M. dado instruções para a admissão do Can, o
1ºD toma sua vara em sua m.d. e prossegue sem enquadrar até a
porta, onde ele irá se unir ao 2ºD depois que este último Oficial tenha
se ocupado do B.Aj. O 1ºD deverá se precaver em verificar que este
dever não seja esquecido. O 1ºD conduz o Can a uma distância
conveniente do B.Aj., e ordena que avance como um Comp, primeiro
como um Ap.3 O 1ºD deve verificar que o Can dê o P antes de fazer
o Sn em cada caso.
5. — Antes da Pr o 1ºD deve se certificar que a m.d. do Can
esteja na atitude correta do Sn de Rev. O 1ºD então transfere a vara
para sua m.e., eleva-a, e coloca a m.d. na atitude correta.
6. — Após a Pr o 1ºD auxilia o Can a se levantar e inicia a
primeira perambulação, enquadrando a Loja cuidadosamente em
cada canto. Presumindo que o B.Aj. seja pequeno o suficiente para
ser manipulado convenientemente por um Oficial, deverá ser
removido para uma posição antes do ped do 1º V pelo 2ºD depois do
1ºD haver iniciado a perambulação com o Can, mas o 1ºD deverá
lembrar de iniciar a perambulação muito lentamente, dando assim
tempo ao 2ºD para recolocar o B.Aj. e entender-se com ele sem que
haja pressa. Freqüentemente vemos o 2ºD fazendo algo como que
da natureza de uma corrida para alcançar seu Oficial sênior e o Can.
Esta visão é indigna e absolutamente desnecessária. Ao fazer as três
perambulações com o Can o 1ºD deve em todos os momentos se
lembrar que o 2ºD deve estar seguindo imediatamente atrás do Can.
O 1ºD deve ser particularmente cuidadoso quando fazendo os
movimentos de contornar os cantos da Loja; os movimentos devem
ser feitos lentamente, permitindo assim ao 2ºD ficar na posição

2
A Sep...a não deve ser coberta.
3
O Primeiro Diácono deve notar que há apenas duas ocasiões quando o Can
ao entrar na Loja é instruído para avançar em vez de saudar i.e. quando o
Can entra na Loja para fazer o avanço do 1º para o 2º Grau, ou de e para o
3º Grau.

107
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

correta sem dificuldade. O 1ºD deve ser cuidadoso ao induzir o Can


a uma parada diante do ped do V.M. antes de instruí-lo a saudar o
V.M. como um M.4 O Can não deve voltar sua cabeça ou corpo na
direção do V.M. quando dando a saudação. Instruções similares se
aplicam quando o Can saúda o V.M. ou os Vigilantes em um estágio
posterior. O 1ºD deve novamente induzir o Can a uma parada junto
ao 2º V antes de instruí-lo como deve avançar. O 1ºD não deve dar
os Sns com o Can nas paradas junto aos Vigilantes. Após o exame
pelo 2º V o 1ºD deve novamente ser cuidadoso em induzir o Can a
uma parada junto ao ped do 1º V antes de instruí-lo para saudar.
7. — A segunda perambulação segue-se imediatamente após a
primeira, o Can novamente sendo induzido a uma parada junto ao
V.M. e 2º V para saudá-los como Comp. Ele é então orientado em
como avançar para o 1º V para exame. Depois deste exame o Can é
colocado no O à e. do 1º V, de frente para o L, para aguardar a
proclamação do V.M. Então se segue a terceira e última
perambulação.
8. — Durante a terceira perambulação o Can outra vez saúda o
V.M. e o 2º V como Comp, mais adiante avançando para o 1º V para
comunicar o T. de P. e a P. de P. Em seguida a este exame o 1ºD
novamente coloca o Can no O à e. do 1º V, e coloca a m.d. do Can na
m.e. do 1º V. O 1ºD deverá verificar que o Can esteja voltado para
o L e ficará em pé alinhado à sua esquerda. O 1ºD deve estar alerta
para ficar a cargo do Can outra vez no momento apropriado e estar
voltado para o L enquanto estiver recebendo as instruções do 1º V.
Nenhum Sn deverá ser dado para o 1º V quando estiver recebendo as
instruções.
9. — Após as instruções terem sido dadas pelo 1Vig o 1ºD
conduz o Can para a posição apropriada no N para demonstrar o

4
É essencial parar e dar o P antes de fazer qualquer Sn Maçônico. O Sn é
um dos Ss do Grau. Durante a comunicação dos Ss em cada Grau é
enfatizado ao Can pelo V.M. que ‘é nesta posição que os Ss do Grau são
comunicados’. A aludida posição pode ser conseguida apenas dando o P.
Qualquer instrução para saudar ‘de passagem’ é portanto diretamente oposta
ao Ritual.

108
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

método de se avançar para o L O 1ºD deverá ficar em frente ao Can


para dirigir-se a ele.5 O método então é demonstrado. A posição
inicial do 1ºD é com o p.e. apontando para o L e p.d. para o S.
Inicia com o p.e. e conclui com quatro Ps distintos.
10. — O 1ºD deve lembrar que quando o V.M. pergunta ao Can
antes do Jur se ele está ‘preparado para enfrenta-los...’ ele deverá
responder voluntariamente. Antes do início do Jur o 1ºD transfere a
vara para sua m.e., eleva-a, dá o P, e faz o Sn P de um M.M. O
momento correto de descarregar o Sn é imediatamente após o Can
repetir as palavras finais. Sem esquecer de recuperar.
11. — Quando o Can já houver sido auxiliado pelo V.M. o 1ºD
recuará com o Can e o 2ºD até o pé da C...a.
12. — Quando o V.M. convocar os Vigilantes para auxiliá-lo
após a Exortação o 1ºD aguardará até que o 2º V chegue
imediatamente atrás dele, então dará um passo para o lado e retornará
ao seu lugar sem enquadrar.
13. — Após a Preleção o 1ºD não deve deixar seu lugar para ir
tomar posição junto ao Can durante a explicação dos primeiros três
Sns. O 1ºD deve permanecer sentado até que o V.M. informe ao
Can que ‘estais agora em liberdade para vos retirar...’ O 1ºD então
conduz o Can diretamente e sem enquadrar à esquerda do 1º V e o
instrui como saudar o V.M. nos três Graus. O 1ºD deve se lembrar
que neste ponto o Can faz apenas o Sn P do Terceiro Grau. O Can
então se retira com o 1ºD que o acompanha até a porta.6 Certos

5
De acordo com a prática em Emulação a posição correta para o 1ºD
quando estiver se dirigindo ao Can neste ponto é no lado S da Sep...a. Há,
no entanto, algumas Salas de Loja tão grandes que esta prática pareceria
deselegante. Aqui, como noutros casos, os Diáconos serão prudentes em
usar de bom senso e se adaptarem às condições existentes.
6
Deve-se sempre permitir ao Can deixar a Loja neste estágio para restaurar
seu c. p. O costume negligente de completar a cerimônia sem permitir ao
Can que se retire (sob o pretexto de ‘poupar tempo’) é oposto a todos os que
são fieis a obediência e dignidade cerimonial.

109
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

assuntos da preparação agora são executados pelo 1ºD e seu colega, e


a L...z é restaurada.7
14. — Quando o Can é readmitido o 1ºD encontra-o à porta e o
conduz à esquerda do 1º V, instruindo-o a saudar o V.M. nos três
Graus. Sns completos neste momento, o 1ºD agora coloca a m.d. do
Can na m.e. do 1º V para a apresentação ao V.M. Certifica-se de
que o Can está voltado para o L, e alinha-se com ele a sua esquerda.
É dever do 1º V investir o Can com o símbolo distintivo de um
M.M., mas o 1ºD deve estar atento para auxiliá-lo se necessário.
15. — Após a investidura e subseqüente alocução o 1ºD leva o
Can diagonalmente (sem enquadrar) para uma posição entre doze e
dezoito polegadas do ped do V.M. Durante a His...a Tr...al o Can
não deve ser movido para trás e para frente como orientado em
alguns rituais impressos. Tal prática é contrária ao ensino de
Emulação.
16. — O 1ºD deve lembrar que o Can não deverá dar o Passo
quando o V.M. anuncia que ‘um dos Irmãos, olhando em torno,
observou...’ O 1ºD deverá sussurrar ao Can para copiar o Mestre
quando os Sns de H. e S. são feitos. Um pouco depois, quando o
V.M. se levanta para demonstrar os cinco Sns, o 1ºD instruirá o Can
a dar o P. O Can copia o V.M. em cada Sn, porém não repete as
palavras usadas pelo V.M. quando faz os Sns de Jú...o e Al...a e
Af...o e An...a.
17. — Após a explicação das Ferramentas de Trabalho o 1ºD
conduzirá o Can diretamente ao seu lugar em Loja e retornará ao seu
próprio lugar. O Can não deverá ser conduzido para o O a fim de
saudar o V.M. ao término da Cerimônia.

7
O momento coreto para restaurar a L…z é após o Can ter deixado a Loja
para restaurar seu c.p. Certas palavras faladas pelo V.M. durante a
Preleção concernente ‘aquela brilhante Estrela da Manhã’ não possuem
nenhuma relação que seja com a L...z A indesejável prática de manipular a
chave elétrica neste ponto é obviamente uma inovação moderna, visto que
nunca tal método poderia ter sido seguido nos dias anteriores à introdução
da luz elétrica.

110
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

CERIMÔNIA DE PASSAGEM
1. — Durante o Exame e a Transmissão, antes da Cerimônia de
Passagem, é o 2ºD quem está a cargo do Can. O 1ºD não possui este
dever até que a Loja esteja aberta no Segundo Grau e o V.M. ordene
a admissão do Can. O 1ºD então toma sua vara em sua m.d. e sem
enquadrar se dirige à porta, no que será acompanhado pelo 2ºD
depois que este último Oficial houver colocado o B.Aj. O 1ºD deve
ter a precaução de verificar que este dever não foi esquecido. O 1ºD
conduz o Can a uma distância conveniente do B.Aj. e o instrui a
avançar como um M. O 1ºD deve se certificar de que o Can dê o P
antes de fazer o Sn.
2. — Antes da Pr o 1ºD verificará que a m.d. do Can está na
atitude correta do Sn de Rev. O 1ºD transfere sua vara para a m.e.,
eleva-a, e coloca a m.d. na atitude correta.
3. — Após a Pr o 1ºD auxilia o Can a se levantar e inicia a
primeira perambulação, enquadrando cada canto da Loja. Ele
induzirá o Can a uma parada no ped do V.M. antes de instruí-lo a
saudar o V.M. como M. O Can deverá novamente ser induzido a
uma parada no ped do 2º V antes de instruí-lo a avançar. O 1ºD não
faz os Sns com o Can junto aos lugares dos Vigilantes.
4. — Após a primeira perambulação o 1ºD colocará o Can no O à
e. do 1º V e aguardará a proclamação do V.M.
5. — Na segunda perambulação o Can é parado nos peds do V.M.
e do 2º V para saudá-los como um M., posteriormente avançando
para o 1º V para comunicar a P de P e o T de P.
6. — Após este exame o 1ºD conduz o Can à e. do 1º V e coloca a
m.d. do Can na m.e. do 1º V. Deverá verificar que o Can esteja
voltado para o L e alinhar-se com ele à sua esquerda. Deve estar
alerta para tomar o Can a seu cargo novamente no momento
apropriado e ficar voltado para o L enquanto recebe as instruções do
1º V. Nenhum Sn é dado ao receber as instruções do 1º V.
7. — Após receber as instruções do 1º V o 1ºD conduz o Can à
posição apropriada no N para demonstrar o método de avançar para o
L. O 1ºD ficará em frente ao Can para se dirigir a ele. O método é

111
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

então demonstrado. A posição inicial do 1ºD é com o p.d.


apontando para o O e o p.e. apontando para o S. Começa com o p.e.
8. — Antes do início do Jur o 1ºD transfere a vara para a m.e.,
eleva-a, dá o P., e faz o Sn de Comp. O momento correto de
descarregar o Sn é quando o Can completa o Jur. O Can deve
responder voluntariamente quando perguntado pelo V.M. ‘quereis
prestá-lo...’
9. — Após o V.M. ter auxiliado o Can a se levantar o 1ºD
colocará o Can à direita do ped do V.M. Durante a Transmissão o
1ºD deve estar atento para auxiliar se necessário, mas não deve
interferir indevidamente. O 1ºD não dá os Sns como demonstrados
pelo V.M. O 1ºD deverá ser rápido em responder prontamente à
terceira questão do V.M., ou o Can poderá responder
voluntariamente e incorretamente. Quando o V.M. der a P o 1ºD
repete-a para o Can, que deve repeti-la após ele. Similar repetição
ocorre quando o V.M. soletra a P.
10. — Após a Transmissão o 1ºD conduz o Can junto ao 2º V pra
exame, sendo cuidadoso em enquadrar a Loja. O 1ºD deve dar o P
e fazer o Sn antes de se dirigir ao 2º V descarregando o Sn antes que
o 2º V responda.
11. — O 1ºD conduz o Can até o 1º V para um exame mais longo.
Neste ponto o 1ºD deve lembrar que o Can não dê os Sns de Comp
quando instruído a avançar. Após este exame o 1ºD conduz o Can à
e. do 1º V e coloca a m.d. do Can na m.e. do 1º V para a
apresentação. O 1ºD ficará alinhado à esquerda do Can.
12. — É dever do 1º V investir o Can com a insígnia distintiva de
um C.F.M., porém o 1ºD estará atento para auxiliá-lo se necessário.
Quando o 1º V concluir suas observações o 1ºD fará o Can ficar
voltado de frente para o L, ficando alinhado à sua direita. Após a
alocução do V.M. sobre a insígnia o 1ºD aguarda as instruções para
conduzir o Can ao canto S.E. da Loja. Ele deve ter o cuidado de
lembrar as instruções para o Can neste ponto. A Loja deve ser
enquadrada quando o Can for conduzido ao canto S.E. A posição
correta no canto S.E. é exatamente alinhado com o ped do V.M.

112
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

13. — O 1ºD estará alerta para conduzir o Can para a posição


apropriada junto ao ped do V.M. no momento correto para a
explanação das Ferramentas de Trabalho.
14. — Quando o Can é liberado pelo V.M. o 1ºD o conduzirá,
sem enquadrar, para o O, à e. do 1º V, e o instruirá como saudar
como um Comp, primeiro como um Ap. o Can então se retira, o
1ºD acompanhando-o até a porta.
15. — No retorno do Can o 1ºD encontra-o na porta e o conduz à
e. do 1º V, instruindo-o a saudar como Comp, primeiro como Ap. O
1ºD agora conduz o Can ao pé da T.D., que estará no piso no centro
da Loja. Após a Palestra sobre a T.D. o 1ºD conduz o Can para um
assento e retorna ao seu assento. O Can não irá para o O para
saudar após a Explanação da T.D.

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO
1. — O 1ºD está agora na posição de assistente de seu Irmão
junior o 2ºD. Antes da admissão do Can o 1ºD verificará que o
B.Aj. esteja na posição. O 1ºD não enquadra a Loja ao deixar seu
posto à direita do V.M. para cuidar do B.Aj. Havendo cuidado de
seu dever ele se junta ao 2ºD à porta para receber o Can.
2. — Durante a Pr o 1ºD irá transferir sua vara para a m.e., elevá-
la, e fazer o Sn de Rev. Imediatamente após o 2ºD ter auxiliado o
Can a se levantar o 1ºD removerá o B.Aj. para o lado e permanecerá
alinhado com o 2ºD e o Can durante a proclamação do V.M. O
B.Aj. será recolocado em seu lugar atrás do ped do 1º V tão logo o
2ºD tenha iniciado a perambular a Loja com o Can. O 1ºD deve
então pegar o pu...al do ped do 1º V (onde o G.I. deve tê-lo
colocado), prosseguir para o L, colocar o pu...al no ped do V.M., e
retornar ao seu assento. É dever do 1ºD e não do G.I. levar o pu...al
ao V.M.
3. — Quando o 2ºD conduz o Can ao L pelos três passos
irregulares o 1ºD lá chegará simultaneamente.
4. — Antes do Jur o 1ºD auxiliará o Can erguendo sua m.e.
quando o V.M. fizer a referência ao C...o Similarmente ele baixará
a m.e. do Can quando o C...o houver sido removido no término do

113
Capítulo XVII – Primeiro Diácono

Jur. Durante o Jur o 1ºD irá transferir a vara para sua m.e., elevá-la,
dar o P, e fazer o Sn P de um Ap. O momento correto de
descarregar o Sn é quando o Can completa o Jur. Após o V.M. ter
auxiliado o Can o 1ºD retorna ao seu assento.

114
C APÍT ULO XVIII

D IRETOR DE C ERIMÔNIAS
TAL como no caso do Capelão, Esmoler, e certos outros Oficiais
da Loja, assim é com o Irmão Diretor de Cerimônias; ele não é, de
acordo com as Constituições, um Oficial regular, mas um dos
Oficiais permitidos que pode ser nomeado conforme o desejo do
Venerável Mestre.
Presumindo-se que na grande maioria das Lojas tal nomeação é
sempre feita quando um competente Irmão está disponível, pronto e
desejando responsabilizar-se pelos importantes deveres pertinentes
ao Cargo; neste sentido pode realmente ser dito que um Diretor de
Cerimônias perfeitamente eficiente é uma vantagem e uma benção
para o Mestre, e sem dúvida alguma para a Loja como um todo.
Há uns poucos (afortunadamente apenas muito poucos) Irmãos
que parecem sempre prontos a menosprezar o Diretor de Cerimônias,
Irmãos que estão habituados a adotar preferivelmente uma soberba
atitude de superioridade crítica em relação aos Diretores de
Cerimônias. Possivelmente, a razão para esta peculiar atitude se
apóia no fato de que na Emulation Lodge of Improvement não há um
Diretor de Cerimônias. A razão para a ausência de um D.C. na
Emulation Lodge of Improvement é simples de se compreender. A
Emulation declara trabalhar as Cerimônias exatamente como foram
estabelecidas pela Lodge of Reconciliation em 1816 e não tem
permitido alterações ou inovações durante o passar dos anos; e em
1816 não havia um Oficial tal como um Diretor de Cerimônias em
uma Loja privada.
O primeiro Grande Diretor de Cerimônias foi o Ir. Sir George
Naylor (Garter-King-at-Arms), que foi nomeado em 1814,
imediatamente após a União, e presidiu o Cargo até 1831. Em 1832
foi sucedido pelo Ir. Sir William Woods, (Garter-King-at-Arms), que
oficiou até 1840. De 1841 até 1859 o Cargo foi presidido pelo Ir.
Richard Jennings, que foi seguido de 1860 a 1904 pelo Ir Sir Albert
Woods, G.C.V.O., K.C.B., K.C.M.G. (Garter-King-at-Arms). O Ir.

115
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

Frank Richardson assumiu em 1904 e oficiou até 1912. Naquele


ano ele foi sucedido pelo Ir. J. S. Granville Grenfell, que presidiu o
Cargo até 1926. O Ir. Grenfell foi sucedido pelo atual detentor do
Cargo o Ir Tenente Coronel E. R. I. Nicholl.
Anteriormente a 1915 o Grande Diretor de Cerimônias tinha seu
posto abaixo do Assistente do Grande Superintendente dos
Trabalhos, e nas Lojas privadas a posição do D.C. na tabela de
precedência era imediatamente após o Segundo Diácono. Na
Comunicação Trimestral da Grande Loja preparada em 3 de Março
de 1915 uma mensagem enviada pelo M.V. Grão Mestre, onde ele
declarou que tinha a satisfação de recomendar que o detentor do
Cargo de Grande Diretor de Cerimônias deveria ter posto e
precedência imediatamente após os Past Presidentes do Board of
Benevolence, e lhe seria designado o prefixo de ‘Very Worshipful’.
Na seguinte Comunicação Trimestral da Grande Loja, preparada para
2 de Junho de 1915, o Ir Sri Alfred Robbins, Presidente do Board of
General Purposes, mobilizou a decisão necessária para requisitar as
emendas ao Book of Constitutions, emendas estas que fazem a
provisão do Diretor de Cerimônias em uma Loja privada com o posto
imediatamente após o Secretário.
Nas Lojas privadas, como foi afirmado, não havia nenhum Oficial
tal como um D.C. em 1816, e o Cargo não foi introduzido até alguns
anos depois. Deste modo, o Cargo é inexistente na Emulation
Lodge of Improvement, e durante a Cerimônia de Instalação os
deveres usualmente deixados a cargo do D.C. são desincumbidos
pelo Mestre Instalador. Na Lodge of Improvement, é claro, a
Cerimônia de Instalação é sempre conduzida por um exímio Past
Master, alguém que é um profundo conhecedor da prática de
Emulação e que sabe exatamente o que fazer; conseqüentemente a
Cerimônia transcorre suavemente e sem percalços.
Se as mesmas condições prevalecerão em uma Loja privada que
adote uma prática similar é uma questão que abre uma dúvida
considerável. Em umas poucas Lojas regulares que insistem em
prosseguir escravizadas ao exato método da Emulation Lodge of
Improvement, e trabalham a Cerimônia de Instalação sem um D.C., o
presente escritor tem por mais de uma vez testemunhado uma

116
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

indigna confusão e incerteza, que indubitavelmente teriam sido


prevenidas pela presença de um competente Diretor de Cerimônias.
Assim como todos os demais Oficiais da Loja, o Diretor de
Cerimônias atua sob a autoridade direta do Mestre; entretanto a
grande natureza de seu Cargo exige que a ele seja permitido em larga
extensão estabelecer seus próprios métodos de procedimento ao se
desincumbir de suas muitas responsabilidades. O D.C. pode ser
considerado como o ajudante do Mestre e, como tal, ele está
necessariamente investido com considerável autoridade; porém ele
deverá ter em mente que todo Cargo em Loja é uma nomeação anual,
e que, com exceção do Tesoureiro e do Cobridor, o Mestre é livre
para nomear qualquer um que deseje. De qualquer modo, é para se
presumir, que um eficiente Diretor de Cerimônias será re-nomeado
ano após ano, e que ele irá gradualmente se tornando o que pode ser
considerado um dos oficiais permanentes. Realmente afortunada é a
Loja que, em seu Diretor de Cerimônias, encontrou o ‘homem certo
para o lugar certo’.
As qualificações desejáveis para o Diretor de Cerimônias são
muitas e variadas. É essencial que o Irmão Diretor de Cerimônias
seja exímio no Ritual de todas as Cerimônias; ele deve ser um mestre
em assuntos tais como Etiqueta Maçônica e Jurisprudência; deverá
ser grande conhecedor do conteúdo do Livro das Constituições. É
convenientemente prudente, também, que ele possua presença de
comando, combinada com gentileza, cortesia em modos, porque ele,
mais do que qualquer outro Oficial da Loja, pode precisar exercer a
‘mão firme’ oculta sob a suavidade das luvas de veludo.
Sem dúvida um eficiente Diretor de Cerimônias deve ser um Past
Master, pois seus serviços (e possivelmente suas indicações) serão
necessários durante as porções esotéricas da Cerimônia de
Instalação. Deve ser lembrado, também, que surgirão ocasiões
quando este importante Oficial deva falar com voz de autoridade;
aquela autoridade que necessariamente será reduzida se ele não for
um Past Master no Craft.
O acima exposto é, no entanto apenas uma parte das qualificações
requeridas em um eficiente Diretor de Cerimônias; o Irmão que as

117
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

possuir indubitavelmente ganhará respeito e consideração, e


conseqüentemente a pronta obediência, de seus jovens Irmãos.
Deve-se ter em mente que ninguém pode deitar regras severas e
permanentes em relação ao Diretor de Cerimônias e seus métodos de
se desincumbir dos deveres de seu Cargo; deve ser muito dependente
dos costumes da Loja; e muito, como já foi sugerido, deve ser
deixado ao seu cuidado individual. Aquele que é favorecido como
Diretor de Cerimônias pode ser visto com desdém por outros; porém
ninguém terá o direito de condenar os métodos do outro como sendo
errados.
O recém nomeado Diretor de Cerimônias pode apenas aspirar
conquistar certo grau de confiança em sua eficiência por seus Irmãos
mais antigos na escola da experiência prática, mas esperamos que ele
encontre auxílio a partir das seguintes orientações gerais que são
oferecidas por este guia.

ORIENTAÇÕES GERAIS PARA O


DIRETOR DE CERIMÔNIAS
1. — Antes de a Loja ser Aberta.
O D.C. tomará como princípio chegar cedo a todas as Reuniões
da Loja; ao menos um quarto de hora antes do horário estabelecido
na Convocação. Por mais exímio que o Cobridor possa ser, ele pode
cometer algum erro na disposição da Loja. O D.C. deverá verificar
por si mesmo de que tudo esteja em ordem. Se houver uma
Cerimônia a ser trabalhada o D.C. verificará que o C ou o E já
estejam no pedestal do V.M. Ele deverá verificar que os
implementos do G.I. estejam em seus lugares; que as colunas estejam
corretamente alocadas, etc., etc.
Na ante-sala o Ir Cobridor provavelmente verificará se os Irmãos
assinaram o Livro de Presenças, mas o D.C. deverá dar uma vista
d’olhos nisto.
O D.C. deverá averiguar se todos os Oficiais estão presentes. Se
houverem ausências ele provavelmente será hábil em sugerir ao
Mestre, substitutos eficientes.

118
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

Pontualmente, se o Mestre e seus Oficiais estiverem prontos, o


D.C. deverá providenciar para que os Irmãos que não ocupam Cargo
entrem na Loja.
2. — Trajes Maçônicos, Paramentos, Jóias, etc.
É dever do D.C. verificar que todos os Irmãos estejam
devidamente trajados. Luvas brancas sempre serão usadas com
fraque, e o avental usado sob a casaca. Com smoking ou terno o
avental é usado sobre o paletó. Luvas brancas devem ser usadas em
todas as ocasiões, porém algumas Lojas não insistem em usá-las
sempre. Em Lojas do Craft nenhuma jóia é permitida salvo aquelas
pertinentes ao Craft ou à Maçonaria do Arco Real.
3. — Procissões de entrada na Loja *
O procedimento usual para a procissão nas Lojas de Londres é o
seguinte: —
D.C.
2ºD. 1ºD.
2º V. 1º V.
V.M.
Past Grandes Stewards
Grandes Oficiais
(Juniores Liderando)
A.D.C.
Se outros Irmãos tomarem parte na procissão deve ser lembrado
que nas Lojas de Londres um Irmão Oficial de Londres é superior a
um Oficial Provincial ou Distrital. Nas Províncias e Distritos a
posição é revertida.
* Procissões longas são formadas algumas vezes, mais particularmente
em Lojas Provinciais. Não é incomum em uma Loja Provincial que todos
os Irmãos tomem parte na procissão de entrada. Nestes casos a seguinte
ordem é freqüentemente adotada: Membros da Loja sem Cargo (Juniores
Primeiro), seguidos por:

119
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

Irmãos Visitantes (Juniores Primeiro)


Cobridor. G.I.
Steward Steward
2ºD. 1ºD.
A.D.C. D.C.
Asst. Sec. Esmoler
Secretário Tesoureiro
Capelão P.M.I.
2º V. 1º V.
V.M.
Grandes Oficiais (Juniores Liderando)
Tais procissões, entretanto, são raramente vistas na área Metropolitana.
Embora poucas regras fixas possam estar estabelecidas, sendo muito
dependentes da Loja ou de costumes locais, mesmo assim pode
seguramente ser dito que em todas as procissões de entrada a regra será
juniores primeiro, com certas exceções onde um Irmão em virtude de seu
Cargo em particular toma uma determinada posição na procissão.
O D.C. lidera a procissão e na entrada da Loja dá o comando: ‘De
pé, Irmãos, para receber o Venerável Mestre e seus Vigilantes’.1
Marchando lentamente até a parte NE. As fileiras se abrem e os
Diáconos elevam suas varas para formar um arco sob o qual o V.M.
passa e é conduzido pela mão ao seu assento pelo D.C. As fileiras
se fecham e prosseguem, os Grandes Oficiais deixam a procissão
para tomarem seus assentos. Os Diáconos novamente elevam as
varas junto ao pedestal do 2º V, e ele passa por elas e é conduzido
pela mão ao seu assento pelo D.C. Igualmente junto ao pedestal do
1º V. Neste ponto o 2ºD deixa a procissão para tomar seu lugar à
direita do 1º V. O D.C. prossegue pelo N com o 1ºD, o A.D.C.
seguindo atrás. Se o Tesoureiro, Secretário, etc., tomam parte na
procissão é costumeiro para eles deixarem-na para tomarem seus
respectivos lugares assim que a procissão se mover após o Mestre ter

1
Em nenhuma procissão será permitido a qualquer Irmão estar entre o
Mestre e seus Vigilantes.

120
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

sido conduzido ao seu assento pelo D.C. O D.C. e o A.D.C. são os


últimos a tomarem seus lugares.2
Há alguns Diretores de Cerimônias experientes, mais
particularmente nas Províncias, que discordam da recomendação
dada aqui de que na entrada processional o V.M. e seus Vigilantes
devem vir à frente dos Grandes Oficiais, argumentando que, como a
regra para as procissões de entrada é juniores primeiro, então o
V.M., sendo o sênior de todos os outros Irmãos em sua própria Loja,
deve estar atrás dos Grandes Oficiais. Há razão no argumento, e
teoricamente talvez esteja correto; todavia a teoria pode algumas
vezes ser subordinada com vantagem à conveniência e
circunstâncias.
Em uma Loja privada há obvias objeções para que Grandes
Oficiais tenham precedência sobre o V.M. No evento de uma
enorme procissão assim organizada, o V.M., é claro, passa através da
avenida formada pelos Grandes Oficiais, e, quando ele toma seu
lugar, os Grandes Oficiais no final da procissão entram e se dirigem
às suas posições à direita da cadeira do Mestre. Os Vigilantes são
assim deixados abandonados nalgum lugar no Oeste, quiçá por um
apreciável período de tempo, e o D.C. deve tentar levar um ou ambos
ou chamá-los adiante.
Apesar do presente escritor em nenhum momento presumir
sugerir que aqueles que diferem de sua opinião estão errados, ainda
assim, a partir de uma clara longa e variada experiência, acredita que
o procedimento que ele advoga previne confusões, e resulta em uma
entrada suave e mais digna do que a prática contrária.

2
Nenhuma posição em particular na Loja é alocada para o D.C. ou o A.D.C.
nas Constituições, assim não pode ser argüido que qualquer costume
particular é tão pouco certo ou errado. Por causa da conveniência parece-
nos que o Oficial sênior, de qualquer nível, deverá estar sentado nalgum
lugar nas vizinhanças do Mestre. É igualmente conveniente que o D.C. e o
A.D.C. devam ocupar lugares adjacentes, de modo que o D.C. possa dar ao
seu Assistente instruções durante a noite.

121
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

4. — Acomodação dos Oficiais da Grande Loja


Os Grandes Oficiais serão acomodados à direita do Mestre em
sua ordem de senioridade. O D.C. memorizará a tabela de
precedência como definida no Livro das Constituições. Ele também
deverá ser hábil em contar as Insígnias dos Grandes Oficiais em uma
passada d’olhos.
Um Grande Oficial atual possui precedência sobre um Past
Grande Oficial de mesmo nível; porém nenhum Grande Oficial atual
possui precedência sobre um Past Grande Oficial de nível maior.
5. — Acomodação em Geral
Os lugares à L. da mesa do Secretário e do ped do 2º V algumas
vezes são ocupados por M.Ms. Isto não será permitido se estiverem
presentes Irmãos de nível maior ou cuja chegada é esperada para
mais tarde.
6. —Entrada de Oficiais da Grande Loja após a abertura da Loja
O D.C. receberá o ilustre visitante à porta, dando a ordem, ‘À
Ordem, Irmãos,’ e então os Irmãos se levantam em seus lugares.3
O D.C. conduz o Grande Oficial para um assento à direita do V.M. e
então dá a ordem, ‘Sentem-se, Irmãos.’ Muito embora em sua
própria Loja o Mestre seja supremo, é um ato de cortesia para ele se
levantar e oferecer sua mão para cumprimentar o ilustre visitante.
7. — Recepção de outros Visitantes após a Abertura da Loja
O D.C. ou A.D.C. verificará que os Irmãos visitantes estejam
confortavelmente acomodados de acordo com o seu nível. Um
Irmão com nível de Londres ou Provincial ou Distrital não deverá ter
que buscar em volta por um lugar e talvez ficar espremido noutro
lugar na linha de trás.

3
Em muitas Lojas prevalece o costume dos Diáconos se organizarem
próximo à porta na chegada de um visitante ilustre. Eles então
acompanham o Irmão visitante ao L., o 2ºD à direita e seu colega à
esquerda. De qualquer modo, tal costume é raro nas Lojas Metropolitanas.

122
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

8. — Chegadas com Atraso em geral


Quando a Loja estiver ficando lotada o D.C. deverá estar alerta
para notar onde há lugares vagos. É embaraçoso para um Irmão
visitante ao chegar atrasado — e possivelmente durante uma
Cerimônia importante — não conseguir encontrar um assento.
Qualquer que seja o nível Maçônico do visitante o D.C. estará alerta
para auxiliá-lo a encontrar um lugar.
9. — Visitantes de Constituições Estrangeiras
Sempre há a possibilidade de chegar um Irmão como um visitante
de uma Loja sob a jurisdição de uma Grande Loja estrangeira, e
podem surgir dúvidas tais como se ele pode ser admitido. Um
imenso cuidado é essencial! Nenhum Irmão pode ser admitido a
menos que seja um membro de uma Loja que trabalha sob uma
Grande Loja reconhecida pela Grande Loja Unida da Inglaterra.
10. — Saudações aos Grandes Oficiais
Tais saudações são mais bem dadas no maior Grau no qual a Loja
estiver aberta. Se no Terceiro Grau, então o G. ou R. Sn. É um
erro comum saudar com o G. ou R. Sn. no Primeiro ou Segundo
Grau. Isto é absolutamente incorreto.
As saudações corretas aos Grandes Oficiais em Loja são as
seguintes:
M.W.G.M. ou M.W.ProG.M. ...............................................11
R.W.D.G.M. ………………………………………...............9
R.W.Irmãos ............................................................................7
V.W. Irmãos ...........................................................................5
Outros Grandes Oficiais .........................................................3
4
Grandes Oficiais Provinciais:
R.W.Prov.G.M. ......................................................................7
W. Dep. Prov. G.M. (na própria província) ...........................5
W. Asst. Prov. G.M. (na própria província) ...........................5

4
A tabela de saudações aos Grandes Oficiais Provinciais também se aplica
aos Grandes Oficiais Distritais.

123
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

Outros Grandes Oficiais Provinciais (na própria província) ..3


Nenhum Irmão que estiver atuando temporariamente em um
Cargo maior do que aquele que ocupa receberá uma outra saudação
que aquela para a qual está pessoalmente nomeado.
Tendo verificado os desejos do V.M., e decidido sobre o
momento conveniente para as saudações, o D.C. dá a ordem: ‘À
ordem, Irmãos’, ou ‘De pé, Irmãos’, e quando os Irmãos se
levantarem o D.C. prossegue: ‘Por ordem do V.M. eu vos convido a
saudar os Grandes Oficiais da Grande Loja por X vezes, guiando-
vos por mim! À ordem, Irmãos!’ Então a saudação é dada. Após
a saudação o D.C. diz: ‘Sentem-se, Irmãos.’ O Grande Oficial
sênior então agradece o cumprimento. (NOTA — Isto, é claro, se
presumindo que todos os Grandes Oficiais presentes estão abaixo do
nível de Grande Inspetor.)
11. — Endereçamento Cerimonial
Os Grãos Mestres atuais e passados e os Pro Grãos Mestres atuais
e passados recebem o tratamento de ‘Muitíssimo Venerável’ (M.V.).
Os Delegados dos Grãos Mestres atuais e passados, os Grãos Mestres
Provinciais e Distritais, e os Grandes Vigilantes da Grande Loja
atuais e passados recebem o tratamento de ‘Eminente Venerável’
(R.V.).5
Os Grandes Capelães atuais e passados, Grandes Tesoureiros
atuais e passados, os Grandes Registradores atuais e passados, os
Delegados dos Grandes Registradores atuais e passados, Presidentes
do Colegiado de Assuntos Gerais atuais e passados, Grandes
Secretários atuais e passados, Presidentes da Curadoria de
Benevolência atuais e passados, Grandes Diretores de Cerimônias
atuais e passados, e os Grandes Inspetores atuais e passados recebem

5
N.T.: — Com respeito ao tratamento a ser dado aos Irmãos, devemos
observar que nos casos fora da Inglaterra, as obediências Maçônicas locais
possuem uma nomenclatura própria. Nestes casos, este tradutor aconselha
que se utilize a nomenclatura estabelecida pela jurisdição local, já que tal
terminologia em especial, não guarda relação direta com o Ritual de
Emulação mas com a Jurisdição à qual a Loja está subordinada. O mesmo
se aplica a precedência dentro da hierarquia.

124
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

o tratamento de ‘Mui Venerável’ (M.V.). O tratamento de


‘Venerável’ (V.) é usado para os demais Grandes Oficiais, atuais e
passados, e para os Mestres de Loja atuais e passados. Todos os
outros Irmãos são designados como ‘Irmão’ apenas.
12. — Aplauso Maçônico
A única forma de aplauso Maçônico permitido é uma única batida
com a palma da mão sobre o avental, no entanto mesmo este é
melhor que seja omitido a menos que o costume da Loja e o desejo
do V.M. determinem o contrário. Em qualquer caso deverá apenas
ser dado sob o comando do D.C., que erguerá sua mão e deixará que
seja vista por todos, assim as batidas poderão ser simultâneas.
13. — Saudações e Cumprimentos
Na Emulation Lodge of Improvement as saudações (ou
cumprimentos) dados durante a Cerimônia de Instalação ou aos
Grandes Oficiais são dadas muito audivelmente. A teoria avançada
é de que há uma diferença entre ‘saudações’ e ‘cumprimentos’ —
que todas as saudações devem ser silenciosas, enquanto todos os
cumprimentos devem ser audíveis e fortes. Talvez haja muito de
teoria, porém permanece o fato de que saudações audíveis e ruidosas
são friamente recebidas pelos Oficiais da Grande Loja, como pode
ser visto em qualquer Reunião de Consagração. Diretores de
Cerimônias precisam usar de sua própria discriminação para
averiguar se eles aceitam a teoria avançada do Committee of
Emulation Lodge of Improvement ou se eles preferem se submeter
ao exemplo do Grande Diretor de Cerimônias e seus Delegados.6

6
Desde a publicação da primeira edição deste Manual a instrução que tem
amplamente sido circulada é de que o falecido Mui Venerável Ir. J. S.
Granville Grenfell (G.D.C. por quatorze anos) não foi favorável ao método
silencioso de dar as saudações. O autor tem, por conseguinte, tido algum
problema para colocar a matéria para além de todas as disputas, e tem
estado em comunicação, não apenas com o atual Grande Diretor de
Cerimônias, mas também com Irmãos que oficiaram por um longo tempo
como Delegados do Grande Diretor de Cerimônias durante o período do Ir.
Grenfell. Dos anteriores D.G.D.’s. de C.’s, apenas um (um Irmão que
oficiou dezesseis anos atrás e que é um ex-Preceptor de uma reconhecida

125
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

14. — Ao Abrir a Loja no Segundo ou Terceiro Grau


Eventualmente o V.M. pode omitir a solicitação de retirada do
Ap. ou do Comp. O D.C. deverá estar alerta em verificar que isto
sempre seja feito.
15. — Presteza em Loja
Toda presteza em Loja deve ser evitada salvo se for essencial; no
entanto podem surgir ocasiões nas quais o V.M. e o P.M.I. estejam
perdidos. É o D.C. quem estará habilitado a suprir a necessária
sugestão silenciosa e sem obstruir o trabalho, tanto quanto possível.
16. — A Vara do D.C.
O D.C. não se movimentará em Loja sem sua vara. Muitos dos
exímios D.C. estão habilitados a dar todos os Sns e saudações sem se
desfazer de suas varas, porém em certos casos o D.C. sente que deve
colocar sua vara de lado temporariamente quando as saudações são
dadas, então deverá ser colocada em sua base de apoio. Entregar a
vara a cargo de outro, mesmo que por uns poucos minutos, é uma
visão, para dizer o mínimo dela, amadora e indigna.
17. — Provando Visitantes desconhecidos
No evento de um visitante desconhecido solicitar admissão
provavelmente ficará a cargo do D.C. ‘prová-lo’. Ele deverá sempre
estar preparado para se desincumbir deste dever de modo completo.
Pode também nunca estar completo.
18. — A Cerimônia de Instalação
O D.C. deverá conduzir os P.Ms que irão ocupar os postos de 1º
V, 2º V, e G.I. Após a abertura da Loja no Segundo Grau o D.C.

Emulation L.I.) declara que ele prefere a saudação audível, e deve ser
notado que mesmo este Irmão não sugere que ele tenha sido sempre
instruído a seguir tal método pelo G.D.C. Outros Irmãos envolvidos,
incluindo o atual G.D.C., são unânimes em sua opinião de que o falecido Ir.
Grenfell favoreceu a saudação silenciosa e instruiu seus Delegados a faze-lo
da mesma maneira.

126
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

apresenta o Mestre-Eleito. Lembre-se de que NÃO é Venerável


Mestre-Eleito.7
É um bom plano para o D.C. se entender com o Cobridor para que
quando os M.Ms forem readmitidos em Loja os Irmãos Visitantes
sejam solicitados a entrarem primeiro, e os Membros aguardem por
uns poucos momentos. Havendo os Visitantes entrado em Loja e
tomado seus lugares,8 os Membros podem então entrar e serem
organizados no Norte pelo D.C. ou A.D.C. para a perambulação sem
problemas ou confusão.
O D.C. deverá lembrar de cuidar da mudança da T.D. quando não
houver um 2ºD disponível para fazê-lo.
Quando os M.Ms são ordenados a se retirarem o D.C. deverá
verificar que todos os Oficiais que estão deixando a Loja deixem
seus colares em seus assentos.9
De acordo com o sistema da Emulation Lodge os Irmãos não
saúdam quando lhes ordenado que se retirem da Loja. Uma razão
para a ausência da saudação que o autor tem ouvido de um dos

7
Não havendo nenhum D.C. na Emulation Lodge of Improvement, este
dever é executado pelo P.M.I.
8
Na Emulation Lodge of Improvement não há a saudação pelos Irmãos ao
regressarem a Loja neste ponto, todavia deve ser lembrado que a Emulation
é de fato, uma Loja de Instrução, e que por isso há uma pequena diferença,
se qualquer um, dentre os Membros for Visitante; na Emulation Lodge, os
Visitantes o fazem, tal como uma prova, ao tomarem parte na
perambulação. Embora, por razões de conveniência, na Emulation Lodge
se permita a alguns Irmãos que se sentem no retorno à Loja, se presume que
todos façam a volta da Loja para saudar o V.M. Então, os Irmãos não
saúdam no retorno. Em uma Loja Regular não prevalecem as mesmas
condições; o costume ditado na maioria das Lojas é de que os Irmãos
Visitantes se dirijam aos seus lugares e estão isentos de tomar parte na
perambulação, e surge a questão: Eles devem saudar? O autor se aventura
em responder a questão sem hesitação com uma afirmativa, muito embora
ele de modo algum questione a propriedade do procedimento na Emulation
Lodge. As condições na Lodge of Improvement e em uma Loja regular
são, tal como foi expresso, totalmente diferentes.
9
O V.M. não possui poderes para declarar ‘Todos os Cargos estão Vagos’.

127
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

decanos da Emulation e um dos mais experientes Preceptores é que,


o V.M. solicita diretamente aos Irmãos que se retirem, assim o dever
do G.I. é abrir a porta. Então, estando a porta aberta, a Loja não está
devidamente coberta, e nenhum Sn Maçônico deverá ser mostrado.
Um raciocínio absolutamente sólido.
Durante os Encerramentos no Terceiro e Segundo Graus o D.C.
lançará um olhar sobre os emblemas que estão sobre o L.S.E. É
inteiramente possível que o recém investido P.M.I. possa se esquecer
de cuidar deles.
Onde há um A.D.C. competente que é um P.M. é algumas vezes
costume para ele encabeçar a coluna para cada perambulação quando
os M.Ms, Comps, e Aps fazem a volta da Loja para saudar o V.M.
Quando este costume é adotado é o D.C. quem deve dar os
cumprimentos no canto S.E. da Loja. Os Irmãos não deverão ser
instruídos a saudar o V.M. ‘de passagem.’
No trabalho de Emulação não há nenhum enquadramento da Loja
quando o D.C. conduz os recém investidos Oficiais aos seus
lugares.10 Em muitos outros sistemas a Loja é enquadrada.
O D.C. não deverá se omitir em conduzir o Cobridor para e do
ped. do V.M. com a mesma cortesia estendida aos outros Oficiais da
Loja.11
19. — Procissão de saída da Loja
Na maioria das Lojas de Londres é costumeiro na procissão de
saída o V.M. preceder seus Vigilantes. A ordem para uma pequena
procissão é a seguinte: —

10
Após acompanhar os Vigilantes recém investidos e I.G. aos seus
respectivos lugares o D.C. deve lembrar de conduzir os P.Ms que estiveram
atuando como Oficiais temporários a se sentarem de acordo com o seu
nível.
11
Isto não é feito pelo M.I. na Emulation Lodge of Improvement, o que
pode parecer, ser uma desafortunada omissão de atenção fraternal para com
um Oficial que não é menos digno de cortesia por estar feliz em ser um
Irmão Serviçal.

128
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

A.D.C.
2ºD. 1ºD.
V.M.
2º V. 1º V.
Grandes Oficiais
(Seniores Primeiro)
Past Grandes Stewards
Grandes Oficiais de Londres
Grandes Oficiais Prov. ou Dist.12
P.Ms.
D.C.
Muitas Lojas Provinciais preferem longas procissões. Uma regra
segura a ser seguida para as procissões de saída é Seniores
Primeiro.13
Também imediatamente antes da procissão deixar a Loja, ou na
ante-sala (de acordo com o costume), é usual ao D.C. anunciar as
ordens do V.M. assim como se os Irmãos ainda estão com Colares,
etc.14
20. — No Refreshment
O D.C. deverá estar chegar cedo à sala de jantar e lançar uma
vista d’olhos nos arranjos para verificar que todos os Irmãos estejam
confortavelmente acomodados e sentados de acordo com seu nível.
Tanto no Refreshment, como no Labor, deve ser observada a etiqueta
Maçônica. Oficiais da Grande Loja e outros ilustres convidados

12
Nas Províncias ou Distritos Provinciais ou Distritos os Grandes Oficiais
locais tomam precedência sobre os Oficiais do nível de Londres.
13
O D.C. forma a procissão a partir do seu final, sendo seu dever verificar
que todos os outros tomem suas posições corretas.
14
Ainda que o banquete seja feito noutro local que não aquele no qual a
Loja se reúne o Traje Maçônico* é mantido e não pode deixar de ser usado
a menos que por dispensa.
* N.T.: — Nesta nota, o autor se refere ao fato de que os Irmãos durante o
Banquete devem aguardar a autorização do V.M. para tirarem o paletó do
terno, que hoje é usado em lugar do Fraque ou do Smoking.

129
Capítulo XVIII – Diretor de Cerimônias

deverão (a menos que arranjos amigáveis sejam feitos em contrário)


estar sentados estritamente de acordo com sua senioridade.
Considerações similares também devem ser observadas quando
forem chamados a responder aos brindes.
Carência de espaço impede que a lista precedente seja estendida,
e este capítulo deve ser encerrado com uma observação final ao
Irmão Diretor de Cerimônias de que seu Cargo é essencialmente de
comando. Ele deve lembrar de combinar firmeza e dignidade com
tato e gentileza. Todos os comandos devem ser dados distintamente,
porém sem gritos indevidos; ser escandaloso também é se arriscar a
ser visto como arrogante.
Uma tranqüila dignidade na execução de seus deveres torna o
Diretor de Cerimônias merecedor de respeito e obediência. Ele
deverá sempre ter o cuidado de lembrar que o Venerável Mestre
reina supremo; nunca deverá existir o menor indício de que o Diretor
de Cerimônias está tentando governar a Loja.
Todo homem faz bem em manter sempre diante de si um alto
ideal, e o recém investido Diretor de Cerimônias não pode fazer mais
do que zelar pelas Comunicações Trimestrais da Grande Loja, nelas
estudar os métodos do Grande Diretor de Cerimônias, V.W. Ir. C. R.
I. Nicholl. O presente escritor foi muito afortunado em receber
diversas sugestões inestimáveis do falecido V.W. Ir. J. S. Granville
Grenfell, que manteve o Cargo de Grande Diretor de Cerimônias de
1912 até 1926, um honrado Irmão que combinava um
comportamento cortês com firmeza gentil, e foi alguém que
certamente elevou a responsabilidade de seu Cargo ao mais alto nível
possível da digna eficiência. É desnecessário dizer, que seu ilustre
sucessor dignamente mantém aquele padrão. Diretores de
Cerimônias não podem fazer mais do que aspirar obter uma pequena
parcela de seu conhecimento e habilidade.

130
C APÍT ULO XIX
S ECRETÁRIO
É difícil avaliar a importância ligada ao Cargo do Irmão
Secretário, cujo Lugar é no Norte, e cuja Jóia são ‘duas penas em
cruz de Santo André.’ A alocução cerimonial dirigida a ele pelo
Mestre em sua investidura contém escassas duas dúzias de palavras.
Em algumas Lojas é levemente prolongado, com o Irmão Secretário
sendo lembrado que seu Cargo é ‘de considerável importância.’ O
Emulation Ritual, de qualquer modo, omite esta lembrança,
possivelmente baseado na premissa de que o Irmão que tem de
carregar tantas responsabilidades é completamente consciente da
importância vinculada a isto.
Apenas uma vez ao ano o Secretário é chamado em virtude de seu
Cargo a tomar parte nos procedimentos cerimoniais da Loja — na
Reunião de Instalação quando ele chama a atenção do Mestre-Eleito
para as Antigas Obrigações e Regulamentos. Todavia a Secretaria é,
sem dúvida, o mais severo trabalho de todos os Oficiais.
Se há jovens Irmãos inclinados por vezes a falar especialmente de
modo impensado sobre o ‘mandão’ do Irmão Secretário a Loja lhes
concederá uma pausa para uma reflexão silenciosa. Deixá-los
ponderar sobre a suavidade e a rapidez com a qual as reuniões da
Loja se processam; a certeza e prontidão com cujo auxílio e conselho
surge instantaneamente quando o Mestre se encontra em qualquer
dúvida ou dificuldade; a regularidade com a qual todos os membros
recebem as Convocações da Loja e outras comunicações; os arranjos
feitos para seu conforto durante o Refreshment; o feliz sucesso do
Ladies’ Festival ou do anual Summer Outing. Deixá-los ponderar
sobre estes e muitos outros assuntos e questionar a si mesmos a quem
devem ser agradecer.
Que o Secretário deve ser um Past Master experiente é
desnecessário dizer; ele deverá, no curso de seus deveres, se dividir
entre muitos assuntos que requerem conhecimentos que um jovem e
inexperiente Irmão não pode esperar possuir.

131
Capítulo XIX – Secretário

Em uma Loja que é afortunada o bastante para ter em seu Escriba


um popular e experiente Past Master que tem os interesses da Loja
no coração, os Irmãos provavelmente não terão o desejo de ver
qualquer mudança feita no ocupante do Cargo. Portanto o Irmão
Secretário é, muito freqüentemente, re-nomeado ano após ano, e
geralmente considerado como um ‘oficial permanente’ da Loja.
Este fato, no entanto, não lhe dá o direito à re-nomeação.
Teoricamente, sob qualquer avaliação, ele permanece no Cargo por
apenas um ano; ele está, assim como todos os Oficiais, subordinado
ao Mestre que o nomeará; e o próximo Mestre está em perfeita
liberdade para dispensá-lo sem fornecer razões para o fato. Uma tal
contingência, no entanto, não é razoável se o Secretário for o homem
certo no lugar certo, na medida em que, felizmente, ele
freqüentemente assim o é.
Obviamente um dos mais importantes deveres do Irmão
Secretário é gravar no Livro de Minutas os procedimentos nas
Reuniões da Loja do mesmo modo como devem ser escritos.
Unicamente a experiência pode ensiná-lo qual o melhor modo de
narrar aqueles procedimentos de uma maneira que combine uma
desejável brevidade com uma satisfatória plenitude de registro.
Uma infração das Constituições da qual os Secretários são
algumas vezes responsáveis, mesmo nestes dias esclarecidos, é a
omissão no Livro de Minutas dos nomes de todos os Irmãos
presentes. Freqüentemente se ouve o Irmão Secretário ler os nomes
do Mestre, Oficiais, e Visitantes, e acrescenta: “… e os Irmãos cujos
nomes estão devidamente gravados no Livro de Presenças.” Uma
tal prática é uma violação direta das Constituições. Sob a permissão
do Mestre uma longa lista de nomes pode ser ‘dada como lida’, mas
o Regulamento 172, do Livro das Constituições, estabelece
claramente que o Secretário deve fazer Constar nas Atas: “Os nomes
de todos os membros presentes em cada reunião da Loja, juntamente
com aqueles de todos os Irmãos visitantes, suas Lojas e posto
Maçônico.”
Em cada Reunião Regular de uma Loja as Atas da última Reunião
Regular, juntamente com aquelas de qualquer Reunião de
Emergência imprevisível, devem ser lidas pelo Secretário e, se

132
Capítulo XIX – Secretário

devidamente confirmada, assinada pelo Mestre. As Atas não podem


ser confirmadas em uma Reunião de Emergência; uma tal reunião é
chamada por uma distinta, finalidade emergente, que deve ser
claramente declarada na Convocação, e nenhum outro assunto pode
ser tratado nela. (Veja Regulamentos 166 e 172, Livro das
Constituições)
A questão da confirmação (ou não confirmação) das Atas é uma
daquelas que, em várias ocasiões e em vários lugares, tem feito
surgir muita discussão e argumentos. Atualmente, a única questão
sobre este assunto é em relação à precisão dos registros. Se as
Minutas contém um registro preciso dos procedimentos elas devem
ser confirmadas, embora, note-se, que a confirmação das Minutas
não legalizam ipso facto todos os procedimentos nelas referidos. A
aceitação das Atas, então, significa meramente que o Irmão
Secretário registrou precisamente os acontecimentos da reunião à
qual elas se referem.
Há alguns assuntos, é claro, que, pela importância de sua
natureza, ou talvez em obediência ao Regimento Interno da Loja,
requeiram confirmação em uma reunião subseqüente. Tais assuntos
devem se tornar objeto de uma moção em separado, na Agenda. Se,
durante o intervalo entre uma reunião e outra, os Irmãos mudam suas
opiniões, seu procedimento é votar contra a moção para confirmar a
resolução prévia. Por outro lado, qualquer assunto que está
terminado, e não requer um voto de confirmação, não pode ser
vetado, pela mera não confirmação das Atas. Neste caso qualquer
alteração deve ser efetivada através de uma nova moção, que deve
ser comunicada, para rescindir a resolução prévia.
Há um exemplo nos registros da Grande Loja mantendo uma
regra de um Grão Mestre Distrital, na qual uma proposta para a não
confirmação das Minutas não pode ser feita meramente com o
propósito de permitir aos Irmãos revisarem suas opiniões. Tal como
foi estabelecido, a única questão neste caso é a precisão do registro
pelo Secretário.
Além de ler as Minutas de reuniões anteriores, e anotar todos os
fatos importantes da presente reunião, os deveres do Secretário em
Loja incluirão a leitura das comunicações da Grande Loja e outras

133
Capítulo XIX – Secretário

mais, e talvez relatar à Loja sobre os vários assuntos que podem ter
sido confiados ao seu experiente cuidado na reunião anterior.
A maior parte dos deveres do Secretário, no entanto, é
desincumbida fora da Loja e necessita o sacrifício de muito de seu
tempo de lazer pessoal. A seguir há um típico trecho de Regimento
Interno de Loja relatando os deveres do Secretário:
“O Secretário deverá, sob a direção do Mestre, dar a cada
Membro da Loja ao menos a cada sete dias informações sobre todas
as Reuniões Regulares, e, em caso de emergência, do mesmo modo
tal como é requerido pelo Livro das Constituições, e deverá inserir
nestas informações a natureza de todos os negócios a serem
realizados”.
“Ele deverá estar presente a todas as Reuniões da Loja, e deverá
manter Minutas de todos os procedimentos e negócios de modo que
estejam devidamente escritos, tais Minutas deverão ser lidas na
próxima Reunião Regular, quando os Irmãos deverão ou confirmá-
las ou corrigi-las”.
“Ele deverá arquivar uma cópia de todas as Convocações citando
as Reuniões; providenciar todos os Retornos à Grande Loja; informar
a cada membro a soma de todas as subscrições e taxas devidas;
coletar todas as taxas e subscrições e repassá-las ao Tesoureiro;
enviar uma cópia da Planilha do Balanço anualmente a cada Membro
Subscrito, junto com uma lista dos Membros e seus endereços, datas
de Iniciação ou Filiação; e manter um inventário dos bens da Loja”.
Esta citação é suficiente para dar alguma indicação de como são
muitas e variadas as responsabilidades desenvolvidas pelo nosso
Irmão Secretário. A lista pode ser consideravelmente extensa, mas
esta já é suficiente para demonstrar que o Cargo do Escriba não é
sinecura.
Em vista das muitas solicitações feitas a ele, e a quantidade de
tempo que deve gastar com seus deveres fora da Loja, muitas Lojas
incluem em seus Regimentos Internos que o Irmão Secretário fique
isento do pagamento da subscrição anual. Tal isenção é sancionada
no Livro das Constituições, porém o Regulamento 235 deixa claro
que nestes casos os Secretários “serão considerados em todos os

134
Capítulo XIX – Secretário

sentidos como membros subscritos regulares de suas Lojas, sendo


seus serviços equivalentes à subscrição, desde que suas obrigações
para com a Grande Loja tenham sido pagas”. Com relação a isto se
pode notar que tal exceção não pode ser garantida a qualquer dos
outros Oficiais. Tão pouco pode o Irmão Secretário ser designado
como ‘Secretário Honorário’; o termo ‘Secretário’ é o único
reconhecido pelas Constituições.
Um importante ponto que o Secretário fará bem em lembrar é
que, sob a legislação anexa às Obrigações dos Empregadores, uma
Loja está obrigada no caso de acidente ou ferimento do Cobridor
enquanto ocupado ou se deslocando de e para a Loja. Isto foi
definitivamente estabelecido, e o Secretário é negligente com os
interesses da Loja se descuidar de verificar que uns poucos shillings
são gastos anualmente com uma política preventiva de seguro.
Proteção contra incêndio e roubo é usualmente inclusa nos
Regimentos Internos.
Para ter sucesso o que Irmão Secretário necessita fazer é manter
durante a execução de seus deveres uma considerável quantia de tato,
paciência, perseverança, e uma aguçada compreensão da natureza
humana. Pode ser irritante — sem dúvida o é — para um experiente
Secretário ter de suportar o que pode ser considerado como uma
desnecessária ‘interferência’ de um jovem e inexperiente Mestre.
Ainda assim, ele tem de ser lembrado de que o Mestre é o Mestre e,
como tal, sua palavra é lei. O tato pode superar muitas dificuldades.
Por mais experiente que ele possa ser, o Secretário deve evitar
qualquer empenho que possa vir a sugerir que ele governa o Mestre e
a Loja. É seu dever consultar o Mestre sobre todos os assuntos;
certamente nenhuma Convocação da Loja deverá ser enviada até que
um esboço tenha sido submetido ao Mestre para aprovação. É
através do devido reconhecimento da autoridade do Mestre que as
dificuldades são evitadas e a harmonia mantida.
Nós vimos nalgum lugar as seguintes linhas a respeito do Irmão
Secretário: —
“Se ele escreve uma carta, ela é muito longa; se ele envia um
cartão postal, ele é muito curto; se ele comparece a um Comitê, ele
está atrapalhando; se ele está fora, ele está fugindo; se a freqüência

135
Capítulo XIX – Secretário

em Loja é pequena, ele deve ter agredido os membros; se ele faz


fazer assim, ele é um aborrecimento; se ele pressiona um membro
para que cumpra com seus deveres, ele o está insultando; se ele não o
faz, ele é preguiçoso; se um evento é um grande sucesso, louvado
seja o Comitê; se falhar, o Secretário é o responsável; se ele pergunta
por sugestões, ele é um incompetente; se não o fizer, ele é teimoso”.
Há uma parcela de verdade nisto, entretanto, na maioria dos
casos, o Irmão Secretário se conduz bem como dito até aqui,
alegremente contribuindo para o conforto de seus Irmãos e fazendo
de si mesmo uma torre de força para o Venerável Mestre.
Informamos de que não há recomendações que possam ser
oferecidas como um guia para auxiliar o Irmão Secretário no
desempenho de seus deveres; muito provavelmente ele os conhece
bem melhor do que nós.

136
C APÍT ULO XX
T ESOUREIRO
O IRMÃO TESOUREIRO partilha com seu Irmão o Cobridor a
distinção de ser um Oficial Eleito da Loja. Os Cargos de nenhum
destes Irmãos dependem do favor do Mestre; além disso, eles são
eleitos através dos votos de seus Irmãos em uma Loja Aberta e
reunida. Na tabela de precedência, o Tesoureiro tem sua posição
imediatamente após o Capelão e antes do Secretário. A Jóia de seu
Cargo é a Chave, emblemática em seu sentido material de guardião
do cofre da Loja.
O Tesoureiro não toma parte nos procedimentos cerimoniais,
pouco há que necessite ser dito sobre seu Cargo neste Manual. Não
se diga que o Cargo é de menor importância. O ocupante do Cargo
é geralmente um Past Master nele fixo há muitos anos, e o mero fato
de que ele é eleito, e não nomeado pelo Mestre, é evidência
suficiente de que ele obteve a confiança e o respeito de seus Irmãos.
A Eleição para este Cargo é, com muita justiça, considerada como
muito honrosa.
Possivelmente o conselho mais útil que possa ser oferecido ao
Irmão Tesoureiro é que ele deve em todas as ocasiões adotar uma
moderada e fraternal atitude nos seus relacionamentos com aquele
Irmão com o qual ele irá manter o contato mais íntimo. Nos
referimos, é claro, ao Irmão Secretário. É uma desafortunada
verdade que estes dois oficiais de importância vital nem sempre
trabalham em completa harmonia. Os deveres de cada um devem
ser claramente definidos no Regimento Interno, e nele não deve
existir nenhum ponto que permita qualquer possibilidade de atrito
entre eles. Na maioria dos casos é o Secretário que é responsável
pela coleta de todo dinheiro devido à Loja, o qual soma e
subseqüentemente repassa ao seu colega.
No caso dos pagamentos variam os costumes que prevalecem.
Em alguns casos cheques são assinados apenas pelo Tesoureiro; em
outros o Secretário também assina. A política de duas assinaturas
parece ser uma prática prudente. Qualquer que seja o possível

137
Capítulo XX – Tesoureiro

costume, o Tesoureiro nunca deverá adotar uma atitude de


‘superioridade’ nos seus relacionamentos com seu coadjutor.
Sem de modo algum menosprezar o Cargo do Irmão Tesoureiro,
ele sempre pode ser lembrado de que suas responsabilidades e
preocupações são, na maioria dos casos, pequeníssimas e
insignificantes quando comparadas com aquelas do Irmão Secretário.
Cada um destes responsáveis Oficiais é, muito provavelmente, um
sênior Past Master com longa experiência. Como tal eles devem
desde há muito terem tido o prazer de apreciar o significado do
primeiro dos Três Grandes Princípios sobre o qual nossa Ordem está
fundada. Os Irmãos Tesoureiro e Secretário devem, no interesse da
Loja, cultivar e manter em todas as ocasiões a mais amigável e
fraterna relação.

138
C APÍT ULO XXI
C APELÃO
O REGULAMENTO 18, do Livro das Constituições, estabelece que
o Grão Mestre pode nomear certos Oficiais, e a lista dada inclui
‘Dois Grandes Capelães’. O Regulamento 87 estabelece que um
Grão Mestre Provincial ou Distrital ‘possui poderes’ para nomear
certos Grandes Oficiais Provinciais ou Distritais, e novamente a lista
inclui ‘Dois Capelães’. O Regulamento 129 estabelece que o Mestre
de uma Loja privada ‘pode’ nomear um Capelão.
Portanto verificamos que nosso Reverendo Irmão Capelão não é
um Oficial regular. Seu Cargo é um dos sete Cargos permitidos que
podem ser preenchidos por um Mestre em uma Loja privada.
Quando preenchido a posição do Capelão na tabela de precedência é
com justiça uma alta posição, vem imediatamente após o Segundo
Vigilante e antes do Tesoureiro.
A descrição da Jóia do Cargo de Capelão, como determinado nas
Constituições, é ‘um livro com um triângulo envolto em glória’1.
Esta Jóia se destina a enfatizar a importância do Cargo, o referido
‘livro’ é o L.S.E.,2 a primeira das Três Grandes Luzes Maçônicas,
um Landmark da Ordem sem o qual nenhuma Loja pode ser aberta.
É desnecessário dizer, que o Cargo no qual estamos envolvidos
no momento será mais bem ocupado por um Sacerdote de uma
Religião. A questão de que se é prudente, na ausência de Reverendo
Irmão, nomear um leigo para o Cargo, é uma daquelas que tem
provocado muita discussão. Muitos mantêm a opinião de que, em
geral, será melhor não seguir tal curso; porém a questão é uma
daquelas que deve ser deixada ao critério individual do Mestre.

1
N.T.: — Glória é um termo comum em algumas religiões e usado para
fazer referência àquele halo de resplendor ou fulgor luminoso que circunda
as cabeças ou corpos sagrados, e que não deve ser confundido com a
auréola que é um anel luminoso sobre as cabeças de figuras sagradas.
2
N.T.: — Optamos por L.S.E., isto é, Livro das Sagradas Escrituras pois
em inglês a abreviatura é V.S.L., ou seja, Volume da Lei Sagrada.

139
Capítulo XXI – Capelão

É consenso comum que o lugar de nosso Irmão Capelão em Loja


é próximo ao Mestre, geralmente um assento à esquerda do Past
Master Imediato. Em muitas Lojas a mesma posição é observada à
mesa do jantar como um direito do Capelão, embora, se nosso
Reverendo Irmão não for um Past Master, ele queira, quiçá, agir
sabiamente não interpondo a si mesmo em uma posição anterior
àqueles Irmãos que são seus seniores no Craft.
Os deveres do Capelão em Loja são óbvios — oferecer Preces ao
G.A.D.U., — e estes deveres não necessitam ser dilatados em sua
extensão. É suficiente dizer que deve haver um perfeito
entendimento entre o Venerável Mestre e o Capelão, e que nosso
Reverendo Irmão precisa ser alguém que conhece muito bem seu
papel, possuindo suficiente conhecimento do Ritual para habilitá-lo
saber sem auxílio o preciso momento no qual sua voz deverá ser
ouvida. Nada é mais detratante à dignidade e aos impressivos
procedimentos do que aquelas desafortunadas pausas que ocorrem
quando um inexperiente Capelão ‘erra sua deixa’3, tropeçando e
gaguejando, perdendo a percepção das solenes palavras que já
deveriam estar disponíveis para sua língua.
Além dos louvores ao G.A.D.U. há certas porções das Cerimônias
que podem com vantagem ser confiadas ao Capelão se ele possuir o
conhecimento Maçônico requisitado. A Alocução ao Candidato
após a Iniciação é uma destas instâncias. Presumindo que o Irmão
Capelão seja um Sacerdote Religioso, ele é em virtude de seu
treinamento um acadêmico, e, é de se esperar, um perfeito orador.
A Alocução ao Aprendiz pode ser confiada a tal Irmão com a certeza
de que Proveito e Prazer sejam o resultado, a ambos o recém iniciado
Irmão e a todos os outros presentes.
Fora da Loja o Capelão que tem os interesses do Craft no coração
sem dúvida alguma encontrará muitas direções para suas energias

3
N.T.: — “deixa” é uma expressão típica no teatro quando um ator termina
sua fala e, suas últimas palavras são o ponto no qual o outro ator deve
começar a sua fala. Assim “errar a deixa” significa que o outro ator
esqueceu ou errou por desatenção o ponto em que deveria iniciar sua fala ou
ação.

140
Capítulo XXI – Capelão

Maçônicas. O dever de visitar Irmãos que se ausentam por doença é


um daqueles que ele pode muito bem tomar para si.
Nas melhores administrações de Lojas pequenas diferenças de
opinião por vezes desafortunadamente ocorrem dentre os Irmãos; e,
se são deixadas sem verificação, elas poderão assumir dimensões tais
que provavelmente possam causar algo da natureza de uma ‘divisão’
em Loja. O Irmão Capelão é, por natureza um homem pacífico,
podendo fazer muito para curar tais diferenças através de um pouco
de afabilidade, palavras delicadas. Tal mediação, vinda de um
Mestre Religioso, será freqüentemente aceita onde pode
possivelmente haver ressentimento em relação a outros.
Se um Capelão for possuidor de extensa experiência Maçônica,
aliada ao seu largo conhecimento da natureza humana, poderá ser
sem dúvida alguma uma valiosa aquisição para qualquer Loja. O
Mestre cuja lista de Oficiais inclua um tal Irmão deve ser
congratulado por sua boa fortuna.

141
C APÍT ULO XXII
V IGILANTES
IGUALMENTE difícil também é não colocar grande ênfase sobre o
fato de que qualquer Loja bem conduzida e de sucesso deve
obrigatoriamente ter em seus Vigilantes dois Irmãos que não são
meramente experientes nos mistérios do Craft, porém Irmãos que,
por sua conduta pessoal, são excelentes de todas as formas para
serem are considerados como exemplos para seus jovens Irmãos.
Há muito a ser aprendido do simbolismo das Jóias usadas por
estes dois altos Oficiais de Loja. A Jóia distintiva de nosso Irmão
Primeiro Vigilante é o Nível, um emblema de imparcial e eqüitativa
conduta que deve caracterizar todos os seus relacionamentos com
seus Irmãos. Seu Irmão junior é conhecido pela familiar Régua de
Prumo, o símbolo de integridade e retidão. Feliz a Loja cujos
Vigilantes se empenham por viver sob os ensinamentos morais de
suas respectivas insígnias; e feliz o Mestre que possui o suporte de
tais tenentes no Oeste e no Sul.
Os Vigilantes ocupam posições de responsabilidade igualmente
próxima daquela do próprio Mestre, e, enquanto é uma asserção
freqüentemente repetida de que o poder do Mestre é supremo, ainda
assim há muita evidência encontrada como suporte da igualdade no
familiar enunciado de que, a Loja é governada pelo Mestre e seus
Vigilantes. É certo que o trabalho de qualquer Loja ficaria
paralisado sem a eficiente cooperação dos Vigilantes.
Durante a Cerimônia de Instalação, se for corretamente
executada, o D.C. pergunta: “V.M., a quem nomeai vosso Primeiro
Vigilante?” No caso do Primeiro Diácono a pergunta é: “V.M. a
quem nomeai Primeiro Diácono?” A palavra “vosso” é omitida.
Ao Vigilante durante a investidura o Mestre diz: ‘Ir. A.B., Eu vos
nomeio meu Primeiro Vigilante.’ Ao Diácono ele diz: ‘Eu vos
nomeio Primeiro Diácono da Loja.’ A diferença é digna de nota.
O Regulamento 129, do Livro das Constituições, estabelece que:
“Os Oficiais regulares de uma Loja consistem do Mestre e seus dois

142
Capítulo XXII – Vigilantes

Vigilantes, um Tesoureiro, um Secretário…” O caso possessivo é


enfatizado para indicar a estreita ligação pessoal existente entre o
Mestre e Vigilantes. Pode claramente ser presumido, numa maior
extensão, que o controle da Loja está investido no Mestre e seus
Vigilantes. O Irmão Dr A. G. Mackey, cuja prolífica pena produziu
escritos Maçônicos quase rivalizando em número com aqueles do
famoso Ir. Dr Oliver, incluído em sua lista adicional dos Antigos
Landmarks da Ordem — ‘O Governo de uma Loja pelo Mestre e
seus Vigilantes.’ Então, estes três altos Oficiais deverão sempre se
apresentar como uma frente unida; em uma Loja bem organizada
nunca deve existir a menor suspeita de falta de unanimidade entre o
Mestre e Vigilantes.
Nenhum Irmão pode pleitear qualquer progresso de um Cargo a
outro, mas pode ser claramente assumido que quando o Mestre
nomeia seu Primeiro Vigilante ele está designando seu sucessor.
Por esta razão, mesmo que para nenhum outro, o maior cuidado é
essencial em perceber quão importante é o Cargo. No caso da
seleção do Segundo Vigilante a responsabilidade é quase tão grande
quanto, por isso tem que ser lembrado que a nomeação carrega
consigo a necessária qualificação para o futuro ocupante da Cadeira
do R. S.
Embora nenhum pleito de progressão seja reconhecido, não pode
ser contestado que cada Irmão possui o direito de aspirar ocupar a
exaltada posição no Leste. O Vigilante, seja Sênior ou Junior, está
muito próximo da realização de sua ambição, e é sua obrigação para
com a Loja e para com o Craft, o dever de ser consciencioso no
desincumbir-se de seus importantes deveres.
Os Vigilantes possuem muitos deveres além da mera repetição de
suas um tanto quanto limitadas porções de Ritual; que pode, quiçá,
ser considerado como o menor grau de suas responsabilidades. É
dever do Vigilante conhecer uma boa parcela dos assuntos contidos
no Livro das Constituições. Mesmo que seja uma inconveniência
pessoal, ele deverá gerar oportunidades de se ocupar com as
Comunicações Trimestrais da Grande Loja porque é de seu dever,
como um potencial dirigente no Craft, saber o que ali acontece.
Também deverá estar familiarizado com as imbricações da

143
Capítulo XXII – Vigilantes

Jurisprudência Maçônica. Os Vigilantes devem cultivar tato e


dignidade. Eles devem lembrar, também, que não é uma pequena
parte de seus deveres obter certo grau de competência como
oradores.
Este último é de tão grande importância que pode até parecer ser
sarcasmo. Tem que ser lembrado que o Vigilante será em breve
provavelmente o Mestre, e que muito da dignidade dos
procedimentos da Loja são mui dependentes do poder de oratória do
Mestre. Até mesmo o mais nervoso e hesitante dos oradores pode
fazer um marcante aprimoramento se assim o desejar, mas mantiver
a preocupação — quando ele as conhece está apto a ser convidado
para se dirigir aos seus Irmãos — de gastar um pequeno tempo
antecipando em pensamento sobre o que vai dizer e como vai dizer.
Para o Irmão que foi prudente o bastante para preparar suas
anotações lá nos primórdios de seus dias Maçônicos pode vir o
tempo quando, ver-se-á sendo convidado para um discurso de
improviso, terá então motivos para se surpreender com seu próprio
sucesso, muito embora ele possa então não estar consciente de que
deve aquele sucesso inteiramente à preocupação e ao cuidado que
teve no passado.
As responsabilidades dos Vigilantes não terminam com o
encerramento da Loja; no Refreshment,1 como no Labor, eles são os
principais Oficiais do Mestre, e como tais, eles deverão se associar
para preservar a dignidade e a harmonia dos procedimentos. É uma
desafortunada verdade que tem de ser encarada que os
procedimentos no quadro social não são sempre caracterizados pelo
devido decoro. Em muitas Lojas o costume de ‘demandar e reptar’ é
freqüentemente conduzido ao excesso. Irmãos estão em seus pés a
cada poucos minutos aos gritos, cruzando a sala, e uma atmosfera de
indigna baderna prevalece. O Mestre, é claro, é o responsável
principal pela manutenção da ordem, mas os Vigilantes por
presidirem o Oeste e o Sul podem fazer muito para assisti-lo neste
sentido. Nenhum Vigilante desejaria assumir a posição de um
‘estraga prazeres’, no entanto é seu dever verificar para que não

1
O período de Refreshment nunca deve ser referido como o ‘Quarto Grau.’

144
Capítulo XXII – Vigilantes

ocorra qualquer coisa cuja natureza seja de indevida hilaridade ou de


comportamento ruidoso.
No Refreshment, como no Labor, os Vigilantes devem estar
atentos para responder às do Mestre. E aqui o Irmão Vigilante
pode ser lembrado de que não há necessidade alguma, nem em Loja
e tão pouco no banquete, de exercer força excessiva no uso do .
Tal força é freqüentemente exacerbada, mais particularmente à mesa
do jantar; a paz é perturbada por uma série de retumbantes explosões,
com uma enormidade de copos retinindo e muitas vezes resultando
no derramamento de vinho. Do mesmo modo malhar pesadamente é
absolutamente desnecessário e é apenas um desagradável teste para
os nervos.
A questão sobre, se os Vigilantes devem sempre estar em pé
quando o Mestre levanta para propor um brinde é uma daquelas
sobre as quais há divergências de opinião. É costume amplamente
seguido o Mestre fazer a pergunta preliminar: ‘Irmãos Primeiro e
Segundo Vigilantes, informem como se encontram os copos sob
vossas colunas?’ Ao receber a afirmação: ‘Todos carregados no
Oeste (ou Sul), Venerável Mestre,’ ele dá a ordem: ‘Por favor
verifique a carga,’ ou ‘Principais Oficiais de pé.’ Assim os
Vigilantes estão auxiliando o Mestre e, de fato, o brinde é feito pelos
três Principais Oficiais da Loja.
Freqüentemente, no entanto, o Mestre omite a pergunta ou o
referido comando, e neste caso algumas vezes vemos os Vigilantes
levantarem-se voluntariamente, enquanto noutros casos eles
permanecem sentados. No último caso freqüentemente vemos o
Irmão Diretor de Cerimônias ou algum outro Irmão excitadamente
sinalizando aos Vigilantes para que se levantem. Na opinião do
presente escritor isto é absolutamente incorreto. Se o próprio Mestre
não chama seus Principais Oficiais para se levantarem nenhum outro
Irmão tem o direito em assim agindo de usurpar os poderes do
Mestre. Parece-nos igualmente indesejável que os Vigilantes se
levantem voluntariamente; isto pode ser apenas considerado como
uma insinuação de que o Mestre é negligente e omitiu uma parte de

145
Capítulo XXII – Vigilantes

seu dever. O caminho mais aconselhável é de que os Vigilantes


previamente cheguem a um claro entendimento com o Mestre.
Em muitas Lojas grandes um Irmão tem de aguardar vários anos
antes de alcançar a cobiçada dignidade da cadeira de um Vigilante, e
é esperado que tais Irmãos tenham conseguido obter muita
experiência na ciência da Franco-Maçonaria antes de suas
nomeações. Nestes dias de expansão Maçônica, no entanto, há
novas Lojas surgindo praticamente a cada semana e
comparativamente jovens Maçons se encontram a si mesmos
elevados aos responsáveis Postos no Oeste e no Sul. Para o
benefício destes nossos jovens Irmãos oferecemos algumas
recomendações como guia nos capítulos seguintes.

146
C APÍT ULO XXIII
S EGUNDO V IGILANTE
REPRESENTATIVO de Hiram Abiff, O Irmão Segundo Vigilante é
o terceiro Oficial da Loja, ocupando uma posição raramente menos
responsável do que aquela de seu colega sênior. Seu lugar é no Sul.
Sua Jóia distintiva, a Régua de Prumo, é o emblema de Retidão e
integridade. Sua coluna, que é da Ordem Coríntia, é o símbolo da
Beleza; e deve ser deixada na horizontal enquanto a Loja está em
Labor, e sempre erguida quando a Loja é Chamada para o Descanso
ou Fechada.
O Irmão Segundo Vigilante deve lembrar que nenhuma reunião
de Loja pode ser alterada. Sob a Constituição Inglesa nenhuma
Loja — nem mesmo a própria Grande Loja — possui o poder de
alterar uma reunião. Os dias das Reuniões Regulares de todas as
Lojas Privadas devem ser fixados e aprovados por autoridades da
Grande Loja, sendo essencial a confirmação daquela autoridade
antes que qualquer mudança possa ser feita. Os Mestres de Lojas
Privadas podem chamar Lojas de Emergência, mas em cada reunião,
seja Regular ou de Emergência, a Loja deve ser Aberta e Fechada.
Estando a Loja fechada, a reunião não pode ser alterada. É, então,
absolutamente incorreto o Segundo Vigilante declarar que a reunião
está alterada.
Todos os comunicados são primeiramente anunciados pelo
Guarda Interno ao Segundo Vigilante, estando este último Oficial
nominalmente responsável pela admissão de todos Irmãos, sejam
eles Membros ou Visitantes. Quiçá raramente ocorra numa Loja de
Londres que o Segundo Vigilante seja chamado a deixar sua cadeira
e seguir para a ante-sala com o propósito de ‘examinar’ um Irmão
Visitante; no entanto ele está obrigado a qualquer tempo a ser
conduzido para responsabilizar-se daquele dever. Todo Segundo
Vigilante deve saber como ‘examinar’ um estranho.

147
Capítulo XXIII – Segundo Vigilante

Presume-se que mesmo o comparativamente1 jovem Maçom que


fez suficiente progresso para habilitá-lo a alcançar a digna e
importante posição de Segundo Vigilante tenha adquirido o
necessário conhecimento para torná-lo completamente familiarizado
com os deveres daquele Cargo para muito mais além do que a mera
Abertura e Encerramento da Loja nos Três Graus. Aqueles deveres,
no entanto, não se relacionam com este Manual, ainda assim foram
anexadas recomendações para guiar o Irmão Segundo Vigilante
durante as Cerimônias de Iniciação, Passagem, e Elevação.

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO
1. — Ao receber a informação do G.I. de que h.u.c., o 2ºV deverá
dar três lentas permanecendo sentado. Então ele se levanta, dá
o P, faz o Sn. de Ap., e comunica ao V.M.2 Ao receber a instrução
do V.M. o 2ºV., descarregará o Sn com precisão, mantendo a mão
aberta, sentará, e dará as instruções necessárias ao G.I.
2. — Quando o Can é conduzido ao 2ºV pelo 2ºD o 2ºV deverá
permanecer sentado até que o 2ºD tenha respondido: ‘Com o auxílio
de Deus e gozar de boa reputação’ O 2ºV então se levanta, toma a
m.d. do Can, e diz, ‘Entrai, livre e de boa reputação’, e senta.
3. — No ponto onde a L…z é restaurada ao Can os Vigilantes
não devem usar o . Sua ação aqui é a mesma daquela dos
demais Irmãos.
4. — Posteriormente quando o Can é novamente conduzido ao
2ºV, após ter recebido do V.M. os Ss do Grau, o 2ºV deverá
permanecer sentado até que o Can tenha respondido que tem algo a
comunicar. O 2ºV então se levanta, dá o P, e prossegue com o
exame. O 2ºV não deverá dar o T ou Sen antes que o Can o tenha
feito. Ao concluir o exame o 2ºV diz, ‘Passai…’ e senta.

1
N.T.: — O termo ‘comparativamente’ aqui é utilizado pelo autor para se
referir à quantidade de tempo que um Maçom possui na Ordem.
2
Em todos os casos, quando estiver se dirigindo ao V.M. o 2ºV deve
lembrar de não virar seu corpo na direção do L. O 2ºV deverá ficar em
esquadro com o N, virando apenas sua cabeça na direção do V.M. quando
se dirigir a ele.

148
Capítulo XXIII – Segundo Vigilante

CERIMÔNIA DE PASSAGEM
1. — Ao receber a informação do G.I. de que h.u.c., o 2ºV levanta
(sem ), dá o P, faz o Sn de Comp, e comunica ao V.M. Ao
receber a resposta o 2ºV descarregará o Sn com precisão, mantendo
ambas as mãos abertas, sentar-se-á, e dará as instruções necessárias
ao G.I.
2. — Durante o primeiro exame do Can o 2ºV deve permanecer
sentado até a resposta ‘Tenho’. Então ele se levanta, dá o P, e
recebe o T ou Sen de um Ap Franco-Maçom. O 2ºV não dá o T ou
Sen antes de o ter recebido do Can. Ao concluir o exame o 2ºV diz,
‘Passai...’ e senta.
3. — No próximo exame, quando o Can é conduzido ao 2ºV após
ter recebido do V.M. os Ss do Grau, o 2ºV permanece sentado
enquanto instrui o Can a avançar em sua direção como um Comp,
levantando ao receber a resposta ‘Tenho’. O 2ºV dá o P e prossegue
com o exame. O 2ºV não dá o T ou Sen antes de o ter recebido do
Can. Ao concluir o exame o 2ºV diz, ‘Passai...’ e senta.
4. — Ao se concluir a Explanação da T.D., quando o V.M. alude
a certos símbolos o P.M.I. dá uma , que deve ser
simultaneamente acompanhada pela resposta do 1ºV e 2ºV em
uníssono.3

CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
1. — Ao receber a informação do G.I. de que h.u.c., o 2ºV levanta
(sem ), dá o P, faz o Sn, e comunica ao V.M. Ao receber a
instrução do V.M. o 2ºV deve descarregar o Sn com precisão,
mantendo a mão aberta e não esquecendo de recuperar. Então ele
senta e dá as instruções necessárias ao G.I.
2. — Durante seu exame do Can o 2ºV deve permanecer sentado
até a resposta ‘Tenho’. Então levanta dá o P, e recebe o T ou Sen de

3
Todos os Irmãos devem estar de pé durante a Explanação da T.D., os
Oficiais em seus lugares corretos e os demais Irmãos reunidos em torno da
T.D. Nas palavras ‘denotando D. o G.G.D.U.’ (não antes) todos os
Irmãos fazem o Sn de Rev.

149
Capítulo XXIII – Segundo Vigilante

um Ap Franco-Maçom. O 2ºV não deve dar o T ou Sen até de o ter


recebido do Can. Ao concluir o exame o 2ºV diz, ‘Passai...’ e senta.
3. — Quando os Vigilantes são convocados para auxiliar o V.M.
o 2ºV deixa seu ped pelo lado da mão esquerda e prossegue até a
correta posição à direita do Can, não esquecendo de levar a Régua
de Prumo consigo. O 2ºV deve instruir o Can sussurrando a cruzar
seus pés. Segure o Can firmemente e no momento apropriado toque
sua têmpora direita levemente com a Régua de Prumo.
4. — Tenha muito cuidado em suportar o Can após as palavras do
V.M. ‘mas com tal força que o fez cambalear...’. São conhecidos
acidentes como tendo ocorrido neste estágio. Após este dever o 2ºV
se retira para a posição atrás do Can.
5. — Quando chamado pelo V.M. para tentar erguer o rep. de
nosso M com o T de Ap o 2ºV avançará uns poucos passos e dará um
passo cruzando o Can na altura de seus jo...s com o p.d. Ergue a
m.d. do Can e dá o T de Ap. Então recoloca a m.d. do Can
gentilmente do seu lado4 e retorna à sua posição ao lado do Can. O
2ºV não deve andar para trás. O 2ºV dá o P, faz o Sn P e faz seu
comunicado ao V.M. Então descarrega o Sn corretamente, não se
esquecendo de recuperar.
6. — Auxilia o V.M. quando chamado para um certo dever, e
retorna ao seu assento quando instruído a assim fazê-lo pelo V.M.,
não antes.

CALLING OFF E ON
Todo 2º Vigilante deve ter um perfeito conhecimento sobre o
procedimento de Chamar os Irmãos do Labor para o Refreshment e
vice versa. (NOTA. — Para detalhes desta porção do Cerimonial
veja o Capítulo XXVII)

4
Os Vigilantes devem notar que as mãos do Can devem estar postas ao lado
de seu corpo e não noutras posições como algumas vezes é visto.

150
C APÍT ULO XXIV
P RIMEIRO V IG ILANTE
O IRMÃO PRIMEIRO VIGILANTE no Oeste é representativo de
Hiram, Rei de Tiro, e sua coluna, que é da Ordem Dórica,
característica de Força. Enquanto a Loja está aberta esta coluna
deve estar na vertical; quando a Loja é Fechada, ou chamada do
Labor para o Refreshment, ficará na horizontal.
O Primeiro Vigilante é o seguinte em nível e poder depois do
próprio Venerável Mestre, e na ausência do Mestre ele pode ser
requerido a aceitar a responsabilidade pelos procedimentos, se bem
que nenhum Vigilante, em não sendo um Mestre Instalado, possa
realmente ocupar a Cadeira do R.S. No evento de morte ou
incapacidade do Mestre, o Livro das Constituições (Regulamento
141) estabelece que é o Primeiro Vigilante quem ‘atuará como
Mestre’ convocando a Loja; ele será responsável, juntamente com o
Secretário, pela emissão das Convocações da Loja. As
Constituições são quase silenciosas em como são desenvolvidos os
poderes possuídos por este Oficial em tal emergência. Parecem
existir pequenas dúvidas, no entanto, que na eventualidade de morte
ou incapacidade do Mestre deva ser o Primeiro Vigilante, enquanto
Segundo Oficial da Loja, quem governará a Loja em todos os
sentidos, com a única exceção de que (a menos que já seja um M.I.)
ele não possa ocupar a Cadeira de Mestre. Nas referidas
circunstâncias seria seu direito e seu dever presidir a qualquer
Comitê de Loja. Diversas opiniões são sustentadas sobre esta
questão. O Primeiro Vigilante, de qualquer modo, é o Segundo em
nível e autoridade após o Mestre. Na ausência do Mestre parece
uma óbvia inferência de que sua autoridade deva recair sobre seu
‘segundo em comando’.
Deste modo vimos que força de caráter e a habilidade em reger
firmemente são qualificações desejáveis para o Irmão Primeiro
Vigilante possuir; apesar disso ele será sábio em ter em mente que,
em todos os seus relacionamentos com os Irmãos, força e firmeza

151
Capítulo XXIV – Primeiro Vigilante

acrescentam dignidade adicional e conquistam aumento de respeito


quando combinados com gentileza e cortesia.
Talvez a mais estimulante lembrança que o Primeiro Vigilante
possa receber da importância de seu Cargo, é a recordação de que a
ele é confiado o solene dever de investir recém feito Maçom com o
emblema distintivo da Ordem, o Emblema da Inocência e Laço de
Amizade.
Pode-se aqui notar para falar de plano que, o avental branco
unicamente como emblema de um Aprendiz é uma incorreção; ele é
o emblema de todo Maçom, seja ele um Aprendiz ou um ilustre
Oficial da Grande Loja. Não importa a decoração que possa ter sido
acrescentada ao avental, debaixo de toda ela está o plano que o
fundamenta, enquanto pele de ovelha, o Símbolo da Inocência.
Assim como no caso de nosso Irmão Segundo Vigilante, nós
podemos presumir que o Irmão Primeiro Vigilante já esteja
familiarizado com seus deveres além daqueles aplicáveis na Abertura
e Encerramento da Loja nos diferentes Graus. Nós então nos
contentamos em anexar como guia recomendações relativas às três
Cerimônias.

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO
1. — Durante seu primeiro exame do Can o 1ºV deve permanecer
sentado até que o 2ºD tenha respondido ‘Com a ajuda de Deus por
ser livre e gozar de boa reputação’. O 1ºV então levanta, toma a
m.d. do Can, e diz ‘Entrai livre e de boa reputação’. O 1ºV deverá
permanecer em pé enquanto o 2ºD coloca o Can na posição
apropriada. O 1ºV toma a m.d. do Can com a sua m.e., dá o P, faz o
Sn P de Ap, e apresenta o Can ao V.M.1 O 1ºV deve preocupar-se
em memorizar o nome completo do Can, e não ter necessidade de
consultar uma cópia da Convocação. São estes aparentemente
insignificantes pontos que fazem a diferença entre o trabalho
brilhante e o negligente.

1
O 1ºV deve lembrar que até este Estágio da Cerimônia no Primeiro Grau o
Can é ‘Sr’, não ‘Irmão’ como nos Graus subseqüentes. (Ver Capítulo X,
“Guarda Interno”)

152
Capítulo XXIV – Primeiro Vigilante

2. — Ao receber a resposta do V.M. o 1ºV descarregará com


precisão o Sn, mantendo a mão aberta, recoloca o Can a cargo do
2ºD, e senta.
3. — O 1ºV permanece sentado ao receber o próximo comando
do V.M. para ordenar ao 2ºD determinadas instruções.
4. — No ponto em que é restaurada a L…z ao Can os Vigilantes
não devem usar o . Sua ação é similar à dos demais Irmãos.
5. — Durante o exame do Can após ele ter recebido em confiança
os Ss do Grau pelo V.M. o 1ºV permanece sentado até que o Can
tenha respondido que tem algo a comunicar. O 1ºV deverá então se
levantar, dar o P, e prosseguir com o exame. O 1ºV não deve dar o
T ou Sen até que o tenha recebido do Can. O 1ºV S.W. permanece
de pé, e faz o Sn de Ap ao apresentar o Can ao V.M. para ‘receber
alguma…’2 Descarrega o Sn com precisão após receber a resposta
do V.M., mantendo a mão aberta.
6. — A Investidura do Can com a Insígnia. A importância deste
dever já foi aludida. O 1ºV não deve iniciar sua fala até que a
insígnia esteja em posição. Então ele deverá segurar o canto
inferior direito da insígnia com sua m.e. durante seu discurso. É
desnecessário dizer, que o 1ºV deve ter decorado a fala e as palavras
devem ser ditas com solene impressividade. Nas palavras, ‘…nunca
desonrar esta Insígnia…’ o 1ºV bate na insígnia com sua m.d.3 O
1ºV recoloca o Can a cargo do 2ºD e senta. O 1ºV nunca deixará
seu ped para investir o Can em qualquer Grau.

CERIMÔNIA DE PASSAGEM
1. — Durante seu primeiro exame do Can o 1ºV deve permanecer
sentado até a resposta ‘Tenho’. Então ele se levanta, dá o P, e

2
Em todos os casos ao apresentar um Can ao V.M. o 1ºV deve ser
cuidadoso evitando segurar a m.d. do Can muito alto. O 1ºV é
freqüentemente visto segurando a m.d. muito acima de seus ombros, uma
exagerada atitude cujo aspecto é vergonhosamente deselegante.
3
Aqui os Irmãos não devem bater palmas neste estágio; cada Irmão baterá
em sua Insígnia.

153
Capítulo XXIV – Primeiro Vigilante

recebe o T de P e a P de P. O 1ºV não deve dar o T de P até que o


tenha recebido do Can. Após o exame o 1ºV permanece de pé
enquanto o 1ºD coloca o Can na posição apropriada. O 1ºV então
toma a m.d. do Can com a sua m.e., faz o Sn de F, e apresenta o Can
ao V.M.
2. — Ao receber a resposta do V.M. o 1ºV descarregará o Sn com
precisão, mantendo a mão aberta, recoloca o Can a cargo do 1ºD,
senta, e dá ao 1ºD as instruções necessárias.
3. — No próximo exame do Can, após ele ter recebido em
confiança os Ss do Grau pelo V.M., o 1ºV permanecerá sentado
enquanto estiver instruindo o Can a avançar em sua direção como
Comp primeiro como Ap, levantando-se quando o Can responder que
tem algo a comunicar. O 1ºV então dá o P, e recebe o T ou sen de
um Comp F.M. O 1ºV não deve dar o T ou Sen até que o tenha
recebido do Can; ao completar o exame o 1ºV diz ‘Passai…’ e
permanece de pé enquanto o 1D coloca o Can na posição apropriada.
O 1ºV então toma a m.d. do Can com a sua m.e., faz o Sn de F, e
apresenta o Can ao V.M. para receber alguma, etc. Descarregará o
Sn com precisão mantendo a mão aberta quando receber a resposta
do V.M. O Can é agora investido com a Insígnia de um Comp. O
1ºV não deve deixar o seu ped para se desincumbir deste dever. O
1ºV recoloca o Can a cargo do 1ºD e senta.
4. — Na conclusão da T.D., quando o V.M. alude a certo
símbolo, o P.M.I. dá uma , que deverá ser seguida em uníssono
pelo 1ºV e pelo 2ºV.

CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
1. — Durante seu primeiro exame do Can o 1ºV deve permanecer
sentado até receber a resposta ‘Tenho’. Então se levanta, dá o P, e
recebe o T ou Sen de Comp. O 1ºV não deve dar o T ou Sen até que
o tenha recebido do Can. O 1ºV então diz: ‘Passai…’ e senta.
2. — Durante o exame seguinte o 1ºV novamente permanece
sentado até que o Can responda ‘Tenho’. O 1ºV então se levanta, dá
o , e recebe o T de P e a P de P. O 1ºV não deve dar o T de P até
que o tenha recebido do Can. Ao concluir o exame o 1ºV diz,

154
Capítulo XXIV – Primeiro Vigilante

‘Passai…’ e permanece de pé enquanto o 1ºD coloca o Can na


posição apropriada. O 1ºV então toma a m.d. do Can com a sua m.e.
e apresenta-o ao V.M., fazendo o Sn P de um M.M.
3. — Ao receber a resposta do V.M. o 1ºV deve descarregar o Sn
com precisão, mantendo a mão aberta e não se esquecendo de
recuperar. O 1ºV recoloca o Can a cargo do 1ºD e senta-se. Então
ele dá as instruções necessárias aos Diáconos.
4. — Quando os Vigilantes são convocados para auxiliarem o
V.M. o 1ºV deixa seu ped pelo lado da mão esquerda e prossegue até
a posição correta à esquerda do Can, não esquecendo de levar o
Nível consigo. Segura o Can firmemente e no momento apropriado
toca sua têmpora esquerda levemente com o N.
5. — O 1ºV deve ter muito cuidado para suportar o Can
devidamente quando o V.M. disser ‘mas com tal força que o fez
cambalear...’ São conhecidos acidentes que ocorreram neste
estágio. Após este dever o 1ºV se retira para a posição atrás do Can.
6. — Quando chamado pelo V.M. para ‘tentar com o de Comp’, o
1ºV avançará uns poucos passos e dará um passo cruzando o Can na
altura de seus jo...s com seu p.e. Ergue a m.d. do Can e dá o T de
Comp. Então recoloca a m.d. do Can gentilmente do seu lado e
retorna à sua posição ao lado do Can. O 1ºV não deve andar para
trás. O 1ºV dá o P e faz o Sn P ao se dirigir ao V.M.; após sua fala
descarrega o Sn com precisão, não esquecendo de recuperar.
7. — Auxilia o V.M. quando chamado para um certo dever, e
retorna ao seu assento quando instruído a assim faze-lo pelo V.M.,
não antes.
8. — No retorno do Can à Loja, após ele ter dado as saudações
corretas, o 1ºV se levanta e toma a m.d. do Can com a sua m.e.
Então dá o P, faz o Sn P, e apresenta o Can ao V.M. para receber
alguma, etc.
9. — O 1ºV descarregará o Sn com precisão após receber a
resposta do V.M., mantendo a mão aberta, e não esquecendo de
recuperar. Agora o 1ºV investe o Can com a Insígnia de um M.M.,
tendo o cuidado de verificar que a insígnia de Comp seja removida
primeiro. Então o Can é colocado a cargo do 1ºD, e o 1ºV senta-se.

155
C APÍT ULO XXV
P AST M ASTER I MEDIATO
ESTRITAMENTE falando, este breve capítulo não deveria ser
encontrado em nenhum lugar em um Manual devotado aos Oficiais
de Loja e seus deveres, pela simples razão de que o Past Master
Imediato NÃO é um Oficial da Loja. Argumentos em contrário têm
sido promovidos e vociferados há muito tempo, contudo os criadores
de tais argumentos ainda necessitam suscitar um único fato
convincente que embase suas teorias.
Dizer que o Irmão Past Master Imediato usa um ‘Colar de Cargo’
é absolutamente incorreto. Ele usa um Colar de Past Master no qual
estão fixos exatamente alguns emblemas tais como aqueles usados
por todo Past Master no Craft, especificamente, a 47ª proposição do
Primeiro Livro de Euclides suspenso pelo Esquadro. O Past Master
Imediato é de fato o Past Master Junior da Loja; nem mais nem
menos. Os Oficiais de uma Loja Privada estão claramente definidos
no Regulamento 129, do Livro das Constituições.
Apesar disso o Past Master Imediato tem, em virtude do fato de
ser o Past Master Junior da Loja, um determinado lugar fixo em Loja
por um ano. Seu lugar é imediatamente à esquerda do Mestre e o
Regulamento 141, do Livro das Constituições, estipula que na
ausência do Mestre é o Irmão Past Master Imediato quem tem de
primeiro ser invocado para ocupar a Cadeira. O Livro das
Constituições mais adiante estipula (Regulamento 227) que se o
Mestre de uma Loja estiver impedido de comparecer às reuniões da
Provedoria de Benevolência ‘o Past Master Imediato pode suprir seu
lugar’
É evidente, portanto, que sob certas circunstâncias o Past Master
Imediato é geralmente considerado como representante do Mestre
nas citadas ausências. Este fato, no entanto, não deve leva-lo à
errônea impressão de que ele é todo poderoso. Exemplos são
conhecidos quando, pela desafortunada morte do Mestre, o Irmão
Past Master Imediato é levado à errônea impressão de que ele
tornou-se ipso jure o regente da Loja, e conseqüente atrito tem se

156
Capítulo XXV – Past Master Imediato

seguido. Qualquer tolice deste porte da parte do Past Master


Imediato pode unicamente ter nascido por culpa da ignorância do
Livro das Constituições, pois uma cópia do mesmo foi sem dúvida
apresentada a ele em sua Iniciação e novamente em sua Instalação.
Uma consulta ao Regulamento 141, do Livro das Constituições,
tornará o assunto aclarado a ele.
O Past Master Imediato mantém a errada impressão de que,
quando o Mestre não conduz, ele mesmo uma Cerimônia, é o P.M.I.
quem primeiro tem o direito de atuar como seu representante. Ele
não possui direito a tal reivindicação. O Regulamento 141, do
Livro das Constituições, como mencionado acima, torna claro que é
o Irmão Past Master Imediato quem primeiro tem de reclamar ocupar
a Cadeira na ausência do Mestre. Quando o Mestre está presente ele
sozinho tem o poder de decidir qual Past Master tomará seu lugar se
ele temporariamente vagar sua Cadeira. Igualmente, é para o Mestre
dizer quem fará a Preleção pós Iniciação, ou fazer a Explanação da
T.D. após a Passagem, isto se ele mesmo não fizer estas porções do
Ritual.
Como já foi afirmado, o lugar do Past Master Imediato é
imediatamente à esquerda do Mestre, tendo ele aceito o dever de
prestar todo auxílio necessário no governo da Loja podendo de
tempos em tempos ser requisitado para executar partes do Ritual.
Obviamente o Past Master Imediato deve ser um ritualista
competente; caso contrário possivelmente ele não poderá prestar o
auxílio devido para seu chefe como um diplomático ‘prompt’1
quando a ocasião o exigir.
Por mais exímio que ele possa ser, permita-me o Irmão Past
Master Imediato lembrar que ele deve ser ‘visto e não ouvido’.
Certamente não é parte de seu dever mostrar sua habilidade ao custo

1
N.T.: — O termo ‘prompt’ que neste caso não deve ser entendido como
prontidão ou alerta, mas sim como o equivalente ao ‘ponto’ na linguagem
teatral ou ainda o moderno ponto eletrônico usado nas programações de TV.
No Ritual de Emulação as falas devem ser decoradas, porém para garantir
que possam ser efetuadas sem leitura há sempre um ‘ponto’ — que
usualmente é feito pelo D.C. e que no caso do V.M. é feito pelo P.M.I.

157
Capítulo XXV – Past Master Imediato

de revelar as imperfeições do Mestre. Nada é mais desconcertante


para o Mestre e irritante para os Irmãos do que o Past Master
Imediato estar constantemente ‘alvejando-o’ com correções
totalmente desnecessárias. Em uma Loja regular importância
alguma há se o Mestre substituir uma palavra do Ritual por outra
diferente, ou transpuser uma sentença, contanto que o espírito do
Ritual esteja sendo transmitido ao Candidato.
Desafortunadamente muitos Past Master Imediatos parecem
inábeis em concretizar esta verdade, e, muito estranhamente, os
piores ofensores são freqüentemente Preceptores experientes. Deve
ser lembrado de que há uma enorme diferença entre as funções de
um Preceptor em sua Loja de Instrução e aquelas de um Past Master
Imediato em uma Loja regular.
Durante o Labor os deveres do Irmão Past Master Imediato
incluem a abertura do L.S.E. quando a Loja é aberta no Primeiro
Grau, e a colocação correta do E. e do C naquele como nos Graus
subseqüentes. Ele deverá ser cuidadoso em verificar que o L.S.E.
esteja corretamente colocado de modo que o Mestre possa lê-lo; alem
disso de que as pontas do C. estejam voltadas para o Mestre.
No encerramento da Loja ao Past Master Imediato é confiado com
uma breve porção do Ritual, onde ele lembra aos que Irmãos que
‘nada mais havendo a tratar mas, de acordo com o antigo costume,
guardemos nossos Ss em um repositório seguro (não ‘e sagrado’)
unindo neste ato F.F.F.’. O Past Master Imediato não deve
adicionar a excrescência ‘E possa Deus preservar o Craft’. Isto não
é parte do Ritual e é absolutamente redundante; o Mestre ou o
Capelão já ofereceu uma Prece pia para que o G.A.D.U. ‘preserve a
Ordem’.
Estando encerrada a Loja, um erro freqüentemente cometido pelo
Past Master Imediato é se precipitar tomando como seu lugar na
procissão de saída, o estar imediatamente atrás do Mestre. Isto é
absolutamente incorreto. Isto tem a aparência de uma descortesia,
conquanto provavelmente tal manifestação se deva unicamente à
carência de conhecimento. O Past Master Imediato não sendo um
Oficial da Loja, não tem tal lugar prescrito na procissão. Oficiais da
Grande Loja devem se seguir aos Vigilantes na devida ordem,

158
Capítulo XXV – Past Master Imediato

seguidos pelos Grandes Stewards, Irmãos da Classificação de


Londres e da Grande Loja Provincial e Distrital. Então virão os Past
Masters, dentre os quais o Past Master Imediato está numerado.
No Refreshment o Irmão Past Master Imediato novamente ocupa
o assento à esquerda do Mestre. Na maioria das Lojas, dita o
costume, que o Mestre ‘toma vinho’ com diversos Irmãos e grupos
de Irmãos durante o progresso do banquete. É o Past Master
Imediato (como uma regra geral) quem se levanta para nomear os
Irmãos a quem o Mestre pode desejar honrar. É muito provável que
o Mestre deixe a seleção largamente ao Irmão à sua esquerda, e o
Past Master Imediato será bem prudente discriminando este exercício
por uma estrita limitação do número de vezes para o Mestre ‘tomar
vinho’. O costume de anunciar que o Venerável Mestre ‘tomará
vinho com os Irmãos à sua direita’ e subseqüentemente ‘com os
Irmãos à sua esquerda’ é deplorável, resultando geralmente isto em
uma indigna baderna. Os procedimentos à refeição seguem os de
uma reunião de Loja devendo ser caracterizados com a mesma
dignidade e decoro que, é esperado, marcou os procedimentos
durante o período de Labor. O Irmão Past Master Imediato pode
fazer muito no sentido de preservar dignidade e decoro.

159
C APÍT ULO XXVI
V ENERÁVEL M ESTRE
O FRANCO-MAÇOM que recebeu de seus Irmãos a maior honra
que eles possuem em seu poder para conferir, que é a eleição para a
Cadeira do R.S., se acha colocado no Leste, — o antigo assento of
Sabedoria e Sensatez. É esperado, portanto, que tenha acumulado
conhecimento e bom senso durante sua passagem pelos demais
Cargos; que seja bem versado na Nobre Ciência; e que esteja
habilitado e desejoso de assumir a direção dos trabalhos e o governo
da Loja.
Mesmo assim, quiçá, o recém instalado Mestre provavelmente
acredite que ainda tem muito a aprender. Tentar no entanto, no
escopo de um único capítulo, prove-lo com todo conhecimento
necessário, seria tentar o impossível; nada mais pode ser feito do que
uma mui breve análise de seus direitos e responsabilidades, e
enfatizar umas poucas e importantes regras como guia.
1. — Juramento do Mestre
Todo Mestre-Eleito, antes de ser colocado na Cadeira, deve
prestar um Jur, comprometendo-se solenemente preservar os
Landmarks da Ordem, observar os antigos usos e costumes, e
estritamente faze-los cumprir em sua Loja.
2. — Duração do Cargo
Nenhum Irmão pode continuar como Mestre por mais do que dois
anos consecutivos, salvo por dispensa; porém ele pode ser
novamente eleito após ter ficado um ano fora do Cargo. Este
regulamento não se aplica ao Príncipe de Sangue Real, mas será
aplicado ao seu Delegado se o mesmo for nomeado.
3. — Duplo Mestrado
Um Irmão não pode dirigir como Mestre mais do que uma Loja
por mandato, exceto por dispensa.

160
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

4. — Eleição e Instalação
O Regulamento 130, do Livro das Constituições, que se refere à
Eleição do Mestre, estabelece: “Na próxima Reunião Regular o
primeiro assunto a ser tratado após a abertura da Loja será a leitura
das Atas da reunião precedente, e se elas forem confirmadas senão
completamente, mas no mínimo, como um relato da eleição do
Mestre, ele será considerado eleito, e será devidamente instalado na
Cadeira de acordo com os antigos usos.”
O expresso neste regulamento não é tão explícito quanto pode ser;
atualmente, é a eleição em si mesma que deve ser confirmada. A
inclusão deste ponto nas Constituições implica, ser esta uma questão
vitalmente importante, a Grande Loja pressupõe que os Irmãos
tiveram tempo para reflexão. Na ausência de qualquer moção em
contrário, a confirmação das Atas significa a confirmação da eleição,
mas as Minutas, como tais, são apenas confirmadas ou não
confirmadas enquanto indicação de precisão do registro. (Ver
Capítulo XIX)
Estritamente falando, então, se as Minutas são um acurado
registro dos procedimentos na Reunião de Eleição elas serão
confirmadas, e uma moção para a não confirmação da eleição ‘virá
fora’ das Minutas. Uma tal moção pode perfeitamente ser colocada
adequadamente adiante sob o fundamento de que a eleição não foi
conduzida de uma maneira constitucional, ou ainda de que houve
uma mudança de vontade dentre os Irmãos. Mesmo assim nenhuma
destas razões implica que o Secretário tenha sido impreciso no
registro dos acontecimentos da reunião anterior.
5. — O Direito de o Mestre Governar sua Loja
Sem dúvida todo Mestre tem o direito de governar sua Loja, e,
em assim fazendo, exercer seu próprio julgamento desprezando
qualquer pressão que possa advir sobre ele. O Mestre prudente
prestará de boa vontade ouvidos aos conselhos do Irmão Secretário e
dos Past Masters, e deste modo encontrará como tornar confortável
seu caminho. Mesmo assim poderá vir um tempo quando, em
alguns casos de dificuldades, ele se ache conscientemente inábil para
se submeter às opiniões de seus seniores no Craft. Em uma tal

161
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

infeliz eventualidade não será meramente seu direito mas seu dever
contar com seu próprio julgamento para guia-lo, e exercer sua
autoridade sem temor. Ele pode encontrar consolo no pensamento
de que ninguém possui o direito de discutir aquela autoridade.
6. — O Mestre preside a todas Reuniões
Naturalmente o Mestre possui o direito de presidir a todas
reuniões da Loja durante seu ano no Cargo, um direito semelhante
existe no caso de quaisquer reuniões de um Comitê que se relacione
com a Loja. Nenhum Past Master ou corpo de Past Masters pode
reunir-se tanto quanto qualquer Comitê sem a autorização do Mestre,
e se uma reunião qualquer for mantida deste modo ela será irregular
e seus procedimentos não terão validade legal.
7. — O Direito de o Mestre Decidir o Trabalho
É desafortunadamente um fato que muitos Secretários de Loja
tomam para si mesmos, poderes com os quais eles nunca foram
investidos. Isto ocorre particularmente com respeito às
Convocações da Loja. Unicamente o Mestre possui o direito de
decidir sobre qual trabalho estará nas Convocações, e quanto de
tempo da Loja será apropriado usar.
8. — O Mestre é o Regente Supremo
Em todas as Reuniões de Loja o Mestre é o regente supremo e
não pode ser questionado. No caso de qualquer ilegalidade os
Irmãos possuem como remédio, subseqüentemente a possibilidade de
apelar para uma autoridade maior.
9. — O Mestre tem o Voto de Minerva
No caso de um empate em uma votação (com certas exceções) o
Mestre tem o direito de um voto extra ou voto de Minerva. No
Regulamento 182, do Livro das Constituições, está definitivamente
estabelecido que quando a votação está empatada sobre qualquer
questão que demande uma maioria o Mestre dará um segundo ou
voto de Minerva. O Mestre está, é claro, livre para usar o voto de
Minerva como ele bem entender; não há nenhuma lei escrita para
controla-lo. Ao mesmo tempo há uma forte lei não escrita. O
Mestre deve lembrar que a intenção proposta pelo voto de Minerva
não é a de habilita-lo a forçar suas convicções individuais sobre seus

162
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

Irmãos, mas na verdade auxiliar a Loja no caso de um possível


impasse. Geralmente falando, ele deverá estar preparado para
preservar o status quo ante, e podem surgir casos onde o dever do
Mestre seja votar novamente contra suas convicções pessoais.
Supondo, por exemplo, que há uma moção ante a Loja para
mudar o Regimento Interno, e que o Mestre pessoalmente prefere a
mudança. A matéria é seguramente de vital importância para todos
os Irmãos, e deve demandar uma clara maioria. A votação estando
empatada, o Mestre estará incorrendo em grave responsabilidade se
usar seus poderes para forçar uma tal mudança por inclinações
pessoais. Será mais sábio para ele usar o voto de Minerva contra
suas inclinações pessoais, preservando deste modo o status quo ante
até que a matéria possa ser futuramente considerada ante uma
reapresentação frente à Loja.
10. — Recusar a Admissão de Visitantes
No Regulamento 151, do Livro das Constituições, o Mestre de
toda Loja Privada tem o direito de recusar admissão a um Irmão
Visitante, embora, deva ser notado, que as Constituições adicionam
um pré-requisito: “Cuja presença ele possui razão para crer que
perturbará a harmonia da Loja, ou a qualquer visitante de
conhecido mau caráter.”
11. — Exclusão Temporária de Membros
Unicamente a ignorância das Constituições pode promover a
errada impressão sustentada em muitas administrações de que o
Mestre possui o poder para intimar um Irmão a se demitir da Loja.
Ele não possui tal poder.
O Regulamento 209, do Livro das Constituições, estabelece que
se qualquer Irmão vier a se comportar em Loja de uma tal maneira
que perturbe a harmonia da Loja, ele será formalmente admoestado
pelo Mestre; e, se ele persistir em sua conduta irregular, ele será
punido com censura, multa, ou a exclusão do restante da reunião.
Porém deve ser notado que o Mestre sozinho não tem o direito ou o
poder de pronunciar sentença sobre o ofensor. O regulamento
acrescenta: “… de acordo com a opinião da maioria dos membros
presentes”

163
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

É óbvio, portanto, que em uma tal infeliz eventualidade uma


moção de exclusão do Irmão ofensor precisa ser devidamente feita e
secundada, e apoiada pela maioria dos membros presentes. As
palavras em itálico são de vital importância. Presumindo que vinte e
quatro Irmãos estão presentes, e que há doze votos para a moção de
exclusão, quarto votos contra, e oito abstenções, a moção estará
perdida. Uma maioria dos Irmãos presentes (não meramente
daqueles votantes) demandaria no mínimo treze votos para a moção.
É digno de nota, também, que no caso de empate na votação doze a
favor e doze contra, o Mestre não tem, como noutros casos, o poder
do voto de Minerva, o regulamento definitivamente estabelece que a
decisão depende de uma maioria de membros presentes.
12. — Exclusão Permanente de Membros
Uma Loja possui permanentemente o poder de excluir um Irmão
para o que ela supõe existir ‘causa suficiente.’ Em tal caso deve ser
dado ao Irmão cuja exclusão está sob consideração, não menos do
que sete dias antes da reunião, uma notificação por escrito, junto com
particularidades da queixa contra ele, estabelecendo hora e local
indicado para sua consideração, quando ele poderá comparecer e ser
ouvido. (Regulamento 210, do Livro das Constituições.)
No caso de uma resolução para uma exclusão permanente as
Constituições estipulam que tal poder pode apenas ser exercido por
uma maioria de não menos do que dois terços dos membros
presentes. Novamente os votos de abstenção serão contabilizados
contra a moção. Presumindo-se uma presença de quarenta e cinco
membros, com vinte e nove votos para exclusão, treze contra, e treze
abstenções, a moção estará perdida. Uma maioria de dois terços
exigirão não menos do que trinta votos para a exclusão.
13. — Exclusão e Expulsão
Deve ser notado que há uma enorme diferença entre exclusão e
expulsão. Um Irmão excluído permanentemente de uma Loja
Privada não está impedido de procurar admissão em uma outra Loja.
Expulsão, por outro lado, significará uma perda total do status e
privilégios Maçônicos. Apenas a Grande Loja possui poderes para
expulsar um Irmão do Craft.

164
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

14. — O Direito do Mestre de Indicar Oficiais


Uma prerrogativa do Mestre que corre risco de ser usurpada em
algumas administrações é o seu indubitável direito de indicar seus
próprios Oficiais, com exceção do Tesoureiro e do Cobridor. O
poder do Mestre neste sentido está claramente definido nas
Constituições, e ninguém possui sequer a menor autoridade em
discuti-lo. O Mestre pode, se ele assim desejar, consultar o Comitê
da Loja, mas nenhum Comitê possui qualquer direito de reivindicar
para si a decisão das indicações dos Cargos. O presente escritor
sabe de uma pouco proeminente Loja que trabalha em Emulação na
qual a prerrogativa do Mestre neste sentido é invariavelmente
usurpada. Uma tal prática pode apenas ser considerada sempre
como um imprudente e perigoso precedente.
15. — O Mestre não possui poderes para destituir um Oficial
O Mestre não possui qualquer poder para destituir qualquer
Oficial uma vez que tenha sido devidamente indicado e investido.
Estabelece o Regulamento 140, do Livro das Constituições, que
estando o Mestre insatisfeito com a conduta de qualquer Oficial ele
deve colocar a causa de sua queixa diante da Loja em uma Reunião
Regular, devendo não menos do que sete dias antes da Reunião
enviar uma notificação ao Irmão do qual se queixa. O Oficial em
questão pode ser destituído apenas se a queixa for avaliada como
muito bem fundamentada por uma maioria de Irmãos presentes. É,
portanto, absolutamente obvio que, durante a Cerimônia de
Instalação, o Mestre não possui poderes para sumariamente destituir
os Oficiais da Loja com uma instrução genérica na qual ele declara
“todos os Cargos vagos”.
16. — O Mestre deve Instalar seu Sucessor
Não é apenas direito mas sim o dever de um Mestre, conduzir a
Instalação de seu sucessor. Dentre a maioria dos Maçons de
Londres uma tal lembrança pode parecer supérflua. Todavia,
mesmo nestes tempos esclarecidos, há Lojas, mais particularmente
nas distantes Províncias, nas quais Past Masters seniores conduzem
esta importante cerimônia entra ano sai ano. O autor sabe de uma
determinada Loja na qual um veterano de barbas brancas

165
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

habitualmente proclama com muito prazer que ele já instalou algo


próximo a duas dezenas de Mestres. Este mesmo Irmão consideraria
como uma afronta pessoal se lhe fosse sugerido permanecer de lado
para permitir que o Mestre que está saindo conduzisse a Cerimônia.
Uma tal prática é incorreta e é inimiga dos interesses do Craft.
Estando determinado que o Mestre que está saindo é suficientemente
um mestre em seu trabalho (tal como deverá ser) não pode deixar de
ser fortemente enfatizado também que é seu direito e seu dever para
consumar seu período no Cargo, Instalar seu sucessor na Cadeira do
R.S. Ninguém possui o menor vestígio de direito de tentar
desprovê-lo desta prerrogativa.
17. — O Direito do Mestre de Conduzir todas Cerimônias
O Mestre possui o direito de conduzir toda Cerimônia que surgir
na Agenda durante seu ano no Cargo, porém quando a lista de
trabalho cerimonial é muito longa é desaconselhável que ele insista
em seu direito se ele está na posição, em sendo hábil, de chamar Past
Masters experientes para auxiliá-lo. Há muitas Lojas, que se
reúnem quatro ou cinco vezes ao ano, nas quais as Cerimônias dos
Três Graus estão Agendadas para cada reunião. Se o Mestre insistir
em realizar todas estas doze ou quinze Cerimônias, ele próprio
experimentará do perfume da arrogância e do egoísmo. Além do
mais, conquanto possa o Mestre ser um competente ritualista, ou
possa considerar a si mesmo como sendo, tal insistência sobre seus
direitos indubitavelmente infligirá aborrecimentos sobre seus Irmãos.
Quando o Mestre houver passado ele próprio a Cadeira estará em
posição de apreciar a fraternal consideração do Mestre que
compartilha suas responsabilidades com os Past Masters e deste
modo lhes concederá um mais ativo interesse nos procedimentos. O
autor vividamente recorda uma ocasião quando um bem conhecido
trabalhador de Emulação, durante seu ano de mestrado, trabalhou
todos os Três Graus e a Cerimônia de Instalação em uma única
reunião. Não há nada de sábio em uma tal exibição; isto meramente
aborrece os ouvintes e agrega a impressão de que o ocupante da
Cadeira está sendo ‘exibicionista’.

166
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

18. — O Mestre não Entrega seu Colar


Uma norma recente das autoridades estipulou que quando o
Mestre temporariamente deixa vaga sua cadeira em favor de um Past
Master ele não deve entregar seu colar, mas que este representante
durante este tempo deverá estar devidamente trajado de acordo com
sua própria posição.
Tão multifacetadas e complexas são as prerrogativas do supremo
regente da Loja que a lista pode ser estendida ad libitum; a carência
de espaço, no entanto, proíbe maiores desdobramentos. O Irmão
investigador, recentemente instalado ou a ser instalado, fará bem em
despender uma ou duas silenciosas horas com o Livro das
Constituições, um volume, algumas preocupações, também são
freqüentemente despertadas, descuidos aparte, e todas também
raramente estudadas.
Tentar dividir adequadamente as responsabilidades do Mestre da
Loja com rapidez em nossa disposição é outra tarefa perdida.
Entretanto é possível nos referirmo-nos a uns poucos pontos sobre os
quais o Mestre recém instalado pode estar com alguma dúvida.
19. — A Responsabilidade do Mestre de Custodiar a Carta
Constitutiva
Nenhuma Loja, exceto enquanto agindo sob dispensa quer nos
Domínios quer no exterior, pode se reunir sem uma Carta
Constitutiva do Grão Mestre. Este regulamento, no entanto, não se
aplica a Lodge of Antiquity, Nº 2, nem a Royal Somerset House and
Inverness Lodge, Nº 4, cuja existência vem desde as Constituições de
Tempos Imemoriais.
Se a Carta Constitutiva for perdida ou indevidamente retida por
aqueles legalmente nomeados por manter ou usá-la, ou retida por
uma competente autoridade Maçônica, uma Loja tem de suspender
suas reuniões até que uma nova Carta ou Confirmação de Carta tenha
sido dada e garantida pelo Grão Mestre, ou até que a Carta retida seja
recuperada.
A Principal dentre as responsabilidades do Mestre é a custodia da
Carta Constitutiva da Loja. A todo Mestre este documento
vitalmente importante é confiado na noite de sua Instalação; e um de

167
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

seus últimos deveres é transferir-lo ao seu sucessor. Em algumas


Lojas a Carta Constitutiva é emoldurada e atrapalha a passagem
dentro da Sala da Loja; noutras é dependurada com uma variada
parafernália no armário da Loja. Destas práticas é, talvez, preferível
a última, mas ambas estão erradas. O Mestre durante seu ano no
Cargo é o guardião legal da Carta e, como tal, ele deverá fazer a si
mesmo responsável pela manutenção de sua proteção.
20. — A Responsabilidade do Mestre de Observar as Leis
No Regulamento 153, do Livro das Constituições, está disposto
que o Mestre é o responsável pela devida observância das leis pela
Loja sobre a qual preside. Obviamente, então, o Mestre deve ser
completamente versado nas Constituições e no Regimento Interno de
sua própria Loja.
21. — Os Candidatos devem receber o Regimento Interno
Uma responsabilidade do Mestre, algumas vezes negligenciada, é
a de verificar que cada Iniciado e Membro Filiado foram supridos
com uma cópia impressa do Regimento Interno da Loja. Esta
apresentação do Regimento Interno para cada Irmão que se torna um
membro da Loja não é meramente um costume, é um regulamento
definido pela Grande Loja. (Ver Regulamento 163, do Livro das
Constituições.)
22. — A Responsabilidade do Mestre pelos Escrutínios
O Mestre está, é claro, responsável por verificar que cada
escrutínio seja conduzido de um modo constitucional. Exceto em
certos casos de emergência, como estabelecido no Regulamento 185,
do Livro das Constituições, nenhuma pessoa pode ser feita Maçom a
menos que tenha sido proposta e secundada em Loja aberta numa
Reunião Regular, e escrutinada “em uma próxima Reunião Regular”.
Se um Candidato não se apresentar para a Iniciação até um ano após
sua eleição, a eleição estará perdida. Uma eleição para um
Candidato para Iniciação ou Filiação deve ser por escrutínio, e
nenhum Candidato pode ser eleito se, no escrutínio, surgirem contra
ele três votos negativos. O Regimento Interno de uma Loja,
contudo, pode decretar que um ou dois votos negativos excluirão um
Candidato.

168
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

Um escrutínio coletivo é perfeitamente regular, desde que, se


houver um voto negativo, cada Candidato seja escrutinado
individualmente. Escrutínios de Candidatos para Iniciação e
Filiação devem ser tomados separadamente, pois os motivos que
regem a votação em cada caso são absolutamente distintos. Ao
anunciar o resultado de um escrutínio será muito bom para o Mestre
evitar a palavra ‘unanimemente’ e ao invés utilizar ‘devidamente’.
Se o Regimento Interno da Loja determina que dois votos negativos
excluem um Candidato, e um apenas for registrado, o Candidato
estará ‘devidamente eleito’. Portanto, se o Mestre anuncia que
declara o Candidato ‘devidamente eleito’ sua instrução é
absolutamente acurada e de acordo com o Regimento Interno.
23. — Membro Honorário
Um escrutínio é necessário para a eleição de um Membro
Honorário, veja o recente Regulamento 167. No Livro das
Constituições, o Regulamento 152 lembra-nos que a um Irmão que
deixou de ser um Membro inscrito em uma Loja regular não será
permitido visitar qualquer Loja mais do que uma vez, todavia ‘este
regulamento não se aplicará às visitas de um Irmão a qualquer Loja
na qual tenha sido eleito como um Membro Honorário’.
A eleição de Membro Honorário não confere a um Irmão
qualquer status ou privilégio fora da Loja na qual ele assim foi eleito.
Ele não pode como um Membro Honorário, ocupar qualquer Cargo
na Loja, nem tomar parte em qualquer votação; nem tão pouco deve
estar incluso no rol dos Recompensados enviados para a Grande
Loja.
Se um Membro Honorário possui qualquer direito de participar do
refreshment isto deve, é claro, ser um assunto para a decisão da Loja.
Conquanto assine o Livro de Presenças como um membro; ele é
virtualmente um convidado, e, como tal, é de se presumir que a Loja
o irá prazerosamente entreter nos eventos sociais.
24. — Formulários de Propostas
Por muitos anos tem sido necessário para todos os Candidatos a
Iniciação e Filiação preencher um Formulário de Proposta, que
também deve possuir as assinaturas do Proponente e do Secundante,

169
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

e ser endossado pelo Mestre após a admissão do Candidato. Este


Formulário, devidamente completado, há de ser manipulado pelo
Secretário, antes que a proposição seja feita em Loja aberta, e há de
ser lido imediatamente antes que seja feito o escrutínio.
25. — Intervalos entre Graus
O Regulamento 195, do Livro das Constituições, indica que um
intervalo de quatro semanas completas deve transcorrer entre a
concessão dos Graus (com certas exceções para Lojas de além mar).
Sem dúvida ao Irmão Secretário pode ser confiada a verificação de
que não se haja cometido nenhum erro em relação a esta lei, contudo
neste, como em todos os outros assuntos, a responsabilidade é do
Mestre.
26. — Quorum em Loja
O Mestre deve em todas as ocasiões lembrar que cinco membros
precisam sempre estar presentes para formar um quorum antes que a
Loja possa conduzir qualquer negócio Maçônico.
Dentre outras responsabilidades vinculadas ao ocupante da
Cadeira do R.S. pode ser mencionada a instrução dos Oficiais
subordinados; uma convicção assim como uma completa adequação
de prospectivos Candidatos; uma absoluta pontualidade na abertura
de todas as Reuniões da Loja; uma presença regular nas
Comunicações Trimestrais da Grande Loja; uma estrita observância
dos Landmarks da Ordem em todas as reuniões da Loja; um total
conhecimento do Ritual em todas suas ramificações.
Com justiça poderá o recém instalado Mestre que lê estas
palavras abrir seus olhos e perguntar: Eu posso realmente me
responsabilizar por todos estes assuntos? Ele é responsável por eles
e por muitos outros mais que aqui não podem ser enunciados.
A menos que ele esteja muito desafortunadamente situado, o
Mestre terá o benefício do conselho de um experiente Secretário e o
suporte e cooperação dos Past Masters sempre dispostos a auxiliá-lo
assim como na manutenção de seu poder. Mas a ninguém ele pode
realmente delegar suas responsabilidades. Como regente da Loja o
Mestre é largamente responsável por seu continuado progresso e bem
estar. Para citar a impressiva alocução que lhe é feita em sua

170
Capítulo XXVI – Venerável Mestre

Instalação — a Honra, a Reputação, e a Utilidade da Loja


dependerão materialmente da habilidade e assiduidade com a qual
administrardes seus interesses, enquanto que a felicidade de seus
membros será geralmente promovida na proporção do zelo e
habilidade com o qual promulgardes os genuínos princípios da
Instituição.
Algumas recomendações detalhadas para guiar o recém instalado
Mestre estão colocadas no capítulo seguinte. Em conclusão,
permita-me novamente instar a todos os presentes e futuros Mestres
de se familiarizarem com o Livro das Constituições. Permitam-me
lembrá-los, também que, para que obtenham sucesso em suas
regências terão de primeiro aprender a servir lealmente.

171
C APÍT ULO XXVII
V ENERÁVEL M ESTRE ( CONT IN .)
ABERTURA DA LOJA
1. — É raramente necessário enfatizar que o V.M. deva chegar
cedo para todas as reuniões; pontualidade no V.M. é algo mais do
que uma desejável virtude, é um dever sagrado. Há talvez muitos
pontos sobre os quais o Secretário ou algum outro Oficial possa
desejar consultar o V.M. antes da Loja ser aberta, e um amplo tempo
há de ser permitido. Possivelmente algum dos Oficiais pode estar
ausente, e o V.M. provavelmente manterá uma reunião com o D.C.
sobre a quem apropriadamente delegar os Postos. Tudo isto toma
tempo. O Mestre que é sempre pontual e que faz o ponto de
abertura da Loja no exato momento estabelecido na Convocação
descobrirá que seu exemplo contagia.
2. — Se uma Ode de Abertura é cantada deve ser cantada antes da
Loja estar aberta.
3. — Imediatamente se seguindo à Ode o V.M. dá para
chamar os Irmãos à ordem e prossegue: ‘Irmãos, auxiliai-me a abrir
a Loja.’ O V.M. deve lembrar que ao propor as duas primeiras
perguntas aos Vigilantes de se dirigir a eles pelo nome. É
desnecessário dizer, que quando o V.M. chama os Irmãos à ordem
‘no Primeiro Grau’ ele próprio deve ser um exemplo de elegância
neste sentido. Todos os Sns do V.M. devem ser dados com precisão
militar e elegantemente.
4. — Na Emulation Lodge of Improvement a pergunta sobre o
lugar do Mestre é sempre dirigida ao 1º V. Na maioria das Lojas
regulares que trabalham em Emulação é dirigida ao P.M.I.
5. — Um perfeito entendimento é essencial entre o V.M. e o
Capelão, se existir um Capelão dentre os Oficiais. Em muitas Lojas
o V.M. diz, ‘A Loja estando devidamente constituída…,' e o Capelão
então adiciona: ‘Antes que o V.M. declare-a aberta permita-nos
invocar…’ Isto se assemelha a um desajeitado e desnecessário
procedimento, dividir deste modo uma sentença entre dois

172
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

discursadores. Um método melhor é o Capelão dizer: ‘A Loja


estando devidamente constituída, antes de o V.M. declará-la
aberta…’1 Onde não há um Capelão (como na Emulation Lodge of
Improvement), o V.M., é claro, executa esta porção do Ritual.
6. — Nas palavras: ‘Eu declaro a Loja devidamente aberta,’ o
V.M. e todos os Irmãos devem descarregar o Sn elegantemente,
mantendo a mão aberta.2 O V.M. então dá as apropriadas.
Ele não deve se sentar até que o Cobridor tenha respondido as ba…s
do G.I..3 O P.M.I. fará a abertura do L.S.E. colocando também o E.
e o C. O V.M., contudo, deve se assegurar de que o L.S.E está
corretamente colocado de modo que ele possa lê-lo.4 O E e o C
devem estar de tal modo posicionados que as pontas do último
estejam voltadas para o V.M.

ABERTURA DA LOJA NO
SEGUNDO GRAU
7. — Relembrando suas responsabilidades o V.M. há de ser
cuidadoso em verificar que qualquer Ap se retire antes da Loja estar
aberta no Segundo Grau. No entanto mesmo que ele tenha razões
para acreditar que não haja nenhum presente, é uma sábia precaução
usar a frase familiar: ‘Se houver qualquer Ap presente eu tenho
agora que convidá-lo a se retirar da Loja.’ O V.M. nunca pode errar
ao assim proceder, assim como uma Loja não pode ser aberta
diretamente no Segundo ou Terceiro Grau.

1
Uma prática similar é aconselhável quando da Abertura da Loja no
Segundo Grau, e ao Encerrar, no Segundo e Primeiro Graus.
2
Igualmente no Segundo e Terceiro Graus. A mão deve ser mantida aberta
ao descarregar todos os Sns Maçônicos.
3
Igualmente tais instruções se aplicam na abertura e encerramento da Loja
em todos os Graus.
4
Não é necessário que o L.S.E. esteja aberto em qualquer capítulo em
particular. A Primeira Grande Luz na Maçonaria é o volume todo. Ele
deve estar aberto enquanto a Loja estiver em Labor, porém não há nenhuma
autoridade para se insistir em abri-lo em qualquer capítulo ou página.

173
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

8. — Ao descarregar o Sn o V.M. deve baixar a m.e. nas palavras


‘devidamente aberta’, e deslizar a m.d. elegantemente através do
pe...o nas palavras ‘no E.’.
9. — A Loja estando aberta no Segundo Grau o P.M.I. se ocupará
do E. e do C. Não importa qual p…ta do C. fique exposta.

ABERTURA DA LOJA NO
TERCEIRO GRAU
10. — O V.M. deve solicitar a todos os Comp que se retirem
antes de prosseguir.
11. — Ao descarregar o Sn nas palavras ‘devidamente aberta no
Ce…o’, o V.M. deve lembrar de que não há de recuperar neste
ponto. Esta é a única ocasião quando não há que recuperar ao
descarregar o Sn P do Terceiro Grau.

ENCERRAMENTO DA LOJA NO
TERCEIRO GRAU
12. — Provavelmente não há nenhuma parte do cerimonial
Maçônico mais freqüentemente arruinada por inabilidade e
inexperiência do que a comunicação dos Ss Subs de um M.M. entre
os Vigilantes e entre o V.M. e o 1º V. Os procedimentos não podem
ser descritos aqui em detalhes; a prática em uma L.I.5 é o único
caminho para se obter perfeição. Pode ser mencionado, no entanto,
de que há freqüentemente uma desnecessária demora após a
comunicação dos Ss Subs pelo 1º V ao V.M. Cada qual aguardando
que o outro se mova. É o V.M., como Oficial sênior, quem deve
primeiro sair para retornar ao seu assento.6

5
N.T.: — L.I. significa Lodge of Instruction ou Loja de Instrução. Adiante
o leitor encontrará um Capítulo destinado especialmente a este tema.
6
O primeiro estágio na comunicação dos Ss Subs de um M.M. é o T.P. e a
P.P. que conduzem do Segundo ao Terceiro Grau. Os Sns. seguintes de H.
e S. e o Sn P. Finalmente as Pal…..s de um M.M. são dadas após os Cinco
Po...s de Com...o. Os Sns. dos Graus Ap e de Comp não devem ser dados.

174
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

13. — Quando o Grande ou R Sn é dado nas palavras ‘Toda G ao


Altíssimo’ a m.d. deve ser retornada imediatamente para a posição
do Sn P, e não primeiro baixada para o lado.
14. — Após dar seu comando ao Irmão 1º V para encerrar a Loja
o V.M. deve dar as com sua mão esquerda, mantendo o Sn P
com sua m.d. As corretas neste estágio são aquelas do Terceiro
Grau.

ENCERRAMENTO DA LOJA NO
SEGUNDO GRAU
15. — Após haver dado seu comando ao 1º V para encerrar a Loja
o V.M. deve dar as com sua mão esquerda, e imediatamente
elevando-la novamente para retornar ao Sn de Sa...o ou P...a
As corretas neste estágio são aquelas do Segundo Grau.

ENCERRAMENTO GERAL DA LOJA


16. — Após haver dado seu comando ao 1º V para encerrar a Loja
o V.M. deve dar as com sua mão esquerda, mantendo o Sn P
com sua m.d. As corretas neste estágio são aquelas do Primeiro
Grau.
17. — Se uma Ode de Encerramento é cantada, ela deve ser
cantada após a Loja estar Fechada.

OS LEVANTAMENTOS
Em todas as Reuniões Regulares, antes do Encerramento da Loja,
‘levantamentos’ pela primeira, segunda e terceira vez, são feitos para
‘perguntar se algum Irmão tem algo a propor para o bem da Franco-
Maçonaria em geral ou para esta Loja ABC em particular’. Isto não
é feito em uma Reunião de Emergência, porque uma tal reunião é
chamada com um propósito de emergência específico, que precisa
ser enunciado na Convocação, e nenhum outro negócio pode ser
realizado.
O método correto de procedimento do Mestre para os
‘levantamentos’ é dar uma que é respondida pelos Vigilantes.

175
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

Ele então se levanta pela primeira vez para ‘perguntar se algum


Irmão tem algo a propor …’
É impossível baixar rígidas e rápidas normas em relação a quais
assuntos em particular devam ser tratados em cada ‘levantamento’;
isto é muito dependente dos costumes locais ou da Loja, e ninguém
possui qualquer direito de dogmatizar sobre o tema.
Genericamente falando, no entanto, é uma regra segura reservar o
‘primeiro levantamento’ para assuntos relacionados com a Grande
Loja.7 Se não houver nenhum assunto da Grande Loja a ser tratado
é um costume comum para o Irmão Secretário se levantar com P e Sn
e anunciar: ‘Nada da Grande Loja, V.M.’.
O V.M. então da uma e se levanta para repetir sua questão
pela segunda vez. Novamente os costumes locais e da Loja devem
ditar o procedimento. Em muitas Lojas Provinciais é costume
reservar este levantamento para assuntos relacionados com a Grande
Loja Provincial, sendo todos os demais assuntos tratados no ‘terceiro
levantamento’. Se não houver nenhum assunto da Grande Loja a ser
tratado é um costume comum para o Irmão Secretário se levantar
com P e Sn e anunciar: ‘Nada da Grande Loja Provincial, V.M.’.
Estando os assuntos do ‘segundo levantamento’ devidamente
dispostos, o Mestre novamente dá uma e se levanta para colocar
sua indagação pela terceira vez, quando qualquer outro tema pode ser
trazido diante da Loja.
Na Emulation Lodge of Improvement o P.M.I. sempre se levanta
em seu lugar no ‘terceiro levantamento’, ficando à Ordem com P e
Sn, e diz: ‘Sinceras Congratulações, V.M.’8 Isto também é feito em

7
Algumas vezes acontece neste ‘levantamento’ que o Irmão Secretário
tenha que ler um comunicado do Grão Mestre. Se assim é, o Irmão D.C.
chamará os Irmãos à Ordem. Os Irmãos sempre deverão estar de pé para
receber uma mensagem do Grão Mestre.
8
N.T.: — Neste levantamento há o costume de se felicitar; ou dar parabéns
ao V.M. pela sessão e a frase original é ‘Hearty Good Wishes, W.M.’. Há
um costume semelhante, muito comum entre Maçons no Brasil, de Irmãos
visitantes felicitarem o V.M. pela sessão usando da expressão: ‘V.M. quero
felicitá-lo pela Brilhante Sessão desta noite’. Esta expressão típica no

176
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

reconhecidas Lojas de Instrução, e em muitas Lojas regulares que


seguem o sistema de Emulação.
Nas Lojas Provinciais é um costume comum no ‘terceiro
levantamento’ os Irmãos Visitantes se levantarem e tornarem a
oferecer ‘Sinceras Congratulações’ de suas respectivas Lojas. Tem
sido amplamente estabelecido que tal procedimento é irregular, e um
alto oficial vinculado à Grande Loja, um falecido Grande
Registrador, manifestou sua opinião de que nenhum Irmão tem o
direito de transmitir ‘Sinceras Congratulações’ de uma Loja a menos
que seja o Mestre desta Loja em particular, ou tenha sido autorizado
pelo Mestre de sua Loja para assim fazer. Como um assunto de fato,
a Grande Loja não tem emitido nenhuma norma sobre este ponto. A
opinião cotada acima deve ser vista apenas como uma opinião,
contudo os Irmãos farão bem em se guiarem pelo costume local.

CHAMADA PARA O DESCANSO E PARA O TRABALHO


Para a Cerimônia de Chamar os Irmãos do Trabalho para o
Descanso9 (ou Calling Off, como geralmente é conhecida) o V.M.
deve dar uma que é respondida pelos Vigilantes. O V.M. então
diz: ‘Principais Oficiais de pé,’ quando ele e seus Vigilantes se
levantam, enquanto os demais Irmãos permanecem sentados. O
V.M. então pergunta: ‘Ir. 2º V., que horas são?’ para o que o 2º V
responde: ‘É tarde V.M.’ O V.M. pergunta: ‘Vosso dever?’ para o

Brasil, é similar — e de valor bem próximo — à expressão inglesa usada


desde antes do início do Século XX. De qualquer maneira, o autor reprova
tal atitude, recomendando-a apenas quando se tratar de um costume local ou
quando o Ir Visitante for o V.M. atual de alguma Loja.
9
N.T.: — Traduzi Refreshment para Descanso por ser o termo usualmente
escolhido em português, entretanto, como já observado em nota anterior, o
termo refreshment é usado para designar uma pequena quantidade de
comida e bebida como é encontrado no Cambridge Dictionary: “small
amounts of food and drink: for example - He stopped at a bar for a little
refreshment”. Portanto, este período é antes de tudo uma pausa, tal como
aquelas existentes entre os atos de uma peça de teatro, um “Intervalo” entre
momentos distintos. Em assim sendo, nenhum trabalho que tenha interesse
para a Loja deve ser desenvolvido neste “Intervalo” ou “Descanso”.

177
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

que o 2º V responde: ‘Chamar os Irmãos do Trabalho para o


Descanso.’ O V.M. diz: ‘Agradecerei que o faça.’ O 2º V então
anuncia: ‘Irmãos, o V.M. ordena que pareis o Trabalho e sigam para
o Descanso; conservai-vos porém à distância de poderdes retornar no
devido tempo, para que proveito e prazer possam ser o resultado’
O 2º V dá uma que é respondida primeiro pelo 1º V e então
pelo V.M. O P.M.I. deve fechar o L.S.E. sem mover o E e o C. O
2º V levanta sua coluna e o 1º V baixa sua coluna. Em muitas Lojas
é costumeiro que o 2ºD virar a T.D. neste ponto, porém não há um
precedente para tal procedimento de acordo com o estrito trabalho de
Emulação, posto que a T.D. só é modificada nas aberturas e
encerramentos nos diferentes graus na Emulation Lodge of
Improvement.
Estando os Irmãos reunidos em Loja para Chamar do Descanso
para o Trabalho (ou Calling On), o V.M. dá uma que é
respondida pelos Vigilantes. O V.M. diz: ‘Principais Oficiais de
pé’, quando ele e seus Vigilantes se levantam, permanecendo os
demais Irmãos sentados. O V.M. pergunta: ‘Ir. 2º V, que horas
são?’ para o que o 2º V responde: ‘É mais que tempo V.M.’. O
V.M. pergunta: ‘Vosso dever?’ e o 2º V responde: ‘Chamar os
Irmãos do Descanso para o Trabalho’. O V.M. diz: ‘Agradecerei
que o faça’. O 2º V então anuncia: ‘Irmãos o V.M. ordena que
pareis o Descanso e retorneis ao Trabalho, para dar prosseguimento
ao expediente de assuntos Maçônicos’.
O 2º V dá uma e baixa sua coluna. O 1º V então dá
uma e ergue sua coluna. O V.M. então dá uma . O P.M.I.
abre o L.S.E. Se a T.D. foi anteriormente virada, o 2ºD cuida dela.

REVERSÃO DA LOJA
O correto procedimento para Reverter a Loja é o seguinte: O
V.M. dá apenas uma que é respondida pelos Vigilantes. O V.M.
então anuncia: ‘Irmãos, em virtude dos poderes de que estou
investido, eu reverto a Loja para o … Grau’. Ele então dá do
Grau para o qual a Loja está revertida. Os Vigilantes dão
similares . O G.I. se dirige para a porta e dá Ba…s similares,

178
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

para as quais o Cobridor responde. O P.M.I. ajusta o E e o C e o


2ºD cuida da T.D.

AS CERIMÔNIAS
Tabular detalhes para guiar o Mestre em todas as Cerimônias
requereria muito mais espaço do que o escritor tem a sua disposição.
A perfeição apenas pode vir de um cuidadoso estudo do Ritual
combinado com uma diligente prática em uma confiável Loja de
Instrução. As poucas recomendações abaixo indicadas, no entanto,
poderão prestar algum auxílio.

CERIMÔNIA DE INICIAÇÃO
1. — Antes do Jur o V.M. deve ter um muito cuidado ao ajustar
uma das p…tas do C no p.e.n. do Candidato.
2. — O Sn correto durante o Jur é o Sn P…al de cada Grau.
3. — Ao fazer um certo movimento durante o Jur nas palavras
‘por e sobre’ o V.M. deve usar sua m.e. mantendo o Sn P…al com
sua m.d.10
4. — O ponto correto no qual o Sn é descarregado é
imediatamente após o Can haver repetido as palavras finais do Jur.
O V.M. deve lembrar de remover o C neste ponto.
5. — Restauração da L…z. A importância desta porção da
Cerimônia já foi longamente enfatizada no Capítulo XVI. Perfeito
entendimento entre o V.M. e o 2ºD é essencial. O V.M. deve manter
seu ma…te erguido de modo que todos possam vê-lo. Os três
distintos e deliberados movimentos serão feitos, i.é. cruzar para a
esquerda, cruzar para a direita, e então baixar, com o 2ºD removendo
a ve…a assim que o V.M. descer seu no movimento final.
6. — Ao se levantar para comunicar os Ss do Grau para o Can o
V.M. deve lembrar de dar o P. Ao comunicar o T ou S ao Can neste
ponto é o V.M. e não o 2ºD quem ajusta o po…ar do Can.
7. — Explanação das Ferramentas de Trabalho. A menos que o
V.M. seja um exímio ritualista fará melhor em não manipular as

10
Estas instruções se aplicam a todos os Graus.

179
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

Ferramentas de Trabalho. O mero fato de fazê-lo é muitas vezes o


suficiente para causar um lapso de memória. O V.M. não fica de pé
para explanar os Instrumentos de Trabalho.
8. — A Preleção após a Iniciação. Se a Preleção for feita pelo
V.M. ele não ficará de pé para cumprir este dever.

CERIMÔNIA DE PASSAGEM
1. — O Sn correto durante o Jur neste Grau é o Sn de Fi…e. O
V.M. deve usar sua m.e. nas palavras ‘por e sobre’, mantendo o Sn
Fi…e com sua m.d. O Sn deve ser descarregado quando o Can
repetir as palavras finais do Jur.
2. — O V.M. deve lembrar de dar o P ao se levantar para
comunicar os Ss do Grau ao Can.
3. — O V.M. não ficará de pé para a explanação das Ferramentas
de Trabalho. (Ver item 7 acima.)
4. — Explanação da T.D. Quando o Can retornar para a Loja o
V.M. deve aguardar até que ele tenha sido saudado e o 2ºD tenha
colocado o Can na posição correta ao pé da T.D. O V.M. então
deixa seu pedestal pelo lado da mão esquerda e se dirige para a
cabeceira da T.D. onde o 2ºD lhe passará sua vara para apontar os
emblemas externos.

CERIMÔNIA DE ELEVAÇÃO
1. — O Sn correto durante o Jur é o Sn P…al do Grau. O V.M.
deve usar sua m.e. nas palavras ‘por e sobre’, mantendo o Sn P…al
com sua m.d. O momento correto para descarregar o Sn é quando o
Can repete as palavras finais do Jur. Não esquecendo de recuperar.
2. — Nas palavras ‘Levantai recém Jur…o M.M.’, o V.M. deve
usar apenas a mão direita.
3. — Nas palavras, ‘quando o vilão que estava armado com um
pesado Maço, deu-lhe uma violenta pancada na testa que o prostrou
sem vida a seus pés,’ o V.M. deve fazer um movimento com o
Ma…te. Ele não deve deixar seu assento para tocar a Fronte do Can
com o Ma…te.

180
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

4. — O V.M. deve lembrar que o Can deve ser er…do nos Cinco
P.D.F. Prática é essencial antes que isto possa ser feito
corretamente.
5. — Seguindo-se à conclusão das palavras da Preleção — ‘paz e
salvação aos fiéis e obedientes da raça humana’ — o V.M. toma
ambas as mãos do Can com as suas e giram lentamente para a direita
até que cada um ocupe o lugar em que o outro estava, o V.M. voltado
para o S e o Can voltado para o N. Mesmo dentre experientes
Preceptores há freqüentemente uma dúvida sobre qual a direção
correta deste movimento. Nenhum erro pode ser feito se o V.M.
lembrar que o movimento deve ser feito no sentido anti-horário.
6. — Durante a História Tradicional o V.M. não deve dar o P ao
se levantar nas palavras ‘um dos Irmãos olhando em torno,
observou…’
7. — Depois, quando o V.M. se levanta para demonstrar os cinco
Sns, então ele deve dar o P.

CERIMÔNIA DE INSTALAÇÃO
1. — Ao significar seu assentimento com o Sn de F para as
Antigas Obrigações e Regulamentos lidas pelo Secretário, o M.E.
deve lembrar que o Sn é baixado, e não descarregado.
2. — Ao ser instruído para avançar ao ped para prestar o Solene
Jur de M.E., o M.E. não deve avançar até que o M.I. tenha
completado sua sentença.
3. — O Sn correto durante o Jur é o Sn de Fi…e. O Sn deve ser
descarregado quando o M.E. repetir as palavras finais do Jur.
4. — O V.M. não deve ‘declarar todos os Cargos vagos’ em
qualquer período durante esta Cerimônia. Uma pesquisa ao
Regulamento 140, do Livro das Constituições, demonstrará o único
método pelo qual um Mestre possui poderes para destituir um
Oficial. Sob as Constituições nenhum Mestre de Loja possui
poderes para destituir simultaneamente todos os oficiais por uma
mera declaração de que todos os Cargos estão vagos.
5. — A Instalação do Venerável. Por razões óbvias instruções
detalhadas não podem aqui ser colocadas com respeito a esta

181
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

importante porção da Cerimônia. O M.I., entretanto, deve lembrar


que lá nenhum movimento é feito para ilustrar as palavras quando
ele se referir à pen…de no final do Jur. A palavra correta aqui é
‘pendurada,’ não ‘arremessada’11 como é freqüentemente ouvido. O
sentido da sentença é que a m. deve ser pendurada sobre seu om…o
es…o — i.e. suspensa por uma presilha para que todos possam vê-la
como uma marca visível de degradação.
6. — Quando os Irmãos são readmitidos e lhes é determinado que
façam a volta da Loja e saúdem o V.M., eles devem ser instruídos a
não fazê-lo ‘de passagem’.
7. — As Ferramentas de Trabalho de cada Grau deve ser
explanada in extenso pelo M.I. Se, no entanto, as Ferramentas de
Trabalho de qualquer Grau já foi explanada durante o curso da
reunião12 é suficiente para o M.I. dizer: “Seus usos e significados já
foram explanados nesta noite, e eu não tomarei o vosso tempo com
uma repetição.”
8. — A Loja deve ser completamente Fechada em todos os Graus.
9. — A Preleção ao Mestre recém instalado durante a conclusão
da Cerimônia deve ser feita no O à esquerda do 1º V. As Preleções
aos Vigilantes e Irmãos devem ambas ser feitas no L, à esquerda do
V.M. Nenhum V.M. nem tão pouco os Vigilantes devem estar de pé
quando das Preleções.

RECOMENDAÇÕES GERAIS (DURANTE O TRABALHO)


1. — O primeiro dever do V.M. é verificar que a Carta Patente
esteja em evidência.13

11
N.T.: — Neste trecho as palavras em inglês ‘slung e flung’ permitem
alguma confusão por possuírem sonoridade próxima e daí o autor se dedicar
a esta observação que em português é desnecessária.
12
Isto será possível se nos lembrarmos de que pode ter havido uma
cerimônia de Passagem ou Elevação anterior à de Instalação na mesma
noite.
13
Vide Capítulo XXVI.

182
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

2. — Na eventualidade de uma visita do Grão Mestre, do Pro


Grão Mestre, ou do Delegado do Grão Mestre (ou, em uma Loja
Provincial ou Distrital, a visita do Grão Mestre Provincial ou
Distrital ou seu Delegado), o V.M. de uma Loja Privada deve
oferecer seu malhete ao ilustre visitante, porém a nenhum outro
Grande Oficial por mais elevado que seja seu posto.
3. — Uma cópia do Livro das Constituições e do Regulamento
Interno da Loja sempre devem ser ofertadas a cada Iniciado.14
4. — Se houverem Atas de mais de uma Reunião para serem lidas
elas devem ser postas em aprovação separadamente. O Mestre não
deve declarar que as Minutas foram transmitidas. Uma resolução é
‘transmitida’, mas Atas são confirmadas.
5. — Se qualquer um dos procedimentos em uma Reunião de
Loja necessitar da obtenção de uma Dispensa, tal Dispensa precisa
ser lida em Loja Aberta antes do assunto em particular sobre o qual
ela trata. No caso de uma Loja atualmente se reunir por Dispensa é
costume ler-se a Dispensa imediatamente após a abertura da Loja.
Isto não é correto ler a Dispensa antes da Loja estar totalmente
aberta. A reunião é legalizada não pela leitura da Dispensa mas
pelo fato de que ela foi obtida.
6. — O V.M. pode convocar uma Loja de Emergência a qualquer
tempo, para o que nenhuma Dispensa se faz necessária. Nenhum
outro negócio salvo aquele enunciado na Convocação pode ser
tratado em uma Reunião de Emergência.15 As Atas não são lidas e
o V.M. não se levanta para inquirir ‘se algum Irmão tem algo a
propor…’
7. — Um escrutínio coletivo para mais do que um Candidato à
Iniciação é permitido; igualmente para Candidatos à Filiação.
Porém escrutínios para Candidatos à Iniciação e Filiação devem ser
feitos separadamente. O V.M. deve ser cuidadoso e verificar ele
próprio que o compartimento de votação está vazio antes que a caixa
de escrutínio circule.

14
Vide Capítulo XXVI.
15
Vide Capítulo XIX, sobre ‘O Secretário,’ e sobre ‘Os Levantamentos’.

183
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

8. — No caso do surgimento de qualquer situação inadequada o


V.M. tem o poder de suspender os procedimentos com o simples
expediente o de Chamar a Loja do Trabalho para o Descanso.
Situações difíceis algumas vezes já foram superadas pela adoção
deste método. Todo Mestre e 2º V devem estar familiarizados com
a Cerimônia de Calling Off and Calling On.
9. — Nenhuma nomeação é permitida para os Cargos de Mestre e
Tesoureiro. Estes oficiais precisam se eleitos por votação livre. O
Cobridor pode ser eleito apenas pelo sinal de costume.

RECOMENDAÇÕES GERAIS (DURANTE O REFRESHMENT)


10. — O V.M. deve lembrar que pontualidade em finalizar os
procedimentos da noite é quase tão importante quanto iniciá-los. É
um sábio procedimento fazer uma tabela de horário — e segui-la! O
costume dita que determinados brindes devem ser honrados,
entretanto nós podemos muito bem distribuí-los. Um longo
programa musical é geralmente irritante. É melhor cortar o
programa musical do que os posteriores discursadores serem
compelidos a se dirigirem a assentos vazios.
11. — Fumar não pode ser permitido senão após o brinde ao ‘Rei’
e ao ‘M.W. Grão Mestre’.16 Esta condição, no entanto, não se aplica
ao cigarro servido com sorvete. Se um sorvete é servido o V.M. não
deverá fazer os brindes até este ponto. Um tal costume é uma
inovação moderna tão inconsistente quanto desautorizada. Se
durante o banquete o cigarro for permitido o V.M. deve se certificar
de que não seja aceso antes que o sorvete esteja servido, nem tão
pouco que seja continuado após se terminar o sorvete.
12. — Se o costume da Loja determina que o V.M. deve ‘erguer
um brinde’ a vários Irmãos durante o banquete, ele deverá sempre
estar de pé para faze-lo. De ordinário a cortesia o exige, estando o
V.M. na condição de anfitrião à mesa do jantar. A polidez também
dita que o Irmão, ou Irmãos, aos quais o Mestre está ‘erguendo o
brinde’ deve ficar de pé. A prática muito moderna, de quando o

16
N.T.: — Em se tratando de países não Monarquistas os brindes são
devidos ao Presidente da Nação e ao Grão Mestre Geral da Ordem.

184
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

Mestre está ‘erguendo um brinde’ a ‘Todos Irmãos’, o condutor do


brinde anunciar: ‘Os Irmãos permaneçam sentados’, é lamentável.
A mais simples cortesia exige que os Irmãos devam se levantar como
reconhecimento ao cumprimento hospitaleiro do Mestre.
13. — Não é costumeiro para os Grandes Oficiais se levantarem
quando o Mestre ‘ergue um brinde’ aos ‘Visitantes’. Possivelmente
a explicação é que estes eminentes Irmãos, já tendo sido
cumprimentados pelo Mestre, não devem ser ‘incomodados’ uma
Segunda vez; porém é absolutamente incorreto argüir que o Grande
Oficial não é um visitante. Algumas vezes ouvimos de Irmãos
ingênuos a tentativa de explicar que, enquanto ‘ordinariamente’
Irmãos são ‘visitantes’, Grandes Oficiais são ‘convidados’ — uma
distinção que não faz nenhuma diferença. A verdade, é claro, é que
um Grande Oficial visitante à mesa do jantar está exatamente na
mesma posição que qualquer outro Irmão visitante; ele é um
convidado sendo entretido pela Loja. Salvo que seu rank ordena que
ele tenha um assento particularmente especificado para ele, e que
receba certas honras formais, enquanto convidado seus privilégios
são os mesmos que os dos jovens Aprendizes visitantes, nem mais
nem menos.
14. — O costume de ‘brindar’ ou de ‘reptar’ entre Irmãos durante
o jantar é freqüentemente levado ao excesso, tendo como resultado a
prevalência de uma indigna atmosfera de descompostura. É dever
do V.M. exercer sua autoridade para garantir que não existam
condutas inadequadas. A estrita etiqueta determina que nenhum
Irmão deve ‘desafiar’ a um outro de rank superior.
Conseqüentemente o V.M. nunca pode ser ‘reptado’. O Board of
General Purposes tem chamado a atenção para o deplorável hábito de
constantemente ‘desafiar’ o Iniciado. O V.M. não o deve permitir a
ninguém qualquer que seja sua classe. O V.M. será sábio se não
permitir que se anuncie que ele deseja que os Irmãos visitantes ‘se
sintam em casa’ e se juntem ao ‘desafio’. Muito provavelmente já
haverá barulho suficiente se a deplorável prática ficar limitada aos
membros da Loja.
15. — O V.M. não deve permitir ao Irmão Organista introduzir
um artista pago no salão para cantar o Hino Nacional. O Hino

185
Capítulo XXVII – Venerável Mestre (Contin.)

Nacional é um hino, e, como tal, deve ser cantado pelos Irmãos como
um todo.
16. — Todo V.M. deve aplicar um grande zelo na supervisão do
programa musical. Nenhum item de uma questionável ou sugestiva
natureza deve poder ser permitido na atmosfera Maçônica. Nem, é
claro, deve a qualquer Irmão ser permitido narrar uma estória de tal
natureza. Desafortunadamente tal fenômeno algumas vezes ocorre,
e o Mestre que imediatamente exerce sua autoridade certamente
obterá o respeito e apoio dos Irmãos.
17. — Tópicos que possibilitem o surgimento de disputas ou
vexatórios devem ser evitados nas conversações após refeição. Um
espírito de harmonia e fraternidade deve prevalecer durante todo o
período de Refreshment; nunca deve ser permitido que ele assuma a
natureza de um debate.

186
PARTE III

MISCELÂNEA

187
PARTE III

MISCELÂNEA

C APÍT ULO XXVIII


A L OJA DE I NSTRUÇÃO

OS REGULAMENTOS 158 a 161, do Livro das Constituições,


estabelecem o procedimento sob o qual uma Loja de Instrução pode
ser organizada, mas o guia ali contido é necessariamente muito
breve. O Regulamento 158 estipula que nenhuma Loja de Instrução
deve ser organizada a não ser sob a sanção de uma Loja regular, ou
por uma licença e autorização especial do Grão Mestre. Além disso,
a Loja que concede sua sanção, e os Irmãos para os quais a licença é
fornecida, responderão pelos procedimentos, e igualmente se
responsabilizarão pela obtenção de uma sanção da Grande Loja para
o modo de trabalho adotado. O Regulamento 159 lembra-nos que as
notificações de horário e lugar de reunião devem ser submetidos à
Grande Secretaria (ou, nas Províncias e Distritos, para a Grande
Secretaria Provincial ou Distrital), e no Regulamento 160 está
determinado que as Lojas de Instrução devem manter gravados nas
atas os nomes de todos os Irmãos presentes e dos Irmãos indicados a
exercer cargo. No Regulamento 161 é feita uma referência ao fato
de que uma Loja regular poderá desejar remover a sanção desta Loja
de Instrução. Não há muito material útil aqui para uso dos Irmãos
que procuram um guia de como formar e controlar uma Loja de
Instrução.
Obviamente a primeira preocupação de um grupo de Irmãos
desejosos de formar uma Loja de Instrução é, de acordo com o
Regulamento 158, do Livro das Constituições, garantir a si próprios
que podem obter a sanção de uma Loja Regular. Nenhuma real
permissão é necessária, as Constituições são obedecidas através do
registro no Livro das Atas onde foi sancionada a permissão da Loja.
É usual para tal permissão uma comunicação por carta do Secretário

188
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

da Loja regular ao Secretário da Loja de Instrução proposta, e tal


carta (ou uma cópia desta) pode ser emoldurada, pendurada ou de
qualquer outro modo preservada para ser usada como ‘Breve
Constitutivo’ da Loja de Instrução.
Mesmo antes de este importante assunto estar organizado os
possíveis Fundadores da sugerida Loja de Instrução deverão, sem
sombra de dúvida, ter dado cuidadosa consideração para outras
questões de igual importância. Parece raramente necessário
enfatizar que então deve haver absoluta unanimidade quanto ao
modo particular de trabalho a ser empregado; e, a decisão surgir ou,
ser rigidamente aderida por todos. Nada pode ser mais danoso para
a harmonia e sucesso da condução de uma Loja de Instrução do que
diferentes Irmãos se esforçarem por introduzir diversos sistemas de
trabalho. Qualquer porção de tal prática, se permitida, resultará
inevitavelmente no caos, e ‘proveito e prazer’ certamente se
distinguirão por sua ausência.
A seleção de um competente Preceptor é obviamente um assunto
de suprema importância. Havendo elegido seu Preceptor, os Irmãos
devem dar-lhe sua confiança e em todas as ocasiões aceitar seu
julgamento sem questionamentos ou ressentimentos; seu maior
privilégio significa que a partir dele eles tomam seus princípios. Tal
como na Loja Regular o Mestre é a autoridade preeminente, assim é
na Loja de Instrução a palavra do Preceptor, ela deve ser suprema
sobre todos os assuntos. Se os Irmãos encontrarem sua
regulamentação inaceitável, então o único caminho adequado é
eleger outro Preceptor, ou buscar instrução noutro lugar.
As qualificações que contribuem para fazer o sucesso de um
Preceptor são muitas e variadas. Não é desnecessário dizer que ele
deve ser um mestre do ritual em todos detalhes, contudo muito mais
é requerido dele do que um compreensivo conhecimento das
diferentes Cerimônias e Preleções. O Preceptor para obter e manter
a confiança de seus pupilos precisa possuir um talento natural para
liderança; precisa em todos os momentos ser hábil em comandar,
todavia o comandar deve ser combinado com uma conduta tranqüila
e cortês, uma conduta amigável que eliminará o ‘tormento’ das
muitas correções que ele será chamado a fazer.

189
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

O Irmão Preceptor, se conquistar a confiança de seus pupilos,


indubitavelmente será consultado sobre diversos pontos além dos
trabalhos das Cerimônias; será visto como uma ‘autoridade’
confiável. Ele deve, conseqüentemente, estar completamente
familiarizado com a etiqueta, a jurisprudência e a história Maçônicas.
Acima de tudo, ele precisa possuir a habilidade muito rara de
transmitir seu conhecimento aos outros. Ao fazer-se uma
comparação entre o Mestre de uma Loja e o Preceptor de uma Loja
de Instrução; e podemos acrescentar que os poderes e
responsabilidades do Preceptor são sempre maiores do que aquelas
do Mestre.
O Oficial seguinte em importância após o Preceptor em uma Loja
de Instrução é o Secretário. Ainda que ele não precise
necessariamente possuir a maestria no ritual como seu colega, ele
deve, se deseja se desincumbir eficientemente de seus deveres, ser
um past master noutras direções. Ele precisa ser um exímio
organizador, cortês e paciente em seus relacionamentos com Irmãos
algumas vezes irritantes, e, além de tudo isso, ser um incansável e
determinado trabalhador. As reuniões são realizadas a intervalos
freqüentes, geralmente semanalmente, os deveres do secretário em
relação a uma Loja de Instrução estão muito distantes daqueles de
uma Loja Regular. Para sorte e sucesso de uma Loja de Instrução o
Preceptor e o Secretário devem em todos os momentos trabalhar em
completa harmonia, porém o Irmão Secretário deve lembrar que o
Preceptor é o Preceptor, e como tal, a autoridade suprema.
O Preceptor e o Secretário são auxiliados por um Comitê, e é
prudente limitar o número de membros eleitos para o Comitê; um
grande Comitê é desnecessário e pode muito bem se tornar mais um
obstáculo do que uma ajuda. Em renomadas Lojas de Instrução que
trabalham em Emulação a eleição para o Comitê pressupõe que o
Irmão eleito é suficientemente exímio no ritual para poder ser um
auxiliar útil ao Preceptor, e atuar como seu delegado em sua ausência
se for solicitado a fazê-lo.
Por mais exímio que um Preceptor possa ser, instruir é sempre
mais do que uma simples tarefa. O Preceptor, é óbvio, estará
acompanhando cuidadosamente o trabalho do Mestre, mas ele

190
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

precisa estar igualmente atento aos demais Oficiais; sua atenção há


de estar aqui, ali, e em todo lugar. Com tudo isto ele é, além de
tudo, apenas humano, e seu cérebro é um cérebro humano e não uma
máquina infalível; um ocasional momento de incerteza é inevitável,
e, quando aquele momento surge, é o membro do Comitê sentado
imediatamente à esquerda do Preceptor quem deve estar apto e capaz
de prestar a necessária assistência prontamente e sem obstruí-lo.
Uma harmoniosa cooperação deve caracterizar os esforços do
Comitê em qualquer Loja de Instrução bem conduzida, e em nenhum
outro lugar esta eficiente cooperação é mais fortemente evidente do
que na Emulation Lodge of Improvement e nas renomadas Lojas de
Instrução de Emulação.
Uma Loja de Instrução que almeja por uma carreira longa e de
sucesso todos os procedimentos devem ser conduzidos com tanta
regularidade e formalidade quanto em uma Loja Regular. Como já
foi mencionado, as Constituições estipulam que o Secretário precisa
manter adequadamente as Minutas dos procedimentos, e além disso
as Constituições determinam que tais Minutas deverão ser
apresentadas se requisitadas pelo Grão Mestre ou seus delegados, ou
pela Loja que concede sua sanção.
O Regulamento 160, do Livro das Constituições, não apenas
determina que uma Loja de Instrução deva manter Atas acuradas, ele
acrescenta que as Minutas hão de registrar os nomes de todos os
Irmãos indicados a ocuparem Cargos. A eleição do Mestre e a
indicação de Oficiais para uma reunião subseqüente são assuntos que
devem sempre ser conduzidos com a devida formalidade.
Em Lojas de Instrução reconhecidas a eleição do Mestre sempre é
feita no Segundo Levantamento. O procedimento é tal como segue:
O V.M. levanta pela Segunda vez para ‘perguntar se algum Irmão
tem algo a propor…’ neste momento o Preceptor (ou qualquer
delegado dele que pode estar atuando como P.M.I.) levanta com P e
Sn e diz: ‘V.M., eu tenho o prazer de propor (ou ‘eu tomo a
liberdade de propor’) que o Ir 1º V ocupe (ou ‘assuma’) a cadeira em
nossa próxima reunião’. Um outro Membro do Comitê se levanta
com P e Sn e diz: ‘V.M., eu tenho o prazer de secundar (ou ‘eu tomo

191
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

a liberdade de secundar’) a proposta’. O V.M. (sem ) diz: ‘Os


Irmãos, ouviram a proposta. Todos aqueles que são a favor se
manifestem da maneira usualmente observada entre Maçons’. (Os
Irmãos se manifestam.) ‘Os que são contrários?’1 O V.M. então
anuncia: ‘Ir 1º V (o 1º V se levanta formalmente com P e Sn),2
fostes unanimemente eleito para ocupar esta cadeira no dia…, noite
da próxima reunião. Deveis indicar vossos Oficiais e especificar o
trabalho’. O 1º V responde: ‘V.M. e Irmãos, agradeço-vos’. Ele
então descarrega o Sn, senta-se e indica seus Oficiais, ou diz: ‘Os
Oficiais seguirão por rotação, e o trabalho será a Cerimônia de … e
…’ Os Oficiais são sempre indicados pela Emulation Lodge of
Improvement. O procedimento neste caso é para o 1º V dizer: ‘Ir.
2º V (O 2º V se levanta com P e Sn), ocupareis esta cadeira no dia…,
noite da próxima reunião?’ O 2º V responde: ‘Com prazer, Ir
Mestre Eleito’, então descarrega o Sn e senta-se. O 1º V diz: ‘Ir
1ºD (O 1ºD se levanta com P e Sn), ocupareis a cadeira do 2º V?’ O
1ºD responde como acima, descarrega o Sn, e senta-se. O 1º V
prossegue: ‘Ir 2ºD (O 2ºD se levanta com P e Sn), atuareis como
1ºD?’ Procedimento semelhante é feito com os demais Oficiais.
O procedimento para anunciar a Cerimônia a ser ensaiada é tal
como segue: O V.M. (sem ) anuncia: ‘Irmãos, a Cerimônia a
ser ensaiada esta noite é a de … e o Ir. A.B. atuará como Candidato’
(ou ‘Eu agradecerei se algum Irmão se ofereça como Candidato’).
Os Irmãos que se levantarem para se oferecerem não devem fazer o
Sn. Se a Cerimônia especificada é a de Iniciação, o Irmão
selecionado como Candidato se dirige à esquerda do 1º V, saúda o
V.M., e se retira para ser devidamente preparado. Se a Cerimônia a

1
É absolutamente supérfluo para o Mestre dizer: ‘Irmãos, foi proposto pelo
Ir. A. e secundado pelo Ir. B., que o Ir 1º V seja eleito,’ etc., etc. Os Irmãos
ouviram a proposta; não há necessidade de repeti-la.
2
Há aqui uma aparente exceção à regra dada no Capítulo VII, onde é
estabelecido que de acordo com a prática de Emulação um junior não
permanece à Ordem quando um Oficial sênior se dirige a ele. Porém deve-
se ter em mente que a regra lá dada se refere à prática de Emulação apenas
durante as Cerimônias.

192
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

ser ensaiada for a de Passagem ou a de Elevação, o Candidato


selecionado permanece de pé em seu lugar, e o 2ºD ou o 1ºD
(conforme a Cerimônia) deve levá-lo e conduzi-lo à esquerda do 1º
V. Não há saudação neste caso antes do Mestre prosseguir:
‘Irmãos, o Ir A.B. é nesta noite um Candidato a ser …’
Em uma Loja de Instrução o Primeiro Levantamento deve ser
para propor novos Membros, o Segundo Levantamento para a eleição
do Mestre para a reunião de ensaio, e o Terceiro Levantamento para
outros assuntos. É claro, se houver qualquer comunicado da Grande
Loja a ser lido, isto será feito no Primeiro Levantamento tal como em
uma Loja regular.
A ‘atmosfera’ dentro de uma Loja de Instrução se aproxima
daquela de uma Loja Regular, devendo haver uma apurada atenção
dos Irmãos e um brilhante trabalho. A questão do equipamento é,
conseqüentemente, algo de considerável importância; o mobiliário,
as ferramentas de trabalho e outros indicativos devem ser tão
completos quanto possível. Isto necessariamente envolve uma
significante quantidade inicial de despesas e possivelmente algum
sacrifício da parte dos Fundadores, porém os resultados positivos
bem valem o custo. Todos os Oficiais de uma Loja de Instrução
devem vestir o traje Maçônico, aventais e colares devem ser providos
com fundos para tal propósito. Outros Irmãos podem logicamente
ser escusados de vestirem trajes Maçônicos.
A questão de um local de reunião adequado para uma Loja de
Instrução é de alguma dificuldade, e a dificuldade torna-se mais
pronunciada a cada ano com a continuada expansão do Craft. Em
relação a isto os Irmãos nas Províncias estão, na maioria dos casos,
mais afortunadamente localizados do que aqueles da área
Metropolitana. Muitas Lojas de Instrução Provinciais são capazes
de se reunir em seus Templos Maçônicos locais, freqüentemente no
mesmo Templo no qual funcionam suas Lojas Regulares.
Em Londres muitas Lojas de Instrução podem encontrar
acomodação apenas em locais licenciados, sendo o uso da sala
contratado com o administrador por uma soma nominal, o qual
espera (quiçá não inapropriadamente) atrair negócios. Onde tais

193
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

condições são encontradas, o Comitê de uma Loja de Instrução fará


bem em atuar ele próprio rigidamente contra a prática de se permitir
que o refreshment seja consumido no Templo da Loja enquanto a
Loja estiver aberta.
A controversa questão sobre se deve ser permitido fumar durante
o trabalho em uma Loja de Instrução é uma daquelas que tem
levantado ilimitadas discussões, e não se pretende aqui argüir os prós
e contras. Em reconhecidas Lojas de Instrução que trabalham em
Emulação o fumar está estritamente banido; antes que o
reconhecimento oficial pelo Emulation Committee possa ser obtido,
uma Loja de Instrução precisa incorporar em seu Regimento Interno
uma cláusula na qual ambos, fumar e refreshment no Templo da
Loja, são proibidos enquanto a Loja estiver aberta. Na maioria das
Lojas de Instrução o fumar é permitido; em algumas,
desafortunadamente, o refreshment também. O presente escritor
tem sido Preceptor em Lojas nas quais o fumar é permitido, bem
como naquelas onde é tabu, e deve confessar que não observou que o
prazer do tabaco tenha afetado de qualquer modo a dedicação ao
trabalho. Porém onde cachimbos e cigarro são permitidos, o
Preceptor será judicioso em determinar que os Oficiais que tomam
parte na Cerimônia devam se abster de fumar.
Uma importante questão que freqüentemente surge em Lojas de
Instrução é a de se um Irmão que não seja membro cotizante de uma
Loja Regular é elegível como membro dela. O Board of General
Purposes regulamentou que as Lojas de Instrução são controladas em
relação a este tema pelo Regulamento 152, do Livro das
Constituições. Este regulamento estipula que a um Irmão não
cotizante não será permitido visitar qualquer Loja mais do que uma
vez a menos que ele novamente volte a ser um membro cotizante de
alguma Loja, mas que a regra não se aplica às visitas de um Irmão a
qualquer Loja na qual ele foi eleito como Membro Honorário. É
óbvio, portanto, que um Irmão não cotizante não é elegível como um
membro, porém a Loja de Instrução pode superar a dificuldade, se os
Irmãos assim o desejarem, pela eleição do Irmão não cotizante como
seu Membro Honorário.

194
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

Uma Loja de Instrução deve sempre ter seu Regimento Interno


arquivado tão cuidadosamente quanto o de uma Loja Regular, e, se
considerações financeiras o permitirem, o Regimento Interno deve
ser impresso e distribuído entre os membros. A questão financeira é
freqüentemente uma dificuldade em uma Loja de Instrução, todavia
se exercido com cuidado deve ser possível finalizar reuniões com
uma Taxa de Filiação de, 2s. ou 2s. 6d.3 (não uma soma
extravagante!), uma Taxa de Visitante de 6d., e uma Taxa de
Comparecimento seminal de 6d. Muitas Lojas de Instrução
possuem uma Subscrição Anual em lugar de uma Taxa de
Comparecimento seminal, entretanto, onde se insiste sobre isto, os
membros freqüentemente sofrem. Um plano inteligente e tornar a
Subscrição Anual opcional, e permitir àqueles que preferirem pagar
uma Taxa de Comparecimento semanal como alternativa.
As Lojas de Instrução devem se reunir tão freqüentemente quanto
possível se os membros pretendem manter a união e entusiasmo.
Falando de modo geral, as Lojas de Instrução mais populares e de
maior sucesso são aquelas que se reúnem semanalmente.
Todas afamadas Lojas de Instrução distribuem uma cópia
impressa do programa de estudos para as sessões, com a qual um
Irmão pode verificar numa vista d’olhos a Cerimônia a ser
devidamente ensaiada numa determinada data. Em muitas outras
Lojas de Instrução não há um programa definido, e o Irmão eleito
para ocupar a cadeira na reunião subseqüente possui liberdade para
estabelecer a Cerimônia que ele irá ensaiar. A prática da Emulation
Lodge de estabelecer um programa é extremamente recomendável.
É mais eficiente, e, as Cerimônias sendo feitas em rotação, um Irmão
que se oferece como Candidato para qualquer Cerimônia em

3
N.T.: — Estes números se referem a valores sugeridos pelo autor, mas
numa época em que a moeda inglesa não era centesimal. Nesta ocasião,
que perdurou até o último quarto de século do século XX, a moeda inglesa
era a Libra (como ainda é) e esta era dividida em 6 shillings e cada shilling
era dividido em 12 pences, e a combinação de Libras, shillings e pences
resultava em valores quase incompreensíveis aos não britânicos, salvo
aqueles cuja profissão estava vinculada ao câmbio.

195
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

particular sabe que se ele progredir até a cadeira de Mestre seis


semanas mais tarde irá ensaiar a mesma Cerimônia.
Em quase todas as reconhecidas Lojas de Instrução Secções das
Preleções encontram um lugar constante no programa de estudos.
As Preleções Maçônicas são todas muito raramente ouvidas; elas são
um meio valioso para imprimir o ritual dos vários Graus nas mentes
dos Irmãos, e fornecem valiosíssimas instruções e explicações que
não são obtidas nas Cerimônias tangíveis. O Preceptor que hesita
em introduzir as Preleções em seu currículo na crença de que terá
dificuldades de conduzir os Irmãos em aprendê-las não deve ser
muito facilmente desencorajado. Um excelente plano é devotar uma
noite ocasional para o trabalho de uma Preleção, e convidar um time
de exímios Preletores para conduzir as várias Secções. O interesse
dos Irmãos pode ser estimulado por uma tal demonstração, e o Irmão
Preceptor pode ser prazerosamente surpreendido ao encontrar em
futuro próximo muitos de seus pupilos entusiasmados em fazer a sua
estréia como Preletores.
Além das Cerimônias e Preleções há muitos outros métodos com
os quais um Preceptor pode estimular o interesse de seus pupilos.4
Uma Loja de Instrução, como seu nome implica, deve ser uma Loja
onde os Irmãos podem esperar e receber instrução afora da do Ritual
tangível. Sucintas orientações do Preceptor, ou de algum outro
competente Past Master, sobre assuntos diversos de interesse
Maçônico em geral são sempre bem vindas. É também uma
excelente prática para o Preceptor encorajar os Irmãos a fazerem
perguntas em todas as reuniões, um plano que indubitavelmente
resultará em discussões muito interessantes e instrutivas. O Irmão
Preceptor, por mais exímio que possa ser, não pode esperar saber
tudo; sem dúvida algumas vezes ele poderá encontrar uma questão
que o ‘derrubará’, porém, se o seu coração estiver em seu trabalho,

4
O autor organizou muitas destas demonstrações de Preleção e
posteriormente teve o prazer de constatar que elas possuem um efeito
benéfico. Ele terá prazer em qualquer tempo de organizar tal demonstração
em uma Loja de Instrução se comunicado pelo editor deste Manual.

196
Capítulo XXVIII – Loja de Instrução

ele pode sempre ‘encontrar a resposta’ e relatá-la noutra reunião


futura.
Uma palavra final de recomendação ao Irmão Preceptor é de que
ele deve tornar seu ensino tão individual quanto possível. O
Preceptor que se esforça em ter um interesse pessoal pelos esforços
de seus pupilos obterá não apenas sua confiança e respeito, mas sua
amizade e afeição. É por tais métodos que o Preceptor torna sua
Loja de Instrução no que cada Loja deve ser, uma assembléia
seminal de um grupo feliz de Irmãos, todos imbuídos do único desejo
de preparar a si mesmos para desempenharem seus deveres em suas
respectivas Lojas com aquela dignidade, decoro, e precisão que deve
ser a marca distintiva de todo Cerimonial Maçônico.

197
C APÍT ULO XXIX
F UMAR NO R EFRESHMENT
EM qual ponto exato durante o período de pós-refeição se pode
conceder permissão aos Irmãos para fumar, em conformidade com as
geralmente aceitas regras Maçônicas de etiqueta e cortesia? É uma
segura predição que na maioria dos casos tal permissão é
ansiosamente aguardada por uma larga percentagem de Irmãos
ávidos pelo conforto e deleite do aroma do tabaco que William Lilye,
na lendária centésima décima quinta gramática, qualificou como
‘nossa sagrada erva nicotínica’.
O exato momento no qual a permissão pode ser dada aos Irmãos
para ‘acende-lo’ não entrou na escala de controvérsias até anos
recentes. Já que agora surgiu como tema controverso então pode
haver alguma dúvida; as mais variadas opiniões foram
desenvolvidas, cada qual clamando-se como sendo confiável, e
acrimoniosas disputas têm se erguido dentre diversos campeões da
etiqueta cerimonial achando-se eles mesmos em contradição. Há
alguns que declaram que o fumar é permitido tão logo o brinde ao
‘Grão Mestre’ tenha sido honrado; outros que deve ser postergado
até que o brinde aos ‘Oficiais da Grande Loja’ tenha sido feito;
outros ainda declaram resolutamente que os adeptos de Minha
Senhora Nicotina devem manter seus desejos sob controle até que o
último brinde mencionado tenha sido respondido. Uns poucos mais
perfeccionistas ainda vão mais além e negam a ávida permissão
aguardada até que o brinde ao ‘Grão Mestre Provincial’ tenha sido
feito. Este extremo, no entanto, aplica-se apenas no caso de umas
poucas Províncias e dificilmente poderiam vir a fazer parte no
escopo de um capítulo dedicado a generalidades.
Se os Irmãos em disputa baseiam suas respectivas opiniões na
observância da correta ‘etiqueta’, torna-se interessante o exame da
palavra em si mesma. A palavra deriva do Francês, e no antigo
Francês estiquette ou estiquete designa uma ‘nota’ ou ‘licença.’ Ao
consultar um confiável pequeno volume, do dicionarista de Cheshire,
cujo dicionário Francês-Inglês, publicado na Segunda década do

198
Capítulo XXIX – Fumar no Refreshment

século dezessete, que é um trabalho de valiosa importância histórica,


achamos explicada a palavra em Francês como um ‘aquartelar’1 para
benefício ou vantagem daqueles que os recebiam; uma forma de
apresentação. Também, como uma notificação fixada na entrada de
um tribunal. O desenvolvimento do significado em Francês de uma
‘nota’ para ‘regras cerimoniais’ não é difícil de acompanhar. Para
nosso propósito a definição geralmente aceita da palavra em seu
sentido amplo pode ser dada como significando ‘a observância das
condutas sociais corretas requeridas por uma boa educação’.
Obviamente ‘boa educação’ e a ‘observância social’ podem ser
presumidas para obter lealdade ao Trono e impõe e traz consigo
respeito ao monarca regente. Por conseguinte uma assembléia de
cavalheiros faz sua refeição solenemente — quer sejam membros de
nossa Fraternidade quer não — deixando de fumar até após o brinde
à ‘Rainha’, em qualquer ocasião se for tradição honrar o brinde de
lealdade. Lealdade e adequada submissão ao Trono tem ditado o
costume. Será supérfluo enfatizar que os membros do Craft não
estão prestando nenhum tributo a um seguimento social em primeiro
lugar quando o tema é a lealdade ao Soberano. Neste ponto, então,
temos o irrefutável, fato básico, sobre o qual todos os Irmãos estarão
de acordo, que charutos e cigarros devem permanecer apagados até
que o brinde de lealdade seja executado.
Como a Rainha é a suprema regente de todos aqueles que estão
obrigados por lealdade à bandeira da Britânica, seus Domínios e
Dependências, assim também o M.W. Grão Mestre é o supremo
regente de todos os Irmãos pertencentes às Lojas sob a Constituição
Inglesa. Aqui novamente temos um guia inquestionável; lealdade e
respeitosa submissão ao Grão Mestre indicam que, entre Francos-
Maçons, fumar é tabu até que o segundo brinde da lista tenha sido
feito com as tradicionais honras.

1
N.T.: — O ‘billet’ é mais do que o mero aquartelar homens, é definido
como sendo ‘um alojamento para soldados em casas particulares’, isto é,
trata-se de um alojamento civil para militares o que trazia algumas
vantagens para os proprietários destes lugares.

199
Capítulo XXIX – Fumar no Refreshment

Nos anos recentes a questão tem sido complicada pela recente


afirmação de que o cigarro muitas vezes servido com um sorvete está
‘fora de questão’ a menos que o brinde a ‘Rainha’ tenha sido
honrado antes. Donde surge esta de certo modo dogmática
interferência sobre um costume longinquamente estabelecido? Que
vestígios de autoridade possuem estes amadores campeões da
etiqueta para seu dogmatismo? Por muitos anos o cigarro servido
com o sorvete tem sido um costume aceito, e até os últimos três ou
quatro anos nenhuma citação foi ouvida de que o inócuo costume
tenha ultrajado a decência ou a lealdade.
Há uma pequena dúvida a respeito da opinião que é consenso
geral, se ela teria como conseqüência que o fumar é permitido
imediatamente após o brinde ao Grão Mestre ter sido honrado.
Como já foi mencionado, há uns poucos escrupulosos teimosos em
algumas Províncias que pressionam a lealdade e a paciência dos
Irmãos negando a permissão até depois do brinde ao ‘Grão Mestre
Provincial’, contudo tais extremos são feitos por poucos e longínquos
Irmãos. Uma Província está livre para estabelecer seus próprios
costumes, por mais arbitrários que eles possam parecer à primeira
vista. Podemos apenas nos simpatizar com os Irmãos que são
compelidos a se submeterem a tão caprichosos ditames.
As excentricidades dos criadores de inovações são notoriamente
contagiosas. Permita aos auto-intitulados patronos clamarem por
qualquer reforma artificial vociferando o suficiente, e alguns estarão
inclinados em aceita-las na avaliação deles próprios. Por
conseguinte tem brotado de muitas direções o incongruente costume
fazer o brinde de lealdade no meio do banquete. Em todas as esferas
da vida por vezes nos surpreendemos ao constatar o quanto muitas
pessoas se acham prontas a seguir cegamente líderes dos auto-
constituídos pioneiros da assim chamada reforma. É ainda mais
surpreendente encontrá-las no ‘Anuário’ Maçônico de uma das mais
influentes Províncias onde se estabelece:
“Se, em meio ao jantar, os Irmãos desejarem fumar com o
sorvete, o Mestre deve fazer o brinde à Rainha para permitir-lhes que
fumem.”

200
Capítulo XXIX – Fumar no Refreshment

Para todos, exceto para os puristas escravizados, o cigarro em


meio à refeição é um acompanhamento aceito com o sorvete, algo
que pode ser apreciado com aquele delicado sabor, que não deve ser
aceso antes do sorvete estar servido, nem mantido aceso após ter
sido terminado. Não é visto nem pretende ser como um fumar per
se; daí esta transitória intrusão não ser geralmente vista como o
infringir de uma norma estabelecida, a saber, uma assembléia de
cavalheiros, jantando cerimoniosamente, evitando fumar até que o
brinde de lealdade tenha sido honrado.
A incongruência da direção destacada acima de um ‘Anuário’
Provincial é perceptível numa vista d’olhos. A proposta do brinde
de lealdade pelo Mestre em meio ao jantar determina uma permissão
tácita aos Irmãos para que possam fumar livremente e sem restrições,
independentemente do sorvete ou qualquer outro acompanhamento,
um absoluto descuido com a restrição universalmente aceita de que o
fumar não pode ser tolerado em qualquer reunião Maçônica até após
o brinde ao ‘M.W. Grão Mestre’. Se for uma contravenção dos
cânones da etiqueta tolerar umas poucas baforadas com o sorvete
antes do brinde de lealdade, é igualmente uma violação dos mesmos
cânones fazê-lo antes do brinde ao Grão Mestre. Por mais arbitrária
que uma determinação possa ser, pode-se aceita-la de bom grado se
possuir o mérito da consistência; não há consistência alguma no
exemplo destacado acima.
As lamentáveis conseqüências deste recém surgido costume de
fazer o brinde de lealdade em meio ao jantar podem ser vistas em
várias direções. Irmãos cujos apetites já estão satisfeitos continuam
fumando durante o restante do banquete, e sua flagrante
desobediência a todas as normas de cortesia aceita freqüentemente
passam irrestritamente por aqueles mesmos ‘guardiões da etiqueta’
que erguem suas mãos com escrupuloso horror ante a visão de uma
espiral de fumaça de tabaco durante o consumo do sorvete a menos
que o brinde de lealdade tenha sido feito antes.
O maior corpo do Craft é reconhecidamente leal aos desejos
expressos por estas normas. Incerteza e confusão seriam banidas
com uma orientação direta vinda num dos conhecidos comunicados
trimestrais do qual todas autoridades Maçônicas emanam. Na

201
Capítulo XXIX – Fumar no Refreshment

ausência de qualquer orientação, o senso comum e a cortesia


ordinária determinam que o brinde à ‘Rainha’ está inteiramente fora
de lugar até que a Prece tenha sido oferecida.

202
C APÍT ULO XXX
O S M AÇÔNICOS “N ÃO ”
NÃO use seu Colar e Jóia de Mestre, se for o Mestre de sua
Loja, quando estiver em visita a uma outra Loja. Tal
prática é contrária às Constituições.
NÃO seja displicente com seus Sns. Lembre-se que todos os
Es, Ns, e Ps, são Sns próprios e verdadeiros para por
meio deles se reconhecer um Maçom. Lembre-se,
também, que todos os Sns Maçônicos devem ser dados
silenciosamente .
NÃO faça qualquer ‘menção’ de um movimento preliminar ao
fazer o Sn P de Aprendiz. A m.d. deve ser levada
diretamente à posição com o p.e.n.f.d.u.E.d.l.e.d.p.
NÃO esqueça a diferença entre o Sn de R e o Sn de F. No
último o p. está estendido formando um E e o Sn é
desenhado. No anterior o p. não está estendido
formando um E. e o Sn é baixado.
NÃO esqueça de que ao descarregar o Sn P de qualquer Grau a
mão deve ser mantida aberta.
NÃO esqueça de ‘recuperar’ o Sn P do Terceiro Grau. Há
apenas uma exceção para esta regra.
NÃO esqueça de dar o P antes de qualquer Sn, com a única
exceção do Sn de R. Em realidade este não é um Sn
Maçônico. Será possivelmente mais acuradamente
descrito como a atitude de R.
NÃO proponha um Candidato para Iniciação a menos que
esteja absolutamente certo de que ele é o homem certo,
não apenas para a Franco-Maçonaria, mas também para
membro de sua Loja em particular. Será prudente

203
Capítulo XXX – Os Maçônicos “Não”

adotar como norma rígida nunca propor um Candidato a


menos que ele seja um amigo íntimo cujo caráter lhe seja
muito bem conhecido.
NÃO se deve permitir, quando se é Mestre, qualquer recesso
noutra sala durante a Cerimônia de Instalação com o
propósito de permitir aos membros da Junta de M.Is.
tomarem parte do refreshment. Recentemente em
Março de 1926 a prática foi definitivamente condenada
pelo Board of General Purposes como irregular e uma
contravenção das tarefas passadas para a Casa da
Secretaria em 1902 pelo Grande Registrador que, as
autoridades Maçônicas condenam a prática de consumir
qualquer líquido intoxicante em Loja, ou em locais
diretamente associados com a Loja, com relação à
Cerimônia de Instalação. É lamentável que algumas
Lojas bem conduzidas continuem flagrantemente a
violar esta norma.
NÃO permita que o Comitê de sua Loja seja nomeado como
‘Board de Propostas Gerais’ se tiver alguma influência
para evitá-lo. O Livro das Constituições limita o uso do
título ‘Board’ a certos corpos ali especificados. ‘Comitê
Permanente’ ou ‘Comitê da Loja’ são as descrições que
devem ser usadas por estes corpos em Lojas Privadas.
NÃO emoldure o Certificado da Grande Loja para exibi-lo
publicamente no seu ambiente profissional, nem em seu
escritório pessoal. Tal prática pode apenas ser
interpretada como uma tentativa de vincular a Franco-
Maçonaria a vantagens comerciais, e isto é
enfaticamente deplorado pelas autoridades Maçônicas.
NÃO converse com o companheiro ao seu lado durante o
progresso de uma Cerimônia em Loja. O menor
murmúrio por vezes produz muito mais descontrole do

204
Capítulo XXX – Os Maçônicos “Não”

que o murmurador imagina. Lembre-se de que o Mestre


está concentrado em sua tarefa, e pode estar nervoso; a
menor interrupção pode arremessá-lo fora de seu
caminho.
NÃO zombe, em tempo algum, ou mesmo sorria, se houver
uma falha engraçada no trabalho durante uma
Cerimônia. Temos ouvido e visto por vezes alguns
acontecimentos engraçados, porém qualquer sugestão de
riso pode destruir totalmente aquelas solenes impressões
que devem ser criadas na mente do Candidato.
NÃO se espreguice e esparrame em seu assento em Loja
mesmo se acontecer de se sentir cansado e, quiçá, um
tanto entediado. Talvez já tenha ouvido tudo uma
centena de vezes, mas para o Candidato é a primeira vez;
seu interesse será indubitavelmente estimulado se os
Irmãos estiverem interessados.
NÃO tenha também muita urgência em se filiar a outras Lojas,
ou entrar nos Graus ‘Paralelos’. Pare para considerar o
aspecto financeiro. Lembre que a despesa Maçônica
deve sempre ser ‘sem prejuízo próprio’, etc.
NÃO hesite em entrar para a Ordem do Sagrado Arco Real.
Este não é um Grau ‘Paralelo’, ele é parte da ‘pura
Maçonaria Antiga’. (Ver Regulamento 1, Livro das
Constituições)
NÃO fale dos Oficiais do London Rank como ‘London
Rankers’. Isto é descortês e ofensivo.
NÃO compareça a uma Reunião de Instalação sem estar
Trajando seus Paramentos, se for um Oficial Graduado
de Londres ou Provincial ou Distrital.
NÃO torne o trabalho do Tesoureiro ou do Secretário ainda

205
Capítulo XXX – Os Maçônicos “Não”

mais pesado não respondendo prontamente às suas


comunicações.
NÃO esqueça que o Cobridor é um ‘Irmão’. Um aperto de
mão e palavras simpáticas ao cumprimentá-lo podem
significar muito para ele.
NÃO se imagine inferior em sua organização Maçônica em
relação àqueles que ocupam uma posição social mais
alta que a sua.
NÃO se porte de modo distante em sua organização Maçônica
com aqueles cuja posição social é menor do que sua.
Nos encontramos no esquadro, e nos separamos no nível.
NÃO use enfeites Maçônicos em seu relógio de bolso, ou como
uma outra forma qualquer de adorno. Isto simplesmente
‘não se faz’.
NÃO seja indulgente com o comportamento ruidoso no
banquete. Não se costuma gritar de um lado a outro
numa sala em um jantar privado. Então, por que fazê-lo
em um jantar Maçônico?
NÃO converse ou movimente-se pela sala de jantar enquanto
um artista estiver se apresentando. O entretenimento
musical pode por vezes não ser de boa qualidade, e
muitos de nós poderíamos desejar que fosse dispensado;
mas, quando um tal entretenimento é provido, a cortesia
comum exige que aos artistas devam ser concedidos
silêncio e absoluta atenção de sua audiência.
NÃO se dirija ao Mestre como ‘Venerável Sir’ quer no Labor
quer no Refreshment; ele deve sempre ser ‘Venerável
Mestre’. E NUNCA, jamais seja irresponsável se
dirigindo ao Mestre como ‘V.M.’. Abreviações tais
como ‘V.M.’, ‘1º V’, etc., são permitidas nos impressos,

206
Capítulo XXX – Os Maçônicos “Não”

porém a nenhum Oficial se deve dirigir oralmente por


um título abreviado.
NÃO faça (ou encoraje) anedotas questionáveis na atmosfera
Maçônica. (Em 12 de Junho de 1933, o M.W. Grão
Mestre, em resposta a uma sugestão que lhe foi enviada
pelo M.W. Pro G.M., concedeu autorização para que os
ternos claros fossem usados em lugar do Traje Noturno
nas assembléias Maçônicas, ficando o tema a critério dos
Grãos Mestres Provinciais e Distritais e Mestres de
Lojas. Um terno preto, portanto, não é mais
obrigatório).
NÃO esqueça que ‘Traje Diurno’ significa Traje Diurno, não
um Traje de Passeio claro. Mesmo os Irmãos que mais
conhecem algumas vezes erram com relação a isto.
NÃO se torne um Maçom ‘de garfo e faca’; será muito melhor
sair da Ordem.
NÃO critique o Preceptor de sua Loja de Instrução mesmo
podendo considerá-lo muito autocrático, ou talvez
incompetente. Lembre-se de que ele está fazendo o seu
melhor e que está dando seu tempo atender e auxiliar
seus Irmãos.
Se for um exímio ritualista, NÃO seja excessivamente rápido
em condenar o Irmão que não o seja. Lembre de que
nem todos nós podemos ser ‘estrelas’.
NÃO condene qualquer prática como errada porque ela ocorre
de modo diverso do costume de sua própria Loja, ou
porque difere daquilo que foi aprendido em sua Loja de
Instrução. Lembre-se de que o seu costume pode ser o
errado.
NÃO imagine que a perfeição de palavras do Ritual é o Alfa e

207
Capítulo XXX – Os Maçônicos “Não”

o Omega em Franco-Maçonaria. É importante, mas há


outros temas muito mais importantes.
NÃO pense que fez algo extraordinariamente brilhante se
conseguiu ganhar a caixa de fósforos de prata na
Emulation Lodge of Improvement. Isto simplesmente
significa que tens boa memória — e que tens tido
alguma sorte.
NÃO esqueça o primeiro dos Três Grandes Princípios sobre os
quais nossa Ordem está fundada. Mantenha aquele
Princípio sempre em mente e ‘Proveito e Prazer’ será o
resultado.

208
A PÊNDICE
CARTA do V.W. Ir. Sir EDWARD
LETCHWORTH, GRANDE SECRETÁRIO 1892 A 1917.

UNITED GRAND LODGE OF ENGLAND,


FREEMASONS’ HALL,
GREAT QUEEN STREET, LONDON, W.C.,
Novembro 22, 1912.
CARO SIR E IRMÃO, —
Recebi sua carta datada de 20 deste mês, e estou satisfeito em
descobrir que uma correta execução do Ritual é assunto de atenção dos
membros de vossa Loja.
Enquanto é verdade que nenhum edito tenha nalgum momento sido
emitido pela Grande Loja tanto quanto qualquer forma particular de
trabalho sido aceita, nem tão pouco é considerado compulsório que as
Lojas devam se conformar ao que é determinado pelo sistema de ritual
de “Emulação”, por outro lado é um fato histórico que a Grande Loja em
1816 definitivamente adotou e deu sua aprovação ao sistema de trabalho
a ela submetido pela Lodge of Reconciliation, e também é um fato que
este é o sistema no qual a Emulation Lodge of Improvement foi fundada
em 1823 para ensinar, e que é ensinado por aquela Loja até hoje.
O falecido Ir. Thomas Fenn, que foi considerado o maior e mais hábil
expoente do Ritual Maçônico de seus dias, sempre sustentou a opinião
de que o trabalho de “Emulação” foi autorizado, e aquela opinião é
sustentada pelo Ir. Sudlow, seu sucessor no ensino daquele sistema.
Certamente nenhum outro sistema de ritual recebeu em qualquer tempo a
aprovação oficial da Grande Loja.

Fraternalmente.
E. LETCHWORTH, G.S.

W. Ir. W. P. CAMPBELL-EVERDEN, L.R.,


Lodge No.19, London.

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Anotações

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