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QUANDO E POR QUE SURGIU O MOVIMENTO DE REFORMA

O assunto proposto tem por finalidade esclarecer o verdadeiro motivo do surgimento da Igreja
Adventista do Sétimo dia – Movimento de Reforma.

Muitas e variadas explicações tem circulado nos vários meios de comunicação sobre o
surgimento de nossa igreja. Infelizmente a maior parte são explicações que não refletem a
realidade dos fatos. Algumas possuem certa verdade, mas acabam sendo mescladas com o
erro levando o sincero pesquisador a ter uma ideia equivocada e errônea do surgimento desse
movimento profetizado. Neste artigo você saberá a verdade baseada em fatos históricos e
incontestáveis.

Antes de falarmos diretamente sobre o verdadeiro motivo do surgimento do Movimento de


Reforma, devemos voltar um pouco mais ao passado e mencionarmos alguns fatos históricos
que tiveram lugar na história da Igreja Adventista do Sétimo Dia. A igreja Adventista surgiu
depois que alguns fiéis passaram por uma cruel e amarga decepção em 1844. Deus abençoou
aquelas poucas almas sinceras e a igreja infante e frágil prosperou.

“Em 1861, foi eleita uma comissão de nove ministros para estudar a Bíblia acerca da questão
da ordem e dos oficiais da igreja. Naquele mesmo ano, numa conferência de Battle Creek,
Michigan, recomendou-se que as igrejas fossem organizadas com o seguinte concerto:

‘Nós os signatários, mediante este nos associamos como igreja, adotando o nome de
Adventistas do Sétimo Dia, prometendo guardar os mandamentos de Deus e a fé de Jesus
Cristo.’” – Ema E. Howell. O Grande Movimento Adventista pg. 58. Casa Publicadora Brasileira.

Segundo a história, neste mesmo ano, ou seja, em 1861, iniciou-se nos Estados Unidos a
guerra de secessão. Para mais informações sobre esta guerra, clique no link abaixo:

http://guerras.brasilescola.com/seculo-xvi-xix/a-guerra-secessao.htm

Neste tempo, a recém-organizada igreja, precisou se posicionar diante desse conflito que
ceifou quase um milhão de vidas americanas. Sobre isto lemos:

“Em 2 de agosto de 1864 os líderes adventistas dirigiram a seguinte declaração às autoridades:


‘Nós, abaixo assinados, componentes da comissão executiva da conferência Geral dos
Adventistas do Sétimo Dia, submetemos respeitosamente à vossa consideração a seguinte
declaração:

‘A denominação dos cristãos chamados Adventistas do Sétimo Dia, tomando a Bíblia como
regra de fé e prática, são unanimemente de opinião que seus ensinos contrastam com a
prática de guerra; são pois, por motivo de consciência, contra o porte de armas. Se existe
qualquer parte na Bíblia que nós, como um povo, acentuamos mais do que qualquer outro
ponto de nossa crença, essa é a lei dos Dez mandamentos, a qual consideramos a mais
suprema lei, e aceitamos cada preceito da mesma literal e absolutamente. O quarto
mandamento dessa exige a cessação de qualquer trabalho no sétimo dia da semana; o sexto
proíbe tirar a vida. Segundo nosso modo de ver nenhum desses mandamentos pode ser
observado no serviço militar. Nossa prática uniforme está intimamente ligada a esses
princípios. Por isso, nosso povo não se sentiu na liberdade de alistar-se no serviço militar.” –
Francis M. Wilcox, Seventh-day Adventists in time of War (Os Adventistas do Sétimo Dia em
tempo de guerra), pág. 58.

Na história da Igreja Adventista, o período da guerra civil nos Estados Unidos foi um dos
períodos mais difíceis para a igreja. Quando o problema atingiu a mesma, esta foi levada a
tomar uma posição com respeito ao serviço militar e à guerra. A posição tomada foi a que
lemos acima. Eram, de forma unânime, que seus ensinos não eram compatíveis com a guerra.
A maioria tinha este pensamento, era comum o pensar desta forma. Não somente não
participariam na guerra, mas a doutrina original adventista proibia também o porte de armas,
e os membros, como maioria, estavam decididos em cumpri-la. Ainda foi esclarecido ao
ministério da guerra, que se a igreja tomasse parte naquela peleja, estaria se colocando contra
os mandamentos de Deus, principalmente contra o quarto e sexto mandamentos, que não
podiam de forma alguma serem observados no serviço militar. E Desta forma procedeu a Igreja
Adventista como povo. Deus sancionou esta sábia decisão da igreja, e através da pena
inspirada enviou a seu povo fiel a seguinte mensagem:

“Foi-me mostrado que o povo de Deus, que é Seu tesouro peculiar, não pode empenhar-se
nesta guerra complicada, porque isto é contrário a cada princípio de sua fé. No exército eles
não podem obedecer à verdade e ao mesmo tempo obedecer às ordens de seus superiores.
Seria uma contínua violação da consciência. Os homens mundanos são governados por
princípios mundanos e não podem apreciar quaisquer outros. A política mundana e a opinião
pública inclui o princípio de ação que os governa e que os leva a praticar uma aparência de
retidão. O povo de Deus, porém, não deve ser governado por estes motivos. As palavras e
ordens de Deus, escritas na alma, são espírito e vida. Nelas há poder para subjugar e levar à
obediência. Os dez preceitos de Jeová são o fundamento de todas as leis justas e boas. Aqueles
que amam os mandamentos de Deus submeter-se-ão a toda boa lei na terra. Mas se as
exigências dos governantes são tais que entrem em conflito com as leis de Deus, a única
questão a ser resolvida é: Obedeceremos a Deus, ou ao homem?”. – Ellen G. White.
Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pg. 361. Casa Publicadora Brasileira.
Note a expressão: “Foi-me mostrado”. Deus revelou a Ellen White que a posição da igreja
Adventista durante a guerra civil nos estados unidos não participando daquela peleja estava
correta. Por que? A profetiza mesmo dá o motivo: “Porque isto” ou seja, a participação no
serviço militar, “é contrário a cada princípio de sua fé. No exército eles não podem obedecer à
verdade e ao mesmo tempo obedecer às ordens de seus superiores”. Ou melhor, a igreja
Adventista tinha um princípio segundo o qual era errado participar na guerra, alistar-se ou
portar armas. E qual é a posição que devemos tomar se as leis dos governantes estiverem de
choque com a lei de Deus? “Mas se as exigências dos governantes são tais que entrem em
conflito com as leis de Deus, a única questão a ser resolvida é: Obedeceremos a Deus, ou ao
homem?”.

The Review and Herald de 23 de maio de 1865, reafirma esta posição da igreja com as
seguintes palavras:

“Somos obrigados a recusar-nos a participar de todo ato de guerra e derramamento de


sangue”. – Relatório da terceira Assembléia Anual da Conferência Geral dos adventistas – The
Review and Herald, 23 de maio de 1865.

“O ser ‘não combatente’ foi nossa divisa. Tal foi nossa posição como igreja. Para estabelecer
esta posição retrocedemos até a época da guerra civil, e assim nossos irmãos, depois de longo
estudo e consideração, assumiram essa atitude”. – Protocolo de Discussão com o Movimento
Opositor pg. 60 – Editora Missionária a Verdade Presente.

O livro “Protocolo da Discussão com o Movimento Opositor”, é o relatório fiel do que foi
falado em uma reunião que se deu em 1920 entre a liderança da igreja adventista e o chamado
Movimento Opositor, que constitui hoje o Movimento de Reforma. Quando surgiu a segunda
guerra, de 1914 a 1918, os reformistas não tiveram, mesmo pedindo, nenhuma oportunidade
para uma reunião com a liderança da igreja Adventista. Esta oportunidade se deu apenas dois
anos depois que a guerra terminou. Este livro é a ata da reunião e tudo o que foi falado
durante a mesma. Nesta ata é reafirmada a posição que a igreja tomou durante a guerra civil
americana de 1861 a 1865. A posição era que a igreja não tomava parte na guerra, e foi
destacado também o fato de que esta atitude foi tomada pela igreja não de forma precipitada,
mas depois de longo estudo foi que a mesma assumiu esta posição. Agora, no livro que se
segue, o qual foi publicado pela casa publicadora, encontramos mais uma vez que, como
igreja, aos Adventistas realmente não portavam armas, consequentemente não saíam à guerra
nem serviam ao exército e muito menos combatiam.

“... Adventistas do Sétimo Dia,... por motivo de consciência se opõem ao porte de armas...”. –
H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 109 – Casa Publicadora Brasileira.
Na citação do livro que se segue, publicado também pela casa, mostra que a maioria da igreja
Adventista em 1861 a 1865 se manteve firme pelo direito, respeitando o “assim diz o Senhor”
e os princípios da igreja que estavam baseados nas Sagradas Escrituras. Hoje infelizmente, a
realidade que se vê na citada igreja é outra. Existem por exemplo policiais que são membros
da igreja e que portam armas. Mas isto não está correto com a profissão de fé que a igreja
possuía quando era ainda fiel. No tempo da guerra americana, quando um jovem adventista
era chamado para prestar o serviço militar e lutar, era pago então 300 dólares para que o
mesmo fosse dispensado e não participasse de tal ato contrário à verdade e a sã doutrina.
Sobre isto lemos:

“Os adventistas do sétimo dia eram na maioria partidários do norte, porque nossos pioneiros
tinham vindo dos Estados de Nova Inglaterra. Mas a despeito de suas simpatias, sentiam que o
pegar em armas não estava de acordo com sua profissão de fé. Alguns foram chamados, mas
logo se tornou possível arranjar substituto mediante o pagamento de 300 dólares”. – Ema E.
Howell. Grande Movimento Adventista pg. 151 – Casa Publicadora Brasileira.

Uma igreja é aceita por Deus enquanto a maioria permanece fiel. Na guerra civil, lemos
claramente que a maioria da igreja tomou a posição de não-combatência.

“Quando a primeira lei de recrutamento foi promulgada, a 3 de março de 1863, fazia provisões
para aqueles que não quisessem obedecer à convocação. Poderiam pagar 300 dólares e ser
isentos do recrutamento. A maior parte dos adventistas tomou esta direção até que a lei de
recrutamento foi mudada”. – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 108 – Casa
Publicadora Brasileira.

“Assim procedeu a maioria dos adventistas, não por falta de simpatia ou de coragem, mas
porque não desejavam derramar sangue inocente, mesmo que fosse em defesa de uma causa
justa. Muitas foram as orações sinceras que ascenderam em favor da nação. Os dias 11 de
fevereiro 1-4 de março de 1865, foram designados como dias de jejum e oração. Poucas
semanas depois desse tempo chegava a almejada notícia de que a guerra terminara”. – Ema E.
Howell. Grande Movimento Adventista pg. 151 – Casa Publicadora Brasileira.

Pouquíssimos adventistas, sabem ou conhecem como originou-se a primeira semana de


oração, costume este seguido até hoje pela igreja. Muitos defendem hoje a participação na
guerra e continuam a frequentar a semana de oração, e não se apercebem de que o que deu
origem a esta programa hoje oficial na igreja foi a posição que a mesma adotou de não
participar em guerras, não servir o exército, nem portar armas. E o pior de tudo é que muitos
não veem hoje o frisante contraste entre a posição que a igreja adotou em 1864 com a posição
que adotou em 1914 a 1918, e as subsequentes guerras.

Sobre a semana de oração lemos:


“... conta-nos de uma ocasião que pode ser chamada a nossa primeira semana de oração. Foi
durante a guerra civil dos estados Unidos, quando muitos de nossos irmãos, cuja consciência
não lhes permitia pegar em armas, se encontraram em situação probante”. – Ema E. Howell.
Grande Movimento Adventista pg. 140 – Casa Publicadora Brasileira.

“Muitas foram as orações sinceras que ascenderam em favor da nação. Os dias 11 de fevereiro
e 1-4 de março de 1865, foram designados como dias de jejum e oração. Poucas semanas
depois desse tempo chegava a almejada notícia de que a guerra terminara.” Ema E. Howell.
Grande Movimento Adventista pg. 152 – Casa Publicadora Brasileira.

A posição que a igreja adotava também sobre a questão do alistamento era firme. Quando
alguém se alistava, a igreja o excluía de sua comunhão, ou do rol de membros. Assim procedia
a igreja de forma unânime. Que sábia posição! Neste período a igreja era débil e defeituosa,
mas não havia traído a Deus se colocando contra Sua santa lei. Se alguém ousasse se
posicionar contra os mandamentos de Deus, a igreja então tomava as providências necessárias
para que sua moral em face do mundo não fosse deteriorada. O seguinte texto é bem claro:

“Como o alistamento voluntário no serviço da guerra é contrário aos princípios de fé e prática


dos Adventistas do Sétimo Dia, conforme estão contidas nos mandamentos de Deus e na fé de
Jesus, eles não podem reter dentro de sua comunhão aqueles que assim se alistam. Enoch
Hayes foi, portanto, excluído do quadro de membros da igreja de Batlle Creek por um voto
unânime da igreja, em 4 de março de 1865”. – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 112 –
Casa Publicadora Brasileira.

É importante notar que esta posição era baseada nos mandamentos de Deus e na fé de Jesus.
Segundo já lemos no exército não se pode “obedecer à verdade e ao mesmo tempo obedecer
às ordens de seus superiores.” Os mandamentos mais diretamente infringidos por parte de um
soldado sem dúvida é o quarto e o sexto. Tanto um como o outro é impossível de ser
obedecido em um campo de batalha. Por isso a decisão da igreja estava baseada nos
mandamentos de Deus.

Qual foi a decisão da igreja e da Conferência Geral no Início e Durante a Guerra de 1914 – 1918
?

Logo que eclodiu a primeira guerra mundial, a União leste Alemã da igreja Adventista enviou
ao ministério da guerra a seguinte declaração:
“Mui ilustre Senhor General e Ministro da Guerra: Sendo que frequentemente nosso ponto de
vista concernente ao nosso dever para com o governo, bem como nossa posição no serviço
militar em geral; e especialmente, sendo que nossa recusa de servir, em tempo de paz, no
sábado é considerada fanática, tomo, portanto a liberdade de apresentar a Vossa Excelência, a
seguir, os princípios dos Adventistas do Sétimo Dia na Alemanha, especialmente agora, na
presente situação de guerra.

“Conquanto permaneçamos nos fundamentos das Sagradas Escrituras, e procuremos cumprir


os preceitos do Cristianismo, guardando o Dia de Repouso (Sábado) que Deus estabeleceu no
princípio, tentando pôr de lado todo trabalho nesse dia, todavia nestes tempos de tensão, nos
unimos em defesa da Pátria, e sob estas circunstãncias também portaremos armas no
sábado... além disso, pedimos às igrejas fazer cultos de oração, rogando a Deus a vitória das
armas alemãs. – H. F. Schuberth (Presidente da União). – H. Kramer. Os Adventistas da
Reforma pg. 26 – Casa Publicadora Brasileira. Obs: H. Kramer não cita a última parte desta
carta, onde a mesma pede que sejam feitos cultos de oração pedindo a vitória da Alemanha
nazista.

No texto citado pode-se ver claramente duas posições conflitantes: A primeira, até então
seguida pela igreja Adventista, o que a levou a ser considerada fanática por parte do mundo,
de que seus ensinos contrastavam com a prática de guerra. E a segunda posição, que diante de
tal crise, em uma guerra com proporção mundial, a igreja se emprenharia naquela batalha
sangrenta e lutaria também durante as horas sagradas do santo sábado.

Quem pode deixar de perceber o contraste existente na posição assumida pela igreja durante
a guerra civil americana e a postura que ela adotou durante a primeira guerra mundial? Em
1865 a igreja havia realizado cultos de oração para que a guerra civil chegasse ao fim e o povo
adventista fosse livre daquela situação tão difícil, por não participarem em atos de
derramamento de sangue. Agora, no início da guerra mundial, os cultos de oração eram para
pedir que a Alemanha de Hitler vencesse aquele horrendo e terrível conflito.

Algumas pessoas, ao lerem esta declaração, dizem tratar-se ela, de uma posição da União
Alemã apenas e não da conferência geral ou da igreja adventista mundial. Mas isto não é
verdade. A Associação Geral da igreja adventista estava a par do que estava ocorrendo na
Europa, e tomou a mesma decisão que a União Alemã havia tomado em dar liberdade aos
membros para se portarem naquela questão segundo a consciência de cada um, sem que a
igreja interferisse ou disciplinasse os combatentes. Sobre isto podemos ler claramente:

“Trata-se da resolução III da Associação de Hessen, que diz o seguinte:

‘Os delegados da Associação de Hessen compartilham da norma bíblica da direção da obra


referente ao serviço militar do tempo de paz e de guerra como exigência própria do governo,
para o qual está autorizada a potestade superior, instituída por Deus, segundo I Pedro 2:13 e
14 e Romanos 13:4, 5.
‘Esta posição também concorda com a comissão executiva da Associação Geral, que declarou
em sua sessão de novembro de 1915, ao ser interrogada pelos irmãos dirigentes desse país,
seu ponto de vista nesse sentido: que deixava ampla liberdade aos diferentes países da Terra
de adaptar-se no futuro, como até agora, às respectivas determinações legais nesta questão
civil’”. – Protocolo de Discussão com o Movimento Opositor pgs. 21 e 22 – Editora Missionária
a Verdade Presente.

Analise agora o seguinte texto:

“Há perante nós a perspectiva de uma luta contínua, com risco de prisão, perda de
propriedade, e da própria vida, para defender a lei de Deus, que é anulada pelas leis dos
homens. Nesta situação, os planos de ação mundanos instarão em que se condescenda
exteriormente com as leis do país, por amor da paz e harmonia. E alguns há que mesmo
instarão com esse procedimento baseando-se na passagem: ‘Toda a alma esteja sujeita às
potestades superiores... As potestades que há foram ordenadas por Deus’. Rom. 13:1”. – Ellen
G. White – Testemunhos Seletos vol. 2, pg. 319 – Casa Publicadora Brasileira.

Apesar dessa passagem fazer uma referência mais direta à questão da lei dominical, e indicar
seu total cumprimento durante aquele tempo, estas mesmas circunstâncias envolveram, em
menor grau, a posição da igreja Adventista de 1914 a 1918, quando a igreja, apesar de
professar obedecer a lei de Deus, consentiu, como organização, que a lei de Deus fosse
anulada pelas leis dos homens, chegando a afirmar que as exigências dos governos devem ser
obedecidas com base em Romanos 13. A perspectiva de uma luta contínua para defender a lei
de Deus, havia chegado para os fiéis, mesmo antes de tal profecia se cumprir de forma plena
durante o decreto dominical, onde também "os planos de ação mundanos instarão em que se
condescenda exteriormente com as leis do país”.

“Os dez preceitos de Jeová são o fundamento de todas as leis justas e boas. Aqueles que
amam os mandamentos de Deus submeter-se-ão a toda boa lei na terra. Mas se as exigências
dos governantes são tais que entrem em conflito com as leis de Deus, a única questão a ser
resolvida é: Obedeceremos a Deus, ou ao homem?”. – Ellen G. White. Testemunhos para a
Igreja, vol. 1, pg. 361. Casa Publicadora Brasileira.

As palavras seguintes são também do presidente da associação geral Adventista, o que mostra
que, a igreja, como maioria, tinha consciência do que fora feito. Eles sabiam que muitos na
guerra tinham portado armas e haviam combatido. Infelizmente a igreja nunca assumiu este
grave pecado e nunca se arrependeu do mesmo.

“Logo”, disse o presidente mundial Adventista, “houve irmãos que foram mais longe,
portavam as armas e realizaram todos os exercícios militares e todos os exercícios do
acampamento que podiam, mas disseram aos oficiais que eram não combatentes e que não
podiam ir à frente da batalha. Já expusemos todas as ideias e os diversos passos do conceito
de ‘não combatente’’. Logo houve alguns irmãos que tinham o espírito de amor a pátria e
foram ao ‘fronte’ chegaram à Inglaterra e à França, foram às trincheiras e não sei o que
fizeram lá. Mas prestaram o serviço e voltaram quando se assinou o armistício”. – Protocolo de
Discussão com o Movimento Opositor pg. 62 – Editora Missionária a Verdade Presente.

O contraste entre a posição que a igreja assumiu durante a primeira grande guerra e a que a
igreja manteve durante a guerra civil americana é muito grande. Por mais que no passado
líderes adventistas quiseram amenizar este contraste a história permanece para destaca-lo. O
próprio Kramer, ao analisar os fatos incontestáveis, escreveu:

“Esta postura” (exercida pela igreja durante a primeira guerra mundial) “em relação ao serviço
de combatente, bem como ao dever no sábado, estava claramente em oposição à atitude
tomada pelos adventistas durante a Guerra Civil nos Estados Unidos”. – H. Kramer. Os
Adventistas da Reforma pg. 27 – Casa Publicadora Brasileira.

Deus de antemão havia advertido a igreja deste perigo, ou seja, de reconhecer as leis dos
homens acima de Sua Santa e imutável lei:

“Na época atual, a Igreja precisa vestir suas belas vestes - "Cristo, justiça nossa". Há distinções
claras e precisas a serem restauradas e expostas ao mundo, exaltando-se acima de tudo os
mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho
natural, em contraste com a deformidade e trevas dos que são desleais, daqueles que se
revoltam contra a lei de Deus. Assim reconhecem a Deus, e a Sua lei - fundamento de Seu
governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada
distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às
leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas
decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais
enganador que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do
Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo.” Ellen G. White.
Testemunhos para Ministros pgs. 16 e 17 – Casa Publicadora Brasileira.

Ellen White escreveu também:

“Nenhuma mudança deverá efetuar-se nos traços gerais de nossa obra. Deve permanecer
clara e distinta como foi criada pela profecia. Não nos compete entrar em aliança com o
mundo, supondo com isso poder levar a melhor. Se alguém cruzar o caminho a fim de
embaraçar o passo à obra nas linhas que Deus lhes traçou, incorrerá no desagrado Divino”. –
Ellen G. White. Testemunhos Seletos vol. 2, pg. 372 – Casa Publicadora Brasileira.
Contrariando ou ignorando advertências tão claras, a liderança Adventista, porém, agiu
durante a guerra de 1914 a 1918 de uma forma totalmente contrária como expressada por H.
Kramer. Era uma decisão que “estava claramente em oposição à atitude tomada pelos
adventistas durante a Guerra Civil nos Estados Unidos”.

Mas o erro da igreja não foi apenas ter tomando uma posição que estava contrária aos
mandamentos de Deus. Ela foi mais longe. O líder mundial da igreja Adventista disse:

“Não víamos necessidade de ir à guerra. Deploramos a guerra e somos contrários a ela.


Devemos, no entanto, conceder a cada cidadão o privilégio de adotar uma atitude que esteja
de acordo com sua consciência em relação ao governo. Nem uma dessas pessoas foi excluída
de nossa igreja”. – Protocolo de Discussão com o Movimento Opositor pgs. 62 e 63 – Editora
Missionária a Verdade Presente.

“... a Associação Geral Adventista, depois de declarar que os membros deveriam ser não-
combatentes, não condenou nem excluiu aqueles que não viram o assunto sob a mesma luz
durante a Primeira guerra Mundial”. – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 35 – Casa
Publicadora Brasileira.

Neste caso, a igreja Adventista como um corpo, assumiu toda transgressão e culpa de seus
membros no horrendo derramamento de sangue. E o pior, muitos adventistas haviam
derramado sangue de seus próprios irmãos nas trincheiras adversárias. Todo este pecado
assumira a igreja ao não tratar com os transgressores.

“E quando alguma pessoa pecar, ouvindo uma voz de blasfêmia, de que for testemunha, seja
porque viu, ou porque soube, se o não denunciar, então levará a sua iniqüidade.” Levítico 5:1.

“Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e por
causa dele não sofrerás pecado.” Levítico 19:17.

“Ele quer ensinar a Seu povo que a desobediência e o pecado são excessivamente ofensivos a
Seus olhos, e não devem ser considerados levemente. Ele nos mostra que, quando Seu povo se
encontra em pecado, devem-se tomar imediatamente medidas positivas para tirar esse
pecado do meio deles, a fim de que Seu desagrado não fique sobre todos”.

“Se, porém, os pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em
posições de responsabilidade, o desagrado de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um
corpo, será responsável por esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado, Ele
mostra a necessidade de purificar a igreja de erros”. – Ellen G. White. Testemunhos Seletos
vol. 1, pg. 334. Casa Publicadora Brasileira.

A igreja havia traído seu Senhor e se tornara culpada por reconhecer a lei dos homens acima
da lei de Deus.

O presidente Adventista ainda disse:

“Embora não tenhamos limites definidos e normas precisas com referência à posição a
respeito do governo, deve deixar-se a cada um agir segundo o ditame de sua própria
consciência. Os irmãos da América do Norte representam o mesmo ponto de vista, moderado
e tolerante, tal como o aceitaram nossos irmãos da Europa. Temos seguido o mesmo proceder
de nossos irmãos da Inglaterra, da França e de outros países”. – Protocolo de Discussão com o
Movimento Opositor pg. 64 – Editora Missionária a Verdade Presente.

Perceba nesta passagem que a posição da igreja Adventista não foi local, apenas na Alemanha
como alguns dizem, mas mundial. Na América do norte, na Inglaterra, França e outros países
que foram envolvidos no conflito, a decisão da igreja foi que ela dava liberdade para que cada
um agisse “segundo o ditame de sua própria consciência.”

A questão de liberdade de consciência era umas das fracas desculpas na qual a igreja parecia
estar fundamentada. Este ponto foi destacado repetidas vezes pela liderança adventista como
se pode notar nos textos a seguir:

“Não víamos necessidade de ir à guerra. Deploramos a guerra e somos contrários a ela.


Devemos, no entanto, conceder a cada cidadão o privilégio de adotar uma atitude que esteja
de acordo com sua consciência em relação ao governo. Nem uma dessas pessoas foi excluída
de nossa igreja”. – Protocolo de Discussão com o Movimento Opositor pgs. 62 e 63 – Editora
Missionária a Verdade Presente.

“Adotamos essa resolução, a saber: que cada qual devia agir na questão de acordo com sua
consciência”. – Idem pg. 61.

“O líder adventista então declarou que, a determinação final quanto ao que era certo e ao que
era errado, deveria ser deixada com a consciência individual do membro”. – H. Kramer. Os
Adventistas da Reforma pg. 37 – Casa Publicadora Brasileira.

Esta decisão é ainda hoje mantida pela igreja:


“Concedemos a cada um de nossos membros da igreja a liberdade para servir seu país, em
todos os tempos e em todos os lugares, de acordo com os ditames de sua consciência e
convicção pessoal”. – Revista Adventista 1959. Casa Publicadora Brasileira.

Precisamos esclarecer alguns fatos ligados a esta questão:

1º – O Movimento de Reforma sempre acreditou na liberdade de consciência. Ninguém deve


ser forçado a realizar nada do que não queira. De fato, todos podem escolher a quem irá servir
(Josué 24:15). No entanto, a igreja não deve ser cumplice de escolhas erradas. Lúcifer tinha
escolha, mas desde que se tornou Satanás, não pode mais permanecer no Céu. Será que Deus
neste caso não levou em conta a liberdade de consciência? Se a liberdade de consciência
existe a ponto de alguém quebrar a lei de Deus e ficar impune, perguntamos: Por que bilhões
de seres humanos irão para o inferno se cada um está livre para quebrar a lei de Deus?
Lembremos: todo ato tem uma consequência, ou para o bem ou para o mal.

Os irmãos excluídos durante a primeira guerra mundial compreendiam bem esta questão. No
entanto, havia um detalhe que a igreja Adventista estava ignorando. Nossa posição como
igreja foi sempre esta no que se refere à liberdade de consciência:

“Concedemos a cada qual liberdade de consciência. Também no Céu ela existe. Mas nenhuma
liberdade de consciência que derribe os princípios da lei de Deus. Verificamos agora que os
irmãos na América do Norte levaram a liberdade de consciência ao ponto de tocar a lei de
Deus.”– Protocolo de Discussão com o Movimento Opositor pg. 90 – Editora Missionária a
Verdade Presente.

Estas palavras, ditas por um dos representantes dos irmãos excluídos mostraram a verdade
sobre esta questão de liberdade de consciência. Esta posição é apoiada por Deus! O Espírito de
Profecia é claro:

“Fossem os homens livres para se apartar das reivindicações do Senhor e estabelecer uma
norma de dever para si mesmos, e haveria uma variedade de normas para se adaptarem aos
vários espíritos, e o governo seria tirado das mãos de Deus”. – Ellen G. White. Maior Discurso
de Cristo, pg. 51. Casa Publicadora Brasileira.

A estratégia adotada pela igreja Adventista em dar liberdade para que seus membros
transgredissem a lei de Deus refletia uma estratégia antiga já adotada nas cortes celestiais:
“Visto serem de natureza santa, insistia em que os anjos obedecessem aos ditames de sua
própria vontade. Procurou arregimentar as simpatias em seu favor, propalando que Deus os
tratara injustamente ao conferir honra suprema a Cristo. Alegava que, anelando maior poder e
honra, não pretendia a exaltação própria, mas procurava conseguir liberdade para todos os
habitantes do Céu, a fim de por esse meio poderem alcançar condição mais elevada de
existência”. – Ellen G. White. O Grande Conflito, pg 498. Casa Publicadora Brasileira.

Este mesmo método de trabalho Satanás havia implantado na igreja Adventista:

“O mesmo espírito que produziu a rebelião no Céu, ainda inspira a rebelião na Terra. Satanás
tem continuado, com os homens, o mesmo estratagema que adotou em relação aos anjos. Seu
espírito ora reina nos filhos da desobediência. Semelhantes a ele, procuram romper com as
restrições da lei de Deus, prometendo liberdade aos homens por meio da transgressão dos
preceitos da mesma”. – Ellen G. White. O Grande Conflito, pg 503. Casa Publicadora Brasileira.

2º – A pergunta que não quer calar: Se a igreja Adventista frisava tanto a questão da liberdade
de consciência, se a mesma servia a seus desígnios e propósitos para com os governos, se
estavam sendo misericordiosos com os transgressores baseados nesta questão, perguntamos:
Por que não houve liberdade de consciência para aqueles que não apoiaram e não
participaram da guerra? Porque estas pessoas foram excluídas da igreja Adventista? Por que a
liberdade de consciência servia apenas para os transgressores?

Onde ficou a desculpa esfarrapada da liberdade de consciência diante desse fato?

A liberdade de consciência, defendida pela igreja, era, portanto, uma farsa diabólica. O diabo
levou a igreja a defender a liberdade de consciência sem perceber que estava sendo despótica
com os fiéis, não dando a eles, a estas pessoas sinceras, a liberdade de consciência em não
pegar em armas ou em não apoiar a defesa da pátria e mesmo assim permanecerem como
membros da igreja.

Neste caso, a igreja multiplicou sua transgressão em não apenas excluir, mas perseguir os
sinceros que, por motivo de consciência, não participaram na guerra! Como organização a
igreja cometeu o mesmo pecado de Saulo em perseguir o próprio Salvador na pessoa de seus
seguidores (Atos 9:1-5).

“E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que quando o fizestes a um destes meus
pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” Mateus 25:40.
Os fiéis estavam cientes desse fato. E podiam contar com a presença de Seu Salvador. A
história do passado estava repetindo-se:

“Os que não ousaram privar os outros da luz que Deus lhes dera, foram excluídos das igrejas;
mas Jesus estava com eles, e estavam alegres ante a luz de Seu semblante”. – Ellen G. White.
Primeiros Escritos pg. 237 – Casa Publicadora Brasileira.

Posição do Movimento Opositor (Reformistas) Sobre a Guerra

A posição que os 2% ou o Movimento Opositor defendia não era nenhuma teoria nova.
Acreditavam na posição que a igreja Adventista havia tomado quando ainda não tinha
abandonado a lei de Deus, quando a igreja ainda era fiel. Estudamos em um tópico passado
que a igreja, quando ainda fiel, acreditava que um jovem cristão não devia ir á guerra. Esta
posição ela assumiu precisamente em 1864. Cinqüenta anos depois, ou seja, em 1914, a igreja
abandona esta posição, como foi profetizado pela pena inspirada, e se torna combatente,
perseguindo aqueles que ainda permaneciam sobre a plataforma da verdade não participando
assim em questões políticas ou em guerra. Estes fiéis, que eram contra a participação na
guerra, eram os verdadeiros adventistas, e seu ensino sobre a questão da guerra era:

“Cremos que para seguir Jesus neste tempo, segundo as escrituras e os testemunhos, não
podemos ir à guerra”. – Protocolo de Discussão com o Movimento Opositor pg. 90 – Editora
Missionária a Verdade Presente.

Ao contrario desta posição, o presidente Adventista disse:

“Cremos que os pontos de vista que defendeis são totalmente errôneos”. – Protocolo de
Discussão com o Movimento Opositor pg. 93 – Editora Missionária a Verdade Presente.

O ponto de vista que a direção da Igreja Adventista considerava errôneo era que não podemos
ir à guerra. Mas, se esta posição era errônea, como disse o presidente mundial adventista,
devemos entender então que a posição que a igreja assumiu na guerra americana de 1861 a
1865, também estava errada, e que a irmã White errou também quando apoiou, inspirada, a
posição que a igreja assumiu naquele tempo. Mas isto seria impossível. Na verdade, foi em
1914 a 1918 que a Igreja tomou posição errada e contraria aos seus próprios princípios.

Os que Permaneceram Fiéis Foram Excluídos da Igreja


Até aqui, mencionamos que os que permaneceram fiéis aos princípios originais da Igreja
Adventista foram excluídos da igreja. Por motivos didáticos não apresentamos muitas provas
escritas desta afirmação, agora, porém, isto se faz muito necessário. Abaixo aliamos cópias de
jornais e livros, alguns inclusive publicados pela própria casa publicadora, que nos provam e
mostram a veracidade do que até aqui temos afirmado. São usadas expressões referentes aos
2% como sendo eles expulsos da igreja Adventista, excluídos, desligados, até mesmo usam a
expressão: excomungados. Na cópia do jornal abaixo aparece a entrevista de um adventista.
Relatando a separação do Movimento de Reforma da Igreja Adventista, ele disse:

“Jornal de Dresden, Alemanha. (12 de Abril de 1918).

“No começo da guerra dividiu-se nossa igreja em dois partidos. Noventa e oito por cento
de nossos membros chegaram, pelo estudo da Bíblia, à convicção de que a consciência manda
defender a pátria com armas também no sábado. Esta opinião, apoiada por todos os membros
da diretoria, foi imediatamente comunicada ao ministério da guerra. Dois por cento, porém,
não concordaram com esta decisão, sendo por fim excluídos por motivo de seu
comportamento indigno de um cristão. Estes elementos insóbrios se fizeram pregadores,
procurando propagar suas idéias loucas, porém com pouco sucesso. Chamam-se falsamente
pregadores e adventistas, quando não os são; são enganadores. Quem a tais elementos
dispensar o tratamento que merecem nos fará verdadeiramente um favor. Nossa diretoria
empregou até hoje o dinheiro supérfluo no empréstimo de guerra, e isto na firme esperança
de que a Alemanha saia vitoriosa desta luta medonha. Por toda parte nossos membros estão
prestando sua ajuda no cumprimento de seu dever de prover os meios necessários à pátria.
Os homens adventistas estão todos praticamente no campo ou no serviço militar, cumprindo
fielmente seus deveres e, como reconhecimento da parte da pátria esperam tratamento justo
e eqüitativo’. Dresdner Neueste Nachrichten, 12 de abril de 1918)”.

Excluir os fiéis e chegar utilizar dinheiro sagrado na guerra... Não existem palavras para
demonstrar tamanho abandono da verdade!

“Jornal de Stuttgart, Alemanha. (26 de setembro de 1918):

‘Ao princípio da guerra havia alguns membros, como também os há noutros lugares, os
quais não queriam participar do serviço de guerra, já por sua falta de união, já por fanatismo.
Este começaram a espalhar seus escrúpulos na congregação, verbalmente ou por escrito,
visando outros a fazer o mesmo. Foram exortados pela igreja, porém, devido à sua obstinação,
tiveram que ser expulsos, pois que se tornaram uma ameaça à paz interna e externa’. –
Stuttgarter Neues Tageblatt, 26 de setembro de 1918”.

“Artigo em Jornal católico:

‘Em 1914, foram excluídos dois por cento dos membros da igreja adventista alemã
porque a participação em serviço militar e no sábado, não pode reconciliar-se com a doutrina
adventista’. Paulinus, 9 de março de 1953”.
“Quando na Alemanha se fez a decisão contra os mandamentos de Deus, excluindo vários
irmãos da igreja, por motivo de sua consciência, e o fato de que repetidas vezes convocamos
reuniões para discutir esses importantes assuntos comprova que temos seguido a ordem
bíblica e que, como povo, ficamos justificados diante de Deus e da igreja”. – Protocolo de
Discussão com o Movimento Opositor pgs. 62 e 63 – Editora Missionária a Verdade Presente.

“É de interesse notar que ele (Doerschler) foi a própria pessoa escolhida para representar os
membros que foram desligados da comunhão da igreja diante dos irmãos da Associação Geral
em 1920”. – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 30 – Casa Publicadora Brasileira.

“Esta situação levou a direção da igreja a reagir com outras ações incorretas, separando da
igreja os protestadores sem o devido procedimento”. – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma
pg. 28 – Casa Publicadora Brasileira.

“Sendo que naquele tempo os excomungados não se tinham organizado...”. – H. Kramer. Os


Adventistas da Reforma pg. 29 – Casa Publicadora Brasileira.

Referindo-se, no entanto, ao que participaram do terrível derramamento de sangue, foi dito o


presidente Adventista enfatizou:

“... nem uma dessas pessoas foi excluída de nossa igreja”. – Protocolo de Discussão com o
Movimento Opositor pg. 63 – Editora Missionária a Verdade Presente.

“Não excluiu nem condenou aqueles” (os combatentes ou quem os apoiava) “que não viram o
assunto sobre a mesma luz”. – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 29 – Casa
Publicadora Brasileira.

Mesmo depois de terem sido injustamente excluídos, os reformistas tentaram todos os meios
possíveis para permanecerem na igreja Adventista, pois que amavam a igreja apesar de suas
falhas. Não estavam, porém, dispostos a quebrar princípios em face desse desejo ou de seus
sentimentos. A história estava repetindo-se novamente:

“Para assegurar a paz e a unidade, estavam prontos a fazer qualquer concessão coerente com
a fidelidade para com Deus, mas acharam que mesmo a paz seria comprada demasiado caro
com sacrifícios dos princípios. Se a unidade só se pudesse conseguir comprometendo a
verdade e a justiça, seria preferível que prevalecessem as diferenças e as conseqüentes lutas”.
– Ellen G. White. O Grande Conflito pg. 43 – Casa Publicadora Brasileira.

Todas as tentativas, no entanto, foram anuladas pela liderança Adventista, como você poderá
constatar no seguinte link:

http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/08/os-reformistas-sao-dissidentes.html

O resultado foi que “depois de malfadados esforços para reconciliação com a igreja
adventistas em 1920 e 1922, os reformistas saíram para levar sua mensagem ao mundo.
Organizaram uma Associação geral em 1925.” – H. Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 45 –
Casa Publicadora Brasileira.

Qual é a Decisão Adotada Hoje Pelos A. S. D. Com Respeito à Guerra?

Já ouvi algumas pessoas assumirem que a Igreja realmente errou em 1914 quando deu
liberdade para que seus membros participassem na guerra, mas acreditam que o erro que a
igreja cometeu não voltou a repetir-se nos subsequentes anos de sua história. Mas isso
infelizmente não é verdade. O erro cometido pela igreja Adventista em 1914 a 1918 repetiu-se
em todas as demais guerras. E mesmo depois que a primeira guerra terminou, a igreja pôde,
com tranquilidade, analisar onde ela falhou. Contudo, porém, nenhuma mudança pôde ser
notada na decisão da igreja em anos posteriores, nem arrependimento sincero. Ao contrário
disto, a igreja continuou defendendo a liberdade de consciência na participação na guerra, o
que evidencia que não ouve mudança nem decisão contraria daquela que foi adotada em 1914
a 1918. Os documentos abaixo atestam esta verdade:

“O Conselho da divisão Européia anunciou a seguinte resolução tomada em Gland, Suíça, em 2


de Janeiro de 1923:

‘Concedemos a cada membro de nossa igreja absoluta liberdade para servir à sua pátria em
todos os tempos e em todos os lugares, de acordo com os ditames de suas convicções
pessoais’. HR 6/3/1924. (Seventh-day Adventists in time of War, págs. 346, 347)”.

“Conquanto a declaração de Gland especificasse os motivos para a posição Adventista do


Sétimo Dia, também reconhecia que cada membro da igreja possuía liberdade absoluta para
servir o seu país, em todos os tempos e em todos os lugares, de acordo com os ditames de sua
conscienciosa convicção pessoal”. – Ligth Bearers to the Remnant, págs. 424 e 425. – H.
Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 15 – Casa Publicadora Brasileira.
Como se pode notar, mudança nenhuma ocorreu. A decisão da igreja continuou sendo a
mesma. Contrariando as raízes da fé Adventista, encontramos declarações como as que se
seguem:

“A igreja não toma hoje nenhuma medida disciplinar para os membros que se alistam.” – H.
Kramer. Os Adventistas da Reforma pg. 116 – Casa Publicadora Brasileira.

Que grotesca contradição se compararmos a declaração acima com a posição que a igreja
adotou durante a guerra civil americana.

“Embora nosso ideal para os jovens adventistas na guerra seja a não-combatência, não
tomamos posição dogmática a esse respeito. Por isso não excluímos o jovem que não ingressa
nas forças armadas como não-combatente. Longe disso. Nós o acompanhamos com nossas
orações”. The Review and herald, 28 de fevereiro de 1963.

A história de que é possível servir no exército ou nas forças armas como não-combatente
funciona para 10 em cada 100 adventistas. A maior parte dos adventistas que servem às forças
armadas é combatente portando armas. Alguns inclusive, voluntariamente, escolheram estar
ali. E a igreja, ao contrário de desencorajá-los e reprová-los, os incentiva na prática do serviço
militar. Veja por exemplo, a reportagem abaixo:

“Milhares de jovens adventistas do sétimo dia são convocados para as forças militares de seus
países através desses processos compulsórios. Como cidadãos leais, eles atendem de bom
grado, posto que às vezes de modo apreensivo, quando chamados para prestar suas
obrigações militares. Reconhecem que as responsabilidades de cidadania devem recair
igualmente sobre todos que obtêm benefício do governo civil... Caso o plano de Deus para
nossa vida inclua o serviço militar, não existe para nós nesse mundo lugar melhor ou mais
seguro do que esse. Há benefício nele... se o plano de Deus para vossa vida vos conduzir
através da vereda do serviço militar obrigatório, podeis ir alegremente, confiando no Senhor.
Começai a olhar para o que há de melhor nisso”. – Revista Adventista pg. 6.

“Entre as forças aliadas”.-

“O departamento de defesa estima que, 05% de toda a tropa militar dos Estados Unidos
são Adventistas do Sétimo Dia. Baseado nesse índice a Conferência Geral Ministerial
Adventista acredita que entre 2.000 a 2.500 dos 500.000 membros da tropa americana na
guerra do Golfo eram adventistas. É claro que os Estados Unidos tem suas forças armadas
compostas completamente por voluntários. Logo esses adventistas quiseram juntar-se ao
exército americano. É possível se voluntariar para postos fora da linha de combate, como por
exemplo, na área da saúde, mas existe uma longa lista de espera para esses cargos. Por outro
lado, os voluntários dispostos a servir em combate recebem bônus em dinheiro que às vezes
chegam a 9.000 dólares. Um ministro militar adventista estima que 90% dos adventistas do
exército americano – incluindo aqueles no Golfo – são combatentes portando armas”. – Jornal
da associação dos Fóruns adventistas.” SPECTRUM – Jornal dos Fóruns Adventistas.

Como notamos, a igreja Adventista jamais se arrependeu do grande pecado que cometeu
quando se colocou contra a lei de Deus apoiando os combatentes e perseguindo os fiéis. O
pecado cometido em 1914 a 1918, tornou a repetir-se também na segunda guerra mundial
como nas demais guerras. Na guerra do Iraque, por exemplo, cerca de 2.000 adventistas
estavam empenhados como combatentes. Enquanto a história da padiola funcione para uma
minoria, a maioria, contudo, são patriotas utilizando armas também no sábado. Muitos
adventistas sabem que alguns de seus membros vão para as forças armadas como
enfermeiros, mas poucos sabem que a maioria dos adventistas serve a pátria com armas,
prontos a morrer ou matar.

Oramos ao nosso eterno Deus que dê aos membros da igreja Adventista olhos para ver. Não
podemos forças ninguém a tomar o caminho correto. Nosso trabalho deve ser o de esclarecer
e orientar. “Quem tem ouvidos para ouvir ouça”.

Quem Ficou Representando a Igreja Verdadeira?

O Espírito de Profecia também deixa claro ao mencionar qual das duas organizações ficou
representando a igreja verdadeira.

“Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer carne, sairão do povo
de Deus, para não mais andar com ele”. – Ellen G. White. Conselhos sobre o Regime Alimentar
pg. 382 – Casa Publicadora Brasileira.

Cremos que se cumpriu então a seguinte profecia:

“Ele (Deus) retirará Seu Espírito Santo da igreja (Adventista) e o dará a outros.” The Review
and herald, 16 de julho1895.

Esta é a verdade dos fatos querido amigo. Deus com certeza tocou em seu coração para que
você estivesse lendo este artigo neste momento. O Movimento de Reforma não é fruto da
ideologia humana. Não surgiu baseado em desejos separatistas. Não surgiu por que algumas
pessoas desacreditaram da fé Adventista, ao contrário, surgiu por que 2% da igreja Adventista
a defendeu. Não surgiu devido às visões de Wieck. Aliás, este homem é citado por alguns com
o objetivo de ofuscar a verdade sobre o Movimento de Reforma. Porém, quando Daniells
colocou diante de representantes do Movimento Opositor alguns documentos de autoria
desse homem dizendo: “Estes aqui são os documentos que nos foram entregues pelo irmão
Conrad. Eles devem demonstrar em que consiste este Movimento... O primeiro documento é
de Wieck.” A resposta clara e satisfatória foi: “Ele não pertenceu a este movimento. Tenho
(E.Dorscheler) tido o privilégio de pertencer a este Movimento desde o início.”

Por isso, deixe de buscar água em cisternas rotas. Deixe de dar ouvidos a boatos infundados e
não escriturísticos e venha se regozijar conosco na verdade. Deixe o Espírito Santo trabalhar
em seu coração através destas evidencias.

Deixo a você um apelo da palavra de Deus:

“Quero dirigir estas linhas aos que tem tido luz, aos que tem tido privilégios, aos que tem
recebido advertências e apelos, mas não tem feito decidido esforço para entregar-se
completamente a Deus. Desejo advertir-vos para que tenhais receio de pecar contra o Espírito
Santo, ficando entregues aos vossos próprios caminhos, caindo em letargia moral e nunca mais
obtendo perdão. Porque consentiríeis em continuar sendo educados na escola de Satanás e
seguir uma linha de procedimento que torne impossível o arrependimento e a reforma? Por
que resistir às propostas da misericórdia? Por que dizer: ‘Deixem-me em paz’, até que Deus
seja compelido a satisfazer vosso desejo, porque quereis que seja assim?

“Os que resistem ao Espírito de Deus pensam que se hão de arrepender algum dia no futuro,
quando estiverem preparados para dar um passo decisivo em direção à reforma; mas o
arrependimento estará então fora de seu alcance. As trevas dos que recusam andar na luz
enquanto a luz está com eles serão proporcionais à luz e aos privilégios concedidos.

“O Senhor Jesus tornou evidente que tem infinito apreço por vós. Ele deixou o Seu trono real,
deixou Suas cortes reais, e revestiu Sua Divindade com a humanidade, e teve uma morte
ignominiosa sobre a cruz do Calvário, para que pudésseis ser salvos”. – Review and Herauld, 29
de junho de 1897. Meditações Matinais 1999, pg. 35.

“Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, Não endureçais os vossos
corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto.” Hebreus 3:7-8.

Para mais informações entre em contato: cristiano_souza7@yahoo.com.br

Ou pelo blog. Que Deus te abençoe!


Deparei-me alguns dias atrás com o artigo do senhor José Barbosa e senti que precisava dar a
este artigo uma resposta à luz da palavra inspirada. Antes de tudo, desejo frisar que a postura
que adotei foi de defesa diante de constantes ataques à verdade e à nossa igreja. Nesta defesa
procurei ser bastante conciso. Apesar de que o artigo abre um vasto campo para uma boa
apologia, desejei dar uma resposta rápida e prática às questões levantadas pelo senhor José
Barbosa. Dúvidas remanescentes poderão ser solucionadas entrando em contato conosco pelo
endereço de e-mail encontrado no final desse trabalho.

Pedimos desculpas por possíveis erros ortográficos ou gramaticais encontrados em nossa


resposta ou defesa. Infelizmente não estamos dispondo de tempo suficiente para fazermos
uma correção mais precisa.

O artigo de Barbosa contém diversas frases equivocadas que careceram de algumas correções.
Para que o leitor não se esquecesse a que parte do artigo estava me referindo, fiz vários
apartes logo depois de alguns textos ou frases colocadas no texto por José Barbosa. Por isso,
deixei o artigo citado em sua íntegra com uma cor diferente (em preto) de nossa réplica ou
explicações. Isto facilitará o leitor saber quando o texto é do artigo de Barbosa ou se pertence
aos nossos esclarecimentos.

Queremos portanto, auxiliados pela Bíblia, o Espírito de Profecia e a história, responder de


uma forma mais clara, transparente e verdadeira, a pergunta do artigo de José Barbosa:

“Deixou a Igreja Adventista do Sétimo Dia de ser a igreja de Deus?”

“Alguns alegam que seria mais sensato formar uma nova organização ou sair em busca de uma
que estivesse sob o favor divino.”

Precisamos neste momento perguntar ao autor do artigo se Jesus contrariou a sensatez ao Se


retirar da igreja judaica e organizar a igreja Cristã. Ele julgou ser isto insensato?

Avançando um pouco mais no futuro, perguntamos aos mais de 50 mil adventistas se eles
foram insensatos ao deixarem as igrejas protestantes no verão de 1844 e ainda depois um
restante desse grupo organizar a igreja Adventista do 7º Dia. Procederam eles erradamente?

“Amavam suas igrejas, e repugnava-lhes o separar-se delas; mas como vissem suprimido o
testemunho da palavra de Deus e negado o direito de investigar as profecias, compreenderam
que a lealdade para com o Senhor lhes vedava a submissão. Não poderiam considerar os que
procuravam excluir o testemunho da palavra de Deus como constituindo a igreja de Cristo,
‘coluna e base da verdade’. Daí o se sentirem justificados em desligar-se dessas congregações.
No verão de 1844 aproximadamente cinqüenta mil se retiraram das igrejas”. [1]

É verdade que tanto Jesus quando aqueles milhares de adventistas estavam sem opção,
porém, os reformistas, tal qual estes exemplos citados, também ficaram sem opção, pois eles
não poderiam deixar de seguir a Cristo seu Guia e retroceder rumo ao Egito juntamente com a
igreja Adventista.[2] A única forma de permanecerem na igreja Adventista era sacrificando a
verdade, neste caso preferiram seguir o exemplo de Jesus e dos fiéis do passado.

“Não é de hoje nem de ontem que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é acusada, por parte de
alguns grupos separatistas – e às vezes até por parte de membros insatisfeitos – de ter deixado
de ser a igreja remanescente de Deus para estes últimos dias. No entender dessas pessoas, em
algum momento de sua história a denominação perdeu o rumo” (...)

Por que José Barbosa omitiu o texto onde está baseada esta verdade? Sim, porque o texto é
bem conclusivo. Vejamos:

“Todo o corpo está doente devido ao desgoverno e a falta de cálculo. O povo a quem Deus
confiou os interesses eternos os depositários da verdade plena de resultados eternos, os
guardadores da luz que deve iluminar todo o mundo, perderam o rumo”.[3]

Se ele deseja contestar, que conteste a inspiração!!

“... e a razão de existir. Tornou-se Babilônia.” (...)

Sobre este assunto, se a igreja Adventista se tornou ou não Babilônia, leia nosso artigo:

http://www.adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/08/a-igreja-adventista-do-7-dia-e-
babilonia.html )

“Teve seu castiçal removido.” (...)

Mais uma vez a inspiração é enfática:


“Aqueles que podem passar por alto todas as provas que Deus lhes tem dado, e mudar a
bênção em maldição, devem tremer pela segurança de sua alma. Seu castiçal será removido do
lugar a menos que se arrependam.”[4]

Perguntamos: Houve provas de arrependimento desde que estas palavras foram escritas? Ou
será que a igreja se levedou com a apostasia a ponto de se aborrecer a si mesma?[5] Para
respondermos a estas perguntas basta que comparemos a situação da igreja nos dias de Ellen
White com a deplorável situação presente. É como disse o autor do artigo: “Não adianta tapar
o sol com a peneira.”

Parece que mesmo nos dias de Ellen White a igreja já dava indícios que seu castiçal fora
mesmo removido a ponto da profetiza perguntar:

“Foi o castiçal removido de seu lugar? Apelo a todos aqueles que descansam
despreocupadamente em seu atual estado de morte espiritual, para que despertem e se
levantem dentre os mortos, e Cristo lhes dará luz.”[6]

A inspiração, todavia, é mais enfática nesta questão:

“Mas, oh! Triste quadro! ... Ele (Deus) retirará o Seu santo Espírito da Igreja e O dará a outros
que hão de apreciá-lo.

“Não há maior evidência de que os que receberam grande luz não apreciam, do que a de sua
recusa em fazer sua luz resplandecer sobre os que estão em trevas, e dedicar seu tempo e
energias a celebrar formas e cerimônias. Não são alimentados pensamentos sobre a obra
interior e necessária pureza de coração. Ausência de harmonia com Deus torna-se evidente. A
luz se obscurece e se apaga. O castiçal foi removido.”[7]

Como já mencionamos, que contestem a inspiração, não a nós!

“Foi vomitada da boca de Deus. (...)

Quem é vomitada da boca de Deus? Não são os laodiceanos? Sim. Estes mesmos. E se uma
igreja como maioria se caracterizar por este estado? Sim, ela é vomitada. Para que a igreja
Adventista fosse vomitada, bastava portanto a igreja se encontrar no estado Laodiceano.
Sobre isto lemos:

“A igreja está na condição laudiceana. A presença de Deus não está no meio dela”.[8]
Em seu artigo José Barbosa disse que individualmente é que serão vomitados, não a igreja.
Bem, como dissemos, se uma igreja se encontra toda ou em sua maioria no estado de
leodiceia, toda ela é vomitada e os fiéis são então chamados para fora como ocorreu com a
igreja judaica, cristã, protestantes, etc. Quando estas apostataram Deus as rejeitou e de lá
retirou os fiéis. Devemos perceber no texto que é a igreja toda que se encontra no estado de
laodiceia e não apenas alguns indivíduos?

“Portanto, concluem elas, já não é seguro permanecer no seio dessa igreja. (...)

Leia o que está escrito e tire você mesmo suas conclusões:

“É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se
acham registrados nos livros da igreja está preparado para finalizar sua história terrestre, e
achar-se-ia tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo como um pecador
comum. Professam servir a Deus, mas estão servindo mais fervorosamente a mamom. Esta
obra feita pela metade é um constante negar a Cristo, de preferência a confessa-lo. São tantos
os que introduziram na igreja seu espírito não subjugado, inculto! Seu gosto espiritual é
pervertido por suas degradantes corrupções imorais, simbolizando o mundo no espírito, no
coração, nos propósitos, confirmando-se em práticas concupiscentes, e são saturadamente
cheios de enganos em sua professa vida cristã. Vivendo como pecadores e alegando ser
cristãos! Os que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e
não tocar nada imundo, e separar-se”.[9]

“A coisa mais sensata a fazer é: ou formar uma nova organização ou sair em busca de uma que
realmente esteja sob o favor de Deus. O que leva críticos de dentro e de fora a fazerem
afirmações tão contundentes? Em que se baseiam? Tem fundamento o que alegam? Continua
a Igreja Adventista do Sétimo Dia a ser a Igreja de Deus? Conseguirá ela finalmente triunfar?

“Motivos de acusação – Parecem ser basicamente duas as razões que induzem os críticos a
decretarem a proscrição desta igreja:

“(1) Algumas declarações reprovadoras do Espírito de Profecia;

“(2) O próprio mundanismo, incredulidade e apostasia existentes no seio da organização.[10]

Creio que o autor do artigo em questão não compreende o que é apostasia organizacional para
ter falado isto e continuar defendendo a igreja. Apostasia é abandono da verdade. Ainda mais,
Apostasia em grego: “apóstasis”: “estar longe de", tem o sentido de um afastamento definitivo
e deliberado de alguma coisa, uma renúncia da fé ou da verdade. Neste caso, se o senhor José
concorda e vê que a igreja apostatou, que esta apostasia envolveu o seio da igreja Adventista
como organização, eu sinceramente não sei o que ainda o senhor está fazendo aí! Talvez não
tinha ainda compreendido o que significa a palavra apostasia!

“1. Declarações reprovadoras do Espírito de Profecia.

É verdade que, em algumas ocasiões, a Sra. White usou expressões duras ao repreender a
igreja que ela tanto amava. Dentre as diversas declarações do Espírito de Profecia que
supostamente insinuam a rejeição divina desta igreja, talvez sejam estas as mais graves:

Diversas declarações do Espírito de Profecia e declarações graves falando da apostasia da


igreja. Realmente é impossível negar que elas existam. Seria bom deixarmos que o “está
escrito” pautasse nossa vida!

A afirmação de que a presença e a glória divinas haviam partido da igreja. [1]

A afirmação de que a igreja se encontrava em condição laodiceana e que a presença de Deus já


não estava no meio dela. [2]

A afirmação de que a igreja seria abatida até os infernos. [3]

A afirmação de que a igreja estava voltando para o Egito. [4]

A afirmação de que o cabo que ancorava a igreja à Rocha eterna havia sido cortado, e ela
agora se achava à deriva no mar, sem mapa nem bússola. [5]

A afirmação de que a igreja corria o risco de tornar-se “gaiola de toda ave imunda e
aborrecível”. [6]

A afirmação de que a “cidade fiel” (a igreja) se havia tornado prostituta. [7]

Queria, porém, a escritora realmente dizer que a sua igreja fora repudiada por Deus?
Bem, como foi colocado pelo próprio autor do artigo, isto é o que está escrito! Como ele
próprio mencionou diversas vezes, são AFIRMAÇÕES do Espírito de Profecia. Afirmaria Deus
algo que não ocorreu ou que não aconteceu?

Antes de nos precipitarmos em direção a esta conclusão, convém examinar esses escritos à luz
de seu contexto histórico, geográfico e situacional.

Um exemplo típico, bastante ilustrativo da maneira como as declarações de uma pessoa


podem ser deslocadas de sua perspectiva circunstancial, foi o incidente de 1901. Quatro anos
antes, Ellen White havia afirmado, com todas as letras, que a voz da Associação Geral não era
mais a voz de Deus. [8] À semelhança desta, muitas das declarações reprovativas feitas pela
escritora naquela época, como, por exemplo, as cinco mencionadas acima, pertencem
curiosamente às décadas de 1880 e 1890, período em que a igreja (notadamente a Associação
Geral) passava por graves dificuldades espirituais e administrativas. [9]

Realmente, utilizar as circunstâncias dos problemas que envolveram a associação geral da


igreja Adventista para justificar toda uma apostasia denominacional é no mínimo incoerente.
Seriam todas as reprovações de Ellen White feitas por causa desse problema? Vejamos:

“O Senhor viu nossas apostasias e tem controvérsia com Seu povo... Na sua presente condição
é-lhes impossível representar o caráter de Cristo... Recusaram receber a mensagem;
recusaram vir para a luz, para que suas obras não sejam reprovadas... Virá o tempo em que
dos impenitentes se terá de dizer: ‘Efraim está entregue aos ídolos; deixái-o’. Verá a igreja
onde ela caiu?”.[11]

O que gerou estas palavras tão incisivas falando da apostasia da igreja, dizendo de forma clara
que a igreja se tornara uma igreja caída? Foi porque a igreja como maioria recusou a
mensagem de Deus. Apesar de se tratar de um problema que afetou a associação geral, mas
não apenas ela, mas toda a igreja. Culpar apenas a associação geral é desconhecer os fatos!
Outro texto diz:

“Todo o corpo está doente devido ao desgoverno e a falta de cálculo. O povo a quem Deus
confiou os interesses eternos os depositários da verdade plena de resultados eternos, os
guardadores da luz que deve iluminar todo o mundo, perderam o rumo”.[12]

Todo o corpo estava já doente e não apenas a cabeça, a associação geral!

“Encho-me de tristeza quando penso em nossa condição como um povo. O Senhor não nos
cerrou o Céu, mas nosso próprio procedimento de constante apostasia nos separou de Deus. O
orgulho a cobiça e o amor do mundo tem habitado no coração sem temor de ser banidos ou
condenados. Pecados graves e presunçosos tem habitado entre nós. E no entanto, a opinião
geral é que a igreja está florescendo, e que a paz e a prosperidade espiritual se encontram em
todas as suas fronteiras. A igreja deixou de seguir a Cristo Seu guia, e está constantemente
retrocedendo rumo ao Egito”.[13]

Era apenas a associação geral? Não! As condições deploráveis da igreja mencionadas pela
inspiração eram como povo! Era a igreja que estava constantemente indo em direção ao Egito
e não apenas a associação geral!

“A mesma desobediência e o mesmo fracasso observados na igreja judaica, tem caracterizado


em maior grau o povo que recebeu esta grande luz do Céu nas últimas mensagens de
advertência”.[14]

Se Deus continuasse com a igreja Adventista, com razão os lideres judaicos poderão, no dia do
juízo, reclamar de Deus por ter rejeitado sua organização por terem cometido pecado menor.
A igreja cometeu o mesmo pecado da igreja Judaica, porém, em maior grau. Deus realmente
seria injusto se aceitasse o povo Adventista, e rejeitasse a igreja Judaica por pecados menores.
Das duas uma: Se Deus ainda tem a igreja Adventista como Sua igreja, então Ele cometeu uma
injustiça com igreja Judaica. Ou então o que é mais óbvio: Deus rejeitou ambas as
organizações!

“Os princípios celestes que distinguem os que são um com Cristo dos que se unem ao mundo,
tornaram-se quase indistintos. Os professos seguidores de Cristo não são mais um povo
separado e peculiar. A linha de demarcação é imperceptível. O povo está se subordinando ao
mundo, às suas práticas, costumes e egoísmo. A igreja passou para o mundo, transgredindo a
lei, quando o mundo devia passar para a igreja na obediência da mesma. Diariamente a igreja
se está convertendo ao mundo”.[15]

Foi a igreja que deixou de ser peculiar, foi a igreja como povo que passou para o mundo
transgredindo a lei e não apenas a associação geral. É a igreja que diariamente se converte
mais e mais ao mundo!

A partir de 1901, porém, as coisas começaram a mudar, e a mudar para melhor. A assembleia
da Associação Geral daquele ano fez importantes modificações em seus métodos e quadro de
funcionários. Ellen White, satisfeita, retirou a pena do tinteiro da repreensão e apresentou um
relatório favorável: “Durante a assembleia da Associação Geral, o Senhor atuou
poderosamente em favor do Seu povo.” – Review and Herald, 26 de novembro de 1901. Daí
por diante, até o dia da sua morte, suas mensagens de reprovação foram diminuindo em
frequência e intensidade, à medida que ela enfatizava cada vez mais o sublime destino desta
igreja.
Seria esta afirmação verdadeira, de que depois de 1901 as mensagens de reprovação foram
diminuindo ou desapareceram? Bem, podemos chegar a duas conclusões possíveis baseados
na argumentação do autor do artigo:

1ª Que ele omitiu ou desconhece muitas outras reprovações severas que continuaram a
mostrar a apostasia dominante na igreja Adventista mesmo depois de 1901.

2º Se levarmos em conta o argumento de José Barbosa de que Deus repreende e castiga quem
ama, então Deus deixou de amar a igreja rejeitando-a como organização depois de 1901, pois
que não mais a reprovou.

Cremos, no entanto, que Deus continuou reprovando a igreja porque esta ainda não havia sido
rejeitada por Ele. Segundo o que está escrito, esta rejeição só poderia ocorrer quando a igreja
se colocasse contra a lei de Deus,[16] e isto ocorreu apenas de 1914 a 1918 quando a igreja
apoiou a deliberada transgressão da lei de Deus, principalmente a transgressão do 4º e do 6º
mandamento.

Acontece que, decorridos apenas dois meses daquela memorável assembleia, a escritora
soube que um de seus filhos, Edson White, continuava a utilizar, anacronicamente, as
declarações reprovadoras escritas por ela em 1898, aplicando-as ao novo período. “Sua
conduta”, escreveu ela imediatamente a Edson, “seria a conduta a ser seguida, caso não
tivesse havido mudanças na Associação Geral. Mas a mudança aconteceu, e muito mais
mudanças virão e ver-se-ão ainda grandes avanços. Nenhuma dessas questões deve ser
forçada. ... Fere-me pensar que você está usando palavras que escrevi antes da assembleia.” –
Carta 54, 1901.

Sabemos que alguns erros que estavam ocorrendo na associação geral, como colocar apenas
uma pessoa na direção geral da obra, foram corrigidos com o passar do tempo. Mas a
apostasia denominacional não cessou. Diante do argumento apresentado por José Barbosa, é
bom termos isto bem claro em nossa mente!! Para esclarecermos melhor esta questão, foi
preparado um histórico das mensagens de Ellen White também depois de 1901, no que refere-
se à igreja Adventista como um todo.

1901 – Ellen White confirmou a descrença na Associação geral.[17]

1902 – “Não fazendo tentativa alguma para reformarem-se, vão-se tornando piores mais e
mais.” [18]

1902 – 18 de fevereiro. Incêndio sanatório de Batlle Creek.

1902 – 30 de Dezembro. Incêndio da Review and Harald.


1902 – Os que eram meio convertidos sobre a questão da carne sairiam do povo de Deus.[19]

1903 – Igreja sendo levedada pela apostasia.[20]

1904 – Igreja Adventista sem a presença de Deus.[21]

1904 – Se fez prostituta ao se unir com o mundo.[22]

1904 – Caiu cegueira nos atalaias, não percebiam a condição da igreja.[23]

1904 – Igreja Adventista do 7º Dia, apostasia e volta ao mundo.[24]

1909 – Apelo para uma reforma não foi atendida.[25]

Como podemos perceber facilmente, o argumento de que depois de 1901 a postura de


apostasia da igreja mudou, não procede! Uma das formas mais drásticas de Deus demonstrar
este fato, foi através da destruição em 1902 de duas grandes instituições adventistas por causa
da apostasia que estava levedando toda a instituição. Se, segundo José Barbosa a igreja viveu
uma experiência espiritual positiva depois de 1901, por que em 1903 Ellen White escreveu que
ela estava sendo levedada pela apostasia? Por que ela escreveu em 1904 que a igreja estava
sem a presença de Deus e que havia se tornado uma igreja prostituta ao se unir com o mundo?
Sim, estas palavras são bastante fortes, mas apenas estamos dando eco à voz da profetisa. Se a
igreja passou por uma reforma depois de 1901, por que ainda em 1909 a palavra inspirada
estava clamando por esta reforma?

Mas José Barbosa parece que fez questão de fechar os olhos para estas evidências. Esperamos
sinceramente que ele o faça por ignorância. Mas ele prossegue:

Como o leitor pode ver, as reprovações do Espírito de Profecia precisavam (e ainda precisam!)
ser entendidas em função de quando, onde e por que foram dadas, para não serem mal
interpretadas ou aplicadas erroneamente. O tempo, o lugar e as circunstâncias alteram as
condições, mudando a relação das coisas. [10] O que podia ser verdade ontem a respeito de
indivíduos e instituições, pode não sê-lo hoje. Além disso, reprovação, por mais severa que
seja, não significa necessariamente rejeição. [11] Os profetas de Deus, desde Moisés, sempre
trabalharam no sentido de corrigir o rumo dos santos pela repreensão (Oséias 6:10). Portanto,
as declarações reprovativas do Espírito de Profecia, mencionadas acima, devem ser
entendidas, não como sinal de rejeição da igreja, mas como amorosas tentativas de correção.
Não foi o próprio Senhor que disse: “Eu repreendo e disciplino a quantos amo. Sê, pois, zeloso
e arrepende-te” (Apoc. 3:19)? Somente filhos bastardos é que não recebem disciplina (Heb.
12:7 e 8).

A igreja que Deus corrige é Sua igreja que, apesar de ser débil e defeituosa não se tornou uma
igreja traidora, reconhecendo a lei dos homens acima da lei de Deus.
Que Deus ama e corrige seus filhos individualmente isto é fato, mas que Deus ama e
reconhece uma igreja apostatada e longe dEle como sua igreja, é ponto bastante questionável
pela inspiração. José Barbosa se esqueceu do seguinte texto mostrando que o trato de um Pai
bondoso tem limites:

“Se quiserdes, e obedecerdes, comereis o bem desta terra. Mas se recusardes, e fordes
rebeldes, sereis devorados à espada; porque a boca do Senhor o disse. Como se fez prostituta
a cidade fiel! Ela que estava cheia de retidão! A justiça habitava nela, mas agora homicidas.”
Isaias 1:19-21.

Se lermos em Testemunhos Seletos volume 3 pág. 254 veremos que Ellen White aplica à igreja
Adventista esta condição.

A Igreja Adventista sabe que muitas reprovações e apontamentos de abandono da verdade e


apostasia da igreja ao se unir ao mundo, foram também feitas em épocas posteriores à 1901.
Para tanto, ela procurou forjar datas que aparentemente aprovam a postura da igreja também
depois de 1901. Se existissem textos aprovando a igreja após 1901 como advoga o senhor
José, e a igreja Adventista não precisaria ter adulterado datas, mentindo para tentar justificar
sua apostasia denominacional.

Esta colocação parece ser por demais séria para ser verdadeira, não é mesmo? Mas sinto te
decepcionar, ela é verdadeira, e se não pudesse provar o que estou falando e não teria escrito
o que você acabou de ler acima. Um dos pontos que foi adulterado de forma grotesca foi o
seguinte:

“Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de progresso até ao
nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que Deus tem realizado, encho-me
de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro,
a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos
ministrou no passado. – Testimonies, Life Sketches, pág. 196, 1915.” [26]

O capítulo do livro sob o qual encontramos este texto, foi intitulado pela igreja Adventista
como “Palavras Finais de Confiança.” Como se pode perceber no texto, a impressão que se
tem a princípio é que em 1915, pouco antes de sua morte, Ellen White parece estar satisfeita
com a experiência da igreja. Ao fazer uma recapitulação até a atualidade do ano citado, ela
louvou a Deus pela direção de Deus através da igreja. Com isso, a liderança adventista
questiona inclusive que, se a guerra começou em 1914 e se em 1915 as coisas estavam tudo
em ordem, segundo o texto citado escrito por Ellen White, a razão da separação do
Movimento de Reforma da igreja Adventista fica anulada.
A princípio, para almas desavisadas, este argumento parece conclusivo, mas nele se encontra o
sofisma. Ele, o erro, se veste como anjo de luz e como joio ou uma erva daninha se planta no
coração para que possa assegurar sua funesta colheita. Esta data mencionada no texto, 1915 é
falsa! A igreja a colocou ali para fazer a profetiza dizer que em 1915 ela tinha ainda confiança
na liderança da igreja Adventista. O texto está correto, porém, ele jamais fora escrito em 1915!
Quando foi ele então escrito? Vejamos:

No livro de Kramer, ele cita este mesmo texto do livro Testemunhos Seletos volume 3, página
443. Antes, porém, de o fazer ele é enfático:

“Escreveu ela em dezembro de 1892:

“Ao recapitular a nossa história passada, havendo revisado cada passo de progresso até ao
nosso nível atual, posso dizer: Louvado seja Deus! Ao ver o que Deus tem realizado, encho-me
de admiração e de confiança na liderança de Cristo. Nada temos que recear quanto ao futuro,
a menos que esqueçamos a maneira em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos
ministrou no passado...”[27]

Percebeu? O texto não foi escrito em 1915, mas em 1892!! Neste ano, ou seja, em 1892, até
aquele momento, Ellen White via ainda a direção de Deus em Sua igreja. E sobre os anos
seguintes? A profetisa aproveita e dá uma advertência dizendo que não deveriam recear sobre
o que iria ocorrer com a igreja no futuro, “a menos”, escreveu ela, “que esqueçamos a maneira
em que o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado.” Vejamos que
ela não sinaliza nenhuma segurança para a igreja, nada que mostre que a igreja era infalível e
que não deveria temer. Ao contrário, se a igreja se esquecesse dos ensinos da palavra de Deus,
não haveria futuro para a igreja como igreja de Deus! Pela experiência pela qual a igreja
Adventista tem passado ela se esqueceu como o Senhor a guiou e os ensinos que Ele ministrou
à igreja no passado, pois doutrinas espúrias tem penetrado no meio adventista tal como a
negar a expiação no santuário celestial. Nas palavra de José Barbosa, a “infiltração de
cristologias, hamartiologias, soteriologias e escatologias estranhas ao adventismo, negação do
juízo investigativo em 1844, descrença no Espírito de Profecia, reaplicação profética, etc.”

Outras passagens inspiradas tem sido mutiladas pela igreja Adventista a fim de manter sua
grade doutrinária sem ser questionada. Por termos proposto uma resposta rápida às
colocações de Barbosa, não vamos pormenorizar este assunto.

2. Mundanismo, incredulidade e apostasia existentes na Igreja

Quanto à acusação de mundanismo, incredulidade e apostasia em nossas fileiras, negar o fato


seria tão inútil quanto procurar tapar o sol com peneira. As dificuldades realmente existem, e
dizem respeito a áreas tão diversas, como estilo de vida (desleixo na reforma da saúde e do
vestuário, uso de joias e pinturas, envolvimento em diversões impróprias e esportes
competitivos e violentos, desmazelo na observância do santo sábado, etc.), teologia
(infiltração de cristologias, hamartiologias, soteriologias e escatologias estranhas ao
adventismo, negação do juízo investigativo em 1844, descrença no Espírito de Profecia,
reaplicação o profética, etc.) e estrutura administrativa (ameaça de congregacionalismo,
pressão pela ordenação de mulheres, emprego inadequado do dízimo, ministérios
independentes, etc.). Dessas dificuldades que ameaçam a igreja, porém, a que mais salta aos
olhos da opinião pública talvez seja a da conduta imprópria de seus membros. [12]

Seria bom compararmos estas afirmações com as seguintes passagens:

“Ele não pode sustentar e guardar um povo que rejeita Seu conselho e despreza Suas
reprovações”. [28]

E segundo José Barbosa o que seria desleixo no vestuário, uso de joias e pinturas, relaxo na
guarda do sábado, doutrinas incorporadas à igreja que são invenção de homens como a
negação do juízo investigativo, descrença no espírito de Profecia, etc, se não a rejeição e
desprezo dos conselhos e reprovações Divinas? Pode Deus estar com uma igreja assim?

“Jesus está para vir; encontrará Ele um povo em harmonia com o mundo? E reconhecê-lo-á Ele
como Seu povo, que purificou para Si? Oh! Não. [29]

“...não sabeis vós que a amizade do mundo é inimizade contra Deus? Portanto qualquer que
quiser ser amigo do mundo constitui-se inimigo de Deus”. Tiago 4:4.

Pode uma igreja, que incorporou o mundanismo, incredulidade e apostasia ser amiga de Deus?
“Oh coerência, tu és uma joia!”

Embora tal condição possa ser creditada a fatores vários, tais como métodos falhos de
evangelismo, impunidade disciplinar, descuido ou indiferença pessoal, busca de popularidade,
multiplicação da iniquidade ou até mesmo à famigerada mornidão laodiceana, o certo é que o
mal existe e nem todos os que se encontram em Sião apresentam aquele padrão de santidade
desejado por Deus. O testemunho dado por muitos é, para dizer o mínimo, uma negação
direta de nossa fé. Graças a Deus que nem todos são assim, embora receemos que os fiéis
representem a esmagadora minoria.
É difícil até mesmo dizer algo sobre estes erros perpetrados na igreja, que, aliás, não são
ignorados pelo que se pode facilmente perceber. Multiplicação da iniquidade! A que ponto
chegou a igreja!! Parece ser uma analogia ao que Paulo escreveu aos Tessalonicenses 2:7.

Esses óbices, no entanto – por mais dignos de lástima que sejam – não desqualificam a igreja.
Não são indício de que ela, como organização, traiu o legado divino.

Se uma igreja que tolera todos estes pecados não for rejeitada por Deus, então peguemos os
testemunhos juntamente com a Bíblia e nos desfaçamos deles. Por que está escrito:

“Sejam os filhos do engano e falso testemunho agasalhados por uma igreja que tem tido
grande luz, grande evidência, e essa igreja desfar-se-á da mensagem que o Senhor lhe enviou e
acolherá as mais desarrazoadas afirmações, e falsas suposições, e falsas teorias. Satanás ri-se
de sua loucura; pois ele sabe o que é a verdade.”[30]

“Por haver na igreja membros indignos”, replica a serva do Senhor, “não tem o mundo o
direito de duvidar da verdade do cristianismo, nem devem os cristãos desanimar por causa
destes falsos irmãos. ...[Cristo] disse que até ao fim do tempo haveria falsos irmãos na igreja.”
– Parábolas de Jesus, págs. 72 e 73.

Que tipo de membros indignos são estes que existem na igreja de Deus? A inspiração é clara:

“O verdadeiro caráter desses pretensos crentes não é plenamente manifesto.”[31]

“Se tentássemos desarraigar da igreja os que supomos serem falsos cristãos, certamente
cometeríamos erro.”[32]

Devemos perceber que estes que são indignos, que estão na igreja, não revelam seu
verdadeiro caráter. Parecem trigo, quando na verdade são joio. O que ocorre na igreja
Adventista no entanto, é algo bem diferente desta realidade que a inspiração pinta. Lá, como o
próprio José Barbosa disse, existe uma longa lista de iniquidades conhecidas e propagadas pela
igreja. Muitos se mostram não cristão, não tem nenhuma diferença com o mundo e são
mantidos pela igreja contrariando o claro ensino da palavra de Deus. Desta forma, atraíram o
desfavor de Deus e seu abandono como igreja.

“Ele quer ensinar a Seu povo que a desobediência e o pecado são excessivamente ofensivos a
Seus olhos, e não devem ser considerados levemente. Ele nos mostra que, quando Seu povo se
encontra em pecado, devem-se tomar imediatamente medidas positivas para tirar esse
pecado do meio deles, a fim de que Seu desagrado não fique sobre todos. Se, porém, os
pecados do povo são passados por alto por aqueles que se acham em posições de
responsabilidade, o desagrado de Deus estará sobre eles, e Seu povo, como um corpo, será
responsável por esses pecados. No trato do Senhor com Seu povo no passado, Ele mostra a
necessidade de purificar a igreja de erros”.[33]

Por isso, falando sobre a igreja, e o joio que nela existe, a qual não é conhecida pela direção, a
inspiração diz:

“A palha, como nuvem, será levada pelo vento, mesmo de lugares onde só vemos ricos campos
de trigo.”[34]

Onde víamos joio? Onde víamos transgressão do sábado, multiplicação da iniquidade,


transgressão da lei de Deus, mundanismo, etc? Onde víamos trigo, ricos campos de trigo, mas
que interiormente, sem que ninguém o soubesse, eram joio. É a este contexto que a
inspiração diz que existiriam falsos irmãos na igreja.

Ty Gibson, em seu livro Is it Time to Abandon Ship? (Está na Hora de Abandonar o Navio?),
publicado pela Pacific Press, conta da tremenda decepção por que passou ao entrar para a
IASD e descobrir que a igreja não era o supra-sumo de perfeição que ele imaginava.
Felizmente, o autor chegou a uma perspectiva equilibrada das coisas quando se deu conta de
que estava desviando seu foco, de Cristo e de Seu evangelho, para as pessoas e os seus
problemas.

Compare a perspectiva a que o citado autor chegou com o que está escrito:

“Deus escolheu nestes últimos dias um povo a quem fez depositários de Sua lei; e este povo
terá sempre desagradáveis tarefas a executar. ‘Eu sei as tuias obras, e o teu trabalho, e a tua
paciência, e que não podes sofrer os maus; e pusestes à prova os que dizem ser apóstolos e o
não são, e tu os achastes mentirosos. E sofreste, e tens paciência; e trabalhaste pelo Meu
nome, e não te cansaste. Ap. 2:2, 3. Exigirá muita diligência e contínua luta o manter o mal
fora de nossas igrejas. É preciso haver rígido e imparcial exercício de disciplina; pois alguns que
tem uma aparência de religião, procurarão minar a fé de outros e, às ocultas, trabalharão para
se exaltar a si mesmos”.[35]

“Não odiarás a teu irmão no teu coração; não deixarás de repreender o teu próximo, e por
causa dele não sofrerás pecado.” Lev. 19:17.
“Aqueles que tem muita pouca coragem para reprovar o mal, ou que pela indolência ou falta
de interesse não fazem um esforço ardoroso para purificar a família ou a igreja de Deus, são
responsáveis pelos males que possam resultar de sua negligência ao dever. Somos
precisamente tão responsáveis pelos males que poderíamos ter obstado nos outros pelo
exercício da autoridade paterna ou pastoral, como se esses atos tivessem sido nossos”.[36]

Conseguiu finalmente compreender que “nem todos os de Israel são, de fato, israelitas” (Rom.
9:6).

Parece que falta ao autor do artigo compreender que o contexto no qual Paulo cita estas
palavras é bem diferente do que se desejou dizer aqui. Paulo apenas estava dizendo que o fato
de alguém ser da linhagem de Israel não garantia a ele as bênçãos de Jacó, mas apenas aos
que aceitaram a Cristo pela fé eram considerados filhos de Abraão. A questão de Paulo era de
linhagem, de descendência, de genealogia. Nada tinha a ver com problemas de testemunhos
de falsos irmãos! Em nosso desejo de pensar bem do próximo, cremos, porém, que José
Barbosa talvez não desejou fazer uma aplicação literal com este texto aos problemas da igreja.
Ele parece ser uma pessoa que compreende parcialmente algumas verdades da inspiração a
ponto de pelo menos evitar cometer este erro!

Ou seja, nem todos os que têm o nome inscrito na igreja visível de Deus são cristãos de direito
e de fato. “Unir-se à igreja, embora seja um passo necessário e importante, de si mesmo não
faz de ninguém um cristão. Se quisermos garantir um título ao Céu, nosso coração deve estar
unido a Cristo e a Seu povo.” – Bible Echo e Signs of the Times, 1º de setembro de 1888.

Bem, pelo menos aqui, o autor falou uma verdade, a qual não ofusca seus disparates em todo
o artigo. No entanto, para que alguém tenha o nome escrito na igreja, existem alguns critérios
que não são seguido pela igreja Adventista, a qual o autor deveria estar atento. A inspiração
diz:

“Ao darem evidência de que compreendem plenamente sua posição, devem ser aceitos. Mas
quando mostram que estão seguindo os costumes, modas e sentimentos do mundo, devem-se
lidar fielmente com eles. Se não sentem a responsabilidade de mudar seu procedimento, não
devem ser conservados como membros da igreja”. [37]

Esta classe de pessoas não devem ter seus nomes nos livros da igreja!

A igreja de Deus na Terra nunca foi, mesmo na sua melhor fase, composta 100% de fiéis. [13]
Tampouco se configura no momento um ambiente completamente isento de carnalidade. Isto
acontece porque a igreja, apesar de representar o Céu, em si mesma não é o Céu. É apenas
uma pescadora de almas para o Céu, e a rede do evangelho não pega somente peixes bons,
mas também peixes maus.

Sinceramente, um artigo assim ou reflete ignorância ou pouca honestidade, pois o mesmo é


excessivamente unilateral, fazendo da Bíblia um joguete, dilacerando suas verdades segundo
as conclusões humanas e equivocadas. Vejamos bem:

“Igualmente o reino dos céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda a
qualidade de peixes. E, estando cheia, a puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para
os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Assim será na consumação dos séculos: virão
os anjos, e separarão os maus de entre os justos, e lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá
pranto e ranger de dentes.” Mateus 13:47-50.

Vamos aplicar esta parábola para a igreja primeiramente. Perceba, segundo a parábola, que as
redes do evangelho é estendida a todos e atrai muitos, pesca muitas pessoas, pois somos
pescadores de homens. Mas, e depois que estes peixes ou estas pessoas são apanhadas, o que
a igreja faz? “assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.”

A igreja Adventista faz este trabalho? O assentar e lançar fora simboliza que a igreja não
aceita em sua comunhão pessoas que vivem mais para o mundo do que para Deus. Muitos
fariam bem em atentar para o que sua própria igreja escreve:

“A igreja nunca presta um serviço ao pecador comprometendo-se com o mundo. É melhor que
os não regenerados permaneçam fora da igreja até que se submetam aos princípios da igreja,
do que ela se tornar semelhante ao mundo, alistando como membros aqueles que desejam
trazer suas normas, seus costumes e gostos.” Kenneth H. Wood. Review and Herald 20/01/72.

Mas a parábola da rede da pesca tem uma aplicação direta para o futuro, por ocasião da
separação final dos que são “bons” e dos que são “maus”, no fim do mundo, separação esta
realizada pelos anjos. Esta separação não ocorre na igreja, mas no mundo, pois que na igreja
os maus serão separados dos bons por ocasião da sacudidura. A todos será pregado o
evangelho (Mateus 24:14), onde muitos serão chamados, mas nem todos serão considerados
dignos.

Na seara do Senhor o trigo e o joio crescem juntos.

Sobre as parábola do trigo e do joio a qual é muito mal compreendida pela igreja Adventista,
leia a correta explicação da mesma no seguinte link:
http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/08/entendendo-parabola-do-trigo-e-do-
joio.html

Aqui queremos apenas mencionar que, na explicação de Jesus sobre a parábola do trigo e do
joio, o campo é o mundo e não a igreja (Mateus 13:38)!!

O redil de Cristo abriga tanto ovelhas como bodes.

Os bodes mencionados na Bíblia são os ímpios que serão eliminados no fim, não professos
servos de Deus que se portam como bodes e mesmo assim são acobertados pela igreja. Que
na igreja existam possivelmente tais caracteres disto não duvidamos, porém, os mesmos não
devem ser de conhecimento da igreja ou ela se tornará culpada caso saiba, mas nada faz para
limpar seu arraial.

“limpai o campo dessa corrupção moral, atinja ela os mais altos homens nas posições mais
elevadas... Muito há que nunca saberemos, mas o que é revelado torna a igreja responsável e
culpada a menos que revele determinado esforço para erradicar o mal. Limpai o
acampamento, pois nele há anátema”.[38]

“E quando alguma pessoa pecar, ouvindo uma voz de blasfêmia, de que for testemunha, seja
porque viu, ou porque soube, se o não denunciar, então levará a sua iniqüidade.” Lev. 5:1.

A denominação acolhe membros fiéis e infiéis. Essas duas classes de adventistas terão que
conviver dentro da igreja até que seus caracteres estejam plenamente desenvolvidos e
maduros.

Ok, entendemos isto perfeitamente. O que não entendemos é por que mesmo certas pessoas
estando a mostrar seu caráter não regenerado continuam como membros da igreja.

“Cristo ensinou claramente que aqueles que perseveram em pecado declarado devem ser
desligados da igreja; mas não nos confiou a tarefa de ajuizar sobre caracteres e motivos”.[39]

O caráter é algo que somente Deus irá julgar. Mas a igreja não deve tolerar aquela enorme
lista de pecados graves que Barbosa fez em seu artigo!
Utilizar a própria Bíblia, lendo nela parábolas, desvirtuando as mesmas para acobertar pecados
e a perpetuação da iniquidade... Todos podem ter a certeza que não foi com este objetivo que
Jesus contou estas parábolas.

Quando chegar, porém, o tempo da ceifa, o decreto dominical deflagará uma grande crise. [14]

Segundo a explicação no artigo que estamos comentando, sobre a parábola da rede, do trigo e
do joio, esta separação não deveria ocorrer apenas na consumação dos séculos quando os
anjos é que fariam a separação dos maus e bons? Agora ele diz que esta separação ocorrerá
por ocasião do decreto!

A igreja de Deus será então, individual e coletivamente, joeirada, peneirada ou sacudida,


revelando claramente quem serve a Deus e quem não serve (Amós 9:9; Luc 22:31 e 32). O joio
adventista – os insinceros, mundanos, os apóstatas, os crentes superficiais, os que têm a
verdade mas não a vivem – será lançado fora, aos milhares, como “folhas secas”,[15]
permanecendo na igreja somente o “trigo”. Afinal de contas, “muitos são chamados, mas
poucos, escolhidos” (Mat. 22:14).

Realmente, este processo vai ocorrer com a igreja de Deus que é militante, não com a igreja
Adventista que deixou de militar, de lutar. E da igreja de Deus sairá o joio que até então não
era conhecido e que diante da crise revelará o seu caráter que ainda não havia revelado.[40] E
os fiéis de outras igreja tomarão posição ao lado da igreja de Deus. Sobre isto Ellen White
profetizou sobre o que ocorrerá na igreja Adventista:

“Vi que Deus tem filhos honestos entre os Adventistas Nominais e as igrejas caídas, e antes
que as pragas sejam derramadas, pastores e povo serão chamados a sair dessas igrejas e
alegremente receberão a verdade. Satanás sabe disso, e antes que o alto clamor da terceira
mensagem angélica seja ouvido, ele suscitará um despertamento nessas corporações
religiosas, a fim de que os que rejeitaram a verdade pensem que Deus está com eles. Ele
espera enganar os honestos e levá-los a pensar que Deus ainda está trabalhando pelas igrejas.
Mas a luz brilhará, e todos os honestos deixarão as igrejas caídas, e tomarão posição ao lado
dos remanescentes.”[41]

Os fiéis que até então estiverem na igreja Adventista que julgavam estarem na verdade, serão
chamados a sair de lá e tomarão posição então ao lado do verdadeiro remanescente de Deus.
Se estes adventistas terão que sair da igreja para receberem a verdade é porque a mesma não
tem a verdade. Devemos notar também que é intento de Satanás leva-lo a pensar que Deus
ainda está com a igreja Adventista, mas na hora certa a luz brilhará e os fiéis sairão e se unirão
ao povo de Deus.
Algumas pessoas dizem que este texto se aplicava no passado, aos adventistas do primeiro dia,
mas devemos perceber que a profecia aponta o período das pragas, a um tempo futuro, onde
existe uma igreja Adventista apenas de nome, pois não tem diferença com o mundo. Aponta
também as igrejas caídas e finalmente focaliza o remanescente de Deus, o Movimento de
Reforma.

Vale lembrar, a propósito, que quem sai da igreja durante a sacudidura são os apóstatas (o
joio, a palha, a escória); os fiéis (o trigo ou o ouro) permanecem, [16] o que elimina de uma vez
por todas com a ilusão acalentada pelos movimentos separatistas de que os desertores é que
constituem os fiéis. Na realidade, os fiéis são os que permanecem na “peneira” para receber a
chuva serôdia e dar o alto clamor, convidando os fiéis das igrejas caídas (“as outras ovelhas”
mencionadas por Cristo em João 10:16) para saírem de lá e entrarem no “aprisco” do Senhor.
O joio, que há de ficar nas denominações caídas, será atado “em molhos” para ser queimado;
enquanto que o trigo das outras denominações (“os que não dobraram os joelhos a Baal”)
sairá de lá para unir-se ao trigo adventista e serem ambos recolhidos no celeiro de Cristo.

Nem sempre é o joio que sai da igreja. Jesus e os discípulos não constituíam o joio da igreja
judaica quando saíram dela! Os adventistas que saíram das igrejas protestantes eram o joio
daquelas igrejas? Assim os reformistas, a exemplo de Jesus e dos discípulos e daqueles
adventistas, não eram joio, mas o remanescente da igreja Adventista. Jose bem disse que na
sacudidura, é o joio que sai da igreja de Deus e não o trigo. Isto poderia ser aplicado à igreja
Adventista se ela fosse a igreja de Deus, mas infelizmente não é. Tanto que de lá sairão os fieis
e não o joio![42]

Então, e somente então, a igreja de Deus, havendo completado o número dos escolhidos, será
“sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante” (Efés. 5:27).

Completado o número dos escolhidos. Está aí um assunto interessante para nós estudarmos
uma horinha dessas! Recomendo a princípio os seguintes artigos:

http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/08/a-mira-desregulada-de-leandro-
quadros.html

http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/09/os-144000-sao-das-tribos-do-
israel.html

http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/09/somente-144000-salvos-sob-
triplice.html
http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/08/a-pergunta-que-nao-quer-calar.html

Será por meio desse expediente purificatório que Deus vai resolver o problema do
mundanismo, da incredulidade e da apostasia dentro da Sua igreja. É assim que Ele (e não nós)
vai “purificar o arraial”.

Compare com o seguinte texto:

“’Se também não escutar a igreja, considera-o como um gentio e publicano’. V. 17. Se ele não
escutar a igreja, se recusar os esforços envidados para reconquistá-lo é a igreja que deve
tomar a si a responsabilidade de excluí-lo da sua comunhão. Seu nome deverá então ser
riscado do livro. O bem estar e a pureza da igreja devem ser salvaguardados para que possa
estar sem mancha diante de Deus, revestida da justiça de Cristo. À igreja foi conferido o poder
de agir em lugar de Cristo. Ela é a instrumentalidade de Deus para a conservação da ordem e
da disciplina entre o Seu povo. Nela o Senhor delegou poderes para diremir todas as questões
concernentes à sua prosperidade, pureza e ordem. Sobre ela impoz a responsabilidade de
excluir de sua comunhão aos que são indignos dela, que pela sua conduta anticristã acarretam
desonra à causa da verdade. Tudo quanto a igreja fizer de acordo com as direções dadas na
palavra de Deus será sancionado no Céu”.[43]

Afinal, são os membros da igreja ou Deus que deve purificar a igreja? Ambos. Deus somente
faz aquilo que a igreja não pode fazer. A igreja vê o exterior, as obras, e deve julgar cada um
em base delas. Deus vê o coração e aquilo que a igreja não pode realizar Ele fará por ocasião
da sacudidura. No entanto, “à igreja foi conferido o poder de agir em lugar de Cristo”, para
corrigir os males existentes, e se ela não fizer este trabalho se torna culpada diante de
Deus[44] e sem as credenciais divinas!!

“Sejam os filhos do engano e falso testemunho agasalhados por uma igreja que tem tido
grande luz, grande evidência, e essa igreja desfar-se-á da mensagem que o Senhor lhe enviou e
acolherá as mais desarrazoadas afirmações, e falsas suposições, e falsas teorias. Satanás ri-se
de sua loucura; pois ele sabe o que é a verdade.”[45]

Paulo é bastante realista a este respeito: “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a
areia do mar, o remanescente é que será salvo” (Rom. 9:27). Não é todo aquele que diz
“Senhor, Senhor”, mas o que persevera até o fim (Mat. 7:22; 24:13).

Uma grande verdade, mas tirada de seu contexto verdadeiro. Mais uma vez Paulo está
mencionando os poucos de Israel que se salvarão em comparação com os muitos
descendentes de Abraão tão numerosos quanto as estrelas do Céu.
Reconhecer que a igreja é heterogênea e que Deus é quem vai purificá-la não significa,
contudo, que a liderança das congregações locais deva fazer vista grossa e ouvidos moucos aos
casos de pecados positivados. [17] Não significa que devamos nos estribar na parábola do trigo
e do joio, das ovelhas e dos bodes, dos peixes bons e dos peixes maus para justificar pecados e
pecadores na igreja. Não significa que devamos conformar-nos com a presente situação nem
acomodarnos com nosso estado (Rom. 12:14; I Ped. 1:14). Ao contrário, significa que devemos
fazer a nossa parte em reavivar e reformar a igreja. Não queiramos, porém, instigados por um
zelo sem entendimento, tentar fazer o papel da terceira Pessoa da Trindade. Somente o
Espírito Santo tem poder para convencer as pessoas do “pecado, da justiça e do juízo” (João
16:8).

Muito bem, fica mesmo difícil falar tudo contrário à verdade, não é mesmo? Não sei se o leitor
percebeu, mas foi desfeito tudo o que o autor do artigo tinha dito até então. Parece que ao
medo de jogar a igreja ainda mais na lama do pecado, e de se colocar contra a verdade, e
talvez contra sua própria consciência, fez com que o escritor deixasse escapar estas verdades
misturadas, embora com o erro. Ficou difícil para os menos avisados saber dizer agora se a
igreja deve ou não fazer o trabalho de purificação, afinal, não seria isto uma missão para Deus
e não para a igreja, como o autor mesmo escreveu? José Barbosa se fundamentou na parábola
do trigo e do joio, das ovelhas e dos bodes, dos peixes bons e maus para justificar os erros da
igreja, e agora, diz que não se deve fazer isto! Que é somente o Espírito Santo que convence
do pecado da justiça e do juízo, disto sabemos, e que não devemos ter zelo sem
entendimento, isto também é consenso geral, mas em nenhum momento isto significa
permitir aquela lista toda de pecados graves que tem habitado na igreja, não acha? Aliás
aquela lista todinha com diversos pecados e até mesmo doutrina contra a expiação, que é um
pilar da fé adventista era tolerada pelo autor com base em bode e ovelhas. Mas e agora,
permite-se aqueles pecados ou não?

Certeza da vitória – Entendemos, portanto, que, embora Ellen White tenha algumas vezes
empregado linguagem enérgica para repreender os males existentes entre o povo de Deus,
sua intenção não era condenar, mas corrigir os rumos da igreja.

Também compreendemos que muitas das reprovações da pena inspirada à igreja foram dadas
neste sentido. E a mais forte de todas, a que poderia curar a apostasia dominante no meio
adventista, foi sem dúvida a mensagem de 1888, que, se aceita, iria ser manifesta na
obediência a todos os mandamentos de Deus.[46] Mas o que a igreja fez com o único remédio
que podia sarar suas feridas podres não amolecidas com óleo, não tratadas?[47] Lemos:

“Infelizmente, vários líderes de nossa Obra, ligados à Associação Geral e a nossas instituições
em Battle Creek, colocaram-se do lado negativo e estabeleceram, no próprio coração da obra
da Igreja, um foco de resistência.”[48]
Se a aceitação da mensagem de 1888 resultaria na obediência a todos os mandamentos deu
Deus, o que resultaria da não aceitação daquela mensagem? Sem dúvida a transgressão dos
mandamentos! Este fato se concretizou em 1914 a 1918 quando como resultado da recusa por
parte da igreja da mensagem de 1888, a igreja Adventista quebrou a lei de Deus apoiando a
defesa da pátria e a transgressão dos mandamentos. Todas as soluções enviadas por Deus
foram repelidas pela igreja. A própria profetiza foi enviada para longe, Austrália, para que não
mais trouxesse mensagens de reprovação. Como diz a Palavra de Deus: Que mais Deus poderia
ter feito à igreja para salvá-la que não o fez? O resultado foi que, ao contrário de ela produzir
bons frutos, ainda assim deu uvas bravas.

“A norma de santidade é hoje a mesma que nos dias dos apóstolos. Nem as promessas nem as
reivindicações de Deus perderam coisa alguma de sua força. Mas qual é o estado do professo
povo do Senhor, em comparação com a igreja primitiva? Onde está o Espírito e o poder de
Deus, que naquele tempo acompanhava a pregação do Evangelho? Ai, "como se escureceu o
ouro! como se mudou o ouro fino e bom!" Lam. 4:1.’O Senhor plantou Sua igreja como uma
vinha em campo fértil. Com o mais terno cuidado Ele a cultivou, para que produzisse frutos de
justiça. Sua linguagem é: "Que mais se podia fazer à Minha vinha, que Eu lhe não tenha feito?"
Mas essa vinha, plantada por Deus, inclinou-se para a terra e prendeu suas gavinhas em volta
de suportes humanos. Seus ramos se estendem por toda a parte, mas produz frutos de uma
videira degenerada. O Senhor da vinha declara: "Esperando Eu que desse uvas, veio a produzir
uvas bravas." Isa. 5:4. O Senhor concedeu grandes bênçãos a Sua igreja. A justiça exige que ela
devolva esses talentos com juros. Como aumentaram os tesouros da verdade confiados a sua
guarda, aumentaram também suas obrigações. Mas em vez de desenvolver esses dons e
avançar rumo da perfeição, ela volveu atrás daquilo que alcançara em sua experiência
anterior. A mudança em seu estado espiritual processou-se gradualmente, e quase
imperceptivelmente. Ao começar a buscar o louvor e amizade do mundo, sua fé diminuiu, seu
zelo acabou, sua fervorosa devoção cedeu lugar à formalidade morta. Cada passo rumo do
mundo, foi um passo para mais longe de Deus. À medida que o orgulho e ambição mundana
foram acariciados, afastou-se o espírito de Cristo e insinuaram-se a rivalidade, dissensão e luta,
para desviar e enfraquecer a igreja.”[49]

E a palavra de Deus conclui:

“Agora, pois, vos farei saber o que eu hei de fazer à minha vinha: tirarei a sua sebe, para que
sirva de pasto; derrubarei a sua parede, para que seja pisada; E a tornarei em deserto; não
será podada nem cavada; porém crescerão nela sarças e espinheiros; e às nuvens darei ordem
que não derramem chuva sobre ela.” Isaías 5:5,6.

Entendemos também que, apesar de existirem membros infiéis na denominação (ainda que
estes cheguem a ser maioria), isso não significa que a igreja fracassou.
Em toda a história, sempre que a apostasia atinge a maior parte da igreja tal igreja é rejeitada
e Deus retira então de seu meio o remanescente. Vejamos:

“A maioria dos cristãos finalmente consentiu em baixar a norma, formando-se uma união
entre o cristianismo e o paganismo”.[50]

E o resultado foi:

“Depois de longo e tenaz conflito, os poucos fiéis decidiram-se a dissolver toda a união com a
igreja apóstata, caso ela ainda recusasse libertar-se da falsidade e idolatria. Viram que a
separação era uma necessidade absoluta se desejavam obedecer à palavra de Deus. Não
ousavam tolerar erros fatais a sua própria alma e dar exemplo que pusesse em perigo a fé de
seus filhos e netos. Para assegurar a paz e a unidade, estavam prontos a fazer qualquer
concessão coerente com a fidelidade para com Deus, mas acharam que mesmo a paz seria
comprada demasiado caro com sacrifícios dos princípios. Se a unidade só se pudesse conseguir
comprometendo a verdade e a justiça, seria preferível que prevalecessem as diferenças e as
conseqüentes lutas”.[51]

Admitir que a maioria da igreja Adventista apostatou justifica a saída de seus fiéis de seu meio!
Não querem os fiéis adventistas seguir o exemplo de Jesus e de outras pessoas fiéis quando se
tornaram minoria dentro da igreja apostatada se retirando de seu meio?

Temos, pelas luzes da inspiração, a inabalável certeza de que Deus continua com Seu povo e
que, a seu tempo, porá todas as coisas em ordem. Eis outras declarações, também
provenientes da pena inspirada, que os críticos de dentro e de fora bem fariam em conhecer.
Elas nos transmitem a convicção de que esta igreja, apesar dos pesares, será vitoriosa afinal.
Vale a pena conhecê-las; não para alimentar a atitude triunfalista dos crentes nominais, mas
para confirmar a humilde confiança dos cristãos sinceros:

Vamos ver então onde na inspiração a igreja Adventista encontra a inabalável certeza que
Deus está com a organização, e veremos se o fundamento é firme, ou móvel e perigoso!

1. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é militante, e não triunfante.

“Não tem Deus uma igreja viva? Ele tem uma igreja, mas esta é a igreja Entristecemo-nos de
que haja membros defeituosos, de que haja joio no meio do trigo. ...Embora existam males na
igreja, e tenham de existir até ao fim do mundo, ...a igreja, débil e defeituosa, precisando ser
repreendida, advertida e aconselhada, é o único objeto na Terra ao qual Cristo confere Sua
suprema consideração.” – Testemunhos Para Ministros, págs. 45 e 49.
No período em que a igreja judaica existia na qualidade de igreja de Deus e depois que as
demais igrejas a sucederam, como as igrejas protestantes no período de Sardes, enquanto
eram a igreja de Deus, poderiam, se tal texto já existisse, ter utilizado esta passagem citada
por José Barbosa para justamente se aplicar às suas próprias organizações enquanto não
traíram a verdade, assim como traiu a verdade a igreja Adventista.

Sobre o trigo e o joio já abordamos aqui este assunto e passamos um link onde o assunto é
mais detalhado.

A igreja de Deus sempre teve que enfrentar males e ainda os enfrentará, mas jamais estes
males acabarão por caracterizar a igreja como ocorreu com a igreja Adventista que segundo o
autor do artigo em pauta, afetou a maior parte de seus membros. Ou seja, a igreja Adventista
não pode mais ser a igreja de Deus pois ela como maioria está apostatada. O que existe lá são
almas fieis, uma minoria que a seu tempo será chamada a sair do meio da igreja para se unir
ao povo de Deus e receber então a verdade.[52]

A igreja de Deus é fraca e defeituosa?

Fraca e defeituosa é diferente de uma igreja apostatada! Fraca e defeituosa a igreja de Deus
desde o principio do mundo sempre foi.

“Durante séculos de trevas espirituais a igreja de Deus tem sido como uma cidade edificada
sobre um monte. De século em século, através de sucessivas gerações, as puras doutrinas do
Céu tem sido desdobradas dentro de seus limites. Fraca e defeituosa como possa parecer, a
igreja é o único objeto sobre que Deus concede em sentido especial Sua suprema atenção”. AA
10.

É errado lermos esta expressão: “Fraca e defeituosa como possa parecer a igreja é o único
objeto sobre que Deus concede sem sentido especial Sua suprema atenção”, e acharmos que
estas palavras se destinam apenas a uma organização ou igreja em particular. Ao contrario
disto, como podemos ver, esta expressão refere-se à igreja de Deus em todos os tempos. Adão
e seus descendentes tinham suas falhas, a igreja judaica também as tinha, igualmente a igreja
cristã e também as demais organizações que surgiram, as quais acreditamos foram chamadas
por Deus. Mas, mesmo que a igreja, como indivíduos, tenha suas falhas e defeitos, o que a
igreja não pode, como organização, é trair a Cristo, se colocando contra Sua santa lei. Isto
ocorre quando a igreja reconhece qualquer lei acima da lei de Deus. Quando isto ocorre, Deus
chama um outro povo, uma outra organização.

No livro Vida e Ensino este texto também aparece da seguinte forma:


“Testifico aos meus irmãos e irmãs que a Igreja de Cristo, por débil e defeituosa que seja, é o
único objeto sobre a Terra a que Ele confere Sua suprema atenção.” VE 205.

No entanto, Ellen White esclarece que esta igreja débil e defeituosa é uma igreja que mantém
uma distinção clara do mundo, o que não ocorre com a igreja Adventista. A igreja débil e
defeituosa mencionada pela profetiza não reconhece nenhuma lei humana acima da lei de
Deus como fez a Igreja Adventista em 1914-1918. Se a Igreja Adventista aceitasse – como
infelizmente ocorreu – a lei do homem acima da lei de Deus, contra ela seria registra no Céu
uma quebra da mais sagrada confiança uma traição ao reino de Cristo. Isto aconteceu, e a
igreja Adventista deixou de ser débil e defeituosa para ser então uma igreja traidora!

“Na época atual, a Igreja precisa vestir suas belas vestes - "Cristo, justiça nossa". Há distinções
claras e precisas a serem restauradas e expostas ao mundo, exaltando-se acima de tudo os
mandamentos de Deus e a fé de Jesus. A beleza da santidade deve aparecer em seu brilho
natural, em contraste com a deformidade e trevas dos que são desleais, daqueles que se
revoltam contra a lei de Deus. Assim reconhecem a Deus e à Sua lei - fundamento de Seu
governo no Céu e em todos os Seus domínios terrestres. Sua autoridade deve ser conservada
distinta e clara perante o mundo; e não ser reconhecida lei alguma que esteja em oposição às
leis de Jeová. Se, em desafio às disposições divinas, for permitido ao mundo influenciar nossas
decisões ou ações, o propósito de Deus será frustrado. Se a Igreja vacilar aqui, por mais
sedutor que seja o pretexto apresentado para tal, contra ela haverá, registrada nos livros do
Céu, uma quebra da mais sagrada confiança, uma traição ao reino de Cristo. VE 206.

Por isto, estes textos que dizem ser a igreja de Deus débil e defeituosa desde o principio, não
defende uma igreja apostatada, uma igreja traidora, mas defende a igreja verdadeira, defende
o Movimento de Reforma!

2. A Igreja Adventista do Sétimo Dia é o remanescente, e não Babilônia.

“Deus tem na Terra uma igreja. ...No mundo só existe uma igreja que presentemente se acha
na brecha, tapando o muro e restaurando os lugares assolados. ... Meu irmão, se estais
ensinando que a Igreja Adventista do Sétimo Dia é Babilônia, estais errado.” – Ibidem, págs.
50-59.

“A mensagem que declara a Igreja Adventista do Sétimo Dia Babilônia, e chama o povo de
Deus a sair dela, não vem de nenhum mensageiro celeste, ou nenhum instrumento humano
inspirado pelo Espírito de Deus.” – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 66.

“Jamais tivemos a profecia concernente à Babilônia aplicada à Igreja Adventista do Sétimo Dia
nem que o ‘alto clamor’ consistia em chamar o povo de Deus para sair dela, pois este não é o
plano divino para Israel.” – Review and Herald, 3 de outubro de 1893. Proclamar que a IASD é
Babilônia “é um dos enganos satânicos destinados a criar confusão entre as igrejas.” –
Testemunhos Para Ministros, pág. 59.

Sobre este ponto, leia nosso artigo: A Igreja Adventista do 7º Dia é Babilônia?

http://www.adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2012/08/a-igreja-adventista-do-7-dia-e-
babilonia.html

3. A igreja ASD é Laodicéia, mas não será vomitada. A mensagem laodiceana

(Apoc. 3:15-17) aplica-se, realmente, à IASD. Não é, porém, uma mensagem de rejeição, mas
de arrependimento. As mensagens de reprovação, censura e castigo que Deus envia possuem
natureza cirúrgica: ferem para curar, e não para destruir.18

“Embora se amontoe prova sobre prova, que faz aplicável a mensagem à igreja de Laodicéia.
Mas isto não extinguirá a igreja.” – Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 69. Jesus não chama a
igreja de Laodicéia (IASD) de Babilônia nem pede a seus membros que saiam, mas bate
individualmente à porta de cada coração (Ibidem, pág. 67). A mensagem a Laodicéia é
individual. Caso não se arrependam, serão vomitados individualmente.19 Os infiéis é que
serão vomitados, e não a igreja!

Os Adventistas do 7° Dia utilizam este argumento por que acreditam que a igreja a qual
pertencem seja a igreja de Laodicéia, e, segundo eles, por não haver outra igreja citada depois
desta, o Movimento de Reforma seria uma falsa igreja sem identidade Divina. Também
utilizam este argumento como forma de desculpar assim a situação deplorável espiritual pela
qual a igreja está passando. Pensam que o período laodiceano é caracterizado pela mornidão
espiritual e isto justifica a atual condição da igreja, suas apostasias e afastamento da vontade
de Deus. Fazem da mensagem à laodiceana um escudo em baixo do qual amontoam toda
espécie de ave imunda e aborrecível.[53]

Nossos irmãos adventistas deveriam saber como “estudantes de profecia” que a igreja que se
identifica como igreja de laodicéia é uma igreja perdida. A mensagem a laodiceia é:

“Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca.” Apoc. 3:16
.

Sobre isto lemos no Espírito de profecia:


“A figura de vomitar da Sua boca significa que Ele não pode oferecer a Deus as vossas orações
ou expressões de amor. Não pode aprovar de forma alguma o vosso ensino de Sua Palavra ou
o vosso trabalho espiritual. Não pode apresentar os vossos cultos religiosos com o pedido de
que vos seja concedida graça.” [54]

Ou seja, se a igreja Adventista crê que é a igreja de Laodicéia, então Deus não aceita as
orações nem aprova de forma alguma o trabalho missionário que a igreja faz ou qualquer
trabalho espiritual. Deus não aceita também os cultos de sábado, escola sabatina, etc. A igreja
de Laodicéia não pode ter a presença de Deus com ela.

“A igreja está na condição Laodiceana. A presença de Deus não está no meio dela.” EF 49.
Notebook Leaflets, vol. 1, pág. 99.

Neste caso, a afirmação de que a igreja Adventista é a sétima igreja pode ser traduzida
perfeitamente por uma igreja que está sem a presença de Deus!

Dizer, afirmar, que a igreja Adventista é Laodicéia, é confessar sem perceber que a igreja não
representa mais a igreja de Deus, Seu remanescente. É dizer que a igreja Adventista é pedra de
tropeço neste mundo, que ela é uma maldição, que ao contrário de ser usada por Deus é
usada por Satanás. Está assustado diante destas afirmações? Elas não são minhas, são do
Espírito de Profecia, são da igreja Adventista quando diz que ela é uma igreja Laodiceana!

“O objetivo de Satanás é tão certamente conseguido quando homens correm adiante de Cristo
e fazem a obra que Ele nunca lhes confiou, como quando permanecem no estado Laodiceano,
mornos, sentindo-se enriquecidos e aumentados em bens, não tendo necessidade de nada.
Ambas as classes são igualmente pedras de tropeço.” [55]

“Seria mais agradável ao Senhor se os mornos, que professam a religião jamais lhe houvessem
proferido o nome. São um contínuo peso para os que desejam ser fies seguidores de Jesus. São
uma pedra de tropeço para os descrentes... Constituem maldição para a causa tanto no pais
como no estrangeiro.” [56]

“Os cristãos semiconvertidos são piores que os descrentes, pois suas palavras enganosas e sua
atitude incoerente desencaminham a muitos. O descrente mostra suas cores. O cristão morno
engana ambas as partes. Não é bom mundano sem bom cristão. Satanás o usa para fazer uma
obra que nenhum outro pode fazer.” [57]
Por estas passagens podemos ver que uma igreja morna, laodiceana estará cumprindo o
objetivo de satanás, sendo uma pedra de tropeço, uma maldição para a obra de Deus. Uma
igreja com as características de Laodiceia é usada por satanás para fazer sua obra...

Mas perguntará alguém, se a igreja de Deus não é e nem pode ser a sétima igreja, que igreja é
então? Na verdade no Apocalipse, a Bíblia não esta falando de 7 igrejas que existiriam, mas
Deus usou as 7 igrejas da Ásia para simbolizar os períodos da igreja de Deus durante a cristã.
São, portanto, 7 períodos pelos quais a igreja de Deus passa. Diz o Espírito de profecia:

“Os nomes das sete igrejas são símbolos da igreja em diferentes períodos da era cristã.” AA
585.

Ou seja, a igreja de Deus hoje está passando pelo período de Laudiceia assim como estão
também as demais igrejas. Todas estão passando pelo período de Laodicéia. Se nossos irmãos
da igreja Adventista continuam a dizer que a igreja a qual pertencem é a igreja de Laodicéia,
pedimos então para nos dizer onde está ou quem é a igreja de Filadélfia, ou que igreja é a
igreja de Sardes, etc.

Como a igreja Adventista entendia esta questão quando era uma igreja fiel? Vejamos:

“Desde o principio, como observamos, os adventistas observadores do sábado viam-se como


um povo com um propósito, um movimento predestinado. Crendo por experiência e profecia
que tinham a verdade presente para os últimos dias, concluíram razoavelmente que eram a
igreja verdadeira para os últimos dias. Eram o Israel espiritual num moderno deserto
marchando do Egito de babilônia para o novo mundo, quando do segundo advento,
restaurando o verdadeiro sábado pelo caminho, como ocorreu com Israel no monte Sinai.
Eram o profeta Elias, prometido por Malaquias ‘antes do grande e terrível dia do Senhor’,
restaurando a lealdade á lei de Deus sobre o Carmelo do cristianismo apostatado. Eram a sexta
igreja do Apocalipse, ‘Filadélfia’, a igreja do amor fraternal.” HA 151.

Portanto, a igreja de Deus, a igreja verdadeira, é a igreja que tem as características de


Filadélfia e que vive no período de Laudicéia sem, contudo, se deixar contaminar pelas
características desse último período. Exatamente como ocorreu no período de Sardes.
Leiamos:

“E ao anjo da igreja que está em Sardes escreve: Isto diz o que tem os sete espíritos de Deus, e
as sete estrelas: Conheço as tuas obras, que tens nome de que vives, e estás morto.” Apoc.3:1

Este período era o período de morte espiritual, no entanto lemos:


“Mas também tens em Sardes algumas pessoas que não contaminaram suas vestes, e comigo
andarão de branco; porquanto são dignas disso.”Apoc. 3:4

Assim, é possível a igreja de Deus viver no período de Laodicéia e não ser Laoudiceana. Nosso
apelo aos irmãos da igreja Adventista é que saiam do estado de Laodicéia ou que se retirem de
uma igreja que se deixou contaminar por este ultimo período e venham para a igreja
caracterizada pelo período de Filadélfia, pois que não existe salvação para os que permanecem
no estado de Laodicéia.

Que seja esta a decisão de nossos irmãos da igreja Adventista.

4. A Igreja Adventista do Sétimo Dia parecerá prestes a cair, mas não cairá.

“A igreja talvez pareça como prestes a cair, mas não cairá. Ela permanece [pois ela é a
peneira], ao passo que os pecadores de Sião serão lançados fora no joeiramento – a palha
separada do trigo precioso.” – Ibidem, pág. 380.

“Não há nenhuma necessidade de duvidar, de estar temeroso de que a obra não seja bem-
sucedida. Deus está à testa da obra, e porá tudo em ordem. Caso haja coisas necessitando
serem ajustadas na direção da obra, Deus atenderá a isso, e trabalhará para endireitar todo
erro.” – Ibidem, pág. 390.

É de admirar o que as pessoas fazem com a inspiração. Adulteram a mesma de forma grotesca
sem nenhum respeito ou temor. Perguntamos: Onde o texto citado menciona o nome da igreja
adventista? Ellen White não diz: “A igreja Adventista talvez pareça preste a cair, mas não
cairá.” Veja como o autor do artigo não foi transparente com o que Ellen White afirmou. No
tópico ele inseriu o nome da igreja e cita o texto do espírito de Profecia como a dar apoio para
a afirmação errada que ele fez. Porém, o texto nada menciona sobre a igreja Adventista, mas
sobre a igreja apenas.

Vejamos o que Jesus disse:

“Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as
portas do inferno não prevalecerão contra ela.” Mateus 16:18.
A que igreja Jesus estava se referindo aqui dizendo que a mesma jamais iria cair sob o poder
das forças do inferno? Se levarmos em conta que neste tempo Jesus se dirigia à igreja que Ele
mesmo estava fundando, poderíamos chegar a conclusão errada de que esta igreja, que hoje é
a igreja católica romana constitui ainda a igreja de Deus? Esta promessa pertenceu à igreja
cristã enquanto esta permaneceu fiel à verdade. Porém, ao se unir com o mundo, seus
membros não mais podiam reclamar as palavras de Jesus em seu favor. Mas afinal, quem
constitui a igreja que parecerá prestes a cair, mas não cairá? Vejamos:

“Almas fiéis constituíram desde o princípio a igreja sobre a Terra. Em cada era teve o Senhor
Seus vigias que deram fiel testemunho à geração em que viveram. Essas sentinelas
apregoaram a mensagem de advertência; e ao serem chamadas para deporem a armadura,
outros empreenderam a tarefa”.[58]

Almas fiéis constituem a igreja de Deus na Terra. Enquanto a maioria de uma igreja ou
organização permanece fiel, Deus reconhece aquela igreja como Sua. Mas no momento que tal
organização entra em aliança com o mundo, como ocorreu com a igreja cristã, com os judeus,
com a igreja adventista, Deus rejeita tal organização e retira de lá os fiéis. Sobre estes fiéis é
que as portas do inferno não prevalecerão, ou seja, os fiéis de todo o tempo. Esta igreja é que
jamais cairá, Deus jamais ficará sem alguma alma fiel neste mundo para defender Sua sagrada
lei.

5. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não sofrerá naufrágio, mas chegará ao porto.

“Sou instruída a dizer aos adventistas do sétimo dia em todo o mundo: Deus chamou-nos
como um povo para sermos-Lhe particular tesouro. Ele designou que Sua igreja na Terra esteja
perfeitamente unida no Espírito e conselho do Senhor dos exércitos até ao fim do tempo.” –
Ibidem, pág. 397.

A afirmação de que a igreja Adventista não sofrerá naufrágio não pode ser respaldada na
Palavra Inspirada. É uma afirmação que reflete um pensamento particular e que não está
embasado num “assim diz o Senhor.” Tanto é que o texto citado para apoiar tal afirmação
nada fala sobre que a igreja jamais sofrerá naufrágio. O propósito de tal afirmação com um
texto sem nenhum nexo é para dar uma impressão que na verdade não existe. É para fazer
parecer que a alegação está fundamentada. Uma lida com atenção no texto inspirado, porém,
mostrará que se afirmou uma coisa que o texto jamais diz! O que se afirmou, portanto, não
deve ter valor algum para nós se tal afirmação não pode ser comprovada.

Vamos então avaliar esta questão em 3 partes:

1ª Que a igreja Adventista não sofrerá naufrágio, mas que chegará ao porto:
Apesar desta ser uma afirmação sem nenhuma base escriturística, quero citar algumas
passagens que dizem totalmente o contrário:

“Todo o corpo está doente devido ao desgoverno e à falta de cálculo. O povo a quem Deus
confiou os interesses eternos, os depositários da verdade plena de resultados eternos, os
guardadores da luz que deve iluminar todo o mundo, perderam o rumo.” [59]

Como poderia uma igreja chegar ao porto visto que a mesma está sem rumo? A igreja chegaria
ao porto se esta estivesse indo na direção certa. Mas ao contrário a “igreja deixou de seguir a
Cristo seu guia e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito.”[60]

A menos que o porto desejado fique no Egito, a igreja Adventista jamais chegará nele! Sem
Cristo, em direção oposta ao caminho por Ele indicado, onde José Barbosa leu que a igreja
chegará ao porto? Outro texto diz:

“A morte espiritual sobreveio ao povo que deveria estar manifestando vida e zelo,
pureza e consagração, pela mais fervente devoção à causa da verdade. Os fatos concernentes
à real condição do professo povo de Deus falam mais alto que sua profissão e evidenciam que
algum poder cortou o cabo que os ancorava na Rocha Eterna e estão flutuando pelo mar sem
mapa ou bússola”.[61]

Um navio carregado de um povo morto espiritualmente, flutuando pelo mar, sem mapa, sem
bússola, sem Cristo, indo em direção ao Egito, chegará ao porto? Jamais!

A igreja Adventista diz e crê que chegará ao porto, mas “Os fatos concernentes à
real condição do professo povo de Deus falam mais alto que sua profissão e evidenciam que
algum poder cortou o cabo que os ancorava na Rocha Eterna e estão flutuando pelo mar sem
mapa ou bússola”.[62]

2ª – O chamado da igreja Adventista:

Que Deus chamou a igreja Adventista disso não dividamos. No entanto, isto não deve dar à
igreja uma sensação de segurança permanente. Da mesma forma que Deus chamou a igreja
Adventista, Deus também chamou a igreja judaica. Vejamos:
“Eu vos tomarei por Meu povo e serei vosso Deus; e vós sabereis que Eu sou Jeová vosso Deus,
que vos tiro de debaixo das cargas dos egípcios”. Êxodo. 6:7.

“Deus escolheu Israel para revelar Seu caráter aos homens. Ele queria que eles fossem fonte
de salvação ao mundo. A eles foram entregues os oráculos do Céu, a revelação da vontade de
Deus. Nos primeiros dias de Israel, as nações do mundo, mediantes práticas corruptas tinham
perdido o conhecimento de Deus... Mas em Sua misericórdia Deus não os riscou da existência.
Ele propôs dar-lhes nova oportunidade por meio de Seu povo escolhido”.[63]

“Chamou Deus Sua igreja hoje, como chamara o antigo Israel, a fim de erguer-se como luz na
Terra. Pela poderosa espada da verdade, as mensagens do primeiro, segundo e terceiro anjos,
separou-os das igrejas e do mundo para trazê-los a uma santa proximidade dEle”.[64]

A igreja judaica portanto, mesmo sendo chamada por Deus, não cumpriu o propósito Divino e
foi finalmente abandonada pelo Senhor. Mencionando este ponto, diz o espírito de Profecia,
fazendo uma comparação entre a igreja judaica e a igreja Adventista:

“O Senhor diz: "Deixaria Eu de castigar estas coisas?" Jer. 5:9. Por não haverem cumprido o
propósito de Deus, os filhos de Israel foram abandonados e o convite divino foi estendido a
outros povos. Se estes (Os adventistas) também se provarem infiéis, não serão da mesma
maneira rejeitados?”[65]

E seria muito bom se os adventistas sinceros atentassem para a seguinte passagem:

“O Senhor Jesus sempre terá um povo escolhido para servi-Lo. Quando o povo judeu rejeitou a
Cristo, o Príncipe da Vida, Ele tirou-lhes o reino de Deus e entregou-o aos gentios. Deus
continuará lidando com cada ramo de Sua obra de acordo com esse princípio.

“Quando uma igreja demonstra ser infiel à Palavra do Senhor, seja qual for sua posição e por
mais elevada e sagrada que seja sua vocação, o Senhor não pode mais cooperar com eles.
Outras pessoas são então escolhidas para assumir importantes responsabilidades. No entanto,
se estes, por sua vez, não purificarem a vida de toda má ação, se não estabelecerem puros e
santos princípios em todos os aspectos de sua vida, o Senhor os afligirá e humilhará
dolorosamente, e, a não ser que se arrependam, os removerá da posição que ocupam,
tornando-os um opróbrio.”[66]

2ª – Que Deus designou que Sua igreja estivesse unida na Terra até o fim.

O desígnio de Deus desde o princípio era de que a história do pecado da raça humana não se
prolongasse por tanto tempo. O desígnio de Deus era de que a igreja judaica e depois a igreja
cristã concluísse sua obra nesta Terra. Mas no meio do caminho da história da igreja, o mundo,
com suas modas e costumes, sempre apareceu desviando a igreja de seu percurso rumo à
conclusão da obra.

Um pouco antes de ser traído, a oração de Jesus pela igreja era de que esta estivesse sempre
unida:

“E eu já não estou mais no mundo, mas eles estão no mundo, e eu vou para ti. Pai santo,
guarda em teu nome aqueles que me deste, para que sejam um, assim como nós. Para que
todos sejam um, como tu, ó Pai, o és em mim, e eu em ti; que também eles sejam um em nós,
para que o mundo creia que tu me enviaste. E eu dei-lhes a glória que a mim me deste, para
que sejam um, como nós somos um.” João 17:11, 21-22.

Esta oração fora feita muitos séculos antes de existir a organização adventista! Quando,
portanto, Ellen White fala de que “Ele (Deus) designou que Sua igreja na Terra esteja
perfeitamente unida no Espírito e conselho do Senhor dos exércitos até ao fim do tempo”, está
referindo ao propósito de Deus para com sua igreja em todos os tempos e não apenas à igreja
Adventista. Se tivermos isto em mente, poderíamos dizer, à semelhança de Barbosa, que a
igreja Cristã, para a qual Jesus orou que sempre estivesse unida, jamais naufragaria como
organização?

Como já dissemos, o propósito de Deus era que Sua igreja na Terra, desde o início, ficasse
sempre unida, mas tal propósito não se cumpriu com as demais igrejas que antecederam a
igreja Adventista, até que esta, à semelhança daquelas, também perdeu o rumo. [67]

Falando ainda da igreja Cristã, vejamos qual era o desejo do apóstolo Paulo. Inspirado ele
escreveu:

“Completai o meu gozo, para que sintais o mesmo, tendo o mesmo amor, o mesmo ânimo,
sentindo uma mesma coisa.” Filipenses 2:2.

Este propósito tem-se se cumprido com as almas fiéis durante eras e séculos da existência da
igreja.

“Sou animada e beneficiada ao compreender que o Deus de Israel ainda guia Seu povo, e que
continuará a ser com eles, até ao fim.” – Ibidem, pág. 406
Com quem Deus continuará até o fim? Com seu povo, não com a igreja Adventista. Aqui mais
uma vez José Barbosa quer colocar palavras na boca de Ellen White, tentando fazer com que
ela diga algo que jamais falou.

Podemos provar que estes textos não podem mais se aplicar à igreja Adventista? Sim,
podemos. Esta passagem citada diz que Deus continuará com Sua igreja até o fim. Mas, e sobre
a igreja Adventista, Deus está com ela?

“Quem pode sinceramente dizer: ‘Nosso ouro é provado no fogo; nossas vestes estão
incontaminadas do mundo?’ Eu vi nosso instrutor apontando para as vestes da chamada
justiça. Tirando-as, pôs a descoberto a corrupção que estava por debaixo. Disse-me Ele, então:
‘Não vê como eles pretensiosamente encobriram seu depravamento e sua corrupção de
caráter? Como se fez prostituta a cidade fiel! A casa de Meu Pai é feita casa de venda, um lugar
de onde partiram a presença e glórias divinas! Por esse motivo é que há fraqueza, e falta de
força”.[68]

Segundo o que está escrito, a presença de Deus não se acha mais na igreja Adventista. Outro
texto diz:

“A igreja está na condição laudiceana. A presença de Deus não está no meio dela”.[69]

Como está escrito, Deus continuará com seu povo. Perceba que Ellen White diz: “O Deus de
Israel”, ou seja, assim como Ele esteve com Israel no passado enquanto este era Seu povo,
Deus continuará com Seu povo, não com a igreja Adventista, até o fim, pois na igreja
Adventista, como lemos acima, Ele não está mais!

(escrito em 1913, dois anos de sua morte). “Tenhamos fé que Deus vai conduzir a nobre nau
que transporta o Seu povo, em segurança, para o porto.” – Ibidem, pág. 390.

Neste texto temos uma verdade similar na resposta que temos na questão anterior. O Espírito
de Profecia sempre focaliza o povo de Deus, nunca a igreja Adventista. Tenho fé completa de
que Deus irá mesmo conduzir seu povo ao porto desejado, mas conduzir a igreja Adventista ao
porto, carece o autor do artigo de citar textos claros sobre isto. Ele jamais o fará, pois não
existe nenhum texto dizendo que a igreja Adventista triunfará ou chegará ao porto. Lembre-se
do que já citamos aqui:

A igreja deixou de seguir a Cristo Seu guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao
Egito”.[70]
O que faz a apostasia? Separa a igreja de Deus. A condição de Deus é: “Estarei convosco
enquanto vós estiverdes comigo, se Me deixardes, Eu vos deixarei”(II Crônicas 15:2). Por isso,
lemos que a igreja está separada de Deus. Mas a concepção das pessoas é que a igreja está
prosperando, que está ganhando almas. Mas a realidade espiritual da igreja é outra: “A igreja
deixou de seguir a Cristo Seu guia, e está constantemente retrocedendo rumo ao Egito”. Para
onde está indo a igreja Adventista? Para Canaã? Se você que lê estas páginas agora quer ir à
Canaã e é Adventista, te aconselho a mudar de barco, porque o seu barco, a nau na qual você
se encontra, não está indo pra Canaã! Se você olhar no gráfico, verá que a igreja Adventista
pegou um desvio, este desvio foi a pena inspirada que pintou, não é invenção de reformista. A
igreja mesmo é que escolheu este caminho! Não tem mais a Cristo como Seu guia. Está
perdida. Pensando que está indo pra Canaã e na verdade indo para o Egito. Mas Deus tem um
povo que está indo para Canaã, pois Deus não fica sem igreja. Na profecia, encontramos duas
igrejas Adventistas: uma indo em direção do Egito, que é a igreja Adventista, e outra, um
pequeno povo, levando a arca de Deus para Canaã. A qual você deseja pertencer? Quer ir pra
onde, Canaã ou Egito? Se a resposta for Canaã, sugiro que procure o remanescente que esteja
indo para lá!. Estas duas igrejas são colocadas pela profecia em varias passagens do Espírito de
Profecia. Uma delas diz:

“Mas há um povo que levará a arca de Deus. Dentre nós sairão alguns que não mais levarão a
arca”.[71]

O povo que leva a arca a está levando para onde, para o Egito? Não, a arca deve ir para Canaã.
Como está escrito, a igreja Adventista não está indo para Canaã, portanto, ela não pode estar
levando a arca. Existe outro povo, que não é a igreja Adventista, que está levando arca para
Canaã, e a este povo devemos pertencer. Ao mencionar que alguns sairão de nós, que não
mais levarão a arca, com certeza a referência é sobre aqueles que deixaram a verdade e
tomaram a direção do Egito. A inspiração ainda diz:

“Todo o corpo está doente devido ao desgoverno e a falta de cálculo. O povo a quem Deus
confiou os interesses eternos os depositários da verdade plena de resultados eternos, os
guardadores da luz que deve iluminar todo o mundo, perderam o rumo”.[72]

Como pode Deus conduzir uma nau e esta estar sem rumo? Se alguém vai ao médico realizar
alguns exames, e, após examinar o paciente, o médico diz: “Seu problema está em sua perna,
teremos que amputa-la”. É possível viver sem uma perna ou braço. Mas se o problema tomou
o corpo todo, é porque o quadro é irreversível e o problema então fugiu de ter uma solução.
Além de a enfermidade ter atingido toda a igreja Adventista, não apenas uma associação, ou
uma união, mas o corpo todo, inclusive a cabeça da igreja, ela ainda está sem rumo, sem saber
para onde está indo. Pode ter solução uma igreja assim? Doente da cabeça aos pés, perdida e
sem rumo! O pior é que o remédio já foi oferecido, mas a pobre igreja doente, não quis.
“A morte espiritual sobreveio ao povo que deveria estar manifestando vida e zelo, pureza e
consagração, pela mais fervente devoção à causa da verdade. Os fatos concernentes à real
condição do professo povo de Deus falam mais alto que sua profissão e evidenciam que algum
poder cortou o cabo que os ancorava na Rocha Eterna e estão flutuando pelo mar sem mapa
ou bússola”.[73]

Segundo estas passagens, Deus não está mais guiando a igreja Adventista. Uma igreja nestas
condições chegará ao porto? Não, nunca. Sem Cristo, sem bússola, sem mapa, doente, sem
rumo...

Enquanto isto a pena inspirada diz que ele está guiando Seu povo. Procure este povo e vá com
ele à Canaã, nunca ao Egito!

6. A Igreja Adventista do Sétimo Dia não deve desorganizar-se nem esfacelar-se em ministérios
independentes.

“Sei que o Senhor ama Sua igreja. Ela não deve ser desorganizada ou esfacelada em átomos
independentes. Não há nisto a mínima coerência; não existe a mínima evidência de que tal
coisa venha a se dar.” – Ibidem, págs. 68 e 69.

Concordamos!! Por isso a igreja de Deus na Terra deve ser organizada. Sobre isto, indicamos o
seguinte artigo:

http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/search/label/Igreja%20de%20Deus

“Jamais tivemos, porém, uma mensagem que o Senhor desorganizaria a igreja.” – Review and
Herald, 3 de outubro de 1893.

Concordamos novamente, a igreja de Deus deve ser organizada. Não sabemos por quê estes
textos foram colocados aqui, já que como igreja nunca combatemos a organização. Por isso o
Movimento de reforma é uma igreja organizada dentro do que está escrito. Já a igreja
Adventista tem uma organização completamente diferente daquilo que Deus determinou.

“Deus tem na Terra uma igreja que é Seu povo escolhido, que guarda os Seus mandamentos.
Ele está guiando, não ramificações transviadas, não um aqui e outro ali, mas um povo.” –
Testemunhos Para Ministros, pág. 61.
Esta passagem é frequentemente citada para acusar-nos de que somos uma ramificação
transviada.

Sobre isto queremos dizer que se a igreja Adventista fosse ainda o povo escolhido de Deus, o
povo que guarda os mandamentos de Deus, não existiria mesmo nenhuma razão para nossa
existência. No tempo em que este texto foi escrito, Deus ainda reconhecia a igreja Adventista
como Sua igreja, pois que a maioria da igreja guardava os mandamentos de Deus. Separar-se
da igreja naquele tempo, seria mesmo apostasia da verdade.

Mesmo em nossos dias tem surgido grupos pretendendo ter a verdade. Se estes se afastam do
corpo organizado de Deus, da igreja guardadora dos mandamentos, podemos ter a certeza que
Deus não os guiará. Mas, a igreja Adventista pode, depois de sua apostasia, usar tal texto para
defender-se de sua atuação situação. Uma igreja onde, segundo as próprias palavras do senhor
José Barbosa, tem sido mantida a iniquidade, que é transgressão da lei de Deus, não pode ser
esta igreja a mesma que constitui o povo de Deus que guarda seus mandamentos!

Falando sobre isto Ellen White escreveu:

“A igreja (adventista) passou para o mundo transgredindo a lei.”[74]

Então, apesar de ela ser uma igreja organizada, ainda fora dos padrões Divinos, ela não é mais
a igreja que guarda os mandamentos, e uma separação de seu meio, torna-se no mínimo
justificada!

“Não poderiam considerar os que procuravam excluir o testemunho da palavra de Deus como
constituindo a igreja de Cristo, ‘coluna e base da verdade’. Daí o se sentirem justificados em
desligar-se dessas congregações. [75]

Diga-nos todo adventista sincero: Não está a igreja Adventista procurando como organização
excluir o testemunho da palavra de Deus? Nas palavras de José Barbosa até mesmo não se crê
mais nos testemunho do espírito de Deus através dos livros de Ellen White. Até mesmo a
doutrina do santuário está sendo lançada por terra, fazendo uma obra semelhante à que fez
romã pagã (Daniel 8:11).

Cremos que a verdadeira igreja de Deus, a verdadeira igreja Adventista, que surgiu como igreja
separada da igreja adventista de 1914- 1920 é o povo que guarda os mandamentos de Deus, e
Deus não guiará nenhuma ramificação transviada á parte dessa igreja.
Hoje, é a igreja Adventista que constitui uma ramificação transviada da igreja de Deus. É ela
outra igreja, não o Movimento de Reforma!

“O crescimento rápido do movimento adventista de apenas 4.000 membros em 1865 para


mais de seis milhões em 1990 é um evidencia de que a igreja não pode ser a mesma de
ontem... Eu sei por experiência que a igreja mudou porque eu mudei, meus filhos mudaram
bastante e os meus netos mais ainda... Deles é um outro mundo, uma outra igreja”.[76]

Por isso, podemos dizer com segurança com base neste fato e com outros textos já citados,
que Deus não está guiando mais a igreja Adventista!

7. Não surgirá outra igreja remanescente.

“Eu lhe contei [à Sra. Lida Scott] como Mamãe considerava a experiência da Igreja
remanescente, e falei sobre o seu ensino positivo de que Deus não permitiria que esta
denominação apostatasse tão completamente que houvesse o aparecimento de outra igreja.”
– Carta de W. C. White a E. E. Andross, em 23 de maio de 1915, Arquivo de Correspondência
do Patrimônio Literário White. – Eventos Finais, págs. 50 e 51.

Quatro pontos saltam à nossa vista de acordo com este texto:

1º Este não é um texto inspirado. É uma carta do filho de Ellen White. Portanto, não deve ser
usada de forma alguma para abonar a posição que a igreja Adventista defende ao dizer que
constitui a igreja de Deus hoje.

“Têm Moisés e os profetas; ouçam-nos.” Lucas 16:29.

“Crede no Senhor vosso Deus, e estareis seguros; crede nos seus profetas, e prosperareis.” II
Crônicas 20:20.

Willie White nunca foi parâmetro em questão de fé, nunca teve dom profético, e usar uma
carta pessoal dele nesta questão, mostra falta de capacidade para se arrumar argumentos
baseados na inspiração!

Sobre Willie White, leia o seguinte artigo:


http://adventistas-reformistas.blogspot.com.br/2013/02/willie-white-nao-se-desviara.html

2º Se esta carta realmente retrata a realidade de uma conversa que Willie White teve com sua
mãe, podemos ver que existia uma preocupação e uma dúvida já naqueles dias se a igreja
Adventista permaneceria como povo de Deus ou não. Também se percebe que existia a
possibilidade de que a igreja viesse a apostatar e surgisse então outra denominação. Segundo
a carta, Ellen White tinha esperança que isto não ocorresse.

3º O que se percebe da carta era que a conversa era bastante informal, talvez enquanto Ellen
White estivesse tomando uma xícara de chá com seu filho ou talvez, lavando a louça do
almoço ou quem sabe tricotando. Não houve nenhuma revelação sobrenatural onde a mesma
relatasse alguma visão ou revelação Divina em especial.

Profetas no passado, diversas vezes expressavam seus pontos de vista particulares, como foi o
caso de Natã ao mandar Davi edificar o templo, quando em verdade isto não estava nos planos
de Deus (II Samuel 7:1-13). Com certeza, não foi diferente no caso mencionado nesta carta.

4º - O que Ellen White escreveu sob inspiração Divina na questão da apostasia da igreja e o
surgimento de outra organização, ou de ocorrer a saída de um povo da igreja Adventista?

“Foi confirmado tudo quanto declarei em Mineápolis: que precisava haver um reforma nas
igrejas. Deviam ser efetuadas reformas, pois a debilidade e cegueira espirituais se apossaram
das pessoas que tinham sido agraciadas com grande luz e preciosas oportunidades e
privilégios. Como reformadores, elas haviam saído das igrejas denominacionais, mas
desempenham agora uma parte semelhante à que desempenharam as igrejas. Tínhamos a
esperança de que não haveria necessidade de outra saída”.[77]

Vejamos bem: O que determinou a separação dos adventistas das igrejas denominacionais?
Não foi a apostasia, o abandono da verdade, e o colocar-se contra a mensagem do Senhor?
Sem dúvida que foram estas as principais causas. Depois que se retiraram das igrejas e
fundaram sua própria obra, a igreja Adventista estava agora cometendo o mesmo pecado que
dera origem a seu próprio movimento. Diante disso, nada mais lógico que ocorresse “outra
saída”, e esta de dentro do próprio seio da igreja Adventista. Ellen White escreveu: “Tínhamos
a esperança de que não haveria necessidade de outra saída”. Em outras palavras, ela pensava
ao início que a igreja Adventista seria quem concluiria a obra, mas olhando a condição da
igreja, perdera esta esperança. Ela chegou à conclusão que Deus ia chamar outro povo, outro
movimento, para fazer a obra que a igreja Adventista havia deixado de fazer.

“Ela (Ellen White) chegou a ponto de perguntar a si mesma se Deus não iria chamar ainda
outro movimento”.[78]
Estas passagens inspiradas mostram uma realidade bem diferente daquela conversa informal
com Willie White, não é mesmo?

8. Passar para outra igreja constitui apostasia da verdade.

“Não podemos desviar-nos agora do fundamento estabelecido por Deus. Não podemos agora
entrar em nenhuma nova organização; pois isto significaria apostasia da verdade.” –
Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 390.

Podemos nós desviar-nos do fundamento estabelecido por Deus? Não, jamais, desde que este
fundamento permaneça firme. No que se refere à igreja, devemos nos lembrar que a igreja
judaica foi estabelecida por Deus, também a igreja cristã, etc. Mas foram rejeitadas ao se
colocarem contra a mensagem e os mensageiros. Sair da igreja cristã, enquanto esta constituía
a igreja de Deus seria apostasia da verdade, correto? Mas quando esta se uniu com o mundo e
os costumes pagãos, permanecer nela é que seria apostasia da verdade!

Semelhantemente, abandonar a igreja Adventista e entrar em uma nova organização no


tempo em que a igreja permanecia na verdade, seria sem dúvida apostasia da verdade. Porém,
estas passagens não devem ser utilizadas no tempo presente, no tempo em que a “igreja já
não é a mesma de ontem”[79], em um tempo em que “a igreja mudou”[80], no tempo em que
“a igreja deixou de seguir a Cristo e está retrocedendo constantemente rumo do Egito.”[81]
Permanecer em tal igreja é que é desviar-se do fundamento que Deus estabeleceu e apostatar
da verdade! Apostasia da verdade é o que cometeu a igreja Adventista ao abandonar verdades
fundamentais com o passar do tempo.

Os judeus com certeza olhavam para Jesus e os discípulos e pensavam ver neles pessoas que
estavam apostatando da verdade, pois eles é que permaneciam na organização fundada por
Deus através de Moisés, o profeta das hostes de israel. Eram muito cegos a ponto de não
verem que eles é que haviam apostatado da verdade contraindo novas doutrinas e teorias.
Apostatar da verdade não é sair de uma organização ou ser dela expulso como ocorreu em
diversos períodos da história da igreja, e como ocorreu com os reformistas ao serem eles
expulsos ou excomungados da igreja adventista,[82] apostatar da verdade é abandonar o
fundamento estabelecido por Deus, ou seja, abandonar a verdade da palavra de Deus
exatamente o que fez o povo adventista com o passar do tempo. A igreja Adventista carece de
nos mostrar em que ponto apostatamos da verdade. Foi na reforma de saúde? É na questão
do vestuário? É na santificação do sábado? É ao nos separarmos da política e de outras
verdade primordiais embasadas pela inspiração? Onde, perguntamos, nos desviamos do
fundamento estabelecido por Deus? Talvez alguém desejará dizer-nos que apostatamos da
verdade ao sairmos da igreja Adventista. Então respondemos que em primeiro lugar, não foi
permitido que continuássemos na igreja justamente porque a luz que os reformistas pregavam
não combinava com as trevas, e expulsaram os fiéis de seu meio, mesmo estes fazendo
tentativas para ajudar a igreja a permanecer como igreja de Deus.[83] Queremos também
dizer que o fundamento estabelecido não é a igreja, mas a verdade, e quem saiu dessa
verdade é quem apostatou da mesma. Neste caso, não fomos nós, pois que os princípios
adventistas do tempo de Ellen White, ainda são seguidos por nós. Já na igreja Adventista,
segundo diversas provas e segundo as palavras de José Barbosa, até mesmo a doutrina no
juízo investigativo está sofrendo sérios abalos na igreja, o sábado já não mais santificado, a
igreja se envolveu com a política mundana, com os costumes e modas do mundo, entre outras
apostasias da verdade, já que “a igreja não é mais a mesma de ontem”.[84] Quem então
apostatou da verdade e constitui hoje uma nova organização?

Neste particular, a própria profetisa deu o exemplo: não abandonou o navio.

Cremos que se Ellen White acreditava mesmo no que ela própria escreveu de que a igreja
Adventista havia deixado de seguir a Cristo e estava indo para o Egito[85], não é possível que
ela acompanhasse esta igreja nesta direção. Onde ficariam os conselhos da profetiza sobre a
coerência?[86]

A experiência da profetiza na igreja Adventista, depois da igreja ter rejeitado todos os seus
apelos de reforma foi bem diferente do que muitos adventistas pensam. Esta historinha de
que ela não abandonou o barco só serve para os que não conhecem a verdade dos fatos, de
que ela não mais tencionava assistir nem mesmo às reuniões realizadas pela igreja. E isto por
motivos óbvios que ela mesmo expôs:

“O curso deles leva-me ao desespero; tenciono agora dedicar-me ao meu trabalho


especial e não mais participar nas suas reuniões, nem frequentar as suas reuniões campestres,
sejam perto ou longe. Estou cansada. Quero guardar meu intelecto, dado pelo Senhor.

“A minha voz foi ouvida em várias Conferências e reuniões campestres. Agora devo
proceder de outra maneira. Não posso me entregar à atmosfera de discussões e depois dar
testemunhos que me custam muito mais do que podem imaginar aqueles para as quais são. Se
eu participar nas diversas reuniões, estou obrigada a discutir com os homens responsáveis, dos
quais sei que não desempenham uma influência segundo a vontade de Deus. E se eu der um
testemunho a respeito do seu procedimento, será isto aproveitado para sua vantagem. Estes
homens não vêem claramente. Se dissesse o que eu sei, não fariam uso sábio destes ensinos
na sua experiência presente. Com isto estarei sobrecarregada de muitos fardos.

“Por isso quero deixa-los. Que ouçam da Bíblia; lá estão escritos claramente os princípios
segundo os quais deveriam trabalhar. ... tenho pena deles, porém, não posso sempre lhes
indicar o caminho da justiça. ... esta é a luz que me foi dada,; não sairei dela.” Carta W 189,
1902.

Como se pode notar, Ellen White permaneceu na organização por que não tinha para onde ir,
mas nem mesmo as reuniões adventista ela assistia mais. E não era isto devido à sua idade,
pois ela ainda se dedicava como escritora neste tempo. Como se pode notar, esta carta data
de 1902, quando ela ainda estava em pleno ministério profético.

Outro detalhe já considerado, é o argumento que depois de 1901 as advertências do Espírito


de Profecia foram sendo suavizadas ao serem estas dirigidas à igreja. Lendo o texto acima, se
percebe que este argumento não retrata a verdade dos fatos e o mesmo é utilizado apenas
para se tentar passar uma imagem na igreja depois de 1901 que na verdade nunca existiu.
Segundo esta carta ao olhar para a igreja, a profetiza se sentiu desesperada ao ver para onde a
igreja estava indo. Acompanhou ela a igreja? Não abandou ela o barco? Veja o que ela
escreveu:

“...não mais participar nas suas reuniões, nem frequentar as suas reuniões campestres, sejam
perto ou longe. Estou cansada. Quero guardar meu intelecto, dado pelo Senhor.”

“Por isso quero deixa-los.”

Interessante o que ela menciona: “Se dissesse o que eu sei, não fariam uso sábio destes
ensinos na sua experiência presente” O que será que a profetiza sabia que se ela falasse não
seria bem utilizado pela liderança adventista? Mesmo hoje mostrando a verdade à muitos
adventistas eles não fazem bom uso dos textos de Ellen White, como é ocaso do artigo que
estamos analisando!

Morreu como membro fiel desta igreja, em 1915,

Logicamente, Ellen White morreu como membro da igreja Adventista. Como ela poderia
pertencer ao Movimento de Reforma de forma física se este só veio a existência dez anos
depois da morte da profetiza? Porém, cremos que se ela estivesse viva por esta ocasião, ela
teria se unido a este movimento. Isto afirmamos baseados em vários de seus textos:

“Ele (Deus) retirará Seu Espírito Santo da igreja e o dará a outros”.[87]

Esta passagem é clara em nos dizer que Deus iria retirar o Espírito Santo da igreja Adventista.
Estes outros que teriam a presença de Deus não podem ser outra coisa senão outra igreja em
termos de outra organização, pois o Espírito Santo sempre terá uma igreja na qual ele estará
presente, pois as portas do inferno não podem prevalecer contra a igreja.

Outra passagem, falando de uma separação dos fiéis de dentro da igreja Adventista, é a
seguinte:
“É uma solene declaração que faço à igreja, de que nem um entre vinte dos nomes que se
acham registrados nos livros da igreja está preparado para finalizar sua história terrestre, e
achar-se-ia tão verdadeiramente sem Deus e sem esperança no mundo como um pecador
comum. Professam servir a Deus, mas estão servindo mais fervorosamente a mamom. Esta
obra feita pela metade é um constante negar a Cristo, de preferência a confessa-lo. São tantos
os que introduziram na igreja seu espírito não subjugado, inculto! Seu gosto espiritual é
pervertido ´por suas degradantes corrupções imorais, simbolizando o mundo no espírito , no
coração, nos propósitos, confirmando-se em práticas concupiscentes, e são saturadamente
cheios de enganos em sua professa vida cristã. Vivendo como pecadores e alegando ser
cristãos! Os que pretendem ser cristãos e querem confessar a Cristo devem sair dentre eles e
não tocar nada imundo, e separar-se”.[88]

“Declaração que faço à igreja”, ou seja, à organização Adventista. Dois em vinte, soma-se 10%.
Um em 20% temos 5%. Mas a profecia dizia: “Nem um em vinte”! Ou seja, menos que 5%.
Como revelou a história, quando a igreja Adventista foi levada à prova, apenas 2% estavam
preparados. O conselho a estes 2% é que se quisessem manter a fé firme, deveriam separar-se
do restante que somavam 98% da igreja. Mas esta separação era não só dos pecados que
estavam sendo cometidos na igreja, mas também daqueles que estavam abandonando a
verdade. Esta separação, no entanto, só poderia ser justificada quando a igreja se colocasse
contra a lei de Deus. Como veremos mais adiante isto ocorreu de 1914-1920.

“À medida que aumentam as provações ao nosso redor, ver-se-á em nossas fileiras tanto
separação com unidade. Muitos que agora estão dispostos a empunhar as armas da peleja, em
tempo de real perigo tornarão manifesto que não edificaram sobre a sólida Rocha; eles
cederão a tentação. Os que tiveram, grande luz e preciosos privilégios, mas não os
aproveitaram, sairão de nós, sob um pretexto ou outro”.[89]

Esta profecia aponta para uma separação na igreja Adventista. A separação seria entre aqueles
que estavam dispostos a pegar em armas de peleja, ou seja, em armas de guerra, e aqueles
que não estavam. Aqueles que estavam dispostos a empunhar armas, que como a história
revelou foi 98% da igreja Adventista, se separariam do povo de Deus cedendo à tentação no
tempo de prova, que como sabemos, veio em 1914-1918. Reflitamos: Quem sairia do povo de
Deus? Resposta: Aqueles que estavam dispostos a pegar em armas de guerra. A expressão não
deixa duvida: “Muitos que agora estão dispostos a empunhar as armas da peleja,... cederão a
tentação... sairão de nós” [90] Portanto, quem na verdade saiu da igreja não foram aqueles
que não participaram ou que não apoiaram a guerra, mas aqueles que participaram e a
apoiaram! Em termos de organização foram os 2% que “saíram” (Coloquei entre aspas porque
na verdade, como veremos adiante, os 2% não saíram da igreja, mas foram expulsos) da igreja
Adventista, mas em termos de verdade e de igreja de Deus, foram os 98% que saíram da igreja
do Senhor! E a irmã White se coloca com aqueles que não foram à guerra, ou seja, com os 2%
excluídos, quando ela diz: “Sairão de nós”.
Outra profecia dizia:

“Muitos que são agora só meio convertidos quanto à questão de comer carne, sairão do povo
de Deus, para não mais andar com ele”.[91]

A igreja Adventista como maioria nunca tomou uma posição firme contra o comer carne. Esta
maioria em 1914 somava 98% da igreja. Estes eram os meios convertidos na questão do
regime alimentar. Na crise da primeira guerra mundial, estes 98% se separaram do meio do
povo de Deus - os 2% - para nunca mais andar com ele. Este texto mostra também que na
igreja de Deus os meios convertidos na questão da carne não permanecem com o povo de
Deus. Se uma igreja permite que pessoas que usam carne permaneçam como membros, é
porque esta igreja não é a igreja de Deus. No texto da Meditações Matinais de 1977 página
200, temos uma evidência de que os que pegariam em armas sairiam do povo de Deus. Aqui
temos a declaração de que aqueles que não se convertessem na questão do regime alimentar
também sairiam do povo de Deus. A igreja Adventista é combatente na guerra e não é uma
igreja ou organização vegetariana, ela não pode constituir o povo de Deus!

A profecia falava, no entanto, de um tempo de purificação na igreja de Deus:

“Logo há de haver perturbações por todo o mundo. Cumpre que cada qual procure conhecera
Deus. Não temos tempo para espera... O amor de Deus à Sua igreja é infinito. Incessante é Seu
cuidado de Sua herança. Ele não permite que aflição alguma sobrevenha à igreja senão
unicamente a que é necessária para purificação, seu bem presente e eterno. Purificará Sua
igreja assim como purificou o templo no princípio e no fim de Seu ministério na Terra”. [92]

Esta purificação da igreja ocorreu na primeira guerra mundial eliminando 98% da igreja que
não haviam se preparado para a prova e mantendo os 2%. Em 1914-1918 a igreja foi
purificada. Mas a pergunta que pode surgir é: “Não seriam os reformistas que foram
expurgados e não os 98% ?” Bem, para respondermos esta pergunta, basta verificarmos as
passagens acima citadas e analisarmos qual grupo pegou em armas de guerra e continua
vacilante na questão do regime alimentar. Então saberemos quem foi eliminado da igreja de
Deus e quem nela permaneceu. Outro detalhe: O Movimento de Reforma defende a doutrina
adventista original, nunca mudamos, permanecemos na verdade. Quem foi eliminado da igreja
de Deus foi quem mudou os princípios, neste caso os 98% ,ou seja, a igreja Adventista do 7°
Dia.

A profecia pintou esta cena da seguinte maneira:

“Ao aproximar-se a tempestade, uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem
do terceiro anjo, mas não tem sido santificada pela obediência à verdade, abandona sua
posição, passando para as fileiras do adversário. Unindo-se ao mundo e participando de seu
espírito, chegaram a ver as coisas quase sob a mesma luz; e, vindo a prova, estão prontos a
escolher o lado fácil, popular. ...Tornam-se os piores inimigo de seus antigo irmãos”.[93]

A tempestade aqui descrita, como você pode verificar no próximo texto, refere-se à guerra de
1914-1918. Na guerra “uma classe numerosa que tem professado fé na mensagem do terceiro
anjo abandona sua posição...”. A denominação adventista é a que professava fé na mensagem
do terceiro anjo. E que faria então? “Abandona sua posição”. Porque abandona a posição?
Porque a igreja Adventista tinha a posição de que um jovem membro da igreja não poderia
alistar-se nem participar em questões de guerra ou serviço militar sob quaisquer formas. Mas
em 1914 abandonou esta posição se tornado combatente, passando assim para as fileiras do
adversário. “Classe numerosa”, ou seja, 98% da igreja. Depois disto a igreja se uniria ao mundo
ainda mais, vendo as coisas sob a mesma luz que o mundo vê. “E vindo a prova”. Aqui sim é
mencionado o decreto. Quando vier esta prova, estarão prontos então a tomar o lado fácil,
popular.

Na passagem seguinte, temos a explicação do que é ou em que consiste a tempestade


mencionada no texto acima:

“As condições da guerra mundial preditas em 1890. – Em um artigo publicado em Signs of the
Times, a Sra. White escreveu:[94]

‘Vem a tempestade, e precisamos prepara-nos para sua fúria, mediante arrependimento para
com Deus, e fé em nosso Senhor Jesus Cristo. O Senhor se levantará para sacudir
violentamente a Terra. Veremos (1) perturbações de todos os lados. (2) Milhares de navios
serão arremessados à profundezas do mar. (3) Esquadras afundarão, e (4) vidas humanas
serão sacrificadas aos milhões. (5) Irromperão inesperadamente incêndios, e nenhum esforço
humano será capaz de extingui-los. Os palácios da Terra serão devorados na fúria das chamas.
(6) Tornar-se-ão cada vez mais freqüente os desastres de estrada de ferro; (7) confusão,
colisões e morte sem um momento de advertência ocorrerão nas grandes linhas de viagem. ...
Oh, busquemos a Deus enquanto Ele pode ser achado, invocai-O enquanto está perto!’ – 21
de abril de 1890, pág. 242.[95]

Quando lemos a um adventista o texto do grande conflito que fala sobre a tempestade, alguns
chegam a dizer que esta tempestade é o decreto. O texto do grande conflito menciona sim o
decreto, mas o decreto é mencionado como sendo a prova e não a tempestade:

“Quando vier a prova, será mostrado claramente o que é a marca da besta. Ela é a observância
do domingo.”[96]
A tempestade, como prova o texto acima, é a guerra mundial que durou de 1914 – 1918. Neste
tempo, ocorreria uma separação na igreja Adventista, onde uma classe numerosa – ou seja,
98% da igreja – abandonaria sua posição passando assim para as fileiras do adversário.

deixando inclusive, em sua última vontade e testamento, não só todo o seu patrimônio
literário sob a custódia dessa igreja, mas também determinando que seu sepultamento fosse
realizado com as devidas cerimônias por esta igreja.

Como dissemos, a profetiza não poderia ter outorgado estas coisas para uma igreja que ainda
não existia.

Sendo ela profetisa, se houvesse a remota possibilidade de surgir uma outra denominação ou
uma reforma fora da igreja, Deus certamente lho teria revelado, já que a promessa é:
“Certamente, o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem primeiro revelar o Seu segredo aos
Seus servos, os profetas.” Amós 3:7.

Como vimos, Deus revelou sim a Ellen White esta questão e escreveu ela o suficiente para
guiar o povo de Deus durante a primeira guerra mundial e também depois deste tempo.
“Quem tem ouvidos para ouvir, ouça.”

Texto como este:

“Tínhamos a esperança de que não haveria necessidade de outra saída”.[97]

Mostra não uma possibilidade remota do surgimento de outra organização, mas uma realidade
iminente. A própria igreja Adventista reconhece este fato ao dizer que este é um texto onde
Ellen White mostra ter possivelmente perdido a esperança na igreja Adventista.[98] Claro que
a igreja procura minimizar esta verdade, mas independente disto, a igreja não pode, de forma
sincera, diante dos fatos escriturísticos e das circunstâncias, negar a possibilidade do
surgimento de outra organização, ou de outra saída, agora da igreja Adventista.

“O Senhor Jesus sempre terá um povo escolhido para servi-Lo. Quando o povo judeu rejeitou a
Cristo, o príncipe da vida, Ele tirou-lhes o reino de Deus e entregou-o aos gentios. Deus
continuará lidando com cada ramo de Sua obra de acordo com este princípio”.

“Quando uma igreja demonstra ser infiel à palavra do Senhor, seja qual for sua posição e
por mais sagrada e elevada que seja sua vocação, o Senhor não pode mais cooperar com eles.
Outras pessoas são então escolhidas para assumir importantes responsabilidades”.[99]
Para que a igreja Adventista venha ou possa ser ainda a igreja de Deus, ela teria que ser ainda
uma igreja fiel à palavra do Senhor. Nas palavras de José Barbosa, no entanto, isto apenas é
uma utopia para a igreja em sua presente condição. Se nos dias de Ellen White ela falava de
uma saída dos fiéis da igreja, imagina o que ela falaria se ela visse a igreja Adventista na
situação presente!! Cremos que nem mensagem ela enviaria mais à igreja, visto que ela sabia
que a igreja já havia traído seu depósito e traído a Cristo.

Como mencionamos no início, nossa proposta neste trabalho era de dar uma resposta rápida
às colocações equivocadas do senhor José Barbosa. Se restarem dúvidas ou interrogações,
entre em contato:

cristiano_souza7@yahoo.com.br

Sabemos que este trabalho fecha apenas algumas lacunas abertas injustamente contra nossa
igreja, e sabemos também que as incursões contra este movimento profetizado não
terminarão, mas pela graça de Deus, os atalaias sobre os muros de Sião estarão sempre
apostos para avisar ao povo que o perigo de doutrinas espúrias se aproxima e que se
preparem para resistir as heresias e apostasias prevalecentes.

Referências:

1. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 254.

2. Notebook Leaflets, vol. 1, pág. 99.

3. Review and Herald, 1O de agosto de 1893.

4. Testemunhos Para a Igreja, vol. 5, pág. 217; Serviço Cristão, págs. 38 e 39.

5. Review and Herald, 24 de julho de 1888.

6. Carta 51, 1886; Testemunhos Para Ministros, pág. 265.

7. Special Testimonies on Education, pág. 181.

8. Carta 77, 1898.

9. Olson, A. V. Thirteen Crise Years: 1888-1901.

10. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 57 e vol. 3, pág. 217.

11. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 71.

12. George R. Knigth, The Fat Lady and the Kingdom.

13. Mensagens Escolhidas, vol. 1, pág. 122.


14. Evangelismo, pág. 361; Grande Conflito, págs. 610 e 611; Testemunhos Para a Igreja, vol. 5,
pág. 81.

15. Testemunhos Para a Igreja, vol. 4, pág. 89.

16. Serviço Cristão, pág. 49.

17. Testemunhos Seletos, vol. 1, págs. 334-336; Testemunhos Para a Igreja, vol. 3, pág. 269.

18. Testemunhos Para Ministros, págs. 22 e 23.

19. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 66.

José Barbosa é membro da Igreja Adventista de Parque Alvorada, Distrito do Aeroporto, em


Teresina, PI.

Fonte: Revista Adventista de dezembro de 2003

[1] White, Ellen G. O Grande Conflito, pág. 376. Casa Publicadora Brasileira.

[2] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 39.

[3] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros pág. 397.

[4] White, Ellen G. Mensagens Escolhidas pág. 394.

[5] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 254

[6] White, Ellen G. Obreiros Evangélicos 451.

[7] White, Ellen G. RH 16 de Julho de 1895.

[8] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 44. Casa Publicadora Brasileira.

[9] White, Ellen G. Serviço Cristão, págs. 40,41. Casa Publicadora Brasileira.

[10] Crifo acrescentado.

[11] White, Ellen G. Mensagem de Deus ao Povo do Advento. Folheto 1, pág. 8. Editora
Missionária.

[12] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. 397.

[13] White, Ellen G. Serviço Cristão, págs. 38, 39. Casa Publicadora Brasileira.

[14] White, Ellen G. Testemunhos Seletos vol. 2, pág. 157. Casa Publicadora Brasileira.

[15] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 45. Casa Publicadora Brasileira.

[16] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros pág. 16.


[17] White, Ellen G. Eventos finais, pág. 45.

[18] White, Ellen G. Testemunhos Seletos vol.2, pág. 102. - Testimonies, vol. 7, pág. 62.

[19] White, Ellen G. Conselhos sobre Regime Alimentar, pág. 382.

[20] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 54.

[21] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 254.

[22] Idem.

[23] Idem, pág. 252.

[24] Idem, pág. 514.

[25] White, Ellen G. Mensagens Escolhidas, vol. Pág. 400.

[26] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, vol.3, pág. 443.

[27] Kramer, Helmut H. Os Adventistas da reforma, pág. 137. Casa Publicadora Brasileira.

[28]White, Ellen G. Profetas e Reis, pág. 426.

[29] White, Ellen G. Testemunhos para a Igreja, vol. 1, pág. 287. Casa Publicadora Brasileira.

[30] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. 409.

[31] White, Ellen G. Parábolas de Jesus pág. 72.

[32] White, Ellen G. Parábolas de Jesus pág. 72.

[33] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, pág. 334.

[34] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 49.

[35] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, pág. 210.

[36] White, Ellen G. Patriarcas e profetas, pág. 619.

[37] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. 128.

[38] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. 427, 428.

[39]White, Ellen G. Parábolas de Jesus, pág. 71.

[40] White, Ellen G. Parábolas de Jesus, pág. 412.

[41] White, Ellen G. Primeiros Escritos, pág 261.

[42] White, Ellen G. Primeiros Escritos, pág 261.

[43] White, Ellen G. Obreiros Evangélicos, pág. 495, 496.

[44] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, pág. 334.

[45] White, Ellen G. testemunhos para Ministros, pág. 409.

[46] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. 92.

[47] Isaias 1:5,6.


[48] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. Introdução Histórica.

[49] White, Ellen G. Testemunhos Seletos vol. 2, pág. 81, 82.

[50] White, Ellen G. O Grande Conflito, pág. 41.

[51] White, Ellen G. O Grande Conflito, pág. 43. Casa Publicadora Brasileira.

[52] White, Ellen G. Primeiros Escritos, pág. 261.

[53] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros pág. 264.

[54] White, Ellen G. Testemunhos Seletos, vol. 3, pág. 15.

[55] White, Ellen G. Mensagens Escolhidos, vol. 1, pág. 180.

[56] White, Ellen G. Testemunhos para Igreja, vol. 1, pág. 211.

[57] White, Ellen G. Letter 1903 – SDABC Vol. 7, pág. 963.

[58] White, Ellen G. Atos dos Apóstolos, pág. 11.

[59] White, Ellen G. testemunhos para Ministros, pág. 397.

[60] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 39.

[61] White, Ellen G. Review and Herald, 24/7/1888.

[62] White, Ellen G. Review and Herald, 24/7/1888.

[63] White, Ellen G. Atos dos Apóstolos, pág. 11. Casa Publicadora Brasileira.

[64] White, Ellen G. Testemunhos Seletos vol. 2, pág. 156. Casa Publicadora Brasileira.

[65] White, Ellen G. Parábolas de Jesus, pág. 304. Casa Publicadora Brasileira.

[66] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 53.

[67] White, Ellen G. testemunhos para Ministros, pág. 397.

[68] White, Ellen G. Testemunhos Seletos vol. 3, pág. 254. Casa Publicadora Brasileira.

[69] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 44. Casa Publicadora Brasileira.

[70] White, Ellen G. Serviço Cristão, págs. 38, 39. Casa Publicadora Brasileira.

[71] White, Ellen G. Testemunhos para Ministros, pág. 411. Casa Publicadora Brasileira.

[72] Idem, pág. 397.

[73] White, Ellen G. Review and Herald, 24/7/1888.

[74] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 39.

[75] White, Ellen G. O Grande Conflito, pág. 376. Casa Publicadora Brasileira.

[76] Nigri, Moisés. Andando com Deus Todos os Dias pág. 271. Casa Publicadora Brasileira.

[77] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 43. Casa Publicadora Brasileira.
[78] Revista Ministério /Maio. Junho/1988.Casa Publicadora Brasileira.

[79] Nigri, Moisés, Andando com Deus 271.

[80] Idem.

[81] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 39.

[82] Kramer, Hermut H.

[83] Idem.

[84] Andando com Deus 271.

[85] White, Ellen G. Serviço Cristão, pág. 39.

[86] White, Ellen G. Evangelismo, pág. 542.

[87] White, Ellen G. Review and Herald, 26/7/1895.

[88] White, Ellen G. Serviço Cristão, págs. 40,41. Casa Publicadora Brasileira.

[89] White, Ellen G. Meditações Matinais 1977, pág. 200, Casa Publicadora Brasileira.

[90] Alguns acreditam que este texto, ao mencionar as “armas da peleja”, está mencionando
as armas espirituais como as que encontramos em Efésios capítulo 6. No entanto, se estas
“armas da peleja” ou “armas de guerra”, como aparece no texto original, constituem a oração,
o estudo da Bíblia, a fé, a pregação do evangelho, como é que os que estariam dispostos a
empunhar estas armas acabariam cedendo à tentação?

Outro pensamento é que estas pessoas não utilizam estas armas espirituais, mas estão
apenas “dispostas” a utilizá-las, por isso cederão à tentação. A Expressão: “dispostos”, no
entanto, deve ser compreendida à luz de outras passagens, tais como: “Se todos estivessem
dispostos, todos seriam cheios do Espírito.” - Atos dos Apóstolos pág. 50. Ou seja, estar
disposto envolve uma ação e não apenas um desejo. Outra passagem diz: “Em Beréia, Paulo
encontrou judeus dispostos a pesquisar as verdades por ele ensinadas. A respeito deles
declara o relatório de Lucas: “... de bom grado receberam a Palavra, examinando cada dia nas
Escrituras se estas coisas eram assim." Atos 17:11 e 12.” Atos dos Apóstolos pág. 231. Os que
estavam dispostos a examinar as Escrituras, foram os que a examinaram. Os que estavam
dispostos a pegar em “armas de guerra”, foram os que as pegaram. Neste caso, se estas armas
fossem espirituais, eles não cederiam à tentação!

[91] White, Ellen G. Conselhos sobre o Regime Alimentar, pág. 382. Casa Publicadora Brasileira.

[92] White, Ellen G. Testemunhos Seletos vol. 3, pág. 392. Casa Publicadora Brasileira.

[93] White, Ellen G. O Grande Conflito, pág. 614. Casa Publicadora Brasileira.

[94] Rebok, Denton E. Crede em Seus Profetas, pág. 76. Casa Publicadora Brasileira.

[95] White, Ellen G. Crede em Seus Profetas, pág. 76. Casa Publicadora Brasileira.

[96] White, Ellen White. Eventos Finais, pág. 192. Casa Publicadora Brasileira.

[97] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 43. Casa Publicadora Brasileira.

[98] White, Ellen G. Eventos finais 43. Nota de rodapé.


[99] White, Ellen G. Eventos Finais, pág. 53. Casa Publicadora Brasileira.

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