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Geografia p/ SEE-PB (Professor - Geografia) Com Videoaulas -


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Sergio Henrique

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SUMÁRIO

00. Bate Papo Inicial .......................................................................................................... 2


1. Competências e Habilidades propostas pelo PCN do Ensino Médio para a Disciplina de
Geografia. .......................................................................................................................... 3
2. Novas Abordagens Teóricas e Metodológicas no Ensino da Geografia............................ 8
2.1. Breve Percurso Histórico ............................................................................................................ 8
2.2. As Novas Abordagens Teóricas e Metodológicas ...................................................................... 9
3. Novas Tecnologias de Comunicação e Informação no Ensino da Geografia. ................. 12
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4. Aspectos Avaliativos no Ensino da Geografia. .............................................................. 14
5. Referências Bibliográficas. ........................................................................................... 17
6. Considerações Finais. ................................................................................................... 19

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00. BATE PAPO INICIAL


Olá, amigo concurseiro. É com muita alegria que o recebo novamente para falarmos de
Geografia. Estudar as aulas anteriores é fundamental para que você possa compreender muitas
das coisas que vamos tratar aqui. Leia com atenção seu texto de apoio, releia e pratique exercícios.
Aos poucos, o conteúdo básico vai ficar retido na sua memória. Claro que, para isso, é muito
importante você fazer suas próprias anotações, ou em forma de resumo ou anotações nos
exercícios, não importa, você escolhe. O importante é estudarmos bastante e nos concentrarmos
nos estudos. Estimule sua disciplina e procure motivação pensando em seus sonhos. Bons
estudos.

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1. COMPETÊNCIAS E HABILIDADES PROPOSTAS PELO PCN DO ENSINO


MÉDIO PARA A DISCIPLINA DE GEOGRAFIA.
Entende-se que o ensino de Geografia deve assumir um papel fundamental: subsidiar os
alunos com conhecimentos que contribuam para uma visão de mundo mais ampla e profunda,
constituindo uma sólida formação geográfica. Em função disso, é importante valorizar momentos
de reflexão que deem pista sobre o caminhar da Geografia. Nesse sentido, as ciências humanas e,
particularmente, a Geografia, podem ser muito eficazes para estimular a formação de sujeitos mais
comprometidos com as demandas sociais de seu tempo.
O ensino da Geografia é fundamental para a construção da cidadania, possibilitando uma
visão ampla de problemas que antes eram considerados não importantes para a sociedade.
Segundo Lana Cavalcante (2002) o trabalho de educação geográfica na escola consiste em levar as
pessoas em geral, os cidadãos, a uma consciência da espacialidade das coisas, dos fenômenos que
elas vivenciam, diretamente ou não, como parte da história social. (p. 12-13)
Cavalcante (2010) salienta ainda que em suas atividades diárias, os alunos constroem
geografia ao circularem, brincarem na cidade ou nos bairros, produzindo espaços e delimitando
seus territórios. Salienta:

A prática cotidiana dos alunos é, desse modo, plena de espacialidade e de conhecimento dessa
espacialidade. Cabe à escola trabalhar com esse conhecimento, discutindo, ampliando e alterando
a qualidade das práticas dos alunos, no sentido de uma prática reflexiva e crítica, necessária ao
exercício conquistado de cidadania.
(CAVALCANTI, 2010, p.45).

Entretanto, o ensino de Geografia se revela num quadro desafiador para os docentes. Nesse
contexto, refletir como a Geografia é apresentada nos PCNs nos permite entender o quanto ela é
essencial para a compreensão e intervenção na realidade social. Por meio da geografia somos
levados a analisar as diferentes interações, convívio e conflitos da sociedade na construção do seu
espaço e, sobretudo debater atenciosamente tais relações.
A LDB 9394/96 imprime uma identidade ao EM que diz respeito às finalidades atribuídas a
ele: aprimoramento do educando como ser humano, sua formação ética, desenvolvimento de sua
autonomia intelectual e de seu pensamento crítico, sua preparação para o mundo do trabalho e o
desenvolvimento de competências para continuar seu aprendizado . (BRASIL, 1996). Ainda
segundo o documento:

O Ensino Médio, portanto, é a etapa final de uma educação de caráter geral, afinada com a
contemporaneidade, com a construção de competências básicas, que situem o educando como
sujeito produtor de conhecimento e participante do mundo do trabalho, e com o desenvolvimento
da pessoa, como “sujeito em situação” – cidadão.
(BRASIL, 1998, p.10)

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Os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Médio constituem um documento


norteador do planejamento do ensino das várias disciplinas nas escolas. A Geografia encontra-se
inserida na quarta parte do documento, especificamente em Ciências Humanas e suas
Tecnologias .
Analisando o documento Parâmetros Curriculares para o Ensino Médio - PCNEM (BRASIL,
1998), na área de Ciências Humanas (Geografia, História, Sociologia e Filosofia), especificamente
ao que se refere à disciplina Geográfica, pode-se observar o discurso sobre a importância de
conseguir uma interdisciplinaridade entre os conteúdos ensinados. O documento é incisivo ao
afirmar que a produção do conhecimento está cada vez mais integrada, visto que a nova
organização curricular busca controlar os conteúdos, almejando à escolha e à integração dos
mesmos no intuito de promover o desenvolvimento pessoal e para o incremento da participação
social. Segundo o documento, ´´no Ensino Médio, o aluno deve construir competências que
permitam a análise do real, revelando as causas e efeitos, a intensidade, a heterogeneidade e o
contexto espacial dos fenômenos que configuram cada sociedade``. (BRASIL, 1998, p. 30)
Uma das importâncias dos PCN (1998) é a retomada das categorias de análise da geografia
em todos os ciclos do ensino. No Ensino Médio os conceitos de espaço geográfico, paisagem, lugar,
território e territorialidades são bastante destacados, objetivando relacionar as diferentes escalas
cartográficas e geográficas. Outro conjunto de conceitos fundamentais para a compreensão da
dinâmica do espaço abordados pelo documento se refere à globalização, técnica e redes.
Entretanto, conforme aborda o próprio documento:

Este conjunto de conceitos-chave não deve ser entendido como uma listagem de conteúdos ou
um receituário, mas como elemento norteador da organização curricular e da definição das
competências e habilidades básicas a serem desenvolvidas no Ensino Médio, a partir dos
referenciais postos pelo conhecimento científico da Geografia.
(BRASIL, 1998, p. 34)

Figura 1: Quadro conceitos no contexto geral da disciplina. Fonte: PCN Geografia, 1998, p. 59.

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Nesse cenário, as competências e habilidades em Geografia são alinhadas a partir de três


perspectivas, que também compõem os agrupamentos nas demais disciplinas da área de Ciências
Humanas. São elas:
1. Representação e comunicação.
2. Investigação e à compreensão.
3. Contextualização sociocultural.

No primeiro grupo, são as seguintes competências definidas para a representação e a


comunicação em Geografia:
 Ler, analisar e interpretar os códigos específicos de Geografia (mapas, gráficos, tabelas
etc.) considerando-os como elementos de representação de fatos e fenômenos
espaciais ou especializados.
 Reconhecer e aplicar o uso das escalas cartográfica e geográfica como formas de
organizar e conhecer a localização, a distribuição e a frequência dos fenômenos naturais
e humanos. (BRASIL, 1998, p. 60-61)
Já no segundo grupo de competências trabalha basicamente com práticas de investigação e
compreensão, dando à Geografia os elementos adequados para a base investigatória que deve
integrar o trabalho científico na disciplina. São as seguintes as competências estabelecidas para
esse grupo conforme apontam o documento:
 Reconhecer os fenômenos espaciais a partir da seleção, comparação e interpretação,
identificando as singularidades ou generalidades de cada lugar, paisagem e território.
 Selecionar e elaborar esquemas de investigação que desenvolvam a observação dos
processos de formação e transformação dos territórios, tendo em vista as relações de
trabalho, a incorporação de técnicas e tecnologias e o estabelecimento de redes sociais;
 Analisar e comparar, interdisciplinarmente, as relações entre preservação e degradação
da vida no planeta, tendo em vista o conhecimento de sua dinâmica e a mundialização
dos fenômenos culturais, econômicos, tecnológicos e políticos que incidem sobre a
natureza, nas diferentes escalas local, regional, nacional e global. (BRASIL, 1998, p. 62)
E por último, o terceiro grupo de competências, que diz respeito à contextualização
sociocultural, uma das bases essenciais para o exercício de uma prática geográfica, que busca
incluir nesse contexto sociocultural os elementos constitutivos do espaço geográfico. As
competências definidas para essa situação são:
 Reconhecer na aparência das formas visíveis e concretas do espaço geográfico atual a
sua essência, ou seja, os processos históricos constituídos de diferentes tempos e os
processos contemporâneos, conjunto de práticas dos diferentes agentes, que resultam
em profundas mudanças na organização e no conteúdo do espaço.
 Compreender e aplicar no cotidiano os conceitos básicos da Geografia.

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 Identificar e analisar o impacto das transformações naturais, sociais, econômicas,


à à à à à à à à à à à à à
densidade das relações e transformações que tornaram a realidade concreta e vivida.
(BRASIL, 1998, p. 63)
Em síntese, é possível reduzir as competências que compõem os procedimentos e os
objetivos da Geografia no Ensino Médio, de acordo com o próprio documento, a alguns
procedimentos básicos, a saber:
 Leitura e interpretação dos documentos cartográficos (mapas, gráficos, tabelas), assim
como sua elaboração;
 Identificação e interpretação das estruturas constituintes do espaço geográfico em suas
unidades diversas;
 Reconhecimento e identificação dos elementos constitutivos do espaço geográfico,
incluindo a avaliação de sua incorporação ao processo de produção/apropriação do
espaço geográfico;
 Avaliação de seus impactos, tanto numa perspectiva histórica quanto em relação ao
momento presente. Esses traços gerais, a nosso ver, incluem todos os elementos
constitutivos das competências estabelecidas para o ensino da Geografia no Ensino
Médio. (BRASIL, 1998, p. 64)
Segundo Vesentini (2009) o ensino de Geografia deve ir além do conteúdo cognitivo, e partir
da vida cotidiana do aluno e junto com outras disciplinas, despertar "para a sociabilidade entre os
educandos, para a ausência de preconceitos, para a aprendizagem do diálogo e da troca de
experiências (p. 92). Indo nessa direção, quando se trata da importância do conceito de espaço no
ensino de Geografia, Cavalcanti (2010, p.24) defende que o ensino da disciplina deve visar ao
desenvolvimento da capacidade de apreensão da realidade do ponto de vista da sua espacialidade.
Isso porque se tem convicção de que a prática da cidadania, sobretudo nesta virada de século,
requer uma consciência espacial . A autora destaca ainda a necessidade de associar os temas do
cotidiano do aluno aos conceitos científicos da Geografia, para ela:

Para cumprir os objetivos do ensino de Geografia, sintetizados na ideia de raciocínio geográfico, é


preciso que se selecionem e se organizem os conteúdos que sejam significativos e socialmente
relevantes. A leitura do mundo do ponto de vista de sua espacialidade demanda a apropriação,
pelos alunos, de um conjunto de instrumentos conceituais de interpretação e de questionamento
da realidade socioespacial.
(CAVALCANTI, 2010, p. 25)

No cenário apresentado, faz-se necessário assim, a articulação entre os conceitos


estruturantes da Geografia com as competências e habilidades apresentadas pelo documento.
Trata-se da articulação entre os conceitos e as competências com o estabelecimento de uma
programação compatível com os elementos formativos e informativos a serem oferecidos aos

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educandos (BRASIL, 1998, p. 65). Aqui, o documento traz uma organização programática da
disciplina Geografia estruturada em alguns eixos temáticos, dividido em 4 categorias:
1. A dinâmica do espaço geográfico
2. O mundo em transformação: as questões econômicas e os problemas geopolíticos
3. O homem criador de paisagem/modificador do espaço
4. O território brasileiro: um espaço globalizado

No caso da Geografia, a definição dos eixos temáticos é facilitada pelo grande aporte teórico
de assuntos e temas, e entender que o espaço geográfico produzido pela sociedade com seus
movimentos, transformações, contradições e conflitos, que o passado e o presente convivem em
um mesmo espaço, que ambos interagem com as múltiplas relações de um lugar com outros
lugares, em âmbito local ou global. A geografia surgi como possibilidade de refletir o mundo real,
pois o conhecimento transforma o indivíduo em um ser ativo, levando-o a discutir seu papel na
sociedade.
Dentro desse contexto, de uma Geografia preocupada com o progresso intelectual de
cidadãos críticos, os Parâmetros Curriculares Nacionais objetivam colocar em prática bases para o
desenvolvimento de uma educação transformadora, que faça dos alunos sujeitos; autores de seu
conhecimento, posicionando-se de maneira crítica sobre os acontecimentos da sociedade.

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2. NOVAS ABORDAGENS TEÓRICAS E METODOLÓGICAS NO ENSINO DA


GEOGRAFIA.

2.1. BREVE PERCURSO HISTÓRICO

O conhecimento teórico e metodológico de cada disciplina é fundamental para a


organização e desenvolvimento do planejamento escolar. Para de promover à compreensão e
prática da cidadania, a participação social, a valorização da pluralidade cultural brasileira, a
utilização de diferentes linguagens, o raciocínio espacial, o desenvolvimento sustentável, entre
outros, as diferentes áreas do conhecimento se traduzem em disciplinas nas escolas de ciclo de
formação humana, desenvolvem prática pedagógicas coerentes e eficientes para atingir esses
objetivos. E na Geografia não é diferente. Ela possui métodos, metodologias e teorias que lhe são
próprios, com suas especificidade e características ao seu tempo.
Desde sua consolidação no final do século XIX até os dias de hoje, a geografia veio
apresentando significativas mudanças teóricas metodológicas. As principais tendências geográficas
foram marcadas pelo positivismo com explicações objetivas e quantitativas da realidade. Esse
período é marcado pelo estudo descritivo das paisagens humanizadas. Os procedimentos didáticos
baseados na descrição e memorização dos elementos são essenciais nessa fundamentação teórica
metodológica. Essa concepção geográfica, além de marcar a prática pedagógica de muitos
professores, marcou também os livros didáticos até meados da década de 1970. (VESENTINI, 2008)
Nesse contexto, a geografia foi introduzida nas escolas com o objetivo de contribuir para a
formação dos cidadãos, a partir da difusão da ideologia do nacionalismo patriótico, pois estava
ligada aos interesses políticos e econômicos do Estado-nação. Nas escolas trabalhavam a
estruturação dos fatos, fenômenos e acontecimentos divididos em aspectos físicos, aspectos
humanos, aspectos econômicos, de modo a fornecer aos alunos uma descrição das áreas
estudadas, sejam de um país, de uma região ou de um continente. De acordo com Jose William
Vesentini:

Dessa forma, a instituição escola e a "geografia dos professores" (aquela parte da geografia
moderna adaptada ao ensino elementar e médio) foram e são interligadas desde o século XIX. O
discurso geográfico desempenhou um importante papel na difusão do imaginário nacional de cada
Estado-nação e, inversamente, o lugar que lhe foi reservado no sistema escolar influenciou
enormemente a evolução da geografia moderna.
(VESENTINI, 2008, p. 11)

Tais concepções são chamadas de tradicional ou tradicionalista. As metodologias e as


teorias da geografia tradicional tornaram-se insuficientes para trabalhar em sala de aula com a
complexidade do espaço geográfico e não garantia a participação ativa do aluno na edificação do
saber geográfico. As simples descrições tornaram-se insuficientes. A realidade tornou-se muito
complexa pós-1945 e não permitia explicação com uma visão neutra. Os fatos tinham raízes

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históricas e não eram tão espontâneos como alguns estudiosos acreditavam. A partir dos anos
1960, teorias marxistas sobre a sociedade, trabalho, natureza, apropriação dos lugares e territórios
ganham espaço na geografia através do caráter de denúncias e lutas sociais. Não bastava explicar o
mundo, era necessário transformá-lo. (VESENTINI, 2008)

2.2. AS NOVAS ABORDAGENS TEÓRICAS E METODOLÓGICAS

O movimento de renovação da ciência geográfica no Brasil, no qual Milton Santos é figura


à à à àG à T à à à à à à à
Surgiram propostas de incorporar no ensino dessa disciplina reflexões da concepção dialética, ou
seja: mais crítica. A experiência pessoal e subjetiva é o fundamento sobre o qual o conhecimento é
construído. É atribuído ao sujeito papel central e primordial na elaboração e criação do
conhecimento. Nessa linha, é discutida a necessidade de superar a abstração do ensino de
conteúdos geográficos, e de ter um ensino tendo o aluno como sujeito do processo de ensino-
aprendizagem no conhecimento do espaço geográfico.
Essa proposta teórica metodológica é muito próxima do ciclo de formação humana, pois
leva em conta a diversidade do aluno e aluna, seu desenvolvimento cognitivo e o seu tempo para
aprendizagem e desenvolvimento de conteúdos, habilidades ou competências. Conforme destaca
Jose William Vesentini:

Essa geografia radical ou crítica coloca-se como ciência social, mas estuda também a natureza
como recurso apropriado pelos homens e como uma dimensão da história, da política. No ensino,
ela se preocupa com a criticidade do educando e não com "arrolar fatos" para que ele memorize
[...]. Em outros termos, o conhecimento a ser alcançado no ensino, na perspectiva de uma
geografia crítica, não se localiza no professor ou na ciência a ser "ensinada" ou vulgarizada, e sim
no real, no meio em que aluno e professor estão situados e é fruto da praxis coletiva dos grupos
sociais.
(VESENTINI, 2008, p. 16)

Para o ensino de Geografia, a renovação observa-se o espaço geográfico com outra


concepção, conforme ainda salienta o autor:

Trata-se de uma geografia que concebe o espaço geográfico como espaço social, construído,
pleno de lutas e conflitos sociais. Ele critica a geografia moderna no sentido dialético do termo
crítica: superação com subsunção, e compreensão do papel histórico daquilo que é criticado.
(VESENTINI, 2008, p. 14)

Sobre essa discussão, Santos (1996, p. 117) adverte quando discute o objeto da Geografia,
que é o espaço, tal qual ele se apresenta, como um produto histórico. São os fatos referentes à
gênese, ao funcionamento e à evolução do espaço que nos interessam em primeiro lugar .
Contudo, a noção de espaço cobre uma variedade ampla de objetos e significações. Há o espaço
da nação - sinônimo de território, de estado; há o espaço terrestre, da velha definição da
geografia, como crosta do nosso planeta; e há, igualmente, o espaço extraterrestre, recentemente

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conquistado pelo homem e, até mesmo o espaço sideral, parcialmente um mistério . (SANTOS,
1996, p. 120).
Diante desse cenário, o espaço que interessa é o espaço geográfico que é ´´a natureza
modificada pelo homem através do seu trabalho`` conforme destaca Milton Santos (1996, p 19). E
ainda, para o autor:

O espaço deve ser considerado como um conjunto indissociável de que participam, de um lado,
certo arranjo de objetos geográficos, objetos naturais e objetos sociais, e, de outro, a vida que os
preenche e os anima, ou seja, a sociedade em movimento. O conteúdo (da sociedade) não é
independente da forma (os objetos geográficos), e cada forma encerra uma fração do conteúdo.
O espaço, por conseguinte, é isto: um conjunto de formas contendo cada qual frações da
sociedade em movimento. As formas, pois, têm um papel na realização social.
(SANTOS, 1988, p. 26-27)

A tendência é a geografia utilizar diferentes concepções teóricas metodológicas de acordo


==134606==

com o seu objeto de estudo e conteúdo. Assim como trabalhos interdisciplinares com outros
campos do saber. As inovações teóricas e metodológicas são um estímulo à produção de novos
modelos didáticos. O método faz a ponte entre a reflexão e o caráter social da reflexão. Para
Douglas Santos (1995, p. 56), o ensino de Geografia deve encaminhar à reflexão para o presente,
de forma a propiciar aos alunos o desenvolvimento de um modo de pensar dialético, que é o
pensar em movimento e por contradição.
Nessa perspectiva, Cavalcanti (1 à à à à à à à àG à à à
ao desenvolvimento da capacidade de apreensão da realidade do ponto de vista da sua
espacialidade. Isso porque se tem a convicção de que a prática da cidadania, sobretudo nesta
virada do século, requer uma consciência espacial . Nesse sentido, a autora destaca que:

[...] quando se trata de ensinar as bases da ciência, opera-se uma transmutação pedagógica-
didática, em que os conteúdos da ciência se transformam em conteúdos de ensino. Há, pois, uma
autonomia relativa dos objetivos sociopedagógicos e dos métodos de ensino, pelo que a matéria
de ensino deve organizar-se de modo que seja didaticamente assimilável pelos alunos, conforme
idade, nível de desenvolvimento mental, condições prévias de aprendizagem e condições.
(CAVALCANTI, 1998a, p.22)

Assim, o que se espera da Geografia escolar no mundo atual, conforme Callai, é que
ensinemos os alunos a ler a paisagem, ler o mundo da vida, ler o espaço construído . (2003, p 60-
61).
Para Rosss (2005, p 16), é objeto de preocupação da Geografia de hoje conhecer cada vez
mais o ambiente natural de sobrevivência do homem, bem com entender o comportamento das
sociedades humanas, suas relações com a natureza e suas relações socioeconômicas e culturais .
Portanto, para compreender como vivem as sociedades humanas, é necessário ter em vista o
ambiente natural e o modificado pelo ser humano, sem, com isso, regressar a um pensamento
determinista, em que a natureza define a ação das sociedades na Terra, mas demostrar que, para

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conhecer um lugar ou uma região, a Geografia deve se preocupar em compreender tanto o


ambiente físico quanto social e suas influências recíprocas.
Assim, os estudantes precisam saber realizar uma leitura crítica do espaço em que vive, pois
assim ele conseguirá realizar uma interpretação do espaço geográfico, percebendo que também
faz parte dele, não sendo um ser alheio (passivo), mas podendo mudar a realidade a partir das suas
ações. Conforme aponta Lana, é preciso, portanto, formar uma consciência espacial para a prática
da cidadania, o que significa de fato compreender a geografia das coisas, para poder manipulá-las
melhor no cotidiano, quanto conhecer a dinâmica espacial das práticas cotidianas ´inocentes`, para
dar um sentido mais genérico (mais crítico, mais profundo) a elas. (CAVALCANTI, 1998b, p. 128)

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3. NOVAS TECNOLOGIAS DE COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO NO ENSINO DA


GEOGRAFIA.
Em seu livro A natureza do espaço, Milton Santos (2006) faz uma reflexão acerca do
desenvolvimento das técnicas no processo de evolução da sociedade humana. Ele afirma que na
década de 1990 tem início o período da informação e comunicação, no qual técnicas com estreitas
relações com a ciência se difundem de maneira rápida, em escala planetária, chamando-a do
período técnico-científico-informacional.
As informações geradas pelos aparatos tecnológicos podem ser emancipadoras para as
sociedades locais que delas fazem uso para melhorar a qualidade de vida e favorecer
desenvolvimento social mais justo. De acordo com Roberto Rosa pode-se definir como
geotecnologias como:

O conjunto de tecnologias para coleta, processamento, análise e oferta de informações com


referência geográfica. As geotecnologias são compostas por soluções em hardware, software e
peopleware que juntos constituem poderosas ferramentas para tomada de decisões. Dentre as
geotecnologias podemos destacar: sistemas de informação geográfica, cartografia digital,
sensoriamento remoto, sistema de posicionamento global e a topografia.
(ROSA, 2005, p. 81).

Dentro desse período histórico da atualidade, não é possível dissociar educação e novas
tecnologias, seja no ambiente escolar ou no cotidiano, visto que, cada vez mais, a juventude vem
se utilizando das novas tecnologias. A internet, por exemplo, disponibiliza uma infinidade de
informações e pode ser utilizada como recurso pedagógico no auxílio do ensinar-aprender, da
construção do conhecimento. Nesse sentido, até mesmo os documentos oficiais de política
educacional abordam a necessidade de se aliar as novas tecnologias ao ensino, como salienta
Dulce Leia Garcia Pazini e Enaldo Pires Montanha:

Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN’s, 1998) apresentam as diretrizes curriculares


nacionais do ensino fundamental e médio. Esse documento aponta, como uma das tarefas do
ensino fundamental, a utilização pelos alunos de diferentes fontes de informação e recursos
tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos.
(PAZINI, MONTANHA; 2005, p. 1330)

As técnicas abriram a possibilidade de analisar o espaço de maneira singular: imagens de


satélite e sobreposições de mapas em SIG permitem obter informações mais detalhadas, imagens
de satélites meteorológicos são essenciais para previsão de eventos climáticos e imprescindíveis no
planejamento agrícola ou prevenção de riscos em áreas urbanas, para reduzir danos. No ensino de
Geografia a inserção das geotecnologias possibilita formação crítica dos alunos, tanto para o
conhecimento do espaço onde vivem, como para participação ativa dos indivíduos nas tomadas de
decisão pela sociedade. O Sensoriamento Remoto e o SIG são ferramentas que facilitam a

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compreensão de nosso vasto planeta terrestre, a partir de disponibilizações de informações


precisas e atualizadas, sendo uma técnica muito utilizada na Geografia. Dessa forma:

O acesso e uso das geotecnologias devem ser encarados como forma de conhecer com maior
clareza as dinâmicas ambientais e sociais. À medida que as pessoas podem experimentar e
perceber melhor o espaço onde vivem, o processo aguça, em consequência, a capacidade crítica
dos indivíduos. Com a internet muitas informações estão disponíveis para todos.
(SILVA; CARNEIRO, 2012, p.331)

Nesse contexto, Dermeval Saviani (1994) discute o papel da educação como emancipadora
da população e aponta os motivos pelos quais, na sociedade capitalista, o desenvolvimento é
desigual. Deter saber é deter conhecimento das forças de produção que são instrumentos de
geração de capital e não são socializadas para toda a população, pois as grandes massas se
restringem a funcionar como força de trabalho. Assim, a abordagem crítica das técnicas nas escolas
abre importante espaço para discussão de que o acesso à tecnologia e ao conhecimento são
espacialmente desiguais uma vez que os mesmos são instrumento de acumulação de capital.
Nesse sentido, a escola desempenha papel importante para desenvolvimento da capacidade de
análise crítica da sociedade no qual o aluno pertence.

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4. ASPECTOS AVALIATIVOS NO ENSINO DA GEOGRAFIA.


A expressão avaliação aparece inúmeras vezes na Lei de Diretrizes e Bases da Educação
Nacional (LDB) nº 9394/96, referindo-se ao processo nacional de avaliação do rendimento escolar,
como instrumento de promoção para anos (séries) posterior, em suas particularidades nos
diferentes níveis e modalidades de ensino. Em seu artigo 24, que trata da ´´verificação de
rendimento`` escolar na educação básica, define a avaliação como um dos seus aspectos
obrigatórios. Estabelece que a avaliação do desempenho do aluno deve ser contínua e cumulativa,
com prevalência dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do
período sobre os de eventuais provas finais. A obrigatoriedade da recuperação de estudos para os
casos de baixo rendimento escolar também é estabelecida.
Para Mendez (2007), ao avaliar, todos deveriam aprender sobre o adquirido e sobre o que
ainda falta, sobre o dado por apreendido e o que ainda falta por aprender, pois se deve fazê-lo
com a avaliação e através dela, criando estímulos necessários para continuar os processos de
aprendizagem. Nesse sentido, conforme afirma Carina Copatti:

Na Geografia Escolar, o ato de avaliar pressupõe a utilização de instrumentos que ampliem a


capacidade de leitura e compreensão de diferentes fenômenos sociais ocorridos no espaço
geográfico. A avaliação pode ser considerada um suporte para o processo de ensino-
aprendizagem, permitindo a análise da ação educativa num processo contínuo, investigando e
dando subsídios ao redimensionamento da prática pedagógica.
(COPATTI, 2014, p 170)

Libâneo (2004, p. 196), entende a avaliação da aprendizagem como [...] o componente do


processo de ensino que visa, através da verificação e qualificação dos resultados obtidos,
determinar a correspondência destes com os objetivos propostos e, daí, orientar a tomada de
decisões em relação às atividades didáticas .
A avaliação, quando utilizada para verificar e qualificar o processo de ensino-aprendizagem,
torna-se uma ferramenta essencial no processo educativo, portanto, sua função não é quantificar
o percentual que o aluno aprendeu, validando-o por um número. A avaliação engloba uma
infinidade de critérios que precisam considerar também as atividades didáticas dos educadores e a
aplicabilidade destas na sala de aula. Roberto Filizola destaca que:

Em primeiro lugar, a avaliação não deve ficar restrita a provas e testes. Ao contrário, é
necessário diversificar os instrumentos avaliativos tendo em vista ampliar as possibilidades de
avanço dos alunos [...]. Em segundo lugar, o processo de avaliação da aprendizagem escolar não
pode ser concebido como algo à parte do processo de ensino e até mesmo do projeto pedagógico.
Nessa perspectiva, a avaliação deve possuir um caráter diagnóstico e, consequentemente,
prestar-se para a verificação dos resultados planejados.
(FILIZOLA, 2009, p. 55-56)

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Conforme observa-se, a aprendizagem em Geografia se dá nas experiências, nos diálogos,


na vivência do cotidiano, nas análises realizadas, nas trocas entre professor, aluno e entre estes no
exercício da cooperação e da reflexão em relação a diversos assuntos, estes que aproximam a
ciência geográfica e o cotidiano do ser humano vivendo em sociedade. Maria Ignez Carlin Furlan
salienta que na escola, a avaliação é realizada com a naturalidade do dia-a-dia. Comumente é
tendenciosa e arbitrária, seus instrumentos são limitados e os resultados mal-usados (2007, p.
40) . A autora afirma ainda que:

Usar os instrumentos na perspectiva da avaliação é crer no educando e procurar ver, em primeiro


lugar, não aquilo que o separa ou o diferencia dos demais jovens de sua idade, mas sim tudo
aquilo que tem em comum com todos os demais. É procurar descobrir o que ele sabe e o que é
capaz de fazer, evitando compará-lo com um suposto padrão de qualidade existente.
(FURLAN, 2007, p. 40)

O professor de Geografia, em sua prática docente, deve atuar na perspectiva de desenvolver


um olhar avaliativo para além da sala de aula, compreendendo o contexto social onde atua e as
individualidades de seus alunos, reconhecendo, as dificuldades que por vezes os limitam e as
capacidades que os habilitam para inúmeras aprendizagens. Portanto, como parte do processo
avaliativo em Geografia, é importante incentivar ações e atividades em que cada indivíduo seja
valorizado pelas suas qualidades e pelos conhecimentos que constrói no cotidiano, num processo
contínuo de construir-se como um ser dotado de sentimentos e capacidades, vislumbrando um
ensino humanizado e integrado ao contexto social. (COPATTI, 2014)
Desse modo, o real objetivo da avaliação no estudo da Geografia é desenvolver nos alunos a
capacidade de empatia, observando e contextualizando diferentes assuntos. Helena Callai
considera que:

As maneiras como os grupos exploram o espaço, como estabelecem as relações com o ambiente
têm muito a ver com a sua cultura. Conhecê-la, portanto, pode ser significativo para
compreender o lugar, e entender por que as coisas acontecem do modo que estão acontecendo.
Reconhecer a cultura local significa perceber a história do lugar, as origens das pessoas que ali
vivem e as verdades e valores que pautam as relações entre elas. Compreender a diversidade
cultural e a diversidade de espaços, onde ocorrem as relações sociais, é de extrema importância
para o desenvolvimento de diferentes propostas para a avaliação em Geografia.
(CALLAI, 2000, p. 123)

Vilas Boas (2010) afirma que planejar a avaliação exige alguns questionamentos, os quais
permitem entender a concepção de avaliação que se tem, ou seja, se a mesma está voltada à
aprendizagem do aluno ou é apenas uma formalidade burocrática. Entre os questionamentos
constam os seguintes: Por que eu estou avaliando? Para que eu avalio? Como avalio? Quem é
avaliado? Quem avalia? Para que serve o resultado da avaliação?
As respostas a estas perguntas indicarão os procedimentos mais apropriados para cada turma e,
assim, que instrumento de avaliação utilizar.

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O que ocorre na disciplina de Geografia, com algumas particularidades no que se refere aos
instrumentos utilizados, é que o processo avaliativo faz parte de uma construção coletiva, da
concepção que a escola e seus professores têm de educação. Nesse contexto, avaliar em geografia
pressupõe o uso de instrumentos que se relacionem à ampliação da capacidade de leitura dos
espaços, objeto central do ensino em geografia. Assim, mapas, croquis, desenhos, imagens são
alguns instrumentos utilizados.
Nesse quadro, é necessário diversificar o uso de instrumentos de avaliação, privilegiando
aqueles em que o conhecimento espacial seja o foco e que permitam a leitura, representação e
compreensão do espaço em que os alunos vivenciam. Além disso, os critérios de avaliação
precisam estar claros para o professor e para o aluno, ou seja, o que se espera que se aprenda e o
que se saiba, atrelando a isto conhecimentos que possibilitem ao aluno compreender no seu
espaço [...] a relação que os seres humanos estabelecem entre si e com os outros elementos da
natureza, a fim de prover as suas condições materiais de existência. (KATUTA, 2004, p. 33).

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5. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.
BRASIL Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996. Estabelece as diretrizes e bases da educação
nacional. Ministério da Educação, 1996.
BRASIL, Ministério da Educação e do Desporto. Parâmetros Curriculares Nacionais PCN+ (Ensino
Médio): Geografia. Brasília: MEC, 1998.
CALLAI, Helena Copetti. Do ensinar Geografia ao produzir pensamento geográfico. In: REGO,
Nelson et al. (Org). Um pouco do mundo cabe nas mãos: geografizando em Educação o local e o
global. Porto Alegre: UFRGS, 2003, p. 57-73.
______. Estudar o lugar para compreender o mundo. In: CASTROGIOVANNI, Antônio C. Ensino de
Geografia: práticas e contextualizações no cotidiano (org.). Porto Alegre: Mediação, 2000.

CAVALCANTI, Lana de Souza. Ciência geográfica e ensino de geografia. In: ______. Geografia,
escola e construção dos conhecimentos. Campinas, SP: Papirus, 1998a. p. 15-28.

______. Geografia escolar e a construção de conceitos no ensino. In: ______. Geografia, escola e
construção dos conhecimentos. Campinas, SP: Papirus, 1998b. p. 87-136.
______. Geografia, escola e construção de conhecimentos. 16ed. Campinas, SP: Papirus Editora,
2010.

______. O ensino de geografia na escola. Papirus, Campinas, SP: 2012. p. 45 47. Disponível em:
<http://disciplinas.stoa.usp.br/pluginfile.php/164816/mod_resource/content/2/La7na_Libaneo_V
asconcelos.pdf> Acesso em 17 out. 2018.

COPATTI, Carina. Avaliação escolar em Geografia: contribuições da Educação Estética nesse


processo. Revista Olh@res: Guarulhos, v. 2, n. 1, p. 168-193. Maio, 2014.

FILIZOLA, Roberto. Didática da Geografia: proposições metodológicas e conteúdos entrelaçados


com a avaliação. Curitiba: Base Editorial, 2009.

FURLAN, Maria Ignez Carlin. Avaliação da aprendizagem escolar: convergências, divergências. São
Paulo: Annablume, 2007.

KATUTA, Angela Massumi. O Estrangeiro no mundo da Geografia. Tese (doutorado em Geografia)-


Universidade de São Paulo, São Paulo, 2004. Disponível em: <http://
www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/marco2013/geografia_artigos/o_estrangeiro_no
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LIBÂNEO, José. Carlos. Didática. São Paulo: Cortez, 2004.

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MENDEZ, Juan Manuel Alvarez. Avaliar para aprender: os bons usos da avaliação. In: MELO Marcos
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PAZINI, Dulce Leia Garcia; MONTANHA, Enaldo Pires. Geoprocessamento no ensino fundamental:
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SANTOS, Milton. Metamorfose do espaço habitado: fundamentos teóricos e metodológicos da


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______. Por uma Geografia nova: da crítica da Geografia a uma Geografia crítica. 4 ed. São Paulo:
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VILLAS BOAS, Benigna Maria de Freitas. Portfólio, avaliação e trabalho pedagógico. 7ª edição.
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6. CONSIDERAÇÕES FINAIS.
É isso aí, meu amigo concurseiro. Se você fez tudo até aqui é mesmo um guerreiro dos
estudos, como devemos ser na vida. Parabéns pelo seu esforço, é um comportamento bem difícil
até nos disciplinarmos, mas as conquistas fazem tudo valer a pena. Aristóteles dizia que o
conhecimento tem raízes amargas, mas seus frutos são doces.
Leia e Releia a teoria. Faça e refaça os exercícios. A repetição é a mãe do aprendizado. Vai
valer muito a pena. Nós da equipe Estratégia Concursos, vamos guiá-lo ao caminho da aprovação.

Motivação, Disciplina e Estratégia.


Um grande abraço...
Bons estudos.
Foco no Sucesso!

Prof. Sérgio Henrique Lima Reis.

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