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Memorial Descritivo

de
Instalações Elétricas Industriais

Fortaleza, 20 de Novembro de 2017.


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CENTRO UNIVERSITÁRIO FARIAS BRITO

ENGENHARIA ELÉTRICA

INSTALAÇÕES ELETRICAS INDUSTRIAIS

Prof. Nilo Rodrigues

Anderson Jhones
Dayvson Leandro
Francisco Adilson
Francisco Jose
João Batista
Lilian Segundo
Paulo José
Leandro Uchôa

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ÍNDICE

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO
2. OBJETIVO
3. NORMAS APLICAVÉIS
4. ENTRADA DE ENERGIA
5. MEDIÇÃO
6. SUBESTAÇÃO
7. TRANSFORMADORES DE FORÇA
8. TERMINAIS DE ALTA TENSÃO
9. DISJUNTORES DE MEDIA TENSÃO
10. BANCO DE CAPACITORES
11. QUADROS
11.1 GERAL
11.2 QUADRO GERAL DE BAIXA TENSÃO QGBT
12. ESPECIFICAÇÕES: MATERIAIS E NORMAS DE EXECUÇÃO
13. LUMINÁRIAS
14. CAIXAS DE PASSAGEM DE EMBUTIR
15. CONDUTOS ( ELETRODUTOS)
16. TOMADAS E INTERRUPTORES
17. CONDUTORES
18. CONDUTOR DE PROTEÇÃO (TERRA)
19. SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFERICAS - SPDA
19.1 ATERRAMENTO ELÉTRICO
20. CONCLUSÃO

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PROJETO DE INSTALAÇÕES ELÉTRICAS - MEMORIAL DESCRITIVO

1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO

DADOS DA OBRA

NOME: Industrial Electrical Installations


ENDEREÇO: Rua Castro Monte, 1364 - Varjota, Fortaleza - CE, 60175-230

DADOS DO PROPRIETÁRIO

NOME: José Nilo Rodrigues da Silva Junior


ENDEREÇO: Rua Castro Monte, 1364 - Varjota, Fortaleza - CE, 60175-230

DADOS DO PROJETO

TIPO DE INSTALAÇÃO: Instalação Elétrica Nova do Galpão


TENSÃO DE ENTRADA: 13.800 VOLTS
TIPO DE EDIFÍCIO: Indústria Têxtil
ÁREA CONST.: 12672 m²

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2. OBJETIVO

O presente documento tem por objetivo orientar a execução das instalações elétricas, prestar
esclarecimentos e fornecer dados referentes ao projeto Elétrico da Industrial Electrical
Installations, que será composto por um Galpão de 12.672 m² conforme Projeto de Instalações
Elétricas em Anexo.

3. NORMAS APLICAVÉIS

A execução dos serviços deverá obedecer a melhor técnica, por profissionais qualificados e
dirigidos por profissionais que tenha habilitação junto ao CREA. As instalações deverão ser
executadas de acordo com as plantas em anexo, obedecendo as indicações e especificações
constantes deste memorial, bem como as determinações das normas especificadas Pela ENEL.

Normas vigentes

IEC International Electrical Comission.


NBR-5037 Fitas adesivas sensíveis a pressão para fins de isolação elétrica.
NBR-5111 Fios de cobre nu de seção circular para fins elétricos.
NBR-5281 Condutores elétricos isolados e composto termoplástico (PVC) até 600V e 69°C.
NBR-5361 Disjuntores de Baixa Tensão
NBR-5283 Disjuntores em caixas moldadas.
NBR-5288 Determinação das características isoladas composto termoplástico.
NBR-5290 Disjuntores em caixas moldadas.
NBR-5354 Requisitos gerais para material de instalações elétricas prediais.
NBR-5361 Disjuntores secos de baixa tensão.
NBR-5410 Instalações Elétricas de Baixa Tensão
NBR-5414 Execução de instalações elétricas de baixa tensão.
NBR-5413 Iluminamento de Interiores e Exteriores
NBR-5419 Sistemas de Aterramento
NBR-5444 Símbolos Gráficos para Instalações Elétricas Prediais
NBR-5470 Instalação de baixa tensão - terminologia
NBR-5473 Instalação Elétrica Predial
NBR 5597 Eletroduto rígido de aço-carbono, e acessórios, com revestimento protetor, com rosca
NBR-6120 Eletrodutos de PVC rígido.
NBR-6147 Plugues e Tomadas para Uso Doméstico.
NBR-6148 Condutores Elétricos com Isolação Sólida Extrudada de Cloreto de Polivinila (PVC)
para Tensões até 750 Volts sem Cobertura.
NBR-6150 Eletrodutos de PVC Rígido
NBR-6244 Fios e Cabos Elétricos - Ensaio de Resistência à Chama
NBR-6264 Plugues e Tomadas de Uso Doméstico - Funcionamento dos Contatos Terra
NBR-6265 Plugues e Tomadas de Uso Doméstico - Movimento de Conexão e Desconexão
NBR-6527 Interruptores de Uso Doméstico
NBR-6791 Porta Fusíveis - Rolha e Cartucho
NBR-6808 Quadros Gerais de Baixa Tensão.
NBR 6812 Fios e Cabos elétricos- Queima Vertical (fogueira) – Método de ensaio.
NBR-6980 Cabos e Cordões Flexíveis com Isolação Extrudada de Cloreto de Polivinila (PVC)
para Tensões até 750V

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NBR 7285 Cabos de potência com isolação sólida extrudada de polietileno termofixo para
tensões até 0,6/1,0 KV sem cobertura – Especificação.
NBR-7864 Aparelhos de Conexão para Instalações Elétricas, Domésticas e Similares
NBR 9313 Conectores para cabos de potência isolados para tensões até 35 KV
NBR 9326 Conectores para cabos de potência.
NBR 9513 Emendas para cabos de potência, isolados para tensões até 750 V – Especificação.
NBR 11301 – Cálculo da capacidade de condução de corrente de cabos isolados em regime
permanente (fator de carga 100%) – Procedimento.
NBR 13570 – Instalações elétricas em locais de afluência de público – Requisitos específicos.
NBR 14039 - Instalações elétricas em alta tensão
NR 10 – Segurança em instalações e serviços em eletricidade.

Na inexistência destas ou em caráter suplementar, poderão ser adotadas outras normas de


entidades reconhecidas internacionalmente, tais como:
• ANSI - American National Standard Institute
• DIN - Deutsche Industrie Normen
• ASTM - American Society for Testing and Materials
• IEC – International Electrotechnical Comission
• ISA – Instrumental Standards Association

Os projetos foram elaborados considerando a relação de normas acima, porém a


Instaladora/construtora responsável pela execução da dos serviços, deve efetuar verificação
criteriosa, na época da contratação, sobre novas normas ou alterações de normas que tenham
entrado em vigor ou ainda que não se encontrem aqui relacionadas.

4. ENTRADA DE ENERGIA

A Alimentação de energia no Galpão será pela Subestação. Onde será feito o


dimensionamento dos cubículos. A Alimentação do Galpão é uma ramificação da Rede pública de
alta tensão onde será fornecido 13,8KV.
Os cabos de BT serão sempre instalados todos no mesmo eletroduto, para evitar efeitos
danosos decorrentes do campo elétrico formado entre as diversas fases. Os cabos deverão ser
cortados em lances únicos, não sendo admitido o uso de luvas de emenda.

5. MEDIÇÃO

A medição será efetuada por Telemedição (contabilizam o consumo de energia em função do


tempo e armazenam essas informações no Arquivo de Memória de Massa. Nesse arquivo ficam
registrados, além do consumo, os valores de demanda, a existência de demandas reativas e os
fatores de potência, durante um determinado período de fornecimento de energia).

6. SUBESTAÇÃO

Derivando da rede de Alta tensão de 13,8KV foi previsto uma subestação a ser implantada,
com transformador de 500 KVA. Para proteção contra surtos, serão instalados três para-raios tipo
polimérico. Os transformadores foram dimensionados segundo demandas calculadas.

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Na subestação estarão instalados os transformadores, chaves de comando, quadros gerais de
baixa tensão e Grupo Motor Gerador.
As chaves seccionadoras da subestação, serão do tipo tripolar, abertura sob carga e comando
em grupo sobre as três fases, com acionamento através de punho de manobra instalado a uma altura
de 1,50m, com dispositivo para cadeado nas posições “Aberto” ou “Fechado”. Terão capacidade
para 400A, classe 25KV, seccionamento sob carga (com corta chama) e fusível HH para proteção
dos transformadores.

7. TRANSFORMADORES DE FORÇA

Terão isolamento para 25KV e tensão primária nominal de 13.8 KV em triângulo, com
variação de tap's em 600 V (10.2, 10.8, 11.4, 12.0, 12.6, 13.2, 13.8 KV) e tensão secundária em
220/127V, 60 Hz ligados em estrela com neutro aterrado.
Possuirão todos os acessórios indicados como mínimo pela norma IEC, impedância de 5% a
70ºC, núcleo de ferro silício orientado de alto rendimento, baixo índice de perdas. Deverão ser
apresentados à FISCALIZAÇÃO quando da sua aquisição todos os relatórios de ensaios executados
pelo fabricante, como Tensão Aplicada, perdas por Histerese e Auto Consumo, Impedância total,
capacidade de carga, Rigidez dielétrica, umidade dentre outros aqui não citados, porém previstos
pela Norma IEC aplicável. A Contratada será obrigada a fornecer os relatórios de ensaios para
cada um destes equipamentos, como exigido pela norma em vigor, devendo o custo destes ensaios
já estar embutido no preço do serviço e/ou material.

8. TERMINAIS DE ALTA TENSÃO

As terminações dos cabos de média tensão (25 KV) serão executadas por meio de muflas
singelas, termocontrátil, ou contrátil a frio, executadas obedecendo rigorosamente às
recomendações de catálogo da fabricante, não sendo admitido o uso de terminais de fita, ou louça.
Após o preenchimento das muflas, deverão ser providenciados os teste de resistência de
isolamento com Megôhmetro de 5 KV e de tensão Aplicada, nos cabos alimentadores de alta tensão
com o uso de "HI POT", obedecendo-se aos critérios estabelecidos pelo IEC e
CONCESSIONÁRIA, principalmente ao que se refere ao nível de tensão, tempo de duração do
ensaio, e máxima corrente de fuga. Admite-se aqui como limite mínimo de 45 KV em CC por 15
minutos. Este ensaio deve ser providenciado pela Contratada, com bastante antecedência da
ligação da obra, independente do que será realizado pela CONCESSIONÁRIA DE ENERGIA
ELÉTRICA ENEL. Até a alimentação definitiva da SE, e após estes testes, os cabos deverão ser
mentidos energizados pela aplicação de uma tensão mínima de 230V.

9. DISJUNTORES DE MEDIA TENSÃO

O disjuntor de média tensão existente será substituído e terá supervisão por reles de proteção
secundária 50/51, 50N/51N ANSI, garantindo a proteção do condutor e a integridade da subestação.
Não será admitido o uso de disjuntores com reles primários de sobre tensão, mesmo
eletrônicos. O Disjuntor de média tensão será do tipo a vácuo, extraível, motorizado, com relé de
abertura, fechamento e mínima tensão, na classe 25 KV, 350 MVA, 630A. Possuirão bloqueio
mecânico tipo KIRK YALE, intertravado com as chaves comando em grupo sob as quais funcionam,
de modo a obrigar o seu desligamento antes da abertura de cada chave.

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10. BANCO DE CAPACITORES

De modo evitar a ocorrência de fator de potência capacitivo no sistema nas horas de menor
carga, ou nos momentos de grande solicitação indutiva, serão instalados bancos de capacitores para
cada um dos transformadores da instalação, mesmo que os sistemas e equipamentos montados neste
empreendimento sejam do tipo “alto fator de potencia”.
Os bancos devem ser automáticos, com “degraus” compatíveis com a potência instaladas,
evitando a ocorrência de situações indutivas e capacitivas na instalação e seus efeitos nocivos. Os
capacitores devem ser eletrolíticos, e provocarem baixa incidência de harmônicos na instalação. O
projeto final do banco de capacitores deve ser apresentado após a energização de todo o
empreendimento e submetido à apreciação prévia da FISCALIZAÇÃO.

11. QUADROS

Para conter os diversos equipamentos de proteção e comando de toda a instalação, serão


executados alguns quadros, cubículos e painéis como indicado nos quadros de carga, plantas baixas,
detalhes e diagramas unifilares do projeto. Atendendo às necessidades da obra estes equipamentos
serão em chapa metálica, autoportante, com acesso total por todos os lados, (caso de subestação e
QGBT’s,) inclusive o fundo, com porta e chave, e espelho interno para proteção das partes vivas.
Deverão possuir todos os equipamentos indicados nos diagramas unifilares e quadros de
carga bem como régua de conectores para interligação dos circuitos de comando e sinalização.
Conterão também porta com trinco, que mantenha os equipamentos e seus acionamentos
embutidos, barramento de terra e neutro SEPARADOS, sendo o de neutro isolado para 0,6 KV. Não
será permitido o agrupamento de condutores neutro ou de aterramento, comumente utilizado, em
substituição aos barramentos. Os equipamentos de medição supervisão e controle possuirão acesso
frontal e visualização direta, sem a interposição de qualquer elemento que dificulte a leitura
instantânea, ou imediata dos dados, ou estados. A abertura de furos ou rasgos para passagens e
eletrodutos, calhas e/ou perfilados, deverão ser executados com equipamentos que garantam o
perfeito acabamento do serviço, devendo ser rigorosamente executada a recomposição da proteção
contra oxidação, em qualidade igual ou superior à original do equipamento. As barras serão pintadas
com esmalte sintético, em cores diferenciadas para cada fase (vermelho, branco e marrom). Todos
os parafusos que eventualmente possam servir como condutores elétricos (fixação de terminais etc.)
devem ser bicromatizados, e usarem porca, arruela lisa, e de pressão com o mesmo acabamento.
Todos os quadros serão supervisionados pelo sistema de automação predial, podendo existir
sinalização, atuação e medição local ou remota a depender de cada utilização. Voltamos a salientar
que os barramentos de terra e neutro são totalmente independentes e isolados entre si. Nenhum
quadro poderá ser executado na obra, sem a apresentação prévia do seu diagrama definitivo e
detalhamento executivo, para análise da FISCALIZAÇÃO.

11.1 GERAL (QGF)

O Quadro Geral será de embutir, compatível com os padrões DIN/IEC e NEMA/UL. Nele
será instalado um disjuntor geral tripolar em caixa moldada, com amperagem e especificações
conforme projeto, na edificação. Nesse quadro, também serão instalados os disjuntores para a
alimentação dos quadros de distribuição. Os disjuntores para os quadros de distribuição são do
padrão NEMA, da General Electric, Eletromar ou similar, padrão DIN/IEC, e sua disposição deve
ser de acordo com o Diagrama Trifilar, em planta, observando o balanceamento de fases.

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A dimensão mínima dos barramentos, em capacidade de condução de corrente, também está
anotada em planta, nos Quadros de Carga.

11.2 QUADRO GERAL DE BAIXA TENSÃO (QGBT)

O Quadro de Distribuição deverá ser devidamente identificado, de forma definitiva e


duradoura, em plaqueta acrílica individual e resinada, com a relação do número dos circuitos e o
equipamento equivalente. Não podendo ser em papel, fita crepe ou utilizando fita adesiva ou
qualquer adesivo que possa ser retirado.

12. ESPECIFICAÇÕES: MATERIAIS E NORMAS DE EXECUÇÃO

13. LUMINÁRIAS

As luminárias serão do tipo embutir em forros e/ou laje, a sustentação mecânica destas
luminárias deverá ser feita por tirantes apropriados (tirantes de aço ou metálicas, fitas) fixados nas
tesouras, laje ou estrutura metálica, de modo a não transmitir ao forro o seu peso próprio. Toda
suspensão deverá apresentar boa aparência e rigidez mecânica. As luminárias serão segundo a
descrição abaixo:

14. CAIXAS DE PASSAGEM DE EMBUTIR

As caixas de embutir, para interruptores, tomadas, luminárias e passagem, serão em PVC,


com dimensões em projeto e especificação, sendo, retangulares, octavadas e sextavadas. Só serão
abertos os olhais das caixas onde forem introduzidos eletrodutos. As caixas deverão estar alinhadas
e aprumadas.

15. CONDUTOS (ELETRODUTOS)

Os circuitos sairão dos QGBT através de eletrodutos de PVC rígido, ou mangueiras


corrugadas cor amarela ou preta e com anti-propagação de chamas e vapores tóxicos, embutidos em
paredes e lajes. Estes serão instalados de modo a constituírem uma rede contínua de caixa a caixa,
luminária a luminária, no qual os condutores possam a qualquer tempo ser inseridos e removidos
sem prejuízo para o isolamento.
A ligação das luminárias aos interruptores também será feita por eletrodutos, de mesmo
padrão. As caixas de passagem e eletrodutos deverão formar uma malha rigidamente fixa as
estruturas através de tirantes de aço, suportes e braçadeiras, de tal forma que resistam ao peso dos
eletrodutos, fiação, etc. As ligações e emendas entre si ou as curvas, serão executadas por meio de
luvas rosqueadas que deverão aproximá-los até que se toquem, para os rígidos.
Não será permitido em uma única curva, ângulo superior a 90 graus. Na fixação de
eletrodutos em caixas metálicas (quadros), será obrigatório o uso de buchas e arruelas. Deverão ser
colocadas guias de arame de ferro galvanizado, nº14 nas tubulações vagas, a fim de facilitar a
inserção de condutores elétricos. Os eletrodutos deverão ser obstruídos com tampão, logo após a
instalação para evitar a entrada de corpos estranhos. Para instalação subterrânea, da entrada de
energia e das ligações dos postes externos, deverão ser instalados eletrodutos rígidos de PVC, com

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um desnível de 1% (um por cento) em direção às caixas, devendo ser arrematados através de buchas
metálicas, para evitar danos aos condutores.

16. TOMADAS E INTERRUPTORES

Todas as tomadas e interruptores serão para instalação em caixa embutida 4x2. Todos os
interruptores, a sua base deverá ficar a 1.10m do piso acabado tendo a sua face maior na vertical.
Quando instalado ao lado de portas, deverá ter 0.20 m a contar da guarnição. Todas as
tomadas, salvo indicação em contrário, a sua base deverá ficar a 0.30 m do piso acabado, tendo a
sua face maior na vertical. As potências das tomadas são indicadas na própria tomada. Os quadros
deverão ser instalados conforme projeto. Deverá ser construído por firma especializada, em um
modulo (tipo painel), quanto aos Disjuntores, ver item “Dispositivos de Proteção”. Todas as
tomadas de energia elétrica serão do tipo 2P + T, 20A/ 250V, sobrepostas em alvenaria, com altura
de instalação conforme projeto.
As tomadas devem ser instaladas de acordo com a seguinte polarização: As tomadas para
condicionadores de ar serão tipo 3P, pino chato, 25A/ 250V, embutidas em alvenaria. Ver altura de
instalação em projeto. Todos os interruptores que comandam os pontos de luz, monopolares, serão
de 15A/250V, especificadas no projeto.

17. CONDUTORES

Todos os condutores serão cabos isolados, salvo indicação em contrário devendo ter
características especiais quanto à propagação e auto extinção do fogo. Os condutores para
alimentação da iluminação interna/externa e tomadas deverão ser do tipo cabo e ter isolamento para
450/750 V, isolamento simples, marca XXX, conforme NBR 7288, com bitola indicada em planta.
Todas as caixas de passagem têm como objetivo facilitar a inserção dos cabos, não podendo
haver emendas nos cabos.
Os condutores de alimentação de quadros de distribuição serão de cabo de Cobre unipolar,
2,5mm. As seções de condutores estão indicadas nos Quadros de Carga e diagramas. Todos serão do
tipo cabo com as seguintes características: - Condutor: fio de cobre nu, têmpera mole,
encordoamento classe 2; - Isolação: Composto termofixo de Polietileno reticulado XLPE com
espessura reforçada, sem capa de chumbo, anti-chama; -Temperaturas máximas do condutor: 90ºC
em serviço contínuo, 130ºC em sobrecarga e 250ºC em curto circuito; -Normas aplicáveis: NBR
6880, NBR 7288, NBR 6245 e NBR 6812;
A Inserção dos condutores só poderá ser iniciada após a instalação, fixação e limpeza de
toda a tubulação, após a primeira demão de tinta nas paredes e antes da última demão. Para facilitar
a inserção nas tubulações só será permitido o uso de parafina ou talco. Só serão permitidas emendas
dentro de caixas de passagem, devendo ser bem soldadas e isoladas com fita isolante, antichama.
Não serão admitidas, em nenhuma hipótese, emendas dentro de eletrodutos.
Deverão ser ligados aos barramentos ou bornes das chaves e disjuntores, através de
conectores terminais de pressão, para bitolas superiores a 6 mm2. Identificação para os cabos:
• Cabo de cobre isolado de # 16 mm² e acima, cor preta.
• Cabo de cobre flexível #2,5 a #10 mm²: - fase - preto; - neutro - azul claro; - terra (proteção) –
verde.
Circuitos Serão utilizados até 3 (três) ou 4 (quatro) circuitos dentro de cada eletroduto
formados por, no máximo, 3 (três) cabos, quando monofásicos + terra ou bifásicos + terra, e 5 cabos
quando trifásicos a 4 fios + terra. Será vedada a retirada da cobertura ou isolação sem consulta
prévia ao projetista. Os circuitos alimentadores dos quadros de distribuição serão identificados com

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anilhas em seus extremos com as letras "A", "B", "C", uma para cada fase, "N" para o neutro e "T"
para o terra. Os circuitos das cargas também serão identificados com anilhas, com o número
respectivo do circuito. Os condutores não deverão sofrer esforços mecânicos incompatíveis.

18. CONDUTOR DE PROTEÇÃO (TERRA)

Todos os circuitos de distribuição são acompanhados por condutores de proteção (terra)


sempre de acordo com o projeto. Todos os quadros deverão ter o barramento de terra. Não poderá
em nenhuma ocasião, conectar os condutores neutro e de proteção (terra) nos quadros de
Distribuição de cargas geral ou terminal. Todos os condutores de proteção (terra) são isolados, no
interior de eletrodutos, calhas ou outro conduto elétrico, os cabos e fios de proteção deverão ser
isolados.

19. SISTEMA DE PROTEÇÃO CONTRA DESCARGAS ATMOSFERICAS - SPDA

Para o SPDA será criada uma malha de terra em forma de anel em volta da edificação
interligadas as descidas do SPDA e as demais malhas de terra do sistema elétrico e telefônico. Os
captores ficarão localizados no ponto mais alto da edificação e juntamente com os cabos serão
diretamente ligados aos condutores de descida ferragem nos pilares.

19.1 ATERRAMENTO ELÉTRICO

O Aterramento da baixa tensão será através do sistema de aterramento do SPDA. O


aterramento do Q.D.G. virá da caixa de equipotencialização com cabo #70mm², pelo piso, através
de eletroduto de PVC rígido e subirá até o mesmo através de eletroduto ferro zincado aparente e
entrará pela parte inferior do mesmo. Os demais Q.D´s serão interligados ao Q.D.G. da mesma
maneira descrita para o anterior, pelas partes inferiores, através de PVC rígido nos pisos e ferro
zincado nas paredes. Devesse garantir a correta ligação das carcaças dos equipamentos e
equipotencialidade das instalações, de acordo com a última versão da NB- 3, da ABNT.

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20. CONCLUSÃO

Todos os materiais a serem empregados na execução dos serviços deverão ser de primeira
qualidade, obedecendo às especificações, sob pena de impugnação dos mesmos pela Fiscalização.
Deverão ser empregados, para melhor desenvolvimento dos serviços contratados, em conformidade
com a realização dos mesmos, todo o equipamento e ferramental adequados. A Fiscalização poderá
determinar a substituição dos equipamentos e ferramental julgados deficientes, cabendo à
Contratada providenciar a troca dos mesmos, sem prejuízo no prazo contratado. A obra será
entregue sem instalações provisórias, livre de entulhos ou quaisquer outros elementos que possam
impedir à utilização imediata das unidades, devendo a Contratada comunicar, por escrito, à
Fiscalização, a conclusão dos serviços para que esta possa proceder a vistoria da obra com vistas à
aceitação provisória. Todas as superfícies deverão estar impecavelmente limpas. A fim de que os
trabalhos possam ser desenvolvidos com segurança e dentro da boa técnica, cumpre ao instalador o
perfeito entendimento das condições atuais dos prédios, das respectivas especificações e do projeto
apresentado. Em caso de dúvidas quanto à interpretação das especificações e dos desenhos será
sempre consultada a Fiscalização, e, se necessário, o autor do projeto, sendo desta o parecer
definitivo. Todos os serviços a serem executados deverão obedecer à melhor técnica vigente,
enquadrando-se rigorosamente dentro dos preceitos da NBR 5410, além das normas da
concessionária local (ENEL).

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