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Aula 03

Estatística p/ AFRFB - 2016 (com videoaulas)


Professor: Jeronymo Marcondes

05949764803 - NECILDA LOURENCO PAULA


Estatística p/AFRFB 2016
Teoria e exercícios comentados
Prof. Jeronymo Marcondes Aula 03

AULA 03 – Probabilidade

SUMÁRIO PÁGINA
Conceitos Básicos 2
Diagrama de Venn e Propriedades 5
Probabilidade Condicional 16
Teorema de Bayes 21
Lista de Exercícios resolvidos em aula 93
Gabarito 121

Bem vindos de volta! Vamos continuar nossa jornada no mundo “maravilhoso” da


Estatística. Firmes no propósito, pois em breve você estará na Receita.

Na aula de hoje iremos estudar Probabilidade e algumas de suas propriedades, tal


como o Teorema de Bayes. Mas, antes, uma dica de concurseiro:

Dica de um concurseiro

No mundo dos concursos é muito comum aquela velha


expressão: “faz a prova, vai que você dá sorte”. Pessoalmente,
não acredito nisso. Os concursos estão cada vez mais
concorridos e com pessoas focadas em editais específicos.
Não há mais como conseguir passar sem dedicação e muito
estudo! Fazer uma prova sem estudar e se dedicar é
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enriquecer a banca examinadora.

Vamos nessa!

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1. Conceitos básicos

Muitas vezes nos deparamos com as seguintes expressões no dia a dia: “a


probabilidade de cair um piano na sua cabeça é pequena”, “a probabilidade de
reeleição é grande”, etc. Mas, o que queremos dizer com isso?

Na verdade, isso está muito relacionado com o conceito de “frequência”. Quando se


afirma que a probabilidade de algo ocorrer é pequena, está sendo dito que, dado um
determinado conjunto de resultados possíveis, o evento em questão ocorre em
poucas das realizações deste.

Não entendeu? Vamos a um exemplo. Suponha o lançamento de uma moeda não


viciada, isso é, que possui uma cara e uma coroa. Qual a probabilidade de ocorrer
“cara”, por exemplo?

Com efeito, há duas possibilidades de realização deste evento: cara ou coroa,


entretanto nós só estamos interessados no resultado “cara”, ou seja, em uma destas
possibilidades. Portanto, a probabilidade de dar “cara” em um lançamento é:

-Professor, então, ao lançar uma moeda não viciada, na metade dos


lançamentos eu obterei “cara”? 05949764803

Não é bem assim! Veja, antes de lançar a moeda, a probabilidade de dar “cara” é de

, porém pode ser que isso não ocorra. Suponha a realização de três lançamentos

seguidos, pode ser que o resultado seja:

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Isso quer dizer que a moeda é viciada? Pode ser, mas só com esse resultado não há
como saber, pois este resultado é possível em uma moeda não viciada. A partir deste
resultado você poderia inferir erroneamente inferir que a probabilidade de dar “cara”
não é de ½, mas de:

Se você pensou assim, pense de novo! A forma correta


de definir a probabilidade de ocorrência de um evento é encontrar qual a
frequência de sua ocorrência com relação a todas as outras ocorrências
possíveis quando o número de experimentos tende ao infinito. No nosso caso:

Sendo o número de vezes que você realiza o experimento e a expressão


significando que o mesmo tende para o infinito.
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Portanto, se você realizar um experimento infinitas vezes, sendo o nosso experimento


o lançamento da moeda, a probabilidade de ocorrência de um determinado evento
(no caso exemplo, dar “cara”) será dada pela relação à priori entre a quantidade de
vezes em que é possível sua ocorrência dividida pela quantidade de vezes que todos
os outros eventos são possíveis (no caso, quantas “caras” e “coroas” existem em uma
moeda). Aí sim, se você jogar a moeda infinitas vezes, metade das vezes a face
“cara” será o resultado.

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Nós podemos aprofundar este conceito de forma mais


teórica, de forma a facilitar o entendimento. Se você lançar a moeda uma vez, quais
são todos os resultados possíveis?

E se você lançar duas vezes?

Este conjunto formado por todas as realizações possíveis (que, no caso, chamamos
de ) chama-se espaço amostral.

Com base neste espaço amostral podemos atribuir uma probabilidade para um
determinado evento, sendo este dado por um subconjunto de .

Por exemplo, no caso de um lançamento único da moeda, qual a probabilidade de


dar “cara”? Nós já vimos esta resposta e sabemos que se trata da probabilidade de
ocorrência do subconjunto dado por do espaço amostral .

Belezinha? Mas, e a probabilidade de ocorrer pelo menos 1 cara em dois


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lançamentos? Bom, olhando nosso espaço amostral definido acima para este caso
mostra que isso ocorre em 3 dos 4 lançamentos possíveis.

Neste caso, cada um daqueles parênteses tem de chance de

ocorrer. Mas, nossa pergunta abrange 3 (três) daqueles casos, isso é, três daquelas
realizações atendem ao nosso requisito. Portanto, a probabilidade de ocorrência do
subconjunto do espaço amostral composto pelos resultados nos quais ocorrem pelo
menos uma cara é de:

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Assim, teoricamente, para um determinado evento A qualquer, sua


probabilidade de ocorrência é de:

Maravilha? Vá comer um chocolate e relaxar um pouco, mas volte logo em


seguida!

2. Diagrama de Venn e propriedades

Gente, a primeira coisa e mais óbvia é que toda probabilidade se situa entre 0 e 1.
Não há como um evento ocorrer mais de 100% das vezes ou menos de 0% das vezes.
Essa é a própria ideia da frequência relativa que já estudamos! Portanto, dado
qualquer evento “A”:

Assim, a ideia de probabilidade se aproxima muito do conceito de frequência relativa,


haja vista estarmos considerando que o experimento poderia ser realizado várias
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vezes e que o resultado sempre seria o mesmo. Isso é chamado de “Abordagem


Frequentista da Probabilidade”.

Uma forma interessante de vocês visualizarem probabilidades é pelo diagrama de


Venn:

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Olhem pessoal, aquele círculo no meio representa o evento A no espaço amostral


representado pela “caixa U”. Perceba que o círculo não ocupa mais do que a caixa
toda nem menos do 0% da caixa, isso é, a probabilidade de ocorrência de “A” está
entre 0 e 1.

Obs. Muitas vezes você irá me ver referir a probabilidades como números entre 0 e
1 ou 0% e 100%. Não é loucura do teacher! Toda probabilidade, com o intuito de
facilitar a visualização, pode ser multiplicada por 100 de forma que obtenhamos o
resultado em percentual. Por exemplo, uma probabilidade de 0,5 é equivalente à 50%.

Retornando!

Então, outros dois casos interessantes, mas diametralmente opostos, são os casos
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de eventos certos e eventos impossíveis.

Evento certo é aquele que coincide com o espaço amostral! Por exemplo, no nosso
caso de “cara” e “coroa”, um evento certo seria aquele composto por todos os
resultados nos quais ocorrem, ao menos, uma cara ou uma coroa. Ou seja, todo o
espaço amostral!

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Evento impossível é o caso oposto! Este evento seria composto por elementos não
constantes no espaço amostral, por exemplo, o caso de um lançamento em que não
ocorresse nem cara nem coroa!

Outro conceito importante é o de “complementar”. Dada uma probabilidade de um


evento “A” qualquer, a probabilidade de seu complementar é dada por:

Entendeu? O complementar da probabilidade de ocorrência de um evento é a


probabilidade de sua não ocorrência! Para ficar bem legal e fácil, olhe o
Diagrama de Venn abaixo:

Dado um evento “A” qualquer, representado pelo círculo acima, o seu complementar
é toda a parte vermelha da figura!
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Simples! Mas, agora que complica. Vamos a um exemplo para facilitar!

Suponha dois grupos de pessoas concurseiras dentro de uma amostra com bacharéis
em Engenharia, Direito e Economia, sendo que algumas passaram e que outras não
passaram em concurso público. Podemos expressar os resultados da seguinte forma:

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Passou Não Passou Total


Engenharia 20 10 30
Direito 40 70 110
Economia 30 60 90
Total 90 140 230

Qual a probabilidade de uma pessoa escolhida ao acaso a partir desta amostra ter
sido estudante de Economia?

Isso não tem segredo! O total de estudantes, ou seja, nosso espaço amostral é
composto por 230 pessoas, sabendo-se que, desse total, 90 são economistas, temos
que:

Mas, e se eu te perguntar qual a probabilidade da pessoa ser formada em Economia


e ter passado em concurso? Neste caso, estamos falando de intersecção destes dois
subconjuntos. Em termos de Diagrama de Venn:

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Viram do que estamos falando? Trata-se de um evento que necessita que as duas
condições sejam verdade (ser economista e ter passado em concurso), refere-se à
intersecção entre os dois subconjuntos (parte vermelha).

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Vocês têm de saber que a expressão usualmente utilizada


para identificar a intersecção entre dois subconjuntos é “ ”. No nosso caso, se
chamarmos os subconjuntos de Economistas e pessoas que passaram em
concurso respectivamente de A e B, pode-se representar a intersecção entre os
mesmos como .

-“E de quanto é essa probabilidade, professor”?

Ora:

E se eu te perguntar qual a probabilidade de encontrarmos economistas ou pessoas


que passaram?

Agora a coisa é diferente! Veja no diagrama para entender bem:

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Veja como aumentou a parte vermelha! Se uma ou outra condição for verdadeira,
devemos computá-la! Chamamos a isso de “reunião” entre dois subconjuntos.

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Vocês têm de saber que a expressão usualmente utilizada


para identificar a reunião entre dois subconjuntos é “ ”. No nosso caso, se
chamarmos os subconjuntos de Economistas e pessoas que passaram em
concurso respectivamente de A e B, pode-se representar a reunião entre os
mesmos como .

Como você encontraria tal probabilidade?

-“Ora professor, faria como você fez anteriormente, somando as


probabilidades”:

Então, meu amigo, tem um erro aí!

Você percebeu que você está contando o economista que passou duas vezes? Por
exemplo, dos 90 que passaram, 30 já são economistas, podendo ser feito o mesmo
raciocínio inverso. Em termos de Diagrama de Venn, seria o mesmo que somar:

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Neste caso, você estará contando duas vezes aquela “partezinha” que é a intersecção
entre ambos: 05949764803

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Assim, o certo seria:

Genericamente, para dois eventos A e B quaisquer,


podemos afirmar que:

Mas, cuidado com o caso especial dos eventos disjuntos ou mutuamente


exclusivos!
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A fim de exemplificar este conceito, imagine o lançamento de um dado honesto de


forma que nosso espaço amostral seja dado por:

Assim, somente uma destas realizações é possível, ou seja, o resultado só pode ser
uma das faces do dado.

Qual é a probabilidade de o resultado do lançamento gerar os números 4 ou 5?

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Ora:

Vamos começar com o mais fácil, qual é a probabilidade de cair qualquer das faces
de um dado? O dado tem 6 faces no total, de forma que a probabilidade de que
qualquer delas seja o resultado é de:

Assim:

E o último componente que se refere à intersecção entre os dois eventos? Qual é a


probabilidade de ocorrer como resultado do experimento uma face do dado com
número 4 e 5? É claro que é zero! Veja como seria a representação no Diagrama de
Venn:

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Estes eventos não tem intersecção! Ou seja, quando um ocorre o outro não pode
ocorrer! Assim, neste caso, aquele último componente de nossa fórmula será igual à
zero, de forma que:

Entendeu? Então, vamos adiante! Mas, antes, vamos tratar de um tópico bem
especifico.

Obs. Propriedades

Pessoal, este tópico é muito pouco cobrado em concursos públicos, porém é


importante passarmos por ele, afinal não se sabe o que será pedido!

Uma forma de ajudar a decorar tais propriedades é pensando que quando você tira o
complemento de ou , o resultado é inverter a “barriguinha” da operação. Assim,
em termos nem um pouco formais, você deve pensar que:

Assim, para três conjuntos quaisquer chamados de “A”, “B” e “C”, destacam-se as
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seguintes propriedades:

Beleza? Esta é a menos intuitiva das propriedades, assim, decore! Agora, as outras
são bem mais fáceis de serem entendidas, tais como:

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Sendo ( ) um conjunto vazio, ou seja, sem nenhum elemento. Isso faz todo o sentido,
dado que a intersecção de um conjunto “A” qualquer com outro conjunto vazio não
pode conter nenhum elemento.

Sendo ( ) representativo do espaço amostral. A intersecção de um conjunto “A”


qualquer com o espaço amostral é o próprio conjunto “A”.

Com base nestes dois últimos, fica fácil visualizar que:

Outras propriedades intuitivas relacionam um determinado conjunto com seu


complementar, assim, sabendo-se que , tem-se que:

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Para finalizar, devemos tratar de uma propriedade que relaciona intersecções e


reuniões entre conjuntos:

Com base nestes três conjuntos, pode-se desenhar o seguinte Diagrama de Venn:

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“Esta propriedade está dizendo que a intersecção de um conjunto com uma


reunião de outros dois é equivalente à reunião da intersecção deste conjunto
com estes outros dois”. Isso não está a coisa mais bem escrita do mundo, mas,
lendo o texto e olhando o gráfico, vocês conseguirão entender o conceito.

3. Probabilidade Condicional

Voltemos a nosso exemplo da pesquisa sobre qual a formação superior que mais
aprova em concurso público. Só relembrando a tabela:

Passou Não Passou Total


Engenharia 20 05949764803

10 30
Direito 40 70 110
Economia 30 60 90
Total 90 140 230

Anteriormente, havíamos realizado o cálculo para a probabilidade de que alguém na


nossa amostra fosse economista, o que não apresentou maiores dificuldades.

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E se tivéssemos a informação a priori de que os economistas em questão se


restringiriam àqueles que já passaram em concurso público? Ou seja, qual a
probabilidade de uma pessoa escolhida ao acaso ser economista, dado que o
mesmo passou em concurso público?

Você entende o que estou falando? A forma de avaliação não é a mesma, pois, neste
caso, temos mais informações do que tínhamos anteriormente e, portanto, devemos
nos utilizar dela! Essa é a ideia de probabilidade condicional! A forma usual de
representarmos uma probabilidade condicional de um evento qualquer “A”, dado outro
evento qualquer “B” é:

E como poderíamos incorporar esta informação, ou seja, de que forma este cálculo
pode ser realizado? Vamos pensar intuitivamente para podermos chegar à fórmula!

Veja o Diagrama de Venn abaixo:

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Eu te pergunto, dado que ocorreu “B”, qual parte da figura representa a porção de “A”
que pode ocorrer? Exatamente, a intersecção entre os dois conjuntos! Esta parte
laranja representa a parcela do evento “A” que é compatível com a informação a priori.

Mas, você já sabe que probabilidades são calculadas com base na divisão da
quantidade de elementos “favoráveis” pelo espaço amostral! Qual é o espaço
amostral no nosso exemplo? O tamanho de “B”!

Agora fica fácil:

Esta fórmula é muito importante, assim vocês devem decorá-la, mas não deixem de
entender de onde ela vem, ok? Nesse caso, é a probabilidade a priori de “A”, o
que pode ser “atualizado” com as novas informações de “B”, permitindo a obtenção
da probabilidade a posteriori, .

“Beleza professor, mas me dê um exemplo, está tudo muito teórico”!

Claro, é pra já! Retornando ao exemplo do nosso quadro acima, eu quero saber:
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Ou seja, eu quero saber qual a probabilidade de um indivíduo ser economista,


dado que ele passou. Vamos aplicar a fórmula? O numerador nós já temos
calculado:

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Ótimo! E o denominador? Trata-se da probabilidade de encontrar alguém que passou,
o que não é difícil:

Pronto:

Viram? A probabilidade de encontrar um economista que passou é menor do


que encontrar um economista dado que estamos tratando só com os que
passaram. A informação adicional nos ajudou a ter uma previsão com mais acurácia!

Retornando à parte mais teórica, algo muito importante em termos de prova é o


conceito de independência estatística!

-“O que é isso, professor”?

Dois eventos são ditos independentes se:

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Isso não te lembra nada? Boa! O lançamento da moeda!

Imagine que foram feitos dois lançamentos, qual a probabilidade de “cara” no próximo
lançamento dado que “coroa” ocorreu no primeiro? Ora, a probabilidade de ocorrência
de “cara” continua igual à , pois o resultado do primeiro lançamento não afeta o
segundo. Assim:

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Este é um exemplo de eventos independentes! A definição de eventos


independentes perpassa pela necessidade de que a ocorrência de um não afete a
probabilidade de ocorrência do outro. No caso de eventos independentes, podemos
reescrever nossa fórmula da seguinte maneira:

Quer mais um exemplo?

Suponha que você esteja desmanchando sua árvore de natal e que a mesma só
possua bolas vermelha e prata. Sabendo-se que há 10 bolas vermelhas e 10
prateadas, se você fechar os olhos e tirar uma bola, qual a probabilidade de que a
mesma seja vermelha?

Bom, isso é fácil, há 20 bolas no total, sendo que 10 são vermelhas, assim:

Suponha que você tirou uma bola vermelha! Agora, você decide tirar outra bola com
os olhos vendados, repondo a que você já tirou. Qual a probabilidade de que a mesma
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seja vermelha?

Ora, o evento relacionado à retirada da segunda bola independe do que houve da


primeira vez, pois a bola foi reposta na árvore! Assim, fica fácil ver que:

Entendeu? Este é um caso de eventos independentes!

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4. Teorema de Bayes

À primeira vista você vai pensar que o Teorema de Byes não tem nada demais, pois
ele é tão somente uma decorrência do que estudamos na seção anterior. Porém,
preciso detalhá-lo para você, pois ele cai muito.

Então, a maior parte dos exercícios de concurso você não vai precisar da
fórmula por si só, porém, se estudarmos este tópico de uma maneira um pouco
mais aprofundada, você saberá responder os exercícios de forma mas rápida!

Uma coisinha básica que eu quero que vocês entendam, suponha dois eventos
quaisquer “A” e “B” e aplique aquela “formulazinha” de probabilidade condicional que
já estudamos de forma a encontrar a probabilidade de “A” dado “B” e a probabilidade
de “B” dado “A”. Você vai chegar nisso:

O que estas duas fórmulas têm em comum? Exatamente, o termo !

Suponha que você queira calcular , então faça assim, substitua de


forma que: 05949764803

O que levará à:

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Entretanto, não conhecemos o denominador (essa é a premissa). Assim, queremos
saber a probabilidade condicional de dado , mas suponha que o resultado não
é o único possível, sendo que poderia ter ocorrido , com .

Por exemplo, suponha que você tenha as probabilidades de um time de futebol


ganhar se um determinado jogador jogar ou não. E se você quiser saber a
probabilidade de o jogador ter jogado, dado que o time ganhou? Para isso o Teorema
de Bayes é perfeito! Veja:

Assim, o Teorema de Bayes garante que:

-“Professor, este é o famoso e temível Teorema de Bayes”?

É isso aí! A ideia deste teorema é que, a partir de informações das probabilidades a
priori de “A” e de “B” e da probabilidade condicional de “B” dado “A” podemos obter a
relação desejada. Perceba que o numerador é , enquanto que o
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denominador é a própria probabilidade de o time ganhar! Este teorema é muito


usado em exercícios que não fornecem diretamente, mas pela sua relação
com demais eventos, no exemplo, o jogador jogar ou não. Muitos exercícios
costumam dar estas informações para que você calcule a probabilidade condicional.
Isso chove em concurso público. Mas, dá para resolver sem a fórmula, basta pensar
um pouquinho, ok? Não tem nada demais mesmo, você só tem que entender o
mecanismo de funcionamento do mesmo para responder alguns exercícios, tal como
este:

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Exercício 1

(Analista Judiciário – FCC/2001) Numa cidade onde se publicam 2 jornais, A e


B, sabe-se que entre n famílias: 160 assinam o jornal A, 35 assinam os dois
jornais, 201 não assinam B e 155 assinam apenas um jornal. O valor de n e a
probabilidade de que uma família selecionada ao acaso assinar A dado que
assina B são dados respectivamente por:
a) 180 e 160/266
b) 250 e 35/75
c) 266 e 7/13
d) 266 e 35/76
e) 266 e 35/266

Resolução

Vamos lá pessoal! A ideia básica deste tipo de exercício é utilizar o Diagrama de Venn
para podermos encontrar algum valor faltante, tal como n. Conselho, comece
preenchendo a intersecção! Veja:

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O raciocínio é assim:

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1) Se 160 assinam o jornal A e 35 assinam os dois, 125 pessoas assinam só A.


2) 155 pessoas assinam só 1 jornal, como há 125 pessoas que assinam só A, 30
pessoas assinam só B
3) Como 201 pessoas não assinam B e 125 pessoas assinam só A, 76 pessoas
não assinam nenhum.

Portanto, o total de famílias é:

Isso não resolveu seu problema, pois há mais três alternativas com esta
possibilidade.

O que eles querem saber é: qual a probabilidade de assinar A dado que assina B.
Isso foi só para te confundir. Uma maneira mais direta de perguntar a mesma coisa
é: qual a probabilidade assinar os dois jornais, dado que assina B!

Assim:

Você já tem ambas as definições a partir do diagrama de Venn, basta substituir:


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Alternativa (c).

Boa pessoal! Vamos praticar, porque essa é a maneira mais


fácil de aprender sobre probabilidades!

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Exercício 2

(IRB – ESAF/2005) Sendo qx a probabilidade de uma pessoa de idade “x” falecer


nesta idade e qy a probabilidade de uma pessoa de idade “y” falecer nesta idade
e px = (1 - qx) e py = (1 – qy), pode-se afirmar que o resultado da equação (1 –
px*py) indica a:

a) Probabilidade de ambos estarem vivos


b) Probabilidade de pelo menos um vivo
c) Probabilidade de pelo menos um morto
d) Probabilidade de ambos mortos
e) Probabilidade de “x” vivo e “y” morto ou “y” vivo e “x” morto

Resolução

Questão interessante e puramente conceitual.

Primeira coisa que você tem de perceber é que ambas as probabilidades são
mutuamente exclusivas, pois não há como uma pessoa ter idade “x” e “y” ao mesmo
tempo! Neste caso, nós já sabemos que:

05949764803

Esta é a probabilidade de que ambas as pessoas estejam vivas!

-“Por que, professor”?

Ora, qx (qy) não é a probabilidade de que uma pessoa de idade “x” (“y”) morra? Então,
px = 1 – qx (py = 1 – qy) é a probabilidade de que uma pessoa de idade “x” (“y”) não
morra!

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Neste caso, 1 – px*py é o complemento da probabilidade de ambas as pessoas
estarem vivas. Qual é este complemento?

Ora, trata-se da probabilidade de, pelo menos, uma das pessoas estar morta!

Alternativa (c).

Exercício 3

(ICMS\SP – FCC\2009) Considere que numa cidade 40% da população adulta é


fumante, 40% dos adultos fumantes são mulheres e 60% dos adultos não
fumantes são mulheres. Qual a probabilidade de uma pessoa escolhida ao
acaso na cidade ser mulher?
a) 44% 05949764803

b) 52%
c) 50%
d) 48%
e) 56%

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Resolução

Esta questão é mais facilmente resolvida só com raciocínio! O que você tem de fazer
é encontrar o quanto as mulheres representam da população total. A população se
divide da seguinte forma:

É assim:

1) 40% da população adulta é fumante e deste valor 40% são mulheres. Portanto,
da população adulta total são mulheres que fumam.
2) 60% da população adulta não fuma e 60% das pessoas que não fumam são
mulheres, assim da população adulta que não fuma
são mulheres.

Estes são eventos mutuamente exclusivos, assim a soma das mulheres que fumam
mais as que não fumam é o total da população feminina. Portanto:
05949764803

Alternativa (b).

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Exercício 4

(Petrobrás – CESGRANRIO/2008) A tabela abaixo representa o peso de um


grupo de pessoas e suas respectivas frequências. Não há observações
coincidentes com os extremos das classes.
Classes (em kgf) Frequências
40 50 2
50 60 5
60 70 7
70 80 8
80 90 3

Uma pessoa de mais de 50 kgf será escolhida ao acaso. A probabilidade de que


o peso desta pessoa esteja entre 60 e 80 kgf é de, aproximadamente:

a) 65%
b) 63%
c) 60%
d) 58%
e) 55%

Resolução

Perceba que a questão já afirma que estamos tratando de pessoas com mais de 50
kgf, portanto, em termos de frequência relativa:
05949764803

Classes (em kgf) Frequências Relativa


50 60 5 0,217391
60 70 7 0,304348
70 80 8 0,347826
80 90 3 0,130435
Total 23 1

A probabilidade de estar no intervalo desejado é de

Alternativa (a).

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(Petrobrás – CESGRANRIO/2005) Em um grupo de 40 homens e 60 mulheres, a


probabilidade de um homem ser míope é de 0,05 e de uma mulher é de 0,1. Com
base nestas informações responda às seguintes perguntas.

Exercício 5

Selecionando uma pessoa ao acaso, qual a probabilidade de ela ser míope?

a) 0,05
b) 0,06
c) 0,07
d) 0,08
e) 0,09

Resolução

Esta questão é muito fácil! Basta encontrarmos o total de pessoas míopes na


população e dividir este número pelo total da população de forma a que encontremos
os elementos da fórmula:

í
ç

05949764803

Temos 40 homens e 0,05 = 5% deles são míopes, assim:

Existem dois homens míopes! E mulheres? Existem 60 mulheres e 10% delas são
míopes, portanto:

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Portanto, há míopes na população. Assim, a probabilidade de encontrar
um míope é de:

Alternativa (d).

Exercício 6

Selecionando um míope ao acaso, qual a probabilidade de o mesmo ser homem.

a) 0,25
b) 0,27
c) 0,30
d) 0,33
e) 0,40

Resolução

Olha o Teorema de Bayes aí gente! O que ele está te perguntando é: qual a


probabilidade de alguém escolhido ao acaso ser homem dado que o mesmo é míope.
Com base em nossa fórmula: 05949764803

í
í
í

O numerador deriva do que já encontramos, no caso sabemos que há dois homens


míopes, portanto, a probabilidade de alguém ser homem e míope é de:

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Agora, a probabilidade de ser míope independentemente do sexo, com base no que
encontramos no exercício anterior é de:

Substituindo na fórmula:

í
í
í

Alternativa (a).

Exercício 7

(Auditor da Previdência – ESAF/2002) Suponha que a probabilidade de um


evento C seja 0,4 e que a probabilidade condicional do evento D dado que C
ocorreu seja 0,2. Assinale a opção que dá o valor da probabilidade de ocorrência
de D e C.

a) 0,5
b) 0,08
c) 0
d) 1
05949764803

e) 0,6

Resolução

Essa questão é só aplicar a fórmula:

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Alternativa (b).

Exercício 8

(Auditor da Previdência – ESAF/2002) Considere um ensaio aleatório com


espaço amostral {T,U,V,W}. Considere os eventos M = {T}, N={U,V} e S={W}.
Assinale a opção correta relativamente à probabilidade de .

a) Não se pode determinar a probabilidade de intersecção.


b) É o produto das probabilidades de M, N e S.
c) A probabilidade é um, pois pelo menos um dos três deve ocorrer.
d) A probabilidade de intersecção é de 1/3.
e) A probabilidade de intersecção é nula, pois os eventos são mutuamente
exclusivos.

Resolução

Pessoal, a forma mais fácil de visualizar a solução é com base no Diagrama de Venn:

05949764803

Ficou fácil enxergar, não? Não há intersecção entre os conjuntos, os eventos são
mutuamente exclusivos.

Alternativa (e).

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Exercício 9

(BACEN – FCC/2005) Uma pessoa poderá investir seu dinheiro em três setores
(A, B e C) da economia. Sabe-se que a probabilidade de uma empresa
apresentar lucro é de 0,70 sendo empresa do setor A; 0,8 sendo empresa do
setor B e 0,9 sendo empresa do setor C. Tem-se ainda que nesta economia
existem 750 empresas do setor A, 300 do setor B e 150 do setor C. Escolhendo
aleatoriamente uma empresa pertencente a esses 3 setores e detectando-se que
ela não apresenta lucro, a probabilidade dela pertencer ao setor A é de:
a) 30%
b) 40%
c) 50%
d) 75%
e) 80%

Resolução

Isso é um caso típico de probabilidade condicional. Voltemos novamente ao Teorema


de Bayes:

ã
ã
ã

Vamos começar a calcular! O exercício nos deu as probabilidades de que as


05949764803

empresas tenham lucro, assim a probabilidade de que elas não tenham é o


complementar destas últimas:

ã
ã
ã

Agora vamos encontrar a quantas empresas este valor corresponde, basta multiplicar
a probabilidade pela quantidade de empresas:

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Agora ficou fácil! No total nós temos ( ) empresas. Deste total,


( ). Portanto, a probabilidade de uma empresa não ter lucro é de:

No caso, a probabilidade de ser uma empresa A e não ter lucro é de:

Agora aplique na fórmula:

ã
ã
ã

Alternativa (d).

05949764803

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Exercício 10

(CGU – ESAF/2008) Dois eventos são independentes se:

a)
b)
c)
d)
e)

Resolução

Questão conceitual. Basta nos lembrar daquele “mantra”, assim para dois eventos “A”
e “B” quaisquer:

Se os eventos são independentes a probabilidade de A dado B é igual à probabilidade


de A, assim:

05949764803

Multiplicando invertido:

Alternativa (e).

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Exercício 11

(Petrobrás – CESGRANRIO/2011) Dois eventos de um espaço amostral são


independentes se e somente se:
a) A informação e que um deles ocorreu não altera a probabilidade de
ocorrência do outro.
b) Um deles ocorrendo, o outro não poderá ocorrer.
c) São disjuntos, ou seja, a probabilidade de ocorrerem juntos é negativa.
d) São negativamente correlacionados.
e) Têm a mesma probabilidade de ocorrer.

Resolução

Com base no que vimos no exercício acima, sabemos que dois eventos
independentes têm a característica de que se um deles ocorrer, a probabilidade de
ocorrência do outro não se altera.

Gabarito (a).

Exercício 12

(Petrobrás – CESGRANRIO/2005) Os eventos A e B são independentes e suas


probabilidades são P(A) = 0,5 e P(B) = 0,4. Quanto vale ?
05949764803

a) 0,5
b) 0,6
c) 0,7
d) 0,8
e) 0,9

Resolução

Esta resolução parte da nossa fórmula para reunião:

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Como os eventos são independentes:

Assim, vamos substituir na fórmula:

Alternativa (c).

Exercício 13

(CGU – ESAF/2008) Uma empresa de consultoria no ramo de engenharia de


transportes contratou 10 profissionais especializados, a saber: 4 engenheiras e
6 engenheiros. Sorteando-se, ao acaso, três desses profissionais para
constituírem um grupo de trabalho, a probabilidade de os três profissionais
sorteados serem do mesmo sexo é igual a:
a) 0,10
b) 0,12
c) 0,15
05949764803

d) 0,20
e) 0,24

Resolução

Agora vamos nos utilizar de análise combinatória!

O que nós temos de fazer é o seguinte, encontrar quantas combinações (pois a ordem
em que os indivíduos forem escolhidos não importa) de três pessoas são possíveis
em que o sexo de todas seja igual e dividir o resultado por todas as combinações

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possíveis! Iremos fazer isso para os dois sexos. No caso dos homens, queremos
saber quantas combinações de 3 homens são possíveis, dado que há 6 pessoas do
sexo masculino:

Realizando a mesma operação para as mulheres:

Ótimo! Agora temos de encontrar todas as combinações possíveis,


independentemente da disposição do grupo pelo sexo dos indivíduos. Neste caso,
temos uma combinação de 10 elementos três a três:

Para encontrarmos a probabilidade do que é pedido na questão precisamos calcular


o quanto aquelas combinações representam do total:

Alternativa (d).
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Exercício 14

(ICMS\RJ – FGV\2007) A tabela abaixo representa a distribuição de 1000


pessoas classificadas por sexo e Estado Civil:

Uma pessoa é selecionada ao acaso, a probabilidade de a mesma ser uma


mulher ou viúva é de:

a) 0,6
b) 0,2
c) 0,4
d) 0,7
e) 0,5

Resolução
05949764803

Vamos à nossa fórmula de reunião de probabilidades:

ú ú ú

Agora fica bem fácil! Dado que nosso espaço amostra é de 1000 indivíduos e que há
400 mulheres e 200 viúvos:

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ú

Agora temos de encontrar a probabilidade de intersecção, com vistas a excluir a dupla


contagem. No caso, há 100 mulheres e viúvas, o que representa 10% do total. Assim:

ú ú ú

Alternativa (e).

Exercício 15

(ATA\MF – ESAF\2012) Uma caixa contém 3 bolas brancas e 2 pretas. Duas bolas
são retiradas desta caixa, uma a uma e sem reposição, qual a probabilidade de
serem da mesma cor?

a) 55%
b) 50%
c) 40%
d) 45%
e) 35%

Resolução

Este tipo de questão sem muitas alternativas de combinações, eu sempre aconselho


05949764803

a vocês resolverem com base em raciocínio. Vamos a dois casos possíveis, duas
bolas brancas ou duas bolas pretas.

1) 2 bolas pretas: na primeira extração haviam 5 bolas na caixa, sendo que destas
duas eram pretas. Portanto, na 1ª extração a chance era de 2 para 5 de vir
uma bola preta, enquanto que, na segunda, a chance era de 1 para 4, dado
que uma bola preta já foi extraída. Portanto:

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2) 2 bolas brancas: por raciocínio análogo, pode-se inferir que a chance de extrair
uma bola branca na primeira vez era de 3 para 5, enquanto que na segunda
era de 2 para 4. Assim:

Não há como os dois casos ocorrerem ao mesmo tempo, ou seja, os eventos são
mutuamente exclusivos. Assim:

Alternativa (c).

Pessoal, agora vou dar alguns exercícios mais teóricos e um


pouco mais aprofundados. Estas questões eu tirei do exame da ANPEC
(Associação Nacional dos Centros de Pós Graduação em Economia)! Apesar de
elas não serem de nenhum concurso específico, o aprofundamento necessário
para resolvê-las vai dar a vocês uma “maturidade intelectual”, o que ajuda a
05949764803

resolver as mais fáceis!

(ANPEC – 2010) Sobre a teoria das probabilidades e considerando A, B e C três


eventos quaisquer, mas com probabilidades de ocorrência diferentes de zero,
julgue as afirmativas:

Exercício 16

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Resolução

Vamos à nossa fórmula:

Agora, basta dividir uma expressão pela outra:

Gabarito: alternativa correta.

Exercício 17

Se dois eventos são mutuamente exclusivos, eles são independentes.

Resolução 05949764803

Questão importantíssima! Vamos ver se vocês entenderam o conceito de


independência.

Há como formalizar matematicamente esta resposta, mas eu prefiro utilizar a intuição.

Se dois eventos “A” e “B” são mutuamente exclusivos isso significa que a ocorrência
de um implica a não ocorrência do outro! Mas, isso é o oposto de independência, pois,

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neste caso, a probabilidade da ocorrência de um dos eventos, tal como “A”, não
poderia afetar a probabilidade de ocorrência de “B”. Entendeu a ideia?

Portanto, alternativa errada.

Exercício 18

Probabilidade é uma função que relaciona elementos do espaço amostral a


valores no intervalo fechado entre 1 e zero.

Resolução

Esta é a própria definição formal de probabilidade, associando uma parcela do espaço


amostral à sua totalidade, sendo que este valor estará definido entre os valores de 0
a 1.

Alternativa correta.

(ANPEC – 2011) Julgue as afirmativas:

Exercício 19

Se , e , então
05949764803

Resolução

Basta lembrarmos que existe um elemento comum entre as fórmulas de e


, dado por . Portanto:

Substituindo na fórmula de :

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Essa é a nossa fórmula do Teorema de Bayes. Substituindo os valores:

Alternativa correta.

Exercício 20

Se , então

Resolução

Outra pegadinha! Não necessariamente, pois nem todo evento que tem probabilidade
de ocorrência igual à zero corresponde a um conjunto vazio. Isso é meio que intuitivo,
pense nisso!

Alternativa errada.

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Exercício 21

(BACEN – FCC/2006) A probabilidade de um associado de um clube pagar a sua


mensalidade com atraso é de 5%. Entre 5 associados escolhidos
aleatoriamente, a probabilidade de pelo menos um pagar sua mensalidade sem
atraso é de:
a)
b)
c)
d)
e)

Resolução

A resolução desta questão parece complicada, mas não é! A primeira coisa que vocês
têm de perceber é que os eventos de diferentes associados atrasarem sua
mensalidade são independentes. Portanto, a probabilidade de ocorrência de todos ao
mesmo tempo é igual ao produto das probabilidades. Vamos chamar a probabilidade
do indivíduo “i” atrasar o pagamento de ( ), assim:

05949764803

Portanto:

Esta é a probabilidade de que todos atrasem o pagamento! Então, é a


probabilidade de que ao menos um associado não atrase o pagamento.

Alternativa (e).

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Exercício 22

(Integração Nacional – ESAF/2012) Uma turma de escola de 1º grau tem 30


alunos, dos quais 20 são meninas e 10 são meninos. Ao se escolher, ao acaso,
três alunos da turma, sem reposição, qual a probabilidade de 2 dos 3 escolhidos
serem meninas?
a) ½
b) 12/27
c) 45/91
d) 95/203
e) 2/3

Resolução

Bom, nós temos de escolher combinações possíveis das meninas de forma a


preencher duas das vagas que precisamos preencher. A ordem não importa, assim:

Como temos 10 meninos na escola, podemos encontrar o número de possibilidades


apenas multiplicando estes dois números (tal como no exemplo do macho e da
fêmea): 05949764803

Agora basta dividir este número pelo total de possibilidades! Isso será dado por todas
as combinações possíveis, ou seja a combinação dos 30 elementos em conjuntos de
três:

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Assim, a probabilidade desejada é de:

Alternativa (d).

Exercício 23

(FINEP – CESGRANRIO/2011) Um sistema de detecção de temporais é


composto por dois subsistemas, A e B, que operam independentemente. Se
ocorrer temporal, o sistema A acionará o alarme com probabilidade 90%, e o
sistema B com probabilidade 95%. Se não ocorrer temporal, a probabilidade de
que o sistema A acione o alarme, isto é, um falso alarme, é de 10%, e a
probabilidade de que o sistema B acione o alarme é de 20%. O sistema foi
acionado. A probabilidade de que ocorra um temporal é de, aproximadamente,

a) 9/19
b) 185/215
c) 855/875
d) 995/1000
e) 995/1275

Resolução
05949764803

Essa questão é difícil! Atenção aos detalhes.

A primeira coisa que você tem de entender é que temos 2 possibilidades: “o alarme
soou sem temporal” e “o alarme soou com temporal”, dado que o nosso espaço
amostral foi reduzido de forma a considerar que o alarme foi acionado!

Assim, pense que devemos encontrar:

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A probabilidade de soar nós tiramos de uma reunião entre a probabilidade de soar


com temporal e sem temporal, de forma que:

É fácil visualizar que o último elemento é igual à zero, pois não há intersecção entre
os eventos. Assim:

Mas, há mais de um alarme, portanto, a probabilidade de soar, com ou sem temporal,


deve ser uma reunião das probabilidades de soar no alarme A e B:

Se nós detalharmos as duas probabilidades:

B
05949764803

Nós já sabemos que , então vamos abrir estas


expressões:

No enunciado é dito que ambos são independentes, de forma que:

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Agora, é só substituir os valores do enunciado:

Assim, o espaço amostral é dado por:

Nós já calculamos a probabilidade de soar com temporal, aí é só calcular:

Multiplicando o numerador e o denominador por 1000 chegamos à alternativa (e).

Exercício 24

(FINEP – NCEUFRJ/2006) Um jogador está interessado em fazer apostas com


base nos resultados obtidos com o lançamento de dois dados
simultaneamente. Ele deseja determinar as probabilidades de dois tipos de
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resultados: a) a soma dos números que aparecem nos dois dados é menor do
que 4; e b) o número que aparece em um dado é diferente do número que
aparece no outro dado. As respostas corretas são, respectivamente:
a) 1/9 e 5/6
b) 1/12 e 5/6
c) 1/9 e 5/12
d) 1/12 e 2/3
e) 1/6 e 5/12

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Resolução

Vamos por partes, primeiro iremos determinar a probabilidade de que a soma das
faces seja menor do que 4.

As possibilidades de que a soma das faces seja menor do que 4 são:

Ora, com base no princípio fundamental da contagem, são três combinações de um


total de:

ú í ú í

Assim:

Beleza! Agora, vamos calcular a probabilidade de que os números dos dados sejam
diferentes!

É muito mais fácil calcularmos a probabilidade de que os mesmos sejam iguais e


encontrar o complemento da mesma. As possibilidades de resultados iguais são:
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Ou seja, são 6 possibilidades de um total de 36! Assim:

O complemento desta última é dado por:

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Portanto, alternativa (b).

Exercício 25

(ATA – ESAF/2012) Sorteando-se um número de uma lista de 1 a 100, qual a


probabilidade de o número ser divisível por 3 ou por 8?
a) 41%
b) 44%
c) 42%
d) 45%
e) 43%

Resolução

Questão bem tranquila, mas tem que pensar um pouco.

Primeira coisa é encontrar quantos números entre 1 e 100 são divisíveis por 3 e 8.

Ora, pense comigo, quantos números que são múltiplos de 3 estão entre 1 e 100?
Você precisa encontrar o maior valor possível de um múltiplo de 3 ( ) que seja menor
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do que 100, pois, neste caso, você encontrará quantos múltiplos de 3 existem neste
intervalo.

Se você calcular, verá que:

Pois, , enquanto que , o que é maior do que 100. Assim,


existem 33 múltiplos de 3 que estão entre 1 e 100.

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E múltiplos de 8? Se você pensar da mesma forma, vai perceber que:

Pois, , enquanto que , o que é maior do que 100. Assim,


existem 12 múltiplos de 8 que estão entre 1 e 100.

Entretanto, existem números repetidos nesta lista, pois há números que são divisíveis
por 3 e 8. Assim, qual é o Mínimo Múltiplo Comum (MMC, lembra do 2º grau?) entre
3 e 8? Assim, para encontrar os números que são múltiplos de ambos, precisamos
multiplicar um pelo outro, o que nos dá o valor de 24.

Agora, temos de encontrar a quantidade de múltiplos de 24 no intervalo de 1 a 100.


Este é bem mais fácil:

Assim, a quantidade de múltiplos de 3 e 8 entre 1 e 100 é igual à quantidade de


múltiplos de 3 mais os de 8, menos os valores conjuntos de ambos:

Aí, fica fácil calcular a probabilidade. No caso, temos 100 possibilidades ao todo:
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Alternativa (a).

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Essa próxima questão vai trazer conteúdo novo, portanto resolvam comigo
primeiro.

Exercício 26
(STN – ESAF/2012) Com relação à teoria da Probabilidade, pode-se afirmar que:
a) se A e B são eventos independentes, então P(A U B) = P(A) + P(B).
b) se A, B e C são eventos quaisquer com P(C) ≠ 0, então P(A U B|C) = P (A|C) +
P(B|C).
c) a definição frequentista de probabilidade é fundamentada na ideia de
repetição do experimento.
d) A, B e C são eventos independentes se, e somente se, P(A B C) = P(A).
P(B). P(C).
e) P( ) + P( ) = 0.

Resolução

Esta é muito difícil, vamos uma por uma!

Letra (a).

Se os eventos são independentes, a probabilidade condicional é que muda, de forma


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que:

Errada.

Letra (b)

Vamos substituir a equação:

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Pelas propriedades vistas em aula, sabemos que:

Substituindo a probabilidade condicional:

Alternativa errada.

Letra (c).

Esta está correta por definição. Já discutimos isso na aula.

Letra (d).

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Esta é a mais complicada. Para que três eventos sejam independentes, é preciso que
eles sejam independentes conjuntamente e entre si. Portanto, as condições
necessárias e suficientes para que isso ocorra são:

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Todas devem ocorrer conjuntamente. Alternativa falsa.

Letra (e).

Aquele “tracinho” em cima do A significa o seu complemento. A soma de um conjunto


com seu complemento é sempre igual à 1. Alternativa errada.

Assim, o gabarito é (c).

Exercício 27

(MPOG – ESAF/2012) Um jogo consiste em jogar uma moeda viciada cuja


probabilidade de ocorrer coroa é igual a 1/6. Se ocorrer cara, seleciona-se, ao
acaso, um número z do conjunto Z dado pelo intervalo {z N | 7 ≤ z ≤ 11}. Se
ocorrer coroa, seleciona-se, ao acaso, um número p do intervalo P = {p N|1≤
p < 5}, em que N representa o conjunto dos números naturais. Maria lança uma
moeda e observa o resultado. Após verificar o resultado, Maria retira,
aleatoriamente, um número do conjunto que atende ao resultado obtido com o
lançamento da moeda, ou seja: do conjunto Z se ocorreu cara ou do conjunto P
se ocorreu coroa. Sabendo-se que o número selecionado por Maria é ímpar,
então a probabilidade de ter ocorrido coroa no lançamento da moeda é igual a:
a) 6/31
b) 1/2
c) 1/12
d) 1/7
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e) 5/6

Resolução

Trata-se de um exercício com o uso da Regra de Bayes. Qual a probabilidade de ter


dado coroa dado que o número encontrado é ímpar.

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Bom, a probabilidade de termos um valor ímpar, dado que tiramos coroa é de 0,5,
pois trata-se da metade dos casos do espaço amostral do evento coroa:

Já, a probabilidade de ser cara é de 0,6, pois o espaço amostral é:

Assim, vamos substituir:

Alternativa (d).

Exercício 28

(ICMS-RJ – 2014/FCC) Um lote de determinado artigo é formado por 8 bons e 4


defeituosos. Desse lote, é extraída uma amostra aleatória, sem reposição, de 3
artigos. A probabilidade dessa amostra conter no máximo um artigo bom é
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a) 13/100
b) 13/55
c) 7/55
d) 9/110
e) 9/55

Resolução

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O total de combinações possíveis que podemos formar é:

A partir daí, precisamos encontrar a quantidade de combinações possíveis compostas


só de artigos ruins e todas que seriam possíveis só com 1 artigo bom.

Assim, há 4 combinações possíveis de só escolhermos 4 itens ruins.

No caso de 1 item bom e outros 2 ruins, precisamos encontrar o total de combinações


possíveis de itens ruins primeiro:

Bom, nós temos 6 possibilidades de escolhermos 2 ruins primeiro, seguindo-se a


escolha de um item bom. É fácil perceber que o total de possibilidades será dado pela
multiplicação deste total de combinações pelo total de itens bons ainda presentes na
amostra. Assim:

05949764803

Portanto, a probabilidade de encontrarmos a combinação pedida no enunciado é:

Alternativa (b).

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Exercício 30

(ALESP – 2010\FCC) Numa pesquisa respondida por todos os funcionários de


uma empresa, 75% declararam praticar exercícios físicos regularmente, 68%
disseram que fazem todos os exames de rotina recomendados pelos médicos e
17% informaram que não possuem nenhum dos dois hábitos. Em relação ao
total, os funcionários desta empresa que afirmaram que praticam exercícios
físicos regularmente e fazem todos os exames de rotina recomendados pelos
médicos representam
a) 43%
b) 60%
c) 68%
d) 83%
e) 100%

Resolução

Questão que a gente usa para testar conhecimentos de Diagrama de Venn. Vamos
supor, para fins de simplificação que haja 100 funcionários na empresa.

Quantas pessoas não preenchem nenhum dos requisitos (exercícios e exames


regulares)?

á
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Portanto há 83 funcionários (83%) que preenchem um ou dois dos requisitos. Mas, o


exercício quer os funcionários que preenchem os dois. Portanto, vamos usar um
diagrama de Venn:

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Como encontrar a parte amarela? Vamos usar nossa fórmula:

Rearranjando:

Esta fórmula nos permite encontrar a probabilidade da intersecção! Aí é só


substituir:

05949764803

Alternativa (b).

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Exercício 31

(INFRAERO – 2011\FCC) Em uma comunidade 10% de todos os adultos com


mais de 60 anos têm certa doença. Um teste diagnostica corretamente 90% de
todos os adultos com mais de 60 anos, como portadores da mesma e
incorretamente 5% de todos aqueles que não têm a doença, como portadores
da mesma. A probabilidade de um adulto com mais de 60 anos ter de fato a
doença, sabendo que ele foi diagnosticado como portador da mesma é
a) 1/3
b) 2/3
c) 1/5
d) 2/5
e) 3/5

Resolução

Vamos fazer assim (sem Teorema de Bayes, só no raciocínio mesmo), imagine que
essa população tenha 1000 indivíduos. Assim:

á
ç

Como o teste diagnosticaria essa população? Ora, ele vai diagnosticar corretamente
90% da população com a doença e 5% de pessoas sem doença:
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á ç
ç

Portanto, 135 (90+45) foram diagnosticadas com a doença. Porém, só 90 realmente


a possui. Assim:

ç ó

Alternativa (b).

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Exercício 32

(SEMAD – FUNCAB\2013) A probabilidade de você efetuar uma compra via


Internet e não receber a mercadoria no tempo combinado é igual a 0,04. Você
efetua duas compras que são enviadas em tempos espaçados o suficiente para
considerá-las como eventos independentes. Qual a probabilidade de uma ou
mais compras não serem recebidas no tempo exato?
A) 0,0768
B) 0,0016
C) 0,0384
D) 0,0784

Resolução

Bom, a melhor forma de resolver isso é calcular a probabilidade de receber as duas


mercadorias no prazo e fazer:

Essa é a probabilidade de uma ou mais compras não serem recebidas no prazo.

Como os eventos são independentes:


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Assim:

Alternativa (d).

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Exercício 33

(MPE\RO – FUNCAB\2012) No início dos anos 1990, a população do


Cabralquistão apresentava as seguintes características demográficas: 30% dos
habitantes eram naturais da província Malakai; 28% falavam Francês; 24% eram
de Malakai e falavam Francês. Imagine que foi selecionado, ao acaso, um
habitante desse país e considere as três seguintes quantidades:
P(a) = probabilidade de ser natural de Malakai ou falar Francês.
P(b) = probabilidade de nem ser de Malakai, nem falar Francês.
P(c) = probabilidade de falar Francês, mas não ser de Malakai.
Pode-se afirmar que:
A) P(a) < P(b) < P(c).
B) P(c) < P(b) < P(a).
C) P(c) < P(a) < P(b).
D) P(b) < P(c).
E) P(a) > P(b) = P(c).

Resolução

Para facilitar este tipo de questão, sempre vale a pena dar um número para a
população, no caso, vamos dizer que o total da população é de 100 pessoas.

Assim, 30 pessoas são de Malakai, 28 falam francês e 24 tem as duas características.


Vamos por no Diagrama de Venn:
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Assim, há 34 pessoas que falam francês ou são de Malakai de um total de 100, ou


seja, 34%.

A probabilidade de não ser de Malakai nem falar francês é o complemento da anterior,


ou seja, 66%.

Já, a probabilidade de falar francês, mas não ser de Malakai é 4%, pois há um total e
4 pessoas.

Portanto, P(c)<P(a)<P(b).

Alternativa (c).

Exercício 34

(Prefeitura de Cuiabá – FUNCAB\2013) Após verificar que as contas de luz


cobradas no corrente mês haviam sido atipicamente altas, um secretário
municipal resolveu dar um desconto uniforme para todos os usuários. Assim,
com base no aumento médio apurado naquelas contas para as quais já
houvesse reclamação nos dois últimos meses, resultou que todas as contas do
mês foram diminuídas em cerca de R$ 6,80. Assinale a afirmativa correta sobre
o que ocorreu para o conjunto das contas:
A) Somente a média aritmética se alterou.
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B) Somente a mediana se alterou.


C) A média aritmética e a mediana se alteraram.
D) Nem a média, nem a mediana se alteraram.
E) Nada se pode afirmar sem saber quantas reclamações ocorreram.

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Resolução

Veja, suponha uma série de notas dadas por:

No�a�
Méd�a
Med�a�a

Se somarmos 3 em cada unidade:

No�a�
Méd�a
Med�a�a

Neste caso, tanto a média quanto o valor da mediana mudaram!

Alternativa (c).

O problema é que se considerarmos a posição da mediana, no caso, o 3º elemento,


a mediana não muda! Com base nisso, a banca deu como certa a alternativa (a).
Entretanto, com base no enunciado, não dá para inferir isso. A questão deveria ter
sido anulada.

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Exercício 35

(Prefeitura de Cuiabá – FUNCAB\2013) Uma urna contém uma bola vermelha e


uma branca; outra contém duas bolas vermelhas e três brancas. Seleciona-se
uma urna ao acaso e dela retira-se uma bola, ao acaso. Qual a probabilidade de
que a bola assim retirada seja vermelha?
A) 9/20
B) 1/2
C) 11/20
D) 3/7
E) 4/7

Resolução

A chance de escolher qualquer uma das urnas é 0,5, pois há duas urnas que podem
ser escolhidas ao acaso.

No caso da primeira, a probabilidade da bola ser vermelha é 0,5, enquanto que na


segunda é de 2/5.

Para encontrarmos a probabilidade em questão, basta multiplicarmos a probabilidade


de cada urna pela probabilidade de obtermos bola vermelha na mesma.

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Assim, a probabilidade de escolhermos uma bola vermelha é:

Alternativa (a).

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Esta próxima é uma boa você fazer comigo primeiro!

Exercício 36

(SEPLAG MG – FUNCAB\2013) Analisando o gráfico abaixo, referente à


densidade de probabilidade de uma determinada variável aleatória, o que se
pode inferir sobre a assimetria da distribuição?

A) Assimétrica positiva
B) Assimétrica negativa
C) Simétrica
D) Malcomportada
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Resolução

Assimetria positiva = Assimetria à direita.


Assimetria negativa = Assimetria à esquerda.

Guarde estes nomes que, às vezes, são utilizados pelas bancas.


Alternativa (a).

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(TCE ES – CESPE\2012) Suponha que 70% das pessoas que integrem um


plenário sejam do sexo feminino e 30%, do sexo masculino, e que 20% das
mulheres e 10% dos homens sejam favoráveis a determinada proposta, sendo
todos os demais integrantes contrários a ela. A partir dessas informações,
julgue os próximos itens.

Exercício 37

A probabilidade de se selecionar aleatoriamente um indivíduo no plenário e ele


ser do sexo feminino ou ser favorável à proposta é superior a 0,80.

Resolução

Ora, trata-se de uma questão em que temos de avaliar a probabilidade conjunta dos
dois eventos “ser do sexo feminino” (vamos chamar de evento “A”) e “ser favorável à
proposta” (vamos chamar de evento “B”). Assim, queremos saber:

Nós já sabemos que:

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Para calcular as probabilidades vamos supor que o plenário tenha 100 pessoas, afinal
isso facilitará os cálculos.

Portanto:

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á à
á

á à
á

Portanto:

Portanto, alternativa errada.

Exercício 38

A probabilidade de se selecionar aleatoriamente um indivíduo no plenário e ele


ser um homem não favorável à proposta é igual a 0,27.

Resolução

Utilizando a aproximação que fizemos, considerando que há 100 pessoas no plenário,


fica fácil calcular! O percentual de homens não favoráveis à proposta é de 100% -
10% = 90%.
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ã á à
ã á
á

Alternativa verdadeira.

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(AFT – CESPE/2013) Um auditor do trabalho deve analisar 20 processos: 5 a
respeito de seguranca no trabalho, 7 a respeito de FGTS e 8 a respeito de
jornada de trabalho. Considerando que esses processos sejam colocados
sobre a mesa de trabalho do auditor, de maneira aleatória, formando uma pilha,
julgue os itens que se seguem.

Exercício 39

Considere que uma pilha com os 20 processos seja formada de maneira


aleatória. Nesse caso, a probabilidade de o processo que esta na parte superior
tratar de assunto relativo a FGTS será superior a 0,3.

Resolução

Neste caso, temos 20 possibilidades no total e queremos saber qual a probabilidade


de que um processo escolhido ao acaso, que esteja no topo da pilha, seja de FGTS.

Assim:

Alternativa correta.

Exercício 40
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Se os processos relativos a FGTS ficarem sempre na parte superior da pilha,


então uma pilha com essa característica poderá ser formada de 13! × 7!
maneiras distintas.

Resolução

Se isso acontecer, nós temos que reorganizar 13 processos (20 – 7), pois os outros
7 estão no topo da pilha. Assim, as possibilidades que temos são:

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Mas, além dessa reorganização, nós também podemos trocar os 7 processos de


FGTS de lugar, de forma a mantê-los no topo da pilha. Assim, os processos de FGTS
podem ser reorganizados de ( ) formas diferentes.

Portanto, o total de formas que podemos organizar a pilha é:

Alternativa correta.

(CNJ – CESPE\2013)

Considerando os dados da tabela acima, que mostra a quantidade e situação de


processos, nos anos 2010, 2011 e 2012, em um tribunal, julgue os itens
05949764803

subsequentes.

Exercício 41

Se, em 2011, 5 juízes atuavam no referido tribunal, então a relação juiz/processo


era de, aproximadamente, 1:170.

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Resolução

O total de processos em 2011 é a soma dos processos em tramite, para parecer e


julgados. Assim, a relação de juiz\processo é:

çã

Alternativa correta.

Exercício 42

A variável “ano” e uma variável qualitativa ordinal, uma vez que e possível
definir uma ordem entre os anos.

Resolução

A variável ano é uma variável quantitativa e não qualitativa. Hora de lembrar dos
conceitos da aula 00, ok?

Alternativa errada

Exercício 43
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Se determinado processo esta em tramite, a probabilidade de ele ser do ano de


2012 é superior a 30%.

Resolução

Veja que o total de processos em tramite nos anos de 2010 a 2012 é:

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Assim, a probabilidade de que um processo em tramite escolhido ao acaso seja do
ano de 2012 é:

Alternativa verdadeira.

Exercício 44

(BNDES – CESGRANRIO/2013) A Figura abaixo representa um histograma.

Em relação às medidas de centralidade do histograma, considere as afirmativas


abaixo.
I – A média é maior que a mediana.
II – A distribuição dos dados é unimodal.
III – A moda é menor que a média. 05949764803

É correto o que se afirma em


(A) II, apenas
(B) III, apenas
(C) I e II, apenas
(D) II e III, apenas
(E) I, II e III

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Resolução

O que está ocorrendo aqui? Trata-se de uma distribuição assimétrica à direita!

Neste caso, com base no tipo de assimetria, podemos inferir sobre as posições da
média, mediana e moda:

Assim, as alternativas I e III são verdadeiras.

Além disso, perceba que há uma única coluna que é a mais alta de todas! Ou seja,
só há um valor (ou intervalo de valores) que é o mais alto possível, assim, há uma
única moda (unimodal). 05949764803

Alternativa (e).

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Exercício 45

(BNDES – CESGRANRIO/2013) Cinco pessoas devem ficar em fila, sendo que


duas delas (João e Maria) precisam ficar sempre juntas. De quantas formas
diferentes essas pessoas podem-se enfileirar?
(A) 48
(B) 50
(C) 52
(D) 54
(E) 56

Resolução

Esse exercício é relativamente fácil! Basta considerar João e Maria como uma pessoa
só, calcular a quantidade de combinações possíveis e multiplicar por 2, afinal, os dois
juntos pode significar primeiro o João e depois a Maria ou vice versa.

Vamos lá, calcular quantas combinações são possíveis com 4 indivíduos. Isso é uma
permutação de 4:

Multiplicando por 2:
05949764803

ç�

Alternativa (a).

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Exercício 46

(BNDES – CESGRANRIO/2013) Compareceram a uma festa exatamente 20


homens com suas respectivas esposas. Quantos pares (A, B) podem ser
formados, de maneira que A é um homem, B é uma mulher e A não é casado
com B?
(A) 20
(B) 40
(C) 210
(D) 380
(E) 400

Resolução

Hora de lembrar o princípio da contagem!

Cada homem pode estar com 19 mulheres diferentes, dado que ele não pode formar
par com sua própria esposa. Neste caso, o total de combinações é dado pelo total de
homens multiplicado pela quantidade de combinações que podem ser formadas com
cada um:

Alternativa (d).
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Exercício 47

(BNDES – CESGRANRIO/2011)

Resolução

Olhe no gráfico! Trata-se de uma distribuição assimétrica à direita!

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Assim:

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Neste caso, a média é maior do que a mediana, que é maior do que a moda.

Alternativa (e).

Exercício 48

(BNDES – CESGRANRIO/2011)

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Resolução

Vamos considerar que o total de fichas é 100, com o intuito de facilitar os cálculos.

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Neste caso, temos:

 70 fichas brancas e 30 fichas vermelhas, com base na primeira afirmação.

Se 60% das fichas vermelhas são redondas:

 Há 18 fichas vermelhas e redondas e 12 fichas vermelhas e quadradas.

Se 25% das fichas quadradas são vermelhas, basta fazer uma regra de três:

O total de fichas quadradas é de 48! Sendo que 12 são vermelhas, temos 36 fichas
brancas e quadradas. Como nós temos 70 fichas brancas no total, sedo que 36 são
quadradas, temos 34 fichas redondas e brancas. Isso é 34% do total de 100 fichas.

Alternativa (c).

Exercício 49

(BNDES – CESGRANRIO/2013) Dentro de um pote, há 5 bombons embrulhados


em papel azul, 6 embrulhados em papel vermelho, e 7 embrulhados em papel
verde. Quantos bombons, no mínimo, devem ser retirados do pote, sem que se
veja a cor do papel, para se ter certeza de haver retirado dois bombons
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embrulhados em papéis de cores diferentes?


(A) 3
(B) 4
(C) 6
(D) 7
(E) 8

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Resolução

Questão de lógica muito fácil! Neste tipo de questão apenas verifique o tipo de objeto
a ser sorteado que tem o maior número, no nosso caso, 7 bombons embrulhados em
papel verde. Para ter certeza que você terá, pelo menos, 2 bombons com cores
diferentes, você deverá retirar o total de bombons da cor mais comum e mais 1!
Assim, se você retirar 8 bombons, com certeza, você já terá 2 bombons de cores
diferentes.

Alternativa (e).

Exercício 50

(Pref. São José – FEPESE\2014) Em estatística descritiva, o 25º percentil (ou


primeiro quartil) de um conjunto de dados indica:

a. () o valor igual ao qual 25% porcento das observações são encontradas.


b. () o valor médio das 25% porcento observações com menores valores.
c. () o valor médio das 25% porcento observações com maiores valores.
d. () o valor abaixo do qual 25% porcento das observações são encontradas.
e. () o valor acima do qual 25% porcento das observações são encontradas.

Resolução

O primeiro quartil é a observação que não é superaa por 35% das observações de
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sua série, ou seja, 25% das observações tem valores menores do que ela.

Alternativa (d).

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Exercício 51

(Pref. São José – FEPESE/2014) Após identificar as variáveis aleatórias


envolvidas e seus possíveis estados, um modelo de probabilidade deve, para
cada variável aleatória:
a. ( ) Associar uma probabilidade maior ou igual a zero para a ocorrência de
cada estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja
igual a 1 (ou 100%).
b. ( ) Associar uma probabilidade maior ou igual a zero para a ocorrência de
cada estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja
menor ou igual a 1 (ou 100%).
c. ( ) Associar uma probabilidade positiva ou negativa para a ocorrência de cada
estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja menor
ou igual a 1 (ou 100%).
d. ( ) Associar uma probabilidade positiva ou negativa para a ocorrência de cada
estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja igual
a 1 (ou 100%).
e. ( ) Associar uma probabilidade maior ou igual a zero para a ocorrência de
cada estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja
positiva.

Resolução

Pessoal, este é o básico da probabilidade, sabemos que a probabilidade de um


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evento A qualquer deve respeitar a seguinte condição:

Além disso, sabemos que a soma das probabilidades de todas as ocorrências


possíveis para este evento A qualquer deve ser igual à 1, ou 100%.

Portanto, alternativa (a).

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Exercício 52

(Pref. São José – FEPESE\2014) Assinale a alternativa que relaciona correta-


mente variância e desvio padrão.
a. ( ) A variância corresponde à raiz quadrada do desvio padrão.
b. ( ) A variância corresponde à raiz cúbica do desvio padrão.
c. ( ) O desvio padrão corresponde à raiz cúbica da variância.
d. ( ) O desvio padrão corresponde ao inverso multiplicativo da variância.
e. ( ) O desvio padrão corresponde à raiz quadrada da variância.

Resolução

Essa é muito fácil o desvio padrão é a raiz quadrada da variância!

Alternativa (e).

Exercício 53

(TCE – SC – FEPESE/2006) O prefeito de uma pequena cidade do interior de


Santa Catarina pretende pagar um abono salarial mensal para seus funcionários
efetivos. Com a intenção de verificar o impacto deste abono na arrecadação do
município, foi solicitado ao Departamento de Recursos Humanos um
levantamento salarial do mês. Os resultados estão discriminados na
distribuição de frequências abaixo:
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Considerando que o impacto do abono salarial na arrecadação do município


seja analisado a partir dos dados levantados, assinale a alternativa que
representa a média salarial, se cada funcionário receber um abono de R$ 50
reais.
(a) R$ 606,25
(b) R$ 656,25
(c) R$ 706,25
(d) R$ 731,25
(e) R$ 756,25

Resolução

Primeiramente, vamos calcular a média dos salários antes do abono! Pelas


propriedades da média sabemos que se aumentarmos todas as observações em 50,
a média ficará aumentada em 50! Assim:

Ponto Médio do salário Número de funcionários


400 20
600 15
800 12
1000 9
1200 8

Veja, iremos nos utilizar do ponto médio de cada classe para calcularmos a média.
Faça os cálculos que você vai perceber que estes são os pontos médios. Por
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exemplo, na primeira classe:

Assim, vamos calcular a média:

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Pelas propriedades da média, se todo mundo ganhar um abono de 50:

Alternativa (e).

Exercício 54

(SUDENE – 2013/FGV) Dada a amostra: 2,0; 3,0; 1,0; 2,0; 2,0, o valor observado
da variância amostral que é um estimador não tendencioso da variância
populacional é igual a
(A) 0,4.
(B) 0,45.
(C) 0,5.
(D) 1,0.
(E) 1,25.

Resolução

Veja, neste caso, a FGV falou “amostra”. Aí sim, você usa a fórmula para a variância
não viesada:

â 05949764803

Bom, vamos calcular a média:

Assim:

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Alternativa (c).

Exercício 55

(SEAD-PA – 2010/FGV) Os dados a seguir são as quantidades de empregados


de cinco pequenas empresas: 6, 5, 8, 5, 6. A variância da quantidade de
empregados dessas cinco empresas é igual a:
(A) 0,8.
(B) 1,2.
(C) 1,6.
(D) 2,0.
(E) 2,4.

Resolução

Cuidado! Estamos não estamos falando de uma amostra de empresas, mas da


população. Curiosidade sobre a FGV, quando ela não falar que é amostra, não é,
mesmo neste tipo de exercício que costuma ser tratado como amostra. Assim a
fórmula para a variância não viesada é:

Assim, precisamos da média amostral: 05949764803

Portanto, a variância é:

Alternativa (b).

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Exercício 56

(Ass. Leg. Maranhão – FGV/2013)

Resolução

A escolha de representantes será uma permutação de 5 elementos para dois lugares:

Assim:

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Alternativa (b).

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Exercício 57

(TJ – BA – FGV/2015)

Resolução

A partir destas informações pode-se perceber que a moda é inferior ao valor da média.
Ora, só daí podemos inferir que se trata de uma distribuição assimétrica à direita!
Neste caso:

Assim, podemos avaliar as afirmativas:


(a) Não, ela é assimétrica à direita.
(b) Não há como dizer que a Mediana (o exercício não falou, mas Me(X) ele considera
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como mediana de X) é menor do que 15 mil.


(c) Não há como afirmar isso.
(d) Não há como afirmar isso.
(e) Isso é verdade! Veja, a moda é de 7mil e nós sabemos que a distribuição destes
dados é assimétrica à direita, o que faz com que a mediana seja superior a 7 mil. Se
a mediana é maior do que 7 mil, o 3º quartil também o é! Afinal, o 3º quartil é a
observação que não é superada por 75% das observações.

Alternativa (e).

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Exercício 58

(Controle Interno de Recife – FGV/2014) A seguinte amostra de idades foi obtida:


19; 25; 39; 20; 16; 27; 40; 38; 28; 32; 30.
Assinale a opção que indica a mediana dessas idades.
(A) 27
(B) 28
(C) 29
(D) 30
(E) 31

Resolução

Questão simples, basta ordenar:

16;19;20;25;27;28;30;32;38;39;40

Dado que há um número ímpar de elementos, a mediana será o elemento que


coincide com o seguinte:

O sexto elemento é o 28. 05949764803

Alternativa (b).

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Exercício 59

(Controle Interno de Recife – FGV/2014) Uma variável aleatória X tem média


igual a 2 e desvio padrão igual a 2. Se Y = 6 – 2X, então a média de Y, a variância
de Y e o coeficiente de correlação entre X e Y valem, respectivamente,
(A) −2, 4 e 1.
(B) −2, 16 e 1.
(C) 2, 16 e −1.
(D) 10, 2 e −1.
(E) 2, 4 e −1.

Resolução

Esta foi a mais difícil da prova, na minha opinião. Mas, há um jeito fácil de achar a
resposta.

Lembrem-se das propriedades da média e variância!

Média:
1) Se somarmos (subtrairmos) todas as observações com um determinado
valor fixo, tal como x, toda a média terá resultado igual ao anterior à
operação mais (menos) x.
2) Se multiplicarmos (dividirmos) todas as observações de uma amostra por
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um determinado valor fixo, tal como x, a média terá resultado igual ao


anterior à operação vezes (dividido por) x.

Variância:

1) Ao somar (diminuir) qualquer valor fixo das observações utilizadas para


cálculo da variância ( ) ou de seu respectivo desvio padrão ( ), o
resultado ficará inalterado.

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2) Ao multiplicar (dividir) todas as observações de uma série por um
determinado valor fixo, tal como x, a variância resultante ficará
multiplicada (dividida) por x², enquanto que o desvio padrão resultante
ficará multiplicado (dividido) por x.

Ora, para quem fez o curso, basta aplicar os operadores de Média e Variância. Mas,
vamos pensar de uma forma mais intuitiva! Veja a fórmula:

Qual a média de Y?

é é

Já que a média de um número fixo é igual a ele mesmo, podemos reescrever:

é é

Veja a propriedade (2) da média e perceba que:

é é

E a variância?

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Se você soma ou diminui alguma coisa de sua variável, isso não afeta a variância,
conforme propriedade 1 da variância. Assim, a variância de Y dependerá somente de:

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Conforme estudamos no curso, o valor que multiplica a variável sairá do operador
variância ao quadrado:

Como o exercício fala que o desvio padrão de X é igual à 2, a variância é igual a 4.


Assim:

Só com essas resoluções você já chega na alternativa correta, que é a letra (c).

(TELEBRAS – CESPE/2014)

Nunca se assuste com enunciados! Dê uma olhada nas questões, primeiro,


ainda mais com a CESPE.

Exercício 60

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Resolução

Pessoal, se os eventos são independentes:

Portanto, para nosso exercício:

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Nós sabemos que:

Assim, basta substituir o valor da intersecção (que já encontramos) e das


probabilidades de A e B para que possamos encontrar a probabilidade de união:

Este valor é menor do que que 0,2.

Alternativa correta.

Exercício 61

Resolução 05949764803

O fato de uma probabilidade de um evento qualquer (A) ser menor ou igual à


probabilidade de outro evento qualquer (B), mesmo quando ambos pertencem ao
mesmo espaço de eventos, não implica que A está contido em B. Ambos podem ser
mutuamente exclusivos, por exemplo.

Alternativa errada.

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(TJ-SE – CESPE/2014)

Exercício 62

Resolução

Ora, nós sabemos que:

Pelo enunciado nós sabemos que P(B) = 0,1, portanto a probabilidade de A dado B é
igual à probabilidade de intersecção dos eventos A e B dividida por 0,1! Mas, pense,
se você dividir qualquer número por 0,1, o que acontece? Vamos supor que a
probabilidade de intersecção fosse de 10:

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Entendeu? Assim, a probabilidade de A dado B tem de ser maior do que a


probabilidade de intersecção.

Alternativa errada.

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Lista de exercícios resolvidos

Exercício 1

(Analista Judiciário – FCC/2001) Numa cidade onde se publicam 2 jornais, A e


B, sabe-se que entre n famílias: 160 assinam o jornal A, 35 assinam os dois
jornais, 201 não assinam B e 155 assinam apenas um jornal. O valor de n e a
probabilidade de que uma família selecionada ao acaso assinar A dado que
assina B são dados respectivamente por:

a) 180 e 160/266
b) 250 e 35/75
c) 266 e 7/13
d) 266 e 35/76
e) 266 e 35/266

Exercício 2

(IRB – ESAF/2005) Sendo qx a probabilidade de uma pessoa de idade “x” falecer


nesta idade e qy a probabilidade de uma pessoa de idade “y” falecer nesta idade
e px = (1 - qx) e py = (1 – qy), pode-se afirmar que o resultado da equação (1 –
px*py) indica a:
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a) Probabilidade de ambos estarem vivos


b) Probabilidade de pelo menos um vivo
c) Probabilidade de pelo menos um morto
d) Probabilidade de ambos mortos
e) Probabilidade de “x” vivo e “y” morto ou “y” vivo e “x” morto

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Exercício 3

(ICMS\SP – FCC\2009) Considere que numa cidade 40% da população adulta é


fumante, 40% dos adultos fumantes são mulheres e 60% dos adultos não
fumantes são mulheres. Qual a probabilidade de uma pessoa escolhida ao
acaso na cidade ser mulher?
a) 44%
b) 52%
c) 50%
d) 48%
e) 56%

Exercício 4

(Petrobrás – CESGRANRIO/2008) A tabela abaixo representa o peso de um


grupo de pessoas e suas respectivas frequências. Não há observações
coincidentes com os extremos das classes.
Classes (em kgf) Frequências
40 50 2
50 60 5
60 70 7
70 80 8
80 90 3

Uma pessoa de mais de 50 kgf será escolhida ao acaso. A probabilidade de que


05949764803

o peso desta pessoa esteja entre 60 e 80 kgf é de, aproximadamente:

a) 65%
b) 63%
c) 60%
d) 58%
e) 55%

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(Petrobrás – CESGRANRIO/2005) Em um grupo de 40 homens e 60 mulheres, a


probabilidade de um homem ser míope é de 0,05 e de uma mulher é de 0,1. Com
base nestas informações responda às seguintes perguntas.

Exercício 5

Selecionando uma pessoa ao acaso, qual a probabilidade de ela ser míope?

a) 0,05
b) 0,06
c) 0,07
d) 0,08
e) 0,09

Exercício 6

Selecionando um míope ao acaso, qual a probabilidade de o mesmo ser homem.

Exercício 7

(Auditor da Previdência – ESAF/2002) Suponha que a probabilidade de um


evento C seja 0,4 e que a probabilidade condicional do evento D dado que C
ocorreu seja 0,2. Assinale a opção que dá o valor da probabilidade de ocorrência
de D e C.
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a) 0,5
b) 0,08
c) 0
d) 1
e) 0,6

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Exercício 8

(Auditor da Previdência – ESAF/2002) Considere um ensaio aleatório com


espaço amostral {T,U,V,W}. Considere os eventos M = {T}, N={U,V} e S={W}.
Assinale a opção correta relativamente à probabilidade de .

a) Não se pode determinar a probabilidade de intersecção.


b) É o produto das probabilidades de M, N e S.
c) A probabilidade é um, pois pelo menos um dos três deve ocorrer.
d) A probabilidade de intersecção é de 1/3.
e) A probabilidade de intersecção é nula, pois os eventos são mutuamente
exclusivos.

Exercício 9

(BACEN – FCC/2005) Uma pessoa poderá investir seu dinheiro em três setores
(A, B e C) da economia. Sabe-se que a probabilidade de uma empresa
apresentar lucro é de 0,70 sendo empresa do setor A; 0,8 sendo empresa do
setor B e 0,9 sendo empresa do setor C. Tem-se ainda que nesta economia
existem 750 empresas do setor A, 300 do setor B e 150 do setor C. Escolhendo
aleatoriamente uma empresa pertencente a esses 3 setores e detectando-se que
ela não apresenta lucro, a probabilidade dela pertencer ao setor A é de:
a) 30%
b) 40%
c) 50%
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d) 75%
e) 80%

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Exercício 10

(CGU – ESAF/2008) Dois eventos são independentes se:

a)
b)
c)
d)
e)

Exercício 11

(Petrobrás – CESGRANRIO/2011) Dois eventos de um espaço amostral são


independentes se e somente se:
a) A informação e que um deles ocorreu não altera a probabilidade de
ocorrência do outro.
b) Um deles ocorrendo, o outro não poderá ocorrer.
c) São disjuntos, ou seja, a probabilidade de ocorrerem juntos é negativa.
d) São negativamente correlacionados.
e) Têm a mesma probabilidade de ocorrer.

Exercício 12
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(Petrobrás – CESGRANRIO/2005) Os eventos A e B são independentes e suas


probabilidades são P(A) = 0,5 e P(B) = 0,4. Quanto vale ?

a) 0,5
b) 0,6
c) 0,7
d) 0,8
e) 0,9

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Exercício 13

(CGU – ESAF/2008) Uma empresa de consultoria no ramo de engenharia de


transportes contratou 10 profissionais especializados, a saber: 4 engenheiras e
6 engenheiros. Sorteando-se, ao acaso, três desses profissionais para
constituírem um grupo de trabalho, a probabilidade de os três profissionais
sorteados serem do mesmo sexo é igual a:
a) 0,10
b) 0,12
c) 0,15
d) 0,20
e) 0,24

Exercício 14

(ICMS\RJ – FGV\2007) A tabela abaixo representa a distribuição de 1000


pessoas classificadas por sexo e Estado Civil:

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Uma pessoa é selecionada ao acaso, a probabilidade de a mesma ser uma


mulher ou viúva é de:
a) 0,6
b) 0,2
c) 0,4
d) 0,7
e) 0,5

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Exercício 15

(ATA\MF – ESAF\2012) Uma caixa contém 3 bolas brancas e 2 pretas. Duas bolas
são retiradas desta caixa, uma a uma e sem reposição, qual a probabilidade de
serem da mesma cor?

a) 55%
b) 50%
c) 40%
d) 45%
e) 35%

(ANPEC – 2010) Sobre a teoria das probabilidades e considerando A, B e C três


eventos quaisquer, mas com probabilidades de ocorrência diferentes de zero,
julgue as afirmativas:

Exercício 16

Exercício 17
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Se dois eventos são mutuamente exclusivos, eles são independentes.

Exercício 18

Probabilidade é uma função que relaciona elementos do espaço amostral a


valores no intervalo fechado entre 1 e zero.

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(ANPEC – 2011) Julgue as afirmativas:

Exercício 19

Se , e , então

Exercício 20

Se , então

Exercício 21

(BACEN – FCC/2006) A probabilidade de um associado de um clube pagar a sua


mensalidade com atraso é de 5%. Entre 5 associados escolhidos
aleatoriamente, a probabilidade de pelo menos 1 atrasar sua mensalidade é de:
a)
b)
c)
d)
e)

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Exercício 22

(Integração Nacional – ESAF/2012) Uma turma de escola de 1º grau tem 30


alunos, dos quais 20 são meninas e 10 são meninos. Ao se escolher, ao acaso,
três alunos da turma, sem reposição, qual a probabilidade de 2 dos 3 escolhidos
serem meninas?
a) ½
b) 12/27
c) 45/91
d) 95/203
e) 2/3

Exercício 23

(FINEP – CESGRANRIO/2011) Um sistema de detecção de temporais é


composto por dois subsistemas, A e B, que operam independentemente. Se
ocorrer temporal, o sistema A acionará o alarme com probabilidade 90%, e o
sistema B com probabilidade 95%. Se não ocorrer temporal, a probabilidade de
que o sistema A acione o alarme, isto é, um falso alarme, é de 10%, e a
probabilidade de que o sistema B acione o alarme é de 20%. O sistema foi
acionado. A probabilidade de que ocorra um temporal é de, aproximadamente,
05949764803

a) 9/19
b) 185/215
c) 855/875
d) 995/1000
e) 995/1275

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Exercício 24

(FINEP – NCEUFRJ/2006) Um jogador está interessado em fazer apostas com


base nos resultados obtidos com o lançamento de dois dados
simultaneamente. Ele deseja determinar as probabilidades de dois tipos de
resultados: a) a soma dos números que aparecem nos dois dados é menor do
que 4; e b) o número que aparece em um dado é diferente do número que
aparece no outro dado. As respostas corretas são, respectivamente:
a) 1/9 e 5/6
b) 1/12 e 5/6
c) 1/9 e 5/12
d) 1/12 e 2/3
e) 1/6 e 5/12

Exercício 25

(ATA – ESAF/2012) Sorteando-se um número de uma lista de 1 a 100, qual a


probabilidade de o número ser divisível por 3 ou por 8?
a) 41%
b) 44%
c) 42%
05949764803

d) 45%
e) 43%

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Exercício 26
(STN – ESAF/2012) Com relação à teoria da Probabilidade, pode-se afirmar que:
a) se A e B são eventos independentes, então P(A U B) = P(A) + P(B).
b) se A, B e C são eventos quaisquer com P(C) ≠ 0, então P(A U B|C) = P (A|C) +
P(B|C).
c) a definição frequentista de probabilidade é fundamentada na ideia de
repetição do experimento.
d) A, B e C são eventos independentes se, e somente se, P(A B C) = P(A).
P(B). P(C).
e) P( ) + P( ) = 0.

Exercício 27

(MPOG – ESAF/2012) Um jogo consiste em jogar uma moeda viciada cuja


probabilidade de ocorrer coroa é igual a 1/6. Se ocorrer cara, seleciona-se, ao
acaso, um número z do conjunto Z dado pelo intervalo {z N | 7 ≤ z ≤ 11}. Se
ocorrer coroa, seleciona-se, ao acaso, um número p do intervalo P = {p N|1≤
p < 5}, em que N representa o conjunto dos números naturais. Maria lança uma
moeda e observa o resultado. Após verificar o resultado, Maria retira,
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aleatoriamente, um número do conjunto que atende ao resultado obtido com o


lançamento da moeda, ou seja: do conjunto Z se ocorreu cara ou do conjunto P
se ocorreu coroa. Sabendo-se que o número selecionado por Maria é ímpar,
então a probabilidade de ter ocorrido coroa no lançamento da moeda é igual a:
a) 6/31
b) 1/2
c) 1/12
d) 1/7
e) 5/6

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Exercício 28

(ICMS-RJ – 2014/FCC) Um lote de determinado artigo é formado por 8 bons e 4


defeituosos. Desse lote, é extraída uma amostra aleatória, sem reposição, de 3
artigos. A probabilidade dessa amostra conter no máximo um artigo bom é
a) 13/100
b) 13/55
c) 7/55
d) 9/110
e) 9/55

Exercício 29

(ALESP – 2010\FCC) Numa pesquisa respondida por todos os funcionários de


uma empresa, 75% declararam praticar exercícios físicos regularmente, 68%
disseram que fazem todos os exames de rotina recomendados pelos médicos e
17% informaram que não possuem nenhum dos dois hábitos. Em relação ao
total, os funcionários desta empresa que afirmaram que praticam exercícios
físicos regularmente e fazem todos os exames de rotina recomendados pelos
médicos representam
a) 43%
b) 60%
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c) 68%
d) 83%
e) 100%

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Exercício 30

(INFRAERO – 2011\FCC) Em uma comunidade 10% de todos os adultos com


mais de 60 anos têm certa doença. Um teste diagnostica corretamente 90% de
todos os adultos com mais de 60 anos, como portadores da mesma e
incorretamente 5% de todos aqueles que não têm a doença, como portadores
da mesma. A probabilidade de um adulto com mais de 60 anos ter de fato a
doença, sabendo que ele foi diagnosticado como portador da mesma é
a) 1/3
b) 2/3
c) 1/5
d) 2/5
e) 3/5

Exercício 31

(INFRAERO – 2011\FCC) Em uma comunidade 10% de todos os adultos com


mais de 60 anos têm certa doença. Um teste diagnostica corretamente 90% de
todos os adultos com mais de 60 anos, como portadores da mesma e
incorretamente 5% de todos aqueles que não têm a doença, como portadores
da mesma. A probabilidade de um adulto com mais de 60 anos ter de fato a
doença, sabendo que ele foi diagnosticado como portador da mesma é
a) 1/3
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b) 2/3
c) 1/5
d) 2/5
e) 3/5

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Exercício 32

(SEMAD – FUNCAB\2013) A probabilidade de você efetuar uma compra via


Internet e não receber a mercadoria no tempo combinado é igual a 0,04. Você
efetua duas compras que são enviadas em tempos espaçados o suficiente para
considerá-las como eventos independentes. Qual a probabilidade de uma ou
mais compras não serem recebidas no tempo exato?
A) 0,0768
B) 0,0016
C) 0,0384
D) 0,0784

Exercício 33

(MPE\RO – FUNCAB\2012) No início dos anos 1990, a população do


Cabralquistão apresentava as seguintes características demográficas: 30% dos
habitantes eram naturais da província Malakai; 28% falavam Francês; 24% eram
de Malakai e falavam Francês. Imagine que foi selecionado, ao acaso, um
habitante desse país e considere as três seguintes quantidades:
P(a) = probabilidade de ser natural de Malakai ou falar Francês.
P(b) = probabilidade de nem ser de Malakai, nem falar Francês.
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P(c) = probabilidade de falar Francês, mas não ser de Malakai.


Pode-se afirmar que:
A) P(a) < P(b) < P(c).
B) P(c) < P(b) < P(a).
C) P(c) < P(a) < P(b).
D) P(b) < P(c).
E) P(a) > P(b) = P(c).

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Exercício 34

(Prefeitura de Cuiabá – FUNCAB\2013) Após verificar que as contas de luz


cobradas no corrente mês haviam sido atipicamente altas, um secretário
municipal resolveu dar um desconto uniforme para todos os usuários. Assim,
com base no aumento médio apurado naquelas contas para as quais já
houvesse reclamação nos dois últimos meses, resultou que todas as contas do
mês foram diminuídas em cerca de R$ 6,80. Assinale a afirmativa correta sobre
o que ocorreu para o conjunto das contas:
A) Somente a média aritmética se alterou.
B) Somente a mediana se alterou.
C) A média aritmética e a mediana se alteraram.
D) Nem a média, nem a mediana se alteraram.
E) Nada se pode afirmar sem saber quantas reclamações ocorreram.

Exercício 35

(Prefeitura de Cuiabá – FUNCAB\2013) Uma urna contém uma bola vermelha e


uma branca; outra contém duas bolas vermelhas e três brancas. Seleciona-se
uma urna ao acaso e dela retira-se uma bola, ao acaso. Qual a probabilidade de
que a bola assim retirada seja vermelha?
A) 9/20
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B) 1/2
C) 11/20
D) 3/7
E) 4/7

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Esta próxima é uma boa você fazer comigo primeiro!

Exercício 36

(SEPLAG MG – FUNCAB\2013) Analisando o gráfico abaixo, referente à


densidade de probabilidade de uma determinada variável aleatória, o que se
pode inferir sobre a assimetria da distribuição?

A) Assimétrica positiva
B) Assimétrica negativa
C) Simétrica
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D) Malcomportada

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(TCE ES – CESPE\2012) Suponha que 70% das pessoas que integrem um


plenário sejam do sexo feminino e 30%, do sexo masculino, e que 20% das
mulheres e 10% dos homens sejam favoráveis a determinada proposta, sendo
todos os demais integrantes contrários a ela. A partir dessas informações,
julgue os próximos itens.

Exercício 37

A probabilidade de se selecionar aleatoriamente um indivíduo no plenário e ele


ser do sexo feminino ou ser favorável à proposta é superior a 0,80.

Exercício 38

A probabilidade de se selecionar aleatoriamente um indivíduo no plenário e ele


ser um homem não favorável à proposta é igual a 0,27.

(AFT – CESPE/2013) Um auditor do trabalho deve analisar 20 processos: 5 a


respeito de seguranca no trabalho, 7 a respeito de FGTS e 8 a respeito de
jornada de trabalho. Considerando que esses processos sejam colocados
sobre a mesa de trabalho do auditor, de maneira aleatória, formando uma pilha,
julgue os itens que se seguem.
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Exercício 39

Considere que uma pilha com os 20 processos seja formada de maneira


aleatória. Nesse caso, a probabilidade de o processo que esta na parte superior
tratar de assunto relativo a FGTS será superior a 0,3.

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Exercício 40

Se os processos relativos a FGTS ficarem sempre na parte superior da pilha,


então uma pilha com essa característica poderá ser formada de 13! × 7!
maneiras distintas.

(CNJ – CESPE\2013)

Considerando os dados da tabela acima, que mostra a quantidade e situação de


processos, nos anos 2010, 2011 e 2012, em um tribunal, julgue os itens
subsequentes.

Exercício 41

05949764803

Se, em 2011, 5 juízes atuavam no referido tribunal, então a relação juiz/processo


era de, aproximadamente, 1:170.

Exercício 42

A variável “ano” e uma variável qualitativa ordinal, uma vez que e possível
definir uma ordem entre os anos.

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Exercício 43

Se determinado processo esta em tramite, a probabilidade de ele ser do ano de


2012 é superior a 30%.

Exercício 44

(BNDES – CESGRANRIO/2013) A Figura abaixo representa um histograma.

Em relação às medidas de centralidade do histograma, considere as afirmativas


abaixo.
I – A média é maior que a mediana.
II – A distribuição dos dados é unimodal.
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III – A moda é menor que a média.


É correto o que se afirma em
(A) II, apenas
(B) III, apenas
(C) I e II, apenas
(D) II e III, apenas
(E) I, II e III

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Exercício 45

(BNDES – CESGRANRIO/2013) Cinco pessoas devem ficar em fila, sendo que


duas delas (João e Maria) precisam ficar sempre juntas. De quantas formas
diferentes essas pessoas podem-se enfileirar?
(A) 48
(B) 50
(C) 52
(D) 54
(E) 56

Exercício 46

(BNDES – CESGRANRIO/2013) Compareceram a uma festa exatamente 20


homens com suas respectivas esposas. Quantos pares (A, B) podem ser
formados, de maneira que A é um homem, B é uma mulher e A não é casado
com B?
(A) 20
(B) 40
(C) 210
(D) 380
(E) 400

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Exercício 47

(BNDES – CESGRANRIO/2011)

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Exercício 48

(BNDES – CESGRANRIO/2011)

Exercício 49

(BNDES – CESGRANRIO/2013) Dentro de um pote, há 5 bombons embrulhados


em papel azul, 6 embrulhados em papel vermelho, e 7 embrulhados em papel
verde. Quantos bombons, no mínimo, devem ser retirados do pote, sem que se
veja a cor do papel, para se ter certeza de haver retirado dois bombons
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embrulhados em papéis de cores diferentes?


(A) 3
(B) 4
(C) 6
(D) 7
(E) 8

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Exercício 50

(Pref. São José – FEPESE\2014) Em estatística descritiva, o 25º percentil (ou


primeiro quartil) de um conjunto de dados indica:

a. () o valor igual ao qual 25% porcento das observações são encontradas.


b. () o valor médio das 25% porcento observações com menores valores.
c. () o valor médio das 25% porcento observações com maiores valores.
d. () o valor abaixo do qual 25% porcento das observações são encontradas.
e. () o valor acima do qual 25% porcento das observações são encontradas.

Exercício 51

(Pref. São José – FEPESE/2014) Após identificar as variáveis aleatórias


envolvidas e seus possíveis estados, um modelo de probabilidade deve, para
cada variável aleatória:
a. ( ) Associar uma probabilidade maior ou igual a zero para a ocorrência de
cada estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja
igual a 1 (ou 100%).
b. ( ) Associar uma probabilidade maior ou igual a zero para a ocorrência de
cada estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja
menor ou igual a 1 (ou 100%).
c. ( ) Associar uma probabilidade positiva ou negativa para a ocorrência de cada
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estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja menor


ou igual a 1 (ou 100%).
d. ( ) Associar uma probabilidade positiva ou negativa para a ocorrência de cada
estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja igual
a 1 (ou 100%).
e. ( ) Associar uma probabilidade maior ou igual a zero para a ocorrência de
cada estado possível, de maneira que a soma de todas as probabilidades seja
positiva.

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Exercício 52

(Pref. São José – FEPESE\2014) Assinale a alternativa que relaciona correta-


mente variância e desvio padrão.
a. ( ) A variância corresponde à raiz quadrada do desvio padrão.
b. ( ) A variância corresponde à raiz cúbica do desvio padrão.
c. ( ) O desvio padrão corresponde à raiz cúbica da variância.
d. ( ) O desvio padrão corresponde ao inverso multiplicativo da variância.
e. ( ) O desvio padrão corresponde à raiz quadrada da variância.

Exercício 53

(TCE – SC – FEPESE/2006) O prefeito de uma pequena cidade do interior de


Santa Catarina pretende pagar um abono salarial mensal para seus funcionários
efetivos. Com a intenção de verificar o impacto deste abono na arrecadação do
município, foi solicitado ao Departamento de Recursos Humanos um
levantamento salarial do mês. Os resultados estão discriminados na
distribuição de frequências abaixo:

05949764803

Considerando que o impacto do abono salarial na arrecadação do município


seja analisado a partir dos dados levantados, assinale a alternativa que
representa a média salarial, se cada funcionário receber um abono de R$ 50
reais.

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(a) R$ 606,25
(b) R$ 656,25
(c) R$ 706,25
(d) R$ 731,25
(e) R$ 756,25

Exercício 54

(SUDENE – 2013/FGV) Dada a amostra: 2,0; 3,0; 1,0; 2,0; 2,0, o valor observado
da variância amostral que é um estimador não tendencioso da variância
populacional é igual a
(A) 0,4.
(B) 0,45.
(C) 0,5.
(D) 1,0.
(E) 1,25.

Exercício 55

(SEAD-PA – 2010/FGV) Os dados a seguir são as quantidades de empregados


de cinco pequenas empresas: 6, 5, 8, 5, 6. A variância da quantidade de
empregados dessas cinco empresas é igual a:
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(A) 0,8.
(B) 1,2.
(C) 1,6.
(D) 2,0.
(E) 2,4.

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Exercício 56

(Ass. Leg. Maranhão – FGV/2013)

Exercício 57

(TJ – BA – FGV/2015)

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Exercício 58

(Controle Interno de Recife – FGV/2014) A seguinte amostra de idades foi obtida:


19; 25; 39; 20; 16; 27; 40; 38; 28; 32; 30.
Assinale a opção que indica a mediana dessas idades.
(A) 27
(B) 28
(C) 29
(D) 30
(E) 31

Exercício 59

(Controle Interno de Recife – FGV/2014) Uma variável aleatória X tem média


igual a 2 e desvio padrão igual a 2. Se Y = 6 – 2X, então a média de Y, a variância
de Y e o coeficiente de correlação entre X e Y valem, respectivamente,
(A) −2, 4 e 1.
(B) −2, 16 e 1.
(C) 2, 16 e −1.
(D) 10, 2 e −1.
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(E) 2, 4 e −1.

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(TELEBRAS – CESPE/2014)

Exercício 60

Exercício 61

(TJ-SE – CESPE/2014)

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Exercício 62

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1–c 31-b 61-F


2–c 32-d 62-F
3–b 33-c
4–a 34-a
5–d 35-a
6–a 36-a
7–b 37-F
8–e 38-V
9–d 39-V
10 – e 40-V
11 – a 41-V
12 – c 42-F
13 – d 43-V
14 – e 44-e
15 – c 45-a
16 – certo 46-d
17 – errado 47-e
18 – certo 48-c
19 – certo 49-e
20 – errado 50-d
21 – e 51-a
22 – d 52-e
23 – e 53-e
24 – b 54-c
25 – a 55-b
26 – c 56-b
05949764803

27 – d 57-e
28 – b 58-b
29 – b 59-c
30 – b 60-V

Mais uma etapa concluída! Não desanimem, pois em breve vocês estarão na Receita!
Um abraço e bons estudos

Prof. Jeronymo Marcondes www.estrategiaconcursos.com.br 121 de


121

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