Você está na página 1de 172

Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”

Termofluidomecânica I

Esquema da máquina a vapor de James Watt (1769)


Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”

Termofluidomecânica I

São Paulo
2005
Termofluidomecânica I

Direção Paulo Roberto Vidigal


Coordenação Lilian Cristina Genzerico
Paulo Egevan Rossetto
Elaboração e Conteúdo
técnico Valter Rubens Gerner
Equipe de editoração:
Coordenação Ana Paula Baum Achilez
Revisão Adélia Cassetari Preteli
Hilda Bandeira de Oliveira
Luiz Roberto Castro Izquierdo

Digitação Evanaldo do Santos


Julio César do Santos Serrano
Leandro Cavalcante da Silva
Thiago Toshio Oyata

Composição Ana Paula Baum Achilez


Diagramação Mauro Airoldi
Distribuição e controle Paulo Egevan Rossetto

Ficha Catalográfica

SENAI. SP. Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”. Termofluidomecânica I. São Paulo: 2005. 141p.

Apostila elaborada para uso no curso Técnico de Refrigeração e Climatização

TEMPERATURA
PRESSÃO

CDU: 536.7

SENAI Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial


Escola SENAI “Oscar Rodrigues Alves”
Rua 1822, 76 - Ipiranga
São Paulo – SP
CEP 04216-000

Telefone (11) 6163-7587


Telefax (11) 6163-9388
SENAI on-line 0800 - 55 – 1000

E-mail senai108@sp.senai.br
Home page http:// www.sp.senai.br
TFM I - Termofluidomecânica

Sumário

I – Unidades de Medida 05
- Introdução 05
- Algarismos Significativos 06
- Operações com Algarismos Significativos 09
- Origem do sistema métrico 12
- Comprimento 12
- Unidades de Medida de Comprimento 15
- Dimensões Praticas 17
- Conversão de Unidades 17
- Massa 18
- Medidas da Massa 18
- Unidades de Massa 21
- Força e Peso 22
- Medidas de uma força 25
- Peso 26
- Variações do Peso 27
- Unidades de Força e Peso 29
- Relação entre Unidades de Força 30
- Densidade ou Massa Especifica 30
- Peso Específico 32
- Exercícios Resolvidos 33
- Exercícios de Fixação 35
II – Temperatura 47
- Equilíbrio Térmico 47
- Temperatura 47
- Síntese Temperatura 48
- Temperatura e o Universo 48
- Lei Zero da Termodinâmica 49
- Medida da Temperatura – Termômetro 50
- Termômetro de líquido em vidro 52
- Termômetro clínico 53
- Termômetro de gás 54
- Termômetro bi metálico 54
- Escala de temperatura 56
- Constantes termométricas 57
- Escala Kelvin 58
- Escala Celsius 59
- Escala Fahrenheit 59
- Histórico sobre o termômetro Fahrenheit 60
- Escala Rankine 61
- Escala Réaumur 62
- Relações entre escalas 62
- Relação entre as escalas Celsius e Kelvin 63
- Relação entre as escalas Fahrenheit e Rankine 64
- Resumo das formulas termométricas 66
- Exercícios resolvidos 67
- Exercícios propostos 72
III – Pressão 81

Sumário
TFM I - Termofluidomecânica

- Introdução 81
- Densidade 81
- Unidades da Densidade 82
- Pressão 84
- Unidades de Pressão 86
- Pressão Atmosférica 87
- Pressão no interior de um líquido 87
- Experiência de Torricelli 88
- Variação da pressão atmosférica 90
- Equipamentos para medir pressão 91
- Piezômetro 91
- Tubo em U 92
- Manômetros diferenciais 93
- Manômetro inclinado 93
- Barômetro 94
- Manômetro de tubo de Bourdon 94
- Manômetros eletrônicos 96
- Pressão absoluta e manométrica 96
- Vácuo 96
- Unidades de vácuo 97
- Pressão manométrica 97
- Pressão absoluta e efetiva 97
- Medidas de vácuo 98
- Medidas do vácuo em sistema frigorífico 99
- Valores de vácuo para sistemas frigoríficos 100
- Exercícios resolvidos 100
- Exercícios propostos 102
IV – Escoamento 107
- Introdução 107
- Movimento Permanente 107
- Movimento Variado 108
- Vazão 109
- Vazão volumétrica 109
- Unidades da vazão volumétrica 110
- Noções de velocidade média numa seção 111
- Vazão em massa 111
- Relação da vazão em massa e a vazão em volume 111
- Continuidade 112
- Pressão do fluido 113
- Pressão estática 114
- Pressão de velocidade – Pressão dinâmica 115
- Tubo de Pitot 117
- Velocidade 118
- Exercícios resolvidos 120
- Exercícios propostos 123
V – Substâncias Puras 125
- Conceito de substâncias pura 125
- Temperatura de saturação e pressão de saturação 130
- Diagrama T x V de uma substância pura 131
- Liquido subresfriado 131
- Liquido saturado 132
- Mistura Úmida 133
- Vapor saturado seco 134
- Vapor superaquecido 134
- Titulo ou qualidade 135
- Ponto critico 136
- Gases x vapor 137
- Diagrama Pressão – Temperatura (P x T) 140
- Ponto triplo 141
- Equação de estado para gases perfeitos 142

Sumário
TFM I - Termofluidomecânica

- Tabelas e gráficos de propriedades termodinâmicas 143


- Determinação do estado de uma substância pura 144
- VI – Tabelas 165
- VII – Referências 173

Sumário
TFM I - Termofluidomecânica

I - Unidades de medida

Introdução

Para iniciarmos nosso curso de TFM – Termofluidomecânica é necessário que o aluno


possua alguns conhecimentos para poder assimilar esta matéria. Estes conhecimentos
são aqueles aprendidos a nível fundamental e médio. Contudo como muitas vezes o
aluno não apreendeu em sua escola, ou já esqueceu, faremos então uma breve
introdução a destes assuntos tais como: Algarismos significativos, Unidades de
medida, Massa, Densidade, Volume Específico, Força, Peso, Aceleração da gravidade.
Os assuntos acima especificados serão apresentados de forma resumida, devendo o
aluno, por conta própria, procurar completar o conhecimento dos mesmos através de
outros livros.

Algarismos Significativos

• Algarismos corretos e avaliados


Imagine que você esteja realizando uma medida qualquer, como, por exemplo, a
medida do comprimento de uma barra (fig. 1.1). Observe que a menor divisão da régua
utilizada é de 1 mm. Ao tentar expressar o resultado desta medida, você percebe que
ela está compreendida entre 14,3 cm e 14,4 cm. A fração de milímetro que deverá ser
acrescentada a 14,3 cm terá de ser avaliada, pois a régua não apresenta divisões
inferiores a 1 mm.

Unidades de Medidas 5
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.1 - Ao realizarmos uma medida, obtemos algarismos corretos e um avaliado.

Para fazer esta avaliação, você deverá imaginar o intervalo entre 14,3 cm e 14,4 cm
subdividido em 10 partes iguais, e, com isso, a fração de milímetro, que deverá ser
acrescentada a 14,3 cm, poderá ser obtida com razoável aproximação. Na fig. 1.1
podemos avaliar a fração mencionada como sendo 5 décimos de milímetro e o
resultado da medida poderá ser expresso como 14,35 cm. Observe que estamos
seguros em relação aos algarismos 1, 4 e 3, pois eles foram obtidos através de
divisões inteiras da régua, ou seja, eles são algarismos corretos. Entretanto, o
algarismo 5 foi avaliado, isto é, você não tem muita certeza sobre o seu valor e outra
pessoa poderia avaliá-lo como sendo 4 ou 6, por exemplo. Por isto, este algarismo
avaliado é denominado algarismo duvidoso ou algarismo incerto. É claro que não
haveria sentido em tentar descobrir qual o algarismo que deveria ser escrito, na
medida, após o algarismo 5. Para isso, seria necessário imaginar o intervalo de 1 mm
subdividido mentalmente em 100 partes iguais, o que evidentemente é impossível.
Portanto, se o resultado da medida fosse apresentado como sendo 14,357 cm, por
exemplo, poderíamos afirmar que a avaliação do algarismo 7 (segundo algarismo
avaliado), não tem nenhum significado e, assim, ele não deveria figurar no resultado.

• Algarismos significativos
Pelo que vimos, no resultado de uma medida devem figurar somente os algarismos
corretos e o primeiro algarismo avaliado. Esta maneira de proceder é adotada
convencionalmente entre os físicos, os químicos e, em geral, por todas as pessoas que

6 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

realizam medidas. Estes algarismos (corretos e o 1º duvidoso) são denominados


algarismos significativos. Portanto, algarismos significativos de uma medida são os
algarismos corretos e o primeiro algarismo duvidoso. Desta maneira, ao efetuarmos
uma medida, devemos apresentar o resultado apenas com os algarismos significativos.
O resultado da medida da fig. 1.2 deve, então, ser expresso como 14,35 cm.

Figura 1.2 - Como esta régua, o algarismo 5 passaria a ser um algarismo correto.

• Comentários
1) Se cada divisão de 1 mm da régua da fig. 1.1 fosse, realmente, subdividida em 10
partes iguais, ao efetuarmos a leitura do comprimento da barra (usando um
microscópio, por exemplo), o algarismo 5 passaria a ser um algarismo correto, pois iria
corresponder a uma divisão inteira da régua (fig. 1.2). Neste caso, o algarismo
seguinte seria o primeiro avaliado e passaria a ser, portanto, um algarismo significativo.
Se nesta avaliação fosse encontrado o algarismo 7, por exemplo, o resultado da
medida poderia ser escrito como 14,357 cm, sendo todos estes algarismos
significativos. Por outro lado, se a régua da fig. 1.1 não possuísse as divisões de
milímetros (fig. 1.3), apenas os algarismos 1 e 4 seriam corretos. O algarismo 3 seria o
primeiro algarismo avaliado e o resultado da medida seria expresso por 14,3 cm, com
apenas três algarismos significativos. Vemos, então, que o número de algarismos
significativos, que se obtém no resultado da medida de uma dada grandeza,
dependerá do aparelho usado na medida.

Unidades de Medidas 7
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.3 - Usando esta régua, o resultado da medida do comprimento deverá ser
apresentado com apenas três algarismos.

2) A convenção de se apresentar o resultado de uma medida contendo apenas


algarismos significativos é adotada de maneira geral, não só na medida de
comprimentos, mas também na medida de massas, temperaturas, forças etc. Esta
convenção é também usada ao se apresentar os resultados de cálculos envolvendo
medidas das grandezas. Quando uma pessoa lhe informar, por exemplo, que mediu
(ou calculou) a temperatura de um objeto e encontrou 37,820C, você deverá entender
que a medida (ou o cálculo) foi feita de tal modo que os algarismos 3, 7 e 8 são corre-
tos e o último algarismo, neste caso o 2, é sempre duvidoso.

3) A partir deste momento, você pode compreender que duas medidas expressas, por
exemplo, como 42 cm e 42,0 cm, não representam exatamente a mesma coisa. Na
primeira, o algarismo 2 foi avaliado e não se tem certeza sobre o seu valor. Na
segunda, o algarismo 2 é correto, sendo o zero o algarismo duvidoso. Do mesmo
modo, resultados como 7,65 kg e 7,67 kg, por exemplo, não são fundamentalmente
diferentes, pois diferem apenas no algarismo duvidoso.

8 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Operações com algarismos significativos

Conforme dissemos, os resultados de cálculos que envolvem medidas devem conter


apenas algarismos significativos. Ao resolver exercícios de Física, de Química etc.,
teremos que realizar operações envolvendo essas medidas e os resultados desses
exercícios também devem ser expressos com algarismos significativos somente. Para
isto, será necessário observar as regras que apresentaremos a seguir. Se estas regras
não forem obedecidas, suas respostas poderão conter algarismos que não são
significativos.

• Adição e subtração
Suponha que se deseje adicionar as seguintes parcelas
2.807,5
0,0648
83,645
525,35
Para que o resultado da adição contenha apenas algarismos significativos, você
deverá, inicialmente, observar qual (ou quais) das parcelas possui o menor número de
casas decimais. Em nosso exemplo, essa parcela é 2.807,5, que possui apenas uma
casa decimal. Esta parcela será mantida como está. As demais parcelas deverão ser
modificadas, de modo a ficar com o mesmo número de casas decimais que a primeira
escolhida, abandonando-se nelas tantos algarismos quantos forem necessários.
Assim, na parcela 0,0648 devemos abandonar os algarismos 6, 4 e 8. Ao
abandonarmos algarismos em um número, o último algarismo mantido deverá ser
acrescido de uma unidade se o primeiro algarismo abandonado for superior a 5 (regra
de arredondamento). Então, a parcela citada (0,0648) deverá ser escrita como 0,1.
Na parcela 83,645 devemos abandonar os algarismos 4 e 5. Quando o primeiro
algarismo abandonado for inferior a 5, o último algarismo mantido permanecerá
invariável; logo, a parcela 83,645 fica reduzida a 83,6.
Finalmente, na parcela 525,35 devemos abandonar o algarismo 5. Quando o primeiro
algarismo abandonado for exatamente igual a 5, será indiferente acrescentar ou não
uma unidade ao último algarismo mantido. De qualquer maneira, as respostas
diferirão, em geral, apenas no último algarismo e isto não tem importância, pois ele é
um algarismo incerto. Podemos, então, escrever a parcela 525,35 indiferentemente
como 525,3 ou 525,4.

Unidades de Medidas 9
TFM I - Termofluidomecânica

Vejamos, pois, como efetuaremos a adição:


2.807,5 permanece inalterada 2.807,5
0,0648 passa a ser escrita 0,1
83,645 passa a ser escrita 83,6
525,35 passa a ser escrita 525,3
O resultado correto é 3.416,5

Na subtração, deve-se seguir o mesmo procedimento.

• Multiplicação e divisão
Suponha que desejemos, por exemplo, multiplicar 3,67 por 2,3. Realizando
normalmente a operação, encontramos:

3,67 x 2,3 = 8,44

Entretanto, procedendo desta maneira, aparecem, no produto, algarismos que não são
significativos. Para evitar isto, devemos observar a seguinte regra: verificar qual o fator
que possui o menor número de algarismos significativos e, no resultado, manter
apenas um número de algarismos igual ao deste fator.
Assim, no exemplo anterior, como o fator que possui o menor número de algarismos
significativos é 2,3, devemos manter, no resultado, apenas dois algarismos, isto é, o
resultado deve ser escrito da seguinte maneira:

3,67 x 2,3 = 8,44

Na aplicação desta regra, ao abandonarmos algarismos no produto, devemos seguir o


critério de arredondamento que analisamos ao estudar a adição.
Procedimento análogo deve ser seguido ao efetuarmos uma divisão.

• Comentários
1) As regras citadas para se operar com algarismos significativos não devem ser
consideradas como absolutamente rigorosas. Elas se destinam, apenas, a evitar que
você perca tempo, trabalhando inutilmente com um grande número de algarismos que
não têm significado algum. Assim, não sendo estas regras muito rígidas, na
multiplicação analisada acima seria perfeitamente razoável manter um algarismo a
mais no resultado. São, pois, igualmente aceitáveis os resultados 3,67 X 2,3 = 8,4 ou
3,67 X 2,3 = 8,44.

10 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

2) Ao contar os algarismos significativos de uma medida devemos observar que o


algarismo zero só é significativo se estiver situado à direita de um algarismo
significativo.
Assim,
0,00041 tem apenas dois algarismos significativos (4 e 1), pois os zeros não são
significativos.
40.100 tem cinco algarismos significativos, pois aqui os zeros são significativos.
0,000401 tem três algarismos significativos, pois os zeros à esquerda do algarismo 4
não são significativos.

3) Quando realizamos uma mudança de unidades, devemos tomar cuidado para não
escrever zeros que não são significativos. Por exemplo, suponha que queiramos
expressar, em gramas, uma medida de 7,3 kg. Observe que esta medida possui dois
algarismos significativos, sendo duvidoso o algarismo 3. Se escrevêssemos 7,3 kg =
7.309 gramas estaríamos dando a idéia errônea de que 3 é um algarismo correto,
sendo o último zero acrescentado o algarismo duvidoso. Para evitar este erro de
interpretação, lançamos mão da notação de potência de 10 e escrevemos 7,3kg = 7,3
X l03 gramas.
Desta maneira, a mudança de unidades foi feita e continuamos a indicar que o 3 é o
algarismo duvidoso.

4) Finalmente, chamamos sua atenção para alguns números que encontramos em


fórmulas (na Matemática ou na Física) que não são resultados de medida e, para os
quais, portanto, não teria sentido falar em número de algarismos significativos. Por
exemplo, na fórmula que fornece a área A de um triângulo de base b e altura h,

b⋅h
A=
2

se b for medido com três algarismos significativos e h com cinco algarismos


significativos, a área, como já sabemos, deverá ser expressa com três (ou quatro)
algarismos. O número 2 não foi obtido através de medida e, assim, não deverá ser
levado em consideração para a contagem dos algarismos significativos do resultado.
Os mesmos comentários aplicam-se a outros números tais como o número da placa de
um automóvel, de um telefone etc.

Unidades de Medidas 11
TFM I - Termofluidomecânica

A Origem do sistema métrico

• A importância das medidas


Para descobrir as leis que governam os fenômenos naturais, os cientistas devem
realizar medidas das grandezas envolvidas nestes fenômenos. A Física, em particular,
costuma ser denominada “a ciência da medida”. Lord Kelvin, grande físico inglês do
século passado, salientou a importância da realização de medidas no estudo das
ciências através das seguintes palavras:

“Sempre afirmo que se você puder medir aquilo de que estiver falando e conseguir
expressá-lo em números, você conhece alguma coisa sobre o assunto: mas quando
você não pode expressá-lo em números, seu conhecimento é pobre e insatisfatório...”
Como sabemos, para efetuar medidas é necessário escolher uma unidade para cada
grandeza. O estabelecimento de unidades, reconhecidas internacionalmente, é
também imprescindível no comércio e no intercâmbio entre os países.

Comprimento

• Unidades anteriores ao Sistema Métrico


Antes da instituição do Sistema Métrico Decimal (no final do século XVIII) as unidades
de medida eram definidas de maneira bastante arbitrária, variando de um país para
outro, dificultando as transações comerciais e o intercâmbio científico entre eles. As
unidades de comprimento, por exemplo, eram quase sempre derivadas das partes do
corpo do rei de cada país: a jarda, o pé, a polegada etc. (fig. 1.4). Até hoje estas
unidades são usadas nos países de língua inglesa, embora definidas de uma maneira
moderna, através de padrões.

12 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.4 - As unidades antigas, anteriores ao sistema métrico decimal, geralmente se


originavam de partes do corpo humano.

Podemos destacar ainda outra inconveniência das unidades antigas: seus múltiplos e
submúltiplos não eram decimais, o que dificultava enormemente a realização das
operações matemáticas com as medidas. Até recentemente, os estrangeiros, na
Inglaterra, encontravam grande dificuldade em operar com a moeda inglesa porque o
sistema monetário britânico não era decimal (1 libra valia 12 shillings e 1 shilling valia
20 pence).

• Sistema métrico decimal


As inconveniências que acabamos de apontar levaram alguns Cientistas dos séculos
XVII e XVIII a propor unidades de medida definidas com maior rigor e que deveriam ser
adotadas universalmente e baseados numa “constante universal”. Estas diversas
propostas, embora não tivessem obtido uma aceitação imediata, acabaram por dar
origem ao estabelecimento do Sistema Métrico, na França. A assinatura do decreto de
7 de abril de 1795, que introduziu este sistema, foi uma das mais significativas
contribuições da Revolução Francesa.
As principais características do Sistema Métrico Decimal, então proposto, eram:

1) como o seu nome indica, o sistema era decimal,


2) os prefixos dos múltiplos e submúltiplos foram escolhidos de modo racional, usando-
se prefixos gregos e latinos (quilo -103, mili = l0-3, deca = 10, deci = l0-1 etc.).
3) a Terra, uma constante natural, foi tomada como base para a escolha da unidade de
comprimento: o metro foi definido como sendo a décima milionésima (10-7) parte da
distância do equador ao pólo (fig. 1.5). Esta distância foi marcada sobre uma barra de
platina iridiada - o metro padrão - até hoje conservada em uma repartição de pesos e
medidas em Paris (fig. 1.6).A implantação do Sistema Métrico, na própria França, foi
Unidades de Medidas 13
TFM I - Termofluidomecânica

cercada de grandes dificuldades, pois, como era de se esperar, a população reagiu à


mudança de hábitos já arraigados aos seus costumes diários. Em virtude da reação
popular, Napoleão Bonaparte, então imperador dos franceses, assinou um decreto
permitindo que as unidades antigas continuassem a ser usadas, mas, ao mesmo
tempo, tornando obrigatório o ensino do Sistema Métrico nas escolas. Finalmente, em
1840, uma nova lei tornava ilegal o uso de qualquer unidade não pertencente ao
Sistema Métrico, ficando, assim, definitivamente implantado na França o novo sistema.

Figura 1. 5 - O metro foi definido, originalmente, como sendo 107 da distância entre o
pólo e o equador terrestre.

Por esta época, o Sistema Métrico já se tornara conhecido em outros países e, em


1875, realizava-se em Paris a célebre Convenção do Metro, na qual 18 das mais
importantes nações do mundo se comprometiam a adotá-lo. A Inglaterra não
compareceu à reunião, negando-se a usar as unidades desse sistema.

14 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1. 6 - Cópia da barra de platina iridiada que constitui o metro-padrão que está
guardada na repartição internacional de pesos e medidas em Paris.

• Sistema internacional de unidades


A partir de então, o uso do Sistema Métrico foi se espalhando gradualmente por todo o
mundo. Novas unidades para medir outras grandezas, conservando as mesmas
características usadas na definição do metro, foram sendo incorporadas ao sistema.
Entretanto, a precisão dos padrões estabelecidos no século passado não era suficiente
diante do grande desenvolvimento científico do século XX. Assim, os cientistas
perceberam a necessidade de uma reestruturação do Sistema Métrico e. em 1960,
durante a 11º Conferência de Pesos e Medidas, também realizada em Paris, foi
formulado um novo sistema, denominado Sistema Internacional de Unidades (S.I.).
Deve-se observar que o S.I. é ainda baseado no Sistema Métrico Decimal, mas suas
unidades são definidas de maneira mais rigorosa e atualizadas (em nosso Curso de
Termofluidomecânica, usaremos quase que exclusivamente as unidades deste
sistema). Atualmente o Sistema Internacional de Unidades é aceito universalmente e
mesmo nos países de língua inglesa (onde até hoje as unidades libra do Sistema
Britânico são utilizados). Está sendo feito um grande esforço para sua adoção, não só
nos trabalhos científicos como também pela população em geral.

Unidades de medidas de comprimento

O sistema métrico, por ter nascido com uma conotação cientifica, teve muitas de suas
unidades utilizadas como referências para a criação do Sistema Internacional de
Unidades (SI) inclusive as utilizadas para padrão de comprimento, mas o sistema

Unidades de Medidas 15
TFM I - Termofluidomecânica

métrico era dividido em três categorias diferentes, de acordo com o tipo de unidade
que era utilizado, estas unidades dentro do sistema métrico eram divididos em:

Sistema CGS (Centímetro, Grama, Segundo)


Sistema MKS (Metro, Kilo, Segundo)
Sitema MTS (Metro, Tonelada, Segundo)

Unidades de Comprimento do sistema métrico


SM
CGS MKS MTS
comprimento Nome centímetro metro metro
Símbolo cm m m

Atualmente a unidade de medida de comprimento, adotada, pelo sistema Internacional


(SI), na maioria dos países, é o metro, cujo símbolo é (m) e seus múltiplos e
submúltiplos são:

Tabela: unidades de medidas do sistema métrico (SM)


Múltiplos Unidade Submúltiplos
Km hm dam m dm cm mm
1000m 100m 10m ---- 0,1m 0,01m 0,001m

A Inglaterra, por fazer parte da comunidade européia, por força de lei, já utiliza o
sistema Internacional de medidas (SI), como padrão em seu território, contudo os
Estados Unidos e outras antigas colônias britânicas relutam em efetivamente
popularizar o seu uso em seus territórios, apesar de terem concordado, em um
congresso internacional, que a partir de 1995 só o SI (Sistema Internacional) seria
adotado como seu sistema de medidas.

Tabela : unidades de medidas do Sistema britânico (SB)


Mútiplos unidade Submútiplos
jarda ft(pé) In (polegada)
3 ft ------ 1/12 ft

O Brasil por ser dependente em algumas áreas da indústria americana continua, a


receber deste país, equipamentos com tecnologia especificada no antigo sistema
britânico.

16 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Dimensões práticas

Estamos, no Brasil, aparentemente em um período de transição do sistema britânico,


de medidas para o sistema métrico, internacional. Assim, devemos considerar ambos
os sistemas em nossas discussões. Você notará que muitos itens que se compram nas
lojas dão os pesos e as medidas tanto no sistema inglês como no sistema métrico.
Faremos agora uma comparação entre os dois diferentes sistemas, mas o livro,
fundamentalmente, apresentará o sistema atual. Pelas informações seguintes, você
poderá converter prontamente de um para outro sistema.

Prefixos usados no sistema métrico:

Micro = um milionésimo 1000 milímetros = 1 metro


Mili = um milésimo 25,4 milímetros = 1 polegada
Cent. = um centésimo 2,54 centímetros = 1 polegada
Deci = um décimo 30,48 centímetros = 1 pé
Deca = dez 304,8 milímetros = 1 pé
Hecto = cem 3,28083 pés = 1 metro
Quilo = mil 39,36996 polegadas = 1 metro
Mega = milhão 0,62 137 milha terrestre = 1 quilômetro
10 milímetros = 1 centímetro 1,60935 quilômetros = 1 milha terrestre
100 centímetros = 1 metro 0,9144 metros = 1 jarda

Converção de unidades (Resumo)

1 polegada = 25,4mm = 0,0252


1 pé = 12 polegadas = 0,3048m
1 jarda = pé = 0,9144m

Resumo das unidades de comprimento


SI SM SB
CGS MKS
Comprimento Nome metro centímetros metro pé
Símbolo m cm m Ft

Unidades de Medidas 17
TFM I - Termofluidomecânica

Massa

A massa é o conceito que a Ciência usa para dizer quanto um corpo é mais ou menos
inerte que outro, um corpo apresenta sempre o mesmo valor para a sua massa, não
importa sua situação ou local onde possa estar, encontramos sempre a mesma
resistência ao puxarmos um corpo sobre uma superfície bem lisa, como no espaço
interestrelar.
Experimentalmente, podemos verificar uma outra propriedade importante da massa de
um corpo: ela é uma constante característica do corpo. De fato, podemos verificar que
a massa não varia quando o corpo é transportado de um local para outro, o quando
sua temperatura é alterada ou, ainda, quando o corpo muda de um estado (sólido,
líquido ou gasoso) para outro.
ρ
F ρ
A massa de um corpo é uma grandeza escalar, definida pela relação m = ρ Onde F é
a
ρ
o módulo da força que atua no corpo e a é o valor da aceleração da massa que a
força produz nele produz. Assim, pelo conceito da inércia, se a massa de um corpo é
pequena, ele terá alterações apreciáveis em seu movimento.

Medida da Massa

Como ocorriam com as medidas de comprimento, anteriormente comentado, as


unidades de massa, como um padrão de medida, eram também, muito confusas e
varia de país para país. Uma das preocupações do sistema métrico foi criar uma
unidade de massa que fosse proveniente de uma “constante natural”, do mesmo modo
que foi para o metro.
A academia de Ciência Francesa no século XVIII adotou que um volume de 1 m3 (um
metro cúbico) ou seja, um cubo de 1m x 1m x 1m, fosse complementado com água,
que é uma constante natural, a temperatura de 4°C.
Deste volume de 1m3 de água foi separada a milésima parte, esta recebeu o nome de
litro ( 1 Litro = 1 m3 / 1000) e a massa de água resultante deste volume deu-se o nome
de kilograma.
Posteriormente construíu-se um cilindro de platina iridiada (90% de platina e 10% de
irídio) com o diâmetro de 39 mm e altura de 39 mm, com a mesma massa de 1 litro de
água a 4°C, este cilindro é conhecido como “Massa Padrão”, ( figura 1.7 ) o qual junto
com o ”Metro Padrão” está guardado no Bureau Internacional de Pesos e Medidas de
Paris.

18 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.7 – Cópia de Bureau de platina iriada que constrói a “ Massa Padrão “ que
está guardada na Internacional de Pesos e Medidas em Paris.

Fizeram-se muitas cópias deste Kilograma padrão e as distribuíram aos países que
adoraram o sistema metálico de massa, cada país por sua vez, tem muitas cópias da
cópia e as distribui para vários Estados, Universidades , institutos de Pesos e Medidas,
etc.
Uma balança de braços iguais ( figura 1.8) é o equipamento que se utiliza para obter a
medida de massa de outros corpos, quando, por exemplo, gostaríamos de determinar
a massa de um determinado corpo m.
Fisicamente podemos representar o fenômeno de comparar massas em uma balança
ρ
F
pela equação m = ρ , que define a massa de um corpo, vemos que, era medir o valor
a
ρ
de m, devemos puxar o corpo com uma força F conhecida e medir o valor da
ρ
F
aceleração que ele adquire. O quociente ρ nos fornecerá o valor de m.
a

Unidades de Medidas 19
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.8 – Quando a balança está equilibrada concluímos que P = P ‘e então , m = m’.

Na prática, este processo de obtenção de m será de difícil execução lançando-se mão


de um processo muito mais simples, empregando as balanças, com as quais você já
está habituado. Quando uma balança, de braços iguais, está equilibrada, tendo em um
dos pratos o corpo cuja massa m desejamos medir e, no outro, massas conhecidas m’
(fig. 1.8), concluímos que os pesos Pe P’que atuam em cada braço são iguais. Como o
valor de g sobre as massas m é o mesmo, temos:
P=mg e P’=m’g
Logo: m g=m´g onde m=m`

Portanto, a massa do corpo é dada pelo valor das massas conhecidas que equilibram
a balança. Este processo da balança só poderá ser usado em locais onde os corpos
têm peso. Em uma região do espaço onde um corpo estiver isolado, afastado da
influência de qualquer corpo celeste, isto é, em uma região onde fosse constatada
ausência de gravidade não será possível medir a massa do corpo por meio de uma
balança, pois este corpo não teria peso. Entretanto, a massa do corpo poderá ser
ρ
F
medida através da relação m = ρ , que é válida em qualquer situação (fig. 1.9).
a

20 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

ρ
F
Figura 1.9 - A Expressão m = ρ , nos permite determinar a massa de um corpo,
a
qualquer que seja o local onde ele se encontre.

Unidades de Massa

Como no caso de sistema métrico (SM) de medidas para o comprimento, as unidades


utilizadas para massa também eram divididas em três categorias de sub-sistemas, ou
seja, sistemas MKS, CGS, MTS, assim o sistema de massa pode ser representado
como:
Unidades de Massa do sistema métrico

SM
CGS MKS MTS
Nome grama kilograma tonelada
Símbolo gr Kg tn

As medidas que servem para medir massa, adotada, pelo Sistema Internacional (SI),
na maioria dos países, é o kilograma, cujo símbolo é (kg) e seus submúltiplos são:

Tabela:unidade de medidas do sistema Métrico (SM) e Sistema Internacional (SI)


Múltiplos Unidade Submútiplos
Tonelada Kg Grama
1000 Kg --- 0,001 Kg

Unidades de Medidas 21
TFM I - Termofluidomecânica

A Inglaterra como no caso do metro, por fazer parte da comunidade européia, já utiliza
o sistema Internacional de Medidas (SI), como padrão em seu território, contudo os
Estados Unidos e outras antigas colônias britânicas relutam em efetivamente
popularizar o seu uso em seus territórios, utilizando ainda o antigo sistema imperial
inglês para a massa, ou seja, a libra (Ib); o Brasil continua, a receber, deste país,
equipamentos com tecnologia especificada nesta unidade.

Tabela: unidades de medidas de massa do sistema Britânico (SB)


Múltiplos Unidade Submúltiplos
Tonelada curta Ib (Libra) Oz (onça)
2000 Ib --- 1/16Ib

Conversão de unidades (resumo)

1 Libra (Ib) = 0,45359 Kilograma (Kg) = 453,59 (gr)


1 Kilograma (kg) = 2,205 Libra (Ib)

Resumo das unidades de massa

SI SM SB
CGS MKS
Nome Kilograma grama Kilograma Libra
Símbolo Kg gr Kg Ib

Força e peso

• Conceito de força
Quando exercemos um esforço muscular para puxar ou empurrar um objeto, estamos
lhe comunicando uma força (fig.1.12); uma locomotiva exerce força para arrastar os
vagões (fig. 1.10); um jato d’água exerce força para acionar uma turbina (fig.1.11) etc.
Assim, todos nós temos, intuitivamente, a idéia do que seja força.

22 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.10 - A locomotiva exerce uma força para arrastar os vagões.

Figura 1.11 - O jato d’água exerce uma força nas pás da turbina.

Analisando os exemplos que acabamos de citar, podemos concluir que, para que o
efeito de uma força fique bem definido, será necessário especificar seu módulo, sua
direção e seu sentido. Em outras palavras, a força é uma grandeza vetorial e poderá,
portanto, ser representada por um vetor, como foi feito nas figuras (1.10, 1.11 e 1.12).

Unidades de Medidas 23
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.12 - Quando uma pessoa puxa ou empurra um objeto, ela está exercendo
uma força sobre ele.

Um outro exemplo de força, com que lidamos freqüentemente, é a força de atração da


Terra sobre os corpos situados próximo à sua superfície. Esta força é denominada
peso do corpo
Então, peso de um corpo é a força com que a Terra atrai este corpo.

Figura 1.7 - O peso de um corpo é a força com que a terra o atrai.

Naturalmente, o peso é uma grandeza vetorial e poder ser representado por um vetor.
ρ
Na fig. 1.13 mostrando o vetor P , que representa o peso do corpo. Observe que tem a
direção vertical e seu sentido é dirigido para baixo.
A força de atração da Terra sobre um objeto, assim como as forças elétricas e
magnéticas (força de um ímã sobre um prego, por exemplo) são exercidas sem que
haja necessidade de contato entre os corpos (ação à distância). São diferentes das

24 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

forças citadas no início desta seção, as quais só podem atuar se existir um contato
entre os corpos.

Medida de uma força


Quando uma força (peso de um corpo ou outra força qualquer) é exercida na
extremidade de uma mola, esta se deforma (fig. 1.14). Este fato é usado para medir as
forças. Para medir qualquer grandeza, é necessário escolher uma unidade de medida.
No caso da força, uma unidade escolhida por convenção entre os físicos é o peso de
um corpo padrão (o quilograma - padrão), que se denomina 1 quilograma-força = 1 kgf.

Figura 1.8 - Por meio da deformação de uma mola podemos medir o peso de um
corpo, ou o valor de uma força qualquer.

Por definição1 quilograma-força (1 kgf) é o peso do quilograma - padrão, ao nível do


mar e a 450 de latitude (fig. 1.15).

Unidades de Medidas 25
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.15 - O quilograma-força (1kgf) é peso do quilograma - padrão, ao nível do


mar e a 45º de latitude.

Pendurando pesos de 1kgf, 2kgf, 3kgf etc., na extremidade de uma mola, podemos
calibrá-la para medir pesos ou qualquer outra força. Uma mola calibrada desta maneira
é denominada um dinamômetro. As balanças de molas, como certas balanças de
drogarias, são, na realidade, dinamômetros. Então, quando você sobe em uma dessas
balanças, você está medindo o seu peso. Se a balança indica, por exemplo, “60
quilos”, isto significa que o seu peso é de 60 kgf, isto é, você é atraído pela Terra com
uma força de 60 kgf.
Outra unidade muito usada na medida d força é de 1 Newton = 1 N. Sua definição será
dada posteriormente. Por enquanto basta saber que:

1 kgf = 9,8 N

Portanto, a força de 1 N equivale, aproximadamente, ao peso de um pacote de 100


gramas (0,1 kgf).

Peso

O peso de um corpo foi definido como sendo a força com que a Terra atrai o corpo.
Como O peso é uma força, é evidente que se trata de uma grandeza vetorial.
Se um corpo de massa m for abandonado de
ρ uma certa altura sobre a superfície da
P ρ
Terra, ele cairá devido à ação de seu peso . Sendo P a única força que atua nele, o
g
corpo adquirirá a aceleração da gravidade g. Podemos então dizer que o peso de um
corpo é uma força que imprime a este corpo uma aceleração g (fig. 1.16).

26 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.16 - O peso provoca no corpo de massa m uma aceleração.

ρ ρ
Assim, pela 2º lei de Newton, temos P = m.g
Ao usarmos esta equação, devemos ter em mente que estamos tratando com a própria
2º lei de Newton e, assim, conforme já dissemos, se expressarmos m em kg e g em
m/s2, obteremos o valor de ** expresso em Newton.

Variações do peso

ρ ρ
Na equação P = m.g , como sabemos, o valor de m é constante. Entretanto, verifica-se
que a aceleração da gravidade sofre variações quando nos deslocamos de um lugar
para outro sobre a superfície da Terra. Nas proximidades dos pólos da Terra, por
exemplo, o valor de g é maior do que nas proximidades do equador (ver a tabela
ρ
abaixo). Concluímos, então, que o valor do peso, P , de um corpo também sofre
ρ
variações, em virtude das variações observadas em g . O peso de uma pessoa será
maior nos pólos do que no equador, isto é, uma pessoa situada nos pólos é atraída
pela Terra com uma força maior do que se ela estivesse situada no equador (fig.1.17).

Unidades de Medidas 27
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 1.17 - Uma


pessoa situada próxima
aos pólos da Terra tem
maior peso do que se
estivesse próxima ao
equador.

Esta diferença é, porém,


muito pequena, como se
pode perceber pela tabela abaixo. Em qualquer ponto nas proximidades da superfície
da Terra, o corpo cai com uma aceleração que é praticamente igual a 9,8 m/s2.
Entretanto, se o corpo fosse abandonado, de uma certa altura, sobre a superfície da
Lua, ele iria cair com uma aceleração cerca de 6 vezes menor do que 9,8 m/s2, pois o
valor de g na Lua é aproximadamente, 1,6 m/s2. Consequentemente, o peso de um
objeto na Lua (força com que a Lua atrai o objeto) é cerca de 6 vezes menor do que
seu peso na Terra (fig. 1.18).

Figura 1.18 - Como a aceleração da gravidade na Lua é cerca de 6 vezes menor do


que na terra, o peso de um astronauta, na Lua, será também cerca de 6 vezes menor
do que na Terra. Por isso, ao dar um pulo na superfície da Lua, um astronauta atingirá
alturas e alcances bem maiores do que na Terra.
ρ
Tabela: Variação de g com a latitude (ao nível do mar)
Latitude g [m/s2]

28 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

0º 9,780
20º 9,786
40º 9,802
60º 9,819
80º 9,831
90º 9,832

Unidades de Força e Peso

No sistema de medida para as unidades de força e peso podem ser divididos em três
etapas, o sistema atual, denominado de sistema internacional (SI), e os antigos
sistemas tais como o métrico (SM) e o sistema britânico (SB)

SI SM SB
CGS MKS
Nome Newton dina Kilograma Força Libra força
Símbolo N d Kgf ou kg* Lbf ou Ib*
Relação kg.m/s2 gr. cm/s2 kg. m/s2 /gc Lb .ft/ss /gc
gc = constante que relaciona as unidades de força, massa,comprimento e tempo.

Relação entre unidades de força (Resumo)

a) Newton e Dina
Da definição apresentada para o Newton temos:

1N = 1kg.1m / s 2

Porém: 1Kg = 103g e 1m = 102cm


Logo: 1N = 103g 102cm/s2 ou 1N = 105 g.cm/s2
Como: 1g.cm/s2 =1dina(d)
vem: 1N=105d

b) Quilograma-força e Newton
Da definição apresentada para o Quilogramaforça (kgf ou kg*),

temos: 1Kgf = 1Kg . 9,8m/s2


ou 1Kgf = 9,8.Kg.m/s2
Unidades de Medidas 29
TFM I - Termofluidomecânica

Porém: 1kg . m/s2 = 1N


Logo: 1kgf = 9,8N

Resumo das unidades de comprimento, massa, força e peso.


SI SM SB
CGS MKS
comprimento Nome metro centímetro Metro pé
Símbolo m cm m ft
Massa Nome Kilograma grama Kilograma Libra
Símbolo Kg gr Kg Ib
Força e Nome Newton dina Kilograma força Libra força
Peso Símbolo N d Kgf ou Kg* Lbf ou Ib*

Densidade ou massa específica ( ρ )

Massa específica - Consideremos um corpo de massa m, cujo volume é V. A massa


especifica ou densidade absoluta do corpo será representada pela letra grega ρ (rô) e
definida da seguinte maneira:
massa específica ou densidade absoluta de um corpo é a relação entre a sua massa e
o seu volume, isto é,
m
ρ=
V
Consideremos, por exemplo, um bloco de alumínio cujo volume seja V = 10cm3.
Medindo a sua massa, encontraremos m = 27 gramas. Então, a densidade do alumínio
será:
m 27
ρ= = = 2,7gramas / cm 3 ρ = 2,7 gramas / cm 3
V 10
Este resultado significa que, em cada 1 cm3 de alumínio, temos uma massa de 2,7
gramas. De maneira geral, a densidade de um corpo indica a massa contida na
unidade de volume do corpo. Unidades de massa específica - Pela definição de
m
densidade, ρ = , observamos que a unidade de medida de densidade deve ser a
V
relação entre uma unidade de massa e uma unidade de volume. Portanto, no SI. a
unidade de p será 1 kg/m35. Na prática é muito comum o uso de outra unidade: 1
grama/cm3.
É fácil mostrar que:

30 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

grama 3 Kg
1 = 10
cm 3 m3
Assim, a densidade do alumínio, como vimos, é igual a 2,7 gramas/cm3 ou 2,7 X 103
kg/m3 (um bloco de alumínio, de 1 m3 de volume, tem uma massa de 2,7 toneladas).
Na tabela abaixo, apresentamos as massas específicas de várias substâncias.
Observe, nesta tabela, que os gases têm densidade muito pequena; a densidade da
água do mar (1,03 gramas/cm3) é maior do que a da água “doce” (1,00 grama/cm3) por
causa dos sais nela dissolvidos; o mercúrio, entre os líquidos, é o que tem maior
densidade (13,6 gramas/cm3); o ouro e a platina são as substâncias que apresentam
densidades mais elevadas.

Tabela: Massas Especificas (a 00C e a pressão de 1atm)


3
Substância ρ (grama/cm )
Hidrogênio 0.000090
Ar 0.0013
Cortiça 0.24
Gasolina 0,70
Golo 0.92
Água 1.00
Água do mar 1,03
Glicerina 1.25
Alumínio 2,7
Ferro 7.6
Cobre 8,9
Prata 10,5
Chumbo 11.3
Mercúrio 13,6

Unidades de Medidas 31
TFM I - Termofluidomecânica

Ouro 19.3
Platina 21,4

Peso específico

O peso específico de uma substância é a relação entre a densidade desta substância e


a de outra estabelecida como substância padrão. No caso dos líquidos, a substância
 1kg 1000 Kg 
padrão comumente empregada é a água sua densidade máxima  =  .
 Lt m3 
Se ρ w é a densidade da água, o peso específico ρ r de qualquer substância é
ρ
ρr =
ρw
Dado que o peso específico é uma relação, ele não tem unidade.

ν)
Volume específico (ν

Volume específico é definido como unidade de volume por unidade de massa de uma
substância.
Portanto, se a massa especifica ou densidade é definida como unidade de massa por
unidade de volume. o volume específico é o inverso da massa especifica.
Os símbolos utilizados para volume específico e densidade são, respectivamente, v e
ñ. Assim, temos que:
1
v= ou v⋅ ρ =1
ρ

O volume específico será considerado constante em uma dada temperatura, se as


dimensões do sistema forem relativamente pequenas. Isso quer dizer que não
consideraremos as variações no volume especifico quando a variação na altura do
sistema não for considerável
As unidades para volume específico e densidade são:

no Sistema Internacional e Métrico: m3/Kg


no Sistema Britânico: f t3/lb

32 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Exercícios resolvidos

1-) Um corpo, de massa m = 2,0kg, move-se com aceleração a = 6,0 m/s2. Qual é o
valor da resultante, R, das forças que atuam no corpo?

O valor de R será dado pela 2º lei de Newton, R = ma. Como o valor de m está
expresso em kg e o valor de a em m/s2, sabemos que o valor de R será dado em
Newton. Portanto,

R = m.a = 2,0 x6,0 ondeR = 12 N

2-) Se uma força resultante R = 10 kgf atua em um corpo, produzindo nele uma
aceleração de 2,0 m/s2, qual é a massa do corpo?

Para obtermos a massa do corpo em kg, devemos expressar O valor de R em Newton


(o valor de a já está expresso em m/s2). Como 1kgf = 9,8 N, teremos

R = 10kgf = 10 ⋅ 9,8 N onde R = 98 N

Então, de R = ma, vem


R 98
m= = = 49Kg
a 2,0

3-) Um astronauta, com sua vestimenta própria para descer na lua foi pesado, na terra,
encontrando-se um peso de 980 N para o conjunto astronauta e vestimenta.Qual é a
massa do conjunto?

Em qualquer lugar da superfície da terra, pode-se considerar g =9.8 m/s2. Então, como
P = m . g temos:
P 980
m= = = 100Kg
g 9,8
Observe que, sendo P dado cm Newton e g em m/s2, obteremos m em kg .

Na lua, qual seria a massa deste conjunto?

Unidades de Medidas 33
TFM I - Termofluidomecânica

Conforme vimos, a massa de um corpo não esvazia se este corpo for transportado de
um local para outro. Portanto, o astronauta e sua vestimenta continuariam a ter, na
Lua, a mesma massa m = 100 kg.
Qual seria, na Lua, o peso do conjunto? (A aceleração da gravidade na Lua é 1,6
m/s2.)

O peso do conjunto será dado por P = m . g, onde m = 100 kg e g = 1.6 m/s2. Então
P = m.g = 100.1,6 = 160 N

Observe que o astronauta e sua vestimenta se tornam bem mais leves quando
situados na Lua.

4-) Um tambor, cheio de gasolina, tem a área da base A = 0,75 m2 e a altura h = 2,0 m.
Qual é a massa de gasolina contida no tambor?

m
Já sabemos que a densidade é dada por ρ = . Desta relação, obtemos m = p.V. O
v
volume do tambor será

V = A . h = 0,75 . 2,0 = 1,5m3

Consultando a tabela, obtemos, para a densidade da gasolina. o valor p = 0,70


gramas/cm3 = 0,70 .103 kg/m3

b)Qual é a pressão exercida, pela gasolina, no fundo do tambor?

A pressão é dada por P= F .Neste caso, F representa o peso da gasolina e A é a F =


A
m.g = 1,05.103.10ou F =1,05.104.

Portanto:

F 1,05.10 4
P= = = 1,4.10 4 N / m 2
A 0,75

Exercícios de fixação

34 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

Antes de passar ao estudo da próxima seção, responda às questões seguintes,


consultando o texto sempre que julgar necessário.

1. Considerando a figura deste exercício:


a) Como você expressaria o comprimento da barra AB?

b) Qual é o algarismo correto desta medida? e o algarismo avaliado?

2. O que são algarismos significativos de uma medida?

3. Uma pessoa sabe que o resultado de uma medida deve ser expresso com
algarismos significativos apenas. Se esta pessoa lhe disser que a velocidade de um
carro era 123 km/h:
a) Quais os algarismos que ela leu no velocímetro (algarismos corretos)?
b) Qual o algarismo que ela avaliou (algarismo duvidoso)?

4. A temperatura de uma pessoa foi medida usando-se dois termômetros diferentes,


encontrando-se 36,80C e 36,800C.
a) Qual é o algarismo duvidoso da primeira medida?
b) Na segunda medida o algarismo 8 é duvidoso ou correto?

5. Para efetuar a multiplicação 342,2.1,11


Responda:

a) Qual dos fatores possui o menor número de algarismos significativos?


b) Com quantos algarismos devemos apresentar o resultado?
c) Escreva o resultado da multiplicação com algarismos significativos apenas.
d) Seria aceitável apresentar 379,8 como resultado desta multiplicação? e 379,84?

6. Quantos algarismos significativos há em cada uma das medidas seguintes?


a) 702cm b) 36,00 kg c) 0.00815 m d) 0,05080 litros

7. Ao medir o comprimento de uma estrada, uma pessoa encontrou 56 km.

Unidades de Medidas 35
TFM I - Termofluidomecânica

a) Qual o algarismo duvidoso desta medida?


b) Seria aceitável escrever esta medida como 56.000 m?
c) Qual a maneira de expressar esta medida em metros, sem deixar dúvidas quanto
aos algarismos significativos?

8. O volume de um cone é dado pela expressão


A⋅h
V=
3
onde A é a área de sua base e h é sua altura. Para um dado cone temos A = 0,302
m2e h = 1,020 m. Com quantos algarismos você deve expressar o volume deste cone?

9 .Cite pelo menos duas unidades usadas com freqüência em sua vida diária, para
medir as seguintes grandezas:
a) Comprimento
b) Área
c) Volume
d) Tempo

10. Consultando uma enciclopédia, um dicionário ou outra fonte, procure expressar, em


centímetros, o valor das unidades inglesas mostradas na fig. 1.9.

11. a)Como se denomina o sistema de unidades, estabelecido em 1960, usado


mundialmente, tendo como base o antigo Sistema Métrico Decimal?
b)o que vem ocorrendo com relação a esse sistema nos países de língua inglesa?

12.a) Tendo em vista do metro (veja a fig. 1.5). Determine o comprimento da linha do
Equador. Dê sua resposta em metros e em quilômetros.
b)No painel de um automóvel esta indicado que ele já rodou “120.000Km. Quantas
voltas em torno da terra, ao longo do Equador esse automóvel poderia ter efetuado?

13. Explique como os números muito grandes ou muito pequenos podem ser escritos
de maneira compacta. Dê exemplos.

14. Lembrando-se de seus conhecimentos de Matemática, responda como


devemos proceder para:
a) Multiplicar potências de mesma base.
b) Dividir potências de mesma base.

36 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

e) Elevar uma potência à outra.


d) Extrair a raiz quadrada de uma potência.
e) Somar ou subtrair potências.

15. Determine o resultado da expressão seguinte:

10 5 ⋅ 10 2 ⋅ 10 6
(10 )4 2

16. a) Supondo que o próton tenha a forma de um cubo, cuja aresta é l0-13 cm, calcule
o seu volume.
b) Considerando que a massa do próton é 10-24 gramas, determine a sua densidade (a
densidade de um corpo é obtida dividindo-se a sua massa pelo seu volume).

17. Colocando-se cuidadosamente, sobre a superfície de um tanque d’água, uma gota


de óleo, cujo volume é V= 6 X 10-2 cm3, ela se espalha, formando uma camada muito
fina, cuja área é A = 2 .104 cm2. Calcule a espessura desta camada de óleo.

18. Observe os aparelhos mostrados na figura 1.19 deste problema.


a) Qual a maneira adequada de expressar a leitura do velocímetro? Qual é o algarismo
avaliado?
c) Qual a maneira adequada de expressar a leitura da balança? Qual o número de
algarismos significativos desta leitura?

Figura 1.19 - Aparelhos de medição: balança (esquerda) e velocímetro (direita).

Unidades de Medidas 37
TFM I - Termofluidomecânica

19. Para testar sua capacidade de percepção de valores de algumas grandezas,


resolva as seguintes questões:
a) Procure colocar suas mãos separadas por uma distância que você considera igual a
1m. Em seguida, peça a um colega para medir essa distância. Você conseguiu avaliar
razoavelmente bem a distância de 1m?
b) Segurando em sua mão um objeto qualquer (esta apostila, por exemplo), procure
avaliar a sua massa (em gramas ou em quilogramas). Em seguida, leve o objeto a uma
balança e verifique se sua avaliação foi próxima do valor fornecido pelo aparelho.

Observação — (As atividades propostas em a e b) deste problema podem ser feitas


por um grupo de estudantes como se fosse um jogo, para verificar aquele que
consegue melhores avaliações.

20. Em cada uma das figuras deste problema são apresentadas situações nas quais a
pessoa está cometendo uma falha. Procure identificar quais são essas falhas.(fig1.20)

Figura 1.20 - Observe os erros nas situações acima.

21. Em cada uma das figuras deste problema existem erros nas interpretações das
leituras dos aparelhos mostrados. Procure identificá-los.

Figura
1.21 -
Identifiq
ue os
erros

38 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

de leitura dos instrumentos.

22. a) Meça o tempo necessário para o coração efetuar 100 batidas. Use um
cronômetro ou um relógio com ponteiros de segundos e expresse o resultado com o
número adequado de algarismos significativos.
b) A partir do valor obtido em a), determine o intervalo de tempo entre duas batidas
consecutivas (observe os algarismos significativos).

23 . Um trem viaja registrando os seguintes intervalos de tempo entre as diversas


estações de sua rota:
de A até B: 2,63 h de B até C. 8,2 h
de C até D: 0,873 h de D até E: 3 h
Como você expressará corretamente o tempo que o trem gastou:
a) Para ir da estação A até a estação C?
b)Para ir de B até D?
c) No percurso total?

24. Efetue as operações indicadas a seguir de tal modo que o resultado contenha
apenas algarismos significativos
a) 8,20.l08 + 5,4. l04
b) 3,72.l0-4 – 2,65.l0-2

25. Antes de efetuar as operações seguintes, expresse os números em notação de


potência de 10. Calcule o resultado, lembrando-se dos algarismos significativos.
700 0,052 ⋅ 0,0084
a) b)
0,0035 420

26. Quais das igualdades seguintes apresentam o resultado expresso adequadamente


em relação aos algarismos significativos? (Não é necessário efetuar as operações,
pois os resultados estão numericamente corretos.)
a) 1,50 . 10-3 x 2,0 . 10-1 = 3 . 10-4
b) 3,41 . 108 - 5,2 . 102 = 3,41 . 108
c) 1,701 . 2,00 . 10-3 = 3,4 . 10-3
d) 9,2 . 10-5 : 3,0 . 102 = 3,1 . 103

27. Desejando construir um modelo do sistema solar, um estudante representou o Sol


por meio de uma bola de futebol cujo raio é igual a l0 cm. Ele sabe que o raio do Sol
vale, aproximadamente, 109 m.
Unidades de Medidas 39
TFM I - Termofluidomecânica

a) Se o raio da Terra é cerca de 107 m, qual deve ser o raio da esfera que vai
representá-la no modelo?
b)Considerando-se que a distância da Terra ao Sol é 1011 m, a que distância da bola de
futebol o estudante deverá colocar a esfera que representa a Terra?

28. O ano-luz é uma unidade de comprimento usada para medir distâncias de objetos
muito afastados de nós (como as estrelas, por exemplo).
a) Faça uma pesquisa para descobrir qual o valor de 1 ano-luz e expresse este valor
em 1Km, usando a notação de potência de l0.
b) Procure saber qual é, em anos luz, a distância até a estrela mais próxima da Terra.
Expresse esta distância em 1 Km.
29. A escala de uma balança está dividida de kg em 1kg.
a) Com quantos algarismos significativos você obteria o seu peso nesta balança?
b) Qual seria sua resposta para a questão anterior se você pesasse mais de 100
quilos?
c) Se você colocar, nesta balança, um pacote de manteiga (cerca de 200 gramas),
como você expressaria a leitura da balança?

30. Considerando seus conhecimentos sobre a notação de potências de 10, marque a


opção errada:
a) 2,434 = 2,434 . l03 d) um centésimo = 10-2
b) 0,00025 = 2,5 . 10-4 e) oitenta e sete mil = 8,7 . I03
c) dois milhões = 2 . 106

31. Determinação da idade das rochas mais antigas da Terra, por processos radiativos,
indica uma idade de cerca de 5 x 109 anos e por observações astronômicas a idade do
Universo é avaliada em 5 x 109 anos. Comparando esses resultados com os obtidos
pelo método do sódio no oceano, é certo concluir:
a) A determinação da idade da Terra e da idade do oceano estão necessariamente
erradas.
b) A Terra é certamente mais velha que o oceano.
c) A determinação da idade do oceano está errada.
d) A determinação, pelo método radiativo da idade da Terra está errada.
e) As conclusões acima não poderiam ser tiradas apenas por comparação dos dados
fornecidos

32. Assinale o resultado da operação seguinte:

40 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

10 3 ⋅ (10 2 ) ⋅ 10 −6
3

10 −5

a) 1011 c) 10 e)10-3
b) 108 d) 10-2

33. Dadas às potências: 8 x 102, 6 x l0-5’, 102, 5 x 104, e 2 x 10-2, é correto concluir que:
a) 8 . 102 > 5 . 104 > 102 > 6 . 10-5 > 2 . 10-2
b) 5 . 104 > 8 . 102 > 102 > 2 . 10-2 > 6 . 10-5
c) 5 . 104 > 8 . 102 > 6 10-5 > 2 . 10-2 > 102
d) 8 . 102 > 6 . 10-5 > 5 . 104 > 2 . 10-2 > 102
e) 6 . l0-5 > 5 . 104 > 8 . 10-2 > 2 . 10-2 > 102

34. Das igualdades abaixo, assinale a que não for correta:


a) 108 + l07 = 1015
b) 108 :104 = 104
c) 1015 + 1015 = 2 . 1015
d) 3,4 . 107 - 3 . 106 = 3,1 . 107
e) 108 . 107 = 1015

35. Se adicionarmos 1,74 x 105 cm3 de água com 2,3 x 103 cm3 deste mesmo líquido, o
volume total obtido será melhor expresso por (lembre-se dos algarismos significativos):
a) 1,97 . 105 cm3 d) 1,76 . 105 cm3
b) 1,97 . l03 cm3 e) 1,76 . 103 cm3
e) 1,97 . 108 cm3

36. A distância média do Sol à Terra é de 1,496 x 108 quilômetros e a da Terra à Lua de
3.84 x 105 km. Quando estes três astros estão alinhados, ficando a Terra entre os
outros dois, a distância do Sol à Lua será:
a) 5,336 . l08km d) 5,34 . l08km
b) 5,336 . 103 km e) 5,34 . l05 km
c) 1,500 . l08km

37. Desejamos expressar 2,34m2 em cm2, sem deixar dúvidas quanto aos algarismos
significativos.
Assinale a opção adequada:
a) 2,34m2 = 234cm2
b) 2,34m’ = 2,340cm

Unidades de Medidas 41
TFM I - Termofluidomecânica

c) 2,34m2 = 2,34 . 104 cm2


d) 2,34m2 = 2,34 . l02 cm2
e) 2,34m2 = 23400cm2

38. A medida de 4,7 kg foi obtida para a massa de um corpo. Uma maneira correta de
expressar essa medida, em gramas, considerando os algarismos significativos, é:
a) 4,700g d) 47,0 . 102g
b) 0,047g e) 4,7 . 10-3 g
c) 4,7 . 103 g

39. A freqüência v , do fóton emitido por um átomo ao sofrer uma transição, na qual
sua energia muda de E2 para E1 é dada pela fórmula:
E 2 − E1
v=
h
Para E2 = 1,4 . l04 e V
E1 = 0
H = 4.14 x l0-15 e V . s
O valor de v, que pode ser calculado com o número correto de algarismos
significativos, e:
a) 3,4 . l018S-1
b) 0,34 . l011S-1
e) 3,382 . 1018S-1
d) 0,3382 . l019S-1
e) 0,338 . l0-11 S-1

40. A aceleração da gravidade pode ser calculada pela fórmula


M⋅G
g=
R T2

onde:
M = 5.98 . l024kg
G = 6,67 . 10-11 Nm2/kg2
Rt = 6,34 . 106m
O valor de g que pode ser calculado com os dados fornecidos, com o número correto
de algarismos significativos, é:
a) 1,00 . l0m/s2
b) 0,01 . 103m/s2
42 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

e) 1 . 10m/s2
d) 0,1 . 102m/s2
e) 0,001 . 104m/s2
As questões 46 e 47 referem-se ao enunciado seguinte.

Estimativas razoáveis mostram que o oceano contém um total aproximado de 1,5 x


1019 kg de sódio. Além disso avalia-se que os rios levam ao oceano sais que
aumentam a massa total de sódio na água do oceano de 1.5 x 1011 kg por ano.

41. Baseando-se nos dados acima se pode concluir que a idade do oceano é da ordem
de:
a) 1017 anos
b) 101,73 anos
c)10209 anos
d) 108 anos
e) 1030 anos

42. A massa total de sódio no oceano poderia ser determinada conhecendo-se a


concentração de sódio na água do oceano é:
a) A área total da superfície do oceano
b) O volume total de água no oceano.
c) A diferença entre a densidade da água pura e da água do oceano.
d) A densidade da água do oceano
e) A densidade da água pura.

43. Duas forças, F1 e F2, atuam sobre um pequeno corpo, F1 é vertical para baixo e vale
F1 = 8,0N, enquanto que F2 é horizontal, para a direita e vale F2= 6,0N.
a) Usando uma escala de 1cm : 2 N, faça uma figura mostrando os vetores que
representam F1 e F2.
b) Nesta figura, desenhe a resultante de F1 e F2 e, usando uma régua, determine o
módulo desta resultante.

44. a) Você sabe que seu peso é uma força vertical, dirigida para baixo. Qual é o corpo
que exerce esta força sobre você?
b) Na linguagem diária, urna pessoa lhe diz que pesa 100quilos. De acordo com o que
aprendemos neste capitulo, você deve entender que esta pessoa pesa quantos kgf?
Quantos N?

Unidades de Medidas 43
TFM I - Termofluidomecânica

45. Um estudante, procurando ter uma idéia do valor da força de 1 N, sustentou na


palma de sua mão um pacote de 500 gramas. Qual é, em Newton, o valor aproximado
do esforço muscular que ele estava fazendo?

46. Você empurra um disco de gelo - seco (como o da fig. 5-9) sobre uma superfície
horizontal, colocando-o em movimento. No instante em que o disco atinge a velocidade
de 2,0 m/s, você pára de empurrá-lo. A partir deste instante, o que deveria acontecer
com o disco de acordo com Aristóteles? E segundo Galileu?

47. a) Se um corpo está se movendo, que tipo de movimento ele tende a ter, em
virtude de sua inércia?
b) O que deve ser feito para que a velocidade de um corpo aumente, diminua ou mude
de direção?

48. Um corpo, preso a um barbante. está em movimento circular sobre uma mesa lisa.
Quando ele passa pela posição mostrada na figura deste exercício, o barbante se
rompe.
a) Desenhe, na figura, a trajetória que o corpo passa a descrever sobre a mesa.
b) Qual a propriedade do corpo que faz com que ele siga esta trajetória?

Figura 1.22– Corpo preso a um barbante em um movimento circular em uma mesa lisa.

49. A resultante das forças que atuam em um corpo, cuja massa é m = 4,0 Kg, vale R
= 20N. Qual é o valor da aceleração que este corpo possui?

44 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

50. Um bloco, sob a ação de uma força resultante R = 2,0kgf, adquire uma aceleração
a = 400 cm/s2.
a) Para se calcular, em kg, a massa do bloco, em que unidades devem estar expressas
os valores de R e a?
b) Calcule a massa do bloco em kg.

51 . Um automóvel está se deslocando em linha reta, com velocidade v1 =10m/s. O


motoris ta pis a no acelerador, durante um tempo Ät= 2,0s e a velocidade do carro pas s a
a v2 = 15m/s.
a) Qual o valor da aceleração comunicada ao carro?
b) Que outro dado você precisaria conhecer, para determinar o valor da resultante das
forças que estavam atuando no carro?
52. a) Um bloco, cuja massa é de 2,0kg, possui uma aceleração de 4,5m/s2. Calcule o
valor da resultante das forças que atuam no bloco
d) Sabendo-se que este bloco está sendo puxado por uma força de 20N sobre uma
superfície horizontal (veja a figura deste exercício), calcule o valor da força de atrito
cinético que atua no bloco.

Figura 1.23 - Bloco sendo puxado.

53. Um carrinho, bem vedado, contém blocos de gelo. Aplicando-se no carrinho uma
força de 15N, verifica-se que ele adquire uma aceleração de 0,50m/s2. Se o gelo
derreter, transformando-se totalmente em água, qual a força que deve ser aplicada no
carrinho para que ele adquira a mesma aceleração de 0,50 m/s2? Por quê?

54. Um avião partiu de Macapá, situada sobre o equador, dirigindo-se para um posto
de pesquisa na Antártida. Ao chegar ao seu destino:
a) O peso do avião aumentou, diminuiu ou não se alterou?
b) E a massa do avião?

Unidades de Medidas 45
TFM I - Termofluidomecânica

55.Você sabe que quando um corpo está em queda livre, próximo à superfície da
Terra, ele possui uma aceleração g = 9,8m/s2. Qual é a força que está comunicando,
ao corpo, esta aceleração?

46 Unidades de Medidas
TFM I - Termofluidomecânica

II - Temperatura

Equilíbrio térmico

Usando o nosso tato, podemos perceber, entre dois corpos, qual é o mais quente e
qual é o mais frio, isto é, sabemos reconhecer qual dos dois tem temperatura mais
elevada. Em outras palavras, a temperatura de um corpo é uma propriedade que está
relacionada como fato de o corpo estar “mais quente” ou ‘mais frio”. Suponha que
tivéssemos dois corpos, com temperaturas diferentes, um em contato com o outro e
isolados de influências externas. Você poderia verificar que o corpo mais quente está
esfriando, enquanto o mais frio está aquecendo. Depois de um certo tempo, você
perceberia, usando o seu tato, que os corpos atingiram uma mesma temperatura. A
partir deste momento, as temperaturas dos corpos não sofrerão alterações, isto é, eles
atingiram uma situação final, denominada estado de equilíbrio térmico. Portanto: dois
(ou mais) corpos, colocados em contato e isolados de influências externas, tendem
para um estado final, denominado estado de equilíbrio térmico, que é caracterizado por
uma uniformidade na temperatura dos corpos. Veremos uma definição mais detalhada
no item Lei Zero da Termodinâmica.

Temperatura

As palavras “quente” e “frio” exprimem sensações conhecidas por todos. Entretanto,


para compreender cientificamente o seu significado é necessário discutir dois
conceitos físicos fundamentais temperatura e calor. Estes conceitos, ainda que se
prestem ao estudo e interpretação da mesma classe de fenômenos, são de natureza
totalmente diversa e, não raro, confundidos um com o outro. Calor, tópico que
futuramente estudaremos, é essencialmente a transferência de energia do corpo de
temperatura mais alta para o de temperatura mais baixa.

Temperatura 47
TFM I - Termofluidomecânica

Temperatura está relacionada com o grau de agitação das moléculas que constituem
um corpo. As partículas de um corpo movem-se rapidamente. Para corpos no estado
sólido elas estão dispostas no espaço, formando o que se denomina um “reticulado
cristalino” Com o aumento da temperatura esse movimento vibratório aumenta de
velocidade e amplitude, correspondendo a maior energia posta em jogo. É possível,
assim, admitir que a temperatura é “uma medida da energia média da agitação térmica
das partículas que compõe o corpo. Este modelo explica também a interação dos
corpos e sua tendência para o equilíbrio térmico. De fato, um corpo a maior
temperatura ( moléculas chocando-se mais violentamente) colocado nas vizinhanças
de um outro a temperatura mais baixa, tende a transmitir a este último parte de sua
energia, contribuindo para um aumento de agitação térmica de um corpo ao outro.

Síntese – Temperatura

As partículas que compõem um sólido estão em movimento muito rápido, vibrando em


torno de suas posições de equilíbrio. A temperatura do corpo pode, então ser
considerada como a medida da energia cinética das partículas que o compõem em seu
movimento de agitação térmica. Como pode ser verificada na figura 2.1.

Figura 2.1 - Representação esquemática da agitação das moléculas.

Temperatura e o universo

Temperatura é uma das sete grandezas fundamentais do SI. Os físicos costumam


medir a temperatura usando a escala Kelvin. Embora, aparentemente, a temperatura
de um corpo possa ser aumentada indefinidamente, está sujeita a um limite inferior,
que tomamos como sendo o zero da escala Kelvin. A temperatura ambiente está em

48 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

torno de 290 kelvin ou 290 K, acima deste zero absoluto. A Fig. 2.2 mostra a faixa
(bastante larga) de temperaturas que podem ser determinadas.
Quando o universo começou, há cerca de 10-20 bilhões de anos, a temperatura era da
ordem de 1039 K (de acordo com o modelo padrão da cosmologia). À medida que o
universo se expandia, foi esfriando até chegar hoje a uma temperatura média de 3 K.
Sentimos um pouco mais de calor porque vivemos perto de uma estrela. Sem o Sol, no
entanto, também estaríamos a essa temperatura (ou seja, não existiríamos).
Em todo o mundo existem pesquisadores tentando descobrir como atingir
temperaturas o mais próximo possível do zero absoluto. Mas parece que o zero
absoluto tem comportamento similar à velocidade da luz , no sentido em que ambos
são valores limites dos quais os corpos materiais podem se aproximar indefinidamente,
mas nunca atingir. Até 1992, os valores mais próximos obtidos em laboratórios foram:
• Maior velocidade de um elétron 0,9999999994c
• Temperatura mais baixa 0,000000002 K
Você poderia dizer, em cada um dos casos mencionados, que já nos aproximamos o
suficiente. No entanto, cada vez que chegamos mais perto desses limites, novos
fenômenos vão aparecendo. Sendo assim, cada casa decimal adicional, seja na
velocidade ou na temperatura, deve ser perseguida, mesmo lutando contra
dificuldades experimentais cada vez maiores (e contra despesas maiores também).
Como a temperatura pode variar entre limites muito amplos, o simples fato de
existirmos parece ser o maior dos milagres. Se a temperatura da Terra fosse só um
pouco mais baixa, todos morreríamos de frio, por outro lado, se fosse um pouco mais
alta, os átomos do nosso corpo se moveriam tão intensamente que as moléculas se
romperiam e a vida não seria possível. No que se refere à temperatura, estamos entre
o fogo e o gelo, no mais estreito dos nichos ecológicos.

Lei zero da termodinâmica

Para entender o conceito de temperatura, é útil definir, em primeiro lugar, duas


expressões muito usadas, contato térmico e equilíbrio térmico Dois corpos estão em
contato térmico um com o outro se for possível a troca de energia entre eles, na
ausência de trabalho macroscópico de um sobre o outro. O equilíbrio térmico é uma
situação na qual dois corpos, em contato térmico um com o outro, não efetuam
nenhuma troca líquida de energia, em virtude da diferença de temperatura entre
ambos. O tempo necessário para dois corpos atingirem o equilíbrio térmico depende
das propriedades dos corpos e das vias disponíveis para a troca de energia.

Temperatura 49
TFM I - Termofluidomecânica

Imaginemos agora dois corpos, A e B, que não estão em contato térmico, e um terceiro
corpo, C, que será o nosso termômetro. Queremos determinar se os corpos A e B
estão, ou não, em equilíbrio térmico um com o outro. Coloca-se o termômetro (corpo
C) em contato térmico com A até se atingir o equilíbrio térmico fig. 2.2. Nestes pontos,
a leitura do termômetro permanece constante. Põe-se, então, o termômetro em contato
térmico com B, registrando-se sua leitura depois de o equilíbrio térmico ter sido
atingido. Se as mesmas, então A e B, forem as mesmas, então A e B se encontram em
equilíbrio térmico um com o outro. Podemos resumir estes resultados por meio da
conhecida lei zero (ante primeira) da termodinâmica (a lei do equilíbrio).

Figura 2.2 - A lei zero da termodinâmica. (a) Se A e B estiverem cada uma em


equilíbrio térmico com C, então, (b) A e B estarão em equilíbrio térmico entre si.

Se os corpos A e B estão, separadamente, em equilíbrio térmico com um terceiro


corpo, C, então A e B estão em equilíbrio térmico mútuo.
Embora possa parecer óbvia, essa afirmação é fundamental no terreno da
termodinâmica, pois pode ser usada na definição da temperatura. Podemos pensar na
temperatura como uma propriedade que determina se o corpo está, ou não, em
equilíbrio com outros corpos. Isto é, dois corpos em equilíbrio térmico um com o outro
estão na mesma temperatura. Inversamente, dois corpos com temperaturas diferentes
não podem estar em equilíbrio térmico um com o outro, nestas circunstâncias.

Medida da temperatura - Termômetro

A comparação das temperaturas dos corpos através de nosso tato nos fornece apenas
uma idéia qualitativa dessas temperaturas. Para que a temperatura possa ser
considerada uma grandeza física, é necessário que saibamos medi-la, de modo que

50 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

tenhamos um conceito quantitativo desta grandeza. Para precisar a noção de


temperatura, recorremos às variações que experimentam certas propriedades dos
corpos quando muda a sensação térmica. Por exemplo, o comprimento de uma barra
aumenta (dilatação), quando esta se torna mais quente.
Deste modo, a temperatura t da barra é avaliada indiretamente pelo valor assumido
por seu comprimento L fig. 2.3.

Figura 2.3 - A cada valor L do comprimento da barra corresponde a um valor t de


temperatura.

De modo geral, sendo x uma grandeza conveniente que define uma das propriedades
do corpo (no caso anterior x = L), a cada valor de x faz-se corresponder um
determinado valor t de temperatura. A grandeza x é denominada grandeza
termométrica. A correspondência entre os valores da grandeza x e da temperatura t
constitui a função termométrica. Ao corpo em observação dá-se o nome de
termômetro. A barra da fig. 2.3, na qual a cada valor do comprimento L (grandeza
termométrica) corresponde um valor da temperatura t, pode ser usada como
termômetro. Desta forma a medida da temperatura é feita com termômetros. Existem
vários tipos de termômetros, cada um deles utilizando a variação da temperatura.
Assim, temos termômetros que são construídos baseando-se nas variações que a
temperatura provoca no comprimento de uma haste metálica, no volume de um gás, na
resistência elétrica de um material, na cor de um sólido muito aquecido etc. Entretanto,
para se adquirir o conceito quantitativo de temperatura, não é necessário analisar esta
grande variedade de aparelhos vamos desenvolver o nosso estudo baseando-nos
apenas nos tipos mais comuns de termômetros.

Temperatura 51
TFM I - Termofluidomecânica

Termômetro de líquido em vidro.

Nesse termômetro, a propriedade termométrica é a altura da coluna de líquido num


capilar, fig. 2.4.

Figura 2.4 - Termômetro de líquido em vidro onde pode ser visto a altura da coluna de
líquido L.

Os mais comuns são os termômetros de mercúrio. Você certamente indagará porque


se dá preferência ao mercúrio, eis as razões:
a) o mercúrio se dilata uniformemente com a temperatura e se apresenta no estado
líquido num amplo intervalo térmico, cujos extremos são - 38ºC e 36ºC.
b) pode ser obtido em excelente estado de pureza.
c) é opaco e tem cor contrastante com a do vidro, o que facilita a leitura.
d) o mercúrio não molha o vidro, isto é, não deixa resíduos aderentes no vidro, de
modo que a massa de mercúrio que participa das medições permanece constante,
podendo-se dotar o instrumento de uma escala que permita a leitura direta da
temperatura.
Observação: São usados freqüentemente os termômetros de álcool. Neste caso utiliza-
se uma substância corante para colorir o álcool e criar o contraste entre álcool e o
vidro. Em geral o corante vai aderindo progressivamente às paredes do capilar,
inutilizando o instrumento.

52 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

Termômetro clínico

É importante para você conhecer um dos tipos especiais de termômetro de mercúrio


chamados termômetro clínico, dada a sua freqüente utilização na vida diária. Fig. 2.5.
O termômetro clínico se destina a indicar a temperatura do corpo humano e, por isso,
sua graduação compreende apenas o intervalo entre 35ºC e 43ºC.

Figura 2.5 - Termômetro clínico: em virtude de um estreitamento na base do tubo


capilar, a coluna de Hg é impedida de retornar ao reservatório. Para isto, este
termômetro continua indicando a temperatura de uma pessoa, mesmo não estando
mais em contato com ela.

Nas proximidades do bulbo, o capilar apresenta um estrangulamento. Quando a


temperatura aumenta, o mercúrio se dilata atravessando estrangulamento. Atingida a
temperatura máxima, o mercúrio tende a se contrair ocorrendo então o rompimento da
coluna de mercúrio na altura do estrangulamento. Fica assim no capilar a coluna de
mercúrio que corresponde à temperatura máxima atingida, mesmo que o termômetro
seja afastado do sistema cuja temperatura está sendo determinada. Portanto, o
termômetro clínico é um termômetro de máxima. Para forçar a volta do bulbo, basta
imprimir ao termômetro um movimento rápido provocando a passagem do mercúrio
pelo estrangulamento.

Temperatura 53
TFM I - Termofluidomecânica

Termômetro de gás

Termômetros de gás são baseados na variação de pressão e do volume dos gases


empregados, sobretudo, por oferecerem medidas de alta precisão em altos intervalos
de temperaturas (desde de cerca de -263 ºC até 1000 ºC). São práticos principalmente
para medidas de temperaturas muito baixas. Na fig. 2.6 apresentamos
esquematicamente um termômetro de gás.

Figura 2.6 - Termômetro a gás a volume constante.

Termômetro bimetálico

É possível afrouxar uma tampa metálica muito apertada de uma jarra de vidro,
colocando-a sob um jato de água quente. A tampa de metal se expande mais do que o
vidro da jarra com o aumento da temperatura. Tal expansão térmica nem sempre é
desejável. Todos já vimos às juntas de dilatação (intervalos entre as placas de
concreto) nas pontes. Os canos nas refinarias também possuem laços de expansão,
de modo a não se deformarem com o aumento da temperatura. Os materiais que o
dentista usa para preencher cavidades dos dentes devem ter as mesmas propriedades
de expansão térmica que a do dente. Em geral, na construção de aviões, os rebites e
outras peças de conexão são projetados para ser resfriados, em gelo seco, antes de
colocados no lugar, para melhor se ajustarem ao se expandir.

54 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

São baseados no encurvamento de lâminas bimetálicas ao serem aquecidas. Embora


apresentem pouca precisão, esses dispositivos são muito empregados como em
termostatos, ferros elétricos, aquecedores etc fig 2.7.

Figura 2.7 - Uma lâmina bimetálica, feita de lâmina de aço e de latão, colocadas à
temperatura T. A lâmina se encurva quando a temperatura sobe acima desse valor.
Abaixo dessa temperatura, a lâmina se encurva em sentido oposto. Este efeito é usado
na maioria dos termostatos, abrindo ou fechando um contato elétrico quando a
temperatura varia.

Nos termômetros, a lâmina bimetálica é enrolada em forma de hélice, e mudanças de


temperatura fazem com que a hélice se enrole ou desenrole fig. 2.8.
Os termômetros de bulbo familiares usam o fato de que os líquidos como o mercúrio
ou o álcool se expande muito mais que o recipiente de vidro, quando a temperatura
aumenta.

Temperatura 55
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 2.8 - Um termômetro que utiliza uma lâmina bimetálica. Esta é enrolada em
forma de hélice e aperta ou afrouxa o enrolamento quando a temperatura varia.

Escala de temperatura

Para que a temperatura fique completamente definida é necessário indicar como se faz
a sua determinação, ou seja, como se associa um número à temperatura de um
conjunto de regras e obedece basicamente às seguintes condições.
a) às temperaturas de sistemas em equilíbrio térmico associa-se o mesmo número;
b) às temperaturas de sistemas que não se encontram em equilíbrio térmico,
associam-se números diferentes.
Um conjunto de regras que satisfaz às condições acima constituí uma escala de
temperaturas.
A fixação de uma escala de temperaturas começa com a escolha do termômetro, isto
é, de um sistema dotado de uma propriedade que varie regularmente com a
temperatura. Tal propriedade é chamada propriedade termométrica. A cada valor da
propriedade termométrica corresponderá um único valor da temperatura, isto é, a
temperatura é uma função unívoca da propriedade termométrica.
Simbolicamente escrevemos t = f(x), sendo que t indica a temperatura e X o valor da
propriedade termométrica.
Escolhido o termômetro e, consequentemente, a propriedade termométrica, o passo
seguinte consiste em explicar a função t = f(x), estabelecendo uma equação
termométrica.

56 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

Antes de 1954, a equação universalmente adotada era do tipo T = aX + b, na qual a e


b são constantes. Mais adiante mostraremos que, em 1954 foi adotada oficialmente
uma equação do tipo T = aX, sugerida pelo químico Francis Giauque.
Por ora, voltemos a falar sobre a equação termométrica t = aX + b. Note que esta
escolha é inteiramente arbitrária, e que em certos problemas poderão ser empregadas
equações mais complicadas.
Mas, afinal, para que serve a equação termométrica? É ela que nos permite associar
um número ( temperatura) a um certo valor medido X da equação pela qual um dado
valor de X, podemos associar o valor correspondente de t. É claro que, para isto, é
necessário conhecermos o valor dos coeficientes a e b. É isto que vermos a seguir.

Constantes termométricas

O conjunto dos valores numéricos que pode assumir a temperatura t constitui uma
escala termométrica, a qual é estabelecida ao se graduar um termômetro. Para a
graduação de um termômetro comum, procede-se da seguinte maneira:

1º. Escolhem-se dois sistemas cujas temperaturas sejam invariáveis no decorrer do


tempo e que possam ser reproduzidos facilmente quando necessário. Estes sistemas
são denominados pontos fixos, sendo usualmente escolhidos:

• Primeiro Ponto Fixo (Ponto do Gelo) — fusão do gelo sob pressão normal (uma
atmosfera): tg
• Segundo Ponto Fixo (Ponto de Vapor) — ebulição da água sob pressão normal
(uma atmosfera): tv

2º. O termômetro é colocado em presença dos sistemas que definem os pontos fixos
fig. 2.9. A cada um vai corresponder uma altura da coluna líquida. A cada altura atribui-
se um valor numérico arbitrário de temperatura. geralmente fazendo o menor
corresponder ao ponto do gelo (tG) e o outro ao ponto do vapor (tv).

3º. O intervalo delimitado entre as marcações feitas (correspondentes às temperaturas


tv e tG) está dividido em partes iguais. Cada uma das partes em que fica dividido o
intervalo é a unidade da escala (o grau da escala).
Uma vez determinadas as constantes a e b, elas são introduzidas na equação
termométrica, que passará a representar a equação característica da escala

Temperatura 57
TFM I - Termofluidomecânica

considerada. Para exemplificar faremos o estabelecimento da chamada escala


arbitrária.

Figura 2.9 - Graduação de um termômetro tg indica a temperatura da fusão do gelo e


tv, a temperatura da ebulição da água, sob pressão normal.

Escala Kelvin

Medir uma temperatura usando um termômetro de gás, com uma precisão razoável, é
uma tarefa tediosa que pode exigir meses de trabalho meticuloso. Na prática, os
termômetros de um gás é usado somente para estabelecer certos pontos fixos
“primários”. Estes pontos são, então, usados para calibrar outros termômetros
secundários mais convenientes, por exemplo, os que usam líquidos. Os termômetros
de uso domiciliar são deste tipo: um líquido, em geral mercúrio, é confinado num bulbo
de vidro numa extremidade de um tubo fino. Quando o líquido é aquecido, se expande
dentro do tubo. A altura que ele atinge corresponde à temperatura, que é lida numa
escala impressa no tubo.
Para uso prático, como na calibração de termômetros científicos ou industriais, foi
adotada a Escala Internacional de Temperatura que consiste em um conjunto de
instrumentos para se obter na prática a melhor aproximação possível para a escala
Kelvin. Adotamos um conjunto de pontos fixos primários e especificamos um conjunto
de instrumentos para serem usados na interpolação entre estas temperaturas de ponto
fixo, e para extrapolar acima da temperatura máxima ou abaixo da mínima.

58 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

O ponto de ebulição da água chamado de ponto de vapor é incluído. Mas o ponto de


solidificação (também chamado de ponto de gelo), não. Os pontos de fusão também
podem ser chamados pontos de solidificação, pois a fusão e a solidificação de
qualquer substância ocorrem à mesma temperatura.

Tg = 373,15
Tv = 273,15

Escala Celsius

Em quase todos os países do mundo a escala utilizada nas aplicações comerciais e


domiciliares é a escala Celsius (também chamada de centígrado). Ela também é usada
em algumas aplicações científicas. O tamanho do intervalo de um grau é o mesmo nas
escalas Celsius e Kelvin, mas o zero da primeira é deslocado para um valor mais
conveniente. Por analogia com o grau arbitrário, define-se temperatura que acarreta na
propriedade termométrica uma variação igual a 1/100 da variação que sofre esta
propriedade quando o termômetro é levado ao ponto de gelo.

Tg=0
X − XG
Tv= 100 t C = 100
Xv − XG

2.21 - Escala Fahrenheit

A escala Fahrenheit, usada nos Estados Unidos, tem um intervalo de um grau menor
que o da escala Celsius e também do ponto zero de temperatura deslocado. Você
pode, com facilidade, verificar as diferenças examinando um termômetro domiciliar. A
relação

p=32
X − XG
q = 212 t F − 32 = 180
Xv − XG
onde TF é a temperatura Fahrenheit. A conversão entre as duas escalas pode ser feita
facilmente, conforme desenvolvido a equação acima.

Temperatura 59
TFM I - Termofluidomecânica

Histórico sobre o termômetro Fahrenheit

Daniel Gabriel Fahrenheit, no século 17, era um físico e comerciante alemão de


instrumentos de precisão, na época em que existia um astrônomo dinamarquês de
nome Olaüs Römer, que sabia construir e calibrar termômetros, que eram usados
somente para se medir a temperatura atmosférica.
Fahrenheit descobriu que Römer, para calibrar os termômetros, utilizava como
temperatura de congelamento da água o valor de 7,5 0Rö (Graus Römer) e a outra
temperatura de referência, ao invés de ser a ebulição da água, era a temperatura do
corpo humano. Uma vez que os termômetros seriam utilizados para medir
temperaturas atmosféricas, não era interessante saber o valor de temperaturas tão
altas. Para a segunda temperatura de referência, Römer, colocava o termômetro
embaixo do braço e registrava a temperatura do corpo humano como sendo 22,5 0Rö,
conforme pode ser observado na figura 2.15 A.
Fahrenheit utilizou o mesmo método de Römer para construir e calibrar o seu
termômetro, só que ele utilizou inicialmente, conforme figura 2.15 B, as escalas de
Römer multiplicada por quatro ( x 4) obtendo para o Congelamento da água o valor
de 30 0F e para o corpo humano o valor de 90 0F.
Logo Fahrenheit percebeu que sua escala possuía 60 divisões (900 – 300) e que podia
ser feita com elas somente 2 divisões exatas 60 ÷ 2 = 30 e 30 ÷ 2 = 15, e ele queria
aumentar este número de divisões exatas, e então resolveu modificar as escalas do
seu termômetro, conforme figura 2.15 C, mudando os valores do congelamento da
água para 32 0F e para o corpo humano o valor de 96 0F, com isto ele possuía agora
64 divisões (960 – 330) que podiam fazer 6 divisões exatas 64 ÷ 2 = 32 , 32 ÷ 2 = 16,
16 ÷ 2 = 8 , 8 ÷ 2 = 4, 4 ÷ 2 = 2 e 2 ÷ 2 = 1.
Fahrenheit aproveitou também, nesta nova escala, figura 2.15 C, e determinou o valor
do ponto de Ebulição da Água para 212 0F, e comercializou e difundiu seus
manômetros por toda a Europa.

Fig
ura
2.1
5
Ev
olu
ção
da

60 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

Escala do Termômetro Fahrenheit

Com o passar dos anos percebeu-se que Fahrenheit havia cometido um erro ao
calcular a temperatura do ponto de Ebulição da água como 212 0F, já que este valor
havia sido calculado a partir dos pontos do congelamento da água para 32 0F e para o
corpo humano o valor de 96 0F. Para não alterar este valor de 212 0F, que já estava
muito sedimentado para a maioria das pessoas, foi corrigido a temperatura do corpo
humano na escala Fahrenheit, conforme figura 2.15 D de 96 0F para 98,6 0F.

Escala Rankine

Outra escala de uso comum em Engenharia e na vida diária nos EUA e na Inglaterra. A
temperatura Rankine, TR (abrevia-se 0R), é proporcional à temperatura Kelvin, de
acordo com a relação:
TR = 9/5TK. Tg = 672
Tv = 492

Um grau de valor é usado na escala Fahrenheit, TF (abrevia-se 0F), mas com o ponto
zero deslocado, obedecendo à relação:
TF= TR - 459,67 ºR.
O desenvolvimento destas equações não será visto posteriormente, sendo que este
valor não será utilizado em nosso curso.

Escala Réaumur

É uma escala de temperatura pouco usada nos dias de hoje, contudo como ainda é
descrita em algumas relações termodinâmicas lembramos que ela tem para
temperatura de ponto de gelo “0” e como ponto de vapor “80”.

Tq= 672
X − XG
Tv= 492 t R = 80
Xv − XG

Relações entre as escalas

Temperatura 61
TFM I - Termofluidomecânica

Para determinar o valor da fração


X − XG
Xv − XG

nas escalas estabelecidas.


X − XG t −p
= A na escala arbitrária
Xv − XG q−p

X − XG t
= C na escala Celsius
X v − X G 100

X − XG t − 32
= F na escala Fahrenheit
Xv − XG 180
Concluímos que:
Nessas condições resulta:
t A − p t F − 32 t R tc
= = =
q−p 180 80 100

A expressão acima relaciona as temperaturas correspondentes às escalas


definidas.
A relação acima pode ser obtida por via gráfica, bastando para isso, considerar o
teorema de Thales.

Figura 2.16 - Relação gráfica das escalas termométricas.

62 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

t A − p tc − 0 t R − 0 t F − 32
= = =
q − p 100 − 0 80 − 0 212 − 32

tA −p tc t t − 32
= = R = F
q − p 100 80 180

Relação entre as escalas Celsius e Kelvin

Anteriormente mencionamos que a escala Celsius se relaciona com a escala Kelvin


pela expressão:
T=tc + 273,15
Daí você conclui facilmente que para o ponto triplo da água resulta:
273,16 = tc + 273,15
tc = 273,16 - 273,15
tc= 0,01

e para o ponto de vapor temos:


373,15 = tc + 273,15
tc = 373,15 - 273,15
tc = 100

Observe ainda que os intervalos unitários dessas escalas coincidem. Essa relação
poderia ser obtida por via gráfica como fizemos anteriormente para as escalas A, C, R
e F.

Figura 2.17 - Relação escalas Celsius – Kelvin.

Temperatura 63
TFM I - Termofluidomecânica

tc − 0 T − 273,15 tc T − 273,15
= ⇒ = ⇒ T − 273,15 = t C ⇒ T = t C + 273,15
100 − 0 373,15 − 273,15 100 100

Observação: Na prática, utilizamos por aproximação apenas 273, resultando então:


T= tc + 273

Relação entre a escala Fahrenheit e Rankine

Por analogia, Rankine estabeleceu uma escala cujos graus correspondem a intervalos
de temperatura iguais aos da escala Fahrenheit. Trata-se da escala Rankine, definida
pela relação
tR= tF + 460

Figura 2.18 - Relação Fahrenheit - Rankine.

t R − 492 t − 32 t − 492 t R − 32
= F ⇒ R = ⇒ t R − 492 = t F − 32 ⇒ t R = t F + 460
672 − 492 212 − 32 180 180

Observação: A temperatura Rankine não deve ser confundida com a temperatura


Réaumur.
Outra forma mais simples de descrevermos as relações entre temperatura nas escalas
Celsius e Farenheit. Para obtermos a relação entre as leituras nas duas escalas
devemos estabelecer a proporção entre os segmentos a e b que são determinados na
haste do termômetro, como mostra a fig. 2.19.
Seja tC a leitura Celsius e tF a leitura Fahrenheit para a temperatura de um sistema. A
relação entre os seguimentos a e b não depende da unidade em que são expressos.
Assim:
a tc − 0 t − 32
= = F
b 100 − 0 212 − 32

64 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

tc t F − 32
Simplificando =
5 9

5
Isolando tC e tF tc = ( t F − 32) t F = 1,8t C + 32
9

Figura 2.19 - Conservação entre as leituras nas escalas Celsius e Fahrenheit.

Observação importante

Você está habituado aos nomes “grau Celsius”, “grau Fahrenheit”, etc.; nestes nomes,
a palavra “grau” indica um intervalo de temperatura. Na escala Kelvin, as coisas se
passam de maneira diferente. A palavra “Kelvin” designa um intervalo de temperatura
de modo que não se deve dizer “grau Kelvin”, mas simplesmente “Kelvin”. Da mesma
forma, não devemos escrever, por exemplo, 3000K, e sim, 300K.

Resumo das fórmulas termométricas

Relação entre as escalas Celsius, Rêamur e Fahrenheit.

Temperatura 65
TFM I - Termofluidomecânica

tc t t − 32 tc t R t F − 32
= R = F = =
100 80 180 5 4 9

Fórmula de conversão de temperaturas Fahrenheit em temperaturas Celsius e vice-


versa
5 9
tc = ( t F − 32) tF = ( t C + 32)
9 5
Relação entre as escalas Celsius e Kelvin
T = tC + 273
Relação entre a escala Fahrenheit e Rankine
tR = tF + 460

Figura 2.20 - Escalas termométricas

Exercícios resolvidos

1. Transformar 500C em graus Fahrenheit.

Solução:
tC t − 32
Aplicamos a relação = F
100 180

Sendo que tC = 50ºC temos:

50 t F − 32 50 × 180
= ⇒ t F − 32 = ⇒ t F = 90 + 32 = 122º F
100 180 100

66 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

2. Qual é a temperatura que é expressa pelo mesmo número, na escala Fahrenheit e


na escala Celsius?

Solução:
tC t − 32
Aplicamos novamente a relação = F
100 180
Fazendo tC = tF = t, obtemos:

t t F − 32
= ⇒ 180 t = 100t − 3200 ⇒ 80t = −3200 ∴ t = −40º C = −40º F
100 180

3. Certa escala termométrica adota os valores —20 e 380 respectivamente para os


pontos do gelo e do vapor. Determine: A) a fórmula de conversão entre essa escala e a
escala Celsius B) a indicação que nessa escala corresponde a 200C

Solução:

A) Comparando a escala Celsius (C) e a escala (E) criada pelo exercício, temos:

a t −0 t − (− 20) t t + 20 t t + 20
= C = E ⇒ C = E ⇒ C = E ⇒ 4t C = t E + 20 ⇒ t E = 4 t C − 20
b 100 − 0 380 − (− 20) 100 400 100 400

que constitui a fórmula de conversão entre as escalas.

B) Para determinar a indicação Te que corresponde a te = 200C e 420C na escala


Celsius. Estabeleça estes limites na escala absoluta Kelvin.

Solução:
A indicação absoluta é 273 unidades maior que a indicação Celsius: T= t + 273.
Assim:
t=350C T=35+273 T=308K
0
t=42 C T=42+273 1=315K
Temperatura 67
TFM I - Termofluidomecânica

Resposta: A temperatura corporal na escala Kelvin varia entre 308k e 315K.

4. Num termômetro de mercúrio, a coluna líquida apresenta 0.4 cm quando em


presença do gelo em fusão (0ºC) e 20.4 cm em presença de vapores de água em
ebulição (1000C). Determine:
A) a função termométrica desse termômetro na escala Celsius
B) a temperatura da água de um recipiente, em contato com o qual o termômetro
apresenta coluna líquida de altura 8,4 cm.

Solução:

A) A função termométrica adotada é do 1º grau. Assim podemos fazer a


comparação entre a grandeza termodinâmica (h) e a temperatura (t)
a h − 0,4 t −0 h − 0,4 t t
= = ⇒ = ⇒ h − 0,4 =
b 20,4 − 0,4 100 − 0 20 100 5

t = 5 h - 2 que constitui a função termométrica desse termômetro na escala Celsius.

B) Substituindo na expressão acima h = 8.4 cm, obtemos:


t=5 * 8,4 – 2 = 42-2 t=400C

Respostas: A) t= 5h - 2 B)400C
5. No gelo fundente, a altura da coluna de mercúrio de um termômetro assinala 10 mm,
para altura da coluna de mercúrio será 50 mm enquanto a temperatura assumirá o
valor 84º A. Na presença de um sistema, a altura da coluna de mercúrio apresenta o
valor 26 mm. Determine a temperatura de sistema na escala A.

68 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

t A − 4 26 − 10 t A − 4 16
= = = ⇒ t A - 4 = 32 ⇒ t A = 32 + 4 = 36º
84 − 4 50 − 10 80 40

6. Nas lâmpadas de filamento de tungstênio a temperatura desse filamento atinge o


valor de 2500ºC. Qual o valor dessa temperatura nas escalas Réaumur e Fahrenheit?

Solução:
Observe que você poderia ter escrito a relação sem considerar o gráfico. Da primeira
igualdade resulta:

2500 t R t F − 32 t
= = ⇒ 25 = R ⇒ t R = 25 × 80 = 2000º
100 80 180 80

por outro lado:

t F − 32
25 = ⇒ t F − 32 = 25 × 180 ⇒ t F = 4532
180

Temperatura 69
TFM I - Termofluidomecânica

7. Uma escala arbitrária A adota os valores -20 e 380 para os pontos do gelo e do
vapor. Estabelecer a expressão de conversão da escala A para a escala Celsius. Qual
a temperatura na escala A que corresponde a 50ºC?

Solução:
380 − (− 20) 100 400 100
= ⇒ = ⇒ 4t C = t A + 20 ⇒ t A = 4t C − 20
t A − (− 20) tC t A + 20 t C

para tc=50 você obtém


t A = 4t C − 20 = (4 x50 ) − 20 = 180º

8. Num recipiente com água, dois termômetros determinam simultaneamente a


temperatura. Sendo um deles graduado em graus Fahrenheit e o outro em Celsius,
pergunta-se qual a temperatura da água, sabendo-se que a diferença entre as leituras
dos dois termômetros é 100.

Solução: tF - tC = 100
tC t − 32
= F
100 180
5tC + 340 = 9tC
4tC = 340
tC = 85º

9. Gradua-se um termômetro, tornando-se para pontos fixos as temperaturas de


ebulição do álcool etílico (800C) e a da água sob pressão normal. Para uma nova
escala A adota-se 00CA em correspondência ao ponto de ebulição do álcool etílico e
1000A em correspondência ao ponto de ebulição da água. Calcular em ºC a
temperatura que corresponde aos 700A.

70 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

Solução:

t C − 80 70 1400
= ⇒ t C − 80 =
100 − 80 100 100

tC = 80 + 14 = 94ºC
tC = 940C

10. Determinar a equação termométrica de uma escala X, sabendo-se que um


termômetro de gás a pressão constante acusa 300 X quando o volume do gás é 10cm3
e 150ºX quando o volume do gás é 20cm3.
Solução:

A equação termométrica é do tipo tX = a V + b, onde tx indica a temperatura e V indica


o volume, sendo a e b constantes.
30 = 10 a + b
150 = 20 a + b
subtraindo membro a membro:
120 = 10a
a = 12
voltando à primeira equação

30 = 10 x 12 + b
b = 30 -120
b = -90
Portanto: tx = 12V - 90

11.Estabelecer a equação termométrica da escala arbitrária a partir do gráfico abaixo


indicado.

Temperatura 71
TFM I - Termofluidomecânica

Solução:

ÄABC ~ ÄADE

AB BC t −p x − xG
= ⇒ A =
AD DE q − p xV − xG

Exercícios propostos

1. Diga, com suas palavras, o que você entende por “estado de equilíbrio térmico”.

2. Cite alguns tipos de termômetros que foram apresentados neste capítulo. Para cada
um deles, indique qual a grandeza cuja variação está sendo usada na medida da
temperatura.

3. Descreva, resumidamente, como se deve proceder para graduar um termômetro na


escala Celsius.

4.a) O que você entende por “zero absoluto”? Qual o valor desta temperatura na
escala Celsius?
b) Como é definida a escala absoluta de temperatura (escala Kelvin)?
e) Qual a expressão matemática que relaciona a temperatura Kelvin T de um corpo
com sua temperatura Celsius, tc?
72 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

5. Dois corpos, A e B, com temperaturas diferentes, sendo tA>tB, são colocados em


contato e isolados de influências externas.
a) Diga o que se passa com valores de tA e tB.
b) Como se denomina o estado para o qual tendem os dois corpos.
c) Quando este estado é alcançado, o que podemos dizer sobre os valores de tA e tB?

6. Para se medir a temperatura de uma pessoa, devemos manter o termômetro em


contato com ela durante um certo tempo. Por quê?

7. a) A temperatura normal do corpo humano é cerca de 370C. Expresse esta


temperatura na escala kelvin.
b) A temperatura de ebulição líquida do nitrogênio é 78K. Qual é o valor da
temperatura Kelvin deste corpo?
d) A temperatura de um corpo se elevou de 52ºC qual foi a elevação da temperatura
Kelvin deste corpo?

8. Em um laboratório de pesquisas, um cientista mediu a temperatura na qual um certo


gás se liqüefez, encontrando um valor extremamente baixo. Qual dos valores
seguintes você acha que poderia ter sido encontrado por ele? Explique.
a) -3270C b) -15 K c) -2530C

9. (UERJ) Uma temperatura na escala Fahrenheit é indicada por um número duplo


daquele em que é representada na escala Celsius. Esta temperatura é
a) 160ºC
b) 148ºC
c) 140ºC
d) 130ºC
e) 120ºC

10. (UERJ) Um líquido cuja temperatura é 590F está, em Kelvin, a:


a) 28k
b) 112K
c) 56K
d) 318K
f) 288K

Temperatura 73
TFM I - Termofluidomecânica

11. (FOURJ) Um termômetro é graduado numa escala X tal que 0º X corresponde a


–10ºC e 100º X corresponde a 40ºC. Na escala X, a temperatura correspondente a 0ºC
será:
a) 10ºX
b) 200X
c) 250X
d) 33ºX
e) 400X

12. (FM ITAJUBÁ) Mediu-se a temperatura de um corpo utilizando-se dois


termômetros, um calibrado na escala Celsius e outro na Fahrenheit. Para surpresa
nossa, verificou-se que os dois termômetros marcavam numericamente a mesma
temperatura. Os termômetros marcavam:
a) – 40º
b) + 40º
c) – 32º
d) + 32º

13.(UERJ) Numa escala termométrica, a temperatura do gelo fundente corresponde a


–80º e a temperatura da água em ebulição a 120º A temperatura absoluta que
corresponde ao 0º dessa escala é
a) 273 K
b) 353 K
c) 193 K
d) 313 K
e) 373 K

14.(FM V. REDONDA) Em uma escala, tomou-se para a temperatura de fusão do gelo


– 20º e para a temperatura da água em ebulição 2300 Qual será o valor fornecido por
ela quando a temperatura for 40ºC.
a) 20º
b) 40º
c) 60º
d) 80º
e)1000

74 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

15.(FENEDUCE) Socorro, estudante de enfermagem, fazendo estágio no Hospital das


Clínicas, observa que um paciente apresenta-se febril, com a temperatura de 40ºC. Se
ela utilizasse um termômetro graduado na escala Fahrenheit encontraria o valor:
a) 82º
b) 84º
c) 102º
d) 104º

16.(FEI) Em uma escala termométrica X, a temperatura da água em ebulição à


pressão normal é 60º X e a temperatura da fusão do gelo. à pressão normal é –20º X.
Sabendo-se que uma liga metálica funde a 500º C. sua temperatura de fusão na escala
X é.
a) 2000X
b) 3800X
c) 400ºX
d) 6250X
e) nenhuma das anteriores

17. (CESCEM) Duas escalas termométricas estão representadas na figura Uma em ºX


e outra em 0Y. Onde a escala X marca 1000X, a escala Y marca 80º e onde a escala X
marca 00X, a escala Y marca 200Y Quando a escala X marca 500X, quantos 0Y marca
a escala Y?

a) 30
b) 40
c)50
d) 60
e) 70

18. (CESCEM) Comparando-se a escala X de um termômetro com escala C (Celsius),


obteve-se o gráfico abaixo, de correspondência entre as medidas. Desta forma, à
temperatura de fusão do gelo o termômetro X marca:

e) nenhuma das anteriores.


a) zero
b) - 5
c) 10
d) -10

Temperatura 75
TFM I - Termofluidomecânica

19. (CESGRANRIO) Dois termômetros, um Celsius correto e um Fahrenheit inexato


são colocados dentro de um líquido. Se o Celsius acusar 30,3ºC e o Fahrenheit 860F, o
erro absoluto em graus Celsius cometido na avaliação será:
a) 0,3
b) 3,3
c) 42,7
d) 20,4
e) nenhuma das anteriores

20. (EPUSP) Tomando-se a pressão como grandeza termométrica e escolhendo-se


dois pontos fixos (t1, Pi) e (t2, P2), uma temperatura t qualquer:
a) é dada por t = t1 +(t2- tj) (P — P 1)
p − p1
b) é dada por t = t2 + (t1 - t2)
p 2 − p1
p − p1
c) é dada por t = t1 + (t2 - t1).
p 2 − p1

48 Temperatura
TFM I - Termofluidomecânica

d) não pode ser determinada em função de p, p1, p2, t1 e t2


e) nenhuma das anteriores.

21. (UERJ) A temperatura de um indivíduo sendo de 37,5ºC seu valor em 0F será:


a) 67,50F d)50F
b) 99,50F e)690F
c) 200F

22. (UERJ) Um líquido cuja temperatura é de 590F está, em Kelvin. a:


a) 28K d)318K
b) 112K e)288K
c) 56K

23. (UERJ) Uma temperatura na escala Fahrenheit é indicada por um número duplo
daquele em que é representada na escala Celsius. Esta temperatura é
a) 160ºC d) 130ºC
b) 148ºC e) 120ºC
c) 140ºC

24. (UFRJ-MED) Um paciente da língua inglesa relata ao telefone uma temperatura


axilar de 1040F Relembrando a Física Elementar, o médico registra em suas anotações
uma temperatura (em graus Celsius) de.
a) 36 d) 42,1
b) 37,9 e) 45
c) 40

25. (F.O.UFRJ) Um termômetro é graduado numa escala X tal que 00X corresponde a
-10ºC e 1000X a 40ºC. Na escala X, a temperatura corresponde a 0ºC será:
a) 100X d) 330X
b) 200X e) 400X
c) 250X

26. A antiga escala Réaumur adotava 00R e 800R para os pontos fixos atuais. A 1220F,
essa escala fez corresponder:
a) 34,60R d) 470R
b) 3460R e) 400R
c) 670R

77
TFM I - Termofluidomecânica

27. (F M.ITAJUBÁ-MG) Mediu-se a temperatura de um corpo utilizando-se dois


termômetros, um calibrado na escala Celsius e o outro calibrado na escala Fahrenheit.
Para surpresa nossa, verificou-se que os termômetros marcavam numericamente a
mesma temperatura. Os termômetros marcavam:
a) -40
b) +40
c) –32
d) +32

28. (UERJ) Numa escala termométrica, a temperatura do gelo fundente corresponde a


–80º e a temperatura da água em ebulição a 120º A temperatura absoluta que
corresponde ao 0º dessa escala é.
a) 273K d) 313K
b) 353K e) 373K
c) 193K

29.(CESCEM-SP) Comparando-se a escala C, (Celsius) obteve-se o gráfico abaixo de


correspondência entre as medidas. Desta forma. à temperatura de fusão do gelo o
termômetro X marca:

a) zero
b) -5
c) 10
d)-10
e) nenhuma das anteriores

30.(CESCEM-SP) Com referência ao teste anterior, nos vapores de água em ebulição,


o termômetro marca mais aproximadamente
a) 158
b) 162
c) 192
d) 184
e) nenhumas das anteriores

31. A diferença entre a indicação de um termômetro Fahrenheit e de um termômetro


Celsius para um mesmo estado térmico é 40. Qual a leitura nos dois termômetros?
32. Uma escala arbitrária adota para o ponto do gelo e o ponto do vapor
respectivamente, os valores -10 e 240. Estabelecer as fórmulas de conversão desta

78
TFM I - Termofluidomecânica

escala para as escalas Celsius e Fahrenheit. Determine a indicação da referida escala


para zero absoluto.

33. Numa escala arbitrária E, o zero corresponde a -10ºC e a indicação 1000E


corresponde a 40ºC. Determine:
a) a fórmula de conversão entre as indicações da escala E e da escala Celsius;
b) as leituras que, na escala E, correspondem ao ponto do gelo e ao ponto do vapor;
c) as indicações cujos valores absolutos coincidem nas escalas E e Celsius

34. (FMUSP) Um termômetro de escala centesimal (ou Celsius) tornou-se inexato,


conservando, entretanto, secção interna uniforme. Quando as temperaturas são 0ºC e
70ºC, o referido termômetro marca, respectivamente, -2ºe 71º. Determinar uma
fórmula que forneça as temperaturas exatas “T” em função das que se lêem no
termômetro defeituoso “D”. Quais as temperaturas lidas que coincidem em valor
absoluto?

35. Existe uma temperatura na qual um termômetro Celsius e um termômetro


Fahrenheit marcam o mesmo valor. Qual é essa temperatura?

79
TFM I - Termofluidomecânica

80
TFM I - Termofluidomecânica

III - Pressão

Introdução

Normalmente o estudo da pressão é realizado em profundidade em uma disciplina da


física denominada “hidrodinâmica”, contudo como é necessário que o aluno tenha os
conhecimentos básicos sobre pressão para o entendimento da Termodinâmica, o
assunto será aqui abordado de maneira superficial. Para desenvolver o estudo sobre
pressão é indispensável o conhecimento de massa específica ou densidade. Assim,
iniciaremos este capitulo analisando este conceito.

Densidade

Considere dois cubos de mesmo volume fig. 3.1, porém de materiais diferentes, um de
madeira, outro de alumínio. Podemos medir suas massas com uma balança de braços
iguais. Concluiremos que a massa do bloco de alumínio é bem maior que a massa do
bloco de madeira ainda que tenham o mesmo volume, o bloco de alumínio tem
concentração maior de massa que o bloco de madeira. Essa concentração de massa
caracteriza a noção de densidade.

Figura 3.1 - O bloco de alumínio tem concentração maior de massa que o bloco de
madeira, no mesmo volume. A densidade do alumínio é maior que a densidade da
madeira.

Pressão 81
TFM I - Termofluidomecânica

A densidade ou massa específica do corpo, é representando pela letra grega ρ (rô),


definida da seguinte maneira: massa específica ou densidade de um corpo é a relação
entre a sua massa e o seu volume, isto é:
m
ρ=
V
Consideremos, por exemplo, os blocos de madeira e alumínio da Fig.3.1, cujo volume
de cada um seja V = 10cm3 (10 . 10-6 m3), medindo a massa encontramos para madeira
m = 10 g (0,01 kg) e para o alumínio m 27g ( 0,027Kg) então a densidade da madeira e
do alumínio será:
Madeira = ρ m= mm / V =10g/10cm3 onde: ρ m 1g/cm3 (1.000 kg/m3)
Alumínio = ρ a = ma / V = 27g/10cm3 onde: ρ a 2,7g/cm3 (2.700kg/m3).
Este resultado significa que em cada 1cm3 (1m3) temos uma massa de madeira de 1Kg
(1.000 g) e uma massa de alumínio de 2,7 Kg (2.700 g). De maneira geral a densidade
de um corpo indica a massa contida na unidade de volume do corpo.

Unidades de densidade

Consideremos os três sistemas básicos de unidade, o Sistema Métrico (SM), o


Sistema Britânico (SB), Sistema Internacional (SI) para a definição da densidade,
contudo nesta apostila adotaremos o Sistema Métrico e Internacional, o Sistema
Britânico é citado somente como curiosidade de um valor que dificilmente é adotado
atualmente.
Pela definição de densidade ρ = m / V, obtemos:
Tabela3.1: Unidades de densidade
SM SB SI
Massa(m) g Lb kg
Volume (V) cm3 ft3 m3
Densidade (p) g/ cm3 LbI ft3 kg/ m3

Lembrando que: 1 kg = 1.000 g = 2,205 Lb


1m3 =106 cm3 =35,31ft3.

Observamos que a unidade de medida de densidade deve ser a relação entre uma
unidade de massa é uma unidade de volume. Portanto, no SI, a unidade de ρ será 1
kg/ m3. Na prática é muito comum o uso de outra unidade: 1g/cm3.
1g/cm3 = 103 kg/m3

82 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Assim, a densidade do alumínio, como vimos, é igual a 2,7g/ cm3 ou 2,7 103 kg/m3 (um
bloco de alumínio, de 1 m3de volume, tem uma massa de 2,7 toneladas).
Na tabela abaixo, apresentamos as densidades (ou massa específica) de várias
substâncias. Observe, nesta tabela, que os gases têm densidade muito pequena: a
densidade da água do mar (1,03g/cm3) é maior do que a da água ‘doce’ (1,00g/cm3)
por causa dos sais nela dissolvidos: o mercúrio, entre os líquidos, é o que tem maior
densidade (13,6g/ cm3); o ouro e platina são as substâncias que apresentam
densidades mais elevadas.

Tabela 3.2: Massas Específicas (a 0 0C e à pressão de 1atm)


Substância ñ (g/cm3) 3
• (Kg/m ) • (kg/ m3) • (N/m2)
Hidrogênio 0,000090 0,09 0,09 0,882
Ar 0,0013 1,3 1,3 12,74
Cortiça 0,24 240 240 2352
Gasolina 0,70 700 700 6860
Gelo 0,92 920 920 9016
Água 1,00 1000 1000 9800
Água do Mar 1,03 1030 1030 10094
Glicerina 1,25 1250 1250 12250
Alumínio 2,7 2700 2700 26460
Ferro 7,6 7600 7600 74480
Cobre 8,9 8900 8900 87220
Prata 10,5 10500 10500 102900
Chumbo 11,3 11300 11300 110740
Mercúrio 13,6 13600 13600 133280
Ouro 19,3 19300 19300 189140
Platina 21,54 21400 21400 209720

Algumas vezes a unidade de densidade é expressa em Kg/l como:

1 m3 = 1000 litros / 1g/cm3 = 1000 Kg/m3 = 1000/ 1000 Kg/l


1g/cm3=1000Kg/m3 =1Kg/l
Desse modo 1 litro de água (à temperatura de 0 0C) possui 1Kg de massa.

Pressão 83
TFM I - Termofluidomecânica

Pressão

ρ
Consideremos um objeto, cujo peso vamos designar por F , apoiado sobre uma
superfície plana, como mostra a fig. 3.3. Seja A área na qual o objeto se apóia.
Observe que a compressão que o objeto exerce sobre a superfície, devida ao seu peso
ρ
está distribuída em toda a área A e a força F , que produz a compressão, é
perpendicular à superfície. Define-se, então, a pressão de uma força, perpendicular a
uma superfície, e distribuída sobre a área A, da seguinte maneira: Pressão P, da
ρ
força F , sobre a área A, é a relação entre o módulo F da força e o valor da área
F
A, isto é, P=
A

Onde:
ρ
P = pressão em unidades de F por unidade de A
F = força total em qualquer unidade de força
A = área total em qualquer unidade de área

ρ ρ
Figura 3.3 - A pressão de uma força F sobre uma área A dada por P = F /A.

84 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

ρ
Por exemplo, se na Fig. 3.2 o peso do objeto for F = 50 Kgf, distribuído em uma área
A = 25cm2, a pressão sobre a superfície será:

P = F/A =50Kgf/25cm2 onde P=2,0Kgf/cm2

Este resultado nos mostra que, em cada cm2 da superfície,


está atuando uma força de 2,0 Kgf.

Obs.: Deve-se observar que o valor da pressão depende não só do valor da força
exercida, mas também da área A, na qual esta força está distribuída. Uma vez fixado o
ρ
valor da A, a pressão será, evidentemente, proporcional ao valor de F . Por outro lado,
uma mesma força poderá produzir pressões diferentes, dependendo da área sobre a
qual ela atuar. Assim, se a área A for muito pequena, poderemos obter grandes
pressões, mesmo com pequenas forças. Por este motivo, os objetos de corte (faca,
tesoura, enxada etc.) devem ser bem afiados e os objetos de perfuração (prego, broca,
fuso etc.) devem ser bem pontiagudos. Desta maneira, a área na qual atua a força
exercida por estes objetos será muito pequena, acarretando uma grande pressão, o
que torna mais fácil obter o efeito desejado.
Em outros casos, quando desejamos obter pequenas pressões, devemos fazer com
que a força se distribua sobre grandes áreas. Para caminhar na areia, fíg. 3.3, um
homem com sapato comum e a mulher com salto alto, sendo que ambos têm o mesmo
peso, a área do sapato do homem é aproximadamente 6 vezes maior que a área do
sapato da mulher, a mulher afunda mais na areia, pois a mesma exerce a mesma força
numa área menor, resultando uma maior pressão que o homem.

A= 180cm2 A= 30cm2

Figura 3.3 - Apesar de possuírem o mesmo peso, a mulher afunda mais na areia, pois
seu sapato tem uma área menor o que exerce maior pressão.

Pressão 85
TFM I - Termofluidomecânica

Unidades de pressão

No Sistema Internacional vemos, pela definição de pressão (P = F/ A), que a sua


unidade deve ser dada pela relação entre uma unidade de força e uma unidade de
área. Neste sistema, a unidade de força é 1 N e a unidade de área é 1 m2. Então, no
SI, a unidade de pressão será 1N/m2, que é conhecida como Pascal (Pa).
No Sistema Métrico (SM), os técnicos e engenheiros costumam usar a unidade 1 Kgf /
cm2.
As máquinas e aparelhos de origem norte-americana, que utilizam o Sistema Inglês
(SB), adotam como unidade de pressão, 1Lbf/ in2 que é denominada psi.
Nos postos de gasolina por exemplo, os manômetros (aparelhos para medir a pressão
do ar nos pneus) são calibrados nesta unidade. A pressão de 1 Lb/in2 equivale
aproximadamente a uma força de 0,5 Kgf (1Lb = 0,5 Kgf) atuando em uma área de
6,3cm2 (1in=2,5cm).
Quando estamos tratando com fluidos, é comum usar como unidade de pressão “
milímetro de mercúrio”, 1mmHg. Chamamos 1mmHg à pressão exercida, sobre sua
base, por uma coluna de mercúrio de 1 mm de altura. A pressão de 1mmHg é muito
pequena e esta unidade é usada, nos laboratórios, para a medida da pressão de gases
rarefeitos, algumas vezes é utilizado também uma unidade menor ainda que é “1
milímetro de coluna d’água” 1mmca. Nas unidades do Sistema Inglês (SB) é utilizado
como unidade para a pressão em fluidos “1 polegada de mercúrio”, 1inHg.
Quando desejamos medir pressões elevadas (gases comprimidos, vapores em uma
caldeira etc.) usamos uma unidade denominada 1 atmosfera = 1atm. O valor de 1atm é
igual à pressão que é exercida, sobre sua base, por uma coluna de Hg de 76 cm de
altura. Portanto:
1atm = 76cmHg = 760mmHg
Uma unidade de pressão muito utilizada em países europeus é o bar, sendo
1bar = 1,0199 kgf/ cm2
1bar = 100.000 Pa

Ou seja, as unidades de pressão, mais utilizadas são:

Tabela: Unidades de medidas


GRANDEZAS SM SB SI
Força(F) Kgf Lbf N(Newton
2 2
Área(A) Cm In m2

86 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Pressão(P) Kgf/cm 2 Lbf/in2 N/m2(Pa)


Em mm Hg in Hg mhg
Gases mm c.a. inca mc.a.

Lembrando: 1Kgf = 2,205 Lbf = 10N


1m = 100cm = 1000 mm =39,37in
1m2 = 10000 cm2 = 1.550 in2

Pressão atmosférica

A Terra está rodeada por um invólucro de atmosfera ou ar que se estende desde a


superfície da Terra atingindo uma altura de dezenas de quilômetros. Posto que o ar
tem peso e está sujeito à ação da gravidade, este exerce uma pressão que é
conhecida como pressão atmosférica.
Imaginemos uma coluna de ar de 1cm2 de seção transversal estendendo-se desde a
superfície da Terra ao nível do mar até os limites superiores da atmosfera. Esta coluna
de ar teria provavelmente um peso tal que a força gravitacional exercida ao nível do
mar (na base da coluna) seria 1,336 Kgf. Quando esta força total é exercida sobre
1cm2, a pressão exercida sobre a atmosfera ao nível do mar é de 1,0336Kgf /cm2, valor
normalmente arredondado para 1,0Kgf/cm2. Este valor dado como pressão barométrica
(atmosférica) normal ao nível do mar, sendo que, por vezes, é denominada como a
pressão de uma atmosfera.
A pressão atmosférica não permanece constante, variando até certo grau com a
temperatura, umidade e outras condições. A pressão atmosférica varia também com a
altitude, diminuindo à medida que a altitude aumenta.

Pressão no interior de um líquido

Da hidrodinâmica podemos deduzir que uma coluna de um fluido, como o contido no


recipiente da fig. 3.4, onde supondo que um dos pontos se encontre na superfície do

líquido e que o outro ponto esteja a uma profundidade h, vemos que a pressão no
primeiro ponto será a pressão atmosférica Pa e, então, a pressão no segundo ponto
pode ser obtida pela relação:
P = Pa + ρ . g . h

Pressão 87
TFM I - Termofluidomecânica

Esta equação é denominada “Equação Fundamental da Hidrodinâmica”.

Onde:
Pa = pressão na superfície do líquido, pode ser a pressão atmosférica.
ρ = densidade do líquido

g = aceleração da gravidade ( g = 9,8 m/s2)


h = altura da coluna de líquido

Figura 3.4 - A pressão a uma profundidade h é dada por P = + ñgh.

Fluido: Nome genérico dos líquidos e gases que tem a propriedade comum de poder
tomar qualquer forma sobre efeito de forças muito pequenas.

Experiência de Torricelli

O físico italiano Torricelli (biografia no final deste capítulo) para descobrir o valor da
atmosfera acima descrito realizou a seguinte experiência, tomou um tubo de vidro, com
cerca de 1 m de comprimento, fechado em uma de suas extremidades, enchendo-o
completamente com mercúrio (fig. 3.5). Tampando a extremidade em um recipiente
contendo também mercúrio. Ao destampar o tubo, Torricelli verificou que a coluna
líquida descia, até estacionar a uma altura de cerca de 76 cm acima do nível do

mercúrio no recipiente fig. 3.5. Conclui-se, então, que a pressão atmosférica, Pa,
atuando na superfície do líquido no recipiente, contendo também mercúrio, conseguia
equilibrar a coluna de mercúrio. Observe que, acima do mercúrio, no tubo, temos
vácuo pois, se fosse feito um orifício no tubo, nesta região, de modo a permitir a
entrada de ar, a coluna desceria até se nivelar com o mercúrio do recipiente.

88 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Como a altura da coluna líquida no tubo era de 76 cm, Torricelli chegou à conclusão de
que o valor da pressão atmosférica, Pa, equivale à pressão exercida por uma coluna
de mercúrio de 76 cm de altura, isto é,
Pa =76 cm Hg = 760 mm Hg

Por este motivo, a pressão de 76 cm Hg é denominada 1 atmosfera e definida como


unidade de pressão, conforme vimos na seção anterior.

Da “equação fundamental da hidrodinâmica”, P = Pa + ρ . g h, onde Pa = 0, pois na


parte superior da coluna, dentro do tubo de mercúrio, existe vácuo.

Desta forma a equação da pressão se resume em:


 N   kgf   grf 
P= ρ gh  2  ou P=Ph  2  ou  2
m  m   cm 

Sabemos que a densidade do mercúrio da tabela da fig. 3.2, é de ρ Hg = 13,6g/cm3, e


que a altura da coluna de mercúrio, dentro do tubo, é de, 76cmHg, obtemos então:

P = 13,6 grf/cm2 .x 76 cm = 1.033,6 grf/cm2


P = 1,0336 Kgf/ cm2

A experiência de Torricelli poderia ser realizada usando-se outros líquidos, em lugar do


Hg (Pascal chegou a realizar a experiência com vinho!). Entretanto, o Hg é mais usado
em virtude de sua grande densidade, o que acarreta uma coluna líquida de altura não
muito grande. Se a experiência for realizada com água, por exemplo, como a sua
densidade é de 13,6 vezes menor do que a do Hg, a altura da coluna de água será
13,6 vezes maior, isto é, será igual a 10,33m, 10,33 m.c.a (metros de coluna de água)
Podemos desta forma, determinar a pressão atmosférica, de várias maneiras em
diferentes unidades, como abaixo relacionado:

1atm = 76cmHg = 29,92inHg = 10,33mca = 1,0336Kgf/cm2 = 14,696 Lbf/in2 (psi) =


101.325 N/m2 (Pa) = 1,01325 bar.

Pressão 89
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 3.5 - O valor da pressão atmosférica, ao nível do mar, é de 76cmHg.

Variação da pressão Atmosférica.

O valor Pa = 76cmHg é obtido quando a experiência é realizada ao nível do mar.


Depois de Torricelli, o cientista e filósofo francês, Pascal, repetiu a experiência no alto
de uma montanha e verificou que o valor de Pa era menor do que ao nível do mar.
Este era um resultado razoável pois, quanto maior for a altitude do local, mais rarefeito
será o ar e menor será a espessura da atmosfera que está atuando na superfície do
Hg. Se a experiência fosse realizada, por exemplo, no alto do Monte Everest , a
coluna de Hg, no tubo, desceria até cerca de 26 cm de altura, isto é naquele local
temos Pa = 26cmHg. A variação da pressão atmosférica com a altitude é obtida com a
seguinte equação:

P = Patm (1 - 2,2560 . 10-5 .ALT)5,2560

Onde:
P = Pressão no local (Kgf/cm2, N/m2, cm Hg)
Patm = Pressão atmosférica ao nível do mar (1 ,0336 Kgf/cm2, 101.325 N/m2,76cmHg)
ALT = Altura do local (m).

90 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Como exemplo a cidade de São Paulo encontra-se a 750 m de altura a partir do nível
do mar então:

PSP = 76 cm Hg . (1 - 2,2560. 10-5 . 750)5,2560 então Psp =694,8 cm Hg


PSP = 101325 N/m2 . (1 - 2,2560. 10-5 . 750)5,2560 então Psp = 92632,5 N/m2
PSP = 1,0336 Kgf/cm2 . (1 - 2,2560. 10-5 . 750)5,2560 então Psp = 0,945 Kgf/cm2

Através da equação podemos, também montar a tabela abaixo da variação da pressão


de acordo com a altitude.

Tabela:Variação da pressão atmosférica com a altitude


Altitude(m) Pa(cm Hg) Kgf/cm 2 N!m (Pa)
0 76 1,0336 101 325
750 72 0,94 92632
1000 67 0,92 89873
2000 60 0,81 79 493
3000 53 0,71 70105
8000 27 0,36 35.595
9000 23 0,31 30.737
10000 20 0,27 26.431

Equipamentos para medir a pressão

• Piezômetros
O dispositivo mais simples para medir pressões é o tubo piezométrico ou
simplesmente, piezômetro. Consiste na inserção de um tubo transparente na
canalização ou recipiente onde se quer medir a pressão. O líquido subirá no tubo
piezométrico a uma altura h, correspondente à pressão interna fig. 3.6.

Nos piezômetros com mais de 1 cm de diâmetro, os efeitos de capilaridade são


desprezíveis.

Pressão 91
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 3.6 - Piezômetro.

• Tubo em U
Um outro dispositivo é o tubo em U, aplicado, vantajosamente, para medir pressões
muito pequenas ou demasiadamente grandes para os piezômetros fig.3.7.

Figura 3.7 - Tubo em U.

Para medir pequenas pressões, geralmente se empregam a água, tetracloreto de


carbono, tetrabrometo de acetileno e benzina, como líquidos indicadores, ao passo que
o mercúrio é usado, de preferência, no caso de pressões elevadas.

92 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

No exemplo indicado na Fig. 3.7, as pressões seriam em A:

PB = PC
PB = PA +• ’ h
PC = PD + • Z

PA + • ’h = PD + • Z

PD = PA + •’h - • Z

ρ = densidade do líquido em D
ρ `= densidade do mercúrio ou do líquido indicador.

• Manômetros diferenciais
Para a determinação da diferença de pressão, empregam-se manômetros diferenciais
fig. 3.8.

Figura 3.8 - Manômetro Diferencial.

Para obtermos as pressões utilizamos as seguintes equações:

Pc = PA + h1 ρ 1 + h3 ρ 3 = PD = PE + h2 ρ 2 = PE - PA = h1 ρ 1 + h2 ρ 2

• Manômetro inclinado
Para medir pressões pequenas, pode-se empregar o manômetro inclinado ou
manômetro de tubo inclinado fig. 3.9, no qual obtém uma escala ampliada de leitura,
aumentando a pressão do mesmo.

Pressão 93
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 3.9 - Manômetro Inclinado.

• Barômetro
O barômetro é um aparelho que nos permite medir a pressão atmosférica. Existem
barômetros de vários tipos, sendo um dos mais usados o barômetro empregado por
Torricelli fig. 3.10. Os barômetros são utilizados para diversas finalidades como, por
exemplo, prever tempestades (o valor da pressão atmosférica é afetado pelas
alterações, na atmosfera, que antecedem uma tempestade). O barômetro pode ser
usado, também, como altímetro, isto é, para determinar a altura de um lugar através da
medida da pressão atmosférica.
A palavra barômetro traz à mente a imagem de um instrumento para previsão das
condições meteorológicas. Na época de sua invenção, porém, foi considerado como
uma descoberta de excepcional importância, autêntica conquista da ciência e da
filosofia.

• Manômetro de tubo de Bourdon


Devido ao excessivo comprimento do tubo necessário e outras considerações práticas,
os manômetros de tubo não são usualmente empregados para medir pressões
superiores a uma atmosfera. Manômetros de tubo de Bourdon são amplamente usados
para medir as elevadas pressões encontradas na refrigeração. O mecanismo atuador
no manômetro de tubo de Bourdon está ilustrado na fig. 3.10. O tubo de bourdon, por
si, é um tubo metálico curvado, de forma elíptica que tende a se endireitar quando
aumenta a pressão do fluido no tubo e se apertar quando a pressão diminui. Qualquer
modificação na curvatura do tubo é transmitindo através de um sistema de
engrenagens para um ponteiro indicador. A direção da grandeza do movimento do
ponteiro depende da direção da mudança na curvatura do tubo.

94 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 3.10 - Mecanismo do manômetro de tubo de bourdon.

Os manômetros de tubo de bourdon são muito sólidos e podem medir pressões acima
e abaixo da pressão atmosférica. Aqueles projetados para medir pressões acima da
atmosférica são conhecidos como manômetros de “pressão” (fig. 3.11a) sendo
geralmente calibrados em libras por polegada quadrada enquanto que aqueles
projetados para ler pressões abaixo da pressão atmosférica são chamados de
“vacuômetros’ sendo usualmente calibrados em polegadas de mercúrio (fig. 3.11b). Em
alguns casos manômetros, conhecidos como manômetros “compostos” são projetados
para medir ambas as pressões, acima e abaixo da pressão atmosférica (fig. 3.11c).
Tais manômetros são calibrados para medir em libras por polegada quadrada acima da
atmosfera e abaixo desta, em polegadas de mercúrio.

Figura 3.11 - Manômetros tipo de tubo de Bourbon. (a) Manômetro de pressão. (b)
Vacuômetro (c) Manômetro composto.

Pressão 95
TFM I - Termofluidomecânica

Manômetros eletrônicos

Os manômetros eletrônicos são constituídos por um eletrodo, submetido a pressão.


entre o eletrodo e um filamento entre os quais é aplicada uma diferença de potencial
(volts), onde é gerada uma pequena corrente (Ámper), que varia de acordo com o valor
da pressão. Esta corrente é lida por um míliamperímetro, com escala
convenientemente preparada para marcar os valores em unidade de pressão.

Pressão absoluta e manométrica

Subentende-se por pressão absoluta ou “efetiva” a pressão “total” de um fluido,


enquanto que, por pressão manométrica, a pressão indicada por um manômetro. É
importante compreender que os manômetros são calibrados para ler zero de pressão
atmosférica e que nem o manômetro nem o tubo de Bourdon medem a pressão “total”
ou “efetiva” do fluido num reservatório: ambos medem somente a diferença de pressão
entre a pressão total do fluido no reservatório e a pressão atmosférica. Quando a
pressão do fluido é maior que a pressão atmosférica, a pressão absoluta do fluido no
reservatório determina-se adicionando a pressão atmosférica à pressão manométrica
e, quando a pressão do fluido é menor que a pressão atmosférica, a pressão absoluta
do fluido acha-se subtraindo a pressão manométrica da pressão atmosférica.

Obs. : No sistema inglês (SB) como já foi visto a pressão mais utilizada é a Lbf/in2
que é conhecida como psi. Quando utilizada a definição de pressão absoluta, Lbf/in2
absoluta, é conhecida como psía. o “a” no final da palavra vem de absolute que
significa absoluto em inglês. Se a pressão em referência for pressão manométrica,
Lbf/in2 manométrica, a mesma é conhecida por psig, o “g” no final da palavra vem de
gauge que significa manômetro em inglês.
Abaixo esta apresentada mais algumas definições de pressão efetiva e absoluta
relacionadas com o vácuo.

Vácuo
Nos referimos a vácuo sempre que a pressão for menor do que a atmosférica, por
exemplo, imaginemos um recipiente em um local que a pressão atmosférica é igual a
1,01325bar, se retirarmos pressão deste recipiente que tenha esse valor de pressão, e
esta pressão caia para 0,95bar, que é menor que a pressão atmosférica do local,
diremos que este recipiente está em vácuo.

96 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

O Vácuo também pode ser classificado como a ausência de matéria, com tudo não
existe o vácuo absoluto a onde nenhuma matéria está presente.

Unidades do Vácuo

Para falarmos da unidade do vácuo devemos antes estudarmos o que vem a ser
pressão absoluta e pressão manométrica ou efetiva.

Pressão Manométrica

Sempre que lermos a pressão em um manômetro, dizemos que essa pressão é


conhecida como “pressão manométrica”, isto acontece, pois o manômetro não registra
a pressão atmosférica, lembre-se que a escala do manômetro se inicia sempre com 0
(Zero).

Pressão Absoluta ou Efetiva

Quando lemos a pressão em um manômetro, estamos descontando do local


(recipiente) a pressão atmosférica, para sabermos qual é realmente a pressão deste
recipiente devemos somar o valor da pressão manométrica a pressão atmosférica do
local, está pressão real é denominada “pressão absoluta” ou “pressão efetiva”.

P absoluta = P manométrica + P atmosférica local

Exemplo:
Um manômetro utilizado para a leitura da pressão de evaporação de um sistema
frigorífico de um condicionador de ar, que utiliza R-22, esta registrando uma pressão
de P = 4,47 bar (64,83 Lbf/in2), qual a pressão absoluta deste sistema sabendo-se que
a pressão atmosférica local é de 0,927 bar (13,445 Lbf/in2)

Solução:
P absoluta = P manométrica + P atmosférica local
P absoluta = 4,47 bar + 0,927 bar
P absoluta = 5,397 bar

Pressão 97
TFM I - Termofluidomecânica

P absoluta = P manométrica + P atmosférica local


P absoluta = 64,83 Lbf/in2 + 13,445 Lbf/in2
P absoluta = 78,275 Lbf/in2

Medidas do Vácuo

O vácuo pode ser medido tanto como Pressão Absoluta como Pressão Manométrica,
para melhor explicarmos, vamos imaginar uma linha que representa a pressão
atmosférica, quando ela for lida no manômetro seu valor será igual a zero, conforme
pode ser observado do lado esquerdo da figura 3.12, quando ela for a pressão
absoluta pode ser lida do lado direito da mesma figura em diferentes escalas de
pressão.
Podemos fazer também uma linha que representa o vácuo absoluto, repare que o lado
direito da figura 3.12, onde esta a Pressão Absoluta, este valor se inicia com o valor de
zero (zero absoluto), no lado esquerdo da figura onde esta representado a Pressão
Manométrica, seu valor de escala é negativo pois,

P absoluta = P manométrica + P atmosférica local


P manométrica = P absoluta - P atmosférica local
P manométrica = 0 – 760 mmHg
P manométrica = – 760 mmHg

Desta forma todos os valores da escala da pressão manométrica para vácuo serão
negativos, ou seja : -760mmHg, -1,01325bar, -14,704lbs/in² - 29,92 in Hg.

Figura 3.12: Representação da pressão absoluta e manométrica.

98 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Nota: Pelo observado acima as unidades de pressão em vácuo são as mesmas


utilizadas para pressões iguais ou acima da pressão atmosférica.

Exemplo:
Conforme a figura acima, se o manômetro indicar uma pressão de 14,22 psig, a
pressão absoluta será de 28,2904(psia), ou seja:
P absoluta = P manométrica + P atmosférica local
P absoluta = 14,22 Lbf/in2 + 14,704 Lbf/in2
P absoluta = 78,275 Lbf/in2

Exemplo:
Conforme a figura 3.12, se o manômetro indicar uma pressão de vácuo de –700
mmHg, a pressão absoluta será de 60 mmHg, ou seja:

P absoluta = P manométrica + P atmosférica local


P absoluta = –700 mmHg + 760 mmHg
P absoluta = 60 mmHg

Medidas do Vácuo em Sistema Frigorífico

Como nos sistemas frigoríficos se necessita de valores muito pequenos para operar o
sistema durante a desidratação utiliza-se as escalas sempre como “pressão absoluta”
sendo os vácuometros eletrônicos calibrados para trabalhar nesta condição, as
unidades conforme veremos na figura 3.13 são; mmHg, Torr e µ (mícron).

1 mmHg = 1 Torr = 1000 µ

Pressão 99
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 3.13: Escalas de unidades de pressão para vácuo.

Valores de vácuo para sistemas Frigoríficos

Como pratica recomendada por fabricantes, não existe norma para valores de vácuo,
as pressões para desidratação em sistemas frigoríficos são:

Para manutenção 350 a 500 µ


Para fabricação 200 a 300 µ

Exercícios resolvidos

1. Um tambor, cheio de gasolina tem área da base A =0,75 m2 e a altura h =2,0m.


a) Qual é a massa de gasolina contida no tambor?
Já sabemos que a densidade é dada por p = m/ V. Desta relação obtemos m = pV. O
volume do tambor será:

V = A . h = 0,75 (2,0) onde V= 1,5m3

100 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

Consultando a tabela 3.2, obtemos, para a densidade da gasolina, o valor:

p=0,70g/cm3=0,70 . l03Kg/m3

Teremos, então, para a massa da gasolina m =pV = 0,70. 103. 1,5 ou m= 1,05. 103Kg.

2. Calcular a pressão num dia que a altura da coluna barométrica é de 76,0 cm.

SOLUÇÃO.

A altura da coluna de mercúrio depende de • e g, assim como da pressão


atmosférica. Assim, tanto a densidade do mercúrio como a aceleração da gravidade
local devem ser conhecida • varia com a temperatura e g com a leitura e a altitude.

Supondo-se g = 9,8 m/s2 é • = 13,6. 103Kg/m3.

Pa = ρ g h = (13,6. l03 Kg/m3) (9,8m/s2) (0,76m) = 101300N/m2 101,3 KPa.

2. Uma piscina, de 10 m de profundidade, está totalmente cheia d’água.


a) Qual é a pressão. no fundo da piscina, devido apenas ao peso da água?
Esta pressão é dada por • gh. O valor de • é• = 1,0 g/ cm3. Como vamos efetuar
os cálculos no sistema SI, devemos expressar em Kg/ m3, isto é, • = 1,0x103 Kg/ m3.

Teremos, então, tomando g = 9,82 e P = • gh = 0,98.105 N/ m2


b) Sabendo-se que a pressão atmosférica local vale Pa = 76 cmHg, qual é a pressão
total no fundo da piscina?

A pressão total é dada por P = Pa + ρ gh. O valor Pa = 76 cmHg, no sistema SI.


P= 1,01 . 105 N/m2

Então:

P=Pa + ρ g h = 1,01 105 + 0,98 105 donde P= 1,99 105 N/m2.

Observe que, neste exemplo, a pressão atmosférica colabora para pressão no fundo
com um valor maior do que a pressão exercida apenas pela água.

Pressão 101
TFM I - Termofluidomecânica

Exercícios propostos

1. Um tanque de 0,85 m por 1,8 m na base está cheio até uma profundidade de 68 cm
com salmoura de cloreto de sódio. Se o peso total de salmoura é de 1238 Kg,

determinar (a) a densidade, (b) o volume específico, e (c) o peso específico da solução
de salmoura.

2. Um tanque de 1,5 m por 0,7 m está cheio até uma profundidade de 0,8 m com uma
solução de glicol etileno a 60% e com um peso especifico de 1,1 Qual (a) a densidade,
(b) o peso total, e (c) o volume específico da solução de glícol?

3. Um tanque cilíndrico de 110 cm de altura tem um diâmetro de base de 30 cm. Se a


pressão na base do tanque é de 1240 Pa, qual é a forca total exercida sobre a base?

4. Um barômetro indica 756 mmHg. Qual a pressão atmosférica em Pascal?

5. Um manômetro de mercúrio indica 360 mmHg de vácuo. Determinar a pressão


absoluta em Pascal ?

6. O manômetro de um condensador de refrigeração indica 8,32 bar enquanto que um


barômetro de parede indica 770 mmHg. Qual a pressão absoluta do refrigerante no
condensador?

7. O manômetro colocado no lado de sucção do compressor de refrigeração indica 150


mmHg de vácuo, enquanto que um outro colocado no lado de descarga do compressor
indica 6,8 bar. Qual o aumento na pressão, indicado em Pascal, que sofre o vapor de
refrigerante durante o processo de compressão?

8 A pressão absoluta do gás entrando no compressor é de 90 00 Pa, enquanto que a


pressão absoluta do gás de escape e de 850 000 Pa. Calcular o aumento na pressão
do gás durante o processo de compressão.

9. Um manômetro indica 750 00 Pa (7,5KPa). Qual a pressão manométrica em libras


por polegada quadrada?

10. Considere uma moça de peso igual a 60 Kgf em pé sobre o assoalho de uma sala?

102 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

a) Estando descalça, a área total de apoio de seus pés sobre o chão e de 150cm2 .
Qual a pressão que a moça está exercendo no assoalho?
b) Se ela estivesse usando “sapatos para neve”, sua área total de apoio seria de 600
cm2 . Neste caso, qual seria a pressão sobre o assoalho?

11. Suponha que a moça do exercício anterior estivesse usando sapato de salto muito
fino. Considere a área da base de cada salto igual a 1 cm2 e que a metade do peso da
moça se distribui sobre os saltos.
a) Qual a pressão exercida, no assoalho, pelos saltos?
b) Compare a resposta de (a) com os resultados do exercício anteriores e explique
porque os saltos finos costumam causar estragos em assoalhos de madeira.

12. A área total de apoio dos alicerces de um edifício é de 200 m2. Um engenheiro lhe
informa que o solo, sob os alicerces, está suportando uma pressão de 40Kgf/cm2
a) Expresse, em cm2, a área de apoio dos alicerces.
b) Calcule o peso do edifício.

13. a) Sabe-se que a pressão atmosférica em Marte é cerca de 10 vezes menor do que
o valor da pressão atmosférica na Terra. Qual seria a altura da coluna de Hg, na
experiência de Torricelli, se ela fosse realizada naquele planeta?
b) E qual seria a altura da coluna de Hg se a experiência fosse realizada na Lua?
Explique.

14. Verifica-se, experimentalmente, que quando se sobe 100m na atmosfera terrestre


ha uma diminuição de cerca de 1cmHg no valor da pressão atmosférica Tendo em
vista esta informação, responda as questões seguintes:
a) Qual deve ser o valor da pressão atmosférica no alto do Pão de Açúcar? (altitude de
400 m)
b) Um estudante mediu o valor de pressão atmosférica em sua cidade e encontrou Pa
= 64 cmHg. Qual e a altitude aproximada da cidade?

15. a) A densidade do Hg é quantas vezes maior do que a da gasolina?


b) Então, qual seria a altura da coluna líquida na experiência de Torricelli, se ela fosse
realizada com gasolina, ao nível do mar?

16. Uma pessoa, realizando a experiência de Torricelli, em sua cidade, usando água
em vez de Hg, verificou que a altura da coluna líquida era de 8m. Considerando que a

Pressão 103
TFM I - Termofluidomecânica

pressão de uma coluna de água de l0m de altura corresponde, praticamente, a 1 atm.,


expresse o valor da pressão atmosférica nesta cidade:
a) Em atm.
b) Em cmHg.

17. a) Um habitante da Lua conseguiria tomar um refrigerante, usando um canudinho,


como se faz aqui na Terra? Explique.
b) Por que uma lata de conserva fechada amassa-se com facilidade? (Lembre-se que,
para conservar um alimento, seu contato com o ar deve ser evitado).

18. Um manômetro, semelhante aquele estudado no exemplo desta secção foi usado
para medir a pressão do ar no interior dos dispositivos mostrados na figura deste
exercício. Sabendo-se que a pressão atmosférica no local onde foram feitas as
medidas era de 70 cmHg, qual é o valor da pressão do ar:

a) No pneu da figura I?
b) No pneu (furado) da figura lI?
e) Na câmara de rarefação da figura III?

19. O ponto mais fundo de uma piscina cheia de água à l0m de profundidade.
Sabendo-se que esta piscina está localizada ao nível do mar, diga qual é, em atm, o
valor da pressão:
a) Na superfície da água da piscina.
b) No ponto mais fundo da piscina (lembre-se que uma coluna de água de 10m de
altura exerce uma pressão de, praticamente, 1 atm).

104 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

20. Uma grande piscina e um pequeno tanque, um ao lado do outro, contem água a
uma mesma profundidade.
a) A pressão no fundo da piscina é maior, menor ou igual a pressão no fundo do
tanque?
b) A força, exercida pela água, no fundo da piscina é maior, menor ou igual à força total
no fundo do tanque?

21. Em uma residência, há uma caixa de água de 1m de largura. 2m de comprimento e


1m de altura. Para aumentar a pressão da água nas torneiras, um bombeiro sugeriu
que se colocasse, no mesmo local, uma outra caixa de maior capacidade, com 2m de
largura, 3m de comprimento e 1m de altura Você concorda com a proposta do
bombeiro? Explique.

22. Para responder às questões seguintes, basta lembrar-se que a pressão de 1 atm.
corresponde a pressão de uma coluna de Hg de 76cm de altura.
a) Um recipiente aberto, contendo Hg, encontra-se em um local onde a pressão
atmosférica vale 76 cmHg. A que profundidade, neste recipiente, a pressão seria de 2
atm.?
b) Responda a questão anterior, supondo que o recipiente estivesse no alto do Monte
Everest (Pa=30cmHg).

Pressão 105
TFM I - Termofluidomecânica

106 Pressão
TFM I - Termofluidomecânica

IV - Escoamento

Introdução

Neste capítulo iremos estudar, as noções fundamentais que se aplicam aos fluidos em
movimento. Lembrando que o conceito de fluido pode ser aplicado a líquido, gases e
vapor, em nosso curso de refrigeração e ar condicionado os principais fluidos são os
refrigerantes frigoríficos, água e ar. Analisaremos o “movimento permanente” e
“movimento variado”.

Movimento permanente

A) Vamos supor um fluido escoando num trecho de um tubo. Vamos levar em


consideração todas as grandezas associadas a este escoamento, quais sejam:
• Velocidade (v)
• Pressão (P)
• Temperatura (T)
• Massa específica ( ρ )

B) Suponhamos também possuir medidores para todas estas grandezas. Mesmo


estando o fluido em movimento ao instalar os aparelhos para medir as grandezas
associadas ao fluído, estes aparelhos vão indicar, em qualquer instante, a mesma
medida.

Escoamento 107
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 4.1 - Medidores de velocidade permanecem inalterados com o tempo, no


movimento do fluido permanente.

Apesar de cada medidor de velocidade instalada indicar uma velocidade diferente para
cada ponto do fluído os medidores indicam, ao longo do tempo, sempre o mesmo
valor. Devido a esta permanência de valores nos medidores com o passar do tempo
afirma-se que o movimento do fluido é permanente.
Definição: Movimento Permanente é aquele que apresenta, como característica, a
manutenção das propriedades do fluido, em cada ponto, com o passar do tempo, sem
que estas propriedades sejam alteradas.

Movimento variado

Quando com o passar do tempo as propriedades do fluido variarem em cada ponto,


como se pode ver na figura abaixo, chamamos de condição de movimento.

Figura 4.2 - Medidores de velocidade se alteram com o passar do tempo no movimento


do fluido variado.
108 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

A grande maioria dos casos práticos de aplicação da mecânica dos fluidos são
movimentos permanentes ou aproximadamente permanentes. Para nosso caso
particular, vamos considerar daqui para frente que o regime é permanente.
Ex: Uma bomba hidráulica que induz, movimento a um fluido, desde o instante em que
foi ligada até o instante imediatamente anterior á manutenção de sua rotina normal,
trabalha em regime variado. Ele só se torna permanente, quando a bomba atinge a
rotação normal de trabalho.
(*) No nosso curso vamos considerar o estudo do fluido para regime permanente.

Vazão

Vamos estudar a Vazão em massa e a vazão volumétrica.


.
Vazão Volumétrica ( Q )

A vazão volumétrica que algumas vezes também é conhecida como vazão em


volume, por definição é o volume de fluido que escoa através de uma certa seção num
intervalo de tempo unitário.
Podemos exemplificar a vazão volumétrica através do exemplo, da figura 4.3, onde
uma torneira enche o reservatório de capacidade 10 litros em 5 segundos.

Figura 4.3 - Torneira enchendo um reservatório de volume de 10 litros em 5 segundos.

Conclusão: pela seção de saída da torneira passaram, a cada segundo,


10L
= 2 litros/s.
5s
Podemos então afirmar que a vazão em volume que escoa pela torneira é 2 l/s.

Escoamento 109
TFM I - Termofluidomecânica

.
Unidades da vazão volumétrica ( Q )

m3/s m3/min m3/h


L/s L/min L/h
ft3/s ft3/min ft3/h

Expressão para a determinação da vazão volumétrica

Um fluido escoa num tubo em regime permanente (figura 4.4), vamos considerar as
partículas do fluido do lado esquerdo, pintadas de cor diferente das do lado direito.

Figura 4.4 - Fluido escoado no interior de um tubo de área A, em função do tempo t.

Com o passar do tempo as partículas do lado esquerdo vão escoando pela seção de
área A e ocupando um certo volume do lado direito.
. VOLUME V
Q= =
TEMPO t
Mas o volume que atravessou a seção será V= área da seção (A)x comprimento (L),
portanto V=A . L

. A⋅L L ESPAÇO
Q= mas = = VELOCIDADE
T T TEMPO

.
Q = v⋅A
conclui – se V que a vazão em volume pode ser obtida multiplicando-se a velocidade
das partículas (V ) pela área de passagem delas.

110 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

Noções de velocidade média numa seção

As partículas não têm todas a mesma velocidade, devido à aderência junto às paredes
sólidas terão velocidade nulas, este fenômeno é conhecido como “princípio da
aderência”. Porém no eixo do tubo terão a máxima velocidade justamente por estarem
no ponto mais afastado das paredes, observe a figura 4.5.

Figura 4.5 - Diagrama de velocidade das partículas no interior de um tubo.

A equação Q=v.A só é aplicada se for considerada a velocidade média das partículas


na seção, já que cada partícula tem sua velocidade própria e diferente das demais.

Definição: Velocidade média numa seção é uma velocidade constante, fictícia, que
multiplicada pela área de seção reproduz a mesma vazão produzida pela velocidade
real das partículas.


Vazão em Massa ( m )

A vazão em massa de um fluido que atravessa uma seção é definida pelo quociente
entre a massa de fluido que atravessa a seção e o tempo estabelecido.


m
m=
t
onde: m é a massa do fluido e t é o tempo estabelecido

Relação da vazão em massa e a vazão em volume

m
ρ= ∴ m = ρ.V
V

Escoamento 111
TFM I - Termofluidomecânica

• m ρ.V • • •
m= = mas m = ρ⋅Q mas como Q = v⋅A
t t


m = ρ⋅v⋅A

Onde: m = massa do fluido


ρ = massa específica
V = volume
T = tempo
V = velocidade de escoamento

Tabela: Unidades da vazão em massa


gr/s gr/min gr/h
Kg/s Kg/min Kg/h
Lb/s Lb/min Lb/h

Continuidade

Para entendermos o conceito de continuidade, vamos imaginar a figura 4.6, onde


existe um fluido escoando por um tubo.

Figura 4.6 -
Fluido
escoando
por um tubo
em regime
permanente.

Em certo volume deste tubo, estará contida uma certa massa do fluído num certo
instante. Como já vimos, se o regime for permanente, não haverá variação das
propriedades de fluido em cada ponto do trecho do tubo.
Entretanto não se acumula massa neste volume considerado, pois em caso de
acumular-se massa, a massa específica iria variar e não teríamos mais fluido
escoando em regime permanente.

112 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

Pela figura 4.6 podemos concluir que qualquer quantidade de massa de fluido entrando
por (1) deverá sair em (2) para manter as propriedades entre (1) e (2).
Considerando a massa de fluido percorrendo o tubo, mas por unidade de tempo,
concluiremos que a vazão em massa na seção (1) = vazão em massa na seção (2).
• •
Desta forma pode-se determinar que m1 = m 2 = vazão em massa constante em
qualquer seção do tubo.

ρ1 ⋅ v1 ⋅ A 1 = ρ 2 ⋅ v 2 ⋅ A 2 = cte

m = ρ ⋅ v ⋅ A = cte

Esta é a equação da continuidade que rege todos os escoamentos de fluidos em


regime permanente, onde a vazão em massa é a mesma em qualquer seção.

Pressão do fluido

A pressão total exercida por qualquer fluido é a soma das pressões estática e de
velocidade do fluído, isto é,

p T = PS + PV
Onde: Pt = Pressão Total
PS = Pressão estática
PV = Pressão de velocidade

As instalações hidráulicas e de refrigerante frigorífico e as de ventilação e ar


condicionado que trabalham sempre com pressões reduzidas, motivo pelo qual não
existe inconveniente em considerar o ar como um fluido incompressível, ou seja, de
densidade constante em qualquer ponto da rede de dutos de distribuição.
Desta forma pressão no interior dos tubos é geralmente medidos com manômetros de
tubo de Bourdon e nas instalações de ar condicionado, onde as pressões são sempre
pequenas, com manômetro de coluna de água, conforme a fig. 4.7 abaixo, onde a
unidade de pressão usada é a “milímetro de coluna de água” ou polegadas de colunas
de água, sendo que esta última está em desuso.

Escoamento 113
TFM I - Termofluidomecânica

Figura
4.7 -
Manômet
ro
"inclinado
de coluna
de
água"utili
zado para
medir a pressão em instalações de ar condicionado e ventilação.

O tubo inclinado com um ângulo determinado, de 10 para 1, permite aumentar para


uma mesma variação de pressão as diferenças entre os níveis de medida à respeito do
tipo permitindo uma fácil e exata medição.

Pressão Estática (Ps)

Para fluidos em repouso (estáticos), a pressão de velocidade é igual a zero e a


pressão total é igual á pressão estática. Enquanto que a pressão de velocidade atua
somente na direção do fluxo, a pressão estática atua igualmente em todas as direções.
Qualquer fluido, o ar incluído, exerce pressão sobre as paredes do recipiente que o
contém.
Um manômetro conectado ao reservatório de um sistema de ar comprimido indicará
uma pressão denominada de pressão estática, pressão que se exerce normal e
igualmente em todas as direções, figura 4.8.

Figura 4.8 - Pressão no interior de um tubo de ar comprimido.

Esta pressão estática pode ser medida mediante um manômetro conectado à parede
do duto, como indicado na figura 4.9, se fosse um recipiente de alta pressão
deveremos utilizar um manômetro de tubo Bourdon.
114 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

Figura 4.9 - Manômetro inclinado de coluna de água medindo a pressão estática em


um duto de ar.

Na figura, 4.9 um elemento flutuante pode ser observado na corrente de ar. Se circular
ar pelo duto, este elemento flutuante movimentar-se-á conforme o sentido da corrente
de ar, sendo a sua inclinação, respeito na vertical maior, quanto maior a intensidade da
corrente.
Se este elemento fosse colocado paralelo “a corrente”, não seria afastado pelo fluxo de
ar, dado que a pressão em ambas as faces seria a mesma, pois que atuaria sobre elas
somente a pressão estática.
Em forma similar, se colocado o tubo de um manômetro com sua abertura
perpendicular ao movimento do ar, indicaria somente a pressão estática, na mesma
forma que se o ar não se movimentar.

Pressão de velocidade (Pv) – Pressão dinâmica

A pressão exercida por um fluido que é o resultado direto de movimento ou velocidade


do fluido, é chamada de pressão de velocidade do fluido. Qualquer pressão exercida
por um fluido que não é o resultado direto de movimento ou velocidade do fluido,
independentemente da força que causa a pressão, é chamada de pressão estática do
fluido.
Se considerarmos um duto que, partindo de um ventilador centrífugo, desemboca na
atmosfera, a pressão estática na boca de saída será individualmente nula, no entanto,
ela será máxima na boca do ventilador, porque deve vencer todas as resistências que
os dutos exercem ao movimento do ar.
Para dar ao ar, no interior de uma tubulação, o movimento necessário para sua
Escoamento 115
TFM I - Termofluidomecânica

circulação, deve-se, devido à inércia ou peso do ar, exercer sobre o mesmo uma certa
força ou pressão, denominada de pressão dinâmica ou pressão de velocidade.
Quanto maior a velocidade, maior a pressão exercida pelo ar sobre o elemento
oscilante da figura 4.10, maior a deflexão deste respeito da vertical e
conseqüentemente maior a pressão indicada pelo manômetro.
Esta pressão agora é maior que a pressão estática porque o tubo indica não somente
esta última, como também a pressão devida à velocidade, desta forma o manômetro
da figura abaixo está lendo a pressão total.

Figu
ra
4.10
-
Man
ôme
tro
incli
nad
o de
colu
na
de
água medindo a pressão total no interior de um duto de ar.

A pressão total é a soma de pressão estática e da pressão dinâmica. A pressão total


pode ser medida, em um duto de ar condicionado, conforme figura acima.
Na prática somente podem ser medidas a pressão estática e a pressão total, podendo
ser, obviamente, obtida a pressão dinâmica pela diferença da total diminuída da
estática.
Pt = Ps + Pv
Pv = Pt – Ps

Em testes reais pode ser executado um sistema como mostrado na figura 4.11 o qual
indica diretamente a pressão dinâmica, devido à conexão dos tubos de medida de
pressão estática e total às extremidades de um manômetro.

116 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

Figura
4.11 -
Monta
gem
do
manô
metro
inclina
do de
uma
colun
a de
água para medir a pressão dinâmica.

Tubo de Pitot

Pode-se medir a pressão dinâmica ou pressão de velocidade, através de um


dispositivo, conforme figura 4.12, o qual é conhecido como tubo de Pitot, que pode
medir também as pressões estática e total. A parte central do tubo que está na direção
do fluxo do ar mede a pressão total, e os orifícios laterais medem a pressão estática.

Figura 4.12 - Detalhe de funcionamento de um tubo de Pitot.

Escoamento 117
TFM I - Termofluidomecânica

Desta forma, o tubo Pitot também pode ser usado para medir a pressão total, ou
apenas a pressão estática. Se for para medir apenas a pressão estática o tubo da
pressão total de Pitot é desligado e o tubo da pressão estática é ligado ao recipiente do
manômetro. O principio é exatamente o mesmo do que o ilustrado pela Figura acima
por outro lado, se desejar apenas uma medição da pressão total, o tubo da pressão
estática é desligado do manômetro. Ligado desta maneira, a pressão total será
indicada no manômetro.

Velocidade

A coluna de líquido lida em mm no manômetro inclinado de vidro é a soma das colunas


estáticas e de velocidade. Os valores são lidos em mm, e transformados em metro

ht = hs + hv

onde: ht= coluna total em metros


hs= coluna estática em metros
hv = coluna de velocidade em metros

A coluna estática de qualquer líquido é expressa como a altura em metros (ou


polegadas) de uma coluna gravitacional desse líquido que deve ser necessária para
produzir uma pressão base igual à pressão estática do líquido. Isto é, a coluna em
metros de coluna de líquido equivalente à pressão estática do líquido é chamada a
coluna estática do líquido. Do mesmo modo, a coluna de líquido em metros equivalente
à pressão de velocidade do mesmo é chamada de coluna de velocidade do líquido.
A relação fundamental entre a velocidade e a coluna de velocidade é estabelecida pela
Lei de Galileu, que enuncia com efeito, que todos os corpos em queda livre
independentemente da massa, aceleram em taxas iguais e que a velocidade final de
qualquer corpo em queda, desprezando o atrito, depende somente da altura da qual o
corpo cai. Por isso, a altura em metros, da qual um corpo deve cair a fim de alcançar
uma velocidade dada, é a coluna de velocidade correspondente àquela velocidade. A
coluna de velocidade que corresponde a qualquer velocidade dada, pode ser deter-
minada pela aplicação da seguinte equação:

118 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

v2
hV =
2g

onde: hV= coluna da velocidade em metros


v= velocidade em.metros/seg
g = aceleração da gravidade (9,8m/s2)

ou seja, V = 2⋅g ⋅ hV

Sabemos da aula sobre pressão que a pressão de uma coluna de líquido é igual:

PV
PV = h V ⋅ ρ ⋅ g hV =
ρ⋅g

Desta forma para convertermos a pressão de velocidade concluímos que,

V = hV ⋅ 2⋅g

Pv
V = 2⋅g⋅
ρ⋅g

Onde:
hv = coluna da velocidade em (m)
V= velocidade no interior do tubo (m/s)
ρ = massa específica do fluido a ser medido (Kg/m3)
PV = Pressão dinâmica (Pa)
g = aceleração da gravidade (9,8 m/s2)

Exercícios resolvidos

1. Transformar 5 m3/seg em L/seg e cu.ft./sec.


5 m3/seg = 5 x 1000 = 5000 L/seg

Escoamento 119
TFM I - Termofluidomecânica

5 m3/seg = 5 x 35,31 = 176,55 cu ft./sec

2. Transformar 20 gal/min em L/h


20ga1/min= 20x 3600000/15852,8 = 4541,8 L/h

3. No projeto de uma extensa linha de recalque verificou-se que a velocidade


econômica é de 1,05 m/seg. A vazão necessária a ser fornecida pela bomba é de 450
m3/h. Determinar o diâmetro da linha.

m3 450 m3
Q = 450 = = 0,125
h 3600 seg

m
Q = S⋅ V V = 1,05
seg

φ2
S=π
4

φ2 0,125 × 4
0,125 = π ⋅ 1,05 ⇒ φ = = 0,39m
4 π × 1,05
No mercado encontram-s e canos com Ö 400 mm (16”). A nova velocidade s erá
Q 0,125 × 4 m
V= = = 0,995
S π × 0,4 2
seg

4. Em um edifício de 12 pavimentos a vazão máxima provável devido ao uso de


diversos aparelhos, em uma coluna de distribuição de 60 mm de diâmetro é de 7,5
l/seg. Determinar a velocidade de escoamento
L m3
Q = 7,5 = 0,0075
min seg

φ2 π × (0,06)
2

S=π = = 0,002827m 2
4 4

Q 0,0075 m
V= = = 2,65
S 0,002827 seg

120 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

5. Determine a pressão estática (ps) exercida na base de uma coluna de água de 25 m


de altura.

Solução:
Considerando uma densidade de água de 1000 kg/m3 e aplicando a Equação,

P s= (25 m) (1000 kg/m3) (9,807 m/s2) = 245 175 N/m2 (Pa) ou 2,45 bar

6. Calcule a altura em metros, de uma coluna de água que é sustentada por uma
pressão de 6500 N/m2.
Solução:
6500
hS = = 0,663m
1000 × 9,807

As relações entre velocidade, altura de velocidade e pressão de velocidade são dadas


nas seguintes equações:

Para converter velocidade em altura de velocidade,


v2
hV =
2×g

Para converter velocidade em pressão de velocidade,


v2 × ρ v2
pV = =
2 2× v

Para converter altura de velocidade em pressão de velocidade,


hV × g
pV = h V × g × ρ =
v

Para converter altura de velocidade em velocidade,


pV × 2
v = hV × g × 2 v= = pV × 2 × v
ρ

onde: v = velocidade em metros por segundo


hV = alcance da velocidade em metros
hP= pressão de velocidade em Newton por metro quadrado (ou Pa)
v = volume específico em metros cúbicos por quilograma (m3 /kg)

Escoamento 121
TFM I - Termofluidomecânica

6. A água que flui num tubo tem uma velocidade de 1,8 m/s. Calcule:
(a) a altura da velocidade
(b) a pressão da velocidade

Solução:

(a) Aplicando a Equação

v2 1,82
hV = = = 0,165m
2 × g 2 × 9,807
(b) Aplicando a Equação

v 2 × ρ 1,82 × 1000 N
pV = = = 1620 2
2 2 m
ou
N
p V = h V × g × ρ = 0,165 × 9,807 × 1000 = 1618
m2

Exercícios propostos

1. Transformar 15 m3/seg em L/seg e gal/min

2. Transformar 100 cu.ft./sec. em m3/seg e L/h

3. Calcular a vazão em m3/h num cano de 2” de diâmetro onde escoa água com a
velocidade de 3 m/seg.

4. Uma caixa de água de 3000L deverá ser cheia em 12 min. Calcular a vazão
necessária.

5. Uma indústria necessita de 2000 L/h de água. Que diâmetro deverá ter o cano de
alimentação da caixa sabendo-se que a bomba permite urna velocidade de 1,5 m/seg
do 1íquido.

6. Determine a pressão estática (ps) em pascais, exercida por uma coluna de água
com altura de 60 m.

122 Escoamento
TFM I - Termofluidomecânica

7. Calcule a altura em metros de uma coluna de fluído tendo uma pressão de base de
75000 Pa e uma densidade de 1200 kg/m3.

8. O fluxo de água num tubo tem a velocidade de 2,5 m/s. Calcule (a) a altura da
velocidade em metros de água, e (b) a pressão da velocidade em pascal.

9. Uma bomba tendo uma eficiência de 58% fornece 0,015 m3/s de um fluido tendo
uma densidade de 1250 kg/m3 contra urna altura de bombeamento de 30m. Calcule os
requisitos de potência da bomba em watts.

Escoamento 123
TFM I Termofluidomecânica

V - Substâncias Puras

Conceito de substâncias puras

Definimos substância pura como aquela que tem composição química invariável e
homogênea. A substância pura pode existir em mais de uma fase.
Em Termodinâmica nos referimos à fase de uma substância pura como sendo sólida,
líquida ou vapor e haverá uma visível separação entre estas. A exata condição em que se
encontra a substância pura será definida pelo seu Estado Termodinâmico e este, por sua
vez, será descrito por pelo menos duas propriedades termodinâmicas independentes.
Devemos observar que, em muitos problemas envolvendo o ar atmosférico, este pode ser
tratado como uma substância pura desde que haja uma fase presente, apesar de
sabermos que é uma mistura de gases (02 , C02 , N2 , etc.). Isto será explicado no final
desta unidade.
É importante ressaltar neste ponto que o desenvolvimento teórico que será efetuado terá
como base o fato de estar se tratando de substâncias puras tal como foi definido acima.
Imagine um cilindro, de diâmetro Dc, conforme Figura 5.1, dentro do qual esta colocado
uma determinada massa de água, mH2O,esse cilindro possui um embolo, de área
AE= π . Dc2/4, que desliza por ele sem causar atrito, e nenhuma quantidade de água ou ar
possa passar através do espaço entre a parede do cilindro e o embolo.

Em cima do embolo é colocada uma massa, mp, esta massa, causa um peso P P , sobre o
embolo de área, AE. como vimos anteriormente pressão é a relação, de uma Força ou um
Peso sobre uma área, sendo assim, a água dentro do cilindro esta sujeita a uma pressão,
PC, causada pela massa mp.


PP
PC =
AE

Substâncias Puras 125


TFM I Termofluidomecânica

Devemos entender que a pressão que a massa de água, mH2O, está submetida em função
exclusiva da massa, MP, e da área do embolo, AE, em quanto estas permaneceram
constantes a pressão, PC, não se altera.
Vamos imaginar uma experiência utilizando o cilindro acima no processo de aquecer e
vaporizar a água a varias pressões.

Figura 5.1 – Detalhe do cilindro e Pistão

• Início da experiência
Vamos imaginar também que esta relação de massa, mP, e da área do embolo, AE,
produzam uma pressão, Pc = 1,014 bar.
Esta água dentro do cilindro está inicialmente, por exemplo, a temperatura de T1 = 25ºC,
podemos representar este estado da água dentro de um diagrama P x V (Pressão x
Volume) ou de um diagrama T x V (Pressão x Volume),conforme representado pelo ponto
de número (1) na Figura 5.2. Repare que o volume V1, representa o volume ocupado pela
massa de água.
Vamos fornecer uma quantidade de calor para esta água, isto pode ser feito por intermédio
de uma resistência elétrica ou uma chama de bico de Bunsen, e a temperatura da água se
eleva de T1 = 25ºC para T2 = 100ºC, o embolo desliza dentro do cilindro, causando um
aumento do volume de V1 para V2, como está representado no diagramas P x V e T x V,
pelo ponto de numero (2) neste momento nota-se o aparecimento da primeira gota de
vapor na superfície da água, o que significa que a água está começando a mudar de
líquido para vapor. A pressão , P2, permaneceu constante pois o embolo desliza sem atrito
pelo cilindro e a massa, mP, permanece constante.
Continuamos a fornecer calor para o conjunto, cilindro e água, e notamos que a
quantidade de vapor está aumentando. Devido a água estar mudando de estado, de
líquido para vapor, a temperatura permanece constante, T3 = 100ºC, com um aumento de

126 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

volume de V2 para V3, como anteriormente vamos representar este novo estado pelo ponto
numero (3) nos diagramas P x V e T x V . T.
Calor continua sendo fornecido para o conjunto representado pelo ponto de número (4), o
volume aumentou de V3 para V4, a temperatura ainda é T4 = 100ºC pois ainda existe uma
única gota de líquido no sistema que esta mudando de estado para vapor.
Como o calor continua a ser fornecido para o conjunto água cilindro, a última gota de
líquido se transformou em vapor, a partir deste ponto o calor fornecido será utilizado para
aumentar a temperatura deste vapor, de T4 = 100ºC para por exemplo T5 = 120ºC, e o
volume do conjunto aumentou de V4 para V5, este novo estado é representado pelo ponto
de número (5) nos diagramas P x V e T x V.
Repare que durante todo o processo de (1) para (5) a pressão, Pc = 1,014bar, permaneceu
sempre constante pois a mesma, como foi dito anteriormente é mantida pela ação da
massa mP, e da área do embolo, AE, temperatura só permaneceu constante durante a
mudança de estado da água do estado líquido para o valor.

Figura 5.2 - Evaporação da água a pressão de P = 1,014 bar

• 2ª Parte da experiência
Vamos recomeçar nossa experiência e aumentaremos a massa, mP, de modo que este
novo valor em relação com a área do embolo, AE, produzam uma nova pressão, de valor

Substâncias Puras 127


TFM I Termofluidomecânica

Pc = 1,985 bar, a água dentro do cilindro está novamente com temperatura de T2.1 = 25ºC,
representado dentro do diagrama P x V e do diagrama T x V, pelo ponto de número (2.1)
na Figura 5.3. repare que o volume V2.1, representa o volume ocupado pela massa de
água.
Como no caso anterior fornecemos uma quantidade de calor para esta água, o embolo
desliza dentro do cilindro, causando um aumento de volume de V2.1 para V2.2, como está
representado nos diagramas P x V e T x V, pelo ponto de número (2.2) neste momento
nota-se o aparecimento da primeira gota de vapor na superfície da água, a temperatura da
água se eleva de T2.1 = 25ºC para T2.2 = 120ºC, o que significa que a água está
começando a mudar de estado líquido para vapor.
Continuamos a fornecer calor para o conjunto, cilindro água, e notamos que a quantidade
de vapor esta aumentando. Devido a água estar mudando de estado, de líquido para
vapor, a temperatura permanece constante, T2.3 = 120ºC, com um aumento de volume de
V2.2 para V2.3, como anteriormente vamos representar este novo estado no ponto de
numero (2.3)nos diagramas P x V e T x V.
Calor continua sendo fornecido para o conjunto, como está representado pelo ponto de
número (2.4), o volume aumentou de V2.3 para V2.4, a temperatura ainda é de T2.4 = 120ºC,
pois ainda existe uma única gota de líquido no sistema que está mudando de estado para
vapor.

Figura 5.3 - Evaporação da água a pressão de P = 1,985 bar

Como o calor continua a ser fornecido para o conjunto água e cilindro, a última gota de
líquido se transformou em vapor, à partir deste ponto todo calor fornecido será utilizado
para aumentar a temperatura, de T2.4 = 120ºC para por exemplo T2.5 = 130ºC, e o volume

128 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

do conjunto aumentou de T2.4 para T2.5, este novo estado é representado pelo ponto de
número (2.5) nos diagramas P x V e T x V.
Repare que durante todo o processo de (2.1) para (2.5) a pressão, PC = 1,985 bar ,
permaneceu sempre constante pois a mesma, como foi dito anteriormente é mantida pela
ação da massa mP, e pelo deslizamento sem atrito do embolo no cilindro, a temperatura só
permaneceu constante durante a mudança de estado da água do estado liquido para o
vapor.

• Continuação da experiência.
Vamos recomeçar nossa experiência e aumentaremos novamente a massa mP de modo
que este novo valor em relação com a área do embolo, AE, produzam uma nova pressão,
vamos imaginar que faremos isto por uma grande quantidade de vezes, vamos representar
dentro do diagrama p x v e no diagrama T x V, na figura 5.4, todos os pontos em que
aparecem a primeira gota de vapor nos sistemas, (2, 2.2, 3.2, 4.2, 5.2 e 6) e pelos pontos
que aparecem a última gota de líquido (4, 2.4, 3.4, 4.4, 5.4 e 6). Se unirmos todos esses
pontos eles nos representarão duas curvas, a primeira que representa o aparecimento da
primeira gota de líquido (chamaremos esta de curva do “Liquido Saturado”) e a segunda
que representa a última gota de líquido (chamaremos esta de curva do “Vapor Saturado”).
O estudante deve ter sempre em mente que, quando há mudança de fase a pressão
constante, a temperatura não irá variar até que toda a substância de uma fase tenha
passado para a fase seguinte no processo de transferência de calor (retirado ou
adicionado).
Obviamente, tudo que foi explicado para a vaporização da água pode ser ampliado para a
solidificação da água à pressão constante, ou seja, quando o primeiro cristal de gelo
aparece na água, a temperatura permanece constante até que toda a água se transforme
em sólido (gelo), só a partir daí se o calor continuar a ser retirado, a temperatura do gelo
irá se abaixar.
O raciocínio que foi utilizado para a vaporização da água pode ser utilizado para o
caminho inverso ou seja, a condensação do vapor de água e a fusão do gelo.
No apêndice desta apostila são encontrados dados sobre os valores de pressão, volume e
temperatura para a água.

Substâncias Puras 129


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.4 – Curva de liquido e vapor saturado

Temperatura de saturação e pressão de saturação

Temperatura de saturação é a temperatura na qual ocorre a mudança de fase líquido vapor


de uma substância, a uma determinada pressão.
A essa pressão chamamos pressão de saturação. Desta forma, no exemplo anterior
podemos dizer que, para a água, a pressão de saturação à 100°C é aproximadamente 1
kgf/cm2. Podemos também dizer que, para a água à 1,014 bar, a temperatura de saturação
é 100°C.
Para cada substância pura, os valores de pressão de saturação e temperatura de
saturação estão relacionados. Isto é particularmente importante para diversos processos
tais como a produção de vapor para fins indústrias e processos de refrigeração ou até
mesmo num simples processo de aquecimento doméstico realizado em uma panela de
pressão. Em todos esses processos a temperatura e a pressão de saturação permanecem
constantes enquanto houver mais de uma fase presente.
Resumo:
• O aumento da pressão implica num aumento na temperatura de saturação da
substância.
• Para cada pressão de saturação existe uma única temperatura de saturação e, para
cada temperatura de saturação existe uma única pressão correspondente.
• Os pontos de pressão de saturação normalmente são fornecidos na forma de tabela
onde, além dos valores da pressão de saturação e a correspondente temperatura de
saturação, são dados os valores de outras propriedades termodinâmicas importantes
tais como volume específico de líquido e vapor saturado, entalpia, etc.

130 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

• A tabela abaixo mostra um exemplo dessas tabelas onde constam alguns valores de
propriedades termodinâmicas do refrigerante R – 134a saturado. No apêndice desta
apostila também são encontrados dados sobre este fluido refrigerante normalmente
nos processos de refrigeração e aquecimento.

Tabela – Alguns valores de temperatura e pressão de saturação do R – 134a


TEMP.(ºC) PRESSÃO VOL.ESPECIFICO (m3/kg)
(bar) Líquido (x10-3) Vapor
-10 2,006 0,753 0,099
0 2,928 0,772 0,069
10 4,146 0,793 0,049
20 5,717 0,816 0,036

Diagrama de T x V de uma substancia pura

O diagrama P x V e T x V de uma substância pura contém constantes que podem ser


representadas conforme a Figura 5.5, onde são representados nas linhas de:
Pressão constante Isobárica
Volume constante Isométrica ou Isocópica
Temperatura constante Isotérmica

Figura 5.5 – Linhas constantes

Líquido subresfriado

Observando a figura 5.6. Observa-se que a massa de 1 kg de água inicialmente à 50°C


encontra-se no estado líquido à pressão de 1,014 bar. Portanto a água está numa
temperatura abaixo da temperatura de saturação para essa pressão (que é 100°C).

Substâncias Puras 131


TFM I Termofluidomecânica

Quando a substância se encontra nessa condição, ou seja, numa temperatura menor que
a temperatura de saturação numa dada pressão, dizemos que é um líquido subresfriado.
Podemos também nos referir a essa condição como sendo um líquido comprimido, sendo
que esse termo enfatiza o fato de que a substância está à uma pressão maior do que a
pressão de saturação correspondente à essa temperatura. No caso da água à 50°C a
pressão de saturação correspondente a essa temperatura é de 0,1235 bar. Portanto, à
1,104 bar e 50°C a água é um líquido comprimido, ou líquido subresfriado.

Figura 5.6 – líquido subresfriado

Embora o termo "líquido comprimido" apareça algumas vezes na literatura técnica,


adotaremos aqui o termo "líquido sub-resfriado" por ser de uso mais freqüente em
refrigeração. O estudante deve, no entanto, lembrar-se de que as duas expressões são
equivalentes.

Líquido saturado

Observando na figura 5.7 que a situação, que representa o aparecimento da primeira gota
de vapor, que está indicado na linha que designamos de curva do “Liquido Saturado”,
mostra exatamente, quando estivermos fornecendo calor para a massa de água a pressão
constante de 1,014 bar, que sua temperatura de saturação é de 100ºC.

132 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.7 – Líquido Saturado

Mistura Úmida

Quando continuamos a fornecer calor para o líquido que começou a vaporizar, temos uma
solução com água e vapor ao mesmo tempo, apesar desta solução estar no estado de
saturação ela é comumente conhecida como “Mistura Úmida” e pode ser observado na
figura 5.8, observe que neste exemplo a pressão permanece constante no valor de 1,014
bar, devido ao deslizamento sem atrito do pistão no cilindro e da massa mantida sobre o
mesmo, a temperatura também permanece em 100ºC, devido a água estar mudando de
estado, no caso de líquido para vapor. A quantidade de vapor em relação a massa total de
água pode ser determinada, como veremos mais adiante quando tratarmos do assunto
Título.

Figura 5.8 – Mistura Úmida

Substâncias Puras 133


TFM I Termofluidomecânica

Vapor saturado seco

Observamos na figura 5.9 que a situação, que representa a existência da última gota de
líquido, e que está indicada na linha que designamos de curva do “Vapor saturado” ou seja
mostra exatamente o término da mudança de fase da substância (no caso, água) durante
o processo de vaporização à pressão constante, sendo que a temperatura ainda é 100ºC,
a pressão de saturação de 1,014 bar é muito comum designar-se esse ponto como Vapor
Saturado Seco, enfatizando a situação de que não há a fase líquida presente na
temperatura e pressão de saturação, só vapor.

Figura 5.9 – Vapor Saturado Seco

Vapor superaquecido

Considere novamente a figura 5.10 na qual podemos observar que uma transferência de
calor adicional para o vapor de água provoca um aumento de sua temperatura. Isso ocorre
porque toda a massa liquida foi vaporizada e, a partir desse ponto, pressão e temperatura
não são mais propriedades que se relacionam de forma dependente uma da outra. A essa
condição chamamos vapor superaquecido. É interessante lembrar que todas as
substâncias puras podem existir em cada uma das diversas fases: sólida, líquida ou
gasosa. As substâncias que conhecemos como gases à pressão ambiente (tais como o ar
e seus componentes) são apenas substâncias altamente superaquecidas, pois as
temperaturas de saturação à pressão atmosférica são extremamente baixas. Voltaremos a
esse assunto mais adiante.

134 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.10 – vapor superaquecido

Quando o vapor de água está saturado a 100ºC, a uma pressão de 1,014 bar, e
continuamos fornecendo calor para esta massa de vapor, a mesma terá sua temperatura
aumentada para, por exemplo, 150ºC, esse aumento da temperatura na massa de vapor
que estava inicialmente saturada, receberá o nome como mencionado acima, de Vapor
superaquecido.

Título ou Qualidade

Quando uma substância existe parte líquida e parte vapor, ou seja, existe “Mistura Úmida”
na temperatura e pressão de saturação, definimos o titulo do sistema como a relação entre
a massa total (líquido + vapor) desse sistema.
Assim, considerando podemos dizer que no ponto que representa o “Líquido Saturado”, o
título é 0 ou 0%, pois a totalidade da massa ainda continua no estado líquido. No ponto
que representa o estado de “Vapor Saturado” podemos afirmar que o título é 1 ou 100%,
pois a totalidade da água já se transformou em vapor.

Substâncias Puras 135


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.11 – Título de um sistema

Portanto, ao afirmarmos que o título de um dado sistema é 0%, isso significa que há nesse
0% de massa de vapor saturado, ou seja, o sistema contém apenas líquido saturado. Ao
afirmarmos que o título do sistema é 0,4 ou 40%, como por exemplo, o que está
representado na figura 5.11, dizemos que 40% da massa do sistema é vapor saturado e,
portanto, 60% é líquido saturado. E, finalmente, título igual a 100% significa que o estado é
vapor saturado seco - só há vapor saturado no sistema.
O título é uma propriedade termodinâmica e pode ser considerado como uma propriedade
intensiva, ou seja, que não depende da massa do sistema, pois é um valor que
associamos à um sistema como um todo.
Como propriedade termodinâmica, o título quando conhecido juntamente com outra
propriedade independente, determina o estado termodinâmico da substância em estudo,
como veremos nos exemplos e exercícios.

Ponto crítico

Observa-se na figura 5.12 que à pressão de 220,9 bar e à temperatura de 374,15°C não
ocorre a mudança de fase como vimos quando a pressão era menor. Nesse ponto que
chamamos de ponto crítico, os estados vapor saturado e líquido saturado coincidem. A
temperatura, pressão e volume específico no ponto crítico recebem a denominação
“Temperatura Crítica”, “Pressão Crítica” e “Volume Crítico”, respectivamente.
Sempre que a pressão e a temperatura forem maiores que a Pressão Crítica e a
temperatura Crítica, este produto deixa de ter fase líquida e vapor, pois não há mais
mudança de estado, conforme foi visto acima, e neste caso o fluido em questão, recebe o
nome de “Gás”, como será explicado mais adiante.

136 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.12 – Ponto crítico da água

Cada substância pura tem valores particulares de propriedades no estado crítico. A tabela
abaixo mostra alguns exemplos de pontos críticos de algumas substâncias.

Tabela – Propriedade do ponto crítico de algumas substâncias


SUBSTÂNCIA TEMP. CRÍTICA ºC PRESSÃO CRÍTICA VOL. CRÍTICO
(bar)
R – 718 (H2O) 374,15 220,9 0,0032
R –12 (CClF2) 112 41,13 0,0018
R – 22 (CHCI2F) 96 49,74 0,0019
R – 717 (NH3) 133 114,17 0,0042
R – 732 (O2) -118,6 50,43 0,0023
R – 728 (N2) -146,9 33,96 0,0033
R – 739 (Ar) -140,5 37,85 0,0031

Gases x Vapores

Embora os termos "gás" e "vapor" sejam muitas vezes usados de forma indistinta quando
nos referirmos à uma substância pura no estado gasoso, é conveniente definirmos aqui
corretamente o uso desses termos.
Uma importante diferença entre o estado de vapor e gás pode ser observada da seguinte
maneira, imaginemos na Figura 5.10 de vapor superaquecido, onde temos este valor a
uma pressão de 1,014 bar com uma temperatura de 150 ºC, se neste momento
aumentarmos a pressão sobre este vapor superaquecido para 6,178 bar, imediatamente
este vapor passa do estado de vapor superaquecido para líquido subresfriado a

Substâncias Puras 137


TFM I Termofluidomecânica

temperatura de 150 ºC, tal fato ocorre pois ao aumentarmos a pressão para 6,178 bar,
temperatura de saturação também foi alterada. Podemos observar, na tabela
“Propriedades da Água Saturada” no final da apostila, que quando a pressão é de 6,178
bar a sua temperatura de saturação (quando aparece a primeira gota de vapor) é de 160
ºC, neste caso como a temperatura está abaixo deste vapor, 150 ºC, o líquido está no
estado de Líquido Subresfriado.
Quando estamos acima do ponto crítico, no estado de Gás, não adianta mais
aumentarmos a pressão para mudarmos de estado, para transformamos o Gás em Líquido
ou Vapor, conforme pode ser observado nas figuras 5.13, 5.14, e 5.15 para alguns gases
conhecidos.

Figura 5.13 – Gráfico pressão – volume para oxigênio

Figura 5.14 – Gráfico pressão – volume para nitrogênio

138 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.15 – Gráfico pressão – volume para o ar

Nota-se pelas figuras acima que não é possível obter-se oxigênio líquido em temperaturas
maiores que –118,6°C apenas aumentando sua pressão. Idem para o nitrogênio em
temperaturas maiores que –146,9 °C.
Se observarmos o diagrama temperatura – volume e pressão – volume da água, figura
5.16, notamos que, à medida que a temperatura aumenta, as linhas de temperatura
constante se aproximam da parte mais estreita da região de saturação.

Figura 5.16 – A água com temperatura acima da temperatura crítica.

Considere então uma temperatura maior que a temperatura crítica (374,15°C), por
exemplo, 400°C e a pressão é de 1,14 bar, podemos então afirmar, com base na figura
5.16 que, para qualquer aumento de pressão efetuado com a temperatura constante de
400°C a água não atingirá a região de saturação líquido- vapor e, portanto, não haverá
liquefação. Concluímos que a substância permanecerá na fase gasosa no processo
descrito acima.
Chamamos então gás o estado da substância cuja temperatura se encontra acima da
temperatura critica e, assim sendo, não poderá ser liqüefeita apenas pelo aumento de

Substâncias Puras 139


TFM I Termofluidomecânica

pressão. Vapor é um estado de uma substância no qual é possível liquefaze-Ia com um


aumento de pressão à temperatura constante. As figuras 5.13 e 5.14 exemplificam o que
foi exposto para os dois principais componentes de nossa atmosfera: o oxigênio e o
nitrogênio.

Diagramas pressão - temperatura (p-t)

Se colocarmos num gráfico os valores de pressão e temperatura nos quais ocorre


mudança de fase da água, incluindo todas as curvas mostradas na figura 5.17.
Observe que o processo de aquecimento da água à pressão constante descrito
anteriormente correspondente nesse diagrama à linha horizontais. O processo de
transferência de calor em que a pressão e temperatura mantiveram-se constantes na
mudança de fase corresponde aqui a o ponto sobre a linha de vaporização mostrado na
figura 5.8. O diagrama pressão-temperatura mostrado na figura 5.17 é típico para uma
substância que se expande na solidificação, tal como a água.

Figura 5.17 – Diagrama pressão temperatura para uma substância que se expande na
solidificação.

Um diagrama pressão – temperatura para uma substância que se contrai na solidificação é


mostrado na figura 5.18. Os processos de mudança de fase possíveis de ocorrer tais como
vaporização ou condensação, fusão ou solidificação e, sublimação ou cristalização são,
como pode ser observada, função da pressão em que a substância se encontra.

140 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.18 - Diagrama pressão-temperatura para uma substância que se contrai na


solidificação

Ponto triplo

Sabemos pelo que foi dito até agora que uma substância pura qualquer pode existir em
várias fases e que duas delas podem coexistir em equilíbrio num mesmo sistema desde
que o sistema esteja nas condições de temperatura e pressão de saturação, seja como
líquido e vapor, como liquido e sólido (neste caso também dizemos liquido e sólido e sólido
saturados) ou como sólido e vapor (liquido e sólido saturados).
Existe uma situação particular para cada substância em que as três fases podem coexistir
em equilíbrio. A essa situação, ou seja, a esse estado chamamos Ponto triplo.

Tabela - Pressão e temperatura do ponto triplo de algumas substâncias puras.


SUBSTÂNCIA TEMPERATURA (°C) PRESSÃO (bar)
ÁGUA 0.01 0.00611
OXIGÊNIO -219 0.00152
NITROGÊNIO -210 0.1253

Esse ponto em que as três fases da substância pura, sólido, líquido e vapor, estão
presentes constituindo um mesmo sistema é único para cada substância. A tabela acima
mostra os valores de temperatura e pressão do ponto triplo para algumas substâncias. As
figuras 5.17 e 5.18 mostram a posição do ponto triplo nos diagramas pressão -
temperatura.

Substâncias Puras 141


TFM I Termofluidomecânica

Equação de estado para gases perfeitos

A partir de observações experimentais, verificou-se que a equação:


PV = mRT

Pode ser usada para representar o comportamento de gases à baixa pressão com relativa
precisão. Na equação acima, P é a pressão do gás, V é o volume ocupado por esse gás,
m é a massa do gás, T é a temperatura e R é uma constante particular do gás em estudo.
Na equação acima a constante R é definida como:
R = R' / m

Onde R' é a constante universal dos gases e m é o peso molecular do gás particular. Os
valores de R' nos sistemas de unidades mais freqüentes são:
R' = 1545 ft.lbf/lbmol R (Sist. Britânico)
R' = 847.7 kgfm/ kgmol k (Sist. Métrico)
R' = 1.987 cal/gmol k (S.I.)
Na tabela abaixo são fornecidos os valores de R para algumas substâncias.

Tabela - Valores da constante R para alguns gases.


SUBSTÂNCIA R (Kgf.m/Kg K)
NH3 49.78
ÁGUA 18.016
AR 29.27
R – 12 7.01
R –22 8.24

A equação de estudo (PV = mRT) deve ser usada observando-se a sua validade, ou seja,
é necessário que o gás se comporte aproximadamente como um gás perfeito.
Dizemos que um gás pode ser considerado como um gás perfeito quando as forças de
atração moleculares são suficientemente pequenas para serem desprezadas. Isso ocorre
quando as distâncias intermoleculares são relativamente grandes.
Seria uma dúvida do estudante neste ponto saber em que condições, em termos das
propriedades termodinâmicas usadas na prática, os gases se encaixariam na condição de
gás perfeito. Para isso podemos estabelecer como padrão as seguintes condições para
considerarmos satisfatória a hipótese de gás perfeito ou ideal:

142 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

A) Pressão x 2 atm e qualquer temperatura;


B) Pressão entre 2 e 70 atm, temperatura x 2 tempo crítica;

Estando fora das condições de validade acima definidas é aconselhável a utilização de


outras formas de avaliação tal como o uso de tabelas de propriedades termodinâmicas ou
outras formas de cálculo.

Tabelas e gráficos de propriedades termodinâmicas

As tabelas de propriedades termodinâmicas de substâncias puras constituem uma


ferramenta indispensável em diversas atividades envolvendo análise e projeto de
instalações envolvendo essas propriedades. As referências citadas na unidade 1 contém
várias tabelas e gráficos de várias substâncias.
Em refrigeração é muito comum o uso de tabelas de propriedades de refrigerantes
(principalmente pressões e temperaturas de saturação) em conjunto com diagramas de
Mollier e outros diagramas úteis, pois permitem uma rápida visualização de um ciclo
termodinâmico como o da refrigeração por compressão de vapor já mencionado, dentre
outros.
O estudo de um ciclo sobre um diagrama como os citados acima é grandemente facilitado.
Desta forma serão utilizadas representações gráficas sempre que possível.
Deve-se observar nas tabelas que as pressões estão na escala absoluta e que algumas
propriedades estão separadas em valores para o vapor saturado e o líquido saturado a
uma dada pressão e temperatura de saturação. Quando a tabela se referir às propriedades
de uma substância como saturada, essa mesma tabela conterá valores para as
propriedades desde x = 0% até x = I 00%, portanto descreve apenas a parte do diagrama
T – V sob as linhas de liquido saturado e vapor saturado.
Para os vapores superaquecidos existem tabelas específicas as quais mostrarão as
propriedades termodinâmicas apenas para essa situação. Observe que nas tabelas de
substâncias superaquecidas as propriedades são tabeladas em colunas de pressão
constante. Cada uma dessas colunas representa os estados de urna substância ao longo
de uma linha de pressão constante como mostradas no diagrama T – V, mas apenas para
a região de vapor superaquecido.
O volume específico de urna substância ou sistema, com um certo título x (na região de
saturação, portanto), pode ser determinado a partir dos dados constantes das tabelas,
pelas seguintes relações:
v = v1 + x . v1v
v = v1 + x . (vv - v1)

Substâncias Puras 143


TFM I Termofluidomecânica

v = vL + x . (vv - vL)
Algumas tabelas fornecem o valor v1v, que é a diferença entre o volume específico do
vapor saturado e o liquido saturado (vv - v1).

Determinação do estado de uma substância pura

Para definirmos em que estado se encontra uma substância pura precisamos especificar
pelo menos duas propriedades independentes.
Para entender o conceito de propriedade independente observe na figura 5.19, que se
especificarmos, por exemplo, para um vapor superaquecido a uma temperatura t=150°C e
a pressão, P=1,014bar, verifica-se que o estado está claramente determinado. Não há
outro estado nas mesmas condições de temperatura e pressão, dizemos que por haver um
único ponto onde o vapor é superaquecido, conforme nosso exemplo,indicado pela seta da
figura, com pressão de 1,014 bar e uma temperatura de 150 ºC, esta é uma propriedade
independente.
Observe agora a figura 5.20, onde a pressão de 1,014 bar e temperatura de 100ºC foram
assinalados dois estados distintos de um sistema, representados pelos estado 1 e estado
2, na região de saturação. O estado 1 tem x = O.2, e pressão de 1,014 bar, à temperatura
de 100ºC, e o estado 2 tem x = O, 7, a mesma temperatura e a mesma pressão que o
estado 1,dizemos que para o líquido e vapor saturado, pressão e temperatura. Não são
independente pois temos estados diferentes mas com mesma pressão e temperatura.
O ar, conforme foi dito no início deste capitulo, pode ser considerado uma substância pura
desde que haja apenas uma fase presente. Isso é verdade porque o estado do ar pode ser
determinado pela especificação de duas propriedades independentes, desde que
permaneça na fase gasosa.

144 Substâncias Puras


TFM I Termofluidomecânica

Figura 5.19 – Vapor superaquecido: pressão e temperatura determinam exatamente um


único estado, mostrado pela seta, não existe nenhum outro estado em que esta mesma
pressão e temperatura possa representar este estado.

Figura 5.20 – Liquido e Vapor saturado, apesar da pressão e temperatura serem


exatamente iguais os pontos 1 e 2 determinam estados diferentes, ou seja, estes pontos
não são propriedades independentes.

Substâncias Puras 145


TFM I - Termofluidomecânica

VI – TABELAS

Tabela 6.19: Propriedades da água saturada (liquido e vapor): Temperatura: Pressão


Volume Específico Energia Interna Entalpia Entropia
m3/Kg KJ/Kg KJ/Kg KJ/Kg . K
Temp Press. Sat. Temp
Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat.
ºC Bars Vapor Evap. ºC
Liquid Liquid. Vapor Liquid. Vapor Liquid. Vapor
v hfg
vf x 10-3 g
uf ug hf hg sf sg
01 0.00611 1.0002 206.136 0.00 2375.3 0.01 2501.3 2501.4 0,0000 9.156 01
2
4 0.00813 1.0001 157.232 16.77 2380.9 16.78 2491.9 2508.7 0.0610 9.051 4
4
5 0.00872 1.0001 147.120 20.97 2382.3 20.98 2489.6 2510.6 0.0761 9.025 5
7
6 0.00935 1.0001 137.734 25.19 2383.6 25.20 2487.2 2512.4 0.0912 9.000 6
3
8 0.01072 1.0002 120.917 33.59 2386.4 33.60 2482.5 2516.1 0.1212 8.950 8
1

10 0.01228 1.0004 106.379 42.00 2389.2 42.01 2477.7 2519.8 0.1510 8.9008 10
11 0.01312 1.0004 99.857 46.20 2390.5 46.20 2475.4 2521.6 0.1658 8.8765 11

Tabela de fatores e ábacos 165


TFM I - Termofluidomecânica

12 0.01402 1.0005 93.784 50.41 2391.9 50.41 2473.0 2523.4 0.1806 8.8524 12
13 0.01497 1.0007 88.124 54.60 2393.3 54.60 2470.7 2525.3 0.1953 8.8285 13
14 0.01598 1.0008 82.848 58.79 2394.7 58.80 2468.3 2527.1 0.2099 8.8048 14

15 0.01705 1.0009 77.926 62.99 2396.1 62.99 2465.9 2528.9 0.2245 8.7814 15
16 0.01818 1.0011 73.333 67.18 2397.4 67.19 2463.6 2530.8 0.2390 8.7582 16
17 0.01938 1.0012 69.044 71.38 2398.8 71.38 2461.2 2532.6 0.2535 8.7351 17
18 0.02064 1.0014 65.038 75.57 2400.2 75.58 2458.8 2534.4 0.2679 8.7123 18
19 0.02198 1.0016 61.293 79.76 2401.6 79.77 2456.5 2536.2 0.2823 8.6897 19

20 0.02339 1.0018 57.791 83.95 2402.9 83.96 2454.1 22538.1 0.2966 8.6672 20
21 0.02487 1.0020 54.514 88.14 2404.3 88.14 2451.8 2539.9 0.3109 8.6450 21
22 0.02645 1.0022 51.447 92.32 2405.7 92.33 2449.4 2541.7 0.3251 8.6229 22
23 0.02810 1.0024 48.574 96.51 2407.0 96.52 2447.0 2543.5 0.3393 8.6011 23
24 0.02985 1.0027 45.883 100.70 2408.4 100.70 2444.7 2545.4 0.3534 8.5794 24

25 0.03169 1.0029 43.360 104.88 2409.8 104.89 2442.3 2547.2 0.3674 8.5580 25
26 0.03363 1.0032 40.994 109.06 2411.1 109.07 2439.9 2549.0 0.3814 8.5367 26
27 0.03567 1.0035 38.774 113.25 2412.5 113.25 2437.6 2550.8 0.3954 8.5156 27
28 0.03782 1.0037 36.690 117.42 2413.9 117.43 2435.2 2552.6 0.4093 8.4946 28
29 0.04008 1.0040 34.733 121.60 2415.2 121.61 2432.8 2554.5 0.4231 8.4739 29

30 0.04246 1.0043 32.894 125.78 2416.6 125.79 2430.5 2556.3 0.4369 8.4533 30
31 0.04496 1.0046 31.165 129.96 2418.0 129.97 2428.1 2558.1 0.4507 8.4329 31
32 0.04759 1.0050 29.540 134.14 2419.3 134.15 2425.7 2559.9 0.4644 8.4127 32
33 0.05034 1.0053 28.011 138.32 2420.7 138.33 2423.4 2561.7 0.4781 8.3927 33
34 0.05324 1.0056 26.571 142.50 2422.0 142.50 2421.0 2563.5 0.4917 8.3728 34

35 0.05628 1.0060 25.216 146.67 2423.4 146.68 2418.6 2565.3 0.5053 8.3531 35

166 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

36 0.05947 1.0063 23.940 150.85 2424.7 150.86 2416.22 2567.1 0.5188 8.3336 36
38 0.06632 1.0071 21.602 159.20 2427.4 159.21 2411.5 2570.7 0.5458 8.2950 38
40 0.07384 1.0078 19.523 167.56 2430.1 167.57 2406.7 2574.3 0.5725 8.2570 40
45 0.09593 1.0099 15.258 188.44 2436.8 188.45 2394.8 2583.2 0.6387 8.1648 45

Tabela 6.19 (Continuação)


Volume Específico Energia Interna Entalpia Entropia
m3/Kg KJ/Kg KJ/Kg KJ/Kg . K Te
Temp Press. Sat. m
Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat.
ºC Bars Vapor Evap. p
Liquid Liquid. Vapor Liquid. Vapor Liquid. Vapor
vg hfg ºC
vf x 10-3 uf ug hf hg sf sg
50 .1235 1.0121 12.032 209.32 2443.5 209.33 2382.7 2592.1 .7038 8.0763 50
55 .1576 1.0146 9.568 230.21 2450.1 230.23 2370.7 2600.9 .7679 7.9913 55
60 .1994 1.0172 7.671 251.11 2456.6 251.13 2358.5 2609.6 .8312 7.9096 60
65 .2503 1.0199 6.197 272.02 2463.1 272.06 2346.2 2618.3 .8935 7.8310 65
70 .3119 1.0228 5.042 292.95 2469.6 292.98 2333.8 2626.8 .9549 7.7553 70

75 .3858 1.0259 4.131 313.90 2475.9 313.93 2321.4 2635.3 1.0155 7.6824 75
80 .4739 1.0291 3.407 334.86 2482.2 334.91 2308.8 2643.7 1.0753 7.6122 80
85 .5783 1.0325 2.828 355.84 2488.4 355.90 2296.0 2651.9 1.1343 7.5445 85
90 .7014 1.0360 2.361 376.85 2494.5 376.92 2283.2 2660.1 1.1925 7.4791 90
95 .8455 1.0397 1.982 397.88 2500.6 397.96 2270.2 2668.1 1.2500 7.4159 95

100 1.014 1.0435 1.673 418.94 2506.5 419.04 2257.0 2676.1 1.3069 7.3549 100
110 1.433 1.0516 1.210 461.14 2518.1 461.30 2230.2 2691.5 1.4185 7.2387 110
120 1.985 1.0603 .8919 503.50 2529.3 503.71 2202.6 2706.3 1.5276 7.1296 120
130 2.701 1.0697 0.6685 546.02 2539.9 546.31 2174.2 2720.5 1.6344 7.0269 130
140 3.613 1.0797 0.5089 588.74 2550.0 589.13 2144.7 2733.9 1.7391 6.9299 140

Tabela de fatores e ábacos 167


TFM I - Termofluidomecânica

150 4.758 1.0905 0.3928 631.68 2559.5 632.20 2114.3 2746.5 1.8418 6.8379 150
160 6.178 1.1020 0.3071 674.86 2568.4 675.55 2082.6 2758.1 1.9427 6.7502 160
170 7.917 1.1143 0.2428 718.33 2576.5 719.21 2049.5 2768.7 2.0419 6.6663 170
180 10.02 1.1274 0.1941 762.09 2583.7 763.22 2015.0 2778.2 2.1396 6.5857 180
190 12.54 1.1414 0.1565 806.19 2590.0 807.62 1978.8 2786.4 2.2359 6.5079 190

200 15.54 1.1565 0.1274 850.65 2595.3 852.45 1940.7 2793.2 2.3309 6.4323 200
210 19.06 1.1726 0.1044 895.53 2599.5 897.76 1900.7 2798.5 2.4248 6.3585 210
220 23.18 1.1900 0.08619 940.87 2602.4 943.62 1858.5 2802.1 2.5178 6.2861 220
230 27.95 1.2088 0.07158 986.74 2603.9 990.12 1813.8 2804.0 2.6099 6.2146 230
240 33.44 1.2291 0.05976 1033.2 2604.0 1037.3 1766.5 2803.8 2.7015 6.1437 240

250 39.73 1.2512 0.05013 1080.4 2602.4 1085.4 1716.2 2801.5 2.7927 6.0730 250
260 46.88 1.2755 0.04221 1128.4 2599.0 1134.4 1662.5 2796.6 2.8838 6.0019 260
270 54.99 1.3023 0.03564 1177.4 2593.7 1184.5 1605.2 2789.7 2.9751 5.9301 270
280 64.12 1.3321 0.03017 1227.5 2586.1 1236.0 1543.6 2779.6 3.0668 5.8571 280
290 74.36 1.3656 0.02557 1278.9 2576.0 1289.1 1477.1 2766.2 3.1594 5.7821 290

300 85.81 1.4036 0.02167 1332.0 2563.0 1344.0 1404.9 2749.0 3.2534 5.7045 300
320 112.7 1.4988 0.01549 1444.6 2525.5 1461.5 1238.6 2700.1 3.4480 5.5362 320
340 145.9 1.6379 0.01080 1570.3 2464.6 1594.2 1027.9 2622.0 3.6594 5.3357 340
360 186.5 1.8925 0.006945 1725.2 2351.5 1760.5 720.5 2481.0 3.9147 5.0526 360
374.14 220.9 3.155 0.003155 2029.6 2029.6 2099.3 0 2099.3 4.4298 4.4298 374.14

168 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

Tabela 6.20:Propriedades da água sturada (liquido-vapor) Pressão: Temperatura


Volume Específico Energia Interna Entalpia Entropia
m3/Kg KJ/Kg KJ/Kg KJ/Kg . K
Pres Tem Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Press.
s. p. Liquid Vaor Liquid Vapor Liquid Evap. Vapor Liquid Vapor bars
bars ºC vf x 10-3 vg uf Ug hf hfg sg sf sg
0.04 28.96 1.0040 34.800 121.45 2415.2 121.46 2432.9 2554.4 0.4226 8.4746 0.04
0.06 36.16 1.0064 23.739 151.53 2425.0 151.53 2415.9 2567.4 0.5210 8.3304 0.06
0.08 41.51 1.0084 18.103 173.87 2434.2 173.88 2403.1 2577.0 0.5926 8.2287 0.08
0.10 45.81 1.0102 14.674 191.82 2437.9 191.83 2392.8 2584.7 0.6493 8.1502 0.10
0.20 60.06 1.0172 7.649 251.38 2456.7 251.40 2358.3 2609.7 0.8320 7.9085 0.20

0.30 69.10 1.0223 5.229 289.20 2468.4 289.23 2336.1 2625.3 0.9439 7.7686 0.30
0.40 75.87 1.0265 3.993 317.53 2477.0 317.58 2319.2 2636.8 1.0259 7.6700 0.40
0.50 81.33 1.0300 3.240 340.44 2483.9 340.49 2305.4 2645.9 1.0910 7.5939 0.50
0.60 85.94 1.0331 2.732 359.79 2489.6 359.86 2293.6 2653.5 1.1453 7.5320 0.60
0.70 89.95 1.0360 2.365 376.63 2494.5 376.70 2283.3 2660.0 1.1919 7.4797 0.70

0.80 93.50 1.0380 2.087 391.58 2498.8 391.66 2274.1 2665.8 1.2329 7.4346 0.80
0.90 96.71 1.0410 1.869 405.06 2502.6 405.15 2265.7 2670.9 1.2695 7.3949 0.90
1.00 99.63 1.0432 1.694 417.36 2506.1 417.46 2258.0 2675.5 1.3026 7.3594 1.00
1.50 111.4 1.0528 1.159 466.94 2519.7 467.11 2226.5 2693.6 1.4336 7.2233 1.50
2.00 120.2 1.0605 0.8857 504.49 2529.5 504.70 2201.9 2706.7 1.5301 7.1271 2.00

2.50 127.4 1.0672 0.7187 535.10 2537.2 535.37 2181.5 2716.9 1.6072 7.0527 2.50
3.00 133.6 1.0732 0.6058 561.15 2543.6 561.47 2163.8 2725.3 1.6718 6.9919 3.00
3.50 138.9 1.0786 0.5243 583.95 2546.9 584.33 2148.1 2732.4 1.7275 6.9405 3.50
4.00 143.6 1.0836 0.4625 604.31 2553.6 604.74 2133.8 2738.6 1.7766 6.8959 4.00
4.50 147.9 1.0882 0.4140 622.25 2557.6 623.25 2120.7 2743.9 1.8207 6.8565 4.50

Tabela de fatores e ábacos 169


TFM I - Termofluidomecânica

5.00 151.9 1.0926 0.3749 693.8 2561.2 640.23 2108.5 2748.7 1.8607 6.8212 5.00
6.00 158.9 1.1006 0.3157 669.90 2567.4 670.56 2086.3 2756.8 1.9312 6.7600 6.00
7.00 165.0 1.1080 0.2729 696.44 2572.5 697.22 2066.3 2763.5 1.9922 6.7080 7.00
8.00 170.4 1.1148 0.2404 720.22 2576.8 721.11 2048.0 2769.1 2.0462 6.6628 8.00
9.00 175.4 1.1212 0.2150 741.83 2580.5 742.83 2031.1 2773.9 2.0946 6.6226 9.00

10.0 179.9 1.273 0.1944 761.68 2583.6 762.81 2015.3 2778.1 2.1387 6.5863 10.0
15.0 198.3 1.1539 0.1318 843.6 2594.5 844.84 1947.3 2792.2 2.3150 6.4448 15.0
20.0 212.4 1.1767 0.09963 906.44 2600.3 908.79 1890.7 2799.5 2.4474 6.3409 20.0
25.0 224.0 1.1973 0.07998 959.11 2603.1 962.11 1841.0 2803.1 2.5547 6.2575 25.0
30.0 233.9 1.2165 0.06668 1004.8 2604.1 1008.4 1795.7 2804.2 2.6457 6.1869 30.0

35.0 242.6 1.2347 0.05707 1045.4 2603.7 1049.8 1753.7 2803.4 2.7253 6.1253 35.0
40.0 250.4 1.2522 0.04978 1082.3 2602.3 1087.3 1714.1 2801.4 2.7964 6.0701 40.0
45.0 257.5 1.2692 0.04406 1116.2 2600.1 1121.9 1676.4 2798.3 2.8610 6.0199 45.0
50.0 264.0 1.2859 0.03944 1147.8 2597.1 1154.2 1640.1 2794.3 2.9202 5.9734 50.0
60.0 275.6 1.3187 0.03244 1205.4 2589.7 1213.4 1571.0 2784.3 3.0267 5.8892 60.0

170 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

Tabela 6.20: (Continuação)


Volume Específico Energia Interna Entalpia Entropia
m3/Kg KJ/Kg KJ/Kg KJ/Kg . K
Pres Tem Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Sat. Press.
s. p. Liquid Vaor Liquid Vapor Liquid Evap. Vapor Liquid Vapor bars
bars ºC vf x 10-3 vg uf Ug hf hfg sg sf sg
70.0 285.9 1.3513 0.02737 1257.6 2580.5 1267.0 1505.1 2772.1 3.1211 5.8133 70.0
80.0 295.1 1.3842 0.02352 1305.6 2569.8 1316.6 1441.3 2758.0 3.2068 5.7432 80.0
90.0 303.4 1.4178 0.02048 1350.5 2557.8 1363.3 1378.9 2742.1 3.2858 5.6772 90.0
100. 311.1 1.4524 0.01803 1393.0 2544.4 1407.6 1317.1 2724.7 3.3596 5.6141 100.
110. 318.2 1.4886 0.01599 1433.7 2529.8 1450.1 1255.5 2705.6 3.4295 5.5527 110.

120. 324.8 1.5267 0.01426 1473.0 2513.7 1491.3 1193.6 2684.9 3.4962 5.4924 120.
130. 330.9 1.5671 0.01278 1511.1 2496.1 1531.5 1130.7 2662.2 3.5606 5.4323 130.
140. 336.8 1.6107 0.01149 1548.6 2476.8 1571.1 1066.5 2637.6 3.6232 5.3717 140.
150. 342.2 1.6581 0.01034 1585.6 2455.5 1610.5 1000.0 2610.5 3.6848 5.3098 150.
160. 347.4 1.7107 0.009306 1622.7 2431.7 1650.1 990.6 2580.6 3.7461 5.2455 160.

170. 352.4 1.7702 0.008364 1660.2 2405.0 1690.3 856.9 2547.2 3.8079 5.1777 170.
180. 357.1 1.8397 0.007489 1698.9 2374.3 1732.0 777.1 2509.1 3.8715 5.1044 180.
190. 361.5 1.9243 0.006657 1739.9 2338.1 1776.5 688.0 2464.5 3.9388 5.0228 190.
200. 365.8 2.036 0.005834 1785.6 2293.0 1826.3 583.4 2409.7 4.0139 4.9269 200.
220.9 374.1 3.155 0.003155 2029.6 2029.6 2099.3 0 2099.3 4.4298 4.4298 220.9

Tabela de fatores e ábacos 171


TFM I - Termofluidomecânica

Tabelas de Fatores e ábaco para conversão entre unidades equivalentes.

As grandezas expressas em determinadas unidades podem ser convertidas em outros equivalentes, respeitando a homogeneidade
entre elas com o uso das tabelas seguintes, como segue:

a)Identifica-se a unidade da grandeza a ser convertida (dada).


b)Localiza-se entre as tabelas seguintes, aquela que corresponde à unidade homogênea a ela;
c)Localiza-se a unidade da grandeza dada na primeira coluna da tabela ( paralelas às margens);
d)O número situado na intersecção (cruzamento) da linha na qual se encontra a unidade da grandeza dada com a coluna onde se
encontra a unidade da grandeza desejada é o fator de multiplicação para conversão. Exemplos:
(Tabela seguinte):

Para se Em Procura-se na Linha Coluna Obtém-se o valor Tem-se a conversão


converter tabela
3.0 [ hm ] Yd 1 Hm yd 109,4 3,0 x 109,4 [ yd ]
12,5 [kgf ] Pdl 6 Kgf Pdl 70,95 12,5 x 70,95 [ Pdl ]
8
3 x 10 [Btu] Kw-h 8 Btu Kw-h 2,93 x 10-4 3 x 108 x 2,93 x 10-4 [ kw-h ]

172 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.21 Unidades de comprimento (principais)


km hm dam m dm cm mm yd ft in Observações
km 1 10 102 103 104 105 106 1094 3281 39370 Quilômetro
hm 10-1 1 10 102 103 104 105 109,4 328 3937 Hectômetro
-2 -1 2 3 4
dam 10 10 1 10 10 10 10 10,94 32,8 393,7 Decâmetro
-3 -2 -1 2 3
m 10 10 10 1 10 10 10 1,094 3,28 39,37 Metro
dm 10-4 10-3 10-2 10-1 1 10 102 0,109 0,328 3,94 Decímetro
-5 -4 -3 -2 -1 -2 -2
cm 10 10 10 10 10 1 10 1,09x10 3,28x10 0,394 Centímetro

mm 10-6 10-5 10-4 10-3 10-2 10-1 1 1,09x10-3 3,28x10-3 0,4x10 Milímetro
-4 -3 -2
yd 9x10 9x10 9x10 0,9144 9,144 91,44 914,4 1 3 36 Jarda
ft 3x10-4 3x10-3 3x10-2 0,3048 3,048 30,48 304,8 0,333 1 12 Pé
in 2,54x105 2,54x10-4 2,54x10-3 2,54x10-2 0,254 2,54 25,4 0,278 9,3x10-2 1 Polegada

Nota: 1 milha marítima = 1,852 km; 1 milha terrestre = 1,609 km

Tabela de fatores e ábacos 173


TFM I - Termofluidomecânica

6.22 Unidades de área


km2 hm2 dam2 m2 dm2 cm2 mm2 yd2 ft2 in2
km2 1 102 104 106 108 1010 1012 1,2x106 1,8x107 1,55x109
hm2 10-2 1 102 104 106 108 1010 1,2x104 1,8x105 1,55x107
dam2 10-4 10-2 1 102 104 106 108 1,2x102 1,8x103 1,55x105
m2 10-6 10-4 10-2 1 102 104 106 1,2 10,8 1,55x103
dm2 10-8 10-6 10-4 10-2 1 102 104 1,2x10-2 0,108 15,5
cm2 10-10 10-8 10-6 10-4 10-2 1 102 1,2x10-4 1,08x10-3 0,155
2 -12 -10 -8 -6 -4 -2 -6 -5
mm 10 10 10 10 10 10 1 1,2x10 1,08x10 1,55x10-3
yd2 8,1x10-7 8,1x10-5 8,1x10-3 0,836 83,61 8361 8,36x105 1 9 1296
ft2 9x10-8 9x10-6 9x10-4 0,0929 9,29 929 9,29x104 0,111 1 144
in2 6,25x10-10 6,25x108 6,25x10-6 0,0645 0,0645 6,45 645 0,077 8,65x10-3 1

174 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.23 Unidades de volume


km3 hm3 dam3 m3 dm3(L) cm3(ML) mm3 yd3 ft3 in3
km3 1 103 106 109 1012 1015 1018 1,3x109 3,53x1010 6,1x1013
hm3 10-3 1 103 106 109 1012 1015 1,3x106 3,53x107 6,1x1010
dam3 10-6 10-3 1 103 106 109 1012 1,3x103 3,53x104 6,1x107
m3 10-9 10-6 10-3 1 103 106 109 1,3 3,53 6,1x104
dm3(L) 10-12 10-9 10-6 10-3 1 103 106 1,3x10-3 3,53x10-2 61
cm3(ML) 10-15 10-12 10-9 10-6 10-3 1 103 1,3x10-6 3,53x10-5 6,1x10-2
mm3 10-18 10-15 10-12 10-9 10-6 10-3 1 1,3x10-9 3,53x10-8 6,1x10-5
yd3 7,64x10-10 7,64x10-7 7,64x10-4 0,764 764,5 7,64x105 7,64x108 1 27 4,7x104
ft3 27x10-12 27x10-9 27x10-6 0,028 28 28x103 28x106 0,037 1 1728
in3 16,4x10-15 16,4x10-12 16,4x10-9 16,4x10-6 16,4x10-3 16,4 16,4x103 0,021 8,04x104 1

Tabela de fatores e ábacos 175


TFM I - Termofluidomecânica

6.24 Pressão
2 2
Pa atm Bar ba kgf/m at lf/ft psi torr In hg Observações
-6 -5 -2 - -3 -4 -3 -4
Pa 9,869x10 10 10 10,2x10 10,2x10 20,9x10 1,45x10 7,5x10 2,95x10 Pascal
6
1
3
atm 101325, 1 1,011325 1,01325x10 10,332x10 1,033 2116 14,6959 760 29,92 Atmosfera
6
0 normal
5 -1 6 3
bar 10 9,869x10 1 10 10,197x10 1,02 2088,5 14,5 750 29,53 Bar
-1 -7 -6 -3 - -6 -6 -4 -6
ba 10 9,869x10 10 1 10,2x10 10,2x10 2088,5x10 14,5x10 7,5x10 29,5x10 Bário
7

2 -5 -5 -4 -2 -4 -4 -4
kgf/m 9,80665 9,6784x10 9,8x10 98,0 1 10 20,5x10 14,2x10 735x10 28,9x10 -----------------
-1 -1 5 4
at 98066,5 9,6784x10 9,8x10 98,0x10 10 1 2048 14,2 735,56 28,958 Atmosfera
Técnica
2 -5 -4 -4 -4 - -3
lbf/ft 47,88 47,264x10 4,79x10 478,8 4,88 4,9x10 1 69,4x10 35,9x10 14x10 -----------------
4

-2 -3 3 -4
psi 6894,8 6,80x10 68,95x10 68,948x10 703 703x10 144 1 51,7 2,04 Libra por
2
pol
-4 -5 - -3 -3
torr 133,3 13,16x10 133,3x10 1333 13,595 13,6x10 2,78 19,3x10 1 39,4x10 Torricelli
4

-2 -3 -4 -2
in Hg 3386,5 3,34x10 33,9x10 33865 345,3 345x10 70,73 49x10 25,4 1 Polegada de
mercúrio

176 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.25 Energia e Trabalho


J kJ atm.l cal kcal kgf.m Btu lbf.ft kw-h C.V-h H.P-h
-3 -4 -5 -5 -2 -5 - -7 -7 -7
J 1 10 98,7x10 238,8x10 23,9x10 10,2x10 94,8x10 737,5x10 2,78x10 3,78x10 3,7x10 Joule
3

3 -1 -2 -2 -4 -4 -4
kJ 10 1 98,7x10 238,85 23,9x10 101,97 94,8x10 737,5 2,78x10 3,78x10 3,7x10 Quilojoule
-3 -3 -3 -6 -6 -6
atm.l 101,325 101,3x10 1 24,2 24,2x10 10,33 96x10 74,73 28x10 38,3x10 38x10 ------------
-3 -2 -3 -3 -4 -6 -6 -6
cal 4,1868 4,19x10 4,13x10 1 10 426,9x10 39,7x10 3,09 1,16x10 1,6x10 1,56x10 Caloria
3 3 3 -3 -3 -3
kcal 4,1868x10 4,1868 41,32 10 1 426,9 3,97 3,09x10 1,16x10 1,6x10 1,56x10 Quilo-
caloria
-3 -3 -3 -4 -6 -6 -6
kgf.m 9,80665 9,8x10 96,8x10 2,34 2,3x10 1 93x10 7,2 2,7x10 3,7x10 3,65x10 -------------
-3 -4 -4 -4
Btu 1055 1055x10 10,413 252 0,252 107,59 1 778,165 2,93x10 4x10 3,9x10 Unidades
térmicas
britânicas
-3 -2 -4 -3 -4 -7 -7 -7
lbf.ft 1,356 1,36x10 1,3x10 0,324 3,2x10 138,3x10 12,9x10 1 3,8x10 5x10 5x10 ------------
6 3 6
kW-h 3,6x10 3,6x10 35529 859845 859,85 367098 3412 2,655x10 1 1,36 1,34 ------------
6 3 5 6
C.V-h 2,648x10 2,648x10 26132 632415 632,4 2,7x10 2510 1,953x10 0,7355 1 0,9868 ------------
6 3 5 6
H.P-h 2,683x10 2,683x10 26480 640847 640,85 2,756x10 2543 1,979x10 0,7455 1,013 1 ------------

Tabela de fatores e ábacos 177


TFM I - Termofluidomecânica

6.26 Potência
j kj C.V H.P kJ/h kJ/min kcal/h kcal/min kcal/s
W= KW=
s s
j
W =
s 1 10
-3
1,36x10
-3
1,34x10
-3
3,6 0,06 0,8598 1,43x10
-2
2,39x10
-4

kj
Kw =
s 10
3
1 1,36 1,34 3,6x10
3
60 859,8 14,33 0,239
C.V 735,5 0,736 1 0,9868 2647,8 44,13 632,41 10,54 0,1757
H.P 745,3 0,745 1,013 1 2683 44,72 640,3 10,68 0,178
-4 -4 -4 -2 -3 -5
kJ/h 0,278 2,73x10 3,78x10 3,73x10 1 1,7x10 0,239 3,98x10 6,64x10
-2 -2 -2 -3
kJ/min 16,67 1,67x10 2,27x10 2,24x10 60 1 14,33 0,239 3,98x10
-3 -3 -3 -2 -2 -4
kcal/h 1,163 1,163x10 1,58x10 1,56x10 4,187 6,97x10 1 1,167x10 2,78x10
-2 -2 -2 -2
kcal/min 69,78 6,9x10 9,49x10 9,36x10 251,2 4,187 60 1 1,67x10
kcal/s 4186,8 4,186 5,69 5,618 15072 251,2 3600 60 1
-3 -6 -6 -6 -3 -4 -3 -5 -7
kgf.m/h 2,7x10 2,7x10 3,7x10 3,65x10 9,80665x10 1,63x10 2,34x10 3,9x10 6,5x10

178 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.27 Potência (continuação)


-4 -4 -4 -3 -3 -5
kgf.m/min 0,1634 1,63x10 2,22x10 2,193x10 0,5884 9,80665x10 0,141 2,34x10 3,90x10
-3 -2 -2 -3
kgf.m/s 9,80665 9,8x10 1,33x10 1,316x10 35,3 0,5884 8,432 0,141 2,34x10
-4 -4 -4 -2 -3 -5
Btu/h 0,293 2,93x10 3,98x10 3,93x10 1,055 1,76x10 0,252 4,2x10 7x10
-2 -2 -2 -3
Btu/min 17,58 1,76x10 2,39x10 2,36x10 33,3 1,055 15,12 0,252 4,2x10
Btu/s 1055 1,055 1,435 1,416 3798,3 63,3 907,2 15,12 0,252
-4 -7 -7 -7 -3 -5 -4 -6 -8
lbf.ft/h 3,77x10 3,77x10 5,12x10 5,05x10 1,36x10 2,26x10 3,24x10 5,4x10 9x10
-3 -5 -5 -5 -2 -3 -2 -4 -6
lbf.ft/min 22,6x10 2,26x10 3,07x10 3,03x10 3,14x10 1,36x10 1,94x10 3,24x10 5,4x10
-3 -3 -3 -2 -2 -4
lbf.ft/s 1,356 1,355x10 1,84x10 1,1818x10 4,88 3,14xs10 1,166 1,94x10 3,24x10

Tabela de fatores e ábacos 179


TFM I - Termofluidomecânica

6.27 Potência (continuação)


kgf.m/h kgf.m/min kgf.m/s Btu/h Btu/min Btu/s lbf.ft/h lbf.ft/min lbf.ft/s
J 367,1 6,12 0,102 3,422 5,68x10
-2
9,48x10
-4
2655 44,25 0,7375
W =
S

Ki 3,671x10
-5
6118 101,97 3412 56,8 0,948 2,655x10
6
4,425x10
4
737,5
Kw =
s
5 6 4
C.V 2,7x10 4500 75 2509,6 41,83 0,697 1,953x10 3,255x10 542,5
5 6 4
H.p 2,736x10 4560 76 2543 42,38 0,706 1,98x10 2,398x10 549,7
-2 -2 -4
kJ/h 101,97 1,16995 2,833x10 0,9478 1,58x10 2,63x10 737,53 12,29 0,205
-2 4
kJ/min 6118,3 101,97 1,695 56,87 0,9478 1,58x10 4,425x10 737,5 12,29
-2 -3
kcal/h 426,93 7,116 0,1186 3,968 6,61x10 1,102x10 3088 51,5 0,858
4 -2 5
kcal/min 2,562x10 426,9 7,12 238,1 3,968 6,61x10 1,352x10 3088 51,5
6 4 4 7 5
kcal/s 1,537x10 2,562x10 426,9 1,428x10 238,09 3,968 1,112x10 1,852x10 3088
-2 -4 -3 -4 -6 -3
kgf.m/h 1 1,67x10 2,78x10 9,3x10 1,5x10 2,58x10 7,23 0,12 2x10

180 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.27 Potência (continuação)


kgf.m/h kgf.m/min kgf.m/s Btu/h Btu/min Btu/s lbf.ft/h lbf.ft/min lbf.ft/s
kgf.m/min 60 1 1,67x10-2 0,558 9,3x10-3 1,55x10-4 434 7,23 0,12
kgf.m/s 3600 60 1 33,46 0,5577 9,3x10-3 26038 434 7,23
Btu/h 107,6 1,793 3x10-2 1 1,67x10-2 2,78x10-4 778,15 12,97 0,216
Btu/min 6455,3 107,6 1,795 60 1 1,67x10-2 46689 778,15 12,97
Btu/s 3,875x105 6455,3 107,6 3600 60 1 2,8x106 46689 778,15
lbf.ft/h 0,138 2,3x10-5 3,8x10-5 1,3x10-3 2,14x10-5 3,57x10-7 1 1,67x10-2 2,78x10-4
lbf.ft/min 8,296 0,138 2,3x10-3 7,7x10-2 2,3x10-3 2,1x10-5 60 1 1,67x10-2
lbf.ft/s 497,78 8,296 0,139 4,626 0,0771 1,3x10-3 3600 60 1

Tabela de fatores e ábacos 181


TFM I - Termofluidomecânica

6.28 Energia Específica


J/kg kJ/kg cal/g kcal/kg kgf.m/kg at.m3/kg Btu/lb lbf.ft/lb psi.ft/lb
J/kg 1 10-3 2,4x10-4 2,4x10-4 0,102 1,02x10-5 4,3x10-4 0,334 2,3x10-1
kJ/kg 103 1 0,239 0,239 101,9 1,02x10-2 0,43 334,5 2,32
-2
cal/g 4186,8 4,1868 1 1 426,9 4,27x10 1,8 1400 9,72
-2
kcal/kg 4186,8 4,1868 1 1 426,9 4,27x10 1,8 1400 9,72
kgf.m/kg 9,80665 9,8x10-3 2,34x10-3 2,34x10-3 1 10-4 4,2x10-3 3,28 2,24x10-2
at.m3/kg 98066,5 98,0665 23,4 23,4 104 1 42,15 32800 227,75
-2
Btu/lb 2326,5 2,326 0,556 0,556 237,2 2,37x10 1 778,15 5,4
lbf.ft/lb 2,99 2,9x10-3 7,14x10-4 7,14x10-4 0,3048 3,048x10-5 1,29x10-3 1 6,94x10-3
psi.ft3/lb 430,5 0,43 0,103 0,103 43,9 4,39x10-3 0,185 144 1

182 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.29 Entalpia Específica


J/kg kJ/kg kcal/kg Btu/lb
J/kg 1 10-3 2,4x10-4 4,3x10-4
kJ/kg 103 1 0,239 0,43
kcal/kg 4186,8 4,1868 1 1,8
Btu/lb 2326,5 2,326 0,556 1

6.30. Entropia Específica


J/kg.K kJ/kg.K kcal/kg.K Btu/lbf.K
-3 -4
J/kg.K 1 10 2,4x10 2,4x10-4
kJ/kg.K 103 1 0,239 0,239
kcal/kg.K 4186,8 4,1868 1 1
Btu/lb.K 4186,8 4,1868 1 1

Tabela de fatores e ábacos 183


TFM I - Termofluidomecânica

6.31 Viscosidade dinâmica n : Poise (P)*.


P kg_ kg kgf.s kgf.h lb_ lbf.s
m..s m.n m2 m2 ft.s ft2
P 1 0,1 360 0,010197 2,833x10-6 0,06721 2,0885x10-3
kg
m.s 10 1 3600 0,10197 2,833x10-5 0,6721 2,0885x10-2
kg
m.n 2,778x103 2,778x10-4 1 2,833x10-5 78,68x10-10 18,67x10-5 5,801x10-6
kgf.s
m2 98,07 9,807 353,04x102 1 2,778x10-4 6,5919 0,20482
kgf.h
m2 356,04x103 353,04x102 127,09x106 3600 1 23730 737,28
_lb_
ft.s 14,882 1,488 5357 0,15175 4,214x10-5 1 0,03108
lbf.s
ft2 478,8 47,88 172.4x103 4,882 1,3558x10-3 32,174 1

dina ⋅ s q
P= ⋅ p
cm6 cm ⋅ s

184 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.32 Condutividade térmica [K].


W Kcal cal Btu ⋅ in Btu ⋅ in Btu
cm.°C m.h.°C cm.s.°C ft 2 ⋅ s ⋅ °C ft ⋅ s ⋅ °C in ⋅ h ⋅ ° F

W
W
1 = 10 2
cm ⋅ °C m ⋅ °C 1 85,985 0,23885 693,5 57,79 4,815

Kcal
1
m.h.°C 0,01163 1 2,7778.10-3 8,064 0,6719 0,05599
Cal
1
cm ⋅ s.°C 4,1868 360 1 2903 241,9 20,16
Btu ⋅ in
1
ft 2 ⋅ h ⋅ n 1,442.10-3 0,1240 3,445.10-4 1 0,08333 6,944.10-3
Btu
1
ft ⋅ h ⋅ ° F 1,731.10-2 1,488 4,134.10-3 12 1 0,08333
Btu
1
in ⋅ h ⋅ °F 0,2077 17,858 4,964.10-2 144 12 1

Tabela de fatores e ábacos 185


TFM I - Termofluidomecânica

6.33 Coeficientes de transmissão de calor [h]


W W Kcal Cal Btu
cm2 ⋅ °C m 2 ⋅ °C m 2 ⋅ °C cm2 ⋅ s⋅°C ft 2 ⋅ h ⋅ ° F
W
1 104
cm 2 ⋅ °C 1 8598,5 0,23885 1 ,761

W
1
m ⋅ h ⋅ °C
2
10-4 1 0,85985 2,3885x10-5 0,1761
Kcal
1 2
m ⋅ h ⋅ °C 1,163x10-4 1,163 1 2,77778x10-5 0,2048
Cal
1 2
cm ⋅s ⋅ °C 4,1868 4,1868x104 3,16x104 1 7,373
Btu
ft 2 ⋅ h ⋅ ° F 5,681.10-4 5,681 4,886 1,356x10-4 1

186 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.34 Massa
kg g u.t .m lb Oz Slug Observações
kg 1 103 0,102 2,205 35,28 6,85x10-2 Kilograma
g 10-3 1 1,02x10-4 2,2x10-3 35,3x10-3 6,85x10-5 Grama
u .t .m 9,80665 9806,65 1 21,62 346 0,67 Unidade técnica de massa
-2 -2
lb 0,4535 453,5 4,62x10 1 16 3,1x10 Libra-massa
Oz 2,83x10-2 28,3 2,9x10-3 6,25x10-2 1 1,9x10-3 Onça
Slug 14,59 14589 1,49 32,17 514,7 1 --------------------------

6.35 Velocidade
km/h m/s nó ft/s Observações
km/h 1 0,28 0,54 0,91 Quilômetro / hora
m/s 3,6 1 1,94 3,28 Metro / Segundo
nó 1,852 0,51 1 1,59 Milha-marítima/hora
ft/s 1,1 0,3048 0,59 1 Pé / segundo

Tabela de fatores e ábacos 187


TFM I - Termofluidomecânica

6.36 Unidades de tempo


dia Hora minuto Segundo
Dia 1 24 240x6 24x3600
Hora 0,04167 1 60 3600
Minuto 0,000694 0,01667 1 60
Segundo 1,16x10-5 0,000278 0,01667 1

6.37 Massa específica


kg/m3 g/cm3 lb/ft3 Observações
3 -3 -2
kg/m 1 10 6,25x10
3 3
g/cm 10 1 62,5
lb/ft3 16 1,6x10-2 1

188 Tabela de fatores e ábacos


TFM I - Termofluidomecânica

6.38 Volume específico


m3 /kg dm3/kg ft3/lb Observações
m3/kg 1 103 16
dm3/kg 10-3 1 1,6x10-2
ft3/lb 6,2x10-2 62,4 1

6.39 Força
dina N kgf pdl lbf Obsevações
-5 -5 -5 -6
dina 1 10 0,102x10 7,23x10 2,3x10 Dina
5
N 10 1 0,102 7,23 0,225 Newton
kgf 980665 9,80665 1 70,95 2,205 Quilograma/força
-2 -2
pdl 13823 0,138 1,41x10 1 3,1x10 Poundal
5
lbf 4,45x10 4,45 0,453 32,17 1 Libra-força

Tabela de fatores e ábacos 189


TFM I Termofluidomecânica

VII - Referências

ALVARENGA, Beatriz; MÁXIMO, Antonio. Curso de física. São Paulo: Harbra, 1992.

ASHRAE. Fundamentals. Atlanta: 1997. 1 v.

DOSSAT, Roy J. Princípios de refrigeração. São Paulo: Hemus, 1978. 884 p.

GERNER, Valter Rubens. Termodinâmica I. São Paulo: Escola SENAI “Oscar


Rodrigues Alves, 1996. 2 v.

HERSKOWICZ, Gerson; SCOLFARO, Valdemar; RAMALHO JR., Francisco.


Elementos de física. São Paulo: Moderna, 1986. v.2

JONES, W. P. Engenharia de ar condicionado. Rio de Janeiro: Campus, 1983. 505


p.

MORAN, Michael J.; SHAPIRO, Howard N. Fundamentals of engineering


thermodynamics. New York: John Wiley, 1995. 859 p.

PAULI, Ronald Ulysses; MAUAD, F. C.; HEILMANN, H. P. Física 2; calor e


termodinâmica. São Paulo: EPU, 1979. 241 p.

SILVA, Remy Benedicto. Manual de termodinâmica, transmissão de calor. São


Paulo: EPU, 1980. 1v.

TRANE. Manual de ar condicionado. Milwaukee, 1980. 458 p.

TREVISAN, W. Manual termo-técnico. São Paulo: IBLC, 1980. 439 p.

VAN WYLEN, Gordon J. ; SONNTAG, Richard E.;BORGNAKKE, Claus. Fundamentos


da termodinâmica clássica. São Paulo: Edgard Blucher, 1995. 589p.

CONTROLE DE REVISÕES

VER DATA NATUREZA DA ALTERAÇÃO


00 20/01/2003 Elaboração da Apostila
01 20/01/2005 Reestruturação do conteúdo técnico

Referências 173