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Norma de Projetos de Engenharia

NPE - 003

DIRETRIZES PARA ELABORAÇÃO, FORMATAÇÃO E


APRESENTAÇÃO DE ORÇAMENTOS DE ENGENHARIA

Sumário

1. APRESENTAÇÃO ......................................................................................................................... 2
2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS .................................................................................................. 2
3. OBJETIVO ...................................................................................................................................... 2
4. DEFINIÇÕES.................................................................................................................................. 2
5. DIRETRIZES GERAIS ................................................................................................................... 3
6. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS .................................................................................................... 5
7. FORMAÇÃO DE PREÇO .............................................................................................................. 5
8. CURVA ABC .................................................................................................................................. 7
9. FORMATAÇÃO DE ORÇAMENTO ............................................................................................ 8
10. BDI .......................................................................................................................................... 12
11. ENCARGOS SOCIAIS E COMPLEMENTARES ................................................................ 13
12. MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO ............................................................................. 13
13. ADMINISTRAÇÃO LOCAL ................................................................................................. 14
14. REVISÕES.............................................................................................................................. 15
15. DISPOSIÇÕES GERAIS ........................................................................................................ 15
16. VIGÊNCIA ............................................................................................................................. 15
17. DIVULGAÇÃO ...................................................................................................................... 16

COMPESA – Companhia Pernambucana de Saneamento


DTE – Diretoria Técnica e de Engenharia
GPE – Gerência de Projetos de Engenharia

Avenida Cruz Cabugá, 1387, Santo Amaro


Recife – PE | CEP 50040-000
Fone (81) 34129570

Este documento, como qualquer outro, é um documento dinâmico, podendo ser revisado sempre que for necessário. Sugestões e
comentários devem ser enviados à GPE.
NORMA DE PROJETOS DE ENGENHARIA DA COMPESA NPE-003

1. APRESENTAÇÃO

1.1. A Companhia Pernambucana de Saneamento – COMPESA, ao publicar esta “Norma de Projetos de


Engenharia” visa padronizar os requisitos básicos necessários e demais condições a serem adotadas e
exigidas pela COMPESA para padronização dos Orçamentos de Engenharia da COMEPSA.
1.2. A Gerência de Projetos de Engenharia (GPE), subordinada à Diretoria Técnica e de Engenharia, é a
autoridade funcional na COMPESA responsável pela elaboração deste documento.
2. REFERÊNCIAS NORMATIVAS

2.1. As normas, dispositivos legais e Manuais relacionados a seguir contêm disposições que, ao serem
citadas neste texto, constituem prescrições para esta norma. Nos casos de omissão, devem ser utilizadas
as especificações presentes nas últimas revisões das normas das principais organizações de
normatização nacional e internacional.
2.2. Os seguintes documentos mencionados devem ser adotados em sua última revisão publicada:

2.2.1.Orientações para elaboração de planilhas orçamentárias de obras públicas / Tribunal de Contas


da União, Coordenação-Geral de Controle Externo da Área de Infraestrutura e da Região
Sudeste. – Brasília : TCU, 2014.
2.2.2.Acórdão TCU nº 2.622/2013-Plenário. Relator: Ministro Marcos Bemquerer Costa. Ata 37/2013
– Plenário, Sessão 25/09/2013.
2.2.3. Acórdão TCU nº 2369/2011-Plenário. Relator: Ministro Marcos Bemquerer Costa. Ata 36/2011
– Plenário, Sessão 31/08/2011.
2.2.4.Manual de Instruções para Contratação e Execução dos Programas e Ações do Ministério das
Cidades, Projetos inseridos no Programa de Aceleração do Crescimento – PAC. Divulgado pela
Portaria nº 164, de 12 de abril de 2013, publicada no DOU nº 71, de 15 de abril de 2013, Seção
1, pág. 101 e com as ultimas alterações introduzidas pela Portaria nº 686, de 24 de outubro de
2014, publicada no DOU nº 207, de 27 de outubro de 2014, Seção 1, pág. 53.
2.2.5.Lei nº 8.666, de 21 de junho de 2003. Regulamenta o art. 37, inciso XXI, da ConstituiçãoFederal
e institui normas para licitações e contratos da Administração Pública.
2.2.6.Decreto nº 7.983, de 8 de abril de 2013. Estabelece regras e critérios para elaboração do
orçamento de referência de obras e serviços de engenharia, contratados e executados com
recursos dos orçamentos da União, e dá outras providências.
2.2.7.Instrução Normativa SLTI/MPOG nº 5, de 27 de junho de 2014. Dispõe sobre os procedimentos
administrativos básicos para a realização de pesquisa de preços para a aquisição de bens e
contratação de serviços em geral.
2.2.8.Instrução Normativa SLTI/MPOG nº 7, de 29 de agosto de 2014. Altera a Instrução Normativa
nº 5, de 27 de junho de 2014, que regulamenta os procedimentos administrativos básicos para
realização de pesquisa de preços.

3. OBJETIVO

3.1. Esta norma define as diretrizes gerais a serem seguidas na adoção de diretrizes necessárias para
padronizar a elaboração, formatação e apresentação dos Orçamentos de Engenharia da COMPESA,
visando padronizar e normatizá-los na utilização em projetos da COMPESA.

4. DEFINIÇÕES

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4.1. Orçamento – é o resultado final da quantificação do preço de uma obra ou serviço de acordo com as
premissas impostas.
4.2. Planilha orçamentária – Folha de cálculo onde são listados os serviços e materiais necessários à
execução de uma determinada obra.
4.3. Composição de Custo – quantificação da mão de obra, equipamentos e materiais necessários à
execução unitária de determinado serviço.
4.4. Curva ABC – método de classificação, baseada no princípio de Pareto, onde são identificados os itens
mais relevantes para o orçamento.
4.5. Mão de obra – Trabalhadores envolvidos na execução do serviço.
4.6. Equipamentos – As máquinas necessárias à execução do serviço podem estar quantificadas dentro da
planilha orçamentária ou dentro das composições de custo.
4.7. Materiais – Insumos necessários à execução do serviço que podem estar quantificados dentro da
planilha e ou dentro das composições de custo.
4.8. Encargos Sociais – São os custos incidentes sobre a folha de pagamentos de salários e mão de obra.
Têm sua origem na CLT (Consolidação das Leis do Trabalho), na Constituição Federal de 1988, em leis
específicas e nas convenções coletivas de trabalho. De acordo com a natureza do serviço pode ter
características de mensalista ou horista e assume valores diferentes.
4.9. BDI/LDI – É o elemento orçamentário destinado a cobrir os custos com as despesas de uma obra ou
serviços que, segundo critérios definidos, forem considerados indiretos. O BDI/LDI corresponde a PV/CD,
onde PV – Preço de venda e CD – Custo direto. A companhia utiliza BDI´s, diferentes, para serviços e
materiais listados diretamente em planilha orçamentária.
4.10. PROJETO BÁSICO – É o conjunto de elementos necessários e suficientes, com nível de precisão
adequado, para caracterizar a obra ou serviço, ou complexo de obras ou serviços objeto da licitação,
elaborado com base nas indicações dos estudos técnicos preliminares, que assegurem a viabilidade
técnica e o adequado tratamento do impacto ambiental do empreendimento, e que possibilite a avaliação
do custo da obra e a definição dos métodos e do prazo de execução.
4.11. PROJETO EXECUTIVO – É o detalhamento do projeto básico.

5. DIRETRIZES GERAIS

5.1. Os itens do orçamento deverão seguir a sequência em que se apresentam as unidades do sistema
projetado e a lógica de execução.
5.2. A discriminação das Obras Civis / Serviços, por unidade do sistema, deverá conter todos os itens
necessários à implantação das obras, sempre com a mesma descrição daqueles com a mesma
especificação
5.3. Registrar junto ao CREA a respectiva ART de autoria e outras que se fizerem necessário. O registro,
conforme orientação do CONFEA/CREA, deve ocorrer antes da execução dos serviços.
5.4. Seguir rigorosamente o que determina a NBR´S relacionadas à obra/serviço, as NR´s aplicáveis e as
especificações técnicas da companhia.
5.5. Verificar os valores de BDI, materiais, serviços e encargos sociais válidos para o período da confecção
do orçamento.
5.6. Utilizar ferramentas de informática de forma a facilitar a confecção da planilha orçamentária e dar
prioridade ao uso da ferramenta indicada pela Coordenação de Orçamento e ou outra responsável por
tal incumbência.

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5.7. Coletar os diversos projetos necessários à execução dos serviços;


5.8. De acordo com a precisão orçamentária a exigência dos projetos a serem apresentados pode ser: projeto
básico ou executivo.
5.9. Coletar as especificações de materiais e serviços;
5.10. Realizar visita ao local da obra, de forma a vislumbrar a execução e identificar possíveis problemas de
execução na obra que serão refletidos nos custos unitários dos serviços.
5.11. Realizar o levantamento dos quantitativos dos serviços no projeto. Caso seja necessário realizar
levantamento de quantitativos in loco, deverá ser confeccionado memória de cálculo do levantamento
dos quantitativos, serviços e materiais, que passará a ser parte integrante do orçamento.
5.12. Realizar o levantamento dos materiais que serão lançados diretamente em planilha. Nesta fase poderá
ser definido a forma de aquisição, que pode ser pela obra ou compra direta pela Companhia através da
modalidade Pregão. Estes itens retirados da planilha da obra/serviço para a compra direta, deverão
possuir valor relevante de modo a justificar o custo com o processo licitatório e logístico, proporcionar
vantagem econômica a Companhia e não prejudicar o desenvolvimento da obra quando a sua compra
for realizada em separado.
5.13. Dentre os diversos itens que compõem os materiais em planilha deverá ser dada atenção especial quanto
à viabilidade de compra em separado aos seguintes itens:

5.13.1. Tubulações (todos os materiais);


5.13.2. Geradores;
5.13.3. ETA´s e ETE’s compactas;
5.13.4. Mídias;
5.13.5. Transformadores;
5.13.6. Bombas;
5.13.7. Outros, que devido às especificidades da obra venham a atender as premissas
anteriores, devem ser adquiridos através de compra direta.

5.14. Definir os custos/preços dos serviços através da utilização de tabelas oficiais e/ou composição de custos
unitários. Todos os itens deverão ter composição de custos unitários e/ou referência de custos em tabelas
oficiais.
5.15. Apropriar composições em campo ou em literaturas já consagradas no meio técnico para os serviços não
constantes em tabelas oficiais e necessários à execução de serviços.
5.16. Todos os itens deverão ter indicação na planilha orçamentária referenciando a origem do seu custo tabela
oficial ou composição de custo unitário.
5.17. Definir os custos/preços dos materiais através da utilização de tabelas oficiais e/ou consulta ao mercado.
Deverão ser utilizadas para definir o custo no mínimo 03 (três) cotações, exceto para itens que não
venham a ter três fornecedores, podendo ser menos cotações caso justificadas, conforme detalhamentos
a seguir.
5.18. Confeccionar mapa de cotações de materiais onde deverá ser definido como custo a ser adotado o valor
mínimo entre as cotações obtidas, mínimo de 03 (três) ressalvado o definido anteriormente.
5.19. Será parte integrante do orçamento a curva ABC geral do orçamento. Havendo necessidade será
confeccionado, também, a curva ABC de serviços e a curva ABC de materiais separadamente.
5.20. Deverão ser analisados os itens mais relevantes, classe A e B da curva ABC (os itens que representam
80% em termos de custo) ou os 10% dos itens mais relevantes desta curva, o que representar maior
quantidade de itens entre estes.

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5.21. A planilha orçamentária deverá conter obrigatoriamente em seu cabeçalho, no mínimo, Logotipo da
Companhia, Identificação da Obra ou Serviço, Data Base, Encargos utilizados, BDI´s Utilizados,
conforme Anexo I.
5.22. A planilha orçamentária deverá conter obrigatoriamente em seu rodapé, numero de página e identificação
do responsável pela elaboração da planilha com assinatura. A identificação poderá ser impressa junto
com a planilha ou poderá ser feita através de carimbo com a identificação do responsável, conforme
Anexo I.
5.23. A planilha orçamentária deverá conter, obrigatoriamente em seu corpo, os seguintes campos: Item,
Origem/Fonte, Código Alpha, Descrição, Quantidade, Valor Unitário e Valor Total. Siglas podem ser
utilizadas para representar os campos.
5.24. Os valores unitários inseridos na planilha deverão obrigatoriamente contemplar a aplicação do BDI ,tanto
para material/equipamentos como para serviços.
5.25. As descrições dos itens deverão seguir padrão de nomenclatura para itens de serviços e de materiais da
companhia.
5.26. Elaborar o cronograma de execução da obra indicando no mesmo as unidades que serão executadas,
de acordo com a planilha da obra. Seguir modelo anexado a esta Norma.
5.27. Independente da ferramenta utilizada sempre após a conclusão do orçamento deverá ser criada uma
versão em formato de planilha eletrônica de cálculo compatível com as comumente utilizadas no
mercado, sendo as mais conhecidas o Microsoft Excel, Lotus123 e o OpenOffice.org Calc.
5.28. Para os projetos contratados pela Compesa, o grau de exatidão e confiabilidade dos orçamentos será
utilizado como parâmetro para avaliação do desempenho da consultora e seu credenciamento em futuras
licitações.
5.29. No orçamento apresentado todos os itens deverão ser acompanhados das respectivas memórias de
cálculo em planilha eletrônica, que justifique o quantitativo indicado.

6. ESPECIFICAÇÕES TÉCNICAS

6.1. Deverá ser apresentado o máximo detalhamento das especificações para os itens que requerem uma
melhor compreensão, tais como: Travessias, ETA’s e ETE’s compactas, Quadros de Distribuição, Pontes
Rolantes, equipamentos de fibra, Bombas e Motores, inversores de frequência, entre outros
equipamentos e peças especiais para que haja compreensão do fornecedor que repassará as cotações.
Essas especificações devem ser formatadas conforme padrão da área de Suprimentos da COMPESA.
6.2. As Especificações Técnicas de Serviços e Materiais/Equipamentos devem ser elaboradas e formatadas
de maneira a contemplar todos os serviços, materiais, peças, equipamentos e máquinas previstos no
projeto e consequentemente no orçamento.
6.3. As Especificações Técnicas de Serviços devem contemplar todos os serviços previstos no orçamento da
obra, devendo ser formatado de tal maneira a conter descrições e diagramas da metodologia executiva
de um serviço, detalhes construtivos, lista de verificação de itens para fiscalização de campo, critérios
de medição de pagamento, requisitos de aceitação de serviço e outras definições.
6.4. As Especificações Técnicas de Materiais e Equipamentos devem contemplar todos os materiais, peças,
equipamentos e máquinas a serem utilizados na obra, devendo seguir a formatação e padronização das
Normas Técnicas da Compesa (NTC) elaboradas pela Área de Suprimentos da COMPESA.

7. FORMAÇÃO DE PREÇO

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7.1. Os preços da Tabela SINAPI deverão ser utilizados como limitador máximo para a formação de um
orçamento.
7.2. Deve ser seguida a Hierarquia de Tabelas a seguir:
7.2.1.Tabela Compesa, desde que o preço discriminado não seja superior ao SINAPI na data-base
do orçamento.
7.2.2.SINAPI Nacional
7.2.3.SICRO válida no momento da elaboração do orçamento.
7.2.4.Tabelas de outros órgãos da Administração Pública Federal. Tabelas Estaduais e Municipais
em Pernambuco.
7.2.5.Publicações Técnicas.
7.2.6.Cotações ou Pesquisa de Mercado (no mínimo 3 cotações de mercado) através das fontes de
informação de mercado as consultas a fornecedores e documentos fiscais de intervenções
realizadas.
7.2.7.Atualização de cotações de mercado através de índices setoriais.

7.3. Dependendo da natureza do serviço, no caso de obras/serviços rodoviários e grandes movimentações


de terra fora de perímetros urbanos, deve-se prioritariamente utilizar a Tabela SICRO em substituição a
Tabela SINAPI, como limite máximo de preços unitários.

7.4. Poderão ser utilizadas referências de Tabelas como ORSE, SEINFRA/CE, outras Companhias de
Saneamento, CODEVASF, DNOCS, entre outras, desde que as Composições de Preço Unitário
possuam insumos adequados para o Estado de Pernambuco, no que tange os custos dos insumos e as
respectivas leis sociais.

7.5. Para contratação de Serviços de Consultoria deverão ser adotados, além do Sinapi e do Sicro, outras
tabelas de referência para serviços de engenharia consultiva, destacando-se as tabelas do Dnit, da
Sabesp e da Codevasf. Os salários referenciais também podem ser pesquisados em convenções
coletivas de trabalho e demais fontes de pesquisa como Associação Brasileira de Consultores de
Engenharia (ABCE), cuja utilização deve se dar de forma subsidiária, no caso de não serem encontrados
parâmetros em outras.

7.6. Em caso de utilização de preços de referências de Tabelas, conforme descrito anteriormente, devem ser
acompanhados por composições que são montadas, entre outros aspectos, pelos coeficientes de
produtividade da mão-de-obra, consumo de materiais e consumo-horário dos equipamentos utilizados
nos serviços. Nestas Composições devem estar incluídos os Encargos Sociais e Encargos
Complementares. Entende-se por Encargos Sociais as obrigações legais definidas na CLT, cujo
percentual incide diretamente sobre o valor da mão de obra. Os Encargos Complementares são aqueles
definidos através de Acordo Coletivo da Categoria, sendo no mínimo: Alimentação, Transporte, EPI,
Exames Médicos, Seguros e Ferramentas.

7.7. Os materiais e equipamentos cujos preços unitários estejam válidos na Compesa deverão ser utilizados
como referência. Entende-se como válidas, as cotações realizadas com no máximo 180 dias, conforme
Acórdãos do TCU e Atas de Registro de Preço válidas no momento da elaboração do orçamento.

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7.8. Todo orçamento elaborado deverá estar acompanhado do Mapa de cotações com suas respectivas
comprovações devendo conter informações conforme Anexo IV. Estes documentos devem estar
assinados pelo orçamentista responsável pela elaboração do orçamento, com base no banco de dados
existente no Setor de Orçamentos.

7.9. Nos casos dos preços adotados nos orçamentos de engenharia serem provenientes de cotação,
preferencialmente devem ser os valores mínimos cotados, incluídos os valores dos fretes e impostos, no
mínimo com 03 (três) cotações solicitadas. Para os casos de obras com fonte de recurso COMPESA
e/ou FGTS, podem ser adotados na análise no mínimo 2 (dois) preços cotados, adotando o menor deles.

7.10. Nos casos de não obtenção do número mínimo de cotações, conforme disposto anteriormente, deverão
ser apresentadas todas as solicitações e reiterações enviadas aos fornecedores no Mapa de Cotações,
sendo anexadas ao caderno de cotações. Preferencialmente devem ser realizadas reiterações
semanalmente. Em caso de obtenção de apenas 1 (uma) cotação, o responsável pela elaboração do
orçamento deverá julgar junto aos superiores como deverá proceder para acatamento do preço. Pode
ser acatado o preço único ou dois preços cotados desde que comprovadas as solicitações aos
fornecedores. Em caso de não obtenção das 3 cotações, indicar na coluna Observação do Mapa de
Cotações o número do relatório técnico circunstanciado com quadro resumo de informações, informando
as fontes de consulta (com no mínimo nome da empresa, CNPJ, telefone, nome do contato e data, no
caso de cotações) dos fornecedores não responderam à pesquisa.

7.11. Essas comprovações devem se dar através de relatórios técnicos circunstanciados com quadro resumo
de informações, informando as fontes de consulta (com no mínimo nome da empresa, CNPJ, telefone,
nome do contato e data, no caso de cotações) dos fornecedores não responderam à pesquisa.

7.12. Quando da disponibilização do Módulo de Orçamentos no ALPHA, os preços ou itens não disponíveis
no momento da elaboração do orçamento deverão ser solicitados ao Setor de Orçamentos de
Engenharia. Caso o orçamentista possua as cotações, estas deverão ser encaminhadas para o Setor de
Orçamentos de Engenharia da COMPESA para que sejam analisados e cadastrados no Sistema para o
respectivo tratamento estatístico por parte deste Setor. O preço a ser adotado no orçamento estará
disponível no Sistema, vinculado ao respectivo código ALPHA do serviço escolhido pelo orçamentista.
Esses preços serão calculados conforme tratamento estatístico e adotado o valor mediano dos preços
válidos.

8. CURVA ABC

8.1. As Curvas ABC são relações cujos dados são dispostos do maior para o de menor valor, e que destacam,
desta forma, os itens mais significativos e permitem ao orçamentista, entre outras melhorias em seu
orçamento, refinar apenas alguns poucos itens principais para alterar significativamente o valor final.

8.2. A curva ABC é um método de classificação de informações, para que se separem os itens de maior
importância ou impacto, os quais são normalmente em menor número. Trata-se de
classificação estatística de materiais, baseada no princípio de Pareto, em que se considera a importância
dos materiais, baseada nas quantidades utilizadas e no seu valor.

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8.3. Todo orçamento elaborado deverá estar acompanhado da Curva ABC, consubstanciado através de uma
Análise de Pareto, conforme Anexo III. Este documento deve estar assinado pelo orçamentista
responsável pela elaboração do orçamento, com base no banco de dados existente no Setor de
Orçamentos.

8.4. Para análise dos orçamentos deverão ser observados a seleção das parcelas de custo mais relevantes
contemplando na análise no mínimo 10% do número de itens da planilha que somados correspondam
ao valor mínimo de 80% do valor total das obras e serviços de engenharia orçados.

8.5. Este relatório possibilita, dentre outras análises, verificar se os itens mais relevantes estão bem
dimensionados de acordo com a natureza da obra.

9. FORMATAÇÃO DE ORÇAMENTO

9.1. O orçamento deve ser apresentado separadamente para materiais/equipamentos hidráulicos, obras civis,
obras de instalações elétricas e serviços em geral conforme a seguir discriminado.
9.2. O orçamento deverá ter no máximo dois níveis de agrupadores (Nível 1 – unidades do sistema; Nível 2
– serviços, materiais/equipamentos e materiais/equipamentos para Pregão).
9.3. Devem ser entregues os seguintes volumes:
9.3.1.Resumo do orçamento detalhado (ANEXO I)
9.3.1.1. Deve ser preenchido o cabeçalho com nome da obra, bem como o mês e ano que
representa a data-base de atualização do orçamento. Neste cabeçalho também deve
conter a indicação dos percentuais de BDI de serviços e materiais e Encargos Sociais de
Horista e Mensalista;
9.3.1.2. Deve conter o resumo dos valores totais dos agrupadores do orçamento detalhado, até
o Nível 2.
9.3.1.3. O Resumo deve ser apresentado em formato de planilha eletrônica editável, em única
planilha (única “aba”) em meio físico assinada pelo responsável técnico pelo orçamento,
acompanhada pela ART do orçamento.

9.3.2.Resumo do orçamento consolidado (ANEXO I)


9.3.2.1. Deve ser preenchido o cabeçalho com nome da obra, bem como o mês e ano que
representa a data-base de atualização do orçamento. Neste cabeçalho também deve
conter a indicação dos percentuais de BDI de serviços e materiais e Encargos Sociais de
Horista e Mensalista;
9.3.2.2. Deve conter o resumo dos valores totais dos agrupadores do orçamento consolidado,
até o Nível 2.
9.3.2.3. O Resumo deve ser apresentado em formato de planilha eletrônica editável, em única
planilha (única “aba”) em meio físico assinada pelo responsável técnico pelo orçamento,
acompanhada pela ART do orçamento.

9.3.3.Orçamento detalhado (ANEXO II)

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9.3.3.1. Deve ser preenchido o cabeçalho com nome da obra, bem como o mês e ano que
representa a data-base de atualização do orçamento. Neste cabeçalho também deve
conter a indicação dos percentuais de BDI de serviços e materiais e Encargos Sociais de
Horista e Mensalista;
9.3.3.2. Deve ser apresentado orçamento contendo todos os quantitativos e itens discriminados
por unidades: redes, reservatórios, estações elevatórias, estações de tratamento e
outros. Neste orçamento, cada unidade citada anteriormente deverá ter seus quantitativos
de serviços necessários discriminados para cada bacia, distrito de medição e controle ou
localidade, respectivamente, para obras de esgotamento sanitário, abastecimento de
água especificamente rede de distribuição, Adutoras e demais obras.
9.3.3.3. O orçamento deve ser apresentado em formato de planilha eletrônica editável, em
única planilha (única “aba”) em meio físico assinada pelo responsável técnico pelo
orçamento, acompanhada pela ART do orçamento.
9.3.3.4. Este orçamento deve conter as colunas, nesta ordem: itens, código ALPHA, fonte de
referência, código da fonte, descrição dos serviços, unidade, quantidade, preço unitário
com BDI e Preço Total com BDI.
9.3.3.5. Juntamente com o orçamento consolidado deve ser apresentada planilha orçamento
no formato do LICON, conforme orientação das Comissões de Licitação da Compesa.

9.3.4.Orçamento consolidado (ANEXO II)


9.3.4.1. Deve ser preenchido o cabeçalho com nome da obra, bem como o mês e ano que
representa a data-base de atualização do orçamento. Neste cabeçalho também deve
conter a indicação dos percentuais de BDI de serviços e materiais e Encargos Sociais de
Horista e Mensalista;
9.3.4.2. Deve ser apresentado orçamento contendo todos os quantitativos e itens discriminados
por unidades: redes, reservatórios, estações elevatórias, estações de tratamento e
outros. Neste orçamento, cada unidade citada anteriormente deverá ter seus quantitativos
de serviços necessários discriminados de forma agrupada sem divisão por bacia, distrito
de medição e controle ou localidade, respectivamente, para obras de esgotamento
sanitário, abastecimento de água especificamente rede de distribuição, Adutoras e
demais obras.
9.3.4.3. O orçamento deve ser apresentado em formato de planilha eletrônica editável, em
única planilha (única “aba”) em meio físico assinada pelo responsável técnico pelo
orçamento, acompanhada pela ART do orçamento.
9.3.4.4. Este orçamento deve conter as colunas, nesta ordem: itens, código ALPHA, fonte de
referência, código da fonte, descrição dos serviços, unidade, quantidade, preço unitário
com BDI e Preço Total com BDI.

9.3.5.Memória de Cálculo dos Quantitativos do Orçamento detalhado


9.3.5.1. A memória de cálculo deve representar os quantitativos dimensionados pelo projeto e
indicados na planilha orçamentária.
9.3.5.2. Deve ser apresentado contendo todos os cálculos de quantitativos e itens
discriminados por unidades: redes, reservatórios, estações elevatórias, estações de
tratamento e outros. Nesta Memória, cada unidade citada anteriormente deverá ter seus
quantitativos de serviços necessários calculados e discriminados para cada bacia, distrito

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de medição e controle ou localidade, respectivamente, para obras de esgotamento


sanitário, abastecimento de água especificamente rede de distribuição, Adutoras e
demais obras.
9.3.5.3. A Memória de cálculo, conforme disposto, deve ser apresentada em formato de planilha
eletrônica editável e em meio físico assinada pelo responsável técnico do projeto ou
orçamento.

9.3.6.Memória de Cálculo dos Quantitativos do Orçamento consolidado


9.3.6.1. A memória de cálculo do orçamento consolidado deve representar o somatório dos
quantitativos calculados na Memória de Cálculo do Orçamento Detalhado.
9.3.6.2. Deve ser apresentado contendo todos os somatórios de quantitativos e itens
discriminados por unidades: redes, reservatórios, estações elevatórias, estações de
tratamento e outros. Este somatório deve ser apresentado para cada bacia, distrito de
medição e controle ou localidade, respectivamente, para obras de esgotamento sanitário,
abastecimento de água especificamente rede de distribuição, Adutoras e demais obras
9.3.6.3. A Memória de cálculo, conforme disposto, deve ser apresentada em formato de planilha
eletrônica editável e em meio físico assinada pelo responsável técnico do projeto ou
orçamento.

9.3.7.Curva ABC (ANEXO III)

9.3.7.1. Deve ser preenchido o cabeçalho com nome da obra, bem como o mês e ano que
representa a data-base de atualização do orçamento. Neste cabeçalho também deve
conter a indicação dos percentuais de BDI de serviços e materiais e Encargos Sociais de
Horista e Mensalista;
9.3.7.2. Não pode ser inserido na curva ABC o custo referente a Administração Local,
Mobilização e Desmobilização e Instalação da Obra;
9.3.7.3. Para a curva ABC de serviços e materiais, além da obrigatoriedade da não inclusão
dos itens anteriores, também devem ser retirados os itens e seus respectivos custos
referentes a materiais e equipamentos a serem adquiridos através de Pregão ou Ata de
Registro de Preços.
9.3.7.4. Sendo a planilha referente a organização do orçamento em itens de forma decrescente
quanto a relevância em termos de custo e participação no orçamento, a Curva ABC deve
ser organizada da seguinte forma:
9.3.7.4.1. A primeira coluna da esquerda deve conter a ondenação dos itens de forma
crescente com o objetivo de representar os itens de maior relevância;
9.3.7.4.2. A segunda coluna representa o respective código ALPHA do item;
9.3.7.4.3. A terceira coluna a nomenclatura da fonte de referência do custo do item;
9.3.7.4.4. A quarta coluna representa o código da fonte de referência do custo do item;
9.3.7.4.5. A quinta coluna representa a descrição dos serviços;
9.3.7.4.6. A sexta coluna deve representar a unidade de referência do respective item;

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9.3.7.4.7. A sétima coluna representa o somatório de todos os quantitativos do item que


se repetem e foram orçados na planilha;
9.3.7.4.8. A oitava coluna deve representar o custo unitário do item com a incidência do
BDI;
9.3.7.4.9. A nona coluna deve representar o produto entre as duas colunas anteriores,
com valores arredondados em até duas casas decimais;
9.3.7.4.10. A décima coluna deve representar o percentual referente da divisão entre valor
correspondente da nona coluna e o valor total do orçamento, considerando a retirada
dos itens do orçamento, conforme descrito no início deste capítulo;
9.3.7.4.11. A décima primeira coluna deve representar o percentual acumulado das
representatividades de cada item;
9.3.7.4.12. A décima segunda coluna representa a classificação dos itens pela
importância:
9.3.7.4.12.1. Classificação A: Itens cuja representatividade acumulada atinge os
valores cuja importância atingem 80%;
9.3.7.4.12.2. Classificação B: Itens cuja representatividade acumulada atinge os
valores cuja importância estão entre 80% e 90%;
9.3.7.4.12.3. Classificação B: Itens cuja representatividade acumulada atinge os
valores cuja importância estão entre 90% e 100%;

9.3.8.Mapa de Cotação (ANEXO IV)


9.3.8.1. Deve ser preenchido o cabeçalho com nome da obra, bem como o mês e ano que
representa a data-base de atualização do orçamento. Neste cabeçalho também deve
conter a indicação dos percentuais de BDI de serviços e materiais;
9.3.8.2. Devem ser cadastrados os itens de materiais da obra na coluna ITEM, não havendo
repetição de itens no mapa de cotações.
9.3.8.3. Seguir descrição dos itens conforme orçamento;
9.3.8.4. Os itens devem ser organizados em ordem alfabética;
9.3.8.5. Identificar o preço adotado através da análise estatística na coluna R$ ADOTADO.
Calcular preço final de cada item incluindo o BDI de materiais vigente na companhia e
transferi-los para a planilha orçamentária.
9.3.8.6. Identificar o menor custo ofertado na coluna MENOR PREÇO;
9.3.8.7. Identificar o nome da empresa fornecedora nas colunas da planilha, indicando na
célula:
9.3.8.7.1. Nome do Fornecedor;
9.3.8.7.2. CNPJ;
9.3.8.7.3. Telefone/e-mail;
9.3.8.7.4. Nome do Contato;
9.3.8.7.5. Número da Página do caderno de cotações a ser entregue ao solicitante;
9.3.8.8. Em caso de não obtenção das 3 cotações, indicar na coluna Observação o número do
relatório técnico circunstanciado com quadro resumo de informações, informando as

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fontes de consulta (com no mínimo nome da empresa, CNPJ, telefone, nome do contato
e data, no caso de cotações) dos fornecedores não responderam à pesquisa.

9.3.9.Cotações
9.3.9.1. Devem ser apresentados em arquivos próprios encadernados, com numeração de
páginas compatível com os itens listados no Mapa de Cotações.
9.3.9.2. As cotações devem constar o nome da empresa, CNPJ, fornecedor do
material/equipamento, proposta financeira, data da proposta, assinatura do responsável
pela cotação, endereço da empresa e demais contatos de telephone e e-mail.

9.3.10. Composições
9.3.10.1. Devem ser apresentados em arquivos próprios encadernados.

9.3.11. Cronograma físico-financeiro e Curva S (ANEXO V).


9.3.11.1. Determina o prazo de execução de cada serviço e/ou atividade, dimensiona as equipes
de trabalho e disponibiliza as informações de quantidades planejadas para programação
de compras. Deve ser apresentado em formato de planilha eletrônica editável e em meio
físico assinado pelo responsável técnico do projeto e/ou orçamento.
9.3.11.2. O cronograma ao ser elaborado tem como objetivos:
9.3.11.2.1. Atender os prazos da obra
9.3.11.2.2. Controlar o fluxo financeiro
9.3.11.2.3. Programar as compras,
9.3.11.2.4. Gerir e contratar mão-de-obra e,
9.3.11.2.5. Prevenir conflitos entre atividades

9.3.11.3. Para a elaboração do cronograma deve ser seguido no mínimo as seguintes etapas de
planejamento:

9.3.11.3.1. Definir as Atividades que serão necessárias para execução da obra


9.3.11.3.2. Sequenciar as Atividades em ordem de execução na Obra
9.3.11.3.3. Estimar as durações das atividades com base nas composições de custos
unitários que compõem a atividade
9.3.11.3.4. Desenvolver o Cronograma.

9.3.11.4. O cronograma a ser disponibilizado pelo projetista/orçamentista deve ser ao máximo


detalhado para que possibilite o dimensionamento correto das equipes de
acompanhamento e Administração da Obra.
10. BDI

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10.1. Benefícios e despesas indiretas refere-se ao valor percentual que incide sobre o custo global de
referência para realização da obra ou serviço de engenharia.
10.2. O preço de referência das obras e serviços de engenharia será aquele resultante da composição do
custo unitário direto do sistema utilizado, acrescido do percentual de Benefícios e Despesas Indiretas –
BDI, evidenciando em sua composição, no mínimo:
10.2.1. taxa de rateio da administração central;
10.2.2. percentuais de tributos incidentes sobre o preço do serviço, excluídos aqueles de
natureza direta e personalística que oneram o contratado;
10.2.3. taxa de risco, seguro e garantia do empreendimento; e
10.2.4. taxa de lucro;
10.2.5. Despesas Financeiras.
10.3. Devem ser seguidas as taxas de BDI existentes e aprovados pela COMPESA através de Resolução de
Diretoria, sendo as mesmas inseridas no orçamento.

11. ENCARGOS SOCIAIS E COMPLEMENTARES

11.1. Os Encargos Sociais são obrigatórios, exigidos pelas Leis Trabalhistas e/ou resultantes de Acordos
Sindicais adicionados aos salários dos trabalhadores.
11.2. Os Encargos Sociais dividem-se em quatro níveis:
11.2.1. Encargos Sociais Básicos.
11.2.2. Encargos Sociais que recebem a Incidência do item 11.2.1.
11.2.3. Encargos Sociais que não recebem as incidências globais do item 11.2.1.
11.2.4. Taxas de Reincidência;
11.3. Devem ser seguidos os Encargos Sociais aprovados pela COMPESA através de Resolução de Diretoria
no momento da elaboração do orçamento.

12. MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO

12.1. O item Mobilização e Desmobilização se restringirá a cobrir as despesas com transporte, carga e
descarga necessários à mobilização e à desmobilização dos equipamentos e mão de obra utilizados no
canteiro
12.2. O pagamento do item Mobilização e Desmobilização deve ser feito na proporção da execução física
desses serviços, ou seja, considerando o conjunto de equipamentos e pessoal mobilizados, e conforme
previsto no cronograma de desembolso da obra. Com critérios de medição e pagamento adequadamente
definidos para o item em questão, busca-se eliminar a possibilidade de antecipação de pagamentos.
12.3. Para o dimensionamento da Mobilização e Desmobilização de Pessoal de nível superior, pode ser
considerado origens diferentes do Estado, limitando-se a distância máxima de Recife a São Paulo.
12.4. Para o dimensionamento da Mobilização e Desmobilização de máquina e equipamentos
preferencialmente deverá ser considerada a praça de Recife como origem com preços DNIT. Máquinas
e equipamentos comprovadamente não existentes na praça do Recife podem ser mobilizados da praça
de origem comprovada. O dimensionamento dos custos deverá ser realizada pelos seguintes itens
abaixo, sendo estes dois itens permanentemente inseridos nos orçamentos:

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12.4.1. Mobilização e Desmobilização – Carga e Descarga de Equipamentos, sendo o custo


unitário atribuído por tonelada (t);
12.4.2. Mobilização e Desmobilização – Transporte, sendo o custo unitário atribuído por
tonelada x Quilômetro (t*km).

13. ADMINISTRAÇÃO LOCAL

13.1. A administração local também é um componente do custo direto da obra e compreende a estrutura
administrativa de condução e apoio à execução da construção, composta de pessoal de direção técnica,
pessoal de escritório e de segurança (vigias, porteiros, seguranças etc.) bem como, materiais de
consumo,equipamentos de escritório e de fiscalização.
13.2. As despesas relativas à administração local de obras, pelo fato de poderem ser quantificadas e
discriminadas por meio de contabilização de seus componentes, devem constar na planilha orçamentária
da respectiva obra como custo direto. A mesma afirmativa pode ser realizada para despesas de
mobilização/desmobilização e de instalação e manutenção de canteiro. Essa prática vem sendo
recomendada pelo TCU e visa a maior transparência na elaboração do orçamento da obra.
13.3. O pagamento do item Administração Local seja feito na proporção da execução financeira dos serviços,
de forma a garantir que a obra chegue ao fim juntamente com a medição e o pagamento de 100% da
parcela de administração local.
13.4. A Administração Local compreende os custos das seguintes parcelas e atividades, dentre outras que se
mostrarem necessárias:
13.4.1. chefia e coordenação da obra;
13.4.2. equipe de produção da obra;
13.4.3. departamento de engenharia e planejamento de obra;
13.4.4. manutenção do canteiro de obras;
13.4.5. gestão da qualidade e produtividade;
13.4.6. gestão de materiais;
13.4.7. gestão de recursos humanos;
13.4.8. gastos com energia, água, gás, telefonia e internet;
13.4.9. consumos de material de escritório e de higiene/limpeza;
13.4.10. medicina e segurança do trabalho;
13.4.11. laboratórios e controle tecnológico dos materiais;
13.4.12. acompanhamento topográfico;
13.4.13. mobiliário em geral (mesas, cadeiras, armários, estantes etc.);
13.4.14. equipamentos de informática;
13.4.15. eletrodomésticos e utensílios;
13.4.16. veículos de transporte de apoio e para transporte dos trabalhadores;
13.4.17. treinamentos;
13.4.18. outros equipamentos de apoio que não estejam especificamente alocados para
nenhum serviço.

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13.5. A administração local sofre influência de uma série de fatores, como por exemplo:
13.5.1. prazo e cronograma da obra, pois várias parcelas da administração local são custos
fixos, portanto, quanto maior o prazo da obra maior o custo com a administração local;
13.5.2. tipo de obra e dos serviços a serem executados, que exigirão uma composição
diferente de profissionais que acompanham a obra;
13.5.3. local da obra;
13.5.4. contingente de trabalhadores, o que impacta na estimativa dos custos com
alimentação, transporte, ferramentas e equipamentos de proteção individual e coletivo dos
empregados;
13.5.5. turnos de trabalho (impacto no contingente de trabalhadores);
13.5.6. jornada diária de trabalho (impacto no contingente de trabalhadores);
13.5.7. valor e complexidade da obra, que pode exigir maior grau de supervisão e controle da
administração da obra;
13.5.8. legislação dos sistemas Confea/CAU, para definição de quais especialidades serão
requeridas e os respectivos prazos de permanência para cada tipo de obra;
13.5.9. normas do Ministério do Trabalho (em especial NR-18, NR-6, NR-7, NR-12 e NR-4);
13.5.10. disposições existentes nas convenções coletivas de trabalho dos trabalhadores da
construção civil no local da obra;
13.5.11. exigências ambientais diversas;
13.5.12. restrições legais de trabalhos em determinados horários ou restrições logísticas de
acesso ao canteiro de obras.
13.5.13.

14. REVISÕES

Objetivo da
Nº Data Nome Setor
Revisão
Flávio Coutinho Cavalcante GPE
Elaboração do Janaína Rosa Ramos da Silva Moura COR
00 29/07/2016
documento Júlio Tenório de Oliveira CPA
Fabíola Maria de Abreu Tenório DPR

15. DISPOSIÇÕES GERAIS

Os critérios e procedimentos contidos nesta Norma Interna estão de acordo com a legislação em vigor, devendo
ser observados os termos deste instrumento normativo.
Os casos omissos referentes ao teor desta Norma Interna, serão resolvidos pelo Diretor Técnico e de
Engenharia.

16. VIGÊNCIA

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Esta Norma Interna entra em vigor na data de sua assinatura, revogando disposições em contrário e as
prescrições das SOP-092.

17. DIVULGAÇÃO

A divulgação desta Norma deverá ser efetuada através da Internet em local específico.
ANEXO I
MODELO DE PLANILHA RESUMO DO ORÇAMENTO

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ANEXO II
MODELO DE PLANILHA ORÇAMENTÁRIA

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ANEXO III
MODELO DE CURVA ABC

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ANEXO IV
MODELO DE MAPA DE COTAÇÕES

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ANEXO V
MODELO DE CRONOGRAMA FÍSICO-FINANCEIRO E CURVA S

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