Você está na página 1de 17

1) Com relação à economia do açúcar e da pecuária no nordeste durante o período

colonial, é correto afirmar que:

a) por serem as duas atividades essenciais e complementares, portanto as mais


permanentes, foram as que mais usaram escravos.
b) a primeira, tecnologicamente mais complexa, recorria à escravidão, e a segunda,
tecnologicamente mais simples, ao trabalho livre.
c) a técnica era rudimentar em ambas, na agricultura por causa da escravidão, e na
criação de animais por atender ao mercado interno.
d) tanto em uma quanto em outra, desenvolveram-se formas mistas e sofisticadas de
trabalho livre e de trabalho compulsório.
e) por serem diferentes e independentes uma da outra, não se pode estabelecer qualquer
tentativa de comparação entre ambas.

2) No que diz respeito à combinação entre capital, tecnologia e organização, a lavoura


açucareira brasileira implantada pelos portugueses no Brasil seguiu um modelo
empregado anteriormente

a) no Norte da África e no Caribe.


b) no Mediterrâneo e nas ilhas africanas do Atlântico.
c) no sul da Itália e em São Domingos.
d) em Chipre e em Cuba.
e) na Península Ibérica e nas colônias holandesas.

3) “Os escravos são as mãos e os pés do senhor de engenho, porque sem eles não é
possível fazer, conservar e aumentar fazenda, nem ter engenho corrente.” ANTONIL,
Cultura e opulência do Brasil. Belo Horizonte: Itatiaia, 1982, p. 89. Assinale a
alternativa correta:

a) A escravização dos negros africanos permitiu que os índios deixassem de ser


escravizados durante o período colonial.
b) O trabalho manual era visto como degradante pelos senhores brancos, e a escravidão,
uma forma de lhes garantir uma vida honrada no continente americano
c) Apesar dos vultosos lucros obtidos com o tráfico, a adoção da escravidão de africanos
explica-se pela melhor adequação dos negros à rotina do trabalho colonial.
d) Extremamente difundida na Região Nordeste, a escravidão teve um papel secundário
e marginal na exploração das minas de metais e pedras preciosas no interior do Brasil.
e) Diante das condições de vida dos escravos, os jesuítas criticaram duramente a
escravidão dos negros africanos, o que provocou diversos conflitos no período colonial.

4) Durante a época Moderna, o sistema de plantation:

a) propagou-se pela Europa Ocidental e caracterizou-se pela pequena exploração


agrícola, pelo trabalho assalariado e pela produção em pequena escala de gêneros
alimentícios.
b) disseminou-se pelo continente africano e caracterizava-se pela prática do escambo
entre os conquistadores europeus e as tribos nativas.
c) instalou-se no continente americano e tinha como características o latifúndio, a
escravidão e a produção em larga escala de matérias-primas e gêneros tropicais.
d) foi uma particularidade da América de colonização ibérica e caracterizava-se pela
grande propriedade agrícola, escravidão e produção de manufaturados.
e) foi uma especificidade da América anglo-saxã e tinha como características a pequena
propriedade, o trabalho familiar e o desenvolvimento do mercado interno colonial.

5) Comparando a produção canavieira à extração mineradora no Brasil colonial,


podemos afirmar que:

a) A primeira caracterizou-se pela utilização da mão de obra escrava, enquanto a


segunda baseou-se fundamentalmente no trabalho assalariado.
b) A primeira esteve voltada para o mercado interno colonial e a segunda articulou-se
aos circuitos do mercado mundial.
c) A primeira desenvolveu-se principalmente nas áreas do interior, enquanto a segunda
estabeleceu-se principalmente nas áreas próximas ao litoral.
d) A primeira esteve vinculada às estruturas do Antigo Sistema Colonial, enquanto a
segunda pôde desenvolver- se independentemente do controle metropolitano.
e) A primeira desenvolveu-se numa sociedade de caráter rural e a segunda promoveu o
aparecimento de uma sociedade de caráter fortemente urbano.

6) O principal porto da Capital [de Pernambuco], que é o mais nomeado e frequentado


de navios que todos os mais do Brasil, (...) está ali uma povoação de 200 vizinhos, com
uma freguesia do Corpo Santo, de quem são os mareantes mui devotos, e muitas vendas
e tabernas, e os passos do açúcar, que são umas lojas grandes, onde se recolhem os
caixões até se embarcarem nos navios. (Frei Vicente do Salvador, História do Brasil—
1500-627.) O texto refere-se ao povoado de Recife. A partir do texto, é correto afirmar
que um aspecto histórico que explica a condição do povoado na época foi

a) o investimento feito pelos franceses na sua urbanização.


b) a concorrência econômica com São Vicente, o que justifica seu baixo índice de
população.
c) a relação que mantinha com o interior do país, sendo o principal entreposto do
comércio interno da produção de subsistência.
d) o fato de ser próspero economicamente por conta da produção de açúcar para
exportação.

7) Em 1585, os colonos de São Vicente, São Paulo e Santos enviaram uma petição ao
capitão-mor de São Vicente na qual solicitaram uma autorização para organizar uma
expedição de guerra contra uma tribo indígena, justificando “(...) que Sua Mercê com a
gente desta dita capitania faça guerra campal aos índios denominados carijós, os quais a
têm há muitos anos merecida por terem mortos de quarenta anos a esta parte mais de
cento e cinquenta homens brancos (...)”. O contexto no qual essa petição foi elaborada
nos permite afirmar que:

a) a utilização da mão de obra indígena se fazia necessária nesse momento pela falta de
braços africanos, já que essa região era uma importante fonte de renda para a Metrópole.
b) a escravidão indígena foi a solução adotada principalmente nas áreas mais prósperas,
como Pernambuco e Bahia, onde a exportação açucareira exigia um elevado contingente
humano para a realização do trabalho.
c) não ocorreram conflitos intertribais entre os nativos, o que dificultava a ação das
expedições de apresamento indígena, que constantemente enfrentavam o perigo e a
morte para realizar a captura de mão de obra.

d) para descumprir as ordens, vindas da Coroa, de proibição à escravização dos nativos,


os colonos alegavam motivos relacionados a sua segurança pessoal e à moralização dos
costumes, haja vista os inúmeros casamentos mistos realizados nessa região.
e) a escravidão indígena foi usada em toda a colônia, como solução econômica
secundária para a falta ou escassez de escravos africanos, mas fracassou, dentro do
contexto de exploração colonial, como solução principal para o problema da mão de
obra.

8) “O espaço fechado e o calor do clima, a juntar ao número de pessoas que iam no


barco, tão cheio que cada um de nós mal tinha espaço para se virar, quase nos
sufocavam. Esta situação fazia-nos transpirar muito, e pouco depois o ar ficava
impróprio para respirar, com uma série de cheiros repugnantes, e atingia os escravos
como uma doença, da qual muitos morriam”. ( Relato do escravo Olaudah Equiano.
Apud ILIFFE, J., Os africanos. História dum continente. Lisboa, Terramar, 1999, p.
179.)

A respeito do tráfico negreiro, é correto afirmar:

a) Foi praticado exclusivamente pelos portugueses que obtiveram o direito de asiento,


ou seja, direito ao fornecimento de escravos às plantações tropicais e às minas da
América espanhola e anglo-saxã.
b) Tornou-se uma atividade extraordinariamente lucrativa e decisiva no processo de
acumulação primitiva de capitais que levou ao surgimento da sociedade industrial.
c) Foi combatido pelos holandeses à época de sua instalação em Pernambuco, o que
provocou a revolta da população luso-brasileira em meados do século XVII.
d) Tornou-se alvo de divergências entre dominicanos, que defendiam o tráfico e a
escravidão dos africanos, e os jesuítas, contrários tanto ao tráfico quanto à escravidão.
e) O aperfeiçoamento do transporte registrado no século XIX visava diminuir a
mortandade dos escravos durante a travessia do Atlântico, atenuava as críticas ao tráfico
e ainda ampliava a margem de lucros.

9) (...) outros tipos de negociação iam pouco a pouco se tornando parte do sistema
escravista, que ao longo dos séculos assumiu formas diversas, mudando junto com a
sociedade brasileira. Assim, se legalmente os escravos não tinham nenhum direito,
podendo seus senhores condená-los à morte ou vendê-los quando bem entendessem, por
meio da constante resistência à opressão eles foram estabelecendo limites a esta e
construindo um senso comum, segundo o qual algumas atitudes, como separar famílias
(...) ou aplicar castigos brutais (...) passaram a não ser aceitas pelo conjunto da
sociedade. Por outro lado, no século XIX já eram muitas as críticas com relação ao uso
do trabalho escravo (...). Apesar de muitas rebeliões terem sido planejadas na região das
minas, principalmente no início do século XVIII, as que chegaram mais longe
aconteceram no Recôncavo Baiano (...) no início do século XIX. (Marina de Mello e
Souza, África e Brasil Africano) De acordo com a autora, as formas de resistência dos
escravos

a) limitaram-se à região nordestina, com os quilombos, no período colonial.


b) não conseguiram apoio de outros setores da sociedade, mesmo no século XIX.
c) encontraram sua maior expressão nas rebeliões nas áreas mineradoras.
d) dependeram apenas da boa vontade dos senhores em aceitar suas reivindicações.
e) não se restringiram à violência, chegando até à negociação com os senhores.

10) “A escravidão moderna, aquela que se inaugurou no século XVI, após os


descobrimentos, é uma instituição diretamente relacionada com o sistema colonial. A
escravidão do negro foi a fórmula encontrada pelos colonizadores para explorar as terras
descobertas. Durante mais de três séculos utilizaram eles o trabalho escravo com maior
ou menor intensidade, em quase toda a faixa colonial.” (Emília Viotti da Costa, Da
senzala à colônia).

Estão entre as circunstâncias e os fatores históricos que explicam, no caso brasileiro, a


instituição da escravidão mencionada acima, EXCETO

a) a importância econômica que representava, desde o início do século XV, o comércio


de escravos africanos como fonte de lucros aos comerciantes metropolitanos, bem como
indiretamente à própria Coroa portuguesa.
b) a mansidão dos trabalhadores africanos, afeitos, havia muito, à condição escrava nas
selvas africanas, onde tribos subjugavam outras por meio das guerras.
c) a inexistência, em Portugal, de contingentes suficientemente numerosos de
trabalhadores livres, que se dispusessem a emigrar para a América, onde trabalhassem
em regime de semidependência ou como trabalhadores assalariados.
d) a inexistência então, quer nos princípios religiosos católicos, quer na legislação da
Metrópole, de qualquer proibição à escravização de africanos, tanto diretamente
aprisionados como comprados a chefes tribais na África.
e) o caráter essencialmente mercantilista da exploração colonial, que favorecia o
emprego de uma mão de obra igualmente interessante — enquanto mercadoria — ao
comércio metropolitano.
11) A criação, em território brasileiro, de gado e de muares (mulas e burros), na época
da colonização portuguesa, caracterizou-se por

a) ser independente das demais atividades econômicas voltadas para a exportação.


b) ser responsável pelo surgimento de uma nova classe de proprietários que se opunham
à escravidão.
c) ter estimulado a exportação de carne para a metrópole e a importação de escravos
africanos. d) ter-se desenvolvido, em função do mercado interno, em diferentes áreas no
interior da colônia.
e) ter realizado os projetos da Coroa portuguesa para intensificar o povoamento do
interior da colônia.

12) Esta Capitania [do Rio de Janeiro] tem um rio muito largo e fermoso; divide-se
dentro em muitas partes, e quantas terras estão ao longo dele se podem aproveitar, assim
para roças de mantimentos como para cana-de-açúcar e algodão (...) E por tempo hão de
se fazer nelas grandes fazendas: e os que lá forem viver com esta esperança não se
acharão enganados (Pêro de Magalhães Gândavo. História da Província de Santa Cruz
ou Tratado da Terra do Brasil, 1576. O texto refere-se

a) ao projeto da administração portuguesa de transferir a capital da Colônia de Salvador


para o Rio de Janeiro.
b) à incompetência da elite econômica e política da metrópole portuguesa, que
desconhece as possibilidades de crescimento econômico da Colônia.
c) ao perigo de fragmentação política da Colônia do Brasil caso o território permaneça
despovoado na sua faixa litorânea.
d) à necessidade de ocupação econômica da Colônia, tendo em vista a ameaça
representada pela Inglaterra e pela Espanha.
e) ao vínculo entre o povoamento de regiões da Colônia do Brasil e as atividades
econômicas de subsistência e de exportação.

13) Os primeiros jesuítas chegaram à Bahia com o governador-geral Tomé de Sousa, em


1549, e em pouco tempo se espalharam por outras regiões da colônia, permanecendo até
sua expulsão, pelo governo de Portugal, em 1759. Sobre as ações dos jesuítas nesse
período, é correto afirmar que

a) criaram escolas de arte que foram responsáveis pelo desenvolvimento do barroco


mineiro.
b) defenderam os princípios humanistas e lutaram pelo reconhecimento dos direitos
civis dos nativos.
c) foram responsáveis pela educação dos filhos dos colonos, por meio da criação de
colégios secundários e escolas de “ler e escrever”.
d) causaram constantes atritos com os colonos por defenderem, esses religiosos, a
preservação das culturas indígenas.
e) formularam acordos políticos e diplomáticos que garantiram a incorporação da região
amazônica ao domínio português.

14) Na história do Brasil, a presença ou a proximidade de rios, riachos, fontes e igarapés


favoreceu, em determinada região, o desenvolvimento de um importante tipo de
exploração econômica, técnica ou processo de produção. Pode-se considerar como
exemplo

a) a prática do garimpo, no Vale do Rio Amazonas, e o contrabando do ouro para as


terras do sul.
b) a substituição do pilão de mão pelo monjolo movido a água, na produção açucareira
do Vale do Rio Tietê.
c) a utilização do engenho movido a água, mais produtivo do que o engenho movido a
tração animal, no sertão nordestino.
d) a criação de gado, no Vale do Rio São Francisco, para abastecimento da região de
produção açucareira.
e) o cultivo da seringueira, a produção da borracha e o seu transporte no Vale do Rio
Paraíba.

15) A Guerra dos Emboabas (1707-1709) e a Inconfidência Mineira (1789) foram


revoltas ocorridas no Brasil.

Sobre elas, assinale a alternativa correta:

a) Ambas tinham o objetivo de separar o Brasil de Portugal e ocorreram na região da


mineração.
b) A primeira e considerada uma revolução separatista e mais radical do que a segunda,
tendo ocorrido na região de São Paulo e liderada pelos Bandeirantes.
c) Tanto a primeira como a segunda foram influenciadas pelas ideias iluministas e pela
independência das Treze Colônias inglesas, mas só a segunda teve êxito nos seus
objetivos.
d) A primeira foi bem-sucedida, garantindo aos paulistas a posse da região da
mineração, enquanto a segunda foi reprimida pela Coroa portuguesa antes de acontecer.
e) Ambas ocorreram na mesma região do Brasil, contra a dominação portuguesa na área
da mineração, no entanto, somente a segunda teve influência das ideias iluministas
europeias.

16) A Guerra dos Emboabas, a dos Mascates e a Revolta de Vila Rica, verificadas nas
primeiras décadas do século XVIII,podem ser caracterizadas como:
a) movimentos isolados em defesa de ideias liberais, nas diversas capitanias, com a
intenção de se criarem governos republicanos;
b) movimentos de defesa das terras brasileiras, que resultaram num sentimento
nacionalista, visando à independência política;
c) manifestações de rebeldia localizadas, que contestavam alguns aspectos da política
econômica de dominação do governo português;
d) manifestações das camadas populares das regiões envolvidas, contra as elites locais,
negando a autoridade do governo metropolitano.
e) manifestações separatistas de ideologia liberal, contrárias ao domínio português.

17) Durante os séculos XVII e XVIII, o Brasil foi palco de motins, conspirações,
revoltas e rebeliões. A Inconfidência Mineira é uma das expressões mais contundentes
desse período.

Em relação a esse período, assinale a alternativa correta:

a) O movimento inconfidente contra a metrópole manifestou-se em um momento em


que o próprio estado português afrouxava seu poderio econômico e político sobre a
colônia.
b) Houve repressão da corte portuguesa como resposta aos protestos contra a instalação
das casas de fundição, onde o ouro deveria ser quintado e transformado em barras.
c) Os inconfidentes eram homens sem posses, desesperançados com os rumos do Brasil;
por isso se rebelaram.
d) Os inconfidentes inspiraram-se nas ideias absolutistas, defendidas pelos pensadores
iluministas.
e) A Inconfidência Mineira não visava ao fim do colonialismo português.

18) Responder, relacionando o nome dos movimentos sociais apresentados na coluna


“A” com suas respectivas características, na coluna “B”:

Coluna A
1 – Revolta de Beckman
2 – Guerra dos Emboabas
3 – Guerra dos Mascates
4 – Revolta de Filipe dos Santos

Coluna B
( ) Luta dos comerciantes para elevar Recife à categoria de vila, em oposição aos
produtores de açúcar de Olinda.
( ) Movimento em oposição às casas de fundição, que haviam aumentado a exploração
da Coroa sobre os mineiros.
( ) Combate ao monopólio e aos altos preços praticados pela Companhia de Comércio
do Maranhão, e também aos jesuítas, que queriam impedir os grandes proprietários de
escravizar os indígenas.
( ) Luta entre paulistas e forasteiros pelo domínio da região das Minas Gerais,
reivindicada por aqueles. Levou à separação da região das minas da Capitania de São
Paulo e à criação da Capitania de Minas Gerais.
A numeração correta dos parênteses, de cima para baixo, é:
A-1–3–4–2
B-1–2–4–3
C-2–4–3–1
D-3–4–1–2
E-4–1–3–2

19) “Ó vós, Homens cidadãos; ó vós, povos curvados e abandonados pelo Rei, pelos
seus despotismos, pelos seus ministros. Ó vós, povo que nascestes para seres livres e
para gozardes dos bons efeitos da liberdade... O dia da nossa revolução está para chegar,
animai-vos, que sereis felizes para sempre.” PANFLETO: Aviso ao povo Bahiense.

O fragmento acima se refere ao movimento conhecido como “Conjuração dos


Alfaiates”.

Com relação a esse movimento ocorrido na Bahia em 1798, é correto afirmar que os
revoltosos pretendiam:
a) instalar uma República Provisória na cidade de São Salvador, com apoio da elite
burocrática e de alguns membros do alto clero;
b) defender o fim da dominação colonial garantindo, porém, a preservação do regime
monárquico e a manutenção da escravidão;
c) estabelecer um governo democrático na Capitania da Bahia de Todos os Santos, com
igualdade de direitos, sem distinção de cor ou riqueza;
d) protestar contra a política mercantilista portuguesa, buscando conseguir o apoio do
governo norte-americano para por fim ao pacto colonial.

20) A Inconfidência Mineira foi o primeiro movimento político separatista, em que se


organizaram setores da elite e setores médios da sociedade colonial brasileira para lutar
contra o sistema colonial português e instaurar uma República.

Sobre esse movimento, podemos afirmar que:


a) a derrota da Inconfidência Mineira resultou do fato de as autoridades portuguesas
terem antecipado a derrama, o que possibilitou, à polícia e aos funcionários da Junta da
Fazenda, surpreenderem os insurretos;
b) os inconfidentes, por meio de carta enviada por José Joaquim da Maia ao embaixador
dos Estados Unidos em Paris, buscaram apoio dos Estados Unidos. Na carta, o que
chama atenção é um pedido de armas;
c) um dos fatores que concorreram para a criação do movimento da Inconfidência foi o
fato de a Metrópole aumentar sua pressão fiscal sobre os mineradores, em razão da
queda da produção de ouro, a partir da segunda metade do século XVIII;
d) o fracasso dos inconfidentes resultou da delação de Joaquim Silvério dos Reis e da
fragilidade política do movimento, pois os conspiradores foram além de idéias e
propostas genéricas, sem penetração e mobilização social;
e) a Inconfidência tinha como plano revolucionário: reunir homens e armas e buscar
apoio dentro e fora de Minas para depor o governo, proclamar a República e abolir a
escravatura.
21) No decorrer da segunda metade do século XVIII, o avanço da colonização
portuguesa no Brasil provocou, como reação, o crescimento da resistência colonial. Este
movimento de reação à exploração portuguesa tendia a crescer, dinamizar-se e
organizar-se. Assim, estes movimentos coloniais apresentaram um nível mais alto de
definição ideológica, não se limitando à simples resistência aos impostos ou taxações,
mas sim pelo rompimento das relações políticas de dependência em relação à
Metrópole.

Pode-se concluir, portanto, acerca das rebeliões coloniais que:

a) tratava-se de manifestações esporádicas emergidas no seio das camadas populares da


Colônia;
b)foram movimentos liderados pela burguesia mercantil portuguesa, aqui instalada,
com o objetivo de romper com as pesadas perdas econômicas impostas pelo Pacto
Colonial;
c)esses movimentos devem ser encarados como reflexo da reelaboração, na Metrópole,
de uma nova visão do estado absolutista;
d)o sentimento de nacionalismo, gerado na Colônia, deve ser entendido num quadro
mais geral das próprias mudanças que tendiam a alterar visivelmente a Europa,
colocando em xeque o antigo regime, sustentáculo da colonização;
e)esses movimentos de rebeldia contra a Metrópole se manifestaram num momento em
que o próprio Estado português afrouxa seu poderio econômico e político sobre a
Colônia.

22) As chamadas “Cartas Chilenas”, de Tomás Antônio Gonzaga, são importantes


documentos para:
a)explicar a revolta de Manuel Beckmann ocorrida no Maranhão;
b)compreender a crise do sistema colonial no final do século XVIII;
c) interpretar as razões que levaram Filipe dos Santos à revolta de 1720;
d) justificar as causas determinantes da política colonial de Portugal;
e)analisar a política restritiva de Portugal após o movimento da Restauração.

23) Leia as afirmativas a seguir sobre a expedição de Pedro Álvares Cabral, que saiu de
Lisboa em março de 1500:

I) A missão da esquadra era expandir a fé cristã e estabelecer relações comerciais com o


Oriente, de modo a trazer as valiosas especiarias para Portugal; desta maneira, reunia
num mesmo episódio os esforços da Coroa, da Igreja e dos grupos mercantis do Reino.

II) Chegar às Índias através de um caminho inteiramente marítimo só foi possível após
o longo "périplo" realizado pelas costa africana, durante o século XV, por diversos
navegadores portugueses, cujos expoentes foram Bartolomeu Dias e Vasco da Gama.
III) A viagem expressou a subordinação da Coroa portuguesa à Igreja Católica, na época
dos descobrimentos, já evidenciada quando o Papa estabeleceu a partilha do Mundo
Novo, em 1494, através do tratado de Tordesilhas.

IV) Era objetivo da viagem tomar posse de terras a Oeste, de modo a assegurar o
controle do Oceano Atlântico Sul e, consequentemente, da rota marítima para as Índias.

Assinale a alternativa que contém as afirmativas corretas:

a) somente I, II e III.
b) somente I, III e IV.
c) somente II, III e IV.
d) somente I, II e IV.
e) todas as afirmativas estão corretas.

24) Sobre a organização econômica, social e política das comunidades indígenas


brasileiras, no período inicial da conquista do território pelos portugueses, é correto
afirmar:

I. Os nativos viviam em regime de comunidade primitiva, em que a terra era de


propriedade privada dos casais e os instrumentos de trabalho eram de propriedade
coletiva.
II. A divisão das tarefas era por sexo e por idade; as mulheres cozinhavam, cuidavam
das crianças, plantavam e colhiam; os homens participavam de atividades guerreiras, da
caça, da pesca e da derrubada da floresta para fazer a lavoura.
III. A sociedade era organizada em classes sociais, sendo o excedente da produção
controlado pelos chefes das aldeias, responsáveis pela distribuição dos bens entre os
indígenas.
IV. Os indígenas brasileiros não praticavam o comércio pois tudo que produziam
destinava-se à subsistência, realizando apenas trocas rituais de presentes.
Está(ão) correta(s)

a) apenas I e II.
b) apenas I e III.
c) apenas III.
d) apenas IV.
e) apenas II e IV.

25) Sobre os povos dos sambaquis, é incorreto afirmar que:

a) sendo nômades, ocuparam a faixa amazônica, deslocando-se durante milhares de


anos, do Marajó a Piratininga;
b) sedentários, viviam da coleta de recursos marítimos e de pequenas caças;
c) as pesquisas arqueológicas demonstram que tais povos desenvolveram instrumentos
de pedra polida e de ossos;
d) na chegada dos primeiros invasores europeus, esses povos já se encontravam
subjugados por outros grupos sedentários;
e) esses povos viveram na faixa litorânea, entre o Espírito Santo e o Rio Grande do Sul,
basicamente dos recursos que o mar oferecia.

26) "O fato de Cabral não ter trazido consigo nenhum padrão de pedra - com os quais
desde os tempos de Diogo Cão, os lusos assinalavam a posse de novas terras - já foi
apontado como uma prova de que o descobrimento do Brasil foi fortuito e que a
expedição não pretendia "descobrir novas terras, mas subjugar as já conhecidas". Isto
talvez seja fato. Mas por outro lado, é preciso lembrar que a posse sobre aquele
território já estava legalmente assegurada desde a assinatura do Tratado de Tordesilhas -
independentemente da colocação de qualquer padrão." (Eduardo Bueno. "A Viagem do
Descobrimento - A verdadeira história da expedição de Cabral". 1998, p.109.) As
alternativas abaixo correspondem a análises possíveis do trecho em questão. Todas são
verdadeiras, EXCETO:

a) o autor faz uma menção à "Tese da Casualidade da Descoberta".


b) o autor é incondicionalmente favorável à segunda tese e justifica-se pelas
características do Tratado de Tordesilhas.
c) o autor se refere também à "Tese da Intencionalidade da Descoberta".
d) para o autor, a questão dos "marcos de pedra" pode apoiar ambas as teses.
e) o autor não atribui grande importância à questão dos "marcos de pedra".

27) Dentre as características gerais do período pré-colonizador destaca-se

a) o grande interesse pela terra, pois as comunidades primitivas do nosso litoral


produziam excedentes comercializados pela burguesia mercantil portuguesa.
b) o extermínio de tribos e a escravização dos nativos, efeitos diretos da ocupação com
base na grande lavoura.
c) a montagem de estabelecimentos provisórios em diferentes pontos da costa, onde
eram amontoadas as toras de pau-brasil, para serem enviadas à Europa.
d) a distribuição de lotes de terras a fidalgos e funcionários do Estado português,
copiando-se a experiência realizada em ilhas do Atlântico.
e) a implantação da agromanufatura açucareira, iniciada com construção do Engenho do
Senhor Governador, em 1533, em São Vicente.

28) Os portugueses chegaram ao território, depois denominado Brasil, em 1500, mas a


administração da terra só foi organizada em 1549. Isso ocorreu porque, até então,

a) os índios ferozes trucidavam os portugueses que se aventurassem a desembarcar no


litoral, impedindo assim a criação de núcleos de povoamento.
b) a Espanha, com base no Tratado de Tordesilhas, impedia a presença portuguesa nas
Américas, policiando a costa com expedições bélicas.
c) as forças e atenções dos portugueses convergiam para o Oriente, onde vitórias
militares garantiam relações comerciais lucrativas.
d) os franceses, aliados dos espanhóis, controlavam as tribos indígenas ao longo do
litoral bem como as feitorias da costa sul-atlântica.
e) a população de Portugal era pouco numerosa, impossibilitando o recrutamento de
funcionários administrativos.

29) As feitorias portuguesas no Novo Mundo foram formas de assegurar, aos


conquistadores, as terras descobertas. Sobre essas feitorias, é correto afirmar que:

a) a feitoria foi uma forma de colonização, empregada por portugueses na África, na


Ásia e no Brasil, com pleno êxito para a atividade agrícola.
b) as feitorias substituíram as capitanias hereditárias durante o Governo Geral de Mem
de Sá, como proposta mais moderna de administração colonial.
c) as feitorias foram estabelecimentos fundados por portugueses no litoral das terras
conquistadas e serviam para armazenamento de produtos da terra, que deveriam seguir
para o mercado europeu.
d) tanto as feitorias portuguesas fundadas ao longo do litoral brasileiro quanto as
fundadas nas Índias tinham idêntico caráter: a presença do Estado português e a
ausência de interesses de particulares.
e) o êxito das feitorias afastou a presença de corsários franceses e estimulou a criação
das capitanias hereditárias.

30) Chantada a Cruz, com as Armas e a divisa de Vossa Alteza, que primeiramente lhe
pregaram, armaram altar ao pé dela. Ali disse missa o padre Frei Henrique (...). Ali
estiveram conosco (...) cinquenta ou sessenta deles, assentados todos de joelhos, assim
como nós. (...) [Na terra], até agora, não pudemos saber que haja ouro, nem prata, nem
coisa alguma de metal (...) Porém, o melhor fruto que dela se pode tirar me parece que
será salvar esta gente. E esta deve ser a principal semente que Vossa Alteza em ela deve
lançar. (Pero Vaz de Caminha. Carta do Achamento do Brasil, 10.05.1500.) A respeito
da tela e do texto, é correto afirmar que

a) demonstram a submissão da monarquia portuguesa à contrarreforma católica.


b) expressam o encantamento dos europeus com a exuberância natural da terra.
c) atestam, como documentos históricos, o caráter conflituoso dos primeiros contatos
entre brancos e índios.
d) representam o índio sem idealização, reservando-lhe lugar de destaque no quadro, o
que era pouco comum.
e) apresentam uma leitura do passado na qual os portugueses figuram como portadores
da civilização.

31) Leia o trecho de documento. Senhor. Sendo como é a obrigação a primeira virtude,
porque importa pouco zelar cada um o seu patrimônio, e descuidar-se da utilidade alheia
quando lhe está recomendada, se nos faz preciso representar a Vossa Majestade a
opressão universal dos moradores destas Minas involuta no arbítrio atual de se
cobrarem os [impostos] de Vossa Majestade devidos, podendo ser pagos com alguma
suavidade de outra forma sem diminuição do que por direito está Vossa Majestade
recebendo, na consideração de que sejam lícitos os fins se devem abraçar os meios mais
toleráveis... REPRESENTAÇÃO DO SENADO DA CÂMARA DE VILA RICA AO
REI DE PORTUGAL, 26 de dezembro de 1742. Nesse trecho, os oficiais da Câmara de
Vila Rica estão-se referindo à cobrança do

a) dízimo eclesiástico, imposto que incidia sobre os diamantes extraídos no Distrito


Diamantino.
b) foro enfitêutico, tributo cobrado proporcionalmente à extensão das sesmarias dos
mineradores.
c) quinto do ouro, imposto cobrado por meio da capitação, que taxava também outras
atividades econômicas.
d) subsídio voluntário, destinado a cobrir as despesas pessoais do Rei de Portugal.

32) O desenvolvimento desigual entre os povos, na atualidade, tem suas origens em


limitações históricas, como: ALVARÁ DE 1785 Eu, a Rainha, faço saber aos que este
alvará virem que, sendo-me presente o grande número de fábricas, manufaturas que de
alguns anos a esta parte se têm difundido em diferentes capitanias do Brasil, com grave
prejuízo da cultura e da lavoura, e da exploração das terras minerais daquele vasto
continente; [...] hei de por bem ordenar que todas as fábricas, manufaturas, ou teares de
galões, de tecidos - excetuando tão - somente aqueles dos ditos teares e manufaturas em
que se tecem ou manufaturam fazendas grossas de algodão, que servem para o uso e
vestuário dos negros, para enfardar e empacotar fazendas e para outros ministérios
semelhantes -, e todas as demais sejam extintas e abolidas em qualquer parte onde se
acharem nos meus domínios do Brasil. [adaptado]
A intenção da rainha, expressa no texto, foi

a) promover a concentração dos recursos coloniais na monocultura cafeeira da


exportação e numa industrialização substitutiva.
b) manter a economia colonial embasada no algodão, que dominou o valor das
exportações no século XVIII.
c) subordinar os interesses brasileiros ao Tratado de Methuen, fazendo com que o ouro
brasileiro acabasse em Portugal, através da Inglaterra.
d) acelerar a industrialização portuguesa em detrimento do desenvolvimento agrícola
brasileiro. e) evitar que, na fase do ciclo da mineração, ocorresse um desenvolvimento
industrial no Brasil, concorrendo com a Metrópole.

33) Cada ano, vêm nas frotas quantidade de portugueses e de estrangeiros, para
passarem às minas. Das cidades, vilas, recôncavos e sertões do Brasil, vão brancos,
pardos e pretos, e muitos índios, de que os paulistas se servem. A mistura é toda a
condição de pessoas (...) [ANTONIL. "Cultura e opulência do Brasil". São Paulo:
Companhia Editora Nacional, 1967, p. 264]. O processo de ocupação do sertão e
extração de ouro e diamantes ao longo do século XVIII permitiu
a) a articulação econômica de regiões até então dispersas, juntamente com a formação
de um mercado interno.
b) a perpetuação do sistema de feitorias, apesar da desaprovação da coroa portuguesa.
c) o rompimento do Tratado de Methuen assinado entre Portugal e Inglaterra.
d) a eliminação do comércio de contrabando nas relações entre metrópole e colônia.
e) o aprofundamento das relações comerciais entre o Brasil e as 13 colônias inglesas na
América.

34) Observe este mapa:

Mapa das Cortes [Mapa do Rio de Janeiro]. Mapoteca do Itamaraty, Rio de Janeiro.

Esse mapa serviu de base aos representantes das Coroas portuguesa e espanhola para o
estabelecimento do Tratado de Madrid, assinado em 1750, que definiu os novos limites
na América entre as terras pertencentes a Portugal e à Espanha.

Considerando-se essa informação, é CORRETO afirmar que o Tratado de Madrid

a) substituiu o Tratado de Tordesilhas e conferiu às possessões lusas e espanholas na


América uma feição mais próxima do que tinha sido a efetiva ocupação de terras pelas
duas Coroas.
b) estabeleceu uma conformação do território brasileiro muito distante da sua aparência
atual, por ter respeitado espaços previamente ocupados pelos espanhóis no Continente
Americano.
c) manteve, com poucas alterações, o que já estava estabelecido pelos tratados
anteriormente negociados entre as monarquias de Portugal e da Espanha, desde a Bula
Intercoetera, editada em 1493.
d) levou Portugal a desistir da soberania sobre grande parte da Amazônia em troca do
controle da bacia do Prata, área estratégica para o domínio do interior do Brasil após a
descoberta de ouro.

35) "E o pior é que a maior parte do ouro que se tira das minas passa em pó e em
moedas para os reinos estranhos e a menor é a que fica em Portugal e nas cidades do
Brasil, salvo o que se gasta em cordões, arrecadas e outros brincos, dos quais se vêem
hoje carregadas as mulatas de mau viver e as negras, muito mais que as senhoras".
(André João Antonil. "Cultura e opulência do Brasil", 1711.) No trecho transcrito, o
autor denuncia:

a) a corrupção dos proprietários de lavras no desvio de ouro em seu próprio benefício e


na compra de escravos.
b) a transferência do ouro brasileiro para outros países em decorrência de acordos
comerciais internacionais de Portugal.
c) o prejuízo para o desenvolvimento interno da colônia e da metrópole gerado pelo
contrabando de ouro brasileiro.
d) o controle do ouro por funcionários reais preocupados em esbanjar dinheiro e
dominar o poder local.
e) a ausência de controle fiscal português no Brasil e o desvio de ouro para o exterior
pelos escravos e mineradores ingleses.

36) A corrida do ouro em Minas Gerais no final do século XVII trouxe uma riqueza
muito grande para a Coroa portuguesa mas também exigiu muitos esforços no sentido
de fiscalizar a produção e punir o contrabando. Assinale a expressão correta a respeito
das medidas fiscais empreendidas por Portugal na área das minas:

a) apesar dos protestos dos fidalgos encarregados da arrecadação, a Coroa portuguesa


evitava pressionar os produtores através das derramas, limitando-se a aumentar os
impostos.
b) sem conseguir se impor aos proprietários das minas, a administração colonial passou
a permitir a livre comercialização do ouro, arrecadando impostos nos portos e nas
estradas.
c) a administração colonial instalou as casas de fundição para regulamentar a produção
do ouro e arrecadar mais impostos, obtendo total apoio dos proprietários das minas.
d) ao aumentar a carga fiscal e as casas de fundição, a Coroa logrou aumentar a
arrecadação de impostos, mas provocou a revolta dos proprietários das minas.

37) No século XVIII a produção do ouro provocou muitas transformações na colônia.


Entre elas podemos destacar:

a) A urbanização da Amazônia, o início do ciclo do tabaco, a introdução do trabalho


livre com os imigrantes;
b) A introdução do trafico negreiro, a integração do índio, a desarticulação das relações
com a Inglaterra;
c) A industrialização de São Paulo, a expansão da criação de ovinos em Minas Gerais;
d) A preservação da população indígena, a decadência da produção algodoeiro, a
introdução de operários europeus;
e) O aumento da produção de alimentos, a integração de novas áreas por meio da
pecuária e do comércio, a mudança do eixo econômico para o centro-sul.
38) Em realidade, se o ouro criou condições favoráveis ao desenvolvimento interno da
colônia, não é menos verdade que o ouro também dificultou o aproveitamento dessas
condições ao entorpecer o desenvolvimento manufatureiro da metrópole."
"O ouro deixou buracos no Brasil, igrejas em Portugal e fábricas na Inglaterra."

As expressões acima, muito citadas pelos historiadores, define a herança deixada pela
mineração no Brasil. Como consequência:

a) que grande parte do ouro brasileiro era levado para as manufaturas inglesas em
função do comércio deficitário entre o Brasil e a Inglaterra, que comprava o algodão
bruto e exportava tecidos.
b) O comércio deficitário entre a metrópole portuguesa e o reino inglês favoreceu o
escoamento do ouro brasileiro para o setor manufatureiro têxtil da Inglaterra, sobretudo
após o Tratado de Methuen.
c) A Inglaterra apoderou-se da maior parte do ouro brasileiro através da pirataria e das
atividades corsárias.
d) As guerras ocorridas na Europa, nas quais Portugal sempre esteve do lado da
Inglaterra, provocaram a transferência de grande parte das riquezas auríferas extraídas
do Brasil.
e) A transferência de grande parte das riquezas minerais exercidas do Brasil para a
Inglaterra resultou, principalmente, da importação de máquinas e equipamentos pelo
reino português.

39) O ciclo econômico da mineração no Brasil trouxe várias consequências e mudanças


no contexto colonial. Sobre este ciclo, assinale a alternativa incorreta.

a) O eixo econômico da colônia deslocou-se da região Nordeste para a região Sudeste.


b) Houve acelerado crescimento urbano e o desenvolvimento de um grande mercado
consumidor interno na região das Minas.
c) Com a expansão urbana, vários profissionais surgiram na colônia como arquitetos,
médicos, artesãos, funcionários públicos, sendo uma sociedade caracterizada pela
mobilidade social. d)Ocorreram algumas revoltas de cunho nativista nesse período,
entre elas, a Revolta de Filipe dos Santos ou Revolta de Vila Rica em MG, 1720, que
tinha caráter de protesto contra os impostos sobre o ouro e contra a implantação da Casa
de Fundição.

e) Na região da mineração não havia opressão fiscal, nem excessivo controle exercido
por Portugal sobre a colônia, portanto, não existiram conflitos coloniais.

40) Como objetivos da expansão oficial, podemos destacar

a) a recuperação econômica das áreas canavieiras, destruídas pelos holandeses, e a


exploração econômica da Amazônia
b) a preação de indígenas e o aproveitamento econômico do rio da Prata
c) a defesa do território e a extinção do Quilombo de Palmares
d) a exploração econômica da Amazônia e o aproveitamento econômico da Prata
e) a obtenção de riquezas, graças à exploração de jazidas minerais.

41) A formação do território brasileiro no período colonial resultou de vários


movimentos expansionistas e foi consolidada por tratados no século XVIII. Assinale a
opção que relaciona corretamente os movimentos de expansão com um dos Tratados de
Limites:

a)a expansão da fronteira norte, impulsionada pela descoberta das minas de ouro, foi
consolidada nos Tratados de Utrecht.
b)a região missioneira no sul constituiu um caso à parte, só resolvido a favor de
Portugal com a extinção da Companhia de Jesus
c)o Tratado de Madri revogou o de Tordesilhas e deu ao território brasileiro
conformação semelhante à atual
d)o Tratado do Pardo garantiu a Portugal o controle da região das Missões e do rio da
Prata
e)os Tratados de Santo Ildefonso e Badajós consolidaram o domínio português no sul,
passando a incluir a região platina

Você também pode gostar