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Aula 1 - Durabilidade das Estruturas

Durabilidade - “Consiste na capacidade da estrutura resistir às influências ambientais previstas e


definidas em conjunto pelo autor do projeto estrutural e o contratante, no início dos trabalhos de elaboração
do projeto” sem a necessidade de reparos de alto custo, ao longo de sua vida útil, estando intimamente
ligada à agressividade que o meio proporciona, além da boa execução e utilização das estruturas.

A deterioração da estruturas é em razão de reações de origens químicas (edificações industriais),


físicas e mecânicas.
Para se obter estruturas duráveis - correta escolha dos materiais, cura, relação a/c, cobrimento, tipo
de proteção, a correta compatibilização dos projetos, etc.

• Vida útil de projeto: é definida como o período de tempo que vai até a despassivação da armadura.
• Vida útil de serviço ou de utilização: é o período de tempo que vai até o momento em que as manchas
aparecem na superfície do concreto, ou ocorre o aparecimento de fissuras ou destacamento do concreto.
• Vida útil última ou total: é o período de tempo que vai até a ruptura, ou colapso parcial ou total da
estrutura.
Origem das patologias:

Congênitas – fase do projeto


Construtivas – fase de execução
Adquiridas – agressividade do meio
Acidentais – fenômenos atípicos

Aula 2 – Patologia das estruturas

Uma estrutura está com patologia quando o seu desempenho (comportamento em serviço)
apresente o resultado previsto em projeto. Veja a seguir os tipos de danos patológicos:

• Vistoria preliminar - Nessa fase, é realizado um levantamento superficial das manifestações patológicas
para se ter uma noção do grau de deterioração da estrutura;
• Anamnese - Fase em que se realiza um levantamento junto aos usuários da estrutura sobre a utilização,
histórico de manutenções, histórico das manifestações (surgimento, evolução);
• Levantamento documental - Procura-se buscar o máximo de documentos existentes da estrutura afetada,
tais como projeto estrutural, as-built, memorial descritivo, diário de obras, cartas de traço do concreto
empregado, certificados técnicos do controle tecnológico;
• Vistoria detalhada - Realização de levantamento detalhado da estrutura afetada, com registro de todas as
manifestações e sintomas, como fissuras, trincas, desplacamentos de concreto, corrosão visível de armaduras
etc.
• Ensaios - Execução de ensaios in-situ, retirada de amostras para realização de ensaios em laboratórios. Essa
é uma fase mais detalhada, onde se busca um delineamento mais preciso dos problemas existentes e de suas
causas;
• Conclusão - Compilação dos dados, análise criteriosa e parecer final. Nessa fase, pode-se necessitar de uma
equipe multidisciplinar para realizar a análise e o parecer. Quando as causas e origens estiverem relacionadas
à sobrecargas na estrutura, será necessária a presença de um engenheiro projetista estrutural para fazer a
análise e propor o reforço;

Ordens Patológicas

• FÍSICA - variação de temperatura, umidade, ciclos de congelamento e degelo, ciclos de umedecimento e


secagem;
• QUÍMICA - carbonatação, maresia ou água do mar, chuva ácida, corrosão, ataque de ácidos, resíduos
industriais;
• BIOLÓGICA - microorganismos, algas, solos e águas contaminadas;
• MECÂNICA – impactos, excesso de vibração, sobrecargas

As umidades nas construções podem ter as seguintes origens:

1. Trazidas durante a construção


2. Trazidas por capilaridade
3. Trazidas por chuva
4. Resultante em vazamentos em redes
5. Condensação

BOLOR
 Aspectos observados: Manchas esverdeadas ou escuras; Revestimento em desagregação.
 Causas Prováveis: Umidade constante; Área não exposta ao sol.
 Reparos: Reparo do revestimento quando pulverulento; Lavagem com solução de hipoclorito;
Eliminação da infiltração da umidade.
Lixiviação - dissolução e remoção dos constituintes solúveis do concreto, em direção à superfície mediante a
percolação sob pressão de algum solvente ocasionando a formação de sais na superfície do concreto.

Erosão - descreve o desgaste pela ação abrasiva de fluídos contendo partículas sólidas em suspensão.
Abrasão - desgaste provocado pela ação de partículas sólidas (atrito). Ex: Piso industrial, pavimentos de
concreto, postos de gasolina, aeroportos, etc.
Cavitação - desgaste provocado pela ação de vapores d’água com partículas sólidas em suspensão; Ex:
Túneis, tubulações, metrô, etc.
Aula 3 – Corrosão das armaduras

Causas -má execução do concreto armado em virtude de:


 Recobrimento das armaduras abaixo dos valores recomendados pelas normas da ABNT.
 Elevado fator água/cimento, acarretando elevada porosidade do concreto e fissuras de retração.
 Ausência ou deficiência de cura do concreto, propiciando a ocorrência de fissuras, porosidade
excessiva, diminuição da resistência mecânica, etc
 Segregação do concreto com formação de ninhos de concretagem, erros de traço, lançamento e
vibração incorretos, formas inadequadas, etc.
 O cobrimento é responsável tanto pela proteção física (barreira), como pela proteção química da
armadura, quando este propicia um meio alcalino elevado com a consequente passivação da mesma.

CORROSÃO - transformação de um metal ou íon metálico, pela sua interação química ou eletroquímica com
o meio em que este está inserido.
TIPOS DE CORROSÃO
QUÍMICA – Processo lento, também denominada oxidação, provocado por uma reação gás-metal (ar x aço)
formando compostos de óxido de ferro (Fe2O3).
ELETROQUÍMICA/ELETROLÍTICA/CATÓDICA - a armadura se transforma em óxidos e hidróxidos de ferro, de
cor avermelhada, pulverulenta e porosa, denominada ferrugem. É resultado da formação de pilhas ou células
de corrosão, com eletrólito e diferença de potencial entre os trechos da superfície do aço. Para que ocorra:

Deve existir uma diferença potencial


Deve existir um eletrólito
Deve existir oxigênio
Agente agressivo

TIPOS DE CORROSÃO
GENERALIZADA - corrosão de toda a superfície do metal, devido principalmente à carbonatação.
LOCALIZADA - pode ser tanto por:
PITE - oriunda do ataque dos cloretos e dos sulfatos, caracterizando-se pelo ataque de pequenas
áreas da superfície do metal.
SOB TENSÃO - processo destrutivo do metal resultante da ação simultânea de um meio agressivo e
de tensões de tração estáticas residuais ou aplicadas sobre o metal. Propagação de fissuras,
geralmente em estruturas protendidas. Este tipo de corrosão caracteriza-se pela maneira rápida e
brusca com a qual se produzem os acidentes.

O dano ao concreto provocado pela corrosão da armadura, pode se dar na forma de expansão, fissuração,
destacamento do cobrimento de concreto e redução da seção transversal da armadura, podendo ocorrer o
colapso estrutural.
Aula 4 - CORROSÃO, CLORETOS E CARBONATAÇÃO

CORROSÃO POR CLORETOS - podem ser adicionados involuntariamente na fabricação do concreto a partir
da utilização de agregados e águas contaminadas, de aditivos aceleradores de pega e endurecimento, ou
ainda, podem penetrar desde o exterior através da rede de poros do concreto. A corrosão por ação dos
cloretos ocorre pela dissolução da capa passivadora, pelo ingresso de íons cloretos através do meio externo
no concreto ou no caso de contaminação da massa do concreto, como por exemplo, através da água, aditivos
aceleradores inadequados ou areia do mar.

CORROSÃO POR CARBONATAÇÃO - carbonatação do concreto pode ser definida como um


processo físico-químico entre o gás carbônico (CO2) presente na atmosfera e os compostos da
pasta de cimento. A carbonatação é uma consequência da redução da alcalinidade do concreto, devido a
lixiviação dos compostos cimentícios que reagem com os componentes ácidos da atmosfera, principalmente
o dióxido de carbono (CO2), resultando na formação de carbonatos e H2O.

A principal consequência da carbonatação, é a queda brusca do pH da solução dos poros, tendo como efeito
o avanço da frente de carbonatação e o início da corrosão. Esta frente de carbonatação é geralmente uma
zona muito estreita que separa dois lados, uma com valores de pH alto e outra com valores de pH baixo. A
frente de carbonatação pode ser visualizada através de indicadores apropriados, tais como a fenolftaleína e
timolftaleína.
Principais fatores que influenciam na Carbonatação
Meio ambiente:
 Concentração de CO2 na atmosfera
 Umidade relativa do ambiente
 Temperatura
Concreto:
• relação água/cimento
• cura
• tipo de cimento (presença de adições)

A velocidade de carbonatação está associada à porosidade do concreto, a umidade do concreto, à


temperatura e a umidade relativa do ar.

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