Você está na página 1de 22

Doença de Alzheimer: Tratamento Farmacológico

Duas classes de drogas aprovadas (FDA):

• Inibidores das Colinesterases

(donepezil, rivastigmina, galantamina)

• Antagonista do receptor N-Metil-DAspartato

(Memantina)

ICHE: Eventos adversos frequentes

IChE Eventos adversos

Donepezil Náusea, vômitos, diarréia, anorexia,insônia, cãibra muscular, fadiga, síncope

Rivastigmina Náusea, vômitos, anorexia, perda depeso, dispepsia, astenia, vertigem,

fadiga, diarréia

Galantamina Náusea, vômitos, anorexia, perda depeso, síncope, fadiga, vertigem,dispepsia,


diarreia

MANEJO

• Iniciar com doses baixas e aumentar as

doses a cada 4-6 semanas até a dose

máxima tolerada no intervalo terapêutico

• Monitorar efeitos colaterais

• Se a dose terapêutica não puder ser

alcançada, outro IChE deve ser tentado

ICHE

Doses recomendadas:

• Donepezil: 5-10 mg/dia

• Rivastigmina: 6-12 mg/dia

• Galantamina: 16-24mg/dia

Memantina para AD

• Aprovada (FDAeANVISA) para DAfase


GRAVE

• Manejo: início 5mg/dia, com aumento de

5mg/semana em 2 tomadas, até 20mg/dia

• Eventos adversos: confusão transitória,

sonolência, quedas, dor de cabeça

Memantina: Benefícios Clínicos

• Cognição

• Comportamento

• ABVDs,AIVDs

• Estresse do cuidador

Recomendações: Doenças deAlzheimer

FASE LEVE AMODERADA

• 1ª. Linha: Inibidores das Colinesterases

(Rivastigmina, Donepezil, Galantamina)

Recomendações: Doenças deAlzheimer

FASE MODERADA AGRAVE

• 1ª. Linha: Monoterapia

• IChE

• Antagonista do receptor NMDA

(Memantina)

• Terapia combinada

(recomendada para fase grave)

Demências: Tratamento Farmacológico

Recomendações: Doenças deAlzheimer

FASE GRAVE

• 1ª. Linha: Monoterapia com antagonista do receptor

NMDA(memantina)
• Terapia combinada (Memantina+ IChE): considerar qdo

há resposta pobre à memantina

• Associar psicotrópicos (Antipsicóticos atípicos,

anticonvulsivantes, antidepressivos) para manejo de

sintomas comportamentais

Doenças de Alzheimer: Manejo a longo prazo

• Monitoramento do estado cognitivo e funcional em

intervalos de 6 meses

• A avaliação da resposta ao tratamento não deve ser

baseada no monitoramento de um único domínio

• Manutenção da farmacoterapia até que não haja

interações sociais significativas e que a deterioração da

qualidade de vida seja irreversível

Quando trocar de ICHE?

• TOLERABILIDADE

• EFICÁCIA

• Diferentes classes químicas e propriedades

farmacológicas

• Poucos estudos

• Eficácia da troca: 2 EA (1 estudo sem benefício claro,

outro estudo com melhora/estabilização avaliada pelo

MEEM)

Critérios para mudança de terapia

Demências: Tratamento Farmacológico

Considerar memantina

(isolada ou combinada)

• Fase moderada
• SEM estabilização ou

redução da taxa de declínio

funcional

• IChE monoterapia, dose

adequada

• Troca de IChE

Considerar retirada

• Perda de independência em

ABVDs

• Interações sociais

• Qualidade de vida

1ª. Escolha para parkinsonismo: Levodopa monoterapia (taxas de resposta ao redor de 50%) •
Introdução gradual , em baixas doses, até a menor dose requerida para minimizar a disfunção

Conclusões

Tratamento farmacológico em demência

Fase grave

• 1ª. Linha: Memantina

• Farmacoterapia para controle das alterações de

comportamento

• Suporte da família

• Conforto do paciente

Demências: T

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

Tricíclicos (ADT)

• Nortriptilina é a melhor tolerada e recebeu

considerável atenção no tratamento de doentes idosos.


• Eventos adversos: taquicardia, boca seca, constipação

e anormalidades do paladar.

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

ISRS

• Atualmente os antidepressivos de escolha para pacientes

idosos.

• Efeitos adversos: diarréia, náuseas e perda de peso;

aumento do risco de fraturas ósseas (quedas), disfunção

sexual; hiponatremia (especialmente em mulheres com

baixo IMC ou que usam diuréticos) e aumento do risco de

sangramento gastrointestinal (especialmente em pacientes

em uso anti-inflamatórios não-esteróides ou varfarina).

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

• As três classes de antidepressivos (ADT, ISRS

e IMAO) são eficientes!

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

Tratamento Farmacológico

ISRS:Fluoxetina, Paroxetina,Sertralina,Citalopram,

Escitalopram, Fluvoxamina

ISRSNA: Venlafaxina e Duloxetina

IS Dopamina e Noradrenalina: Bupropiona

IMAO: Tranilcipromina e Moclobemide

Triciclicos: Imipramina, clomipramina e Nortriptilina

Noradrenérgicos e serotonérgicoespecíficos:Mirtazapina
Melatonérgicos: Agomelatina –sem estudos em idosos(Montgomery eKaspers,2007).

Outros:Reboxetina,Tianeptina,Trazodona

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

Venlafaxina

• Seu perfil farmacológico: alternativa interessante para

doentes idosos, devido à pequena possibilidade de

interações com outras drogas, à fraca inibição do citocromo

P450 e ao baixo nível de ligação a proteínas do soro.

• Os resultados de três ensaios duplo-cegos e quatro abertos

confirmaram a eficácia e segurança da venlafaxina em

pacientes idosos deprimidos

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

O objetivo para o tratamento agudo ou de curto prazo sempre deve ser a

remissão completa dos sintomas

• Não-resposta por causa do tratamento inadequado é conhecida como

pseudo-resistência .

• Quando a remissão não ocorre após um período adequado de

tratamento, a dose é geralmente ajustada gradualmente até que uma

das seguintes situações:

• a) sintomas entrem em remissão;

• b) os efeitos colaterais parecem impedir qualquer aumento de dose,

• c) a dose máxima limite é atingida.

A otimização da dose e a duração do tratamento permitem queos

clínicos distingam entre a resistência e a pseudo-resistência ao


tratamento.

Tratamento Farmacológico

Depressão e Ansiedade em Idosos

• Qdo os pacientes não respondem ao tratamento e a dose da droga é baixa,

os clínicos deve esperar 2-4 semanas antes de aumentar a dose e o tempo

do tratamento.

• Quando os pacientes não respondem e a dose é adequada, torna-se

aconselhável uma mudança de medicamento.

• Da mesma forma, quando os pacientes são respondedores parciais, os

clínicos devem aumentar a dose e esperar 3-5 semanas antes de mudar de

medicação.

• Quando os pacientes estão utilizando doses elevadas de drogas, duração

mais prolongada de tratamento é recomendada (3-6 semanas, quando pouca

ou nenhuma resposta é observada, ou 4-7 semanas quando uma resposta

parcial é observado).

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

• Terapia antidepressiva de combinação: a prescrição de duas

drogas que apresentam diferentes mecanismos de ação.

• Aproximadamente metade dos pacientes com Dep. Maior

que são tratados com o aumento ou alteração da medicação

respondem ao tratamento.

• No entanto, deve ser salientado que uma combinação de

drogas pode aumentar o risco de EC devido a interacções

farmacodinâmicas

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico
Terapia AD de Combinação

• ISRS eADTs

• ISRS e bupropiona

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

• Definidas como a adição de um não-antidepressivo a

antidepressivos.

• Em pacientes que não respondem à terapia de primeira

linha, a utilização de estratégias de potencialização

mostraram uma taxa de resposta de 50%.

• Nos idosos, esta estratégia é reservada para casos de

depressão maior resistente.

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

Hormônios da tiróide

• Têm sido utilizados há mais de 20 anos como agentes de

aumento no tratamento da depressão unipolar.

• O uso de hormônios da tireóide pode ser eficaz em

pacientes com depressão e função tireoidiana normal.

• No entanto, estudos controlados com pacientes idosos não

foram encontrados.

Depressão e Ansiedade em Idosos

Tratamento Farmacológico

Antipsicóticos atípicos

• A terapia adjuvante com antipsicóticos atípicos mostrou

maiores taxas de resposta em comparação com a

monoterapia com antidepressivo e placebos, mas também


resultou no abandono maior por causa de efeitos colaterais.

• O uso crônico de antipsicóticos como agentes de aumento

na depressão maior deve ser cuidadosamente avaliado, uma

vez que estas drogas são freqüentemente associada a

distúrbios metabólicos, sedação, efeitos extrapiramidais e

hiperprolactinemia 26

. Estes efeitos secundários podem ser

particularmente prejudicial em pacientes mais velhos.

As principais características que o idoso com transtorno

ansiedade generalizada apresenta são estresse e

disfuncionalidade, preocupação freqüente e incontrolável,

tensão muscular e alteração do sono.

Diagnóstico dos T. Ansiedade nosIdosos

• HMA: paciente e familiar/cuidador. Investigar estressores

psicossociais

• Excluir: T. Humor, T. Psicóticos, Demência, Uso Abusivo

de Álcool/Drogas (cafeína e medicações em uso).

• Exame físico minucioso

• Exames Laboratoriais: hmg completo, eletrólitos, glicemia,

função renal, hepática e tireoideana, níveis séricos de ácido

fólico e B12, ECG, raio x tórax, urina1, toxicológico e

sorologias para sífilis, HIV, exame de neuroimagem e

neuropsi –se suspeita de déficit cognitivo

Tratamento Medicamentoso

Depressão e Ansiedade em Idosos

Antidepressivos

Medicação de primeira linha para transtorno de pânico, TOC, transtorno misto de


ansiedade e depressão, transtorno de ansiedade generalizada e transtorno de estresse

pós-traumático.

Inibidores Seletivos de Recaptação de Serotonina (ISRS):

Efetivos e bem tolerados

Efeitos colaterais sexuais devem ser incluídas na avaliação da medicação (a maioria

dos idosos tende a não falar espontaneamente sobre esse aspecto).

IRSNA: venlafaxina- efetiva em TAG em adultos jovens e idosos.

Outros antidepressivos (como mirtazapina e nefazodona) necessitam de mais

estudos em idosos.

Principais Antidepressivos e dosagem média

Classe Nome Apresentação (mg/cp) Dose média (mg/d)

ISRS Fluoxetina 20 20-60

Fluvoxamina 15 ou 30 100-300

Paroxetina 10, 20 ou 30 20-40

Sertralina 50 50-200

Citalopram 20 20-40

Escitalopram 10 20

IRNS Venlafaxina 37,5; 50 e 75 75-225

Milnaciprano 25 e 50 100

Tricíclicos Amitriptilina 25 e 75 50-100

Clomipramina 10, 25, 75 50-100

Nortriptilina 10, 25, 50 e 75 50-100

IMAO Tranilcipromina 20 20-40

Buspirona

Efetiva para transtorno de ansiedade generalizada e transtorno

misto de ansiedade e depressão , embora mais estudos sejam


necessários em idosos.

Apresenta vantagens em relação aos benzodiazepínicos: pouco

sedativa, produz menos déficit cognitivo e menos prejuízo

psicomotor, pouco potencial de abuso ou abstinência e pouca

interação medicamentosa.

O início de ação demora várias semanas não sendo recomendada para sintomas agudos de
ansiedade.

Benzodiazepínicos

Preferir benzodiazepínicos de meia-vida curta pois são conjugados no fígado

(mecanismo não afetado pelo envelhecimento) e não produzem metabólitos

ativos: Lorazepam eAlprazolam

Principais Ansiolíticos e Dosagem Habitual

BZD Metabólitos ativos Meia-vida Média (horas) Dose (mg/d)

Oxazepam Não 8 10-45

Lorazepam Não 10-12 0,5-1

Alprazolam Sim 12-15 0,25-2

Clordiazepóxido Sim Maior 12 20-40

Diazepam Sim 75-90 2-10

Bromazepam Sim 8-30 1,5-3

Clonazepam ---------- Maior 100 0,25-2

Midazolam Sim 2,4 7,5

Triazolam Não 1,5-5 ---------

Flunitrazepam ------------ 35 1

Flurazepam Sim 47 a 95 15

Antipsicóticos

Não usados em pacientes ansiosos, exceto se ansiedade ou a agitação

secundária a demência, delirium, psicose ou refratariedade à


medicação de primeira linha.

Quando indicado, preferir antipsicóticos atípicos

quetiapina, aripiprazol, risperidona, ziprasidona) aos

(olanzapina,

neurolépticos

tradicionais de alta potência como haloperidol, flufenazina, etc...

Escalas de Rastreios para Depressão e Ansiedade em Idosos:

Durante a última semana: raramento(menos que 1 dia) durante pouco

tempo (1 ou 2 dias), durante um tempo moderado (de 3 a 4 dias),

durante a maior parte do tempo de (5 a 7 dias)

Escalas de Rastreios para Depressão e Ansiedade em Idosos

• 01. Senti-me incomodado com coisas •

que habitualmente não me

incomodam

• 02. Não tive vontade de comer, tive

pouco apetite

• 03. Senti não conseguir melhorar

meu estado de ânimo mesmo com a

ajuda de familiares e amigos

• 04. Senti-me, comparando-me às

outras pessoas, tendo tanto valor

quanto a amioria delas

• 05. Senti dificuldade em me

concentrar no que estava fazendo

• 06. Senti-me deprimido

• 07. Senti que tive de fazer esforço

para dar conta das minhas tarefas


habituais

08. Senti-me otimista com relação ao

futuro

• 09. Considerei que a minha vida tinha sido

um fracasso

• 10. Senti-me amedrontado

• 11. Meu sono não foi repousante

• 12. Estive feliz

• 13. Falei menos que o habitual

• 14. Senti-me sozinho

• 15. As pessoas não foram amistosas

comigo

• 16. Aproveitei minha vida

• 17. Tive crises de choro

• 18. Senti-me triste

• 19. Senti que as pessoas não gostavam de

mim

• 20. Não consegui levar adiante minhas

Coisas

Esquizofrenia e T. Paranóides no Idoso:

Antipsicóticos

• Fase aguda

– agitação, irritação, impulsividade,hostilidade

» Antipsicóticos ou benzodiazepínicos

» Uma única dose pode acalmar

» Administração IM

haloperidol – efeitos extrapiramidais


olanzapina, ziprazidona – mais bem tolerados

Antipisicóticos de baixa potência- sedação e

hipotensão

» Olanzapina zydis

– Melhora dos sintomas psicóticos positivos ao

longo de seis semanas, mas pode se dar ao

longo de meses

Antipsicóticos

• Manutenção

– Objetivos: tratar sintomas e prevenir recaídas

– Manter 1 a 2 anos com 1 surto e 2 a 5 com

dois ou mais

– Manter dose por 3 a 6 meses e depois reduzir a

cada seis meses até dose mínima efetiva

– Antipsicóticos de nova geração mais bem

tolerados

– Medicações de depósito

Antipsicóticos

• Refratários

– Não respondem a dois antipsicóticos

– 10 a 35%

– Clozapina

• Associações

Para tratar efeitos colaterais ou sintomas

– Antidepressivos

– Lítio

– Estabilizadores de humor
Antipsicóticos de primeira geração

• Clorpromazina 100 a 1600 mg/dia – 50 a 400

mg/dia

• Tioridazina 200 a 800 mg/dia – 100 a 300 mg/dia

• Haloperidol 5 a 20 mg/dia 1 a 10 mg/dia

• Levomepromazina 100 a 600 mg/dia 50 a 400

mg/dia

• Haloperidol decanoato 25 a 200 mg IM / mês

Eficazes nos sintomas positivos, irritação, agitação,

impulsividade

Antipsicóticos de primeira Geração

Interações medicamentosas

• Antagonistas b adrenérgicos: hipotensão grave

• Anticolinérgicos: somatória de efeitos

• Inibidores da ECA: hipotensão

• Benzodiazepínicos: depressão respiratória

• Clonidina: hipotensão

• Acido valpróico: aumento do nível sérico (ác.

valp)

• ISRS: efeitos extrapiramidais

Antipsicóticos de Segunda Geração

• Bloqueio de dopamina e serotonina

• Eficácia no controle de sintomas positivos,

irritação, agitação, agressividade

• Menor risco de sintomas extrapiramidais

• Não causam sintomas negativos secundários

• Efeitos colaterais particulares


Antipsicóticos de segunda geração

Esquizofrenia e T. Paranóides no Idoso

Risperidona

– 1 a 6 mg/dia

– Efeitos extrapiramidais com dosesmaiores

– Sonolência

– Náusea

– Forma injetável de depósito

– Nível diminuído por fluoxetina e paroxetina

– Aumento de prolactina com ISRS

Olanzapina

– 5 a 20 mg/dia

– Aumento de peso

– Sonolência

– Boca seca

Ziprazidona

– 80 a 160 mg/dia

– Sonolência

– Cefaleia

– Tontura

– Inquietação

– Forma injetável de ação rápida

Quetiapina

– 400 mg (média)

– Sonolência

– Hipotensão postural

– Tontura
– Poucos sintomas extrapiramidais

Clozapina

– 300 mg (média)

– Usada em refratários

– Agranulocitose

– Hipotensão

– Aumento de peso

– Sedação

– Efeitos anticolinérgicos

– Convulsões

– Risco com drogas que podem dar

agranulocitose

– Risco de convulsões com lítio e

Clorimipramina

Comorbidades e efeitos colaterais

– Parkinson:

• antipsicóticos típicos

– Diabetes mellitus

• antipsicóticos atípicos (clozapina, olanzapina)

• antipsicóticos típicos de baixa potência

– Obesidade/dislipidemias

• antipsicóticos atípicos (clozapina, olanzapina)

• antipsicóticos típicos de baixa potência

Antipsicóticos no idoso

Esquizofrenia e T. Paranóides no Idoso

• Consenso 2004 J Clin Psych

–Uso de antipsicóticos em idosos


• Transtornos delirantes tratados com antipsicóticos

• Evitar clozapina, olanzapina e primeira geração

(principalmente baixa e média potência) em diabetes,

dislipidemia, or obesidade

• Quetiapina é primeira linha para Parkinson

• Clozapine, ziprasidone, e primeira geração

(principalmente baixa e média potência) - evitar com

aumento do QTc ou ICC

• pacientes com comprometimento cognitivo,

obstipação, xerostomia, diabetes, dislipidemia,

preferir risperidona e quetiapina segunda opção

Conclusões

• Antipsicóticos são a base do tratamento

• Doses menores em idosos

• Risco de efeitos colaterais é maior

– Quedas

– Anticolinérgicos

– AVC

• Verificar comorbidades e medicações em uso

• Avaliação constante quanto a sua indicação e

a possíveis ef. Colaterais

TAB NA 3ª IDADE TRATAMENTO

Tratamento

Farmacológico

• Estabilizadores de

humor
• Neurolépticos

• Benzodiazepínicos

• Antidepressivos

TAB NA 3ª IDADE

TRATAMENTO

Abordagens não

farmacológicas e

reabilitação

• Psicoterapia

• Psicoeducação

• Suporte social

REGRAS GERAIS DO TRATAMENTO

• Iniciar com doses menores (adultos), subir doses

mais lentamente e monitoramento laboratorial

constante.

• Tentar utilizar as menores doses terapêuticas

possíveis

• Tentar monoterapia

• Retirar medicações que possam induzir a euforia

precocemente (ex: antidepressivos)

Transtorno Afetivo bipolar na 3ªIdade

EXAMES INICIAIS

• Hemograma Completo

• Eletrólitos

• Função hepática

• Função tireoideana

• Glicemia de Jejum
• Colesterol Total e Frações + Triglicérides

• Prolactina

• Urina I

• ECG

TRATAMENTO FARMACOLÓGICO LíTIO 1ª. Escolha: tratamento profilático e de mania aguda


Menos eficaz nos episódios mistos Vantagens: único estabilizador de humor com ação
antidepressiva bem estabelecida; Efeitos neurotróficos e neuroprotetores Litemias: 0,5-0,8
mEq/l, interação medicamentosa Efeitos colaterais: hipotireoidismo, tremor, ganho peso,
poliúria, 0,11 episódio por paciente/ano, psoríase Intoxicação: 1,5 meq/l ATENÇÃO:
Neurotóxico em dosagens acima das recomendadas Pequena janela terapêutica Interação com
outras drogas: diuréticos, inibidores ECA, antiinflamatórios

VALPROATO/DIVALPROATO • Efetivo e bem tolerado • Doses: início125-250mg/d por 5dias;


500 a 1000 mg/d • Efeitos colaterais: sedação ,ganho de peso, náusea e tremores,
enfraquecimento cabelo, trombocitopenia, enzimas hepáticas, hepatotoxicidade • Interação,
AAS, warfarina e amitriptilina

CARBAMAZEPINA Refratários,ou contraindicação de lítio e divalproato • Eficácia mania 60%,


depressão 30-44% (Hargton,2003) • Doses: início100 mg/d por 5 dias, até 400-800 mg/d, 9
mcg/ml • Efeitos colaterais: hiponatremia, ataxia, leucopenia, sedação, tontura, nistagmo e
anticolinérgicos • Interação Medicamentosa*: fluoxetina, cimetidina, eritromicina, varfarina,
teofilina, haloperidol e alprazolam.

LAMOTRIGINA • Ações antidepressivas maiores em rel. a valproato e carbamazepina • Pode


levar a ciclagem rápida! • Uso em depressões resistentes • • Doses: 100 e 500 mg/d, (iniciar
com 25 com ajuste quinzenal) • Efeitos colaterais: tontura, cefaléia, tremor, diplopia, ataxia,
náuseas, visão turva, sonolência - rash cutâneo benigno 10% - rash grave 0,1%, Steven-Jhonson
(Calabrese et al., 2002) • Interação: valproato!!!

GABAPENTINA • Eficácia em mania é superior x depressão. Relatos de casos:tolerabilidade e


eficiência idosos em mania. Doses: faixa terapêutica 900-3600 mg/dia • Ingestão de grande
número de comprimidos • Dificuldade de adesão tratamento

• Neurolépticos • Olanzapina, risperidona, haloperidol, quetiapina, aripiprazol, ziprazidona,


clozapina, etc

NEUROLÉPTICOS • Muito eficazes e bem tolerados para mania aguda: 2ª geração (Tarr et al.,
2011) ou risperidona, olanzapina, haloperidol (Cipriani et al., 2011) • Quetiapina: uso também
para tratamento depressão (metanálise: Van Lieshout et al., 2010; revisão Vieta et al., 2010)
ações: receptores serotonérgicos (5HT1A,2A,2C) e dopaminérgicos (D2 ) • Aripiprazol: efeitos
antidepressivos leves em monoterapia, bom no tratamento de manutenção para prevenção de
recaídas em respondedores
Antidepressivos • Uso associado a estabilizador de humor • Somente considerado se a
resposta a est. Humor tiver sido limitada ou nula • Se necessário, preferir ISRS (ADT parecem
induzir mais manias)

Autismo Tratamento Sintomático • Irritabilidade, agressividade e ataques de raiva:


risperidona. • Comportamentos e interesses restritos e repetitivos: e clomipramina. •
Hiperatividade, fluoxetina, sertralina impulsividade e deficit de atenção: metilfenidato.
Psiquiatria da Infância eAdolescênci

S. de Asperger • Déficit na sociabilidade, interesses circunscritos, déficit na linguagem e na


comunicação. (mas fala compreensível) • Mais comum no sexo masculino. • Características:
dificuldade de interação social, dificuldade em processar e expressar emoções, interpretação
literal da linguagem, dificuldade com mudanças na rotina, comportamentos estereotipados. •
Desenvolvimento cognitivo normal, o que difere do autismo. • Tratamento: treinamento de
habilidades sociais.

Retardo Mental • Funcionamento intelectual geral abaixo da média, que se origina durante o
período de desenvolvimento e está associado a prejuízo no comportamento adaptativo, nas
áreas: comunicação, autocuidados, vida doméstica, habilidades sociais/interpessoais, uso de
recursos comunitários, autonomia, habilidades acadêmicas, trabalhos, lazer, saúde, segurança.
• Início antes 18 anos de idade. • QI abaixo 70/75 (testes). • Infecção congênita cerca de 2%. •
RT leve, moderado , grave.

TDAH • Padrão persistente de inquietação motora, falta de atenção e impulsividades, mais


frequente e severo do que observado em indivíduos em nível equivalente de desenvolvimento.
• Mais comum em meninos, 3:1. • Prevalência 3-5%. Diagnóstico entre 6 e 11 anos. •
Comprometimento sociabilidade, baixo rendimento escolar apesar de inteligência normal. •
Muitas crianças podem apresentar coordenação motora inadequada e atraso no
desenvolvimento temporo-espacial, atraso linguagem (trocas, omissões distorções fonéticas),
alterações no ritmo da fala; que poderão dificultar o processo de alfabetização da criança. •
Comorbidades: TAB, T. Desafiador e de Oposição, T. de conduta, Depressão, Ansiedade, Dep.
Química.

Tratamento farmacológico • Identificação dos sintomas alvo • Escolha da melhor droga •


Explicação para os pais e quando possível para criança • Informações sobre os possíveis efeitos
colaterais • Informações sobre a dosagem • Seguimento com intervalos breves • Sem início de
outros tratamentos simultaneamente

Tratamento farmacológico • Na criança o meio estomacal é menos ácido, determinando


absorção mais lenta de determinadas drogas, como anfetaminas, anticonvulsivantes e
antidepressivos. e menor diferenciação da flora ocasionam menor absorção das • Menor
quantidade intestinal infantil fenotiazinas. • Menor proporção de gordura corporal justifica
menor presença de drogas lipofílicas no plasma e a maior proporção de água extracelular na
criança que no adulto determina baixas concentrações plasmáticas de drogas distribuídas pela
água corporal.
Considerações Práticas • Drogas que aumentam a neurotransmissão de 5- HT, como
paroxetina) os ISRS (sertralina, fluoxetina, e agonistas de receptores 5-HT (buspirona), podem
ser utilizados para interferir nos comportamentos repetitivos, autoagressividade e
sociabilidade. • Antagonistas de receptores de dopamina (haloperidol) reduzem efeitos dos
comportamentos mal-adaptativos.

Psicofarmacoterapia - Psicoestimulantes (metilfenidato, anfetamina, pemolina): déficit


atenção, hiperatividade, impulsividade. - Antidepressivos (tricíclicos, ISRS, Moclobenida):
depressão, TOC. - Antipsicóticos: psicoses, EQZ, autismo, agressividade, tiques.

- Ansiolíticos (BZD): transtornos ansiosos, transtornos do sono. - Estabilizadores do Humor


(anticonvulsivantes e litio): transtorno bipolar, descontrole de impulsos.

TRANSTORNO DE ANSIEDADE - TRATAMENTO Escitalopram Inibidores Seletivos de Recaptura


de Serotonina Fluoxetina Paroxetina Sertralina Citalopram Fluvoxamina Inibidores Seletivos de
Recaptura de Serotonina e Noradrenalina Venlafaxina Antidepressivos tricíclicos Clomipramina

Citalopram dose inicial 10mg dose máxima 60mg

Escitalopram dose inicial 5mg dos máxima 20mg

Fluoxetina dose inicil 10mg dose maxima80mg

Paroxetina dose inicial10mg doe maxima60mg

Sertralna dose inicial25mg dos maxima200mg

1 opção ISRS

2 OPÇÃO OURO ISRS

SENÃO TOLRAR:BZP OU ATC

3 OPÇÃOIMAO

Você também pode gostar