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FUNDAÇÕES

SUPERFICIAIS
INTRODUÇÃO
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
MECANISMO DE TRANSFERÊNCIA DE
CARGA EM SAPATAS
 A distribuição dos cargas sob as sapatas não é uniforme

Sapata Flexível Sapata Rígida


Areia / Argila Areia / Argila
MECANISMO DE TRANSFERÊNCIA DE
CARGA EM SAPATAS
Sapata Flexível – Areia

 Como a resistência ao cisalhamento de uma areia é proporcional à


tensão confinante, então a areia é dotada de maior resistência no
centro da área carregada, e consequentemente sofrerá menores
deformações nesta região
 No entanto, num ponto mais próximo das bordas da área
carregada, o confinamento é menor, a resistência ao cisalhamento
diminui, e as deformações (recalques) são maiores

Recalques
Tensões de Contato
MECANISMO DE TRANSFERÊNCIA DE
CARGA EM SAPATAS
Sapata Rígida – Areia

 Uma placa infinitamente rígida, uniformemente carregada, produzirá


deformações (recalques) uniformes na superfície do terreno.
 Comparando-se com o caso anterior (placas flexíveis), pode-se concluir
que no centro, onde as tensões confinantes são altas, as tensões de
contato são maiores que nas bordas (região de baixas tensões
confinantes), para que aconteça a uniformidade dos recalques
 A distribuição das tensões de contato tomará a forma aproximada de
uma parábola.

Recalques Tensões de Contato


MECANISMO DE TRANSFERÊNCIA DE
CARGA EM SAPATAS
Sapata Flexível – Argila

 Uma placa totalmente flexível, uniformemente carregada, aplica à superfície


do solo uma tensão também uniforme. A distribuição de tensões na superfície
introduz maiores tensões nos pontos do solo situados na vertical que passa
pelo eixo da placa, e tensões menores nos pontos do solo afastados deste
eixo
 Logo, como as tensões nos pontos do solo mais próximos ao eixo vertical são
maiores do que aquelas nos pontos mais afastados decorrem maiores
recalques no centro da placa e menores nas bordas da mesma

Recalques
Tensões de Contato
MECANISMO DE TRANSFERÊNCIA DE
CARGA EM SAPATAS
Sapata Rígida – Argila

 Uma placa infinitamente rígida uniformemente carregada, induzirá deformações


(recalques) obrigatoriamente uniformes na superfície do terreno carregado
 Isto significa que a placa rígida acaba por promover uma redistribuição de
tensões na superfície da área carregada, de tal maneira que as tensões
transmitidas a qualquer ponto situado no interior da massa do solo coesivo,
próximo ou distante do eixo vertical de carregamento, sejam uniformes
 Logo, as tensões na superfície de contato deverão ter maior intensidade nas
bordas que no centro do carregamento

Recalques
Tensões de Contato
BULBO DE TENSÕES

Sondagem

SPT B
13
N.A

AREIA FINA E 16

~ 1,5B
MÉDIA CINZA
11
13 + 16 + 11 ~
Nmédio = = 13
14 3

8
σa= 0,02.N= 0,02.13= 0,26MPa
ARGILA SILTOSA
VARIEGADA
5

AREIA DE GRANUL. 20
VARIADA AMARELA

40
BULBO DE TENSÕES
Apoiam-se sobre o solo a uma pequena
profundidade

H < 2.B
P

B
METODOLOGIA
EXECUTIVA

BLOCOS
 Bloco
 Elemento de fundação dimensionado para que
as tensões sejam resistidas, sem necessidade
de armadura,
 Podem ser executados em concreto ou pedra
argamassada.
Altura constante
Escalonado
METODOLOGIA
EXECUTIVA
SAPATAS
SAPATAS ISOLADAS
SAPATAS ISOLADAS
SAPATAS ISOLADAS
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS

 Sapatas de alvenaria de
tijolos
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS

 Sapatas de Grelhas de
aço
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
PLANTA
CORTE
P

H SAPATA
L
hS

P1 P2 P3 P4 P5

RADIER

Mais
flexível Mais rígido
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
SAPATA ASSOCIADA
CG

P2 P1 P2
P1
CG

xa xa
l l

P1 P2

P1+ P2

VIGA
PILAR

VIGA

Vista Frontal Vista Lateral


TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
SAPATA ASSOCIADA
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
SAPATA ASSOCIADA
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
SAPATAS CORRIDAS
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
SAPATA DE DIVISA

PLANTA CORTE
Divisa
b0 bO

CG a0 a

e
e b

b Divisa
TIPOS DE FUNDAÇÕES
SUPERFICIAL / DIRETA /
RASA

Sapata de Divisa
e

CG

σadm

σsmáx < σadm


TIPOS DE FUNDAÇÕES
SUPERFICIAL / DIRETA /
RASA

Sapata de Divisa
P
 Como o solo não reage à tração a
sapata fica parcialmente apoiada
 Deve-se garantir que 2/3 da sapata esteja
em assentada no solo
 Se P for muito grande a sapata pode
perder a rigidez e tornar-se ineficiente,
+ - como se fosse um pé de pato
σadm  A transmissão das tensões não se faz em
toda a sapata
σsmáx < σadm
TIPOS DE FUNDAÇÕES
SUPERFICIAL / DIRETA /
RASA

Sapata de Divisa
P  Uma alternativa para redução dos
custos é o uso da viga alavanca
 É uma viga de transição que suporta os
pilares
 Transfere a carga excêntrica do pilar para
as sapatas, não mais excêntricas
 Comporta-se como uma viga em balanço
+ - biapoiada
 No balanço está aplicada a carga do pilar de
σadm
divisa, o que cria um efeito de alavanca que
tende a aliviar o apoio do lado oposto ao
σsmáx < σadm
balanço
 DAÍ O NOME VIGA ALAVANCA
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
Para fazer com que a resultante R na base da sapata fique centrada,
são empregadas vigas de equilíbrio ou vigas alavancas, de maneira que fique
compensado o momento proveniente da excentricidade e.

Sapata de Divisa Alavancada


b

P1
a P2

P1 P2

e R1 R2
b
L

DIVISA
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS

Sapata de Divisa Alavancada


h

a
x

Aparalelogramo = a.h
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
 Radier

 Elemento de fundação que recebe


todos os pilares de uma obra.
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS

Radier
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
 Coliseu anel com 12m de profundidade com concreto
ciclópico,
 Pantheon se assenta sobre um anel de concreto com
4,5m de profundidade e 7m de largura.
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS

Fonte: modificado de El-Mossalamy & Franke (1997)


TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
Burj Khalifa
Khalifa,, Dubai, 828 m (inaugurado
(inaugurado em jan
jan/2010)
/2010)

www.burjkhalifa.ae
7/59
TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
Radier Estaqueado
MESSETURM (ALEMANHA)

Fonte: modificado de El-Mossalamy & Franke (1997)


TIPOS DE FUNDAÇÕES RASAS
Radier Estaqueado
MESSETURM (ALEMANHA)

Fonte: modificado de El-Mossalamy & Franke (1997)


SERVIÇOS PARA
EXECUÇÃO DE SAPATAS
ARMAÇÃO DE ESTACAS E RADIER

29/59
ARMAÇÃO DE ESTACAS E RADIER

53/59
RADIER - PREPARAÇÃO
RADIER - CONCRETAGEM
RADIER - CONCRETAGEM
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS

SAPATA EM CURITIBA

Execução de sapata com 510 m³ de


volume de concreto demandou
planejamento rigoroso em obra de
Curitiba (Fonte: Revista Técne)
05/04/2013
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 A concretagem da fundação do
Empreendimento Workspace Brigadeiro,
localizado no centro de Curitiba, exigiu
um planejamento executivo detalhado e
o controle rigoroso da execução, dada a
quantidade de concreto e cimento
consumidos na obra
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 Localizado em um terreno de 1.400 m²


 100% escavado e com quatro andares de
subsolo
 possui uma única sapata com dimensões
de 12 m x 17 m x 2,5 m, na qual foi
aplicado um volume total de 510 m³ de
concreto.
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 Parte superior da sapata estava


posicionada a -11 m, sendo a cota mais
baixa -13,50 m
 A quantidade de concreto aplicado na
sapata ocasionou uma grande liberação de
calor, decorrente das reações químicas de
pega do concreto
 Foi necessário estudar um concreto especial
para a obra.
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 O concreto especificado tinha fck de 35


MPa e slump de 18 ± 3 cm
 Devido às grandes dimensões não era
possível vibrar
 Foram adicionados aditivos para ajudar na
plasticidade do concreto, evitando a utilização
de água e um maior consumo de cimento,
provocando ainda mais reações exotérmicas
de hidratação
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 Gelo para o controle da temperatura


 Mesmo a temperatura de lançamento sendo
controlada, três dias após a concretagem o
centro da sapata chegou perto de 60°C
 Sem este controle, a temperatura seria
elevada de tal forma a provocar fissuras na
sapata, e com o passar das horas, seria
responsável pelo colapso da estrutura
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 Por se tratar de uma região central da


cidade, e por exigir uma grande
movimentação de caminhões, a
concretagem foi realizada em um
sábado, das 6h00 às 18h00
 Além disso, para posicionar a bomba
lança, foi adquirida com o SETRAN uma
autorização para interrupção de uma
faixa da Avenida Brigadeiro Franco
EXECUÇÃO DE SAPATAS

 Em média cada caminhão levou 12 minutos


para descarregar 8 m³ de concreto.
 Os caminhões se posicionavam na obra em
três unidades correntes
 No primeiro caminhão descarregava-se o

concreto
 No segundo era realizado o controle de

temperatura e "slump test"


 No terceiro, controles tecnológicos com

adição de aditivos
CONTROLE DE QUALIDADE
PROVA DE CARGA EM PLACA
 Placa rígida  tensões ao solo
 Área da placa ≥ 0,5m2.
 ∅ = 0,80m
PROVA DE CARGA EM PLACA

 A prova de carga é executada em estágios de


carregamento onde em cada estágio são aplicados ≤
20% da taxa de trabalho presumível do solo,
 Em cada estágio de carregamento, serão realizadas
leituras das deformações logo após a aplicação da
carga e depois em intervalos de tempos de 1, 2, 4, 8,
15, 30 minutos, 1 hora, 2, 4, 8, 15 horas, etc..
PROVA DE CARGA EM PLACA

Os carregamentos são aplicados até que:


 ocorra ruptura do terreno,

 a deformação do solo atinja 25 mm,

 a carga aplicada atinja valor igual ao dobro da


taxa de trabalho presumida para o solo.
PROVA DE CARGA EM PLACA

 Último estágio de carga pelo menos 12 horas, se


não houver ruptura do terreno,
 O descarregamento deverá ser feito em estágios
sucessivos não superiores a 25% da carga total,
medindo-se as deformações de maneira idêntica a
do carregamento.
PROVA DE CARGA EM PLACA

Tensões (KPa)
0 100 200 300 400 500 600 700 800
0

58 : 31 Horas
10
11 : 47
Minutos
20

30
27 : 39

40 42 : 12
Recalques (mm)
CRITÉRIOS DE
RUPTURA E RECALQUE

 Geralmente, para solos de alta resistência,


prevalece o critério da ruptura, pois as
deformações são pequenas

 Para solos de baixa resistência, prevalece o


critério de recalque admissível, pois as
deformações do solo serão sempre grandes.
TENSÃO ADMISSÍVEL

 Tensão admissível de um solo deve ser fixada


pelo valor mais desfavorável entre os critérios:
- σadm = σruptura /n (critério de ruptura)
- σadm = σMax /n (se não ocorreu a ruptura)
- σadm = σrecalque admissível /n (critério de
recalques excessivos)
onde : n=2
PROVA DE CARGA EM PLACA
PROVA DE CARGA EM PLACA
VIGA DE REAÇÃO
PLACA
MACACO HIDRÁULICO
INSTRUMENTAÇÃO
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
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FUNDAÇÕES SUPERFICIAIS
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