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Índice

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 O CARÁTER CULTURALMENTE


CONSTRUÍDO DA HUMANIDADE.......................................................................... 1
Sondagem e sensibilização................................................................................................................. 1
Etapa 1 – Os seres humanos e a natureza.........................................................................................2
Etapa 2 − Etnocentrismo e relativismo cultural..............................................................................2
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 POR QUE SOMOS DIFERENTES?..............2
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 COMO O SER HUMANO SE TORNOU SER
HUMANO?....................................................................................................................... 2
Sondagem e sensibilização................................................................................................................. 2
Etapa 1 − A palavra cultura e a ideia de cultura.............................................................................2
Etapa 2 − O ser humano, o instinto e a cultura............................................................................... 3
Etapa 3 − O ser humano e a cultura................................................................................................. 4
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 DESIGUALDADE DE CLASSES.................4
Sondagem e sensibilização................................................................................................................. 4
Etapa 1 – desigualdade e diferença...................................................................................................5
Etapa 2 – Classe e estratificação...................................................................................................... 6
Etapa 3 – Teorias de classe e estratificação......................................................................................6
Texto 1..................................................................................................................................................7
Texto 2..................................................................................................................................................8
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5 DESIGUALDADE RACIAL.........................8
Sondagem e sensibilização................................................................................................................. 8
Etapa 1 – Raça ou etnia?....................................................................................................................8
Etapa 2 – Racismo no Brasil..............................................................................................................9
Etapa 3 – Desigualdade racial........................................................................................................... 9
SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6 GÊNERO E DESIGUALDADE...................13
Sondagem e sensibilização............................................................................................................... 13
Etapa 1 – Gênero versus sexo.......................................................................................................... 14
Texto 1................................................................................................................................................14
Texto 2................................................................................................................................................15
Etapa 2 – Desigualdade de gênero...................................................................................................15

SÃO PAULO (Estado). Material de apoio ao currículo do Estado de São Paulo: caderno do
professor; sociologia/1a série. São Paulo: SE, 2014. v. 2, 80p.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 1 O CARÁTER CULTURALMENTE


CONSTRUÍDO DA HUMANIDADE

Sondagem e sensibilização

[…] Verificaremos que o que nos une como seres humanos é também o que nos
diferencia e que isso nada mais é do que o fato de sermos seres culturais. O ser
humano existe como ser social e, por isso, […] se insere em um grupo […]
veremos que outros animais também vivem em grupo. […] Logo, os animais
também vivem em sociedade, assim como nós. Mas os animais não são totalmente
iguais a nós […] O que vocês acham que nos distingue dos outros animais? […]
somente os seres humanos são capazes de criar e transmitir cultura. Esse fator
é o que nos distingue dos demais animais (Ibid. p. 9 – 10).

1
Etapa 1 – Os seres humanos e a natureza

Não achei necessário fichar.

Etapa 2 − Etnocentrismo e relativismo cultural

Não achei necessário fichar.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 2 POR QUE SOMOS DIFERENTES?

Não achei necessário fichar.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 3 COMO O SER HUMANO SE TORNOU SER


HUMANO?

Não achei necessário fichar.

Sondagem e sensibilização

Não achei necessário fichar.

Etapa 1 − A palavra cultura e a ideia de cultura

[…] uma característica do senso comum é a imprecisão terminológica, ou seja, a


falta de uma preocupação em definir bem o que uma palavra quer dizer. […] o
termo “cultura” é muito difícil de ser definido. […] o ser humano é um ser social
como o são diversos outros animais que também precisam viver em sociedade para
sobreviver, como os elefantes, as girafas, os lobos e tantos outros. Mas há algo que
distingue o ser humano dos outros animais, e este algo é o fato de que somos seres
culturais. […] Contudo, não é viver em grupo ou passar pelo processo de
socialização que nos diferencia dos outros animais, e sim, o fato de que
construímos e transmitimos culturas, e eles, não. […] É muito difícil aceitar que
aquilo que aprendemos não é natural […] “quase nada é natural no ser humano”.
[…] Ou seja, o que todos os seres humanos têm em comum é a sua capacidade de
se diferenciar uns dos outros. O que há de natural no ser humano é a sua aptidão
para a variação cultural, a diversidade, a escolha de múltiplos caminhos. […]
Cultura é uma palavra que vem do latim, “cultura”, e que significava, até o século
XIII, cuidado com o campo. Depois, passou a significar não mais um estado da
coisa cultivada, mas a ação de cultivar a terra. Já no século XVIII, ela passou a
designar o cuidado de trabalhar algo. Logo, cultura seria tudo aquilo que as pessoas
cultivam (CUCHE, Denys. A noção de cultura nas ciências sociais. 2. ed. Bauru:
EDUSC, 2002) (Ibid. 28 – 9).

► Cultura pode significar um conhecimento diferenciado: no senso comum


[…] é comum dizer “fulano tem cultura, ele leu muitos livros” ou “aquela é uma
pessoa que não tem cultura, pois não sabe nada”, “fulano é culto”. ► Cultura
pode ser compreendida como o cultivo de algo […] É usada em agricultura
quando se quer falar a respeito de uma plantação. […] ► Cultura pode ser
entendida como as manifestações artísticas de um povo […] ► Cultura também
pode ser entendida como os hábitos e costumes de um povo […] Apesar dos
múltiplos significados do termo e das inúmeras variações, podemos dizer,
genericamente, que cultura, tanto para a Antropologia como para a Sociologia,

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significa tudo aquilo que o ser humano vivencia, realiza e transmite por meio da
linguagem. Ou seja, a cultura está relacionada com os conteúdos simbólicos da
vida. […] leia o texto reproduzido a seguir… (Ibid. 29).

O comportamento humano é regido por meio de símbolos, que são passados de


geração para geração e que também se modificam. […] Os animais não são
também regidos por símbolos? Na natureza, o vermelho e o preto muitas vezes
não são sinônimos de perigo? Os animais não transmitem mensagens para os
outros animais? Não e sim. Os animais não são regidos por meio de símbolos, o
que não quer dizer que não possam transmitir mensagens. Eles transmitem
mensagens, mas elas são sempre as mesmas para a espécie, por isso são sinais. Já
entre os seres humanos, as mensagens variam de grupo para grupo, pois são
compostas por símbolos socialmente estabelecidos, que variam de sociedade
para sociedade. […] Os sinais são organicamente programados […] porque faz
parte da constituição biológica desses animais se comunicarem da forma como se
comunicam. A maioria dos animais, mesmo quando tirados do seu meio,
desenvolve as características da espécie […] Já os símbolos são socialmente
programados. Uma criança separada de seus pais ao nascer não agirá como
eles, mas, sim, como membro do grupo que a criou. […] Daí decorre o fato de
que […] todos os tigres sempre agirão e se comunicarão por meio dos mesmos
sinais, o castor sempre construirá seus diques da mesma forma, assim como as
abelhas sempre farão suas colmeias do mesmo jeito (Ibid. 30).

Etapa 2 − O ser humano, o instinto e a cultura

Você pode citar uma espécie animal que vive em grupo […] Os lobos, por
exemplo. […] sabemos que os lobos vivem em grupo, que há regras em cada
grupo e que, inclusive, há um macho que parece comandá-lo. Logo, entre os
lobos, há hierarquia e uma organização social. […] Por que entre eles não há
cultura? Porque um grupo de lobos […] sempre agirá e se organizará da mesma
forma. […] Não há cultura entre os lobos, pois não há tradição viva, elaborada de
geração para geração, que permita tornar única e singular uma dada sociedade. […]
Ter tradição não significa só viver determinadas regras, pois os animais vivem
regras, mas viver conscientemente as regras. Um grupo de lobos […] agirá sempre
da mesma forma. […] Com o ser humano não acontece o mesmo […] Só o ser
humano tem essa capacidade de se projetar em tudo o que faz. Ele projeta seus
valores e suas ideias nos objetos que constrói, deixando vestígios de suas relações
sociais nesses objetos. Ele não se adapta à natureza como os outros animais, mas a
transforma e interage com ela. Só ele tem a capacidade de transformar a
natureza. Os animais sempre se adaptam ao meio ou, então, morrem. […] Um
animal pode ser criado em outro ambiente e não vai deixar de ser um animal e
de adquirir as características de sua espécie. Por exemplo: o gato criado por
cachorros não latirá. Mas o mesmo não acontece com o ser humano: transferido
para outro ambiente, ele buscará adaptar-se, transformando o meio que o
cerca, criando objetos e símbolos e se transformando também nesse processo.
[…] A noção de adaptação, quando referida aos seres humanos, é mais difícil, pois
não há uma única maneira de se adquirir sua humanidade, muito pelo contrário. E
isso é dado pela cultura. A resposta do ser humano ao meio é cultural, pois somente
nós temos essa capacidade de transformar. […] Com os animais não acontece o
mesmo. É possível dizer que o ser humano é movido mais pela cultura do que pelos
seus instintos. À medida que cresce, o ser humano é cada vez menos conduzido
pelos seus instintos e cada vez mais pela cultura. É claro que o ser humano é um
ser biológico, que depende de uma série de funções vitais: todos os seres humanos
comem, dormem, bebem etc. Entretanto, a maneira de satisfazer essas diferentes
funções biológicas varia de uma cultura para outra. […] pode-se afirmar que o

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processo de evolução do ser humano se dá de forma diferente daquele que ocorre
com os outros animais. Isso porque os animais de uma mesma espécie, na medida
em que são guiados pelo instinto, sempre agirão da mesma forma sob as mesmas
condições. Mas o mesmo não acontece com o ser humano. […] Quando nasce, o
ser humano é puro instinto, assim com os outros animais. Se tem fome ou sede,
ele chora. Se não gosta de uma comida, ele cospe. Se tem vontade de satisfazer
suas necessidade fisiológicas, ele urina e defeca onde estiver, pois não consegue
se controlar. Mas, ao contrário dos outros animais, à medida que cresce, o
instinto passa a ter um papel secundário na sua vida, pois aprende que para
viver em sociedade é necessário contê-lo. O texto a seguir poderá ajudá-lo a
mostrar aos alunos que o papel do instinto nos seres humanos deve ser relativizado,
ou seja, que ele não deixa de existir, mas pode ser atenuado e reprimido pela
cultura (Ibid. 30 – 4).

Como falar em instinto de conservação quando lembramos as façanhas dos


camicases japoneses (pilotos suicidas) durante a Segunda Guerra Mundial? […]
Como falar em instinto materno, quando sabemos que o infanticídio é um fato
muito comum entre diversos grupos humanos? Tomemos o exemplo das mulheres
Tapirapé, tribo Tupi do Norte de Mato Grosso, que desconheciam quaisquer
técnicas anticoncepcionais ou abortivas e eram obrigadas, por crenças religiosas, a
matar todos os filhos após o terceiro. […] Como falar em instinto filial, quando
sabemos que os esquimós conduziam os seus velhos pais para as planícies geladas
para serem devorados pelos ursos? Assim fazendo, acreditavam que os pais seriam
reincorporados na tribo quando o urso fosse abatido e devorado pela comunidade
(LARAIA, Roque de Barros, 2001 apud Ibid. 35).

Etapa 3 − O ser humano e a cultura

Não achei necessário fichar.

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 DESIGUALDADE DE CLASSES

O objetivo desta Situação de Aprendizagem é introduzir o aluno na problemática da


desigualdade, tomando como ponto de partida a desigualdade social e econômica
no Brasil. […] veremos como a Sociologia analisa as diferenças nas posições
ocupadas pelos diversos segmentos de uma população em relação à posse e ao
controle de recursos materiais. Para isso, serão introduzidas, de forma breve,
algumas teorias clássicas sobre estratificação, cujo objetivo é contribuir para a
compreensão das desigualdades de classe observadas na sociedade brasileira
contemporânea (SÃO PAULO, 2014, p. 39).

Sondagem e sensibilização

Nos estudos anteriores, os alunos refletiram sobre o que nos caracteriza como seres
humanos e por que razão somos diferentes […] Agora, o objetivo desta Situação de
Aprendizagem é dirigir o olhar para as diferenças que colocam as pessoas em
posições desiguais no interior da mesma sociedade. […] Chame a atenção dos
alunos para as imagens a seguir (Ibid. p. 40).

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[…] 3. Que diferenças você diria que existem entre as condições de vida da pessoa
da imagem à esquerda e da pessoa da imagem à direita? Explique (Id. Ibid.).

Etapa 1 – desigualdade e diferença

[…] Dependendo da posição ocupada no mercado de trabalho, do grau de


especialização da atividade exercida, da competitividade naquela área de atuação e
do status social da profissão, os ganhos serão maiores ou menores. Isso faz com
que cada pessoa tenha acesso a benefícios e oportunidades de mobilidade social
diferenciados. […] A mobilidade social pode ser vertical, ou seja, quando os
indivíduos sobem ou descem na escala socioeconômica; ou horizontal, quando se
mudam de bairro, cidade, Estado ou país. Convide os alunos a refletirem sobre a
seguinte situação […] Uma pessoa capacitada para operar máquinas pode se tornar
um trabalhador da indústria, ter um emprego com carteira assinada e receber um
salário. […] Porém, se não tiverem outra fonte de renda além do salário, seu padrão
de vida será limitado ao que conseguirem economizar a cada mês. Uma pessoa
proprietária de máquinas, por outro lado, capacitada para administrar uma
indústria, pode se tornar um empregador e investir em um ramo empresarial, gerar
capital e obter lucro. […] Se for bom empreendedor, poderá alcançar um bom
padrão de vida a partir dos rendimentos obtidos com seus investimentos. […] O
que há de diferente nos dois exemplos mencionados em relação à posição ocupada
por cada um no mercado de trabalho? […] a diferença é que o operador de
máquinas não é o dono da máquina e, portanto, pode apenas vender o seu
trabalho para o seu empregador. No segundo caso, o industrial é o proprietário
das máquinas e, portanto, pode dispor do trabalho de muitos empregados. Há aqui
uma diferença fundamental entre ambos, que os coloca em situação de
desigualdade: o fato de possuir os meios de produção (máquinas, galpão, energia
elétrica, matéria-prima, ou seja, tudo o que permite produzir alguma coisa) faz com
que o industrial tenha muito mais capacidade de gerar renda do que o
trabalhador. […] comparar a posição das pessoas em relação a suas ocupações no
mercado de trabalho é apenas uma maneira de se perceber a desigualdade social.
[…] podemos analisar a diferença de posição entre as pessoas com base nos mais
diversos atributos, como o gênero, a idade, a afiliação religiosa ou posto militar,
por exemplo. A forma mais comum de medir a desigualdade social é por meio da
renda: quanto maiores as diferenças entre os rendimentos obtidos pelas pessoas em
uma comunidade, sociedade ou país, maior a desigualdade entre elas (Ibid. p. 40 –
1).

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Vejamos o caso do Brasil segundo a renda. De acordo com os dados da Pesquisa
Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) de 2011, realizada pelo Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os rendimentos obtidos pelos
brasileiros vêm aumentando progressivamente. […] Chame a atenção dos alunos
para o gráfico a seguir.

Ao final, coloque a seguinte questão em discussão: Por que a distribuição da


renda é tão desigual no Brasil? (Ibid. p. 41 – 2).

Etapa 2 – Classe e estratificação

Não foi necessário fichar.

Etapa 3 – Teorias de classe e estratificação

[…] Há diversos sistemas de estratificação social, que variam conforme as


características consideradas pelos historiadores, economistas e sociólogos que
analisam a sociedade em questão. […] As primeiras ideias desenvolvidas sobre
como as sociedades se organizavam remontam ao final do século XIX e ao início
do século XX. Dois dos principais autores da Sociologia, Karl Marx e Max
Weber, formaram a base para a maioria das teorias sociológicas de classe e
estratificação. […] Começaremos com Marx, por isso, sugerimos que você faça
uma breve apresentação desse autor […] Karl Marx (1818-1883) foi um filósofo
alemão cujas ideias foram fundamentais para a formação da Sociologia. Escreveu
sobre Economia, Política, socialismo e História. Vivendo no século XIX, Marx
testemunhou o crescimento das fábricas e da produção industrial, bem como as
desigualdades que resultaram da exploração do trabalho nessa época. Uma de suas
principais preocupações foi explicar as mudanças na sociedade durante a
Revolução Industrial. Marx adotou posições políticas radicais em relação à

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situação enfrentada pelos trabalhadores de sua época e se tornou um dos grandes
defensores do comunismo. Para prosseguir na discussão, realize a leitura do texto a
seguir […] Para Marx, uma classe é um grupo de pessoas que se encontram em
uma relação comum com os meios de produção – os meios pelos quais elas
extraem o seu sustento. Antes do avanço da indústria moderna, os meios de
produção consistiam primeiramente na terra e nos instrumentos utilizados para
cuidar das colheitas ou dos animais no campo. Logo, nas sociedades pré-
industriais, as duas classes principais eram aquelas que possuíam a terra (os
aristocratas, a pequena nobreza ou os donos de escravos) e aqueles que se
envolviam ativamente na produção a partir da terra (os servos, os escravos e
os camponeses livres). Nas sociedades industriais modernas, as fábricas, os
escritórios, o maquinário e a riqueza, ou o capital necessário para comprá-los,
tornaram-se mais importantes. As duas classes principais são formadas por aqueles
que possuem esses novos meios de produção – os industrialistas ou capitalistas – e
aqueles que ganham a vida vendendo seu trabalho para eles – a classe operária, ou,
no termo hoje em dia um tanto arcaico às vezes preferido por Marx, o
“proletariado” (GIDDENS, 2006, p. 235). ► observe que a análise desenvolvida
no pensamento de Marx é histórica, ou seja, leva em consideração sempre o tipo de
produção social de uma dada sociedade, historicamente determinada. Por exemplo:
na sociedade pré-industrial, a produção dos bens econômicos ocorre sempre a partir
da terra e das relações de posse, uso e trabalho da terra. […] ► a estrutura de
classes é um fenômeno histórico-social que surge somente no tipo de produção
social capitalista moderna; ► os elementos que definem as classes sociais são as
condições comuns, ou seja, uma relação comum com os meios de produção que
leva essas pessoas a se encontrarem em idênticas condições de vida, interesses,
problemas e costumes. […] E onde ficariam as classes médias? […] para Marx,
no processo de desenvolvimento do capitalismo, haveria uma tendência […] à
formação de duas classes fundamentais: de um lado, […] grandes capitalistas
e, de outro, a dos trabalhadores assalariados, com a progressiva incorporação
de elementos de outros setores sociais. “As classes médias […] colocar-se-iam
entre os dois polos das classes fundamentais: entre a classe dominante e a
proletária” (HIRANO, 2002, p. 150) (Ibid. p. 44 – 5).

A abordagem de Weber baseia-se em várias considerações de Marx, mas ele as


aprofunda em diversos aspectos. Leia com os alunos as informações a seguir […]
Max Weber (1864-1920), nascido na Alemanha, escreveu sobre os mais variados
campos do conhecimento, como Economia, Direito, Filosofia, Religião, História e,
principalmente, Sociologia. Preocupou-se ainda com o desenvolvimento do
capitalismo moderno e com a maneira como a sociedade moderna se organizava
em comparação com as sociedades do passado. Seu método de análise é conhecido
como compreensivo e tem como um dos objetos centrais de investigação a ação
social e seus significados. Um elemento fundamental na análise weberiana é o tipo
ideal. Trata-se de uma construção analítica que pode ser usada para compreender o
mundo real. É importante enfatizar que os tipos ideais: a) não são um objetivo
perfeito ou desejável a ser alcançável. O termo “ideal” significa que eles pertencem
ao plano das ideias […] b) […] não existiriam no mundo real exatamente da forma
como foram idealizados ou sequer seriam encontrados. Porém, essas construções
hipotéticas são muito úteis como referências para comparação […] A tese da
estratificação de Weber, portanto, também deve ser entendida como uma
construção baseada em tipos ideais. […] Para trabalhar a visão de Weber sobre
a estratificação social, realize a leitura dos textos a seguir… (Ibid. p. 45 – 6).

Texto 1

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Assim como Marx, Weber percebia as classes como categorias econômicas (Weber,
1946 [1922]: 180-95). Entretanto, ele não achava que um critério único – posse ou
falta de propriedade – determinasse a posição de classe. A posição de classe,
escreveu, é determinada pela “situação de mercado” da pessoa, o que inclui a
posse de bens, o nível de educação e o grau de habilidade técnica. […] Weber
não apenas ampliou a ideia de classe de Marx como também reconheceu que dois
outros tipos de grupos, que não a classe, têm relação com a maneira como a
sociedade é estratificada: grupos de status e partidos (BRYM; LIE; et. al. 2008, p.
192).

Texto 2

Na teoria de Weber, o status refere-se às diferenças existentes entre os grupos


sociais quanto à honra e ao prestígio social conferido pelos dem/ais. Nas
sociedades tradicionais, o status era, em geral, determinado com base no
conhecimento direto de uma pessoa […] com o aumento da complexidade das
sociedades […] o status passou a ser expresso por meio dos estilos de vida das
pessoas. […] As pessoas que compartilham do mesmo status formam uma
comunidade na qual existe uma noção de identidade conjunta (GIDDENS,
2006, p. 237).

Após a leitura, discuta com os alunos […] as diferenças entre as teorias de Marx e
Weber sobre a estratificação social. Observe que: ► assim como Marx, Weber
considerava que a sociedade capitalista moderna caracterizava-se pelo conflito
sobre a posse de bens e os recursos materiais e econômicos; […] ► Weber
distinguia também duas outras ordens, que interferiam na organização da
sociedade: a ordem jurídica, que influência diretamente a distribuição do poder, e a
ordem social, que é o modo como a “honra” social se distribui dentro de uma
comunidade entre os grupos que a compõem […] ► embora as condições
econômicas estivessem diretamente relacionadas na determinação das divisões de
classe, para Weber as desigualdades sociais se originam de fatores mais complexos
do que a posse ou não dos meios de produção. A posição de mercado, as
qualificações, as titulações, o grau de escolaridade, os diplomas e as habilidades
adquiridas modificam sensivelmente as oportunidades e as possibilidades de
ascensão social dos indivíduos (Ibid. p. 47).

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 5 DESIGUALDADE RACIAL


Nesta Situação de Aprendizagem abordaremos a problemática da raça e do
racismo, tendo como base o modelo de relações raciais no Brasil e indicadores de
desigualdade evidenciados a partir de dados estatísticos. O objetivo é introduzir em
linhas gerais a noção de raça e distingui-la da noção de etnia ou grupo étnico,
construindo uma reflexão crítica a respeito desse tema em nosso país. Em seguida,
discutiremos o significado de racismo e como esse fenômeno social ocorre no
Brasil, desenvolvendo a noção de raça, preconceito e discriminação a partir do
termo “cor”, e de seus usos e acepções (Ibid. p. 48).

Sondagem e sensibilização Etapa 1 – Raça ou etnia?

Não foi necessário fichar. Não foi necessário fichar.

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Etapa 2 – Racismo no Brasil Não foi necessário fichar.

Etapa 3 – Desigualdade racial

[…] Um indicador importante que revela a desigualdade racial é o acesso à


educação, e esse indicador pode ser medido de várias formas. A tabela a seguir
[…] apresenta dados sobre a taxa de analfabetismo das pessoas de 15 anos ou mais
de idade (Ibid. p. 54).

Antes de pedir que observem a tabela, questione-os [os estudantes] […] Um


primeiro ponto a ser destacado é o fato de que a média de analfabetismo no Brasil,
quando desagregada em outras variáveis (como situação de domicílio, sexo, cor e
faixa etária), mostra diferenças significativas. […] Por exemplo […] a
possibilidade de um adulto ser analfabeto é maior que a de um jovem ou […] a
proporção de pretos e pardos analfabetos em 2012 é mais do que o dobro da de
brancos na mesma situação. O primeiro ponto a ser destacado na análise é o de
que a tabela trabalha com dois recortes temporais num intervalo de dez anos,
apresentando dados de 2002 e 2012. […] Você pode observar com os alunos que,

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de forma geral, a taxa de analfabetismo desceu para todas as categorias da tabela
nos últimos 10 anos. Considerando apenas os dados referentes ao ano de 2012, é
possível observar […] ► A taxa de analfabetismo é maior entre as pessoas cujo
domicílio é situado na zona rural (21,1%) […] ► A porcentagem de homens
analfabetos (9,0%) é maior do que a de mulheres (8,4%) […] ► É possível dizer
que a porcentagem de pretos ou pardos analfabetos (11,8%) é mais do que o dobro
da encontrada entre os brancos (5,3%). ► Entre os grupos de idade, a maior
porcentagem de analfabetos pode ser encontrada entre as pessoas com 65 anos ou
mais (27,2%), ao passo que a menor taxa ocorre entre os jovens de 15 a 19 anos
(1,2%) (Ibid. p. 55 – 6).

[…] O nível de educação interfere no tipo de ocupação da pessoa e,


consequentemente, nos seus rendimentos. As tabelas a seguir o ajudarão a discutir
isso com os jovens… (Ibid. p. 56).

[…] Você pode começar a análise da Tabela 2 com os alunos observando


inicialmente que a área que possui maior porcentagem de ocupados tanto para
negros como para não negros é o setor de serviços, com 54,9% dos negros e 56,3%
dos não negros empregados nele. Já a área que possui menor porcentagem de
ocupados para os negros é o setor de construção (9,6%) e, para os não negros, o
setor de serviços domésticos (5,3%). […] há uma diferença significativa entre
negros e não negros em dois setores. O primeiro é o da construção, no qual
trabalham quase 10% dos negros e apenas 6,1% dos não negros. O segundo é
o setor de serviços domésticos, que emprega 10,2% dos negros, quase o dobro
da porcentagem de não negros empregados nela, que é de 5,3%. Esses dados
são significativos, pois são os dois setores que empregam as pessoas com menos
instrução, e, portanto, mostram a desigualdade no acesso a uma ocupação. Vale
destacar que o nível de escolaridade não é o único fator que explica os salários
mais baixos. […] Destaque com os jovens que alguns estudos apontam que,
mesmo com o mesmo nível de instrução, os negros tendem a receber menos
que os brancos (Ibid. p. 57).

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[…] o Distrito Federal é a área que melhor pagava os negros em junho de 2013,
com R$11,32 por hora, e a Região Metropolitana de Recife é aquela em que os
negros ganhavam menos no mesmo período: apenas R$5,26 por hora em média.
[…] A princípio, pode parecer que a desigualdade é menor no lugar onde eles
ganham mais, que é o Distrito Federal, mas isso pode não ser necessariamente
verdade. Para saber se a desigualdade é maior ou menor, é preciso observar
com cuidado a coluna “Negros/Não negros”, que apresenta qual é a proporção
de rendimento dos negros em relação ao rendimento dos não negros. Por
exemplo, a região com menor porcentagem é a de Salvador com 59,86%, ou seja,
em Salvador os negros ganham em média por hora apenas 59,86% do que ganha
um branco. É a região metropolitana em que a desigualdade é maior. […] A área
com a menor desigualdade entre as estudadas, como se pode observar na tabela, é
Fortaleza, onde um negro em 2013 ganhava em Sociologia – 1 série – Volume 2
Taxas de desemprego por cor Regiões Metropolitanas e Distrito Federal – 2012
(em %) média por hora 75,66% do que um não negro. […] Em seguida, complete
ou corrija sua análise, apontando que o fato da desigualdade de rendimento ser
menor em Fortaleza não significa necessariamente que essa área seja um espaço
sem desigualdade entre negros e não negros ou que essa desigualdade seja menor
que as demais. […] Em primeiro lugar […] tal desigualdade não pode ser
medida apenas pelo rendimento. Em segundo lugar, o fato de que, na melhor
situação, existe uma disparidade de rendimento de aproximadamente 25%
mostra que a desigualdade entre negros e não negros ainda é muito grande e
que a situação é inaceitável (Ibid. p. 58 – 9).

Para encerrar esta etapa, sugerimos que você discuta como a desigualdade por cor
pode se expressar na taxa de desemprego, com base nos dados do gráfico a
seguir… (Ibid. p. 59).

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[…] Você pode chamar a atenção dos alunos para o gráfico, observando que em
todas as áreas estudadas há maior proporção de negros desempregados do que de
não negros, o que mostra que a desigualdade perpassa diferentes áreas do Brasil
(Id. Ibid.).

SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 6 GÊNERO E DESIGUALDADE

Esta última Situação de Aprendizagem […] está dividida em duas etapas: na


primeira, os alunos devem aprender a diferenciação entre sexo e gênero e, na
segunda, devem analisar três gráficos e uma tabela que mostram dados sobre
desemprego e rendimento por sexo e nível de escolaridade, como forma de concluir
a discussão do volume em torno da desigualdade (Ibid. p. 60).

Sondagem e sensibilização

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Para o fechamento do volume e do debate sobre desigualdade, vamos discutir um
ponto importante: a desigualdade entre gêneros. […] Comece a discussão pela
análise das imagens que mostram estereótipos do que deve ser o brinquedo de uma
menina e do que deve ser o brinquedo de um menino. […] Aprofunde a
sensibilização abordando a questão dos estereótipos de gênero em nossa sociedade.
Você pode pedir à sala que se lembre de uma lista de tipos de emprego ou
trabalho que geralmente são vistos como femininos e outros como masculinos.
[…] Nessa lista, estão os estereótipos da nossa sociedade. […] Para terminar, há
duas questões em que se solicita aos alunos que escrevam como gostariam que
fosse a divisão de trabalho entre homens e mulheres na sociedade brasileira e
quais hábitos ou costumes poderiam mudar na nossa e em outras sociedades,
para que homens e mulheres pudessem ser vistos como iguais. […] O objetivo
foi sensibilizá-los para o fato de que as questões que envolvem a discussão sobre
gênero não são naturais e variam de sociedade para sociedade […] Compreender o
caráter social dos estereótipos é o primeiro passo para estabelecer uma relação
crítica em relação a eles e, posteriormente, modificá-los. (Ibid. p. 60 – 1).

Etapa 1 – Gênero versus sexo

Na Etapa 1, os alunos deverão apreender uma distinção muito importante: aquela


entre sexo e gênero. […] O texto a seguir […] pode ajudar os alunos a diferenciá-
los: O sexo depende basicamente se a pessoa nasce com genitais masculinos ou
femininos e com um programa genético que nos faz produzir hormônios
masculinos ou femininos que estimulam o sistema reprodutor (BRYM, 2008, p.
249). Logo, o sexo está relacionado à biologia, às diferenças biológicas entre
homens e mulheres. Já o gênero é formado por sentimentos, atitudes e
comportamentos associados a homens e mulheres. Ele está relacionado à
autoidentificação do indivíduo como homem ou mulher e ao desempenho dos
papéis culturalmente estabelecidos para cada um deles (Ibid. p. 62).

A nossa sugestão para que você discuta isso é continuar a explicação tomando
como base os textos a seguir […] que procuram relacionar gênero e estratificação
social (Ibid. p. 63).

Texto 1

Vimos que gênero é um conceito socialmente criado, que atribui diferentes papéis e
identidades sociais aos homens e às mulheres. No entanto, as diferenças de gênero
são raramente neutras – em quase todas as sociedades, o gênero é uma forma
significante de estratificação social. […] Embora os papéis dos homens e
mulheres variem de cultura para cultura, não há nenhuma instância
conhecida de uma sociedade em que as mulheres são mais poderosas do que os
homens. Os papéis dos homens são, em geral, muito mais valorizados e
recompensados que os papéis das mulheres: em quase todas as culturas, as
mulheres carregam a responsabilidade principal de cuidar das crianças e do
trabalho doméstico, enquanto que os homens, tradicionalmente, nascem com a
responsabilidade de sustentar a família. A preponderante divisão de trabalho
entre os sexos levou homens e mulheres a assumir posições desiguais em termos de
poder, prestígio e riqueza (GIDDENS, 20061 apud Id. Ibid.).

1 p. 107.

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Texto 2

As mulheres que trabalham fora sempre se concentraram em ocupações mal


remuneradas […] Muitos desses empregos são extremamente marcados pelo
gênero – ou seja, são comumente vistos como “trabalho de mulher”. O cargo de
secretária ou as atividades relacionadas ao cuidado de pessoas (como trabalhar
com enfermagem, assistência social e cuidado de crianças) são um domínio
predominantemente feminino […] A segregação ocupacional dos gêneros refere-
se ao fato de homens e mulheres estarem concentrados em tipos diferentes de
empregos, baseados nas interpretações dominantes do que vem a ser uma atividade
adequada para cada sexo (GIDDENS, 20062 apud Id. Ibid.).

Para que seja aprofundada a discussão sobre os fatores que podem contribuir para a
diferença de salário entre homens e mulheres […] a) Discriminação de gênero
[…] desqualificação das pessoas só porque pertencem a um determinado gênero.
Em muitos países, inclusive o Brasil, isso se traduz, por exemplo, no fato de que
mulheres tendem a ganhar menos do que os homens, desempenhando a mesma
função, só porque são mulheres. b) Responsabilidades domésticas desiguais
reduzem os rendimentos das mulheres: […] gestações […] pode diminuir de
modo relevante o tempo para a profissionalização e o desempenho de atividades
remuneradas. Outro ponto que pode levar à diferença de salário entre homens e
mulheres é o fato de que ainda hoje as responsabilidades com o cuidado da casa
e da família estão mais a cargo delas. Além disso, elas cuidam mais dos idosos
do que os homens. Tais fatores podem levar as mulheres a aceitar empregos mal
remunerados, pois precisam ficar perto dos filhos e de outros parentes. […] d) O
trabalho desempenhado por mulheres é mais desvalorizado do que aquele que
é desempenhado por homens: […] só porque são de “domínio feminino”, ou seja,
são vistas como “trabalho de mulher”. É importante destacar que todos os
fatores citados são sociais, ou seja, são socialmente construídos […] em um
determinado contexto histórico. São, portanto, passíveis de mudança. Como isso
pode ser resolvido? […] Muitas são as possibilidades, e aqui procuramos destacar
aquelas que foram estabelecidas por Robert Brym e colaboradores3: a primeira é
o desenvolvimento de um sistema de creches eficiente. […] dessa forma, elas
poderiam ter mais tempo para se dedicar ao trabalho, ao mesmo tempo que seus
filhos seriam bem assistidos. A segunda proposta é o desenvolvimento de uma
política de valor salarial compatível ao trabalho realizado, ou seja, estabelecer
políticas públicas que estimulassem as pessoas a receber o mesmo salário pelo
mesmo trabalho realizado, independentemente do gênero ao qual pertencem (Ibid.
p. 64).

Etapa 2 – Desigualdade de gênero

Para encerrar a discussão sobre a desigualdade, sugerimos que sejam analisados


três gráficos e uma tabela, que mostram dados sobre desemprego e rendimento por
sexo para a Região Metropolitana de São Paulo. […] Peça aos alunos que
observem o gráfico a seguir… (Ibid. p. 65).

2 p. 317.
3 BRYM, R.; LIE, J. et al. Sociologia: sua bússola para um novo mundo. São Paulo: Cengage Learning, 2008. p. 270-
272.

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[…] os dados apresentados neste gráfico […] mostram que, no intervalo de dez
anos, as taxas de desemprego para ambos os gêneros diminuíram. Contudo, em
todos os anos, a taxa de mulheres desempregadas sempre esteve vários pontos
percentuais acima da de homens […] apesar da diminuição da taxa de desemprego
[…] as disparidades entre os gêneros pouco diminuíram (Ibid. p. 66).

Peça agora que observem o seguinte gráfico… (Id. Ibid.).

O que podemos notar no gráfico é que as taxas de desemprego para as


mulheres (negras e não negras) que estão nas cores azul e verde são maiores do
que as taxas dos homens (negros e não negros) em praticamente todas as áreas
estudadas, o que mostra que as mulheres, de um modo geral, estão em situação pior

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do que os homens, independentemente da cor. […] você pode chamar a atenção
dos alunos para o fato de que o grupo das mulheres negras está em pior
situação […] Isso significa que elas sofrem um duplo preconceito: de cor e de
gênero. Neste momento, analise com os alunos o Gráfico 3, reproduzido a seguir…
(Ibid. p. 67).

Os dados do Gráfico 3 mostram uma situação complexa quando comparada à taxa


de desemprego, pois os não negros possuem rendimentos maiores do que os negros
independentemente do sexo, o que mostra que a desigualdade de cor é maior nesse
caso. O nível de escolaridade também pode expressar desigualdades. A tabela a
seguir… (Id. Ibid.).

Considerando os dados da tabela, é possível observar o seguinte na análise com os


alunos: ► Houve uma queda de quase 6 pontos percentuais no desemprego desse
período, já que a taxa teve uma oscilação de 17,6% para 11,9%. […] ► A taxa de
desemprego é muito menor entre as pessoas com ensino superior completo, o que

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nos mostra que as oportunidades de emprego são muito diferentes entre os que
possuem nível superior completo e os que não possuem. […] ► […] é possível
afirmar que a escolaridade para as mulheres é mais importante na diminuição da
taxa de desemprego, uma vez que a diferença entre a taxa de desemprego de quem
tem até o superior incompleto, de 16,5%, ante 6,2% de quem tem ensino superior
completo, é de 10,3 pontos percentuais ao passo que entre os homens é de 5,9
pontos percentuais. ► Outro ponto importante a ser destacado é o fato de que,
ainda em 2010, a taxa de desemprego feminina é maior para todos os níveis de
escolaridade. […] A Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade) é
responsável pelos dados estatísticos do Estado de São Paulo e possui uma
publicação dedicada à discussão da inserção da mulher no mercado de trabalho,
que se chama Mulher e Trabalho (Ibid. 68 – 9).

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