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LABORATÓRIO DE REDAÇÃO SESQUICENTENÁRIO 2019

INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO

– O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.


– O texto definitivo deve ser escrito, à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
– A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas
copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
– tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
– fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
– apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
– apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

TEXTOS MOTIVADORES
Texto I
ARTIGO 196 DA CONSTITUIÇÃO FEDERAL DE 1988
Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à
redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua
promoção, proteção e recuperação.
Disponível em: <https://www.jusbrasil.com.br/topicos/920107/artigo-196-da-constituicao-federal-de-1988>. Acesso em: 16 jan. 2019.
Texto II

DIAGNÓSTICO TARDIO E FALTA DE UNIFICAÇÃO DIFICULTAM ENTRADA DE NOVAS TECNOLOGIAS NO SUS

Problemas, como a grande parcela de diagnósticos tardios da população, a falta de comunicação entre
instituições e o aumento de casos de judicialização, elevam os custos da saúde brasileira e dificultam a incorporação
de novas tecnologias e medicamentos no SUS.
Essa foi uma das conclusões de especialistas que debateram o tema durante o 5º fórum A Saúde do Brasil, em
23 de abril de 2018, na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo. [...]
No Brasil, há uma demora de cerca de seis meses no SUS para conseguir marcar uma consulta e outros seis
para realizar um exame, segundo Marco Antônio Fireman, secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos do
Ministério da Saúde e responsável pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec) no SUS.
“O sistema recebe muitos pacientes com doenças em estado avançado, principalmente câncer. O tratamento
acaba sendo mais oneroso e sem eficácia garantida”, afirma. [...]
A jornalista e fundadora do Instituto Arte de Viver Bem, ONG voltada à luta contra o câncer de mama, Valéria
Baraccat, que também teve a doença, fez críticas à demora para a incorporação de medicamentos à rede pública,
mesmo depois de aprovados pela Conitec.
“No ano passado, o ‘trastuzumabe’, uma droga que, com a quimioterapia, pode ampliar em cerca de dois anos
e meio a vida do paciente, foi incorporado ao SUS. Devia estar na rede pública em todos os hospitais desde 29 de
janeiro, mas não estava. Descobri que a primeira dose foi comprada no dia 10 de abril e só começa a chegar agora nos
hospitais públicos”, contou. [...]
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/seminariosfolha/2018/04/diagnostico-
tardio-e-falta-de-unificacao-dificultam-entrada-de-novas-tecnologias-no-sus>.shtml.
Acesso em: 16 jan. 2019. Texto adaptado.

Texto III
ESTUDO MOSTRA QUE 75% DOS IDOSOS DEPENDEM EXCLUSIVAMENTE DO SUS

Mais de 75% dos idosos brasileiros dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS), de acordo com estudo
divulgado pelo Ministério da Saúde em 1º de outubro de 2018. O Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros
(ELSI-Brasil) mostrou que 83% realizaram, pelo menos, uma consulta médica nos últimos 12 meses, e 10% foram
hospitalizados uma ou mais vezes. Quase 40% dos idosos possuem, ao menos, uma doença crônica, e 30% apresentam
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duas ou mais, como diabetes, hipertensão e artrite. Portanto, ao todo, 70% dos idosos dispõem de alguma doença
crônica. De acordo com pesquisas anteriores promovidas pelo Ministério da Saúde, 25% dos idosos têm diabetes, 57%
hipertensão, 19% obesidade e 67% excesso de peso (que inclui obesidade e sobrepeso). As doenças crônicas são
responsáveis por mais de 70% das mortes do País, segundo a pasta. [...]
Disponível em: <https://noticias.r7.com/saude/estudo-mostra-que-75-dos-idosos-
dependem-exclusivamente-do-sus-02102018>. Acesso em: 16 jan. 2019. Texto adaptado.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija
um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema “Os desafios enfrentados
pelos brasileiros para o acesso à saúde pública”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos
humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto
de vista.
LABORATÓRIO DE REDAÇÃO SESQUICENTENÁRIO 2019

INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO

– O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.


– O texto definitivo deve ser escrito, à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
– A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas
copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
– tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
– fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
– apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
– apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

TEXTOS MOTIVADORES
Texto I
INCLUSÃO DIGITAL PARA O PÚBLICO DA TERCEIRA IDADE É POSSÍVEL. É o que mostra o projeto Conviver e Conectar,
realizado pelo Sesc Ceará. A iniciativa acontece em formato de curso prático, sendo planejada especialmente para
quem sente dificuldade em utilizar o smartphone. O método de ensino procura facilitar o aprendizado começando por
tarefas simples como, por exemplo, adicionar novos contatos telefônicos e fotografar.
Além disso, os participantes descobrem como conectar o smartphone à internet e experimentar novas tarefas,
principalmente a comunicação pelo WhatsApp, enviar, ler mensagens instantâneas e fazer chamadas de voz.
“Vamos ainda refletir sobre as mudanças que a tecnologia está provocando na sociedade e estimular o fortalecimento
dos laços sociais”, explica a supervisora assistencial Ingrid Nogueira.

Disponível em: https://g1.globo.com/ceara/especial-publicitario/sistema-fecomercio/radar-do-comercio/noticia/idosos-aprendem-a-usar-smartphones-e-redes-


sociais.ghtml Acesso em 23 maio 2019.

Texto II

Estima-se que em 2050, 25% da população mundial terá 60 anos e mais, com expectativa de vida para os países
desenvolvidos de 87,5 anos para os homens e, 92,5 para as mulheres (IBGE, 2010). (…)
A geração mais nova tem intimidade e atração pelos artefatos tecnológicos, assimila facilmente as mudanças,
pois já convive desde tenra idade, explorando os brinquedos eletrônicos e/ou brincando com o celular dos pais. Porém,
a geração adulta e mais velha, de origem anterior à disseminação do universo digital e da internet, não consegue
acolher e extrair tranquilamente os benefícios dessas evoluções na mesma presteza de assimilação dos jovens. (…)
Esses aparelhos nem sempre apresentam uma interface amigável ao universo e às características do idoso,
considerando o tamanho e o tipo de fonte, o tamanho dos ícones, o contraste nas cores, assim como, o design de
interação, onde este último necessitaria ser mais intuitivo (Moro, 2010). Desta forma, acaba ocorrendo uma
subutilização desses recursos pelo público mais velho, que não se restringe aos celulares, mas aos diversos artefatos
como os computadores que implicam na decodificação da linguagem digital.

Disponível em: https://revistas.pucsp.br/index.php/kairos/article/viewFile/5371/3851


Acesso em 18 maio 2019. Texto adaptado.

Texto III
A tecnologia permite ao indivíduo estar mais integrado em uma comunidade online, nos colocando em contato
com parentes e amigos, em um ambiente de troca de informações, aprendendo junto e oferecendo a oportunidade
de descoberta das próprias habilidades. Tais atividades potencializam as expectativas de um futuro com melhor
qualidade de vida, pelo sentimento de integração na sociedade.
Dessa maneira, o interesse das pessoas com mais de 60 anos pelo mundo virtual está crescendo em ritmo
acelerado, conforme uma pesquisa do Instituto Locomotiva, que mostra que enquanto o número de brasileiros
conectados na internet cresceu mais de 100% nos últimos oito anos, o aumento para os internautas da terceira idade
foi de quase 1000%.
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No entanto, apesar desses ganhos, muitos idosos permanecem em grande parte desconectados da inclusão
digital. A Pew Research Center relata que um terço dos americanos adultos de 65 anos ou mais dizem que nunca usam
a internet, e aproximadamente metade (49%) dizem que não possuem serviços de banda larga em casa. Enquanto
isso, mesmo com os ganhos recentes, a proporção de pessoas idosas que dizem que possuem smartphones é 42%
menor do que as idades 18 a 64. No Brasil, dos mais de mais de cinco milhões de idosos que estão conectados à
internet, a maioria está na região Sudeste (60%), e pertencem às classes A e B.
O aprendizado tecnológico depois dos 60 anos possibilita novas descobertas, novas experiências e novas
vivências resultando no grande aprimoramento das demais habilidades sem perder os valores ou objetivos de vida.
Os idosos podem utilizar as redes sociais como mecanismo de diálogo com amigos e familiares, inserção social e busca
de informações para estarem atualizados sobre o que acontece no mundo todo. Estar on-line também oferece aos
idosos uma ferramenta para gerenciar e pesquisar problemas de saúde e uma maneira de aumentar a atividade
cerebral.
Hoje muita gente encara esse ensino de tecnologia à terceira idade com uma profissão. E a demanda não é
pequena, não: o número de idosos no Brasil é de 26 milhões, quantidade que representa mais de 12% da população
do país. A projeção do IBGE é que, em 2027, os idosos alcancem a marca de 37 milhões. E o acesso deles à internet
também vem crescendo. Em 2016, mais de 5 milhões de idosos acessavam a internet, número que cresceu mais de
1000% em comparação a 2008. (…)
Disponível em: < https://www.happycodeschool.com/blog/importancia-da-inclusao-digital-
na-terceira-idade/>. Acesso em: 16 jul. 2019. Texto adaptado.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija
um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema “Desafios para a inclusão
digital da terceira idade”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione,
organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.
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INSTRUÇÕES PARA REDAÇÃO

– O rascunho da redação deve ser feito no espaço apropriado.


– O texto definitivo deve ser escrito, à tinta, na folha própria, em até 30 linhas.
– A redação que apresentar cópia dos textos da Proposta de Redação ou do Caderno de Questões terá o número de linhas
copiadas desconsiderado para efeito de correção.
Receberá nota zero, em qualquer das situações expressas a seguir, a redação que:
– tiver até 7 (sete) linhas escritas, sendo considerada “texto insuficiente”.
– fugir ao tema ou que não atender ao tipo dissertativo-argumentativo.
– apresentar proposta de intervenção que desrespeite os direitos humanos.
– apresentar parte do texto deliberadamente desconectada do tema proposto.

TEXTOS MOTIVADORES
Texto I
A moeda virtual foi definida em 2012 pelo Banco Central Europeu como “um tipo de dinheiro não
regulamentado, digital, emitido e controlado por seus desenvolvedores e utilizado e aceito entre os membros de uma
comunidade virtual específica. Não se pode confundir com moeda eletrônica. As moedas eletrônicas são recursos
armazenados em dispositivo ou sistema eletrônico que permitem ao usuário final efetuar transações de pagamento
em moeda nacional. Já as moedas virtuais não têm garantia de conversão para a moeda oficial e não há nenhum
mecanismo governamental que garanta o valor em moeda oficial, ficando todo o risco de sua aceitação nas mãos dos
usuários. A variação dos preços das moedas virtuais pode ser muito grande pois o volume de transações efetuadas
com elas ainda é baixo e a baixa aceitação da mesma como meio de troca prejudica o seu pleno uso pelos usuários.
Segundo o Banco Central do Brasil, o uso das chamadas moedas virtuais ainda não tem se mostrado capaz de
oferecer riscos ao Sistema Financeiro Nacional mas o seu acompanhamento se faz necessário pela possibilidade de
uso destas moedas virtuais em atividades ilícitas e para fins de adoção de eventuais medidas no âmbito de sua
competência legal, se for o caso.

Disponível em: Disponível em: https://www.conteudojuridico.com.br/pdf/cj049399.pdf. Acesso em 16 jul 2019.

Texto II

A chamada Quarta Revolução Industrial está alterando profundamente tudo ao nosso redor, até mesmo a
maneira como vivemos. Esta revolução promete criar uma maior eficiência em todos os setores da indústria e
maximizar espetacularmente o bem-estar humano. No entanto, para a Quarta Revolução Industrial para ser bem
sucedida, um diálogo aberto, sem fronteiras, e um protocolo de pagamento devem estar no local. Este protocolo é
o Bitcoin e o Blockchain.
A Quarta Revolução Industrial traz uma abrangente mudança a uma magnitude nunca antes experimentado.
Essencialmente, esta revolução está mudando os seres humanos.
Klaus Schwab, Fundador e Presidente Executivo do importantíssimo World Economic Forum, comentou: “Uma
das principais características da Quarta Revolução Industrial é que isso não muda o que estamos fazendo, mas sim
a forma como estamos fazendo.”[…]
O Bitcoin e sua tecnologia subjacente, o blockchain, são outras inovações tecnológicas chaves nessa mudança.
De fato, como Schwab disse, “Blockchains são o coração da Quarta Revolução Industrial”.
O impacto destas novas tecnologias também afetará as economias e indústrias dramaticamente. Por exemplo,
o advento do Bitcoin revelou como antiquados o atual sistema bancário e a moeda fiduciária são.
Na verdade, o modelo econômico emergente torna as ortodoxias econômicas mais do que obsoletas. Debates
sobre o capitalismo contra o socialismo ou o keynesianismo contra o liberalismo não são mais relevantes.[…]
A Quarta Revolução Industrial certamente apresenta desafios colossais como um todo e, particularmente, nos
sistemas financeiros. Coincidentemente, o Bitcoin e sua tecnologia blockchain são ideais para implementar a mudança
de modo global e criar uma nova economia.
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O Bitcoin pode abastecer essa nova economia, permitindo que milhões de dispositivos
inteligentes executem transações financeiras transparentes e sem nenhum problema, sem intervenção humana, no
universo da Internet das coisas.
Disponível em: <https://guiadobitcoin.com.br/o-bitcoin-e-o-blockchain-bem-vindo-a-
quarta-revolucao-industrial/>. Acesso em 16 jul 2019. Texto adaptado.

Texto III
ENTENDA O QUE É BITCOIN

A bitcoin é uma moeda, assim como o real ou o dólar, mas bem diferente dos exemplos citados. Ela não
existe fisicamente, é totalmente virtual.
Ela é produzida de forma descentralizada por milhares de computadores, mantidos por pessoas que
“emprestam” a capacidade de suas máquinas para criar bitcoins e registrar todas as transações feitas.
No processo de nascimento de uma bitcoin, chamado de “mineração”, os computadores conectados à rede
competem entre si na resolução de problemas matemáticos. Quem ganha, recebe um bloco da moeda.
Com bitcoins, é possível contratar serviços ou adquirir coisas no mundo todo. O número de empresas que a
aceitam ainda é pequeno, mas vários países, como a Rússia se movimentam no sentido de “regular” a moeda.
No ano passado, o interesse pela bitcoin explodiu e a moeda passou a ser um dos investimentos mais
comentados do planeta. Em 2017, a moeda digital valorizou 1400% e atingiu a maior cotação da história: 19,3 mil
dólares.

Disponível em: < https:// https://exame.abril.com.br/mercados/entenda-o-que-e-


bitcoin//>. Acesso em: 16 jul. 2019. Texto adaptado.

PROPOSTA DE REDAÇÃO

Com base na leitura dos textos motivadores e nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija
um texto dissertativo-argumentativo em norma-padrão da língua portuguesa sobre o tema “As moedas virtuais e a
revolução das relações econômicas”, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos.
Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.