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Motos Classicas 70 - Test Drive Honda SS125A

Test Drive
AMAZONAS AME1600
"quadro-elástico"
1982
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Esse “Test Drive” foi realizado em 1982, durante o


período em que trabalhei na “AME Amazonas
Motocicletas Especiais Ltda”.

Pertencente ao tradicional grupo Ferreira Rodrigues


e situada na Zona Leste de São Paulo, a
“Amazonas” foi uma empresa arrojada e corajosa ao
produzir, no final da década de 70, em série, quase
que artesanalmente, uma motocicleta com soluções
buscadas na indústria automobilística, como é o
caso do motor e câmbio, comprados na Volkswagen por: Marcos V. Pasini
do Brasil, vindos do VW Gol 1.6 AR.

Fundada em 15 de agosto de 1978, a Amazonas ganhou este nome para


homenagear o maior estado brasileiro e a maior bacia fluvial do mundo, já que
ela seria, na época, a maior motocicleta do mundo.

Por conta dessa fama, foram exportados alguns exemplares da Amazonas


AME1600, com destaque para as que foram para Hussain Assad, presidente da
companhia petrolífera oficial do Kwait, no início da década de 80 e para o Japão,
onde chegou a ser capa de revista.
Foram exportadas, também, algumas unidades para os Estados Unidos, França,
Alemanha e Suíça.

A Amazonas AME1600 é montada em um quadro tubular de berço duplo, que


recebe o motor  VW AR1600, com 1.584 cm³, e potência de 56cv @ 4500rpm com
o torque máximo de 10,8 mkgf @ 3000 rpm.

A transmissão VW 013 era, inicialmente à do VW Brasília, com par final 3,875:1


(VW SP2) sendo, posteriormente, substituída pela do VW Gol 1.6 AR.

A embreagem, monodisco a seco, é com acionamento mecânico por meio de


cabo.

A transmissão tem as engrenagens satélites, do diferencial original, travadas


com a saída de torque apenas por um lado, onde é fixado o pinhão da
transmissão final, que é por corrente.

O consumo na cidade fica em torno dos 10 km/l, e em estrada, pode chegar até
os 15 km/l, dependendo da condição de uso.

A velocidade máxima no modelo “Quadro-Elástico Esporte”, chega aos 145


km/h e aceleração de 0 a 100 km/h, é feita em 9 segundos.

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Motos Classicas 70 - Test Drive Honda SS125A

Tínhamos poucos, mas seletos clientes, sendo um dos os mais assíduos, a


Policia Rodoviária Federal, que preferia as “nossas” Amazonas às “cansadas”
Harley-Davidson que o pelotão da Rodovia Presidente Dutra, em Guarulhos,
SP,  tinha em sua frota.

Como a moto era produzida sob encomenda, era comum aparecer na fábrica o
Durval, Gerente Comercial, junto com o cliente que, ao ver o carinho e capricho
com que os hábeis funcionários dispensavam em cada moto na bancada, se
apaixonava irremediavelmente pelo grande e sedutor “dinossauro do asfalto”.

Depois disso o telefone não parava de tocar... “- Já está pronta?” ou “- Posso ir


ver como ela está indo?”...

Consigo lembrar, até hoje, de muitos deles que, pela sua persistência em tentar
“acelerar” o “inacelerável” processo de montagem das motos (o abastecimento
da linha nem sempre estava em dia...) acabavam se tornando nossos amigos.

Um pouco da minha história com a Amazonas

Considero, hoje, um privilégio poder ter estagiado e começado minha


experiência profissional em pequenas empresas onde aprende-se como se
fazer, realmente, as coisas e a achar as soluções...
E a Amazonas foi uma dessas empresas.

Quando saí do meu primeiro emprego no começo de 1982, onde estagiei e


trabalhei por 2 anos, meu amigo José Cohen, tendo atuado na Amazonas
Motocicletas Especiais anteriormente (estava, nessa época, na Honda),
conhecia bem o pessoal de lá e me indicou para o lugar que um dia foi dele.

Fui recebido pelo Durval Rente, gerente comercial, que me levou até o Daniel
Ferreira Rodrigues, um dos proprietários e diretor da empresa.

Daniel, português severo e de poucas brincadeiras, era um empreendedor


idealista, apaixonado por Harley´s, e que viu na “Amazonas”, idéia original da
dupla Luiz Antonio Gomide e José Carlos Biston (vide matéria “MotoVolks”), a
possibilidade de construir em série uma moto do porte (ou maior) das Harley-
Davidson, mas com soluções brasileiras.

Veja a matéria "Motovolks"

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Fui muito bem recebido e começamos os trabalhos.

Me lembro que no primeiro dia, o Durval me apresentou a moto de apoio, que


era uma das primeiras (talvez o chassis 0001, não me lembro bem...).

Era um modelo “Turismo/Militar”, uma moto tipo “rabo semi-duro” com


amortecedores traseiros de ação simples, verde exército, com para-brisas,
bolsas, sirene, luzes, etc...

Nessa suspensão, “rabo-semi-duro” o eixo da roda traseira era fixado em duas


“bandeiras” de alumínio, uma de cada lado, onde eram fixos os amortecedores.
Essas “bandeiras”, por sua vez, eram montadas no quadro por meio de dois
pinos, um para cada “bandeira”, permitindo o movimento vertical do eixo
traseiro.

Foto de propaganda da “Turismo” (à frente) e da “Chopper” (em segundo


plano) ambas na versão “rabo-semi-duro”

Durval disse-me, então: “- Pode ir almoçar com ela”...

Caramba, olhei “praquilo-tudo” e, acostumado com a minha CB400, confesso


que quase amarelei...

Por sorte essa versão “rabo semi-duro” não era muito alta, permitindo a
“baixinhos” de 1,70m segurarem aquele “peso-todo” numa boa, com a perna
confortavelmente flexionada.

E esse foi o primeiro contacto com a Amazonas AME1600.

Tínhamos mais uma “moto de apoio”, uma “Chopper” vermelha, também “rabo-
semi-duro” que, da mesma forma que a “Turismo/Militar”, tinha uma altura
acessível a “baixinhos”.

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Fotos onde aparecem a moto do Durval, modelo “Esporte”, e a nossa


“Chopper”, ambas “rabo-semi-duro”

Nessa época, a versão “Quadro-Elástico” (com balança traseira e dois


amortecedores) estava, ainda, em fase de protótipo e o meu trabalho de
desenvolvimento se concentraria nela.

Após 3 ou 4 meses de trabalho na “Amazonas”, precisei me afastar, mas


retornei alguns meses depois.

Nessa altura, a versão “Quadro-Elástico” na qual eu havia trabalhado, já estava


quase pronta para começo de produção e, assim como na versão anterior, seria
disponível nos três modelos da marca: Chopper, Turismo e Esporte.

Tinham sido implementados todos os melhoramentos que desenvolvemos além


do quadro, como a suspensão dianteira com mola interna (tipo “Cerianni”),
amortecedores traseiros com dupla ação, novo tanque, painel, etc...
Ela tinha se modernizado bastante...

Nessa 2ª fase de trabalho na Amazonas, meu foco foi colocar o novo modelo em
 produção e dos “up-grades” que se tornassem necessários, e...  testes e mais
testes.

Fizemos muitas vendas, dentro do possível, sendo a maior delas, para a Policia
Rodoviária Federal (acho que foram mais de 10 motos numa tacada só), nas
quais ajudei a “bolar” o grafismo (inspirado na Honda 900 Bol d´Òr), que foi o
primeiro estudo daquele que seria o normal de série para o modelo.

Essa foi a primeira série do novo modelo “quadro-elástico”, ainda com a


suspensão dianteira com molas externas, do modelo anterior, pois a tipo
“Cerianni” ainda estava em fase final de acertos para ser colocada em série.

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Moto da Policia Rodoviária Federal – modelo "quadro-elástico"


notem a suspensão dianteira, ainda convencional

Outra recordação que trago comigo, é quanto ao logotipo da marca “AME” que
foi largamente utilizado pela empresa e até hoje permanece ligado à marca.

Eu costumava rabiscar no meu “risca-e-rabisca” um “logo” bem simples para a


“AME” que era um “A” sem cruzar, um “E” com três riscos horizontais e um
“M” com três riscos verticais.

O Daniel, um dia, me passou a missão de criar um logotipo com as tres letras...


Ora, peguei o meu “rabisco” e pedi para o projetista, na época, meu amigo
Zambone, para fazer um desenho mais decente.

Terminado o desenho, depois de colocá-lo nas medidas corretas, vi que ficou


muito bom, então passei para o Daniel que mandou aplicá-lo imediatamente
nos moldes de fundidos e peças de fibra...

É um pequeno detalhe mas me orgulho muito disso.

Logotipo até hoje usado pela marca


 

Começamos, também, um estudo e um protótipo de suspensão mono-assistida,


composta de dois pequenos amortecedores em paralelo no centro do chassis,
mas o projeto não foi adiante...

Fiquei mais uns seis meses por lá e, depois tomei meu caminho, novamente,
rumo à indústria automobilística, mas trago boas recordações daquele tempo
em que a gente conseguia fazer acontecer quase o impossível.

Bons tempos...

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Em 1986 a AME foi vendida e, em outubro de 1988, a empresa encerrou a


fabricação do modelo AME1600, com um total próximo a 450 motocicletas
produzidas, sendo mais de 100 destinadas ao uso policial e militar.

Pilotando a Amazonas AME1600 1982 (“Quadro-Elástico”) – Esporte

Essa era a minha predileta...

Após a “pré-série” de motos “quadro elástico” para a Polícia Rodoviária


Federal, fizemos mais uma unidade, ainda sem a suspensão tipo “Cerianni” que
entraria, em seguida, em série, para ser mostrado à Marinha, na cor branca e
com a faixa do tanque, mais fina que na versão da Policia Rodoviária, na cor
azul.

Esse estilo de pintura seria adotado em todas as motos “quadro-elástico”


produzidas naquele ano.

Exemplar que seria mostrado à Marinha - ainda com a suspensão


dianteira convencional

Depois da “motocicleta da Marinha”, montamos mais dois exemplares da


versão “Esporte”, um na cor preta, e o outro na cor vermelha, ambos com as
faixas douradas, agora, com a suspensão dianteira tipo "Cerianni".

Certa vez pedi ao Daniel para passar o feriado de “Finados” com uma das duas
novas motocicletas, pois queria ir para Itanhaém desfilar com a “motona”.

Tinha escolhido a preta, que, com a faixa e rodas douradas, lembrava a Lotus
Johnn-Player do Émerson.
Ele concordou de pronto.

Véspera de feriado, me preparei para ir para casa logo que tinha escurecido,
mas chovia pacas, me obrigando a parar em um posto de gasolina próximo para
vestir o macacão de nylon.

Marquei uma “bobeira” e deixei a moto tombar para o lado.

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Qual foi a minha surpresa quando ela “capotou”, levantando as duas rodas pro
alto, quebrando, assim, um dos coletores de admissão, que eram feitos de
alumínio fundido...

“Cabou” o passeio, pensei...

Lembrei-me, então, da moto vermelha que tinha ficado na fábrica.

Retornei rapidamente, com o motor “falhando”, para tentar chegar à fábrica


antes que o último a sair trancasse o portão.

“Bingo” , tinha gente, ainda, por lá, então troquei a placa (azul) e lá fui eu com a
vermelha pra casa.

Dia seguinte, coloquei minha bagagem nas bolsas laterais, e me preparei para a
viagem.

A versão “Quadro-Elástico” não era tão acessível aos “baixinhos”, como a


“rabo-semi-duro” causando um certo pânico, na hora de alçar a perna direita
por sobre o banco, na subida.

Mas com fé e determinação, tudo se consegue, não é?

Liguei a chave geral... Chave geral??? Eu explico....

A Amazonas tinha, em baixo do banco, um local para “parafusar com a mão”


uma chave-geral, igual às que costumavam-se colocar nos carros, antigamente
(no Fusca, ficava em baixo do banco traseiro, à frente da bateria, para o lado de
fora).

Ok, chave-geral atarraxada, contacto ligado e o valente motor de arranque vira


o “boxer” VW AR1600 que responde, quase jogando o piloto para o lado,
tamanho o “roll” do motor, com seu volante original.

As marchas são acionadas pelo pé esquerdo, por meio de um sistema que


transforma o movimento axial das varetas do trambulador do cambio VW 013,
pelo movimento circular do pedal, com canaletas, guias e um gatilho que arma a
marcha seguinte à medida que o pedal volta à posição de descanso, da mesma
forma acontecendo nas reduzidas.

Dessa forma conseguia-se simular a mesma posição convencional de engate


das outras motos, ou seja, 1ª para a frente e as outras 3 para trás (o pedal de
câmbio é duplo) com ponto-morto intermediário entre a 1ª e 2ª, com direito à luz
de neutro.

E a marcha-a-ré? Pois é... Ela tinha marcha-a-ré, que era acionada pela mão
direita, em uma pequena alavanca logo atrás do cambio, abaixo do banco. E
precisava disso...

Me lembro que só pra “tirar uma chinfra”, eu costumava parar a moto de frente,
a 45º na calçada enquanto todas as outras motos estavam com a roda dianteira
pra fora...

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Na hora de sair, os “espectadores” presentes ficavam com “aquele sorrisinho”


tipo: “e agora, José?”

Daí eu engatava a ré, e saia cantando pneu... Era só risos...

Voltando à viagem:

A embreagem com o acionamento mecânico é coisa pra macho... Super pesada.

Primeira engatada, a saída é com um torque exuberante do motor, aliás, sobra


torque.

A primeira arranca com muita competência e a segunda não fica atrás,


chegando a “cantar” o pneu em mudanças rápidas.

Como o motor AR1600 dispõe de uma curva de torque muito generosa, não há
necessidade se se “esticar” muito as marchas, podendo-se andar na cidade em
baixas rotações com marcha alta.

Na cidade tem-se dificuldade de administrar os corredores devido à sua largura


mas, na estrada a moto é uma delícia.

Ela é tão estável nas retas que parece até um carro (...)

Nas curvas, sua estabilidade, levando-se em conta seu peso, é bastante


aceitável, a menos do vão livre em relação ao solo que, quando se inclina muito
deixa “raspar tudo” no chão.

Com a adoção do "quadro-elástico" com a balança traseira com dois


amortecedores de dupla-ação recalibrados e, na dianteira, da suspensão com
molas internas tipo “Cerianni”, a melhora de dirigibilidade e conforto em
relação ao modelo anterior foi bastante grande, permitindo um ritmo de tocada
bem mais forte e com mais segurança.

O painel é bem grande, proporcionando uma visualização tranqüila tanto dos


instrumentos (velocímetro e conta-giros) como das luzes de advertência
(neutro, setas, farol alto e pressão de óleo). Uma luz vermelha indica o uso da
marcha à ré

Os freios a disco nas duas rodas, duplo na dianteira e simples na traseira,


também oriundos da indústria automobilística de acionamento hidráulico,
freiam o suficiente para parar o “dinossaouro do asfalto”, com ajuda do
exuberante freio motor.

Os faróis, lanternas e piscas, são bastante eficientes.

Viajar com uma Amazonas cura qualquer timidez do piloto.

Basta parar em qualquer lugar para um café que junta gente em volta pra ver e
perguntar um monte de coisas. Divertido...

Trabalhar com o pessoal da Amazonas foi muito gratificante e educativo e,


repito, considero realmente um privilégio ter podido participar, um pouco, da

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história da “AME Amazonas Motocicletas Especiais Ltda.”

Obrigado, Cohen, Durval e Daniel !!!

Infelizmente não consegui mais e melhores fotos das motocicletas Amazonas


AME1600 1982 na versão original.

Portanto, peço aos amigos internautas, que me ajudem a consegui-las para que
possamos enriquecer nossa matéria sobre uma das mais corajosas empresas a
se aventurar a lançar em produção uma motocicleta 100% nacional.

Obrigado

MP

 
Se você quiser, faça seus comentários sobre essa matéria !

Comentários:

Nome:   E- Mail:

Enviar

Marcos, parabéns pela matéria e pela experiência que voce viveu lá.
Este link que te passo, tem imagens diferentes e nem tanto das queridas AME 1600:
http://www.tmamotos.com.br/memoria.html 
Abraço,

Paulo Augusto de Almeida Junqueira [drpj@globo.com]


 

Caro Pasini
Você  tem que se orgulhar muito de ter participado de um projeto que dado o grau de
dificuldade na época, foi herculeo mas é o legado de uma época aonde mesmo não tendo
recurso o impossivel era feito; e como era feito!
A Amazonas é muito importante para os amantes das duas rodas no Brasil; como sugestão
poderia começar um trabalho de resgate da história da ame para que ele nunca se perca grande
abraço

Silvio Scortecci [silvio.scortecci@terra.com.br]

Marcos Pasini

Realmente você foi um privilegiado ao participar desse marco histórico do motociclistico


brasileiro.

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A produção da lendária Amazonas é uma das mais perfeitas mostras de criatividade e


persistência.
Brasileiro quando quer faz. As dificuldades são apenas estimulantes.
Parabéns

Deusdete Bezerra [deusdete_davi@hotmail.com]

Boa tarde Marcos


 
Me espantei ao ler no teu site q vc trabalhou na fabricação da Amazonas.
Eu gosto muito dela, não sei porque mas gosto, nunca andei em uma, espero andar e continuar
gostando.
Acho q ela representa muito p/ motociclismo brasileiro.
Tenho a impressão q quase ninguém gosta dela, por isso qdo vou a eventos nem comento
sobre a Amazonas, espero chegar alguma e vou lá timidamente conversar c/ seu proprietário.
me tira umas dúvidas:
1 - É verdade q foi lançado um modelo 1300cc a alcool? que cara ela tinha?
2 - Existiu um modelo chamado Jupter?
3 - Já ouvi alguns comentários sobre um modelo rabo-duro, creio q se referem ao rabo-semi-
duro ou mola-e-contramola como tb é conhecido aquele quadro. Existiu realmente uma
Amazonas rabo-duro?
4 - Li em algum site q o preço final dela ficaria em torno de 1,5x o preço da CG da época, o q
motivou a idéia de fabricá-la, mas q depois de tudo pronto um órgão do governo da época (não
lembro o nome) determinou q o preço final seria de 4x o valor da CG (usando a CG somente p/
comparação).
Isto foi verdade?

Osmar Gouvea [osmargouvea@ig.com.br ]

Caro Osmar, vou tentar responder suas perguntas dentro do que eu possa me lembrar ou das
informações que não eram "confidenciais".
1 - Existiam planos quanto ao motor boxer 1300 Álcool (o único boxer a ar com este
combustível naquela época) mas se aconteceu foi depois da minha saída.
2 - Não me lembro do modelo Jupter. Deve ser mais recente.
3 - O modelo "rabo-duro" puro, nunca foi produzido em série. A AME1600 só foi comercializada
com o "rabo-semi-duro" (mola e contra-mola) e "quadro elástico".
4 - Desconheço a negociação com órgãos do governo e da referencia na moto Honda CG125
mas me lembro que o preço da Amazonas era bem mais alto do que uma CB400 "0Km". Talvez
1,5x mas, francamente, não me lembro...

Abçs.

M.Pasini

Resposta  à questão nº 4 do Osmar Gouvea [osmargouvea@ig.com.br ]

Caro Osmar:
Tomando como base a Amazonas de 1982, os preços em julho de 1982 (pela tabela da época)
eram (em milhões de Cruzeiros):
Amazonas Chopper - 1465 / CG 125 - 315 / CB 400 - 866.

Abçs.

Ricardo Pupo

Caro Marcos Pasini


Parabéns pelo texto e obrigado pela oportunidade que nos deu de compartilhar com você deste
capítulo da indústria nacional .

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Sou proprietário de uma Amazonas Semi-rabo duro e estou reconstruindo-a com algumas
melhorias como carburador duplo, ignição eletrônica, alternador, etc. e ficaria grato se pudesse
enviar-me informações sobre como posso deixá-la mais macia sem prejuízo da estabilidade
como, por exemplo, qual a carga mínima da mola que pode ser usada na suspensão traseira .
Agradeço antecipadamente qualquer auxílio.

Um abraço.

Sidnei Borges de Oliveira easyrider68@gmail.com

Caro Sidnei
Francamente não me lembro mais das cargas de mola da AME mas você pode achar alguma
com o rate menor que não vai alterar muito a estabilidade.
O que pesa no conforto da "rabo-semi-duro" são os amortecedores traseiros que originalmente
são de ação simples, ou seja, quando são comprimidos funcionam, e na distensão não.
Aconselho procurar um que seja dupla ação ou converter os seus em qualquer casa que
recupere amortecedores.
Grande Abraço.

Marcos Pasini

Marcos Pasini.
Maravilha esta materia.
Fico contente em saber que o amigo teve o prazer em dirigir a primeira moto Amazonas de
Chassis n. 0001.
Hoje esta moto e de minha propriedade conservando toda sua caracteristica original, como você
descreveu na materia (verde militar com sirene e todos os detalhes citados).
Grande abraço do Amigo Cido.

Aparecido Di Iorio iorioaparecidao@bol.com.br

Fico muito grato por você se preocupar com a história da nossa motocicleta.
Fui amigo do Luizão,andava junto com ele quando frequentava a praça da conquista na Vila
Matilde e estava fazendo a moto que era uma Indian cortada.
Depois em São José dos Campos, onde moro atualmente e tenho uma retífica de motos, bons
tempos foram aqueles, onde os motoqueiros se expressavam livremente...
Tenho alguma coisa registrado sobre ele, que inclusive ele mesmo queria levar embora e eu não
deixei.
Vê se interessa para o seu site.
Um abraço, João da Triumph

João da Triumph joaodatriumph@uol.com.br

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