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Assembleia Legislativa do

Estado de Rondônia - ALE-RO

Assistente Legislativo (Sem Especialidade)

Língua Portuguesa
Leitura, compreensão e interpretação de textos. ..........................................................................................................1
Estruturação do texto e dos parágrafos. .........................................................................................................................3
Articulação do texto: pronomes e expressões referenciais, nexos, operadores sequenciais. ................................3
Significação contextual de palavras e expressões. ........................................................................................................9
Equivalência e transformação de estruturas. .............................................................................................................. 11
Sintaxe: processos de coordenação e subordinação. ................................................................................................. 11
Emprego de tempos e modos verbais. .......................................................................................................................... 16
Pontuação. ......................................................................................................................................................................... 21
Estrutura e formação de palavras. ................................................................................................................................ 22
Funções das classes de palavras. ................................................................................................................................... 24
Flexão nominal e verbal. ................................................................................................................................................. 39
Pronomes: emprego, formas de tratamento e colocação. ......................................................................................... 44
Concordância nominal e verbal. .................................................................................................................................... 46
Regência nominal e verbal. ............................................................................................................................................. 49
Ortografia oficial. .............................................................................................................................................................. 53
Acentuação gráfica. .......................................................................................................................................................... 57

Raciocínio Lógico Matemático


Lógica: proposições, valor-verdade negação, conjunção, disjunção, implicação, equivalência, proposições
compostas. ............................................................................................................................................................................1
Equivalências lógicas. ...................................................................................................................................................... 13
Problemas de raciocínio: deduzir informações de relações arbitrárias entre objetos, lugares, pessoas e/ou
eventos fictícios dados. .................................................................................................................................................... 13
Diagramas lógicos. ............................................................................................................................................................ 28
Tabelas e gráficos. ............................................................................................................................................................ 33
Conjuntos e suas operações. ........................................................................................................................................... 38
Números naturais, inteiros, racionais, reais e suas operações. Representação na reta. ..................................... 40
Unidades de medida: distância, massa e tempo. ......................................................................................................... 49
Representação de pontos no plano cartesiano. ........................................................................................................... 52
Álgebra básica: equações, sistemas e problemas do primeiro grau. ....................................................................... 54
Porcentagem. .................................................................................................................................................................... 58
Proporcionalidade direta e inversa. .............................................................................................................................. 59
Sequências, reconhecimento de padrões, progressões aritmética e geométrica. ................................................. 61
Juros. ................................................................................................................................................................................... 64
Geometria básica: distâncias e ângulos, polígonos, circunferência, perímetro e área. ........................................ 66
Medidas de comprimento, área, volume. ..................................................................................................................... 81
Princípios de contagem. ................................................................................................................................................... 81
Noção de probabilidade. .................................................................................................................................................. 84

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Noções de Informática
Arquitetura básica de computadores: hardware: componentes e funções; unidade central de processamento;
memória ROM, RAM, cache, tipos e tamanhos de memória; dispositivos de entrada e saída e de
armazenamento de dados; impressoras, teclado, mouse, disco rígido, pendrives, scanner, plotter, discos
ópticos; conectores; barramentos: especificação de equipamentos. .........................................................................1
Software: software básico; noções de sistemas operacionais; utilitários; antivírus. Windows XP/7 BR:
ambiente gráfico; janela do computador/Windows Explorer: ícones, atalhos de teclado, pastas, tipos de
arquivos, localização, criação, cópia e remoção de arquivos, cópias de arquivos para outros dispositivos; ajuda
do Windows; lixeira: remoção e recuperação de arquivos e de pastas, cópias de segurança/backup, uso dos
recursos. ............................................................................................................................................................................. 21
MSOffice 2010 BR (Word, Excel, Powerpoint, Access, Outlook): conceitos, características, funcionalidades,
ícones, atalhos de teclado, uso dos recursos. .............................................................................................................. 59
Internet: conceitos; características; figuras e imagens (formatos); acesso; browsers (Internet Explorer 9 BR x
Firefox Mozilla x Google Chrome); ................................................................................................................................ 92
Correio eletrônico/e-mail; ............................................................................................................................................109
Thunderbird Mozilla: conceitos, características, funcionalidades, ícones, atalhos de teclado e uso dos recursos.
............................................................................................................................................................................................113

Legislação Específica
Constituição Estadual: Título I – Da Organização do Estado: Disposições Preliminares, Da Competência do
Estado e da Administração Pública; .................................................................................................................................1
Título II – Da Organização dos Poderes: Do Poder Legislativo. ...................................................................................5
Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Estado de Rondônia: Resolução nº 32, de 21 de agosto de
1990 e suas alterações...................................................................................................................................................... 11
Estatuto dos Servidores Públicos da administração direta, das autarquias e das fundações públicas estaduais:
Lei Complementar nº 68, de 09 de dezembro de 1992 e suas alterações. .............................................................. 45
Plano de Carreira, Cargos e Remuneração e o Quadro de Pessoal da Assembleia Legislativa do Estado de
Rondônia: Lei Complementar nº 731, de 30 de setembro de 2013 e suas alterações. ......................................... 66
Estrutura Organizacional Administrativa e o Quadro Gerencial e de Assessoramento da Assembleia Legislativa
do Estado de Rondônia: Lei Complementar nº 967, de 10 de janeiro de 2018 e suas alterações. ..................... 73

História de Rondônia
Política Nacional de Atenção Básica .................................................................................................................................1
A economia colonial nos vales do Guaporé e Madeira: mineração, drogas do sertão, o escravismo, o
contrabando e as rotas fluviais ..........................................................................................................................................2
Colonização e povoamento no vale do Madeira e do Guaporé nos séculos XIX e XX. O advento da exploração
seringueira e a questão das fronteiras .............................................................................................................................5
As diversas etapas da construção da Ferrovia Madeira Mamoré. A Comissão Rondon e a instalação das linhas
telegráficas ............................................................................................................................................................................7
A criação dos Territórios Federais do Guaporé e de Rondônia. Os novos surtos de povoamento e a ampliação
do extrativismo mineral. A implantação do Estado de Rondônia. Os projetos de colonização estatais e privados.
A instalação da rodovia federal BR-364 ........................................................................................................................ 13

Geografia de Rondônia
Povoamento e ocupação dos Vales do Madeira, Mamoré e Guaporé. Colonização ibérica na região. A
colonização portuguesa no Vale do Guaporé. Os séculos XIX e XX e a exploração da borracha, poia e castanha.
A construção da EFMM e da Linha Telegráfica. Território Federal do Guaporé/Rondônia. A Rodovia BR-364 e
os garimpos. A ocupação recente da Amazônia e Rondônia: a colonização agropastoril .......................................1
O Estado de Rondônia, da criação às questões atuais. O ambiente amazônico, as estruturas físicas e ambientais
da região ................................................................................................................................................................................1
O Estado de Rondônia: componentes do meio físico e ambiental ...............................................................................5
As divisões regionais. Produção econômica regional. As questões socioambientais...............................................9

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Conhecimentos Específicos
Processo organizacional (planejamento, coordenação, direção, organização e controle). .....................................1
Relações Interpessoais: comunicação e relações interpessoais. .................................................................................5
Administração de conflitos: desenvolvimento de trabalho em equipe. .................................................................. 13
Noções sobre Administração de Materiais e Patrimônio. .......................................................................................... 23
Logística: conceito, evolução, dimensão, processo logístico, transporte. ............................................................... 28
Arquivos: finalidade, classificação, fases, técnicas, sistemas e métodos de arquivamento. ................................ 36
Protocolo: finalidades, objetivos e atividades .............................................................................................................. 42
Noções sobre Contratos Administrativos. .................................................................................................................... 45
Noções de administração de pessoal, de material e de patrimônio. ........................................................................ 60
Atos administrativos de uso mais frequente: circulares, avisos, portarias, ofícios, despachos e ordens de
serviços. .............................................................................................................................................................................. 70
Procedimentos administrativos ..................................................................................................................................... 72
Noções básicas de organização de arquivos e fichários. ............................................................................................ 73
Documentos oficiais, tipos de documentos................................................................................................................... 75
Correspondência oficial: conceito, classificação; recepção e expedição de correspondência em geral. ........... 76
Protocolo: conceito, sistema de protocolo. ................................................................................................................... 82
Noções de Administração Pública: princípios. ............................................................................................................. 82
Descentralização e desconcentração ............................................................................................................................. 89
Administração Direta e Indireta. .................................................................................................................................... 90
Características básicas das organizações formais modernas: tipos de estrutura organizacional, natureza,
finalidades e critérios de departamentalização. .......................................................................................................... 98
Empreendedorismo governamental e novas lideranças no setor público.. ..........................................................107
Convergências e diferenças entre a gestão pública e a gestão privada. ................................................................115
Excelência nos serviços públicos. .................................................................................................................................118
Gestão da Qualidade. ......................................................................................................................................................121
Gestão de resultados na produção de serviços públicos. .........................................................................................126
O paradigma do cliente na gestão pública. .................................................................................................................131
Noções de administração de recursos materiais: funções e objetivos; .................................................................134
Classificação e especificação de materiais; .................................................................................................................134
Compras; registros; cadastro de fornecedores; acompanhamento de pedidos. ..................................................144
Ética profissional. ............................................................................................................................................................151
O papel do servidor. ........................................................................................................................................................155
Interação com o público interno e externo. ................................................................................................................156
Cidadania: direitos e deveres do cidadão....................................................................................................................161
O cidadão como usuário e contribuinte.......................................................................................................................163

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que ampliem os conhecimentos do candidato, visando sua melhor preparação.

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LÍNGUA PORTUGUESA

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APOSTILAS OPÇÃO
Não saber interpretar corretamente um texto pode gerar
inúmeros problemas, afetando não só o desenvolvimento
profissional, mas também o desenvolvimento pessoal. O mundo
moderno cobra de nós inúmeras competências, uma delas é a
proficiência na língua, e isso não se refere apenas a uma boa
comunicação verbal, mas também à capacidade de entender
aquilo que está sendo lido. O analfabetismo funcional está
Leitura, compreensão e relacionado com a dificuldade de decifrar as entrelinhas do
interpretação de textos. código, pois a leitura mecânica é bem diferente da leitura
interpretativa, aquela que fazemos ao estabelecer analogias e
criar inferências. Para que você não sofra mais com a análise de
Interpretação de Texto
textos, elaboramos algumas dicas para você seguir e tirar suas
dúvidas.
A leitura é o meio mais importante para chegarmos ao
Uma interpretação de texto competente depende de
conhecimento, portanto, precisamos aprender a ler e não
inúmeros fatores, mas nem por isso deixaremos de contemplar
apenas “passar os olhos sobre algum texto”. Ler, na verdade,
alguns que se fazem essenciais para esse exercício. Muitas vezes,
é dar sentido à vida e ao mundo, é dominar a riqueza de
apressados, descuidamo-nos das minúcias presentes em um
qualquer texto, seja literário, informativo, persuasivo, narrativo,
texto, achamos que apenas uma leitura já se faz suficiente, o que
possibilidades que se misturam e as tornam infinitas. É preciso,
não é verdade. Interpretar demanda paciência e, por isso, sempre
para uma boa leitura, exercitar-se na arte de pensar, de captar
releia, pois uma segunda leitura pode apresentar aspectos
ideias, de investigar as palavras… Para isso, devemos entender,
surpreendentes que não foram observados anteriormente.
primeiro, algumas definições importantes:
Para auxiliar na busca de sentidos do texto, você pode também
retirar dele os tópicos frasais presentes em cada parágrafo,
Texto
isso certamente auxiliará na apreensão do conteúdo exposto.
O texto (do latim textum: tecido) é uma unidade básica de
Lembre-se de que os parágrafos não estão organizados, pelo
organização e transmissão de ideias, conceitos e informações de
menos em um bom texto, de maneira aleatória, se estão no lugar
modo geral. Em sentido amplo, uma escultura, um quadro, um
que estão, é porque ali se fazem necessários, estabelecendo
símbolo, um sinal de trânsito, uma foto, um filme, uma novela de
uma relação hierárquica do pensamento defendido, retomando
televisão também são formas textuais.
ideias supracitadas ou apresentando novos conceitos.
Para finalizar, concentre-se nas ideias que de fato foram
Interlocutor
explicitadas pelo autor: os textos argumentativos não costumam
É a pessoa a quem o texto se dirige.
conceder espaço para divagações ou hipóteses, supostamente
contidas nas entrelinhas. Devemos nos ater às ideias do autor,
Texto-modelo
isso não quer dizer que você precise ficar preso na superfície
“Não é preciso muito para sentir ciúme. Bastam três – você,
do texto, mas é fundamental que não criemos, à revelia do
uma pessoa amada e uma intrusa. Por isso todo mundo sente.
autor, suposições vagas e inespecíficas. Quem lê com cuidado
Se sua amiga disser que não, está mentindo ou se enganando.
certamente incorre menos no risco de tornar-se um analfabeto
Quem agüenta ver o namorado conversando todo animado com
funcional e ler com atenção é um exercício que deve ser
outra menina sem sentir uma pontinha de não-sei-o-quê? (…)
praticado à exaustão, assim como uma técnica, que fará de nós
É normal você querer o máximo de atenção do seu namorado,
leitores proficientes e sagazes. Agora que você já conhece nossas
das suas amigas, dos seus pais. Eles são a parte mais importante
dicas, desejamos a você uma boa leitura e bons estudos!
da sua vida.”
Fonte: http://portugues.uol.com.br/redacao/dicas-para-uma-boa-
(Revista Capricho)
interpretacao-texto.html
Modelo de Perguntas
1) Considerando o texto-modelo, é possível identificar quem
Questões
é o seu interlocutor preferencial?
Um leitor jovem.
O uso da bicicleta no Brasil
2) Quais são as informações (explícitas ou não) que permitem
A utilização da bicicleta como meio de locomoção no Brasil
a você identificar o interlocutor preferencial do texto?
ainda conta com poucos adeptos, em comparação com países
Do contexto podemos extrair indícios do interlocutor
como Holanda e Inglaterra, por exemplo, nos quais a bicicleta
preferencial do texto: uma jovem adolescente, que pode ser
é um dos principais veículos nas ruas. Apesar disso, cada vez
acometida pelo ciúme. Observa-se ainda , que a revista Capricho
mais pessoas começam a acreditar que a bicicleta é, numa
tem como público-alvo preferencial: meninas adolescentes.
comparação entre todos os meios de transporte, um dos que
A linguagem informal típica dos adolescentes.
oferecem mais vantagens.
A bicicleta já pode ser comparada a carros, motocicletas
09 DICAS PARA MELHORAR A INTERPRETAÇÃO DE TEXTOS
e a outros veículos que, por lei, devem andar na via e jamais
01) Ler todo o texto, procurando ter uma visão geral do
na calçada. Bicicletas, triciclos e outras variações são todos
assunto;
considerados veículos, com direito de circulação pelas ruas e
02) Se encontrar palavras desconhecidas, não interrompa a
prioridade sobre os automotores.
leitura;
Alguns dos motivos pelos quais as pessoas aderem à bicicleta
03) Ler, ler bem, ler profundamente, ou seja, ler o texto pelo
no dia a dia são: a valorização da sustentabilidade, pois as bikes
menos duas vezes;
não emitem gases nocivos ao ambiente, não consomem petróleo
04) Inferir;
e produzem muito menos sucata de metais, plásticos e borracha;
05) Voltar ao texto tantas quantas vezes precisar;
a diminuição dos congestionamentos por excesso de veículos
06) Não permitir que prevaleçam suas ideias sobre as do
motorizados, que atingem principalmente as grandes cidades; o
autor;
favorecimento da saúde, pois pedalar é um exercício físico muito
07) Fragmentar o texto (parágrafos, partes) para melhor
bom; e a economia no combustível, na manutenção, no seguro e,
compreensão;
claro, nos impostos.
08) Verificar, com atenção e cuidado, o enunciado de cada
No Brasil, está sendo implantado o sistema de
questão;
compartilhamento de bicicletas. Em Porto Alegre, por exemplo,
09) O autor defende ideias e você deve percebê-las;
o BikePOA é um projeto de sustentabilidade da Prefeitura, em
parceria com o sistema de Bicicletas SAMBA, com quase um
Fonte: http://portuguesemfoco.com/09-dicas-para-melhorar-a-
ano de operação. Depois de Rio de Janeiro, São Paulo, Santos,
interpretacao-de-textos-em-provas/
Sorocaba e outras cidades espalhadas pelo país aderirem a

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APOSTILAS OPÇÃO
esse sistema, mais duas capitais já estão com o projeto pronto Considerando a relação entre o título e a imagem, é correto
em 2013: Recife e Goiânia. A ideia do compartilhamento é concluir que um dos temas diretamente explorados no cartum é
semelhante em todas as cidades. Em Porto Alegre, os usuários (A) o aumento da circulação de ciclistas nas vias públicas.
devem fazer um cadastro pelo site. O valor do passe mensal é (B) a má qualidade da pavimentação em algumas ruas.
R$ 10 e o do passe diário, R$ 5, podendo-se utilizar o sistema (C) a arbitrariedade na definição dos valores das multas.
durante todo o dia, das 6h às 22h, nas duas modalidades. Em (D) o número excessivo de automóveis nas ruas.
todas as cidades que já aderiram ao projeto, as bicicletas estão (E) o uso de novas tecnologias no transporte público.
espalhadas em pontos estratégicos.
A cultura do uso da bicicleta como meio de locomoção 04. Considere o cartum de Douglas Vieira.
não está consolidada em nossa sociedade. Muitos ainda não Televisão
sabem que a bicicleta já é considerada um meio de transporte,
ou desconhecem as leis que abrangem a bike. Na confusão de
um trânsito caótico numa cidade grande, carros, motocicletas,
ônibus e, agora, bicicletas, misturam-se, causando, muitas vezes,
discussões e acidentes que poderiam ser evitados.
Ainda são comuns os acidentes que atingem ciclistas. A
verdade é que, quando expostos nas vias públicas, eles estão
totalmente vulneráveis em cima de suas bicicletas. Por isso
é tão importante usar capacete e outros itens de segurança. A
maior parte dos motoristas de carros, ônibus, motocicletas e
caminhões desconhece as leis que abrangem os direitos dos
ciclistas. Mas muitos ciclistas também ignoram seus direitos
e deveres. Alguém que resolve integrar a bike ao seu estilo de
vida e usá-la como meio de locomoção precisa compreender (http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br.
que deverá gastar com alguns apetrechos necessários para Adaptado)
poder trafegar. De acordo com o Código de Trânsito Brasileiro,
as bicicletas devem, obrigatoriamente, ser equipadas com É correto concluir que, de acordo com o cartum,
campainha, sinalização noturna dianteira, traseira, lateral e nos (A) os tipos de entretenimento disponibilizados pelo livro ou
pedais, além de espelho retrovisor do lado esquerdo. pela TV são equivalentes.
(Bárbara Moreira, http://www.eusoufamecos.net. Adaptado) (B) o livro, em comparação com a TV, leva a uma imaginação
mais ativa.
01. De acordo com o texto, o uso da bicicleta como meio de (C) o indivíduo que prefere ler a assistir televisão é alguém
locomoção nas metrópoles brasileiras que não sabe se distrair.
(A) decresce em comparação com Holanda e Inglaterra (D) a leitura de um bom livro é tão instrutiva quanto assistir
devido à falta de regulamentação. a um programa de televisão.
(B) vem se intensificando paulatinamente e tem sido (E) a televisão e o livro estimulam a imaginação de modo
incentivado em várias cidades. idêntico, embora ler seja mais prazeroso.
(C) tornou-se, rapidamente, um hábito cultivado pela
maioria dos moradores. Leia o texto para responder às questões:
(D) é uma alternativa dispendiosa em comparação com os
demais meios de transporte. Propensão à ira de trânsito
(E) tem sido rejeitado por consistir em uma atividade
arriscada e pouco salutar. Dirigir um carro é estressante, além de inerentemente
perigoso. Mesmo que o indivíduo seja o motorista mais seguro
02. A partir da leitura, é correto concluir que um dos do mundo, existem muitas variáveis de risco no trânsito, como
objetivos centrais do texto é clima, acidentes de trânsito e obras nas ruas.
(A) informar o leitor sobre alguns direitos e deveres do E com relação a todas as outras pessoas nas ruas? Algumas
ciclista. não são apenas maus motoristas, sem condições de dirigir, mas
(B) convencer o leitor de que circular em uma bicicleta é também se engajam num comportamento de risco – algumas até
mais seguro do que dirigir um carro. agem especificamente para irritar o outro motorista ou impedir
(C) mostrar que não há legislação acerca do uso da bicicleta que este chegue onde precisa.
no Brasil. Essa é a evolução de pensamento que alguém poderá
(D) explicar de que maneira o uso da bicicleta como meio de ter antes de passar para a ira de trânsito de fato, levando um
locomoção se consolidou no Brasil. motorista a tomar decisões irracionais.
(E) defender que, quando circular na calçada, o ciclista deve Dirigir pode ser uma experiência arriscada e emocionante.
dar prioridade ao pedestre. Para muitos de nós, os carros são a extensão de nossa
personalidade e podem ser o bem mais valioso que possuímos.
03. Considere o cartum de Evandro Alves. Dirigir pode ser a expressão de liberdade para alguns, mas
Afogado no Trânsito também é uma atividade que tende a aumentar os níveis de
estresse, mesmo que não tenhamos consciência disso no
momento.
Dirigir é também uma atividade comunitária. Uma vez que
entra no trânsito, você se junta a uma comunidade de outros
motoristas, todos com seus objetivos, medos e habilidades ao
volante. Os psicólogos Leon James e Diane Nahl dizem que um
dos fatores da ira de trânsito é a tendência de nos concentrarmos
em nós mesmos, descartando o aspecto comunitário do ato de
dirigir.
Como perito do Congresso em Psicologia do Trânsito, o
Dr. James acredita que a causa principal da ira de trânsito não
são os congestionamentos ou mais motoristas nas ruas, e sim
como nossa cultura visualiza a direção agressiva. As crianças
aprendem que as regras normais em relação ao comportamento
(http://iiiconcursodecartumuniversitario.blogspot.com.br) e à civilidade não se aplicam quando dirigimos um carro. Elas
podem ver seus pais envolvidos em comportamentos de disputa

Língua Portuguesa 2
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APOSTILAS OPÇÃO
ao volante, mudando de faixa continuamente ou dirigindo em Conclusão
alta velocidade, sempre com pressa para chegar ao destino.
Para complicar as coisas, por vários anos psicólogos É o ponto de chegada de todas as argumentações elencadas
sugeriam que o melhor meio para aliviar a raiva era descarregar no desenvolvimento, ou seja, é o fechamento do texto e dos
a frustração. Estudos mostram, no entanto, que a descarga de questionamentos propostos pelo autor.
frustrações não ajuda a aliviar a raiva. Em uma situação de ira Na elaboração da conclusão deve-se evitar as construções
de trânsito, a descarga de frustrações pode transformar um padrões como: “Portanto, como já dissemos antes...”,
incidente em uma violenta briga. “Concluindo...”, “Em conclusão, ...”.
Com isso em mente, não é surpresa que brigas violentas
aconteçam algumas vezes. A maioria das pessoas está Parágrafo
predisposta a apresentar um comportamento irracional quando
dirige. Dr. James vai ainda além e afirma que a maior parte das Esteticamente, o parágrafo se caracteriza como um sutil recuo
pessoas fica emocionalmente incapacitada quando dirige. O que em relação à margem esquerda da folha; conceitualmente, o
deve ser feito, dizem os psicólogos, é estar ciente de seu estado parágrafo completo deve dispor de introdução, desenvolvimento
emocional e fazer as escolhas corretas, mesmo quando estiver e conclusão.
tentado a agir só com a emoção. * Introdução – também denominada de tópico frasal,
(Jonathan Strickland. Disponível em: http://carros.hsw.uol.com.br/ constitui-se pela apresentação da ideia principal, feita de
furia-no-transito1 .htm. Acesso em: 01.08.2013. Adaptado) maneira sintética de acordo com os objetivos do autor...
* Desenvolvimento – fundamenta-se na ampliação do tópico
05. Tomando por base as informações contidas no texto, é frasal, atribuído pelas ideias secundárias, com vistas a reforçar e
correto afirmar que conferir credibilidade na discussão.
(A) os comportamentos de disputa ao volante acontecem à * Conclusão – caracteriza-se pela retomada da ideia
medida que os motoristas se envolvem em decisões conscientes. central associando-a aos pressupostos mencionados no
(B) segundo psicólogos, as brigas no trânsito são causadas desenvolvimento, procurando arrematá-los.
pela constante preocupação dos motoristas com o aspecto
comunitário do ato de dirigir. Exemplo de um parágrafo bem estruturado (com introdução,
(C) para Dr. James, o grande número de carros nas ruas é desenvolvimento e conclusão):
o principal motivo que provoca, nos motoristas, uma direção
agressiva. (ideia-núcleo) A poluição que se verifica principalmente nas
(D) o ato de dirigir um carro envolve uma série de capitais do país é um problema relevante, para cuja solução é
experiências e atividades não só individuais como também necessária uma ação conjunta de toda a sociedade.
sociais.
(E) dirigir mal pode estar associado à falta de controle das (ideia secundária) O governo, por exemplo, deve rever sua
emoções positivas por parte dos motoristas. legislação de proteção ao meio ambiente, ou fazer valer as leis
em vigor; o empresário pode dar sua contribuição, instalando
Respostas filtro de controle dos gases e líquidos expelidos, e a população,
1. (B) / 2. (A) / 3. (D) / 4. (B) / 5. (D) utilizando menos o transporte individual e aderindo aos
programas de rodízio de automóveis e caminhões, como já
ocorre em São Paulo.
Estruturação do texto e dos
parágrafos. (conclusão) Medidas que venham a excluir qualquer um
desses três setores da sociedade tendem a ser inócuas no
combate à poluição e apenas onerar as contas públicas.
Estruturação dos Textos e Parágrafos

Os elementos essenciais para a composição de um texto são: Articulação do texto: pronomes


introdução, desenvolvimento e conclusão1. e expressões referenciais, nexos,
Analisemos cada uma das partes separadamente: operadores sequenciais.
Introdução

Apresentação direta e objetiva da ideia central do texto. Pronome


Caracteriza-se por ser o parágrafo inicial.
Pronome é a palavra que se usa em lugar do nome, ou a ele
Desenvolvimento se refere, ou ainda, que acompanha o nome qualificando-o de
alguma forma.
Estruturalmente, é a maior parte contida no texto. A moça era mesmo bonita. Ela morava nos meus sonhos!
O desenvolvimento estabelece uma relação entre a [substituição do nome]
introdução e a conclusão, pois é nesta etapa que as ideias,
argumentos e posicionamento do autor vão sendo formados e A moça que morava nos meus sonhos era mesmo bonita!
desenvolvidos com o intuito de dirigir a atenção do leitor para [referência ao nome]
a conclusão.
Em um bom desenvolvimento as ideias devem ser claras e Essa moça morava nos meus sonhos!
capazes de fazer com que o leitor anteceda a conclusão. [qualificação do nome]
Grande parte dos pronomes não possuem significados
Os três principais erros cometidos durante a elaboração do fixos, isto é, essas palavras só adquirem significação dentro de
desenvolvimento são: um contexto, o qual nos permite recuperar a referência exata
1. Distanciamento do texto em relação à discussão inicial. daquilo que está sendo colocado por meio dos pronomes no
2. Concentrar-se em apenas um tópico do tema e esquecer ato da comunicação. Com exceção dos pronomes interrogativos
os demais. e indefinidos, os demais pronomes têm por função principal
3. Tecer muitas ideias ou informações e não conseguir apontar para as pessoas do discurso ou a elas se relacionar,
organizá-las ou relacioná-las, dificultando, assim, a linha de indicando-lhes sua situação no tempo ou no espaço. Em virtude
entendimento do leitor. dessa característica, os pronomes apresentam uma forma
1 Fonte: https://www.algosobre.com.br/redacao/a-unidade- específica para cada pessoa do discurso.
-basica-do-texto-estrutura-do-paragrafo.html

Língua Portuguesa 3
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APOSTILAS OPÇÃO
Minha carteira estava vazia quando eu fui assaltada. Ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
[minha/eu: pronomes de 1ª pessoa = aquele que fala] Obs.: em verdade, o pronome oblíquo é uma forma variante
do pronome pessoal do caso reto. Essa variação indica a função
Tua carteira estava vazia quando tu foste assaltada? diversa que eles desempenham na oração: pronome reto marca
[tua/tu: pronomes de 2ª pessoa = aquele a quem se fala] o sujeito da oração; pronome oblíquo marca o complemento da
oração.
A carteira dela estava vazia quando ela foi assaltada. Os pronomes oblíquos sofrem variação de acordo com
[dela/ela: pronomes de 3ª pessoa = aquele de quem se fala] a acentuação tônica que possuem, podendo ser átonos ou tônicos.

Em termos morfológicos, os pronomes são palavras Pronome Oblíquo Átono


variáveis  em gênero (masculino ou feminino) e em número
(singular ou plural). Assim, espera-se que a referência através São chamados átonos os pronomes oblíquos que não são
do pronome seja coerente em termos de gênero e número precedidos de preposição. Possuem acentuação tônica  fraca.
(fenômeno da concordância) com o seu objeto, mesmo quando Ele me deu um presente.
este se apresenta ausente no enunciado.
O quadro dos pronomes oblíquos átonos é assim configurado:
Fala-se de Roberta. Ele  quer participar do desfile - 1ª pessoa do singular (eu): me
da nossa escola neste ano. - 2ª pessoa do singular (tu): te
[nossa: pronome que qualifica “escola” = concordância - 3ª pessoa do singular (ele, ela): o, a, lhe
adequada] - 1ª pessoa do plural (nós): nos
[neste: pronome que determina “ano” = concordância - 2ª pessoa do plural (vós): vos
adequada] - 3ª pessoa do plural (eles, elas): os, as, lhes
[ele: pronome que faz referência à “Roberta” = concordância
inadequada] Observações:
O “lhe” é o único pronome oblíquo átono que já se
Existem seis tipos de pronomes:  pessoais, possessivos, apresenta na forma contraída, ou seja, houve a união entre o
demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos. pronome “o” ou “a” e preposição “a” ou “para”. Por acompanhar
diretamente uma preposição, o pronome “lhe” exerce sempre a
Pronomes Pessoais função de objeto indireto na oração.

São aqueles que substituem os substantivos, indicando Os pronomes me, te, nos e vos podem tanto ser objetos
diretamente as pessoas do discurso. Quem fala ou escreve diretos como objetos indiretos.
assume os pronomes “eu” ou “nós”, usa os pronomes “tu”, “vós”, Os pronomes o, a, os e as atuam exclusivamente como
“você” ou “vocês” para designar a quem se dirige e “ele”, “ela”, objetos diretos.
“eles” ou “elas” para fazer referência à pessoa ou às pessoas de
quem fala. Saiba que:
Os pronomes pessoais variam de acordo com as funções Os pronomes me, te, lhe, nos, vos e lhes podem combinar-se
que exercem nas orações, podendo ser do caso reto ou do caso com os pronomes o, os, a, as, dando origem a formas como mo,
oblíquo. mos, ma, mas; to, tos, ta, tas; lho, lhos, lha, lhas; no-lo, no-los, no-
la, no-las, vo-lo, vo-los, vo-la, vo-las. Observe o uso dessas formas
Pronome Reto nos exemplos que seguem:

Pronome pessoal do caso reto é aquele que, na sentença,


exerce a função de sujeito ou predicativo do sujeito. - Trouxeste o pacote? - Não contaram a novidade a
Nós lhe ofertamos flores. vocês?
- Sim, entreguei-to ainda há - Não, no-la contaram.
Os pronomes retos apresentam flexão de número, gênero pouco.
(apenas na 3ª pessoa) e pessoa, sendo essa última a principal
flexão, uma vez que marca a pessoa do discurso. Dessa forma, o No português do Brasil, essas combinações não são usadas;
quadro dos pronomes retos é assim configurado: até mesmo na língua literária atual, seu emprego é muito raro. 
- 1ª pessoa do singular: eu
- 2ª pessoa do singular: tu Atenção:
- 3ª pessoa do singular: ele, ela Os pronomes o, os, a, as assumem formas especiais depois
- 1ª pessoa do plural: nós de certas terminações verbais. Quando o verbo termina em -z,
- 2ª pessoa do plural: vós -s ou -r, o pronome assume a forma lo, los, la ou las, ao mesmo
- 3ª pessoa do plural: eles, elas tempo que a terminação verbal é suprimida.
Por exemplo: fiz + o = fi-lo
Atenção: esses pronomes não costumam ser usados como fazei + o = fazei-os
complementos verbais na língua-padrão. Frases como “Vi dizer + a = dizê-la
ele na rua”, “Encontrei ela na praça”, “Trouxeram eu até aqui”,
comuns na língua oral cotidiana, devem ser evitadas na língua Quando o verbo termina em som nasal, o pronome assume
formal escrita ou falada. Na língua formal, devem ser usados os as formas no, nos, na, nas. Por exemplo:
pronomes oblíquos correspondentes: “Vi-o na rua”, “Encontrei-a viram + o: viram-no
na praça”, “Trouxeram-me até aqui”. repõe + os = repõe-nos
Obs.: frequentemente observamos a  omissão  do pronome retém + a: retém-na
reto em Língua Portuguesa. Isso se dá porque as próprias formas tem + as = tem-nas
verbais marcam, através de suas desinências, as pessoas do
verbo indicadas pelo pronome reto. Pronome Oblíquo Tônico
Fizemos boa viagem. (Nós)
Os pronomes oblíquos tônicos são sempre
Pronome Oblíquo precedidos por preposições, em geral as preposições a, para, de
e com. Por esse motivo, os pronomes tônicos exercem a função
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, de objeto indireto da oração. Possuem acentuação tônica forte.
exerce a função de complemento verbal (objeto direto ou  O quadro dos pronomes oblíquos tônicos é assim
indireto) ou complemento nominal. configurado:

Língua Portuguesa 4
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APOSTILAS OPÇÃO
- 1ª pessoa do singular (eu): mim, comigo Elas deram a si um dia de folga.
- 2ª pessoa do singular (tu): ti, contigo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): ele, ela A Segunda Pessoa Indireta
- 1ª pessoa do plural (nós): nós, conosco
- 2ª pessoa do plural (vós): vós, convosco A chamada segunda pessoa indireta manifesta-se quando
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): eles, elas utilizamos pronomes que, apesar de indicarem nosso
interlocutor ( portanto, a segunda pessoa), utilizam o verbo na
Observe que as únicas formas próprias do pronome tônico terceira pessoa. É o caso dos chamados pronomes de tratamento,
são a primeira pessoa (mim) e segunda pessoa (ti). As demais que podem ser observados no quadro seguinte:
repetem a forma do pronome pessoal do caso reto.
- As preposições essenciais introduzem sempre pronomes Pronomes de Tratamento
pessoais do caso oblíquo e nunca pronome do caso reto. Nos
contextos interlocutivos que exigem o uso da língua formal, os Vossa Alteza V. A. príncipes, duques
pronomes costumam ser usados desta forma: Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais
Não há mais nada entre mim e ti. Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Não se comprovou qualquer ligação entre ti e ela. Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e
Não há nenhuma acusação contra mim. oficiais-generais
Não vá sem mim. Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de
universidades
Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Atenção: Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
Há construções em que a preposição, apesar de surgir Vossa Santidade V. S. Papa
anteposta a um pronome, serve para introduzir uma oração cujo Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento
verbo está no infinitivo. Nesses casos, o verbo pode ter sujeito cerimonioso
expresso; se esse sujeito for um pronome, deverá ser do caso Vossa Onipotência V. O. Deus
reto.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a
Trouxeram vários vestidos para eu experimentar. senhora e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados
Não vá sem eu mandar. no tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento
familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
- A combinação da preposição  “com” e alguns pronomes do Brasil; em algumas regiões, a forma  tu  é de uso frequente;
originou as formas especiais comigo, contigo, consigo, em outras, pouco empregada. Já a forma vós tem uso restrito à
conosco e convosco. Tais pronomes oblíquos tônicos linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
frequentemente exercem a função de  adjunto adverbial de
companhia. Observações:
Ele carregava o documento consigo. a) Vossa Excelência X Sua Excelência:  os pronomes de
tratamento que possuem “Vossa (s)”  são empregados em
- As formas “conosco” e “convosco” são substituídas por “com relação à pessoa com quem falamos.
nós” e “com vós” quando os pronomes pessoais são reforçados Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
por palavras como outros, mesmos, próprios, todos, ambos ou encontro.
algum numeral. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
Você terá de viajar com nós todos. Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
Estávamos com vós outros quando chegaram as más notícias. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
Ele disse que iria com nós três. indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
Pronome Reflexivo estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
São pronomes pessoais oblíquos que, embora funcionem
como objetos direto ou indireto, referem-se ao sujeito da oração. b)  3ª pessoa:  embora os pronomes de tratamento dirijam-
Indicam que o sujeito pratica e recebe a ação expressa pelo se à  2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª
verbo. pessoa. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os
O quadro dos pronomes reflexivos é assim configurado: pronomes oblíquos empregados em relação a eles devem ficar
na 3ª pessoa.
- 1ª pessoa do singular (eu): me, mim. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
Eu não me vanglorio disso. para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
Olhei para mim no espelho e não gostei do que vi.
c) Uniformidade de Tratamento:  quando escrevemos ou
- 2ª pessoa do singular (tu): te, ti. nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
Assim tu te prejudicas. texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
Conhece a ti mesmo. por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
- 3ª pessoa do singular (ele, ela): se, si, consigo. na terceira pessoa.
Guilherme já se preparou. Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Ela deu a si um presente. cabelos. (errado)
Antônio conversou consigo mesmo. Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
cabelos. (correto)
- 1ª pessoa do plural (nós): nos. Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
Lavamo-nos no rio. cabelos. (correto)

- 2ª pessoa do plural (vós): vos. Pronomes Possessivos


Vós vos beneficiastes com a esta conquista.
São palavras que, ao indicarem a pessoa gramatical
- 3ª pessoa do plural (eles, elas): se, si, consigo. (possuidor), acrescentam a ela a ideia de posse de algo (coisa
Eles se conheceram. possuída).

Língua Portuguesa 5
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APOSTILAS OPÇÃO
Este caderno é meu. (meu = possuidor: 1ª pessoa do singular) No tempo:
Este ano está sendo bom para nós. O pronome este se refere
Observe o quadro: ao ano presente.
Esse ano que passou foi razoável. O pronome esse se refere a
Número Pessoa Pronome um passado próximo.
singular primeira meu(s), minha(s) Aquele ano foi terrível para todos. O pronome aquele está se
referindo a um passado distante.
singular segunda teu(s), tua(s)  
singular terceira seu(s), sua(s) - Os pronomes demonstrativos podem ser variáveis ou
invariáveis, observe:
plural primeira nosso(s), nossa(s)
plural segunda vosso(s), vossa(s) Variáveis: este(s), esta(s), esse(s), essa(s), aquele(s), aquela(s).
Invariáveis: isto, isso, aquilo.
plural terceira seu(s), sua(s)
- Também aparecem como pronomes demonstrativos:
Note que: A forma do possessivo depende da pessoa - o(s), a(s): quando estiverem antecedendo o “que” e puderem
gramatical a que se refere; o gênero e o número concordam com ser substituídos por aquele(s), aquela(s), aquilo.
o objeto possuído. Não ouvi o que disseste. (Não ouvi aquilo que disseste.)
Ele trouxe seu apoio e sua contribuição naquele momento
difícil. Essa rua não é a que te indiquei. (Esta rua não é aquela que
Observações: te indiquei.)
- mesmo(s), mesma(s):
1 - A forma “seu” não é um possessivo quando resultar da Estas são as mesmas pessoas que o procuraram ontem.
alteração fonética da palavra senhor. - próprio(s), própria(s):
- Muito obrigado, seu José. Os próprios alunos resolveram o problema.
2 - Os pronomes possessivos nem sempre indicam posse. - semelhante(s):
Podem ter outros empregos, como: Não compre semelhante livro.
a) indicar afetividade. - tal, tais:
- Não faça isso, minha filha. Tal era a solução para o problema.
b) indicar cálculo aproximado.
Ele já deve ter seus 40 anos. Note que:
c) atribuir valor indefinido ao substantivo.
Marisa tem lá seus defeitos, mas eu gosto muito dela. a)  Não raro os demonstrativos aparecem na frase, em
construções redundantes, com finalidade expressiva, para
3- Em frases onde se usam pronomes de tratamento, o salientar algum termo anterior. Por exemplo:
pronome possessivo fica na 3ª pessoa. Manuela, essa é que dera em cheio casando com o José Afonso.
Vossa Excelência trouxe sua mensagem? Desfrutar das belezas brasileiras, isso é que é sorte!
b)  O pronome demonstrativo neutro  ou  pode representar
4- Referindo-se a mais de um substantivo, o possessivo um termo ou o conteúdo de uma oração inteira, caso em que
concorda com o mais próximo. aparece, geralmente, como objeto direto, predicativo ou aposto.
Trouxe-me seus livros e anotações. O casamento seria um desastre. Todos o pressentiam.
c)  Para evitar a repetição de um verbo anteriormente
5- Em algumas construções, os pronomes pessoais oblíquos expresso, é comum empregar-se, em tais casos, o verbo fazer,
átonos assumem valor de possessivo. chamado, então, verbo vicário (= que substitui, que faz as vezes
Vou seguir-lhe os passos. (= Vou seguir seus passos.) de).
Ninguém teve coragem de falar antes que ela o fizesse.
Pronomes Demonstrativos d)  Em frases como a seguinte,  este  se refere à pessoa
mencionada em último lugar; aquele, à mencionada em primeiro
Os pronomes demonstrativos são utilizados para explicitar a lugar.
posição de uma certa palavra em relação a outras ou ao contexto. O referido deputado e o Dr. Alcides eram amigos íntimos;
Essa relação pode ocorrer em termos de espaço, no tempo ou aquele casado, solteiro este. [ou então: este solteiro, aquele casado]
discurso. e) O pronome demonstrativo tal pode ter conotação irônica.
A menina foi a tal que ameaçou o professor?
No espaço: f) Pode ocorrer a contração das preposições a, de, em com
Compro este carro (aqui). O pronome este indica que o carro pronome demonstrativo:  àquele, àquela, deste, desta, disso,
está perto da pessoa que fala. nisso, no, etc.
Compro esse carro (aí). O pronome  esse  indica que o carro Não acreditei no que estava vendo. (no = naquilo)
está perto da pessoa com quem falo, ou afastado da pessoa que
fala. Pronomes Indefinidos
Compro aquele carro (lá). O pronome aquele diz que o carro
está afastado da pessoa que fala e daquela com quem falo. São palavras que se referem à terceira pessoa do discurso,
  dando-lhe sentido vago (impreciso) ou expressando quantidade
Atenção:  em situações de fala direta (tanto ao vivo quanto indeterminada.
por meio de correspondência, que é uma modalidade escrita de Alguém entrou no jardim e destruiu as mudas recém-
fala), são particularmente importantes o este e o esse - o primeiro plantadas.
localiza os seres em relação ao emissor; o segundo, em relação Não é difícil perceber que  “alguém”  indica uma pessoa
ao destinatário. Trocá-los pode causar ambiguidade. de quem se fala (uma terceira pessoa, portanto) de forma
imprecisa, vaga. É uma palavra capaz de indicar um ser humano
Dirijo-me a essa universidade com o objetivo de solicitar que seguramente existe, mas cuja identidade é desconhecida ou
informações sobre o concurso vestibular. (trata-se da universidade não se quer revelar. 
destinatária).
Reafirmamos a disposição  desta  universidade em participar Classificam-se em:
no próximo Encontro de Jovens. (trata-se da universidade que - Pronomes Indefinidos Substantivos:  assumem o lugar
envia a mensagem). do ser ou da quantidade aproximada de seres na frase. São

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APOSTILAS OPÇÃO
eles:  algo, alguém, fulano, sicrano, beltrano, nada, ninguém, Quem casa, quer casa.
outrem, quem, tudo.
Algo o incomoda? Observe:
Quem avisa amigo é. Pronomes relativos variáveis = o qual, cujo, quanto, os quais,
cujos, quantos, a qual, cuja, quanta, as quais, cujas, quantas.
- Pronomes Indefinidos Adjetivos:  qualificam um ser Pronomes relativos invariáveis = quem, que, onde.
expresso na frase, conferindo-lhe a noção de quantidade
aproximada. São eles: cada, certo(s), certa(s). Note que:
Cada povo tem seus costumes. a)  O pronome  “que”  é o relativo de mais largo emprego,
Certas pessoas exercem várias profissões. sendo por isso chamado relativo universal. Pode ser substituído
por o qual, a qual, os quais, as quais, quando seu antecedente for
Note que: Ora são pronomes indefinidos substantivos, ora um substantivo.
pronomes indefinidos adjetivos:
algum, alguns, alguma(s), bastante(s) (= muito, muitos), O trabalho que eu fiz refere-se à corrupção. (= o qual)
demais, mais, menos, muito(s), muita(s), nenhum, nenhuns, A cantora que acabou de se apresentar é péssima. (= a qual)
nenhuma(s), outro(s), outra(s), pouco(s), pouca(s), qualquer, Os trabalhos que eu fiz referem-se à corrupção. (= os quais)
quaisquer, qual, que, quanto(s), quanta(s), tal, tais, tanto(s), As cantoras que se apresentaram eram péssimas. (= as quais)
tanta(s), todo(s), toda(s), um, uns, uma(s), vários, várias. b)  O qual, os quais, a qual e as quais são exclusivamente
Menos palavras e mais ações. pronomes relativos: por isso, são utilizados didaticamente para
Alguns se contentam pouco. verificar se palavras como “que”, “quem”, “onde” (que podem ter
várias classificações) são pronomes relativos. Todos eles são
Os pronomes indefinidos podem ser divididos usados com referência à pessoa ou coisa por motivo de clareza
em variáveis e invariáveis. Observe: ou depois de determinadas preposições:

Variáveis = algum, nenhum, todo, muito, pouco, vário, tanto, Regressando de São Paulo, visitei o sítio de minha tia, o
outro, quanto, alguma, nenhuma, toda, muita, pouca, vária, qual me deixou encantado. (O uso de “que”, neste caso, geraria
tanta, outra, quanta, qualquer, quaisquer, alguns, nenhuns, ambiguidade.)
todos, muitos, poucos, vários, tantos, outros, quantos, algumas,
nenhumas, todas, muitas, poucas, várias, tantas, outras, quantas. Essas são as conclusões sobre as quais pairam muitas
Invariáveis = alguém, ninguém, outrem, tudo, nada, algo, dúvidas? (Não se poderia usar “que” depois de sobre.)
cada.
São  locuções pronominais indefinidas: cada qual, cada um, c) O relativo “que” às vezes equivale a o que, coisa que, e se
qualquer um, quantos quer (que), quem quer (que), seja quem for, refere a uma oração.
seja qual for, todo aquele (que), tal qual (= certo), tal e qual, tal ou
qual, um ou outro, uma ou outra, etc. Não chegou a ser padre, mas deixou de ser poeta, que era a
Cada um escolheu o vinho desejado. sua vocação natural.

Indefinidos Sistemáticos d) O pronome “cujo” não concorda com o seu antecedente,


mas com o consequente. Equivale a do qual, da qual, dos quais,
Ao observar atentamente os pronomes indefinidos, das quais.
percebemos que existem alguns grupos que criam oposição
de sentido. É o caso de: algum/alguém/algo, que têm sentido Este é o caderno cujas folhas estão rasgadas.
afirmativo, e nenhum/ninguém/nada, que têm sentido negativo; (antecedente) (consequente)
todo/tudo,  que indicam uma totalidade afirmativa, e  nenhum/
nada, que indicam uma totalidade negativa; alguém/ninguém, e) “Quanto” é pronome relativo quando tem por antecedente
que se referem à pessoa, e  algo/nada, que se referem à coisa; um pronome indefinido: tanto (ou variações) e tudo:
certo, que particulariza, e qualquer, que generaliza.
Essas oposições de sentido são muito importantes na Emprestei tantos quantos foram necessários.
construção de frases e textos coerentes, pois delas muitas (antecedente)
vezes dependem a solidez e a consistência dos argumentos
expostos. Observe nas frases seguintes a força que os pronomes Ele fez tudo quanto havia falado.
indefinidos destacados imprimem às afirmações de que fazem (antecedente)
parte:
Nada do que tem sido feito produziu qualquer resultado f)  O pronome  “quem” se refere a pessoas e vem sempre
prático. precedido de preposição.
Certas  pessoas conseguem perceber sutilezas: não são
pessoas quaisquer. É um professor a quem muito devemos.
(preposição)
Pronomes Relativos
g)  “Onde”, como pronome relativo, sempre possui
São aqueles que representam nomes já mencionados antecedente e só pode ser utilizado na indicação de lugar.
anteriormente e com os quais se relacionam. Introduzem as A casa onde morava foi assaltada.
orações subordinadas adjetivas.
O racismo é um sistema  que  afirma a superioridade de um h) Na indicação de tempo, deve-se empregar quando ou em
grupo racial sobre outros. que.
(afirma a superioridade de um grupo racial sobre outros = Sinto saudades da época em que (quando) morávamos no
oração subordinada adjetiva). exterior.
O pronome relativo “que” refere-se à palavra “sistema” e
introduz uma oração subordinada. Diz-se que a palavra “sistema” i) Podem ser utilizadas como pronomes relativos as palavras:
é antecedente do pronome relativo que. - como (= pelo qual)
O antecedente do pronome relativo pode ser o pronome Não me parece correto o modo como você agiu semana
demonstrativo o, a, os, as. passada.
Não sei o que você está querendo dizer. - quando (= em que)
Às vezes, o antecedente do pronome relativo não vem Bons eram os tempos quando podíamos jogar videogame.
expresso.

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APOSTILAS OPÇÃO
j)  Os pronomes relativos permitem reunir duas orações mundo. Mas, não é bem assim. As redes sociais têm o poder de
numa só frase. transformar os chamados elos latentes (pessoas que frequentam
O futebol é um esporte. o mesmo ambiente social, mas não são suas amigas) em elos
O povo gosta muito deste esporte. fracos – uma forma superficial de amizade. Pois é, por mais
O futebol é um esporte de que o povo gosta muito. que existam exceções _______qualquer regra, todos os estudos
mostram que amizades geradas com a ajuda da Internet são
k)  Numa série de orações adjetivas coordenadas, pode mais fracas, sim, do que aquelas que nascem e se desenvolvem
ocorrer a elipse do relativo “que”. fora dela.
A sala estava cheia de gente que conversava, (que) ria, Isso não é inteiramente ruim. Os seus amigos do peito
(que) fumava. geralmente são parecidos com você: pertencem ao mesmo
mundo e gostam das mesmas coisas. Os elos fracos, não. Eles
Pronomes Interrogativos transitam por grupos diferentes do seu e, por isso, podem lhe
São usados na formulação de perguntas, sejam elas diretas apresentar novas pessoas e ampliar seus horizontes – gerando
ou indiretas. Assim como os pronomes indefinidos, referem- uma renovação de ideias que faz bem a todos os relacionamentos,
se à 3ª pessoa do discurso de modo impreciso. São pronomes inclusive às amizades antigas. O problema é que a maioria das
interrogativos: que, quem, qual (e variações), quanto (e variações). redes na Internet é simétrica: se você quiser ter acesso às
Quem fez o almoço?/ Diga-me quem fez o almoço. informações de uma pessoa ou mesmo falar reservadamente com
Qual das bonecas preferes? / Não sei qual das bonecas ela, é obrigado a pedir a amizade dela. Como é meio grosseiro
preferes. dizer “não” ________ alguém que você conhece, todo mundo acaba
Quantos passageiros desembarcaram? / Pergunte quantos adicionando todo mundo. E isso vai levando ________ banalização
passageiros desembarcaram. do conceito de amizade.
É verdade. Mas, com a chegada de sítios como o Twitter, ficou
Sobre os pronomes: diferente. Esse tipo de sítio é uma rede social completamente
O pronome pessoal é do caso reto quando tem função de assimétrica. E isso faz com que as redes de “seguidores” e
sujeito na frase. O pronome pessoal é do caso oblíquo quando “seguidos” de alguém possam se comunicar de maneira muito
desempenha função de complemento. Vamos entender, mais fluida. Ao estudar a sua própria rede no Twitter, o sociólogo
primeiramente, como o pronome pessoal surge na frase e que Nicholas Christakis, da Universidade de Harvard, percebeu
função exerce. Observe as orações: que seus amigos tinham começado a se comunicar entre si
1. Eu não sei essa matéria, mas ele irá me ajudar. independentemente da mediação dele. Pessoas cujo único ponto
2. Maria foi embora para casa, pois não sabia se devia ajudá- em comum era o próprio Christakis acabaram ficando amigas.
lo. No Twitter, eu posso me interessar pelo que você tem a dizer e
começar a te seguir. Nós não nos conhecemos.
Na primeira oração os pronomes pessoais “eu” e “ele” Mas você saberá quando eu o retuitar ou mencionar seu
exercem função de sujeito, logo, são pertencentes ao caso reto. nome no sítio, e poderá falar comigo. Meus seguidores também
Já na segunda oração, observamos o pronome “lhe” exercendo podem se interessar pelos seus tuítes e começar a seguir você.
função de complemento, e, consequentemente, é do caso oblíquo. Em suma, nós continuaremos não nos conhecendo, mas as
Os pronomes pessoais indicam as pessoas do discurso, pessoas que estão ________ nossa volta podem virar amigas entre
o pronome oblíquo “lhe”, da segunda oração, aponta para a si.
segunda pessoa do singular (tu/você): Maria não sabia se devia Adaptado de: COSTA, C. C.. Disponível em:
ajudar.... Ajudar quem? Você (lhe). <http://super.abril.com.br/cotidiano/como-internet-
Importante: Em observação à segunda oração, o emprego do estamudando-amizade-619645.shtml>.
pronome oblíquo “lhe” é justificado antes do verbo intransitivo
“ajudar” porque o pronome oblíquo pode estar antes, depois ou Considere as seguintes afirmações sobre a relação que se
entre locução verbal, caso o verbo principal (no caso “ajudar”) estabelece entre algumas palavras do texto e os elementos a que
estiver no infinitivo ou gerúndio. se referem.
Eu desejo lhe perguntar algo. I. No segmento que nascem, a palavra que se refere a
Eu estou perguntando-lhe algo. amizades.
II. O segmento elos fracos retoma o segmento uma forma
Os pronomes pessoais oblíquos podem ser átonos ou tônicos: superficial de amizade.
os primeiros não são precedidos de preposição, diferentemente III. Na frase Nós não nos conhecemos, o pronome Nós refere-
dos segundos que são sempre precedidos de preposição. se aos pronomes eu e você.
- Pronome oblíquo átono: Joana me perguntou o que eu
estava fazendo. Quais estão corretas?
- Pronome oblíquo tônico: Joana perguntou para mim o que (A) Apenas I.
eu estava fazendo. (B) Apenas II.
Questões (C) Apenas III.
(D) Apenas I e II.
01. Observe as sentenças abaixo. (E) I, II e III.
I. Esta é a professora de cuja aula todos os alunos gostam.
II. Aquela é a garota com cuja atitude discordei - tornamo- 03. Observe a charge a seguir.
nos inimigas desde aquele episódio.
III. A criança cuja a família não compareceu ficou inconsolável.

O pronome ‘cuja’ foi empregado de acordo com a norma


culta da língua portuguesa em:
(A) apenas uma das sentenças
(B) apenas duas das sentenças.
(C) nenhuma das sentenças.
(D) todas as sentenças.

02. Um estudo feito pela Universidade de Michigan constatou


que o que mais se faz no Facebook, depois de interagir com
amigos, é olhar os perfis de pessoas que acabamos de conhecer.
Se você gostar do perfil, adicionará aquela pessoa, e estará
formado um vínculo. No final, todo mundo vira amigo de todo

Língua Portuguesa 8
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APOSTILAS OPÇÃO
Em relação à charge acima, assinale a afirmativa inadequada. Homógrafos Heterofônicos: iguais na escrita e diferentes
(A) A fala do personagem é uma modificação intencional de no timbre ou na intensidade das vogais.
uma fala de Cristo. - Rego (substantivo) e rego (verbo).
(B) As duas ocorrências do pronome “eles” referem-se a - Colher (verbo) e colher (substantivo).
pessoas distintas. - Jogo (substantivo) e jogo (verbo).
(C) A crítica da charge se dirige às autoridades políticas no - Apoio (verbo) e apoio (substantivo).
poder. - Para (verbo parar) e para (preposição).
(D) A posição dos braços do personagem na charge repete a - Providência (substantivo) e providencia (verbo).
de Cristo na cruz. - Às (substantivo), às (contração) e as (artigo).
(E) Os elementos imagísticos da charge estão distribuídos de - Pelo (substantivo), pelo (verbo) e pelo (contração de
forma equilibrada. per+o).
Respostas
01. A\02. E\03. B Homófonos Heterográficos: iguais na pronúncia e
diferentes na escrita.
- Acender (atear, pôr fogo) e ascender (subir).
Significação contextual de - Concertar (harmonizar) e consertar (reparar, emendar).
palavras e expressões. - Concerto (harmonia, sessão musical) e conserto (ato de
consertar).
- Cegar (tornar cego) e segar (cortar, ceifar).
- Apreçar (determinar o preço, avaliar) e apressar (acelerar).
Significação das palavras - Cela (pequeno quarto), sela (arreio) e sela (verbo selar).
- Censo (recenseamento) e senso (juízo).
Na língua portuguesa, uma PALAVRA (do latim parabola, que - Cerrar (fechar) e serrar (cortar).
por sua vez deriva do grego parabolé) pode ser definida como - Paço (palácio) e passo (andar).
sendo um conjunto de letras ou sons de uma língua, juntamente - Hera (trepadeira) e era (época), era (verbo).
com a ideia associada a este conjunto. - Caça (ato de caçar), cassa (tecido) e cassa (verbo cassar =
anular).
Sinônimos: são palavras de sentido igual ou aproximado. - Cessão (ato de ceder), seção (divisão, repartição) e sessão
Exemplo: (tempo de uma reunião ou espetáculo).
- Alfabeto, abecedário.
- Brado, grito, clamor. Homófonos Homográficos: iguais na escrita e na pronúncia.
- Extinguir, apagar, abolir, suprimir. - Caminhada (substantivo), caminhada (verbo).
- Justo, certo, exato, reto, íntegro, imparcial. - Cedo (verbo), cedo (advérbio).
Na maioria das vezes não é indiferente usar um sinônimo - Somem (verbo somar), somem (verbo sumir).
pelo outro. Embora irmanados pelo sentido comum, os - Livre (adjetivo), livre (verbo livrar).
sinônimos diferenciam-se, entretanto, uns dos outros, por - Pomos (substantivo), pomos (verbo pôr).
matizes de significação e certas propriedades que o escritor não - Alude (avalancha), alude (verbo aludir).
pode desconhecer. Com efeito, estes têm sentido mais amplo,
aqueles, mais restrito (animal e quadrúpede); uns são próprios Parônimos: são palavras parecidas na escrita e na
da fala corrente, desataviada, vulgar, outros, ao invés, pertencem pronúncia: Coro e couro, cesta e sesta, eminente e iminente,
à esfera da linguagem culta, literária, científica ou poética tetânico e titânico, atoar e atuar, degradar e degredar, cético e
(orador e tribuno, oculista e oftalmologista, cinzento e cinéreo). séptico, prescrever e proscrever, descrição e discrição, infligir
A contribuição Greco-latina é responsável pela existência, (aplicar) e infringir (transgredir), osso e ouço, sede (vontade
em nossa língua, de numerosos pares de sinônimos. Exemplos: de beber) e cede (verbo ceder), comprimento e cumprimento,
- Adversário e antagonista. deferir (conceder, dar deferimento) e diferir (ser diferente,
- Translúcido e diáfano. divergir, adiar), ratificar (confirmar) e retificar (tornar reto,
- Semicírculo e hemiciclo. corrigir), vultoso (volumoso, muito grande: soma vultosa) e
- Contraveneno e antídoto. vultuoso (congestionado: rosto vultuoso).
- Moral e ética.
- Colóquio e diálogo. Polissemia: Uma palavra pode ter mais de uma significação.
- Transformação e metamorfose. A esse fato linguístico dá-se o nome de polissemia. Exemplos:
- Oposição e antítese. - Mangueira: tubo de borracha ou plástico para regar as
O fato linguístico de existirem sinônimos chama-se sinonímia, plantas ou apagar incêndios; árvore frutífera; grande curral de
palavra que também designa o emprego de sinônimos. gado.
- Pena: pluma, peça de metal para escrever; punição; dó.
Antônimos: são palavras de significação oposta. Exemplos: - Velar: cobrir com véu, ocultar, vigiar, cuidar, relativo ao véu
- Ordem e anarquia. do palato.
- Soberba e humildade. Podemos citar ainda, como exemplos de palavras
- Louvar e censurar. polissêmicas, o verbo dar e os substantivos linha e ponto, que
- Mal e bem. têm dezenas de acepções.

A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido Sentido Próprio e Figurado das Palavras
oposto ou negativo. Exemplos: Bendizer/maldizer, simpático/ Pela própria definição acima destacada podemos perceber
antipático, progredir/regredir, concórdia/discórdia, explícito/ que a palavra é composta por duas partes, uma delas relacionada
implícito, ativo/inativo, esperar/desesperar, comunista/ a sua forma escrita e os seus sons (denominada significante) e a
anticomunista, simétrico/assimétrico, pré-nupcial/pós-nupcial. outra relacionada ao que ela (palavra) expressa, ao conceito que
ela traz (denominada significado).
Homônimos: são palavras que têm a mesma pronúncia, e às Em relação ao seu SIGNIFICADO as palavras subdividem-se
vezes a mesma grafia, mas significação diferente. Exemplos: assim:
- São (sadio), são (forma do verbo ser) e são (santo). - Sentido Próprio - é o sentido literal, ou seja, o sentido comum
- Aço (substantivo) e asso (verbo). que costumamos dar a uma palavra.
Só o contexto é que determina a significação dos homônimos. - Sentido Figurado -  é o sentido  “simbólico”,  “figurado”, que
A homonímia pode ser causa de ambiguidade, por isso é podemos dar a uma palavra.
considerada uma deficiência dos idiomas. Vamos analisar a palavra  cobra utilizada em diferentes
O que chama a atenção nos homônimos é o seu aspecto contextos:
fônico (som) e o gráfico (grafia). Daí serem divididos em: 1. A cobra picou o menino. (cobra = tipo de réptil peçonhento)

Língua Portuguesa 9
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APOSTILAS OPÇÃO
2. A sogra dele é uma cobra. (cobra = pessoa desagradável, que d) intrometer-se / prezar / esclarecer
adota condutas pouco apreciáveis) e) contrapor-se / consolidar / iluminar
3. O cara é cobra em Física! (cobra = pessoa que conhece muito
sobre alguma coisa, “expert”) 02. A entrada dos prisioneiros foi comovedora (...) Os
No item 1 aplica-se o termo cobra em seu sentido comum combatentes contemplavam-nos entristecidos. Surpreendiam-
(ou literal); nos itens 2 e 3 o termo cobra é aplicado em sentido se; comoviam-se. O arraial, in extremis, punhalhes adiante,
figurado. naquele armistício transitório, uma legião desarmada,
Podemos então concluir que um mesmo significante (parte mutilada faminta e claudicante, num assalto mais duro que o
concreta) pode ter vários significados (conceitos). das trincheiras em fogo. Custava-lhes admitir que toda aquela
Fonte: gente inútil e frágil saísse tão numerosa ainda dos casebres
http://www.tecnolegis.com/estudo-dirigido/oficial-de-justica-tjm- bombardeados durante três meses. Contemplando-lhes os
sp/lingua-portuguesa-sentido-proprio-e-figurado-das-palavras.html rostos baços, os arcabouços esmirrados e sujos, cujos molambos
Denotação e Conotação em tiras não encobriam lanhos, escaras e escalavros – a vitória
- Denotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o tão longamente apetecida decaía de súbito. Repugnava aquele
seu significado primitivo e original, com o sentido do dicionário; triunfo. Envergonhava. Era, com efeito, contraproducente
usada de modo automatizado; linguagem comum. Veja este compensação a tão luxuosos gastos de combates, de reveses e de
exemplo: milhares de vidas, o apresamento daquela caqueirada humana –
Cortaram as asas da ave para que não voasse mais. do mesmo passo angulhenta e sinistra, entre trágica e imunda,
passando-lhes pelos olhos, num longo enxurro de carcaças e
Aqui a palavra em destaque é utilizada em seu sentido molambos...
próprio, comum, usual, literal. Nem um rosto viril, nem um braço capaz de suspender
- DICA - Procure associar Denotação com Dicionário: trata- uma arma, nem um peito resfolegante de campeador domado:
se de definição literal, quando o termo é utilizado em seu sentido mulheres, sem-número de mulheres, velhas espectrais,
dicionarístico. moças envelhecidas, velhas e moças indistintas na mesma
- Conotação: verifica-se quando utilizamos a palavra com o fealdade, escaveiradas e sujas, filhos escanchados nos quadris
seu significado secundário, com o sentido amplo (ou simbólico); desnalgados, filhos encarapitados às costas, filhos suspensos
usada de modo criativo, figurado, numa linguagem rica e aos peitos murchos, filhos arrastados pelos braços, passando;
expressiva. Veja este exemplo: crianças, sem-número de crianças; velhos, sem-número de
Seria aconselhável cortar as asas deste menino, antes que velhos; raros homens, enfermos opilados, faces túmidas e
seja tarde mais. mortas, de cera, bustos dobrados, andar cambaleante.
Já neste caso o termo (asas) é empregado de forma figurada,
fazendo alusão à ideia de restrição e/ou controle de ações; (CUNHA, Euclides da. Os sertões: campanha de Canudos.
disciplina, limitação de conduta e comportamento. Edição Especial. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1980.)

Questões Em qual das alternativas abaixo NÃO há um par de sinônimos?


a) Armistício – destruição
01. McLuhan já alertava que a aldeia global resultante das b) Claudicante – manco
mídias eletrônicas não implica necessariamente harmonia, c) Reveses – infortúnios
implica, sim, que cada participante das novas mídias terá um d) Fealdade – feiura
envolvimento gigantesco na vida dos demais membros, que terá e) Opilados – desnutridos
a chance de meter o bedelho onde bem quiser e fazer o uso que
quiser das informações que conseguir. A aclamada transparência 03. Atento ao emprego dos Homônimos, analise as palavras
da coisa pública carrega consigo o risco de fim da privacidade sublinhadas e identifique a alternativa CORRETA: 
e a superexposição de nossas pequenas ou grandes fraquezas a) Ainda vivemos no Brasil a  descriminação  racial. Isso é
morais ao julgamento da comunidade de que escolhemos crime! 
participar. b) Com a crise política, a renúncia já parecia eminente.
Não faz sentido falar de dia e noite das redes sociais, apenas c) Descobertas as manobras fiscais, os políticos irão
em número de atualizações nas páginas e na capacidade dos agora expiar seus crimes. 
usuários de distinguir essas variações como relevantes no d) Em todos os momentos, para agir corretamente, é preciso
conjunto virtualmente infinito das possibilidades das redes. Para o bom censo. 
achar o fio de Ariadne no labirinto das redes sociais, os usuários e) Prefiro macarronada com molho, mas sem  estrato de
precisam ter a habilidade de identificar e estimar parâmetros, tomate. 
aprender a extrair informações relevantes de um conjunto finito
de observações e reconhecer a organização geral da rede de que 04. Assinale a alternativa em que as palavras podem servir
participam. de exemplos de parônimos:
O fluxo de informação que percorre as artérias das redes
sociais é um poderoso fármaco viciante. Um dos neologismos a) Cavaleiro (Homem a cavalo) – Cavalheiro (Homem gentil).
recentes vinculados à dependência cada vez maior dos jovens b) São (sadio) – São (Forma reduzida de Santo).
a esses dispositivos é a “nomobofobia” (ou “pavor de ficar sem c) Acento (sinal gráfico) – Assento (superfície onde se senta).
conexão no telefone celular”), descrito como a ansiedade e o d) Nenhuma das alternativas.
sentimento de pânico experimentados por um número crescente
de pessoas quando acaba a bateria do dispositivo móvel ou 05. Na língua portuguesa, há muitas palavras parecidas,
quando ficam sem conexão com a Internet. Essa informação, seja no modo de falar ou no de escrever. A palavra sessão, por
como toda nova droga, ao embotar a razão e abrir os poros da exemplo, assemelha-se às palavras cessão e seção, mas cada
sensibilidade, pode tanto ser um remédio quanto um veneno uma apresenta sentido diferente. Esse caso, mesmo som, grafias
para o espírito. diferentes, denomina-se homônimo homófono. Assinale a
(Vinicius Romanini, Tudo azul no universo das redes. alternativa em que todas as palavras se encontram nesse caso.
Revista USP, no 92. Adaptado)
a) taxa, cesta, assento
As expressões destacadas nos trechos –  meter o bedelho b) conserto, pleito, ótico
/ estimar  parâmetros / embotar a razão – têm sinônimos c) cheque, descrição, manga
adequados respectivamente em: d) serrar, ratificar, emergir
a) procurar / gostar de / ilustrar
b) imiscuir-se / avaliar / enfraquecer Respostas
c) interferir / propor / embrutecer 01. B\02. A\03. C\04. A\05. A

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APOSTILAS OPÇÃO
Tal construção, além de expressar a ideia de adição,
Equivalência e transformação de ainda retrata um enfoque especial ao se referir aos pedestres
estruturas. (representada pela conjunção “mas também”).

quanto mais... (tanto) mais


Equivalência e transformação de estruturas Atualmente, quanto mais nos aperfeiçoamos, mais temos
condições de ser bem sucedidos. As estruturas paralelísticas
A equivalência e transformação de estruturas consiste denotam o sentido de progressão entre os elementos.
em saber mudar uma sentença ou parte dela de modo a que
fique gramaticalmente correta. Um exemplo muito comum em tanto... quanto
provas de concursos é o enunciado trazer uma frase no singular, O tabagismo é prejudicial tanto para os fumantes
por exemplo, e pedir que o aluno passe a frase para o plural, ativos, quanto para os passivos. Aqui, tais estruturas, além
mantendo o sentido. Outro exemplo é o enunciado dar a frase de expressarem adição, ainda acrescentam uma ideia de
em um tempo verbal, e pedir que o aluno a passe para outro equiparação ou equivalência.
tempo. Ou ainda a reescritura de trechos, mantendo a correção primeiro... segundo
semântica e sintática. Há dois procedimentos a realizar: primeiro você diz toda a
verdade; segundo, pede desculpas pelo erro cometido.
Paralelismo sintático (e paralelismo semântico) Constatamos que os elementos utilizados se relacionam à
ideia de uma enumeração, evidenciados de forma sequencial.
Desde o primeiro instante em que nos propomos a discorrer
sobre ambos os elementos, somos impulsionados a tornar não... e não / nem
evidentes nossos conhecimentos em relação às estruturas Não obteve um bom resultado neste ano, nem no anterior.
que compõem uma boa escrita. Mesmo que todas estejam Tal recurso foi empregado no sentido de evidenciar uma
interligadas entre si, formando uma relação de dependência, sequência negativa em relação aos fatos.
mencioná-las de forma particular não seria algo viável para o
momento. Em razão disso, procuraremos exaltar uma, ora tida seja... seja / quer...quer / ora... ora
como sendo de singular importância – a coerência. Quer você apareça, quer não, iremos ao cinema.
Desta forma, para que toda interlocução se materialize O emprego das estruturas paralelísticas está relacionado à
de forma plausível, antes de tudo, as ideias precisam estar noção de alternância no que se refere às ações.
dispostas em uma sequência lógica, clara e precisa, pois, se
por um motivo ou outro houver uma quebra desta sequência, por um lado... por outro
o discurso certamente estará comprometido. Mediante este Se por um lado as obras garantem o emprego de todos, por
aspecto, vale dizer que determinados elementos revelam sua outro, desagradam aos moradores.
parcela de contribuição para que tais pressupostos se tornem
efetivamente concretizados, o que é garantido, muitas vezes, Tempos verbais.
pelo paralelismo sintático e pelo paralelismo semântico. Se todos comparecessem, o evento ficaria mais animado.
Esses se caracterizam pelas relações de semelhança que / se todos comparecerem, o evento ficará mais animado.
determinadas palavras e expressões apresentam entre si. Tais Constatamos que o emprego do pretérito imperfeito do
relações de similaridade podem se dar no campo morfológico subjuntivo (comparecessem) na oração subordinada condicional
(quando as palavras integram a mesma classe gramatical), requisita o emprego do futuro do pretérito (ficaria) na oração
no semântico (quando há correspondência de sentido) e no principal. Já o emprego do futuro do subjuntivo (comparecerem)
sintático (quando a construção de frases e orações se apresenta na oração subordinada pede o emprego do futuro do presente
de forma semelhante). (ficará) na principal.
Assim, analisemos um caso no qual podemos constatar a
ausência de paralelismo de ordem morfológica: A tão inesperada Fonte: http://classroombr.blogspot.com.br/2014/07/equivalencia-
decisão é fruto resultante de humilhações, mágoas, concepções e-transformacao-de.html
equivocadas e agressores por parte de colegas que almejavam
ocupar sua função. Sintaxe: processos de
Constatamos uma nítida ruptura relacionada a fatores de
ordem gramatical, demarcada pela exposição de um adjetivo coordenação e subordinação.
(agressores) em detrimento ao substantivo “agressões”.

Ausência de paralelismo de ordem semântica: Período

Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de Período: Toda frase com uma ou mais orações constitui um
réis (Machado de Assis). Detectamos que houve uma quebra de período, que se encerra com ponto de exclamação, ponto de
sentido com relação à ideia expressa pelo tempo, ao associá-lo interrogação ou com reticências.
com a noção de quantidade, valor. O período é simples quando só traz uma oração, chamada
absoluta; o período é composto quando traz mais de uma
Ausência de paralelismo de ordem sintática: oração. Exemplo: Pegou fogo no prédio. (Período simples, oração
O respeito às leis de trânsito não representa segurança absoluta.); Quero que você aprenda. (Período composto.)
somente para o motorista e é para o pedestre. Tal ocorrência
manifesta-se por intermédio do uso do conectivo e em Existe uma maneira prática de saber quantas orações há
detrimento a outro, que também integra a classe das conjunções num período: é contar os verbos ou locuções verbais. Num
aditivas, representado pela expressão “mas também.” Assim, no período haverá tantas orações quantos forem os verbos ou as
intento de reformularmos o discurso, obteríamos: locuções verbais nele existentes. Exemplos:
O respeito às leis de trânsito não representa segurança Pegou fogo no prédio. (um verbo, uma oração)
somente para o motorista, mas também para o pedestre. Quero que você aprenda. (dois verbos, duas orações)
Vejamos alguns casos que representam esta dualidade Está pegando fogo no prédio. (uma locução verbal, uma
paralelística: oração)
Deves estudar para poderes vencer na vida. (duas locuções
não só... mas também verbais, duas orações)
O respeito às leis de trânsito representa segurança não só Há três tipos de período composto: por coordenação, por
para o motorista, mas também para o pedestre. subordinação e por coordenação e subordinação ao mesmo
tempo (também chamada de misto).

Língua Portuguesa 11
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APOSTILAS OPÇÃO
Período Composto por Coordenação – Orações Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção
Coordenadas que expressa ideia de conclusão de um fato enunciado na oração
anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa conclusiva.
Considere, por exemplo, este período composto:
Passeamos pela praia, / brincamos, / recordamos os tempos Vives mentindo; logo, não mereces fé.
de infância. Ele é teu pai: respeita-lhe, pois, a vontade.
1ª oração: Passeamos pela praia
2ª oração: brincamos - Orações coordenadas sindéticas alternativas: ou,ou... ou,
3ª oração: recordamos os tempos de infância ora... ora, seja... seja, quer... quer.
As três orações que compõem esse período têm sentido
próprio e não mantêm entre si nenhuma dependência sintática: Seja mais educado / ou retire-se da reunião!
elas são independentes. Há entre elas, é claro, uma relação de OCA OCS Alternativa
sentido, mas, como já dissemos, uma não depende da outra Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma
sintaticamente. conjunção que estabelece uma relação de alternância ou escolha
As orações independentes de um período são chamadas com referência à oração anterior, ou seja, por uma conjunção
de orações coordenadas (OC), e o período formado só de coordenativa alternativa.
orações coordenadas é chamado de período composto por
coordenação. Venha agora ou perderá a vez.
As orações coordenadas são classificadas em assindéticas e “Jacinta não vinha à sala, ou retirava-se logo.” (Machado de
sindéticas. Assis)
“Em aviação, tudo precisa ser bem feito ou custará preço
- As orações coordenadas são assindéticas (OCA) quando muito caro.” (Renato Inácio da Silva)
não vêm introduzidas por conjunção. Exemplo: “A louca ora o acariciava, ora o rasgava freneticamente.”
Os torcedores gritaram, / sofreram, / vibraram. (Luís Jardim)
OCA OCA OCA
- Orações coordenadas sindéticas explicativas: que,
“Inclinei-me, apanhei o embrulho e segui.” (Machado de porque, pois, porquanto.
Assis) Vamos andar depressa / que estamos atrasados.
“A noite avança, há uma paz profunda na casa deserta.” OCA OCS Explicativa
(Antônio Olavo Pereira)
“O ferro mata apenas; o ouro infama, avilta, desonra.” Observe que a 2ª oração é introduzida por uma conjunção
(Coelho Neto) que expressa ideia de explicação, de justificativa em relação
à oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa
- As orações coordenadas são sindéticas (OCS) quando vêm explicativa.
introduzidas por conjunção coordenativa. Exemplo: Leve-lhe uma lembrança, que ela aniversaria amanhã.
O homem saiu do carro / e entrou na casa. “A mim ninguém engana, que não nasci ontem.” (Érico
OCA OCS Veríssimo)
Questões
As orações coordenadas sindéticas são classificadas de
acordo com o sentido expresso pelas conjunções coordenativas 01. Relacione as orações coordenadas por meio de
que as introduzem. Pode ser: conjunções:
(A) Ouviu-se o som da bateria. Os primeiros foliões surgiram.
- Orações coordenadas sindéticas aditivas: e, nem, não só... (B) Não durma sem cobertor. A noite está fria.
mas também, não só... mas ainda. (C) Quero desculpar-me. Não consigo encontrá-los.
Saí da escola / e fui à lanchonete.   
OCA OCS Aditiva 02. Em: “... ouviam-se amplos bocejos, fortes como o marulhar
das ondas...” a partícula como expressa uma ideia de:
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção (A) causa
que expressa idéia de acréscimo ou adição com referência à (B) explicação
oração anterior, ou seja, por uma conjunção coordenativa aditiva. (C) conclusão
(D) proporção
A doença vem a cavalo e volta a pé. (E) comparação
As pessoas não se mexiam nem falavam.  
“Não só findaram as queixas contra o alienista, mas até 03. “Entrando na faculdade, procurarei emprego”, oração
nenhum ressentimento ficou dos atos que ele praticara.” sublinhada pode indicar uma ideia de:
(Machado de Assis) (A) concessão
- Orações coordenadas sindéticas adversativas: mas, (B) oposição
porém, todavia, contudo, entretanto, no entanto. (C) condição
(D) lugar
Estudei bastante / mas não passei no teste. (E) consequência
OCA OCS Adversativa   
04. Assinale a sequência de conjunções que estabelecem,
Observe que a 2ª oração vem introduzida por uma conjunção entre as orações de cada item, uma correta relação de sentido.
que expressa idéia de oposição à oração anterior, ou seja, por 1. Correu demais, ... caiu.
uma conjunção coordenativa adversativa. 2. Dormiu mal, ... os sonhos não o deixaram em paz.
3. A matéria perece, ... a alma é imortal.
A espada vence, mas não convence. 4. Leu o livro, ... é capaz de descrever as personagens com
“É dura a vida, mas aceitam-na.” (Cecília Meireles) detalhes.
5. Guarde seus pertences, ... podem servir mais tarde.
- Orações coordenadas sindéticas conclusivas: portanto,
por isso, pois, logo. (A) porque, todavia, portanto, logo, entretanto
(B) por isso, porque, mas, portanto, que
Ele me ajudou muito, / portanto merece minha gratidão. (C) logo, porém, pois, porque, mas
OCA OCS Conclusiva (D) porém, pois, logo, todavia, porque
(E) entretanto, que, porque, pois, portanto

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APOSTILAS OPÇÃO
05. Reúna as três orações em um período composto por - Concessivas: Expressam ideia ou fato contrário ao da
coordenação, usando conjunções adequadas. oração principal, sem, no entanto, impedir sua realização.
Os dias já eram quentes. Conjunções: embora, ainda que, apesar de, se bem que, por mais
A água do mar ainda estava fria. que, mesmo que.
As praias permaneciam desertas. Ela saiu à noite / embora estivesse doente.
OP OSA Concessiva
Respostas Admirava-o muito, embora (ou conquanto ou posto que
01. ou se bem que) não o conhecesse pessoalmente.
Ouviu-se o som da bateria e os primeiros foliões surgiram. Embora não possuísse informações seguras, ainda assim
Não durma sem cobertor, pois a noite está fria. arriscou uma opinião.
Quero desculpar-me, mas consigo encontrá-los. Cumpriremos nosso dever, ainda que (ou mesmo quando
02. E\03. C\04. B ou ainda quando ou mesmo que) todos nos critiquem.
Por mais que gritasse, não me ouviram.
05. Os dias já eram quentes, mas a água do mar ainda estava
fria, por isso as praias permaneciam desertas. - Conformativas: Expressam a conformidade de um fato
com outro. Conjunções: conforme, como (=conforme), segundo.
Período Composto por Subordinação O trabalho foi feito / conforme havíamos planejado.
OP OSA Conformativa
Observe os termos destacados em cada uma destas orações:
Vi uma cena triste. (adjunto adnominal) O homem age conforme pensa.
Todos querem sua participação. (objeto direto) Relatei os fatos como (ou conforme) os ouvi.
Não pude sair por causa da chuva. (adjunto adverbial de Como diz o povo, tristezas não pagam dívidas.
causa) O jornal, como sabemos, é um grande veículo de informação.

Veja, agora, como podemos transformar esses termos em - Temporais: Acrescentam uma circunstância de tempo ao
orações com a mesma função sintática: que foi expresso na oração principal. Conjunções: quando, assim
Vi uma cena / que me entristeceu. (oração subordinada que, logo que, enquanto, sempre que, depois que, mal (=assim que).
com função de adjunto adnominal) Ele saiu da sala / assim que eu cheguei.
Todos querem / que você participe. (oração subordinada OP OSA Temporal
com função de objeto direto)
Não pude sair / porque estava chovendo. (oração Formiga, quando quer se perder, cria asas.
subordinada com função de adjunto adverbial de causa) “Lá pelas sete da noite, quando escurecia, as casas se
esvaziam.” (Carlos Povina Cavalcânti)
Em todos esses períodos, a segunda oração exerce uma “Quando os tiranos caem, os povos se levantam.” (Marquês
certa função sintática em relação à primeira, sendo, portanto, de Maricá)
subordinada a ela. Quando um período é constituído de pelo Enquanto foi rico, todos o procuravam.
menos um conjunto de duas orações em que uma delas (a - Finais: Expressam a finalidade ou o objetivo do que foi
subordinada) depende sintaticamente da outra (principal), ele enunciado na oração principal. Conjunções: para que, a fim de
é classificado como período composto por subordinação. As que, porque (=para que), que.
orações subordinadas são classificadas de acordo com a função Abri a porta do salão / para que todos pudessem entrar.
que exercem: adverbiais, substantivas e adjetivas. OP OSA Final

Orações Subordinadas Adverbiais “O futuro se nos oculta para que nós o imaginemos.”
(Marquês de Maricá)
As orações subordinadas adverbiais (OSA) são aquelas Aproximei-me dele a fim de que me ouvisse melhor.
que exercem a função de adjunto adverbial da oração principal “Fiz-lhe sinal que se calasse.” (Machado de Assis) (que =
(OP). São classificadas de acordo com a conjunção subordinativa para que)
que as introduz: “Instara muito comigo não deixasse de frequentar as
recepções da mulher.” (Machado de Assis) (não deixasse =
- Causais: Expressam a causa do fato enunciado na oração para que não deixasse)
principal. Conjunções: porque, que, como (= porque), pois que,
visto que. - Consecutivas: Expressam a consequência do que foi
Não fui à escola / porque fiquei doente. enunciado na oração principal. Conjunções: porque, que, como (=
OP OSA Causal porque), pois que, visto que.
A chuva foi tão forte / que inundou a cidade.
O tambor soa porque é oco. OP OSA Consecutiva
Como não me atendessem, repreendi-os severamente.
Como ele estava armado, ninguém ousou reagir. Fazia tanto frio que meus dedos estavam endurecidos.
“Faltou à reunião, visto que esteve doente.” (Arlindo de “A fumaça era tanta que eu mal podia abrir os olhos.” (José
Sousa) J. Veiga)
De tal sorte a cidade crescera que não a reconhecia mais.
- Condicionais: Expressam hipóteses ou condição para a As notícias de casa eram boas, de maneira que pude
ocorrência do que foi enunciado na principal. Conjunções: se, prolongar minha viagem.
contanto que, a menos que, a não ser que, desde que.
Irei à sua casa / se não chover. - Comparativas: Expressam ideia de comparação com
OP OSA Condicional referência à oração principal. Conjunções: como, assim como,
tal como, (tão)... como, tanto como, tal qual, que (combinado com
Deus só nos perdoará se perdoarmos aos nossos menos ou mais).
ofensores. Ela é bonita / como a mãe.
Se o conhecesses, não o condenarias. OP OSA Comparativa
“Que diria o pai se soubesse disso?” (Carlos Drummond de
Andrade) A preguiça gasta a vida como a ferrugem consome o ferro.”
(Marquês de Maricá)
A cápsula do satélite será recuperada, caso a experiência Ela o atraía irresistivelmente, como o imã atrai o ferro.
tenha êxito. Os retirantes deixaram a cidade tão pobres como vieram.

Língua Portuguesa 13
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APOSTILAS OPÇÃO
Como a flor se abre ao Sol, assim minha alma se abriu à luz Estou convencido / de que ele é inocente.
daquele olhar. OP OSS Completiva Nominal

Obs.: As orações comparativas nem sempre apresentam Sou favorável a que o prendam. (= Sou favorável à prisão
claramente o verbo, como no exemplo acima, em que está dele.)
subentendido o verbo ser (como a mãe é). Estava ansioso por que voltasses.
- Proporcionais: Expressam uma ideia que se relaciona Sê grato a quem te ensina.
proporcionalmente ao que foi enunciado na principal. “Fabiano tinha a certeza de que não se acabaria tão cedo.”
Conjunções: à medida que, à proporção que, ao passo que, quanto (Graciliano Ramos)
mais, quanto menos.
Quanto mais reclamava / menos atenção recebia. - Oração Subordinada Substantiva Predicativa: É aquela
OSA Proporcional OP que exerce a função de predicativo do sujeito da oração principal,
À medida que se vive, mais se aprende. vindo sempre depois do verbo ser. Observe: O importante é sua
À proporção que avançávamos, as casas iam rareando. felicidade. (predicativo)
O valor do salário, ao passo que os preços sobem, vai O importante é / que você seja feliz.
diminuindo. OP OSS Predicativa

Orações Subordinadas Substantivas Seu receio era que chovesse. (Seu receio era a chuva.)
Minha esperança era que ele desistisse.
As orações subordinadas substantivas (OSS) são aquelas Meu maior desejo agora é que me deixem em paz.
que, num período, exercem funções sintáticas próprias de Não sou quem você pensa.
substantivos, geralmente são introduzidas pelas conjunções
integrantes que e se. Elas podem ser: - Oração Subordinada Substantiva Apositiva: É aquela
que exerce a função de aposto de um termo da oração principal.
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Direta: É Observe: Ele tinha um sonho: a união de todos em benefício
aquela que exerce a função de objeto direto do verbo da oração do país. (aposto)
principal. Observe: O grupo quer a sua ajuda. (objeto direto) Ele tinha um sonho / que todos se unissem em benefício do
O grupo quer / que você ajude. país.
OP OSS Objetiva Direta OP OSS Apositiva

O mestre exigia que todos estivessem presentes. (= O Só desejo uma coisa: que vivam felizes. (Só desejo uma
mestre exigia a presença de todos.) coisa: a sua felicidade)
Mariana esperou que o marido voltasse. Só lhe peço isto: honre o nosso nome.
Ninguém pode dizer: Desta água não beberei. “Talvez o que eu houvesse sentido fosse o presságio disto: de
O fiscal verificou se tudo estava em ordem. que virias a morrer...” (Osmã Lins)
“Mas diga-me uma cousa, essa proposta traz algum motivo
- Oração Subordinada Substantiva Objetiva Indireta: É oculto?” (Machado de Assis)
aquela que exerce a função de objeto indireto do verbo da oração As orações apositivas vêm geralmente antecedidas de dois-
principal. Observe: Necessito de sua ajuda. (objeto indireto) pontos. Podem vir, também, entre vírgulas, intercaladas à oração
Necessito / de que você me ajude. principal. Exemplo: Seu desejo, que o filho recuperasse a
OP OSS Objetiva Indireta saúde, tornou-se realidade.

Não me oponho a que você viaje. (= Não me oponho à sua Observação: Além das conjunções integrantes que e se,
viagem.) as orações substantivas podem ser introduzidas por outros
Aconselha-o a que trabalhe mais. conectivos, tais como quando, como, quanto, etc. Exemplos:
Daremos o prêmio a quem o merecer. Não sei quando ele chegou.
Lembre-se de que a vida é breve. Diga-me como resolver esse problema.

- Oração Subordinada Substantiva Subjetiva: É aquela Orações Subordinadas Adjetivas


que exerce a função de sujeito do verbo da oração principal.
Observe: É importante sua colaboração. (sujeito) As orações subordinadas Adjetivas (OSA) exercem
É importante / que você colabore. a função de adjunto adnominal de algum termo da oração
OP OSS Subjetiva principal. Observe como podemos transformar um adjunto
adnominal em oração subordinada adjetiva:
A oração subjetiva geralmente vem: Desejamos uma paz duradoura. (adjunto adnominal)
- depois de um verbo de ligação + predicativo, em construções Desejamos uma paz / que dure. (oração subordinada
do tipo é bom, é útil, é certo, é conveniente, etc. Ex.: É certo que adjetiva)
ele voltará amanhã.
- depois de expressões na voz passiva, como sabe-se, conta- As orações subordinadas adjetivas são sempre introduzidas
se, diz-se, etc. Ex.: Sabe-se que ele saiu da cidade. por um pronome relativo (que , qual, cujo, quem, etc.) e podem
- depois de verbos como convir, cumprir, constar, urgir, ser classificadas em:
ocorrer, quando empregados na 3ª pessoa do singular e seguidos
das conjunções que ou se. Ex.: Convém que todos participem - Subordinadas Adjetivas Restritivas: São restritivas
da reunião. quando restringem ou especificam o sentido da palavra a que se
referem. Exemplo:
É necessário que você colabore. (= Sua colaboração é O público aplaudiu o cantor / que ganhou o 1º lugar.
necessária.) OP OSA Restritiva
Parece que a situação melhorou.
Aconteceu que não o encontrei em casa. Nesse exemplo, a oração que ganhou o 1º lugar especifica
Importa que saibas isso bem. o sentido do substantivo cantor, indicando que o público não
aplaudiu qualquer cantor mas sim aquele que ganhou o 1º lugar.
- Oração Subordinada Substantiva Completiva Nominal:
É aquela que exerce a função de complemento nominal de um Pedra que rola não cria limo.
termo da oração principal. Observe: Estou convencido de sua Os animais que se alimentam de carne chamam-se
inocência. (complemento nominal) carnívoros.

Língua Portuguesa 14
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APOSTILAS OPÇÃO
Rubem Braga é um dos cronistas que mais belas páginas O homem fechou a porta e saiu depressa de casa. (oração
escreveram. coordenada sindética aditiva)
“Há saudades que a gente nunca esquece.” (Olegário Saindo depressa de casa: oração coordenada reduzida de
Mariano) gerúndio.
- Subordinadas Adjetivas Explicativas: São explicativas Qual é a diferença entre as orações coordenadas explicativas
quando apenas acrescentam uma qualidade à palavra a que se e as orações subordinadas causais, já que ambas podem ser
referem, esclarecendo um pouco mais seu sentido, mas sem iniciadas por que e porque? Às vezes não é fácil estabelecer a
restringi-lo ou especificá-lo. Exemplo: diferença entre explicativas e causais, mas como o próprio nome
O escritor Jorge Amado, / que mora na Bahia, / lançou um indica, as causais sempre trazem a causa de algo que se revela na
novo livro. oração principal, que traz o efeito.
OP OSA Explicativa OP Note-se também que há pausa (vírgula, na escrita) entre
a oração explicativa e a precedente e que esta é, muitas vezes,
Deus, que é nosso pai, nos salvará. imperativa, o que não acontece com a oração adverbial causal.
Valério, que nasceu rico, acabou na miséria. Essa noção de causa e efeito não existe no período composto por
Ele tem amor às plantas, que cultiva com carinho. coordenação. Exemplo: Rosa chorou porque levou uma surra.
Alguém, que passe por ali à noite, poderá ser assaltado. Está claro que a oração iniciada pela conjunção é causal, visto
que a surra foi sem dúvida a causa do choro, que é efeito.
Orações Reduzidas Rosa chorou, porque seus olhos estão vermelhos. O
Observe que as orações subordinadas eram sempre período agora é composto por coordenação, pois a oração
introduzidas por uma conjunção ou pronome relativo e iniciada pela conjunção traz a explicação daquilo que se revelou
apresentavam o verbo numa forma do indicativo ou do na coordena anterior. Não existe aí relação de causa e efeito: o
subjuntivo. Além desse tipo de orações subordinadas há outras fato de os olhos de Elisa estarem vermelhos não é causa de ela
que se apresentam com o verbo numa das formas nominais ter chorado.
(infinitivo, gerúndio e particípio). Exemplos: Ela fala / como falaria / se entendesse do assunto.
OP OSA Comparativa OSA Condicional
- Ao entrar nas escola, encontrei o professor de inglês.
(infinitivo) Questões
- Precisando de ajuda, telefone-me. (gerúndio)
- Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. 01. Na frase: “Maria do Carmo tinha a certeza de que estava
(particípio) para ser mãe”, a oração destacada é:
(A) subordinada substantiva objetiva indireta
As orações subordinadas que apresentam o verbo numa das (B) subordinada substantiva completiva nominal
formas nominais são chamadas de reduzidas. (C) subordinada substantiva predicativa
Para classificar a oração que está sob a forma reduzida, (D) coordenada sindética conclusiva
devemos procurar desenvolvê-la do seguinte modo: colocamos (E) coordenada sindética explicativa
a conjunção ou o pronome relativo adequado ao sentido e
passamos o verbo para uma forma do indicativo ou subjuntivo, 02. “Na ‘Partida Monção’, não há uma atitude inventada.
conforme o caso. A oração reduzida terá a mesma classificação Há reconstituição de uma cena como ela devia ter sido na
da oração desenvolvida. realidade.” A oração sublinhada é:
(A) adverbial conformativa
Ao entrar na escola, encontrei o professor de inglês. (B) adjetiva
Quando entrei na escola, / encontrei o professor de inglês. (C) adverbial consecutiva
OSA Temporal (D) adverbial proporcional
Ao entrar na escola: oração subordinada adverbial temporal, (E) adverbial causal
reduzida de infinitivo.
03.“Esses produtos podem ser encontrados nos
Precisando de ajuda, telefone-me. supermercados com rótulos como ‘sênior’ e com características
Se precisar de ajuda, / telefone-me. adaptadas às dificuldades para mastigar e para engolir dos
OSA Condicional mais velhos, e preparados para se encaixar em seus hábitos de
Precisando de ajuda: oração subordinada adverbial consumo”. O segmento “para se encaixar” pode ter sua forma
condicional, reduzida de gerúndio. verbal reduzida adequadamente desenvolvida em
(A) para se encaixarem.
Acabado o treino, os jogadores foram para o vestiário. (B) para seu encaixotamento.
Assim que acabou o treino, / os jogadores foram para o (C) para que se encaixassem.
vestiário. (D) para que se encaixem.
OSA Temporal (E) para que se encaixariam.
Acabado o treino: oração subordinada adverbial temporal,
reduzida de particípio. 04. A palavra “se” é conjunção integrante (por introduzir
oração subordinada substantiva objetiva direta) em qual das
Observações: orações seguintes?
(A) Ele se mordia de ciúmes pelo patrão.
- Há orações reduzidas que permitem mais de um tipo de (B) A Federação arroga-se o direito de cancelar o jogo.
(C) O aluno fez-se passar por doutor.
desenvolvimento. Há casos também de orações reduzidas (D) Precisa-se de operários.
fixas, isto é, orações reduzidas que não são passíveis de (E) Não sei se o vinho está bom.
desenvolvimento. Exemplo: Tenho vontade de visitar essa
cidade. 05. “Lembro-me de que ele só usava camisas brancas.” A
- O infinitivo, o gerúndio e o particípio não constituem oração sublinhada é:
orações reduzidas quando fazem parte de uma locução verbal. (A) subordinada substantiva completiva nominal
Exemplos: (B) subordinada substantiva objetiva indireta
Preciso terminar este exercício. (C) subordinada substantiva predicativa
Ele está jantando na sala. (D) subordinada substantiva subjetiva
Essa casa foi construída por meu pai. (E) subordinada substantiva objetiva direta  
- Uma oração coordenada também pode vir sob a forma
reduzida. Exemplo: Respostas
O homem fechou a porta, saindo depressa de casa. 01. B\02. A\03. D\04. E\05. B

Língua Portuguesa 15
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APOSTILAS OPÇÃO
- Impessoais: são os verbos que não têm sujeito.
Emprego de tempos e modos Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
principais verbos impessoais são:
verbais. a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se
ou fazer (em orações temporais).
Havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Verbo Houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Verbo  é a classe de palavras que se flexiona em pessoa, Deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
número, tempo, modo e voz. Pode indicar, entre outros
processos: ação (correr); estado (ficar); fenômeno (chover); b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)
ocorrência (nascer); desejo (querer). Faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
O que caracteriza o verbo são as suas flexões, e não os seus Era primavera quando a conheci.
possíveis significados. Observe que palavras como corrida, Estava frio naquele dia.
chuva e nascimento têm conteúdo muito próximo ao de alguns
verbos mencionados acima; não apresentam, porém, todas as c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza
possibilidades de flexão que esses verbos possuem. são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar, amanhecer,
escurecer, etc. Quando, porém, se constrói, “Amanheci mal-
Estrutura das Formas Verbais humorado”, usa-se o verbo  “amanhecer”  em sentido figurado.
Qualquer verbo impessoal, empregado em sentido figurado,
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode deixa de ser impessoal para ser pessoal.
apresentar os seguintes elementos: Amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
a)  Radical:  é a parte invariável, que expressa o significado Fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
essencial do verbo. Por exemplo:
fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-) d) São impessoais, ainda:
1. o verbo passar (seguido de preposição), indicando tempo.
b) Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a Ex.: Já passa das seis.
conjugação a que pertence o verbo. Por exemplo: fala-r 2. os verbos  bastar  e  chegar, seguidos da preposição  de,
indicando suficiência. Ex.: 
São três as conjugações: Basta de tolices. Chega de blasfêmias.
1ª - Vogal Temática - A - (falar) 3. os verbos  estar  e  ficar  em orações tais como  Está bem,
2ª - Vogal Temática - E - (vender) Está muito bem assim, Não fica bem, Fica mal,  sem referência
3ª - Vogal Temática - I - (partir) a sujeito expresso anteriormente. Podemos, ainda, nesse caso,
classificar o sujeito como  hipotético, tornando-se, tais verbos,
c) Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o então, pessoais.
tempo e o modo do verbo. 4. o verbo deu + para da língua popular, equivalente de “ser
Por exemplo: possível”. Por exemplo:
falávamos ( indica o pretérito imperfeito do indicativo.) Não deu para chegar mais cedo.
falasse ( indica o pretérito imperfeito do subjuntivo.) Dá para me arrumar uns trocados?

d)  Desinência número-pessoal:  é o elemento que designa - Unipessoais:  são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se
a pessoa do discurso ( 1ª, 2ª ou 3ª) e o número (singular ou apenas nas terceiras pessoas, do singular e do plural.
plural). A fruta amadureceu.
falamos (indica a 1ª pessoa do plural.) As frutas amadureceram.
falavam (indica a 3ª pessoa do plural.)
Obs.: os verbos unipessoais podem ser usados como verbos
Observação:  o verbo pôr, assim como seus derivados pessoais na linguagem figurada:
(compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a Teu irmão amadureceu bastante.
forma arcaica do verbo pôr era poer. A vogal “e”, apesar de haver Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de
desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas do animais; eis alguns:
verbo: põe, pões, põem, etc. bramar: tigre
bramir: crocodilo
Formas Rizotônicas e Arrizotônicas cacarejar: galinha
coaxar: sapo
Ao combinarmos os conhecimentos sobre a estrutura dos cricrilar: grilo
verbos com o conceito de acentuação tônica, percebemos com
facilidade que nas formas rizotônicas, o acento tônico cai no Os principais verbos unipessoais são:
radical do verbo: opino, aprendam,  nutro, por exemplo. Nas 1. cumprir, importar, convir, doer, aprazer, parecer,
formas arrizotônicas, o acento tônico não cai no radical, mas sim ser (preciso, necessário, etc.).
na terminação verbal: opinei, aprenderão, nutriríamos. Cumpre  trabalharmos bastante. (Sujeito:  trabalharmos
bastante.)
Classificação dos Verbos Parece que vai chover. (Sujeito: que vai chover.)
É preciso que chova. (Sujeito: que chova.)
Classificam-se em: 2. fazer e ir, em orações que dão ideia de tempo, seguidos da
a) Regulares:  são aqueles que possuem as desinências conjunção que.
normais de sua conjugação e cuja flexão não provoca alterações
no radical. Faz  dez anos que deixei de fumar. (Sujeito:  que deixei de
fumar.)
Por exemplo: canto     cantei      cantarei     cantava      cantasse Vai para (ou Vai em ou Vai por) dez anos que não vejo Cláudia.
b) Irregulares:  são aqueles cuja flexão provoca alterações (Sujeito: que não vejo Cláudia)
no radical ou nas desinências. Obs.: todos os sujeitos apontados são oracionais.
Por exemplo: faço     fiz      farei     fizesse - Pessoais:  não apresentam algumas flexões por motivos
c) Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação morfológicos ou eufônicos. Por exemplo:
completa. Classificam-se em impessoais, unipessoais e pessoais.

Língua Portuguesa 16
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APOSTILAS OPÇÃO
verbo falir. Este verbo teria como formas do presente do Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha sido.
indicativo falo, fales, fale, idênticas às do verbo falar - o que Futuro do Pretérito simples: eu seria, tu serias, ele seria,
provavelmente causaria problemas de interpretação em certos nós seríamos, vós seríeis, eles seriam.
contextos. Futuro do Pretérito Composto: terei sido.
verbo computar. Este verbo teria como formas do presente do Futuro do Presente: eu serei, tu serás, ele será, nós seremos,
indicativo computo, computas, computa - formas de sonoridade vós sereis, eles serão.
considerada ofensiva por alguns ouvidos gramaticais. Essas Futuro do Pretérito Composto: Teria sido.
razões muitas vezes não impedem o uso efetivo de formas
verbais repudiadas por alguns gramáticos: exemplo disso é SER - Modo Subjuntivo
o próprio verbo computar, que, com o desenvolvimento e a
popularização da informática, tem sido conjugado em todos os Presente: que eu seja, que tu sejas, que ele seja, que nós
tempos, modos e pessoas. sejamos, que vós sejais, que eles sejam.
d) Abundantes:  são aqueles que possuem mais de uma Pretérito Imperfeito: se eu fosse, se tu fosses, se ele fosse,
forma com o mesmo valor. Geralmente, esse fenômeno costuma se nós fôssemos, se vós fôsseis, se eles fossem.
ocorrer no particípio, em que, além das formas regulares Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse sido.
terminadas em -ado ou -ido, surgem as chamadas formas Futuro Simples: quando eu for, quando tu fores, quando ele
curtas (particípio irregular). Observe: for, quando nós formos, quando vós fordes, quando eles forem.
Futuro Composto: tiver sido.
Infinitivo Particípio regular Particípio irregular SER - Modo Imperativo

Anexar Anexado Anexo Imperativo Afirmativo: sê tu, seja ele, sejamos nós, sede
vós, sejam eles.
Dispersar Dispersado Disperso Imperativo Negativo: não sejas tu, não seja ele, não sejamos
Eleger Elegido Eleito nós, não sejais vós, não sejam eles.
Infinitivo Pessoal: por ser eu, por seres tu, por ser ele, por
Envolver Envolvido Envolto sermos nós, por serdes vós, por serem eles.
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SER - Formas Nominais
Matar Matado Morto
Morrer Morrido Morto Formas Nominais
Infinitivo: ser
Pegar Pegado Pego Gerúndio: sendo
Soltar Soltado Solto Particípio: sido

e) Anômalos: são aqueles que incluem mais de um radical Infinitivo Pessoal : ser eu, seres tu, ser ele, sermos
em sua conjugação. nós, serdes vós, serem eles.
Por exemplo: 
ESTAR - Modo Indicativo
Presente: eu estou, tu estás, ele está, nós estamos, vós estais,
Ir Pôr Ser Saber eles estão.
vou ponho sou sei Pretérito Imperfeito: eu estava, tu estavas, ele estava, nós
vais pus és sabes estávamos, vós estáveis, eles estavam.
ides pôs fui soube Pretérito Perfeito Simples: eu estive, tu estiveste, ele
fui punha foste saiba esteve, nós estivemos, vós estivestes, eles estiveram.
Pretérito Perfeito Composto: tenho estado.
foste seja
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu estivera, tu
estiveras, ele estivera, nós estivéramos, vós estivéreis, eles
f) Auxiliares estiveram.
São aqueles que entram na formação dos tempos Pretérito Mais-que-perfeito Composto: tinha estado
compostos e das locuções verbais. O verbo principal, quando Futuro do Presente Simples: eu estarei, tu estarás, ele
acompanhado de verbo auxiliar, é expresso numa das formas estará, nós estaremos, vós estareis, eles estarão.
nominais: infinitivo, gerúndio ou particípio. Futuro do Presente Composto: terei estado.
                         Futuro do Pretérito Simples: eu estaria, tu estarias, ele
  Vou                       espantar           as          moscas. estaria, nós estaríamos, vós estaríeis, eles estariam.
(verbo auxiliar)       (verbo principal no infinitivo) Futuro do Pretérito Composto: teria estado.
Está                    chegando            a         hora     do    debate. ESTAR - Modo Subjuntivo e Imperativo
(verbo auxiliar)      (verbo principal no gerúndio)                  Presente: que eu esteja, que tu estejas, que ele esteja, que
                    nós estejamos, que vós estejais, que eles estejam.
Obs.: os verbos auxiliares mais usados são: ser, estar, ter e Pretérito Imperfeito: se eu estivesse, se tu estivesses, se
haver. ele estivesse, se nós estivéssemos, se vós estivésseis, se eles
estivessem.
Conjugação dos Verbos Auxiliares Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse estado
Futuro Simples: quando eu estiver, quando tu estiveres,
SER - Modo Indicativo quando ele estiver, quando nós estivermos, quando vós
estiverdes, quando eles estiverem.
Presente: eu sou, tu és, ele é, nós somos, vós sois, eles são. Futuro Composto: Tiver estado.
Pretérito Imperfeito: eu era, tu eras, ele era, nós éramos,
vós éreis, eles eram. Imperativo Afirmativo: está tu, esteja ele, estejamos nós,
Pretérito Perfeito Simples: eu fui, tu foste, ele foi, nós estai vós, estejam eles.
fomos, vós fostes, eles foram. Imperativo Negativo: não estejas tu, não esteja ele, não
Pretérito Perfeito Composto: tenho sido. estejamos nós, não estejais vós, não estejam eles.
Mais-que-perfeito simples: eu fora, tu foras, ele fora, nós Infinitivo Pessoal: por estar eu, por estares tu, por estar ele,
fôramos, vós fôreis, eles foram. por estarmos nós, por estardes vós, por estarem eles.

Língua Portuguesa 17
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APOSTILAS OPÇÃO
Formas Nominais Futuro do Presente Simples: eu terei, tu terás, ele terá, nós
Infinitivo: estar teremos, vós tereis, eles terão.
Gerúndio: estando Futuro do Presente: terei tido.
Particípio: estado Futuro do Pretérito Simples: eu teria, tu terias, ele teria,
nós teríamos, vós teríeis, eles teriam.
ESTAR - Formas Nominais Futuro do Pretérito composto: teria tido.

Infinitivo Impessoal: estar TER - Modo Subjuntivo e Imperativo


Infinitivo Pessoal: estar, estares, estar, estarmos, estardes,
estarem. Modo Subjuntivo
Gerúndio: estando Presente: que eu tenha, que tu tenhas, que ele tenha, que
Particípio: estado nós tenhamos, que vós tenhais, que eles tenham.
Pretérito Imperfeito: se eu tivesse, se tu tivesses, se ele
HAVER - Modo Indicativo tivesse, se nós tivéssemos, se vós tivésseis, se eles tivessem.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse tido.
Presente: eu hei, tu hás, ele há, nós havemos, vós haveis, eles Futuro: quando eu tiver, quando tu tiveres, quando ele tiver,
hão. quando nós tivermos, quando vós tiverdes, quando eles tiverem.
Pretérito Imperfeito: eu havia, tu havias, ele havia, nós Futuro Composto: tiver tido.
havíamos, vós havíeis, eles haviam.
Pretérito Perfeito Simples: eu houve, tu houveste, ele Modo Imperativo
houve, nós houvemos, vós houvestes, eles houveram. Imperativo Afirmativo: tem tu, tenha ele, tenhamos nós,
Pretérito Perfeito Composto: tenho havido. tende vós, tenham eles.
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu houvera, tu Imperativo Negativo: não tenhas tu, não tenha ele, não
houveras, ele houvera, nós houvéramos, vós houvéreis, eles tenhamos nós, não tenhais vós, não tenham eles.
houveram. Infinitivo Pessoal: por ter eu, por teres tu, por ter ele, por
Pretérito Mais-que-Prefeito Composto: tinha havido. termos nós, por terdes vós, por terem eles.
Futuro do Presente Simples: eu haverei, tu haverás, ele
haverá, nós haveremos, vós havereis, eles haverão. g) Pronominais: São aqueles verbos que se conjugam com
Futuro do Presente Composto: terei havido. os pronomes oblíquos átonos me, te, se, nos, vos, se, na mesma
Futuro do Pretérito Simples: eu haveria, tu haverias, ele pessoa do sujeito, expressando reflexibilidade (pronominais
haveria, nós haveríamos, vós haveríeis, eles haveriam. acidentais) ou apenas reforçando a ideia já implícita no próprio
Futuro do Pretérito Composto: teria havido. sentido do verbo (reflexivos essenciais). Veja:
- 1. Essenciais: são aqueles que sempre se conjugam com os
HAVER - Modo Subjuntivo e Imperativo pronomes oblíquos me, te, se, nos, vos, se. São poucos: abster-se,
ater-se, apiedar-se, atrever-se, dignar-se, arrepender-se, etc. Nos
Modo Subjuntivo verbos pronominais essenciais a reflexibilidade já está implícita
Presente: que eu haja, que tu hajas, que ele haja, que nós no radical do verbo. Por exemplo:
hajamos, que vós hajais, que eles hajam. Arrependi-me de ter estado lá.
Pretérito Imperfeito: se eu houvesse, se tu houvesses, se A ideia é de que a pessoa representada pelo sujeito (eu) tem
ele houvesse, se nós houvéssemos, se vós houvésseis, se eles um sentimento (arrependimento) que recai sobre ela mesma,
houvessem. pois não recebe ação transitiva nenhuma vinda do verbo; o
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tivesse havido. pronome oblíquo átono é apenas uma partícula integrante do
Futuro Simples: quando eu houver, quando tu houveres, verbo, já que, pelo uso, sempre é conjugada com o verbo. Diz-
quando ele houver, quando nós houvermos, quando vós se que o pronome apenas serve de reforço da ideia reflexiva
houverdes, quando eles houverem. expressa pelo radical do próprio verbo.  
Futuro Composto: tiver havido. Veja uma conjugação pronominal essencial (verbo e
respectivos pronomes): 
Modo Imperativo Eu me arrependo 
Imperativo Afirmativo: haja ele, hajamos nós, havei vós, Tu te arrependes 
hajam eles. Ele se arrepende 
Imperativo Negativo: não hajas tu, não haja ele, não Nós nos arrependemos 
hajamos nós, não hajais vós, não hajam eles. Vós vos arrependeis 
Infinitivo Pessoal: por haver eu, por haveres tu, por haver Eles se arrependem
ele, por havermos nós, por haverdes vós, por haverem eles.
 - 2. Acidentais:  são aqueles verbos transitivos diretos em que
HAVER - Formas Nominais a ação exercida pelo sujeito recai sobre o objeto representado por
pronome oblíquo da mesma pessoa do sujeito; assim, o sujeito
Infinitivo Impessoal: haver, haveres, haver, havermos, faz uma ação que recai sobre ele mesmo. Em geral, os verbos
haverdes, haverem. transitivos diretos ou transitivos diretos e indiretos podem ser
Infinitivo Pessoal: haver conjugados com os pronomes mencionados, formando o que se
Gerúndio: havendo chama voz reflexiva. Por exemplo: Maria se penteava.
Particípio: havido A reflexibilidade é acidental, pois a ação reflexiva pode
ser exercida também sobre outra pessoa. Por exemplo:  Maria
TER - Modo Indicativo penteou-me.
 
Presente: eu tenho, tu tens, ele tem, nós temos, vós tendes, Observações:
eles têm. 1- Por fazerem parte integrante do verbo, os pronomes
Pretérito Imperfeito: eu tinha, tu tinhas, ele tinha, nós oblíquos átonos dos verbos pronominais não possuem função
tínhamos, vós tínheis, eles tinham. sintática.
Pretérito Perfeito Simples: eu tive, tu tiveste, ele teve, nós 2- Há verbos que também são acompanhados de pronomes
tivemos, vós tivestes, eles tiveram. oblíquos átonos, mas que não são essencialmente pronominais,
Pretérito Perfeito Composto: tenho tido. são os verbos reflexivos. Nos verbos reflexivos, os pronomes,
Pretérito Mais-que-Perfeito Simples: eu tivera, tu tiveras, apesar de se encontrarem na pessoa idêntica à do sujeito,
ele tivera, nós tivéramos, vós tivéreis, eles tiveram. exercem funções sintáticas.
Pretérito Mais-que-Perfeito Composto: tinha tido. Por exemplo:

Língua Portuguesa 18
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APOSTILAS OPÇÃO
Eu me feri. = Eu(sujeito) - 1ª pessoa do singular me (objeto - Pretérito Perfeito (simples)  -  Expressa um fato ocorrido
direto) - 1ª pessoa do singular num momento anterior ao atual e que foi totalmente terminado.
Por exemplo: Ele estudou as lições ontem à noite.
Modos Verbais - Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato que teve
início no passado e que pode se prolongar até o momento atual.
Dá-se o nome de modo às várias formas assumidas pelo Por exemplo: Tenho estudado muito para os exames.
verbo na expressão de um fato. Em Português, existem três - Pretérito-Mais-Que-Perfeito - Expressa um fato ocorrido
modos:  antes de outro fato já terminado. Por exemplo: Ele já  tinha
Indicativo - indica uma certeza, uma realidade. Por exemplo: estudado  as lições quando os amigos chegaram. (forma
Eu sempre estudo. composta) Ele já estudara as lições quando os amigos chegaram.
Subjuntivo - indica uma dúvida, uma possibilidade. Por (forma simples)
exemplo: Talvez eu estude amanhã. - Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que deve
Imperativo  - indica uma ordem, um pedido. Por ocorrer num tempo vindouro com relação ao momento atual.
exemplo: Estuda agora, menino. Por exemplo:  Ele estudará as lições amanhã.
- Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato que deve
Formas Nominais ocorrer posteriormente a um momento atual, mas já terminado
Além desses três modos, o verbo apresenta ainda formas antes de outro fato futuro. Por exemplo: Antes de bater o sinal,
que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, os alunos já terão terminado o teste.
advérbio), sendo por isso denominadas  formas nominais. - Futuro do Pretérito (simples) - Enuncia um fato que pode
Observe:  ocorrer posteriormente a um determinado fato passado. Por
- a) Infinitivo Impessoal:  exprime a significação do verbo exemplo: Se eu tivesse dinheiro, viajaria nas férias.
de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função de - Futuro do Pretérito (composto)  -  Enuncia um fato que
substantivo. Por exemplo: Viver é lutar. (= vida é luta) poderia ter ocorrido posteriormente a um determinado fato
É indispensável combater a corrupção. (= combate à) passado. Por exemplo:  Se eu tivesse ganho esse dinheiro, teria
O infinitivo impessoal pode apresentar-se no presente viajado nas férias.
(forma simples) ou no passado (forma composta). Por exemplo:
É preciso ler este livro. Era preciso ter lido este livro. 2. Tempos do Subjuntivo

b) Infinitivo Pessoal:  é o infinitivo relacionado às três - Presente - Enuncia um fato que pode ocorrer no momento
pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não atual. Por exemplo: É conveniente que estudes para o exame.
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; - Pretérito Imperfeito  -  Expressa um fato passado, mas
nas demais, flexiona- -se da seguinte maneira: posterior a outro já ocorrido. Por exemplo: Eu esperava que
ele vencesse o jogo.
2ª pessoa do singular: Radical + ES Ex.: teres(tu)
1ª pessoa do plural: Radical + MOS Ex.:termos (nós) Obs.: o pretérito imperfeito é também usado nas construções
2ª pessoa do plural: Radical + DES Ex.:terdes (vós) em que se expressa a ideia de condição ou desejo. Por exemplo:
3ª pessoa do plural: Radical + EM Ex.:terem (eles) Se ele viesse ao clube, participaria do campeonato.
- Pretérito Perfeito (composto) - Expressa um fato totalmente
Por exemplo: terminado num momento passado. Por exemplo: Embora tenha
Foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação. estudado bastante, não passou no teste.
- Futuro do Presente (simples) - Enuncia um fato que pode
- c) Gerúndio: o gerúndio pode funcionar como adjetivo ou ocorrer num momento futuro em relação ao atual. Por exemplo:
advérbio. Por exemplo:  Quando ele vier à loja, levará as encomendas.
Saindo  de casa, encontrei alguns amigos. (função de Obs.: o futuro do presente é também usado em frases que
advérbio) indicam possibilidade ou desejo. Por exemplo: Se ele vier à loja,
Nas ruas, havia crianças vendendo doces. (função adjetivo) levará as encomendas.
Na forma simples, o gerúndio expressa uma ação em curso; - Futuro do Presente (composto) - Enuncia um fato posterior
na forma composta, uma ação concluída. Por exemplo: ao momento atual mas já terminado antes de outro fato
Trabalhando, aprenderás o valor do dinheiro. futuro. Por exemplo:  Quando ele  tiver saído do hospital, nós o
Tendo trabalhado, aprendeu o valor do dinheiro. visitaremos.

- d) Particípio:  quando não é empregado na formação dos Presente do Indicativo


tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado
de uma ação terminada, flexionando-se em gênero, número e 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação / Desinência
grau. Por exemplo: pessoal
Terminados os exames, os candidatos saíram. CANTAR VENDER PARTIR
Quando o particípio exprime somente estado, sem nenhuma cantO vendO partO O
relação temporal, assume verdadeiramente a função de adjetivo cantaS vendeS parteS S
(adjetivo verbal). Por exemplo: canta vende parte -
Ela foi a aluna escolhida para representar a escola. cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
cantaIS vendeIS partIS IS
Tempos Verbais cantaM vendeM parteM M

Tomando-se como referência o momento em que se fala, Pretérito Perfeito do Indicativo


a ação expressa pelo verbo pode ocorrer em diversos tempos.
Veja: 1ª conjugação/2ª conjugação/3ª conjugação/Desinência
pessoal
1. Tempos do Indicativo CANTAR VENDER PARTIR
canteI vendI partI I
- Presente  - Expressa um fato atual. Por exemplo: cantaSTE vendeSTE partISTE STE
Eu estudo neste colégio. cantoU vendeU partiU U
- Pretérito Imperfeito  - Expressa um fato ocorrido num cantaMOS vendeMOS partiMOS MOS
momento anterior ao atual, mas que não foi completamente cantaSTES vendeSTES partISTES STES
terminado. Por exemplo: Ele  estudava  as lições quando foi cantaRAM vendeRAM partiRAM AM
interrompido.

Língua Portuguesa 19
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APOSTILAS OPÇÃO
Pretérito mais-que-perfeito cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø
cantáSSEMOS vendêSSEMOS partíssemos SSE MOS
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. /Desin. Temp. /Desin. Pess. cantáSSEIS vendêSSEIS partíSSEIS SSE IS
1ª/2ª e 3ª conj. cantaSSE vendeSSEM partiSSEM SSE M
CANTAR VENDER PARTIR - -
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø Futuro do Subjuntivo
cantaRAS vendeRAS partiRAS RA S
cantaRA vendeRA partiRA RA Ø Para formar o futuro do subjuntivo elimina-se a desinência
cantáRAMOS vendêRAMOS partíRAMOS RA MOS -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, obtendo-
cantáREIS vendêREIS partíREIS RE IS se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse tema a
cantaRAM vendeRAM partiRAM RA M desinência temporal -R mais a desinência de número e pessoa
correspondente.
Pretérito Imperfeito do Indicativo
1ª conj. / 2ª conj. / 3ª conj. / Des. temp. /Desin. pess.
1ª conjugação / 2ª conjugação / 3ª conjugação 1ª /2ª e 3ª conj.
CANTAR VENDER PARTIR CANTAR VENDER PARTIR
cantAVA vendIA partIA cantaR vendeR partiR Ø
cantAVAS vendIAS partAS cantaRES vendeRES partiRES R ES
CantAVA vendIA partIA cantaR vendeR partiR R Ø
cantÁVAMOS vendÍAMOS partÍAMOS cantaRMOS vendeRMOS partiRMOS R MOS
cantÁVEIS vendÍEIS partÍEIS cantaRDES vendeRDES partiRDES R DES
cantAVAM vendIAM partIAM cantaREM vendeREM PartiREM R EM

Futuro do Presente do Indicativo Imperativo

1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Imperativo Afirmativo


CANTAR VENDER PARTIR
cantar ei vender ei partir ei Para se formar o imperativo afirmativo, toma-se do presente
cantar ás vender ás partir ás do indicativo a 2ª pessoa do singular (tu) e a segunda pessoa do
cantar á vender á partir á plural (vós) eliminando-se o “S” final. As demais pessoas vêm,
cantar emos vender emos partir emos sem alteração, do presente do subjuntivo. Veja: 
cantar eis vender eis partir eis Pres. do Indicativo Imperativo Afirm. Pres. do Subjuntivo
cantar ão vender ão partir ão Eu canto --- Que eu cante
Tu cantas CantA tu Que tu cantes
Futuro do Pretérito do Indicativo Ele canta Cante você Que ele cante
Nós cantamos Cantemos nós Que nós cantemos
1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação Vós cantais CantAI vós Que vós canteis
CANTAR VENDER PARTIR Eles cantam Cantem vocês Que eles cantem
cantarIA venderIA partirIA
cantarIAS venderIAS partirIAS Imperativo Negativo
cantarIA venderIA partirIA
cantarÍAMOS venderÍAMOS partirÍAMOS Para se formar o imperativo negativo, basta antecipar a
cantarÍEIS venderÍEIS partirÍEIS negação às formas do presente do subjuntivo.
cantarIAM venderIAM partirIAM Presente do Subjuntivo Imperativo Negativo
Que eu cante ---
Presente do Subjuntivo Que tu cantes Não cantes tu
Que ele cante Não cante você
Para se formar o presente do subjuntivo, substitui-se a Que nós cantemos Não cantemos nós
desinência -o da primeira pessoa do singular do presente do Que vós canteis Não canteis vós
indicativo pela desinência -E (nos verbos de 1ª conjugação) ou Que eles cantem Não cantem eles
pela desinência -A (nos verbos de 2ª e 3ª conjugação).
Observações:
1ª conj./2ª conj./3ª conju./Des.Temp./Des.temp./Des. pess
1ª conj. 2ª/3ª conj. - No modo imperativo não faz sentido usar na 3ª pessoa
CANTAR VENDER PARTIR (singular e plural) as formas ele/eles, pois uma ordem, pedido
cantE vendA partA E A Ø ou conselho só se aplicam diretamente à pessoa com quem se
cantES vendAS partAS E A S fala. Por essa razão, utiliza-se você/vocês.
cantE vendA partA E A Ø - O verbo SER, no imperativo, faz excepcionalmente: sê (tu),
cantEMOS vendAMOS partAMOS E A MOS sede (vós).
cantEIS vendAIS partAIS E A IS
cantEM vendAM partAM E A M Infinitivo Impessoal

Pretérito Imperfeito do Subjuntivo 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação


CANTAR VENDER PARTIR
Para formar o imperfeito do subjuntivo, elimina-se a
desinência -STE da 2ª pessoa do singular do pretérito perfeito, Infinitivo Pessoal
obtendo-se, assim, o tema desse tempo. Acrescenta-se a esse
tema a desinência temporal -SSE mais a desinência de número 1ª conjugação 2ª conjugação 3ª conjugação
e pessoa correspondente. CANTAR VENDER PARTIR
cantar vender partir
1ª conj. 2ª conj. 3ª conj. Des. temporal Desin. pessoal cantarES venderES partirES
1ª /2ª e 3ª conj. cantar vender partir
CANTAR VENDER PARTIR cantarMOS venderMOS partirMOS
cantaSSE vendeSSE partiSSE SSE Ø cantarDES venderDES partirDES
cantaSSES vendeSSES partiSSES SSE S cantarEM venderEM partirEM

Língua Portuguesa 20
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APOSTILAS OPÇÃO
Questões - Caminhada na praia;
- Reunião com amigos.
01. Considere o trecho a seguir. É comum que objetos
___ esquecidos em locais públicos. Mas muitos transtornos Dois pontos
poderiam ser evitados se as pessoas ______ a atenção voltada 1- Antes de uma citação
para seus pertences, conservando-os junto ao corpo. Assinale a - Vejamos como Afrânio Coutinho trata este assunto:
alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas
do texto. 2- Antes de um aposto
(A) sejam … mantesse - Três coisas não me agradam: chuva pela manhã, frio à tarde
(B) sejam … mantivessem e calor à noite.
(C) sejam … mantém
(D) seja … mantivessem 3- Antes de uma explicação ou esclarecimento
(E) seja … mantêm - Lá estava a deplorável família: triste, cabisbaixa, vivendo a
rotina de sempre.
02. Na frase –… os níveis de pessoas sem emprego estão
apresentando quedas sucessivas de 2005 para cá. –, a locução 4- Em frases de estilo direto
verbal em destaque expressa ação  Maria perguntou:
(A) concluída. - Por que você não toma uma decisão?
(B) atemporal.
(C) contínua. Ponto de Exclamação
(D) hipotética. 1- Usa-se para indicar entonação de surpresa, cólera, susto,
(E) futura. súplica, etc.
- Sim! Claro que eu quero me casar com você!
03. (Escrevente TJ SP Vunesp) Sem querer estereotipar, 2- Depois de interjeições ou vocativos
mas já estereotipando: trata--se de um ser cujas interações sociais - Ai! Que susto!
terminam, 99% das vezes, diante da pergunta “débito ou crédito?”. - João! Há quanto tempo!
Nesse contexto, o verbo estereotipar tem sentido de
(A) considerar ao acaso, sem premeditação. Ponto de Interrogação
(B) aceitar uma ideia mesmo sem estar convencido dela. Usa-se nas interrogações diretas e indiretas livres.
(C) adotar como referência de qualidade. “- Então? Que é isso? Desertaram ambos?” (Artur Azevedo)
(D) julgar de acordo com normas legais. Reticências
(E) classificar segundo ideias preconcebidas. 1- Indica que palavras foram suprimidas.
- Comprei lápis, canetas, cadernos...
Respostas
1-B / 2-C / 3-E 2- Indica interrupção violenta da frase.
“- Não... quero dizer... é verdad... Ah!”

Pontuação. 3- Indica interrupções de hesitação ou dúvida


- Este mal... pega doutor?

4- Indica que o sentido vai além do que foi dito


Pontuação - Deixa, depois, o coração falar...

Os sinais de pontuação são marcações gráficas que servem Vírgula


para compor a coesão e a coerência textual além de ressaltar Não se usa vírgula
especificidades semânticas e pragmáticas. Vejamos as principais *separando termos que, do ponto de vista sintático, ligam-se
funções dos sinais de pontuação conhecidos pelo uso da língua diretamente entre si:
portuguesa.
a) entre sujeito e predicado.
Ponto Todos os alunos da sala    foram advertidos. 
1- Indica o término do discurso ou de parte dele. Sujeito                            predicado
- Façamos o que for preciso para tirá-la da situação em que
se encontra. b) entre o verbo e seus objetos.
- Gostaria de comprar pão, queijo, manteiga e leite. O trabalho custou            sacrifício             aos realizadores. 
             V.T.D.I.              O.D.                      O.I.
- Acordei. Olhei em volta. Não reconheci onde estava.
c) entre nome e complemento nominal; entre nome e adjunto
2- Usa-se nas abreviações - V. Exª. - Sr. adnominal.
A surpreendente reação do governo contra os sonegadores
Ponto e Vírgula ( ; ) despertou reações entre os empresários.
1- Separa várias partes do discurso, que têm a mesma adj. adnominal nome adj. adn. complemento nominal
importância.
-  “Os pobres dão pelo pão o trabalho; os ricos dão pelo pão Usa-se a vírgula:
a fazenda; os de espíritos generosos dão pelo pão a vida; os de - Para marcar intercalação:
nenhum espírito dão pelo pão a alma...” (VIEIRA) a) do adjunto adverbial: O café, em razão da sua abundância,
vem caindo de preço.
2- Separa partes de frases que já estão separadas por b) da conjunção: Os cerrados são secos e áridos. Estão
vírgulas. produzindo, todavia, altas quantidades de alimentos.
- Alguns quiseram verão, praia e calor; outros montanhas, frio c) das expressões explicativas ou corretivas: As indústrias
e cobertor. não querem abrir mão de suas vantagens, isto é, não querem abrir
mão dos lucros altos.
3- Separa itens de uma enumeração, exposição de motivos,
decreto de lei, etc. - Para marcar inversão:
- Ir ao supermercado; a) do adjunto adverbial (colocado no início da oração):
- Pegar as crianças na escola; Depois das sete horas, todo o comércio está de portas fechadas.

Língua Portuguesa 21
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APOSTILAS OPÇÃO
b) dos objetos pleonásticos antepostos ao verbo: Aos D) Duas explicações do treinamento para consultores
pesquisadores, não lhes destinaram verba alguma. iniciantes, receberam destaque: o conceito de PPD e a construção
c) do nome de lugar anteposto às datas: Recife, 15 de maio de tabelas Price, mas, por outro lado, faltou falar das metas de
de 1982. vendas associadas aos dois temas.
E) Duas explicações, do treinamento para consultores
- Para separar entre si elementos coordenados (dispostos iniciantes, receberam destaque; o conceito de PPD e a construção
em enumeração): de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas, de
Era um garoto de 15 anos, alto, magro. vendas associadas aos dois temas.
A ventania levou árvores, e telhados, e pontes, e animais. 04. Assinale a alternativa em que o período, adaptado da
revista Pesquisa Fapesp de junho de 2012, está correto quanto à
- Para marcar elipse (omissão) do verbo: regência nominal e à pontuação.
Nós queremos comer pizza; e vocês, churrasco. (A) Não há dúvida que as mulheres ampliam, rapidamente,
seu espaço na carreira científica ainda que o avanço seja mais
- Para isolar: notável em alguns países, o Brasil é um exemplo, do que em
outros.
- o aposto: (B) Não há dúvida de que, as mulheres, ampliam rapidamente
São Paulo, considerada a metrópole brasileira, possui um seu espaço na carreira científica; ainda que o avanço seja mais
trânsito caótico. notável, em alguns países, o Brasil é um exemplo!, do que em
outros.
- o vocativo: (C) Não há dúvida de que as mulheres, ampliam rapidamente
Ora, Thiago, não diga bobagem. seu espaço, na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
notável, em alguns países: o Brasil é um exemplo, do que em
Questões outros.
(D) Não há dúvida de que as mulheres ampliam rapidamente
01. Assinale a alternativa em que a pontuação está seu espaço na carreira científica, ainda que o avanço seja mais
corretamente empregada, de acordo com a norma-padrão da notável em alguns países – o Brasil é um exemplo – do que em
língua portuguesa. outros.
(A) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, (E) Não há dúvida que as mulheres ampliam rapidamente,
experimentasse, a sensação de violar uma intimidade, procurou seu espaço na carreira científica, ainda que, o avanço seja mais
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse notável em alguns países (o Brasil é um exemplo) do que em
ajudar a revelar quem era a sua dona. outros.
(B) Diante, da testemunha o homem abriu a bolsa e, embora
experimentasse a sensação, de violar uma intimidade, procurou 05. Assinale a alternativa em que a frase mantém-se correta
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse após o acréscimo das vírgulas.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (A) Se a criança se perder, quem encontrá-la, verá na pulseira
(C) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora instruções para que envie, uma mensagem eletrônica ao grupo
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou ou acione o código na internet.
a esmo entre as coisinhas, tentando encontrar algo que pudesse (B) Um geolocalizador também, avisará, os pais de onde o
ajudar a revelar quem era a sua dona. código foi acionado.
(D) Diante da testemunha, o homem, abriu a bolsa e, embora (C) Assim que o código é digitado, familiares cadastrados,
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou recebem automaticamente, uma mensagem dizendo que a
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse criança foi encontrada.
ajudar a revelar quem era a sua dona. (D) De fabricação chinesa, a nova pulseirinha, chega primeiro
(E) Diante da testemunha, o homem abriu a bolsa e, embora, às, areias do Guarujá.
experimentasse a sensação de violar uma intimidade, procurou (E) O sistema permite, ainda, cadastrar o nome e o telefone
a esmo entre as coisinhas, tentando, encontrar algo que pudesse de quem a encontrou e informar um ponto de referência
ajudar a revelar quem era a sua dona.
Resposta
02. Assinale a opção em que está corretamente indicada a 1-C 2-C 3-B 4-D 5-E
ordem dos sinais de pontuação que devem preencher as lacunas
da frase abaixo:
Estrutura e formação de palavras.
“Quando se trata de trabalho científico ___ duas coisas devem
ser consideradas ____ uma é a contribuição teórica que o trabalho
oferece ___ a outra é o valor prático que possa ter.
A) dois pontos, ponto e vírgula, ponto e vírgula Estrutura e formação das palavras
B) dois pontos, vírgula, ponto e vírgula;
C) vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; Observe as seguintes palavras:
D) pontos vírgula, dois pontos, ponto e vírgula; escol-a
E) ponto e vírgula, vírgula, vírgula. escol-ar
escol-arização
03. Os sinais de pontuação estão empregados corretamente escol-arizar
em: sub-escol-arização
A) Duas explicações, do treinamento para consultores
iniciantes receberam destaque, o conceito de PPD e a construção Percebemos que há um elemento comum a todas elas: a
de tabelas Price; mas por outro lado, faltou falar das metas de forma escol-. Além disso, em todas há elementos destacáveis,
vendas associadas aos dois temas. responsáveis por algum detalhe de significação. Compare, por
B) Duas explicações do treinamento para consultores exemplo, escola e escolar: partindo de escola, formou-se escolar
iniciantes receberam destaque: o conceito de PPD e a construção pelo acréscimo do elemento destacável: ar.
de tabelas Price; mas, por outro lado, faltou falar das metas de Por meio desse trabalho de comparação entre as diversas
vendas associadas aos dois temas. palavras que selecionamos, podemos depreender a existência
C) Duas explicações do treinamento para consultores de diferentes elementos formadores. Cada um desses elementos
iniciantes receberam destaque; o conceito de PPD e a construção formadores é uma unidade mínima de significação, um elemento
de tabelas Price, mas por outro lado, faltou falar das metas de significativo indecomponível, a que damos o nome de morfema.
vendas associadas aos dois temas.

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APOSTILAS OPÇÃO
Classificação dos morfemas: Vogais temáticas nominais: São -a, -e, e -o, quando átonas
Radical finais, como em mesa, artista, busca, perda, escola, triste, base,
Há um morfema comum a todas as palavras que estamos combate. Nesses casos, não poderíamos pensar que essas
analisando: escol-. terminações são desinências indicadoras de gênero, pois a mesa,
É esse morfema comum – o radical – que faz com que as escola, por exemplo, não sofrem esse tipo de flexão. É a essas
consideremos palavras de uma mesma família de significação – vogais temáticas que se liga a desinência indicadora de plural:
os cognatos. O radical é a parte da palavra responsável por sua mesa-s, escola-s, perda-s. Os nomes terminados em vogais
significação principal. tônicas (sofá, café, cipó, caqui, por exemplo) não apresentam
Afixos vogal temática.
Como vimos, o acréscimo do morfema – ar - cria uma
nova palavra a partir de escola. De maneira semelhante,
o acréscimo dos morfemas sub e arização à forma escol Vogais temáticas verbais: São -a, -e e -i, que caracterizam
criou  subescolarização. Esses morfemas recebem o nome de três grupos de verbos a que se dá o nome de conjugações.
afixos. Assim, os verbos cuja vogal temática é -a pertencem à primeira
Quando são colocados antes do radical, como acontece conjugação; aqueles cuja vogal temática é -e pertencem à
com sub, os afixos recebem o nome de prefixos. Quando, como segunda conjugação e os que têm vogal temática -i pertencem à
arização, surgem depois do radical os afixos são chamados terceira conjugação.
de sufixos.  
Prefixos e sufixos, além de operar mudança de classe primeira conjug. segunda conjug. terceira conjug.
gramatical, são capazes de introduzir modificações de govern-a-va estabelec-e-sse defin-i-ra
significado no radical a que são acrescentados. atac-a-va cr-e-ra imped-i-sse
realiz-a-sse mex-e-rá g-i-mos
Desinências
Quando se conjuga o verbo amar, obtêm-se formas como Vogal ou consoante de ligação 
amava, amavas, amava, amávamos, amáveis, amavam. Essas
modificações ocorrem à medida que o verbo vai sendo flexionado As vogais ou consoantes de ligação são morfemas que
em número (singular e plural) e pessoa (primeira, segunda ou surgem por motivos eufônicos, ou seja, para facilitar ou mesmo
terceira). Também ocorrem se modificarmos o tempo e o modo possibilitar a leitura de uma determinada palavra. Temos um
do verbo (amava, amara, amasse, por exemplo). exemplo de vogal de ligação na palavra escolaridade: o - i - entre
Podemos concluir, assim, que existem morfemas que indicam os sufixos -ar- e -dade facilita a emissão vocal da palavra. Outros
as flexões das palavras. Esses morfemas sempre surgem no fim exemplos: gasômetro, alvinegro, tecnocracia, paulada, cafeteira,
das palavras variáveis e recebem o nome de desinências. Há chaleira, tricota.
desinências nominais e desinências verbais.
Processos de formação de palavras:
Desinências nominais: indicam o gênero e o número dos 1-) Composição
nomes. Para a indicação de gênero, o português costuma opor as Haverá composição quando se juntarem dois ou mais
desinências -o/-a: garoto/garota; menino/menina. radicais para formar nova palavra. Há dois tipos de composição;
Para a indicação de número, costuma-se utilizar o justaposição e aglutinação.
morfema –s,  que indica o plural em oposição à ausência de 1.1-) Justaposição: ocorre quando os elementos que
morfema, que indica o singular: garoto/garotos; garota/garotas; formam o composto são postos lado a lado, ou seja, justapostos:
menino/meninos; menina/meninas. Corre-corre, guarda-roupa, segunda-feira, girassol.
No caso dos nomes terminados em –r e –z, a desinência de 1.2-) Aglutinação:  ocorre quando os elementos que
plural assume a forma -es: formam o composto se aglutinam e pelo menos um deles perde
mar/mares; sua integridade sonora: Aguardente (água + ardente), planalto
revólver/revólveres; (plano + alto), pernalta (perna + alta), vinagre (vinho + acre)
cruz/cruzes.
Derivação por acréscimo de afixos 
Desinências verbais: em nossa língua, as desinências É o processo pelo qual se obtêm palavras novas (derivadas)
verbais pertencem a dois tipos distintos. Há aqueles que indicam pela anexação de afixos à palavra primitiva. A derivação pode
o modo e o tempo (desinências modo-temporais) e aquelas que ser: prefixal, sufixal e parassintética.
indicam o número e a pessoa dos verbos (desinência número- 1-) Prefixal (ou prefixação): a palavra nova é obtida por
pessoais): acréscimo de prefixo.
  cant-á-va-mos In------ --feliz        des----------leal
cant-á-sse-is Prefixo radical  prefixo radical
cant: radical
cant: radical 2-) Sufixal (ou sufixação): a palavra nova é obtida por
-á-: vogal temática acréscimo de sufixo.
-á-: vogal temática Feliz---- mente    leal------dade
Radical sufixo   radical sufixo
-va-: desinência modo-temporal(caracteriza o pretérito
imperfeito do indicativo) 3-) Parassintética: a palavra nova é obtida pelo acréscimo
-sse-: desinência modo-temporal (caracteriza o pretérito simultâneo de prefixo e sufixo (não posso retirar o prefixo nem o
imperfeito do subjuntivo) sufixo que estão ligados ao radical, pois a palavra não “existiria”).
-mos: desinência número-pessoal (caracteriza a primeira Por parassíntese formam-se principalmente verbos.
pessoa do plural) En-- -----trist- ----ecer
-is: desinência número-pessoal (caracteriza a segunda Prefixo radical  sufixo
pessoa do plural)
en----- ---tard--- --ecer 
Vogal temática prefixo radical sufixo
Observe que, entre o radical cant- e as desinências verbais,
surge sempre o morfema –a. Outros tipos de derivação
Esse morfema, que liga o radical às desinências, é chamado
de vogal temática. Sua função é ligar-se ao radical, constituindo Há dois casos em que a palavra derivada é formada sem que
o chamado tema. É ao tema (radical + vogal temática) que se haja a presença de afixos. São eles: a derivação regressiva e a
acrescentam as desinências. Tanto os verbos como os nomes derivação imprópria.
apresentam vogais temáticas.

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APOSTILAS OPÇÃO
1-) Derivação regressiva: a palavra nova é obtida por B) formado por derivação parassintética
redução da palavra primitiva. Ocorre, sobretudo, na formação C) formado por derivação regressiva
de substantivos derivados de verbos. Exemplo: A pesca está D) formado por derivação imprópria
proibida. (pescar). Proibida a caça. (caçar) E) formado por onomatopeia

05.As palavras são formadas através de derivação


2-) Derivação imprópria:  a palavra nova (derivada) parassintética em
é obtida pela mudança de categoria gramatical da palavra A)infelizmente, desleal, boteco, barraco.
primitiva. Não ocorre, pois, alteração na forma, mas tão somente B)ajoelhar, anoitecer, entristecer, entardecer.
na classe gramatical. C)caça, pesca, choro, combate.
Não entendi o porquê da briga. (o substantivo porquê deriva D)ajoelhar, pesca, choro, entristecer.
da conjunção porque)
Seu olhar me fascina! (o verbo olhar tornou-se, aqui, Respostas
substantivo) 01. (B) / 2. (B) / 3. (B) / 4. (C) / 5. (B)

Outros processos de formação de palavras:


Funções das classes de palavras.
- Hibridismo: é a palavra formada com elementos oriundos
de línguas diferentes.
automóvel (auto: grego; móvel: latim)
sociologia (socio: latim; logia: grego) Caro(a) Candidato(a), alguns assuntos como Pronome e
sambódromo (samba: dialeto africano; dromo: grego) Verbo já foram abordados nos tópicos anteriores, então neste
Fonte: http://www.brasilescola.com/gramatica/estrutura-e- tópico abordaremos os outros assunto relacionados ao Classes
formacao-de-palavras-i.htm de Palavras.

- Abreviação vocabular, cujo traço peculiar manifesta- Classes de Palavras


se por meio da eliminação de um segmento de uma palavra
no intuito de se obter uma forma mais reduzida, geralmente Artigo
aquelas mais longas. Vejamos alguns exemplos: 
Artigo é a palavra que, vindo antes de um substantivo, indica
metropolitano – metrô se ele está sendo empregado de maneira definida ou indefinida.
extraordinário – extra Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o
otorrinolaringologista – otorrino número dos substantivos.
telefone – fone
pneumático – pneu Classificação dos Artigos

- Onomatopeia: Consiste em criar palavras, tentando Artigos Definidos: determinam os substantivos de maneira


imitar sons da natureza ou sons repetidos. Por exemplo: zum- precisa: o, a, os, as. Por exemplo: Eu matei o animal.
zum, cri-cri, tique-taque, pingue-pongue, blá-blá-blá.
  Artigos Indefinidos:  determinam os substantivos
- Siglas: As siglas são formadas pela combinação das de maneira vaga:  um, uma, uns, umas. Por exemplo: Eu
letras iniciais de uma sequência de palavras que constitui um matei um animal.
nome. Por exemplo:IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística); IPTU (Imposto Predial, Territorial e Urbano). Combinação dos Artigos
As siglas escrevem-se com todas as letras maiúsculas, a não É muito presente a combinação dos artigos definidos e
ser que haja mais de três letras e  a sigla seja pronunciável sílaba indefinidos com preposições. Este quadro apresenta a forma
por sílaba. Por exemplo: Unicamp, Petrobras.  assumida por essas combinações:
 
Questões Preposições Artigos
- o, os
01. Assinale a opção em que todas as palavras se formam
pelo mesmo processo: a ao, aos
A) ajoelhar / antebraço / assinatura de do, dos
B) atraso / embarque / pesca
C) o jota / o sim / o tropeço em no, nos
D) entrega / estupidez / sobreviver por (per) pelo, pelos
E) antepor / exportação / sanguessuga
a, as um, uns uma, umas
02. A palavra “aguardente” formou-se por: à, às - -
A) hibridismo
B) aglutinação da, das dum, duns duma, dumas
C) justaposição na, nas num, nuns numa, numas
D) parassíntese
E) derivação regressiva pela, pelas - -

03. Que item contém somente palavras formadas por - As formas à e às indicam a fusão da preposição  a com o
justaposição? artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
A) desagradável - complemente por crase.
B) vaga-lume - pé-de-cabra
C) encruzilhada - estremeceu Constatemos as circunstâncias em que os artigos se
D) supersticiosa - valiosas manifestam:
E) desatarraxou - estremeceu
- Considera-se obrigatório o uso do artigo depois do numeral
04. “Sarampo” é: “ambos”:
A) forma primitiva Ambos os garotos decidiram participar das olimpíadas.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Nomes próprios indicativos de lugar admitem o uso do B) D. Manuel, o Venturoso, era bastante esperto.
artigo, outros não: C) O Antônio comunicou-se com o João.
São Paulo, O Rio de Janeiro, Veneza, A Bahia... D) O professor João Ribeiro está doente.
E) Os Lusíadas são um poema épico
- Quando indicado no singular, o artigo definido pode indicar
toda uma espécie: 03.Assinale a alternativa em que o uso do artigo está
O trabalho dignifica o homem. substantivando uma palavra.
A) A liberdade vai marcar a poesia social de Castro Alves.
- No caso de nomes próprios personativos, denotando a ideia B) Leitor perspicaz é aquele que consegue ler as entrelinhas.
de familiaridade ou afetividade, é facultativo o uso do artigo: C) A navalha ia e vinha no couro esticado.
O Pedro é o xodó da família. D) Haroldo ficou encantado com o andar de bailado de Joana.
E) Bárbara dirigia os olhos para a lua encantada.
- No caso de os nomes próprios personativos estarem no
plural, são determinados pelo uso do artigo: Respostas
Os Maias, os Incas, Os Astecas... 1-B / 2-C / 3-D

- Usa-se o artigo depois do pronome indefinido todo(a) para Substantivo


conferir uma ideia de totalidade. Sem o uso dele (o artigo), o
pronome assume a noção de qualquer. Tudo o que existe é ser e cada ser tem um nome. Substantivo é
Toda a classe parabenizou o professor. (a sala toda) a classe gramatical de palavras variáveis, as quais denominam
Toda classe possui alunos interessados e desinteressados. os seres. Além de objetos, pessoas e fenômenos, os substantivos
(qualquer classe) também nomeiam:
-lugares: Alemanha, Porto Alegre...
- Antes de pronomes possessivos, o uso do artigo é facultativo: -sentimentos: raiva, amor...
Adoro o meu vestido longo. Adoro meu vestido longo. -estados: alegria, tristeza...
- A utilização do artigo indefinido pode indicar uma ideia de -qualidades: honestidade, sinceridade...
aproximação numérica: -ações: corrida, pescaria...
O máximo que ele deve ter é uns vinte anos.
Morfossintaxe do substantivo
- O artigo também é usado para substantivar palavras Nas orações de língua portuguesa, o substantivo em geral
oriundas de outras classes gramaticais: exerce funções diretamente relacionadas com o verbo: atua
Não sei o porquê de tudo isso. como núcleo do sujeito, dos complementos verbais (objeto
direto ou indireto) e do agente da passiva. Pode ainda funcionar
- Nunca deve ser usado artigo depois do pronome relativo como núcleo do complemento nominal ou do aposto, como
cujo (e flexões). núcleo do predicativo do sujeito ou do objeto ou como núcleo
Este é o homem cujo amigo desapareceu. do vocativo. Também encontramos substantivos como núcleos
Este é o autor cuja obra conheço. de adjuntos adnominais e de adjuntos adverbiais - quando essas
funções são desempenhadas por grupos de palavras. 
- Não se deve usar artigo antes das palavras casa (no sentido
de lar, moradia) e terra (no sentido de chão firme), a menos que Classificação dos Substantivos
venham especificadas.
Eles estavam em casa. 1-  Substantivos Comuns e Próprios
Eles estavam na casa dos amigos. Observe a definição:
Os marinheiros permaneceram em terra.
Os marinheiros permanecem na terra dos anões. s.f. 1: Povoação maior que vila, com muitas casas e edifícios,
dispostos em ruas e avenidas (no Brasil, toda a sede de município
- Não se emprega artigo antes dos pronomes de tratamento, é cidade). 2. O centro de uma cidade (em oposição aos bairros).
com exceção de senhor(a), senhorita e dona.
Vossa excelência resolverá os problemas de Sua Senhoria. Qualquer “povoação maior que vila, com muitas casas e
edifícios, dispostos em ruas e avenidas” será chamada  cidade.
- Não se une com preposição o artigo que faz parte do nome Isso significa que a palavra cidade é um substantivo comum.
de revistas, jornais, obras literárias. Substantivo Comum é aquele que designa os seres de uma
Li a notícia em O Estado de S. Paulo. mesma espécie de forma genérica.
cidade, menino, homem, mulher, país, cachorro.
Morfossintaxe
Estamos voando para Barcelona.
Para definir o que é artigo é preciso mencionar suas relações
com o substantivo. Assim, nas orações da língua portuguesa, O substantivo Barcelona designa apenas um ser da espécie
o artigo exerce a função de adjunto adnominal do substantivo cidade. Esse substantivo é  próprio. Substantivo Próprio:  é
a que se refere. Tal função independe da função exercida pelo aquele que designa os seres de uma mesma espécie de forma
substantivo: particular.
A existência é uma poesia.
Uma existência é a poesia. Londres, Paulinho, Pedro, Tietê, Brasil.

Questões 2 - Substantivos Concretos e Abstratos

01. Determine o caso em que o artigo tem valor qualificativo: LÂMPADA MALA
A) Estes são os candidatos que lhe falei.
B) Procure-o, ele é o médico! Ninguém o supera. Os substantivos lâmpada e mala  designam seres com
C) Certeza e exatidão, estas qualidades não as tenho. existência própria, que são independentes de outros seres. São
D) Os problemas que o afligem não me deixam descuidado. assim, substantivos concretos.
E) Muito é a procura; pouca é a oferta. Substantivo Concreto: é aquele que designa o ser que existe,
independentemente de outros seres.
02. Em qual dos casos o artigo denota familiaridade?
A) O Amazonas é um rio imenso.

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APOSTILAS OPÇÃO
Plural: meninos
Obs.: os substantivos concretos designam seres do mundo
Feminino: menina
real e do mundo imaginário.
Aumentativo: meninão
Diminutivo: menininho
Seres do mundo real: homem, mulher, cadeira, cobra, Brasília,
etc.
Flexão de Gênero
Seres do mundo imaginário: saci, mãe-d’água, fantasma, etc.
Gênero  é a propriedade que as palavras têm de indicar
 
sexo real ou fictício dos seres. Na língua portuguesa,
Observe agora:
há dois gêneros:  masculino  e  feminino. Pertencem ao
gênero masculino os substantivos que podem vir precedidos dos
Beleza exposta
artigos o, os, um, uns. Veja estes títulos de filmes:
Jovens atrizes veteranas destacam-se pelo visual.
O velho e o mar
O substantivo beleza designa uma qualidade.
Um Natal inesquecível
Substantivo Abstrato:  é aquele que designa seres que
Os reis da praia
dependem de outros para se manifestar ou existir.
 
Pense bem: a beleza não existe por si só, não pode ser
Pertencem ao gênero feminino os substantivos que podem
observada. Só podemos observar a beleza numa pessoa ou coisa
vir precedidos dos artigos a, as, uma, umas:
que seja bela. A beleza depende de outro ser para se manifestar.
A história sem fim
Portanto, a palavra beleza é um substantivo abstrato.
Uma cidade sem passado
Os substantivos abstratos designam estados, qualidades,
As tartarugas ninjas
ações e sentimentos dos seres, dos quais podem ser abstraídos,
e sem os quais não podem existir.
Substantivos Biformes e Substantivos Uniformes
vida (estado), rapidez (qualidade), viagem (ação), saudade
(sentimento).  
Substantivos Biformes (= duas formas):  ao indicar nomes
de seres vivos, geralmente o gênero da palavra está relacionado
3 - Substantivos Coletivos
ao sexo do ser, havendo, portanto, duas formas, uma para o
Ele vinha pela estrada e foi picado por uma abelha, outra
masculino e outra para o feminino. Observe: gato – gata, homem
abelha, mais outra abelha.
– mulher, poeta – poetisa, prefeito - prefeita
Ele vinha pela estrada e foi picado por várias abelhas.
Ele vinha pela estrada e foi picado por um enxame.
Substantivos Uniformes: são aqueles que apresentam uma
única forma, que serve tanto para o masculino quanto para o
Note que, no primeiro caso, para indicar plural, foi necessário
feminino. Classificam-se em:
repetir o substantivo: uma abelha, outra abelha, mais outra
- Epicenos: têm um só gênero e nomeiam bichos.
abelha...
a cobra macho e a cobra fêmea, o jacaré macho e o jacaré
No segundo caso, utilizaram-se duas palavras no plural.
fêmea.
No terceiro caso, empregou-se um substantivo no singular
- Sobrecomuns: têm um só gênero e nomeiam pessoas.
(enxame) para designar um conjunto de seres da mesma espécie
a criança, a testemunha, a vítima, o cônjuge, o gênio, o ídolo,
(abelhas).
o indivíduo.
O substantivo enxame é um substantivo coletivo.
- Comuns de Dois Gêneros: indicam o sexo das pessoas por
Substantivo Coletivo:  é o substantivo comum que, mesmo
meio do artigo.
estando no singular, designa um conjunto de seres da mesma
o colega e a colega, o doente e a doente, o artista e a artista.
espécie.
Saiba que:
Formação dos Substantivos
- Substantivos de origem grega terminados em ema ou oma,
Substantivos Simples e Compostos
são masculinos.
o axioma, o fonema, o poema, o sistema, o sintoma, o teorema.
Chuva - subst. Fem. 1 - água caindo em gotas sobre a terra.
- Existem certos substantivos que, variando de gênero,
O substantivo chuva é formado por um único elemento ou
variam em seu significado.
radical. É um substantivo simples.
o rádio (aparelho receptor) e a rádio (estação emissora) o
Substantivo Simples:  é aquele formado por um único
capital (dinheiro) e a capital (cidade)
elemento.
Outros substantivos simples: tempo, sol, sofá, etc. Veja agora:
Formação do Feminino dos Substantivos Biformes
O substantivo guarda-chuva é formado por dois elementos
a) Regra geral: troca-se a terminação -o por -a.
(guarda + chuva). Esse substantivo é composto.
aluno - aluna
Substantivo Composto: é aquele formado por dois ou mais
elementos.
b) Substantivos terminados em -ês: acrescenta-se -a ao
Outros exemplos: beija-flor, passatempo.
masculino.
 
freguês - freguesa
Substantivos Primitivos e Derivados
Meu limão meu limoeiro,
c) Substantivos terminados em -ão: fazem o feminino de três
meu pé de jacarandá...
formas:
- troca-se -ão por -oa. = patrão – patroa
O substantivo limão é primitivo, pois não se originou de
- troca-se -ão por -ã. = campeão - campeã
nenhum outro dentro de língua portuguesa.
- troca-se -ão por ona. = solteirão - solteirona
Substantivo Primitivo: é aquele que não deriva de nenhuma
Exceções: barão – baronesa ladrão- ladra sultão - sultana
outra palavra da própria língua portuguesa.
O substantivo limoeiro é derivado, pois se originou a partir
d) Substantivos terminados em -or:
da palavra limão.
- acrescenta-se -a ao masculino = doutor – doutora
Substantivo Derivado:  é aquele que se origina de outra
- troca-se -or por -triz: = imperador - imperatriz
palavra.
e) Substantivos com feminino em -esa, -essa, -isa:
Flexão dos substantivos
cônsul - consulesa abade - abadessa poeta - poetisa
O substantivo é uma classe variável. A palavra é variável
duque - duquesa conde - condessa profeta - profetisa
quando sofre flexão (variação). A palavra menino, por exemplo,
pode sofrer variações para indicar:

Língua Portuguesa 26
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APOSTILAS OPÇÃO
f) Substantivos que formam o feminino trocando o -e final o sanduíche
por -a: o clarinete
elefante - elefanta o champanha
o sósia
g) Substantivos que têm radicais diferentes no masculino e o maracajá
no feminino: o clã
bode – cabra boi - vaca o hosana
o herpes
h) Substantivos que formam o feminino de maneira especial, o pijama
isto é, não seguem nenhuma das regras anteriores:
czar – czarina réu - ré Femininos
a dinamite
Formação do Feminino dos Substantivos Uniformes a áspide
a derme
- Epicenos: a hélice
Novo jacaré escapa de policiais no rio Pinheiros. a alcíone
Não é possível saber o sexo do jacaré em questão. Isso ocorre a filoxera
porque o substantivo jacaré tem apenas uma forma para indicar a clâmide
o masculino e o feminino. a omoplata
Alguns nomes de animais apresentam uma só forma para a cataplasma
designar os dois sexos. Esses substantivos são chamados de a pane
epicenos. No caso dos epicenos, quando houver a necessidade a mascote
de especificar o sexo, utilizam-se palavras macho e fêmea. a gênese
A cobra macho picou o marinheiro. a entorse
A cobra fêmea escondeu-se na bananeira. a libido

Sobrecomuns: - São geralmente masculinos os substantivos de origem


grega terminados em -ma:
Entregue as crianças à natureza. o grama (peso)
A palavra crianças refere-se tanto a seres do sexo masculino, o quilograma
quanto a seres do sexo feminino. Nesse caso, nem o artigo nem o plasma
um possível adjetivo permitem identificar o sexo dos seres a que o apostema
se refere a palavra. Veja: o diagrama
A criança chorona chamava-se João. o epigrama
A criança chorona chamava-se Maria. o telefonema
Outros substantivos sobrecomuns: o estratagema
a criatura = João é uma boa criatura. Maria é uma boa o dilema
criatura. o teorema
o cônjuge = O cônjuge de João faleceu. O o apotegma
cônjuge de Marcela faleceu o trema
o eczema
Comuns de Dois Gêneros: o edema
o magma
Motorista tem acidente idêntico 23 anos depois.
Quem sofreu o acidente: um homem ou uma mulher? Exceções: a cataplasma, a celeuma, a fleuma, etc.
É impossível saber apenas pelo título da notícia, uma vez
que a palavra motorista é um substantivo uniforme. O restante Gênero dos Nomes de Cidades:
da notícia informa-nos de que se trata de um homem.
A distinção de gênero pode ser feita através da análise do Com raras exceções, nomes de cidades são femininos.
artigo ou adjetivo, quando acompanharem o substantivo. A histórica Ouro Preto.
o colega - a colega A dinâmica São Paulo.
um jovem - uma jovem A acolhedora Porto Alegre.
artista famoso - artista famosa Uma Londres imensa e triste.

- A palavra personagem é usada indistintamente nos dois Exceções: o Rio de Janeiro, o Cairo, o Porto, o Havre.
gêneros.
a) Entre os escritores modernos nota-se acentuada Gênero e Significação:
preferência pelo masculino:
O menino descobriu nas nuvens os personagens dos contos de Muitos substantivos têm uma significação no masculino e
carochinha. outra no feminino.
b) Com referência a mulher, deve-se preferir o feminino: Observe:
O problema está nas mulheres de mais idade, que não aceitam
a personagem. o baliza (soldado que, que à frente da tropa, indica os
Não cheguei assim, nem era minha intenção, a criar uma movimentos que se deve realizar em conjunto; o que vai à frente
personagem. de um bloco carnavalesco, manejando um bastão)
- Diz-se: o (ou a) manequim Marcela, o (ou a) modelo a baliza (marco, estaca; sinal que marca um limite ou
fotográfico Ana Belmonte. proibição de trânsito)

Observe o gênero dos substantivos seguintes: o cabeça (chefe)


a cabeça (parte do corpo)
Masculinos
o tapa o cisma (separação religiosa, dissidência)
o eclipse a cisma (ato de cismar, desconfiança)
o lança-perfume
o dó (pena) o cinza (a cor cinzenta)

Língua Portuguesa 27
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APOSTILAS OPÇÃO
a cinza (resíduos de combustão) f) Os substantivos terminados em “s” fazem o plural de duas
maneiras:
o capital (dinheiro) - Quando monossilábicos ou oxítonos, mediante o acréscimo
a capital (cidade) de “es”: ás – ases / retrós - retroses
- Quando paroxítonos ou proparoxítonos, ficam invariáveis:
o coma (perda dos sentidos) o lápis - os lápis / o ônibus - os ônibus.
a coma (cabeleira) g) Os substantivos terminados em “ao” fazem o plural de três
maneiras.
o coral (pólipo, a cor vermelha, canto em coro) - substituindo o -ão por -ões: ação - ações
a coral (cobra venenosa) - substituindo o -ão por -ães: cão - cães
- substituindo o -ão por -ãos: grão - grãos
o crisma (óleo sagrado, usado na administração da crisma e h) Os substantivos terminados em “x” ficam invariáveis: o
de outros sacramentos) látex - os látex.
a crisma (sacramento da confirmação)
Plural dos Substantivos Compostos
o cura (pároco) A formação do plural dos substantivos compostos depende
a cura (ato de curar) da forma como são grafados, do tipo de palavras que formam
o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que
o estepe (pneu sobressalente) são grafados sem hífen comportam-se como os substantivos
a estepe (vasta planície de vegetação) simples:
aguardente e aguardentes girassol e girassóis
o guia (pessoa que guia outras) pontapé e pontapés malmequer e malmequeres
a guia (documento, pena grande das asas das aves)
O plural dos substantivos compostos cujos elementos são
o grama (unidade de peso) ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e discussões.
a grama (relva) Algumas orientações são dadas a seguir:

o caixa (funcionário da caixa) a) Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:


a caixa (recipiente, setor de pagamentos) substantivo + substantivo = couve-flor e couves-flores
substantivo + adjetivo = amor-perfeito e amores-perfeitos
o lente (professor) adjetivo + substantivo = gentil-homem e gentis-homens
a lente (vidro de aumento) numeral + substantivo = quinta-feira e quintas-feiras

o moral (ânimo) b) Flexiona-se somente o segundo elemento, quando


a moral (honestidade, bons costumes, ética) formados de:
verbo + substantivo = guarda-roupa e guarda-roupas
o nascente (lado onde nasce o Sol) palavra invariável + palavra variável = alto-falante e alto-
a nascente (a fonte) falantes
palavras repetidas ou imitativas = reco-reco e reco-recos
Flexão de Número do Substantivo
c) Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando
Em português, há dois números gramaticais: o singular, que formados de:
indica um ser ou um grupo de seres, e substantivo + preposição clara + substantivo = água-de-
o plural, que indica mais de um ser ou grupo de seres. A colônia e águas-de-colônia
característica do plural é o “s” final. substantivo + preposição oculta + substantivo = cavalo-
vapor e cavalos-vapor
Plural dos Substantivos Simples substantivo + substantivo que funciona como determinante
do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do termo
a) Os substantivos terminados em vogal, ditongo oral e “n” anterior.
fazem o plural pelo acréscimo de “s”. palavra-chave - palavras-chave
pai – pais ímã - ímãs hífen - hifens (sem acento, no bomba-relógio - bombas-relógio
plural). notícia-bomba - notícias-bomba
Exceção: cânon - cânones. homem-rã - homens-rã

b) Os substantivos terminados em “m” fazem o plural em d) Permanecem invariáveis, quando formados de:
“ns”. verbo + advérbio = o bota-fora e os bota-fora
homem - homens. verbo + substantivo no plural = o saca-rolhas e os saca-rolhas

c) Os substantivos terminados em “r” e “z” fazem o plural e) Casos Especiais


pelo acréscimo de “es”. o louva-a-deus e os louva-a-deus
revólver – revólveres raiz - raízes o bem-te-vi e os bem-te-vis
Atenção: O plural de caráter é caracteres. o bem-me-quer e os bem-me-queres
o joão-ninguém e os joões-ninguém.
d) Os substantivos terminados em al, el, ol, ul flexionam-se
no plural, trocando o “l” por “is”. Plural das Palavras Substantivadas
quintal - quintais caracol – caracóis hotel - hotéis
Exceções: mal e males, cônsul e cônsules. As palavras substantivadas, isto é, palavras de outras classes
gramaticais usadas como substantivo, apresentam, no plural, as
e) Os substantivos terminados em “il” fazem o plural de duas flexões próprias dos substantivos.
maneiras: Pese bem os prós e os contras.
- Quando oxítonos, em “is”: canil - canis O aluno errou na prova dos noves.
- Quando paroxítonos, em “eis”: míssil - mísseis. Ouça com a mesma serenidade os sins e os nãos.
Obs.: a palavra réptil pode formar seu plural de duas Obs.: numerais substantivados terminados em “s” ou “z” não
maneiras: répteis ou reptis (pouco usada). variam no plural.
Nas provas mensais consegui muitos seis e alguns dez.

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APOSTILAS OPÇÃO
Plural dos Diminutivos honra (probidade, bom nome) e honras (homenagem,
títulos)
Flexiona-se o substantivo no plural, retira-se o “s” final e
acrescenta-se o sufixo diminutivo. d) Usamos às vezes, os substantivos no singular, mas com
pãe(s) + zinhos = pãezinhos sentido de plural:
animai(s) + zinhos = animaizinhos Aqui morreu muito negro.
botõe(s) + zinhos = botõezinhos Celebraram o sacrifício divino muitas vezes em capelas
chapéu(s) + zinhos = chapeuzinhos improvisadas.
farói(s) + zinhos = faroizinhos
tren(s) + zinhos = trenzinhos Flexão de Grau do Substantivo
colhere(s) + zinhas = colherezinhas Grau é a propriedade que as palavras têm de exprimir as
flore(s) + zinhas = florezinhas variações de tamanho dos seres. Classifica-se em:
mão(s) + zinhas = mãozinhas
papéi(s) + zinhos = papeizinhos - Grau Normal - Indica um ser de tamanho considerado
nuven(s) + zinhas = nuvenzinhas normal. Por exemplo: casa
funi(s) + zinhos = funizinhos
pé(s) + zitos = pezitos - Grau Aumentativo - Indica o aumento do tamanho do ser.
Classifica-se em:
Plural dos Nomes Próprios Personativos Analítico = o substantivo é acompanhado de um adjetivo que
indica grandeza. Por exemplo: casa grande.
Devem-se pluralizar os nomes próprios de pessoas sempre Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
que a terminação preste-se à flexão. aumento. Por exemplo: casarão.
Os Napoleões também são derrotados.
As Raquéis e Esteres. - Grau Diminutivo - Indica a diminuição do tamanho do ser.
Pode ser:
Plural dos Substantivos Estrangeiros Analítico = substantivo acompanhado de um adjetivo que
indica pequenez. Por exemplo: casa pequena.
Substantivos ainda não aportuguesados devem ser escritos Sintético = é acrescido ao substantivo um sufixo indicador de
como na língua original, acrescentando -se “s” (exceto quando diminuição. Por exemplo: casinha.
terminam em “s” ou “z”). Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf12.php
os shows os shorts os jazz
Substantivos já aportuguesados flexionam-se de acordo com Questões
as regras de nossa língua:
os clubes os chopes 01. A flexão de número do termo “preços-sombra” também
os jipes os esportes ocorre com o plural de
as toaletes os bibelôs (A) reco-reco.
os garçons os réquiens (B) guarda-costa.
(C) guarda-noturno.
Observe o exemplo: (D) célula-tronco.
Este jogador faz gols toda vez que joga. (E) sem-vergonha.
O plural correto seria gois (ô), mas não se usa.
02. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam
Plural com Mudança de Timbre flexionadas de acordo com a norma-padrão.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento.
Certos substantivos formam o plural com mudança de (B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
timbre da vogal tônica (o fechado / o aberto). É um fato fonético (C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.
chamado metafonia (plural metafônico). (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
(E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Singular Plural Singular Plural 03. Indique a alternativa em que a flexão do substantivo está
corpo (ô) corpos (ó) osso (ô) ossos (ó) errada:
esforço esforços ovo ovos A) Catalães.
fogo fogos poço poços B) Cidadãos.
forno fornos porto portos C) Vulcães.
fosso fossos posto postos D) Corrimões.
imposto impostos rogo rogos Respostas
olho olhos tijolo tijolos 1-D / 2-D / 3-C

Adjetivo
Têm a vogal tônica fechada (ô): adornos, almoços, bolsos,
esposos, estojos, globos, gostos, polvos, rolos, soros, etc.
Adjetivo é a palavra que expressa uma qualidade ou
Obs.: distinga-se molho (ô) = caldo (molho de carne), de
característica do ser e se relaciona com o substantivo.
molho (ó) = feixe (molho de lenha).
Ao analisarmos a palavra bondoso, por exemplo, percebemos
que, além de expressar uma qualidade, ela pode ser colocada ao
Particularidades sobre o Número dos Substantivos
lado de um substantivo: homem bondoso, moça bondosa, pessoa
bondosa.
a) Há substantivos que só se usam no singular:
Já com a palavra bondade, embora expresse uma qualidade,
o sul, o norte, o leste, o oeste, a fé, etc.
não acontece o mesmo; não faz sentido dizer: homem bondade,
moça bondade, pessoa bondade. 
b) Outros só no plural:
Bondade, portanto, não é adjetivo, mas substantivo.
as núpcias, os víveres, os pêsames, as espadas/os paus
(naipes de baralho), as fezes.
Morfossintaxe do Adjetivo:
O adjetivo exerce sempre funções sintáticas (função dentro
c) Outros, enfim, têm, no plural, sentido diferente do singular:
de uma oração) relativas aos substantivos, atuando como adjunto
bem (virtude) e bens (riquezas)
adnominal ou como predicativo (do sujeito ou do objeto).

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APOSTILAS OPÇÃO
Adjetivo Pátrio Se o adjetivo é composto e uniforme, fica invariável no
Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Observe feminino. Por exemplo: conflito político-social e desavença
alguns deles: político-social.
Estados e cidades brasileiros:
Número dos Adjetivos
Alagoas alagoano Plural dos adjetivos simples
Amapá amapaense Os adjetivos simples flexionam-se no plural de acordo com
as regras estabelecidas para a flexão numérica dos substantivos
Aracaju aracajuano ou aracajuense simples.
Amazonas amazonense ou baré Por exemplo:
mau e maus
Belo Horizonte belo-horizontino feliz e felizes
Brasília brasiliense ruim e ruins
boa e boas
Cabo Frio cabo-friense
Campinas campineiro ou campinense Caso o adjetivo seja uma palavra que também exerça função
de substantivo, ficará invariável, ou seja, se a palavra que estiver
Adjetivo Pátrio Composto  qualificando um elemento for, originalmente, um substantivo,
Na formação do adjetivo pátrio composto, o primeiro ela manterá sua forma primitiva. Exemplo: a palavra  cinza  é
elemento aparece na forma reduzida e, normalmente, erudita. originalmente um substantivo; porém, se estiver qualificando
Observe alguns exemplos: um elemento, funcionará como adjetivo. Ficará, então, invariável.
Logo: camisas cinza, ternos cinza.
Veja outros exemplos:
África afro- / Por exemplo: Cultura afro-americana
Alemanha germano- ou teuto- / Por exemplo: Motos vinho (mas: motos verdes)
Competições teuto-inglesas Paredes musgo (mas: paredes brancas).
Comícios monstro (mas: comícios grandiosos).
América américo- / Por exemplo: Companhia
américo-africana Adjetivo Composto
Bélgica belgo- / Por exemplo: Acampamentos belgo-
franceses É aquele formado por dois ou mais elementos. Normalmente,
esses elementos são ligados por hífen. Apenas o último elemento
China sino- / Por exemplo: Acordos sino-japoneses concorda com o substantivo a que se refere; os demais ficam
Espanha hispano- / Por exemplo: Mercado hispano- na forma masculina, singular. Caso um dos elementos que
português formam o adjetivo composto seja um substantivo adjetivado,
todo o adjetivo composto ficará invariável. Por exemplo:  a
Europa euro- / Por exemplo: Negociações euro- palavra rosa é originalmente um substantivo, porém, se estiver
americanas qualificando um elemento, funcionará como adjetivo. Caso se
França franco- ou galo- / Por exemplo: Reuniões ligue a outra palavra por hífen, formará um adjetivo composto;
franco-italianas como é um substantivo adjetivado, o adjetivo composto inteiro
ficará invariável. Por exemplo:
Grécia greco- / Por exemplo: Filmes greco-romanos
Inglaterra anglo- / Por exemplo: Letras anglo- Camisas rosa-claro.
portuguesas Ternos rosa-claro.
Olhos verde-claros.
Itália ítalo- / Por exemplo: Sociedade ítalo- Calças azul-escuras e camisas verde-mar.
portuguesa Telhados marrom-café e paredes verde-claras.
Japão nipo- / Por exemplo: Associações nipo-
brasileiras Observe
- Azul-marinho, azul-celeste, ultravioleta e qualquer adjetivo
Portugal luso- / Por exemplo: Acordos luso-brasileiros composto iniciado por cor-de-... são sempre invariáveis.
- O adjetivo composto pele-vermelha têm os dois elementos
Flexão dos adjetivos flexionados.
O adjetivo varia em gênero, número e grau. Grau do Adjetivo
Gênero dos Adjetivos Os adjetivos flexionam-se em grau para indicar a
intensidade da qualidade do ser. São dois os graus do adjetivo:
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem o comparativo e o superlativo.
(masculino e feminino). De forma semelhante aos substantivos,
classificam-se em:  Comparativo
Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e
outra para o feminino. Nesse grau, comparam-se a mesma característica
atribuída a dois ou mais seres ou duas ou mais características
Por exemplo: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia. atribuídas ao mesmo ser. O comparativo pode ser de igualdade,
de superioridade ou de inferioridade. Observe os exemplos
Se o adjetivo é composto e biforme, ele flexiona no feminino abaixo:
somente o último elemento.
Por exemplo: o moço norte-americano, a moça norte- 1) Sou tão alto como você.  = Comparativo de Igualdade
americana.  No comparativo de igualdade, o segundo termo da
comparação é introduzido pelas palavras como, quanto ou quão.
Uniformes - têm uma só forma tanto para o masculino como
para o feminino. Por exemplo: homem feliz e mulher feliz. 2) Sou  mais alto  (do) que  você.  = Comparativo de
Superioridade Analítico

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APOSTILAS OPÇÃO
No comparativo de superioridade analítico, entre os dois 2)  O superlativo absoluto sintético apresenta-se sob duas
substantivos comparados, um tem qualidade superior. A forma é formas : uma erudita, de origem latina, outra popular, de origem
analítica porque pedimos auxílio a “mais...do que” ou “mais...que”. vernácula. A forma erudita é constituída pelo radical do adjetivo
latino +  um dos sufixos -íssimo, -imo ou érrimo. Por exemplo:
3) O Sol é  maior (do) que  a Terra.  = Comparativo de fidelíssimo, facílimo, paupérrimo.
Superioridade Sintético A forma popular é constituída do radical do adjetivo
português + o sufixo -íssimo: pobríssimo, agilíssimo.
Alguns adjetivos possuem, para o comparativo de 3) Em vez dos superlativos normais seriíssimo, precariíssimo,
superioridade, formas sintéticas, herdadas do latim. necessariíssimo, preferem-se, na linguagem atual, as formas
São eles: seríssimo, precaríssimo, necessaríssimo, sem o desagradável
bom-melhor hiato i-í.
pequeno-menor Questões
mau-pior
alto-superior 01. Leia o texto a seguir.
grande-maior
baixo-inferior Violência epidêmica

Observe que:  A violência urbana é uma enfermidade contagiosa. Embora


a) As formas menor e pior são comparativos de superioridade, possa acometer indivíduos vulneráveis em todas as classes
pois equivalem a mais pequeno e mais mau, respectivamente. sociais, é nos bairros pobres que ela adquire características
b) Bom, mau, grande e pequeno têm formas sintéticas epidêmicas.
(melhor, pior, maior e menor), porém, em comparações feitas A prevalência varia de um país para outro e entre as cidades
entre duas qualidades de um mesmo elemento, deve-se usar de um mesmo país, mas, como regra, começa nos grandes
as formas analíticas mais bom, mais mau, mais grande e mais centros urbanos e se dissemina pelo interior.
pequeno. As estratégias que as sociedades adotam para combater a
Por exemplo: Pedro é maior do que Paulo - Comparação de violência variam muito e a prevenção das causas evoluiu muito
dois elementos. pouco no decorrer do século 20, ao contrário dos avanços
Pedro é  mais grande  que pequeno -  comparação de duas ocorridos no campo das infecções, câncer, diabetes e outras
qualidades de um mesmo elemento. enfermidades.
A agressividade impulsiva é consequência de perturbações
4) Sou  menos alto  (do) que  você.  = Comparativo de nos mecanismos biológicos de controle emocional. Tendências
Inferioridade agressivas surgem em indivíduos com dificuldades adaptativas
Sou menos passivo (do) que tolerante. que os tornam despreparados para lidar com as frustrações de
seus desejos.
Superlativo A violência é uma doença. Os mais vulneráveis são os que
tiveram a personalidade formada num ambiente desfavorável ao
O superlativo expressa qualidades num grau muito desenvolvimento psicológico pleno.
elevado ou em grau máximo. O grau superlativo pode ser A revisão de estudos científicos permite identificar três
absoluto ou relativo e apresenta as seguintes modalidades: fatores principais na formação das personalidades com maior
Superlativo Absoluto:  ocorre quando a qualidade de um inclinação ao comportamento violento:
ser é intensificada, sem relação com outros seres. Apresenta-se 1) Crianças que apanharam, foram vítimas de abusos,
nas formas: humilhadas ou desprezadas nos primeiros anos de vida.
Analítica: a intensificação se faz com o auxílio de palavras 2) Adolescentes vivendo em famílias que não lhes
que dão ideia de intensidade (advérbios). Por exemplo: O transmitiram valores sociais altruísticos, formação moral e não
secretário é muito inteligente. lhes impuseram limites de disciplina.
Sintética: a intensificação se faz por meio do acréscimo de 3) Associação com grupos de jovens portadores de
sufixos. comportamento antissocial.
Por exemplo: Na periferia das cidades brasileiras vivem milhões de crianças
O secretário é inteligentíssimo. que se enquadram nessas três condições de risco. Associados à
falta de acesso aos recursos materiais, à desigualdade social,
Observe alguns superlativos sintéticos:  esses fatores de risco criam o caldo de cultura que alimenta a
violência crescente nas cidades.
Na falta de outra alternativa, damos à criminalidade a
benéfico beneficentíssimo resposta do aprisionamento. Porém, seu efeito é passageiro: o
bom boníssimo ou ótimo criminoso fica impedido de delinquir apenas enquanto estiver
preso.
comum comuníssimo Ao sair, estará mais pobre, terá rompido laços familiares
cruel crudelíssimo e sociais e dificilmente encontrará quem lhe dê emprego. Ao
mesmo tempo, na prisão, terá criado novas amizades e conexões
difícil dificílimo mais sólidas com o mundo do crime.
doce dulcíssimo Construir cadeias custa caro; administrá-las, mais ainda.
Obrigados a optar por uma repressão policial mais ativa,
fácil facílimo aumentaremos o número de prisioneiros. As cadeias continuarão
fiel fidelíssimo superlotadas.
Seria mais sensato investir em educação, para prevenir a
Superlativo Relativo: ocorre quando a qualidade de um ser criminalidade e tratar os que ingressaram nela.
é intensificada em relação a um conjunto de seres. Essa relação Na verdade, não existe solução mágica a curto prazo.
pode ser: Precisamos de uma divisão de renda menos brutal, motivar os
De Superioridade: Clara é a mais bela da sala. policiais a executar sua função com dignidade, criar leis que
De Inferioridade: Clara é a menos bela da sala. acabem com a impunidade dos criminosos bem-sucedidos e
construir cadeias novas para substituir as velhas.
Note bem: Enquanto não aprendermos a educar e oferecer medidas
1)  O superlativo absoluto analítico é expresso por meio preventivas para que os pais evitem ter filhos que não serão
dos advérbios muito, extremamente, excepcionalmente, etc., capazes de criar, cabe a nós a responsabilidade de integrá-los
antepostos ao adjetivo. na sociedade por meio da educação formal de bom nível, das

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APOSTILAS OPÇÃO
práticas esportivas e da oportunidade de desenvolvimento afinal, breve, constantemente, entrementes, imediatamente,
artístico. primeiramente, provisoriamente, sucessivamente, às vezes,
(Drauzio Varella. In Folha de S.Paulo, 9 mar.2002. Adaptado) à tarde, à noite, de manhã, de repente, de vez em quando, de
Em – características epidêmicas –, o adjetivo epidêmicas quando em quando, a qualquer momento, de tempos em tempos,
corresponde a – características de epidemias. em breve, hoje em dia
Assinale a alternativa em que, da mesma forma, o adjetivo de lugar: Aqui, antes, dentro, ali, adiante, fora, acolá, atrás,
em destaque corresponde, corretamente, à expressão indicada. além, lá, detrás, aquém, cá, acima, onde, perto, aí, abaixo, aonde,
A) água fluvial – água da chuva. longe, debaixo, algures, defronte, nenhures, adentro, afora,
B) produção aurífera – produção de ouro. alhures, nenhures, aquém, embaixo, externamente, a distância,
C) vida rupestre – vida do campo. à distância de, de longe, de perto, em cima, à direita, à esquerda,
D) notícias brasileiras – notícias de Brasília. ao lado, em volta
E) costela bovina – costela de porco. de negação  : Não, nem, nunca, jamais, de modo algum, de
forma nenhuma, tampouco, de jeito nenhum
02.Não se pluraliza os adjetivos compostos abaixo, exceto: de dúvida: Acaso, porventura, possivelmente,
A) azul-celeste provavelmente, quiçá, talvez, casualmente, por certo, quem sabe
B) azul-pavão de afirmação: Sim, certamente, realmente, decerto,
C) surda-muda efetivamente, certo, decididamente, realmente, deveras,
D) branco-gelo indubitavelmente
de exclusão: Apenas, exclusivamente, salvo, senão, somente,
03.Assinale a única alternativa em que os adjetivos não simplesmente, só, unicamente
estão no grau superlativo absoluto sintético: de inclusão: Ainda, até, mesmo, inclusivamente, também
A) Arquimilionário/ ultraconservador; de ordem: Depois, primeiramente, ultimamente
B) Supremo/ ínfimo; de designação: Eis
C) Superamigo/ paupérrimo; de interrogação: onde?(lugar), como?(modo),
D) Muito amigo/ Bastante pobre quando?(tempo), por quê?(causa), quanto?(preço e intensidade),
para quê?(finalidade)
Respostas
1-B / 2-C / 3-D Locução adverbial 
É reunião de duas ou mais palavras com valor de advérbio.
Advérbio Exemplo:
Carlos saiu às pressas. (indicando modo)
O  advérbio, assim como muitas outras palavras existentes Maria saiu à tarde. (indicando tempo)
na Língua Portuguesa, advém de outras línguas. Assim sendo,
tal qual o adjetivo, o prefixo “ad-” indica a ideia de proximidade, Há locuções adverbiais que possuem advérbios
contiguidade. correspondentes.
Essa proximidade faz referência ao processo verbal, no Exemplo:
sentido de caracterizá-lo, ou seja, indicando as circunstâncias Carlos saiu às pressas. = Carlos saiu apressadamente.
em que esse processo se desenvolve. 
O advérbio relaciona-se aos verbos da língua, no sentido de Apenas os advérbios de intensidade, de lugar e de modo são
caracterizar os processos expressos por ele. Contudo, ele não flexionados, sendo que os demais são todos invariáveis. A única
é modificador exclusivo desta classe (verbos), pois também flexão propriamente dita que existe na categoria dos advérbios
modifica o  adjetivo e até outro advérbio. Seguem alguns é a de grau:
exemplos:
Superlativo:  aumenta a intensidade. Exemplos: longe
Para quem se diz  distantemente alheio  a esse assunto, - longíssimo, pouco - pouquíssimo, inconstitucionalmente -
você está até bem informado. inconstitucionalissimamente, etc;
Temos o advérbio “distantemente” que modifica o adjetivo Diminutivo: diminui a intensidade.
alheio, representando uma qualidade, característica. Exemplos: perto - pertinho, pouco - pouquinho, devagar -
devagarinho, 
Questões
O artista canta muito mal.
Nesse caso, o advérbio de intensidade “muito” modifica outro 01. Leia os quadrinhos para responder a questão.
advérbio de modo – “mal”. Em ambos os exemplos pudemos
verificar que se tratava de somente uma palavra funcionando
como advérbio. No entanto, ele pode estar demarcado por
mais de uma palavra, que mesmo assim não deixará de ocupar
tal função. Temos aí o que chamamos de  locução adverbial,
representada por algumas expressões, tais como: às vezes, sem
dúvida, frente a frente, de modo algum, entre outras.
Mediante tais postulados, afirma-se que, dependendo das
circunstâncias expressas pelos advérbios, eles se classificam em
distintas categorias, uma vez expressas por:    
de modo: Bem, mal, assim, depressa, devagar, às pressas, às
claras, às cegas, à toa, à vontade, às escondidas, aos poucos, desse
jeito, desse modo, dessa maneira, em geral, frente a frente, lado
a lado, a pé, de cor, em vão, e a maior parte dos que terminam
em -mente: calmamente, tristemente, propositadamente,
pacientemente, amorosamente, docemente, escandalosamente,
bondosamente, generosamente
de intensidade: Muito, demais, pouco, tão, menos, em
excesso, bastante, pouco, mais, menos, demasiado, quanto, quão,
tanto, que(equivale a quão), tudo, nada, todo, quase, de todo, de
muito, por completo.
de tempo: Hoje, logo, primeiro, ontem, tarde outrora,
amanhã, cedo, dantes, depois, ainda, antigamente, antes, (Leila Lauar Sarmento e Douglas Tufano. Português. Volume
doravante, nunca, então, ora, jamais, agora, sempre, já, enfim, Único)

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APOSTILAS OPÇÃO
No primeiro e segundo quadrinhos, estão em destaque dois tempo, a resposta foi sim. Aqueles que não simpatizavam muito
advérbios: AÍ e ainda. com Pitágoras podiam simplesmente escolher carreiras nas
Considerando que advérbio é a palavra que modifica quais os números não encontravam muito espaço, como direito,
um verbo, um outro advérbio ou um adjetivo, expressando jornalismo, as humanidades e até a medicina de antigamente.
a circunstância em que determinado fato ocorre, assinale Como observa Steven Pinker, ainda hoje, nos meios
a alternativa que classifica, correta e respectivamente, as universitários, é considerado aceitável que um intelectual se
circunstâncias expressas por eles. vanglorie de ter passado raspando em física e de ignorar o beabá
A) Lugar e negação. da estatística. Mas ai de quem admitir nunca ter lido Joyce ou
B) Lugar e tempo. dizer que não gosta de Mozart. Sobre ele recairão olhares tão
C) Modo e afirmação. recriminadores quanto sobre o sujeito que assoa o nariz na
D) Tempo e tempo. manga da camisa.
E) Intensidade e dúvida. Joyce e Mozart são ótimos, mas eles, como quase toda a
cultura humanística, têm pouca relevância para nossa vida
02. Leia o texto a seguir. prática. Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental, mesmo
Impunidade é motor de nova onda de agressões para quem não pretende ser engenheiro ou seguir carreiras
técnicas.
Repetidos episódios de violência têm sido noticiados nas Como sobreviver à era do crédito farto sem saber calcular as
últimas semanas. Dois que chamam a atenção, pela banalidade armadilhas que uma taxa de juros pode esconder? Hoje, é difícil
com que foram cometidos, estão gerando ainda uma série de até posicionar-se de forma racional sobre políticas públicas sem
repercussões. assimilar toda a numeralha que idealmente as informa.
Em Natal, um garoto de 19 anos quebrou o braço da Conhecimentos rudimentares de estatística são pré-requisito
estudante de direito R.D., 19, em plena balada, porque ela teria para compreender as novas pesquisas que trazem informações
recusado um beijo. O suposto agressor já responde a uma ação relevantes para nossa saúde e bem-estar.
penal, por agressão, movida por sua ex-mulher. A matemática está no centro de algumas das mais intrigantes
No mesmo final de semana, dois amigos que saíam de uma especulações cosmológicas da atualidade. Se as equações da
boate em São Paulo também foram atacados por dois jovens mecânica quântica indicam que existem universos paralelos,
que estavam na mesma balada, e um dos agredidos teve a perna isso basta para que acreditemos neles? Ou, no rastro de Eugene
fraturada. Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem Wigner, podemos nos perguntar por que a matemática é tão
sucesso, de duas garotas que eram amigas dos rapazes que eficaz para exprimir as leis da física.
saíam da boate. Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não Releia os trechos apresentados a seguir.
passou de um engano e que o rapaz teria fraturado a perna ao - Aqueles que não simpatizavam muito com Pitágoras
cair no chão. podiam simplesmente escolher carreiras nas quais os números
Curiosamente, também é possível achar um blog que diz não encontravam muito espaço... (1.º parágrafo)
que R.D., em Natal, foi quem atacou o jovem e que seu braço se - Já a cultura científica, que muitos ainda tratam com uma
quebrou ao cair no chão. ponta de desprezo, torna-se cada vez mais fundamental...(3.º
Em ambos os casos, as câmeras dos estabelecimentos parágrafo)
felizmente comprovam os acontecimentos, e testemunhas vão
ajudar a polícia na investigação. Os advérbios em destaque nos trechos expressam, correta e
O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se respectivamente, circunstâncias de
quebrando por aí ao cair no chão, não é mesmo? As agressões A) afirmação e de intensidade.
devem ser rigorosamente apuradas e, se houver culpados, que B) modo e de tempo.
eles sejam julgados e condenados. C) modo e de lugar.
A impunidade é um dos motores da onda de violência que D) lugar e de tempo.
temos visto. O machismo e o preconceito são outros. O perfil E) intensidade e de negação.
impulsivo de alguns jovens (amplificado pela bebida e por
outras substâncias) completa o mecanismo que gera agressões. Respostas
Sem interferir nesses elementos, a situação não vai mudar. 1-B / 2-C / 3-B
Maior rigor da justiça, educação para a convivência com o outro,
aumento da tolerância à própria frustração e melhor controle Preposição
sobre os impulsos (é normal levar um “não”, gente!) são alguns
dos caminhos. Preposição  é uma palavra invariável que serve para ligar
(Jairo Bouer, Folha de S.Paulo, 24.10.2011. Adaptado) termos ou orações. Quando esta ligação acontece, normalmente
há uma subordinação do segundo termo em relação ao
Assinale a alternativa cuja expressão em destaque apresenta primeiro. As preposições são muito importantes na estrutura
circunstância adverbial de modo. da língua, pois estabelecem a coesão textual e possuem valores
A) Repetidos episódios de violência (...) estão gerando ainda semânticos indispensáveis para a compreensão do texto.
uma série de repercussões.
B) ...quebrou o braço da estudante de direito R. D., 19, em Tipos de Preposição
plena balada… 1. Preposições essenciais: palavras que atuam exclusivamente
C) Esses dois jovens teriam tentado se aproximar, sem como preposições.
sucesso, de duas amigas… A, ante, perante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre,
D) Um dos suspeitos do ataque alega que tudo não passou para, por, sem, sob, sobre, trás, atrás de, dentro de, para com.
de um engano...
E) O fato é que é difícil acreditar que tanta gente ande se 2.  Preposições acidentais: palavras de outras  classes
quebrando por aí… gramaticais que podem atuar como preposições.
Como, durante, exceto, fora, mediante, salvo, segundo, senão,
03. Leia o texto a seguir. visto.

Cultura matemática 3.  Locuções prepositivas: duas ou mais palavras valendo


Hélio Schwartsman como uma preposição, sendo que a última palavra é uma delas.
Abaixo de, acerca de, acima de, ao lado de, a respeito de, de
SÃO PAULO – Saiu mais um estudo mostrando que o ensino acordo com, em cima de, embaixo de, em frente a, ao redor de,
de matemática no Brasil não anda bem. A pergunta é: podemos graças a, junto a, com, perto de, por causa de, por cima de, por
viver sem dominar o básico da matemática? Durante muito trás de.

Língua Portuguesa 33
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APOSTILAS OPÇÃO
A preposição, como já foi dito, é invariável. No entanto pode - Quando é preposição, além de ser invariável, liga dois
unir-se a outras palavras e assim estabelecer concordância em termos e estabelece relação de subordinação entre eles.
gênero ou em número. Ex: por + o = pelo por + a = pela Cheguei a sua casa ontem pela manhã.
Não queria, mas vou ter que ir à outra cidade para procurar
Vale ressaltar que essa concordância não é característica da um tratamento adequado.
preposição, mas das palavras às quais ela se une.
- Se for pronome pessoal oblíquo estará ocupando o lugar e/
Esse processo de junção de uma preposição com outra ou a função de um substantivo.
palavra pode se dar a partir de dois processos: Temos Maria como parte da família. / A temos como parte
da família
1. Combinação: A preposição não sofre alteração. Creio que conhecemos nossa mãe melhor que ninguém. /
preposição a + artigos definidos o, os Creio que a conhecemos melhor que ninguém.
a + o = ao
preposição a + advérbio onde 2. Algumas relações semânticas estabelecidas por meio das
a + onde = aonde preposições:
Destino = Irei para casa.
2. Contração: Quando a preposição sofre alteração. Modo = Chegou em casa aos gritos.
Lugar = Vou ficar em casa;
Preposição + Artigos Assunto = Escrevi um artigo sobre adolescência.
De + o(s) = do(s) Tempo = A prova vai começar em dois minutos.
De + a(s) = da(s) Causa = Ela faleceu de derrame cerebral.
De + um = dum Fim ou finalidade = Vou ao médico para começar o
De + uns = duns tratamento.
De + uma = duma Instrumento = Escreveu a lápis.
De + umas = dumas Posse = Não posso doar as roupas da mamãe.
Em + o(s) = no(s) Autoria = Esse livro de Machado de Assis é muito bom.
Em + a(s) = na(s) Companhia = Estarei com ele amanhã.
Em + um = num Matéria = Farei um cartão de papel reciclado.
Em + uma = numa Meio = Nós vamos fazer um passeio de barco.
Em + uns = nuns Origem = Nós somos do Nordeste, e você?
Em + umas = numas Conteúdo = Quebrei dois frascos de perfume.
A + à(s) = à(s) Oposição = Esse movimento é contra o que eu penso.
Por + o = pelo(s) Preço = Essa roupa sai por R$ 50 à vista.
Por + a = pela(s)
Questões
Preposição + Pronomes
De + ele(s) = dele(s) 01. Leia o texto a seguir.
De + ela(s) = dela(s)
De + este(s) = deste(s) “Xadrez que liberta”: estratégia, concentração e reeducação
De + esta(s) = desta(s) João Carlos de Souza Luiz cumpre pena há três anos e dois
De + esse(s) = desse(s) meses por assalto. Fransley Lapavani Silva está há sete anos
De + essa(s) = dessa(s) preso por homicídio. Os dois têm 30 anos. Além dos muros,
De + aquele(s) = daquele(s) grades, cadeados e detectores de metal, eles têm outros pontos
De + aquela(s) = daquela(s) em comum: tabuleiros e peças de xadrez.
De + isto = disto O jogo, que eles aprenderam na cadeia, além de uma válvula
De + isso = disso de escape para as horas de tédio, tornou-se uma metáfora para o
De + aquilo = daquilo que pretendem fazer quando estiverem em liberdade.
De + aqui = daqui “Quando você vai jogar uma partida de xadrez, tem que pensar
De + aí = daí duas, três vezes antes. Se você movimenta uma peça errada,
De + ali = dali pode perder uma peça de muito valor ou tomar um xeque-mate,
De + outro = doutro(s) instantaneamente. Se eu for para a rua e movimentar a peça
De + outra = doutra(s) errada, eu posso perder uma peça muito importante na minha
Em + este(s) = neste(s) vida, como eu perdi três anos na cadeia. Mas, na rua, o problema
Em + esta(s) = nesta(s) maior é tomar o xeque-mate”, afirma João Carlos.
Em + esse(s) = nesse(s) O xadrez faz parte da rotina de cerca de dois mil internos
Em + aquele(s) = naquele(s) em 22 unidades prisionais do Espírito Santo. É o projeto “Xadrez
Em + aquela(s) = naquela(s) que liberta”. Duas vezes por semana, os presos podem praticar
Em + isto = nisto a atividade sob a orientação de servidores da Secretaria de
Em + isso = nisso Estado da Justiça (Sejus). Na próxima sexta-feira, será realizado
Em + aquilo = naquilo o primeiro torneio fora dos presídios desde que o projeto foi
A + aquele(s) = àquele(s) implantado. Vinte e oito internos de 14 unidades participam da
A + aquela(s) = àquela(s) disputa, inclusive João Carlos e Fransley, que diz que a vitória
A + aquilo = àquilo não é o mais importante.
“Só de chegar até aqui já estou muito feliz, porque eu não
Dicas sobre preposição esperava. A vitória não é tudo. Eu espero alcançar outras coisas
devido ao xadrez, como ser olhado com outros olhos, como
1. O “a” pode funcionar como preposição, pronome pessoal estou sendo olhado de forma diferente aqui no presídio devido
oblíquo e artigo. Como distingui-los? ao bom comportamento”.
Segundo a coordenadora do projeto, Francyany Cândido
- Caso o “a” seja um artigo, virá precedendo a um substantivo. Venturin, o “Xadrez que liberta” tem provocado boas mudanças
Ele servirá para determiná-lo como um substantivo singular no comportamento dos presos. “Tem surtido um efeito positivo
e feminino. por eles se tornarem uma referência positiva dentro da unidade,
A dona da casa não quis nos atender. já que cumprem melhor as regras, respeitam o próximo e
Como posso fazer a Joana concordar comigo? pensam melhor nas suas ações, refletem antes de tomar uma
atitude”.

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APOSTILAS OPÇÃO
Embora a Sejus não monitore os egressos que ganham a 1ª oração: A menina segurou a boneca 2ª oração: e  mostrou
liberdade, para saber se mantêm o hábito do xadrez, João Carlos 3ª oração: quando viu as amiguinhas.
já faz planos. “Eu incentivo não só os colegas, mas também A segunda oração liga-se à primeira por meio do “e”, e a
minha família. Sou casado e tenho três filhos. Já passei para a terceira oração liga-se à segunda por meio do “quando”. As
minha família: xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo palavras “e” e “quando” ligam, portanto, orações.
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar”.
“Medidas de promoção de educação e que possibilitem que o Observe: Gosto de natação e de futebol.
egresso saia melhor do que entrou são muito importantes. Nós Nessa frase as expressões de natação, de futebol são partes
não temos pena de morte ou prisão perpétua no Brasil. O preso ou termos de uma mesma oração. Logo, a palavra  “e” está
tem data para entrar e data para sair, então ele tem que sair ligando termos de uma mesma oração.
sem retornar para o crime”, analisa o presidente do Conselho
Estadual de Direitos Humanos, Bruno Alves de Souza Toledo. Conjunção é a palavra invariável que liga duas orações
(Disponível em: www.inapbrasil.com.br/en/noticias/xadrez-que- ou dois termos semelhantes de uma mesma oração.
liberta-estrategia-concentracao-e-reeducacao/6/noticias. Adaptado)
Morfossintaxe da Conjunção
No trecho –... xadrez, quando eu sair para a rua, todo mundo
vai ter que aprender porque vai rolar até o torneio familiar.– o As conjunções, a exemplo das preposições, não exercem
termo em destaque expressa relação de propriamente uma função sintática: são conectivos.
A) espaço, como em – Nosso diretor foi até Brasília para falar
do projeto “Xadrez que liberta”. Classificação - Conjunções Coordenativas- Conjunções
B) inclusão, como em – O xadrez mudou até o nosso modo Subordinativas
de falar.
C) finalidade, como em – Precisamos treinar até junho para Conjunções coordenativas
termos mais chances de vencer o torneio de xadrez. Dividem-se em:
D) movimento, como em – Só de chegar até aqui já estou
muito feliz, porque eu não esperava. - ADITIVAS: expressam a ideia de adição, soma.
E) tempo, como em – Até o ano que vem, pretendo conseguir Ex. Gosto de cantar e de dançar.
a revisão da minha pena. Principais conjunções aditivas: e, nem, não só...mas também,
não só...como também.
02. Considere o trecho a seguir.
O metrô paulistano, ________quem a banda recebe apoio, - ADVERSATIVAS: Expressam ideias contrárias, de oposição,
garante o espaço para ensaios e os equipamentos; e a estabilidade de compensação.
no emprego, vantagem________ que muitos trabalhadores sonham, Ex. Estudei, mas não entendi nada.
é o que leva os integrantes do grupo a permanecerem na Principais conjunções adversativas: mas, porém, contudo,
instituição. todavia, no entanto, entretanto.

As preposições que preenchem o trecho, correta, - ALTERNATIVAS: Expressam ideia de alternância.


respectivamente e de acordo com a norma-padrão, são: Ou você sai do telefone ou eu vendo o aparelho.
A) a ...com Principais conjunções alternativas: Ou...ou, ora...ora, quer...
B) de ...com quer, já...já.
C) de ...a
D) com ...a - CONCLUSIVAS: Servem para dar conclusões às orações. Ex.
E) para ...de Estudei muito, por isso mereço passar.
Principais conjunções conclusivas: logo, por isso, pois
03. Assinale a alternativa cuja preposição em destaque (depois do verbo), portanto, por conseguinte, assim.
expressa ideia de finalidade.
A) Além disso, aumenta a punição administrativa, de R$ - EXPLICATIVAS: Explicam, dão um motivo ou razão. Ex. É
957,70 para R$ 1.915,40. melhor colocar o casaco porque está fazendo muito frio lá fora.
B) ... o STJ (Superior Tribunal de Justiça) decidiu que Principais conjunções explicativas: que, porque, pois (antes
o bafômetro e o exame de sangue eram obrigatórios para do verbo), porquanto.
comprovar o crime.
C) “... Ele é encaminhado para a delegacia para o perito fazer Conjunções subordinativas
o exame clínico”... - CAUSAIS
D) Já para o juiz criminal de São Paulo, Fábio Munhoz Principais conjunções causais: porque, visto que, já que, uma
Soares, um dos que devem julgar casos envolvendo pessoas vez que, como (= porque).
embriagadas ao volante, a mudança “é um avanço”. Ele não fez o trabalho porque não tem livro.
E) Para advogados, a lei aumenta o poder da autoridade
policial de dizer quem está embriagado... - COMPARATIVAS
Principais conjunções comparativas: que, do que, tão...como,
Respostas mais...do que, menos...do que.
1-B / 2-B / 3-B Ela fala mais que um papagaio.

Conjunção - CONCESSIVAS
Principais conjunções concessivas: embora, ainda que,
Conjunção  é a palavra invariável que liga duas orações ou mesmo que, apesar de, se bem que.
dois termos semelhantes de uma mesma oração. Por exemplo: Indicam uma concessão, admitem uma contradição, um fato
inesperado. Traz em si uma ideia de “apesar de”.
A menina segurou a boneca e mostrou quando viu as
amiguinhas. Embora estivesse cansada, fui ao shopping. (= apesar de estar
Deste exemplo podem ser retiradas três informações: cansada)
Apesar de ter chovido fui ao cinema.
1-) segurou a boneca 2-) a menina mostrou 3-) viu as
amiguinhas - CONFORMATIVAS
Cada informação está estruturada em torno de um verbo: Principais conjunções conformativas: como, segundo,
segurou, mostrou, viu. Assim, há nessa frase três orações: conforme, consoante

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APOSTILAS OPÇÃO
Cada um colhe conforme semeia. Desde que Edison inventou o cilindro fonográfico, em1877,
Expressam uma ideia de acordo, concordância, conformidade. existe gente que avalia o que a gravação fez em favor e desfavor
da arte da música. Inevitavelmente, a conversa descambou para
- CONSECUTIVAS os extremos retóricos. No campo oposto ao dos que diziam que a
Expressam uma ideia de consequência. tecnologia acabaria com a música estão os utópicos, que alegam
Principais conjunções consecutivas: que (após “tal”, “tanto”, que a tecnologia não aprisionou a música, mas libertou-a, levando
“tão”, “tamanho”). a arte da elite às massas. Antes de Edison, diziam os utópicos,
Falou tanto que ficou rouco. as sinfonias de Beethoven só podiam ser ouvidas em salas de
concerto selecionadas. Agora, as gravações levam a mensagem
- FINAIS de Beethoven aos confins do planeta, convocando a multidão
Expressam ideia de finalidade, objetivo. saudada na “Ode à alegria”: “Abracem-se, milhões!”. Glenn Gould,
Todos trabalham para que possam sobreviver. depois de afastar-se das apresentações ao vivo em 1964, previu
Principais conjunções finais: para que, a fim de que, porque que dentro de um século o concerto público desapareceria no éter
(=para que), eletrônico, com grande efeito benéfico sobre a cultura musical.
(Adaptado de Alex Ross. Escuta só. Tradução Pedro Maia
- PROPORCIONAIS Soares. São Paulo, Cia. das Letras, 2010, p. 76-77)
Principais conjunções proporcionais: à medida que, quanto
mais, ao passo que, à proporção que. No entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos,
À medida que as horas passavam, mais sono ele tinha. ou até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós.

- TEMPORAIS Considerando-se o contexto, é INCORRETO afirmar que o


Principais conjunções temporais: quando, enquanto, logo elemento grifado pode ser substituído por:
que. A) Porém.
Quando eu sair, vou passar na locadora. B) Contudo.
C) Todavia.
Importante: D) Entretanto.
E) Conquanto.
Diferença entre orações causais e explicativas
Quando estudamos Orações Subordinadas Adverbiais (OSA) 02. Observando as ocorrências da palavra “como” em –
e Coordenadas Sindéticas (CS), geralmente nos deparamos Como fomos programados para ver o mundo como um lugar
com a dúvida de como distinguir uma oração causal de uma ameaçador… – é correto afirmar que se trata de conjunção
explicativa. Veja os exemplos: (A) comparativa nas duas ocorrências.
(B) conformativa nas duas ocorrências.
1º) Na frase “Não atravesse a rua, porque você pode ser (C) comparativa na primeira ocorrência.
atropelado”: (D) causal na segunda ocorrência.
a) Temos uma CS Explicativa, que indica uma justificativa ou (E) causal na primeira ocorrência.
uma explicação do fato expresso na oração anterior.
b) As orações são coordenadas e, por isso, independentes 03. Leia o texto a seguir.
uma da outra. Neste caso, há uma pausa entre as orações que
vêm marcadas por vírgula. Participação
Não atravesse a rua. Você pode ser atropelado. Num belo poema, intitulado “Traduzir-se”, Ferreira Gullar
b) Outra dica é, quando a oração que antecede a OC (Oração aborda o tema de uma divisão muito presente em cada um de
Coordenada) vier com verbo no modo imperativo, ela será nós: a que ocorre entre o nosso mundo interior e a nossa atuação
explicativa. junto aos outros, nosso papel na ordem coletiva. A divisão não é
Façam silêncio, que estou falando. (façam= verbo imperativo) simples: costuma-se ver como antagônicas essas duas “partes”
de nós, nas quais nos dividimos. De fato, em quantos momentos
2º) Na frase “Precisavam enterrar os mortos em outra cidade da nossa vida precisamos escolher entre o atendimento de um
porque não havia cemitério no local.” interesse pessoal e o cumprimento de um dever ético? Como poeta
a) Temos uma OSA Causal, já que a oração subordinada e militante político, Ferreira Gullar deixou-se atrair tanto pela
(parte destacada) mostra a causa da ação expressa pelo expressão das paixões mais íntimas quanto pela atuação de um
verbo da oração principal. Outra forma de reconhecê- convicto socialista. Em seu poema, o diálogo entre as duas partes
la é colocá-la no início do período, introduzida pela é desenvolvido de modo a nos fazer pensar que são incompatíveis.
conjunção como - o que não ocorre com a CS Explicativa.
Como não havia cemitério no local, precisavam enterrar os mortos Mas no último momento do poema deparamo-nos com esta
em outra cidade. estrofe:
b) As orações são subordinadas e, por isso, totalmente “Traduzir uma parte na outra parte − que é uma questão de
dependentes uma da outra. vida ou morte − será arte?”

Questões O poeta levanta a possibilidade da “tradução” de uma parte


na outra, ou seja, da interação de ambas, numa espécie de
01. Leia o texto a seguir. espelhamento. Isso ocorreria quando o indivíduo conciliasse
A música alcançou uma onipresença avassaladora em nosso verdadeiramente a instância pessoal e os interesses de uma
mundo: milhões de horas de sua história estão disponíveis em comunidade; quando deixasse de haver contradição entre a razão
disco; rios de melodia digital correm na internet; aparelhos particular e a coletiva. Pergunta-se o poeta se não seria arte esse
de mp3 com 40 mil canções podem ser colocados no bolso. No tipo de integração. Realmente, com muita frequência a arte se
entanto, a música não é mais algo que fazemos nós mesmos, ou mostra capaz de expressar tanto nossa subjetividade como nossa
até que observamos outras pessoas fazerem diante de nós. identidade social.
Ela se tornou um meio radicalmente virtual, uma arte sem Nesse sentido, traduzir uma parte na outra parte significaria
rosto. Quando caminhamos pela cidade num dia comum, nossos vencer a parcialidade e chegar a uma autêntica participação,
ouvidos registram música em quase todos os momentos − pedaços de sentido altamente político. O poema de Gullar deixa-nos essa
de hip-hop vazando dos fones de ouvido de adolescentes no metrô, hipótese provocadora, formulada com um ar de convicção.
o sinal do celular de um advogado tocando a “Ode à alegria”, de (Belarmino Tavares, inédito)
Beethoven −, mas quase nada disso será resultado imediato de
um trabalho físico de mãos ou vozes humanas, como se dava no Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma
passado. relação de causa e efeito:

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APOSTILAS OPÇÃO
A) ser poeta e militante político / confronto entre As interjeições podem ser formadas por:
subjetividade e atuação social a) simples sons vocálicos: Oh!, Ah!, Ó, Ô.
B) ser poeta e militante político / divisão permanente em b) palavras: Oba!, Olá!, Claro!
cada um de nós c) grupos de palavras (locuções interjetivas): Meu Deus!, Ora
C) ser movido pelas paixões / esposar teses socialistas bolas!
D) fazer arte / obliterar uma questão de vida ou morte A ideia expressa pela interjeição depende muitas vezes
E) participar ativamente da política / formular hipóteses da entonação com que é pronunciada; por isso, pode ocorrer que
com ar de convicção uma interjeição tenha mais de um sentido. Por exemplo:
Oh! Que surpresa desagradável! (ideia de contrariedade)
Respostas Oh! Que bom te encontrar. (ideia de alegria)
1-E / 2-E / 3-A
Classificação das Interjeições
Interjeição
Comumente, as interjeições expressam sentido de:
- Advertência: Cuidado!, Devagar!, Calma!, Sentido!,
Interjeição  é a palavra invariável que exprime emoções,
Atenção!, Olha!, Alerta!
sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o
- Afugentamento: Fora!, Passa!, Rua!, Xô!
interlocutor, levando-o a adotar certo comportamento sem que,
- Alegria ou Satisfação: Oh!, Ah!,Eh!, Oba!, Viva!
para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas
- Alívio: Arre!, Uf!, Ufa! Ah!
mais elaboradas. Observe o exemplo:
- Animação ou Estímulo: Vamos!, Força!, Coragem!, Eia!,
Droga! Preste atenção quando eu estou falando!
Ânimo!, Adiante!, Firme!, Toca!
No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua
- Aplauso ou Aprovação: Bravo!, Bis!, Apoiado!, Viva!, Boa!
raiva se traduz numa palavra: Droga!
- Concordância: Claro!, Sim!, Pois não!, Tá!, Hã-hã!
Ele poderia ter dito: - Estou com muita raiva de você! Mas usou
- Repulsa ou Desaprovação: Credo!, Irra!, Ih!, Livra!, Safa!,
simplesmente uma palavra. Ele empregou a interjeição Droga!
Fora!, Abaixo!, Francamente!, Xi!, Chega!, Basta!, Ora!
As sentenças da língua costumam se organizar de forma
- Desejo ou Intenção: Oh!, Pudera!, Tomara!, Oxalá!
lógica: há uma sintaxe que estrutura seus elementos e os distribui
- Desculpa: Perdão!
em posições adequadas a cada um deles. As interjeições, por
- Dor ou Tristeza: Ai!, Ui!, Ai de mim!, Que pena!, Ah!, Oh!,
outro lado, são uma espécie de “palavra-frase”, ou seja, há uma
Eh!
ideia expressa por uma palavra (ou um conjunto de palavras -
- Dúvida ou Incredulidade: Qual!, Qual o quê!, Hum!, Epa!,
locução interjetiva) que poderia ser colocada em termos de uma
Ora!
sentença.
- Espanto ou Admiração: Oh!, Ah!, Uai!, Puxa!, Céus!, Quê!,
Veja os exemplos:
Caramba!, Opa!, Virgem!, Vixe!, Nossa!, Hem?!, Hein?, Cruz!, Putz!
Bravo! Bis!
- Impaciência ou Contrariedade: Hum!, Hem!, Irra!, Raios!,
bravo  e  bis: interjeição / sentença (sugestão): «Foi muito
Diabo!, Puxa!, Pô!, Ora!
bom! Repitam!»
- Pedido de Auxílio: Socorro!, Aqui!, Piedade!
Ai! Ai! Ai! Machuquei meu pé...
- Saudação, Chamamento ou Invocação: Salve!, Viva!,
ai: interjeição / sentença (sugestão): “Isso está doendo!” ou
Adeus!, Olá!, Alô!, Ei!, Tchau!, Ô, Ó, Psiu!, Socorro!, Valha-me,
“Estou com dor!”
Deus!
- Silêncio: Psiu!, Bico!, Silêncio!
A interjeição é um recurso da linguagem afetiva, em que
- Terror ou Medo: Credo!, Cruzes!, Uh!, Ui!, Oh!
não há uma ideia organizada de maneira lógica, como são as
sentenças da língua, mas sim a manifestação de um suspiro, Saiba que: As interjeições são palavras invariáveis, isto é,
um estado da alma decorrente de uma situação particular, um não sofrem variação em gênero, número e grau como os nomes,
momento ou um contexto específico. Exemplos: nem de número, pessoa, tempo, modo, aspecto e voz como os
Ah, como eu queria voltar a ser criança! verbos. No entanto, em uso específico, algumas interjeições
ah: expressão de um estado emotivo = interjeição sofrem variação em grau. Deve-se ter claro, neste caso, que
Hum! Esse pudim estava maravilhoso! não se trata de um processo natural dessa classe de palavra,
hum: expressão de um pensamento súbito = interjeição mas tão só uma variação que a linguagem afetiva permite.
Exemplos: oizinho, bravíssimo, até loguinho.
O significado das interjeições está vinculado à maneira
Locução Interjetiva
como elas são proferidas. Desse modo, o tom da fala é que dita
o sentido que a expressão vai adquirir em cada contexto de
Ocorre quando duas ou mais palavras formam uma
enunciação. Exemplos:
expressão com sentido de interjeição. Por exemplo
Psiu!
Ora bolas!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão na rua;
Quem me dera!
significado da interjeição (sugestão):  “Estou te chamando! Ei,
Virgem Maria!
espere!”
Meu Deus!
Psiu!
Ai de mim!
contexto:  alguém pronunciando essa expressão em um
Valha-me Deus!
hospital; significado da interjeição (sugestão):  “Por favor, faça
Graças a Deus!
silêncio!”
Alto lá!
Puxa! Ganhei o maior prêmio do sorteio!
Muito bem!
puxa: interjeição; tom da fala: euforia
Puxa! Hoje não foi meu dia de sorte!
Observações:
puxa: interjeição; tom da fala: decepção
1) As interjeições são como frases resumidas, sintéticas. Por
As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:
exemplo:
a)  Sintetizar uma frase  exclamativa, exprimindo alegria,
Ué! = Eu não esperava por essa!
tristeza, dor, etc.
Perdão! = Peço-lhe que me desculpe.
Você faz o que no Brasil?
Eu? Eu negocio com madeiras.
2) Além do contexto, o que caracteriza a interjeição é o seu
Ah, deve ser muito interessante.
tom exclamativo; por isso, palavras de outras classes gramaticais
b) Sintetizar uma frase apelativa
podem aparecer como interjeições.
Cuidado! Saia da minha frente.

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APOSTILAS OPÇÃO
Viva! Basta! (Verbos) Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos
Fora! Francamente! (Advérbios) seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada:
dobro, triplo, quíntuplo, etc.
3) A interjeição pode ser considerada uma “palavra-frase”
porque sozinha pode constituir uma mensagem. Leitura dos Numerais
Socorro!
Ajudem-me!  Separando os números em centenas, de trás para frente,
Silêncio! obtêm-se conjuntos numéricos, em forma de centenas e, no
Fique quieto! início, também de dezenas ou unidades. Entre esses conjuntos
usa-se vírgula; as unidades ligam-se pela conjunção “e”.
4) Há, também, as interjeições onomatopaicas ou imitativas, 1.203.726 = um milhão, duzentos e três mil, setecentos e vinte
que exprimem ruídos e vozes. e seis.
Pum! Miau! Bumba! Zás! Plaft! Pof! 45.520 = quarenta e cinco mil, quinhentos e vinte.
Catapimba! Tique-taque! Quá-quá-quá!, etc.
Flexão dos numerais
5) Não se deve confundir a interjeição de apelo “ó” com a sua
homônima  “oh!”, que exprime admiração, alegria, tristeza, etc. Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma,
Faz-se uma pausa depois do” oh!” exclamativo e não a fazemos dois/duas e os que indicam centenas de duzentos/duzentas em
depois do “ó” vocativo. diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, variam em número:
“Ó natureza! ó mãe piedosa e pura!» (Olavo Bilac)  milhões, bilhões, trilhões. Os demais cardinais são invariáveis.
Oh! a jornada negra!» (Olavo Bilac)
Os numerais ordinais variam em gênero e número:
6) Na linguagem afetiva, certas interjeições, originadas primeiro segundo milésimo
de palavras de outras classes, podem aparecer flexionadas no primeira segunda milésima
diminutivo ou no superlativo. primeiros segundos milésimos
Calminha! Adeusinho! Obrigadinho! primeiras segundas milésimas
Interjeições, leitura e produção de textos
Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam
Usadas com muita frequência na língua falada informal, em funções substantivas:
quando empregadas na língua escrita, as interjeições costumam Fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.
conferir-lhe certo tom inconfundível de coloquialidade. Além Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais
disso, elas podem muitas vezes indicar traços pessoais do falante flexionam-se em gênero e número:
- como a escassez de vocabulário, o temperamento agressivo ou Teve de tomar doses triplas do medicamento.
dócil, até mesmo a origem geográfica. É nos textos narrativos - Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.
particularmente nos diálogos - que comumente se faz uso Observe: um terço/dois terços, uma terça parte/duas terças
das interjeições com o objetivo de caracterizar personagens partes
e, também, graças à sua natureza sintética, agilizar as falas. Os numerais coletivos flexionam-se em número. Veja: uma
Natureza sintética e conteúdo mais emocional do que dúzia, um milheiro, duas dúzias, dois milheiros.
racional fazem das interjeições presença constante nos textos É comum na linguagem coloquial a indicação de grau nos
publicitários. numerais, traduzindo afetividade ou especialização de sentido.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/ É o que ocorre em frases como:
morf89.php “Me empresta duzentinho...”
É artigo de primeiríssima qualidade!
Numeral O time está arriscado por ter caído na segundona. (= segunda
divisão de futebol)
Numeral é a palavra que indica os seres em termos
numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa Emprego dos Numerais
em determinada sequência.
Os quatro últimos ingressos foram vendidos há pouco. *Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em
[quatro: numeral = atributo numérico de “ingresso”] que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo e a
Eu quero café duplo, e você? partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do
[duplo: numeral = atributo numérico de “café”] substantivo:
A primeira pessoa da fila pode entrar, por favor! Ordinais Cardinais
[primeira: numeral = situa o ser “pessoa” na sequência de João Paulo II (segundo) Tomo XV (quinze)
“fila”] D. Pedro II (segundo) Luís XVI (dezesseis)
Ato II (segundo) Capítulo XX (vinte)
Note bem: os numerais traduzem, em palavras, o que Século VIII (oitavo) Século XX (vinte)
os números indicam em relação aos seres. Assim, quando a Canto IX (nono) João XXIII ( vinte e três)
expressão é colocada em números (1, 1°, 1/3, etc.) não se trata
de numerais, mas sim de algarismos. *Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal
Além dos numerais mais conhecidos, já que refletem a até nono e o cardinal de dez em diante:
ideia expressa pelos números, existem mais algumas palavras Artigo 1.° (primeiro) Artigo 10 (dez)
consideradas numerais porque denotam quantidade, proporção Artigo 9.° (nono) Artigo 21 (vinte e um)
ou ordenação. São alguns exemplos: década, dúzia, par,
ambos(as), novena. *Ambos/ambas são considerados numerais. Significam “um
e outro”, “os dois” (ou “uma e outra”, “as duas”) e são largamente
Classificação dos Numerais empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez
referência.
Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico:
um, dois, cem mil, etc. Pedro e João parecem ter finalmente percebido a importância
Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada: da solidariedade. Ambos agora participam das atividades
primeiro, segundo, centésimo, etc. comunitárias de seu bairro.
Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão
dos seres: meio, terço, dois quintos, etc.

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APOSTILAS OPÇÃO
Obs.: a forma “ambos os dois” é considerada enfática.
Atualmente, seu uso indica afetação, artificialismo.
Flexão nominal e verbal.
Cardinais Ordinais Multiplicativos Fracionários
um primeiro - -
dois segundo dobro, duplo meio Flexão nominal e verbal.
três terceiro triplo, tríplice terço
quatro quarto quádruplo quarto Flexão nominal
cinco quinto quíntuplo quinto
seis sexto sêxtuplo sexto Flexão de número
sete sétimo sétuplo sétimo Os nomes (substantivo, adjetivo etc.), de modo geral,
oito oitavo óctuplo oitavo admitem a flexão de número: singular e plural.
nove nono nônuplo nono Ex.: animal − animais
dez décimo décuplo décimo
onze décimo primeiro - onze avos Palavras simples
doze décimo segundo - doze avos 1) Na maioria das vezes, acrescenta-se S.
treze décimo terceiro - treze avos Ex.: ponte − pontes
catorze décimo quarto - catorze avos bonito − bonitos
quinze décimo quinto - quinze avos
dezesseis décimo sexto - dezesseis avos 2) Palavras terminadas em R ou Z: acrescenta-se ES.
dezessete décimo sétimo - dezessete avos Ex.: éter − éteres
dezoito décimo oitavo - dezoito avos avestruz − avestruzes
dezenove décimo nono - dezenove avos Obs.: O pronome qualquer faz o plural no meio: quaisquer.
vinte vigésimo - vinte avos
trinta trigésimo - trinta avos 3) Palavras oxítonas terminadas em S: acrescenta-se ES.
quarenta quadragésimo - quarenta avos Ex.: ananás − ananases,
cinquenta quinquagésimo - cinquenta avos Obs.: As paroxítonas e as proparoxítonas são invariáveis.
sessenta sexagésimo - sessenta avos Ex.: o pires − os pires, o ônibus − os ônibus
setenta septuagésimo - setenta avos
oitenta octogésimo - oitenta avos 4) Palavras terminadas em IL:
noventa nonagésimo - noventa avos a) átono: trocam IL por EIS.
cem centésimo cêntuplo centésimo Ex.: fóssil − fósseis
duzentos ducentésimo - ducentésimo
trezentos trecentésimo - trecentésimo b) tônico: trocam L por S.
quatrocentos quadringentésimo - quadringentésimo Ex.: funil − funis
quinhentos quingentésimo - quingentésimo
seiscentos sexcentésimo - sexcentésimo 5) Palavras terminadas em EL:
setecentos septingentésimo - septingentésimo a) átono: plural em EIS.
oitocentos octingentésimo - octingentésimo Ex.: nível − níveis
novecentos nongentésimo b) tônico: plural em ÉIS.
ou noningentésimo - nongentésimo Ex.: carretel − carretéis
mil milésimo - milésimo
milhão milionésimo - milionésimo 6) Palavras terminadas em X são invariáveis.
bilhão bilionésimo - bilionésimo Ex.: o clímax − os clímax

Questões 7) Há palavras cuja sílaba tônica avança.


Ex.: júnior − juniores; caráter − caracteres
01.Na frase “Nessa carteira só há duas notas de cinco reais” Obs.: A palavra caracteres é plural tanto de caractere quanto
temos exemplos de numerais: de caráter.
A) ordinais;
B) cardinais; 8) Palavras terminadas em ÃO
C) fracionários; Fazem o plural em ÃOS, ÃES e ÕES.
D) romanos; Veja alguns muito importantes.
E) Nenhuma das alternativas. a) Em ões: balões, corações, grilhões, melões, gaviões.

02.Aponte a alternativa em que os numerais estão bem b) Em ãos: pagãos, cristãos, cidadãos, bênçãos, órgãos.
empregados. Obs.: Os paroxítonos, como os dois últimos, sempre fazem o
plural em ÃOS.
A) Ao papa Paulo Seis sucedeu João Paulo Primeiro.
B) Após o parágrafo nono virá o parágrafo décimo. c) Em ães: escrivães, tabeliães, capelães, capitães, alemães
C) Depois do capítulo sexto, li o capitulo décimo primeiro.
D) Antes do artigo dez vem o artigo nono. d) Em ões ou ãos: corrimões/corrimãos, verões/verãos,
E) O artigo vigésimo segundo foi revogado. anões/anãos

03. Os ordinais referentes aos números 80, 300, 700 e 90 e) Em ões ou ães: charlatões/charlatães, guardiões/
são, respectivamente guardiães, cirugiões/cirurgiães

A) octagésimo, trecentésimo, septingentésirno, f) Em ões, ãos ou ães: anciões/anciãos/anciães, ermitões/


nongentésimo ermitãos/ermitães
B) octogésimo, trecentésimo, septingentésimo, nonagésimo
C) octingentésimo, tricentésimo, septuagésimo, nonagésimo 9) Plural dos diminutivos com a letra z
D) octogésimo, tricentésimo, septuagésimo, nongentésimo Coloca-se a palavra no plural, corta-se o s e acrescenta-se
zinhos (ou zinhas).
Respostas
1-B / 2-D / 3-B Ex.: coraçãozinho

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APOSTILAS OPÇÃO
corações → coraçõe → coraçõezinhos grã-cruz − grã-cruzes
bel-prazer − bel-prazeres
azulzinha
azuis → azui → azuizinhas c) Quando o composto é formado por verbo ou qualquer
elemento invariável (advérbio,
10) Plural com metafonia (ô → ó) interjeição, prefixo etc.) mais substantivo ou adjetivo.
Ex.: arranha-céu − arranha-céus
Algumas palavras, quando vão ao plural, abrem o timbre da sempre-viva − sempre-vivas
vogal o; outras, não. super-homem − super-homens
Veja a seguir.
d) Quando os elementos são repetidos ou onomatopaicos
Com metafonia (representam sons).
Ex.: reco-reco − reco-recos
singular (ô) plural (ó) pingue-pongue − pingue-pongues
coro - coros bem-te-vi − bem-te-vis
corvo - corvos
destroço - destroços Observações
forno - fornos a) Como se vê pelo segundo exemplo, pode haver alguma
fosso - fossos alteração nos elementos, ou seja, não serem iguais.
poço - poços
rogo - rogos b) Se forem verbos repetidos, admite-se também pôr os dois
no plural.
Sem metafonia Ex.: pisca-pisca − pisca-piscas ou piscas-piscas

singular (ô) - plural (ô) 4) Nenhum elemento varia.


adorno - adornos
bolso - bolsos a) Quando há verbo mais palavra invariável.
endosso - endossos Ex.: O cola-tudo − os cola-tudo
esgoto - esgotos
estojo - estojos b) Quando há dois verbos de sentido oposto.
gosto - gostos Ex.: o perde-ganha − os perde-ganha

11) Casos especiais: c) Nas frases substantivas (frases que se transformam em


aval − avales e avais substantivos).
cal − cales e cais Ex.: O maria-vai-com-as-outras − os maria-vai-com-as-
cós − coses e cós outras
fel − feles e féis
mal e cônsul − males e cônsules Observações
a) São invariáveis arco-íris, louva-a-deus, sem-vergonha,
Palavras compostas sem-teto e sem-terra.
1) Os dois elementos variam. Ex.: Os sem-terra apreciavam os arco-íris.
Quando os compostos são formados por substantivo mais
palavra variável (adjetivo, substantivo, numeral, pronome). b) Admitem mais de um plural:
Ex.: amor-perfeito − amores-perfeitos pai-nosso − pais-nossos ou pai-nossos
couve-flor − couves-flores padre-nosso − padres-nossos ou padre-nossos
segunda-feira − segundas-feiras terra-nova − terras-novas ou terra-novas
salvo-conduto − salvos-condutos ou salvo-condutos
2) Só o primeiro elemento varia. xeque-mate − xeques-mates ou xeques-mate
a) Quando há preposição no composto, mesmo que oculta.
Ex.: pé-de-moleque − pés-de-moleque c) Casos especiais: palavras que não se encaixam nas regras.
cavalo-vapor − cavalos-vapor (de ou a vapor) o bem-me-quer − os bem-me-queres
o joão-ninguém − os joões-ninguém
b) Quando o segundo substantivo determina o primeiro (fim o lugar-tenente − os lugar-tenentes
ou semelhança). o mapa-múndi − os mapas-múndi
Ex.: banana-maçã − bananas-maçã (semelhante a maçã)
navio-escola − navios-escola (a finalidade é a escola) Flexão de gênero
Os substantivos e as palavras que o acompanham na frase
Observações admitem a flexão de gênero: masculino e feminino.
a) Alguns autores admitem a flexão dos dois elementos. É Ex.: Meu amigo diretor recebeu o primeiro salário.
uma situação polêmica. Minha amiga diretora recebeu a primeira prestação.
Ex.: mangas-espada (preferível) ou mangas-espadas A flexão de feminino pode ocorrer de duas maneiras.

b) Quando dizemos (e isso vai ocorrer outras vezes) que é 1) Com a troca de o ou e por a.
uma situação polêmica, discutível, convém ter em mente que a Ex.: lobo − loba
questão do concurso deve ser resolvida por eliminação, ou seja, mestre − mestra
analisando bem as outras opções.
2) Por meio de diferentes sufixos nominais de gênero, muitas
3) Apenas o último elemento varia. vezes com alterações do radical.
a) Quando os elementos são adjetivos.
Ex.: hispano-americano − hispano-americanos Veja alguns femininos importantes.
Obs.: A exceção é surdo-mudo, em que os dois adjetivos se ateu − atéia
flexionam: surdos-mudos. bispo − episcopisa
b) Nos compostos em que aparecem os adjetivos GRÃO, GRÃ conde − condessa
e BEL. duque − duquesa
Ex.: grão-duque − grão-duques frade − freira

Língua Portuguesa 40
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APOSTILAS OPÇÃO
ilhéu − ilhoa b) relativo
judeu − judia de superioridade: João é o mais forte da turma.
marajá − marani de inferioridade: João é o menos forte da turma.
monje − monja
pigmeu − pigméia Observações
a) O grau superlativo absoluto corresponde a um aumento
Alguns substantivos são uniformes quanto ao gênero, ou do adjetivo. Pode ser expresso por um sufixo (íssimo, érrimo
seja, possuem uma única forma para masculino e feminino. ou imo) ou uma palavra de apoio, como muito, bastante,
Podem ser: demasiadamente, enorme etc.
1) Sobrecomuns: admitem apenas um artigo, podendo
designar os dois sexos. b) As palavras maior, menor, melhor e pior constituem
Ex.: a pessoa, o cônjuge, a testemunha sempre graus de superioridade.
2) Comuns de dois gêneros: admitem os dois artigos, Ex.: O carro é menor que o ônibus.
podendo então ser masculinos ou femininos. menor (mais pequeno): comparativo de superioridade.
Ex.: o estudante − a estudante, o cientista − a cientista, o Ele é o pior do grupo.
patriota − a patriota pior (mais mau): superlativo relativo de superioridade.
3) Epicenos: admitem apenas um artigo, designando os
animais. c) Alguns superlativos absolutos sintéticos que podem
Ex.: O jacaré, a cobra, o polvo apresentar dúvidas.
acre − acérrimo
Observações amargo − amaríssimo
a) O feminino de elefante é elefanta, e não elefoa. Aliá é amigo − amicíssimo
correto, mas designa apenas uma espécie de elefanta. antigo − antiquíssimo
b) Mamão, para alguns gramáticos, deve ser considerado cruel − crudelíssimo
epiceno. É algo discutível. doce − dulcíssimo
c) Há substantivos de gênero duvidoso, que as pessoas fácil − facílimo
costumam trocar. Veja alguns que convém gravar. feroz − ferocíssimo
Masculinos - Femininos fiel − fidelíssimo
champanha - aguardente geral − generalíssimo
dó - alface humilde − humílimo
eclipse - cal magro − macérrimo
formicida - cataplasma negro − nigérrimo
grama (peso) - grafite pobre − paupérrimo
milhar - libido sagrado − sacratíssimo
plasma - omoplata sério − seriíssimo
soprano - musse soberbo – superbíssimo
suéter - preá
telefonema Questões

d) Existem substantivos que admitem os dois gêneros. 1) Assinale a alternativa que apresenta erro de plural.
Ex.: diabetes (ou diabete), laringe, usucapião etc. a) o balãozinho – os balõezinhos, o júnior – os juniores
b) o lápis – os lápis, o projetil − os projéteis
Flexão de grau c) o arroz – os arrozes, o éter – os éteres
d) o mel – os meles, o gol – os goles
Por razões meramente didáticas, incluo, aqui, o grau entre os
processos de flexão. 2) Está mal flexionada em número a palavra:
Alguns autores também o fazem, talvez pelo mesmo motivo. a) o paul − os pauis
b) o látex − os látex
Grau do substantivo c) a gravidez − as gravidezes
d) o caráter − os caráteres
1) Normal ou positivo: sem nenhuma alteração.
Ex.: chapéu 3) Assinale o item em que todas as palavras são masculinas.
a) dinamite, pijama, eclipse
2) Aumentativo b) grafite, formicida, omoplata
a) sintético: chapelão c) grama (peso), dó, telefonema
b) analítico: chapéu grande, chapéu enorme etc. d) suéter, faringe, clã

3) Diminutivo 4) Marque a opção em que todas as palavras são femininas.


a) sintético: chapeuzinho a) agravante, aguardente, libido
b) analítico: chapéu pequeno, chapéu reduzido etc. b) milhar, alface, musse
Obs.: Um grau é sintético quando formado por sufixo; c) cataplasma, lança-perfume, champanha
analítico, por meio de outras palavras. d) cal, soprano, laringe

Grau do adjetivo Respostas


1) Normal ou positivo: João é forte. 1–B/ 2–D /3–C /4–A
2) Comparativo
a) de superioridade: João é mais forte que André. (ou do que) Flexão verbal
b) de inferioridade: João é menos forte que André. (ou do
que) 1) Número: singular ou plural
c) de igualdade: João é tão forte quanto André. (ou como) Ex.: ando, andas, anda → singular
3) Superlativo andamos, andais, andam → plural
a) absoluto
sintético: João é fortíssimo. 2) Pessoas: são três.
analítico: João é muito forte. (bastante forte, forte demais a) A primeira é aquela que fala; corresponde aos pronomes
etc.) eu (singular) e nós (plural).

Língua Portuguesa 41
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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: escreverei, escreveremos Reunindo, temos: bebe, beba, bebamos, bebei, bebam.

b) A segunda é aquela com quem se fala; corresponde aos 2) Negativo: sai do presente do subjuntivo mais a palavra
pronomes tu (singular) e vós (plural). não.
Ex.: escreverás, escrevereis Ex.: beba
bebas → não bebas (tu)
c) A terceira é aquela acerca de quem se fala; corresponde beba → não beba (você)
aos pronomes ele ou ela (singular) e eles ou elas (plural). bebamos → não bebamos (nós)
Ex.: escreverá, escreverão bebais → não bebais (vós)
bebam → não bebam (vocês)
3) Modos: são três. Assim, temos: não bebas, não beba, não bebamos, não
a) Indicativo: apresenta o fato verbal de maneira positiva, bebais, não bebam.
indubitável.
Ex.: vendo Observações
a) No imperativo não existe a primeira pessoa do singular,
b) Subjuntivo: apresenta o fato verbal de maneira duvidosa, eu; a terceira pessoa é você.
hipotética. b) O verbo ser não segue a regra nas pessoas que saem do
Ex.: que eu venda presente do indicativo. Eis o seu imperativo:
afirmativo: sê, seja, sejamos, sede, sejam
c) Imperativo: apresenta o fato verbal como objeto de uma negativo: não sejas, não seja, não sejamos, não sejais, não
ordem. sejam
Ex.: venda! c) O tratamento dispensado a alguém numa frase não pode
mudar. Se começamos a tratar a pessoa por você, não podemos
4) Tempos: são três. passar para tu, e vice-versa.
a) Presente: falo Ex.: Pede agora a tua comida. (tratamento: tu)
Peça agora a sua comida. (tratamento: você)
b) Pretérito d) Os verbos que têm z no radical podem, no imperativo
perfeito: falei afirmativo, perder também a letra e que aparece antes da
imperfeito: falava desinência s.
mais-que-perfeito: falara Ex.: faze (tu) ou faz (tu)
dize (tu) ou diz (tu)
Obs.: O pretérito perfeito indica uma ação extinta; o e) Procure ter “na ponta da língua” a formação e o emprego
imperfeito, uma ação que se prolongava num determinado do imperativo. É assunto muito cobrado em concursos públicos.
ponto do passado; o mais-que-perfeito, uma ação passada em
relação a outra ação, também passada. Tempos primitivos e tempos derivados
Ex.: Eu cantei aquela música. (perfeito)
Eu cantava aquela música. (imperfeito) 1) O presente do indicativo é tempo primitivo. Da primeira
Quando ele chegou, eu já cantara. (mais-que-perfeito) pessoa do singular sai todo o presente do subjuntivo.
Ex.: digo → que eu diga, que tu digas, que ele diga etc.
c) Futuro dizes
do presente: estudaremos diz
do pretérito: estudaríamos Obs.: Isso não ocorre apenas com os poucos verbos que não
apresentam a desinência o na primeira pessoa do singular.
Obs.: No modo subjuntivo, com relação aos tempos simples, Ex.: eu sou → que eu seja
temos apenas o presente, o pretérito imperfeito e o futuro (sem eu sei → que eu saiba
divisão). Os tempos compostos serão estudados mais adiante.
2) O pretérito perfeito é tempo primitivo. Da segunda pessoa
5) Vozes: são três do singular saem:

a) Ativa: o sujeito pratica a ação verbal. a) o mais-que-perfeito.


Ex.: O carro derrubou o poste. Ex.: coubeste → coubera, couberas, coubera, coubéramos,
coubéreis, couberam
b) Passiva: o sujeito sofre a ação verbal.
analítica ou verbal: com o particípio e um verbo auxiliar. b) o imperfeito do subjuntivo.
Ex.: O poste foi derrubado pelo carro. Ex.: coubeste → coubesse, coubesses, coubesse, coubéssemos,
sintética ou pronominal: com o pronome apassivador se. coubésseis, coubessem
Ex.: Derrubou-se o poste.
c) o futuro do subjuntivo.
Obs.: Estudaremos bem o pronome apassivador (ou partícula Ex.: coubeste → couber, couberes, couber, coubermos,
apassivadora) na sétima lição: concordância verbal. couberdes, couberem

c) Reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação verbal; aparece 3) Do infinitivo impessoal derivam:
um pronome reflexivo.
Ex.: O garoto se machucou. a) o imperfeito do indicativo.
Ex.: caber → cabia, cabias, cabia, cabíamos, cabíeis, cabiam
Formação do imperativo
1) Afirmativo: tu e vós saem do presente do indicativo b) o futuro do presente.
menos a letra s; você, nós e vocês, do presente do subjuntivo. Ex.: caber → caberei, caberás, caberá, caberemos, cabereis,
Ex.: Imperativo afirmativo do verbo beber caberão
Bebo → beba
bebes → bebe (tu) bebas c) o futuro do pretérito.
bebe beba → beba (você) Ex.: caber → caberia, caberias, caberia, caberíamos, caberíeis,
bebemos bebamos → bebamos (nós) caberiam
bebeis → bebei (vós) bebais
bebem bebam → bebam (vocês) d) o infinitivo pessoal.

Língua Portuguesa 42
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APOSTILAS OPÇÃO
Ex.: caber → caber, caberes, caber, cabermos, caberdes, 7) Aderir, competir, preterir, discernir, concernir, impelir,
caberem expelir, repelir:
a) presente do indicativo: adiro, aderes, adere, aderimos,
e) o gerúndio. aderimos, aderem.
Ex.: caber → cabendo
b) presente do subjuntivo: adira, adiras, adira, adiramos,
f) o particípio. adirais, adiram.
Ex.: caber → cabido
Obs.: Esses verbos mudam o e do infinitivo para i na primeira
Tempos compostos pessoa do singular do presente do indicativo e em todas do
presente do subjuntivo.
Formam-se os tempos compostos com o verbo auxiliar (ter
ou haver) mais o particípio do verbo que se quer conjugar. 8) Aguar, desaguar, enxaguar, minguar:
a) presente do indicativo: águo, águas, água; enxáguo,
1) Perfeito composto: presente do verbo auxiliar mais enxáguas, enxágua
particípio do verbo principal.
Ex.: tenho falado ou hei falado → perfeito composto do b) presente do subjuntivo: águe, águes, águe; enxágue,
indicativo tenha falado ou haja falado → perfeito composto do enxágues, enxágue
subjuntivo
9) Arguir, no presente do indicativo: arguo, argúis, argúi,
2) Mais-que-perfeito composto: imperfeito do auxiliar mais arguimos, arguis, argúem
particípio do principal.
Ex.: tinha falado → mais-que-perfeito composto do indicativo 10) Apaziguar, averiguar, obliquar, no presente do
tivesse falado → mais-que-perfeito composto do subjuntivo subjuntivo: apazigúe, apazigúes, apazigúe, apaziguemos,
apazigueis, apazigúem
3) Demais tempos: basta classificar o verbo auxiliar.
Ex.: terei falado → futuro do presente composto (terei é 11) Mobiliar:
futuro do presente) a) presente do indicativo: mobílio, mobílias, mobília,
mobiliamos, mobiliais, mobíliam
Verbos irregulares comuns em concursos
b) presente do subjuntivo: mobílie, mobílies, mobílie,
É importante saber a conjugação dos verbos que seguem. mobiliemos, mobilieis, mobíliem
Eles estão conjugados apenas nas pessoas, tempos e modos mais
problemáticos. 12) Polir, no presente do indicativo: pulo, pules, pule,
1) Compor, repor, impor, expor, depor etc.: seguem polimos, polis, pulem
integralmente o verbo pôr.
Ex.: ponho → componho, imponho, deponho etc. 13) Passear, recear, pentear, ladear (e todos os outros
pus → compus, repus, expus etc. terminados em ear)
a) presente do indicativo: passeio, passeias, passeia,
2) Deter, conter, reter, manter etc.: seguem integralmente o passeamos, passeais, passeiam
verbo ter.
Ex.: tivermos → contivermos, mantivermos etc. b) presente do subjuntivo: passeie, passeies, passeie,
tiveste → retiveste, mantiveste etc. passeemos, passeeis, passeiem

3) Intervir, advir, provir, convir etc.: seguem integralmente Observações


o verbo vir. a) Os verbos desse grupo (importantíssimo) apresentam
Ex.: vierem → intervierem, provierem etc. o ditongo ei nas formas risotônicas, mas apenas nos dois
vim → intervim, convim etc presentes.

4) Rever, prever, antever etc.: seguem integralmente o verbo b) Os verbos estrear e idear apresentam ditongo aberto.
ver. Ex.: estreio, estreias, estreia; ideio, ideias, ideia
Ex.: vi → revi, previ etc.
víssemos → prevíssemos, antevíssemos etc. 14) Confiar, renunciar, afiar, arriar etc.: verbos regulares.
Ex.: confio, confias, confia, confiamos, confiais, confiam
Observações
a) Como se vê nesses quatro itens iniciais, o verbo derivado Observações
segue a conjugação do seu primitivo. Basta conjugar o verbo a) Esses verbos não têm o ditongo ei nas formas risotônicas.
primitivo e recolocar o prefixo. Há outros verbos que dão origem
a verbos derivados. Por exemplo, dizer, haver e fazer. Para eles, b) Mediar, ansiar, remediar, incendiar, odiar e intermediar,
vale a mesma regra explicada acima. apesar de terminarem em iar, apresentam o ditongo ei.
Ex.: eu houve → eu reouve (e não reavi, como normalmente Ex.: medeio, medeias, medeia, mediamos, mediais, medeiam
se fala por aí) medeie, medeies, medeie, mediemos, medieis, medeiem
15) Requerer: só é irregular na 1ª pessoa do singular do
b) Requerer e prover não seguem integralmente os verbos presente do indicativo e,
querer e ver. Eles serão mostrados mais adiante. consequentemente, em todo o presente do subjuntivo.
Ex.: requeiro, requeres, requer
5) Crer, no pretérito perfeito do indicativo: cri, creste, creu, requeira, requeiras, requeira
cremos, crestes, creram. requeri, requereste, requereu

6) Estourar, roubar, aleijar, inteirar etc.: mantém o ditongo 16) Prover: conjuga-se como verbo regular no pretérito
fechado em todos os tempos, inclusive o presente do indicativo. perfeito, no mais-que-perfeito, no imperfeito do subjuntivo,
Ex.: A bomba estoura. (e não estóra, como normalmente se no futuro do subjuntivo e no particípio; nos demais tempos,
diz) acompanha o verbo ver.
Eu inteiro (e não intéro) Ex.: Provi, proveste, proveu; provera, proveras, provera;
provesse, provesses, provesse etc.

Língua Portuguesa 43
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APOSTILAS OPÇÃO
provejo, provês, provê; provia, provias, provia; proverei, Vossa Magnificência V. Mag.ª (s) reitores de universidades
proverás, proverá etc. Vossa Majestade V. M. reis e rainhas
Vossa Majestade Imperial V. M. I. Imperadores
17) Reaver, precaver-se, falir, adequar, remir, abolir, colorir, Vossa Santidade V. S. Papa
ressarcir, demolir, Vossa Senhoria V. S.ª (s) tratamento cerimonioso
acontecer, doer são verbos defectivos. Estude o que falamos Vossa Onipotência V. O. Deus
sobre eles na lição anterior, no item sobre a classificação dos
verbos. Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora
Ex.: Reaver, no presente do indicativo: reavemos, reaveis e você, vocês. “O senhor” e “a senhora” são empregados no
tratamento cerimonioso; “você” e “vocês”, no tratamento
Questões familiar. Você e vocês são largamente empregados no português
do Brasil; em algumas regiões , a forma tu é de uso frequente,
1) Marque o erro de flexão verbal. em outras, é muito pouco empregada. Já a forma vós tem uso
a) Teus amigos só veem problemas na empresa. restrito à linguagem litúrgica, ultraformal ou literária.
b) Eles vêm cedo para o trabalho.
c) Se nós virmos a solução, a brincadeira perderá a graça. Observações:
d) Viemos agora tentar um acordo. a) Vossa Excelência X Sua Excelência : os pronomes
de tratamento que possuem “Vossa (s)” são empregados em
2) Assinale a única forma verbal correta. relação à pessoa com quem falamos.
a) Tudo que ele contradizer deve ser analisado. Por exemplo:
b) Se o guarda retesse o trânsito, haveria enorme Espero que V. Ex.ª, Senhor Ministro, compareça a este
engarrafamento. encontro.
c) Carlos preveu uma desgraça.
d) Eu não intervinha no seu trabalho. Emprega-se “Sua (s)” quando se fala a respeito da pessoa.
Por Exemplo:
3) Aponte a frase sem erro no que toca à flexão verbal. Todos os membros da C.P.I. afirmaram que Sua Excelência, o
a) Os funcionários reporam a mercadoria. Senhor Presidente da República, agiu com propriedade.
b) Se ele manter a calma, poderá ser aprovado. - Os pronomes de tratamento representam uma forma
c) Quando eu revesse o processo, acharia o erro. indireta de nos dirigirmos aos nossos interlocutores. Ao
d) Àquela altura, já tínhamos intervindo na conversa. tratarmos um deputado por Vossa Excelência, por exemplo,
estamos nos endereçando à excelência que esse deputado
4) Assinale a frase com erro de flexão verbal. supostamente tem para poder ocupar o cargo que ocupa.
a) Eu já reouve meu relógio.
b) Isso não condizeria com meus ideais. b) 3ª pessoa: embora os pronomes de tratamento se dirijam
c) Enquanto depúnhamos, ele procurava novas provas. à 2ª pessoa, toda a concordância deve ser feita com a 3ª pessoa.
d) Quando contiverdes as emoções, sereis felizes. Assim, os verbos, os pronomes possessivos e os pronomes
oblíquos empregados em relação a eles devem ficar na 3ª pessoa.
5) Assinale a opção que apresenta um verbo que não é Por exemplo:
defectivo. Basta que V. Ex.ª cumpra a terça parte das suas promessas,
a) polir, abolir para que seus eleitores lhe fiquem reconhecidos.
b) adequar, falir
c) acontecer, doer c) Uniformidade de Tratamento: quando escrevemos ou
d) precaver, reaver nos dirigimos a alguém, não é permitido mudar, ao longo do
texto, a pessoa do tratamento escolhida inicialmente. Assim,
Respostas por exemplo, se começamos a chamar alguém de “você”, não
1-D / 2-D / 3-B / 4-A / 5-B poderemos usar “te” ou “teu”. O uso correto exigirá, ainda, verbo
na terceira pessoa.
Por exemplo:
Pronomes: emprego, formas de Quando você vier, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
tratamento e colocação. cabelos. (errado)
Quando você vier, eu a abraçarei e enrolar-me-ei nos seus
cabelos. (correto)
Pronome de Tratamento Quando tu vieres, eu te abraçarei e enrolar-me-ei nos teus
cabelos. (correto)
Quando nos dirigimos às pessoas do nosso convívio diário
utilizamos uma linguagem mais informal, mais íntima. Ao passo Fontes: DUARTE, Vânia Maria Do Nascimento. “Pronomes de
que, se formos nos dirigir a alguém que possui um prestígio social Tratamento”; Brasil Escola. Disponível em <http://brasilescola.uol.com.
mais alto ou um grau hierárquico mais elevado, necessariamente br/gramatica/pronomes-tratamento.htm>. Acesso em 10 de fevereiro
temos que utilizar uma linguagem mais formal. Lembrando que de 2016.
isto prevalece tanto para a escrita quanto para a fala. http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf46.php
Para isto, podemos usufruir de um completo aparato no
que se refere às normas gramaticais e à maneira correta de Questões
como e onde utilizá-las. E fazendo parte deste aparato, estão
os pronomes, os quais pertencem às dez classes gramaticais e 01. Como sabemos, a língua escrita requer uma linguagem
possuem a função de acompanhar ou substituir o nome, ou seja, que esteja de acordo com a norma padrão. Assim sendo, as
o próprio substantivo, relacionando-o à pessoa do discurso. frases a seguir pertencem a um nível mais coloquial. Reescreva-
É importante lembrarmos que eles representam a forma pela as procurando adequá-las à forma correta:
qual nos atribuímos às pessoas, como já foi dito anteriormente. a – Encontrei ela passeando no shopping.
São eles: b – Deixa eu sossegada, pois preciso descansar.
c – Desejas ir comigo e com minha irmã?
Vossa Alteza V. A. príncipes, duques d - De hoje em diante está tudo terminado entre eu e você.
Vossa Eminência V. Ema.(s) cardeais e - Entreguei o livro hoje, portanto poderás pegar ele.
Vossa Reverendíssima V. Revma.(s) sacerdotes e bispos
Vossa Excelência V. Ex.ª (s) altas autoridades e 02. Da oração que segue, propõe-se que seja feita uma análise
oficiais-generais e, posteriormente, responda às questões que a ela se refere:

Língua Portuguesa 44
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APOSTILAS OPÇÃO
Marcos, o André saiu com sua irmã! 04. (C)

a – O uso do pronome possessivo implica em uma duplicidade 05.


de sentido? Relate. a – Vossa Santidade
b – Reescreva-a eliminando esta ocorrência de modo a torná- b – Vossa Magnificência
la clara e objetiva. c - Você
d – Vossa Majestade
03. Preencha as lacunas utilizando corretamente os e – Vossa Excelência
pronomes demonstrativos:
a - _________ é a pessoa da qual lhe falei. Colocação dos Pronomes Oblíquos
b – Não conseguiremos encontrar ________________estimados Átonos
professores, pois eles já não trabalham mais aqui.
c – Empreste-me _____________livro? Há muito tento encontrá- De acordo com as autoras Rose Jordão e Clenir Bellezi, a
lo. colocação pronominal é a posição que os pronomes pessoais
d- Olha! Quem são _____________________convidados que oblíquos átonos ocupam na frase em relação ao verbo a que se
acabaram de chegar? referem.
e - ___________ foi o aluno destaque deste ano, desejas
entrevistá-lo? São pronomes oblíquos átonos: me, te, se, o, os, a, as, lhe,
lhes, nos e vos.
04. Assinale o item em que há erro no emprego do pronome O pronome oblíquo átono pode assumir três posições na
demonstrativo: oração em relação ao verbo:
a – ( ) Paulo, que é isso que você leva?
b - ( ) “Amai vossos irmãos”! são essas as verdadeiras 1. próclise: pronome antes do verbo
palavras de amor. 2. ênclise: pronome depois do verbo
c - ( ) Trinta de dezembro de 1977! Foi significativo para 3. mesóclise: pronome no meio do verbo
mim esse dia.
d – ( ) Pedro, esse livro que está com José é meu. Próclise
e – ( ) Não estou de acordo com aquelas palavras que José
pronunciou. A próclise é aplicada antes do verbo quando temos:
- Palavras com sentido negativo:
05. Observe o trecho no qual encontra-se empregado o Nada me faz querer sair dessa cama.
pronome de tratamento de forma correta. Logo em seguida Não se trata de nenhuma novidade.
atente-se para o que se pede:
- Advérbios:
“-Vossa Excelência, por obséquio, queira falar mais alto, que Nesta casa se fala alemão.
não ouvi bem – e apontava agoniado, um dos deputados mais Naquele dia me falaram que a professora não veio.
próximos.” (Fernando Sabino)
- Pronomes relativos:
Qual o pronome de tratamento seria utilizado no caso de nos A aluna que me mostrou a tarefa não veio hoje.
dirigirmos às seguintes pessoas: Não vou deixar de estudar os conteúdos que me falaram.
a- Papa _____________________________
b – Ao reitor de uma universidade _________________________ - Pronomes indefinidos:
c – A um amigo mais íntimo, convidando-o para um passeio Quem me disse isso?
____________________ Todos se comoveram durante o discurso de despedida.
d – A um rei ou uma rainha _____________________________
e – A uma autoridade ligada ao mundo da política - Pronomes demonstrativos:
______________________________ Isso me deixa muito feliz!
Aquilo me incentivou a mudar de atitude!
Respostas
01. - Preposição seguida de gerúndio:
a – Encontrei-a passeando no shopping. Em se tratando de qualidade, o Brasil Escola é o site mais
b – Deixe-me sossegada, pois preciso descansar. indicado à pesquisa escolar.
c – Desejas ir conosco?
d - De hoje em diante está tudo terminado entre nós. - Conjunção subordinativa:
e - Entreguei o livro hoje, portanto poderás pegá-lo. Vamos estabelecer critérios, conforme lhe avisaram.

02. Ênclise
a- Sim, o uso dos pronomes possessivos quando utilizados
de forma inadequada incide de forma negativa na clareza A ênclise é empregada depois do verbo. A norma culta não
do discurso, muitas vezes demarcado pela ambiguidade. No aceita orações iniciadas com pronomes oblíquos átonos. A
caso em questão, o uso do pronome “sua” remete ao seguinte ênclise vai acontecer quando:
questionamento: trata-se da irmã de Marcos ou de André?
- O verbo estiver no imperativo afirmativo:
b – No intuito de atribuir clareza ao enunciado, esse deve ser Amem-se uns aos outros.
assim expresso: Marcos, o André saiu com a irmã dele. Sigam-me e não terão derrotas.

03. - O verbo iniciar a oração:


a - Esta é pessoa da qual lhe falei. Diga-lhe que está tudo bem.
b – Não conseguiremos encontrar aqueles estimados Chamaram-me para ser sócio.
professores, pois eles já não trabalham mais aqui.
c – Empreste-me esse livro? Há muito tento encontrá-lo. - O verbo estiver no infinitivo impessoal regido da preposição
d- Olha! Quem são aqueles convidados que acabaram de “a”:
chegar? Naquele instante os dois passaram a odiar-se.
e – Este foi o aluno destaque deste ano, desejas entrevistá- Passaram a cumprimentar-se mutuamente.
lo?

Língua Portuguesa 45
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APOSTILAS OPÇÃO
- O verbo estiver no gerúndio:
Não quis saber o que aconteceu, fazendo-se de
despreocupada. Concordância nominal e verbal.
Despediu-se, beijando-me a face.

- Houver vírgula ou pausa antes do verbo: Concordância Verbal


Se passar no vestibular em outra cidade, mudo-me no
mesmo instante. Ao falarmos sobre a concordância verbal, estamos nos
Se não tiver outro jeito, alisto-me nas forças armadas. referindo à relação de dependência estabelecida entre um termo
e outro mediante um contexto oracional. Desta feita, os agentes
Mesóclise principais desse processo são representados pelo sujeito, que no
caso funciona como subordinante; e o verbo, o qual desempenha
A mesóclise acontece quando o verbo está flexionado no a função de subordinado. 
futuro do presente ou no futuro do pretérito: Dessa forma, temos que a concordância verbal caracteriza-
se pela adaptação do verbo, tendo em vista os quesitos “número
A prova realizar-se-á neste domingo pela manhã. (= ela se e pessoa” em relação ao sujeito. Exemplificando, temos: O aluno
realizará) chegou
Temos que o verbo apresenta-se na terceira pessoa do
Far-lhe-ei uma proposta irrecusável. (= eu farei uma singular, pois faz referência a um sujeito, assim também expresso
proposta a você) (ele).  Como poderíamos também dizer: os alunos chegaram
Fontes: atrasados.
http://www.soportugues.com.br/secoes/morf/morf42.php Temos aí o que podemos chamar de princípio básico.
http://www.brasilescola.com/gramatica/colocacao-pronominal. Contudo, a intenção a que se presta o artigo em evidência é
htm eleger as principais ocorrências voltadas para os casos de sujeito
simples e para os de sujeito composto. Dessa forma, vejamos: 
Questões
Casos referentes a sujeito simples
01. Considerada a norma culta escrita, há correta substituição 1) Em caso de sujeito simples, o verbo concorda com o
de estrutura nominal por pronome em: núcleo em número e pessoa: O aluno chegou atrasado. 

(A) Agradeço antecipadamente sua Resposta // Agradeço- 2) Nos casos referentes a sujeito representado por
lhes antecipadamente. substantivo coletivo, o verbo permanece na terceira pessoa do
(B) do verbo fabricar se extraiu o substantivo fábrica. // do singular:  A multidão, apavorada, saiu aos gritos.
verbo fabricar se extraiu-lhe. Observação:
(C) não faltam lexicógrafos // não faltam-os. - No caso de o coletivo aparecer seguido de adjunto adnominal
(D) Gostaria de conhecer suas considerações // Gostaria de no plural, o verbo permanecerá no singular ou poderá ir para o
conhecê-las. plural: Uma multidão de pessoas saiu aos gritos.
(E) incluindo a palavra ‘aguardo’ // incluindo ela. Uma multidão de pessoas saíram aos gritos.

02. Caso fosse necessário substituir o termo destacado em 3) Quando o sujeito é representado por expressões partitivas,
“Basta apresentar um documento” por um pronome, de acordo representadas por “a maioria de, a maior parte de, a metade de,
com a norma-padrão, a nova redação deveria ser uma porção de, entre outras”, o verbo tanto pode concordar
com o núcleo dessas expressões quanto com o substantivo
(A) Basta apresenta-lo. que a segue: A  maioria  dos alunos  resolveu  ficar.   A maioria
(B) Basta apresentar-lhe. dos alunos resolveram ficar.
(C) Basta apresenta-lhe.
(D) Basta apresentá-la. 4) No caso de o sujeito ser representado por expressões
(E) Basta apresentá-lo. aproximativas, representadas por “cerca de, perto de”, o verbo
concorda com o substantivo determinado por elas: Cerca de
03. Em qual período, o pronome átono que substitui o vinte candidatos se inscreveram no concurso de piadas.
sintagma em destaque tem sua colocação de acordo com a
norma-padrão? 5) Em casos em que o sujeito é representado pela expressão
“mais de um”, o verbo permanece no singular: Mais de
(A) O porteiro não conhecia o portador do embrulho – um candidato se inscreveu no concurso de piadas.  
conhecia-o Observação:
(B) Meu pai tinha encontrado um marinheiro na praça Mauá - No caso da referida expressão aparecer repetida ou
– tinha encontrado-o. associada a um verbo que exprime reciprocidade, o verbo,
(C) As pessoas relatarão as suas histórias para o registro no necessariamente, deverá permanecer no plural: Mais de um
Museu – relatá-las-ão. aluno, mais de um professor contribuíram na campanha de
(D) Quem explicou às crianças as histórias de seus doação de alimentos. 
antepassados? – explicou-lhes. Mais de um formando se abraçaram durante as solenidades
(E) Vinham perguntando às pessoas se aceitavam a ideia de de formatura. 
um museu virtual – Lhes vinham perguntando.
6) Quando o sujeito for composto da expressão “um dos
04. A substituição do elemento grifado pelo pronome que”, o verbo permanecerá no plural: Esse jogador foi  um dos
correspondente foi realizada de modo INCORRETO em: que atuaram na Copa América.

(A) que permitiu à civilização = que lhe permitiu 7) Em casos relativos à concordância com locuções
(B) envolveu diferentes fatores = envolveu-os pronominais, representadas por “algum de nós, qual de vós,
(C) para fazer a dragagem = para fazê-la quais de vós, alguns de nós”, entre outras, faz-se necessário nos
(D) que desviava a água = que lhe desviava atermos a duas questões básicas:
(E) supriam a necessidade = supriam-na - No caso de o primeiro pronome estar expresso no plural,
o verbo poderá com ele concordar, como poderá também
Respostas concordar com o pronome pessoal: Alguns de nós o receberemos.
01. D/02. E/03. C/04. D / Alguns de nós o receberão.

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APOSTILAS OPÇÃO
- Quando o primeiro pronome da locução estiver expresso 5) Casos relativos a sujeito composto de palavras sinônimas
no singular, o verbo permanecerá, também, no singular:  Algum ou ordenado por elementos em gradação, o verbo poderá
de nós o receberá.   permanecer no singular ou ir para o plural: Minha vitória,
minha conquista, minha premiação são frutos de meu esforço.
8) No caso de o sujeito aparecer representado pelo pronome / Minha vitória, minha conquista, minha premiação é fruto de
“quem”, o verbo permanecerá na terceira pessoa do singular meu esforço.
ou poderá concordar com o antecedente desse pronome:   
Fomos nós  quem  contou  toda a verdade para ela. / Fomos Questões
nós quem contamos toda a verdade para ela.
01. A concordância realizou-se adequadamente em qual
9) Em casos nos quais o sujeito aparece realçado pela palavra alternativa?
“que”, o verbo deverá concordar com o termo que antecede essa (A) Os Estados Unidos é considerado, hoje, a maior potência
palavra: Nesta empresa somos nós que tomamos as decisões. / econômica do planeta, mas há quem aposte que a China, em
Em casa sou eu que decido tudo.    breve, o ultrapassará.
(B) Em razão das fortes chuvas haverão muitos candidatos
10) No caso de o sujeito aparecer representado por que chegarão atrasados, tenho certeza disso.
expressões que indicam porcentagens, o verbo concordará com o (C) Naquela barraca vendem-se tapiocas fresquinhas, pode
numeral ou com o substantivo a que se refere essa porcentagem:    comê-las sem receio!
50% dos funcionários aprovaram a decisão da diretoria. / 50% (D) A multidão gritaram quando a cantora apareceu na
do eleitorado apoiou a decisão. janela do hotel!
Observações:
- Caso o verbo aparecer anteposto à expressão de 02. “Se os cachorros correm livremente, por que eu não
porcentagem, esse deverá concordar com o numeral: Aprovaram posso fazer isso também?”, pergunta Bob Dylan em “New
a decisão da diretoria 50% dos funcionários.      Morning”. Bob Dylan verbaliza um anseio sentido por todos
- Em casos relativos a 1%, o verbo permanecerá no singular: nós, humanos supersocializados: o anseio de nos livrarmos
1% dos funcionários não aprovou a decisão da diretoria.   de todos os constrangimentos artificiais decorrentes do fato
- Em casos em que o numeral estiver acompanhado de de vivermos em uma sociedade civilizada em que às vezes nos
determinantes no plural, o verbo permanecerá no plural: Os sentimos presos a uma correia. Um conjunto cultural de regras
50% dos funcionários apoiaram a decisão da diretoria.  tácitas e inibições está sempre governando as nossas interações
cotidianas com os outros.
11) Nos casos em que o sujeito estiver representado por Uma das razões pelas quais os cachorros nos atraem é o fato
pronomes de tratamento, o verbo deverá ser empregado na terceira de eles serem tão desinibidos e livres. Parece que eles jogam
pessoa do singular ou do plural:  Vossas Majestades gostaram das com as suas próprias regras, com a sua própria lógica interna.
homenagens. Vossa Majestade agradeceu o convite.   Eles vivem em um universo paralelo e diferente do nosso - um
universo que lhes concede liberdade de espírito e paixão pela
12) Casos relativos a sujeito representado por substantivo vida enormemente atraentes para nós. Um cachorro latindo ao
próprio no plural se encontram relacionados a alguns aspectos vento ou uivando durante a noite faz agitar-se dentro de nós
que os determinam: alguma coisa que também quer se expressar.
- Diante de nomes de obras no plural, seguidos do verbo ser, Os cachorros são uma constante fonte de diversão para
este permanece no singular, contanto que o predicativo também nós porque não prestam atenção as nossas convenções sociais.
esteja no singular:  Memórias póstumas de Brás Cubas  é  uma Metem o nariz onde não são convidados, pulam para cima
criação de Machado de Assis.    do sofá, devoram alegremente a comida que cai da mesa. Os
- Nos casos de artigo expresso no plural, o verbo também cachorros raramente se refreiam quando querem fazer alguma
permanece no plural: Os  Estados Unidos  são  uma potência coisa. Eles não compartilham conosco as nossas inibições. Suas
mundial. emoções estão ã flor da pele e eles as manifestam sempre que
- Casos em que o artigo figura no singular ou em que ele nem as sentem.
aparece, o verbo permanece no singular:  Estados Unidos é uma (Adaptado de Matt Weistein e Luke Barber. Cão que
potência mundial.  late não morde. Trad. de Cristina Cupertino. S.Paulo: Francis,
2005. p 250)
Casos referentes a sujeito composto
A frase em que se respeitam as normas de concordância
1) Nos casos relativos a sujeito composto de pessoas verbal é:
gramaticais diferentes, o verbo deverá ir para o plural, estando (A) Deve haver muitas razões pelas quais os cachorros nos
relacionado a dois pressupostos básicos: atraem.
- Quando houver a 1ª pessoa, esta prevalecerá sobre as (B) Várias razões haveriam pelas quais os cachorros nos
demais: Eu, tu e ele faremos um lindo passeio. atraem.
- Quando houver a 2ª pessoa, o verbo poderá (C) Caberiam notar as muitas razões pelas quais os cachorros
flexionar na 2ª ou na 3ª pessoa: Tu e ele sois primos. nos atraem.
Tu e ele são primos. (D) Há de ser diversas as razões pelas quais os cachorros nos
atraem.
2) Nos casos em que o sujeito composto aparecer anteposto (E) Existe mesmo muitas razões pelas quais os cachorros
ao verbo, este permanecerá no plural: O pai e seus dois nos atraem.
filhos compareceram ao evento.  
03. Uma pergunta
3) No caso em que o sujeito aparecer posposto ao verbo, este
poderá concordar com o núcleo mais próximo ou permanecer Frequentemente cabe aos detentores de cargos de
no plural: Compareceram  ao evento  o pai e seus dois filhos. responsabilidade tomar decisões difíceis, de graves
Compareceu ao evento o pai e seus dois filhos. consequências. Haveria algum critério básico, essencial, para
amparar tais escolhas? Antonio Gramsci, notável pensador
4) Nos casos relacionados a sujeito simples, porém com e político italiano, propôs que se pergunte, antes de tomar a
mais de um núcleo, o verbo deverá permanecer no singular: decisão: - Quem sofrerá?
Meu esposo e grande companheiro merece toda a felicidade do Para um humanista, a dor humana é sempre prioridade a se
mundo. considerar.
(Salvador Nicola, inédito)

Língua Portuguesa 47
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APOSTILAS OPÇÃO
O verbo indicado entre parênteses deverá flexionar-se no Respostas
singular para preencher adequadamente a lacuna da frase: 01. C\02. A\03. C\04. E\05. C
(A) A nenhuma de nossas escolhas ...... (poder) deixar de
corresponder nossos valores éticos mais rigorosos. Concordância Nominal
(B) Não se ...... (poupar) os que governam de refletir sobre o
peso de suas mais graves decisões. Concordância nominal é que o ajuste que fazemos aos
(C) Aos governantes mais responsáveis não ...... (ocorrer) demais termos da oração para que concordem em gênero e
tomar decisões sem medir suas consequências. número com o substantivo. Teremos que alterar, portanto, o
(D) A toda decisão tomada precipitadamente ...... (costumar) artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome. Além disso, temos
sobrevir consequências imprevistas e injustas. também o verbo, que se flexionará à sua maneira.
(E) Diante de uma escolha, ...... (ganhar) prioridade,
recomenda Gramsci, os critérios que levam em conta a dor Regra geral: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome
humana. concordam em gênero e número com o substantivo.
- A pequena criança é uma gracinha.
04. Em um belo artigo, o físico Marcelo Gleiser, analisando a - O garoto que encontrei era muito gentil e simpático.
constatação do satélite Kepler de que existem muitos planetas
com características físicas semelhantes ao nosso, reafirmou sua Casos especiais: Veremos alguns casos que fogem à regra
fé na hipótese da Terra rara, isto é, a tese de que a vida complexa geral mostrada acima.
(animal) é um fenômeno não tão comum no Universo.
Gleiser retoma as ideias de Peter Ward expostas de modo a) Um adjetivo após vários substantivos
persuasivo em “Terra Rara”. Ali, o autor sugere que a vida 1 - Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural
microbiana deve ser um fenômeno trivial, podendo pipocar até ou concorda com o substantivo mais próximo.
em mundos inóspitos; já o surgimento de vida multicelular na - Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
Terra dependeu de muitas outras variáveis físicas e históricas, - Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.
o que, se não permite estimar o número de civilizações
extra terráqueas, ao menos faz com que reduzamos nossas 2 - Substantivos de gêneros diferentes: vai para o
expectativas. plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Uma questão análoga só arranhada por Ward é a da - Ela tem pai e mãe louros.
inexorabilidade da inteligência. A evolução de organismos - Ela tem pai e mãe loura.
complexos leva necessariamente à consciência e à inteligência?
Robert Wright diz que sim, mas seu argumento é mais 3 - Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente
matemático do que biológico: complexidade engendra para o plural.
complexidade, levando a uma corrida armamentista entre - O homem e o menino estavam perdidos.
espécies cujo subproduto é a inteligência. - O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.
Stephen J. Gould e Steven Pinker apostam que não. Para
eles, é apenas devido a uma sucessão de pré-adaptações e b) Um adjetivo anteposto a vários substantivos
coincidências que alguns animais transformaram a capacidade 1 - Adjetivo anteposto normalmente concorda com o mais
de resolver problemas em estratégia de sobrevivência. Se próximo.
rebobinássemos o filme da evolução e reencenássemos o Comi delicioso almoço e sobremesa.
processo mudando alguns detalhes do início, seriam grandes as Provei deliciosa fruta e suco.
chances de não chegarmos a nada parecido com a inteligência. 2 - Adjetivo anteposto funcionando como predicativo:
(Adaptado de Hélio Schwartsman. Folha de S. Paulo, concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
28/10/2012) Estavam feridos o pai e os filhos.
Estava ferido o pai e os filhos.
A frase em que as regras de concordância estão plenamente
respeitadas é: c) Um substantivo e mais de um adjetivo
(A) Podem haver estudos que comprovem que, no passado, 1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
as formas mais complexas de vida - cujo habitat eram oceanos Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.
ricos em nutrientes - se alimentavam por osmose. 2- coloca o substantivo no plural.
(B) Cada um dos organismos simples que vivem na natureza Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
sobrevivem de forma quase automática, sem se valerem de
criatividade e planejamento. d) Pronomes de tratamento
(C) Desde que observe cuidados básicos, como obter energia 1 - sempre concordam com a 3ª pessoa.
por meio de alimentos, os organismos simples podem preservar Vossa Santidade esteve no Brasil.
a vida ao longo do tempo com relativa facilidade.
(D) Alguns animais tem de se adaptar a um ambiente cheio de e) Anexo, incluso, próprio, obrigado
dificuldades para obter a energia necessária a sua sobrevivência 1 - Concordam com o substantivo a que se referem.
e nesse processo expõe- se a inúmeras ameaças. As cartas estão anexas.
(E) A maioria dos organismos mais complexos possui um A bebida está inclusa.
sistema nervoso muito desenvolvido, capaz de se adaptar a Precisamos de nomes próprios.
mudanças ambientais, como alterações na temperatura. Obrigado, disse o rapaz.

05. De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a f) Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a)
concordância verbal está correta em: 1 - Após essas expressões o substantivo fica sempre no
(A) Ela não pode usar o celular e chamar um taxista, pois singular e o adjetivo no plural.
acabou os créditos. Renato advogou um e outro caso fáceis.
(B) Esta empresa mantêm contato com uma rede de táxis Pusemos numa e noutra bandeja rasas o peixe.
que executa diversos serviços para os clientes.
(C) À porta do aeroporto, havia muitos táxis disponíveis para g) É bom, é necessário, é proibido
os passageiros que chegavam à cidade. 1- Essas expressões não variam se o sujeito não vier
(D) Passou anos, mas a atriz não se esqueceu das calorosas precedido de artigo ou outro determinante.
lembranças que seu tio lhe deixou. Canja é bom. / A canja é boa.
(E) Deve existir passageiros que aproveitam a corrida de táxi É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
para bater um papo com o motorista. É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada
é proibida.

Língua Portuguesa 48
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APOSTILAS OPÇÃO
h) Muito, pouco, caro 03. A concordância nominal está INCORRETA em:
1- Como adjetivos: seguem a regra geral. (A) A mídia julgou desnecessária a campanha e o
Comi muitas frutas durante a viagem. envolvimento da empresa.
Pouco arroz é suficiente para mim. (B) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Os sapatos estavam caros. desnecessária.
2- Como advérbios: são invariáveis. (C) A mídia julgou desnecessário o envolvimento da empresa
Comi muito durante a viagem. e a campanha.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha. (D) A mídia julgou a campanha e a atuação da empresa
Comprei caro os sapatos. desnecessárias.

i) Mesmo, bastante 04. Complete os espaços com um dos nomes colocados nos
1- Como advérbios: invariáveis parênteses.
Preciso mesmo da sua ajuda. (A) Será que é ____ essa confusão toda? (necessário/
Fiquei bastante contente com a proposta de emprego. necessária)
2- Como pronomes: seguem a regra geral. (B) Quero que todos fiquem ____. (alerta/ alertas)
Seus argumentos foram bastantes para me convencer. (C) Houve ____ razões para eu não voltar lá. (bastante/
Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou. bastantes)
(D) Encontrei ____ a sala e os quartos. (vazia/vazios)
j) Menos, alerta (E) A dona do imóvel ficou ____ desiludida com o inquilino.
1- Em todas as ocasiões são invariáveis. (meio/ meia)
Preciso de menos comida para perder peso.
Estamos alerta para com suas chamadas. 05. Quanto à concordância nominal, verifica-se ERRO em:
(A) O texto fala de uma época e de um assunto polêmicos.
k) Tal Qual (B) Tornou-se clara para o leitor a posição do autor sobre o
1- “Tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o assunto.
consequente. (C) Constata-se hoje a existência de homem, mulher e
As garotas são vaidosas tais qual a tia. criança viciadas.
Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos. (D) Não será permitido visita de amigos, apenas a de
parentes.
l) Possível Respostas
1- Quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor”
ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões. 01. D\02. D\03. B
A mais possível das alternativas é a que você expôs.
Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa. 04. a) necessária b) alerta c) bastantes d) vazia e) meio
As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da
cidade. 05. C

m) Meio
1- Como advérbio: invariável. Regência nominal e verbal.
Estou meio (um pouco) insegura.
2- Como numeral: segue a regra geral.
Comi meia (metade) laranja pela manhã.
Regência Verbal e Nominal
n) Só
1- apenas, somente (advérbio): invariável. Dá-se o nome de regência à relação de subordinação que
Só consegui comprar uma passagem. ocorre entre um verbo (ou um nome) e seus complementos.
2- sozinho (adjetivo): variável. Ocupa-se em estabelecer relações entre as palavras, criando
Estiveram sós durante horas. frases não ambíguas, que expressem efetivamente o sentido
desejado, que sejam corretas e claras.
Questões
Regência Verbal
01. Indique o uso INCORRETO da concordância verbal ou
nominal: Termo Regente:  VERBO
(A) Será descontada em folha sua contribuição sindical.
(B) Na última reunião, ficou acordado que se realizariam A regência verbal estuda a relação que se estabelece entre
encontros semanais com os diversos interessados no assunto. os verbos e os termos que os complementam (objetos diretos e
(C) Alguma solução é necessária, e logo! objetos indiretos) ou caracterizam (adjuntos adverbiais).
(D) Embora tenha ficado demonstrado cabalmente a O estudo da regência verbal permite-nos ampliar nossa
ocorrência de simulação na transferência do imóvel, o pedido capacidade expressiva, pois oferece oportunidade de
não pode prosperar. conhecermos as diversas significações que um verbo pode
(E) A liberdade comercial da colônia, somada ao fato de D. assumir com a simples mudança ou retirada de uma preposição. 
João VI ter também elevado sua colônia americana à condição de Observe:
Reino Unido a Portugal e Algarves, possibilitou ao Brasil obter A mãe agrada o filho. -> agradar significa acariciar, contentar.
certa autonomia econômica. A mãe agrada ao filho. -> agradar significa “causar agrado ou
prazer”, satisfazer.
02. Aponte a alternativa em que NÃO ocorre silepse (de
gênero, número ou pessoa): Logo, conclui-se que “agradar alguém” é diferente de
(A) “A gente é feito daquele tipo de talento capaz de fazer a
diferença.” “agradar a alguém”.
(B) Todos sabemos que a solução não é fácil.
(C) Essa gente trabalhadora merecia mais, pois acordam às Saiba que:
cinco horas para chegar ao trabalho às oito da manhã. O conhecimento do uso adequado das preposições é um
(D) Todos os brasileiros sabem que esse problema vem de dos aspectos fundamentais do estudo da regência verbal (e
longe... também nominal). As preposições são capazes de modificar
(E) Senhor diretor, espero que Vossa Senhoria seja mais completamente o sentido do que se está sendo dito. Veja os
compreensivo. exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
Cheguei ao metrô. Os verbos transitivos indiretos são os seguintes:
Cheguei no metrô. a) Consistir - Tem complemento introduzido pela
preposição “em”.
No primeiro caso, o metrô é o lugar a que vou; no segundo A modernidade verdadeira consiste em direitos iguais para
caso, é o meio de transporte por mim utilizado. A oração “Cheguei todos.
no metrô”, popularmente usada a fim de indicar o lugar a que se b) Obedecer e Desobedecer - Possuem seus complementos
vai, possui, no padrão culto da língua, sentido diferente. Aliás, é introduzidos pela preposição “a”.
muito comum existirem divergências entre a regência coloquial, Devemos obedecer aos nossos princípios e ideais.
cotidiana de alguns verbos, e a regência culta. Eles desobedeceram às leis do trânsito.
c) Responder - Tem complemento introduzido pela
Para estudar a regência verbal, agruparemos os verbos de preposição “a”. Esse verbo pede objeto indireto para indicar “a
acordo com sua transitividade. A transitividade, porém, não é quem” ou “ao que” se responde.
um fato absoluto: um mesmo verbo pode atuar de diferentes Respondi ao meu patrão.
formas em frases distintas. Respondemos às perguntas.
Respondeu-lhe à altura.
Verbos Intransitivos Obs.:  o verbo  responder, apesar de transitivo indireto
Os verbos intransitivos não possuem complemento. É quando exprime aquilo a que se responde, admite voz passiva
importante, no entanto, destacar alguns detalhes relativos analítica. Veja:
aos adjuntos adverbiais que costumam acompanhá-los. O questionário foi respondido corretamente.
a) Chegar, Ir Todas as perguntas foram respondidas satisfatoriamente.
Normalmente vêm acompanhados de adjuntos adverbiais d) Simpatizar e  Antipatizar - Possuem seus complementos
de lugar. Na língua culta, as preposições usadas para introduzidos pela preposição “com”.
indicar destino ou direção são: a, para. Antipatizo com aquela apresentadora.
Fui ao teatro. Simpatizo com  os que condenam os políticos que governam
      Adjunto Adverbial de Lugar para uma minoria privilegiada.

Ricardo foi para a Espanha. Verbos Transitivos Diretos e Indiretos


                  Adjunto Adverbial de Lugar Os verbos transitivos diretos e indiretos são acompanhados
b) Comparecer de um objeto direto e um indireto. Merecem destaque, nesse
O adjunto adverbial de lugar pode ser introduzido grupo:
por em ou a.
Comparecemos ao estádio (ou no estádio) para ver o último Agradecer, Perdoar e Pagar
jogo. São verbos que apresentam objeto direto
relacionado a coisas e objeto indireto relacionado a pessoas.
Verbos Transitivos Diretos Veja os exemplos:
Os verbos transitivos diretos são complementados por Agradeço    aos ouvintes         a audiência.
objetos diretos. Isso significa que  não  exigem preposição  para                    Objeto Indireto      Objeto Direto
o estabelecimento da relação de regência. Ao empregar esses Cristo ensina que é preciso perdoar     o pecado        ao pecador.
verbos, devemos lembrar que os pronomes oblíquos o, a, os,                                                                  Obj. Direto       Objeto Indireto
as atuam como objetos diretos. Esses pronomes podem assumir Paguei      o débito        ao cobrador.
as formas lo, los, la, las (após formas verbais terminadas em -r,                Objeto Direto      Objeto Indireto
-s ou -z) ou no, na, nos, nas (após formas verbais terminadas em
sons nasais), enquanto  lhe e lhes são, quando complementos - O uso dos pronomes oblíquos átonos deve ser feito com
verbais, objetos indiretos. particular cuidado. Observe:
São verbos transitivos diretos, dentre outros: abandonar, Agradeci o presente. / Agradeci-o.
abençoar, aborrecer, abraçar, acompanhar, acusar, admirar, Agradeço a você. / Agradeço-lhe.
adorar, alegrar, ameaçar, amolar, amparar, auxiliar, castigar, Perdoei a ofensa. / Perdoei-a.
condenar, conhecer, conservar,convidar, defender, eleger, estimar, Perdoei ao agressor. / Perdoei-lhe.
humilhar, namorar, ouvir, prejudicar, prezar, proteger, respeitar, Paguei minhas contas. / Paguei-as.
socorrer, suportar, ver, visitar. Paguei aos meus credores. / Paguei-lhes.
Na língua culta, esses verbos funcionam exatamente como o
verbo amar: Informar
Amo aquele rapaz. / Amo-o. - Apresenta objeto direto ao se referir a coisas e objeto
Amo aquela moça. / Amo-a. indireto ao se referir a pessoas, ou vice-versa.
Amam aquele rapaz. / Amam-no. Informe os novos preços aos clientes.
Ele deve amar aquela mulher. / Ele deve amá-la. Informe  os  clientes  dos  novos preços. (ou sobre os novos
preços)
Obs.: os pronomes lhe, lhes só acompanham esses verbos para
indicar posse (caso em que atuam como adjuntos adnominais). - Na utilização de pronomes como complementos,  veja as
Quero beijar-lhe o rosto. (= beijar seu rosto) construções:
Prejudicaram-lhe a carreira. (= prejudicaram sua carreira) Informei-os aos clientes. / Informei-lhes os novos preços.
Conheço-lhe o mau humor! (= conheço seu mau humor) Informe-os dos novos preços. / Informe-os deles. (ou sobre
eles)
Verbos Transitivos Indiretos Obs.: a mesma regência do verbo  informar é usada  para os
Os verbos transitivos indiretos são complementados por seguintes:  avisar, certificar, notificar, cientificar, prevenir.
objetos indiretos. Isso significa que esses verbos exigem uma
preposição  para o estabelecimento da relação de regência. Comparar
Os pronomes pessoais do caso oblíquo de terceira pessoa que Quando seguido de dois objetos, esse verbo admite as
podem atuar como objetos indiretos são o “lhe”, o “lhes”, para preposições  “a”  ou  “com” para introduzir o complemento
substituir pessoas. Não se utilizam os pronomes o, os, a, as como indireto.
complementos de verbos transitivos indiretos. Com os objetos Comparei seu comportamento ao (ou com o) de uma criança.
indiretos que não representam pessoas, usam-se pronomes
oblíquos tônicos de terceira pessoa (ele, ela) em lugar dos Pedir
pronomes átonos lhe, lhes.  Esse verbo pede objeto direto de coisa (geralmente na forma
de oração subordinada substantiva) e indireto de pessoa.

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APOSTILAS OPÇÃO
Pedi-lhe                 favores. 2) Assistir é transitivo indireto no sentido de ver, presenciar,
Objeto Indireto    Objeto Direto estar presente, caber, pertencer.
                                     
Pedi-lhe                     que mantivesse em silêncio. Exemplos:
Objeto Indireto           Oração Subordinada Substantiva Assistimos ao documentário.
                                                           Objetiva Direta Não assisti às últimas sessões.
Essa lei assiste ao inquilino.
Saiba que: Obs.: no sentido de  morar, residir,  o verbo  “assistir”  é
1) A construção  “pedir para”,  muito comum na linguagem intransitivo, sendo acompanhado de adjunto adverbial de lugar
cotidiana, deve ter emprego muito limitado na língua culta. No introduzido pela preposição “em”.
entanto, é considerada correta quando a palavra licença estiver Assistimos numa conturbada cidade.
subentendida.
Peço (licença) para ir entregar-lhe os catálogos em casa. CHAMAR
Observe que, nesse caso, a preposição “para” introduz uma 1)  Chamar  é transitivo direto no sentido de  convocar,
oração subordinada adverbial final reduzida de infinitivo (para solicitar a atenção ou a presença de.
ir entregar-lhe os catálogos em casa). Por gentileza, vá chamar sua prima. / Por favor, vá chamá-la.
2) A construção  “dizer para”,  também muito usada Chamei você várias vezes. / Chamei-o várias vezes.
popularmente, é igualmente considerada incorreta.
2)  Chamar  no sentido de  denominar, apelidar  pode
Preferir apresentar objeto direto e indireto, ao qual se refere predicativo
Na língua culta, esse verbo deve apresentar objeto preposicionado ou não.
indireto introduzido pela preposição “a”. Por Exemplo: A torcida chamou o jogador mercenário.
Prefiro qualquer coisa a abrir mão de meus ideais. A torcida chamou ao jogador mercenário.
Prefiro trem a ônibus. A torcida chamou o jogador de mercenário.
Obs.: na língua culta, o verbo “preferir” deve ser usado sem A torcida chamou ao jogador de mercenário.
termos intensificadores, tais como:  muito, antes, mil vezes, um
milhão de vezes, mais. A ênfase já é dada pelo prefixo existente CUSTAR
no próprio verbo (pre). 1) Custar é intransitivo no sentido de ter determinado valor
ou preço, sendo acompanhado de adjunto adverbial.
Mudança de Transitividade versus Mudança de Frutas e verduras não deveriam custar muito.
Significado
2) No sentido de ser difícil, penoso, pode ser intransitivo ou
Há verbos que, de acordo com a mudança de transitividade, transitivo indireto.
apresentam mudança de significado. O conhecimento das Muito custa          viver tão longe da família.
diferentes regências desses verbos é um recurso linguístico             Verbo   Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
muito importante, pois além de permitir a correta interpretação        Intransitivo                       Reduzida de Infinitivo
de passagens escritas, oferece possibilidades expressivas a
quem fala ou escreve. Dentre os principais, estão: Custa-me (a mim)  crer que tomou realmente aquela atitude.
        Objeto                 Oração Subordinada Substantiva Subjetiva 
AGRADAR         Indireto                                     Reduzida de Infinitivo
1) Agradar é transitivo direto no sentido de fazer carinhos,
acariciar. Obs.: a Gramática Normativa condena as construções que
Sempre agrada o filho quando o revê. / Sempre o agrada atribuem ao verbo “custar” um sujeito representado por pessoa.
quando o revê. Observe o exemplo abaixo:
Cláudia não perde oportunidade de agradar o gato. / Cláudia Custei para entender o problema. 
não perde oportunidade de agradá-lo. Forma correta: Custou-me entender o problema.

2) Agradar é transitivo indireto no sentido de causar agrado IMPLICAR


a, satisfazer, ser agradável a.  Rege complemento introduzido 1) Como transitivo direto, esse verbo tem dois sentidos:
pela preposição “a”.
O cantor não agradou aos presentes. a) dar a entender, fazer supor, pressupor
O cantor não lhes agradou. Suas atitudes implicavam um firme propósito.

ASPIRAR b)  Ter como consequência, trazer como consequência,


1) Aspirar é transitivo direto no sentido de sorver, inspirar acarretar, provocar
(o ar), inalar. Liberdade de escolha implica amadurecimento político de um
Aspirava o suave aroma. (Aspirava-o) povo.

2)  Aspirar  é transitivo indireto no sentido de  desejar, ter 2) Como transitivo direto e indireto, significa comprometer,
como ambição. envolver
Aspirávamos a melhores condições de vida. (Aspirávamos a Implicaram aquele jornalista em questões econômicas.
elas)
Obs.: como o objeto direto do verbo “aspirar” não é pessoa, Obs.: no sentido de antipatizar, ter implicância, é transitivo
mas coisa, não se usam as formas pronominais átonas “lhe” indireto e rege com preposição “com”.
e “lhes” e sim as formas tônicas “a ele (s)”, “ a ela (s)”.  Veja o Implicava com quem não trabalhasse arduamente.
exemplo:
Aspiravam a uma existência melhor. (= Aspiravam a ela) PROCEDER
1)  Proceder  é intransitivo no sentido de  ser decisivo,
ASSISTIR ter cabimento, ter fundamento ou portar-se, comportar-se,
1)  Assistir  é transitivo direto no sentido de  ajudar, prestar agir.  Nessa segunda acepção, vem sempre acompanhado de
assistência a, auxiliar. Por Exemplo: adjunto adverbial de modo.
As afirmações da testemunha procediam, não havia como
As empresas de saúde negam-se a assistir os idosos. refutá-las.
As empresas de saúde negam-se a assisti-los. Você procede muito mal.

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APOSTILAS OPÇÃO
2) Nos sentidos de ter origem, derivar-se (rege a preposição” Regência Nominal
de”) e  fazer, executar  (rege complemento introduzido pela    
preposição “a”) é transitivo indireto. É o nome da relação existente entre um nome (substantivo,
O avião procede de Maceió. adjetivo ou advérbio) e os termos regidos por esse nome. Essa
Procedeu-se aos exames. relação é sempre intermediada por uma preposição. No estudo
O delegado procederá ao inquérito. da regência nominal, é preciso levar em conta que vários nomes
apresentam exatamente o mesmo regime dos verbos de que
QUERER derivam. Conhecer o regime de um verbo significa, nesses casos,
1)  Querer  é transitivo direto no sentido de  desejar, ter conhecer o regime dos nomes cognatos. Observe o exemplo:
vontade de, cobiçar. Verbo  obedecer  e os nomes correspondentes: todos regem
Querem melhor atendimento. complementos introduzidos pela preposição «a”.Veja:
Queremos um país melhor. Obedecer a algo/ a alguém.
Obediente a algo/ a alguém.
2)  Querer  é transitivo indireto no sentido de  ter afeição,
estimar, amar. Apresentamos a seguir vários nomes acompanhados
Quero muito aos meus amigos. da preposição ou preposições que os regem. Observe-os
Ele quer bem à linda menina. atentamente e procure, sempre que possível, associar esses
Despede-se o filho que muito lhe quer. nomes entre si ou a algum verbo cuja regência você conhece.

VISAR Substantivos
1)  Como transitivo direto, apresenta os sentidos de  mirar, Admiração a, por
fazer pontaria e de pôr visto, rubricar. Devoção a, para, com, por
O homem visou o alvo. Medo a, de
O gerente não quis visar o cheque. Aversão a, para, por
Doutor em
2)  No sentido de  ter em vista, ter como meta, ter como Obediência a
objetivo, é transitivo indireto e rege a preposição “a”. Atentado a, contra
O ensino deve sempre visar ao progresso social. Dúvida acerca de, em, sobre
Prometeram tomar medidas que visassem  ao bem-estar Ojeriza a, por
público. Bacharel em
Questões Horror a
Proeminência sobre
01. Todas as alternativas estão corretas quanto ao emprego Capacidade de, para
correto da regência do verbo, EXCETO: Impaciência com
(A) Faço entrega em domicílio. Respeito a, com, para com, por
(B) Eles assistem o espetáculo.
(C) João gosta de frutas. Adjetivos
(D) Ana reside em São Paulo. Acessível a
(E) Pedro aspira ao cargo de chefe. Diferente de
Necessário a
02. Assinale a opção em que o verbo Acostumado a, com
chamar é empregado com o mesmo sentido que Entendido em
apresenta em __ “No dia em que o chamaram de Ubirajara, Nocivo a
Quaresma ficou reservado, taciturno e mudo”: Afável com, para com
(A) pelos seus feitos, chamaram-lhe o salvador da pátria; Equivalente a
(B) bateram à porta, chamando Rodrigo; Paralelo a
(C) naquele momento difícil, chamou por Deus e pelo Diabo; Agradável a
(D) o chefe chamou-os para um diálogo franco; Escasso de
(E) mandou chamar o médico com urgência. Parco em, de
Alheio a, de
03. A regência verbal está correta na alternativa: Essencial a, para
(A) Ela quer namorar com o meu irmão. Passível de
(B) Perdi a hora da entrevista porque fui à pé. Análogo a
(C) Não pude fazer a prova do concurso porque era de menor. Fácil de
(D) É preferível ir a pé a ir de carro. Preferível a
Ansioso de, para, por
04. Em todas as alternativas, o verbo grifado foi empregado Fanático por
com regência certa, exceto em: Prejudicial a
(A) a vista de José Dias lembrou-me o que ele me dissera. Apto a, para
(B) estou deserto e noite, e aspiro sociedade e luz. Favorável a
(C) custa-me dizer isto, mas antes peque por excesso; Prestes a
(D) redobrou de intensidade, como se obedecesse a voz do Ávido de
mágico; Generoso com
(E) quando ela morresse, eu lhe perdoaria os defeitos. Propício a
Benéfico a
05. A regência verbal está INCORRETA em: Grato a, por
(A) Proibiram-no de fumar. Próximo a
(B) Ana comunicou sua mudança aos parentes mais íntimos. Capaz de, para
(C) Prefiro Português a Matemática. Hábil em
(D) A professora esqueceu da chave de sua casa no carro da Relacionado com
amiga. Compatível com
(E) O jovem aspira à carreira militar. Habituado a
Relativo a
Respostas Contemporâneo a, de
01. B\02. A\03. D\04. B\05. D Idêntico a

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APOSTILAS OPÇÃO
Advérbios a A (á) b B (bê)
Longe de Perto de c C (cê) d D (dê)
e E (é) f F (efe)
Obs.: os advérbios terminados em  -mente tendem a seguir g G (gê ou guê) h H (agá)
o regime dos adjetivos de que são formados: paralela a; i I (i) j J (jota)
paralelamente a; relativa a; relativamente a. k K (cá) l L (ele)
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/sint/sint61.php m M (eme) n N (ene)
o O (ó) p P (pê)
Questões q Q (quê) r R (erre)
s S (esse) t T (tê)
01. Assinale a alternativa em que a preposição “a” não deva u U (u) v V (vê)
ser empregada, de acordo com a regência nominal. w W (dáblio) x X (xis)
(A) A confiança é necessária ____ qualquer relacionamento. y Y (ípsilon) z Z (zê)
(B) Os pais de Pâmela estão alheios ____ qualquer decisão.
(C) Sirlene tem horror ____ aves. Observação: emprega-se também o ç, que representa o
(D) O diretor está ávido ____ melhores metas. fonema /s/ diante das letras: a, o, e u em determinadas palavras.
(E) É inegável que a tecnologia ficou acessível ____ toda
população. Emprego das letras K, W e Y
Utilizam-se nos seguintes casos:
02. Quanto a amigos, prefiro João.....Paulo,.....quem sinto...... a) Em antropônimos originários de outras línguas e seus
simpatia. derivados.
(A) a, por, menos Exemplos: Kant, kantismo; Darwin, darwinismo; Taylor,
(B) do que, por, menos taylorista.
(C) a, para, menos
(D) do que, com, menos b) Em topônimos originários de outras línguas e seus
(E) do que, para, menos derivados.
Exemplos: Kuwait, kuwaitiano.
03. Assinale a opção em que todos adjetivos podem ser
seguidos pela mesma preposição: c) Em siglas, símbolos, e mesmo em palavras adotadas como
(A) ávido, bom, inconsequente unidades de medida de curso internacional.
(B) indigno, odioso, perito Exemplos: K (Potássio), W (West), kg (quilograma), km
(C) leal, limpo, oneroso (quilômetro), Watt.
(D) orgulhoso, rico, sedento
(E) oposto, pálido, sábio Emprego de X e Ch
Emprega-se o X:
04. “As mulheres da noite,......o poeta faz alusão a colorir 1) Após um ditongo.
Aracaju,........coração bate de noite, no silêncio”. A opção que Exemplos: caixa, frouxo, peixe
completa corretamente as lacunas da frase acima é: Exceção: recauchutar e seus derivados
(A) as quais, de cujo
(B) a que, no qual 2) Após a sílaba inicial “en”.
(C) de que, o qual Exemplos: enxame, enxada, enxaqueca
(D) às quais, cujo Exceção: palavras iniciadas por “ch” que recebem o prefixo
(E) que, em cujo “en-”
Exemplos: encharcar (de charco), enchiqueirar (de chiqueiro),
05. Com relação à Regência Nominal, indique a alternativa encher e seus derivados (enchente, enchimento, preencher...)
em que esta foi corretamente empregada.
(A) A colocação de cartazes na rua foi proibida. 3) Após a sílaba inicial “me-”.
(B) É bom aspirar ao ar puro do campo. Exemplos: mexer, mexerica, mexicano, mexilhão
(C) Ele foi na Grécia. Exceção: mecha
(D) Obedeço o Código de Trânsito.
4) Em vocábulos de origem indígena ou africana e nas palavras
Respostas inglesas aportuguesadas.
01. D\02. A\03. D\04. D\05. A Exemplos: abacaxi, xavante, orixá, xará, xerife, xampu

5) Nas seguintes palavras:


Ortografia oficial. bexiga, bruxa, coaxar, faxina, graxa, lagartixa, lixa, lixo, puxar,
rixa, oxalá, praxe, roxo, vexame, xadrez, xarope, xaxim, xícara, xale,
xingar, etc.

Ortografia Emprega-se o dígrafo Ch:


1) Nos seguintes vocábulos:
A ortografia se caracteriza por estabelecer padrões para a bochecha, bucha, cachimbo, chalé, charque, chimarrão,
forma escrita das palavras. Essa escrita está relacionada tanto chuchu, chute, cochilo, debochar, fachada, fantoche, ficha, flecha,
a critérios etimológicos (ligados à origem das palavras) quanto mochila, pechincha, salsicha, tchau, etc.
fonológicos (ligados aos fonemas representados). É importante
compreender que a ortografia é fruto de uma convenção. A Para representar o fonema /j/ na forma escrita, a grafia
forma de grafar as palavras é produto de acordos ortográficos considerada correta é aquela que ocorre de acordo com a origem
que envolvem os diversos países em que a língua portuguesa é da palavra. Veja os exemplos:
oficial. A melhor maneira de treinar a ortografia é ler, escrever e gesso: Origina-se do grego gypsos
consultar o dicionário sempre que houver dúvida. jipe: Origina-se do inglês jeep.

O Alfabeto Emprega-se o G:
O alfabeto da língua portuguesa é formado por 26 letras. Cada 1) Nos substantivos terminados em -agem, -igem, -ugem
letra apresenta uma forma minúscula e outra maiúscula. Veja: Exemplos: barragem, miragem, viagem, origem, ferrugem
Exceção: pajem

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APOSTILAS OPÇÃO
2) Nas palavras terminadas em -ágio, -égio, -ígio, -ógio, -úgio abuso, asilo, através, aviso, besouro, brasa, cortesia,
Exemplos: estágio, privilégio, prestígio, relógio, refúgio decisão,despesa, empresa, freguesia, fusível, maisena, mesada,
paisagem, paraíso, pêsames, presépio, presídio, querosene,
3) Nas palavras derivadas de outras que se grafam com g raposa, surpresa, tesoura, usura, vaso, vigésimo, visita, etc.
Exemplos: engessar (de gesso), massagista (de massagem),
vertiginoso (de vertigem) Emprega-se o Z:
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam z no
4) Nos seguintes vocábulos: radical
algema, auge, bege, estrangeiro, geada, gengiva, gibi, gilete, Exemplos:
hegemonia, herege, megera, monge, rabugento, vagem. deslize- deslizar razão- razoável vazio- esvaziar
raiz- enraizar cruz-cruzeiro
Emprega-se o J:
1) Nas formas dos verbos terminados em -jar ou -jear 2) Nos sufixos -ez, -eza, ao formarem substantivos abstratos a
Exemplos: partir de adjetivos
arranjar: arranjo, arranje, arranjem Exemplos:
despejar: despejo, despeje, despejem inválido- invalidez limpo-limpeza macio- maciez
gorjear: gorjeie, gorjeiam, gorjeando rígido- rigidez
enferrujar: enferruje, enferrujem frio- frieza nobre- nobreza pobre-pobreza surdo-
viajar: viajo, viaje, viajem surdez

2) Nas palavras de origem tupi, africana, árabe ou exótica 3) Nos sufixos -izar, ao formar verbos e -ização, ao formar
Exemplos: biju, jiboia, canjica, pajé, jerico, manjericão, Moji substantivos
Exemplos:
3) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam j civilizar- civilização hospitalizar- hospitalização
Exemplos: colonizar- colonização realizar- realização
laranja- laranjeira loja- lojista lisonja -
lisonjeador nojo- nojeira 4) Nos derivados em -zal, -zeiro, -zinho, -zinha, -zito, -zita
cereja- cerejeira varejo- varejista rijo- enrijecer Exemplos:
jeito- ajeitar cafezal, cafezeiro, cafezinho, arvorezinha, cãozito, avezita

4) Nos seguintes vocábulos: 5) Nos seguintes vocábulos:


berinjela, cafajeste, jeca, jegue, majestade, jeito, jejum, laje, azar, azeite, azedo, amizade, buzina, bazar, catequizar, chafariz,
traje, pegajento cicatriz, coalizão, cuscuz, proeza, vizinho, xadrez, verniz, etc.

Emprego das Letras S e Z 6) Nos vocábulos homófonos, estabelecendo distinção no


Emprega-se o S: contraste entre o S e o Z
1) Nas palavras derivadas de outras que já apresentam s no Exemplos:
radical cozer (cozinhar) e coser (costurar)
prezar( ter em consideração) e presar (prender)
Exemplos: traz (forma do verbo trazer) e trás (parte posterior)
análise- analisar catálise- catalisador
casa- casinha, casebre liso- alisar Observação: em muitas palavras, a letra X soa como Z. Veja os
exemplos:
2) Nos sufixos -ês e -esa, ao indicarem nacionalidade, título exame exato exausto exemplo existir exótico
ou origem inexorável
Exemplos:
burguês- burguesa inglês- inglesa Emprego de S, Ç, X e dos Dígrafos Sc, Sç, Ss, Xc, Xs
chinês- chinesa milanês- milanesa Existem diversas formas para a representação do fonema /S/.
Observe:
3) Nos sufixos formadores de adjetivos -ense, -oso e -osa
Exemplos: Emprega-se o S:
catarinense gostoso- gostosa amoroso- amorosa Nos substantivos derivados de verbos terminados em
palmeirense gasoso- gasosa teimoso- teimosa “andir”,”ender”, “verter” e “pelir”
Exemplos:
4) Nos sufixos gregos -ese, -isa, -osa expandir- expansão pretender- pretensão verter-
Exemplos: versão expelir- expulsão
catequese, diocese, poetisa, profetisa, sacerdotisa, glicose, estender- extensão suspender- suspensão
metamorfose, virose converter - conversão repelir- repulsão

5) Após ditongos Emprega-se Ç:


Exemplos: Nos substantivos derivados dos verbos “ter” e “torcer”
coisa, pouso, lousa, náusea Exemplos:
ater- atenção torcer- torção
6) Nas formas dos verbos pôr e querer, bem como em seus deter- detenção distorcer-distorção
derivados manter- manutenção contorcer- contorção
Exemplos:
pus, pôs, pusemos, puseram, pusera, pusesse, puséssemos Emprega-se o X:
quis, quisemos, quiseram, quiser, quisera, quiséssemos Em alguns casos, a letra X soa como Ss
repus, repusera, repusesse, repuséssemos Exemplos:
auxílio, expectativa, experto, extroversão, sexta, sintaxe, texto,
7) Nos seguintes nomes próprios personativos: trouxe
Baltasar, Heloísa, Inês, Isabel, Luís, Luísa, Resende, Sousa,
Teresa, Teresinha, Tomás Emprega-se Sc:
Nos termos eruditos
8) Nos seguintes vocábulos: Exemplos:

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APOSTILAS OPÇÃO
acréscimo, ascensorista, consciência, descender, discente, Emprego das letras O e U
fascículo, fascínio, imprescindível, miscigenação, miscível, Emprega-se o O/U:
plebiscito, rescisão, seiscentos, transcender, etc. A oposição o/u é responsável pela diferença de significado de
algumas palavras. Veja os exemplos:
Emprega-se Sç: comprimento (extensão) e cumprimento (saudação,
Na conjugação de alguns verbos realização)
Exemplos: soar (emitir som) e suar (transpirar)
nascer- nasço, nasça
crescer- cresço, cresça Grafam-se com a letra O: bolacha, bússola, costume,
descer- desço, desça moleque.

Emprega-se Ss: Grafam-se com a letra U: camundongo, jabuti, Manuel, tábua


Nos substantivos derivados de verbos terminados em “gredir”,
“mitir”, “ceder” e “cutir” Emprego da letra H
Exemplos: Esta letra, em início ou fim de palavras, não tem valor fonético.
agredir- agressão demitir- demissão ceder- cessão Conservou-se apenas como símbolo, por força da etimologia e
discutir- discussão da tradição escrita. A palavra hoje, por exemplo, grafa-se desta
progredir- progressão t r a n s m i t i r - t r a n s m i s s ã o forma devido a sua origem na forma latina hodie.
exceder- excesso repercutir- repercussão
Emprega-se o H:
Emprega-se o Xc e o Xs: 1) Inicial, quando etimológico
Exemplos: hábito, hesitar, homologar, Horácio
Em dígrafos que soam como Ss
Exemplos: 2) Medial, como integrante dos dígrafos ch, lh, nh
exceção, excêntrico, excedente, excepcional, exsudar Exemplos: flecha, telha, companhia

Observações sobre o uso da letra X 3) Final e inicial, em certas interjeições


1) O X pode representar os seguintes fonemas: Exemplos: ah!, ih!, eh!, oh!, hem?, hum!, etc.
/ch/ - xarope, vexame
4) Em compostos unidos por hífen, no início do segundo
/cs/ - axila, nexo elemento, se etimológico
Exemplos: anti-higiênico, pré-histórico, super-homem, etc.
/z/ - exame, exílio
Observações:
/ss/ - máximo, próximo 1) No substantivo Bahia, o “h” sobrevive por tradição. Note que
nos substantivos derivados como baiano, baianada ou baianinha
/s/ - texto, extenso ele não é utilizado.

2) Não soa nos grupos internos -xce- e -xci- 2) Os vocábulos erva, Espanha e inverno não possuem a
Exemplos: excelente, excitar letra “h” na sua composição. No entanto, seus derivados eruditos
sempre são grafados com h. Veja:
Emprego das letras E e I herbívoro, hispânico, hibernal.
Na língua falada, a distinção entre as vogais átonas /e/ e /i /
pode não ser nítida. Observe: Emprego das Iniciais Maiúsculas e Minúsculas
1) Utiliza-se inicial maiúscula:
a) No começo de um período, verso ou citação direta.
Emprega-se o E: Exemplos:
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -oar, -uar Disse o Padre Antonio Vieira: “Estar com Cristo em qualquer
Exemplos: lugar, ainda que seja no inferno, é estar no Paraíso.”
magoar - magoe, magoes
continuar- continue, continues “Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
2) Em palavras formadas com o prefixo ante- (antes, anterior) Estandarte que à luz do sol encerra
Exemplos: antebraço, antecipar As promessas divinas da Esperança…”
(Castro Alves)
3) Nos seguintes vocábulos:
cadeado, confete, disenteria, empecilho, irrequieto, mexerico, Observações:
orquídea, etc. - No início dos versos que não abrem período, é facultativo o
uso da letra maiúscula.
Emprega-se o I :
1) Em sílabas finais dos verbos terminados em -air, -oer, -uir Por Exemplo:
Exemplos: “Aqui, sim, no meu cantinho,
cair- cai vendo rir-me o candeeiro,
doer- dói gozo o bem de estar sozinho
influir- influi e esquecer o mundo inteiro.”

2) Em palavras formadas com o prefixo anti- (contra) - Depois de dois pontos, não se tratando de citação direta, usa-
Exemplos: se letra minúscula.
Anticristo, antitetânico Por Exemplo:
“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro,
3) Nos seguintes vocábulos: incenso, mirra.” (Manuel Bandeira)
aborígine, artimanha, chefiar, digladiar, penicilina, privilégio,
etc. b) Nos antropônimos, reais ou fictícios.
Exemplos:
Pedro Silva, Cinderela, D. Quixote.

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APOSTILAS OPÇÃO
c) Nos topônimos, reais ou fictícios. Exemplos:
Exemplos: Governador Mário Covas ou governador Mário Covas
Rio de Janeiro, Rússia, Macondo. Papa João Paulo II ou papa João Paulo II
Excelentíssimo Senhor Reitor ou excelentíssimo senhor reitor
d) Nos nomes mitológicos. Santa Maria ou santa Maria.
Exemplos:
Dionísio, Netuno. c) Nos nomes que designam domínios de saber, cursos e
disciplinas.
e) Nos nomes de festas e festividades. Exemplos:
Exemplos: Português ou português
Natal, Páscoa, Ramadã. Línguas e Literaturas Modernas ou línguas e literaturas
modernas
f) Em siglas, símbolos ou abreviaturas internacionais. História do Brasil ou história do Brasil
Exemplos: Arquitetura ou arquitetura
ONU, Sr., V. Ex.ª.
Fonte: http://www.soportugues.com.br/secoes/fono/
g) Nos nomes que designam altos conceitos religiosos, fono24.php
políticos ou nacionalistas. Emprego do Porquê
Exemplos:
Igreja (Católica, Apostólica, Romana), Estado, Nação, Pátria, Orações
União, etc. Interrogativas Exemplo:

Observação: esses nomes escrevem-se com inicial minúscula (pode ser Por que devemos nos
quando são empregados em sentido geral ou indeterminado. substituído por: preocupar com o meio
Exemplo: Por por qual motivo, ambiente?
Todos amam sua pátria. Que por qual razão)
Exemplo:
Emprego FACULTATIVO de letra maiúscula: Equivalendo
a) Nos nomes de logradouros públicos, templos e edifícios. a “pelo qual” Os motivos por que não
Exemplos: respondeu são desconhecidos.
Rua da Liberdade ou rua da Liberdade
Igreja do Rosário ou igreja do Rosário Exemplos:
Edifício Azevedo ou edifício Azevedo
Você ainda tem coragem de
Final de
2) Utiliza-se inicial minúscula: Por perguntar por quê?
frases e seguidos
a) Em todos os vocábulos da língua, nos usos correntes. Quê
de pontuação
Exemplos: Você não vai? Por quê?
carro, flor, boneca, menino, porta, etc.
Não sei por quê!
b) Nos nomes de meses, estações do ano e dias da semana.
Exemplos: Exemplos:
janeiro, julho, dezembro, etc. Conjunção
segunda, sexta, domingo, etc. A situação agravou-se
que indica
primavera, verão, outono, inverno porque ninguém reclamou.
explicação ou
causa
c) Nos pontos cardeais. Ninguém mais o espera,
Porque porque ele sempre se atrasa.
Exemplos:
Percorri o país de norte a sul e de leste a oeste. Conjunção de
Estes são os pontos colaterais: nordeste, noroeste, sudeste, Exemplos:
Finalidade –
sudoeste. equivale a “para
Não julgues porque não te
que”, “a fim de
Observação: quando empregados em sua forma absoluta, os julguem.
que”.
pontos cardeais são grafados com letra maiúscula.
Função de
Exemplos: Exemplos:
Nordeste (região do Brasil) substantivo
Ocidente (europeu) – vem
Não é fácil encontrar o
acompanhado
Oriente (asiático) Porquê porquê de toda confusão.
de artigo ou
pronome
Lembre-se: Dê-me um porquê de sua
Depois de dois-pontos, não se tratando de citação direta, usa- saída.
se letra minúscula.

Exemplo: 1. Por que (pergunta)


“Chegam os magos do Oriente, com suas dádivas: ouro, 2. Porque (resposta)
incenso, mirra.” (Manuel Bandeira) 3. Por quê (fim de frase: motivo)
4. O Porquê (substantivo)
Emprego FACULTATIVO de letra minúscula:
a) Nos vocábulos que compõem uma citação bibliográfica. Emprego de outras palavras
Exemplos:
Crime e Castigo ou Crime e castigo Senão: equivale a “caso contrário”, “a não ser”: Não fazia coisa
Grande Sertão: Veredas ou Grande sertão: veredas nenhuma senão criticar.
Em Busca do Tempo Perdido ou Em busca do tempo perdido Se não: equivale a “se por acaso não”, em orações adverbiais
condicionais: Se não houver homens honestos, o país não sairá
b) Nas formas de tratamento e reverência, bem como em desta situação crítica.
nomes sagrados e que designam crenças religiosas.

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APOSTILAS OPÇÃO
Tampouco: advérbio, equivale a “também não”: Não (D) Ao descer e subir escadas, segure-se nos corrimãos.
compareceu, tampouco apresentou qualquer justificativa. (E) Cuidado com os degrais, que são perigosos!
Tão pouco: advérbio de intensidade: Encontramo-nos tão
pouco esta semana. Respostas
01. D/02. B/03. D/4-B/5-D
Trás ou Atrás = indicam lugar, são advérbios.
Traz - do verbo trazer.
Acentuação gráfica.
Vultoso: volumoso: Fizemos um trabalho vultoso aqui.
Vultuoso: atacado de congestão no rosto: Sua face está
vultuosa e deformada.
Questões Acentuação

01. Que mexer o esqueleto é bom para a saúde já virou A acentuação é um dos requisitos que perfazem as regras
até sabedoria popular. Agora, estudo levanta hipóteses sobre estabelecidas pela Gramática Normativa. Esta se compõe de
........................ praticar atividade física..........................benefícios algumas particularidades, às quais devemos estar atentos,
para a totalidade do corpo. Os resultados podem levar a novas procurando estabelecer uma relação de familiaridade e,
terapias para reabilitar músculos contundidos ou mesmo para consequentemente, colocando-as em prática na linguagem
.......................... e restaurar a perda muscular que ocorre com o escrita.
avanço da idade.
(Ciência Hoje, março de 2012) Regras básicas – Acentuação tônica

As lacunas do texto devem ser preenchidas, correta e A acentuação tônica implica na intensidade com que são
respectivamente, com: pronunciadas as sílabas das palavras. Aquela que se dá de
(A) porque … trás … previnir forma mais acentuada, conceitua-se como sílaba tônica. As
(B) porque … traz … previnir demais, como são pronunciadas com menos intensidade, são
(C) porquê … tras … previnir denominadas de átonas.
(D) por que … traz … prevenir
(E) por quê … tráz … prevenir De acordo com a tonicidade, as palavras são classificadas
como:
02. Assinale a opção que completa corretamente as lacunas
da frase abaixo: Não sei o _____ ela está com os olhos vermelhos, Oxítonas – São aquelas cuja sílaba tônica recai sobre a
talvez seja _____ chorou. última sílaba.
(A) porquê / porque; Ex.: café – coração – cajá – atum – caju – papel
(B) por que / porque;
(C) porque / por que; Paroxítonas – São aquelas em que a sílaba tônica se
(D) porquê / por quê; evidencia na penúltima sílaba.
(E) por que / por quê. Ex.: útil – tórax – táxi – leque – retrato – passível

03. Proparoxítonas - São aquelas em que a sílaba tônica se


evidencia na antepenúltima sílaba.
Ex.: lâmpada – câmara – tímpano – médico – ônibus

Como podemos observar, mediante todos os exemplos


mencionados, os vocábulos possuem mais de uma sílaba, mas
em nossa língua existem aqueles com uma sílaba somente:
são os chamados monossílabos, que, quando pronunciados,
apresentam certa diferenciação quanto à intensidade.

Tal diferenciação só é percebida quando os pronunciamos


Considerando a ortografia e a acentuação da norma- em uma dada sequência de palavras. Assim como podemos
padrão da língua portuguesa, as lacunas estão, correta e observar no exemplo a seguir:
respectivamente, preenchidas por:
(A) mal ... por que ... intuíto “Sei que não vai dar em nada, seus segredos sei de cor”.
(B) mau ... por que ... intuito
(C) mau ... porque ... intuíto Os monossílabos em destaque classificam-se como tônicos;
(D) mal ... porque ... intuito os demais, como átonos (que, em, de).
(E) mal ... por quê ... intuito
Os Acentos Gráficos
04. Assinale a alternativa que preenche, correta e
respectivamente, as lacunas do trecho a seguir, de acordo com acento agudo (´) – Colocado sobre as letras “a”, “i”, “u” e
a norma-padrão. sobre o “e” do grupo “em” - indica que estas letras representam
Além disso, ___certamente ____entre nós ____do fenômeno da as vogais tônicas de palavras como Amapá, caí, público, parabéns.
corrupção e das fraudes. Sobre as letras “e” e “o” indica, além da tonicidade, timbre aberto. 
(A) a … concenso … acerca Ex.: herói – médico – céu(ditongos abertos)
(B) há … consenso … acerca
(C) a … concenso … a cerca acento circunflexo (^) – colocado sobre as letras “a”, “e” e
(D) a … consenso … há cerca “o” indica, além da tonicidade, timbre fechado:
(E) há … consenço … a cerca Ex.: tâmara – Atlântico – pêssego – supôs
05. Assinale a alternativa cujas palavras se apresentam acento grave (`) – indica a fusão da preposição “a” com
flexionadas de acordo com a norma-padrão. artigos e pronomes.
(A) Os tabeliãos devem preparar o documento. Ex.: à – às – àquelas – àqueles
(B) Esses cidadões tinham autorização para portar fuzis.
(C) Para autenticar as certidãos, procure o cartório local.

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APOSTILAS OPÇÃO
trema (¨) – De acordo com a nova regra, foi totalmente O acento pertencente aos encontros “oo” e “ee” foi abolido.
abolido das palavras. Há uma exceção: é utilizado em palavras Ex.:
derivadas de nomes próprios estrangeiros.
Ex.: mülleriano (de Müller) Antes Agora
crêem creem
til (~) – indica que as letras “a” e “o” representam vogais vôo voo
nasais.
Ex.: coração – melão – órgão – ímã - Agora memorize a palavra CREDELEVÊ. São os verbos que,
no plural, dobram o “e”, mas que não recebem mais acento
Regras fundamentais: como antes: CRER, DAR, LER e VER.
Repare:
Palavras oxítonas: 1-) O menino crê em você
Acentuam-se todas as oxítonas terminadas em: “a”, “e”, “o”, Os meninos creem em você.
“em”, seguidas ou não do plural(s): 2-) Elza lê bem!
Pará – café(s) – cipó(s) – armazém(s) Todas leem bem!
3-) Espero que ele dê o recado à sala.
Essa regra também é aplicada aos seguintes casos: Esperamos que os dados deem efeito!
4-) Rubens vê tudo!
Monossílabos tônicos terminados em “a”, “e”, “o”, seguidos Eles veem tudo!
ou não de “s”.
Ex.: pá – pé – dó – há - Cuidado! Há o verbo vir:
Ele vem à tarde!
Formas verbais terminadas em “a”, “e”, “o” tônicos, seguidas Eles vêm à tarde!
de lo, la, los, las. Não se acentuam o “i” e o “u” que formam hiato quando
respeitá-lo – percebê-lo – compô-lo seguidos, na mesma sílaba, de l, m, n, r ou z:

Paroxítonas: Ra-ul, ru-im, con-tri-bu-in-te, sa-ir, ju-iz


Acentuam-se as palavras paroxítonas terminadas em:
- i, is Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se estiverem
táxi – lápis – júri seguidas do dígrafo nh:
- us, um, uns ra-i-nha, ven-to-i-nha.
vírus – álbuns – fórum
- l, n, r, x, ps Não se acentuam as letras “i” e “u” dos hiatos se vierem
automóvel – elétron - cadáver – tórax – fórceps precedidas de vogal idêntica:
- ã, ãs, ão, ãos xi-i-ta, pa-ra-cu-u-ba
ímã – ímãs – órfão – órgãos
As formas verbais que possuíam o acento tônico na raiz, com
- Dica: Memorize a palavra LINURXÃO. Para quê? Repare que “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i” não
essa palavra apresenta as terminações das paroxítonas que são serão mais acentuadas. Ex.:
acentuadas: L, I N, U (aqui inclua UM =fórum), R, X, Ã, ÃO. Assim
ficará mais fácil a memorização! Antes Depois
apazigúe (apaziguar) apazigue
- ditongo oral, crescente ou decrescente, seguido ou não de “s”. argúi (arguir) argui

água – pônei – mágoa – jóquei Acentuam-se os verbos pertencentes à terceira pessoa do


plural de:
Regras especiais:
ele tem – eles têm
Os ditongos de pronúncia aberta “ei”, “oi” ( ditongos abertos), ele vem – eles vêm (verbo vir)
que antes eram acentuados, perderam o acento de acordo com
a nova regra, mas desde que estejam em palavras paroxítonas. A regra prevalece também para os verbos conter, obter, reter,
deter, abster. 
Cuidado: Se os ditongos abertos estiverem em uma ele contém – eles contêm
palavra oxítona (herói) ou monossílaba (céu) ainda são ele obtém – eles obtêm
acentuados. Mas caso não forem ditongos perdem o acento. ele retém – eles retêm
Ex.: ele convém – eles convêm
Antes Agora
Não se acentuam mais as palavras homógrafas que antes
assembléia assembleia
eram acentuadas para diferenciá-las de outras semelhantes
idéia ideia
(regra do acento diferencial). Apenas em algumas exceções,
jibóia jiboia
como:
apóia (verbo apoiar) apoia
A forma verbal pôde (terceira pessoa do singular do
Quando a vogal do hiato for “i” ou “u” tônicos, acompanhados
pretérito perfeito do modo indicativo) ainda continua
ou não de “s”, haverá acento:
sendo acentuada para diferenciar-se de pode (terceira
Ex.: saída – faísca – baú – país – Luís
pessoa do singular do presente do indicativo). Ex:
Observação importante:
Ela pode fazer isso agora.
Não serão mais acentuados “i” e “u” tônicos, formando hiato
Elvis não pôde participar porque sua mão não deixou...
quando vierem depois de ditongo: Ex.:
O mesmo ocorreu com o verbo pôr para diferenciar da
Antes Agora
preposição por.
bocaiúva bocaiuva
- Quando, na frase, der para substituir o “por” por “colocar”,
feiúra feiura
então estaremos trabalhando com um verbo, portanto: “pôr”;
nos outros casos, “por” preposição. Ex:

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APOSTILAS OPÇÃO
Faço isso por você.
Posso pôr (colocar) meus livros aqui?

Questões

01. “Cadáver” é paroxítona, pois:


A) Tem a última sílaba como tônica.
B) Tem a penúltima sílaba como tônica.
C) Tem a antepenúltima sílaba como tônica.
D) Não tem sílaba tônica.

02. Assinale a alternativa correta.


A palavra faliu contém um:
A) hiato
B) dígrafo
C) ditongo decrescente
D) ditongo crescente

03. Em “O resultado da experiência foi, literalmente,


aterrador.” a palavra destacada encontra-se acentuada pelo
mesmo motivo que:
A) túnel
B) voluntário
C) até
D) insólito
E) rótulos

04. Assinale a alternativa correta.


A) “Contrário” e “prévias” são acentuadas por serem
paroxítonas terminadas em ditongo.
B) Em “interruptor” e “testaria” temos, respectivamente,
encontro consonantal e hiato.
C) Em “erros derivam do mesmo recurso mental” as palavras
grifadas são paroxítonas.
D) Nas palavras “seguida”, “aquele” e “quando” as partes
destacadas são dígrafos.
E) A divisão silábica está correta em “co-gni-ti-va”, “p-si-có-
lo-ga” e “a-ci-o-na”.

05. Todas as palavras abaixo são hiatos, EXCETO:


A) saúde
B) cooperar
C) ruim
D) creem
E) pouco

Respostas
1-B / 2-C / 3-B / 4-A / 5-E

Anotações

Língua Portuguesa 59
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APOSTILAS OPÇÃO

Língua Portuguesa 60
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RACIOCÍNIO LÓGICO MATEMÁTICO

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APOSTILAS OPÇÃO

Atenção: orações que não tem sujeito, NÃO são


consideradas proposições lógicas.

Princípios fundamentais da lógica


A Lógica matemática adota como regra fundamental três
princípios1 (ou axiomas):

I – PRÍNCIPIO DA IDENTIDADE: uma proposição


Lógica: proposições, valor- verdadeira é verdadeira; uma proposição falsa é falsa.

verdade negação, conjunção, II – PRINCÍPIO DA NÃO CONTRADIÇÃO: uma


disjunção, implicação, proposição não pode ser verdadeira E falsa ao mesmo
equivalência, proposições tempo.
compostas. III – PRINCÍPIO DO TERCEIRO EXCLUÍDO: toda
proposição OU é verdadeira OU é falsa, verificamos sempre
Caro (a) candidato (a), colocamos os assuntos neste tópico um desses casos, NUNCA existindo um terceiro caso.
seguindo a melhor ordem de estudo para você; visando a melhor
compreensão dos assuntos cobrados neste edital.
Se esses princípios acimas não puderem ser aplicados,
ESTRUTURAS LÓGICAS NÃO podemos classificar uma frase como proposição.

Em uma primeira aproximação, a lógica pode ser Valores lógicos das proposições
entendida como a ciência que estuda os princípios e o métodos Chamamos de valor lógico de uma proposição a verdade,
que permitem estabelecer as condições de validade e se a proposição é verdadeira (V), e a falsidade, se a proposição
invalidade dos argumentos. Um argumento é uma parte do é falsa (F).
discurso no qual localizamos um conjunto de uma ou mais Consideremos as seguintes proposições e os seus
sentenças denominadas premissas e uma sentença respectivos valores lógicos:
denominada conclusão. a) Brasília é a capital do Brasil. (V)
Em diversas provas de concursos são empregados toda b) Terra é o maior planeta do sistema Solar. (F)
sorte de argumentos com os mais variados conteúdos: político,
religioso, moral e etc. Pode-se pensar na lógica como o estudo A maioria das proposições são proposições contingenciais,
da validade dos argumentos, focalizando a atenção não no ou seja, dependem do contexto para sua análise. Assim, por
conteúdo, mas sim na sua forma ou na sua estrutura. exemplo, se considerarmos a proposição simples:

Conceito de proposição “Existe vida após a morte”, ela poderá ser verdadeira (do
Chama-se proposição a todo conjunto de palavras ou ponto de vista da religião espírita) ou falsa (do ponto de vista
símbolos que expressam um pensamento ou uma ideia de da religião católica); mesmo assim, em ambos os casos, seu valor
sentido completo. Assim, as proposições transmitem lógico é único — ou verdadeiro ou falso.
pensamentos, isto é, afirmam, declaram fatos ou exprimem
juízos que formamos a respeito de determinados conceitos ou Classificação das proposições
entes. As proposições podem ser classificadas em:
Elas devem possuir além disso: 1) Proposições simples (ou atômicas): são formadas por
- um sujeito e um predicado; um única oração, sem conectivos, ou seja, elementos de
- e por último, deve sempre ser possível atribuir um valor ligação. Representamos por letras minusculas: p, q, r,... .
lógico: verdadeiro (V) ou falso (F). Exemplos:
Preenchendo esses requisitos estamos diante de uma O céu é azul.
proposição. Hoje é sábado.
Vejamos alguns exemplos:
A) Terra é o maior planeta do sistema Solar 2) Proposições compostas (ou moleculares): possuem
B) Brasília é a capital do Brasil. elementos de ligação (conectivos) que ligam as orações,
C) Todos os músicos são românticos. podendo ser duas, três, e assim por diante. Representamos por
letras maiusculas: P, Q, R, ... .
A todas as frases podemos atribuir um valor lógico (V ou Exemplos:
F). O ceu é azul ou cinza.
TOME NOTA!!! Se hoje é sábado, então vou a praia.
Uma forma de identificarmos se uma frase simples é ou
não considerada frase lógica, ou sentença, ou ainda Observação: os termos em destaque são alguns dos
proposição, é pela presença de: conectivos (termos de ligação) que utilizamos em lógica
- sujeito simples: "Carlos é médico"; matemática.
- sujeito composto: "Rui e Nathan são irmãos";
- sujeito inexistente: "Choveu" 3) Sentença aberta: quando não se pode atribuir um
- verbo, que representa a ação praticada por esse sujeito, valor lógico verdadeiro ou falso para ela (ou valorar a
e estar sujeita à apreciação de julgamento de ser verdadeira proposição!), portanto, não é considerada frase lógica. São
(V) ou falsa (F), caso contrário, não será considerada consideradas sentenças abertas:
proposição. a) Frases interrogativas: Quando será prova? - Estudou
ontem? – Fez Sol ontem?
b) Frases exclamativas: Gol! – Que maravilhoso!

1 Algumas bibliografias consideram apenas dois axiomas o II e o III.

Raciocínio Lógico-Matemático 1
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APOSTILAS OPÇÃO

c) Frase imperativas: Estude e leia com atenção. – Desligue (C) três proposições;
a televisão. (D) quatro proposições;
d) Frases sem sentido lógico (expressões vagas, (E) todas são proposições.
paradoxais, ambíguas, ...): “esta frase é verdadeira” (expressão
paradoxal) – O cavalo do meu vizinho morreu (expressão Respostas
ambígua) – 2 + 3 + 7
01. Resposta: D.
4) Proposição (sentença) fechada: quando a proposição Analisando as alternativas temos:
admitir um único valor lógico, seja ele verdadeiro ou falso, (A) Frases interrogativas não são consideradas
nesse caso, será considerada uma frase, proposição ou proposições.
sentença lógica. (B) O sujeito aqui é indeterminado, logo não podemos
Observe os exemplos: definir quem é ele.
(C) Trata-se de uma proposição composta
Frase Sujeito Verbo Conclusão (D) É uma frase declarativa onde podemos identificar o
Maria é Maria É (ser) É uma frase sujeito da frase e atribuir a mesma um valor lógico.
baiana (simples) lógica
Lia e Maria Lia e Maria Têm (ter) É uma frase 02. Resposta: E.
têm dois (composto) lógica Analisando as alternativas temos:
irmãos (A) Não é uma oração composta de sujeito e predicado.
Ventou Inexistente Ventou É uma frase (B) É uma frase imperativa/exclamativa, logo não é
hoje (ventar) lógica proposição.
Um lindo Um lindo Frase sem NÂO é uma (C) É uma frase que expressa ordem, logo não é proposição.
livro de livro verbo frase lógica (D) É uma frase interrogativa.
literatura (E) Composta de sujeito e predicado, é uma frase
Manobrar Frase sem Manobrar NÂO é uma declarativa e podemos atribuir a ela valores lógicos.
esse carro sujeito frase lógica
Existe vida Vida Existir É uma frase 03. Resposta: B.
em Marte lógica Analisemos cada alternativa:
(A) “A frase dentro destas aspas é uma mentira”, não
Sentenças representadas por variáveis podemos atribuir valores lógicos a ela, logo não é uma
a) x + 4 > 5; sentença lógica.
b) Se x > 1, então x + 5 < 7; (B) A expressão x + y é positiva, não temos como atribuir
c) x = 3 se, e somente se, x + y = 15. valores lógicos, logo não é sentença lógica.
(C) O valor de √4 + 3 = 7; é uma sentença lógica pois
Observação: Os termos “atômicos” e “moleculares” podemos atribuir valores lógicos, independente do resultado
referem-se à quantidade de verbos presentes na frase. que tenhamos
Consideremos uma frase com apenas um verbo, então ela será (D) Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira, também
dita atômica, pois se refere a apenas um único átomo (1 verbo podemos atribuir valores lógicos (não estamos considerando
= 1 átomo); consideremos, agora, uma frase com mais de um a quantidade certa de gols, apenas se podemos atribuir um
verbo, então ela será dita molecular, pois se refere a mais de valor de V ou F a sentença).
um átomo (mais de um átomo = uma molécula). (E) O que é isto? - como vemos não podemos atribuir
valores lógicos por se tratar de uma frase interrogativa.
Questões

01. (Pref. Tanguá/RJ- Fiscal de Tributos – MS CONCEITO DE TABELA VERDADE


CONCURSOS/2017) Qual das seguintes sentenças é
classificada como uma proposição simples? Sabemos que tabela verdade é toda tabela que atribui,
(A) Será que vou ser aprovado no concurso? previamente, os possíveis valores lógicos que as proposições
(B) Ele é goleiro do Bangu. simples podem assumir, como sendo verdadeiras (V) ou
(C) João fez 18 anos e não tirou carta de motorista. falsas (F), e, por consequência, permite definir a solução de
(D) Bashar al-Assad é presidente dos Estados Unidos. uma determinada fórmula (proposição composta).
De acordo com o Princípio do Terceiro Excluído, toda
02. (IF/PA- Auxiliar de Assuntos Educacionais – proposição simples “p” é verdadeira ou falsa, ou seja, possui o
IF/PA/2016) Qual sentença a seguir é considerada uma valor lógico V (verdade) ou o valor lógico F (falsidade).
proposição? Em se tratando de uma proposição composta, a
(A) O copo de plástico. determinação de seu valor lógico, conhecidos os valores
(B) Feliz Natal! lógicos das proposições simples componentes, se faz com base
(C) Pegue suas coisas. no seguinte princípio, vamos relembrar:
(D) Onde está o livro?
(E) Francisco não tomou o remédio. O valor lógico de qualquer proposição composta
depende UNICAMENTE dos valores lógicos das
03. (Cespe/UNB) Na lista de frases apresentadas a seguir: proposições simples componentes, ficando por eles
• “A frase dentro destas aspas é uma mentira.” UNIVOCAMENTE determinados.
• A expressão x + y é positiva.
• O valor de √4 + 3 = 7. Para determinarmos esses valores recorremos a um
• Pelé marcou dez gols para a seleção brasileira. dispositivo prático que é o objeto do nosso estudo: A tabela
• O que é isto? verdade. Em que figuram todos os possíveis valores lógicos da
Há exatamente: proposição composta (sua solução) correspondente a todas as
(A) uma proposição; possíveis atribuições de valores lógicos às proposições
(B) duas proposições; simples componentes.

Raciocínio Lógico-Matemático 2
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Número de linhas de uma Tabela Verdade Vejamos alguns exemplos:


O número de linhas de uma proposição composta depende
do número de proposições simples que a integram, sendo dado 01. (FCC) Com relação à proposição: “Se ando e bebo,
pelo seguinte teorema: então caio, mas não durmo ou não bebo”. O número de linhas
da tabela-verdade da proposição composta anterior é igual a:
“A tabela verdade de uma proposição composta com n* (A) 2;
proposições simples componentes contém 2n linhas.” (* (B) 4;
Algumas bibliografias utilizam o “p” no lugar do “n”) (C) 8;
Os valores lógicos “V” e “F” se alteram de dois em dois para (D) 16;
a primeira proposição “p” e de um em um para a segunda (E) 32.
proposição “q”, em suas respectivas colunas, e, além disso, VV,
VF, FV e FF, em cada linha, são todos os arranjos binários com Vamos contar o número de verbos para termos a
repetição dos dois elementos “V” e “F”, segundo ensina a quantidade de proposições simples e distintas contidas na
Análise Combinatória. proposição composta. Temos os verbos “andar’, “beber”, “cair”
e “dormir”. Aplicando a fórmula do número de linhas temos:
Construção da tabela verdade de uma proposição Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
composta Resposta D.
Para sua construção começamos contando o número de
proposições simples que a integram. Se há n proposições 02. (Cespe/UnB) Se “A”, “B”, “C” e “D” forem proposições
simples componentes, então temos 2n linhas. Feito isso, simples e distintas, então o número de linhas da tabela-
atribuimos a 1ª proposição simples “p1” 2n / 2 = 2n -1 valores verdade da proposição (A → B) ↔ (C → D) será igual a:
V , seguidos de 2n – 1 valores F, e assim por diante. (A) 2;
(B) 4;
Exemplos (C) 8;
1) Se tivermos 2 proposições temos que 2n =22 = 4 linhas e (D) 16;
2n – 1 = 22 - 1 = 2, temos para a 1ª proposição 2 valores V e 2 (E) 32.
valores F se alternam de 2 em 2 , para a 2ª proposição temos
que os valores se alternam de 1 em 1 (ou seja metade dos Veja que podemos aplicar a mesma linha do raciocínio
valores da 1ª proposição). Observe a ilustração, a primeira acima, então teremos:
parte dela corresponde a árvore de possibilidades e a segunda Número de linhas = 2n = 24 = 16 linhas.
a tabela propriamente dita. Resposta D.

Estudo dos Operadores e Operações Lógicas


Quando efetuamos certas operações sobre proposições
chamadas operações lógicas, efetuamos cálculos
proposicionais, semelhantes a aritmética sobre números, de
forma a determinarmos os valores das proposições.
1) Negação ( ~ ): chamamos de negação de uma
proposição representada por “não p” cujo valor lógico é
verdade (V) quando p é falsa e falsidade (F) quando p é
verdadeira. Assim “não p” tem valor lógico oposto daquele de
p.
Pela tabela verdade temos:
(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html)

2) Neste caso temos 3 proposições simples, fazendo os


cálculos temos: 2n =23 = 8 linhas e 2n – 1 = 23 - 1 = 4, temos para
a 1ª proposição 4 valores V e 4 valores F se alternam de 4 em
4 , para a 2ª proposição temos que os valores se alternam de 2 Simbolicamente temos:
em 2 (metade da 1ª proposição) e para a 3ª proposição temos ~V = F ; ~F = V
valores que se alternam de 1 em 1(metade da 2ª proposição). V(~p) = ~V(p)

Exemplos
Proposição Negação: ~p
(afirmações): p
Carlos é médico Carlos NÃO é médico
Juliana é carioca Juliana NÃO é carioca
Nicolas está de férias Nicolas NÃO está de férias
Norberto foi NÃO É VERDADE QUE
trabalhar Norberto foi trabalhar

A primeira parte da tabela todas as afirmações são


verdadeiras, logo ao negarmos temos passam a ter como valor
lógico a falsidade.

(Fonte: http://www.colegioweb.com.br/nocoes-de-logica/tabela-verdade.html) - Dupla negação (Teoria da Involução): vamos


considerar as seguintes proposições primitivas, p:” Netuno é o
planeta mais distante do Sol”; sendo seu valor verdadeiro ao
negarmos “p”, vamos obter a seguinte proposição ~p: “Netuno
NÂO é o planeta mais distante do Sol” e negando novamente a

Raciocínio Lógico-Matemático 3
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proposição “~p” teremos ~(~p): “NÃO É VERDADE que Netuno valor lógico é verdade (V) quando pelo menos uma das
NÃO é o planeta mais distante do Sol”, sendo seu valor lógico proposições, p e q, é verdadeira e falsidade (F) quando
verdadeiro (V). Logo a dupla negação equivale a termos de ambas são falsas.
valores lógicos a sua proposição primitiva. Simbolicamente: “p v q” (lê-se: “p OU q”).
p ≡ ~(~p) Pela tabela verdade temos:

Observação: O termo “equivalente” está associado aos


“valores lógicos” de duas fórmulas lógicas, sendo iguais pela
natureza de seus valores lógicos.
Exemplo:
1. Saturno é um planeta do sistema solar.
2. Sete é um número real maior que cinco.
Exemplos
Sabendo-se da realidade dos valores lógicos das (a)
proposições “Saturno é um planeta do sistema solar” e “Sete é p: A neve é branca. (V)
um número rela maior que cinco”, que são ambos verdadeiros q: 3 < 5. (V)
(V), conclui-se que essas proposições são equivalentes, em V(p v q) = V(p) v V(q) = V v V = V
termos de valores lógicos, entre si.
(b)
2) Conjunção – produto lógico (^): chama-se de p: A neve é azul. (F)
conjunção de duas proposições p e q a proposição q: 6 < 5. (F)
representada por “p e q”, cujo valor lógico é verdade (V) V(p v q) = V(p) v V(q) = F v F = F
quando as proposições, p e q, são ambas verdadeiras e
falsidade (F) nos demais casos. (c)
Simbolicamente temos: “p ^ q” (lê-se: “p E q”). p: Pelé é jogador de futebol. (V)
Pela tabela verdade temos: q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p v q) = V(p) v V(q) = V v F = V

(d)
p: A neve é azul. (F)
q: 7 é número ímpar. (V)
V(p v q) = V(p) v V(q) = F v V = V

Exemplos 4) Disjunção exclusiva ( v ): chama-se disjunção


(a) exclusiva de duas proposições p e q, cujo valor lógico é
p: A neve é branca. (V) verdade (V) somente quando p é verdadeira ou q é
q: 3 < 5. (V) verdadeira, mas não quando p e q são ambas verdadeiras
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ V = V e a falsidade (F) quando p e q são ambas verdadeiras ou
ambas falsas.
(b) Simbolicamente: “p v q” (lê-se; “OU p OU q”; “OU p OU q,
p: A neve é azul. (F) MAS NÃO AMBOS”).
q: 6 < 5. (F) Pela tabela verdade temos:
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ F = F

(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = V ^ F = F

(d) Para entender melhor vamos analisar o exemplo.


p: A neve é azul. (F) p: Nathan é médico ou professor. (Ambas podem ser
q: 7 é número ímpar. (V) verdadeiras, ele pode ser as duas coisas ao mesmo tempo, uma
V(p ^ q ) = V(p) ^ V(q) = F ^ V = F condição não exclui a outra – disjunção inclusiva).
Podemos escrever:
- O valor lógico de uma proposição simples “p” é indicado Nathan é médico ^ Nathan é professor
por V(p). Assim, exprime-se que “p” é verdadeira (V),
escrevendo: q: Mario é carioca ou paulista (aqui temos que se Mario é
V(p) = V carioca implica que ele não pode ser paulista, as duas coisas
não podem acontecer ao mesmo tempo – disjunção exclusiva).
- Analogamente, exprime-se que “p” é falsa (F), Reescrevendo:
escrevendo: Mario é carioca v Mario é paulista.
V(p) = F Exemplos
a) Plínio pula ou Lucas corre, mas não ambos.
- As proposições compostas, representadas, por exemplo, b) Ou Plínio pula ou Lucas corre.
pelas letras maiúsculas “P”, “Q”, “R”, “S” e “T”, terão seus
respectivos valores lógicos representados por: 5) Implicação lógica ou condicional (→): chama-se
V(P), V(Q), V(R), V(S) e V(T). proposição condicional ou apenas condicional representada
por “se p então q”, cujo valor lógico é falsidade (F) no caso em
3) Disjunção inclusiva – soma lógica – disjunção que p é verdade e q é falsa e a verdade (V) nos demais
simples (v): chama-se de disjunção inclusiva de duas casos.
proposições p e q a proposição representada por “p ou q”, cujo

Raciocínio Lógico-Matemático 4
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APOSTILAS OPÇÃO

Simbolicamente: “p → q” (lê-se: p é condição suficiente Transformação da linguagem corrente para a


para q; q é condição necessária para p). simbólica
p é o antecedente e q o consequente e “→” é chamado de Este é um dos tópicos mais vistos em diversas provas e por
símbolo de implicação. isso vamos aqui detalhar de forma a sermos capazes de
Pela tabela verdade temos: resolver questões deste tipo.
Sejam as seguintes proposições simples denotadas por “p”,
“q” e “r” representadas por:
p: Luciana estuda.
q: João bebe.
r: Carlos dança.

Exemplos Sejam, agora, as seguintes proposições compostas


(a) denotadas por: “P ”, “Q ”, “R ”, “S ”, “T ”, “U ”, “V ” e “X ”
p: A neve é branca. (V) representadas por:
q: 3 < 5. (V) P: Se Luciana estuda e João bebe, então Carlos não dança.
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → V = V Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana não
estuda.
(b) R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
p: A neve é azul. (F) João não bebe.
q: 6 < 5. (F)
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → F = V O primeiro passo é destacarmos os operadores lógicos
(modificadores e conectivos) e as proposições. Depois
(c) reescrevermos de forma simbólica, vajamos:
p: Pelé é jogador de futebol. (V)
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F)
V(p → q) = V(p) → V(q) = V → F = F
Juntando as informações temos que, P: (p ^ q) → ~r
(d)
p: A neve é azul. (F)
Continuando:
q: 7 é número ímpar. (V)
V(p → q) = V(p) → V(q) = F → V = V
Q: É falso que João bebe ou Carlos dança, mas Luciana
estuda.
6) Dupla implicação ou bicondicional (↔):chama-se
proposição bicondicional ou apenas bicondicional
representada por “p se e somente se q”, cujo valor lógico é
verdade (V) quando p e q são ambas verdadeiras ou falsas
e a falsidade (F) nos demais casos.
Simbolicamente: “p ↔ q” (lê-se: p é condição necessária e
suficiente para q; q é condição necessária e suficiente para p). Simbolicamente temos: Q: ~ (q v r ^ ~p).
Pela tabela verdade temos:
R: Ou Luciana estuda ou Carlos dança se, e somente se,
João não bebe.
(p v r) ↔ ~q

Observação: os termos “É falso que”, “Não é verdade que”,


Exemplos “É mentira que” e “É uma falácia que”, quando iniciam as
(a) frases negam, por completo, as frases subsequentes.
p: A neve é branca. (V)
q: 3 < 5. (V) - O uso de parêntesis
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ V = V A necessidade de usar parêntesis na simbolização das
proposições se deve a evitar qualquer tipo de ambiguidade,
(b) assim na proposição, por exemplo, p ^ q v r, nos dá a seguinte
p: A neve é azul. (F) proposições:
q: 6 < 5. (F)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ F = V (I) (p ^ q) v r - Conectivo principal é da disjunção.
(II) p ^ (q v r) - Conectivo principal é da conjunção.
(c)
p: Pelé é jogador de futebol. (V) As quais apresentam significados diferentes, pois os
q: A seleção brasileira é octacampeã. (F) conectivos principais de cada proposição composta dá valores
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = V ↔ F = F lógicos diferentes como conclusão.
Agora observe a expressão: p ^ q → r v s, dá lugar,
(d) colocando parêntesis as seguintes proposições:
p: A neve é azul. (F) a) ((p ^ q) → r) v s
q: 7 é número ímpar. (V) b) p ^ ((q → r) v s)
V(p ↔ q) = V(p) ↔ V(q) = F ↔ V = F c) (p ^ (q → r)) v s
d) p ^ (q → (r v s))
e) (p ^ q) → (r v s)

Raciocínio Lógico-Matemático 5
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APOSTILAS OPÇÃO

Aqui duas quaisquer delas não tem o mesmo significado. 2ª Resolução) Vamos montar primeiro as colunas
Porém existem muitos casos que os parêntesis são suprimidos, correspondentes a proposições simples p e q , depois traçar
a fim de simplificar as proposições simbolizadas, desde que, colunas para cada uma dessas proposições e para cada um dos
naturalmente, ambiguidade alguma venha a aparecer. Para conectivos que compõem a proposição composta.
isso a supressão do uso de parêntesis se faz mediante a p q ~ (p ^ ~ q)
algumas convenções, das quais duas são particularmente V V
importantes: V F
F V
1ª) A “ordem de precedência” para os conectivos é: F F
(I) ~ (negação)
(II) ^, v (conjunção ou disjunção têm a mesma Depois completamos, em uma determinada ordem as
precedência, operando-se o que ocorrer primeiro, da esquerda colunas escrevendo em cada uma delas os valores lógicos.
para direita). p q ~ (p ^ ~ q)
(III) → (condicional) V V V V
(IV) ↔ (bicondicional)
V F V F
Portanto o mais “fraco” é “~” e o mais “forte” é “↔”.
F V F V
F F F F
Logo: Os símbolos → e ↔ têm preferência sobre ^ e v.
1 1
Exemplo
p → q ↔ s ^ r , é uma bicondicional e nunca uma p q ~ (p ^ ~ q)
condicional ou uma conjunção. Para convertê-la numa V V V F V
condicional há que se usar parêntesis: V F V V F
p →( q ↔ s ^ r ) F V F F V
E para convertê-la em uma conjunção: F F F V F
(p → q ↔ s) ^ r 1 2 1

2ª) Quando um mesmo conectivo aparece p q ~ (p ^ ~ q)


sucessivamente repetido, suprimem-se os parêntesis, V V V F F V
fazendo-se a associação a partir da esquerda. V F V V V F
Segundo estas duas convenções, as duas seguintes F V F F F V
proposições se escrevem: F F F F V F
1 3 2 1
Proposição Nova forma de escrever a
proposição p q ~ (p ^ ~ q)
((~(~(p ^ q))) v (~p)) ~~ (p ^ q) v ~p V V V V F F V
((~p) → (q → (~(p v ~p→ (q → ~(p v r)) V F F V V V F
r)))) F V V F F F V
F F V F F V F
- Outros símbolos para os conectivos (operadores lógicos):
4 1 3 2 1
“¬” (cantoneira) para negação (~).
“●” e “&” para conjunção (^).
“‫( ”ﬤ‬ferradura) para a condicional (→). Observe que vamos preenchendo a tabela com os valores
lógicos (V e F), depois resolvemos os operadores lógicos
Em síntese temos a tabela verdade das proposições que (modificadores e conectivos) e obtemos em 4 os valores
facilitará na resolução de diversas questões lógicos da proposição que correspondem a todas possíveis
atribuições de p e q de modo que:
P(V V) = V, P(V F) = F, P(F V) = V, P(F F) = V

A proposição P(p,q) associa a cada um dos elementos do


conjunto U – {VV, VF, FV, FF} com um ÚNICO elemento do
conjunto {V,F}, isto é, P(p,q) outra coisa não é que uma função
de U em {V,F}
(Fonte: http://www laifi.com.)

P(p,q): U → {V,F} , cuja representação gráfica por um


Exemplo
diagrama sagital é a seguinte:
Vamos construir a tabela verdade da proposição:
P(p,q) = ~ (p ^ ~q)

1ª Resolução) Vamos formar o par de colunas


correspondentes as duas proposições simples p e q. Em
seguida a coluna para ~q , depois a coluna para p ^ ~q e a
útima contento toda a proposição ~ (p ^ ~q), atribuindo todos
os valores lógicos possíveis de acordo com os operadores
lógicos.
p q ~q p ^~q ~ (p ^ ~q)
V V F F V 3ª Resolução) Resulta em suprimir a tabela verdade
anterior as duas primeiras da esquerda relativas às
V F V V F
proposições simples componentes p e q. Obtermos então a
F V F F V
seguinte tabela verdade simplificada:
F F V F V

Raciocínio Lógico-Matemático 6
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APOSTILAS OPÇÃO

~ (p ^ ~ q) 1) Idempotente: p v p ⇔ p
V V F F V A tabela verdade de p v p e p, são idênticas, ou seja, a
F V V V F bicondicional p v p ↔ p é tautológica.
V F F F V
V F F V F p pvp pvp↔p
4 1 3 2 1 V V V
F F V
Referências
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio 2) Comutativa: p v q ⇔ q v p
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013. A tabela verdade de p v q e q v p são idênticas, ou seja, a
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
Nobel – 2002. bicondicional p v q ↔ q v p é tautológica.

ÁLGEBRA DAS PROPOSIÇÕES p q pvq qvp pvq↔qvp


V V V V V
Propriedades da Conjunção: Sendo as proposições p, q e V F V V V
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também F V V V V
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e F F F F V
F(falsidade), temos as seguintes propriedades:
3) Associativa: (p v q) v r ⇔ p v (q v r)
1) Idempotente: p ^ p ⇔ p (o símbolo “⇔” representa A tabela verdade de (p v q) v r e p v (q v r) são idênticas, ou
equivalência). seja, a bicondicional (p v q) v r ↔ p v (q v r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ p e p, são idênticas, ou seja, a
bicondicional p ^ p ↔ p é tautológica. p q r pvq (p v q) v r qvr p v (q v r)
V V V V V V V
p p^p p^p↔p V V F V V V V
V V V V F V V V V V
F F V V F F V V F V
F V V V V V V
2) Comutativa: p ^ q ⇔ q ^ p F V F V V V V
A tabela verdade de p ^ q e q ^ p são idênticas, ou seja, a F F V F V V V
bicondicional p ^ q ↔ q ^ p é tautológica. F F F F F F F

p q p^q q^p p^q↔q^p 4) Identidade: p v t ⇔ t e p v w ⇔ p


V V V V V A tabela verdade de p v t e p, e p v w e w são idênticas, ou
V F F F V seja, a bicondicional p v t ↔ t e p v w ↔ p são tautológicas.
F V F F V
F F F F V p t w pvt pvw pvt↔t pvw↔p
V V F V V V V
3) Associativa: (p ^ q) ^ r ⇔ p ^ (q ^ r) F V F V F V V
A tabela verdade de (p ^ q) ^ r e p ^ (q ^ r) são idênticas,
ou seja, a bicondicional (p ^ q) ^ r ↔ p ^ (q ^ r) é tautológica. Estas propriedades exprimem que t e w são
respectivamente elemento absorvente e elemento neutro da
p q r p^q (p ^ q) ^ r q^r p ^ (q ^ r) disjunção.
V V V V V V V
V V F V F F F Propriedades da Conjunção e Disjunção: Sejam p, q e r
V F V F F F F proposições simples quaisquer.
V F F F F F F 1) Distributiva:
F V V F F V F - p ^ (q v r) ⇔ (p ^ q) v (p ^ r)
F V F F F F F - p v (q ^ r) ⇔ (p v q) ^ (p v r)
F F V F F F F
F F F F F F F A tabela verdade das proposições p ^ (q v r) e (p v q) ^ (p
v r) são idênticas, e observamos que a bicondicional p ^ (q v r)
4) Identidade: p ^ t ⇔ p e p ^ w ⇔ w ↔ (p ^ q) v (p ^ r) é tautológica.
A tabela verdade de p ^ t e p, e p ^ w e w são idênticas, ou
seja, a bicondicional p ^ t ↔ p e p ^ w ↔ w são tautológicas. p q r q v p ^ (q v p ^ p ^ (p ^ q) v (p ^
r r) q r r)
p t w p^t p^w p^t↔p p^w↔w V V V V V V V V
V V F V F V V V V F V V V F V
F V F F F V V V F V V V F V V
V F F F F F F F
Estas propriedades exprimem que t e w são F V V V F F F F
respectivamente elemento neutro e elemento absorvente da F V F V F F F F
conjunção. F F V V F F F F
F F F F F F F F
Propriedades da Disjunção: Sendo as proposições p, q e
r simples, quaisquer que sejam t e w, proposições também Analogamente temos ainda que a tabela verdade das
simples, cujos valores lógicos respectivos são V (verdade) e proposições p v (q ^ r) e (p v q) ^ (p v r) são idênticas e sua
F(falsidade), temos as seguintes propriedades: bicondicional p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r) é tautológica.

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APOSTILAS OPÇÃO

A equivalência p ^ (q v r) ↔ (p ^ q) v (p ^ r), exprime que a 02. (BRDE-Analista de Sistemas, Desenvolvimento de


conjunção é distributiva em relação à disjunção e a Sistemas – FUNDATEC/2015) Qual operação lógica descreve
equivalência p v (q ^ r) ↔ (p v q) ^ (p v r), exprime que a a tabela verdade da função Z abaixo cujo operandos são A e B?
disjunção é distributiva em relação à conjunção. Considere que V significa Verdadeiro, e F, Falso.
Exemplo:
“Carlos estuda E Jorge trabalha OU viaja” é equivalente à
seguinte proposição:
“Carlos estuda E Jorge trabalha” OU “Carlos estuda E Jorge
viaja”.

2) Absorção:
- p ^ (p v q) ⇔ p
- p v (p ^ q) ⇔ p (A) Ou.
(B) E.
A tabela verdade das proposições p ^ (p v q) e p, ou seja, a (C) Ou exclusivo.
bicondicional p ^ (p v q) ↔ p é tautológica. (D) Implicação (se...então).
(E) Bicondicional (se e somente se).
p q pvq p ^ (p v q) p ^ (p v q) ↔ p
V V V V V 03. (EBSERH – Técnico em Citopatologia – INSTITUTO
V F V V V AOCP/2015) Considerando a proposição composta ( p ∨ r ) , é
F V V F V correto afirmar que
F F F F V (A) a proposição composta é falsa se apenas p for falsa.
(B) a proposição composta é falsa se apenas r for falsa.
Analogamente temos ainda que a tabela verdade das (C) para que a proposição composta seja verdadeira é
proposições p v (p ^ q) e p são idênticas, ou seja a bicondicional necessário que ambas, p e r sejam verdadeiras.
p v (p ^ q) ↔ p é tautológica. (D) para que a proposição composta seja verdadeira é
necessário que ambas, p e r sejam falsas.
p q p^q p v (p ^ q) p v (p ^ q) ↔ p (E) para que a proposição composta seja falsa é necessário
V V V V V que ambas, p e r sejam falsas.
V F F V V
F V F F V Respostas
F F F F V
01. Resposta: Certo.
Referências P v (Q↔R), montando a tabela verdade temos:
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio R Q P [P v (Q ↔ R) ]
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: V V V V V V V V
Nobel – 2002. V V F F V V V V
V F V V V F F V
Questões
V F F F F F F V
01. (MEC – Conhecimentos básicos para os Postos F V V V V V F F
9,10,11 e 16 – CESPE/2015) F V F F F V F F
F F V V V F V F
F F F F V F V F

02. Resposta: D.
Observe novamente a tabela abaixo, considere A = p, B = q
e Z = condicional.

A figura acima apresenta as colunas iniciais de uma tabela- 03. Resposta: E.


verdade, em que P, Q e R representam proposições lógicas, e V Como já foi visto, a disjunção só é falsa quando as duas
e F correspondem, respectivamente, aos valores lógicos proposições são falsas.
verdadeiro e falso.
Com base nessas informações e utilizando os conectivos
lógicos usuais, julgue o item subsecutivo. IMPLICAÇÃO LÓGICA
A última coluna da tabela-verdade referente à proposição
lógica P v (Q↔R) quando representada na posição horizontal Uma proposição P(p,q,r,...) implica logicamente ou apenas
é igual a implica uma proposição Q(p,q,r,...) se Q(p,q,r,...) é verdadeira
(V) todas as vezes que P(p,q,r,...) é verdadeira (V), ou seja, a
proposição P implica a proposição Q, quando a condicional P
→ Q for uma tautologia.
( ) Certo ( ) Errado Representamos a implicação com o símbolo “⇒”,
simbolicamente temos:
P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...).

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APOSTILAS OPÇÃO

A não ocorrência de VF na tabela verdade de P → Q, ou A proposição “p ^ q” é verdadeira (V) somente na 1ª linha,


ainda que o valor lógico da condicional P → Q será sempre V, e também nesta linha as proposições “p v q” e “p → q” também
ou então que P → Q é uma tautologia. são. Logo a primeira proposição IMPLICA cada uma das outras
duas proposições.
Observação: Os símbolos “→” e “⇒” são completamente Então:
distintos. O primeiro (“→”) representa a condicional, que é um p^q⇒pvq
conectivo. O segundo (“⇒”) representa a relação de implicação p^q⇒p→q
lógica que pode ou não existir entre duas proposições.
A tabela acima também demonstram as importantes
Exemplo: Regras de Inferência:
A tabela verdade da condicional (p ^ q) → (p ↔ q) será: Adição – p ⇒ p v q e q ⇒ p v q
Simplificação – p ^ q ⇒ p e p ^ q ⇒ q
p q p^q p↔q (p ^ q) → (p ↔ q)
2 – A tabela verdade das proposições p ↔ q, p → q e q →
V V V V V p, é:
L p q p↔q p→q q→p
V F F F V
1ª V V V V V
F V F F V
2ª V F F F V
F F F V V
3ª F V F V F
Portanto, (p ^ q) → (p ↔ q) é uma tautologia, por isso (p ^
4ª F F V V V
q) ⇒ (p ↔q).

Em particular: A proposição “p ↔ q” é verdadeira (V) na 1ª e 4ª linha e as


- Toda proposição implica uma Tautologia: p ⇒ p v ~p proposições “p → q” e “q → p” também são verdadeiras. Logo a
primeira proposição IMPLICA cada uma das outras duas
p p v ~p
proposições. Então:
V V p↔q⇒p→q e p↔q⇒q→p

F V 3 - Dada a proposição: (p v q) ^ ~p sua tabela verdade é:

- Somente uma contradição implica uma contradição: p ^


~p ⇒ p v ~p → p ^ ~p

p ~p p ^ ~p p v ~p → p ^ ~p

V F F F Esta proposição é verdadeira somente na 3ª linha e nesta


linha a proposição “q” também verdadeira, logo subsiste a
F V F F IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada Regra do Silogismo
disjuntivo.
(p v q) ^ ~p ⇒ q
Propriedades da Implicação Lógica
É válido também: (p v q) ^ ~q ⇒ p
A implicação lógica goza das propriedades reflexiva e
transitiva:
4 – A tabela verdade da proposição (p → q) ^ p é:
Reflexiva: P(p,q,r,...) ⇒ P(p,q,r,...)
Uma proposição complexa implica ela mesma.
Transitiva: Se P(p,q,r,...) ⇒ Q(p,q,r,...) e
Q(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...), então
P(p,q,r,...) ⇒ R(p,q,r,...)
Se P ⇒ Q e Q ⇒ R, então P ⇒ R.

Exemplificação e Regras de Inferência


Inferência é o ato de derivar conclusões lógicas de A proposição é verdadeira somente na 1ª linha, e nesta
proposições conhecidas ou decididamente verdadeiras. Em linha a proposição “q” também é verdadeira, logo subsiste a
outras palavras :é a obtenção de novas proposições a partir de IMPLICAÇÃO LÓGICA, também denominada Regra de Modus
proposições verdadeiras já existentes. Vejamos as regras de ponens.
inferência obtidas da implicação lógica: (p → q) ^ p ⇒ q

1 – A tabela verdade das proposições p ^ q, p v q , p ↔ q 5 – A tabela verdade das proposições (p → q) ^ ~q e ~p


é: é:

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APOSTILAS OPÇÃO

A proposição (p → q) ^ ~q é verdadeira somente na 4º Comeu muito


linha e nesta a proposição “~p” também é verdadeira, logo Não fez ginástica
subsiste a IMPLICAÇÃO LÓGICA, denominada de Regra Modus Correu, e;
tollens. Acordou cedo
(p → q) ^ ~q ⇒ ~p
Observe que “~p” implica “p → q”, isto é: ~p ⇒ p → q 02. Resposta D
Na expressão temos ~p v q  p  q  ~q  ~p. Temos
Recapitulando as Regras de Inferência aplicadas a duas possibilidades de equivalência p  q: Se André não é
Implicação Lógica: artista , então Bernardo não é engenheiro. Porém não temos
Adição p⇒pvq essa opção ~q  ~p: Se Bernardo é engenheiro, então André
q⇒pvq é artista. Logo reposta letra d).

Simplificação p^q⇒p 03. Resposta: A.


p^q⇒q Na expressão temos ~p v q  p  q p  q: Se Pedro é
pedreiro, então Paulo é paulista. Letra a).
Silogismo disjuntivo (p v q) ^ ~p ⇒ q
(p v q) ^ ~q ⇒ p
EQUIVALÊNCIAS LÓGICAS
Modus ponens (p → q) ^ p ⇒ q
Definição: Duas ou mais proposições compostas são
Modus tollens (p → q) ^ ~q ⇒ ~p equivalentes, mesmo possuindo fórmulas (ou estruturas
lógicas) diferentes, quando apresentarem a mesma solução em
Referência suas respectivas tabelas verdade.
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo: Se as proposições P e Q são ambas TAUTOLOGIAS, ou
Nobel – 2002.
então, são CONTRADIÇÕES, então são EQUIVALENTES.
Questões
Exemplo:
01. (TJ/PI – Analista Judiciário – Escrivão Judicial –
Dada as proposições “~p → q” e “p v q” verificar se elas são
FGV/2015) Renato falou a verdade quando disse:
equivalentes.
• Corro ou faço ginástica.
Vamos montar a tabela verdade para sabermos se elas são
• Acordo cedo ou não corro.
equivalentes.
• Como pouco ou não faço ginástica.
Certo dia, Renato comeu muito. p q ~p → q p v q
É correto concluir que, nesse dia, Renato:
(A) correu e fez ginástica; V V F V V V V V
(B) não fez ginástica e não correu;
V F F V F V V F
(C) correu e não acordou cedo;
(D) acordou cedo e correu; F V V V V F V V
(E) não fez ginástica e não acordou cedo.
F F V F F F F F
02. Dizer que “André é artista ou Bernardo não é
engenheiro” é logicamente equivalente a dizer que:
Observamos que as proposições compostas “~p → q” e “p
(A) André é artista se e somente Bernardo não é
∨ q” são equivalentes.
engenheiro.
~p → q ≡ p ∨ q ou ~p → q ⇔ p ∨ q, onde “≡” e “⇔” são os
(B) Se André é artista, então Bernardo não é engenheiro.
símbolos que representam a equivalência entre proposições.
(C) Se André não é artista, então Bernardo é engenheiro.
(D) Se Bernardo é engenheiro, então André é artista.
Equivalências fundamentais
(E) André não é artista e Bernardo é engenheiro.
1 – Simetria (equivalência por simetria)
03. Dizer que “Pedro não é pedreiro ou Paulo é paulista,” é
a) p ^ q ⇔ q ^ p
do ponto de vista lógico, o mesmo que dizer que:
(A) Se Pedro é pedreiro, então Paulo é paulista. p q p ^ q q ^ p
(B) Se Paulo é paulista, então Pedro é pedreiro.
(C) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo é paulista. V V V V V V V V
(D) Se Pedro é pedreiro, então Paulo não é paulista.
(E) Se Pedro não é pedreiro, então Paulo não é paulista. V F V F F F F V

F V F F V V F F
Resposta
F F F F F F F F
01. Resposta: D.
Na disjunção, para evitarmos que elas fiquem falsas, basta
por uma das proposições simples como verdadeira, logo: b) p v q ⇔ q v p
“Renato comeu muito” p q p v q q v p
Como pouco ou não faço ginástica
F V V V V V V V V V
Corro ou faço ginástica
V F V F V V F F V V
Acordo cedo ou não corro
F V F V V V V F
V F
Portanto ele: F F F F F F F F

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APOSTILAS OPÇÃO

c) p ∨ q ⇔ q ∨ p 2 - Associação (equivalência pela associativa)


p q p v q q v p a) p ∧ (q ∧ r) ⇔ (p ∧ q) ∧ (p ∧ r)
p q r p ^ (q ^ r) (p ^ q) ^ (p ^ r)
V V V F V V F V
V V V V V V V V V V V V V V V
V F V V F F V V
V V F V F V F F V V V F V F F
F V F V V V V F
V F V V F F F V V F F F V V V
F F F F F F F F
V F F V F F F F V F F F V F F
d) p ↔ q ⇔ q ↔ p F V V F F V V V F F V F F F V
p q p ↔ q q ↔ p
F V F F F V F F F F V F F F F
V V V V V V V V
F F V F F F F V F F F F F F V
V F V F F F F V F F F F F F F F F F F F F F F
F V F F V V F F
b) p ∨ (q ∨ r) ⇔ (p ∨ q) ∨ (p ∨ r)
F F F V F F V F
p q r p v (q v r) (p v q) v (p v r)

2 - Reflexiva (equivalência por reflexão) V V V V V V V V V V V V V V V


p→p⇔p→p
V V F V V V V F V V V V V V F
p p p → p p → p
V F V V V F V V V V F V V V V
V V V V V V V V
V F F V V F F F V V F V V V F
F F F V F F V F
F V V F V V V V F V V V F V V

3 – Transitiva F V F F V V V F F V V V F F F
Se P(p,q,r,...) ⇔ Q(p,q,r,...) E
F F V F V F V V F F F V F V V
Q(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) ENTÃO
P(p,q,r,...) ⇔ R(p,q,r,...) . F F F F F F F F F F F F F F F

Equivalências notáveis:
3 – Idempotência
1 - Distribuição (equivalência pela distributiva)
a) p ⇔ (p ∧ p)
a) p ∧ (q ∨ r) ⇔ (p ∧ q) ∨ (p ∧ r)
p q r p ^ (q v r) (p ^ q) v (p ^ r)
p p p ^ p

V V V V V V V V V V V V V V V V V V V V

V V F V V V V F V V V V V F F F F F F F

V F V V V F V V V F F V V V V
b) p ⇔ (p ∨ p)
V F F V F F F F V F F F V F F p p p v p
F V V F F V V V F F V F F F V
V V V V V
F V F F F V V F F F V F F F F
F F F F F
F F V F F F V V F F F F F F V
4 - Pela contraposição: de uma condicional gera-se outra
F F F F F F F F F F F F F F F
condicional equivalente à primeira, apenas invertendo-se e
negando-se as proposições simples que as compõem.
b) p ∨ (q ∧ r) ⇔ (p ∨ q) ∧ (p ∨ r) 1º caso – (p → q) ⇔ (~q → ~p)
p q r p v (q ^ r) (p v q) ^ (p v r) p q p → q ~q → ~p
V V V V V V V V V V V V V V V V V V V V F V F
V V F V V V F F V V V V V V F
V F V F F V F F
V F V V V F F V V V F V V V V
F V F V V F F V
V F F V V F F F V V F V V V F
F F F V F V F V
F V V F V V V V F V V V F V V

F V F F F V F F F V V F F F F Exemplo:
p → q: Se André é professor, então é pobre.
F F V F F F F V F F F F F V V ~q → ~p: Se André não é pobre, então não é professor.
F F F F F F F F F F F F F F F

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APOSTILAS OPÇÃO

2º caso: (~p → q) ⇔ (~q → p) c) (p ↔ q) ⇔ (p ∧ q) ∨ (~p ∧ ~q)


p q ~p → q ~q → p p q p ↔ q (p ^ q) v (~p ^ ~q)

V V F V V F V V V V V V V V V V V F F F

V F F V F V V V V F V F F V F F F F F V

F V V V V F V F F V F F V F F V F V F F

F F V F F V F F F F F V F F F F V V V V

Exemplo: 6 - Pela exportação-importação


~p → q: Se André não é professor, então é pobre. [(p ∧ q) → r] ⇔ [p → (q → r)]
~q → p: Se André não é pobre, então é professor. p q r [(p ^ q) → r] [p → (q → r)]

3º caso: (p → ~q) ⇔ (q → ~p) V V V V V V V V V V V V V


p q p → ~q q → ~p V V F V V V F F V F V F F
V V V F F V F F V F V V F F V V V V F V V

V F V V V F V F V F F V F F V F V V F V F

F V F V F V V V F V V F F V V V F V V V V

F F F V V F V V F V F F F V V F F V V F F

F F V F F F V V F V F V V
Exemplo:
p → ~q: Se André é professor, então não é pobre. F F F F F F V F F V F V F
q → ~p: Se André é pobre, então não é professor.
Proposições Associadas a uma Condicional (se, então)
4 º Caso: (p → q) ⇔ ~p v q Chama-se proposições associadas a p → q as três
p q p → q ~p v q proposições condicionadas que contêm p e q:
– Proposições recíprocas: p → q: q → p
V V V V V F V V – Proposição contrária: p → q: ~p → ~q
– Proposição contrapositiva: p → q: ~q → ~p
V F V F F F F F
Observe a tabela verdade dessas quatro proposições:
F V F V V V F V

F F F V F V F F

Exemplo:
p → q: Se estudo então passo no concurso.
Note que:
~p v q: Não estudo ou passo no concurso.

5 - Pela bicondicional
a) (p ↔ q) ⇔ (p → q) ∧ (q → p), por definição
p q p ↔ q (p → q) ^ (q → p)

V V V V V V V V V V V V

V F V F F V F F F F V V

F V F F V F V V F V F F

F F F V F F V F V F V F

b) (p ↔ q) ⇔ (~q → ~p) ∧ (~p → ~q), aplicando-se a


contrapositiva às partes
p q p ↔ q (~q → ~p) ^ (~p → ~q) Observamos ainda que a condicional p → q e a sua
recíproca q → p ou a sua contrária ~p → ~q NÃO SÃO
V V V V V F V F V F V F EQUIVALENTES.
Exemplos:
V F V F F V F F F F V V p → q: Se T é equilátero, então T é isósceles. (V)
q → p: Se T é isósceles, então T é equilátero. (F)
F V F F V F V V F V F F

F F F V F V V V V V V V
Exemplo:
Vamos determinar:
a) A contrapositiva de p → q

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APOSTILAS OPÇÃO

b) A contrapositiva da recíproca de p → q
c) A contrapositiva da contrária de p → q Problemas de raciocínio:
Resolução: deduzir informações de
a) A contrapositiva de p → q é ~q → ~p relações arbitrárias entre
A contrapositiva de ~q → ~p é ~~p → ~~q ⇔ p → q objetos, lugares, pessoas e/ou
b) A recíproca de p → q é q → p eventos fictícios dados.
A contrapositiva q → q é ~p → ~q
Caro (a) candidato (a), elaborar estratégia para inteirar-
c) A contrária de p → q é ~p → ~q se sobre Raciocínio Lógico e uma visão sistêmica na hora de
A contrapositiva de ~p → ~q é q → p resolver uma questão é de suma importância para se obter o
sucesso e acertar.
Equivalência “NENHUM” e “TODO”
1 – NENHUM A é B ⇔ TODO A é não B. RACIOCÍNIO LÓGICO E A VISÃO SISTÊMICA
Exemplo:
Nenhum médico é tenista ⇔ Todo médico é não tenista (= - Deduzir novas informações das relações fornecidas e
Todo médico não é tenista). avaliar as condições usadas para estabelecer a estrutura
daquelas relações;
2 – TODO A é B ⇔ NENHUM A é não B.
Exemplo: - Visa avaliar a habilidade do candidato em entender a
Toda música é bela ⇔ Nenhuma música é não bela (= estrutura lógica das relações arbitrárias entre pessoas, lugares,
Nenhuma música é bela). coisas, eventos fictícios;

Referências - Visa também avaliar se o candidato identifica as


ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
regularidades de uma sequência, numérica ou figural, de modo
Nobel – 2002.
CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio a indicar qual e o elemento de uma dada posição;
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
- Compreensão do processo lógico que, a partir de um
Questões conjunto de hipóteses, conduz, de forma valida, a conclusões
determinadas.
01. (MRE – Oficial de Chancelaria – FGV/2016)
Considere a sentença: Pode-se afirmar que só para analisar o edital, tem-se um
“Corro e não fico cansado”. primeiro “susto”, o candidato não entende o que vai cair.
Uma sentença logicamente equivalente à negação da Alguns perguntam se tem matéria para estudar, outros qual é
sentença dada é: a matéria. Observe que vai cair na prova conhecimentos do
(A) Se corro então fico cansado. candidato se o mesmo entende a estrutura lógica de relações
(B) Se não corro então não fico cansado. arbitrárias entre pessoas, lugares, coisas, ou eventos fictícios.
(C) Não corro e fico cansado.
(D) Corro e fico cansado. Entende-se por estruturas lógicas as que são formadas
(E) Não corro ou não fico cansado. pela presença de proposições ou sentenças lógicas (são
aquelas frases que apresentam sentido completo, como por
02. (TCE/RN – Conhecimentos Gerais para o cargo 4 – exemplo: Homero é culpado).
CESPE) Em campanha de incentivo à regularização da Observe que a estrutura lógica vai ligar relações arbitrárias
documentação de imóveis, um cartório estampou um cartaz e, neste caso, nada deverá ser levado para a prova a não ser os
com os seguintes dizeres: “O comprador que não escritura e conhecimentos de Lógica propriamente dito, os candidatos
não registra o imóvel não se torna dono desse imóvel”. muitas vezes caem em erros como:
A partir dessa situação hipotética e considerando que a Se Ana foi à praia então Paulo foi pescar, ora eu sou muito
proposição P: “Se o comprador não escritura o imóvel, então amigo de uma Ana e de um Paulo e ambos detestam ir à praia
ele não o registra” seja verdadeira, julgue o item seguinte. ou mesmo pescar, auto induzindo respostas absurdas.
A proposição P é logicamente equivalente à proposição “O Dessa forma, as relações são arbitrárias, ou seja, não
comprador escritura o imóvel, ou não o registra”. importa se você conhece Ana, Homero ou Paulo. Não importa
( ) Certo ( ) Errado o seu conhecimento sobre as proposições que formam a frase,
na realidade pouco importam se as proposições são
Respostas verdadeiras ou falsas.
01. Resposta: A. Queremos dizer que o seu conhecimento sobre a frase
A negação de P→Q é P ^ ~ Q deverá ser arbitrário, vamos ver através de outro exemplo:
A equivalência de P-->Q é ~P v Q ou pode ser: ~Q-->~P Todo cavalo é um animal azul
Todo animal azul é árvore
02. Resposta: Certo. Logo Todo cavalo é árvore
Relembrando temos que: Se p então q = Não p ou q. (p → q
= ~p v q) Observe que podemos dizer que se tem acima um
argumento lógico, formado por três proposições categóricas
(estas têm a presença das palavras Todo, Algum e Nenhum), as
duas primeiras serão denominadas premissas e a terceira é a
conclusão.
Equivalências lógicas. Observe que as três proposições são totalmente falsas, mas
é possível comprovar que a conclusão é uma consequência
Caro (a) candidato (a), este assunto já foi abordado no lógica das premissas, ou seja, que se considerar as premissas
Tópico anterior, Houve repetição por parte do edital. como verdadeiras, a conclusão será, por consequência,

Raciocínio Lógico-Matemático 13
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APOSTILAS OPÇÃO

verdadeira, e este argumento será considerado válido O argumento é uma fórmula constituída de premissas e
logicamente. conclusões (dois elementos fundamentais da argumentação)
A arbitrariedade é tanta que na hora da prova pode ser conforme dito no início temos:
interessante substituir as proposições por letras, veja:
Todo A é B
Todo B é C
Logo Todo A é C

A arbitrariedade ainda se relaciona às pessoas, lugares,


coisas, ou eventos fictícios. Cobra-se no edital o ato de deduzir
novas informações das relações fornecidas, ou seja, o aspecto
da Dedução Lógica poderá ser cobrado de forma a resolver as
questões. Todas as PREMISSAS tem uma CONCLUSÃO. Os exemplos
Nestes tipos de questões, envolvem-se interpretação de acima são considerados silogismos.
texto e todo o conhecimento em Raciocínio Lógico, haja vista Um argumento de premissas P1, P2, ..., Pn e de conclusão
que o objetivo é testar as habilidades de raciocínio dos Q, indica-se por:
candidatos, assim sendo, estude os seguintes tópicos em nosso P1, P2, ..., Pn |----- Q
material:
- Lógica de Argumentação; Argumentos Válidos
- Princípio da Regressão ou Reversão; Um argumento é VÁLIDO (ou bem construído ou legítimo)
- Correlação de Elementos / Associação Lógica; quando a conclusão é VERDADEIRA (V), sempre que as
- Lógica Sequencial. premissas forem todas verdadeiras (V). Dizemos, também, que
um argumento é válido quando a conclusão é uma
consequência obrigatória das verdades de suas premissas. Ou
LÓGICA DE ARGUMENTAÇÃO seja:

No estudo da Lógica Matemática, a dedução formal é a A verdade das premissas é incompatível com a falsidade da
principal ferramenta para o raciocínio válido de um conclusão.
argumento. Ela avalia de forma genérica as conclusões que a
argumentação pode tomar, quais dessas conclusões são Um argumento válido é denominado tautologia quando
válidas e quais são inválidas (falaciosas). Ainda na Lógica assumir, somente, valorações verdadeiras,
Matemática, estudam-se as formas válidas de inferência de independentemente de valorações assumidas por suas
uma linguagem formal ou proposicional constituindo-se, estruturas lógicas.
assim, a teoria da argumentação.
Um argumento é um conjunto finito de premissas – Argumentos Inválidos
proposições –, sendo uma delas a consequência das demais. Um argumento é dito INVÁLIDO (ou falácia, ou ilegítimo ou
Tal premissa (proposição), que é o resultado dedutivo ou mal construído), quando as verdades das premissas são
consequência lógica das demais, é chamada conclusão. insuficientes para sustentar a verdade da conclusão.
Um argumento é uma fórmula: P1 ∧ P2 ∧ ... ∧ Pn → Q, em Caso a conclusão seja falsa, decorrente das insuficiências
que os Pis (P1, P2, P3...) e Q são fórmulas simples ou geradas pelas verdades de suas premissas, tem-se como
compostas. Nesse argumento, as fórmulas Pis (P1, P2, P3...) são conclusão uma contradição (F).
chamadas premissas e a fórmula Q é chamada conclusão. Um argumento não válido diz-se um SOFISMA.

Conceitos - A verdade e a falsidade são propriedades das


Premissas (proposições): são afirmações que podem ser proposições.
verdadeiras ou falsas. Com base nelas que os argumentos são - Já a validade e a invalidade são propriedades
compostos, ou melhor, elas possibilitam que o argumento seja inerentes aos argumentos.
aceito. - Uma proposição pode ser considerada verdadeira ou
falsa, mas nunca válida e inválida.
Inferência: é o processo a partir de uma ou mais - Não é possível ter uma conclusão falsa se as
premissas se chegar a novas proposições. Quando a inferência premissas são verdadeiras.
é dada como válida, significa que a nova proposição foi aceita, - A validade de um argumento depende
podendo ela ser utilizada em outras inferências. exclusivamente da relação existente entre as premissas
e conclusões.
Conclusão: é a proposição que contém o resultado final da
inferência e que esta alicerçada nas premissas. Para separa as
premissas das conclusões utilizam-se expressões como “logo, Critérios de Validade de um argumento
...”, “portanto, ...”, “por isso, ...”, entre outras. Pelo teorema temos:

Sofisma: é um raciocínio falso com aspecto de verdadeiro. Um argumento P1, P2, ..., Pn |---- Q é VÁLIDO se e somente
se a condicional:
(P1 ^ P2 ^ ...^ Pn) → Q é tautológica.
Falácia: é um argumento inválido, sem fundamento ou Métodos para testar a validade dos argumentos
tecnicamente falho na capacidade de provar aquilo que Estes métodos nos permitem, por dedução (ou inferência),
enuncia.
atribuirmos valores lógicos as premissas de um argumento
para determinarmos uma conclusão verdadeira.
Silogismo: é um raciocínio composto de três proposições,
Também podemos utilizar diagramas lógicos caso sejam
dispostas de tal maneira que a conclusão é verdadeira e deriva
estruturas categóricas (frases formadas pelas palavras ou
logicamente das duas primeiras premissas, ou seja, a
quantificadores: todo, algum e nenhum).
conclusão é a terceira premissa.
Os métodos consistem em:

Raciocínio Lógico-Matemático 14
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APOSTILAS OPÇÃO

1) Atribuição de valores lógicos: o método consiste na P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
dedução dos valores lógicos das premissas de um
argumento, a partir de um “ponto de referência inicial” que,
geralmente, será representado pelo valor lógico de uma
premissa formada por uma proposição simples. Lembramos
que, para que um argumento seja válido, partiremos do
pressuposto que todas as premissas que compõem esse
argumento são, na totalidade, verdadeiras. Sabendo-se que “Marta vai à festa” é uma proposição
Para dedução dos valores lógicos, utilizaremos como simples verdadeira, então a 2ª parte da condicional da
auxílio a tabela-verdade dos conectivos. premissa P1 será falsa (5º passo). Lembramos que, sempre
que confirmarmos como falsa a 2ª parte de uma condicional,
devemos confirmar também como falsa a 1ª parte (6º passo),
já que F → F: V.

Exemplos
01. Seja um argumento formado pelas seguintes
premissas: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. Se Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. Nem Rita foi à podemos obter as seguintes conclusões: “Ana não vai à festa”;
festa, nem Paula ficou em casa. “Marta vai à festa”; “Paula não fica em casa” e “Rita não foi
Sejam as seguintes premissas: à festa”.
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa. 02. Seja um argumento formado pelas seguintes
P3: Nem Rita foi à festa, nem Paula ficou em casa. premissas: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
Inicialmente, reescreveremos a última premissa “P3” na Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista. Paulo é porteiro se, e
forma de uma conjunção, já que a forma “nem A, nem B” pode somente se, Saulo não é síndico.
ser também representada por “não A e não B”. Portanto, Sejam as seguintes premissas:
teremos: P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
Então, sejam as premissas: P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista.
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa. Lembramos que, para que esse argumento seja válido,
todas as premissas que o compõem deverão ser,
Lembramos que, para que esse argumento seja válido, necessariamente, verdadeiras.
todas as premissas que o compõem deverão ser P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista: (V)
necessariamente verdadeiras. P2: Saulo é síndico ou Eduardo é eletricista: (V)
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa: (V) P3: Paulo é porteiro se, e somente se, Saulo não é síndico:
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa: (V) (V)
P3: Rita não foi à festa e Paula não ficou em casa: (V) Caso o argumento não possua uma proposição simples
(ponto de referência inicial) ou uma conjunção ou uma
Nesse caso, não há um “ponto de referência”, ou seja, não disjunção exclusiva, então as deduções serão iniciadas pela
temos uma proposição simples que faça parte desse bicondicional, caso exista.
argumento; logo, tomaremos como verdade a conjunção da Sendo P3 uma bicondicional, e sabendo-se que toda
premissa “P3”, já que uma conjunção é considerada verdadeira bicondicional assume valoração verdadeira somente
somente quando suas partes forem verdadeiras. Assim, quando suas partes são verdadeiras ou falsas,
teremos a confirmação dos seguintes valores lógicos simultaneamente, então consideraremos as duas partes da
verdadeiros: “Rita não foi à festa” (1º passo) e “Paula não ficou bicondicional como sendo verdadeiras (1º e 2º passos), por
em casa” (2º passo). dedução.
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.
P2: Se Paula não fica em casa, então Marta vai à festa.

Confirmando-se a proposição simples “Saulo não é síndico”


como verdadeira, então a 1ª parte da disjunção em P2 será
Ao confirmar a proposição simples “Paula não fica em casa” valorada como falsa (3º passo). Se uma das partes de uma
como verdadeira, estaremos confirmando, também, como disjunção for falsa, a outra parte “Eduardo é eletricista” deverá
verdadeira a 1ª parte da condicional da premissa “P2” (3º ser necessariamente verdadeira, para que toda a disjunção
passo). assuma valoração verdadeira (4º passo).
P1: Se Ana vai à festa, então Marta não vai à festa. P1: Se Pedro é pintor, então Eduardo não é eletricista.

Se a 1ª parte de uma condicional for verdadeira, logo, a 2ª


parte também deverá ser verdadeira, já que uma verdade Ao confirmar como verdadeira a proposição simples
implica outra verdade. Assim, concluímos que “Marta vai à “Eduardo é eletricista”, então a 2ª parte da condicional em P1
festa” (4º passo). será falsa (5º passo). Se a 2ª parte de uma condicional for

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valorada como falsa, então a 1ª parte também deverá ser


considerada falsa (6º passo), para que seu valor lógico seja
considerado verdadeiro (F → F: V).

Montando a tabela verdade temos (vamos montar o passo


a passo):

P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r

V V V V V V V F V
Portanto, de acordo com os valores lógicos atribuídos,
podemos obter as seguintes conclusões: “Pedro não é pintor”; V V F V V V V V F
“Eduardo é eletricista”; “Saulo não é síndico” e “Paulo é
porteiro”. V F V V F F F F V

V F F V F F F V F
Caso o argumento não possua uma proposição simples
“ponto de referência inicial”, devem-se iniciar as deduções F V V F V V V F V
pela conjunção, e, caso não exista tal conjunção, pela
disjunção exclusiva ou pela bicondicional, caso existam. F V F F V V V V F

F F V F V F F F V
2) Método da Tabela – Verdade: para resolvermos temos
que levar em considerações dois casos. F F F F V F F V F
1º caso: quando o argumento é representado por uma
fórmula argumentativa. 1º 2º 1º 1º 1º 1º

Exemplo:
A → B ~A = ~B P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
Para resolver vamos montar uma tabela dispondo todas as
proposições, as premissas e as conclusões afim de chegarmos V V V V V V V F F V
a validade do argumento.
V V F V V V V V V F

V F V V F F F V F V

V F F V F F F V V F

F V V F V V V F F V

F V F F V V V V V F
(Fonte: http://www.marilia.unesp.br)
F F V F V F F V F V
O caso onde as premissas são verdadeiras e a conclusão F F F F V F F V V F
é falsa está sinalizada na tabela acima pelo asterisco. Observe
também, na linha 4, que as premissas são verdadeiras e a 1º 2º 1º 1º 3º 1º 1º
conclusão é verdadeira. Chegamos através dessa análise que o
argumento não é valido.
P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r
2o caso: quando o argumento é representado por uma
sequência lógica de premissas, sendo a última sua conclusão, e V V V V V V F V F F V
é questionada a sua validade.
V V F V V V V V V V F
Exemplo:
“Se leio, então entendo. Se entendo, então não V F V V F F F F V F V
compreendo. Logo, compreendo.”
P1: Se leio, então entendo. V F F V F F F F V V F
P2: Se entendo, então não compreendo.
C: Compreendo. F V V F V V F V F F V
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento: F V F F V V V V V V F
P1 ∧ P2 → C
F F V F V F V F V F V
Representando inicialmente as proposições primitivas F F F F V F V F V V F
“leio”, “entendo” e “compreendo”, respectivamente, por “p”,
“q” e “r”, teremos a seguinte fórmula argumentativa: 1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 1º
P1: p → q
P2: q → ~r
C: r
[(p → q) ∧ (q → ~r)] → r ou

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P q r [(p → q) ^ (q → ~r)] → r 3.7 – Dilema construtivo (DC)

V V V V V V F V F F V V

V V F V V V V V V V F F

V F V V F F F F V F V V
3.8 – Dilema destrutivo (DD)
V F F V F F F F V V V F

F V V F V V F V F F V V

F V F F V V V V V V F F

F F V F V F V F V F V V
3.9 – Silogismo disjuntivo (SD)
F F F F V F V F V V F F 1º caso:

1º 2º 1º 4º 1º 3º 1º 5º 1º

Sendo a solução (observado na 5a resolução) uma


contingência (possui valores verdadeiros e falsos), logo, esse 2º caso:
argumento não é válido. Podemos chamar esse argumento de
sofisma embora tenha premissas e conclusões verdadeiras.

Implicações tautológicas: a utilização da tabela verdade


em alguns casos torna-se muito trabalhoso, principalmente
quando o número de proposições simples que compõe o 3.10 – Silogismo hipotético (SH)
argumento é muito grande, então vamos aqui ver outros
métodos que vão ajudar a provar a validade dos argumentos.

3.1 - Método da adição (AD)

3.11 – Exportação e importação.

1º caso: Exportação
3.2 - Método da adição (SIMP)
1º caso:

2º caso: Importação

2º caso:

Produto lógico de condicionais: este produto consiste na


3.3 - Método da conjunção (CONJ) dedução de uma condicional conclusiva – que será a
1º caso: conclusão do argumento –, decorrente ou resultante de
várias outras premissas formadas por, apenas,
condicionais.
Ao efetuar o produto lógico, eliminam-se as proposições
2º caso: simples iguais que se localizam em partes opostas das
condicionais que formam a premissa do argumento,
resultando em uma condicional denominada condicional
conclusiva. Vejamos o exemplo:

3.4 - Método da absorção (ABS)

3.5 – Modus Ponens (MP)

Nós podemos aplicar a soma lógica em três casos:


1º caso - quando a condicional conclusiva é formada pelas
3.6 – Modus Tollens (MT) proposições simples que aparecem apenas uma vez no
conjunto das premissas do argumento.
Exemplo
Dado o argumento: Se chove, então faz frio. Se neva, então
chove. Se faz frio, então há nuvens no céu .Se há nuvens no
céu ,então o dia está claro.

Raciocínio Lógico-Matemático 17
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APOSTILAS OPÇÃO

Temos então o argumento formado pelas seguintes Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino. Se Nivaldo é
premissas: corintiano, então Márcio não é palmeirense.
P1: Se chove, então faz frio. Então as premissas que formam esse argumento são:
P2: Se neva, então chove. P1: Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é
P3: Se faz frio, então há nuvens no céu. palmeirense.
P4: Se há nuvens no céu, então o dia está claro. P2: Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-
paulino.
Vamos denotar as proposições simples: P3: Se Nivaldo é corintiano, Pedro é são-paulino.
p: chover P4: Se Nivaldo é corintiano, então Márcio não é
q: fazer frio palmeirense.
r: nevar Denotando as proposições temos:
s: existir nuvens no céu p: Nivaldo é corintiano
t: o dia está claro q: Márcio é palmeirense
Montando o produto lógico teremos: r: Pedro é são paulino
Efetuando a soma lógica:

Conclusão: “Se neva, então o dia está claro”.

Observe que: As proposições simples “nevar” e “o dia está Vamos aplicar o produto lógico nas 3 primeiras premissas
claro” só apareceram uma vez no conjunto de premissas do (P1,P2,P3) teremos:
argumento anterior.

2º caso - quando a condicional conclusiva é formada por,


apenas, uma proposição simples que aparece em ambas as
partes da condicional conclusiva, sendo uma a negação da
outra. As demais proposições simples são eliminadas pelo Conclusão: “Márcio é palmeirense”.
processo natural do produto lógico.
Neste caso, na condicional conclusiva, a 1ª parte deverá Referências
ALENCAR FILHO, Edgar de – Iniciação a lógica matemática – São Paulo:
necessariamente ser FALSA, e a 2ª parte, necessariamente Nobel – 2002.
VERDADEIRA. CABRAL, Luiz Cláudio Durão; NUNES, Mauro César de Abreu - Raciocínio
lógico passo a passo – Rio de Janeiro: Elsevier, 2013.
Tome Nota:
Nos dois casos anteriores, pode-se utilizar o recurso Questões
de equivalência da contrapositiva (contraposição)
de uma condicional, para que ocorram os devidos 01. (DPU – Agente Administrativo – CESPE/2016)
reajustes entre as proposições simples de uma Considere que as seguintes proposições sejam verdadeiras.
determinada condicional que resulte no produto lógico • Quando chove, Maria não vai ao cinema.
desejado. • Quando Cláudio fica em casa, Maria vai ao cinema.
(p → q) ~q → ~p • Quando Cláudio sai de casa, não faz frio.
• Quando Fernando está estudando, não chove.
Exemplo • Durante a noite, faz frio.
Seja o argumento: Se Ana trabalha, então Beto não estuda. Tendo como referência as proposições apresentadas,
Se Carlos não viaja, então Beto não estuda. Se Carlos viaja, Ana julgue o item subsecutivo.
trabalha. Se Maria foi ao cinema, então Fernando estava estudando.
Temos então o argumento formado pelas seguintes ( ) Certo ( ) Errado
premissas:
P1: Se Ana viaja, então Beto não trabalha. 02. (STJ – Conhecimentos Gerais para o cargo 17 –
P2: Se Carlos não estuda, então Beto não trabalha. CESPE/2015) Mariana é uma estudante que tem grande
P3: Se Carlos estuda, Ana viaja. apreço pela matemática, apesar de achar essa uma área muito
Denotando as proposições simples teremos: difícil. Sempre que tem tempo suficiente para estudar, Mariana
p: Ana trabalha é aprovada nas disciplinas de matemática que cursa na
q: Beto estuda faculdade. Neste semestre, Mariana está cursando a disciplina
r: Carlos viaja chamada Introdução à Matemática Aplicada. No entanto, ela
Montando o produto lógico teremos: não tem tempo suficiente para estudar e não será aprovada
nessa disciplina.
A partir das informações apresentadas nessa situação
hipotética, julgue o item a seguir, acerca das estruturas lógicas.
Considerando-se as seguintes proposições: p: “Se Mariana
aprende o conteúdo de Cálculo 1, então ela aprende o conteúdo
Conclusão: “Beto não estuda”. de Química Geral”; q: “Se Mariana aprende o conteúdo de
Química Geral, então ela é aprovada em Química Geral”; c:
3º caso - aplicam-se os procedimentos do 2o caso em, “Mariana foi aprovada em Química Geral”, é correto afirmar
apenas, uma parte das premissas do argumento. que o argumento formado pelas premissas p e q e pela
Exemplo conclusão c é um argumento válido.
Se Nivaldo não é corintiano, então Márcio é palmeirense. ( ) Certo ( ) Errado
Se Márcio não é palmeirense, então Pedro não é são-paulino.

Raciocínio Lógico-Matemático 18
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APOSTILAS OPÇÃO

03. (Petrobras – Técnico (a) de Exploração de Petróleo (F → F) ∧ (V)


Júnior – Informática – CESGRANRIO) Se Esmeralda é uma Para que a primeira premissa seja verdadeira, é preciso
fada, então Bongrado é um elfo. Se Bongrado é um elfo, então que o “A” seja falso:
Monarca é um centauro. Se Monarca é um centauro, então (A → F) ∧ (V)
Tristeza é uma bruxa. (F → F) ∧ (V)
Ora, sabe-se que Tristeza não é uma bruxa, logo (V) ∧ (V)
(A) Esmeralda é uma fada, e Bongrado não é um elfo. (V)
(B) Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um Então, é possível que o conjunto de premissas seja
centauro. verdadeiro e a conclusão seja falsa ao mesmo tempo, o que nos
(C) Bongrado é um elfo, e Monarca é um centauro. leva a concluir que esse argumento não é válido.
(D) Bongrado é um elfo, e Esmeralda é uma fada
(E) Monarca é um centauro, e Bongrado não é um elfo. 03. Resposta: B.
Vamos analisar cada frase partindo da afirmativa Tristeza
Respostas não é bruxa, considerando ela como (V), precisamos ter como
conclusão o valor lógico (V), então:
01. Resposta: Errado. (4) Se Esmeralda é uma fada(F), então Bongrado é um elfo
A questão trata-se de lógica de argumentação, dadas as (F) → V
premissas chegamos a uma conclusão. Enumerando as (3) Se Bongrado é um elfo (F), então Monarca é um
premissas: centauro (F) → V
A = Chove (2) Se Monarca é um centauro(F), então Tristeza é uma
B = Maria vai ao cinema bruxa(F) → V
C = Cláudio fica em casa (1) Tristeza não é uma bruxa (V)
D = Faz frio Logo, temos que:
E = Fernando está estudando Esmeralda não é fada(V)
F = É noite Bongrado não é elfo (V)
A argumentação parte que a conclusão deve ser (V) Monarca não é um centauro (V)
Lembramos a tabela verdade da condicional: Então concluímos que:
Esmeralda não é uma fada, e Monarca não é um centauro.
A condicional só será F quando a 1ª for verdadeira e a 2ª
falsa, utilizando isso temos:
O que se quer saber é: Se Maria foi ao cinema, então PRINCÍPIO DA REGRESSÃO OU REVERSÃO
Fernando estava estudando. // B → ~E
Iniciando temos: Princípio da regressão
4º - Quando chove (F), Maria não vai ao cinema. (F) // A → Este princípio tem como objetivo resolver determinados
~B = V – para que o argumento seja válido temos que Quando problemas de forma não algébrica, mas utilizando uma técnica
chove tem que ser F. baseada em raciocínio lógico, conhecida como princípio da
3º - Quando Cláudio fica em casa (V), Maria vai ao cinema regressão ou reversão.
(V). // C → B = V - para que o argumento seja válido temos que Esta técnica consiste em determinar um valor inicial
Maria vai ao cinema tem que ser V. pedido pelo problema a partir de um valor final dado. Utiliza-
2º - Quando Cláudio sai de casa(F), não faz frio (F). // ~C se para resolução dos problemas as operações matemáticas
→ ~D = V - para que o argumento seja válido temos que Quando básicas com suas respectivas reversões.
Cláudio sai de casa tem que ser F.
5º - Quando Fernando está estudando (V ou F), não chove - Fundamento da regressão
(V). // E → ~A = V. – neste caso Quando Fernando está Utilizando as quatro operações fundamentais, podemos
estudando pode ser V ou F. obter uma construção quantitativa lógica fundamentada no
1º- Durante a noite(V), faz frio (V). // F → D = V princípio da regressão, cujo objetivo é obter o valor inicial do
Logo nada podemos afirmar sobre a afirmação: Se Maria problema proposto através da operação inversa.
foi ao cinema (V), então Fernando estava estudando (V ou
F); pois temos dois valores lógicos para chegarmos à
Soma ↔ a regressão é feita pela subtração.
conclusão (V ou F).
Subtração ↔ a regressão é feita pela soma.
Multiplicação ↔ a regressão é feita pela divisão.
02. Resposta: Errado.
Divisão ↔ a regressão é feita pela multiplicação.
Se o argumento acima for válido, então, teremos a seguinte
estrutura lógica (fórmula) representativa desse argumento:
P1 ∧ P2 → C Veja os exemplos abaixo:
Organizando e resolvendo, temos: 1 – Uma pessoa gasta metade do seu capital mais R$ 10,00,
A: Mariana aprende o conteúdo de Cálculo 1 ficando sem capital algum. Quanto ela possuía inicialmente?
B: Mariana aprende o conteúdo de Química Geral Solução:
C: Mariana é aprovada em Química Geral
Argumento: [(A → B) ∧ (B → C)] ⇒ C
Vamos ver se há a possibilidade de a conclusão ser falsa e
as premissas serem verdadeiras, para sabermos se o
argumento é válido:
Testando C para falso:
(A → B) ∧ (B →C)
(A →B) ∧ (B → F)
Para obtermos um resultado V da 2º premissa, logo B têm
que ser F:
(A → B) ∧ (B → F)
(A → F) ∧ (F → F)

Raciocínio Lógico-Matemático 19
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APOSTILAS OPÇÃO

No problema acima, a pessoa gastou em dinheiro (– R$ têm pelo menos uma linha verdadeira quando construída a sua
10,00), ou seja, houve uma perda. Pelo princípio da regressão, tabela-verdade.
iremos supor que ele recuperará o dinheiro, para que II – (p1 p2) → C é tautológica, caso contrário, temos um
possamos chegar à situação inicial (+ R$ 10,00). sofisma.
Posteriormente, ele gasta metade do seu capital (÷2). Para Nota: argumento possui 3 premissas no
voltarmos a situação inicial devemos multiplicar por 2 o valor mínimo e uma conclusão e silogismo 2
em dinheiro que ele possuía. Logo, 2 × R $10,00 = R$ 20,00. premissas e uma conclusão, assim de início
chamarei o silogismo de argumento sem o
2 – Um indivíduo fez uma promessa a São Sebastião, se este rigor da definição, pois a preocupação é
dobrar o seu dinheiro, ele doará R$ 20,00 para a igreja, no final quanto a validade, e percebe que não há
da 3º dobra, nada mais lhe restara, quanto possuía o indivíduo correlação com o português, mas sim com a
inicialmente? estrutura.
(A) 14,50
(B) 15,50 Exemplo:
(C) 16,50 Verifique se o argumento (silogismo) abaixo é válido:
(D) 17,50 Premissa 1 (P1): pvq
(E) 18,50 Premissa 2 (P2): ~q
Solução: Conclusão (C): p

a) Solução Algébrica Condição I: P1, P2 e C devem ter pelo menos uma linha da
Valor que possuía inicialmente: x tabela-verdade toda verdadeira.
1º dobra: 2x – 20 P1: pvq P2: ~q C: p
2° dobra: 2(2x – 20) – 20 V F V
3° dobra: 2[2(2x – 20) – 20] – 20 = 0 V V V
Resolvendo a equação encontramos x = 17,50 V F F
Resposta: Inicialmente o indivíduo possui R$17,50 F V F
b) Solução pelo método da regressão Condição II: (p1 p2) → C deve ser tautológica
(pvq) ~q → p
F V V
V V V
F V F
Pelo método da regressão, vamos abordar o problema do F V F
final para o início, ou seja, partiremos do passo IV até o passo
I. Resposta: O argumento é válido, pois satisfaz as duas
IV) Se no final restou 0, significa que todo o dinheiro foi condições.
doado.
III) No terceiro passo, ele dobrou o capital que tinha e deu 1) Verifique se os argumentos abaixo são válidos:
20 reais para a igreja, fazendo a regressão, podemos dizer se p1: hoje é sábado ou domingo.
ele deu 20 reais para a igreja (representar – 20), então, ele os p2: hoje não é sábado.
possuía inicialmente 20 (representar +20). Como ele dobrou o C: hoje é domingo.
capital, temos agora que reduzi-lo a metade (20 ÷ 2) = 10. Solução:
Conclusão: na terceira etapa ele possuía 10 reais, que Construindo a tabela, temos:
dobrados originaram 20 reais. Como doou 20 reais, ficou com p1: pvq p2: ~p C: q
nada no quarto passo. V F V
II) No segundo passo, ele já possuía 10 reais, mas doou 20 V F F
para a igreja (-20) e ao recuperá-lo ficou com 10 + 20 = 30.
V V V
Como ele dobrou o capital, temos agora que reduzi-lo a metade
F V F
(30 ÷ 2) = 15. Conclusão: na segunda etapa ele possuía 15 reais,
De acordo com a tabela, podemos garantir que o
que dobrados originaram 30 reais. Como doou 20 reais, ficou
argumento é válido, pois existe pelo menos uma linha toda
com 10 no terceiro passo.
verdadeira (V, V, V) e a verdade das premissas (V, V) garante a
I) Inicialmente, ele possuirá os 15 reais mais 20 reais que
verdade da conclusão (V).
serão recuperados, ou seja, 35 reais e reduzir o capital pela
Gabarito: V, pois o argumento é válido.
metade (35 ÷ 2) = 17,50.
2) É correto o raciocínio lógico dado pela sequência de
Resposta: Inicialmente, possuía R$ 17,50.
proposições seguintes:
Gabarito: D
Se Célia tiver um bom currículo, então ela conseguirá um
bom emprego.
Outros métodos:
Ela conseguiu um bom emprego.
2- Tabela verdade e equivalência lógica, negação e validade
Portanto, Célia tem um bom currículo.
de um argumento.
Solução:
3- Regras de Inferência
4- Diagramas de Euller-Venn
O candidato deve ficar atento, após o entendimento da p1: p → q p2: q C: p
tabela verdade, este deve saber aplicar as regras de inferência, V V V
diagramas de Venn, equivalência e negação, assim ele F F V
verificará que não existe lógica pelas frases ou suas V V F
interpretações , veja o modelo abaixo( caso 1 e 2 ). V F F
Caso 1: validade de um argumento
Um argumento é válido caso satisfaça duas condições: Neste caso, a primeira condição é satisfeita, ou seja, temos
I – A proposição 1, a proposição 2 e a conclusão (p1, p2, C), uma linha toda verdadeira (V, V, V). No entanto, a verdade das

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premissas, além de garantir a verdade da conclusão, também lojas. Em cada uma gastou R$ 1,00 a mais do que a metade do
garantiu a sua falsidade, havendo assim uma contradição que tinha ao entrar. Quanto o homem tinha ao entrar na
(também conhecido como princípio do terceiro excluído). primeira loja?
Exemplo:
p1 p2 C 03. Um feirante vendeu 1/3 das frutas que possuía mais
V V V duas. A seguir, vendeu 4/5 das restantes mais uma, ficando,
V V F assim, com três frutas. Se n é o número inicial de frutas, então:
(A) n > 100
A conclusão não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo (B) 90 < n < 100
tempo, logo o argumento não é válido. (C) 70 < n < 90
Gabarito: F (D) 50 < n < 70
(E) 30 < n < 50
Caso 2
- DIAGRAMAS DE VENN- EULLER –EXPRESSÕES 04. (SENAI 2015) O sr. Altair deu muita sorte em um
CATEGÓRICAS programa de capitalização bancário. Inicialmente, ele
As expressões categóricas são: apresentava um saldo devedor X no banco, mas resolveu
TODO depositar 500 reais, o que cobriu sua dívida e ainda lhe sobrou
ALGUM uma certa quantia A. Essa quantia A, ele resolveu aplicar no
NENHUM programa e ganhou quatro vezes mais do que tinha, ficando
então com uma quantia B. Uma segunda vez, o sr. Altair
NOTA: Deve ficar claro que a negação destas expressões resolveu aplicar no programa, agora a quantia B que possuía,
não tem nenhuma relação com a gramática, língua Portuguesa e novamente saiu contente, ganhou três vezes o valor
ou relação com o seu antônimo como todo, nenhum ou coisa investido. Ao final, ele passou de devedor para credor de um
do gênero, na verdade a negação destas expressões tem valor de R$ 3 600,00 no banco. Qual era o saldo inicial X do sr.
relação direta com a cisão topológica do diagrama, podendo Altair?
ainda ser associada à mecânica dos fluidos no que se refere a (A) -R$ 350,00.
volume de controle, para não entramos no contexto da física (B) -R$ 300,00.
será feito apenas uma abordagem topológica da estrutura. (C) -R$ 200,00.
(D) -R$ 150,00.
Caso 1: Negação da expressão Nenhum (E) -R$ 100,00.
Qual a negação da proposição: “Nenhum rondoniense é
casado” Respostas
i) deve ficar claro que a negação de nenhum não é todo ou
pelo menos um ou qualquer associação que se faça com o 01. Resposta:
português, a topologia da estrutura nos fornecerá várias
respostas, vejamos:
Possíveis negações: Negar a frase é na verdade verificar os
possíveis deslocamentos dos círculos.
I) pelo menos 1 rondoniense é casado
II) algum rondoniense é casado
III) existe rondoniense casado
IV) Todo rondoniense é casado
V) Todo casado é rondoniense
Definir:
A = Rondoniense
B= Casado

02. Resposta:

CONCLUSÃO: Topologicamente o pelo menos 1 é a


condição mínima de existência; algum e existe estão no mesmo
nível de importância e o todo é a última figura sendo assim
topologicamente possível mas a última, em termos de
importância.
Questões

01. Uma senhora levava uma caixa de chocolates para dar


aos seus netos. Ao primeiro ela deu a metade dos chocolates
que levava mais meio chocolate. Ao segundo, deu a metade do
que restou e mais meio chocolate. Por último, ao terceiro neto
ela deu a metade do que ainda sobrou e mais meio chocolate,
não sobrando nenhum com ela. Quantos chocolates havia
inicialmente na caixa?
02. Um homem gastou tudo o que tinha no bolso em três

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03. Resposta: Observação: a montagem dessa tabela vale para qualquer


número de grupos do problema. Ou seja, se forem, por
exemplo, cinco grupos, um deles será a referência para as
linhas iniciais e os outros quatro serão distribuídos nas
colunas. Depois disso, da direita para a esquerda, os grupos
serão “levados para baixo” na forma de linhas, exceto o
primeiro.
Veja um exemplo com quatro grupos: imagine que tenha
sido afirmado que cada um dos homens tem uma cor de cabelo:
loiro, ruivo ou castanho.
Neste caso, teríamos um quarto grupo e a tabela resultante
seria:

04. Resposta: C.
Devemos partir da última aplicação. Sabemos que a última
aplicação é 3B, logo:
3B = 3600 → B = 3600/3 → B = 1200 A ordem em que você copia as colunas para as linhas é
A 1º aplicação resultou em B e era 4A: B = 4A → 1200 = 4A importante para criar esses “degraus” na tabela, ou seja,
→ A = 1200/4 → A = 300 primeiro os elementos do grupo mais à direita passam para as
A é o saldo que sobrou do pagamento da dívida X com o linhas (ou o último grupo de informações), depois o “segundo
500 reais: A = 500 – X → 300 = 500 – X → mais à direita” e assim por diante, até que fique apenas o
-X = 300 – 500 → -X = -200. (-1) → X = 200. primeiro grupo (mais à esquerda) sem ter sido copiado como
Como o valor de X representa uma dívida representamos linha. Esses espaços em branco na tabela, representam regiões
com o sinal negativo: a dívida era de R$ -200,00. onde as informações seriam cruzadas com elas mesmas, o que
é desnecessário.

CORRELAÇÃO DE ELEMENTOS / ASSOCIAÇÃO LÓGICA 2º passo – construir a tabela gabarito.


Essa tabela não servirá apenas como gabarito, mas em
Esses são problemas aos quais prestam informações de alguns casos ela é fundamental para que você enxergue
diferentes tipos, relacionado a pessoas, coisas, objetos informações que ficam meio escondidas na tabela principal.
fictícios. O objetivo é descobrir o correlacionamento entre os Haverá também ocasiões em que ela lhe permitirá
dados dessas informações, ou seja, a relação que existe entre conclusões sobre um determinado elemento. Tendo por
eles. exemplo quatro grupo de elementos, se você preencheu três,
Explicaremos abaixo um método que facilitará muito a logo perceberá que só restará uma alternativa, que será esta
resolução de problemas desse tipo. Para essa explicação, célula.
usaremos um exemplo com nível de complexidade fácil. Um outro ponto que deve ser ressaltado é que as duas
tabelas se complementam para visualização das informações.
01. Três homens, Luís, Carlos e Paulo, são casados com Por isso, a tabela gabarito deve ser usada durante o
Lúcia, Patrícia e Maria, mas não sabemos quem ê casado com preenchimento da tabela principal, e não depois.
quem. Eles trabalham com Engenharia, Advocacia e Medicina, A primeira linha de cabeçalho será preenchida com os
mas também não sabemos quem faz o quê. Com base nas dicas nomes dos grupos. Nas outras linhas, serão colocados os
abaixo, tente descobrir o nome de cada marido, a profissão de elementos do grupo de referência inicial na tabela principal
cada um e o nome de suas esposas. (no nosso exemplo, o grupo dos homens).
a) O médico é casado com Maria.
b) Paulo é advogado.
c) Patrícia não é casada com Paulo.
d) Carlos não é médico.

Vamos montar o passo a passo para que você possa


compreender como chegar a conclusão da questão. 3º passo - vamos dá início ao preenchimento de nossa
tabela, com as informações mais óbvias do problema, aquelas
1º passo – vamos montar uma tabela para facilitar a que não deixam margem a nenhuma dúvida.
visualização da resolução, a mesma deve conter as Em nosso exemplo:
informações prestadas no enunciado, nas quais podem ser a) O médico é casado com Maria — marque um “S” na
divididas em três grupos: homens, esposas e profissões. tabela principal na célula comum a“ Médico ”e“ Maria”, e um
“N” nas demais células referentes a esse “S”

Também criamos abaixo do nome dos homens, o nome das


esposas.

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APOSTILAS OPÇÃO

Observe ainda que: se o médico é casado com Maria, ele Podemos também completar a tabela gabarito.
NÃO PODE ser casado com Lúcia e Patrícia, então colocamos
“N” no cruzamento de Medicina e elas. E se Maria é casada com
o médico, logo ela NÃO PODE ser casada com o engenheiro e
nem com o advogado (logo colocamos “N” no cruzamento do
nome de Maria com essas profissões). Não conseguimos
nenhuma informação referente a Carlos, Luís e Paulo.

b) Paulo é advogado. – Vamos preencher as duas tabelas


(tabela gabarito e tabela principal) agora. Novamente observamos uma célula vazia no cruzamento
de Carlos com Engenharia. Marcamos um “S” nesta célula. E
preenchemos sua tabela gabarito.

c) Patrícia não é casada com Paulo. – Vamos preencher


com “N” na tabela principal

d) Carlos não é médico. - preenchemos com um “N” na


tabela principal a célula comum a Carlos e “médico”.

4º passo – após as anotações feitas na tabela principal e na


tabela gabarito, vamos procurar informações que levem a
novas conclusões, que serão marcadas nessas tabelas.
Observe, na tabela principal, que Maria é esposa do
médico, que se descobriu ser Luís, fato que poderia ser
registrado na tabela-gabarito. Mas não vamos fazer agora, pois
essa conclusão só foi facilmente encontrada porque o
problema que está sendo analisado é muito simples. Vamos
continuar o raciocínio e fazer as marcações mais tarde.
Além disso, sabemos que Patrícia não é casada com Paulo.
Como Paulo é o advogado, podemos concluir que Patrícia não
é casada com o advogado.
Notamos aqui que Luís então é o médico, pois foi a célula
que ficou em branco.

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Verificamos, na tabela acima, que Patrícia tem de ser 03. (PREF. DE BELO HORIZONTE/MG – Assistente
casada com o engenheiro, e Lúcia tem de ser casada com o Administrativo – FUMARC/2015) Três bolas A, B e C foram
advogado. pintadas cada uma de uma única cor: branco, vermelho e azul,
não necessariamente nessa ordem. Se a bola A não é branca
nem azul, a bola B não é vermelha e a bola C não é azul, então
é CORRETO afirmar que as cores das bolas A, B e C são,
respectivamente:
(A) azul, branco e vermelho.
(B) branco, vermelho e azul.
(C) vermelho, branco e azul.
(D) vermelho, azul e branco.

Respostas
01. Resposta: B.
Vamos preencher a tabela:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
Concluímos, então, que Lúcia é casada com o advogado
(que é Paulo), Patrícia é casada com o engenheiro (que e
Carlos) e Maria é casada com o médico (que é Luís).
Preenchendo a tabela-gabarito, vemos que o problema está
resolvido:

− Mariana viajou para Curitiba;

1º) Não se preocupe em terminar a tabela principal, uma


vez que você tenha preenchido toda tabela gabarito. Ganhe
tempo e parta para a próxima questão. − Paulo não viajou para Goiânia;
2º) Nunca se esqueça de que essa técnica é composta por
duas tabelas que devem ser utilizadas em paralelo, ou seja,
quando uma conclusão for tirada pelo uso de alguma delas,
as outras devem ser atualizadas. A prática de resolução de
questões de variados níveis de complexidade vai ajudá-lo a
ficar mais seguro. − Luiz não viajou para Fortaleza.
Referência
ROCHA, Enrique – Raciocínio lógico para concursos: você consegue aprender:
teoria e questões – Niterói: Impetus – 2010.

Questões
Agora, completando o restante:
01. (TRT-9ª REGIÃO/PR – Técnico Judiciário – Área Paulo viajou para Salvador, pois a nenhum dos três viajou.
Administrativa – FCC/2015) Luiz, Arnaldo, Mariana e Paulo Então, Arnaldo viajou para Fortaleza e Luiz para Goiânia
viajaram em janeiro, todos para diferentes cidades, que foram
Fortaleza, Goiânia, Curitiba e Salvador. Com relação às cidades
para onde eles viajaram, sabe-se que:
− Luiz e Arnaldo não viajaram para Salvador;
− Mariana viajou para Curitiba;
− Paulo não viajou para Goiânia;
− Luiz não viajou para Fortaleza. 02. Resposta: A.
É correto concluir que, em janeiro, Sabemos que o casado é engenheiro
(A) Paulo viajou para Fortaleza.
(B) Luiz viajou para Goiânia.
(C) Arnaldo viajou para Goiânia.
(D) Mariana viajou para Salvador.
(E) Luiz viajou para Curitiba.

02. (COLÉGIO PEDRO II – Engenheiro Civil – ACESSO


PÚBLICO/2015) Antônio, Eduardo e Luciano são advogado,
engenheiro e médico, não necessariamente nessa ordem. Eles Eduardo é advogado e não é solteiro
são casado, divorciado e solteiro, mas não se sabe qual o estado
civil de quem. Porém, sabe-se que o casado é engenheiro,
Eduardo é advogado e não é solteiro, e o divorciado não é
médico. Portanto, com certeza:
(A) Eduardo é divorciado.
(B) Luciano é médico.
(C) Luciano é engenheiro.
(D) Antônio é engenheiro.
(E) Antônio é casado. Se sabemos que o casado é engenheiro e Eduardo é

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advogado e não solteiro, ele só pode ser divorciado, assim nem


precisamos usar a última frase e sabemos que o solteiro é
médico.

A diferença entre os números vai aumentando 1 unidade.


13 – 10 = 3
17 – 13 = 4
22 – 17 = 5
A única coisa que podemos afirmar com certeza é que
28 – 22 = 6
Eduardo é advogado e divorciado
35 – 28 = 7
Questões
03. Resposta: D.
O enunciado diz: a bola A não é branca nem azul, isso quer
01. Observe atentamente a disposição das cartas em cada
dizer que ela é vermelha.
linha do esquema seguinte:

A bola B não é vermelha e a bola C não é azul

A bola A é vermelha, a bola B é azul e a bola C é branca.

LÓGICA SEQUENCIAL OU SEQUÊNCIAS LOGICAS

O Raciocínio é uma operação lógica, discursiva e mental.


Neste, o intelecto humano utiliza uma ou mais proposições,
para concluir através de mecanismos de comparações e
abstrações, quais são os dados que levam às respostas
verdadeiras, falsas ou prováveis. Logo, resumidamente o
raciocínio pode ser considerado também um dos integrantes A carta que está oculta é:
dos mecanismos dos processos cognitivos superiores da
formação de conceitos e da solução de problemas, sendo parte
do pensamento.

Sequências Lógicas
As sequências podem ser formadas por inúmeros fatores,
dentre eles temos pessoas, figuras, letras, números, etc.
Existem várias formas de se estabelecer uma sequência, o 02. Considere que a sequência de figuras foi construída
importante é que existem pelo menos três elementos que segundo um certo critério.
caracterize a lógica de sua formação, entretanto algumas
séries necessitam de mais elementos para definir sua lógica.
Algumas sequências são bastante conhecidas e todos que
estudam lógica devem conhece-las, tais como as progressões
aritméticas e geométricas, a série de Fibonacci, os números
primos e os quadrados perfeitos.
Exemplo 1

Se tal critério for mantido, para obter as figuras


subsequentes, o total de pontos da figura de número 15 deverá
ser:
(A) 69
(B) 67
A sequência numérica proposta envolve multiplicações (C) 65
por 4. (D) 63
6 x 4 = 24 (E) 61
24 x 4 = 96
96 x 4 = 384 03. O próximo número dessa sequência lógica é: 1000, 990,
384 x 4 = 1536 970, 940, 900, 850, ...
(A) 800
Exemplo 2 (B) 790
(C) 780
(D) 770

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04. Na sequência lógica de números representados nos que ocuparia a 277ª posição dessa sequência é:
hexágonos, da figura abaixo, observa-se a ausência de um deles
que pode ser:

09. Observe a sequência: 2, 10, 12, 16, 17, 18, 19, ... Qual é o
próximo número?
(A) 20
(A) 76 (B) 21
(B) 10 (C) 100
(C) 20 (D) 200
(D) 78
10. Observe a sequência: 3,13, 30, ... Qual é o próximo
05. Uma criança brincando com uma caixa de palitos de número?
fósforo constrói uma sequência de quadrados conforme (A) 4
indicado abaixo: (B) 20
(C) 31
(D) 21

11. Os dois pares de palavras abaixo foram formados


segundo determinado critério.
Quantos palitos ele utilizou para construir a 7ª figura?
LACRAÇÃO → cal
(A) 20 palitos
AMOSTRA → soma
(B) 25 palitos
LAVRAR → ?
(C) 28 palitos
(D) 22 palitos
Segundo o mesmo critério, a palavra que deverá ocupar o
lugar do ponto de interrogação é:
06. Ana fez diversas planificações de um cubo e escreveu
(A) alar
em cada um, números de 1 a 6. Ao montar o cubo, ela deseja
(B) rala
que a soma dos números marcados nas faces opostas seja 7. A
(C) ralar
única alternativa cuja figura representa a planificação desse
(D) larva
cubo tal como deseja Ana é:
(E) arval
12. Observe que as figuras abaixo foram dispostas, linha a
linha, segundo determinado padrão.

07. As figuras da sequência dada são formadas por partes


iguais de um círculo.

Segundo o padrão estabelecido, a figura que substitui


corretamente o ponto de interrogação é:

Continuando essa sequência, obtém-se exatamente 16


(A) (B) (C) (D) (E)
círculos completos na:
(A) 36ª figura
(B) 48ª figura
(C) 72ª figura
(D) 80ª figura 13. Observe que na sucessão seguinte os números foram
(E) 96ª figura colocados obedecendo a uma lei de formação.

08. Analise a sequência a seguir:

Os números X e Y, obtidos segundo essa lei, são tais que X


+ Y é igual a:
(A) 40
Admitindo-se que a regra de formação das figuras
(B) 42
seguintes permaneça a mesma, pode-se afirmar que a figura
(C) 44

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(D) 46 próximo número é 60, dessa forma concluímos que o próximo


(E) 48 número é 790, pois: 850 – 790 = 60.

14. A figura abaixo representa algumas letras dispostas em 04. Resposta: D.


forma de triângulo, segundo determinado critério. Nessa sequência lógica, observamos que a diferença: entre
24 e 22 é 2, entre 28 e 24 é 4, entre 34 e 28 é 6, entre 42 e 34 é
8, entre 52 e 42 é 10, entre 64 e 52 é 12, portanto entre o
próximo número e 64 é 14, dessa forma concluímos que o
próximo número é 78, pois: 76 – 64 = 14.

05. Resposta: D.
Observe a tabela:
Figuras 1ª 2ª 3ª 4ª 5ª 6ª 7ª
Considerando que na ordem alfabética usada são excluídas
as letra “K”, “W” e “Y”, a letra que substitui corretamente o N° de Palitos 4 7 10 13 16 19 22
ponto de interrogação é: Temos de forma direta, pela contagem, a quantidade de
(A) P palitos das três primeiras figuras. Feito isto, basta perceber
(B) O que cada figura a partir da segunda tem a quantidade de
(C) N palitos da figura anterior acrescida de 3 palitos. Desta forma,
(D) M fica fácil preencher o restante da tabela e determinar a
(E) L quantidade de palitos da 7ª figura.

15. Considere que a sequência seguinte é formada pela 06. Resposta: A.


sucessão natural dos números inteiros e positivos, sem que os Na figura apresentada na letra “B”, não é possível obter a
algarismos sejam separados. planificação de um lado, pois o 4 estaria do lado oposto ao 6,
1234567891011121314151617181920... somando 10 unidades. Na figura apresentada na letra “C”, da
mesma forma, o 5 estaria em face oposta ao 3, somando 8, não
O algarismo que deve aparecer na 276ª posição dessa formando um lado. Na figura da letra “D”, o 2 estaria em face
sequência é: oposta ao 4, não determinando um lado. Já na figura
(A) 9 apresentada na letra “E”, o 1 não estaria em face oposta ao
(B) 8 número 6, impossibilitando, portanto, a obtenção de um lado.
(C) 6 Logo, podemos concluir que a planificação apresentada na
(D) 3 letra “A” é a única para representar um lado.
(E) 1