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TAG

Transtorno de ansiedade generalizada


MARCILIANE FREDRICH
Sumário
O QUE É TAG................................................................................................................2
SINTOMAS ....................................................................................................................2
TRATAMENTOS............................................................................................................3
CONSTITUIÇÃO............................................................................................................4
DIFICULDADES ENFRENTADAS ....................... .....................................................6
COMO SURGE ..............................................................................................................8
METODOS PEDAGOGICOS PARA AUXILIAR ALUNOS ...................................10
INTODUÇÃO
Ansiedade é um sentimento vago e desagradável de medo,
apreensão, caracterizado por tensão ou desconforto derivado de antecipação de
perigo, de algo desconhecido ou estranho.1,2
Em crianças, o desenvolvimento emocional influi sobre as causas e a
maneira como se manifestam os medos e as preocupações tanto normais quanto
patológicos.2,3 Diferentemente dos adultos, crianças podem não reconhecer
seus medos como exagerados ou irracionais, especialmente as menores

O QUE É TAG- TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

O Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é o tipo mais amplo de


ansiedade. Uma pessoa é diagnosticada com TAG quando apresenta
pensamentos ansiosos por pelo menos seis meses, acompanhada por sintomas
físicos e prejuízos no dia a dia.

No Transtorno de Ansiedade Generalizada, o indivíduo se preocupa


antecipadamente e de forma desproporcional, sendo que esta preocupação
geralmente está associada a situações que podem nem ser reais. Pessoas que
sofrem de TAG sentem que as preocupações não acabam, passando de um
problema para outro e se preocupando excessivamente com eles.

O transtorno da ansiedade generalizada pode afetar pessoas de todas as idades,


desde o nascimento até a velhice. Em geral, as mulheres são um pouco mais
vulneráveis do que os homens.

O TAG afeta cerca de 6,8 milhões de adultos americanos, sendo duas vezes
mais comum em mulheres que em homens. O distúrbio desenvolve-se
lentamente, geralmente começando na vida adulta jovem. A maior parte dos
diagnósticos ocorrem na meia-idade e diminui nos últimos anos de vida.

De acordo com o DSM-IV (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos


Mentais IV), é um distúrbio associado a “preocupação excessiva ou expectativa
apreensiva.
No Código Internacional de Doenças (CID), mais especificamente a CID 10 –
F 41 que está relacionado com a Ansiedade.
F41.1 – Ansiedade generalizada
Ansiedade generalizada e persistente que não ocorre exclusivamente nem
mesmo de modo preferencial numa situação determinada (a ansiedade é
“flutuante”). Os sintomas essenciais são variáveis, mas compreendem
nervosismo persistente, tremores, tensão muscular, transpiração, sensação de
vazio na cabeça, palpitações, tonturas e desconforto epigástrico. Medos de que
um seus próximos irá brevemente ficar doente ou sofrer um acidente são
frequentemente expressos.
Inclui:
 Estado Ansiosa(o)
 Neurose Ansiosa(o)
 Reação de angústia

Sintomas e diagnostico

Os principais sintomas do transtorno são:

 Boca seca;
 Mãos ou pés úmidos;
 Enjoos;
 Diarreia;
 Aumento da frequência urinária;
 Dor de cabeça;
 Suor excessivo;
 Dificuldade de engolir;
 Assustar-se com facilidade e de forma mais intensa;
 Tensão muscular;
 Sintomas depressivos.
Pessoas com Transtorno Generalizado de Ansiedade muitas vezes apresentam
uma variedade de sintomas físicos, incluindo fadiga, agitação, dores de
cabeça, náusea, amortecimentos e formigamentos nas mãos e nos pés, tensão
muscular, dores musculares, dificuldade de engolir, falta de ar/dificuldade para
respirar, tremores, irritabilidade, transpiração/sudação excessiva, insônia,
ondas de calor, coceiras/vermelhidão da pele, dificuldade em se relacionar com
outras pessoas ou isolamento social, dificuldade de concentração,
desorientação e perda da memória dificultando assim a vida social e
operacional do paciente em alguns casos. Para que seja classificado como
Transtorno Generalizado de Ansiedade esses sintomas devem ser contínuos e
persistentes por pelo menos 6 meses e associado com outros 3 sintomas
ansiosos.
Além da ansiedade na maior parte dos dias por 6 meses prejudicando múltiplas
atividades, o DSM-5 exige 3 ou mais dentre os seguintes sintomas para o
diagnóstico em adultos ou apenas mais de um no caso de crianças

1. Inquietação ou sensação de estar com os nervos à flor da pele


2. Incapacidade de relaxar
3. Factibilidade (cansar rápido)
4. Dificuldade em concentrar-se
5. Sensações de "dar um branco" (esquecer tudo e não saber o que fazer)
6. Constante sensação de estar em seu limite
7. Irritabilidade
8. Tensão muscular
9. Perturbação do sono (dificuldades em conciliar ou manter o sono, ou
sono insatisfatório e inquieto).
Queixas comuns estão relacionadas com o medo de eventos desastrosos
ocorram com entes queridos, com responsabilidades ocupacionais,
preocupação com a saúde e por antecipação de eventos de desprazer como
consultas médicas e consertar o carro.]
Para ser diagnosticado a perturbação não pode ser devido aos efeitos
fisiológicos diretos de uma substância (abuso de drogas, medicamento) ou de
uma condição médica geral como hipertireoidismo

TRATAMENTOS
O tratamento pode ser diferente de pessoa para pessoa de modo a adaptar-se
à sua situação e à extensão dos seus sintomas. A comunicação verbal e não
verbal do paciente com o terapeuta é muito importante para definir as possíveis
opções de tratamento. Deve haver um acompanhamento regular.
Dependendo da situação particular do doente, para o tratamento da ansiedade
generalizada podem ser usados métodos como por exemplo:

 Psicoterapia
 Fototerapia (particularmente em países com baixa exposição solar)
 Electroconvulsivoterapia (feita com o paciente anestesiado e inconsciente)

Revisão bibliográfica de 35 estudos indicam que o tratamento mais eficaz e


duradouro para transtornos ansiosos é a terapia cognitivo-comportamental,
sendo mais eficaz inclusive que tratamentos medicamentosos de primeira linha
(como ISRSs). São ainda mais eficazes quando integrados
Também há referências a resultados com exercício físico e a treinos de
relaxamento como aqueles praticados em Ioga.
É ainda de referir o forte efeito placebo nos indivíduos que sofrem de desordem
de ansiedade generalizada, que pode ser aproveitado como forma de
tratamento ao aumentar a segurança e o bem-estar do indivíduo
Os fármacos de primeira linha no tratamento da desordem de ansiedade
generalizada são os antidepressivos (como os ISRS, SNRI ou ISRSN) e
as benzodiazepinas. O médico pode optar por outros medicamentos consoante
a situação do doente ou a sua experiência. Por exemplo[9]:

 ISRS - fluoxetina, sertralina, paroxetina, escitalopram ou citalopram


 Inibidor selectivo da recaptação da serotonina e da
noradrenalina - venlafaxina
 Estabilizante de humor - pregabalina ou gabapentina
 Benzodiazepínicos - alprazolam, clonazepam, lorazepam, diazepam
 Anti-histamínicos
Além dessas drogas clássicas no tratamento do transtorno, o psiquiatra pode se
valer de outras classes medicamentosas quando as medicações de primeira
eleição não podem ser usadas ou não fizeram efeito ou quando há
comorbilidades. Exemplo são os antipsicóticos atípicos como a olanzapina que
diminuem os sintomas depressivos e paranoides. Se os ISRS não funcionam
pode-se tentar os Antidepressivo tricíclicos, mais antigos, como risco de causar
disfunção sexual

TAG

O TAG caracteriza-se pela presença de preocupações excessivas e


incontroláveis sobre diferentes aspectos da vida. Apesar de preocupações
serem uma manifestação de ansiedade bastante comum e fazerem parte da
experiência humana, pacientes diagnosticados com TAG referem haver uma
intensificação e prolongamento deste estado ansioso, sem que haja a
interrupção deste processo (Flannery-Shroeder, 2004).

Os critérios diagnósticos apontados na DSM-IV-TR (APA, 2000) incluem:


ansiedade e preocupação excessiva e de difícil controle com diversos eventos,
na maioria dos dias e com duração mínima de seis meses, causando prejuízos
no funcionamento da vida diária. O quadro deve ser acompanhado ainda de
pelo menos três de seis sintomas físicos tais como: inquietação; fatigabilidade;
dificuldade de concentração; irritabilidade; tensão muscular ou perturbações do
sono. Finalmente, o distúrbio não deve ser oriundo de ingestão de drogas ou
de abuso, de uma condição médica geral ou ocorrer exclusivamente durante o
curso de transtorno de humor, transtorno psicótico ou transtorno global do
desenvolvimento.

O diagnóstico em crianças e adolescentes difere dos adultos no que diz


respeito aos sintomas físicos. Há a necessidade da presença de apenas um
sintoma somático para que o diagnóstico seja confirmado em infanto-juvenis
(APA, 2000). Embora dores de cabeça ou de estômago, assim como tensão
muscular sejam queixas comuns em crianças e adolescentes com TAG
(Flannery-Schroeder, 2004), Tracey, Chorpita, Douban e Barlow (1997) e
Kendall e Warman (1996) encontraram que fatigabilidade é a queixa mais
frequente.

Kendall, Krain e Treadwell (1999) definem crianças e adolescentes com TAG


como “mini adultos” em função da preocupação em excesso com
compromissos, da rígida aderência a regras, ou por suas perguntas referentes
aos perigos inerentes às situações. Afirmam ainda que estas preocupações
dificultam o diagnóstico precoce do transtorno, porque adultos tendem a
valorizar este tipo de preocupação, confundindo assim a presença dos
sintomas com senso de responsabilidade. Crianças e adolescentes com TAG
podem ter preocupações consigo ou com os outros sobre diferentes domínios,
como por exemplo: perfeccionismo; pontualidade; saúde e segurança; eventos
catastróficos mundiais (tais como: guerras ou desastres naturais); situação
financeira familiar e futuro (Layne, Bernart, Victos & Bernstein, 2008). Weems,
Silverman e La Greca (2000) encontraram entre os principais domínios de
preocupação temas como: testes, furacões, agressão física, futuro, escola e
problemas com crianças da mesma idade. Pina, Silverman, Alfano e Saavedra
(2002), avaliando uma amostra clínica de 111 crianças e adolescentes com
idades entre seis e 17 anos, identificaram a preocupação com a própria saúde
como o fator preditivo mais confiável para o TAG.

Bögels e Zigterman (2000) encontraram que crianças e adolescentes com TAG


frequentemente subestimam a própria capacidade de lidar com as situações
cotidianas, em especial as que envolvem a avaliação de terceiros. Por
apresentar uma autocrítica exagerada, são perfeccionistas, capazes de
cometerem distorções cognitivas que tornam um pequeno erro um fracasso
enorme. Como consequência das ideias perfeccionistas, estas crianças tendem
a faltar seus compromissos com maior frequência ou mesmo a abandonar suas
atividades diárias (Flannery-Schroeder, 2004).

Outras características apontadas foram: necessidade constante de


reasseguramento e excesso de autoconsciência e preocupação com
comportamento no passado (Bell-Dolan, Last & Strauss, 1990; Kendall & cols.,
1999; Flannery-Schroeder, 2004). Rigidez com relação ao cumprimento de
regras ou evitação de situações nas quais poderia haver a exposição ao
julgamento dos outros são as principais consequências destes
comportamentos (Bögels & Zigterman, 2000; Kendall & cols., 1999; Layne &
cols., 2008). Finalmente, crianças e adolescentes com TAG têm uma tendência
a superestimar o perigo, prevendo situações catastróficas (Kendall & cols.,
1999).

A incidência de TAG em crianças de até 12 anos é significativamente menor do


que em crianças a partir desta idade. Além disso, o número de sintomas
apresentados aumenta com a idade (Tracey & cols.,1997). Vale ressaltar que
estes estudos foram realizados em amostras clínicas e podem não reproduzir
fielmente a realidade com relação à idade de início do TAG na população geral
(Layne & cols., 2008).
Não é possível fazer uma diferenciação na apresentação do quadro entre
meninos e meninas até o início da adolescência (Kendall & Warman, 1996;
Last & cols., 1996). No entanto, a prevalência de TAG em meninas passa a ser
maior do que em meninos a partir dos primeiros anos da adolescência, e essa
diferença se mantém em adultos (Rapee, 1991). Vélez e cols. (1989) atribuem
a maior incidência de TAG no sexo feminino à subdiagnosticação de pacientes
do sexo masculino e não a uma ocorrência real de mais casos em meninas.

O início do transtorno costuma ser precoce, lento e insidioso, o que é apontado


como a principal dificuldade para precisar a idade de início mais frequente
(Flannery-Schroeder, 2004). Comumente, pacientes adultos com TAG referem
a presença de sintomas ao longo de toda a vida, tendo dificuldade de identificar
o momento em que os sintomas começaram (Layne & cols., 2008).

A prevalência do TAG em crianças e adolescentes norte-americanos em


amostras comunitárias varia entre 2 e 4 % (Fleitlich-Bilyk & Goodman, 2004).
Não foram encontrados artigos que identifiquem a prevalência de TAG na
população infanto-juvenil brasileira. Até o momento, o único estudo
epidemiológico brasileiro, com crianças e adolescentes, apresenta apenas as
categorias mais amplas, como transtorno de ansiedade, de humor ou TDAH
(Fleitlich-Bilyk & Goodman, 2004). Na Inglaterra, Ford e cols. (2003)
identificaram uma porcentagem menor de casos com TAG, atingindo cerca de
0,65% da amostra de crianças e adolescentes.

Last e cols. (1996) avaliaram as características sócio demográficas de uma


amostra clínica composta por 118 crianças e encontraram uma associação
entre condições socioeconômicas favoráveis, estrutura familiar e TAG: as
crianças que receberam o diagnóstico eram em sua maioria oriundas de
famílias estruturadas, de classe média ou classe média alta.

Em amostras clínicas, a taxa de prevalência aumenta para 10 a 14 %, quando


a amostra estudada considera crianças e adolescentes em atendimento para
qualquer transtorno psiquiátrico (Kendall & Warman, 1996; Layne & cols.,
2008). Já quando a amostra é extraída de clínicas especializadas em
transtornos de ansiedade, esta taxa varia entre 15% (Last & cols., 1996) e 58
% (Kendall & Warman, 1996).

A presença de morbidades é extremamente comum em casos de crianças e


adolescentes com TAG (Layne & cols., 2008). Em um estudo conduzido por
Masi e cols. (2004) 93% dos participantes com TAG tinham alguma morbidade;
75% tinham como morbidade um outro transtorno de ansiedade, 56% um
transtorno depressivo e 21% TDAH ou TC (Layne & cols., 2008). Estas
coocorrências são mais frequentes em pré-adolescentes e adolescentes e
provocam um grande impacto na adaptação psicossocial destes jovens
(Flannery-Schroeder, 2004).

Alguns autores acreditam que o TAG na infância ou adolescência pode ser um


precursor de outros transtornos psiquiátricos na vida adulta (Pina & cols., 2002;
Beidel & cols., 1999; Last & cols., 1996). Pina e cols. (2002) realizaram um
estudo prospectivo com 111 crianças e adolescentes com TAG. Após nove
anos de acompanhamento, os pesquisadores concluíram que o TAG na
infância e juventude pode ser considerado um fator de vulnerabilidade para
quadros como: Fobia Social, Transtorno de Pânico e Transtorno Depressivo
Maior. Outros estudiosos defendem que o surgimento precoce do quadro é um
fator de vulnerabilidade para o aparecimento de qualquer transtorno de
ansiedade na fase adulta, inclusive o próprio TAG (Last & cols., 1996;
Flannery-Schroeder, 2004) e a falta de tratamento adequado pode levar a
sérios prejuízos no funcionamento do indivíduo (Tracey & cols., 1997).

Quais os tipos de Transtornos de Ansiedade?

Os Transtornos de Ansiedade incluem quadros como:

1. Transtorno do Pânico
2. Fobia Específica
3. Fobia Social
4. Transtorno Obsessivo-compulsivo(TOC)
5. Transtorno de Estresse Pós-traumático
6. Transtorno de Ansiedade Generalizada

Transtorno do Pânico
Os critérios estabelecidos para o diagnóstico de Transtorno de pânico, segundo
a American Psychiatric Association (DSM-IV) são os seguintes:

A principal característica de um ataque de pânico é a intensa sensação de


medo e desconforto seguida por pelo menos quatro dos seguintes sintomas
somáticos ou cognitivos, os quais iniciam abruptamente e atingem um pico em
cerca de 10 minutos:

 palpitações ou taquicardia;
 sudorese;
 tremores ou abalos;
 sensação de falta de ar ou sufocamento;
 sensação de asfixia;
 dor ou desconforto torácico;
 náuseas ou desconforto abdominal;
 tontura, vertigem ou sensação de desmaio;
 desrealização ou despersonalização;
 medo de perder o controle ou de enlouquecer;
 medo de morrer;
 parestesias (anestesia ou sensações de formigamento);
 calafrios ou ondas de calor.

Pelo menos um dos ataques de pânico deve ter ocorrido por um período
mínimo de um mês e vir acompanhado por uma intensa preocupação sobre a
possibilidade de ter outros ataques, preocupação em relação às suas
consequências (por exemplo perder o controle, enlouquecer ou ter um ataque
cardíaco), ou mudanças de comportamento significativa relacionada aos
ataques de pânico.
A AgoraFobia se caracteriza por uma ansiedade em relação a estar em locais
ou situações de onde a fuga ou o auxílio possam não estar disponíveis, na
possibilidade da ocorrência de um Ataque de pânico. No geral, a Agora Fobia
surge em situações como estar fora de casa desacompanhado, estar em meio
a uma multidão, permanecer em fila, viagens, ou encontrar-se sobre uma
ponte. Assim, várias situações são evitadas pelo indivíduos pelo receio de vir a
ter novos ataques de pânico. Quando essas situações são enfrentadas, há um
aumento do sofrimento e da ansiedade. Os Ataques de pânico não são
consequentes de dos efeitos fisiológicos causados por uma substância (drogas,
ou medicamentos), nem de uma condição médica geral (por ex.,
hipertiroidismo).
A ansiedade acentuada vivenciada em um Ataque de pânico não é causada
pela exposição aos estímulos ansiógenos decorrentes de outro Transtorno
mental, como por exemplo a Fobia Social, Fobia Específica, Transtorno
Obsessivo-compulsivo, Transtorno de Estresse Pós-traumático ou Transtorno
de Ansiedade de Separação.

Fobia Específica
O diagnóstico de Fobia Específica deve ser estabelecido através dos seguintes
critérios, propostos pelo DSM-IV:

Medo persistente
Há um temor acentuado e irracional acerca da presença ou antecipação de
objetos ou situações específicas como voar, animais, tomar injeção, ver
sangue, etc.

Exposição ao estimulo causa uma resposta de ansiedade excessiva


Quando o indivíduo se vê diante de uma situação ou objeto que lhe causa
Fobia, uma resposta de ansiedade acentuada é vivenciada imediatamente, na
maioria dos casos. Esta resposta pode ter as características de um Ataque de
pânico.

O indivíduo reconhece que o medo é excessivo ou irracional


Embora os adolescentes e adultos que sofrem de Fobia Específica percebam
seus medos como irracionais, em crianças essa característica pode estar
ausente.

O objeto ou a situação fóbica são evitados ou suportados com intensa


ansiedade ou sofrimento
Embora evite a maioria das situações fóbicas que desencadeiam a ansiedade,
esses estímulos quando enfrentados, causam intenso sofrimento para o
indivíduo. Devido a esquiva, a antecipação ansiosa ou o sofrimento na situação
fóbica, a rotina do indivíduo é prejudicada significativamente, causando assim
disfunções nas áreas ocupacional, social ou de lazer.
Em pessoas com menos de 18 anos de idade, os sintomas devem ter
persistido por pelo menos seis meses antes do diagnóstico de Fobia
Específica.
Ansiedade , ataques de pânicos, fobias não são melhor explicados por
outros transtornos mentais
A ansiedade acentuada, os sintomas de um Ataque de pânico ou a esquiva de
situações fóbicas não são melhor explicados pela exposição aos estímulos
ansiógenos decorrentes de outro Transtorno mental, como por exemplo a Fobia
Social, Transtorno Obsessivo-compulsivo, Transtorno de Estresse Pós-
traumático ou Transtorno de Ansiedade de Separação.

Fobia Social
A Fobia Social é diagnosticada segundo os critérios do DSM-IV descritos
abaixo:
Medo excessivo e persistente
Esta característica essencial da Fobia Social compreende um medo acentuado
de situações sociais ou de avaliação, ou quando o indivíduo é exposto a
pessoas estranhas. Há um intenso temor em agir de maneira humilhante ou
embaraçosa, bem como o medo em demonstrar sintomas de ansiedade. Para
se estabelecer o diagnóstico em crianças, esse critério deve ocorrer em
contextos que envolvem o mesmo grupo etário (por ex., sala de aula), e não
apenas na relação com adultos.

EXPOSIÇÃO A SITUAÇÃO SOCIAL CASA FOBIA E ANSIEDADE


Na maioria dos casos, uma resposta de ansiedade ocorre imediatamente após
a exposição ao estímulo fóbico. Dessa forma, esta resposta de ansiedade pode
tomar a forma de um Ataque de pânico. é importante ressaltar que em
crianças, esta ansiedade pode ser expressada por comportamentos como
choro, raiva, imobilidade ou afastamento de situações sociais que envolvam
pessoas desconhecidas.

Embora os adolescentes e adultos que sofrem de Fobia Social percebam seus


medos como irracionais, em crianças essa característica pode estar ausente.

Embora evite a maioria das situações sociais ou desempenham que


desencadeiam a ansiedade, esses estímulos quando enfrentados, causam
intenso sofrimento para o indivíduo. Devido a esquiva, a antecipação ansiosa
ou o sofrimento na situação social ou de desempenho, a realização de
atividades cotidianas do indivíduo é prejudicada significativamente, causando
assim disfunções nas áreas ocupacional, social ou de lazer.
Em pessoas com menos de 18 anos de idade, os sintomas devem ter
persistido por pelo menos seis meses antes do diagnóstico de Fobia Social.

A ansiedade acentuada, os sintomas de um Ataque de pânico ou a esquiva de


situações sociais ou de avaliação do desempenho não são melhor explicados
pela exposição aos estímulos ansiógenos decorrentes de outro Transtorno
mental, como por exemplo o Transtorno de pânico, Transtorno Dismórfico
Corporal, Transtorno Invasivo do Desenvolvimento , Transtorno da
Personalidade Esquizóide, ou Transtorno de Ansiedade de Separação. Os
mesmos sintomas também não podem ser decorrentes dos efeitos fisiológicos
do consumo de certas substâncias (medicamentos, drogas).
Transtorno Obsessivo-compulsivo

Os critérios diagnósticos para o Transtorno Obsessivo-compulsivo, de acordo


com o DSM-IV são os seguintes:

As obsessões são caracterizadas por pensamentos, impulsos ou imagens


recorrentes e persistentes que são experimentados pelo indivíduo como
intrusivos e inadequados, causando uma intensa ansiedade ou sofrimento. As
obsessões não incluem as preocupações com problemas reais da vida do
indivíduo, que as reconhece como produto de sua própria mente.
As compulsões são definidas por comportamentos repetitivos (por ex. lavar as
mãos, rituais de verificação ou de organização) ou por atos mentais (por ex.,
orar, contar ou repetir palavras mentalmente), que o indivíduo se sente
obrigado a realizar em resposta a uma obsessão. Por exemplo, se a pessoa
tem uma obsessão referente a contaminação, se vê obrigada a lavar as mãos
repetidas vezes. Assim, as compulsões têm o objetivo de prevenir ou reduzir o
sofrimento, ou mesmo evitar uma situação temida.
Tanto as obsessões como a compulsões são reconhecidas como excessivas
ou irracionais em algum momento do curso do Transtorno, sendo que em
crianças esse critério não é aplicado.

Os rituais Obsessivo-compulsivos são severos a ponto do indivíduo gastar mais


de uma hora por dia em suas realizações. Isso pode interferir significativamente
no cotidiano do indivíduo, causando prejuízos em suas tarefas ocupacionais,
nas relações sociais ou familiares.

Esse critério se deve por exemplo, à preocupação com alimentos na presença


de um quadro de Transtorno Alimentar, ou com a aparência no caso de
Transtorno Dismórfico Corporal, entre outros.
Os sintomas Obsessivo-compulsivos não são derivados dos efeitos fisiológicos
de uma substância ou de uma condição médica geral.

Transtorno de Estresse Pós-traumático

O Transtorno de Estresse Pós-traumático é diagnosticado segundo os critérios


do DSM-IV descritos abaixo:

A exposição a um estressor traumático refere-se a experiência, testemunha ou


ameaça de eventos que envolveram morte ou grave ferimento, ou qualquer
outra ameaça à integridade física própria, de familiares ou de pessoas
próximas ao indivíduo. Quando exposto ao evento traumático, a pessoa
desenvolveu intenso medo, impotência ou horror, embora em crianças essa
resposta se caracteriza por comportamento agitado ou desorganizado.

A revivência do evento traumático se dá por recorrentes recordações aflitivas


do evento, sob a forma de pensamento, imagens ou sonhos. Pode também
haver a sensação de que o evento traumático esteja ocorrendo novamente, e a
pessoa se comporta como se o vivenciasse naquele instante. Um sofrimento
psicológico intenso acompanhado de reações fisiológicas (taquicardia,
sudorese, hiperventilação, etc.) é experimentado pelo indivíduo quando ocorre
uma exposição a componentes que simbolizam ou lembram aspectos do
evento traumático. Uma "anestesia emocional" pode ser vista logo após o
trauma, caracterizada pela diminuição do interesse de situações e atividades
anteriormente satisfatórias, pelo afastamento e retraimento social, ou pela
redução da capacidade de sentir e expressar emoções, principalmente aquelas
relacionadas com intimidade e sexualidade. é possível que um sentimento de
futuro abreviado e de impossibilidade de fazer planos para a vida profissional e
pessoal esteja presente no curso do Transtorno.

A fim de evitar a revivência do trauma, o indivíduo apresenta uma esquiva


persistente a fatos que possam trazer à tona a lembrança do evento, como
pensamentos, sentimentos, conversas sobre o tema, ou atividades, locais e
pessoas que tragam recordações do trauma.

Sintomas persistentes de ansiedade ou de maior excitação estão presentes, e


incluem dificuldade em conciliar ou manter o sono, irritabilidade ou ataques de
raiva, dificuldade de concentração, hipervigilância, e uma acentuada resposta
de sobressalto.
A duração dos sintomas deve ser de pelo menos um mês após o evento
traumático.
Os sintomas devem causar sofrimento e prejuízo significativos no
funcionamento social ou ocupacional do indivíduo.

Transtorno de Ansiedade Generalizada

O Transtorno de Ansiedade Generalizada é diagnosticado segundo os critérios


do DSM-IV descritos no quadro abaixo:

Uma alta variedade de preocupações excessivas e pressentimentos estão


presentes na maior parte do dia, no decorrer de pelo menos seis meses, como
por exemplo o medo de que doenças e acidentes possam ocorrer consigo ou
com pessoas próximas, ou o receio de uma avaliação negativa por parte de
outras pessoas devido à um possível baixo desempenho na realização de
atividades.
Esses pensamentos podem ter embasamento em várias questões, porém
todas são julgadas pelo indivíduo como sendo de difícil controle.

Uma série de sintomas físicos podem estar associados à ansiedade,


identificados por tensão muscular, inquietação, fadiga, falta de ar, taquicardia,
sudorese, tontura, boca, seca, micção frequente, diarreia, dificuldade para
dormir, problemas de concentração, irritabilidade e cefaleias. O foco da
ansiedade não se deve aos sintomas de outro Transtorno mental, nem a efeitos
fisiológicos diretos de uma substância A ansiedade e a preocupação
acentuadas ou sintomas físicos causam sofrimento e prejuízos significativos no
funcionamento social, ocupacional e em atividades de lazer do indivíduo.

Como ajudar alguém com crise de ansiedade

Leve a pessoa para um ambiente tranquilo e livre de estresse.

Quando um amigo começa a se sentir ansioso, uma boa opção é levá-lo até
um local mais calmo, já que é importante reduzir o estresse da situação e evitar
novos transtornos. O objetivo aqui é manter a situação sob controle.
 Ajude a pessoa a encontrar um canto isolado ou alguma parte tranquila do
ambiente se vocês estiverem em um lugar cheio de gente. Faça isso
discretamente para evitar chamar atenção para vocês, o que poderia agravar
ainda mais a ansiedade do seu amigo.

Ouça.

Uma das melhores coisas que podemos fazer por um amigo ansioso é ouvi-lo
— ter alguém com quem falar sobre os sentimentos vai ajudá-lo a processar a
ansiedade. Além disso, ele sentirá que essas emoções são válidas, ou seja,
não vai ficar ainda mais ansioso por acreditar que é idiota ou que não deveria
sentir-se de tal forma.
 Muitas vezes, tudo o que precisamos durante um ataque de pânico é de
alguém que nos ouça e tente entender nossos sentimentos —
simplesmente ofereça os ouvidos e preste atenção no que seu amigo
tem a dizer.
 Por exemplo, diga algo como: "Estou aqui para ouvi-lo sem pressão ou
julgamentos. Estou aqui se precisar falar sobre seus sentimentos ou
quiser desabafar sobre a ansiedade. Quero dar o apoio e incentivo de
que você precisa".

Fique ao lado dele.

Mesmo que não saiba ao certo o que fazer, o simples ato de fazer companhia
para a pessoa ansiosa já pode ser uma grande ajuda e consolo. Muitas vezes,
não há nada que possamos fazer para ajudar alguém a superar a ansiedade, já
que ela terá que seguir o próprio curso e ir embora por conta própria, mas fique
ao lado do seu amigo para que ele não se sinta tão sozinho.
 Pergunte: "Posso fazer alguma coisa?". Se a resposta for negativa,
simplesmente faça companhia e mostre que está lá por ele

Pergunte se ele toma algum remédio.

Sempre que um amigo tiver uma crise de ansiedade, pergunte se ele faz uso
de algum medicamento para tratar o problema. Talvez você já saiba que ele
tome um remédio e, nesse caso, lembre gentilmente a pessoa de tomar o
medicamento se ela ainda não tiver feito isso.
 Reflita sobre a forma como formulará a pergunta ou lembrete. Pergunte algo
como: "Você toma algum tipo de medicamento quando se sente assim?". Se a
resposta for afirmativa, ou se você já sabe que ele toma um certo remédio,
pergunte: "Você tem o remédio aí?".

Pratiquem exercícios de respiração.

Eles são uma das melhores formas de aliviar o pânico e a ansiedade que, às
vezes, podem acelerar a respiração ou provocar falta de ar. Faça os exercícios
com seu amigo para ajudá-lo a recobrar o controle da própria respiração,
direcionar o foco para alguma coisa e relaxar.
 Peça para que ele inspire e expire pela boca — uma boa ideia é tentar contar
as respirações. Inspire contando até quatro, segure o ar nos pulmões
realizando a mesma contagem e, mais uma vez, expire contando até quatro.
Repita o exercício cinco a dez vezes.

Identifique os sinais de que o ataque chegou ao fim.

As crises de ansiedade podem acabar em alguns minutos ou durar vários dias


e, depois do ataque de ansiedade chegar ao fim, a pessoa sente muito
cansaço e por vezes precisa deitar ou sentar algum tempo para repor as
energias perdida no ataque de ansiedade.
 Permaneça ao lado da pessoa até que a respiração dela esteja sob controle.
Explique como fazer um exercício simples de respiração, dizendo algo como:
"Inspire profundamente pelo nariz enquanto eu conto até quatro. Depois,
segure o ar por alguns segundos e expire lentamente". Continue praticando
exercícios de respiração com seu amigo até que ele pare de hiperventilar.
 Caso ele tenha tomado um medicamento para controlar a ansiedade,
permaneça ao lado do seu amigo até que o remédio comece a fazer efeito.
 Continue conversando com a pessoa para avaliar como ela se sente. Seu
amigo não precisa estar completamente bem ou feliz para conseguir ficar
sozinho, mas permaneça ao lado dele até que o pânico, o medo intenso ou a
ansiedade tenham diminuído. Observe se ele começou a falar mais devagar ou
se está tremendo menos.
Como ocorre a crise de ansiedade

A ansiedade é, basicamente, uma resposta do corpo vinda do sistema nervoso


autônomo, que age independente do nosso pensamento racional, como um
reflexo.

Ele tem a porção simpática, que tem reações de resposta ao estresse,


preparando o corpo para fugir ou lutar em uma situação de perigo.

Isso ocorre com a liberação de adrenalina, que causa reações como:

 Acelerar os batimentos cardíacos e contrair os vasos sanguíneos, para


levar o sangue mais rapidamente
 Dilatar os brônquios, para aumentar a respiração e o consumo de
oxigênio
 Diminuir a motilidade do intestino, para guardar energia para outras
ações
 Dilatar as pupilas, para melhorar a visão mesmo em pouca luz
 Aumentar a liberação da glicose no sangue, para dar mais energia às
células.

A liberação do cortisol também ocorre neste processo, o que traz alguns outros
impactos ao corpo, como aumento da gordura corporal, inibição do muco da
parede gástrica e trazendo fadiga ao cérebro.

A ansiedade e seus transtornos podem causar sintomas tanto mentais quanto


físicos, que atrapalham o dia a dia de diversas formas. Veja quais são os
principais:

Sintomas psicológicos da ansiedade

 Constante tensão ou nervosismo


 Sensação de que algo ruim vai acontecer
 Problemas de concentração
 Medo constante
 Descontrole sobre os pensamentos, principalmente dificuldade em
esquecer o objeto de tensão
 Preocupação exagerada em comparação com a realidade
 Problemas para dormir
 Irritabilidade
 Agitação dos braços e pernas.

Sintomas físicos da ansiedade

 Dor ou aperto no peito e aumento das batidas do coração


 Respiração ofegante ou falta de ar
 Aumento do suor
 Tremores nas mãos ou outras partes do corpo
 Sensação de fraqueza ou cansaço
 Boca seca
 Mãos e pés frios ou suados
 Náusea
 Tensão muscular
 Dor de barriga ou diarreia.

Ataques de pânico

Os ataques de pânico são uma reação comum aos transtornos de ansiedade,


principalmente na síndrome do pânico. Suas principais características são:

 Sensação de nervosismo e pânico incontroláveis


 Sensação de morte
 Aumento da respiração
 Aumento da frequência cardíaca
 Tonturas e vertigens
 Problemas gastrointestinais.

Em alguns casos, os sintomas físicos são tão intensos que podem ser
confundidos com doenças como infarto e outros eventos cardiovasculares

Relação entre ansiedade e depressão

Muitas pessoas acreditam que ansiedade e depressão são quadros opostos


como muita gente acredita, eles inclusive têm sintomas muito semelhantes,
como:

 Medos
 Insônia
 Insegurança
 Dificuldades de concentração
 Irritabilidade.

Percebendo isso, dá para notar que elas podem ocorrer juntas.

Um estudo, que ficou conhecido como Kendell (15), mostrou que diagnóstico
de depressão passa para a ansiedade em 2% dos casos, enquanto os casos
de ansiedade se tornam depressão em 24%.

Uma explicação para isso é que os pensamentos negativos que o ansioso têm
sobre si mesmo podem ser gatilhos para a depressão.

Além disso, grande parte das pessoas com transtornos de ansiedade evitam as
situações que podem desencadear sintomas e, com isso, passam a viver de
forma muito restrita, como não sair de casa sozinho, não participar de
encontros e outros eventos sociais, ficar preocupado com tudo e acabar não
fazendo nada, e por aí vai. Quanto mais a ansiedade abala a vida de uma
pessoa, maior a chance de ela ficar deprimida.

Por fim, tanto a ansiedade quanto à depressão costumam estar ligadas a


disfunção de neurotransmissores chamado monomanias, que englobam a
serotonina.

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