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INTRODUÇÃO

A Revolução Inglesa ocorreu no século XVII, e acabou por representar a primeira crise do
absolutismo.

O processo começou com a Revolução Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa
de 1688-1689. As duas fazem parte de um mesmo processorevolucionário, daí vem o nome de
Revolução Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas.

Nela, grande parte da sociedade saiu às ruas para manifestar suas ideias políticas e lutar pelo que
acreditava ser justo. Foi uma época onde a Inglaterra viveu um período de transformações sociais
e políticas.

A Revolução Inglesa criou condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século


XVIII, abrindoespaço para o avanço do capitalismo. Ela também deve ser considerada a primeira
revolução burguesa da história da Europa.
REVOLUÇÃO INGLESA

No século XVII a Inglaterra foi favorecida pela monarquia absolutista e atingiu um ótimo
desenvolvimento. Henrique VII e Elizabeth I unificaram o país, dominaram a nobreza, afastaram
a interferência papal, criando aIgreja nacional inglesa, a Igreja Anglicana, confiscaram terras da
Igreja Católica e começaram a disputar colônias com os espanhóis. A maior parte desses atos
agradou a classe burguesa, mas o poder absolutista estava começando a incomodar, porque
barrava o avanço da burguesia mercantil. Parte dos recursos do Estado vinham da venda de
monopólios, e beneficiavam um pequeno grupo, a burguesiafinanceira, mas isso prejudicava a
burguesia comercial e os artesãos , que tinham que pagar muito caro por sua matéria prima, e não
tinham liberdade para suas vendas, tendo além de tudo limitada a entrada de novos produtos nas
áreas urbanas.

A alta de preços, maior consumo de alimentos e outros produtos despertou a cobiça dos
produtores rurais que começaram a aumentar suas posses com cercamentos, que erabasicamente
transformar em privadas terras coletivas, devolutas ou as que tinham posse precária, isso acabava
expulsando posseiros, e os produtores investiam nas terras para aumentar a produção. Para
preservar o equilíbrio social o estado barrava os cercamentos e punha contra ele dois poderosos
setores que eram a burguesia mercantil e a gentry, que era a nobreza progressista rural, as quais
não seopuseram ao absolutismo, porque representava seus interesses.

De acordo com a Carta Magna de 1215, cabia o poder direito ao parlamento que estava em
conflito com o rei da Dinastia Tudor, na época, os Tudor exerceram o poder sem muito convocar
o parlamento, o rei promovia o desenvolvimento e o parlamento queria transformar o seu poder
em poder de fato, o rei procurou legitimar seu poder, mas sótinha uma forma, considerar o poder
real ordem divina, e foi isso que fizeram, manipularam a religião, o que gerou uma disputa
política no campo religioso, os Tudor davam ênfase ao Anglicanismo, os Stuart ressaltavam a
forma católica do anglicanismo, pois era mais fácil divinizar seu poder pelo catolicismo, o
parlamento, dominado pela burguesia mercantil e gentry identificou-se com o
puritanismo,rejeitando totalmente o anglicanismo. A Revolução Puritana foi o resultado da luta
entre burguesia e realeza pelo controle político do país. 

REVOLUÇÃO INGLESA: PURITANA E GLORIOSA


UMA INTRODUÇÃO A Revolução Inglesa do século XVII representou a primeira manifestação
de crise do sistema da época moderna, identificado com o absolutismo. O poder monárquico,
severamente limitado, cedeu a maior parte de suas prerrogativas ao Parlamento e instaurou-se o
regime parlamentarista que permanece até hoje.NO processo que começou com a Revolução
Puritana de 1640 e terminou com a Revolução Gloriosa de 1688.

As duas fazem parte de um mesmo processo revolucionário, daí a denominação de Revolução


Inglesa do século XVII e não Revoluções Inglesas. Esse movimento revolucionário criou as
condições indispensáveis para a Revolução Industrial do século XVIII, abrindo espaço para o
avanço do capitalismo. Deve ser considerada a primeira revolução burguesa da história da
Europa no qual antecipou em 150 anos a Revolução Francesa.

A VIDA SOCIAL ANTES DA REVOLUÇÃO INGLESA

Com a Dinastia Tudor, a Inglaterra teve muitas conquistas, que serviram de base para o
desenvolvimento econômico do país. Os governos de Henrique VIII e de sua filha Elisabeth I
trouxeram a unificação do país, o afastamento do Papa além de confiscar os bens da Igreja
Católica, e ao mesmo tempo criar o anglicanismo, e entrar na disputa por colônias com os
espanhóis. Foram com esses monarcas que também ocorreu à formação de monopólios
comerciais, como a Companhia das Índias Orientais e dos Mercadores Aventureiros. Isto serviu
para impedir a livre concorrência, embora essa ação tenha sufocado alguns setores da burguesia.
Então, resultou na divisão da burguesia, de um lado os grandes comerciantes que gostaram da
política de monopólio, e de outro a pequena burguesia que queria a livre concorrência. Outro
problema era a detenção de privilégios nas mãos das corporações de ofício. Outra situação
problemática era na zona rural, com a alta dos produtos agrícolas as terras foram valorizadas.
Isso gerou os cercamentos, isto é, os grandes proprietários rurais queriam aumentar suas terras
expropriando as terras coletivas, transformando-as em particulares. O resultado foi a expulsão de
camponeses do campo e a criação de grandes propriedades para a criação de ovelhas e para a
produção de lã, condições imprescindíveis para a Revolução Industrial. Para não deixar o
conflito entre camponeses e grandes proprietários aumentar, o governo tentou impedir os
cercamentos. Claro que com essa ação a nobreza rural, Gentry (a nobreza progressista rural), e a
burguesia mercantil foram fortes oponentes.
2. PARA ENTENDER A REVOLUÇÃO INGLESA

2.1. DINASTIA STUART

Esta dinastia iniciou-se após a morte da rainha Elisabeth I, em 1603 que ao morrer sem deixar
herdeiros, promoveu o início da Dinastia Stuart. JAIME I, rei da Escócia (1603-1625), dissolveu
o parlamento várias vezes e quis implantar uma monarquia absolutista baseada no direito divino
dos reis, perseguiu os católicos e puritanos, sob o pretexto que os mesmos estavam organizando a
Conspiração da Pólvora (eliminar o Rei), em 1605. Muitos que ficaram descontentes começaram
a ir para a América do Norte. Os atritos entre o Rei e o Parlamento ficaram fortes e intensos,
principalmente depois de 1610. Em 1625, houve a morte de Jaime I e seu filho Carlos I, assumiu
o poder. CARLOS I, sucessor de Jaime I (1625- 1648), tentou continuar uma política absolutista,
e estabelecer novos impostos no qual foi impedido pelo Parlamento. Em 1628, com tantas
guerras, o rei viu-se obrigado a convocar o Parlamento, este sujeitou o rei ao juramento da
“Petição dos Direitos” (2º Carta Magna inglesa), o Parlamento queria o controle da política
financeira e do exército, além de regularizar a convocação periódica do Parlamento. A resposta
real foi bem clara, a dissolução do Parlamento que voltaria a ser convocado somente em 1640. O
rei Carlos I governou sem o Parlamento, mas ele buscou o apoio da Câmara Estrelada, uma
espécie de tribunal ligado ao Conselho Privado do Rei, composta de nobres. Também tentou
impor a religião anglicana aos calvinistas escoceses (presbiterianos). Isso gerou rebeliões por
parte dos escoceses que invadiram o norte da Inglaterra. Com isso o rei viuse obrigado a reabrir o
Parlamento em abril de 1640 para obter ajuda da burguesia e da Gentry. Mas o parlamento tinha
mais interesse no combate ao absolutismo. Por isso, foi fechado novamente. Em novembro do
mesmo ano foi convocado de novo. Desta vez ficou como o longo Parlamento, que se manteve
até 1653.

2.2. A GUERRA CIVIL (1641-1649)

A guerra civil inglesa estendeu-se de 1641 a 1649, dividiu o país e foi um marco importante na
Revolução Inglesa. De um lado havia os cavaleiros, o exército fiel ao rei e apoiado pelos
senhores feudais (nobreza). Do outro, os cabeças-redondas, visto que não usavam perucas e
estavam ligados a gentry, eram forças que apoiavam o parlamento. Em 1641, começava a guerra
civil o rei teve o apoio dos aristocratas do oeste e do norte, juntamente com uma parte dos ricos
burgueses, que estavam preocupados com as agitações sociais. Em contra partida o exército do
parlamento foi comandado por Oliver Cromwell, formado por camponeses, burgueses de
Londres e a gentry. Os Cabeças Redondas derrotaram os Cavaleiros na Batalha de Naseby em
1645. Carlos I perdeu a guerra e fugiu para a Escócia, lá ele foi preso e vendido para o
parlamento inglês, este mandou executar o rei. Ao tomar esta decisão a sociedade representada
pelo parlamento rompia com a ideia da origem divina do rei e de sua incontestável autoridade.
Assim, a guerra civil fomentou novas ideias lançando as bases políticas do mundo
contemporâneo.

2.3. A REVOLUÇÃO PURITANA (1649-1658)

O governo de Oliver Cromwell atendia os interesses burgueses. Quando começou a haver


rebeliões na Escócia e na Irlanda, ele as reprimiu com brutalidade. Oliver procurou eliminar a
reação monarquista. Fez uma “limpeza” no exército. Executaram os líderes diggers-escavadores
(estes eram trabalhadores rurais que queriam tomar terras do estado, nobreza e clero). Com tantas
execuções, os menos favorecidos ficaram à “mercê da sorte” e acabaram por entrar em
movimentos religiosos radicais. Uma medida para combater os holandeses e fortalecer o
comércio foi os Atos de Navegação. Essa lei resumia-se no seguinte: o comércio com a Inglaterra
só poderia ser feito por navios ingleses ou dos países que faziam negócios com a Inglaterra. Em
1653, Oliver autonomeou-se Lorde Protetor da República, seus poderes eram tão absolutos
quanto de um rei. Mas ele recusou-se a usar uma coroa. Embora na prática agisse como um
soberano. Com apoio dos militares e burgueses, impôs a ditadura puritana, governando com
rigidez e intolerância, e com ideias puritanas. Ele morreu em 1658 e seu filho Richard Cromwell
assumiu o poder. Mas este logo foi deposto em 1659.

2.4. A VOLTA DOS STUART E A REVOLUÇÃO GLORIOSA (1660 -1688)

Carlos II, (1660 – 1685) da família Stuart, é proclamado rei da Inglaterra com poderes limitados.
Por isso ele estreitou ligações com o rei francês Luís XIV, isto logo manchou sua reputação com
o parlamento. Carlos II baixou novos Atos de Navegação favoráveis ao comércio inglês.
Envolveu-se na guerra contra a Holanda. Em 1673, o parlamento aprovou a lei do teste: todo o
funcionário público deveria professar o anticatolicismo. Com essas atitudes o parlamento ficou
dividido em dois grupos: os whigs, que eram contra o rei e favoráveis às mudanças
revolucionárias além de serem ligados à burguesia, e os tories que eram defensores feudais e
ligados à antiga aristocracia feudal. Com a morte de Carlos II, seu irmão Jaime II (1685 -1688)
assume o governo. Este tomou medidas drásticas, quis restaurar o absolutismo, o catolicismo,
também punia os revoltosos com a negação do habeas corpus, proteção à prisão sem motivo
legal, o parlamento não tolerou esse comportamento e convocou Maria Stuart, filha de Jaime II e
esposa de Guilherme de Orange, para ser a rainha, com isso o rei foge para a França e Maria
Stuart e seu esposo tornaram-se monarcas ingleses. Este assinou a Declaração dos Direitos que
assegurava as seguintes determinações: (o rei não podia cancelar as leis parlamentares; o reino
poderia ser entregue a quem o parlamento quisesse, após a morte do rei; inspetores controlariam
as contas reais; e o rei não deveria manter um exército em épocas de paz), o qual concedia
amplos poderes ao Parlamento. Esta foi à REVOLUÇÃO GLORIOSA, uma revolução sem
derramamento de sangue.

Causas das revoluções

A ascensão da dinastia Stuart, no século XVII, coincidiu com um cenário político, social,
econômico e cultural bastante complicado na Inglaterra, fatos que culminaram nas revoluções
inglesas.

Havia, por exemplo, contradições entre setores sociais ligados ao capitalismo em


desenvolvimento e setores ligados aos interesses feudais remanescentes. No século XVI, durante
o absolutismo da dinastia Tudor, a burguesia inglesa se fortaleceu de maneira considerável, além
do que os gentries – nobres que exploravam a terra de maneira capitalista – também ganharam
muito espaço. Por outro lado, a nobreza tradicional não queria perder seus privilégios.

Também no século XVI, o Estado absolutista inglês promoveu os arrendamentos de terras


conhecidos como cercamentos, a partir de grandes porções de terras comunais, onde se substituiu
a produção agrícola dos camponeses pela lucrativa atividade de criação de ovelhas, cujo produto
abastecia as manufaturas de lã. Os camponeses expulsos pelos cercamentos migravam para as
cidades e compunham uma massa de “desocupados” que levou o governo a criar leis contra a
vadiagem e a mendicância nas áreas urbanas.

Por fim, as questões religiosas. Anglicanos e católicos, representados principalmente pela


nobreza tradicional, colocavam-se ao lado da monarquia absolutista, enquanto os puritanos
(calvinistas), representados especialmente pela burguesia, lutavam pelo fortalecimento do
Parlamento.

Dessa maneira, as forças sociais divergentes existentes na Inglaterra do século XVII lutaram por
seus interesses, o que acabou provocando o fim do absolutismo naquele país, já que a vitória das
Revoluções Inglesas do século XVII coube à burguesia.

Os Stuarts e o absolutismo de direito

Jaime I iniciou a dinastia Stuart. Esse soberano governou de 1603 a 1625, sendo sucedido por
seu irmão, Carlos I (1625 a 1649).

Esses primeiros reis Stuart pretenderam transformar o absolutismo de fato em absolutismo de


direito, isto é, tornar legal, do ponto de vista jurídico, aquilo que na prática já acontecia. A fim de
lutar contra o Parlamento (lembre-se de que, desde a Baixa Idade Média, os soberanos ingleses
estavam submetidos ao Parlamento e a uma Carta Magna – 1215), esses monarcas aproximaram-
se da nobreza tradicional, que era católica, adotando o anglicanismo, que possuía forma litúrgica
mais próxima do catolicismo, e procedendo à venda indiscriminada de títulos de nobreza.

Deste fato, resultaram violentíssimas perseguições a puritanos, que foram forçados a migrar para
a América do Norte, onde fundaram novas colônias de povoamento.
Retrato de Carlos I.

Carlos I

Carlos I tentou criar novos impostos sem a aprovação do Parlamento. A reação dos deputados foi
imediata. O Parlamento proclamou a chamada Petição de Direitos, também conhecida como a
Segunda Carta Magna Inglesa, na qual se exigia que o rei submetesse ao Parlamento suas leis
referentes à criação de impostos, à convocação do Exército e às prisões.

Em 1629, um ano depois da Petição de Direitos, o rei Carlos I, em uma atitude própria de um
soberano absolutista, dissolveu o Parlamento; somente em 1640 ele foi restabelecido, momento
no qual os deputados elaboraram uma lei que proibia a sua dissolução e tornava obrigatória a sua
convocação pelo menos a cada três anos. Carlos I tentou dissolvê-lo novamente, dando início a
uma guerra civil.

Revolução Puritana

Reagindo às tentativas de dissolução e prisões dos principais líderes, os homens do Parlamento


organizaram milícias, iniciando assim uma violenta guerra civil, chamada de Revolução
Puritana.

É difícil estabelecer a divisão dos dois grupos que lutavam segundo as classes e os interesses
envolvidos, mas, de modo geral, os cavaleiros eram apoiados pelos grandes proprietários de
terra, pelos católicos e pelos anglicanos, e defendiam a monarquia, isto é, o rei; e os “cabeças
redondas”, defensores do Parlamento, contavam com o apoio da burguesia mercantil, dos
gentries, dos yomanries (pequenos proprietários rurais), artesãos e camponeses.
Depois de vários anos de lutas, as tropas do Parlamento (“cabeças redondas”), lideradas pelo
deputado puritano Oliver Cromwell, que adotava como critério para preenchimento dos cargos
de comando o merecimento militar e não o nascimento, como era feito nas tropas dos cavaleiros,
derrotaram as tropas do rei, em Naseby. Carlos I foi preso e executado, em janeiro de 1649.

Líder da Revolução Puritana.

A imagem representa o líder da Revolução Puritana, Oliver Cromwell.

O Governo de Cromwell (1649–1658)

Pela primeira vez na história europeia, um rei era executado por determinação do Parlamento.
Tal fato assume um caráter verdadeiramente revolucionário, pois foram colocadas em xeque, ao
mesmo tempo, a origem divina do poder real e sua autoridade incontestável.

O parlamentar Oliver Cromwell, em 1650, unificou, numa só república, a Inglaterra, a Escócia e


a Irlanda, o Commonwealth (Comunidade Britânica). Inicialmente, Cromwell governou com o
apoio do Parlamento, constituído majoritariamente por puritanos. Em 1651, foram assinados os
Atos de Navegação. Esses decretos determinavam que todas as mercadorias que entrassem na
Inglaterra ou dela saíssem deveriam ser transportadas por navios ingleses.

Na prática, essas medidas visavam aniquilar o poderio holandês nos negócios de transporte de
mercadorias no mundo, fazendo crescer a Marinha e o comércio inglês. Dessa forma, a Holanda
deixava de ser a potência comercial do século XVII, sendo substituída pela Inglaterra.

Em 1653, Cromwell dissolveu o Parlamento e assumiu o título de “lorde protetor da comunidade


britânica”, tornou seu cargo vitalício e hereditário, implantando, assim, uma ditadura pessoal na
Inglaterra, que duraria até a sua morte, em 1658.
Com a morte de Cromwell, seu filho Ricardo assumiu o governo. Sem a habilidade política do
pai, Ricardo viu o país mergulhar novamente em agitações que culminaram com a reorganização
do Parlamento, que, por sua vez, decidiu restaurar a monarquia, fazendo retornar os Stuarts.

Revolução Gloriosa

Com a restauração dos Stuarts, governaram o país Carlos II (1660-1685) e seu irmão Jaime II
(1685-1688). O primeiro era católico e tentou, sem sucesso, restabelecer o absolutismo no país, o
que provocou uma divisão no Parlamento. Com a morte de Carlos II, assumiu Jaime II, que
também era católico e tentava implantar um Estado absolutista, o que já colocava parte do
Parlamento de sobreaviso acerca das intenções do monarca.

Em 1688, Jaime II, viúvo, resolveu casar–se com uma católica, o que provocou a reação de todo
o Parlamento e a união das diferentes facções contra o monarca, dando início à Revolução
Gloriosa de 1688.

A fim de evitar a volta do absolutismo, o Parlamento inglês firmou um acordo com o príncipe
holandês, Guilherme de Orange, que era protestante e casado com Maria Stuart, filha do primeiro
casamento de Jaime II. Este foi expulso da Inglaterra, e o príncipe da Holanda assumiu o trono
da Inglaterra com o título de Guilherme III. A condição para a posse era que o novo soberano
jurasse o Bill of Rights (Declaração de Direitos), em 1689, que previa, entre outras coisas:

a superioridade do Parlamento sobre o rei;

a criação de um exército permanente;

o respeito à liberdade de imprensa;


a garantia das liberdades individuais;

a autonomia do poder judiciário;

a prévia aprovação do Parlamento para a criação de novos impostos;

a proteção à propriedade privada;

a garantia de liberdade de culto aos protestantes.

No plano político, a Revolução Gloriosa firmou as bases de uma Monarquia Parlamentar


Constitucional em substituição ao absolutismo. A burguesia urbana e a nobreza mais progressista
assumiam, no plano socioeconômico, o destino da Inglaterra, que, a partir daí, caminhava a
passos largos para o desenvolvimento do capitalismo industrial.

Conclusão

As Revoluções Inglesas do século XVII foram as primeiras revoluções burguesas ocorridas na


Europa Ocidental.

Essas revoluções contribuíram para delinear um aspecto político na Inglaterra, que envolveu, de
um lado, os whigs (liberais), defensores da descentralização, e, de outro, os tories
(conservadores), partidários de um centralismo.

Bibliografia

HILL, Christopher. A revolução inglesa de 1640. Lisboa: Editorial Presença, s/d

Autoria: Márcia Minoro Harada

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