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Livro Eletrônico

Aula 00

Física p/ Escolas de Aprendizes Marinheiros (Com videoaulas)- Pós-Edital

Professor: Vinicius Silva

00000000000 - DEMO
Curso de Física para a EAM 2018
Teoria e exercícios comentados
Aula 00 – Cinemática.

AULA 00: Conceito de movimento e de repouso; Movimento


Uniforme (MU); Movimento Uniformemente Variado (MUV);
Interpretação de gráficos (posição x tempo e velocidade x

tempo).

SUMÁRIO PÁGINA

Bloco 1

Apresentação 2
1. Conceitos iniciais de Cinemática 8
2. Velocidade escalar média 17

1. Movimento Retilíneo e Uniforme 17


4.1 Conceito de MRUV 37
Exercícios Propostos 57
Exercícios Comentados 68
Gabarito 92

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Curso de Física para a EAM 2018
Teoria e exercícios comentados
Aula 00 – Cinemática.

1. Apresentação

Olá caro aluno!



Meu nome é Vinícius Silva, e sou professor de Física aqui no Estratégia
Concursos. Tenho certeza de que faremos uma boa parceria rumo ao seu
principal objetivo que é a nota máxima na parte de Física da sua prova para
o concurso da EAM.

Deixe que me apresente para você. Sou Natural de São Paulo, mas muito
cedo (em 1991), com 6 anos de idade, mudei-me para o Fortaleza, capital
do meu Ceará, onde vivi praticamente a maioria da minha vida estudantil,
até me tornar um concurseiro e aí você já sabe como fica a vida de uma
pessoa que abraça o serviço público.

Em 2006, Fiz meu primeiro concurso, para o cargo de Controlador de


Trafego Aéreo Civil da Aeronáutica (DECEA). Após lograr êxito no certame
(2º Lugar), mudei-me para São José dos Campos - São Paulo, local em que
fiz o curso de formação necessário ao exercício do cargo.

Já em 2008, nomeado para o cargo acima, mudei-me para a cidade de


Recife-PE, e por lá fiquei durante aproximadamente um ano até, no final
de 2008, ser nomeado como Técnico Judiciário, na Justiça Federal do
Ceará, concurso no qual logrei aprovação também em 2º lugar.

Atualmente sou lotado na Subseção de Juazeiro do Norte, interior do Ceará


e aqui estou há sete anos desempenhando minhas atividades no serviço
público e no magistério.

Minha experiência em vestibulares vem desde 2002, quando fiz meu


primeiro vestibular, de lá para cá acumulei muitas aprovações em diversos
vestibulares para muitas instituições civis e militares.

Fui aluno de Turma ITA-IME, onde o aluno é testado várias vezes durante
o ano, realizando provas de vestibulares a título de teste, para que possa
perceber seu crescimento.

Nesse sentido, fui aprovado diversas vezes nos vestibulares da UFC, UECE,
URCA, Unifor, IFCE, entre outros, para os mais diversos cursos como
Ciência da Computação, Matemática, Física, Contabilidade, Odontologia,
Mecatrônica, etc. Muitas dessas aprovações entre os 10 primeiros lugares.

Nos vestibulares do IME e ITA, logrei aprovação no vestibular do IME


2004/2005, ano em que fui o primeiro lugar na primeira fase do
Concurso da Escola Naval.

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Na área da Física, matéria que passarei, a partir desta e nas próximas


aulas, a desvendar e tornar seu entendimento muito mais simples do que
você pensa, minha experiência já vem desde 2006 quando iniciei no
– de
magistério como professor substituto e monitor em colégios e cursinhos
Fortaleza.

Hoje, ministro aulas de Física para as mais diversas carreiras, desde a


preparação para vestibulares em geral até a preparação para os concursos
mais difíceis da carreira militar como IME e ITA, passando ainda pelas
turmas de Medicina, Direito e Engenharia.

Em paralelo, ministro aulas preparatórias para olimpíadas de Física


regionais, nacionais e até internacionais, já tendo tido alunos selecionados
para participarem de processos seletivos para a IPHO (Olimpíada Mundial
de Física) e OIbF (Olimpíada Ibero Americana de Física).

Para concursos, já ministrei cursos escritos para área policial (PF e PRF).

Atualmente, escrevo um livro voltado para o público IME e ITA sobre um


assunto que com certeza é um tema muito fascinante no mundo da Física,
a Óptica Ondulatória. Além disso, desenvolvo outros trabalhos voltados
para o público IME – ITA e também para o planejamento e organização de
estudos voltados para concursos (Coaching).

Bom, agora que eu já falei sobre minha experiência e também com a


matéria que irei ministrar aulas para você, vamos passar à apresentação
do nosso Curso de Física para a EAM – 2018.

É com muita satisfação que passo a apresentar o curso de Física para o


EAM - 2018, aqui pelo Estratégia Concursos, casa que me acolheu muito
bem, desde 2013, e com a qual estamos firmando uma parceria de muito
sucesso, já tendo ministrado dezenas de cursos preparatórios para
concursos públicos e já conseguido levar muitos candidatos à aprovação.

O foco desse curso será a preparação com foco no edital, pois assim, o
candidato fica realmente preparado, não adianta se preparar para uma
prova como a da EAM – 2018 sem um material focado no seu edital, o
ideal é iniciar os seus estudos o quanto antes.

O público alvo desse curso é o mais geral possível.

Aplica-se aos candidatos que nunca tiveram contato com a Física e


querem iniciar seus estudos, bem como para aqueles que são formados em
outras áreas e pretendem conquistar um cargo público, ou almejam novos
horizontes de conhecimento, e ainda para aqueles que já faz tempo que
não estudam as matérias do ensino médio e pretendem ingressar nos
quadros da FAB.

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Você que está concluindo o ensino médio, tenha certeza de que fizemos um
curso de excelente qualidade também para você. Se está terminando o

ensino médio e ainda não possui um material de qualidade, aprofundado,
com 100% das questões resolvidas e comentadas com riqueza de detalhes,
o seu lugar é aqui.

2. O curso

O Curso de Física para a EAM – 2018 terá como objetivo principal levá-
lo à nota máxima, contribuindo para que você consiga a sua aprovação e
ingresso na FAB, por meio do exame de admissão à EAM.

Para atingirmos nosso objetivo principal, vamos usar algumas estratégias


que visam a tornar seu esforço menor e seu aprendizado maior face à
dificuldade natural que todos têm na minha matéria.

2.1 Metodologia/Estratégias

O curso será teórico com questões comentadas ao final de cada aula,


tornando-se assim um curso completo, com teoria e exercícios adequados
para o fim a que se propõe.

Utilizarei algumas ferramentas na teoria como figuras, bate papo com o


nosso colega Aderbal, que vocês logo irão conhecer, aplicações
práticas da teoria não faltarão e, é claro, muitas e muitas questões
resolvidas, o máximo de questões que encontrarei sobre o tema serão
trazidas para o nosso curso, sempre adequadas à realidade da EAM.

As questões utilizadas por min serão oriundas de provas anteriores da EAM,


bem como de outros vestibulares tradicionais e escolas militares como
EsPCEx, AFA, Epcar, UNB, Fuvest – SP, Unicamp – SP, Unesp – SP,
UFC, UECE, UFPB, UERJ, etc. Vamos utilizar alguns exemplos e questões
elaboradas por min sobre o assunto.

No que se refere às questões elaboradas por min, geralmente serão


questões modificadas para a realidade da EAM, um professor que conhece
a realidade dos vestibulares, das olimpíadas científicas, do nível superior e
dos concursos, sabe como diferenciar as abordagens.

Outro ponto forte do nosso curso será o fórum de dúvidas, que acessarei
diariamente a fim de que você possa ter as respostas para as suas dúvidas
o mais rápido possível, tornando a aula mais dinâmica e otimizando o seu
tempo, costumo responder uma dúvida em no máximo vinte e quatro
horas, a não ser que ocorra um imprevisto muito sério.

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Resumindo, você terá ao seu dispor uma aula teórica completa, cheia de
figuras, tabelas, gráficos elucidativos, muitas questões para exercitar
(todas comentadas) e um fórum de dúvidas com respostas quase
“instantâneas” (rsrsrsrsrs). –

2.2 Videoaulas

Esse curso contará com uma ferramenta altamente produtiva, que são as
videoaulas, que serão gravadas com o intuito de aproximar o contato
professor-aluno.

Iremos gravar um número de videoaulas equivalente ao das aulas em PDF.


Assim, você terá sempre uma videoaula para cada assunto tratado nas
aulas escritas, de modo a proporcionar a você um material didático
completo e autossuficiente, sem a necessidade de recorrer a livros, e
apostilas, você poderá estudar para o seu concurso exclusivamente pelo
nosso curso, que é completo.

Em cada videoaula vamos expor toda a teoria, como se você estivesse em


uma sala de aula, com todas as dicas e “bizus” de que você precisa para se
dar bem na sua prova.

Ao final da exposição teórica vamos resolver em média umas cinco


questões que já caíram em provas anteriores da EAM e outros concursos,
oriundas das nossas aulas em PDF, serão aquelas que eu considero
questões-chave.

Ou seja, você terá em média cinco questões, além do comentário escrito,


uma resolução detalhada pelo seu professor em formato de videoaula. Não
vai faltar nada para o seu entendimento. As demais questões da lista de
exercícios em PDF serão facilmente “detonadas” por você.

Durante o curso você verá que as questões comentadas estarão dispostas


ao final da aula, de modo a proporcionar a você a chance de tentar resolver
as questões sozinho, sem olhar a resolução.

Professor, e se quando eu
estiver resolvendo eu acertar
tudo eu posso passar para a
aula seguinte?

Eu não aconselharia isso Aderbal.

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Por dois motivos:

1. Você pode ter acertado meio que no chute, sem convicção, –sem
embasamento teórico, ou às vezes até você tem embasamento, mas está
em desacordo com a teoria.

2. Se você não vir as resoluções comentadas irá perder a chance de


observar uma resolução diferente, mais rápida ou mais prática, perdendo
uma oportunidade de aprendizado muito boa, por meio dos comentários
das questões.

Assim, o ideal é ver a aula inteira com calma, sem pressa ou saltos
desnecessários, afinal de contas você está estudando com antecedência,
planejando seus estudos antecipadamente, não há motivos para ter pressa,
principalmente em Física.

Portanto, vamos à luta.

3. Cronograma do Curso.

O nosso curso seguirá o conteúdo programático previsto para Física pelo


próprio edital da EAM, que foi estudado por min, para que eu montasse a
ementa abaixo de acordo com o cronograma.

Abaixo segue um quadro com o cronograma das aulas e os assuntos a


serem tratados em cada uma delas.

CRONOGRAMA

Aula 00 Conceito de movimento e de repouso; Movimento


Uniforme (MU); Movimento Uniformemente Variado
(12/02/2018) (MUV); Interpretação de gráficos (posição x tempo e
velocidade x tempo)
Aula 01 Leis de Newton
(14/02/18)
Aula 02 Energia (cinética, potencial gravitacional e mecânica);
(19/02/18) Princípio de Conservação da Energia Mecânica; Máquinas
simples (alavanca e sistemas de roldanas); Trabalho de
uma força; Potência;
Aula 03 Conceito de pressão, Teorema (ou Princípio) de Stevin e
(21/02/18) Teorema (ou Princípio) de Pascal.

Aula 04 Conceitos de temperatura e de calor; Escalas


(24/02/18) termométricas (Celsius, Fahrenheite e Kelvin); Relação
entre escalas termométricas; Equilíbrio térmico;

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Quantidade de calor sensível (Equação Fundamental da


Calorimetria); Quantidade de calor latente; Mudanças de
estado físico; Processos de propagação do calor.
Aula 05 –
Transformações gasosas (incluindo o cálculo do trabalho).

(26/02/18)

Aula 06 Fontes de luz; Princípios da Óptica Geométrica.

(28/02/18)

Aula 07 Reflexão - conceito, leis e espelhos planos e esféricos.

(03/03/18)

Aula 08 Refração: conceito, leis, lâminas, prismas, Lentes.

(07/03/18)

Aula 09 Conceito de onda; Características de uma onda


(velocidade de propagação, amplitude, comprimento de
(10/03/18) onda, período e frequência); Equação Fundamental da
Onda; Classificação quanto à natureza e à direção de
propagação;
Aula 10 Som (conceito, características, produção e velocidade de
(14/03/18) propagação) e Efeito Doppler.

Aula 11 Processos de Eletrização;


(17/03/18)

Aula 12 Leis de Ohm; Potência elétrica; Consumo elétrico


(21/03/18)

Aula 13 Elementos de um circuito (gerador, receptor, resistor e


(24/03/18) capacitor); Circuitos elétricos (série, paralelo e misto);

Aula 14 Aparelhos de medição (amperímetro e voltímetro)


(28/03/18)

Aula 15 Capacitância elétrica. Capacitores e associações.


(31/03/18)

Aula 16 Ímãs e suas propriedades; Bússola; Campo magnético da


(04/04/18) Terra; Experimento de Oersted.

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4. Estrutura das aulas



Antes de começarmos o conteúdo propriamente dito desta aula 00, que
versará sobre um tema interessantíssimo, vamos apresentar para você a
estrutura das nossas aulas.

As nossas aulas serão compostas da seguinte forma:

➢ Teoria completa sobre o tema que ela se presta a explicar, recheada


de exemplos em forma de exercícios para já ir deixando você
familiarizado com a forma com que o assunto é cobrado na prova.

➢ Lista de questões sem os comentários para que você já teste seus


conhecimentos.

➢ Lista das questões com os comentários.

➢ Gabarito.

Introdução

A mecânica a ser estudada nesse curso é a mecânica newtoniana, ou


mecânica clássica, vamos estudar os fenômenos clássicos da mecânica de
Isaac Newton, vamos descobrir como os movimentos dos corpos ocorre e
como estudar as suas causas e consequências.

Bloco 1:

1. Conceitos iniciais de Cinemática

Vamos iniciar com alguns conceitos básicos de cinemática que serão muito
importantes para o entendimento de todo estudo do movimento

Esses conceitos, de agora em diante, serão abordados sempre que


necessário, então fique ligado porque vamos utilizá-los durante toda a parte
de mecânica dessa obra.

Eles nos ajudarão no embasamento de outros temas e ainda são cobrados


em algumas questões simples, questões teóricas sobre o estudo dos
movimentos que vivem caindo em provas de concursos mas que sempre
deixam os candidatos na dúvida.

1.1 Referencial

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Referencial é um sistema de referência em relação ao qual são se estuda


o movimento dos corpos.

Professor, o conceito parece –


simples, mas eu nunca entendi
aquela célebre frase: “depende
do referencial”.

Calma Aderbal, não se preocupe que eu vou tentar tirar a sua dúvida, que
também pode ser a do nosso colega.

Quando estamos estudando algum fenômeno ou grandeza, a depender do


referencial adotado, ou seja, do ponto de referência adotado, esse
fenômeno ou grandeza apresenta comportamentos distintos, dizemos que
aquilo que está sendo estudado depende do referencial.

Para ficar mais claro, vejamos um exemplo:

Imagine a situação hipotética de uma perseguição policial na qual uma


viatura que tem seu velocímetro marcando 100km/h persegue um
veículo suspeito cujo velocímetro marca 90km/h.

Nessa situação uma pergunta poderia ser feita: “Qual a velocidade da


viatura policial”?

A resposta mais coerente seria a célebre frase que o Aderbal perguntara:


“depende do referencial”.

Se a pergunta for: em relação à Terra ou a qualquer observador fixo na


Terra, a resposta é simples e direta: V = 100km/h.

Agora se a pergunta fosse: em relação ao veículo suspeito, a resposta seria


um pouco diferente, pois, para o veículo suspeito, a situação se passa como
se a viatura se aproximasse apenas com 100km/h – 90km/h =
10km/h, pois o os 90km/h que a viatura possui do seu total de 100km/h
não influenciam em nada em relação ao referencial em movimento do
veículo suspeito.

Viu como é fácil entender o que é referencial. Referencial é um sistema de


referência em relação ao qual se estuda um movimento.

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Outras grandezas da cinemática além da velocidade também variam de


acordo com o referencial adotado. Vamos ver isso adiante, nos próximos
itens.

1.2 Tempo

Tempo é um conceito muito primitivo, associamos ao tempo uma sucessão


de eventos que acontecem.

Não precisamos de muitos comentários por aqui, vamos apenas diferenciar


duas coisas bem simples que são o instante de tempo e o intervalo de
tempo.

a) Instante de tempo: ==0==

Instante de tempo é um momento no qual aconteceu alguma coisa durante


uma sucessão de eventos.

Observe o exemplo abaixo:

Em uma viagem pela rodovia BR 116 um veículo passou pelo marco do


Km 310 às 10h50min10s medido no relógio de pulso do motorista.

Podemos afirmar, no exemplo acima que o veículo passou pelo marco Km


310 no instante 10h50min10s, pois foi neste momento que aconteceu o
evento passagem do veículo pelo marco quilométrico. Simples assim.

b) Intervalo de tempo:

Por outro lado, intervalo de tempo é um pouco diferente de instante de


tempo. Toda grandeza física representada por um intervalo é escrita com
uma letra grega, o famoso  “delta”.

Portanto, o intervalo de tempo seria representado no papel da seguinte


forma:

t
Ocorre que todo intervalo de uma grandeza é a subtração da grandeza final
pela grandeza inicial, assim o intervalo de tempo seria:

t = tfinal – tinicial
Podemos concluir que intervalo de tempo é o instante de tempo final
subtraído do instante de tempo inicial.

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Veja que o t é sempre positivo, pois o tempo não para, sempre passa para
frente, nunca regressando, logo o tempo final sempre será maior que o
tempo inicial de um evento. –

1.3 Móvel

Móvel é um conceito muito simples, em diversas questões de concursos


militares a banca pode se referir a esse termo, que nada mais é do que um
corpo que pode se movimentar de acordo com os ditames que o problema
especificar em seu enunciado.

Um móvel pode ser um bloco, um veículo, um helicóptero, uma pessoa,


etc.

Os móveis são separados em dois grandes subgrupos, que são os pontos


materiais e os corpos extensos.

1.3.1 Ponto material

Ponto material é um conceito um pouco mais difícil de entender, mas não


se preocupe que vamos tornar a sua vida fácil.

Ponto material é um móvel ou um corpo cujas suas dimensões não são


importantes/relevantes para a análise do problema.

Um exemplo bem simples: Uma formiga caminhando num campo de


futebol da magnitude do maracanã.

É claro que o tamanho da formiga não será relevante para saber se ela está
mais próxima da linha de fundo ou do círculo central do campo.

Já pensou se em cada problema desse você tivesse que responder assim:


“a pata da frente da formiga está a uma distância de X metros da trave
enquanto que a pata traseira está a uma distância de X + 0,0000001 mm.
Os problemas seriam realmente impraticáveis.

Outro exemplo bem simples, que veremos em breve nesta obra é a


ultrapassagem de móveis, esse sim um exemplo muito comum em
provas.

Quando queremos analisar o tempo que leva para um corpo ultrapassar


outro, é interessante que você saiba se estamos lidando com um corpo
extenso ou com um ponto material, pois se estivermos tratando de um
ponto material, a ultrapassagem será completada quando um corpo
alcançar o outro, não se levando em conta as dimensões de cada um deles
na análise do problema.

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Veja as figuras abaixo e responda em qual delas temos um ponto material.

Figura 1

Figura 2

Resposta: É na figura 2 que temos pontos materiais, pois as dimensões


dos veículos nem foram citadas na figura, e não devem importar na
resolução de problemas envolvendo a cinemática de seus movimentos.

1.3.2 Corpo Extenso

Após entender o ponto material, fica muito mais fácil de compreender que
o corpo extenso é o oposto. Se um ponto material é um móvel ou corpo
cujas dimensões não são relevantes para a resolução dos problemas, o
corpo extenso apresenta dimensões consideráveis.

No maracanã, uma formiga tem dimensões irrelevantes e por isso é tratada


como ponto material. Por outro lado, um helicóptero pousado sobre o
mesmo campo tem dimensões relevantes em um problema de Física.

No último exemplo do tópico anterior, podemos notar que no caso da figura


1 os caminhões são tratados como corpos extensos, pois suas dimensões
são relevantes na resolução dos problemas, inclusive a figura apresenta o
valor do comprimento do caminhão, informação muito importante para, por
exemplo, o cálculo do tempo de ultrapassagem, muito cobrada em provas.

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1.4 Posição, Variação da posição e Espaço percorrido

Posição é a medida da distância que um corpo guarda da origem de um


– de
referencial, medida ao longo dele. Pode ser positiva ou negativa,
acordo com a origem do sistema de referência. Geralmente simbolizada
pela letra “S”

Figura 3

Note, no desenho acima, que uma das posições da bola é S = +2m.


Podemos ter ainda posições negativas ou nulas, como no caso do móvel
posicionado antes da origem ou sobre ela.

Variação da posição, por sua vez, é o famoso S, que nada mais é do que
a diferença entre a posição final e a posição inicial de um móvel
quando em movimento sobre uma trajetória em um determinado
referencial. Observe a figura abaixo:

Figura 4

A posição final do corpo é SF = 9m enquanto que a posição inicial é S0 =


4m. Portanto, a variação da posição ou S = = 9m – 4m = 5m.

Basta você subtrair as posições.

Note, deste conceito, que podemos ter três situações distintas para o S:

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➢ Positivo: Quando a posição final é maior que a inicial. Nesse caso o


corpo está se movendo no sentido positivo da trajetória.

➢ Negativo: Quando a posição final é menor que a inicial. Nesse –caso


o corpo está se movendo no sentido negativo da trajetória.

➢ Nulo (zero!): Quando as posições final e inicial são iguais. Nesse


caso corpo sai e volta para a mesma posição.

Por outro lado, espaço percorrido é o espaço efetivo (sem levar em conta
se o corpo está a favor ou contra a trajetória, verificando apenas a
distância efetivamente percorrida) que o corpo percorre quando em
movimento em um determinado sistema de referência. Observe a figura
abaixo:

Figura 5

Nela, podemos afirmar que o corpo ao se mover da posição S0 = +2m para


a posição SF = -2m, percorreu uma distância efetiva de 4m.

Assim, no cálculo o espaço percorrido ou distância percorrida, não se


levam em conta sinais ou sentidos positivos ou negativos. Todas as
distâncias são consideradas em módulo.

A consequência mais direta é o fato de que a distância percorrida é, se


houver movimento em relação a um referencial, sempre positiva.

Veja que se o corpo parte da posição +2m e volta para ela, perfazendo a
trajetória acima, ou seja, indo até a posição -2m, o seu S é nulo, pois o
corpo saiu e voltou para a mesma posição. No entanto, o espaço percorrido
não foi nulo, muito pelo contrário, o espaço percorrido foi de 4m (ida) +
4m (volta) = 8m (total)

1.5 Movimento e Repouso

Esses dois conceitos devem gerar muita confusão na sua cabeça, e agora
você vai ver como nunca foi tão fácil entender movimento e repouso.

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Você deve se lembrar do conceito de referencial. Se não lembrar volte


algumas páginas para refrescar a memória. Acredito que o conceito de
posição você também se lembra, afinal de contas acabamos de ver no –item
anterior.

Movimento e repouso então são duas situações físicas as quais podemos


resumir em dois conceitos bem simples:

➢ Movimento: Um corpo está em movimento em relação a um


referencial R, se a sua posição muda com o passar do tempo, em
relação a R.

➢ Repouso: Um corpo está em repouso em relação a um referencial R,


se a sua posição não muda com o passar do tempo, em relação a
R.

Observe que esses dois conceitos dependem do referencial adotado.

Fixado o referencial, basta ver se a posição do corpo muda ou se se mantém


constante ao longo do tempo.

Na figura acima, podemos fazer algumas observações:

➢ O ônibus, amarelo, encontra-se em movimento em relação ao


observador fixo na Terra, pois sua posição vai diminuindo em
relação ao homem sentado (fixo na Terra).

➢ O ônibus encontra-se em repouso em relação a um observador fixo


dentro do ônibus, pois a posição do ônibus é sempre a mesma para
quem está parado dentro do ônibus.

➢ O Senhor de camisa roxa encontra-se em repouso em relação à terra,


pois sua posição não muda em relação à Terra. Por outro lado o
Senhor de camisa roxa encontra-se em movimento em relação ao
ônibus, pois a medida que o tempo passa a sua posição muda em
relação ao ônibus, ele vai ficando mais próximo do ônibus.

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➢ As duas pessoas que se encontram dentro do ônibus encontram-se


em repouso uma em relação a outra, pois suas posições se mantêm
as mesmas.

➢ As pessoas dentro do ônibus encontram-se em movimento em
relação à Terra, pois suas posições mudam com o passar do tempo.

Ufa! Viram quantas possibilidades de situações de movimento e repouso


podemos ter nessa situação aparentemente simples.

1.6 Trajetória

Esse é o último conceito básico que precisamos aprender antes de adentrar


nos cálculos de velocidade média.

Trajetória é um conceito bem tranquilo. Podemos defini-la como sendo a


linha geométrica que o corpo descreve em relação a um referencial quando
em movimento em relação a esse referencial.

A trajetória pode assumir o formato de diversas figuras geométricas como,


por exemplo, retas, curvas, elipses, parábolas, etc.

Note que é mais um conceito que depende do referencial adotado, ou


seja, a trajetória de um corpo pode ser “A” em relação ao referencial 1,
ao passo que pode ser “B” em relação ao referencial 2.

Para ficar mais claro vamos a um exemplo:

Na figura acima, um avião deixa cair uma bomba para que exploda na
Terra.

Se eu lhe perguntasse qual a trajetória da bomba, qual seria a sua


resposta?

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Ora professor, eu lhe responderia com


outra pergunta: “em relação a quem”?

Exatamente Aderbal, a trajetória é um conceito relativo, portanto,


precisamos saber o referencial para responder à pergunta.

Pois bem, em relação à Terra, qual seria a trajetória da bomba?

Em relação à Terra, é fácil: basta notar que o corpo além da queda


vertical, sofrerá um movimento na horizontal, devido a velocidade do
avião, que é compartilhada pela bomba.

Assim, a trajetória será uma curva parabólica, em relação à Terra.

Por outro lado, a trajetória da bomba em relação ao piloto do avião ou a


qualquer um que esteja dentro dele será uma reta vertical, pois aquele
movimento horizontal que a bomba sofre, o avião e todos que estão dentro
dele também sofrem, assim não se nota o movimento horizontal da bomba
de dentro do avião, apenas o vertical.

Percebeu que a trajetória de um móvel depende do referencial.

2. Velocidade escalar média

É a partir daqui que talvez você comece a ter dificuldades e meu papel é
fazer as coisas ficarem fáceis para você, afinal de contas a nossa obra
procura ser o mais didática possível, de possível.

Velocidade média é um conceito fácil, que você provavelmente já utilizou


no seu dia a dia. Imagine a situação abaixo descrita, a qual tem relação
direta com o conceito de velocidade média.

“Em uma viagem, você já deve ter feito a seguinte afirmação: se eu


mantiver uma velocidade média de X km/h chego ao meu destino em Y
horas”.

Você talvez não saiba, mas nessa situação você utilizou o conceito de
velocidade média. Veja abaixo o conceito.

“Velocidade média é a variação da posição ocorrida em um


referencial por unidade de tempo”.

Matematicamente,

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Stotal
V
t total –

Parece simples, e é simples mesmo.

No exemplo da viagem, o que você fez foi calcular o tempo, e não a


velocidade média, mas tudo se passa da mesma forma. Você conhecia a
velocidade média e a distância e assim efetuou um cálculo simples para
obter ao intervalo de tempo que levaria para percorrer a distância em
questão.

Portanto, o que devemos fazer para calcular a velocidade média de um


corpo é dividir o Stotal pelo ttotal.

Observe o exemplo prático abaixo:

Qual é a velocidade média do veículo representado na figura acima?

É simples mesmo. Basta calcular o Stotal e dividi-lo pelo ttotal.

Portanto,

Stotal
V
t total
Sfinal  Sinicial
V
t final  t inicial
190km  30km
V
2h  0h
160km
V
2h
 V  80km / h

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As questões mais difíceis de velocidade média são aquelas em que o


percurso é dividido em várias partes, obrigando o aluno a fazer vários
cálculos. –

Nesse tipo de questão, basta você ir com calma calculando em partes o


intervalo de tempo e o S correspondente.

2.1 Diferença entre velocidade média e velocidade instantânea

Observe que a velocidade média calculada no último exemplo do item


anterior (80km/h) não nos permite afirmar que durante todo o intervalo de
tempo de 2h o veículo desenvolveu essa velocidade de modo constante.
Provavelmente, em virtude de condições adversas de trânsito o veículo
deve ter desenvolvido velocidades0menores e por vezes maiores que a
velocidade média de 80km/h.

É daí que nasce o conceito de velocidade instantânea.

Velocidade instantânea seria a velocidade que o corpo possui num


determinado instante de tempo, e você já sabe o que é instante de
tempo, é aquele momento considerado em si só.

Professor, onde eu posso


observar a velocidade
instantânea?

Caro Aderbal, a velocidade instantânea é aquela que aparece no


velocímetro do seu carro.

Observe um exemplo que ocorre comigo com frequência:

Moro atualmente em Juazeiro do Norte, no interior do Ceará, região do


Cariri. Em minhas viagens com a família para Fortaleza (visitar os pais)
geralmente levo 6 horas para percorrer os 540km que separam as duas
cidades na trajetória da BR 116.

Qual é a velocidade média desenvolvida por min durante uma de minhas


viagens de carro para Fortaleza?

Basta aplicar a fórmula vista acima:

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Stotal
V
t total –
540km
V
6h
 V  90km / h
Portanto, na média, percorri 90km a cada hora.

Mas vocês acham mesmo que com mulher e filha dentro do carro é possível
percorrer a cada hora noventa quilômetros, durante um trajeto de 540km?
A resposta é negativa!

Geralmente durante uma viagem longa temos algumas paradas para


reabastecimento, alimentação, etc.

Então como é possível desenvolver uma velocidade média de 90km/h?

É simples, basta desenvolver velocidades instantâneas maiores durante o


movimento, isso significa que em alguns vários momentos da viagem eu
desenvolvi velocidades instantâneas de 100km/h, 120km/h, 140km/h,
para compensar os momentos de paradas e de velocidades reduzidas.

Acredito que agora você compreendeu o conceito de velocidade média e


sua diferença em relação à velocidade instantânea.

2.2 Unidades de velocidade

Esse é outro tema muito importante que aparece sempre em provas para
fazer você errar, algo que doravante não acontecerá mais.

Existem várias unidades de velocidade e você deve estar atento para a


transformação entre elas.

A unidade utilizada pelo Sistema Internacional (SI) é o m/s (metro por


segundo).

Essa unidade, no entanto, não é a mais usual. No nosso dia a dia as


velocidades são expressas na maioria das vezes em Km/h.

A unidade do resultado será dada de acordo com os dados fornecidos na


questão. Se em uma questão são fornecidas distâncias em Km e tempos
em h, a resposta será em Km/h. Por outro lado, se as distâncias foram
expressas em m e os tempos em s, a velocidade será fornecida em m/s.

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Professor, mas se na
questão ele fornecer os –
dados em uma unidade e
pedir a resposta em outra?
Como eu faço?

Boa pergunta!

É isso que gera muitos erros. O candidato bem preparado então deve
transformar as unidades, e isso é feito de acordo com o quadro abaixo:

Exemplos:

➢ 36km/h = 10m/s
➢ 72km/h = 20m/s
➢ 108km/h = 30m/s
➢ 54km/h = 15m/s

Eu não recomendaria, a princípio, transformar a distância, depois


transformar o tempo e finalmente dividir um pelo outro. Prefira transformar
o resultado.

Existem outras unidades menos comuns, mas que poderemos abordar


durante as questões.

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Bloco II:

1. Movimento Retilíneo e Uniforme –

O movimento retilíneo e uniforme é um dos movimentos que são cobrados


em concursos públicos, para estudá-lo você precisa estar afiado em
velocidade média, que foi o assunto que acabamos de tratar.

No seu dia a dia, você certamente já se deparou com situações envolvendo


veículos em MRU.

3.1 Conceito

O Movimento Retilíneo e Uniforme – MRU é aquele movimento cuja


trajetória é retilínea e o módulo da velocidade se mantém constante
durante todo o movimento.

Desse conceito podemos tirar duas conclusões:

a) Pelo fato de a trajetória ser retilínea, podemos afirmar que não há curvas
no movimento. Assim a aceleração centrípeta do corpo é nula.

Mas o que é essa tal


aceleração centrípeta?

Esse assunto será abordado nos próximos blocos, mas vale a pena explicar
apenas que aceleração centrípeta é uma das componentes da aceleração
e ela só existe quando a trajetória é curvilínea (possui curvas) como não
temos curvas, não temos aceleração centrípeta.

b) Pelo fato de a velocidade se manter constante em módulo, então


podemos afirmar que o movimento não terá aceleração tangencial.

Professor, mas o que é


essa tal aceleração
tangencial?

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A aceleração tangencial é a componente da aceleração que aparece em


trajetórias retilíneas (retas) ou curvilíneas (possui curvas), mas que tem
por função a modificação do módulo (valor, intensidade) da velocidade.–

Assim, a conclusão a que chegamos é que no MRU não há aceleração de


nenhuma natureza, seja ela tangencial ou centrípeta.

Portanto, o vetor velocidade manter-se-á constante em módulo,


direção e sentido.

Como a velocidade se mantém constante, podemos afirmar também que a


velocidade média é sempre a mesma, ou seja, a velocidade média é
sempre igual à velocidade instantânea, que por sua vez é constante
também, durante todo o movimento.

O MRU pode ser representado esquematicamente na forma abaixo:

Qualquer que seja o instante de tempo, a velocidade instantânea terá


sempre o mesmo módulo, a mesma direção e também o mesmo sentido.

Desse conceito podemos concluir que para intervalos de tempos iguais,


teremos sempre o mesmo S ou espaço percorrido (no caso do MRU não
há distinção entre S e espaço percorrido). Veja a representação gráfica
abaixo.

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Note que para intervalos de tempos iguais a 1s, temos sempre o mesmo
S ou espaço percorrido de 4m.

Essa é uma das principais consequências do MRU, e pode ser cobrada em


uma questão teórica contextualizada com a prática em qualquer prova,
principalmente provas contextualizadas como a da EAM.

Esses exemplos ilustram bem o conceito do MRU que você deve ter em
mente no momento da prova, bem como para situar-se nos mais diversos
tipos de movimento que serão estudados no decorrer do nosso curso.

3.2 Classificação do MRU

O MRU pode ser classificado de acordo com o sentido do movimento em


dois tipos. Veja.

a) Movimento Progressivo:

É o movimento no qual o móvel percorre a trajetória no sentido positivo


das posições. Simplificadamente, a favor da trajetória.

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Na figura acima podemos afirmar que a velocidade do corpo é sempre a


mesma (30 km/h) e também que a motocicleta move-se a favor da
trajetória, em movimento progressivo.

Note que no movimento progressivo as posições do corpo aumentam com
o tempo, de modo que as posições finais são sempre maiores que as
iniciais. (Sfinal > Sinicial).

Da observação acima podemos chegar à seguinte conclusão:

S
V
t
S S
V  final inicial , como Sfinal  Sinicial e t  0 (sempre)
t
V0
Portanto, a conclusão a que chegamos é que em todo movimento
progressivo a velocidade é positiva.

MOVIMENTO PROGRESSIVO  V > 0

b) Movimento retrógrado:

No movimento retrógrado, os conceitos se invertem.

É o movimento no qual o móvel percorre a trajetória no sentido negativo


das posições. Simplificadamente, contra a trajetória.

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Na figura acima podemos afirmar que a velocidade do corpo é sempre a


mesma (-30km/h) e também que a motocicleta move-se contra a
trajetória, em movimento retrógrado.

Note que no movimento retrógrado as posições do corpo diminuem com o


tempo, de modo que as posições finais são sempre menores que as iniciais.
(Sfinal < Sinicial).

Da observação acima podemos chegar à seguinte conclusão:

S
V
t
S S
V  final inicial , como Sfinal  Sinicial e t  0 (sempre)
t
V0
Portanto, a conclusão a que chegamos é que em todo movimento
retrógrado a velocidade é negativa.

MOVIMENTO RETRÓGRADO  V < 0

É fundamental que você, candidato, não confunda a classificação acima


estudada com outro conceito que é o de movimento acelerado e
retardado, estes últimos são dois conceitos bem distintos, que serão
estudados em um momento posterior de nossa aula, quando estivermos
lidando com os movimentos variados.

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3.3 Equação Horária do MRU

Nesse ponto iremos estudar a equação horária do MRU, será através –dela
que vamos determinar a posição de um corpo de acordo com o tempo.

Fazendo uso da equação horária ou equação do espaço no MRU,


poderemos determinar a posição do móvel em quaisquer instantes de
tempo, para isso bastam ser conhecidas a velocidade do corpo (que é
constante) e a posição inicial dele.

a) Velocidade do corpo (V):

Esse conceito é simples, já vimos que a velocidade de um corpo em MRU


é sempre constante, e essa velocidade é a sua própria velocidade média.

b) Posição inicial (S0):

A posição inicial de um móvel em MRU é a posição que o móvel ocupa no


início da contagem dos tempos, ou seja, é a posição que o corpo ocupa
quando t0 = 0.

Ah professor, esse
S0 é aquele que é
sempre igual à
zero?

Não Aderbal, cuidado com o S0! A posição inicial não necessariamente é


igual à zero, mas pode ser.

Entenda bem, a posição inicial é o lugar que um móvel encontra-se quando


o movimento começa a ser estudado, e essa posição pode ou não ser igual
a zero.

Observe os exemplos abaixo:

Exemplo:

Um automóvel encontra-se inicialmente no km 0 da BR116 na rotatória da


Avenida Aguanambi (que é o marco zero da BR116).

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BR116
Km0
CE

O espaço inicial, caso o movimento do corpo comece a ser estudado quando


ele passar pelo km0 será igual à zero, ou seja, S0 = 0.

Exemplo:

Por outro lado, caso o movimento do veículo comece a ser estudado quando
este se encontrar na cidade de Juazeiro do Norte, no Ceará, então a posição
inicial do automóvel não será igual à zero. Veja.

BR116 BR116
Km 0 Km 540
CE CE

No caso acima o espaço inicial ou a posição inicial do móvel é igual a 540


km, ou seja, S0 = 540 km.

Portanto, não pense que o S0 será sempre igual a zero!

Vistos esses conceitos de posição inicial e velocidade, vamos à


demonstração da equação horária ou equação da posição de um corpo em
MRU.

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Na figura acima o carrinho do Felipe Massa sai da posição S0 e depois, num


instante de tempo t qualquer, movendo-se com velocidade constante V,
ele encontra-se numa posição S.

Nossa tarefa é encontrar uma equação que relacione os termos negritados


do parágrafo acima.

Então, vamos partir do conceito, que é o fato de a velocidade ser


constante o tempo inteiro.

S
V  S  V  t
t
 S  S0  V  t  t 0 
 S  S0  V   t  t 0  , como na maioria dos movimentos t 0  0

 S  S0  V  t

Chegamos assim à famosa fórmula:

 S  S0  V  t
Perceba que essa fórmula irá nos fornecer os valores de S (posição) para
quaisquer instantes de tempo que você quiser.

Observe alguns exemplos:

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S0 V S = S0 + Vt
3m 2 m/s S = 3 +2t
6m -3 m/s S = 6 – 3t –
0m 4 m/s S = 4t

Na equação da primeira linha:

➢ S = 3 +2t

S T
3m 0
7m 2s
23 m 10s

Assim, você pode calcular qualquer S, conhecendo o valor de t.

Outra aplicação prática da equação horária é o encontro de móveis e


ultrapassagem de corpos.

Várias questões de prova envolvem esse fenômeno.

Na ultrapassagem de móveis, caso eles sejam pontos materiais, ela


ocorrerá quando as posições de ambos forem iguais.

Portanto, nas questões de ultrapassagem, podemos determinar as


equações das posições de cada um dos móveis e depois igualamos as
equações a fim de encontrar o instante de tempo no qual os corpos se
encontram.

Nos exercícios comentados vamos nos deparar com muitas questões desse
tipo.

3.4 Gráficos do MRU

O MRU pode ser representado graficamente, aliás, todo movimento pode


ser estudado graficamente. Nesse ponto você precisará lembrar alguns
conceitos das aulas de matemática, precisamente de funções do 1º grau.

No último ponto da aula chegamos à equação horária ou equação da


posição de um móvel quando em MRU.

 S  S0  V  t

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Essa equação pode ter o seu comportamento estudado por meio de um


gráfico no plano xOy, onde nos eixos ”x” e “y” estarão postados os valores
de “t” e “S” respectivamente.

Assim, substituindo, teremos:

 y  S0  V  x
 y  a bx
Os valores de S0 e V são constantes e, portanto, podem ser substituídos
pelas letras “a” e “b”, que representam constantes.

Da última equação, podemos concluir que o gráfico no plano xOy será uma
reta, pois a função horária passou a ser uma função do primeiro grau.

Vamos agora detalhar em cada tipo de movimento o gráfico


correspondente.

3.4.1 Gráfico S x t do MRU progressivo

No MRU progressivo, a velocidade é sempre positiva, se você não se lembra


desse detalhe, volte algumas páginas, onde foi detalhada toda a
classificação do MRU.

Assim, como temos V > 0, para qualquer “t”, b > 0.

 y  a bx
Logo a reta será crescente.

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O gráfico acima representa um MRU progressivo.

É importante verificar que a inclinação da reta está diretamente ligada à


velocidade constante do móvel. Veja.

S C.O
tgq 
C.A
S  So
tgq 
t 0
S
S
tgq 
t
Cateto

q oposto

S0 n
tgq  V
Cateto
adjacente

0 t t

Portanto, a velocidade constante do móvel em MRU é numericamente igual


à tangente do ângulo de inclinação da reta do gráfico (S x t).

Essa propriedade será bastante utilizada nos exercícios e questões de


prova.

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3.4.2 Gráfico S x t do MRU retrógrado


No caso do MRU retrógrado, o móvel percorre a trajetória no sentido
contrário ao sentido positivo dos espaços (marcha à ré).

A diferença é que à medida que o tempo passa, os espaços diminuem, pois


o móvel está se movendo contra a trajetória.

O gráfico continuará sendo uma reta, só que desta vez será uma reta
decrescente. Veja.
S

S0

Em relação à observação que fiz no gráfico do movimento progressivo,


podemos afirmar que a mesma observação também é válida para o caso
do movimento retrógrado. Veja.
C.O
tgq  tg 
S C.A
S S
tgq   0
S0 t 0
S
Reta tgq  
Cateto decrescente t
oposto
n
q tgq  V

S
Cateto
adjacente

0
t t
Assim, fica provado que a propriedade continua válida.

3.4.3 Gráfico V x t do MRU progressivo

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Agora vamos estudar o gráfico V x t do MRU.


Nesse gráfico a análise matemática é bem mais simples, pois a velocidade
do móvel é constante.

Assim,
V  K (cons tante)
Mais uma vez vamos postar os valores de t no eixo “x” e o respectivo valor
de V constante no eixo “y”.

V  K (cons tan te)


y K
No gráfico, temos:

V
Reta
constante

V
V>0
Movimento
Progressivo

t
Ou seja, não há dificuldades em analisar o gráfico, pois será sempre uma
reta constante, paralela ao eixo dos tempos, uma vez que não haverá
variação do módulo da velocidade em um MRU.

O detalhe que você deve ficar atento é ao fato de que a reta estará
posicionada acima do eixo vertical, pois o movimento é do tipo progressivo
(V > 0).

3.4.4 Gráfico V x t do MRU retrógrado

Caro leitor, nesse ponto a única diferença é que no movimento retrógrado


a velocidade é negativa.

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Professor, por que no movimento


progressivo a velocidade é positiva e no

retrógrado ela é negativa?

Aderbal, isso foi provado na parte de classificação dos movimentos, mas


vou “quebrar seu galho” e lhe dar essa “colher de chá”.

Não se esqueça de que a velocidade está diretamente ligada ao fato de o


movimento estar a favor ou contra a trajetória.

➢ A favor da trajetória: V > 0 (progressivo)


➢ Contra a trajetória: V < 0 (retrógrado)

Voltando ao gráfico do MRU retrógrado, estávamos falando acerca da


velocidade negativa no movimento retrógrado.

Assim, o gráfico tem a seguinte representação:

V
Reta
constante
t

V<0
Movimento
Retrógrado

A reta estará posicionada abaixo do eixo dos tempos, por ter a velocidade
sempre valores negativos.

3.4.5 Propriedade do gráfico V x t do MRU

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Para finalizar o assunto de Gráficos do MRU, temos que demonstrar uma


propriedade importante que existe no gráfico V x t.

Acima, ficou claro que o gráfico V x t é uma reta paralela ao eixo– dos
tempos. Agora vamos verificar uma propriedade importante que será
utilizada na resolução de algumas questões.
Vamos calcular a área abaixo do gráfico (lembre-se de que a área será o
produto da base pela altura do retângulo).

A  bh
V A  (t 2  t1 )  V
A  t  V
A
n
A  S
t1 t2 t

Portanto, podemos afirmar que no gráfico V x t do MRU a área sob o


gráfico é numericamente igual ao S.

N
A  S

Movimento Retilíneo e Uniformemente Variado – MRUV.

Como já foi dito anteriormente o MRUV é um movimento muito importante,


ele está envolvido em frenagens e acelerações, de modo que a velocidade
será sempre variável, é muito comum a análise de cenas de acidentes
de trânsito no qual um perito, por exemplo, faz uma estimativa de
velocidade do veículo a partir da marca de frenagem na pista, e você vai
aprender a fazer isso nas próximas páginas.

Professor, então se o movimento


tiver velocidade variável então ele é
um MRUV?

Cuidado Aderbal!

Nem todo movimento que possui velocidade variável será um MRUV, mas
todo MRUV possui velocidade variável.

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Professor, isso tá
parecendo raciocínio
lógico. –

Pois é Aderbal, parece mesmo, mas para você entender bem essa história
de velocidade variável, você precisa é conhecer o conceito de MRUV.
Vamos ao conceito.

4.1 Conceito

O MRUV tem como conceito o seguinte: “É aquele movimento que possui


trajetória retilínea e aceleração constante”.

Veja que o próprio nome já te dá uma dica:

M  Movimento
R  Retilíneo  trajetória é uma reta
U  Uniformemente  variação uniforme
V  Variado  velocidade variável

Vamos por partes:

a) Trajetória retilínea: isso significa que a trajetória é uma reta, fato


simples de se entender pela própria etimologia da palavra. Isso vai gerar
uma consequência já vista anteriormente, que é o fato de a aceleração
centrípeta ser nula.

Professor, essa tal aceleração


centrípeta é aquela responsável
pela mudança na direção do
movimento?

Exatamente Aderbal!

É bem previsível que se a trajetória é retilínea, então não pode haver a


aceleração centrípeta, uma vez que esta é responsável pela mudança na
direção do movimento e a direção será sempre a mesma (reta).

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b) Aceleração constante: A aceleração é um conceito que você precisa


conhecer antes de prosseguimos no conceito.

*Aceleração –

A aceleração trabalhada neste ponto é a aceleração tangencial, ou seja,


tangente à trajetória e tem a função de modificar o módulo da
velocidade.

Assim, a aceleração é a grandeza cinemática responsável pela


medida do aumento ou redução no valor da velocidade do móvel,
de acordo com o tempo.

Podemos resumir o conceito de aceleração como a grandeza física que nos


indica o ritmo com que a velocidade escalar de um móvel varia
(aumentando ou diminuindo).

A aceleração escalar média corresponde à aceleração escalar que o móvel


poderia ter mantido constante num certo intervalo de tempo.

Professor, e como eu
calculo essa
aceleração tangencial
que vamos trabalhar
no MRUV?

Boa pergunta Aderbal!

Para calcular essa aceleração é muito simples, basta memorizar a fórmula


abaixo:

V
a
t
É bem previsível a fórmula acima, basta você lembrar-se do conceito de
aceleração, que é a grandeza responsável pela medida da variação da
velocidade, a fórmula então traduz a variação da velocidade no intervalo
de tempo correspondente.

A aceleração é, portanto, a medida da taxa de variação da velocidade no


tempo.

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Aula 00 – Cinemática.

No Sistema Internacional (SI), a unidade para a aceleração escalar média


é o metro por segundo por segundo (m/s/s), que abreviamos por m/s2.
Outras unidades podem ser utilizadas, tais como cm/s2 e km/h2.

Visto o conceito de aceleração, vamos a alguns exemplos para fixar a ideia
de aceleração:

Exemplo (VINÍCIUS SILVA): Um automóvel trafega na BR116 e é


observado por um radar móvel quando passa pelo KM25, às 08:00,
na cidade de Horizonte, com uma velocidade de 15m/s. Ao passar
pelo KM145, às 09:30, sua velocidade foi verificada pelo radar fixo
do posto policial, que registrou o valor de 162km/h. Qual foi a
aceleração média do veículo no seu trajeto de Horizonte até
Russas?

Questão simples, mas que está rodeada de detalhes que devem ser bem
explicados.

Primeiramente veja que o enunciado solicitou o cálculo da aceleração


média, que é a aceleração suposta constante em todo o intervalo de tempo,
o conceito aqui é semelhante ao de velocidade média. Vamos ao cálculo,
depois voltamos a explicar essa história de aceleração média.

Partindo da fórmula que foi colocada, temos:

V
a
t
Precisamos encontrar a variação da velocidade que é a subtração da
velocidade final da inicial, assim:

162
V  VFINAL  VINICIAL  m / s  15m / s  30m / s
3,6

Observe que a velocidade em km/h foi transformada para m/s, de acordo


com o que já foi explicado nesse capítulo.

Logo, a velocidade aumentou 30m/s durante o trajeto do veículo.

A variação do tempo é simples também, basta subtrair os instantes de


tempo final do inicial. Vejamos.

V  t FINAL  t INICIAL  09 : 30  08 : 00  1 : 30  90 min  90 x60  5400 s

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Para obtermos a aceleração, basta aplicar a fórmula:

V 30m / s
a   0,0056m / s 2 –
t 5400 s
Ou seja, a velocidade aumentou em média, 0,0056m/s a cada segundo que
se passou. O valor acima foi pequeno por conta do intervalo de tempo,
geralmente as acelerações são calculadas em curtos intervalos de tempo
da ordem dos segundos.

Exemplo (VINÍCIUS SILVA): O condutor de um automóvel de


passeio envolvido em um acidente relatou ao Policial Rodoviário de
plantão que trafegava com uma velocidade de 72km/h no momento
em que avistou o caminhão parado na pista e freou bruscamente,
contudo o espaço entre os veículos não foi suficiente para evitar o
acidente, pois o automóvel ao colidir estava a uma velocidade de
10m/s. Considerando que o tempo decorrido desde a pisada no
freio e a colisão foi de 5s, calcule a aceleração do veículo, suposta
constante.

Trata-se de mais um bom exemplo de aceleração em movimentos variados,


nesse problema vamos continuar aplicando a fórmula da aceleração.

V
a
t
Vamos calcular a variação da velocidade, uma vez que a variação do tempo
foi fornecida quase que diretamente (5s).

72
V  VFINAL  VINICIAL  10m / s  m / s  10m / s
3,6

Mais uma vez, tivemos de transformar uma das velocidades dadas em km/h
em m/s.

Portanto a aceleração será dada por:

V  10m / s
a   2m / s 2
t 5s
O significado dessa aceleração é que a velocidade do corpo diminuiu (sinal
negativo) 2m/s a cada segundo que passou.

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Bom, esses dois exemplos ilustram bem a ideia de aceleração e o cálculo


básico do seu valor.

Assim, podemos concluir o seguinte:

• Se a > 0  V aumenta
• Se a < 0  V diminui

Agora vamos voltar ao item “b” do conceito de MRUV.

Estávamos afirmando que o MRUV é um movimento cuja aceleração é


constante.

Portanto, a variação da velocidade em um MRUV pode ser considerada


constante com o tempo, ou seja, a velocidade aumenta ou diminui de
maneira uniforme.

Professor, é por isso


que o MRUV é
uniformemente
variado?

Exatamente Aderbal!

O MRUV tem esse nome porque a velocidade varia de maneira uniforme e


isso quer dizer que a aceleração é constante. Essa ideia tem que ficar bem
sedimentada na sua cabeça.

Lembre-se de que no MRU, para tempo iguais tínhamos espaços iguais


percorridos pelo móvel. No MRUV as coisas mudam um pouco e os espaços
podem aumentar ou diminuir com o tempo.

No esquema abaixo você verifica que no MRUV os espaços podem diminuir


ou aumentar de acordo com a situação apresentada.

• Quando V aumenta  espaços maiores no mesmo intervalo de


tempo.

• Quando V diminui  espaços menores no mesmo intervalo de


tempo.

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Nesse caso como a pessoa


AUMENTA o seu
deslocamento no mesmo –
intervalo de tempo então a
velocidade da pessoa
aumenta.

Nesse caso a pessoa em


MRUV DIMINUI o seu
deslocamento no mesmo
intervalo de tempo, então a
velocidade da pessoa
diminui.

4.2 Classificação do MRUV

Na classificação do MRUV vamos ter que levar em conta 2 parâmetros para


classificá-lo. Vamos analisar a VELOCIDADE e a ACELERAÇÃO, já que no
MRUV a  0. De acordo com essas duas grandezas, podemos ter um
movimento ACELERADO ou RETARDADO, observe os passos que
devemos acompanhar para uma boa classificação:

• 1º Passo: Analisar a velocidade do movimento, se positiva (a favor


da trajetória) ou negativa (contra a trajetória).

• 2º Passo: Analisar a aceleração do movimento, se positiva ou


negativa.

• 3º Passo:

Se V e a tem o mesmo sinal  movimento acelerado

Se V e a tem sinais contrários  movimento retardado

Professor, então pode ser que eu tenha um


movimento com a < 0 e mesmo assim pode
ser um movimento acelerado? Como é essa
história aí?

Exatamente Aderbal!

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Pode ser que tenhamos um movimento com aceleração negativa e mesmo


assim ele pode ser acelerado, pois de acordo com o que foi exposto acima,
um movimento acelerado não é aquele que tem aceleração positiva, e
sim aquele que possui velocidade e aceleração com o mesmo sinal. –

É muito importante que seja entendido esse conceito de classificação, pois


é muito comum bons alunos escorregarem nesta casca de banana e
acharem que por ter aceleração positiva o movimento necessariamente
deve ser acelerado.

Podemos montar a seguinte tabela:

VELOCIDADE ACELERAÇÃO MOVIMENTO


POSITIVA (+) POSITIVA (+) ACELERADO E PROGRESIVO
NEGATIVA (-) NEGATIVA (-) ACELERADO E RETRÓGRADO
POSITIVA (+) NEGATIVA (-) RETARDADO E PROGRESSIVO
NEGATIVA (-) POSITIVA (+) RETARDADO E RETRÓGRADO

A conclusão é:

• Movimento acelerado: |V| aumenta com o tempo.

• Movimento retardado: |V| diminui com o tempo.

5. Equação da velocidade

Neste item vamos aprender a equação da velocidade, demonstrá-la a partir


do conceito de MRUV.

Professor, por que


temos uma equação da
velocidade para o
MRUV e para o MRU
não?

Ótima pergunta Aderbal!

É simples, o motivo: no MRU a velocidade é constante, não precisa de


equação para estudar o seu comportamento com o tempo. Por outro lado,
no MRUV a velocidade é variável, cabendo uma equação para estudar a
sua variação de acordo com o tempo.

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Vamos partir do conceito de aceleração constante. Se a aceleração é


constante, então a aceleração média também é constante, assim:

V
a
t
V  a .t
V  V0  a .(t  t0 ),
V  V0  a .t , para t0  0
Chegamos à equação da velocidade de um MRUV.

V  V0  a .t
Essa equação é muito parecida com a equação da posição de um MRU a
diferença é que no MRUV, quem é constante é a aceleração e não a
velocidade, portanto, partimos de dois conceitos diferentes para chegar à
equação.

De posse dessa fórmula, podemos encontrar a velocidade do corpo


qualquer que seja o instante de tempo.

Observe os exemplos abaixo:

V0 a Equação V = V0 + a.t
2 m/s 3 m/s2 V = 2 +3.t (SI)
5 m/s -2 m/s2 V = 5 – 2.t (SI)
-3 m/s -4 m/s2 V = -3 - 4.t (SI)
0 -2 m/s2 V = -2.t (SI)
0 1,0 m/s2 V = 1,0.t (SI)

Vamos tomar as duas primeiras equações e calcular alguns valores para a


velocidade, dado o tempo.

Equação V = V0 + a.t T V
V = 2 +3.t (SI) 1s 5m/s
V = 2 +3.t (SI) 4s 14m/s
V = 5 – 2.t (SI) 2s 1m/s
V = 5 – 2.t (SI) 10s -15m/s

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6. Equação horária do espaço

A equação horária do espaço é a equação que relacionará as posições de


acordo com o tempo.

Existem diversas formas de se demonstrar a equação do espaço para um


móvel que executa um MRUV, vamos utilizar uma propriedade gráfica vista
nas páginas anteriores, que serve para todo tipo de gráfico, você entenderá
melhor no item em que explicaremos o gráfico da velocidade em função do
tempo.

O gráfico da velocidade em função do tempo será obtido mediante a


equação da velocidade vista no item anterior.

V  V0  a .t
Na equação acima, caso postássemos os valores de V no eixo y e de t no
eixo x, teríamos uma reta inclinada de acordo com o sinal da aceleração,
que neste caso é o coeficiente angular da reta. (os detalhes gráficos serão
explicados no item correspondente, não se preocupe em entender o gráfico
nesse momento, apenas aceite).

Assim, o gráfico será uma reta da seguinte forma:

A propriedade do gráfico de que vamos precisar é a área sob o gráfico,


numericamente igual à variação do espaço, ou seja, S = Área.

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B  b 
A h
2 –
V  V0 
 S   t , como V  V0  a  t
2
V0  a  t  V0 
 S  t
2
a t2
 S  S0  V0  t 
2

a t2
 S  S0  V0  t 
2

Utilizamos a área do trapézio e chegamos a equação horária da posição.

Essa equação relaciona a posição (espaço) e o tempo para um móvel que


executa um MRUV. Observe que se trata de uma equação do 2º grau em t.

Caso tenhamos a equação podemos também retirar dela dados importantes


acerca do movimento, observe a tabela abaixo onde constam alguns
exemplos de equações horárias:

S0 V0 a Equação
1m 3 m/s 4 m/s2 S = 1+3t+2t2 (SI)
0 7 m/s 8 m/s2 S = 7t+4t2
0 3 m/s2 -2 m/s2 S = 3t – t2
0 0 6 m/s2 S = 3t2
5m 0 -12 m/s2 S = 5 – 6t2

Note que o número que acompanha o termo “t” é igual à velocidade


inicial V0, já o número que acompanha o termo t2 é igual a a/2 (metade
da aceleração) e o termo independente é igual à posição inicial S0.

Exemplo: Um automóvel trafega em MRUV segundo a função horária


S = 12 - 8 t + 4.t2, no S.I. Determine:

a) a sua posição inicial, a sua velocidade inicial e a sua aceleração;


b) a função horária da velocidade;
c) o instante em que o móvel inverte o sentido do movimento;
d) qual a sua posição no instante 10s;
e) classifique o movimento para o instante t = 3s.

Vamos lá!

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a) Facilmente identificamos S0 (termo independente), V0 (termo que


acompanha t) e a (dobro do termo que acompanha t2).

2
S0 = 12m; V0 = -8m/s; a = 8m/s .

b) Para obter a equação da velocidade, basta aplicar na fórmula já vista


V  V0  a .t , assim:

V = -8 + 8.t.

c) para saber o instante em que o móvel, inverte o sentido do movimento,


basta raciocinar: o móvel inverte o sentido do movimento a partir do
momento em que ele para, atingindo assim velocidade nula. A pergunta
pode ser refeita da seguinte forma: “em que instante a velocidade é nula”?

Para saber em que t, a V é nula, basta igualar a equação da velocidade a


zero.

Assim,

V = -8 + 8.t. => 0 = -8 + 8.t => 8.t = 8 => t = 1s.

d) Para saber a posição do corpo basta substituir o tempo t = 10s na


equação da posição fornecida.

Assim,

S = 12 - 8 t + 4.t2 => S = 12 – 8.10 + 4.102 = 332m.

e) para t = 3s => V = -8 +8.3 = 16m/s (positiva). Como a aceleração é


também positiva temos as duas grandezas positivas. Portanto o movimento
é acelerado no instante t = 3s.

Com esse exemplo nós concluímos a equação da horária da posição no


MRUV.

*Observação Importante

Para concluir esse ponto, preciso ainda lhe mostrar uma observação
importante acerca da velocidade média em um MRUV.

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Observando o gráfico acima, podemos fazer a adaptação abaixo:

v1  v2 S v1  v2 v v
A  S  .t    VMÉDIA  1 2
2 t 2 2
Portando, a velocidade média em um MRUV é igual à média das
velocidades final e inicial em um intervalo de tempo.

Cuidado com a propriedade acima, pois é válida somente para o MRUV.

7. Equação de Torricelli

A equação de Torricelli estabelece uma relação direta entre velocidades,


aceleração e variação da posição (S) de um móvel que executa um MRUV,
note que não há a variável tempo nessa equação, veja a demonstração
abaixo:

É muito comum a utilização da equação de Torricelli em frenagens e


acelerações sem o conhecimento do tempo, mas apenas da variação do
espaço.

Tomemos as duas equações que foram demonstradas anteriormente:

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1. V = V0 + a.t
2. S = S0 + V0.t + at2/2

Isolemos o tempo na primeira equação obtendo: t = (V – V0–)/2.


Substituímos na segunda equação:

V  V0  a  V  V0  
2

S  S0  V0   
a 2  a 
V0V V0V0 a V 2  2VV0  V0 2 
 S     
a a 2  a2 
V0V V0V0 V 2 V0V V0 2
 S     
a a 2a a 2a

 S 
V 2
 V02 
2a

 V 2  V0 2 2aS

OBSERVAÇÃO: O sinal da aceleração deve ser levado em consideração na


equação acima, ou seja, quando o movimento tiver aceleração negativa o
termo 2aS deve ser acompanhado de um sinal negativo.

8. Gráficos

Os gráficos que vamos aprender sobre MRUV serão em número de 3.

Vamos aprender o gráfico de V x t, no qual observaremos o comportamento


da velocidade com o tempo.

O gráfico S x t também será estudado, aprenderemos nesse ponto como a


posição do corpo varia com o tempo.

Finalmente, vamos aprender o gráfico de a x t, no qual vamos estudar a


aceleração de acordo com o tempo.

8.1 Gráfico do MRUV (V x t)

Sabemos que a equação que rege a variação da velocidade com o tempo


no MRUV é a seguinte:
V = V0 + a.t

Logo, temos uma equação do primeiro grau (função do primeiro grau) que,
quando disposta em um gráfico de eixos ortogonais, resulta em uma reta.

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A inclinação da reta será dada pelo valor de “a” que é o seu coeficiente
angular, V0 é o seu coeficiente linear, o valor onde a reta intercepta o
eixo Y. –

Note que a aceleração, por tratar-se do coeficiente angular da reta, será


dado pela tg(q), onde q é o ângulo entre a reta e o eixo horizontal. (lembre-
se de que a tangente de um ângulo agudo é positiva enquanto que a
tangente de um ângulo obtuso é negativa).

Portanto, uma das propriedades do gráfico (V x t) é a tangente do ângulo


de inclinação.

Outra propriedade importante é a mesma que já foi abordada


anteriormente e envolve o gráfico V x t e a área sob o gráfico. Veja.

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“No gráfico de velocidade contra tempo, a área sob o gráfico é


numericamente igual ao S do móvel”.

*OBSERVAÇÕES:

• A propriedade acima leva em consideração o sinal de S, ou seja,


quando o gráfico estiver abaixo do eixo dos tempos, considera-se um
valor negativo para S. Fisicamente significaria um movimento com
velocidade negativa, logo o móvel estaria se deslocando contra a trajetória,
o que significaria um valor negativo para S, já que a posição final é menor
que a inicial, o corpo estaria se movimentando em “marcha à ré”.

• A propriedade acima se estende a todos os gráficos de velocidade


contra tempo, não apenas para uma reta (MRUV), todos os gráficos de
velocidade contra tempo admitem tal propriedade, até mesmo o do MRU,
conforme foi visto anteriormente.

8.2 Gráfico do MRUV (S x t)

Lembrando que a equação que rege o movimento uniformemente variado


a t2
é: S  S0  V0  t  , podemos afirmar que o gráfico de S contra t é uma
2
parábola que terá sua concavidade definida pelo sinal da aceleração.

• a positiva  para cima.


• a negativa  para baixo.

Nesse ponto recomento que você faça uma revisão no estudo da função do
segundo grau. A equação da posição é um exemplo da função do 2º grau.

Alguns conceitos como concavidade e vértice você vai relembrar caso faça
essa revisão.

Os gráficos então podem ser de dois tipos:

• Concavidade para cima


• Concavidade para baixo

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*Propriedade Importante:

Foi dito anteriormente que a velocidade é dada pela tangente do ângulo


formado pelo gráfico da posição contra tempo no MRU.

Agora vamos “expandir’” essa propriedade para o gráfico de posição


contra tempo no MRUV, mesmo que o gráfico seja uma curva, podemos
afirmar que a tangente da inclinação é numericamente igual à
velocidade, o detalhe é que a velocidade no MRU é constante, então
em qualquer instante a velocidade é sempre a mesma.

Por outro lado, no MRUV a velocidade é diferente em cada instante,


logo teremos que calcular a tangente em cada instante, por exemplo, se
quisermos a velocidade no instante 3s, deveremos calcular a velocidade
naquele instante, que terá um valor distinto da velocidade no instante
5s, por exemplo.

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Acima representamos um gráfico de S x t, para calcular a velocidade no


instante “t0” basta calcular a tangente do ângulo .

Em outro instante de tempo a inclinação da reta é diferente, motivo pelo


qual a velocidade também o será, o movimento é variado.

Os gráficos também estão presentes na classificação do MRUV. Veja os


gráficos abaixo, nos quais se apresenta um resumo dos tipos de movimento
e o gráfico correspondente.

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Retrógrado
Acelerado

*Observação:

• No gráfico acima você notou que há um ponto em que a velocidade é


nula, ou seja, um ponto no qual há uma inversão do movimento que antes
possuía velocidade negativa e a partir de então passa a ter velocidade
positiva (A) e vice e versa.

Exemplo: O gráfico representa a posição de um móvel em movimento


retilíneo de aceleração constante.

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a) Qual a posição inicial?

A posição inicial é o S, quando t = 0.



Basta dar uma olhadinha no gráfico e verificar que S0 = 12m, pois é nesse
ponto que o gráfico intercepta o eixo y.

b) Qual o instante em que o móvel muda de sentido?

A mudança de sentido ocorre no vértice da parábola, na qual a


velocidade muda de sinal, a tangente do ângulo deixa de ser positiva e
passa a ser negativa, pois a inclinação da tangente passa de aguda para
obtusa.

Logo, t = 2s.

Lembre-se: no vértice da parábola o movimento sofre mudança de sentido.

Se não houver o trecho do vértice, significa que não houve inversão do


movimento e a velocidade do corpo não foi nula em nenhum momento.

c) Determine a função horária das posições.

A função horária da posição será dada por:

at 2 at 2
S  S0  V0 t   S  12  V0 t 
2 2

Vamos determinar os valores de “V0” e “a”.

Lembre-se de que no item b você afirmou que a velocidade é nula quando


t = 2s.

V = V0 + a.t
0 = V0 + a.2
2a = -V0 ou V0 = -2a

Para S = 0, t = 6s

0 = 12+V0.6+a.62/2
0 = 12 + 6.V0 +18a (dividindo toda a equação por 6)
0 = 2 + V0 + 3a
0 = 2 + -2a + 3a
a = -2m/s2

V0 = -2.(-2) = 4m/s

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 2t 2
S  12  4t 
Logo, 2 –
S  12  4t  t 2
d) Ache a velocidade do móvel no instante de 3s.

Substituindo na equação da velocidade:

V = V0 + a.t => V = 4 -2t, para t = 3s => V = 4 – 2.3 = -2m/s.

Veja que no exemplo acima a aceleração é negativa, o que condiz com a


concavidade do gráfico apresentado.

Verifique também que, quando t = 3s, o móvel já inverteu o sentido do seu


movimento, resultando em uma velocidade negativa.

8.3 Gráfico MRUV (a x t).

O gráfico da aceleração é o mais simples, como se trata de uma grandeza


que não sofre variação com o tempo, por ser constante no MRUV, então:

a = k (função constante)

*Propriedade Importante

• No gráfico de a x t temos uma propriedade importante que é a da


área sob o gráfico, a área é numericamente igual à V.

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• Atenção! Para acelerações negativas, elas darão como resultado


“áreas negativas”, o que implica em V < 0, nada mais normal já
que a aceleração é negativa.

Exercícios propostos

1. (Espcex (Aman) 2016) Um móvel descreve um movimento retilíneo


uniformemente acelerado. Ele parte da posição inicial igual a 40 m com uma
velocidade de 30 m / s, no sentido contrário à orientação positiva da trajetória,
2
e a sua aceleração é de 10 m / s no sentido positivo da trajetória. A posição
do móvel no instante 4s é

a) 0m
b) 40 m
c) 80 m
d) 100 m
e) 240 m

2. (Espcex (Aman) 2013) Um carro está desenvolvendo uma velocidade


constante de 72 km h em uma rodovia federal. Ele passa por um trecho da
rodovia que está em obras, onde a velocidade máxima permitida é de
60 km h. Após 5 s da passagem do carro, uma viatura policial inicia uma
perseguição, partindo do repouso e desenvolvendo uma aceleração
constante. A viatura se desloca 2,1km até alcançar o carro do infrator. Nesse
momento, a viatura policial atinge a velocidade de

a) 20 m/s
b) 24 m/s
c) 30 m/s
d) 38 m/s
e) 42 m/s

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3. (Espcex (Aman) 2012) Um automóvel percorre a metade de uma


distância D com uma velocidade média de 24 m s e a outra metade com
uma velocidade média de 8 m s. Nesta situação, a velocidade média do
automóvel, ao percorrer toda a distância D, é de: –
a) 12 m s
b) 14 m s
c) 16 m s
d) 18 m s
e) 32 m s

4. (Espcex (Aman) 2012) Um avião bombardeiro deve interceptar um


comboio que transporta armamentos inimigos quando este atingir um
ponto A, onde as trajetórias do avião e do comboio se cruzarão. O comboio
partirá de um ponto B, às 8 h, com uma velocidade constante igual a 40 km h,
e percorrerá uma distância de 60 km para atingir o ponto A. O avião partirá
de um ponto C, com velocidade constante igual a 400 km h, e percorrerá
uma distância de 300 km até atingir o ponto A. Consideramos o avião e o
comboio como partículas descrevendo trajetórias retilíneas. Os pontos A, B
e C estão representados no desenho abaixo.

Para conseguir interceptar o comboio no ponto A, o avião deverá iniciar o


seu voo a partir do ponto C às:
a) 8 h e 15 min.
b) 8 h e 30 min.
c) 8 h e 45 min.
d) 9 h e 50 min.
e) 9 h e 15 min.

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5. (Espcex (Aman) 2012) O gráfico abaixo representa a velocidade(v)


de uma partícula que se desloca sobre uma reta em função do tempo(t). O
deslocamento da partícula, no intervalo de 0 s a 8 s, foi de:

a) –32 m
b) –16 m
c) 0 m
d) 16 m
e) 32 m

06. (Espcex (Aman) 2011) O gráfico abaixo indica a posição (S) em


função do tempo (t) para um automóvel em movimento num trecho
horizontal e retilíneo de uma rodovia.

Da análise do gráfico, pode-se afirmar que o automóvel


a) está em repouso, no instante 1 min.
b) possui velocidade escalar nula, entre os instantes 3 min e 8 min.
c) sofreu deslocamento de 4 km, entre os instantes 0 min e 3 min.
d) descreve movimento progressivo, entre os instantes 1 min e 10 min.
e) tem a sua posição inicial coincidente com a origem da trajetória.

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07. (Efomm 2016) Uma videochamada ocorre entre dois dispositivos


móveis localizados sobre a superfície da Terra, em meridianos opostos, e
próximo ao equador. As informações, codificadas em sinais

eletromagnéticos, trafegam em cabos de telecomunicações com velocidade
muito próxima à velocidade da luz no vácuo. O tempo mínimo, em
segundos, para que um desses sinais atinja o receptor e retorne ao mesmo
dispositivo que o transmitiu é, aproximadamente,

1
Dados: raio médio da Terra, Rmed   108 m;
15
m
Velocidade da luz (vácuo), c  3  108 .
s
a) 1 30
b) 1 15
c) 2 15
d) 15
e) 3 10

08. (Efomm 2016) Um automóvel, partindo do repouso, pode acelerar a


2,0 m s2 e desacelerar a 3,0 m s2 . O intervalo de tempo mínimo, em segundos,
que ele leva para percorrer uma distância de 375 m, retornando ao repouso,
é de

a) 20
b) 25
c) 30
d) 40
e) 55

TEXTO PARA AS PRÓXIMAS 2 QUESTÕES:


Se necessário, use
2
aceleração da gravidade: g  10 m / s
densidade da água: d  1,0 kg / L
calor específico da água: c  1cal / g C
1cal  4 J
9 2 2
constante eletrostática: k  9 ,0  10 N  m / C
constante universal dos gases perfeitos: R  8 J / mol  K

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09. (Epcar (Afa) 2016) Um bloco é lançado com velocidade v 0 no ponto


P paralelamente a uma rampa, conforme a figura. Ao escorregar sobre a
rampa, esse bloco para na metade dela, devido à ação do atrito. –

Tratando o bloco como partícula e considerando o coeficiente de atrito entre


a superfície do bloco e da rampa, constante ao longo de toda descida, a
velocidade de lançamento para que este bloco pudesse chegar ao final da
rampa deveria ser, no mínimo,

a) 2v 0
b) 2v 0
c) 2 2v 0
d) 4v 0

10. (Epcar (Afa) 2016) Dois móveis, A e B, partindo juntos de uma


mesma posição, porém com velocidades diferentes, que variam conforme
o gráfico abaixo, irão se encontrar novamente em um determinado
instante.

Considerando que os intervalos de tempo t1  t0 , t2  t1, t3  t2 , t 4  t3 e t5  t 4


são todos iguais, os móveis A e B novamente se encontrarão no instante
a) t 4
b) t5
c) t 2
d) t3

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11. (Esc. Naval 2015) Analise o gráfico abaixo

O trajeto entre duas cidades é de 510 km. Considere um veículo executando


esse trajeto. No gráfico acima, temos a velocidade média do veículo em
três etapas. Com base nos dados apresentados no gráfico, qual a
velocidade média, em km h, estabelecida pelo veículo no trajeto todo?

a) 48
b) 51
c) 54
d) 57
e) 60

12. (Epcar (Afa) 2013) Duas partículas, a e b, que se movimentam ao


longo de um mesmo trecho retilíneo tem as suas posições (S) dadas em
função do tempo (t), conforme o gráfico abaixo.

O arco de parábola que representa o movimento da partícula b e o


segmento de reta que representa o movimento de a tangenciam-se em
t  3 s. Sendo a velocidade inicial da partícula b de 8 m s, o espaço percorrido
pela partícula a do instante t  0 até o instante t  4 s, em metros, vale

a) 3,0
b) 4,0

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c) 6,0
d) 8,0

23. (Epcar (Afa) 2012) Considere um móvel deslocando-se numa –


trajetória horizontal e descrevendo um movimento retilíneo uniformemente
acelerado e retrógrado. A alternativa que contém o gráfico que melhor
representa o movimento descrito pelo móvel é

a)

b)

c)

d)

14. (Epcar (Afa) 2011) Dois automóveis A e B encontram-se


estacionados paralelamente ao marco zero de uma estrada. Em um dado
instante, o automóvel A parte, movimentando-se com velocidade escalar
constante VA = 80 km/h. Depois de certo intervalo de tempo, t , o
automóvel B parte no encalço de A com velocidade escalar constante VB =
100 km/h. Após 2 h de viagem, o motorista de A verifica que B se encontra
10 km atrás e conclui que o intervalo t , em que o motorista B ainda
permaneceu estacionado, em horas, é igual a

a) 0,25
b) 0,50
c) 1,00
d) 4,00

15. (Epcar (Afa) 2011) Duas partículas, A e B, que executam


movimentos retilíneos uniformemente variados, se encontram em t = 0 na
mesma posição. Suas velocidades, a partir desse instante, são
representadas pelo gráfico abaixo.

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As acelerações experimentadas por A e B têm o mesmo módulo de 0,2m s2


. Com base nesses dados, é correto afirmar que essas partículas se
encontrarão novamente no instante

a) 10 s
b) 50 s
c) 100 s
d) 500 s

16. (Eear 2017)

O avião identificado na figura voa horizontalmente da esquerda para a


direita. Um indivíduo no solo observa um ponto vermelho na ponta da
hélice. Qual figura melhor representa a trajetória de tal ponto em relação
ao observador externo?

a)

b)

c)

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d)

17. (Eear 2017) Uma aeronave F5 sai da base aérea de Santa Cruz às
16h30min para fazer um sobrevoo sobre a Escola de Especialistas de
Aeronáutica (EEAR), no momento da formatura de seus alunos do Curso de
Formação de Sargentos. Sabendo que o avião deve passar sobre o evento
exatamente às 16h36min e que a distância entre a referida base aérea e a
EEAR é de 155 km, qual a velocidade média, em km h, que a aeronave deve
desenvolver para chegar no horário previsto?

a) 1.550
b) 930
c) 360
d) 180

18. (MARINHA – EAM – 2017) O gráfico abaixo representa uma


caminhada feita por uma pessoa durante a sua atividade física diária.

Sobre essa atividade, analise as afirmativas a seguir e assinale a opção


correta.

I- A pessoa caminhou, sem parar, por 2 horas.

II- A distância total percorrida foi de 9km.

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III- O movimento foi uniforme na ida e na volta.

IV- Na volta, o módulo da velocidade média foi de 6km/h.



V- Nesse trajeto, a pessoa ficou em repouso por 20 min.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III, IV e V estão corretas.
e) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.

19. (MARINHA – EAM – 2017) Para cumprir uma missão de resgate em


alto mar, um navio precisou navegar, com velocidade constante de 25 nós,
por 1800 km até o local onde estavam as vítimas. Sendo assim, é correto
afirmar que o navio chegou ao local do resgate em

Dado: 1 nó = 1,8 km/h

a) 24 h
b) 30 h
c) 36 h
d) 40 h
e) 48 h

20. (MARINHA – EAM – 2017) A posição de uma particula em Movimento


Retilineo Uniforme varia de acordo com a equação horária [ S = 20 - 4.t ]
em unidades do Sistema Internacional. A partir desta equação, após quanto
tempo de movimento a particula passa pela origem dos espaços?

a) 4 segundos.
b) 5 segundos.
c) 16 segundos.
d) 20 segundos.
e) 24 segundos.

Analise as afirmativas abaixo.

21. (MARINHA – EAM – 2017) Numa estrada retilinea e horizontal, o


velocímetro de um veiculo, que move-se em linha reta, indica um valor
constante. Nesta situação:

I- a força peso do veiculo tem o mesmo sentido que o da velocidade.


II- a soma vetorial das forças que atuam sobre o veiculo é nula.
III- a aceleração do veiculo é nula.

Assinale a opção correta.

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a) Apenas a afirmativa I é verdadeira.


b) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
c) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras. –
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras

22. (MARINHA – EAM – 2017) Durante o Treinamento Físico-Militar


(TFM), um Marinheiro atravessa, nadando, a extensão de uma piscina com
50 metros de comprimento em 25 segundos. Qual é o valor da velocidade
escalar média desse militar?

Dado: Vm = S/ t

a) 2 m/ s
b) 3 m/ s
c) 4 m/ s
d) 5 m/ s
e) 6 m/ s

23. (MARINHA – EAM – 2017) Um navio, ao sair do repouso, conseguiu


atingir uma velocidade de 23nós (aproximadamente 12m/s), num intervalo
de tempo de 2min. A aceleração média desse navio foi de

a) 0,1m/s2
b) 0,2m/s2
c) 0,3m/s2
d) 0,4m/s2
e) 0,5m/s2

24. (MARINHA – EAM – 2017) Num edifício de vinte andares, o motor


do elevador consegue subir uma carga com velocidade constante de 2,0m/
s, gastando 30s para chegar ao topo do prédio, percorrendo, assim,
integralmente os vinte andares. Se todos os andares apresentarem a
mesma medida, qual a altura de cada andar?

a) 3,0m
b) 3,5m
c) 4,0m
d) 4,5m
e) 5,0m

25. (MARINHA – EAM – 2017) Num exercício de tiro real, um navio


dispara um projétil (bala) a partir de um canhão de bordo. O estampido da
arma é ouvido por uma pessoa que se encontra em terra 2s após o disparo.
Considerando que a velocidade de propagação da onda sonora no ar seja
de 340m/ s, qual a distância entre o navio e o ouvinte?

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a) 170m
b) 340m
c) 680m
d) 1120m –
e) 1460m

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Exercícios Comentados

1. (Espcex (Aman) 2016) Um móvel descreve um movimento retilíneo


uniformemente acelerado. Ele parte da posição inicial igual a 40 m com –uma
velocidade de 30 m / s, no sentido contrário à orientação positiva da trajetória,
2
e a sua aceleração é de 10 m / s no sentido positivo da trajetória. A posição
do móvel no instante 4s é

a) 0m
b) 40 m
c) 80 m
d) 100 m
e) 240 m

Resposta: item A.

Comentário:

Trata-se de uma questão de aplicação da equação da posição no MRUV.


Precisamos encontrar a posição inicial, a velocidade inicial, a aceleração e
a partir disso encontrara equação horária da posição.

Depois, basta aplicar o tempo t = 4s.

De acordo com o enunciado:

a  t2
S  S0  v 0  t 
2
10  16
S  40  30  4 
2
S  40  120  80
S0m

2. (Espcex (Aman) 2013) Um carro está desenvolvendo uma velocidade


constante de 72 km h em uma rodovia federal. Ele passa por um trecho da
rodovia que está em obras, onde a velocidade máxima permitida é de
60 km h. Após 5 s da passagem do carro, uma viatura policial inicia uma
perseguição, partindo do repouso e desenvolvendo uma aceleração

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constante. A viatura se desloca 2,1km até alcançar o carro do infrator. Nesse


momento, a viatura policial atinge a velocidade de

a) 20 m/s –
b) 24 m/s
c) 30 m/s
d) 38 m/s
e) 42 m/s

Resposta: E

Comentário:

Foram dados os seguintes valores numéricos para as respectivas


grandezas:

v1 = 72 km/h = 20 m/s;
t = 5 s;
d = 2,1 km = 2.1000 m

O carro desloca-se em movimento uniforme. Para percorrer 2,1 km ou


2.100 m ele leva um tempo t, que pode ser calculado de acordo com a
seguinte fórmula:

d  v1 t
 2.100  20 t
 t  105 s.

Para a viatura, o movimento é uniformemente variado com v0 =0. Sendo


v2 sua velocidade final, temos, de acordo com a fórmula da velocidade
média:
v0  v2
d  t  t 
2
v
 2.100  2 105  5 
2
2.100  2 
 v2 
100
 v 2  42 m / s.

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3. (Espcex (Aman) 2012) Um automóvel percorre a metade de uma


distância D com uma velocidade média de 24 m s e a outra metade com
uma velocidade média de 8 m s. Nesta situação, a velocidade média do
automóvel, ao percorrer toda a distância D, é de: –
a) 12 m s
b) 14 m s
c) 16 m s
d) 18 m s
e) 32 m s

Resposta: item A.

Comentário:

Vamos usar a fórmula mais conhecida da Física:

S
Vm 
t

Dividindo em dois trechos, de acordo com o que foi mencionado no


enunciado:

1.
D/2 D
24   t 1
t1 48

2.

D/2 D
8  t 1
t1 16

Somando os dois movimentos:

D D D
t  t1  t 2   
48 16 12

D
Vm   12 m/s
D / 12

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4. (Espcex (Aman) 2012) Um avião bombardeiro deve interceptar um


comboio que transporta armamentos inimigos quando este atingir um

ponto A, onde as trajetórias do avião e do comboio se cruzarão. O comboio
partirá de um ponto B, às 8 h, com uma velocidade constante igual a 40 km h,
e percorrerá uma distância de 60 km para atingir o ponto A. O avião partirá
de um ponto C, com velocidade constante igual a 400 km h, e percorrerá
uma distância de 300 km até atingir o ponto A. Consideramos o avião e o
comboio como partículas descrevendo trajetórias retilíneas. Os pontos A, B
e C estão representados no desenho abaixo.

Para conseguir interceptar o comboio no ponto A, o avião deverá iniciar o


seu voo a partir do ponto C às:

a) 8 h e 15 min.
b) 8 h e 30 min.
c) 8 h e 45 min.
d) 9 h e 50 min.
e) 9 h e 15 min.

Resposta: item C.

Comentário:

Como o comboio partirá do ponto B, às 8 h, com uma velocidade constante


igual a 40 km h, e percorrerá uma distância de 60 km para atingir o ponto A,
podemos afirmar que:

- tempo de viagem do comboio:


S 60
V  40   t  1,5h
t t

t  8  1,5  9,5h  t  9h30min

Conclusão: o comboio chega ao ponto A às 9h30min.

Como o avião partirá de um ponto C, com velocidade constante igual a


400 km h, e percorrerá uma distância de 300 km até atingir o ponto A, temos:

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- tempo de viagem do avião:

S 300 –
V  400   t  0,75h  t  45min
t t

Para conseguir interceptar o comboio no ponto A, o avião deverá chegar ao


ponto juntamente com o comboio, às 9h30min, ou seja:

9h30min 45min  8h45min


Conclusão: o avião deverá sair do ponto C às 8h45min, para chegar junto
com o comboio no ponto A, às 9h30min.

5. (Espcex (Aman) 2012) O gráfico abaixo representa a velocidade(v)


de uma partícula que se desloca sobre uma reta em função do tempo(t). O
deslocamento da partícula, no intervalo de 0 s a 8 s, foi de:

a) –32 m
b) –16 m
c) 0 m
d) 16 m
e) 32 m

Resposta: item C.

Comentário:

As áreas da figura abaixo representam o deslocamento. Como uma é


positiva e a outra negativa de mesmo módulo, o deslocamento total é nulo.

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6. (Espcex (Aman) 2011) O gráfico abaixo indica a posição (S) em


função do tempo (t) para um automóvel em movimento num trecho
horizontal e retilíneo de uma rodovia.

Da análise do gráfico, pode-se afirmar que o automóvel


a) está em repouso, no instante 1 min.
b) possui velocidade escalar nula, entre os instantes 3 min e 8 min.
c) sofreu deslocamento de 4 km, entre os instantes 0 min e 3 min.
d) descreve movimento progressivo, entre os instantes 1 min e 10 min.
e) tem a sua posição inicial coincidente com a origem da trajetória.

Resposta: item B.

Comentário:

Note que entre 3 e 8 min a posição não varia.

Assim, podemos afirmar que o carro está parado entre esses dois instantes.

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07. (Efomm 2016) Uma videochamada ocorre entre dois dispositivos


móveis localizados sobre a superfície da Terra, em meridianos opostos, e
próximo ao equador. As informações, codificadas em sinais

eletromagnéticos, trafegam em cabos de telecomunicações com velocidade
muito próxima à velocidade da luz no vácuo. O tempo mínimo, em
segundos, para que um desses sinais atinja o receptor e retorne ao mesmo
dispositivo que o transmitiu é, aproximadamente,

1
Dados: raio médio da Terra, Rmed   108 m;
15
m
Velocidade da luz (vácuo), c  3  108 .
s
a) 1 30
b) 1 15
c) 2 15
d) 15
e) 3 10

Resposta: item C.

Comentário:
Sendo a velocidade de propagação constante, temos um movimento
retilíneo uniforme das ondas em torno da Terra, o que nos permite utilizar
a fórmula da velocidade média.

Considerando a Terra uma esfera perfeita, sem interferências no percurso


da onda, temos:

1
2 Rmed 2   108 m;
s 15 2 2
t t t t  s s
v c 8 m 45 15
3  10 .
s

08. (Efomm 2016) Um automóvel, partindo do repouso, pode acelerar a


2,0 m s2 e desacelerar a 3,0 m s2 . O intervalo de tempo mínimo, em segundos,
que ele leva para percorrer uma distância de 375 m, retornando ao repouso,
é de

a) 20
b) 25
c) 30
d) 40
e) 55

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Resposta: item B.

Comentário:

Dividindo o movimento em duas partes, de acordo com o gráfico, temos:

As equações da velocidade para o trecho 1 e 2, são:

v1  2t1
v1  3  t 2  t1   v1  3t 2  3t1

Juntando as duas equações:

3
2t1  3t 2  3t1  t1  t2
5

Logo, usando as equações para o cálculo da área dos triângulos juntos,


temos o deslocamento do móvel em todos os trechos:

t v t  2t
s  s1  s2  2 1  375  2 1
2 2
3
t2  2  t2
375  5  t 2  625  t  25 s
2 2
2

09. (Epcar (Afa) 2016) Um bloco é lançado com velocidade v 0 no ponto


P paralelamente a uma rampa, conforme a figura. Ao escorregar sobre a
rampa, esse bloco para na metade dela, devido à ação do atrito.

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Aula 00 – Cinemática.

Tratando o bloco como partícula e considerando o coeficiente de atrito entre


a superfície do bloco e da rampa, constante ao longo de toda descida, a
velocidade de lançamento para que este bloco pudesse chegar ao final da
rampa deveria ser, no mínimo,

a) 2v 0
b) 2v 0
c) 2 2v 0
d) 4v 0

Resposta: item A.

Comentário:

Tanto na primeira como na segunda situação, a aceleração do móvel se


deslocando no plano inclinado é a mesma, pois a força resultante em cada
caso também é igual.

Dito isto, podemos relacionar a distância percorrida com a velocidade


usando a equação de Torricelli.

v 2  v 02  2a  s
Considerando a velocidade final igual a zero em cada situação e tendo em
vista que a aceleração é negativa, podemos rearranjar para cada caso da
seguinte maneira:

2
Caso 1: móvel se desloca até a metade da rampa: v 0  2a  s1 (1)
2
Caso 2: móvel se desloca até o final da rampa: v 02  2a  s2 (2)

Dividindo a equação (2) pela equação (1) e considerando que o


deslocamento na situação 2 é o dobro da situação (1)

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v 022 2a  s2 v 022 2 s1
    v 022  2v 02
v 02 2a  s1 v 02 s1

v 02  2v 02  v 02  v 0 2

10. (Epcar (Afa) 2016) Dois móveis, A e B, partindo juntos de uma


mesma posição, porém com velocidades diferentes, que variam conforme
o gráfico abaixo, irão se encontrar novamente em um determinado
instante.

Considerando que os intervalos de tempo t1  t0 , t2  t1, t3  t2 , t 4  t3 e t5  t 4


são todos iguais, os móveis A e B novamente se encontrarão no instante
a) t 4
b) t5
c) t 2
d) t3

Resposta: item A.

Comentário:

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O móvel B começa com maior velocidade em relação ao móvel A


inicialmente e, portanto como a distância percorrida representa a área sob
a curva v  t, a área pintada de amarelo representa a vantagem percorrida
por B em relação à A até o momento t 2 quando as velocidades dos –dois
móveis passam a ser iguais (área A1), a partir do qual com o móvel B
desacelerando e o móvel A acelerando com o mesmo módulo. Como os
móveis acabam invertendo as velocidades, agora é o móvel A que começa
a percorrer maior distância com o tempo e a área pintada de azul
representa a vantagem de A em relação à B (área A2 ).

Para que os dois móveis se encontrem novamente estas áreas devem ser
iguais, portanto o encontro se dá no tempo t 4 .

11. (Esc. Naval 2015) Analise o gráfico abaixo

O trajeto entre duas cidades é de 510 km. Considere um veículo executando


esse trajeto. No gráfico acima, temos a velocidade média do veículo em
três etapas. Com base nos dados apresentados no gráfico, qual a
velocidade média, em km h, estabelecida pelo veículo no trajeto todo?

a) 48
b) 51
c) 54
d) 57
e) 60

Resposta: item B.

Comentário:

Na segunda etapa a velocidade é nula. Então, a distância total percorrida,


d  510km corresponde as soma das percorridas na 1ª e 3ª etapas.

Aplicando a definição de velocidade escalar média:

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d1  v1 t 1  v 2 t 2
 510  55,5  t   72  t  6    t  2  

510  55,5  t   72  4 
510  288
 t
55,5
 t  4h.

Calculando a velocidade escalar média no trajeto todo:

S 510 510
vm   
t t6 46

 v m  51 km/h.

12. (Epcar (Afa) 2013) Duas partículas, a e b, que se movimentam ao


longo de um mesmo trecho retilíneo tem as suas posições (S) dadas em
função do tempo (t), conforme o gráfico abaixo.

O arco de parábola que representa o movimento da partícula b e o


segmento de reta que representa o movimento de a tangenciam-se em
t  3 s. Sendo a velocidade inicial da partícula b de 8 m s, o espaço percorrido
pela partícula a do instante t  0 até o instante t  4 s, em metros, vale

a) 3,0
b) 4,0
c) 6,0
d) 8,0

Resposta: item D.

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Comentário:

Dados: v0b = 8 m/s.



O gráfico nos mostra que no instante t = 4 s a partícula b inverte o sentido
de seu movimento, ou seja, sua velocidade se anula nesse instante (vb =
0).

vb  v 0b  a t
 0  8  a 4
 a  2 m / s2 .

Para o instante t = 3 s:

vb  8  2  3 
 v b  2 m / s.
Se a reta tangencia a parábola no instante t = 3 s, as velocidades das duas
partículas são iguais nesse instante. Então:
t  3 s  va  vb  2 m / s.

Como o movimento da partícula a é uniforme, o espaço percorrido por ela


até t = 4 s é:

Sa  v a t
 Sa  2  4 
 Sa  8,0 m.

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13. (Epcar (Afa) 2012) Considere um móvel deslocando-se numa


trajetória horizontal e descrevendo um movimento retilíneo uniformemente
acelerado e retrógrado. A alternativa que contém o gráfico que melhor
representa o movimento descrito pelo móvel é –

a)

b)

c)

d)

Resposta: item D.

Comentário:

O enunciado nos informa que o movimento é uniformemente acelerado e


retrógrado. Com isso, podemos concluir que:

• Sua velocidade possui um sinal negativo por estar se deslocando


contra a orientação da trajetória (movimento retrógrado);

• Sua aceleração é constante com sinal igual ao da velocidade, ou seja,


negativo (movimento uniformemente acelerado).

Item A: falso.
Aparentemente temos uma parábola em um gráfico de espaço (S) por
tempo (t), voltada para cima, ou seja, é um gráfico de movimento
uniformemente variado (parábola em Sxt) com aceleração positiva (voltada
para cima).

Item B: falso.

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Temos uma reta em um gráfico de espaço por tempo, o que representa um


movimento uniforme, ou seja, com velocidade constante e aceleração igual
a zero.

Item C: falso.

Temos uma reta em um gráfico de velocidade por tempo, o que representa


um movimento uniformemente variado, porém com uma inclinação que
representa uma aceleração positiva.

Item D: verdadeira.

Temos uma reta em um gráfico de aceleração por tempo, que nos informa
que a aceleração é constante e negativa, conforme o enunciado.

14. (Epcar (Afa) 2011) Dois automóveis A e B encontram-se


estacionados paralelamente ao marco zero de uma estrada. Em um dado
instante, o automóvel A parte, movimentando-se com velocidade escalar
constante VA = 80 km/h. Depois de certo intervalo de tempo, t , o
automóvel B parte no encalço de A com velocidade escalar constante VB =
100 km/h. Após 2 h de viagem, o motorista de A verifica que B se encontra
10 km atrás e conclui que o intervalo t , em que o motorista B ainda
permaneceu estacionado, em horas, é igual a

a) 0,25
b) 0,50
c) 1,00
d) 4,00

Resposta: item B.

Comentário:

Dados: vA = 80 km/h; vB = 100 km/h; D = 10 km; tA = 2 h.

Como ambos são movimentos uniformes, considerando a origem no ponto


de partida, temos:
SA  v A t A  SA  80t A


SB  vB tB  SB  100tB

Após 2 h (tA = 2 h) a distância entre os dois automóveis é 10 km, estando


B atrás. Então:

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S A  SB  10
 80t A  100 tB  10

 80  2   100 tB  10
 150  100 tB
 tB  1,5 h.

Mas:
t  t A  tB  2  1,5  t  0,5 h.

15. (Epcar (Afa) 2011) Duas partículas, A e B, que executam


movimentos retilíneos uniformemente variados, se encontram em t = 0 na
mesma posição. Suas velocidades, a partir desse instante, são
representadas pelo gráfico abaixo.

As acelerações experimentadas por A e B têm o mesmo módulo de 0,2m s2


. Com base nesses dados, é correto afirmar que essas partículas se
encontrarão novamente no instante

a) 10 s
b) 50 s
c) 100 s
d) 500 s

Resposta: item D.

Comentário:

Dados: v0A = 50 m/s; v0B = -50 m/s; aA = -0,2 m/s2 (reta decrescente);
aB = 0,2 m/s2 (reta crescente).

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Adotando origem no ponto de partida e lembrando que a equação horária


do espaço no MUV é
1 –
S  S0  v 0 t  at 2 , temos:
2


SA  50 t  0,1 t
2


SB  50 t  0,1 t

2

No encontro, SA = SB:

50 t  0,1 t 2  50 t  0,1 t 2


 100 t  0,2 t 2  0
 t 100  0,2 t   0
t  0 (não convém)
 100
t  t  500 s.
0,2

16. (Eear 2017)

O avião identificado na figura voa horizontalmente da esquerda para a


direita. Um indivíduo no solo observa um ponto vermelho na ponta da
hélice. Qual figura melhor representa a trajetória de tal ponto em relação
ao observador externo?

a)

b)

c)

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d)

Resposta: item B.

Comentário:

Se pensarmos em um ponto na hélice com o avião parado, teremos um


movimento circular, pois apenas o movimento da hélice por si só será
levado em conta.

Por outro lado, imaginando que o avião começa a se movimentar da


esquerda para a direita, um observador no solo, irá ver o ponto se deslocar
para a direita e ao mesmo tempo dele realizando um movimento helicoidal,
representado pela figura helicoidal.

17. (Eear 2017) Uma aeronave F5 sai da base aérea de Santa Cruz às
16h30min para fazer um sobrevoo sobre a Escola de Especialistas de
Aeronáutica (EEAR), no momento da formatura de seus alunos do Curso de
Formação de Sargentos. Sabendo que o avião deve passar sobre o evento
exatamente às 16h36min e que a distância entre a referida base aérea e a
EEAR é de 155 km, qual a velocidade média, em km h, que a aeronave deve
desenvolver para chegar no horário previsto?

a) 1.550
b) 930
c) 360
d) 180

Resposta: item A.

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Comentário:

Aqui é uma simples questão de aplicação da formula da velocidade media


tanto comentada em nossas aulas. –

Lembre-se de transformer o tempo que foi dado para a unidade de horas,


para que assim a resposta seja encontrada em km/h.

1
6 min  h
10
S 155
Vm   Vm   Vm  1.550 km h
t 1
10

18. (MARINHA – EAM – 2017) O gráfico abaixo representa uma


caminhada feita por uma pessoa durante a sua atividade física diária.

Sobre essa atividade, analise as afirmativas a seguir e assinale a opção


correta.

I- A pessoa caminhou, sem parar, por 2 horas.

II- A distância total percorrida foi de 9km.

III- O movimento foi uniforme na ida e na volta.

IV- Na volta, o módulo da velocidade média foi de 6km/h.

V- Nesse trajeto, a pessoa ficou em repouso por 20 min.

a) Apenas as afirmativas I e II estão corretas.


b) Apenas as afirmativas I e IV estão corretas.
c) Apenas as afirmativas I, II e III estão corretas.
d) Apenas as afirmativas III, IV e V estão corretas.
e) Apenas as afirmativas II, III e IV estão corretas.

Resposta: item E.

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Comentário:

Item I: Incorreto. O item está incorreto, pois entre 1h e 3/2h o corpo



manteve sua posição constante, ou seja, ele esteve parado nesse intervalo
de tempo.

Item II: Correto. Veja que na ida (de 0 a 1h) o corpo saiu da posição 0 e
foi até a posição 6m, percorrendo assim 6m. Na volta (de 3/2h a 2h) ele
percorre mais 3m, totalizando 9m de espaço percorrido.

Item III: Correto. Como o gráfico é uma reta o tempo inteiro, então o
movimento foi uniforme durante todo o tempo.

Item IV: Correto. Na volta o corpo teve um S de 3km – 6km = -3km em


um t = 2 – 3/2 = 0,5h. Portanto, a velocidade média será de 3km/0,5h =
-6km/h, ou seja, o módulo é de 6km/h.

Item V: Incorreto. O repouso ocorreu entre o instante 1h e 3/2h ou seja,


de 1h a 1,5h, tendo a pessoa ficado em repouso por 0,5h, ou seja, 30min.

19. (MARINHA – EAM – 2017) Para cumprir uma missão de resgate em


alto mar, um navio precisou navegar, com velocidade constante de 25 nós,
por 1800 km até o local onde estavam as vítimas. Sendo assim, é correto
afirmar que o navio chegou ao local do resgate em

Dado: 1 nó = 1,8 km/h

a) 24 h
b) 30 h
c) 36 h
d) 40 h
e) 48 h

Resposta: item D.

Comentário:

Vamos calcular o tempo decorrido para percorrer com velocidade constante


uma distância de 1.800km.

Primeiramente, vamos transformar a velocidade de “nós” para km/h: 25


nós = 1,8km/h/nó = 45km/h.

Agora para calcular o intervalo de tempo é simples:

t = S/V = 1.800km/45km/h = 40h.

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20. (MARINHA – EAM – 2017) A posição de uma partícula em Movimento


Retilíneo Uniforme varia de acordo com a equação horária [ S = 20 - 4.t ]
em unidades do Sistema Internacional. A partir desta equação, após quanto
tempo de movimento a partícula passa pela origem dos espaços? –

a) 4 segundos.
b) 5 segundos.
c) 16 segundos.
d) 20 segundos.
e) 24 segundos.

Resposta: item B.

Comentário:

Para que saber o instante em que o corpo passa pela origem dos espaços,
basta que você iguale a equação da posição a zero e encontre o tempo.

S = 20 - 4.t = 0

-4t = -20

t = 5s.

21. (MARINHA – EAM – 2017) Numa estrada retilinea e horizontal, o


velocímetro de um veiculo, que move-se em linha reta, indica um valor
constante. Nesta situação:

I- a força peso do veiculo tem o mesmo sentido que o da velocidade.


II- a soma vetorial das forças que atuam sobre o veiculo é nula.
III- a aceleração do veiculo é nula.

Assinale a opção correta.


a) Apenas a afirmativa I é verdadeira.
b) Apenas a afirmativa II é verdadeira.
c) Apenas as afirmativas I e II são verdadeiras.
d) Apenas as afirmativas II e III são verdadeiras.
e) As afirmativas I, II e III são verdadeiras

Resposta: item D.

Comentário:

Item I: incorreto. O peso de um corpo é sempre na direção vertical,


enquanto que a velocidade é horizontal, sempre na direção tangente à
trajetória.

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Item II: correto. Como o veículo mantém velocidade constante em


módulo, direção e sentido, então podemos afirmar que a resultante de
forças que atua sobre ele é nula. Como ele possui velocidade diferente de
zero, então ele está em equilíbrio dinâmico. –

Item III: correto. Como a resultante de forças é nula, então ele não
possui aceleração de nenhuma forma.

22. (MARINHA – EAM – 2017) Durante o Treinamento Físico-Militar


(TFM), um Marinheiro atravessa, nadando, a extensão de uma piscina com
50 metros de comprimento em 25 segundos. Qual é o valor da velocidade
escalar média desse militar?

Dado: Vm = S/ t

a) 2 m/ s
b) 3 m/ s
c) 4 m/ s
d) 5 m/ s
e) 6 m/ s

Resposta: item A.

Comentário:

A velocidade média será calculada de acordo com a fórmula que a própria


questão fornece.

Vm = S/ t = 50m/25s = 2m/s.

23. (MARINHA – EAM – 2017) Um navio, ao sair do repouso, conseguiu


atingir uma velocidade de 23nós (aproximadamente 12m/s), num intervalo
de tempo de 2min. A aceleração média desse navio foi de

a) 0,1m/s2
b) 0,2m/s2
c) 0,3m/s2
d) 0,4m/s2
e) 0,5m/s2

Resposta: item A.

Comentário:

A aceleração é simples de calcular também, basta calcular a variação de


velocidade com o tempo:

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a = V/t = 12/(2 x 60) = 0,1m/s2.

24. (MARINHA – EAM – 2017) Num edifício de vinte andares, o motor



do elevador consegue subir uma carga com velocidade constante de 2,0m/
s, gastando 30s para chegar ao topo do prédio, percorrendo, assim,
integralmente os vinte andares. Se todos os andares apresentarem a
mesma medida, qual a altura de cada andar?

a) 3,0m
b) 3,5m
c) 4,0m
d) 4,5m
e) 5,0m

Resposta: item A.

Comentário:

Vamos calcular o espaço que ele percorre durante os 30s.

S = V x t = 2,0m/s x 30s = 60m.

Como são 20 andares, basta dividir os 60m percorridos, pelos 20 andares


e concluir que cada andar mede 3,0m.

25. (MARINHA – EAM – 2017) Num exercício de tiro real, um navio


dispara um projétil (bala) a partir de um canhão de bordo. O estampido da
arma é ouvido por uma pessoa que se encontra em terra 2s após o disparo.
Considerando que a velocidade de propagação da onda sonora no ar seja
de 340m/ s, qual a distância entre o navio e o ouvinte?

a) 170m
b) 340m
c) 680m
d) 1120m
e) 1460m

Resposta: item C.

Comentário:

Basta usar a velocidade do som e o tempo que leva para que a pessoa
escute o som.

S = V x t = 340m/s x 2 = 680m.

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GABARITO

01.A 02.E 03.A 04.C 05.C


06.B 07.C 08.B 09.A 10.A –
11.B 12.D 13. D 14. B 15. D
16. B 17. A 18. E 19.D 20.B
21.D 22.A 23.A 24.A 25.C

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