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ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA

Administração Pública é todo o aparelhamento do Estado preordenado à realização de seus


serviços, visando à satisfação das necessidades coletivas.
Administrar é gerir os serviços públicos, o que significa, além de prestar serviço, executá-
lo, como também dirigir, governar, exercer a vontade com o objetivo de obter um resultado
útil.
Cabe salientar que a Administração Pública é provida de Limitações (regras) onde somente
poderá fazer aquilo que for legal, que a lei determinar e Prerrogativas (vantagens), em
relação ao âmbito Privado. Estas Limitações e Prerrogativas formam um conjunto de regras
diferenciadas, regras jurídicas próprias da Administração Pública conhecido como Regime
Jurídico Administrativo.
Ex.: Quando a Administração Pública identifica um ambulante (camelô) vendendo
mercadoria em local indevido, ela mesma, através de seus Agentes Públicos, poderá
impedir este ato sem mesmo necessitar de ordem judicial para tal, evidenciando uma
prerrogativa, como também, em caso de iminente perigo público, poderá usar da
propriedade particular.
Desta forma, podemos dizer que o Estado é um instrumento organizador das Políticas
Públicas composta por 03 (três) elementos: Povo, Território e Soberania.

Administração Direta

A Administração Pública compreende a

Administração Indireta

A Administração Direta é constituída dos serviços integrados na estrutura administrativa


dos três poderes, Legislativo, Judiciário, Executivo e suas subdivisões.

A Administração Indireta compreende aquela atividade administrativa que se caracteriza


como serviço de interesse público transferido ou deslocado do Estado para entidades de
direito público ou privado, por ele criado ou cuja criação é por ele autorizado, dotadas de
personalidade jurídica própria, integrantes dos três poderes.

Na administração indireta, portanto, o desempenho da atividade pública é exercido de


forma descentralizada, por outras pessoas jurídicas de direito público ou privado, que, no
caso, proporcionarão ao Estado a satisfação de seus fins administrativos.
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DIRETA INDIRETA

 PODER LEGISLATIVO Autarquias


Fundações
Câmara de Vereadores Empresas Públicas
Sociedades de Economia Mista
 PODER EXECUTIVO

Órgãos ou Equivalentes
Secretarias Municipais

ADMINISTRAÇÃO INDIRETA

AUTARQUIAS

Entidades administrativas autônomas, criadas por lei específica, com personalidade jurídica
de direito público, patrimônio próprio e atribuições estatais específicas para realizar
os fins que a lei lhe atribuir. Além das já citadas características, destacamos:

 orçamento concebido de forma idêntica ao das Fundações e Administração Direta;


 possuem imunidade de impostos sobre seu patrimônio, renda e serviços;
 contratações sujeitas a licitação;
 pessoal sujeito ao regime jurídico único da entidade constituidora;
 bens e rendas são considerados patrimônio público.

A Autarquia é uma mera descentralização administrativa, através da personificação de um


serviço especial retirado da administração centralizada e que requeira maior especialização
e, conseqüentemente, organização adequada, autonomia de gestão e pessoal técnico
especializado.
Ex. INSS,Universidades Federais e Estaduais, etc.

FUNDAÇÕES PÚBLICAS

Entidades dotadas de personalidade jurídica de direito público, criadas por lei para o
desenvolvimento de atividades que não exijam execução por órgão ou entidade de
direito público, com autonomia administrativa, patrimônio próprio, e funcionamento
custeado, basicamente, por recursos do poder público, ainda que sob a forma de
prestação de serviços.
Além das já citadas características, destacamos:

 orçamento concebido de forma idêntica ao das Autarquias e Administração Direta ;


 possuem imunidade de imposto sob seu patrimônio, renda e serviços;
 contratações sujeitas a licitação;
 pessoal sujeito ao regime jurídico único da entidade constituidora.

EMPRESA PÚBLICA

Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, com patrimônio próprio e


capital exclusivo do Poder Público, criado por lei para exploração de atividade
econômica, ou seja, desempenhar atividades de natureza empresarial que o governo
seja levado a exercer, por interesses administrativos. Ex. Empresa Brasileira de
Correios e Telégrafos. Além das já citadas características, ressaltamos:

 contrações sujeitas a licitação;


 pessoal sujeito ao regime da CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas).

SOCIEDADE DE ECONOMIA MISTA

Entidade dotada de personalidade jurídica de direito privado, criada por lei para o exercício
de atividade econômica, sob a forma de sociedade anônima, cujas ações com direito
a voto pertençam em sua maioria ao poder público. Ex. Banco do Brasil,
PETROBRÁS. Além das características já citadas, destacamos:

capital dividido em partes iguais, que recebem o nome de ações;


 seus sócios são conhecidos como acionistas;
 contratações sujeitas á licitação;
 pessoal sujeito ao regime da CLT.

Cabe salientar que a Lei de Responsabilidade Fiscal – LRF em seus incisos II e III, artigo
2º classifica as Empresas Públicas e as Sociedades de Economia Mista como:
II - Empresa controlada: sociedade cuja maioria com direito a voto pertença, direta ou
indiretamente, a ente da Federação;
III - Empresa estatal dependente: empresa controlada que receba do ente controlador
recursos financeiros para pagamento de despesas com pessoal ou de custeio em geral, ou de
capital, excluídos no último caso aqueles provenientes de participação societária.
Ratificando o entendimento sobre o assunto, a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) por
intermédio da Portaria nº 589, de 27 de dezembro de 2001, conceitua Empresa Estatal
Dependente como aquela controlada pela União, pelos Estados, pelo Distrito Federal ou
pelos Municípios, com dependência financeira de pelo menos dois exercícios financeiros do
seu ente controlador. Esses recursos – excluídos aqueles provenientes de aumento de
participação acionária – deverão ser destinados à cobertura de pagamentos de despesas com
pessoal, de custeio em geral ou de capital. Determina também, que será considerada
dependente apenas a empresa deficitária que receba subvenção econômica, aqui
considerada a transferência permanente de recursos de capital pelo ente controlador, que
não consiga sobreviver sem a ação do mesmo.

A Lei de responsabilidade Fiscal no seu art.50, II define que as Demonstrações Contábeis


compreenderão, isolada e conjuntamente, as transações e operações de cada órgão, fundo
ou entidade da administração direta, autárquica e fundacional, inclusive empresa estatal
dependente.

Além das entidades já evidenciadas anteriormente, cabe comentar também dos fundos
especiais que apesar de não serem uma entidade jurídica, órgão ou unidade orçamentária, os
Fundos correspondem a um conjunto de recursos financeiros, criados por lei, com uma
destinação específica. Os Fundos poderão estar vinculados tanto a Administração Direta
quanto a Indireta desde que siga os princípios legais de qual ente esteja vinculado, seja a
Administração direta ou mesmo a Indireta. Segundo Araújo (2004, p9) “(...) os fundos
especiais têm por fim assegurar recursos financeiros suficientes para a viabilização de
programas específicos de interesse primordial do Estado”. Além das características já
mencionadas é conveniente dizer que os Fundos:
 não possui personalidade jurídica, mas seus atos praticados têm efeito jurídico
em nome do Estado;
 possui autonomia financeira;
 possui prestação de contas e demonstrativos próprios;
 é sujeito a ação fiscalizadora dos tribunais de contas;
 as contratações estão sujeitas à licitação.

Findando o entendimento sobre os fundos especiais, faz-se necessário evidenciar que a


Constituição Federal, em seu inciso IV, art. 167 veda a eles a vinculação de impostos.