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Livro Eletrônico

Aula 00

500 Questões Comentadas VUNESP - Direito Civil


Professor: Aline Baptista Santiago

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CURSO DE 500 QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO CIVIL
AULA DEMONSTRATIVA - BANCA VUNESP
Profa Aline Baptista Santiago

AULA DEMONSTRATIVA
CURSO DE 500 QUESTÕES COMENTADAS DE DIREITO
CIVIL PARA A VUNESP.

0
APRESENTAÇÃO E METODOLOGIA DO CURSO

Olá, Concurseiros!Tudo bem?

É com enorme alegria que, hoje, damos início ao nosso curso de 500
questões comentadas de DIREITO CIVIL da Fundação para o Vestibular da
Universidade Estadual Paulista (VUNESP).
Nesse curso, veremos todo o conteúdo de Direito Civil que costuma ser
cobrado pela VUNESP. Serão 10 aulas de Direito Civil e 01 aula de Direito do
Consumidor, separadas por assunto, com 50 questões cada uma.
O principal objetivo do nosso curso é que você consiga obter um bom
resultado em sua prova relativa a esta matéria.
Sempre que possível, vamos utilizar os artigos para comentar as questões
para que vocês se acostumem com as expressões e vejam a fundamentação
jurídica. Mas, caso você tenha dificuldade de entendimento em algum desses
artigos, ou então quanto à resolução de alguma questão, não hesite em me
perguntar no forúm de dúvidas.
Nesta aula demonstrativa, vamos resolver 20 assertivas da banca VUNESP
referente a diversos temas.
Procure reservar um tempinho no seu cronograma, mesmo que pequeno,
para você. Lembre-se de que o descanso em alguns momentos será necessário.
Vamos, lá!?

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APRESENTAÇÃO PESSOAL

Antes de qualquer coisa, para aqueles que ainda não me conhecem,


vamos a uma rápida apresentação: Meu nome é Aline Baptista Santiago, sou
formada pela ULBRA-RS, com uma pós-graduação em Direito Público pela
UNIFRA-RS. Meu primeiro contato com concurso foi na prova da OAB, em 2002,
logo após a formatura. Estou no Estratégia Concursos desde sua inauguração,
em 2011, e sou muito feliz em ter a oportunidade de ajudar milhares de
pessoas a conseguir sua aprovação.

Aline Baptista Santiago.

AULAS CONTEÚDO DATA

Apresentação, metodologia, cronograma e algumas


Aula questões que serão abordadas durante o curso. 16/04/2018
Demonstrativa
20 QUESTÕES

Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro - LINDB.


Aula 01 Pessoas Naturais e Domicílio. 26/04/2018
50 QUESTÕES

Pessoas Naturais e Domicílio.


Aula 02 Pessoas Jurídicas e Domicílio. 06/05/2018
50 QUESTÕES

Dos Bens.
Aula 03 Dos Fatos Jurídicos. 16/05/2018
50 QUESTÕES

Dos Fatos Jurídicos.


Aula 04 26/05/2018
50 QUESTÕES

Dos Direitos das Obrigações.


Aula 05 05/06/2018
50 QUESTÕES

Atos Ilícitos e Responsabilidade Civil.


Aula 06 15/06/2018
50 QUESTÕES

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Dos Contratos.
Aula 07 25/06/2018
50 QUESTÕES

Direito das Coisas.


Aula 08 05/07/2018
50 QUESTÕES

Direito de Família.
Aula 09 15/07/2018
50 QUESTÕES

Direito das Sucessões.


Aula 10 25/07/2018
50 QUESTÕES

Direito do Consumidor.
Aula 11 04/08/2018
50 QUESTÕES

Aula Extra Questões 2018 14/08/2018

OBSERVAÇÃO IMPORTANTE: este curso é protegido por direitos autorais


(copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera, atualiza e consolida a
legislação sobre direitos autorais e dá outras providências.

Grupos de rateio e pirataria são clandestinos, violam a lei e prejudicam os professores que
elaboram os cursos. Valorize o trabalho de nossa equipe adquirindo os cursos
honestamente através do site Estratégia Concursos.

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AULA DEMONSTRATIVA
LISTA DE QUESTÕES

1. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR) ANULADA. Sobre a capacidade


civil, assinale a alternativa correta.
(A) São absolutamente incapazes os menores de 16 anos, os que por
enfermidade ou doença mental não tiverem discernimento para os atos da vida
civil e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
(B) São relativamente incapazes os maiores de 16 e menores de 18 anos, os
ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental,
tenham o discernimento reduzido, os excepcionais, sem desenvolvimento
mental completo, e os pródigos.
(C) São absolutamente capazes os menores em razão da emancipação,
casamento, união estável, bem como pelo exercício de estabelecimento
comercial, civil ou relação de emprego, independentemente da existência de
economia própria.
(D) São relativamente incapazes os pródigos, os ébrios eventuais, os viciados
em tóxicos, bem como aquele que não possa, de forma permanente ou
transitória, manifestar sua vontade.
(E) São absolutamente capazes os menores que tenham colado grau em curso
técnico ou superior, bem como os emancipados pelo ascendente detentor da
guarda do menor, mediante escritura pública, independentemente de
homologação judicial.

2. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). Considere o seguinte caso


hipotético: João, escritor, escreveu uma biografia sobre a vida de um político.
Na referida biografia, relatou fatos de sua vida política, como acusações de ter
participado de escândalos de corrupção, e de sua vida pessoal, como casos
extraconjugais. Todos os fatos relatados na biografia, compilados e reunidos, já
haviam sido noticiados pela imprensa. A obra foi editada com uma foto do
político na capa. Considerando a disciplina constante do Código Civil sobre os
direitos da personalidade, a disciplina constitucional dos direitos fundamentais e
a Jurisprudência dos Tribunais Superiores, o político:
(A) poderá requerer ao Judiciário que a obra seja retirada de circulação, tendo
em vista que o Código Civil exige a prévia concordância da pessoa biografada,
bem como a indenização por danos materiais e morais, em razão da violação da
vida privada e intimidade.
(B) por ser uma pessoa pública, seu direito à privacidade e uso da imagem é
relativizado, razão pela qual não poderá requerer a retirada de circulação da
obra e nem a retirada de sua foto da capa da obra.
(C) poderá requerer ao Judiciário que determine que a obra seja reeditada para
retirada de todos os fatos relatados sobre sua vida pessoal, mas nada poderá

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fazer em relação ao uso da sua imagem, bem como sobre os relatos de sua vida
política.
(D) poderá exigir a suspensão da edição e retirada de circulação da obra
literária, mas deverá permitir que o autor republique a obra, narrando somente
os fatos comprovadamente verdadeiros, a juízo do político ou corroborados por
documentos oficiais, de natureza pública.
(E) poderá requerer a condenação do autor da obra por danos morais em razão
do uso não autorizado de sua imagem para fins comerciais, bem como poderá
requerer a responsabilização do autor da biografia pelos eventuais fatos
narrados de maneira abusiva, mas não poderá requerer a retirada de circulação
da obra.

3. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). Sobre a remissão, assinale a


alternativa correta.
(A) Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação indivisível ficará extinta
para com os outros que não mais a poderão exigir, mesmo descontada a quota
do credor remitente.
(B) O credor solidário que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento
responderá aos outros pela totalidade da obrigação, tendo em vista a
indivisibilidade da obrigação solidária.
(C) O pagamento parcial feito por um dos devedores solidários e a remissão por
ele obtida não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da
quantia paga ou relevada.
(D) A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a
ele correspondente; porém, reservando o credor a solidariedade contra os
outros, pode cobrar destes a totalidade da dívida.
(E) A devolução voluntária do título da obrigação sem pagamento prova a
remissão, ficando desonerados o devedor e seus co-obrigados, mesmo que o
credor não seja capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir.

4. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). Sobre a boa-fé nas relações


contratuais, assinale a alternativa correta.
(A) A boa-fé dá origem a obrigações não constantes expressamente do
contrato. Em razão da conduta das partes, surgem, independentemente da
vontade destas, os denominados “deveres laterais” que podem servir de
fundamento para pretensões no âmbito da relação contratual.
(B) A boa-fé é protegida durante a relação contratual. Dessa forma, antes da
formação do vínculo contratual e após o cumprimento da prestação objeto do
contrato, não há que se falar em proteção à boa-fé, tendo em vista a
inexistência de relação jurídica, salvo se ocorrer qualquer hipótese que possa
ensejar responsabilidade aquiliana.

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(C) As cláusulas contratuais vinculam as partes. Se estas começarem a se


comportar, durante a relação contratual, de forma diversa da pactuada, não
pode qualquer delas demandar qualquer pretensão decorrente deste
comportamento, tendo em vista que a boa-fé não é apta a alterar o ajustado
expressamente no contrato.
(D) A boa-fé protegida no âmbito das relações contratuais é a denominada boa-
fé subjetiva. Dessa forma, mesmo que as partes tenham agido segundo o
padrão de conduta esperado, se uma delas tiver uma expectativa subjetiva
diversa da decorrente dos termos da relação contratual, existe pretensão a ser
exercida visando ao reequilíbrio contratual.
(E) Se o contrato prevê a resolução em razão de inadimplemento, mesmo
ocorrendo adimplemento substancial, deve o mesmo ser resolvido, tendo em
vista que não se pode alegar boa-fé contra cláusula expressa como justificativa
para a manutenção da relação contratual.
==0==

5. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). José, funcionário público, casou-


se com Maria em 2015. Entretanto, ambos tinham uma relação tumultuada,
razão pela qual José saiu de casa no mês de dezembro do ano de 2016 e foi
morar em outro imóvel alugado, não tendo se divorciado. O casal não teve
filhos. Em janeiro de 2017 José conheceu Paulo e Renata, irmãos, e iniciou,
concomitantemente, uma relação amorosa com ambos, pública e notória. José
faleceu em outubro de 2017 em razão de um infarto fulminante, em sua
residência, onde morava sozinho. Nesse caso hipotético, a pensão
(A) por morte não será paga nem a Maria e nem a Renata e/ou Paulo. Houve a
dissolução do vínculo conjugal existente entre Maria e José, em razão do
abandono do lar. A união homoafetiva não é reconhecida para fins
previdenciários. Como não havia coabitação, Renata não ostentava a condição
de companheira de José.
(B) por morte deverá ser paga a Renata e Paulo. Pela atual disciplina
constitucional, havendo a separação de fato, independentemente do prazo,
considera-se imediatamente extinto o vínculo conjugal. Não há impedimentos
legais ao reconhecimento de uniões estáveis poliafetivas para fins
previdenciários.
(C) por morte deverá ser paga exclusivamente a Maria, que ostentava a
condição legal de cônjuge de José. Mesmo com o abandono do lar, não houve
dissolução do vínculo conjugal. Renata e Paulo ostentam a condição de
concubinos de José, não tendo, assim direitos previdenciários.
(D) somente poderá ser paga a Renata e Paulo. Entretanto, ambos devem,
preliminarmente, obter o reconhecimento judicial da existência de uma
sociedade de fato com José, configurada pela confusão patrimonial e rateio de
despesas comuns. Tal ação deverá correr perante a Vara Cível.
(E) será paga exclusivamente a Renata. O vínculo conjugal com Maria estava
dissolvido pelo abandono do lar. A união homoafetiva não é prevista na
Constituição Federal e leis civis, não podendo, assim, ser reconhecida para fins

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previdenciários. A inexistência de coabitação não impede o reconhecimento da


união estável.

6. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). Assinale a alternativa correta no que tange à Lei de
Introdução às Normas de Direito Brasileiro.
(A) O prazo geral de vacatio legis é de trinta dias, respeitável em caso de
inexistência de previsão em sentido diverso.
(B) O magistrado, por força da vedação ao non liquet, deverá, em caso de
lacuna da lei, apoiar-se na analogia, nos costumes e nos princípios gerais do
Direito para julgar.
(C) A repristinação é prevista como regra no sistema legislativo brasileiro, de
tal modo que a perda de vigência da lei revogadora restaura automaticamente a
revogada.
(D) A sentença proferida no estrangeiro poderá ser executada no Brasil, desde
que, dentre outros requisitos, seja homologada pelo Supremo Tribunal Federal.
(E) Os brasileiros casados residentes no exterior não poderão se divorciar
perante as autoridades consulares brasileiras, sendo mister o retorno ao Brasil
para o rompimento do vínculo matrimonial.

7. (VUNESP 2017/CÂMARA DE SUMARÉ – SP/PROCURADOR JURÍDICO).


Assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n° 4.657/1942) e da Lei
Complementar n° 95/98.
(A) Constitui princípio da estruturação das leis, que cada lei deverá tratar de
um único objeto, ressalvada a possibilidade da existência de codificações.
(B) As leis complementares terão sua numeração iniciada a partir da
promulgação da Constituição Federal.
(C) Em caso de repristinação, tal determinação deve constar no primeiro artigo
do texto de lei.
(D) A cláusula de revogação deve enumerar expressamente as leis revogadas,
sendo vedada, no direito brasileiro, a revogação tácita de leis.
(E) Havendo vacatio legis, o cômputo deste prazo não incluirá a data da
publicação da lei, passando a correr a partir do dia útil imediatamente
subsequente.

8. (VUNESP 2017/CÂMARA DE COTIA – SP/PROCURADOR


LEGISLATIVO). Determinada lei, composta por 200 (duzentos) artigos,
tratando de assuntos ligados ao direito civil, contemplou a seguinte disposição
em sua parte final: Art. 200. Esta Lei entra em vigor:

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I. a partir de 1° de janeiro de 2018, em relação aos arts. 1° a 50;


II. 30 (trinta) dias após a sua publicação, em relação aos arts. 51 a 100;
III. no 1° (primeiro) dia do 6° (sexto) mês subsequente ao de sua publicação,
em relação aos arts. 101 a 130.
Em relação à vigência, é correto afirmar que
(A) são nulas as disposições constantes nos incisos I e III do artigo 200, na
medida em que a vacatio deve ser estabelecida em dias.
(B) os dispositivos não mencionados expressamente pelo artigo 200 começarão
a vigorar no país 90 (noventa) dias após a oficial publicação da lei.
(C) todas as disposições de vacatio são válidas e os artigos não expressamente
mencionados começarão a vigorar no país 45 (quarenta e cinco) dias após a
oficial publicação da lei.
(D) os dispositivos não mencionados expressamente pelo artigo 200 terão
vacatio equivalente ao maior período dentre os incisos que compõem o artigo, a
depender de quando a lei será oficialmente publicada.
(E) todas as disposições de vacatio são nulas, pois o artigo deveria contemplar
hipóteses para todos os artigos que compõem a lei.

9. (VUNESP 2017/CÂMARA DE MOJI DAS CRUZES – SP/PROCURADOR


JURÍDICO). Cláudia, apresentadora de um telejornal na televisão aberta, teve
sua foto na praia divulgada em revista de circulação nacional. Além da foto
divulgada, a revista fez uma matéria afirmando que Cláudia estaria usufruindo
suas férias com dinheiro ilícito. Um escritório de contabilidade aproveitou a foto
e a notoriedade do fato para fazer propaganda dos serviços oferecidos pelo
escritório.
Diante dos fatos narrados, responda corretamente.
(A) É civilmente responsável pelo ressarcimento de dano, decorrente de
publicação pela imprensa, apenas o autor do escrito.
(B) Para Cláudia ter direito a indenização, é necessário fazer prova do prejuízo
sofrido.
(C) O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja
intenção difamatória.
(D) Por se tratar de fato notório, o escritório de contabilidade pode usar o nome
de Cláudia em propaganda comercial.
(E) Não é cabível indenização por dano moral no caso descrito uma vez que a
publicação das fotos de Cláudia não causaram a ela dor e sofrimento.

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10. (VUNESP 2017/CÂMARA DE MOJI DAS CRUZES-SP/PROCURADOR


JURÍDICO). Isabel, professora palestrante, propôs ação de execução contra
escola particular buscando obter honorários relativos aos serviços prestados há
quatro anos. A escola, citada, não apresentou defesa. Após julgada procedente
a ação, a escola apresentou apelação, alegando que o prazo já estava prescrito,
mas aceitava discutir o assunto.
Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta.
(A) As partes podem, de comum acordo, alterar o prazo de prescrição de forma
que o direito material seja julgado.
(B) A ação proposta por Isabel não está prescrita, uma vez que o prazo para
pretensão dos professores por seus honorários é de cinco anos.
(C) A escola não pode alegar prescrição em sede de recurso, uma vez que
prescrição somente pode ser alegada em primeiro grau.
(D) A escola, por ser pessoa jurídica, deve responder com o seu patrimônio,
sem direito de ação contra seus representantes legais que deram causa à
prescrição.
(E) A renúncia à prescrição apresentada pela escola só seria válida se fosse
feita antes da prescrição se consumar.

11. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE MARÍLIA – SP/PROCURADOR


JURÍDICO). Caio solicitou um empréstimo de R$ 500.000,00 (quinhentos mil
reais) a Tício e Mélvio. Foi previsto no título da dívida a solidariedade ativa. O
vencimento da obrigação foi fixado para a data de 01.08.2017. No dia
30.07.2017, faleceu Tício, que deixou dois herdeiros sucessíveis, seus filhos
Aquiles e Justiniano.
Assinale a alternativa correta.
(A) O falecimento de um dos credores não faz cessar a solidariedade, podendo
Mélvio demandar Caio pela totalidade da dívida, mas Aquiles e Justiniano
apenas o podem fazer pelo valor correspondente aos seus quinhões
hereditários.
(B) A morte de qualquer dos credores extingue a solidariedade ativa; dessa
forma, Mélvio somente poderia demandar de Caio metade do valor da dívida.
(C) A morte de um dos credores não extingue a solidariedade; dessa forma,
Mélvio, Aquiles e Justiniano poderiam, juntos ou cada um deles isoladamente,
demandar Caio pelo valor total da dívida.
(D) A morte de um dos credores não extingue a solidariedade, mas Aquiles e
Justiniano ou Mélvio, juntos ou isoladamente, podem demandar Caio somente
pela metade do valor da dívida.
(E) A morte de um dos credores extingue a solidariedade e transforma a
obrigação em indivisível, somente podendo a dívida ser demandada de Caio na
integralidade por Mélvio, Aquiles e Justiniano reunidos.

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12. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). Quando se cria uma obrigação, o foco é sua extinção pelo
pagamento direto. Contudo, há situações em que o pagamento não efetivado
do modo inicialmente esperado poderá sê-lo de forma indireta.
Assinale a alternativa correta sobre o adimplemento indireto obrigacional.
(A) A imputação do pagamento é assegurada ao devedor de duas ou mais
dívidas de idêntica natureza, ainda que uma delas não seja exigível por não ter
vencido.
(B) Vislumbra-se a sub-rogação pessoal convencional quando o fiador,
garantidor que poderia ser acionado pelo credor, quita dívida do devedor
principal.
(C) Em caso de dação em pagamento, sendo o titular do crédito evicto da coisa
dada em pagamento, a quitação conferida pela dação perderá seu efeito,
renovando-se a obrigação anterior.
(D) Há novação subjetiva passiva por delegação quando o devedor é expulso da
obrigação.
(E) Ainda que infungíveis as coisas objeto de obrigações recíprocas entre credor
e devedor, haverá a compensação até onde se compensarem.

13. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA –


SP/PROCURADOR JURÍDICO). Assinale a alternativa correta sobre o direito
das obrigações, de acordo com as disposições do Código Civil de 2002.
(A) No pagamento com sub-rogação, o credor originário, só em parte
reembolsado, terá preferência ao sub-rogado na cobrança da dívida restante.
(B) Na obrigação assumida por pessoa casada, é presumida a responsabilidade
solidária do cônjuge.
(C) Na cessão de crédito, é ineficaz a cláusula pela qual o cedente não responde
pela solvência do devedor.
(D) Na solidariedade ativa, convertendo-se a prestação em perdas e danos,
cessa de pleno direito a solidariedade.
(E) Na assunção de dívida, quando for assinalado prazo para que o credor
consinta com a assunção, seu silêncio será interpretado como aceitação.

14. (VUNESP 2017/CÂMARA DE COTIA – SP/PROCURADOR


LEGISLATIVO). Assinale a alternativa correta sobre o inadimplemento das
obrigações e suas consequências.
(A) Não havendo termo para adimplemento da obrigação, a constituição do
devedor em mora exige interpelação judicial.
(B) Considera-se purgada a mora do devedor quando este paga o principal da
dívida, ainda que sem os encargos decorrentes da mora.

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(C) A exigência de juros moratórios, pelo credor, depende de prévia estipulação


contratual ou demonstração de prejuízo.
(D) É nula a cláusula contratual por meio da qual um dos contratantes assume
os riscos decorrentes de caso fortuito ou força maior.
(E) O valor de cominação imposta por meio de cláusula penal não pode exceder
o valor da obrigação principal.

15. (VUNESP 2017/CRBIO - 1º REGIÃO/ANALISTA – ADVOGADO).


Assinale a alternativa correta sobre o direito das obrigações.
(A) Não perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas
e danos.
(B) Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última
estabelece presunção juris et de jure de estarem solvidas as anteriores.
(C) O credor não pode ceder seu crédito, salvo se houver expressa permissão
legal ou cláusula permissiva de cessão.
(D) Nas obrigações alternativas a escolha cabe, em regra, ao credor.
(E) Ocorre o vencimento antecipado da dívida quando se tornarem insuficientes
as garantias do débito, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las.

16. (VUNESP 2017/PREF. DE ANDRADINA – SP/ASSISTENTE JURÍDICO


E PROCURADOR JURÍDICO). Tadeu vendeu duzentas cabeças de gado ao seu
vizinho, Celso. Como forma de pagamento, restou definido que Celso poderia
pagar o valor de forma parcelada, em dez meses, em sacas de café ou sacas de
milho.
Sobre os fatos narrados, responda corretamente:
(A) Por se tratar de obrigação alternativa, a escolha da forma de pagamento
será feita por Tadeu, se outra coisa não se estipulou.
(B) Celso poderá pagar metade da parcela em sacas de café e a outra metade
em sacas de milho, apesar de Tadeu não concordar com essa forma de
pagamento.
(C) Caso Celso tenha escolhido pagar com sacas de café e, no segundo mês,
por motivos de força maior, o pagamento com sacas de café se tornar
inexequí-vel, subsistirá o débito quanto às sacas de milho.
(D) Se Celso tivesse mais dois sócios, e entre eles não houvesse acordo
unânime sobre qual forma de pagamento deveria ser escolhida, essa escolha
recairia obrigatoriamente sobre Tadeu.
(E) Caso ambas as prestações se tornem impossíveis sem culpa de Celso,
deverá ser definida uma nova modalidade de prestação.

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17. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). No Direito Civil Brasileiro, por regra, a Responsabilidade
Civil daquele que provoca dano a outrem é subjetiva, exigindo-se, pois, além da
prova do nexo causal, a prova da negligência, da imprudência ou da imperícia.
Sobre a temática, anote a opção correta.
(A) No atual sistema, o incapaz jamais poderá ser responsabilizado pelas
condutas danosas que praticar, recaindo o dever reparatório sempre aos seus
representantes.
(B) A prolação de sentença criminal que reconheça a responsabilidade de um
agente pelo prejuízo experimentado por outro é exequível no Juízo Cível, sendo
vedada a rediscussão sobre a existência do fato e a autoria.
(C) São os empregadores, direta e objetivamente, responsáveis pela reparação
dos danos causados por seus prepostos, caso em que a vítima será dispensada
da prova do nexo causal entre a conduta do agente e o dano.
(D) O ascendente que reparar o dano causado por seu descendente
relativamente incapaz terá contra este direito de regresso.
(E) Transmitem-se por sucessão os direitos reparatórios, não sendo verdadeira
a recíproca no que concerne à responsabilidade indenizatória, esta
intransmissível.

18. (VUNESP 2017/CÂMARA DE COTIA – SP/PROCURADOR


LEGISLATIVO). Em aplicação à teoria da responsabilidade civil objetiva, são
também responsáveis pela reparação civil
(A) os herdeiros necessários, pelos danos decorrentes da prática de homicídio.
(B) os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a
concorrente quantia.
(C) os parentes, até o terceiro grau, em relação ao credor prejudicado por ato
praticado em fraude contra credores.
(D) o empregador, pelos atos praticados pelos seus empregados, no exercício
ou não do trabalho que lhes competir.
(E) o dono de animal, pelos danos causados por este, ainda que haja culpa
exclusiva da vítima.

19. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). O contrato de doação, classificado por regra como
gratuito e unilateral, tem como essência a intenção livre e consciente de
privação de coisa móvel ou imóvel em favor do donatário. Assinale a alternativa
correta.
(A) Impõe o Código Civil limitação à liberdade de disposição, de tal sorte que a
existência de cônjuges ou filhos limita o ato de disposição à metade do
patrimônio do doador.

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(B) Confere a lei autonomia plena ao titular do patrimônio, permitindo-lhe a


doação da integralidade de seu acervo sem nenhuma ressalva.
(C) É anulável a doação inoficiosa.
(D) A doação que transcende ao limite do patrimônio disponível é intitulada
inoficiosa, sendo certo que a declaração da nulidade contaminará todo o ato de
liberalidade, impondo-se o retorno de todo o patrimônio ao doador.
(E) É inadmissível no atual contexto do Direito Privado a doação verbal, sendo
sempre exigida a instrumentalização.

20. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). Quanto aos pactos adjetos à compra e venda, assinale a
alternativa correta.
(A) No instituto da retrovenda, o prazo máximo de decadência para que o
vendedor resgate o imóvel alienado é de três anos, sendo admissível a
pactuação por lapso menor.
(B) A venda a contento se aperfeiçoa no momento da tradição, sendo
irrelevante a manifestação do agrado por parte do potencial adquirente.
(C) Tal como na locação, na compra e venda a preempção deriva
expressamente da lei, sendo prescindível a previsibilidade expressa do direito à
prelação.
(D) São prescricionais os prazos de cento e oitenta dias e de dois anos,
respectivamente para bens móveis e imóveis, afetos ao exercício do direito de
preferência.
(E) A venda com reserva de domínio pode ser pactuada tanto nos negócios que
contenham como objeto bens imóveis, como nos móveis.

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1.X 2.E 3.C 4.A 5.C 6.B 7.A 8.C 9.C 10.B

11.A 12.C 13.A 14.E 15.E 16.C 17.B 18.B 19.A 20.A

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QUESTÕES COMENTADAS

1. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR) ANULADA. Sobre a capacidade


civil, assinale a alternativa correta.
(A) São absolutamente incapazes os menores de 16 anos, os que por
enfermidade ou doença mental não tiverem discernimento para os atos da vida
civil e os que, mesmo por causa transitória, não puderem exprimir sua vontade.
(B) São relativamente incapazes os maiores de 16 e menores de 18 anos, os
ébrios habituais, os viciados em tóxicos e os que, por deficiência mental,
tenham o discernimento reduzido, os excepcionais, sem desenvolvimento
mental completo, e os pródigos.
(C) São absolutamente capazes os menores em razão da emancipação,
casamento, união estável, bem como pelo exercício de estabelecimento
comercial, civil ou relação de emprego, independentemente da existência de
economia própria.
(D) São relativamente incapazes os pródigos, os ébrios eventuais, os viciados
em tóxicos, bem como aquele que não possa, de forma permanente ou
transitória, manifestar sua vontade.
(E) São absolutamente capazes os menores que tenham colado grau em curso
técnico ou superior, bem como os emancipados pelo ascendente detentor da
guarda do menor, mediante escritura pública, independentemente de
homologação judicial.

COMENTÁRIO:
Observe os sequintes artigos do CC/2002:
Art. 3º. São absolutamente incapazes de exercer pessoalmente os atos da vida civil os
menores de 16 (dezesseis) anos.
Art. 4º. São incapazes, relativamente a certos atos ou à maneira de os exercer:
I - os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos;
II - os ébrios habituais e os viciados em tóxico;
III - aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem exprimir sua
vontade;
IV - os pródigos.

Sendo assim,
Alternativa “a” – errada.
De acordo com o art. 3º do CC, são absolutamente incapazes os menores de 16
anos.

Alternativa “b” – errada.

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De acordo com o art. 4º do CC, são relativamente incapazes os maiores de


dezesseis e menores de dezoito anos; os ébrios habituais e os viciados em
tóxico; aqueles que, por causa transitória ou permanente, não puderem
exprimir sua vontade; os pródigos.

Alternativa “c” – errada.


De acordo com o parágrafo único do art. 5º do CC:
Art. 5o A menoridade cessa aos dezoito anos completos, quando a pessoa fica
habilitada à prática de todos os atos da vida civil.
Parágrafo único. Cessará, para os menores, a incapacidade:
I - pela concessão dos pais, ou de um deles na falta do outro, mediante instrumento
público, independentemente de homologação judicial, ou por sentença do juiz, ouvido o
tutor, se o menor tiver dezesseis anos completos;
II - pelo casamento;
III - pelo exercício de emprego público efetivo;
IV - pela colação de grau em curso de ensino superior;
V - pelo estabelecimento civil ou comercial, ou pela existência de relação de emprego,
desde que, em função deles, o menor com dezesseis anos completos tenha
economia própria.

Alternativa “d” – errada.


Pois o inciso II, do art. 4º do CC, fala em ébrios habituais, e não em ébrios
eventuais, que são plenamente capazes.

Alternativa “e” – errada.


Pois o parágrafo único do art. 5º do CC, fala em colação de grau em curso
superior.

Portanto, esta questão não possui alternativa correta, por isso foi anulada pela
banca.
Gabarito letra X.

2. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). Considere o seguinte caso


hipotético: João, escritor, escreveu uma biografia sobre a vida de um político.
Na referida biografia, relatou fatos de sua vida política, como acusações de ter
participado de escândalos de corrupção, e de sua vida pessoal, como casos
extraconjugais. Todos os fatos relatados na biografia, compilados e reunidos, já
haviam sido noticiados pela imprensa. A obra foi editada com uma foto do
político na capa. Considerando a disciplina constante do Código Civil sobre os

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direitos da personalidade, a disciplina constitucional dos direitos fundamentais e


a Jurisprudência dos Tribunais Superiores, o político:
(A) poderá requerer ao Judiciário que a obra seja retirada de circulação, tendo
em vista que o Código Civil exige a prévia concordância da pessoa biografada,
bem como a indenização por danos materiais e morais, em razão da violação da
vida privada e intimidade.
(B) por ser uma pessoa pública, seu direito à privacidade e uso da imagem é
relativizado, razão pela qual não poderá requerer a retirada de circulação da
obra e nem a retirada de sua foto da capa da obra.
(C) poderá requerer ao Judiciário que determine que a obra seja reeditada para
retirada de todos os fatos relatados sobre sua vida pessoal, mas nada poderá
fazer em relação ao uso da sua imagem, bem como sobre os relatos de sua vida
política.
(D) poderá exigir a suspensão da edição e retirada de circulação da obra
literária, mas deverá permitir que o autor republique a obra, narrando somente
os fatos comprovadamente verdadeiros, a juízo do político ou corroborados por
documentos oficiais, de natureza pública.
(E) poderá requerer a condenação do autor da obra por danos morais em razão
do uso não autorizado de sua imagem para fins comerciais, bem como poderá
requerer a responsabilização do autor da biografia pelos eventuais fatos
narrados de maneira abusiva, mas não poderá requerer a retirada de circulação
da obra.

COMENTÁRIO:
Alternativa “e” – correta.
Recentemente esta problemática foi julgada pelo STF, resultando na seguinte
decisão:
Para que seja publicada uma biografia não é necessária autorização prévia do
indivíduo biografado, das demais pessoas retratadas, nem de seus familiares.
Essa autorização prévia seria uma forma de censura, não sendo compatível com
a liberdade de expressão consagrada pela CF/88. Caso o biografado ou
qualquer outra pessoa retratada na biografia entenda que seus direitos foram
violados pela publicação, ele terá direito à reparação, que poderá ser feita não
apenas por meio de indenização pecuniária, como também por outras formas,
tais como a publicação de ressalva, de nova edição com correção, de direito de
resposta etc. STF. Plenário. ADI 4815, Rel. Min. Cármen Lúcia, julgado em
10/06/2015.
Gabarito letra E.

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3. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). Sobre a remissão, assinale a


alternativa correta.
(A) Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação indivisível ficará extinta
para com os outros que não mais a poderão exigir, mesmo descontada a quota
do credor remitente.
(B) O credor solidário que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento
responderá aos outros pela totalidade da obrigação, tendo em vista a
indivisibilidade da obrigação solidária.
(C) O pagamento parcial feito por um dos devedores solidários e a remissão por
ele obtida não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da
quantia paga ou relevada.
(D) A remissão concedida a um dos co-devedores extingue a dívida na parte a
ele correspondente; porém, reservando o credor a solidariedade contra os
outros, pode cobrar destes a totalidade da dívida.
(E) A devolução voluntária do título da obrigação sem pagamento prova a
remissão, ficando desonerados o devedor e seus co-obrigados, mesmo que o
credor não seja capaz de alienar, e o devedor capaz de adquirir.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação indivisível NÃO ficará extinta
para com os outros. Conforme o artigo seguinte:
Art. 262. Se um dos credores remitir a dívida, a obrigação não ficará extinta para com
os outros; mas estes só a poderão exigir, descontada a quota do credor remitente.

Alternativa “b” – errada.


O credor que tiver remitido a dívida ou recebido o pagamento responderá aos
outros pela parte que lhes caiba, conforme art. 272 do CC.

Alternativa “c” – correta.


É a exata disposição do art. 277 do CC:
Art. 277. O pagamento parcial feito por um dos devedores e a remissão por ele obtida
não aproveitam aos outros devedores, senão até à concorrência da quantia paga ou
relevada.

Alternativa “d” – errada.


O credor não poderá cobrara a totalidade da dívida, mas sim, até à concorrência
da quantia paga ou relevada. Conforme art. 277 do CC, citado acima.

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Alternativa “e” – errada.


Pois o credor deve ser capaz de alienar e o devedor capaz de adquirir.
Art. 386. A devolução voluntária do título da obrigação, quando por escrito particular,
prova desoneração do devedor e seus co-obrigados, se o credor for capaz de alienar, e
o devedor capaz de adquirir.
Gabarito letra C.

4. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). Sobre a boa-fé nas relações


contratuais, assinale a alternativa correta.
(A) A boa-fé dá origem a obrigações não constantes expressamente do
contrato. Em razão da conduta das partes, surgem, independentemente da
vontade destas, os denominados “deveres laterais” que podem servir de
fundamento para pretensões no âmbito 0 da relação contratual.
(B) A boa-fé é protegida durante a relação contratual. Dessa forma, antes da
formação do vínculo contratual e após o cumprimento da prestação objeto do
contrato, não há que se falar em proteção à boa-fé, tendo em vista a
inexistência de relação jurídica, salvo se ocorrer qualquer hipótese que possa
ensejar responsabilidade aquiliana.
(C) As cláusulas contratuais vinculam as partes. Se estas começarem a se
comportar, durante a relação contratual, de forma diversa da pactuada, não
pode qualquer delas demandar qualquer pretensão decorrente deste
comportamento, tendo em vista que a boa-fé não é apta a alterar o ajustado
expressamente no contrato.
(D) A boa-fé protegida no âmbito das relações contratuais é a denominada boa-
fé subjetiva. Dessa forma, mesmo que as partes tenham agido segundo o
padrão de conduta esperado, se uma delas tiver uma expectativa subjetiva
diversa da decorrente dos termos da relação contratual, existe pretensão a ser
exercida visando ao reequilíbrio contratual.
(E) Se o contrato prevê a resolução em razão de inadimplemento, mesmo
ocorrendo adimplemento substancial, deve o mesmo ser resolvido, tendo em
vista que não se pode alegar boa-fé contra cláusula expressa como justificativa
para a manutenção da relação contratual.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – correta.
Perfeito o conceito. O conceito de boa-fé objetiva está ligado não só à
interpretação do contrato, mas também ao interesse social de segurança das
relações jurídicas. Segundo este princípio as partes devem agir de forma
honrada durante as tratativas, a formação e, também, durante a execução do
contrato.
Conforme o art. 422 do CC/02:

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Art. 422. Os contratantes são obrigados a guardar, assim na conclusão do contrato,


como em sua execução, os princípios de probidade e boa-fé.

Alternativa “b” – errada.


Conforme art. 422 do CC, citado. Segundo este princípio as partes devem agir
de forma honrada durante as tratativas, a formação e, também, durante a
execução do contrato.

Alternativa “c” – errada.


Pode sim demandar pretensão decorrente de comportamento contrário a boa-
fé.

Alternativa “d” – errada.


Como visto, é a boa-fé objetiva.

Alternativa “e” – errada.


A teoria do adimplemento substancial defende que não se deve considerar
resolvida a obrigação quando a atividade do devedor, embora não tenha sido
perfeita ou não atingido plenamente o fim proposto, aproxima-se
consideravelmente do seu resultado final.
O adimplemento substancial tem sido aplicado, regularmente, nos contratos de
seguro, e não permite a resolução do vínculo contratual se houver o
cumprimento significativo da obrigação assumida. Conforme as peculiaridades
do caso, a teoria do adimplemento substancial atua como um instrumento de
equidade diante da situação fático-jurídica, permitindo soluções razoáveis e
sensatas.
Enunciado n. 361 da IV Jornada de Direito Civil CJF/STJ: “O
adimplemento substancial decorre dos princípios gerais contratuais, de modo a
fazer preponderar a função social do contrato e o princípio da boa-fé objetiva,
balizando a aplicação do art. 475”.
Gabarito letra A.

5. (VUNESP 2018/IPSM/PROCURADOR). José, funcionário público, casou-


se com Maria em 2015. Entretanto, ambos tinham uma relação tumultuada,
razão pela qual José saiu de casa no mês de dezembro do ano de 2016 e foi
morar em outro imóvel alugado, não tendo se divorciado. O casal não teve
filhos. Em janeiro de 2017 José conheceu Paulo e Renata, irmãos, e iniciou,
concomitantemente, uma relação amorosa com ambos, pública e notória. José
faleceu em outubro de 2017 em razão de um infarto fulminante, em sua
residência, onde morava sozinho. Nesse caso hipotético, a pensão

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(A) por morte não será paga nem a Maria e nem a Renata e/ou Paulo. Houve a
dissolução do vínculo conjugal existente entre Maria e José, em razão do
abandono do lar. A união homoafetiva não é reconhecida para fins
previdenciários. Como não havia coabitação, Renata não ostentava a condição
de companheira de José.
(B) por morte deverá ser paga a Renata e Paulo. Pela atual disciplina
constitucional, havendo a separação de fato, independentemente do prazo,
considera-se imediatamente extinto o vínculo conjugal. Não há impedimentos
legais ao reconhecimento de uniões estáveis poliafetivas para fins
previdenciários.
(C) por morte deverá ser paga exclusivamente a Maria, que ostentava a
condição legal de cônjuge de José. Mesmo com o abandono do lar, não houve
dissolução do vínculo conjugal. Renata e Paulo ostentam a condição de
concubinos de José, não tendo, assim direitos previdenciários.
(D) somente poderá ser paga a Renata e Paulo. Entretanto, ambos devem,
preliminarmente, obter o reconhecimento judicial da existência de uma
sociedade de fato com José, configurada pela confusão patrimonial e rateio de
despesas comuns. Tal ação deverá correr perante a Vara Cível.
(E) será paga exclusivamente a Renata. O vínculo conjugal com Maria estava
dissolvido pelo abandono do lar. A união homoafetiva não é prevista na
Constituição Federal e leis civis, não podendo, assim, ser reconhecida para fins
previdenciários. A inexistência de coabitação não impede o reconhecimento da
união estável.

COMENTÁRIO:
Alternativa “c” – correta.
Na situação descrita no enunciado, José e Maria não estavam divorciados, tendo
em vista que não tivemos uma ação de divórcio, nem a passagem do prazo de
dois anos para se considerar uma separação de fato. E a relação que José tinha
com os itmãos Paulo e Renata, era um namoro.
Diante disso, a pensão será paga a Maria, que ainda era cônjuge de José.
Conforme o art. 1.830 do CC/02:
Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao
tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de
fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara
impossível sem culpa do sobrevivente.
Gabarito letra C.

6. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). Assinale a alternativa correta no que tange à Lei de
Introdução às Normas de Direito Brasileiro.

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(A) O prazo geral de vacatio legis é de trinta dias, respeitável em caso de


inexistência de previsão em sentido diverso.
(B) O magistrado, por força da vedação ao non liquet, deverá, em caso de
lacuna da lei, apoiar-se na analogia, nos costumes e nos princípios gerais do
Direito para julgar.
(C) A repristinação é prevista como regra no sistema legislativo brasileiro, de
tal modo que a perda de vigência da lei revogadora restaura automaticamente a
revogada.
(D) A sentença proferida no estrangeiro poderá ser executada no Brasil, desde
que, dentre outros requisitos, seja homologada pelo Supremo Tribunal Federal.
(E) Os brasileiros casados residentes no exterior não poderão se divorciar
perante as autoridades consulares brasileiras, sendo mister o retorno ao Brasil
para o rompimento do vínculo matrimonial.

COMENTÁRIO:
A alternativa “a” está errada.
O prazo geral de vacatio legis é de 45 dias, salvo disposição contrária:
Art. 1°. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e
cinco dias depois de oficialmente publicada.

A alternativa “b” está correta.


O magistrado, por força da vedação ao non liquet, deverá, em caso de lacuna
da lei, apoiar-se na analogia, nos costumes e nos princípios gerais do Direito
para julgar.
No ordenamento jurídico brasileiro temos a vedação do non liquet. Toda vez
que o intérprete não localizar no sistema jurídico a norma jurídica aplicável ao
caso concreto, verifica-se uma lacuna que necessita de preenchimento, de
colmatação. Perceba que a vedação do non liquet é dirigida ao juiz que
provocado não poderá eximir-se de proferir decisão, alegando ausência de
norma jurídica.
O art. 4° da Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro, partindo da real
possibilidade de omissão normativa, indica os meios pelos quais serão supridas
as lacunas:
Art. 4°. Quando a lei for omissa, o juiz decidirá o caso de acordo com a analogia, os
costumes e os princípios gerais de direito.
VUNESP: O sistema processual civil brasileiro adotou o princípio do livre
convencimento motivado do órgão julgador. O juiz, diante do dever de decidir
(proibição do non liquet), tem o poder-dever de aplicar ao caso a norma jurídica
pertinente, mesmo que ela não tenha sido suscitada pelas partes.

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A alternativa “c” está errada.


No ordenamento jurídico brasileiro não é aceita a repristinação, EXCETO se
houver disposição em contrário.
O artigo 2º, §3º afasta a possibilidade da lei revogada anteriormente
repristinar, salvo disposição expressa em contrário:
Art. 2º. §3º. Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a lei
revogadora perdido a vigência.
No ordenamento jurídico brasileiro a repristinação é EXCEÇÃO!

A alternativa “d” está errada.


A sentença proferida no estrangeiro será executada no Brasil, desde que,
dentre outros requisitos, seja homologada pelo Superior Tribunal de Justiça.
De acordo com o texto constitucional (art.105, I, “i” da CF/88), esta
homologação cabe ao STJ.
Conforme o art. 15 da LINDB:
Art. 15. Será executada no Brasil a sentença proferida no estrangeiro, que reúna
os seguintes requisitos:
e) ter sido homologada pelo Supremo Tribunal Federal. (Vide art.105, I, i da
Constituição Federal).
De acordo com o texto constitucional esta homologação cabe ao STJ.

A alternativa “e” está errada.


Os brasileiros casados residentes no exterior poderão se divorciar perante as
autoridades consulares brasileiras, não sendo mister o retorno ao Brasil para o
rompimento do vínculo matrimonial.
O art. 18 versa sobre a competência das autoridades consulares brasileiras para
celebrar atos notariais:
Art. 18. § 1°. As autoridades consulares brasileiras também poderão celebrar a
separação consensual e o divórcio consensual de brasileiros, não havendo filhos
menores ou incapazes do casal e observados os requisitos legais quanto aos prazos,
devendo constar da respectiva escritura pública as disposições relativas à descrição e à
partilha dos bens comuns e à pensão alimentícia e, ainda, ao acordo quanto à
retomada pelo cônjuge de seu nome de solteiro ou à manutenção do nome adotado
quando se deu o casamento.
Gabarito letra B.

7. (VUNESP 2017/CÂMARA DE SUMARÉ – SP/PROCURADOR JURÍDICO).


Assinale a alternativa correta, de acordo com as disposições da Lei de
Introdução às Normas do Direito Brasileiro (Decreto-Lei n° 4.657/1942) e da Lei
Complementar n° 95/98.

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(A) Constitui princípio da estruturação das leis, que cada lei deverá tratar de
um único objeto, ressalvada a possibilidade da existência de codificações.
(B) As leis complementares terão sua numeração iniciada a partir da
promulgação da Constituição Federal.
(C) Em caso de repristinação, tal determinação deve constar no primeiro artigo
do texto de lei.
(D) A cláusula de revogação deve enumerar expressamente as leis revogadas,
sendo vedada, no direito brasileiro, a revogação tácita de leis.
(E) Havendo vacatio legis, o cômputo deste prazo não incluirá a data da
publicação da lei, passando a correr a partir do dia útil imediatamente
subsequente.

COMENTÁRIO:
A alternativa “a” está correta.
De acordo com a Lei Complementar n° 95/98, constitui princípio da
estruturação das leis, que cada lei deverá tratar de um único objeto, ressalvada
a possibilidade da existência de codificações:
Art. 7º O primeiro artigo do texto indicará o objeto da lei e o respectivo âmbito de
aplicação, observados os seguintes princípios:
I - excetuadas as codificações, cada lei tratará de um único objeto;

A alternativa “b” está errada.


De acordo com a Lei Complementar n° 95/98, as leis complementares terão sua
numeração sequencial em continuidade às séries iniciadas em 1946:
Art. 2°. § 2°. Na numeração das leis serão observados, ainda, os seguintes critérios:
I - as emendas à Constituição Federal terão sua numeração iniciada a partir da
promulgação da Constituição;
II - as leis complementares, as leis ordinárias e as leis delegadas terão numeração
sequencial em continuidade às séries iniciadas em 1946.

A alternativa “c” está errada.


Não há essa disposição na Lei.
O ordenamento jurídico brasileiro não aceita a repristinação, exceto se houver
disposição em contrário.
O artigo 2º, §3º da LINDB afasta a possibilidade da lei revogada anteriormente
repristinar, salvo disposição expressa em contrário:
Art. 2º, §3º. Salvo disposição em contrário, a lei revogada não se restaura por ter a
lei revogadora perdido a vigência.
De acordo com a Lei Complementar n° 95/98:

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Art. 3°. A lei será estruturada em três partes básicas:


III - parte final, compreendendo as disposições pertinentes às medidas necessárias à
implementação das normas de conteúdo substantivo, às disposições transitórias, se for
o caso, a cláusula de vigência e a cláusula de revogação, quando couber.

A alternativa “d” está errada.


Quando uma determinada lei, que não seja de vigência temporária, passou
por todas as fases de criação e entrou em vigor. Esta lei continuará vigente
e com todos seus efeitos até que alguma lei posterior, que a modifique
ou revogue, venha a ser criada; vejamos, então, o que diz o art. 2º e seu
parágrafo primeiro:
Art. 2°. Não se destinando à vigência temporária, a lei terá vigor até que outra a
modifique ou revogue.
§1°. A lei posterior revoga a anterior quando ¹expressamente o declare,
quando ²seja com ela incompatível ou quando ³regule inteiramente a matéria de
que tratava a lei anterior.
É permitida no direito brasileiro, a revogação tácita de leis.
Uma característica da revogação tácita é a incompatibilidade das disposições
novas com as já existentes.

A alternativa “e” está errada.


Dispõe o art. 8º, §1º, da Lei Complementar nº 95/1998:
Art. 8º. §1º. A contagem do prazo para entrada em vigor das leis que estabeleçam
período de vacância far-se-á com a inclusão da data da publicação e do último dia
do prazo, entrando em vigor no dia subsequente a sua consumação integral.
Gabarito letra A.

8. (VUNESP 2017/CÂMARA DE COTIA – SP/PROCURADOR


LEGISLATIVO). Determinada lei, composta por 200 (duzentos) artigos,
tratando de assuntos ligados ao direito civil, contemplou a seguinte disposição
em sua parte final: Art. 200. Esta Lei entra em vigor:
I. a partir de 1° de janeiro de 2018, em relação aos arts. 1° a 50;
II. 30 (trinta) dias após a sua publicação, em relação aos arts. 51 a 100;
III. no 1° (primeiro) dia do 6° (sexto) mês subsequente ao de sua publicação,
em relação aos arts. 101 a 130.
Em relação à vigência, é correto afirmar que
(A) são nulas as disposições constantes nos incisos I e III do artigo 200, na
medida em que a vacatio deve ser estabelecida em dias.
(B) os dispositivos não mencionados expressamente pelo artigo 200 começarão
a vigorar no país 90 (noventa) dias após a oficial publicação da lei.

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(C) todas as disposições de vacatio são válidas e os artigos não expressamente


mencionados começarão a vigorar no país 45 (quarenta e cinco) dias após a
oficial publicação da lei.
(D) os dispositivos não mencionados expressamente pelo artigo 200 terão
vacatio equivalente ao maior período dentre os incisos que compõem o artigo, a
depender de quando a lei será oficialmente publicada.
(E) todas as disposições de vacatio são nulas, pois o artigo deveria contemplar
hipóteses para todos os artigos que compõem a lei.

COMENTÁRIO:
Note que o início de vigência da lei está previsto no art. 1º da LINDB.
Geralmente, as leis costumam indicar seu prazo de início de vigência, podendo
ser inferior aos 45 dias citados na lei. No que se refere à regra do art. 1º da
LINDB temos que constando da lei disposição em contrário, esta é que
prevalecerá. Por exemplo, se o texto da lei falar que esta entrará em vigor 10
dias após a sua publicação, assim acontecerá.
Vacatio legis NÃO expressa na lei = 45 dias.
Vacatio legis expressa na lei = será considerado o que estiver expresso na lei
(dias, meses, anos...).
Art. 200 da “determinada lei” que trata de assuntos ligados ao direito civil:
Art. 200. Esta Lei entra em vigor:
I. a partir de 1° de janeiro de 2018, em relação aos arts. 1° a 50 ;
II. 30 (trinta) dias após a sua publicação, em relação aos arts. 51 a 100;
III. no 1° (primeiro) dia do 6° (sexto) mês subsequente ao de sua publicação, em
relação aos arts. 101 a 130.

A alternativa “a” está errada.


As disposições constantes nos incisos I e III do artigo 200, não são nulas.

A alternativa “b” está errada.


Os dispositivos não mencionados expressamente pelo artigo 200 começarão a
vigorar no país 45 (quarenta e cinco) dias após a oficial publicação da lei.
Art. 1°. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e
cinco dias depois de oficialmente publicada.

A alternativa “c” está correta.


Todas as disposições de vacatio são válidas e os artigos não expressamente
mencionados começarão a vigorar no país 45 (quarenta e cinco) dias após a
oficial publicação da lei.

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Art. 1°. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e
cinco dias depois de oficialmente publicada.

As alternativas “d” e “e” estão erradas.


Os dispositivos não mencionados expressamente pelo artigo 200 são válidos e
terão vacatio legis de 45 (quarenta e cinco) dias após a oficial publicação da lei.
Art. 1°. Salvo disposição contrária, a lei começa a vigorar em todo o país quarenta e
cinco dias depois de oficialmente publicada.
Gabarito letra C.

9. (VUNESP 2017/CÂMARA DE MOJI DAS CRUZES – SP/PROCURADOR


JURÍDICO). Cláudia, apresentadora de um telejornal na televisão aberta, teve
sua foto na praia divulgada em revista de circulação nacional. Além da foto
divulgada, a revista fez uma matéria afirmando que Cláudia estaria usufruindo
suas férias com dinheiro ilícito. Um escritório de contabilidade aproveitou a foto
e a notoriedade do fato para fazer propaganda dos serviços oferecidos pelo
escritório.
Diante dos fatos narrados, responda corretamente.
(A) É civilmente responsável pelo ressarcimento de dano, decorrente de
publicação pela imprensa, apenas o autor do escrito.
(B) Para Cláudia ter direito a indenização, é necessário fazer prova do prejuízo
sofrido.
(C) O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja
intenção difamatória.
(D) Por se tratar de fato notório, o escritório de contabilidade pode usar o nome
de Cláudia em propaganda comercial.
(E) Não é cabível indenização por dano moral no caso descrito uma vez que a
publicação das fotos de Cláudia não causaram a ela dor e sofrimento.

COMENTÁRIO:
Alternativa “c” – correta.
O art. 17 do Código Civil dispõe expressamente, a proteção jurídica do nome
civil:
Art. 17. O nome da pessoa não pode ser empregado por outrem em publicações ou
representações que a exponham ao desprezo público, ainda quando não haja
intenção difamatória.
“Na verdade, trata-se da própria tutela jurídica dos direitos da personalidade,
garantida a proteção preventiva e repressiva ao uso indevido do nome por
outrem (seja nome de pessoa natural ou de pessoa jurídica). Aliás, do uso

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indevido do nome (da pessoa natural ou jurídica) é possível que decorram


prejuízos de ordem patrimonial ou extrapatrimonial, reparáveis através de ação
indenizatória1”.
Gabarito letra C.

10. (VUNESP 2017/CÂMARA DE MOJI DAS CRUZES-SP/PROCURADOR


JURÍDICO). Isabel, professora palestrante, propôs ação de execução contra
escola particular buscando obter honorários relativos aos serviços prestados há
quatro anos. A escola, citada, não apresentou defesa. Após julgada procedente
a ação, a escola apresentou apelação, alegando que o prazo já estava prescrito,
mas aceitava discutir o assunto.
Sobre o caso hipotético, assinale a alternativa correta.
(A) As partes podem, de comum acordo, alterar o prazo de prescrição de forma
que o direito material seja julgado.
(B) A ação proposta por Isabel não está prescrita, uma vez que o prazo para
pretensão dos professores por seus honorários é de cinco anos.
(C) A escola não pode alegar prescrição em sede de recurso, uma vez que
prescrição somente pode ser alegada em primeiro grau.
(D) A escola, por ser pessoa jurídica, deve responder com o seu patrimônio,
sem direito de ação contra seus representantes legais que deram causa à
prescrição.
(E) A renúncia à prescrição apresentada pela escola só seria válida se fosse
feita antes da prescrição se consumar.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
Não esqueça que os prazos prescricionais não podem ser alterados pela vontade
das partes, pois são de ordem pública.
Conforme dispõe o art. 192 do CC/2002:
Art. 192. Os prazos de prescrição não podem ser alterados por acordo das partes.

Alternativa “b” – correta.


A ação proposta por Isabel não está prescrita, uma vez que o prazo para
pretensão dos professores por seus honorários é de cinco anos.
O art. 206 do CC/2002 elenca os prazos especiais, estipulando prazos de um a
cinco anos. No caso em questão, prescreve em cinco anos:

1
Cristiano Chaves de Farias. Nelson Rosenvald. Curso de Direito Civil. v.1. 2015, p.253.

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Art. 206. Prescreve:


§ 5º. Em cinco anos:
II - a pretensão dos profissionais liberais em geral, procuradores judiciais, curadores e
professores pelos seus honorários, contado o prazo da conclusão dos serviços, da
cessação dos respectivos contratos ou mandato;

Alternativa “c” – errada.


A escola pode alegar a prescrição em qualquer grau de jurisdição.
Conforme dispõe o art. 193 do CC/2002:
Art. 193. A prescrição pode ser alegada EM QUALQUER GRAU DE JURISDIÇÃO, pela
parte a quem aproveita.

Alternativa “d” – errada.


A escola, por ser pessoa jurídica, tem ação contra os seus assistentes ou
representantes legais, que derem causa à prescrição.
Conforme dispõe o art. 195 do CC/2002:
Art. 195. Os relativamente incapazes e as pessoas jurídicas têm ação contra os seus
assistentes ou representantes legais, que derem causa à prescrição, ou não a alegarem
oportunamente.

Alternativa “e” – errada.


A renúncia à prescrição apresentada pela escola só valerá, depois que a
prescrição se consumar.
Conforme dispõe o art. 191 do CC/2002:
Art. 191. A renúncia da prescrição pode ser expressa ou tácita, e só valerá, sendo
feita, sem prejuízo de terceiro, depois que a prescrição se consumar; tácita é a
renúncia quando se presume de fatos do interessado, incompatíveis com a prescrição.
Gabarito letra B.

11. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE MARÍLIA – SP/PROCURADOR


JURÍDICO). Caio solicitou um empréstimo de R$ 500.000,00 (quinhentos mil
reais) a Tício e Mélvio. Foi previsto no título da dívida a solidariedade ativa. O
vencimento da obrigação foi fixado para a data de 01.08.2017. No dia
30.07.2017, faleceu Tício, que deixou dois herdeiros sucessíveis, seus filhos
Aquiles e Justiniano.
Assinale a alternativa correta.
(A) O falecimento de um dos credores não faz cessar a solidariedade, podendo
Mélvio demandar Caio pela totalidade da dívida, mas Aquiles e Justiniano

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apenas o podem fazer pelo valor correspondente aos seus quinhões


hereditários.
(B) A morte de qualquer dos credores extingue a solidariedade ativa; dessa
forma, Mélvio somente poderia demandar de Caio metade do valor da dívida.
(C) A morte de um dos credores não extingue a solidariedade; dessa forma,
Mélvio, Aquiles e Justiniano poderiam, juntos ou cada um deles isoladamente,
demandar Caio pelo valor total da dívida.
(D) A morte de um dos credores não extingue a solidariedade, mas Aquiles e
Justiniano ou Mélvio, juntos ou isoladamente, podem demandar Caio somente
pela metade do valor da dívida.
(E) A morte de um dos credores extingue a solidariedade e transforma a
obrigação em indivisível, somente podendo a dívida ser demandada de Caio na
integralidade por Mélvio, Aquiles e Justiniano reunidos.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – correta.
O falecimento de um dos credores não faz cessar a solidariedade, podendo
Mélvio demandar Caio pela totalidade da dívida, mas Aquiles e Justiniano
apenas o podem fazer pelo valor correspondente aos seus quinhões
hereditários.
Conforme o art. 270 do CC/02:
Art. 270. Se um dos credores solidários falecer deixando herdeiros, cada um destes só
terá direito a exigir e receber a quota do crédito que corresponder ao seu quinhão
hereditário, salvo se a obrigação for indivisível.
O dispositivo transcrito trata da denominada refração do crédito, tradicional
critério que serve para distinguir a solidariedade da indivisibilidade. Os
herdeiros do credor falecido não podem exigir, por conseguinte, a totalidade do
crédito, e sim apenas o respectivo quinhão hereditário, isto é, a própria quota
no crédito solidário de que o de cujus era titular juntamente com outros
credores2.
Gabarito letra A.

12. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). Quando se cria uma obrigação, o foco é sua extinção pelo
pagamento direto. Contudo, há situações em que o pagamento não efetivado
do modo inicialmente esperado poderá sê-lo de forma indireta.
Assinale a alternativa correta sobre o adimplemento indireto obrigacional.

2
Carlos Roberto Gonçalves. Direito Civil: Parte Geral. Esquematizado, v. 1, 2016. p.577.

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(A) A imputação do pagamento é assegurada ao devedor de duas ou mais


dívidas de idêntica natureza, ainda que uma delas não seja exigível por não ter
vencido.
(B) Vislumbra-se a sub-rogação pessoal convencional quando o fiador,
garantidor que poderia ser acionado pelo credor, quita dívida do devedor
principal.
(C) Em caso de dação em pagamento, sendo o titular do crédito evicto da coisa
dada em pagamento, a quitação conferida pela dação perderá seu efeito,
renovando-se a obrigação anterior.
(D) Há novação subjetiva passiva por delegação quando o devedor é expulso da
obrigação.
(E) Ainda que infungíveis as coisas objeto de obrigações recíprocas entre credor
e devedor, haverá a compensação até onde se compensarem.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
Conforme o art. 352 do CC/02:
Art. 352. A pessoa obrigada por dois ou mais débitos da mesma natureza, a um só
credor, tem o direito de indicar a qual deles oferece pagamento, se todos forem
líquidos e vencidos.
Do artigo acima podemos concluir, que a imputação do pagamento, é uma
faculdade atribuída ao devedor que possui vários débitos, na qual, este poderá
escolher dentre os diversos débitos, a obrigação que será extinta através do
pagamento. Desde que estes débitos sejam perante o mesmo credor, de
mesma natureza, líquidos3 e vencidos.

Alternativa “b” – errada.


Conforme o art. 346 do CC/02:
Art. 346. A sub-rogação opera-se, de pleno direito, em favor:
I - do credor que paga a dívida do devedor comum;
II - do adquirente do imóvel hipotecado, que paga a credor hipotecário, bem como do
terceiro que efetiva o pagamento para não ser privado de direito sobre imóvel;
III - do terceiro interessado, que paga a dívida pela qual era ou podia ser obrigado, no
todo ou em parte.
Art. 347. A sub-rogação é convencional:
I - quando o credor recebe o pagamento de terceiro e expressamente lhe transfere
todos os seus direitos;

3
Obrigação líquida é aquela sobre a qual não existem dúvidas sobre sua existência, e que é
determinada quanto ao seu objeto.

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II - quando terceira pessoa empresta ao devedor a quantia precisa para solver a


dívida, sob a condição expressa de ficar o mutuante sub-rogado nos direitos do credor
satisfeito.

Alternativa “c” – correta.


Com a evicção temos a perda do bem, por isso restaura-se a obrigação
anterior.
Conforme o art. 359 do CC/02:
Art. 359. Se o credor for evicto da coisa recebida em pagamento, restabelecer-se-á a
obrigação primitiva, ficando sem efeito a quitação dada, ressalvados os direitos de
terceiros.

Alternativa “d” – errada.


Trata-se de uma novação subjetiva passiva por expromissão, que se dá
independente do consentimento do devedor, art. 362 do CC:
Art. 362. A novação por substituição do devedor pode ser efetuada independentemente
de consentimento deste.

Alternativa “e” – errada.


Conforme o art. 369 do CC/02:
Art. 369. A compensação efetua-se entre dívidas líquidas, vencidas e de coisas
fungíveis.
Gabarito letra C.

13. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE PORTO FERREIRA –


SP/PROCURADOR JURÍDICO). Assinale a alternativa correta sobre o direito
das obrigações, de acordo com as disposições do Código Civil de 2002.
(A) No pagamento com sub-rogação, o credor originário, só em parte
reembolsado, terá preferência ao sub-rogado na cobrança da dívida restante.
(B) Na obrigação assumida por pessoa casada, é presumida a responsabilidade
solidária do cônjuge.
(C) Na cessão de crédito, é ineficaz a cláusula pela qual o cedente não responde
pela solvência do devedor.
(D) Na solidariedade ativa, convertendo-se a prestação em perdas e danos,
cessa de pleno direito a solidariedade.
(E) Na assunção de dívida, quando for assinalado prazo para que o credor
consinta com a assunção, seu silêncio será interpretado como aceitação.

COMENTÁRIO:

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Alternativa “a” – correta.


No pagamento com sub-rogação, o credor originário, só em parte reembolsado,
terá preferência ao sub-rogado na cobrança da dívida restante.
Conforme o art. 351 do CC/02:
Art. 351. O credor originário, só em parte reembolsado, terá preferência ao sub-
rogado, na cobrança da dívida restante, se os bens do devedor não chegarem para
saldar inteiramente o que a um e outro dever.

Alternativa “b” – errada.


Não se admite responsabilidade solidária fora da lei ou do contrato.
Conforme o art. 265 do CC/02:
Art. 265. A solidariedade não se presume; resulta da lei ou da vontade das partes.

Alternativa “c” – errada.


O cedente, em regra, assume apenas obrigação de garantia e existência
do credito, mas veja que é verdadeira a informação: “O cedente pode
responder pela solvência do devedor”, basta que haja estipulação neste sentido
(convencionada entre as partes).
Conforme o art. 296 do CC/02:
Art. 296. Salvo estipulação em contrário, o cedente não responde pela solvência do
devedor.

Alternativa “d” – errada.


A solidariedade se mantém mesmo quando a prestação é convertida em perdas
e danos.
Conforme o art. 271 do CC/02:
Art. 271. Convertendo-se a prestação em perdas e danos, subsiste, para todos os
efeitos, a solidariedade.

Alternativa “e” – errada.


Na assunção de dívida, quando for assinalado prazo para que o credor consinta
com a assunção, seu silêncio será interpretado como recusa.
Conforme o art. 299 do CC/02:
Art. 299. Parágrafo único. Qualquer das partes pode assinar prazo ao credor para que
consinta na assunção da dívida, interpretando-se o seu silêncio como recusa.
Gabarito letra A.

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14. (VUNESP 2017/CÂMARA DE COTIA – SP/PROCURADOR


LEGISLATIVO). Assinale a alternativa correta sobre o inadimplemento das
obrigações e suas consequências.
(A) Não havendo termo para adimplemento da obrigação, a constituição do
devedor em mora exige interpelação judicial.
(B) Considera-se purgada a mora do devedor quando este paga o principal da
dívida, ainda que sem os encargos decorrentes da mora.
(C) A exigência de juros moratórios, pelo credor, depende de prévia estipulação
contratual ou demonstração de prejuízo.
(D) É nula a cláusula contratual por meio da qual um dos contratantes assume
os riscos decorrentes de caso fortuito ou força maior.
(E) O valor de cominação imposta por meio de cláusula penal não pode exceder
o valor da obrigação principal.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
Não havendo termo para adimplemento da obrigação, a constituição do devedor
em mora exige interpelação judicial ou extrajudicial.
Conforme o art. 397 do CC/02:
Art. 397. Parágrafo único. Não havendo termo, a mora se constitui mediante
interpelação judicial ou extrajudicial.

Alternativa “b” – errada.


A mora é o retardamento no cumprimento de uma obrigação, que poderá se dar
tanto por parte do devedor quanto por parte do credor. Purgar a mora é ato
jurídico que consiste em saldar, liberar, extinguir a obrigação que se atribuía a
alguém, fazendo cessar os efeitos, as consequências do atraso, e tendo a
eficácia de liberar a pessoa da responsabilidade pela obrigação que lhe era
atribuída.
É possível que se purgue a mora a qualquer tempo, mesmo depois de iniciada a
ação de execução contra o devedor ou a ação consignatória contra o credor.
Conforme o art. 401 do CC/02:
Art. 401. Purga-se a mora:
I - por parte do devedor, oferecendo este a prestação mais a importância dos prejuízos
decorrentes do dia da oferta;
II - por parte do credor, oferecendo-se este a receber o pagamento e sujeitando-se aos
efeitos da mora até a mesma data.

Alternativa “c” – errada.

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Conforme os arts. 395 e 406 do CC/02:


Art. 395. Responde o devedor pelos prejuízos a que sua mora der causa, mais juros,
atualização dos valores monetários segundo índices oficiais regularmente
estabelecidos, e honorários de advogado.
Art. 406. Quando os juros moratórios não forem convencionados, ou o forem sem taxa
estipulada, ou quando provierem de determinação da lei, serão fixados segundo a taxa
que estiver em vigor para a mora do pagamento de impostos devidos à Fazenda
Nacional.

Alternativa “d” – errada.


As partes podem colocar no contrato uma cláusula que estipule que será devida
indenização em qualquer hipótese – inclusive caso fortuito e força maior -
de inadimplemento contratual.
Conforme o art. 393 do CC/02:
Art. 393. O devedor não responde pelos prejuízos resultantes de caso fortuito ou força
maior, se expressamente não se houver por eles responsabilizado.
Parágrafo único. O caso fortuito ou de força maior verifica-se no fato necessário, cujos
efeitos não era possível evitar ou impedir.

Alternativa “e” – correta.


O valor de cominação imposta por meio de cláusula penal não pode exceder o
valor da obrigação principal.
Conforme o art. 412 do CC/02:
Art. 412. O valor da cominação imposta na cláusula penal não pode exceder o da
obrigação principal.
Gabarito letra E.

15. (VUNESP 2017/CRBIO - 1º REGIÃO/ANALISTA – ADVOGADO).


Assinale a alternativa correta sobre o direito das obrigações.
(A) Não perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas
e danos.
(B) Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última
estabelece presunção juris et de jure de estarem solvidas as anteriores.
(C) O credor não pode ceder seu crédito, salvo se houver expressa permissão
legal ou cláusula permissiva de cessão.
(D) Nas obrigações alternativas a escolha cabe, em regra, ao credor.
(E) Ocorre o vencimento antecipado da dívida quando se tornarem insuficientes
as garantias do débito, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las.

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COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
Perde a qualidade de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e danos.
Conforme o art. 263 do CC/02:
Art. 263. PERDE A QUALIDADE de indivisível a obrigação que se resolver em perdas e
danos.

Alternativa “b” – errada.


A partir do art. 322 o código civil trata das presunções de pagamento, que
são relativas, admitindo, portanto, prova em contrário:
Art. 322. Quando o pagamento for em quotas periódicas, a quitação da última
estabelece, até prova em contrário, a presunção de estarem solvidas as anteriores.

Alternativa “c” – errada.


Na cessão de crédito, este é transferido tal como foi contratado, o que se
modifica é a pessoa que irá cobrar a obrigação. De um modo geral a cessão
de crédito é permitida, mas atente para o art. 286:
Art. 286. O credor pode ceder o seu crédito, se a isso não se opuser a natureza da
obrigação, a lei, ou a convenção com o devedor; a cláusula proibitiva da cessão não
poderá ser oposta ao cessionário de boa-fé, se não constar do instrumento da
obrigação.

Alternativa “d” – errada.


Nas obrigações alternativas a escolha cabe, em regra, ao devedor.
Conforme o art. 252 do CC/02:
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se
estipulou.

cumprir prestação "A"


EM REGRA, o
Obrigação
DEVEDOR pode
Alternativa
escolher entre
cumprir prestação "B"

Alternativa “e” – correta.


Ocorre o vencimento antecipado da dívida quando se tornarem insuficientes as
garantias do débito, e o devedor, intimado, se negar a reforçá-las.
O credor não pode exigir a dívida antes do prazo estipulado, mas o art. 333, em
determinados situações, autoriza esta cobrança antecipada. Vamos a ele:

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Art. 333. Ao credor assistirá o direito de cobrar a dívida antes de vencido o prazo
estipulado no contrato ou marcado neste Código: III - se cessarem, ou se se tornarem
insuficientes, as garantias do débito, fidejussórias, ou reais, e o devedor, intimado, se
negar a reforçá-las.
Gabarito letra E.

16. (VUNESP 2017/PREF. DE ANDRADINA – SP/ASSISTENTE JURÍDICO


E PROCURADOR JURÍDICO). Tadeu vendeu duzentas cabeças de gado ao seu
vizinho, Celso. Como forma de pagamento, restou definido que Celso poderia
pagar o valor de forma parcelada, em dez meses, em sacas de café ou sacas de
milho.
Sobre os fatos narrados, responda corretamente:
(A) Por se tratar de obrigação alternativa, a escolha da forma de pagamento
será feita por Tadeu, se outra coisa não se estipulou.
(B) Celso poderá pagar metade da parcela em sacas de café e a outra metade
em sacas de milho, apesar de Tadeu não concordar com essa forma de
pagamento.
(C) Caso Celso tenha escolhido pagar com sacas de café e, no segundo mês,
por motivos de força maior, o pagamento com sacas de café se tornar
inexequível, subsistirá o débito quanto às sacas de milho.
(D) Se Celso tivesse mais dois sócios, e entre eles não houvesse acordo
unânime sobre qual forma de pagamento deveria ser escolhida, essa escolha
recairia obrigatoriamente sobre Tadeu.
(E) Caso ambas as prestações se tornem impossíveis sem culpa de Celso,
deverá ser definida uma nova modalidade de prestação.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
Por se tratar de obrigação alternativa, a escolha da forma de pagamento será
feita por Celso, se outra coisa não se estipulou.
Conforme o art. 252 do CC/02:
Art. 252. Nas obrigações alternativas, a escolha cabe ao devedor, se outra coisa não se
estipulou.

Alternativa “b” – errada.


Celso não poderá obrigar Tadeu a receber parte em uma prestação e parte em
outra.
Conforme o art. 252, §1º do CC/02:
Art. 252. § 1º. Não pode o devedor obrigar o credor a receber parte em uma prestação
e parte em outra.

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Alternativa “c” – correta.


Caso Celso tenha escolhido pagar com sacas de café e, no segundo mês, por
motivos de força maior, o pagamento com sacas de café se tornar inexequível,
subsistirá o débito quanto às sacas de milho.
Conforme o art. 253 do CC/02:
Art. 253. Se uma das duas prestações não puder ser objeto de obrigação ou se tomada
inexequível, subsistirá o débito quanto à outra.

Alternativa “d” – errada.


Se Celso tivesse mais dois sócios, e entre eles não houvesse acordo unânime
sobre qual forma de pagamento deveria ser escolhida, essa escolha recairia
obrigatoriamente sobre Tadeu.
Conforme o art. 252, §3º do CC/02:
Art. 252. § 3º. No caso de pluralidade de optantes, não havendo acordo unânime entre
eles, decidirá o juiz, findo o prazo por este assinado para a deliberação.

Alternativa “e” – errada.


Se todas as prestações se tornem impossíveis sem culpa de Celso, extinguir-se-
á a obrigação.
Conforme o art. 256 do CC/02:
Art. 256. Se todas as prestações se tornarem impossíveis sem culpa do devedor,
extinguir-se-á a obrigação.
Gabarito letra C.

17. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). No Direito Civil Brasileiro, por regra, a Responsabilidade
Civil daquele que provoca dano a outrem é subjetiva, exigindo-se, pois, além da
prova do nexo causal, a prova da negligência, da imprudência ou da imperícia.
Sobre a temática, anote a opção correta.
(A) No atual sistema, o incapaz jamais poderá ser responsabilizado pelas
condutas danosas que praticar, recaindo o dever reparatório sempre aos seus
representantes.
(B) A prolação de sentença criminal que reconheça a responsabilidade de um
agente pelo prejuízo experimentado por outro é exequível no Juízo Cível, sendo
vedada a rediscussão sobre a existência do fato e a autoria.
(C) São os empregadores, direta e objetivamente, responsáveis pela reparação
dos danos causados por seus prepostos, caso em que a vítima será dispensada
da prova do nexo causal entre a conduta do agente e o dano.
(D) O ascendente que reparar o dano causado por seu descendente
relativamente incapaz terá contra este direito de regresso.

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(E) Transmitem-se por sucessão os direitos reparatórios, não sendo verdadeira


a recíproca no que concerne à responsabilidade indenizatória, esta
intransmissível.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – errada.
O incapaz poderá responder sim, pelas condutas danosas que praticar.
Conforme o art. 928 do CC/02:
Art. 928. O incapaz responde pelos prejuízos que causar, se as pessoas por ele
responsáveis não tiverem obrigação de fazê-lo ou não dispuserem de meios suficientes.

Alternativa “b” – correta.


Nos exatos termos do art. 935 do CC/02:
Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo
questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando
estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

Alternativa “c” – errada.


O empregador responde pela conduta de seus empregados no exercício do
trabalho que lhes competir, ou em razão dele. Só que esta responsabilidade
objetiva é também indireta, e neste caso, a culpa do empregado, em sentido
amplo, será levada em conta.
Assim, para que esta responsabilidade objetiva ocorra, é necessário verificar se
todos os pressupostos da responsabilidade civil estão presentes na conduta do
empregado. Como por exemplo, se ele de fato agiu com dolo ou culpa, ou se foi
um caso fortuito ou força maio, ou, até mesmo, culpa exclusiva da vítima.

Alternativa “d” – errada.


Neste caso não possui direito de regresso. Conforme o art. 934 do CC/02:
Art. 934. Aquele que ressarcir o dano causado por outrem pode reaver o que houver
pago daquele por quem pagou, salvo se o causador do dano for descendente seu,
absoluta ou relativamente incapaz.

Alternativa “e” – errada.


Ambos os direitos são transmitidos com a herança. Conforme o art. 943 do
CC/02:
Art. 943. O direito de exigir reparação e a obrigação de prestá-la transmitem-se com
a herança.
Gabarito letra B.

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18. (VUNESP 2017/CÂMARA DE COTIA – SP/PROCURADOR


LEGISLATIVO). Em aplicação à teoria da responsabilidade civil objetiva, são
também responsáveis pela reparação civil
(A) os herdeiros necessários, pelos danos decorrentes da prática de homicídio.
(B) os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a
concorrente quantia.
(C) os parentes, até o terceiro grau, em relação ao credor prejudicado por ato
praticado em fraude contra credores.
(D) o empregador, pelos atos praticados pelos seus empregados, no exercício
ou não do trabalho que lhes competir.
(E) o dono de animal, pelos danos causados por este, ainda que haja culpa
exclusiva da vítima.

COMENTÁRIO:
Alternativa “b” – correta.
O art. 932, iniso V, trata da responsabilidade dos que houverem gratuitamente
participado nos produtos de crime. Respondem solidariamente pela quantia
concorrente com a qual obtiveram proveito4.
Conforme o art. 932, inciso V do CC/02:
Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:
I - os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua
companhia;
II - o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas
condições;
III - o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no
exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;
IV - os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por
dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;
V - os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a
concorrente quantia.
Gabarito letra B.

19. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). O contrato de doação, classificado por regra como
gratuito e unilateral, tem como essência a intenção livre e consciente de
privação de coisa móvel ou imóvel em favor do donatário. Assinale a alternativa
correta.

4
Sílvio de Salvo Venosa. Direito Civil, IV. Ed.10ª, 2011, p.109.

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(A) Impõe o Código Civil limitação à liberdade de disposição, de tal sorte que a
existência de cônjuges ou filhos limita o ato de disposição à metade do
patrimônio do doador.
(B) Confere a lei autonomia plena ao titular do patrimônio, permitindo-lhe a
doação da integralidade de seu acervo sem nenhuma ressalva.
(C) É anulável a doação inoficiosa.
(D) A doação que transcende ao limite do patrimônio disponível é intitulada
inoficiosa, sendo certo que a declaração da nulidade contaminará todo o ato de
liberalidade, impondo-se o retorno de todo o patrimônio ao doador.
(E) É inadmissível no atual contexto do Direito Privado a doação verbal, sendo
sempre exigida a instrumentalização.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – correta.
Quando falamos da doação entre pais e filhos, ou seja, o doador poderá doar a
parte disponível de seu patrimônio, se ultrapassar este limite legal não terá
validade a doação.
Conforme o art. 549 do CC/02:
Art. 549. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no
momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.

Alternativa “b” – errada.


Como vimos no artigo citado acima, a doação será nula se exceder a parte que
o doador poderia dispor em testamento, tendo em vista os herdeiros. E mesmo
que não tivesse herdeiro nenhum, é nula a doação de todos os bens sem
reserva de parte, ou renda suficiente para a subsistência do doador.

Alternativa “c” – errada.


É nula a doação inoficiosa.
Conforme o art. 549 do CC/02:
Art. 549. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no
momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.

Alternativa “d” – errada.


A primeira parte da alternativa está correta – “A doação que transcende ao
limite do patrimônio disponível é intitulada inoficiosa”, no entanto, não
contaminará todo o ato, mas somente a parte excedente.
Conforme o art. 549 do CC/02:

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Art. 549. Nula é também a doação quanto à parte que exceder à de que o doador, no
momento da liberalidade, poderia dispor em testamento.

Alternativa “e” – errada.


Em regra, o ato de doação não é solene, poderá ser feito por instrumento
particular ou, então, público quando a doação versar sobre bens imóveis de
valor superior ao legal. É válida a doação verbal na hipótese do Parágrafo único.
Conforme o art. 541 do CC/02:
Art. 541. A doação far-se-á por escritura pública ou instrumento particular.
Parágrafo único. A doação verbal será válida, se, versando sobre bens móveis e de
pequeno valor, se lhe seguir incontinenti a tradição.
Gabarito letra A.

20. (VUNESP 2017/PREFEITURA DE SÃO JOSÉ DOS CAMPOS –


SP/PROCURADOR). Quanto aos pactos adjetos à compra e venda, assinale a
alternativa correta.
(A) No instituto da retrovenda, o prazo máximo de decadência para que o
vendedor resgate o imóvel alienado é de três anos, sendo admissível a
pactuação por lapso menor.
(B) A venda a contento se aperfeiçoa no momento da tradição, sendo
irrelevante a manifestação do agrado por parte do potencial adquirente.
(C) Tal como na locação, na compra e venda a preempção deriva
expressamente da lei, sendo prescindível a previsibilidade expressa do direito à
prelação.
(D) São prescricionais os prazos de cento e oitenta dias e de dois anos,
respectivamente para bens móveis e imóveis, afetos ao exercício do direito de
preferência.
(E) A venda com reserva de domínio pode ser pactuada tanto nos negócios que
contenham como objeto bens imóveis, como nos móveis.

COMENTÁRIO:
Alternativa “a” – correta.
De acordo com o artigo 505, a retrovenda é a cláusula pela qual o vendedor se
reserva o direito de reaver, no prazo máximo de três anos, o imóvel
alienado. Desta forma, o comprador terá uma propriedade resolúvel 5 , que

5
Propriedade resolúvel é aquela que está na pendência de uma condição resolutiva.
CC Art. 1.359. Resolvida a propriedade pelo implemento da condição ou pelo advento do termo,
entendem-se também resolvidos os direitos reais concedidos na sua pendência, e o proprietário,
em cujo favor se opera a resolução, pode reivindicar a coisa do poder de quem a possua ou
detenha.

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poderá se extinguir no momento em que o vendedor exercer o seu direito de


reaver o bem. Isto ocorre mediante uma declaração unilateral de vontade (do
vendedor), sem ter que obedecer a nenhuma forma especial:
Art. 505. O vendedor de coisa imóvel pode reservar-se o direito de recobrá-la no prazo
máximo de decadência de três anos, restituindo o preço recebido e reembolsando as
despesas do comprador, inclusive as que, durante o período de resgate, se efetuaram
com a sua autorização escrita, ou para a realização de benfeitorias necessárias.

Alternativa “b” – errada.


A venda a contento é uma cláusula que subordina o contrato à manifestação
do comprador. Esta cláusula confere ao comprador o direito de primeiramente
apreciar a coisa e posteriormente recusá-la unilateralmente, se assim quiser.
O contrato deve marcar um prazo para a manifestação do adquirente, caso
contrário deverá haver notificação judicial ou extrajudicial para a resposta do
comprador.
Conforme o art. 509 do CC/02:
Art. 509. A venda feita a contento do comprador entende-se realizada sob condição
suspensiva, ainda que a coisa lhe tenha sido entregue; e não se reputará perfeita,
enquanto o adquirente não manifestar seu agrado.

Alternativa “c” – errada.


A cláusla de preempção ou preferência deverá ser posta no contrato.

Alternativa “d” – errada.


São prazos decadenciais.
São decadenciais os prazos de cento e oitenta dias e de dois anos,
respectivamente para bens móveis e imóveis, afetos ao exercício do direito de
preferência.
Conforme o art. 513, Parágrafo único do CC/02:
Art. 513. A preempção, ou preferência, impõe ao comprador a obrigação de oferecer ao
vendedor a coisa que aquele vai vender, ou dar em pagamento, para que este use de
seu direito de prelação na compra, tanto por tanto.
Parágrafo único. O prazo para exercer o direito de preferência não poderá exceder a
cento e oitenta dias, se a coisa for móvel, ou a dois anos, se imóvel.

Art. 1.360. Se a propriedade se resolver por outra causa superveniente, o possuidor, que a tiver
adquirido por título anterior à sua resolução, será considerado proprietário perfeito, restando à
pessoa, em cujo benefício houve a resolução, ação contra aquele cuja propriedade se resolveu
para haver a própria coisa ou o seu valor.

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Alternativa “e” – errada.


A reserva de domínio se dá quando se estipula em contrato de compra e venda
que o vendedor reserva para si a propriedade e a posse indireta, isso, até o
momento em que se realize o pagamento integral do preço.
Conforme o art. 509 do CC/02:
Art. 521. Na venda de coisa móvel, pode o vendedor reservar para si a propriedade,
até que o preço esteja integralmente pago.
Gabarito letra A.

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