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DIREITOS HUMANOS E MÍDIA: considerações sobre a proteção universal dos

Direitos Humanos e a influência da Mídia na sua delimitação

HUMAN RIGHTS AND MEDIA: consideration of the protection of human rights


and the influence of media on the delimitation

Talyta Minari - Graduanda em Direito - Unisalesiano-Lins


E-mail: talytaminari@hotmail.com.

Prof. Orientador Tiago Clemente Souza – Centro


Universitário Católico SalesianoAuxilium – e-mail:
tiagoclemente@univem.edu.br.

RESUMO

Os Direitos Humanos são aqueles inerentes a todas as pessoas. Muito se


assemelham aos Direitos Fundamentais, entretanto em uma esfera do Direito
Internacional. Desde o início dos seus debates, até hoje, tem-se um “pré-conceito”
formado em torno do que de fato representa os Direitos Humanos. Com a expansão
das espécies de mídia, torna-se cada dia mais fácil manipular e cada dia mais difícil
findar a falsa visão transmitida. O presente artigo visa discorrer a respeito da
(ir)responsabilidade da mídia ao veicular notícias de caráter sensacionalista para,
assim, chocar a sociedade, bem como quais são as consequências disso, e trazer um
adequado significado, a história, a aplicação, os meios de violação, e a importância
dos Direitos Humanos para a sociedade brasileira. Para tanto será utilizado como
método científico o dedutivo, já que partiremos de construções teóricas abstratas e
gerais para alcançar resultados e consequências em uma esfera particular e
individualizada. Utilizaremos o critério de pesquisa bibliográfico e o documental,
socorrendo-se de obras literárias e documentais.

Palavras-chave: Direitos Humanos. Proteção. Influência. Violação. Mídia.

INTRODUÇÃO

Os Direitos Humanos, entre tantos temas, tratam do livre acesso à informação.


A maneira como esse acesso se dá foi o que se tornou alvo de inúmeras discussões.
Os meios de comunicação deveriam ser instrumentos de promoção e proteção dos
Direitos dos cidadãos, em especial no que diz respeito à dignidade da pessoa humana,
e não meios utilizados para promover a criminalização, o constrangimento e
julgamento sumário das pessoas tratadas nas matérias veiculadas.

MISSÃO SALESIANA DE MATO GROSSO – MANTENEDORA

UNISALESIANO LINS – Rua Dom Bosco, 265 – Vila Alta – CEP 16400-505 – Fone (14) 3533-5000 - Site: www.unisalesiano.edu.br - E-mail: 1
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O pré-julgamento de acusados de terem cometido algum crime e a
incitação à violência com as próprias mãos, justificada pela morosidade de uma
resposta eficaz do Estado, são características cada vez mais frequentes nos
noticiários policiais.
Após o Iluminismo fora estabelecido um nível altíssimo de proteção à liberdade
de expressão. A liberdade do povo (em todos os sentidos) tomou tamanha proporção
que o Estado não mais poderia manipular a massa fazendo uso de armas e violência.
Tomou como estratégia então o uso de algo bem mais poderoso: a mídia! Aqui, torna-
se mais vantajoso lidar com uma câmera de vídeo e algumas edições do que lidar
com uma câmara de tortura. (CHOMSKY, 2008)
É nesse contexto que a presente pesquisa buscará identificar a extensão
histórica e as formas de proteção dos Direitos Humanos, bem como verificar em que
medida a mídia sensacionalista deturpa o sentido dos Direitos Humanos.

OBJETIVOS

Apresentar, de forma geral, o sistema de proteção dos Direitos Humanos no


âmbito universal. Estabelecer se há ou não influência da mídia no “pré-conceito”
formado em torno dos Direitos Humanos ao veicular informação superficial e de
caráter manipulador, apresentando um caso concreto.
Analisar os limites da mídia, adequando seu papel na vida da sociedade;
Apresentar o conceito de Direitos Humanos, o sistema universal de proteção e
sua importância histórica;
Expor os pontos de conflito entre as informações veiculadas de maneira
errônea e as consequências geradas pela falsa sensação do exercício do direito à
liberdade de expressão;
Conscientizar a sociedade sobre o verdadeiro papel dos Direitos Humanos.

METODOLOGIA

Como método científico, utilizaremos o raciocínio dedutivo, já que partiremos


de conceitos gerais e abstratos de Direitos Humanos, Direitos Fundamentais e Mídia
para determinar se há alguma relação entre a concepção histórica de Direitos
Humanos/Fundamentais e a manipulação destes pela Mídia. O principal meio utilizado
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para o projeto será o bibliográfico e documental. Os demais meios serão baseados
em pesquisas via internet, artigos, sites e possíveis documentos. Utilizaremos
principalmente os métodos dedutivo e dialético

1 ITENS DO DESENVOLVIMENTO

1.1 Definição geral da proteção dos Direitos Humanos (DH) no quadro da ONU1
Na Base da pirâmide temos os sistemas nacionais, no grau médio temos os
sistemas regionais de proteção e no topo da pirâmide temos o sistema universal de
proteção dos Direitos Humanos. Este tópico se dedicará ao estudo da proteção
universal dos Direitos Humanos, apresentando, em linhas gerais, os sistemas de
proteção.
Na proteção universal dos Direitos Humanos há os teóricos internacionalistas
e os constitucionalistas que divergem quanto às perspectivas de proteção. Os
internacionalistas afirmam que os Direitos Humanos tiveram origem na Declaração
Universal dos Direitos Humanos, e que estes influenciam os sistemas regionais e
nacionais. Portanto, é necessário que haja uma adequação dos sistemas inferiores
(nacionais) com os sistemas superiores (universais).
Os constitucionalistas, por sua vez, sustentam que o Direito Constitucional que
esta no centro da proteção, declaração de concretização dos Direitos Humanos no
campo prático nacional, logo este que deverá influenciar os demais sistemas.
Nesse sentido são os Estados que ditam as leis, devendo, portanto, os
sistemas nacionais influenciar os demais sistemas. Os Estados que votam nas
Nações Unidas, logo, possuem muita força deliberativa, que podem influenciar os
votos e o sistema universal.
Diante das experiências internacionais, o que se verifica é exatamente que o
movimento é este, ou seja, os Estados que votam e que determinam as relações no
plano internacional. Caso nosso Direito não esteja de acordo com um tratado que
nosso pais ratificou, nosso ordenamento deve se adequar ao Tratado. Portanto, o
Direito Interno deve se adequar ao Tratado, caso haja incompatibilidade entre o Direito

1
Cumpre esclarecer que os itens 1 e 2 foram desenvolvidos a partir da aula, intitulada “A Proteção dos
Direitos Humanos no Âmbito Universal”, ministrada pela Professora Carla de Marcelino Gomes no
Curso de Especialização em Direitos Humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra-
Portugal, no dia 18 de janeiro de 2014.
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Internacional e o sistema interno o país não irá ratificar o sistema. Isso demonstra a
força dos Estados no desenvolvimento do sistema universal de proteção dos Direitos
Humanos.
É importante frisar que há o sistema monista (confusão entre as lei
constitucional – nacional – e os tratados de direitos humanos – internacional) e
dualista (separação entre Direito Nacional - a partir da Constituição – e o Direito
Internacional - Tratados Internacionais), mas sempre deverá haver o cumprimento do
Tratado. A forma como o tratado entra no sistema interno não interessa quando do
seu cumprimento, ou seja, o sistema interno deverá se adequar ao Tratado.
É na sede da ONU, que está sediada em Nova York, onde se votam os tratados.
Normalmente os votos na ONU já são dados antes mesmo das reuniões. Os países
formam blocos, como, por exemplo, os países que falam a língua portuguesa,
havendo muita troca de informações de forma prévia.
O emblema foi aprovado em dezembro de 1946, representa o planeta terra visto
de cima para baixo, ou seja, tem um âmbito universal. Além do planeta Terra, existe
no emblema um ramo de oliveira que representa a Paz. Há um debate muito intenso
a nível internacional quanto ao ramo de oliveira, já que não representa as demais
religiões, uma vez que o ramo é de tradição judaico-cristã. Outros afirmam que não
há problema, já que os países que fundaram a ONU tinham essa tradição.
O Termo Nações Unidas foi usada pela primeira vez por Roosevelt em 1942.
Foi a primeira dama norte-americana, Eleanor Roosevelt, esposa do então presidente
Franklin Delano Roosevelt que auxiliou na criação e elaboração da ONU. Sudão do
Sul foi último país a ingressar na ONU, hoje são 193 países integrantes, possuindo
como línguas oficiais: Árabe, Chinês, Inglês, Francês, Russo, Espanhol. O Português
ainda não é uma língua oficial, isso depende do número de falantes dos países
membros.
Em relação ao orçamento da ONU, cada país faz contribuições. A Austrália
contribuiu com 52 milhões de dólares, o Brasil contribuiu com 72 milhões de dólares,
a China contribuiu com 131 milhões de dólares. Os principais contribuintes da ONU
são os vencedores e os perdedores da segunda Grande Guerra. Os EUA doam cerca
de 600 milhões de dólares.
A ONU protege e promove os Direitos através de 80 tratados e declarações.
Destinam 12 bilhões de dólares americanos com ajuda humanitária. Utilizam da
diplomacia para evitar conflitos.
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Podemos citar como os principais objetivos: manter a paz mundial; estabelecer
relações amigáveis entre as nações; estabelecer relações de cooperação entre elas
etc.
São pilares da ONU: Paz e Segurança; Desenvolvimento; DH; Assuntos
Humanitários; e Direito Internacional.
Thomas Buergenthal foi um dos juízes no julgamento dos alemães, pós
Segunda Guerra Mundial. Até a criação da ONU a matéria dos Direitos Humanos era
matéria interna (paz de Westfália). Essa visão doméstica foi alterada justamente com
a criação da ONU, jogando a matéria dos Direitos Humanos para uma
responsabilidade internacional. Os Estados não eram mais os sujeitos principais dos
Tratados e das relações internacionais (essa era a perspectiva do Paz de Westfália),
passando aos sujeitos o protagonismo nas relações internacionais, possuindo os
Direitos Humanos como principal mote de reivindicação e de proteção dos interesses
internacionais. Era essa a perspectiva e o contexto histórico da criação da ONU.
Sãos órgãos principais da ONU: Assembleia Geral, Conselho de Segurança,
Conselho Econômico e Social; Secretariado; Corte Internacional de Justiça (que não
se confunde com o TPI – Tribunal Penal Internacional). Este tribunal diz respeito ao
conflito entre Estados.

1.2 Principais Instrumentos Jurídicos: a Carta da ONU

Assinada em São Francisco a 26 de junho de 1945, entrou em vigor em 24 de


outubro de 1945. Dois pactos e a declaração dos Direitos Humanos compõem a Carta
dos Direitos Humanos, todos os outros documentos hoje existentes decorrem da Carta
Internacional de Direitos Humanos.
O Dia das Nações Unidas é comemorado em 24 de outubro, dia que entrou em
vigor a Carta. O ano foi 1945, já que havia acabado a Segunda Grande Guerra. Pelo
horror que se viveu na segunda guerra, chegou-se a conclusão de que seria
importante criar um local de diálogo. Tentou-se criar a Sociedade das Nações,
entretanto esta não vingou.
Mencionada Carta criou as Nações Unidas. Em seu preâmbulo passou a tratar
dos Direitos Humanos, mas como já é sabido pela teoria das normas jurídicas, referido
dispositivo não vincula os comportamentos das entidades públicas, bem como não

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determina ações nas relações privadas. Isso ocorreu, já que não houve consenso da
comunidade internacional, não compondo, assim, o corpo da Carta.
Inicia-se com “nós, os Povos”, muito diferente de “nós, os Estados” que
constava em Westfália. Quando se redige uma lei há várias técnicas de elaboração.
O artigo 1° tem uma importância própria: aqui já há uma referência aos Direitos
Humanos, o que envia uma mensagem para o mundo.
Os artigos 55, 56 e 68 também fazem referência expressa aos Direitos
Humanos.
Diferente dessa Carta há a Carta Internacional dos Direitos Humanos, formada
por três documentos: Declaração Universal de Direitos Humanos (1948) e os Pactos
de Direitos Civis e Políticos e de Direitos Sociais, Econômicos e Culturais (1966).
A Declaração Universal dos Direitos Humanos na altura de 1948 não tinha força
vinculativa, não representava uma Convenção ou Tratado internacional, mas mera
Declaração não vinculante; portanto, tinha importância jurídica inferior aos Tratados.
Quando os Estados assinam uma Declaração assumem um compromisso Moral e não
Jurídico. Com o tempo, foi assumindo tanta importância que os juristas passaram a
afirmar que realmente ela vincula, tal como o artigo que proíbe a tortura. Outros
afirmam que toda ela é vinculativa, sendo utilizada, inclusive, em fundamentações de
decisões. É considerada consuetudinária, possuindo vinculação erga omnes. Com
sua utilização constante e como lei, sua vinculação torna-se juridicamente vinculativa
para todos.
A Declaração Universal dos Direitos Humanos possui a seguinte divisão: no art.
1° prevê os princípios da igualdade e da liberdade. Depois no art. 2° encontramos a
proteção da discriminação. Do 4° ao 21 encontramos os Direitos civis e políticos,
inclusive o art. 17° prevê o direito de propriedade. Posteriormente estão previstos os
Direitos Sociais, Econômicos e Culturais, demonstrando claramente a divisão dos dois
grandes blocos mundiais (capitalismo americano e o comunismo soviético).
A elaboração dos Pactos (“Pacto dos Direitos Civis e Políticos” e “Pacto dos
Direitos Sociais, Econômicos e Culturais) somente em 1966, vem demonstrar que
houve grande momento de negociação internacional (10 anos em negociação), até
possuir o número suficiente de países ratificadores.
O Estados Unidos não quiseram assinar, uma vez que afirmavam que o
ordenamento jurídico pátrio não era compatível. Havia uma divisão entre os dois
Pactos, os EUA queriam promover os Direitos de Liberdade, já a URSS queriam
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promover os Direitos Sociais (ações afirmativas). Aqui se retirou a ideia de que os
direitos políticos e civis são mais fáceis de serem cumpridos (abstenções do Estado),
enquanto aos direitos sociais exigem ações afirmativas do Estado, logo Direito.
Entretanto, enquanto não tiver comida, o povo não vota (logo, essa ideia cai por terra).
Os mecanismos de proteção são divididos em 2 formas: Inspirados na Carta e
outros inspirados nos Pactos e Tratados.
Inspirado na Carta há o conselho de Direitos Humanos (na Carta há a comissão
de Direitos Humanos), criou-se a Comissão dos Direitos Humanos, na Carta era
chamada de Conselho. Promovia-se a ideia de uma revisão periódica universal das
formas de proteção dos Direitos Humanos e da própria compreensão dos Direitos.
Logo, é possível proteger os Direitos Humanos socorrendo-se da Carta da ONU de
1945, Declaração dos Direitos Humanos de 1948 ou nos Pactos de 1966.
De acordo com o que dispõe a ONU, os Estados devem fazer relatórios que
deve ser apresentados no Conselho da ONU (Revisão Periódica Universal), o relatório
não poderá ter mais de 20 páginas e deve indicar o que foi feito nos últimos 4 anos,
quais leis foram elaboradas etc para a proteção dos Direitos Humanos. Normalmente
fica concentrado em um Ministério que recolhe informações em outros Ministérios,
estatísticas e Sociedade Civil. Preenchido o relatório, cada país encaminha uma
comissão que deve prestar contas ao Conselho dos Direitos Humanos da ONU.
Encerra-se as reuniões com Recomendações do Conselho, indicando serviços a
serem realizados. Nos próximos 4 anos os países buscam realizar as recomendações,
para depois poder reescrever o relatório.
Os 47 membros do Conselho que irão analisar todo este processo. Durante o
debate pode haver esclarecimentos, entre a equipe que defenderá o relatório e os 47
membros. Aqui é o momento em que os países tomaram conhecimento dos seus
equívocos, o que poderá ser melhorado, bem como momento de fiscalização. Portugal
quer integral esses 47 membros (eleição é bienal). Como esses 47 Estados tem
contatos com esses relatórios, estes podem sugerir mudanças em seus próprios
países.
Observa-se, portanto, uma tendência mundial pela declaração, promoção e,
principalmente, proteção dos Direitos Humanos e Fundamentais. Nos tópicos
seguintes apresentaremos a proteção dos Direitos Humanos/Fundamentais no
ordenamento jurídico brasileiro, bem como a extensão do direito à informação como
direito fundamental e a mídia como instrumento para tal.
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Posteriormente pretendemos indicar como a mídia, em uma perspectiva
sensacionalista, altera e promove ações de mitigação dos Direitos Humanos,
apresentando um caso para exemplificar referida dinâmica.

2 OS DIREITOS HUMANOS NO ORDENAMENTO JURÍDICO BRASILEIRO: O


DIREITO À INFORMAÇÃO COMO DIREITO FUNDAMENTAL E A MÍDIA COMO
SEU INSTRUMENTO

Em 1948, a Comissão das Nações Unidas para os Direitos Humanos elaborou


o rascunho do que hoje conhecemos como a Declaração Universal dos Direitos
Humanos. Todo o processo de criação foi idealizado e presidido por Eleanor
Roosevelt, viúva do presidente Franklin Roosevelt. No entanto, os primeiros sinais dos
Direitos Humanos surgiram bem antes do que se possa imaginar. Foi em 539 a.C que
o primeiro rei da Pérsia, Ciro, O Grande, libertou os escravos da Babilônia, declarando
que todos eram livres para escolher a sua própria religião e estabelecendo a igualdade
racial. Os decretos foram registrados em um cilindro de argila, conhecido como “O
cilindro de Ciro”, e fazem referência aos quatro primeiros artigos da Declaração
Universal dos Direitos humanos. No seu preâmbulo e Artigo 1.º, a Declaração afirma:
O desconhecimento e o desprezo dos direitos humanos conduziram a atos
de barbárie que revoltaram a consciência da Humanidade e o advento de um
mundo em que os seres humanos sejam livres de falar e de crer, libertos do
terror e da miséria, foi proclamado como a mais alta inspiração do Homem...
Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos
(ONU, Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948).

Os Direitos Humanos podem ser a princípio definidos como “os direitos de


proteção à pessoa humana, positivados na ordem internacional.”. No mesmo sentido,
têm-se os Direitos do homem, que são aqueles direitos inatos, pertencentes a cada
um apenas pelo fato de serem humanos e, ainda, os Direitos Fundamentais que
versam sobre a proteção jurídica da pessoa humana, positivados e previstos em uma
Constituição dentro do ordenamento jurídico interno de um determinado país.
De forma mais específica, Direitos Humanos correspondem a uma expressão
que, em sentido amplo abrange os direitos fundamentais e, em sentido estrito, os
direitos humanos internacionais. São normas jurídicas internas e externas de
proteção de todo e qualquer cidadão, sendo seu principal objetivo proteger a

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sociedade contra os arbítrios do Estado, já que este foi um grande violador de direitos,
como consta em diversos registros históricos.
A mídia, principalmente no Brasil, em seus mais variados estilos, mostra
constantemente a indignação da população perante os Direitos Humanos. Aqui vale
consignar a influência da mínima sensacionalista que se aproveita do aumento da
criminalidade para apresentar modelos de punição mais severos, como únicos
instrumentos para a redução da criminalidade, portanto, em um movimento contrário
à observação dos direitos humanos que dizem respeito aos sujeitos que praticam
infrações criminais.
De acordo com o texto de Pedro Pais Vasconcellos (Proteção de dados
pessoais e direito à privacidade. Direito da Sociedade da Informação, vol. I. Portugal:
Coimbra, 1999 p. 36), “os direitos da personalidade são supralegais e
hierarquicamente superiores aos outros direitos, mesmo em relação aos direitos
fundamentais que não sejam direitos da personalidade, como, por exemplo, o direito
de imprensa, que não se insere entre os direitos da personalidade”.
O processo de aceitação da sociedade, em se tratando do respeito aos Direitos
de todos, se daria de forma mais fácil se os meios de informação utilizassem seu
poder de influência para informar que os Direitos Humanos são uma das armas que
se tem para coibir possível atuação invasiva, ofensiva e/ou agressiva do Estado.
O que se deve observar é que a informação, após difundida em meios de
massa, tem o poder de transformar um bandido em herói, ou um herói no pior dos
bandidos. É fundamental que haja responsabilidade no manuseio dessa difusão.
Os Direitos Humanos, entre tantos temas, tratam do livre acesso à informação.
A maneira como esse acesso se dá foi o que se tornou alvo de inúmeras discussões.
Os meios de comunicação deveriam ser instrumentos de promoção e proteção dos
Direitos dos cidadãos, em especial no que diz respeito à dignidade da pessoa humana,
e não meios utilizados para promover a criminalização, o constrangimento e
julgamento sumário das pessoas tratadas nas matérias veiculadas.
O pré-julgamento de acusados de terem cometido algum crime e a incitação à
violência com as próprias mãos, justificada pela morosidade de uma resposta eficaz
do Estado, são características cada vez mais frequentes nos noticiários policiais.
Após o Iluminismo fora estabelecido um nível altíssimo de proteção à liberdade
de expressão. A liberdade do povo (em todos os sentidos) tomou tamanha proporção
que o Estado não mais poderia manipular a massa fazendo uso de armas e violência.
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Tomou como estratégia então o uso de algo bem mais poderoso: a mídia! Aqui, torna-
se mais vantajoso lidar com uma câmera de vídeo e algumas edições do que lidar
com uma câmara de tortura. (CHOMSKY, 2008)
O jurista e professor (CHAVES, 1995, p. 220) diz que “a legislação, como se
vê, protege a liberdade de comunicação — vale dizer "de imprensa" — aliás,
assegurada pela Declaração dos Direitos Humanos da ONU, referendada pelo Brasil.
Mas assegura também a integridade da imagem física, moral e intelectual (direito da
personalidade) do indivíduo, salvaguardando-o de explorações outras, menores,
publicitárias, propagandísticas, comerciais e políticas, objetivando lucros diretos ou
indiretos, isto é, econômicos e políticos, (...)”.
O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros, aprovado pelo Congresso
Nacional dos Jornalistas, além de proibir a incitação à violência e a exposição de
pessoas, dispõe sobre: o dever do jornalista de defender os princípios expressos na
Declaração Universal dos Direitos Humanos e a respeito de não serem autorizadas
as matérias de cunho sensacionalista ou contrário aos valores humanos,
especialmente em cobertura de crimes e acidentes.
Capítulo II - Da conduta profissional do jornalista.
Art. 6º É dever do jornalista:
I - opor-se ao arbítrio, ao autoritarismo e à opressão, bem como defender os
princípios expressos na Declaração Universal dos Direitos Humanos;
VIII - respeitar o direito à intimidade, à privacidade, à honra e à imagem do
cidadão;
XIV - combater a prática de perseguição ou discriminação por motivos sociais,
econômicos, políticos, religiosos, de gênero, raciais, de orientação sexual,
condição física ou mental, ou de qualquer outra natureza.
Art. 7º O jornalista não pode
V - usar o jornalismo para incitar a violência, a intolerância, o arbítrio e o
crime;
Capítulo III - Da responsabilidade profissional do jornalista
Art. 11. O jornalista não pode divulgar informações:
II - de caráter mórbido, sensacionalista ou contrário aos valores humanos,
especialmente em cobertura de crimes e acidentes; (Código de Ética dos
Jornalistas Brasileiros, 1987).

A mídia acusa, julga e condena. Viola o princípio da presunção de inocência,


previsto expressamente pelo artigo 5º, LVII, da Constituição Federal, bem como no
artigo XI da Declaração Universal dos Direitos Humanos. Além de lesar o cidadão em
relação ao princípio do contraditório e da ampla defesa, previsto no artigo 5º, LV, da
Constituição Federal.
No que diz respeito à liberdade de informação, o doutrinador Alexandre de
Moraes (2003, p.162) afirma que “o direito de receber informações verdadeiras é um
direito de liberdade e caracteriza-se essencialmente por estar dirigido a todos os
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cidadãos, independentemente de raça, credo ou convicção político-filosófica, com a
finalidade de fornecimento de subsídios para a formação de convicções relativas a
assuntos públicos”.
O jornalista Walter Lippman (1920) utilizou a expressão “Fabricação do
consentimento” para definir o meio pelo qual se ganha o apoio da opinião pública
através de ilusões, tais como necessidades artificiais ou o medo e a insegurança.
Lippman diz ainda que as pessoas devem ser desviadas para ficarem inofensivas e
que é preciso submergi-las e atordoá-las com informações que utilizem mais o
aspecto emocional do que o aspecto racional e o sentido crítico para que não tenham
tempo de sequer refletir, apenas absorver e reproduzir. Assim, o Estado democrático
está conseguindo sem violência o que os Estados Totalitários conseguiam usando
armas e repressão. Daí a falsa sensação de efetivo exercício da liberdade.
Gilberto Haddad Jabur (2000, p.368) discorre sucintamente acerca da atuação
da imprensa na modernidade:
[...] a obsessão pelo lucro, irrefreável em regimes capitalistas, compromete o
dever da imprensa, influencia a ‘produção’ e insufla o emprego de insumos
não muito ortodoxos. Os imperativos de venda ou de audiência impelem a
imprensa à busca da superficialidade, da arrogância, de escândalos, de um
autêntico sensacionalismo. Prestigia-se o entretenimento, sufoca-se a
informação socialmente útil.

3 O CASO DA ESCOLA BASE E A MÍDIA SENSACIONALISTA NA MITIGAÇÃO


DOS DIREITOS FUNDAMENTAIS.

A escola base é um dos mais conhecidos casos de irresponsabilidade da mídia


e suas consequências. O colégio fechou as portas em 1994, após os proprietários
terem sidos acusados de abusar sexualmente de alunos com idade entre 1 e 4 anos.
A denuncia teria sido feita por duas mães. (BALTHAZAR, 2014, 0:32)
A comoção e indignação da população foram imediatas. A escola foi saqueada
e danificada. Os donos foram ameaçados de morte. Um inquérito policial foi aberto na
justiça para averiguar elementos que comprovassem a autoria e materialidade do fato,
no entanto, pouco tempo depois foi arquivado.
Sem provas cabíveis que embasassem todas as acusações sofridas e após
terem sua honra e seu direito de imagem violados, os proprietários do colégio
ingressaram com uma ação por danos morais contra as emissoras responsáveis pela
divulgação das matérias.

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O caso foi julgado pela justiça de São Paulo, que deferiu o pedido, baseado no
entendimento de que há limites na liberdade de imprensa, e quando abusos são
constatados e tornam-se causadores de danos, deverá haver responsabilidade de
indenização para com as vítimas. (BALTHAZAR, 2014, 1:10’)
É evidente o desrespeito aos direitos de pessoas envolvidas em reportagens
de caráter sensacionalista. Torna-se cada dia mais necessário criar limitadores para
conter a forte manipulação existente por trás das câmeras. Buscam-se atualmente
profissionais que trabalhem de forma consciente, valorizando não só os aspectos
financeiros, mas também os aspectos morais e éticos. Conforme dispõe o Código de
Ética do Sindicato dos Jornalistas profissionais do estado de São Paulo (SJSP) em
seu artigo 4º: “O compromisso fundamental do jornalista é com a verdade no relato
dos fatos, razão pela qual ele deve pautar seu trabalho pela precisa apuração e pela
sua correta divulgação.”.
E ainda, baseado no artigo 12, I:

[...] ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, o maior numero de pessoas
e instituições envolvidas em uma cobertura jornalística, principalmente
aquelas que são objeto de acusações não suficientemente demonstradas ou
verificadas.

A mídia é formadora de opinião e pode facilmente alterar fatos da realidade


conforme os interesses políticos e econômicos que norteiam a opinião pública. O
poder midiático divide-se entre “glorificar ou massacrar alguém” (MILHIM, 2012, 5:25’).
Seu exercício deve ser em qualquer hipótese, consciente e responsável.

RESULTADOS

Inicialmente, há que se consignar que se tratando de uma análise decorrente


de uma disciplina das Ciências Sociais Aplicadas, a saber: o Direito, torna-se muito
temerário afirmar que em uma pesquisa científica, ainda que na modalidade
“concluída”, será possível alcançar resultados, muito menos, definitivos.
Entretanto, como considerações finais parciais, os autores entendem que o
desenvolvimento atual da sociedade, que se caracteriza particularmente pela força
das informações veiculadas por todos os meios de mídia, vem gerando grande
impacto naquilo que se compreende por Direitos Humanos.

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É de se consignar que a possibilidade, inclusive, de desenvolver o presente
trabalho decorre da uma garantia fundamental: a liberdade de expressão e da
liberdade de produção intelectual, artística e cultural, fixadas na Carta Magna. Logo,
todas as conquistas sociais na atualidade, desde construções na área da tecnologia,
na área de Humanas, Biológicas e etc. decorrem necessariamente do reconhecimento
a nível internacional dos Direitos Humanos. Somente é possível se falar em proteção
da homem, a partir dessa perspectiva ética, moral e jurídica.
Por outro lado, o que se observa é justamente o desenvolvimento de uma
sociedade do espetáculo, onde os programas jornalísticos, para angariar mais
audiência, celebram verdadeiros espetáculos investigando, processando e
condenando pessoas que supostamente praticaram crimes. Há uma verdadeira
banalização das garantias constitucionais da ampla defesa e do contraditório,
chegando a ponto insuflar a sociedade contra organizações não governamentais que
militam a favor dos Direitos Humanos.
Nesse sentido é que a presente pesquisa teve como objetivo desvelar a
influência da Mídia na delimitação dos Direitos Humanos, analisando casos em que a
mídia sensacionalista trouxe resultados desastrosos aos cidadãos, como aqueles da
Escola Base.

CONCLUSÃO

Pode-se considerar a influência da mídia como a arma mais perigosa da


atualidade, por meio da qual se torna fácil manipular uma sociedade que se encontra
imersa no senso comum e na falta de informações.
A mídia, seja qual for sua espécie, deveria transmitir o que todo e qualquer
cidadão tem direito, conforme consta no artigo XIX da Declaração Universal dos
Direitos Humanos: “Toda pessoa tem direito à liberdade de opinião e expressão; este
direito inclui a liberdade de, sem interferência, ter opiniões e de procurar, receber,
transmitir informações e ideias por quaisquer meios e independentemente de
fronteiras”.
Em suma, tem-se o “direito de informar”, referente à mídia, e o “direito de se
informar”, referente à população que capta as informações transmitidas. O que ocorre
é que ambos os direitos estão sendo utilizados de maneira errônea.

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De um lado a mídia, sedenta por atenção, manipula a população, que, do outro
lado, absorve tudo que lhe é transmitido sem ao menos se importar com a validade
dos fatos, das fontes e qual seria o real motivo para que aquilo seja transmitido.
Assim, os Direitos Humanos são constantemente colocados à prova.
Questiona-se o tempo todo se são realmente “direito de todos”, ou se estão restritos
somente à população carcerária e/ou às classes menos favorecidas ou, ainda, se
devem ser aplicados somente aos “humanos direitos”. Portanto, é essencial identificar
qual o real papel da mídia no que diz respeito aos Direitos Humanos.

REFERÊNCIAS

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Brasileiros. 1987

GOMES, Carla de Marcelino. A Proteção dos Direitos Humanos no Âmbito


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2014.

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Marx, Karl. A liberdade de imprensa. Porto Alegre: L&PM. 1980

MORAES, Alexandre de Moraes. Direitos Humanos Fundamentais. 5º ed. São


Paulo: Atlas S.A, 2003.

RECORD NEWS. O caso Escola Base após 18 anos. Disponível em:


<https://www.youtube.com/watch?v=o4GEEd86_0g> Acesso em 27 de maio de 2015.

TV CULTURA. O caso escola base – completo. Disponível em:


<https://www.youtube.com/watch?v=ba7WOYfPbm0> Acesso em 27 de maio de
2015.

ONU. Declaração Universal dos Direitos Humanos. 1948.

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RAMOS, Andre de Carvalho. Teoria geral dos direitos humanos. 2 ed. São Paulo.
Saraiva, 2011.

SAVADINTZKY, Larissa. Informação e privacidade: um direito não pode invadir o


outro. Disponível em: <www.conjur.com.br/2006-fev-
22/direito_informacao_intimidade_nao_podem_agredir> Acesso em 27 de Maio de 2015.

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