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Dicas sobre como desenvolver a inteligência emocional

No trabalho, na escola, na faculdade, em casa ou em qualquer ambiente, é


preciso lidar frequentemente com as pessoas, suas culturas, suas formas de
pensar, suas atitudes etc. Além disso, precisamos gerenciar a nós mesmos e
às cobranças internas ou externas.

A inteligência emocional pode ser desenvolvida em todas essas situações, ou


seja, nas diferentes áreas da nossa vida.

No entanto, para descobrir como fazer isso, é preciso tomar consciência de si


e vigiar-se para lidar com as adversidades da melhor maneira possível.

Abaixo, listamos algumas técnicas que podem ajudar a desenvolver a IE.


Acompanhe!

1. Observe e analise seu próprio comportamento

Para explorar seu próprio comportamento, é necessário avaliar-se


duplamente: em alguns momentos, a observação deve ocorrer quando as
situações se colocarem diante de você, independentemente de serem boas
ou ruins.

Observe quais são as reações da mente e do corpo, além das sensações e


dos pensamentos que foram instigados.

Em um segundo momento, a análise deve ocorrer após a chegada dos


sentimentos (sejam eles positivos, sejam eles negativos). Pode-se tentar
descobrir o que desencadeou tais reações físicas e mentais.
A IE está na avaliação das atitudes e das sensações e no entendimento de
como elas impactam o cotidiano e as relações. Isso proporciona uma
mudança quando há a percepção de que os resultados foram negativos.

2. Domine suas emoções

Existem pessoas com o comportamento enérgico e outras que são mais


tranquilas. Entretanto, ninguém está livre de cometer atos precipitados, no
calor do momento.

Agir sem pensar é natural do ser humano, pois, desde os tempos primórdios,
isso serve como forma de defesa, sendo que tal forma de reação está
gravada em nosso subconsciente.

O cérebro humano precisa se adaptar à sua nova realidade evolutiva e


reconhecer que atitudes impetuosas podem gerar desconforto nas relações
(ou pior: consequências difíceis de serem contornadas).

A impulsividade não é uma boa aliada na maioria das situações.

Portanto, o ideal é dominar os impulsos e as emoções antes de tomar


decisões ou dizer alguma coisa. Tente recobrar a calma e a razão em vez de
simplesmente deixar o instinto atuar. Alguns exercícios podem ajudar nesse
processo:

respiração;

meditação;

caminhada;
corrida;

pilates;

prática regular de atividades físicas no geral.

Manter o autocontrole é uma virtude que garante a contenção de excessos.


Todavia, é importante lembrar que o objetivo deve ser o equilíbrio: não a
supressão das emoções, mas sim o controle delas.

3. Aprenda a trabalhar as emoções negativas

Para que o bem-estar próprio seja garantido, é necessário manter as


emoções que nos afligem sob controle. Afinal, o fato de lidarmos com
emoções negativas é um mal inevitável.

Quando elas nos acometem de forma intensa e permanecem em nosso


interior por um longo tempo, acabam com nossa estabilidade.

A IE é uma ferramenta poderosa, que nos apresenta um ponto de vista mais


equilibrado sobre a vida, proporcionando uma autorregulação dos nossos
sentimentos. Não temos apenas bons momentos e bons sentimentos.

Quando as emoções negativas (raiva, medo, insegurança e tristeza, por


exemplo) aparecem, é preciso dominá-las e não permitir que elas nos
controlem. Nesse ponto, se houver dificuldades, a intervenção de um bom
profissional da Psicologia pode ajudar.

4. Aumente a sua autoconfiança


Saber o que deseja, definir até onde se quer chegar e alcançar seus objetivos
nem sempre são etapas fáceis. Para tanto, é necessário reconhecer seus
pontos fracos e fortes, trabalhando para modificá-los ou aprimorá-los. E esse
desafio só pode ser vencido por meio da autoconfiança.

O cérebro humano é dotado de uma potencialidade enorme. A questão é


que a maioria das pessoas não tem consciência disso e desacredita de si
mesma ao enfrentar obstáculos que julga serem intransponíveis.

Por isso, acreditar no seu potencial e em suas habilidades fortalece a ideia de


que você tem a capacidade necessária para gerenciar os momentos de crise
e superar as dificuldades.

Acreditar em si e ressaltar suas qualidades ou seus talentos são ações que


funcionam como combustíveis para alavancar carreiras e melhorar a
qualidade de vida.

5. Aprenda a lidar com a pressão

O estilo de vida atual exige muito dos indivíduos. São várias as questões para
lidar no dia a dia que, não raro, pedem soluções rápidas. A pressão pode ser
externa, vinda de chefes ou pessoas a quem devemos prestar contas, ou
interna, pois nós mesmos acabamos por nos cobrar resultados.

Contudo, devemos aprender a priorizar o que é mais importante. Assim, não


sucumbimos às exigências ou deixamos que a ansiedade domine a situação.
Alguns mecanismos podem ser criados para gerenciar isso, como elaborar
uma lista com os afazeres, elencando os mais e os menos urgentes.

Cuidar da saúde, ter momentos de lazer e respeitar seus limites são ações
que podem auxiliar na aquisição de mais segurança (o que,
consequentemente, facilitará no controle dos sentimentos negativos gerados
pela pressão).

Quanto mais a inteligência emocional for aprimorada, mais confortável e


seguro o indivíduo se sentirá para resolver seus problemas.

6. Não tenha medo de se expressar

Como já dissemos, não deixar a emoção dominar a situação não é o mesmo


de não demonstrá-la. Expor o que sente e expressar sua opinião é
fundamental para que o equilíbrio seja mantido.

Você certamente já interpretou de forma errada a ideia de algum colega e só


conseguiu compreendê-la depois de uma explicação, não é?

Situações como a descrita acima são normais, sendo que a melhor forma de
evitar um conflito é se expressando. A IE está na maneira como o
pensamento é racionalizado — e o mesmo vale para as emoções mais
íntimas: é preciso falar sobre os sentimentos na relação e expressar o carinho,
o amor ou, até mesmo, a carência.

A fala é o caminho mais seguro para entender e trabalhar as impressões


internas. Por meio do diálogo, esclarecemos os pontos de vista e debatemos
sobre questões complexas para que possamos resolvê-las, não permitindo
que fiquem obscuras caso não haja uma conversa sincera e madura.

7. Desenvolva o sentimento de empatia

Há algo em comum entre os maiores líderes do mundo: a empatia.


Geralmente, pessoas que ocupam tais postos e são bem-sucedidas
preocupam-se com suas equipes de forma genuína.

Elas sabem seus nomes, reconhecem suas histórias e são solidárias quando
necessário.

Colocar-se no lugar do outro não é um ato praticado apenas por seres


humanos — sequer é privilégio dos adultos. Pesquisas realizadas com
animais (cachorros, chimpanzés etc.) e com crianças demostraram que eles
também são dotados do sentimento de solidariedade.

Nada melhor para compreender o outro do que colocar-se na pele dele. Isso
ajuda a pessoa a entender suas atitudes e a ser mais tolerante e
compreensiva.

Como resultado, haverá a constatação de que os indivíduos ao seu redor têm


necessidades, limitações e falhas, mas que também talentos e qualidades,
assim como você. O respeito mútuo surgirá naturalmente, como
consequência desse exercício.
Segundo Goleman, o conhecimento de si mesmo alimenta a empatia. Isso
porque, quanto mais conscientes somos acerca de nossos próprios
sentimentos, mais conseguimos entender a emoção alheia.

8. Coloque em prática a resiliência

Situações difíceis podem surgir na vida de qualquer um. O que diferencia as


pessoas é como elas reagem a tais eventos. A resiliência está em receber os
impactos da rotina e ter a capacidade de absorvê-los, mantendo-se firme e
focado, aprendendo com os próprios erros e lidando, de maneira inteligente,
com os fatos.

Ser resiliente envolve administrar os sentimentos mesmo quando o controle


das situações está fora do seu alcance.

Trata-se de saber reconhecer as emoções e o efeito que elas causam na sua


mente e no seu corpo. Assim, o indivíduo poderá canalizar seu potencial e
aumentar seu desenvolvimento.

9. Formule uma “resposta” em vez de “reagir”

Nós, seres humanos, somo guiados por dois cérebros: o emocional e o


pensante. O cérebro emocional é o primeiro a ser afetado pelos
acontecimentos. Sendo assim, a pessoa que reage é aquela que se deixa
levar inconscientemente pelo seu lado emocional e impulsivo.

Estamos falando do mais puro efeito de ação e reação. Basta que alguma
coisa aconteça para que o indivíduo sem muita inteligência emocional deixe
essa parte de seu cérebro reagir instantaneamente.
Já o cérebro pensante é aquele responsável pelo ato de responder. Em vez
de apenas agir por instinto, quem se deixa levar pelo cérebro pensante
analisa toda a situação ao seu redor e decide qual é a melhor forma de se
comportar naquele momento.

Não deixe seu corpo reagir no modo automático. Use seu cérebro pensante
e seja mais racional!

10. Conheça os seus limites

Seus limites serão descobertos à medida que você avançar no


autoconhecimento, por isso é tão importante conhecer-se cada dia mais.

Além de ter plena certeza de quais são os seus defeitos e as suas qualidades,
é preciso reconhecer que você tem, sim, alguns limites. Infelizmente, muitas
pessoas enxergam as limitações como incapacidades (e, por isso, aquele que
reconhece e respeita seus limites é visto erroneamente como fraco).

Partimos do ponto de que ter fraquezas não é motivo para sentir vergonha:
todos temos nossos pontos fracos e isso é mais do que normal.

Somos seres dotados de sentimentos e erramos muitas vezes, mas também


estamos em constante aprendizado. Antes de reconhecer seus limites, você
precisa aceitar que não é perfeito, mas sim uma pessoa como qualquer
outra.

Em seguida, observe tudo em sua volta. Quantas vezes você concordou em


fazer algo mesmo sabendo que não podia ou não queria? Parte do fato de
conhecer suas limitações está ligada à ideia de dizer “não” sem sentir culpa e
de aceitar que há coisas as quais você não é capaz de fazer.

Lembre-se do mais importante: conhecer seus limites significa respeitar a si


mesmo. O lado bom de respeitar suas próprias limitações é poder proteger
sua saúde emocional, deixando de fazer aquilo que poderia causar algum
mal ou trauma.