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UNIVERSIDADE DE ÉVORA

ESCOLA DE ARTES,
DEPARTAMENTO DE MÚSICA,
MESTRADO EM ENSINO DE MÚSICA

DISCIPLINA: PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO


PROFESSOR: HELDEMERINA SAMUTELELA PIRES

A Motivação

As Crenças Da Autoeficácia Aplicadas Ao Ensino Da Percussão

Alunos:
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Ex 15501 Hugo Ribeiro
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Índice

INTRODUÇÃO ................................................................................................................................... 3

VANTAGENS E DESVANTAGENS ................................................................................................. 5

APLICAÇÃO PRÁTICA NO ENSINO DA PERCUSSÃO ............................................................... 6

CONCLUSÃO ..................................................................................................................................... 9

BIBLIOGRAFIA .......................................................................................................................................... 10

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INTRODUÇÃO
A motivação é um conjunto de processos que permitem impulsionar, direcionar ou manter
comportamentos. Em termos de conceito podemos considerar que é um impulso interno modificado
ao longo do tempo, por um processo dinâmico de interações entre perceções pessoais, ambiente
pessoal e expetativas que conduzem á ação. Está intrinsecamente ligada a outros conceitos como o
interesse, a necessidade, ao valor, á atitude e às expectativas. Deste modo a motivação é o resultado
de uma conjugação das características individuais e situações temporais.
Considera-se então dois tipos de motivação a intrínseca e a extrínseca. A intrínseca é um
comportamento determinado pelo gosto e por uma realização pessoal, ou seja, é a concretização de
uma tarefa sem nenhum tipo de recompensa associada, podendo ser relacionada com a felicidade e
com o conforto pessoal. “Motivação intrínseca é escolher uma atividade sem termos uma razão em
especial à exceção da própria satisfação em realizá-la; é o que nos motiva a fazer algo quando não
temos de fazer nada” (Raffin, 1993)
A motivação extrínseca é um comportamento determinado por uma recompensa exterior ao individuo,
que de uma forma geral pode até nem se interessar pela tarefa a realizar, mas sim pelo ganho que
pode obter. Neste caso podemos considerar por exemplo, passar numa prova de avaliação ou ser
reconhecido por um mérito alcançado.
No caso do ensino da música os dois tipos de motivação estão intimamente ligados. No caso
da intrínseca, podemos ter o exemplo de um estudante que pretende aprender um instrumento só pelo
prazer e divertimento de tocar melodias e músicas, de que goste e que lhe dê prazer sem esperar
qualquer recompensa a não ser a de realização pessoal. A extrínseca, por exemplo, e talvez a mais
significativa passa pelo encorajamento verbal dos pais relativo à prática musical da criança e faz com
que esta tenha vontade de aprender o instrumento, procurando reconhecimento no seio familiar.
Entre os vários fatores que compõe os mecanismos psicológicos da motivação, como por
exemplo as expectativas de locus de controlo, o desânimo aprendido, as expectativas de autoeficácia
e as atribuições causais. Neste trabalho em particular iremos nos debruçar sobre as expectativas de
autoeficácia aplicada ao estudo do instrumento.
O aluno motiva-se e envolve-se nas atividades de aprendizagem, quando acredita que
consegue com os seus conhecimentos e talentos poderá adquirir novos conhecimentos ou melhorar
as suas habilidades. Bandura (1977;1986) introduziu o conceito de autoeficácia, quando apresentou
uma teoria, cujo objetivo era explicar e prever as mudanças psicológicas. O autor define crenças de
autoeficácia como o “julgamento das próprias capacidades de executar cursos de ação exigidos para

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se atingir certo grau de performance” (ibidem: 391), constituindo assim um fator fundamental de
motivação para a aprendizagem da música.
Este conceito baseia-se em duas grandes ideias, uma de cariz comportamental e outra de cariz
cognitivista. O comportamento do aluno será diretamente influenciado pela espectativa que este cria
perante a realização de determinada tarefa: se a espectativa for elevada, este vai sentir-se mais
motivado e, consequentemente, esforçar-se-á para adquirir essa aprendizagem, independentemente
do resultado final; contudo, se a sua expectativa for baixa ou negativa, este não terá tanta motivação
para o trabalho e empenhar-se-á menos na tarefa. A componente comportamental da autoeficácia
relaciona-se de forma direta com a componente cognitiva, nomeadamente no desenvolvimento de
crenças e expectativas. Os processos cognitivos da autoeficácia, ao estabelecer causas de sucesso e/ou
de falha, são determinantes na promoção de níveis de motivação e autoestima sustentáveis e
consistentes, levando o aluno a procurar a realização de outras tarefas que o conduzem à
aprendizagem. Pressupõe-se também que as expectativas criadas para o resultado de uma atividade
exerçam uma maior influência no comportamento do que no resultado em si (bom ou mau). Segundo
Bandura (1986), os julgamentos de autoeficácia atuam como “mediadores entre as reais capacidades,
que são as aptidões, conhecimentos e habilidades, e a própria performance”.
O mesmo autor aponta quatro fontes de promoção de autoeficácia: experiências de êxito;
experiências vicárias; persuasão pelo discurso; e indicadores fisiológicos. Para que se promova a
autoeficácia no aluno, são exigidas ao professor um determinado conjunto de comportamentos,
atributos pessoais e competências para a utilização eficaz de ferramentas pedagógicas no processo de
ensino-aprendizagem. O professor deve criar, em sala de aula, um ambiente de respeito, de troca de
ideias e de diálogo, de modo a que o aluno possa compreender melhor quais as competências a
adquirir e, como o deve fazer, para atingir níveis performativos mais elevados. Deverá também
atribuir o feedback apropriado sobre o desempenho musical do aluno através de críticas construtivas,
criar imagens mentais e metáforas que expressem ideias claras com objetivos específicos
relativamente aos resultados musicais e, valorizar o esforço e o empenho ao invés de apenas valorizar
o resultado final (persuasão pelo discurso).
Os estados fisiológicos são geralmente observados através das exposições do aluno em
público, (característica própria de quem estuda um instrumento), em prova ou em contexto de sala de
aula: um aluno que domine melhor e que tenha melhor controlo sobre os níveis de stress e ansiedade
tem uma maior probabilidade de atingir altos níveis de autoeficácia, por oposição a outros com menor
controlo sobre estes estados fisiológicos. Nesta situação o desempenho e o apoio psicológico do

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professor podem ser fundamentais para a superação destes problemas, criados pelo próprio aluno.

VANTAGENS E DESVANTAGENS

O sucesso ou fracasso dos alunos de percussão deparasse diretamente associado à autoestima


e à autoconfiança, bem como à confiança depositada no professor com quem ele mais se identifica.
Aquele que é capaz de motivá-lo a participar nas atividades de sala de aula e a atingir os objetivos
propostos. Existem sentimentos e emoções que os alunos experienciam e que se refletem na sua
aprendizagem, seja positiva ou negativa.
Neste sentido, as dificuldades de aprendizagem, podem ser vistas como tendo uma origem
psicossomática, sendo resultantes de algum problema emocional que poderá impedir a aprendizagem.
É importante que o professor conheça os efeitos de fracasso na vida psíquica do aluno e adote posturas
que previnam tal cenário. Na sala de aula, é fundamental criar-se um ambiente que favoreça a
aprendizagem, desenvolvendo e aperfeiçoando as estratégias cognitivas, bem como, conduzir
situações em que o aluno adote uma postura reflexiva, de autocrítica e de autocontrole, perante os
seus processos cognitivos e afetivos.
Com este ponto pretende-se compreender as estratégias de trabalho no ensino da Percussão,
no sentido de incluir as vantagens e desvantagens nos hábitos de estudo e no desenvolvimento da sua
autoeficácia. Pretendesse ainda compreender de que forma é que os professores podem mediar os
trabalhos, no sentido de promover o sucesso dos seus alunos.
A vantagem da autoeficácia no ensino da percussão é subjetiva e variável, significando que
diferentes indivíduos apresentam diferentes perceções de autoeficácia para uma mesma situação ou
tarefa. Assim como um mesmo indivíduo poderá apresentar variações na sua autoeficácia consoante
se depare ou proponha concretizar diferentes tarefas ou a mesma tarefa em diferentes momentos.
A sua variabilidade decorre das experiências de aprendizagem e dos resultados alcançados pelo
próprio, como também pela observação de pares (outros semelhantes, por exemplo em idade ou com
características idênticas) na persecução e realização eficiente de uma tarefa.
Experiências de sucesso ou, por outro lado, experiências de dificuldade e desafio que tenham sido
superadas com sucesso tendem a promover a autoeficácia, contribuindo para a perceção de que é
capaz. Esta por sua vez favorece a motivação, o empenho e o compromisso.
A desvantagem da autoeficácia é que constitui um mediador no stress derivado aos
acontecimentos de vida stressantes e ou perturbações psicológicas. Sendo a autoeficácia uma crença

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de controlo e capacidade, verifica-se uma maior tendência à experiência de episódios depressivos e
de ansiedade quando a perceção de autoeficácia se encontra fragilizada.
Em episódios depressivos, o indivíduo apresenta pensamentos negativos de auto desvalorização (e.g.
perceção de incompetência) sobre os quais experiência ausência de controlo. Continuamente, os
pensamentos tornados automáticos contribuem para a dificuldade de estabelecer objetivos ou
mobilizar recursos para fazer face a dificuldades. Por sua vez, a perceção de ausência de controlo face
a circunstâncias futuras contribui para a ocorrência de episódios de ansiedade nos quais são
frequentes pensamentos caracterizados por distorções cognitivas, associados à conceção da situação
enquanto perigosa ou ameaçadora.

APLICAÇÃO PRÁTICA NO ENSINO DA PERCUSSÃO

A autoeficácia pode ser definida, como o tipo de avaliação que as pessoas constroem em
relação ás suas capacidades, de modo a conseguir atingir os objetivos propostos de uma dada tarefa.
As expectativas criadas para o cumprimento de uma atividade, tendem a exercer uma grande
influência no comportamento mais do que no resultado em si. (bom ou mau)
Assim podemos aferir que, quando um aluno revela expectativas positivas em relação ás
aprendizagens, irá sentir-se mais motivado para realizar as tarefas propostas demonstrando mais
empenho e interesse, independentemente de habitualmente ter bom ou mau resultado na
aprendizagem. Contudo se um aluno tiver expectativas negativas, o seu comportamento será de menor
empenho e interesse na realização das tarefas, logo a sua motivação será muito baixa ou mesmo nula.
Em suma há que distinguir dois pontos muito importantes nesta teoria, os resultados das
aprendizagens e as expectativas das aprendizagens.
Para além destes dois pontos, distinguimos também a autoeficácia e a competência global, isto
é, a primeira é a avaliação que se faz sempre em função de um objetivo, quer tenha sido definido pelo
próprio, pelo professor ou pela interação com outras pessoas. O segundo refere-se a uma auto
perceção global de capacidades numa atividade específica.
 Conceito de Autoeficácia referente a um campo específico
1. Sou capaz de tocar bem o estudo
2. Acho que não consigo tocar o estudo na velocidade pedida
3. Acho que consigo fazer boa figura na apresentação pública do estudo
4. Acho que há um ritmo que não vou conseguir tocar bem
5. Acho que não consigo fazer com que este aluno fique descontraído na aula

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 Conceito de Competência Global
1. Eu não sou capaz de tocar músicas rápidas
2. Sou péssimo percussionista quando tenho de me apresentar em público
3. Toco muito bem J.S. Bach
4. Como professor, sou capaz de resolver qualquer problema técnico
No entanto estes dois conceitos muitas das vezes podem-se misturar, por exemplo:
 Eu sou um bom percussionista, mas acho que não vou resolver completamente este problema
técnico.
 Acho que vou conseguir tocar na audição sem parar, mas não tenho jeito para a música.

No primeiro exemplo, podemos considerar que o aluno tem uma competência global positiva e
uma autoeficácia negativa. No segundo exemplo o aluno apresenta-nos uma competência global
negativa, mas uma autoeficácia positiva. Assim o nosso conceito de autoeficácia afeta diretamente a
qualidade da nossa aprendizagem assim como a nossa performance. Na prática de uma aula de
instrumento que implicações poderão ter todos estes conceitos?
Na aprendizagem quando um aluno não se sente confortável com determinados conteúdos ou
movimentos técnicos que tenham que desenvolver, os níveis de ansiedade aumentam, podendo
mesmo projetar cenários negativos para o futuro. Quando um aluno se sente confiante com
determinados tipos de conteúdos ou movimentos técnicos é mais empenhado, aprecia as dificuldades
e os desafios que vão surgindo.
Na performance ou numa apresentação ao público, quando um aluno não se sente confiante com
uma determinada passagem, que seja difícil para ele na peça musical que está a executar, os níveis de
ansiedade aumentam antes e durante essa parte da música. Este comportamento aumenta a
probabilidade de falha dessa mesma passagem. No entanto quando o aluno sente que tem a música
que irá executar toda dominada, poderá se concentrar mais nessa passagem e apreciar o desafio e a
dificuldade que essa parte da peça apresenta.
Temos tendência a esforçarmo-nos e a persistir, mesmo quando surgem muitas dificuldades,
quando os nossos níveis de autoeficácia são elevados. Por outro lado, quando os nossos níveis de
autoeficácia são muito baixos existe a tendência de duvidar sobre as nossas capacidades e de desistir
das tarefas muito facilmente quando surgem dificuldades.
Schunk (1982-1991) em diversos estudos realizados, indica-nos que os níveis de autoeficácia
apresentados pelos alunos (independentemente dos seus níveis de aptidão) podem determinar com

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grande exatidão o grau de sucesso ou insucesso no que concerne a adquirir novas aprendizagens ou
competências.
Como professores devemos incentivar os nossos alunos a desenvolverem um conceito elevado de
autoeficácia em diferentes tarefas. Por exemplo:
 No trabalho que o aluno efetua em casa
 Na aprendizagem de peças novas
 No desempenho nas apresentações públicas
No trabalho de casa, o professor pode ajudar a elaborar metodologias de estudo, ser claro com os
objetivos e competências a atingir e se necessário em conjunto com o aluno elaborar um horário de
estudo específico, encorajando o aluno para a prática/rotina diária de trabalho com o instrumento.
Na aprendizagem de peças novas, o professor deve analisar muito bem as músicas que propõe ao
aluno devendo ser devidamente adequado ás capacidades técnicas de cada um. Tendo em conta essas
capacidades essa escolha deve proporcionar um desafio alcançável. Promover a uma identidade
musical individual e dar acesso à experimentação de diversos géneros musicais e a diversos
instrumentos. O professor deve ainda favorecer a qualidade musical, usando uma estratégia ordenada
de ensino, promovendo atividades musicais que envolvam os seus alunos, auxiliando-os com
instruções específicas para a realização da tarefa performativa.
No desempenho nas apresentações públicas, estando presente, incentivando, promovendo a fruição
musical, criar oportunidades de performance que constituem experiências positivas relacionadas com
o “fazer musical” e ponderar numa avaliação justa e educativa, promovendo sempre o espírito critico
e dando sempre um feedback sobre a sua prestação. O otimismo nasce no aluno quando este faz uma
boa apresentação pública e quando percebe que a estratégia que delineou foi alcançada com êxito,
recebendo por isso um feedback positivo de familiares, colegas e professor. A partir desse momento
é criada uma expectativa sobre as próximas performances. Ao passar por esta experiência de êxito, o
aluno vai perceber que o seu trabalho está a ser valorizado e recompensado a nível motivacional.
Conseguimos ajudar os nossos alunos a terem um conceito elevado de autoeficácia quando:
 Valorizamos o esforço e o empenho em vez de só valorizar o resultado
 Centrarmos o nosso foco ao longo das diversas aprendizagens nos processos de
resolução de dificuldades e não no resultado
 Estabelecer metas e objetivos concretos para os alunos
 Ajudamos os nossos alunos a atingir esses objetivos

Desenvolver competências musicais requer muito tempo e esforço. O início de qualquer

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instrumento musical por si só já representa um enorme desafio. O professor deve fazer uso de
ferramentas pedagógicas que permitam ao aluno tornar-se auto eficaz. Nomeadamente na divulgação
de exemplos de sucesso musical, como colegas com capacidades semelhantes ou mesmo outros
músicos (experiências vicárias). Para alcançar melhores resultados na execução de uma dada tarefa
musical o professor deve ainda promover estratégias de estudo eficientes e otimizadas, que exijam
um menor esforço a nível cognitivo, neuromotor e muscular por parte do aluno. Pretende-se ainda
que estas estratégias proporcionem e despertem no aluno a autonomia de estudo e que o levem a
desenvolver capacidades de metacognição na procura de autoconhecimento – aprender a aprender.
É importante que o aluno perceba que o erro faz parte do processo de ensino-aprendizagem e do seu
amadurecimento musical e intelectual, que pode aprender com o erro através da criação de novas
estratégias para a resolução dos problemas, com vista à autorregulação, perdendo assim o medo de
falhar. É também salutar o incentivo da participação do aluno em estágios, masterclasses e na audição
de concertos. Nos dias de hoje, a inclusão das novas tecnologias no processo de ensino-aprendizagem
é cada vez mais pertinente. Por exemplo: a gravação e audição crítica do estudo semanal, a
visualização de interpretes de excelência em canais como o Youtube, Daylimotion, Vimeo, The
Berliner Philharmoniker's Digital Concert Hall e a consulta de sites da especialidade como
http://www.classicalplanet.com/.

CONCLUSÃO
Em síntese, o grande objetivo da educação é promover com que todos os alunos consigam ter uma
oportunidade para ter sucesso e consigam progredir nas aprendizagens. O espaço escola deve
proporcionar que todos os estudantes tenham acesso a diversas ferramentas e que possam atingir esses
objetivos. Para além deste propósito deve exercer uma dupla função, isto é, proporcionar que todos
os alunos desenvolvam as suas reais competências, como também fazer despoletar neles as crenças
que de fato as possuem, conferindo motivação para as aprendizagens.
No caso concreto que é a disciplina de instrumento, embora que a motivação possa ser de cariz
mais intrínseco, isto porque, maioritariamente é uma atividade que satisfaz interesses individuais, ou
seja, satisfação por “amor á música” preenchendo as necessidades emocionais e o prazer que se
procura quando se faz música. A motivação para a realização de uma determinada atividade atinge o
seu auge quando elevados níveis de autoeficácia são combinados com a responsabilidade de trabalhar
nessas tarefas de forma que a mesma possa ser concretizada com qualidade, como também quando o
valor pessoal é dado a essa atividade é elevado.
Em suma, o processo reflexivo entre professores e alunos, assim como a escolha adequada das
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diversas ferramentas pedagógicas que promovam essa mesma autoeficácia nos alunos, pode favorecer
e fomentar níveis motivacionais altos contribuindo assim para uma aprendizagem mais eficaz
melhorando a sua performance.

Bibliografia
Bandura, A. (1986). Social foundations of thought and action: A social cognitive theory . Englewood
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